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Trabalho de Português Gramática

Apresentações:

Alunos: Vinícius Achterberg e Oscar de Freitas Disciplina: Português Escola: FacCentro Data: 06/05/11


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• Regras de Fonética Vogais. As vogais são sons formados pela vibração das pregas vocais e modificados segundo a força das cavidades supralaíngeas. Existem apenas cinco vogais na língua portuguesa: A, e, i, o e u. Dentro dessas vogais existem 12 sons (fonemas) que são: 1 som aberto: a 2 sons semi-abertos: é, ó 2 sons semifechados: ê, ô 2 sons fechados: i, u 5 sons nasais: a, e, i, o, u nasais

• Encontros vocálicos: Existem três tipos de encontros vocálicos, estarão logo abaixo:

• Hiato: É o agrupamento de duas vogais em sílabas diferentes.


• Ditongo: É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, se denomina Digonto Decrescente, e,quando a vogal estiver depois da semivogal, Ditongo Crescente. Denomina-se também oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.

• Tritongo: É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal.

• Dígrafos: Dígrafo é o agrupamento de duas letras com apenas uma fonema. Os dígrafos são rr, ss, sc, sç, xc, xs, ch, lh, nh, qu, gu. Representam-se os dígrafos por letras maiores que as demais, exatamente para estabelecer a diferença entre uma letra e um dígrafo. Os encontros de qu e gu só serão dígrafos, quando estiverem seguidos de e ou i, sem que o u seja pronunciado.

• Dígrafo Vocálico: É o encontro de uma vogal com m ou n, na sílaba: am, an, em, en, im, in, om, on, um, um. A única função m e do n é indicar que a vogal é nasal. Por exemplo: santo = san – to = sãto.

• Consoantes: São formadas pelas letras consoantes e pelos dígrafos consonantais (m, d, j, s, r, n...)

• Semivogais: A articulação se assemelha a das vogais, mas não funcionam como base da sílaba, sempre está ligada a uma outra vogal (i, u, e, o e nunca por a).

• Sílabas: quanto ao numero de sílabas as palavras classificam-se em:


• Monossílabas: uma única sílaba • Dissílaba: duas sílabas • Trissílaba: três sílabas • Polissílaba: mais de três sílabas • São monossílabos átonos:

• Artigos: o, a, os, as, um, uns. • Pronomes pessoais oblíquos: me, te, se, o, a, os, as, lhe, nos, vos. • Preposições: a, com, de, em, por, sem, sob. • Pronome relativo: que • Conjunções: e, ou, que, se. • São monossílabos tônicos: todos aqueles que possuem autonomia na frase. Exemplos: mim, há, seu, lar, etc. • Exs: Que foi? (átono) Você fez isso por quê? (tônico)

• Regras de Mau e Mal • Um dos erros mais comuns que ocorrem em textos escritos em língua portuguesa é o uso incorreto dos termos Mau e Mal. • Mau é Adjetivo e significa "ruim", "nocivo", "prejudicial", "de má qualidade" etc. O seu antônimo é bom e a sua forma feminina é má • Já Mal pode ser: substantivo, advérbio ou conjunção e seu antônimo é bem. • Atenção: Uma regra simples para saber quando se deve usar Mal ou Mau é lembrar-se sempre que Mal opõe-se a Bem e Mau opõe-se a Bom. Sempre que tiver dúvidas sobre qual termo usar, substitua Mal ou Mau pelo seu oposto que a forma correta ficará clara.


• Exemplos: Qual é a forma correta: Mau-estar ou mal-estar? • Vamos fazer as substituições: • Mau por bom a bom-estar • Mal por bem a bem-estar.

• Regras dos Porquês • PORQUÊ, POR QUÊ, POR QUE, PORQUE • Porquê (s.m.): O que está na origem ou explica um acontecimento, um comportamento. = CAUSA, MOTIVO, RAZÃO. • Ex. Ninguém entende o porquê de tanta confusão. • Por quê: • Sempre que a palavra “que” estiver no final da frase, deverá receber acento, independentemente do que a preceder. • Ex.Ela não me ligou e nem disse por quê.

• Por que: • Usa-se por que, quando houver a junção da preposição “por” com o pronome interrogativo “que” ou com o pronome relativo "que". Para facilitar, poderemos substituí-lo por «por qual razão», «pelo qual», «pela qual», «pelos quais», «pelas quais», «por qual». • Ex. Por que não me disse a verdade? (= por qual razão) • Gostaria de saber por que não me disse a verdade. (= por qual razão) • As causas por que discuti com ele são particulares. (= pelas quais) • Esta é a causa por que luto. (= pela qual). • Porque (adv. interr.)


• Tem valor semântico causativo ou final em frases interrogativas directas, sendo parafraseável por «por que motivo», «por que razão», «com que fim», «com que intenção». • Ex. Porque saíste sem avisar?

• Regras de Há, A e À • Verifica a correta utilização das formas homófonas “há” e “a”. Se o usuário utilizar "há", quando deveria ter usado "a", caso de: ("Daqui há dois dias"). Ou se fizer o contrário, usar "a" quando deveria ter usado "há", caso de: ("A tempos que não o vejo”), o revisor acusará erro

Texto Os indiferentes A linha vai paralela à estrada, entre a cidade e o rio (ditongo). As estações e apeadeiros estão protegidos por cercas de arame e é preciso subir e descer (Dígrafo) escadas para apanhar o comboio (tritongo).Cada estação tem duas plataformas altas e, no meio, existe o fosso onde (dígrafo vocálico) assentam os carris e corre o comboio. Numa das plataformas, um homem novo destaca-se dos outros porque avança extraordinariamente devagar e tem um andar periclitante. É cego (dissílaba), arrasta os pés como se esperasse a todo o momento encontrar os degraus de uma escada e faz movimentos ansiosos com o braço direito, explorando o espaço à sua volta. Agita a bengala sem parar, num movimento cadenciado ora para a esquerda, ora (monossílaba) para a direita e é impossível (polissílaba) não reparar (trissílaba) nele. Estou dentro (encontro consonantal) do carro, presa numa fila de trânsito, na estrada que corre ao longo da linha de comboio, e assisto ao descompasso que existe entre o cego e todos os outros que chegam e partem sem olhar para ele, com discrição (“prudência” parônimo descrição “descrever”). Ou melhor, sem o ver. Homens e mulheres, rapazes e raparigas cruzam-se no caminho do cego e afastam-se instintivamente para sem ter bom senso (“entendimento, juízo” homônimo de censo “recenseamento”). Indiferentes à necessidade imperiosa que o cego tem de encontrar


chão debaixo dos pés e à vertigem que é, para ele, o pequeno abismo que separa as duas plataformas, passam sem se deter. Não lhes ocorre sequer pensar que, naquele lugar, ele precisa especialmente de ajuda para se orientar e não cair no fosso dos baús (hiato). Para quem não é cego, ver o chão que se pisa e caminhar com segurança entre buracos e obstáculos é tão natural como respirar e daí, certamente, muita da distracção dos que passam pelo cego. Em todo o caso, aquele homem vai notoriamente aflito com a falta de referências, com o espaço onde se sente inseguro e, ainda, com a ameaça dos degraus e do abismo entre plataformas. Os seus gestos são inquietantes e os seus passos hesitantes mas, mesmo assim, os outros não reparam. Há um rapaz que vem no sentido contrário, de frente para ele, mas que também se afasta no preciso momento em que se cruza com o cego. Deixa-o passar, encosta-se a um poste e segue-o com um olhar abstrato. Mais um que olha sem ver, portanto. Vista do carro, a cena dói porque o cego continua penosamente a tentar encontrar caminho sem que ninguém pare para ajudá-lo. Percebe-se que não é maldade, mas indiferença pura. Ninguém quer saber ninguém está para se ralar, ninguém estão ali para ajudar ninguém e, no fundo, todos se sentem desculpados porque afinal o homem(H por causa da a etimologia) é cego e não vê os que, podendo ajudar, não ajudam. É muito mais fácil não ajudar um cego do que um coxo porque este olha para nós e percebe a nossa indiferença, enquanto o outro não. Acontece que a indiferença mata e, de uma maneira ou de outra, todos sabemos isso. Sabemos por que (explicação) sentimos, aliás. E se a indiferença dos outros nos mata porque será que nós próprios persistimos tantas vezes nesta atitude?


Trabalho de Português