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METALCONFORME

COMÉRCIO E INDÚSTRIA DE MÁQUINAS E FERRAMENTAS Sintra • Alentejo • Paços de Ferreira • Alcobaça • Nazaré e Caldas da Rainha • Aveiro • Vizela Viseu • Braga • Fundão • Guarda • Alto Tâmega


Fabri c a nte e armaze nista d e t o d o o t i p o d e e st o r e s A s u a c o nfiança desde 19 8 6

Fabricamos uma variada gama de estores, com funcionamentos diversos, desde o estore tradicional, até ao estore moderno totalmente automatizado. Temos também, uma secção de fabrico de portas de fole e resguardos de duche em PVC. Nos estores decorativos, fabricamos com máquinas automáticas venezianos de alumínio, estores de rolo, estores verticais de tecido e de PVC e estores de rolo exteriores.

Rapidez e eficiência são as nossas linhas a seguir, para proporcionar uma qualidade

w w w . e s to r esb a n d a r r a . c o m


Fa bri ca nt e e armaze nista d e c ai x i l h ar i a d e al u m í n i o e P V C A s u a co nfiança desde 20 0 5

A BandAlumínios tem como sua principal actividade o fabrico de caixilharia de alumínio e PVC. Todas as nossas estruturas são fabricadas com o auxílio de maquinaria de última geração, o que confere uma qualidade irrepreensível. Os sistemas com que trabalhamos estão todos devidamente ensaiados e testados, cumprindo assim todas as normas com distinção.

de serviço que permita corresponder às exigências e necessidades dos nossos clientes.

w w w . b an d a l um i n i o s. c o m


ÍNDICE

ALENTEJO PÁG 16

AVEIRO PÁG 66

BRAGA PÁG 98

EDITORIAL As várias regiões de Portugal têm muito para oferecer e nesta edição da revista Portugal em Destaque poderá ter a prova disso. Começando pelo distrito de Braga, onde se distinguem empresas nas áreas da cartonagem, da reciclagem de roupa usada e de estruturas de betão e ferro, passando pela região Centro, onde se distinguem os sabores tradicionais do fumeiro português e terminando na região do Alentejo, mais a sul, onde em breve ocorrerá a OviBeja, uma das mais conhecidas feiras de agricultura e pecuária nacional, tem muitos motivos para folhear esta edição de março e ficar a conhecer a excelência dos empresários nacionais. A gastronomia está sempre presente, como não poderia deixar de ser, enquanto setor incontornável em Portugal. A qualidade dos restaurantes nacionais, patente de Norte a Sul do território, fica mais uma vez demonstrada nas páginas desta revista. Inovação, tecnologia de ponta, novos produtos, aliados à tradição de sempre é o que faz de Portugal um país único a nível empresarial. Em todas as regiões do país, é possível encontrar gente que empreende, aposta forte no futuro e desenvolve produtos ímpares no seu setor de atividade e que vão influenciar, posteriormente, o mercado onde se vão inserir. As entidades públicas, como as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia, unem esforços, no sentido de tornar os seus concelhos e freguesias dinâmicos, abertos a novas oportunidades de negócio e a uma constante evolução, a nível industrial, social e cultural. As apostas na Educação são cada vez mais evidentes, com os colégios e as escolas profissionais a oferecerem cada vez mais uma educação de qualidade e adaptada às necessidades do mercado de trabalho de cada uma das regiões onde estão inseridos. Portugal é, efetivamente, um país de tradições fortemente enraizadas, mas é também um país empreendedor, virado para o futuro e com um grande desejo de crescer. Fique a conhecer alguns exemplos, nesta edição da Portugal em Destaque. FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R. SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: ANA SOFIA FIGUEIREDO, JOANA GONÇALVES, MARIA JOANA, TERESA MATA, SARA FREIXO, SARA OLIVEIRA, VERA PINHO | OUTROS COLABORADORES: ANA MIGUEL LOPES, DIANA BARROS, JOANA BÁRBARA, JOANA CAPINHA, JOANA QUINTAS, JORGE TEIXEIRA, MARTA CAEIRO, MARTA BOTAS, MARTA MOREIRA, TELMA MOREIRA | DIREÇÃO GRÁFICA: VANESSA MARTINS (VANESSA.MARTINS@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DIREÇÃO COMERCIAL: JOSÉ MOREIRA | DEP. COMERCIAL: CARLOS PINTO, EDUARDO NUNES, JAIME PEREIRA, JOSÉ ALBERTO, JOSÉ MACHADO, LUÍS BRANCO, MANUELA NOGUEIRA, MARÍLIA FREIRE, PEDRO DUARTE, SOFIA SANTOS (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 9ºANDAR, SALA 9.3 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E SECTORIZADA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE MARÇO’18 ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.


SINTRA PME EXCELÊNCIA 2017 Sintra é um concelho que se distingue sobretudo pela importância histórica e arquitetónica que encerra, mas o futuro naquela região faz-se de inovação e apostas empreendedoras, por parte de quem gosta de Sintra, vive no concelho e entende a magia que este encerra. A par com as histórias envoltas em mistério, associadas à Serra de Sintra e aos recantos e jardins propícios a passeios de inicio de dia ou final de tarde, o concelho vive uma atividade empresarial intensa, nos mais diversos setores. Essa atividade reflete-se nos prémios ganhos pelas empresas, nomeadamente a distinção PME Excelência. Forte, como sempre foi economicamente, Sintra continua a apostar fortemente no setor da indústria e da transformação, para gerar liquidez neste que ainda conserva o título de um dos concelhos fortes na área empresarial. Nesta edição, poderá ficar a conhecer o trabalho de algumas dessas empresas, como o fazem e saber as razões pelas quais os negócios que comandam são líderes no seu setor. Com não poderia deixar de ser, apresentamos-lhe PME’s das mais diversas áreas, desde a restauração, passando pela indústria de máquinas e ferragens e a indústria automóvel. Leia as histórias de quem empreende, com qualidade e distinção, neste concelho e, se lhe agradar, vá até Sintra conhecer o fulgor económico do concelho e os seus recantos históricos inigualáveis.

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A INOVAÇÃO COMO FERRAMENTA DO DESENVOLVIMENTO Referência mundial na produção de dispositivos e ferramentas para formar e testar as cablagens da indústria automóvel, a Metalconforme é uma empresa familiar que soube aventurar-se nos mercados internacionais, estando já presente em Marrocos e Roménia. Conheça este exemplo de inovação e excelência, de Portugal para o mundo. METALCONFORME

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Foi em 1993 que nasceu a Metalconforme, uma empresa focada no desenvolvimento e produção de dispositivos e aparelhos para testar os cabos automóveis. Sediada em São João das Lampas, no concelho de Sintra, o projeto surge da experiência da João Jaques no setor da metalomecânica. Aliás, no início, a empresa era especializada em cunhos e cortantes, mas devido à forte concorrência no setor, o empresário optou por mudar o rumo do negócio e apostar no setor automóvel. “Éramos uma empresa 100 por cento metalomecânica e, derivado às mudanças do mercado, demos uma reviravolta e decidimos dedicarmo-nos em exclusivo à indústria automóvel. Hoje, somos fornecedores de primeira linha da indústria das cablagens automóveis”, sublinha João Jaques, administrador da empresa, à qual se juntou, em 2008, a sua filha, Ana Rita Jaques. Em entrevista à Portugal em Destaque, a empresária confessa-se apaixonada pela indústria desde sempre: “cresci neste meio e adoro o que faço. Nunca senti qualquer constrangimento por trabalhar nesta área que à partida se pensa ser mais masculina. Sinto que as mulheres estão cada vez mais presentes nestes setores, quer em cargos de chefia, quer na produção”, confessa Ana Rita Jaques. Internacionalização como fator de sucesso Volvidos 25 anos, a adaptação ao mercado automóvel revelou-se naquela que é, sem sombra para dúvidas, uma aposta ganha.

Até porque, aproveitando a experiência que vinha de trás, a Metalconforme conseguiu desenvolver-se e crescer a cada ano, numa trajetória que persiste até ao presente. Trabalhando praticamente em exclusivo para um setor caraterizado pela grande força a nível internacional, esta é uma empresa centrada na produção de contra-peças e forquilhas, utensílios utilizados no desenvolvimento de cablagens automóveis, bem como para a realização de testes de continuidade e estanquicidade. Face à enorme dinâmica do setor automóvel, à deslocalização das linhas de produção para novos mercados e à modernização da indústria metalomecânica, a internacionalização da Metalconforme foi um passo crucial. “Anteriormente, os nossos principais clientes eram multinacionais com presença em Portugal. Ao longo do tempo, essas multinacionais foram-se deslocalizando para outros países da Europa de Leste e norte de África, em busca de mão de obra mais barata, e nós tivemos que abrir empresas no estrangeiro também, de forma a acompanhar os nossos clientes”, explica Ana Rita Jaques, quando questionada sobre os motivos que levaram a avançar além-fronteiras. Assim, surge a primeira unidade fabril em Marrocos, em 2004, seguida de mais uma na Roménia, em 2005: “esta foi uma iniciativa feita apenas à base dos nossos próprios custos”, acrescenta João Jaques. O balanço, por seu turno, tem sido particularmente po-

sitivo, tendo a empresa encontrado clientes em países como Polónia, Sérvia, Ucrânia, Tunísia, Botswana e África do Sul, para além dos já anteriormente referidos Marrocos e Roménia. “No início, as unidades internacionais funcionavam apenas como estruturas de apoio. Todavia, com o passar do tempo e, acima de tudo, devido a uma questão de proximidade com o cliente final, ampliámos o seu âmbito. Deste modo, iniciámos também a

produção das nossas peças nesses países, assim como a prestação de serviços de assistência e montagem nos clientes”, conta Ana Rita Jaques. Um setor exigente Qualidade e rapidez são conceitos muitas vezes difíceis de conciliar. Para a Metalconforme, são as bases para garantir o sucesso num mercado altamente exigente: “o nos-

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so trabalho assenta, inevitavelmente, na qualidade. Os nossos clientes na indústria automóvel são extremamente exigentes. A nossa qualidade tem que ser muito boa, de modo a satisfazê-los e a fidelizá-los. Ao mesmo tempo, os prazos de entrega são cada vez mais apertados, o que se traduz num verdadeiro desafio”, salienta o administrador. Para João Jaques, embora o setor atravesse os seus altos e baixos, a Metalconforme continua a crescer. “Há três ou quatro anos, mesmo quando se reduziu a venda de au-

tomóveis, nós contínuamos a subir. Este é um aspeto que se explica pelo facto de o design de automóveis já existentes e o lançamento de novos modelos pressuporem o desenvolvimento de novos dispositivos para cablagens, estando a Metalconforme especialmente capacitada para o atendimento a essas necessidades”, evidencia o responsável. Inovação e Personalização “Em todas as nossas empresas assumimos as fases de projeto, investigação, produção e montagem”, esclarece Ana Rita Jaques. “Tudo começa com o envio de uma proposta ao cliente, que nos adjudica o trabalho ou não. Na Metalconforme só trabalhamos com encomendas. No caso de o cliente ad-

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judicar, abrimos uma ordem de produção. Não temos uma produção em série, mas sim à medida. Cada peça é um caso, por isso todos os produtos são desenhados e desenvolvidos aqui dentro. Para tal, temos um gabinete técnico, onde é desenhado o produto e feita a programação para as máquinas CNC, máquinas computorizadas que depois leem o programa e fazem as peças de acordo com o que está programado. Posteriormente, passamos à fase da produção e montagem”, explica. Na indústria automóvel, a segurança e a qualidade são fatores obrigatórios, caraterísticas transversais à Metalconforme que, além de certificada pela norma ISO 9001, conta com um departamento de controlo de qualidade a testar e a aferir todas as peças. A Metalconforme tem também vindo a obter consecutivamente o estatuto de PME Excelência, o que deixa pai e filha orgulhosos: “tudo o que distinga a firma é motivo de grande satisfação. Ser PME Excelência é garantia de que a empresa tem certos coeficientes financeiros e é sinal de credibilidade”, confessa Ana Rita Jaques.


A aposta na formação Devido ao facto de na Metalconforme a produção não ser feita em série e cada encomenda ser única, podendo ser de dez ou cem unidades, o trabalho é inconstante: “Temos alturas em que temos muito trabalho e outras em que temos poucas encomendas, mas devido à falta de profissionais especializados no setor, temos de manter o número de colaboradores para assegurar toda a resposta”, destaca Ana Rita Jaques. Atualmente, são cerca de 30 os trabalhadores da Metalconforme em cada um dos três polos produtivos. Os dois administradores concordam que, embora existam institutos de formação na área da metalomecânica, são escassos os formandos que sabem operar CNC. A formação é, por isso, uma área muito importante dentro da empresa: “acabamos por formas as pessoas aqui dentro e a formação é continua”, sublinha João Jaques. Os responsáveis acreditam que grande parte do sucesso da empresa se deve aos colaboradores e salientam que só com um bom espírito de trabalho se consegue uma produção excelente quer em qualidade como em quantidade. Para tal, existe preocupação em criar boas condições de trabalho, quer físicas quer sociais. Exemplos disso são o desenvolvimento de ações de team building e diversos momentos de ‘brincadeira’, que trazem outra motivação ao trabalho e fomentam a união entre todos. Há ainda um conjunto de outros incentivos aos trabalhadores, como a atribuição de prémios de produtividade e seguros de saúde. Futuro de consolidação Na Metalconforme, o futuro passa pela continuação do investimento na qualidade do serviço e do produto. Para tal, o plano passa por aumentar as instalações da sede, em Sintra: “Os nossos clientes estão a crescer e, consequentemente, nós vamos crescer com eles. Temos um projeto de ampliação do espaço, tendo já adquirido um terreno em frente às atuais instalações. Com este crescimento pretendemos produzir novos produtos, com tecnologia mais avançada, mas sempre dentro da mesma área de negócio, a automóvel”, reforça João Jaques. Posto isto, tudo indica que a Metalconforme continue na senda do crescimento e da inovação que a carateriza, contribuindo para levar o nome de Portugal cada vez mais longe. Estrada do Concelho, nº 23 Pavilhão 5 | 2705-572 S. João das Lampas | Email: metalconforme@mail.telepac.pt Tel. 00351 219 261 997 | Fax 00351 219 202 216 | www.metalconforme.pt

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EQUIPA

ENERGIA, ORGANIZAÇÃO E OTIMIZAÇÃO Estores Bandarra e Bandalumínios são empresas geridas pelo casal sintrense Stela e Vasco Lazaro. Com diferentes propósitos, as empresas são capazes de dar resposta aos diversos setores da construção e da decoração. ESTORES BANDARRA

A empresa Estores Bandarra surge no ano de 1986 por iniciativa de José e Catarina Ganito, pioneiros e impulsores de um projeto que focaliza a produção de estores por medida. Nesta casa foi, e continua a ser, oferecido um serviço personalizado a quem procura os seus produtos. Trata-se de uma empresa que possibilita a criação e customização de estores interiores ou exteriores, manuais ou motorizados. É permitido ao cliente configurar o produto final, adaptando aquilo que ambiciona ao vasto portfólio que lhe é colocado à disposição. Na empresa de Sintra é possível encontrar uma vasta gama de estores que, para além de terem diversas formas de aplicação e utilização, são também pautados pela diversidade decorativa: “temos o arco-íris aqui”. Hoje em dia, muitos dos estores são adquiridos por serralheiros, que fazem a compra e venda do material e a respetiva montagem do equipamento. Natural de Sintra, vila inusitada por 10 | PORTUGAL EM DESTAQUE

excelência, Stela Lazaro, filha de José e Catarina Ganito, começa desde cedo a auxiliar os pais no negócio dos estores. Depois de se formar em contabilidade assume, com os pais, um posto fixo na empresa e, no ano de 2013, encarrega-se das rédeas do negócio com o seu marido, Vasco Lazaro. A Estores Bandarra é uma empresa com o selo de reputação de PME Líder e Excelência, um estatuto atribuído pela IAPMEI - Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação – em pareceria com o Turismo de Portugal, que distingue empresas que se diferenciam pelos resultados obtidos a nível económico e financeiro. Enquanto presentes sócios-gerentes da empresa, Stela e Vasco Lazaro sentem grande orgulho na distinção e pretensões de continuar com o bom trabalho já que,


no passado ano de 2017, a empresa denotou um crescimento de 35 por cento. Bandalumínios, Comércio de PVC e Alumínios, Lda Stela Lazaro e Vasco Lazaro são, atualmente, os empresários responsáveis pelas empresas Bandalumínios e Estores Bandarra. Em 2005, criam a Bandalumínios, Comércio de PVC e Alumínios, Lda. Nesta empresa é realizada a comercialização de perfis de alumínio ou PVC, produtos que vão compor uma janela e que vão ditar o desempenho dela a nível de isolamento térmico, acústico, segurança ou meramente estético. Também servem grandes superfícies como o BricoMarché e marcas como a Maxmat sendo que, ao balcão, atendem particulares. Tendo em conta o atual panorama nacional onde a restruturação ou reabilitação de casas é uma tendência casa vez mais sentida, esta empresa surge em resposta a uma necessidade de complementar a atuação da Estores Bandarra. A corrente de construção em Portugal está, em muito, voltada para a recuperação do património obsoleto que impera nas avenidas, alamedas e ruas nacionais e, como tal, existe uma necessidade em adotar métodos que possibilitem a sua modernização. Entre esses métodos encontra-se a utilização de caixilharia de janelas em alumínio ou PVC que pode, naturalmente, ser conjugada com a aplicação de estores. Neste sentido, Stela Lazaro garante que “também a casa moderna pede o estore”. Trata-se de uma tendência modernista que recaí sobre o estore como meio de decoração para além do benefício térmico que dele advém. Assim, tanto os estores como os perfis de alumínio ou PVC, feitos à medida, são procurados pelos clientes que procuram as empresas do casal sintrense como resposta aos mais diversos projetos de construção. Duas empresas que se complementam Apesar de possuírem distintas identidades, a Bandalumínios e a Estores Bandarra servem, entre si, a mesma carteira de clientes. Em simultâneo, as empresas são capazes de conceder resposta a diferentes solicitações. As atividades por elas realizadas são simultaneamente distintas e próximas. Uma dicotomia que resulta num desempenho eficiente e competente de ambas as empresas já que, graças a ela, são capazes de responder às diversas exigências dos setores que servem. Juntas fazem o comércio de todo o tipo de estores, caixilharia de alumínio, portões, automatismos para persianas, redes mosquiteiras, resguardos de duche, portas de fole e revestimentos em PVC. Uma vasta gama de produtos de qualidade que abrem a panóplia de possibilidades à disposição dos 800 clientes regulares das duas empresas. Trabalham, quase exclusivamente, com o mercado nacional realizando, pontualmente, algumas obras para Angola ou Moçambique. Nas palavras de Stela Lazaro,“o nosso mercado está de Leiria para baixo e ainda há muito Portugal para descobrir.”

A procura de mão de obra qualificada As duas empresas empregam, atualmente, 41 pessoas. Apesar deste número, há uma necessidade, por parte dos empresários detentores da Bandalumínios e da Estores Bandarra, de crescer as equipas de trabalho e colocar jovens na atividade, no entanto “os jovens não têm noção daquilo que é ser operário”, afirma Stela Lazaro. Em entrevista à Portugal em Destaque, a empresária de Sintra admite que a falta de mão de obra qualificada é um problema que afecta o setor devido à“falta de interesse por parte da malta nova e a falta de ensino técnico” diz Stela Lazaro, e acrescenta: “não há uma escola que forme um operário”. Colaboradores Multifacetados e Polivalentes Num ambiente de proximidade e entreajuda, os colaboradores são incutidos num espírito de equipa que os permite ser multifacetados e capazes de trabalhar em diferentes setores: “gerimos a empresa com a mente e com o coração”, garante. Nestas empresas de Sintra os operários “têm tudo menos monotonia”. Stela Lazaro garante que, devido à quantidade e diversidade de artigos e a existência de várias secções e setores, os operários são capazes de realizar vários trabalhos e, por isso, se pautam pela polivalência. Inovação e Crescimento Com 6.000 metros de área para construir 2.500m2 de novas instalações, os empresários Sintrenses, têm pretensões e condições para crescer em amplitude e capacidade de resposta. Neste sentido, têm em vista a integração de novas máquinas e novos produtos, com o intuito de elevar as competências tecnológicas das duas empresas, principalmente no que respeita a sistemas de caixilharia de alumínio e PVC. Para o futuro, os empresários consideram a aposta num projeto de inovação interna, uma restruturação interior para otimizar a produção e dar resposta ao cliente de forma mais rápida. Resume-se a uma implementação de tecnologia dentro de portas para otimizar a produção e dar resposta a um mercado cada vez mais exigente!

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DOIS ESPAÇOS, A MESMA FILOSOFIA: REFEIÇÕES COM QUALIDADE AO MELHOR PREÇO Localizados em Mem Martins, Sintra, os restaurantes Quentifrio e O Pratinho disponibilizam diariamente aos seus clientes refeições de elevada qualidade, a preços convidativos. Carlos e Sónia Fonseca são os responsáveis por este projeto que vai já na segunda geração. RESTAURANTES QUENTIFRIO E O PRATINHO

Recuando no tempo, o empresário relembra que primeiro foi fundado O Pratinho e, posteriormente, dado o sucesso e a necessidade de mais espaço, foi decidido expandir o negócio para mais um local, surgindo assim o Quentifrio. Ambos os espaços localizam-se no centro de Mem Martins, a pouca distância um do outro.

SÓNIA E CARLOS FONSECA

Tudo começou há quase 30 anos pelo pai de Carlos Fonseca, atual responsável pelos restaurantes Quentifrio e O Pratinho. A Portugal em Destaque esteve à conversa com o empresário e com a sua esposa, Sónia Fonseca, a propósito do estatuto de PME Excelência que os dois espaços obtiveram recentemente. “É um orgulho para todos nós. Desde 2013 que temos vindo, consecutivamente, a ser PME Excelência. Sinto que estamos num bom caminho”, confessa Carlos Fonseca.

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Refeições caseiras variadas Nos dois restaurantes é possível usufruir tanto do serviço de cafetaria, como de refeições caseiras ao almoço e ao jantar. Carlos Fonseca explica que, todos os dias, há uma ementa de seis pratos diferentes no Quentifrio e n’O Pratinho, ou seja, 12 opções no total, de peixe e carne, para além de um


Morada : 15-lj-D Rua Azenha , 2725-232 Mem Martins | Tlf.: 219208915 Email : quentifriowr@sapo.pt | www.quentifrio.pt

conjunto de pratos fixos que fazem parte do menu diário. A ideia passa por permitir uma escolha diversa, sem nunca descurar a qualidade. “Queremos providenciar um leque grande de ofertas aos nossos clientes. Temos vários clientes fidelizados que nos telefonam todos os dias a perguntar a ementa de ambos os locais para depois irem onde mais lhes agradar e nós sentimo-nos contentes porque é sinal de que estão satisfeitos”, salienta. Para além das refeições servidas à mesa – O Pratinho tem capacidade para 28 lugares sentados e o Quentifrio para 80 –, existe ainda a opção de take away, permitindo, assim, que os clientes possam levar para casa quer os pratos do dia, quer outros pratos por encomenda. É também possível fazer encomendas para festas ou casamentos. PME Excelência e o futuro O nosso entrevistado salienta o papel fundamental da sua equipa de colaboradores

para o sucesso do negócio, que tem culminado com a atribuição do estatuto de PME Excelência. Para Carlos Fonseca, só com uma verdadeira equipa é possível crescer num setor tão concorrencial como é o da hotelaria. Crescimento é mesmo a palavra que poderia definir o empresário. As perspetivas passam por ampliar ainda mais o negócio, desta vez fora de Mem Martins. “Gostaria muito de ter uma terceira casa, uma quarta quem sabe. Gostaria de atingir novos mercados e levar esta nossa maneira de trabalhar mais longe”, explica Carlos Fonseca. O empresário termina com uma mensagem de agradecimento a todos os clientes que o têm acompanhado desde o início, dando a garantia de que O Pratinho e o Quentifrio serão sempre sinónimo de qualidade e confiança. Os dois espaços estão abertos todos os dias, exceto ao domingo no Quentifrio e à terça-feira n’O Pratinho.

Morada : 264-A-lj Estrada Mem Martins 2725-384 Mem Martins Telefone : 219217766 Email : comensa@sapo.pt www.opratinho.pt

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“A EUGÉNIO DAS NEVES É SÍMBOLO DE CONFIANÇA” Falar de materiais de construção no concelho de Cascais é falar na Eugénio das Neves. Com mais de um século de atividade, a empresa é marca de qualidade, rapidez e profissionalismo, num negócio de família que vai já na quinta geração. EUGÉNIO DAS NEVES

Fundada em 1911, a Eugénio das Neves dispensa apresentações. Foi há 107 anos que José Neves começou a distribuir materiais de construção numa pequena carroça, no concelho de Cascais. O negócio continuou com o seu filho, Eugénio das Neves – que dá nome à empresa –, passando posteriormente para o neto Hélio Neves, e foi continuado, por sua vez, pelo seu filho Luís Neves e esposa Manuela Neves. É, aliás, Manuela Neves a nossa entrevistada, juntamente com Gonçalo Neves, filho e atual braço direito da mãe na Eugénio das Neves. Na empresa é possível encontrar todo o tipo de material de construção. “Temos de tudo um pouco, desde a areia, ao cimento, ao tijolo, ao prego, à madeira”, explica Manuela Neves. Há 30 anos na empresa, a responsável entrou na Eugénio das Neves pelo casamento com Luís Neves, e foi com o sogro Hélio Neves que aprendeu tudo o que sabe sobre o setor. “Foi uma excelente escola”, recorda, sorrindo. A simpatia é, aliás, uma das imagens de marca da empresa. “Fazemos por acolher o nosso cliente sempre com um sorriso. Creio que nos destacamos pelo trato afável, aliado ao profissionalismo do nosso serviço. O nosso lema é dar qualidade, a bons preços e com rapidez, fundamental neste setor”, salienta Gonçalo Neves. Os nossos entrevistados acreditam que foram

GONÇALO NEVES E MANUELA NEVES

estes os fatores preponderantes para que a Eugénio das Neves ultrapassasse a crise que afetou a construção civil e, consequentemente, as empresas de materiais. Para tal também contribuiu a equipa de colaboradores que constitui a Eugénio das Neves: “sem a união e a compreensão deles nos períodos mais difíceis, não sei se estaríamos cá hoje. Temos uma verdadeira equipa. É, por isso, com muito orgulho que somos, este ano, PME Excelência. Esta é uma distinção para todos eles”, revela Manuela Neves. Questionada sobre a área geográfica de atuação da Eugénio das Neves, Manuela Neves explica que esta se prende essencialmente com o concelho de Cascais, embora seja comum entregar material em Lisboa e arredores. No entanto, nos últimos tempos, a empresa também tem vindo a ser contactada por vários clientes do norte do país, que estão a realizar obras em Cascais. “Trabalhamos tanto com grandes empresas, como com pequenas e até mesmo com o cliente individual. A Eugénio das Neves, fruto da sua experiência de mais de um século, é reconhecida como marca de confiança”. Manter esta confiança, aliada à qualidade, é o desejo dos responsáveis para o futuro: “estamos numa época positiva, com um bom volume de vendas e queremos manter esta estabilidade para encararmos o futuro da melhor forma. Esperamos continuar a merecer a confiança dos nossos clientes. Contem connosco, a Eugénio das Neves está cá para vos dar o melhor serviço”, concluem Gonçalo e Manuela Neves.

Rua Santa Eufémia n.º5 (Armazém) | Bairro Santana 2750-107 cascais Email: eugenioneves@mail.telepac.pt | www.eugeniodasneves.com | Tlm 917 577 011 | Tlf.: 214 848 730

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17 ANOS A PRIMAR PELA QUALIDADE A Transolelas é uma empresa que se dedica à limpeza e transporte de resíduos em vários setores de atividade, como o florestal ou a construção civil. Fundada em 2001 por António Sebastião, obteve este ano, pela primeira vez, o estatuto de empresa PME Excelência. TRANSOLELAS

ANTÓNIO SEBASTIÃO

Em entrevista à Portugal em, Destaque, António Sebastião partilha com os nossos leitores o percurso de 17 anos que a Transolelas já vivenciou. Tudo começou em 2001, explica-nos o responsável: “Começámos por nos dedicar à limpeza de fossas e de lodo das serrações de pedra. Entretanto tive a hipótese de fazer parte de grandes projetos, como foi o caso da desmatação do Alqueva, que contribuiu para que a nossa empresa ficasse conhecida no setor”, recorda. António Sebastião começou então a apostar cada vez mais no setor florestal, realizando plantações de árvores e desmatações, e a trabalhar com grandes empresas nacionais como a Portucel em grandes projetos florestais. Em 2017, para alargar o leque de serviços prestados, a Transolelas começou a abraçar projetos mais locais, nomeadamente nos concelhos de Sintra, Cascais e Oeiras. A empresa tem parcerias com colégios privados, câmaras municipais, concessionárias de autoestradas, entre outros, e dedica-se também ao setor da biomassa e construção civil. O responsável pela Transolelas garante que o sucesso da sua empresa se deve ao trabalho de qualidade e ao cumprir com os prazos acordados: “Trabalhamos 24 horas por dia. Se me ligarem a dizer que caiu uma árvore na autoestrada, nós temos que lá ir resolver. Nunca podemos dizer que não”, refere.

moderno e acolhedor. Além disso, comprámos recentemente dois novos camiões e vamos, em breve, iniciar-nos na área dos transportes nacionais e internacionais. É um investimento muito elevado, mas não podemos estagnar. A Transolelas tem tudo para crescer”, salienta. António Sebastião mostra-se, ainda, orgulhoso por ter sido atribuído o estatuto de PME Excelência à sua empresa. Para o responsável, tal deve-se à qualidade da equipa de trabalhadores que o acompanha e ao seu profissionalismo: “Fico orgulhoso por ser PME Excelência e quero continuar a trabalhar para manter esse estatuto. Quero agradecer aos meus trabalhadores porque sem eles não teria conseguido. A empresa é o que é devido ao trabalho deles. Tenho bons trabalhadores, sempre ao meu lado e fico grato por isso”, termina.

Investimento constante Para o empresário, 2018 está a ser um ano de investimentos e novas apostas: “Adquirimos um terreno onde já está praticamente concluído o novo escritório da empresa, mais

Rua das Cordas | Olelas-Sabugo | 2715-458 Almargem do Bispo Tlm.: 939 623 242 | Email: transolelas.lda@sapo.pt

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ALENTEJO ESPECIAL OVIBEJA – TODO O ALENTEJO DESTE MUNDO A Ovibeja é uma marca. E se a necessidade aguça o engenho, a marca “Ovibeja” é a construção partilhada, o passo em frente que é preciso dar sempre, continuadamente à procura de novas soluções. A Ovibeja é a marca de uma feira inclusiva. Encorajadora. Motor impulsionador das diferentes dinâmicas por que é composta a sociedade. É uma feira que apela à participação ativa, ao exercício da cidadania, à construção de mais-valias resultantes de todos os setores de atividade ao encontro da afirmação das diferentes dinâmicas, sejam do setor agrícola e agropecuário, dos desenvolvimentos tecnológicos, da investigação científica, do saber fazer e do saber ser. É uma feira que nasce na terra e se desenvolve na cidade. A Ovibeja é uma feira agrícola que celebra, este ano, a sua 35ªedição. É uma feira da produção. Mas também da transformação, dos serviços, uma mostra institucional, um centro de negócios, de apresentação e discussão dos temas da atualidade. É uma feira das pessoas. Construída e vivida por quem nela participa. A Ovibeja é uma feira diferente. Sem preconceitos. De todas as idades. Da diversidade do campo. Das diferentes expressões da cidade. Ergue-se com respeito à mais pura ruralidade, mas constrói-se de modernidade, numa paleta de todas as cores. A Ovibeja é a construção do sonho: “Todo o Alentejo deste Mundo”! Caro leitor, deixe-se guiar por este sonho e conheça, nas páginas que se seguem, o que de melhor existe em Beja e o que poderá encontrar na Ovibeja 2018, que se realizará de 27 de abril a 1 de maio.

O ALENTEJANO Restaurante

Praça da República 7830 Serpa

T: 284544335 F:284544335

Encerra Domingo à noite e 2.ª Feira www.facebook.com/AlentejanoSerpa 16 | PORTUGAL EM DESTAQUE


35ª OVIBEJA APOSTA NA EXCELÊNCIA E NA INTERNACIONALIZAÇÃO AGROALIMENTAR A Ovibeja, que se realiza de 27 de abril a 1 de maio, celebra 35 anos de percurso com um programa ambicioso, com grande destaque para a internacionalização. Captar a atenção dos mercados para a qualidade de excelência dos produtos agro-alimentares da região é um dos propósitos através do tema AgroAlentejoExport, transversal a toda a feira. Para ficarmos a par das novidades que estão a ser preparadas nesta edição da feira falámos com Rui Garrido, presidente da ACOS – Associação de Agricultores do Sul, a entidade organizadora da Ovibeja. ACOS

A Ovibeja, que este ano comemora o seu 35º aniversário, sempre se distinguiu pela inovação, pela defesa do desenvolvimento agrícola e da região, afirma Rui Garrido, presidente da Comissão Organizadora. Exemplo disso, prossegue, é o Concurso Internacional de Azeites Virgem Extra – Prémio CA Ovibeja, com patrocínio exclusivo do Crédito Agrícola e que já vai na 8ª edição, que está classificado em 1º lugar a nível internacional. Com um dia inteiramente dedicado à fileira do azeite e do olival, através de um simpósio internacional e da entrega dos prémios aos vencedores do concurso, a Ovibeja promove ainda, ao longo da feira, vários momentos de reflexão e de debate em torno dos principais assuntos relacionados com a nova Política Agrícola Comum, entre outros, adianta o presidente da entidade organizadora. O presidente da ACOS sublinha que “a Ovibeja é reflexo dos investimentos feitos na agricultura na região e, ao mesmo tempo, funciona como motor impulsionador do empreendedorismo, do empenho e do profissionalismo que é preciso colocarmos em tudo o que fazemos para obtermos retorno. É preciso trabalhar muito a qualidade e a excelência para nos distinguirmos pela positiva. Essa é uma mensagem que procuramos sempre passar na Ovibeja, ano após ano”. Rui Garrido destacou também que um dos momentos de grande simbolismo da edição deste ano, é a atribuição do nome do Parque de Feiras e Exposições de Beja, onde se realiza a feira, ao incansável impulsionador da Ovibeja e presidente da ACOS durante cerca de três décadas, Manuel de Castro e 18 | PORTUGAL EM DESTAQUE

RUI GARRIDO

Brito, falecido em março de 2016. O presidente sublinhou ainda que, dentro das comemorações do 35º aniversário, a Ovibeja vai ser palco de uma exposição sobre os principais marcos ao longo das 35 edições desta grande feira do nosso país. A Ovibeja é uma feira agrícola, prossegue Rui Garrido, mas também é uma feira generalista, ao encontro de diferentes públicos. É dirigida a profissionais ligados à produção, à investigação e à comercialização e marketing, mas também é dirigida a famílias e amigos. “Costumamos dizer que a Ovibeja é uma feira de todos e para todos porque é o resultado da conjugação de esforços e de vontades. A Ovibeja mobiliza, todos os anos, largos milhares de visitantes, membros do governo, deputados, delegações diplomáticas e empresariais e conta,

habitualmente, com mais de mil expositores de diferentes áreas, desde maquinaria agrícola e florestal, com tecnologia de ponta, passando por expositores empresariais e institucionais, até aos muitos stands de produtos agro-alimentares, tasquinhas e restaurantes e ainda concursos, exposições de gado, demonstrações equestres, artesanato e gastronomia, e uma vasta programação de espetáculos, que atrai milhares de jovens ao recinto da feira”. Os concertos deste ano prometem, como sempre, casa cheia. O concerto de abertura das ‘Ovinoites’, no dia 27 de abril, vai estar a cargo de Xutos e Pontapés, seguindo-se em cada uma das noites Richie Campbel, Buba Espinho e Convidados, de entre os quais se contam Rui Veloso e Virgem Suta, e ainda, na noite de 30 de abril, Diogo Piçarra. Muitos outros grupos e manifestações culturais, de entre as quais se conta o Cante Alentejano, vão enriquecer a 35ª Ovibeja que representa ‘Todo o Alentejo deste Mundo’. A entidade organizadora da Ovibeja é a ACOS, associação de agricultores que, com sede em Beja, conta com cerca de 1.700 associados e que desenvolve uma série de serviços, desde laboratórios, de veterinária e de química (azeite e azeitona), presta apoio e assistência técnica aos agricultores, tem um serviço comercial de ovinos, leilões de bovinos, é centro reconhecido de inspeção periódica de pulverizadores, é entidade reconhecedora de regantes. Tem um serviço de formação profissional certificado, entre muitas outras áreas de atuação ao serviço dos agricultores e do desenvolvimento da agricultura.


“SOMOS O CENTRO DO SUL” A Portugal em Destaque esteve à conversa com o presidente do município mais central do Sul do país, Paulo Arsénio, sobre o futuro deste concelho e as dificuldades sentidas por uma região do interior do país. CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA

O que o levou a candidatar-se à Câmara Municipal? O executivo tem uma grande paixão por Beja, e pelo Baixo Alentejo, e entendemos que a recuperação, a valorização e promoção de Beja passariam por prioridades diferentes das que vinham sendo seguidas. Foi um desafio arriscado, mas compensador e massivamente reconhecido pela população. Apostámos em três ideias fortes: Recuperar, Valorizar e Promover as pessoas, as tradições e o património de Beja. Um dos problemas do concelho, nos últimos anos, é a baixa auto-estima que os bejenses têm de si próprios, da sua cidade e da região de que somos capital. Julgamos que é altura de ultrapassar isso, olharmos mais para nós, e não tanto à nossa volta, e tentarmos valorizar aquilo em que somos de facto bons. Puxarmos por nós próprios e sermos uma terra que tem para oferecer esperança e oportunidades em vez de queixas. Quais as mais-valias que Beja tem para oferecer? O executivo mudou a frase da Câmara Municipal, pois é com base nessa frase que queremos desenvolver todos os setores com o económico em primeiro lugar. Essa frase

é “Centro do Sul”, porque somos exatamente isso - estamos entre a costa alentejana, o porto de Sines, e Espanha, e entre Lisboa e o Algarve. No contexto do Sul do território, somos efetivamente o centro do Sul. Tivemos uma grande transformação do território, a nível agrícola, com o regadio de Alqueva a irrigar, atualmente, 30 mil hectares de terrenos, sendo que em breve passarão para 35 mil, pois haverá um aumento de regadio nas freguesias de Cabeça Gorda e Trindade. A nível de exportações, Beja é uma das regiões do país que exporta muito mais do que importa, o que contribui positivamente para a balança comercial do país. O maior problema é a questão populacional, pois continuamos a perder pessoas. O concelho cria riqueza, mas as pessoas não se fixam aqui. É preciso passarmos a uma segunda fase da evolução do município, com a fixação de pequenas e médias empresas na região, para que seja possível criar postos de trabalho e fixar população. Temos boas infraestruturas de saúde e educação, por isso Beja é uma boa cidade para as famílias se fixarem. A nossa ideia é criar, num prazo de oito anos, condições para inverter a curva populacional, e por isso uma das nossas mais fortes apostas é o Gabinete de

Apoio ao Empresário, nas instalações da Câmara, que já está a funcionar, em que o empresário vem, expõe o seu projeto e é acompanhado por um técnico superior do município até à sua fase final. A nível turístico, o que tem Beja para oferecer? Temos de pensar muito seriamente no segmento turístico que queremos seguir, porque não queremos seguir o turismo massificado da costa algarvia, já que isso destruiria a identidade de Beja. Por outro lado, também não somos património da Unesco, como Évora. Não cabe à Câmara substituir-se aos agentes económicos privados do setor do turismo, mas poderemos promover eventos, relacionados com o território e que valorizem a marca ‘Beja’. Tivemos a primeira reunião com os empresários do turismo do concelho e foi muito produtiva. Parece-me que devemos apostar em turismo de Natureza e de Património, pois temos percursos pedestres demarcados, excelentes condições para observação de aves bem como no turismo em espaço rural que está na moda e em que temos ofertas de excelência ainda que reduzidas para ter escala. Um dos principais eventos da região é a OviBeja, que está quase a acontecer… É verdade e a OviBeja é o acontecimento que melhor projeta Beja para o exterior. A Câmara apenas apoia o evento, porque a organização fica a cargo da ACOS, que já o faz há 34 anos. Este ano será a 35ª edição deste evento. É uma feira ímpar, onde se cruzam todo o mundo agrícola. Creio que será das maiores feiras a nível nacional, onde se juntam espetáculos de grande qualidade, gastronomia de referência e, em simultâneo, se negoceia gado ovino, bovino e caprino. Além disso, é um evento de famílias, onde é possível passear durante todo o dia. Passam pela OviBeja todos os grandes nomes da política nacional, ao longo daqueles cinco dias, incluindo o primeiro-ministro e o Presidente da República, o que lhes permite ter noção da realidade do Baixo Alentejo. É importante tomar conhecimento do que se passa no território,

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através do contacto direto com os agentes económicos. Para além da OviBeja, que outros eventos se realizam aqui ao longo do ano? Temos um festival novo, cuja primeira edição será em jJunho e esse sim é organizado pela Câmara. Chamámos-lhe Festival B, de Beja, Baixo Alentejo, bianual e bi-temático. É um projeto a quatro anos, pois não podemos projetar a cultura para além do nosso mandato, e está organizado para que, nos anos pares – 2018 e 2020 – tenha eventos de cante, fado e petiscos e nos anos ímpares – 2019 e 2021 – seja sobre Mariana Alcoforado, uma personalidade romântica e originária de Beja. O festival terá a duração de três dias e, no que diz respeito aos anos pares, será consagrado ao fado, ao cante e aos petiscos baseados na dieta mediterrânica. Assim, será um evento único, porque junta três patrimónios imateriais da Humanidade – a dieta mediterrânica, o fado e o cante. Tudo isto acontecerá de uma forma muito natural, porque teremos quatro palcos, espalhados pela cidade, todos

acessíveis através de percurso pedestre. No centro da cidade, estarão presentes os restaurantes com a oferta de petiscos de dieta mediterrânica. Os quatro palcos vão estar junto a quatro monumentos da cidade, visto que 2018 é o ano europeu do Património. Há vários parceiros, privados e públicos, que depois de o festival ser apresentado, no dia 2, contactaram o município e manifestaram interesse em se associar ao projeto. Nos anos ímpares, 2019 e 2021, o festival será dedicado a Mariana Alcoforado. Em 2019 cumprem-se os 350 anos da primeira edição das Cartas de Amor de Soror Mariano Alcoforado. Nesses dias, queremos transformar Beja na cidade da paixão, pois somos a cidade da paixão por natureza, devido a Mariana Alcoforado. Existe uma estratégia bem delineada, pela parte do executivo, que engloba todas as áreas, desde a Economia à Cultura… Sim, mas a Câmara tem recursos limitados e problemas estruturais muito graves, nomeadamente um património edificado

municipal em muito mau estado, um parque automóvel com uma média de 18 anos e uma média de idades muito avançada, no que diz respeito aos trabalhadores camarários. Porém, estamos no limite orçamental de despesas com pessoal, por isso a contratação de pessoal é muito difícil. A rede viária do município está também num estado de degradação muito avançado. Todavia, o mais importante é o investimento vindo de particulares, que têm um projeto empresarial e dizem que querem investir aqui. Com esse investimento, a Câmara conseguirá aumentar as receitas e executar projetos. O aeroporto, por exemplo, será rentabilizado através da construção de um hangar de reparação de aviões A330 e A340, por parte da HiFly, que dará emprego a 150 pessoas altamente qualificadas. Uma mensagem final para os seus munícipes e para os nossos leitores?

Para os munícipes, dizer-lhes que estamos fortemente empenhados em cumprir aquilo que lhes anunciámos há cerca de cinco meses. Somos uma equipa jovem, alegre, muito dedicada e estamos disponíveis para todas as parcerias que sirvam para desenvolver Beja de forma sustentável. Aos leitores, aconselho a que visitem Beja. Temos a Festa do Azulejo, nos dias 4 e 5 de maio, a Beja Romana, de 17 a 19 do mesmo mês e o Festival de Banda Desenhada, que é o segundo maior do país, entre final de maio e início de junho. Além disso, entre os dias 4 e 7 de outubro haverá a Feira Patrimónios do Sul, uma organização da responsabilidade do município, bem como o nosso excecional Pax-Júlia com uma programação cultural de referência. Esperamos por todos.

PAULO ARSÉNIO

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UMA FREGUESIA, UM POLO TURÍSTICO DE BEJA Nossa Senhora das Neves é uma freguesia rural pertencente ao concelho de Beja. Nela habitam cerca de 1.500 habitantes que, nas últimas eleições, manifestaram o total desejo de que Jorge da Mata assumisse a presidência da Junta de Freguesia. Conseguido esse desígnio, o autarca falou-nos sobre as suas motivações e projetos para a freguesia que agora representa. JUNTA DE FREGUESIA NOSSA SENHORA DAS NEVES

JORGE DA MATA

Desde muito cedo ligado à vida social da freguesia, Jorge da Mata pertenceu aos corpos gerentes do Grupo Desportivo e Cultural das Neves, às comissões de festas em honra da padroeira, foi presidente da direção da Casa do Povo, presidente da Assembleia da Freguesia, secretário do executivo e agora, presidente da Junta de Freguesia. É professor de Educação Moral, Religiosa e Católica e, apesar de dedicar muita da sua atenção aos seus alunos, exerce o cargo de presidente com muita satisfação.

“Nossa Senhora das Neves, és a nossa freguesia, onde mora tanta gente, com prazer e alegria”.

Horário de Funcionamento Verão 08h - 15h Inverno 08:00h - 16h 22 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Rica em atividades culturais Apesar de muito próxima da cidade de Beja, a freguesia de Nossa Senhora das Neves realiza, ao longo do ano, diversas atividades culturais que visam agradar aos seus habitantes. Destacam-se assim: a Cultuneves (uma semana cultural e desportiva, com várias atividades), a celebração do dia 25 de abril, do dia da mulher, do dia de S. Martinho, do Baile da Pinha do Idoso e as festas em honra de Nossa Senhora das Neves (realizadas no último fim de semana de agosto ou no primeiro de setembro). No entanto, o nosso entrevistado lamentou a ineficácia do seu cartaz cultural no que à envolvência cívica diz respeito. “A nossa freguesia funciona como um dormitório da cidade. A verdade é que as pessoas, apesar de morarem aqui, preferem fazer a sua vida e as suas atividades de lazer na cidade. Mas temos tentado combater essa realidade”, garantiu o presidente. Projetos já desenvolvidos e em desenvolvimento Jorge da Mata contou, orgulhoso, um pouco do trabalho que realizou em conjunto com o anterior executivo desta junta de freguesia. “Criámos, num espaço que esta-

Rua Bento Jesus Caraça 11 284 331 511 7800-651 Nossa Senhora jf-neves@jf-neves.pt das Neves, Portugal www.jf-neves.pt

va abandonado, um parque para a aldeia. Dele fazem parte um parque infantil, várias máquinas para ginástica sénior, casas de banho públicas, um espaço para a prática de jogos tradicionais e desportivos e, ainda, um espaço para vendas ambulantes. Ainda no anterior mandato procedemos, também, à ampliação do cemitério”. No que ao seu mandato enquanto presidente de junta de freguesia diz respeito, Jorge da Mata salientou o Projeto + Saúde, que pretende fazer face ao facto de o posto de saúde mais próximo se encontrar em Beja. “Temos três enfermeiros que fazem atendimento, uma vez por semana, nos quatro polos da freguesia: em Neves, Porto Peles, Vila Azedo e Padrão. É um projeto da Casa do Povo que a Junta de Freguesia apoia em 50 por cento dos custos”, revelou. Oferta turística e cultural Para além da Igreja Paroquial de Nossa Senhora das Neves, do Cruzeiro Manuelino, da Fortificação Romana e do Pórtico de São Fernando, esta freguesia oferece aos seus visitantes uma oferta gastronómica de eleição através dos restaurantes: Taberna do Cesário, Toi Faróis, O Martelo e As Primas. E no que ao turismo rural diz respeito, as ofertas também são variadas, contando-se o Monte das Beatas, o Monte do Gafanhoto, o Monte Manjoa e o Agroturismo Terras e Vinhos.


NOVO EXECUTIVO E NOVO RUMO PARA DUAS FREGUESIAS Nas últimas eleições realizadas em outubro do ano passado, a União de Freguesias de Albernoa e Trindade viu o executivo que a presidia mudar por completo. Carlos Casimiro assumiu a presidência e, em entrevista à Portugal em Destaque, explicou os projetos que tenciona desenvolver nas freguesias que agora representa. UNIÃO DE FREGUESIAS DE ALBERNOA E TRINDADE

A razão que motivou Carlos Casimiro a candidatar-se prendeu-se com a sua crença na mudança. “Candidatei-me no seguimento de um convite de candidatos de eleições anteriores e com o apoio do Partido Socialista porque acreditava que estava na hora de mudar a força política que vigorava na altura. Quisemos tentar fazer algo por estas aldeias, porque já há muito tempo que se fazia muito pouco por aqui”, começou por contar. As freguesias de Albernoa e Trindade distam sete quilómetros uma da outra e apresentam características bastante distintas, o que leva o autarca a discordar da nova reorganização territorial que impôs a União das mesmas: “apesar de me dar bem com toda a gente, a verdade é que estas são duas freguesias com identidades muito diferentes, o que dificulta presidi-las. Por isso, concordo com a unificação das freguesias urbanas, mas não com a unificação das rurais”, afirmou o autarca.

parque de estacionamento coberto para as viaturas da União de Freguesias e uma passagem na ribeira de Cobres que liga Cantinho da Ribeira /Trindade a Alcaria Ruiva uma ambição antiga dos habitantes locais e de quem nos visita. A reabilitação das inúmeras casas abandonadas e degradadas que se encontram nestas duas localidades é também, uma preocupação para o atual executivo que para isso precisa da colaboração e ajuda da C.M de Beja . Albernoa e Trindade apresentam diversas atrações turísticas, das quais podemos destacar as rotas de passeios pedestres sinalizadas, passeios a cavalo, balão, barco, motas e bicicletas , caça e pesca , a Igreja Matriz de ambas as localidades. Na primeira, o Clube Motard e o Futebol Clube Albernoense, o Grupo coral Douradas espigas , Centro de convivio , os amigos de Albernoa e o Clube de caçadores são os principais impulsionadores no que à organização e realização de atividades anuais diz respeito. Na segunda, essa responsabilidade cabe ao

Projetos ambiciosos Albernoa é uma freguesia que tem muitas linhas de água a passar por debaixo dela, e a precisar a realização de obras. “Nesse sentido, queremos resolver o problema das linhas de água,as ruas e os caminhos rurais e a par disso, queremos reabilitar o antigo edifício do posto da GNR. Lá pretendemos centralizar os serviços da União de freguesias , construir uma casa mortuária”, enumerou. O presidente também partilhou com a nossa revista que pretende fazer um

CARLOS CASIMIRO

Centro Cultural, Desportivo e Recreativo da Trindade e o Clube de Caçadores As freguesias representadas por Carlos Casimiro também oferecem diversas unidades de turismo rural de qualidade com olivais , vinhas e adegas. Assim, em Albernoa, contam-se: a Herdade da Malhadinha Nova, a Herdade dos Grous (Vila Vita) e o Vila Galé Clube de Campo. Por outro lado, na Trindade, encontram-se: a Herdade da Mingorra e o Monte dos Xistos (um espaço que promove o turismo sustentável). Seja nas festas anuais de Agosto e Setembro ou em junho, aquando da Feira Anual do Idoso, em Albernoa, ou em Novembro, aquando da Feira do Vinho, na Trindade, Carlos Casimiro deixa o convite a todos os nossos leitores: “nós somos povos acolhedores, com boa gastronomia e por isso vale a pena cá vir, em qualquer altura do ano. Quer em Albernoa, quer na Trindade, quer no Cantinho da Ribeira, todos serão bem-recebidos”, finalizou o presidente.

UNIÃO DE FREGUESIAS

DE ALBERNOA E TRINDADE MORADA: RUA DO PORTO, 27 | 7800-601 ALBERNOA CONTACTOS: 284 965 166 / 284 952 137 EMAIL: UFALBERNOATRINDADE@GMAIL.COM FACEBOOK: HTTPS://WWW.FACEBOOK.COM/FREGUESIA.ALBERNOA

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ESPECIALISTAS EM SISTEMAS DE REGA A Irripax – comércio de máquinas agrícolas e industriais, Lda. oferece aos seus clientes soluções integradas que visam suprir as suas necessidades de rega. Luís Brito, Maria Elisa Dias, Francisco Varela Crujo e Arlindo Rebolo são os sócios-gerentes que administram esta empresa que a Portugal em Destaque visitou, por forma a conhecer um pouco mais sobre a sua atividade e sobre a realidade atual da agricultura no Alentejo. IRRIPAX

ARLINDO REBOLO

A Irripax nasceu em 1996 fruto da junção da experiência de largos anos adquirida, na área, pelos seus quatro fundadores – os quais se mantêm em funções até aos dias de hoje: “Quisemos lançar-nos por conta própria, impulsionados pelas potencialidades que a Barragem do Alqueva traria ao Alentejo”, avançou o nosso entrevistado, Arlindo Rebolo. Desde viveiros e estufas, a vinhas, olivais e pomares, os técnicos da Irripax trabalham com afinco no projeto e instalação de sistemas de rega no setor agrícola, comercializando e instalando sistemas de rega gota a gota, que consistem no fornecimento localizado de água com um rigoroso controlo da quantidade da mesma. Ainda no início da conversa com o representante da Irripax, a questão da seca severa que o país atravessa foi abordada: “os níveis freáticos estão muito baixos, as pequenas barragens vazias. Temos sido afetados pela seca na parte do regadio e na criação de gado. Vale-nos, neste momento, o Alqueva. Mas ainda não chega a todas as zonas, como a Mértola e a alguns locais de Serpa, por exemplo”. 24 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Um parceiro de confiança A Irripax orgulha-se de ter clientes que a acompanham desde o início da sua atividade: “Estão connosco porque diferenciamo-nos na assistência técnica e na qualidade dos nossos serviços”, justificou o empresário. O facto de trabalhar com marcas reconhecidas no mercado também é uma mais-valia para esta empresa: “essas marcas dão-nos garantias e credibilidade perante os nossos clientes”. Apesar de contar com uma equipa formada e devidamente especializada, o porta-voz da Irripax lamentou a falta de mão de obra existente na região: “Posso garantir que poderíamos crescer mais se houvesse mais mão de obra qualificada no mercado. Infelizmente o que se verifica é que os cursos lecionados não são os adequados às atividades predominantes no Alentejo”. Numa altura em que a agricultura alentejana está em pleno crescimento e os investimentos são feitos a olhos vistos, a Irripax assume-se como um grande apoio neste setor: “Grande parte dos clientes que temos começaram a sua atividade connosco e nós, com orgulho, acompanhamos a sua evolução a par da evolução da agricultura alentejana”, relatou Arlindo Rebolo, ao mesmo tempo que se mostrava preparado para acompanhar a inevitável inovação e modernização dos sistemas de rega nos próximos anos: “estamos sempre a aprender, fazendo formações nas fábricas dos nossos fornecedores e participando em feiras nacionais e internacionais por forma a mantermo-nos atualizados”, concluiu o nosso entrevistado.


Soluções integradas que visam suprir as suas necessidades de rega.

1. Irripax

2. Irripax

Rua Metalúrgica Alentejana, 19 7800-007, Beja

Zona Industrial, Lt 37 7900-193, Ferreira do Alentejo

T: 284 241 091

T: 284 241 023

irripax@irripax.pt www.irripaxlda.com/pt


O FUTURO ESTÁ NA AGRICULTURA ALENTEJANA

A Canudo Lança, Lda. é uma empresa de referência no apoio ao setor agrícola – é especialista em drenagens e no apoio à instalação de novos projetos de regadio na área de influência do Alqueva. Gerida pelo casal Luís e Helena Lança tem conseguido, ao longo dos anos, adaptar-se da melhor forma às transformações do mercado. Estão presentes em mais uma edição da Ovibeja e, neste sentido, estivemos à conversa com os responsáveis para conhecer a atividade que desenvolvem e o segredo que está por detrás do sucesso desta empresa. CANUDO LANÇA LDA. A Canudo Lança foi fundada em 1997 no seguimento da atividade em nome individual de Manuel António Canudo Lança, pai do nosso entrevistado: “ele começou com pequenos trabalhos agrícolas e florestais e esteve na origem do projeto que previa a construção da Barragem do Alqueva. Com muita dedicação e exigência foi ampliando a empresa sobretudo na área da construção civil e obras públicas”. “Estamos no sítio certo, na altura certa, para ajudar a desenvolver o Alentejo” 2006 foi o ano em que o nosso entrevistado, nesta altura licenciado em Engenharia Civil, ingressou a equipa da Canudo Lança, Lda. e foi também o ano em que se deu a viragem na construção civil. “As coisas complicaram-se muito e eu e a minha esposa vimo-nos com apenas dois caminhos por onde seguir: ou emigrar ou reorganizar a empresa, voltando aos trabalhos agrícolas”, confidenciou-nos.

LUÍS E HELENA LANÇA

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Optaram pela segunda hipótese e o resultado não poderia ter sido melhor: “fomos teimosos e reinventámo-nos. Voltámos às origens”, acrescentou Helena Lança. Hoje somos reconhecidos pela qualidade dos serviços agrícolas que prestamos – movimentação de terra; ripagens; surribas; despedregas; drenagens; reparação de roturas, entre outros. “Apostámos na formação, investimos num sistema de gestão de qualidade porque acreditamos que uma gestão moderna tem de aferir rigorosamente custos e antecipar cenários identificando oportunidades para que se traduzam em resultados”. Investir, trabalhar e reduzir custos Segundo os nossos entrevistados, “finalmente a agricultura é rentável, finalmente os investimentos não dependem totalmente de projetos e subsídios e, finalmente, o Alentejo produz”. Helena Lança vai mais longe: “acho que o resto do país não tem noção do que está a acontecer aqui”. São cerca de 20 os funcionários que laboram na Canudo Lança, Lda. “O seu know-how, a capacidade técnica e a preocupação em assegurar a melhoria contínua dos serviços prestados são fundamentais para cumprir o nosso principal objetivo – assegurar a qualidade do nosso trabalho e satisfazer as expectativas dos nossos clientes”, afirma Luis Lança. “No entanto, deparamo-nos com alguns constrangimentos, um deles é a falta de mão de obra. Antes queixávamo-nos da falta mão de obra especializada, hoje não há mão de obra de todo. Falta gente e, a juntar a isso, temos o ensino profissional completamente desenquadrado com as necessidades locais”, alertaram. No que ao futuro diz respeito, os nossos entrevistados mostraram-se sabedores sobre qual o caminho a seguir: “queremos apostar noutras áreas de negócio, nomeadamente o transporte de mercadorias (cereais a granel), aproveitando os recursos que dispomos. Estamos já a pensar no futuro porque o Alentejo tem milhares de hectares de amendoal e olival que ainda não estão a produzir”.


Canudo Lanรงa, Lda. Rua Primeiro de Maio 7940-121, Cuba

Telefone: (+351) 284412146 Email: geral@canudolanca.pt

www.canudolanca.pt


EQUIPA JOVEM E MULTIDISCIPLINAR A Bajaprojecto é uma empresa recente que se encontra localizada no concelho de Beja. Especializada em consultoria e projetos de engenharia, esta entidade é já uma referência além-concelho. Fábio Cruz e José Paulo são os administradores da Bajaprojecto e foi com eles que estivemos à conversa por forma a conhecermos um pouco mais sobre o trabalho que desenvolvem. BAJAPROJECTO

JOSÉ PAULO E FÁBIO CRUZ

A marca Bajaprojecto existe desde 2008. Engenheiros civis de profissão, os nossos entrevistados contaram que este projeto nasceu com o objectivo de dar resposta às necessidades que existiam no desenvolvimento de projetos de especialidades, criando várias sinergias que se mantem até aos dias de hoje: “somos um grupo de engenheiros que trabalha em parceria com várias empresas do mercado”, afirmaram. Com o aparecer das obrigações no campo da certificação energética, a Bajaprojecto viu aí a sua janela de oportunidade, lançando-se nesse mercado. “Contamos mais de 1500 certificados emitidos”, garantiram orgulhosos os nossos entrevistados. Dos projetos de engenharia civil à construção O bom trabalho desenvolvido na área dos projetos de engenharia civil e certificação energética levou a que a Bajaprojecto iniciasse atividade na área da construção e fiscalização de obras públicas e privadas. “Trabalhamos essencialmente na região do Alentejo e temos várias obras importantes a decorrer, nas quais intervimos directamente no desenvolvimento dos projectos de especialidades,

fiscalização e coordenação de segurança. A Fábrica de Chocolate em Montemor, a Fábrica de Embalamento de Frutas em Beja e os 10 blocos de apartamentos que estão a ser construídos em frente à Ovibeja, são alguns dos exemplos. No entanto, já desenvolvemos projetos para Cabo Verde, nomeadamente um edificio para Central de Dessalinização”, evidenciaram. Nesse seguimento, o sucesso alcançado nesse patamar de atividade elevou Fábio Cruz e José Paulo a um outro nível: “também já começámos a comprar imóveis por forma a fazermos o projeto, reconstrução e posterior venda”, confidenciaram. De facto, a reabilitação de edifícios é uma necessidade no concelho de Beja e os diversos fundos comunitários existentes para esse fim são um forte impulsionador para que isso aconteça, no entanto, segundo os nossos entrevistados: “A par da reabilitação começa também a existir muita construção”. A resistência que demonstraram ao longo dos anos de maior crise na construção civil é o principal fator diferenciador da Bajaprojecto. “ Ultrapassámos uma das maiores crises da construção no país, tornando-nos assim uma empresa de referência na nossa cidade”, assumiram, ao mesmo tempo que salientavam a cada vez maior exigência com que os clientes tratam os seus projetos. Constrangimentos ao setor Para os nossos entrevistados não é fácil ser-se engenheiro em Portugal “principalmente porque os projetos são pouco valorizados e, por isso, temos pouco tempo para dispensar a cada projeto. Não conseguimos dedicar-nos conforme gostaríamos. A pressão é enorme e a exigência muito grande e isso obriga-nos a trabalhar bem, demasiado depressa”. A elevada carga fiscal existente dificulta a gestão de recursos humanos e logísticos necessários ao bom funcionamento de qualquer empresa. “É muito dificil manter uma empresa no ativo com o atual panorama empresarial”, lamentaram. Em final de conversa, ficaram os desígnios: “Beja precisa de pessoas. Temos agricultura, falta-nos indústria e turismo. Estamos muito isolados e as acessibilidades não são as melhores. Ainda há muito por fazer em Beja, mas estamos num bom caminho”, finalizaram os jovens empresários.

Rua Dr. Afonso Costa, 45 7800-496 Beja T: 284 361 334 E: geral@bajaprojecto.com

www.facebook.com/Bajaprojecto 28 | PORTUGAL EM DESTAQUE


ATIVOS NO APOIO À AGRICULTURA ALENTEJANA A Ruralteam – Consultoria e Investimento Agrícola, Lda. é uma empresa especializada em consultoria, gestão e investimento agrícola e florestal. Fundada em 2006, conta com a experiência e conhecimento de um grupo de técnicos que há vários anos trabalha neste setor. RURALTEAM

FERNANDO ROSÁRIO

Falar de Alentejo é falar, sem dúvida, de agricultura. Sendo um setor que, nos últimos anos, tem sofrido constantes evoluções, surge a necessidade de criar ferramentas de apoio quer aos agricultores, quer a potenciais investidores. Foi nesse contexto que, há 12 anos, surgiu em Beja a Ruralteam. Embora não tenha muitos anos, este projeto resulta da junção e da experiência de outras duas empresas e de três sócios, Fernando Rosário, Joana Tareco e Rui Garrido, todos com largo conhecimento da região alentejana e do setor agrícola. A Portugal em Destaque esteve à conversa com Fernando Rosário, sócio-gerente da Ruralteam, e ficou a conhecer uma empresa de extrema importância para o dia-a-dia daqueles que lutam por um Alentejo melhor. “A Ruralteam surgiu da necessidade de apoiar candidaturas a programas operacionais da agricultura, como foi o caso do programa AGRO, PRODER e PDR2020”, explica o responsável. O nosso entrevistado salienta que o programa AGRO coincidiu com uma grande evolução no setor, na região. Numa época em que a Barragem do Alqueva era ainda um sonho, muitos foram os agricultores que se começaram a aperceber da importância de procurar água e do investimento que seria necessário realizar nesse sentido. Como tal, deu-se a introdução de novas culturas, como o milho e o olival, e a manutenção de outras que já se realizavam

em sequeiro, mas agora em regadio. Muitos desses investimentos só foram conseguidos através do recurso aos programas, tendo a Ruralteam dado apoio a muitos interessados e conseguido inúmeras aprovações aos diferentes projetos. Nos dias de hoje, Fernando Rosário explica que as áreas de atuação da Ruralteam alargaram. Continuando a dar apoio no que respeita a candidaturas a programas comunitários como o PDR 2020, atualmente em vigor, mas também a estudos económicos e avaliações de prédios rústicos, acompanhamento técnico e uma série de outros serviços que se complementam. O segredo passa pela confiança: “já trazemos experiência e um grande leque de clientes que temos fidelizado ao longo destes anos e já inspiramos um grande grau de confiança, com resultados à vista”, reitera. Para Fernando Rosário, 2018 será um ano de continuidade para a Ruralteam. O objetivo, diz-nos, passa por dar seguimento ao trabalho já iniciado há largos anos, no sentido de solidificar ainda mais a presença da Ruralteam junto de agricultores, investidores e interessados. “Não queremos crescer demasiado, mas sim manter a qualidade que nos caracteriza. Queremos manter a reduzida estrutura que temos e continuar a dar o melhor apoio técnico a quem nos procura”, conclui.

Telefone 284 327 938

Rua de Blasco Hugo Fernandes, 7 7800-591 Beja

Telemóveis 967 075 230 939 736 424 932 202 526

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UMA FARMÁCIA CENTENÁRIA QUE MANTÉM A QUALIDADE A CONFIANÇA A Farmácia Oliveira, em Beja, está carregada de um “caminho com percalços”, mas que se aproxima, dia após dia, de um final mais feliz. À conversa com a Ana Fernandes, proprietária e diretora técnica deste local, fomos descobrir um espaço que responde às necessidades dos utentes com um serviço personalizado e cuidado. FARMÁCIA OLIVEIRA

tária, e não por embalagem completa, conta a Ana Fernandes. “Na parte inferior do edifício fizemos logo um laboratório equipado para preparar as separações de medicamentos se fossem necessário”, acrescenta. A proprietária e diretora técnica da Farmácia Oliveira salienta também que “até hoje tal não foi necessário, mas recebemos uma boa avaliação do Infarmed, como o melhor laboratório visto nos últimos tempos neste tipo de instituições”.

ANA FERNANDES

Passado que marca o caminho para o futuro Farmácia centenária, surgiu primeiramente nas Portas de Mértola. O espaço, antigo, com teto ainda construído com placas em madeira, e com muitas infiltrações quando chovia, tornava complicada a passagem dos invernos. Conforme conta a Ana Fernandes em entrevista à Portugal em Destaque, a direção tinha planeado fazer obras neste primeiro local, mas o facto de o edifício ter mais do que um andar que não eram propriedade da farmácia impossibilitou a sua realização. A opção foi a mudança para outro espaço. Todavia, a distância da Farmácia Oliveira para com as suas congéneres não estava de acordo com as normas estipuladas pelo Infarmed e, ainda que o “espaço tivesse ficado muito bem conseguido”, esta situação forçou o regresso ao lugar inicial. Mesmo com obras, passado meio ano, com o regresso do inverno, chegaram novamente as inundações. Foi a mãe da Ana Fernandes - “uma empresária visionária” que tinha comprado a farmácia no ano de 1977, também filha de farmacêutico e, na altura, grávida da atual responsável, que procurou outras soluções para as novas instalações. O espaço, hoje situado junto ao Continente, encontra-se aberto desde o ano de 2007, tendo sido desde logo planeado para albergar “instalações a pensar no futuro”, numa altura em que se ponderava a necessidade de efetuar a venda dos medicamentos por quantidade de comprimidos, sob a forma de dose uni32 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Confiança e dedicação Com cerca de 300 utentes por dia, e situada numa zona com várias aldeias à volta, a Farmácia Oliveira tem uma política de “manutenção de stock, quantidade e qualidade”. Mesmo em tempo de crise, quando foram várias as farmácias que optaram pela redução destes parâmetros, foi este pensamento que permitiu a “conservação dos nossos utentes, que saem daqui com a receita dispensada e com pouco tempo de espera”. Ainda que a localização da farmácia, situada na periferia, não atraia a população mais envelhecida, a verdade é que a realidade da Farmácia Oliveira é diferente do habitual. A Ana Fernandes explica que “apesar de termos utentes habituais, são muitas as pessoas que vão ao Continente e aproveitam a proximidade existente para virem ao nosso espaço e terem a resposta à sua receita”. As farmacêuticas da Farmácia Oliveira, juntos com os técnicos de


farmácia, “alguns com cinquenta anos de casa”, estão capacitados para responder aos problemas dos seus utentes, “respeitando sempre os limites de ética profissional”. Por outro lado, a“confiança das pessoas nesta que é uma farmácia com uma equipa muito familiar entre si, ajuda a aumentar a familiaridade para com os utentes”, salienta a proprietária. Atendimento personalizado Além da venda direta de medicamentos sujeitos, ou não, a receita médica, a Farmácia Oliveira tem também implementada uma série de serviços que estão ao dispor dos seus utentes, para que encontrem neste espaço tudo o que procuram para conseguirem promover e melhorar a sua boa saúde e bem-estar. Desde logo, a farmácia disponibiliza uma gama de serviços variada, que vai desde a comercialização e venda de artigos de pediatria, até a área dermatológica e dietética. Situada numa região onde os utentes “consomem alimentos com muita gordura - enchidos, queijos, entre outros”, é igualmente disponibilizado o serviço de nutrição para ajudar “as pessoas com problemas de colesterol”, por exemplo, “que são muitas aqui, dado que uma boa nutrição ajuda, naturalmente, à manutenção do organismo, fornecendo os nutrientes importantes e fundamentais para o bem-estar de cada um”. Com esta política, a Farmácia Oliveira está “cada vez mais próxima dos utentes”, não sendo apenas um lugar para “aviar a receita”, mas constituindo, “nos dias de hoje” um

“espaço de partilha”. A Ana Fernandes explica que, na atualidade, as “pessoas já nos questionam e falam sobre problemas mais íntimos, que é algo que há uns anos atrás não faziam, mesmo ao nível da sua vida sexual”. A vergonha não desaparece, mas já há “um avanço fantástico para uma região do interior”, acrescenta. Aposta na modernidade e garantia de inovação Consciente das necessidades e procura do mercado nos dias de hoje, a Farmácia Oliveira está ciente da aposta na robótica feita no meio farmacêutico, designadamente, com os denominados robôs de dispensa de medicamentos. Contudo, por se encontrar numa região do interior, afastada de grandes centros, e por já ter integrado a equipa de uma farmácia que dispunha deste tipo de equipamento, a Ana Fernandes sabe que quando ocorre uma avaria nos mesmos, se torna difícil solucionar o problema num tempo útil que não altere o normal funcionamento da farmácia. Todavia, sob a chefia da Ana Fernandes, e a pensar nos seus utilizadores, a Farmácia Oliveira tem vindo a apostar em iniciativas que permitam a oferta de vantagens diferenciadoras no mercado, com destaque para o serviço de “FarmaShop” – uma dispositivo localizado no exterior da farmácia, que disponibiliza a venda de produtos que possam colmatar algumas emergências noturnas dos seus utentes. PORTUGAL EM DESTAQUE | 33


20 ANOS DE DEDICAÇÃO E PAIXÃO PELA COZINHA ALENTEJANA Na Vila de Entradas, situada a 10 quilómetros de Castro Verde, está o restaurante O Celeiro, que a Portugal em Destaque visitou. A conversa com a proprietária, Ana Bárbara, que é também a responsável pela cozinha, deixou clara a paixão e a entrega que a faz continuar a manter a qualidade daquela casa e a surpreender quem por ali passa. RESTAURANTE O CELEIRO

O percurso de Ana Bárbara na restauração começou na casa onde está hoje. “Trabalhei neste estabelecimento e fui despedida. Decidi ir fazer um Curso de Valorização Pessoal e aprendi Economia, várias formações de Cozinha e Pastelaria, Vinhos e serviço de mesa. Entretanto, abri uma pastelaria, precisamente num antigo celeiro, que recuperei”. Esta casa ficava muito escondida, mas o sucesso de Ana Bárbara começou a fazer-se sentir: “percebi que a pastelaria em si não se sustentaria, mas comecei a fazer bolos para fora. Cheguei a uma altura em que já vendia para alguns restaurantes e era eu que ia fazer a distribuição das encomendas, o que me criou o problema de não poder deixar a casa aberta enquanto saía para a distribuição”. Mais uma vez, a solução apareceu: “um outro restaurante da aldeia, também de muito sucesso, começou a enviar os clientes aos quais não conseguia dar resposta para a minha pastelaria. Eu não estava adaptada a servir refeições, mas organizei-me e fui dando resposta às pessoas que procuravam almoçar. Com o passar do tempo, fui fazendo obras e criei uma sala de refeições. As pessoas começaram a vir à minha casa

O Celeiro Restaurante Típico

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almoçar porque gostavam do meu trabalho, e não porque não tinham lugar no outro restaurante”. O Celeiro ganhou nome e clientes fixos. Ana Bárbara ficou 17 anos no antigo celeiro que tinha recuperado e, há três anos, mudou-se para a entrada da vila. “Esta casa tem 100 lugares e já se publicita por si. Primeiro, já tem muitos clientes que vêm comigo do outro espaço. Depois, já está num local de destaque. É a primeira casa que as pessoas vêm quando chegam a Entradas”. O sucesso de Ana Bárbara deve-se ao empenho e dedicação, mas também à atenção que dá às opiniões dos clientes. “Sempre fui multifunções nesta casa. Estou à frente da cozinha, mas enquanto tive uma ajudante, eu deixava os temperos preparados e ia para a sala. Ouvia as opiniões dos clientes e mudava os pratos, a confeção ou os produtos, consoante a quantidade de críticas. Neste momento, os pratos desta casa são todos selecionados pelos clientes, por isso não tenho nada que se venda pouco, pois adaptei a ementa ao gosto dos clientes”. As especialidades d’O Celeiro são cozido de grão, borrego assado, guisado de borrego, bochechas de porco preto acompanhadas de migas de espargos, bem como a mista de porco preto, também acompanhada com estas migas. “Na época da caça temos coelho bravo, sopa de lebre e açorda de perdiz e ainda a sopa de tomate com ovo também sai, sobretudo no verão. As ervas aromáticas que usamos aqui, assim como o tomate, são da nossa horta biológica. A fruta que se consome aqui no restaurante também

Morada Rua da Ermida, Castro Verde 7780-347, Portugal Telefone 286 915 200

provém das 20 árvores de fruto que temos. As carnes de borrego, de porco e de vitela são selecionadas e, caso tenha queixas de clientes, procuro mudar”. A proprietária gosta de usar produtos alentejanos, mas com a carne de vitela isso não é possível, pois não há uma organização de produtores certificados no Alentejo a quem recorrer. Ainda assim, O Celeiro espera a visita de quem passar por Entradas. “Os postos de turismo têm de nos promover mais. Há dois restaurantes excelentes aqui, trabalhamos bem com o turismo, mas ainda podemos fazer mais. Venham visitar-nos. Convido a passar por Entradas e visitar esta pequena vila que tem alguma oferta cultural (museu agrícola, igrejas) e também temos à disposição de quem por aqui para os nossos produtos tradicionais (pão alentejano, queijos, azeite, vinho, mel e licores).

Restaurantes / O Celeiro facebook.com/bolotamigas


FUTURO COM SABOR A PASSADO O restaurante Os Infantes tem um longo e prodigioso percurso. Júlio Roriz, atual gerente, narrou-nos a história do seu empreendimento. RESTAURANTE OS INFANTES O atual espaço do restaurante Os Infantes tem um legado histórico de fazer inveja: “Uma das salas, segundo arquitetos e arqueólogos, terá entre 250 a 300 anos, a sala do lado tem um arco quinhentista, indicando outras utilizações do mesmo local há 600 anos…”, iniciou o diálogo Júlio Roriz, atual gerente do estabelecimento, o qual atravessou épocas e acolheu inúmeras atividades. “Nesta casa foram encontradas peças e outros vestígios romanos do século III”, como um capitel, exposto no próprio local, outros só poderão ser apreciados no Museu Rainha D. Leonor em Beja. Para que possamos compreender o preenchido percurso deste estabelecimento, o nosso interlocutor relatou-nos que foi sede de um partido político, tendo mais tarde alguns elementos do mesmo adquirido o imóvel, salvando assim a casa do estado devoluto. “Posteriormente, tornou-se ne-

cessário fazer obras para se transformar num espaço destinado a outras atividades”. O conhecido arquiteto Nuno Teotónio Pereira realizou a intervenção. Ora, a referida intervenção decorreu em duas fases. A primeira, em 1982 resultou num café concerto/bar, no qual “todas as grandes bandas e músicos de renome portugueses passaram”, assegura Júlio Roriz: “António Variações, Xutos e Pontapés, GNR, entre outros”. Já na segunda fase começou a ponderar-se a adaptação para restaurante. O espaço foi evoluindo, como é natural, foi mudando de gestores, e até desempenhou um papel relevante aquando da Expo 98. Depois disso, todavia, o gestor do imóvel abandonou o projeto, deixando-o sem qualquer tipo de atividade, e assim permaneceu durante algum tempo. Anos depois seria uma associação ligada à companhia de teatro Lendias de Encantar que daria nova vida ao estabelecimento e usou o piso de cima como espaço de desenvolvimento de atividades culturais e um bar para sócios da mesma. Quando abriu concurso para o espaço que é atualmente um restaurante, Júlio Roriz concorreu e iniciou uma parceria com a associação, tendo a mesma abandonado o empreendimento no verão de 2017. Nascia assim Os Infantes Restaurante. Questionado acerca do conceito que caracteriza o restaurante, descreveu-o como “não tradicional alentejano”, todavia oferece algo que considerou pouco explorado gastronomicamente na localidade: “Comida de fusão, que não é demasiado «fora da caixa» e o objetivo principal é recuperar pratos que caíram em desuso pelo longo tempo de confeção”, afirmou o gerente. Para exemplificar,

o empresário falou-nos da Vitela no Forno e da Fraca ao Vinho do Porto, naquilo que se refere à carne, e alguns pratos de peixe, como o salmão em molho de alho negro. Os frequentadores mais assíduos d’Os Infantes são estrangeiros. “Para alguns clientes é uma surpresa porque estão à espera do tradicional”. Já os cidadãos locais não são tão frequentadores. Na perspetiva do gerente, essa situação reflete uma falta de estratégia ao longo dos tempos, que enfraquece todo o comércio tradicional e, por inerência, diminui a passagem de potenciais fregueses pelos restaurantes: “Todo o mercado tradicional está empobrecido e deveria existir um plano de longa data para atrair ou fixar o público no pequeno comércio”, desabafa Júlio Roriz, “noutras cidades promove-se o efeito donut urbano com resultados negativos: criam-se pequenas bolhas à volta do centro comercial e o comércio tradicional vai morrendo. Devemos evitar esse desfecho”. O que move o empresário é o gosto pela culinária e a vontade de ter o seu empreendimento, com o qual conjuga a sua atividade de formação (a fotografia) através de exposições que vai realizando dentro do mesmo espaço. Para avançar há que fazer uma pequena viagem ao passado: “Gastronomicamente falando, temos por objetivo voltar ao que já foi esta casa; encontrei umas ementas muito antigas, de pratos de caça, e gostaria de ter esses pratos por encomenda, através de associações de caça locais que forneçam matéria-prima”. E isso será para quando? “Para breve”, conclui Júlio Roriz.

Rua dos Infantes nº16 7800-495 Beja R E S T A U R A N T E

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A CONCRETIZAÇÃO DE UM SONHO Ricardo Horta percorreu vários locais até se estabelecer por conta própria em Beringel, Beja. Assim, há pouco mais de quatro anos, fundou o restaurante Hortinha, onde serve gastronomia diversificada, inovadora dentro do tradicional e, claro, de alta qualidade. RESTAURANTE HORTINHA

RICARDO HORTA COM A MÃE

“Este é um sonho que tenho desde miúdo, fundar um restaurante exatamente com este nome”. Assim se iniciou a nossa conversa com Ricardo Horta, fundador e proprietário do restaurante Hortinha. Começou o seu percurso profissional na Alemanha, onde atingiu a maioridade a trabalhar na cozinha. Regressou a Portugal para terminar o curso, após o qual se empregou num restaurante em Beja, que ainda hoje existe. “Aí aprendi imenso, mais do que na escola”, admite acerca do local onde pode passar da teoria à prática. Chegou até a passar uma temporada na Suíça, local que não lhe agradou em particular. Mais tarde, iria trabalhar no sul do país, mais especificamente no Algarve. Era aí que se encontrava quando surgiu a oportunidade de ter o seu próprio empreendimento, recorrendo a fundos comunitários. Cansado de estar longe de casa e com vontade de dar o seu nome a um projeto, regressou à sua terra, onde contou com a colaboração dos pais. Concorreu e conseguiu. No seu caminho, adquiriu técnicas e conhecimentos inovadores, observou outros chefes e experienciou diversos métodos de trabalho que ainda hoje utiliza. “Finalmente tenho o meu próprio restaurante, construímos

[Ricardo, Ana Raquel e os pais] o que achamos que era a nossa cara”, expõe, “tem um bocadinho de típico e de moderno. Tentamos diferenciar em tudo, desde o ambiente, até à carta de pratos que apresentamos. À noite, apostamos em menus de degustação e produtos regionais. Já ao almoço, o cliente é o trabalhador que pretende uma refeição mais rápida, portanto adaptamos a carta a esses requerimentos. Temos alguns pratos fixos, como o choco frito à segunda feira, o leitão ao domingo e o frango assado, à quarta feira e ao sábado”. Questionado acerca de qual das opções tem mais saída, o proprietário do Hortinha afirma ser o rodízio de carne de porco preto, o qual é acompanhado com migas, batatas fritas às rodelas, puré de maçã e esparregado. “Em termos de carne de porco, só utilizamos a de porco preto. A carne de vaca também é sempre da melhor. A maminha de porco tem muita procura, bem como as espetadas de novilho e o bife tamaoki (costeleta de novilho grande com osso, feito a partir de carne maturada)”. Para abrir o apetite, este restaurante de Beringel tem, à sua disposição, entradas como cogumelos recheados com alheira, alheira frita com abacaxi, cogumelos grelhados, ovos com espargos, entre outras. No final da refeição, e para terminar em grande, o consumidor pode (e deve) provar o pudim de leite condensado e amêndoa, o cheesecake, a tarte de limão com merengue, o molotof, o arroz doce, waffles, ou a tradicional siricaia. Com tantas variedades saborosas, difícil vai ser escolher! Em funcionamento há mais de quatro anos, “o balanço é positivo, enquanto empresário tem corrido bem, mas não é nada fácil ser o dono, é muita responsabilidade”, desabafa Ricardo Horta, para quem a maior dificuldade é lidar com o público que, por vezes, não compreende quem está ‘do outro lado’. “Também somos pessoas, devíamos ser mais tolerantes uns com os outros”, finaliza.

Rua 12 de Julho 2A 7800-847 Beringel Telefone: 284 999 024 Telemóvel: 925 485 005 Email: geral@restaurante-hortinha.pt Harmonia & Tradição do Moderno com o Tradicional 36 | PORTUGAL EM DESTAQUE

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TURISMO RURAL ALENTEJO

MONTE DO L AGO GRÂNDOLA

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Alugo monte Alentejano, 6Ha, casa com 4 quartos, 4 Wc, wi-fi, piscina c/ 100m2, alpendre c 70m2, churrasqueiras, forno a lenha, lago com peixes, bicicletas, baloiços, animais residentes,1.500 pinheiros mansos, sobreiros, 120 árvores de fruta. Local aprazível e tranquilo a 110 km de Lisboa, 3 da A2 e 20 das praias do Litoral Alentejano, começando em Troia e até Vila Sines, com cerca de 45km de praias com bandeira dourada.Para ver mais fotos e videos, pode ser pelo Google ou Facebook: TURISMO RURAL GRÂNDOLA-Monte do Lago. Estadias minimas de 2 dias por 290€. Espaço ideal para famílias ou grupo de amigos em que, além da pesca, baloiços, bicicletas etc, podem dar de comer aos animais residentes; cães, patos, galinhas, pavões, avestruzes e cavalos, beneficiando assim de total privacidade do espaço, ou seja, sem tratador dos animais ou mais clientes. Estadias mínimas de 2 dias por 490€ Também há uma suite independente da casa principal, equipada com cozinha etc, quarto de casal mais sofá cama na sala, com vista frontal à piscina, que dará para 4 até pessoas, pelo preço 245€ - 2 dias.

Para mais informações e reservas, contacte por favor montedolago@gmail.com Tel 917 233 782 Cumprimentos e atentamente Luis Gonçalves

Os preços excluem a época alta, datas festivas, Natal, Fim de Ano etc. Nos meses de julho e agosto, a estadia mínima é de 1 semana (sábado a sábado) e o preço da casa principal é 1.800€ e a suite independente é 900€ Grândola e todo o alentejo, tem dos melhores restaurantes do país, onde se destaca o ensopado de borrego, feijoada de lebre, choco frito, migas, peixe grelhado e cozido à portuguesa, claro.


PAÇOS DE FERREIRA DE CAPITAL DO MÓVEL A BERÇO DE OUTRAS ATIVIDADES ECONÓMICAS O concelho de Paços de Ferreira distingue-se, desde sempre, por ser uma região onde as indústrias de móveis e carpintaria se destacam. O know how da população de Paços de Ferreira está intimamente ligado à madeira e ao trabalho com este material e, por muitos anos, se queria uma mobília diferente, com qualidade superior e que durasse a vida inteira, o melhor local para a encontrar era Paços de Ferreira. Atualmente, embora esta indústria esteja com um pouco menos de fôlego na região, o concelho expandiu a sua atuação económica para outras áreas de negócio, o que prova que o empreendedorismo da população não se perdeu. Embora as indústrias de mobiliário sejam ainda muito fortes, como terá oportunidade de comprovar através de alguns trabalhos presentes nesta edição, a arquitetura e a decoração têm também crescido, um pouco como áreas paralelas do setor da construção em madeira. A acompanhar a evolução económica e social está também a Educação. Como área ímpar e essencial para o desenvolvimento do ser humano, este setor tem vindo a desenvolver-se e a presença de colégios, com uma oferta formativa diferenciadora e uma qualidade acima da média começa a fazer-se sentir. Nesta edição, poderá ficar a par com os novos desenvolvimentos económicos de Paços de Ferreira e descobrir um concelho com mais dinâmica empresarial, para além da indústria dos móveis.

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ONDE A ARTE E A INOVAÇÃO SE FUNDEM NO UNIVERSO ACÚSTICO Quem olha para o longo portfólio de prémios e de trabalhos desenvolvidos pela empresa Artnovion, não diria que este negócio sediado em Paços de Ferreira conta com apenas dois anos e meio no mercado da acústica. Uma empresa recente, mas com provas dadas na qualidade dos produtos já comercializados nos cinco continentes. ARTNOVION Liderada por Jorge Castro, um engenheiro eletroacústico, formado numa das melhores universidades europeias do setor, a Artnovion nasce da vontade de juntar arte e design ao melhor da tecnologia acústica, e numa terra que lhe é muito querida, Paços de Ferreira. Uma terra que transpira know-how na arte de trabalhar madeira e têxteis, e que agora encontra uma nova área, de forte valor acrescentado onde traduzir tais competências. Já o nome ARTNOVION surge da junção das palavras arte e inovação. “A conjugação destes dois termos resume esta empresa. É com este espírito que pegamos no tratamento acústico, e na arte de trabalhar materiais nobres e aprimoramos o produto para entregar em projetos de segmento alto. Grandes marcas têm vindo a utilizar produto da Artnovion, precisamente pela sua associação ao luxo”, remata Jorge Castro. A importância da equipa Ao longo da conversa que a Portugal em Destaque teve com Jorge Castro, foi fácil perceber a importância que a equipa tem neste projeto. E se, à partida, quando falamos de uma empresa de acústica, enge-

nheiros acústicos é a primeira profissão que nos vem à cabeça, na Artnovion a tipologia de profissionais é muito mais diversa. Vai desde designers de interior e de produto até a um bioengenheiro. Segundo o fundador da empresa, toda esta diversidade se deve ao facto de vivermos num mundo de integração. “Trata-se de um mundo onde se adaptam colunas, painéis, mobília e isolamento. Esta área abrange desde a construção civil até à parte mecânica, passando pela eletroacústica. É uma integração que tem de ser vista 360º.” Principais produtos e clientes Quando questionado acerca de quais os produtos mais vendidos, Jorge Castro não tem dúvidas de que não tem nenhum produto que venda mais do que outro, e isso, do ponto de vista económico, é ótimo para a empresa, segundo afirma. “Temos cerca de 10 produtos sempre na linha da frente.” Tendo uma linguagem transversal, esta empresa de acústica adapta-se a qualquer tipo de design, oferecendo painéis que vão desde o estilo retro, até ao futurista, passando pelas linhas mais clean. “Somos quase um “camaleão, tendo em conta a forma como nos adaptamos ao diversos designs.” Neste momento, a Europa e a Ásia são os principais clientes da Artnovion, sendo que os Norte Americanos também estão a ganhar terreno na paleta de clientes da empresa. Portfólio e projetos para o futuro Os prémios conseguidos pela Artnovion acumulam-se e impressionam. Desde um

JORGE CASTRO

EQUIPA

prémio de ‘Best Home Cinema’ nos Detroit Design Awards, nos EUA, à distinção de melhor multimédia room de 2017 pela conceituada CEDIA. E se prémios não faltam, projetos de grande dimensão também não. Fizeram a acústica da Ópera de Viena, fizeram a Bowers & Wilkins UK headquarters, são responsáveis por stands americanos da marca automóvel Mercedes, em Portugal trataram dos estúdios da RTP, da banda portuguesa HMB e do cantor Agir, entre muitos outros projetos. A Artnovion está a preparar a próxima mudança de instalações, para melhor acomodar o seu crescimento, e principalmente o trabalho de investigação, em conjunto com grandes universidades e centros de investigação portugueses, com o propósito de manter a evolução e a inovação no ADN da marca.

Passion for acoustics artnovion.com

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DETALHE E REQUINTE Sediada em Paços de Ferreira, Capital Europeia do Móvel, a Alpha Details distingue-se pelo rigor, qualidade e versatilidade dos seus projetos. O requinte e a atenção prestada aos detalhes são apenas duas caraterísticas que distinguem esta empresa de Arquitetura, Design e Decoração. ALPHA DETAILS

Entrevista a Nelson Barros, Designer de Interiores e CEO da Alpha Details

A Alpha Details surge do seu know-how e experiência profissional. O que o fez dar este passo? A Alpha Details é uma empresa que surge da experiência adquirida pelo trabalho desenvolvido ao longo da minha carreira profissional. Durante quinze anos trabalhei na decoração de interiores e exteriores, bem como na decoração de feiras e eventos a nível nacional e internacional. Esta experiência e know-how fez sobressair a necessidade de criar o meu projeto pessoal. A Alpha Details surge em 2014 e, passados quatro anos, começa a afirmar-se no mercado nacional trazendo valor acrescentado e diferenciação no serviço prestado ao cliente.

A equipa desenha projetos à medida do cliente? Desenvolvemos o projeto de arquitetura, design, decoração de interiores e exteriores, peças feitas por medida, únicas e de arte, tudo isto aplicado nas empresas que nos procuram - de todas as áreas de negócio – e em casas particulares. Temos vários parceiros, que complementam todo o projeto, contudo, eu acompanho-o desde a primeira reunião com os clientes onde é definido o design e o conceito para o espaço e todos os passos até à entrega da chave do imóvel. Na Alpha Details primamos por criar ambientes que vão fazer parte da memória e da história de quem os utiliza, tornando-os inigualáveis e únicos, mas tendo sempre em consideração e como pedra basilar a opinião e preferência dos nossos clientes. 40 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Considerando que projetar um espaço é dar-lhe a forma de que gostamos, criamos soluções com um sentido e adaptadas ao quotidiano e estilo de vida de cada cliente. Abraçando estes objetivos, desenvolvemos ambientes distintos - desde jardins a planos integrados para hotéis - combinando design de interior e exterior, articulando-os com as tendências de decoração pretendidas, recorrendo a projetos em 3D e explorando cores, formas e materiais com o único objetivo de criar ambientes harmoniosos e acolhedores. Aponte os principais fatores diferenciadores da sua empresa. A Alpha Details distingue-se pelo design, pela inovação dos materiais e de produtos e primamos por acompanhar as tendências. Somos atentos ao detalhe e desenhamos cada peça (ou artigo) com o máximo detalhe

possível de forma a satisfazer os clientes mais exigentes. Acima de tudo creio que é o serviço personalizado que marca verdadeiramente a diferença. A nossa visão estratégica passa por criar espaços com design, que ofereçam conforto e identidade. Definimos projetos tanto para interiores e exteriores procurando integrar o que de melhor se produz em Portugal no âmbito das artes decorativas como o mobiliário, têxteis, cerâmica, vidros, metais, entre outros elementos. Pensamos para além dos elementos decorativos (de interior ou exterior, dos espaços públicos ou privados), queremos ser referenciados pela excelência, distinção, personalização, qualidade, conforto e funcionalidade do espaço, dando resposta às necessidades sociais e culturais dos nossos clientes.


O trabalho desenvolvido pela Alpha Details já pode ser contemplado fora do país? Neste momento trabalhamos em todo o território nacional, mas estamos preparados para trabalhar dentro e fora da Europa. Os portugueses residentes no estrangeiro, que são nossos clientes em Portugal, também nos pedem trabalhos para os países onde habitualmente residem. Estamos presentes, por exemplo, na Suíça através de trabalhos realizados para a comunidade emigrante, mas também sucede o oposto. Temos recebido vários pedidos para reabilitar e (re)decorar as suas casas de férias em Portugal. Por norma são trabalhos que envolvem o interior da habitação e espaços exteriores. Aponte as vantagens de ter a sua empresa sediada na Capital Europeia do Móvel. Paços de Ferreira consegue reunir as sinergias necessárias para responder a todos os desafios que lhe sejam apresentados. Trabalhamos em parceria para satisfazer os pedidos dos nossos clientes, quer a nível particular, quer a nível empresarial. Considero que as parcerias são muito vantajosas para todo o núcleo empresarial de Paços de Ferreira porque, desta forma, podemos convidar várias empresas para trabalhar connosco mediante o seu foco de negócio, matérias-primas utilizadas para a fabricação dos seus produtos, satisfazendo as exigências dos nossos clientes. A Alpha Details está, como referiu, em crescimento. Aponte um projeto que tenha delineado para 2018. Brevemente vamos apresentar o nosso novo espaço, com cerca de quatrocentos metros quadrados, que vai ser utilizado para showroom e para albergar a equipa da Alpha Details que, felizmente, também está a crescer. Outro objetivo será o de realizar uma exposição, muito específica, dentro de dois ou três anos.

A Alpha Details surge da ambição de uma equipa, jovem, coesa e dinâmica, com mais de 15 anos de experiência dedicada e especializada nas áreas de Arquitetura, Design e Decoração.

www.alphadetails.pt tel. 913 022 095 geral@alphadetails.pt Avenida Dr. Nicolau Carneiro, nº 196, Sala 23, 4590-512 Paços de Ferreira - Portugal

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UM LEGADO FAMILIAR DE REFERÊNCIA NO SETOR DAS ESTRUTURAS METÁLICAS Fundada em 1975, a empresa José Torres Pinto trata-se de uma PME distinguida com vários prémios, que tem como principais actividades o fabrico e a montagem de estruturas metálicas. Uma empresa de cariz familiar que tem dado cartas no panorama da construção em Portugal. JOSÉ TORRES PINTO A José Torres Pinto, sendo uma empresa familiar, começou como tantas outras, como uma simples serralharia mas com o tempo seguiu um caminho de evolução e expansão, trabalhando atualmente numa escala industrial, com grandes infraestruturas. Através de uma estreita colaboração com clientes e fornecedores, dispõe de uma variada gama de produtos que procura corresponder, em qualidade e em preço, às expectativas do mercado nacional. “Fazemos tudo o que está relacionado com aço. Pegamos no projeto, analisamos, estudamos, vamos à obra e concretizamos,” explica Ana Pinto. Desta forma, a empresa procura constantemente alargar a sua cota de mercado através do seu crescimento interno e da satisfação contínua dos seus clientes, que são, na sua maioria, nacionais. Contas feitas, a José Torres Pinto conta com mais de 40 anos de experiência, e ao longo do tempo estagnou, procurando atualizar-se na sua forma de estar no mercado, com novas parcerias com outras empresas de grande dimensão. Para tal, e tendo em conta a forte concorrência neste setor, a empresa conta com uma vasta equipa composta por cerca de 50 colaboradores, que por sua vez possuem um grande conhecimento técnico e de planeamento. Só assim conseguem garantir uma otimização dos custos de produção e de fabrico, pois conseguem prever possíveis adversidades e erros ainda numa fase inicial de cada projeto. Equipamentos de qualidade Nesta firma, o processo de fabrico tem como base um conjunto de procedimentos apoiados em equipamentos da mais alta tecnologia 42 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que se refletem na qualidade dos produtos acabados. Já o sistema de fabrico passa por diversas fases e secções. Todos estes processos seguem até ao mais ínfimo pormenor, uma garantia de qualidade da José Torres Pinto. Para além da qualidade dos produtos, esta empresa tem como preocupação a facilidade de montagem das infraestruturas. Investem na rapidez e facilidade do processo para que, mais tarde e em caso de necessidade, seja mais fácil desmontar completamente a construção. Produtos e serviços disponibilizados Como referido anteriormente, a José Torres Pinto especializou-se no ramo das estruturas metálicas, usando vários tipos de produtos na construção das mesmas. Uma das grandes vantagens da construção metálica é a rapidez de montagem, e o alto grau de mobilidade, dado que todo o material chega à obra na condição de pré-fabricado. Dessa forma, recursos preciosos de mão de obra e outros gastos inerentes são poupados. As estruturas metálicas são usadas na construção de, por exemplo, naves industriais, edifícios comerciais e escritórios, coberturas, polidesportivos, parques Automóveis, entre outros. Um dos metais mais usados é o alumínio. Este é um metal de qualidade, com diversas características que o tornam a melhor opção para a construção civil. As grandes vantagens da utilização do alumínio é a sua leveza, durabilidade, impermeabilidade, flexibilidade, resistência, beleza e modernidade. Trabalham ainda com o ferro e com o inox, de acordo com as tipologias de cada projeto, desde a simples guarda até à mais complexa peça decorativa.


Quanto aos serviços que presta, a empresa de Paços de Ferreira segue as tendências da arquitetura atual, explorando todas as possibilidades de combinações estruturais. O intuito é satisfazer as exigências idealizadas para cada projeto, com a versatilidade e amplitude que os equipamentos permitem. Os serviços que disponibilizam são o fabrico e montagem de estruturas metálicas e tetos falsos; execução de trabalhos em ferro e em aço inox; gradeamentos e portões; equipamentos para confeções; e execução de trabalhos em alumínio e vidro. Portfolio A José Torres Pinto possui um longo portfólio de projetos executados, tanto em Portugal como no estrangeiro. Na Líbia, foram responsáveis pela construção de um importante conjunto de farmácias. Já em território nacional, fizeram o estádio de futebol

do Trofense, a Associação Empresarial de Paços de Ferreira, o revestimento do centro escolar de Vizela e do centro escolar Peso da Régua, entre muitos outros. Em mãos têm já um grande projeto, de 22 mil metros quadrados, na zona da Seroa. Projetos para o futuro Ana Pinto acredita que o ano de 2018 será muito positivo para a sua empresa. Num futuro próximo vai realizar um sonho antigo, aumentando o espaço da empresa para outro local próximo de onde se encontram atualmente. “Vamos ampliar e renovar. Precisamos de um espaço grande para acolher máquinas e funcionários. Queremos aumentar a nossa vertente do inox. Quero um barco que consiga controlar, sem sair do segmento de empresa familiar”, assegura Ana Pinto, com os olhos posto no crescimento da José Torres Pinto.

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ONDE O FUTURO FAZ PARTE DO PRESENTE Com dez anos de existência, a RenovaCapital entrou no mercado das energias renováveis quando ainda ninguém lhes atribuía importância. Hoje, com provas dadas por todo o país, a empresa dirigida por Filipe Martins cresce de dia para dia. RENOVACAPITAL

Sediada em Paços de Ferreira, a RenovaCapital surgiu da visão futurista de Filipe Martins, um engenheiro civil que quis sair da sua zona de conforto e apostar naquilo que, afinal, viria a ser o futuro. Tendo na sua génese uma família ligada aos negócios, desde cedo sentiu o ‘bichinho’ para o empreendimento. Apesar da sua área de formação académica nada ter a haver com a área em que atua, Filipe Martins acabou por optar pelo ramo de atividade a que está ligado, fazendo um reingresso nas formações relacionadas com as energias. O engenheiro refere que, há 12 anos, quando decidiu apostar em painéis solares, ainda ninguém falava do assunto, quer na sua terra, quer mesmo no país. “Na altura, quando falei da ideia, até me questionavam como é que eu seria capaz de investir em algo que ninguém iria comprar. Ninguém comprava porque ninguém vendia! Tudo começou por aí.” O percurso de Filipe Martins foi-se construindo, começando pelas pessoas que viam o mundo de uma forma diferente, numa ótica de otimização de custos. Para quem tem consumos enormes de energia, as renováveis acabaram por ser uma solução, conforme nos assegurou. Áreas de negócio Atualmente, as áreas de negócio da RenovaCapital são, essencialmente, quatro: energias renováveis, climatização, canalizações e reparação de eletrodomésticos “Somos uma empresa de serviços. Temos o know-how e conseguimos cobrir várias áreas”, declara Filipe Martins. Embora centrada no norte de Portugal, a empresa presta serviços em todo o país e, inclusive, no estrangeiro, designadamente em França e na Espanha, países onde já realizou diversos trabalhos. Portfólio de obras realizadas A lista de obras de maior envergadura a cargo da RenovaCapital é extensa, sendo de destacar a remodelação de grandes centros comerciais, como o Norteshopping e do o Gaiashopping; a climatização da ala do Senado na Assembleia da República; intervenção na ampliação do estádio do Paços de Ferreira, no Hospital Lusíadas,

FILIPE MARTINS

no IPO de Coimbra, entre muitas outras. Este conjunto de obras, só por si, atesta o reconhecimento da credibilidade, da competência e da qualidade do trabalho realizado por esta empresa. Concorrência saudável Quando questionado sobre a concorrência, Filipe Martins é claro ao afirmar que ela existe e que é salutar, considerando até que funciona como um estímulo. Curiosamente, alguns dos concorrentes acabam por se tornar seus parceiros, já que lhes realiza trabalhos para os quais a RenovaCapital está mais vocacionada. Projetos para o futuro As palavras do fundador da RenovaCapital não deixam dúvidas acerca do otimismo que revela e do futuro auspicioso que augura para a empresa: “não tenho como objetivo ter a maior empresa do ramo, mas sim ser sempre melhor no que faço. Se daqui a algum tempo eu achar que não consigo fazer nada melhor, eu mudo de ramo porque irei saber que atingi o meu limite. O futuro será diferente, o mercado e a consciência coletiva estão a mudar... o que dantes era visto como um custo, vai deixar de o ser”.

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TRÊS DÉCADAS A INOVAR NO SETOR DOS SOFÁS Experiência, eficiência e criatividade são os pilares basilares que marcam a presença da Estofal na indústria dos sofás. Constituída em 1988, a Estofal é fruto do trabalho e dedicação de Aprígio Costa, que detém uma vasta experiência profissional neste setor de atividade. O ano em que celebram o trigésimo aniversário fica marcado pela inauguração das novas instalações, um espaço pensado para todos os clientes e colaboradores. ESTOFAL Foi no final da década de 80 que surgiu em Paços de Ferreira a Estofal, uma empresa de cariz familiar, que se dedica ao fabrico de sofás. “Dei os primeiros passos nesta área muito novo, por influência da família. Na altura, tive a oportunidade de estar numa unidade industrial onde se fabricava o estofo clássico, o que me despertou o interesse por esta arte. Acabei por formar a empresa em 1988, com o intuito de criar um produto útil ao mercado. Especializei-me no fabrico de sofás e, ano após ano, os resultados foram surgindo”, recorda Aprígio Costa e sublinha: “falámos de uma arte exigente, quase envolta em mistério. Aqui não existem limites à criatividade, temos de ser inovadores, criando um produto confortável, que corresponda às exigências do mercado”. Um dos marcos mais recentes da empresa prende-se com a construção das novas instalações, uma infraestrutura necessária e merecida na ótica do empresário, que procura reunir colaboradores e clientes num espaço moderno e acolhedor. O gosto pela arte, a capacidade de trabalho, a criatividade e o cumprimento dos pedidos dos clientes são as principais características da Estofal, que tem como core business o desenvolvimento, fabrico e comercialização de sofás, estando presente em toda a fase produtiva. Neste espaço criam-se produtos com assinatura, onde todos os pormenores são tidos em conta. “O mercado procura preço e qualidade. Atualmente, o produto tem de ser diferente nalgum aspeto, falamos quase de artigos exclusivos. Como trabalhamos apenas para o setor profissional são eles que ditam as tendências,

mas os desenhos são desenvolvidos dentro de portas, com base na funcionalidade, na componente estética e no conforto”, completa o empresário. Com uma equipa composta por 24 colaboradores, a Estofal atua em todo o mercado nacional, exportando os seus produtos para Espanha e França. “A paixão, a dedicação, a seriedade e a flexibilidade que incutimos na nossa forma de trabalhar é algo que nos distingue. Assim como, a excelência do produto e o cuidado na escolha das matérias-primas. Hoje o sofá é um elemento indispensável, prova disso mesmo é o crescimento contínuo do setor. Logo, os nossos produtos são pensados e desenhados, de forma a satisfazer as necessidades do cliente”, afirma Aprígio Costa, salientando as mais-valias da empresa no mercado. A nível futuro, o empresário reconhece que os principais desafios passam por manter os níveis de criatividade, dinamismo e inovação. Por outro lado, a falta de mão de obra será outra das adversidades a ser ultrapassada. Paulo e Célia Costa representam a segunda geração da empresa, que irá dar continuidade ao legado da família. “De facto é um orgulho tê-los como seguidores. A estrutura está montada, existe a marca e o produto, logo têm todas as ferramentas para dar um bom rumo à empresa e serem empresários de sucesso”, termina Aprígio Costa.

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GPL: O COMBUSTÍVEL DO FUTURO A empresa Auto Irmãos Ferreira,lda tem como atividade a reparação automóvel, tendo também como objetivo principal, a transformação de veículos a GPL, tornando-os mais económicos e amigos do ambiente. AUTO IRMÃOS FERREIRA

Em 1994, os irmãos José e Fernando Ferreira criaram a empresa O negócio foi crescendo e em 2000 mudaram-se para as atuais Auto Irmãos Ferreira,que se dedicava unicamente e exclusiva- instalações. Atualmente empregam 11 funcionários e com uma mente à reparação automóvel, mas sempre com a ambição de a faturação anual de 500 mil euros prestam um variado leque de empresa crescer surgiu a oportunidade da instalação de viaturas a serviços. Dos 11 funcionários, a empresa já conta com a segunda GPL(Gás de Petróleo Liquefeito), com o passar dos anos a empresa geração, quatro são da família. Além de José e Fernando Ferreira especializou-se nesta área. O início foi conturbado, em parte pelas também trabalham na empresa Susana Ferreira, filha de Fernando deficiências de uma tecnologia ainda recente. “O GPL só tinha Ferreira, contabilista e técnica de gás e Hélder Ferreira, filho de começado em 1991 e por isso ainda existem certas dificuldades José Ferreira também especialista na instalação de GPL. na instalação, os próprios equipamentos ainda não estavam bem Além da instalação de GPL, a empresa Auto Irmãos Ferreira cobre desenvolvidos”, conta Fernando todas as áreas de mecânica geral, Ferreira. chaparia, pintura e eletricidade. Contudo, os dois irmãos conti“Dispomos também nas nossas nuaram a trabalhar e certificainstalações um posto de abasdos na instalação de GPL, foram tecimento de GPL. O início foi reunindo cada vez mais clientes. complicado, mas hoje estamos “Começamos a instalar cada vez bem no mercado”, afirma Fermais viaturas, aproveitamos o imnando, associando tal à qualipulso e fomos crescendo”, explica dade do serviço prestado sendo Fernando Ferreira, acrescentanobjetivo principal a satisfação do que “o GPL era uma tecnologia do cliente. muito nova na altura, e se hoje existem poucos instaladores creUm combustível seguro, barato denciados a fazer a sua instalação, e amigo do ambiente há mais de 20 anos o cenário era Existindo em Portugal milhares FAMÍLIA FERREIRA ainda muito pior”. de veículos com esta tecnologia, 46 | PORTUGAL EM DESTAQUE


daram a Associação Nacional dos Instaladores e Consumidores de GPL, ANIC. A qualidade dos serviços prestados é o marco da diferenciação desta empresa. José e Fernando Ferreira pretendem que tal continue igual e que o trabalho seja feito com o mesmo rigor e empenho. Contudo, tal acarta custos adicionais e José considera que a regulação do mercado de instalação de GPL deveria ser mais apertada porque existem diversos instaladores ilegais, que por não terem os mesmos custos, fazem preços mais baixos, praticando assim concorrência desleal. “Efetuamos regularmente formação, renovações periódicas e temos um seguro de responsabilidade civil, o que obviamente representam custos acrescidos”, concluem. Fernando e José Ferreira, eles próprios seus utilizadores, consideram este ser um bom investimento. “Alguém que faça entre 15 a 20 mil quilómetros anuais recupera o investimento feito na instalação do equipamento inicial ao fim do primeiro ano”, explica José. Em termos regulamentares, “todo o veículo transformado após julho de 2013 pode circular e estacionar em todos os parques de estacionamento subterrâneos. Já não se coloca o dístico azul na retaguarda do veículo como antes desta data mas, atualmente, necessita de um selo verde no pára-brisas”, explica Fernando. Quem fez a instalação antes da data atrás referida, terá mais restrições, nomeadamente, uma nova vistoria B, que dará a possibilidade da troca para o novo selo. Na opinião de José Ferreira, o GPL é o combustível “mais seguro, mais barato e amigo do ambiente”, por isso considera que se devia apostar muito mais neste tipo de combustível, além disso deveriam existir incentivos fiscais. Em 2004, os dois irmãos com a ajuda de outros instaladores, fun-

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APOSTA REGULAR NA INOVAÇÃO E CRESCIMENTO ROLUB – Rolamentos e Lubrificantes, é uma empresa especializada no comércio de peças e acessórios para a indústria nacional e internacional. A atividade da Rolub começou por ser a comercialização de rolamentos, lubrificantes e correias, de marcas como SKF, FAG e optibelt. No entanto, a empresa modificou a sua postura no setor de forma a fazer frente à evolução das necessidades industriais e alargou a sua gama de produtos a novas áreas, como ferramentas manuais, transmissão mecânica, fixação, soldadura, hidráulica e pneumática, entre outras gamas de produtos. ROLUB

A empresa com sede em Paços de Ferreira teve início no ano de 1992, pelas mãos de Maximino Leão juntamente com o seu irmão. Atualmente, Maximino Leão conta com o apoio do seu filho, engenheiro Rui Leão, que formado em engenheira mecânica acrescenta um valor revolucionário tecnológico e empreendedor ao projeto que já conta com mais de 25 anos de atividade. Rui Leão garante, no entanto, que os valores e políticas da empresa continuam a seguir os ideais do pai e acredita que a missão da empresa continua a ser satisfazer os seus clientes com os seus produtos e serviços diferenciadores. Além disso, o sucesso da empresa assentou desde sempre em mais dois princípios fundamentais que são ainda hoje os pilares da empresa: a satisfação dos clientes, face ao serviço prestado, e a capacidade de resposta rápida e eficaz. A Rolub responde às necessidades dos seus clientes e, apesar de alguns deles terem que percorrer uma distância maior, não abdicam de adquirir os produtos desta empresa. Clientes fiéis ao serviço e que valorizam a qualidade e diferenciação da Rolub que, por sua vez, quando não possui o serviço que o cliente necessita, procura satisfazer a mesma necessidade recorrendo a fornecedores eficientes e de qualidade. Maximino Leão, como fundador da empre-

RUI LEÃO

sa, diz ser “importante a participação em Feiras Industriais tanto a nível nacional como internacional”, mantendo-se atualizado com o evoluir do mercado e procurando produtos novos a preços mais competitivos e com a mesma ou até maior eficiência e qualidade. Rui Leão refere que “estão em processo de mudança”, com investimentos realizados

no aumento das instalações. A Rolub será capaz de oferecer novos serviços ao cliente: “iremos realizar uma maior aproximação ao cliente com a contratação de comerciais, com o objetivo de alcançar algumas empresas específicas e direcionar o negócio para o mundo digital, desde o melhoramento do nosso website à intensificação da nossa presença nas redes sociais”. Para além destas mudanças, a empresa vai começar a proporcionar serviços personalizados aos clientes, não se restringindo apenas à venda e aconselhamento do produto. Estes esforços estão a ser realizados para fazer face à concorrência existente. Num futuro próximo, o projeto pretende expandir-se com a mais recente empresa criada por Maximino Leão e Rui Leão que vem complementar a existente. Esta nova empresa assenta na produção em série de componentes com base em sistemas CNC e vai localizar-se nas mesmas instalações. Rui Leão finaliza a entrevista com uma mensagem: “o nosso segredo encontra-se na diferenciação, na qualidade e na excelência. Procuramos essencialmente comercializar produtos que outras empresas do nosso ramo não comercializam A nossa evolução deve-se ao nosso dinamismo, aos nossos clientes e à nossa equipa extremamente profissional”.

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A ARTE DE AMASSAR PÃO TRADICIONAL MAIS SAUDÁVEL A Padaria São Pedro conta com meio século de idade, mas continua a apostar na diferenciação. Os produtos saudáveis são os mais apreciados pelos clientes. PADARIA SÃO PEDRO

Desde 1968, que os pacenses são servidos pela Padaria São Pedro, hoje localizada na freguesia de Figueiró. Há 50 anos que esta empresa iniciou a sua atividade em padaria e em 1988 em novas instalações adicionou também a pastelaria para em 1996 complementar com cafetaria, Snack e pizzaria. Em 1978, Alfredo tomou conta da padaria onde apenas se vendia pão e broa. Não foi preciso muito tempo para a vontade de ter melhores instalações se impor e passados dez anos, em 1988, Alfredo instalou a Padaria São Pedro na sua localização atual. A oferta aumentou e os clientes continuaram a chegar. A Padaria São Pedro também começou a fazer distribuição porta-a-porta e para revenda como cafés, restaurantes, centros sociais, escolas, hospitais e várias coletividades, tendo sempre como objetivo a qualidade do produto e dos serviços prestados. Hoje a Padaria São Pedro é também conhecida pelo seu Pão de Ló, Bolo Rei e croissants. Regueifa e pão saloio, e os mais de 40 tipos de pão que ali são feitos diariamente são o verdadeiro chamariz da Padaria São Pedro. Uma oferta mais saudável Há cerca de dez anos, Alfredo Brito começou a notar uma tendência para os clientes procurarem diferentes tipos de pão que fossem benéficos para a saúde. “Na altura era sobretudo pão integral”, recorda. Tendo em conta esta nova tendência do mercado começou a investir em diversos tipos de pão mais saudáveis e por isso apresenta uma oferta muito diferente da que se encontra nas padarias comuns. Além de proprietário da Padaria São Pedro (Cerepal), Alfredo Brito faz ainda parte da AIPAN-Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares do Norte. Atualmente, o estabelecimento tem renome na área dos pães mais saudáveis e o proprietário explica que “vêm pessoas de longe comprar pão na Padaria São Pedro”. A oferta é composta por mais

ALFREDO BRITO

de 40 variedades de pão. “Os mais procurados são o de alfarroba, chia e quinoa. Saem realmente muito”, diz Alfredo Brito. O segredo para conseguir produtos que sejam menos prejudiciais para o organismo passa por utilizar ingredientes diferentes, mas não só. Alfredo explica que as técnicas usadas na confeção também têm um papel muito importante. “Neste momento, estou a tentar recuperar métodos antigos como por exemplo a utilização de massas madres que já estavam quase a cair em esquecimento”, explica o proprietário, alertando que “isso não significa um desinvestimento na modernização do processo de fazer pão.” Atualmente, a equipa da Padaria São Pedro conta com 30 colaboradores e tem vindo continuamente a crescer. Mensalmente utilizam entre 25 a 30 toneladas de farinha o que ilustra os elevados níveis de produção da empresa e o seu grande sucesso. O objetivo de Alfredo Brito é investir ainda mais em produtos alimentares alternativos e continuar a prestar o serviço de elevada qualidade a que já habituou os seus clientes, que na sua opinião são quem faz a casa. “O sucesso só se faz com os clientes que temos e por isso aproveito para desejar a todos uma Boa Páscoa!”

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UM EXEMPLO DE EMPREENDEDORISMO JOVEM A Portugal em Destaque conversou com Luís Carneiro, um jovem empresário de Paços de Ferreira, que em plena conjuntura económica desfavorável decidiu investir na cidade, criando um projeto de educação distinto na região. Volvidos dez anos, o colégio Encosta dos Sonhos e o Colégio Nova Encosta são um exemplo de sucesso, demonstrando que com esforço e dedicação se consegue atingir os objetivos propostos. Mais recentemente, o empresário alargou o leque de negócios, com a criação da Coudelaria Silva Carneiro. Quanto ao projeto de turismo rural, será o próximo a concretizar. COLÉGIO NOVA ENCOSTA

A sua área de formação está ligada à Engenharia Mecânica e Gestão Industrial. Para que possamos contextualizar os nossos leitores, como é que surge este projeto ligado ao ensino?

Estava a estudar Engenharia Mecânica, em Bragança, mas passado algum tempo voltei para o Porto, onde me inscrevi em Engenharia e Gestão Industrial na Universidade Lusíada. Nessa altura, acumulava o estudo com o comércio de mobiliário. Em 2008 acabei por abandonar os estudos e, em conjunto com a minha esposa Filipa Silva, comecei a estudar possibilidades de negócio. Através dessa pesquisa sentimos que Paços de Ferreira estava carenciado no que dizia respeito à vertente de creche 50 | PORTUGAL EM DESTAQUE

e pré-escolar, pelo que, após o processo de aprovação de financiamento, no âmbito do investimento jovem, da procura de um terreno onde pudéssemos construir o edifício, e consequente aprovação por parte das entidades oficiais para o seu funcionamento, passamos à fase de construção do edifício. O nosso intuito sempre foi criar um espaço de qualidade, e num ano, construímos a Encosta dos Sonhos que arrancou com 17 crianças. No final desse mesmo ano já tínhamos mais de 40 alunos e ao terceiro ano tínhamos a Encosta dos Sonhos sem vagas. Com o sucesso reiterado do colégio Encosta dos Sonhos, quais os fatores que pesaram

para a ampliação deste investimento e a consequente construção do Colégio Nova Encosta? A vertente do ensino foi alargada porque sentimos essa necessidade, de ir mais além. Conseguimos financiamento, adquirimos o terreno e avançamos para este megaprojeto, algo arriscado,

mas tínhamos essa convicção e desejo. Com muito trabalho, sacrifício e esforço concluímos esta obra no prazo de um ano, abrindo portas em 2011 com a oferta formativa até ao 9.º ano, completando o ciclo no ano seguinte com a introdução da valência de ensino secundário, na área do científico-humanístico, mantendo, obviamente a qualidade do ensino, que foi sempre foi a nossa bandeira. Os nossos ideais passam pela excelência que imprimimos neste projeto que pretendemos para a vida. A entrada do nosso diretor pedagógico também foi uma importante mais-valia para a estrutura do colégio, durante estes primeiros anos de aprendizagem. Hoje temos 120 alunos na Encosta dos Sonhos e cerca de 340 no Nova Encosta. De facto, este projeto veio revolucionar o ensino nesta região, e que em apenas quatro anos revelou-se uma aposta de grande sucesso.


O turismo é uma atividade em pleno crescimento a nível nacional. Tendo em linha de conta, que sempre teve como objetivo criar uma unidade hoteleira de referência na região, em que ponto está este investimento? Este foi o primeiro projeto a surgir, mas por diversas vicissitudes acabou por ficar sempre na gaveta. Hoje, o mercado imobiliário não procura um imóvel rústico, logo pensei no que poderia fazer falta à região. Este imóvel fica a 900 metros da entrada da A42, a 15 minutos do Aeroporto do Porto e a 20 minutos da cidade do Porto. Esta unidade hoteleira de turismo rural procurará ser um espaço diferenciador, com um conceito adaptado para o público familiar e empresarial. Será composto por dois salões preparados para eventos, restaurante, spa e campo de golfe. Embora já tenhamos as aprovações por parte do Município, estamos a aguardar a resposta no âmbito do programa de financiamento europeu Norte 2020, de modo a avançarmos com o projeto.

sores, decidi ir à Coudelaria D’ Alter onde adquiri um Alter Real, um garanhão filho de um cavalo olímpico. Mais tarde, compramos uma égua, também em Alter do Chão. Durante este período, surgiu o negócio de dois poldros no Alentejo, de excelentes linhas genéticas, os quais acabei por comprar. Hoje, temos seis éguas, assim como duas cobrições do Soberano e estamos na expetativa em relação à produtividade do garanhão. A Coudelaria Silva Carneiro acaba por nascer na sequência destes negócios, tendo sido apresentada na Feira Anual da Trofa, que se realizou entre o passado dia 2 e 4 de março. Aqui concorremos no concurso de Modelo e Andamentos na categoria 2 anos e no concurso Modelo e Andamentos na categoria de cavalos com mais de cinco anos.

Em que medida é que se conjuga o ensino e a hotelaria, com o nascimento da Coudelaria Silva Carneiro? Os meus antepassados, nomeadamente o meu avô e o meu pai praticavam a disciplina de dressage, um desporto que os meus filhos seguiram. Há três anos que o Francisco pratica este desporto equestre, estando a competir no Campeonato Regional de Dressage Norte, onde ocupa o primeiro lugar. Com os indicadores positivos avalizados pelos profes-

Para terminar, e visto que estamos a falar de três áreas totalmente distintas, quais os principais objetivos para o futuro, em cada um destes segmentos de negócio? Na vertente do ensino, estamos prestes a iniciar as obras para construir uma nova ala do colégio, que será destinada a salas de apoio. Quanto ao projeto hoteleiro, está a aguardar a decisão do Norte 2020, com o intuito de avançarmos para a construção do empreendimento. Relativamente à coudelaria, o nosso intuito é trabalhar a genética e criar o nosso cavalo puro sangue lusitano, com o propósito de o comercializar para o mercado externo. Gostaria de realçar que tudo isto é possível devido ao apoio incondicional da minha esposa Filipa Silva, que está ao meu lado em todos os projetos.

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REGIÃO OESTE Alcobaça distingue-se desde há nove séculos pelo imponente mosteiro, que é património da Unesco desde 1999. A juntar a esta herança física, os doces conventuais continuam a fazer parte da gastronomia portuguesa, muito por culpa das receitas obtidas nos grandes mosteiros do país. A maçã de Alcobaça é também conhecida em todo o país, pela sua qualidade e sabor únicos e dificilmente alcançáveis noutro ponto de Portugal É um ex-libris da produção do concelho e um garante da economia da região. No concelho da Nazaré, o surf faz as delícias da população, dos turistas – muitos deles trazidos até à Nazaré em busca das ondas gigantes da Praia do Norte – e dos empresários locais, que viram a economia equilibrar durante todo o ano, com a constante presença de surfistas. Garrett McNamara contribuiu muito para colocar a Nazaré, e sobretudo a Praia do Norte, na rota do surf mundial, no circuito de ondas grandes. O marisco é outro produto de muita qualidade na região. Na Nazaré, é possível provar excelente marisco e existem diversos restaurantes que são já referência nacional na sua confeção. As Caldas da Rainha estão neste momento a atravessar um período positivo economicamente, com muitas empresas a fixarem-se naquela região do país e a usufruir das boas condições geográficas da região, que lhes permite estar em qualquer lado de Portugal relativamente rápido. Além disso, a nível educacional tem disponível a Escola Profissional, com uma oferta formativa alargada e adaptada ao mercado de trabalho. Nesta edição poderá ler ainda o testemunho do presidente da Câmara Municipal de Peniche, também ela terra de surf, peixe e forte atividade turística ligada ao mar. A restauração é um dos setores mais fortes, apresentando excelente pratos de peixe, pescado, muitas vezes, ali mesmo.

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UM CONCELHO CHEIO DE OPORTUNIDADES

Anterior presidente de junta de freguesia, durante os últimos 16 anos, Henrique Bertino trouxe consigo o hábito de contacto permanente com a população. Independente de ideologias políticas, o novo presidente da Câmara Municipal de Peniche pretende reorganizar os serviços municipais e promover a proximidade na região. CÂMARA MUNICIPAL DE PENICHE

HENRIQUE BERTINO Revela-se muito orgulhoso pela vitória, que demonstrou a confiança dos penichenses em si e na sua equipa e assume o seu novo cargo como uma missão e uma oportunidade: “acreditamos que podemos fazer a diferença neste concelho nos próximos anos e estamos a trabalhar muito nesse sentido”, afirmou Henrique Bertino à Portugal em Destaque. Candidatar-se à Câmara Municipal nunca esteve nos seus planos. “Ponderava fazer mais um mandato na freguesia de Peniche e depois reformar-me. Como era um presidente de freguesia próximo da população, ouvia as preocupações dos meus fregueses, que consideravam que os candidatos já existentes não seriam ideais para a melhor gestão municipal dos próximos quatro anos e eu concordei. Avancei com o apoio da família”, revelou. Apesar de ter a consciência das exigências do cargo, Henrique Bertino sente que está a “cumprir um dever”. Respeita a vontade do povo que o elegeu e que,

se não o tivesse feito, seria hoje o mesmo homem de consciência tranquila de quem fez tudo o que estava ao seu alcance por Peniche. Presidente há cinco meses, ainda está a “amadurecer o que é prioritário e qual a melhor estratégia a seguir”. Inicialmente, a sua grande preocupação era a questão das candidaturas aos fundos comunitários, principalmente o Centro Escolar de Atouguia da Baleia, a segunda fase do Fosso das Muralhas e o edifício da antiga central elétrica. Não concordava com o que estava a ser feito e, no sentido de mitigar as suas preocupações, deslocou-se ao centro operacional do Portugal 2020, a Coimbra, de onde veio esclarecido e, desde então, tem vindo a gerir essas questões de acordo com as deliberações do Executivo Municipal. De seguida, o nosso entrevistado declara que há “a necessidade de reorganizar os serviços municipais”. Nomeadamente, “criar uma proximidade entre as chefias e os trabalhadores”. Esta linha de pensamento parte da noção de que “a estrutura municipal está assente nas chefias, que se funcionarem bem entre elas e com os restantes membros que compõem o município, tudo funcionará bem”. Henrique Bertino promove a comunicação entre todos, algo que considera “essencial”. Confiança e liberdade de expressão e de ação originam a capacidade de comunicar e, em conjunto, resolver os problemas que possam existir. “O nosso objetivo é os trabalhadores municipais compreenderem que há aqui melho-

res condições para trabalhar, nós estamos preocupados em criar uma logística mais eficiente, mas também um novo ambiente”. Atualmente, considera o nosso interlocutor, “precisamos de estruturar as ideias como comunidade, Peniche como concelho deve decidir o caminho que quer tomar”. Nesse sentido, há certos projetos que merecem a atenção do executivo, como a nova zona industrial, que não está infraestruturada, o Plano Diretor Municipal que pode gerar desenvolvimento económico e aproveitar a localização privilegiada de Peniche. “Vejo isto como uma região, não olho só para Peniche. Sem rivalidades intermunicipais, temos de ter como objetivo central o servir melhor as nossas populações. Esta é uma região com potencial enorme e unidos conseguimos muito mais”. À população, Henrique Bertino pede tempo para levar a cabo as iniciativas necessárias e revela que gostaria de “deixar raízes para as gerações vindouras, principalmente termos éticos”. Sonha com embelezar e ordenar os espaços públicos, plano que não considera exequível em quatro anos, mas não promete uma recandidatura: “só de me sentir bem comigo mesmo e com o que foi realizado”, conclui.

LARGO DO MUNICÍPIO 2520-239 PENICHE TLF: (+351) 262 780 100 FAX: (+351) 262 780 111 EMAIL: CMPENICHE@CM-PENICHE.PT WWW.CM-PENICHE.PT

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SABORES TRADICIONAIS IMPERDÍVEIS Um espaço acolhedor, com uma decoração simples, mas particular e pratos ao bom gosto da gastronomia tradicional da região de Alcobaça. O restaurante Portas de Fora é já uma referência gastronómica de excelência na região e pretende reforçar essa notoriedade. O cheiro da comida tradicional portuguesa não engana e o paladar muito menos. RESTAURANTE PORTAS DE FORA

É comum ouvir-se dizer que comer e beber são um dos grandes prazeres da vida. Talvez seja uma expressão muito portuguesa não fosse a gastronomia uma das melhores tradições que se perdura e reinventa de diferentes formas por todo o país. Por Alcobaça, bem próximo do imponente Mosteiro, marcado como destino quase obrigatório a quem visita a região, podemos encontrar o restaurante Portas de Fora, um espaço acolhedor, simples e moderno. É um espaço que gosta de se manter próximo das tradições e de as servir com excelência com pratos típicos da gastronomia portuguesa. Atualmente o espaço é gerido pelos proprietários e anfitriões Luís Espadana e Madalena Espadana que iniciaram este negócio há pouco mais de um ano. Depois de 28 anos de serviço como bancário, Luís Espadana viu no desemprego a oportunidade de dar vida a um dos seus sonhos, ter um negócio na área da restauração. Surgiu a oportunidade de adquirir o Portas de Fora, aberto

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desde 2006, e deu-lhe um rosto diferente, remodelando a decoração e o espaço interior. Situado na zona de entrada e saída da cidade, mediante a perspetiva, o nome do restaurante advém precisamente dessa relação, “o nome Portas de Fora está marcado na rua porque eram os limites do mosteiro de Alcobaça e uma zona protegida da qual dali para dentro ninguém poderia ser perseguido, fossem, ladrões ou outro género de criminosos”, explicou o proprietário. A proximidade da majestosa obra que representa o Mosteiro de Alcobaça é primordial ficando em mão para os turistas que por ali vão movimentando a cidade e o restaurante. A quem vá deslumbrar a arquitetura e história de um dos monumentos mais emblemáticos de Portugal, pode por fim repousar e saborear os aromas da região no Portas de Fora. Petiscos ou pratos compostos, é de realçar a excelência da arte culinária de paladar caseiro. Margarida Pereira é a responsável por guardar os segredos de pratos tão saborosos e distintos. O menu é variado e vai alterando em cada semana, mantendo sempre presente as especialidades da casa como o caril de gambas e cogumelos, o polvo ou bacalhau à lagareiro, o bife ao mar e os lombinhos de porco com molho de alho. Nas sobremesas, a arte conventual marca os sabores mais doces como explicou Madalena Espadana. O serviço é feito de forma cordial e afável, mantendo uma relação próxima ao cliente e oferecendo-lhe o conforto que o espaço lhe pode oferecer. Para além da oferta normal de um espaço de restauração, também os petiscos predominam na carta. Fazem parte de um conceito diferenciado que o Portas de Fora pretende assumir: morcela, farinheira, linguiça, chouriços, tábua de enchidos na chapa, cogumelos salteados panados com maionese de alho, saladinha de ovas, amêijoas à Bulhão Pato, tachinho de enchidos,

entre outros regalos para o paladar em que a maior dificuldade é mesmo escolher. Sabores enaltecidos pela qualidade dos melhores produtos da região, a que fazem questão de dar preferência, em tudo o que é servido. Nos vinhos, importantes em todas as casas de tradições portuguesas, destacam-se os vinhos locais mais particularmente o tinto e o branco da Quinta dos Capuchos. Para além de um restaurante o Fora de Portas destaca-se por ser também um espaço de convívio e de lazer, um espaço familiar, confortável para os amantes de boa comida desfrutarem de sabores únicos e de um tempo de lazer em que os problemas fiquem, precisamente fora de portas. Após um ano de dedicação, Luís Espadana e Madalena Espadana fazem um balanço positivo: “estou a gostar, sempre gostei de comer”, disse o proprietário de forma humorada. “É preciso ter uma certa apetência para lidar com os clientes. Mesmo que por vezes falem coisas menos boas, estamos atentos para podermos melhorar e procurar a satisfação de quem nos procura”, acrescentou. Sabores dentro ou fora de portas, no interior ou na esplanada, mas com a certeza de quem por lá passa, não passa sem lá voltar. “Convidamos o público em geral a visitar Alcobaça e vir aqui provar todas as delicias que nós confecionamos”, concluíram os proprietários em jeito de convite a todos os leitores.

RUA FREI ANTÓNIO BRANDÃO 105-107 ALCOBAÇA TLF.: 262 598 072


COMER COM VISTA PARA O PARAÍSO Inspirado numa antiga lenda, S. Miguel é uma boa opção de restaurante não só pela qualidade e variedade da carta, mas também pela magnífica vista para o horizonte do Atlântico. RESTAURANTE S.MIGUEL

EQUIPA

No areal da praia da Nazaré, com uma vista incrível sobre o oceano e o forte de S. Miguel de Arcanjo, encontramos o restaurante S. Miguel. Com as portas abertas há cerca de 40 anos, o nome faz uma pequena referência ao Arcanjo Miguel, o anjo do arrependimento e da justiça que faz parte da história da vila. É um restaurante familiar, que já passou de geração. A mãe Lídia começou esta aventura quando teve a ousadia de abrir um espaço com o objetivo de oferecer o peixe mais fresco que o mar pode dar, num ambiente descontraído e relaxado. Com o tempo, as filhas, Encarnação Veríssimo, Lídia Dias e Fernanda Veríssimo, tomaram a sua posição e conseguiram fazer do restaurante uma referência da Nazaré. O conceito do restaurante apela ao bom gosto do tradicional português e propõe uma vasta ementa. Qualidade é a primeira palavra de ordem. Depois vem a intensidade do sabor. No fim o preço. Só tendo em conta este triângulo, qualidade, sabor e preço, é que se torna possível surpreender os clientes. A qualidade começa quando a prioridade é a frescura dos produtos e a confeção de todos os pratos na hora - o que, por vezes, pode demorar algum tempo, mas é o que garante a perfeição que o paladar exige. Qualquer preço é justificado pelo elevado nível de exigência da qualidade e sabor dos pratos Comecemos pelas entradas. Que tal come-

çar por um cocktail de camarão ou mexilhões à la creme? Que boa escolha seria! Mas como isto da ditadura do gosto é um grande desafio, saberia escolher o próximo passo: a especialidade do peixe ou carne? Comecemos pelo peixe! Um ponto a favor deste restaurante é que aqui só é servido peixe fresco. Pode relaxar e apreciar, por exemplo, uma boa cataplana de peixe ou um robalo escalado (robalo grande, para duas pessoas) muito fresco e muito bem grelhado. E carne? Pois, bem, para quem opta por carne pode encontrar, por exemplo, um bife à S. Miguel, lombo com gambas e natas o até tornedó à S. Miguel. Para acompanhar a refeição há uma carta de maravilhosos vinhos que conjugam com qualquer prato. E por fim, a sobremesa, com a barriga cheia de satisfação. O S. Miguel é conhecido pelos dois ambientes distintos. O interior, mais acolhedor e intimista. Um espaço visivelmente “clean”, que não distrai a incrível vista. O ambiente é descontraído e familiar que prima pela simplicidade requintada. E o exterior, uma

esplanada com a mesma vista incrível que leva os nossos olhos a alcançarem o horizonte do branco da areia e o azul do mar. Um local perfeito para passar finais de tarde. Quanto aos clientes, muitos vêm por recomendação de outros clientes ou pelo aparecimento do restaurante em roteiros turísticos. Aqui, o cliente está em primeiro lugar. E sobre este ponto há a referir que para além da qualidade que tentam apresentar, é preciso ter disponibilidade. A qualidade é explicada a todos os níveis: a qualidade do sabor, a qualidade do serviço e qualidade da relação com o cliente. A disponibilidade é uma aposta sempre ganha quando não negam pratos das nove da manhã à meia-noite, todos os dias (exceto no dia de Natal). Sem dúvida que é por estas qualidades que o S. Miguel se distingue, mostrando ser um restaurante com tanto sucesso e comentado com tanto amor. Rapidamente, percebemos que não é apenas um tradicional restaurante, mas também um espaço com história e alma.

Avenida da República,2 Nazaré Mail: geral@s-miguel.com Tel: 262 562 403 www.s-miguel.com

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“FIZ ESTA CASA PARA SERVIR, PELO TRINCHAR…” Um negócio que teve as suas bases no mar e onde, como o próprio nome indica, tudo é feito para as manter. O Restaurante Sardinha dá sabor à cidade de Peniche, com o peixe a ser o prato de excelência, aposta na qualidade dos cozinhados e relação com os clientes para o sucesso do negócio. RESTAURANTE SARDINHA

O tempo em que viveu ligado ao mar, em contacto com mestres e pescadores, deu a António Simão a ideia de que poderia apostar num negócio por sua conta e ser bem-sucedido. Apesar de hoje ser o proprietário do Restaurante Sardinha, não foi por aí que começou, tendo sido com uma mercearia que teve a sua primeira experiência por conta própria. “Quando vim para aqui, tinha 21 anos. Isto começou por ser uma espécie de mercearia de frutas e legumes. Foi em 1976, pouco depois da Revolução. Como antes disso tinha muitos conhecimentos com a gente do mar, mestres e pescadores, quando abri a merceria percebi que podia ser importante para eles, no que concerne ao abastecimento dos barcos”, afirma António Simão. Uma ideia “de mestre” Entrosar-se num mercado que conhecia bem, a trabalhar e fornecer diretamente pessoas igualmente conhecidas, foi um passo importante para que as ideias de António Simão fossem crescendo. Com várias embarcações a passarem meses no mar, exigia-se um abastecimento maior. No entanto, por si só isso poderia não ser totalmente positivo: “Comecei a abastecer muitos barcos para mês e meio de viagem, que levam muitos mantimentos, e começo a perceber que na eventualidade de um naufrágio, fico com o

ISAURA E ANTÓNIO SIMÃO

prejuízo. Entretanto também veio o primeiro hipermercado para Peniche e isso aumentou a concorrência. Nessa altura, percebi que era preciso um rumo diferente. Havia aqui uma taberna ao lado da mercearia e comprámo-la para fazer um snack bar. Sardinha e caldeirada estavam sempre a sair e aquilo começou a dar dinheiro. Aos poucos, fui aumentando o espaço e foi assim que surgiu o restaurante. Neste momento sei que os meus clientes iriam atrás de mim. Eu trazia as bases e o conhecimento de como as coisas se faziam e isso aliou-se à tradição e experiência em cozinha da minha esposa e a sua mãe”, explica o proprietário do Restaurante Sardinha. O casal conta com o apoio e presença das suas filhas Joana Simão Pires e Zita Simão Santos. O terminar de um projeto e início de um sonho Sempre de olhos postos no futuro e no avançar de projetos, António Simão e a sua esposa, 56 | PORTUGAL EM DESTAQUE


Isaura Simão, sempre pensaram para além da mercearia e do snack bar, com o objetivo de expandir o negócio, aproveitando ao mesmo tempo valências comuns e que já lhes rendiam dinheiro. “Fechamos a mercearia em 2000 e alargamos o restaurante. Em 2009/2010 fiz esta obra de alargamento e melhoramento do espaço, em tempo de plena crise. Ficamos com melhores condições e aumentamos ao espaço dedicado aos frios, que era uma falha que tínhamos e fazia com que não tivéssemos espaço para guardar a comida… E foi a melhor coisa que fizemos! Neste momento, a casa leva 100 lugares, mais alguns no verão, quando temos a esplanada em funcionamento, mas se tivesse 300, tenho a certeza de que os enchia. Fizemos esta casa para servir, pelo trinchar, pelo estar disponível para o cliente e isso resultou. A sensibilidade hoje em dia é muito importante”, admite Isaura Simão. Deste modo, e quase tanto como a qualidade dos cozinhados, é importante para os proprietários do Restaurante Sardinha a relação estabelecida com os clientes. Ambos acreditam que a chave do sucesso é o bem servir e a humildade. Com cerca de 16 funcionários no ativo, pretendem que essas bases sejam transmitidas a todos os membros da equipa, com o intuito de uniformizar o atendimento e fazer dele uma mais valia. “À segunda-feira, as pessoas vêm aqui comer sardinha e eu revelo que ela é de sábado ou congelada. Provavelmente as pessoas sabem, toda a gente sabe, mas eu faço questão de dizer. Não andamos aqui para enganar ninguém, não faz parte do nosso sistema! Gosto de dignificar o nome do restaurante e, a par disso, o nome de Peniche, fazer do restaurante uma referência na cidade. Ao domingo, por exemplo, temos sempre fila para almoço, as pessoas deixam os carros

CHEFE BRUNO PILÓ E CHEFE DE SALA DAVID AGOSTINHO

ANTÓNIO SIMÃO E ISAURA COM AS FILHAS

longe para virem para cá, temos clientes a virem do Norte. Isso também se deve muito à nossa humildade. A minha casa não tem reclamações no livro. Claro que já tivemos uma ou outra situação menos agradável, mas sempre se resolveu tudo pelo melhor. Somos cerca de 16 ou 17 funcionários e gosto que todos ajam dentro destes valores e princípios”, afirma António Simão. No que diz respeito aos planos futuros, já com a casa feita e a clientela fidelizada, a aposta passar por introduzir novos pratos: “Agora queremos apostar em mariscos vivos, vamos começar já este mês de março. Sentimos que devíamos responder a essa procura”, conclui Isaura Simão.

Rua Vasco da Gama, 81 a 93 • 2520-492 Peniche • Tlf.: 262 781 820 • Tlm.: 965 479 247 • Email: restauranteasardinha@gmail.com www.restauranteasardinha.com

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ETHERIUM PROMOVE BEM-ESTAR NO CORAÇÃO DE ALCOBAÇA Localizado na Avenida Maria e Oliveira, em Alcobaça, o Etherium - Centro de Terapias e Formação assume-se como um espaço que aplica terapias complementares ao serviço do bem-estar dos clientes. A terapeuta Ana Carla atribui o aumento da procura à satisfação dos clientes e ao atendimento profissional confidencial. Ana Carla é ainda Coordenadora do Núcleo de Alcobaça da Associação Portuguesa de Reiki. ETHERIUM - CENTRO DE TERAPIAS E FORMAÇÃO

“É mais fácil ser feliz do que ser infeliz”

ANA CARLA

O Etherium – Centro de Terapias e Formação abriu em 2014 com o objetivo de promover e desenvolver processos terapêuticos alternativos, associados a atividades de autodesenvolvimento, que permitissem ampliar a qualidade de vida das pessoas. O Centro de Terapias e Formação aposta no desenvolvimento de qualidades interiores e no despertar da força de cura interior dos seus clientes. Intensificou-se nos últimos anos a procu-

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ra das terapias complementares que encararam o indivíduo como um todo, cujo bem-estar depende da harmonia da parte física com a parte mental. “As pessoas que me procuram vêm à procura de milagres, de soluções, de perceber o que se passa com elas. Estamos numa fase de mudança e existem questões, dúvidas e medos que não gostamos de expor. Não gostamos de nos expor. Este espaço é confidencial e nada do que aqui entra sai… senão já não estava aqui a trabalhar. É um espaço onde as pessoas se sentem bem, se vão tranquilizando e se sentem relaxadas. Pretendo dar alento às pessoas ajudando-as a mudar a sua mentalidade e a atitude perante os problemas, tornando-as mais positivas”, revelou a proprietária em entrevista à Portugal em Destaque. O sigilo profissional que só o atendimento individual pode garantir é a alma do negócio. Além das formações e meditações individuais e em grupo, o Etherium tem ao dispor dos seus clientes Terapia Multidimensional, Reiki, Hydrofor, Tarot e Oráculo dos Anjos, Regressão e Vidas Passadas, Mesa Radiónica, Cristaloterapia, Pêndulo Hebreu, Leituras Angélicas, Constelações Familiares, Acupunctura, Hipnose e Hipnoterapia e Leitura da Aura. “Encontro no meu sentido de vida pessoal e profissional o acompanhar o outro; escutando a sua estranheza, percebendo o que lhe assalta a alma, o que lhe crava a pele, o que o seu coração aspira” A Portugal em Destaque foi recebida pela proprietária e terapeuta, Ana Carla. “É mais fácil ser feliz do que infeliz” – afirmou confiante e com um sorriso estampado

no rosto. A terapeuta, que profissionalizou a sua vocação para o Reiki, descreve-se como “um ser humano igual a todos os outros. Um ‘estranho ímpar’ na definição de Drummond de Andrade. Acredito em tudo o que o ser humano contém. Acredito no bem e no mal, na luz e na sombra. Acredito, principalmente nos recursos internos de cada um, capazes de converter dor em crescimento, desentendimento em harmonia, frustração em liberdade e descontração. Depois disso, e com isso, sou uma terapeuta”. Com um passado marcado por depressões, Ana Carla atribui ao Reiki a sua cura e a solução para a hiperatividade do filho. “O que me impulsionou a abrir este negócio foi ter um filho hiperativo, que não gostava da escola, não gostava de comer, não gostava de brincar, não gostava de dormir”, contou. Foi nas sessões de Reiki que frequentou em Rio Maior que encontrou a solução para os problemas do filho e iniciou a sua formação no ramo. Antes de abrir o seu


próprio negócio prestou serviços de Reiki durante três anos em outros dois gabinetes. “Tudo o que nós fazemos [e pensamos] tem retorno. Se somos positivos temos pessoas positivas à nossa volta e temos situações que nos fazem ficar ainda mais positivos. Os reikianos estão sempre bem porque mantêm o pensamento positivo mesmo quando as coisas não correm como desejam. Não vale a pena estar chateado, aborrecido e discutir. Vale a pena estar calmo e uma pessoa gosta de estar assim. As coisas vão se resolvendo. O crescimento vem das nossas lutas, batalhas e superações. Por vezes nós queremos uma coisa e o universo dá-nos outra coisa que acha que é o melhor para nós e nós simplesmente aceitamos e agradecemos”, referiu a terapeuta relativamente à sua forma de ser e de estar na vida. O trabalho da terapeuta exige entrega. “Vivo os problemas dos meus clientes quando estou com eles. Enquanto estou com um cliente aquele cliente é o meu mundo, mas depois faço a separação”, esclareceu. De todas as terapias de que faz uso, a terapeuta confessa ter uma ligação especial ao Reiki por lhe permitir obter resultados imediatos. “O Reiki é uma terapia complementar e integrativa, que consiste no tratamento sem contacto ou por contacto leve, de forma a realinhar o fluxo de energia vital, trazendo o equilíbrio energético ao corpo e uma sensação de bem-estar geral. Eu toco na pessoa e vejo que alguma coisa está ali a acontecer”, esclareceu. A terapia a aplicar dependerá do problema apresentado e os resultados dependem em grande parte do cliente, a quem Ana Carla tenta dar o máximo de autonomia. “Dependendo do problema que a pessoa me apresente eu aplico todas as terapias adequadas e mando trabalhos de casa para fazer, porque mesmo que ela não volte sai daqui com algumas bases. Por muito que eu goste do meu trabalho e tenha resultados 90% dos resultados vêm através do próprio cliente, com a sua mudança de atitude perante a vida”, revelou. O seu objetivo é “mudar a mentalidade das pessoas e coloca-las como eu fiquei. Eu era uma pessoa muito negativa e muito triste. Se eu consigo qualquer pessoa consegue! Quero meter o máximo número de pessoas possível bem”. Mãe de um filho hiperativo a terapeuta considera que “as crianças de hoje não são as mesmas de há 20 anos atrás e nós temos de nos adaptar a elas. Não são elas que têm de se adaptar a nós. As crianças são normais e têm muita energia só que não a descarregam como nós fazíamos”.

Aos leitores e à população em geral Ana Clara recomenda “Vamos tentar ser felizes. Tentar esquecer o que o outro pensa ou diz. Tirar as máscaras e ser quem verdadeiramente somos. É muito mais fácil, mais tranquilo e seremos mais felizes”.

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REFERÊNCIA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL Criado em dezembro de 1981, o CENCAL - Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica desempenha um papel fundamental na formação e apoio técnico no setor cerâmico e do vidro e na região oeste do país. Conheça o CENCAL na entrevista a Ana Bica (A.B.), Diretora do CENCAL e Pedro Paramos (P.P.), Diretor de Serviços de Formação. CENCAL estamos a tentar criar um novo polo na zona centro do país que permita uma maior proximidade com as empresas cerâmicas dessa zona. Temos a preocupação de fazer uma formação credível, de qualidade e com forte empregabilidade.

O CENCAL inicia a sua atividade para suprir as necessidades formativas do setor da cerâmica. Passados 37 anos, como descreve a oferta formativa do centro? A.B.: O CENCAL existe para formar profissionais para a indústria cerâmica. Mais tarde, com a extinção do CRISFORM - Centro de Formação Profissional para o Setor da Cristalaria, o IEFP entregou-nos a área de formação do Vidro. A missão do CENCAL é a formação para a valorização dos recursos humanos e das empresas, em especial do setor cerâmico e do vidro e apresentamos também ofertas formativas variadas em áreas transversais dirigidas também a outros setores económicos, devido ao protocolo com uma das outorgantes, a AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste. São os parceiros certos para encontrar os melhores profissionais para a indústria, na área do Oeste? A.B.: A nível de cerâmica e do vidro abrangemos todo o território nacional. Até à crise de 2005 cobríamos toda a faixa litoral, a zona de Barcelos, de Aveiro até Coimbra e Alcobaça, uma vez que eram zonas que absorviam muita mão de obra e onde predominava a indústria cerâmica. Depois cingimo-nos mais às Caldas da Rainha e Alcobaça até, finalmente, se sentir a retoma do setor. Atualmente, 60 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Considera que esta é uma boa altura para a cerâmica nacional? Apresente-nos a sua perspetiva. A.B.: É uma boa altura para a indústria cerâmica em termos gerais. Na cerâmica Estrutural (sobretudo na telha), houve uma mutação, ou seja, os industriais trabalhavam essencialmente com o mercado nacional porque o produto tinha pouco valor acrescentado e o transporte era caro demais para apresentar vantagens competitivas nos mercados internacionais. Atualmente a telha tem produtos muito bons, com preços competitivos e com grande aceitação nos mercados internacionais. No pavimento e revestimento e na cerâmica decorativa e utilitária também se sente esta tendência de crescimento e inovação. No caso da cerâmica Decorativa e Utilitária, a APICER (Associação Portuguesa da Indústria Cerâmica) conseguiu uma moratória, junto


de Bruxelas, contra a cerâmica de origem asiática e isso veio ajudar à recuperação da indústria da cerâmica nacional. O setor tem uma forte componente exportadora que tem vindo a crescer com uma grande dinâmica de inovação e qualidade. A oferta formativa do CENCAL abrange todos os públicos? Quais são as áreas de formação abrangidas? P.P.: A atividade do CENCAL centra-se na cerâmica e, desde 2011, adicionámos à nossa oferta formativa o vidro. Nesse sentido, temos uma oferta formativa qualificante dirigida aos jovens e aos adultos que lhes permite adquirirem competências para se integrarem no mercado de trabalho e responderem às necessidades das empresas. Dirigida aos profissionais de empresas e aos desempregados dispomos de uma oferta formativa muito diversificada, de curta duração, em horário pós-laboral. Essas formações abraçam diversas áreas temáticas, que podem ir desde as Tecnologias de Informação até à Higiene e Segurança, Línguas Estrangeiras, Qualidade, Gestão Comercial, Produção, Formação Comportamental, entre outras, que acabam por ser transversais, quer à indústria da cerâmica e do vidro, quer a outros setores económicos da região Oeste.

ANA BICAS E PEDRO PARAMOS

A Formação de Qualificação já é mais centrada na indústria da cerâmica e do vidro? P.P.: Deste ponto de vista, o CENCAL, tem um conjunto de ações tipificadas do Catálogo Nacional de Qualificações. Formamos, para o setor da cerâmica, técnicos de modelação, técnicos de pintura, técnicos de cerâmica e de cerâmica criativa. Disponibilizamos também oferta em áreas como a multimédia, comercial, contabilidade e logística para jovens e adultos. Estamos a fazer um grande esforço para retomar a formação de técnicos intermédios para a indústria que tem atualmente carência de profissionais qualificados e onde a empregabilidade é elevada.

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COMPROMISSO E TRANSPARÊNCIA NA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA Pessoas. Casas. Investimento. Três palavras que caracterizam o mercado imobiliário que exerce, cada vez mais, uma grande influência na economia portuguesa. Um exemplo de sucesso é a IMO Nazaré, que se apresenta como uma solução diferenciadora num mercado em expansão. Perante os sinais positivos, facilmente percebemos o profissionalismo que caracteriza esta entidade. IMO NAZARÉ

cia no setor e por serem tão bem conhecedores da região da Costa de Prata, acabam por desenvolver a ponte de ligação entre a empresa e o cliente. Com uma equipa pequenina, mas formada, facilmente se percebe que são pessoas que aliam a seriedade exigente do trabalho com a positividade da vida. O que marca a diferença nesta agência é a boa gestão interna assente na motivação, na ambição e na determinação.

RENATO, RITA E NIKLAS

Há cerca de três anos no mercado, a IMO Nazaré é sinónimo de solidez, dinamismo e inovação. É um projeto que ainda está no início, mas que já tem uma carteira de clientes e uma carteira de investimento elevadas. Uma das vantagens do seu sucesso é a aposta – quase ganha – na estratégica vocacionada para um nicho de mercado estrangeiro. Muito em parte, porque um dos sócios-gerentes, Niklas Forsén, sueco de nacionalidade, promove um encontro único entre a Nazaré e a Escandinávia. Rita Brilhante e Renato Silva, mais dois sócios-gerentes, com a sua larga experiên62 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Uma estratégia além-fronteiras assente na proximidade É preciso ter em consideração que este tipo de negócios de mediação imobiliária trabalha com dois tipos de clientes: o cliente proprietário que quer vender ao melhor preço e o cliente comprador que quer comprar ao menor preço (ou a um preço justo). Desde logo, aqui há que ter a máxima transparência com os dois vértices deste triângulo: proprietário


– mediador – comprador. Porque pensar no cliente é pensar num compromisso. Significa que praticam uma política de proximidade de forma a garantir a quem os procura, que encontram a sua casa de sonho ou para quem pretende vender o seu imóvel habitacional, que está nas melhores mãos. Para quem quer vender o seu imóvel pode ter a vantagem de ver a proposta do seu negócio passar fronteiras. Esta imobiliária por trabalhar com o mercado estrageiro tem a particularidade de aumentar a visibilidade dos imoveis, ampliando, também, a diversidade de potenciais clientes-compradores. Ou seja, não ficam apenas cingidos ao cliente-comprador nacional, apostam também o estrangeiro. Por outro lado, quando um cliente-comprador procura a IMO Nazaré, pode ter a certeza que não lhe são apresentadas propostas genéricas nem soluções estandardizadas. Esta equipa tem em consideração que é preciso conhecer o cliente, perceber as suas necessidades e apresentar soluções eficazes, com total credibilidade. Um ponto extra é garantirem um serviço de pós-venda, que permite ao cliente sentir-se seguro e confortável no local onde decidiu investir. Por isso mesmo, a Imo Nazaré oferece uma ampla variedade de serviços pós-venda, como por exemplo: ajudar o cliente ao manter o contacto com os empresários locais que ajudem em processos básicos que uma casa pode necessitar. Há um acompanhamento em todo o processo burocrático de forma ágil para que o processo de venda ou compra seja uma experiência feliz. Porque o grande objetivo é garantir a satisfação dos clientes. Um mercado em crescimento O mercado imobiliário em Portugal está em altas, deixando para trás os maus anos marcados pela crise. A necessidade de reabilitar os espaços e a capacidade dos grandes municípios para o fomentar, dinamizaram bastante o setor. Em particular, a Nazaré, sente bastante o investimento estrageiro. Muito em parte porque Portugal é um país seguro e que providencia muitos benefícios fiscais a quem vem de fora comprar imóveis. E por isso mesmo, um fator que pode contribuir para o aumento da procura e consequentemente para o crescimento desta imobiliária em específico, é a sua localização central. A proximidade à grande área metropolitana de Lisboa e do Porto, junto ao paraíso da zona da Costa de Prata é fundamentalmente estratégica. Mas não só! A Nazaré tem muito para oferecer: uma incrível praia, um bom porto e frota de pesca, um centro da vila muito agradável, com ruelas e restaurantes e imóveis com vista para o mar. E se muitos são os estrangeiros que procuram a IMO Nazaré, é de referir que os portugueses também o fazem. Todos os potenciais clientes são recebidos da mesma forma e com a mesma dedicação, afinal, este é um “negócio de pessoas” e não só de casas. No entanto, apesar do mercado imobiliário estar numa linha crescente, não existe qualquer dúvida de que o mercado é mutável, e por isso mesmo é elementar ter a consciência de saber acompanhar o mesmo.

Avenida Vieira Guimarães nº 30-L 2450-110 Nazaré, Portugal

Imo-Framgang & Naza – Mediação Imobiliária, Lda. AMI 11096

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CONFIANÇA E EXCELÊNCIA COMO BASE DO SUCESSO A Century 21 Ramomi, na Nazaré, apresenta-se como uma solução diferenciadora de um mercado em expansão. Com uma larga experiência a vender casas tem no ADN a excelência e transparência nos serviços que presta. CENTURY 21 RAMOMI

No ano 2000 era apenas conhecida como Ramomi, numa junção de palavras invertidas: imo(vél) com mar. Mais tarde, em 2009 adicionaram ao seu nome a patente da Century 21, devido ao prestígio que esta marca lhes poderia dar. Hoje, são uma referência no mercado da região da Nazaré, que conta com duas lojas de mediação imobiliária: a principal e um posto de venda para apoiar os turistas. Falar em RaOFÉLIA CORREIA momi não dispensa o nome de Ofélia Correia, uma senhora com muita paixão pelo que faz, que mostra que esta área é muito mais que vender imóveis. Uma relação de confiança A Century 21 Ramomi é composta por uma equipa de 15 pessoas com experiência e formação especifica na área. A formação contínua durante todo o desenvolvimento e crescimento dos colaboradores dentro da empresa permite-lhes mudar a forma de pensar e adaptarem-se à evolução do cliente. O compromisso passa por defender os interesses dos seus clientes e por isso mesmo, têm em consideração que é estabelecer uma relação de confiança. Primeiro é preciso conhecer o cliente. Segundo, perceber as suas necessidades. E terceiro, apresentar soluções eficazes, porque pensar no cliente é pensar num compromisso. Praticam uma política de proximidade de forma a garantir, a quem os procura, que encontram a sua casa de sonho ou para quem pretende vender o seu imóvel habitacional, que está nas melhores mãos. E é isto mesmo que os distingue: o profissionalismo, a rapidez e a eficiência que permitem dar uma esperança aos compradores e dar uma estabilidade aos

Av. Vieira Guimarães nº 47 - Nazaré | TLF.: 262 561 655

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vendedores proprietários. Muitos poderão pensar neste negócio como uma simples ação de compra e venda de imóveis, esquecendo o mais importante – as pessoas! Cada pessoa é uma pessoa e cada casa é uma casa. Assim, o objetivo final é a satisfação do cliente. Nazaré aberta ao mundo O investimento estrangeiro será o motor do setor imobiliário português, é a partir dele que vão ser criados mecanismos para que o setor funcione na sua plenitude. A atividade turística do país é claramente um ótimo suporte à economia, porque quem visita Portugal gosta do que vê. A Nazaré, em particular. É a onda gigante, é o incrível areal com uma vista soberba sobre o oceano, são os pontos turísticos que são de cortar a respiração… são diversos os fatores que levam a um aumento de investimento imobiliário na zona. Há a destacar que uma grande percentagem dos investidores da Century 21 Ramomi são estrangeiros, nomeadamente franceses. Quem quer investir em Portugal já vem informado de toda a burocracia necessária para a concretização do negócio. No entanto, esta equipa acompanha o cliente de forma a encaminhá-lo da melhor forma para o EQUIPA seu objetivo. A excelência da Century 21 Ramomi Como prova do mérito e da excelência são os vários prémios e estatutos ganhos ao longo dos últimos anos. No ano 2015 ganhou o prémio de melhor agência em faturação da zona centro. Em 2011 e 2014 conquistou o galardão da agência no top 10 faturação, sendo este reconhecimento público uma forma de recompensa de toda a dedicação e esforço. No entanto, apesar do mercado imobiliário estar a crescer, não existe qualquer dúvida de que o mercado é mutável, e por isso mesmo é elementar ter a consciência de saber acompanhar o mesmo.


AVEIRO O distrito de Aveiro é rico em tradições e muita História. Todavia, é um concelho com muita dinâmica empresarial e o futuro passa sobretudo pela indústria, que se desenvolve intensamente nesta região. A provar isso, o distrito de Aveiro é o distrito com mais PME’s, logo atrás de Lisboa e Porto, sendo que a maioria delas se situa em Albergaria-a-Velha. Adinâmica empresarial deste distrito é tão forte que existem pequenas e médias empresas de excelência e líderes nos seus mercados de atuação em praticamente todas as áreas económicas. Gastronomicamente, o distrito de Aveiro é reconhecido internacionalmente pelos ovos-moles, que têm inclusivamente uma área geográfica dentro da qual têm de ser obrigatoriamente produzidos, sob pena de não serem certificados como o produto típico daquela região. A Costa Nova é uma região típica de veraneio e de turismo, conhecida pelas suas casas às riscas e coloridas. Aqui, no mercado do peixe, pode escolher o marisco que quer consumir e este será preparado na hora, para poder degustá-lo no momento. Nas páginas que se seguem, poderá apreciar o trabalho de alguns empresários de sucesso do distrito de Aveiro, conhecer o seu objetivo e a sua visão para o futuro da economia e do setor a que pertence.

Villa Silene A Villa Silene insere-se numa quinta centenária agora dedicada ao turismo rural a poucos minutos da Serra da Estrela. Na casa mãe, com mais de um século de existência, encontra-se a zona comum com lareira. Nos quartos de casal encontra o conforto das camas king size e os alojamentos familiares, com dois quartos, são o ideal para a família. A Villa Silene possui estacionamento privado para todos os hóspedes e condições especiais para viajantes de bicicletas e motociclos e recebe animais.

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RESPEITO, SERIEDADE E COMPROMISSO A Joarco - Joaquim Rodrigues da Costa, empresa em nome individual, está no mercado do aço há 59 anos. Com a expansão da empresa-mãe, houve a necessidade de criar em 2012 a Joaquim Rodrigues da Costa, Lda e em 2016 adquirir uma empresa de fabrico de tubo metálico. Em 2017, o Grupo alcançou um volume de negócios que ascendeu os 10 milhões de euros e contam com quase duas dezenas de colaboradores. Hugo Costa, nascido e criado no aço é neto do fundador e é, hoje, o administrador do Grupo. Nesta entrevista, partilha o presente e o futuro do Grupo, que atravessa três gerações. JOARCO Para quem não conhece este Grupo, podia-lo apresentar? A Joarco surgiu há 59 anos e tem como empresa-mãe a Joaquim Rodrigues da Costa, mais conhecida como Joarco. Em 2012, foi criada uma nova empresa, no mesmo segmento de negócio, a Joaquim Rodrigues da Costa, Lda e mais recentemente surgiu a oportunidade de adquirir uma empresa de fabrico de tubo metálico, juntando-se ao Grupo a Joaquim Rodrigues da Costa II – Transformadora Metálica, Lda.

Quais são as principais dificuldades que enfrentam? Por incrível que possa parecer não é a concorrência, a falta de trabalho ou as dificuldades em atender eficazmente as necessidades do cliente. As principais dificuldades que enfrentamos são a falta de valores, como o respeito, seriedade e compromisso. Valores estes do qual não abdicamos. Somos um Grupo familiar que atravessa três gerações, com experiências e vivencias diferentes, contudo, com a partilha dos mesmos valores e ideais.

Que tipo de clientes é que vos procuram? Procuram-nos vários tipos de clientes, para tudo que envolva aço, desde construção civil, metalomecânica, mobiliário metálico e tantos outros. Nós sempre tentamos ir ao encontro das necessidades de quem nos procura. Estamos sempre numa luta constante, sobretudo, para atender o cliente, que é exigente sempre, e cada vez mais, sobretudo com qualidade.

E quais são os vossos projetos de futuro? Explorar o mercado internacional, por exemplo? Será algo que surgirá no futuro, de forma natural, com trabalho. Tudo nos leva para lá, com o trabalho que estamos a desenvolver. Estamos no mercado nacional e cada vez mais no mercado internacional. Estamos a alargar a equipa de colaboradores. O factor humano é para nós muito importante. A motivação e a combinação de sinergias, pode criar resultados extraordinários na expansão do Grupo.

O grupo está presente somente no mercado nacional ou também internacional? Duas das empresas estão, sobretudo, no mercado nacional. Com a Joaquim Rodrigues da Costa II - Transformadora Metálica, Lda estamos no mercado nacional e internacional. Sendo uma área onde existe concorrência, de que forma é que vocês se diferenciam? Aquilo que nos demarca da concorrência é, sobretudo, o respeito que temos por ela. Sabemos ocupar o nosso lugar, trabalhamos de forma a respeitar o próximo e a nós mesmos e a ir sempre ao encontro da necessidade e exigências do cliente.

Uma mensagem final para os nossos leitores. Creio que hoje em dia, infelizmente, está-se a perder o fator humano e é algo que podem contar no Grupo Joarco, sendo um grupo familiar com colaboradores próximos, também buscamos essa proximidade com o cliente. O cliente consegue sentir da nossa parte, que tudo terá para conseguir atingir os seus objetivos e satisfazer as suas necessidades. Criamos uma parceria, mas uma parceria real e verdadeira. Como nos vê é como somos. A maioria, vê-nos como parceiros verdadeiros, uma parceria para o futuro.

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64 ANOS DE CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL Fundada em 1954, a empresa Jacinto Marques de Oliveira, nome do avô do atual proprietário, começou com as bombas manuais de tirar água dos poços. Hoje em dia, detém inovações neste setor e em entrevista à Portugal em Destaque, Jacinto Oliveira, CEO, conta-nos como surge a empresa familiar e fala-nos sobre os diversos serviços. JACINTO MARQUES DE OLIVEIRA

de mudar “um pouco o raio de ação da Jacinto”. Procuraram manter a pré-fabricação, as estruturas metálicas, mas “arrancámos com uma produção de veículos de combate a incêndios que 32 anos depois é a grande atividade da Jacinto, ou seja, desde 1985 lança a fabricação e comercialização de veículos de combate a incêndios e de socorro e fica com três áreas distintas”, explica Jacinto Oliveira. Grande parte da produção da empresa, cerca de 90 por cento diz respeito às viaturas de combate a incêndio e socorro que conta com parceiros como a MAN e a Mercedes. Nos outros 10 por cento insere-se a pré-fabricação e alguns equipamentos industriais, “que ainda temos um setor forte nessa área”.

JACINTO REIS OLIVEIRA, JACINTO OLIVEIRA E ANA OLIVEIRA

Após a aposta em bombas manuais, o pai de Jacinto Oliveira começou a trabalhar com estruturas metálicas para “pavilhões, naves industriais e esse foi o grande trabalho até 1974”, afirma o CEO. No mesmo ano e com o decorrer da revolução, a indústria parou e “o meu pai teve de fazer um protótipo pré fabricado para habitação e nasce as casas pré-fabricadas Jacinto”. Foi assim que em Agosto de 1975 lançaram a primeira casa pré fabricada na praia de Esmoriz. Principais serviços Face à falta de procura de habitação pré fabricada, em 1985 tiveram 68 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Feiras internacionais e exportações Com uma forte afirmação na área da exportação, a empresa não poderia deixar de participar em feiras internacionais, nomeadamente na SICUR em Madrid, na Segurex em Lisboa, em congressos dos bombeiros franceses e por fim, na maior feira, a Interschutz, na Alemanha que se realiza de cinco em cinco anos. “Foi onde ganhámos o maior mercado de exportação. É das maiores feiras do mundo no setor e tem sido um sucesso”, assinala. Nos últimos 10 anos, a Jacinto tem aumentado as exportações. Em 2005, sentiram a necessidade de se inserirem no mercado internacional, tendo aumentado substancialmente a partir de 2010. “Neste momento estamos quase em todo o mundo, desde a América do Sul, África, Médio Oriente, China, são quase todos os continentes. Estamos a ganhar mercado em França, que é um país bastante exigente e estamos a entrar muito bem nesse mercado e vamos tentando adaptar-nos sempre aos mercados”.


A nível nacional são o produtor com maior capacidade em termos de veículo de combate a incêndio e socorro. Certificações rigorosas Para Jacinto Oliveira, as certificações não podem ser vistas só como uma obrigação, mas sim como uma necessidade de terem a empresa certificada “em melhorar os seus produtos e ajudam a manter as linhas de produção mais afinadas, em termos de rigor e controle”. Em 2003, avançaram com a certificação ISO 9001 e, posteriormente face às exigências do mercado internacional “fomos obrigados a certificar a empresa na ISO14001 e OHSAS18001, que é a ambiental e segurança. Existem concursos públicos que exigem estas certificações para que as empresas possam concorrer e sem isso não é possível”. Tecnologias de ponta nos equipamentos de combate a incêndio Quando se fala em equipamentos de combate a incêndios e socorro, fala-se obrigatoriamente em inovações e tecnologias de ponta, uma vez que quando se está no terreno nada pode falhar, tem de haver sempre um plano B. “Nota-se que houve uma tentativa de evoluir muito nos equipamentos de combate a incêndio e de socorro na parte eletrónica e está a haver uma certa reserva, porque o veículo de incêndios e socorro não pode falhar e por vezes a eletrónica deixa-nos ficar mal”, acrescenta o CEO.

De olhos postos no futuro, os projetos em cima da mesa fazem parte da família Jacinto Marques de Oliveira. Para França, venderam quatro veículos que são comandados à distância. “É um veículo de incêndio que fica junto à zona de perigo e se houver perigo de explosão os bombeiros recuam e com um rádio comando até 300 metros conseguem comandar o veículo de combate a incêndios”, explica. No âmbito do Portugal 2020, ganharam uma candidatura para um “projeto de desenvolvimento”. Jacinto recorda quando em 2015, “concluímos o processo do primeiro veículo nacional de combate a incêndios em aeroportos, ou seja, veículo especial. Fizemos a candidatura, foi-nos apoiada, e desenvolvemos o projeto. Em 2016, apresentamos nova candidatura para outro projeto com um veículo 100 por cento elétrico, que foi aprovada em 2017”. Para que todos estes projetos se concretizem, a equipa tem de ter uma formação contínua e para isso a empresa dispõe de um pavilhão de formação e um pavilhão de testes. Jacinto Oliveira destaca que este setor vai “continuar a exigir desenvolvimento desde a qualidade dos produtos, à eficácia. Todos os dias temos a preocupação de manter o ritmo e a qualidade”, nunca esquecendo a satisfação dos clientes “que nos têm diferenciado da concorrência”, conclui.

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LÍDER DE SUSTENTABILIDADE GLOBAL A Valmet é líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia. A visão da Valmet é ser a líder global em atendimento aos clientes. VALMET

LUCIANO AMARAL

Em Portugal, a Valmet Lda encontra-se no distrito de Aveiro, na cidade de Ovar e faz parte do grupo multinacional Valmet, com sede na Finlândia. Luciano Amaral, diretor da Valmet, Lda. fala-nos da última década do pólo de Ovar. A empresa em Ovar conta atualmente com mais de 450 colaboradores e, nos últimos oito anos, investiu mais de 10 milhões de euros. Grupo Valmet A Valmet é uma multinacional presente em mais de 30 países que possui aproximadamente 12.000 colaboradores ao redor do mundo, em todos os continentes. A empresa tem mais de 220 anos de história e a atual constituição surgiu da divisão dos negócios de celulose, papel e energia do grupo Metso em dezembro de 2013. As vendas líquidas da Valmet em 2017 foram de aproximadamente 3.2 mil milhões de euros.

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A Valmet é organizada em torno de quatro linhas de negócios. As linhas de negócios são Serviços (Services), Pasta e Energia (Pulp & Energy), Papel (Paper) e Automação (Automation). A Valmet é líder de mercado e possui uma forte posição em todos os seus negócios. A linha de Serviços (Services) oferece aos clientes melhorias nas fábricas, serviços em rolos e workshops, peças sobressalentes e serviços de ciclo de vida. Luciano Amaral, diretor da Valmet. Lda. em Portugal, afirma que um dos diferenciais da Valmet no mercado a nível mundial é a sustentabilidade. “Dentro da sustentabilidade também temos a vertente do meio ambiente. O impacto ambiental (direto), ou seja, nas nossas próprias operações é muito pequeno. (Indiretamente), com o fornecimento dos nossos produtos e soluções, (conduzimos) os nossos clientes a gastarem menos energia e que tenham operações mais sustentáveis, mais limpas e mais eficazes”. A Valmet foi classificada como líder de sustentabilidade global e incluída no índice de sustentabilidade Dow Jones (DJSI). A inclusão no DJSI baseia-se em uma abordagem de excelência, o que significa que apenas as empresas com as melhores classificações são incluídas. Valmet Lda, em Portugal A unidade da Valmet em Ovar pertence à linha de negócio dos Serviços, sendo os nossos produtos considerados peças de precisão para máquinas utilizadas nos processos de fabricação de nossos clientes, conta-nos Luciano Amaral. Em concreto, a unidade de Ovar fornece soluções em tecidos técnicos para uso industrial, Luciano Amaral prossegue a explicação: “fabricamos feltros agulhados e tecidos técnicos, e a partir destes produzimos elementos filtrantes para filtros industriais e revestimentos de máquinas para lavandarias comerciais”. No segmento da Filtração, as áreas de atuação dos clientes da unidade


da Valmet em Ovar são “por exemplo, cimenteiras, centrais de energia, incineradoras, metalúrgicas, indústria química, indústria mineira e a indústria de pasta e papel”. Tendo como pedras basilares de ação a sustentabilidade, a excelência e a qualidade, o foco da empresa é a “busca constante de novas ideias para melhorar a cada dia, com o objetivo de aumentar a performance dos nossos clientes e a base de tudo é o trabalho em equipa”. Para a Valmet, Lda. as principais parcerias que têm contribuído para o desenvolvimento do grupo têm sido com os colaboradores e os clientes, já “que sem eles não conseguiríamos” atingir os níveis de excelência e de sucesso até agora alcançados. O segredo do sucesso são os colaboradores Proporcionalmente ao desenvolvimento do negócio tem crescido o número de colaboradores, que atualmente são mais de 450. O grupo acredita que o “sucesso começa nas pessoas e procuramos desenvolver os nossos colaboradores, impulsionando os níveis de envolvimento e desempenho, e desenvolvendo as competências destes”. Para ir ao encontro deste objetivo, a Valmet aposta na formação “desde do início, quando a pessoa entra, tem uma formação básica em várias áreas, mas principalmente na área da Segurança e atualmente também incluímos, uma formação sobre a metodologia Lean (melhoria contínua), que também é uma das vertentes que estamos a buscar. Ao longo do tempo vamos promovendo formações de acordo com as necessidades”. Para além das formações locais, a Valmet promove formações com interação entre colaboradores de diversas linhas de negócio e diferentes localidades dentro do grupo através do Programa de Desenvolvimento de Talentos Global, e vários colaboradores de Ovar já tiveram a oportunidade de participar dessas formações. Localmente, promovemos várias formações e temos investido cada vez mais no desenvolvimento de competências”. Os esforços quotidianos do grupo são conduzidos “para melhorar constantemente as nossas operações, leva-nos em direção a resultados sustentáveis. Trabalhamos para melhorar a cada dia, estamos a buscar a excelência operacional e estamos sempre preocupados a implementar ações para a melhoria da saúde e bem-estar dos nossos colaboradores”. Luciano Amaral relembra que as práticas da empresa serão sempre

alicerçadas em soluções de excelência, qualidade e sustentabilidade. A “sustentabilidade está integrada na nossa missão, na nossa estratégia e nos nossos principais objetivos, que nos apoiam para atingir a nossa visão que é sermos líderes no atendimento e serviços aos nossos clientes. A sustentabilidade é uma parte importante das nossas operações diárias e está em toda a parte”.

Tecnologias, Serviços e Automação A Valmet é líder mundial no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias, automação e serviços para os setores de celulose, papel e energia. Nossos 12.000 profissionais em todo o mundo trabalham junto aos nossos clientes e estão comprometidos em melhorar a performance deles.

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SABORES PORTUGUESES E SAUDÁVEIS! A Rialto é uma empresa do ramo da indústria panificadora. Inicialmente a sua atividade restringia-se apenas à produção de pão, pastelaria e biscoitos. No entanto, devido à procura específica e necessidade de satisfazer os seus clientes de forma personalizada e eficaz, a RIALTO passou a fabricar croutons, biscoitos integrais, pão ralado higienizado e mais recentemente pequenas tostas com sabores (biscottinas). Conversámos com Tiago Lameiro sobre este projeto de sucesso. RIALTO

Como e quando surgiu a Rialto? A Rialto foi constituída em julho de 1988 como produtora de Pastelaria fresca e Padaria tradicional, tendo no ano 2000 direcionado a sua atividade para a produção de Biscoitos e Croutons com vista a responder à solicitação de alguns clientes, nomeadamente no mercado ibérico. Tendo sido uma aposta de sucesso, a Rialto passou a diversificar o seu portefólio de produtos como o pão ralado, e a explorar a possibilidade de adição de sabores aos croutons e às mini tostas que obteve uma resposta positiva do mercado. Produzindo mais de 15 toneladas de produto diárias e exportando para mais de 20 países, a Rialto tornou-se numa referência a nível ibérico e Europeu no que diz respeito a produtos de pão tostado, direcionados principalmente para toppings de saladas. Quais os produtos que fabricam e comercializam? Quais as características dos mesmos? E onde podemos encontrá-los? Fabricamos todo o tipo de produtos derivado de pão tostado, como por exemplo croutons, mini tostas com sabores, breadbits (pão tostado granulado), entre outros como pão ralado e mais recentemente uma gama de snacks. Todos os nossos produtos assentam em duas características específicas: não fritos e que proporcionem uma mais valia à refeição do consumidor com um padrão de qualidade exigente. Os produtos Rialto podem ser encontrados a nível nacional em qualquer hipermercado, quer com a marca Rialto quer com marcas dos nossos clientes.

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uma reputação de produtos alimentares de alta qualidade e seguros.

TIAGO LAMEIRO

Tratando-se de produtos alimentares, estão sujeitos a normas e legislação bastante específicas e rigorosas. Como lidam com esse facto? Qual a política da vossa empresa? É um facto que estamos sujeitos a normas e legislações rigorosas, no entanto sempre foi um princípio que a Rialto respeitou desde o início da sua atividade – garantir o mais alto padrão de higiene e segurança alimentar de modo a ir ao encontro do desejo do mais rigoroso consumidor. É com este mind-set que estamos certificados pela IFS (International Featured Standard) com o nível mais exigente, com uma classificação muito elevada 98.95 por cento, mantendo

O que distingue a vossa empresa dos concorrentes? As mais-valias que nos distinguem dos nossos concorrentes, são elevada qualidade de produto, rápida resposta nas solicitações dos nossos clientes quer nos formatos quer no desenvolvimento de produto adaptado, como por exemplo o desenvolvimento de novos sabores. Para além do preço competitivo, somos bastante versáteis no que diz respeito ao desenvolvimento de produtos por solicitação do cliente. Que mercados internacionais têm tido melhor resposta? Espanha tem sido desde há muitos anos o nosso principal mercado, devido ao elevado consumo de produtos de pão tostado, como por exemplo os croutons. Outros principais mercados são Japão, Grécia, Canadá, Reino Unido, entre outros. Porquê Aveiro? Quais as mais-valias ou constrangimentos de estarem sediados em Aveiro? Aveiro não é tanto o problema, temos muito boas acessibilidades, Portugal e a sua localização geográfica é um problema, para transportar os nossos produtos a mercados


de consumo, como por exemplo o francês e o alemão. Os custos de transporte são elevados para produto muito leve. Os custos de transporte são elevados mas não é por esse motivo que baixamos os braços, pois apesar disso, estamos em mais de 20 países com vendas contínuas. Como se encontra o setor alimentar atualmente? Qual a vossa perceção do mercado? O setor alimentar atualmente encontra-se cada vez mais bem informado, preocupado com processo de fabrico, nutrição e cada vez mais exigente. O que consideramos bom, porque é um indicativo que o consumidor procura cada vez mais produtos pelo padrão de qualidade e não apenas pelo preço. Por onde passa o futuro da Rialto? Quais os próximos desafios? O futuro da Rialto passa pela consolidação do mercado nacional em termos de cimentação da marca perante o consumidor. Ao mesmo tempo passa pela contínua aposta na exportação, que tem tido bastante sucesso e no desenvolvimento de novos produtos, quer produtos variantes de pão tostado, quer na vertente dos Snacks – mantendo-se fiel aos seus princípios: não Fritos e com um padrão de qualidade elevado, o que tem conquistado o mercado.

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UMA CASA DE AFETOS A Fundação Padre Manuel Pereira Pinho e Irmã iniciou a sua atividade com o acolhimento de crianças desfavorecidas, indo ao encontro e vontade, expressa em testamento, da irmã do Reverendo Padre Manuel Pereira e Pinho, D. Maria José Rodrigues, que dessa forma quis perpetuar a memória de seu irmão, conforme refere Álvaro Gomes, presidente da Direção.

FUNDAÇÃO PADRE MANUEL PEREIRA PINHO E IRMÃ

A Fundação Padre Manuel Pereira Pinho e Irmã cresceu e, atualmente, abrange um leque mais diversificado de respostas sociais, tem um quadro de pessoal maior... Conte-nos como a Fundação cresceu ao longo destes quase 75 anos. Indo ao encontro da vontade da sua fundadora, após aprovação dos seus primeiros Estatutos e de ter obtido o reconhecimento como Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), a Fundação pôde iniciar as suas atividades ao nível das respostas sociais de Creche, Pré-Escolar e CATL, alargando com o tempo, às respostas socias de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. Atualmente, prestamos serviços a cerca de cem utentes nas respostas sociais de Creche, Pré-Escolar e CATL e a cerca de setenta e cinco utentes nas valências de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário. A Fundação tem como órgãos sociais um Conselho de Administração, presidido por vontade testamentária pelo pároco da freguesia de Válega, uma Direção e um Conselho Fiscal. Ao seu serviço tem 33 colaboradores e quatro voluntários. Há que salientar o papel dos párocos, que por inerência das suas funções muito ajudaram ao crescimento da Instituição. Também é importante referir o apoio e a colaboração conjunta das entidades Junta de Freguesia de Válega, Câmara Municipal de Ovar e 74 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Centro Distrital de Aveiro do ISS,IP (Segurança Social). Apesar de termos um conjunto diversificado de serviços ao dispor dos utentes, temos um sonho por concretizar: construir uma Estrutura Residencial para Pessoas Idosas. Para além disso, e como temos espaço, gostaríamos de agregar o Centro de Dia, que atualmente, se encontra junto à Igreja Matriz de Válega, ao edifício onde funciona o Centro Infantil. Estamos a desenvolver todos os esforços para que tal se concretize, havendo projeto devidamente aprovado, e estamos a trabalhar numa candidatura no âmbito do Programa ‘Portugal 2020’. Até que ponto considera importante o acompanhamento e cuidados prestados pelos colaboradores da Instituição aos utentes? Para que todos os serviços funcionem bem, é necessário que tenhamos bons recursos humanos, especializados e competentes, mas que também tenham alma e carinho pelo trabalho que desenvolvem. Os nossos colaboradores convivem diariamente com crianças e idosos que precisam de cuidados e atenção constantes. Toda a equipa foca o seu trabalho na atenção, cuidado e carinho que os nossos utentes necessitam. O conforto sentido pela higiene pessoal diária, o cuidado na confeção da alimentação e a satisfação das necessidades básicas do


ser humano são premissas básicas para o bem-estar dos nossos utentes, serviços que nos orgulhamos de prestar com qualidade. Acredito que este é sobretudo um trabalho de afetos. Gostaria de deixar uma mensagem aos nossos leitores? Para a comunidade Valeguense gostava de deixar uma palavra de muito apreço. Que continuem a acreditar em nós e no nosso trabalho. Queremos ser uma Instituição de referência local e nacional. Prestamos serviços de qualidade, imbuídos de um espírito de permanente melhoria e estamos abertos para acolher os que acreditam em nós, sejam eles do concelho de Ovar ou de fora. O que queremos é acolhê-los com a qualidade e dignidade que merecem. Estamos preparados e disponíveis para liderar e participar em novos desafios! Sendo a Fundação, uma Instituição Particular de Solidariedade Social, desempenha um papel fulcral no bem-estar das famílias do concelho. Refira dois projetos de participação ativa da Fundação. Para além da intervenção já descrita, a Instituição aceitou o desafio de assumir a coordenação concelhia da distribuição de géneros alimentares e/ou de bens de primeira necessidade, em parceria com outras

LÍLIA TEIXEIRA, MARIA ISABEL PINHO, ÁLVARO GOMES E ROSA MARIA MENDONÇA

três Instituições Sociais do concelho, enquadrada no Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas, que durante 24 meses, mensalmente, faz chegar um cabaz alimentar diversificado a cerca de 115 famílias. A atribuição desta responsabilidade é o reflexo da confiança e credibilidade que esta Instituição tem junto dos utentes e das entidades governamentais e locais. Outro projeto de que somos parceiros, e que funciona como complemento à intervenção junto das pessoas mais idosas, e/ou dependentes e sós, é o projeto ‘Menos sós…Mais Nós’. Este, promovido pela Câmara Municipal de Ovar, consiste num trabalho voluntário de proximidade, reconhecendo como fundamental a qualificação geral, contínua e específica, desta intervenção. Temos ainda, como meta a curto prazo, sermos promotores de uma Comissão de Proteção de Idosos concelhia.

desde 1967 Rua Padre Pinho, 66 Válega, Aveiro, Portugal

Email geral@fundacao-valega.pt Telefone 256 502 512 PORTUGAL EM DESTAQUE | 75


NO CAMINHO DA EXCELÊNCIA Com 40 anos de experiência, a F.Fonseca sempre apostou fortemente na procura de novos clientes e no estabelecimento de parcerias. A qualidade do serviço prestado e a complementaridade da gama dos produtos comercializados assentam numa oferta tão abrangente quanto possível nas diferentes áreas de negócio. Estas, acompanhadas pela evolução tecnológica, necessidades do mercado e o desenvolvimento de uma atividade técnica de valor por profissionais qualificados, determinam o seu êxito no mercado. F.FONSECA

CARLOS GONÇALVES

Para que possamos contextualizar os nossos leitores, é importante que nos apresente a empresa. Como e quando surgiu a F.Fonseca? A F.Fonseca foi fundada em 27 de Dezembro de 1978. Curiosamente não iniciou a sua atividade no core business atual. Durante um ano a F.Fonseca dedicou a sua atividade à exportação de produtos nacionais para a República da Irlanda. Essa faceta deveu-se essencialmente ao facto de dois dos, então, sócios da empresa habitarem naquele país. O relativo sucesso daquela atividade motivou o meu regresso a Portugal levando a uma mudança no ramo de negócio que ainda hoje se regista: promoção de tecnologia elétrica e eletrónica nos mercados industrial, ambiental, energético e terciário. 76 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Com 40 anos de experiência, como tem sido o percurso da F.Fonseca no setor da comercialização de componentes e equipamentos elétricos e eletrónicos? A F.Fonseca sempre apostou fortemente na procura de novos clientes e no estabelecimento de parcerias. A qualidade do serviço prestado e a complementaridade da gama dos produtos comercializados assentam numa oferta tão abrangente quanto possível nas diferentes áreas de negócio. Estas, acompanhadas pela evolução tecnológica, necessidades do mercado e o desenvolvimento de uma atividade técnica de valor por profissionais qualificados, determinam o nosso êxito no mercado. O progressivo crescimento da empresa levou a uma reestruturação organizacional,

conforme está explícito no vosso website. De que forma se adaptaram ao mercado atual? O crescimento e desenvolvimento da F. Fonseca originou a formação de quatro áreas de negócio: automação industrial; processo, instrumentação e ambiente; tecnologia de edifícios e formação profissional. Devido às especificidades dos negócios, produtos e clientes, tornou-se de facto necessária a criação destas áreas diferenciadas. As necessidades dos clientes são cada vez mais específicas e os negócios são conduzidos de formas distintas. Todas nossas equipas de gestão técnica e comercial devem no entanto acompanhar e demonstrar da mesma forma ao nosso Cliente a nossa capacidade de resposta, de conhecimento e de transmitir valor acrescentado.


Dentro de cada área de negócio esperamos aumentar a nossa abrangência no mercado, a nossa experiência global e o reconhecimento da F.Fonseca como líder de mercado em alguns dos produtos que promove, comercializa e suporta. Comercializamos diversos tipos de componentes e equipamentos elétricos e eletrónicos dos melhores fabricantes mundiais, prestando simultaneamente um serviço suportado em altos padrões de qualidade e fiabilidade. No âmbito terciário promovemos produtos de monitorização e controlo energético, automatização residencial e de edifícios, entre muitos outros. Estando a empresa certificada pela DGERT como entidade formadora, que tipo de formação disponibilizam e a quem se destina? Que importância atribui a F.Fonseca a esta área da formação? Acreditamos que o conhecimento é um agente diferenciador e por isso o temos cultivado junto dos nossos parceiros. Orgulhamo-nos de prestar um serviço pós-venda de qualidade e a formação profissional sempre assumiu um grande destaque no suporte às necessidades dos nossos clientes. Em 2009 decidimos apostar definitivamente nesta área. Às crescentes solicitações que íamos recebendo, respondemos com a profissionalização da nossa estrutura, dotando-a de melhores meios, organização e conhecimento, iniciando desde logo uma espiral de crescimento e reconhecimento que, felizmente continua atualmente. O mercado reconheceu a inovação, a qualidade e a diferenciação da oferta formativa da F.Fonseca, ou seja, a nossa aposta no desenvolvimento deste negócio foi amplamente recompensada. Por outro lado, o mercado industrial sentia também necessidade de formação profissional orientada às suas reais necessidades e

problemas. Penso por exemplo em questões e situações diárias que influenciam diretamente a produção e manutenção de qualquer unidade industrial do nosso país. É por aí que nos diferenciamos. Trabalhamos para que a nossa formação faça a diferença e tenha impacto real nos nossos formandos e nas suas empresas. Por isso orgulhamo-nos do índice da eficácia da formação: 96% dos nossos formandos consideram que o seu desempenho melhorou depois de participarem em formação ministrada pela F.Fonseca. É essa a nossa missão! Na sua opinião, o que distingue a F.Fonseca da concorrência? Quais as mais-valias da empresa e de que forma se destacam no mercado pelo desenvolvimento e inovação? Pretendemos chegar com a nossa vasta gama de produtos ou serviços a quase todos os ramos de atividade económica e satisfazer as necessidades dos nossos clientes, bem como incrementar a sua produtividade e rentabilidade. É também pretensão da F. Fonseca incrementar a qualidade e controlo ambiental, facultando às empresas suas clientes a tecnologia adequada a uma correta monitorização e controlo de poluentes. Somos portadores do selo de PME Excelência 2017, possuímos a certificação do sistema de garantia da qualidade, de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2015 atribuída pela APCER. Estamos comprometidos com o crescimento sustentável dos nossos produtos, serviços e soluções de vanguarda, pelo que perseguimos a inovação e diferenciação para os clientes e mercados. As atividades estratégicas da F.Fonseca têm por objetivo a criação de valor aos clientes, colaboradores e parceiros: 53% dos nossos recursos humanos são altamente qualificados, representando uma das grandes mais-valias da F.Fonseca, pelo que apostamos PORTUGAL EM DESTAQUE | 77


de forma contínua na formação técnica dos nossos colaboradores. Asseguramos um alto nível na metodologia dos nossos serviços e soluções e apostamos nas tecnologias e tendências de vanguarda mais recentes, vocacionadas para o mercado industrial e residencial. O que pode o cliente esperar dos produtos comercializados pela F.Fonseca? Em primeiro lugar deve ter a expectativa de adquirir produtos que são reconhecidos mundialmente pela sua qualidade, fiabilidade, disponibilidade e adaptação às suas necessidades. Em segundo lugar, deve contar com uma equipa experiente e conhecedora, que os suportará em toda a cadeia de valor. Quais as perspetivas de futuro e projetos para a empresa? Como condição fundamental para a realização da sua missão, a F. Fonseca ambiciona manter-se um player de referência na sua área de atuação e continuar a potenciar soluções tecnológicas. Desejamos manter o nível de reconhecimento do mercado, consolidando o posicionamento que ocupamos atualmente. Ao regermo-nos pela procura contínua da excelência através de soluções de vanguarda, inovação, gestão de conhecimento e compromisso com o cliente, acreditamos que no futuro a F.Fonseca continuará a ter uma vida cheia de aprendizagem, desafios e vitórias. No fundo, desejamos continuar a fazer por merecer o respeito e preferência dos nossos clientes, conquistar novos mercados, otimizando os índices de satisfação e fidelização. E acima de tudo trabalhar com a mesma vontade e motivação para satisfazer todos os nossos parceiros.

A F.Fonseca vai celebrar o seu 40º aniversário, o que significa isso para si? Vão assinalar este marco de alguma forma especial? Como deve compreender, é difícil traduzir em palavras o significado deste marco pois resulta de um percurso repleto de emoções e históricas únicas. Estes 40 anos traduzem-se, acima de tudo, no respeito e no valor que se sempre tivemos pela vertente humana. As pessoas foram, são e serão sempre o motor desta empresa. A F.Fonseca assume como parte do seu ADN este comprometimento e missão. Disponibilizamos aos nossos colaboradores um ginásio, sala de convívio, fisioterapeutas, nutricionista, médicos, entre outras várias iniciativas que acreditamos serem muito apreciadas pela nossa equipa mas também por todos aqueles que nos visitam e nos elogiam, ao ponto de registarem muitas vezes em fotos as boas práticas que observam na nossa organização. Somos uma das 10 empresas mais felizes de Portugal e acima de tudo temos uma equipa muito sólida com um alto nível de antiguidade. Os estudos de satisfação mostram-nos que a nossa equipa demonstra um grau altíssimo de envolvimento e é essa é sem sombra de dúvida a nossa maior conquista. Mas nunca estamos satisfeitos. Estamos constantemente a trabalhar para sermos melhores e talvez por isso passemos a vida a festejar conquistas da nossa equipa. O nosso 40º aniversário não poderia ser diferente. Estamos a projetar um ano de aniversário com diversos pontos de interesse que permitam celebrar com toda a pompa este marco que tanto nos orgulha. Infelizmente não podemos ainda levantar a ponta do véu destas comemorações. É surpresa!

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UM PAPEL QUE EM TUDO É ESPECIAL O fabrico de papel e cartão ganha um tom especial na Quinta do Simão, em Aveiro. A empresa, que soma já seis décadas de história, aposta no papel reciclado, dando nova vida à matéria antiga. PAPELESPECIAL

Corria o ano de 1957 quando a Rua da Batalha, na Quinta do Simão, viu nascer a Fábrica de Papel Aveirense. Os tempos correram, a gerência mudou e, com ela, também a designação da empresa. Passando de geração em geração, a PapelEspecial Lda. chegou em 2012 às mãos de Maria Silva e Fernando Gonçalves, à data funcionários da equipa, que assim a batizaram. “Se de velho passa a novo, é especial!”, refere Fernando Gonçalves. Os atuais sócios-gerentes depressa aceitaram o desafio de comandar esta firma e a passagem de testemunho foi alvo de fortes

mudanças que estão hoje à vista: “houve muita melhoria em questões de segurança e proteção, na gestão de pessoal, no vestuário de trabalho...”, adianta Maria Silva. De especial não lhe faltam motivos e, de todos, destaca-se-lhe a qualidade, que nunca é esquecida durante todo o processo produtivo. O facto de se trabalhar o papel reciclado ao invés da pasta de papel virgem é um dos fatores mais especiais e diferenciadores da PapelEspecial. Não há recurso a qualquer produto químico, sendo a reciclagem o único processo a que este papel é submetido. A recolha e valorização ou reciclagem de desperdícios de papel e outros desperdícios não metálicos, bem como a comercialização de papel e cartão, incluindo cartão canelado, é efetuada de Norte a Sul do país, numa indústria bastante diversificada: do calçado, à indústria alimentar, passando ainda por armazéns e restauração. “Motivação, interesse, prazer no trabalho que desenvolvem”. Estes são alguns dos principais valores-chave quando nos referimos à equipa da PapelEspecial. Entre maquinistas, ajudantes, encarregados, motoristas e funcionários, são atualmente 15

FERNANDO GONÇALVES E MARIA SILVA

os elementos que, de forma sustentada, têm levado a firma a bom porto. Ainda que ambicionando levar a PapelEspecial numa expansão mais longa, os gerentes admitem querer avançar passo a passo, num ritmo desacelerado, mantendo os pés bem assentes no solo e os ideais de presente e futuro bem assentes na mente.

R. da Batalha Qta do Simão Esgueira Apartado 3028 / 3801 - 101 Aveiro Tlf.: 234 312 491 - Fax: 234 315 154 Email: papelespeciallda@gmail.com

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VIZELA Vizela é um concelho do distrito de Braga que é rico em património arquitetónico, gastronómico e em romarias. É possível fazer um roteiro, se assim o desejar, e visitar Vizela num dia, através de um passeio a pé. De entre o seu património arquitetónico, destacam-se a Ponte Romana, o Paço de Gominhães, a Casa de Sá e a igreja matriz de S. Miguel. A nível gastronómico, destaca-se o Bolinhol, um doce tradicional, típico da região de Vizela, que tem vindo a ganhar prémios e a ser distinguido nos concursos em que participa. Por esse motivo, é cada vez mais procurado e, por esse motivo, a Câmara Municipal de Vizela vai promover a Feira do Bolinhol, nos próximos dias 17, 18 e 19 de Março, no Jardim Manuel Faria. Outra especialidade da região é o vinho verde, produzido já a nível industrial. Sendo um vinho típico de uma região muito específica do país, é uma particularidade gastronómica que distingue Vizela. Quer o Bolinhol, quer o vinho verde estão presentes nos melhores restaurantes do concelho, por isso, se os quiser degustar, pode inspirar-se em algumas das sugestões de restaurantes que lhe trazemos, nas páginas que se seguem, pois estas são casas de reconhecida qualidade e valor gastronómico. Caso decida visitar Vizela, pode também desfrutar dos serviços do hotel que lhe apresentamos a seguir.

Rua Doutor Pereira Caldas, 34 Vizela, Braga 80 | PORTUGAL EM DESTAQUE

T: 253 584 324 E: adega.avelino@gmail.com


5 milhões de euros para reabilitar ex libris termal em Portugal Termas de Vizela voltam a ser referência nacional Já foi a Rainha das Termas de Portugal e agora volta a catapultar se como uma das principais estâncias termais do País. As Termas de Vizela reabriram as portas e voltaram a receber todos aqueles que buscam a qualidade termal das suas águas (hipertermais e sulfuricas). “As nossas águas termais são indicadas para doenças do aparelho locomotor / doenças reumáticas, bem como doenças de Otorrinolaringologia e dermatológicas” explica o Diretor Clínico das Termas de Vizela. Pereira Mendes acredita que Vizela voltará a ter umas Termas de referência nacional e internacional, até porque a empresa gestora está a fazer um avultado investimento em todo o complexo. “Começamos por reabilitar o Hotel Bienestar Termas de Vizela**** que é hoje uma referência na região. Temos em pleno funcionamento o Mourisco Hammam Turkish Spa, onde aliamos o benefício termal à medicina estética, uma piscina termal de 25 metros e parte do balneário termal. Até julho iremos concluir o Clube Termal, uma piscina dinâmica única nesta região do País, bem como a nova entrada do balneário termal” explica Sandra Guimarães, diretora da Tesal em Vizela. Ao todo, a empresa espanhola está a investir cerca de 5 milhões de euros, dinheiros provenientes do Qren e capitais próprios. “É um grande esforço financeiro que iniciamos em plena crise. Pegamos num projeto que estava obsoleto e estamos a transforma lo num complexo hoteleiro e termal do século 21” conclui Sandra Guimarães. R. Dr. Abílio Torres 855, 4815-552 Caldas de Vizela RESERVAS reservas@hotelbienestarvizela.com 253 589 150 hotelbienestarvizela.com

Unidade hoteleira de referência desportiva O Hotel Bienestar Termas de Vizela**** dispõe de 65 quartos, restaurante, bar lounge e uma pequena sala de conferências. Devido à sua localização, é uma unidade hoteleira muito procurada pelas equipas desportivas que militam nos vários escalões, bem como por turistas espanhóis, belgas, franceses, ingleses e alemães. “Estamos muito bem centralizados. Distamos a 25 minutos do aeroporto Francisco Sá Carneiro e da cidade do Porto. Estamos a 10 minutos de Guimarães e 20 minutos de Braga, pelo que trabalhamos com imensos grupos de turistas que aproveitam para conhecer toda esta região”. O turismo termal é, igualmente, uma outra vertente comercial. “Ainda há muitos turistas que passam cá temporadas de 15 dias para efetuarem os seus tratamentos termais. Prevemos um aumento significativo deste tipo de turismo, porquanto o Estado vai voltar a comparticipar os tratamentos termais, o que se traduzirá em algo muito positivo para as Termas em Portugal” ressalva Sandra Guimarães. À margem da unidade hoteleira e do balneário termal, o grupo Tesal tem ainda em funcionamento outras unidades de negócio como um SPA com Clínica de Medicina Estética, uma piscina termal de 25 metros e, a partir de Julho, uma piscina dinâmica (clube termal).


A ARTE DA (RE)CRIAÇÃO À MESA Comer, beber e conviver. Em doses generosas e a preceito. Na Águia D’Ouro, no centro de Vizela, é assim. Um restaurante que é mais do que um espaço de gastronomia. É um ponto de encontro e de regresso. O conforto que traz vale a pena, mas há mais para provar neste espaço que serve boa comida e bom ambiente.

RESTAURANTE ÁGUIA D´OURO

CONCEIÇÃO E ANTÓNIO SAMPAIO

As portas do número 94, da Rua Ferreira Caldas, abriram há cerca de 26 anos. Lá dentro, pode encontrar comida portuguesa, com a tradição de sempre no prato, e uma lufada de boa disposição de quem está à frente do negócio. Recuemos a 1992… a Águia D’Ouro era uma pensão que caiu em ruínas. Um espaço numa boa localização. Uma oportunidade! E assim foi! A família Pinto, António,

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sua esposa e mais um sócio, decidiram recuperar o nome da Águia D’Ouro e transformar o espaço num restaurante de referência. Desde o início da atividade que a casa nunca mudou de nome, nem de número de contribuinte. Mas ninguém melhor para aperfeiçoar pormenores deste pequeno resumo de história que os levou da ‘ruína’ ao sucesso que é hoje, que a esposa do proprietário, Conceição Sampaio: “o meu marido começou a trabalhar nesta área com nove anos, porque ficou sem pai, e como era o filho mais velho teve de começar a trabalhar. Resolveu lançar-se na vida e depois de trabalhar aqui e ali, abriu uma coisa pequenina. Entretanto, as coisas foram-se encaminhando e crescendo, até que tivemos de mudar de casa. Abrimos esta casa há 26 anos – o que significa que já celebrou as bodas de prata -, feitos no dia 7 de dezembro. Recuperamos a casa, de raiz”. António Pinto, a alma deste negócio, tão bem falado pela sua mulher, é caracterizado por um senhor visionário que desde sempre mostrou interesse em

explorar oportunidades no sentido de fazer crescer o negócio. Com uma casa feita, com boa qualidade, com clientes de primeira, faz sentido pensar o futuro. Dar seguimento a este império que ainda pode crescer mais. O conceito do restaurante apela ao bom gosto do tradicional português e à fidelidade das raízes da região. O incrível é a proposta vasta da ementa, diferente os 365 dias do ano. “Se uma casa como esta, há tanto ano aberta, não inventasse, não alterasse, o cliente nunca era surpreendido. Gosto de fazer coisas diferentes, de arriscar, de


arrojar”, confessa o Sr. Pinto, como é conhecido. A carta é tão diversificada que aumenta a dificuldade em escolher entre tanta coisa boa. Qualidade é a primeira palavra de ordem. Depois vem a intensidade do sabor e é bem verdade, a qualidade começa quando a prioridade é a frescura dos produtos e a confeção na hora de todos os pratos que garante a perfeição que o paladar exige. Há o prato tradicional português com um toque inovador. Comenta Conceição que “procuramos fazer bem feito e com um toque diferente. Há ligação no paladar e de produtos”. Isto da ditadura do gosto é um grande desafio, por isso: peixe ou carne? Comecemos pelo peixe! Um ponto a favor deste super restaurante é que aqui só é servido peixe fresco, vindo diretamente do mar. Pode relaxar e apreciar, por exemplo, um bom arroz de cabeça de tamboril, uma feijoada de búzios, robalo assado no forno a lenha, lampreia à Bordalesa (sazonal), sável frito com broa de milho frita (sazonal), peixe galo com açorda de ovas ou simplesmente rodovalho grelhado à posta. Carne? Pois bem, para quem opta por carne pode encontrar, por exemplo posta da vazia na grelha com feijão preto, rojões caseiros à moda do Minho, rabo de boi estufado com ervilhas de quebrar, galo à Bordalesa, assados mistos, língua de vitela com puré entre muitos outros. Para acompanhar a refeição há uma carta maravilhosa de vinhos que conjugam com qualquer prato. E por fim, a sobremesa, com a barriga cheia de satisfação, fica a dúvida entre um delicioso leite creme com ovos caseiros, um pudim Abade de Priscos, uma maçã da ‘porta da loja’ assada, uma tarte folhada ou as famosas natinhas. O sucesso do restaurante passa pelos pratos que são confecionados por um chefe que acompanha os proprietários há anos, assim como os seus colaboradores. “Sem eles não conseguiria manter esta casa”, afirma Conceição Sampaio. Uma casa que possui uma sala com a capacidade para 150 pessoas, um estacionamento privado, uma parte reservada para 20 pessoas, uma esplanada que funciona no verão e uma sala – a principal – para cerca de 80 pessoas. O mês de agosto é o mês de descanso para o pessoal. Como se a gastronomia não chegasse, também a arte de receber mantém o sucesso da casa. O restaurante cheira a boa disposição e a sala rapidamente se pode transformar na extensão de uma sala de estar caseira. Para a Águia D’Ouro o cliente está em primeiro lugar. Para António Pinto “um cliente

Rua Ferreira Caldas , nº94 - Vizela | Tlf.: 253 481 216

que venha a minha casa tem que ter duas vertentes: tem que gostar de comer e tem de saber comer”. E sobre este ponto há a referir que para além da qualidade (referida anteriormente) que tentam apresentar, é preciso ter disponibilidade. A qualidade é explicada a todos os níveis: a qualidade do sabor, a qualidade do serviço e qualidade da relação com o cliente. A disponibilidade é uma aposta sempre ganha quando é um restaurante sem segredos. O cliente quer ir ver a cozinha, vai ver. Porque aqui não é só comer, vai muito mais além: é uma experiencia através desta disponibilidade de fazer uma visita guiada aos clientes. Sem dúvida que é por estas qualidades que a Águia D’Ouro se distingue, mostrando ser um restaurante com tanto sucesso e comentado com tanto amor. Onde o ambiente é descontraído e familiar primando pela simplicidade requintada.

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“VIBRAMOS COM O CHAMADO FABRICO” Casa do símbolo regional da cidade de Vizela, a Confeitaria Kibom, Casa do Bolinhol... o local ideal para saborear o conhecido ‘Bolinhol’. CONFEITARIA KIBOM, CASA DO BOLINHOL

Quando se fala em Bolinhol, fala-se em Vizela. Uma associação que é impossível negar e que nasce por influência da família de Fátima Salgado. Fátima Salgado é a atual proprietária da Confeitaria e Pastelaria Kibom. Licenciada em Filosofia, a empresária tem no sangue a aptidão para a confeção de doces: “nasci nisto”, confessa. Uma tradição de família que tem passado de geração em geração ao longo de várias décadas e que se tornou num emblema da própria cidade. A Casa do Bolinhol Kibom está situada no coração da cidade de Vizela, na rua Dr. Abílio Torres nº431, ao lado da casa que era dos avós de Maria de Fátima. Na loja Kibom é possível adquirir e saborear o mais tradicional doce de Vizela, o chamado Bolinhol. O Bolinhol de Vizela Kibom – O Pão de Ló retangular coberto com calda de açúcar Joaquina Ferreira nasceu em 1874. Bisavó da atual proprietária do estabelecimento Kibom foi a criadora da receita e formato do Bolinhol. O Pão de Ló tradicional (a rosca minhota) é um doce conventual que começa a ser servido em mesas senhoriais como suplemento de refeição. Trata-se de uma receita 84 | PORTUGAL EM DESTAQUE

FÁTIMA FERREIRA SALGADO

MARIA DA CONCEIÇÃO DA SILVA FERREIRA

simples que tem como base ovos, farinha de trigo e açúcar. Com o passar dos anos foram surgindo diferentes variedades deste tradicional bolo português que se transformaram em símbolos regionais. No palco da gastronomia lusófona surge pelas mãos de Joaquina Ferreira o Bolinhol,

no ano de 1908. A bisavó de Fátima Salgado, nascida e criada no atual nº 738 da Rua Dr. Abílio Torres da cidade de Vizela, começa a aprender a arte de confecionar Pão de Ló, naquele que é hoje conhecido como hotel Bienestar. Com uma comprovada aptidão para a doçaria conventual e um particular gosto por doces cobertos com calda de açúcar como cavacas, rosquilhos, passarinhas e doces brancos (doces de gema/melindres), Joaquina Ferreira decide apostar no enriquecimento da massa de Pão de Ló e aplicar-lhe essa mesma calda. Uma vez que o tradicional Pão de Ló , cozido em formas de barro é redondo e, por isso, de difícil manuseamento, a criativa doceira decide clamar por uma forma retangular de maneira a facilitar o processo de cobrimento do bolo. Desta feita, e porque o açúcar no topo do doce estalava com facilidade, a doceira opta por envolver o bolo com a parte tosca do linho, o linhol. Assim nasce o bolo do linhol: o Pão de Ló retangular coberto com calda de açúcar e entrouxado em panos de linhol. Uma receita que se arrasta no tempo, sem corantes ou conservantes, extremamente rica em ovos e cujo segredo reside em “aplicar o açúcar com muito amor e carinho”,


explica Maria de Fátima. Contudo, em conversa com a Portugal em Destaque, a proprietária da Kibom explica que o nome Bolinhol surge, pela primeira vez, num escrito do relatório da feira concelhia de Guimarães no ano de 1884. Neste contexto, o significado da palavra estaria relacionado com o surgimento de roscas de tamanho reduzido. Tratava-se então de um nome comum que designava roscas pequenas e de elevada qualidade cozidas em formas de barro. Assim, como data de nascimento do bolo tradicional de Vizela, Fátima Salgado indica o ano de 1908. Uma data que a mãe de Fátima, Maria da Conceição, lhe transmitiu como sendo a mais significativa para o conhecimento do doce porque a avó de Fátima, Albina, “contava que nos seus 15 anos de idade o avô dela ofereceu um fogão industrial à mãe”, começando-se a produzir Bolinhol em maior quantidade. A proprietária afirma: “não tenho pejo nenhum em afirmar, conforme os elementos que me foram transmitidos, que esta é a data mais expressiva para o reconhecimento público do Bolinhol”. O Legado dos Avós Os avós de Fátima Salgado, Albina e Joaquim Ribeiro Ferreira, abrem no ano de 1922 a primeira casa especializada em Bolinhol – A casa do Pão de Ló Delícia. A neta define o avô Joaquim como “um homem austero que cuidava de nós”, afirmando que “tive uma infância muito positiva”. Com o falecimento de Albina, Joaquim R. Ferreira passa a gerência da Casa do Pão de Ló Delicia para o filho José, tio de Fátima. Algum tempo depois, na casa de família, vizinha, inaugura-se a Kibom. A criação da Confeitaria/Pastelaria Kibom - “Uma história muito doce” Maria da Conceição da Silva Ferreira inaugura no ano de 1974 a Confeitaria e Pastelaria Kibom. O nome desta casa surge de forma espontânea. Conceição Ferreira, “uma senhora sábia e fora do tempo dela”, começou a confecionar, ela própria, a receita da avó no Brasil, para onde vai viver com o marido em finais da década de 60. Fátima Salgado conta em entrevista que, devido à reação daqueles que se deliciavam com o doce vizelense e ao facto de os irmãos mais novos terem uma predileção pelos gelados da marca brasileira com o mesmo nome, o nome Kibom foi uma escolha quase óbvia para batizar o estabelecimento. Ao provar o bolo, os clientes brasileiros diziam de forma rotineira e imediata a expressão: “Qui bom!”, como maneira de agradecer pelo doce. Desta forma, uma vez tornados a Portugal, o casal decide utilizar a expressão para nomear o estabelecimento.

de balcão, refere a proprietária. Dois pasteleiros que foram instruídos na arte da doçaria por Maria da Conceição e que se denotam por permanecer fiéis ao fabrico dos sabores de memória coletiva, utilizando invariavelmente ingredientes de esmerada qualidade, “uma mais-valia saudável na confeção dos produtos. Acompanhamos a evolução do mercado de forma académica... para mim é muito gratificante ter clientes antigos que sentem o mesmo cheiro e gosto de há anos atrás”. A Casa Kibom mantém toda a estrutura de fabrico artesanal, inclusive a colocação do rótulo de registo da marca, manualmente um a um, bolinhol a bolinhol. Para além deste ex-libris é possível encontrar doces como os chamados Lencinhos de Ovos Moles feitos com “a nossa massa de Bolinhol”, Sidónios, doce inspirado no doce de feijão com coco moído, e as Afrodites, um doce de Páscoa, um doce de taça, confecionado com os frutos secos que sobravam do Natal, e que, hoje em dia “se come como uma nata.” Confraria do Pão de Ló: Reconhecer Qualidade versus Variedade Juntamente com Maria de Lurdes Modesto, Agostinho Peixoto da extinta Região de Turismo Verde Minho e Alexandra Ósorio, Fátima Salgado, proprietária da pastelaria Kibom, dá os primeiros passos para a fundação da Confraria Gastronómica do Pão de Ló Tradicional, no ano de 2005. Elaborados os estatutos e registada a confraria, efetivou-se esta com o primeiro capítulo de entronização em maio de 2010. A cerimónia religiosa realizou-se na Igreja Matriz da cidade de Vizela onde foi erigido um pequeno monumento alusivo ao evento. Com sede no centro histórico, a confraria nasce com o propósito de preservar e promover as receitas tradicionais confecionadas nas diferentes casas especializadas no produto português, que se encontram espalhadas por todo o país. Para os confrades é importante manter vivas as tradições e valores que foram transmitidos pelos antepassados, sendo o seu maior propósito a divulgação do receituário de cada família - fabricante cujo saber e bem fazer se tornou uma ‘marca’ da respetiva localidade. Neste sentido, a Confeitaria Kibom estará presente na Feira do Bolinhol, na cidade de Vizela, nos dias 17, 18 e 19 de março de 2018.

O Bolinhol – Doçaria Tradicional e Invariável Após o falecimento do tio José, em novembro de 1991, Fátima Salgado revela que “veio o genro tomar conta” da Casa Pão de Ló Delícia, casa que aos avós pertenceu e onde viveu toda a sua infância e adolescência. Atualmente, na Casa Kibom, Fátima Salgado toma as rédeas do negócio de família que conta agora com quatro colaboradores, dois pasteleiros “nossos irmãos de criação” e duas funcionárias PORTUGAL EM DESTAQUE | 85


O REFÚGIO IDEAL, NUM LUGAR ÚNICO Com uma vista incrível sobre a montanha de São Bento e a cidade de Vizela, a propriedade São Bento Guest House, inserida na Quinta de São Bento, é o local ideal para quem pretende desfrutar de dias de sol junto à piscina ou de dias frios junto à lareira, com a natureza, no seu estado mais puro, como pano de fundo. SÃO BENTO GUEST HOUSE

“O lugar perfeito para descansar, relaxar e divertir-se. Ideal tanto para pequenas, como grandes estadias”, começa por nos contar Rafael Sousa, proprietário deste espaço único e acolhedor. A propriedade horizontal com três hectares é dividida por cinco residências, decoradas e pensadas para proporcionar a melhor experiência a quem as vivencia e distinguem-se essencialmente pelo seu conforto e requinte. Estas são individuais, compostas por cozinha (totalmente equipada), quartos (completos com roupas de cama e toalhas de banho), sala de estar e de jantar, piscina individual, serviço wi-fi gratuito e espaços exteriores de lazer com barbecue.

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“Neste momento, disponibilizamos cinco residências e a sexta está já em construção. Temos reservas de um ano para o outro e por isso, pretendemos aumentar a nossa capacidade e chegar às nove casas. Todos os projetos foram já aprovados e esperamos que em cerca de três anos estejam concluídos”, explica o empresário. A dois minutos do centro da cidade termal de Vizela, a 50 km do Porto e a 10km de Guimarães, a localização, é, no seu entender, uma das grandes vantagens da São Bento Guest House. “A par da perfeita harmonia entre natureza e requinte, estarmos perto de tudo permite-nos atingir todo o tipo de clientes. Estamos perto da praia, do Gerês, de Braga, Guimarães, Porto, do aeroporto, o que é muito importante. Neste sentido, temos bastante procura por parte de estrangeiros, representando 70 por cento da nossa ocupação, mas também de imigrantes que preferem não ficar hospedados em casa de familiares. Aqui, acabam por ser

os anfitriões e é onde convivem enquanto família. O nosso objetivo é que se sintam em casa e que usufruam da mesma forma, ou melhor!” Estes são alguns dos motivos que certamente o irá fazer apaixonar por este espaço único, no coração da montanha. As imagens falam por si!

Morada: Rua das Pereirinhas | 4815-508 Vizela Telefone: +351 961953379 | +351 969784611 GPS: N 41.377566 | W 8.321735 E-mail: geral@sbguesthouse.pt • Site: www.sbguesthouse.pt

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O GINÁSIO AMIGO Situado em Caldas de Vizela, Braga, este ginásio proporciona-lhe o melhor sítio para treinar. Aqui sentir-se-á em casa. ACTUALFIT Celebrados seis anos de existência em novembro do ano passado, o ActualFit dispõe do espaço perfeito para cuidar de si. O ginásio dispõe de atividades variadas, como a musculação e o cardio fitness. Relativo a aulas de grupo pode contar com bike, zumba, natação para adultos e crianças, pilates, kickboxing, GAP (glúteos, abdominais e pernas), karaté, localizada, hidroginástica, hidrobike, aquaboard, pump e power xxl. Para o sócio que o pretender, o ActualFit dispõe também do serviço de personal trainer. Além das aulas, tem a possibilidade de

e o mais velho 82 anos. Com cerca de 1200 utentes, o ginásio oferece aos mesmos uma atenção permanente. Isaura Sousa conta à Portugal em Destaque que “a grande parte das pessoas mais velhas procuram a piscina e a hidroginástica, mas que com a avaliação física que lhes oferecemos e uma boa conversa, conseguimos trazê-los para a sala da musculação”. Sem discussão sobre os benefícios que a hidroginástica proporciona à pessoa, a colaboradora explica que a musculação consegue ser mais rapidamente eficaz em problemas como

ou porque ser fit está na moda. A colaboradora revela que os mais idosos são os mais fiéis. Porém, os mais jovens que até procuram um outro ginásio, porque querem ver outras coisas, tendem sempre a voltar. Além disso, o ActualFit tem conseguido desenvolver-se conforme as expetativas. O espaço aumentou e agora há mais serviços disponíveis. Quando questionada pela revista sobre projetos para o futuro, Isaura Sousa conta-nos que “o máximo objetivo é manter as pessoas, fidelizá-las” e deixa-lhe o convite a si, leitor, de vir conhecer. “Aqui

LEGENDA

EQUIPA

relaxar no jacuzzi, spa, sauna e banho turco que o ginásio oferece. Este ginásio abriu portas em 2011 sob iniciativa de Fernando Silva. O português, depois de ter vivido muitos anos em França, regressou ao país e decidiu abrir o ActualFit. Isaura Sousa diz que o empresário sempre foi um apaixonado por ginásios e que este é “o menino dos olhos dele”. Os colaboradores – Isaura Sousa, Ivone Lopes, Catarina Pinto, Ana Costa, André Oliveira, Carlos Faria, Carlos Ferreira, Ricardo Soares, Neusa Faria, Diogo Marques e Ivo Cardoso – são como uma família, “eles são a parte fundamental do sucesso do ginásio”. O público deste é muito abrangente, tendo o associado mais novo seis meses de idade

a obesidade, a osteoporose, doenças articulares, problemas de hipertensão, entre outros benefícios. Mas os professores não são só professores, aqui tornam-se amigos. Há um convívio tão grande que os alunos tendem a com eles desabafar sobre qualquer problema que tenham tido, ao que os colaboradores prontamente tentam “dar uma dicazinha, uma ajuda e tudo passa, o dia fica melhor”. Para Isaura Sousa, “é muito bom saber que não estamos cá só para dar exercícios, nós ajudamos, aconselhamos e somos ouvintes, acho que isso é muito importante e gratificante”. Nos últimos anos o ginásio tem vindo a impor-se cada vez mais. As pessoas procuram-no por recomendação de alguém

irá sentir-se em casa”, diz. Portanto, se está à procura de um ginásio, fica o conselho da revista em experimentar o ActualFit. O mesmo oferece, na altura da inscrição, uma avaliação física e nutricional sem qualquer acréscimo de custo. Ainda lhe é feito um plano de treino conforme os objetivos. Todos estas ofertas são gratuitas, apenas paga a mensalidade, em exceção do acompanhamento de um personal trainer. Em termos de horários, das 18h30 às 20h30 é sempre o tempo mais ocupado, em que as pessoas saem das aulas ou trabalhos e vêm “quebrar” a rotina quer seja para treinar ou apenas para relaxar de mais um dia!

Rua Guilherme Caldas Peixoto - Centro Empresarial Albino Simões | 4815-433 Caldas De Vizela - Braga | Tlf.: +351 253 584 212 | Email: info@actualfit.pt | www.actualfit.pt

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À SUA MEDIDA E COM AS SUAS MEDIDAS A MyShirt, em Vizela, apresenta um projeto inovador que ambiciona revolucionar o mercado têxtil: o Personal Tailoring – camisas à sua medida, de qualidade de topo e produzidas com as mais modernas técnicas. MYSHIRT

Anti-odor corporal, anti-odores exteriores, anti-bacteriano, anti-nódoa, anti-mosquito, proteção UV, controle de temperatura, libertação de essências e ‘easy care’, são algumas das características que as camisas fabricadas dentro do projeto Personal Tailoring contêm. A MyShirt está a par das tendências e conhece o mercado internacional, o qual está cada vez mais a apostar em atributos que se adaptam à personalidade do utilizador das peças de roupa. Da mesma forma, o público procura cada vez mais algo que se enquadre ao seu lifestyle. A todas estas necessidades corresponde o Personal Tailoring. Peças à medida e personalizadas são o futuro. Aliás, são já o presente. A produção em massa não deixará de existir, porém destina-se a um segmento de público-alvo diferente daquele que a empresa vizelense pretende alcançar: o cliente médio-alto que pretenda

uma peça distinta e lhe reconheça o valor (aliás, é de referir que o preço não é tão alto como se possa pensar). Será um cliente fiel, que se sentirá confortável e irá sempre escolher o fornecedor dessa peça. Contam com empresas portuguesas que facultam tecidos com as características referidas acima: a Somelos Tecidos e a Texser. A nível tecnológico tudo está a evoluir: o toque, a qualidade, as preocupações ambientais, entre outras. Daí a importância da MyShirt encontrar um parceiro que esteja na linha da frente, um fornecedor português que utilize produto nacional, que é de qualidade e feito com experiência, assim valorizando-se. Este é um segmento clássico, que não regista uma grande evolução. As camisas clássicas variam o tipo de tecido e o padrão, pouco mais. São estas que perduram, são eternas. A diferença está no incorporar de características especiais no design clássico, feitas e adequadas para uma pessoa em específico, a sua forma de estar, a sua atividade profissional e, até, a sua condição física. Sem complicações: o seu alfaiate pessoal desloca-se até si para lhe tirar as medidas, produzir uma ou duas peças para fazer a prova, propor tecidos e entregar. No mundo de hoje, as deslocações são cada vez mais económicas e rápidas, o que justifica a presença do Personal Tailoring em todos os pontos de Portugal e também da Europa. Iniciado há poucas semanas, o projeto ainda não saiu para a rua, mas está pronto para o fazer, aguarda apenas a sua encomenda. MyShirt A MyShirt é a empresa por detrás do Personal Tailoring, sediada em Vizela desde 2015, mas com mais de 30 anos de experiência. Sempre se desenvolveu na área das camisas, combinando qualidade com exclusividade, graças ao seu corpo de trabalhadores experientes. Mais do que uma marca, é identidade e promete revolucionar a indústria fashion. Aliás, já o está a fazer com o projeto em questão. Com uma forte componente de exportação, apresenta constantemente coleções inovadoras.

RUA AGOSTINHO DE LIMA, 286 • 4815-396 VIZELA - PORTUGAL • PHONE: +351 253 099 500 E-MAIL: TAILORING@MYSHIRT.PT • WWW.MYSHIRT.PT

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VISEU Viseu é uma cidade do centro do país, sede de concelho e empresta o nome ao único distrito interior do país. A arquitetura religiosa e a arte sacra são o que mais caracteriza esta cidade, atualmente um pólo económico bastante influente. Esta cidade, rodeada pelos rios Vouga e Dão, e também por serras, tem a sua figura histórica principal na pessoa do pintor Vasco Fernandes, de quem o museu Grão Vasco guarda e mantém um largo espólio. Desde sempre associada à fundação da nacionalidade, Viseu continua a ter um papel fundamental na economia do país, pela sua centralidade geográfica, que leva a que muitas empresas, das mais diversas áreas, estabeleçam lá a sua sede. O fumeiro e o vinho são duas áreas gastronómicas muito fortes na região, mas sobretudo dois dos setores que mais dinamizam a região, a nível económico. A restauração, outro dos principais setores de atividade da região, justifica o seu sucesso com base na rica gastronomia de Viseu. Sendo esta região um importante centro de negócios, as imobiliárias têm disponíveis muitos imóveis, para quem deseje mudar-se para Viseu. Nesta edição, irá conhecer algumas.

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UM ESPAÇO PARA SABOREAR A GASTRONOMIA DO DÃO RESTAURANTE O MARTELO

RUA DA LIBERDADE • 3515-214 VISEU • TLM.: +351 232 958 884

Começou por ser um curral de burras e de cavalos. Atualmente, o Restaurante O Martelo é um local de referência em Silgueiros, Viseu, pela sua tipicidade e hospitalidade. Durante algum tempo esteve fechado, mas foi recuperado por Jorge Alvelos e sua esposa Luzia Alvelos, um emigrante que quis fazer permanecer a existência de uma casa tão relevante em histórias da região. Situado

numa zona pacata e sossegada, o espaço é marcado pela ruralidade da tradição da pedra e da madeira. Um espaço confortável com memórias espalhadas pelo teto e pela parede, falamos de guardanapos, folhas de papel, cartões ou moedas que são deixados por quem por ali passa. À mesa é servida a gastronomia regional do Dão, o bacalhau, o cabrito e a costeleta de vitela grelhados na brasa são os pratos mais desejados. O sabor único e vigoroso das especialidades servidas n’O Martelo tem como segredo a forma tradicional e cuidada como são preparadas na brasa ou no forno a lenha. Para completar as refeições, a carta de vinhos é recheada de requinte e regionalidade. Destaca-se o vinho Curral da Burra, produzido por António Pais (mais conhecido por Martelo) e com um travo singular, trata-se de um vinho robusto com um palato de excelência. A serventia é feita com boa disposição e é parte de alguns segredos da casa, n’O Martelo cada cliente é parte da casa e insere-se num ambiente familiar e descontraído onde o objetivo é descontrair e esquecer de todos os problemas. Marcado pela visita de várias figuras públicas nacionais e internacionais, o restaurante O Martelo é uma forte sugestão a todos os leitores que visitem Viseu e queiram usufruir de uma refeição de excelência num espaço cómodo e tradicional.

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O SABOR DA TRADIÇÃO A Fumeiros Montemuro, comercializada pela empresa Visicarnes 2013, é uma empresa familiar da região de Viseu. Tal como o nome indica, dedicam-se à produção de fumeiros.

São uma das maiores montras da gastronomia regional e tradicional de Viseu - na produção, na comercialização e na conceção - estamos a referir-nos aos Fumeiros Montemuro. É um empreendimento erguido há uma década através de Paulo Rebelo e que atualmente conta com o apoio dos filhos Tiago e Ricardo Rebelo. Inicialmente surgiu como complemento ao talho já existente e ao longo dos anos a qualidade do fumeiro produzido fez com que os horizontes empresariais se fossem alargando. É um negócio que surgiu precisamente na serra de Montemuro, perdurou na tradição familiar e atualmente é conservada pela quarta geração. Tiago Rebelo formou-se em Economia e começou a ter um papel mais preponderante na gestão da empresa, foi precisamente o jovem gestor que falou sobre as novas dinâmicas dos Fumeiros Montemuro. Atualmente o empreendimento divide-se em três ramos que se complementam posteriormente. O ramo da produção de fumeiro e enchidos, a comercialização através dos talhos e a restauração com três estabelecimentos de conceitos bem distintos. Entre eles estabelecem-se dois elos de ligação, a tradição e a qualidade.

Zona Industrial de Santiago, Armazém 10, 3515-098 Viseu

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O Fumeiro Montemuro Falar de fumeiros e de enchidos é falar da tradição e da gastronomia beirã e transmontana. Parte do segredo de cada produto é desvendado na forma como ele é temperado e na forma como a tradição se preserva na sua produção, são os pequenos pormenores artesanais que por vezes acabam por marcar a diferença no sabor como explicou Tiago Rebelo. Preservar essa identidade é um dos valores da Fumeiros Montemuro, uma empresa cada vez mais representativa no mercado nacional e que oferece a tradição regional servida através de fumeiros, enchidos entre outros produtos. A atividade na produção iniciou-se como complemento do negócio do talho, o objetivo era produzir alguns produtos de qualidade para serem vendidos através dos talhos da empresa. A qualidade fez com que o produto começasse a ser cada vez mais procurado e consequentemente a produção foi aumentando de ano para ano, assim como a sua expressão no mercado. Foram trabalhando com alguns restaurantes e distribuidores e hoje os fumeiros Montemuro estão disponíveis para venda de norte a sul do país e espalhados em vários países da Europa. Na produção destacam-se naturalmente os enchidos como o salpicão, a moira tradicional, a chouriça e a alheira. No entanto, com o objetivo de se adaptarem às novas exigências do mercado foram desenvolvendo novos produtos como a salga, o petisco de orelha, o toucinho e os torresmos, produtos já embalados e prontos a serem consumidos. A mais recente aposta é retratada na aposta em produtos com carnes de aves ou com vitela, produtos esses que ainda estão a ser desenvolvidos e inseridos no mercado gradualmente. “Baseamo-nos só no que é tradicional”, foi assim que Tiago Rebelo reforçou o mote essencial na produção e na distinção dos fumeiros também marcados pela qualidade e pelo sabor capaz de surpreender os paladares mais exigentes.

Telefone +351 937 401 445 Email nacional.montemuro@gmail.com

fumeirosmontemuro.pt


na Industrial de Santiago, mazém 10, 3515-098 Viseu

Telefone +351 937 401 445 fumeirosmontemuro.pt Zona Industrial de Santiago, Telefone +351 937 401 445 Email nacional.montemuro@gmail.com Armazém 10, 3515-098 Viseu Email nacional.montemuro@gmail.com

Zona Industrial de Santiago, Armazém 10, 3515-098 Viseu O MEU TALHO Qualidade no detalhe

TABERNA BATE MAL Cozinha à Beirão

RESTAURANTE BATE BEM O MEU TALHO TraditionalQualidade Cuisine byno Bate Mal detalhe

O MEU TALHO Qualidade no detalhe

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BATE 1€ E TAL TABERNA BATE MAL Short snacks by Bate Mal Cozinha à Beirão

RESTAURANTE BATE BEM Traditional Cuisine by Bate Mal

BATE Short sna

TABERNA BATE MAL RES TABERNA BATE MAL RESTAURANTE BATE BEM Cozinha à Beirão Traditional Cuisine by Bate M Cozinha à Beirão Tradi

O MEU TALHO Qualidade no detalhe

Um dos conceitos de restauração mais recente em Viseu divide-se em três casas distintas e bem demarcadas - o Bate Bem, o Bate Mal e o Bate Um Euro e Tal

Na região, existe também o MeuTalho, um dos talhos mais conhecidos da cidade de Viriato. O Meu Talho O nome é já capaz de falar num dos pontos essenciais pelo qual O MeuTalho se distingue dos restantes, a proximidade com o cliente. O MeuTalho é também um espaço algo irreverente, afinal falar-se de um local confortável e agradável parece não se aliar ao facto de nos referirmos a um talho. Produtos de qualidade e frescos marcados como a forma próxima e cordial como sempre se é ali atendido. Para além das carnes, O MeuTalho disponibiliza também uma série de outros produtos associados à confeção das carnes, como os temperos, o vinho, os queijos entre outros produtos. “Há quem chame uma boutique das carnes”, destacou o gerente salientando a oferta diversificada e incomum d’O MeuTalho. Mantendo a proximidade ao cliente, um dos objetivos futuros é disponibilizar receitas diárias como sugestão com intuito de poupar tempo ao cliente na compra, na decisão e na confeção diária das refeições.

fumeiros

A aposta na Restauração São três espaços diferentes com três conceitos distintos, o Bate Bem, o Bate Mal e o Bate Um Euro e Tal. Esta recente aposta iniciou-se no Bate Mal em conjunto com o mentor da cozinha e da excelência da gastronomia servida pelo chefe David. O Bate Mal é um espaço essencialmente de convívio, de petiscos e vinhos regionais. É uma taberna elegante onde costelão é rei de uma carta diversificada. O Bate Bem é um espaço onde a excelência ganha um novo sentido, com o conceito de um restaurante mais familiar (também preparado para receber eventos), prima pela confeção de pratos regionais, igualmente requintados e com confeção mais cuidada. Na mesa também aqui os vinhos são reis, quer sejam da zona do Dão ou Durienses. Por fim, o Bate Um Euro e Tal é o mais recente dos três com o conceito muito específico – cada artigo consumido tem precisamente o preço de um euro e vinte cinco. Um espaço confortável e descontraído ideal para deixar os problemas na entrada e aproveitar um dos maiores prazeres da vida, o convívio, comer e beber. PORTUGAL EM DESTAQUE | 93


PERPETUAR A TRADIÇÃO DAS PAPELARIAS É um dos mais conhecidos locais de Viseu, quer entre estudantes quer entre as pessoas da cidade e começa a sê-lo também pelas ruas de Coimbra. A papelaria Papiro é uma referência com mais de 20 anos na cidade de Viriato. Arlindo Ferreira, o gerente deste negócio, falou à Portugal em Destaque sobre uma casa que é mais que uma simples papelaria. PAPELARIA PAPIRO

Em tempos passados, as papelarias eram centros de grandes tradições, locais de passagem quase obrigatória onde a cultura florescia pelas portas destas casas. As notícias, os livros, as coleções, lápis e canetas, tudo se podia concentrar numa papelaria. Os tempos evoluíram e as novas tecnologias vieram roubar protagonismo a casas tão aclamadas. Por Viseu, a Papiro tem perdurado e ainda assim crescido a cada ano. Arlindo Ferreira, gerente e criador da papelaria Papiro explicou a dinâmica da casa e realçou a importância de proatividade, que fez florescer o seu negócio. Arlindo Ferreira trabalhou durante vários anos num escritório e sempre que precisava de comprar material de trabalho deparava-se com a dificuldade em encontrar um espaço capaz de satisfazer a sua procura. Viu nessa situação uma oportunidade de negócio e anos mais tarde começou o seu empreendimento no ramo da papelaria. Primeiramente iniciou a atividade como grossista, dedicado à revenda de artigos de papelaria e produtos escolares. Anos mais tarde decidiu erguer um espaço físico e em 1996 começou a criar a história da Papelaria Papiro, mantendo também a atividade como grossitas. Em 22 anos viu a loja crescer e com a necessidade de aumentar o espaço a papelaria foi mudando para instalações cada vez maiores. O negócio foi crescendo e a dinâmica que os estudantes davam à cidade fazia-se sentir também na papelaria Papiro. Arlindo Ferreira atento a essa situação envergou por criar as melhores condições para oferecer artigos de excelente qualidade a um preço mais baixo, aliando a isso a evolução nas fotocópias e impressões. Atualmente a Papiroconta com 25 colaboradores e quatro espaços, duas papelarias em Viseu e uma em

Coimbra também equipadas com centro de cópias e técnicas de impressão que fazem impressão de simples documentos a teses universitárias, mas também de lonas, telas, vinis, painéis, flyers, entre outros. Nos arredores de Viseu estão as instalações de armazém e venda de produtos por grosso. A loja de Coimbra é o mais recente projeto que tem registado um exponencial crescimento, referiu o gerente. “Abrimos em Coimbra onde era antigamente a papelaria Fernandes, era uma área com alguma carência nos serviços que realizamos e isso tem sido um fator positivo”. Mais recentemente a loja de Coimbra acolheu também os serviços de Posto de Correios CTT uma oportunidade que tem feito aumentar a procura pela Papiro. Como grossista mantém a atividade por toda a região centro e centro norte do país e mantém a proatividade que o marca como empreendedor. Arlindo Ferreira, sempre atento à evolução dos mercados explicou: “Conseguimos artigos únicos e apostamos cada vez mais em trazer produtos novos. Vamos agora comercializar uma máquina de encadernação e introduzi-la no nosso país. Para o futuro vamos importar alguns produtos interessantes que nos vão dar vantagens sobre os nossos concorrentes”. Um espaço simpático e acolhedor, muitos sorrisos e boa disposição para receber cada cliente são as pratas da casa que tornaram a Papiro numa referência em Viseu. O resto, veio da visão de Arlindo Ferreira que foi capaz de transformar a Papiro num espaço que é muito mais que uma papelaria e assim fez perpetuar a tradição de tão típicas casas culturais.

Av.Capitão Silva Pereira nº141/145 e 149 3500-209 Viseu, Portugal

papirovi@sapo.pt viseu@papelariaspapiro.pt

+351 232 421 552 +351 916 131 664

papelariaspapiro.pt

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UMA AGÊNCIA COM DINÂMICA O setor do imobiliário desempenha um papel cada vez mais relevante na economia portuguesa. Falar de um imóvel é falar de algo com uma grande preponderância na vida de cada um, seja pelo sonho de se obter o imóvel ideal onde criar a família, seja pelo valor que representa. Trata-se de um negócio de pessoas e é com todo o cuidado que isso engloba que a Remax Dinâmica realiza todos os seus processos. REMAX DINÂMICA

O ano de 2006 marcou o início se tem sentido nos últimos temda primeira agência Remax em pos, tornando a aquisição de um Viseu e ao longo de mais de imóvel uma opção mais vantajosa uma década foi implementando que o arrendamento, pois na do os seus valores de honestimaior parte das vezes garante um dade, rigor e profissionalismo. imóvel com melhores condições Ricardo Pina é um dos prine com uma prestação mensal inferior às rendas atuais”, explicou cipais rostos da agência, forRicardo Pina. mou-se na área de Ciências da Educação, veio de Alvaiázere, Uma Oportunidade de Carreira uma vila no distrito de Leiria e iniciou a sua primeira expeUm dos segredos do sucesso da riência no setor imobiliário Remax Dinâmica é garantidaatravés da Remax Dinâmica. mente a equipa e a forma como o Após um período de adaptatrabalho é consolidado por cada EQUIPA ção começou a evoluir como agente. “Este é um negócio que consultor e a obter um crescipode proporcionar rendimentos mento sustentado. Atualmente é o Diretor da Remax Dinâmica muito interessantes. Na Remax cada agente é um empresário em e um dos mentores da maior equipa de consultores imobiliários nome individual. Criam o seu próprio negócio suportado numa do distrito de Viseu. É precisamente na equipa, que reconhece marca que lhes dá credibilidade, visibilidade e que proporciona estar a principal razão do sucesso da agência. São 24 consulto- acompanhamento, ferramentas de marketing e formação. Enres, uma gestora de acompanhamento e uma coordenadora que quanto agência, o nosso principal objetivo e responsabilidade compõe uma base profissional que tem garantido o crescimento passa por criar condições para que os consultores possam crescer constante da agência. Em comum existe o rigor, o profissionalismo aqui dentro, com uma marca de confiança”, explicou Ricardo Pina. e a humanização necessária para assumir a responsabilidade de gerir um bem maior como são os imóveis. Trabalham através de Futuro Próspero angariações exclusivas, tratando cada caso como único e persoAs condições estão montadas para que a Remax Dinâmica continue a crescer. Com uma equipa sólida e capaz, os objetivos para nalizando-o perante as necessidades, exigências e perspetivas dos clientes. Com a evolução do setor imobiliário torna-se cada o futuro são ambiciosos e passam por aumentar o número de vez mais relevante a importância de ter um consultor capaz de colaboradores e estarem colocados entre as 75 agências com maior perceber as necessidades de cada cliente e é exatamente isso que volume de negócio a nível nacional e entre as melhores 50 em pode encontrar na Remax Dinâmica – profissionais conhecedores número de transações. Também expandir a área para novas zodo mercado, capazes de aconselhar e tratar de forma honesta e nas será uma possibilidade: “queríamos crescer para a zona mais delicada cada imóvel que angariam. “A abertura dos bancos ao norte do distrito, porque é uma zona que não está a ser trabalhada crédito tem sido também importante para o crescimento que com a mesma filosofia da Remax e acreditamos que há ali muito potencial de crescimento”, concluiu o diretor da Remax Dinâmica.

Av. Dr. António José de Almeida, nº 277 3510-047 Viseu Escritório: (+351) 232 480 800

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CUIDAR, O BRILHO DA CONDIÇÃO HUMANA Na nobreza de ajudar, aqui honram-se as memórias enquanto se criam outras mais. Na Associação Social Desportiva Cultural e Recreativa de Silgueiros (ASDCRS) a solidariedade é rainha em cada serviço da instituição, os 60 colaboradores integram uma equipa que é também uma família com o objetivo de cuidar dos mais velhos, valorizar os mais novos e, principalmente, auxiliar os que precisam. A diretora técnica, Fátima Lopes falou um pouco do que tem sido desenvolvido pela ASDCRS ao longo de mais de 30 anos. ASSOCIAÇÃO SOCIAL DESPORTIVA CULTURAL E RECREATIVA DE SILGUEIROS

pronto a prestar as valências de apoio domiciliário e de ATL. Apesar dos esforços, a região continuava a sentir carências muito específicas, era feito um apoio aos mais velhos durante o dia, mas em horas mais tardias voltavam a ser entregues à solidão. Os esforços foram contínuos para fazer a instituição crescer e ser capaz de albergar novas valências e necessidade. A aposta no crescimento continuado das instalações e o aperfeiçoamento do trabalho e meios para chegar às populações deram à ASDCRS as ferramentas necessárias para assegurar um serviço de qualidade a quem por lá passa. Atualmente, a instituição dispõe de vários equipamentos sociais, com várias valências, nomeadamente, Creche, Pré-escolar, ATL, Centro de Dia, Estrutura Residencial para Idosos e Serviço de Apoio Domiciliário, destacando os 46 utentes em residência de lar e 80 em apoio domiciliário. A atual diretora técnica, Fátima Lopes, está na instituição desde 1993 e reconhece que ao longo dos anos, o segredo da instituição passa também pela equipa: “O que nos distingue são os nossos valores, a nossa qualidade e a humanização dos serviços. O que transmitimos para os colaboradores é de que estamos a lidar com pessoas e a sensibilidade é diferente de outro trabalho qualquer. Temos de colocar sempre os nossos afetos naquilo que estamos a fazer”.

FÁTIMA LOPES

A Associação Social Desportiva Cultural e Recreativa de Silgueiros desempenha hoje um forte papel na dinâmica social da freguesia, ao longo de mais de trinta anos, tornaram-se numa referência. A ASDCRS foi fundada em 1986 pelo ainda hoje presidente, José Augusto Mota. Inicialmente era dedicada apenas à parte desportiva, cultural e recreativa, nomeadamente através do clube de caça e pesca. Dedicado a causas públicas, o presidente sentiu que a carência social da região era uma lacuna que deveria ser preenchida. Em 1989 fez a alteração dos estatutos da associação passando a incluir o apoio social e começando assim o desenvolvimento da ação social. Em 1993 já tinha um edifício próprio

Investir no Futuro O constante aumento da procura dos serviços e a vontade de alargar o trabalho manifestado pela direção da ASDCRS mostram que a aposta no setor social tem de ser mais efetiva e alargada. Com o projeto já aprovado, a construção de uma unidade de cuidados continuados é já uma realidade que aguarda apoios do estado para avançar e corresponder a uma necessidade da região. Também o aspeto cultural e recreativo será uma aposta. O objetivo é recuperar o primeiro edifício da instituição e transformá-lo num anfiteatro pronto a receber algumas atividades marcantes da região. São 32 anos de trabalho feito que preservam o passado e preparam o futuro. Eentenda-se que por todas as ações sociais prestadas, a ASDCRS tem um papel fundamental na vida da freguesia de Silgueiros.

MORADA Estrada Principal, Lages 3500-535 Silgueiros

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BRAGA Região onde vivem cerca de um milhão de pessoas, Braga distingue-se por uma série de vantagens competitivas que fazem com que se seja um território empresarial de excelência. A localização privilegiada do concelho a noroeste da Península Ibérica e as excelentes acessibilidades que disponibiliza, tornam Braga facilmente acessível, qualquer que seja o modo de transporte, quer de passageiros quer de mercadorias. A menos de duas horas, Braga tem ligação terrestre, aérea e marítima de e para todo o mundo. Braga apresenta também uma excelente qualidade de vida, atestada no último Eurobarómetro da União Europeia. 97% dos inquiridos afirmaram estar satisfeitos por viver em Braga, num inquérito onde se analisaram critérios como infraestruturas e equipamentos, governança, educação, habitação, ambiente, segurança e emprego. Capital de distrito mais jovem do país – 46 por cento da população – e uma das mais jovens da Europa, Braga tem demonstrado capacidade de gerar capital humano de forma contínua em setores estratégicos como os da tecnologia e inovação. Também o forte crescimento demográfico, acima das médias nacional e da região norte, permite assegurar, para além da sustentabilidade populacional no concelho de Braga, a capacidade de gerar capital humano de forma contínua em setores estratégicos. O empreendedorismo e a criatividade são dois outros atributos que se conhecem ao tecido empresarial de Braga. Braga acolhe cerca de 19 mil empresas no seu território, sendo a proporção de nascimentos de empresas, em setores de alta e média-alta tecnologia da região Cávado onde Braga se insere, superior à proporção nacional.

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“SEMPRE ESTIVE LIGADO AO ASSOCIATIVISMO DA FREGUESIA” É uma das maiores freguesias de Braga e são vários os projetos em desenvolvimento para que sejam dadas à população melhores condições no seu quotidiano. Em entrevista à Portugal em Destaque, o presidente do executivo de Junta de Freguesia de Palmeira, César Gomes, fala da variedade de serviços e associações locais, assim como de objetivos futuros para o mandato. JUNTA DE FREGUESIA DE PALMEIRA

Ligado à freguesia enquanto membro ativo na Assembleia de Freguesia e no executivo há cerca de 25 anos, César Gomes cumVISITE O PARQUE DE LAZER DA PONTE DO BICO pre atualmente o seu primeiro mandato enquanto presidente. Com interesse pelas Ruasociais Belo Horizonte, nº 20com as asquestões e proximidade 4700-683 Palmeira sociações, considera que a sua chegada ao cargo T: acabou por669 ser uma consequência 253 626 E: do geral@freguesiadepalmeira.pt natural seu percurso: “venho de trás, como deputado da Assembleia de freguesia www.freguesiadepalmeira.pt e secretário do executivo, há quase 25 anos, mas este é o primeiro mandato enquanto presidente. Sempre estive ligado ao associativismo da freguesia, sempre colaborei com as associações, Tenho 28 instituições e dois clubes de futebol, temos a associação e ficou o bichinho. Decidi arriscar com um conjunto de amigos de paraquedismo, o aeroclube de Braga, o kartódromo, temos numa candidatura em 1997 e vencemos. Agora sim, daí para cá a Nova Comédia Bracarense, um grupo de teatro amador mas há apoios para as associações, que antes não havia. Sinto que que tem salas permanentemente cheias com uma média de 150 chegar agora a presidente é um reconhecimento do trabalho que pessoas e temos dois parques industriais. Na parte dos idosos vim desenvolvendo”, afirma. temos também um lar da terceira idade e a Associação de Idosos À disposição da população estão, em Palmeira, vários estabele- de Palmeira. Cedemos agora espaço para obras de ampliação de cimentos públicos e associações, na tentativa de abranger todas instalações, temos um salão multiusos também junto ao lar, que as faixas etárias e todas as necessidades. Para César Gomes, são está ocupado praticamente todos os dias com atividades difevários os pontos de interesse naquela que é uma das maiores rentes”, explica o presidente. A decorrer também anualmente, e freguesias de Braga. “Temos 42 km de ruas para gerir e somos com aposta na continuidade, a Festa do Senhor dos Milagres, em só três no executivo. Posso dizer-lhe que tenho cinco elementos maio, as Festividades da Senhora da Saúde, em agosto, o Festival permanentes no ativo para tratar das ruas, temos três escolas de Folclore em junho e a retoma do POP Cross, rally de carros 2 primárias, dois jardins de infância, e estamos a falar de 250 alunos. CV em circuito fechado, este ano a realizar entre 21 e 22 de abril. A pensar no desenvolvimento da freguesia, são vários os projetos em curso neste momento sendo que, para César Gomes, uma das obras de maior destaque é o Parque de Lazer nas margens do Cávado. “Estou com um grande investimento, na ordem do meio milhão de euros, junto ao rio Cávado, para criar um parque de lazer, com vários campos de jogos e dois parques de estacionamento, para além da ciclovia. Para além disso, também o alargamento da rua da Portela, onde neste momento não entra um autocarro e uma ambulância entra mas não sai, temos projetos na área da acessibilidade, pretendemos restaurar moinhos icónicos da tradição local e criar aí um espaço de museu e estamos a criar a Associação de Freguesias da Ponte do Bico”, admite César Gomes que, apesar de estar em funções enquanto presidente Rua Belo Horizonte, nº 20 apenas desde o ano passado, e 4700-683 Palmeira já está habituado à envolvênT: 253 626 669 cia política local, acredita ter o E: geral@freguesiadepalmeira.pt que é necessário para manter www.freguesiadepalmeira.pt a freguesia num caminho de CÉSAR GOMES evolução e desenvolvimento. PORTUGAL EM DESTAQUE | 99


QUALIDADE E INOVAÇÃO COMO BASE DE SUCESSO Sediada em Braga e desde 1956 no mercado, a Cartonagem S. Tiago S.A. é hoje uma empresa de referência na área da embalagem. Em entrevista à Portugal em Destaque, José Carlos Carvalho e Rui Carvalho, filhos do fundador, Fernando Carvalho, apresentam-nos esta, que é uma empresa focada numa estratégia de sustentabilidade em inovação e desenvolvimento e na apresentação de soluções diferenciadas ao cliente, sempre adaptadas ao mercado. CARTONAGEM S. TIAGO S.A

RUI, FERNANDO E JOSÉ CARVALHO

Como forma introdutória, peço que apresentem a Cartonagem S. Tiago aos nossos leitores. Fernando Carvalho: A Cartonagem S. Tiago, é uma empresa que foi fundada em 1956. Uma história de 62 anos que muito me orgulha. Começamos sem energia elétrica a produzir embalagens e hoje temos equipamentos de última geração disponíveis na produção. Acompanhamos a própria evolução da sociedade, passamos por alterações sociais, políticas e económicas ao longo destes anos. Desde sempre nos pautamos por princípios muito sólidos, sendo uma empresa cumpridora das suas obrigações e tendo sempre como objetivo proporcionar aos nossos clientes produtos de qualidade adequados às suas necessidades. José Carlos Carvalho: Todas as empresas, sem exceção, desde o seu início, passam por fases em que precisam de adaptar e diversificar os seus negócios, de fazer algo novo e diferente. Quando começamos, as caixas eram produzidas recorrendo a processos simples e muito manuais. Conforme o mercado foi crescendo, fomo-nos adaptando, introduzindo novas matérias primas (Cartão Canelado e Cartolinas), crescendo em capacidade instalada e em inovação. A exigência dos clientes é constante, obriga-nos a fazer todos os dias mais e melhor, para continuar a merecer a sua preferência. Somos PME Excelência há vários anos, é o reflexo do bom trabalho desenvolvido por nós em termos de gestão, sendo essa distin100 | PORTUGAL EM DESTAQUE

ção o reconhecimento desse facto. Temos uma história bastante simples, com alguns percalços, como é natural, mas vamos continuar a crescer, com um projeto assente na sustentabilidade, procurando ser dos melhores no nosso setor a nível nacional, e essa é a nossa convicção. O objetivo passa agora por programar os próximos 60 anos. Rui Carvalho:. A CST é uma empresa produtora de embalagens, onde o papel é a nossa principal matéria-prima. Produzimos desde uma embalagem que simplesmente servirá para acondicionar um produto no seu transporte, até embalagens realmente diferenciadoras no ponto de venda, onde a forma, as matérias-primas utilizadas, técnicas de impressão e acabamentos utilizados possam ser usados para transmitir ao consumidor o diferencial e valores de um produto/marca. No fundo, uma embalagem é sempre o resultado de um compromisso entre a sua função específica (proteção) e as vantagens competitivas que se pretende obter (comunicação). Na vossa perspetiva, quais são os principais fatores que vos distinguem de outras empresas do mesmo setor? J.C.C:. Sendo uma empresa familiar, o que consideramos ser uma vantagem, partilhamos os valores familiares e de empenho,

que todos dedicamos à empresa, sendo um alicerce da nossa organização. O empreendedorismo de um pai, de irmãos ou filhos é a génese da história de sucesso de muitas grandes empresas em Portugal, e que representam um segmento importante do nosso tecido empresarial. Colaboradores motivados e em constante formação, um parque de máquinas atual, certificações em gestão da Qualidade e Ambiente pelas normas ISO são certamente fatores que nos permitem encarar qualquer projeto. Sendo o ambiente uma das nossas principais preocupações, fomos uma das primeiras empresas a instalar uma ETAR-Estação de Tratamento de Águas Residuais provenientes da nossa atividade e conseguirmos reintroduzir a água proveniente novamente no processo produtivo. O papel é uma matéria-prima reciclável por excelência e nós enquanto indústria temos a consciência de que temos que minimizar o mais possível a pegada ecológica, controlando os nossos resíduos e pensando sempre num futuro sustentado. R.C: Em termos de tecnologia conseguimos produzir qualquer tipo de embalagem e esse é um dos fatores essencial no nosso sucesso. Oferecemos aos clientes que nos procuram, parcerias estáveis e sólidas, acrescentando valor ao seu negócio, estando com eles em todos os momentos e esse é um dos motivos


conjugamos a experiência de funcionários que trabalham desde o início, com a os jovens que chegam agora à empresa. O grupo agrega várias empresas, a Cartonagem S. Tiago S.A, uma gráfica, a ST PRINPACK Lda, apostamos também na internacionalização, tendo neste momento uma empresa em Espanha, a CARTONAJES SANTIAGO SL., e estamos em processo de aquisição de outro polo produtivo. de termos clientes há 50 anos. Costumo dizer, que gostamos que nos apresentem problemas e desafios, pois permitem que nos possamos diferenciar da concorrência. Temos um departamento de design e de desenvolvimento estrutural de embalagens que constantemente procuram novas soluções, apuramos sistemas logísticos que permitem novas abordagens ao tradicional conceito de fornecedor de caixas. Investimos em frota própria no sentido de prestar um serviço de maior qualidade e segurança aos nossos clientes. O crescimento é notório e hoje o grupo é formado por várias empresas. Falem-nos um pouco sobre as mesmas. R.C.: Em termos de evolução, de 2009 a 2017, crescemos sempre dois dígitos, no ano transato atingimos os 15 milhões de faturação e neste período passamos de 32 colaboradores para cerca de 100 e onde

Quais os principais projetos/apostas delineadas para os próximos anos? J.C.C.: Estamos neste momento a construir uma nova unidade de produção, junto à nossa sede, no sentido de concentrar fisicamente todas as empresas, armazéns e departamentos, um investimento significativo, que estará concluído no final do ano. Iremos investir em equipamento produtivo, atualizando linhas de produção

já existentes, dotando-lhes de maior capacidade produtiva, além da compra de novos equipamentos que permitirão a produção de novos produtos, no sentido de potenciar ainda mais o nosso leque de oferta aos nossos clientes. R.C.: Apostar na Inovação. O nosso mercado está em constante evolução. Questões como será a embalagem do futuro? Como elas podem ser mais seguras? Como podem contribuir para a sustentabilidade do meio ambiente? Quais outras funções e informações podem trazer as embalagens? Como podem interagir com o consumidor no ponto de venda? Surgem novos hábitos e tendências de consumo, vejamos o exemplo do comercio online, que realmente apresenta novos desafios à embalagem pois a experiência de compra é fortemente influenciada pelo momento da receção do packaging, diferente da compra do mesmo produto no retalho tradicional.

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“SEJA ONDE FOR, VAMOS JUNTOS” Crofil é uma empresa que se dedica ao comércio de máquinas e ferramentas para o ramo automóvel, criada e sediada na cidade de Braga, desde 1989. Anabela Sousa Bárbara e José Bárbara são os administradores e criaram a sua própria marca, a Kroftools, há 15 anos. O seu mercado distribui-se principalmente por Portugal Continental e Ilhas e nos últimos anos, tem uma forte presença em Espanha e França. KROFTOOLS

Anabela Sousa Bárbara e José Bárbara falam-nos da marca e da equipa de 13 colaboradores, que dão resposta às solicitações do mercado. Entre 2016 e 2017, a marca cresceu cerca de 11 por cento, com um volume de negócios de mais de 2 milhões de euros, alcançando desta forma os objetivos que se propunham. Este ano, já estão a ultrapassar a média do volume de vendas alcançados em anos anteriores. Para quem não conhece a vossa empresa podemos começar por apresentá-la aos nossos leitores? A Crofil é uma empresa sediada em Braga e nasceu no ano de 1989, portanto temos 29 anos, fizemos agora no dia 1 de março. No início foi fundada pelos meus sogros, era um ramo diferente, muito vocacionada na venda de rolamentos, fixação, vedantes, etc... Mais tarde, começámos por abranger novos artigos, implementámos ferramentas mais vocacionadas para a área automóvel e desde então temos comercializado artigos para este ramo. Criámos a nossa marca, a Kroftools. Porquê a necessidade de criar a vossa marca? Com a experiência alcançada ao longo dos anos achamos que teríamos todas as con-

ANABELA SOUSA BÁRBARA E JOSÉ BÁRBARA

dições para implementar uma marca nossa, portuguesa, especializada para o ramo auto tendo a possibilidade de marcar a diferença, pois sabíamos que havia necessidade de novos produtos para este segmento. Porquê esse nome? Porque Crofil, não soava muito bem, e então optámos por Kroftools, fazia todo o sentido ser um nome que fizesse ligação entre a empresa e o ramo, que é ferramentas. O Krof foi mesmo a partir do nome da firma, soa-nos bem, é um nome que é adequado , forte e que marca. Que tipo de produtos vendem especificamente? Os nossos produtos são ferramentas para o ramo automóvel especificamente e equipamento para oficinas. A nossa gama tem um leque muito variado, são mais de 2.500 artigos entre ferramentas manuais, elétrica, pneumática, hidráulica, específica, alicates, ferramenta de carroçaria, carrinhos de ferramentas, elevadores para oficinas, entre outras. Que tipo de clientes é que vos procuram? Nós trabalhamos só com revendedores, que fazem a revenda dos nossos produtos da gama automóvel. Só trabalhámos mesmo em parceria com distribuidores que fazem chegar o nosso produto ao consumidor final. A vossa área de atuação é só em Braga ou é de âmbito nacional e internacional? Nós trabalhamos com parceiros desde o norte até ao sul do país, na Madeira e Açores, Espanha e França. O nosso objetivo é chegar mais longe e conquistar a Europa. No futuro vamos lançar-nos internacionalmente de uma forma mais forte. Este ano vamos estar representados na Feira de Frankfurt, em setembro, que é uma das mais importantes deste ramo ondes estarão representadas quase todas as melhores marcas do mundo, este

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do, porque os nossos clientes são o mais importante e os que nos ajudam a crescer. Qual é o vosso lema? Seja onde for, vamos juntos. É o nosso lema. será sem dúvida um grande projeto para darmos mais um passo em frente. Ao longo, destes anos de experiência, que balanço é que fazem? Olhando para trás, acho que temos vindo a fazer um bom trabalho, juntamente com todos os colaboradores da empresa, sem eles não conseguiríamos atingir os objetivos propostos, são uma parte fundamental no crescimento de uma empresa. Criamos relações comerciais com bons revendedores, são bons parceiros de negócios e também com os nossos fornecedores. O balanço que fazemos é bom, estamos em crescimento, no caminho certo, todos os anos os objetivos que nós traçamos, acabamos por os cumprir e até superamos. Foi a melhor opção, quando criámos esta marca, só trabalharmos com ela e vivermos para ela, alcançando, assim os nossos objetivos. Qual é o segredo para o sucesso? Como é que vocês definem os vossos objetivos de ação de cada ano? O sucesso é uma consequência do trabalho do dia a dia, essencialmente temos de apresentar bem o nosso produto, saber bem aquilo que queremos vender, a qualidade e fazermos constante pesquisa mediante a exigência do mercado, tentamos estar sempre atualizados com novos artigos. Temos um departamento de marketing que nos dá bastante apoio, o nosso catálogo e ações de marketing são feitos dentro da empresa, temos uma equipa comercial que acompanha, apoia e faz a apresentação dos mesmos aos nossos parceiros, toda a organização de armazém e logística é muito importante não esquecendo a parte administrativa. O nosso objetivo é tentar sempre apresentar novos produtos e dinamizar o que temos. Nós a partir de um produto que comercializámos, se virmos que pode ser melhorado então falamos com a fábrica para aperfeiçoar. Eles próprios, às vezes, pedem-nos opinião do que pode ser desenvolvido e melhora-

Que tipo de apoios acha que as empresas poderiam ter para estimular o crescimento? Para as empresas, que querem estar presentes em feiras, por exemplo deveria haver apoios mais rápidos, ao efetuar uma candidatura a um apoio há uma longa espera, o que faz com que tenhamos de suportar todo o investimento e esperar que o mesmo seja pago. Por vezes, conseguimos recuperar parte do investimento passado mais de um

tentamos sempre ser diferentes quer no produto, quer em novas soluções de trabalho para que os nossos parceiros possam também ser diferentes. Além do mais toda a nossa equipa é bastante competente a todos os níveis, e temos um excelente apoio pós venda, que sabe dar resposta a todas as solicitações. Quais são as maiores dificuldades que têm sentido? As dificuldades de espaço, às vezes torna-se pequeno mas conseguimos arranjar sempre uma solução. A nossa luta é fazer tudo pela empresa.

ano após a feira. Portugal tem uma carga fiscal elevadíssima face aos restantes países da Europa, o que muita vezes não nos tornam competitivos face os outros, os nossos governantes deveriam reconhecer muitas empresas que fazem enormes esforços com uma redução fiscal, como acontece em outros países, que até pelas exportações feitas a carga fiscal é reduzida. Aqui, há muitas empresas em crescimento e grandes, que não são conhecidas, mas que dão muito à cidade, à região, ao país. Há muito investimento por parte dos empresários, e uma grande batalha, para poderem fazer frente aos projetos.

Uma mensagem final para os nossos leitores? Estamos numa fase muito boa a nível nacional, com esperança pelo menos. Pensamos que a evolução vai ser boa, vai ser favorável. Os empresários estão a fazer de tudo para dinamizar a economia portuguesa, tanto as grandes como as pequenas, as empresas locais são muito importantes para a economia portuguesa. Devemos apostar no que é nosso, nacional porque somos bons no que fazemos. É importante, sem dúvida, que os empresários continuem a lutar e não desistam.

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Há muita concorrência na vossa área? De que forma é que se diferenciam? Há concorrência, e bastante feroz vinda de fora, mas estamos sempre à altura da mesma, como anteriormente mencionámos,

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“CADA VEZ MAIS TRABALHAR BEM E MELHOR” Berfon é uma empresa familiar, que se dedica à comercialização de acessórios e máquinas agrícolas, com a sua sede em Merelim S. Pedro, distrito de Braga. Liliana Fontes e Pedro Fontes são os sócios gerentes da empresa, que foi fundada pelo pai António Fontes, em 2006. Recentemente, criaram a sua marca registada a BQP (Better Quality Performance) e são representantes exclusivos em Portugal das marcas japonesas, desde do início da empresa, a Ozaki e mais recentemente da Sugihara/Diatop e da filial inglesa, a Redback. BERFON éramos só nós os três e um comercial. Depois fomos crescendo e com o tempo fomos contratando mais pessoal, e passados 12 anos, estamos aqui e as coisas têm corrido bem. Quantos colaboradores a Berfon tem? L.F: Nós somos, na totalidade oito, com o nosso pai, embora ele já tenha passado a pasta. Neste momento, dá-nos apoio. Temos dois comerciais, nós, os sócios gerentes, mas somos trabalhadores como outra pessoa e em qualquer área. Estou mais na parte do escritório na contabilidade, e o meu irmão é o responsável pela parte do armazém. Temos dois funcionários no armazém e temos outro irmão, que está na parte do design e na parte da importação. Começámos por ser quatro e já estamos no dobro.

EQUIPA

Para quem não conhece a Berfon, podem começar por apresenta-la? Liliana Fontes: A empresa foi criada em 2006, pelo nosso pai, que foi o fundador, António Fontes e por nós. Sempre fomos os sócios gerentes da empresa, embora quando viemos para cá foi com os conhecimentos e experiência do nosso pai. Vínhamos de uma empresa do mesmo ramo, portanto já trabalhávamos nesta área, e depois decidimos que estava na altura de começarmos a nossa aventura. No fundo tínhamos conhecimentos, tínhamos bases e como o nosso pai tinha também um leque de clientes, que eram mais do que clientes, havia uma amizade entre eles, foi quando decidimos sair da outra empresa e fundar a Berfon em 2006. Pedro Fontes: Não viemos totalmente às escuras, viemos com a certeza de que as coisas iam correr bem pois a maior parte dos clientes estavam fidelizados a nós. L.F: Sabíamos muito bem aquilo que estávamos a fazer. A partir daí foi começar a trabalhar e a arregaçar as mangas. Na altura, 104 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Ao longo destes 12 anos, quanto é que têm crescido? L.F: Nós temos crescido em média à volta de 20 a 30 por cento, por ano. Cada ano, felizmente estamos a crescer cada vez mais. No ano passado, 2017, fechámos com 1 milhão e 100 mil. P:F: Nós aqui não produzimos nada, só vendemos. Infelizmente em Portugal a produção praticamente já não existe, como devem ter reparado as grandes fábricas fecharam e infelizmente temos que recorrer ao mercado europeu e internacional. L:F: Praticamente 90 por cento dos nossos materiais são importados, trabalhamos muito com o estrangeiro. Temos dois fornecedores a nível nacional, mas para os artigos mais pequenos. E temos alargado o nosso leque de material, ou seja, a diversidade de material tem crescido e isso é o que importa, porque o cliente quer novidades e o mercado também esta sempre a modificar. Hoje temos um tipo de máquinas, amanhã já temos outras. Nós temos sempre investido em novos produtos, talvez por isso é que a empresa tem crescido e faz a diferença. Que tipo de produtos é que vocês vendem? L.F: Vendemos essencialmente acessórios agrícolas, para floresta e jardim. É basicamente nessa área. Comercializamos também


motosserras, roçadoras, corta relvas, sopradores, entre outros. Também não queremos expandir muito as máquinas, porque o ramo das máquinas está saturado e por isso mesmo investimos essencialmente nos acessórios. Qual é o vosso mercado? L.F.: O nosso mercado é só nacional, ilhas e continente, porque o estrangeiro também já está muito saturado. Nós, no fundo, temos um país grande, entre aspas, só que tem é que ser bastante explorado e saber onde e como entrar.

toda a gente sabe, são mais caras mas têm muito mais qualidade, e isso é o que a maior parte dos nossos clientes quer, qualidade, e o que é certo é que mal começamos a comercializar estas marcas os produtos têm tido bastante saída, aliás nunca imaginamos vender tão bem estes novos produtos, mas felizmente arriscamos e arriscamos bem e na hora certa.

E há muita concorrência na vossa área? L.F.: Não há muitas empresas como a nossa, só que as poucas que existem fazem concorrência desleal, porque, às vezes, são capazes de ganhar cêntimos em peças para conseguirem um negócio, que se calhar nós até podíamos ganhar mas nós também estamos aqui é para ganhar dinheiro, porque trocar peças por dinheiro não vale a pena, isso é trabalhar para aquecer. Como é que vocês se diferenciam da concorrência? P.F.: Há quem venda produtos feitos na China ,ou seja, baratos mas sem qualidade. Nós vendemos produtos um pouco mais caros mas com mais qualidade. Em vez de vendermos 100 se calhar só vendemos 20 ou 30 mas acabamos por ganhar mais e satisfazer melhor o cliente. Hoje em dia o cliente está a procurar muita a qualidade e nós temos que apostar nessa vertente, ou seja, temos que jogar muito com a questão qualidade/preço. L.F.: Houve uma altura que os produtos chineses invadiram o mercado, naquela fase da crise, e as pessoas nessa altura não queriam máquinas caras, para que as reparações não fossem caras, mas depois acabaram por pensar duas vezes. Porque o comprar barato, às vezes sai caro. Neste momento, pensam melhor, ou seja, em comprar uma máquina mais cara, mas sabem que quando precisarem vão ter peças para reparar e aí é que está a vantagem. P.F.: Depois o consumidor final está cada vez mais exigente, querem as garantias. Já estamos a notar a diferença com os nossos clientes. E em pouco tempo, em dois/três anos, as mentalidades mudaram. L.F: E as garantias como sabem, agora são de dois anos e nós trabalhamos a nível nacional e vemos que realmente houve uma mudança de ideias. Agora, as pessoas preferem pagar um bocadinho mais, mas ter qualidade. Qual é o perfil de cliente, que vos procura? L.F.: Todo. Desde armazenistas, oficinas, revendedores, lojistas, tudo. Nós temos todo tipo de clientes e cada vez procuram-nos mais. Quais são as vossas apostas para 2018? L.F.: Esperamos crescer mais do que o ano passado. Apostamos em novas marcas, que vamos representar exclusivamente em Portugal. Conseguimos parcerias com as quais estamos certos de que as coisas vão correr bem. P.F.: Temos como parceiros a marca japonesa Diatop/Sugihara, que é de acessórios, como correntes e lâminas para motosserras e a outra é uma filial inglesa, a Redback que se dedica às máquinas elétricas. Temos que arriscar. Todas as marcas Japonesas, como

Qual é o vosso lema? P.F.: Na boca dos clientes é “a Berfon tem: tem peças, tem preços, tem qualidade”. Neste momento somos os mais procurados, por causa disso, pela diversidade, pela disponibilidade e pela qualidade/preço. L.F.: Cada vez mais trabalhar bem e melhor. O facto de o cliente saber que nós temos e raramente falhamos. Os nossos clientes sabem que se telefonarem hoje a pedir a encomenda para amanhã, ela hoje vai sair do armazém. É uma das nossas prioridades. Isso é muito importante. P.F.: Também na forma de embalar os produtos. Nós temos uma marca registada e aos poucos estamos a embalar tudo com a nossa marca. Nada sai do nosso armazém sem ser devidamente embalado nas nossas embalagens onde é identificada a nossa marca e corretamente etiquetado com o código, inclusive código de barras. Como é que se chama a marca e porque é que a desenvolveram? L.F.: Chama-se BQP – Better Quality Performance e ajuda-nos a diferenciar-nos no mercado. P.F.: Já vai tudo com a nossa marca, ou a caixa, ou o plástico, ou o rótulo, ou a própria peça com essa marca. Eu já assisti num cliente nosso, em que o cliente dele disse que queria uma peça de uma marca específica, e essa marca era a BQP. Além disso, somos os únicos que vendemos certos tipos de mercadoria com seguro. Essas são as diferenças, é mais caro um bocadinho do que os outros, mas destaca-se pela diferença. Isto tudo é uma questão de visão e de investimento. Mensagem final? L.F.: Acima de tudo, que não tenham medo de arriscar, desde que o façam com a certeza que estão com os pés assentes na terra. Porque arriscar faz bem e no nosso caso foi uma boa aposta. Essencialmente, arrisquem, porque Portugal precisa disso, de ousadia.

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GALPÃO E O MOBILIÁRIO DE DESIGN MODERNISTA Guilherme e Francisca Sequeira contam à Portugal em Destaque tudo sobre o negócio nascido de um amor antigo pelo mobiliário de design mid-century. GALPÃO

FRANCISCA E GUILHERME SEQUEIRA

O projeto dava os primeiros passos no final do ano de 2016, mas arranca finalmente no verão de 2017. Guilherme e Francisca Sequeira são colecionadores há algum tempo e nutrem uma paixão muito grande pelos móveis da década de 50 e 60. Foi daí que surgiu o negócio que, dia após dia, tem decorado mais e mais casas em Portugal. “O segredo é escolher bem as peças, comprar qualidade em vez de quantidade”, revelam à Portugal em Destaque. “Sinto que as pessoas estão cansadas de ter os móveis de sempre, iguais aos de toda a gente. As casas passaram a ser todas idênticas, quando se entra numa já se sabe a marca que a decora e, por isso, começou a haver uma procura por algo diferente. No Galpão pode encontrar a originalidade e a unicidade para adornar o espaço de sua casa. Com uma aposta muito grande no mobiliário de Design Modernista, as peças vão desde o puro dinamarquês ao brasileiro e italiano. Este tipo de mobiliário dá conforto aos ambientes, marca a época de ouro do Design e são peças “intemporais”, diz Guilherme Sequeira.

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Dispondo sempre de um acompanhamento permanente e um atendimento simpático, o feedback obtido pelos clientes tem sido bastante positivo. Muitos deles passam a palavra e voltam à procura de outras coisas. Muitos clientes chegam através de Designers de Interiores que estão a projetar as suas casas. O cliente-alvo não tem género ou idade, basta ser apreciador deste tipo de móveis. Com loja situada em Braga, a procura vem também do Porto, Lisboa e outras cidades. Através das redes sociais o Galpão já chegou a outros países e a procura tem sido crescente pela distinção das peças que apresenta. Guilherme Sequeira diz que têm “a vantagem de ter acesso a obras de arte contemporânea, o que complementa a decoração da loja”. Se não tem possibilidade de ir ao norte do país, não se preocupe. Pode visitar o site da empresa ou encantar-se com as fotografias nas redes sociais Facebook e Instagram. Quando encontrar a peça que deseja, basta contactar o Guilherme ou a Francisca, comprar e a mesma ser-lhe-á entregue ao domicílio. Fácil, rápido e certamente ficará satisfeito. “O processo de aquisição das peças não é fácil, pois estamos a competir com os mercados internacionais. As peças boas são cada vez mais difíceis de encontrar e os preços estão cada vez mais altos”. O empresário estuda muito a história das peças, o que torna fácil explicar ao cliente o seu valor no ato da compra. Aqui pode contar com toda a honestidade, sabendo que leva para casa um produto original. Todos os móveis passam pela mão da equipa de restauradores profissionais do Galpão, garantindo assim que os clientes recebem os seus móveis em perfeito estado. O Galpão tem parceria com áreas semelhantes. A fama da empresa tem-se expandido de tal maneira que já foram procurados por Decoradores, Arquitetos de renome e vários sites internacionais. Cedem peças para projetos de arquitetura e sessões fotográficas. No futuro, Guilherme e Francisca Sequeira ambicionam abrir uma Galeria, também em Braga. “Queremos montar uma galeria, porque algumas peças já são consideradas obras de arte. A nossa ideia é continuarmos com a loja e ao mesmo tempo termos uma Galeria onde podemos ter as peças especiais e icónicas. Nomes como Ico Parisi, Finn Juhl, Kofod Larsen, Paavo Tynel, Joaquim Tenreiro e Sérgio Rodrigues são o nosso objetivo”, afirma o casal à revista.


HÁ 7 ANOS A CONSTRUIR COM PROFISSIONALISMO E RESPEITO César Pereira, sócio gerente da Renarferbet, Lda, formou-se como técnico de construção civil e anteriormente trabalhou em três empresas em Braga como técnico de obras. Fazia o acompanhamento e dava apoio á direção de obras, daí valorizar, continuamente, o papel dos funcionários. Numa entrevista à Revista Portugal em Destaque pretende dar a conhecer o espírito de equipa e profissionalismo que tem na empresa. RENARFERBET, LDA.

Sediada em Braga, a Renarferbet, Lda nasce em setembro de 2010 com oito funcionários para dar resposta às necessidades do mercado no setor das energias, especialmente REN - Redes Energéticas Nacionais. O nome da empresa resulta do nome do cliente REN mais os serviços que seriam prestados, ou seja: AR de armação, FER de ferro e BET de betonagem. Forma-se assim o nome RENARFERBET. Face ao crescimento contínuo, a empresa direcionou-se para estruturas de betão armado de construção civil e obras públicas. Posteriormente, apostaram num novo mercado, o mercado internacional, nomeadamente França, que conta com 65 colaboradores. No total, hoje têm 128 funcionários. Serviços de excelência A Renarferbet presta uma vasta gama de serviços de construção civil principalmente estruturas de betão armado. Desde a estrutura de betão de uma moradia à estrutura

de betão de uma E.T.A.R, edificios habitacionais de 300 apartamentos, hóteis, centros escolares, piscinas municipais ou obras de arte em betão arquitectónico e/ou à vista. Em obras da REN, presta serviços aos empreiteiros Eurico Ferreira, E.I.P, Sotécnica e C.M.E nas escavações com ou sem recurso a explosivos, maciços de fundações normais e especiais, reforço de fundações e ainda assemblagem de postes metálicos de alta e muito alta tensão. A construção/promoção imobiliária de moradias de gama média alta também faz parte do seu reportório desde 2016. Satisfação dos funcionários Para César Pereira, os funcionários devem ter motivação para trabalhar. Isso só é possível quando lhes é reconhecido o devido valor e lhes é dado todos os meios e liberdade para executarem o trabalho que desenvolvem. “O reconhecimento, a liberdade e o bom ambiente têm que existir, só assim é que as coisas funcionam”, acrescenta. O objetivo é procurar que a equipa sinta a empresa nos bons e maus momentos. “Se a empresa está a passar dificuldades, fácil e naturalmente que tal é transmitido para o exterior. Quando a empresa está bem, nós temos de dar sinais que isto está bem. A motivação dos funcionários também é extraída destes sinais”. Problemas no setor A mão de obra em Portugal neste setor

continua a ser um problema. César Pereira afirma que “há uma crise de mão de obra. Os políticos e as associações dos industriais de construção civil deveriam mudar isso. É preciso jovens, são precisos incentivos. Não incentivos para as empresas mas sim para esses trabalhadores! O próprio Ministério da Educação poderia intervir com cursos profissionais mais específicos onde poderiam ter empresas do setor a proporcionar estágios e/ou até aulas práticas. Algo tem de ser feito”. A mão de obra da construção no nosso país deve ser preservada, pois o responsável considera que “é uma riqueza que temos. Nós portugueses, em França, somos muito respeitados por sermos considerados um povo trabalhador e pacífico. Esta ideologia não foi imposta, não foi por vencermos lá o Europeu de Futebol, foi sim por tudo que ajudámos a construir em França ao longo de muitas décadas de forma profissional e bem feito”. Em relação aos colaboradores não deixa de lhes dar uma mensagem, “isto é vosso, não é meu”, pois “sem eles, não estaríamos aqui. Enquanto eles tratarem disto como se fosse deles, só tem de bater certo”, porque o que “eles fazem é bem feito. Não sou só eu que digo. Perguntem aos nossos clientes”. Já os clientes sabem que “estamos cá para os servir bem e queremos respeito pelo nosso trabalho, assim como respeitamos as suas obras e empresas. Só assim é que se fazem boas parcerias”, conclui.

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AS MALHAS DE ORFAMA Em conversa com a Portugal em Destaque, François Monjon conta tudo sobre a empresa, que mesmo após diversas dificuldades ao longo dos anos, se tem imposto na indústria têxtil. ORFAMA

Localizada em Braga, a empresa Orfama é especializada na fabricação e na tricotagem de artigos de malhas exteriores. A empresa fundada em 1969 por Léo Gros – empresário francês – assume-se como portuguesa. Associada à marca Montagut, a Orfama produz segunda a técnica Fully Fashion e a remalhagem à mão. A Orfama produz artigos de homem, senhora e criança e trabalha com matérias-primas de alta qualidade, permitindo satisfazer todos os desejos dos clientes europeus como do mercado asiático. No final dos anos 60, com o intuito de expandir as ofertas de negócios, Léo Gros quis criar fora da França, unidades industriais verticais autónomas. Portugal, foi um dos destinos. Como tal, é praticamente instintivo questionar: porquê Portugal? François Monjon explica à PED que o fundador era membro de uma associação têxtil a nível europeu e, numa das reuniões, encontrou o patrão duma empresa de malhas de Barcelos. Na-

as incertezas eram muitas e muitos contratos de trabalho não foram renovados. A principal razão da crise foi o dumping social e a queda dos preços praticados pelos países emergentes asiáticos, como é o caso da China. Tal afetou imenso a Orfama. François Monjon explica que alem da qualidade que melhorou muito nos países asiáticos, “lá trabalham 290 dias por ano, enquanto que nós apenas 230”. Claro que isto torna difícil a competição com os mercados da Ásia, que além desta questão, dispõem de uma mão de obra mais barata, em comparação com a portuguesa. Em termos de números e para dar uma ideia ao leitor: se antes a empresa produzia mais de dois milhões de peças por ano, nos dias de hoje apenas produzem cerca de 250 mil. “São apenas 10% do que se fazia há 15 anos”. Hoje, a ORFAMA está ao serviço duma clientela exigente e de topo de gama, oferecendo aos clientes da marca MONTAGUT, bem

queles tempos, antes do 25 de abril de 1974, para investir em Portugal “era preciso um ‘padrinho’”, conta-nos o mesmo. Quando finalmente conseguiu, o fundador da Orfama veio para Portugal essencialmente para conceber artigos de grande produção da Montagut e Marie-Claire (marcas próprias) como de vários clientes Private Label. A empresa foi-se desenvolvendo tanto que, se no início tinha umas centenas de pessoas empregadas (um bom número em consideração com a concorrência da zona), no final de 90 e início do milénio já contava com mais de 1000 colaboradores. Porém, e apesar do fundador francês ter sido um grande visionário como o descreve François Monjon, não conseguiram escapar à grande crise de 2003. No mesmo ano, o fundador da Orfama faleceu e foi extremamente necessário o filho mais velho do mesmo tomar as rédeas do negócio. François Monjon diz que ele “herdou a empresa e teve a difícil tarefa de a reestruturar”. De 2003 a 2007,

como aos seus clientes “Private Label”, a experiência duma equipa competente composta de 250 colaboradores com know-how aliado às mais modernas tecnologias da tricotagem “Fully-Fashion”, da remalhagem manual e do tingimento à peça. Empresa vertical que assegura o controlo de todas as etapas do processo de fabrico (desde estudo do artigo até a expedição), ela garante aos seus clientes uma qualidade sem grande concorrência em Portugal na produção de artigos em malhas finas. Selecionamos e trabalhamos fios de alta qualidade, como os fios de algodão mercerizado e/ou gazeado, de linho, de seda, de lã merino, de caxemira, como também fios de misturas como algodão/ caxemira, lã/seda, viscose/linho etc. melhorando assim as matérias primas dos artigos produzidos, e adquirindo equipamentos mais sofisticados (maquinas Shima-Seiki) aumentando assim a tecnicidade e a qualidade dos produtos, crescendo progressivamente na cadeira de valor.

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A NOVA VIDA DA SUA ROUPA Jansienes Karst e Roel Karst estão em Portugal há mais de uma década a desenvolver um projeto com cariz social e comercial: a reutilização e reciclagem de roupa. ULTRIPLO

JANSIENES KARST E ROEL KARST

Iniciaram o trabalho na Bélgica, depois ponderaram qual o país para onde expandir o negócio. Jansienes Karst e Roel Karst escolheram Portugal, cujo mercado deste setor estava inexplorado: “Aqui não havia nenhuns contentores na rua, fomos os primeiros”, orgulham-se pai e filho. Referem-se aos cerca de três mil contentores verdes colocados em todo o país, identificados como «Ultriplo – reutilização têxtil», nos quais pode (e deve) colocar todas as suas peças de roupa que já não utilize. O conteúdo dos contentores tem duas vertentes: a social e a comercial. “Temos protocolos com instituições sociais, o maior é com a Cruz Vermelha. As entidades fazem-nos pedidos específicos de quantidades e de peças de roupa que necessitam e nós fazemo-las chegar gratuitamente”, explicam-nos os nossos interlocutores. O resto é destinado à comercialização, nomeadamente para exportação. Garantem 60 postos de trabalho só em Braga, onde estão sediados. Jansienes Karst e Roel Karst explicaram-nos que o processo inicia-se por negociar com as Câmaras Municipais a colocação dos contentores nos quais o público deposita as roupas, sendo a Ultriplo que as recolhe. Depois, é feita uma triagem ao conteúdo dos contentores: começam por separar as peças por tipo e, de seguida, averiguam a qualidade da peça. “O que entregamos às instituições é sempre de primeira qualidade”, asseguram, reutilizando a grande maioria de todo o tecido têxtil

que recebem: “Essa é a nossa grande política, quanto mais reutilizado melhor, e que depois é enviado para o Iraque, Síria, Líbano, Gâmbia, entre outros países”. A parte menor, cerca de um terço, considerado o “excedente”, não tem qualidade para ser doado nem reutilizando, por isso, é reciclado, “nem que seja para enchimentos de cadeiras”, exemplificam os empresários. Há sempre alguma peça com a qual já não é possível fazer nada, mas são muito poucas. Assim se procede num empreendimento que associa o comércio e a ação social. Nesse aspeto, “Portugal tem uma grande vantagem em relação aos restantes países da Europa: sensibilização. Os portugueses têm essa consciência”. No entanto, os empresários ambicionam ir mais longe: “Nos dias de hoje praticamente só atuamos dentro do país e esporadicamente expedimos ajuda para o estrangeiro. Já enviamos cobertores e até ajuda monetária para a Síria, por exemplo, mas esse tipo de iniciativa direcionada para o exterior não é um ato contínuo”. Tencionando alterar essa realidade, Jansienes Karst e Roel Karst já visitaram a Gâmbia para analisarem o que podem fazer por esse país. O plano passa por uma ação de sensibilização em Portugal, e direcionada para as crianças, para as quais é mais fácil de explicar este tipo de iniciativa e “que depois com facilidade as divulgam”. “Vamos selecionar roupa específica para famílias gambianas. Vamos misturar roupa de muito má qualidade com muito boa, para as crianças terem facilidade em distinguir. Depois explicamos-lhes o que pode ser aproveitado. As crianças ficarão responsáveis por fazer a triagem e selecionar para cada família o que esta precisa em específico. Vamos filmar o momento de entrega dessas peças de roupa e mostrar a filmagem à criança, para que possam acompanhar o processo do início ao fim e compreendam exatamente a importância desta ação”, bem como a forma em que isso muda a vida das pessoas e contribui para uma sociedade mais sustentável. Para este projeto já foram recrutados colaboradores e a infraestrutura está montada, nomeadamente em termos de transporte. Na área da reciclagem, “roupa é a mesma coisa que cartão e vidro. Cada vez mais empresas se empenham no social e no sustentável, ninguém tem de despender dinheiro”. O futuro é sustentável, basta que trabalhemos para isso.

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BEIRAS FUNDÃO E GUARDA Quando se pensa em ir à montanha, pensa-se na Serra da Estrela, que é o ponto mais alto do continente, com 1991 metros de altura. Esta serra pertence ao distrito da Guarda e é conhecida como a terra dos cinco F’s – Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa. Sendo um dos locais mais antigos do nosso país, é natural que conserve vestígios da passagem do tempo, nomeadamente alguns monumentos romanos e medievais.A região é conhecida pelas suas especialidades gastronómicas, como os pratos de carne de cabrito e borrego, e o queijo da serra, com um sabor muito próprio e evidente, que já lhe rendeu vários prémios, em concursos nacionais. O vinho também é um produto muito importante na região, muitas vezes usado para acompanhar, justamente, os pratos de carne e o queijo de sabor distinto. No Fundão, os enchidos são os principais produtos. Também eles reconhecidos pela qualidade e sabor da carne com que são feitos, associando a produção industrial ao conhecimento artesanal de gerações, estes produtos também já venceram prémios gastronómicos. A nível empresarial, esta região está muito ligada à gastronomia, mas agora vai poder conhecer outros exemplos de empresários, de outras áreas de negócio que também são representativos do poder económico, financeiro e social da região.

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“O INTERIOR É UM TESOURO QUE ESTÁ POR DESCOBRIR” Numa área de negócio instável e muito dependente da situação económica do país, a Predimarvão” perdura do setor imobiliário, em Gouveia, e distingue-se pelo serviço personalizado que presta ao cliente. Vocacionada para a mediação de imóveis, aposta também na requalificação e remodelação, conseguindo abranger várias etapas e oferecer um serviço de chave na mão. PREDIMARVÃO

MARINA MARVÃO E HENRIQUE SANTOS

Localizada no interior do país, zona que continua a ver jovens e investimento a sair e rumar ao litoral, a Predimarvão tem por objetivo promover um património imobiliário vasto e muito rico em tradições serranas. A receção que dá ao cliente e consequentemente, o acompanhamento durante o processo de compra e venda, faz a diferença e é sem dúvida a marca que querem deixar e que será o motivo para este regressar e recomendar o serviço a outros. “Estamos a tentar atrair clientes com aquilo que temos de melhor que são os afetos! Para nós o cliente não é um número! Temos de ter uma boa imagem no mercado para sentirem confiança no que fazemos porque sabemos que atrás de um cliente pode vir outro. Trabalhamos com muitos emigrantes e queremos que eles sintam que podem confiar em nós. Estamos no ramo imobiliário há 30 anos e tal como aconteceu no início, esta confiança transportou-se de pais para filhos e, em alguns casos, até para netos. Assim, queremos acolher uma nova geração de imigrantes, através da honestidade, da simpatia mas sobretudo pela variedade e qualidade dos nossos serviços. É nossa pretensão quebrar a barreira da dúvida para que sintam que podem confiar em nós. Se for necessário requalificar ou remodelar qualquer imóvel nós estamos preparados para o fazer e eles podem ir descansados”, afirma Marina Marvão, co-proprietária da empresa. Estes serviços abrem o leque de razões para estarem na linha da frente na altura da escolha de uma agência. Dispõem ainda do serviço de decoração de espaços públicos e particulares. “O interior do país tem um património imobiliário muito interessante que na sua grande maioria, se encontra ou devoluto ou muito degradado, o que afasta alguns investidores. Nestes casos a nossa intervenção

vai além da venda do imóvel. Conhecedores das dificuldades que surgem no momento de tomar a decisão em optar por um imóvel deste género, nós colocamos ao dispor do nosso cliente um serviço chave na mão, ou seja, intervimos na recuperação/remodelação do imóvel bem como na sua decoração, assim o cliente pode decidir com segurança! Nós temos uma maneira diferente de estar no negócio, simples, descomplicada e ‘familiar’. A nossa maneira de cativar o cliente ultrapassa a publicidade, é feita pela relação próxima que estabelece desde o primeiro minuto. É importante que eles percecionem a honestidade das nossas palavras e dos nossos atos. Por exemplo, avaliação de um imóvel é um momento difícil para muitos proprietários, mas é importante que eles tenham a noção do valor real de mercado e não o valor sentimental que lhe querem atribuir. É necessário ter alguma sensibilidade para abordar estes assuntos”, explica Marina Marvão. Com a proximidade à Serra da Estrela, um ponto de turismo que pode ser uma vantagem no negócio, a co-proprietária da Predimarvão vê necessidade em melhorar os acessos para fazer chegar pessoas à zona: “a Serra da Estrela é um bom ponto turístico. O interior é um tesouro que está por descobrir. É necessário criar condições para a fixação de pessoas. Atrair empresas pelos benefícios fiscais pois sem a criação de postos de trabalho não há repovoamento do interior. Aqui há qualidade de vida, acredito que existem muitas famílias a viver em grandes centros com mais dificuldades que teriam no interior. O investimento imobiliário aqui também é atrativo. Com o valor de um imóvel médio no litoral compram-se quatro no interior, sendo que o risco na sua rentabilização aqui é menor. Se o rendimento de um no litoral falhar, no interior se um deixar de render ainda ficam três!”. Com a aposta no acolhimento ao cliente, Marina Marvão deixa antever novidades para a empresa ainda este ano. “Adquirimos um imóvel de maior dimensão para receber os nossos clientes e proporcionar-lhes uma experiência diferente no atendimento no ramo imobiliário”, conclui.

Rua da República 110 r/c - Apartado 101 - 6290-518 Gouveia | Telefone: 238493255 | Telemóvel: 969005554 | Email: predimarvao@sapo.pt | www.predimarvao.pt

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ESPECIALISTA EM PNEUS E MANUTENÇÃO AUTOMÓVEL Fundada em 1976, a Covipneus é uma empresa que se especializou no comércio de pneus, oferecendo um vasto leque de serviços complementares, englobados na área da assistência e manutenção de viaturas. Em entrevista à Portugal em Destaque, Jorge Faia, Carlos Leitão e José Maria Santos, os três proprietários da firma, falam-nos das ofertas disponíveis, das dificuldades sentidas nesta área e ainda de perspetivas futuras. COVIPNEUS

de responder a qualquer problema relacionado com mecânica automóvel mais profunda. O objetivo é prestar ao cliente toda a comodidade possível, facultando o máximo de serviços, num só lugar. Em termos de mecânica automóvel, a Covipneus, nos seus três postos, põe ao dispor do cliente serviços como revisões periódicas, reparação de órgãos de suspensão, substituição de correias de distribuição e, recentemente, reparação de motores, substituição de baterias, serviços de travagem, serviços de faróis e, finalmente, carregamento de ar condicionado. Estes serviços de manutenção estão confinados ao automóvel porque foi aqui que se especializaram, mas, quando falamos de pneus, a abrangência consegue ser ainda mais ampla. Para além de veículos ligeiros e comerciais, a Covipneus comercializa também para veículos pesados de passageiros ou mercadorias, para transportes industriais ou agrícolas. Nas três casas dispõem, também, de uma área destinada à venda de componentes e acessórios automóveis. Detentora do Certificado de qualidade Michelin Pelo 14º ano consecutivo a Covipneus é creditada com o Certificado de qualidade Michelin. “Com o passar dos anos fomo-nos especializando, existem uma série de parâmetros a cumprir todos os anos e os níveis de exigência são cada vez mais elevados. Acaba por ser um percurso engraçado porque, sem darmos conta, ao fazer sempre as coisas bem, estamos a caminhar no sentido mais

Presente no Fundão, Guarda e Castelo Branco Com mais de quatro décadas de história, a empresa começou por se instalar na Covilhã, dedicando-se exclusivamente ao comércio de pneus novos e recauchutados, e respetiva assistência técnica, onde permaneceu até 1986, altura em que foi criada a filial do Fundão. Em 1996 encerrou-se a loja da Covilhã e transferiu-se a sede para o Fundão. Em 2001, estendeu-se para a Guarda e, recentemente, em 2016, chegou a Castelo Branco. Com cerca de 50 colaboradores, é considerada uma empresa de referência do setor, em toda a Beira Interior. Atualmente, fruto da evolução do mercado e das necessidades dos clientes, a Covipneus diversificou os seus serviços. Começou por oferecer serviços de mecânica rápida e, neste momento, é capaz 112 | PORTUGAL EM DESTAQUE


Profissionais em constante formação. Ao nível das formações, são as próprias marcas que se encarregam de as dinamizar. “Os nossos colaboradores têm formações constantes e, mesmo quando não são as marcas a oferecer, recorremos habitualmente a outras entidades para ter formações a vários níveis, como é o caso dos alinhamentos, da mecânica, enfim, todas elas são bem-vindas. Queremos com isto incutir nos nossos colaboradores dinamismo e, sobretudo, qualidade no serviço e é assim que temos vindo a evoluir num bom sentido”, acrescentam.

correto para nós”, referem os empresários. Hoje, a Covipneus, além da parceria que tem com a marca Michelin, trabalha em estreita colaboração com outros grandes grupos de pneus como a Continental, Goodyear e Bridgestone. Segundo os entrevistados, “estas parcerias são fundamentais porque, desta forma, conseguimos oferecer um serviço mais completo a todos os nossos clientes. Estas marcas têm desde o produto premium ao produto budget”. A empresa sempre acompanhou a evolução tecnológica em todos os departamentos e serviços respondendo, desta forma, às exigências do mercado e focalizando-se, fundamentalmente, na satisfação das necessidades dos clientes. “Tentamos ter sempre equipamentos de vanguarda. A rapidez e eficácia no atendimento são fatores que valorizamos muito”, confessam os empresários que lamentam a deflação dos preços, dentro do setor, a nível nacional. “Há cada vez mais operadores no mercado mas temos que aprender a lidar com isso e a distinguirmo-nos pela qualidade dos nossos serviços”.

Covipneus apoiou 22 instituições de solidariedade social A Covipneus transformou o ano de 2017 num Ano Solidário e, com isso, conseguiu ajudar 22 instituições de solidariedade social na área onde está inserida. Ao convidar os clientes a “entrar na onda da solidariedade”, a Covipneus conseguiu angariar mais de 11.500 euros em donativos, que já foram distribuídos, em apoios monetários, pelas 22 instituições de solidariedade social dos distritos de Castelo Branco e Guarda. Segundo a administração da firma, os clientes têm aderido bastante bem a esta campanha de solidariedade, de tal forma que, “a iniciativa foi estendida ao ano de 2018”, aproveitando para agradecer “a todos os clientes que colaboraram nesta ação”, a quem deixam “um bem-haja” pois “a preferência pela Covipneus ajudou e continuará a ajudar, também no ano de 2018, os mais necessitados”. Atrair e Fidelizar Clientes Futuramente, o objetivo da Covipneus passa por manter-se “cada vez mais ativa” no mercado onde atua. “Para já estamos focados na consolidação do negócio”, concluem os empresários, assegurando que o principal objetivo é atrair novos clientes e fidelizar os atuais.

Sede – Fundão Zona Industrial Fundão, Lote 4 Apartado 1006 6230-483 Fundão Tel.: 275 779 010 / Fax.: 275 779 013

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Filial 1 – Guarda Av. S. Miguel, Nº 1 – (E.N. 16) Edifício Martins – Covipneus, Cave Tel.: 271 237 992 / Fax.: 271 237 993 Filial 2 – Castelo Branco Zona Industrial Castelo Branco, Lote I–1 6000-459 Castelo Branco Tel.: 272 010 153

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“UVAS QUE DÃO OURO” Com nova imagem e renovada convicção, a direção da Adega do Fundão pretende caminhar rumo à capital lusitana e aos grandes centros urbanos portugueses. Mas não se fica por aqui! A Adega do Fundão desdobra horizontes e esgravata trajetória em direção à Polónia, França, Suíça, Brasil e China. ADEGA DO FUNDÃO

ANTÓNIO MADALENA, MARTINS DE CARVALHO

em qualquer parte do mundo “desde a Nova Zelândia até aos Estados Unidos”, garante Ricardo Clode Botelheiro. Nesta Adega são rececionadas uvas provenientes de castas tradicionais da região. Castas brancas como a Síria, Fonte Cal, Fernão Pires e Arinto, castas pautadas pela estrutura, frescura e fruta que resultam em excelentes vinhos brancos. Quanto aos vinhos tintos, a matéria que os origina provém de castas tintas: Rufete, Jaen, Tinta Roriz (uma casta de vinhos elegantes e estruturantes), Bastardo, Bastardinho, Touriga Nacional e Alfrocheiro (castas diferenciadoras, elegantes e estruturantes ). Nesta Adega entram, de igual forma, castas internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot, Alicante Bouschet e Sirah, fundamentais para efetuar lotes com características comerciais internacionais.

E ANTÓNIO ANGEJA

Situada na região da Cova da Beira, a Adega do Fundão nasce no ano de 1949. Trata-se de uma grande Adega que é pioneira, juntamente com as adegas cooperativas de Pinhel e Castelo Rodrigo, no lançamento dos vinhos da região da Beira Interior que, devido ao microclima e ao solo único, oportuniza vinhos de grande qualidade. A Direção da Adega do Fundão é composta pelo engenheiro António Madalena, engenheiro Martins de Carvalho, professor António Angeja e Carlos Tavares. Com 604 associados e 14 colaboradores, a Adega do Fundão recebe uvas, exclusivamente, provenientes das vinhas dos seus associados. Uma área social que compreende a zona de Proença-a-Nova até à Covilhã e Belmonte. “Um desafio fantástico a nível de enologia”, afirma o enólogo Ricardo Clode Botelheiro, já que, devido à extensão da área social onde atua, a Adega do Fundão adquire uvas com características muito distintas que resultam em vinhos, entre si, díspares e singulares. Pequenos nichos de vinhos Esta Adega de vinhos da região da Cova da Beira tem vindo a apostar na produção de vinhos, regionais e DOC (Denominação de Origem Controlada). Uma renovada ambição que tem vindo a ser atestada pelo consumo e procura dos apreciadores de vinho. O novo projeto está assegurado pela longevidade do setor e da tradição vinícola da região. Na Adega do Fundão estão a ser produzidos vinhos direcionados a um vasto e amplo público, capazes de ser apreciados 114 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Os Vinhos da Adega do Fundão Nesta casa a produção de vinhos tintos é superior à produção de vinhos brancos, sendo esta, percentualmente, traduzida em 80 e 20 por cento, respetivamente. A Adega do Fundão é produtora de marcas de vinhos tintos de qualidade como o Fundanus Prestige, Praça Nova - reserva e garrafeira, Alpedrinha e Cova da Beira. É objetivo da Adega do Fundão crescer a percentagem da produção de vinhos brancos. Produz, neste sentido, marcas de vinhos regionais e de mesa, tanto brancos, como tintos, Oito Bicas, vinho disponível em bag-in-box. Para além destas, tem uma produção de licores da marca Alpreada e um vinho rosé da marca Cova da Beira. Possui uma excelente aguardente envelhecida com mais de 20 anos da marca Praça Velha. Renovação/Remodelação dos equipamentos técnicos “A Direção da Adega do Fundão está convicta que, para aliciar os sócios e fomentar a capacidade de resposta da Adega, é fundamental investir em tecnologia e rejuvenescer a estrutura humana da Adega do Fundão, afirma o professor António Angeja e acrescenta que “é necessário colocar pessoal novo que venha a durar muito tempo nesta casa”. Neste sentido, é também desejo desta Direção a criação de um Wine Bar e dinamizar o Enoturismo nas suas suas instalações.


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ALTO TÂMEGA RIBEIRA DE PENA VILA POUCA DE AGUIAR As aptidões ímpares do território do Alto Tâmega, com as suas belíssimas paisagens, ótima gastronomia, termalismo, riqueza cinegética, património histórico e etnográfico singulares, tornam este espaço único e atrativo. Nesta edição, destacamos dois dos municípios que fazem parte desta região: Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar. Ribeira de Pena encontra-se na fronteira entre o Minho e Trás-os-Montes, beneficiando o melhor de cada um. Banhada pelos rios Tâmega, Póio, Louredo e Beça, Ribeira de Pena oferece aos seus visitantes águas límpidas que convidam a um mergulho ou à prática de atividades desportivas como a canoagem ou o canyoning na cascata do Cai d’Alto. Ribeira de Pena assume-se vincadamente como um destino de turismo natureza, muito por via dos equipamentos hoteleiros e de lazer que nasceram no concelho e que atraem um número crescente de pessoas. É em Ribeira de Pena que podemos encontrar um dos maiores Fantasticable do mundo, um dos ex-libris do concelho. O Concelho de Vila Pouca de Aguiar é reconhecido pela sua demarcada gastronomia, património arquitetónico, natureza da paisagem, artesanato, caça e pesca, entre tantas outras caraterísticas. Aqui, podem-se beber as naturais águas de Pedras Salgadas e pode-se beneficiar do termalismo e cenário natural envolvente PORTUGAL EM DESTAQUE | 117


UM PARCEIRO ESTRATÉGICO Criada em 1979, a Coopaguiarense - Cooperativa Agrícola de Vila Pouca de Aguiar – pretende continuar a assumir um papel estratégico na sua área social de intervenção, contribuindo para o rejuvenescimento da agricultura, através de estratégias que promovam a fixação dos jovens nas zonas rurais e a manutenção dos postos de trabalho, bem como promover uma eficaz utilização dos recursos e aumentar os rendimentos das explorações através da reconversão de sistemas de produção, melhoria dos sistemas de gestão da exploração e comercialização dos produtos. COOPAGUIARENSE - COOPERATIVA AGRÍCOLA DE VILA POUCA DE AGUIAR

A Coopaguiarense nasceu pela mão de um grupo de agricultores que pretendia promover a modernização, a melhoria técnico-económica e o aumento do rendimento das explorações agrícolas dos associados, para com isso melhorar as condições de vida do respetivo agregado familiar e da comunidade. Seria difícil neste pequeno trecho fazer inteira justiça ao papel destes anos de ação incansável junto dos agricultores do concelho, mas esse passado tem além disso, uma face muito dinâmica e pujante nos dias de hoje. A Coopaguiarense não é apenas uma instituição prestigiada, de créditos firmados, com uma reputação e uma tradição de intervenção como poucos se podem orgulhar de ter, ela é também uma grande protagonista do presente. A confirmar isso mesmo está o 118 | PORTUGAL EM DESTAQUE

trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por esta cooperativa agrícola, como nos contou Francisco Castanheira, atual presidente da direção, em entrevista. Abordando o passado, o dirigente lembrou que Vila Pouca de Aguiar era um concelho essencialmente agrícola, com uma pecuária associada à agricultura de subsistência (batata e cereal), em que as pessoas tinham os próprios animais e terras para produzir para consumo próprio, vendendo os excedentes. Mais tarde, na década de 80/90, “o carácter do leite deu um grande impulso à economia agrícola e rural, com o estabelecimento de muitos jovens empresários que transformaram a então exploração agrícola em exploração leiteira”, revela, acrescentando que este sector começa agora a desaparecer fruto do mercado e dos preços praticados, bem como pelas condições edafoclimáticas da região. Neste contexto, Francisco Castanheira enalteceu o papel preponderante desempenhado pela cooperativa agrícola, elogiando a equipa diretiva que o antecedeu, especialmente António Guedes que esteve na liderança durante 16 anos, assumindo “uma gestão muito cuidada, estruturada e rigorosa”, permitindo uma situação financeira saudável e uma estrutura capaz de prestar um leque de serviços ao cooperante. Atualmente, a Coopaguiarense dispõe de um espaço comercial, com um conjunto de produtos de apoio à atividade agrícola, com qualidade assegurada e a preços competitivos. As principais categorias de produtos disponíveis são: produtos agrícolas (rações/concentrados, fertilizantes, sementes e cereais); produtos fitofarmacêuticos (fungicidas, inseticidas, herbicidas e adjuvantes); equipamentos agrícolas (pás, pulverizadores, motosserras, entre outros); e rações para cães, para gatos e misturas para canários, periquitos, ou papagaios, como nos mostrou Francisco Castanheira numa visita à loja agrícola. Por outro lado, a cooperativa agrícola tem um gabinete técnico para apoiar e esclarecer os agricultores, “no qual os técnicos apoiam os associados na elaboração de candidaturas para que estes possam beneficiar de um conjunto subsídios disponíveis para o apoio à atividade agrícola, no desenvolvimento de projetos de investimento, bem como na dinamização dos fundos comunitários necessários para a formação”, esclarece o nosso entrevistado, realçando uma vez mais o relevante papel da Coopaguiarense. O posto de combustíveis agrícolas e gerais e a estação de lavagem automá-


tica são as mais recentes apostas, refere Francisco Castanheira, sublinhando que “esta panóplia de serviços e valências são fruto da imaginação e empenho da anterior direção, que apostou na diversificação dos serviços e mais-valias prestadas pela cooperativa”. Com mais de 700 associados, a nova equipa da cooperativa agrícola pretende que todos juntos possam proceder à defesa, promoção e ao desenvolvimento de ações de preservação e valorização do espaço rural. Nova equipa, um desafio e uma responsabilidade, é desta forma que Francisco Castanheira caracteriza esta nova etapa da instituição, lembrando que o objetivo primordial criar uma ligação estreita e estratégica com o Município de Vila Pouca de Aguiar, para que juntos possam criar dinâmicas e formas de fixar as pessoas. “Há um conjunto de ideias que queremos implementar”, revela o dirigente, sublinhando a necessidade de revitalização dos terrenos agrícolas e da mobilização dos interessados em ceder ou partilhar as suas terras e reativar a atividade agrícola. “Queremos atrair pessoas com vontade de mexer na agricultura e ser um parceiro estratégico para alavancar estas iniciativas”. Francisco Castanheira acredita que o papel

FRANCISCO CASTANHEIRA E MÁRIO MACHADO

da Coopaguiarense é de extrema importância para a dinamização do sector agrário da região, por isso os desideratos passam por aliar a experiência ao saber, manter a cooperativa viável, estar junto do agricultor e, por outro lado, entender de que forma a cooperativa agrícola pode ajudar a concretizar as suas ideias. A produção de queijo, a pastorícia ou produção de carne são alguns exemplos apontados por Francisco Castanheira de áreas a explorar, apostando em canais de distribuição diferenciados, bem como a deslocalização de investimentos do litoral para o interior, criando postos de trabalho. Com os olhos postos no futuro, a Coopaguiarense pretende continuar a ir ao encontro das necessidades e expectativas dos seus associados, assumindo um papel de parceria estratégica.

Rua Eng. Manuel das Neves 5450-032 Vila Pouca de Aguiar geral@coopaguiarense.com Tlm.: 259 417 122 | Fax.: 259 417 138

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“TRABALHAR COM E PARA A DIVERSIDADE” A frase chave do projeto educativo do Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena é trabalhar com e para a diversidade, esta proposição resume a sua estrutura, não apenas de pensamento, mas de atuação, como avançou a diretora Paula Leal, em entrevista à revista Portugal em Destaque. AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE RIBEIRA DE PENA

O Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena é uma referência incontornável no campo da educação e formação. Qual a estratégia que tem permitido um rumo de crescimento e sucesso? Apesar das dificuldades existentes em formular e executar um plano estratégico, dada a grande dependência face às decisões externas, começámos por colocar algumas questões, tais como: Que necessidade tem o território que servimos? E a população? Tem expetativas ambiciosas ou esperam apenas a sobrevivência diária? Qual é a nossa ambição relativamente à transformação da população que servimos? Quais as inovações estratégicas que gostaríamos de desenvolver? Que políticas devem ser estabelecidas de modo a que todas as atividades se realizem, segundo a nossa estratégia e em concordância com a ambição e a filosofia da escola? Foi este o processo de pensamento que conduziu à definição estratégica do agrupamento: apostando no desenvolvimento de competências empreendedoras e não se focando, apenas, nas bases económicas, priorizando sempre as pessoas. Como caracteriza a oferta formativa? Somos um agrupamento relativamente pequeno, com grandes ambições. Temos três ideias base; primeiro: que tenha em 120 | PORTUGAL EM DESTAQUE

linha de conta as expetativas dos nossos alunos; segundo: que não seja geradora de frustração e, neste campo, tentamos trabalhar com os alunos de forma a canalizar os seus interesses para as potencialidades da

região; terceiro: diversificar, anualmente, a oferta de forma a não criar saturação no mercado.

A oferta extracurricular constitui um contributo importante para o enriquecimento cultural e cívico dos alunos. Neste campo, que atividades desenvolvem? Em que projetos estão envolvidos? Apesar dos constrangimentos legislativos, temos ofertas extracurriculares desde o 1º ciclo do ensino básico, e não me refiro às atividades de enriquecimento curricular, vulgo AEC’s, que são oferta obrigatória em todos os agrupamentos. A título de exemplo, no 1º ciclo do ensino básico temos o projeto GerAção (gerar em ação) em que no 1º e 2º anos de escolaridade oferecemos “ComArte” que pretende o desenvolvimento das competências de criatividade e inovação pela arte e no 3º e 4º anos de escolaridade “Faço… logo aprendo”, direcionado para o desenvolvimento de competências investigativas e experimentais. Um dos fatores distintivos da instituição é a aposta na educação para o empreendedorismo. Quais as mais-valias decorrentes dessa aposta? Que iniciativas desenvolvem a este nível? A mais-valia, e tenho que ser sincera, é o de levar os nossos alunos a acreditarem neles próprios e no seu potencial, acreditarem que conseguem chegar onde os outros chegam, acreditarem que a interioridade, apesar de geradora de discriminação, também


deve ser vista como geradora de oportunidades. Ou seja, a resiliência, característica fundamental de um empreendedor, tem neste território de ser multiplicada por três ou até mais, quando comparado com outros territórios em que as oportunidades são mais que muitas. Construir percursos e trabalhar com e para a diversidade são dois pilares desta forma de educar? Como se desenvolvem competências-chave para o empreendedorismo? O projeto CriAtivo (criar em ação) integra o Construir Percurso, desenvolvido nos 2º e 3º ciclos do ensino básico e Empreendedorismo no ensino secundário. Pretende-se um desenvolvimento integral das competências empreendedoras, num primeiro nível versando as competências pessoais, posteriormente as sociais e finalizando com as empresariais. A promoção das competências empreendedoras referidas é feita em ação, ou seja, através do desenvolvimento de projetos concebidos pelos alunos e por eles desenvolvidos, sendo o professor um mero facilitador do processo. Os alunos são colocados perante o processo de ensino e aprendizagem numa postura de responsáveis pela construção do seu próprio saber. Ao colocar os alunos no centro do seu projeto, estes são postos à prova, pelo risco e pela busca de um caminho, descoberto por eles mesmos. Os prémios que temos conseguido nos vários concursos em que temos participado, nomeadamente “Inova”, Ciência na Escola da Fundação Ilídio Pinho, Desporto Escolar, Mostra Nacional de Jovens Empreendedores, EPIS, entre outros, são a validação externa do caminho percorrido internamente.

culos e fazemos preparação orientada para entrevistas de emprego.

balho é realizado para o desenvolvimento de pontes entre o tecido empresarial e os alunos? Os tempos não são fáceis para qualquer jovem que termine a escolaridade obrigatória e então, neste território, é um problema avassalador. A falta de investimento na região cria enormes constrangimentos no acesso ao emprego, aos estágios profissionais e mesmos ao desenvolvimento de projetos, carecendo de mecanismos que provoquem o encontro entre os diferentes interessados empregadores/potenciais colaboradores e entre empreendedores/ investidores. O que tentamos fazer é ser promotores destes encontros, subsidiariamente, ajudamos na construção dos currí-

Com olhos postos no futuro, que objetivos assume a direção do Agrupamento de Escolas de Ribeira de Pena, e que linhas vão ser traçadas para prosseguir uma cultura de excelência? O caminho que delineámos trouxe algum sucesso, aos nossos alunos entenda-se, continuamos a acreditar no nosso projeto, no entanto, sozinhos, pouco mais conseguimos fazer. A estratégia de intervenção para o Alto Tâmega, apesar de bem pensada, nunca conseguiu ser de facto implementada. O estabelecimento de uma rede de parcerias, julgo ser o caminho agora adequado, e nesse sentido, estamos agora a estabelecer a rede de parcerias que nos parece adequada para atingirmos os objetivos a que nos propomos, saliento, assim, os protocolos já realizados com as instituições de ensino superior de referência no território e com a Associação Nacional de Jovens Empresários, tal como com várias empresas de enorme importância nos setores que são a nossa aposta: inovação, tecnologia, turismo e agropecuária.

O Agrupamento de Escolas diferencia-se igualmente pela sua postura para com o aluno, entendendo que a sua intervenção não termina no fim do 12º ano. Que tra-

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OUTRAS REGIÕES MAFRA E PÓVOA DE VARZIM Quando falamos de Mafra, não podemos deixar de falar do seu Palácio-Convento. A sua famosa biblioteca, os seus carrilhões imponentes e os seus seis órgãos - únicos no mundo concebidos para tocar em conjunto – já lhe asseguram um lugar entre os monumentos mais emblemáticos do país. Imperdíveis são também a beleza natural da Tapada Nacional de Mafra, e, sem dúvida, as excecionais praias da Ericeira. A acrescentar ao sucesso como destino balnear, as suas ondas garantiram-lhe, em 2011, a elevação ao estatuto de Reserva Mundial de Surf, a primeira da Europa e segunda no mundo. Tudo isto, associado a uma gastronomia de referência e à diversidade de tradições e costumes que não se perderam apesar da proximidade à capital, fazem de Mafra um destino singular… a não perder! Póvoa de Varzim é uma cidade costeira da Região Porto e Norte do País, situada numa planície costeira arenosa protegida a norte pelo Cabo de Santo André e muito influenciada pela bela costa atlântica. Apesar de todo o desenvolvimento e crescimento urbano, a Póvoa de Varzim orgulha-se da sua história, das suas tradições e do seu património, como se pode observar no interessante Museu Municipal de Etnografia e História, situado no Solar dos Carneiros do século XVIII e possuindo uma grande coleção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira, ou no Pólo Museológico da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações arqueológicas Castrejas do Noroeste. A Póvoa de Varzim orgulha-se dos seus monumentos ostentando legados patrimoniais como a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição do século XVIII; o monumental Aqueduto do século XVIII de 999 arcos que levavam água para o Mosteiro de Santa Clara em Vila do Conde; o Pelourinho do século XIX; a Barroca Igreja Matriz (século XVIII); o edifício dos Paços do Concelho do século XVIII ou a barroca Capela de Nossa Senhora das Dores.

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ONDE REINA A TRANQUILIDADE E A QUALIDADE DE VIDA Em entrevista à Portugal em Destaque, o presidente da Freguesia da Encarnação, Carlos Póvoa, apresenta-nos esta que é uma freguesia repleta de história e de potencialidades, mas sobretudo com os olhos postos no futuro. FREGUESIA DA ENCARNAÇÃO

O que o motivou a candidatar-se e em que mandato se encontra? Já me encontro no 2.º mandato e decidi recandidatar-me porque tem sido um gosto e, sobretudo, uma grande honra poder servir as pessoas. Por isso, queremos continuar com a proximidade de sempre a fazer cada vez mais e melhor pela Freguesia da Encarnação. É propósito primordial continuar a manter o contacto permanente e a articulação com todos, no sentido de elevar a qualidade de vida dos residentes. Para quem não conhece, faça uma breve apresentação da freguesia? A Freguesia da Encarnação tem cerca de 28,54 km2 de área e tem aproximadamente 5 mil habitantes. Sendo uma freguesia rural, tem paisagens agrícolas e uma envolvente natural que vale a pena ser explorada através de percursos pedestres ou de BTT. A praia da Calada (na foto) é uma das mais frequentadas no verão, com um grande areal e ótimas condições para receber quem nos visita. Quais os projetos que já desenvolveu e quais os que pretende desenvolver? Os projetos que temos desenvolvido visam a qualificação dos serviços prestados, de modo a assegurar o bem-estar da nossa comunidade e, por isso, temos desenvolvido algumas iniciativas junto da população sénior e de apoio às famílias,. Tratando-se de uma freguesia rural, temos apoiado a agricultura e a pecuária. Em colaboração com a Câmara Municipal de Mafra, conseguimos também dar uma nova vida às instalações das antigas escolas primárias, cedendo o espaço a algumas associações. Foi também construído na Encarnação o Jardim do Pão que pretende prestar homenagem a todos aqueles que vivem e trabalham do famoso ‘Pão de Mafra’ que é, em larga escala, fabricado na Encarnação. Foram também

construídos espaços intergeracionais para apoio e convívio das várias gerações entre outras iniciativas. Queremos continuar a preservar a identidade da nossa freguesia e as suas tradições e queremos valorizar as pessoas e as suas capacidades. Pretendemos, igualmente, continuar a recuperação e manutenção das infraestruturas e vias públicas, assim como apoiar e dinamizar a área social, cultural e desportiva.. Como são as gentes da Encarnação? As gentes da Encarnação são muito afáveis e calorosas que se empenham muito em qualquer iniciativa de interajuda, por isso mesmo, o associativismo está muito presente em várias áreas como é o caso do desporto, da música, área social e cultural. É precisamente o associativismo que permite a intervenção da população para um bem comum de determinada localidade e é este espirito associativo que movimenta e motiva, muitas vezes, as gentes da freguesia. O que vale a pena visitar? Os apreciadores da vida rural, do contacto com a natureza, irão, com toda a certeza, gostar de fazer os vários percursos que existem, seja percurso pedestre ou de BTT. Para além disso, os amantes de praia e de deportos ligados ao mar rão encontrar nas nossas praias locais muito aprazíveis. Gostaria também de salientar que a gas-

tronomia existente na nossa região fará a delícia de quem nos quiser visitar. No património histórico destaca-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação, o coreto que se encontra na área envolvente, a Capela de São Domingos da Fanga da Fé (a antiga igreja paroquial), uma antiga mina de água e as Capelas das Azenhas dos Tanoeiros e de S. Lourenço. Relativamente às festividades, temos anualmente festas religiosas em diversas localidades e de 17 em 17 anos recebemos na nossa freguesia a imagem da Nossa Senhora da Nazaré. O que falta na Encarnação? Há sempre coisas a melhorar. No entanto, no imediato, apesar de se estar a envidar todos os esforços, há uma necessidade de reforço de médicos no Centro de Saúde da Encarnação, porque o número de médicos afetos não é suficiente. Contudo, em traços gerais, a Encarnação tem para oferecer uma boa qualidade de vida aos seus habitantes, uma vez que possui comércio, indústria, farmácia, associação de socorros, unidade de cuidados continuados e de reabilitação, clinicas médicas, centro de dia e de noite, pavilhão desportivo, piscinas, enfim, boas condições e boa gente. Qual a mensagem que gostaria de deixar? Um dos motivos que me levou a aceitar ser presidente da Junta de Freguesia da Encarnação foi estar disposto para servir toda uma comunidade, por isso, tenho tentado manter uma proximidade com todos, e é isso que quero continuar a fazer: manter a proximidade e a confiança de modo a fazer cada vez mais e melhor pela freguesia da Encarnação.

Largo Francisco Pereira Galantinho nº2 | Tlf.: 261 850 020 | Fax: 261 850 021 | Email: geral@jfencarnacao.pt | executivo@jfencarnacao.pt | www.jfencarnacao.pt

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PROJETOS AGRÍCOLAS E HORTAS CASEIRAS A empresa Estufas Paulo Márcio, com sede na Póvoa de Varzim, desenvolve a sua atividade em todo o país com uma missão clara, ser um parceiro dos seus clientes particulares e empreendedores, assegurando a mais eficiente proteção das suas culturas. No âmbito dos projetos de agricultura financiados (PDR 2020), planeamos todo o processo, desde da montagem das estufas à aplicação de técnicas mais exigentes e modernas para a rentabilização contínua da produção em escala. ESTUFAS PAULO MÁRCIO

As alterações climáticas que ocorrem no nosso país, têm afetado os nossos agricultores sendo premente na maioria dos casos, ambientes protegidos e controlados, nomeadamente a aplicação de coberturas que impeçam danos nos produtos agrícolas em crescimento e da instalação de ventilação, para um melhor arrefecimento no verão e uma diminuição da condensação no inverno.

Sistema Multicultura e Armazenamento de Equipamentos Agrícolas. Mais recentemente, a empresa tem apostado na construção de estruturas designadas por MACROTÚNEL, com importantes vantagens em grandes superfícies de cultivo, não sendo necessário controlar ao pormenor as condições climatéricas. Trata-se de uma estrutura modular com tubos galvanizados, de rápida e fácil montagem e com possibilidade de posteriores modificações e ampliação. Está preparado para a colocação de cobertura em plástico. Um dos maiores clientes da empresa, implementou este sistema para a produção de mirtilo. Outra tecnologia bastante utilizada são as bancadas em estrutura metálica, montadas para suportar os sistemas de cultivo em vaso (por exemplo, gibérias). No solo, é habitualmente aplicada uma tela que

A empresa Estufas Paulo Márcio tem reforçado o seu posicionamento no mercado pelo fator qualidade, desde da seleção criteriosa de todos os materiais ao máximo rigor técnico na execução da obra, numa relação indissociável do preço competitivo e da satisfação do cliente. Liderada por Paulo Márcio, com experiência comprovada no setor há mais de 10 anos, e formada por uma equipa de técnicos qualificados, a Estufas Paulo Márcio, dedica-se ao fabrico, montagem e assistência de todo o tipo de estufas, as mais adequadas para a produção de Plantas Ornamentais e Produtos Hortícolas, Frutos (morango, framboesa, mirtilo, physalis, maracujá), Cogumelos, Caracóis, entre outros. As estufas são montadas sempre em função da necessidade e objetivo do cliente, completamente à medida, inclusive para

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evita o crescimento de ervas daninhas e também uma rede de sombreamento para a cobertura que pode ser recolhida sempre que necessário. Neste tipo de projetos agrícolas, a empresa trata da instalação de um sistema de rega: fertirrega (segue com a água a quantidade de adubo estritamente necessária), ou de macro irrigação (água na forma de chuva pelo solo distribuída uniformemente e em toda a superfície), ou gota a gota de baixa/ alta pressão. É no processo de acompanhamento contínuo que a empresa constata os resultados, uma produção com sucesso que normal-

mente supera as expectativas dos nossos clientes em qualidade e quantidade. Ao longo dos anos, a Estufas Paulo Márcio tem conquistado a confiança dos seus clientes, desde particulares que recorrem aos estufins para consumo próprio, aos empresários de referência ao nível nacional com produção em escala, áreas de vários hectares.

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TERRA INTERNACIONAL CONQUISTA MONTE DA QUINTA O Hotel Monte da Quinta não deixa ninguém indiferente pela sua funcionalidade, serviço de excelência e localização. Este empreendimento turístico situado na Quinta do Lago é gerido pela Terra Internacional. Canip Özkul, CEO desta empresa, conta já com 35 anos de experiência no desenvolvimento, construção e gestão de resorts e hotéis pelo mundo inteiro e decidiu apostar no nosso país. A Portugal em Destaque esteve à conversa com Tiago Santos, Sales Manager do Monte da Quinta que nos fez uma apresentação deste caso de sucesso. HOTEL MONTE DA QUINTA

Que apresentação faz do Monte da Quinta Resort? O Hotel Monte da Quinta, resort de 5 estrelas, está situado na Quinta do Lago, a uma curta distância a pé dos campos de golfe. É um hotel composto por 132 suites, distribuídas em dois pisos, todas elas com cozinha totalmente equipada, sala de estar, casa de banho social e um, dois ou três quartos com closet e casa de banho. A nível de estruturas, temos o nosso o restaurante Mèlange Bistro, onde servimos os pequenos-almoços e as festas temáticas, o Pool&Grill que é o bar de apoio à piscina e ainda o Peacock bar e o Peacock Restaurant com música ao vivo durante todo o ano. Disponibilizamos de forma gratuita os cacifos para o guardar o material de golfe, algo muito apreciado pelos golfistas e contamos ainda com uma sala de conferências com 1000 m2, tendo a maior sala a capacidade para 450 pessoas sentadas. Para as nossas famílias, dispomos de um kids club gratuito em que os pais podem deixar os filhos num espaço seguro com atividades ao longo do dia, enquanto aproveitam o dia de forma mais relaxante e usufruem da nossa piscina, spa e circuito, e salas de massagem, ginásio e amplos espaços verdes. Quem são os principais clientes do Monte da Quinta? Neste momento, o nosso principal mercado continua a ser o Reino Unido, seguido dos mercados português e irlandês, que subiu 70 por cento no último ano. Temos também clientes de outras nacionalidades, como alemã e espanhola. Um outro mercado que cresceu muito este ano devido à crescente procura pelos agentes imobiliários foi a Arábia Saudita e Egipto que vieram decididos a comprar casa na Quinta do Lago e ficaram aqui hospedados.

TIAGO SANTOS

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O facto de estarem aqui localizados é uma vantagem? A Quinta do Lago é um dos resorts mais luxuosos do país. Temos três campos de golfe fantásticos, todos eles premiados e com características muito particulares. Além de encontrarmos excelentes restaurantes na zona, muitas celebridades têm aqui casa e isso traz um grande prestígio à região. É acessível a todos que queiram conhecer, usufruir do resort e vir jogar golfe, por exemplo. Os preços são ajustados ao nível de serviço e condições apresentadas. A Quinta do Lago é um produto exclusivo, com um serviço de excelência e com opções para todos os gostos e carteiras. A proximidade da praia da Quinta do Lago é também uma das grandes vantagens da região.

De que forma têm combatido a sazonalidade sentida no Algarve? O Monte da Quinta tem uma vantagem muito grande em relação aos outros hotéis da região: nunca encerramos. Isto deve-se ao facto de termos negócio durante todo o ano e apostas no mercado desportivo, MICE e do golfe. Assim, quando chega a altura da Páscoa, em que a procura aumenta substancialmente, não temos necessidade de subir os preços para cobrir os efeitos dos outros meses, como muitos hotéis fazem. Preferimos encarar o negócio de outra forma: manter o nível de serviço com a mesma equipa e fazer um investimento na procura de negócio através de feiras internacionais. Isto dá-nos a possibilidade de conseguir um preço muito mais competitivo. A aposta no mercado desportivo foi um grande investimento que fizemos no último ano e que pretendemos dar continuidade devido

aos resultados extremamente positivos no ano de 2017, onde contámos com equipas de ciclismo, equipas de futebol nacionais, internacionais e seleções, e ainda vários grupos desportivos de atletas a treinar para competições. A construção do centro de alto rendimento na Quinta do Lago, com infraestruturas capazes de satisfazer as necessidades de vários desportos, em conjunto com as fantásticas características do hotel resultam na simbiose perfeita para o mercado desportivo. No mês de Dezembro, o mercado nacional é importantíssimo devido às reuniões, conferências e jantares de natal para empresas entre outros.

atingir. Concluída esta fase, é delineado e apresentado o projeto ao investidor . Apresentamos resultados e isso é o mais importante e aquilo que os investidores pretendem: é a prova que a nossa forma de gerir tem dado frutos, é uma fórmula de sucesso. Por onde passa o futuro da Terra Internacional? Neste momento, o único hotel que a Terra Internacional está a gerir em Portugal é o Monte da Quinta. Uma vez que o nosso CEO tanto gosta de Portugal, o futuro vai passar por uma aposta forte em novos hotéis. Esperamos em breve anunciar novas propriedades geridas pela Terra Internacional aqui no Algarve, que estão já a ser trabalhados, com investidores nacionais e estrangeiros. Esta procura deve-se aos excelentes resultados que temos tido ao longo dos anos na boa gestão de hotéis e isso é sempre prestigiante.

O Monte da Quinta é um hotel gerido pela Terra Internacional, uma empresa que se dedica à gestão de empreendimentos turísticos um pouco por todo o mundo … Sim, desde maio de 2014 que contamos com a Terra Internacional a gerir o hotel e temos registado bons resultados. O trabalho da Terra consiste em reabilitar propriedades, principalmente com dificuldades financeiras, trazendo maiores receitas e dividendos no futuro. Surge em Portugal através de Canip Özkul, o nosso CEO, que tem uma vasta experiência na área da hotelaria. Já geriu hotéis nas Filipinas, Cuba, Vietname, EUA, Turquia, Bulgária, entre outros países, sendo o Monte da Quinta a primeira experiência em Portugal. A estratégia de intervenção da Terra assenta, numa primeira fase, na realização de um estudo para perceber os pontos fracos e fortes do hotel e quais os mercados mais interessantes a

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A ARTE DE BEM RECEBER A Região Nortenha não é só um prodígio de beleza, labuta e vinhos premiados. É também um refúgio cúmplice de eternos prazeres da Vida. Entres os montes e a flora, onde o sol se esconde mais cedo que no horizonte do litoral, localiza-se a Quinta dos Padres Santos, uma oferta de Turismo Rural em Eira Queimada, no concelho de Tarouca. QUINTA DOS PADRES SANTOS

Bem atrás do monte, num local pacato onde o chilrear dos pássaros substitui o barulho dos carros, encontramos uma casa construída em xisto e pedra, uma construção que se destaca entre as árvores e as vinhas da região. Trata-se da Quinta dos Padres Santos, um espaço de turismo rural com a oferta de um serviço de excelência. É um refúgio com cinco quartos na casa principal, duas villas de tipologia T1 e dois moinhos de água recuperados e adaptados que o rio dos cubos faz girar. O espaço da quinta é decorado com tradições da região, são pequenos apontamentos, pendurados na parede ou espalhados pelo espaço. Uma pipa que serve de bar, troncos que servem de apoio a velas, são alguns dos muitos pormenores que oferecem um requinte especial na decoração única da casa. Para completar o serviço hoteleiro, os hóspedes podem usufruir de uma piscina exterior e de um espaço de spa com ginásio, jacuzzi, banho turco, massagens, sauna, duche tropical e cascata de gelo. À

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mesa, para deliciar os hóspedes, é servida a gastronomia da região. Apesar da pequena capela que existe junto à casa, o nome Quinta dos Padres Santos não vem de um propósito propriamente religioso, mas sim de uma história de gene-

rosidade. Outrora, naquela mesma quinta, existira um casal que utilizava o moinho para fazer pão e distribuir por entre os mais carenciados. Com o tempo o casal com apelido de Santos, acabou também por ser

chamado de padre (palavra que em latim significa pai) em reconhecimento do gesto de humanidade que tinham com a população. Assim o explicou a proprietária Lina Almeida, que fez perdurar esta história. Diz-se que há pessoas que fazem a empresa e a Quinta dos Padres Santos é um exemplo disso mesmo. Lina Almeida é a proprietária e a atual gerente de um negócio familiar que conta também com a colaboração e apoio dos filhos – Cátia Gonçalves e Tiago Gonçalves. De sorriso esboçado, Lina, como é carinhosamente conhecida na região, enche de simpatia quem por ali passa. É uma pessoa única que, pela forma natural como bem recebe, está certamente no ramo de negócio certo. “Sempre gostei de receber e ter a casa cheia de gente. A partir daquele portão, os hóspedes passam a ser família. Eles sentem-se em casa e muitas vezes vão com vontade de voltar, alguns até deixam logo marcado o regresso”, explicou. A sua


determinação foi o principal pilar para construir a Quinta dos Padres Santos, lutou por erguer um espaço que era também um sonho que tinha, em 2012 concretizou-o e tornou-o numa referência na região. Atualmente recebe gentes de todo o mundo e se dúvidas há na excelência do espaço e do serviço, denote-se que é um dos lugares mais bem classificados do norte do país em sites especializados em ofertas turísticas. De ano para ano a procura aumenta e durante o Verão os quartos não são suficientes para dar resposta. Por essa razão, um dos projetos do futuro passa por criar novas instalações e ter mais quartos. A localização é primordial, está bem próxima do coração do Douro e das vistas deslumbrantes das vinhas que compõem um destino de eleição. Ao redor da Quinta, os conselhos de Lamego e Tarouca são ricos em património histórico com monumentos que marcam a passagem dos Romanos, do início da nacionalidade e até mesmo vestígios das primeiras povoações da Península Ibérica. Longe do movimento ofegante das grandes cidades, na região estende-se, entre os montes, a pacatez da natureza. Para além da vasta oferta turística da região, Lina Almeida cria a sua própria oferta com atividades de campo como a apanha da maçã, da cereja, as vindimas, piqueniques no rio e passeios pedestres pela quinta onde os hóspedes podem admirar uma das imponentes cascatas do rio Varosa. Para além dessas ofertas proporciona também momentos a dois e passeios de barco no rio Douro. “Se houver um cliente com uma ideia diferente e peça, eu faço, quero que quem venha se sinta bem” acrescentou a proprietária. De facto, os eventos têm sido uma aposta mais recentes, dando vida ao salão da quinta com casamentos, batizados, festas de aniversário, entre outros. O destination wedding é uma das principais apostas de futuro, aproveitar as naturais qualidades poéticas do espaço onde toda a cerimónia pode ser realizada. A jeito de convite, Cátia Gonçalves concluiu: “Este lugar era um dos nossos sonhos e nunca o deixamos de sonhar, mesmo agora que o concretizamos, são os sonhos que nos dão uma direção a seguir. Aqui nós sabemos que os hóspedes se vão sentir em casa,

porque de facto também o é. Queremos proporcionar momentos únicos e especiais, pois queremos muito acarinhar todos que nos procuram, é como se fosse um dever nosso”. Um local pacato que viu nascer um sonho e onde ele é vivido a cada dia, não deixe de visitar a Quinta dos Padres Santos e sentir a pureza e magia que ali se respira.

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