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ÍNDICE OUTUBRO 2018

EDITORIAL

Mais uma edição, mais uma viagem “pelos caminhos de Portugal. Eu vi tanta coisa linda, vi um mundo sem igual”. E, de facto, a cada nova edição que criamos para si, é isso mesmo que constatamos, um mundo sem igual. Gastronomia, decoração, arquitetura e desporto são alguns dos motes desta edição de outubro. Um pouco por todo o país, existem verdadeiros empreendedores e criadores de projetos únicos, ambiciosos e vencedores! A nossa viagem de outubro começa em Amarante e Vila do Conde. Depois, rumamos a Mafra e Torres Vedras, lado a lado. Não podíamos deixar de visitar a Margem Sul, com uma maior incidência em Almada. O Alentejo, com tanto para oferecer, torna a figurar na sua revista de fim de semana, assim como o Algarve, onde constatamos uma vez mais que aqui se encontra muito mais que sol e praia. Basta ler sobre os projetos das autarquias para a região. Leiria e Braga completam o roteiro da Portugal em Destaque de outubro. Entretanto, e enquanto aguarda ansiosamente (tal como nós) pela próxima edição, não deixe de nos ver (e ler) em www.portugalemdestaque.pt, no facebook e também no instagram. Boas leituras!

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Restaurante Cabana do Peixe

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Grupo Luís Vicente

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Semgaffes

PISCINAS DO TÂMEGA

FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R. SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: JORGE TEIXEIRA, LARISSA PASSOS, MARIA GARCIA, MARIA JOANA, SARA FREIXO, VERA PINHO | OUTROS COLABORADORES: JOANA BÁRBARA, MARIA INÊS MOREIRA | DIREÇÃO GRÁFICA: VANESSA MARTINS (VANESSA.MARTINS@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DIREÇÃO COMERCIAL: JOSÉ MOREIRA | DEP. COMERCIAL: CARLOS PINTO, EDUARDO NUNES, JAIME PEREIRA, JOSÉ ALBERTO, JOSÉ MACHADO, LUÍS SILVA, MARÍLIA FREIRE, PEDRO DUARTE, SOFIA SANTOS (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 9ºANDAR, SALA 9.3 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E SECTORIZADA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE OUTUBRO’18 ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.


PISCINAS DO TÂMEGA

PISCINAS: MUITO MAIS DO QUE LAZER A piscina, muitas vezes vista como um sinónimo de lazer e descanso, é também um espaço em que a valorização, o cuidado e a inovação têm de estar harmoniosamente sincronizadas. Nelson Gaspar e Manuel Cardoso falam-nos sobre o percurso da Piscinas do Tâmega, empresa amarantina, e das conquistas que alcançou no mercado da construção, reparação e manutenção das piscinas de betão armado.

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Em Amarante, há uma empresa que se ergue por entre as outras: a Piscinas do Tâmega já opera no mercado desde 2001. Tendo sido esse o local onde tudo começou, a empresa já abriu filial em Marco de Canaveses e tem registado um notório crescimento gradual. “Os nossos clientes sabem valorizar o nosso esforço”: quem o diz é Nelson Gaspar e Manuel Cardoso, proprietários. A atividade percorre um trajeto longo e progressivo e, no sentido de

acompanhar as tendências que emergem constantemente, os nossos interlocutores (e sócios) mantêm-se a par das novidades e deixam uma linha de comunicação aberta com os seus clientes. A atenção aos pormenores são uma das características que definem a empresa amarantina. Empreendedores natos, os sócios idealizam o trajeto que pretendem, mas mantêm os pés bem assentes na terra enquanto definem (e cumprem) objetivos concretos. Aliando, assim, o gosto com o talento de gestão, avançam corajosamente e alcançam as metas que pretendem. Produto personalizável: valor acrescentado A já referida linha de comunicação aberta é uma solução que em muito agrada aos clientes da Piscinas do Tâmega: a sua vontade é escutada, por forma que o resultado final agrada a ambas as partes. Nascendo por vezes de uma simples ideia ou de um mero esboço, a verdade é que aqui a inspiração anda de mãos dadas com o raciocínio, invocando criatividade e funcionalidade. Sendo premente oferecer soluções globais capazes de gerar valor acrescentado, a Piscinas do Tâmega procura estar atenta às especificidades e valências que cada

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utilizador concebe. O sucesso implantado pela personalização do produto propaga a mais ampla divulgação: “a nossa melhor publicidade são os nossos clientes. As nossas construções feitas em betão armado são seguras e vitalícias, garantindo grande qualidade a nível de impermeabilizações e acabamentos. Mas é preciso ressalvar que todas as pequenas e grandes vitórias alcançadas até aqui não passam apenas, e exclusivamente, por nós. Cada um dos colaboradores que trabalham connosco fazem parte de um todo. Todos juntos somos o motor desta energia que prolifera num avanço qualitativo e maduro”, sublinham. Assim, Nelson Gaspar e Manuel Cardoso investem ativamente na sua equipa de colaboradores, a qual já verificou que são os formatos arrojados e os designs inovadores, em muitos casos, a primeira exigência. “Desde muito cedo que adotamos a iniciativa de criar postos de trabalho com um nível de profissionalismo elevado”, afirmam-nos. Proatividade e polivalência são premiadas. No que se refere ao processo pelo qual a empresa opera, este é simples: “o cliente entra em contacto connosco e a equipa desloca-se ao local para conhecer os seus desejos e ne-

NÉLSON GASPAR E MANUEL CARDOSO

Quanto mais observarem os nossos trabalhos realizados, mais facilmente ficarão esclarecidos sobre todo o trabalho que se pretende executar, facilitando a leitura e compreensão do orçamento”

cessidades. Todos os pormenores poderão influenciar posteriormente a sua manutenção. Após acordarmos o projeto e conhecermos o enquadramento local, paisagístico e especificações técnicas, levamos o nosso cliente a conhecer as obras efetuadas naquela área. Quanto mais observarem os nossos trabalhos realizados, mais facilmente ficarão esclarecidos sobre todo o trabalho que se pretende executar, facilitando a leitura e compreensão do orçamento”, sintetizam. Posicionamento dinâmico Muitos argumentam que as conjunturas desfavoráveis enfraquecem o tecido empresarial. Outros, mais audazes, consideram que é precisamente na crise que existe a possibilidade de se reinventarem e rejuvenescerem. Atualmente existe um número crescente de empresas que se dedicam a este ramo e, por isso, os sócios amarantinos assumem um posicionamento dinâmico que lhes permite promover a novidade e fomentar a sustentabilidade ambiental. “A construção de piscinas de âmbito público respeita determinadas regulamentações, que a empresa também segue mesmo para obras de particulares, tal como a construção de galeria


técnica à volta da piscina, onde está visível e de fácil acesso toda a parte hidráulica, mecânica e elétrica”, explicam. Usar e rentabilizar serão, portanto, os verbos que imperam nesta conduta de planeamento de gestão e monitorização. Os nossos interlocutores discutem sobre as políticas de desenvolvimento sustentável e defendem que cada pessoa deve interagir com o meio envolvente, de forma a permitir o avanço da sociedade. A preservação dos recursos passará, desse modo, pelo envolvimento e aproveitamento consistente de todas as sinergias.

“Agora já contamos com centenas de piscinas edificadas no currículo, tanto no âmbito particular como público, de interiores e exteriores”

Manutenção da sua nova área de lazer É importante perceber que esta atividade não se resume ao tratamento da água. Existe todo um conjunto de matérias que só o profissional devidamente qualificado conseguirá responder e averiguar. Apesar da diversidade de equipamentos e produtos que a Piscinas do Tâmega consegue fornecer, o aconselhamento junto da mão de obra especializada torna-se necessário e imprescindível. Nesta era da informação onde as pessoas estão cada vez mais sensibilizadas para questões como estas, há o reconhecimento que durante todo o processo (desde o projeto de construção até à execução da obra) tem de existir metodologia e rigor. Cada detalhe é decisivo e o bom desempenho de todas as etapas fará toda a diferença. Do ponto de vista estético, a piscina alterará sempre positivamente o aspeto de cada casa, abrindo espaço para o conforto e requinte na abertura dessa nova área de lazer. Capaz de refletir sobre outros estilos de vida, concebe-se assim um novo lugar de convívio e interação.

Adaptação à realidade presente Um dos âmbitos onde se prevê uma maior adaptação é no sistema desportivo. Os recursos não são eternos, como bem sabemos, e, calcula-se, haverá uma rutura de metodologia de manutenção e tratamento de piscinas em certo ponto. As estruturas têm de se atualizar. As piscinas observadas como um amplo mercado no âmbito da gestão desportiva têm desse modo de ser estudadas e planeadas em vários âmbitos. A localização, a acessibilidade, o enquadramento paisagístico, os cuidados de manutenção, a garantia da qualidade do serviço e da saúde pública são alguns dos pontos que Nelson Gaspar e Manuel Cardoso foram abordando durante a nossa conversa. Afincadamente atentos às novidades e aos congressos do setor, a empresa procura compreender as diferentes vertentes e abordagens, nomeadamente no que concerne às “instalações de coberturas automáticas, isotérmicas, de aquecimento e desumidificarão das piscinas, de tratamento de águas, entre outras”. Sabendo de antemão que o verão é o período de maior intensidade de uso das piscinas, o qual é cada vez mais quente e longo, há uma urgência maior para cuidar e sensibilizar, promovendo uma cultura de responsabilidade no uso da sua piscina. Experiência e um portfólio vasto Sem nunca recusar novos contactos ou deixar de se abrir a novas experiências, a Piscinas do Tâmega construiu, ao longo dos anos, um portfólio vasto: “agora já contamos com centenas de piscinas edificadas no currículo, tanto no âmbito particular como público, de interiores e

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exteriores”, revelam-nos. É através desta longa experiência que aqui se conseguem oferecer mais-valias diferenciadoras. Na busca constante pela inovação, apresentam-se desafios, reinventando-se com novas perspetivas e formas de atuação. Sendo a aposta dos materiais uma das prioridades, rapidamente constatamos que a longevidade e a fiabilidade são pontos chave que faz a empresa moldar-se à realidade dos diferentes mercados. Com uma atuação abrangente em todo o país, os empresários nunca fecham os olhos aos vários cenários europeus, como é o caso da França, Suíça, Bélgica, Luxemburgo e Angola que tanto o procuram. A internacionalização é um percurso que vem percorrendo, cada vez mais com bons resultados. Futuro promissor Entre mãos, a Piscinas do Tâmega tem envolvimento no projeto do

“Agora já contamos com centenas de piscinas edificadas no currículo, tanto no âmbito particular como público, de interiores e exteriores”

maior parque aquático do país. O futuro passa pelo contínuo crescimento e aprendizagem. Sabemos que outras apostas polivalentes serão tidas em conta daqui para a frente. O certo é que seja pelos momentos de felicidade em família, à valorização da propriedade, nunca faltarão motivos para contactar as Piscinas do Tâmega.

Sede Amarante: Rua Estrada Real, 381 Madalena - Amarante Tel: 255 431 193 Fax: 255 431 199 Filial: Rua da portela, 31 r/c Direito Tuias -Marco de Canaveses Tel: 255 511 028 EMail: piscinas.tamega@sapo.pt Facebook: https://www.facebook.com/piscinastamega www.piscinasdotamega.com

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Sede de Concelho do norte litoral lusitano, emoldurada por 18 kms de praias, Vila do Conde é abraçada pelo Atlântico e pelas águas doces do Rio Ave. Terra de tradições piscatórias e costumes saudosistas, a cidade nortenha alberga gentes hospitaleiras e monumentos que acomodam séculos de história. Aqui encontra o enlace elegante entre os traços contemporâneos da arquitectura e os contornos grosseiros e vigorosos da monumentalidade da cidade. Vila do Conde faz-se destacar pelo artesanato, a variedade de uma gastronomia riquíssima, a beleza da paisagem, pela brisa marítima, pelo incentivo à produção e divulgação cultural e pelo empreendedorismo do povo vilacondense. Uma popu-

lação que pertence mais ao mar que à terra, os vilacondenses são gentes empreendedoras capazes de ultrapassar dificuldades e adversidades. Evoluir de forma ponderada e com vista no futuro são os pontos cardeais que orientam o percurso daqueles que dão vida à cidade litoral. Nesta área, são diversas as instituições e empresas que se assumem como referência nacional e internacional. Projectos de relevo que demonstram a atitude empreendedora de Vila do Conde e do seu povo. Concepções que cingem inovação e tradição, num arriscar que subentende a audácia de rasgar o mar com o discernimento de perceber onde fica a costa.

VILA DO CONDE

ABRAÇADA PELO ATLÂNTICO E PELAS ÁGUAS DOCES DO RIO AVE


PARQUE DE CAMPISMO DE VILA CHÃ

CARLOS CANITO E MULHER

ESPÍRITO AVENTUREIRO, CONFORTO CASEIRO Partilha o nome da localidade em que se insere e que ajuda a dinamizar: falamos do parque de campismo de Vila Chã, no concelho de Vila do Conde. A praia por perto está garantida. Já o alojamento, mais económico, não deixa de garantir o conforto necessário para descansar e restabelecer as energias.

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Longe vão os tempos em que acampar significava dormir no meio das pedras, demorar dias a livrar-se de todo o pó do corpo e evitar tomar banho devido ao estado dos balneários. O parque de campismo de Vila Chã vem romper todos esses paradigmas. É uma espécie de aldeia concentrada em 30 mil m2 com supermercado, bar, campos de jogos, entre outros espaços. Na verdade, existirão, certamente, algumas aldeias com menos comodidades que este parque de campismo. A praia, a apenas 300 metros, completa uma oferta distinta que visa no conforto de todos os seus clientes. Carlos Canito e a sua família são o responsável por transformar uma “bouça”, segundo

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palavras do próprio, num parque de campismo de três estrelas. O projeto começou

a ser idealizado em 1974, quando regressou de Angola. Da cabeça para o papel e depois para a prática - aproveitou um terreno que os sogros tinham deixado como herança e começou a projetar um parque de campismo rural. O excedente de área transformou o projeto inicial num parque de campismo normal. Partiu-se na aventura e foi-se desenvolvendo um espaço que oferecesse melhores condições e possíveis comodidades. Estudou-se a legislação e o negócio do turismo e em maio de 1988 foi declarado, pela Direção Geral do Turismo, como atividade de interesse para o turismo nacional. Vistoriado pelas entidades competentes, foi autorizada a sua abertura


Com capacidade para 480 campistas, os quatro bungalows, com casa de banho privativa, oferecem a alternativa a quem prefere as comodidades caseiras. As caravanas do parque oferecem uma outra opção, não deixando de oferecer o conforto de um espaço mais doméstico em abril de 1990, com a classificação de duas estrelas. Quase 30 anos depois, a família Canito continua a querer melhorar: “o campismo de hoje não é o mesmo de antigamente e se não acompanharmos

a evolução acabamos ultrapassados. Nas escapadelas que vou dando com a minha mulher, aproveitamos para visitar outros parques e ver o que de bom vão fazendo”. Apesar do turismo em Portugal estar na moda, o administrador relembrou tempos em que ouvir outras línguas no parque era algo peculiar: “na altura achava estranho quando vinham estrangeiros, hoje é algo muito natural e há quem nos visite ano após ano”. Carlos Canito realçou ainda a importância que o parque tem no seio da freguesia: “o parque, no fundo, foi um pólo de desenvolvimento para a freguesia porque aqui não existia nada”. Um espaço de excelência Para amantes da natureza, do campismo ou para quem procura locais mais económicos, o parque de Vila Chã é uma excelente oferta. Com capacidade para 480 campistas, os quatro bungalows, com casa de banho privativa, oferecem a alternativa a quem prefere as comodidades caseiras. As caravanas do parque oferecem uma outra opção, não deixando de oferecer o conforto de um espaço mais doméstico. No parque pode encontrar ainda vários outros espaços de complemento à estadia: um supermercado, um bar, uma sala de convívio, campo de jogos, os balneários (devidamente asseados) e um espaço para

lavagem e secagem de roupa. Já o wi-fi, hoje em dia imprescindível, está disponível na área de lazer. Para além desta oferta, durante o verão, o parque enche-se de animação, traduzida em festas, jogos, torneios e ações em favor do meio ambiente, oferecendo bons momentos de descontração. Durante o ano são assinaladas datas festivas nacionais, como o S. Martinho, os Reis, a Páscoa e o S. João, que permitem a confraternização entre os campistas. Em complemento a todos estes serviços, há, ainda, a simpatia de todos os colaboradores, que pretendem oferecer “o melhor pelos seus clientes” e fazer com que “se sintam quase em casa”, concluiu Carlos Canito.

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QUINTA DE VILARINHO

KIWIS NACIONAIS DE QUALIDADE SUPERIOR Os kiwis são frutos tropicais e começaram a fazer parte da produção agrícola da Quinta de Vilarinho em 1982. A proposta veio de uns empresários franceses, de visita a Portugal, e Inês Amorim aceitou o desafio. Proprietária desta quinta e da Sociedade Agrícola com o mesmo nome, esteve à conversa com a Portugal em Destaque, para dar a conhecer um pouco mais sobre este negócio e o futuro que lhe está reservado.

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A Quinta de Vilarinho pertence à família de Inês Amorim há várias gerações e, desde sempre, a exploração florestal e agrícola fez parte dos negócios da família. O pai de Inês Amorim foi exportador de vinho e, na década de 80, já sob a direção de Inês Amorim, a quinta apostou na produção de kiwis. “A Sociedade Agrícola da Quinta de Vilarinho nasceu quando, em 1982, uns franceses me visitaram, na quinta, e me propuseram iniciar uma plantação de kiwis. Na época, era um desafio grande, porque a plantação desse fruto aqui não era significativa e eu aceitei, até porque gosto de kiwi!”. A Sociedade formou-se, então, entre Inês Amorim, os empresários franceses e outros empresários portugueses, também renomados. A cultura do kiwi Inês Amorim apostou nesta cultura e plantou 14 hectares de terreno com a variedade Hayward. “À época, aconselharam-me esta variedade, uma vez que é a que melhor resiste em termos de maturação. Tenho algumas plantas de outra variedade, mas o Hayward revelou-se, de facto, a variedade mais resistente”. Para que a produção desta fruta seja bem-sucedida, é necessário que haja, humidade, frio e calor nas doses certas. “Na época de frio, o kiwi precisa de temperaturas muito baixas. Antes de existirem restrições à aplicação de

produtos químicos nas culturas, era utilizado o Dormex, que força a dormência necessária à planta, de forma a garantir-lhe as condições de que esta necessitava para um desenvolvimento normal”. Um dos inimigos da produção de kiwis era a geada de primavera, muito típica desta região do país. “Antigamente, as cooperativas e as sociedades de produtores tinham seguros contra as intempéries e os agricultores podiam acioná-los, caso se justificasse, mas agora tudo isso desapareceu. As condições climatéricas também mudaram bastante e essa geada já não é tão frequente, felizmente”. A poda e a amarração são duas etapas da cultura do kiwi que precisam de mão de obra especializada e esta não é muito fácil de encontrar. “O trabalho agrícola é pesado e muita gente não o quer fazer. Tenho alturas em que preciso de mais gente para trabalhar, sazonalmente, como as épocas de colheita, mas durante o ano são cerca de três os colaboradores permanentes que realizam este trabalho. Ainda assim, a poda é muito específica, por ser a cultura que é. Muitas pessoas da região sabem podar vinha, mas não kiwis. É preciso ensinar-lhes como fazer, bem como a amarração que, apesar de ser algo que qualquer pessoa pode fazer, também

tem um conhecimento próprio associado”. Todos os anos, a Sociedade Agrícola da Quinta de Vilarinho é responsável pela produção de entre 200 a 250 toneladas deste fruto. “Toda a produção é encaminhada para uma central, que recebe a fruta e depois a distribui de acordo com as necessidades do mercado”. No caso da fruta que não cumpre as regras do mercado, nomeadamente no que respeita ao seu aspeto, ao calibre e a possíveis anomalias no nascimento, como acontece quando dois kiwis crescem colados um ao outro, esta é distribuída por instituições de apoio social. Inês Amorim não quer aumentar a área de cultivo dos kiwis, mas reconhece que foi uma aposta ganha: “vou deixar o pomar dar tudo o que tem para dar, mas possivelmente não vou acrescentar mais pés nem variedades novas. Reconheço, no entanto, que é uma aposta ganha, sobretudo porque o local tem as melhores condições para o cultivo desta fruta e, no que respeita a uma produção agrícola, compensa”.

Rua Bento Sousa de Amorim | 4485-419 Macieira da Maia - VILA DO CONDE | Tlf.: 252 661 102

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VILA DO CONDE


RESTAURANTE VILLA DO CONDE

DE MÃO DADA COM A COZINHA TRADICIONAL PORTUGUESA

O restaurante Villa do Conde tem um ano, mas conta com a tradição da família Costa no setor da restauração. Armando e Goretti Costa tinham um restaurante e a filha, Cátia Costa, automaticamente ganhou mão para a cozinha e gosto pelo negócio. A Portugal em Destaque esteve à conversa com Cátia para conhecer o seu primeiro estabelecimento onde conta com a ajuda de Salvador Oliveira, uma mais-valia no que toca à gestão do espaço.

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SALVADOR OLIVEIRA E CÁTIA COSTA

O conceito que abraçaram alia a cozinha tradicional portuguesa aos peixes ricos da zona piscatória onde se inserem. A carta do restaurante conta com pratos tradicionais como o arroz de sarrabulho, que se tornou num dos favoritos, mas servem também “cabritinho no forno, bacalhau, polvo, arroz de tamboril, arroz de marisco e peixe fresco”. Salvador Oliveira refere que nos pratos de carne estão a apostar “na posta de vitela servida com batata a murro e legumes frescos”. Existe também um prato de autor presente na carta que é o “Bife à Villa, um prato que permitiu inovar sem fugir do tradicional”. A doçaria fica a cargo da proprietária que se dedica a executar a famosa mousse de chocolate, a baba de camelo, o bolo de bolacha de chocolate, o doce da casa e o bolo de bolacha gelado.

Para acompanhar todas estas sugestões têm ainda disponível uma vasta gama de vinhos de regiões como o Douro, o Dão e o Alentejo. Todos os produtos destacados anteriormente são notórios pela qualidade acima da média e pela frescura dos alimentos que vêm diretamente de produtores locais. Nesta medida, a saúde é também uma das preocupações que os proprietários têm: “queremos fazer comidas saudáveis”, sem descurar no sabor dos pratos. Reconhecem que um restaurante é muito mais do que um negócio. É a partilha de refeições entre familiares, amigos ou colegas e que devem ser sempre momentos especiais, principalmente nos dias de hoje: “é daqueles poucos momentos em que as pessoas se sentam para estar em família e desfrutar da refeição e do espaço. Estes momentos são cada vez mais raros de conseguir, devido à confusão e à azafama das nossas vidas”, realça. Vila do Conde tem vindo a receber eventos que tem dinamizado a cidade e consequentemente tem reduzido a sazonalidade. O restaurante tem vindo a caminhar de mãos dadas com entidades como o Teatro Municipal de VDC, a Câmara Municipal, o Conservatório de Música, o Curtas Vila do Conde e o Festival Internacional de Palhaços Estas entidades trazem para a cidade atividades como concertos musicais, espetáculos teatrais e exposições cinematográficas que garantem ao restaurante um maior número de clientes de todos os lados. “A aceitação tem sido bestial. Tem tudo que ver com o feedback que vem de fora e que nos enche de orgulho. Isto dá-nos alento para continuar a nossa batalha”, afirmam. Num espaço que se caracteriza por ser moderno, acolhedor e minimalista, o balanço do primeiro ano de atividade é bastante positivo, mas os proprietários não escondem que se trata de um percurso que tem de ser percorrido de forma consciente. O grande objetivo passa pela sustentabilidade do restaurante num mercado competitivo que se faz sentir na cidade: “temos de marcar a diferença para que se consiga levar o barco a bom porto. Queremos marcar presença através da qualidade, do atendimento e do serviço de excelência”, concluem.

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FR MOTORS

estamos a alcançar, mas essencialmente a nossa satisfação nesta fase é haver a contínua procura de clientes novos que chegam até nós bem referenciados através de outros clientes.

MOTORES DE CONFIANÇA Presente no mercado nacional desde 2016, a FR Motors prima por se destacar com a oferta automóvel das mais variadas marcas, em veículos seminovos. Em entrevista à Portugal em Destaque, José Carlos Tavares, consultor comercial da FR Motors, apresenta a empresa e o rumo que a conduzirá ao crescimento e sucesso de vendas.

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Apresente aos nossos leitores a FR Motors. A FR Motors surge de um projeto que teve início há dois anos com o intuito de colmatar as falhas que a direção, no seu entender, achava que teriam de ser modificadas no setor do comércio automóvel. A desconfiança que os compradores têm no momento da compra de um automóvel, a dúvida entre uma ou outra marca, se este irá corresponder às expecta-

JOSÉ CARLOS TAVARES

tivas e caraterísticas que necessita num veículo ou periodicidade da manutenção e garantias levaram a atual direcão a fundar esta empresa. Neste sentido, a FR Motors prima por se distanciar da concorrência no atendimento, acompanhamento e variedade de viaturas, todas oriundas da marca correspondente. A nível de vendas, esta forma de trabalhar, está a refletir-se de forma muito positiva no balanço da FR Motors. Quem nos procura sabe que tem a garantia de fazer uma boa compra, numa casa que prima por oferecer variedade de viaturas ao melhor preço, com garantia de 24 meses oferecida por nós e possibilidade de extensão da mesma por parte das variadas marcas automóvel. O leque de ofertas de viaturas é limitado ao que existe no stand? Abrimos sempre a possibilidade de personalizar a encomendada de uma viatura, mesmo que seja de uma marca diferente das que temos disponíveis na casa. Dispomos de viaturas de montra, mas se o cliente quiser um automóvel com caraterísticas diferentes podemos satisfazer essa pretensão no espaço, sensivelmente, de uma semana. Creio que este dinamismo e proatividade foram fatores decisivos para o sucesso de vendas que

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VILA DO CONDE

Descreva o cliente da FR Motors. É um cliente exigente, que procura uma viatura que lhe ofereça as melhores garantias pós venda. Ora, estes parâmetros dependem do valor que o cliente pode dispender para a compra da viatura, nesse sentido procuramos acompanhar e aconselhar o cliente de uma forma personalizada no sentido que exista a escolha da melhor opção em relação preço/qualidade. O consumidor final representa o grosso das nossas vendas, no entanto também dispomos no nosso parque de viaturas provenientes de retomas que são sujeitas a um rigoroso critério de avaliação antes de estarem disponíveis ao comércio. A que se deve o sucesso da FR Motors? Temos uma equipa com profissionais qualificados nas diferentes áreas nomeadamente da área financeira, técnica, compras e vendas. São pessoas que no seu dia a dia estão em constante formação por parte da direção no sentido de uma forma cada vez mais profissional acompanharem os clientes e apresentar-lhes as viaturas que vão de encontro às suas expectativas e necessidades. O leque de oferta de viaturas é variado, de segmento médio, médio/alto, e recebemos a visita de clientes compradores e curiosos que, muitas vezes, depois de compararem os nossos preços acabam por voltar e concretizar a


compra. Trabalhamos com viaturas seminovas mas estamos a desenvolver parcerias, nomeadamente com os concessionários da região, de forma a podermos introduzir viaturas novas no leque de ofertas para os nossos clientes, o nosso objetivo é o crescimento continuo estando neste momento a ser estudado a abertura de novos espaços. Há uns anos havia preconceitos em relação às viaturas importadas contudo, dentro da FR Motors, esse estigma não existe, pois só compramos viaturas diretamente às marcas. Importamos automóveis que obedecem a parâmetros muito rigorosos de qualidade, o que nos facilita a comunicação entre as marcas que fazem a avaliação, a assistência e dão garantia mecânica, como podemos garantir veículos de qualidade e fiáveis aos nossos clientes. Que balanço faz destes dois anos de atividade? O ano de 2018 manteve uma linha constante em relação às vendas e, devido a esta positividade, planeamos alargar a rede da FR Motors. Este espaço já sofreu algumas alterações e o objetivo é continuar a aumentar as vendas e alargar o número de veículos de exposição. Manter o binómio preço/qualidade e continuarmos a sermos exímios na venda e serviço pós venda são os pilares que

primamos por manter, o rigor e exigência de qualidade dos nossos veículos falam por si e os clientes darão sempre as melhores referências do FR Motors.

O leque de oferta de viaturas é variado, de segmento médio, médio/ alto, e recebemos a visita de clientes compradores e curiosos que, muitas vezes, depois de compararem os nossos preços acabam por voltar e concretizar a compra

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CAPELA & FILHOS, LDA.

NO CAMINHO DA INOVAÇÃO A Portugal em Destaque esteve em Vila do Conde à conversa com a família Capela, proprietários da empresa Capela & Filhos, Lda. , empresa fundada em 1991 e inserida no mercado dos Isolamentos Térmicos Industriais.

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A empresa Capela & Filhos, Lda. sita em Vila do Conde é uma empresa familiar cuja gestão de topo pertence aos seus quatro sócios, Celestino Capela e Rosalina Capela, sócios-gerentes, e Gualter Capela e Rui Capela, sócios e também filhos do casal. A empresa tem como principais valores a satisfação dos seus clientes, dos seus colaboradores, e demais partes interessadas, e o apoio à comunidade. Desde muito jovem que o sócio-gerente e fundador da empresa Celestino Capela se iniciou na área dos isolamentos térmicos. Nascido a 08 de outubro de 1951 no seio de uma família de classe média de Fajozes em Vila do Conde, Celestino Capela foi o terceiro filho dos 11 filhos do casal Celestino Capela, trabalhador fabril, e Glória de Sousa, doméstica. Concluiu os seus estudos até ao liceu em Vila do Conde e com apenas 15 anos emancipou-se e rumou à capital para trabalhar e prosseguir com os seus estudos. O seu primeiro trabalho na área dos isolamentos térmicos, como colaborador de uma conceituada empresa de isolamentos, foi na fábrica CUF sita no Barreiro, onde trabalhava durante o dia, e à noite frequentava o curso de Mecânica Industrial, até à sua conclusão. Regressou a terras de Vila do Conde em 1975, após ter casado com Rosalina Capela, também ela natural do concelho. Trabalhou em diversas empresas de isolamentos térmicos, tendo chefiado equipas de isoladores por diversos anos. Em 1988 decidiu cumprir um sonho e fundou a sua primeira empresa no setor, em nome individual. Em 1991, e com o apoio da esposa Rosalina Capela, que até à data de hoje é a responsável pela gestão financeira da empresa, fundou a Capela & Filhos, Lda. O interesse demonstrado pelos filhos em quererem participar no projeto fundado pelo pai, fez que com o decorrer dos anos a empresa fosse crescendo em nome e em experiência no mercado. São eles hoje que gerem os projetos nacionais e internacionais e que dão continuidade à expansão da empresa. Uma empresa de isolamentos pautada pela inovação e internacionalização A Capela & Filhos, Lda. , cuja atividade está inserida no mercado dos isolamentos térmicos industriais, tem como valências a execução de isolamentos térmicos e acústicos nos vários setores da indústria. Para tal trabalha com um leque variado de materiais isolantes tais como a lãs minerais de rocha e vidro, espumas de vidro e de borracha, poliuretanos, entre outros. Também trabalham com diversos tipos de revestimentos metálicos, tendo disponíveis nas suas instalações, a estrutura necessária para proceder à sua rápida transformação. As exigências do mercado fizeram com que os sócios apostassem na contínua inovação e modernização da empresa em termos de maquinaria, mão-de-obra especializada e quadros qualificados, para desta forma poderem dar resposta às necessidades emergentes no mercado. A empresa preza pela qualidade na execução dos seus pro-


o patamar onde nos encontramos. É preferível mantermo-nos neste patamar do que passar a um patamar superior que depois não consigamos suportar”. O futuro da empresa passa também pelos filhos Gualter Capela e Rui Capela, que escolheram agarrar o legado dos pais e transformá-lo também no seu legado. Tendo como objetivo principal o desenvolvimento estratégico e sustentado da empresa, continuam a apostar na inovação, modernização, acompanhamento do mercado em constante transformação e sobretudo mantêm-se fiéis à visão dos pais, que sempre investiram na qualidade dos serviços prestados e fizeram dela, também, a identidade da empresa. ROSALINA E CELESTINO CAPELA

jetos, sendo esta a chave para o seu sucesso. Com larga experiência na execução de projetos em território nacional e ilhas, uma das apostas da nova geração da empresa foi a internacionalização do nome Capela & Filhos, Lda. A empresa conta já no seu portfólio com projetos executados em África, como República Democrática do Congo e Serra Leoa, na Europa, destacando-se a França, Inglaterra,

Alemanha, Polónia, Noruega, Reino Unido entre outros, e mais recentemente na Austrália. A passagem do testemunho para a nova geração Para o futuro, Celestino Capela refere que o objetivo é “manter a máquina a funcionar, nem que seja para manter

Com larga experiência na execução de projetos em território nacional e ilhas, uma das apostas da nova geração da empresa foi a internacionalização do nome Capela & Filhos, Lda

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FUTURBRAIN

EM PROL DOS SEUS CLIENTES Com 18 anos de atividade, a Futurbrain resulta de uma ILE - Iniciativa Local de Emprego, promovida pelo IEFP. De âmbito nacional, tem a sua sede em Vila do Conde e conta com parcerias estratégicas e operacionais em todo o país, das quais destacamos a CIMBAL – Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo e NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve.

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O trabalho em rede, as parcerias e o trabalho da equipa sobressai pela flexibilidade e adaptação à mudança, bem como a lealdade no relacionamento interpessoal e orientação para o cliente - interno e externo. Certificada pela DGERT e homologada por diversos organismos públicos (TP; IMT, DRAP; IEFP) tem a preocupação de melhorar continuamente a qualidade dos serviços prestados, de forma a satisfazer as necessidades e as expectativas dos seus clientes. Desenvolve formação para ativos com projetos e/ou soluções à medida das organizações/empresas. Esta metodologia on Job consegue adaptar, de um modo rápido e flexível, os conteúdos formativos às reais necessidades das empresas. É uma solução chave na mão, disponibilizada de forma imediata, nas instalações do cliente e nas datas mais convenientes para a sua equipa, que lhe permite reduzir os seus custos por formando! Destaca-se como organização de referência, inovadora e competitiva, para os setores público, comércio, serviços, transportes e terceiro setor. Os seus clientes divergem entre vários setores da economia, tais como empresas; IPSS; associações e municípios. Cursos: Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho | Primeiros Socorros | Medidas de Combate a Incêndios | Operador de Máquinas Agrícolas e Florestais | Manobrador de Máquinas de Elevação e Transporte | Manobrador de Máquinas em Obra | Qualificação de Motoristas de Transporte de Crianças | Qualificação de Motoristas de Pesados de Passageiros e Mercadorias | Atendimento | Desenvolvimento Pessoal | Informática | Pagador de Banca nos Casinos | Mediador de Seguros; Formas de Intervenção em crianças com NEE

SEDE: Av. General Humberto Delgado, 103 - 2º andar, Sala C | 4480-905 Vila do Conde Tel. 252 619 062 | Telem. 964 931 582 | Email: geral@futurbrain.pt | www.futurbrain.pt

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AGÊNCIA FUNERÁRIA SANTA CLARA

“HÁ VIDA PARA ALÉM DA MORTE” te curiosidade por ser algo fora do comum e diferente, mostrando que é possível encarar a morte de outra forma. “Muitas vezes, o familiar não sabe o que fazer com a urna. O mais comum é guardar as cinzas do ente querido num pote e deixá-las em casa. Com estas urnas, as cinzas podem ser plantadas no jardim de casa ou nos roseirais do próprio crematório, sendo no futuro uma planta ou árvore. Desta forma surge o lema da Funerária Santa Clara: há vida para além da morte”, explica Martinha Almeida. A aposta na formação de tanatopraxia – procedimento que visa a conservação do corpo após a morte – é também um ponto vigente no funcionamento da Agência Funerária Santa Clara. Susana Almeida realça a importância destas

MARTINHA E SUSANA ALMEIDA

É com este lema que a Agência Funerária Santa Clara, sediada em Areia - Árvore, Vila do Conde, trabalha todos os dias para garantir um serviço de qualidade, inovação e profissionalismo na preparação de tudo o que envolve os serviços fúnebres.

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Não é comum encontrarmos duas mulheres à frente de uma agência funerária. Martinha e Susana Almeida, cunhadas, são exemplo de empreendedorismo e superação. Com um percurso profissional ligado ao comércio, o interesse por esta área esteve desde cedo presente em Martinha Almeida, nomeadamente desde o 12º ano escolar, quando foi assistir, pela primeira vez, a uma autópsia. Contudo, foi só em 2016, com o apoio de Susana Almeida, que foi possível abrir a Agência Funerária Santa Clara. O objetivo, referem em entrevista à Portugal em Destaque, é o de “mudar o paradigma das agências funerárias, inovando nos serviços”, salientam. Como tal, as nossas interlocutoras possuem várias respostas: catering, urnas ecológicas biodegradáveis e serviço de tanatopraxia. “Na nossa agência, é possível obter o serviço de catering, que para nós faz todo o sentido, dado que cada vez mais o ato fúnebre é um evento social. Desta forma, os familiares não necessitam de se ausentar da capela para tomar um café ou chá”, refere Martinha Almeida. No caso das urnas biodegradáveis, trata-se de um serviço que suscita bastan-

“Trabalhamos com o máximo de respeito e felizmente, nos dias de hoje, as pessoas encaram as funerárias de uma forma mais natural” formações, na medida em que servem como ferramenta de aperfeiçoamento do trabalho funerário prestado. “Temos que ter em atenção que o corpo, quando está a ser velado, corresponde à altura em que está mais exposto aos familiares e amigos. Como tal, todos os cuidados contam na hora em que se fica com a última imagem do ente querido”, salientam. O acompanhamento antes, durante e após as cerimónias fúnebres é, também, uma mais-valia na Agência Funerária Santa Clara. “Trabalhamos com o máximo de respeito e felizmente, nos dias de hoje, as pessoas encaram as funerárias de uma forma mais natural. Uma perda custa sempre, como é óbvio, mas lidamos com este trabalho com atenção, conscientes de que temos de acompanhar a família em todas as fases do processo”, completa. Questionadas sobre o futuro da Agência Funerária Santa Clara, as nossas entrevistadas confessam desejar expandir o negócio, abrangendo um maior mercado, continuando sempre a prestar um serviço de qualidade e inovação, uma vez que “serviços de excelência são o nosso compromisso”.

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ALGARVE

PARA ALÉM DO TURISMO DE “SOL E PRAIA” A revista Portugal em Destaque continua por terras algarvias, para lhe dar a conhecer mais exemplos do que de melhor se faz nesta região. Os diversos setores da economia estão representados na edição de Setembro, com negócios que, claramente, estão desenhados à medida do Algarve. A área dos recursos humanos é uma das mais importantes no Algarve, dada a dificuldade para

encontrar mão-de-obra durante o verão e a escassez de oferta de trabalho durante o inverno. O Hipismo, a gastronomia, hotelaria e os municípios são dos principais motes para o desenvolvimento da região e crescimento da economia. Venha conhecer mais um pouco do que o Algarve tem para oferecer, além do turismo de “Sol e praia”.


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CÂMARA MUNICIPAL DE ALBUFEIRA

FOTOS: RUI GREGÓRIO

“AQUI RESPIRA-SE QUALIDADE DE VIDA” Conhecida internacionalmente pelo sol, pelas praias ladeadas por belas falésias e banhadas por águas límpidas e temperadas, pela gastronomia e excelência dos seus serviços de hotelaria e restauração, Albufeira é um ex-líbris nacional.

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Com aproximadamente 140 km2 de área e mais de 40.000 habitantes, Albufeira é cidade e concelho, localizada no litoral sul de Portugal e faz parte do distrito de Faro e da região do Algarve. Nesta edição da Portugal em Destaque, convidamo-lo a conhecer um pouco desta pérola algarvia. O lugar que conhecemos hoje como Albufeira não é apenas a capital do turismo em Portugal, é também um local carregado de história com indícios de presença humana que remontam já ao período neolítico e à idade do bronze. Mas foi a partir de meados do século XIX que a atividade piscatória promoveu um grande impulso económico. A exportação de peixe e frutos secos foram os principais meios de lucro da região. A partir da década de 60, já no século XX, o turismo começou a florescer e deu novo fôlego à economia local. Com o seu crescimento tornou-se cidade em 1986. Até aos dias de hoje, Albufeira tem estado em franco desenvolvimento graças a uma atividade turística em expansão que a transformou num dos destinos turísticos preferidos da Europa. A necessidade de satisfazer a crescente procura turística obrigou Albufeira a sair do seu centro histórico e estender-se em direção às suas zonas rurais proporcionando alojamento de qualidade e infraestruturas de luxo.

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JOSÉ CARLOS ROLO

Este alargamento criou novos polos de atracão tais como o Montechoro, as Areias de São João e a famosa Oura. A recente construção da Marina de Albufeira ajudou a ligação da cidade à sua zona oeste que se estende até a Galé e aos Salgados. O concelho de Albufeira acolhe hoje uma grande parte dos cinco milhões de turistas que visitam o Algarve todos os anos. O frenesim turístico do verão prolonga-se o resto do ano e deixa um lugar especial na memória de visitantes de todas as idades, oriundos de todo o mundo. O seu extraordinário clima com mais de 3.000 horas de sol por ano e o encanto natural do seu povo continuam a incentivar muitos estrangeiros a mudar a sua residência temporária ou permanente para esta região.


A vida noturna sempre muito animada, as suas belíssimas praias, os desportos aquáticos variados, os seus campos de golfe, as suas magníficas paisagens e a sua deliciosa gastronomia constituem as principiais razões pelas quais cada vez mais se encontram pessoas a escolher Albufeira como o seu destino predileto. 2019 começa em Albufeira Analisando o setor turístico algarvio, José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, transmite uma visão alargada em que a ação concertada entre municípios, na promoção do território e na criação de ofertas diferenciadas – como a cultura e o enoturismo, por exemplo –, beneficia a economia regional, não só nos meses de verão, como ao longo de todo o ano. Tendo isto em vista, o autarca aproveita para anunciar o programa de fim de ano que o município acolherá. “Albufeira montou um programa que durará vários dias e tem os jovens e as famílias como grandes destinatários”, começa por revelar. Assim, os portugueses HMB serão os cabeça-de-cartaz da programação de fim de ano de Albufeira. Ao todo, são quatro dias de festa, com propostas variadas e para vários públicos, a pensar nas famílias que escolhem esta cidade para passar o reveillon. Mas o evento, que decorrerá nas últimas horas de 2018 e na madrugada do primeiro dia do próximo ano, é apenas um dos vetores de uma programação mais vasta. A festa

A vida noturna sempre muito animada, as suas belíssimas praias, os desportos aquáticos variados, os seus campos de golfe, as suas magníficas paisagens e a sua deliciosa gastronomia constituem as principiais razões pelas quais cada vez mais se encontram pessoas a escolher Albufeira como o seu destino predileto

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começa logo a 28 de dezembro, com mais uma edição do festival de stand up comedy Solrir, que durará até 1 de janeiro e decorrerá no Palácio de Congressos do Algarve, nos Salgados. Este é, igualmente, o dia em que termina a iniciativa Paderne Medieval, que começa a 29 de dezembro e transportará esta aldeia albufeirense até ao passado durante quatro dias. O programa fica completo com o desfile de artistas de rua Star Parade, que percorrerá a Avenida Sá Carneiro na noite de 29 de dezembro. Como salienta o presidente da Câmara de Albufeira, José Carlos Rolo, estas são propostas que pretendem complementar a oferta que já existe em Albufeira, nomeadamente dos hotéis e restaurantes locais: “a nossa ideia foi montar aqui um programa para quem fica cá vários

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dias. Em muitos casos, os pais poderão ficar nos hotéis [a celebrar a passagem de ano], mas os filhos poderão ir para a Praça dos Pescadores. São programas complementares, a pensar nas famílias. E por ser uma programação de quatro dias, permite uma estadia mais longa e mais frutífera”, explica o edil. Mandato de desafios Questionado acerca dos projetos que ainda faltam concretizar no presente mandato, José Carlos Rolo é claro: “embelezar e agilizar o espaço público, essencialmente a rede viária, apostando particularmente na inovação na recolha de resíduos; colmatar lacunas de âmbito social, quer no campo da habitação como do emprego; continuar o apoio


continuará a desenvolver todos os esforços para fazer de Albufeira “um dos melhores destinos turísticos do mundo”. O presidente aproveita o ensejo para convidar todos os portugueses a visitar Albufeira, não só no mês de agosto, mas durante todo o ano: “Albufeira tem sol todo o ano e convida à visita em qualquer estação. Exemplo disso é a praia dos Olhos de Água, cujo nome evidencia a existência de várias nascentes de água doce na praia, à beira mar e dentro do mar, terra de pescadores que ainda hoje ocupam o areal com as suas embarcações de pesca artesanal. Venha até cá deliciar-se com a nossa gastronomia, eleita recentemente como uma das ‘7 Maravilhas à Mesa’, como o nosso frango da guia. Temos eventos que, de certeza, irão ao encontro dos seus gostos e não posso deixar de referir, uma vez mais, a grande festa da passagem de ano que aqui iremos realizar. Seja em família ou com amigos, Albufeira espera para o receber”, conclui.

à atividade turística, assim como aos setores da agricultura , pescas e indústria, esta última através da criação de parques industriais por forma a criar mais opções de emprego e investimento para o Algarve. É este o nosso plano de ação”, enumera. Vice-presidente desta autarquia desde 2002, José Carlos Rolo assumiu em fevereiro deste ano a presidência da Câmara Municipal, após o falecimento inesperado do anterior presidente Carlos Silva e Sousa. José Carlos Rolo considera que este é um mandato “desafiante”, acrescentando que a principal preocupação do seu executivo camarário é “continuar a trabalhar da mesma forma, ou seja, com seriedade, com rigor e com responsabilidade, em prol do bem-estar dos cidadãos da cidade de Albufeira”. José Carlos Rolo salienta ainda que a edilidade

Rua do Município 8201-863 Albufeira Telefone: 289 599 500 Email: geral@cm-albufeira.pt

www.cm-albufeira.pt

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CÂMARA MUNICIPAL DE TAVIRA

A PÉROLA DO ALGARVE Tavira é o Sotavento do Algarve. Uma terra com cerca de 27 mil habitantes que é o terceiro maior município do Algarve em termos de território, uma área que vai desde o Litoral até junto do Alentejo. Dividida por seis freguesias, é uma cidade cheia de história e cultura para oferecer a quem por aqui passa. O nosso entrevistado desta edição, Jorge Botelho – presidente da Câmara Municipal de Tavira – deu-nos a conhecer a cidade que o acolheu.

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JORGE BOTELHO

Historicamente, Tavira foi uma terra onde conviveram as três religiões monoteístas. Nesta terra, pequena como casco urbano, mas enorme como território, viveram os judeus, os islâmicos e os cristãos, todos na mesma altura. O clima era de paz, sensação que ainda hoje em dia se sente ao passear pelas ruas da cidade. Aqui, cada canto conta uma história. Além de um centro histórico muito rico, são vários os pontos de interesse a conhecer, entre elas, as igrejas, a ponte romana – ex-líbris da cidade - o rio e, como não podia deixar de ser, a ilha de Tavira, um sítio obrigatório a visitar. A sensação é de partilhar e observar as várias colinas que Tavira tem, com turismo de natureza, pedestre e os circuitos de manutenção que existem, como por exemplo, a ecovia. Não nos podemos esquecer, claro está, dos vestígios arqueológicos, desde o tempo dos fenícios, passando pelos romanos, pelos muçulmanos e pelo cristianismo. Sempre foi caraterizada pelo seu território e pelo seu património. Considerada como a Pérola do Algarve, quem olha para as fotografias mais antigas e compara aos dias de hoje, repara nas semelhanças em termos de traça arquitetónica. A ideia, passa pela reabilitação e pela perseverança de manter a traça e, para isso, há planos especiais de proteção. “Estamos a passar uma boa fase, muito forte de reabilitação de património imobiliário e histórico. Fazemos bem o nosso trabalho e cada vez há mais investidores que confiam em nós, estamos equilibrados e isso permite-nos encarar de forma positiva esta sustentabilidade municipal”. Esta preocupação na reabilitação do património imobiliário e histórico revê-se no plano elaborado para este mandato – já terceiro – do presidente Jorge Botelho, que recapitulou os seus mandatos, dando a conhecer o percurso até agora. “O meu primeiro mandato foi muito financeiro, isto é, quando cheguei à Câmara Municipal tinha algumas dificuldades financeiras

e, depois com a crise que se deu não foi fácil. Mas, reequilibrada a situação financeira do município, o último mandato foi muito de estrutura, de rede viária, e de afirmação do município. E o que estamos a fazer agora? Agora falta um conjunto de infraestruturas que vão acontecer”, desvenda. Assim, Jorge Botelho revela que brevemente vão acontecer cerca de quatro intervenções: No Cineteatro António Pinheiro, em setembro; a substituição da Ponte Metálica, que é uma obra estruturante, datada para início de 2019; no Mercado da Ribeira, obra marcada para fim deste ano; e, ao mesmo tempo, na frente da marginal da cidade de Tavira, a doca pesca vai fazer uma intervenção, ao longo de 2019, onde vai haver uma dragagem e vão aparecer estruturas metálicas para permitir uma atracagem mais sustentável em termos de mobilidade para os barcos.

“Fazemos bem o nosso trabalho e cada vez há mais investidores que confiam em nós, estamos equilibrados e isso permite-nos encarar de forma positiva esta sustentabilidade municipal”

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Noutra frente, está prevista a continuidade de melhoramento da rede viária e a reabilitação dos edifícios municipais como a Câmara Municipal, o Museu Municipal e os espaços de apoio: “tudo aquilo que é património municipal vai ter projetos de desenvolvimento para acompanharmos os privados na reabilitação que está a ser feita”. E, por fim, numa vertente mais social, “vamos continuar a apoiar as famílias, com livros, materiais escolares, transportes…etc. Também há três equipamentos que vão ser feitos agora, até ao fim do ano, vai ser lançado um concurso para a reabilitação das piscinas municipais. E vamos continuar a apoiar os clubes e as associações, projetando cada vez mais Tavira”. Com tanto já feito e outro tanto por fazer, Tavira está na moda. Cada vez há mais investidores, mais espaços de restauração de qualidade e mais propostas turísticas. Mas Tavira não é só no verão, Tavira é no ano todo. A vertente cultural é importantíssima e, não são só os investimentos na área turística que estão em crescimento, mas sim na área da agricultura. “Estamos a verificar que cada vez mais há investimentos substanciais na área dos frutos, desde abacate, frutos vermelhos e citrinos. Estão-se a cultivar outra vez frutos, cada vez mais assistimos ao plantar de vinha nova. Há uma grande procura de terrenos para se fazer mais aqui na zona de Tavira, que é caraterizada pelo microclima onde tudo é mais rápido”. Uma vez falada na agricultura, é de referir os produtos típicos de Tavira, essencialmente a nível de azeite, que de cinco lagares que existem no Algarve, três são neste concelho. Além disso, há o vinho e, neste momento, há uma pressão na cultura de abacate, o que faz com que desenvolva uma plataforma logística agro no parque industrial: “temos assistido a investimentos no nosso parque empresarial, desde colocação, embalamento e frio, que servem de apoio a toda esta atividade agrícola. É uma realidade que está a acontecer e ainda bem, aumenta a oferta de trabalhos”. Uma cidade com tanto a oferecer, Tavira é terra de visita obrigatória. Uma cidade que não se vai desvirtuar, que vai manter a sua identidade histórica e o seu património, que vai continuar a ser a capital da Dieta Mediterrânica, um compromisso que assume com a UNESCO. Que, para terminar, o presidente dá a conhecer este conceito e deixa um convite aos nossos leitores: “para as pessoas que não conhecem Tavira é a oportunidade de ficarem a conhecer. Deixo aqui um convite, pois temos uma programação ao longo de todo o ano e muita coisa para usufruir”.

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VILAMOURA CHAMPION TOUR

UM CONCURSO ÍMPAR NUMA REGIÃO DE EXCELÊNCIA É um dos principais eventos equestres da Europa e coloca o Algarve na rota internacional da modalidade. Falamos do Vilamoura Champions Tour, que decorre de 27 de setembro a 8 de novembro em Vilamoura e traz ao nosso país a elite do hipismo mundial.

“ ANTÓNIO MOURA

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“Pelo quinto ano consecutivo trazemos a Vilamoura mais uma edição do Vilamoura Champions Tour, rota equestre internacional inaugurada em 2013 e que, desde então, tem vindo a ganhar um lugar cimeiro como destino de preferência europeia para a prática da modalidade”, começa por referir António Moura, presidente do evento e responsável pelo Centro Equestre de Vilamoura. São seis semanas de provas diárias, quatro delas com categoria de três estrelas (CSI3*) e as duas últimas com duas estrelas (CSI2*), com um prémio total de 770.000 euros. De realçar que há ainda dois Grandes Prémios de qualificação para o Campeonato da Europa em 2019 e Jogos Olímpicos de 2020, assim como dois Grandes Prémios com 50.000 euros, que pontuam a dobrar para o ranking da Federação Equestre Internacional. Tal como os dois primeiros circuitos desta temporada disputados no Centro Equestre de Vilamoura, o Vilamoura Champions Tour está a ter uma participação que supera as expectativas da organização – 200 cavaleiros de grande nível provenientes de 30 nações dos vários cantos do mundo, acompanhados de cerca de 1.000 cavalos, o maior número registado até então. Entre os cavaleiros que viajam até ao circuito algarvio, destacamos o campeão olímpico Nick Skelton (GBR), Laura Kraut (EUA), Laura Renwick (GBR), Jessica Springsteen (EUA), Marion Hughes (IRL), Michel Hecart (FRA), Leon Thijssen (HOL), Piergiorgio Bucci (ITA), e ainda a seleção nacional que voltou do Campeonato Mundial de Tryon. “O Vilamoura Champions Tour alcançou já o estatuto de grande evento


desportivo. O espaço é inteiramente vocacionado para o desporto equestre, atraindo a elite dos cavaleiros. Podemos, portanto, afirmar que somos o número um da Europa em termos de concursos hípicos”, congratula-se António Moura. O evento realiza-se num espaço de 18 hectares, onde se encontram cinco pistas de areia forradas com tapetes de borracha e uma outra de relva, novidade nesta edição. Além do mais, existe um conjunto de infraestruturas de apoio, que vão desde lojas com venda de produtos relacionados com a prática da equitação, bar, restaurante, clínica veterinária dotada de equipamentos de radiografia e ecografia e até mesmo um espaço de spa para os cavalos de alta competição. História da família Moura na organização de concursos hípicos António Moura seguiu os passos da sua família, representando a terceira geração de cavaleiros. Cresceu no mundo equestre e esta influência fez com que abdicasse da carreira de engenheiro civil para se dedicar a tempo inteiro à sua maior paixão, os cavalos. A partir de 1998, António Moura idealizou a primeira tournée internacional em três lugares diferentes de Portugal: Portimão, Vilamoura e Lezírias. Após esta iniciativa nunca mais parou, trazendo os principais eventos equestres internacionais para Portugal, eventos esses que marcaram a história do hipismo internacional, como foi o caso do Campeonato da Europa de Juniores e Jovens Cavaleiros em 2004, em Vilamoura, e na Comporta, em 2011 e a organização do primeiro CSI 4* e a primeira etapa da Global Champions Tour em Portugal, em Estoril-Cascais em 2006. Neste momento, é responsável pela gestão do Centro Hípico de Vilamoura, onde são organizados anualmente 14 concursos internacionais

“O Vilamoura Champions Tour alcançou já o estatuto de grande evento desportivo. O espaço é inteiramente vocacionado para o desporto equestre, atraindo a elite dos cavaleiros. Podemos, portanto, afirmar que somos o número um da Europa em termos de concursos hípicos”

com cavaleiros de mais de 40 países e cerca de 2.000 cavalos. Os de maior revelo são o Vilamoura Atlantic Tour, Vilamoura by Summer e Vilamoura Champions Tour.

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POLVO & COMPANHIA

O LUGAR ONDE O POLVO É REI! Foi aquando da nossa estadia pelo Algarve que tivemos a oportunidade de conhecer um dos restaurantes mais distintos e dinâmicos da região: o Restaurante Polvo & Companhia. H. Almeida, para além de proprietário do espaço, é também o chef responsável por todos os pratos confecionados e foi com ele que estivemos à conversa por forma a conhecermos um pouco mais sobre o conceito implementado.

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Natural do Porto, rumou a sul com o objetivo de adquirir experiência nas áreas da restauração e hotelaria. “Sou cozinheiro e no norte já existiam muitos e bons restaurantes, com alguns dos melhores chefs do país. Aprendi com os melhores, mas cedo percebi que o meu lugar seria noutra região onde eu pudesse fazer a diferença, pelas influências que tinha recebido”, começou por contar. Chegou ao Algarve em 2008, tendo trabalhado em vários restaurantes, com grandes chefs, onde muito aprendeu e também partilhou a sua forma de trabalhar. Em 2015, aceitou o convite do Sr. Rui Martins (antigo proprietário do restaurante Polvo & Companhia), para desenvolver um projeto diferente em Santa Luzia, donde nasce este conceito cuja matéria-prima base é o polvo. “Sou um apaixonado pelo polvo e queria construir uma carta em que 80 por cento dos pratos envolvessem esse molusco. Na altura, aconselhei-me com dois amigos, um chinês e um japonês (oriundos de países especialistas a trabalhar moluscos, que me orientaram nas potencialidades de confeção do polvo) e decidi arriscar neste conceito”, assumiu. Das raízes nortenhas à capital do polvo Santa Luzia, em Tavira, é considerada a capital do polvo, mas, para o nosso entrevistado, o molusco capturado por toda a Ria Formosa é de excelente qualidade. “Tem que ver com a temperatura da água”, esclareceu-nos o chef que gasta cerca de dez toneladas de polvo por ano.

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De seis em seis meses, a carta do Restaurante Polvo & Companhia é alterada e são implementadas “novas confeções de polvo”

Aproveitando a conversa, quisemos saber o segredo que está por detrás de um polvo bem cozinhado: “o que vos posso dizer é que o melhor momento para criar um bom paladar no polvo é na primeira cozedura. Daí para a frente ele já não absorve paladar nem incorpora mais sabores”, desvendou. De seis em seis meses, a carta do Restaurante Polvo & Companhia é alterada e são implementadas “novas confeções de polvo”. No entanto, os pratos mais emblemáticos são o polvo com mostarda e mel (que resulta num molho agridoce), o polvo grelhado com broa de milho e couve (que junta a tradição nortenha da broa de milho, com o polvo característico da zona sul), o polvo à camponês (com ervas aromáticas e grelos) e a cataplana (que inclui polvo, batata doce e camarão). De salientar que, apesar do polvo ser o ingrediente principal desta


casa, existem algumas alternativas para os que não apreciam esta iguaria, como seja uma opção de carne, peixe, mariscos e inclusive pratos vegetarianos, para responder às diferentes necessidades dos clientes. Na lista de sobremesas, destacam-se a torta de alfarroba com doce de ovos, as três delícias (que juntam o figo, a amêndoa e a alfarroba) e o semifrio de maracujá (confecionado com chocolate branco), entre outras delícias. Para além das sobremesas da carta, sempre que tem disponibilidade, o chef Almeida comentou-nos que elabora sobremesas da sua autoria, que funcionam como “uma explosão de paladar que permanece no tempo”. Para acompanhar todas estas propostas, o Restaurante Polvo & Companhia dispõe de um vinho da casa muito versátil “que combina com todos os pratos da casa”, garantiu. Trata-se de um vinho alentejano, bastante suave, equilibrado e de aroma composto e leve, mas, para quem prefere outras referências, aqui também se encontram vinhos do Dão, do Douro e do Algarve. O chef Almeida acredita que o sucesso do restaurante, bem como a fidelização dos seus clientes, assenta na “qualidade e frescura dos produtos, a confeção aprimorada, o cuidado no empratamento e a sofisticação dos pratos servidos, tornam este restaurante único na região”. Oferecer aos seus clientes uma experiência organoléptica exclusiva, à base de excelentes produtos locais, no ambiente tranquilo da Ria Formosa, é a razão de existir do Polvo & Companhia. Para o chef Almeida, conhecer as opiniões dos clientes é fundamental para continuar a inovar e melhor servir os gostos de todos os clientes que têm experiências de paladar muito distintas, dadas as diferentes nacionalidades que por aqui passam. Assim, visita diariamente a sala para cumprimentar os clientes. “Ouço tudo o que me dizem e procuro adequar a minha forma de trabalhar às necessidades deles. Também gosto de partilhar os meus segredos com eles, explicar o que provoca um ou outro paladar. Procuro que esta seja uma experiência gastro-

nómica completa e intensa, preferencialmente inesquecível”, rematou sorrindo o chef. O restaurante encontra-se encerrado às segundas-feiras (todo o dia) e às quintas-feiras (ao almoço).

CHEF ALMEIDA

Av. Eng.º Duarte Pacheco, n.º 10 Santa Luzia - Faro Tlf.: 281 370 459 Email: polvoecompanhia@gmail.com Facebook: polvoecompanhia

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QUINTA DO CARACOL

ONDE O PASSADO E O PRESENTE SE TOCAM Respirar a natureza em família ou entre um grupo de amigos, e recarregar energias longe da confusão e do barulho - é esta a insígnia convidativa da Quinta do Caracol. Situada em Tavira é um ‘oásis’ de sossego com mais de 200 anos de história para se respirar.

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Foi em 2005 que as irmãs Margarida Viegas e Sofia Diaz tomaram as rédeas da Quinta do Caracol, até então comandada pelo pai. “Esta é uma quinta familiar com mais de 200 anos. A primeira casa era dos meus bisavós, a casa a seguir dos meus avós e na década de 80 o meu pai começou a idealizar e a transformar o espaço envolvente em vários apartamentos”, explicou Margarida. Localizada perto da estação de comboios de Tavira, é um espaço onde o conforto e o sossego se suplantam e se combinam. Apesar da localização próxima ao centro da cidade, quem escolhe a Quinta do Caracol como local de estadia pode regalar-se da comodidade e serenidade de uma quinta rural. São nove apartamentos que podem receber de duas a seis pessoas. Em volta, cada recanto é um espaço verde, colorido e perfumado pelas flores que constituem um

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MARGARIDA VIEGAS E SOFIA DIAZ

agradável jardim preenchido pelo som da natureza envolvente - os pássaros, as rãs e da água que corre tão levemente quanto se faz ouvir. Os mais de 200 anos de história são preservados na arquitetura dos apartamentos em linhas tradicionais do algarve antigo, casas singulares com paredes de história e uma decoração simples e elegante. Também a piscina é uma herança do passado da quinta, um antigo tanque de rega totalmente adaptado à atual função, tem o azul límpido da sua água salpicado pelo reflexo dos papiros e das sardinheiras. Para os mais desportistas a quinta dispõe de um campo de ténis. Na relação à natureza, também os animais de estimação são bem-vindos: “este ano recebemos inclusive um furão” elucidou Margarida. Com um conceito diferenciado Sofia acabou por esclarecer: “este é um formato parecido ao de uma pequena aldeia em que todos os quartos são uma pequena casa e cria um ambiente bastante familiar. Todas as casas têm um pequeno terraço e depois

temos o nosso jardim preenchido. Temos uma gaiola com porquinhos da índia, alguns pássaros e pavões o que para as crianças é uma animação e para os adultos também. Toda a quinta está ligada à natureza, ao conforto e ao sossego”. Ano após ano as irmãs foram introduzindo o seu cunho pessoal, começaram a modernizar alguns serviços, inclusive o sistema de reservas, o que em pouco tempo, trouxe uma nova dinâmica na ocupação da quinta. “Trabalhei 24 anos no aeroporto, em Faro, e tive de me despedir para trabalhar cá juntamente com a minha irmã. Foi um regresso às origens em que tivemos de nos adaptar porque nenhuma de nós percebia nada de turismo”, explanou Margarida. Atualmente conseguem ter a quinta sempre ocupada, mesmo fora da época alta. Com uma equipa efetiva de oito pessoas, fazem da satisfação do cliente a melhor forma de o fidelizar. “Temos muitos clientes que quando vão embora deixam já a reserva feita para o próximo ano. Esta é a melhor forma de sabermos que saem contentes com o nosso trabalho”, referiu Margarida. Atualmente a pensarem no futuro da Quinta do Caracol, as irmãs revelaram que a prioridade é requalificar a sala de refeições embora o trabalho de manutenção tenha de ser constante ao longo de todo ano. Em jeito de conclusão, as irmãs não deixaram de deixar um cartão de visita aos leitores da Portugal em Destaque: “ainda temos as casas originais algarvias, quem quiser conhecer um bocadinho do algarve original, o convite está feito”. Rua de S. Pedro nº11 | 8800 TAVIRA Tlf.: 281 322 475 E-mail: geral@quintadocaracol.com www.quintadocaracol.com


QUINTA DOS SANTOS

UMA FAMÍLIA SUL-AFRICANA DÁ VIDA A UMA QUINTA PORTUGUESA Foram muitas as férias de verão, no Algarve, que trouxeram a família dos Santos até Portugal. Apaixonados pela culturalidade e amabilidade do país, decidiram mudar-se de malas e bagagens para o país das tradições. O sonho passava por uma quinta, rodeada por uma vinha. E porque é o sonho que comanda a vida, são hoje os proprietários da Quinta dos Santos, nas Sesmarias, Carvoeiro. Em entrevista à Portugal em Destaque, Ann dos Santos e o filho Kyle, comentaram a atualidade do setor vinícola em Portugal.

A

As tarefas dividem-se entre toda a família e é muito o trabalho para fazer: desde a cervejaria artesanal, o vinhedo, o bar de tapas e a galeria de arte e interiores. Quem visita a Quinta dos Santos, encanta-se com a simplicidade e o cuidado na sua construção, ainda que tudo tenha surgido de forma fluente. Ann é designer e acredita que as energias afetam direta e indiretamente, todas as vertentes do ser humano. Assim, aplica os princípios do feng shui a todos os seus projetos de design. E a Quinta dos Santos não foi exceção. Para além de vinhos, a Quinta produz também uma cerveja artesanal que, para os proprietários, “é uma cerveja limpa e simples, mas diferente”. Recorda, o filho, que “até agora a única cerveja que eu provei que me impressionou mais foi de uma cervejaria na Cidade do Cabo chamada Drifter Brewing Company. A cerveja era um Ocean Aged Tripel, o que significa que era uma cerveja de estilo belga com 10 por cento de álcool que o cervejeiro envelheceu em garrafas

de 75cl. Estes foram colocados no fundo do oceano ao largo da costa da Cidade do Cabo por um ano”. Para Greg, a melhor cerveja é a que “une as pessoas”. A fronteira entre a Quinta e a vinha Ao entrar na Quinta, rapidamente se fica fascinhado com a sensação de tranquilidade que os vastos mas discretos edifícios caiados de branco criam. Esta é a fronteira perfeita entre as vinhas e o que cresce na vinha. A Quinta tem oito hectares no total, contando com três hectares de vinha e uma das oliveiras. Os vinhos produzidos, no local, têm por base as castas portuguesas: Tinto Negra Mole, Touriga Nacional e Sousão, juntamente com os brancos Malvasia Fina, Arinto, Verdelho e Esgana Cão. Com uma produção que alcança os 35.000 litros de vinho da safra totalmente amadurecida, a área vinícola rapidamente fica cheia de bom vinho. E para esta missão, a família dos Santos conta com o engenheiro agrónomo e vitivicultor, Aníbal Neto, e do enólogo Mário Andrade. É “neles que confiamos todas as etapas, desde a preparação e plantio das terras e vinhedos até a seleção e criação dos vinhos”. A Quinta para lá da vinha Trazendo o mundo vinícola para lá da vinha, a Quinta dos Santos reúne todo um conjunto de serviços que pretendem fornecer ao cliente um serviço complementar

e multidirecionado. A Casa Terra, uma pitoresca casa de três quartos e com uma piscina com vista para as vinhas. Originalmente, a Casa Terra era uma ‘ruína’ descoberta na propriedade, mas foi alvo de uma restauração mantendo, todavia, a traça original (tradicional). A Quinta dos Santos tem vindo também a desenvolver planos de atividades para complementar a visita ao espaço, tais como excursões e degustações de vinhos.

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PASTELARIA FELISMINA

A FABULOSA BOLA DE BERLIM DE ALFARROBA

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ROSA JESUS, AMÂNDIO MARTINS, FELISMINA DOMINGUES, SANDRA CUSTÓDIO

Chama-se Pastelaria Felismina, é lá que a simpática Felismina Domingues produz carregamentos de bolas de Berlim para vender exclusivamente nas praias entre Tavira e Vila Real de Santo António. Além destas maravilhosas bolas de Berlim de alfarroba (com ou sem creme), há ainda bolas de Berlim normais (recheadas com creme tradicional ou com chocolate), jesuítas de gila ou de chocolate e uns pastéis de amêndoa. É uma pequena casa, escondida nos confins da serra algarvia, em Casa Alta, no interior de Altura, à qual se consegue chegar de GPS em punho, depois de passar por pequenas quintas agrícolas. Felismina Domingues é a responsável por erguer uma pastelaria que viria a ficar conhecida pelas aclamadas bolas de Berlim de alfarroba. Tudo começou há mais de 50 anos, quando Felismina trocou a enfermagem pela pastelaria. Na essência desta troca de paradigmas está uma história de amor que viria a ser transplantada para a sua pastelaria. Na altura Felismina procurava arranjar dinheiro para pagar a viagem do seu então marido, que tinha partido para Angola, na guerra do Ultramar. “O dinheiro não chegava e comecei por fazer umas coisas na pastelaria, primeiramente uns queques e uns bolinhos secos que eram distribuídos por um senhor que fazia a distribuição numa carroça. Todos os dias vendia tudo e voltava a pedir-me mais.”, explicou Felismina. No segredo do sucesso e dos sabores únicos está a irreverência criativa de Felismina, que

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Quando se fala da Pastelaria Felismina facilmente se associa ao facto de que é aqui que as melhores bolas de Berlim do algarve são produzidas. Uma pastelaria com mais de meio século e uma história de amor na sua génese. foi aprendendo os truques da cozinha e a reinventando à sua maneira. “Ia fazendo as minhas experiências. Fazia e às vezes não ficava bem, percebia onde podia melhorar e voltava a fazer, fui assim aprendendo sozinha”, elucidou. Foi precisamente no meio das suas experiências e inovações na pastelaria que surgiu a bola de Berlim de alfarroba. Uma bola de sabor inigualável, da textura aveludada e com uma cor irresistível. Apesar de uma excelência na confeção, alguns entraves têm vindo a intensificar-se nos últimos anos. “Atualmente os vendedores ganham maior percentagem que os produtores, sendo que nós é que temos os principais custos. Isto agravou-se com a concorrência. Depois há o problema das licenças de vendas dadas pela Capitania, é desorganizada e muitas vezes não se preocupam com o cumprimento das exigências” lamentou Felismina. Preservar a tradição na pastelaria… Sabores únicos na gastronomia deixam no palato a curiosidade dos segredos de confeção. Não conseguimos revelar o segredo da receita, mas conseguimos que a pasteleira nos levantasse o véu de um dos seus segredos – a produção tradicional. “Aqui produzimos tudo, a massa e o creme, gosto de manter o método tradicional e assim tenho a certeza da qualidade do produto que estou a criar”, disse Felismina. “Quanto à receita, está guardada na minha cabeça”, acrescentou, humoradamente. O futuro Depois de meio século a produzir as melhores bolas de Berlim do algarve, Felismina entrega o futuro ao filho Amândio Martins, que compartilha da paixão ao negócio que viu a mãe criar e dedicar a sua vida. “No futuro queremos manter o sucesso dos nossos segredos e produzir mais, se possível para novos distribuidores” rematou Amândio.


GASTROBAR COME NA GAVETA

“EM TAVIRA? COME NA GAVETA!” No coração de Tavira, o gastrobar Come na Gaveta não deixa ninguém indiferente. Aliando um ambiente intimista à excelência da gastronomia algarvia, o espaço tem conquistado cada vez mais nacionais e estrangeiros.

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Se é tavirense conhecerá, por certo, a expressão “come na gaveta”. Mas para os leitores de outros pontos do país convêm esclarecer: “’Come na Gaveta’ porque Tavira foi, em tempos, um ponto de comércio muito forte e, como havia sempre muito movimento, os proprietários faziam as suas refeições no trabalho. Quando chegava um cliente, guardavam o prato na gaveta. No momento em que este ia embora, retomavam a refeição. Tudo isto para não perderem nenhum cliente”, explica em entrevista Márcio Gonçalves, proprietário do espaço. E é este conceito de atenção ao cliente que podemos encontrar no Come na Gaveta. Aqui a gastronomia é de excelência e não descura os produtos frescos que o mar algarvio tem para oferecer. “O menu é muito português e vai sendo alterado consoante as estações do ano, dando especial destaque aos produtos da época”, salienta o responsável. No menu de verão, por exemplo, reinaram as ostras, as amêijoas e o atum. No menu de inverno o destaque vai para os sabores mais caseiros e já podemos encontrar na ementa o borrego e o polvo. Tudo isto aliado a uma diversificada carta de vinhos não só algarvios, como de todo o país. No que toca às sobremesas, poderá deliciar-se com cheesecakes e outros doces sempre com cariz tradicional. Estas iguarias são confecionadas pela mão do chef Francisco Coelho e a sua equipa. “Procurei rodear-me da melhor e mais experiente equipa, de forma a conquistar os paladares e olfatos mais apurados”, salienta Márcio Gonçalves. E tratando-se de um gastrobar, as bebidas e a sala são da responsabilidade de Bruno Amaro e restantes membros, que terão o gosto de lhe servir as melhores cervejas, sangrias, licores da região e cocktails. De modo a proporcionar uma experiência plena, a música ao vivo tem também um papel relevante no Come na Gaveta. Para este mês de outubro, o destaque vai para o fado. “Durante este mês teremos dois espetáculos de fado, dia 9 e dia 23. Para além disso, todas as terças e quintas à noite temos música ao vivo, de estilos variados que vão desde a bossa nova ao jazz”, acrescenta o nosso entrevistado. Portanto, se não quer perder esta experiência gastronómica e cultural, não hesite em reservar mesa – o espaço conta com cerca de 60 lugares (36 sentados, 20 na esplanada e mais alguns no balcão) que esgotam rapidamente todas as noites – já que “em Tavira? Come na gaveta!”, termina Márcio Gonçalves.

Avenida Dr. Mateus Teixeira de Azevedo, n36 Tavira Tlm.: 926 677 879 Email: comenagaveta@gmail.com

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MAFRA

VILA PORTUGUESA E SEDE DE MUNICÍPIO Vila portuguesa e sede de município, Mafra tem conquistado o coração de quem por ali passa através dos monumentos, da gastronomia, do tecido empresarial e do desporto que fazem parte da região. Com o objetivo de promover e dinamizar o concelho de Mafra, a Câmara Municipal decidiu criar as Marcas “M” e “E”. Naturalmente que o “M” refere-se à primeira letra de Mafra, mas não só. É a primeira letra do cognome do monarca D. João V - o Magnânimo, um dos monarcas com mais impacto na economia do concelho, através do desenvolvimento do Palácio Nacional de Mafra. “M que é, também, de Monumental, Musical, Militar, Marítima, Moderna”. Um conjunto infindável de palavras que tão bem caracterizam esta região. É também a natureza que vibra no concelho de Mafra, mais concretamente Ericeira. Esta tornou-se, em

2011, Reserva Mundial de Surf face às plenas condições naturais e culturais que arrastam multidões de todo o mundo até à vila. Por estas razões e para complementar a marca “M”, surge o “E” que faz toda a diferença num concelho tão jovem. Falar de Mafra é falar também da sua essência gastronómica. Passamos em vários locais do concelho para saborear o que de melhor têm para oferecer. Queijos, Pão de Mafra, peixe fresco e marisco, carnes e o vinho são algumas das especialidades que podemos encontrar no setor da restauração. Mas não pode passar sem provar um doce típico. Entre eles estão os ouriços de Ericeira, as trouxas da Malveira e os pastéis de feijão de Mafra. Nesta edição queremos mostrar-lhe o que de melhor se faz nas mais diversas áreas. Mafra, Ericeira e Venda do Pinheiro serão alguns dos lugares em destaque.

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HIMITSU SUSHI■BAR O Japão a dois pauzinhos daqui.

HIMITSU SUSHI■BAR

Arquitetura aliada à Cozinha Um novo conceito nasceu em Mafra. Pelas mãos da arquiteta Patrícia Batalha, também apaixonada pela cozinha e propietária do espaço, o Himitsu Sushi Bar é um espaço acolhedor, onde pode encontrar as melhores proposta da cozinha tradicional japonesa e de fusão, nunca descurando a frescura e a qualidade dos ingredientes utilizados.

Rua Serpa Pinto n.º 19 - Mafra Tel. 261 853 562 Email: himitsusushibar@gmail.com XXXX 39


McDONALD´S

MAIS DO QUE UM RESTAURANTE, UMA COMUNIDADE A cadeia de restaurantes McDonald’s é conhecida por ter o compromisso de proporcionar, diariamente, a melhor experiência de restauração de serviço rápido aos seus consumidores. O que nem todos sabem é a história que está por trás de cada restaurante. A Portugal em Destaque esteve em Mafra à conversa com a franquiada Xhonané Geallad, que esteve acompanhada pela sua supervisora, Ana Abreu.

XHONANÉ GEALLAD

ANA ABREU

OS NOSSOS PARCEIROS 40 MAFRA

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Já se passaram 14 anos desde que Xhonané Geallad começou a gerir os restaurantes que, naquela época, eram do marido. Há cerca de três anos e meio, foi convidada para abrir um espaço McDonald’s, com o seu cunho pessoal. A escolha recaiu sobre Mafra, um grande desafio para a franquiada, uma vez que era necessário criar tudo de raiz, desde o espaço até à equipa que a ia acompanhar. Apesar de não ser tarefa fácil, chegou ao contacto de Ana Abreu que aceitou o desafio de fazer parte do projeto e contribuir com a sua experiência. Para os mafrenses, a abertura deste espaço foi, sem dúvida, um grande marco, pois passaram a contar com um restaurante mais perto de si, sem ter de se deslocar cerca de 25 quilómetros para chegar ao McDonald’s mais próximo. Mas, mais do que um restaurante, Xhonané Geallad queria transformar o local num estabelecimento familiar e agradável para todos os que o visitassem porque considera que “não podemos ter apenas uma noção do esteticamente apelativo, mas, também prático e confortável”. Tradição e novidade de mãos dadas Para além da sanduíche que todos conhecem, o Big Mac, e a mais emblemática da marca, que celebra este ano 50 anos de existência, há sempre uma variedade de opções para todos os gostos. A franquiada admite que, em Mafra, devido ao efeito novidade, as pessoas que visitam o restaurante têm ainda a curiosidade de provar de tudo um pouco para descobrirem aquilo de que mais gostam. “Acho que este restaurante se destaca por essa diversidade e pelos clientes fazerem pedidos variados, desde os hambúrgueres aos gelados, ou diferentes


opções de acompanhamentos.” Esta característica faz com que o restaurante de Mafra esteja a crescer ano após ano”, afirma a entrevistada. O serviço McCafé está também presente e é complementar à restauração e ao serviço de pequeno-almoço, apresentando uma oferta diferenciadora de cafetaria e pastelaria. Fazem parte deste menu produtos mais tradicionais, nomeadamente, bolas de berlim, simples ou com recheios de caramelo e chocolate, pastéis de nata, delícias de chocolate, macarons, entre outras opções que têm tido uma boa “recetividade junto dos clientes”, realça Ana Abreu. Quem visita o espaço pode encontrar comodidades como, por exemplo, o serviço à mesa que, apesar de não ser novidade, ainda não se encontra disponível em todos os restaurantes McDonald’s. Este restaurante integra também as mais recentes tecnologias, disponíveis ao serviço dos consumidores, nomeadamente, os quiosques multimédia, que permitem realizar e pagar o pedido autonomamente e levantá-lo numa área específica para o efeito, mas também tablets para consulta à Internet e acesso a jogos didáticos, menuboard digital, carregadores de indução e tomadas USB para recarga de equipamentos eletrónicos, dispondo ainda de WiFi gratuito. Com o objetivo de oferecer aos consumidores uma experiência cada vez mais personalizada e exclusiva, os restaurantes McDonald’s têm também disponível o programa MLovers, presente na APP da marca (App Store ou Google Play). O programa permite acumular pontos por cada compra e estes podem ser posteriormente utilizados em produtos McDonald’s ou outras experiências, de acordo com as campanhas em vigor. Serviço personalizado Proporcionar bons momentos é uma preocupação da empresa que optou por tornar o espaço ainda mais atrativo para as crianças e suas famílias. Os mais novos podem encontrar um espaço para pintar e desenhar, no qual lhes é disponibilizada a Happy Kids, revista gratuita com passatempos, guia de lazer, contos e dicas de alimentação. Para os familiares, muitos serviços são disponibilizados, como é o caso do micro-ondas (para as mães aquecerem refeições para bebés). Têm ainda ao seu dispor um carrinho onde podem colocar diversos tabuleiros com o objetivo de facilitar a deslocação dentro do estabelecimento, quando acompanhados por crianças. A resposta às expectativas e necessidades do cliente não descura, no entanto, o compromisso de proporcionar uma experiência diversificada de produtos da mais elevada qualidade, confecionados segundo

rigorosos procedimentos de segurança alimentar e ambiental. Para além desta preocupação, Xhonané salienta também a importância de escolher fornecedores nacionais como forma de valorizar os bons produtos que temos no nosso país, acrescentando que são tomadas todas as medidas necessárias na seleção e no contacto com os mesmos: “tentamos ser o mais transparentes possível na nossa relação com parceiros e consumidores, tendo, como principais prioridades, a qualidade e sustentabilidade das nossas matérias-primas.” A franquiada considera que a abertura deste estabelecimento foi uma boa aposta e, realça também, que o investimento tem vindo a enriquecer os laços criados com as entidades locais, visto permitir o bom relacionamento com o município, com os bombeiros e com as demais instituições que os colocam numa posição presente na sociedade. Estas relações acabam por ser retribuídas com apoios, donativos e envolvimento em eventos e causas comuns à comunidade mafrense. Xhonané refere como exemplo a época de incêndios em que é disponibilizada ajuda aos bombeiros, fornecendo águas e refeições: “temos de retribuir à comunidade aquilo que esta nos dá e, em Mafra, nós já conseguimos este envolvimento, sabendo que podem contar connosco”. Para além disso, são também patrocinadores de alguns eventos como a conhecida Corrida de Sinos e o Mafra Foot (torneio de futebol entre escolas do concelho), valorizando, assim, a sua ligação ao desporto. Não escondem que procuram novas parcerias para o futuro, mas querem, acima de tudo, manter as parcerias já estabelecidas. Causas sociais, um dos pilares McDonald’s A Fundação Infantil Ronald McDonald, o grande projeto de responsabilidade social da McDonald’s Portugal, aproxima as famílias das crianças em tratamento hospitalar. Para além das Casas Ronald McDonald (em Lisboa e no Porto), casas que acolhem gratuitamente famílias longe de casa, a Fundação dispõe do Espaço Familiar Ronald McDonald, no Hospital Santa Maria em Lisboa, um verdadeiro oásis dentro do hospital que permite que as famílias com crianças em tratamento na pediatria possam recarregar baterias e por momentos se abstraírem do ambiente hospitalar que os envolve. Os consumidores dos restaurantes McDonald’s também podem apoiar esta causa e a vida de tantas famílias numa altura mais fragilizada das suas vidas, nomeadamente deixando um donativo nas caixas-mealheiro existentes nos balcões dos restaurantes e oferecendo-se como voluntário num dos projetos da Fundação. Através do site www.fundacaoronaldmcdonald.com é possível conhecer melhor este projeto tão especial e outras formas de juntos fazermos a diferença. Ambições para o futuro Empreendedorismo e garra são duas palavras que caracterizam Xhonané Geallad. Por isso, decidiu abraçar a oportunidade de ser franquiada dos McDonald’s de Torres Vedras no início de agosto. No restaurante McDrive de Torres Vedras, pode desfrutar de um jardim de inverno, um outro investimento “que amplia o restaurante visto que se adapta com o teto e janelas que podem abrir e fechar consoante o tempo, o que permite utilizar tanto de inverno como de verão”, explica. Para o futuro, não esconde o desejo de abrir novos restaurantes, tendo como prioridade locais mais pequenos, mas que apresentem potencial de crescimento e são merecedores de mais um McDonald’s, que leve os seus consumidores a dizerem ‘Gosto Tanto’.

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ESPLANADA FURNAS

UMA VIAGEM PELOS SABORES DO MAR Chama-se Esplanada Furnas e tem uma vista singular para o mar. Difícil é conseguir usufruir de um lugar junto à janela. O restaurante surgiu há 22 anos pelas mãos de Luísa Lourenço e a Portugal em Destaque esteve à conversa com a proprietária para perceber o que leva tantos turistas (estrangeiros e portugueses) a visitarem o espaço.

Esplanada Furnas - Morada: Rua das Furnas, n.º 2 - 2655-288 Ericeira - Tel: 261864870

“Isto nasceu quase de uma brincadeira, porque era uma casinha pequenina e tínhamos vontade de fazer algo engraçado”. É assim que Luísa Lourenço começa por nos contar a história da Esplanada Furnas (anteriormente uma taberna). Uma vez que o restaurante está localizado na Ericeira, começaram por grelhar peixe e assim continuaram. Passado dez anos da respetiva abertura, decidiram ampliar o espaço e realizar algumas obras. Desta forma, “conseguimos melhorar o projeto, a casa e hoje em dia continua a funcionar bem”, ressalva. Automaticamente a decoração sofreu alterações em 2004. A inspiração surge das embarcações que predominam na região e, querendo dar essa sensação aos seus clientes, decidiram criar um restaurante baseado nesta temática. As escotilhas, as réplicas dos barcos, os lemes e os nós são alguns

LUÍSA LOURENÇO

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dos elementos decorativos deste espaço, todo ele ligado ao mar. Se falamos em sabores do mar, falamos em marisco e peixe fresco. O peixe (exposto na montra ou no aquário) grelhado é, sem dúvida, a grande especialidade. A proprietária revela ainda que “o peixe nem sempre é o mesmo, varia consoante a pesca do dia. Basicamente o peixe local é o robalo, a dourada, o pregado, o linguado e o salmonete”. O atendimento personalizado é uma das linhas seguidas por Luísa. Por isso, procura ajudar os clientes na hora de escolherem o peixe certo. Uma vez que recebem muitos turistas, aconselha o pregado acompanhado com batata nova, legumes ou salada mista, “porque é um peixe que 90 por cento das pessoas gostam, mas também porque não tem espinhas”. Em tom de brincadeira chega a afirmar “que é melhor


do que o filet mignon da carne”. No que diz respeito aos vinhos, predominam os da região de Lisboa. Adega Mãe, Adega de Colares, Adega de Bucelas e Zé Maria da Fonseca são alguns dos exemplos que podem encontrar na Esplanada Furnas. Ainda assim, há espaço para o vinho tinto, mas em menor quantidade. Com uma capacidade para 150 lugares, recebem tanto turistas estrangeiros como portugueses. Brasileiros, russos e chineses são algumas das nacionalidades, mas a proprietária confessa que existem turistas “de todo o mundo”. Já os portugueses acabam por voltar ao restaurante sempre que se encontram a pernoitar por Ericeira. Isto é fruto do bom serviço, da excelente confeção da comida e da vista imperdível para o mar. Marisqueira Furnas Em 2007, nasceu a Marisqueira Furnas, na Ericeira, e é o segundo espaço (com 350 lugares) aberto por Luísa Lourenço. O conceito centra-se no marisco, “tudo à base de mariscadas já elaboradas”, como é o caso do arroz de marisco e do arroz de bivalves. Apesar de ser uma marisqueira, ainda há espaço para os pratos de carne e um dos que tem mais saída são os pregos. O tipo de cliente assemelha-se ao da Esplanada Furnas com a diferença de que a Marisqueira está mais vocacionada para gru-

pos (convívios, jantares de aniversário, jantares de natal e eventos até 80 pessoas) Luminosa by Furnas E como não há duas sem três, apresentamos o terceiro espaço aberto em novembro de 2016, o Luminosa by Furnas localizado em Lisboa, na Avenida Almirante Reis. O objetivo prende-se em levar a frescura dos ingredientes, do marisco e do peixe até ao cliente, de modo a saborear a qualidade dos pratos da forma mais natural possível. O espaço dispõe de três salas com 150 lugares, uma delas transformada num agradável e confortável jardim de inverno.

A arte de bem servir passa pelos três restaurantes e a grande diferenciação no mercado deve-se a isso mesmo: “ao bom atendimento, ao bom peixe, à vista e a uma forte relação com os clientes”, salienta. Para 2019 está prevista a abertura de mais um restaurante, sempre com a vontade de crescer e servir cada vez melhor os clientes. HORÁRIO: Os restaurantes estão abertos todos os dias, ao almoço e ao jantar, exceto no Natal.

Marisqueira Furnas - Morada: Rua das Furnas, n.º 3 - 2655-288 Ericeira | Tel: 261867914

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RESTAURANTE CASA PORTUGUESA

EXPERIÊNCIA GASTRONÓMICA 100% PORTUGUESA Localizado na Ericeira, o restaurante Casa Portuguesa nasceu há sete anos com um conceito de petiscos. Ao longo do tempo e de forma a adaptar-se ao cliente, Jorge Inglês e Teresa Neves, responsáveis, modificaram a ementa e hoje apresentam pratos verdadeiramente portugueses.

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Inicialmente, a Casa Portuguesa começou por ser uma gelataria mas face à sazonalidade foram desafiados a criar um novo conceito, que se viria a tornar numa casa de petiscos, tapas e vinhos “com uma lista de mais de 50 petiscos”. Posteriormente, a carta sofreu alterações e hoje em dia apresentam uma lista com comida tipicamente portuguesa e ainda incluem alguns pratos de autor: “temos alguns pratos de inspiração a nível nacional e outros alentejanos dado à origem do chefe”. Os pratos portugueses vão de encontro ao nome a Casa Portuguesa e por isso tornaram-se numa inspiração. O bitoque e a francesinha à moda do Porto são alguns dos pratos com mais saída. Depois têm a sertã de marisco, inspirada na cataplana, ideal para partilhar entre duas a três pessoas. Os hambúrgueres artesanais são outros dos pratos com muita adesão. Para além disto, têm opções vegetarianas como alheira de soja, caril de legumes e à brás de alho francês, “feito pontualmente quando somos solicitados”. Para acompanhar o prato principal, não pode dispensar um bom vinho. Como Casa Portuguesa, “tentamos ter vinhos de várias regiões” e ainda oferecem a opção de vinho a copo, “atualmente só com um único vinho”. Por último, apresentam na ementa sobremesas confecionadas no restaurante, como é o caso do pastel de nata conventual, inspirado no Convento de S. Bento de Castris (Évora) e o tuguinha, muito parecido ao pastel de tentúgal, mas feito com doce de ovos moles. A valorização dos produtos frescos e dos fornecedores locais é uma constante preocupação para os responsáveis. É por isso que na restauração há uma coisa que consideram fundamental: a localização. Fora disso, a confeção na hora e a variedade da oferta são outros dois pontos essenciais para se diferenciarem. Sendo Ericeira uma vila que recebe diariamente muitos turistas, o núcleo de clientes varia entre estrangeiros e portugueses. Este ano houve maior destaque para nacionalidades como espanhóis e franceses, não esquecendo os locais “que nos acolheram calorosamente e nos visitam de forma regular”.

Decoração simples mas apelativa Pelas palavras de Jorge e Teresa, a decoração resume-se à simplicidade que vai de encontro à própria personalidade: “gostamos de decorações minimalistas, mas que também apelem ao tradicional”. A madeira é utilizada na decoração para “transmitir aconchego”. Ainda sobre o espaço, a Casa Portuguesa dispõe de 25 lugares interiores e com esplanada chegam até aos 60. Os responsáveis assinalam que não fecham a esplanada de inverno, pois têm aquecedores de exterior e disponibilizam mantas. Atentos às novas tendências e à adaptação aos clientes, os gerentes encaram como grande desafio “manter a qualidade e mantermo-nos atualizados, visto que o crescimento, felizmente, tem sido exponencial”. Sempre que possível, consideram importante viajar para terem novas visões gastronómicas, sem esquecer “as nossas raízes”.

SUGESTÕES DO CHEFE… Entradas: amêijoas à nossa moda cogumelos salteados Prato principal: sertã de marisco polvo na brasa lulas na frigideira com camarão bifes de lombo de novilho ou bife à casa Sobremesa: pastel de nata conventual ou tuguinha Rua 5 de Outubro nº8 Ericeira • Tlf.: 261 866 220

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INTERMARCHÉ MONTEMOR-O-NOVO

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RESTAURANTE CABANA DO PEIXE

O LUGAR ONDE O PEIXE FRESCO É IMPERADOR

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Localizado na Venda do Pinheiro, o restaurante Cabana do Peixe abriu portas há mais de dois anos por iniciativa de Joana Fernandes, proprietária. A Portugal em Destaque não deixou escapar a oportunidade de visitar o espaço e perceber quais são os projetos e ambições guardados para o futuro.

JOANA FERNANDES

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Se acha que só existem restaurantes de carne nesta localidade, desengane-se. O Cabana do Peixe veio mesmo para se diferenciar e apostar somente na confeção de peixe fresco do dia, acabado de sair da lota. Mostrar a montra de peixes é a primeira abordagem ao cliente pelos colaboradores. De seguida, vem a ementa das sugestões da casa como os bacalhau, massada, caril e as cataplanas, “que são o grande ex-libris da casa”. As sobremesas “simples, caseiras e deliciosas” fazem parte da carta do restaurante. Entre elas está a delícia de chocolate aquecida com uma bola de gelado, os doces conventuais (Abade de Priscos, pastéis de feijão e pão de ló de Alfeizerão) e, mais recentemente, o gelado da casa. Para acompanhar uma boa comida é preciso um bom vinho Foi este o pensamento da proprietária quando decidiu complementar o restaurante com uma garrafeira. “Neste momento, temos cerca de 200 referências de vinho


onde também vendemos para fora a preço de garrafeira”, afirma. O ponto alto da casa: a decoração Antiguidades, velharias e restauração sempre fizeram parte da tradição familiar de Joana, onde dá lugar à Belantiqua por toda a decoração com peças peculiares, únicas e rústicas que transformadas tornaram o Cabana do Peixe num espaço agradável, limpo e verdadeiramente único. Joana acrescenta ainda que “o que está aqui e que parece velho, é mesmo velho, mas está recuperado”. A madeira, parte integrante da decoração, faz lembrar os cascos dos barcos envelhecidos e os pedaços de madeira perdidos no mar, o que dá ao lugar um ar bastante acolhedor para que os clientes se sintam em casa enquanto estão a saborear um bom prato de comida. Para completar a decoração, existem diversos quadros expostos, pintados a óleo, com a possibilidade de serem comprados. O autor romeno é o pintor Romanov e faz autênticas obras de arte, como se de fotografias se tratassem. A proprietária salienta que “faz todo o sentido tê-los, porque também fazem parte da decoração, nomeadamente pelo rústico e pela tradição”. Os pormenores decorativos estão es-

palhados pela sala vínica (para 42 pessoas), pela sala gastronómica (30 pessoas), pelo varandim (com 20 lugares) e até mesmo pelas casas de banho, e quem entra não fica indiferente. Não podemos terminar de falar da decoração sem antes destacar a banca de peixe fresco: “é a nossa imagem de marca onde tentámos recriar as peixarias com a balança antiga e a pedra liós onde paira uma nuvem de água”, realça. “Neste momento já não existem fronteiras” Quando questionada sobre o público-alvo que vai ao restaurante, a proprietária começa por explicar que após conquistarem os clientes de Venda do Pinheiro, alargaram as fronteiras e atualmente recebem turistas de várias nacionalidades. “Recebemos pessoas que vêm de passagem e nos en-

“É a nossa imagem de marca onde tentámos recriar as peixarias com a balança antiga e a pedra liós onde paira uma nuvem de água”

contram através das redes sociais, muitas delas já vêm de propósito de mais pontos do país. Eu penso que neste momento já não existem fronteiras, pois fazemos questão de perguntar a todos os clientes como chegaram até aqui e concluímos isso mesmo”. Falar de desafios é falar do grande projeto criado por Joana Fernandes, o Festival da Cataplana realizado uma vez por ano no último fim de semana de outubro/primeiro de novembro. “Temos um preço único que inclui a sopa de peixe, uma das grandes especialidades, e três cataplanas”. Mas fique atento, porque em abril de 2019 irão aparecer novos projetos, sempre com a vontade de crescer a nível interno. “Não queremos fazer mais, mas sim manter a qualidade, o que já é um grande desafio”, conclui.

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O PÃOZINHO DAS MARIAS

NA FAMÍLIA FIRMINO NASCEU O NOME QUE DEU ORIGEM AO PÃO DE MAFRA

Nascida no seio de uma família que tinha a arte de bem fazer pão, Ilda Firmino decidiu pôr a mão na massa e abriu o primeiro Pãozinho das Marias há 18 anos, história que se veio a repetir com a abertura do segundo espaço em 2014. Entrevistamos a proprietária que nos falou sobre a história do Pão de Mafra e no que de melhor se confeciona nas pastelarias que têm fabrico próprio.

“Esta é a origem verdadeira do Pão de Mafra”… A história remonta há muitos anos, quando o pai de Ilda, com 14 filhos para criar, trabalhava na União de Padarias de Mafra, local onde ia e vinha todos os dias do Barril para Mafra e vice-versa. A vida nem sempre é feita de sorrisos e Fernando Firmino, naquele tempo, sofreu um acidente de viação e, consequentemente, ficou de baixa. Para ajudar na sustentabilidade da casa, juntou-se à sua mulher e começou a fazer pão um pão diferente devido às dificuldades que advieram do acidente. O pão redondo que fazia tornou-se um verdadeiro sucesso até chegar a vendê-lo em Lisboa. “As pessoas gostavam, era bom e começou a vender cada vez mais com a minha mãe”, explica Ilda.

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ILDA FIRMINO

Posto isto, sentiram necessidade de entregar o pão nas leitarias e frutarias e, um dia, “um dos meus irmãos mandou fazer uns letreiros em cartão que diziam “Pão da zona de Mafra vende-se aqui”, daí a curiosidade do nome em que as pessoas perguntavam onde é que estava o pão de Mafra”. Acrescenta que “foi assim que começou o nome e foi o meu pai que deu origem”. Há mais de uma década a produzir com qualidade Orgulhosa das suas origens e numa altura difícil da sua vida, Ilda Firmino foi incentivada por uma amiga, que lhe ofereceu sociedade, a abrir um espaço: “Ela deu-me ânimo para o fazer”, salienta. Foi então que há 18 anos abriu a primeira padaria/ pastelaria O Pãozinho das Marias. O pão, é sem dúvida, um dos produtos com maior saída, o difícil será mesmo escolher qual o seu preferido. Ilda partilhou connosco alguns dos segredos: “Não contém aditivos, porque não congelamos e com muito pouco fermen-


to, daí ser um produto com muita qualidade. Inevitável será mesmo passar e não entrar para provar algumas das iguarias da pastelaria. “Nós vendemos muito bolo à fatia, tal como o cheesecake. Temos um bolo que não tem açúcar nem glúten e é de banana ou maçã”, afirma. As miniaturas, os ouriços, doce típico de Ericeira, e os ‘fernandicos’, nome atribuído pelo pasteleiro Francisco Duarte (filho de Ilda) aos pastéis de feijão para homenagear o avô, conhecido como Fernandico. Já os famosos pastéis de nata, da autoria de Francisco, são um dos ex-libris da casa. Em 2017, ao representar O Pãozinho das Marias na cerimónia da entrega dos prémios, foi galardoado com a primeira classificação na Prova do Melhor Pastel de Nata de Lisboa. Esta distinção conferida pelo mérito valeu o reconhecimento dos clientes, portugueses e estrangeiros, que faziam filas para comprar o famoso pastel de nata pela sua textura cremosa e estaladiça. Na hora de almoço pode passar pel’O Pãozinho das Marias e saborear as sopas, que têm sido um êxito, as tostas e desfrutar dos croquetes, que são uma das especialidades da casa.

“A qualidade foi sempre a minha aposta” Se falamos desta casa, automaticamente falamos de qualidade. Desde a carne utilizada para fazer os croquetes ao facto de utilizar boas marcas na pastelaria, nas sandes e legumes frescos e locais para as sopas. “São pequenos pormenores mas que fazem uma grande diferença”. Tudo isto se reflete nas origens de Ilda que relembra o bom paladar do pai que apostava na qualidade dos produtos. As memórias felizes que guarda do pai, Fernando Firmino, marcam diariamente a vida de Ilda. “Tenho o meu pai como uma grande referência e a minha mãe também”, acrescenta. Tudo isto só poderia resultar no empreendedorismo da proprietária que fez com que O Pãozinho das Marias se tornasse num cartão de visita a quem passa por Ericeira. Francisco, Ricardo e Vítor são a sexta geração a seguir as pisadas da família. No futuro, o desejo será sempre continuar com o trabalho que foi feito até agora, nunca esquecendo a modernização dos espaços, um ponto fundamental para Ilda.

Em 2017, ao represetntar O Pãozinho das Marias na cerimónia da entrega dos prémios, foi galardoado com a primeira classificação na Prova do Melhor Pastel de Nata de Lisboa. Esta distinção conferida pelo mérito valeu o reconhecimento dos clientes, portugueses e estrangeiros

Praça da República, n.º 14 - Ericeira • Tlf.: 261 865 740


LACTINOVO

O SABOR AUTÊNTICO DO QUEIJO FRESCO Com um processo de fabrico tradicional, a queijaria Lactinovo reinventa à sua medida um dos alimentos mais antigos do mundo. Sediada em Casal Novo, no concelho de Mafra, tem vindo a crescer gradualmente e a marcar a diferença pelos sabores frescos que atribuem aos queijos que ali confecionam. a mais recente aposta no queijo fresco de cabra. Esta inovação levou o queijo Lactinovo ao pódio dos melhores queijos nacionais na categoria do queijo fresco de cabra.

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RUI COVAS E SÓNIA RODRIGUES

Lembra-se da última vez que alguém lhe disse algo como “andas a comer muito queijo?”. Se já se esqueceu, acredite que a culpa não é do queijo. Segundo diversos estudos, o queijo é até um impulsionador da memória e um retardador do envelhecimento. Curiosidades à parte, facto é que quem prova os queijos Lactinovo, não esquece o seu sabor inconfundível. Trata-se de uma queijaria de origens humildes e inspirada nos sabores tradicionais. Atualmente, Rui Covas e Sónia Rodrigues assumem as rédeas da gerência, mas não esquecem as raízes de um negócio que começou com o lavor de Helena Rodrigues e João Rodrigues, pais de Sónia. Precisamos de recuar mais de 40 anos, aquando Helena começou a produzir em sua casa alguns queijos para vender no restaurante da famosa Aldeia Típica do Mestre José Franco em Sobreiro, Mafra. Os pedidos foram-se somando, a produção acompanhava a crescente procura e assim nascia a Lactinovo, que apesar de ter mais de quatro décadas de atividade, surgiu como marca mais recentemente. “O nosso crescimento tem sido feito devagar e muito concentrado nesta zona, onde os nossos queijos ainda são conhecidos como os queijos do senhor João”, explicou Rui Covas. O queijo fresco de vaca e o requeijão de vaca têm sido durante muitos anos o estandarte da Lactinovo, embora o paradigma da produção tenha ganho novos contornos com Casal Novo - Mafra | geral@lactinovo.pt | Tlf.: 261814382

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A qualidade faz a diferença Um queijo suave e saboroso, com características que auferem um paladar único a esta iguaria. A qualidade é preservada pelas tradições e o sabor pelo leite minuciosamente escolhido nos produtores locais. Embora sem detalhar os segredos da receita, Rui Covas desvendou algumas das metodologias utilizadas para uma confeção de excelência: “o segredo está na qualidade do leite e na quantidade do coalho que deitamos, isso é o que vai fazer diferenciar os nossos produtos com uma textura suave e sabor único”. Aumentar a produção mantendo a tradição O futuro reserva alterações estruturais visando a melhoria do espaço para aumentar e rentabilizar a produção. “As novas instalações terão início em 2019 com o objetivo de produzir mais e melhor”, elucidou o gerente. Apesar desta expansão para aumentar a produção e a capacidade de resposta ao mercado, o objetivo é manter a essência da tradição. “Queremos sempre melhorar, mas sem colocar em causa o nosso processo”, afirmou Rui Covas. Aproveitando o balanço positivo da recente aposta nos queijos frescos de cabra, o gerente explicou, em jeito de conclusão, as pretensões para um futuro próximo: “queremos crescer nas vendas, mas também em conhecimento. Estamos atentos ao que se faz no mercado e queremos fazer novos produtos, essencialmente na área do queijo fresco”.


PEÇAS ÚNICAS E EXCLUSIVAS DÃO CARTAS NA ERICEIRA

BIJU WITH LOVE

Situada no coração de Ericeira, a Biju With Love oferece, desde 2014, uma vasta gama de acessórios únicos e diferentes. Os gerentes, Rita e Hugo Lopes, estiveram à conversa com a Portugal em Destaque para dar a conhecer toda a história que está por detrás de um projeto realizado com amor.

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Numa altura em que Rita e Hugo estavam desempregados, ambos tomaram a iniciativa de abrirem um negócio por conta própria. Assim, surgiu a oportunidade de abrirem uma loja de acessórios: “abrimos a nossa primeira loja mais a sul de Ericeira e estivemos lá cerca de seis meses”. Embora estivesse localizada num sítio mais escondido, a primeira Biju já fazia sucesso, uma vez que as pessoas iam de propósito visitar e ver as peças que tinham expostas. Em outubro desse mesmo ano foram convidados para abraçarem um novo espaço no “centro” de Ericeira e, sem hesitar, aceitaram ficar com o espaço. Quem visitar a loja irá encontrar malas, brincos, colares, entre muitas outras peças com o gosto particular de Rita, porque tudo o que está na loja tem o seu cunho pessoal. As marcas portuguesas chamam cada vez mais a atenção dos clientes e, por isso, a Biju With Love conta com a Spezzo, uma marca com produtos portugueses que tem tido um excelente feedback e aceitação por parte dos consumidores: “as pessoas que querem uma mala diferente encontram aqui e voltam super contentes, porque não veem ninguém com uma mala igual. Apostamos muito na pele”. Acrescenta ainda que “o efeito de ter uma peça de cada, faz com que possamos ter peças diferentes. Não repetimos, nem temos stock. A ideia é vender e comprar sempre diferente”. Para quem não tem a possibilidade de se deslocar até Ericeira, poderá encontrar todos os produtos disponíveis nas redes sociais como o Facebook e o Instagram. Só tem de estar atento às novidades. Apesar dos clientes virem de todas as partes do mundo, a Biju With Love recebe a visita de vários portugueses onde há espaço para todas as idades e gostos. Desta forma, existem cada vez menos pessoas

RITA E HUGO LOPES

a frequentarem os centros comerciais e, em contrapartida, optam por privilegiar o comércio local, visto que há um ambiente mais descontraído e um atendimento personalizado. Bali Boat: uma atração turística Sendo o mar uma das suas paixões, Hugo Lopes decidiu apostar este ano num complemento à loja: uma embarcação que faz serviços de marítimo-turística, ou seja, “fazemos a pesca desportiva, os passeios e no futuro teremos mais algumas atividades associadas à embarcação”. 2018 foi o ano de preparação e em 2019 o Bali Boat estará preparado para iniciar as suas funções. Os objetivos para o futuro passam por abrir uma nova loja perto da praia e continuar a consolidar este projeto que foi pensado por um casal empreendedor e com vontade de fazer algo diferente e especial.

Rua de Santo António n. 6 Ericeira Tlf.: 261 109 508 Email: bijuwithlove@hotmail.com

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CRAVO/CANELA

LILI E KEILA GASPAR

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COMBINAR ELEGÂNCIA E SIMPLICIDADE NO MUNDO DA MODA

Apenas a 200 metros da Praia dos Pescadores (Ericeira), Keila Gaspar e Lili Gaspar fundaram a Cravo/Canela, uma boutique que junta o melhor do mundo da moda: roupa, calçado e acessórios. A Portugal em Destaque entrevistou a gerência para ficar a par das tendências da nova coleção e perceber o que está reservado para o futuro.

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Antes de iniciarem o seu próprio negócio, Keila e Lili acompanharam os respetivos maridos no ramo da restauração, mas era um trabalho que exigia horários noturnos, tanto durante a semana, como ao fim de semana. Assim, sentiram que havia necessidade de arranjarem uma ocupação que fosse do mesmo gosto e que lhes desse tempo para cuidarem dos filhos. Colmatar uma falha no mercado foi a principal razão para ser esta a área escolhida e rapidamente perceberam que “a Ericeira tem boas lojas, mas queríamos alguma coisa que fosse mais a nossa cara”. Apesar das inúmeras lojas existentes, ambas apostaram numa loja que realçasse a essência da moda. Desta forma, quem entra na boutique pode encontrar roupa e acessórios, tais como brincos, pulseiras, malas e sapatos. As sócias têm vindo a trabalhar com marcas com qualidade e de referência no mercado. Estas parcerias são escolhidas pelo seu estilo e também por recomendação de fornecedores que vêem na parceria um bom negócio. Em relação ao tecido, à produção e ao design referem a Scripta, mas também dão ênfase a marcas como Dona V, Rüga, Betzzia, Miss You, KaraKorum, Lola Cruz, Cubanas, Piccadilly e Schuz. O pronto moda italiano é também uma das grandes referências do espaço e é representado por marcas como Imperial, Please e Dixie, que chegam todas as semanas e apresentam uma “moda atualizada”.


a comprar cada vez mais. As proprietárias assumem não só o papel de vendedoras, mas também de consultoras de moda: “Tentamos sempre colocar os conjuntos ou possíveis conjuntos perto uns dos outros, ou seja, colocamos as calças perto das blusas que ficam bem e assim sucessivamente, tudo numa escala de tons”. Questionadas sobre o balanço destes dois anos, Keila e Lili Gaspar salientam que a maior dificuldade passa pelo atraso das estações: “Este ano o verão chegou muito tarde e o inverno também vem mais tarde. É uma bola de neve. Quando começamos a vender a coleção, já estávamos em época de saldos e não tivemos a procura antes dessa época, o que acaba por alterar. Mesmo assim conseguimos aumentar”. No entanto, o balanço continua a ser positivo e houve um crescimento contínuo na Cravo/Canela. Os desejos para o futuro centram-se no sonho de abrir uma nova loja, mas por enquanto preocupam-se em crescer, manter a qualidade do serviço e a satisfação do cliente.

“Hoje em dia é importante trabalhar as redes sociais, porque todos fazem compras online. Para isso, temos o nosso site onde podem adquirir as nossas roupas”

As peças mais requisitadas e as tendências para a próxima estação O produto-chave da casa são os vestidos de cerimónia de marca espanhola que atraem muitas clientes. “É uma região que tem muitas quintas para casamentos e festas. Podemos vender o conjunto completo. Vêm comprar o vestido e já saem com a mala e com o sapato. Nós também ajudamos a conjugar”, acrescentam. As tendências este ano recaem sobre as “flores e riscas que ligam muito bem no mesmo conjunto. A tigresa com riscas também é uma boa conjugação”, referem. Para além dos padrões, as cores pastéis irão fazer parte do guarda-roupa para o inverno, ao invés dos habituais cinzentos, pretos e castanhos. O branco, maioritariamente utilizado no verão, merecerá destaque na próxima estação. Atualmente, Keila e Lili definem que a base de um bom conjunto são os casacos. “Antes as roupas eram muito quentes e pesadas, mas agora as roupas são giras e mais leves. Os casacos de pêlo continuam a fazer parte das tendências, mas hoje em dia temos carros, restaurantes e escritórios aquecidos, o que permite utilizar as mesmas roupas e acrescentar apenas um casaco quente a uma blusa. Isto para que seja possível ter roupa confortável e ao mesmo tempo bonita”. Assim, deixa de existir os guarda-roupas de verão e de inverno, visto que há uma maior versatilidade. O mesmo se aplica à questão da roupa formal e informal, em que basta modificar o calçado para o estilo ser diferente. As novas modas são consolidadas pelas influenciadoras digitais que transmitem as ideias das marcas de uma forma sublime, o que faz com que sejam facilmente aceites. “Hoje em dia é importante trabalhar as redes sociais, porque todos fazem compras online. Para isso, temos o nosso site onde podem adquirir as nossas roupas”.

cravocanelaericeira02 @cravocanelaericeira www.cravocanelaericeira.com

Clientes dos quatro cantos do mundo São os portugueses e os brasileiros, que estão a viver em Portugal, os maiores consumidores dos produtos que têm em exibição na loja. No entanto, realçam que desde o ano passado, os estrangeiros começaram MAFRA 53


OTK - ARQUITECTOS LDA.

PROJETOS COM IDENTIDADE A OTK - Arquitectos Lda teve início em 2002 contando hoje com vários trabalhos desenvolvidos essencialmente na área Metropolitana de Lisboa. Temos como essencial preocupação, a equilibrada relação entre custos, a qualidade da obra edificada e o respeito pelas condicionantes ambientais. A metodologia seguida, qualquer que seja a escala do projecto, fundamenta-se na relação entre cliente e a equipa de trabalho, procurando constantemente responder a duas linhas de ação: o respeito pelos objetivos a cumprir e a qualidade do resultado final – o espaço construído. Procuramos continuamente que este resultado seja reflexo da interação entre as características intrínsecas do cliente, e da nossa equipa de trabalho, resultando por fim num espaço que promova evidentemente a qualidade de vida.

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A empresa surge da união de três colegas do curso de arquitetura da Universidade Lusíada, que após a sua conclusão, assumiram o desafio de se juntar, e se ajustarem ao mercado imobiliário em crescimento que se sentia naquele momento. A equipa inicial seria então composta por Nuno Brito, já licenciado em Educação e que lecionava numa das escolas da Vila de Mafra, Paulo Santos, com larga experiência em desenho e projeto, e Patrícia Batalha, que associou sempre a atividade de arquiteta com a de perita avaliadora, certificada pela CMVM.

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CC Investments & Consulting

Aliada ao trabalho de perita avaliadora da arquiteta Patrícia Batalha, surge ainda outra empresa do grupo, com Humberto Calaça, último sócio a juntar-se à OTK Arquitectos, a empresa CIC – Consulting Investments, situado na Rua Eduardo Burnay na Ericeira. As duas empresas surgem com vista ao sucesso do produto imobiliário, através da elaboração e execução de soluções projetuais integradas, para os segmentos comercial de serviços e residencial e ainda ao fomento à construção. Fazemos na CIC, a ligação entre todos os players do mercado imobiliário e desenvolvemos os nossos projetos através de uma perspetiva global. A nossa capacidade de trabalho vai desde a elaboração de estudos de mercado, avaliação e análise financeira imobiliária, complementada pela OTK Arquitectos, em que esta executa projetos de arquitetura e especialidades, assim como o desenvolvimento de todas as peças de comunicação para comercialização dos imóveis no caso de promotores imobiliários. Grande parte do trabalho da OTK surge como um trabalho de alfaiate, cada terreno, cada localização, cada possibilidade é alvo de pesquisa e trabalho de exploração das vivências de cada cliente, para que a construção concluída seja a sua habitação e não uma construção de uma “moradia sem identidade”. A OTK Arquitectos instalou-se no início de


2002 num atelier no centro da vila de Mafra e manteve essa morada até ao passado ano de 2017, situando-se agora num atelier mais funcional, com melhor acessibilidade, permitindo a presença diária de uma equipa de arquitetos, e espaço para colaborar com vários intervenientes no processo de desenvolvimento do projeto, desde as reuniões com os clientes particulares, com os promotores e especialistas. A partilha diária de ideias dentro desta equipa, composta por seis arquitetos, com diversas formações e logo diversas aproximações ao projeto, resulta num desenvolvimento e numa resposta mais completa e complexa, mantendo o projeto como um constante desafio. Assumimos que não existe um conhecimento definitivo, nem em termos teóricos, nem em termos práticos, a ideia transformada em construção é um processo árduo, a nossa perspetiva é que o contributo de todos só pode melhorar o resultado – a qualidade do espaço construído dado à vida de quem em nós confiou. Nos últimos anos, foi notória a evolução na possibilidade de escolha dos processos construtivos. Novas empresas apostaram em diversificar a oferta construtiva, procurando não só inovar, mas também responder às atuais preocupações ambientais. Estando sempre presente as questões de optimização energética e de respeito pelos ameaçados recursos naturais, temos desenvolvido vários projetos em aço leve e principalmente em estrutura de madeira, com empresas devidamente certificadas, procurando fazer coincidir a consciência ambiental dos nossos clientes com a resposta adequada da nossa equipa. Trata-se de um desafio que assumimos com expectativa, sendo que a última obra realizada em estrutura de madeira se materializou pela decisão consciente dos proprietá-

rios, e pelo nosso crescente interesse em prosseguir nesta área da construção. A habitação resultou na nossa tentativa de resposta às já referidas circunstâncias dos clientes e do lugar, mas também à procura de um método de construção sustentável e energeticamente eficiente.

EQUIPA

Rua Moreira, 4B 2640-507 Mafra | T.: 261 812 310 Email: otk.arquitectos@gmail.com / geral@otk-arquitectos.pt www.otk-arquitectos.pt

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WEST LIFE - MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

O CAMINHO CERTO PARA O MELHOR NEGÓCIO Pretende criar a valência de reabilitação urbana? A reabilitação não é uma área que pretendamos explorar porque o concelho oferece zonas históricas muito pequenas. As zonas mais antigas da Ericeira e Mafra são alvo de reabilitação mas, como referi, é um mercado muito pequeno que não pretendemos explorar. Quando temos imóveis para restauro encaminhamos para investidores e particulares que tenham esse interesse.

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A menos de 12 meses de completar os 15 anos de existência, que balanço apresenta? Apesar dos altos e baixos do mercado faço um balanço positivo. Se voltasse atrás repetia o investimento que fiz nas duas agências e, principalmente, na equipa que acompanha o crescimento da West Life. Numa perspetiva de continuidade pretendo elevar a qualidade das instalações, nomeadamente da agência da Ericeira que necessita de um espaço maior devido ao volume de negócio, dar continuidade à formação prestada às equipas comerciais, consolidar e aumentar a quota de mercado West Life no concelho são os nossos objetivos a curto prazo.

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A procura vai de encontra à oferta existente? O mercado imobiliário encontra-se um bocado desequilibrado devido ao maior número de potenciais compradores e a menor oferta de imoveis, principalmente entre o final do ano passado e no decorrer deste ano. Relativamente ao mercado de arrendamento, os portugueses culturalmente têm tendência para comprar imóveis (criar património), muito mais do que arrendar um espaço para viver, e isso reflete-se claramente no mercado imobiliário com a pressão entre os clientes compradores e a pouca oferta existente. Na Ericeira existe um mercado estrangeiro muito forte, esse aumento é devido às características da Vila da Ericeira, infraestruturas, proximidade de Lisboa e à Reserva Mundial de Surf. Neste momento estamos com dificuldade em encontrar respostas para as solicitações de procura de imoveis que nos fazem chegar.

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O que o levou a fundar a West Life? Trabalhava como consultor imobiliário e decidi criar o meu negócio através de uma franquia. Passados alguns anos a trabalhar com essa marca fundamos a West Life, atualmente está presente em Mafra e na Ericeira. Assente na inovação tecnológia, na vasta experiência da nossa equipa, na ética, discrição e integridade da nossa equipa, a West Life procura simplificar a vida dos nossos clientes e proporcionar a melhor experiência na compra, venda ou arrendamento de imóveis. A agência da Ericeira foi inaugurada em maio de 2017 devido ao aumento do volume de negócios nessa mesma zona e para dar apoio à equipa comercial.

Como descreve a equipa da West Life? A equipa da West Life é o motor desta empresa. Os resultados e o reconhecimento que nos elegem são o reflexo de uma grande equipa diariamente focada nas necessidades dos nossos clientes. Eles fazem com que cresçamos de forma sustentada e garantem o sucesso que temos vindo a ver repercutido no concelho de Mafra. Um dos pilares fundamentais da West Life é a formação dos elementos da nossa equipa e prestamos o maior apoio possível para que eles alcancem o sucesso na sua vida profissional. Garantindo este bem-estar e formação sabemos que os clientes beneficiarão do profissionalismo e valores da equipa West Life.

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A West Life, Mediação Imobiliária nasce em 2004 fruto de perseverança de Tiago Machado e Carla Tuca, que decidiram investir no ramo em que sempre trabalharam. Atualmente a gerirem duas agências imobiliárias apresentam a sua perspetiva de negócio e o futuro que traçam para a West Life. Entrevista a Tiago Machado, CEO da West Life

Até onde se estende a área de atuação da West Life? A nossa área de atuação em angariação de imoveis centra-se no concelho de Mafra, mas podemos e temos estrutura para trabalhar em todo o país. Temos capacidade de captar potenciais compradores e investidores de todo o mundo. As exigências e as características dos clientes diferem mediante a loja onde estamos a trabalhar: Mafra ou Ericeira. Na agência de Mafra os potenciais compradores são maioritariamente portugueses, na agência da Ericeira o mercado divide-se entre portugueses e estrangeiros. Esta dualidade deve-se ao maketing especializado e adequado, canais internacionais apropriados e estreitas parcerias onde promovemos os imóveis dos nossos clientes em feiras internacionais no norte da Europa, nomeadamente na Noruega e na Suécia. Realizamos road shows, com grupos de potenciais compradores identificados, entre outras ações promocionais que visam promover os imóveis dos nossos clientes junto dos potenciais compradores.

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LATITUDE POSITIVA - MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

A SUA CASA – A NOSSA GARANTIA A positividade e espírito empreendedor de Paulo Anapaz, sócio proprietário da Latitude Positiva, levaram-no a criar o seu emprego na área imobiliária. Tendo a gestão de arrendamentos como base do seu negócio, também se dedica à mediação imobiliária e à reabilitação de imóveis. Conheça a Latitude Positiva na entrevista a Paulo Anapaz.

Av. Engenheiro Duarte Pacheco Nº7 R/C A | 2640 - 476 Mafra

A PAULO ANAPAZ

A criação da Latitude Positiva adveio da sua experiência como medidor imobiliário? Já tinha experiência nesta atividade e decidi empreender e criar uma marca própria. A Latitude Positiva foi criada com o objetivo de fazer a gestão de arrendamento, mas atualmente também fazemos mediação imobiliária e a reabilitação de imóveis. Essencialmente, temos cerca de 75 casas em gestão de arrendamento. Somos os únicos que desenvolvemos esta atividade dentro do concelho de Mafra. Em que consiste a gestão de arrendamentos? Consiste em libertar o proprietário das burocracias e possíveis preocupações que englobam o arrendamento de imóveis. Por uma pequena percentagem da renda mensal assumimos todas as responsabilidades dos proprietários. A grande vantagem para o proprietário é que o seu imóvel está sempre a render dinheiro e, como recebemos uma percentagem da renda, também é do nosso interesse que assim seja. Como já temos um número considerável de imóveis contratámos uma pessoa, a tempo inteiro, para 58 MAFRA

Telefone: 261 100 182 | Telemóvel: 935 849 770 | www.latitudepositiva.pt

fazer a manutenção de imóveis, assegurando resposta ao arrendatário em 24 horas. As vantagens são óbvias, tanto para o arrendatário, como para o senhorio: o arrendatário não tem de investir para resolver um problema num imóvel que não é dele e o proprietário não tem de interromper a sua rotina para resolver um problema no imóvel que é suposto não lhe dar preocupações. Caraterize o mercado onde atuam. Atuamos dentro do concelho de Mafra. O mercado centra-se na zona da Ericeira onde a construção de novos imóveis cresce exponencialmente e também aparecerão novos projetos e empreendimentos nos próximos anos. Tudo isto para satisfazer o mercado nacional seja de segunda habitação ou habitação própria permanente. O restante encontra-se espalhado pelo concelho, como a reabilitação de imóveis. Faça um balanço destes cinco anos de atividade e apresente os planos que traça para a Latitude Positiva. O balanço é muito positivo. Comecei sozinho e agora somos uma equipa de sete pessoas que trabalham todos no sentido de prestar o melhor serviço aos nossos clientes. Estabelecemos a meta de chegar às 100 casas em gestão de arrendamento, fazer crescer o volume de vendas. Vamos melhorar o nosso site, para que a plataforma ofereça a possibilidade dos proprietários poderem gerir melhor os seus imóveis, mesmo que se encontrem fora do país. Iremos disponibilizar serviços simples desde abrir a casa para esta respirar, proceder à limpeza e manutenção dos imóveis. Pretendemos chegar ao mercado nacional, portugueses residentes no estrangeiro e aos estrangeiros proprietários de imóveis em território nacional, sempre assente no lema: A sua Casa – A nossa Garantia.


DS SEGUROS MAFRA

SOLUÇÕES DE CONFIANÇA AO DISPOR DOS CLIENTES Há dois anos no mercado, a DS Seguros Mafra atua de norte a sul do país e ilhas e fornece aos clientes todo o tipo de seguros. Num ato de empreendedorismo, Alexandra Belas tornou-se numa das franchisadas do grupo. A Portugal em Destaque entrevistou a diretora para ficar a par dos novos projetos que estarão a caminho.

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Para contextualizar os nossos leitores, como surgiu a iniciativa de se juntar ao grupo DS Seguros? A DS Seguros de Mafra surgiu numa situação de desemprego e de procura de uma oportunidade de negócio. Vi um anúncio num portal de franchising e achei interessante. Um dia encontrei a minha prima, atual sócia, e descobri que ela trabalhava para o grupo na agência DS do Alto dos Moinhos e perguntei-lhe se quereria trabalhar comigo, uma vez que já tinha 15 anos de experiência de seguros. A minha prima aceitou e foi desta forma que o projeto nasceu e inauguramos a DS Seguros Mafra, criada de raiz, em junho de 2016. Quais são as garantias que proporcionam aos vossos clientes? Sem dúvida, o acompanhamento constante. Nós somos consultores, profissionais responsáveis e especializados. Estabelecemos com os nossos clientes um laço de confiança e uma relação continuada. Os clientes contam connosco sempre, ou seja, o nosso apoio não se extingue no ato da venda. Se há um problema ou dúvida é até nós que deve vir para podermos fazer o nosso trabalho. Que parcerias estabeleceram para a DS Seguros Mafra? Temos parcerias com agências imobiliárias, com associações profissionais e com as DS Crédito. Qual é a vossa grande diferenciação e mais-valia para o mercado? Diferenciamo-nos pelo respeito ao cliente. Temos o cuidado de escolher a melhor oferta para o cliente e como trabalhamos com muitas Companhias de Seguros, conseguimos ir ao encontro das necessidades de cada um.

ALEXANDRA BELAS E ANA ISABEL SILVA

Por outro lado, temo-nos especializado e focado em áreas dos seguros que estão um pouco desacompanhadas pela mediação tradicional. Falamos, por exemplo, nos Seguros de Vida. Temos Companhias de Seguros que trabalham em exclusivo os Seguros de Vida, sejam os associados ao Crédito à habitação, sejam os de providência. Destaco a APRIL Portugal, um parceiro de referência desde o nosso primeiro dia. Uma relação baseada na confiança e na credibilidade, uma vez que pelo 5º ano consecutivo é a Escolha Certa no Seguro de Vida do Crédito à Habitação, por estudos independentes. Conseguimos garantir ao cliente 60% de poupança, em média, no Seguro de Vida Crédito à Habitação e na maioria dos casos melhores coberturas e serviços exclusivos na subscrição do seguro. Acompanhamos o cliente em todo o processo e diligências, nomeadamente junto dos Bancos. É para nós muito aliciante perceber que ajudamos as famílias a poupar dinheiro e a ter melhor qualidade de vida. Ainda como elemento de diferenciação, o facto de sermos uma rede de agências, com grande dimensão no mercado, dá-nos também a oportunidade de servir melhor o cliente, já que temos garantido apoio comercial e técnico dedicado nas Companhias de Seguros. Somos um dos principais parceiros de algumas Companhias de Seguros. Neste momento somos 70 agências DS Seguros, mas o Grupo Decisões e Soluções perspetiva chegar às 200 agências. O que está reservado para o futuro da DS Seguros Mafra? Vamos aumentar a equipa e consolidar a nossa presença, com consultores profissionalizados. Temos excelentes condições de trabalho e de rentabilidade, bem como oportunidade de crescimento pessoal e de carreira. Depois iremos evoluir para outras áreas de negócio, acrescentar a segunda marca que é a DS Crédito, uma vez que não há em Mafra e representa uma oportunidade. Seremos uma referência e um exemplo! DS SEGUROS MAFRA: Av. 1º de Maio, 18 B - 2640-455 Mafra - Telef: 261 854 329 - mafra@dsseguros.pt

MAFRA 59


TORRES VEDRAS

O CARNAVAL MAIS PORTUGUÊS O concelho de Torres Vedras faz parte do distrito de Lisboa e é conhecido pelos seus terrenos férteis e pelo tempo ameno. São os Castros da Achada, do Cabeço do Jardo, do Penedo e do Zambujal e as Quintas do Juncal, da Macheia, da Louriceira e de São Gião que transportam a cidade para uma antiguidade remota. A história de Torres Vedras tem sido escrita com base no património, na agricultura, na gastronomia e na cultura. É conhecida pelos vinhos produzidos na região, pelo carnaval

que todos os anos desfila pela cidade animando os seus habitantes e visitantes e ainda por ser vizinho do Oceano Atlântico e de ter no seu território excelentes praias. A gastronomia tradicional conta com os famosos Pasteis de feijão, as Cacholas, as Carracenas e os Ouriços do mar. Quem visita pode encontrar a Igreja da Graça, o Aqueduto da Fonte dos Canos, a Azenha de Santa Cruz, o Castelo, o Chafariz dos Canos, a Igreja e Convento da Graça, o Convento do Barro, o Convento do Varatojo, o Forte de S. Vicente, entre outros locais de referência. São 1223 hectares de serra (Serra do Socorro e Serra de Archeira) de paisagem protegida com vista para o mar que fazem as maravilhas dos apreciadores de natureza e de cultura que podem avistar espécies animais nos habitats naturais longe da confusão da cidade. O tecido empresarial é maioritariamente no setor agrícola, no setor da industria agroalimentar e metalúrgica e no comércio a retalho. A Portugal em destaque esteve em Torres Vedras onde este à conversa com algumas das 9976 empresas existentes no concelho.


ACIRO

A ACIRO – Associação Comercial, Industrial e Serviços da Região Oeste, conta com cerca de 1.200 associados e celebra, este ano, 100 anos de história. Mário Reis, o atual presidente da ACIRO, fala-nos das conquistas e das próximas iniciativas nesta comemoração de um século de vida.

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Como, quando e porquê que surgiu a ACIRO? A 5 setembro 1918, um grupo de empresários, muito avançados para a época, e com o intuito de defender os interesses dos comerciantes, assim como promover e apoiar as diversas associações, fundaram a ACIRO. Esta associação comemora um marco histórico de 100 anos com muita dedicação e trabalho sério no apoio à região do Oeste e ao seu tecido empresarial, inovando e procurando dar aos seus associados as ferramentas para enfrentarem os novos desafios vindos da sociedade, intervindo sobretudo nos concelhos de Torres Vedras, Lourinhã, Cadaval e Sobral de Monte Agraço. Não esquecendo da importância da zona do Oeste a nível internacional e nacional, porque somos o Celeiro de Portugal. Quantos associados têm? Continua a angariar novos associados? Neste momento, são 1.200 associados. Sim, vamos pensar seriamente nos moldes em que vai acontecer, para que as pessoas percebam a importância de estarem aqui filiados e, em simultâneo, a força que dão à associação, para vivermos com os nossos recursos. Com mais sócios somos mais fortes. ACIRO, ao longo da sua história, está intimamente ligada ao ensino profissional, correto? Sim, o presidente da altura, António Augusto Cabral, em 1944, criou

a Escola Comercial, para formar comerciantes com qualidade e para preparar as pessoas para a vida profissional porque, nessa altura, já sentiam a importância da formação. Foi um senhor fora do seu tempo, um visionário. Qual a conquista que a ACIRO conseguiu e de que mais se orgulha? A nossa luta foi tremenda na conquista de uma alternativa à auto-estrada, quando começaram a cobrar valores. Com ajuda do presidente à época, Jorge Sampaio, conseguimos. Qual tem sido o segredo de longevidade da ACIRO? O segredo é a dedicação, o trabalho e muito amor à camisola. Somos pessoas sérias, que gostam muito da região Oeste e fazemos o que fazemos com muito gosto e com muita satisfação, até porque não temos vencimento. O logótipo sofreu, este ano, mudanças, a propósito desta data simbólica. Que outras iniciativas estão pensadas para comemoração dos 100 anos? Sim. Apesar da idade, queremos manter-nos atuais, a começar pelo nosso logótipo, com linhas mais modernas, simples e diretas e que, excecionalmente, para esta comemoração em especial vestir-se-á a rigor em tom dourado com o slogan ‘100 anos a dinamizar o Oeste’. Esta imagem é a que queremos transmitir neste próximo ano, um ano de celebração. Queremos contribuir para reforçar a nossa missão de entidade promotora do desenvolvimento técnico, económico e social da região. Dentro das várias ações e eventos que estamos a preparar, destacamos o jantar comemorativo, no dia 26 outubro, com uma palestra do ilustre orador António Saraiva, presidente da AEVP, a realização de uma passagem de modelos em outubro, em Torres Vedras, para a promoção do comércio local, uma animação de Natal, a realização de várias palestras e workshops, a revista comemorativa dos 100 anos, a criação de uma nova página eletrónica, mais moderna e funcional, a colaboração com a imprensa regional, através da redação de artigos a apresentada no dia do jantar de Natal, uma newsletter digital para os associados, assim como a presença na feira de São Pedro 2019 e outras supressas que não podemos ainda divulgar. TORRES VEDRAS 61


GRUPO LUÍS VICENTE

A PAIXÃO PELA FRUTA TRADUZ-SE EM QUALIDADE, FRESCURA E CONFIANÇA Com sede em Torres Vedras, a Luís Vicente é uma empresa com reconhecidos méritos no setor das frutas e legumes, que possui várias estruturas operacionais de produção, logísticas e comerciais, no território continental e ilhas, encontrando-se presente com modelos similares na América, Europa e África, como conta Miguel Barbosa, administrador, em entrevista à Portugal em Destaque.

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O Grupo Luís Vicente, uma entidade empresarial de raiz familiar, que se constitui atualmente como a maior comercializadora de fruta do país, nasceu há mais de 50 anos na Freixofeira. Tudo começou com o pai do atual acionista, também ele de seu nome Luís Vicente, que comprava a fruta aos produtores, procedia ao seu embalamento e à comercialização no antigo Mercado do Rego. Operando desde o início no setor das frutas e legumes, a sua empresa-mãe deu o

primeiro grande passo ao construir o seu primeiro armazém, naquela localidade da freguesia do Turcifal, fruto da visão estratégica e empreendedora do seu fundador. Em 1999 adquire uma central fruteira, em Sobral (Lourinhã), e também nesse ano dá-se o arranque do projeto de produção na Herdade de Penique, em Ferreira do Alentejo. A chegada de Luís Vicente (filho) à empresa trouxe uma visão diferente sobre os negócios, permitindo iniciar um percurso de expansão e exportação. Para além de abastecer as grandes superfícies e ir criando estruturas logísticas em vários locais do país, a empresa Luís Vicente foi-se internacionalizando, dando origem à marca Plump. “A apresentação da marca aconteceu em Berlim, na FRUIT LOGISTICA, e foi muito bem recebida. O passo seguinte foi a criação de operações no Brasil e na Costa Rica. Temos ligações muito estreitas à produção e contratos de exclusividade em termos de produção com diversos produtores”. O negócio começa a ganhar uma dimensão considerável, e não fazia sentido a Luís Vicente abastecer sozinha a Europa, por isso em 2008, nasce a Plump Espanha para operar nos principais mercados. Segue-se a criação, em 2008, da Plump Holanda, isto porque através do porto de Roterdão “entra 80 por cento da fruta importada na Europa, e assim conseguimos distribuir mais rapidamente para a Europa de Leste, Alemanha e Escandinávia”. Em Angola, o grupo empresarial cresceu num conjunto de áreas de negócio, portanto decidiu aproveitar as suas bases e criar uma operação ligada à fruta, criando a Plump Angola em 2010. Produção Nacional A produção nacional do Grupo Luís Vicente é proveniente principalmente da Globalfrut (uma organização de produtores que representa uma área de produção de mais de 400 hectares, distribuídos por vários pomares da região Oeste), bem como a Herdade no Alentejo (que abrange uma área de cerca de 200 hectares). “A presença e aconselhamento dos nossos técnicos permite a maior qualidade dos produtos e que esta satisfaça as necessidades dos clientes”, revela o administrador, realçando que, todos os anos em novembro, a Luís Vicente organiza, um evento/encontro com os seus produtores, um espaço de partilha de informação e experiências. A central do

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Sobral é o local onde a fruta é preparada e calibrada para exportação, sendo as instalações da Freixofeira direcionadas para a distribuição nacional. Anualmente o Grupo Luís Vicente comercializa cerca de 60 mil toneladas de frutas e legumes, sendo responsável pela produção de aproximadamente 15 mil toneladas de fruta em Portugal (sendo de destacar a pera rocha, para além de maçã, ameixa, pêssego, nectarina, dióspiro e marmelo) e cerca de 20 mil toneladas no estrangeiro (de abacaxi, , manga, papaia, lima, abacate e mamão). Visão, estratégia e inovação No Grupo Luís Vicente a inovação é uma constante. A fruta fresca cortada e a fruta desidratada (da marca Frubis) são duas áreas que têm tido um crescimento bastante importante em termos de vendas, principalmente a fruta desidratada porque mantém todas as características, permite uma maior validade e chegar a países fora de Portugal. De acordo com Miguel Barbosa, este é um produto transversal que tem tido um sucesso muito interessante. “Há também aqui o pressuposto da inovação principalmente focada na fruta fresca cortada e nos Frubis, mas às vezes a inovação está onde menos se pensa. O aba-

produtos. Esta forma de estar inspiradora alia dinamismo, empreendedorismo, inovação, visão estratégica, mas também tradição e paixão pelo que se faz. “Toda a equipa (cerca de 500 colaboradores) bebe e sente essa paixão, porque as pessoas gostam do que fazem”, sublinha Miguel Barbosa.

cate é um produto que tem vindo a ganhar consumidores e aí podemos inovar na forma do embalamento. Adquirimos uma máquina este ano para fazermos novas embalagens e vamos lança-la no mercado durante o mês de outubro”, sublinha. Em relação ao futuro, “queremos fazer mais e diferente” e “queremos ter uma presença efetiva em Marrocos”. Este ano, a empresa pretende continuar a crescer em termos das vendas, da produção e dos produtores, e crescer noutras geografias onde possa desenvolver a atividade e fazer crescer o grupo”, avança Miguel Barbosa. Luís Vicente é sinónimo de paixão pela fruta que se traduz na qualidade, frescura e na confiança que o consumidor pode ter nos seus

Um desafio interessante Miguel Barbosa está na Luís Vicente há 15 anos e “até hoje têm sido uma constante os novos desafios e o pôr em prática uma série de projetos que têm por base uma estratégia de crescimento continuo. A Luís Vicente conta com uma equipa de profissionais que tem permitido abraçar os desafios com confiança e permitir concretizar os nossos propósitos e crescer, sempre próximo dos nossos parceiros, com sentido de responsabilidade, profissionalismo e, claro com o apoio do acionista, comungando dos valores: sonhamos grande; apostamos nas pessoas; estamos em família; cuidamos como nosso; entregamos sempre; e acrescento fazemos com paixão”.

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PIZZERIA SAN PIETRO

PIZZA CON PASSIONE Se estiver na cidade de Torres Vedras e quiser deleitar-se com iguarias únicas e exclusivas, já sabe, marque o seu encontro na Pizzeria San Pietro. Rafael Morais é o gestor do espaço e põe, literalmente, a mão na massa. Já Susana é a empreendedora e juntos são os proprietários deste requintado lugar. Com uma equipa de nove colaboradores e abertos apenas há nove meses, já tiveram 18 mil visitas.

S EQUIPA

Susana e Rafael idealizaram um espaço, com que há muito sonhavam e, no passado dia 26 de dezembro, concretizaram esse sonho. Pensaram em todos os pormenores, desde a decoração até ao cardápio, com propostas genuinamente italianas. Mais do que um espaço, a Pizzeria San Pietro pretende ficar na memória do paladar dos clientes. Com tão boas opções, a dificuldade está na escolha. Rafael Morais contou-nos tudo sobre as inesquecíveis propostas gastronómicas. Comecemos pelas propostas de entrada, “as bruschettas, é a que tem mais impacto, mas destaca-se também a focaccina, feita com a nossa massa da pizza, cozida no forno a lenha regada com azeite virgem extra, temperada com flor de sal e alecrim, e que é excecional”. Já ao almoço ou ao jantar, merece destaque “a salada La Pompa (a bomba, pois trata-se de uma salada preparada com quinoa, um superalimento, e que é empratada em forma de uma bomba); queijo de cabra gratinado, nozes, batata doce assada com mel e alecrim e legumes grelhados, ingredientes que marcam a diferença. Também temos a nossa salada de referência: a San Pietro, que leva presunto Parma, lascas de Parmesão, croutons e ovo escalfado numa base de alface e rúcula, Rua 9 de Abril 21 B 2560-301 Torres Vedras (Largo de São Pedro) Tel.: 261 098 983 ; 918 383 008 www.sanpietro.pt

temperada com um creme de balsâmico. Contudo, a La Pompa é a que acabou por ser a que tem maior sucesso. Quanto às pastas, a que tem mais procura é o Linguini com Gamberoni e Pepperoncino, pois remete à tradição e aos sabores da costa de Santa Cruz e da Ericeira. A focaccina como entrada, a salada La Pompa e o Linguini com Gamberoni e Pepperoncino são os três pratos que marcam a carta”. Mas, tratando-se de uma pizzaria não podemos esquecer as nossas vedetas, as pizzas, “sendo as mais emblemáticas a San Pietro, com Mozarela de Bufala, queijo Taleggio DOP e presunto de Parma, a Extravaganza com pancetta e camarão e a Di Giullia com o nosso ragú Bolonhesa, ovo e azeitonas”. Não obstante à qualidade dos ingredientes usados nas pizzas, que semanalmente chegam de Itália, como os queijos, as farinhas, os enchidos, o presunto, o tomate e a mozarella de bufala, o segredo da pizza da San Pietro, está na receita do empasto, no método usado na levedação, e na fermentação lenta, que no mínimo são 48horas, e que tornam a pizza leve, crocante e de fácil digestão. Tudo bem ‘regado’ com “o Prosecco, um espumante italiano da zona de Veneto ou a sangria de Prosecco com frutos vermelhos, que tem muito sucesso”, acrescenta o proprietário. Quem preferir produto nacional pode optar pela “carta de vinhos, que para além das opções italianas, o destaque são os vinhos da região do Oeste, já que somos estabelecimento aderente à Cidade Europeia do Vinho”. Para sobremesa não podem perder “dois clássicos italianos, a pannacotta e o tiramisú. A pannacotta não foge em nada ao original, o único toque é a alternativa à cobertura de framboesa, a cobertura de manga. O tiramisú destaca-se pela qualidade dos biscoitos, Savoiardi, que vêm de Itália, e pela base de queijo mascarpone, que andámos meses para conseguir chegar ao resultado final. Fugindo aos tradicionais, temos a nossa sobremesa de referência, a Terra, que é uma mousse de lima e manjericão com crumble de oreo servida num vaso, que faz alusão aos Manjericos dos santos populares nomeadamente ao nosso padroeiro, o São Pedro”. Mais do que servir refeições, o que os motiva é “a pizza con passione. A paixão que colocamos no nosso trabalho, no dia a dia, nos pequenos detalhes e que se reflete no brio, que nós damos àquilo que fazemos e à forma como recebemos”, afirma. Quando pensaram em avançar para a pizzaria, sabiam bem o que pretendiam, Rafael e Susana tiveram formação com um mestre pizzaiolo, com quem tiveram a oportunidade de conhecer todos estes segredos e técnicas. O nosso interlocutor deixa o convite “queremos que a nossa casa, seja na região do Oeste uma referencia de qualidade, e que proporcione aos nossos clientes uma experiencia daquilo que melhor se faz em Itália, porque efetivamente é aquilo que nós queremos transmitir, a genuinidade da gastronomia italiana”.


TABERNA 22

“O MEU OBJETIVO É QUE O CLIENTE SAIA DAQUI SATISFEITO” Em Torres Vedras, encontra-se o Taberna 22, restaurante, tapas e wine bar. Aqui a variedade é conjugada com a qualidade, preços acessíveis e um ambiente agradável. Bruno Ferreira falou-nos do seu projeto, que é uma referência na localidade.

22

22 era o número que Bruno Ferreira levava nas costas quando jogou pelo Sporting Clube de Braga. Regressou à terra que o viu nascer, Torres Vedras, para fundar o seu projeto por conta própria, baseando-se na experiência já adquirida no restaurante que os pais detinham: o Taberna 22 é restaurante, tapas e wine bar, um conceito que se distingue dentro do setor da restauração. “É diferente do habitual. Este restaurante tem uma ligação forte ao vinho e às tapas, para além da gastronomia tradicional de peixe e carne”, confirma o proprietário e gerente. Aqui encontramos uma garrafeira com mais de 200 marcas de vinho. “Sou eu que os escolho, tento conhecer cada vez mais marcas e ter uma gama bastante variada. O cliente tem a possibilidade de beber vinho ao copo, o que lhe permite provar mais do que um vinho na mesma refeição. O público atualmente está mais disposto a conhecer e a provar”. Os vinhos provêm de diversas regiões, inclusive da localidade de Torres Vedras. “Se o cliente me pedir, tento aconselhar um vinho dentro dos seus gostos, com boa relação qualidade/ preço, e que se diferencie do que está habi-

tuado a beber. Também conjugo com o prato que estou a servir, cada vez mais as pessoas querem saber qual é o vinho que combina com aquele prato”. Durante a semana, o Taberna 22 serve menus económicos durante a hora de almoço, dirigidos ao público trabalhador que tem tempo limite para almoçar. “Fazemos pratos do dia um bocadinho diferentes do habitual”, são menus muito acessíveis e que incluem bebida, entradas e café. “Também temos toda a carta sempre disponível, a qual tem muita variedade, e aos jantares trabalhamos sem esses menus”, acrescenta Bruno Ferreira. Por entre tanta escolha, é difícil recomendar um prato, mas pode sempre optar pelo ‘Bacalhau à Taberna 22’, inspirado pelos tempos de Bruno Ferreira no Sporting Clube de Braga, com um caráter minhoto. Neste restaurante, toda a carne é recomendada, nomeadamente a costeleta de vitela, o rosbife e todos os bifes. “Procuro sempre oferecer qualidade e um preço que corresponda à mesma”. A apresentação dos pratos confere um apelo visual para complementar o paladar: “temos bons produtos que são servidos com uma boa apresentação, afinal os olhos também comem”. Também as sobremesas são caseiras, destacando-se o bolo de chocolate da casa e o leite creme. Podemos encontrar Bruno Ferreira na cozinha todos os dias, em conferência com os chefs, “sempre a tentar inovar e melhorar, para que os nossos clientes frequentes consigam ter uma alimentação variada, cada vez mais saudável

e abrangente”. Este trabalho de equipa estende-se a todos os colaboradores. Se um prato tradicional não é o que pretende, as tapas também são muitas e variadas: ovos com farinheira, ovos rotos, polvo à espanhola, pica pau, cogumelos gratinados, presunto de pata negra, entre outros. As tapas são uma opção bastante popular, principalmente ao fim de semana. “Permitem provar um bocadinho de cada coisa, beber um copo de um vinho e depois beber um copo de outro. Acaba por ser mais agradável para reunir amigos, conviver, descontrair um bocadinho enquanto se vai petiscando”. O ambiente informal permite isso mesmo. A Taberna 22 é confortável, agradável e airosa. É adequada a todo o tipo de público, desde famílias, a grupo de amigos e até a quem queira ir sozinho. O proprietário e gerente tem um objetivo principal: “que o cliente saia daqui satisfeito”. Bruno Ferreira confessa que o Taberna 22, fundado no pico da crise há cinco anos, está a corresponder às expectativas, no entanto, ambiciona dedicar-se a outros projetos, quando tiver tempo.

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MOINHOS DA CAPUCHA

AS MEMÓRIAS IMPULSIONAM A DESCOBERTA DE NOVOS SABORES Moinhos da Capucha - Produtos Tradicionais é uma marca que tem por objetivo a produção e comercialização de produtos regionais e tradicionais portugueses. Mas falar de Moinhos da Capucha, é falar de Ana Duarte, uma mulher inspiradora que, com criatividade e paixão, cria e produz em perfeita sintonia com a tradição e a natureza uma panóplia de produtos com sabores surpreendentes e sempre com uma história para contar.

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A paixão pela cozinha está presente desde sempre nas memórias e no legado familiar de Ana Duarte, ao que se junta um dom natural de interpretar e reinventar as receitas, e criar produtos que aliam os sabores da tradição com a excelência dos novos sabores. Depois de um percurso ligado ao ensino e à contabilidade, Ana Duarte, decidiu enveredar, em 2010, pelo fabrico de produtos tradicionais e licores. Torres Vedras região de vinhos, foi o mote para um dos primeiros produtos que criou, o “bolo de vinho” inspirado nas sopas de cavalo cansado, juntando ao pão, vinho e açúcar, ovos, maçãs, nozes, mel e especiarias. Seguiu-se o licor de vinho e as trincas, numa vertente rural e ligada à região. “As trincas são feitas de farinha integral tem três variedades: queijo da ilha, orégãos e sementes de chia; manjericão, tomate seco e amendoim;

e pimenta, azeitonas e alecrim. Estas três variedades criaram sabores completamente distintos num produto que surpreende sempre, pelo sabor e pela textura” e “indicadas para a degustação de vinhos”, realça Ana Duarte. A Moinhos da Capucha numa boa recetividade por parte da Câmara Municipal, foi sendo convidada para diversas feiras e eventos, inclusive porque além desta área dos vinhos, Ana Duarte desenvolveu produtos e conteúdos noutras áreas importantes da região que são o Carnaval com o ”Licor do Caraças-O mata bicho da matrafona®” e as Linhas de Torres. Focando-se na bravura e valentia dos intervenientes da batalha, pediu a uma amiga, a artista plástica Olga Neves, que partilha o dom da criatividade e paixão pelo que faz, que lhe criasse duas marionetas, um Napoleão e um Wellington, que se juntam à linda raposa que a acompanha em diversos eventos. “Estas personagens ilustram o que eu faço e quando estou em determinados eventos, enriquecem a minha história”. Assim surge o bolo de chocolate

ana.duarte@moinhosdacapucha.pt • Tlm.: 933 125 833 Facebook- Moinhos da Capucha • www.moinhosdacapucha.pt

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Linhas de Torres que está na génese da estória da invasão de Napoleão a Portugal, com o objetivo “omisso” de conseguir tal receita para alegrar a sua amada Josefina. Um bolo de chocolate singular já que captou a atenção da Chef Marlene Silva numa das edições das Festas da Cidade de Torres Vedras. Ainda ligada às Linhas de Torres, Ana Duarte criou a Tarte do Desassossego, à base de chícharos, mel, limão e canela, que surpreende sempre. As merendinhas do socorro inspiradas na Serra no Socorro, na pastorícia, na LandArt e na visita dos seniores, é mais um dos produtos criados com simplicidade de sabores: farinha, tomate seco, azeitona e queijo. Há dois anos, Ana Duarte começou a fazer compotas com vinho: pera rocha com Touriga Nacional, maçã reineta e Arinto, e frutos silvestres (amoras, framboesas, mirtilos, groselhas) com Cabernet Sauvignon. A Uvada é desde sempre um dos produtos ex-libris da Moinhos da Capucha, feito a partir do mosto da uva e de maçãs, sem adição de açúcar. Recuperando a tradição, hoje, Ana Duarte faz Uvada seleccionando as castas, procurando nelas as caracteristicas que deseja imprimir ao sabor final da “sua” uvada, Touriga Nacional Castelão, Sirah, Merlot. Quem sabe outras experiências possam vir a surpreender, até porque é um “doce com grande potencial na economia local”. Quanto ao futuro da Moinhos da Capucha, passa pela abertura, em breve, de um espaço de fabrico e venda ao público, em Torres Vedras e assim continuar a criar e produzir sempre com raízes na tradição, com criatividade e ligação à região e ao que a distingue, com um toque de modernidade, porque “o gosto do presente reside nos sabores do passado”.


FERREIRA DA SILVA IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO SA

“A FRUTIFICAR O MUNDO” Produtores, exportadores, importadores e ainda transportadores, a Ferreira da Silva Importações e Exportações, S.A é uma empresa bastante completa. Com cerca de 150 colaboradores, conseguem estar presentes em três continentes: Americano, Europeu e Africano, levando o que de melhor se produz na zona do Oeste. Vítor Fonseca, Susana Marques e Vítor Nunes são os administradores da empresa. Susana Marques fala-nos da história, do presente, dos desafios constantes e daqueles que ainda estão por vir.

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Recuemos três décadas. Como é que tudo começou? Começámos como uma empresa importadora de mangas, depois fomos evoluindo para os outros frutos exóticos, ou seja, trabalhávamos sempre com fruta fora de época. Quando não havia, nós importávamos… Primeiros os exóticos, depois os citrinos, as maçãs e as pêras e fomos mantendo, basicamente, uma empresa importadora. A determinada altura, começámos a trabalhar na exportação. Entretanto, Vítor Fonseca, um dos administradores, veio para Portugal há cerca de 20 anos. A importação continuou e, a pouco e pouco começámos na área da exportação, área essa que há cerca de 15 anos se tornou a mais forte do grupo. A crise de 2005 trouxe-nos uma queda nas compras, pois os frutos exóticos eram demasiado caros, pelo que tivemos que fazer uns reajustes e rever estratégias. Então, apostamos em produtos mais económicos e acessíveis às pessoas, nomeadamente a pêra e da maçã. Entretanto, apostamos na produção, adquirimos uma quinta no Cadaval e no ano passado deu-se a nossa primeira colheita de pêras e maçãs, num terreno de 100 hectares, com uma produção de 4 mil a 5 mil toneladas. Temos feito investimentos, por-

SUSANA MARQUES

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que tivemos que nos reinventar, ao longo destes anos. Qual é o segredo que vos leva a reinventar? A parceria. Aqui, a parceria é muito importante, a do Vítor Fonseca com a do Vítor Nunes, ambos complementam-se muito bem, pois um é aventureiro e o outro mais analista. Também como empresa importadora acabamos por ter muitos contactos no exterior, que nos ajudam a perceber o que podemos fazer. Esse intercâmbio é útil nesta fase e nesta área para conseguirmos encontrar outros mercados. Ainda continuamos à procura. Agora temos o Brasil como um grande cliente, mas que também está a passar por uma fase mais crítica. Quais os mercados onde vocês estão presentes, neste momento? Estamos na América Latina, nomeadamente no Brasil, Costa Rica, e ainda em Marrocos e no Canadá. Estamos também na Europa, em Inglaterra, Irlanda, França, Espanha e Alemanha. Também já estivemos na Ásia e estivemos na Rússia… O embargo da Rússia foi um grande choque, pois representava 50 por cento das nossas exportações, por isso tivemos de procurar outras alternativas. Passado estes anos vemos que tem sido uma aprendizagem, fez-nos ir para outros mercados, que até aí não explorávamos. Que clientes vos procuram? Grossistas basicamente, empresas importadoras, alguns supermercados, hipermercados, mas principalmente empresas com grandes dimensões, que sejam importadoras. Alguns são intercâmbios dos contactos que já temos e outros clientes procuram-nos, porque querem especificamente esse produto e nós temos a vantagem da pêra rocha não estar em mais


nenhum sítio, é algo muito local e que realmente as pessoas procuram. Penso que conseguimos criar uma embalagem muito apelativa, que são uns sacos que parecem uns cestinhos e que as pessoas gostam. Estivémos em Berlim, numa feira, e as pessoas ficaram encantadas com os sacos e alguns até estavam vazios. Em que zonas do país estão presentes? Nós estamos presentes em todo o país, abastecemos praticamente todos os supermercados e hipermercados e temos postos de venda no MAC (Mercado Abastercedor de Coimbra) e MARL (Mercado Abastecedor Região Lisboa). O resto é mesmo distribuição.

Com toda a mudança que tivemos, temos várias marcas de exportação, mas neste momento a que damos mais enfoque é ‘A Portuguesa’

Vocês são uma empresa que importa, exporta, produz e transporta. É caso para dizer que fazem tudo? Sim, somos uma empresa transportadora, fazemos transportes em Portugal e pela Europa. O facto de transportarmos tem uma mais-valia nisso, porque nós como temos a mercadoria fazemos os nossos próprios transportes e podemos fazer também para outros. Acabou por ser uma estratégia para rentabilizar.

Vocês tem marcas vossas, por exemplo, a Doce Mel, como é que surgiu? A Doce Mel surgiu na base nos exóticos. Neste momento, estamos a trabalhar no registo da marca ‘A Portuguesa’, que é a marca que usamos na exportação, com a pêra e com a maçã. Pois a Doce Mel teve que ver com o facto de ser fruta doce, mas muito na linha do tipo de produtos que tínhamos. Hoje em dia, com toda a mudança que tivemos, temos várias marcas de exportação, mas neste momento a que damos mais enfoque é ‘A Portuguesa’. Começou pelo Brasil, pois referiam que, em relação à pêra, “eu quero é a portuguesa” e assim ficou. No fundo esta marca é para dar a conhecer a Ferreira da Silva no mercado externo. Qual é o vosso lema de ação? Por acaso temos um, e que eu acho que nos inspira, que é “frutificar o mundo”. Acho que é uma frase inspiradora e trabalhamos para isso, para nos expandirmos e para levarmos, realmente, os nossos produtos mais longe.

Como descrevem este mercado? É um mercado muito competitivo, há muita concorrência e é um mercado em que temos que estar muito atentos, porque há muitos fatores que nos podem influenciar. Claro que, sendo uma empresa exportadora já não estamos dependentes só do mercado nacional, estamos também dependentes do mercado internacional, porque a qualquer momento pode haver alguma mudança nos países que são nossos clientes e que possa abalar a comercialização e temos estar muito atentos a tudo o que se passa no mundo todo. Vivemos uma época global! Hoje em dia, é tudo muito rápido, hoje não há um tempo de adaptação, nada se pode preparar com grande antecedência. A pêra rocha está na moda? Penso que sim, e a projeção que estamos a ter será uma mais-valia para o nosso produto. Uma vez que Portugal está na moda, a pêra rocha vai atrás. E quais os projetos para futuro? Vamos fazer novas plantações de maçã e pêra, vamos produzir no norte a maçã de montanha, estamos a trabalhar nesse projeto e fizemos aqui um investimento de 4,5 milhões na fábrica, para alargar a capacidade de armazenamento. Adquirimos alguns equipamentos novos, pois temos que diversificar um pouco. A maçã é o produto que mais se vende no mundo e as variedades que temos são aceites em muitos países enquanto que a pêra não, ainda há resistência e algumas limitações pelas suas próprias características.

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HOST HOTEL SYSTEMS

HOST, SOFTWARE QUE COBRE TODAS AS NECESSIDADES DE UM HOTEL A Host Hotel Systems (HHS) é uma empresa, com sede em Torres Vedras, direcionada para o desenvolvimento de software dedicado à hotelaria e restauração. João Paulo Rodrigues, diretor de marketing, apresentou à Portugal em Destaque, a empresa que se tem tornado numa referência no mercado nacional. necessidade de fazer o desenvolvimento de software criar um software adaptado ao mercado português e é a partir desse momento que a HHS ganha uma nova ascensão e preponderância.

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JOÃO PAULO RODRIGUES

A versão 10i, é uma versão que funciona através do browser e pode funcionar tanto localmente como em sistemas cloud, onde integra num único programa todas as funcionalidades

Por detrás do sucesso está uma história que prova que para se chegar ao topo é necessário desbravar novos caminhos. A Host Hotel Systems é a prova que os bons empreendedores são aqueles que conseguem agarrar uma boa necessidade de mercado e a transformam numa realidade de negócio moldada às suas constantes exigências. Foi o que esta empresa fez há 23 anos atrás, abraçando o desafio do negócio de software na indústria hoteleira. Mas, entre o princípio desta história e o seu estágio atual, há todo um percurso de desafios e dificuldades próprias de quem sai da universidade e se vai ajustando ao mercado. A empresa nascia em 1994, inicialmente sobe a denominação de Bilógica, quando dois recém-licenciados - um na área de gestão e outro na área da engenharia eletrotécnica – assumiram a necessidade de entrarem no mercado de trabalho e decidiram arriscar abrir uma empresa ligada às novas tecnologias, com foco nos sistemas de apoio à gestão do ramo da hotelaria. Os primeiros passos foram feitos através da representação de algumas marcas internacionais, deixando na prateleira a grande paixão do desenvolvimento de software. Depois de um início atribulado voltaram às raízes quando sentiram a

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Software 100 por cento nacional Ao longo dos tempos, o desenvolvimento hoteleiro foi-se inovando. A tecnologia teve um crescimento exponencial. Certo é que a Host foi marcando presença com a excelência dos serviços e, essencialmente, pelas funcionalidades do software desenvolvido. No entanto, o passo mais preponderante da HHS era dado com a aposta em aproveitar todo o conhecimento adquirido e de criar, de raiz, um novo software adaptado às novas facilidades tecnológicas. Assim, nasce a atual versão do software da HHS, o Host 10i, um produto completamente criado entre fronteiras lusitanas, integralmente adaptado ao mercado hoteleiro português. A tecnologia tem reinventado muitos dos setores, porém o do turismo foi um dos que mais sentiu esse impacto. Criou novas oportunidades e desafios para os desenvolvedores de softwares. As mudanças implementadas pela AT, autoridade tributária, onde a legislação passou para o software a responsabilidade de fiscalização, acabou por dar um empurrão para a aceitação da versão 10i. Certo é que Portugal entrou na rota turística. O nosso país tem vindo a registar recordes de estrangeiros recebido. Para receber bem há que ter uma máquina bem oleada e isso só é possível se a tecnologia for uma aposta. A HHS tem aproveitado esta onda do setor devido à sua rápida capacidade de desenvolvimento de novas soluções, respondendo às constantes solicitações dos hoteleiros. Uma equipa preparada para satisfazer o cliente A excelência do serviço está em permanência na linha da frente, em que os recursos humanos são o ativo mais valioso da empresa e onde a Host tem investido bastante. sendo neste momento a empresa que mais técnicos tem a trabalhar só para o setor da hotelaria. Para manter o rigor na qualidade e a excelência do serviço, a formação é constante, tanto para que a equipa conheça detalhadamente o software e a sua progressão como para conhecer o mercado hoteleiro. Conheça o software A Host desenvolveu um software integrado que cobre praticamente todas as necessidades de um hotel. Falemos da espinha dorsal, o PMS (Property Management System) 10i Host, um software destinado ao ramo da hotelaria e a todas as suas


exigências. É responsável pelas reservas, gestão de alojamento, housekeeping, relatórios, análise de vendas, entre outras funcionalidades. É um software muito personalizado ao perfil de cada hotel e suas reais necessidades. A versão 10i, é uma versão que funciona através do browser e pode funcionar tanto localmente como em sistemas cloud, onde integra num único programa todas as funcionalidades. Para além de uma interface simplificada, pode ser acedido através de qualquer tipo de dispositivo (desktop, pc portátil, tablet ou telemóvel). O Host POS 10i é destinado à restauração e permite a gestão de preços e menus, pedidos via tabet e/ou smartphone, faturação e a integração com o PMS. O 10i Host EMS destina-se à gestão de eventos e catering, com o controlo e gestão de espaços e eventos. Entre outros softwares, destaque também para o HStays, destinado unicamente ao aloja-

mento local, uma versão mais light que abrange apenas os serviços básicos que é destinado a este mercado. O Futuro Para concluir, e não esquecendo as perspetivas futuras, a Host Hotel Systems tem como principal objetivo consolidar o mer-

cado nacional, apostando na qualidade de serviço e assistência técnica. Também pretende focar-se ainda mais na internacionalização, sempre com uma seleção rigorosa dos mercados e em busca de parceiros fortes que contribuam para um contínuo crescimento muito bem sustentado. Com uma inovação constante, o desafio é a superação regular acompanhando sempre as constantes exigências do setor.

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INFORANTUNES

SOLUÇÕES INFORMÁTICAS DE DISTINÇÃO A Inforantunes é uma empresa que vigora no mercado nacional desde 1997. Com o foco baseado no setor empresarial, este negócio surge como meio para agilizar todos os processos que envolvam os sistemas informáticos dos estabelecimentos dos seus clientes.

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Hélder Antunes é o administrador e fundador da Inforantunes, sediada na Lourinhã. Começou por trabalhar desde cedo na restauração, como trabalhador-estudante e foi daí que percebeu que existia uma carência do mercado no que dizia respeito à assistência informática. Finalizou os estudos na área da informática e prosseguiu o seu caminho iniciando, em 1997, a atividade da Inforantunes. Começou precisamente com o foco na restauração e rapidamente foi expandindo e especializando-se em todos os ramos empresariais, principalmente o retalho e a contabilidade. À medida que foi crescendo, foi-se adaptando às exigências do mercado, acompanhando sempre o avanço tecnológico e digital: “esse acompanhamento é essencial, temos de saber ler o mercado para satisfazer a procura”, explicou Hélder Antunes. No que concerne às soluções que oferece, a empresa é perita na área da informática disponibilizando serviços de redes, telecomunicações, vigilância, hardware e software (incluindo criação e desenvolvimento de interfaces e programas). Hoje, 21 anos depois de abrir portas tem uma equipa de 14 colaboradores capaz de acompanhar as exigências dos seus clientes, mantendo a qualidade que permitiu à empresa, manter a sua sólida posição no mercado. Atualmente a informática desenvolve importantes parcerias no mundo dos negócios, as empresas dependem quase em absoluto dela para funcionarem, a competitividade e as leis cada vez mais rigorosas assim o obrigam, em suma, se a informática não funcionar as empresas param, o que não pode acontecer. A importância de ter o parceiro certo no suporte informático é crucial nos dias de hoje, mais que uma empresa de informática, a Inforantu-

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nes responde e implementa soluções que mantêm os seus clientes operacionais. No desempenho do seu dia a dia, estabelece uma relação de proximidade com o seu cliente, conquistando a sua fidelização através das respostas rápidas e eficazes que oferecem. “O que nos distingue é a prontidão, seja na assistência ou em qualquer outra área”, destacou Hélder Antunes. Num ramo em que a funcionalidade e acessibilidade de utilização do software é essencial, o gerente não deixou de destacar algumas parcerias com a XD , Zone Soft , Eticadata, Winrest e da Grenke. Do agora, para o futuro – A aposta no Cashlogy Na procura de se adaptar às exigências do mercado surgiu a parceria com a Azkoyen através da marca Cashlogy. Trata-se de um equipamento autónomo construído para melhorar o atendimento e o pagamento em qualquer estabelecimen-

to. “Tudo o que é retalho procura e tem a necessidade de ter uma máquina destas. É algo que fará parte do futuro”, destacou Hélder Antunes. De facto, esta oferta revela-se uma grande vantagem, desde o fecho de contas sempre certo até um atendimento mais eficiente e rápido. A gestão de caixa é feita ao segundo e o cliente faz o pagamento diretamente à máquina. Um negócio que se tem revelado uma mais valia a todos os clientes que acabaram por implementar uma destas máquinas nos seus estabelecimentos, garantiu o gerente. Ainda que esta seja uma aposta recente, Hélder Antunes revelou, em jeito de conclusão, que o futuro passará em expandir e melhorar o serviço especializado na área da hotelaria.


O Montijo foi, em tempos, uma terra fortemente marcada pelo setor primário. Quando o país começou a apostar mais na indústria transformadora e nos serviços, esta terra perdeu alguma da sua pujança económica, mas ainda assim contava com a presença de alguns empresários para gerar dinâmica financeira para a região. Felizmente, os serviços conseguiram assegurar trabalho e a qualidade de vida da população manteve-se. Neste momento, o Montijo representa um excelente local para residir, com imóveis de qualidade, garantia de serviços, nomeadamente creches, jardins infantis e dinâmica cultural capaz de levar famílias a mudarem-se para a região. O Montijo está a renascer e a tornar-se num excelente local para viver e trabalhar. Venha conhecer esta terra que se soube reinventar e, quem sabe, fique pelo Montijo!

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DO LADO DE LÁ DO RIO


UNIÃO DE FREGUESIAS DE PEGÕES

UMA FREGUESIA RURAL, REJUVENESCIDA E EMPREENDEDORA Nacional e internacionalmente conhecida pelos vinhos de extrema qualidade que no seu território se desenvolvem, a União das Freguesias de Pegões é uma freguesia em crescimento, onde a qualidade de vida acontece.

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A União das Freguesias de Pegões é uma freguesia do concelho de Montijo com 79,77 km2 de área e 3.913 habitantes (2011). Resulta da agregação das antigas freguesias de Santo Isidro de Pegões e Pegões, aquando a reorganização territorial autárquica de 2013. Em entrevista à Portugal em Destaque, António Miguens, presidente da junta de freguesia e com funções executivas na mesma há mais de 30 anos, dá-nos conta de uma localidade onde história e modernidade andam de braço dado. Vejamos que, nos anos 50 do século XX, foi em Santo Isidro de Pegões que se

implantou o maior projeto de colonização interna realizado em Portugal – o Colonato de Santo Isidro de Pegões – de arquitetura bastante singular, que permitiu a fixação de 205 famílias e que tinha como objetivo a colonização de terrenos e o desenvolvimento agrícola. Atualmente, as infraestruturas coletivas edificadas de apoio à colónia, como

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ANTÓNIO MIGUENS

as escolas primárias, centros de convívio e sociais, posto médico e igreja, constituem um importante património arquitetónico – uma verdadeira “aldeia moderna” – assinada pelo arquiteto Eugénio Correia (1897-1985). A agricultura está, portanto, na génese desta freguesia e tem, ao longo dos anos, passado

Na União das Freguesias de Pegões, destacam-se as extensas vinhas – que dão origem ao premiado vinho de Pegões por diversas mudanças. Hoje, na União das Freguesias de Pegões, destacam-se as extensas vinhas – que dão origem ao premiado vinho de Pegões – bem como as muitas explorações agrícolas e pecuárias. Há também novas culturas a surgir, fruto do empreendedorismo não só de locais, como de portugueses de outras regiões do país que rumam até Pegões para desenvolverem culturas de flores (que já dão emprego a cerca de 200 pessoas), framboesas (já mais de 100 hectares) e de mirtilos. “Em termos de emprego, somos uma freguesia em que só está no desemprego quem quer.

Há muita oferta de trabalho no setor agrícola. E como a mão de obra portuguesa escasseia, assistimos cada vez mais ao fenómeno da chegada de pessoas de países como a índia, Nepal ou Bangladesh, que rumam até Pegões e aqui se instalam com as suas famílias”, revela António Miguens. Pegões é, portanto, uma freguesia cada vez mais jovem e dotada de todas as infraestruturas essenciais, garantindo que os seus habitantes usufruam de uma verdadeira qualidade de vida: “temos 13 salas de aula do primeiro ciclo nesta freguesia, o que significa que, embora sejamos uma freguesia rural, não somos uma freguesia muito envelhecida. Além disso, temos quatro jardins de infância, dois deles com lotação máxima (25) e outros dois com cerca de 15 crianças cada um. Somos uma freguesia em crescimento”, congratula-se o presidente da União das Freguesias de Pegões. António Miguens termina esta entrevista com uma mensagem de agradecimento aos habitantes de Pegões: “quero agradecer a todos os que me apoiaram e que estiveram comigo durante estes 30 anos em que tive funções executivas na freguesia. Dei o melhor de mim e acho que a freguesia não ficou a perder. Abracei esta causa com muito carinho e muita paixão e desejo a todos as maiores felicidades . Pegões tem futuro”.


FREGUESIA DE CANHA

FREGUESIA DE CANHA PROCURA RENASCER Pertencente ao concelho do Montijo, a freguesia de Canha apresenta-se como uma freguesia rural, que conta com cerca de dois mil habitantes. Armando Piteira, presidente desta Junta de Freguesia, encontra-se no terceiro mandato e foi com ele que estivemos à conversa por forma a conhecermos um pouco mais sobre Canha.

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Nesta freguesia rural, a agricultura e a pecuária assumem-se como as principais atividades económicas e a base de rendimento dos seus habitantes. No entanto, tendo em conta o envelhecimento da população e a migração de jovens para as grandes cidades, estas atividades atravessam uma fase difícil no que à mão de obra diz respeito. “Vale-nos a afluência de imigrantes, oriundos no Nepal e da Índia, que têm colmatado esta enorme falta de pessoas para trabalhar”. A juntar a esta realidade demográfica, o autarca também lamentou o desprendimento com que os jovens vivem as suas terras-natal. “Infelizmente os jovens de hoje não se interessam pelas suas raízes e preferem migrar para outras cidades, abandonando as suas freguesias que tanto precisam deles”. A freguesia, que deve o seu nome ao facto de se encontrar numa região com grande profusão de canas, conta com cerca de 600 hectares de vinha, produção de leite e suinicultura. Aqui há qualidade de vida e em breve surgirão novidades que tornarão esta locali-

EXECUTIVO

dade ainda mais atrativa. “Estamos a construir uma ETAR e irá ser implementado um estabelecimento prisional no nosso território”, confidenciou-nos. Sobre este último, e apesar das opiniões serem contraditórias, Armando Piteira alertou para as mais-valias deste empreendimento. “Tudo o que seja uma megaestrutura tem aspetos positivos e aspetos negativos e nós cá

estamos para minimizar os aspetos negativos. No entanto, temos de ter em consideração que esta infraestrutura vai trazer emprego, melhores acessibilidades, mais pessoas, mais meios de transporte, mais construção e mais condições para fixar os jovens”. Para os que pretendem visitar esta freguesia recheada de casarios de traça única, pode e deve fazê-lo, pois, para além de bem provida de serviços (Bombeiros, GNR, Correios, Centro de Dia, Lar, Escola, Santa Casa da Misericórdia e Casa do Povo), das boas acessibilidades (muito perto quer de Lisboa, quer de Setúbal), várias são as ofertas ligadas ao agroturismo e turismo rural na região. Para além disso, no primeiro fim de semana de setembro realizam-se, aqui, as festas populares e, a meio de agosto, a feira medieval.

“ Temos de ter em consideração que esta infraestrutura vai trazer emprego, melhores acessibilidades, mais pessoas, mais meios de transporte, mais construção e mais condições para fixar os jovens”

RUA JOÃO TOMÁS PITEIRA 2985 - 021 CANHA Tlf.: 265 897 164 geral@jf-canha.pt www.jf-canha.pt

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ESCOLA PROFISSIONAL DE ALMADA

MINISTRO DA EDUCAÇÃO VISITA ESCOLA PROFISSIONAL DE ALMADA “A EPA é um belo exemplo do Ensino Profissional no país”. Foi assim que no passado dia 13 de setembro o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, sintetizou a sua visita à Escola Profissional de Almada, acompanhado pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, e pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros.

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Na ocasião, o ministro da Educação aproveitou a visita para reconhecer e valorizar o Ensino Profissional, afirmando que “temos apostado no Ensino Profissional, que é um ensino de corpo inteiro, e temos apostado em não o secundarizar, em não o tornar periférico”. Durante a visita às instalações, nomeadamente aos laboratórios, oficinas e salas de aula, a comitiva ministerial teve a oportunidade de conversar com alunos, professores e membros da direção da EPA, os quais deram a conhecer os vários projetos em que a Escola está envolvida. Os alunos foram os principais intervenientes, mostrando os seus projetos e a forma como se desenvolvem competências, numa aprendizagem com significado e em estreita ligação com o meio envolvente.

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JORGE SINTRA

De acordo com o ministro, “o Ensino Profissional permite ter, por um lado, uma certificação académica e, por outro, uma qualificação profissional”, uma mais-valia para os alunos que frequentam este tipo de ensino, pois “a nossa sociedade, a nossa economia e o nosso mercado de trabalho precisam de alunos que saiam do ensino profissional”. Tiago Brandão Rodrigues acrescentou ainda que “as nossas universidades e o ensino politécnico precisam verdadeiramente de alunos que também saiam do ensino profissional”. Assim sendo, um dos grandes objetivos do Governo é que “50 por cento dos nossos alunos que terminem o ensino secundário o possam fazer por vias profissionais” e para isto colocou termo à “discriminação marcada” de alunos do ensino profissional e do ensino artístico “quando tentavam entrar no ensino superior, com barreiras sucessivas, tendo mesmo que fazer exames de disciplinas que não eram lecionadas nos seus currículos”. O ministro sublinhou ainda que com entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de julho, “podemos novamente fazer com que os alunos do ensino artístico e profissional possam ver reconhecido o seu percurso curricular e eliminarmos barreiras no acesso ao ensino superior”. Ao longo da visita, foram relembradas as origens da Escola e os seus objetivos futuros. A EPA nasce a partir de um protocolo entre a Lisnave e o Ministério da Educação, pondo assim ao serviço da comunidade uma estrutura de formação profissional criada no início dos anos 70. Inicialmente com uma oferta formativa ligada fundamentalmente às áreas tradicionais do estaleiro da Margueira, a EPA foi adaptando os seus cursos às necessidades do mercado, tornando-se numa referência no que ao ensino profissional local e regional diz respeito. Nesta escola, um curso profissional tem de possuir, obrigatoriamente, uma forte componente prática e uma grande ligação ao mundo do trabalho. Para isso, possui todos os equipamentos necessários para recriar as condições que os alunos vão encontrar mais tarde: uma oficina com 3.000 metros quadrados, laboratório de AutoCAD, laboratórios de Eletrónica e Mecatrónica, laboratórios de Pneumática, Hidráulica e Automação, e laboratório de CNC. A nível dos formadores da componente técnica e prática, a escola tem o cuidado de


recrutar profissionais com experiência nas diferentes áreas. Sempre atenta aos desafios que a sociedade vai colocando, a EPA foi uma das escolas que abraçou de imediato o projeto-piloto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, legitimando muitas das suas práticas pedagógicas que já vinha desenvolvendo há algum tempo e promovendo melhorias no processo de ensino-aprendizagem. A Escola continuou a apostar em metodologias ativas de aprendizagem, no trabalho colaborativo e no desenvolvimento das competências preconizadas no Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, fomentando a qualidade de ensino e o sucesso dos alunos. “No primeiro ano, chegam relutantes e pensam que vão, mais uma vez, frequentar uma escola normal. Há alunos que nos chegam com mais de 10 anos de ensino regular. Gradualmente começam a perceber que esta escola é diferente. Veem que têm disciplinas práticas e começam a perceber que há certas aptidões que eles têm que nunca foram valorizadas antes e que agora o são. E muitos começam a achar que afinal a escola é uma coisa boa. Felizmente muitos alunos retomam o seu caminho, ganham o gosto pela escola e conseguem, a partir daqui, refazer as suas vidas”, considera o diretor, Jorge Sintra. Também o grau de empregabilidade é um importante indicador de sucesso: à saída da escola, a taxa ronda os 80 por cento. “E ao contrário do que acontecia no passado, a tendência agora é para que cada vez mais alunos prossigam os seus estudos, enveredando no ensino superior”, revela Jorge Sintra. No ano letivo que agora se inicia, a EPA possui cerca de 300 alunos, distribuídos por 14 turmas, a frequentar os cursos de Eletrónica, Automação e Comando, Manutenção Industrial/Eletromecânica, Mecatrónica Automóvel e, pela primeira vez este ano, Animação de Turismo. “Ao longo destes anos tivemos necessariamente de fazer uma evolução, não fazia sentido continuarmos sempre com as mesmas ofertas. Assim, vamos tendo cursos diferentes, mas sempre com uma preocupação: ter cursos que correspondam a uma necessidade”, afirma o diretor da EPA. Para além do curso de Animação de Turismo há, também este ano, o Curso de Educação e Formação (CEF) de Serviço de Andares em Hotelaria, que dá equivalência ao nono ano. São duas novidades que foram muito bem recebidas, com as turmas a ficarem completas rapidamente. Em forma de síntese, Jorge Sintra deixa uma mensagem de orgulho enquanto diretor da EPA: “gostaria de sublinhar a motivação e o entusiasmo que este trabalho provoca, quer a mim enquanto diretor, quer nos próprios professores e mesmo nos funcionários, através dos laços que se criam com os jovens. Sentimos o reconhecimento por parte deles e por parte das famílias e é isso que nos permite ultrapassar os momentos menos bons. Vê-los, depois, com os seus percursos profissionais e pessoais perfeitamente estruturados e bem orientados é motivo de muita satisfação e é um grande orgulho que temos”.

Av. Aliança Povo-MFA, Margueira | 2800-253 ALMADA | Telefone: 212 739 280 / 1 | E-mail: geral@epalmada.pt | www.epalmada.pt

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ESCOLA PROFISSIONAL DO MONTIJO

UMA ESCOLA PROFISSIONAL ASSENTE NOS PILARES DA COMUNIDADE E DO CONHECIMENTO Após 25 anos de portas abertas para o ensino profissional João Martins, professor e diretor da Escola Profissional do Montijo, conta como começou o projeto e quais são as mais-valias deste formato de ensino.

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O projeto começou “por iniciativa da Câmara Municipal do Montijo e dos setores tradicionais da economia local, que eram as carnes e as cortiças”. No ano de 1991 foi assinado o protocolo que se traduziu num contrato programa que originou a criação da Escola Profissional do Montijo. O grande objetivo era que a escola fosse um polo de formação de jovens que pudessem vir a integrar as empresas locais, reforçando-as com quadros intermédios qualificados. A escola entrou em funcionamento no ano letivo de 93/94, com a abertura de duas turmas, “uma turma na área das carnes e outra turma na área do design industrial porque, entretanto, fez-se aqui algum upgrade daquilo que era a oferta inicial acrescentou-se o design industrial”. No ano de 1998 foi criada a Associação para Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo após ter saído o decreto-lei 4/98 que obrigava à existência de entidades proprietárias. Nesse sentido, a “associação tinha nessa altura como primeiro grande objetivo ser a entidade proprietária da Escola Profissional do

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Montijo. Nesse momento decidiu-se realmente que esta associação deveria ser representativa do tecido económico das forças vivas da terra, da região, do concelho”. Para além dos setores já envolvidos até à data passam também a fazer parte o comércio, a floricultura, a agricultura e o vinho passando assim a ser mais representativo do tecido económico local. “Esta associação de desenvolvimento local foi evoluindo nessa perspetiva de termos aqui uma organização local multifacetada e com múltiplas intervenções, que lhe pudessem garantir a sustentabilidade.” Posteriormente, em 2010, a Associação para Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo torna-se entidade titular do Conservatório Regional de Artes do Montijo e foi assim que nasceu a ideia da criação de um polo artístico e tecnológico da região do Montijo. A oferta formativa de ensino profissional passa pela área técnica como é o caso da “manutenção industrial, mecatrónica, informática, programação, turismo e restauração (cozinha e pastelaria)”, pois existe muita procura da área de mecatrónica e de restauração. Funcionam neste momento 18 turmas que integram cerca de 400 alunos. Ao longo dos tempos a imagem dos cursos profissionais tem vindo a mudar. O diretor explica que “hoje mais de 50 por cento dos alunos que optam pelo ensino profissional fazem-no como primeira prioridade”. Estas mudanças são motivadas pelo facto de existir realmente oferta de traba-


lho por parte das empresas para aqueles que querem começar a sua atividade profissional, mas também, pela possibilidade de cada vez mais alunos do ensino profissional conseguirem prosseguir estudos superiores. “Penso que esta será uma via. A via que terá mais sucesso no futuro”. Uma das grandes vantagens do ensino profissional é o trabalho de projeto que exige um ensino mais prático, próximo do mercado de trabalho onde os estágios curriculares são momentos essenciais. No caso da Escola Profissional do Montijo os alunos realizam dois momentos de Formação em Contexto de Trabalho (FCT), um no segundo ano do curso e o outro no terceiro para terminar o curso “e neste sentido acho que o jovem fica mais enriquecido” e mais preparado para o mercado de trabalho”. A taxa de empregabilidade da escola é um dos fatores que atrai novos alunos. Em cursos como manutenção industrial o diretor aponta para 100 por cento de empregabilidade. Conta inclusive que “todos os alunos que concluem o curso tem emprego e uma grande parte dos que estão a concluir já têm também o que às vezes se torna complicado de gerir”. Esta quase garantia de trabalho atrai os jovens que vêem na escola uma forma de atingirem o sucesso.

Outra forma de atrair novos alunos passa pelos alunos que já frequentam ou já frequentaram a escola e que tecem elogios sobre o ensino aqui ministrado. Apesar de concorrer com outras duas escolas secundárias que oferecem cursos profissionais, a escola profissional tem, para o ano letivo que começou, todas as turmas preenchidas. Em relação à concorrência o diretor refere que “uma escola profissional não é melhor nem é pior, é diferente é mais ágil e consegue mais facilmente adaptar-se à mudança”. Um dos fatores diferenciadores da escola é a preocupação com o aluno. “O aluno quando aqui chega é recebido como um cliente de excelência que temos de tratar bem”. Dão prioridade a um ensino técnico de boa qualidade, com bons profissionais mas também a uma formação do aluno como cidadão“. O projeto educativo da escola assenta em dois grandes pilares: a formação pessoal (sentirem-se bem entre si e no espaço) e a formação técnica e científica (mais preparados para o mercado de trabalho e para a vida)”. As parcerias com as entidades empregadoras e que recebem alunos nos momentos de FCT têm aparecido de uma forma natural e contínua. O feedback recebido das empresas aponta para uma formação correta dos alunos

e uma boa integração no mercado de trabalho. Existe ainda um longo caminho pela frente, mas João Martins vê no ano letivo de 2018/19 uma boa altura para concretizar o que ainda falta. “Precisamos de um espaço tecnológico que está neste momento com projeto aprovado para construção e estamos à procura do financiamento para o fazer e precisamos de juntar neste espaço o conservatório de música”. Após a concretização destes dois investimentos o diretor considera que a AFPDM/EPM pode evoluir e fazer evoluir a região onde se insere. Sendo o Montijo uma localidade em expansão, a nossa associação será um forte pilar impulsionador do crescimento local.

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CENTURY 21 PRINCIPAL

VERDADEIROS PROFISSIONAIS DA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA A Century 21 Principal nasceu há seis anos, pela mão de Luís Filipe Janeira. Vindo do mercado das tecnologias de informação, Luís Janeira apostou numa nova área de atividade, demarcando o seu conceito dos restantes do ramo imobiliário. Na Century 21 Principal, os negócios são realizados de forma pessoal, através de um consultor atento, disponível e capaz de resolver qualquer problema que surja, sempre com um padrão de atendimento assente na qualidade, elegância e no tratamento executivo de quem recorre aos serviços desta agência.

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Quem circula pela Praça da República, no centro do Montijo, não fica indiferente ao edifício rosado, que se encontra em destaque no conjunto dos restantes edifícios que o circundam. É aí que está instalada a Century 21 Principal, uma agência imobiliária que foi uma aposta de Luís Filipe Janeira. “Antes de ter adquirido esta agência, fui consultor imobiliário numa agência de mediação imobiliária que pertencia a uma outra marca. Acredito que quem quer, algum dia, gerir um negócio, sobretudo se for um negócio de franquia ou de cadeia de lojas, tem de conhecer com profundidade operacional o negócio. Estive como consultor cerca de um ano e meio, durante a crise imobiliária essa empresa encerrou atividade,posto isto, resolvi iniciar o meu próprio projeto”. Luís Janeira tinha aprendido, enquanto consultor, aquilo que não queria fazer e, quando constituiu a sua agência, fê-lo de acordo com padrões muito próprios, os quais incutiu aos seus colaboradores. “Apercebi-me de alguns erros ou procedimentos generalizados no setor, implementei algumas normas no intuito da qualidade de atendimento e de uma boa gestão operacional, no momento da aquisição de uma agência da Century 21. Escolhi o nome Principal porque quer em português, quer em inglês, 80 MARGEM SUL

significa a mesma coisa e simplifica a comunicação, alem do mais assumimo-nos com a porta Principal da Cidade. Temos de superar todas as expectativas de quem nos procura, até para que a pessoa sinta que contratou o serviço de um consultor, que realmente, está a acompanhar o processo, está a par das preocupações e desejos do seu cliente e é capaz e disponível para resolver qualquer desafio que surja”. O modelo ‘Normal’ da Century 21 Principal Luís Janeira destaca a forma de fazer negócios da agência que dirige. “Atualmente, o marketing digital e o uso de redes sociais não podem ser dispensados, mas priorizamos o contacto pessoal com os clientes. Os negócios são sempre feitos por pessoas, por isso é essencial que o consultor tenha uma comunicação assertiva, dotada de argumentos válidos, no que respeita à área jurídica, processual e comercial, de forma a responder a todas as exigências quotidianas”. Para Luís Janeira, o cliente tem sempre razão e um consultor da sua agência deve ser sempre grato ao cliente, por este ter escolhido a Century 21 Principal: “é claro que todos cometem erros e os erros são os melhores formadores. Quem perde um negócio por ter cometido um erro não se esquecerá jamais do que aconteceu. Mas nesta agência aspiramos à excelência, por mais utópico que pareça. Podemos não chegar lá, mas se todos os dias melhorarmos, certamente estaremos cada dia mais perto”. A única forma de melhorar, na opinião de Luís Janeira, é reconhecer o erro e assumir a responsabilidade. “Se assumirmos a responsabilidade por algo que correu menos bem, vamos corrigir e melhorar. É isso que os clientes esperam de nós. Al-

Os negócios são sempre feitos por pessoas, por isso é essencial que o consultor tenha uma comunicação assertiva, dotada de argumentos válidos, no que respeita à área jurídica, processual e comercial, de forma a responder a todas as exigências quotidianas”


guém capaz de resolver todos os desafios que surjam durante uma transação imobiliária. O objetivo máximo é sempre tentar defender os interesses de quem nos contratou”. Um mercado imobiliário para famílias O Montijo está a atravessar uma fase muito positiva, no que respeita ao seu desenvolvimento imobiliário, económico e social. A maioria das habitações disponíveis encaixam na tipologia T3, isto porque, como explica Luís Janeira, a cidade do Montijo é uma opção para quando as famílias crescem. “Os casais vivem inicialmente em Lisboa, mas depois nascem os filhos e é necessário uma casa maior. Como o preço do metro quadrado na capital está muito elevado,

o Montijo tem-se mostrado uma excelente solução, pois está bem servido de autoestradas, de transportes públicos e tem bastante oferta para se desenvolver industrialmente, logisticamente, comercialmente e no sector residencial”. No que respeita ao preço, o Montijo está equiparado, no que respeita a imóveis novos, a Mafra, com os apartamentos a valerem entre 125 a 175 mil euros e as moradias entre 225 e 325 mil euros. A vinda do aeroporto também criará muitos empregos e dará à região um novo fôlego: “falta reabilitar o centro histórico, dar mais vida comercial à cidade, e também garantir melhores condições de fixação do capital, no que respeita a serviços, uma abordagem

Praça da República 15 R/c 2870-235 Montijo

totalmente direcionada para famílias jovens”. Apesar do excelente momento que a região atravessa, inclusivamente com alguns estrangeiros a adquirem terrenos e herdades no Montijo, Luís Janeira não se entusiasma: “acredito que o investimento e a expansão de uma empresa seja necessário, mas não me iludo com facilidade. Existe o receio de que, daqui a dois anos, haja novamente uma queda abrupta nos preços das habitações e eu prefiro salvaguardar a qualidade, sempre a qualidade – somos uma das cinco agências imobiliárias que mais vende no país, com menos de duas dezenas de consultores. Queremos continuar assim, a vender Portugal e a fazê-lo como uma das principais referencias”.

Telefone: 212 306 000 MARGEM SUL 81


MATOS LOURO & LUÍS, LDA.

MONTIJO, QUALIDADE DE VIDA ESTRATEGICAMENTE LOCALIZADA A Portugal em Destaque esteve no Montijo à conversa com os responsáveis da empresa de construção civil Matos Louro & Luís, Lda.

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Com mais de 35 anos de existência, trata-se de uma empresa de cariz familiar que se pauta pela dedicação e empenho ao seu trabalho, que orgulhosamente tem sido legado às suas novas gerações. Sendo um negócio familiar de pequena/média dimensão consideram que o trabalho de equipa é o que lhes permite laborar de forma forte e consistente ao longo de todo o processo, sendo a entreajuda uma mais-valia para enfrentarem o desafio de cada dia. É no Montijo que têm, hoje em dia, a sua frente de trabalho. Atualmente não se limitam a construir, alargaram o seu foco à aquisição de terrenos rústicos por forma a transformá-los em loteamentos. “Primeiro, temos que dispor do capital necessário, depois é preciso avaliar, se a nível técnico, temos um terreno interessante para trabalhar”. A visão que têm do seu próprio negócio não é tanto de um negócio de imóveis mas sim um negócio de pessoas, de famílias. “Muitas vezes, uma família tem origem numa casa que construímos e nós temos isso muito presente”. Assumem também que o processo não se extingue na venda, há toda uma continuidade relacional posterior”. Para além da forte vertente habitacional contam também com possibilidades de arrendamentos e vendas de espaços comerciais que vão dinamizando as zonas onde se inserem e enriquecendo as localidades. Esta vertente do negócio visa complementar e conceber a construção como um todo, promovendo a qualidade de vida dos novos habitantes. O mercado atual não podia deixar de ser um dos pontos da conversa e os responsáveis da empresa evidenciam o facto de haver poucos imóveis disponíveis para arrendamento como um dos factores que incentivam à compra. Claro está que o poder de compra é por si só um factor decisivo, que acaba também por definir o perfil do comprador. O Montijo, devido à sua excelente localização e à qualidade de vida que oferece, tem vindo a ser alvo de uma procura crescente. Atualmente, a procura é não só de pessoas que querem ‘fugir’ ao

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stress das grandes cidades, como Lisboa, mas também de compradores estrangeiros que encontram no Montijo oportunidades de investimento. Muito perto de Lisboa, com bons acessos, com uma rede de transportes variada e dotado de espaços comerciais e de lazer é, sem dúvida, uma oferta apetecível. No entanto, este crescimento pode trazer algumas desvantagens com ele. “O Montijo está a crescer muito, mas mais do que crescer importa que exista qualidade de vida e acessibilidades”. A manutenção dos espaços exteriores é, sem dúvida, uma das grandes preocupações atuais. Para quem procura, não basta apenas existirem boas habitações, é necessário haver um bom espaço envolvente. Quando confrontados com a questão da concorrência afirmam que “é sempre muito bem-vinda e é bom que o comprador esteja cada vez mais seja informado e tenha um acesso mais facilitado à informação para, assim, poder comparar e só depois decidir. Não somos nem melhores, nem piores, somos diferentes. Temos a nossa forma de trabalhar e temos o nosso ritmo”. A grande valência da empresa passa pela tranquilidade com que vivem os ciclos do mercado da construção civil. “Quando o mercado está em crise nós temos cuidado, mas quando há euforia também sabemos estar calmos porque a equipa é a mesma, independentemente da fase do mercado”. É uma das únicas empresas que tem no quadro, para além da força de vendas, pedreiros, serventes, canalizadores e pintores, existindo sempre a preocupação de nunca lhes faltar trabalho. No futuro, os responsáveis da Matos Louro e Luís, Lda desejam que o percurso continue linear, consistente e com novos projetos, como tem sido até à atualidade. Na calha está já um novo empreendimento com dimensão para acolher mais de cem famílias. Por agora vão continuar o bom trabalho feito nas ‘Portas do Montijo’, um empreendimento escolhido pela visibilidade e pela procura que tem.


SEMGAFFES

A ARQUITETURA AO SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL Fundado em 1998 pelo arquiteto Fernando Carona – nosso entrevistado nesta edição – a Semgaffes assume-se como um gabinete de arquitetura onde a arte e o profissionalismo andam, diariamente, de mãos dadas.

PRAIA DO SAL, Grupo Libertas S.A - ALCOCHETE 84 XXXX


ONE RIVER, Fundo Trindade - SEIXAL

TAGUS BAY, Grupo Libertas, S.A. - ALCOCHETE

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Fernando Carona, natural de Arraiolos, desde cedo se interessou pela área artística (inspirado pelo pai e por um tio pintor). Começou por, ainda em criança, construir em Lego e o gosto pelo desenho levou-o a optar por Arte e Design no ensino secundário, acabando, mais tarde, por se mudar para Lisboa para estudar arquitetura. Após o curso, terminado em 1986, teve colaborações pontuais com gabinetes de arquitetura e alguns construtores e, já em 1998, fundou, juntamente com um amigo (também arquiteto), a Semgaffes. Em 2003 assumiu sozinho a gerência desta empresa. Portfólio diversificado Alcochete, Montijo e Seixal assumem-se hoje como os três principais concelhos onde a Semgaffes atua. São inúmeros os empreen-

FLAMINGOTACTICS, Lda. - ALCOCHETE

dimentos (em construção ou já construídos) projetados por este gabinete. “Estamos numa boa fase para a economia e, consequentemente, para a construção. Desde há dois anos que notamos a retoma do mercado e, atualmente, verificamos começarem a surgir novamente alguns investimentos, tanto de promotores nacionais, que resistiram à crise, como de investidores estrangeiros, que veem no nosso país uma boa oportunidade de negócio”, explicou. Ainda sobre este assunto o empresário referiu que, sendo a localização dos empreendimentos fundamental para o seu sucesso, não menos importante é “a qualidade da arquitetura a qual leva a que a promoção final seja mais fácil”. Assim, em Alcochete, o nosso entrevistado destaca o empreendimento Praia do Sal Lisbon Resort e o Tagus Bay, dois empreendimentos do Grupo Libertas, os quais implicaram um encadeamento de estudos e projetos de grande complexidade e a Urbanização do Cerrado da Praia, da empresa Olá Construção, Lda, que foi um dos primeiros projetos, por si desenvolvidos onde as varandas ganharam maior importância. Ainda em Alcochete, a reabilitação também está presente no portfólio da Semgaffes, devido, entre outros, a

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um projeto de moradias em banda que envolve a totalidade de uma frente de rua na zona histórica e que teve como pressuposto inicial a manutenção da traça original dos edifícios deste núcleo urbano, sendo fruto de investimento estrangeiro – Flamingotactics, S.A. No Seixal, estão também em construção dois condomínios na Urbanização da Quinta da Trindade – o River Terraces e o One River, ambos da Trindade – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado. Por estar sediado no Montijo, este atelier deve muito do que hoje é a esta cidade. Atualmente, com a retoma económica do pais e a possibilidade da construção do novo aeroporto, “esta zona do território tem vindo a ficar apetecível para diversos investidores e promotores imobiliários”, afirmou o arquiteto. Ao mesmo tempo deu-nos conta de que o Montijo é conhecido pelo crescimento baseado na habitação coletiva (prédios), ao contrário de Alcochete onde o desenvolvimento incidiu em grande parte na tipologia das moradias. Nesse sentido, a Semgaffes está a participar com os seus projetos na construção de várias urbanizações de onde se destacam a Urbanização Vasco da Gama, a Urbanização da Monumental, ambas da Imob. Rugue, S.A. e a Urbanização do Alto das Barreiras,

URBANIZAÇÃO CERRADO DA PRAIA Olá Construção, Lda. - ALCOCHETE

da Nogueira Matos, Lda. . A Herdade do Moinho Novo, também em Canha, concelho do Montijo, é para Fernando Carona um projeto especial porque, tratando-se de um Agro-Turismo que aposta numa linguagem arquitectónica moderna, “caracteriza-se por um conjunto de casinhas de madeira a voar na paisagem rural”, confidenciou. Excelência e rigor Fernando Carona lidera uma equipa dinâmica, “de espírito jovem”, versátil e “exemplar no rigor com que trabalha”. Dedicação é a palavra de ordem neste gabinete e “aqui todos se envolvem nos projetos como se das suas casas se tratasse”, garante o nosso entrevistado. O que caracteriza a sua arquitetura, entre outros aspetos, é a ligação entre o interior e o exterior “proporcionada pelas grandes varandas e envidraçados que procuro implementar nos meus projetos. Nós interagimos muito com a vida das pessoas. A qualidade do espaço, interior ou exterior, é tanto maior, quanto mais permitir uma vivência livre e natural. A interação da arquitetura com a natureza, de forma fluída, é um caminho que está a ser explorado e que fará parte do futuro”, finalizou.

IMOBILIÁRIA RUGUE, S.A. - MONTIJO

URBANIZAÇÃO Nogueira Matos Lda. - MONTIJO

HERDADE DO MOINHO NOVO - CANHA 86 XXXX


Entre os dias 5 e 7 de Setembro realizou-se a feira AgroGlobal, em Valada do Ribatejo. Esta feira agrícola contou com 200 hectares de terrenos de demonstrações, onde foi possível ver cerca de 190 máquinas, equipadas com a mais moderna tecnologia, a trabalhar. Nesse mesmo local, foi também possível assistir à instalação de 19 culturas diferentes, em vários campos de ensaio diferentes, para garantir que não se misturavam temas diferentes, como a rega e os agroquímicos. A AgroGlobal contou ainda com três auditórios, por onde passaram mais de 30 oradores credenciados. Nesses dias, foram debatidos temas como a Revisão da PAC 2020, a Agricultura de Precisão, o Regadio, o Desenvolvimento Agro-Sustentável Portugal-Angola e o Portugal

2030. No último dia, a feira contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa. A Festa da Vinha e do Vinho realizar-se-á de 10 a 18 de Novembro, em Borba e a revista Portugal em Destaque dará destaque a alguns dos produtores que estarão presentes neste certame. O vinho, enquanto um dos principais produtos alentejanos, estará em destaque neste evento, onde estarão reunidos os maiores produtores deste néctar. A qualidade deste produto é reconhecida internacionalmente e os prémios que o vinho alentejano tem vencido são prova evidente disso. Fique a conhecer alguns destes exemplos de excelência nas próximas páginas da sua revista.

ALENTEJO

AGROGLOBAL E FESTA DA VINHA E DO VINHO

NISA INTERMARCHÉ NISA Avenida D. Dinis 6050-348 Nisa

Tel. 245 429 166 Horário. 8h30 às 20h


HERDADE DA RIBEIRA DE BORBA

HERDADE DA RIBEIRA DE BORBA

Um turismo rural autêntico e com história. Um espaço para respirar, onde é possível viver o tempo, o silêncio e a tranquilidade. Todas as condições para umas férias no campo, durante o ano inteiro.

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Enquadrada num cenário de natureza e autenticidade alentejana, esta herdade localizada em Vila Viçosa, proporciona um conjunto de experiências memoráveis, tanto através do conforto e da comodidade das suas instalações rurais, aliados a um serviço de grande qualidade, como de momentos inesquecíveis que poderá partilhar com quem mais gosta. As instalações reflectem o melhor da traça alentejana: o encontro perfeito entre comodidade e tradição. Os ambientes rústicos, sofisticados e relaxantes são ideais para desfrutar o melhor da vida. Os passeios românticos, as actividades em família ou em grupos, o Glamping, as caminhadas, o contacto com a natureza e com os animais… são muitas das experiências proporcionadas pela Herdade. O encanto das magníficas paisagens e toda a envolvência incentivam a descobrir os seus tesouros naturais, para disfrutar da tranquilidade, provar uma peça de fruta biológica, ou até colher o seu chá favorito! Tudo é pensado ao pormenor para promover estadias autênticas. Visite-nos e seja bem-vindo!

PARA MAIS INFORMAÇÕES E RESERVAS: TEL: +351 268980709 HERDADERIBEIRADEBORBA@GMAIL.COM WWW.HERDADERIBEIRADEBORBA.COM

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RESTAURANTE VARANDA DO PARQUE

UM ESPAÇO À SUA MEDIDA

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Foi aos cinco anos que Miguel Silva percebeu a sua paixão pela cozinha. Com formação em cozinha e hotelaria pela Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, o empresário adquiriu uma vasta experiência e know-how neste setor de atividade. Mais tarde, acabou por dar formação na área da hotelaria, até surgir o convite para dirigir o restaurante Varanda do Parque, onde outrora fora colaborador. “Esta decisão foi tomada em 2003. Sabia o trabalho e o esforço que isto me iria exigir, mas o apoio incondicional da família tem sido fundamental durante todo este percurso. Passaram 15 anos e não me arrependo desta decisão”, sublinha o empresário. Desde a simples refeição diária a um grande evento, este espaço consegue corresponder às expetativas do cliente, disponibilizando um serviço personalizado. “A ementa, o serviço, a escolha das matérias-primas é feita por mim, procurando ir de encontro aos intentos do cliente. Continuo a ter como foco a cozinha, e posso dizer que tenho a felicidade e o privilégio de poder fazer o que gosto. Mesmo nas refeições diárias, não podemos dizer que temos os típicos pratos do dia, porque o cliente pode ligar para cá e encomendar o prato que mais gosta. Portanto, acabam por ser eles a escolher a ementa, claro que com a chancela de qualidade e excelência da casa”, explica Miguel Silva. Desde salões para festas, cocktails e receções, com capacidade para 200, 400, 1.000 e 2.000 pessoas, realizando festas de empresa, aniversário e até mesmo casamentos, batizados e até mesmo caterings, o restaurante Varanda

“Vamos ao encontro das suas necessidades”. Este é o lema de Miguel Silva, chefe e administrador do Restaurante Varanda do Parque. O empresário garante a satisfação do cliente, através de um serviço personalizado, onde sobressai a qualidade e excelência do serviço prestado, assim como das matérias-primas. Localizado em Santarém no CNEMA, este espaço está preparado para receber desde o cliente diário até grupos com mais de 2000 pessoas.

do Parque está preparado para qualquer tipo de evento, como nos revela o empresário: “a título de exemplo, já servimos 46 mil refeições em cinco dias. Portanto, estamos preparados para responder a qualquer solicitação. Por isso mesmo, gostaria de enaltecer a importância dos nossos fornecedores, porque sem eles não seria possível ter esta capacidade de resposta, nunca descurando a qualidade da matéria-prima. São todas essas sinergias que nós promovemos diariamente. Por outro lado, a equipa de colaboradores que ajudou a construir esta casa e representa com muito gosto a família Varanda do Parque”. MGUEL SILVA Quanto ao futuro, Miguel Silva falou do seu mais recente projeto, a empresa de catering. “Tratou-se de um investimento brutal, pois temos equipamento para mais de dez mil pessoas. Este negócio demorou cerca de quatro anos a montar, porque nunca descuramos nem esta casa, nem a qualidade. Atualmente, já estamos a trabalhar com 15 quintas e uma herdade. Portanto, o nosso objetivo é continuar a primar pelos valores que sempre ostentamos, crescendo sustentadamente”. De referir ainda, a presença no passado mês de agosto do restaurante Varanda do Parque como representante do Ribatejo na Feira Gastronómica da Praia da Vitória, nos Açores, onde Miguel Silva apresentou produtos diferentes, de extrema qualidade, que foram amplamente reconhecidos no certame, tais como, o Naco de Touro Bravo, Posta de Bacalhau com 1 kg, Posta de carne maturada, entre outros. “Foi uma experiência enriquecedora, um sucesso. Resultado disso, foi a vinda de clientes ao nosso restaurante após a presença neste evento”.

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TRANSPARÊNCIA E SIMPLICIDADE” GARANTIAS REGALO E TIPIACE A Família Elderink possui uma empresa dedicada ao setor primário, responsável pela produção e distribuição de leite de primeira qualidade. Esta secreção nutritiva, extraída das vacas criadas na Herdade das Pedras, em Santa Susana (freguesia e concelho do Redondo, distrito de Évora), dá ainda origem aos mais variados produtos das marcas REGALO e TiPIACE – empreendimentos de Frans Joseph Elderink e Dulce Elderink.

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Elderink Lacticínios do Alentejo Frans Joseph Elderink, apaixonado pelo setor primário, reconhece a potencialidade do território lusófono e determina o Alentejo como residência oficial no ano de 1998. O jovem holandês adquire o terreno da Herdade das Pedras, onde começa por hospedar 100 vacas e onde acaba por partilhar o espaço com os animais, no primeiro ano e meio vivido em Portugal. Apesar das dificuldades, no ano de 2000, Frans Joseph Theodorus Elderink conhece Maria Dulce Elderink e juntos tomam as rédeas no negócio do setor leiteiro, atualmente considerada uma das mais altas produtoras de leite do país. Hoje em dia, a propriedade de 188 hectares alberga um efetivo de 500 animais, responsáveis pela produção anual de sete milhões de litros de leite. REGALO e TIPIACE O proprietário da Herdade das Pedras sublinha a importância de reconhecer a dificuldade que o setor da produção do leite enfrenta. Trata-se, nas palavras de Frans Elderink, de um “negócio difícil” onde “os preços do leite são muito baixos para os produtores”. O mercado está a construir um modelo de negócio onde o setor primário da produção do leite é irremediavelmente prejudicado, tornando

FRANS E DULCE ELDERINK

extremamente difícil o crescimento ou a subsistência dos produtores. Assim, e de forma a encontrar uma solução e uma alternativa ao problema que o setor atravessa, criam a empresa Elderink Lacticínios, enveredando pela transformação de uma parte do leite que produzem, em produtos alimentares que se traduzem nas marcas REGALO e TiPIACE. TiPIACE Com a marca TiPIACE, Frans Elderink e Dulce Elderink optam por produtos diferenciados e inovadores. O projeto TiPIACE subentende a criação de um espaço fabril em Rio de Moinhos, Borba. Aqui foram idealizadas e são, atualmente, produzidas iguarias alimentares à base de massa de queijo, ideal para a confeção de sobremesas e receitas irreverentes, pérolas SEDE: Herdade das Pedras, Santa Susana - 7170-105 Redondo FÁBRICA: Rua do Telheiro, 9 - 7150-376 Rio de Moinhos BRB Tel.: 268 802 036 | Tlm.: 966 120 293 Email: geral@elderinklacticinios.com www.tipiace.pt | www.regalo.com.pt

de queijo e aperitivos recheados pelo produto alimentar, feito a partir do leite das vacas da Herdade da Pedras, são registos TiPIACE. São estes produtos e parceiros escolhidos a dedo que dão origem a uma marca reconhecida pelo prémio Intermarché ‘Produção Nacional’, pela qualidade dos pimentos recheados da Elderink Lacticínios e comercializados com a marca TiPIACE. REGALO A garantia de um leite de admirável qualidade, produzido e controlado pelos mesmos proprietários, dá ainda origem aos produtos da marca REGALO. “A nossa mais-valia é o controlo de qualidade do produto que daqui saí, acreditamos nos nossos produtos”. REGALO é sinónimo de um produto natural, realizado através de “um leite inteiro”. REGALO significa a manutenção da natureza do leite, com 3,4 por cento de gordura natural, tal “como sai da vaca”- garante o casal Elderink. Iogurte natural e kefir são produtos assinados pela REGALO, confecionados de forma tradicional e comercializados em lojas, várias mercearias, supermercados Jumbo e Intermarché, de norte a sul do país. O Kefir da REGALO é um produto próbiotico que alimenta e desenvolve microorganismos vivos benéficos ao organismo humano e à nutrição básica. Estes produtos são apresentados numa embalagem transparente para que o cliente “possa ver o que compra”, uma vez que, “não queremos perder a origem, queremos ser transparentes e transmitir confiança”- garante o casal Elderink. ALENTEJO 91


MARCOLINO SEBO

A CONCRETIZAÇÃO DO SONHO É em Estremoz que se situa a casa Marcolino Sebo, uma empresa familiar ligada à área da viticultura há mais de quatro décadas. Numa zona conhecida pela qualidade do vinho alentejano, esta empresa conta com 130 hectares divididos por sete parcelas de vinha situadas entre Borba e Estremoz, que garantem a excelência do néctar produzido. Em entrevista à Portugal em Destaque, Sónia Sebo expressa toda a dedicação e esforço imprimido, que fazem desta uma empresa de referência na região.

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Tudo começou pela paixão de Marcolino Sebo em relação à vinha e ao vinho. Industrial do setor do mármore, durante grande parte da sua vida, o empresário decidiu entrar na área da viticultura em 1974. Ao longo de mais de um quarto de século adquiriu experiência, e cimentou um percurso de sucesso neste segmento de negócio. Embora, inicialmente as uvas fossem entregues na Adega Cooperativa de Borba, Marcolino Sebo nunca escondeu o sonho de produzir o seu próprio vinho e, consequentemente, aumentar a área de vinha. Assim, foi no virar do século, mais propriamente, no ano 2000, que o empresário decidiu construir a adega, lançando a primeira marca Visconde de Borba para o mercado. Hoje, são os filhos que continuam a engradecer o legado da família Sebo, não esquecendo as premissas fundadoras de dedicação e empenho, com o intuito de obter vinhos únicos, que correspondam às expetativas dos seus clientes. Primar pela excelência A região de Borba e Estremoz está profundamente ligada à extração de mármore, mas igualmente à produção vitivinícola. Embora os solos sejam caraterizados por serem argilo-calcários e argilo-xistosos, 92 ALENTEJO

LUÍS E SÓNIA SEBO

esses componentes fazem deste um território único para a produção de vinho. “A nossa vinha está dividida em sete parcelas, de onde extraímos as uvas que vão dar origem às nossas diferentes marcas. Como foi referido anteriormente, o Visconde de Borba foi a nossa primeira marca. Logo a seguir lançamos o Monte da Vaqueira, nome de uma das nossas propriedades, e, mais tarde, a Quinta da Pinheira”, enumera Sónia Sebo, diretora-geral da empresa. A título de exemplo, do Visconde de Borba Reserva sobressai a cor granada intensa, o aroma complexo de fruta madura, com notas de compota, ameixa e baunilha. Na boca é um vinho cheio, encorpado, macio, com taninos firmes. Já no QP Syrah, um vinho amplamente premiado, destaca-se a cor vermelha púrpura, o aroma complexo de frutos pretos maduros, cacau, especiarias e baunilha. Falamos, portanto, de um portefólio diferenciado que procura corresponder às exigências de um mercado competitivo, como nos explica Sónia Sebo: “o nosso principal objetivo passa por manter a tipicidade dos nossos vinhos. Aqui privilegiamos as castas alentejanas, mas temos a perceção que no mercado externo se torna mais fácil entrar com outro tipo de castas, como a Chardonnay ou Syrah, pois são as mais conhecidas. Por outro lado, quando falamos do vinho alentejano, numa primeira fase precisamos de dar a conhecer o nosso país a nível internacional, para depois sim mostrar o que de melhor se faz dentro de portas e em cada uma das regiões vitivinícolas”. Atualmente a casa Marcolino Sebo demarca-se no mercado pelos vinhos monovarietais de gama premium, que conferem um selo de qualidade e excelência no mercado, destacando ainda a gama DOC Alentejo. Para alcançar estes resultados, a empresa alia a tecnologia aos métodos tradicionais, de forma a otimizar todo o processo produtivo. Falamos de uma adega com cerca de 60 cubas, que perfazem uma capacidade total


de um milhão e 400 mil litros. Para além disso, a cave da adega encontra-se semi soterrada, o que confere uma temperatura ambiente e humidade constantes durante todo o ano, o que proporciona o ambiente ideal para o envelhecimento dos vinhos. Quanto às gamas premium, estas passam por um período de estágio em barricas de carvalho francês e americano. “As nossas últimas colheitas têm perfazido cerca de 750 mil litros, portanto ainda não atingimos a nossa capacidade máxima. É verdade que a nossa adega surgiu numa altura um pouco conturbada, assistindo-se em geral a um decréscimo das vendas a nível nacional e internacional”, refere a diretora-geral. A importância da internacionalização A completar o décimo nono aniversário como marca própria, a casa Marcolino Sebo divide as suas vendas em cerca de 50 por cento para o mercado nacional e os restantes 50 para o mercado internacional. “Desde a fundação que encetamos o nosso caminho junto dos mercados de exportação. No entanto, foi em 2009 que focalizamos essa força de vendas, devido à crise económica nacional. Atualmente, temos uma rede de distribuição nacional, junto de garrafeiras e restaurantes, mas o nosso foco continua a ser a exportação. A nossa principal marca para o mercado externo é a QP, a qual é comercializada maioritariamente no Canadá, EUA e Suíça”, refere Sónia Sebo. Embora este percurso tenha sido marcado por inúmeros sucessos, a diretora-geral reconhece que se trata de “um mercado difícil e competitivo. Procuramos fundamentalmente fidelizar os nossos clientes, através de visitas à adega e jantares vínicos, pois existem inúmeras marcas e temos de marcar a diferença de alguma

forma. Mesmo no que diz respeito ao mercado externo, procuramos visitar os mercados onde estamos inseridos, percebendo quais as principais dificuldades dos importadores em relação ao produto”. Durante este trajeto, a casa Marcolino Sebo tem sido agraciada com inúmeras medalhas de ouro, como nos evidencia: “a nossa colheita de 2015 foi totalmente galardoada com a medalha de ouro. Claro que a partir de agora se torna mais difícil manter os parâmetros qualitativos e apresentar vinhos melhores, mas é para isso que trabalhamos. Gostaria ainda de destacar a medalha de ouro de 2013 atribuída na Alemanha pela Mundus Vini ao nosso Touriga Nacional, o que beneficiou claramente a procura deste vinho pelo mercado”. Perspetivas de futuro Com uma equipa composta por 15 colaboradores, Sónia Sebo sublinha a proximidade com os colaboradores. Esforço, paixão e dedicação são os pilares que demarcam a casa Marcolino Sebo, os quais são transmitidos e reforçados junto da equipa. Quanto ao futuro, o principal objetivo da administração passa por aumentar a faturação, ultrapassando os resultados conseguidos no ano transato. Por outro lado, manter o foco na inovação, na qualidade e na excelência do vinho produzido é outro dos objetivos traçados. “A concorrência faz-nos trabalhar ainda mais. Temos a perceção que o perfil de consumidor é diferente, nos dias de hoje. Cada vez mais se assiste à diminuição do consumo per capita diário, para um maior consumo de ocasião, o que representa um aumento do volume de compra da gama premium, mas ao mesmo tempo, significa que os desafios para o futuro serão ainda maiores”, termina Sónia Sebo.

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FARMÁCIA CENTRAL DE BORBA

QUALIDADE E CUIDADO NO ATENDIMENTO DOS UTENTES Uma farmácia que prima pela qualidade e personalização do atendimento, premiando o contacto direto com os seus utentes. A Farmácia Central de Borba é fundamental para “ajudar a população das aldeias que, sem nós, estariam aqui totalmente isoladas no acesso ao medicamento”. Miguel Ribeiro, formado em Ciências Farmacêuticas, é natural de Évora, mas vive desde novo em Borba e encontrou na área o realizar de uma paixão de família. plementar na farmácia, a consulta de acompanhamento farmacoterapêutico. Este serviço consiste na “realização de uma consulta ao utente, mediante prévia inscrição, e haver o acompanhamento da medicação e do estado de saúde do mesmo, em paralelo com o médico”. A ideia é “acompanhar a pessoa, a sua medicação e ajudá-la com a adesão à terapêutica”. Esta é uma forma próxima de medir se os resultados “estão a ser visíveis”, acrescenta. A Farmashop, foi uma “forma de chamar à atenção do público com uma aposta tecnológica e trazer a atualidade para o nosso espaço”. A plataforma apenas procede à venda de dispositivos médicos e produtos de saúde.

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MIGUEL RIBEIRO E EQUIPA

É no número 42 da Avenida 25 de Abril que se encontra a Farmácia Central de Borba. No mês do Farmacêutico fomos até Borba, no distrito de Évora conhecer uma farmácia que, ainda que localizada num local com população reduzida, tem vindo a apostar na diversidade de serviços, qualidade e inovação tecnológica e social. O atual proprietário viveu em Lisboa durante alguns anos mas regressou à terra-natal, para “poder tratar do negócio de família e da profissão em que tenho o gosto de trabalhar”. Quando o projeto da farmácia surgiu, Miguel pensou em “optar por outro local, mas que tipo de pessoa seria eu se fosse embora de Borba e fosse investir noutro sítio?” Esta foi uma forma que o farmacêutico encontrou para “ajudar a puxar pela terra”. Um desafio que, após nove meses, “tem dado os seus frutos e estamos a aumentar o tipo de serviços que estão disponíveis”. Diferenciação dos serviços A equipa composta por seis elementos tem procurado aumentar a implementação de novos serviços que vêm colmatar as evidentes necessidades da população, naturalmente envelhecida. E em paralelo com o cumprimento de um sonho antigo, Miguel pretende im-

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Aposta na qualidade de serviço e atendimento “Uma farmácia que aposta na diferenciação na qualidade de serviço e atendimento”, explica Miguel. Em comparação com outros tempos, “já estamos melhor do que o que estávamos”, garante. A “satisfação de terem sido bem atendidos e encontrarem apoio quando nos procuram” são os principais motivos que levam Miguel a apostar num setor que sobrevive. Atualmente, “as farmácias têm um volume de negócio muito grande, mas tem uma margem de lucro muito pequena”. Em recentes declarações Ana Paula Martins, bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, denunciou que “existem 1835 farmácias com prejuízo (63% por cento da rede) e que o setor da distribuição tem centenas de milhões de euros em créditos de grossistas”. Estas declarações vêm comprovar a instabilidade sentida no setor farmacêutico mas, mesmo com estes parâmetros, Miguel continua a “querer cumprir um sonho e continuar o negócio de família”. O papel do farmacêutico continua a ser de inqualificável importância, uma vez que é importante garantir que “o Serviço Nacional de Saúde tem de ser económica e socialmente sustentável”, Daqui a cinco anos, o proprietário da Farmácia Borba imagina-se “no mesmo sítio mas com bem mais serviços”. A esposa, formada em ensino e em técnica auxiliar de farmácia, dá um “dinamismo interessante ao negócio”.


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ESPAÇO MECÂNICO

EVOLUÇÃO SUSTENTADA NA COMPETÊNCIA

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A Portugal em Destaque esteve à conversa com Manuel Lourenço, o proprietário da empresa Espaço Mecânico para conhecer a história e percurso do seu negócio.

MANUEL LOURENÇO

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Foi na Engenharia Mecânica que deu os primeiros passos do seu percurso profissional, mas confessa que a área que mais o fascina sempre foi a gestão. “Um bom gestor, ainda para mais numa área como esta, tem de ter conhecimentos também de engenharia para depois desenvolver a atividade que é o que eu faço aqui no Espaço Mecânico” refere Manuel Lourenço. A empresa surgiu em 1992 e nasce com o objetivo da comercialização de equipamentos para a construção civil e obras públicas e tem vindo a concretizar novos sonhos a cada ano. Manuel Lourenço começa por explicar que existem duas alternativas quando se fala em empresas como a sua. Ou estão na primeira fila e são importadores de equipamentos ou estão numa segunda fila de negócio e são concessionários de uma outra empresa de primeira fila. Para ser uma empresa de primeira fila é necessário reunir “um determinado número de competências para representar o produto a nível nacional e é isso que os produtores dos equipamentos exigem. Ter capacidade implica que a empresa tenha que ter uma boa capacidade financeira, técnica, capacidade de ter filiais pelo país ou rede de concessionários.” No início não era esse o objetivo, mas de 2016 em diante as pretensões foram mudando. Foram mais de 18 anos em que o Espaço Mecânico trabalhou em segunda fila para a empresa Stet/Caterpillar, mas vendo que essa única relação se tornou insuficiente para satisfazer o seu objetivo procurou uma forma de o alcançar. “Chegamos a um entendimento e eu procurei ser concessionário de uma outra marca que me desse uma maior área de trabalho para eu intervir. E nessa altura entrei em negociações com a Centrocar”. Com esta nova ligação, para além de continuarem a trabalhar o distrito de Santarém, começaram a trabalhar também os distritos de Castelo Branco, Portalegre e Leiria. Este aumento veio trazer o conforto e viabilidade esperada. Para além destas novas zonas deu também


a possibilidade de expandir o negócio para Angola, onde ainda hoje existe um Espaço Mecânico Angola, sediado em Benguela, o que foi, segundo o proprietário, “muito interessante”. Após todo este processo de aprendizagem, em 2016, na sequência de alguns contactos realizados em feiras internacionais, Manuel Lourenço conseguiu que a sua empresa se tornasse num negócio de primeira fila. Foi na MST, marca do grupo Sanko, que encontrou essa oportunidade e começaram a trabalhar com retroescavadoras. “Tem sido um caminho bastante interessante e durante todo o ano de 2017 eu trabalhei regionalmente com o produto. Quis testar o produto e avaliar o seu comportamento técnico, que felizmente foi muito positivo. Quando aparece um produto novo ou as coisas acontecem de uma forma positiva ou, se algo corre menos bem, as pessoas e a concorrência tentam logo denegrir.” O primeiro ano foi marcado pela experiência e pela exploração dos novos equipamentos sem nunca ter deixado de ser concessionário das marcas que até aqui tinha representado. 2018 tem sido pautado pela evolução e pela angariação dos concessionários que caminharão lado a lado nesta nova etapa do negócio. Até ao momento já conta com concessionários no Algarve, em Lisboa, em Viana do Castelo e contam ter Bragança fechada até ao final do ano. “Até ao final do ano esperamos ter esta rede de concessionários definida e ver como vai correr. Mas estamos convencidos que vai correr bem. Com trabalho e com um bom produto as coisas correm bem”. O que distingue as empresas umas das outras é o acompanhamento que fazem ao cliente, não apenas durante as vendas, mas também pós-venda. Manuel Lourenço vê nesse pormenor a sua mais-valia e refere que “o que interessa é que tipo de resposta e como se dá em tempo útil a resposta e com que capacidade”. Este acompanhamento é dividido em duas etapas: manutenção preventiva (revisões frequentes dos equipamentos) e manutenção curativa (arranjos de possíveis avarias no local ou em oficina). Hoje sentem que muitas das vezes os seus clientes voltam ou aconselham outras pessoas devido à confiança que transmitem. “É preciso insistir e resolver para que o somatório seja sempre mais positivo de que negativo” e é com este espírito de aprendizagem que administram a empresa. As preocupações atuais passam pela transmissão dos valores aos novos concessionários com quem se associaram. “Temos de fazer formações adequadas para transmitir as nossas ideias”. A empresa conta já com 27 colaboradores na zona base e ainda 10 colaboradores

no Espaço Mecânico Angola. O percurso da empresa não fica por aqui e tem havido um esforço contínuo para angariar novos clientes. Um desses esforços é a participação em feiras como a AgroGobal onde foram capazes de fazer “muitos contactos, solicitações de norte a sul do país. A nível do cliente com interesse, tivemos uns contactos interessantes que resultaram em três negócios imediatos. Temos mais uns negócios que estão a andar na sequência da feira, que vão assim superando as expectativas”. Tentar otimizar os serviços e manterem-se atualizados são as principais preocupações e vontades. “Não é crescer desmesuradamente, é manter um nível de crescimento sustentado, sem exageros. Acima de tudo, com competência. Tenho a felicidade de ter uma equipa de profissionais competentes e dedicados, e com eles o Espaço Mecânico é mais forte”. Remata Manuel Lourenço.

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LEIRIA

O CENTRO LITORAL DO PAÍS Capital de distrito com cerca de 63000 habitantes, Leiria é nos dias de hoje uma cidade com um grande desenvolvimento económico, cultural e social. Para quem quer visitar a cidade tem como pontos de interesse o Castelo e a Sé de Leiria, a Praça Rodrigo Lobo, o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, o Mercado Sant’Ana, a Casa dos Pintores e a Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira. Ainda há espaço para os percursos pedestres e para os passeios até às ruas do centro histórico que têm lojas modernas e edifícios com uma arquitetura muito própria. Já as margens do rio Lis, que ba-

nham grande parte da cidade e dividem a região mais histórica da moderna, oferecem um passeio bem agradável, totalmente tranquilo e com um forte contacto com a natureza. Leiria é também a cidade que acolhe uma gastronomia muito diversificada. Os frutos do mar dão asas a que se faça uma das melhores caldeiradas do país, sempre com espaço para um bom cabrito assado. Uma doçura nunca fez mal a ninguém e por isso não pode deixar de experimentar as brisas do lis. Viaje connosco nesta edição e fique a conhecer os nossos destaques para uma visita a Leiria.


JUNTA DE FREGUESIA DE TURQUEL

TURQUEL, UM POTENCIAL EM EXPANSÃO Turquel, do Desporto, da Cultura, das belezas naturais, da história, do povo trabalhador e resistente. Um canto de encantos a se conhecer, Jorge Honório, presidente da Junta, apresenta a região à Portugal em Destaque.

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De atualidade e passado histórico faz-se o presente da Vila de Turquel. A terra do Desporto e, porque não, da Cultura Musical e que com pouco mais de 4.000 mil habitantes, curiosamente, atingiu um patamar internacional. Comecemos pela história e economia local. Contam os antepassados que a pequena vila do concelho de Alcobaça obteve a carta de povoação a 1 de agosto de 1314 pelo Frei Pedro Nunes e desde estes tempos, mais remotos, até hoje, vê suas atividades baseadas na transformação de rochas calcárias e mármores, a pecuária, bem como a criação de bovinos e suínos. Noutras zonas, mais férteis para plantação, abunda-se a floricultura, vinhas e hortas. Desporto e Educação O presidente da Junta revela que o desporto é um dos destaques da região que cria um movimento e atrai público e patrocinadores. Exemplo disso é o hóquei em patins que,

desde 1968, tem levado o nome da vila a um patamar internacional, para além da banda Filarmónica e um rancho folclórico. A nível educacional, a aposta tem sido a continuação do Centro Escolar que é o “cavalo de batalha da região” e para o qual foram direcionados todos os esforços do órgão. O governante ressalva que a iniciativa, que está em fase terminal, vai gerar mais postos de trabalho e mais movimentação na região, segundo o entrevistado, vai permitir um ensino de qualidade e um funcionamento da junta “como deve ser”, afirma. Turismo local A nível turístico, ainda há muito por fazer, conclui o presidente. O pelourinho de Turquel - ícone da história e instrumento da justiça local; a Capela do Senhor Jesus do Hospital – um templo setecentista que em sua arquitetura faz alusão à Santa Verónica; A Igreja Matriz – erguida em 1528 e dedicada à Nossa Senhora da Conceição; a Fonte

da Vila – nascente de água que abastecia a Vila de Turquel, são exemplos de alguns dos emblemas locais. O autarca revela ainda um projeto em andamento que passa por uma antiga escola privada atualmente desativada, cujo espaço foi dividido em quartos e que dará lugar a um alojamento. Embora uma região pequena, com pouca população e evidência, Turquel não tem perdido habitantes. Face a crise, as alternativas são encontradas na própria região o que tem contribuído para a economia local. Destacados pelo Desporto e Cultura, têm ainda um caminho longo pela frente mas que será mais fácil com todo o apoio da população de Turquel, um povo conhecido por ser trabalhador e guerreiro. No que toca ao futuro, o presidente revela projetos ainda numa fase embrionária e acredita que dentro de quatro ou cinco anos “vai estar tudo muito diferente. Porque tudo que se está a fazer e tudo que já foi feito, obrigatoriamente vai dar um resultado”, conclui.

Rua Principal 42, Turquel • 2460-876 • Telefone: 262919733 • Email: junta.turquel@gmail.com • Site: freguesia-de-turquel.webnode.pt

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MMC HITACHI TOOL

THE EDGE TO INNOVATION A MMC Hitachi Tool é um dos principais fabricantes japoneses de ferramentas. Desde há décadas que a MMC Hitachi Tool se concentra na indústria de moldes e matrizes, oferecendo atualmente uma gama de ferramentas que cobre toda a cadeia de processo. O aumento das restrições de tempo e custo na indústria de moldes e matrizes exige tempos de processo mais curtos e métodos de maquinação mais eficientes. A MMC Hitachi Tool oferece tecnologias de ferramentas inovadoras que são adequadas para essas altas exigências. A Portugal em Destaque conversou com Patrick Brock, Diretor de Vendas para Portugal, da MMC Hitachi Tool Engineering Europe GmbH.

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Fundada em 1933, a empresa vem crescendo desde então. Em 2015, a Hitachi Tool Engineering tornou-se membro do Mitsubishi Material Corporation Group. Para contextualizarmos os nossos leitores, começo por questioná-lo sobre o crescimento da empresa e os seus marcos históricos. A Hitachi Tool Engineering está estabelecida há muito tempo como uma das marcas de ponta para ferramentas de corte em toda a Europa e em outros mercados globais. Após a decisão de ingressar no grupo Mitsubishi, procurámos especificar ainda mais a nossa independência e dedicação ao mercado de moldes e matrizes. Por isso, criámos a nova marca e o logotipo MOLDINO, para definir a nossa identidade e oferta exclusivas para os nossos clientes. Representa MOLD + DIE + INNOVATION - em suma MOLDINO. Como afirma o nosso slogan e a nossa máxima: “The Edge to Innovation”, somos especialistas em oferecer a tecnologia mais inovadora (ferramentas e consultoria) para o mercado de moldes e matrizes. Quando decidiram apostar numa expansão para a Europa, especificamente para Portugal? E em que outros países podemos encontrar a MMC Hitachi Tool Engineering? A nossa sede na Europa (Alemanha) surgiu em 1987. Em Portugal, originalmente começámos no final dos anos 90, concentrando-nos exclusivamente na distribuição de ferramentas por intermédio de um distribuidor nacional. Devido ao forte desenvolvimento do mercado e à consequente necessidade crescente de apoio e consultoria ao cliente, a MMC Hitachi Tool decidiu iniciar o seu negócio de vendas diretas na Marinha Grande em 2013. Desde então, crescemos exponencialmente e estamos atualmente a atender todo o mercado português a partir da nossa filial principal na Marinha Grande, bem como a partir de Oliveira de Azeméis. E no que diz respeito ao departamento de I&D? Onde está centrado o mesmo? Existem planos para abrir um departamento em Portugal?

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PATRICK BROCK

Todas as nossas instalações de I&D e produção estão localizadas no Japão. Orgulhamo-nos de fazer 100 por cento do trabalho de desenvolvimento e produção internamente. Como resultado disso, podemos garantir o mais alto desempenho e qualidade possíveis, enquanto trabalhamos constantemente para estar na vanguarda em termos de tecnologias e soluções inovadoras para os nossos clientes. Por isso mesmo, não faz parte da nossa estratégia um departamento de investigação e desenvolvimento em Portugal. O meio ambiente e a sustentabilidade são preocupações da empresa? Sim. Ambas as questões são parte integrante da cultura e identidade da nossa empresa. Todos os nossos locais de produção, no Japão, operam de acordo com rigorosas diretrizes ambientais e de sustentabilidade, e os nossos processos internos são submetidos a avaliações críticas para atender ou exceder os padrões exigidos. E o futuro? Por onde passa? Os fabricantes de moldes, hoje em dia, precisam de concluir os seus projetos mais rapidamente do que nunca, enquanto atendem aos requisitos (cada vez mais exigentes) dos seus clientes. O nosso objetivo é continuar a ajudar os nossos clientes a serem competitivos no mercado global. Nesse sentido, esforçamo-nos para reduzir os seus tempos de produção em até 50 por cento, mantendo a qualidade e fiabilidade dos seus processos, a fim de aumentar as capacidades de produção e eficiência, resultando em maiores lucros no final do ano. Com base no nosso conceito Production50®, podemos ajudá-los a otimizar os seus fluxos de produção e processos, ajustando a estratégia de CAM, a seleção de ferramentas, bem como a configuração da máquina e explicando as condições de corte corretas para as nossas ferramentas da marca MOLDINO. Além disso, e para estarmos o mais próximo possível dos nossos clientes, continuaremos a aumentar as nossas equipas de otimização de processos na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis.


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CENTIMFE

O INTERFACE NA DINAMIZAÇÃO DE PROCESSOS DE INOVAÇÃO EMPRESARIAL

O Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos (Centimfe) encontra-se em fase de grandes transformações, assumindo o desenvolvimento de um projeto inovador, ambicioso e revolucionador: o Transcontech. Nesse seguimento, efetuamos uma entrevista ao diretor geral desta instituição – Rui Tocha, por forma a desmistificarmos esta aposta prioritária do Centro.

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Quando é que assumiu a direção-geral do Centimfe e em que circunstâncias? Eu estou aqui desde 1997, trabalhando com empresas modernas e outros centros de Inovação, com uma excelente equipa de técnicos competentes, profissionais e orientados para a missão deste Centro Tecnológico. Temos dado continuidade à visão de desenvolvimento baseada na competitividade das empresas.

O Centimfe foi criado em 1991 e é uma instituição privada, de utilidade pública, sem fins lucrativos, com mais de 220 associados (empresas do cluster, as associações setoriais Cefamol - Associação Nacional da Indústria de Moldes e a APIP - Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos, e os parceiros públicos, o IAPMEI, o IPQ e as Câmaras Municipais da Marinha Grande, de Leiria, da Batalha e de Oliveira de Azeméis). Como avalia a importância deste Centro nos setores onde atua? Este cluster (Moldes e Plásticos), tem uma fortíssima vocação exportadora - a indústria 102 LEIRIA

Temos de elevar continuadamente o nível da nossa oferta, explorar outras formas de internacionalização e de diferenciação competitiva

de moldes exporta cerca de 9 por cento do que produz, para cerca de 90 países, maioritariamente para o setor automóvel, um dos mercados mais sofisticados. O cluster adota tecnologias emergentes com investimento permanente - CAD/CAM, Maquinação de Alta Velocidade, Fabricação Aditiva, etc. O Centimfe, assumiu sempre a sua missão no apoio à democratização das tecnologias de vanguarda para o reforço competitivo das empresas. A disseminação de conhecimento, criação de regras, e a promoção da inovação tem resultados objetivos, como o ‘Manual de Procedimentos para a Indústria de Moldes’, criado com a CEFAMOL e as empresas, e o ‘Manual do Projetista’ com a Universidade do Minho. O Centimfe é um ‘Hub de Inovação’, na transferência de conhecimento, na antecipação tecnológica, na organização produtiva, na dinamização da inovação e com serviços diferenciadores.

PEDRO LOURENÇO, RUI TOCHA E NUNO FIDELIS


Em que consiste o mais recente projeto: Transcontech? E qual o principal objetivo do mesmo? Há mais de 20 anos que desenvolvemos projetos inovadores com as empresas. Temos bons resultados, mas nem sempre bem explorados no mercado. Com a visão da Indústria 4.0 exige-se um maior enfoque na demonstração. Este é o foco do Transcontech – um projeto, apoiado pelo Compete2020, que visa a transferência de conhecimento tecnológico, através de pilotos-demonstradores. O primeiro piloto, está em fase de desenvolvimento e irá ser exposto, na feira EMAF (Porto), e em Hannover (Feira Europeia da I4.0), e o que pretendemos é afirmar o que a nossa indústria faz (ou pode fazer) na lógica da “fabricação de produtos com zero-defeitos”, através da integração de robôs, com moldes e outras ferramentas auxiliares à produção, e com pessoas, visando maior competitividade. Queremos evidenciar resultados e soluções inovadoras, desta indústria infraestrutural para o desenvolvimento de produtos, baseada na multidisciplinaridade, no caminho crescente para capital-intensivo, visando maior produtividade, através de uma indústria moderna, atrativa e desafiante, orientada para o mercado internacional.

“Nos últimos anos, o nosso Cluster ampliou fortemente a integração de técnicos, e a indústria dos moldes empregou mais de três mil pessoas, na sua maioria com formação superior”. Por onde considera que passará o futuro do Cluster? A maior dificuldade com que nos deparamos atualmente é a falta de pessoas para fazer face aos investimentos tecnológicos das empresas. A integração crescente das empresas na cadeia de fornecimentos globais, implica uma aposta forte nos domínios do ‘Design for Manufacturing’, para se entrar mais cedo nos negócios (com soluções chave na mão), bem como, na ‘Fabricação com Zero-Defeitos’, para controlar as margens. A concorrência internacional aumenta todos os dias com lógicas de sofisticação negocial que exigem maior ‘intelligence’ para aumentar a capacidade de antecipação. Temos de elevar continuadamente o nível da nossa oferta, explorar outras formas de internacionalização e de diferenciação competitiva. Assim, o futuro do Centimfe passa por antecipar estas necessidades, estabelecer novas parcerias e desenvolver competências para apoiar as empresas a responderem ao mercado, e neste sentido, os projetos de I&D e de Inovação, são o canal de abertura deste caminho que está em curso, com mais de 45 milhões de Euros de projetos em curso, no Cluster.

O Centimfe conta ainda com laboratórios de metrologia acreditados, onde são feitos ensaios e a calibração de equipamentos das empresas, e está a alargar a sua intervenção. Complementarmente, o Centimfe apoia as empresas nos seus sistemas de gestão da qualidade, inovação, ambiente, segurança no trabalho e com a adoção de ferramentas de LEAN MANUFACTURING adaptadas a estas PMEs, reforçando a sua competitividade e diferenciação. LEIRIA 103


MOSTEIRO DO LEITÃO

O LEITÃO MONUMENTAL DA BATALHA, PARA MUITOS O MELHOR LEITÃO DE PORTUGAL

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Saiba porque é que o restaurante Mosteiro do Leitão, situado na Batalha, distingue-se de todos os outros restaurantes tradicionais de leitão. Além da região onde se situa, a presença no Guia Michelin, os diversos certificados de excelência, o excelente atendimento e a qualidade dos produtos fazem dele um valor seguro quando se procura um bom espaço para degustar leitão. Gerir um restaurante vai muito além do que se vê e se degusta, existe todo um processo por detrás dos que se destacam dos demais e foi isso que procuramos descobrir na conversa que tivemos com Zita Freire.

ZITA FREIRE E BRUNO FIGUEIREDO

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Embora pequena, no que respeita ao número de residentes, a Batalha é uma cidade reconhecida pela sua história e também por fazer parte da rota Tomar-Alcobaça-Batalha, que promove a passagem de muitos turistas por estas regiões portuguesas. Pode-se dizer que vêm de todos os cantos do Mundo provar a iguaria da Batalha. “Somos visitados por inúmeros turistas, que aproveitando a rota vêm provar a nossa especialidade e ficamos muito felizes quando avaliam o nosso leitão como sendo o melhor leitão que já comeram. Porém, temos também muitos clientes nacionais, nomeadamente de Lisboa e inclusive do Porto, existem sempre bons motivos para as pessoas se deslocarem à Batalha”. Outro aspeto que reparamos é a classe dos clientes, sendo que a maioria dos clientes do Mosteiro do Leitão é média-alta, o que também obriga a uma atenção e cuidado redobrados no momento de servir. “Somos muito rigorosos na seleção da nossa equipa, damos sempre preferência a pessoas formadas na área hoteleira, que saibam regras de protocolo e que estejam dispostos a aprender para entrar nesta família é preciso ter paixão por este serviço”. O melhor leitão é servido aqui O leitão, que é o prato estrela do restaurante, é um produto que exige muito cuidado, ao longo de todas as fases, para garantir a sua qualidade final, na apresentação ao cliente. Tudo começa quando os leitões são alimentados exclusivamente a bolota. “Todas as semanas vamos buscar leitão, para garantir a máxima qualidade do produto. Depois disso, a assadura e o trinchar do leitão também exigem uma sabedoria tradicional e única”. No Mosteiro do Leitão, a cozinha é aberta e os fornos a lenha, onde o leitão é assado, podem ser visitados pelos clientes. O leitão é cortado à vista do cliente, para garantir o máximo de transparência na preparação da comida: “garantimos que o leitão é cozinhado e preparado da forma mais tradicional possível, bem

Foto de Nuno Brites


siderado PME Líder e foi o primeiro e, até agora único, restaurante de leitão a estar presente no Guia Michelin: “para garantirmos essa boa qualidade, temos de conjugar vários fatores, nomeadamente uma boa gestão financeira, uma excelente qualidade dos produtos e um ótimo atendimento. Isso só se consegue com uma equipa coesa de colaboradores”. O novo Monumento Gastronómico O Mosteiro do Leitão irá mudar para um espaço maior, com jardins e um maior espaço para estacionamento, para garantir que o crescimento em qualidade é acompanhado também por um crescimento físico. Aliado ao novo desafio do espaço, o Mosteiro do Leitão quer conquistar mais clientes, ser mais conhecido e continuar a primar pela qualidade irrepreensível dos produtos e do atendimento, vendo o projeto não será difícil que isso aconteça uma vez só o novo edifício já ser considerado uma obra prima de arquitetura, mas como diz Zita Freire, “o segredo do nosso sucesso está na qualidade que servimos e na consciência de que todos os dias temos que melhorar e subir um degrau, por mais pequenino que seja. Outra característica é saber agradecer a todos os nossos clientes que nos tornam no Mosteiro do Leitão que somos hoje”. Zita Freire ainda que no meio de um sorriso, a afirmação foi muito convicta: “um dia destes a Batalha será tão conhecida pelo leitão como é a região da Bairrada” e a esta afirmação garantimos que está no bom caminho e será mais breve do que imaginamos.

O Mosteiro do Leitão já é, há três anos consecutivos, considerado PME Líder e foi o primeiro e, até agora único, restaurante de leitão a estar presente no Guia Michelin

como nos certificamos de que os alimentos são manuseados da forma mais correta por todos os colaboradores”. A acompanhar o leitão, o Mosteiro do Leitão apresenta batata, salada e um risotto de cogumelos selvagens que venceu o prémio de Melhor Arroz de Portugal, num concurso nacional, em 2016. “Apesar de ser o prato principal, temos outras opções para além do leitão, nomeadamente pratos vegetarianos, peixe fresco da costa, bacalhau à Lagareiro, diversos bifes”. No que respeita à carta de vinhos, o Mosteiro do Leitão oferece opções variadas, quer em termos de preço, quer em termos de regiões vitivinícolas. O Mosteiro do Leitão já é, há três anos consecutivos, con-

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INTENSOS SABORES®

QUALIDADE E TRANSPARÊNCIA COMO CHAVES PARA O SUCESSO A M. Fernandes e Maria Luísa Fernandes LDA é uma empresa diferenciada no ramo dos frutos secos e é referência na região de Leiria. A Intensos Sabores® é a marca da empresa cujo nome já chegou ao mercado onternacional e, por esta razão, a Portugal em Destaque falou com os sucessores do negócio, Sara e Fábio Santos, para conhecer o segredo por trás do sucesso.

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A história começou com a venda de tremoços cozidos e, mais tarde, fez surgir a Maria Luísa Fernandes em 1981, que posteriormente passou a M. Fernandes e Luísa Fernandes quando a esta se juntaram o marido e os filhos. Trata- se de uma empresa familiar e de referência no ramo dos frutos secos que, em 2013, criou a própria marca, a Intensos Sabores®, que sobressaiu no mercado e, atualmente, expande-se a nível internacional. Explosão de sabores Com uma gama de produtos diversificada, a empresa e a marca trabalham com frutos secos ao natural e transformados, nomeadamente produtos oleaginosos, desidratados, bem como as frutas cristalizadas. No que toca ao processo de transformação destes produtos, este pode ser através da sua cozedura (tremoço cozido), da fritura (amendoim, caju, fava) e torra (amendoim casca, pevide). Uma aposta da marca Intensos Sabores® é também a comercialização de produtos não transformados, nomeadamente a ameixa seca, alperce seco, amêndoas, sultana entre outros.

De acordo com os entrevistados, ao longo dos anos observou-se uma mudança no que diz respeito aos produtos procurados. Antes, os artigos com mais saída eram os salgados, nomeadamente o amendoim. Contudo, hoje, por

uma questão de saúde, os produtos mais procurados são as sementes/bagas naturais que possibilitam ao cliente criar seus próprios mix e barras caseiras: “são tendências às quais nos adaptamos”, sublinham. Outro ponto destacado pelos sucessores diz respeito à produção e distribuição que estão naturalmente relacionadas com as épocas de cada fruta. A chamada época de nova colheita, que se aproxima – setembro - traz o figo, figo branco, figo preto, as passas, noz com casca, miolo de noz, tâmara, ameixa, pinhão e representa um período de expansão no volume de vendas até dezembro, de acordo com Sara e Fábio Santos. Diante da variedade de artigos e concorrência no setor, os entrevistados revelam que o grande segredo para permanecerem no mercado com excelência é sobretudo a qualidade dos produtos. “Acho que é difícil comparar. Nós não somos a empresa com o melhor preço, mas em relação ao preço/qualidade estamos nos primeiros lugares. A nossa empresa preza e garante a frescura do produto. Transformamos pouco, mas muitas vezes. A nossa filosofia é o produto sair fresco para o cliente e assim manter a qualidade”, conclui Sara Santos. Posicionamento e exigência do mercado Ao longo dos muitos anos em atividade a empresa passou

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por mudanças e alterações nos mais diversos âmbitos e que fizeram dela uma referência no setor dos frutos secos. Exemplo disto foi a imagem da marca Intensos Sabores®. Com o objetivo de comunicar-se criativa, dinâmica e jovialmente, de forma a atender às exigências do mercado, posicionando-se de maneira mais atrativa e apelativa, optaram por, o seu logotipo, fazer analogia à terra, ao natural, orgânico e, por esta razão, tons terrosos e verdes foram uma escolha. O nome Intensos Sabores®, de acordo, com Sara e Fábio, deve-se à variedade e aos sabores que comercializam. Atualmente, o mercado nacional é o principal alvo da empresa, incluindo as ilhas da Madeira e Açores. A companhia conta com quatro carros e uma distribuidora e os seus clientes são, na maioria, armazenistas e comerciantes, visto que não vendem o produto diretamente ao consumidor final. Contudo, em determinadas condições (quantidade e periodicidade) vendem o próprio produto embalado com a marca do cliente. “Todos os nossos produtos são embalados de acordo com o que o cliente pretender tanto nas formas como nos peso. Cerca de 50 a 60 por cento dos produtos saem daqui com a marca do cliente, mas são produzidos pela M. Fernandes e Luísa Fernandes Lda. Portanto, posso ter frutos secos espalhados por todo o país sem reconhecer. Já encontraram produtos nossos no Luxemburgo, na Suíça, em Angola, produtos com a nossa marca e que não são vendidos diretamente por nós”, afirmam.

Embora seja um setor em expansão, o mundo dos frutos secos em Portugal ainda depende muito do mercado externo. Os sucessores afirmam que “em Portugal há pouca produção de frutos secos. Existe o pinhão, as nozes e a amêndoa e algum figo, mas 90 por cento dos nossos produtos vêm de fora: Brasil, China, Irão, EUA e Índia”. Concluem que manter o trabalho, os clientes e a qualidade são as ambições da empresa, que garante a transparência, respeito e dedicação aos clientes. “Crescemos aqui, vimos a empresa expandir e acho que isso já é um bom passo. É óbvio que temos muito para aprender todos os dias, mas sobretudo manter a qualidade a transparência e manter todo o legado dos pais. É uma área que tem muito trabalho e para fora de Portugal tem crescido bastante”.

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JUNTA DE FREGUESIA DA BENEDITA

OBRAS NO ÂMBITO DO PLANO DA MOBILIDADE

“TRABALHAR PARA E PELAS PESSOAS” Uma das características principais da freguesia da Benedita é o seu bairrismo e espírito empreendedor. Foram estes valores que permitiram o desenvolvimento económico da vila e que muito orgulham os beneditenses. Em entrevista à Portugal em Destaque, Maria de Lurdes Pedro, presidente da Junta, espelhou as potencialidades da freguesia e os objetivos que tem para a afirmação e desenvolvimento da Benedita.

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MARIA DE LURDES PEDRO E DANIEL MACHADO

A Benedita é uma vila com cerca de 10 mil habitantes, constituindo uma das 13 freguesias do concelho de Alcobaça, que apresenta um elevado perímetro urbano. As suas principais atividades económicas para além do comércio e serviços são a agricultura com predomínio da agropecuária, a indústria com setores de destaque quer a nível nacional quer a nível internacional como o calçado, a marroquinaria, a cutelaria e a pedra. No rol dos produtos de excelência inclui-se ainda o pão da Benedita, de resto a panificação é hoje uma atividade com um grande peso na economia local. A freguesia tem 13 padarias a trabalhar com grande qualidade e dedicação, contemplando um nível de empregabilidade

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bastante significativo e um sucesso assinalável, já que têm rotas de distribuição fora da Benedita, chegando mesmo às grandes superfícies comerciais da região, a Leiria, a Lisboa. Entre outros locais. Este produto endógeno foi exaltado, no passado dia 22 de setembro na 1ª edição da Festa do Pão da Benedita, que segundo Maria de Lurdes Pedro, foi um verdadeiro sucesso. “Foi um dos pontos da nossa campanha ajudar a promover os produtos de excelência da Benedita e um deles consideramos ser o pão, aliando a nossa vontade de dinamizar um espaço central que é a Praça Damasceno Campos”, sublinha, acrescentando que o executivo lançou o desafio a todas as padarias da freguesia com o objetivo de criar o conceito Festa do pão da Benedita e estas aderiram e entregaram-se de uma forma surpreendente desde o início. “A Praça Damasceno Campos da Benedita revestiu-se de Dinamismo, Empenho, Amor e Paixão com que os Padeiros da Benedita tratam a arte de fazer o Pão”, assinalou a presidente, realçando que muitos dos stands presentes contavam a história de gerações ao serviço da arte da panificação, que engloba também o Bolo de Ferradura e a Merindeira Doce. “Foi muito emocionante e comovente testemunhar a diversidade, as formas de trabalhar de cada uma das padarias que, despertaram a curiosidade de pequenos e graúdos”, revela a autarca, salientando que os elementos da Universidade Sénior, durante o evento, estiveram a amassar, tender e a fazer o pão da forma mais tradicional, para além das diversas demonstrações que decorreram, que se aliaram à animação de rua, música tradicional e folclore. Maria de Lurdes Pedro salienta ainda a colaboração do Município de Alcobaça, em termos logísticos, nesta festa promovida e organizada pela Junta de Freguesia de Be-


“A antiga escola primária será a casa ou escola da cultura, comtempla já a sala de teatro, um Centro Qualifica, a Loja Social e o Rancho, ou seja, queremos reunir tudo o que é cultura naquele espaço. O antigo centro de saúde poderá ser no futuro a casa das associações”. Trabalhar para e pelas pessoas foi o mote de trabalho de Maria de Lurdes Pedro e da sua equipa, por isso garante que “faremos o nosso melhor pela Benedita sempre a pensar nas pessoas”.

nedita. “Esta primeira edição surpreendeu completamente as nossas expectativas e o conceito é para continuar, contudo queremos alargar esta ideia aos outros produtos de excelência da Benedita”, reconhece a autarca beneditense. Fazer mais e melhor pela Benedita Maria de Lurdes Pedro é uma mulher dinâmica e empreendedora à semelhança da terra que a viu nascer, por isso mesmo também sempre foi uma mulher de causas, convicções e com um grande amor à Benedita. Fez parte da Assembleia de Freguesia durante um mandato e foi secretária do executivo durante outro mandato, mas a ânsia de fazer mais e melhor pela sua terra levou-a a candidatar-se à presidência da Junta de Freguesia de Benedita. Para tal, rodeou-se de “uma equipa fantástica” sob o lema ‘+ unidade + qualidade + Benedita’. Os objetivos que nortearam a sua candidatura passam pela criação de um terminal rodoviário com as devidas condições e num espaço central da freguesia para abranger a população escolar, bem como a implementação de um plano de mobilidade, de forma a derrubar barreiras e criar passeios e ciclovias. “Com esta medida, pensamos sobretudo na inclusão do cidadão, de modo a garantir autonomia e qualidade de vida para todos”, adianta a autarca, acrescentando ainda a melhoria da rede viária. Por outro lado, a requalificação da Avenida Padre Inácio Antunes com a construção de uma ciclovia e criação de rotas culturais para conhecimento da freguesia como a rota das igrejas, rota das fontes, rota dos moinhos, entre outras. “Outra das nossas metas era o reforço da rede social existente na freguesia para um maior acompanhamento dos cidadãos com maiores dificuldades, a expansão da Loja Social e a criação do Espaço Cidadão”, refere, realçando que em menos de um ano de mandato já muito foi feito. Contudo, Maria de Lurdes Pedro lamenta a falta da Zona Industrial que tem servido de entrave ao crescimento da freguesia. “Sabemos que este processo está na fase de poder avançar, mas aguarda pela candidatura a fundos comunitários. A Zona Industrial seria uma mais-valia e uma lufada de ar fresco para as nossas empresas”. Por outro lado, realça a existência de projeto e orçamentação para as obras na Casa da Vila (sede da Junta), com o intuito de transferir todos os serviços administrativos para o rés-do-chão, incluído o Espaço Cidadão, no sentido de conferir maior mobilidade e acessibilidade para a comunidade. A parte de cima do edifício contemplará um museu onde as empresas poderão demonstrar a sua história, bem como salas de apoio às empresas e salas de formação. O espaço exterior à Casa da Vila também será valorizado, mas a expensas do Município de Alcobaça, valorização essa que contempla um parque infantil. Contudo, o executivo decidiu primeiro lançar o processo de mobilidade da zona central da freguesia, onde estão os principais serviços.

FESTA DO PÃO DE BENEDITA

Morada: Rua do Mercado s/n | Edifício Casa da Vila | 2475-126 Benedita E-mail: juntabenedita@mail.telepac.pt Telefone: 262 929 493 www.jf-benedita.pt

LEIRIA 109


BRAGA

E OUTRAS REGIÕES Conhecida como sendo a Roma Portuguesa é a cidade que em tempos foi chamada de “Bracara Augusta” a capital da província da Galécia (atual Galícia contanto também com parte das Astúrias). É a cidade mais antiga do país e onde podemos encontrar mais igrejas, capelas e santuários por metro quadrado. Apesar da antiguidade e do peso religioso que lhe é atribuído, Braga é na sua maioria, nos dias de hoje, uma cidade jovem, dinâmica, inovadora, em franco crescimento e feliz (considerada a cidade mais feliz de Portugal e a terceira da Europa). Para os visitantes, Braga tem ofertas culturais (Noite Branca, Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, romarias…), gastronómicas (Bacalhau à Braga ou à Narcisa, Papas de Sarrabulho, Rojões à Minhota, Arroz “Pica no Chão”, Pudim Abade de Priscos, Fidalguinhos, Sameirinhos, Viúvas de Braga…) e turísticas (Bom Jesus do Monte, Sé de Braga, Santuário de Nossa Senhora do Sameiro…)

que são as suas maiores referências. A Universidade do Minho é um dos pilares de uma das cidades mais jovens da Europa que em 2012 recebeu o título de “Capital Europeia da Juventude” (concedido pelo Fórum Europeu da Juventude) e que permitiu que se desenvolvessem atividades do foro cultural, social e político focadas na juventude. Ver “Braga por um canudo” vai sendo cada vez mais complicado devido ao crescimento e à popularidade da região. Quem visita a cidade nortenha pode encontrar uma cidade moderna e em desenvolvimento o que se transforma num grande chamariz para o mercado empresarial que anseia investir e estabelecer as suas empresas na cidade. Esta aposta na inovação e no empreendedorismo tornam a cidade num centro de crescimento empresarial nas diversas áreas. Braga conta com um mercado empresarial abrangente e nesse sentido, a Portugal em Destaque visitou algumas das empresas que conquistaram os bracarenses.


ARCÁDIA - MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

NÃO HÁ OFERTA PARA TANTA PROCURA Persistência, confidencialidade, profissionalismo, determinação têm ditado o sucesso da mediação imobiliária Arcádia, em Braga, que é a solução diferenciadora de um mercado em franca expansão. Com uma larga experiência, Adélia Calais, a gerente da Mediação Imobiliária, partilha a sua história e experiência com os leitores da Portugal em Destaque.

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ADÉLIA CALAIS

Como é que começou nesta atividade? Eu estava na área de informática, mais ou menos há oito anos, a dar cursos. Mas essa área deixou de ter interesse para mim, por vários motivos, nomeadamente financeiros, e acabei por perder a motivação. Um dia alguém me disse que eu seria capaz de ter muito sucesso no ramo da mediação imobiliária. Utilizei o jornal para procurar ofertas de emprego nessa área e entrei em contacto com duas empresas: uma em Vila de Conde e outra no Porto. A do Porto marcou entrevista comigo, mas não me disse para que função era. A de Vila de Conde disse-me logo que era para a função de comercial. Acabei por ir apenas à de Vila de Conde. Foi assim que comecei o meu percurso profissional nesta área. Fiquei nove meses nessa mediação imobiliária e aprendi muito. Depois optei por abrir a minha própria empresa. Utilizei os

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contactos que tinha e iniciei funções em abril de 2001. Em outubro do mesmo ano arrendei um espaço de 27m 2, no centro de Braga. Inicialmente, utilizei uma publicidade muito pequenina, onde conseguia anunciar sempre quatro imóveis. Comecei de raiz e cresci mesmo muito. Qual é o balanço que faz destes últimos 18 anos? O balanço é positivo, mas podia ser muito mais positivo se eu tivesse apartamentos, ou seja, neste momento faltam imóveis. As pessoas procuram habitação exclusivamente para o centro de Braga? Atualmente, as pessoas procuram mais no centro, mas já estão preparados para outras localizações. Nós já encorajamos a procura em Vila Verde, Amares, Barcelos, por exemplo, porque não tenho oferta para tanta procura. E a oferta que existe tem preços que nem todos podem comportar. Um apartamento de acordo com o mercado e com um valor justo não fica disponível mais do que dois dias. Porque é que optou recentemente pela cor rosa para associar à sua marca? A marca é Arcádia, a empresa tem o meu nome. A cor é o rosa choque como forma de homenagear as doentes com cancro. Eu própria tive cancro e, desta forma, tenciono dar mais coragem a outras mulheres. Comigo, a doença passou ‘um pouco ao lado’, consegui dar sempre a volta. Ao longo destes anos, a nível legal, tem havido mudanças? Com todas as exigências, na sua opinião, o que é que se podia melhorar, para tornar os processos mais ágeis e eficientes? Por exemplo, quando estive doente com cancro, na altura mais complicada perdi a licença e mesmo justificando não consegui renovar, tive que tirar uma nova. Mudava a lei de mediação imobiliária: deveria existir maior profissionalização deste setor. No arrendamento é prioritário fazer um levantamento e ver quem continua a habitar uma casa de terceiros e a pagar uma renda muito baixa, apesar de ter casa própria. Essa situação tem que acabar. Projetos de futuro? Estou a abraçar um projeto para turistas e, quem sabe, expandir para outras cidades. BRAGA 111


ANGROUP®

Equipamento Desportivo - Centro de Padel - Proposta

“DA INTENÇÃO À CONCRETIZAÇÃO”

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Equipamento Desportivo - Centro de Padel - Proposta

Tudo começa com a definição de um programa de intenções para um determinado local. A ANGROUP inicia o seu trabalho analisando as necessidades dos clientes e tentando dar respostas e soluções em todas as fases do processo criativo e construtivo. “Não pretendemos fazer apenas estudos prévios, pretendemos ver obras concluídas.” Segundo o arquiteto “uma boa gestão dos projetos permite um bom controlo dos custos”, pelo que, ao longo do seu desenvolvimento, a execução da obra é uma preocupação constante. Estes princípios são ainda mais preponderantes em obras de reabilitação , um dos principais âmbitos de atuação da empresa. Reabilitação Existe uma tendência para a reabilitação que, segundo André Nunes tem origem em vários fatores: a falta de construção provocada pela crise do mercado imobiliário de 2008; a procura por parte de investidores que percebem o potencial deste tipo de produto em cidades históricas como Braga, nomeadamente no turismo; e, talvez um dos fatores mais preponderantes, o facto de a reabilitação ter acesso a benefícios fiscais que incentivam

112 BRAGA

As palavras são de André Amaral Nunes, arquiteto que dá a cara pela ANGROUP®, gabinete multidisciplinar que reúne todas as áreas do setor AECO, em Braga. A Portugal em Destaque quis saber mais.

ao investimento. Independentemente dos motivos, é evidente que a reabilitação tem proliferado e rejuvenesceu centros de cidade que se tinham deixado esmorecer. Braga não é exceção e a ANGROUP tem muitos desses casos em mãos. Antes de mais, o cliente

EQUIPA DE PROJETO


deve compreender que nem todos os imóveis são candidatos ideais à “reabilitação” e, se o forem, não fica (provavelmente) mais barato do que construir de raiz. Muitas vezes, só partes poderão ser recuperadas. “Algumas coisas têm de se construir de raiz, porque o estado de degradação é irrecuperável, no entanto pode e deve ser feito por métodos construtivos tradicionais representativos da época. Antes de fazer a proposta de arquitetura, fazemos uma análise e verificação técnica e física ao imóvel. O projeto é desenvolvido tirando partido de elementos pré-existentes que classificamos serem passíveis de recuperação, adaptando-os às necessidades de conforto atuais, e tentando acima de tudo manter a identidade do edifício. No entanto, com o inicio da obra aparecem sempre vários problemas que não eram detetáveis com a antecipação que pretendíamos”, confessa-nos. “Vamos resolvendo as surpresas”. Ora, uma obra de reabilitação também exige profissionais experientes e com qualificações específicas. Carpinteiros, pintores, estucadores são alguns exemplos cada vez mais difíceis de encontrar, “as nossas equipas, face ao panorama atual e volume de trabalho continuam reduzidas, pois não é fácil encontrar quem tenha a perícia, a experiência e o tempo disponível de que precisamos nas reabilitações que executamos”. Quando este obstáculo é superado, “há sempre a questão do orçamento, que fazemos questão de cumprir”. A ANGROUP tenta anular margens de erro orçamentais, o que não cobre a vontade do cliente de querer muito por pouco: “mais tarde, são, muitas vezes, os próprios clientes que admitem investir mais um pouco, porque de facto valoriza o resultado final”.

BIM A ANGROUP recorre à tecnologia BIM (Building Information Modeling), um método de trabalho que permite agrupar toda a informação sobre os projetos, obra e gestão de ativos através da criação digital de modelos virtuais paramétricos, permitindo antecipar problemas ainda na fase de estudos. Facilita ainda a tomada de decisão e comunicação com o cliente, garantindo um processo de desenho e execução mais rigoroso e transparente para todos os intervenientes.

Reabilitação de Habitação - Obra Concluída

Ambições futuras A curto prazo, a ANGROUP tenciona continuar neste trajeto, aprimorar a parte de gestão de projetos, que deveria ser mais rápida e eficaz. A médio prazo, a prioridade é colmatar a falta de mão-de-obra na construção através da introdução de métodos construtivos que beneficiem a industrialização em ambiente controlado da construção.

“Algumas coisas têm de se construir de raiz, porque o estado de degradação é irrecuperável, no entanto pode e deve ser feito por métodos construtivos tradicionais representativos da época”

Reabilitação de Habitação, Obra em Execução

Multidisciplinaridade No esquema “tradicional” da construção, a coordenação/execução dos trabalhos é feita por empresas independentes, porém, a ANGROUP reúne as várias especialidades e assume essa responsabilidade, sendo uma das suas principais vantagens em termos competitivos. Neste formato, a empresa existe desde 2015. “Uma vez que conhecemos o projeto a fundo e temos a capacidade técnica de orientar e gerir quem executa a obra, em reabilitação, quando surgem problemas, procuramos resolve-los de imediato com o mínimo impacto possível nas propostas e controlando os custos planeados”. Rua de São Domingos | nº76 Braga Tel: +351 253 777 083 E-mail: geral@angroup.pt | www.angroup.pt

Reabilitação de Habitação - Proposta

BRAGA 113


TABERNA INGLESA

TRÊS GERAÇÕES À MESA NA TABERNA INGLESA A Taberna Inglesa, sediada em Braga, traz consigo uma inspiração oriunda do Algarve onde José Pereira, o proprietário, se familiarizou com ingleses e “com o tipo de arquitetura de espaços que eles consumiam e onde se divertiam”.

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Surge com a ideia de abrir em Braga um espaço distinto e que fosse satisfazer a necessidade que se fazia sentir numa cidade repleta de juventude estudantil e com carência de estabelecimentos apropriados. O conceito foi, desde cedo, um sucesso e para além da beleza interior fazia-se acompanhar de uma carta de hambúrgueres, sanduíches e cerveja que eram muito procurados. Esses mesmos jovens que visitavam o estabelecimento hoje ainda voltam, mas em vez de virem acompanhados com os seus parceiros e amigos enchem a mesa de gerações. “Nós temos três gerações à mesa que começaram aqui a namorar com as mulheres e hoje já são avós”. É desde a sua fundação uma taberna que apenas funciona das 19:00h até às 02:00 da madrugada e nunca nega refeições a horas inadequadas. O proprietário garante que

A concorrência é saudável. Tento motivar-me no meu negócio. Fazer pequenas alterações e ajustes nas cartas durante o ano. Estamos agora a criar a carta de inverno.”

“aqui, se o cliente entrar às duas da manhã, come”. José Pereira vê nesse horário de funcionamento uma mais-valia, pois consegue satisfazer as necessidades de novos visitantes que chegam à cidade depois das horas comuns de jantar e é nos hotéis que os aconselham a visitar a taberna. São 28 anos de muita evolução. Uma casa que servia hambúrgue114 BRAGA

res e sanduíches foi transformada numa steakhouse. O proprietário garante que o menu antigo não foi esquecido, mas que acrescentaram uma carta de variadas carnes servidas em forma de bife. Esta mudança veio acompanhar a evolução dos clientes e garantir que cumpriam um dos seus maiores objetivos: “servir, servir bem”. Quem visitar a Taberna Inglesa pode encontrar as especialidades da casa como o bife taberna que é o prato mais característico, mas também pode encontrar o “bife à portuguesa, bife pimenta, bife cogumelos frescos”, entre outros. Pode ainda adoçar a boca com as sobremesas mais características como “o cheesecake, a mousse de chocolate e o pudim abade priscos”. Já nas bebidas é a famosa sangria que é mais servida. Todos os pratos são confecionados com base nos produtos dos fornecedores locais que tem vindo a acompanhar a Taberna Inglesa ao longo dos seus 28 anos de existência. É graças aos excelentes fornecedores e à equipa de nove profissionais que prestam um serviço de qualidade que é possível sentar à mesa cerca de 90 pessoas em simultâneo e ainda conseguir organizar festas de aniversário (com cerca de 15 convidados). A concorrência não é algo que atormente o proprietário. “A concorrência é saudável. Tento motivar-me no meu negócio. Fazer pequenas alterações e ajustes nas cartas durante o ano. Estamos agora a criar a carta de inverno.” Humildemente conta que cada um deve ter os louros das suas criações. O balanço que faz dos 28 anos é, sem dúvida, positivo e orgulha-se de ter cumprido todos os objetivos a que se propôs. Para o futuro o objetivo é “manter os índices de rentabilidade e manter a equipa estável.” Para os futuros clientes que o possam visitar deixa o conselho de “quando entrarem na Taberna Inglesa entrem com espírito aberto porque isto é um estabelecimento muito bem decorado e demora tempo a absorver.” Serão precisas várias visitas para que o cliente conheça os cantos todos à casa, mas serão visitas repletas de novos pormenores e novos sabores. Rua do Taxa 54, 4710 Braga • Tlf.: 253 262 486 Email: info@taberna-inglesa.com • www.taberna-inglesa.com


HERDADE DO CALDAS, LDA BY JOÃO GEADA

O PRIMOR DO TOMATE E DO MELÃO BRANCO DE ALPIARÇA Com 11 anos de existência enquanto sociedade agrícola, a Herdade do Caldas é uma casa que se distingue, especialmente, pela forma meticulosa e diligente com que realiza o cultivo de tomate e melão branco na região do Vale do Tejo.

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Herdade do Caldas by João Geada João Geada foi “apontado a esta vida”- uma vida dedicada ao cultivo de produtos agroalimentares excecionais - no ano de 1998. Atualmente, o empresário agrícola, natural de Alpiarça, é responsável pela exploração de uma propriedade agrícola situada na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira: a Herdade do Caldas. Uma sociedade unipessoal que surge no ano de 2007 por iniciativa do empresário que garante: “faço o que gosto e não faria mais nada!” O Melão Branco de Alpiarça Tudo começou com o melão. O conhecido melão branco de Almeirim que, afinal de contas, começou por ser produzido por seareiros de Alpiarça, entre eles, o avô paterno de João Geada. Uma história familiar da qual João se orgulha e que decidiu estender a um outro fruto. Considerado o Melhor Produtor de Tomate pela AGROMAIS Trata-se de uma produção que começou por iniciativa de João Geada, uma cultura comercial muito significativa nesta exploração: o

Daqui, o produto sai com grande qualidade, tendo uma cor e teor de licopeno excecionais, razões pelas quais a Herdade do Caldas terá sido considerada a melhor produtora de tomate pela AGROMAIS.

JOÃO GEADA

tomate. 430 dos 560 hectares da propriedade explorada pela Herdade do Caldas é reservada ao cultivo do tomate. Toda a produção deste fruto é escoada para a organização de produtores ou entreposto comercial agrícola, AGROMAIS.

Inovação na agricultura Mas de melão e tomate não se faz a propriedade da Herdade do Caldas! A exploração agrícola do Vale do Tejo também se dedica ao cultivo de milho, cevada, girassol, pimento, ervilha, feno, entre outros produtos agroalimentares. Com 11 profissionais qualificados e dedicados, a Herdade do Caldas é uma referência da região pela qualidade dos produtos que gera. Em períodos que compreendem picos de campanha, 30 especialistas no cultivo laboram arduamente os numerosos hectares da herdade. A drenagem do terreno é parte fundamental do método de inovação dos agricultores da Herdade do Caldas. Na agricultura, a inovação é realizada através da aposta na tecnologia avançada e maquinaria atual. Com sondas que calculam a humidade do solo, GPS introduzido nos tratores que calculam, com precisão, a sobreposição do cultivo, a procura de novos métodos de laborar a terra, procurar alternativas “amigas do ambiente” ao rentabilizar a água utilizada. Para João Geada a agricultura continua a ser uma boa aposta, nas palavras do empresário: “temos que ser cada vez mais empresários, pessoas empresariais com visão de futuro e negócio!”.

Contacto Telefónico: 932 798 034

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UNIÃO DE FREGUESIAS DE SÃO JOÃO DA PESQUEIRA E VÁRZEA DE TREVÕES

BEM-VINDO ÀS FANTÁSTICAS PAISAGENS DO DOURO

Se para alguns São João da Pesqueira continua a ser um lugar escondido no Douro, por outro lado, quem por aqui passou, guardou consigo todos os encantos da região. A Portugal em Destaque veio conhecer São João da Pesqueira numa conversa com Artur Ferreira, presidente da União de Freguesias de São João da Pesqueira e Várzea de Trevões.

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As freguesias de São João da Pesqueira e Várzea de Trevões apresentam-se pelas suas vistas emblemáticas onde a natureza é o seu esplendor.Montes e montes, lavrados à mão pelo homem e entalhados pelas vinhas que constituem o coração do douro. Os olivais completam as frinchas em que a vinha não predomina e as amendoeiras complementam os socalcos dos planaltos. Destas vinhas nasce a maior produção de um dos mais antigos estandartes das cores nacionais em todo o mundo - o vinho do Porto. Paisagens únicas, gentes acolhedoras – São João da Pesqueira retrata-se como um lugar peculiar, belo pela sua envolvência com o Douro e a sua natureza arquitetada pelos agricultores vinhateiros. Escusado será dizer (ou escrever, para leitores mais pragmáticos) que quem vem a esta região irá comer bem e beber ainda melhor. Da broa de Avintes ao Vinho do Porto, da comida tradicional à cozinha de autor, também a gastronomia irá encantar os mais exigentes paladares. Artur Ferreira é o atual presidente da União de Freguesias de São João da Rua D. Afonso III de Leão 5130 – 321 S. João da Pesqueira Telefone: 254 481 288 Email: jfreguesia.sjp.vt@gmail.com

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Pesqueira e Várzea de Trevões, as freguesias mais centrais do mais antigo concelho português. Depois de deixar o seu trabalho na farmácia, recolheu o carinho que o seu bom serviço e simpatia fez despontar nas pessoas da freguesia e candidatou-se para presidir o novo executivo desta União de Freguesias. “Candidatei-me para trazer mudanças, desenvolver determinadas atividades e zelar sempre pelos fregueses. Somos uma entidade política mais próxima da população e faço questão de ter essa mesma proximidade com os meus fregueses”, explicou o presidente, os motivos que o fizeram aceitar este desafio. A cumprir o primeiro mandato, e também o primeiro encargo político faz um balanço positivo do caminho feito pelo novo executivo.Num momento em que o turismo é um dos fatores de crescimento económico, Artur Ferreira, não deixou de destacar a importância que este tem para a região. O património religioso é uma das principais riquezas turísticas, bem como o património natural, que pode ser avistado em vários miradouros ou através do enoturismo dinamizado pelas quintas ou pelo município. De visita obrigatória a quem por esta região passa, é também o singular Palácio doCidrô e o Museu do Vinho, uma obra arquitetónica distinta e emblemática na região. Com foco no grande turismo que a freguesia recebe anualmente, Artur Ferreira não deixou de realçar uma oportunidade de investimento para esta região. “Énecessário mais um hotel que por vezes o existente não tem capacidades para tantos turistas em certas alturas”. Em forma de conclusão, o presidente não deixou de realçar o trabalho do novo executivo, prometendo continuar a dinamizar as freguesias e a trabalhar sempre em prol dos seus fregueses.


INTERMARCHÉ MONTEMOR-O-NOVO

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INTERMARCHÉ MONTEMOR-O-NOVO

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Edição nº 32  

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