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ÍNDICE

SANTIAGO DO CACÉM PÁG 04

FERREIRA DO ZÊZERE PÁG 56

ALENTEJO PÁG 84

EDITORIAL É com especial orgulho e com a sensação de missão cumprida que levamos até si uma nova edição da Portugal em Destaque. Com a força e o dinamismo que nos caracterizam, queremos continuar a merecer a sua consulta mensal de todos os que apreciam boas notícias. Aos que se interessam pelo ar puro do turismo, pelo sabor da gastronomia portuguesa, pela sabedoria do ensino, pela fibra da saúde e aos que buscam bons exemplos de negócio. Queremos, de igual modo, continuar a dar a conhecer a alma das nossas regiões nortenhas, a riqueza que ainda há por descobrir, o seu progresso e dinamismo num mundo que por um lado é cada vez mais tecnológico e por outro, cada vez mais viciado na natureza. Queremos continuar a ser uma ferramenta essencial na aquisição de novos conhecimentos e queremos, acima de tudo, continuar a ser um parceiro fiel de todos os leitores, ao expor em cada edição reportagens que se fazem valer pela garra dos portugueses. Nas próximas páginas apresentamos-lhe um Portugal renascido, com figuras de referência de empresários, médicos, professores, gestores, munícipes, que transformam as suas armas em estratégias para vencer a batalha com que se deparam diariamente. E aproveitamos para lhe desejar boas leituras para estes tempos de férias que se azivinham. A direção editorial Diana Silva

FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R. SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: CATARINA FERREIRA, LUCA FONTES, JOANA GONÇALVES, JOANA GRADÍSSIMO, JOSÉ ARAÚJO, JORGE TEIXEIRA, TERESA MATA, VERA PINHO | OUTROS COLABORADORES: ISABEL PEREIRA, JOANA CAPINHA, JOANA QUINTAS, MELANIE ALVES, TERESA TEIXEIRA | DIREÇÃO GRÁFICA: TIAGO RODRIGUES, VANESSA MARTINS | SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DIREÇÃO COMERCIAL: JOSÉ MOREIRA | DEP. COMERCIAL: EDUARDO NUNES, ISABEL BRANDÃO, JAIME PEREIRA, JOSÉ ALBERTO, JOSÉ MACHADO, JOSÉ VARELA, LUÍS BRANCO, MANUELA NOGUEIRA, MARÍLIA FREIRE, PEDRO DUARTE (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 9ºANDAR, SALA 9.3 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E SECTORIZADA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE AGOSTO ‘17 ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.


SANTIAGO DO CACÉM, GRÂNDOLA E ALCÁCER DO SAL Dotada de uma localização geográfica estratégica, as populações humanas procuraram, desde épocas remotas, esta região para se estabelecer. As escavações efetuadas no Castelo Velho, onde se situam as ruínas romanas de Miróbriga, demonstram que a região foi habitada desde a Pré-história. São muitos os acontecimentos históricos que fazem de Santiago do Cacém o que é hoje. Tem uma forte componente rural, na vinicultura, na pecuária e, principalmente, naquele que é o produto típico da região, a azeitona. O Município com serra, mar e uma paisagem de perder de vista, conjuga todos os fatores capazes para ser um destino de excelência. É no Litoral Alentejano, na confluência de várias regiões, local de fusão de saberes e sabores diversos, que encontramos o concelho de Grândola, um novo e diferenciador destino turístico. Os cerca de 814Km2 encaram o Oceano Atlântico, com uma frente atlântica de 45km de extensão que se estende desde a Península de Tróia até Melides e fazem fronteira com o território dos municípios de Alcácer do Sal, Ferreira do Alentejo e Santiago do Cacém, entre vastas planícies e a serra, encerrando um legado natural, paisagístico, ambiental e arqueológico que merece um olhar atento. Praias de aguas calmas, ‘A Feira de Agosto 2017’ vai trazer a Grândola uma verdadeira chuva de estrelas. Sérgio Godinho no primeiro dia (24 de agosto), Agir (25), Miguel Araújo (26), Matias Damásio (27) e Resistência a encerrar (dia 28), são os nomes do cartaz do certame deste ano que irá, certamente, trazer muito movimento ao concelho de Grândola – um destino de verão de excelência. Alcácer do Sal é uma cidade histórica, debruçando-se em anfiteatro sobre o rio Sado, povoada de velhos bairros medievais e encimada por um castelo de base muçulmana. É a sede de um município de grandes dimensões (o segundo maior do país), com 1479,94 km² de área, mas apenas pouco mais de 13 mil habitantes, subdivididos em quatro freguesias: Comporta, São Martinho, Torrão e União das Freguesias de Alcácer do Sal (Santa Maria do Castelo e Santiago) e Santa Susana. A poucos quilómetros da cidade de Alcácer, seguindo o curso do rio Sado para jusante, encontra-se a Reserva Natural do Estuário do Sado, que se desenvolve ao longo de cerca de 23.160 hectares, a maior parte dos quais corresponde a zonas húmidas, nomeadamente canais, esteiros e sapais.


SANTIAGO DO CACÉM, TERRA ÚNICA Santiago do Cacém tem serra, mar e planície: um verdadeiro paraíso com características únicas no Litoral Alentejano que não deixa ninguém indiferente. Aproveite esta aventura para conhecer as Ruínas Romanas de Miróbriga, visitar o centro histórico de Santiago do Cacém e usufruir de um dia tranquilo na Reserva da Lagoa de Santo André ou nas extensas praias douradas. Em entrevista à Portugal em Destaque, o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Beijinha, apresentou-nos este concelho ao pormenor e convida os leitores a percorrer todos os seus recantos naturais. MUNICÍPIO DE SANTIAGO DO CACÉM

Santiago do Cacém é apresentado como uma terra única. Que apresentação faz deste município? É uma terra única, desde logo pelas pessoas e pelo vasto património. É uma terra de gente trabalhadora, empreendedora e dinâmica, que conseguiu construir aquilo que hoje o nosso município representa em várias áreas, sejam económicas, socias, culturais ou associativas e que nos orgulha bastante.

ÁLVARO BEIJINHA

Este município detém um vasto e rico património histórico e cultural. O que podemos visitar em Santiago do Cacém? O mais expressivo é o Sítio Arqueológico de Miróbriga, onde temos o único hipódromo romano da Península Ibérica, digno de visita. A estação e cidade arqueológica de Miróbriga têm uma relevância enorme para o nosso país, até porque, a seguir a Conímbriga, são as mais importantes. Além das ruínas, temos ainda o centro histórico da cidade de Santiago do Cacém, com a Igreja Matriz e o Castelo, ambos monumentos nacionais; o Moinho da Quintinha, que foi recentemente reabilitado; e os centros históricos de Alvalade e do Cercal do Alentejo. No património natural, destaco a Reserva da Lagoa de Santo André, PORTUGAL EM DESTAQUE | 7


que do ponto de vista ambiental detém um patamar principal a nível nacional. Temos as espécies de aves mais ricas do país e ainda as enguias. Todos os anos a Lagoa abre ao mar e acaba por ter essa iguaria tão apreciada na região. Temos o Badoca Safari Park, um parque ligado à natureza e à vida selvagem, que recebe, em média, cerca de 100 mil visitantes por ano. Temos ainda o Kartódromo em Santo André, único nesta região. Temos 11 km de extensos areais, onde se destacam as praias da Costa de Santo André e da Fonte do Cortiço, que são praias de Bandeira Azul, mas que também são Praias Douradas, ou seja, têm um patamar de excelência. Se por um lado temos um litoral que é fator de atração por si só, temos também uma zona interior do concelho com planícies douradas. É esta complementaridade que faz com que Santiago do Cacém seja uma terra única. Com tantos motivos de visita, o turismo tem crescido na região? Todos estes fatores tem atraído muitos visitantes e o turismo tem uma importância extrema. Santiago do Cacém insere-se no panorama do Alentejo Litoral e, tal como o resto do país, tem crescido significativamente em termos de turismo. A região do Alentejo é a que mais tem crescido em termos percentuais e essa tendência reflete-se também em Santiago do Cacém. Temos tido vários investimentos de turismo rural que são já referências a nível nacional e alguns já ganharam prémios, tais como o Monte Xisto, a Herdade da Matinha, a Herdade do Reguenguinho, o Monte do Giestal. Nos últimos anos, temos assistido à abertura de mais unidades de alojamento com potencial, para todos os segmentos, dado o aumento da procura. A restauração também se encontra preparada e temos praias maravilhosas, o que também atrai muitos visitantes. A Rota Vicentina, uma rota pedestre que começa precisamente em Santiago do Cacém e termina em Sagres, tem cada vez mais pessoas interessadas. Tem sido um motor muito importante para combater a sazonalidade e, por isso, no inverno, temos sentido a visita de muitos estrangeiros, oriundos do Norte da Europa. De que forma têm promovido Santiago do Cacém? Têm sido dados passos muito importantes no que diz respeito ao bem receber. A Câmara Municipal tem procurado convocar todos os agentes ligados ao turismo, desde restaurantes, hotéis, empresas de animação turística, às próprias entidades públicas que gerem os equipamentos, 8 | PORTUGAL EM DESTAQUE


para que se conheçam uns aos outros e possam ficar a conhecer melhor a realidade do concelho e a sua potencialidade turística, estabelecendo um intercâmbio de experiências e oportunidades. Normalmente, quem vem pela primeira vez acaba por regressar. Temos alguns exemplos de pessoas que começaram a vir cá passar férias e acabaram por se fixar e investir, nomeadamente investindo no turismo em espaço rural. Vieram como turistas, hoje são empresários e mudaram a sua vida para se fixarem em Santiago do Cacém. Por outro lado, temos procurado promover o melhor que temos cá, seja através da realização ou o apoio a vários eventos que atraem cada vez mais visitantes ao nosso concelho, como a SANTIAGRO (Feira Agrícola e do Cavalo); a Feira do Monte; O Alvalade Medieval, que é uma feira que faz a recriação histórica do foral Manuelino de Alvalade; as festas de Santa Maria em Ermidas-Sado, com milhares de flores nas ruas; os Festivais Gastronómicos da enguia e do tomate, seja através da nossa participação na Bolsa de Turismo de Lisboa ou em iniciativas no estrangeiro, como foi a promoção do cante alentejano e dos nossos produtos regionais em Madrid ou em Sevilha. Como carateriza o tecido industrial e empresarial do concelho? Que medidas têm sido tomadas para apoiar as empresas existentes e captar novos investimentos? Temos uma rede de seis parques empresariais, não apenas na sede do concelho, mas em quase todas as freguesias. Isso tem permitido a fixação de pequenos empresários e de grandes empresas que têm feito investimentos vários. Alguns são projetos de grande dimensão que empregam muita gente, como é exemplo a MAREDEUS, que emprega no presente cerca de 230 trabalhadores, mas também muitas micro e pequenas empresas que são naturalmente muito importantes para a criação de emprego e riqueza no concelho. Este ano, implementamos uma medida de isenção da derrama para empresas cuja faturação não ultrapasse os 150 mil euros, isto para apoiar as micro e pequenas empresas. Nos parques empresariais, vendemos os lotes a preços altamente convidativos. Para quem quer investir e criar um próprio núcleo empresarial, temos isenção de taxas. Temos um centro de acolhimento de empresas em Vila Nova de Santo André e, neste mandato, avançamos com a Feira do Empreendedorismo. Temos um Gabinete de Apoio ao Empresário e uma medida interna relacionada com os investimentos que têm de passar por processos de licenciamento na Câmara Municipal, que têm um tratamento prioritário e personalizado. Quais os principais eventos que têm projetado o município? Tal como já referi, temos vários eventos de dimensão regional e nacional. Desde logo, a Feira Agropecuária e do Cavalo, a Santiagro, que decorre no final de maio e nos últimos anos tem registado cerca de 40 mil visitantes. A Feira do Monte, ligada ao artesanato, e a feira medieval na freguesia de Alvalade, que, em três dias, recebe 15 a 20 mil pessoas. Temos as Festas de Santa Maria, em que as ruas são enfeitadas com flores de papel e são vistas por cerca de 20 mil pessoas. Depois, temos eventos desportivos ligados ao BTT como o Alvalade-Porto Covo, que tem sido o evento a nível nacional que conta com o maior número de praticantes da modalidade. Tivemos o Clérigos Cup, o campeonato de futsal de padres. Temos ainda a Mostra Internacional de Teatro, com cerca 50 espetáculos durante o mês de junho; o Festival Jazz AlémTejo; as Cextas de Cultura, que trazem nomes sonantes para dar um concerto a uma sexta-feira por mês. Na área da moda, contamos com o Santiago Style Weekend, que começou no ano passado e que foi um verdadeiro sucesso e que este ano teve a segunda edição; um evento que ajuda a promover o comércio local, onde as lojas estão abertas até tarde, existe aniPORTUGAL EM DESTAQUE | 9


paliativos no hospital. Santiago do Cacém é seguramente um dos concelhos com maior cobertura a este nível.

mação de rua com concertos e música e onde as ruas da cidade ganham vida e convidam as pessoas a visitar. E em relação à gastronomia? Temos as Tasquinhas, um evento que se realiza no Mercado Municipal e que tem tido muito sucesso. Ocorre no mês de julho, o Mercado funciona normalmente e, a partir do fim do dia, transforma-se numa zona de restauração em que são promovidos os produtos da região. Temos algo semelhante no Mercado de Santo André e temos ainda dois festivais gastronómicos. Um deles é o Festival da Enguia, que acontece nos restaurantes da freguesia de Santo André e que tem atraído muitas pessoas. O objetivo principal é a promoção desta iguaria única, capturada numa reserva natural que é a Lagoa de Santo André, e a projeção da nossa restauração. Depois o Festival do Tomate, na freguesia de Alvalade, ligado a esta cultura que é um dos principais motores da economia local. Estamos localizados num território privilegiado em que temos mar e pratos como a caldeirada e o peixe grelhado e mais no interior estamos ligados aos pratos típicos alentejanos, como o porco preto, as migas, o ensopado de borrego, as açordas. Ou seja, temos estas duas realidades que aqui é apenas uma, somos um concelho único com uma gastronomia de excelência. Depois temos os produtos regionais como o vinho, o mel, os enchidos e os queijos de qualidade. A ação social tem também uma importância extrema. Quais as principais iniciativas? A esse nível são vários os projetos. Todos os anos, a Câmara apoia as famílias carenciadas ao nível da reabilitação de casas. O projeto ‘Engenhocas’, que consiste numa visita à casa dos mais idosos ou daqueles que têm mais dificuldade de mobilidade ou carência económica para fazer pequenas reparações. Ao nível do apoio social escolar, damos refeições gratuitas às crianças mais carenciadas, bem como o transporte escolar. Temos o Complemento de Apoio à Família, no pré-escolar, em que os pais podem deixar os filhos todo o dia de forma gratuita. Damos um apoio às coletividades locais e temos um outro projeto que é o Cartão Municipal do Idoso, que permite usufruir de descontos no comércio local e de entradas gratuitas em todos os equipamentos públicos municipais. Em termos de equipamentos de resposta social, temos quatro lares, 11 centros de dia com apoio domiciliário, três unidades de cuidados continuados e uma unidade de cuidados 10 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Ao longo deste quadriénio, quais foram as principais prioridades do executivo? Que balanço podemos fazer do atual mandato? O país foi condicionado por questões financeiras e os municípios em particular, em que os cortes foram evidentes e fomos obrigados a reduzir pessoal. No entanto, consideramos que realizámos um bom trabalho em todas as áreas, principalmente nas obras de proximidade, que têm sido o grande foco. Queremos estar perto das pessoas. Mesmo com algumas dificuldades, conseguimos aumentar o apoio às associações e a isentámos a derrama às empresas. Na área das iniciativas, vimos os orçamentos serem reduzidos e, mesmo assim, aumentámos o número de visitantes. Os Festivais Gastronómicos e a Feira do Empreendedorismo são exemplos de projetos iniciados neste mandato com contenção de custos. Neste momento, estamos a fazer a requalificação urbana, assim como a requalificação de duas escolas e vamos lançar a empreitada para uma terceira. Na área do saneamento, temos feito fortes investimentos. Apesar de todas as dificuldades e dos investimentos muito significativos, temos uma situação absolutamente estável, o que nos orgulha muito e nos dá uma motivação e um otimismo para o futuro. De que forma gostaria de ver o município de Santiago do Cacém nos próximos anos? Quais considera serem as grandes prioridades / necessidades do território? Temos muitos projetos que queremos levar para a frente, tanto nas áreas da reabilitação e mobilidade urbana, do ambiente e do saneamento, como nas áreas da educação, do património, do desporto e da cultura. Queremos continuar a desenvolver o nosso município, aproveitando o turismo e os parques empresariais para captar novos investimentos e fixar empresas. Queremos continuar a apostar na modernização administrativa para que quem procure os serviços municipais tenha um atendimento mais célere e com mais qualidade na resposta. Queremos captar pessoas, sejam turistas ou futuros habitantes, mas também queremos manter aqueles que cá vivem, e, por isso, temos de continuar a criar oportunidades de emprego, em particular para os nossos jovens. Convido todos a visitarem esta terra única que é o município de Santiago do Cacém.

PRAÇA DO MUNICÍPIO – 7540-136 SANTIAGO DO CACÉM E-MAIL: GERAL@CM-SANTIAGOCACEM.PT TELEFONE: 269 829 400 FAX: 269 829 498 WWW.CM-SANTIAGOCACEM.PT


A UNIÃO DAS TRADIÇÕES Num meio mais rural e com uma população maioritariamente idosa, a junta de freguesia é o primeiro local a recorrer para a resolução de qualquer problema ou pedido de informação. A União de Freguesias de São Domingos e Vale de Água procura manter uma relação de proximidade com os habitantes e, para isso, conta com dois polos de apoio. Ao chegar a esta freguesia de Santiago do Cacém, não deixe de visitar a antiga Igreja Matriz e o Museu da Farinha que perpetua a tradição da moagem do trigo e fabrico do pão. JUNTA DE FREGUESIA DE SÃO DOMINGOS E VALE DE ÁGUA

SÓNIA GONÇALVES, VIRGÍLIO GONÇALVES E FERNANDO SANTOS

Virgílio Gonçalves faz parte do percurso e história desta freguesia há mais de 20 anos. Começou como secretário, passou a presidente e até já foi tesoureiro. Voltou a assumir a presidência no ano de 2015, após o falecimento do cabeça de lista, Joaquim Gonçalves. Apesar da vida profissional no município de Santiago do Cacém não permitir uma presença e acompanhamento tão assíduo quanto gostaria, o atual presidente procura manter uma relação de proximidade com todos os habitantes desde que assumiu o cargo. Para isso, conta com um executivo atento a todas as questões, composto por Fernando dos Santos e Sónia Gonçalves, que após esta união de freguesias olham para o território como um só. “Estamos inseridos num meio rural, composto por pessoas idosas e com algumas limitações. Sempre que precisam de obter alguma informação ou resolver um problema recorrem à junta de freguesia, é o único meio que dispõem”, apresenta Virgílio Gonçalves. Nesse sentido, mesmo após a extinção da freguesia de Vale de Água, o executivo assumiu o compromisso de manter aberto o antigo edifício da sede. 12 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Reconhecendo que esta é a entidade que está mais próxima da população, existem dois polos: um localizado em São Domingos e outro em Vale de Água. Esta é uma freguesia rural, ligada à agricultura e às tradições. Quem visita São Domingos não pode deixar de visitar o Museu da Farinha. Inaugurado em 2014 e integrado no projeto de revitalização da antiga moagem de São Domingos, o museu tem recebido cada vez mais visitantes e curiosos. Aqui é possível conhecer as histórias e acompanhar o processo de fabrico do pão, desde a moagem do trigo em máquinas antigas até ao produto final. Esta iniciativa contou com o apoio da autarquia e tem-se revelado um sucesso, pois além da visita “as pessoas podem usufruir de uma estadia diferente nas Casas da Moagem e aproveitar o museu”, destaca o presidente. Não perca ainda a oportunidade de conhecer o edifício mais antigo da freguesia, a Igreja Matriz. De uma beleza interior comprovada pelos visitantes assume-se como marca do património histórico. Pode ficar hospedado nas unidades de turismo rural existentes no território, como

o Monte Xisto, os Tons da Terra ou O Nosso Mundo, provar os vinhos da Herdade do Cebolal e familiarizar-se com as gentes desta terra, que sabem e gostam de receber. Antes de chegar a São Domingos ou no regresso a casa, percorra as Barragens de Campilhas e Fonte Serne e deslumbre-se com as paisagens naturais ou aproveite para fazer pesca desportiva. Nos dias 4 e 5 de agosto, o Grupo de Animação Cultural de São Domingos volta a promover as tradicionais festas da freguesia. Embora com menor dimensão, os habitantes não querem perder a tradição e continuam a dedicar-se às flores em papel para enfeitar as ruas. O balanço deste mandato revela-se positivo e são destacadas algumas obras que não estavam contempladas no plano e que foram executadas. “Temos que ir ao encontro das necessidades da freguesia e da população, reconhecendo situações prioritárias. O que as pessoas mais valorizam é ter saneamento, manutenção de espaços verdes e bons acessos, por isso o objetivo da junta de freguesia é o bem-estar da população”, conclui.

LARGO 25 DE ABRIL, N.º 22 7540-415 SÃO DOMINGOS EMAIL: UNIAOS.DOMINGOSEVALEDEAGUA@ GMAIL.COM


“ALVALADE TEM UMA ALMA ÚNICA” A freguesia de Alvalade, em Santiago do Cacém, distingue-se pelo pulsar do associativismo e pela qualidade de vida que nela se pode encontrar. A a Portugal em Destaque esteve à conversa com Rui Madeira, presidente da Junta de Freguesia, que nos fez o retrato desta localidade alentejana. JUNTA DE FREGUESIA DE ALVALADE

RUI MADEIRA Com cerca de 2100 habitantes, Alvalade é conhecida pelos seus eventos de projeção nacional – Alvalade Medieval e BTT Alvalade Porto Côvo –, bem como pela fertilidade das suas terras, dais quais provém muito do tomate que consumimos. É, aliás, o setor primário, a nível agrícola e agropecuário, que mais emprega os habitantes da localidade, segundo nos explica o presidente da Junta de Freguesa, Rui Madeira: “Temos um dos maiores aviários de frangos da europa, que abastece Portugal e grande parte do sul de Espanha. Além disso, somos reconhecidos produtores de tomate. Esta é uma atividade que muito tem contribuído para o crescimento da freguesia”, sublinha. Alvalade está dotada de todas as infraestruturas e serviços essenciais à fixação da população. Salientamos o lar de idosos, o centro de dia, o apoio domiciliário e a Creche Jardim de Infância. São valências da Casa do Povo de Alvalade, um dos grandes empregadores da freguesia. Existe ainda o Agrupamento de Escolas, que garante o ensino escolar até ao nono ano, a Associação de Bombeiros de Alvalade, de extrema importância não só para 14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

a freguesia, como para cerca de um terço do concelho de Santiago do Cacém, e o Futebol Clube Alvaladense, com a sua escola de futebol, que tem sido um sucesso. A Associação Cultural Amigos de Alvalade, em parceria com a Junta de Freguesia, desenvolvem também uma colónia e Férias que ocupa as crianças da Vila em época de férias escolares nos meses de Verão. Em Alvalade há ainda lugar para o maior evento de BTT do país. Ocorre em maio e recebe atletas de todo o país. Na edição do corrente ano participaram no BTT Alvalade Porto Côvo 2800 praticantes e Rui Madeira espera que, em 2018, se atinja a meta dos três mil inscritos. Investimentos na requalificação do património e espaço publico A preocupação com o património histórico e o espaço público é outra das prioridades de Rui Madeira. Está, neste momento, a ser construído o Museu de Arqueologia, na antiga Igreja da Misericórdia, que albergará os diversos vestígios que têm sido encontrados ao longos dos anos nas variadas escavações e achados romanos encontrados nas vilas romanas que estão

situadas na freguesia de Alvalade. No próximo mandato, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém tenciona levar a cabo uma obra de requalificação no centro histórico da vila, que o tornará mais bonito e apelativo. Foi ainda neste mandato que foi construída a nova ETAR e o campo de Futebol Municipal, com a implementação da vedação, iluminação e relvado sintético, bem como a execução dos Passeios e arruamentos na Zona de Expansão de Alvalade e o Jardim da Mimosa, estruturas fundamentais para o bem-estar da população Depois de 12 anos à frente da junta de freguesia, Rui Madeira faz um balanço positivo, mas difícil, deste último mandato: “Tem sido um mandato difícil porque saímos de um período de crise que foi muito penalizador para as freguesias. Ainda assim conseguimos fazer e apoiar algumas obras e ir ao encontro da população, juntamente com as nossas associações”. O presidente termina com um desejo: “Gostaria que a freguesia não perdesse esta alma que tem. Alvalade é feita de pessoas empreendedoras e com vontade de trabalhar em conjunto para fazer crescer a sua terra. Vivemos numa localidade muito bonita, com bons acessos. Há muitas oportunidades para quem quiser investir em Alvalade. Venha conhecer-nos!”.

ZONA EXPANSÃO, 7565-034 ALVALADE TELEFONES: 269 595 113 FAX: 269 590 005 E-MAIL: FREGUESIADEALVALADE@GMAIL.COM


A MESCLA PERFEITA ENTRE O LAZER E A TRADIÇÃO Ermidas-Sado comemorou 100 anos de existência em 2015 e não pára de crescer. De 10 a 15 de agosto recebe mais uma edição das Festas de Santa Maria, um evento de referência nacional que caracteriza esta freguesia e o concelho de Santiago do Cacém. O potencial industrial é uma realidade e tem contribuído para a evolução deste território que regista um baixo nível de desemprego e tem assistido ao crescimento do turismo. Melhorar a qualidade de vida da população é o principal objetivo deste executivo que tem apostado na reabilitação. JUNTA DE FREGUESIA DE ERMIDAS-SADO

CARLOS PARREIRA A moagem de cereais, a indústria corticeira, a transformação de madeira, a construção e a serralharia constituem as atividades económicas principais da freguesia de Ermidas-Sado. Em 2015 a localidade de Ermidas-Sado tornou-se centenária, localidade essa que prima pelo desenvolvimento industrial. “É uma região direcionada para os serviços, indústria, ligada ao peixe e à cortiça. Tem um grande potencial e o Parque Empresarial de Ermidas é um excelente espelho da freguesia. Há falta de mão de obra e têm que vir pessoas de fora para trabalhar cá. As escolas estão completamente cheias, sendo este o ano com mais procura na escola primária. Ao trabalharem na freguesia, os pais preferem ter os filhos mais perto e optam pelas nossas escolas por uma questão de flexibilidade”, começa por explicar o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Parreira. Dada esta elevada procura, a Câmara Municipal e a Junta de Freguesia decidiram apostar num projeto de melhoria da escola primária, através de um grande investimento, para que as crianças e os pais usufruam de melhores condições. Proximidade em primeiro lugar A terminar o primeiro mandato, Carlos Parreira assume-se como um presidente disponível e atento às necessidades da sua terra e da população. Uma relação de proximidade permite que os habitantes de Ermidas-Sado se desloquem não só à sede da Junta de Freguesia para resolver alguma questão, mas também a casa do presidente, que é conhecedor desta realidade em meios mais pequenos. A fixação de novas empresas na região constitui 16 | PORTUGAL EM DESTAQUE

uma mais-valia para a dinamização desta terra. “Praticamente não há desemprego nesta freguesia e todas as empresas aqui instaladas absorvem todas as pessoas da freguesia e algumas de fora que vieram à procura de oportunidades. Seja qualificada ou não, toda a mão de obra é importante. Além disso, temos empresas que vão avançar com grandes investimentos e isso é muito bom para a freguesia e para as pessoas”, completa. A ação social que se vê Quando este executivo chegou a Ermidas-Sado tinha a preocupação de melhorar as condições e a qualidade de vida da população, não só do centro como das localidades circundantes. Assim, apostou na igualdade de oportunidades, sem esquecer os que estão mais longe e estabeleceu uma relação de confiança com os habitantes. “Queremos avançar com um projeto de apoio aos mais idosos, com restrições de mobilidade, no sentido de transportá-los até ao centro de Ermidas”, adianta o presidente. A área da educação também não é esquecida e a Junta de Freguesia têm o cuidado de certificar-se que todas as crianças possam participar nas visitas de estudo organizadas pelas escolas. Sem custos associados para as famílias, com o apoio do município de Santiago do Cacém, o transporte é assegurado e é proporcionado um dia diferente aos mais pequenos. Durante os passeios, todos os alunos estão vestidos de igual, promovendo a segurança. Uma ideia de Carlos Parreira que se mostra satisfeito e orgulhoso por contribuir para o bem-estar e felicidade das crianças. Reabilitar como prioridade “Em quatro anos podemos afirmar que já fizemos 6km de passeio e reabilitamos muitas ruas. A melhoria dos acessos é fundamental e enquanto estas questões não estiverem totalmente resolvidas não podemos ambicionar outras obras. Temos vários projetos feitos, muitas ideias em

mente e por isso é que assumo a minha candidatura: para fazer mais pelas pessoas. Mas primeiro temos que terminar o que começamos e aquilo que é prioritário”, esclarece. A transparência é uma condição essencial para o desenvolvimento deste trabalho que irá prolongar-se nos próximos anos. Em breve, Ermidas-Sado tornar-se-á a terceira freguesia do município a ter uma ciclovia. Numa tentativa de acompanhar a prática desportiva e melhorar os acessos aos serviços principais, será construído também um passadiço junto à estrada nacional. Festas das Flores Nos próximos dias, de 10 a 15 de agosto, Ermidas-Sado recebe um evento que é já uma referência. As Festas de Santa Maria ou a Festa das Flores, como é conhecida acontece de 2 em 2 anos e enaltece tudo aquilo que caracteriza a freguesia. Cada rua tem um símbolo, desde os caminhos de ferro, cortiça ou cereais e as flores embelezam as principais artérias da região. “Costumo dizer que só quem vêm é que dá valor a todo o trabalho desenvolvido pela população ao longo do ano para apresentar e expor as flores na rua. A dedicação é notória e o resultado final surpreende todos os visitantes. Por isso, convido toda a gente a visitar a nossa freguesia, aproveitar as noites quentes e apreciar as ruas que são enfeitadas com milhares de flores, é muito bonito”, exalta. Com um cartaz de peso, destacam-se grandes nomes da música portuguesa como José Cid, Joana Amendoeira e David Carreira. A Cofesmar é a responsável pela Comissão de Festas e mais uma vez apostou na qualidade que já caracteriza esta festividade. As Marchas de Ermidas, que ocorrem anualmente, e o Festival Gastronómico, que teve a sua primeira edição em 2016, são outros exemplos de sucesso. TELEFONE: 269502234 E-MAIL: JFREGERMIDAS@MAIL.TELEPAC.PT


A FREGUESIA DO INVESTIMENTO A freguesia do Carvalhal é reconhecida pelos seus produtos agrícolas de excelência mas também por um grande potencial turístico. Atualmente é a região do concelho de Grândola que mais contribui para o desenvolvimento através de investimentos na qualidade de vida das populações e dos visitantes. Não deixe de conhecer este conjunto de oportunidades diferenciadoras que passa pelas praias, gastronomia e cultura de uma freguesia com identidade própria e cada vez mais procurada por aqueles que ambicionam a tranquilidade. JUNTA DE FREGUESIA DO CARVALHAL

Ricardo Costa tem apenas 40 anos mas um vasto percurso político. É presidente da Junta de Freguesia do Carvalhal desde 2005 e ao longo destes anos viu a freguesia crescer e evoluir. Um território que foi sempre reconhecido pelo seu grande potencial agrícola, tendo dois produtos de excelência, o arroz carolino que se distingue na cozinha tradicional alentejana e portuguesa e o sabor inconfundível da batata-doce da região. Atualmente, também o turismo assume uma posição de destaque na mais recente freguesia do concelho de Grândola. “O Carvalhal é neste momento a freguesia com mais investimentos a decorrer por metro quadrado. O nosso território vai desde o Pinheiro da Cruz até Troia e abrange as praias mais conhecidas desta costa alentejana. Temos um conjunto de ofertas turísticas diferenciadoras, desde uma Marina, que não se vê muito em freguesias do Litoral, um Centro de Congressos para 1000 pessoas, um casino, as ruínas romanas de Troia, tudo com um grande potencial. As unidades hoteleiras estão muito bem preparadas, exploram a península e recebem bem quem nos visita”, avança. A extensão designada como “mar de arroz” é um percurso obrigatório para qualquer visitante, que usufrui de uma visão única. Em direção às praias do sul, entre o Carvalhal, Comporta e Troia é possível 18 | PORTUGAL EM DESTAQUE

observar o verde das culturas e plantações de arroz que contrasta com as dunas e o azul do mar no horizonte, a par da Serra da Arrábida. O Museu do Arroz constitui um local de visita quase obrigatório para quem pretende conhecer a história e costumes desta freguesia. Uma vez que a procura turística tem aumentado significativamente, existem já projetos de construção de unidades hoteleiras de grande capacidade sempre garantindo o equilíbrio ecológico necessário. “Se no inverno temos poucos turistas, no verão a freguesia assiste a um aumento substancial de visitantes. Por isso, queremos alargar esta altura proporcionando os melhores meios e condições para que fiquem mais tempo na freguesia. Estes hotéis vão permitir que surjam outras oportunidades de negócio, criadas pela população e outros investidores de fora”, afirma Ricardo Costa, valorizando o turismo diferenciador. Felizmente, a freguesia do Carvalhal tem estado à altura de vários desafios, atividades e investimentos que não conhecem o desemprego. Um exemplo de promoção do território que tem atraído cada vez mais pessoas e movimentado a economia é a Feira de São Romão. O evento decorrerá entre os dias 3 e 6 de agosto e é já um acontecimento de referência no panorama regional pela sua dimensão. As marchas populares representam outro marco

de grande importância na freguesia, sendo uma das atividades que melhor promove a identidade deste povo e liga os jovens às suas raízes. “A freguesia do Carvalhal é muito jovem, foi criada em 1987, tendo sido necessário criar uma identidade própria e marcar a diferença. Assim, neste momento é a freguesia que mais contribui para o desenvolvimento de Grândola”, assegura o presidente. Ao longo dos últimos quatro anos, Ricardo Costa orgulha-se do trabalho e desenvolvimento da freguesia no que diz respeito às infraestruturas básicas para dar resposta às necessidades da população. O Centro Comunitário do Carvalhal, com as valências de centro de dia, apoio domiciliário e creche constitui um investimento de participação ativa da junta de freguesia. “Ao nível local, fomos fazendo um conjunto de obras para defender e promover o património, reabilitação de acessos e recuperação de espaços verdes e monumentos. Todas estas mudanças permitiram que fossemos hoje uma freguesia autónoma e ativa”, conclui.

RUA DA JUNTA DE FREGUESIA 7570-779 GRÂNDOLA TELEFONE: 265 497 112 FAX: 265 490 780 E-MAIL: JF-CARVALHAL@OUTLOOK.COM


APOSTA NO PRESENTE, COM OLHOS POSTOS NO FUTURO Em entrevista à Portugal em Destaque, Virgílio Silva, presidente da Junta de Freguesia de Torrão, desde 2013 apresenta-nos esta terra sossegada, desenvolvida nos últimos dois anos com a água do Alqueva na agricultura, pomar e vinha, na produção do arroz, azeite e caracterizada pela qualidade da sua gastronomia e do Pão. FREGUESIA DE TORRÃO

dos parques e colocação de aparelhos de geriatria ao ar livre na Vila e nas Aldeias, permite uma relação de proximidade com todos e esse é um dos nossos principais objetivos. Tenho dias específicos de atendimento, mas estou disponível noutros horários, sabendo que há assuntos que necessitam de apoio superior e preparação para resolver melhor os problemas e desafios colocados”, frisa.

VIRGÍLIO SILVA Preservar e dar conhecer a história e património e o efeito do turismo Pertencera à Ordem de Santiago e em 1512, O Rei Manuel I concedeu o foral a Torrão. A importância desta data permitiu a existência da Feira Quinhentista, com destaque aos escritores naturais Bernardo Ribeiro e Maria Rosa Colaço, que concederam nomes a equipamentos que anterioremente eram igrejas. Possui também Escolas, polidesportivos, piscinas e biblioteca. Uma freguesia que vale a pena conhecer. A Estrada N2, faz de Torrão um ponto de paragem, porém sente-se alguma dificuldade, por ser um meio pequeno, em abrigar e sediar várias pessoas. A requalificação de um polidesportivo para construir um parque de caravanismo, foi uma das apostas, com o objetivo de potenciar a economia local. O desafio passa agora por “haver uma melhor preparação para recebê-los”, explica o autarca. Através das grandes obras desenvolvidas, a população da freguesia aumentou, bem como a oferta a nível da restauração e hotelaria. Virgílio Silva sugere para Torrão” um equipamento de transformação de produtos para empregar pessoas mais permanentemente, complementando com a Câmara Municipal, Agrupamento

de Escolas, da Santa Casa da Misericórdia e do Centro Paroquial”. Por outro lado e questionado sobre os principais eventos gratuitos que se realizam na freguesia, o autarca destaca o Torrão Quinhentista, celebrado devido ao foral de 1512; Torrão Doce; Feira anual do primeiro fim-de-semana de agosto com o dia da freguesia (15 de agosto e Sra. da Assunção); entre as festas das aldeias. A sociedade 1º Janeiro contribui com ballet, dança sevilhana e cantares alentejanos. A importância da ação social e apoio ao seu povo O destaque prestado na atenção de casos específicos, os protocolos com as instituições sociais, a ajuda a nível de desportivo e lúdico (pontualmente), foram as grandes apostas deste executivo, que sempre pautou por estar próximo da população, mas Virgílio Silva acrescenta ainda “colmatar a necessidade de transporte de crianças e idosos isolados, o apoio com bolsas de estudos ao ensino secundário e superior a oferta de livros ao 1º ciclo; o incentivo à natalidade (250 euros por cada nascimento e registo na freguesia), permitindo, em média, 10 nascimento por ano, o apoio a alojamento e alimentação, a renovação

Balanço positivo do mandato Consciente da dificuldade, Virgílio Silva, aguarda a confiança do seu povo e destaca como pontos de aposta futura a valorização do património histórico e “colocar Torrão no mapa”. A exemplo do apoio à natalidade a criação de um apoio aos idosos, pensionistas e reformados, nos medicamentos, do cuidado dos espaços públicos, empregando mais um jardineiro, tornando Torrão mais apresentável, são ainda outros projetos que espera concluir. “O futuro passa pela reconstrução das ruas de calçada grossa, que dificulta a deslocação dos idosos sobretudo na zona nobre da Vila, os castelos. Queremos criar mobilidade e reformular espaços, como mais um parque numa zona H2, investindo no património que falta cuidar e valorizar, como seja o a pintura do Convento de S. Francisco. Desejamos também criar a rota das fontes e concluir o espaço do Torino Torranense, permitindo ser o local de paragem de pessoas no Torrão a nível de caravanismo que aumentará a empregabilidade”, finaliza.

PRAÇA BERNARDIM RIBEIRO, 1 7595-044 TORRÃO TELEFONE: 265 669 245 FAX: 265 669 835 EMAIL: FREGUESIA.TORRAO@MAIL.TELEPAC.PT WWW.FREGUESIADETORRAO.PT

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A MAIOR UNIÃO DE FREGUESIAS DO PAÍS Alcácer do Sal é o segundo maior concelho do nosso país e tem uma União de Freguesias à sua medida. Santa Maria do Castelo, Santiago e Santa Susana compõem este território carregado de beleza e um património incomparável. Desde a cripta arqueológica à vila romana, passando pelas igrejas, não deixe de percorrer a encosta junto ao Rio Sado e apreciar uma gastronomia de excelência numa terra em que o bem receber faz parte da ementa. UNIÃO DE FREGUESIAS DE ALCÁCER DO SAL

ARLINDO JOSÉ PASSOS Santa Maria do Castelo era já a maior freguesia do país, numa área que começava na Marateca e ia até aos limites de Grândola. Com a reorganização administrativa de 2013, altura em que Arlindo José Passos assumiu a presidência da União de Freguesias de Alcácer do Sal, juntaram-se Santiago e Santa Susana. Uma cidade de serviços, um vasto património e cada vez mais turística com 916 quilómetros quadrados. “Esta é a maior união do país, chega a ser maior do que a ilha da Madeira. Dos 308 concelhos existentes a nível nacional, só 13 deles têm uma área superior a esta união de freguesias. Alcácer do Sal é o segundo maior concelho do país, a seguir a Odemira”, começa por avançar o Presidente, Arlindo José Passos. Se a grandiosidade do território é evidente em área, o património não fica atrás. Quem visita Alcácer do Sal não fica indiferente a um dos grandes símbolos do concelho e principal foco de desenvolvimento: o Rio Sado. Um passeio pela encosta entre o rio e o centro da cidade, passando pela ponte metálica ao estilo “Eiffel” é algo quase obrigatório. No alto das colinas ergue-se o conhecido Castelo de Alcácer, que detém atualmente a Pousada D. Afonso II e a Cripta Arqueológica. Entre os pontos de atração destacam-se ainda o Fórum e a Vila Romana de Santa Catarina. Os monumentos históricos não deixam os visitantes indiferentes e não faltam igrejas para um passeio mais religioso. Desde a de Santiago, do Convento de Santo António, de Santa Maria do Castelo, da Misericórdia até à de Santa Susana é extensa a área a percorrer. Os efeitos do turismo têm sido sentidos nesta União que evidencia a preocupação da Câmara Municipal de Alcácer do Sal em promover a região. A componente gastronómica é já uma referência com os típicos pratos alentejanos e o peixe grelhado, cada vez mais apreciados. “Temos muitos visitantes de Lisboa, por exemplo, que fazem questão de vir almoçar a Alcácer e isso tem dinamizado a restauração, que se encontra muito bem preparada e é variada”, afirma o Presidente. Já as camas e unidades hoteleiras são escassas mas existem já projetos a avançar para responder às necessidades daqueles que procuram a cidade.

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Alcácer do Sal em Festa Com bairros e aldeias típicas, os arraiais e os santos populares não são esquecidos pela população e contam com todo o apoio da União de Freguesias. Se em Maio as festas tradicionais de Santa Catarina ganham vida, em Agosto é a vez das de Santa Susana saírem à rua. As festas da Senhora do Monte, em Vale do Guiso voltaram a ser recriadas e irão alargar-se a mais localidades. Já a nível concelhio, existem momentos importantes como a Feira do Pimel, o Feriado Municipal e a Feira Nova de Outubro. “Criamos uma festa que tem sido um sucesso e visto aumentar os seus visitantes: o Festival dos Sabores do Sado. Resulta da junção de duas festas e atualmente acontece na margem sul do rio, durante três dias com uma procissão noturna muito bonita”, remata Arlindo José Passos. São várias as festividades e as associações detêm o papel principal e dinâmico na organização destes momentos. Ao todo, 57 coletividades da freguesia promovem as tradições com a ajuda da população e do comércio local que se envolvem ativamente nas iniciativas e no bem receber.


Cidade com futuro Mas o balanço não fica por aqui e o executivo ambicionou mais. Em parceria com a Câmara Municipal de Alcácer do Sal, a União de Freguesias procedeu à pintura de todas as igrejas, requalificando o património religioso do concelho. O apoio nas obras de recuperação e ampliação do Centro de Dia de Foros de Albergaria é também motivo de orgulho. “Para já, queremos concluir as obras iniciadas e preservar os espaços verdes. As aldeias não podem ser esquecidas e todos devem ter as mesmas oportunidades, por isso queremos dar outra vida ao espaço público que está a precisar de manutenção. A União tem apoiado as Festas de Santa Catarina e a população vai ver crescer uma sala multiusos, um espaço que pode ser usado para várias atividades”, conclui o presidente. Missão cumprida Melhorar a qualidade de vida dos habitantes foi a principal prioridade de Arlindo José Passos ao longo deste mandato. Apesar de representar uma estrutura pesada e extensa, o Presidente acredita que todos os compromissos propostos estão a ser cumpridos. Ao todo são 21 localidades e longas distâncias, que o impedem de visitar todas com tanta frequência, mas ouvir as pessoas, perceber as dificuldades e acompanhar as obras são condições essenciais no exercício da sua atividade. O transporte solidário é já uma realidade do atual executivo que oferece aos mais idosos e carenciados a possibilidade de se deslocarem ao hospital ou centro de saúde. “A pensar nos mais idosos, após a reorganização administrativa que uniu as freguesias, continuamos a manter abertos os polos nas três freguesias. Santa Susana e o Barracão, por exemplo, distam alguns quilómetros do centro da cidade e as pessoas não podiam deslocar-se até cá e fazer grandes distâncias para resolverem algum assunto. Desta forma, cada habitante desloca-se ao polo mais próximo da sua área de residência com os serviços da junta”, exemplifica. A instalação de aparelhos geriátricos e a criação de parques infantis são exemplos que já existem em quase todas as aldeias e satisfazem miúdos e graúdos. Os passeios entre avós e netos têm sido uma constante na tentativa de proporcionar um dia diferente, sendo o último no Jardim Zoológico. A educação assume um lugar de destaque para esta União de Freguesias que apoia a compra de manuais escolares até ao 12º ano, minimizando o esforço financeiro das famílias.

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“OS VALORES HUMANOS ORIENTAM O NOSSO TRABALHO” A Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém foi fundada em 1499 e é uma das mais antigas do país. A certificação de qualidade distingue o trabalho desta instituição em todas as suas valências socias e no cuidado aos que mais precisam. Os valores humanos motivam e orientam a sua ação e estão em vista alguns projetos de melhoria e bem-estar dos utentes. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SANTIAGO DO CACÉM

JORGE NUNES Segundo os mais antigos, esta foi uma instituição constituída logo a seguir à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Fundada em 1499, a Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém trabalha diariamente com o objetivo de prestar o melhor serviço e tratamento aqueles que mais precisam. Esta é uma unidade composta por Estrutura Residencial para Idosos (Lar), Centro de Dia, Apoio Domiciliário, Cuidados Continuados, Creche, Cantina Social e outras valências através de protocolos estabelecidos com a Segurança Social e outras entidades de saúde. Uma instituição de peso na região do Litoral Alentejano que se assume como um dos maiores empregadores do concelho. “Temos cerca de 300 funcionários e um custo diário na ordem dos 16 mil euros. Ajudamos perto de 300 utentes em lar, sendo que 40 encontram-se numa unidade de apartamentos. Temos ainda 70 a 80 utentes em Apoio Domiciliário, 20 em Centro de Dia e três unidades de Cuidados Continuados com 66 camas”, enumera o provedor. Além disso, as crianças não são esquecidas e cerca de 220 frequentam a Creche. Jorge Nunes assume os comandos desta estrutura há mais de

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duas décadas e orgulha-se do reconhecimento e da lotação completa nas valências que a Santa Casa dispõe. Mas afinal o que distingue esta instituição? “Temos uma particularidade e é nesse sentido que temos trabalhado ao longo destes anos: a certificação de qualidade em todas as unidades de Cuidados Continuados, Lar, Apoio Domiciliário e Centro de Dia. O nosso objetivo é a melhoria das condições dos utentes mais idosos”, assegura. O primeiro passo deste projeto consistiu na criação de condições habitacionais da unidade, com a demolição das antigas instalações e construção de outras mais recentes, de forma a satisfazer todas as necessidades da população de Santiago do Cacém. De seguida e dado o grau de excelência atingido, a Santa Casa da Misericórdia investiu na melhoria dos tratamentos prestados aos utentes e dotou as suas unidades de equipas técnicas devidamente habilitadas e especialidades em falta, desde a fisioterapia à terapia da fala. Apesar de nem todas as pessoas atribuírem o devido valor ou perceberem a importância destes serviços certificados pela qualidade, a equipa da SCM de Santiago do Cacém continua a renovar e a atingir reconhecimento. Muito mais do que um diploma, através de análises e inquéritos são avaliados os níveis de satisfação dos utentes, familiares e colaboradores. “Ao procedermos desta forma conseguimos fazer correções e mudanças necessárias ao bom funcionamento da instituição, desde visitas regulares aos doentes e comprovar a qualidade das refeições servidas com produtos sempre frescos”, explica Jorge Nunes. A humanidade é fundamental no cuidado ao idoso e, por isso, a instituição aposta na formação dos trabalhadores para garantir um serviço de excelência. Os valores humanos e o bem-estar dos tentes orientam a ação da Santa Casa. Depois da reabilitação das infraestruturas, melhoria dos serviços e uma unidade de Cuidados Continuados classificada com nota máxima no país, o provedor procura fazer mais e melhor. “Temos um projeto já em aprovação que passa pela transformação de uma quinta numa unidade de turismo rural Queremos ampliar uma das unidades de cuidados continuados e aumentar o número de camas para que se torne rentável. Ambicionamos ainda dividir as áreas de grande dependência e talvez adquirir um espaço para fazer um armazém de apoio”, conclui.


PRÁTICA ASSISTENCIAL E CUIDADO AO PRÓXIMO Fundada em 23 de julho de 1568, a Santa Casa da Misericórdia de Grândola tem como objetivos primordiais a caridade, a assistência social e os cuidados de saúde básicos ou em regime de internamento para idosos. A Portugal em Destaque visitou esta instituição filantrópica, uma das mais antigas do país, na companhia do Provedor Horácio Pereira. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE GRÂNDOLA

HORÁCIO PEREIRA

Ao longo dos seus 449 anos, a Santa Casa da Misericórdia de Grândola (SCMG) tem sido “uma instituição com um peso muito forte no concelho” e com maior capacidade de resposta. O amor à humanidade e a vontade de semear o bem-fazer têm movido Horácio Pereira, Provedor da SCMG há 34 anos, em regime de voluntariado. Faz saber o entrevistado que a instituição tem revelado uma dinâmica muito forte junto da sociedade e, em especial, da franja mais débil: os idosos. “A Santa Casa não pode parar, pois as necessidades da população são cada vez mais elevadas. Temos de nos adaptar à realidade atual e ter capacidade para dar resposta ao que ela nos exige”, comenta o Provedor. Depois de ter passado por um processo muito conturbado do ponto de vista social e económico, a Santa Casa da Misericórdia soube erguer-se com a coragem e persistência do Provedor e de todos aqueles que o têm acompanhado nos diversos órgãos sociais. Tal permitiu construir uma instituição de referência, com valências e respostas sociais, que “apesar de não bastarem para satisfazer todos os necessitados” representam uma grande mais-valia para o concelho. Valências e respostas sociais No que respeita à capacidade de respostas sociais, na opinião do Provedor, o panorama nacional não é risonho e tende a piorar com o passar dos anos. “A SCMG tem uma enorme responsabilidade nesta matéria, mas isso não basta. A esperança média de vida está a aumentar e com ela deveria aumentar a capacidade de resposta para dar às pessoas a dignidade que elas merecem. Infelizmente não é isto que está a acontecer. Daqui a 10 anos teremos um problema enormíssimo na prestação de cuidados básicos e de saúde para a população em fim de vida”. Preocupado com a situação, o Provedor tem direcionado os investimentos para a criação de novas unidades de saúde e para o alargamento 24 | PORTUGAL EM DESTAQUE

e melhoramento de outras já existentes. Atualmente a SCMG dispõe de três blocos de internamento, um centro de dia, 14 moradias, a Rede Local de Intervenção Social (RLIS) e uma cantina social. A instituição tem acordos com a Segurança Social: 150 utentes em regime de Estrutura Residencial para Idosos (ERPI) e 38 utentes na valência de centro de dia. Estas unidades dispõem de cuidados de saúde, higiene pessoal, alimentação, transporte e animação sociocultural. Na área da habitação social foram construídas 14 habitações para famílias carenciadas, no âmbito de um Projeto de Luta contra a Pobreza. A RLIS garante o atendimento/acompanhamento social a famílias em situação de vulnerabilidade e/ou exclusão social. A valência da cantina social assegura alimentação diária a 25 pessoas. Como salienta o Provedor: “Com acordo ou sem acordo, na SCMG todos terão sempre uma refeição garantida. Seremos sempre um apoio para aqueles que mais necessitam”.


Existem, ainda, acordos com a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, nas especialidades de hemodiálise e gastroenterologia. Investimentos e projetos em curso Brevemente será inaugurado um pavilhão polivalente, destinado à promoção de eventos e iniciativas de animação sociocultural. Está prevista a construção de um equipamento para pessoas acamadas ou dependentes, com capacidade para 60 a 70 utentes. Encontra-se em estudo um futuro projeto para o palacete na Avenida Jorge Nunes e área envolvente.

Grândola e, mais recentemente, o prémio Nunes Correia Verdades de Faria 2017, na categoria “cuidado e carinho dispensados aos idosos desprotegidos”. “A Santa Casa da Misericórdia de Grândola procura melhorar os seus serviços constantemente. As necessidades da população assim o exigem. Estou satisfeito com o trabalho que temos desenvolvido, mas gostaria de poder fazer mais e melhor”, finaliza o Provedor.

Dedicação e profissionalismo “Na SCMG pessoas trabalham para pessoas, 24 horas por dia, 365 dias por ano. É um trabalho que requer muito profissionalismo, esforço, carinho e dedicação. A equipa que está ao serviço tem um valor excecional e uma entrega de corpo e alma”. É com estas palavras que o Provedor Horácio Pereira reconhece e elogia a equipa de mais de 120 profissionais que todos os dias dão o seu melhor aos utentes da instituição. A formação contínua é outro dos aspetos a salientar nesta Santa Casa: “Através do IEFP e da União das Misericórdias Portuguesas, o corpo profissional recebe formação contínua e adaptada às novas necessidades e equipamentos disponíveis. Esta é uma aposta indispensável para o bom funcionamento desta instituição”, fundamenta o interlocutor.

É uma instituição de referência a nível local, distrital e nacional, trabalho amplamente reconhecido por todos. Pela sua dedicação há mais de 34 anos ao serviço desta causa foram concedidos ao Provedor reconhecimentos públicos de diversas entidades, nomeadamente: a medalha de mérito da Cruz Vermelha, o diploma e a condecoração com o Grau de “ Mérito e Dedicação”; a medalha de Mérito Municipal em ouro, pela Câmara Municipal de

RUA DOM NUNO ALVARES PEREIRA, Nº 4608 7570 GRÂNDOLA TELEFONE: 269 442 065

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“PARA NÓS, O UTENTE ESTÁ ACIMA DE TUDO” Em 1983, Vila Nova de Santo André carecia de uma farmácia. Os habitantes tinham de se deslocar ao concelho mais próximo (Sines ou Santiago do Cacém) para encontrarem os medicamentos de que necessitavam. Assim, para colmatar essa necessidade, nasceu a Farmácia Fontes, pelas mãos de José e Maria Cecília Fontes. FARMÁCIA FONTES com anos de carreira na casa. Construir a equipa não foi fácil, porém hoje orgulham-se dos funcionários que têm. O caminho de tantos anos não foi isento de obstáculos, todavia é honesto afirmar que estes foram ultrapassados, ou não fossem distinguidos como PME Excelência desde há alguns anos: “é uma boa forma de valorização pessoal, que foi fruto de trabalhar 12 ou 14 horas por dia”, asseguraram. O futuro, alvitraram, “passa por trabalhar”. Rita Fontes admitiu ter pretensões de dar continuidade a esta empresa familiar, que “é uma grande responsabilidade”, mas esta “cá para isso”, concluiu.

Três anos volvidos e a mesma lacuna encontraram na aldeia de ‘Deixa-o-Resto’, onde não existiam “nem transportes, nem facilidade de acesso do público às farmácias”. Uma vez mais, a família Fontes veio contribuir nesse sentido ao fundar um posto de medicamentos na aldeia. Posteriormente, esse estabelecimento também viria a ser transformado em farmácia e “lá continua a funcionar”, sob o nome de Farmácia do Posto. Assim tem sido, já lá vão quase 35 anos que a família Fontes se dedica a “ir de encontro às necessidades da população, servindo-a o melhor possível em todos os aspetos, particularmente na saúde”. No seguimento desta política social e comercial adquirem um terceiro estabelecimento em Porto Côvo, denominado Farmácia Monteiro Telhada. Estes empreendimentos aprovisionam a população com a medicação que esta possa precisar. As parafarmácias que José e Maria Cecília Fontes também detém, a rede Saúde e Bem Estar (SBE), fornecem os produtos de ortopedia, que complementam a área farmacêutica. Entre os serviços que oferecem, para além da comercialização de medicação, encontram-se podologia, nutrição, medição de 26 | PORTUGAL EM DESTAQUE

tensão arterial, peso, IMC, parâmetros bioquímicos, realização de testes de gravidez e análises de urina, rastreios auditivos, vacinas e até furos nas orelhas. De referir, ainda, que fazem distribuição ao domicílio em vários casos. Rita Fontes, filha do casal e uma das diretoras técnicas, cresceu “envolvida em receitas”. Revelou-nos que os pais tiveram (e ainda têm) uma disponibilidade absoluta para com os seus utentes e uma “posição sempre presente da necessidade real” dos mesmos, “não só no que se refere à saúde”. Sendo a farmácia “um dos cuidados primários de saúde em Portugal”, muitos são os que a ela se dirigem antes de recorrerem a uma consulta médica. Nestes estabelecimentos encontram atrás do balcão colaboradores qualificados e informados, que lhe darão uma opinião sincera acerca das opções que pode tomar, seja entre optar entre a compra de um medicamento, ou se deve efetivamente consultar um médico. “Considero de extrema importância o contacto direto com a pessoa, é connosco que as pessoas desabafam”, confidenciou-nos José Fontes. São 12 os colaboradores que as três farmácias empregam, muitos dos quais

FARMÁCIA PORTO CÔVO

Bairro 678 Fogos, Banda 5, Edificio 1, r/c Dtº 7500-170 - V.N. Stº André Telefone: 269708140 Fax: 269708146 Email: farmaciafontes@hotmail.com www.farmaciafontes.com


O ATENDIMENTO QUE DIFERENCIA A experiência no mundo das tintas levou João Mendes a abrir um negócio na sua terra do coração. Dedicada ao comércio de materiais de construção e outros produtos, a Anrita é já uma referência pelo seu atendimento e relação de confiança com os clientes. Localizada em Alcácer do Sal e no Algarve, estabelece várias parcerias com entidades públicas e presta um serviço de acompanhamento singular. ANRITA – COMÉRCIO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

JOÃO MENDES, MADALENA MENDES DE ALMEIDA E VIRGÍNIA MENDES Ana e Rita são os nomes das filhas do proprietário deste negócio que deram origem à designação Anrita. Uma empresa especializada no comércio e representação de materiais de construção, adquirida por João Mendes em 2002. No entanto, a história é longa e sabe-se que a fundação aconteceu em meados da década de 60. Apesar de manter a atividade e o local, numa drogaria junto ao Rio Sado, o proprietário alterou a denominação, modernizou e atualizou os stocks. “Além das tintas, os nossos produtos são à base de materiais de construção, colas, gessos e tudo o que faz parte deste processo de acabamentos. Temos uma grande panóplia de artigos e assim compomos a nossa drogaria”, apresenta. Uma evolução natural A entrada no mundo das tintas aconteceu em 1971 e a experiência e conhecimentos adquiridos na área levou João Mendes até à gerência da reconhecida empresa de tintas Barbot, no Algarve. Nesta função há 32 anos, decidiu estender o negócio até à sua terra natal e em entrevista à Revista Portugal em Destaque, explicou-nos o motivo. “Sou natural de Alcácer e como alcacerense, gosto muito da minha terra e não fazia sentido abrir noutro local.

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Esta região também tinha necessidade de ter uma loja assim e uma modernização maior da economia, com novas atividades e investimentos. Faz falta alguma indústria e a criação de postos de trabalho e não só pequenas oficinas e comércio local. Por isso, contribui e dei um dos primeiros passos”. Mantendo a loja sede no Largo Campos Valdez, surgiu a oportunidade de transformar os armazéns que distam 200 metros numa nova loja de tintas. Além destas, no coração da cidade de Alcácer do Sal, a expansão deu-se até Grândola, Portimão e Armação de Pera. O mercado algarvio constitui o foco do negócio e a carteira de clientes tem aumentado significativamente. “Como principais clientes temos o mercado da construção civil, principalmente no Algarve, tendo grande expressão em vários concelhos. Temos permanentemente dois vendedores na rua a trabalhar essa região. Trabalhamos ainda com algumas empresas e entidades como Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia”, adianta o administrador. Fatores de diferenciação Quando iniciou o negócio, João Mendes contava apenas com o apoio da esposa e uma grande força de vontade. Ao longo dos anos, viu a sua empresa evoluir e

atualmente conta com 13 colaboradores, espalhados pelas cinco lojas. “Alcançamos alguma evidência no mercado e não há quem não conheça a Anrita no Algarve e Baixo Alentejo. Estamos numa posição confortável no mercado”, reforça. Através da confiança, da formação da equipa e do conhecimento têm marcado a diferença, algo essencial em qualquer negócio de qualidade para potenciar a economia moderna. O objetivo é só um: cada vez que um cliente entrar numa loja Anrita, deve sentir que existem pessoas capazes de ajudar e aconselhar. “Não queremos fazer concorrência mas sim apoiar naquilo que soubermos. No caso dos profissionais, fornecemos todos os materiais necessários. Se o cliente for o consumidor final, aconselhamos até ao fim da obra”. A luta do comércio local Contudo, nos últimos anos a Anrita e os negócios de menor dimensão têm-se deparado com uma luta quase inglória com as grandes superfícies comerciais no atendimento ao cliente final. Cada vez abrem mais lojas neste segmento e João Mendes acredita que um dos sinais


que as empresas devem dar ao mercado é que, sendo empresas dedicadas a certos nichos de mercado, são mais especializadas e prestam outro tipo de serviços que normalmente o consumidor final não encontra nas grandes áreas comercias. “Temos pessoas que conhecem os produtos como ninguém e acabam por aconselhar o cliente. Acompanhamos ainda o desenvolvimento da obra, há uma forma de es-

tar e uma relação de confiança completamente diferente. O cliente reconhece isso e sabe que quando trabalha connosco tem esse acompanhamento e todas as informações garantidas”, acrescenta. A distinção da referência O título de PME Líder 2016 constitui um sinal de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido e por isso a Anrita ambiciona mais. Não faltam solicitações e propostas e o mais provável é que a distinção se repita ainda este ano. O destaque no setor e contexto de negócio é evidente, bem como a crença na qualidade. Desta forma, a equipa da Anrita trabalha diariamente com o mesmo objetivo para assim chegarem mais longe. “Creio que somos já uma referência de uma força de trabalho singular”, remata o administrador. Questionado sobre o futuro da empresa, João Mendes ambiciona, antes de mais, uma maior consistência no mercado e o bom senso nos novos negócios. “Devemos salvaguardar as margens de negócio para assim prestarmos um melhor serviço. Queremos lutar pela continuidade do comércio local, tem muito para dar à economia. Todos se conhecem pelos nomes, trocam contactos e a proximidade é muito benéfica. Tem uma força ímpar e deve fazer a diferenciação entre clientes”, conclui.

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ESPECIALIZADA EM CONSTRUÇÕES ECOLÓGICAS E SUSTENTÁVEIS A empresa de construção JP Bernardino, Lda. nasceu no Alentejo para recuperar uma tradição secular da construção: as casas de taipa. Colocam de parte o betão e o cimento para dar lugar à terra, madeira e outros materiais reutilizados. A arquitetura é a do século XXI e o resultado final são habitações 100 porcento sustentáveis e amigas do ambiente. JP BERNARDINO Universidade do Algarve, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e Instituto Politécnico de Beja. Recebemos, frequentemente, estagiários de todas as partes do mundo, por exemplo, México e Canadá.” No portefólio contam com largas centenas de construções concluídas, desde habitações particulares ou destinadas ao turismo, hotéis e piscinas. João Bernardino acredita que o futuro da construção reside nos processos adotados pela sua empresa, onde a autossustentabilidade e o ambiente ocupam um lugar de destaque.

LUÍS VIANA, JOÃO BERNARDINO, DANIEL FRANCISCO E JOÃO MARTINS Sediada em Cercal (Alentejo), a empresa de construções ecológicas foi constituída em 1983, por João Pedro Bernardino. O empresário iniciou a sua atividade profissional na construção convencional, mas não demorou a “querer avançar para novos caminhos e projetos no setor da construção”. “Os tempos não eram fáceis, mas com a ajuda da minha equipa comecei a realizar testes e a construir o meu próprio mercado”, conta o empresário à Portugal em Destaque. A construção em terra é típica em alguns países como Índia, Marrocos e Brasil. Na paisagem portuguesa estas construções costumavam ser frequentes nas aldeias e vilas alentejanas, uma tradição que se foi perdendo com o passar dos anos. Foi precisamente esta tradição que a JP Bernardino veio recuperar, trazendo nova esperança à construção ecológica, mas conferindo-lhe um toque de modernidade. “Reavivamos uma tradição que se serve de matérias-primas naturais ou recicladas para erguer edifícios e a ela aliamos a arquitetura moderna. Para além disso, este tipo de construção traz mais-valias para o cliente, como o redução de custos em aquecimento e arrefecimento da habitação, visto que são construções com um comportamento térmico ideal”, salienta o empresário que conta com dois engenheiros e 57 colaboradores. Esta empresa foi-se especializando nas áreas da construção, reconstrução e reabilitação, tendo em vista todos os aspetos estéticos e arquitetónicos de uma construção convencional, mas tendo como foco o conforto e a autossustentabilidade. No processo construtivo utilizam blocos ecológicos de terra comprimida (BTC), palha, pedra, madeira reutilizada, taipa e tadelak. Devido à dificuldade que sentiu em encontrar materiais e maquinaria que se adaptasse ao tipo de construção que queria implementar, João Bernardino, desenvolveu os seus “próprios métodos e produtos”, através da empresa Terra Crua, que para além de fornecer os materiais à sua empresa e a outras do setor, “esta a negociar a comercialização para grandes superfícies.” A inovação da JP Bernardino suscitou interesse e curiosidade a outras empresas nacionais e internacionais, através de parcerias com universidades, engenheiros e arquitetos. “Trabalhamos com mais de três dezenas de arquitetos nacionais e temos parcerias estabelecidas com a Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Minho 30 | PORTUGAL EM DESTAQUE

RUA DO ESPADANAL 7555-149 CERCAL DO ALENTEJO EMAIL: JPB.CONSTRUCOES.ECOLOGICAS@GMAIL. COM WWW.JPBERNARDINO.COM.PT


RESPONSABILIDADE E CONFIANÇA SOBRE RODAS Prestes a completar 25 anos de atividade, a Transportes Gonçalves & Filhos é uma empresa de referência, sediada em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém. Com o objetivo de satisfazer as necessidades dos clientes, conta com uma frota de 14 viaturas, 17 funcionários e um forte sentido de responsabilidade, dinamismo e transparência. TRANSPORTES GONÇALVES & FILHOS

ANABELA E VERA GONÇALVES Estávamos em 1992 e Fernando Gonçalves decidiu criar a sua própria empresa. Juntamente com o pai, António Gonçalves e o irmão mais novo, Pedro, adquiriu o primeiro camião e partiu à aventura pelas estradas. Ao longo dos anos, a Transportes Gonçalves & Filhos consolidou a sua posição no mercado e aumentou a equipa e a frota, contando atualmente com 17 funcionários e 14 viaturas. Localizada em Vila Nova de Santo André, esta é uma empresa transportadora de mercadorias, nacional e internacional, de carga geral e contentores que trabalha de modo a satisfazer as necessidades dos clientes. “Além dos serviços de cargas e descargas, sólidos e líquidos com a vertente de matérias perigosas ‘ADR’, temos ainda a componente a granel para carregar os cereais. Trabalhamos com contentores de frio e fazemos descargas de navios do Porto de Sines, desde enxofre, ureia e pellet´s, para os países nórdicos , avança a gerente, Anabela Gonçalves. No mercado há 25 anos, a Transportes Gonçalves & Filhos tem como principais clientes as fábricas e empresas da região, bem como vários despachantes e transitários que fornecem os contentores. Além do transporte internacional, a proximidade ao Complexo Industrial e Portuário de Sines constitui uma vantagem para o desenvolvimento do seu trabalho. Um forte sentido de responsabilidade e dinamismo caracterizam esta empresa que aposta na inovação. “A sinceridade e transparência com que trabalhamos é fundamental. Devido ao cumprimento de prazos, para podermos responder às encomendas e pedidos dos clientes, os nossos camiões estão dotados de um sistema de GPS para facilitar o trabalho do motorista e garantir que chega a tempo”, explica. Numa atividade tão exigente e dispendiosa como esta, devido aos exames específicos que os motoristas de pesados têm de realizar, nem sempre é fácil encontrar mão-de-obra. No que diz respeito à formação, a empresa conta ainda com o apoio da ANTRAM. Contudo, o espírito familiar e a amizade prevalece e caracteriza

o ambiente da Transportes Gonçalves & Filhos. “Aqui tentamos que não existam diferenças de tratamento entre os patrões e os funcionários, somos todos colegas e trabalhamos para o mesmo objetivo. Tanto o meu marido como o meu cunhado fazem parte da equipa e andam na rua com os camiões a transportar mercadorias”, exemplifica Anabela. Para assegurar todos os pedidos dos clientes, a empresa trabalha em parceria com outras transportadoras de menor e maior dimensão. Esta filosofia é para se manter mas têm ainda a ambição de avançar e garantir uma total e própria capacidade de resposta. “Somos a única transportadora na região e queremos ser os melhores. Temos uma boa relação com todos os nossos parceiros e temos clientes que nem nos conhecem pessoalmente, mas confiam em nós e no nosso trabalho. A aceitação tem sido excelente e os serviços acabam por ser recomendados por clientes e mantém-se durante muitos anos, alguns desde o início da empresa, tais como a Secil”, acrescenta a gerente. A Transportes Gonçalves & Filhos é já uma referência e a distinção com o título PME Líder há vários anos representa o reconhecimento pelo seu trabalho ímpar e salutar. Os filhos dos gerentes estão já integrados na empresa e irão assegurar o futuro deste projeto que tem tudo para andar sobre rodas.

ZONA INDUSTRIAL LIGEIRA LOTE 20 7500-062 VILA NOVA DE SANTO ANDRÉ TELEFONES: 269 752 784 | 964 026 868 | 969 776 218 EMAIL: T.GONCALVES.FILHOS@SAPO.PT WWW.TGFTRANSPORTES.COM

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COMENDADOR MANUEL BARBEIRO COSTA

VINHOS DE EXCELÊNCIA NO ATLÂNTICO Tal como existem vinhos de vales e zonas vulcânicas, a Quinta do Brejinho pode afirmar-se como criadora de vinhos atlânticos. De uma beleza selvagem e calma, onde a natureza e a tranquilidade se fundem, surgem os vinhos de excelência Brejinho. Mais do que um produto de qualidade, o objetivo desta empresa familiar, impulsionada pelo Comendador Manuel Barbeiro Costa é proporcionar experiências que enriqueçam os sentidos. Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, Pedro Santos, diretor de produção, Luis Simões, enólogo e Hugo Candeias, responsável de eventos, exportação e comunicação, dão-nos a conhecer este local único. QUINTA BREJINHO DA COSTA

Como nasceu a Quinta Brejinho da Costa? A história da Quinta Brejinho da Costa tem início com a aquisição de um terreno, em 1999, no sítio denominado “Lago do Brejinho d’Água do Norte. Daqui o nome do vinho. Inicialmente, no ano de 2006, e seguindo um gosto da família Costa, foram plantados 6ha, a título de experiência. Como esta foi muito positiva, deu início a uma segunda etapa com a plantação de vinha de castas bem selecionadas perfazendo, no momento actual, 32 ha. Na prossecução do mesmo lema, está prevista a plantação de mais cerca de 20 ha nos próximos 2 anos. O balanço tem sido positivo, rondando a produção actual cerca de 250 mil litros por ano. Têm já várias referências de vinho. Quais? A produção dos vinhos da Quinta do Brejinho da Costa é resultante da existência 32 | PORTUGAL EM DESTAQUE

de 13 castas que temos plantadas, na sua maioria, nacionais. Desta variedade de castas temos três linhas de produto: os vinhos “Quinta Brejinho da Costa”, “Costa SW” e “Comendador”. As linhas Brejinho da Costa e Costa SW têm as vertentes Colheita, Selection e Reserva, sendo ainda de salientar que na linha Selection temos a gama “Exclusive”, com vinhos monovarietais, gama esta variável de ano para ano. O topo de gama dos nossos vinhos é o Comendador Costa: produzido em homenagem ao Sr. Comendador Manuel Barbeiro Costa, fundador da Quinta do Brejinho. A linha Costa SW é, predominantemente, destinada à exportação. O sucesso da qualidade da nossa produção tem por base a experiência e o saber do nosso enólogo, Luís Simões, um jovem já com muito saber e inovador. A variedade das nossas castas permite experimentar e inovar


Quais são as principais características destes produtos? Os nossos vinhos têm uma particularidade que lhe acrescenta a diferença: o facto de serem produzidos tão perto do Oceano Atlântico, a grande mais-valia. O terreno é arenoso e com excelente exposição solar. O cruzamento dos ventos vindos do oceano, que provocam a frescura do vinho; o terreno arenoso que permite uma homogeneização na maturação da uva, e o saber, fazem dos nossos vinhos um produto único. A Quinta Brejinho da Costa está, fisicamente, situada no Alentejo (Grândola) mas, em termos de classificação, faz parte de Região Demarcada da Península de Setúbal. Todavia, os vinhos produzidos na Quinta do Brejinho não são uma coisa nem são outra. São únicos, tanto no aroma como no paladar. Através dos nossos rótulos pretendemos evidenciar a ligação do nosso vinho ao mar. Onde podemos encontrar os Brejinho da Costa? De momento optamos por não colocar os nossos vinhos nos grandes distribuidores. Preferimos distribuidores mais pequenos que, eles próprios, sabem o que é vinho e valorizam a marca. O nosso segmento é o médio/alto. Os nossos vinhos podem ser encontrados na área do gourmet do El Corte Inglês. Para já não pretendemos a massificação dos nossos vinhos. Queremos que seja um produto distinto na restauração. No Alentejo litoral temos já uma grande fidelização ao nosso produto. A exportação faz parte dos vossos planos? Sim, temos a linha Costa SW reservada para a exportação. Queremos consolidar o mercado nacional e estamos a iniciar agora a exportação. Tivemos algumas ações no Brasil e estamos a explorar outros mercados. Marcamos presença em eventos e feiras como a Prowein, na Alemanha, que é a maior feira de vinhos a nível mundial. A estratégia passa, para já, pelos mercados mais próximos e interessantes. Começam a existir muitos contactos e este é um trabalho contínuo e de progressão. Alguns clientes já solicitam o produto e mostram interesse em conhecer a garrafeira. Mesmo nas feiras o feedback é muito positivo, as pessoas mostram curiosidade em provar os vinhos, tecendo bastantes elogios. Mais do que o Vinho e da Quinta, proporcionam experiências … Temos vários programas ligados ao Enoturismo para todos os visitantes nacionais e internacionais. Aqui sentimos muito o efeito da sazonalidade e o ponto forte

PEDRO SANTOS E HUGO CANDEIAS são os meses de verão, em que temos que apostar para nos tornarmos uma referência na zona. Temos como público-alvo os turistas estrangeiros, que normalmente têm mais potencial financeiro e gostam de participar nas nossas atividades e consumir os melhores vinhos. Mas também temos consumidores locais e portugueses que se deslocam pela visita à adega e pelas provas a preços acessíveis. Temos um acolhimento muito pessoal e um ambiente confortável e isso é uma mais-valia para os visitantes. O objetivo é que as pessoas se sintam em casa e saiam satisfeitas. Já temos uma excelente capacidade de produção, um bom enólogo, e toda a linha, incluindo o enchimento, sendo a única na zona. Por onde passa o futuro da Quinta Brejinho da Costa? Temos um projeto para a nova adega, de linhas contemporâneas, e um outro associado ao enoturismo. O objetivo é aumentar a qualidade do serviço. Uma vez que não temos palácios nem história associada, a aposta é numa componente arquitetónica. A nossa adega irá ser subterrânea e quase todo o percurso é realizado em círculo. Tem ainda uma zona de destaque no centro que irá ser um anfiteatro multiusos para vários eventos, lançamento de produtos, degustações e loja. Será um salto qualitativo daquilo que podemos oferecer na zona. Gostávamos de a dotar com um equipamento de restauração que será sempre uma mais-valia. Promovemos estas ações para que as pessoas conheçam a quinta e provem os nossos vinhos. Não faltam possibilidades para usufruir do espaço, apreciar um bom vinho e sentirem-se em casa. Associado à adega, estamos a pensar criar um projeto de turismo de habitação de luxo para quem prefere ficar por cá e aproveitar este lugar único. PORTUGAL EM DESTAQUE | 33


FAIAL Os Açores são ainda um destino desconhecido por muitos portugueses. Mas, também são cada vez mais, os que partem à descoberta deste paraíso situado no meio do oceano Atlântico, repleto de paisagens de cortar a respiração. No extremo ocidental do Grupo Central do Arquipélago dos Açores emergiu das profundezas oceânicas, há mais de oito mil anos, uma ilha de formato pentagonal irregular, com 21 quilómetros de comprimento e 14 quilómetros de largura. Separada da ilha Pico por um canal de mar com 8,3 quilómetros, a ilha do Faial integra as chamadas ilhas do triângulo, agrupada com a ilha do Pico e São Jorge. A circulação entre as três ilhas é hoje em dia facilitada por viagens de barco regulares e de avião, do Pico para o Faial (aeroporto da Horta). Se viajar de avião, ainda antes de aterrar no aeroporto vai ter uma vista privilegiada sobre a montanha do Pico (2351 metros de altitude) e a imensidão da baía da Horta. Depois de aterrar saiba que só pode esperar aventura e boa gastronomia, com paisagens que se misturam entre o azul do mar, o verde da vegetação e os tons ainda acastanhados pincelados pela mais recente erupção vulcânica da ilha. O vulcão dos Capelinhos acrescentou à ilha mais um pedaço de terra em 1957, numa erupção que fez explodir cinza, lava e vapor de água com mais de mil metros de altura. Na zona central da ilha, o Cabeço Gordo com os seus vertiginosos 1.043 metros de altura é o ponto mais alto, que se traduz num esplêndido miradouro natural, de onde é possível avistar as restantes duas ilhas do triângulo e Graciosa. Na sua visita não se esqueça da máquina fotográfica para registar os seus melhores momentos e não deixe de visitar os moinhos e o jardim botânico, situado no vale dos Flamengos. Para já, vire a página e fique a conhecer melhor a ilha azul e o que de melhor ela tem para lhe oferecer.

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UMA CIDADE DE PORTAS ABERTAS PARA O MAR Falar da cidade da Horta é falar de mar. Vem do mar a sua fama e também o seu progresso. É no mar que a Horta concentra a sua ciência, o seu desporto, a sua cultura cosmopolita. É o mar o seu desígnio futuro como foi o seu passado. José Leonardo Silva, presidente da Câmara Municipal, fala-nos deste progresso que a cidade enfrenta. Seja bem-vindo à Horta! MUNICÍPIO DA HORTA

JOSÉ LEONARDO SILVA 36 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Situada na ilha do Faial, no extremo ocidental do grupo central do arquipélago dos Açores, a cidade da Horta ergue-se, imponente, sobre o mar. Procurada cada vez mais por turistas de todo o mundo, que valorizam a segurança e a conjugação entre o cosmopolismo da cidade e a natureza pura desta ilha, a Horta tem crescido de forma sustentada, conforme nos refere, em entrevista, José Leonardo Silva. Presidente da Câmara Municipal desde 2013, o edil dá-nos conta dos desafios enfrentados neste primeiro mandato, que apelida de “exigente e de grande sentido de responsabilidade”. 2013 foi mesmo o ano do auge da crise económica que afetou o país, o que exigiu fortes medidas por parte do executivo camarário. O principal foco de José Leonardo Silva foi o social. “O desemprego estava no auge, o que exigiu das autarquias uma forte intervenção social. Deste modo, criámos uma medida excecional, o Fundo de Emergência Social que, juntamente com os programas sociais do Governo Regional dos Açores, criou emprego e amenizou a crise social”, recorda. Ainda no âmbito social foi criado o projeto ‘Novos Desafios’, que pretendeu dotar os munícipes de ferramentas de gestão doméstica e de cidadania ativa, com vista a fomentar a aproximação entre estes e o município. Focado nos mais novos surgiu o programa ‘Aprender Mais’, destinado a dar apoio às crianças com


dificuldades. As freguesias não foram esquecidas. Embora as transferências gerais do Estado a elas destinado tenham sido reduzidas, o valor das verbas atribuídas pela Câmara Municipal não foi alterado. Aliás, foi criado o Fundo de Investimento das Freguesias, destinado a incentivar protocolos com o governo ou outras entidades, sendo que a Câmara Municipal utilizaria esse fundo para comparticipar o restante desses projetos. Município virado para o futuro “Os municípios não podem centrar-se só nas infraestruturas, mas sim na visão para o futuro”, começa por referir José Leonardo Silva, destacando a criação, durante o atual mandato, do Gabinete Municipal do Investidor. Este gabinete, em conjunto com as várias parcerias feitas com a Câmara do Comércio da Horta e a Cooperativa Agrícola do Faial, têm possibilitado quer a criação de novos empregos, quer a preservação dos mais tradicionais, como os do setor primário. “Foi um mandato muito desafiante e muito difícil, mas cumprimos com o que foi assumido. Ainda há muito para fazer, muitas perspetivas de futuro, mas estão lançadas as bases para uma estratégia que a câmara tem para o desenvolvimento do concelho”, acredita o edil. Futuro na Horta passa então, como não poderia deixar de ser, pelo mar. Deste modo, estão previstos uma série de investimentos, no valor de 10 milhões de euros, destinados a requalificar, durante os próximos cinco anos, a frente-mar da cidade e a melhorar as acessibilidades, necessárias com o aumento do turismo que a ilha vivencia. A obra contempla a requalificação de cerca de uma dezena de artérias citadinas, a construção de um jardim junto ao mar e a criação de parques de estacionamento. “Este projeto representa uma mudança de paradigma! Queremos projetar a cidade para os próximos 50 anos”, sublinha o presidente da Câmara Municipal. E se chegar à cidade da Horta por via marítima é muito fácil, fruto das ligações de elevada qualidade às restantes ilhas do triângulo açoriano – Pico e São Jorge –, por via aérea a ilha conta com ligações diretas a Lisboa. José Leonardo Silva pretende ver criadas novas ligações, já que a procura por parte dos investidores é grande: “temos conhecimento de projetos que pretendem criar na ilha mais de 500 camas”, garante. Desafios e trabalho de mãos dadas Com tantos projetos futuros, a candidatura a um segundo mandato surge naturalmente: “os nossos desafios são muitos, mas estão planeados e há muito trabalho à nossa frente para desenvolvermos a ilha do Faial e o concelho da Horta. Os compromissos que assumimos são para cumprir”, reitera. José Leonardo Silva aproveita para convidar todos os que ainda não conhecem esta pérola do Atlântico para que venham até ao Faial e se apaixonem pelas maravilhas que esta ilha tem para oferecer: “Aqui render-se-á à história e à natureza. Poderá visitar o mais jovem vulcão da Europa, o Vulcão dos Capelinhos. Poderá contactar com a natureza no seu estado puro, percorrer a marina e conhecer as marcas dos numerosos marinheiros que ao longo das décadas por aqui têm passado numa galeria a céu aberto, pronta para o receber. Deixe-se levar por histórias de cabos submarinos, por baleias e praias de areia negra. Estamos aqui, na Horta, ansiosos pela sua visita!”.

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TRABALHO EM PROL DE TODOS OS AÇORIANOS A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA) é, desde 1976, o órgão máximo de autogoverno da Região Autónoma dos Açores, previsto pela Constituição da República Portuguesa. Está sediada na ilha do Faial, num edifício que representa uma obra arquitetónica contemporânea emblemática - símbolo da autonomia açoriana e onde a arte exprime a açorianidade. ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES

Há um intenso orgulho na palavra Açor, em redor das ilhas o mar é maior, o azul atlântico é uma vastidão no ar onde brilha a luz da navegação, a terra escura é de lés a lés prado de agricultura, é terra lavrada por navegadores e os que no mar pescam são também agricultores. Nos Açores a terra treme e eventualmente nasce das profundezas do Atlântico, a relação com a natureza fascina nas suas paisagens. entre o explendor dos horizontes do arquipélago e a persistência dos ilhéus que se estabelece a razão mais forte para visitar os Açores: a redescoberta da aventura que é a permanência humana sobre a terra perante a força e a beleza indomável da Natureza. As ilhas que Vitorino Nemésio descreveu como o “lugar do efémero e do contingente onde só o mar é eterno e necessário” consagraram a sua autonomia na Constituição Portuguesa de 1976. As primeiras eleições legislativas regionais realizaram-se a 27 de junho de 1976, sendo que a tomada de posse da primeira Assembleia Legislativa da RAA foi a 4 de setembro do mesmo ano. Desde então, o arquipélago dispõe de um sistema político administrativo próprio, baseado nas especificidades que apresenta aos níveis geográfico, económico, social e cultural, assim como nas aspirações autónomas que se têm vindo a verificar ao longo da história. A Assembleia Legis38 | PORTUGAL EM DESTAQUE

lativa da Região Autónoma dos Açores, presidida por Ana Luísa Pereira Luís, tem a responsabilidade de representar os valores e os interesses do arquipélago e da sua população, exercendo para isso competências política, legislativa e fiscalizadoras. São parte da voz do povo açoriano, tendo como objetivo defender os seus interesses e de otimizar a gestão dos recursos. O seu funcionamento decorre quer em Plenário, o qual reúne, no mínimo em oito períodos legislativos, por sessão legislativa, quer em Comissões, que reúnem entre cada período legislativo, podendo ambos reunirem extraordinariamente quando tal se justificar. A Assembleia deve cumprir um papel ativo na sociedade promovendo uma democracia participativa. A abertura das instituições aos cidadãos é determinante para a construção de um novo paradigma alicerçado no conhecimento e na proximidade. Através da divulgação da atividade parlamentar aproxima os cidadãos da vida política e estimula a sua participação nas tomadas de decisão, despertando no cidadão um papel mais ativo e corresponsável na vida da sociedade em que está inserido.


O plenário reuniu pela primeira vez no salão da Sociedade Amor da Pátria, na cidade da Horta, onde 43 deputados eleitos passaram a representar e a exercer os interesses e os valores do povo açoriano. Em 1990, foi inaugurada aquela que é, por excelência, a sede da casa da democracia. O edifício sede da Assembleia Legislativa, um projeto dos arquitetos Manuel Correia Fernandes e Luís Miranda, é um símbolo de modernidade, onde a luz e os espaços geométricos ganham, juntos, outra dimensão. Implantado numa encosta com vista para o canal e concebido como um objeto saído das entranhas da terra, o seu carácter único, enquanto obra arquitetónica, completa-se com a coleção de arte patente em todo o espaço. Do acervo artístico da Assembleia fazem parte obras dos artistas plásticos açorianos Carlos Carreiro, António Dacosta, Carlos Dutra, Tomás Vieira, Luísa Constantina, José Nuno da Câmara Pereira, Álvaro Raposo de França, entre outros nomes como Ana Vieira, David de Almeida, Carlos Barreira, José Grade, Zulmiro de Carvalho e Eduardo Carqueijeiro. A Cedars House A Cedars House, Residência Oficial da Presidência da ALRAA, foi construída em 1851 por John Pomeroy Dabney (18211874), o filho mais velho do 2.º Cônsul dos E.U.A.- Charles William Dabney, que ali viveu com a sua mulher Sarah Hickling Webster, e os seus filhos. A propriedade, era constituída pela Quinta da Canada, a sul da casa, e por uma mata de cedros, a norte da propriedade e à qual se deve o seu nome. Os seus jardins eram palco de diversos eventos familiares e sociais. Em 1963, a Commercial Cable Co. vendeu a propriedade a um privado que a usou como sua residência. Em 1990, foi adquirida pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e foi restaurada até 1995. Desde então, tornou-se a Residência Oficial do Presidente da Assembleia Legislativa. Entre 2003 e 2006, foi desenvolvido um projeto para a recuperação dos jardins. Na casa, que mantém a sua traça original, destaca-se o seu imponente alpendre em madeira voltado para a baía da Horta e para a ilha do Pico, sobressaindo os amplos jardins e áreas envolventes à casa.

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MAFRA A vila de Mafra é famosa, sobretudo pelo Palácio-Convento construído por ordem do Rei D. João V no século XVIII, sendo conhecida como a obra arquitetónica de estilo barroco mais importante de Portugal. Uma das principais referências em Mafra é o Palácio Real, que durante o século XVIII o Rei D. João V ordenou a sua edificação. É palco do romance Memorial do Convento do nobel português da literatura, José Saramago. Na vertente da natureza, A Real Tapada de Mafra é um local de visita obrigatória. Foi criada em 1747 com o objetivo de proporcionar um adequado envolvimento ao Monumento, de constituir um espaço de recreio venatório do Rei e da sua corte e ainda de fornecer lenha e outros produtos ao Convento. Visitar a Tapada Nacional de Mafra é uma oportunidade para conhecer de perto animais em estado selvagem e artes de falcoaria, património imaterial da Unesco. Para os visitantes é uma festa. Para os habitantes da Tapada, há uma hora mais especial que outras. A diversidade de espécies animais destinadas para a caça esportiva caracteriza a configuração da fauna da Tapada. Possui uma grande riqueza de animais mamíferos como gamos, veados, javalis, lobos, raposas, ginetas e doninhas. Igualmente conta com a presencia de aves de rapina como o bufo-real, águias e açores, e dentre as aves comuns estão os galos, perdizes e o rouxinol. Dadas as condições climáticas da Tapada moram também diversas espécies de anfíbios e répteis como salamandras, tritões, víboras e lagartixas. A Ericeira é uma tradicional vila piscatória, desenvolveu-se durante o século XX pela crescente procura como zona de veraneio, mantendo, todavia, as suas características originais e uma atmosfera muito própria. Situada a cerca de 50 quilómetros de Lisboa, numa zona de fácil acesso, as suas Praias são muito concorridas durante o verão, sendo consideradas das melhores a nível europeu para a prática de surf. Um destaque especial merece a Praia de Ribeira d`Ilhas, onde se realiza anualmente uma das provas do Campeonato Mundial de Surf. Um passeio pela Ericeira é também uma excelente oportunidade para saborear os variados pratos de marisco e peixe fresco, especialidade gastronómica da região.


EXCELÊNCIA PROFISSIONAL SINÓNIMO DE LIDERANÇA Foi na RE/MAX Latina de Mafra que tudo começou... Hoje o Grupo Latina chega a Lisboa, Cascais, Colares, Vila Nova de Gaia e Porto. José Cancela é o broker/owner da agência imobiliária líder de mercado em Mafra e, em entrevista à Portugal em Destaque, desvenda alguns segredos para o sucesso. REMAX LATINA

JOSÉ CANCELA

A ligação de José Cancela ao Grupo Latina começou em 2003. Na altura trabalhava na Banca e estava longe de se imaginar a conduzir os destinos de uma agência imobiliária. “Quando o João Pedro Marques e o Pedro Fonseca entraram na agência bancária em que trabalhava fui eu que os recebi e acompanhei o processo, a partir daí ficamos amigos e mantive a proximidade ao negócio que montaram” - era a RE/MAX Latina de Mafra. O agora broker/owner assistiu na primeira fila ao crescimento do Grupo Latina: depois de Mafra, veio a abertura de loja em Lisboa. 2016 foi o ano de expansão do Grupo Latina, com a parceria com lojas de resultados consolidados como é o caso da loja Prisma em Colares, agora Latina Prisma, e da RE/MAX Consulting em Cascais. Foi também o ano em que a Latina chegou ao norte, com lojas no Porto (Latina Boavista) e Vila Nova de Gaia (Latina Business). “Consultores extraordinários fazem resultados extraordinários” Questionado sobre o que distingue a RE/MAX em relação à concorrência, José Cancela não tem dúvidas: “O serviço de excelência que presta ao proprietário, o profissionalismo dos nossos consultores - fruto da formação a que têm acesso - e o acompanhamento por uma rede de pessoas fantásticas, com os mais diversos percursos profissionais. Costumamos dizer que «consultores extraordinários fazem resultados extraordinários», e é bem verdade!” Particularmente em relação ao Grupo Latina, o entrevistado salienta os princípios orientadores da empresa: por um lado, o fomento de um “ambiente familiar, em que todos se sentem em casa, que leva a uma taxa de retenção de pessoas elevada”. Por outro lado, destaca a aposta na formação, através da Academia RE/MAX Latina, onde todos os consultores podem ter formação contínua e completamente gratuita e através de uma “estrutura de apoio às novas tecnologias e redes sociais”. “Estamos sempre em busca da diferenciação e a acompanhar as novas tendências”, garante. 44 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Mercado imobiliário em Mafra está “pujante e com força” Mafra tem, de acordo com José Cancela, caraterísticas atrativas: uma “Câmara Municipal muito dinâmica, que aposta na requalificação dos imóveis e no crescimento sustentado da construção; uma zona balnear, na Ericeira, reconhecida a nível mundial devido ao turismo do mar, voltado para o surf; grande beleza natural; património cultural; e a hospitalidade dos mafrenses”. Com a crise a dar tréguas, “o mercado tem vindo a subir e a oferta já começa a escassear”. A venda de T2 (a tipologia mais procurada em Mafra) “em sete anos cresceu cerca de 7.2 porcento”. Começam, hoje, a “surgir boas oportunidades na construção civil e a banca está a abrir possibilidades de financiamento”. “As gruas voltam a aparecer e a construção de pequena moradia também e, no centro da vila, há alguns prédios inacabados que vão acabar por chegar ao mercado”, nota o entrevistado. Quanto ao futuro do Grupo Latina em Mafra “sócios, diretor comercial e consultores trabalham, dia após dia, no sentido de atingir os objetivos de crescimento traçados”. Para o futuro da empresa, José Cancela revela a intenção de “apostar na Ericeira como atração para o concelho” e, para isso, transformar o ponto de venda da Ericeira numa nova loja.


Desde 2003 no concelho de Mafra, o Grupo RE/MAX Latina cria laços duradouros com os seus clientes. Sabemos que a nossa intervenção é crucial numa das decisões mais importantes na vida de qualquer família: a compra, a venda ou o aluguer do seu lar. O acompanhamento único – desde o estudo de mercado à formação do preço, desde o contrato de Mediação Imobiliária à promoção e Marketing do seu Imóvel – é o que nos diferencia e nos faz querer ser cada vez melhores. Temos uma equipa completa, dos consultores de excelência aos solicitadores, coordenadoras e direcção comercial, empenhada em prestar-lhe o melhor serviço nos momentos mais importantes. Somos um grupo em crescimento em Portugal. Queremos recrutar, formar e reter os melhores profissionais do sector imobiliário. Estamos em Mafra, Lisboa, Cascais, Colares, Vila Nova de Gaia e Porto. Junte-se a nós.

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MAIS DO QUE UM CENTRO DE INSPEÇÕES Paulo Purificação, diretor de atividade da DEKRA Inspeções Portugal, numa breve entrevista, explica como são imprescindíveis as inspeções técnicas aos veículos, num mundo onde cresce a olhos vistos o número de condutores e veículos nas estradas. A DEKA é a maior empresa mundial do setor e está agora representada em Portugal. DEKRA

A DEKRA inicia a sua atividade na Alemanha em 1925, resultando de uma associação de empresas. Na época o fenómeno da motorização era recente e a questão da segurança dos veículos rodoviários constituía uma necessidade crescente. Neste contexto, o industrial Hugo Stinnes associa-se a vários empresários do sector automóvel, criando a DEKRA com os seguintes objetivos, os quais permanecem atuais até aos nossos dias: • Desenvolver os regulamentos da segurança em geral • Promover a segurança técnica e rodoviária para os veículos motorizados • Promover a propriedade de veículos • Desenvolver o transporte motorizado • Suportar e promover a investigação cientifica nestas áreas. A DEKRA, presente em vários países, presta serviços de inspeção técnica de veículos, teste de veículos ligeiros e pesados, teste de produtos e instalações industriais, formação profissional e recrutamento. A DEKRA em Portugal Presente desde 1991, a DEKRA registou nos últimos 10 anos um crescimento médio do volume de negócios de 35 por cento. Em 2016 a DEKRA tem cerca de 120 colaboradores, registou um volume de negócios de 8,5 milhões de euros e o objetivo para 2020 é atingir um volume de negócios de 25 milhões de euros. Em Portugal, a DEKRA inaugurou em 2016 o seu primeiro centro de inspeção de veículos. Atualmente, a DEKRA tem três centros de inspeção de veículos (Mafra, Mem Martins, Fernão Ferro), iniciou a construção de dois centros (Amadora e Barreiro) e planeia construir mais dois centros (Oeiras e Moita). Seriedade, segurança e acompanhamento dos seus clientes são a base da qualidade e a postura no mercado de trabalho. O número de centros de inspeção DEKRA promete não ficar por aqui. O objetivo é num espaço de cinco anos ser um dos maiores player da inspeção automóvel em Portugal, com a criação de novos centros e a finalização dos projetos atuais. Gestão e liderança Em Portugal a inspeção automóvel é de caracter obrigatório. Contudo, a obrigatoriedade deste serviço não se traduz em facilidades para a criação dos negócios da inspeção automóvel. Para tal, é necessário ultrapassar um conjunto de etapas legais e logísticas para criar um centro de inspeções, desde a procura de um local, passando pelas licenças até a aprovação do Instituto de Mobilidade dos Transportes (IMT). Paulo Purificação vê na 46 | PORTUGAL EM DESTAQUE

DEKRA um projeto aliciante, por ter de ser, quase sempre, construída de raiz, fazendo com que a motivação de crescer e criar oportunidades aumente. A seriedade e a honestidade são os valores da DEKRA, que motivam os clientes a recorrer aos seus serviços. Valores que se estendem a toda a equipa de colaboradores (26 funcionários), que todos os dias lutam para fazer da DEKRA uma marca de excelência a nível Europeu. A postura séria e honesta coincide com a consciencialização dos seus clientes, pois a prevenção e a segurança rodoviária são mote para a redução de acidentes e mortes na estrada. Por dia, passam em média, cerca de 90 carros no Centro de Mafra. Perspetivas futuras Aguardando a legislação, a DEKRA está preparada para realizar as inspeções dos motociclos e destacar a compra do grupo Master Test, reconhecido no mercado e com onze centros. O objetivo passa por aumentar a área geográfica da DEKRA, de norte a sul de Portugal. Uma grande oportunidade, que permitirá um crescimento contínuo.


NA ONDA DO TURISMO SEM PERDER IDENTIDADE Beleza natural, ondas únicas e ruelas cheias de história fazem da Ericeira uma vila de encantos e desafios. Filipe Abreu chegou a esta Junta de Freguesia em 2013 e, quatro anos depois, garante, em entrevista ao Portugal em Destaque, que continua com o mesmo espírito de serviço público. JUNTA DE FREGUESIA DA ERICEIRA

FILIPE ABREU

35 km a noroeste do centro de Lisboa encontramos a Ericeira, freguesia do concelho de Mafra. Com 12,19 km² de área e 10.300 habitantes, trata-se de uma vila muito antiga, presumivelmente local de passagem e instalação dos Fenícios. A história da Ericeira remonta, assim, a cerca de 1000 a.C.. O seu primeiro foral data de 1229, concedido pelo então Grão-Mestre da Ordem de Avis, Dom Frei Fernão Rodrigues Monteiro, que desta forma instituiu o então Concelho da Ericeira. Mas, avancemos no tempo até 2017. É uma vila onde, nas pitorescas ruelas, se cruzam marcas desta história com a jovialidade dos habitantes e visitantes, aquela que o Portugal em Destaque encontra. A Junta de Freguesia fica bem no coração da vila, no Largo do Pelourinho. O edifício “já foi Câmara Municipal, escola pública, Junta de Freguesia, esquadra da PSP e posto da GNR”, conta Filipe Abreu, enquanto nos recebe. 48 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Freguesia sempre com novos desafios diários Há quatro anos que Filipe Abreu dirige os destinos da Ericeira, mas é já vasta a sua experiência como autarca. “Comecei em 1982 como membro da Assembleia Municipal de Mafra. Depois de 1990 a 2005 cumpri quatro mandatos, ou seja 16 anos, como vereador da Câmara Municipal de Mafra e, há quatro anos, convidaram-me para concorrer aqui à Junta de Freguesia, dada a experiência e a ligação que tenho desde sempre à Ericeira”, descreve. É com sentido de missão que encara o dia a dia como presidente da Junta de Freguesia. “Uma vez que uma pessoa seja autarca, fica sempre com o espírito de autarca, e eu desde 1982 que o tenho. Gosto do serviço público, de realizar coisas e resolver problemas”, afirma, salientando que, na Ericeira, “todos os dias aparecem novos e múltiplos desafios”. Questionado sobre projetos já realizados, o autarca destaca “a marcha da Ericeira que se tem apresentado no concelho e fora do concelho com muita qualidade; o mercado e as festas dos Santos Populares; e as constantes obras de melhoramento do património público edificado, do equipamento urbano, quer de recuperação do que está degradado, quer de introdução de novos equipamentos”. Foi também por sua intervenção que a Junta de Freguesia deixou de “ser mais uma entidade a prestar diretamente apoio social, fomentando antes a sua articulação e dando apoio aos vários agentes que, na Ericeira, prestam este tipo de serviço”. Tendo os planos traçados no início do mandato “praticamente cumpridos”, Filipe Abreu foca-se, agora, em dar resposta àquele que considera o grande e permanente desafio na Ericeira: a limpeza urbana. “Temos sido afetados por uma alteração climática que faz com que as ervas subsistam o ano todo, e é muito complicado manter a limpeza nesse aspeto. Para além disso, com a atração de cada vez mais pessoas pela qualidade de vida proporcionada e, também por via do surf e da generalidade dos desportos de água, a Ericeira já quase não é sazonal e isto traz, também, algumas coisas menos boas... Temos 33 funcionários e sentimos que não é suficiente para, em tempo útil, resolver os múltiplos problemas que nos surgem todos os dias”, revela.


Ericeira: surf e qualidade de vida A Ericeira tornou-se Reserva Mundial de Surf a 14 de outubro de 2011, por consagração pela organização internacional Save the Waves Coalition. Foi a segunda Reserva distinguida a nível global, permanecendo a única da Europa até hoje. A Reserva estende-se numa faixa costeira que concentra sete ondas de classe mundial num espaço de apenas 4 km: Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço. O presidente da Junta de Freguesia recorda que foi há precisa-

Ericeira: tradição e identidade Mas nem só das ondas se fazem os encantos da vila. Quem passa pela Ericeira encontra marcas de uma forte atividade piscatória e, nesse sentido, não deve deixar de visitar o seu porto. Encontra também igrejas e capelas que evocam a história e as tradições locais. A Igreja de São Pedro da Ericeira, ascendeu a templo principal em 1530, época a que pertence a imagem renascentista de S. Pedro, e anualmente celebra-se no seu adro a festa de Nossa Senhora da Conceição e o arraial de São Pedro. Também em plena vila está a Igreja da Misericórdia, um monumento Barroco, onde se destacam as pinturas ‘Visitação’ e ‘Virgem da Misericórdia’, da autoria de Manuel António de Góis, visíveis no templo-museu. A Capela de São Sebastião, de planta hexagonal, remonta aos séculos XV/XVI e encontra-se na zona norte da vila, no Largo com o mesmo nome, junto às praias do Algodio ou do Norte e de São Sebastião. Desde há muitos anos que no final de janeiro se realizam junto à capela as Festas em Honra de S. Sebastião e S. Vicente, em tempos a maior celebração da vila e arredores. Já a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem e de Santo António fica num pequeno pátio com vista privilegiada sobre o Atlântico, no centro da Ericeira. É local de celebração anual das festas em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem, padroeira dos pescadores da Ericeira, no terceiro fim de semana de agosto.

mente 40 anos que se realizou o primeiro Campeonato Nacional de Surf, em Ribeira d’Ilhas. “No final dos anos 60, início dos anos 70 começou o surf na Ericeira, fundamentalmente com estrangeiros – americanos, australianos e ingleses, mas também com alguns portugueses. Hoje são cada vez mais os praticantes de todo o mundo que acorrem à nossa costa, ficando alojados em hostels e alojamentos locais, havendo já um grande número de escolas de surf que acolhem muitos deles para se iniciarem nas diversas modalidades”. Muitos acabam mesmo por se fixar pela Ericeira. “Muita gente que tinha casas de férias e fins de semana acabou por vir morar para aqui. Havia também muitos apartamentos para alugar e vender e hoje está praticamente tudo ocupado”, refere o autarca, explicando que as pessoas “valorizam a qualidade de vida da Ericeira e a proximidade a Lisboa, com ótimos acessos e a escassos 25 minutos do aeroporto”.

Espreitar o futuro Preservar esta identidade da Ericeira, perante as alterações trazidas pela atratividade do surf e a exploração turística, é uma preocupação da Junta da Freguesia. “Não queremos ser uma freguesia só para turistas”, afirma Filipe Abreu. “Nesse sentido, temos tentado minimizar os impactos provocados pelo grande afluxo de gente que demanda a Ericeira, que na época alta atinge o triplo da população residente”. O objetivo é que “quer quem vive na Ericeira, quer quem a visita se sinta bem”. Até porque “quando os que a visitam deixarem de se sentir bem, isso terá reflexos negativos nas atividades económicas e nos habitantes da Ericeira que têm nelas o seu sustento”. Questionado sobre o futuro, o presidente da Junta de Freguesia reafirma a importância de procurar ter “mais e melhores meios para a limpeza urbana, de modo a melhorá-la substancialmente”. Fala também na intenção de “modernizar e atualizar a sinalética turística e rodoviária que está dentro da vila, tornando-a mais eficaz e agradável do ponto de vista estético” e de evitar “o estrangulamento em alguns locais onde os carros são deixados, acabando por provocar constrangimentos ao normal fluir do trânsito pedonal e rodoviário”. Filipe Abreu terminou deixando uma mensagem aos seus conterrâneos: “temos muito trabalho ainda pela frente, pelo que todos estão sempre convocados a colaborar na sua concretização, de modo a que o espaço onde habitamos seja cada vez mais amigo do ambiente e, agradável para vivermos”. PORTUGAL EM DESTAQUE | 49


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MAIS DE 300 ANOS AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO Instituída a 29 de dezembro de 1678, a Santa Casa da Misericórdia da Ericeira (SCME) dedica-se, desde então, à prática das 14 Obras de Misericórdia nas freguesias da Ericeira, Encarnação, Carvoeira e Santo Isidoro, no concelho de Mafra. Em entrevista à Portugal em Destaque, o provedor da SCME, João Pedro Gil, fala dos mais recentes projetos da instituição. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DA ERICEIRA

JOÃO PEDRO GIL Em mais de três séculos de história, que marcos realça? A Santa Casa da Misericórdia da Ericeira foi fundada por Francisco Lopes Franco, pessoa natural aqui da Ericeira, com algum património próprio e, por isso, quis instituir a Irmandade para a prática do bem na sua terra. Poucos anos depois da sua morte, sem capitais próprios que rendessem algo confortável, começaram os ‘altos e baixos’, vivendo-se o dia a dia consoante as doações que aqui chegavam. Sempre tivemos um hospital próprio e ao longo do tempo fomos crescendo, particularmente nesta vertente dos serviços de saúde. Em 1906, Raul Andrade, médico, e a sua equipa edificam um novo e maior hospital. Em 1918, quando se desencadeou o surto da pneumónica, acrescentou-se-lhe um pavilhão de isolamento e, nos anos 50, um lar e um infantário. A partir de 1921 o Hospital da Santa Casa da Misericórdia foi dirigido pela Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição e manteve-se bem até 1974. Depois, o hospital foi integrado no Serviço Nacional de Saúde, mediante o pagamento de uma renda mensal. Apesar disso, lamentavelmente sem qualquer utilização, o edifício foi-se degradando, até que, em 2009, optou-se pela sua demolição. Qual era o plano para depois dessa demolição? O objetivo era construir aí um ‘campus de saúde’, constituído por uma Unidade de Residências Assistidas (que já está, entretanto, feita) e uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados. Iniciado o processo tivemos, por imposição municipal, de construir um parque de estacionamento subterrâneo, que custou cerca de 30 por cento do investimento. Decidiu-se, então, construir apenas a Unidade de Residências Assistidas, que foi inaugurada em 2014. Desde então temos feito um controlo muito apertado aos custos, para fazer face a uma dívida de mais de 4 milhões de euros. Mas três anos depois desceu para 1,7 milhões!

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O que foi determinante para equilibrar as contas? Aconteceram duas realidades essenciais, para as quais não tenho outra explicação se não uma ‘mãozinha’ de Nossa Senhora. Havia algumas situações (muito complicadas) pendentes. Uma delas, a posse de 1/3 de um edifício na Avenida da República, em Lisboa, que nos tinha sido doado e a família do doador tinha ativado um processo judicial, que durava há mais de 30 anos. Um ‘novelo’ ao qual ninguém via o fim. Porém, no início deste ano, resolveu-se a contento de todos os intervenientes, com uma simplicidade absolutamente inconcebível! Por outro lado, existia o verdadeiro ‘buraco’ do antigo hospital demolido, que a Santa Casa jamais teria capacidade para resolver por meios próprios. Aconteceu uma visita do Provedor da SCM de Lisboa, que tem ajudado muito a paróquia da Ericeira, a quem perguntei se conhecia alguém que, connosco, quisesse ‘deitar’ as mãos àquela obra. Temos o projeto e a licença de construção e só nos falta o dinheiro. O provedor ficou dois ou três minutos em silêncio e respondeu: “isto era bom para nós!”. Naquele momento acabara de acontecer outra ‘mãozinha lá de cima’. Fiquei abso-

lutamente convencido que tinha vendido a minha ideia. Passados uns dias começaram os contactos para se avançar e, neste momento, aguardamos a assinatura de um protocolo: a SCM de Lisboa vai mesmo construir a Unidade de Cuidados Continuados Integrados. Não havia parceiro melhor e ele apareceu! Assim, quando penso em tudo e como tudo aconteceu, e na circunstân-


cia da presença da imagem da Senhora da Nazaré que corre 17 freguesias, uma em cada ano, estar precisamente este ano na Ericeira, todas estas situações, que pareciam insolúveis, a resolverem-se de um modo estranhamente tão simples. Em público agradecimento e reconhecimento, os habituais concertos de verão vão ser dedicados a Nossa Senhora da Nazaré, sendo oferecido o resultado final à sua Comissão de Festas. Qual considera ser a principal missão da Santa Casa da Misericórdia da Ericeira? A nossa missão como Misericórdia é a prática diária das 14 Obras de Misericórdia, as Sete Espirituais: dar bons conselhos, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e rezar a Deus pelos vivos e defuntos; e as Sete Corporais: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, visitar os enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos. Aqui o foco tem sido mais a saúde e os idosos? Sim! Em termos de infraestruturas temos o Centro de Bem-Estar Eng. José Frederico Ulrich, que funciona para apoio ao idoso, cuja situação social e familiar não permite a permanência na sua própria habitação, através das valências lar e centro de dia; e a Unidade de Residências Ericeira Domus, criada a pensar na segurança, conforto e bem-estar dos idosos, onde se assegura também cuidados de ordem física e psicossocial. Temos ainda um serviço de apoio domiciliário que assegura a prestação de cuidados personalizados no domicílio dos idosos, em termos de satisfação das suas necessidades básicas e/ou atividades da vida diária. Neste momento, a quantas pessoas a Santa Casa da Misericórdia presta assistência? Na Unidade RA temos 38 quatros; no lar, em todas as suas valências, também como centro de dia e apoio domiciliário, deverão ser cerca de 100 pessoas; e estamos também a distribuir o Banco Alimentar contra a Fome, mensalmente, a 93 famílias. A Santa Casa da Misericórdia da Ericeira está a cozinhar, diariamente, cerca de 550 refeições, 365 dias por ano. Com a futura UCCI iremos, possivelmente, para o dobro!

mas quando me reformei alguém me apontou esta Santa Casa, que se encontrava a passar um momento complicado. E, graças a Deus, estamos a conseguir ajudar. Que objetivos tem para o futuro da Santa Casa da Misericórdia da Ericeira? Para além dos projetos mencionados queremos respirar de alívio, pagar todas as dívidas, proporcionar uma vida de qualidade aos nossos idosos e intervir no nosso Bairro Social António Bento Franco, que precisa de muita atenção, modernizando-o para ser uma melhor resposta social. Assim nos ajude Nossa Senhora.

Uma outra forma de ajudar a população é dar-lhe emprego. Quantas pessoas trabalham, hoje, na Santa Casa da Misericórdia da Ericeira? Temos mais de 80 pessoas a trabalhar connosco. Somos um dos grandes empregadores da Ericeira e a qualidade do serviço que os nossos funcionários prestam é muito importante. Nem sempre podemos pagar o salário merecido. É um trabalho árduo, muito difícil, por vezes violento, por isso tem de ser muito reconhecido e agradecido. E o provedor João Gil, como chega à Santa Casa da Misericórdia da Ericeira? A minha família tem uma ligação, que eu conheça, de mais de 200 anos à Santa Casa da Misericórdia: o meu sogro foi provedor aqui na Ericeira, um avô foi cirurgião na SCM Covilhã e vários tios aqui também se entregaram a esta missão. Herdei deles seguramente este gosto. Exerci uma atividade gráfica durante muitos anos, na expectativa futura de vir ainda a ser lavrador,

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EMPRESA DE SUCESSO VOLTADA PARA OS ANIMAIS Inserido num mercado em crescimento, com as pessoas a terem cada vez mais cuidados com os seus animais de estimação, o Pombal Azul destaca-se com a sua oferta, não só a nível local, como também nacional. Com loja aberta ao público na Ericeira, foca-se no comércio de produtos e acessórios para animais de estimação e conta ainda com um consultório veterinário nas instalações. Em entrevista à Portugal em Destaque, João Piedade, gerente da empresa desde 2015, aborda a atual situação do mercado e fala nos projetos previstos para o futuro. POMBAL AZUL

“O Pombal Azul tem as suas origens no início da década de 90, apesar de Pombal Azul – Produtos para animais Lda. nos moldes em que está hoje ter o seu registo em 2001. A empresa assim nasce com o meu pai, José Piedade, e um sócio, que em 2015 deixou a empresa. Hoje em dia somos uma loja para animais com um consultório veterinário, com instalações feitas de raiz em 2010”, afirma João Piedade. Diferenciação num mercado competitivo Lojas especializadas, grandes superfícies ou mesmo lojas online estão aptas para comercializar produtos para animais, sejam rações ou acessórios. Com a concorrência a chegar de várias direções, o Pombal Azul é uma loja com pontos de destaque que a diferenciam dos restantes intervenientes na área, salientando João Piedade as dificuldades que as “guerras de preço” provocam. “Somos especializados na columbofilia, devido ao sucesso competitivo que temos nesse desporto a nível nacional. Temos uma loja com produtos modernos, estamos a par das tendências do mercado e temos produtos diferentes, que não se encontram em

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muitas lojas. Temos ainda uma grande oferta no que diz respeito às aves, com produção própria. Tentamos estar sempre à frente, especialmente em relação a cães e gatos, que são sem dúvida a grande fatia deste negócio. Apostamos nas marcas de qualidade que, mesmo não sendo sempre as mais vendidas, são as que oferecem mais confiança e garantias. Vamos inaugurar agora nas nossas instalações um segundo consultório veterinário, um espaço mais amplo com outro tipo de condições. Trata-se de um mercado que, para vender, é muito específico. Os próprios fornecedores fazem a diferenciação entre lojas de especialidade e grandes superfícies. O Pombal Azul é uma loja de especialidade e, verdade seja dita, isso por vezes não traz nenhuma espécie de vantagem, pois acabamos a estar ao lado de qualquer mercearia ou loja de bairro a combater a concorrência dos hipermercados. E nós, aqui na Ericeira, estamos rodeados por vários. Por se tratar de uma área muito específica, vir à nossa loja é quase como ir à farmácia, pois a parte do aconselhamento é muito importante. No fundo é este aconselhamento especializado que nos diferencia. Para além dos hipermercados, enfrentamos ainda o mercado


online, que muitas vezes oferece preços mais baixos o que faz com que por vezes nos seja quase impossível de acompanhar. No entanto, conseguimos ter algum poder de negociação com alguns fornecedores e isso dá-nos alguma margem de manobra. Por exemplo, sei de pequenas lojas que abandonaram certas marcas por ser impossível combater preços que se encontram online. O que acontece muitas vezes é que o cliente vem, é aconselhado sobre o melhor produto para a situação do seu animal de estimação e opta por comprar uma embalagem pequena apenas para experimentar e ver o efeito. Quando chega a altura de comprar a embalagem grande, lembra-se do nosso preço e procura online até encontrar mais barato”, explica o gerente do Pombal Azul. Projetos futuros para manutenção do sucesso Já com a sua loja aberta ao público na Ericeira, o Pombal Azul continua em expansão e irá abrir uma nova loja, também na Ericeira, onde o gerente espera conseguir expor ainda mais produtos do que os que já têm no estabelecimento atual. O crescimento passa também pela parte veterinária, passando de um consultório para dois. “Somos 9 pessoas na equipa e estamos em crescimento. Temos ainda a intenção de criar uma loja online, não exatamente para as rações, especialmente as de marcas mais conhecidas, porque aí já há uma guerra aberta. Vale a pena apostar em produtos e acessórios de marcas mais exclusivas que temos e ainda nas marcas de rações menos conhecidas. Acredito que este é o caminho certo e é por aqui que pretendo seguir. O Pombal Azul já conta com um site, que atualizamos sempre que chegam coisas novas de forma a ter mais um mostruário. O nosso objetivo é estar sempre a par das novidades, ir a feiras e conhecer os produtos mais recentes de forma a oferecer sempre aos nossos clientes aquilo que necessitam”, conclui João Piedade.

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FERREIRA DO ZÊZERE E TOMAR Ferreira do Zêzere é um concelho surpreendente, cheio de surpresas inesperadas, serras e vales verdejantes que escondem verdadeiros tesouros naturais no seu interior e inúmeros lugares e lugarejos pouco explorados que revelam vistas dignas de postais ilustrados. É um concelho que desperta curiosidade e que exige contemplação.São múltiplos os recursos turísticos de qualidade que tornam Ferreira do Zêzere único e inesquecível. Com uma variada oferta, poderá maximizar a sua visita, através das fragâncias puras das serras, do sorriso sincero de gentes locais, ou de experiências náuticas ou de lazer nas águas límpidas do Zêzere. Ferreira do Zêzere é tudo isto e muito mais, irá descobrir um concelho maravilhoso e encantador. Ao visitar, também vai descobrir o saber receber do povo, o seu sorriso, a sua disponibilidade, simplicidade e a alegria de viver, o que tornará a sua viagem numa grande experiência. Já Tomar, esta cidade portuguesa histórica do distrito de Santarém, onde se destacam diversos monumentos históricos, nomeadamente o Convento de Cristo, declarado Património Mundial, e a Igreja de São João Batista. Situa-se numa das zonas mais férteis de Portugal Continental para a produção de azeite, figo ou a vinha por exemplo. Foi outrora um centro industrial, com fábricas de papel, fiação, derivados de madeira e outras atividades. Comercialmente a cidade acolhe ainda a maior parte dos serviços ligados ao seu passado industrial mas vão surgindo as novas ofertas no nicho turístico, como o artesanato de nova geração, a gastronomia de qualidade e o acompanhamento turístico especializado. A terra é relativamente fértil acolhendo sobretudo a cultura de milho em regadio, o olival e a vinha.

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UM ARCO-ÍRIS DE POTENCIALIDADES São inúmeras as razões para uma visita a Ferreira do Zêzere, começa por dizer Jacinto Lopes, presidente da Câmara Municipal, em entrevista à revista Portugal em Destaque, salientando desde logo, a riqueza natural, a paisagem verdejante e aquele que é um dos maiores espelhos de água da Europa, uma marca muito forte do concelho, proporcionando uma envolvência e um cenário verdadeiramente deslumbrantes. MUNICÍPIO DE FERREIRA DO ZÊZERE Um concelho surpreendente, entre serras e vales verdejantes que escondem verdadeiros tesouros naturais no seu interior e inúmeros lugares de beleza estonteante, que desperta sensações únicas a todos quantos o visitam. Ferreira do Zêzere oferece condições únicas para a prática de desportos náuticos, como a canoagem, wakeboard, ski aquático, remo, mergulho, ou para um simples passeio de barco. “Todos os anos, temos em Ferreira do Zêzere grandes seleções de remo, este é o terceiro ano consecutivo que acolhemos uma prova do mundial de wakeboard em Ferreira Zêzere, desta feita na vertente de cable”, refere o autarca, sublinhando que o município tem apostado nesta modalidade, potenciando o rio com a construção de uma estância única no mundo. “É a primeira estância do mundo com cinco cable systems ligados por transferes de barcos. A ideia é que a experiência seja sempre diferente para quem nos visita”, revela o presidente, acrescentando que se trata de uma oferta diferenciadora a um preço acessível e, acima de tudo, numa lógica de respeito pelo meio ambiente. A beleza paisagística e o turismo natureza são outra das razões para conhecer Ferreira do Zêzere, desde os miradouros sobre a península de Dornes, aos horizontes sem fim do Lago Azul, são tantas paisagens que o irão deslumbrar. Por isso, não é de estranhar que a Aldeia de Dornes tenha sido eleita como a primeira finalista das 7 Maravilhas na categoria de aldeias ribeirinhas. Vale a pena conhecer a chamada península encantada rodeada pelas águas do Zêzere. A luminosidade, o clima e as paisagens sedutoras, convidam a passeios através dos percursos pedestres, desfrutando da natureza, mas sempre de olhos postos no rio, vislumbrando uma beleza única e singular. “A nossa expectativa é que a Aldeia de Dornes possa ser uma das 7 Maravilhas, vamos trabalhar para isso. Só nos resta votar e apelar ao voto a todos aqueles que conhecem a aldeia e a todos que ficaram fascinados com a sua singularidade”, consubstancia o autarca. A gastronomia é outro dos pontos fortes deste tesouro do Interior, e tendo em conta a qualidade e diversidade dos produtos endógenos, ao longo do ano são realizados cinco festivais, sendo eles o festival gastronómico das migas (janeiro), lagostim (abril), fava (Maio), ovo (junho) e abóbora (novembro). “O festival do lagostim é o mais forte e que atrai mais visitantes, mas todos eles pretendem valorizar os produtos da nossa terra. Ao longo dos anos, assistimos ao salto qualitativo do serviço preconizado pelos restaurantes do concelho”, referencia Jacinto Lopes, sublinhando que sendo Ferreira do Zêzere a Capital do Ovo, gostaria que todos os restaurantes tivessem uma carta de omeletas, numa lógica de valorização de um produto tão característico. Numa visita ao concelho, poderá degustar inúmeras especialidades e iguarias, como os bifinhos no chapéu, leitão assado, cabrito assado, lagostim e peixe do rio, sem esquecer os bolos regionais, os bons maridos e boas esposas. Ferreira do Zêzere é tudo isto e muito mais, irá descobrir um concelho maravilhoso e encantador, com gentes simples e hospitaleiras, o que certamente tornará a sua viagem numa grande experiência. De acordo com Jacinto Lopes, o concelho de Ferreira do Zêzere começa a ter uma capacidade hoteleira muito interessante, por isso o trabalho do executivo municipal tem versado igualmente a atração turística e a criação de produtos turísticos, uma vez que “queremos que o turismo de qualidade seja a alavanca para a dinamização económica do concelho”, advoga, subli60 | PORTUGAL EM DESTAQUE


orgulho na modernização administrativa levada a efeito nos últimos anos e na realidade financeira da nossa Câmara Municipal. Atingimos estes resultados com uma boa gestão da Câmara Municipal que nos permitiu ainda aliviar alguns dos impostos dos ferreirenses, mantendo as taxas mínimas no IMI, cobrando licenças abaixo da média nacional e ainda sem aumentos na água e nos resíduos sólidos nos últimos 5 anos”, avançou o edil. Por outro lado, o líder do executivo ferreirense manifesta um grande orgulho nas empresas e empresários do concelho, adiantando que “tudo fazemos para lhes proporcionar as melhores condições, e fruto do trabalho desenvolvido, Ferreira do Zêzere é o 2º melhor concelho do país, no que diz respeito à taxa de desemprego”. Hoje em dia, as grandes obras são as pessoas, quem o diz é Jacinto Lopes, lembrando que a única obra estrutural que falta é o saneamento básico, isto porque se trata de um concelho com uma orografia complexa, tornando este investimento bastante oneroso e com rentabilidades muito baixas. À parte disso, as grandes obras estão feitas, desde o centro escolar, cineteatro, centro cultural, piscinas, enfim todos os equipamentos e infraestruturas de qualidade ao serviço da população. “Faltavam as pessoas, por isso, ao longo destes últimos oito anos, temos trabalhado em prol das pessoas. A minha vivência nas instituições aproxima-me das necessidades das pessoas, por isso temos um olhar atento aos mais desfavorecidos, com a recuperação de casas e com o apoio medicamentoso aos idosos e famílias mais carenciadas”, revela, sublinhando que o executivo nunca deixou que nada faltasse aos ferreirenses. JACINTO LOPES nhando que os municípios que não têm uma marca muito forte tendem a estabelecer sinergias, criando programas articulados, a fim de cativar cada vez mais visitantes com as suas singularidades. E falando em singularidades, o Município de Ferreira do Zêzere tem vindo a apostar na valorização da Gruta de Avecasta, explicou o autarca, acrescentando que o espaço está já classificado como de interesse arqueológico. “A Gruta da Avecasta é um sítio arqueológico único no país, o seu enorme interesse arqueológico resulta da conservação excecional das estruturas das várias aldeias sobrepostas, desde há mais de 5 mil anos. O objetivo é criar um centro de interpretação e um circuito pedestre, criando assim um polo de atração turística”, esclarece.

Honrar o passado, construir o presente, pensar o futuro Jacinto Lopes recandidata-se assim para um terceiro mandato numa autarquia a cujo executivo pertence desde 1994, primeiro como vereador sem pelouros (1994 a 1997), depois a meio tempo (1998 a junho de 2002), a tempo inteiro e vice-presidente (de julho de 2002 a outubro de 2009). As pessoas reconhecem-lhe capacidade de trabalho e visão estratégica, por isso mostra-se “empenhado em dar continuidade ao caminho de dedicação, empenho e agregação de esforços, dos últimos anos”, avança, elencando as prioridades para o próximo mandato. Os objetivos do próximo ciclo autárquico passam por continuar a desenvolver o concelho e manter toda a estrutura e de rede de apoio existente, “apostar no desenvolvimento económico do concelho, no apoio às nossas escolas, o reforço da ação social para com os idosos, doentes e pessoas com dificuldades económicas, a defesa do nosso património, dos direitos e da identidade do concelho, apoio às associações e clubes, bem como a intensificação do trabalho com a Juntas de Freguesia”, salienta Jacinto Lopes e, sem querer desvendar muito, levanta a ponta do véu, dizendo que o Município pretende continuar a desenvolver ideias que coloquem Ferreira do Zêzere no centro das atenções.

Balanço do mandato autárquico Jacinto Lopes traça um balanço positivo dos dois mandatos que esteve à frente dos destinos de Ferreira do Zêzere, sublinhando: “Conseguimos dar maior visibilidade à nossa terra, Ferreira do Zêzere é hoje conhecida aquém e além-fronteiras! Temos PORTUGAL EM DESTAQUE | 61


UMA FREGUESIA ONDE DÁ GOSTO VIVER Nossa Senhora do Pranto é uma freguesia do concelho de Ferreira do Zêzere, que nasceu da agregação das freguesias de Dornes e Paio Mendes. Com excelente localização e uma paisagem de cortar a respiração, banhada pela Albufeira de Castelo de Bode, numa extensão de cerca de 20 quilómetros, esta freguesia assume uma panóplia de motivos de interesse para uma visita sem pressas para poder desfrutar de tranquilidade, beleza e qualidade de vida. JUNTA DE FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DO PRANTO centenas de peregrinos” que participam nesta Via-sacra, pelas condições físicas e naturais do percurso até ao santuário onde se destacam também os “momentos de silêncio e de oração”, sublinha lembrando igualmente a importância da Festa dos Círios para a freguesia.

Na freguesia de Nossa Senhora do Pranto, encontramos ainda a histórica Vila de Dornes, considerada entre as cinco vilas mais bonitas de Portugal. Para quem gosta de passear pelo nosso país, e conhecer as maravilhas de Portugal, esta é uma vila que vale bem a pena conhecer e apreciar o que nela há para visitar, essencialmente pela sua simplicidade e autenticidade. “Dornes foi uma das primeiras finalistas às 7 Maravilhas – Aldeias Ribeirinhas, algo que muito nos orgulha”, revela José Manuel Russo, presidente da Freguesia de Nossa Senhora do Pranto. Com paisagens fabulosas, tendo o Rio Zêzere como pano de fundo, o silêncio e a calma reinam em Dornes, por isso “a expectativa é que no próximo dia 3 de setembro a nossa aldeia possa sair vencedora”. De todas as lendas passadas de geração em geração, merece destaque a lenda de Nossa Senhora do Pranto de Dornes. Desta lenda parece resultar a grande devoção que por toda esta região existe pela padroeira desta Vila, Nossa Senhora do Pranto, cuja romaria se faz a 15 de Agosto, atraindo cada vez mais visitantes. Destaque ainda para passeios de barco e os percursos pedestres que poderá trilhar, usufruindo de uma vista deslumbrante. “Gostaríamos de desenvolver mais a vila, mas há muitas limitações, por isso não fazemos mais, porque não nos deixam”, esclarece José Manuel Russo, em entrevista à Portugal em Destaque. A localidade de Dornes acolhe todos os anos a Via-Sacra “Uma vela a Jesus”, iniciativa que consiste numa procissão do Senhor dos Passos, ao encontro de Nossa Senhora do Pranto, no seu santuário. De acordo com o autarca, todos os anos “são várias as

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“Um mandato maravilhoso” José Manuel Russo assumiu a gestão da Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Pranto com verdadeiro espírito de missão e com uma vontade positiva de servir a freguesia e a sua população, tendo em conta que é um homem de convicções, de causas e de trabalho. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, o autarca considerou que este foi “um mandato maravilhoso”, que permitiu desenvolver um conjunto de obras, nomeadamente no cemitério de Paio Mendes, vários espaços em calçada portuguesa e pavimentação um pouco por toda a freguesia, bem como a limpeza, manutenção e conservação das vias. “Quando entrei para a junta de freguesia, criei ainda a Florzezere - Associação De Desenvolvimento Florestal”, que garante 12 postos de trabalho, estando permanentemente em vigilância na defesa da floresta. “Tenho orgulho em presidir esta associação desde o início, porque tem uma situação económica estável e assume uma importância fulcral dada a extensão de mancha florestal do concelho”, revela. José Manuel Russo e Deolinda Henriques, presidente e secretária do executivo, lamentam que durante este mandato não tenham conseguido avançar com a construção de um pavilhão para guardar e preservar os veículos e equipamentos da junta de freguesia, por isso esta também se assume como uma das principais razões para a sua recandidatura. A área social foi também uma prioridade durante o atual mandato com a reconstrução de habitações e apoio aos mais desfavorecidos, e assume-se como um importante desígnio em termos de futuro. “Queremos continuar a dar apoio à população, às coletividades, às nossas escolas, bem como continuar a lutar pelo bom funcionamento do posto médico”, revela, acrescentando que esta tem sido uma luta conjunta com a freguesia e o município.


A PAIXÃO PELAS ABELHAS E PELA NATUREZA Sediada no centro de Portugal, em Pombeira, no concelho de Ferreira do Zêzere, os Apiários Flores do Zêzere aproveitam o que natureza dá, colhem e selecionam o mel, o pólen, o própolis, a geleia real e a cera. APIÁRIOS FLORES DO ZÊZERE

MADALENA E JORGE HENRIQUES Em entrevista à Portugal em Destaque, o apicultor Jorge Henriques conta como tudo começou e o muito que aprendeu com as abelhas ao longo dos anos. Foi o desemprego que, nos anos 80, impulsionou a sua vinda da região de Lisboa para a serra e para seguir a vida de apicultor. As mudanças tecnológicas numa empresa de telecomunicações levaram a firma a rescindir vários contratos, entre eles estava o seu. “A apicultura era já um hobby, uma tradição que vinha de família. Este levou-me a criar um negócio próprio”, diz, lamentando que os jovens não apostem neste ofício, “pois há mercado e potencial. Cá dentro e lá fora. Contudo, para se ser apicultor é preciso gostar-se da atividade e dedicar-se de corpo e alma”, sublinha.

“embora a produção seja um pouco invariável fruto do clima e das mudanças ao longo dos anos”. Ao lado de sua casa, construiu um melário primário, onde extrai o mel e outros componentes para produzir os diferentes produtos que tem ao dispor dos seus clientes, nomeadamente, velas de cera pura, própolis, pólen e geleia real. Atualmente produz essencialmente duas variedades de mel, o de rosmaninho claro de Castelo Branco e do Crato, e o de urze escuro mais característico desta região do Médio Tejo. Para completar a gama, Jorge Henriques adquire a colegas outros produtos para comercializar, “como por exemplo o hidromel (vinho mais antigo da humanidade produzido a partir do mel), vinagre de mel, rebuçados de mel, sabonetes de mel e cosmética apícola (creme de mãos, pés, protetor labial) ”. É com esta gama de produtos da colmeia que se apresenta nas mostras e feiras que vai percorrendo pelo nosso país. Neste setor existe ainda uma grande entreajuda, Jorge Henriques troca frascos de mel com um apicultor do Algarve diversificando assim a sua oferta nas feiras. “É mel de laranjeira. Os meus clientes gostam muito”, afiança. O escoamento do produto é feito no mercado nacional, tendo tido algumas experiências na exportação para Angola e Cabo Verde. Com uma experiência de mais de 30 anos, Jorge Henriques confessa que o convívio com estas operárias da natureza ensinou-lhe que no mundo animal também há profissionais de exceção: há rainhas dóceis que levam os seus enxames a produzir excelente mel e em enormes quantidades, enquanto outras colmeias são menos produtivas. Jorge Henriques aprendeu a reproduzir estes generais – a que chama rainhas artificiais - que apesar de constituírem uma segunda linhagem são uma excelente maneira de ter o exército sempre motivado e uma produção de gama alta. “As abelhas dão-nos verdadeiras lições de trabalho e rigor. Quando abrimos uma colmeia parece um autêntico laboratório, cada uma sabe a tarefa que lhe está destinada. As abelhas, desde o dia que nascem até ao dia em que morrem têm pré-definidas todas as missões e funções a desempenhar”, sublinha o apicultor, evidenciando também que a polinização das abelhas é insubstituível na produção de frutas de qualidade.

A determinação de Jorge Henriques e o seu gosto pela natureza levou-o a criar uma pequena empresa familiar, os apiários do Zêzere, na Pombeira, concelho de Ferreira do Zêzere. Foi um pioneiro em apostar na apicultura e em transferir a sua vida da cidade para o campo. Agora tem abelhas no concelho de Ferreira do Zêzere, Vila de Rei, Castelo Branco e Monte da Pedra, no Crato. Tem mais de duas dezenas de apiários, cerca de 350 colmeias e capacidade para extrair cerca de seis toneladas de mel por ano, PORTUGAL EM DESTAQUE | 63


EXPERIÊNCIA E PROFISSIONALISMO Com duas décadas de história, a Transfer – Transportes Ferreirense cresceu apoiada em pressupostos de qualidade e na longa experiência na exploração florestal dos transportes na área da indústria das madeiras. Volvidos cerca de 20 anos, é reconhecida como uma empresa de referência no sector, reconhecimento que tem como fator primordial o desenvolvimento de competências, acompanhando o mercado, de forma a alcançar a satisfação dos seus clientes. TRANSFER - TRANSPORTES FERREIRENSE

PEDRO FERREIRA Com novas instalações na freguesia de Paio Mendes, a Transfer – Transportes Ferreirense é uma empresa que gravita na fileira da exploração e transporte de madeiras. Com 20 anos de percurso, mas muito mais de experiência, o gerente Pedro Ferreira, em entrevista à revista Portugal em Destaque, desvendou que esta é “uma área de negócio familiar”. Coragem, ousadia e empreendedorismo foram os pilares que sustentaram a sua decisão de se aventurar na criação da sua própria empresa. Com mais de 30 viaturas, entre camiões e ligeiros, e cerca de 15 máquinas, a Transfer – Transportes Ferreirense trabalha com grandes empresas, nomeadamente, as celuloses, praticamente desde o início, o que constitui um motivo de orgulho. Pedro Ferreira sublinha que esta é uma empresa especializada na prestação de serviços de exploração e valorização

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florestal e no comércio de madeiras e biomassa, destacando ainda a prestação de serviços de corte e o transporte de madeiras. Com uma esfera de influência geográfica que abrange todo o país, a Transfer – Transportes Ferreirense tem conseguido granjear sucesso e fidelizado os seus clientes, essencialmente pela sua forma de estar no mercado, que se caracteriza pela transparência, profissionalismo e pelo cumprimento rigoroso de prazos, isto porque “os clientes são cada vez mais exigentes”, evidenciando que “a qualidade constitui o princípio base de atuação da empresa assente na máxima eficiência, rapidez e capacidade de trabalho”. Com a visão de crescer de forma sustentada e demonstrar a sua capacidade competitiva, a Transfer aposta em recursos humanos especializados, uma equipa composta atualmente por 30 pessoas – e na aqui-

sição de equipamentos tecnologicamente adaptados a responder eficazmente a cada tipologia de serviço prestado. A par disso, a empresa detém as certificações de nível mundial, o Forest Stewardship Council® (FSC®) e o Programme for the Endorsement of Forest Certification© (PEFC©), que atestam que a floresta é administrada ou gerida de forma responsável e sustentável. É com grande orgulho que Pedro Ferreira afirma que, os últimos anos foram de um exercício assinalável, pela coerência na prossecução dos objetivos, pela consistência da gestão e pela validade da estratégia definida para a empresa. Atualmente é uma empresa com um crescente volume de negócios, fruto de uma estratégia, envolvendo os seus colaboradores, fornecedores e clientes, mobilizando a experiência, competência e capacidade de cada um com vista à melhoria contínua, a garantia de uma relação de confiança e fiabilidade com todos os seus intervenientes e promoção da sua realização pessoal e profissional. Criar valor é a missão das empresas e, no fundo, é este o mote de trabalho da Transfer – Transportes Ferreirense, isto é a criação de valor sustentável está na essência da atividade desta empresa, bem como a inovação, até porque é esta que marca o ritmo da civilização atual. Com estes pressupostos, a competitividade da Transfer – Transportes Ferreirense está assegurada, assumindo-se cada vez mais como uma empresa de referência no sector onde gravita, granjeando excelentes resultados e bons padrões de excelência.


A MELHOR QUALIDADE AOS MELHORES PREÇOS Aberto ao público desde julho de 2003, com a gestão de Paula Carvalho, o Intermarché de Ferreira do Zêzere é um verdadeiro exemplo de sucesso, que tem vindo a granjear a preferência dos clientes pela sua qualidade e oferta diversificada e diferenciadora. INTERMARCHÉ FERREIRA DO ZÊZERE

asseguram a qualidade, diversidade, compromisso, confiança, e tudo isto com preços bastante competitivos. Desde logo, a própria loja que cativa não só pelo serviço personalizado, próximo e atento, mas também pela própria harmonia e coesão na disposição dos produtos. O Intermarché em Ferreira do Zêzere prima por apresentar produtos de grande qualidade aos melhores preços, por isso mesmo as suas marcas são sinónimo de qualidade e confiança, sempre ao melhor preço possível. De acordo com Paula Carvalho, “todas as marcas do grupo Intermarché são de referência e confiança, de forma a garantir a satisfação dos seus clientes”, refere, acrescentando que na sua superfície comercial também tem ao dispor dos seus clientes produtos da região, destacando a parceria, nomeadamente, com produtores de queijo e fruta. Por outro lado, este espaço disponibiliza também um posto de combustível, “o único na região a funcionar 24 horas por dia”, revela a empresária, acrescentando que, desta forma, o Intermarché de Ferreira do Zêzere passou a oferecer mais um serviço diferenciador e com altos padrões de qualidade aos seus clientes. “Está prevista uma remodelação do posto de combustível, alargando a oferta com o combustível aditivado”, desvenda a nossa entrevistada. Paula Carvalho confessa que gosta de estar atenta às inovações e novidades do mercado, sempre com o intuito de poder oferecer o melhor aos seus clientes, por isso decidiu importar o conceito de

PAULA CARVALHO Paula Carvalho nasceu em França, mas foi em Portugal que encontrou a sua realização profissional no grupo Intermarché. Durante o seu percurso, granjeou uma vasta experiência e know-how que a impulsionou a abraçar o desafio de gerir a sua própria loja. Ferreira do Zêzere foi a região que a cativou e, em julho de 2003, assumiu a gestão desta superfície comercial. O compromisso assumido neste espaço é o de oferecer uma grande seleção de produtos para todas as ocasiões e a mais elevada qualidade e a frescura aos melhores preços. Para atingir este objetivo, Paula Carvalho está diariamente na loja, percebendo assim o que os clientes querem e desenvolvendo as estratégias de negócio que lhe permite ir ao encontro das necessidades e exigências de quem procura este espaço comercial. Quem visitar o Intermarché em Ferreira do Zêzere, certamente encontrará todos os motivos para voltar uma e outra vez, porque num só espaço pode encontrar um conjunto de valências que 66 | PORTUGAL EM DESTAQUE


ambiente muito familiar e genuíno, o que me tem feito gostar cada vez mais de estar aqui e ter apostado neste projeto”, revela, destacando que, paulatinamente, tem conseguido esbater as rotinas que muitas pessoas tinham de fazer compras na cidade de Tomar, conquistando-as com a qualidade, excelência e atendimento próximo e personalizado, bem como pela simpatia e afabilidade da sua equipa de trabalho, que caracteriza como “profissional, multifacetada, coesa e solidária”. Para o futuro, Paula Carvalho espera crescer de mão dadas com Ferreira do Zêzere, por forma a fazer crescer e consolidar este projeto. “Espero que a vila se desenvolva cada vez mais, que cative mais pessoas para se fixarem, para que juntos possamos crescer, assumindo sempre o lavandaria automática que prolifera nos centros urbanos e implementá-lo na sua loja, até porque em Ferreira do Zêzere não existia nada do género. Desta forma, os clientes têm “a possibilidade de lavar peças de maior volume num curto espaço de tempo, de forma cómoda e eficaz”, salienta, lembrando que esta valência constitui um complemento à oferta de qualidade que esta superfície apresenta em Ferreira do Zêzere. Crescimento e consolidação Paula Carvalho mostra-se bastante satisfeita com o crescimento e desenvolvimento desta empresa agraciada com o estatuto de PME Líder, salientando que foi muito bem recebida nesta região. “Aqui, na vila de Ferreira do Zêzere nota-se um compromisso de oferecer o melhor aos nossos clientes”, conclui a nossa entrevistada, salientando que pretende continuar a inovar e a apostar em estratégias diferenciadoras.

AV. 13 JUNHO - MATANA 2240-368 FERREIRA DO ZÊZERE TELEFONE: 249 360 030

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CASTELO TEMPLÁRIO: UMA HOMENAGEM A TOMAR No Convento de Cristo, no passado dia 29 de junho, provou-se o novo vinho tomarense, o “Castelo Templário”, da Adega Casal Martins. Este novo vinho é feito a partir de castas antigas e, para a produtora Anca Martins, pretende ser uma homenagem à cidade de Tomar. ADEGA CASAL MARTINS

VÍTOR E ANCA MARTINS A revista Portugal em Destaque foi conhecer a Adega Casal Martins, um espaço onde se respira a excelência dos vinhos e a história de uma região. Anca Martins, uma mulher carismática, dinâmica e empreendedora, conta a história da adega e emana todo o amor e paixão pelas vinhas e pelo vinho. Nascida e criada na Roménia, foi em Portugal que encontrou os seus dois amores, o marido Vitor Martins e a produção vitivinícola. Hoje, é com a firmeza dos seus conhecimentos práticos e académicos, nomeadamente com o mestrado em Enologia e Viticultura no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, que dinamiza, com sucesso, a mais recente adega da região. Este é um projeto familiar, que se diferencia pela aposta em novos produtos, que começa já a dar os seus frutos. Investindo em vinhas próprias e arrendadas, num total de 30 hectares, e numa adega tradicional com a mais moderna tecnologia, a empresária assume a capacidade para vinificação de 100 mil litros. Contudo, o objetivo é poder alcançar os 250 mil litros, para tal a Adega Casal Martins candidatou-se a um proje68 | PORTUGAL EM DESTAQUE

to comunitário, no sentido de aumentar a adega e poder dar “este salto qualitativo”. No portfólio da Adega Casal Martins, as referências D. Anca e Cave do Gira, nas variedades reserva tinto, tinto, frisante (branco e rosé) e, mais recentemente, o Castelo Templário. Sobre este novo vinho, Anca Martins referiu que é um vinho feito a partir de castas antigas e representa uma homenagem a Tomar, a terra que a acolheu e que “me deu a possibilidade de fazer o que gosto. Adoro a cidade de Tomar”, confessou emocionada. Mas que vinho é este o “Castelo Templário”? Amadurecido nas mais nobres terras templárias e elaborado a partir de uma cuidadosa seleção das castas Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Castelão, este vinho de cor rubi e aroma frutado destaca-se pela sua complexidade e elaboração. Na boca apresenta-se estruturado com volume e ao mesmo tempo aveludado, recomenda-se ser consumido entre os 18 e 20ºC. Vale a pena provar e degustar este novo néctar da Adega Casal Martins, deslocando-se à própria adega ou então em qualquer restaurante da região e certamente ficará deliciado com o seu aroma e sabor.

Tambuladeiras de Prata e 1 de Ouro, no Concurso Revista Escanções de Portugal 2016 e 2017, Medalha de Prata no Concurso Nacional do Crédito Agrícola 2016, Medalha de Ouro no Concurso Vinhos Engarrafados do Tejo 2016, Medalha de Prata, no Concurso Internacional Wine Masters Challenge 2016, uma Medalha de Ouro e outra de Prata, no Concurso Internacional Wine Contes Bucharest 2017, Medalha de Prata no Concurso Nacional Vinhos de Portugal (Wines of Portugal) 2017 e, ainda a Medalha de Ouro no Concurso Internacional Enológico Selezione del Sindaco Italia 2017. Quanto ao futuro, “pretendemos continuar a lutar pela qualidade dos nossos vinhos e fazer crescer a Adega Casal Martins”, revela Anca Martins, uma tomarense de coração.

Reconhecimento nacional e internacional Em Tomar, os vinhos têm renome e crédito assegurados, premiados a nível nacional e internacional, como é o caso da Adega Casal Martins. Anca Martins, a jovem enóloga e produtora da Adega Casal Martins, mostra-se bastante orgulhosa com o reconhecimento que os seus vinhos e colheitas têm obtido, destacando as 2

FONTINHA Nº1 A 2305-319 CASAIS-TOMAR TELEFONES: 914 593 835 | 918 369 211 E-MAIL: ADEGA.CASALMARTINS@GMAIL.COM


união de freguesias de tomar

S. JOÃO BAPTISTA TA. MARIA E STA DOS OLIVAIS

T RA B A L H O, EMPENHO E D E D I CA Ç Ã O !

IGREJA DE SÃO JOÃO BAPTISTA

JANELA DO CAPÍTULO

IGREJA STA. MARIA DOS OLIVAIS

CONTACTOS DA SEDE: Rua Alexandre Herculano, n.º20, 2300-554 Tomar

249 313 927 | 938 581 973

geral@freg-sjoaosmaria-tomar.pt


PODER DE PROXIMIDADE AO SERVIÇO DA POPULAÇÃO Augusto Barros assumiu a liderança da União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais com verdadeiro espírito de missão e com uma vontade positiva de servir a freguesia e a sua população. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, o autarca falou das prioridades que foram estabelecidas para este mandato, transmitindo uma mensagem de confiança na dinamização da freguesia. UNIÃO DE FREGUESIAS DE SÃO JOÃO BAPTISTA E SANTA MARIA DOS OLIVAIS

íntegra com gemas de ovos e cozinhado numa panela específica para o efeito. Passe a Ponte Velha por cima do rio Nabão, fonte de vida crucial da cidade, e aproveite para desfrutar dos Jardins do Mouchão.

AUGUSTO BARROS A União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais constitui a segunda maior freguesia urbana do distrito de Santarém, sendo reconhecida, não só pelo seu riquíssimo património, mas também pelas suas potencialidades turísticas. Deixe-se encantar pelos tesouros singulares desta cidade, numa visita a Tomar não deixe de conhecer o Convento de Cristo e a sua Janela do Capítulo - arte Manuelina, a Capela de Santa Iria, a Igreja de Santa Maria dos Olivais, a Igreja de São João Baptista, o Museu dos Fósforos e a Sinagoga. Conheça a cidade de Tomar, um segredo bem guardado no centro do país e uma herança que é parte integrante da história de Portugal. O centro histórico da cidade é hoje dotado de uma nova vaga de cultura, encabeçada pelo conhecido grupo de teatro Fatias de Cá, a passo do renovado Cineteatro Paraíso e o recente Museu de Arte Contemporânea entre outros núcleos. Falando em “fatias”, não deixe de provar as afamadas Fatias de Tomar, um doce regional conventual feito na 70 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Balanço autárquico Com mais de duas décadas ao serviço da causa pública, Augusto Barros considera-se um homem lutador e persistente, foram estas características que o autarca emprestou à União de Freguesias de Tomar na liderança dos seus destinos, contando com o apoio da sua equipa. A cumprir o primeiro mandato como presidente da União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais, Augusto Barros traçou um balanço positivo do trabalho que tem sido levado a cabo pelo executivo, clarificando que este tem sido desenvolvido no sentido de uma grande atenção perante a freguesia, nas suas mais variadas vertentes, nomeadamente social, educacional, desportiva, cultural e recreativa. “A minha motivação são as pessoas e a defesa dos interesses da população da União de Freguesias de Tomar”, referiu o presidente, sublinhando a sua filosofia de proximidade para com a população, uma vez que considera crucial ouvir as pessoas. E na verdade as populações reconhecem que as juntas de freguesia são o chamado poder de proximidade. De acordo com Augusto Barros, na pirâmide do poder democrático, as juntas de freguesia são ‘um porto de abrigo’ que preconiza o acompanhamento social e tem o verdadeiro conhecimento da realidade das suas freguesias, revelando que a união de freguesias tem colmatado muitas lacunas na esfera social, nomeadamente, na identificação dos problemas e necessidades, até à sua resolução. A Comissão Social de Freguesia consegue atuar junto das famílias mais desfavorecidas, resolvendo algumas das suas necessidades, refere o autarca, lembrando que são entregues vários cabazes alimentares durante o ano e mais de uma centena na época do natal. Advoga, que, neste mandato fez mais do que em qualquer outro, “mas só foi possível com uma parceria estreita com a Câmara Municipal de Tomar”. O presidente da junta de freguesia sublinha ainda ação na área sócioeducativa, com a coordenação da técnica Filipa Fernandes, evidenciando a Junt`Anima, que consiste num campo de férias com uma panóplia de atividades de cariz desportivo, natural, social, cultural, criativo, de entretenimento, tendo sempre presente toda “uma filosofia pedagógica que nos orienta no sentido de permitir às nossas crianças um crescimento pessoal, social, físico e comunitário”, revela o autarca, lembrando que na festa de encerramento todos os alunos recebem diplomas. Por outro lado, a Junt`Anima Séniores é um programa de ativi-


ATIVIDADE JUNT’ANIMA SÉNIORES

MUSEU LUSO HEBRAICO - SINAGOGA DE TOMAR

JUNT’ANIMA - CAMPOS DE FÉRIAS

dades desportivas, culturais, artísticas, lúdicas e de puro lazer para pessoas com mais de 60 anos. Este festival sénior pretende acima de tudo promover o envelhecimento ativo da população. “Para os menos jovens, temos também o Passeio da Terceira Idade, que este ano será rumo à Marinha Grande”, e contará com cerca de 400 idosos que, entre outras coisas, vão conhecer a Rota do Vidro. Nos últimos quatro anos, Augusto Barros conseguiu ainda recuperar e entregar 10 habitações a famílias no Bairro Sra. dos Anjos, “recuperámos 12 casas no Bairro 1º de Maio, tendo mais 30 para recuperar”, refere, sublinhando que são obras que lhe dão bastante orgulho. Com o atual mandato prestes a terminar, o presidente da União de Freguesias de São João Baptista e Santa Maria dos Olivais fica de “consciência tranquila” e bastante satisfeito com a aprovação e adjudicação da obra na Rua Corredoura do Mestre, na zona de Palhavã. “Para além da colocação de infraestruturas no subsolo, a nível de pavimento será criado passeio com largura suficiente para carrinhos de bebé ou cadeiras de rodas num dos lados da rua, que manterá os dois sentidos de trânsito”, refere Augusto Barros, avaliando que estas mudanças são essenciais para a qualidade de vida da população. Dar continuidade a um projeto de desenvolvimento A candidatura de Augusto Barros à União de Freguesias de Tomar decorreu, no passado dia 27 de maio, no mercado municipal. O candidato na sua intervenção elencou as principais obras levadas a efeito durante este mandato, outras obras que ainda vão ter início e projetos futuros. Certo de que “a luta vai ser dura”, Augusto Barros evidencia que aceitou recandidatar-se com o intuito de dar continuidade à obra iniciada há quatro anos. Considerado por todos, um homem de trabalho, capaz de inovar, Augusto Barros assume-se um autarca disponível para resolver os problemas, que mantém uma grande proximidade com a população. Para o próximo ciclo autárquico, os grandes desígnios de Augusto Barros e da sua equipa passam pelo fortalecimento da área social e socioeducativa, bem como pela defesa intransigente dos interesses da população da freguesia urbana da cidade de Tomar. PORTUGAL EM DESTAQUE | 71


VIANA DO CASTELO Viana do Castelo é capital de distrito e uma das mais belas cidades do litoral português. Longe de Lisboa, vê poucos turistas, quando comparada com as maiores cidades do litoral português, mas esta situação resulta especialmente da sua localização e não das suas potencialidades. Viana do Castelo vale a pena ser visitada – rica em património e bela por natureza. Quem visita Viana do Castelo tem, quase obrigatoriamente, de subir no elevador até Santa Luzia. De Santa Luzia as vistas são fantásticas. Mas para a cereja no topo do bolo há que subir ao Zimbório. As vistas do Zimbório são de contemplar. O santuário é grandioso, muito maior do que se está à espera e o seu interior faz lembrar as melhores catedrais modernas no mundo. O Museu do Traje, em Viana do Castelo é magnífico. Aprende-se sobre a história e tradição dos trajes vianenses. Vale a pena percorrer o centro histórico de Viana do Castelo, sem mapa e sem rumo. Os recantos escondidos, as pequenas praças, os becos sem saída, fazem lembrar as cidades mediterrânicas gregas e italianas. Neste passeio descobrem-se recantos e lugares incríveis como é o caso de um dos lugares mais interessantes que visitamos em Viana do Castelo, a bela igreja de São Domingos. Não se pode ir a Viana do Castelo sem se visitar o navio hospital Gil Eannes. E não se pode sair desta visita sem se sentir um tremendo orgulho no navio, nos seus tripulantes e nos estaleiros de Viana do Castelo. A história do navio hospital está intimamente ligada à cidade. Hoje pode-se visitar as salas de operações, internamentos, os laboratórios de análises e todo um conjunto de divisões que nos permitem conhecer e perceber melhor a vida de embarcado. É uma cidade culturalmente dinâmica, que conta, neste âmbito, com várias iniciativas que valorizam as artes e a cultura. No mês de agosto, durante os dias 17, 18, 19 e 20, a cidade enche-se de movimento com a Romaria da Senhora da Agonia. O cortejo histórico-etnográfico é uma referência. O desfile retrata a história da região e aquilo que a carateriza, como o traje à Vianesa, com todas as suas variantes e modos de trajar, para além de ser um ícone do trajar em Portugal, representa a história de um povo, de uma região.


UM SERVIÇO PÚBLICO DE QUALIDADE Dar aos alunos, possibilidade de serem homens e mulheres do mundo, com espírito universal, é o objetivo traçado para quem estuda em Arga e Lima, segundo afirma o diretor Manuel Agostinho Sousa Gomess, na escola, desde o início da sua constituição. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE ARGA E LIMA

MANUEL AGOSTINHO SOUSA GOMES A Escola Básica e Secundária de Lanheses em Viana do Castelo é a escola sede do Agrupamento de Arga e Lima tendo como antecessor um antigo Externato Liceal que encerrou há 27 anos. São 13 as freguesias que constituem o agrupamento, com 900 alunos no total, perto de 580 frequentam a escola sede. Cada freguesia tem um aluno como seu representante eleito em assembleia de alunos, não sendo designado pelo diretor. Normalmente, o aluno eleito frequenta o ensino secundário. O aluno representante comunica com a escola eventuais problemas relacionados com os alunos da freguesia no sentido de serem solucionados com a maior urgência, cabendo à escola uma colaboração efetiva. Esta forma de Ser e Estar aumenta a responsabilidade dos alunos obrigando-os a uma atitude cívica de parceria, assim como ao reconhecimento dos valores, verificando-se na escola que os alunos do secundário, através de um processo de participação ativa, atingem no final da escolaridade um grau de maturidade muito elevado. 74 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Os resultados académicos do agrupamento ao nível de alunos tem sido bastante positivos dentro do panorama nacional, registando uma taxa de retenção muito baixa e sem abandono escolar. Poder-se-á ainda acrescentar que raramente houve procedimentos disciplinares. Segundo Agostinho Gomes “a escola tem de ser sedutora capaz de prestar um serviço público de qualidade, com conforto quanto baste, para que todos sintam a escola como sua. Este espirito de pertença vem-se mantendo e até aprofundado dado o elevado número de antigos alunos que nos procuram e que nos visitam”. Com o perfil de um agrupamento dinâmico e com projetos variados e inovadores, podemos ressalvar que os que mais atenção têm tido por parte de alunos e professores são o Eco escolas, o Geoparque, o Eletrão etc. No projeto Eco escolas estamos já numa posição cimeira a nível nacional, no Eletrão fomos já vencedores em 3 edições e estando já este ano bem cotados. No que respeita ao Geoparque temos


uma parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo que irá permitir que as escolas possam ter em seu seio, laboratórios de aprendizagem abertos à comunidade e outras ferramentas, fomentando a investigação e possibilitando novas dinâmicas de ensino que passarão também pelos Geosítios existentes neste concelho. A escola procurará ainda dar mais visibilidade ao Núcleo Museológico Património Mineiro representação viva dos difíceis tempos da Guerra Cívil Espanhola e 2º Guerra Mundial, pois fora das Argas que quantidades enormes de minério foi subtraído, restando já muito poucos dos equipamentos e utensílios então usados. Além destes projetos podemos encontrar ainda outros como as galinhas autóctones que envolde mais de 50 alunos com necessidades educativas especiais, permitindo-lhes vivenciar e aprender, sendo uma mais valia para o seu processo de aprendizagem. A consciência de uma conduta de alimentação saudável é também uma preocupação neste estabelecimento desde a sua entrada em funcionamento. Esta área tem tido uma atenção muito especial quer na preocupação pela formação dos profissionais, que aí laboram, quer a toda a comunidade em geral e em particular aos alunos. A nível de cursos profissionais as ofertas são variadas face à população escolar, tais como os cursos de Técnico Auxiliar de Saúde e Animador de Turismo, que vão arrancar no próximo ano letivo, o curso de Técnico de Comércio e o de Técnico de Instalações Elétricas estão a funcionar no presente ano letivo com absoluta normalidade. Esta oferta formativa, possível face à realidade geográfica deste agrupamento, procura dar resposta às necessidades do mercado, pelo que os cursos devem ser assumidos e valorizados. É convicção da escola que os formandos que daqui têm saído têm demonstrado competência, profissionalismo e fácil integração no mercado laboral. Em nota de fecho Agostinho Gomes deixa o testemunho de uma antiga aluna, finalista deste ano letivo, que vem de encontro ao que a política da escola tenta fomentar. “ ... à direção em especial ao seu diretor por ter sido nosso grande suporte e por nos ter tratado como uma grande família. Metafóricamente falando a direção de uma escola funciona como as fundações de uma casa e queremos agradecer a todos por terem mantido esta casa estável, limpa, quente e claro de frigorífico cheio! Senhor diretor, obrigado a sí em partícular por nos ter incluido de forma muito democrática e liberal nas decisões desta escola. Fez de nós membros ativos da comunidade escolar e feznos sentir respeitados enquanto alunos e pessoas e como sempre nos ensinou nada mais vale que o respeito. Obrigado senhor diretor e direção”. cit. Mara aluna finalista 2017.

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“DIVERSIDADE E INCLUSÃO EDUCATIVA” O Agrupamento de Escolas de Monserrate de Viana do Castelo, constituído em 2013 conta com 2.730 alunos e é uma referência na formação da região do Minho, que tem por missão educar a pessoa no seu todo e nas suas várias vertentes. Em entrevista com o diretor Manuel António Azevedo Vitorino, ligado à direção há mais de oito anos, tivemos a oportunidade de ‘mergulhar’ no universo Monserrate e conhecer um pouco mais sobre as suas ofertas e projetos. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE MONSERRATE alunos nas empresas da região, que depois são facilitadores na colocação dos nossos atuais alunos na formação em contexto de trabalho. O curso de análises laboratoriais tem uma vertente prática muito exigente e adequada ao mercado. O turismo ambiental e rural, o multimédia e o design de equipamento têm muita procura. MANUEL ANTÓNIO VITORINO(AO CENTRO)

Quantas escolas constituem este agrupamento? O Agrupamento de Monserrate é constituído por 10 escolas, desde o pré-escolar ao Secundário, da área litoral que se estende desde o centro de Viana do Castelo da Escola Secundária da Avenida até à Escola Básica de Afife no Norte do Concelho. Os cursos profissionais já existiam? Inicialmente era a Escola Comercial e Industrial, está na sua génese, a existência de cursos ligados à região, nas áreas da metalomecânica, construção civil, carpintaria, marcenaria e eletricidade, que alimentavam os antigos estaleiros navais, bem como existiam ainda outras ligadas à parte do comércio, contabilidade e administração. Os cursos profissionais existem desde 2004 e têm vindo a crescer, de momento são 12 cursos, conta com 45 por cento dos alunos. A maior parte destes são provenientes de outros agrupamentos escolares não só de Viana do Castelo de Braga, Barcelos e Esposende, pela diversidade da oferta formativa, e ainda devido ao fluxo de emprego, dos transportes e acessibilidades. Quais os cursos mais procurados? Os que têm uma identidade mais antiga, a mecânica, a eletricidade, por exemplo a área da eletromecânica é um dos cursos mais procurados, a procura é superior à oferta, daí termos variado a nossa oferta com a mecatrónica e técnico de eletrónica, automação e comando. Como curso âncora, temos gestão, com muitos antigos 76 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Existe algum tipo de protocolo ou acordo com as empresas, para que os alunos possam estagiar e ter perspetivas de futuro? Temos mais de 300 protocolos com empresas e instituições. Temos ainda protocolos com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, que permite em alguns cursos, equivalências a algumas cadeiras dos cursos técnicos profissionais do ensino superior. No ensino profissional temos uma taxa de conclusão acima dos 90 por cento que é 24 por cento superior à média nacional. A escola é uma ferramenta para a vida, tem de se combater a ideia de que os cursos profissionais são uma segunda escolha, deve ser uma opção igualmente valorizada a para das outras. O aluno que concluir um curso profissional tem mais 25 por cento de probabilidades de arranjar um emprego, pela mais valia de ter o contacto com as empresas, os estágios e a formação em contexto de trabalho, dando-lhes essa ligação. As empresas percebem que tendo trabalhadores mais qualificados têm melhor produtividade. A Escola tem participado nos mais variados concursos e projetos... Fomos distinguidos como Escola Embaixadora do Parlamento Europeu, devido à nossa vertente de trabalhar a cidadania numa perspetiva europeia. Temos alguns projetos que fazem parte do nosso ADN, como o Parlamento dos Jovens, o Euro escolas, as participações nos prémios da Fundação Ilídio Pinho, voltados para a Ciência e Tenologia. A nível do ensino básico participamos em projetos de empreendedorismo, educação ambiental, Eco escolas EB 2/3 entre vários outros.

E projetos para futuro? Estamos muito empenhados na melhoria dos resultados. Temos a iniciar este ano o projeto do Geoparque Litoral de Viana do Castelo, que vai permitir já uma articulação desde o 1º ciclo ao Secundário, nas mais variadas áreas do conhecimento e fazer com quem se aproxime os alunos da realidade que os circunda. A nível desportivo, temos dez modalidades, temos o Centro de Formação Desportiva de Surf, vela e remo, estes últimos, viabilizados pela parceria que temos com o Município de Viana do Castelo, para a náutica nas escolas. O nosso lema é “Educar para a vida (no sentido de educar a pessoa como um todo), diversidade educativa (para responder às vertentes da procura diferenciada) e inclusão educativa (integramos diferentes alunos no sentido de dar resposta a todos)”.

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O APOIO NO NOROESTE A Fundação Caixa Agrícola do Noroeste nasce, oficialmente, em 2011, embora a sua atividade se tenha iniciado ainda no ano de 2009. Estatutariamente, são estes os objetivos pelos quais foi fundada: o apoio à formação, ao desenvolvimento e integração social de crianças e jovens; a proteção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho; a promoção do mutualismo, ações de carácter cultural, educativo, artístico, social e filantrópico. FUNDAÇÃO CAIXA AGRÍCOLA DO NOROESTE

daqueles que são o tecido económico local”. A atual administração revê-se neste entendimento: “as instituições são as pessoas que trabalham nela que as fazem. Por isso mesmo, quando nós tomamos posse, embora mantivéssemos as práticas anteriores, alteramos um pouco o desenho, e temos procurado dar mais enfase à questão social”, revelam. “As crianças e os idosos são os mais fragilizados”,

vezes, a resposta passa por recorrer à institucionalização, o que ainda causa desconforto para o idoso que não gosta de abandonar o seu próprio lar. Para responder a esta necessidade, surge o projeto ‘Humanitas Neves’, o qual está aprovado, mas “dependente da resolução de algumas questões”. O nome remete para a Humanidade, “da qual tudo faz parte”, e para o local onde se situa. Este projeto pretende albergar 38 idosos com um conjunto de

JOSÉ LUÍS CARVALHIDO DA PONTE A Fundação é composta por três órgãos: o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e o Conselho Consultivo. A segunda administração (cada qual com um mandato de três anos) tomou posse em 2016. Dos cinco membros que a compõem, três são executivos e dois não-executivos, todos em regime pro bono. Para todos os efeitos, esta entidade é uma Instituição Particular de Segurança Social (IPSS) que tem como prioridade máxima a solidariedade e justiça social, a preservação da identidade regional e a universalização do respeito pelos direitos humanos. À conversa com José Luís Carvalhido da Ponte, presidente do Conselho de Administração, e António Luís Rodrigues da Cruz, membro do mesmo Conselho, questionamos o porquê desta dedicação à faixa etária dos mais jovens e dos séniores. Ambos acreditam que se relaciona com “a sensibilidade da Caixa de Crédito Agrícola, que é uma instituição mútua, atenta aos mais carenciados. A Fundação foi criada para se aproximar ainda mais 78 | PORTUGAL EM DESTAQUE

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO observam, “uns porque ainda não têm voz e outros porque a deixaram de ter”. A sociedade portuguesa ainda não definiu um padrão para lidar com o cidadão sénior. Muitas

ofertas pensadas no sentido de evitar essa sensação de rutura com o passado. Será um “projeto inovador e polivalente”, no qual os residentes terão todo o apoio que possam precisar e atividades


estimulantes. Os espaços comuns (clínica de fisioterapia, piscina, consultórios médicos, restaurante, etc.) serão abertos à comunidade, que é convidada a visitar e a participar no viver dos utentes do ‘Humanitas Neves’. Perspetivam, ainda este ano, realizar um seminário, que se poderá transformar num congresso internacional, para discutir a problemática da voz (ou falta da mesma) entre a população idosa. “Vamos tentar criar um fórum de reflexão sobre esta questão”, referem os membros da administração. Já no que se refere às faixas etárias mais jovens, a Fundação Caixa Agrícola do Noroeste procura proteger os jovens carenciados. Apostam em bolsas de estudo e de mérito, que permitem frequentar a universidade ou a escola privada mais perto da sua residência. Associações desportivas, por exemplo, também podem receber apoios financeiros da instituição, desde que estas privilegiem a juventude.

Outras áreas às quais a Fundação se dedica são a arte e a cultura. Dentro destes âmbitos foi apoiado no passado, o Festival da Música em todo o distrito de Viana do Castelo e concelho de Barcelos (nos 100 anos do CCAM); editam-se livros (desde que estes tratem de cultura geral ou assuntos relacionados com a zona Noroeste), providenciam financiamento a associações várias de música e teatro, bem como exposições. A Fundação possui, até, a sua própria Galeria Noroeste, na qual “procura transmitir e divulgar aspetos artísticos e artesanais do distrito de Viana de Castelo e concelho de Barcelos”. São, já, vários os artistas que procuram a instituição para expor os seus trabalhos. Todos os projetos que se enquadrem nos objetivos estatutários definidos e que necessitem de ajuda no financiamento estão aptos a receber apoio por parte da Fundação Caixa Agrícola do Noroeste. Já são quase 50 as instituições que receberam apoio direto.

ANTÓNIO CRUZ

A Fundação é dependente do sucesso do Crédito Agrícola, contudo, a administração vai ponderar ativamente formas de garantir a sua autossustentabilidade. De momento, ainda não sabem se já adquiriram o “estatuto” de entidade que faz falta na comunidade, porém essa é uma das metas, que tencionam atingir em três ou quatro anos.

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“SEMEAMOS AFETOS, COLHEMOS SORRISOS” Com um trajeto de 65 anos a Casa dos Rapazes de Viana do Castelo surgiu com o objetivo de acolher, abrigar e incluir. A atualidade captou novas necessidades e Luís Brito fala-nos agora de uma história, que muito mais do que um manual de objetivos, é um percurso de afetos. CASA DOS RAPAZES DE VIANA DO CASTELO o risco era associado à pobreza; com a evolução da sociedade, o risco começou a relacionar-se com a degradação da própria vida do jovem, que não tem o suporte necessário para crescer”.

DIREÇÃO

Transformar vidas A articulação com as escolas tem igualmente um papel preponderante, pois “normalmente são elas que mais depressa identificam situações de risco”. Atualmente chegam jovens com diferentes fragilidades à procura de um novo rumo para a sua vida, e os 28 colaboradores, de formação diversificada, mais do que a componente técnica, procuram aqui abraçar a diferença, aninhando um afeto, que tem o condão de transportar para relações duradouras. “É difícil fazer formação profissional nesta área porque quase não existem manuais a que recorrer, mas é um desafio permanente”, confidencia Luís Brito.

Foi pelas mãos do cónego Constantino Macedo de Sousa que tudo dera início. Apesar de não ser natural de Viana do Castelo, o cónego rapidamente bebeu da cultura minhota e juntamente com um grupo de católicos assumiu uma missão ousada: “acolher crianças e jovens do sexo masculino, pertencentes a famílias desfavorecidas, num contexto histórico social marcado pela pobreza, mendicidade, abandono e orfandade”. Numa primeira fase, a instituição funcionara em regime de centro de dia, mas com uma missão desafiante e os olhos corajosos, vários trabalhos de campo foram desenvolvidos. A Casa dos Rapazes criara posteriormente oficinas de trabalho, como a Oficina da Encadernação, a Oficina de Pichelaria e, numa etapa mais tardia, a Escola Tipográfica - atualmente conhecida como a Gráfica Casa dos Rapazes. “Quando o cónego Constantino fundou a casa percebeu que toda a estrutura era sustentada através do apoio das pessoas. Nesse momento, verificou que poderia criar respostas profissionais e assim nasceu a Escola Tipográfica. Primeiro ofereceu empregos aos jovens que aqui eram acolhidos, tendo depois passado a ser a sustentabilidade da instituição. Hoje é justamente reconhecida como uma referência na sua área ao nível do distrito, tendo sido realizado um significativo esforço na sua modernização, nos os seus equipamentos e na qualificação dos seus profissionais até à sua imagem pública cujo novo logótipo, temos o gosto de divulgar nesta publicação”fundamenta o nosso interlocutor. Nos anos 70, a Casa dos Rapazes de Rua (como outrora era conhecida) e o Orfanato e Oficinas de S. José reuniram esforços no sentido de oferecer uma resposta social mais coesa. Pelo caminho, Luís Brito notara uma mudança de paradigma: “enquanto inicialmente a casa tinha uma componente caritativa, agora chegam-nos jovens rapazes de todas as regiões do país e por questões comportamentais”. Aquando questionado sobre as diferenças entre o passado e o presente, o nosso entrevistado compreende que a definição de risco se alterara: “Numa fase inicial,

Autonomia Cada um dos rapazes que chega aqui acaba por ter uma rotina definida, com regras específicas e Luís Brito sente que é precisamente essa responsabilidade do grupo que lhes confere o sentido de pertença, “fazendo que o sucesso se propague depois noutras áreas”, aponta. Ainda que grande parte deste trabalho esteja ligado a traumas e ruturas, quando cada um destes jovens se sente preparado para progredir para uma nova fase da sua vida, a instituição dispõe de apartamentos de autonomização - uma valência que surgiu para fomentar competências e assim integrar

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provavelmente ficarão concluídas em novembro”. Luís Brito envolveu-se, como engenheiro civil, com esta obra em 1977, mas só em 2014 é que começou a desempenhar funções formais neste espaço, que sempre viu como seu: “em 1977 fiz parte da obra, e em 2017 estou a terminá-la. Sempre acreditei na requalificação e quando o cónego Constantino Macedo de Sousa morreu deixou um sentimento muito grande de orfandade nas pessoas. Penso que só agora estamos a sair dessa fase”, lembra. Sob o lema “semeamos afetos, colhemos sorrisos”, o presente desdobra assim memórias que nunca perdem o foco da sociedade. plenamente a vida socioprofissional dos jovens mais próximos da idade adulta. Os pilares de uma boa auto estima também são fulcrais para atravessar outras etapas e se alguns dos jovens conseguem ganhar a independência aos 18 anos, outros precisam de mais tempo: “Todo o percurso escolar destes meninos é muito atropelado. Nós temos adolescentes que aos 18 anos não querem ir embora, e agora, graças a uma medida que o governo tomou, já é possível ficarem até aos 25, o que é muito positivo, pois nós precisamos desse tempo para recuperar”. Resiliência Atualmente, a Casa dos Rapazes de Viana do Castelo tem capacidade para acolher 36 crianças e jovens, mas já elaborou um acordo com a Segurança Social para que a estrutura possa vir a abrigar mais dez rapazes. Todo o desafio está concentrado num único verbo - requalificar. Esta visão pressupõe a permanente valorização e evolução do espaço, da equipa técnica, da sociedade, e consequentemente da vida das crianças e jovens. De referir que o apoio da autarquia de Viana do Castelo está a ser preponderante para o projeto de requalificação: “as obras, agora em curso,

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SOCIABILIZAÇÃO COMO PALAVRA DE ORDEM A história da Freguesia de Alvarães é essencialmente marcada pela extração de argilas para o fabrico de telhas, tijolos e blocos de barro, característica que distingue esta freguesia. Ainda hoje, existem fornos antigos que foram preservados pela junta de freguesia para que a história perdure e seja preservada. Em entrevista à Portugal em Destaque, Fernando Martins, líder do executivo, e Sandra Alves, coordenadora do CLDS 3G Viana Sul, falam-nos sobre os projetos desenvolvidos no âmbito desta parceria, em que o objetivo principal passa pela sensibilização da comunidade. JUNTA DE FREGUESIA DE ALVARÃES

FERNANDO MARTINS 82 | PORTUGAL EM DESTAQUE

“A sociabilização da freguesia é um dos pontos fulcrais deste executivo e para isso, estabelecemos uma parceria com o CLDS 3G Viana Sul ( Contrato Local de Desenvolvimento de Social – 3.ª Geração), que atua num território bastante abrangente, e com o PASA (Posto de Assistência Social de Alvarães), com os quais somos um ativo parceiro na organização e ajuda das iniciativas desenvolvidas, apesar de terem fundos e técnicos próprios para atingirem os objetivos dessas ações. “A equipa do CLDS 3G Viana Sul intervém na margem sul do rio Lima”, começa por nos contar o autarca. A Freguesia de Alvarães é o motor da sociabilização de todo o Vale do Neiva devido a esta parceria, o que representa um importante passo na integração de outras comunidades, etnias ou minorias. “A grande vantagem é que no terreno, trabalhamos mesmo, não


passando de meras promessas. Fazemos política no terreno, o que não é fácil. Apesar de não ser um trabalho muito visível, trabalhar as problemáticas sociais é difícil e estas duas equipas têm alcançado resultados acima das expectativas. Considero que a sociabilização da freguesia, das associações, as férias temáticas que promovem e outras atividades são essenciais”, acrescenta. Por sua vez, Sandra Alves, explica, os principais eixos de atuação do CLDS 3G Viana Sul, traçando um balanço positivo do trabalho desenvolvido. “Intervimos em todas as freguesias a sul do Rio Lima e este programa assenta em três eixos essenciais: o primeiro está ligado ao emprego, formação e qualificação, o segundo à qualificação das famílias e o terceiro à capacitação da comunidade e das instituições. No primeiro eixo, estamos a falar, por exemplo, do apoio direto à população desempregada ou aos jovens que procuram o primeiro emprego, a intervenção nas escolas ao nível de desenvolvimento de competências orientadas para o empreendedorismo, tendo-se já realizado algumas iniciativas nesse sentido, envolvendo uma proximidade junto das empresas de forma a facilitar a integração no mercado de trabalho. No segundo eixo, as atividades são mais dirigidas para a família e estamos a falar, por exemplo, da ocupação em tempo de férias com a realização de várias atividades, atendimento e acompanhamento em termos de vulnerabilidade, ou seja, tudo o que é possível desenvolver para qualificar a família. É um programa com 42 ações no terreno desde 4 de janeiro de 2016 e e um projeto com a duração de três anos. Atuamos num território que nunca teve uma intervenção específica deste género e por isso ainda estamos a realizar um trabal-

ho de sensibilização junto da comunidade local”. Já, Fernando Martins, acrescenta: “ajudamos nas coisas mais simples, como disponibilizar uma viatura ou material necessário para a realização de atividades ou mesmo na questão dos recursos humanos, possibilitando que as ações avancem com maior eficácia. As juntas têm a obrigação de intervir nestas áreas mas não dispõem sozinhas de meios financeiros para realizar todo este trabalho bem como ao nível das redes viárias, infraestruturas e restantes áreas, conforme definido na lei 75/2013, dependendo de delegação de competências de outras entidades e da celebração de protocolos inerentes para poder satisfazer todas as necessidades da população. Nestas áreas muito poucas freguesias, do mesmo racio que a nossa, apostam. Nós cumprimos o que a lei diz: apostamos na sociabilização, educação, formação e em todos os pilares que são importantes, com o apoio de técnicos especializados, que através de parcerias, resolvem os problemas da comunidade. Queremos ser os principais responsáveis por esta questão, implementando essas soluções no terreno, como a integração de lusodescendentes ou de comunidades menos favorecidas. Considero que temos feito um trabalho fenomenal na educação, quer em época escolar, quer de férias”. Apesar dos poucos recursos financeiros, a junta tenta apoiar toda a comunidade, mas o autarca considera que as entidades oficiais com essa finalidade, deveriam possibilitar que a própria junta tivesse um papel mais ativo nesse tipo de apoio, daí ressalvar a importância do trabalho desenvolvido por estas associações, com técnicos que trabalham arduamente nesse sentido passando a sociabilização por este tipo de pessoas.

“A sensibilização das empresas locais é também um ponto que estamos a desenvolver através desta parceria, pois consideramos que somos a principal ligação entre empresários e a câmara municipal, facilitando esse contacto. Para além disso, a equipa do CLDS é fundamental na ajuda da escolha dos programas CEI do IEFP, onde a Junta de Freguesia de Alvarães é pioneira na contratação em grande dimensão com recurso a estas medidas ativas de emprego: cerca de sete pessoas são integradas anualmente no mercado de trabalho. Saliento também que, sem qualquer ajuda, investimos na limpeza das matas, cumprindo a lei, apesar de outras freguesias que não tiveram esse tipo de cuidado recebem depois apoios quando a tragédia já aconteceu”. Para o futuro, Fernando Martins espera continuar o bom trabalho desenvolvido até então e para isso, vai recandidatar-se às próximas eleições autárquicas. “O nosso objetivo é estar junto da comunidade e das suas necessidades. É para isso que trabalhamos todos os dias”, conclui.

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DÉCADAS DE PROFISSIONALISMO E RIGOR Frontalidade e honestidade são palavras de ordem na ARGEA – Gabinete de Engenharia e Arquitectura Lda. Fundada em 1984 pelo engenheiro António Ribeiro, a empresa presta, hoje, uma vasta gama de serviços, tendo em vista a satisfação completa das necessidades do cliente. ARGEA

Em 1984 a ARGEA nasce como um gabinete ainda pequeno, que trabalhava essencialmente em especialidades de engenharia, como licenciamentos municipais, apoio ao cliente em projeto e acompanhamento de obra. António Ribeiro explica que, “depois, o gabinete foi evoluindo e crescendo até aos dias de hoje”. Atualmente, a empresa apresenta também valências de consultoria, fiscalização, avaliação imobiliária, coordenação de segurança e, recentemente, e no âmbito das obrigatoriedades legais associadas ao setor da construção civil, criou uma área destinada à certificação energética de edifícios. Desde 1997, uma significativa parte dos recursos da ARGEA tem sido dedicada à elaboração de processos de licenciamento e execução de parques eólicos, acompanhando também o processo de licenciamento ambiental e exercendo funções de fiscalização e coordenação de segurança em obra. António Ribeiro conta que quando “um grande produtor elétrico internacional instalou o seu departamento técnico em Esposende, precisou de apoios, ainda numa fase em que trabalha a área das mini-hídricas. Surgiu aí a ligação à ARGEA e foram-se criando laços de confiança”. “Quando entraram na área das eólicas nós continuamos esta colaboração, e mantém-se até hoje, de forma proveitosa para ambas as partes”, reforça. Dos parques eólicos à pequena moradia De entre os muitos trabalhos realizados durante mais de 30 anos de atividade da empresa foi, precisamente, no setor da energia eólica que a ARGEA teve o seu maior desafio: o Parque Eólico do Alto Minho I. Este que foi, durante vários anos, o maior parque eólico da Europa estendendo-se de Valença, Paredes de Coura, Monção e Melgaço com 120 turbinas e 240 MW de potência instalada. “Foi um projeto marcante pela sua dimensão, complexidade e coordenação das diferentes frentes com especificiades bastante diversas, pois para além dos parques eólicos também é composto por linhas aéreas de 60 kV a interligar todos os subparques”, explica Luís Ribeiro, técnico da ARGEA. Destaca ainda um outro “trabalho interessante de engenharia”, 84 | PORTUGAL EM DESTAQUE


a análise do comportamento do solo a um sismo após ultrapassada uma determinada quantidade de energia libertada (magnitude) no México, também no âmbito de um parque eólico. “Fizemos a análise geotécnica do risco de liquefacção dos solos onde seriam instaladas as turbinas. Quando surge um sismo, determinados tipos de solo, normalmente solos arenosos recentes ou mal compactados e saturados passam a ter um comportamento semelhante a um líquido, tipo areia movediça. Essa análise levou a trabalhos de melhoria dos solos de fundação em alguns dos casos”, explica. Do portfólio deste gabinete de engenharia e arquitetura fazem parte muitos trabalhos relevantes e de grande variedade desde estradas, pavilhões industriais, loteamentos, edifícios comerciais e habitacionais, e à reabilitação de edificações e vias de comunicação, passando grande parte deste trabalho quer por projeto como por consultoria. A este nível, Luís Ribeiro destaca a importância dos trabalhos de consultoria em fase de estudo, projeto e obra. “São muitas horas a tentar antecipar as questões de obra e coordenação das diferentes especialidades e zonas fronteiras entre responsabilidades numa empreitada”. A ARGEA tem facilidade em antecipar questões deste tipo, uma vez que tem vasta experiência em todas as fases de obra. Para desempenhar um conjunto tão amplo de tarefas, a empresa é composta por uma equipa multidisciplinar: desenhadores, arquitetos, técnicos de segurança e engenheiros civis e eletrotécnicos. Tem ainda parcerias com profissionais de outras áreas: gabinetes de engenharia eletrotécnica, engenharia mecânica, engenharia ambiental e topografia garantindo resposta a todas as situações normais de projeto e obra. “O gabinete responde perante o cliente por todos os trabalhos, mesmo os externalizados”, esclarece António Ribeiro. Aconselhar o cliente em todas as escolhas Da ARGEA, o cliente pode esperar frontalidade e honestidade em todo o processo. “Será sempre informado dos desafios a ultrapassar”. A empresa prima pelo profissionalismo aconselhando o cliente “para a otimização, por exemplo, ao nível de eficiência energética, sustentabilidade, e para a construção à medida das suas necessidades e possibilidades, no presente e a longo prazo”, realça o fundador. É neste ponto que se cruza a experiência do gabinete, as necessidades do cliente e a regulamentação técnica e legislação a cumprir. “Grande maioria dos promotores cumpre apenas os requisitos mínimos regulamentares e muitos não se socorrem de profissionais para estudos prévios e projeto. Grande parte dos clientes estão preocupados apenas com o aspeto final do edifício e não fazem ideia, por exemplo, que a utilização de determinado material leva a uma poupança energética, ou melhora significativamente o conforto”. A ARGEA quer ajudar a sensibilizar o cliente para inverter esta tendência. Nesse sentido, está a reforçar a área de acompanhamento de obra e estudos para ajudar o cliente nas suas opções. “Quem vai gastar dezenas, centenas de milhares de euros a construir uma habitação precisa de alguém que ajude a garantir que o valor é efetivamente bem gasto”, argumenta António Ribeiro. Quanto a planos de futuro, a empresa está a explorar o mercado internacional na área de projeto, e tem tido algumas consultas na área das energias renováveis. Mas esta é, de acordo com o seu fundador “acima de tudo, uma fase de consolidar a estrutura”.

RUA D. PEDRO DA CUNHA, 1 E 3 - R/C EDIFÍCIO NOVA CIDADE, ESPOSENDE 4740-304 ESPOSENDE, PORTUGAL EMAIL: GERAL@ARGEA.PT TELEFONE: 253 967 801 FAX: 253 964 876 TELEMÓVEL: 964 247 513 WWW.ARGEA.PT

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ALENTEJO Évora é uma verdadeira cidade-museu, considerada Património Mundial pela Unesco desde 1986. As suas muralhas guardam ruas e edifícios praticamente inalterados ao longo dos séculos. Uma riqueza histórica e cultural que atrai cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Digamos que é um “segredo” muito mal guardado. O fascínio da viagem começa logo quando se percorrem as estradas do Alentejo. Depois continua à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive desde há séculos. Dentro esperam vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são testemunho da era dourada de Portugal Elvas contrastou na história de Portugal na luta para manter a independência das terras lusitanas. Assim se tornou um exemplo para toda a humanidade. A cidade detém de um aqueduto com 7 quilómetros e 843 arcos, construído pelo mesmo autor da Torre de Belém, em Lisboa, o arquiteto Francisco de Arruda. No coração de Elvas, a zona do Castelo é a parte mais antiga da cidade. Daí até à Praça da República, onde fica a antiga Sé, agora Igreja de Nossa senhora da Assunção, passamos pela Igreja das Domínicas, com uma original planta octogonal, pelo pelourinho manuelino e pela Torre Fernandina. Nestas ruas é fácil identificarmos os arcos que marcam as antigas entradas nas muralhas. No concelho de Elvas, pode também visitar a freguesia de Terrugem, um local onde pode encontrar vestígios de uma população com mais de dois milénios. Entre as vastas planícies douradas do Alentejo encontra-se o pacato distrito de Portalegre, um sereno destino do interior repleto de arquitetura barroca, colossais castelos medievais e intrigantes locais com vestígios megalíticos. Visite Portalegre e as suas sinuosas ruas calcetadas, que o conduzirão às principais atracões; dos edifícios de inspiração barroca aos requintados museus, dos fabulosos exemplos de arquitetura religiosa aos magníficos fragmentos das muralhas medievais. A vila de Marvão e o território em que assenta, nomeadamente as montanhas escarpadas em que se «agarra» à terra, são de uma beleza quase primitiva, mas extraordinária. Estas montanhas foram, desde cedo, utilizadas como refúgio ou como local estratégico militar, desde o período romano.

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UM TOQUE DE AMOR EM CADA PEÇA Bem no centro de Estremoz, perto das muralhas do castelo, ponto emblemático da cidade, encontramos, nos dias de hoje, uma das mais belas e únicas galerias de arte do Alentejo. GALERIA DE ARTE CARMENCITA

CARMENCITA FÉ Carmencita Fé, mulher de conversa eloquente e sorriso cativante, recebe os seus clientes de sorriso estampado no rosto, fruto de uma vida inteira de vivências ao balcão. São as memórias de dias passados, junto do seu esposo José Coutinho Coimbra, que a motivam a continuar e a atender de uma forma hábil e carinhosa todos os quantos passam na sua Galeria de Arte. E a sua ligação ao setor do comércio e vendas é inata. Como a própria diz, em jeito de brincadeira, “ comecei a atender clientes na barriga de minha mãe”. Os pais possuíam uma loja de conveniência numa aldeia da região de Estremoz, e foi essa casa de comércio que lhe moldou a vida. Não só o gosto por atender os fregueses mas como a sua vida pessoal. Fruto desta loja que os pais possuíam, Carmencita conheceu o seu futuro marido, descendente de um dos fornecedores da casa. E com ele que se estabeleceria em Estremoz, proprietários de um armazém de referência no setor da mercearia da região. E se é no balcão que se sente em casa, a arte sempre foi a sua grande paixão. Pintora desde tenra idade e conhecida por toda a parte pelo bom gosto e decoração, Carmencita conseguiu alear o melhor destes dois mundos, criando um espaço único, de requinte, lar de belíssimas obras de arte. Entre mobiliário decorativo, motivos religiosos e magníficas pinturas – algumas de sua autoria – Carmencita oferece a quem a visita uma mescla entre antiguidades de valor inestimável, peças de decoração capazes de “iluminar uma casa” e mobiliário antigo, legado de seus pais e avós. Mas o brilho maior vem, efetivamente, dos seus olhos. É o amor que nutre por

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cada peça que vende e a familiaridade e o afecto com que presenteia os clientes nas suas explicações que fidelizam quem por cá passa. Amigos de uma vida, segundo ela. E não é difícil de o comprovar. Fruto de vinte e dois anos de portas abertas, neste mercado tão particular, Carmencita atendeu e serviu clientes de todo país, pais e filhos, criando laços que perduram no tempo e a fazem sorrir. São a sua família e como tal não é de estranhar os relatos de chamadas e visitas de cortesia - nem sempre para comprar uma nova peça de arte – mas para saber da vida e obra de Carmencita. Ela própria um monumento de história e vida ao serviço dos outros. Entre visitas às mais belas exposições e lojas de arte e “tantas peças únicas, de uma beleza inestimável”, existe em Carmencita a certeza que tocou, com a sua arte, o coração de gerações inteiras.. Venha conhecer e deixe-se apaixonar por uma envolvência única e que oferece a Estremoz, e a todo o Alentejo, uma beleza rara.


INCLUIR TODOS OS PACIENTES NESTA GRANDE FAMÍLIA Localizada no centro de Évora, cidade património imaterial da Unesco e ponto fulcral do Alentejo, a OrtoÉvora é, atualmente, uma das clínicas dentárias de referência de toda a região. Além desta clínica, Roberto Bianchi Brasil conta com um espaço também em Vila Viçosa. ORTOÉVORA - CLÍNICA MÉDICA DENTÁRIA DR. ROBERTO BIANCHI BRASIL

ROBERTO BIANCHI BRASIL Fruto de um sonho de Roberto Bianchi Brasil, a OrtoÉvora é uma mescla entre o profissionalismo e rigor cientifico natural de quem exerce uma profissão por vocação e paixão e o conforto e familiaridade de quem trata os seus pacientes como parte da família. E é, na realidade, o retrato mais fiel da OrtoÉvora. Com a esposa e os dois filhos já inseridos no negócio da família, a clínica do Dº. Roberto Bianchi é, acima de tudo, resultado de uma aposta firme na cidade de Évora e o retribuir de toda a amabilidade do povo alentejano a este natural de Minas Gerais. E toda esta aventura surge por um feliz acaso do destino. Roberto Bianchi Brasil cruzou-se com um colega português na universidade brasileira onde lecionava e após a conclusão do seu curso, surgiu um convite para vir para Portugal. Fixam-se numa clínica, inicialmente, na Praça do Giraldo, até que Roberto Bianchi Brasil decide dar início a uma aventura a solo. Atualmente, Roberto Bianchi Brasil encontra-se localizado bem no centro de Évora, num espaço próprio, de design único e com uma equipa de especialistas que conseguem corresponder a todas as necessidades dos seus pacientes. E é extremamente importante que todos os utentes se sintam confortáveis e num espaço de tranquilidade e de confiança assim que entram na clínica. Para isso, muito contribuem os espaços concebidos propositadamente com esse intuito, colaboradores com uma capacidade de comunicação bem acima da média e a objetividade e capacidade de es-

clarecer e acompanhar os doentes durante todos os estágios de tratamento. Neste momento, a OrtoÉvora disponibiliza aos seus utentes serviços de Endodontia (Drª. Alessandra), Ortodontia (Dr. Paulo), Próteses Dentárias e Implantologia (Dr. Roberto e Dr. Pedro) e Clínica Geral (Dr. Roberto). Esta multidisciplinariedade permite solucionar diversos problemas dos utentes com o conforto de não sair da clínica e a confiança e garantia de quem usufrui de qualquer um dos serviços da OrtoÉvora. Para além das clínicas, os utentes contam também com um Laboratório de Prótese Dentária com uma protésica qualificada, a Drª. Luciabela Lopes para um serviço ainda mais eficaz. E o resultado é bem evidente. Um sucesso absoluto dentro do mercado da saúde dentária, com uma abrangência de utentes à nível regional , nomeadamente Estremoz e Redondo, com um contínuo aumento no número de pacientes que usufruem dos serviços aqui prestados. Dr Roberto recebe igualmente pacientes oriundos de Angola, Inglaterra, Suíça e outros. De refeirir que em Vila Viçosa, contam com o profissionalismo da assistente Maria Rosinha. E com uma carreira de cinquenta anos, o legado do Dr. Roberto Bianchi Brasil está desde já assegurado. O seu filho Paulo, que colabora na área da Ortodontia, tem já uma carreira auspiciosa com trabalhos por toda a Europa e uma contínua vontade de melhorar e introduzir novidades na clínica. A filha, Luísa, licenciada em Gestão de Saúde e sua esposa Rossiane Maia, são responsáveis pela gestão de todos os processos inerentes à OrtoÉvora. Uma verdadeira clínica familiar ao serviço da cidade de Évora.

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A EMOÇÃO DE PROVAR UM VINHO Luís Miguel Nabais e Jorge Nabais são os rostos do novo espaço em Portalegre. Em conversa com a Portugal em Destaque, os dois irmãos revelam o conceito por trás da Garrafeira do Rossio. GARRAFEIRA DO ROSSIO

família já lá vão 50 anos e é o grande motor do negócio, com várias óticas no país. Este espaço surge como forma de fazer mais e melhor pela cidade de Portalegre, mais e melhor para os portalegrenses e todos os que nos visitam, proporcionando-lhes um espaço afável, simpático, onde podem provar e comprar vinhos de excelência, entre uma conversa de amigos.

O que oferecem aos clientes? A Garrafeira do Rossio oferece antes de mais vinhos de altíssima qualidade, de referência, onde o cliente é levado a provar o que até à data não conhecia, num ambiente descontraído, acolhedor, com um atendimento personalizado, levando-o a voltar, para felicidade de quem está para o servir.

O que dispõe a vossa garrafeira em termos de espaço e qual o investimento? O espaço da garrafeira ronda os 50m2, onde o investimento de abertura foi o necessário para assegurar vinhos únicos. Existem dois colaboradores de momento. Os nossos parceiros são preferencialmente produtores de vinho da região, que assim têm a possibilidade de dar a conhecer o que de melhor se produz na nossa região.

Relativamente ao mercado: a curto e a longo prazo, pretendem ficar-se na venda de vinhos ou há perspetivas de segmentação com novos produtos regionais? Quais as são as estratégias de mercado para cativar os clientes e divulgar o produto? A Garrafeira já disponibiliza outros produtos da região que não os vinhos. Estamos ainda numa fase muito precoce e de entendimento da área e dos produtos daí que ainda se esteja de forma cautelosa, mas calculada a fazer-se o investimento necessário para garantir sempre a diferença e a inovação dos produtos. Todas as adegas e produtores têm aqui uma janela de oportunidade para dar a conhecer os vinhos e outros produtos que produzam, num espaço tranquilo, no centro da cidade.

LUÍS NABAIS E JORGE NABAIS (ESQ. E DIR.)

O que é a Garrafeira Rossio no seu conceito, objetivo e história? Atendimento personalizado resulta numa escolha acertada. Na Garrafeira do Rossio, privilegiamos, sobretudo, o atendimento e a emoção de poder provar um vinho de elevada qualidade num ambiente familiar e descontraído. A qualidade é o nosso grande objetivo, mesmo que isso implique esforços financeiros adicionais. O vinho é a nossa aventura mais recente e também aquela na qual as particularidades da região, desenvolvem um sentimento de responsabilidade no serviço que se apresenta. Este novo espaço tem um mês de atividade. Neste novo espaço em Portalegre, o cliente pode provar e comprar vinhos de excelência, sobretudo da região do Alto Alentejo, em particular do distrito de Portalegre. Qual a motivação para liderar? E como se passa de uma ótica para uma garrafeira: dois negócios a priori tão díspares? O carinho pela cidade levou a esta aventura, na qual os passos têm que ser dados devagar mas com a ambição de fazer mais e melhor. A cidade precisava e já merecia um espaço assim, onde estar entre amigos é a principal razão do sucesso. Não se passou do ramo da ótica para o ramo dos vinhos. O ramo da ótica está na

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Relativamente aos vinhos: quantas qualidades possuem? Como são selecionados? São nacionais ou internacionais? A aposta será sempre nos vinhos da região de Portalegre e do alto Alentejo. Existem vinhos produzidos por vocês? Têm cultivo próprio da vinha ou fazem compra/seleção de uvas? O nosso objetivo é dar a conhecer através da prova e da compra, os vinhos que disponibilizamos aos nossos clientes. Não produzimos nem temos nada na área da vinha, nem é esse o objetivo a que nos propusemos quando partimos à aventura, nesta área. O objetivo não é produzir para vender, mas antes dar a conhecer o que de qualidade existe, num espaço único e que se pretende ser de referência na nossa cidade e na região.

Qual é a vossa marca distintiva dentro do negócio de vinhos? Quais os vossos valores? E qual a mensagem a deixar aos parceiros, leitores e clientes? Não existe uma marca distintiva, mas sim uma região. Essa marca é a Região do Alto Alentejo. É importante para a cidade e para a região, que todos sintam interesse em conhecer e vontade de voltar. A Garrafeira do Rossio espera pela visita de todos, tentando sempre primar pela excelência dos vinhos e a simpatia e o saber receber único dos Alentejanos.


QUALIDADE DE VIDA EM TODAS AS IDADES! Fundada a 14 de fevereiro de 1997, em Cuba, a Alquimed é a obra e vida de Joaquim Ferreira. Com o intuito de divulgar e comercializar produtos médicos e hospitalares, a Alquimed, através dos seus produtos, visa promover o bem-estar das pessoas idosas, em especial na procura de soluções para o problema da incontinência e de tratamento de feridas. Assim, o seu objetivo primaz passa por ser uma empresa que visa solucionar, através de produtos de alta qualidade, problemas do quotidiano e proporcionar um aumento na qualidade de vida destas pessoas. ALQUIMED cas de referência, destacando em especial a Paul Hartmann, representantes exclusivos na zona sul de Portugal. Outras marcas de relevo são a Vlesia GmbH; JMS – Mobiliário hospitalar; Orthos XXI e Sunrise Medical. Um vasto leque de oferta, que visa estar sempre à altura das ne-

JOAQUIM FERREIRA Mas a empresa, que hoje é marca de referência neste setor de mercado, passou por diversas vicissitudes até alcançar o sucesso. Após anos de trabalho em representação da Hartmann na região do Alentejo, Joaquim Ferreira decidiu aventurar-se a solo e criar a sua empresa. Estabelece-se em Cuba e assegura a representação da Hartmann nesta zona. Mas os seus planos quase se esfumam por entre as labaredas de um incêndio que consome os armazéns onde se tinha instalado um ano antes. Mas a persistência e empreendedorismo de Joaquim Ferreira falaram mais alto. Volta a começar do zero no Rossio da Estação e cria um legado que dura até aos dias de hoje. Atualmente, a Alquimed conta com 10 funcionários, sendo três deles delegados comerciais. A sua abrangência foi crescendo, atuando, no dia de hoje, nos distritos de Faro, Beja, Évora, Portalegre e a parte sul do distrito de Setúbal. Cerca de 90 porcento do mercado de faturação da empresa é reflexo da venda de material de incontinência, material para tratamento de feridas, produtos de higiene e proteção para idosos. O nicho de mercado foca-se na área da geriatria, sendo a grande maioria dos seus clientes Santas Casas da Misericórdia, IPSS e lares de terceira idade. Do portefólio da Alquimed fazem parte alguns produtos e mar-

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cessidades do mercado, encontrando as soluções para as ultrapassar, contribuindo para satisfazer as suas necessidades e dar todas as condições de vida aos idosos em Portugal.


O INCONFUNDÍVEL SABOR DA TRADIÇÃO Joaquim e Vasco Murita, pai e filho, são, atualmente, proprietários de uma das mais importantes e emblemáticas indústrias de Alcáçovas, a massa de pimentão. Não existe no Alentejo quem não os conheça, e a sua arte contribui de forma decisiva para o sabor e qualidade de diversas empresas de transformação de carne por todo o país. PIMENTÃO MORITA

VASCO E JOAQUIM MURITA A história de sucesso desta família tem raízes profundas. O pai de Joaquim Murita era proprietário de pequenas ‘searas de pimentos’. Os verdes tinham como destino o mercado 24 de Julho – atual mercado da Ribeira em Lisboa – e os maduros, para serem rentabilizados, eram transformados em massa de pimentão. E é deste aproveitamento que nasce toda esta indústria. Joaquim, criado neste ambiente, junta-se a este pequeno negócio de seu pai, e começa a produzir, também, algumas “searas de pimento”. Este aumento de matéria-prima permite produzir uma maior quantidade de massa de pimentão, sendo vendida, inicialmente, a pequenos talhos da região. E a qualidade deste produto artesanal era tanta que rapidamente chegou a talhos de dimensão e salchicharias. Estava aberto o caminho para a indústria transformado-

ra de carne. E durante 12 anos foi esta a atividade de Joaquim Murita. A cada ano sua produção de pimentos e massa de pimentão aumentava e de igual forma surgiam novos clientes. Com uma qualidade de produto única e uma ótima relação com os seus clientes, a massa de pimentão ‘caseira’ Morita era já uma referência no setor. Com o aumento do seu mercado, começaram a surgir os pedidos de uma massa de pimentão industrial. E Joaquim Murita ainda não tinha possibilidades de avançar para uma produção em larga escala. Surge então um convite, por parte de Esteves de Oliveira – proprietário de uma das primeiras fábricas de produção de pimento, no Montijo - para que assuma um cargo na produção de massa de pimento. E durante os dez anos que lá laborou, Murita nunca deixou de produzir a sua mas-

sa caseira nem perdeu o sonho de criar a sua indústria. Entretanto, o seu tempo já não lhe permitia dedicar-se à produção do pimento e ao fabrico da massa. Decide contactar agricultores da região, criando assim o primeiro leque de fornecedores de matéria-prima. A importância da qualidade dos pimentos é, segundo o próprio, o fator decisivo em todo o processo. É a matéria-prima de qualidade que lhe permite criar uma massa de pimento única, de sabor e qualidade. Estabelece-se, então, numa unidade de transformação própria, já com o apoio do seu filho. Começa a produzir massa de pimentão industrial, fruto dos diversos pedidos de clientes da indústria de transformação, sem nunca parar a sua indústria de massa de pimentão caseira, denominada para efeitos comerciais de ‘tradicional’. Atualmente, já com oito colaboradores a tempo inteiro, e duplicando esse número em alturas sazonais de maior trabalho, a Pimentão Morita produz não só as duas massas de pimentão já referidas, bem como massa de alho e molho de piri-piri. Uma abrangência dentro do seu setor de mercado, que lhe permitiu conquistar clientes de norte a sul do país. E o filho, Vasco, a terceira geração nesta indústria do pimento, já projeta um futuro além-fronteiras. Com uma imensa ambição e a consciência que o caminho tem de ser feito, sempre, “com os pés bem assentes na terra”, o próximo passo da Pimentão Morita será o mercado da exportação. Uma empresa de sucesso, fruto das suas raízes e de uma qualidade inegável, que promete continuar a dar sabor a Portugal.

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EM ELVAS E EM TROIA, MARISCOS DE SABORES ÚNICOS O restaurante El Cristo está situado em Elvas há mais de 40 anos. É reconhecido pela sua excelência e qualidade do peixe e do marisco, que serve como ninguém. Demarcado como uma referência na região, detém de um espaço amplo e espaço agradável para serem disfrutadas as especialidades gastronómicas da casa. RESTAURANTE EL CRISTO

MIGUEL MENDÃO São mais de 40 anos a satisfazer o apetite de quem passa por Elvas, no distrito de Portalegre. Ponto de referência na região do Alentejo, é cada vez mais visitado e aclamado como uma das melhores marisqueiras do sul do país. Miguel Mendão é o atual administrador, herdou o restaurante do seu pai, um antigo distribuidor de mariscos que decidiu investir numa zona perto da fronteira. Inicialmente referenciavam-se por ser a primeira marisqueira da região: “Aqui ninguém trazia marisco, fomos os primeiros a trazer peixe e marisco de Setúbal para Elvas”, reforçou Miguel Mendão. O empreendimento foi crescendo e alcançando um maior destaque a cada ano que passava. Por estar perto da fronteira começou por beneficiar de quem vinha do outro lado da mesma, os quais exaltavam o marisco fresco aqui servido. Atualmente é uma 94 | PORTUGAL EM DESTAQUE

estrutura que encarga mais de 40 colaboradores e um dos investimentos que mais postos de emprego cria na região de Elvas: “Tenho colaboradores que trabalham connosco desde que abrimos. Outros só tiveram um emprego e isso é a garantia de um bom serviço prestado. Há um elo de ligação entre os funcionários e as pessoas que os visitam. Aqui somos como uma família” explicou. “Há um orgulho no projeto do meu pai”, afirmou o atual administrador que desde os seus 14 anos começou a aprender a arte de bem servir: “Estudei em Setúbal, depois em Elvas. A partir dos 14 anos o meu pai começou a ensinar-me e depois dos 17 anos a minha universidade foi trabalhar aqui”. Atualmente assume o papel de gerente, com um espirito empreendedor tornou o El Cristo como uma marca registada e expandiu o seu negócio ao abrir um novo restaurante em Troia. Uma estrutura que cresce no seio de uma

família consolida-se com a paixão do projeto e os afetos da terra. Ainda assim, o gosto pela mistura (os ingredientes, as regionalidades e suas tipicidades) e a interação com diferentes públicos não nascem num dia só. A hospitalidade alimentar, muitas vezes relegada para segundo plano, leva-nos a verificar que a maior parte das pessoas dispõe de pouco tempo para encontrar o prazer que toda uma refeição tem para lhes dar. Aqui a grande aposta pela qualidade e atenção dada ao cliente faz-nos deparar com pratos tão diversos como o bacalhau dourado, ameijoas e o camarão tigre recheado com molho à moda da casa. O peixe e o marisco são os reis da ementa, selecionados com critérios de qualidade para oferecerem a frescura e sabor dos pratos confecionados. Para além dos sabores do mar, tão tipicamente português, também pratos de carne integram o cardápio do El Cristo. O restauran-


te aberto em Troia tem justificado o sucesso da aposta nos pratos de carne. Para acompanhar, existe uma variada gama de vinhos das distintas regiões do país, acompanhando a qualidade da serventia. Existe, também, a preocupação de inovar, principalmente na ementa. O intuito é oferecer variedade aos clientes mais regulares. O El Cristo garante uma fidelização de todos aqueles que têm a ventura de provar as suas especialidades. Devido a ser uma marisqueira de referência tem já um vasto leque de clientes que se mantêm fieis às especialidades do El Cristo, mas não deixa de receber, todos os dias, novos clientes que vão à procura dos afamados sabores do mar do restaurante. “Na zona do Alentejo devemos ser o restaurante que mais gente conhece derivado aos mais de 100 mil portugueses que por aqui passam por ano”, garantiu o gerente. El Cristo também em Troia Para além do espaço em Elvas, recentemente surgiu o investimento em Troia. “Surgiu por falta de espaço. Fiz uma proposta à Sonae e aceitaram o projeto”, referiu Miguel Mendão. Atualmente é uma aposta ganha, apesar da sazonalidade da região. “O mais difícil foi encontrar uma equipa de colaboradores capaz, que man-

tivesse os valores da casa de Elvas. Temos de embutir a nossa imagem”, acrescentou. A expansão do negócio leva os sabores do El Cristo para além de Elvas, alcançando um novo público. Na casa de Troia, servem-se também gelados artesanais, uma tradição de família que foi transposta pela antiga geração e que é agora reaproveitada no novo empreendimento. Futuro Garantido Uma base de sucesso, assente nos valores da arte de bem servir, tem sustentado o crescimento da marisqueira e da marca El Cristo. Depois de expandir o seu negócio para Troia, os próximos investimentos

passam por requalificar a parte estética e aumentar o espaço do restaurante de Elvas. Existe também projetos para a criação de uma gelataria: “Queremos ter gelados únicos”, afirmou, esclarecendo o intuito desse possível investimento. O gerente destacou ainda a valorização do turismo, concluindo com uma mensagem: “Espero que o pessoal de todo o mundo venha ao El Cristo provar o melhor que o mar nos dá”. El Cristo é mais que um restaurante, é uma marca que aposta em produtos nacionais com qualidade.

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A TRADIÇÃO DIGNA DE SEVER, ÚNICA DE SE VIVER Situado na povoação rural de Portagem, banhado pelo rio Sever, que cede o seu nome a todo este empreendimento, e a meia dúzia de quilómetros de Marvão e da fronteira com Espanha, o Restaurante e Hotel Sever é um autêntico oásis, situado numa das regiões mais peculiares de Portugal. SEVER, RESTAURANTE E HOTEL DO MARVÃO

Com um estatuto adquirido de embaixador de toda a região, este projeto cinquentenário é muito mais do que apenas um espaço de restauração. Um ex-libris turístico e gastronómico, o Sever é acima de tudo uma mescla entre um espaço único de conforto e turismo de natureza e uma referência para os apreciadores da cozinha típica alentejana. Mas o mérito de todo este conceito é de Julieta Garraio e de seus pais. Que depois de uma viagem idealizaram um restaurante junto ao rio que tivesse a capacidade de responder às necessidades de um mercado local que não oferecia resposta aos visitantes do Marvão. Cinquenta anos volvidos é impossível não pensar no Sever quando o assunto é a restauração nesta belíssima zona do país. E o sucesso, vincado por esta longa data de labuta, trouxe as devidas recompensas. Constantemente premiado em diversos concursos gastronómicos, este restaurante, vincadamente familiar, é acima de tudo uma aposta em “aromas e ambientes de outros tempos, adequados às necessidades dos nossos dias”. Composto por diversas áreas, no verão a esplanada com a sua

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refrescante folhagem dos plátanos apazigua o forte calor que se faz sentir. No inverno as salas permitem apreciar deliciosas refeições, num ambiente acolhedor. Mas nem só de cozinha vive o empreendimento Sever. Fruto de uma reestruturação e modernização arquitetónica, o Sever Rio Hotel transformou a antiga residencial pertencente à família Garraio, num novo hotel de três estrelas. E assim se criou um novo nicho de conforto, tranquilidade, tradição e inovação – inserido no Parque Natural da Serra de São Mamede. Num quadro pintado pela paisagem beira-rio, o conceito único deste Hotel, que conjuga as cores e características únicas das margens do rio Sever, fica distintamente marcado pela graciosidade no acolhimento, qualidade e uma saudável irreverência no tratamento do cliente. São, no total, 14 quartos onde se respira um conceito de beleza, requinte e funcionalidade, envolvendo os clientes num contexto único de tranquilidade, lazer e prazer, retrato fiel do amor desta família pelo legado dos país e pelo Marvão, terra de encantos únicos em Portugal.


HARMONIA DE SABORES ENTRE MODERNIDADE E A GASTRONOMIA TIPICAMENTE ALENTEJANA Às portas da cidade de Elvas, o coração raiano do Alentejo, encontra-se uma dos maiores segredos gastronómicos do Alentejo. A pacata freguesia de Terrugem, a sensivelmente vinte minutos da sede de concelho, é lar de um dos mais ilustres e requintados restaurantes alentejanos. A Bolota é um espaço nobre, com uma decoração moderna e com um toque de requinte, que visa fazer a ponte entre a gastronomia tradicional alentejana e a inovação da cozinha moderna, mantendo-se fiel aos produtos tipicamente alentejanos. RESTAURANTE A BOLOTA

Com mais de duas décadas de existência, este icónico restaurante foi fundado por Julieta Vinagre, aclamada “chef” de cozinha da região, e que com o passar do tempo seria bem mais do que um emprego para Antonieta Tarouca. Após terminar a sua formação na área de Economia, Antonieta foi convidada para integrar a equipa do restaurante na área de contabilidade e assessoria comercial. Rapidamente a sua área de influência e abrangência aumentou, embrenhando-se pela área comercial e contacto com os clientes. E o amor que nutre por esta casa foi crescendo ao mesmo ritmo. Em 2005, fruto de vicissitudes da vida, Julieta Vinagre decide retirar-se de funções e Antonieta Tarouca propõe-lhe comprar a empresa. Segundo a própria, seria “uma pena uma casa com esta desaparecer”. Curiosamente, os seis colaboradores que com ela trabalham na Bolota têm todos mais anos de casa do que ela. E é esse um dos grandes segredos de Antonieta – rodear-se com uma equipa de profissionais extremamente competentes, de máxima confiança e que sentem o mesmo afecto por este espaço. Outro dos segredos é a forma como todas as magnificas iguarias desta casa são apresentadas. Seja o menu de degustação - que lhe dá a provar um leque de pratos que representam de forma perfeita a harmonia entre sabores tradicionais e modernos, com uma apresentação requintada e um toque único em cada momento da degustação; a carta da casa - que oferece uma panóplia de receitas capaz de corresponder aos desejos de todos os clientes ou o Buffet de domingo – em que os clientes têm à sua disposição diversas iguarias (Salgados e Sobremesas), a confecção com requinte e qualidade é garantida. Tal como o sorriso dos clientes. Entre a variedade de oferta destacam-se: Entradas: Espinafres gratinados com gambas; Cozido de Grãos no Tarro; Salada colorida (Frutos secos); Salada de pato confitado; Filetes de peixe com favinhas; Salada de gambas com endívias e ervas aromáticas; Migas gatas com bacalhau e coentros; Salada quente de pisto e calamares; Salada de torresmos; Salada de bacalhau fumado. 98 | PORTUGAL EM DESTAQUE


Sopas: Sopa de verduras; Açorda alentejana; Sopa de perdiz na panela; Creme de castanhas; Sopa de cação. Peixe: Bacalhau à Bolota com espargos; Bacalhau Garcia da Horta; Filetes de peixe com farinha e vinagreta de menta; Bacalhau com pimentos e verduras fritas; Cherne grelhado com amêndoas, passas e pinhões; Linguado Au Meunier com batatinhas novas; Salmão em pappiote com sidra e verduras; Bacalhau confitado em azeite do Esporão. Carne: Arroz de pato; Cozido de grãos no tarro à Alentejana; Assado do norte alentejano no forno; Bife bom à café; Charlotte de aves; Costeletas de borrego com puré de frutas e esparregado; Pato estufado com framboesas; Lombinhos de porco recheados com figos e nozes; Bifinhos de porco com cebolinhas em vinagre do Esporão; Rosbife com molho de patê; Migas à alentejana com carne do alguidar; Ensopado de borrego das bodas; Lombo de javali com puré de castanhas. Doces: Sericaia com ameixas de Elvas; Pudim de chila com amên-

doa; Queijo de ovos moles; Biscuit de torrão; Gelado de frutas; Mousse de castanhas e café; Biscuit de figo com molho quente de nozes; Mousse de chocolate quente com couli de frutas secas. Fruto deste carinho e familiaridade com os clientes, alguns amigos de longa data da casa, surgem diversos pedidos de catering e reservas de eventos. De casamentos a jantares de amigos, a Bolota tem sido “lar” dos acontecimentos mais importantes da vida de diversas famílias. E é, sem dúvida, essa confiança e o agradecimento de cada um dos clientes que motiva Antonieta e a sua equipa a continuar. Um convite ao bom gosto e ao bom palato no coração do Alentejo. Venha descobrir.

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ANADIA Anadia, com uma área de 217,0 km2, 31 622 habitantes e 15 freguesias, é um dos 19 municípios distrito de Aveiro. A história do topónimo de Anadia está relacionada com o nome de Ana Dias. Esta era uma grande proprietária de vinhas do povoado. O seu vinho era de boa qualidade e vendido junto da estrada que seguia para Coimbra. Com o tempo, o seu nome ficou sendo conhecido e ligado ao povoado. Anadia foi doada por D. Afonso Henriques ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, doação esta que incluía três casais. Guterres Nunes, cavaleiro fidalgo, recebeu, em doação de D. Sancho I alguns casais de Anadia. Tratando-se de um concelho com quase cinco séculos de existência, Anadia conheceu ao longo da sua história sucessivas mutações de carácter administrativo, algumas delas ocorridas muito recentemente, e que acabaram por resultar na repartição do seu território nas atuais quinze freguesias civis e na sua ligação ao distrito e à diocese de Aveiro. Este é o lugar para provar o espumante de grande qualidade. Anadia é, aliás, a capital do espumante, localizada na região demarcada da Bairrada, onde os vinhos são uma referência nacional. O espumante e os frisados são aqui produzidos com esplendor e primazia. A gastronomia é a tradicional da Bairrada onde o leitão é rei. Na restauração imperam quintas com restaurantes de grande qualidade. No turismo a região da Curia prima pela oferta hoteleira de excelência, com edifício históricos e de beleza arquitetónica contemporânea única. As termas são o chamariz, mas a calamidade da região apela a quem procura um turismo de natureza. A nível industrial é uma região em evolução e com vários polos que geram um número simbólico de emprego. Durante os meses de verão, pode, em Anadia, desfrutar de vários eventos, como o ‘Quintas no Museu’ ou o ‘Sextas na Praça’, um evento promovida pelo Município de Anadia que em agosto contará com a participação de artistas como Luís Portugal, Diana Pinto, Orquestra Desigual da Bairrada e Rodrigo Maurício.

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DESIGN DE INTERIORES COM ESTÉTICA E FUNCIONALIDADE Projetos que aliam a estética à funcionalidade e a alma à decoração são a proposta de Maria Vilhena. A marca de Anadia tem apenas três anos, mas já conta com vários trabalhos nacionais e internacionais. MARIA VILHENA

MARIA VILHENA A marca surgiu em 2014, mas Maria Vilhena, dona da marca com o mesmo nome, já trabalhava em lojas de decoração há várias anos. “Aprendi imenso nos locais onde trabalhei, mas senti a necessidade de trabalhar as minhas ideias e poder darlhes o meu próprio cunho”, explica a designer. A solução foi lançar-se no mundo do freelancing e criar os seus próprios projetos. O feedback foi positivo e, por isso, decidiu começar o seu próprio negócio – Maria Vilhena Design. Além de Maria, também a sua irmã trabalha para a marca. É a responsável do espaço que abriram em Lisboa – prova viva do crescimento da marca. Para Maria a evolução foi inesperada. “Ainda existem muitas pessoas que vêm o design como algo acessório, quando na realidade o design pretende aliar a estética à funcionalidade” e, por isso, Maria

estava à espera de mais resistência, mas o feedback foi surpreendente. A ideia do designer de interiores que chega e muda tudo a seu bel-prazer não agrada a Maria que procura ao máximo afastar-se desse estereótipo. “O designer não pode simplesmente chegar e impor as suas próprias ideias. Deve procurar perceber as necessidades de cada um e arranjar soluções”, explica. Por esse motivo, na Maria Vilhena Design privilegia-se o contacto com o cliente e o ajuste das ideias às necessidades de cada um. “É extremamente importante entender o modo como cada um vai fazer uso do espaço para conseguir adaptar a decoração ao uso futuro”, explica a empreendedora de Anadia, dando o exemplo da cozinha que deve ser pensada de acordo com a forma de cozinhar de cada um. A Maria Vilhena Design tem apenas três

anos, mas isso não significa que as ideias que partem de Anadia ainda não tenham chegado aos quatro cantos do mundo. A empresa ainda é recente, mas o feedback tem sido muito positivo ao ponto de já terem concretizado negócios internacionais. O Luxemburgo e os Estados Unidos já têm espaço desenhados por Maria Vilhena. Em Portugal, os projetos relevantes também já são muitos. Maria Vilhena destaca um hostel na Curia, um hotel em Meão do Campo e os espaços que projetou para a Feedzai. Além do design de interiores – e algum de exterior – a Maria Vilhena também con-

ta com uma poltrona: a Blast. A designer explica que a Blast surgiu de uma proposta que lhe fizeram que acabou por não ir para a frente, mas a poltrona já estava desenhada e por isso decidiu lançá-la. A receção do público foi de tal maneira favorável que decidiu começar uma linha de mobiliário. O futuro da marca Maria Vilhena passa por continuar a apostar nos espaços públicos, mas também consolidar a linha de mobiliário que está para ser lançada. Para Maria, a região de Anadia tem muito para oferecer e por isso ambiciona continuar lá, contudo Miami continua no horizonte de Maria e é mais que um sonho, é um objetivo.

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SOLUÇÕES ADAPTADAS AO CLIENTE Fundada há 10 anos, a All For Glass dedica-se às ferragens para vidro. A oferta variada e o serviço voltado para o cliente são os ingredientes para o sucesso da empresa . ALL FOR GLASS

PAULA COQUIM E JAIME ALMEIDA Tudo começou em 2007, pela mão de Jaime Almeida que na altura trabalhava na indústria vidreira. Conhecedor do vidro e das lacunas existentes no mercado,decidiu apostar em soluções para as colmatar. O negócio começou a ganhar forma e Paula Coquim, a esposa, também se juntou à All For Glass. Desde então, a empresa da Anadia nunca parou de crescer. Recentemente, o edifício principal da empresa foi relocalizado de Avelãs de Caminho para Outeiro de Baixo. O objetivo foi aumentar a área produtiva da empresa

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porque se há coisa que não falta na All For Glass é ambição. O trabalho já chegou além-fronteiras, o objetivo é continuar a crescer, mantendo sempre os padrões de qualidade e o foco no cliente. De simples ferragens até outras peças mais complexas, a oferta da All For Glass é muito variada. Contudo, o gosto pelo design é transversal a todos os produtos e também à imagem da empresa, que é da total responsabilidade de Paula Coquim.

Cada cliente é diferente A All For Glass distingue-se das outras empresas que atuam no mesmo ramo pela constante preocupação em satisfazer os que até ela chegam. Desta forma, a disponibilidade para prestar apoio ao cliente é uma das grandes vantagens que quem contacta com a All For Glass pode esperar. Por vezes, é necessário fazer ajustes, a All For Glass está sempre pronta ajudar, mesmo que tal implique “resolver os problemas em cima do joelho – uma das maiores qualidades da empresa”. Além disto, a preocupação com as necessidades específicas de cada um também contribuí para a diferenciação da empresa. As soluções de ferragem para vidro oferecidas podem ser customizadas. Desta forma, cada cliente pode personalizar os produtos, ajustando-os às suas próprias necessidades. Da Anadia para o mundo A All For Glass já é a maior empresa dedicada às ferragens para vidro no centro do país. Os projetos a nível nacional são muitos e alguns têm um importante destaque, em obras de referência do nosso país. A participação em projetos de renome a nível local e até mesmo nacional atestam


a competência dos trabalhos da All For Glass. No centro do país, já têm um lugar bem consolidado, mas o objetivo é continuarem a expandir-se além-fronteiras. Maioritariamente vendem para Portugal, mas em 2016 abriram as portas à exportação. Angola, França e Suíça são os mercados onde conseguiram chegar em menos de um ano. Para o futuro, ambicionam continuar a alargar a área de atuação e levar os seus produtos que nascem em Anadia aos quatro cantos do mundo. Um lanche informal para discutir novas ideias Se a preocupação com o cliente é um dos pilares que sustenta a All For Glass, a comunicação interna também não é deixada ao acaso. Sublinham que o factor humano é deveras importante para a sustentabilidade empresarial. Assim, permitir que todos os funcionários contribuam para o processo de melhoramento da empresa, numa base diária, é uma preocupação na All For Glass. Além desta abertura quotidiana com os

colaboradores, a empresa dinamiza às sextas-feiras um lanche entre todos. Assim, o último dia da semana de trabalho é pontuado por um convívio onde se estreitam as ligações pessoais e profissionais e se faz um balanço da semana que já passou para resolver qualquer problema que tenha ficado por resolver e discutir o que melhorar. O novo ciclo da empresa começou com o festejo do 10º aniversário de existência. Os membros da comunidade (clientes, familiares, colaboradores, amigos e fornecedores) foram convidados a participar. A empresa de Anadia entende que um ambiente de trabalho saudável é o melhor caminho para aumentar a produtividade e por isso aposta na promoção de atividades inclusivas que incentivem a discussão de ideias num ambiente informal. Todos os trabalhadores podem sugerir e todas as ideias são ouvidas.

da e Paula Coquim descansam. A próxima etapa é intensificar a presença nos mercados externos, mas também estão a começar um projeto completamente novo. Se a as ferragens para vidro já são um mar que navegam com grande à-vontade, a caixilharia de alumínio corresponde a uma área a desbravar. Lançaram recentemente a marca LSJ – Aluminum Solutions dedicada à caixilharia de alumínio, onde já se destacam no seu portefólio obras de renome.

O que está para vir Desde a criação da empresa já se passou uma década. O caminho foi sempre ascendente, mas nem por isso Jaime Almei-

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NO CORAÇÃO DA BAIRRADA, UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA O edifício onde está inserido o restaurante Chicote, na Quinta de Vilarinho, é rústico, mas perfeitamente recuperado, aliando à vertente gastronómica um espaço típico. A casa é também ela tradicional e o que chega da cozinha parece uma montra dos melhores produtos da tradição gastronómica portuguesa. RESTAURANTE O CHICOTE

O restaurante típico Chicote é uma casa com mais de 40 anos, um negócio de família agora recuperado. Após vários anos aberto exclusivamente para eventos, Miguel Reis e Rita Marques tomaram as rédeas deste negócio e reabriram um espaço de referência na Bairrada. Situado numa quinta centenária, em Vilarinho do Bairro, no concelho de Anadia, afirma-se um destino de enorme qualidade, sofisticação e apelo gastronómico. A quinta é ampla e belicamente embelezada pelas tradições que viveu ao longo de mais de um século. O restaurante, que outrora fora uma adega, é um espaço agradável com uma decoração tipicamente tradicional. As paredes de pedra, o teto alto, formado por barrotes de madeira oferecem ao cliente um ambiente diferente com toda a comodidade moderna. É um exemplo perfeito de conjugação da tradição com o modernismo contemporâneo. Para além da sala de restaurante, que pode receber 50 pessoas, conta ainda com um espaço para eventos, capaz de albergar até 170 pessoas.

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A serventia gastronómica é a comida tradicional portuguesa “com uma roupagem mais atual, uma forma de oferecer pratos mais atrativos do ponto de vista visual”, explicou Rita Marques. Apesar de estar inserido numa região em que o leitão é rei na restauração, no Chicote, as principais especialidades são o Bacalhau à Chicote, o Bacalhau com Broa e a Chanfana Regional. Entre uma carta variada em que predomina a qualidade na elaboração dos pratos, mantêm-se os sabores tradicionais. “A gastronomia é tradicional, mas com técnicas de confeção diferentes e mais atuais. Além do típico da área envolvente servimos também algumas novidades do mercado como carne maturada. É uma carne que ganha propriedades específicas no sabor e na textura”, referiu Miguel Reis. Um dos pratos com muita saída é também a seleção rica de carnes: “tem um apontamento de maturada. É servido o lombo da Baviera (um lombo de carne alemã), porco preto, salsicha fresca e enchidos. É uma seleção rica de carnes pela qualidade e cortes apresentados que queremos


diferenciar um pouco da grelhada mista conhecida” explicou o gerente. Existe também uma oferta vegetariana para responder a quem procura uma alternativa. A acompanhar as refeições, também o couvert é díspar, como esclareceu Miguel: “temos o pão e a broa tradicional, um trio de manteigas e azeite. Uma manteiga da Bairrada, com molho de leitão, uma manteiga com mel do Buçaco e uma outra de ervas criadas por nós. O cardápio das refeições vai-se mutando de tempos em tempos, consoante a sazonalidade de alguns produtos, uma forma de oferecer qualidade e de dinamizar a oferta para o cliente. Na mesa não pode faltar uma das grandes referências nacionais – os vinhos. A carta de vinhos oferece uma ampla variedade de qualidades das várias regiões nacionais, onde predominam os vinhos da Bairrada. Nas sobremesas a especialidade da casa é o tradicional doce da casa e “o mil folhas com doce de ovo e terra de amendoim, que podemos chamar de assinatura do chefe”. Evidenciam-se também o pudim do abade de priscos e o Petit Gateaux. A casa tem também um conceito direcionado para os petiscos, para quem desejar comer algo mais leve e relaxar. Também nos petiscos há uma combinação entre a oferta tradicional como as moelas, gambas, pataniscas, e uma oferta mais diferenciada,

como, por exemplo, o ceviche de salmão e o cogumelo fumado com mel do Buçaco. No Chicote o serviço é de excelência - No atendimento, predomina a simpatia e boa disposição, na cozinha, primam com o serviço de dois cozinheiros criativos e dinâmicos. É um espaço para se disfrutar de uma oferta gastronómica de enorme qualidade enquanto se criam conversas entusiasmantes. “Isto não é um só um restaurante de corrida ou de passagem. Damos importância a todos os detalhes, tanto no serviço de mesa como na atenção ao cliente” referiu Rita Marques. “Estamos focados no servir bem. O cliente fica à vontade para conversar e desfrutar do espaço, não impomos horários”, concluiu. O restaurante Chicote conta com a irreverência e espirito inovador e empreendedor de dois jovens que levarão certamente a casa a ser novamente uma referência na zona centro do país. Atualmente, o futuro passa por reconquistar as pessoas que por ali passam e aumentar a os clientes diários. A primazia e a surpresa estão guardadas para futuros eventos temáticos como concertos de jazz, fado ou provas de vinhos. Caro leitor, se lhe aguçámos o apetite, não deixe de visitar o restaurante Chicote e desfrutar de um espaço confortável e agradável com um serviço e sabores únicos.

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SOLUÇÃO PERFEITA PARA MELHOR QUALIDADE DO MERCADO Há mais de 30 anos a inovar no mercado, a Castoral Alumínios expande o seu negócio por todo o mundo, primando pelo produto de excelência e um serviço em constante melhoria. Sediada em Anadia, esta é a entidade de referência que deve procurar no setor dos alumínios. CASTORAL ALUMÍNIOS

A Castoral Alumínios foi adquirida por Patrício Ribeiro e o sócio Pedro Cordeiro em 14 de julho de 1998, uma vez que ambos pretendiam a liberdade de trabalhar por conta própria num setor que experienciava um generoso crescimento na altura e numa zona onde a construção florescia. Faltava-lhes, no entanto, conhecimento e experiência na área. A força de vontade de ambos foi mais forte e Patrício Ribeiro aliou a sua formação em gestão e aplicou esses conhecimentos no seu novo ofício. Desde o projeto ao assentamento Tudo o que está relacionado com os sistemas de alumínio a Castoral faz. Desde as janelas mais simples, às fachadas mais complexas, passando pelas séries de alumínio por fora e madeira por dentro, servindo e implementando com primor os sistemas Minimalistas. A empresa vende o material a quem o pretender adquirir, no entanto, especializam-se e disponibilizam-se para realizar o assentamento dos seus produtos nas obras. Para satisfação total do cliente, a Castoral utiliza o Pref-Gest (programa orçamentação e planeamento produtivo) AutoCAD, programa informático no qual é desenhado o projeto, facilitando a aprovação do mesmo.

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Vocação para o mercado externo “Temos material nosso em Portugal, Marrocos, França, Espanha, Bélgica, Israel, Chade, Argélia, Senegal, Mali e Brasil”, enumerou Patrício Ribeiro. “Este ano, fechamos o palácio presidencial do Mali, em parceria com uma outra empresa de vidro (Sosoares) e de trabalhos verticais (Workalp). No Chade encarregamo-nos de um hotel, alguns projetos particulares e da sede da Associação aeronáutica do Chade, acrescentou o nosso entrevistado. No mercado francês, a Castoral Alumínios foi responsável por muitos empreendimentos em Particulares, Hoteis e Mesquitas, nos arredores de Paris. Esses trabalhos criaram contactos e abriram portas ao mercado árabe, nomeadamente em Marrocos, Argélia, Chade, Mali e no Senegal. A Argélia é atualmente o país onde a empresa detém um maior portefólio de obras e um showroom (200m2), estando presentes na obra que foi distinguida como a melhor obra de 2014, na Argélia. Uma das estratégias da Castoral, revelou-nos o sócio-gerente, é tentar oferecer a mão-de-obra no primeiro empreendimento contratado, de forma a assegurar a satisfação completa do cliente. Distinção no mercado Alumínio é um setor competitivo, onde a diversidade de sistemas é elevada e a exigência maior ainda. A Castoral Alumínios pode orgulhar-se de apresentar a melhor solução. Para isso, a empresa posiciona-se numa gama alta de produtos e serviços em todos os mercados onde estão presentes. Esta é a forma de se distinguirem. “Essencialmente, procuramos vender o topo de gama em produtos que a concor-

rência nem conhece”. O trabalho honesto é um dos valores que move a empresa, bem como o rigor e o perfecionismo. A qualidade com que trabalham sistemas minimalistas são uma das referências da Castoral e um mercado com uma procura cada vez maior.

Continuar a internacionalização Como planos futuros, os gerentes pretendem apostar na filtragem de acordos de negócios onde o cumprimento dos pagamentos seja assegurado, garantindo, assim, a sustentabilidade da empresa que emprega 17 colaboradores. A exportação é atualmente a dedicação principal da empresa, intenção que se mantém para o futuro: “Estamos a tentar entrar em mercados de outros países . Levar o bom trabalho que se faz em terras lusitanas tem sido uma das nossas premissas”.


BEIRA INTERIOR Sernancelhe é uma cidade Sernancelhe situa-se na Região Centro-Norte de Portugal, em plena Beira Alta, na parte nordeste do distrito de Viseu, ao qual pertence administrativamente. s paisagens, constituídas por autênticos monumentos graníticos, transformam-se em miradouros, como sucede no planalto da Lapa, pousado a mais de 900 metros de altitude. Terra de pastores e da agricultura, Sernancelhe é também Terra da Castanha. O epíteto ganhou-o pela qualidade e sabor do fruto que enche as casas dos lavradores e que faz parte da gastronomia regional. Por entre os soutos, marcantes como a idade centenária que carregam, descortinam-se construções graníticas, de inquestionável utilidade para pastores e animais em dias de invernia. A Igreja da Lapa é um ponto de turismo religioso importante pelos caminhos para Santiago. Nela existe uma pedra que encarga o mito que por ela só passam quem estiver livre de pecados. Penedono, outrora Pena do Dono, é considerada uma das mais belas vilas de Portugal. Localizada nos derradeiros limites da Beira e a um passo dos socalcos da Região Demarcada do Douro, a vila medieval de Penedono domina imponente uma paisagem de contrastes fortes e impressionantes. O seu Castelo, erguido no século XI quase a mil metros de altitude é um exemplo único de arquitetura militar, singular pela sua forma triangular e famoso, segundo a lenda, por ter sido berço do célebre Álvaro Gonçalves Coutinho, um dos Doze da Inglaterra, imortalizado nos “Lusíadas” pela sua valentia e espírito de aventura. Por terras de Mêda encontram-se castelos e ruínas, casas brasonadas, pelourinhos, fragas e fontes com história, sendo que Marialva é o epicentro da distinção do concelho, uma vez que é uma das Aldeias Históricas de Portugal. Em termos paisagísticos distinguem-se os panoramas que se podem contemplar dos miradouros. Ficará decerto gravada na memória a imagem das amendoeiras em flor de Longroiva e Fontelonga, nos meses de fevereiro e março. A Natureza em estado puro que envolve o concelho de Mêda, confere-lhe desde sempre uma áurea de magnificência que encantou gerações de povos e credos. Por estas paragens, entre montes de granito e vegetação espontânea, resplandecem três magníficos castelos, o de Ranhados, o de Longroiva e o de Marialva, este último com quatro torres. Testemunhos incontornáveis da importância histórica destas terras nas lutas e batalhas da Idade Média

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CONCELHO CARREGADO DE HISTÓRIA O Município de Penedono está situado no limite nordeste do distrito de Viseu (Beira Alta), timidamente ‘tocando’ os socalcos do Douro. Antas, Beselga, Castainço, Granja, Ourozinho, Penedono, Penela da Beira, Póvoa de Penela e Souto são as localidades maiores que o compõem. Todas elas primam pela grandeza das paisagens, pela hospitalidade dos seus habitantes, pelos hábitos e tradições que se preservam e que vale a pena procurar vivenciar, na certeza do reencontro com uma ruralidade que procuramos preservar e dar a conhecer. MUNICÍPIO DE PENEDONO

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Penedono é um concelho carregado de História. A freguesia de Penela da Beira, por exemplo, teve o primeiro foral concedido a terras portuguesas, por D. Fernando de Leão, muito antes da fundação da Nacionalidade. O primeiro documento conhecido que se refere a estas terras data do ano 960 e chama-lhes Pena de Dono, que significa Penha ou Castelo de Dono. Mas, muito antes disso, já as terras de Penedono eram habitadas e o imenso e valioso património arqueológico do período megalítico é testemunho dessa antiguidade. Orgulhosos realmente da nossa beleza natural, assumimos um património concelhio que muito nos orgulha. Começo por referir o majestoso Castelo de Penedono, monumento nacional desde 1910 e que é, sem dúvida, o ex-libris do concelho. Subsiste ainda, na vila, um vasto património religioso e civil, merecendo destaque a Igreja Matriz de S. Pedro, a única das três igrejas paroquiais com origem na Idade Média, de uma reconhecida riqueza interior e o Solar dos Freixos, assumidamente ‘a casa de maior vulto de Penedono’, já referida em documentos do séc. XV e que, segundo escritos, se diz ter sido morada da ilustre e nobre família dos Coutinhos, condes de Marialva. Percorrendo o concelho a oferta turística aumenta com a diversidade de vestígios megalíticos. Falo da Necrópole da Lameira, o qual, possui dois monumentos funerários pré-históricos e do imponente Menir do Vale de Maria Pais, na freguesia de Antas. A Necrópole do planalto da Senhora do Monte, nas freguesias de Penela da Beira e


Castainço, é constituída por diversos monumentos megalíticos dispersos ao longo de três quilómetros e enquadrados por uma paisagem natural. Um desses monumentos, o Dólmen/ Capela da Senhora do Monte é monumento nacional desde 1961. Feira Medieval A Feira Medieval de Penedono, um evento, assumidamente já de referência nacional, ocorre todos os anos, no 1º fim de semana de julho, no Centro Histórico da Vila. Vivem-se então dias em que, graças a uma recriação histórica que se procura seja cada vez mais fidedigna, se ‘embarca’ numa aventura medieval: pelas ruas ouvir-se-ão os pregões dos almocreves, a música dos bobos, os gritos dos guerreiros e os clamores da justiça medieval; acontecerá a ceia dos fidalgos e o assalto ao castelo. Nestes três dias Penedono viajará no tempo e exibirá, para todos os que nos visitam e apreciam a história, o orgulho que aqui prevalece desde os tenros tempos da nacionalidade. É Penedono a afirmar a sua ‘Memória dos Tempos Medievais’. Trata-se de uma iniciativa de importância vital para a economia local aos mais diversos níveis.

Apoio Empresarial A ‘obrigatoriedade’ de criar condições propícias á fixação de novas empresas no concelho, gerando consequentemente emprego e desenvolvimento económico e social é um imperativo. Alicerçado nesse propósito foram criados há alguns anos dois programas vocacionados para o apoio a micro, pequenas e médias empresas, Penedono Empreende – Emprego e Penedono Empreende – Investimento ‘FINICIA’ programas esses coordenados, pelo ao tempo criado, Serviço de Apoio ao Empresário que, tem como missão o apoio técnico, o encaminhamento e o acompanhamento de empresários/promotores. O programa Penedono Empreende – Emprego é um programa direcionado para a criação de emprego que se manifesta pelo apoio, pecuniário, à contratação ou à criação do próprio posto de trabalho. Assim e, mediante a apresentação das candidaturas e cumprindo os requisitos das mesmas nomeadamente, domicílio e sede fiscal no concelho de Penedono, os empresários/promotores têm acesso a incentivos financeiros que assentam na promoção da criação

do próprio posto de trabalho e na contratação de terceiros. Relativamente ao programa Penedono Empreende – Investimento ‘FINICIA’ trata-se de um fundo monetário constituído por capitais próprios do município e de uma instituição bancária, fundo esse que traduz numa linha de crédito, até 45.000,00 euros, com juros relativamente baixos, vocacionada para o investimento estrutural, a modernização técnica e a internacionalização da atividade. A aprovação das candidaturas envolve cinco entidades: Câmara Municipal de Penedono, Caixa de Credito Agrícola Mútuo, AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu, a Norgarante e o IAPMEI. Não se trata de uma linha de crédito convencional pois se, cumpridos os requisitos expressos no seu programa, o empresário/promotor tem a possibilidade de receber, na parte do fundo que ao município diz respeito, 10 por cento do crédito a fundo perdido e outros 10 por cento sem juros, continuando a beneficiar de uma taxa inferior à praticada pelo sistema bancário convencional. Pretendendo organizar o tecido empresarial de Penedono e a criação de condições para a fixação de novas empresas, foi criada a AAE – Área de Acolhimento Empresarial de Penedono, um espaço moderno, dinâmico adaptado às novas necessidades e realidades empresariais. Para além da sua situação geográfica privilegiada, proximidade de grandes eixos rodoviários nomeadamente aquele que dá acesso a Espanha, foram estabelecidas condições de alienação que permitem a aquisição dos lotes a preços simbólicos. O preço dos lotes é de 2,50 euros por m2, no entanto se o projeto se revelar de interesse para o concelho e mediante os postos de trabalho a criar, beneficiará de uma redução no preço base dos mesmos, podendo chegar aos 0,10 euros por m2.

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A INOVAR A GASTRONOMIA DE SERNANCELHE A moda dos hambúrgueres chegou a Sernancelhe para ficar. Um conceito que vai de encontro ao género ‘fast-food’ mas mantendo a parte artesanal e tradicional. No Fabius Restaurante os hambúrgueres são a estrela da ementa, mas a variedade prospera entre pizzas, massas e até pratos mais tradicionais. FABIUS RESTAURANTE

FÁBIO MAGALHÃES O restaurante Fabius apresenta-se como um espaço novo e diferente que cativa os visitantes pela abordagem diferenciada e sofisticada, misturando os conceitos de hamburgueria, fast food e gastronomia tradicional. Fábio Magalhães, é o chefe da cozinha e o responsável por erguer este empreendimento. Com o gosto pela cozinha desde de pequeno, nunca pensara que fosse esse o seu caminho. Inicialmente seguiu uma vertente desportiva e só anos mais tarde enveredou pela restauração. Tirou o curso de cozinha na Póvoa do Varzim e começou a criar as suas próprias especialidades. Prosseguiu com o sonho de abrir a sua própria casa e assim se criou o Fabius Restaurante. Natural de Beselga, teve a oportunidade de fazer o seu empreendimento em Viseu ou Guarda, mas acabou por apostar na região:

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“é um conceito novo, é importante inovar aqui esta zona. Há sempre uma responsabilidade de dinamizar a região e trazer novas pessoas ao concelho”. Inicialmente abriu com o conceito de self-service, mas rapidamente se adaptou às exigências dos clientes. Atualmente tem o serviço à mesa e tem diariamente um prato do dia para além do seu habitual cardápio. Os pratos abordam um conceito pouco comum, misturando e combinando a gastronomia mais tradicional com a confeção tradicional de fast food. “Quis ter um conceito de forma a que toda a gente se conseguisse adaptar, quer a geração mais nova quer os mais velhos. Há muitas pessoas que não gostam de pizzas e hambúrgueres e nós tentamos adaptar

isso para toda a gente. Neste momento temos adesão do pessoal mais jovem, no entanto não deixamos de ter o pessoal mais velho, principalmente durante a hora de almoço”, explicou o gerente. Na confeção dos pratos, Fábio Magalhães é o responsável pela a criação - apelou à criatividade e aos tradicionais hambúrgueres juntou uma pitada de inovação. O resultado? Uma experiência gastronómica a degustar. A especialidade da casa é o Fabius Burger com o molho lendário, feito e criado pelo próprio Fábio Magalhães. Na ementa pode-se encontrar mais conceções e inovações de sabores únicos, criadas pelo próprio. Para beber, uma carta de vinhos variada: “temos o vinho da casa e uma gama variada de vinhos - brancos, tintos, verdes, frisados e rosés. Tentamos ter pelo menos dois de cada região e reforçar com os vinhos da nossa zona, o terras do Demo e o Esteva”. Para além do serviço de restaurante, oferece também o serviço de bar, tornando-se um espaço confortável para conviver e saborear de afinidades e conversas. Para dinamizar o restaurante, realizam-se concertos, uma forma de se diferenciar na sua oferta e de criar um local mais apelativo, para um jantar diferente. O Fabius restaurante é um espaço confortável com uma oferta de qualidade demarcada e completamente inovadora. “prepara a boca que vai encher os olhos. Aqui, toda a gente fica de barriga cheia, e saem sempre achar que valeu a pena” conclui o gerente Fábio.


PROVANDO QUINTA DAS SENHORAS, SABOREANDO MARIALVA É nas terras únicas da aldeia histórica portuguesa de Marialva que se produzem os vinhos Quinta das Senhoras. São quatro os vinhos que compõem a marca e todos eles são premiados. O segredo que está por detrás da qualidade deste produto foi-nos explicado por Rafael Roque, advogado de profissão e um dos proprietários da quinta. QUINTA DAS SENHORAS espalhadas por todos os grandes centros urbanos do nosso país.

RAFAEL ROQUE A marca Quinta das Senhoras conta com dois anos de existência, no entanto, a quinta onde a mesma é produzida remonta a sua origem há já 150 anos. “Já vai na quinta geração”, começou por contar o nosso entrevistado. A principal curiosidade desta quinta está, desde logo, no nome: Quinta das Senhoras. Rafael Roque explicou o conceito: “o nome deve-se a uma homenagem que pretendemos fazer a todas as senhoras que passaram por esta quinta, às quais se deve a sua criação”. A quinta atinge uma área de cerca de 20 hectares de vinhas, oliveiras e árvores de fruto onde a vinha, por seu turno, corresponde a 95 por cento da propriedade total. Quatro vinhos distintos A Quinta das Senhoras surgiu no mercado com duas referências de ótima qualidade: o de 2011 – considerado o “topo de gama” da marca – e o 2013 – recentemente distinguido pelo melhor Sommelier do mundo (Andrea Laurence) com 93 pontos. O de 2014 obteve a medalha de prata no Concurso Regional da Beira Interior e o de 2015 (o único vinho branco da gama Quinta das Senhoras) apresenta a mesma qualidade. O segredo da qualidade destes vinhos parece ser claro para o nosso entrevistado e diz respeito à sua localização: “Marialva possui um terroir característico da Beira Interior, mas também possui o microclima do Douro e é essa conjugação que permite obter estes vinhos”, confidenciou-nos. Desta forma, os vinhos Quinta das Senhoras são “vinhos encorpados, com grande nariz e finais prolongados”, que acompanham muito bem a cozinha típica portuguesa como, por exemplo, carnes grelhadas, posta à mirandesa ou bons queijos. Quem por esta altura já se encontra “com água na boca”, saiba que pode encontrar os vinhos desta marca em garrafeiras, restaurantes e lojas da especialidade,

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Aposta na internacionalização A Quinta das Senhoras está a aumentar a sua produção. Neste momento produz cerca de 15 mil garrafas por ano, mas tem capacidade para produzir 80 mil. Não o fazem porque “massificar a produção iria prejudicar a qualidade do produto”. Numa altura em que já se começam a preparam as vindimas, as perspetivas para a produção deste ano são boas: “se o tempo continuar assim, será uma colheita digna de ser engarrafada, porque nós só engarrafamos quando a qualidade o justifica”, reiterou Rafael Roque. Promotores incansáveis de Marialva (no rótulo consta uma imagem do castelo de Marialva), a internacionalização apresenta-se como um caminho a seguir “de mãos dadas com o mercado nacional”. Neste seguimento, a Quinta das Senhoras já participou em feiras internacionais em Salamanca, Bordéus e até Bruxelas. Por fim, caro leitor, fica o convite para que saboreie Marialva através do paladar único dos vinhos Quinta das Senhoras. Verá que não se irá arrepender!


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LAR DAS TERMAS EM CALDELAS O Centro Social do Vale do Homem (CSVH), abriu no passado dia 26 de junho, um novo equipamento, o Lar das Termas, em Caldelas, Amares. A abertura do edifício foi assinalada num almoço, em que estiveram presentes os parceiros da obra/projeto, os presidentes dos Municípios de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde, a Direção do CSVH, o presidente da ATHACA (Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave), o arcipreste de Vila Verde e capelão do CSVH, e os primeiros utentes do Lar das Termas. CENTRO SOCIAL DO VALE DO HOMEM

Com um investimento a rondar um milhão e meio de euros, o Lar das Termas tem capacidade para 31 e 30 utentes nas respostas sociais de Lar/ERPI e SAD, respetivamente, tendo atingido a sua lotação um mês após abertura. ‘Este projeto começou há cerca de dois anos e envolveu o CSVH e parcerias de sucesso, entre elas, os Municípios de Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, as freguesias dos respectivos concelhos e outras entidades. ‘É uma sensação de dever cumprido e uma satisfação enorme chegar ao dia de hoje e ver este sonho realizado, com prazos cumpridos’, referiu o presidente do CSVH, Jorge Pereira. ‘Tudo o que foi planeado concretizou-se no timing correto e com a qualidade que é já referência da instituição. Temos aqui uma estrutura ímpar

felizMENTE lar

casa da citania Projeto em Licenciamento

LAR DE DEMÊNCIA

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40 UTENTES DE ERPI/LAR 30 POSTOS DE TRABALHO INSCRIÇÕES NA JUNTA DE FREGUESIA

30 UTENTES DE USO - UNIDADE SÓCIO-OCUPACIONAL 30 UTENTES DE CENTRO DE DIA DE DEMÊNCIAS 30 UTENTES DE SAD - SERVIÇO DE APOIO DOMICILIÁRIO DE SAÚDE MENTAL 25 NOVOS POSTOS DE TRABALHO

WWW.CSVH.PT | GERAL@CSVH.PT | 253 070 259/260 | 910 217 189 | FACEBOOK.COM/CSVH2017

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que irá beneficiar o concelho e a região, a nível social e económico’, acrescentou o presidente do CSVH. Mas a sua missão em prol da população não termina com o Lar das Termas. O CSVH tem ainda em projeto a Casa de Citânia, um Lar de Demências e o FelizMente Lar, este último em Gualtar, na cidade de Braga.


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Portugal em destaque - Edição 21  
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