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S ĂŠrgio FigueiredoA E conomia estĂĄ a emancipar - se do E stado

Matriz Poortuguesa Novo Ciclo de Portugal

no mundo

Torres

Joalheiros Portuguesa

Marca Secular

Esplendores do Orienteno Museu Nacional de Arte Antiga # 22.2014


Livros para executivos e empresas de Excelência O Protocolo é essencial na gestão de uma carreira de sucesso feita de reuniões, encontros, apresentações, jantares sociais, comunicação aos órgãos de comunicação social entre tantos outros eventos que fazem, cada vez mais, parte do dia-a-dia de um profissional exigente e conhecedor.


5 | Editorial 7 | Entrevista, Sérgio Figueiredo 24 | O Sentido do Paladar, Aura Lounge Café 28 | Cultura, Apresentação da Matriz Portuguesa– Sociedade Civil para o Desenvolvimento da cultura e do Conhecimento, no Mosteiro dos Jerónimos 42 | Matriz Portuguesa – Visita ao Palácio Palmela 52 | Matriz Portuguesa – Doação à Procuradoria-Geral da República 56 | Cultura, “Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa”, no Museu Nacional de Arte Antiga 68 | Património, “Marcas Portuguesas Seculares – -Torres Joalheiros” 82| Cultura, “Comemoração 650 de Cascais” 86 | Estilo, “A importância das flores à mesa”, Atelier Teresa Ribeiro 95 | Protocolo, Condecorações no dia Mundial do Teatro 98 | Protocolo, Sessão Solene Comemorativa do 40º Aniversário do 25 de Abril 102 | Protocolo, Visita de Estado a Portugal do Presidente da República de Singapura 110 | Protocolo, Corpo Diplomático no Dia de Portugal 112 | Protocolo, Cerimónia militar do Dia de Portugal 120 | Protocolo, Sessão Solene do Dia de Portugal 124| Protocolo, Condecorações no Dia de Portugal PORTUGAL PROTOCOLO Edição Digital Nº 22 | 2014

Director João Micael Jornalista Convidada Maria Dulce Varela Colunista Convidada Teresa Ribeiro Arte Portugal Protocolo Design Propriedade Matriz Portuguesa - Sociedade civil para o Desenvolvimento

da

Cultura

Conhecimento, Unipessoal, Lda.

e do

Rua Actor Augusto de Melo, Nº 4, 3º Dto. 1900-013 Lisboa Portugal Tel. +351 21 410 71 95 | Telem. +351 91 287 10 44 protocolo@portugalprotocolo.com

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Registo ERC Nº 125909 INTERDITA A REPRODUÇÃO DE TEXTOS E IMAGENS POR QUAISQUER MEIOS

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anterior ao actual acordo ortográfico.

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E

d i t o r i a l

Após oito anos de tantas e construtivas experiências – pessoais e profissionais -, no ramo da consultadoria de Protocolo nas áreas empresarial e social; ter proferido inúmeras palestras e master classes sobre o Protocolo, enquanto disciplina de vital importância no Mundo actual; da organização de vários acontecimentos propícios à reflexão e ao debate desta temática; da publicação dos livros Protocolo à mesa e Protocolo nas empresas em Portugal e de rubricas de Cultura e de Património Nacional, bem como das entrevistas de personalidades relevantes em Portugal na revista Portugal Protocolo e que tanta satisfação pessoal tem proporcionado; mas, que tudo excede tem sido, indubitavelmente, o conhecimento e relacionamento com notáveis individualidades cujo exemplo e contributo engrandecem e dignificam Portugal e os Portugueses. Foi, também, a fundação do Prémio Femina, criado para agraciamento e homenagem das mulheres portuguesas que se tenham distinguido na sociedade portuguesa com Excelência e Distinção, que ditou a nova direcção do meu percurso profissional, e, uma vez mais abraçar um novo, grandioso e infinitamente mais ambicioso projecto. É, pois, com indizível orgulho e sentimento de aventura, acompanhado com um grupo de bravos companheiros, que parto rumo a um novo horizonte, a Matriz Portuguesa - Sociedade Civil

para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento, uma instituição sem fins lucrativos, que tem como propósito a perpetuação, divulgação e dignificação da Matriz Portuguesa no Mundo; dinamizar e fomentar o debate e a apresentação de ideias e projectos,

visando a Excelência e a Distinção adquiridas com o Conhecimento. Sendo que não se trata de uma despedida, tão-somente até já, pois o gabinete e a revista “Portugal Protocolo” serão acolhidos neste novo projecto e serão mantidos todos os seus propósitos e experiência.

João Micael | Director de Portugal Protocolo #22 | Portugal Protocolo 2014 | 5


E n t r e v i s ta ,

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Sérgio Figueiredo

Tem 48 anos, lidera a Fundação EDP desde Março de 2007, onde é admnistrador delegado, e assume igualmente a coordenação mundial de vários programas deste grupo energético nas áreas da sustentabilidade, recursos humanos e inovação social, nomeadamente

EDP.. Para além ONU e o Banco

nas regiões das novas barragens da de responsável, em parceria com a

Mundial,

por programas de soluções energéticas

África, América Latina e Ásis, Sérgio Figueiredo é desde 2012, membro executivo do Conselho de Administração da EDO Produção e Membro do Comité Inovação da EDP. Com um currículo invejável (ele foi um jornalista emérito e premiado durante anos), não resistiu ao convite que lhe foi feito por António Mexia para assumir estas inúmereas responsabilidades dentro do gigante que é a EDP. Foi com ele que conversármos (e almoçámos) no restaurante Aura... sustentáveis para

Texto de Maria Dulce Varela Fotografias de João de Sousa #22 | Portugal Protocolo 2014 | 7


E n t r e v i s ta , Desde que está a liderar a Fundação EDP, desde 2007, tem sido um verdadeiro sucesso pessoal como também para a própria Fundação. Concorda com esta afirmação ou não? Estamos a concretizar um trabalho meritório e diferenciador. Do meu ponto de vista pessoal foi uma revelação absoluta. Se, há dez anos, me perguntasse se eu iria trabalhar para uma Fundação, ia- me indignar com a pergunta, porque, normalmente, as Fundações sempre foram vistas pela sociedade portuguesa como... não vou dizer como um mal necessário, mas como uma coisa mal compreendida. No caso das empresas, que é a situação em que estou, uma fundação era normalmente entendida como um depósito de excedentes. Porque a empresa não sabia o que eu havia de fazer. Portanto, o desafio que me foi lançado foi para eu dirigir uma fundação corporativa, o que, no primeiro minuto me surpeendeu e, a seguir, fascinou-me. Primeiro, porque auto-classificou a pessoa que me estava a convidar. Conhecia-me, sabia qual é que era o meu perfil, sabia que eu não queria ir descansar. Não era a reforma antecipada. E conhecendo o meu perfil e pensar em mim para dirigir uma fundação é algo extraordinário do ponto de vista do seu quadro mental. Uma pessoa que funciona fora do quadrado ... Mas fascinou-me, por isso mesmo, porque há tanto que fazer e nós não podemos andar a vida toda a queixarmo-nos de que nos falta sociedade civil. A intervenção cívica dos portugueses é, provavelmente, um dos mais graves défices estruturais da nossa democracia que não foi conseguida, na minha opinião, informada e interventiva. E, depois, recusar uma proposta que 8 | Portugal Protocolo 2014 | #22

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do ponto de vista profissional era um desafio estava fora de questão. Encarei a coisa como um papel em branco, vazio. Ter a possibilidade de escrever uma história a partir do princípio é algo que é irrecusável. Neste caso concreto, ainda, com a vantagem de ter a apoiar-me um convite de alguém dirigido, por alguém importante. a um director de jornal para dirigir uma fundação, e que colocou ao longo, destes anos, todos recursos e os meios necessários para que se concretize este trabalho. A EDP Produção ... é também, mais um novo desafio para si ? Quando as pessoas entram em casa e ligam o interruptor, não se imagina o que está por detrás. As fábricas que se constroem, os circuitos de distribuição e comercialização. Sim! A EDP Produção é a principal empresa produtora de electricidade em Portugal. E a electricidade em Portugal é um pouco como a saúde. Nos hospitais, só sentimos a necessidade quando sentimos a sua falta. Isso é um sinal de progresso. Se recuarmos 40 anos, nesta data em que evocamos a nossa democracia, o País estava longe de ter a cobertura eléctrica que tem hoje. E havia uma parte significativa da população portuguesa que não tinha acesso a esse bem essencial. A electricidade hoje é o ar que a gente respira. Quando vamos a um hospital e vemos aquelas máquinas, que nos podem manter saudáveis, a salvar a vida a muitas pessoas, podemos dizer que se não fosse a electricidade nada disso funcionava. O nosso conforto e bem-estar pessoal não eram possíveis sem electricidade. E é um bem tão essencial e, ao mesmo tempo, tão banal que as pessoas não dão por isso, não valorizam. Nós ouvimos, muitas


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vezes, as queixas recorrentes sobre a conta da electricidade. E ouve-se, muitas vezes, como sabe... Mas é preciso estar atento. Se formos às estatísticas do INE, os orçamentos familiares são três vezes empregues mais em telecomunicações do que em electricidade. Não houve ninguém que achasse que pagava demais pela internet, pelo telefone, pela televisão. Mas esta é a realidade. E quando uma família portuguesa gasta 1 euro em electricidade, gasta 3 euros em telecomunicações. Mas é da electricidade que as pessoas se queixam e queixam-se neste contexto. A que nós não podemos ficar indiferentes, de grande redução dos rendimentos das famílias. ... Mas as pessoas querem é saber o que pasgam pela electricidade, à primeira vista... E, desse ponto de vista, também acho que se há alguma política estrutural, que nós tivemos nos últimos anos com uma visão estratégica, foi na energia. Isso não tem nada a ver com a EDP. Foram os governos da República. Foram os governos que vieram do passado. Nem estou a falar neste governo nem no anterior... porque perceberam que o investimento em energias renováveis não era tão só uma questão ecológica. Não era só uma questão geracional. Mas também é. Porque talvez a energia seja um dos casos raros em que nós, hoje, estamos a antecipar para esta geração custos certos e seguros que a geração futura iria suportar. Enquanto que em tudo o resto, nomeadamente nas Finanças, quando falámos no Estado individado e na Segurança Social, se estamos a endividarmo-nos, isso significa estar

“A Economia está a emancipar-se do Estado, o que é histórico”

a empurrar o problema com a barriga. Aqui, claramente, o que foi pedido à actual geração foi para antecipar custos ambientais e financeiros e económicos que a geração lá à frente iria seguramente suportar. Nós, como não temos poços de petróleo, não temos gás natural, não temos matérias-primas que nos permitam viver consumindo combustíveis fósseis “à la longue”. A única forma de reduzirmos a transferência de recursos que o país faz para o exterior, quando compra essas matérias-primas, a única solução é reduzirmos as importações e basearmos a produção de electricidade em recursos próprios, vento e água. O projecto hídrico foi lançado com o Plano Nacional de Barragens, com um investimento massivo que o país fez em energia eólica, representa um ataque a uma das grandes origens do nosso desiquilíbrio externo. Porque um terço do nosso desiquilíbrio externo é a energia. O nosso desiquilíbrio externo #22 | Portugal Protocolo 2014 | 11


E n t r e v i s ta , tinha duas grandes fontes principais, o alimentar e a energia. Sendo que, nalguns casos, quando se constrói uma barragem, como é o caso do Alqueva, estamos a matar dois coelhos com a mesma cajadada. Porque estamos a revolucionar a agricultura no Alentejo. A verdadeira reforma agrária de que tanto se falou em 75 está a acontecer hoje. Não é a mesma. Mas é uma reforma agrária profunda. Agora, está a mudar não só a face daquela região, está a dar esperança aquela região do interior do Alentejo que estava a envelhecer e a definhar-se, com uma actividade económica assente no seu principal recurso que é a terra. Mas a terra precisava de água. A água que antigamente corria para o mar, após a construção da barragem a água serve agora para irrigar os campos e faz mover uma central eléctrica que produz electricidade. Quanto à minha experiência na Administração da EDP-Produção, eu diria que é uma nova função, mas a minha experiência começou antes dessa função. Isto porquê? Porque uma das primeiras constatações que fiz quando cheguei à Fundação foi que ela seria tão mais eficaz na sua intervenção quanto mais se agarrasse à empresa. Porque a diferença é entre eu ter uma Fundação isolada da realidade corporativa e, por outro, eu ter uma Fundação dentro da realidade da empresa e influenciando a própria empresa, nas sua opções, na sua cultura. A fundação estava a desperdiçar um capital humano – sete mil e tal pessoas que vivem e trabalham na EDP em Portugal e mais outras cinco mil que trabalham lá fora. Se olhasse para a Fundação de uma forma isolada circunscrever-meia a cento e tal parcerias, no sector oficial, no sector cultural, científico. E 12 | Portugal Protocolo 2014 | #22

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eu, entrando na empresa, usando o potencial que a empresa tem, estou a comunicar com dois milhões de portugueses. Se nós olharmos para o protocolo da Fundação, como algo passivo, que se limita a passar um cheque para os diversos sectores.... está bem de ver que isto não é suficiente nem necessário. E se quere que lhe diga, também não dava muito trabalho. É só uma questão de bola branca ou bola preta. E a conversa resumia-se à visibilidade... Era muito empobrecedor. E na realidade, não se justificava ter uma Fundação. Qualquer departamento de marketing faria essa tarefa. Então aprofundemos a conversa... Esta Fundação cresceu para fora, mas muito a partir do que tinha cá dentro. E em todos esses comités onde eu estou, que são os comités de gente de cima, de inovação, de sustentabilidade, e em mais uns quantos onde eu participo internamente, só foi possível, porque a EDP tinha esta visão de que a Fundação EDP não era uma instituição à parte da empresa. Era também uma parte estratégica para o negócio. Mas eu não concebo agendas de responsabilidade para o dia a seguir... Estamos a trabalhar para o trimestre e para os resultados do ano... E o que nós procurámos, juntamente com a EDP Produção, e por isso é que eu digo que a minha experiência com a EDP Produção precede a função, foi encontrar modelos inovadores, por exemplo, a Fundação EDP a assumir a responsabilidade de desenvolver um plano de intervenção social com o envolvimento das comunidades no sítio onde os engenheiros da EDP estavam a construir barragens no Norte de Portugal. E esta fusão


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interessantíssima, da técnica, da engenharia, das ciências exactas com as ciências sociais, a experimentação social e cultural conduziu-nos a coisas absolutamente fantásticas como por engenheiros a trabalhar ao lado de biólogos, a trabalhar com técnicos, artistas plásticos, a fazer intervenções em sítios que eram só construção civil e betão, dois arquitectos famosos a construírem a casa das máquinas das centrais, constituindo aquilo que seria mais um edifício num sítio de natureza em peças de arquitectura únicas... Falo de Souto Moura e de Siza Vieira, que são eles que estão a fazer os edifícios das centrais de Foz Côa e do Sabor... Com isto, construimos algo que fica naquilo que passa. E o que é que passa, a obra propriamente dita. Que dá milhares de empregos. enquanto decorre. Mas quando acaba é legítimo perguntar, o que é que a empresa deixa quanto a obra acaba. Pois uma das coisas que deixa, nesta mistura de cultura e engenharia, é apresentar, dentro de cinco anos, o único Roteiro de arte pública em barragens e vender isto como um produto turístico. Onde se tem Arquitectura já falámos e, depois há artistas plásticos, Pedro Calapez, Cabrita Reis, a Joana Vasconcelos, a Fernanda Fragateiro, o Croft, que fazem intervenções em empreendimentos hidro-eléctricos, que têm um escala descomunal. Para o próprio artista é um desafio, não vou dizer, único na vida, mas raro, raro. E que nós, a empresa, devemos salientar e valorizar. Temos 15 intervenções de artes plásticas, Temos duas barragens, desenhem aquilo que quiserem... E ficamos com uma obra que não existe em mais lado nenhum. O que nos está agora a dizer é uma coisa de muito interesse que as

pessoas deveriam saber, a nível geral... Essa pergunta é para o gestor ou para o antigo jornalista? É para ambos, talvez... Eu acho claramente, que isto não é um problema que possa descansar o resto da sociedade e atribuir culpas só à comunicação social. O Rei vai nú e vai ali! Eu acho que há, hà muito tempo, uma tendência depressiva, demasiado exagerada, provavelmente, que a comunicação social amplifica para valorizar o que está errado, o que corre menos bem. E temos muita coisa muito bem-feita que não aparece. Mas eu não quero separar os jornais da sociedade. Os jornais e as redacções são feitos por gente desta terra. Não são extraterrestres que aqui vêm com intuito maquiavélico... Mas há claramente um caldo de cultura que eu julgo que está a acabar, porque há algo que está a lavrar na sociedade portuguesa que não está a aparecer, que não tem importância, não tem visibilidade. (porque as pessoas que formam a opinião só falam do dinheiro)... E que é muito melhor do que aquilo que aparece. Estamos a falar aqui de algo que é feito por uma grande empresa que tem acesso à comunicação social, está nos jornais todos os dias, mas eu acho, que está nos jornais pelas piores razões. Mas esse reconhecimento, como também a procura por parte do Estado, deviam existir Se eu lhe disser que há uma empresa portuguesa que, há quatro anos consecutivos, é lider mundial em práticas de sustentabilidade em todo o sector eléctrico do Mundo (reconhecido pelo índice DOW Jones de sustentabilidade, que é o índice #22 | Portugal Protocolo 2014 | 13


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E n t r e v i s ta , que mede as práticas empresariais, na área ambiental e comercial) e que essa empresa é portuguesa e é a EDP, se calhar também não sabias. Realmente... E a EDP não é referência do sector electrico a nível mundial em padrões de sustentabilidade, por ser grande, porque então ganhavam as chinesas, nem é por ser poderosa, porque então aí ganhavam as americanas ou as alemães, também não é por ser rica, porque a EDP não é uma empresa rica à escala global, é uma média empresa com falta de capital ... Então porque é? Porque é construida em cima de critérios objectivos, de tal forma que é reconhecida durante quatro anos consecutivos a nível mundial. É chegar antes dos outros, como já fizemos, é fazer uma coisa que é fundamental para a própria sobrevivência... É ver um grupo chinês a investir 2 mil e 100 milhões de euros e a comprar uma empresa em Portugal. Mostram mais do que apreço, mostram que querem aprender. Porque reconhecem que há uma série de coisas que os portugueses fazem e que ninguém mais está a fazer. E esta área é crítica .... Mas toda essa realidade nunca foi bem percepcionada pela generalidade dos portugueses? Eles vêm comprar em Portugal porque perceberam uma realidade de grande valor... Exactamente! E demonstraram isso de forma inequívoca. Há áreas em que eles são absolutamente extraordinários. Eles fazem as maiores barragens do mundo. E aí há pouco a ensiná-los. Mas fazem-no de uma forma que, no Ocidente e nós também, fazemos aqui. E quem diz 16 | Portugal Protocolo 2014 | #22

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aqui, é preciso ter em atenção a obra que se faz também no Brasil, através da EDP Brasil. Como sabem estamos a construir no Brasil novas centrais hídricas. Isto para falar da nossa relação com os portugueses e com o custo da electricidade... Nós somos, para o bem e para o mal, um produto feito pelos portugueses, gerado por esta sociedade. Como é que eu me diferencio em relação à concorrência? Há a minha concorrência espanhola, que anda todos os dias aí a bater à porta dos clientes, aliando com um desconto de 3 ou 4 por cento. Se eu reduzir os custos para poder reduzir 3 ou 4 por cento na factura, o que estou a fazer é abrir a janela a deitar fora esse património. Que não há chinês nem espanhol que consiga capturar. É a relação com os portugueses desde o momento em que nasci. Esse é o nosso património, o nosso maior activo. E isso significa, não apenas colocar electricidade em casa das pessoas ou nos serviços públicos e nas ruas ou nas empresas onde os portugueses têm emprego. Porque a electricidade é uma comoditie. É um bem indiferenciado... As pessoas querem é ter electricidade, não querem saber a côr que tem, se é espanhol. A única forma que eu tenho para fazer isto é mudar essa relação, é regenerar essa relação, é a empresa entrar na vida das pessoas, investir na vida das pessoas, preocupar-se com a vidas das pessoas, encontrarse a lógica do donativo versus a lógica do investimento. Mas a solidariedade também é investimento? A solidariedade é um estado de espírito a forma como se faz é que pode ser um investimento ou uma caridade ... Mas vocês fazem as coisas como


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investimento... Nós procuramos, nos critérios que assumimos para as nossas decisões na Fundação, contribuir para mudar a vida dos portugueses. E só se muda a vida dos portugueses quando, com eles, se constroi aquilo que lhes mitiga a vida. Não é assom como matas-lhe a fome, mas não acabas com o problema da fome. Um projecto como o Banco Alimentar contra a Fome é de uma grande generosidade da sociedade portuguesa, muito bem liderado... Agora, não me venham dizer que aquilo é um projecto que combate a exclusão social... #22 | Portugal Protocolo 2014 | 17


E n t r e v i s ta , ... Não! Mas poderia mudar... Qual é o critério de escolha que a EDP Fundação faz para escolher os projectos? Principalmente, eu vou colocar recursos que actuam nas origens e nas causas das formações sócio-económicas do país e não colocá-los apenas para mitigar... Nós sabemos que o Estado está agora mais exaurido de recursos. Mesmo assim, aquilo que a segurança social transfere para as IPSS, através do Orçamento de Estado, todos os anos, significa, grosso modo, quatro milhões e meio de euros por dia, que é o meu orçamento para o ano inteiro para projectos sociais. Tenho pouco? Não. Se compararmos com as outras organizações corporativas eu tenho o dobro da segunda. Se eu comparar com a minha família, não tenho razões de queixa. Mas se eu pegar nesse dinheiro e me limitar a replicar aquilo que já está a ser feito, eu posso tomar posse como Ministro da Segurança Social às 8 da manhã e já vou para casa à noite, destituído do cargo, porque esgotei todo o meu orçamento só num dia. A diferença não está só no dinheiro. É na maneira como ele é aplicado... E é o que eu posso fazer naquilo que ninguém mais está a fazer. E já agora, trazendo capacidades de gestão para o sector social, que é claramente deficitário em competências de gestão. Desculpe. Mas não está a substituir-se ao Estado nas falhas que sabemos ele tem no sector social... É exactamente isso que lhe estou 18 | Portugal Protocolo 2014 | #22

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a dizer... É uma visão... É tapar o buraco por um dia... Era pobre... Estar a resumir a um dia na minha intervenção social a um dia na vida da segurança social. Do meu ponto de vista, poderia ir de férias 344 dias, mas não era bem isso... O primeiro dos critérios é, como é que eu contribuo para que a sociedade arranje novas ferramentas e novas respostas e novas soluções para os problemas da vida. O primeiro, a exclusão social, o desemprego é claramente um dos nossos maiores problemas. Nós não tinhamos o desemprego estrutural como temos hoje. Mas a fome, a educação... A falta de afecto dos portugueses na formação científica... Mas faz isso com outras instituições... Se não houvesse esse relacionamento, eu não estava a contribuir para mudar a organização. A organização é instrumental. É a vida das pessoas que essa organização impacta. Primeira coisa, recusar a visão do mecenas... recusar a visão ... dos projectos ... a visão de promotor dos projectos ...abandonar o papel passivo de mero ... como hei-de dizer ... de mero financiador ... não ficar à espera das ideias dos outros ... um projecto activo ... ser um protagonista da mudança. E isso significa trazer também activos não monetários. Na Fundação é preciso trazer rigor ... para um sector que está muito baseado no voluntarismo, em organizações muito frágeis, para não dizer, amadoras. Há essa forma ... e outra forma é a capacidade de inovar. Há empresas que, por esta definição, estão mortas. ... E esta capacidade de inovação, é a ideia de conseguir soluções novas para atacar os velhos problemas. E assim se fala em inovação social e não em


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E n t r e v i s ta , solidariedade. E é um contributo não quantificável .... e é um contributo essencial que as empresas têm de trazer para o sector social. Tem ideia de quantas pessoas é que beneficiam do trabalho da Fundação? Não, não! Porque todos nós somos avaliados pelos resultados. A sociedade portuguesa baseia o seu mérito em impulsos, o dinheiro que cada um gasta, e não há uma cultura de sermos avaliados pelos resultados. Há até uma coisa caricata no Conselho de Ministros: o Ministro que se sente mais importante é aquele que leva mais dinheiro. Mas ninguém é avaliado pelos resultados que produziu. Outra coisa importante neste sector é: primeiro, nós comprometemo-nos com objectivos, faz-se a estimativa de quantas pessoas é que esse projecto vai impactar e, depois, temos um método, aliás esse índice Dow Jones, através dos relatórios, da avaliação no índice social, que nos permite definir a avaliação dos “out put’s” e no final concluir que era para atingir 300 pessoas e atingi 350. E a soma de tudo isto, em todos os eixos da Fundação, na área social, no Museu, e na área cultural, sobretudo estas três, no final tocámos na vida de um milhão e 300 mil pessoas. ... É uma estimativa. Faz-se uma intervenção num hospital oncológico e reequipase esse hospital com um equipamento inovador... Antes tinham que ir a outro lado, mas agora já podem fazer o tratamento em Coimbra. E o hospital assume, quando faz esta parceria, fazer um relatório indicando quantas pessoas tratou... ora, há outras que têm de ser por estimativa. E

a

questão

da

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vertente

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cultural... Quando falava há pouco na intervenção da empresa na vida das pessoas, nos movimentos da sociedade, não posso evidentemente, excluir a cultura. A culura é a base da nossa identidade. Se nos afirmamos como uma empresa portuguesa, em multi-geografias, ao investir na cultura portuguesa sabemos que estamos a consolidar aquilo que nos une. ... isso materializa-se numa história que até precede a fundação EDP, que já era mecenas cultural há muitos anos. O que a Fundação fez foi profissionalizar essas acções... Nós encaramos a nossa intervenção numa posição integrada e não como observador. Primeiro, tirando partido de um espaço que a Fundação tem, que é o Museu da Electricidade, que não era programado do ponto de vista cultural, com exposições permanentes, aberto ao público, sobretudo o público estudantil, que continua a engrossar as estatísticas dos visitantes. Mas era um desperdício, num espaço daqueles, não aproveitarmos aquele magnífico espaço ao lado, completamente esquecido. Então aproveitámos, e bem, o posicionamento que a EDP já tinha nas artes plásticas e aprofundámos essa especialização. Claramente, a EDP é uma empresa de referência na promoção das artes plásticas, escultura, fotografia, instalações, vídeo. E aprofundamos relações duradouras, no âmbito do Mecenato, designadamente, com Serralves. Falámos sobre os critérios, isso é válido para a área social e para a área cultural. Nós não financiamos instituições... Só para dar um exemplo: nós tinhamos o estatuto de mecenas exclusivo da casa de Serralves. Que é uma casa lindíssima, que tinha uma placa nossa lá... e nós, com as mesmas verbas, transformámos isso num mecenato


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E n t r e v i s ta , cooperativo de logotipo em sete das principais exposições relevantes que Serralves fez nos últimos cinco anos. ... Passámos a programar em conjunto e a escolher projectos que não temos a preocupação de massificar... Porque se isso fosse assim, não entrávamos nas áreas como a de promoção de novos talentos,a aposta nos jovens, porque esses por definição não têm grandes oportunidades. Mas tem que haver um objectivo. O objectivo foi revelar dois jovens talentos por ano, que seja. Que é a forma de avaliarmos os projectos, nós e o nosso parceiro que recebe os recursos do mecenato. Mas é importante saber o que é que a sociedade ganha, mas também é relevante saber o que é que a empresa ganha com esta ligação à cultura. Isto não é um favor. Onde é que a empresa e a cultura se encontram? Na criatividade. A empresa busca, no mundo cultural e no mundo das artes, um ambiente de inovação, de invenção, de ousadia, de descoberta, de experimentação, de originalidade, que são atributos fundamentais, para que a empresa afirme também o seu ambiente de inovação interno. Esta relação com as artes e a cultura não têm um só sentido. Nós ganhamos muito em conviver de perto com um mundo que é destinado a criar. Por que isso também nos estimula a nós próprios. Ao lado do sentido altruísta, há também um sentimento egoísta. Daí que a empresa esteja a investir neste momento 25 milhões no Museu das Artes, junto do Museu da Electricidade. É pedir aos accionistas 25 milhões que poderiam ir para dividendos ou para abater dívida. Não, este dinheiro não vai nem para os accionistas nem para os Bancos, vai para construir o Museu das Artes. Mas é por que o dinheiro sobra? Não. 22 | Portugal Protocolo 2014 | #22

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E isto é feito neste momento em que a empresa está a reduzir os seus investimentos em eólicas nos Estados Unidos e em Espanha, está a reduzir para dois terços o que era o seu plano de investimentos. Uma esfera mais lusófona. Este centro é para portugueses. O Museu das Artes ficará implantado naquele conjunto de anexos, armazéns, oficinas, ao lado da Central Tejo, onde está o actual Museu da Electricidade. E recordo, a propósito, a história do Conselho de ministros britânico, durante a última guerra: numa altura em que não havia dinheiro para nada à excepção da área militar, o ministro das Finanças sugere que é necessário cortar na cultura e, do outro lado da mesa, Churchil disse “...se é para cortar na cultura, para que é que estamos em guerra?”. Isto é uma visão extraordinária. Uma visão de longo prazo. Uma resposta que os eleitores esperam que os decisores façam. A EDP quando está a construir este projecto, não está a pensar nos problemas de hoje, não está a pensar se a cultura é ou não a primeira prioridade do país. Se a principal preocupação é o corte nas pensões. Não se espera que seja a EDP a assegurar as pensões aos portugueses. Este investimento na cultura tem esta visão de longo prazo. Uma visão muito “contra-corrente”. Mas não tenho dúvidas de que, daqui a pouco tempo, quando aquilo estiver a funcionar, vai acontecer como tudo o resto que se construiu em Portugal. As polémicas à volta do CCB. A própria Fundação Champalimaud... Quem vai construir este novo projecto junto do Museu da Electricidade? Como em portugal não há arquitectos


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à m e sa c o m

Sérgio Figueiredo

com experiência em grandes edifícios... Escolhemos uma arquitecta inglesa, Amanda Levete, para a fazer o plano de construção do Museu das artes... A sua experiência como gestor empresarial (e mesmo do ponto de vista jornalístico) dlz-lhe que vai haver esperança de que isto vái andar para a frente... que as empresas vão crescer que vai haver possibilidade de negócio... que as pessoas possam respirar um pouco mais ... A resposta é sim! Esperança. A única correcção que faria é no tempo verbal. Não vai estar. Já está. Lisboa não vê. Os leitores dos jornais não vêm. O público das televisões não vê... O novo que está a nascer. É um país que não está na imprensa, que não se mostra. Que não é mostrado. As estatísticas do INE diziam-nos que o ano era sempre pior que o ano anterior. De repente, sem se perceber como nem porquê, a recessão acabou. O produto já está positivo. As pessoas não se apercebem donde é que isto vem. ... Vamos ver a banca, de lucros milionários passaram a prejuízos consecutivos. A construção civil, que era uma actividade a crescer a dois dígitos, passou a uma actividade em compressão radical. Na energia o mercado da energia neste momento está a valores de 2006, andámos para trás quase oito anos. E nas telecomunicações, não me parece que a sua dinâmica seja o motor da economia. Se vermos as empresas cotadas elas ganham hoje o que ganhavam há cinco anos atrás. O fundamental é que o investimento deixou de cair. A principal notícia é a de que o país deixou de estar à espera para saber onde o Estado iria investir. As empresas estão a fazer pela vida. Pequenas empresas que já nascem

globais duplicam a sua dimensão todos os anos. Pequenas empresas que nascem no interior e estão a facturar milhões. O empreendedorismo deixou de ser um chavão e não é o curso que se tira na universidade. Estava toda a gente sentada à mesa do orçamento e... daí os déficites. E isto o que nós estamos a viver hoje é histórico, as pessoas estão a dar a volta. A sua transição de jornalista para a gestão empresarial, foi fácil? Foi muito fácil, porque foi preparada. Eu não saí do jornalismo em fuga ou porque estava cansado, não. Eu gostava do jornalismo. Transpirava jornalismo por todos os poros. Chegou uma altura em que a cabeça falou mais alto que o coração. Cheguei a ser convidado para ir para uma televisão... Estava longe de prever o que é hoje a comunicação social. Preparei a minha saída um ano antes. Falei com o meu accionista e avisei que daí a um ano queria estar fora do jornal... O convite para a Fundação surgiu uns meses depois de eu ter comunicado a minha saída do jornalismo. Existe uma matriz portuguesa... algo que foi construído pelo mundo fora... Para mim Portugal não é este rectângulo. Para mim Portugal é onde os portugueses estão!

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 23


O Sentido

Como a

do

Paladar

é já tradicional, quando

Portugal Protocolo

tem um

convidado para entrevistar, certo é que o restaurante do

Carlos Medeiros (bem) Ora

Aura

é o local

escolhido.

vamos lá a saber quais

as iguarias e os vinhos que provámos durante a entrevista a

Sérgio Figueiredo.

24 | Portugal Protocolo 2014 | #22

Texto de Maria Dulce Varela Fotografias de João de Sousa


O Sentido

do

Paladar

Como entrada, tivemos umas Vieiras braseadas sobre cama de legumes em juliana com molho de salva, absolutamente irresistíveis. A acompanhar, foi servido um Quinta do Gradil 2011, um espumante bruto com uma longa história, à base de castas Chardonnay e Arinto, um vinho com bastante frescura, com uma complexidade de aromas, aliados à acidez e frescura, frutado e servido à temperatura de 8ºC. Como prato principal, um delicioso Tornedó de Novilho com Queijo da Serra da Estrela fundido, acompanhado com batatas chip e esparregado. Uma iguaria enriquecida com um tinto Terras do Demo Reserva 2008, em que as castas Tourigas Nacional e França, Aragonez, Tinta Barroca, Tinta Amarela e Malvasia Preta resultaram num vinho #22 | Portugal Protocolo 2014 | 25


O Sentido

do

Paladar

com intensidade, adstringente, mas fresco e frutado, de cor ruby. E para fechar com chave-de-ouro, a sobremesa – o Aura Emotion, absolutamente indiscritível. Como não podia deixar de ser, o néctar a acompanhar a sobremesa foi escolhido a preceito – um Sandeman Founders Reserve, de cor intensa, ruby, brilhante e limpo, com fortes aromas a fruta vermelha, com um reflexo de paladares fortes. Resta dizer que este Porto Ruby Reserva (à base das castas Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca e Tinto Cão) é um dos vinhos de referência da Sandeman, daí o seu nome, em honra do fundador da Companhia. Depois disto, só nos resta aguardar o próximo almoço. 26 | Portugal Protocolo 2014 | #22


O Sentido

do

Paladar

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 27


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Foi

apresentada a

Matriz

Portuguesa – Sociedade Civil para o

Desenvolvimento

Cultura

e do

Conhecimento,

no dia

29

de

Nobre

do

Museu Nacional

Arqueologia, JerĂłnimos 28 | Portugal Protocolo 2014 | #22

da

em

Abril,

no

no

SalĂŁo

Mosteiro

Lisboa.

de dos


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento A direcção da instituição manifestando o seu regozijo declarou “foi com grande regozijo que tivemos e demos conhecimento de como foi feliz a cerimónia de apresentação da Matriz Portuguesa – Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento, ocorrida no Mosteiro dos Jerónimos, lugar de excelência e do maior simbolismo nacional, brilhantemente referido pelo Prof. Adriano Moreira, um dos eméritos oradores convidados, além da Doutora Helena Marujo, do Dr. António Ferreira de Carvalho e do Dr. José Arantes. As suas palavras foram de reconhecimento e apoio, incentivando-nos a ir ainda mais longe na divulgação da Matriz Portuguesa, dando os parabéns por termos criado este projecto tão oportuno. Os oradores lembraram que é principalmente nas alturas mais conturbadas e de desesperança que é necessária e importante a participação da sociedade civil, o valor de uma Nação Positiva, o reconhecimento do empreendedorismo nacional, e, particularmente, o facto de Portugal ter sido o único país do Mundo a criar uma instituição como a CPLP, lembrando que países como Espanha, França, Países-Baixos, Alemanha e o Reino Unido não o conseguiram mesmo a Commonwealth está aquém dos propósitos da CPLP. Amélia Videira, actriz e agraciada com o Prémio Femina, abriu a cerimónia lendo o magnífico texto “Portugal e o Mar”, do historiador Rui Rasquilho, dando o mote a Paula Machado, da RDP Internacional, para moderar o debate que contou com oradores e convidados do meio cultural, académico, artístico e empresarial. Ficámos com a indelével certeza de que “a obra nasceu”, e da varanda dos Jerónimos, ao pôr-do-Sol, sobre o Tejo, sentimos bons presságios.” #22 | Portugal Protocolo 2014 | 29


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Isabel e Carlos Nunes

Margarida Pimentel, VirgĂ­nia Goes e AmĂŠlia Eirado 30 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

António e Pedro Ferreira de Carvalho

Angélica Jorge e Margarida Pereira Müller #22 | Portugal Protocolo 2014 | 31


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Nuno de Moura Portugal e Jo達o Micael

Jo達o Balula Cid e Andreas Wolff 32 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Senhora Fong Miu Leng e senhor Choi Man Hin

Paula Machado, Isabel Silveira Godinho e Ant贸nio Gentil Martins #22 | Portugal Protocolo 2014 | 33


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Amélia Videira e João Micael

José Arantes e António Gentil Martins 34 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Amélia Eirado e Adriano Moreira

Pedro e António Ferreira de Carvalho, Paula Machado e José Arantes #22 | Portugal Protocolo 2014 | 35


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Aline e Thomas de Beuvink

A direcção de Matriz Portuguesa - Louise Kamber, Luísa de Paiva Boléo, João Micael, Ana Paula Santos e Susana Valdez Lemos 36 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento

Amélia Videira lendo “Portugal e o Mar” de Rui Rasquilho

António Ferreira de Carvalho, Adriano Moreira e José Arantes #22 | Portugal Protocolo 2014 | 37


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento P ropósito

e

A ctividades

A perpetuação da Matriz Portuguesa – o embrião da Gesta Lusa e da criação de vínculos culturais, científicos e artísticos, como mensagem da Excelência de um Povo e do seu Desígnio, sendo esse o seu Legado ao Mundo; Dinamizar e fomentar o debate e a apresentação de ideias e projectos, visando a Excelência e a Distinção adquiridas com o Conhecimento; Promover a valorização profissional e cultural dos seus participantes; Relacionamento e intercâmbio entre profissionais e organizações nacionais e estrangeiras; Elaboração de uma base de dados dos membros do Concílio Matriz Portuguesa para divulgação dos acontecimentos e iniciativas da Matriz Portuguesa; Aprovação, organização e apresentação de projectos pessoais ou de grupos de membros do Concílio Matriz Portuguesa, de cariz editorial, artístico, ensaístico, cultural, no âmbito dos propósitos e ideais da Matriz Portuguesa; A edição e publicação, sob qualquer forma e suporte, de obras relacionadas com os seus propósitos e ideais, e apoio editorial a autores membros dos concílios; A celebração de contratos-programa com diferentes entidades e autoridades, estabelecendo as condições acordadas para a realização dos objectivos programados; Quaisquer outras actividades que se ajustem às finalidades da Matriz Portuguesa. Organizando e realizando para o efeito: Encontros, conferências, cursos, acções de formação, exposições, espectáculos de teatro, cinema, dança, música, ópera, visitas e viagens em Portugal e no estrangeiro, bem como outras iniciativas sociais e culturais. O que se pretende? Saber, Conhecimento e Erudição Como se diligencia? Artes, Ciências, Letras e Criatividade De que modo? Estudo, Investigação, Experienciar Com que desígnio? Mérito, Excelência e Desenvolvimento

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 39


M

Infanta Dona Maria de Portugal Patrona da Matriz Portuguesa

“ f l o r e honra das princesas”

“ d i s t i nta pelo e n ge n ho e for ça d e e s p í r i t o ” “ M i nerva do s e u s é culo”

www.universidadefemina.pt 40 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento G énese

e

I nspiração

É a Patrona da Matriz Portuguesa - Sociedade Civil para o Desenvolvimento da Cultura e do Conhecimento, pela reputação atribuída à sua corte e às suas damas, no Paço de Santos-o-Novo, em Lisboa. Foi a última filha do rei Dom Manuel I e de sua terceira mulher, Dona Leonor de Áustria, irmã de Carlos V de Espanha. Infanta de Portugal, era também senhora de Viseu e Torres Vedras. Nasceu em Lisboa, no Paço da Ribeira, a 8 de Junho de 1521. Morreu no Paço de Santos-o-Novo, a 10 de Outubro de 1577. Órfã de pai aos seis meses foi, desde sempre, muito protegida e acarinhada. Quando completou 16 anos de idade, o rei Dom João III, seu irmão, criou para ela a sua própria casa, separada do paço real, composta de damas e fidalgos da mais alta nobreza do reino, sendo tratada com grandeza igual à das rainhas, concedendo-lhe muitas mercês e privilégios. Era dotada de rara inteligência e de excelente memória. Entre os seus professores, distinguiram-se Luísa Sigeia, senhora muito culta, natural de Toledo, que lhe ensinou letras humanas e a língua latina; sua irmã Ângela Sigeia com quem aprendeu a tocar alguns instrumentos, especialmente os usados no culto religioso como a harpa e órgão; Joana Vaz, latinista, e Frei João Soares de Urró, irmão da ordem dos eremitas de Santo Agostinho, depois bispo de Coimbra, que a iniciou nas divinas letras. No seu paço, a infanta Dona Maria criou uma verdadeira universidade de senhoras ilustres no estudo das ciências e artes, de que foi especial protectora. Pela fama da sua grande instrução e de muitas virtudes, alguns dos maiores príncipes da Europa a pretenderam para esposa. O seu casamento era tido como um assunto de Estado, nunca sendo concretizado, para evitar a saída da sua imensa fortuna de Portugal. Foi considerada “a princesa mais rica da Cristandade”.

M

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 41


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

Visita ao Palácio Palmela inicia “Tertúlias da Matriz Portuguesa”.

Fotografias de Victor Alfaia para Matriz Portuguesa 42 | Portugal Protocolo 2014 | #22

A Matriz Portuguesa realizou o seu primeiro encontro para confraternização dos membros do Concílio de Honra da Matriz Portuguesa e de outros convidados, com uma visita guiada ao Palácio Palmela, seguida de almoço no restaurante “Lisboa na Rota das Sedas” frente ao palácio. A visita foi acompanhada pelo Dr. Carlos Sousa Mendes, antigo Secretário-Geral da Procuradoria-Geral da República. O grupo de convidados foi recebido pela Senhora Procuradora-Geral da República, Dra. Joana Marques Vidal, tendo proporcionado um caloroso acolhimento no seu gabinete.


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

João Micael dá as boas vindas no vestúbulo do palácio

Carlos Sousa Mendes inicia a visita ao Palácio Palmela #22 | Portugal Protocolo 2014 | 43


Matriz Portuguesa - Visita ao PalĂĄcio Palmela

Maria Antonieta e Hans Hay

Anita Ruiz, Miguel e Maria JosĂŠ Couto dos Santos 44 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

Carlos Adérito Teixeira, Angélica Jorge e Carlos Sousa Mendes

Pedro Ferreira de Carvalho, Gonçalo Candeias, António Ferreira de Carvalho e João Micael #22 | Portugal Protocolo 2014 | 45


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

Na escadria do palácio

Num dos salões oficiais 46 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

A Procuradora-Geral da República, Dra. Joana Marques Vidal, recebe o os convidados no seu gabinete

O Salão Nobre do palácio #22 | Portugal Protocolo 2014 | 47


Matriz Portuguesa - Visita ao Palรกcio Palmela

A Sala Chinesa 48 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Matriz Portuguesa - Visita ao Palรกcio Palmela

A Sala dos Frescos

O Atelier da Duquesa de Palmela #22 | Portugal Protocolo 2014 | 49


Matriz Portuguesa - Visita ao Palácio Palmela

O almoço no restaurante “Lisboa na Rota das Sedas”, antiga fábrica das sedas do século XVIII, e antiga escola século XX, recriando o ambiente gastronómico tipicamente lisboeta. Seguiu-se a prelecção “Infanta Dona Maria de Portugal e Maria Luísa de Sousa e Holstein, 3ª Duquesa de Palmela - humanistas e mecenas”, pela historiadora Luísa Viana de Paiva Boléo.

Nesta página, em cima, Infanta Dona Maria de Portugal ao lado, Maria Luísa de Sousa e Holstein, 3ª Duquesa de Palmela 50 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Matriz Portuguesa - Visita ao Palรกcio Palmela

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 51


Matriz Portuguesa - Doação à Procuradoria-Geral da República

Sob os auspícios da Matriz Portuguesa, a pintora Virgínia Goes, membro do Concílio de Honra da instituição, doou uma pintura à Procuradoria-Geral da República.

A pintora Virgínia Goes, portuguesa, agraciada com o Prémio Femina por mérito nas Artes Plásticas e Visuais em 2011, e membro do Concílio Femina de Honra da Matriz Portuguesa fez a doação de uma obra de pintura da sua autoria “Azar ao Jogo” à ProcuradoriaGeral da República para ser ostentada nos seus salões oficiais, no Palácio Palmela, em Lisboa. Em cima, A Procuradora-Geral da República recebe a delegação da Matriz Portuguesa. Ao lado, Virgínia Goes e a Procuradora-Geral da República,

Fotografias de Victor Alfaia para Matriz Portuguesa 52 | Portugal Protocolo 2014 | #22

Joana Marques Vidal


Matriz Portuguesa - Doação à Procuradoria-Geral da República

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 53


Matriz Portuguesa - Doação à Procuradoria-Geral da República

Virgínia Goes, Susana Valdez Lemos, Adriano Gonçalves da Cunha, Vice-Procurador-Geral da República e a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal

A assinatura do Protocolo da doação, com Virgínia Goes e a Protcuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, com a presença do secretário da Procuradoria-Geral da República, Carlos Adérito Teixeira 54 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Matriz Portuguesa - Doação à Procuradoria-Geral da República

Virgínia Goes autografa o livro de oferta a Procuradora-Geral da República, Dra. Joana Marques Vidal

Adriano Gonçalves da Cunha, Vice-Procurador-Geral da República, Virgínia Goes, e Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal #22 | Portugal Protocolo 2014 | 55


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa

“Esplendores do oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa” Exposição no Museu Nacional de Arte Antiga dá a conhecer um fascinante tesouro, guardado até 2011 na Caixa Geral de Depósitos.

Fotografias cedidas pelo Museu Nacional de Arte Antiga 56 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa

A 12 de Dezembro de 1961, face à iminente invasão das tropas indianas, que viria a ocorrer na noite de 17 para 18 de Dezembro, o gerente do Banco Nacional Ultramarino em Goa, Jorge Esteves Anastácio, tomou a iniciativa de preservar um conjunto de bens, legitimamente guardados no Banco Nacional Ultramarino, enviando-o para Lisboa. Parte dessa remessa era constituída por jóias: depósitos efectuados por particulares, apreensões decorrentes de actividades de contrabando e de actividades investigatórias e judiciais ou, ainda, cauções de pequenos empréstimos concedidos pelo Banco.

Em cima, Pente (dantoni) Índia, Goa Século XIX Ouro, tartaruga 7 × 2,8 cm MNAA, inv. 1241 Joa #22 | Portugal Protocolo 2014 | 57


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa Restabelecidas as relações diplomáticas entre a República Portuguesa e a República da Índia, e após a conclusão de um complexo processo negocial entre ambos os países, foi entregue ao Estado indiano, em 1991, a maior parte deste espólio (cerca de meia tonelada), mediante contrato estabelecido entre o BNU e o State Bank of India. Em 2011, exactamente 50 anos após o seu envio de Goa para Lisboa, reuniu-se um grupo de trabalho para analisar os bens que haviam permanecido em Portugal, considerados perda para o Estado. Representantes do Ministério das Finanças, da Caixa Geral de Depósitos e do Museu Nacional de Arte Antiga abriram, uma a uma, as caixas que, após a fusão por incorporação do BNU na Caixa Geral de Depósitos, se encontravam na casa forte desta instituição bancária. A importância histórica e artística do acervo foi desde logo reconhecida e a sua incorporação na colecção do Museu Nacional de Arte Antiga, homologada sem reservas pela respectiva tutela, demonstra também a responsabilidade da Caixa na salvaguarda do património cultural. Mais de 390 jóias em ouro, algumas das quais engastadas de pedras preciosas, vão ser pela primeira vez apresentadas ao público nesta exposição que, após uma minuciosa investigação científica, as contextualiza no panorama da produção indiana e indo-portuguesa. Pentes-tiaras e outros ornamentos de cabelo, colares e pendentes, anéis, pulseiras, escapulários, brincos, fivelas e demais objectos – que sobreviveram ao tempo e que documentam de forma expressiva a joalharia goesa dos séculos XVIII e XIX e as suas formas únicas – são mostrados a par de pinturas e gravuras que ilustram o seu uso, no quadro da identidade cultural do território. Comissários Luisa Penalva e Anísio Franco 58 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa

Esta página Pendente Menino Jesus Salvador do Mundo Índia, Goa Séculos XVII-XVIII Ouro, esmaltes, cristais de rocha 8,4 × 6,2 cm MNAA, inv. 1253 Joa

Página seguinte Ornamento de cabelo Índia, Goa Início do século XIX Ouro, prata, vidros coloridos 10,5 × 6,5 cm MNAA, inv. 1352 Joa

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Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

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Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 61


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa

E m cima, C o l a r ( m o e d a n ch e m - ga ntlem ) Í n d i a , Goa S é c ulo X VI I I O u ro, m a ssa re si n o sa , alg od ã o C c . 4 2 cm M N A A , i n v. 13 3 5 J oa

62 | Portugal Protocolo 2014 | #22

Página ao lado, Bramina Índia, oficina de Goa - c. 1785-1800 Óleo sobre tela, 65 × 50 cm Coleção particular (antiga coleção de Guilherme de Alpoim Calvão) Páginas seguintes Brincos (penedi) Índia, Goa Início do século XIX, Ouro, tartaruga, 4,3 cm MNAA, inv. 1349 Joa


Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

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Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

64 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 65


Cultura, Esplendores do Oriente - Jóias de Ouro da Antiga Goa

Em ci m a , A f o g a d o r c o m p e n d e n t e M e n i n o J e s u s S a l v ador do M u n d o ( f ug a d or) Í n d i a , Goa S é c ulo X I X O u ro, v i d ro s, cri st a l d e rocha ( ? ) C 2 8 c m ; 1 0 , 5 × 8 , 7 cm ( p end ente) M N A A , i n v. 12 4 5 J oa 66 | Portugal Protocolo 2014 | #22

P á g i na seg uinte, O rna m ento d e ca b elo ( mago) Í nd i a, Goa Fi na l d o século XV III O uro, esmaltes 8 ,5 × 6 c m M N AA, i nv. 1 3 58 Joa


Cultura, Esplendores do Oriente - J贸ias de Ouro da Antiga Goa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 67


Património - Marcas Portuguesas Seculares

Família

torres, cinco gerações de joalheiros

As

histórias de sucesso têm

Homens empreendedores… em cinco gerações.

sempre por trás

Esta

vai

A o la d o, A p ri m e i ra l o j a To rres 1 9 6 6 , j u n to ao a sc e n so r d e S a n t a Ju st a , e m L isb oa P á gi n a seg ui nte, C a sa B a ra t e i ro Pi m e n t a ” , e m L i sb oa Fotografias cedidas por Torres Joalheiros 68 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 69


Património - Marcas Portuguesas Seculares

A história da Torres Joalheiros engloba um percurso de cinco gerações no sector da joalharia e da relojoaria, iniciado no princípio do século XX. As histórias de sucesso, nas empresas de cariz familiar, têm como pilar na sua construção homens empreendedores e visionários. 1910 1910 não foi apenas marcante pela implantação da República: com efeito Anselmo Torres criou, no mesmo ano, os alicerces daquele que se tornaria uma empresa familiar com 100 Anos. Alfaiate de profissão foi através dos fatos por medida, verdadeiro precursor do “pronto-a-vestir”, que começou a criar nos seus clientes o gosto pelo uso de adereços em ouro que complementavam e davam um toque especial ao que vestiam. 70 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

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Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

72 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

A o la d o, R elojoa ria M a ur y, em L i sb oa P 谩 g i na seg ui nte, Torres ouriv esa ri a , sed e em L i sb oa #22 | Portugal Protocolo 2014 | 73


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

74 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 75


Património - Marcas Portuguesas Seculares 1936 Com o apoio incondicional de Carlos Torres, seu filho, o primeiro “ourives Torres” em tempo inteiro, o negócio ganha novo folego. O espírito de iniciativa, dedicação e entusiasmo contagiante de Carlos Torres concretizam o sonho da expansão. Vem para Lisboa em 1936 e adquire a “Casa Pimenta” no Martim Moniz. Catorze anos depois, com a visão que o caracterizava inaugura um novo estabelecimento – a Ourivesaria Pimenta – na esquina da Rua Augusta com a Rua de Santa Justa, já então acompanhado por seu filho Carlos Augusto Torres.

P á gi n a ao la d o, Cas a To rre s e m To rre s Ve d ra s, e m 1 9 1 5 P á gi n a s se gui ntes, Em ci m a , l o j a d e C a sca is E m b ai x o, l o j a d a A v e n i d a d e R o m a , e m L i sb oa 76 | Portugal Protocolo 2014 | #22

1966 Em 1966, nasce a primeira joalharia a ostentar o nome da família, situada ao lado do elevador de Santa Justa. Sob a liderança do neto mais velho de Carlos Torres, João Carlos Torres inicia um novo ciclo do negócio familiar tendo um papel decisivo na expansão da marca Torres Joalheiros, dando provas da sua intuição e capacidade antecipar o devir. Aposta então em novos métodos de gestão, pontos de venda sofisticados, atendimento personalizado e desenvolvimento de novos nichos de mercado. Com um cunho muito pessoal, João Carlos Torres cria um ambiente envolvente nas lojas que despertam o sonho e paixão pelas magníficas peças de joalharia tradicional e contemporânea trabalhada com a mestria dos melhores artesãos. A prestação dos membros da família para o negócio torna-se o ponto fulcral para o desenvolvimento da actividade. Também Pedro Torres, irmão de João Carlos Torres, mostra a sua inequívoca vocação e prestação inestimável para a persecução dos negócios. Detentor


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 77


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

78 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Património - Marcas Portuguesas Seculares de notável capacidade de negociação, Pedro Torres vem a ser mais tarde o responsável pela direcção da empresa de distribuição de relógios de alta relojoaria que pertence à família. O proliferar de novas ideias e projectos continuam de feição para a família Torres. 1986 A partir de 1986 a equipa gestora ganha novos reforços com o contributo de Ricardo e Paulo Torres, filhos de João Carlos Torres. Um ano mais tarde, na Rua Direita em Cascais, Torres Joalheiros abre um ponto de venda com novo estilo arquitectónico, moderno e inovador. O mesmo estilo viria a transformar a Relojoaria Maury que reabre em 1988 na Rua do Ouro. Curioso é também, o simbolismo arquitectónico exterior a que recorre a inspiração artística de Torres Joalheiros, na sua loja na Av. de Roma. Todo ele gira em torno do tema “A mulher e a Jóia”. 1997 Sempre atentos à evolução do sector e às novas tendências do comércio moderno, um novo espaço de prestígio abre as portas no maior e mais moderno Centro Comercial da Península Ibérica - o Centro Comercial Colombo. Hoje, a família Torres detem um conjunto homogéneo de empresas, pontos de venda e negócios que olha com confiança o futuro. A Quarta Geração é também a das mulheres na família, com a preciosa colaboração de Filomena e Rita Torres. A Quinta Geração da família conta com quatro pilares, Ricardo e Paulo, filhos de João Carlos Torres e Marta e José Pedro, filhos de Pedro Torres que prosseguem com empenho e criatividade a tradição Torres. #22 | Portugal Protocolo 2014 | 79


Patrim贸nio - Marcas Portuguesas Seculares

80 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Património - Marcas Portuguesas Seculares

Ricardo Torres, Rita Torres, João Carlos Torres, Filomena Torres e Paulo Torres Fotografia de José Calheiros e Mário Príncipe #22 | Portugal Protocolo 2014 | 81


Cultura - Comemoração 650 Anos

Cascais

650 vila. Uma

celebra este ano

anos de elevação a

data histórica que se assinala ao longo de um ano, com

Um ano para celebrar a história, mas sobretudo a autonomia, a

início a

7

de Junho.

unidade e o multiculturalismo que sempre pontuaram a vida de

Cascais. Fotografias cedidas pela Câmara Municipal de Cascais 82 | Portugal Protocolo 2014 | #22

de

Cascais


Cultura - Comemoração 650 Anos

Reza a carta de foral: "Dom Pedro, pela graça de Deus, rei de Portugal e do Algarve, a quantos esta carta virem faço saber que os homens-bons de Cascais me enviaram dizer que fosse minha mercê de os fazer isentos da sujeição de Sintra, cuja aldeia era, e lhes outorgasse que o dito logo de Cascais fosse vila por si e houvesse por si jurisdição e juízes para fazer direito e justiça, e os outros oficiais que fossem compridoiros para bom regimento desse lugar; e que eles dariam a mim em cada ano 200 libras mais, além daquilo que me rendiam os meus direitos que eu havia do dito logo". Foi nestes termos que, a 7 de Junho de 1364, D. Pedro I – rei que a história apodaria de O Justo – subscreveu no

de

Cascais

Paço da Alcáçova de Santarém a carta em que para «serviço de Deus e meu e guarda da minha terra» apartou Cascais do concelho de Sintra, elevando-a à categoria de vila, com jurisdição cível e crime, em troca de um imposto de 200 libras por ano, para além dos direitos que já lhe eram devidos. Mas seriam precisos mais 150 anos para que Cascais recebesse a sua Carta de Foral, o que ocorreu a 15 de novembro de 1514, quando D. João II ordenou a edificação de uma nova torre defensiva na vila. Ainda hoje preservamos esse documento original no Arquivo Municipal. E é em nome da preservação da memória colectiva e do património (i) material de um território privilegiado #22 | Portugal Protocolo 2014 | 83


Cultura - Comemoração 650 Anos

de

Cascais

pela Natureza e generosamente intervencionado pelo Homem, de 8 de Junho de 2013 a 6 de Junho de 2015, que a Câmara Municipal de Cascais está a comemorar o 650º aniversário da vila, os 500 anos do seu foral e o 645º aniversário da criação do concelho, num projeto aberto à comunidade. As Comemorações dos 650 Anos da Vila de Cascais, designação que traduz de forma abrangente a proposta de (re) descoberta da(s) suas(s) história(s) e da(s) suas(s) gente(s), constituirão, decerto, factor de reforço da cidadania, num concelho que desde meados do século XIX se impôs na arte de bem receber todos os que o procuraram, para férias, residência ou mesmo como local de exílio. O dia 7 de Junho ficou marcado não só por um soprar de velas muito simbólico, mas sobretudo por um concerto único que juntou na Baía de Cascais, o palco mais próximo do Atlântico, 170 artistas de Cascais que proporcionaram uma noite fantástica a milhares de cascalenses e não só. Foram 170 vozes de gala a cantar os parabéns a Cascais: Ana Moura, Fernando Cunha, Heber Marques, João Gil, Miguel Ângelo, Mikkel Solnado, Olavo Bilac, Paulo de Carvalho, Pedro Vaz, Tiago Bettencourt e Tozé Brito. E ainda a Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras e vários grupos corais. No final, milhares de vozes cantaram os parabéns a Cascais. 84 | Portugal Protocolo 2014 | #22


E stilo ,

a I mportância das flores à mesa

No decurso da História a utilização de flores naturais no centro das mesas de refeição tem tido padrões bem distintos. Flores, “obras de arte da natureza” quando bem colocadas e seleccionadas no centro de uma mesa de refeição, brilham e fazem brilhar os anfitriões, assim como os seus convidados, pelo perfume que exalam, pela sua cor e pela sua postura, devem ser colocadas de maneira a que todos usufruam da sua impar beleza, de preferência em peças do serviço de jantar ou em peças coordenadas com o mesmo. No caso de existir um outro móvel na mesma divisão aconselha-se a que seja também colocado um arranjo idêntico ao da mesa. Como curiosidade, a utilização de candelabros no centro das mesas, ao Jantar, teve o seu início para fazer brilhar os diamantes dos anéis usados pela anfitriã e pelas convidadas. Fotografias cedidas por Atelier Teresa Ribeiro 86 | Portugal Protocolo 2014 | #22

Texto de Teresa Ribeiro


E stilo ,

a I mportância das flores à mesa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 87


E stilo ,

88 | Portugal Protocolo 2014 | #22

a I mportância das flores à mesa


E stilo ,

a I mportância das flores à mesa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 89


E stilo ,

90 | Portugal Protocolo 2014 | #22

a I mportância das flores à mesa


E stilo ,

a I mportância das flores à mesa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 91


E stilo ,

92 | Portugal Protocolo 2014 | #22

a I mportância das flores à mesa


E stilo ,

a I mportância das flores à mesa

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 93


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P rotocolo , C ondecorações

no

Ricardo Pais, Isabel Alves Costa e João Seara Cardoso distinguidos pelo Governo.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa

D ia M undial

do

T eatro

O Dia Mundial do Teatro, em 27 de Março, foi a data escolhida pelo Estado português para homenagear o encenador Ricardo Pais e, a título póstumo, Isabel Alves Costa, directora do Festival Internacional de Marionetas do Porto e responsável artística do Rivoli Teatro Municipal, e João Seara Cardoso, fundador do Teatro de Marionetas do Porto. A cerimónia decorreu no Teatro Nacional São João, e contou com a presença do Secretário de Estado da Cultura Jorge Barreto Xavier que condecorou os homenageados com a Medalha de Mérito Cultural destinada a distinguir pessoas e entidades que dedicam a sua vida a actividades de acção e divulgação cultural. #22 | Portugal Protocolo 2014 | 95


C u lt u r a , D i s t i n ç õ e s

no

P o r to

O Teatro Nacional São João (TNSJ) é, desde 2007, uma Entidade Pública Empresarial, assumindo ainda a responsabilidade da gestão de mais dois espaços culturais da cidade do Porto: Teatro Carlos Alberto e Mosteiro São Bento da Vitória. Nos últimos três anos, o TNSJ alcançou um crescimento de público na ordem dos sete por cento, sendo que em 2013 fechou o ano com mais de 80 mil espectadores, integrando na sua programação global cerca de 60 espectáculos. Em 2014, a aposta do TNSJ continuará a incidir nas digressões nacionais e internacionais das suas produções, reforçando a sua posição de referência no circuito europeu. O TNSJ é o único membro português na União dos Teatros da Europa (UTE), organização que congrega alguns dos mais importantes teatros públicos do espaço europeu. 96 | Portugal Protocolo 2014 | #22


C u lt u r a , D i s t i n ç þ e s

no

P o r to

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 97


P rotocolo , S essão S olene C omemorativa

Sessão Solene Comemorativa do

40º Aniversário do

25

de

Abril.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 98 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

25

de

A bril

O Presidente da República participou, na Assembleia da República, na Sessão Solene Comemorativa do 40º Aniversário do 25 de Abril, tendo proferido um discurso alusivo à data. Após a cerimónia, e acompanhado pela Presidente do Parlamento, Dra. Assunção Esteves, o Presidente Aníbal Cavaco Silva visitou nos Passos Perdidos a exposição comemorativa dos 40 anos do 25 de Abril, intitulada "O Nascimento de uma Democracia". À saída da Assembleia da República o Presidente assistiu à interpretação da canção "Grândola, Vila Morena", pelo Grupo Coral Etnográfico Coop de Grândola.


P rotocolo , S ess達o S olene C omemorativa

do

25

de

A bril

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 99


P rotocolo , S ess達o S olene C omemorativa

100 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

25

de

A bril


P rotocolo , S ess達o S olene C omemorativa

do

25

de

A bril

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 101


P rotocolo , V isita

de

E stado

No início da visita de Estado a Portugal, o Presidente da República de Singapura, Tony Tan Keng Yam, reuniu-se, no Palácio de Belém, com o Presidente Aníbal Cavaco Silva.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 102 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

P residente

da

S ingapura

Após uma deslocação ao Mosteiro dos Jerónimos, onde depositou uma coroa de flores no túmulo de Luiz Vaz Camões, o Presidente da República de Singapura dirigiu-se ao Palácio de Belém, onde lhe foram prestadas honras militares. O Presidente da República e a Dra. Maria Cavaco Silva mantiveram um encontro com o Presidente singapurense e Senhora, Mary Tan, o qual foi seguido por uma reunião entre os dois Chefes de Estado acompanhados das respectivas delegações. No final da reunião de trabalho, os dois Presidentes prestaram declarações perante os jornalistas.


P rotocolo , V isita

de

E stado

do

P residente

da

S ingapura

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 103


P rotocolo , V isita

104 | Portugal Protocolo 2014 | #22

de

E stado

do

P residente

da

S ingapura


P rotocolo , V isita

de

E stado

do

P residente

da

S ingapura

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 105


P rotocolo , J antar

Presidente

da

em honra do

República

ofereceu jantar em honra do seu homólogo de

Singapura.

P residente

da

S ingapura

Por ocasião da visita de Estado a Portugal do Presidente da República de Singapura, Tony Tan Keng Yam, e Senhora Mary Tan, o Presidente da República ofereceu um jantar no Palácio Nacional da Ajuda. No fim do jantar o fadista Ricardo Ribeiro actuou perante os convidados.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 106 | Portugal Protocolo 2014 | #22


P rotocolo , J antar

em honra do

P residente

da

S ingapura

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 107


P rotocolo , J antar

108 | Portugal Protocolo 2014 | #22

em honra do

P residente

da

S ingapura


P rotocolo , J antar

em honra do

P residente

da

S ingapura

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 109


Protocolo, Corpo Diplomático

Corpo Diplomático

estrangeiro

apresentou cumprimentos ao

Presidente da República no Dia de Portugal.

no

Dia

de

Portugal

Por ocasião do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na cidade da Guarda, o Corpo Diplomático estrangeiro apresentou cumprimentos ao Presidente da República numa cerimónia realizada no Museu da cidade. Após a sessão de cumprimentos, o Presidente da República ofereceu um jantar no Antigo Paço Episcopal, no final do qual teve lugar uma actuação do músico Rão Kyao e da fadista Teresinha Landeiro.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 110 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Protocolo, Corpo Diplomรกtico

no

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 111


Protocolo, Cerimónia Militar

Cerimónia Militar comemorativa do Dia de Portugal na Guarda, no Parque Urbano do Rio Diz.

do

Dia

de

Portugal

O Presidente da República presidiu à Cerimónia Militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na qual participaram representações dos três Ramos das Forças Armadas.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 112 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Protocolo, Cerim贸nia Militar

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 113


Protocolo, Cerim贸nia Militar

114 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

Dia

de

Portugal


Protocolo, Cerim贸nia Militar

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 115


Protocolo, Cerim贸nia Militar

116 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

Dia

de

Portugal


Protocolo, Cerim贸nia Militar

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 117


Protocolo, Cerim贸nia Militar

118 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

Dia

de

Portugal


Protocolo, Cerim贸nia Militar

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 119


Protocolo, Sessão Solene

Imposição

de condecorações a

personalidades e instituições na

Sessão Solene Comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, no Teatro Municipal da Guarda.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 120 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

Dia

de

Portugal


Protocolo, Sess達o Solene

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 121


Protocolo, Sess達o Solene

122 | Portugal Protocolo 2014 | #22

do

Dia

de

Portugal


Protocolo, Sess達o Solene

do

Dia

de

Portugal

#22 | Portugal Protocolo 2014 | 123


Protocolo, Condecorações

Condecorações atribuídas pelo Presidente da República na Sessão Solene comemorativa do 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Guarda.

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 124 | Portugal Protocolo 2014 | #22

no

Dia

de

Portugal

Antigas Ordens Militares Dr. António Manuel de Carvalho Ferreira Vitorino – Ordem Militar de Cristo (Grã-Cruz) Juiz Conselheiro Vítor Manuel da Silva Caldeira – Ordem Militar de Cristo (Grã-Cruz) Vice-Almirante José António de Oliveira Viegas – Ordem Militar de Avis (GrãCruz) Tenente-General António José Maia de Mascarenhas – Ordem Militar de Avis (Grã-Cruz) Major-General Sílvio José Pimenta Sampaio – Ordem Militar de Avis (Grande-Oficial) Dr. Mário Costa Martins de Carvalho – Ordem de Sant’Iago da Espada (Grande-Oficial) Prof. Doutor Rui L. Reis – Ordem de Sant’Iago da Espada (Comendador) Doutor Rui M. Costa – Ordem de Sant’Iago da Espada (Comendador) Rui Chafes – Ordem de Sant’Iago da Espada (Oficial)


Protocolo, Condecorações

no

Banda e Placa da Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo

Dia

de

Portugal

Colar e Placa de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’ Iago da Espada

Banda e Placa da Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis

Colar e Placa de Comendador da Ordem Militar de Sant’ Iago da Espada

Colar e Medalha de Oficial da Fita e Placa da Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis

Ordem Militar Militar de Sant’ Iago da Espada #22 | Portugal Protocolo 2014 | 125


Protocolo, Condecorações

no

Dia

de

Portugal

Ordens Nacionais

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa 126 | Portugal Protocolo 2014 | #22

Dr. António Castel-Branco do Amaral Borges – Ordem do Infante D. Henrique (Grã-Cruz) – A título póstumo Prof. Doutor Manuel António Garcia Braga da Cruz – Ordem do Infante D. Henrique (Grã-Cruz) Dr. Miguel António Igrejas Horta e Costa – Ordem do Infante D. Henrique (Grã-Cruz) Prof. Doutor Eduardo Lourenço – Ordem da Liberdade (Grã-Cruz) Dr. Álvaro dos Santos Amaro – Ordem do Infante D. Henrique (GrandeOficial) Prof. Doutor António Ressano Garcia Lamas – Ordem do Infante D. Henrique (Grande-Oficial) Maria João Avillez Van Zeller – Ordem do Infante D. Henrique (GrandeOficial) Rodrigo Costa Leão Munoz Miguez – Ordem do Infante D. Henrique (Grande-Oficial) Luís Manuel Godinho de Matos – Ordem do Infante D. Henrique (Comendador) Maria Cristina de Castro – Ordem do Infante D. Henrique (Comendador) A título póstumo


Protocolo, Condecorações

no

Dia

de

Portugal

Banda e Placa da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique

Fita, Placa e Laço de Grande-Oficial da

Fita, Placa e Laço de Comendador da

Ordem do Infante D. Henrique

Ordem do Infante D. Henrique

Banda e Placa dda Grã-Cruz da Ordem da Liberdade #22 | Portugal Protocolo 2014 | 127


Protocolo, Condecorações Ordens

de

no

Dia

de

Portugal

Mérito Civil

Prof. Doutor Jorge Quina Ribeiro de Araújo – Ordem da Instrução Pública (Grã-Cruz) Dr. António Mota de Sousa Horta Osório – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Comercial (Grã-Cruz) Eng.º Zeinal Abedin Mohamed Bava – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Comercial (Grã-Cruz) Eng.º António Afonso Reynaud de Melo Pires – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Grande-Oficial) Alfredo Henriques – Ordem do Mérito (Comendador) Eng.º António Jorge Nunes – Ordem do Mérito (Comendador) Dr. António Magalhães da Silva – Ordem do Mérito (Comendador) Maria da Luz Rosinha – Ordem do Mérito (Comendador) Dra. Maria das Dores Meira – Ordem do Mérito (Comendador) Dr. Sebastião Francisco Seruca Emídio – Ordem do Mérito (Comendador) Mário Sérgio Alves Nuno – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Agrícola (Comendador) Alberto Machado Ferreira – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Comendador) Dra. Isabel Maria Mendes Furtado – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Comendador) João Miranda – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Comendador) José Eduardo Marques de Amorim – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Comendador) Manuel Barbeiro Costa – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Industrial (Comendador) Manuel Madeira Grilo – Ordem do Mérito (Oficial) Jorge Nunes - Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Comercial (Oficial) Escola Regional Outeiro de S. Miguel – Ordem do Mérito (Membro Honorário) 128 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Protocolo, Condecorações

no

Dia

de

Portugal

Fita e Placa de Comendador da Ordem do Mérito

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa

Medalha e Laço de Oficial da Ordem do Mérito

Banda e Placa e Laço da Grã-Gruz da Ordem da Instrução Pública #22 | Portugal Protocolo 2014 | 129


Protocolo, Condecorações

no

Dia

de

Portugal

Fita e Placa de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Agrícola

Banda e Placa da Grã-Cruz da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Comercial

Medalha de Oficial da Ordem do Mérito Empresarial,

Fita e Placa de Comendador da Ordem do Mérito Empre-

Classe do Mérito Comercial

sarial, Classe do Mérito Industrial

130 | Portugal Protocolo 2014 | #22


Protocolo, Condecorações

no

Dia

de

Portugal

Fonte: © 2006-2014 Presidência da República Portuguesa

Membro Honorário da Ordem do Mérito

É uma tradição antiga que as localidades ou as instituições sejam agraciadas com as Ordens Honoríficas Portuguesas. Em 1837, a Rainha D. Maria II, reconhecendo o acolhimento que teve na cidade de Angra do Heroísmo durante a Guerra Civil, concedeu à cidade a Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada. Em 1920, o Presidente António José de Almeida concedeu à cidade de Lisboa a Grã-Cruz da reformulada Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. Outras cidades foram agraciadas com graus de Oficial e Cavaleiro desta mesma Ordem. Até 1962, era feita a concessão de um determinado grau das Ordens Honoríficas. Contudo, depois dessa data, a concessão passou a ser feita sem indicação de grau, criando-se o título de Membro Honorário. Assim, os corpos militarizados e as unidades ou estabelecimentos militares podem ser declarados Membros Honorários de qualquer das Ordens Honoríficas Portuguesas, sem indicação de grau. Da mesma forma, as localidades, assim

como colectividades e instituições que sejam pessoas colectivas de direito público ou de utilidade pública há, pelo menos, vinte e cinco anos, podem também ser declaradas membros honorários de qualquer das Ordens Honoríficas Portuguesas, sem indicação de grau. Os Membros Honorários podem usar as insígnias da Ordem Honorífica com que foram agraciados no escudo, brasão ou selo que os identifique. As unidades e estabelecimentos militares e os corpos militarizados aos quais houver sido conferido uma condecoração usam sobre o laço da bandeira de desfile ou estandarte outro laço de fitas da cor da ordem, franjadas de ouro, tendo pendente numa das pontas o respectivo distintivo. As localidades, colectividades e instituições que sejam membros honorários de uma Ordem têm direito a usar o laço definido no número anterior na respectiva bandeira de desfile ou estandarte oficial, quando os possuam, não devendo os laços das condecorações ser usados cumulativamente com quaisquer adornos ou com outras insígnias. #22 | Portugal Protocolo 2014 | 131


Já pensou em conversar com uma antiguidade? Peritagem e caracterização de peças trazidas pelos visitantes, por especialistas reconhecidos SÁBADOS – 15 HORAS 22 Fevereiro – PRATAS PORTUGUESAS 15 Março – JÓIAS 12 Abril – RELÓGIOS DE PULSO 10 Maio – PORCELANAS DA CHINA 7 Junho - MARFINS Palestras abertas ao público em geral ENTRADA LIVRE condicionada à capacidade da sala - 80 lugares sentados

Anonimato garantido Casa-Museu Medeiros e Almeida Rua Rosa Araújo, 41 – Lisboa

PORTUGAL PROTOCOLO MAGAZINE #22 | 2014  

Sumário edição Portugal Protocolo #22 5 | Editorial 7 | Entrevista, Sérgio Figueiredo 24 | O Sentido do Paladar, Aura Lounge Café 28 | Cultu...

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