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PORTUGAL POST ANO XVIII • Nº 207 • Outubro 2011 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351• E Mail: correio@free.de •www. portugalpost.de •K 25853 •ISSN 0340-3718

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Governo encerra consulado em Frankfurt /M Pág.4

Os Sina Nossa lançam o segundo álbum

“Alforria“ Ler na página 13

› Ensino

Regresso às aulas de Português na Alemanha com menos professores devido aos cortes orçamentais pág.7 Publicidade

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PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

PORTUGAL POST

Editorial Mário dos Santos

Agraciado com a Medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 Director: Mário dos Santos

Correspondentes António Horta: Gelsenkirchen Cristina Dangerfield-Vogt: Berlim Elisabete Araújo: Euskirchen João Ferreira: Singen Jorge Martins Rita: Estugarda Manuel Abrantes: Weilheim-Teck Maria dos Anjos Santos: Hamburgo Maria do Céu: Mogúncia Maria do Rosário Loures: Nuremberga Colunistas António Justo: Kassel Carlos Gonçalves: Lisboa José Eduardo: Frankfurt / M Lagoa da Silva: Lisboa Marco Bertoloso:  Colónia Paulo Pisco: Lisboa Rui Paz: Dusseldórfia Teresa Soares: Nuremberga Assuntos Sociais José Gomes Rodrigues Consultório Jurídico: Catarina Tavares, Advogada Miguel Krag, Advogado Fotógrafos: Fernando Soares Publicidade Alfredo Cardoso Agências: Lusa. DPA Impressão: Portugal Post Verlag Redacção, Assinaturas Publicidade Burgholzstr. 43 44145 Dortmund Tel.: (0231) 83 90 289 Fax: (0231) 83 90 351 www.portugalpost.de EMail: portugalpost@free.de Registo Legal: Portugal Post Verlag ISSN 0340-3718 • K 25853 Propriedade: Portugal Post Verlag Registo Comercial: HRA 13654

Os textos publicados na rubrica Opinião são da exclusiva responsabilidade de quem os assina e não veiculam qualquer posição do jornal PORTUGAL POST

“Encerrem-se” os cônsules-gerais!

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iz o ministro Paulo Portas que admite encerrar embaixadas e consulados. Em outro contexto, isto poderia ser uma afirmação que passaria ao lado e não se dava importância alguma. Lembramos o caso do ex-ministro Freitas do Amaral que ao chegar ao governo (o primeiro de Sócrates) disse também que ia estudar o fecho de consulados e dava como exemplo a Alemanha onde, no dizer do ministro, residiam 300.000 portugueses e que havia consulados a mais. Mas desta vez receámos que as coisas não ficassem pelas palavras e que a ameaça de Paulo Portas se concretizasse com o encerramento de postos consulares na Alemanha Dito e feito. Para já, o anúncio do encerramento do vice-consulado em Frankfurt/M é uma realidade muito má para os 25000 portu-

gueses daquela área. E não nos admiremos muito se outras notícias de encerramentos surgirem. O ministro Paulo Portas deve pensar duas vezes se quer encerrar postos na Alemanha. Há precedentes neste país que dizem que a comunidade não fica impávida e serena a ver os serviços consulares a extinguir-se. Deve, dizia, pensar duas vezes e perguntar ao seu Secretario de Estado das Comunidades, José Cesário, pela sua experiência quando, no governo de Durão Barroso, decidiu encerrar um consulado na Alemanha. Ele dir-lhe-á como foram os protestos da comunidade que não quiseram ouvir sequer em encerramentos de consulados como suposta hipótese. Esta medida do Governo será explicada com a situação que Portugal agora vive e que todos, mas todos, têm de contribuir para a ultrapassar a crise desta e da-

quela maneira. Todos, dizemos nós. Mas, se se trata de poupar, então porque não se despromove os Consulados-Gerais a vices ou mesmo a escritórios consulares baratos e que prestem serviços consulares aos seus utentes? Sim, poupava-se nos elevados honorários do cônsules que dava e sobrava para pagar, por exemplo, o aluguer das instalações e sobrava dinheiro. Os honorários, ajudas de custo e representação dos cônsules de Estugarda, Dusseldorf e Hamburgo perfazem por ano Algumas centenas de milhares de euros. Ora, parece-nos que o Governo a encerrar serviços consulares que não tem cônsul está a poupar onde não deveria, ou melhor, poupar seriamente seria nas gorduras dos honorários com o pessoal e não nos serviços de que necessitam os portugueses.

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Redação e Colaboradores Cristina Krippahl: Bona Francisco Assunção: Berlim Joaquim Peito: Hanôver Luísa Costa Hölzl: Munique


Entrevista

PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

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António Alves de Carvalho, Cônsul-Geral de Portugal em Hamburgo

”Apelo aos Jovens para que saibam usufruir das oportunidades de afirmação profissional e inserção qualificada no mercado de trabalho local ” Esta é a primeira grande entrevista que o Cônsul-Geral de Portugal em Hamburgo, António Alves de Carvalho, concede ao PORTUGAL POST. Com esta entrevista, queremos dar a conhecer aos nossos leitores o pensamento do Cônsul-Geral sobre algumas questões na sua área de jurisdição. Esta entrevista vem também no seguimento de outras que temos feito a responsáveis pelos postos consulares na Alemanha. Durante o período que tem estado à frente do ConsuladoGeral em Hamburgo de que forma é que vê a comunidade lusa nesta área? Desde que cheguei a Hamburgo e assumi a gerência deste Consulado Geral, em Setembro de 2009 tenho procurado conhecer a realidade local da diáspora portuguesa avaliando a sua dimensão numérica, o seu tempo de presença e trabalho nesta região Norte da Alemanha e os níveis de integração e realização alcançados. Numericamente expressiva e económica e socialmente muito activa, a comunidade portuguesa tem sabido criar e desenvolver estruturas e mecanismos de representação que muito têm contribuído para o prestígio e respeito alcançados e para a projecção do nome e imagem de Portugal localmente. Outros módulos da sua afirmação cultural, cívica e empreendedora multiplicaram-se geograficamente e deram corpo a projectos que a definem e identificam no contexto de uma multiplicidade étnica e cultural que fará, talvez, desta área de jurisdição consular (integra também Schleswig-Holstein e, no Estado da Baixa Saxónia, Regierungs-Bezirk Stade e Lüneburg), um exemplo único no universo da diáspora portuguesa para a Alemanha. Sabemos que o seu vigor e dinamismo têm marca indelével bem patente nos exemplos dados pela existência de um bairro português (o tão conhecido „Portugiesen Viertel“), atracção turística e cultural tradicional da Cidade, na toponímia de Hamburgo (ruas e praças com nomes de personalidades da história e da cultura portuguesas), pelo reconhecimento da nossa plurissecular presença na Cidade-Estado e também pelos testemunhos no respectivo património histórico e urbano. Por outras razões, a velha „SAGRES I“, hoje „Rickmer Rickmers“, ex-libris deste Porto, testemunha a ligação de Portugal a Hamburgo de um modo que a todos orgulha e enobrece. Portugal é tudo isto e, sobretudo, é-o pelos portugueses que hoje aqui continuam a trabalhar e a dar testemunho dos nossos mais significativos valores como

Povo e Nação. É com esta Comunidade que trabalho, em que me revejo dia a dia e que muito aprecio e respeito. Que balanço faz das suas necessidades e preocupações? Naturalmente que os tempos têm mudado e a Comunidade também. Na sua estrutura, nas suas prioridades e nos seus objectivos. Reconheço, pelo conhecimento que fui adquirindo, algumas dificuldade de diálogo intergeracional, os problemas suscitados pela falta de „leadearship“ associativo, algum desemprego, os problemas da afirmação e do uso da língua portuguesa por parte das gerações mais novas. Por outro lado, penso que seria desejável, igualmente, que aquelas pudessem alcançar patamares de excelência nos diversos níveis de escolaridade local, com ênfase no estudo da língua alemã, esta vista como instrumento ou ferramenta de trabalho em sede de futura integração profissional (ou académica, mesmo), quer aqui na Alemanha quer, em caso de regresso, em Portugal. Por outro lado, ainda, sublinho a necessidade de um uma melhor organização da estruturas representativas comunitárias para aproveitamento dos regimes locais de acompanhamento e assistência a idosos, doentes ou reformados carenciados. E das suas potencialidades? Pela resposta dada à primeira questão julgo existirem grandes potencialidades de criar cenários e modelos inovadores de cooperação e integração. Quer no âmbito do empreendedorismo e da unidade de esforços para criar uma imagem empresarial forte de Portugal localmente, quer, consequentemente, para formar um conceito de parcerias de negócios e „business“ com homólogos em Portugal ou noutras regiões ou para contribuir no sentido do reforço das estruturas existentes ou de outras a criar, a pensar no reforço do relacionamento bilateral com Portugal, com enfoque especial no Norte da Alemanha. Também vejo imensas virtualidades no empenho na participação na vida local, cívica, cultural e política bem como numa melhor e mais rápida resposta às não poucas solicitações que os alemães nos dirigem para ter „mais e melhor Portugal“ neste universo hanseático. Sem pretender ser exaustivo, deixo ainda aos nossos jovens um apelo para que saibam usufruir das oportunidades de afirmação profissional e inserção qualificada no mercado de trabalho local. Há um número exacto de portugueses a viver nesta área consular? Como compreenderão, é sempre difícil ser „exacto“ quando lidamos com números ou estatísticas. Mas, aproximadamente, e com pouca margem de erro, posso informar que exis-

tem cerca de 15.800 portugueses residentes nesta área consular. E em Hamburgo ? De acordo com as estatísticas da Cidade-Estado (Abril/2011), residem em Hamburgo 8.713 portugueses. Contudo, a tal estatística deverá ser sempre acrescentado o número de nascimentos aqui ocorridos, com dupla-nacionalidade, que não figuram nas estatísticas alemãs como nacionais portugueses. Sabe-se da capacidade empresarial da comunidade lusa nessa área. Em seu entender, como é que Portugal poderia potencializar para a sua economia os portugueses empresários nesta área? Através dos 48 restaurantes e 30 pastelarias e do pequeno comércio de retalho de produtos típicos portugueses, Portugal dispõem, de uma mais valia local enorme de conhecimento e divulgação da sua gastronomia e oferta no sector da restauração. Os alemães apreciam, aqui, pelo que me tem sido oferecido observar, de forma genuína e verdadeira, Portugal e os seus produtos e manjares. Os empresários portugueses locais são assim agentes e braços avançados de uma imagem e oferta que convida o local a deslocar-se ao nosso país para melhor aproveitar o „mercado“ turístico (e sectores adjacentes) que temos. Por outro lado, no sector da importação, seria vantajoso pudessem os agentes empresariais portugueses que aqui operam, colocar nas redes de distribuição produtos „gourmet“ de origem portuguesa bem como apostar mais no vector „vinhos“, onde temos excelentes condições para competir em termos de relação preço/qualidade. Devemos, pois, continuar a apostar na divulgação da imagem e marca „Portugal“, com impacto certo na economia nacional e de valorização deste empresariado. Para além da gastronomia, em que sectores empresariais é que os portugueses empresários ainda se dedicam? Sobretudo aos sectores de serviços, comércio e hotelaria. Como avalia o associativismo português nesta área? Ou melhor: quantas associações existem e como prevê o seu futuro? Existem nesta área consular 10 Associações activas, com um número muito expressivo no âmbito do associativismo desportivo. Grupos culturais, recreativos e folclóricos são ainda muito activos e continuam a ser um referencial determinante para a compreensão do fenómeno da emigração portuguesa para esta região da Alemanha. Devo dizer que o Conselho Consultivo da área de jurisdição do Consulado Geral de Hamburgo deverá

António Alves de Carvalho. Foto: PP apresentar, até ao final do corrente ano, um relatório/avaliação sobre o tema. Optou-se por um método“científico“ de recolha de dados junto das associações e, com base nas resposta obtidas, foi-se apurando que as principais causas dos problemas no sector residem no abandono dos sócios m(regresso a Portugal, falta de tempo para dedicar às actividades associativas), ausência de juventude, ausência de inovação de projectos e programas estimulantes bem como dificuldades de financiamento. Sabe-se dos problemas que tem havido nessa área consular de trabalhadores da construção civil que vivem em estaleiros em de condição indignas ou, pior ainda, de trabalhadores que ficam privados do seu salário devido à falta de escrúpulos das empresas que os (sub) contratam. Que pode o ConsuladoGeral fazer para ajudar os trabalhadores nessa condições? Conhecemos infelizmente a exis-

tência de tal realidade. Quando temos conhecimento directo de casos concretos, informamos os interessados que devem apresentar queixa na polícia bem como solicitarem rapidamente assistência judiciária para respeitarem os prazos previstos na Lei laboral alemã. Quantos funcionários tem o consulado e se o seu número dá para cobrir as suas necessidades? O Consulado Geral de Portugal em Hamburgo dispõem neste momento de cinco funcionários, sendo um, enviado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em regime de Comissão de Serviços. Tendo em conta o volume de trabalho e solicitações que lhe são dirigidas, quer ao nível da Chancelaria, quer ao nível das múltiplas interacções que assegura, devo confessar que os recursos humanos disponíveis encontram-se no nível mínimo para o seu regular funcionamento. MS


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Nacional & Comunidades

PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

Alemanha

Governo encerra vice-consulado em Frankfurt/M O governo cumpriu a ameaça do ministro Paulo Portas e manda encerrar, para já, o consulado em Frankfurt, soube o PORTUGAL POST de uma fonte bem colocada. O encerramento foi-nos confirmado pelo actual Vice-Cônsul, Abílio Ferreira, que nos informou ter recebido no dia 27 de Setembro instruções para rescindir o contrato de arrendamento até ao final do ano. Criado em 1973, o consulado em Frankfurt cobre uma área geográfica igual a metade do território português, serve cerca de 25.000 utentes e tem oito funcionários que “ficaram estupefactos com a notícia”, disse o Vice-Cônsul.

O posto em Frankfurt parecia estar com o destino marcado quando ainda durante o Governo de Sócrates o despromoveu a viceconsulado e já naquele tempo, em 2009, se falava do seu encerramento. Por isso, quando o ministro Paulo Portas admitiu recentemente encerrar consulados, os olhares viraram-se para o vice - consulado de Frankfurt . ”O Ministério dos Negócios Estrangeiros faz um ataque rasteiro ao consulado e aos seus utentes, determinando o seu encerramento sem haver sequer possibilidade dum diálogo com vista a reduzir os custos. É inconcebível que se acabe com um consulado com tão

grande área, com funcionários de mérito reconhecido pelos clientes, um consulado com tão bom ambiente já com tanta eficácia no trabalho”, disse-nos António Justo, membro do Conselho Consultivo, que poderá reunir-se no dia 3 de Outubro para combinarem acções de protesto. Ninguém no vice-consulado esperava por “tão má notícia, até porque tínhamos aberto concurso para mais um funcionário que iniciou as suas funções em Abril último”, disse-nos o vice-cônsul. O encerramento do vice-consulado em Frankfurt é uma medida inserida nos cortes que o Goverr impõe para poupar. Mas, segundo ainda o membro do Con-

selho António Justo, “é poupar no sitio errado”. ”Se em tempos de guerra não se limpam armas, porque se não reduzem também os consulados de Hamburgo, Düsseldorf e Estugarda a vice-consulados? Mantinham-se os serviços sem nenhum prejuízo para a produtividade. Com o dinheiro poupado nestes cargos honoríficos improdutivos tapar-se-iam buracos sem abrir outros. Se um vice-cônsul é um trabalhador um Cônsul é um senhor! Estes justificam-se só a nível excepcional. O único critério da sua sustentabilidade deveria ser o que conseguem, em cifras, obter para Portugal”, diz António Justo.

Privatizações:

Nova lei elimina reserva de capital para trabalhadores e emigrantes A nova lei das privatizações que elimina os direitos especiais do Estado, entretanto publicada, exclui a reserva de capital que se destinava à aquisição por pequenos subscritores, trabalhadores e emigrantes e que estava consagrada na anterior legislação. O actual diploma (Lei n.º 50/2011) mantém o direito dos trabalhadores à aquisição ou subscrição preferencial de acções, mas deixa de reservar uma percentagem do capital a reprivatizar que lhes seria destinada. Os membros das comissões especiais que serão criadas para cada processo de privatização

terão direito a ser remunerados, o que não estava contemplado anteriormente. Segundo o diploma, já publicado em Diário da República, irão receber senhas de presença no valor de 10 por cento do segundo nível da tabela remuneratória da função pública (que corresponde a 532,08 euros, ou seja 53,208 euros), acrescido de ajudas de custo e poderão acumular com o salário de origem, se assim for determinado no despacho de nomeação. A lei revoga também vários artigos do anterior quadro legal quanto aos objectivos da reprivatização, nomeadamente o re-

forço da capacidade empresarial do Estado, a preservação dos interesses patrimoniais e a participação dos cidadãos portugueses na titularidade do capital das empresas, mas mantém a redução do Estado e do peso da dívida pública na economia. A partir da entrada em vigor, o Governo deve definir o “regime extraordinário para salvaguarda dos activos estratégicos em sectores fundamentais para o interesse nacional” num prazo de 90 dias. O PS conseguiu fazer aprovar esta cláusula alegando que o Estado devia salvaguardar na

FLASH Emigração: O deputado social-democrata pela Europa Carlos Gonçalves defendeu a necessidade de acompanhamento dos crescentes fluxos migratórios de portugueses, numa altura em que é cada vez mais difícil encontrar trabalho no estrangeiro. „Há fluxos migratórios para o estrangeiro que nos últimos anos têm vindo a crescer de forma bastante acentuada (…) e é preciso ter em conta que há crianças em idade escolar e famílias que chegam num momento que não é o mais favorável para encontrar emprego nesses países. É preciso também „Os problemas que o país vive levam as pessoas a sair e não levam só a sair as pessoas que têm formação académica superior como alguns tentam dizer“, sublinhou.

lei o direito de intervir em sectores estratégicos, como por exemplo a energia e as telecomunicações, quando a lei que prevê o fim dos direitos especiais do Estado foi discutida na especialidade. Além de servirem para amortizar a dívida pública e do sector empresarial do Estado, as receitas obtidas com o processo de privatizações podem ser usadas para reforçar o capital de outras empresas. Entre estas podem estar as empresas de transportes que têm apresentado capitais próprios negativos, em anos sucessivos.

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PS pede informações ao Governo sobre reforma consular e como esta afetará a comunidade emigrante O deputado Paulo Pisco (PS) pediu informações ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, sobre a reestruturação da rede diplomática a ser implementada pelo Governo e como isso irá afectar a comunidade emigrante. “O que pretendo do senhor ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros é que ele explique quais são os planos que tem para a anunciada reestruturação consular”, disse Paulo Pisco, deputado eleito pela Emigração pelo círculo da Europa. Paulo Portas anunciou a intenção de realizar uma reestruturação da rede diplomática quando esteve na audição da Comissão dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, no dia 25 de Agosto, referindo que o Governo estava “a trabalhar na reforma das

embaixadas e consulados”. “Tive a oportunidade na altura de manifestar a minha estranheza, porquanto o anterior Governo tinha feito uma reforma de grande alcance a nível dos postos consulares”, declarou Pisco. Segundo o deputado, o anterior Governo já tinha anunciado a sua intenção de proceder a uma readaptação da rede de embaixadas, de forma a permitir a Portugal ter uma acção mais eficaz no âmbito da diplomacia económica. “O processo de reestruturação consular tinha ficado concluído e foi uma reforma que se fez com grande profundidade. Por isso, não vejo que haja uma grande necessidade de voltar a fazer uma readaptação da rede consular, na medida em que a outra foi muito bem estruturada, muito bem pen-

sada e houve uma efectiva modernização da nossa estrutura”, sublinhou o deputado. De acordo com Paulo Pisco, como qualquer alteração na estrutura consular mexe com a facilidade e o direito dos portugueses em ter serviços públicos, é necessário que sejam explicados quais são os critérios que vão ser usados na nova reestruturação. O deputado pretende ainda saber “qual será a extensão desta reestruturação, saber se o número de actos consulares vai ser determinante e todo um conjunto de critérios que é necessário apurar, para que se saiba qual é o alcance desta reforma e de que forma os portugueses poderão vir a ser afectados”. “Não me parece que seja adequado, tendo ficado concluída

uma reforma há tão pouco tempo, que se proceda a outra reestruturação consular”, frisou. O deputado sublinhou que também é “difícil compreender de que maneira a anunciada reestruturação da rede consular pode compatibilizar-se com as promessas constantes no manifesto eleitoral do PSD que garantiu que, se fosse Governo, iria dar início ao processo de criação dos Espaços Portugal (para fornecer serviços) enquanto consulados de nova geração”. Paulo Pisco afirmou que a sua grande preocupação é, nestas áreas abrangidas por consulados que serão encerrados, como será afectada a comunidade portuguesa e se os seus interesses serão acautelados nesta reforma consular.

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Rede de Ensino de Português no Estrangeiro perdeu mais de 40 cursos

„Houve um corte substancial nos horários (…) e perdemos entre 40 a 45 horários em toda a rede, o que é elevado“, disse Carlos Pato, do Sindicato de Professores de Português no Estrangeiro (SPE), afecto à Federação Nacional de Professores (Fenprof). O sindicalista acrescentou, no entanto, que o início do ano lectivo decorreu „com uma certa normalidade“ na Suíça e na Alemanha. No Benelux - Bélgica, Luxemburgo e Holanda - Carlos Pato

identificou „um inflacionar dos horários incompletos“ de Português, mas adiantou ter recebido garantias do Instituto Camões (IC) de que, „dentro da racionalidade“ de recursos que a crise impõe, a situação será ultrapassada. Por seu lado, Maria Teresa Soares, do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas, ligado à Federação Nacional da Educação (FNE), disse que o „ano lectivo está a começar muito mal“ e que „os maiores problemas estão a ser causados pelos cortes na rede de ensino efectuados pelo IC. „Para evitar novas colocações, os horários que no fim do ano lectivo passado ficaram livres devido ao regresso a Portugal ou aposentação dos professores que os detinham foram desmantelados e as horas que os compunham integradas nos horários dos professores restantes, o que na prática significa um grande aumento do número de alunos por professor, grupos extremamente mistos, com alunos de vários níveis leccionados conjuntamente e com menos tempo de aulas“, explicou a sindi-

calista. Contactado pela agência de notícias Lusa, o IC escusou-se a responder às questões levantadas pelos sindicalistas bem como a fornecer dados relativos ao número de cursos, de professores e de alunos de português no estrangeiro no ano lectivo de 2011/2012. Dados do IC relativos ao ano escolar de 2010/2011 e disponíveis on-line dão conta da existência de cerca de 1.200 professores a lecionar 155 mil alunos inscritos no estrangeiro. Os sindicatos denunciam ainda cortes nos salários dos professores que, segundo Carlos Pato, não tinham sido actualizados desde 2006. „Desde 2006 (…) tivemos um prejuízo em termos de massa salarial na ordem dos seis por cento. Quando procurámos repor a capacidade e o poder de compra dos professores, o Governo atribuinos um aumento de 2,6 por cento, que foi de imediato cortado em 1,5 em Junho e em Janeiro com os famosos 10 por cento“, adiantou Carlos Pato.

Para Maria Teresa Soares, „os vencimentos actuais são inadequados para fazer face ao nível de vida nos vários países“. Os dois sindicalistas destacam a situação dos professores portugueses na Suíça. „As tabelas salariais são em euros, convertidos localmente em francos suíços, o que significa que os docentes têm vindo a perder boa parte dos seus salários, encontrando-se alguns perto do limiar da pobreza, havendo já professores a trabalhar na hotelaria, gastronomia e limpezas por o salário recebido ser insuficiente para fazer face às despesas quotidianas“, disse Maria Teresa Soares. No mesmo sentido, Carlos Pato sublinhou que „as diferenças cambiais acentuam ainda mais os cortes nos salários“. As dificuldades no arranque no ano lectivo, que está também a ser marcado pela demissão dos coordenadores de ensino no Benelux e Reino Unido, foram já objeto de pedido de esclarecimentos de partidos da oposição com o PS, Bloco de Esquerda (BE) e Verdes.

Passaporte passa a incluir impressões digitais de todos os dedos das mãos O passaporte eletrónico português (PEP), que entretanto „comemorou“ cinco anos, vai passar a registar as impressões digitais de todos os dedos das duas mãos do titular e não apenas dos indicadores. O secretário de Estado das Comunidades, José Cesário, disse que os equipamentos necessários ao registo das dez impressões digitais simultaneamente já estão preparados, mas só entrarão em funcionamento a partir de 11 de outubro, começando pelos postos consulares portugueses no Médio Oriente e Magreb. A decisão pretende dificultar ainda mais a falsificação dos passaportes, tanto mais que, segundo o governante já haverá casos - de

que disse não ter confirmação nem dados precisos — de PEP contrafeitos. „Vai havendo uma evolução constante“ para aumentar os níveis de segurança do documento, salientou. O modelo eletrónico de passaporte, cujo primeiro exemplar foi entregue ao Presidente da República e vigora desde 28 de agosto de 2006, tornou desnecessária a anterior obtenção de visto para países que o exigem, que passou a ser feito com o preenchimento de um formulário na Internet. Ao contrário, a sua emissão passou a ser mais lenta, já que anteriormente os documentos eram emitidos no próprio dia no serviço

em que eram solicitados e desde há cinco anos passaram a ser exclusivamente criados em Lisboa e o prazo mínimo de entrega passou para o dia seguinte ao pedido. O PEP, „na perspetiva do cidadão, não lhe veio facilitar a vida. Veio sim tornar a viagem mais segura e, nalguns casos mais rápida, como os casos das deslocações para os Estados Unidos e Reino Unido“, ao dispensar o tradicional visto, considerou o governante. Atualmente, a totalidade dos 133 postos da rede consular portuguesa têm equipamento de recolha de dados para o PEP, posteriormente remetidos para a capital portuguesa, onde são emitidos, afirmou José Cesário.

PORTUGAL POST Estamos presentes em mais de 300 postos de venda em cerca de 200 cidades

Desde que foi adotado o novo sistema foram emitidos 1.780.300 PEP, segundo dados do Serviço de Estrageiros e Fronteiras. Deste total, ao final de março passado, 418.658 foram solicitados através da rede consular no estrangeiro, segundo o secretário de Estado das Comunidades. A adoção do PEP em Portugal teve um custo de dez milhões de euros. O custo de emissão no prazo normal é de 65 euros, bastando ao requerente apresentar-se apenas com o bilhete de identidade ou passaporte antigo, já que o resto dos dados, incluindo fotografias, será obtido no local pelos equipamentos eletrónicos.

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Sindicatos denunciam

A rede de Ensino de Português no Estrangeiro sofreu este ano um corte de 40 a 45 cursos, estimam os sindicatos, que registam grande aumento de alunos por sala e da mistura de ciclos de ensino no mesmo curso.

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Notícias

PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

Informação Consular

Inscrição Consular A inscrição é o acto consular pelo qual a identificação do cidadão português fica registada nos arquivos da representação consular em cuja área de jurisdição fixou residência ou se encontra ocasionalmente. Existem dois tipos de inscrição consular: • inscrição consular definitiva: é exigida a presença da pessoa a inscrever, munida do bilhete de identidade válido ou cartão de cidadão e de uma fotografia, tipo passe, actualizada e a cores. Os menores de 10 anos podem ser inscritos a pedido dos seus representantes legais, presentes, desde que seja exibida prova bastante (certificado escolar por exemplo) de que os menores se encontram na área de jurisdição consular e um documento de identificação. • inscrição consular provisória: quando o interessado não apresenta o bilhete de identidade ou o cartão de cidadão válido, pode ser feita uma inscrição consular provisória, mediante a apresentação dos documentos que possuir, nomeadamente bilhete de identidade caducado ou passaporte nacional. ► Neste caso não poderão ser emitidos documentos para os quais seja necessário a apresentação de bilhete de identidade. A inscrição consular é gratuita Fonte: Vice Consulado em Osnabrück PUB


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PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

Maria Teresa Duarte Soares*

Tempos de austeridade m tempos de apregoada necessidade de austeridade, poupança, redução de orçamentos, etc,como atualmente se vivem em Portugal, seria natural que fosse dada prioridade aos elementos básicos, deixando de lado tudo o que fosse de caráter desnecessário. Por exemplo, se num orçamento familiar é preciso mais dinheiro para pagar o supermercado, é normal reduziremse despesas mais ou menos supérfluas, como idas ao cinema, passeios ou férias. Porém, não é isto o que se passa com o ensino de Língua e Cultura Portuguesa na Alemanha. Depois de o Instituto Camões ter anunciado que não seriam feitas substituições de professores no presente ano letivo, devido a falta de verba, o que significa que os alunos de

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todos os docentes com licença de parentalidade,prestes a aposentarem-se ou que, por qualquer outra razão, sejam obrigados a deixar o serviço , ficarão sem aulas parcialmente ,até ao professor regressar ou ficarão sem aulas totalmente, se o professor não regressar. No momento, há pelo menos três professoras em licença de maternidade recente na área de Estugarda, o que significa que os cerca de 300 alunos que lecionavam ficarão sem aulas até Fevereiro, altura em que as mesmas, em princípio, retomarão o serviço. O mesmo decerto acontece noutras áreas da Alemanha e noutros países. Mas, algo contraditoriamente, foi contratada uma adjunta para a coordenação do ensino em Berlim, para substituir a atual coordenadora, que

também se encontra em licença de parentalidade. Mas, quando a coordenadora regressar,a adjunta continuará em funções, tornando-se nessa altura a Alemanha o único país do Ensino Português no Estrangeiro em que a coordenadora usufrui dos serviços de uma adjunta.

Não poderiam os serviços de ensino na embaixada funcionar até Fevereiro com a professora de apoio que já aí exerce funções, e que possui larga experiência, se possível com a ajuda de outro professor de apoio destacado a título temporário?

Mas então não era suposto o EPE manter-sae com o estritamente necessário? Não foram cortados mais de 30 horários na rede de ensino para o presente ano letivo? Não foram reduzidas as horas destinadas aos professores de apoio? Não foram eliminadas as substituições? Não poderiam os serviços de ensino na embaixada funcionar até Fevereiro com a professora de apoio que já aí exerce funções, e que possui larga experiência, se possível com a ajuda de outro professor de apoio destacado a título temporário? O que é basicamente necessário num sistema de ensino? Logicamente, alunos e professores. O que é essencial que aconteça ? Que os alunos tenham aulas, os professores ensi-

nem e recebam os vencimentos correspondentes ao seu trabalho. Então o que seria mais importante ? Contratar professores substitutos que garantissem as aulas ou nomear uma adjunta da coordenação cujo vencimento é quase o dobro do vencimento de um professor? Esta pergunta não necessita de resposta. A pergunta que necessita ugentemente de resposta é a relativa às medidas de austeridade impostas pelo Instituto Camões, quais as prioridades que o mesmo estabelece para o EPE e quais os critérios que conduzem a supressões e colocações como as descritas acima. * Professora de Língua e Cultura Portuguesas Secretária- Geral do SPCL

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Entrevista

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Regresso às aulas de Português na Alemanha com menos professores devido aos cortes orçamentais As aulas do ensino de Português para luso-descendentes na Alemanha começaram com 54 professores, menos nove do que no ano lectivo anterior, devido às restrições orçamentais impostas por Lisboa, segundo o gabinete de coordenação pedagógica, em Berlim. Para este ano lectivo, estavam inscritos 5.490 alunos, divididos por 329 cursos, em 10 dos 16 Estados da federação alemã - Badden-Wurttemberg, Baviera, Berlim, Bremen, Hamburgo, Hessen, Baixa-Saxónia, Renânia do Norte-Vestefália, Schleswig-Holstein e Turíngia. Os referidos Estados formam a chamada rede portuguesa, enquanto nos restantes seis o ensino de Português é tutelado pelas autoridades regionais germânicas, que contrataram directamente outros professores para o efeito. “A redução de professores obrigará a juntar alguns níveis, mas tentámos salvaguardar a qualidade do ensino e manter as turmas com o menor número possível de alunos”, disse a coordenadora pedagógica adjunta, Alexandra Schmidt. “Compreendemos os protestos

As aulas do ensino de Portugueˆs para luso-descendentes na Alemanha comec¸aram com 54 professores, menos nove do que no ano lectivo anterior

de alguns encarregados de educação, mas não podemos fazer nada, e, apesar de tudo, não deverá haverá problemas como em anos anteriores”, acrescentou a mesma responsável. A agência Lusa teve acesso a uma carta da comissão de Renningen (Baden-Wuerttemberg) em que criticam a redução de horários de Português para os luso-descendentes locais de dois para um dia

por semana, afirmando que os 45 alunos em questão “irão ser muito prejudicados”. O Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL) criticou também, em comunicado, o desmantelamento de horários por não serem substituídos os professores que regressaram a Portugal, se reformaram ou estão de licença de maternidade, por exemplo.

“Haverá muitos alunos sem aulas, e mesmo que os professores depois regressem, entretanto haverá muitas desistências”, disse a dirigente sindical Teresa Soares. O SPCL considerou ainda os cortes na rede de ensino promovidos pelo Instituto Camões “de carácter economicista e totalmente anti-pedagógicos”, sustentado que, sob a nova tutela, “a rede de ensino de Português está a desmoronar-se”, e defendendo o regresso da tutela ao Ministério da Educação. O sindicato Criticou ainda a nomeação de uma coordenadora adjunta para a Alemanha, devido à licença de maternidade da coordenadora principal. “A outra funcionária da coordenação pedagógica em Berlim poderia perfeitamente substituir a coordenadora na sua ausência, tem experiência suficiente para isso”, afirma-se no comunicado sindical. A visada, Alexandra Schmidt, disse à lusa que as críticas à sua nomeação por parte do SPCL “são um disparate”, precisando ainda que não foi contratada a título permanente, mas sim com contrato limitado a um ano. FA.

Um trabalhador português subiu a uma grua com cerca de 30 metros tendo ali estado algumas horas para protestar contra a falta de pagamento do salário pela entidade patronal. O protesto aconteceu num estaleiro em Norderstedt, uma localidade nos arredores de Hamburgo. O trabalhador manteve-se em cima da grua até à chegada da polícia e dos bombeiros que o retiraram numa acção espectacular acompanhada pela imprensa. Ao empreender esta acção, o trabalhador, Hélio D., 35 anos, pensou que esta seria uma forma eficaz de protesto contra o subempreiteiro que o tinha contratado e está em falta com o pagamento dos salários. Helio D., que, segundo a polícia, não fala alemão, chamou a atenção não apenas de toda a imprensa que relatou a sua condição, como ainda das autoridades policiais que, segundo a imprensa local, estão averiguar a os motivos que levaram o subempreiteiro a não pagar ao trabalhador. Aliás, a situação deste trabalhador não é caso único. Em Hamburgo tem sido “o pão nosso de cada dia” com portugueses a trabalharem nas obras sem recebe-

AP

“Eu só quero o meu salário!” Trabalhador português sobe a uma grua como forma de luta

rem e a viverem em condições miseráveis em contentores colocados nos estaleiros. Um advogado luso-descendente que tem acompanhado dezenas de compatriotas em situações aflitivas aconselha os trabalhadores a exigir à entidade empregadora um contrato escrito e verificar se está registado na Se-

gurança Social cujos descontos são mencionados na folha de vencimentos. Aconselha ainda a escrever as horas que durante o dia trabalha e, se possível, dizer ao mestre de obras, ou mesmo a um cologa, que testemunhe por escrito as horas que trabalhou. Sobre o perfil de empresas que

não cumprem as suas obrigações com os trabalhadores, uma fonte que tem acompanhado estas situações disse-nos que estas empresas são geralmente subempreiteiros portugueses que recorrem a métodos sem escrúpulos para explorar os trabalhadores seus compatriotas e a artimanhas para enganar a lei.

Vive em Estugarda ou nos arredores?

Informações sobre a sua reforma A segurança social alemã promove em colaboração com o Centro Nacional de Pensões, na Service im Zentrum der Deutschen Rentenv e r s i c h e r u n g , Rotebühlstr.133 – Estugarda, três dias de informação/consulta sobre a situação da sua reforma A realizar entre os dias 18 a 20 deste mês, as jornadas luso-alemãs vão prestar todos os esclarecimentos a todos os trabalhadores que descontaram para a segurança social obrigatória da Alemanha. Estas consultas são gratuitas e serão prestadas em português e, se houver necessidade, também em alemão. Os interessados devem fazerse acompanhar do BI/Cartão de Cidadão ou passaporte. Assim, nos dias 18 a 20 de Outubro os serviços da Segurança Social Alemã em colaboração com o Centro Nacional de pensões estarão à disposição de todos os interessados para responder a todas as perguntas sobre segurança social portuguesa ou alemã, como por exemplo relativamente aos direitos adquiridos ou sobre o valor da pensão a ser paga. Se cumpriu o Serviço Militar obrigatório em Portugal e tiver caderneta militar ou uma certidão comprovativa, recomenda-se que a traga. Caso queira fazer marcação prévia para uma entrevista terá de o fazer por telefone: 0711614660 Recordamos que na Alemanha são mais de 42.000 os compatriotas que se encontram inscritos no regime de segurança social alemã e poderão aproveitar esta oportunidade para esclarecer eventuais dúvidas de carácter jurídico, bem como obter outras informações sobre regimes aplicáveis.


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Comunidade

Anita Guerreiro vai animar noite de Fados em Dortmund

O grupo folclórico Santo António Dortmund vai organizar uma original noite de fados com a participação de fadistas conhecidos do grande público. Marcado para o dia 15 deste mês, a noite de fados terá a presença da conhecida fadista Anita Guerreiro,. Anita Guerreiro ainda é hoje uma autêntica preferida do público amante do fado Recorde-se que Anita Guerreiro começou, com apenas sete anos, por ser uma das „miúdas“, fadistas infantis que ficavam identificados com o bairro de onde vinham - sendo „a miúda do Intendente“, bairro onde nascera em 1936. Com apenas quinze anos de idade, em 1952, Anita Guerreiro (nome artístico, pois o seu verdadeiro nome é Bebiana Cardinalli) concorria a um passatempo do popular programa radiofónico Comboio das Seis e Meia. Espantado com o que ouvia, o produtor do programa, Marques Vidal, convidou-a imediatamente para se juntar ao elenco e, poucas semanas depois, estreava-se como fadista no Café Luso. E antes de completar os vinte anos, era já vedeta de revista, género em que se

estreou em 1955. A Anita Guerreiro se deve a criação de um fado-canção que ficou na boca do povo: Cheira a Lisboa, que criou em 1969 na revista Peço a Palavra. O segundo elenco da noite de fados é o grupo “Antologia do Fado” composto por Ciro da Silva e Nicole Gravide. A noite de fados realizar-se-á na Dietrich-Keuning-Haus, na Leopoldstr 50-58, em Dortmund e tem início às 17h00. Os bilhetes de entradas custam, no dia do espectáculo, € 15 e pré-comprados €12. Estes podem ser adquiridos em www.Dortmund-Ticket.de Recorde-se que o Rancho Folclórico Santo António de Dortmund foi fundado em 1971 e representa os cantares e dançares da região do Minho. Actualmente o grupo é ensaiado e dirigido por Manuel Teixeira, que nos informou que o número dos elementos do rancho anda à volta dos trinta e cinco, entre músicos e dançarinos. Do programa da noite de fados faz também parte a actuação do rancho folclórico. Será, portanto, uma ocasião para assistir a uma grande noite portuguesa.

Notícias da comunidade em Braunschweig Boas novas dá-nos conta a comunidade lusa de Braunschweig, na baixa saxónia. Com as suas actividades culturais e recreativas, o Centro Português informa o publico interessado que é já no dia 1 de Outubro a „Strassenfest”, uma iniciativa com tradição organizada pelo Centro Português daquela cidade. A Festa de Rua começa pelas 15 horas e acontece no jardim do Centro Português, na Karl-HintzeWeg 70. Espera-se a presença de centenas de pessoas para saborearem a uma sardinha assada regada com o vinho verde. Mais para a frente, a 12 de Novembro, o Centro não vai esquecer a festa de S. Martinho com as ha-

bituais castanhas, isto às 17h00 também nas instalações do Centro. Depois a 19 de Novembro vaise cantar o fado, isto no Studio Saal da Brunswiga, em Braunschweig Karlstr . O grupo „ANTOLOGIA DO FADO“ acutuará com os seus fadistas para, a partir das 20 horas, encantar os presentes. Nesta noite não faltarão as especialidades gastronómicas lusas. Entrada a partir da 19 horas. Depois suceder-se-ão as festividades natalícias para a pequenada também nas instalações do Centro Mais informações sobre estas e as restantes actividades do Centro através dos seguintes telefones 0531 - 375613 ou 0531 - 508416

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Centro P. Unidos a Gelsenkirchen mantém a tradição

Foi no passado dia 16 de Setembro que se realizou mais uma noite de fados em Gelsenkirchen. Depois de uma experiência de uma noite de fados numa igreja, desta vez foi a de uma noite a bordo do Santa Monica, um barco que normalmente faz passeios turísticos nas águas do Canal Emscher. Com lotação esgotada, o barco saiu do cais levando a bordo duzentos passageiros, sendo que 10% dos “viajantes” seriam portugueses. A bordo ia a fadista Sara Raquel que se fazia acompanhar de José Pinto (vindo de Portugal), na guitarra portuguesa, e, á viola, de Joaquim Caniço, residente no Luxemburgo. A bordo havia também uma tasquinha portuguesa com grande variedade de pratos frios, o que muito agradou aos presentes. Este evento teve o apoio da Câmara Municipal de Gelsenkirchen, ajuda preciosa e sem a qual muitas das vezes seria praticamente impossível realizar algo do género. O Centro Português Unidos a Gelsenkirchen continua, embora com dificuldades, como tantas outras Associações na Alemanha, mantendo a tradição das noites de fado. Esta foi a segunda realizada este ano. Destaque-se o empenho de toda a Direcção com o presidente, Oscar Pires, e o tesoureiro, Paulo de Sá , ao leme do Centro luso de Gelsenkirchen. Segundo Paulo de Sá, estão previstos para este ano ainda mais alguns eventos, um deles será a festa de S. Martinho, uma tradição com 38 anos, em que se oferece

castanhas e vinho aos sócios e visitantes. Uma outra festa importante é a dedicada ao Natal das Crianças, em que nunca faltaram as prendas para as crianças, isto para além de um vasto programa para os mais jovens. Paulo de Sá lamenta, no entanto, a falta de aderência dos portugueses á associação, fazendo assim com que passe por momentos financeiros díficeis. Como todas as outras, também esta tem as despesas mensais fixas e que de uma maneira ou outra têm que ser pagas, o que se torna difícil não havendo clientela fixa que faça com que entre receitas. Paulo de Sá está no entanto confiante e diz que mesmo com alguma dificuldade o Centro Português Unidos a Gelsenkirchen vai continuar com as portas abertas nem que seja pelo menos até ao quadragésimo aniversário. Esperamos que sim, porque esta foi umas das poucas associações que manteve sempre as portas bem abertas, dialogando com tudo e com todos e dando sempre a conhecer algo da cultura portuguesa. O CPUG tem como actividade o grupo de dança moderna “Onda Azul” ensaido pela Jessica Neth e o Filipe Silva, quegrupo participa nas festas da colectividade assim como em eventos da cidade. A próxima actuação deste grupo será no mercado de Natal de Ückendorf no segundo Domingo de Novembro. Antonio Horta Correspondente em Gelsenkirchen

Coordenadora do Ensino ausente até Fevereiro 2012 A Coordenadora do Ensino Português na Alemanha, junto da Embaixada de Portugal em Berlim, Sílvia Melo-Pfeifer, vai ausentarse até finais de Fevereiro do próximo ano. Tanto quanto pudemos apurar , os motivos da ausência tem a ver com o facto da Coordenadora estar a gozar licença de maternidade. Para substituir a Coordenadora, o Instituto Camões já colocou uma adjunta nos serviços de

Coordenação que preencherá o lugar de Sílvia Melo enquanto se verificar a sua ausência. De Nome Alexandra Schmidt, a nova adjunta já terá sido informada de todo o funcionamento da Coordenação e dos assuntos pendentes. Em Fevereiro, quando Sílvia de Melo-Pfeifer voltar ao serviço, Alexandra Schmidt continuará a exercer as funções de adjunta nos serviços de Coordenação do Ensino junto da Embaixada.

Fala o Leitor Não se nota a crise ? No ultimo numero do Portugal Post foi publicado um artigo com a opinião de vários leitores sobre a sua visão da crise em Portugal durante as suas férias. Fiquei admirado de alguns terem afirmado não terem visto grandes factores de crise, argumentando com o facto das praias, cafés e restaurantes estarem cheios {…} . É evidente que a maior parte dos portugueses continua fazendo as férias na praia, lá vão fazendo as suas jantaradas, e indo aos cafés , mas também estes tiveram que fazer fortes reduções nos seus gastos mensais. Muitos destes compatriotas que agora vimos nos restaurantes e praias do Algarve são daqueles que por norma costumavam ir de férias ao estrangeiro mas a crise os obrigou a passar férias no país . Um facto de grande importância é que a grande maioria destes turistas nacionais são da chamada classe média que geralmente usufruem de dois ordenados o que facilita manter também em crise o seu nível de vida assim como o orçamento de férias. A verdadeira crise começa nos reformados com baixas reformas e nas famílias que têm que sobreviver os 30 dias do mês com somente um ordenado por vezes relativamente baixo. Estes não os vemos no Algarve nem em restaurantes e fazem um esforço enorme para chegar ao final do mês com algum dinheiro, o que não conseguem. {…} São aqueles que compram no século 21 as sardinhas consoante as bocas que têm em casa. São daqueles que vão à mercearia e pedem de novo para escrever no livro dos calotes. São os que têm o computador Magalhães em casa mas não têm dinheiro para comprar os livros escolares para os filhos . Também nós emigrantes pudemos durante as férias avaliar o alto custo de vida em Portugal, muitos produtos estão exactamente ao mesmo preço que na Alemanha , se para nós já é caro, calcule-se então o que será para muitos milhares de compatriotas. Nos últimos anos o desemprego aumentou fortemente fazendo assim aumentar o numero de familias endividadas que chegam ao ponto de perderem as suas casas, em Portugal a diferença entre pobre e rico é cada vez maior, e os pobres cada vez são em maior número. Um ponto muito importante e que por muitas vezes esquecemos, nós vamos de férias levamos dinheiro suficiente e tempo com fartura gozamos férias e passeamos visitando o nosso lindo Portugal, mas muitas das vezes evitamos ver os pontos mais fracos e os menos bonitos olhando discretamente pró lado deixando assim de ver os verdadeiros problemas dos Portugueses residentes. Sim a crise existe e não é pouco Luís Rodrigues


Comunidade

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Comunidade Portuguesa de Osnabrück tem novo Pároco Vice-Cônsul de Portugal participou na tomada de posse

No passado dia 11 de Setembro tomou posse o Pe. Marivaldo de Melo, o novo pároco da Missão Católica Portuguesa em Osnabrück. Há mais de uma década que Osnabrück estava sem pároco e só graças à Diocese de Münster é que a Comunidade Portuguesa de Osnabrück contava quinzenalmente com uma Missa em Língua Portuguesa. A Comunidade Portuguesa de Osnabrück, representada pelos Membros da Missão Católica Portuguesa de Osnabrück e pela sua coordenadora Pastoral, D. Fernanda Castro, não deixaram de reivindicar junto dos responsáveis da Diocese de

Osnabrück a necessidade que os mais de 2500 Portugueses residentes na cidade de Osnabrück e arredores sentiam. Visivelmente feliz por receber o seu pastor, a Comunidade Portuguesa assistiu à primeira Missa celebrada pelo Pe. Marivaldo de Melo, que foi auxiliado pelo Pe. Vitor Medeiros de Münster, o Pe. Lienesch e o Cónego da Diocese de Osnabrück, Pe. Lüttel, tendo o Vice-Cônsul de Portugal em Osnabrück assistido a esta celebração como convidado de honra. A seguir à missa teve lugar um almoço de convívio nas instalações da “Ursulaschule”, que foi abrilhantado pelo Rancho

Folclórico “Arco-Íris” e por um grupo de dança moderna. Contactado por esta redação, o Sr. Vice-Cônsul Manuel Correia da Silva disse-nos ter expressado o seu contentamento ao Cônego da Diocese de Osnabrück. “Foi um dia feliz para a Comunidade Portuguesa, da qual eu faço parte e que me acolheu quando cheguei a Osnabrück. Fiquei contente por ver muitas famílias felizes por finalmente contarem com um pároco, e por ver que o excelente trabalho prestado pelos responsáveis da Missão Católica Portuguesa em Osnabrück foi devidamente reconhecido pela Diocese de Osnabrück.”

GENTE

Associação Portuguesa de Gütersloh festejou com a Comunidade o 40º aniversário

A Associação Portuguesa de Gütersloh (APG) comemorou no passado 24 de Setembro os seus orgulhosos 40 anos com uma cerimónia em que participaram a Vice Presidente da Câmara Municipal de Gütersloh, Monika Paskarbies, e o Vice-Cônsul de Portugal em Osnabrück, Manuel Silva, ambos recebidos pelo Presidente da APG, Luis Campos. No seu discurso, o Vice-Cônsul recordou não só os sócios fundadores presentes, bem como todos aqueles que já regressaram a Portugal, e ainda todos os sócios que durante os últimos 40 anos contribuíram para o bom nome da Associação Portuguesa de Gütersloh. Mais referiu que todo o movimento associativo é um projeto de gerações, o que prova que, passados 40 anos, a sua existência continua a fazer todo o sentido, desde que acompanhe a evolução dos tempos. Sensivelmente feliz pelo carinho e amizade com que sempre

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Informação Consular

Cristina Dangerfield-Vogt:

Maria do Rosário Loures

Cristina Dangerfield-Vogt: autora do livro “Um ano Telavive” (ver entrevista na edição de Setembro 2011) passará de ora em diante a ser os olhos e os ouvidos do PORTUGAL POST em Berlim. A autora será a nossa correspondente na capital alemã, informando sobre os acontecimentos que mais interessam aos leitores do nosso jornal. Cristina Vogt-da Silva acompanhou já as últimas eleições em Berlim com reportagens publicadas na edição online do PORTUGAL POST. Também em Nuremberga, o PORTUGAL POST tem nova correspondente. Trata-se da Poetisa e autora de vários livros Maria do Rosário Loures, que passará a pôr as notícias em dia e informar os nossos leitores sobre os acontecimentos daquela região que mais nos interessam. Bem-vindas!

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contou por parte da Comunidade Portuguesa residente em Gütersloh, o Vice-Cônsul lembrou que também ele é filho de pais exemigrantes, os quais emigraram em 1965 para a Alemanha à procura de uma vida mais estável. O Vice-Cônsul realçou ainda a importância da Língua e Cultura Portuguesas, incentivando todos os presentes a falarem a língua de Camões com os seus filhos, pois esses conhecimentos seriam aperfeiçoados nos cursos de Língua e Cultura Portuguesa. Depois dos discursos, a APG condecorou os sócios que faziam 40 anos de associativismo, os que tinha mais de 25 e os que tinham mais de 10. Todos receberam uma medalha e um diploma alusivos à data Seguiu-se de um ameno e agradável convite entre todos os presentes. O PORTUGAL POST não quer deixar de dar os merecidos parabéns à APG por estes quarenta anos de vida.

Alterações ao Passaporte Electrónico Português

Foi há dias anunciado que o Passaporte Electrónico Português (PEP) passará, a partir de 11 de Outubro próximo, a incluir as impressões digitais de todos os dedos das mãos e já não apenas as dos dedos indicadores. Esta nova funcionalidade aumentará a segurança dos documentos, dificultando assim a sua contrafacção. Os 133 Postos Consulares portugueses irão sendo progressivamente dotados do equipamento necessário à recolha das dez impressões digitais. Cumpridos 5 anos desde a sua implementação, a 28 de Agosto de 2006, foram já emitidos 1.780.300 PEP segundo informações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.


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Reportagem

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Palácio de São Bento:

De Convento a Assembleia da República época do antigo convento. É uma sala de leitura, onde os utilizadores podem consultar os arquivos referentes a quase 200 anos de história constitucional portuguesa. Por fim, visitámos o hemiciclo, onde se sentam os representantes dos partidos eleitos. A sala recebe luz natural por uma clarabóia de dimensões arrojadas. Imperam as madeiras e, novamente, as cadeiras forradas de vermelho e um computador portátil por deputado. Várias estátuas sobredimensionadas conferem um ar solene à sala restaurada em 2009. Quando se está de costas para a tribuna, à esquerda, e obedecendo à tradição que nos ficou da revolução francesa, estão sentados os deputados dos partidos de esquerda, sentando-se os outros à direita desta ala por ordem decrescente de esquerdismo.

Cristina Dangerfield-Vogt:

A República Portuguesa celebra o seu 101º aniversário no dia 5 de Outubro de 2011. Neste mesmo ano, o edifício original da Assembleia da República [AR] completa 413 anos. A AR é o centro das decisões que afectam o nosso futuro e funciona num edifício que se metamorfoseou ao longo dos séculos. Começou por ser um mosteiro durante a monarquia absoluta, albergou as Cortes no período da monarquia constitucional, assistiu à proclamação da República, viu arrastar-se a ditadura do Estado Novo por 48 anos, até, por fim, nascer para a democracia com a Revolução dos Cravos. Para assinalar tão significativo aniversário, decidi aproveitar um amável convite e visitar esta casa que sobreviveu a inúmeras mudanças de regimes ao longo dos seus quatro séculos de existência. São 58 os degraus que separam o bairro popular de São Bento do antigo convento de São Bento dos Beneditinos que, após várias remodelações, é hoje a sede da nossa Assembleia da República. Contei-os, um por um, enquanto subia e passava pelos leões que a flanqueiam com um meio sorriso, encandeada pelo sol que se reflectia na alva escadaria monumental, e me aproximava dos dois guardas que empunhando armas antigas e protegidos do sol por capacetes militares de eras passadas, resistiam estoicamente aos 30 graus centígrados daquele dia de verão. Sorriram, simpáticos, agradados por ter distracção. A escadaria imponente que nos leva até ao centro dos poderes executivo e legislativo do nosso país, estava deserta, pois os nossos deputados e todos os que trabalham na AR preferem apear-se dos seus automóveis e entrar sem esforços atléticos pela entrada lateral do edifício. A sua fachada neoclássica seria esmagadora não fossem as janelas bem rasgadas e o varandim que aligeiram a sua austeridade e fazem com que passe quase despercebido o edifício original que foi construído em 1598, ou seja, o mosteiro de São Bento da Saúde. Muito danificado durante o terramoto de 1755, sofreu novas alterações depois de ter sido expropriado como consequência directa da extinção das ordens religiosas em 1834. Após a implantação do regime liberal monárquico, acolheu as assembleias das Cortes Gerais da Nação, sendo conhecido à época por Palácio das Cortes. Alguns anos mais tarde, passou a designar-se Palácio do Congresso e, posteriormente, até 1974, Palácio da Assembleia da República. Durante o Estado Novo, foi descoberta uma cripta datada do séc. XVII e pertencente aos marqueses de Castelo Rodrigo, cujo 1º marquês foi - D. Filipe I de Portugal (II de Espanha). Após a Restauração de 1640, o país quis apagar da sua história esta família de tão

má memória e todos os seus bens foram confiscados. Enquanto reflectia sobre este e outros pormenores, alcancei o átrio onde me encontrei com o meu anfitrião, sem fôlego, mas pronta para uma visita guiada pela cena e bastidores do poder da política portuguesa! Tal como nos aeroportos, passa-se por um posto de controlo e deixa-se um documento identificador na recepção, que não pode ser o BI pois este documento é pessoal e intransmissível. Deixei o cartão bancário confiante. Afinal estávamos na AR e não a viver no mundo das notícias sensacionalistas dos tablóides que nos impõem Lisboa como a capital europeia do crime. Não é fácil orientarmo-nos neste edifício labiríntico. Começámos por visitar o Átrio Principal onde se encontram os bustos de diversos estadistas portugueses como Hintze Ribeiro, não esquecendo também o do nosso poeta Luís de Camões. Nos corredores de acesso à Escadaria Nobre, sucedem-se os bustos de deputados ilustres como o de Sá Carneiro, falecido num trágico acidente aéreo, em 1980. Aproximámo-nos da Escadaria Nobre, projectada por Ventura Terra, que substitui a antiga escadaria do convento. Levantando a cabeça vê-se um candeeiro de diâmetro grandioso accionado por um mecanismo que permite baixá-lo para ser limpo. Também há coisas prosaicas como estas na AR. No topo da Escadaria Nobre fica a Sala dos Passos Perdidos, ponto de encontros e, algumas vezes, de desencontros entre deputados, membros do governo e jornalistas. Passámos por vários corredores, pisando passadeiras vermelhas que nos suavizaram os passos, trocando olhares e quase roçando ombros com as personalidades mediáticas de debates e entrevistas. Os seus rostos, porém, não

revelavam nem a urgência, nem as preocupações vividas nos últimos tempos, fruto da crise portuguesa e das medidas impostas pela troika. É que ali, no centro das tomadas de decisão do país, sentia-se a protecção que permeia este monumento nacional e que tantas e tão graves crises ultrapassou ao longo da nossa História. Sucedem-se portas fechadas, atrás das quais se encerram os que trabalham para o nosso bem. Demos uma olhadela à antiga Sala do Senado, onde, decididamente, o ar condicionado não funcionava. Utilizada para as reuniões dos grupos parlamentares, conferências e seminários nela predominam bonitas madeiras com embutidos e os pesados veludos vermelhos, um pouco asfixiantes. Continuámos pela Galeria dos Presidentes admirando os retratos de todos os presidentes da AR que, retratados por pintores conhecidos como Pedro Girão e outros mais recentes como Maluda, nos olham do seu passado. Chegámos finalmente ao Salão Nobre, datado da década de 1940 e decorado segundo a estética peculiar do Estado Novo. Os murais que revestem as paredes constituem um documento histórico e exaltam a época colonial e as antigas províncias ultramarinas de um país que se dizia orgulhosamente só. Os comunistas quiseram cobri-los de pinceladas a preto e branco para apagar a negra história recente, mas, felizmente, o pedido foi vetado pela maioria dos deputados. Um tradicional tapete de Arraiolos com vários metros de comprimento em tons de verde seco e creme cobre o parquet. Foi da única varanda desta sala que Anselmo Braancamp Freire anunciou a proclamação da República em 5 de Outubro de 1910. Mais uns passos perdidos pelos corredores e deparámos com os antigos dormitórios dos frades, con-

vertidos numa Biblioteca que se estende por várias salas comunicantes. As suas estantes de madeira distribuídas por dois pisos e dotadas de galerias de acesso albergam um espólio superior a 100.000 volumes sobre assuntos relacionados com as actividades da casa. Guarda ainda alguns exemplares dos séculos XVI e XVII. Situam-se também no Palácio as salas de reunião das comissões, e.g. agricultura e outras, cujas sessões são sempre gravadas e filmadas. Seguindo por um corredor interior, chegámos ao edifício novo da AR, projectado pelo arquitecto Fernando Távora, e inaugurado em 1999. Uma arquitectura sóbria e minimalista que encaixa bem nos tempos de crise. Situam-se aqui os gabinetes de trabalho dos deputados. Surpreendeu-me o facto de, em cada gabinete, trabalharem dois deputados, partilhando assim um espaço bastante exíguo. A secretária conjunta ocupava praticamente toda a divisão. A título de curiosidade, referirei que os funcionários públicos do Rentenversicherungsanstalt de Berlim trabalham em gabinetes maiores que não partilham com os colegas. Fazia um calor terrível, porque o ar condicionado e, presumivelmente, no tempo frio, o aquecimento, se encontrava desligado. No nosso país, a austeridade começa na AR. Será que os gregos se lembraram disto ou continuamos a ser os melhores alunos da União? Neste edifício, foi também integrada a residência oficial do Presidente da Assembleia da República, cargo actualmente ocupado por Maria Assunção Andrade Esteves, a primeira mulher na história da AR a assumir esta função. Voltámos ao edifício histórico e descemos às caves para visitar a Sala dos Arcos, parte da qual remonta à

Sentámo-nos na galeria e observámos o debate que, apesar dos tempos difíceis, ia morno de tanto civismo. Alguns deputados pareciam aborrecidos e vi mesmo um cair na tentação de espreitar a página do facebook. Mas nas redes sociais também se pode fazer política e lobbying e se todos recorrem a estes meios porque não os nossos deputados? Os média estavam presentes, sendo aliás, os únicos que podem filmar e fotografar as sessões da AR. Várias pessoas ocupavam os bancos de madeira corridos e desconfortáveis tendo decidido ir passar uma tarde mais fresca ao ritmo dos debates e ver de perto e ao vivo os nossos mediáticos políticos. Nesta sala o ar condicionado parecia funcionar. No último andar, haveria ainda um restaurante de boa qualidade gastronómica, que, infelizmente, já não houve tempo para visitar. Teria sido interessante descobrir gostos e paladares especificamente partidários. Tão-pouco sobraram horas para espreitar o Salão de D. Maria II, o Claustro, e para avistar dos Jardins o palacete que acolhe a residência oficial do primeiro-ministro. No entanto, o que vi nesta visita deixou-me uma excelente ideia da azáfama e do stresse que marcam o quotidiano dos nossos representantes. Desci novamente a escadaria monumental, passei pelos guardas que cruzaram armas e do bairro popular de São Bento ergui um derradeiro olhar para a nossa AR que se perfilava majestosamente contra um céu azul profundo. A bandeira republicana com os sete castelos e as cinco quinas continuava orgulhosamente hasteada e dançava despreocupada ao sabor do vento. • Nota: Agradeço ao Dr. Fernando Negrão, do PSD, a interessante e simpática visita guiada pela Assembleia da República que me proporcionou e sem a qual não me teria sido possível escrever esta reportagem.


Cultura

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Panteão Nacional já recebeu cerca de 60 mil visitantes este ano A diretora do Panteão Nacional, Isabel Melo, disse hoje que o monumento já recebeu cerca de 60 mil visitantes, desde o início do ano, e o número tem vindo a aumentar, principalmente entre os jovens. “Neste momento vamos com aproximadamente 60 mil visitantes e um dos nossos objectivos é tornar o monumento mais visitado e conhecido. O número tem vindo a aumentar, nomeadamente entre o público jovem, o que é muito bom”, realçou Isabel Melo. Os dados foram avançados durante uma visita guiada ao zimbório do Panteão Nacional, inserida no início das Jornadas Europeias do Património, que decorrem até domingo, e às quais o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), se associou. Nos três dias estão agendadas, a nível nacional, centenas de iniciativas culturais com a participação de dezenas de instituições e a oferta de programas especiais que pretendem “dar a conhecer o património no seu melhor”, referiu Isabel Melo. No caso do Panteão Nacional é possível visitar o zimbório, local, por norma, vedado ao público durante o

resto do ano. “Neste momento já temos as vagas [240] todas preenchidas para se subir ao zimbório durante o fim-desemana, mas a visita ao resto do monumento é livre, grátis e não é preciso marcação prévia”, esclarece Isabel

Melo. Após a visita de hoje, a satisfação era a nota dominante. “Gostei da vista lá de cima que é lindíssima, pois vê-se a cidade e o Tejo. Além disso, o monumento em si é colossal e magnífico e não se pode

esquecer a homenagem que aqui é feita aos nossos ilustres”, referiu Vitória Padrão, que viajou da Trofa para visitar o Panteão Nacional pela primeira vez. Tiago Inácio é de Alcobaça já visitou o monumento por três vezes mas

nunca tinha subido ao zimbório. “É uma situação inédita e um facto raro já que normalmente o acesso está vedado aos visitantes. Tem uma vista fenomenal sobre a cidade”, afirmou, visivelmente satisfeito. O jovem de 21 anos vai aproveitar o fim-de-semana das Jornadas Europeias do Património para visitar outros locais como o “aqueduto das águas livres e as galerias romanas”, que habitualmente estão vedados ao público em geral. O Panteão Nacional tem origem numa igreja de finais do século XVI, prosseguindo depois num projecto do século XVII, de João Antunes. O zimbório, ou cúpula, ficou concluída em 1966, no mesmo ano em que a Ponte 25 de Abril foi inaugurada. Chegou a ser uma fábrica de calçado e um depósito de armamento. No monumento de estilo Barroco estão os túmulos com os corpos de dez figuras que marcaram a história do país, nomeadamente presidentes da República, escritores e uma única mulher, Amália Rodrigues, assim como seis cenotáfios - memoriais fúnebres de homenagem a figuras ilustres - entre eles o de Luís Vaz de Camões. PUB

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Música

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Os Sina Nossa lançam o segundo álbum, “Alforria“ A banda luso-alemã, Sina Nossa, dispensa a apresentação. Mas já não são músicos de referência apenas para a comunidade portuguesa na Alemanha. O número crescente de fãs alemães de norte a sul da República Federal e a multiplicação dos seus concertos em todo o país é disso testemunha. Em Setembro, os Sina Nossa lançaram o álbum “Alforria”. Cristina Krippahl Em tempos idos, com a carta de alforria o proprietário concedia a liberdade ao seu escravo. Ao optarem por dar este título ao novo CD, os Sina Nossa pretendem marcar a sua posição de total liberdade artística. Pois se a base do seu trabalho é a música popular portuguesa nas suas múltiplas expressões, os sete músicos abrem portas e janelas a influências acústicas de todo o mundo, e especialmente o lusófono. A guitarra a lembrar ritmos cabo-verdianos no trecho “O que seria da canção” é disso apenas um exemplo. Quem ouvir com atenção – e vale a pena, porque este não é um disco que serve apenas para “música de fundo” - encontrará elementos de jazz, pop, e muito mais em Alforria, sobretudo onde menos os espera. Inevitavelmente, também a música alemã, nomeadamente a clássica, influencia as composições, diz o pianista, Armindo Ribeiro: “O que se reconhece especialmente na estruturação”. Esta abertura ao mundo estende-

se aos textos, alguns dos quais são da autoria de letristas brasileiros. A inclusão de um poema de Fernando Pessoa, “Cansa sentir quando se pensa”, pode parecer já obrigatória para a nova geração dos criadores de música portuguesa. Mas nem aqui a música, seja a melodia ou a orquestração, alguma vez destoa do que, volvidos sete anos de um trabalho conjunto, começa a ser identificável como o estilo Sina Nossa. Que Armindo descreve assim: “Penso que temos o nosso “sound” que deriva da mistura de instrumentos e de estilos musicais”. É um estilo que não dispensa surpresas acústicas, como o coro masculino, por exemplo, em “Há um sorriso na lua”, que nos remete, simultaneamente, ás baladas românticas do Brasil dos anos 50 do século passado e à tradição de coros masculinos no Alentejo. Há também momentos divertidos, como a ladainha de nomes masculinos entoada por uma moça casadoira, mas muito indecisa, na canção “A quem dar o coração”. De resto, todos os trabalhos deste

álbum são originais. Foram compostos e escritos por membros individuais da banda, mas também em conjunto, havendo inclusive, diz Armindo Ribeiro, uma canção na qual todos colaboraram. Um processo que não se advinha fácil, quando se imagina sete músicos a tentarem fazer valer a sua perspectiva individual num trecho. Mas depois de tantos anos a funcionar sem problemas, superando dificuldades e persistindo na concretização de um sonho que já levou outros ao desespero, os Sina Nossa tornaram-se uma espécie de empresa familiar. E são apoiados também pela família, conta Anabela Ribeiro. Com dois filhos pequenos, e muitos espectáculos pelo país fora durante todo o ano: “... por sorte os meus pais vivem mesmo ao lado, de modo que tomam conta das crianças quando

é preciso”, diz. Porque também o marido de Anabela, Jorge Rodrigues, é vocalista e percussionista no conjunto, ao qual pertencem ainda o viola alemão, André Krengel, Ivo Guedes à guitarra portuguesa, o acordeonista Adélio Lopes e o brasileiro André de Cayres no contrabaixo. Uma novidade do álbum “Alforria” é que os Sina Nossa têm agora uma editora, a Peregrina Music, que, nas palavras de Armindo Ribeiro, “... nos deu a possibilidade de fazer uma gravação num estúdio de qualidade, e vai certamente ajudar-nos a ter mais visibilidade”. Será mais um passo em direcção à profissionalização, pois nem todos os músicos da banda se atreveram ainda a deixar as suas profissões para se dedicarem exclusivamente às artes. O que, por outro lado, tem a vantagem de não sentirem qual-

quer pressão que os leve a comprometer a sua liberdade artística para pagar a renda da casa, um dilema que já representou o fim prematuro de muitas carreiras promissoras. E sem a liberdade para fazer um processo lento de aprendizagem, diz Anabela Ribeiro, não há desenvolvimento: “Para interpretar esta música é preciso amadurecer, ter alguma experiência de vida”. Foi talvez a experiência num país como a Alemanha, onde só o que pode ser devidamente etiquetado e engavetado existe ou é reconhecido, que levou os Sina Nossa a promover como “fado” um trabalho que só muito remotamente lembra este ramo específico da música popular portuguesa. Seja. Chamem-lhe fado ou outra qualquer coisa qualquer, desde que nos continuem a brindar por muito tempo com boa música. PUB


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Histórias da História

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D. João VI, o Clemente ou o Traído? Joaquim Peito Filho segundo da rainha D. Maria I e de seu marido e tio D. Pedro III, nasceu em Lisboa a 13 de Maio de 1767, onde também veio a faleceu a 10 de Março de 1826. Casou a 8 de Maio de 1785 com a princesa espanhola D. Carlota Joaquina de Bourbon de 10 anos de idade. Esta princesa sem grande educação intelectual, era filha de Carlos IV e da rainha D. Maria Luísa Teresa de Parma. Deste casamento podemos bem dizer que “Da Espanha nem bom casamento, nem bom casamento“ o que se veio mais tarde, completamente, a comprovar. Mas a história, para mais tarde. D. João VI, o vigésimo sétimo rei de Portugal da quarta e última dinastia (Bragança), não fora educado para governar e não gostava de governar. Ele estava mais habituado a entregarse à caça e a percorrer os conventos, muito despreocupado dos negócios públicos, que se lhe tornavam indiferentes, e bem longe de pensar que seria cedo, em 1788, nomeado regente do reino, por ter falecido o seu irmão primogénito, o príncipe D. José, e mais tarde em 1816 aclamado com o título de rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve. A partir de 1792, assegurou a direção dos negócios públicos, devido à doença mental da mãe, quando os médicos da corte declararam que a sua mãe, D. Maria, tinha elouquecido. O seu reinado decorreu numa época muito conturbada da história de Portugal, onde o país se encontrava numa situação deplorável e de profundas mutações à escala mundial e à escala nacional: Pintava-se a miséria do povo e a ruína do tesouro, a Revolução Francesa e a consequente guerra europeia, Bloqueio Continental, campanha do Rossilhão, guerra com a Espanha e a perda de Olivença, invasões francesas, pilhagem dos ingleses, fuga da corte para o Brasil em 1808, para se proteger das invasões francesas, levando consigo riquezas incalculáveis, onde permaneceu durante 12 anos, revolução liberal em 1820 com o objetivo inicial de expulsar os oficiais ingleses que comandavam o exército português, e proclamar uma constituição em harmonia com os ideais correntes na Europa e a independência do Brasil. Foi a derrocada de um mundo e o nascimento de outro, mudança que D. João VI não quis ou não soube compreender. Fugindo para o Brasil perante a invasão de Junot, e evitando assim

uma abdicação forçada por Napoleão, o monarca terá querido manter a colónia brasileira em poder de Portugal. Isto significou, no entanto, a dependência em relação à Inglaterra, com a imposição da abertura dos portos brasileiros ao comércio internacional e com o tratado anglo-luso de 1810, desastroso para a economia metropolitana. Para além da instabilidade que provocou a ausência da Corte, verifi-

contentes por isso, proclamaram, em Setembro de 1822, a independência do Brasil, de acordo com o próprio regente D. Pedro, que depois se fez aclamar seu imperador. Desde então, deixou aquela colónia de pertencer a Portugal, o que só foi reconhecido, com grande mágoa, em 15 de Novembro de 1825, por D. João VI. Em 1822, jura a constituição, que vigoraria apenas durante alguns

D. João VI e Carlota Joaquina cou-se ainda a saída para o Brasil de muitas riquezas. Além disto, grandes proprietários nobres e figuras do alto clero que acompanharam a família real, passaram a ter os seus rendimentos enviados para o Brasil, empobrecendo ainda mais Portugal e o seu povo. Além disso, a presença da corte no Brasil impulsionou a independência deste país, o que se veio a verificar mais tarde, em 1822. Devido ao triunfo da revolução liberal de 1820, o rei é forçado a regressar a Portugal. Deixou no Brasil como seu lugar-tenente o seu filho primogénito, o príncipe D. Pedro, dispondo-se a governar como rei constitucional e embarcou com o resto da família real para a Europa, onde chegou a Lisboa a 3 de Julho de 1821. Aos portugueses residentes naquela colónia e já com foros de reino, bem como aos próprios naturais, não agradou a retirada da Corte, que ali permanecera durante doze anos. Des-

meses porque ele próprio veio a anulá-la. Esta forma de governo (rei constitucional) prevaleceu até ao ano de 1823, em que se formou uma insurreição, tendo à frente o infante D. Miguel, filho predileto da rainha. Esta contra-revolução ficou conhecida pelo nome Vila-Francada em 1823 e a Abrilada em 1824, movimentos absolutistas encabeçados por D. Miguel que tinham como objetivo travar a expansão da ideologia liberal, e lutar por uma política com ideais absolutistas. Este ato de revolta de D. Miguel, filho segundo de D. João VI, auxiliado por sua mãe, a rainha D. Carlota Joaquina e o problema da independênia do Brasil, afetaram muito a saúde e o bem-estar do rei. Mas mais tarde, vencido, D. Miguel acabou por ser obrigado ao exílio, onde partiu em 1834 com destino a Viena. D. João VI consagra os últimos anos do seu reinado a tentar re-

solver o problema brasileiro e, por altura da sua morte, em 1826, sonhava ainda com a reunião dos dois países na pessoa de um só soberano, sem se aperceber que o Brasil teria de seguir o seu destino americano e Portugal o seu destino europeu.

VÍTIMA DE ADÚLTERO Mas o maior drama da sua vida terá sido o casamento com a espanhola D. Carlota Joaquina, que se revelou adúltera tal como a mãe, Maria Luísa de Parma, que traía o marido, o Rei Carlos IV de Espanha, com o primeiro-ministro, Manuel Godoy. As suas qualidades morais não merecem igual apreço. Era dotada de grande ambição e violenta, foi um joguete na agitada política da época, tendo apoiado (e tido) aventuras e conspirações. Pretendeu logo de início dominar a vontade de seu marido, e dirigi-los nos negócios internos e nos do Estado. Para além do seu procedimento escandaloso, não se cansava de levantar obstáculos de todo o género em Portugal. Incentivou várias conspirações para substituir o marido e quando a corte portuguesa esteve exilada no Brasil, procurou formar um reino para si com uma parte das colónias espanholas. A rainha D. Carlota começou a olhá-lo com desprezo e desdém, convertendo o lar doméstico em continua luta, cujos menores incidentes eram discutidos e comentados nas praças públicas. Do seu matrimónio, nasceram nove filhos. Mas D. João VI não foi apenas vítima de adúltero. Terá tido uma amante e …um amante. D. Eugénia de Meneses terá engravidado do Rei e, para dissimular o escândalo, fugiu com o médico do paço. A amante e a filha do Rei foram acolhidos num convento em Espanha. E quanto ao amante, de seu nome Francisco Lobato era o guarda-roupa e tesoureiro do bolsinho de D. João VI, que o tratava como “meu Francisco” e “meu amor”. Diz-se que um frade viu-o a masturbar o monarca. Raul Brandão conta no livro El— Rei Junot, citado por Sara Marques Pereira na biografia D. Carlota Joaquina – Rainha de Portugal, uma história que demonstra a que ponto o casal real se incompatibilizou: “O príncipe regente (D. João VI) bota a cabeça de fora e, ao avistar a carruagem de Carlota Joaquina, berra num desespero: – Parem! Parem! Voltem para trás que aí vem a p...!” Também Jorge Pedreira e Fernando Dores Costa, autores de D. João VI, reproduzem o parágrafo assassino de Raul Brandão sobre as dúvidas em relação à paternidade de

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cinco ou seis dos nove filhos atribuídos ao Monarca: “Parece que D. Pedro, D. Isabel Maria eram indubitavelmente seus. D. Ana é talvez o primeiro fruto de João dos Santos (jardineiro da Quinta do Ramalhão). D. Maria Francisca é filha de Luiz da Motta Feo; D. Miguel do Marquês de Marialva; D. Maria da Assunção de João dos Santos; e dos outros nem sequer se conhece o pai.” Outros autores, como o antimiguelista Barreto Feio, escreveram mesmo que o futuro Rei D. Miguel é que era filho do jardineiro. Descrita como uma mulher horrível, coxa, baixa, de nariz vermelho, cheia de cáries e borbulhas, a rainha é assim ridicularizada por Alberto Pimentel no livro “A Última Corte do Absolutismo em Portugal”, citado por Sara Marques Pereira: sendo ela “feia e muito antipática, teria enfastiado mortalmente um amante único, mas variando incessantemente, não dava tempo a ninguém para se arrepender... nem a ela mesma”. Nem politicamente a rainha foi fiel ao marido. A partir de 1805, envolveu-se em todas as conspirações que pôde para o afastar, ambicionando ser nomeada regente. D. João VI. Deixou de confiar na mulher e passaram a viver em palácios separados. Antes de falecer , nomeou uma junta de regência, a qual seria presidida por sua filha, a infanta D. Isabel Maria “enquanto o legítimo herdeiro e successor desta Coroa não der as suas providências a este respeito”. D. João VI animou as letras, as artes, o comércio e a agricultura. Fundou alguns estabelecimentos, em que se consta o “Instituto dos surdos-mudos e cegos”. Faleceu em Março de 1826 após adoecer por alguns dias, e cuja causa mortis suspeitava-se ter sido por envenenamento. Recentemente uma equipa de pesquisadores exumou o pote de cerâmica chinesa que continha as suas vísceras e que encontrava-se enterrado sob as lages da capela dos Meninos da Palhavã no mosteiro de São Vicente de Fora, pedaços do seu coração foram reidratados e submetidos a análises, o que veio a comprovar a suspeita de envenenamento por arsénico. Contam as lendas que o rei fora envenenado com laranjas colhidas no palácio de Belém, a mando da rainha Carlota Joaquina, o que não se pode provar, mas sabe-se que de facto o rei comeu as laranjas, pois isso consta dos relatórios médicos da época, e só depois das tais laranjas é que D. João adoeceu. Foi sepultado no Panteão dos Braganças, onde viria também repousar a sua polémica esposa a seu lado

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Geschichten aus der Geschichte

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Dom João VI., der Gütige oder der Hintergangene? Joaquim Peito

Als zweiter Sohn der Königin Dona Maria I. und ihres Gemahls und Onkels D. Pedro III. wurde Dom João am 13. Mai 1767 in Lissabon geboren, dort starb er auch am 10. März 1826. Am 8. Mai 1785 heiratete er die spanische Prinzessin D. Carlota Joaquina de Bourbon, die erst 10 Jahre alt war. Sie war Tochter König Karls IV. und der Königin D. Maria Luísa Teresa de Parma und hatte keine hochgeistige Erziehung genossen. Von dieser Heirat kann man wohl sagen, dass „Aus Spanien weder guter Wind noch gute Heirat“ komme, was sich später in vollem Umfang bewahrheitete. Aber lassen wir diese Geschichte für später. D. João VI., der siebenundzwanzigste König von Portugal aus der vierten und letzten Dynastie (Bragança), war nicht zum Regieren erzogen worden und er regierte nicht gern. Er war eher daran gewöhnt, auf die Jagd zu gehen und Klöster zu durchstöbern, ganz unbelastet von Staatsgeschäften, die ihm allmählich gleichgültig wurden. Er dachte nicht im Leisesten daran, dass er bereits früh, da sein Bruder, Kronprinz D. José, verstorben war, 1788 zum Regenten des Reiches ernannt, und später, 1816, zum König ausgerufen werden sollte, mit dem Titel eines Königs des Vereinigten Königreiches von Portugal, Brasilien und der Algarve. Da seine Mutter geisteskrank wurde, hielt er, als die Ärzte erklärten, seine Mutter, D. Maria, sei wahnsinnig geworden, von 1792 an die Zügel der Staatsgeschäfte in der Hand. Seine Herrschaft spielte sich in einer sehr aufgewühlten Zeit der Geschichte Portugals ab, denn das Land befand sich durch die tiefgreifenden Veränderungen in der Welt und im eigenen Lande in einer beklagenswerten Lage. Das Elend des Volkes und eine bankrotte Staatskasse zeichneten sich ab, die Französische Revolution und der nachfolgende Krieg in Europa, die Kontinentalsperre, der Feldzug von Roussillon, Krieg mit Spanien und der Verlust von Olivença, Einfälle der Franzosen, Plünderung durch die Engländer, 1808 foh der Hofstaat nach Brasilien für 12 lange Jahre, um sich vor den Überfällen der Franzosen zu schützen, die unschätzbare Reichtümer mitgehen ließen; inzwischen fand in Portugal 1820 die Liberale Revolution statt, zunächst mit dem Ziel, die englischen Offiziere zu vertreiben, die das portugiesische Heer befehligten, dann jedoch eine Verfassung nach den gängigen Idealen in Europa ausrief und schließlich kam noch die Unabhängigkeit Brasiliens. Es war der Zusammenbruch einer Welt und die Geburt einer neuen, Veränderungen, die D. João VI. nicht verstehen wollte oder konnte. Als er vor der Invasion Junots nach Brasilien floh, um damit einer erzwungenen Abdankung durch Na-

poleon zu entgehen, wollte der Monarch wohl die brasilianische Kolonie für Portugal erhalten. Das jedoch bedeutete die Abhängigkeit von England mit der Auflage, die brasilianischen Häfen für den internationalen Handel zu öffnen und die Unterschrift unter den englisch-portugiesischen Staatsvertrag von 1810, der für die Wirtschaft des Mutterlandes verheerend war. Einmal abgesehen von der Verunsicherung, die die Abwesenheit des Hofes mit sich brachte, flossen auch große Reichtümer nach Brasilien ab. Zudem wurden die Renditen der adligen Großgrundbesitzer und des hohen Klerus, die die königliche Familie begleitet hatten, nach Brasilien übersandt, wodurch Portugal und sein Volk noch mehr verarmten. Außerdem gab die Anwesenheit des Hofes in Brasilien der Unabhängigkeit dieses Landes neuen Auftrieb, die wenig später 1822 auch verwirklicht wurde. Als 1820 in Portugal die Liberale Revolution triumphierte, war der König gezwungen dorthin zurückzukehren. Er hinterließ in Brasilien Kronprinz D. Pedro als seinen Statthalter, erklärte sich bereit, als König einer konstitutionellen Monarchie zu regieren und schiffte sich mit der übrigen königlichen Familie nach Europa ein, wo er am 3. Juli 1821 in Lissabon landete. Den nunmehr in Brasilien ansässigen Portugiesen, die dort bereits königliche Privilegien genossen, aber auch den Einwohnern selbst, behagte der Rückzug des Hofes nach zwölf Jahren gar nicht. Sie waren unzufrieden und proklamierten im September 1822 die Unabhängigkeit Brasiliens im Einvernehmen mit dem Regenten D. Pedro selbst, der sich anschließend zum Kaiser ausrufen ließ. Seit diesem Zeitpunkt gehörte jene Kolonie nicht mehr zu Portugal, was D. João VI. in großer Bitterkeit erst am 15. November 1825 anerkannte. 1822 schwor der König auf die Verfassung, die jedoch nur einige Monate in Kraft bleiben sollte, da er sie selbst annullierte. Diese Regierungsform (die konstitutionelle Monarchie) galt bis zum Jahr 1823, als sich ein Aufstand formierte, der vom Infanten D. Miguel, dem Lieblingssohn der Königin, befehligt wurde. Die Gegenrevolution ist unter dem Namen „Vila-Francada“ (Aufstand von Vila Franca) von 1823 und „Abrilada“ (Aprilaufstand) von 1824 bekannt, beides von D. Miguel angeführte absolutistische Bewegungen, deren Ziel es war, die Ausbreitung liberaler Ideologie zu bremsen und für eine Politik absolutistischer Ideale zu kämpfen. Die Revolte, die D. Miguel, der zweite Sohn D. Joãos VI. unter Mithilfe seiner Mutter, der Königin D.

Carlota Joaquina, anzettelte, und das Problem der Unabhängigkeit Brasiliens belasteten die Gesundheit und das Wohlbefinden des Königs sehr. Später, als D. Miguel besiegt war, wurde er ins Exil geschickt und brach 1834 nach Wien auf. D. João VI. widmete die letzten Jahre seiner Herrschaft der Lösung des Problems Brasilien und träumte noch kurz vor seinem Tode 1826 von einer Wiedervereinigung der beiden Länder in der Persohn eines Herrschers; er verstand nicht, dass Brasilien seiner Bestimmung in Amerika folgen musste und Portugal der seinen in Europa. OPFER VON EHEBRUCH Indessen war wohl das größte Drama seines Lebens die Heirat mit der Spanierin D. Carlota Joaquina, die sich als Ehebrecherin erwies, wie ihre Mutter Maria Luísa de Parma, die den Gatten, König Karl IV. von Spanien, mit dem Premierminister Manuel Godoy betrog. Ihre moralischen Eigenschaften verdienen keinerlei Würdigung. Sie war sehr ehrgeizig und heftig, ein Spielball der aufgeregten Politik ihrer Zeit, unterstützte (und hatte) Abenteuer und Verschwörungen. Von Anfang an wollte sie den Willen ihres Gatten beherrschen und ihn bei internen und öffentlichen Angelegenheiten dirigieren. Abgesehen von ihrem skandalösen Verhalten wurde sie nicht müde, in Portugal alle möglichen Hindernisse aufzubauen. Sie zettelte verschiedene Verschwörungen an, um ihren Gemahl zu ersetzen und als der portugiesische Hof in Brasilien im Exil lebte, versuchte sie, mit einem Teil der spanischen Kolonien ein Königreich für sich selbst zu bilden. Königin D. Carlota begann, geringschätzig und verächtlich auf ihren Gemahl zu blicken und verwandelte ihr Heim in einen ständigen Kampf, bei dem geringste Vorfälle auf offener Straße diskutiert und kom-

mentiert wurden. Aus dieser Ehe wurden neun Kinder geboren. Aber D. João VI. war nicht nur das Opfer von Ehebruch. Er hatte wohl eine Geliebte und ... einen Geliebten. D. Eugénia de Meneses soll vom König schwanger geworden sein und, um den Skandal zu vertuschen, floh sie mit dem Hofarzt. Die Geliebte und die Tochter des Königs wurden in einem Kloster in Spanien aufgenommen. Was den Geliebten mit Namen Francisco Lobato angeht, war er Garderobier und Schatzmeister der Privatschatulle von D. João VI., der ihn „mein Francisco“ und „mein Liebling“ nannte. Ein Ordensbruder, sagt man, habe ihn den König befriedigen sehen. Raul Brandão erzählt im Buch „El-Rei Junot“, das von Sara Marques Pereira in der Biographie “D. Carlota Joaquina – Königin von Portugal“ zitiert wird, eine Geschichte, die zeigt, bis zu welchem Punkt das königliche Paar sich entzweit hatte: “Der Prinzregent (D. João VI.) streckt den Kopf heraus und als er die Kutsche von Carlota Joaquina sieht, schreit er entsetzt: - Anhalten! Anhalten! Zurück, dort kommt die H…!“ Auch Jorge Pedreira und Fernando Dores Costa, Chronisten D. Joãos VI., geben den verheerenden Absatz von Raul Brandão über die Zweifel an der Vaterschaft von fünf oder sechs der neun Kinder, die dem Monarchen zugeschrieben werden, wider: “Es scheint, dass D. Pedro und D. Isabel Maria unzweifelhaft seine Kinder waren. D. Ana ist vielleicht die erste Frucht von João dos Santos (dem Gärtner auf Gut Ramalhão). D. Maria Francisca ist Tochter von Luiz da Motta Feo; D. Miguel Sohn des Marquês de Marialva; D. Maria da Assunção Tochter von João dos Santos; und von den anderen ist der Vater nicht einmal bekannt.” Andere Geschichtsschreiber, wie der Antimiguelist Barreto Feio, schrieben sogar, der künftige König D. Miguel sei der Sohn des Gärtners. D. Carlota wird als schreckliche Frau beschrieben, hinkend, klein, mit roter Nase, voller Karies und Pusteln, so wird die Königin von Alberto Pimentel in seinem Buch “A Última Corte do Absolutismo em Portugal“ (Der letzte Hof des Absolutismus in Portugal) lächerlich gemacht, wie Sara Marques Pereira zitiert: sie war “hässlich und sehr unsympatisch, sie hätte einen einzigen Lover tödlich gelangweilt, aber, da sie ständig wechselte, hatte keiner Zeit, etwas zu bereuen …, nicht einmal sie selbst“.

Noch nicht einmal politisch war die Königin ihrem Gemahl treu. Von 1805 an beteiligte sie sich an allen möglichen Verschwörungen, um ihn zu entfernen, denn sie war ehrgeizig und wollte selbst zur Regentin ernannt werden. D. João VI. vertraute seiner Frau nicht mehr und sie lebten fortan in verschiedenen Palästen. Bevor er starb, ernannte er für die Regentschaft eine Junta, deren Vorsitz seine Tochter, die Infantin D. Isabel Maria führen sollte „solange der legitime Erbe und Nachfolger dieser Krone dazu nicht seine eigenen Anordnungen trifft“. D. João VI. förderte die Literatur, die schönen Künste, den Handel und die Landwirtschaft. Er gründete einige Einrichtungen, darunter das „Institut für Taubstumme und Blinde“. Nachdem er einige Tage zuvor krank geworden war, starb er im März 1826 mit Verdacht auf Giftmord als Todesursache. Vor kurzem hat ein Forscherteam einen chinesischen Keramiktopf exhumiert, der seine Eingeweide enthielt und unter den Fliesen der Kapelle der „Meninos da Palhavã“ (Kinder von Palhavã) im Kloster São Vicente de Fora vergraben war; Teile seines Herzens wurden rehydriert und die Analysen bestätigten den Verdacht auf Arsenvergiftung. Legenden erzählen, der König sei mit Orangen aus dem Palast von Belém vergiftet worden, die auf Geheiß der Königin Carlota Joaquina gepflückt worden waren, was man nicht beweisen kann; aber man weiß in der Tat, dass der König Orangen gegessen hat, denn das geht aus den ärztlichen Berichten jener Zeit hervor und erst nach dem Genuss dieser Orangen erkrankte D. João. Er liegt im Pantheon derer von Bragança begraben, wo schließlich auch seine streitsüchtige Frau an seiner Seite begraben wurde. (Übersetzung aus dem Portugiesischen von Barbara Böer Alves)


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PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

José Gomes Rodrigues

Caro leitor, esperamos que esta indisposição não tenha deixado marcas na saúde da sua estimada esposa. É com prazer que procuramos elucida-lo sobre o assunto. Não necessita, de forma alguma, pedir desculpa. Nós é que agradecemos a confiança que deposita nos nossos serviços de informação social. Qualquer pessoa nas suas circunstancias faria o mesmo que o compatriota fez. Mas o transporte dum doente através dos serviços de ambulâncias não é gratuito. Poderão sê-lo para o utente, desde que preencha algumas condições exigidas para o efeito, ou seja, que esteja segurado numa caixa de doenças e que o transporte tenha sido justificado pelo hospital, através do médico que recebe o doente. Tudo leva a crer, pela descrição feita, que, no seu caso concreto, nenhuma destas condições foram preenchidas. Deste modo, não haveria razoes plausíveis para o transporte da doente, que nem sequer se efetuou. Claro que o transporte não é totalmente gratuito, pois quem assume esta despesa, estando preenchidas as aludidas condições, é a caixa de doenças, por isso é necessário sempre dar o nome da caixa a que se pertence. Como o pagamento não foi assumido pela caixa pela razão já aludida, esta enviou a fatura para a câmara da sua residência, com o intuito de resolverem eles o problema, já que a transportadora teria ficado sem o dinheiro que lhe competia. Fica como exemplo e elucidação para os nossos amigos leitores e aceite da nossa parte uma saudação amiga e os desejos de saúde para si e sua esposa. Um abraço.

› Quem assume o transporte de doentes? › Ronda pelos tribunais de trabalho RONDA PELOS TRIBUNAIS DE TRABALHO

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Exmos senhores O ano passado a minha esposa tinha tido em casa, um problema de saúde e eu, sem mais, chamei a ambulância para, sendo o caso, a transportar para o hospital. Afinal tinha sido simplesmente uma desagradável e má disposição no estômago. Alguns minutos depois melhorou consideravelmente. Entretanto a ambulância chegou e a minha esposa negou-se a ser transportada para o hospital, pois já não haveria razões para isso. Passados alguns meses, recebemos da câmara municipal da cidade onde vivemos, uma fatura para pagar a ambulância. Ficamos estupefatos. Tentamos, em vão, falar com a funcionária responsável pelo assunto. O remédio foi pagar. Teria sido justo?, Afinal as ambulâncias não estão sempre disponíveis para o transporte de doentes? O serviço que fazem não é gratuito? Desculpe este pedido de informação. Agradecia que a incluíssem no nosso Portugal Post. leitor devidamente identificado

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DESCRIMINAÇÃO POR IDADE PELA IDADE DA REFORMA? Desde 18 de Agosto de 2006 existe uma lei que proíbe qualquer discriminação, seja pela proveniência, por idade, pelo trabalho, religião, entre outras. É a lei anti-discriminatória. Houve um trabalhador que não estando de acordo em ir para a reforma, quando alcançou a idade legal máxima para tal, apelou aos tribunais aludindo que tal atitude da legislação social, era contrária à igualdade de tratamento por idade e, em consequência discriminatória. dos trabalhadores por causa da idade. O tribunal europeu decidiu, numa resolução sobre o assunto, que a finalização automática da vida laboral, com a entrada na idade da reforma não é de forma alguma discriminatória. Ao contrário, este regulamento legal é de acordo com as normas, já que persegue um legitimo interesse nacional no que se refere ao desenvolvimento do mercado de trabalho, desenvolvimento financeiro, demográfico e à política sócio-laboral. Para alcançar esses objetivos superiores, o governo pode tomar medidas apropriadas de forma a cumprir os objetivos traçados pelo governo no poder. É o interesse nacional que esta em causa, e não pode, de forma alguma, subjugar-se aos interesses individuais. Decisão do EuGH de 12.10.2010 Nr. do Processo: C-45/09 - DB 2010, 2339 MANIPULAÇÃO DO HORÁRIO REGULAR DE TRABALHO Quem procura, a seu favor, aumentar o seu horário de trabalho, manipulando o relógio ou deixando que algum colega o faça por si, poderá ser despedido sem prazo. É o chamado despedimento compulsivo. Este ato é considerado uma quebra grave da confiança para com a empresa da parte do trabalhador. Seria um despedimento por justa causa. Esta situação poderá também acorrer a um colega que tenha incitado outro à manipulação ou que o tenha feito a pedido de outro. Se este comportamento tiver causado simplesmente o adiantamento de al-

guns escassos minutos e, em consequência, não pode ser considerado como uma fraude continuada, então não se justifica este tipo de castigo. Seria demasiado dura esta decisão do patrão. Neste caso justifica-se, simplesmente, uma carta de admoestação ou de aviso prévio. Não é válido, e é alheio ao direito de trabalho um despedimento compulsivo, somente com o intuito de intimidar os colegas, como lição para os demais. Decisão do LAG Schleswig-Holstein de 29.03.2011 Nr. do Processo: 2 Sa 533/10 BB 2011, 1588 RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO RECEBIDO PELO OUTRO CÔNJUGE Segundo uma decisão do Tribunal Federal de Trabalho, o despedimento compulsivo, ou seja imediato, é válido mesmo que seja o cônjuge do despedido em questão a receber a carta de despedimento, mesmo que este não se encontre em casa. Neste caso trata-se duma trabalhadora que, após um conflito interno na empresa, se retirou do lugar de trabalho, sem a devida autorização. A empresa rescindiu pela forma escrita e de imediato o contrato de trabalho através do despedimento, entregando a carta ao seu marido, com o intuito de este, por sua vez, o fazer chegar às mãos da esposa e quanto antes. Esse mesmo tribunal considerou que a entrega da carta deste modo tem toda a validade, já que se partiu do principio que o marido se encontraria com a esposa nesse mesmo dia como era sempre habitual. Decisão do BAG de 09.06.2011 Nr. do Processo: 6 AZR 687/09, PERSONAL 2011, Nr 7/8, 68

razão à requerente invalidando consequentemente esta decisão. A acusada, não satisfeita com a decisão, recorreu para o tribunal superior. Mas também esta instância deu razão à decisão anterior. O PORQUE DESTA DECISÃO? Como se pode compreender esta decisão? O despedimento emanado é um despedimento que na linguagem jurídica se chama por interesses da empresa pelo seu encerramento. Contudo nestes casos, para que um trabalhador, ou trabalhadores seja despedido, tem de haver quase a segurança absoluta de que o hotel não possa ser trespassado para o mesmo ramo, ao ser adquirido por um outro investidor e que os préstimos dos funcionários não possam continuar com o novo patrão. Um despedimento nos termos apontados não pode ser justificado, se não houver da parte da direção atual do hotel, nessa altura um esforço de salvaguardar os lugares de trabalho salvaguardando a atividade e, se não houver também um empenho para que esse hotel, ou parte dele, continue a funcionar normalmente. Neste caso, tudo levava a entender que este e empenho necessário e consequente não teria sido realizado devidamente. Pode muito bem acontecer que, após terminar o contrato com o senhorio do prédio onde se localiza o complexo hoteleiro, haja alguém que queira continuar com este tipo de atividades, podendo os funcionários continuarem a dar os seus préstimos para a nova empresa mesmo após o 31.12 2011. Decisão do LAG de Schleswig-Holstein de 30.11.2010 Nr. do Processo: 5 Sa 251/10 LAG

DESPEDIMENTO POR ENCERRAMENTO DA FIRMA Uma funcionária trabalhava já há alguns anos num hotel. Este funcionava num complexo alugado para o efeito. Em Novembro de 2009 a empresa de hotelaria decide fechar o hotel a 31 de Dezembro de 2011 e rescindindo, em consequência, o contrato de arrendamento do complexo para 31.12.2011. Por esta razão despede, sem mais, o pessoal para esse mesmo dia ou seja para 31.12.2011 A funcionária em questão interpõe uma ação no competente tribunal de trabalho contra esta atitude da empresa hoteleira, requerendo a anulação deste ato. O tribunal de trabalho comunal deu

SUBSIDIO DE NATAL E DESPEDIMENTO Dois contraentes, o trabalhador despedido e o patrão, tiveram de apresentar-se no tribunal de trabalho para que se decidisse sobre a atribuição do subsidio de Natal a uma trabalhadora que estava na situação de despedida, na altura do pagamento desta gratificação. No contrato de trabalho com a empresa existe uma clausula que reza o seguinte: “Os funcionários receberão com o mês de Novembro uma gratificação de Natal, correspondente a 1.900 €. Este subsidio não será pago, se na altura de pagamento o funcio-

nário se encontrar na situação de despedido.” Obedecendo a esta cláusula, foi negada esta gratificação ao empregado em questão. O pagamento deveria ser realizado em Dezembro 2009 para o mês anterior de Novembro. Já que o despedimento foi datado a 23 de Novembro, na altura do pagamento já se encontrava na situação de despedido. A operária em questão não esteve de acordo com a decisão da empresa e era da opinião que essa clausula não teria efeito no seu caso concreto e que o patrão não deveria fundamentar a sua decisão usando os termos dessa clausula interna. Por esta razão interpôs a ação junto do tribunal exigindo esse pagamento. EM QUE TERMOS BASEOU-SE O TRIBUNAL? O tribunal de Bochum, competente para a residência da operária em questão, aceitou o requerimento o seu requerimento, dando razão à requerente operária, obrigando, deste modo o patrão ao pagamento da gratificação. Contudo, a empresa, por sua vez, não aceitou a decisão dos juízes e interpôs também ela uma ação com o objetivo de invalidar esta decisão na instancia superior em Hamm. Este tribunal deu, por sua vez, e igualmente razão à operária, obrigando, mais uma vez, a empresa ao pagamento da gratificação. Alegou, como razão, que, neste caso, o empregado, com o despedimento estaria numa situação mais frágil e considerando então igualmente a clausula sem efeito. Além disso, dever-se-ia ter também em consideração, se o despedimento terá sido provocado pelo trabalhador ou ter sido executado com o interesse da empresa. Fazer este pagamento somente a quem se encontrar numa relação de trabalho firme só poderia ser considerada válida se a aludida clausula diferenciasse, entre um despedimento para salvaguardar os interesses da empresa ou tenha sido formulado por responsabilidade do trabalhador em questão. O patrão, ainda não satisfeito com a decisão destas duas instâncias, requereu a revisão na instancia máxima, o tribunal nacional, o que significa que ainda não se encontrou uma decisão definitiva. A trabalhadora, apesar de ter vencido a questão nas duas primeiras instâncias ainda está sem o seu dinheiro sendo obrigada a esperar mais alguma tempo por uma outra decisão. Esperamos e fazemos votos para que a revisão alicerce ainda mais as primeiras duas decisões. Decisão do LAG Hamm, de 16.09.2010 Nr. do Processo: 15 Sa 812/10


18 Agenda Tome Nota

PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

IMPORTANTE Às associações, clubes, bandas , etc.. As informações sobre os eventos a divulgar deverão dar entrada na nossa redacção até ao dia 15 de cada mês Tel.: 0231 - 83 90 289 Fax :0231-8390351 Email: correio@free.de

Endereços Úteis Embaixada de Portugal Zimmerstr.56 10117 Berlin

Tel: 030 - 590063500 Telefone de emergência (fora do horário normal de expediente):

0171 - 9952844 Consulado -Geral de Portugal em Hamburgo Büschstr 7 20354 - Hamburgo

Alfredo Stoffel Telefone: 0170 24 60 130 Alfredo.Stoffel@gmx.de José Eduardo, Telefone: 06196 - 82049 jeduardo@gmx.de Maria da Piedade Frias Telefone: 0711/8889895 piedadefrias@gmail.com

Tel: 040/3553484

Fernando Genro Telefone: 0151- 15775156 fernandogenro@hotmail.com

Vice-Consulado de Portugal em Osnabrück Schloßwall 2 49080 Osnabrück

AICEP Portugal Zimmerstr.56 - 10117 Berlim Tel.: 030 254106-0

Tel:0541/40 80 80 Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf Friedrichstr, 20 40217 -Düsseldorf

Tel: 0211/13878-12;13

Federação de Empresários Portugueses (VPU) Hanauer Landstraße 114-116 60314 Frankfurt Tel.: +49 (0)69 90 501 933 Fax: +49 (0)69 597 99 529

Vice-Consulado de Portugal em Frankfurt Zeppelinalle 15 60325- Frankfurt

Tel: 069/979880-44;45 Consulado-Geral de Portugal em Stuttgart Königstr.20 70173 Stuttgart

Tel. 0711/2273974 Conselho das Comunidades Portuguesas: Alfredo Cardoso, Telelefone: 0172- 53 520 47 AlfredoCardoso@web.de

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Citações do mês "Arrependo-me muitas vezes de ter falado, nunca de me ter calado." Siro , Públio "O sucesso torna as pessoas modestas, amigáveis e tolerantes; é o fracasso que as faz ásperas e ruins." Maugham , William

OUTUBRO 2011

Até 18. 10.2010 - TAUNUSSTEIN – Filipe Mirante expõe a sua obra no seu atelier. Toda a comunidade é bem-vinda. Local: Obere Neugasse 20. Friesenheim

15.10.2010 – DORTMUND – Noite de Fados. Artista convidada: Anita Guerreiro. Local: Dietrich Keuning Haus, Leopoldstr 50. A partir das 17h00. Será servido jantar

1. 10.2010 BRAUNSCHWEIG - Festa da Rua (Staßenfest)a pattir das 15 horas no jardim do Centro Português de Braunschweig, KarlHintze-Weg 70. Informações: 0531/375613 ou 0531/508416

22.10.2010 – KARLSRUHE – Concerto do grupo de fados Sina Nossa. Local: Karlsruhe, Kulturzentrum Tempel. Início: 20h00 29.10.2011 - HAMBURGO Missão Católica Portuguesa de Hamburgo Festa das Vindimas com BANDA LUSITANA a partir das 20h00 Local: Danziger Str. 62, 20099 Hamburgo Para mais informações: www.bandalusitana.de

2.10.2010 – MAINZ – Festa da Cerveja e baile a partir das 15h00. Local: Instalações da UDP Mainz, a partir das 15 horas, como o conj. Segura-te 7.10.2010 – LUDWIGSBURG - Ausleihe mit einer großen Palette von Büchern aus bzw. über den lusophonen Sprachraum in der Anwaltskanzlei Dr. Daniela KreidlerPleus, Bahnhofsstraße 29, Bestellung entsprechend der Bücherliste unter Tel.: 0741 923040 oder E-mail: kanzlei@kreidler-pleus.de, Öffnungszeiten: Mo - Do von 8:00 - 12:30 Uhr / 13:30 - 17:30 Uhr, Fr von 8:00 - 12 Uhr und 13:30 - 16:30 Uhr

Rentenversicherung Rotebühlstr. 133. Stuttgart Info: Tel.: 0177 61466-0

18-20.10.201 -ESTUGARDA VI Jornadas Internacionais do Regime Legal de Pensões Alemanha-Portugal A segurança social alemã promove em colaboração com o Centro Nacional de Pensões 3 dias de informação/consulta em Alemão e em Português. Das 9h00 às 17h00 Local: Zentrum der Deutschen

DÜSSELDORF O Consulado-Geral de Portugal em Düsseldorf informa que, para questões relacionadas com o ensino de Português, poderá ser contactada a docente de apoio pedagógico, professora Joana Andrade. Horário de atendimento ao público: 4ª-feira das 10H00 às 12H30 e das 14H00 às 15H30. Para marcações prévias, por favor contactar o Consulado (Ana Maria Schmitt – 0211138783


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 “O seu segundo romance, A Paixão, possui as mesmas qualidades literalmente espantosas de Rumor Branco, sendo ao mesmo tempo mais despojado e mais apaixonado; desta vez a severidade é implacável, e a composição aposta numa disciplina exemplar.” Books Abroad, EUA “Como uma torrente de lava, a linguagem de Almeida Faria abre caminho, uma linguagem incrivelmente rica.” Welt am Sonntag, Alemanha “Um verdadeiro poeta com clarividente e imparcial olhar e fina sensibilidde perante a beleza e a problemática estrutura social do país.” Stuttgarter Zeitung, Alemanha “Um dos poucos autores, dos quais se pode esperar que dêem novamente reconhecimento internacional à literatura de Portugal, é Almeida Faria.” Berliner Morgenpost, Alemanha

Os Portugueses Autor: Barry Hatton Preço: € 29,00 Barry Hatton vive em Portugal há quase 25 anos. Correspondente da Associated Press em Portugal, o jornalista britânico revela no livro Os Portugueses aquilo que somos enquanto país e enquanto povo. Pelo menos aos olhos dos estrangeiros. No livro "Os Portugueses", Hatton relembra os principais momentos históricos que marcaram a nação, desde o período áureo dos Descobrimentos aos anos governados por Oliveira Salazar, sem esquecer a pela peculiar relação com Espanha, e termina com uma análise sobre a modernidade. «A minha intenção é lançar algumas luzes sobre este enigmático canto da Europa, descrever as idiossincrasias que tornam único este adorável e, por vezes, exasperante país e procurar explicações, fazendo o levantamento do caminho histórico que levou os portugueses até onde estão hoje.», avança o autor na nota prévia da obra. Paralelamente, a construção da identidade de Portugal enquanto povo e os vários estereótipos que (ainda) reinam além fronteiras são abordados e apresentados através de episódios vividos pelo autor ou por pessoas que lhe são próximas. De leitura obrigatória para todos quantos desconhecem a verdadeira alma lusa, portugueses ou não, "Os Portugueses" é uma obra obrigatória, escrita de forma apaixonada por um dos correspondentes mais antigos da imprensa internacional no nosso país.

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 Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e, desde então, sucederam-se as edições nacionais e estrangeira, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema. Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza e dramatismo, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia, conhecidos por Capitães da Areia.

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TRAVESSIA DE VERÃO Truman Capote PREÇO: 11.50 Obra póstuma e inédita, Travessia de Verão é um primeiro romance precoce e seguro que mostra o sentido implacável da narração de um dos maiores escritores do século XX. Os seus fraseados imaculados, a sua crua ironia e a sua visão das subtilezas das diferenças de classe anunciam os futuros triunfos de Capote. Miguel Torga Bichos Preço: € 11.50
 «Querido leitor: São horas de te receber no portaló da minha pequena Arca de Noé. Tens sido de uma constância tão espontânea e tão pura a visitá-la, que é preciso que me liberte do medo de parecer ufano da obra, e venha delicadamente cumprimentar-me uma vez ao menos. Não se pagam gentilezas com descortesias, e eu sou instintivamente grato e correcto (…)»

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CONTA-ME COMO FOI 1(ª série, Parte 2) A melhor série de televisão portuguesa de todos os tempos!

4 DVDs Preço: € 69 CONTA-ME COMO FOI. A ficção acompanha o quotidiano de uma família portuguesa de classe média, os Lopes, que habitam um andar de um bairro social na Lisboa do final dos anos 60. Vivem como a maioria da sociedade portuguesa com limitações financeiras, que ainda assim permitem a aventura de comprar uma televisão. Um ”novo elemento da família” que vai ocupar lugar de destaque na casa dos Lopes. É a voz adulta de Carlos, o filho mais novo, com 8 anos em 1968, que narra a história.

1ª série, parte 1 também disponível pelo mesmo preço

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 liegt auch in deutscher Übersetzung von Karin von Schweder-Schreiner vor ("Die Decke des Soldaten") Senão tivesse sido eu, Maria Ema estaria ao lado de Walter, os filhos de Custódio Dias seriam duma outra mulher e os meus irmãos seriam filhos de Maria Ema Baptista e de Walter Glória Dias. Talvez só eles existissem, não eu. Eu era a filha de acaso, de um ímpeto, dum desencontro de viagem, duma bruteza da juventude, da exuberância do corpo. Não, eu não existiria, só existiriam os meus três irmãos, filhos deles, do juízo deles e do amor deles

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Por Maria Helena Martins

Previsões para Outubro de 2011

CARNEIRO Amor: O seu poder de atracção vai abalar muitos corações. Predisposição para namoriscar ou reavivar um amor, através do qual irá exprimir os seus sentimentos de uma forma muito sincera. Saúde: Prováveis dores de dentes. Poderá passar por uns dias de grande nervosismo sem que consiga definir muito bem a sua origem. Dinheiro: Será um bom período para fazer algumas alterações profundas na sua vida, no seu comportamento e nos seus objectivos profissionais. Não gaste o que tem e o que não tem. TOURO Amor: Encontra-se num período difícil, mas não desespere que é passageiro. No entanto, pode trazer muitos benefícios através das suas relações sociais e de amizade desde que tenha em conta tudo o que o rodeia. Saúde: Poderá ser tempo de começar uma nova vida. Corte com tudo aquilo que achar supérfluo ou inútil. Dinheiro: Boa altura para gastar e investir no que mais gosta, mas com cuidado. É um mês um pouco tenso a nível profissional, em que vai querer lutar pelos seus objectivos. GÉMEOS Amor: Viva fogosamente todos os momentos com o seu amor. Este período é caracterizado por muita alegria, contentamento, optimismo e força interior. Saúde: Previna-se contra os excessos. Dinheiro: Este campo da sua vida não lhe trará problemas. Pode aproveitar aquilo que tem vindo a aprender com os outros para fazer uma coisa diferente na sua vida, como por exemplo iniciar uma actividade por conta própria. CARANGUEJO Amor: Será um período muito bom de entreajuda e em que pode receber ou oferecer boas oportunidades a novas relações de amizade. Saúde: Nesta fase estará muito dinâmico e equilibrado, terá muita energia. Possíveis dores musculares. Dinheiro: Não imponha as suas ideias de uma forma agressiva e tenha em consideração a opinião dos outros. LEÃO Amor: Este período é um teste à forma como lida com as outras pessoas, em especial as que lhe estão mais próximas.

Saúde: Procure não cometer excessos na alimentação. Durante este período lutará para alcançar os seus objectivos a nível de forma física e ajudará quem lhe está próximo a fazer o mesmo. Boa fase para iniciar uma dieta. Dinheiro: Situação financeira favorável. É uma boa ocasião para conhecer outras terras e outras gentes e aproveitar o que lhe ensinarem para aumentar as suas capacidades. VIRGEM Amor: Tenha mais confiança em si e cuide da sua aparência. Este período pode trazer-lhe alguns problemas nas relações com os vizinhos ou pessoas próximas. Saúde: Uma fase de tensão, insegurança e impaciência, com dificuldade em planificar a sua vida particular. Procure aliviar o stress que traz acumulado. Dinheiro: O seu dinamismo, a sua coragem e espírito de liderança vão ser postos à prova. Será um mês recheado de afazeres e acontecimentos. Não se esqueça das suas obrigações, e se tiver dívidas, pagueas antes de fazer novos investimentos. BALANÇA Amor: Poderão surgir mudanças no seu comportamento no que diz respeito às relações afectivas. Seja mais ousado neste campo da sua vida. Saúde: Este período é muito favorável, mas necessita de ter muita reflexão para evitar os excessos. A ansiedade não é benéfica para a sua saúde. Dinheiro: Seja mais equilibrado nos seus gastos. Não será um período fácil porque terá dificuldade em analisar as situações com clareza. ESCORPIÃO Amor: Será uma fase importante para rever o que não está bem na sua relação, compreendendo o que lhe falta e o que pode ser melhorado. Saúde: Poderá sofrer de dores de cabeça. Deixe que se operem calmamente as mudanças que vierem a ocorrer na sua vida. Dinheiro: Possibilidade de ganhar algum dinheiro extra. Em relação à sua situação profissional, logo no início do mês poderão existir alguns conflitos entre a sua vida familiar e a profissional. SAGITÁRIO Amor: Durante este tempo deve controlar muito bem as suas reacções para com todas as outras pessoas, em geral e, muito particularmente, com as que lhe

estão mais próximas. Procure ser sincero nas suas promessas se quer que a pessoa que tem a seu lado confie em si. Saúde: Liberte-se mais, e a sua saúde irá melhorar. É uma oportunidade para concluir as ideias que tem em curso. Este mês será um encontro consigo mesmo. Dinheiro: Desde que não gaste dinheiro em excesso, pode pôr os seus assuntos financeiros um pouco de parte, ocupando-se com outras áreas da sua vida. CAPRICÓRNIO Amor: Procure ser mais extrovertido, só tem a ganhar com isso. É uma boa fase para investir mais tempo na sua relação amorosa. Isto pode surpreender o seu par, mas certamente será uma excelente mudança. Saúde: Possíveis dores nas articulações. A rotina da sua saúde e a forma física são uma prioridade. Terá tempo para regularizar o seu horário. Dinheiro: Esta é uma óptima altura para tentar reduzir os seus gastos. Existirá muita acção na sua vida. Você pode decidir que a única forma de resolver um problema é assumindo outra responsabilidade; se assim for, poderá resolvê-lo fazendo simplesmente o seu trabalho. AQUÁRIO Amor: A sua relação tem vindo a arrefecer e você precisa de tomar uma atitude. Não exija tanto dos outros, dê mais de si próprio. Saúde: Não faça dietas demasiado rigorosas. Tenha a serenidade suficiente para deixar as coisas correrem, não se exalte nem proteste muito, pouco ou nada poderá fazer. Dinheiro: Invista neste momento em algo que planeia há muito. A sorte élhe favorável. Sentirá necessidade de se isolar para concluir o seu trabalho, mas poderão ocorrer mudanças. PEIXES Amor: Se não disser aquilo que sente verdadeiramente, ninguém o poderá adivinhar. Este mês vai fazer uma triagem às suas relações. Saúde: Cuidado com o excesso de açúcar no seu sangue, pois poderá ter tendência para diabetes. Este é um período algo tenso, como algo que o incomoda mas de uma forma que não sente de imediato. Dinheiro: Poderá sentir-se subjugado pela sobrecarga de trabalho. Para ultrapassar esta situação, estabeleça prioridades e reconheça os seus limites, respeitando-os. Este é um período em que pode fazer uma pequena extravagância financeira.


Vidas

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O morro Olá Gostava muito de vos contar o que se passou comigo. Não, não é um caso de traições, de infedilidades ou de coisas assim como se canta nos fados sobre pobrezinhos, o pai que fugiu com a “outra” e deixou os filhinhos entregues à mulher que também ficou sem pão para se sustentar a si e aos seus filhos. Nem tão pouco arranjei namoro que, depois, teria um outro mais belo e elegante e assim por aí fora. O que eu vou contar tem mais a ver com o trajecto que faço todos os dias da minha casa para o trabalho. Quer dizer, não propriamente com o trajecto mas sim o que se passou durante o tempo que o percorro É o cabo dos trabalhos quando saio de casa de manhã cedo. Meto-me no carro, calmamente, acelero devagar porque ainda estou meio ensonado e lá vou eu. Conduzo aí uns três a cinco minutos e encontro-me numa longa fila de carros a que nós, portugueses, chamamos de engarrafamento. À minha frente tive quase todos os santos dias e sempre à mesma hora encontro com o mesmo condutor que no período em que faço o trajecto já mudou três vezes de carro. Primeiro tinha um VW Golf, o segundo foi um Passat e ultimamente, talvez porque a vida melhorou, tinha um Mercedes. Esse dito condutor era um igual a tantos outros. Sempre muito bem vestido e com seu cabelo louro muito bem penteado. Podem não acreditar, mas encontrou-se sempre mas sempre à minha frente quando vou para o trabalho. De tanto nos encontrarmonos, começamos a esboçar um sorriso muito tímido como quem diz Lá vamos nós ao ganha pão!... Há 12 anos que faço este trajecto e durante esse tempo encontrámo-nos quase sempre. Como ele é louro, sempre pensei que seria alemão. Nunca me passou pela cabeça de que ele pudesse ser oriundo de outro país. Um dia o trânsito não era aquele pára-avança habitual mas sim um pára sem avança que demorou mais de uma hora. Disse de mim para mim que seria um acidente a origem deste longo pára. Como alguns dos ocupantes

e condutores de veículos saíam e comentavam o incidente na sua rotina e outros para esticar as pernas e fumar uma cigarrada, o meu “vizinho” da frente também saiu para comentar com outros aquele pára que iria fazer chegar atrasado ao trabalho. Eu, que não são mais do que os outros, também saí e pus-me à conversa com uma senhora que vinha atrás de mim que começou a culpar aquele transtorno como a origem de todos os seus males, dizendo que tinha um “Termine” no médico e que não podia chegar atrasada, sabendo nós que sempre que há um imprevisto na vida dos alemães eles não têm a arte da calma nem do improviso para darem a volta por cima. Neste entrementes, o meu ocasional acompanhante do carro da frente de todos os dias aflito que devia estar para verter águas foi ali à berma da estrada, subiu um morro que deveria dar para um campo de semeadura de hortaliças e desapareceu do outro lado do morro. Foi urinar, pensei eu. Acontece muitas vezes que nos assalta a vontade incontrolável de verter águas e se não temos um urinol por perto vamos ter um grande problema. Mas muitos não se importando com a má figura encontram um canto, uma árvore, em suma, um sitio abrigado para aliviarem a bexiga. Estava eu a matutar nestas situações enquanto o trânsito não desimpedia nem o condutor

da frente chegava, o que me levou a pensar que estaria a fazer um outro serviço que não urinar. Acontece a qualquer um, não é? Mas o facto é que o homem demorava. Dez minutos chega muito bem para arrear o serviço nestas condições. Pensava eu. Passaram dez, quinze, vinte e tais minutos e...nada! O homem não vinha. Não achei muito normal, mas também não me preocupei muito. Lembro-me que estava uma manhã muito bonita e era Abril. Por isso também me passou pela cabeça a ideia maluca do homem andar pelo outro lado do morro a apreciar a natureza e as hortaliças deixando ali o carro sem ninguém. Passaram muitos, mas muitos mais minutos do que trinta e tais e o homem não aparecia. Nisto, o que tinha que acontecer aconteceu, isto é, lá á frente o trânsito começou uma marcha lenta dando a ideia que a estrada estava já desimpedida. Foi assim que outro engarrafamento aconteceu, desta vez era o carro do meu “vizinho” da frente que se mantinha ali impedindo que o trânsito fluísse. O condutor do carro não chegava e eu tentava explicar o acontecido aos condutores que me antecediam, sendo que alguns me olhavam com uma expressão algo incrédula. Decidimos, eu mais dois condutores, subir ao morro para chamar o condutor e cantar-lhe das boas. Subimos e o que vimos foi

uma linda paisagem sem pinta de gente. Eu, mais preocupado do que os outros, gritei Ei lá, ouve-me!, pensado que ele estaria agachado no meio das couves. Bem gritei eu , em vão, a altos berros e...nada. O homem tinha simplesmente desaparecido enquanto os condutores lá atrás, na fila que se tinha formado atrás do meu carro, buzinavam zangados sem perceberem o que faziam aqueles fulanos em cima do morro a olhar a paisagem em vez de se porem dentro dos carros e partirem... Nós, no morro, mais apalermados pela situação do que zangados pelo buzinão, estávamos como que presos àquele inaudito acontecimento. Para que os outros condutores não me chateassem o juízo, retirei o meu carro da estrada e encostei-o ao passeio e subi de novo ao morro no mesmo sítio por onde tinha subido o desaparecido. Não alterei a situação do engarrafamento, pois, como estão lembrados, ali permanecia o Mercedes preto do condutor que tinha ido não sei onde. Alarmados por alguém, chegou a policia para ver o que se passava. Descemos do morro e eu fui o único que elaborei um relatório aos policias que me olhavam assim algo desconfiado quando lhe contava o que vi, e o que vi foi o homem depois de ter saído do carro e falado com algumas pessoas subiu ao morro e não o tornei mais a ver.

A policia, que entretanto tinha chamado um reboque para retirar o carro do meio da estrada, pediu-me a minha “personalia”, BI, carta de condução, morada, etc.. “Com que então o seu BI já perdeu a validade”, revelou-me um dos policias e foi aí que disse para mim mesmo Mer...., tenho de ir ao Consulado... Desculpei-me e subi o morro com os policias. Entretanto o trânsito já fluía. Nisto vieram mais policias porque isto na Alemanha é assim mesmo e todos, inclusive a minha pessoa, fomos para o meio das couves à procura do homem ou do seu rasto. Entretanto chegaram outros policias com cães pela trela e, como eu não pertencia ao Verein, disseram-me para seguir o meu caminho. Despedi-me e lá fui em direcção ao meu trabalho pensando numa desculpa para justificar o meu atraso porque se eu contasse aquilo ao patrão ele pensaria que estaria a reinar com ele e a gozar sua autoridade. A partir desse dia nunca mais vi o condutor que encontrava sempre à minha frente quando ia de manhã para o trabalho Leitor devidamente identificado Pedimos aos leitores que nos enviam correspondência para esta rubrica para não se alongarem muito nos textos que escrevem. A redacção reserva o direito de condensar e de trabalhar os textos que nos enviam. Obrigado. PUB

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Economia

PORTUGAL POST Nº 207 • Outubro 2011

Exportações de sapatos para a Alemanha crescem 19,6% As exportações portuguesas de calçado aumentaram 19,5 por cento no primeiro semestre de 2011 face ao período homólogo, passando para 717 milhões de euros, o melhor desempenho dos últimos 17 anos, anunciou a Associação dos Industriais de Calçado. Em comunicado, a Associação dos Industriais de Calçado (APICCAPS), de Janeiro a Junho, Portugal exportou calçado para 130 países, nos cinco continentes, no valor de 717 milhões de euros, o que representou mais de 95 por cento da sua produção. Com crescimento “em praticamente todos os mercados”, a APICCAPS destacou o bom desempenho na Holanda, onde a venda de calçado nacional

aumentou 22 por cento para 101 milhões de euros, e a Alemanha, onde cresceu 19,6 por cento para 136 milhões de euros. Segundo a associação empresarial, o bom desempenho do sector estendeu-se além do espaço europeu, que é o principal destino das exportações portuguesas de calçado, com a Rússia e a o Canadá a liderarem as subidas. As exportações para a Rússia aumentaram 88 por cento, passando a valer 6,7 milhões de euros, para o Canadá 85 por cento, para cinco milhões de euros, e para o Japão 28 por cento, para 4,8 milhões de euros. Em comunicado, a associação liderada pelo empresá-

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Novo lançamento: Casal Garcia tinto

rio Fortunato Frederico realçou o facto de as exportações estarem a crescer praticamente o triplo das importações: “na primeira metade do ano, as importações aumentaram apenas 7,6 por cento para 213 milhões de euros”. “De Janeiro a Junho, o calçado voltou a reforçar o seu estatuto de produto que mais positivamente contribuiu para a balança comercial portuguesa, esperando-se um saldo positivo no final do ano superior a 900 milhões de euros”, sublinhou. Para a APICCAPS, “o bom desempenho do sector está directamente relacionado com a mais forte campanha de promoção externa de sempre do sector”. PUB

A marca Casal Garcia estendeu a sua gama com o lançamento de um vinho tinto. Depois do sucesso alcançado com o Casal Garcia rosé, a marca Casal Garcia estende agora a sua gama com o lançamento de um vinho tinto. Produzido a partir das castas Touriga Nacional e Tinta Roriz, o Casal Garcia tinto é um vinho com aroma muito jovem e frutado. Em boca é fresco e redondo, destacando-se a presença de frutos vermelhos. O Casal Garcia tinto acompanha na perfeição pratos de carnes brancas grelhadas, comida Italiana, bacalhau assado, entre outros. A marca Casal Garcia está presente em mais de 60 mercados e continua a ser um embaixador dos vinhos portugueses em todo o mundo. Visite a nossa página: http:// www.facbook.com/casalgarcia Haja Alegria. Haja Casal Garcia.

Sondagem Um em cada três alemães defende saída da Grécia

Um em cada três alemães defende que a Grécia deve sair da zona euro, e 80 por cento recusam dar um contributo financeiro ao país, de acordo com uma sondagem divulgada pela televisão RTL e pelo semanário Stern. Os participantes no mesmo inquérito de opinião levado a cabo pelo Instituto Forsa mostraram-se também muito cépticos quando a ajudas do Estado germânico a Atenas, solução só apoiada por 20 por cento dos participantes. Além disso, 37 por cento dos inquiridos afirmaram que são a favor da saída da Grécia da zona euro, e sensivelmente a mesma percentagem exigiu que a dívida helénica seja reestruturada, o que equivale, na prática, a uma declaração de falência da Grécia. O executivo liderado por Angela Merkel reiterou nos últimos dias o seu apoio à permanência da Grécia no clube da moeda única, afa-

stando cenários de uma insolvência deste país. A chanceler alertou mesmo para as “graves consequências” do abandono do euro por parte da Grécia, voltando a exigir, simultaneamente, que Atenas ponha em prática o programa de ajustamento económico negociado com a União Europeia e com o FMI, em Maio de 2010 para receber um primeiro empréstimo de 110 mil milhões de euros. Os outros dois partidos que integram o governo alemão, liberais e democratas cristãos da Baviera (CSU), já falam em „insolvência controlada“ da Grécia, e consideram-na um mal menor, ignorando os apelos à contenção verbal feitos pela chanceler. Entretanto, o governo grego solicitou novo empréstimo de 109 mil milhões de euros às mesmas entidades, aprovado na cimeira de líderes da zona euro de 21 de Julho, em Bruxelas.

Porém, Atenas só receberá, estemês, a tranche de oito mil milhões de euros ainda do primeiro empréstimo, que o executivo helénico já considerou essencial para fazer face aos seus compromissos perante os credores, com novo parecer favorável da ‘troika’, que está a examinar a execução das medidas de austeridade negociadas. Em entrevista à RTP, na terça-feira, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que uma eventual falência da Grécia poderia obrigar Portugal a pedir nova ajuda externa, depois de já ter obtido um empréstimo de 78 mil milhões de euros, em Junho, apesar de Lisboa estar a cumprir o memorando assinado com a UE e com o FMI. Estas declarações de Passos Coelho foram reproduzidas por vários órgãos de comunicação social alemães, no âmbito da crise grega. FA



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