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2011 | Nº 10 | www.portugalprotocolo.com

Isabel Cordeiro

Palácio de Queluz

Charles-Philippe d’Orléans “Reis no exílio”

Dom Diniz segundo

Virgínia Goes

Dia Nacional da

Áustria D. Maria Pia

e o seu tempo


3 | Editorial 5 | Palácio Nacional de Queluz 16 | Entrevista, Isabel Cordeiro, directora do Palácio Nacional de Queluz 24 | Duque de Saxe-Coburgo e Gotha em Sintra 29 | D. Fernando II, o rei artista 30 | Entrevista, S.A.R. o Príncipe Charles-Philippe d’Orléans 36 | Dom Diniz segundo Virgínia Goes 42 | Rainha D. Maria Pia e o se Tempo 45 | Protocolo, Master Class “Protocolo na organização de eventos” 46 |Protocolo, Comemoração do 5 de Outubro 50 | Dia Nacional da Áustria na residência dos embaixadores

PORTUGAL PROTOCOLO Edição Digital Nº 10 | 2011

Arte

Director João Micael Portugal Protocolo Design

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e d i t o r i a l A Cultura está ameaçada? A primeira, e sempre, sacrificada no altar das ideologias políticas em Portugal é a Cultura – considerada como algo vagamente decorativo, supérfluo, fútil, incompreensível e, pior, confundido com outras “manifestações artísticas”

de uns quantos iniciados e clientes do Poder. Em retrospectiva, a Cultura em Portugal tem sido relevada para segundo, ou terceiro, planos, em prol de obras e eventos “de Estado”, como campeonatos de futebol, construções públicas injustificadas, quando existe e se faz tanto, com total desconhecimento dos portugueses, pois os grandes meios de comunicação social favorecem e incensam informação mesquinha, depressiva e constante sobre desastres, questiúnculas partidárias, programas de entretenimento (?) até à náusea. 4 | portugal protocolo

Pessoas e manifestações criativas verdadeiramente valorosas nas várias expressões artísticas são ignoradas porque não seguem o “mainstream”, nem compactuam com a vulgaridade e mediocridade de algumas personagens, cuja visibilidade e qualidade são fabricadas e atribuídas indevidamente. A Cultura deveria ser um dos principais focos nas preocupações nacionais, bem como a sua defesa de alguns algozes iluminados auto intitulados detentores da moral e da estética. A Cultura e o Património são verdadeiras minas geradoras de riqueza, constituindo um factor diferenciador, deverão ser reavaliados, protegidos e tratados como produtos de alta qualidade – o Fado, a Calçada e os Jardins à portuguesa, os monumentos, os locais e as personagens históricas, a gastronomia, os produtos únicos no Mundo como o vinho do Porto, de Carcavelos, entre outros; a tradição equestre, enfim a História. Mas, mais importante, o valor das pessoas que por não lhes ser dada a oportunidade de criar, pensar e executar as suas obras, partem para outras paragens em busca de oportunidades no estrangeiro – os portugueses já não partem munidos de um ideal nacional, mas de um reconhecimento individual fora do seu país, governado por seres cinzentos e castradores da imaginação e do pensamento, verdadeiros motores da Humanidade. Nesta edição, Portugal Protocolo não segue esta tendência, pelo contrário, divulga o que de melhor se faz no nosso país, por nacionais ou estrangeiros com coração português, muitas vezes grandes e melhores defensores e protectores da nossa Cultura. João Micael Director


património histórico

P av i lhão Ro b il li o n e Escadar ia do s L e õ e s

O Palácio Nacional de Queluz é um dos mais representativos monumentos da arquitectura portuguesa de Setecentos.

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património histórico

L a g o do T r i t ã o

Residência real de duas gerações de monarcas, a sua construção deve-se à iniciativa de D. Pedro III (1717-1786), terceiro senhor da Casa do Infantado, a quem pertencia a Quinta de Queluz. Sob a orientação do arquitecto Mateus Vicente de Oliveira, em 1747, dava-se início a uma primeira fase de construções, com o objectivo de ampliar a residência seiscentista situada na zona da actual cozinha, resultando na construção do Corpo Central, com a Fachada de Cerimónias voltada para o Jardim e da Capela, concluída em 1752 e da Sala da Música. Sucedeu-se uma segunda fase de construção, coincidindo com o anúncio

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patrim贸nio hist贸rico

E m c ima : La go da s M e da lh a s E m ba ixo: Cana l do s A z u le jo s, Car lo s Po mb o , 2010 portugal protocolo | 7


património histórico

Se r e ia n o L a g o d e T e t i s Pág. seguinte: Fonte junto do Lago das Medalhas

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do casamento de D. Pedro com a sobrinha, futura Rainha D. Maria I (1734-1816), que teria lugar em 1760. Tornava-se necessário dotar o Palácio dos espaços e salas de aparato adequados a um Palácio Real, tendo nisso desempenhado papel importante o francês Jean-Baptiste Robillion, que substituiu Mateus Vicente de Oliveira, chamado para a obra de reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1755. Rodeado de um escol de artistas nacionais e estrangeiros, Robillion ocupar-se-á da decoração dos mais belos espaços – Sala do Trono, Sala da Música e Sala dos Embaixadores –, acrescentando ao projecto inicial a ala poente, o Pavilhão Robillion e a Escadaria dos Leões e, também, do jardim.


patrim贸nio hist贸rico

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patrim贸nio hist贸rico

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património histórico

Os jardins foram desde a primeira hora objecto de grandes cuidados, formando uma unidade com o edifício. Tanto os jardins de aparato com um traçado "à francesa" – o Jardim Pênsil e o Jardim de Malta –, desenhados por Jean-Baptiste Robillion, como o resto do Parque, foram profusamente decorados com lagos, fontes, conjuntos escultóricos e estatuária, sendo eleitos os temas da mitologia clássica. Para além das esculturas em chumbo da autoria de John Cheere (1709-1787), vindas de Inglaterra, D. Pedro encomendou também em Itália numerosos bustos, estátuas e vasos entre 1757 e 1765 destinados

P á g i na a nt e r i o r : Me r e nd a d e C aç a , p a i ne l d e parede S a l a d a s Me r e nd a s © I ns t i t ut o d o s M us e us e C o ns e r v aç ã o , f o t ógrafo J osé P e s s o a , 2009

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património histórico

Sa la do T r o no Pá g. se g u in t e : Sa la do s Em ba ixad o r e s

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à ornamentação dos jardins, onde abundam os deuses e os heróis da Antiguidade Clássica, as Alegorias às estações do ano e às artes. Na decoração dos lagos e fontes predominam os temas aquáticos, destacando-se Neptuno, Nereida, tritões, sereias e peixes. Desde sempre concebido como um Palácio de Verão, Queluz era um espaço privilegiado de lazer e cenário de inúmeras festas e passatempos da Família Real que, por ocasião das comemorações dos santos patronos, em especial São Pedro e dos aniversários natalícios das "Pessoas Reais", aqui assistia a concertos, espectáculos de fogo-preso, touradas, cavalhadas e a passeios de barco no Canal dos Azulejos.


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património histórico Com o incêndio do Palácio da Ajuda em 1794, o Príncipe Regente D. João VI (1767-1826) e D. Carlota Joaquina (1775-1830) vêm habitar Queluz em permanência. Com a partida da Família Real para o Brasil em 1807, na sequência das Invasões Francesas, encerra-se o período de maior vivência do Palácio. A Corte regressaria em 1821, mas Queluz só voltaria a ser habitado, em regime de semi-exílio, pela Rainha D. Carlota Joaquina, e mais tarde, também por D. Miguel (1802-1866), enquanto rei e durante o período das guerras liberais que o opuseram a D. Pedro IV (1798-1834), primeiro Imperador do Brasil, que, logo após a vitória liberal, aqui morreria precocemente no Quarto D. Quixote. Propriedade do Estado Português desde 1908, o Palácio de Queluz oferece actualmente a quem o visita uma valiosa colecção de artes decorativas de mobiliário português, tapetes de Arraiolos, retratos reais, porcelana chinesa e europeia e ourivesaria, provenientes na sua maioria das Colecções Reais, integradas em ambientes da época. Os aposentos apresentam uma visão mais intimista da vida da corte, são na sua maioria revestidos a talha dourada, sedas e telas pintadas, ilustrando a evolução do gosto em Portugal desde a segunda metade do século XVIII ao primeiro quartel do século XIX.

T e x t o d e I s ab e l C o r d e i r o , d i r e c t o r a d o P a l ácio N a c i o nal d e Q ue l uz Fo t o g r a f i a s d e C a r l o s P o m b o © I n s t i t u t o d o s M u s e u s e C o n s e r v a ç ã o / P a l ácio N a c i o nal d e Q ue l uz 14 | portugal protocolo


patrim贸nio hist贸rico

Cap el a P 谩g. a n terio r: Q u a r t o D . Q u ix o t e

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Isabel Cordeiro, directora do Palรกcio Nacional de Queluz 16 | portugal protocolo


e n t r e v i s t a

Como nasceu o Palácio Nacional de Queluz? A história do Palácio é indissociável das figuras de D. Pedro III e D. Maria I. Com efeito, a sua história remonta aos finais do século XVI, mas é a partir de 1747, por obra de D. Pedro III futuro marido de D. Maria I, que este ganhará o estatuto de Palácio Real. Como era a vivência original no palácio? Originalmente, o Palácio era residência de Verão da Família Real, pelo que todos os anos se preparavam para a sua chegada as salas e aposentos privados, bem como os jardins. Para além de espaços destinados às cerimónias da corte, também os espaços mais intimistas e os espaços

de devoção eram objecto de cuidados. Para os jardins eram encomendadas grandes quantidades de flores de época, na sua maioria rainúnculos que preenchiam os parterres dos jardins de aparato. Os jardins e o parque eram espaços preferenciais do entretenimento da Família Real, com os seus jogos de água, os passeios de barco no canal, os jogos da Pela e do Cavalinho, as touradas e o fogo-de-artifício. Também os músicos de câmara da rainha aqui permaneciam e preenchiam tardes e serões, na Sala da Música e na Sala dos Serenins ou dos Embaixadores; na Capela tinham lugar as cerimónias litúrgicas. Na Sala do Trono decorriam os principais cerimoniais da corte, no tempo de D. Maria I. portugal protocolo | 17


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“É um trabalho com desafios constantes e de convocação permanente das competências de planeamento e de liderança…” 18 | portugal protocolo


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Quais as funções do Palácio Nacional de Queluz no Protocolo de Estado? O Palácio Nacional de Queluz é um Monumento Nacional afecto à Presidência da República para a realização de cerimónias de Estado, desempenhando neste âmbito uma função de apoio à realização de banquetes e cerimónias de grande relevância e significado protocolar, como por exemplo a apresentação dos cumprimentos de Ano Novo pelo Corpo Diplomático a S.E. o Presidente da República.

“…Palácio Nacional de Queluz como instituição de referência…”

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e n t r e v i s t a

“…Toucador da Rainha que nos remete para um universo mais intimista e quotidiano.”

Que tipos de eventos se realizam no Palácio, além dos oficiais? Os concertos, as visitas guiadas temáticas, os programas com animação histórica, a apresentação dos jogos de água nos jardins e os jantares de gala, constituem a maioria dos eventos e actividades que o Palácio realiza ao longo do ano. Os espectáculos da alta escola que a Escola Portuguesa de Arte Equestre apresenta no Picadeiro são também um evento sazonal importante nos jardins do Palácio. Onde se realizam? Porquê? No interior do Palácio os espaços mais adequados para a realização de

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e n t r e v i s t a eventos são a Sala do Trono, a Sala da Música e a Sala dos Embaixadores, pelas suas dimensões, mas também pelas condições que oferecem para a circulação do público e convidados, bem como pela articulação que permitem com os espaços técnicos necessários para garantir as adequadas condições de segurança e conservação nas fases de preparação e realização destes eventos. Que salas causam mais sensações aos convidados e aos visitantes? Sem dúvida a Sala do Trono, pela sua importância e exemplaridade em Portugal do gosto rocócó, a Sala da Música, a Capela, o Corredor das Mangas preenchido por painéis de azulejos representando os continentes e as estações do ano, mas também a Sala dos Embaixadores, o Quarto D. Quixote, pela importância histórica do aposento onde morreu D. Pedro IV e o Toucador da Rainha que nos remete para um universo mais intimista e quotidiano. No jardim, o Canal de Azulejos onde a Família Real passeava de barco, a Fonte de Neptuno, do atelier de Bernini e o jardim de Neptuno, onde pontuam as esculturas de John Cheere e os lagos de Neptuno e de Nereide, magnificamente emoldurados pela Fachada de Cerimónias, o Pórtico da Fama e a Cascata Grande. Qual é a sua programação cultural? A programação assenta numa vasta oferta de programas para as escolas desde os quatro anos até ao secundário, nos programas de fim-de-semana com animação histórica e nas visitas temáticas ao Palácio e Jardim, sob o tema dos Jogos de água, ou em torno das esculturas de John Cheere, ou ainda portugal protocolo | 21


e n t r e v i s t a sob o tema do Paço e da Festa, que constituem propostas aliciantes para conhecer o edifício, as salas de aparato, as colecções, percorrer alamedas e bosquetes e passar um dia memorável na Antiga Real Quinta de Queluz. A programação musical é também uma constante ao longo do ano. As inesquecíveis Festas de Aniversário para crianças e os workshops de dança barroca para o público em geral, são também programas a não perder. Quais os cuidados necessários para manter este património arquitectónico? As rotinas de conservação e os trabalhos de manutenção são decisivos para assegurar a preservação do edifício, dos jardins e das colecções e justificam a ocupação de grande parte da equipa. Também as intervenções mais vastas de recuperação e requalificação de alguns espaços constituem prioridades de actuação. A prossecução de um trabalho profundo na gestão de colecções, envolvendo o seu estudo, conservação e restauro é também uma preocupação determinante para a salvaguarda de um pat rimónio tão rico e diversificado como este que o Palácio tem à sua guarda. Quais são os projectos futuros do Palácio? A requalificação do edifício e a renovação da exposição permanente e do percurso de visita; a remontagem do órgão da Capela; prosseguir a conservação e recuperação dos jardins, enquanto paisagem e património integrado de relevância excepcional constituem os grandes projectos prioritários. Garantir a oferta de uma Programação qualificada e diversificada, no sentido da captação e fidelização de públicos 22 | portugal protocolo


e n t r e v i s t a e de acrescida participação do tecido social e empresarial nacional é também um objectivo estratégico do Palácio. A vertente de novos estudos e investigação científica, tendo em vista a produção e divulgação de conhecimento sobre o edifício, os jardins e as colecções, bem como a progressiva afirmação do Palácio Nacional de Queluz como instituição de referência nos planos nacional e internacional e local de visita obrigatória nas rotas do turismo cultural completam o plano estratégico que defini para o Palácio. Como descreveria as suas funções em tão emblemático património? É um trabalho com desafios constantes e de convocação permanente das competências de planeamento e de liderança, de modo a concretizar os projectos e os objectivos, promover a transversalidade e a polivalência da equipa e gerir o quotidiano que combina a gestão de património edificado, com a museologia e a gestão de património natural e se apoia nos instrumentos de gestão de recursos humanos e financeiros. A coordenação do trabalho quotidiano no jardim e no palácio, nos percursos de visita, na gestão de colecções, das actividades e dos serviços prestados pelo Palácio, bem como a articulação com as empresas e os parceiros institucionais, no desenvolvimento de projectos conjuntos caracteriza genericamente as funções desempenhadas neste monumento notável que é o Palácio

T e xto d e Jo ã o Micae l Foto grafia: Po rt u g a l Pr o t o co lo portugal protocolo | 23


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Duque de Saxe-Coburgo e Gotha visita Palácio Nacional da Pena

No dia 2 de Setembro, o Duque de Saxe-Coburgo e Gotha visitou o Palácio da Pena, em Sintra, presidindo à assinatura de um Protocolo de Cooperação entre a Parques de Sintra–Monte da Lua e a Fundação da Casa Ducal de cujo ramo português o rei-consorte D. Fernando II, construtor da Pena, foi fundador. D. Fernando II foi um homem único no século XIX, que deixou a Portugal um legado extraordinário, cuja dimensão carece de estudo e investigação, o que

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a Parques de Sintra – Monte da Lua pretende fomentar. O protocolo permitirá a partilha de informações sobre a história da Família Saxe-Coburgo e Gotha, existentes nos seus arquivos, e atingir uma melhor compreensão do seu papel na Europa oitocentista, dadas as suas relações com quase todas as casas reais europeias.

A l e x a nd r a C hr o b o k R a p o s o d e M a g a l hã e s , Broni s l a w T . C h r o b o k , P r i n c e s a d a B u l g á r i a Maria L u í s a d e Sa x e - C o b u r g o e G o t h a , D u q u e A ndreas d e S a x e - C o b ur g o e G o t ha , A nt ó ni o L a m a s ( Presid e n t e P a r q u e s d e S i n t r a - M o n t e d a L u a ) e Jorge R a p o s o d e M a ga l hã e s P á g . a n t e r i o r : D u q u e A n d r e a s d e S a x e - - C o burgo e G o t ha e A nt ó ni o La m a s

As áreas de investigação previstas pelo protocolo estendem-se igualmente à portugal protocolo | 25


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O live r B e h n e A n t ó n io La m a s

arquitectura e arquitectura paisagista, às belas artes e artes aplicadas, com particular destaque para o coleccionismo e a música. Pretende-se estimular um conhecimento abrangente da actividade artística dos membros da família SaxeCoburgo e Gotha, tanto como criadores, como mecenas, de que D. Fernando II foi um proeminente exemplo. O protocolo permitirá, assim, à Parques de Sintra e aos investigadores interessados alargar o seu conhecimento sobre as origens de D. Fernando II,

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e a sua vida antes de ter vindo para Portugal em 1836.

D u r a n t e o c o n c e r t o i n t e r p r e t a d o p e l a O r q uestra d e C â m a r a d e C a s c ai s e O e i r a s , d i r i g i d a pelo m a e s t r o b úl g a r o , N i c o l ay La l o v

As duas instituições, Parques de Sintra–Monte da Lua, S.A. e Fundação da Família Ducal de Saxe-Coburgo e Gotha, embora com constituições jurídicas diferentes têm, no entanto, tarefas muito próximas: gerir património, paisagens culturais, turismo e conhecimento (palácios e parques históricos, nos seus aspectos museológicos e turísticos), dado que a Fundação tem dois palácios e muitas portugal protocolo | 27


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Du q ue de B r a g an ça e M a r ia n a O l az a b al

propriedades florestais à sua guarda, e a Parques de Sintra salvaguarda e valoriza o património público existente na Paisagem Cultural de Sintra, Património Mundial. Na assinatura deste Protocolo esteve presente a comitiva da Casa Ducal e o ramo búlgaro da família, incluindo o Duque Andreas de Saxe-Coburgo e Gotha, a Princesa da Bulgária, Maria Luisa de Saxe-Coburgo e Gotha, e o Marido, Bronislaw T. Chrobok, bem como Jorge Raposo de Magalhães e Alexandra Chrobok Raposo de Magalhães e Oliver Behn, consultor jurídico e procurador geral da Fundação da Família Ducal de Saxe-Coburgo e Gotha.

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D. Fernando II (1816-1885) era primo direito do Duque Ernesto II, o mesmo que a pedido de D. Fernando agraciou Elise Hensler com o título de Condessa de Edla aquando do seu casamento com o rei em 1869. O actual Duque de Saxe-Coburgo e Gotha é tetraneto do Duque Ernesto I (1784-1844), pai de Ernesto II (1818– 1893), e do Príncipe Alberto de Inglaterra (1819-1861). Uma vez que Ernesto II morreu sem deixar descendência, a actual linha dos Duques de SaxeCoburgo e Gotha descende do irmão mais novo de Ernesto II, Alberto, sendo o Duque Andreas de Saxe-Coburgo e Gotha trineto de Alberto e Victoria. Os irmãos Ernesto II e Alberto eram primos direitos de Victoria e de D. Fernando II e este, católico e a crescer em Viena, visitava os primos em Coburgo com alguma frequência. Daí resultou uma proximidade afectiva que permaneceu durante a vida destes príncipes e que se estendeu à segunda geração – o primogénito de D. Fernando e de D. Maria II, D. Pedro V, que se correspondia com o Príncipe Alberto numa relação quase paternal.

E m c i m a à e s q u e r d a , Br a s ão d e A r m a s d a F amília S a x e - C o b ur g o e G o t ha R e t r a t o d e D . Fe r na nd o I I , c o l . P al ác i o N a c ion al d a P e na Fo t o g r a f i a s P a r q ue s d e S i nt r a - Mo nt e d a Lua , S A portugal protocolo | 29


e n t r e v i s t a

Príncipe Charles-Philippe d’Orléans, escreve o livro “Reis no Exílio, Portugal Refúgio Real” A Europa era devastada por uma guerra cruel e mortífera, Portugal, país neutral, torna-se num destino apetecível para milhares de refugiados que procuram fugir dos horrores da ameaça nazi. Entre estes estão príncipes, reis sem coroa e membros das grandes monarquias europeias que encontram em Portugal um refúgio real. 30 | portugal protocolo


e n t r e v i s t a O que o motivou a escrever sobre os reis no exílio em Portugal? Desde que vivo em Portugal, depois do meu casamento com a duquesa de Cadaval, fiquei surpreendido ao ouvir as frequentes referências às famílias reais no exílio neste país. Na minha busca de literatura sobre esta temática, constatei que existia somente um livro editado nos anos cinquenta. Existem muitos livros sobre o exílio de uma única família real, independentemente das restantes. Era uma pena não haver um registo escrito sobre todas as famílias reais no exílio. Por isso foi importante para mim escrever este livro. Por outro lado, ter acesso aos membros dessas famílias reais, tornou mais fácil reunir informações diferentes das que se costumam ler, as histórias mais pessoais.

“...foi importante para mim escrever este livro.”

Qual a importancia de Portugal nos seus destinos? Portugal foi um país de acolhimento, onde todos os membros das famílias reais foram bem vindos. Essa recepção ainda hoje é sentida pelos descendentes daquelas famílias, tendo alguns deles aqui vivido naquela época, como o rei e os infantes de Espanha, o rei da Bulgária e os príncipes e princesas da família real de França. Portugal foi o refúgio, numa época, quando poucos países teriam gostado de os receber. Certamente foi uma escolha estratégica de Salazar, mas o povo português participou nesta recepção calorosa. Portugal permitiu, pois, àquelas famílias reais disfrutar um exílio confortável, não muito longe das suas pátrias. E, é fácil compreender o quão importante é para um exilado o sentimento de proximidade do seu país. Portugal está, ainda hoje, profundamente enraizado no coração de cada uma destas altezas reais ainda vivas. É, portanto, a prova que aquela estadia forçada marcou uma geração de Reis. portugal protocolo | 31


e n t r e v i s t a Que marca deixaram na sociedade portuguesa?

“...a «riviera portuguesa» tornou- se o local de reunião da sociedade internacional.”

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A presença de todas estas famílias reais exiladas marcaram diferentes camadas da sociedade portuguesa. Especialmente as famílias portuguesas abastadas, do mundo da alta finança e da indústria, que privaram com as famílias reais. Os seus filhos brincavam juntos e frequentavam as mesmas escolas. Tornaram-se amigos para toda a vida. Havia também os portugueses que viviam perto das famílias, como os moradores de Cascais ou Sintra, e os que trabalharam para eles ou que cruzaram as suas vidas. Não existe uma, dessas pessoas com quem falei, que não guarde memórias maravilhosas daquela época e dos reis, rainhas, príncipes ou princesas. Porque aquelas altezas reais eram pessoas simples e sabiam fazer-se amar pela população. Sendo os casamentos reais realizados em Cascais e em Sintra verdadeiros acontecimentos populares de sucesso. Os portugueses amavam os seus príncipes e princesas. Existe um terceiro e importante factor, os benefícios económicos para o país. Os reis e rainhas reuniam uma corte e todo o universo que a rodeava. A presença desses exilados tranquilizou muitos exilados políticos com substanciais meios financeiros: homens de negócios, magnatas da indústria, artistas, estrelas de cinema e palyboys. Encontravam-se todos cá e a «riviera portuguesa» tornou-se o local de reunião da sociedade internacional. O dinheiro causou um impacto significativo na economia local: comerciantes, restaurantes, hotéis, casino, subcontratados, para não mencionar o boom imobiliário.


e n t r e v i s t a Qual das pessoas reais retratadas no seu livro atrai a sua preferência? Porquê? É muito difícil responder à sua pergunta porque a maioria dos protagonistas do meu livro são meus familiares. Todas as personagens deste livro são importantes, são muito próximas. Afeiçoei-me a elas, como se tivessem tomado parte em toda a minha vida. Há duas pessoas de quem eu gosto especialmente e a quem dediquei este livro. A minha avó, a condessa de Paris. Foi uma mulher extraordinária, de pulso firme e de forte personalidade. Era amada por todos e por todos era amava. Tinha um sentido de dever e honra inimagináveis. Connosco, seus netos, era extremamente rigorosa e exigente, mas ao mesmo tempo amava-nos como ninguém. Era incrível o seu profundo conhecimento da História da Europa, os nascimentos, os casamentos, o número de filhos, as datas dos acontecimentos europeus mais marcantes, e desde Hugo Capeto! Adorava contar-nos a História da França e da Europa, as suas curiosidades, as suas surpresas, os seus dramas, tudo o que os livros não contam e que não é ensinado na escola. Era uma rainha popular e amada pelo povo, sendo respeitada por todos os reis e reinos da Europa. Era uma avó que todos gostariam de ter. A segunda personagem é o rei de Espanha. Vivi mais de vinte anos em Espanha e sinto-me espanhol de coração. O rei é, para mim, uma pessoa emblemática que impõe respeito e admiração. Ele soube, sabe ainda, reinar um país sob condições nem sempre fáceis. Ele foi capaz de colocar os interesses dos espanhóis e de Espanha antes dos seus e os da sua própria família. Respeita o seu povo,

“Todas as personagens deste livro são importantes, são muito próximas. Afeiçoei-me a elas, como se tivessem tomado parte em toda a minha vida.”

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e n t r e v i s t a que lho retribui. É, na minha opinião, o verdadeiro exemplo do monarca do século XXI : dinâmico, moderno, atento e activo. Popular e reservado, inteligente e perspicaz. Salvou, por duas vezes, a democracia na Espanha e este país deve-lhe muito. Seria bom que alguns refratários existentes na monarquia em Espanha nunca o esqueçam. Quais os seus projectos futuros? Biografias reais?

“...a minha mulher e eu continuaremos a dedicar o nosso tempo à caridade. É muito importante para nós ajudar as pessoas na pobreza, na doença e em dificuldades.”

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Actualmente dirijo uma empresa que me ocupa bastante tempo. Dedico, também, muito tempo à minha família, que como sabe, irá crescer no próximo ano. O nascimento de um filho, especialmente o primeiro, é um acontecimento único na vida de um homem. Aguardo-o impacientemente. Além disso, a minha mulher e eu continuaremos a dedicar o nosso tempo à caridade. É muito importante para nós ajudar as pessoas na pobreza, na doença e em dificuldades. É uma necessidade para nós, quase visceral. Temos a oportunidade para o poder fazer, sendo, pois, um dever. No que respeita à escrita, tenho actualmente dois projectos: uma biografia histórica de uma personagem que marcou a sua época na Europa e uma ficção. Não posso ainda revelar os conteúdos, que serão revelados a seu tempo.


e n t r e v i s t a Muitas pessoas alegam a importancia da monarquia, em prol da tradição e da neutralidade política, nas sociedades modernas. Crê que seria uma solução na actual conjuntura socio-económica? É preciso ser-se realista e sobretudo não escamotear a verdade. Uma monarquia não resolve todos os problemas sociais e económicos duma nação. Portanto, esta não é a solução para a crise que Portugal atravessa actualmente. Esta crise, cabe aos políticos resolvêla, com o apoio do seu povo que neles depositou a sua confiança. O que traz uma monarquia, é o exemplo a seguir, na pessoa do rei. É importante para qualquer homem e mulher poder sonhar e penso que os portugueses não sonham há muito tempo. Este homem, este Rei, é um guia, um líder, que os portugueses poderão seguir de olhos fechados, porque sabem que esse rei trabalha para eles, para o seu bem e do país. Ele não está sujeito à luta pelo poder, ao partidarismo político ou à atracção do lucro. Ele não tem que agradar aos eleitores ou aos seus doadores. Ele está ao serviço dos portugueses e de Portugal. O rei é o garante do futuro do país e assegura que este assenta nos valores universais do Homem como a honra, o trabalho, o respeito, a família e a solidariedade. Então, sim, eu penso que a monarquia é um bem necessário para Portugal.

“É importante para qualquer homem e mulher poder sonhar e penso que os portugueses não sonham há muito tempo.”

T e xto d e Jo ã o Micae l Foto grafia d e A n t ó n io Ho m e m C a r do so portugal protocolo | 35


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“Dom Diniz segundo Virgínia Goes”

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A pintora Virgínia Goes foi convidada para inaugurar as comemorações dos 750 anos do nascimento do rei D. Dinis, em Odivelas, cidade indelevelmente associada ao rei poeta. No dia 6 de Outubro, a sua exposição “Dom Diniz segundo Virgínia Goes”, abriu portas ilustrando os vários momentos da vida daquele monarca nas suas pinturas originais e desenhos em série limitada criados exclusivamente para esta efeméride, na galeria Raul Lino, do Centro de Exposições de Odivelas.


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O d i v e l a s e o R e i D o m D i n i z , A crĂ­lico s/ tela, 60 X 80 cm, tĂŠcnica mista, 2011

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Em ci m a A p i n t o ra e A m ĂŠ l i a Vid eira M a r ga ri d a N unes Em b a ixo Vi r g Ă­ n i a G o e s e o m a ri d o M i gu e l Pe re i ra Alv es 40 | portugal protocolo


a r t e

Em ci m a Esq uerd a : Vir g íni a Goes e Helena Ha sse Boa vida D i rei ta : Leonor Ga rcia Va sco, M a ri a J osé Lea l e Vir g íni a Goes Em b a i xo Vir g íni a Goes e J oã o M i ca el portugal protocolo | 41


c u l t u r a

“A Rainha D. Maria Pia e o seu Tempo” Ciclo de Conferências no Palácio Nacional da Ajuda Assinalando o centenário da morte da Rainha D. Maria Pia, o Palácio Nacional da Ajuda promoveu um ciclo de conferências intitulado “A Rainha D. Maria Pia e o seu Tempo”. A personalidade da Rainha, a história, a política, a sociedade, a arte e costumes de Portugal da segunda metade de oitocentos e da transição para o séc. XX, foram as temáticas abordadas por um conjunto de historiadores, investigadores e autores, que proporcionaram uma visão alargada de uma época marcante para o pensamento português. José António Tenente, a convite de Isabel Silveira Godinho, directora do Palácio Nacional da Ajuda, apresentou uma pequena colecção de modelos inspirados na figura da rainha D. Maria Pia na abertura do ciclo de conferências. 42 | portugal protocolo


c u l t u r a

À e s qu e r da: Is abe l S i l ve i ra G o d i n h o À d i r e i t a : Vo l u n t á r i o s l a u r e a d o s p e l o s 2 0 a nos de voluntariado no palácio, Jean Brandão, Leonor Amado e J o a q u i m A f o n s o, D r. Pe d r o R o s e t a , E m b a i xador Manuel Côr te-R eal e Prof. Doutor João Brigola, Di rector do In s ti tu to do s M u se u s e d a C o n se r va çã o.

M o de l o de J o s é A n t ó n i o Te n e n t e Tex to e fo to g r af i a s: Pa l á ci o N a c i o n a l d a A j ud a portugal protocolo | 43


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IFT FILMS A IFT FILMS é uma produtora audiovisual especializada na comunicação e produção de contéudos, programas e multimédia. Está vocacionada para o desenvolvimento de projetos de portfólio inovadores e únicos no mercado nacional, dirigidos para as áreas do ambiente, empresas, formação e saúde. A IFT FILMS assegura aos seus clientes e parceiros uma gestão eficaz de todos os projetos de produção de conteúdos audiovisuais e multimédia, através de uma equipa dinâmica de profissionais competentes com formação académica nas áreas de criação, edição de imagem, guionismo, programação e realização.

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p r o t o c o l o

Master Class “Protocolo na programação de eventos” no Hotel da Estrela, em Lisboa O gabinete Portugal Protoc o l o promoveu, tendo como orado r o seu director, João Micael, u m a master class sobre a aplicaç ão do Protocolo na organização d e eventos sociais e empresariais n o Hotel da Estrela, espaço mode r n o e propício a esta iniciativa, j á que a sua ambiência temátic a é a escola, idealizada por Mig u e l C âncio Martins. O Protocolo representa hoje u m a ferramenta essencial na ges t ã o dos acontecimentos empresar i a i s de sucesso, como reuniõ e s , encontros, refeições de negóc io s , relacionamento com os órgãos d e comunicação social entre tan t o s outros eventos que fazem, c a d a vez mais, parte do dia-a-d ia das empresas que pretend e m transmitir uma Imagem Posit i va e manter uma Reputação d e Excelência. portugal protocolo | 45


p r o t o c o l o

C er i m ó n i a d e Come m o r a ç ã o d o s 1 0 1 Anos d a P r o c l a m a ç ã o d a Repúb l i c a

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O Presidente da República participou, na Praça do Município, em Lisboa, nas cerimónias comemorativas do centenário da Implantação da República, tendo hasteado a Bandeira Nacional na varanda da Câmara Municipal e proferido uma intervenção, a que se seguiu o desfile das forças da Guarda Nacional Republicana em parada. À chegada à Praça do Município, o Presidente Aníbal Cavaco SIlva recebeu honras militares. Antes do Presidente da República, usou da palavra o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, e a jovem Ana Lídia Sampaio Dias, da Maia, vencedora do concurso “A República – o meu discurso em 2010”, promovido pela Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República.


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Fo n t e : © 2 0 0 6 - 2 0 1 1 Pr e s i d ê n c i a d a R e p ú b l ica Por tuguesa portugal protocolo | 47


p r o t o c o l o

Espectáculos e exposições assinalaram aniversário da República no Palácio de Belém aberto ao público No âmbito das Comemorações dos 101 Anos da Proclamação da República, o Presidente da República assistiu a vários concertos do programa de espectáculos, todos de livre acesso, no Palácio de Belém, que esteve de portas abertas durante todo o dia. Ainda de manhã, o Presidente Aníbal Cavaco Silva presenciou parte da actuação da Banda Sinfónica da Polícia de Segurança Pública, que actuou para o público visitante do Palácio, no Jardim da Cascata. 48 | portugal protocolo

De tarde, e após ter assistido, da varanda do Palácio, ao Render Solene da Guarda, o Presidente e a Dra. Maria Cavaco Silva percorreram os jardins e assistiram, sucessivamente, aos concertos da Big Band do Município da Nazaré, ao "Fado ao Piano" de Maria Ana Bobone, da brasileira Maíra Freitas, da Orquestra do Algarve e, a encerrar a programação, o espectáculo "Mísia-Senhora da Noite". Ao longo do dia, e além de assistir aos espectáculos, o público visitante visitou as salas do Palácio, os seus jardins, o Museu da Presidência e as exposições "Palácio de Belém-Residência Oficial do Chefe de Estado", na Galeria das Jaulas, no Pátio dos Bichos, e "Fábulas-Desenhos de Almada Negreiros", na Galeria dos Viveiros.


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Fonte: © 2006-2011 Presidência da República Portuguesa portugal protocolo | 49


s o c i e d a d e

Rece p ç ã o n a E m b ai x a d a da Á us t r i a em Li sb o a Os embaixadores da Áustria, Bernhard e Joana Wrabetz, comemoraram, na sua residência em Lisboa, o Dia Nacional daquele país, no dia 26 de Outubro. Além desta comemoração, a Dra. Solipa Lambelho foi condecorada por Méritos à República da Áustria com a Croix de Chevalier de II Classe.

E m c im a: E m b a i x a d o r e s da Áustria e A l e xa n d er Bened i ct E m b a ix o: M a ri a Jo sé S o l i p a L a m b elho 50 | portugal protocolo


s o c i e d a d e

Se b a s t i a n Pe r e i r a - M ü l l e r, M a r g a r i d a Pe r e i r a -Müller e E mb ai x ado r Be rn h a rd Wra b e t z Em b a i x o: E mb a i xa d o r Jo sé B o u z a - S e rra n o, E m b ai x atr i z da Á u st ri a e Jo sé C a rl o s A rsé n i o

Veronik a Arsénio e Em b a ixa triz J oa na D a niel-Wrabetz, trajando o traje tradicional austríaco “d i rd nl”

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s o c i e d a d e

Tony M i ra nd a , Ana Fid a lg o e J o達 o Mic ael

Em ba ixa d or Bernha rd Wra b etz , M a ria d o C a rm o e D iog o T hemudo 52 | portugal protocolo


Revista Portugal Protocolo nº10  

Palácio de Queluz Entrevista a Isabel Cordeiro, directora do Palácio de Queluz Entrevista a Charles-Philippe d'Orléans Duque de Saxe-Coburgo...

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