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PORTUGAL POST ANO XVI • Nº 194 • Setembro 2010 • Publicação mensal • 2.00 € Portugal Post Verlag, Burgholzstr. 43 • 44145 Dortmund • Tel.: 0231-83 90 289 • Telefax 0231- 8390351• E Mail: correio@free.de •www. portugalpost.de •K 25853 •ISSN 0340-3718

Sindicato do sector denuncia

Nove professores de português em risco de perder vínculo ao Estado Nove professores de português na Alemanha estão em risco de perder o seu vínculo ao Estado português por causa de uma lacuna no novo regime jurídico dos professores no estrangeiro, denunciou um sindicato do sector. Em causa estão professores que trabalham nos Estados da Renânia do Norte/Vestefália, Renânia do Palatinado e Hesse, que assegu-

ram na totalidade a contratação dos docentes. “Trabalham a custo zero para as entidades portuguesas, mas mantêm o seu lugar na escola de origem e continuam como funcionários públicos portugueses”, explicou Teresa Duarte, secretária geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL). Página 7

5 de Outubro A Revolução sem cravos Há cem anos uma revolução pôs termo à velha monarquia para proclamar uma república. Foi no dia 5 de Outubro de 1910. Por isso, estamos a comemorar o centenário de uma república cujos valores e ideário, com múltiplas vicissitudes e significativos desvios, dos quais o mais traumático é a longa ditadura salazarista, sobreviveram até aos nossos dias. Página 10 Contra ventos e marés

Protecção social “do berço à cova”

Escultor Filipe Mirante inaugurou atelier e espaço para exposições Pág. 9

Alemanha discute subida da idade de reforma para os 70 anos Pág 3

Alemanha É brasileiro o primeiro restaurante a oferecer especialidades canibais Página 5

Desporto Carlitos assinou com Hannover

O extremo português Carlitos assinou um contrato válido por dois anos com o clube alemão Hannover, depois de ter representado os suíços do Basileia durante duas épocas. Página 7

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PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

PORTUGAL POST

Editorial Mário dos Santos

Agraciado com a medalha da Liberdade e Democracia da Assembleia da República Fundado em 1993 DIRECTOR: MÁRIO DOS SANTOS

CORRESPONDENTES ALFREDO CARDOSO: MÜNSTER ANTÓNIO HORTA: GELSENKIRCHEN JOÃO FERREIRA: SINGEN JORGE MARTINS RITA: ESTUGARDA JOSÉ PINTO NASCIMENTO: DÜSSELDORF KOTA NGINGAS: DORTMUND MANUEL ABRANTES: WEILHEIM -TECK MARIA DOS ANJOS SANTOS - HAMBURGO MICHAELA AZEVEDO FERREIRA: BONA ZULMIRA QUEIROZ: GROß-UMSTADT COLUNISTAS ANTÓNIO JUSTO: KASSEL CARLOS GONÇALVES: LISBOA DORA MOURINHO: ESSEN FERNANDA LEITÃO: TORONTO HELENA GOUVEIA: BONA JOSÉ EDUARDO: FRANKFURT JOSÉ VALGODE: LANGENFELD LAGOA DA SILVA: LISBOA LUIS BARREIRA, LUXEMBURGO MARCO BERTOLOSO: COLÓNIA MARIA DE LURDES APEL: BRAUNSCHWEIG PAULO PISCO: LISBOA RUI MENDES: AUGSBURG RUI PAZ: DÜSSELDORF TERESA COLAÇO: COLÓNIA ASSUNTOS SOCIAIS JOSÉ GOMES RODRIGUES: ASSISTENTE SOCIAL CONSULTÓRIO JURIDICO CATARINA TAVARES: ADVOGADA MICHAELA A. FERREIRA: ADVOGADA MIGUEL KRAG: ADVOGADO FOTÓGRAFOS: FERNANDO SOARES AGÊNCIAS: LUSA. DPA IMPRESSÃO: PORTUGAL POST VERLAG

Parar para pensar s vezes, quando paramos um pouco no nosso rame-rame diário em que a nossa preocupação é arranjar uns tostões para irmos sobrevivendo, materialmente falando, é claro, chegamos à conclusão que os nossos problemas são assim como problemazinhos de quem está mal habituado. E pensamos. Pensamos, por exemplo, naquela gente lá distante no Paquistão com problemas sérios; sofrimentos dolorosos, sem serem possuidores de nada a não ser o desespero; a fome e toda a miséria que nos leva a interrogar como é possível (sobre)viver no meio daquela catástrofe. Diante da TV, no sofá, assistimos às imagens impossíveis de seres humanos com rostos vazios e de olhos perdidos que, débeis física e psicologicamente, só

À

REGISTO LEGAL: PORTUGAL POST JORNAL DA COMUNIDADE PORTUGUESA NA ALEMANHA ISSN 0340-3718 • K 25853 PROPRIEDADE PORTUGAL POST VERLAG REGISTO COMMERCIAL HRA 13654 OS TEXTOS PUBLICADOS NA RÚBRICA OPINIÃO SÃO DA EXCLUSIVA RESPONSABILIDADE DE QUEM OS ASSINA E NÃO VEICULAM QUALQUER POSIÇÃO DO JORNAL PORTUGAL POST

é a mudança global do clima que traz consequências catastróficas. Dizem-nos ainda que este problema vem sendo causado pela intensificação do efeito estufa que, por sua vez, está relacionada ao aumento da concentração, na atmosfera da Terra, de gases que impedem que parte do calor no qual a luz se transforma volte para o espaço. Este processo de aprisionamento do calor é análogo ao que ocorre em uma estufa - daí o nome atribuído a esse fenómeno e também aos gases que possuem essa propriedade de aprisionamento parcial de calor, chamados de gases do efeito estufa dentre os quais se destaca- o dióxido de carbono (CO2) que provoca tragédias imensas como a do Paquistão ou tragédias caseiras, como por exemplo, os fogos que atormentaram países como Portugal ou a Rússia .

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sabem dizer Dêem-nos de comer e um pouco de agasalho. São vítimas daquelas cheias provocadas por um céu cheio de água que desabou sobre aquela terra e aquela gente. Meu Deus, como é possível que neste mundo haja tanta gente a sofrer? Esta e muitas perguntas ocorrem-nos ali, diante de uma TV plasma, no aconchego da casa que por mais humilde que seja é muito superior àquilo que aquela gente, lá longe, no Paquistão, tem. Dizem-nos que aquela catástrofe natural é imensa, uma das maiores de sempre. Dizem-nos também que aquela tragédia tem origem naquilo que se chama aquecimento global devido à abusada utilização das energias fósseis para fins industriais e particulares, isto é, para ser utilizado no momentâneo conforto dos países industrializados, cuja consequência

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ALEMANHA

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Depis de ter já decidido subir a idade do fim da vida activa de 65 para 67 anos

Alemanha discute proposta para subida da idade de reforma para os 70 anos Dois centros de reflexão alemães recomendam a subida da idade de reforma para os 70 anos, perante a baixa taxa da natalidade e os custos do sistema de protecção social “do berço à cova”. A Alemanha já decidiu subir a idade do fim da vida activa de 65 para 67 anos. Michael Huether, do think tank conservador IW, afirmou ao diário Rheinische Post que, “se se olhar para a cada vez maior esperança de vida e a cada vez menor taxa de nascimentos na Alemanha, a idade de reforma aos 70 será introduzida” mais cedo ou mais tarde. A proposta faz eco de uma avaliação similar da Comissão Europeia, que, em Julho, disse que os 27 Estados membros precisariam de elevar as idades de reforma para os 70 anos até 2060. O tópico está na agenda em toda a Europa, mas nenhum país está a planear ir além dos 68 anos.

Klaus Zimmermann, do think tank liberal DIW, disse ao diário Handelsblatt que “aumentar a duração da vida ativa para os 70 anos é a melhor maneira humana de lidar com o desafio”. Os críticos da ideia apontam que existem poucos empregos para os mais idosos, o que não lhes deixa outra alternativa que não seja precisamente a reforma. Esta tendência está também a verificar-se nos Estados Unidos,

onde mais pessoas decidiram reformar-se e pedir os benefícios da segurança social em 2009 – 2,74 milhões – do que em qualquer outro ano, devido a um anémico mercado de trabalho. O grupo alemão VdK, que expressa os interesses dos reformados, disse na quarta feira que apenas um quinto dos desempregados com 60 anos ou mais consegue encontrar emprego. A dirigente do VdK, Ulrike

Mascher, classificou de “utópica” a ideia de elevar a idade de reforma para os 70 anos e acentuou que um quarto dos alemães com idades entre 55 e 59 precisam de se reformar antecipadamente, porque estão demasiado doentes para trabalhar. O debate é complicado pelo facto de a força laboral alemã estar em redução significar que o país vai enfrentar uma aguda escassez de mão de obra em alguns sectores. A sugestão do aumento da idade de reforma para os 70 anos atiçou ainda mais o debate, desencadeado pela aprovação, em 2007, de uma lei que aumenta a idade de reforma dos 65 para os 67 anos, a partir de 2012 e até 2029. A ideia do aumento da idade que dá acesso aos benefícios totais para mais de 67 anos também tem circulado nos Estados Unidos, a par de cortes nos benefícios e aumento de impostos. Algumas estimativas apontam para a necessidade de cortar em 25 por cento os benefícios para os reformados norte-americanos dentro de uma década, se nada for

feito até lá. Na Europa, em todo o lado se verifica a tendência de envelhecimento da população. Enquanto presentemente existem quatro activos para cada reformado, em 2060 o rácio deve ser de dois para um. Porém, as respostas têm variado neste tema e as idades de reforma diferem. Se o governo francês luta para aumentar a idade de reforma de 60 para 62 anos, o inglês menciona a intenção de a subir para os 68 anos até 2040. No Reino Unido, tal como na Polónia e na Itália, os homens reformam-se aos 65 e as mulheres aos 60 anos. A Espanha e a Holanda debatem o aumento de 65 para 67, enquanto que em Portugal e na Dinamarca o limite está nos 65 anos. A Suécia tem um regime flexível, que permite que as pessoas se reformem entre os 61 e os 67 anos, mas o partido democrata cristão, que integra a coligação governamental, já propôs o alargamento para os 70 anos.

Alemanha vai permitir fabricação de medicamentos à base de Cannabis Especialistas na terapia da dor e associações de pacientes na Alemanha saudaram as intenções do governo para permitir o uso de medicamentos à base de Cannabis, planta consumida também em forma de marijuana ou haxixe. As bancadas parlamentares dos partidos que formam a coligação de governo na Alemanha CDU/CSU e FDP – acordaram em Berlim as bases para a legalização da Cannabis para fins medicinais. O ministro alemão da Saúde, Philipp Rösler, afirmou que vítimas de doenças como a esclerose múltipla, por exemplo, poderão fazer uso de tais medicamentos, a fim de minimizar o sofrimento e as dores causadas pela doença. Segundo o ministro, não é necessária, contudo, uma mudança nas leis para que esse tipo de medicamento passe a ser permitido no país, bastando, para tal, apenas um decreto de seu ministério. Rösler acredita que isso possa ser feito de maneira „relativamente rápida“, uma vez que autorizações semelhantes já existem em vários outros países europeus. Para a aquisição de tais medica-

mentos, salienta o ministro, deverá ser necessária uma receita especial para entorpecentes, a ser devidamente preenchida pelo médico. Os planos de mudança na legislação por parte dos partidos da coligação regulamentam o uso de tais medicamentos e prevêm que hospitais especiais para doentes terminais e unidades de tratamento ambulante da dor possam

manter doses de entorpecentes em farmácia para tratamento dos doentes. Boa notícia para doentes terminais Doentes terminais, associações de pacientes e defensores da Cannabis reivindicam há muito o uso da substância para fins medicinais. Consumido na maioria das vezes através de haxixe, o princi-

pal composto químico da Cannabis é o THC (tetrahidrocanabinol), considerado eficaz no combate à dor, como também no alívio dos sintomas provocados por doenças como o cancro e a esclerose múltipla. Segundo Eugen Brysch, diretor da Fundação Alemã de Hospitais Especiais para Doentes Terminais (Deutsche Hospiz Stiftung), diante da enorme dificuldade em conseguir medicamentos à base de Cannabis, muitos pacientes são hoje forçados a obter a substância por meios ilegais. A encarregada do governo federal para questões relacionadas às drogas, Mechthild Dyckmans, também elogiou a iniciativa de Berlim, considerada por ela „um passo importante“ no tratamento de doenças graves e pacientes terminais. Acesso apenas por receita médica Chegou a hora de limpar a imagem da Cannabis“, afirmou Gerhard Müller-Schwefe, presidente da Sociedade Alemã de Terapia da Dor. O novo decreto poderá, segundo ele, abrir um novo mercado de analgésicos no país. „Pois acontecem com frequência casos em que pacientes vítimas

de dores fortes necessitam de medicamentos à base de ópio no fimde-semana e as farmácias não podem disponibilizá-los, por não terem permissão de manter tais remédios em armazém“, salientou Müller-Schwefe. A organização „Cannabis como medicamento“ (ACM) criticou, contudo, a medida do governo, dizendo que, na prática, para os pacientes, a nova portaria não deverá implicar mudança alguma. Segundo Franjo Grotenhermen, director da organização, os partidos da coligação de governo decidiram apenas que um medicamento pode ser concedido, caso um representante da indústria farmacêutica entre com um pedido para tal. Até agora, observa Grotenhermen, há somente um pedido oficial para a fabricação de um remédio à base de Cannabis, a ser usado no combate da esclerose múltipla. „Pacientes vítimas de outras enfermidades não terão acesso aos medicamentos adequados“, diz ele. Hoje, remédios fabricados à base da Cannabis só podem ser obtidos com enorme dificuldade na Alemanha. Segundo informações fornecidas pela ACM, só há em todo o país 40 pessoas com permissão oficial para fazer uso desse tipo de medicamento.


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NACIONAL & COMUNIDADES

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

Hoquei em Patins Campeonato da Europa em Wuppertal com a participação da selecção Nacional

5 DE SETEMBRO - 1ª JORNADA 19:00 Alemanha –Inglaterra (Grupo B) 6 DE SETEMBRO - 2ª JORNADA 16:30 França – Suíça (Grupo A) 18:15 Espanha – Áustria (Grupo A) 20:00 Portugal- Itália (Grupo B)

7 DE SETEMBRO - 3ª JORNADA 14:45 Suíça – Áustria (Grupo A) 16:30 Espanha – França (Grupo A) 18:15 Alemanha – Itália (Grupo B) 20:00 Inglaterra – Portugal (Grupo B) 8 DE SETEMBRO - 4ª JORNADA 14:45 França – Áustria (Grupo A) 16:30 Espanha – Suíça (Grupo A) 18:15 Itália – Inglaterra (Grupo B) 20:00 Alemanha – Portugal (Grupo B)

A Selecção Nacional defronta a Itália na primeira jornada do Campeonato da Europa, a 6 de Setembro, pelas 20 horas, em Wuppertal, Alemanha. O país organizador encontra a Inglaterra, no dia anterior, às 19 horas, numa partida integrada também no grupo de Portugal. Ainda na ronda inaugural, igualmente a 6 de Setembro, a França tem como rival a Suíça, pelas 16.30 horas, enquanto a Espanha, campeã há cinco anos consecutivos, joga 9 DE SETEMBRO - 5ª JORNADA com a Áustria pelas 18.15 14:45 2º Grupo A – 3º Grupo B (jogo 13) horas. 16:30 1º Grupo A – 4º Grupo B (jogo 14) Nos dois seguintes da fase de 18:15 3º Grupo A – 2º Grupo B (jogo 15) grupos, Inglaterra e Alemanha 20:00 4º Grupo A – 1º Grupo B (jogo 16) são adversários de Portugal, igualmente pelas 20 horas. 10 DE SETEMBRO - 6ª JORNADA Seguem-se, depois, os cruza14:45 Derrotado j.14 – Derrotado j.15 (j. 17) mentos entre as equipas dos 16:30 Derrotado j.13 – Derrotado j.16 (j. 18) dois grupos, as meias-finais e 18:15 Vencedor j.14 – Vencedor j.15 (meia-final 1) a desejada final, no dia 11 de 20:00 Vencedor j.13 – Vencedor j.16 (meia-final 2) Setembro, pelas 20 horas, na qual se espera que Portugal 11 DE SETEMBRO - 7ª JORNADA recupere o estatuto de campeão europeu. O torneio 14:45 Derrotado j.17 – Derrotado j.18 será realizado na Uni16:30 Vencedor j.17 – Vencedor j .17 halle Wupertal- Eberfeld 18:15 Derrotado meia-final 1 – Derrotado meia-final 2 20:00 Vencedor meia-final 1 – Vencedor meia-final 2 (final) Albert-Einsteinstr. 20

Calendário

Plenário do CCP adiado por falta de verbas O plenário do Conselho das Comunidades Portuguesas (CCP), previsto para Novembro, foi adiado para Março ou Abril de 2011 por falta de orçamento, anunciou o presidente do CCP, Fernando Gomes. “O adiamento do plenário foi por motivos de ordem orçamental para o corrente ano”, lê-se num comunicado hoje divulgado pelo presidente do CCP. Em declarações à Lusa, Fernando Gomes disse que se man-

tém para este ano a reunião do Conselho Permanente das Comunidades Portuguesas (CPCP). O conselheiro lamentou ainda que o CCP tenha perdido a sua rúbrica para questões orçamentais, que foi transferida para a Direcção-Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas (DGACCP). Contactado pela Lusa, Louro Alves, da DGACCP, explicou que, na base deste adiamento, estão os “cortes orçamentais do Ministério

dos Negócios Estrangeiros (MNE)”, na sequência das medidas de contenção do Governo. “Houve uma redução das verbas e, em função disso, não é possível avançar com o plenário”, adiantou. O Conselho das Comunidades Portuguesas é o órgão de consulta do Governo em matéria de emigração, constituído por 96 conselheiros e tutelado por um Conselho Permanente, composto por 15 elementos.

Câmara de Comércio Luso-Alemã distingue parceria Fraunhofer Portugal A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã decidiu distinguir a instalação do primeiro Centro de Investigação  Fraunhofer em Portugal, a tribuindo o Prémio Mercúrio (2010) ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e à Sociedade Fraunhofer.

O Prémio Mercúrio, uma distinção anual destinada a salientar iniciativas com impacto nas relações bilaterais entre Portugal e a Alemanha, foi entregue, durante uma cerimónia promovida pela Câmara de Comércio Luso-Alemã, ao secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e a Georg Rosenfeld, director da Fraunhofer envolvido nas operações do consórcio alemão em Portugal. O novo Centro, designado

AICOS (Fraunhofer-Portugal Research Center for Assistive Information and Comunications Solutions), sedeado na Universidade do Porto, desenvolve actividades de investigação e desenvolvimento em tecnologias de informação e comunicação, com especial ênfase em actividades orientadas para a capacitação tecnológica das empresas sobre soluções inovadoras nas aplicação de novas tecnologias. As actividades do Centro arrancaram em Maio de 2008, como iniciativa conjunta entre a sociedade Fraunhofer e a Universidade do Porto, envolvendo actualmente 18 investigadores, incluindo 3 docentes da Universidade do Porto. Vinte por cento destes quadros são doutorados e 16 são bolseiros da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). O Centro acolhe ainda vários estudantes de Mes-

trado. Esta iniciativa foi resultado da colaboração estabelecida entre Portugal (através da Fundação para a Ciência e Tecnologia, FCT, e da Agência para a Sociedade do Conhecimento, UMIC) e a sociedade Fraunhofer (a rede de investigação aplicada alemã, que é a maior da Europa), como iniciada em 18 de Abril de 2007 como uma colaboração de longo prazo focada em tecnologias emergentes e no reforço das ligações ciência-industria. A sociedade Fraunhofer (Fraunhofer Gesellshaft), entidade pública alemã fundada há mais de meio século (26 de Março de 1947), compreende mais de 80 laboratórios de investigação, 59 dos quais na Alemanha, e a maioria dos seus quase 17000 colaboradores são cientistas e engenheiros.

António Carvalho, “romance“ de um patriota que não deve nada a Portugal Para emigrar, no Portugal dos anos 60, era preciso pagar um alto preço, ou melhor, um câmbio oficioso, mas real, como explica António Pereira Carvalho, emigrante em França. “O passador na fronteira de Chaves levou-me 4500 escudos, o custo de uma vaca, isto é, de dois bois”, recorda, sentado na Gare de Paris-Austerlitz, o sítio onde primeiro desembarcou em França, em outubro de 1968. Um funcionário bancário ou dos correios ganhava nessa época 2000 escudos. Um criado de lavrador, como era o adolescente António Carvalho, apenas 800. “Não podíamos viver. Impunha-se emigrar”. Emigrar pagava-se caro, sobretudo se a PIDE descobrisse ou se o “passador” traísse o trânsfuga – “corriam muitas histórias”, recorda o emigrante de Telões, Amarante. Ficar em Portugal, porém, era aceitar uma miséria que António Carvalho conheceu desde cedo e de que também decifra a taxa de câmbio. “Trabalhávamos duas horas para poder comprar uma sandes”. “Eu não devo nada a Portugal. Eles é que me devem a mim pelo sacrifício que eu lá fiz”. Leia-se, “lá” em Amarante, onde não teve sapatos novos até aos 18 anos, “lá” na Guiné, onde cumpriu “989 dias sob o regime salazarista”, “lá” em França, onde chegou apenas com um endereço em Sartrouville escrito num papel, e onde trabalhou 40 anos na construção civil. António Carvalho sempre tomou apontamentos de tudo, desde a “féria” da lavra, até ao número de emboscadas que sofreu na guerra da Guiné, exactamente 108, segundo a lista incluída em “O Patriota Português”, o seu livro de memórias publicado em 2009 numa edição de autor. “Como já tinha um rascunho do dia a dia, quando cheguei à idade da reforma recapitulei e assim concluí”, explica António Carvalho. No livro, conta o “romance de uma vida” e ajusta contas com uma vida áspera “vingada” na educação dos descendentes. “Nós não comíamos. Íamos a pé-nu, não tínhamos chancas, não tínhamos socas, não tínhamos sapatos e ficávamos na escola a tremer de frio”. António Carvalho apenas pôde fazer a 4.ª classe, numa época e numa geração “que teve pouca leitura”, mas o filho licenciou-se numa escola de elite francesa e é hoje um gestor de topo. O “romance” de António Carvalho é duro e curto, à medida do país onde nasceu e aonde, mesmo reformado, recusa voltar. “Uma

vida de suor e lágrimas desde o dia do meu nascimento até aos 64 anos de idade”, resume, no final do livro. Perante a avaliação do que foi mais violento – a fome em criança ou a guerra em jovem -, o emigrante regressa por momentos ao “sofrimento de criança”. “Mas como não registávamos bem, isso passou um pouco. Mais tarde, o sofrimento da guerra deu um traumatismo”, sublinha. “Não volto para Portugal de vez porque não agrada a ninguém ter sido escravo. Saindo de lá cheios de pulgas e piolhos e voltar para a mesma terra? Ainda há muita gente rude”, acusa António Carvalho. Ele sabe que Portugal mudou, que “não é a mesma coisa hoje. Mas também não é a mesma coisa do que estar num país que nos favorece outra vida”, remata. Já avô, o emigrante de Telões repete em cada novo neto a decisão “bloqueada” de quando nasceu o primeiro filho: “Aguentamos por aqui. E assim sucessivamente”.

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PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

SOCIEDADE

Contrabando: Homens e mulheres arriscavam a liberdade na raia por uma vida melhor

Alemanha: Restaurante brasileiro procura doadores para oferecer especialidades canibais

Muitos contrabandistas atravessaram durante décadas a raia, entre o Norte de Portugal e a Galiza, pela calada da noite e carregados de café, azeite, até máquinas de jogos e carros, arriscando a liberdade por uma vida melhor.

Era uma vida dupla a destes homens e mulheres, a maior parte agricultores que à noite trilhavam as serras com a mercadoria às costas num jogo de escondidas com os guardas fiscais e com os mais temíveis carabineiros espanhóis. Em Montalegre estas vivências passadas não se escondem. Contam-se entre sorrisos abertos e lágrimas que correm quando se rebuscam na memória as histórias da pobreza, da fome e dos tiros a que fugiram, sem ver por onde, na zona raiana. Bento Barroso, com 88 anos e

natural de Tourém, disse à Agência Lusa que nasceu “do nada”. Perdeu muito novo os pais e “ainda não tinha barba nem nada” quando começou a passar contrabando pela fronteira para “ganhar três pesetas”. Foi no final da década de trinta, numa altura em que trabalhava em Espanha. De regresso à terra Natal dedicou-se ao contrabando e tornou-se comerciante. “Nós passávamos aqui Mercedes, as máquinas que fazem os jogos nos casinos, coisas grandes. Era bem pago à Guarda Fiscal, não é? Houve umas épocas boas. Eu chegava a vender por semana talvez um camião de televisões e de rádios. E endireitou-se a vidinha, graças a Deus”, salientou. Bento Barroso referiu que o contrabando era, na altura, a única forma de ganhar dinheiro. “A lavoura era muito pobre”, sublinhou. Perante a vigilância dos carabineiros, “engendravam” sempre novas estratégias para atravessa-

rem a fronteira. “Aquilo tinha que se vigiar muito bem vigiado. A Guarda Fiscal estava do nosso lado e até indicava por onde deveríamos ir, mas os espanhóis eram maus de dobrar. Eles ganhavam bem, enquanto que o ordenado dos portugueses era pouco, não chegava para nada”, salientou. José da Arminda, 69 anos, garante que arriscou por algumas vezes a levar um tiro dos carabineiros. “Não havia dinheiro e tinha que se ir procurá-lo de noite por esses montes e sabe Deus com esses sacos de 60 quilos às costas. Atravessar rios e a chover na gente e tudo. Era uma vida muito ruim”, frisou. Em Tourém havia dois ou três negociantes e depois iam-se chamando pessoas conforme as mercadorias que era preciso transportar, de Portugal para Espanha ou em sentido inverso. José Pires, 74 anos, era um desses muitos homens que conci-

liava esta vida dupla. “De dia na lavoura e à noite no contrabando. Chegávamos a casa e em lugar de irmos para a cama íamos para o campo. Era perigoso. Naquela altura as autoridades, tanto espanholas como portuguesas, até levavam a gente presa”, salientou. Mas “mais bravos” eram os espanhóis que obrigavam a esconder e a perder muitas vezes a mercadoria. Entretanto, segundo Bento Barroso o mundo mudou “50 por cento e mais alguma coisa”. “Era só miséria. Agora tenho quatro ou cinco quartos de banho em casa, mas na altura não havia uma casa que tivesse um quarto de banho”, sublinhou. Tourém inaugurou em 2007 a Rota do Contrabando, que tem sido muito procurada pelos caminheiros que querem percorrer os 11 quilómetros por onde, durante décadas, clandestinamente portugueses e galegos faziam trocas comerciais.

Guarda Fiscal apanha contrabandistas em recreação em Montalegre

Momento de recreação. O cabo Afonso em plena acção. Foto: Lusa

D

ois contrabandistas foram apanhados pela Guarda Fiscal quando tentavam atravessar a fronteira, em Montalegre, com os burros carregados de mercadoria, em mais uma recriação da Rota do Contrabando que atraiu a Tourém 140 pessoas. Já quando a noite tentava dominar o dia, os guardas fiscais Afonso e Matias surpreenderam os dois contrabandistas perto da fronteira, por onde seguiam escondidos entre as giestas para Randín (Espanha). O cabo Afonso não fechou os olhos e disparou para o ar na tentativa de intimidar Joaquim

Afonso e Jaime Barroso, que tentavam passar com os burros carregados de bacalhau e café. Só que aos dois contrabandistas juntaram-se os 140 caminheiros que seguiam pela Rota do Contrabando de Tourém e às tantas “já nem houve impressos para tantas multas”. Os guardas foram obrigados a deixar seguir viagem e ainda “meteram” aos bolsos umas notas. “Foi difícil porque nós somos poucos agentes aqui no posto. Tive que trazer o Matias comigo e era muita gente a passar aqui a fronteira. Vimo-nos um pouco enrascados e nem tínhamos impressos

para fazer tantas multas, a verdade seja dita”, afirmou em tom de brincadeira o cabo Afonso, encarnado por Fernando Carvalho. O contrabandista Joaquim Afonso ficou sem a mercadoria, o bacalhau que levava para o almoço do dia seguinte mas, pelo menos, respirou de alivio, “salvou-se a burrinha”. Entre as dezenas de caminheiros, novos ou mais velhos, portugueses e espanhóis, da terra ou de longe, a gargalhada foi geral. Graça Alves, de Lisboa, não conseguiu contar a lágrimas de tanto rir e afirmou à Agência Lusa que adorou a recreação preparada pela Junta de Freguesia de Tou-

rém. Foi também da parte da apreensão da mercadoria que José Rodrigues, residente há pouco tempo na zona, gostou mais. “Da parte dos burros e dos guardas a apreender a mercadoria. Foi espetacular. Acho que na altura do contrabando se calhar não os apanhavam porque eles fugiam mesmo, não ficavam parados. Deixavam o burro e fugiam”, salientou o caminheiro. Manuel Ramos está de férias em Tourém e aproveitou para fazer a caminhada porque “é divertido”. Este filho de um antigo guarda fiscal garantiu que antes os guardas eram “um pouco piores” porque “não perdoavam tanto nem levavam assim o dinheiro”. Inaugurada em 2007, a Rota do Contrabando de Tourém tem sido muito procurada pelos caminheiros que querem percorrer os 11 quilómetros por onde, durante décadas, seguiram os contrabandistas, a maior parte agricultores das terras raianas, carregados dos mais diversos materiais. Já mais a sério, Jaime Barroso recordou à Lusa que começou logo que pôde com os sacos às costas a atravessar a fronteira, pela calada da noite, para ganhar mais algum dinheiro e sobreviver “aos tempos difíceis”. “Foi até abrirem as fronteiras. O bichinho ficou cá e ainda penso nisso muitas vezes. Esta iniciativa é engraçada porque assim as pessoas ficam a saber como se vivia na nossa terra”, salientou.

Um restaurante brasileiro que vai abrir brevemente em Berlim despertou a curiosidade, mas também a indignação, ao anunciar na sua campanha publicitária que procura doadores para oferecer especialidades canibais aos seus clientes. “Depois de um exame médico, pode decidir qual a parte do seu corpo que está disposto a doar”, diz na sua página de Internet o restaurante “Flimé”, cuja localização se mantém ainda em segredo. O estabelecimento tem ainda para download um formulário no qual se solicitam informações pessoais, como a identidade do doador, a idade, as possíveis doenças crónicas, o consumo de tabaco, drogas e álcool, peso e tipo sanguíneo e até se, no caso de uma mulher, está grávida. O proprietário do “Flimé”, o brasileiro Eduardo Amado, anunciou que o restaurante irá oferecer cozinha da cultura Wari, um povo canibal da selva amazónica, em conjunto com receitas clássicas brasileiras. “Seguindo o velho provérbio wari o importante para nós é que ‘comer é mais do que saciar a fome’”, afirma Amado no site, acrescentando: “Contemplamos a alimentação como um ato espiritual no qual se assume a alma e a força do ser que ingerimos”. O site do restaurante anuncia que o proprietário assume as despesas hospitalares dos doadores e revela que o “Flimé” será a sua primeira sucursal no estrangeiro, sendo que a sede se encontra na localidade de Guajara Mirim, na Amazónia ocidental. O restaurante “Flimé” tem a abertura prevista para dia 08 de Setembro. Publicidade


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OPINIÃO

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

Maria Teresa Duarte Soares

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades….. ….como dizia o poeta Luís Vaz de Camões. E assim, no EPE estamos a assistir a várias mudanças originadas pela tutela do Instituto Camões, que infelizmente não parece ter qualquer vontade de facilitar aos professores o exercício das suas funções. Muito pelo contrário. Começando por um concurso em que todos os docentes tiveram de se inscrever, mesmo que não quisessem concorrer – nunca foi esclarecido o porquê dessa exigência - e ao qual deveriam candidatar-se mesmo que não desejassem mudar de lugar - outra vez porquê, não se sabe - passou-se a um processo de avaliação do desempenho que deveria servir para efeitos de progressão na carreira mas agora parece que foi apenas para renovação de comissão de serviço –já é o terceiro porquê - o qual decorreu sem problemas de maior em vários países, com desonrosa excepção para Espanha/Andorra, onde a coordenadora resolveu transfor-

mar a avaliação em eliminação dos professores com os quais não simpatizava. Infelizmente, o Instituto Camões, cuja principal preocupação parecia ser cumprir os prazos estabelecidos, induziu professores em erro, dizendo que todos tinham direito a reclamar e que todas as reclamações seriam atendidas… . e foram, mas ficou tudo como estava, sem qualquer modificação positiva. Mais uma vez infelizmente, o Instituto Camões parece estar a viver uma realidade do ensino português no estrangeiro que pouco ou nada tem a ver com a realidade in-loco e o trabalho diário dos professores e alunos. Muda-se aquilo que talvez não fosse preciso mudar com tanta pressa, por exemplo, os coordenadores. Havia vários que conheciam bem o terreno e faziam bom trabalho, porque não deixá-los continuar mais algum tempo? Vê-se mudança, mas não se vê vontade em melhorar o sistema,

em criar boas condições de trabalho e aprendizagem para alunos e professores, em melhorar o status da disciplina de Português junto às entidades locais, em abrir mais cursos, em reduzir as monstruosas deslocações que muitos colegas fazem, em reduzir o número mínimo de alunos por grupo, o que evitaria as classes mistas, com três e quatro níveis diferentes. Eram estas as mudanças que os pais, alunos e professores gostariam certamente de ver, mas parecem não estar próximo. Falta de vontade dos responsáveis? Falta de conhecimento da realidade? Ou falta de vontade de conhecer uma realidade que para mudar para melhor necessita de trabalho duro e investimento económico? A última hipótese parece a mais certa. Uma mudança sem dúvida desagradável para os professores das chamadas “áreas alemãs”, isto é, os estados federados onde os professores de português são, ainda,

pagos pelas entidades locais.Estes colegas tinham tido até agora possibilidade de manter os lugares nas escolas de origem em Portugal e garantir a contagem do tempo de serviço requerendo uma licença sem vencimento de carácter anual,concedida através do Ministério da Educação. Ora como agora a tutela do EPE já não pertence ao ME mas ao IC, pensou este último que poderia dar ordens às escolas que dependem exclusivamente do Ministério e induziu os professores em erro, informando que poderiam requerer a referida licença por mais um ano. Desconhece-se o porquê dessa atitude, mas o resultado não deixa dúvidas. As escolas recusaram os pedidos, deixando apenas em aberto a opção da licença sem vencimento de longa duração, que não concede a contagem de tempo de serviço e implica a perca de vínculo à escola, o que significa que os professores atingidos têm duas alternativas: regressar, rapidamente ,

às suas escolas em Portugal, deixando a casa e a família na Alemanha, ou permanecer nos seus lugares , arriscando perder o pouco que ainda têm e a que têm todo o direito, pois nunca é demais lembrar que ensinam Português sem qualquer encargo para o nosso governo. O IC não parece preocupado. Está a estudar a situação. Nem sequer entrou em contacto com o ME, que teria poderes para a resolver, se tivesse vontade. E qual a vontade de iniciar um ano lectivo com tantas incertezas e dúvidas no passado e mais no futuro? O quadro está bastante negro, o futuro do EPE incerto. Como sempre, serão a boa vontade e o empenho dos pais, alunos e professores, porque realmente acreditam na validade deste ensino, as maiores garantias de que as aulas vão continuar, independentemente das boas ou más vontades e de todas as mudanças que o futuro possa reservar .

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COMUNDADES-ALEMANHA

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

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Sindicato do sector denuncia

Tschüss

Nove professores de português em risco de perder vínculo ao Estado

Cônsul-Geral em Düsseldorf de malas aviadas para Portugal

Teresa Duarte, secretária geral do Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas (SPCL).

Nove professores de português na Alemanha estão em risco de perder o seu vínculo ao Estado português por causa de uma lacuna no novo regime jurídico dos professores no estrangeiro, denunciou um sindicato do sector. Em causa estão professores que trabalham nos Estados da Renânia do Norte/Vestefália, Renânia do Palatinado e Hesse, que asseguram na totalidade a contratação dos docentes. “Trabalham a custo zero para as entidades portuguesas, mas mantêm o seu lugar na escola de origem e continuam como funcionários públicos portugueses”, explicou Teresa Duarte, secretária geral do Sindicato dos Professores

nas Comunidades Lusíadas (SPCL). De acordo com a sindicalista, desde 2006 todos os professores no estrangeiro tinham de pedir uma licença sem vencimento anual às escolas de origem. “Agora, há um outro regime jurídico e estamos com a figura jurídica da comissão de serviço, que prevê que a pessoa possa manter o seu lugar em Portugal sem ter de pedir nenhuma licença sem vencimento”, explicou. Teresa Duarte disse que, “para a grande parte dos professores, isso é positivo, mas para os professores que têm contrato com entidades alemã tornou-se um grande problema porque as escolas recusam-se a dar licenças sem vencimento porque é uma figura que deixou de existir”.

União Lusitana Rhein Necker e.V Estão abertas as inscrições Informa Torneio de Futebol

“Acontece que em Maio, o Instituto Camões (que tutela o ensino do português no estrangeiro) deu instruções à coordenação para que os professores que tenham contrato com as entidades alemãs peçam por mais um ano às suas escolas de origem a licença sem vencimento”, acrescentou. Sem essa licença, os professores “renunciam à sua qualidade de funcionários do Estado português, perdendo o vínculo às suas escolas em Portugal, perdendo também o direito à contagem de tempo de serviço, ou mantêm essa situação abandonando a sua casa e a sua família, apresentando-se nas escolas de origem em Portugal no próximo dia 01 de Setembro”, afirma o SPCL em comunicado. Teresa Duarte denunciou ainda as avaliações de desempenho feitas aos professores de português em Espanha e Andorra, afirmando que foram “extremamente incorrectas”. “O processo de avaliação correu bem em todos os países excepto em Espanha”, acrescentou. A sindicalista referiu-se em específico ao caso de uma professora em Andorra, a dois anos da reforma, que foi vítima “da má-fé da coordenadora” que lhe deu “insuficiente”, impedindo-a assim de trabalhar no próximo ano lectivo. A professora questionou ainda a avaliação, afirmando que uma das críticas que lhe foram apontadas foi a de que “não tem competência pedagógica”. “Quem disse isto nunca foi professora e não assistiu a uma única aula minha”, sublinhou. Até à altura do fecho de redacção não foi obter explicações do Instituto Camões para estes dois casos. Publicidade

Para equipas não federadas INSCRIÇÕES ATÉ 1DE OUTUBRO A direcção gostaria de fazer deste dia, para alem do evento desportivo, um dia de convívio entre a comunidade Portuguesa local, bem como com toda a comunidade que se desloque a Weinheim. A todas as Associações ,Centros, Clubes Portugueses, Empresas e outros. Endereçamos o convite a todos aqueles que gostam de praticar futebol para participarem neste evento, pois trata-se de um Torneio onde qualquer grupo de amigos pode formar uma equipa , fazer uma inscrição e participar. Aumentando assim o número de equipas portuguêsas a participar neste Torneio. Pode pedir toda a informação sobre este torneio pelo email da nossa Associação : uniaolusitana@t-online.de Bem como pelo nr. de telm. 01736740561( Vitor

O Cônsul-Geral de Düsseldorf, João Weinstein, foi exonerado do cargo por despacho do Secretário de Estado das Comunidades. De acordo com despacho do Diário da República, João Weinstein, que deixou o cargo no final de Agosto, é transferido para os Serviços Internos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Para o seu lugar, o Secretário de Estado nomeou a diplomata Maria Manuel Quintela Baptista Durão Cônsul-Geral do posto em Düsseldorf. Fonte ligada aos meio diplomáticos disse-nos que a nova cônsul é tida como “uma pessoa de bom senso que poderá trazer estabilidade à forma como o consulado foi dirigido” até à saída do consul João Weinstein. A não nomeação de João Weinstein para outro consulado é também vista por algumas pessoas com quem falámos como consequência do incómodo que causou ao lidar com alguns casos, como por exemplo, o facto de o excônsul “querer resolver assuntos internos em reuniões públicas”. Um dos exemplos apontados tem

João Weinstein a ver com a questão da falta de um Docente de Apoio Pedagógico no consulado, questão trazida a público numa reunião convocada em Junho, o que levou a Federação de Associações a ameaçar fazer manifestações de rua. Recorde-se que o cônsul iniciou as suas funções em Düsseldorf no ano de 2006

Futebol Carlitos assina dois anos pelo Hannover O extremo português Carlitos, que representou o Basileia, da Suíça, nas últimas três épocas, assinou um contrato válido por dois anos com o Hannover, da Liga alemã de futebol. Carlitos inicia a sua terceira experiência no estrangeiro, depois do Basileia e do Sion, ao qual chegou por empréstimo do Benfica em 2006/07. Em Portugal, iniciou a carreira no Amora (2000-2002), passou pelo Estoril (2002-2004) e rumou então ao Benfica, no qual fez apenas uma época completa (2004/05), antes de ser emprestado ao Vitória de Setúbal (2005/06). „Estou ansioso por jogar pelo Hannover na ‘Bundesliga’ e acho que posso ajudar a equipa“, disse o português, de 27 anos, que vai ser companheiro do compatriota Sérgio Pinto no conjunto alemão. Carlitos é a primeira de „duas ou três contratações“ prometidas pelo presidente do Hannover, Martin Kind, antes da derrota de sábado à noite com os espanhóis do Valência (2-1), em jogo particular. „Estávamos a observá-lo há algum tempo. Sabe jogar com os dois pés e tanto na ala esquerda

como na direita, bem como no centro do meio campo“, afirmou o director desportivo do Hannover, Jorg Schmadtke. „Carlitos vai ajudar-nos com o seu olho para o golo e com a sua versatilidade“, acrescentou. Carlitos, que marcou 11 golos em 76 jogos com o Basileia, vai juntar-se aos novos companheiros na terça-feira, nos trabalhos de pré-temporada.


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COMUNIDADE - ALEMANHA

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Chegou à Alemanha em 1960

Emigrante festeja cinco décadas de vida em Hamburgo Não foi o primeiro, mas dos primeiros emigrantes portugueses a chegar a Hamburgo há 50 anos. O emigrante António Rapaz, reformado e ainda residente em Hamburgo, deixou o país corria o ano de 1960, 15 anos depois de ter terminado a segunda guerra que deixou a Alemanha completamente arrasada Nascido em Peniche em 1941, António Rapaz,“insatisfeito com o regime ditatorial vigente na altura em Portugal”, partiu de Portugal em Junho de 1960, tinha apenas 18 anos de idade. O destino era Paris, à procura “da liberdade e de uma vida melhor”, onde permaneceu três meses, vindo a abandonar a capital francesa rumo a Hamburgo porque “em paris não tinha grandes perspectivas”, chegando a Hamburgo numa manhã de segunda-feira, marcava o calendário o dia 19 do mês de Setembro de 1960. Sem falar nada alemão, o jovem emigrante trabalhava de dia em fábricas e à noite visitava a

Berliz-School, com a finalidade de aprender o elementar da língua teutónica para se pode defender no na rua e no trabalho. Em Maio de 1961, como já se dominava a língua alemã, foi trabalhar de electricista para os estaleiros navais do Howaldtswerk e depois na Deutsche Werft, Hamburgo, até Novembro de 1964. Nessa altura trabalhava cerca de 12 horas diárias. Ganhou dinheiro suficiente para, mais tarde,

poder trabalhar menos e frequentar uma escola de dia de forma a poder melhorar o conhecimento da língua alemã. De Novembro de 1964 até Novembro de 1967 trabalhava de noite na Axel Springer Verlag (editora do Bild Zeitung) das 22h00 às 03h00 horas da manhã. Isso davalhe a possibilidade de estudar o alemão durante o dia na Volkshochschule, tendo também aprendido em seis semanas a escrever à máquina com os 10 dedos sem olhar para o teclado. Como por essa altura (com sete anos de Alemanha) já se sentia familiarizado com o idioma e os hábitos deste país, decidiu começar a trabalhar na área comercial e até Setembro de 1970 trabalhou na companhia de navegação “Paul Günther, Hamburgo, na secção de controlo e desenrolamento de cargas nos navios para vários portos de Portugal, Espanha, África, América do Sul e Asia”. A 1 de Outubro de 1970 o Banco do Brasil abriu uma sucursal em Hamburgo onde se empregou para melhorar a sua situação

social e financeira. Cinco meses depois deixou este banco “por querer trabalhar apenas em casas comerciais alemãs”. A 1 de Abril de 1971 começou a trabalhar no Deutsch-Südamrikanische Bank AG. onde permaneceu trinta e três anos até à sua reforma, quer dizer, até ao dia 31 de Outubro de 2004, tinha então 63 anos de idade. António Rapaz também colaborou nas actividades da comunidade lusa em Hamburgo, pertencendo em 1968 à direcção da extinta Associação Portuguesa em Hamburgo (APH). Também em 2004 chefiou uma comissão com o fim de sanear a calamitosa situação financeira da APH, que viria a não dar resultado devido à situação de banca rota em que a associação se encontrava. Para recordar toda a sua vida passada em Hamburgo, António Rapaz vai festejar com a família e seus amigos os seus 50 anos de presença em Hamburgo. A festa será realizada no próximo dia 19 deste mês, um domingo, nas instalações do Clube recreativo Português de Harburgo. MS

PSD reforça a sua área de influência na Alemanha A secção do PSD na Alemanha vai criar núcleos em Arnsberg (NRW), Osnabrück e Nürenberg. De acordo com uma informação do presidente da secção do partido, Artur Amorim, o PSD regista desde há algum tempo para cá um crescente no que se refere à adesão das pessoas. Para isso contribui o trabalho da sua secção e das reuniões que amiúde se fazem. O PSD é, neste momento, o maior partido da oposição e com a eleição do seu dirigente máximo, Passos Coelho, registou, segundo as sondagens, uma aumento nas intenções de voto. Para alem do PSD, os partidos organizados no seio da comunidade lusa são o Partido Comunista e o Partido Socialista.

Caro/a Leitor/a: se o seu exemplo é semelhante ao do nosso leitor António Rapaz, não hesite em contactar-nos para também lembrar e escrever a sua vinda para a Alemanha. Família da vitima respira de alívio

Violador de Verl já está na prisão O violador de Verl de uma menina, Manuel R., foi notificado para se apresentar na prisão para cumprir a pena de seis de prisão a que tinha sido condenado. Conforme referiu o PP na passada edição, o advogado de Manuel R. tinha conseguido o adiamento da detenção do seu cliente para cumprir a pena “devido aos seus problemas de saúde”, o que tinha indignado os pais da menina agredida sexualmente. Sem saberem o que fazer, os pais da vítima recorrem à imprensa para denunciar a situação e falaram com dois jornais: o PORTUGAL POST e Westfalen Blat. Cerca de dois dias após a divulgação do caso nos jornais, o procurador de justiça de Bielefeld revogou o adiamento de detenção, que foi inicialmente aprovada até ao final deste ano. Ao mesmo tempo notificou o condenado a comparecer na prisão para cumprir a sua sentença. Foi, assim, graças pressão da opinião pública depois do assunto ter sido denunciado pela imprensa que o procurador respondeu ordenou a prisão de Manuel R.. Inicialmente, o argumento para a sua não detenção era “que não havia na Alemanha prisões para acolher o detido que sofre de

Dixit

“ O violador de Verl Manuel R., diabetes, hipertensão e demência”. „Estamos muito aliviados!“, Disse a mãe da menina que foi violada várias em 2008 por Manuel R. A menina, desesperada, “que já havia havia perdido a fé na justiça quer agora esquecer toda a história o mais rapidamente possível.“

Cartão de Cidadão já é emitido em Dusseldorf, Frankfurt e Osnabrück

As acções da FAPA

Antes de ir de férias quero informar que o assunto da falta do docente de apoio no Consulado e a situação da substituição dos professores que deixaram o ensino o Português se está a resolver. Como falado depois da reunião dia 20.06 no consulado foi preparado uma carta para enviar ao Embaixador assim com ao Secretário de Estado. Durante a preparação da carta ouve informações que o assunto já estava a ser tratado pelo Instituto Camões. Decidi-mos assim esperar com o envio da carta Recebemos do consulado nestes dias a informação que o Instituto Camões informou que o lugar do docente de apoio em Düsseldorf iria ser ocupado assim como já foi aberto o concurso para ocupar as vagas dos professores que saíram. Vamos agora esperar até início de Setembro para depois ver como está o assunto, esperando que não seja necessário acções da nossa parte. In E-mail posto a circular pelo presidente da FAPA, Vítor Estradas

Depois de Hamburgo e Estugarda, agora também os postos consulares em Dusseldorf, Frankfurt e Osnabrück estão tecnicamente preparados para emitir o cartão de cidadão. O cartão de cidadão constitui título bastante para provar a identidade do titular perante quaisquer autoridades e entidades públicas ou privadas, sendo válido em todo o território nacional. O cartão de cidadão contém os dados de cada cidadão relevantes para a sua identificação e inclui o número de identificação civil, o número de identificação fiscal, o número de utente dos serviços de

saúde e o número de identificação da segurança social. A obtenção do cartão de cidadão é obrigatória para todos os cidadão nacionais, residentes em Portugal ou no estrangeiro, a partir dos 6 anos de idade ou logo que a sua apresentação seja exigida para o relacionamento com algum serviço público. Entretanto, o Consulado Geral em Hamburgo divulgou o seu novo horário de atendimento: De segunda a quarta-feira das 9h00 às 14h00. Quintas, das 9h00 às 17h00 e sextas das 9h00 às 13h00


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Escultor Filipe Mirante inaugura atelier e espaço para exposições

26 do passado mês de Junho,

Filipe Mirante abriu ao mundo Aa forma do seu sonho: a inauguração de um atelier e de um espaço de mostra de arte, da sua e de outros artistas. Filipe Mirante, alentejano nascido em Borba no ano de 1955, escultor de pedra mármore, que o amor trouxe para Alemanha há cerca de 20 anos. Aqui assentou arraiais e começou a esculpir mármore que importa do seu Alentejo, dando-lhe as mais variadas formas apuradas numa inspiração cuja fonte será, dizemos nós, a busca da perfeição e da serenidade. Nas suas mãos, toneladas de mármore em bruto conseguem formas como se a pedra fosse maleável e tivesse nascido para encantar.

Perfis e bustos de corpos femininos; estátuas de longas formas sinuosas de mármore tão veludo como a seda são as obras que todo o visitante pode apreciar na sua nova e espaçosa galeria. Filipe Mirante é um artista autodidacta. Quem o conhece dirá que o seu talento e a sua sensibilidade nascem da sua forma simples e humilde de ser, tal como os verdadeiros artistas que vivem de e para a sua arte. Muitos dos seus trabalhos estão patentes em várias partes da Alemanha. A chanceler Merkel já posou ao lado de uma sua obra. O espaço inaugurado que criou no passado dia 26 de Junho foi também fruto das suas mãos. A ele, Filipe Mirante, ajudado pela sua mulher, Margit Mirante, entregou-se na sua restauração du-

rante cerca de sete anos, transformado a velha quinta em local de Arte. Para além da galeria de exposições, no espaço funciona também o seu atelier onde o artista, com as ferramentas de escultura, dedica os dias a criar. Filipe Mirante recorda-nos que o espaço era uma pequena quinta com celeiros e casa dos lavradores que adquiriu fazendo dela uma atracção cultural da região. Lá se organizam Workshops, cursos, exposições de pintura e fotografia. No dia da inauguração, Filipe Mirante teve o prazer de receber amigos, admiradores, artistas, autoridades alemãs, o vice-cônsul de Portugal para lhes mostrar, não sem orgulho, o fruto de sete anos de trabalho transformado num espaço que veio enriquecer cultu-

O artista na companhia de algumas personalidades presentes na inauguração: (da esq. para a dir.) : Marcus Held, presidente da Câmara Municipal de Oppenheim, Thomas Günther , deputado regional e presidente da Câmara Municipal de Nierstein, Margit Mirante, esposa do escultor, Klaus Penzer, presidente da área regional Nierstein-Oppenheim), Filipe Mirante, Abílio Dias Ferreira, Vice-Cônsul de Portugal em Frankfurt, Gerhard Heldpresidente da Junta de Freguesia de Friesenheim), Gabriela Pavón de Naumann, pintora. ralmente a localidade e a região. Orgulhoso da sua obra, Filipe Mirante também dirigiu um convite à Embaixada de Portugal em Berlim, convite esse confirmado e desdito à última hora sem se apresentar razões que desculpassem a ausência de alguém da embaixada num evento que não prestigia apenas a cultura, como também o país e a sua valiosa pedra mármore. Desiludido com a escusa da embaixada, Filipe Mirante continua a granjear reputação de homem de arte junto do público,

dos artistas e das entidades oficiais alemãs. O seu amor pela sua terra não vai esmorecer pela falta de reconhecimento de quem tem responsabilidades na embaixada em proteger a arte e os artistas portugueses. Melhor é fazer aqui um convite a todos os interessados em conhecer o espaço, os trabalhos e o artista na sua galeria ou na seu atelier. Verá que não deixará de ficar surpreendido e orgulhoso nos homens da arte que a comunidade lusa tem na Alemanha. MS

Fala o Leitor

GENTE Teresa Crawford Cabral , pintora radicada na Alemanha, Dortmund, desde 1985, é uma artista cuja obra tem sido objecto de admiração e de elogio entre a Alemanha e Portugal, vendo uma das suas obras a classificar-se nos primeiros lugares de um concurso mundial em que concorreram cerca de três mil quadros. Licenciada em filosofia na FLUL, Teresa Crawford Cabral tem uma passagem pelo jornalismo e, nos finais dos anos oitenta, trabalha como monitora cultural serviço do Círculo Português de Artes e Ideias.. Em 1994 reata o percurso iniciado e orientado para as artes plásticas e gráficas,. Estuda Design Gráfico e Comunicação Visual na Fachochschule Dortmund, desenvolvendo paralelamente actividade na produção teatral na área do design gráfico. Da sua biografia consta uma exposição individual na Casa das Mudas, Madeira, do espólio adquirido pela Colecção Berardo.

Óbito Faleceu o padre Franciscano da Luz Faleceu no último dia 1 de Agosto,no Seminário Franciscano da Luz, em Lisboa,onde residia desde que,depois de 27 anos de serviço na Missão Católica de Ulm-de 1972 a 1999,missão essa que engloba as comunidades de Ulm,Ravensburg,Wangen,Reutlingen,Weilheim e KirscheimTeck e Bad Urach, o Sr. Padre João Soares. Regressou a Portugal já com 82 anos e com a saúde abalada. Tinha 92 anos e faria 93 no dia 7 desse mês. O Padre Soares, como era carinhosamente conhecido, deixou obra meritória e muitos e verdadeiros amigos que, na altura, lhe prestaram homenagem em todas os locais onde exerceu a sua missão de sacerdócio (lembro-me que em Ravensburg se realizou uma festa de despedida que teve presença de representantes das Câmaras Municipais, das assem-

bleias municipais e da Igreja das cidades de Ravensburg e Weingarten) e com cobertura jornalistica do maior jornal aqui publicado. Recordamos o Sr. Padre Soares com saudade, pessoas simples de gostos simples e,também,um grande Sportinguista. Conforme era uma alma justa,assim encontrará um lugar no reino dos justos. No próximo dia 12 de Setembro,próxima missa em língua portuguesa em Ravensburg,será celebrada por sua alma e recordálo-emos,mais uma vez,com muita saudade e não o esqueceremos nunca. Chegou a hora do adeus,Padre Soares já partiu com fé e confiança do mundo se despediu. Partiu com a esperança de no céu ir morar Não mais o esqueceremos e por ele vamos rezar Maria do Céu Campos Ravensburg


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A NOSSA HISTÓRIA

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5 de Outubro A Revolução sem cravos Há cem anos uma revolução pôs termo à velha monarquia para procla-

mar uma república. Foi no dia 5 de Outubro de 1910. Por isso, estamos a co-

memorar o centenário de uma república cujos valores e ideário, com múlti-

plas vicissitudes e significativos desvios, dos quais o mais traumático é a

longa ditadura salazarista, sobreviveram até aos nossos dias.

Joaquim Peito

Numa lógica populista, os líderes republicanos tudo fizeram para capitalizar os efeitos do redigício: criaram fundos de ajuda aos familiars dos autores do atentado e guindaram-nos ao estatuto de mártires da liberdade. Após a morte de D. Carlos I, sucedeu-lhe no trono o seu segundo filho D. Manuel II. Cada vez mais isolada do resto da sociedade, a monarquia oscilou entre a reforma e a repressão, mostrando-se incapaz de apaziguar o descontentamento

monarquia. Os êxitos dos revoltosos na Rotunda, o bombardeamento do Palácio das Necessidades e do Rossio, assim como a notícia da fuga da família real para o estrangeiro (colocando um ponto final ao reinado da dinastia de Bragança, no trono desde 1640), lançam o desânimo entre a tropa leal ao governo. Na manhã do dia 5 de Outubro, a república é proclamada nos Paços do Concelho ao país “ por telégrafo”.

garantir a ordem pública e obter o reconhecimento das potências internacionais. Algumas reformas há muito prometidas foram introduzidas: uma Constituição mais democrática, a abolição dos vestígios do antigo regime (Câmara dos Pares, títulos da nobreza, etc), a lei de separação da Igreja e do Estado, a laicização da vida social, a consagração do direito à greve, a lei do divórcio. Muitas destas medidas suscitaram uma forte animosidade junto

popular. Vitoriosos nas principais cidades nas eleições de Agosto de 1910, os republicanos sabiam que o sistema eleitoral jamais lhes permitiria aceder ao poder pela via legal e, a partir do Verão, desenvolveram contactos conspirativos para o derrube da

A proclamação da república não trouxe estababilidade a Portugal

dos sectores mais conservadores da sociedade, os quais, em articulação com a Igreja Católica, tudo fizeram para minar a estabilidade do regime republicano. Embora o novo regime trouxesse melhorias significativas no domínio da educação e dos direitos sociais, o facto é que as contí-

nuas mudanças de governo, o clientelismo e o ambiente de escândalos e intrigas continuaram a marcar, pela negativa, a vida do país. A república revelou-se incapaz de travar a crise do estado liberal e viveu mergulhada numa instabilidade permanente. Entre 1911 e 1926, houve 20 revoluções e golpes de estado, 8 presidentes e 44 governos. De facto, a I República nunca conseguiu estabelecer um diálogo aceitável com o operariado nem soube resolver os conflitos existentes no seio das suas elites. Esta crispação social agudizou-se nos anos que se seguiram à I Grande Guerra. Desde a sua génese, o 5 de Outubro foi tudo menos uma revolução com cravos. E o resultado, foi um golpe militar. As Forças Armadas anularam a Constituição e implantaram um regime autoritário com a subida ao poder de Salazar. Sob o Estado Novo, os portugueses viveram privados da liberdade e da democracia, situação que só viria a alterar-se com o 25 de Abril de 1974. Mas desta vez, a revolução foi com cravos. Não é possível passar este dia sem olharmos para nós. Mas podemos fazê-lo com consciência. E simplicidade. Devemos aproveitar esta comemoração para melhor ligar o passado com o futuro. E em tempos de „crises“ de valores e de referências, esta comemoração serve para relembrar o passado, que, pelo seu valor simbólico, permite consolidar a nossa memória colectiva e a nossa identidade nacional. Mas, sobretudo, deve proporcionar uma reflexão crítica sobre o presente para desbravar caminhos para uma República que respeite e cumpra, efectivamente, o seu ideário e os seus valores. Uma República da dignidade, da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da democracia. Quem housa dizer que já passou à História?

O Portugal arcaico, rural de 1910 – Algumas realidades para nos darem uma imagem do tempo: Cinco milhões de habitantes com índices de miséria proporcionais, seis em cada dez eram agricultores, com cerca de 80% de analfabetos. Era o tempo de uma sardinha para quatro, à refeição familiar. Publicavam-se cerca de 500 jornais: se era a média dos países europeus, a sua tiragem era muito inferior. O comboio, Lisboa/Porto, levava 12 horas, a cavalo eram necessários três dias, e, de carro, ia-se a uma velocidade de 20/30 Km/h. Havia 30 telefones no país, e um cinema em Lisboa; as casas, mesmo nas cidades, não tinham saneamento nem água. O descanso semanal havia chegado em 1907. O regicídio abala a monarquia Após a insurreição desencadeada a 4 de Outubro, a república foi proclamada em Lisboa no dia seguinte em 1910. As aspirações democráticas e republicanas encontravam-se em gestação na sociedade portuguesa desde meados do séc. XIX e, depois do trauma nacional provocado pelo ultimato britânico de 1890, a revolta de 31 de Janeiro, a ditadura de João Franco e uma intolerância crescente à monarquia que culminaria com o regicídio, receberam um impulso irresistível. Em 1908, o assassínio de D. Carlos I e o delfim Luís Filipe em plena rua por dois membros de uma organização secreta fundada nos finais do séc. XIX, a partir de um ramo da Maçonaria académica, a Carbonária não produziu a onda de indignação que os indefectíveis da monarquia talvez esperassem. Tratou-se do primeiro regicídio ocorrido na história de Portugal.

Acima de tudo, Informação.

O governo provisório, chefiado pelo professor de literatura Teófilo Braga, procurou cumprir os principais pontos do programa republicano, consolidar o regime,

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DOIS AMORES

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

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Parlamento – Paulo Pisco, um estranho caso de um deputado verde e encarnado Um adepto do futebol que divide as afinidades entre Benfica e Sporting é uma improbabilidade semelhante à de ganhar o Euromilhões, mas a verdade é que existem, um deles deputado da Assembleia da República, o socialista Paulo Pisco.

Eleito pelo círculo da Europa, Paulo Pisco é um (muito) invulgar adepto dos dois grandes rivais de Lisboa, por culpa de um tio „doente pelo Sporting“, nos tempos do ciclista Joaquim Agostinho, e um pai, menos doente, do Benfica.

„Como ocorre como todas as crianças, fui oscilando na minha infância entre Benfica e Sporting, até que me fixei... nos dois. Desde que me conheço senti esta simpatia pelos

dois clubes da minha cidade“, confidencia Paulo Pisco, orgulhoso pela diferença. O deputado do Partido Socialista salienta que Benfica e Sporting „são dois grandes

clubes populares que arrastam muita gente e implicam ódios e paixões“, mas o original adepto sempre se manteve „pela moderação“. Paulo Pisco reconhece que

esta dupla afeição gera, por vezes, alguma estranheza e inspirou mesmo uma crónica do camarada, e amigo, José Lello, quando o também deputado socialista, sócio do Boavista, colaborava com o diário desportivo A Bola. „(José Lello) Achava aquilo muito estranho“, diz, no meio de sorrisos. „Tenho amigos dos dois clubes. Alguns fanáticos e radicais, que gostam que o rival perca. Eu acho isso um pouco irracional. Um radicalismo que não partilho. Prefiro que ganhem os melhores. É ponto de honra não querer mal a nenhum clube“, revela. Publicidade


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PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

Aos talentos musicais

Abertas inscrições para o Lusavox As inscrições para a quarta edição do festival de música Lusavox estão abertas a partir de agora, estando previsto que a grande final do concurso decorra em Novembro, anunciou o gabinete do secretário de Estado das Comunidades. Os concorrentes interessados devem enviar as suas músicas originais para o site www.lusavox.pt ou entregá-las nos consulados portugueses. Numa iniciativa do gabinete do secretário de Estado das Comunidades, o Lusavox é dirigido aos portugueses e luso-descendentes que residem no estrangeiro e pretende descobrir talentos musicais nas comunidades portuguesas. Este ano, o festival terá como director musical o músico Luís Represas. Depois de em edições anteriores ter passado por Braga, Porto e Algarve, a cerimónia da quarta edição do Lusavox deve realizar-se no Funchal, ilha da Madeira. As letras das canções concorrentes não têm de ser todas em português, mas o regulamento prevê que, pelo menos, uma estrofe tem de ser em língua portuguesa. Os participantes no concurso têm de estarem inscritos no consulado há pelo menos um ano. Do Lusavox vão sair dois vencedores: um eleito pelo público, que irá receber cinco mil euros, e outro eleito por um júri, que irá gravar um CD. O Lusavox é uma iniciativa do Governo português em parceria com a Valentim de Carvalho, o portal Sapo e a RTP.

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PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010 AS MAIORES FORTUNAS DA ALEMANHA

O rei alemão dos parafusos Reinhold Würth transformou a companhia de venda de parafusos por atacado de seu pai em um gigante multinacional. Hoje em dia, o sexto alemão mais rico da Alemanha está colhendo os frutos de seu trabalho coleccionando arte e andando na sua moto Harley-Davidson. O Grupo Würth, que comercializa e distribui todos os tipos de parafusos, chaves de fenda e tubulações para água potável, é uma das maiores histórias de sucesso na Alemanha do pós-guerra. A empresa com sede no Estado de Baden-Württemberg registou um volume de vendas de 6,2 bilhões de euros em 2004 e emprega cerca de 47 mil pessoas em 81 países. Muito deste sucesso pode ser atribuído a Reinhold Würth, que, mesmo sem ser o fundador da companhia, é o homem que transformou a empresa de uma pequena cidade provinciana em um império com mais de 340 empresas. Isso tudo começou com parafusos. Corria o ano de 1945, e

Reinhold Würth diante da Galeria de Arte Würth, em Schwäbisch Hall

struídas após a guerra, e parafusos tinham uma grande procura. Würth concentrou-se em uma rede de pequenas oficinas e artesãos, e nunca dependeu só de alguns clientes de grandes indústrias, para evitar que fizessem pressão para reduzir os preços. Würth foi o pioneiro em novas técnicas de administração. Ele descentralizou, por exemplo, a tomada de decisões. Würth é reconhecido como criador de um sentido de corporativismo que motivou os empregados e impulsionou os lucros. Ele chegou a organizar viagens à Suíça e às Caraíbas para os empregados mais destacados. A maior dessas “excursões com as famílias” incluiu 1600 pessoas, que foram para a França com tudo pago pela empresa. Motos e arte moderna

grande parte da Alemanha estava em ruínas. Foi quando o pai de Reinhold Würth, Adolf, fundou sua companhia de parafusos. O jovem Reinhold começou como aprendiz. Quando Adolf morreu repentinamente de um ataque cardíaco em 1954, seu

filho, então com 19 anos, assumiu o controlo da fábrica. Muito cedo, Würth mostrou um apurado senso de negociante, conseguindo altas taxas de crescimento para a empresa. A época era apropriada. Muitas cidades precisavam ser recon-

Em 1994, Würth retirou-se da administração operacional da companhia e assumiu o papel de consultor. Mas em vez de descansar, passou a dedicar-se a duas paixões: arte e motos. O seu entusiasmo pela arte co-

meçou nos anos 60, quando comprou uma aguarela de Emile Nolde. Hoje, ele tem uma colecção de 8 mil peças de arte moderna e contemporânea, incluindo trabalhos de Picasso, Max Beckmann, Munch e Christo. Em 1991, Würth, agora um dos mais importantes coleccionadores de arte da Alemanha, abriu um museu no município de Künzelsau-Gaisbach, onde está localizada também a sede da companhia. Em Maio de 2001, foi inaugurada a Galeria de Arte Würth em Schwäbisch Hall, tornando-se outro fórum de exibição para sua extensa colecção. Quando não está a comprar arte, Würth, de 70 anos, diverte-se andando sua “amada” Harley-Davidson. Ele também gosta de “voar céu” com suas duas aeronaves particulares. Até o final de 2003, ele era catedrático na Universidade de Karlsruhe, onde ensinou noções básicas de organização empresarial. Nada mau para um homem que deixou os estudos aos 14 anos de idade. Cortesia DW Publicidade


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IMPRESSÕES

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

Cumprido para muitos o tempo de férias, talvez o período mais esperado do nosso calendário pessoal, muitos rumam a Portugal para “matar saudades” (se é que as saudades algum dia morrerão), visitar os amigos, a terra e andar pelo país. Chegados à Alemanha, à terra que também é um pouco nossa, pensamos no que vimos e sentimos durante a nossa permanência “na santa terrinha”. Pedimos a alguns dos nossos leitores que nos respondesse às seguintes

questões: Se e onde passou férias em Portugal e como, na sua perspectiva, encontrou o país: bem, mal, desenvolvido, e se é um local ideal para viver e trabalhar... Se não passou férias em Portugal. Qual o motivo? Acha caro, pouco atractivo, ou quis conhecer outros destinos, etc..

Momentos de reflexão sobre Portugal em tempo de férias Um país interessante para se visitar e para emigrar! Passei as minhas férias na Quinta Outeiro da Luz, na vila da Branca, Albergariaa-Velha. Desfrutei duma paisagem incomparável e do contacto com um povo muito rico em humanidade; usufrui também da piscina e de visitas a Aveiro, Arouca, S. João da Madeira, Porto, Coimbra, Braga, Praia da Costa Nova, Espinho, Serra da Freita, Curía, etc. Encontrei, um povo exemplar no trabalho e familiar no contacto mas um pouco complexado, como que impedido da sua realização; à superfície, um Portugal de cara lavada, com um sentir fatídico de desilusão e até de revolta; um povo que desculpa as suas fragilidades na fragilidade política, numa atitude de „virgens loucas“que ficam à porta do banquete nupcial nacional concebido só para alguns. Numa palavra, vi um rebanho sem pastores com senhores autoritários e convencidos de si mesmos e sem consciência social. As prioridades da sociedade estão subjugadas a interesses pessoais e partidárias. De dia aponta-se à esquerda para de noite se ir caçar à direita. A política parece indiferente à fractura social, não admirando por isso encontrar os portugueses em depressão. Um povo de adaptados vai-se arranjando com o que tem. Antidepressivos, televisão e futebol vão aliviando ma dor e postergando a reflexão! Ao Portugal enevoado e intoxicado pelo fumo dos fogos de Verão corresponde o nevoeiro tóxico de elites interesseiras e egoístas sem consciência cívica de povo nem de país. O Povo quer trabalhar mas não tem políticos com capacidade de mando, o que torna um país interessante para se visitar e para emigrar! António da Cunha Duarte Justo, Professor, Kassel

Portugal tem talvez melhores estradas É muito difícil responder a estas questões com provas pessoais visto que só me encontro em Portugal 3 semanas por ano. Além disso não tenho em Portugal património e negócio próprio para avaliar e comparar situações idênticas com as da Alemanha. Mas posso-lhe adiantar que nao temia uma tal experiencia com as mesmas condições salariais. A matéria prima têm os mesmos custos ou são mesmo mais caras que na Alemanha, mas os serviços, e a comida são muito mais em conta visto do aspecto de qualidade. O custo da saúde é igual nos dois países além de termos que admitir que na Alemanha a estrutura seja mais favorável. Portugal em geral tem igual ou talvez melhores estradas do que a Alemanha que nós conhecemos. O ambiente com mar e pinhal por perto torna a fasquia do nível de vida mais alta que na Alemanha mesmo tendo em conta que temos mais férias e menos horas de trabalho. Na minha opinião um casal de reformado na Alemanha com 1.500€ mensais (excelente reforma) tem mais dificuldade no seu dia-a-dia na Alemanha do que um casal reformado com 800,-€ mensais em Portugal. O casal português tem o 13º e 14º mês o da Alemanha não tem. O casal português vive em casa própria, o casal alemão provavelmente paga € 600 de renda da sua habitação (incluindo renda e condomínio). Sem jardim para ter uma horta própria e com mais de custo o casal reformado da Alemanha. Com custos de 300 € mensais e para a alimentação e 200 € para o seu automóvel não lhe sobra muito para férias e oferecer umas prendinha aos netos e filhos na época do natal e aniversário. José João, Engenheiro, Essen

O país só está bem para os novosricos incultos Estive quase quatro semanas em Portugal, uma parte em Lisboa e outra parte no Alentejo. Neste momento, não há comboios para o Alentejo, o país aqui está a andar para trás. Como passei um Inverno muito frio e prolongado em Berlim, achei desta vez que todo o calor era pouco e andei qual lagarto ao sol... A nossa gastronomia, sim... continua belíssima, além da hospitalidade e do calor humano, da paisagem natural e do património... Mas o país não está famoso, ou melhor, só está bem para uma escassa minoria, uma burguesia insensível, novos-ricos incultos... o país está assim-assim para certa clientela política, pequena e média burguesia, por uma lado, que constitui o tampão entre os grandes exploradores e desfrutadores e os pobres, por outro lado, ou muito pobres que são bastantes, talvez milhões... Para estes o país está péssimo. Para estes, o país dificilmente poderia estar pior. Para os jovens que não encontram emprego ou trabalho, está terrível e a safa será a emigração. Será? Para muitas portuguesas que levam pancada dos companheiros, o escândalo continua... E quem estiver ou cair doente e vá a uma urgência, depara-se com situações difíceis. E ainda há quem queira acabar com o que resta do Serviço Nacional de Saúde. Ora, vendo bem as coisas, os portugueses têm liberdade de votar, já não é como no tempo do horrendo ditador de Santa Comba, mas há mais de três décadas que só votam nos partidos de direita e no PS... E, por vezes, andam é muito preocupados com o que ganha o Ronaldo e se o Sporting vai ficar outra vez em quarto lugar ou se é o Benfica ou o Porto que vai ser campeão. Tudo muito legítimo, certamente, mas os resultados estão inexoravelmente à vista, e o país não progride em aspectos fundamentais. Há tanta gente pelas ruas a pedir, como nos meus tempos de estudante ou se calhar ainda pior, quando eu sonhava que um dia em Portugal não haveria mais mendigos... Mas não, as políticas que lá se praticam fazer brotar muitos pobres, que nem cogumelos na floresta...e depois fundam-se grupos para academicamente discutir a pobreza e a exclusão social, a miséria dos outros... Um abraço, algo melancólico para as comunidades, mas também um abraço de luta, sempre... Luciano Caetano da Rosa, Professor Catedrático, Berlim

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IMPRESSÕES

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

Encontrei o país não só numa crise, mas também numa grande miséria. Como sempre, passei também este ano as minhas férias do Verão na zona de Lamego e Lisboa e encontrei o país não só numa crise, mas também numa grande miséria. Além dos grandes incêndios que destroem as nossas belas florestas e propriedades de pobres cidadãos e que os políticos não consideram grave por haver menos área queimada relativamente a outros anos, achei a vida em Portugal muito cara, por vezes mais cara que na Alemanha, e muito difícil em relação à procura de emprego. Enquanto os ricos se tornam cada vez mais ricos e os políticos desperdiçam dinheiro público em luxos desnecessários, cabe aos mais pobres pagar as suas asneiras através de aumentos de impostos, tornando a sua vida cada vez mais difícil. Mas há também aqueles que têm dinheiro para tomar todos os dias o pequeno-almoço no café. À custa dos que trabalham muitos levam uma vida de rei. Apesar do mercado de emprego se encontrar numa fase complicada, muitos também não querem trabalhar uma vez que recebem o subsídio mínimo que em muitos casos é mais alto do que o ordenado que lhes é oferecido e do que as reformas de muitas pessoas que trabalharam 20 ou mais anos, e ainda se riem daqueles que trabalham. Sobretudo na agricultura há falta de pessoal, mas ninguém quer cultivar terras e todos querem ir para as grandes cidades, que já estão lotadas com tantas pessoas e desempregados. A crise e a situação miserável de Portugal têm que ter uma solução e a diferença entre ricos e pobres tem que diminuir. Elisabete Araújo, professora, Euskirchen

Assim vejo e sinto o país que visitei... Vejo e sinto a alegria na face das pessoas... como em outros países! Vejo e sinto o receio do futuro principalmente nos pais de jovens em relação ao aspecto profissional... como em outros países! Vejo e sinto o abandono, a pobreza, o esquecimento a letargia de pequenas aldeias longe dos grandes centros... como em outros países! Vejo e sinto a vida a irromper, a riqueza a invadir restaurantes e locais de lazer, a abundância de trânsito e a vaidade do muito tempo livre... como em outros países! Vejo e sinto a falta de solidariedade dos que estão bem para com os carentes... como em outros países! Vejo e sinto filas imensas de espera e a sua aceitação - é assim, quem não concebe outra configuração não contesta... como nos outros países! Vejo e sinto a felicidade no ar, a satisfação pelo bom tempo, o esquecimento colectivo das horas... como nos outros países! Vejo e sinto o descontentamento com a política descuidada, governantes abstractos, zonas desmazeladas... como em outros países! Vejo e sinto áreas lindas, protegidas, acuradas, prazer para visitantes... como nos outros países! Vejo e sinto um país como os outros... gente feliz, gente triste! Assim é a vida. Maria José Caetano, Assistente Social, Dortmund

PORTUGAL POST

Mudam-se os tempos e as vontades Para além da edição em papel, os nossos leitores podem ler o PP em edição digital. · Veja em www.portugalpost.de (Acesso livre para os assinantes da edição em papel. )

Em alguns sectores o país está bastante bem desenvolvido Este ano estive em Portugal nas últimas duas semanas de Maio fui, como sempre, para a Figueira da Foz. Este ano desloquei-me também a Aveiro , Ílhavo, Coimbra , Penela e a Óbidos, regiões onde tenho amigos e que todos os anos visito. Como achei o país, ou melhor, como achei estas regiões? A primeira impressão é positiva, mas assim que entramos em pormenores é que se apresentam as dificuldades com que os meus amigos (e muitas das pessoas que conheço) têm que lidar no dia-a- dia. Em alguns sectores o país está bastante bem desenvolvido, noutros é só fachada. A falta de profissionalismo, o desenrasca e o compadrio fazem com que o desenvolvimento (visível em determinados ramos) não seja sustentável. Gostaria de lhe poder dizer que seria o lugar ideal para se trabalhar - mas infelizmente não é, e por isso, por agora também não é para viver. Alfredo Stoffel, Conselheiro do CCP, Cuxhaven

Duas semanas deliciosas Passei duas semanas deliciosas em Portugal. Na companhia da minha mulher e dos nossos dois filhos vivemos momentos inesquecíveis. Passo habitualmente as férias em Ferragudo, concelho de Lagoa, freguesia natal da minha mulher. Nesse canto do Algarve residem os meus sogros e outros amigos de longa data. Cabe-me depois passar por Vila Nova de Famalicão no Minho, onde vivem os meus pais, familiares e amigos de infância. O Minho, além de uma paisagem feérica, possui a mais variada das cozinhas portuguesas. Porque Portugal, apesar das pequenas dimensões, apresenta as regiões muito diversificadas desde as praias algarvias aos campos minhotos. As pessoas são amáveis e hospitaleiras, o que torna Portugal um país agradável, atractivo para todas as idades, e susceptível de satisfazer mais variados gostos. O País conta com uma extensa rede rodoviária, o que permite conhecê-lo melhor, e, descobrir os seus tesouros mais recônditos, como a costa alentejana. Possui praias fantásticas com pequenos refúgios desertos e inexplorados. Mesmo depois de ter visitado outros países, bem mais publicitados, sinto em Portugal, o tal gostinho especial que o sobrepõe a todos os outros. Manuel Siva, Vice-Cônsul de Portugal em Osnabrück

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Um país desenvolvido e moderno

Anabela Barata, Hilden Respondendo-nos de Espanha a caminho da Alemanha depois de ter passado férias em Portugal, a nossa leitora Anabela Barata, residente em Hilden, empregada de escritório e membro da Assembleia Municipal de Hilden, disse-nos que já não ia a Portugal há 2 anos e sempre que vai a Portugal sente que as diferenças entre Portugal e Alemanha são cada vez mais curtas. “Acho Portugal cada mais desenvolvido e moderno. As cidades já não são como eram antigamente, porque se regista uma evolução a olhos visto. Surpreende-me o poder de oferta cultural das cidades. No que se refere ao meio-ambiente, a nossa leitora diz que, por exemplo, “as praias estão cada vez mais limpas”. No aspecto social, Anabela Barata diz que também Portugal se ressente da crise e a paga com desemprego e carências sociais das pessoas. “Portugal não foge à crise e, como todos os países, ainda se está recompor da sua consequências e isso nota-se no dia-a-dia das pessoas”, disse-nos. Isto foi o que a leitora nos pôde dizer ao telefone algures numa área de serviço em Espanha a caminho de casa..

Tavira é a cidade que considero pitoresca do Algarve Pessoalmente sou fã do sotavento algarvio, e apesar de ter nascido na cidade de Faro, para mim Tavira é de todas as cidades algarvias, aquela que considero mais autêntica e pitoresca, pois mantém ainda a traça antiga e não sofreu com a construção, por vezes excessiva, dos últimos anos. Em comparação com anos anteriores notei uma menor presença de turistas estrangeiros (excepto alemães e franceses que continuam fiéis ao sotavento algarvio), mas que, contudo,

foi compensada por uma presença em força de turistas portugueses. Os incêndios, felizmente, não se fizeram sentir naquela região e o mar esteve excepcionalmente quente (temperatura da água rondava os 25 ºC!). As praias que costumo frequentar (Manta Rota e Praia do Barril) tinham este ano mais areal e por isso, apesar de novamente cheias de turistas, nunca senti que houvesse gente a mais. A temperatura do ar raramente ultrapassou os 30ºC, o que também foi extremamente agradável. Resumindo, só foi pena ter sido umas férias tão curtas! Paulo Palhota, Técnico de Turismo, Berlim


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CONSULTÓRIO Miguel Krag, Advogado Portugal Haus Büschstr.7 20354 Hamburgo Leopoldstr. 10 44147 Dortmund Telf.: 040 - 20 90 52 74

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

O consultório jurídico tem a colaboração permanente dos advogados Catarina Tavares, Lisboa, Michaela Azevedo dos Santos, Bona, Miguel Krag, Hamburgo

Michaela Azevedo dos Santos, Advogada Theodor-Heuss-Ring 23, 50668 Köln 0221 - 95 14 73 0

Pagamento da renda da casa em atraso ou em falta? Acima de tudo, · A acção de despejo está à porta! Os atrasos ou a falta de pagamento da renda da casa são uma das razões mais frequentes para o senhorio pôr um inquilino na rua.

Miguel Krag Caso o inquilino não pagar (pontualmente) o total ou uma parte considerável da renda durante dois meses seguidos, ou se pagar apenas partes da mesma durante um período superior a dois meses e estiver a dever uma importância total correspondente a dois meses, o senhorio poderá proceder a rescisão extraordinária e imediata do contrato de arrendamento. O inquilino correrá assim o risco de ter de sair da habitação no dia seguinte à comunicação de tal rescisão, dado que, no caso de atrasos ou falta de pagamento,

Informação.

não será necessário qualquer aviso este tem a possibilidade de liquiprévio e a denúncia do contrato dar as rendas em atraso durante terá validade imediata. Se o inquium período de dois meses, a conlino não sair de livre vontade, o setar a partir da notificação da acção nhorio poderá/deverá interpor de despejo. Se proceder ao pagauma acção de despejo. mento das suas dívidas dentro Para que tal aconteça, terá deste prazo, poderá continuar a mesmo de persistir a mora de dois utilizar a habitação, tendo porém meses de renda, o que não se veride acarretar com as custas do proficará se o inquilino alegar factos cesso judicial. Não terá, porém, tal que exijam compensação, tais possibilidade se tiver já feito uso como deficiências da habitação. da mesma nos últimos dois anos. Além disso, a denúncia do conComo os custos de uma acção trato terá de ser efectuada por esde despejo são bastante considecrito e mencionar as respectivas ráveis, logo que receba a comunicausas. Bastará assim que o secação de rescisão imediata do nhorio refira a falta/o atraso de contrato de arrendamento, o inpagamentos e indique quilino não deverá a importância total da ficar à espera, mas sim renda em mora. No caso de atrasos ou reagir prontamente. Se Neste contexto, liquidar a mora com será importante saber falta de pagamento, O toda a celeridade, não que na legislação sobre inquilino correrá assim haverá acção de deo arrendamento de ha- o risco de ter de sair da spejo e a rescisão debitações existe uma revido aos motivos gulamentação especial habitação no dia se- referidos deixará de ter em favor do inquilino: guinte validade.

Como temos verificado em frequentes casos do nosso dia-a-dia, pouco depois de comunicarem a denúncia do contrato de arrendamento, os senhorios ainda estão dispostos a negociar, mesmo que se trate de uma segunda rescisão em dois anos, pelo que nos tem sido possível chegar frequentemente a um acordo que permite ao inquilino continuar na habitação em causa. Tal poderá ainda acontecer durante ou após a acção de despejo, mas se já tiver sido pronunciada uma sentença ou se um oficial de diligências já estiver encarregado de proceder ao despejo, a disponibilidade do senhorio para efectuar quaisquer negociações será cada vez menor. Portanto, quanto mais cedo se salvaguardar os seus direitos e se iniciarem negociações com o senhorio, maiores serão as perspectivas de se conseguir poder continuar a utilizar a habitação.

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José Gomes Rodrigues

Assistente Social Caritas Neuss

Ex.mos senhores Costumo visitar a estação dos caminhos-de-ferro da minha cidade. Foi com surpresa e alegria que vi o vosso jornal à disposição. Comprei-o imediatamente e leveio para casa. O meu pai e a minha mãe foram os primeiros a esfolhá-lo e a lê-lo com toda a atenção. Despertou-me a atenção as diversas notícias e as informações sócio culturais e legislativas contidas. Prometo que mensalmente o irei procurar. Sou jovem e os meus pais sempre cuidaram que eu aprendesse uma profissão. Depois de acabar a escolarização obrigatória e para não ser um peso financeiro em casa, trabalhei um ano como auxiliar numa firma de limpezas. O meu objectivo foi sempre encontrar um lugar de aprendizagem profissional. Escrevi dezenas de cartas para diversas empresas. Ser mecânico de automóveis foi o meu sonho. Há alguns anos consegui um lugar numa pequena oficina de reparação geral de mecânica. Acontece que gostaria ter mais alguma informação sobre como me deverei comportar para com a empresa, obtendo assim algumas informações e orientações úteis sobre direito de trabalho para aprendizes desta profissão e em geral. Leitor devidamente identificado Caríssimo jovem Alegrou-nos teres encontrado o nosso jornal e servir-te dele para te informares assim como toda a tua família. É para isso que ele é editado e distribuído também através das muitas estações dos comboios por essa Alemanha fora. Continua! Parabéns pela tua vida responsável e pelo teu empenho em não perderes tempo e pela capacidade de procurares caminhar pelos teus próprios pés. Não percas esse teu querer. É com todo o prazer que vamos ao teu encontro e dar-te a ti a quem ler o nosso jornal alguma orientação neste sector. O que vamos expor serve, não só para o teu caso concreto, mas para outras formações profis-

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> Formação profissional > Horários de trabalho, direito a férias, trabalho paralelo etc. sionais que obedecem ao método dual, ou seja aulas teóricas combinadas com a formação profissional prática numa empresa. Quem enfrenta esta nova experiência terá de conhecer muito bem as suas regras para não cair em artimanhas que lhe poderão azedar a vida.

dente, já que no seu total não poderão alcançar mais de 40 horas semanais. Mesmo que no contrato de trabalho ou de aprendizagem tenha sido fixado um outro horário, este perderá a validade, já que a lei geral não pode ser de forma alguma alterada com outro contrato. Estes devem obedecer aos regulamentos em vigor.

Horário de Trabalho Tempo de prova Os formandos menores de idade, só são autorizados a trabalhar 8 horas diárias ou o correspondente a 40 por semana, no máximo. Podem também trabalhar 8h30 por dia desde que lhe seja concedido sair mais cedo na Sexta-feira ou noutro dia útil. Os que tenham atingido a maioridade poderão trabalhar até dez horas diárias, desde que lhe sejam compensadas com o tempo livre correspon-

O tempo de prova serve para ver se o aprendiz tem condições psíquicas e humanas e digamos capacidade para fazer essa aprendizagem. São quatro meses o tempo máximo que é considerado como prova. Durante este tempo pode a empresa responsável pela formação profissional do aprendiz dispensá-lo sem ser necessário dar as

devidas razoes. Só por sérios motivos poderá ser despedido. Contudo e empresa deve avisá-lo com a devida antecedência da situação e admoestá-lo com antecedência e convenientemente. Horas extraordinárias Os aprendizes não são obrigados a trabalharem mais que as horas fixadas pela lei que transcrevemos anteriormente. Só poderão fazer essas horas duma forma voluntária. Esse tempo deve ser-lhe pago extra ou então compensá-lo proporcionar-lhe tempo livre. Direito a férias Também os aprendizes, como todos os trabalhadores duma empresa, tem direito às suas merecidas férias. Contudo devem

É possível ler o PP na internet ? Exmos. Senhores Até que enfim! estamos prestes a regressar definitivamente a Portugal. A azáfama do regresso iniciou-se. Transformámos as nossas lágrimas e o nosso sangue numa linda casa na nossa aldeia. Juntámos algumas poupanças que investimos. As nossas reformas não são elevadas, mas levando uma vida recatada e com os frutos do nosso quintal iremos, se Deus quiser, viver com certa qualidade. Nunca nos esqueceremos dos tempos que vivemos aqui, dos nossos muitos colegas de trabalho, das nossas festas. A nossa sentida gratidão estende-se à sociedade alemã, aos nossos patrões e colegas de trabalho. Regressamos felizes e muito reconhecidos e sem qualquer animosidade, mas com muita emoção e energia positiva. Que esta

energia e que o que vivemos aqui continue sempre com uma óptima recordação gostaríamos de assinar o nosso jornal que, desde o seu nascimento, sempre nos acompanhou e foi sempre com entusiasmo que o vimos crescer. É um filho nosso também. Muito obrigado. Leitor devidamente identificado

Que bom! Parece sentir os vossos corações a pular de alegria de quem esperou décadas pela realização dum sonho e vê com olhos abertos e alguma lágrima de emoção o desfecho desta feliz história de emigração. Obrigado pelo seu testemunho agradável. A gratidão extensiva a todos os que o seguiram e acompanharam os seus passos é um gesto que nos eleva a todos. Na verdade estas terras

constituíram e constituem para muitos milhares ainda e por muito tempo a nossa verdadeira pátria, a nossa verdadeira mãe, que nos abriu as mãos e até os braços e nos proporcionou uma nova vida, vida que o nosso Portugal, por razão que conhecemos, não nos facultou, como deveria ser. O Portugal Post deseja também ser seu companheiro de viagem e de aventuras na sua nova residência em Portugal e onde quer que esteja. Obrigado pela sua simpática companhia. Claro que pode contar com o PP. Pode assinar a edição digital em “PDF”, basta consultar o site www.portugalpost.de e clicar no campo assinatura digital. Lá poderá consultar o modo de o receber e as devidas condições. Verá que o PP continuará a ser um óptimo companheiro.

procurar combinar as suas férias com as férias regulares da escola. Não podem exigir que o seu chefe lhe conceda as férias como eles exigem. As férias devem ser regulamentadas de acordo com a empresa obedecendo às mesmas cláusulas dos empregados da mesma empresa. Só depois de seis meses de permanência na empresa, terão o devido direito a férias. Exemplificando: se um aprendiz iniciar a sua carreira profissional a 1 de Setembro, só a partir de Março poderão fazer contas às suas férias. Trabalho paralelo noutra empresa O Aprendiz terá de assimilar a profissão escolhida e para a qual e empresa o aceitou. No contrato de aprendizagem esta expresso que o aprendiz terá de paulatinamente de interiorizar todos os aspectos práticos da pretendida profissão e não pode, de forma alguma, estar à mercê dos caprichos do seu chefe ou dos colegas da empresa. Estes conhecimentos são mesmo necessários para poder obter o correspondente diploma final e profissional. Ir ao mercado, comprar bebidas para o chefe ou colegas; cuidar da vida caseira dos seus superiores, etc. é expressamente proibido. Havendo problemas com o cumprimento do teu contrato de aprendizagem recorre sempre às câmaras de indústria, que são responsáveis também para que a empresa cumpra com o estipulado.Esperamos ter-te elucidado convenientemente. Continua com a força e a vontade que parece possuir. Luta, pois a vida é feita de muitas conquistas e só o que luta consegue vencer. São essas lutas e as pequenas vitórias que nos dão alegria, felicidade e entusiasmo na vida. A dependência de alguém, seja dos pais só nos faz preguiçosos e dependentes e a devida insatisfação. Luta e vencerás! Um abraço e conta com o nosso apoio Publicidade

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18 Agenda Tome Nota 03.09.2010 – Berlim – Concerto Trio Fado. Local: Skulpturenpark, Schöneberger Südgelände. Início: 19h30 08.09.2010 - Osnabrück – Concerto Trio Fado . Local:Cinema Arthouse, Erich-MariaRemarque-Ring 16. Início: 20H00 11.09.2010 – Aachen – Palestra com o Prof. Dr. José Pinto da Costa, Um passeio pela medicina Legal. Local: MercureHote, Europaplatz. Início: 16H00. 16.09.2010 – St. Wendel – Actuação de Ana Moura. Local:Gaststätte Saalbau, Balduinstr.45. Início: 20h00 17.09.2010 – Erkelenz- Concerto Trio Fado. Local:Haus Hohenbusch, Hohenbuscher Str. Início: 20h00 17.09.2010 – Darmstadt – Actuação de Ana Moura. Local: Centralstation, Im Carree. Início:20h00 18.09.2010 -Krefel – Concerto Trio Fado. Local: Victor Estrela Import, Gatherhofstr. 35, 47804 Krefeld. Início: 20H00 18.09.2010 – Colónia- Portugal Sensation com DJ Leonel e DJ Crazy Cool. Local: Discoteca Club DÉ JÀ VU, In Media Park 4. Início: 23h00

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

IMPORTANTE Às associações, clubes, bandas , etc.. As informações sobre os eventos a divulgar deverão dar entrada na nossa redacção até ao dia 15 de cada mês Tel.: 0231 - 83 90 289 Fax :0231-8390351 Email: correio@free.de

19.09.2010 – Wesel- Concerto Trio Fado. Local: Museum und Heimathaus Eiskeller Diersfordt, Am Schloss 1A. Início: 19h30

Um passeio pela medicina legal. Temas a abordar: 1. O local do crime 2. Crimes Sexuais 3. Queda da Ponte Entre-os-Rios 4. Violência doméstica 5. Perguntas e Respostas 11 de Setembro 2010 pelas 16h00

26.09.2010 – Colónia – Maria João Pires, concerto com Chamber Orchestra of Europe . Local: Philharmonie, Bischofsgartenstr. 1. Início: 20H00. Obras de Wofgang Amadeus Mozart, Felix Mendelssohn Bartholdy e Franz Schubert.

A Palestra será realizada em Português Local: Mercure-Hotel a Europaplatz Aachen

Restaurante Algarve em Hagen

Aluga-se

29.09.2010- Bad Salzungen – Concerto Trio Fado. Local: Kurhaus am Burgsee, Am See 49. Incio: 10h00

Locais dos concertos: 02.10.2010 Lörrach – Local do Concerto: Burghof 05.10.2010 München - Local do Concerto Ampere 06.10.2010 Bonn - Local do Concerto Harmonie 09.10. 2010 Berlin - Local do Concerto Passionskirche 10.10. 2010 Hamburg - Local do Concerto Fabrik Organização: Prime Tours

O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz Aristóteles

Prof. Dr. José Pinto da Costa

25.09.2010 – Einbeck – Arraial minhoto e festa dos 30 anos do Centro Português de Einbeck. Não falte! Vá e jude o Centro Português de Einbeck. Local: Koeppenweg 1. Mais informações: 05561-925851

Rodrigo Leão na Alemanha

O homem que não comete erros geralmente não faz nada Phelps, E.J.

Jorge Weissmann, médico de medicina geral convida para palestra do

25.09.2010 – Bad Salzungen – Concerto Trio FadoLocal:Kunsthaus Haunscher Hof, Unter den Linden 4 2. Início: 20h00

30.09.2010 – Frankfurt – Maria João Pires, concerto com Chamber Orchestra of Europe . Local: Alte Oper, Opernplatz . Início: 20H00. Obras de Wofgang Amadeus Mozart, Felix Mendelssohn Bartholdy e Franz Schubert.

Citações do mês

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Formas de pagamento Junte a este cupão um cheque à ordem de PORTUGAL POSTVERLAG e envie-o para a morada do jornal ou, se preferir, podepagar por débito na sua conta bancária. Se o desejar, pode ainda receber a sua encomenda à cobrançacontra uma taxa que varia entre os 4 e os 7 € que é acrescida à sua factura. Não se aceitam devoluções, a não ser por motivos de encomenda danificada. NOTA Nos preços já estão incluídos os custos de portes correio e IVA PORTUGAL POST SHOP Tel.: 0231 - 83 90 289

Aprenda a Viver Sem Stress Formato: 15,5 X 23 cm. Páginas: 100 Preço: 18,99 Quanto mais tempo da sua vida é que está disposto a desperdiçar? Quanto mais tempo da sua vida está disposto a continuar a sofrer? Quanto da sua vida está disposto a finalmente reivindicar hoje? Quanto mais tempo vai deixar que os outros mandem nas suas escolhas? E, se reivindicar a sua vida, acha que fica a dever alguma coisa aos outros?

 Quando você cede ao stress, você não está ser você mesmo. Quando você cede ao stress, você passa ao lado da vida, da sua vida. Você vive em permanente sobrevivência. E quem sobrevive, sofre. E quem sofre, vive em stress.

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Salmos e Orações aos Anjos

Orações aos Anjos da Guarda

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Formato: 14x21cm Páginas: 340 Preço: 25.99 É uma extensa antologia com centenas de orações a saantos, anjos, arcanjos e toda a corte celestial. Nestas páginas encontra uma mensagem de esperança, um motivo para acreditar que a fé existe e que nos rodeia em todos os momentos da nossa vida. É o companheiro ideal, pois as suas orações têm o poder de transmitir ao espírito a energia que restaura a alegria de viver e a confiança no amor, na paz e na esperanaa para o futuro.

Formato: 14 X 21 cm. Páginas: 96 Preço: € 20,99 Os Anjos são criaturas celestiais enviadas por Deus para nos ajudar na nossa evolução terrena e espiritual Estão sempre por perto para nos auxiliar e, através da oração, podemos estabelecer contacto com eles. Os salmos bíblicos são invocações mágicas, orações poderosas, escritas há cerca de 5 mil anos. Salmo quer dizer oração cantada e acompanhada com instrumentos musicais. São utilizados para pedir a bênção e a ajuda de Deus para os problemas do dia-a-dia. Como mantras sagrados, podem ser utilizados por cada um de nós, independentemente da religião ou crença de cada um. A leitura dos salmos é outra maneira de nos aproximar do nosso Anjo da Guarda e de trazer a sua influência para as nossas vidas. Cada Anjo é atraído por um salmo específico.

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VIDAS

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

A minha casa e a sua história A minha vinda para Alemanha fez com que a minha vida se cruzasse com um família deportada no tempo do Terceiro Reich que morou na casa onde eu hoje habito e sempre habitei. Nos finais dos anos 70 quando cheguei aqui fui morar para um quarto. Lá permaneci cerca de 8 meses até arranjar a casa de onde nunca mudei. Era uma casa como tantas outras existentes numa rua que se fosse em Portugal seria com certeza uma avenida. O que mais me agradou na casa era a sua fachada oitocentista, com pedra talhada e com figuras em relevo a decorar toda a sua frente que estava maltratada pelo tempo; suja e com partes de parede deterioradas. Tinha (e tem) três andares. Fui habitar o 1º do lado esquerdo. Com o tempo, tomei conta do lado direito e fiz uma casa só, grande como eu gostava. Uma família de italianos ocupava o andar de cima. Éramos os únicos habitantes do prédio. Passavam os dias. Entrava e saia de casa. O que eu mais gostava daquela rua era no verão ao fim da tarde quando o perfume das árvores de tília inundava toda a rua e entrava-me até pelas janelas abertas de par em par para acolher o perfume. Fui-me habituando à casa, à rua e à minha vida aqui na Alemanha. A dona do prédio, que morava em frente, era uma senhora aí na casa dos 70 e muitos, muito simpática que vivia sozinha porque, contou-me mais tarde, tinha ficado sem o homem na guerra. A última vez que o vira foi aquando da sua mobilização para a frente quando o exército alemão entrou pela Rússia. A sua volumosa cabeleira totalmente branca inspirava respeito. O seu rosto dizia que ela teria sido muito bonita quando jovem. Enfim, eu a senhoria conversáva-

mos quase sempre quando ela se punha à janela com os braços apoiados numa almofadinha a ver o que se passava já que o seu mundo que se limitava à rua onde vivíamos. Um dia, talvez um domingo ou dia feriado, retirei a bicicleta da cave para dar uma volta. Coloquei a bicicleta a jeito e sentei-me na soleira da porta da rua para lubrificar a corrente e deparei no chão algo que atraiu a minha curiosidade. Eram alguns pequenos blocos em bronze em forma de pequenas lápides onde estava inscritos nomes e datas. Porque estavam não gastos mas com a superfície muito suja, fui buscar uma escova e água e limpei a superfície dos blocos de bronze colocados ali como se fossem lápides para lembrar algo ou alguém. Todas as lápides lembravam que “aqui tinham morado” seguindo-se do respectivo nome. Lendo atentamente percebia-se que os nomes dos sete blocos correspondiam a membros de uma só família, entre eles duas crianças de pouca idade. Nas lápides indicavam que todos eles tinham sido deportados para campos de concentração e, como consequência, assassinados. O destino de alguns era um ponto de interrogação, não sendo, porém, difícil adivinhar qual o destino. Fiquei apreensivo. Aquelas lápides no chão defronte à porta onde eu vivia lembrando que aquelas pessoas tinham vivido ali no prédio onde eu vivia e tinham sido deportadas e assassinadas pelo regime que tinha posto a Europa a férreo e fogo eram motivo de reflexão. Fiquei-me por ali, mas a partir desse dia quando punha um pé na soleira nunca mais deixei de olhar para aqueles pequenas lápides que me ocupava o pensamento quando estava só em casa a perguntar-me a mim mesmo se eles teriam morado na casa que eu agora habitava. Um dia, aproveitando a presença

Memória futura

Foto das lápides enviada pelo leitor da minha senhoria à janela a ver quem passava, falei com ela como era habitual sobre a sua saúde, o tempo ou as novas da rua que ela presenciava. Falei-lhe então das lápides no passeio defronte à porta e perguntei-lhe se ela era na altura a senhoria do prédio. Olhou-me e disse O que quer saber? Deu-me a perceber que eram eram coisas que ela queria esquecer, logo também eu não deveria dar importância às lápides. Após a minha insistência pediu-me que a visitasse no próximo domingo que me preparava um café. No dia combinado, fui visitá-la e, enquanto bebíamos o café, contoume quase sem pausa o seguinte: “Esther Jäger, Chaje Jäger, Rosa Jäger, Josef Kalt, Rosa Kalte e os seus filhos Lilli Kalt e Jakob Kalt pertenciam todos à mesma família e ocupavam na altura todo prédio. O prédio pertencia ao meu marido que tinha um talho. A família Jäger tinha uma loja de produtos alimentares que ficava no rés-do-chão do prédio” – revelou-me a senhora. “Para além de nós sermos senhorios e eles inquilinos, éramos bastantes amigos e Chaje Jäger combateu ao

Nós queremos publicar aqui as fotografias que fazem viver as suas recordações das férias, na associação, no trabalho, com os amigos, no restaurante, nas festas, etc. O envio das fotos pode ser feito por e-mail ou por carta (com a garantia de restituirmos todas as fotos que recebermos)

1965 Talvez alguns dos leitores conheçam ou reconheçam os rostos desta foto tirada à porta da estação de comboios em Hamburgo-Harburgo aquando da chegada de compatriotas àquela cidade para iniciarem a vida de emigrante à procura do sonho de uma vida digna e sem sobressaltos.

lado do meu marido em França, na primeira guerra. Para mim eram tão alemães como nós. “Antigamente, esta era uma rua com muitas lojas e cheia de movimento. No verão, aproveitando a sombra que as árvores de tília proporcionavam, as pessoas sentavam-se aí pelos bancos e este era um local muito agradável de viver” – dizia-me a senhora Weber. “Até que um dia, de repente, tudo mudou. Esta rua nunca mais foi o que era a partir do momento em que começaram a marchar por aí alguns uniformizados e com cassetetes nas mãos. Muitos deles, conhecidos, moravam por aqui. Quando Hitler tomou conta disto, muitos de nós dizíamos que ele não ia a lado nenhum, ou melhor, alguns, inclusive o meu marido e os Jäger, não acreditavam que os alemães entregassem o país ao Hitler. Não demorou muito até que as pessoas começassem a acreditar cegamente no Führer. Pensavam que a Alemanha tornar-se-ia num país grande e rico. Ninguém diria que teríamos de viver uma guerra como a que vivemos. O tempo ia passando. Às vezes ouvíamos uns ditos sobre coisas que os do NSDAP faziam mas, como não víamos, não nos interessava assim por aí além. “ Em 1938, em Novembro, eu não queria acreditar no que os meus olhos viam. Muitos idiotas fardados das SA (Sturmabteilung) movidos por um ódio que não sei onde foram buscar, atacaram violentamente os Jäger, os Kalt e uma outra família, os Kahn, que morava aqui ao lado. “Pintaram a loja com insultos odiosos e escreveram a tinta branca que aquela era uma loja de judeus.Arrastaram os membros da família para a rua e espancaram-nos violentamente. O meu marido que se intrometeu para auxiliar os Jäger e acabar com aquela bestialidade também foi brutalmente agredido. A partir daí nunca mais teve paz e aqui em casa vivíamos com o medo que fizessem ao nosso talho o mesmo que fizeram à loja dos Jäger. “Mais tarde, creio que por aí antes do Natal, parou uma carrinha à porta dos Jäger de onde saltaram

meia dúzia de danados da Sturmabteilung, invadiram o prédio em frente e arrastaram todos os inquilinos para a rua. Também entraram aqui neste prédio e no do lado, no número 37. Encostaram toda a gente à parede e um dos SA atirou para o chão a Esther e Chaje Jäger, marido e mulher, a irmã do Chaje, a Rosa, e também o Josef e Rosa Kalt, meterem-nos na carrrinha e nunca mais os vimos. Algumas horas mais tarde, uma horda de furiosos SA invadiu esta rua e avisaram por megafone que os moradores dos prédios do lado e enfrente onde moravam os Jäger deveriam sair todos para a rua e colocarem-se em fila. Feito isso, o chefe dos SA, que era um estúpido que morava mais ali à frente, no número 52, conhecido por Jürgen, disse de modo irónico que “tinha reservado belos aposentos num campo de férias”, para aquele ou aqueles que tinham escondido os pequenos Jäger. Claro que percebemos que ele se referia a campos de internamento. Não demorou muito que um dos SA apareceu com os miúdos que choravam desesperados. Soubemos depois que eles se tinham escondido na cave da casa. “Nunca mais ouvimos falar daquela família que, como outras, tinham desaparecido e nós nunca soubemos explicar porquê. Para a não interromper, deixei a velha senhora falar do que veio a seguir: uma histeria em volta de um homem, Adolf Hitler, e de um ideal, o nacional-socialismo. “Depois, ninguém ousava falar contra e todos tínhamos medo de cada um e quem não aderisse às ideias corria o risco de desaparecer pela calada da noite”, disse a senhora. “A guerra foi o que toda a gente sabe: miséria, morte, medo e consequências terríveis para todos. O meu marido também ficou lá e nem sequer lhe pude fazer o funeral. Disseme ainda que as lápides tinham sido postas por antigos vizinhos que estimavam muito a família Jäger. Saí da casa da minha senhoria com a impressão de uma grande ternura por ela. Alguns meses depois, ela foi juntar-se ao marido. O prédio onde eu vivia e vivo passou a pertencer a parentes da velha senhoria. Pago a renda e nunca vi o rosto dos novos proprietários que a entregaram a administração do prédio a uma empresa de gestão de condomínios. Desde aí, a minha casa tornou-se outra. Às vezes acordava de noite porque me parecia ter visto sombras ou ouvir gritos de quem sofre. Resisti. Permanaci na casa porque sabia que tinha pertencido a quem tinha sido maltratado e assassinado e não aos seus algozes. Comecei a tratar das lápides e nunca mais ficaram sujas de modo a quem passasse pudesse ver que ali tinham vivido pessoas que morreram vítimas de um maldito regime. M. Gomes Moreira


PASSAR O TEMPO

PORTUGAL POST Nº 194 • Setembro 2010

CONSULTÓRIO ASTROLÓGICO E-mail: mariahelena@mariahelena.tv TELEFONE: 00 351 21 318 25 91 Por Maria Helena Martins

CARNEIRO Amor: Avalie os prós e os contras de uma relação que se mostra saturada. Não se deixe manipular pelos seus próprios pensamentos! Saúde: Relaxe. Deixe as coisas fluírem naturalmente. Dinheiro: Possíveis mudanças no sector profissional. TOURO Amor: Uma crise conjugal poderá fazer com que a sua relação seja reforçada. Domine a sua agitação, permaneça sereno e verá que tudo lhe sai bem! Saúde: período marcado pela alegria e boa disposição. Dinheiro: Concentre-se nos planos que traçou para este mês. Caso contrário corre o risco de prejudicar o bom desempenho do seu trabalho. GÉMEOS Amor: Se desconfia de algo, fale abertamente sobre as suas dúvidas com a pessoa que tem a seu lado. Não perca o contacto com as coisas mais simples da vida. Saúde: Imponha um pouco mais de disciplina alimentar a si próprio. Dinheiro: Deve ter mais atenção com a forma como gere as suas economias. CARANGUEJO Amor: Prepare um jantar romântico com a sua cara-metade e desfrute cada momento que estejam juntos. Que o Amor e a Felicidade sejam uma constante na sua vida! Saúde: Proteja o seu sistema imunitário através daquilo que come. Dinheiro: Iniciará um momento de viragem na sua vida profissional, imponha as suas ideias e faça com que as respeitem.

Previsões para Setembro de 2010

LEÃO Amor: Deixe que a sua cara-metade tenha uma palavra a dar na forma como a vossa relação se tem desenvolvido. Seja menos autoritário. Que a leveza de espírito seja uma constante na sua vida! Saúde: Psicologicamente, estará um pouco instável. Não acumule dentro de si tantas preocupações. Dinheiro: Trabalhe com determinação e afinco mas de forma que não prejudique o seu bemestar. Não seja tão obcecado pela perfeição. VIRGEM Amor: A sua cara-metade poderá dar-lhe uma notícia muito agradável. A vida é uma surpresa, divirta-se! Saúde: Aproveite o tempo livre e vá dar um passeio ao fim do dia. O contacto com a Natureza fará com que se sinta revigorado. Dinheiro: Dedique mais tempo ao descanso e não pense tanto nos problemas profissionais. Lembre-se que amanhã é um novo dia. BALANÇA Amor: Deixe a timidez de lado para conquistar a pessoa que ama. Fale a verdade, de modo carinhoso. Saúde: Está sujeito a pequenos acidentes domésticos. Dinheiro: Seja perspicaz e poderá obter bons resultados num negócio rentável. ESCORPIÃO Amor: Os seus amigos vão dar-lhe toda a atenção de que precisa. Cultive o relacionamento interpessoal e verá que obterá benefícios. Saúde: Perigo de fracturas. Atenção a degraus. Dinheiro: Uma actividade extra poderá estabilizar as suas finanças.

A Verdadeira Causa Um homem de oitenta e cinco anos estava a fazer o check-up anual e o médico perguntou como se estava a sentir. — Nunca me senti tão bem — respondeu. — A minha nova mulher tem dezoito anos e está grávida, à espera de um filho meu! Qual é a sua opinião a respeito disto, senhor doutor? O médico reflectiu por um momento e disse: — Deixe-me contar-lhe uma história. Eu conheço um homem que era um grande caçador, nunca perdeu uma estação de caça. Mas um dia, por engano, colocou o guardachuva na mochila em vez da arma. Quando estava na floresta, um urso apareceu repentinamente à sua frente. Ele tirou o guardachuva da mochila, apontou para o urso e este caiu morto. — Isso é impossível! — disse o velhinho. — Outro caçador deve ter atirado e acertado no urso! Entre amigos: — Gostas mais de loiras ou de morenas? — De morenas. — E de castanhas não gostas? — Só com água-pé...

SAGITÁRIO Amor: É possível que sofra uma desilusão. Convide os seus amigos para sair, espaireça, não fique em casa. Trate-se com amor! Saúde: poderá cometer um pequeno excesso de vez em quando. Não se prive sempre das delícias de que mais gosta. Satisfaça a sua gula, desde que seja com conta, peso e medida. Dinheiro: Esqueça as tristezas dedicando-se no trabalho. Mãos à obra, tem muito trabalho pela frente. CAPRICÓRNIO Amor: Viva romanticamente e demonstre à pessoa amada que pode acreditar nas suas intenções. Que a alegria de viver esteja sempre na sua vida! Saúde: Aproveite ao máximo a vitalidade que sentirá nestes dias. Dinheiro: Poderá ser-lhe atribuída uma tarefa de grande responsabilidade. AQUÁRIO Amor: Demonstre ao máximo o seu romantismo, deixe-se conduzir pela intuição. Permitase a si próprio a visão da alegria e sinta-a diariamente. Saúde: Em vez de ter pensamentos negativos, consulte o seu médico e seja mais optimista. Dinheiro: Seja astuto e conseguirá aquela promoção que deseja. PEIXES Amor: Evite uma relação amorosa que já não o faça feliz. O seu bem-estar depende da forma como encara os problemas. Saúde: Alguns problemas familiares poderão fazer com que se sinta triste. Cuide da sua saúde. Dinheiro: Deverá evitar ter problemas com identidades bancárias.

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Vinhos: “Região do Dão é a Arca de Noé das castas”   A Região do Vinho do Dão é vista por conceituados críticos estrangeiros como sendo “uma das mais interessantes de todo o mundo”, considerando-a a “Arca de Noé das castas”. O jornalista americano Paul White sustenta que “não há outra região no mundo que tenha mais castas desconhecidas que o Dão”. Segundo ele “o Dão é a arca de

Noé das castas”, numa alusão à enorme variedade nesta região vitícola portuguesa. Já o perito inglês Charles Metcalfe destacou a região do Dão como sendo uma das suas preferidas, “por causa da acidez que os vinhos revelam”. Aponta que se trata de „um vinho que se pode beber agora, ou daqui a 30 anos“. E conclui que „não há muitas regiões no mundo com vinhos com esta capacidade de

longevidade”. Paul White chamou também a atenção para o facto de a Região do Vinho do Dão estar a atravessar uma mudança provocada pelo desaparecimento das cooperativas. No seu ponto de vista, as cooperativas provocaram uma separação entre o cultivo da vinha e a produção do vinho e, com esta mudança “os produtores estão a redescobrir esta terra”. Paul White aponta os solos gra-

níticos como um dos principais factores para que “o vinho do Dão tenha uma frescura natural e uma boa acidez”. Para além disso, “também os montes e os rios protegem as vinhas, permitindo a frescura do vinho, o baixo teor de álcool e uma maior acidez”, acrescenta. Refere que em outras regiões do mundo e até de Portugal, os vinhos têm 14,5 ou 15 graus, enquanto que “no Dão há excelentes vinhos a partir de 13 graus”.

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Tal característica fica a dever-se “à combinação do solo excelente, com o clima e o facto de serem os produtores a trabalharem as próprias uvas”. O crítico americano sustenta ainda que atualmente “as pessoas no mundo estão cansadas das mesmas castas, nomeadamente a Chardonnay ou Sauvignon Blanc, e agora procuram coisas novas. “Em Portugal há novos sabores e castas. No caso do Dão, há ainda mais novos sabores e castas”, frisou.

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