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centros de produção de competências e de transferência de conhecimento técnico-científico

quadro de benefícios e incentivos municipais atrativo e diferenciador

equipamentos, infraestruturas e serviços públicos

localização central e privilegiada boas acessibilidades

INVESTIMOS CONSIGO. FAZEMOS DO SEU PROJETO, O NOSSO PROJETO.

Câmara Municipal de Abrantes

Unidade Orgânica de Desenvolvimento Económico e Turístico

Praça Raimundo Soares, 2200—366 AbrantesT. + 351 241 330 100 | F. + 351 241 330 190 investiremabrantes@cm-abrantes.pt


ÍNDICE

RIO MAIOR PÁG 06

ALENTEJO PÁG 42

MATOSINHOS PÁG 75

EDITORIAL Nesta nossa missão de trazer às nossas páginas um país em Destaque, todos os dias encontramos empresas cada vez mais competitivas, que têm como missão primordial o desenvolvimento contínuo das suas competências, com uma forte aposta na inovação e criação de novas soluções. O mesmo acontece com as autarquias portuguesas que se desdobram na criação de projetos em prol dos seus munícipes. Encontramos também projetos com estratégias de expansão além-fronteiras muito bem delineadas, equipas que sabem exatamente o que pretendem para os seus projetos e para aqueles que os acompanham naquele que é, não raras vezes, o plano mais importante das suas vidas. Em cada nova reportagem notamos uma confiança crescente nos executivos nacionais, com capacidades incríveis para fomentar a competitividade entre as empresas nacionais, mas também entre as suas ‘concorrentes’ internacionais. É importante ressalvar que esta melhoria relacionada à competitividade é notória nos líderes de empresas de todas as dimensões. Há um novo otimismo e um novo alento no que concerne à capacidade das empresas portuguesas em alcançarem as metas a que se propõem. São estas características que encontramos nos empresários portugueses, indivíduos sempre prontos a arregaçar as mangas e a colocar ‘as mãos na massa’, em boa gíria portuguesa. E são estes exemplos que o convidamos a conhecer através das nossas páginas. Boas leituras.

A direção editorial Diana Silva

FICHA TÉCNICA | PROPRIEDADE: FRASES CÉLEBRES, LDA | DIRETOR: FERNANDO R. SILVA DIREÇÃO EDITORIAL: DIANA SILVA (REDACAO@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | CORPO REDATORIAL: CATARINA FERREIRA, JOANA GONÇALVES, TERESA MATA, SARA FREIXO, SARA OLIVEIRA, VERA PINHO | OUTROS COLABORADORES: DIANA BARROS, ISABEL PEREIRA, JOANA QUINTAS, MARIA INÊS MOREIRA, MELANIE ALVES, TERESA TEIXEIRA | DIREÇÃO GRÁFICA: TIAGO RODRIGUES, VANESSA MARTINS | SECRETARIADO: PAULA ASSUNÇÃO (GERAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | DIREÇÃO COMERCIAL: JOSÉ MOREIRA | DEP. COMERCIAL: EDUARDO NUNES, ISABEL BRANDÃO, JAIME PEREIRA, JOSÉ ALBERTO, JOSÉ MACHADO, JOSÉ VARELA, LUÍS BRANCO, MANUELA NOGUEIRA, MARÍLIA FREIRE, PEDRO DUARTE (COMERCIAL@PORTUGALEMDESTAQUE.PT) | REDAÇÃO E PUBLICIDADE: RUA ENGº ADELINO AMARO DA COSTA Nº15, 9ºANDAR, SALA 9.3 4400-134 – MAFAMUDE / +351 223 263 024 | DISTRIBUIÇÃO: DISTRIBUIÇÃO GRATUITA E SECTORIZADA COM O JORNAL EXPRESSO / DEC. REGULAMENTAR 8-99/9-6 ARTIGO 12 N.ID | PERIODICIDADE: MENSAL | EDIÇÃO DE OUTUBRO ‘17 ESTATUTO EDITORIAL: A Portugal em Destaque é uma edição mensal que se dedica à publicação de artigos que demonstram a realidade do país | A Portugal em Destaque é uma edição independente, sem qualquer dependência de natureza política, ideológica e económica | A Portugal em Destaque define as suas prioridades informativas por critérios de interesse às empresas nacionais, de relevância e de utilidade da informação | A Portugal em Destaque rege-se por critérios de rigor, isenção, honestidade e idoneidade | A Portugal em Destaque faz distinção entre os seus artigos de opinião, identificando claramente os mesmos e estes não podem confundir-se com a matéria informativa.

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RIO MAIOR Com influências do Ribatejo e do Litoral, o concelho de Rio Maior é um espaço cheio de originalidade e heterogeneidade, características que inevitavelmente se refletem na cultura, turismo, gastronomia e economia. Localizado na zona da Estremadura Ribatejana, este concelho tem dez freguesias espalhadas pelos 277,4 km ². Dentro do território podemos encontrar magníficas paisagens contrastantes: a norte a Serra dos Candeeiros com as grutas e algares naturais e a sul as planícies com claras influências ribatejanas. Rio Maior desperta desde logo a nossa curiosidade por estar a 30 quilómetros do mar e ser a única localidade portuguesa com salinas de interior e por ter as suas tradicionais casas de madeira. É conhecida por ser a Cidade do Desporto, com vastas e premiadas infraestruturas desportivas, de onde saem muitos atletas para as competições olímpicas. Terra de coragem e de espírito vencedor, as suas gentes herdaram também o espírito empreendedor com a tradição na gestão e na capacidade de criação de empresas. Usufrui ainda de uma localização privilegiada no contexto regional e nacional por permite, através do IP6 e da A15, uma ligação imediata ao Litoral e aos portos de Lisboa e Sines, assim como, pela A1, chegar rapidamente a Santarém e ao restante traçado complementar para o interior do País e para a rede rodoviária internacional. A mescla dos diversos setores de atividade evidencia a economia sustentável heterogénea que a cada dia se sabe reinventar e modernizar.


A RECONSTRUÇÃO DA TRADIÇÃO GRÁFICA Quando folheamos um livro ou uma revista somos invadidos pelo conhecimento, pela história e pelo cheiro e toque do papel. Porém, nem sempre nos lembramos da forma como o objeto chega até nós e muito menos das máquinas gráficas que o produzem. A Graforio dedica-se exatamente a isso: à reconstrução, venda e assistência de equipamentos que preservam tradições. Em entrevista à Portugal em Destaque, Ricardo Santos fala-nos desta atividade, situada na Zona Industrial de Rio Maior, e do seu cariz familiar na apresentação das melhores soluções ao cliente. GRAFORIO A Graforio está no mercado há mais de 20 anos. Conte-nos um pouco da história da sua fundação. Esta é uma empresa familiar que nasceu em 1994 através do meu pai, Mário Bernardino Santos. Começou a trabalhar neste setor ainda muito jovem, foi proprietário de uma gráfica entre os anos 70 e 80. Em 1987 iniciou-se noutra vertente: começou a vender equipamento e a reconstruir algumas máquinas. Aos poucos a gráfica transformou-se no negócio que temos hoje, na Graforio. Além do gosto pela área, tinha algum conhecimento técnico e interesse pela mecânica e funcionamento das máquinas. Dedicou-se assim à venda do equipamento, que é um dos focos principais da Graforio. Além da venda, fazemos a reconstrução de máquinas gráficas e damos assistência técnica. Quais os principais produtos e serviços da Graforio? Estamos a falar de que tipo de equipamentos? Trabalhamos com vários tipos de equipamentos, como a impressão OFFSET, de pequeno, médio e grande formato. Nas máquinas de acabamento, lidamos com guilhotinas, máquinas de dobrar, plastificar, corte e vinco, colagem e estampagem a quente. Temos uma vasta gama de máquinas de acabamento. Já no segmento das peças, temos um armazém com um alargado stock de peças que a maioria das empresas da área não tem disponível. Ou seja, peças de substituição para as máquinas que reparamos na nossa oficina assim como peças e consumiveis que fornecemos aos nossos clientes que necessitam de entrega imediata. Utilizamos transportes próprios como empilhadores e camiões, garantindo um serviço completo de forma autónoma. Responsabilizamo-nos por todo o processo, do início ao fim, desde a reparação ou reconstrução até ao serviço pós-venda.

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O que tem maior expressão no volume de negócios? Em termos de produção e procura são as máquinas de impressão OFFSET. São as mais procuradas a par das máquinas de acabamento, na ordem dos 50%, ou seja, tem existido um equilíbrio na procura. As de acabamento têm uma amplitude maior, existem vários tipos de equipamento consoante a função e o fim desejado. As gráficas são o vosso principal cliente. Onde está presente a Graforio? Sim, claramente. Até porque falamos de produtos essenciais no exercício da sua

atividade. Fazemos exportação de alguns equipamentos para países como a Índia, Nigéria e Paquistão. Neste momento fazemos pouca exportação mas estamos sempre disponíveis quando somos solicitados e para qualquer país ou continente. Contudo, neste momento, estamos mais concentrados nas vendas a nível nacional e nos nossos prestigiados clientes. Estamos presentes um pouco por todo o país e dado o volume de trabalho que temos tido, privilegiamos a zona centro. Prestamos assistência técnica nas áreas mais próximas devido a uma questão de logística. Concentramo-nos mais na zona centro que é

onde temos o maior número de clientes, sem nunca esquecer os clientes do norte e do sul. Todos são importantes e podem contar com o nosso apoio para resolver qualquer questão ou problema em determinada máquina. Para assegurarem um serviço tão completo como este, contam com algumas parcerias e representações? Trabalhamos com determinadas marcas e não queremos alargar a gama para outro tipo de marcas. Consideramos que para fazer bem temos que ter um conhecimento total e concentrarmo-nos apenas

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numa marca. Temos algumas representações de equipamento novo e trabalhamos com máquinas usadas das duas maiores marcas a nível mundial: a Heidelberg e a Komori. Prestamos apoio técnico porque é o equipamento que temos maior conhecimento e a certeza de que vamos fazer um trabalho seguro e responsável. Acreditam que a Graforio é já uma referência na área? Sim, somos a nível nacional porque existem cada vez menos empresas dedicadas a este setor das máquinas gráficas. Acredito que no mercado europeu também já reconhecem os nossos produtos e serviços, temos alguma reputação mundial. O que distingue a Graforio? Sem dúvida, a forma como reconstruimos a máquina e o serviço que prestamos aos nossos clientes. É uma reconstrução que já poucas empresas no mundo fazem. Há uns anos atrás era o mais comum mas o mercado mudou e tivemos que fazer algumas adaptações. Neste momento, o serviço que fazemos é uma reconstrução total, cuidada e rigorosa que reflete a qualidade do nosso trabalho e a reputação que temos ganho ao longo dos anos. É um serviço bem feito, minucioso, específico e ainda damos um ano de garantia às máquinas que vendemos. Privilegiamos a tecnologia, tentamos acompanhar todas as evoluções do mercado porque o desenvolvimento e a inovação são essenciais. Porém, num trabalho tão específico como este, a experiência dos colaboradores ocupa um lugar de destaque. A maior formação é a experiência!

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Contudo, uma vez que é uma área tão específica, nem sempre é fácil contratar pessoal qualificado … É complicado, não só a nível de operadores que trabalham nas gráficas e operam as máquinas mas também a nível técnico. Há uma grande lacuna e cada vez sentimos mais que não existem técnicos especiali-

zados. Alguns sabem mexer e conhecem o equipamento mas não têm as qualificações necessárias para garantir o serviço completo. O ideal era que fosse criada uma escola de formação profissional, específica nesta área, porque as artes gráficas estão a sofrer graves problemas pela falta de mão-de-obra. Neste momento, também


Quais as mais-valias desta PME Líder? Essencialmente, aquilo que nos distingue é a honestidade, é o ponto principal. A forma como trabalhamos e o bom serviço que prestamos aos nossos clientes acaba por nos distinguir. O tratamento que damos às máquinas é excelente e sermos distinguidos como PME Líder é sempre uma mais-valia e sinal de reconhecimento do nosso trabalho e da forma como o executamos. Ficamos muito satisfeitos e é fruto do nosso esforço em servir bem e cada vez melhor o cliente, numa base de satisfação e confiança.

as gráficas estão a ter problemas em contratar operadores porque não existem pessoas que saibam trabalhar com determinados equipamentos. Nós notamos isso nos equipamentos que vendemos e instalamos nas gráficas e os operadores não correspondem. Há vários pormenores do equipamento e a componente técnica da impressão que só podem ser assegurados por um operador especializado que esteja à altura de todas as especificidades e à inovação técnica associada.

Por onde passa o futuro da Graforio? Temos já alguns projetos, sendo que o principal será conseguir uma representação de uma nova marca de equipamentos. Creio que essa representação nos vai dar um grande empurrão em direção ao crescimento. A nossa ambição é crescer a vários níveis e apresentar melhores soluções para corresponder às necessidades existentes. Se existir oportunidade, gostaríamos de exportar para outros mercados e aproveitar todas as potencialidades.

ZONA INDUSTRIAL, LOTE 17 • APART. 105 2040-998 RIO MAIOR-PORTUGAL TELS: 243 996 382/899 FAX: 243 993 828 E-MAIL: GRAFORIO@MAIL.TELEPAC.PT WWW.GRAFORIO.COM

Por quantas pessoas é constituída a equipa da Graforio? Neste momento somos 14 funcionários. Depois trabalhamos em parceria com outros 3 técnicos que fazem alguns serviços mecânicos em máquinas Heidelberg e Komori e na parte eletrónica. Os nossos técnicos asseguram a assistência, nomeadamente os meus irmãos. Além de mim, os meus três irmãos (Nuno Santos, Hugo Santos e Filipe Santos) trabalham na empresa.

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UMA PORTA ENTREABERTA PARA A INTERNACIONALIZAÇÃO O aperfeiçoamento dos produtos, a satisfação do cliente e o serviço pós-venda são algumas das prioridades desta empresa rumo ao sucesso. A Cimoporta surgiu em 1997, celebrando atualmente 20 anos de existência, mas a experiência na área das portas e portões seccionados e das estruturas metálicas tem distinguido esta PME Líder de Rio Maior. Acompanhar as evoluções do mercado e apostar na internacionalização fazem parte dos seus planos futuros. CIMOPORTA não são esquecidas, principalmente para aplicação em edifícios. Produtos à medida Dentro da gama de fabrico próprio existe uma variada opção de materiais, componentes e produtos, quer para zonas residenciais como industriais. Painéis, cores, visores e acessórios constituem a vasta oferta em material galvanizado, alumínio e até inox. Contudo, devido ao serviço personalizado e ao fabrico seccionado, os portões têm sido os mais procurados. “São feitos em painéis sandwich, em chapa lacada e poliuretano e depois temos os acessórios em chapa galvanizada ou inox. Trabalhamos com estes materiais e temos estas opções mediante os fins e a procura. Se a chapa galvanizada é a mais procurada para as casas, o inox é o mais solicitado para a indústria alimentar e casas localizadas perto da costa, pois têm uma maior durabilidade”, explica Ricardo Lopes. Para efeitos de comercialização, a Cimoporta trabalha com revendedores que fazem o contacto direto com o cliente. No entanto, se o consumidor final demonstrar interesse por algum portão seccionado pode comprar diretamente à marca. Este segmento de negócio é também um complemento às estruturas metálicas, o foco da empresa durante anos e que está ao serviço do setor primário. “Trabalhamos com algumas empresas de referência a nível nacional que reconhecem a qualidade dos nossos produtos e serviços. A agricultura, a avicultura, a área das rações são quem mais solicitam e estamos presentes um pouco por todo o país, fazemos estruturas metálicas para vários pontos”, assegura. Fornecedores e parcerias de referência têm garantido a presença da empresa além-fronteiras.

Costuma dizer-se que há males que chegam por bem e aqui foi o caso. O término de uma empresa do mesmo setor deu origem à Cimoporta. Estávamos em 1997 quando Carlos Daniel Guerra e Fernando Lopes juntaram-se a outros colegas de trabalho e decidiram aproveitar a experiência acumulada ao longo dos anos no fabrico de portas, portões seccionados, estruturas metálicas e outros acessórios. Dada a necessidade de existência deste tipo de materiais na região e empenhados em continuar a levar os seus conhecimentos mais longe, criaram a Cimoporta, na Zona Industrial de Rio Maior. Atualmente, a empresa dedica-se essencialmente ao fabrico e comercialização de portões seccionados e estruturas metálicas. “São as duas principais áreas, sendo que o nosso core-business têm sido as estruturas metálicas, pois têm tido maior expressão no volume de negócios”, completa Ricardo Lopes, administrativo e filho de um dos sócios fundadores. Além deste segmento, a Cimoporta tem sido solicitada para alguns serviços na área da reabilitação, um setor que está em crescendo no nosso país desde a crise que abalou a construção civil. As portas industriais também 10 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Evolução sempre presente A inovação e a tecnologia é essencial em qualquer empresa. Apesar de nestes equipamentos não se assistir a um grande desen-


volvimento nem à introdução de novos produtos, a Cimoporta tem a preocupação de acompanhar todas as evoluções para dar resposta às necessidades do mercado e dos clientes. “Tentamos modernizar e para isso contamos com o apoio dos fornecedores. Compramos os materiais e fazemos a transformação aqui e os acessórios constituem a inovação para acrescentar valor ao produto final”, justifica o administrativo. E como falamos de um serviço personalizado, sempre à medida do cliente, dependente de várias condições e especificidades, requer cuidados especiais. Nesse sentido, a empresa garante todo o apoio necessário a clientes e revendedores no esclarecimento de dúvidas ou outras explicações técnicas sobre o produto. Um serviço de continuidade Mas afinal o que diferencia a Cimoporta? “É o contacto que mantemos com o cliente. A proximidade, a confiança e o acompanhamento pré e pós-venda são condições essenciais que contribuem para o sucesso de qualquer negócio. Respeitamos todos os pedidos dos clientes e trabalhamos para encontrar soluções à sua medida. Também a capacidade de resposta, a nível de montagem, acaba por nos diferenciar. Procuramos sempre respeitar e cumprir com as necessidades e requisitos dos clientes, pelo que o feedback dos mesmos tem sido muito positivo”, confirma Ricardo Lopes. “Procuramos sempre a satisfação dos nossos clientes, de forma a manter uma relação de proximidade e continuidade. No fundo, procuramos fidelizar os nossos clientes”, acrescenta. O serviço pós-venda tem sido uma prioridade da empresa que prima pela assistência ao cliente nos produtos por eles instalados. Ao todo, 32 colaboradores compõem a equipa da Cimoporta. Muitos deles acumulam já quase 30 anos de experiência no fabrico de portões, conhecendo todas as características e fases do produto. Por isso, a empresa privilegia a formação e o contacto direto de novos funcionários com os mais experientes. A aposta na qualidade não fica para trás e a Cimoporta é já uma empresa certificada que usufrui de todas as formações para promover o conhecimento, a segurança, funcionamento de máquinas e obrigações legais. Esta referência na região foi já distinguida com o estatuto PME Líder e no futuro pretende estabelecer novos objetivos e reforçar o setor dos portões para angariar mais clientes e aumentar o volume de negócios. “Manter o produto e os modelos existentes, acompanhando a evolução e o mercado. Apostar na internacionalização faz parte dos nossos planos”, conclui.

ZONA INDUSTRIAL DE RIO MAIOR, LOTE 137 E 138 2040-357 RIO MAIOR - PORTUGAL E-MAIL: GERAL@CIMOPORTA.PT TELEFONE: 243 992 620 FAX: 243 992 606 WWW.CIMOPORTA.PT

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A ÁREA DE SERVIÇO QUE MARCA A DIFERENÇA À primeira vista, quando passamos na Zona Industrial de Rio Maior, a EspertoCar parece apenas uma área de serviço… mas é muito mais do que isso. Na família Pereira Esperto desde 1987, este negócio alia um posto de combustível, um centro de lavagens e limpeza auto, uma oficina e um stand de automóveis. Fique a conhecer este projeto que prima pela proximidade, confiança e um atendimento personalizado ao cliente. ESPERTOCAR

FRANCISCO ESPERTO

Fundada a 21 de dezembro de 1987, a EspertoCar – Comércio e Importação de Veículos Automóveis, dedica-se à venda de combustíveis e lubrificantes a retalho e à manutenção de viaturas. Mas a experiência nesta área iniciou-se na década anterior, quando Fernando Esperto foi convidado para vendedor de veículos pesados. Em 1980, o fundador da empresa aventurou-se numa nova etapa da sua vida profissional: tornou-se empresário em nome individual, estabeleceu-se em Rio Maior e abriu o seu primeiro stand de automóveis. Mais tarde, os filhos Francisco, Fernando e Jorge Esperto deram continuidade ao projeto dos pais com a mesma paixão e dedicação. “Começámos com alguns espaços de venda de automóveis no centro da cidade e com o aparecimento destas zonas industriais, lembrei-me que podíamos estabelecer-nos cá e expandir o negócio, ou seja, além dos automóveis, assegurar outros serviços como posto de combustível, oficina e lavagens automáticas e manuais de viaturas. Já estávamos inseridos no ramo automóvel, por isso foi fácil criar

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uma estrutura destas e nasceu a área de serviço completa. Aqui prestamos serviços necessários para mimar o automóvel de forma completa”, esclarece o atual gerente desta PME Líder, Francisco Esperto. Expansão definitiva Ao longo dos anos, a EspertoCar foi evoluindo de forma exponencial e tornou-se um complexo comercial, composto pelo

stand, maioritariamente com viaturas da marca Mercedes Benz, um posto de abastecimento de combustível Galp, oficina de reparação, estação de serviço com lavagem automática ou manual e limpeza de viaturas e snack-bar. Francisco Esperto divide a gerência com Manuel Cordeiro desde 2012, altura em que a empresa foi reestruturada. “Este continua a ser um negócio familiar e o balanço que faço é bastante positivo, cada vez temos mais trabalho e isto só é possível com a dedicação de toda a equipa. O meu telefone está ligado 24 horas por dia e acredito que esta é a forma ideal de gerir a empresa, tem funcionado bem até aqui e é para continuar”, confirma. A trabalhar da forma que sempre quis e nem sempre conseguiu, Francisco Esperto tem acompanhado todas as mudanças e evoluções que são diárias e benéficas para qualquer empresa. Depois de uma parceria com a Sopor, a partir de 2014 foi celebrado um contrato com a Galp Energia. Um convite aceite com grande satisfação que se tem revelado vantajoso para ambas as partes. A EspertoCar vende o combustível utilizando o nome e produto Galp mas é a principal responsável pelo espaço, funcionários e encargos associados. “Conheço os seus produtos, desde combustíveis


a lubrificantes e sei que são de qualidade e só beneficiam as viaturas. É uma mais-valia que marca a diferença em relação aos outros e juntos temos conseguido dar passos em direção ao crescimento”, salienta o sócio gerente. A introdução e implementação do GPL foi uma inovação que tem dado frutos, tal como o combustível Evologic que, segundo Francisco Esperto, é o melhor e aquele que evita graves problemas nos carros. Serviços que marcam a diferença Contudo, a EspertoCar não ficou pelos combustíveis e ambicionou mais. A primeira grande aposta foi direcionada para a oficina de reparação de viaturas, que até então prestava serviços mais simples, como mudança de óleo, filtros, pastilhas, entre outros. Após um investimento em equipamentos, está agora apta para reparações e trabalhos mais complexos. “Através de um concessionário, somos oficina autorizada Mercedes Benz e tem funcionado muito bem ao longo destes cinco anos. As pessoas têm a preocupação de levar os carros à oficina de forma regular, evitando problemas maiores, avarias ou poluição ambiental”, afirma. A empresa diferencia-se por um atendimento personalizado e acompanhamento constante ao cliente, mostrando-se disponível para qualquer dúvida em todos os serviços. Também nas lavagens, desde automáticas

a manuais e limpeza interior e exterior das viaturas o serviço funciona mediante os pedidos dos clientes. Recentemente, a EspertoCar tem apostado em campanhas de promoção para incentivar os clientes a procurar os seus serviços, uma vez que é um negócio que se encontra em crescendo. “Queremos incutir a ideia de que aqui o cliente é um rei e não tem que fazer nada, nós tratamos de tudo e prestamos um serviço completo e eficaz”, completa. Excelência e proximidade Ao todo, 14 colaboradores asseguram um trabalho de excelência que pretende fidelizar tanto os clientes vizinhos e habituais que já procuram a EspertoCar com regu-

laridade, bem como aqueles que estão de passagem e são recebidos da melhor forma. “Mantemos uma relação próxima e de confiança, valores muito importantes nesta atividade. Sentimos que confiam na nossa experiência e é gratificante ver que recomendam o nosso nome ou produto”, assegura o gerente. Para um futuro próximo, a empresa estabeleceu um novo acordo de continuidade com a Galp, resultado do reconhecimento do trabalho e de uma aposta segura. Dada a necessidade, a EspertoCar pretende ainda adquirir mais equipamentos para a oficina e aumentar a equipa, garantindo uma resposta mais rápida e eficiente aos clientes, sempre com a melhor tecnologia.

ZONA INDUSTRIAL, LT 8-APART.27 2040-998 RIO MAIOR TELEFONE: 243 996 952 TELEFONE/FAX: 243 993 393 TELEMÓVEL: 964 162 884 E-MAIL: ESPERTOCAR@SAPO.PT

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AV. MÁRIO SOARES, 2040-413 RIO MAIOR TELEFONE: 243 999 450 E-MAIL: GERAL@EPRM.PT

25 ANOS A LECIONAR A Escola Profissional de Rio Maior tem sido reconhecida, ao longo da sua existência, como uma instituição de referência na formação profissional e tecnológica, procurando dar respostas às necessidades sociais, culturais e económicas da região. ESCOLA PROFISSIONAL DE RIO MAIOR A EPRM surgiu a 19 de outubro de 1992 e comemora agora 25 anos. Como é que tudo começou? A Escola Profissional de Rio Maior (EPRM) é uma escola privada, criada ao abrigo do Decreto-Lei 26/1989 de 21 de janeiro, tendo passado a ser, na sequência da aplicação do Decreto-Lei 4/1998, propriedade de uma sociedade por quotas com a designação de EPRM – Escola Profissional de Rio Maior, Lda. Por força da Lei 53-F/2006, a Escola passou a empresa municipal, sob a designação de EPRM – Escola Profissional de Rio Maior, Lda, EM, tendo os seus Estatutos adaptados à Lei 50/2012. Iniciou a sua função pedagógica em 19 de outubro de 1992 com dois cursos: Técnico de Comércio e Técnico de Mecânica/Desenho de Construções Metalomecânicas. Desde essa data, promoveu o alargamento e a homologação de uma rede de oferta de formação que abrange 12 famílias profissionais (áreas de formação), constituída por 25 cursos profissionais de nível IV com a duração de três anos e com equivalência ao 12º Ano. A EPRM tem como objetivo prioritário a formação de técnicos intermédios com qualificação de nível 4 (10º, 11º e 12º ano), com um nível de competências credíveis junto das entidades empregadoras, assumindo carácter supletivo a preparação para o ingresso no ensino superior. Tutelada pelo Ministério da Educação, foi criada oficialmente através da celebração de um Contrato-Programa entre o GETAP/Ministério da Educação e as Entidades Promotoras constituídas pela Câmara Municipal de Rio Maior, Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior e Associação Comercial e Industrial de Rio Maior, estando atualmente acreditada pelo Ministério da Educação através da Autorização Prévia de Funcionamento Nº 81. A EPRM – Escola Profissional de Rio Maior, Lda, EM é detida pelo Município de Rio Maior, com uma quota de 80 por cento (o que implica que consta da lista de empresas do Setor Empresarial Local sendo, por isso, uma empresa municipal), pela Associação Empresarial do Concelho de Rio Maior e pela Associação dos Produtores Agrícolas da Região de Rio Maior, com uma quota de 10 14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

por cento cada. Em termos de representatividade, a EPRM possui três Órgãos Sociais – Assembleia Geral, Conselho de Gerência e Fiscal Único. A gerência da sociedade incumbe a um Conselho de Gerência composto atualmente por três membros, sendo um gerente nomeado por cada sócio, cabendo ao Município de Rio Maior a presidência deste órgão. ‘EPRM – O Caminho do Futuro’ é o vosso lema. O lema ‘EPRM - O Caminho de Futuro’ existe porque reflete a realidade da EPRM, até porque as três instituições que integram a entidade proprietária da escola representam em grande parte os interesses sociais, culturais e empresariais do concelho de Rio Maior. Estas instituições são as responsáveis pela definição dos objetivos da escola, das estratégias de ação e o garante da sua sustentabilidade financeira. A EPRM possui atualmente 12 turmas/ cursos em funcionamento, com cerca de 300 alunos, que são o limite da Autorização Prévia de Funcionamento Nº 81 e conta com mais de 50 parcerias com o tecido empresarial. Quais são os principais objetivos da instituição e que balanço faz destes 25 anos? O balanço destes 25 anos de vida da EPRM não pode deixar de ser extremamente positivo. Refletindo a vontade de todos os gerentes que ajudaram a cimentar este projeto, bem como dos dois diretores pedagógicos que a EPRM teve desde a sua fundação, a EPRM constituiu-se como uma força reconhecida por todos os nossos stakeholders: - do Ministério da Educação, à Direção de Geral dos Estabelecimentos Escolares e à Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, entre outras instituições públicas, pelo dinamismo, promoção do ensino profissional e notoriedade alcançada; - dos empresários, pelas oportunidades de estágios curriculares e de emprego para os nossos jovens, assim como, a cedência de


recursos humanos e materiais; - pelos jovens e respetivos encarregados de educação, pela procura da nossa Escola e a certeza de que tal reflete a qualidade na formação profissional. O principal objetivo da escola é formar profissionais de quadros técnicos intermédios de nível IV para um mercado de trabalho cada vez mais exigente, dotados de um leque de vastas vivências, curriculares ou não, que estimulam as valorizadas soft-skills. Para além desde objetivo, obviamente que pretendemos continuar a ser uma escola de referência local, nacional e até internacional, assim como, continuar a promover e a divulgar o ensino profissional no nosso país e além-fronteiras. A Escola Profissional de Rio Maior tem sido reconhecida, ao longo da sua existência, como uma instituição de referência na formação profissional e tecnológica, procurando dar respostas às necessidades sociais, culturais e económicas da região. Quais os principais valores da EPRM? Cientes de que a formação do indivíduo será tanto melhor, quanto mais abrangente for e que a formação integral implica outras competências além das técnicas, na EPRM promovemos a manutenção de uma relação de proximidade entre toda a comunidade educativa, incentivamos o desenvolvimento de valores como a solidariedade, voluntariado e cidadania, valorizando a criatividade e o espírito empreendedor. Entendemos esta metodologia como potenciadora de comportamentos promotores de elevadas taxas de sucesso escolar e um contributo ativo para a redução das taxas de absentismo e abandono precoce. Que cursos existem na Escola Profissional? Como os caracteriza? Neste momento a nossa oferta formativa foca-se em dois grupos de cursos profissionais técnicos: os oficinais e não oficinais. O primeiro grupo incorpora Manutenção Industrial/Eletromecânica; Eletrónica, Automação e Instrumentação e Instalações Elétricas. Dentro dos cursos não oficinais encontram-se os cursos profissionais técnicos de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos; Comércio; Transportes; Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade e Auxiliar de Saúde. Os Cursos Profissionais caracterizam-se por uma forte ligação com o mundo profissional, valorizando o desenvolvimento de competências para o exercício de uma profissão, em articulação com o tecido empresarial. Apresentam uma estrutura curricular organizada por módulos, o que

permite maior flexibilidade e respeito pelos diferentes ritmos de aprendizagem. O plano de estudos inclui três componentes de formação: Sociocultural, Científica e Técnica, sendo que, a componente de formação Técnica inclui obrigatoriamente uma formação em contexto de trabalho (estágio). Quais são os mais frequentados e com maiores perspetivas de emprego? Os cursos com maior procura, quer por parte de alunos, quer por parte das empresas, são claramente os oficinais, onde se pode destacar a Manutenção Industrial e a Eletrónica. Neste momento e especificamente no Curso de Manutenção Industrial, não conseguimos dar resposta às inúmeras solicitações do mercado, quer para estágios curriculares, quer para estágios profissionais. Dos cursos não oficinais salienta-se os Cursos Técnicos de Transportes e de Comércio com maiores taxas de empregabilidade. Quantos alunos frequentam esta escola? Neste momento frequentam a EPRM 292 alunos. Qual é a oferta formativa para este ano letivo? Para o ano letivo de 2017/2018 abrimos os Cursos Profissionais Técnicos de Manutenção Industrial, Eletrónica, Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e Comércio

diversas entidades. Contam com alguns apoios e parcerias. Quais? Sim, como já foi frisado, temos uma forte relação com o tecido empresarial, que se constata claramente nas 54 parcerias estabelecidas com entidades de dimensão regional e nacional. Para além das mencionadas parcerias, contamos também com o apoio de diversas entidades formadoras na área da formação especializada, no fornecimento de material técnico-pedagógico e nas visitas de estudo a essas entidades. Como será assinalado o 25º aniversário da EPRM? Os 25 anos da EPRM serão marcados por diversas atividades desenvolvidas ao longo do ano, iniciando já no dia 19 de outubro com a entrega dos diplomas aos alunos que concluíram o seu ciclo de formação e realização de uma pequena festa para toda a comunidade escolar. O que distingue a vossa Escola Profissional? Os principais fatores que distinguem a EPRM são o ambiente familiar que facilita a integração dos novos alunos, os três estágios no ciclo de formação sempre com acompanhamento de um professor, as visitas de estudo nacionais e internacionais, a participação em diversos projetos e concursos, a elevada taxa de empregabilidade e a reduzida taxa de abandono.

Estão envolvidos em vários projetos nacionais e internacionais. Enuncie algumas iniciativas que destacaria como marcas da instituição. Sim, faz parte do nosso ADN o envolvimento em diferenciados projetos nacionais e internacionais, do qual posso destacar a participação no projeto Euroyouth direcionado para a mobilidade de professores e formadores, no Erasmus + que possibilita a realização de estágios curriculares e profissionais aos nossos alunos em países da União Europeia e a nossa participação no Projeto Youth Start Entrepreneurial Challenges direcionado para fomentar o espirito empreendedor dos nossos alunos. Para além da participação nestes projetos, concorremos também a inúmeros concursos nacionais promovidos por PORTUGAL EM DESTAQUE | 15


GARANTIAS DO INÍCIO AO FIM 30 anos de experiência são já um marco de qualidade, inovação e satisfação do cliente para a Utiltejo. Sediada em Rio Maior, dedica-se à comercialização, reparação e instalação de equipamentos hoteleiros e de climatização para várias regiões do país. Mas não fica por aqui… Dada a procura e o crescimento do setor, a empresa apostou nas obras e serviços chave na mão, assumindo uma maior responsabilidade que se tem revelado um sucesso. UTILTEJO - EQUIPAMENTOS HOTELEIROS

JOSÉ DOMINGOS José Domingos começou ainda jovem e acumula uma larga experiência na área dos equipamentos. Após o término da Utilmóvel, uma empresa de âmbito nacional, com filial em Santarém, alguns colaboradores colocaram mãos à obra e juntos criaram a Utiltejo. Fundada em 1987, comemorou o seu 30º aniversário em junho deste ano e continua a dedicar-se ao mesmo segmento de mercado: a comercialização, reparação e instalação de equipamentos, alargando a gama de produtos e respondendo às necessidades existentes. “Fazemos instalação em restaurantes, hotéis, talhos, supermercados, pastelarias, lavandarias, etc. Ou seja, empresas ligadas ao setor alimentar e que utilizem uma variada gama de máquinas para a restauração e indústria alimentar. Vai desde a cadeira, à bancada da cozinha e todos os restantes equipamentos. Vendemos essencialmente para cozinhas e até a instalação de equipamentos de climatização”, explica o gerente da Utiltejo. A empresa é ainda fortemente procurada por instituições sociais e IPSS como Misericórdias, Lares de Idosos, Escolas e Centros de Dia. Presente na zona centro e nos arredores de Rio Maior, a Utiltejo encontra-se disponível para executar projetos e comercializar produtos para outras regiões cada vez que os seus serviços são solicitados. “Vamos fazer duas escolas em Elvas e penso que o convite surgiu porque confiam no nosso trabalho. Temos alguns clientes e fazemos obras com frequência na zona de Lisboa”, completa José Domingos. Já a exportação acontece de forma mais isolada e por recomendação, principalmente para países de língua portuguesa e onde se encontram os emigrantes, como a Suíça. Projetos chave na mão Apesar do sucesso e da experiência alcançada, a Utiltejo ambicionava mais e apostou num novo segmento: as obras e os serviços chave na mão. Cada vez são necessários mais cuidados quando se inaugura um espaço e a empresa responsabiliza-se por todo o

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processo. “Fazemos o levantamento do espaço, o layout, a seleção e distribuição dos equipamentos e toda a obra inerente quando desejado pelo cliente. Tratamos até da decoração do espaço e trabalhamos em colaboração com arquitetos que já conhecemos”, assegura um dos administradores. Ao todo, 18 colaboradores compõem a equipa da Utiltejo. A maioria dos colaboradores acumulam conhecimentos na área há vários anos mas a empresa tem a preocupação de renovar a equipa e colocar pessoal qualificado. A certificação de qualidade e o cumprimento de todas as obrigações legais são princípios fundamentais no exercício desta atividade. “O que distingue a Utiltejo é a forma íntegra como trabalhamos. Assumimos todos os compromissos e responsabilizamo-nos pelos produtos que vendemos. Prestar um serviço pós-venda é também uma mais-valia para o cliente e acaba por nos diferenciar daquelas empresas que vendem equipamentos online. Aqui damos garantias, apoio na instalação e privilegiamos uma relação próxima e de confiança com o cliente”, reforça José Domingos. Para o futuro, existe já um projeto aprovado para construir as novas instalações da Utiltejo. A ideia é concentrar todas as áreas, desde o escritório, a oficina e os armazéns num só edifício e expor os seus produtos, divulgando a marca própria de café, a Dimanche.

EQUIPA ADMINISTRATIVA

RUA DR FRANCISCO BARBOSA | 2040-247 RIO MAIOR TELEFONE: 243 993 250 FAX: 243 993 357 E-MAIL: UTILTEJO@HOTMAIL.COM WWW.UTILTEJO.PT


“POR UM MUNDO MELHOR” A preocupação com o meio ambiente é cada vez mais evidente e quando se trata de resíduos há mais cuidados a ter. Nesse sentido, a Basrio detém um papel fulcral neste setor uma vez que se dedica ao fabrico e comercialização de equipamentos e viaturas de recolha de RSU. A investigação, o desenvolvimento e a tecnologia fazem parte da filosofia da empresa. Há mais de 25 anos que tem como principal objetivo encontrar soluções e prestar uma assistência técnica eficiente. BASRIO Com o know-how adquirido, a empresa optou por enveredar pela especialização no setor dos equipamentos para o ambiente sendo atualmente os únicos fabricantes em Portugal de caixas de RSU. Prestam assistência técnica, não só a produtos da sua marca própria como a de terceiros. No setor dos transportes agora apenas realiza trabalhos por encomenda.

MÁRIO DO CARMO A empresa, sediada em Rio Maior, nasceu em 1990 com uma equipa técnica com elevadas competências e com grande experiência adquirida no seu setor de atividade. Inicialmente dedicou-se aos equipamentos rodoviários como reboques e semi-reboques, mas cedo percebeu qual seria a sua principal atividade que tem mantido a empresa numa posição segura e de destaque ao longo de 27 anos. “Criámos um departamento de veículos para o ambiente, como é o caso das viaturas de recolha do lixo, varredoras e de limpeza, comercializando esse tipo de equipamento e dando assistência técnica. Desenvolvemos e fabricamos alguns desses equipamentos, nomeadamente viaturas de RSU, dos quais temos vários modelos”, começou por evidenciar Mário Carmo, administrador da Basrio.

Tecnologia e inovação A investigação, o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do processo tecnológico fizeram sempre parte da aposta da empresa. Desenvolver novos produtos, manter uma equipa técnica especializada e atenta e dominar a tecnologia através de equipamentos modernos constitui a fórmula de sucesso. “Quando temos necessidade de mais equipamentos, por vezes importamos do mercado italiano onde possuímos uma parceria, em que adquirimos produtos semi-acabados. Depois acabamo-lo aqui, com a marca Basrio e somos responsáveis pela montagem de toda a parte eletrónica. Temos autómatos programados por nós, a tecnologia é nossa. Preferimos ter marca própria, desenvolver produtos, controlar a tecnologia e garantir a capacidade de produção à medida daquilo que queremos. Até porque o nosso serviço é personalizado, apresentamos soluções globais para as expetativas do mercado e necessidades dos clientes”, reforça o fundador. Pelo mundo fora Trabalhando essencialmente com municípios e através de concursos públicos, em que são definidas as características pelas

autarquias, a Basrio têm a capacidade de adaptar o produto em função dessas especificidades. Presente em todo o país, desde o Minho até ao Algarve, a empresa trabalha ainda com outros serviços municipalizados e algumas empresas privadas do setor da recolha da RSU. Mas não fica por aqui. No exterior, tem como principais mercados, países como Cabo Verde e Angola e comercializa este tipo de equipamento a clientes privados. Mas afinal o que diferencia a Basrio? Para o administrador Mário Carmo, uma posição atenta e direcionada para o cliente, detetando problemas e encontrando soluções faz parte do objetivo. O apoio e a confiança nos produtos de qualidade tem conquistado os clientes e fortalecido a posição da empresa neste setor de extrema importância para o ambiente e para a população.

Recentemente, a empresa ampliou a sua presença e reforçou a proximidade junto de clientes, com a aquisição de instalações novas na zona de Palmela, garantindo uma maior cobertura a todos os municípios da margem sul. Num futuro próximo, a ambição passa por consolidar o crescimento no mercado nacional e aguardar que os efeitos da crise internacional se dissipem por forma a possibilitar a retoma do crescimento no mercado africano.

Zona Industrial, 2040-357 Rio Maior T: 243 992 833 F: 243 992 835 E: geral@basrio.pt www.basrio.pt PORTUGAL EM DESTAQUE | 17


HUMILDADE, PERSISTÊNCIA E HONESTIDADE Fundada há 18 anos em Rio Maior, a RioMagic é já uma referência no setor imobiliário local. Atenta às tendências e necessidades do mercado, Gisela Germano, sócia gerente, procura adaptar-se à evolução e atuar em várias valências, o que lhe permite captar clientes nacionais e internacionais e percorrer um caminho bem sucedido. RIOMAGIC

O setor imobiliário nem sempre fez parte da vida de Gisela Germado. Tendo sido uma das primeiras mulheres a integrar a Marinha de Guerra Portuguesa, que também considera ter sido a melhor escola que teve até hoje, decidiu a certa altura sair e mudar o seu rumo profissional, avançando com a criação da RioMagic. “Tudo começou quando saí da Marinha. Saí por opção e, nessa altura, com a ajuda e apoio do meu irmão e família, tirei o curso de mediadora imobiliária. Comecei na garagem do meu pai e fui crescendo daí. A base desse crescimento é a humildade, a persistência e a honestidade, além da dedicação, que devemos ter sempre, independentemente da área de negócio a que nos dedicamos. Quem trabalha comigo tem esses valores”, afirma a gerente. Num meio onde as opções ainda por explorar são muitas, segundo considera Gisela Germano, a RioMagic acabou por se adaptar e subdividir, com vista a abranger várias valências. “Há cerca de nove anos criei a RioMagic Deluxe, um segmento voltado para o mercado médio/alto noutra área que é Lisboa. Essa altura ficou marcada por um fluxo de pessoas vindas do mercado internacional interessadas em investir cá em Portugal. Há cinco anos, avancei com a RioMagic Condomínios. O mercado sofreu uma quebra e, como trabalho com pessoas efetivas que recebem um salário e queria manter os postos de trabalho, tive que encontrar uma alterntiva, criando a RioMagic Condomínios. Atualmente, temos 44 condomínios, num trabalho que exige uma atenção e acompanhamento diário e que tem como base de tudo a gestão. Atualmente, estou com um novo projeto, a RioMagic Serviços. Esta valência está mais direcionada à mediação de seguros de condomínios. Conto, ainda este ano, concluir essa etapa. Estou sempre a criar estratégias novas. Esta é uma área com muitas opções por explorar, há ainda muito negócio por descobrir”, explica Gisela Germano. Presente em vários setores do mercado, a RioMagic tem nos arrendamentos e vendas o seu principal meio de negócio, deixando de lado uma tendência que a evolução do turismo trouxe ao nosso país, as casas de férias, por opção própria. “O que trabalhamos mais são apartamentos, no arrendamento e, a nível de vendas, apartamentos e moradias. É mais no arrendamento, embora agora esteja a ficar mais dinâmica em termos de ven18 | PORTUGAL EM DESTAQUE

da. Como clientes, tenho desde o investidor estrangeiro ao investidor nacional. Temos imóveis desde Cascais até ao Porto, alguns também no Algarve. A costa alentejana está com uma dinâmica turística muito interessante que, no meu ver, tende a ser em breve uma boa dinâmica imobiliária. No Porto temos também o projeto de avançar com uma filial, mas não para já, é para futuro. Para além disto, não trabalho o arrendamento de curta duração, as casas de férias. Há empresas específicas para isso e gosto de uma ligação mais próxima com o cliente. Tentamos ser diferentes pelo acompanhamento mais próximo com os nossos compradores e é isso que eu gosto”, esclarece a sócia gerente. Apesar de contar com o irmão como sócio na RioMagic, Gisela Germano lidera a empresa sozinha, orgulhosa do caminho que tem vindo a percorrer: “Tenho promovido a cidade de Rio Maior com gosto, porque sei que estou a vender um bom produto”, conclui. “Não poderia concluir esta entrevista sem agradecer mais uma vez à minha família por todo o apoio profissional e pessoal”.

R. MAESTRO FERNANDO CARVALHO, R/C 3 C 2040 - 327 RIO MAIOR TELEFONE : 243 997 490 FAX: 243 997 490 E-MAIL: RIOMAGICLDA@GMAIL.COM WWW.RIOMAGIC.PT


“SABEDORIA EM MOVIMENTO” Fundada em 1997, em Rio Maior, a BIELCO dedica-se essencialmente aos kits para carroçarias. Muitas vezes vemos pela estrada vários veículos de transporte de mercadorias com estruturas em alumínio e aço e pensamos o quão difícil será a sua montagem. Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, o administrador Élio Oliveira contraria esta ideia e explica-nos as vantagens destas soluções que se movimentam com sabedoria. BIELCO

Como e quando surgiu a BIELCO? EO: Em 1997, os então subscritores da sociedade, com larga experiência no ramo da indústria decidiram, com o seu espírito empreendedor, criar uma empresa dinâmica de Fabricação de Equipamentos para o Transporte de Mercadorias, capaz de entender as mudanças dos mercados face a uma economia globalizada, rumo a um mercado único e responder aos seus constantes desafios. Desta forma, a 25 de Março de 1997 foi constituída a BIELCO®. A empresa tem ampliado os seus recursos, de forma continuada, dotando-se de infraestruturas, know-how e de equipamentos que permitem o desenvolvimento de processos produtivos arrojados, que no seu conjunto e aliados a uma forte cultura de profissionalismo e integridade, permitem uma eficaz e eficiente resposta às solicitações do cliente. Conta hoje com uma área coberta de 3500 m2 e com uma equipa determinada de 28 profissionais que têm como objetivo a melhoria contínua, adotando uma conduta pró ativa, baseada nos princípios éticos e morais da verdade e transparência. Desta forma, a BIELCO® alcançou uma clara e reconhecida posição de parceria estratégica, na mente dos que aqui trabalham. Quais os principais serviços e produtos? Como os caracteriza? EO: Os nossos produtos caracterizam-se por um Projeto e Conceção de Soluções em KIT, produzidos em alumínio e aço, para uma eficaz e eficiente montagem, pelos montadores de carroçarias para transporte de mercadorias. A conceção das soluções é conseguida através de equipamentos de formas inteligentes, matérias-primas adequadas e recursos humanos altamente qualificados. Os KITS são de rápida e simples montagem, máxima funcionalidade, design inteligente e imagem atraente e, dessa forma, cada unidade de transporte montada com KIT BIELCO® movimenta uma sabedoria acumulada ao longo de muitos anos. Quais os vossos principais mercados? EO: Produzimos para o mercado nacional, espanhol, francês, marroquino e argelino. Em França temos um parceiro, a BRH, que garante um contacto permanente e de proximidade com os clientes, oferta de preços e soluções, recolha de encomendas, faturação e toda a logística, de forma a contribuir para uma boa satisfação dos clientes. Grande parte dos nossos produtos são de substituição às importações, o que nos obriga a saber estar num mercado global e de grande concorrência, motivando-nos ao desenvolvimento de novas soluções, que criam vantagens competitivas, fazendo da BIELCO® uma empresa exportadora. Foram reconhecidos com o Estatuto PME Líder e PME Excelência. Qual o significado destas distinções? EO: Nos últimos dois anos fomos reconhecidos como PME Excelência e há vários anos que temos o estatuto de PME Líder, sendo para nós o reconhecimento de uma gestão exigente e criando junto de todos os nossos parceiros uma imagem de maior confiança e responsabilidade. Por onde passa o futuro da Bielco? Quais os principais projetos a curto e médio prazo? EO: Num mercado tão global, como aquele em que estamos inseridos, o futuro é sempre um tempo muito próximo e exigente. Obriga a uma gestão de muita proximidade e sempre atenta e disponível para novas soluções, novos materiais, reforço das qualificações dos recursos humanos e investimento contínuo em ferramentas, de produção e gestão, mais inteligentes. A médio prazo, há que pensar em novos quadros de gestão, garantindo novas formas de abordagem e garantindo a todos os parceiros a confiança com que sempre diferenciaram a BIELCO®.

AVENIDA COMBATENTES FONTE LAGOA 2040-344 RIO MAIOR TELEFONE: 243 992 436 FAX: 243 992 605 WWW.BIELCO.PT PORTUGAL EM DESTAQUE | 19


MÉDIO TEJO Inseridas na região Médio Tejo, Abrantes e Tomar, serão os destaques dos próximos artigos desta edição, onde salientamos, a nível empresarial e institucional, o melhor que existe nestas duas regiões. Comecemos por apresentar, Abrantes, uma cidade pertencente ao distrito de Santarém e à sub-região do Médio Tejo. Região, que surpreende pela beleza e riqueza patrimonial do seu centro histórico. Entre monumentos, espaços expositivos, miradouros, jardins e parques, muitos são os espaços que merecem ser comtemplados. Na gastronomia, o peixe, a açorda de sável, o arroz de lampreia, o peixe do rio frito e a achigã grelhado, destacam-se. É notável uma maior variedade nos pratos de peixe, este facto acontece devido à proximidade da cidade ao rio Tejo. Na carne de salientar o cabrito assado no forno e o entrecosto com migas carvoeiras. Destino de eleição para bons momentos de lazer, dos quais se destacam as Praias Fluviais, as magníficas paisagens que se alcançam do seu Castelo, do Tejo e em toda a zona norte, junto à Albufeira de Castelo do Bode. De seguida, apresentamos, Tomar. Antiga sede da Ordem dos Templários, é uma cidade de grande encanto, pela sua riqueza artística e cultural. O expoente máximo está no Convento de Cristo, um das mais importantes obras do Renascimento em Portugal. A Praça da República, com a Igreja Matriz dedicada a São João Baptista marca o centro, tendo a oeste a colina do Castelo e do Convento de Cristo. Nas ruas em redor podemos encontrar lojas de comércio tradicional, em que se destaque a doçaria local: queijadas de amêndoa e de chila e as tradicionais Fatias de Tomar. Hoje, o turismo constitui uma atividade de primeira importância, já que o Convento de Cristo, principal Monumento da cidade foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983.


SOLIDARIEDADE, COMPETITIVIDADE E SUSTENTABILIDADE Em entrevista à Portugal em Destaque, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, fala das principais apostas e conquistas e, ao mesmo tempo, deixa um convite para uma visita a Abrantes entre os dias 27 e 29 de outubro, para mais uma edição da Feira Nacional de Doçaria Tradicional. MUNICÍPIO DE ABRANTES

MARIA DO CÉU ALBUQUERQUE Quais as principais potencialidades turísticas do concelho e quais as razões para conhecer e visitar Abrantes? Abrantes está no centro do país, tem excelentes acessibilidades rodoviárias e ferroviárias, tem a simpatia das pessoas que gostam e sabem receber, um património que importa conhecer e valorizar e uma gastronomia rica e diversificada. Temos recursos naturais de excelência. O rio Tejo, a sul, onde está implantado o Parque Tejo ou a Estação de Canoagem de Alvega e, a norte, o rio Zêzere, com a Praia Fluvial de Aldeia do Mato, junto à albufeira de Castelo de Bode e a Praia Fluvial de Fontes. Aqui, o visitante fica conhecer o património, desfruta da natureza, pode pernoitar e consumir os produtos locais. Na cidade de Abrantes, cidade centenária, o nosso ex-libris é o Castelo. Gostaria ainda de destacar a Galeria Quartel da Arte Contemporânea Figueiredo Ribeiro, mas também o património religioso, o Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, na Vila do Tramagal e o Museu Municipal D. Lopo de Almeida. Estamos a criar uma rede de equipamentos culturais que tragam pessoas à nossa cidade, com o Museu Ibérico de Arqueologia e Arte e o Museu de Arte Contemporânea “Charters de Almeida”. Ao nível do turismo ativo e de lazer são 22 | PORTUGAL EM DESTAQUE

fundamentais a Grande Rota do Caminho do Tejo e a Grande Rota do Zêzere, que passam no nosso território e podem ser percorridas a pé, de carro, de bicicleta e até a cavalo. A gastronomia acaba por coser esta teia. Aproveito a ocasião para convidar os leitores a CASTELO DE ABRANTES virem a Abrantes entre os dias 27 e 29 de outubro, altura em da Câmara Municipal de Abrantes? que realizaremos mais uma edição da Fei- Encontrar respostas para problemas sociais decorrentes do período de intervenra Nacional de Doçaria Tradicional. ção internacional no país. Minimizar o Quando se candidatou pela primeira problema da falta de médicos de família, vez a Abrantes assumiu o compromisso através da construção da Unidade de Saúde desenvolver um projeto a 12 anos ca- de Familiar (USF) de Abrantes e do Rospaz de motivar a comunidade abrantina. sio; reinstalamos uma extensão de saúde Qual foi a sua principal motivação para numa freguesia rural, no norte do concelho, no Carvalhal; criámos um incentiabraçar este desafio? Entendo este desafio enquanto serviço vo financeiro para a fixação de médicos; público e desempenho estas funções com negociámos com as instâncias nacionais grande satisfação, motivação e determina- soluções de compromisso para assegurar ção. É uma honra servir a minha comu- a presença de médicos em algumas extensões; assegurámos alojamento a profissionidade. nais de saúde. Vamos ceder à USF da cidaFoi a primeira mulher presidente de câ- de uma viatura de passageiros para apoio mara no concelho de Abrantes, afirman- às visitas domiciliárias. do-se pelas suas ideias e pelo objetivo de contribuir para a construção de um futuro coletivo. Acredita que o seu papel assume especial preponderância, tendo em conta que abriu caminho a outras mulheres para assumirem os seus ideais e lutarem pelas suas terras? Com certeza que sim. Ainda assim, apenas 32 dos 308 presidentes de câmara eleitos nas autárquicas de 01 de outubro são mulheres. A sociedade portuguesa ainda não está suficientemente preparada para acolher as mulheres neste cargo. Há um longo caminho a percorrer. Assumiu a liderança do Município de Abrantes em 2009. Qual foi a primeira medida que tomou enquanto presidente

ESTAÇÃO DE CANOAGEM DE ALVEGA


Como se define enquanto presidente da Câmara Municipal? Considera-se uma autarca próxima da sua população? Com certeza. Na procura constante de soluções que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos. Seja nas mais pequenas obras ou no desenvolvimento de projetos imateriais nas mais variadas áreas – cultura, património, desporto, educação, saúde – que promovam o desenvolvimento sustentável da nossa comunidade. Quais as conquistas que se tornaram mais gratificantes nos últimos oito anos? Uma aposta clara na vertente da edução, formação e qualificação. Refizemos todo o nosso parque escolar. Somos parceiros incondicionais dos agentes do ensino superior presentes no nosso território, quer a Escola Superior de Tecnologia, quer o Centro Local da Universidade Aberta mas também da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural. Desenvolvemos o Projeto Edu-

AQUAPOLIS cativo Municipal no âmbito do qual estamos a trabalhar com a comunidade educativa para implementar o Projeto Concelhio de Educação Parental. Estamos ao lado das empresas e dos empresários, fazendo parte das sinergias para criarmos valor para a nossa economia, através da campanha “Abrantes Invest”, abrangendo as três Zonas Industriais (Abrantes, Pego e Tramagal); o Centro Histórico e o Parque Tecnológico do Vale do Tejo, materializado em benefícios fiscais como isenções fiscais e tributárias para investimentos que garantam a criação líquida de emprego no concelho. O pacote inclui também incentivos à reabilitação urbana no centro histórico. Temos em marcha um conjunto de intervenções de regeneração urbana. Estamos a abastecer o sul do concelho com a água da Albufeira de Castelo do Bode. Em parceria com a COMPTA, IBM, e a Softinsa, estamos a desenvolver um ambicioso projeto de construção da “Cidade Inteligente, Cidade Feliz”, em que a tecnologia é usada para aplicar soluções inovadoras que visam a criação de uma economia de partilha e de escala, políticas de gestão sustentadas e a criação de uma relação mais próxima e participada com os munícipes. Apostamos na estratégia e no planeamento através da execução no terreno dos planos estratégicos - Novo PUA, PDM (em revisão) Plano Estratégico Abrantes @2020, Projeto Educativo Municipal e Plano Municipal para a Cidadania, Igualdade de Género e Não Discriminação. Mas também as intervenções em todo o território concelhio para contribuir para a coesão territorial visando o bem-estar dos cidadãos. Desenvolvemos um conjunto de instrumentos de participação pública como o Orçamento Participativo que já vai na 2ª edição com excelentes índices de participação cívica.

MUSEU METALÚRGICA DUARTE FERREIRA Que trabalho foi desenvolvido para construir um concelho mais atrativo e com melhores oportunidades para residir, trabalhar e investir? Quando há oito anos chegámos à Câmara transportávamos uma agenda política, sufragada pelo voto popular, assente na solidariedade, na competitividade e na sustentabilidade. Comprometemo-nos a prestar contas aos cidadãos e atualizar essa agenda sempre que as condições o exigissem. Amortizámos dívida de médio-longo prazo. Não temos dívidas a fornecedores e somos uma câmara com boas contas e com uma gestão rigorosa. Construímos um plano de ação podermos maximizar o aproveitamento dos recursos financeiros que estão a ser disponibilizados para o ciclo de investimento 2014-2020. Temos contratualizados cerca de 10 milhões de euros (candidaturas submetidas ou aprovadas) para financiamento de vários projetos, no âmbito do Programa Operacional da Região Centro - Portugal 2020, no âmbito da Regeneração Urbana, Mobilidade e Comunidades Desfavorecidas. E, trabalhamos em rede aprofundando as bases de cooperação e compromisso com os nossos parceiros públicos e privados. Com as empresas, o movimento associativo e com as Juntas de freguesia, parceiras inexcedíveis para desenvolver investimentos de maior proximidade aos nossos cidadãos. Na sua opinião, qual a principal diferença em Abrantes desde 2009 até agora? A clara aposta na oferta de polos culturais atrativos e diferenciadores capazes de trazer ao concelho novos visitantes, de os incluir em novos roteiros turísticos. Estamos a dar cartas no emergente mercado do turismo de Natureza em que Abrantes se está claramente a posicionar, como o demonstra aliás o estudo recentemente divulgado pela Trivago, em que ocupamos o 2º lugar na lista de Destinos de Natureza e Cultura Emergentes em Portugal. Nas últimas eleições, os abrantinos reforçaram o voto de confiança na sua candidatura. O que simboliza para si esta vitória? Sinto-me muito honrada com a confiança que o eleitorado do concelho de Abrantes me conferiu através do voto popular e com um imenso sentido de responsabilidade pelo desafio de representar a comunidade de Abrantes. Quais os principais desígnios para o próximo ciclo autárquico? Gerir os dinheiros públicos de forma a encontrar resposta para as necessidades dos cidadãos. Valorizar as pessoas e consequentemente melhorar a sua qualidade de vida; incluir todos no reforço da coesão social; defender o território utilizando os recursos de forma sustentável e aperfeiçoar a governação envolvendo a comunidade. PORTUGAL EM DESTAQUE | 23


“A NOSSA GÉNESE FOI A SOLIDARIEDADE E ASSIM SERÁ NO FUTURO” Com mais de 500 anos de história, a Santa Casa da Misericórdia de Abrantes não é apenas uma instituição prestigiada, de créditos firmados, com uma tradição de intervenção social como poucos se podem orgulhar de ter, é também uma grande protagonista do presente. A comprovar isso mesmo está o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por esta instituição em todas as suas valências, como nos conta em entrevista o Provedor António Alberto Margarido. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ABRANTES

ANTÓNIO ALBERTO MARGARIDO A Santa Casa da Misericórdia de Abrantes tem como missão contribuir para a promoção e dignificação da pessoa humana, promovendo o desenvolvimento pessoal, a inclusão, a coesão social e a qualidade de vida, sobretudo dos grupos sociais mais vulneráveis, adequando respostas e iniciativas às necessidades da comunidade. António Alberto Margarido esteve desde sempre muito ligado a associações, mais tarde à vida política do concelho, pugnando pelas causas sociais e pelo bem-estar comum. Foi então com alguma naturalidade que foi convidado a integrar a Misericórdia de Abrantes, onde exerceu funções como Vice-Provedor durante dois mandatos, tornando-se mais tarde Provedor, mantendo a sua intervenção e liderança da instituição desde 2012 até aos dias de hoje. Em entrevista à Portugal em Destaque, o Provedor falou da história, valências e projetos 24 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que estão a ser desenhados para o futuro da instituição, mostrando o seu empenhamento nesta missão social que abraçou com dedicação e sentido de disponibilidade. O crescimento e desenvolvimento da instituição é para si um grande motivo de satisfação como homem e cidadão, uma vez que se entregou de alma e coração a esta causa e “um dia que não venha à instituição, sinto que falta qualquer coisa”, sublinha. Fundada em 1504, a Santa Casa da Misericórdia de Abrantes apoia atualmente cerca de 200 idosos. São 105 em estrutura residencial, 20 em centro de dia e 43 em serviço de apoio domiciliário. Na área da infância, tem 35 crianças em creche e 30 em pré-escolar. Por outro lado, instituição assegura a alimentação a pessoas mais desfavorecidas com as cantinas sociais, com mais de quarenta refeições e apoio alimentar. A Misericórdia de Abrantes tem ainda um lar de infância e juventude com capacidade para 26 utentes, para além da intervenção que desenvolve junto da comunidade, em situações de violência doméstica, famílias desestruturadas, mas também em situações excecionais como aconteceu este ano aquando dos incêndios que assolaram o


Alberto Margarido fez questão de dar a conhecer as diferentes respostas sociais, os espaços de atividades, o património, os investimentos efetuados em matéria de equipamentos e viaturas, bem como a localização do grande sonho que está prestes a ser edificado – as residências assistidas. O futuro da Santa Casa da Misericórdia Com os olhos postos no futuro, António Alberto Margarido revelou que a instituição está a trabalhar “na construção das futuras residências assistidas que se apresentarão na forma de apartamentos T1, com capacidade para 32 camas”. Esta obra será constituída por três pisos. No primeiro piso encontraremos uma zona administrativa, com consultório e atendimento; a cozinha e sala de jantar; uma sala de estar e de atividades; uma garagem/armazém e, ainda, um cuidado jardim. O segundo e terceiro piso serão constituídos, cada um, por oito apartamentos com 16 camas. Por fim, este edifício terá uma lavandaria anexa aos apartamentos.

CENTRO DE DIA E ESTÚDIOS

Um pouco de história e património Na tese efetuada pelo escritor Fernando da Silva Correia, que se baseou na análise a uma das obras do polígrafo Costa Goodolfim, a Misericórdia de Abrantes faz parte das 61 que a Rainha D. Leonor fundou, considerando-se, deste modo, como data da fundação, o ano de 1504. Num outro documento que, faz parte do historial da Santa Casa da Misericórdia de Abrantes, conforme alvará de 21 de março de 1532, do Infante D. Fernando, por ele assinado, é ordenada a anexação do Hospital de Abrantes, à Santa Casa da Misericórdia. A Igreja desta Santa Casa é da primeira metade do século XVI e tem uma interessante porta lateral, no estilo de Renascença de Coimbra, com o Grupo da Senhora da Misericórdia, medalhões, golfinhos, e ao alto o pelicano, estando datada e assinada por Gaspar Dinis, no ano de 1548. Outro dos motivos de interesse e parte importante do património da instituição é a Sala do Definitório, com mobiliário setecentista, local onde se realizavam as sessões da Irmandade. Neste espaço, encontramos azulejos do século XVIII, que representam as sete obras da misericórdia, corporais. De destacar ainda nesta Sala a Bandeira da Misericórdia, sendo que o presente conjunto constitui o único no género existente no país. Destaque ainda para um grupo de tábuas quinhentistas, pintura a óleo sobre madeira, devidas ao pintor de nome Diogo de Contreiras, datando de cerca de 1550. É um conjunto de pinturas que revela a superação das fórmulas renascentistas e que se aproxima do novo estilo maneirista, dominante na segunda metade do século XVI. Pinturas também atribuídas ao Mestre de Abrantes.

CRECHE E JARDIM DE INFÂNCIA concelho. Assim, enalteceu o espírito de solidariedade, generosidade e boa vontade dos cerca de 150 colaboradores da Misericórdia de Abrantes. A instituição assume assim um papel de intervenção social muito forte, não só pelas respostas sociais que disponibiliza, mas também no que se refere à empregabilidade que promove no seio da comunidade em que se insere. Para além disso, António Alberto Margarido evidencia a aposta contínua na qualificação dos recursos humanos. “Neste momento, temos mais de uma dúzia de técnicos superiores a trabalhar na instituição, sem contar com enfermeiros e médicos”, avança, acrescentando que uma das valências da instituição é uma unidade de fisioterapia que conta com um ginásio e dois técnicos, que fica junto à área de animação e atividades, cujo objetivo passa essencialmente pela promoção do envelhecimento ativo. Num périplo pela instituição, António

SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE ABRANTES RUA DR. JOSÉ JOAQUIM DE OLIVEIRA 2200-416 ABRANTES TELEFONES: 241 360 020 / 241 360 027 E-MAIL: SCMABRANTES@SAPO.PT

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UMA SEMENTE DE CARINHO E DE BEM-FAZER Sem olhar a trabalhos, sacrifícios, contrariedades e renúncias, eis que o Pego mostra com justificado orgulho a existência de uma instituição que veio dar satisfação à filantrópica intenção com que sonharam os seus fundadores. O Centro Social do Pego distingue-se por difundir o bem que se espelha num dos mais puros sentimentos do homem – o amor ao próximo. CENTRO SOCIAL PEGO

ANTÓNIO MOR (PRESIDENTE) E JOAQUIM OLIVEIRA (SECRETÁRIO)

O Centro Social do Pego é uma instituição de créditos firmados com uma forte tradição de intervenção social, que assume uma face muito dinâmica e pujante nos dias de hoje. A confirmar isso mesmo está o trabalho que tem vindo a ser levado a cabo por esta instituição em todas as suas valências, quer dedicadas à infância, quer dedicadas à terceira idade, como nos conta, em entrevista, António Mor, presidente da direção há 19 anos, revisitando aquela que tem sido a história desta instituição de referência do concelho de Abrantes. No dia 1 de Março de 2000, o Centro Social do Pego iniciou o seu trabalho com o Centro de Dia e com o serviço de Apoio Domiciliário com doze funcionários. Em 2004, arrancou o projeto da Creche e do ATL que depois foi convertido em Jardim de Infância. Com capacidade para 68 residentes, o Lar de Idosos (Estrutura Residencial para Pessoas Idosas) é constituído por 30 quartos duplos e 8 individuais, quatro salas de estar, sala de leitura e sala 26 | PORTUGAL EM DESTAQUE

de convívio, gabinete médico, sala de enfermagem e medicação, salas de banho assistido, cabeleireiro, receção, gabinetes técnicos e sala de reuniões, cozinha, copa, refeitório, balneários e sala de colaboradores, bem como espaços funcionais e de armazenamento de materiais. “O Lar de Idosos do Centro Social do Pego foi um projeto financiado no âmbito do Programa Comunitário POPH – Programa Operacional Potencial Humano. A obra teve início em 2012 e entrou em funcionamento, com a admissão dos primeiros residentes, no dia 22 de Setembro de 2014”, refere António Mor, realçando que este equipamento resulta da reconhecida necessidade de respostas para os idosos no concelho de Abrantes e da vontade da instituição de dar continuidade ao trabalho que desenvolve há quase duas décadas. Hoje, “o Centro Social emprega cerca de 100 pessoas, tem 26 utentes que usufruem do centro de dia e 30 do apoio domiciliário, na creche temos acordo com a Segurança Social para 35 crianças e no jardim de infância para 20”, salienta. Para além das respostas sociais que o Centro Social do Pego disponibiliza, também tem sido “uma arma contra o flagelo do desemprego”, isto porque foi acolhendo vários colaboradores que estavam em situação de desemprego prolongado, promovendo assim o seu regresso/integração no mercado de trabalho, bem como a inserção social de pessoas com dificuldades ao nível da aprendizagem cognitiva. “Como a maior parte das pessoas chegaram à instituição através de um programa de inserção passaram de desempregadas de longa duração a ter um emprego para a vida, assim elas queiram”, defende António Mor, reiterando a importância do Centro Social do Pego, quer atra-


vés das suas respostas sociais, quer pela criação de postos de trabalho. António Mor assumiu a liderança da instituição com verdadeiro espírito de missão e, admite, que todos os dias são uma aprendizagem constante. Há 19 anos à frente da direção da instituição, traça um balanço positivo. Responder às necessidades da população, seja ao nível dos idosos ou das crianças, tem sido o grande mote de trabalho do Centro Social do Pego que aposta muito no trabalho de cruzamento de gerações, promovendo encontros frequentes entre os alunos da creche e do jardim de infância com os idosos. António Mor defende que para se estar num projeto destes e conseguir um bom desempenho é preciso ter “formação, vocação e coração”. Orgulha-se de ter equipas de trabalho que respondem com eficácia às necessidades da população e que têm em conta todos os pormenores das relações humanas. Reconhece e enaltece igualmente o empenho e disponibilidade dos elementos que integram os corpos sociais desta instituição e que consigo têm percorrido este caminho

RUA DO CASAL 2205-351 PEGO-ABRANTES TELEFONE: 241 833 904 FAX: 241 833 243 E-MAIL: SECRETARIA@CENTROSOCIALPEGO.PT WWW.CENTROSOCIALPEGO.PT

na construção de respostas aos problemas e necessidades da sociedade dos nossos dias. Com os olhos postos no futuro, a direção do Centro Social do Pego já tem em vista outros “sonhos”, como lhe chama António Mor, que a longo prazo gostaria de ver concretizado um projeto de construção de residências assistidas para idosos.

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“DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE…” O Centro Social Interparoquial de Abrantes começou a germinar a 13 de dezembro de 1947, quando o Reverendo Padre Albano Vaz Pinto, Pároco da Freguesia de S. João, constatou haver necessidade de prestar apoio alimentar às crianças mais pobres e desfavorecidas.

CENTRO SOCIAL INTERPAROQUIAL DE ABRANTES

CENTRO SOCIAL INTERPAROQUIAL DE ABRANTES

CÓNEGO JOSÉ DA GRAÇA A 17 de maio de 1948 foi inaugurado oficialmente o Centro Social e Interparoquial de Abrantes, que nasceu na sacristia da Igreja de S. João Baptista, tendo posteriormente passado por diferentes localizações até se fixar, em setembro de 1998, em sede própria, na Rua Cidade de Parthenay, junto ao Bairro da Encosta da Barata. E assim foi sendo construída uma obra social com grande impacto e relevância, ao lado de outras, no concelho de Abrantes. As atuais instalações foram inauguradas oficialmente a 15 de setembro de 1999, tendo o Cónego José da Graça como coordenador da instituição. Hoje em dia, o Centro Social e Interparoquial de Abrantes enquadra diversas valências: creche (35 crianças), ensino pré-escolar (50 crianças), Projeto Homem com uma comunidade terapêutica para tratamento de toxicodependentes e alcoólicos com 52 camas, apartamentos de reinserção social, inclusive em Ponte de Sôr e Castelo Branco para dar resposta às pessoas desta região. A instituição tem ainda um centro de acolhimento temporário de crianças em risco. No entanto, o Cónego José da Graça gostaria que o acordo com a Segurança Social fosse revisto, para que a instituição pudesse receber jovens dos 12 aos 18 anos. No âmbito da terceira idade, o Centro Interparoquial presta apoio domiciliário a cerca de 90 utentes, tem um lar com 72 camas, bem como o centro de convívio para idosos ‘Recordar é Viver’, que conta com 35 utentes e, um conjunto de nove apartamentos T1, numa dinâmica de residências assistidas. Em perspetiva está “a construção de uma Unidade de Cuidados Continuados (UCC) e salas de catequese na Chainça. Num investimento a rondar 1,5 milhões de euros, a nova UCC vai dar resposta a 30 utentes” revela o Cónego José da Graça. Para o pároco faz muito sentido a construção desta valência, “porque vivemos num concelho envelhecido e estamos rodeados de outros concelhos nas mesmas condições e sem res28 | PORTUGAL EM DESTAQUE

postas suficientes a este nível”. Para além dos serviços de assistência médica e de enfermagem regulares, a nova unidade vai dar resposta às doenças de Parkinson e Alzheimer. José da Graça avançou que a obra irá iniciar “logo que possível” e que espera apoio, uma vez que se trata de um projeto inovador, no campo da saúde. Há 32 anos à frente dos destinos do Centro Social e Interparoquial de Abrantes, o Cónego José da Graça sente gosto no trabalho desenvolvido e no percurso efetuado. Por isso aproveita para enaltecer a equipa que o tem acompanhado. Em entrevista, mostrou-se satisfeito com o crescimento da instituição, até porque todas as respostas sociais foram construídas no âmbito da sua gestão e liderança. “Quando inicio um projeto, considero-o como se fosse um filho. Entrego-me de alma e coração. Olho

Pessoa Colectiva de Utilidade Pública Registo D Lar de Idosos “Domus Pacis” Telef. 2413304 Pré escolar * Creche * Serviço de Apoio Domiciliário To

para ele como se fosse estritamente necessário e a partir daí não há reticências e dificuldades. Há o gosto e a humildade da concretização”, sublinha o coordenador do Centro Interparoquial. Os quase 75 anos de idade e os 50 de padre não assustam José da Graça, garantiu-nos, porque os projetos são para o bem-estar da sua comunidade. Quando deixam de se justificar cessam, como por exemplo o pequeno Centro de Enfermagem e a recolha e entrega de medicamentos.

R. CIDADE DE PARTHENAY 414, 2200-187 ABRANTES TELEFONE: 241 331 650


UMA CULTURA DE PROXIMIDADE E CONFIANÇA Aberto ao público há cerca de 20 anos, o Intermarché Abrantes é um verdadeiro exemplo de sucesso, que tem vindo a granjear a preferência dos clientes pela sua qualidade e oferta diversificada e diferenciadora. Assumindo-se como um verdadeiro polo dinamizador, o Intermaché Abrantes tem uma panóplia de novidades e um conjunto de projetos a acontecer, com o intuito de ir, cada vez mais, ao encontro das expectativas dos consumidores. INTERMARCHÉ ABRANTES

MIGUEL ALVES E ALDINA HENRIQUES

Miguel Alves e Aldina Henriques são o rosto do Intermarché Abrantes, um casal dinâmico e carismático que tem mostrado desde a primeira hora grande empreendedorismo e ousadia, o que lhes permitiu fazer crescer o negócio e criar uma ligação forte com os abrantinos. Abrir uma loja em Abrantes foi o desafio que este casal decidiu abraçar há 20 anos, com base no know-how e experiência de Miguel Alves numa grande cadeia de distribuição e, mais tarde, nos serviços centrais do grupo, como conta o empresário em entrevista à Portugal em Destaque. Volvidas duas décadas, este casal continua a acreditar em Abrantes e no seu potencial, por isso decidiu investir uma vez mais neste espaço no Parque dos Mosqueteiros. Este investimento que ronda os dois milhões de euros contempla a deslocalização do posto de combustível para junto da estrada nacional, o que representa uma mais-valia, nomeadamente porque permite uma maior e mais fácil acessibilidade à loja por parte do consumidor. Por outro lado, este projeto inclui também o sombreamento do parque de estacionamento e uma alteração do sistema de lavagens com equipamentos novos. “Como responsável por esta área de negócio e, sendo esta a loja âncora e locomotiva do Parque dos Mosqueteiros, assumi a incumbência de trazer mais uma ou duas cadeias/marcas para este espaço, nomeadamente uma cadeia de fast food, uma vez que em Abrantes 30 | PORTUGAL EM DESTAQUE

não existe nada do género”, revela Miguel Alves, sublinhando que este processo está bem encaminhado e que esta seria uma forma de potenciar sinergias e criar mais um polo de atração. E acrescenta que “tudo o que possamos fazer no Parque dos Mosqueteiros é sempre uma mais-valia, não só para todos nós, como para o consumidor de Abrantes”. Miguel Alves dá nota ainda da expansão do próprio Intermarché Abrantes, com o alargamento da loja na ordem dos mil metros quadrados, passando assim para o conceito de hipermercado, com o intuito de ter uma oferta mais diversificada, de forma a garantir a satisfação dos clientes.


fundamental em todo este projeto e desenvolvimento. Por outro lado, salientou a criação de postos de trabalho, isto porque a estrutura conta já com 70 colaboradores. Quanto aos investimentos em curso, Miguel Alves realça que o consumidor de Abrantes merece e “são eles a razão da nossa existência”. Destaque ainda para o papel social que o Intermarché Abrantes se orgulha de assumir, nomeadamente no apoio durante os incêndios que assolaram o concelho, bem como a instituições sociais e associações abrantinas. “Gostamos sempre de ajudar dentro das nossas possibilidades, até porque os valores da proximidade estão no nosso ADN”, adianta. Para o futuro, o empresário espera crescer de mãos dadas com a cidade de Abrantes, por forma a fazer crescer cada vez mais este projeto. “Espero que a cidade se desenvolva cada vez mais, que cative mais pessoas para se fixarem, para que juntos possamos crescer, assumindo sempre o compromisso de oferecer o melhor aos nossos clientes”, conclui Miguel Alves.

A qualidade ao melhor preço O compromisso assumido no Intermarché Abrantes é o de oferecer uma grande seleção de produtos para todas as ocasiões e a mais elevada qualidade e a frescura aos melhores preços. Para atingir este objetivo, os empresários estão diariamente na loja, percebendo assim o que os clientes querem e desenvolvendo as estratégias de negócio que lhes permite ir ao encontro das necessidades e exigências de quem procura esta superfície comercial. Quem visitar o Intermarché Abrantes, certamente encontrará todos os motivos para voltar uma e outra vez, porque num só espaço pode encontrar um conjunto de valências que se distinguem pela qualidade, diversidade, compromisso, confiança, e tudo isto com preços bastante competitivos. Desde logo, a própria loja cativa não só pelo serviço personalizado, próximo e atento, mas também pela própria harmonia e coesão na disposição dos produtos e, é por isso que a insígnia se define como o ‘tradicional da distribuição moderna’. “O nosso foco é levar ao cliente os melhores produtos ao melhor preço. O modelo de negócio baseia-se no facto de os pontos de venda serem geridos por empresários independentes, com autonomia para criarem sinergias com os produtores locais. Este modelo é o segredo para conseguirmos uma grande variedade de produtos de elevada qualidade e aos melhores preços”, realça Miguel Alves, sublinhando as diversas parcerias que estabelece com produtores locais e a importância que os produtores regionais têm nestas cidades do interior. Intermarché e a cidade cresceram juntos Miguel Alves mostrou-se satisfeito por ter abraçado este desafio em Abrantes, salientando que a sua esposa tem sido um pilar PORTUGAL EM DESTAQUE | 31


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O ENCONTRO PERFEITO ENTRE A MODERNIDADE E TRADIÇÃO A zona de Alferrarede Velha, em Abrantes, foi o local escolhido para acolher, em 2014, um espaço que prima pela qualidade e pelo requinte. A Taberna nasce da vontade de marcar a diferença, conferindo um toque inovador e sofisticado à tradicional confeção dos pratos. A TABERNA

CRISTINA SILVA E SANDRO POMBO Numa visita à Taberna tenha a certeza da simpatia e de um olhar atento por quem nos recebe. Cristina Silva e Sandro Pombo são os anfitriões deste espaço há cerca de três anos, revolucionando a cidade de Abrantes com um novo conceito de espaço, que promete fazer as delícias dos visitantes mais incautos, bem como dos clientes que veem uma visita à Taberna como um ritual. Aqui a decoração pensada ao pormenor cria a ambiência perfeita para passar momentos inesquecíveis à volta da mesa com a família ou com um grupo de amigos. Esta é uma taberna moderna inspirada nas antigas, fiel ao espírito e à tradição de bem petiscar à portuguesa, como nos conta Cristina Silva, sublinhando que foram construindo a sua própria identidade assente nas suas raízes e na vontade de criar um espaço diferente. Palavras como glamour, ambiente, emoção, bom gosto, envolvência e descontração bem podem ser utilizados para definir esta casa de petiscos que tem despertado a curiosidade dos abrantinos. Volvidos três anos, o jovem casal mostra-se satisfeito por ter abraçado este desafio, até porque o sonho tornou-se realidade e o sucesso tem sido verdadeiramente arrebatador.

Os motivos de visita são mais que muitos, até porque a Taberna oferece uma panóplia de petiscos, que vai sendo alterada consoante as estações do ano. O petisco preferido dos clientes e o ex-libris da casa é o choco frito, embora os cogumelos salteados com coentros, o frango frito, os moules, o picadinho e a tábua de queijos e enchidos satisfaçam também as delícias de quem por lá passa. Mas se falarmos em sobremesas, a baba de camelo é a mais apetecida, no entanto a serradura, a mousse de chocolate, o pudim de ovos ou o afamado bolo da sogra (o bolo de chocolate com recheio de frutos silvestres) não deixam ninguém indiferente, não fossem estes mimos açucarados fruto da criatividade de Cristina Silva. Quem visita a Taberna não pode deixar de experimentar a famosa sangria de frutos vermelhos, bem como a de maracujá, morango ou abacaxi, mas se a sua preferência vai para os vinhos, tem ao seu dispor os bons vinhos da região e uma carta com várias marcas conceituadas a nível nacional. Esta maravilha da excelência gastronómica disponibiliza ainda aos seus clientes um menu executivo diário, apostando essencialmente em pratos mais tradicionais, nomeadamente pataniscas com arroz de feijão, assalhão de porco ibérico, chanfana à Taberna, arroz de cabidela, petinga com arroz de tomate, ou lombo assado com laranja. Consoante a estação, poderá igualmente deliciar-se com os peixes fritos do rio com açorda de ovas e coentros ou com as muito apreciadas favas à Taberna. Quem prova não consegue esquecer estes bons sabores, nem este ambiente, que uma noite por mês é serpenteado com os sons do fado. Em três anos de vida, a Taberna provou ser uma ideia maior do que os seus trinta lugares. Está em vias de crescer, porque começa a ser pequena para a procura, mas sem nunca perder de vista o espírito e a identidade que Cristina Silva e Sandro Pombo conseguiram construir. Visite a Taberna e deixe-se encantar!

AVENIDA CONDE DE ALFERRAREDE, LOTE 63 R/C DTO 2200-456 ALFERRAREDE - ABRANTES TELEFONE: 241 405 077 E-MAIL: TABERNA.POMBO@GMAIL.COM


SABORES FEITOS COM PAIXÃO Criada em 2012, a Queijaria Artesanal Brejo da Gaia nasceu no seio de uma exploração de caprinos de leite, na qual dois jovens irmãos engenheiros zootécnicos decidiram apostar os seus conhecimentos, dedicando-se de corpo e alma. Este projeto na Quinta da Beata começou há 15 anos, com um efetivo de 120 cabras produtoras da raça murciana-granadina, que todos os dias eram ordenhadas manualmente pelos dois irmãos. QUEIJARIA ARTESANAL BREJO DA GAIA

SUSANA CARROLO Durante estes anos, Susana e Pedro Carrolo criaram, selecionaram e construíram, o que hoje é uma exploração com 600 produtoras, 200 pré-produtoras e uma ordenha automática de 36 pontos, produzindo assim um leite de excelente qualidade. Em entrevista à Portugal em Destaque, Susana Carrolo lembrou que ninguém acreditava que este projeto fosse bem-sucedido, mas apesar de todas as contrariedades “conseguimos crescer”, sublinhando que esta é a prova de que “o amor vence tudo”. Engenheira de profissão mas cabreira de coração, Susana Carrolo trata as cabras, “as minhas companheiras e amigas” com muito amor e dedicação, aliás muitas delas têm nome próprio e respondem quando chamadas. A ligação emocional é mais que visível, até porque as cabras são criadas por Susana desde que nascem e que são retiradas à mãe, porque aqui o objetivo da exploração é a produção de leite de gran-

de qualidade. Para que a indústria de leite tenha uma produção contínua, na Quinta da Beata, os dois irmãos criaram nove lotes distintos de cabras, para umas tenham as crias no natal, outras na páscoa e outras no verão, garantindo a mesma quantidade de leite ao longo de todo o ano. O sonho da valorização desta matéria prima conduziu à Brejo da Gaia – Queijaria Artesanal Gourmet, garantindo produtos de qualidade e confiança. “Sempre tive o sonho de criar uma queijaria diferente com produtos diferentes direcionada aos verdadeiros conhecedores e apreciadores de queijo”. Por agora a queijaria ainda é um espaço pequeno, mas já foi aprovado um projeto para uma queijaria maior com mais e melhores condições de trabalho, por isso a engenheira vai tentar enquadrar novo espaço no âmbito de apoio comunitário para edificar este sonho, até porque estamos a falar de uma produção mensal de 15 mil li-

tros de leite que se podem transformar em 14 mil queijos. Num périplo pela queijaria, Susana Carrolo explica ainda que toda a produção de queijos é personalizada e individual, com intuito de manter o prazer natural e artesanal, tanto nos queijos frescos como nos curados. Fazer queijos de modo artesanal é uma arte, assim Susana Carrolo aliou o saber ao mercado gourmet, dando novos sabores a um comércio habituado à tradição. Dedicou a sua vida a este sonho e atualmente produz queijos para o mercado nacional e internacional, tudo a partir do Tramagal. Aqui pode encontrar queijo curado simples, queijo curado com orégãos, queijo curado com pimentão e malagueta, queijo curado em vinho tinto, queijo curado em azeite e ervas aromáticas, entre outros, mas o mais recente sucesso é o queijo atabafado trufado com doce de figo, que se traduz numa excelente combinação e sabores. O que difere nos seus queijos dos restantes produtores é que os mesmos são “produzidos a 100 por cento com leite de cabra puro, em que não há qualquer adição de leite em pó, e onde o fabrico é totalmente artesanal, com cada queijo a ser produzido de forma manual e individual”, frisou. Quem prova gosta e recomenda e, em breve, poderemos encontrar os queijos da Brejo da Gaia no El Corte Inglès, “uma excelente montra”. Susana Carrolo mostra-se orgulhosa pelas medalhas que os seus queijos, não raras vezes, têm recebido, acreditando que este sucesso deve-se ao leite de “excelente qualidade”. A empresária deu nota de mais uma medalha ganha recentemente, no concurso Great Taste 2017 e uma estrela nas latas de queijo no azeite, “um produto inovador no mercado”. O futuro ninguém conhece, mas o grande sonho de Susana Carrolo passa pela construção de uma nova queijaria.

CASAL DO BREJO DA GAIA, RUA DR. EDUARDO Nº 193 TRAMAGAL-ABRANTES TELEFONE: 934 344 796

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PALMELA Palmela é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal. Habitada desde tempos pré-históricos, pela sua localização privilegiada e estratégica, Palmela apresenta vestígios das várias culturas que por aqui passaram. Palco das lutas da conquista cristã aos Mouros, é D. Afonso Henriques que lhe atribui o primeiro foral, em 1185. Hoje, o Centro Histórico da vila de Palmela é um local sereno que demonstra a riqueza histórica desta vila, caracterizada pelo seu imponente castelo. Para além de um castelo incrível, Palmela tem também ótimos restaurantes, casas de petiscos e vistas maravilhosas para a Arrábida ou o rio Sado. No que à gastronomia diz respeito, de salientar o queijo de azeitão, a sopa de favas, o coelho à moda de Palmela, o cabrito assado no forno, os santiagos, as pêras bêbedas em vinho moscatel, o pudim de abóbora, as fogaças e os suspiros de Palmela, bem como os vinhos de excelência que lá se produzem, como o Vinho Palmela DOC, o Vinho Regional Península de Setúbal, Vinho licoroso Moscatel de Setúbal DOC ou o Licor “Riscadinha” (produzido com Maçã Riscadinha de Palmela (DOP)). Mas, Palmela é muito mais que história, é também sinónimo de modernidade e inovação. Assim e sendo o tecido empresarial o nosso principal foco, depois de uma breve apresentação desta terra cheia de encantos e potencialidades, demonstramos alguns exemplos de sucesso em setores de atividade distintos, na região. Exemplos fortes de empreendedorismo, com um longo caminho já traçado e que demonstram a realidade empresarial que se vive em Palmela.

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PRÓXIMOS E ATUAIS A viragem do século abriu novas possibilidades e perante elas a sociedade passou a sentir diferentes necessidades. Uma delas, e da qual a Crash Peças nos poderá falar melhor, é precisamente o aumento do número de automóveis em circulação. Miguel Fonseca, com um extenso know how sobre o setor, compreende que a empresa que começara a dar os primeiros passos em 1998, prepara-se agora para desafios maiores. CRASH PEÇAS

Focado na importação e exportação de peças de automóvel, o atual gestor dividira em tempos a responsabilidade com outros dois sócios. Hoje o balanço revela-se positivo e os 19 anos de crescimento permitiram não só criar parceiros de negócio por todo o país na importação e consequente comercialização das peças usadas, mas também implementar estratégias que visam o desmantelamento e descontaminação de viaturas. Esta última implica um processo bastante complexo, onde várias etapas têm de ser tidas em conta. Constata-se que quando o automóvel não apresenta as condições necessárias para uma circulação segura passa a designar-se VFV - Veículo em Fim de Vida. Este acaba por ter de sofrer a própria descontaminação e desmantelamento, e aí todos os resíduos têm de ser tratados e geridos em equilíbrio com o meio ambiente. Nas instalações podemos ainda observar o parque de viaturas e uma ampla gama de material a preços competitivos. “O que nós

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queremos comercializar colocamos em stock, e o que encaramos como desperdício encaminhamos para a reciclagem”, explica. Sob esta visão sustentável, Miguel Fonseca procura a todo o momento manter-se a par da legislação, nunca perdendo de vista o foco no progresso: “Inicialmente, eu estava ligado às Artes Gráficas, só depois é que mudei para o ramo automóvel”, lembra. Introduzido agora nesta área de constantes desafios, o responsável abre a mente aos investimentos. Por exemplo, “ainda no passado sentimos a necessidade de aumentar as nossas instalações, e as perspetivas continuam a ser boas”, refere. Qualidade Numa vertente estratégica, a Crash Peças defende a qualidade do seu serviço, direcionando-se a todo o tipo de utilizadores. Convém, porém, salientar que “os nossos principais clientes são as oficinas. Nós sentimos que quando o poder de compra diminui as pessoas retraem o seu consumo. Mesmo assim, este ano tem corrido bem”. Sob o auxílio das boas práticas, a empresa baseia-se pelos princípios de proximidade e transparência e nessa medida o seu perímetro de ação cresce paralelamente à sua ambição: “Dispomos de dois carros para efectuar as devidas entregas de material”, informa. De Palmela (Setú-

bal) para qualquer ponto do país, a empresa honra o compromisso da sua atividade e garante excelência durante o serviço: “Nós também importamos material, pois em Portugal não encontramos peças nem de tão boa qualidade, nem tão recentes”. A possibilidade de trabalhar com peças, que procuram estar próximas da atualidade, faz com que toda a estrutura tenha o reconhecimento dos seus clientes, colaboradores, parceiros e comunidade em geral. Visão Devidamente licenciada com alvará, a empresa possui capacidade de parqueamento para 600 veículos e deixa-se empreender numa base firme e coesa. O ambiente familiar que aqui se sente cria igualmente elos muito fortes entre os cinco colaboradores, e Miguel Fonseca vê aí uma mais valia para o crescimento: “Temos conquistado cada vez mais clientes, e importamos também peças para Angola”, indica. A importância desta responsabilidade social mantém a Crash Peças de olhos postos no futuro. Numa perspetiva a curto prazo, o empresário apostará em mais material; numa visão mais ampla, o ofício sustentar-se-á numa filosofia de proximidade.


“QUEREMOS LEVAR OS VINHOS DE PALMELA CADA VEZ MAIS LONGE” Fundada em 1955, a Adega Cooperativa de Palmela conta com 300 associados que possuem uma área combinada de mil hectares e oito milhões de litros de produção. Alvo recente de um grande conjunto de investimentos, que passaram pela renovação de equipamentos e instalações e no relançamento da marca, a Adega de Palmela está cada vez mais voltada para o futuro, o que se reflete no aumento de vendas e de prémios arrecadados. ADEGA COOPERATIVA DE PALMELA

EQUIPA 2016 foi um ano de mudança para a em- va (enólogo, gerente e vice-presidente da blemática casa de Palmela. Um conjunto Assembleia Geral). de investimentos de dois milhões de euros Continuar a aposta no vinho engarrafatem permitido a modernização do sistema do, feita desde há sete anos em detrimende receção da uva e fermentação, o que to do vinho a granel, é também uma das aumentou a capacidade de receção em grandes estratégias da cooperativa para o cerca de 20 por cento, para 400 toneladas futuro. A Adega de Palmela tem já o repor dia. Com este esforço de investimento, conhecimento de múltiplos prémios cona Adega Cooperativa de Palmela renova quistados, em Portugal e no estrangeiro, e a esperança no futuro. “O objetivo é me- está nos grandes circuitos de distribuição, lhorar ainda mais a qualidade dos vinhos, com gamas de vinhos de referência, como que já são excelentes”, garante José Ma- os Adega de Palmela e Vale dos Barris. nuel Coutinho, presidente do conselho de Sob a chancela do enólogo e gerente Luís administração, que também é constituído Silva, o presidente acredita que a Adega de por Jorge Delgadinho e Jerónimo Almeida Palmela poderá reforçar ainda mais a qua(vogais), Eduardo Coelho, João Luís Mar- lidade e a presença em novos segmentos çalo e André Fidalgo (suplentes), e Luís Sil- e mercados: “podemos aumentar a exporAF Portugal em Destaque 185x42mm_HQ.pdf 1 20/09/17 11:14

tação até cerca de 30 por cento da nossa produção”, diz o responsável, que aposta no aumento do valor do produto, designadamente com a gama de vinhos Villa Palma, destinada a um segmento de distribuição específico para hotéis, restaurantes e cafés/bares, conhecido como canal HORECA. A aposta na modernização estende-se também à imagem, com a criação de novos rótulos, que servem como homenagem à vila de Palmela e às suas gentes. “Nos novos rótulos dos vinhos são apresentados o edifício dos Paços do Concelho e o Castelo de Palmela. Queremos prestar homenagem ao município e aos vitivinicultores. A Adega de Palmela está ligada à história da vila, é a única adega que tem Palmela no nome”, sublinha o presidente José Manuel Coutinho. Estes investimentos já se fazem notar, com crescimentos nas vendas de 20 por cento em 2016, prevendo-se que o mesmo número se repita este ano. “É um grande esforço que os sócios têm feito em prol da adega e da região. O nosso lema passa por ter a melhor relação qualidade/preço. Conseguimos vender vinhos com a qualidade dos nossos, premiados, a cerca de dois euros nas grandes superfícies. Este ano já conquistámos o dobro dos prémios em relação ao ano anterior e o ano ainda não terminou. Já exportamos os nossos vinhos para países como Brasil, China, Suíça e Estados Unidos da América e prevemos aumentar o número de destinos e de quantidades”, conclui.

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SOLUÇÕES PERSONALIZADAS Vera Nunes formou-se Universidade Lusíada de Lisboa, em 2006. Depois de várias experiências profissionais, que incluíram diferentes especializações e uma passagem pela Parque Escolar, em 2014 abriu o seu próprio atelier, situado em Setúbal. ATELIER DE ESTUDOS E PROJECTOS DE ARQUITECTURA E ENGENHARIA DE VERA NUNES

NUNO PITA, CLÁUDIA VIEIRA, VERA NUNES, ÉRICO BRYNZA E PATRÍCIA SILVA O atelier denominado de ARKGROUP, é gerido sob a responsabilidade da arquiteta e até à data conta com uma equipa de sete pessoas, está apto para acompanhar todas as fases dos diferentes projetos e tem-se especializado em trabalhos de licenciamento de pequenos empreendimentos, comos nos explicou Vera Nunes. “Aqui tenho uma componente muito grande de licenciamento de moradias unifamiliares, e também de licenciamentos de adegas/ licenciamentos industriais, restauração e bebidas entre outros. Desenvolvemos todas as fazes de estudos e projeto de arquitetura e engenharia, incluindo imagens fotorealista (3D) acompanhamento de obra, e arquitetura de interiores, certificação energética, entre outros”, referiu. Em carteira conta com alguns projetos de arquitetura de interiores de hoteis, como é o caso do Hotel Lisbon Arsenal Suites,

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e do Lisbon City Apartments & Suites. O gabinete é composto por um grupo multifacetado e especializado, que se encontra preparado para aconselhar o cliente em todas as fases necessárias numa obra. “Somos uma equipa completa que consegue dar resposta tipo ‘chave na mão’, do início ao fim do processo, e com acompanhamento em todas as vertentes”, explicou Vera Nunes. Crescimento contínuo e novos projetos Com cerca de três anos de atividade, o gabinete de ARQGROUP de Vera Nunes tem um percurso ainda curto, mas de bastante sucesso, como define a responsável. Apesar de ter sido criado numa altura de maior crise para o mercado, o atelier conseguiu conquistar bastantes projetos e um crescimento estável. “A conjuntura agora está melhor. Quando acabei a faculdade já

se notava que estava difícil e em 2010 estava mesmo muito difícil. Mas agora tem estado a melhorar e acho que, com o facto de nos termos conseguido manter, as pessoas já nos conhecem e confiam. Há empresas que crescem em crise, foi o nosso caso”, explicou a arquiteta. Este percurso é definido por Vera Nunes como muito desafiante, o que em parte de deve à concorrência existente na área e às particularidades de se trabalhar neste setor. “É difícil conjugar o que o cliente quer com o que é possível fazer. Muitas vezes o cliente quer algo que não tem disponibilidade financeira para e depois temos a questão da legislação, muitas vezes não é viável. Mas é para isso que cá estamos.”, refere. Para a responsável, o fator que mais diferencia o trabalho do seu atelier é a atenção dada as necessidades e gosto do cliente nos diferentes trabalhos. “Nós personalizamos muito o projeto, que é pensado como um todo. Damos muito valor ao pormenor e, sobretudo, damos muito valor ao que o cliente quer. Aqui temos que ir de encontro ao que o cliente pretende, queremos que essa pessoa fique feliz com a solução e que recomende”, explicou a coordenadora. Para o futuro, a arquiteta tem já em preparação novos projetos, que incluem algumas moradias, a reabilitação de um edifício em Lisboa e a construção de uma adega. Estes futuros trabalhos serão determinantes para definir um possível alargamento do espaço e da equipa de Vera Nunes, que aposta num crescimento sustentado.


“TEMOS A QUALIDADE DE DESAFIAR O TEMPO” 50 anos de atividade no mercado é sinonimo de qualidade e inovação. A Imperalum, fundada em 1968, é atualmente um dos mais importantes fabricantes da Península Ibérica de produtos betuminosos para impermeabilização, sendo ainda líder em Portugal na comercialização de isolamentos térmicos e acústicos, drenagens e geotêxteis. A empresa sediada no Montijo conta com um centro de investigação para oferecer soluções modernas e eficazes. IMPERALUM

a ser uma referência no fabrico destes materiais e conseguiu ultrapassar todas as dificuldades que foram surgindo neste longo caminho. Com a crise que abalou a área da construção, a empresa teve que se reinventar face à grande quebra no negócio. Apostar na reabilitação e na exportação foram estratégias adotadas para alcançar a estabilização, além de outras adaptações necessárias para assumir todos os compromissos e alcançar o estatuto de PME Líder.

RUI SILVESTRE Investigação, inovação e tecnologia são palavras de ordem na Imperalum há quase 50 anos. Um percurso sustentado no desenvolvimento tecnológico, contribuindo para a qualidade de vida dos edifícios de forma duradoura constitui a missão da empresa. Fundada em 1968 com a ambição concretizada de ser a empresa de referência no setor em Portugal e na Península Ibérica, é atualmente um dos maiores fabricantes de produtos betuminosos, como membranas e emulsões para impermeabilização e isolamento acústico, sendo ainda líder nacional na comercialização destes produtos assim como de isolamentos térmicos, drenagens e geotêxteis. Dotada de uma elevada tecnologia industrial e de uma reconhecida competência técnica e comercial, oferece ao mercado da construção soluções modernas e eficazes que contribuem para a qualidade de vida da edificação. “Ao longo dos anos a empresa teve sempre um percurso sustentado no mercado português, mas também apostou na exportação. No ano passado, cerca de 22 por centoda nossa produção de membranas betuminosas e cerca de 32% das emulsões foram para exportação. Tivemos sempre o cuidado de modernizar, de utilizar instrumentos de gestão recentes e atuais e alcançar uma posição muito significativa no mercado nacional”, confirma o administrador, Rui Silvestre. Apesar de terem surgido concentrações de empresas nesta várias indústrias, a Imperalum continua

Tecnologia e Investigação Além de ser a referência em Portugal, a Imperalum comercializa os seus produtos para vários destinos com destaque para Espanha e Inglaterra no mercado europeu ou Angola, Cabo Verde, Costa do Marfim e Gana, no mercado africano. A empresa ostenta a certificação de Qualidade e de Ambiente segundo as normas ISO, tendo fornecido obras de relevo como o Centro Cultural de Belém, a Casa da Música ou recente o Museu “maat”. Com um moderno centro de investigação e controlo laboratorial, esta foi uma das primeiras empresas a modificar betumes asfálticos para transformá-los em excelentes produtos de impermeabilização. “A investigação faz parte da nossa filosofia e tem sido uma constante. Temos uma equipa de profissionais que está sempre à procura de novas soluções e produtos de qualidade. Queremos estar sempre à frente indo ao encontro das necessidades do mercado com o objetivo de evoluir”, assegura Rui Silvestre. Assistência técnica Através de uma equipa especializada, a Imperalum dá apoio técnico a todos os agentes de mercado desde projetistas a construtores e instaladores, acompanhando o projeto desde a fase inicial de desenho das soluções até à aplicação dos produtos. “O facto de prestarmos assistência e apoio técnico de qualidade diferencia a Imperalum de outros concorrentes. Damos muita atenção e temos uma relação de confiança e proximidade com os nossos clientes”, afirma. Em recente estudo de opinião, o mercado associa ao nome Imperalum a produtos, soluções e serviços de qualidade. Em 2018 a empresa completa 50 anos de atividade focada em continuar a desenvolver novos produtos, criar novas parcerias no estrangeiro, atendendo os mercados e os clientes, olhando o futuro com a ambição de continuar a crescer nas próximas cinco décadas.

ZONA INDUSTRIAL - PAU QUEIMADO 2870-100 MONTIJO-PORTUGAL TELEFONE: (+351) 212 327 100 | FAX: (+351) 212 327 101 E-MAIL: IMPERALUM@IMPERALUM.PT WWW.IMPERALUM.COM

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CONFORTO E BOM GOSTO Localizado no coração da cidade de Setúbal, o Rio Art Hotel representa uma conjugação perfeita entre o sol, o mar e a serra… Em entrevista à Revista Portugal em Destaque, o diretor da unidade hoteleira, Mário Ferro, faz um convite a todos aqueles que pretendem descobrir Setúbal com arte! RIO ART HOTEL

Revista Portugal em Destaque: Como e quando surgiu o Rio Art? Mário Ferro: A ideia de construir um Hotel já é uma ideia que desde os inícios dos anos 90 está patente na família. Na época, o meu pai tinha esse sonho e teve aprovado um projeto para um espaço de turismo que acabou por não acontecer. A semente ficou sempre connosco e com o “aparecimento” de Setúbal no ”mapa nacional” e com a projeção de Portugal no mundo, o legado deixado por meu pai, passou a fazer sentido e eu e a minha Irmã, decidimos que seria a altura ideal para conseguir concretizar o seu sonho. Infelizmente ele já cá não está a ver os frutos do seu projeto, mas ficamos com o sentimento de missão cumprida. Para além dessa razão, temos a motivação, o gosto de receber e de dar a conhecer aos nossos clientes que em Setúbal também se pratica turismo de qualidade, para além de todas as outras maravilhas que temos por aqui a oferecer. Este edifício está com a família há mais de 40 anos. É um edifício centenário, no qual curiosamente, o meu pai teve a sua primeira empresa de Exportação de Ostras, que foi totalmente reconstruído para hotelaria.

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RUA CLÁUDIO LAGRANGE, Nº 8 2900-324 SETÚBAL, PORTUGAL TELEFONE: (+351) 265 249 600 TELEMÓVEL: (+351) 969 056 625 INFO@RIOARTGUESTHOUSE.PT RESERVAS@RIOARTGUESTHOUSE.PT WWW.RIOARTGUESTHOUSE.PT

RPD: Cada conjunto de quartos tem um tema associado … Como se encontra dividido o Rio Art? MF: O hotel foi concebido com o objetivo de mostrar ao turista as maravilhas que pode encontrar em Setúbal: temos 23 quartos organizados por 8 temas, Bocage e Luísa Todi, a avenida Luísa Todi e o seu Coreto, o mercado e as pescas, as ruas típicas, os nossos monumentos, o estuário do nosso Rio Sado e a Arrábida. Em cada quarto temos painéis pintados à mão pela nossa artista plástica setubalense, Ana Curto. Pensámos, assim, trazer ao turista que nos visita, um pouco de Setúbal. RPD: A decoração do hotel salta à vista de qualquer hóspede. Quais os critérios definidos a este nível? MF: O trabalho de decoração contou com a colaboração de Ana Curto e da nossa Arquiteta Natalina Claro que têm retratado exemplarmente as nossas ideias. Tem sido um trabalho de equipa e juntos temos levado a cabo um planeamento, troca de ideias e concretização de projetos que realmente tem favorecido um bom resultado. RPD: O facto de se encontrar no coração da cidade de Setúbal e tão perto do Rio Sado é uma vantagem. Quais as mais-valias desta unidade? MF: A nossa localização é, sem dúvida, excelente, pois estamos no coração da cidade, perto do Rio Sado, perto do Mercado, da Praça do Bocage, da baixa comercial da cidade e com possibilidade de vista para a Serra da Arrábida. Connosco o turista consegue conhecer a cidade praticamente através de caminhadas.

pelo trabalho efetuado nos últimos anos pela autarquia de Setúbal, chefiada pela Dra. Maria das Dores Meira. Setúbal é uma cidade única e singular, pelo património Natural que a envolve, desde a baía mais bela do mundo, as praias únicas, a serra da Arrábida, a comunidade de cerca de 30 golfinhos que permanecem no nosso estuário, a gastronomia que passa muito pelo seu peixe fresco grelhado, o choco frito, os nosso vinhos, a zona de produção de marcada do Moscatel de Setúbal e muito mais.

RPD: O que distingue o Rio Art de outros hotéis da região? MF: Na minha opinião, o representar tradicionalmente a cidade com uma traçada minimalista e de forma muito funcional. Apostamos no tradicional, nunca descurando a comodidade do nosso cliente e as funcionalidades que os tempos de hoje exigem. Apostamos essencialmente no bom serviço e na comodidade do cliente, esse é o nosso target. RPD: Que planos e projetos têm para o futuro do Rio Art? MF: Atualmente estou centrado na manutenção da qualidade do serviço prestado, mas tenho como projeto crescer noutros sentidos, com a possibilidade de abrir outras unidades aqui em Setúbal. Gosto sempre de deixar uma palavra de reconhecimento

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ALENTEJO O Alentejo é uma região do centro-sul de Portugal. Compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e a metade sul do distrito de Setúbal e parte do distrito de Santarém, sendo a maior região de Portugal. Limita a norte com a Região do Centro, a este com a Espanha, a sul com a Região do Algarve e a oeste com a Região de Lisboa. Existem vários pontos turísticos de referência, em que duas cidades são classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade: Évora e Elvas, para além de outras regiões de destaque como são exemplos: Alqueva, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Vila Viçosa e a zona do Alentejo Litoral como Sines e Tróia. Sendo uma região marcadamente turística, são inúmeros os pontos de interesse e de visita obrigatória que oferece e os últimos anos são o principal exemplo desse crescimento sustentado e gradual. Assim, em 2014 o Alentejo conquistou o título de “Melhor Região Vinícola a Visitar” no concurso mundial promovido pelo jornal USA Today e no mesmo ano, as praias do Alentejo Litoral foram também destacadas pelo diário britânico “The Guardian” como as melhores da Europa. Em 2015, a região bateu o recorde de dormidas de turistas internacionais, recebendo mais de meio milhão de turistas estrangeiros que pernoitaram em hotéis da região, principalmente vindos de Espanha, Reino Unido, Países Baixos, Estados Unidos, Bélgica e Brasil. Um ano depois, a atividade turística no Alentejo seguiu o balanço dos últimos sete anos e continuou a crescer no número de turistas, desta vez entre 12 a 13% comparativamente ao ano anterior. Nos últimos tempos, o Alentejo tem ganho diversos prémios na área do turismo, tanto a nível nacional como internacional. Já ganhou por quatro vezes (2010, 2011, 2012 e 2013) o prémio de melhor região de turismo em Portugal. Um região de referência, que se tem afirmado como um destino de eleição, a todos os níveis: cultural, empresarial, institucional e que eleva Portugal além-fronteiras.


NO CENTRO DO DESENVOLVIMENTO DO ALENTEJO Francisco Ferro é o rosto do Conselho de Administração da Caixa de Crédito Agrícola do Alentejo Central. Uma casa com mais de 100 anos de história, que já faz parte da história dos alentejanos. CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DO ALENTEJO CENTRAL

CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DE REGUENGOS DE MONSARAZ

A Caixa de Crédito Agrícola é reconhecida por todos como uma entidade de apoio forte às instituições suas clientes. Nos concelhos de atuação, que iniciativas merecem destaque que têm como ‘garantia’ o Crédito Agrícola? A ‘garantia’ Crédito Agrícola promove-se através de ações diretas junto dos mais diversos agentes de desenvolvimento económico e social da região. Estabelecemos parcerias e assinamos protocolos com as instituições da região, sejam empresariais, económicas, sociais ou culturais. Patrocinamos eventos nas áreas da formação e educação e apoiamos ações organizadas por associações e agremiações locais. As nossas iniciativas visam incentivar o investimento produtivo tirando partido das nossas condições de financiamento e aproveitando as inovações que estão a ocorrer em resultado da chegada da água à região e à agricultura em particular, 44 | PORTUGAL EM DESTAQUE

o que está a transformar a paisagem e o agro-negócio e a contribuir para o desenvolvimento regional. Que balanço fazem destes mais de 100 anos de existência? Um balanço muito positivo, desde logo pela resiliência demonstrada ao longo do tempo. Atravessámos a nível mundial duas guerras, a nível nacional três regimes políticos, sem esquecer a grande depressão de 1929 ou esta crise que ainda estamos a atravessar. Sempre estivemos focados no desenvolvimento das regiões e na economia social. Contudo, hoje enfrentamos novos desafios e diferentes ameaças. O relacionamento de proximidade e a confiança mútua devem prevalecer; embora as novas abordagens aos serviços bancários estejam a acontecer por outras vias, estamos preparados para dar resposta adequada e diferenciada da concorrên-

cia, também nessa evolução tecnológica e relacional. A Caixa de Crédito Agrícola tem a merecida reputação de ser uma instituição de confiança e um “Índice de Satisfação” acima da média no setor bancário. Qual é a fórmula para o sucesso? Nós temos uma relação de proximidade natural: convivemos no mesmo ambiente geográfico, económico e até político; compreendemos os problemas e pensamos nas soluções em simultâneo e estamos sempre, e facilmente, disponíveis para discutir os assuntos. Os nossos associados conhecem-nos e elegem-nos livremente. A par disso, o grupo Crédito Agrícola apresenta resultados muito positivos e cumpre todos os rácios nacionais e internacionais. Nunca contribuímos para custos suportados pelos portugueses e, mesmo nesta crise, nunca nos faltou liquidez para apoiar o


investimento. Consideram que têm um papel na dinamização da região? Têm uma ligação ao tecido empresarial da região? Sem dúvida. Participamos em vários ‘fora’ onde se discutem os eixos de desenvolvimento regional, muitas vezes apoiando esses eventos, não só no plano financeiro como contribuindo com as nossas ideias. Procuramos sempre aumentar a proximidade e envolvimento com a economia regional. Por isso, estamos presentes com uma agência/balcão no edifício do Núcleo Empresarial da Região de Évora (NERE), com quem mantemos uma parceria muito profícua há vários anos. No NERE, estamos rodeados por ninhos de empresas e por empresas já instaladas. O Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo está igualmente ao nosso lado. O que podem encontrar os empresários da região no Crédito Agrícola? Os empresários da região sabem que encontram na Caixa Agrícola uma grande abertura para atender às suas necessidades no que refere a todo o tipo de serviços bancários, qualquer que seja a sua área de negócio. Contam também com uma oferta muito competitiva em seguros, seja no ramo não vida ou no ramo. Além disso, encontram um atendimento amigável e personalizado e ainda outros apoios, nomeadamente em matéria de candidaturas às ajudas comunitárias e à elaboração de projetos. Quase pode dizer-se que os balcões do CA são uma espécie de loja do cidadão. Caixa de Crédito Agrícola foi, durante muito anos, conotado como o banco dedicado apenas à agricultura, o que não é, de todo, a vossa realidade. Como se combate este estigma? O apoio à agricultura está na nossa génese, neste caso pode dizer-se com propriedade, está no ADN das caixas e temos

muito orgulho nisso. Provavelmente, muitas pessoas não se deram conta da evolução e complexidade da agricultura actual, a elevada transferência de tecnologia ocorrida, da incorporação da robótica, do controlo remoto etc. E, esta nova realidade, nós estamos a acompanhar e a incentivar. A montante e a jusante surgem novas oportunidades de negócio, nas áreas do comércio, desenvolvimento industrial, da construção civil incluindo a habitação, turismo, desporto e lazer. Valorizando a nossa credibilidade e a confiança que o mercado deposita no Crédito Agrícola, temos vindo a incorporar estas áreas do negócio bancário com naturalidade e prudência; por isso, também aí, somos os mesmos parceiros de sempre: competitivos, confiáveis, transparentes e disponíveis. O vosso sucesso depende do sucesso dos vossos clientes? Em que sentido? Sendo a nossa missão fomentar e apoiar o desenvolvimento económico e social da região, quanto maior for o nosso contributo para esse desenvolvimento, maior é o crescimento da economia e dos nossos clientes e consequentemente do seu sucesso. Na medida em que a Caixa cresce e alarga a sua ação a todas as atividades económicas, os nossos associados e clientes partilham desse crescimento e têm sucesso. Os recursos que os clientes colocam à nossa guarda são investidos localmente. O sucesso deles estimula o nosso sucesso. Também o nosso sucesso é garantia de continuarem a dispor duma banca de proximidade, com centro de decisão local. Quais são as necessidades mais recorrentes em relação aos vossos clientes? É a exportação? As linhas de produção? Fale-nos um pouco desta temática. Não sendo elevado o nível de capitalização das empresas, as suas maiores solicitações visam colmatar necessidades de tesouraria e iniciar ou aumentar o investimento. Os produtos de leasing têm conhecido

também um acentuado crescimento. Para além deste tipo de valências, o crédito a particulares, nomeadamente o crédito pessoal e o crédito à habitação, pelas suas características e pelas condições oferecidas, tem sido alvo da escolha de um leque de clientes cada vez maior, o que tem originado um aumento significativo da nossa presença no mercado. Igualmente nos seguros, sejam no ramo vida, seja no ramo não vida, temos conseguido uma cada vez maior implantação no mercado, mais uma vez pela qualidade e competitividade da oferta. De referir que as Seguradoras do Grupo Crédito Agrícola, nos últimos anos, têm ganho o prémio de melhor seguradora, no seu segmento. O que distingue o Crédito Agrícola das demais instituições bancárias existentes na região? O que vos torna únicos e até peculiares? Nós não temos acionistas, temos associados. Temos o princípio de a cada pessoa, coletiva ou singular, um voto. Os nossos resultados destinam-se a ser aplicados de novo na economia e no apoio social. Os nossos impostos são pagos localmente, ao contrário do que acontece com a banca. Estes princípios fazem toda a diferença e são alma da nossa maneira de estar e de gerir. Por onde passa o futuro do Crédito Agrícola do Alentejo Central? A história ensina-nos que não são os mais fortes e temíveis que sobrevivem, mas sim aqueles que melhor se adaptam à evolução natural. Tendo em conta os desafios do presente, será importante crescermos, não apenas no volume de negócios, mas também em área geográfica. Ter dimensão vai ser uma necessidade no futuro próximo para podermos satisfazer as exigências, nomeadamente regulamentares. Todavia, deve manter-se a maleabilidade que permita a adaptação às grandes metamorfoses que se adivinham. PORTUGAL EM DESTAQUE | 45


PREPARAÇÃO PARA O FUTURO ESCOLA PROFISSIONAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL DE ALTER DO CHÃO

MARIA DA CONCEIÇÃO DE MATOS Qual é a missão da EPDRAC? A EPDRAC tem como missão o desenvolvimento humano de cada aluno e a sua preparação para o exercício profissional, bem como a formação de cidadãos críticos, criativos, participativos e responsáveis, a educação para a autonomia e para o empreendedorismo, a educação para a paz, a promoção de uma educação intercultural e a promoção dos valores de respeito pelo ser humano, pelos animais e pelo meio ambiente. Como é que pode descrever a oferta formativa desta instituição? É de relevância para a nossa oferta formativa as parcerias que possuímos com empresários da região, do distrito e até a nível nacional. Relativamente à oferta formativa a EPDRAC oferece dois tipos de cursos: profissionais e cursos de educação e formação, conhecidos por CEF. Os cursos de nível secundário-qualificação de nível IV que temos em funcionamento são os de Técnico de Produção Agropecuária, o Técnico de Gestão Equina e Acompanhante de Turismo Equestre. Os CEF de nível básico (3º ciclo) são o Tratador e Desbastador de Equinos e o Operador Agrícola. Qual é o balanço que faz destes anos de atividade? Estou nos destinos desta escola desde 2012 e desde então a escola tem crescido em número de alunos, tendo vindo a manter-se entre os 150-160 alunos. Além deste crescimento, temos conseguido aumentar a confiança dos nossos parceiros na qualidade da formação que estamos a ministrar. É fácil atrair novos alunos para esta instituição? A facilidade em atrair alunos é subjetiva. Os novos alunos procuram-nos, em cada ano letivo, mais cedo. Temos respostas mais rápidas dos jovens que os procuram por impulso e porque ouviram falar da escola e vêm visitar-nos e ficam. Nas atividades que desenvolvemos ao longo do ano, procuramos diversidade e o envolvimento dos alunos e da comunidade. Quais as principais saídas profissionais? As saídas profissionais são diversas e são aquelas que estão previstas para cada um dos cursos, sendo de salientar que os alunos que concluem o curso de Técnico de Gestão Equina ficam aptos 46 | PORTUGAL EM DESTAQUE

para fazerem a gestão técnica de coudelarias, centros hípicos e escolas de equitação; para colaborarem na gestão pedagógica de centros hípicos e de escolas de equitação; para efetuarem a gestão operacional e o controlo da manutenção de coudelarias e de outras unidades de produção equina; para programar, organizar e executar a gestão desportiva, administrativa e logística de eventos hípicos; para executarem as operações de maneio equino e sanitário, visando a proteção e o bem-estar do cavalo, entre outras funções que podem desenvolver. Os diplomados do Curso Profissional de Técnico de Agropecuária podem programar, organizar, orientar e executar as atividades de uma exploração agrícola e/ou pecuária, aplicando técnicas, métodos e modos de produção compatíveis com a preservação ambiental e respeitando as normas de proteção e bem-estar animal e de qualidade dos produtos, de segurança alimentar, de saúde pública e de segurança e saúde no trabalho. Relativamente ao Curso de Acompanhante de Turismo Equestre ficam aptos para efetuar o planeamento, a organização e o acompanhamento de passeios de turismo equestre de pequena rota e de atividades de animação sociocultural associadas, de modo a garantir um serviço de qualidade e a satisfação dos clientes. Além destas saídas profissionais, como é um curso de dupla certificação, podem prosseguir estudos para o ensino superior. Os alunos dos Cursos CEF – nível Básico na sua grande maioria prosseguem estudos nesta escola para o ensino profissional. Quais os projetos a serem desenvolvidos atualmente? Os nossos projetos passam por melhorar as condições essenciais para que a formação destes alunos seja a melhor possível. . * entrevista a Maria da Conceição de Matos, diretora da EPDRAC

OFERTA FORMATIVA 2017– 2018 Cursos Profissionais de nível IV (12ºano) Técnico de Gestão Equina

Técnico de Produção Agropecuária Acompanhante de Turismo Equestre

3º Ciclo CEF - Tratador e Desbastador de equinos ( Tipo II) CEF—Operador Agrícola (Tipo II) Somos uma escola dinâmica e empreendedora… Vem fazer parte desta equipa! Ensino gratuito, subsidiado e com dupla certificação. Possibilidade de prosseguimento de estudos

Inscreve-te em: www.epdrac.pt epdrac.escola@gmail.com 245 612 505


O PRESERVAR DA IDENTIDADE E DA ARTE A Fábrica Alentejana de Lanifícios tem o orgulho e a responsabilidade de ser a portadora da tradição das Mantas de Reguengos. Mizette Nielson regenerou esta empresa, a única ainda ativa na região, e mantem viva a tradição culturalmente inestimável de Reguengos de Monsaraz. FÁBRICA ALENTEJANA DE LANIFÍCIOS

MIZETTE NIELSON Passando a ladeira da porta da Fábrica Alentejana de Lanifícios de Reguengos de Monsaraz imediatamente se sente o cheiro da tecelagem e se ouve o ritmo dos teares centenários que trabalham sem cessar, utilizando praticamente o mesmo método desde há séculos. Se olharmos em redor várias são as belíssimas mantas expostas, muitas das quais centenárias. Estes produtos foram feitos inteiramente à mão, de tal forma que não há dois iguais no mundo. Para compreender a importância deste têxtil temos de recuar na história. O comércio da lã proveniente das ovelhas foi uma atividade económica muito importante na Península Ibérica ao longo dos séculos. Os pastores descansavam os rebanhos nas margens do rio Guadiana, em Reguengos de Monsaraz, local onde também procediam à tosquia dos animais. Ora, os pastores requeriam agasalhos para os invernos rigorosos caraterísticos do Alentejo. Assim se começaram a tecer as primeiras mantas e os primeiros tecidos para fatos e capotes. Enquanto a lã branca, considerava de melhor qualidade, era destinada à comercialização, a lã castanha ou preta ficava para as mantas dos próprios pastores, as quais eram lisas ou com um simples padrão de uma barra. Esse padrão identificava a quem pertenciam as ovelhas. Para as impermeabilizar, as mantas eram banhadas em azeite.

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Mais tarde, a manta começou a ser utilizada como cobertor de cama, uso considerado de elevado prestígio a nível social. A lã destas mantas era escolhida entre as de melhor qualidade e fabricada com padrões mais elaborados. Uma vez mais, a simbologia das cores estava presente: as cores nas quais a lã era tingida mostravam uma forte ligação com a região na qual era fabricada. De tal forma se desenvolveu esta atividade económica que, no século XIX, várias foram as fábricas de lanifícios criadas nesta região. Os vários tipos de padrão das mantas locais criaram uma imagem de marca que se tornou particularmente reconhecida e procurada durante todo o século XX como Manta de Reguengos. Embora já existisse de forma ativa, a Fábrica Alentejana de Lanifícios de Reguengos de Monsaraz foi oficialmente criada por volta de 1930 e hoje é a única ainda em atividade. Nos anos 50, a indústria neste setor concentrou-se ainda mais na região e o fabricar deste produto aprimorou-se na busca constante pelo belo e pela qualidade pura. No entanto, os tempos avançam e o prático impôs-se. A manta deixou de ser útil e já não é uma atividade predominante em Reguengos de Monsaraz. Quando Mizette Nielson encontrou a Fábrica Alentejana de Lanifícios, em 1977, já pouco restava para além do espaço, os teares e alguns materiais do ofício. Com a sua dedicação e esforço deu nova vida a esta arte quase extinta e a esta empresa, a qual voltou a fabricar estas mantas intemporais e de valor cultural inestimável. Preservou os motivos tradicionais e os antigos métodos de fabrico artesanal neste registo ancestral de culturas. Os teares modernizaram-se um pouco, Mizette Nielson fez questão de manter os seus instrumentos centenários o mais fiéis possível aos originais, por muito complicado que seja a manutenção dos mesmos. As tecedeiras são difíceis de encontrar. No entanto, há muitas novas utilizações que se podem dar a estes tecidos, que embelezam agora carteiras de mulheres ou outras peças de vestuário, que antes não seriam concebíveis. Os desenhos tradicionais das mantas mantiveram-se, mas novos desenhos, com cores mais vivas e diversificadas, foram desenvolvidos para a exportação, um mercado no qual se aposta. É desta forma que a arte popular não se perde no tempo. Enquanto houver quem queira preservar a tradição e a identidade com bom gosto, a arte perdura e com ela o reconhecimento das nossas origens.


“OS CLIENTES TORNAM-SE AMIGOS” Quem o afirma são os sócios Catarina Rodrigues e Rogério Carreteiro, fundadores da MonsarazCasa. Juntos, cada qual com o seu know-how, garantem ao cliente um negócio fiável, justo e no qual podem confiar. Encontre a casa que procura com esta imobiliária! MONSARAZCASA

ROGÉRIO CARRATEIRO E CATARINA RODRIGUES “É uma empresa recente, mas com experiência”. É desta forma que iniciamos a nossa conversa na MonsarazCasa, em Reguengos de Monsaraz. Catarina Rodrigues já operava no ramo imobiliário à conta de outrem nesta localidade desde 2007, e Rogério Carreteiro trabalha como avaliador imobiliário e perito avaliador para as Finanças há quase 25 anos. A conjugação de know-how gera um conhecimento de mercado raramente encontrado. Mais do que vender casas, este é um negócio de pessoas, onde se procura encontrar o par perfeito entre o cliente e o seu futuro lar. Não é um empreendimento fácil, muitas vezes defraudado pelo orçamento, ou pelas expectativas irrealistas. Em Reguengos de Monsaraz os dois sócios observam dois nichos de mercado: o casal que quer iniciar uma vida a dois, e pretende uma moradia, e o público que pretende uma segunda habitação para férias ou fins de semana (muitos desses clientes provêm de Lisboa). Este segundo tipo é um fenómeno que se observou em quantidade há cerca de 20 anos e que agora retorna. Procuram uma casa típica alentejana, com identidade, de tal forma que se verifica a construção de imóveis novos com os materiais e a traça arquitetónica que se usavam antigamente. Um outro cluster são os investidores interessados em comprar, renovar (se necessário) e revender. “Preferem investir em algo palpável do que ter o dinheiro parado no banco, que nos dias de hoje pouco ou nada rende”. O segredo deste negócio, revelam-nos, está na compra. O boom imobiliário que se verificou antes da crise deu origem a muitas compras sobrevalorizadas, que se transformam em prejuízo na hora de revender. Já para não falar do

financiamento da Banca, que se tornou mais difícil de obter devido às garantias que são exigidas aos potenciais compradores. A alternativa é arrendar. Dito isto, há que referir que já se sente a retoma do mercado imobiliário e a subsequente abertura ao crédito bancário. A MonsarazCasa é uma empresa de caráter familiar, uma vez que é composta apenas pelos dois sócios. Catarina Rodrigues e Rogério Carreteiro referem, no entanto, que estão disponíveis para quem com eles queira trabalhar e empenham-se em realizar parcerias com outras imobiliárias da zona. “Eu posso não ter o imóvel, mas tenho o cliente, a quem transmiti a confiança de que iria encontrar a habitação certa”, expõe Catarina Rodrigues. Depois, é uma questão de chegar a acordo e dividir a comissão. “Temos uma boa relação com a concorrência. Trabalhamos sempre com honestidade e clareza, sem entrar nas guerras das angariações”, confessa. A consultora imobiliária prima pela relação de proximidade que estabelece com qualquer um dos seus clientes, de tal forma “que se tornam amigos”. A dedicação é total e a disponibilidade é completa, o que se traduz em muito trabalho fora de horas, que depois é bem recompensado. “Este é um negócio que se baseia na confiança e na credibilidade. A melhor publicidade é o boca-a-boca de quem foi bem-recebido e fez um bom negócio”. De igual importância é o acompanhamento que é feito para além da venda do imóvel. “Ajudamos do princípio ao fim”, afirmam os sócios. Por exemplo, se o cliente pretende fazer obras, os sócios da MonsarazCasa recomendam uma empresa de construção ou, até, fazem eles próprios a mediação. O cliente é cada vez mais informado, atento e exigente, mas esta imobiliária de Reguengos de Monsaraz está bem preparada para corresponder às exigências. De futuro, pretendem conquistar cada vez mais a confiança do público, o que não deverá ser difícil, tendo em consideração o historial da empresa.

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PONTO ÚNICO EM PORTUGAL A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre teve início em 1946, pela mão de Guy Fino e Manuel Celestino Peixeiro. Nessa altura, apenas com um ponto, conhecido hoje como o ‘Ponto de Portalegre’, criado por Manuel do Carmo Peixeiro, e a execução das desenhadoras e tecedeiras, foi possível criar obras em tapeçaria que traduziam fielmente as pinturas dos artistas que aceitam passar a sua obra a tapeçaria. Atualmente, as tapeçarias de Portalegre estão presentes em todo o mundo, em museus, hotéis, tribunais e órgãos da União Europeia, sendo uma peça de requinte em casas particulares. Mais de 200 artistas, nacionais e internacionais, já têm obras suas feitas no ‘Ponto de Portalegre’, que é considerado o melhor do mundo. Porém, a falta de apoios e de encomendas faz com que a Manufactura não possa realizar um trabalho contínuo nos teares o que pode levar ao desaparecimento deste património cultural sem igual. MANUFACTURA DE TAPEÇARIAS DE PORTALEGRE

VERA FINO E FERNANDA FORTUNATO “A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre começou por ser uma fábrica de tapetes, que durou, enquanto fábrica de tapetes, menos de um ano”, começa por explicar Vera Fino, filha de Guy Fino e atual diretora da Manufactura de Tapeçarias de Portalegre. “Começou com o meu pai, Guy Fino, e um amigo dele do liceu, Manuel Celestino Peixeiro que, enquanto piloto tinha tido um desastre e não podia continuar a carreira na aviação. Propôs ao meu pai criarem uma serração, mas o meu pai disse que não, porque só percebia de lãs. Assim criaram uma fábrica de tapetes. Mas utilizavam lã de muito boa qualidade, e os custos não permitiam concorrer com os tapetes do Norte de África. Foi então que o pai de Manuel Celestino Peixeiro, Manuel do Carmo Peixeiro, lhes apresentou um ponto de tapeçaria, que ele próprio havia desenvolvido, e sugeriu-lhes fazer tapeçaria mural, em vez de tapetes para chão. Foi aqui que começou o desafio”. Para Guy Fino, tornou-se um desafio provar que a tapeçaria portuguesa, totalmente feita em Portugal, era viável e de qualidade superior. A fábrica começou em 1946, em 1947 sai a primeira tapeçaria dos teares de Portalegre, uma tapeçaria de um pintor da terra, chamado João Tavares. “As pessoas no início não entendiam a ideia de fazer tapeçaria portuguesa, quan50 | PORTUGAL EM DESTAQUE

do se podia ir a França comprar tapeçarias. Mas o meu pai não desistiu e foi fazendo exposições de tapeçaria de pintores portugueses”. O teste final veio em 1952, quando houve uma grande exposição de tapeçaria francesa em Lisboa – ‘Tapeçaria francesa: da idade média aos nossos dias’. “O meu pai aproveitou a situação e em simultâneo organizou uma exposição no Secretariado Nacional de Informação, com tapeçarias de Guilherme Camaria, que estavam para ir para o Governo Regional da Madeira. Fora de todas as expectativas, colocou em confronto as pinturas originais com as tapeçarias, para mostrar como a técnica de Portalegre era perfeita na transposição da pintura para tapeçaria. Foi um sucesso. Salazar visitou a exposição, ficou maravilhado e o Governo começou a fazer encomendas para obras de Estado. Os técnicos franceses que foram à exposição ficaram encantados, a Tapeçaria de Portalegre era realmente perfeita”, relembra Vera Fino. Hoje existem tapeçarias de Portalegre em vários edifícios públicos que são da época do Estado Novo. Havia ainda um desafio maior, que era fazer o mundo reconhecer que as tapeçarias de Portalegre tinham uma qualidade superior. O fundador da Manufactura não desistiu. “Em 1958, o meu pai conseguiu que Lurçat, considerado o renovador da tapeçaria em França, viesse fazer tapeçaria a Portalegre. Durante vários anos Lurçat respondeu-lhe não ter necessidade de vir para Portugal pois tinha as tecelagens francesas. Aproveitando uma oferta de uma tapeçaria que o pintor fez a minha mãe como recordação de uma visita que os meus pais lhe fizeram, o meu pai pediu-lhe autorização para a reproduzir em ponto de Portalegre”. Justamente em 1958, o pintor francês veio a Lisboa, por ocasião de uma retrospetiva sua, na Fundação Ricardo Espírito Santo. “O meu pai convenceu-o a vir até Portalegre e confrontou-o com a tapeçaria que lhe tinha sido oferecida juntamente com

a tapeçaria de Portalegre, tapando os monogramas. Quando lhe perguntou qual era a dele, Lurçat escolheu a Tapeçaria de Portalegre como sendo a sua, pela perfeição. Engara-se, só se apercebendo do facto quando os monogramas foram destapados! A partir daí, Lurcat reconhecendo a perfeição da técnica de Portalegre mandou fazer inúmeras peças e rotulou as tecedeiras de Portalegre como as melhores do mundo”.

Técnica única no mundo Por definição, tapeçaria é uma tecelagem com trama e teia, em que a trama e a teia se cruzam, crescendo em simultâneo. A tapeçaria é plana, a duas dimensões. Na técnica de Portalegre, a trama envolve a teia, e não usa mais nada a não ser as mãos das tecedeiras. A tecelagem é feita de baixo para cima, do lado do avesso e no sentido da obra. A tapeçaria é suspensa pela teia, de algodão, que é muito mais resistente que a trama de lã, o que permite que tenha um melhor cair, sem se deformar com o passar do tempo. “No caso da tapeçaria francesa, por exemplo, há um cruzamento simples entre a trama e a teia. São usadas navetes para permitirem a passagem da trama através dos fios da teia. Normalmente é tecida de lado, o que leva a que seja suspensa pela trama de lã.


Também nesta técnica a junção entre áreas de cores diferentes tem que ser cosida para evitar que abra, o que é agravado pelo facto de ser suspensa pela trama. As tapeçarias de Portalegre, por outro lado, não têm costuras e são mais resistentes”, afirma Vera Fino. O ´Ponto de Portalegre’ só existe nesta região do Alentejo. Não existe em mais nenhum lugar do mundo, embora já vários artistas, de várias nacionalidades, tenham vindo a Portugal para estudar o ponto. Porém, esta técnica é difícil e demorada. O ‘Ponto de Portalegre’ é único no mundo. Foi concebido em Portugal, por um português e, desde que foi aplicado na execução de tapeçarias, tem vindo a ser desenvolvido e aperfeiçoado pelas mãos das tecedeiras ‘Técnica de Portalegre’, como explica Vera Fino. “As tecedeiras trabalham com oito fios de lã na trama e são elas que, com o passar do tempo, foram aperfeiçoando o ponto. Jogando com o facto da trama ser constituída por vários cabos as tecedeiras podem desdobrar o ponto de dois milímetros (2.500 pontos por dm2) de modo a aperfeiçoar as linhas do desenho, chegando assim a obter 10.000 pontos por dm2. Para aprender a tecer este ponto, cada tecedeira precisa de um período de cinco anos de formação. Embora exista muita gente a querer aprender, a verdade é que a própria Manufactura não tem capacidade para, posteriormente, garantir trabalho. “Quando lançamos cursos, aparecem sempre pessoas a querer aprender. O último curso teve 90 candidatas. Depois ficaram 15, que foram saindo entretanto. Deste grupo, só ficou uma rapariga, e não é possível garantir trabalho a

uma dor enorme que Portugal deite fora aquilo que é perfeito e é nosso. Em qualquer parte do mundo que a Manufactura aparece, somos reconhecidas como as melhores. O ‘Ponto de Portalegre’ é um património de todos e é um bem cultural que se está a perder”. A verdade é que para o ponto ser mantido, é necessária prática e execução constante e, neste momento, as tecedeiras só são chamadas ao trabalho quando existem encomendas e estas são cada vez mais escassas. “O caminho que a Manufactura tentou trilhar para salvaguarda deste património que é de todos foi transformar a Manufactura numa Fundação, mas com a polémica recente sobre as fundações o projeto caiu por terra. Foi uma pena, porque esta seria uma Fundação que poderia gerar riqueza, postos de trabalho e, praticamente, toda uma cidade a viver em torno das tapeçarias”, remata Vera Fino. No tempo de Guy Fino, este usava o seu trabalho como comercial da Fábrica de Lanifícios de Portalegre para promover as tapeçarias. “Ele visitava galerias internacionais e travava conhecimento com pintores, para lhes explicar o que eram as tapeçarias de Portalegre. Foi assim que conheceu o Le Corbusier, por exemplo, do qual existe uma tapeçaria exposta aqui no edifício da Manufactura. Para o meu pai, sempre foi importante passar para a tapeçaria obras de grandes pintores, sobretudo nacionais, mas também estrangeiros. Basta ver que a primeira exposição que fez contou com uma tapeçaria do Júlio Pomar”, refere Vera Fino. Atualmente, as tapeçarias de Portalegre são conhecidas sobretudo através de exposições. “Já estivemos em Bruxelas, Paris, Londres, Luxemburgo, entre outras e nas bienais de Lausanne. Recentemente, estivemos em São Paulo e Rio de Janeiro. É importante que o façamos para não deixar morrer este património. Vera Fino termina fazendo um apelo a todos para que visitem a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre, de forma a verem os vários estágios pelos quais passa a execução de uma tapeçaria, desde o desenho, passando pela escolha de cor, até à parte da tecelagem propriamente dita.

estas jovens por falta de encomendas. Estes cursos não são apoiados e é preciso haver encomendas, para poder manter a técnica de Portalegre viva e garantir trabalho às tecedeiras. Sem essas garantias, o Ponto de Portalegre irá desaparecer. A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre já teve 300 tecedeiras a trabalhar em simultâneo. Hoje são 12. Quando têm de sair e procurar um novo emprego. “Saem tristes, porque é isto que gostam de fazer. A aprendizagem é de tal modo absorvente e gratificante que as tecedeiras ficam realmente apaixonadas pelo seu trabalho”, relata Vera Fino. O ponto é valioso e precisa de reconhecimento nacional porque internacional já o tem. “O ponto é valioso e Portugal ainda não se apercebeu que o tem”, desabafa a diretora. “Tenho PORTUGAL EM DESTAQUE | 51


O AMOR À PRODUÇÃO DO VINHO DA TALHA A Quinta da Pigarça é um projeto familiar que, desde sempre, deu grande destaque à produção de vinho, particularmente ao vinho da Talha. Nesta empresa, que tem como responsável João Canena, o amor a esta arte antiga de produzir vinho sobrepõe-se a todas as dificuldades. A produção inteiramente biológica e a exportação são os passos seguintes. QUINTA DA PIGARÇA E MONTE DAS LOUZEIRAS ratorial, pelo que a produção já tem outra segurança e está mais vocacionada para o sucesso de um vinho de excelência. Já temos capacidade para fazer todo o trabalho com autonomia, mas o acompanhamento científico é importante, para evitarmos correr riscos desnecessários”.

PAULA DIAS, JOÃO CANENA E CARLOS MALVEIRO “Pelo facto de a minha família ter vinhas no seu património desde duas gerações, fez com que eu tivesse nascido neste meio, sendo os meus primeiros passos dados na Herdade do Rocim, onde cedo me habituei a lidar com este mundo, que vai desde o trabalhar da terra, orientar os trabalhadores, até ao nectar final que sai da Talha. Este amor por um mundo que me é tão familiar, levou-me a optar na minha formação, por um curso ligado à agricultura, tirado na Escola Agrícola de Serpa, em 1997. Desta maneira, depois de aprofundar os meus conhecimentos, decidi fazer o meu primeiro vinho da Talha”, conta João Canena. “No entanto, esta produção não me era estranha, pois o meu pai produzia vinho da Talha para nosso consumo e para oferta aos amigos, sendo feita de uma forma muito rudimentar, correndo os riscos próprios de uma produção em que o sucesso se sustentava 52 | PORTUGAL EM DESTAQUE

essencialmente nas condições atmosféricas e no fator sorte. Foi então que, após a conclusão do meu curso, há 20 anos, que decidi fazer o meu primeiro vinho, aliando as técnicas tradicionais a técnicas mais modernas, diminuindo assim o risco de insucesso, sendo que o primeiro vinho da Pigarça comercializado, foi produzido sob minha responsabilidade. Na altura, sem quaisquer ajudas e tecnologias, a produção do vinho da talha era bastante arriscada e nem sempre o vinho chegava ao fim da cadeia de produção em condições para ser consumido, no entanto tinhamos a sorte de as uvas serem boas, de não existirem tantas doenças como existem hoje e de o vinho não se estragar com tanta facilidade”, recorda o proprietário da Quinta da Pigarça. Felizmente, desde 2004 que a arte de produzir vinho da talha ganhou um acompanhamento próprio. “Temos um enólogo e um acompanhamento labo-

Higiene é o requisito principal O principal segredo de produção de um bom vinho da Talha é a higiene. Todas as etapas, desde a apanha da uva até ao seu transporte são alvo de medidas extremas de higiene e limpeza. “Esta preocupação deve começar na apanha da uva, que deve ser manual. Nesta etapa, se houver uma pessoa doente, pode transmitir vírus e bactérias para as uvas, comprometendo assim todo este processo. A seguir, o transporte das uvas até à adega deverá ser feito em caixas de plástico, que levam entre 10 a 12 quilos de uvas cada uma e em carro frigorífico, não podendo essas mesmas caixas serem utilizadas em novo transporte sem primeiro serem devidamente lavadas e higienizadas”. A explicação para essa lavagem vem de Carlos Malveiro, responsável de logística na empresa Monte das Louzeiras. “Há sempre uma uva que se rebenta, um líquido que escorre e seca dentro da caixa, dando assim origem ao surgimento de bactérias”. A importância crucial da limpeza, até à fase da produção, explica-se por um detalhe muito importante. “Em nenhum momento, desde a apanha até à chegada ao desengaçador, onde os bagos são separados do cacho, as uvas são lavadas. Daí a importância de não ter ninguém doente a trabalhar na apanha da uva e de lavar constantemente as caixas”, explica Carlos Malveiro. “Depois de as uvas serem desengaçadas, elas são transportadas para as talhas, que já foram sujeitas a um tratamento de higiene total. Temos de manter um controlo muito apertado em todos os processos, para evitar que uma falha estrague tudo”. Técnica remonta à época romana Na produção de vinho da Talha, a maneira


de fazer o vinho é mesma que os romanos usavam. Aliás, Vila de Frades, uma freguesia vizinha de Cuba, onde se situa a Quinta da Pigarça, é considerada a capital do vinho da Talha, tendo sido aí descoberto um conjunto de ruínas romanas nas quais foram encontradas fortes referências ao fabrico de azeite e vinho da Talha. “Essas ruínas são conhecidas como S. Cucufate e, inclusivamente, registei esse nome para batizar um dos nossos vinhos”, conta João Canena. Carlos Malveiro acredita que estão no caminho certo utilizando a maneira tradicional de fazer o vinho “Esta linha de produção, em respeito com a maneira ancestral de produção, mas aliada a alguma tecnologia, leva-me a crer que estamos a fazer tudo de acordo com os primórdios do vinho da Talha, mas de uma maneira mais segura em termos de risco para a produção a consumo deste vinho”. Produção biológica Da Parceria entre Quinta da Pigarça e Monte das Louzeiras, fez com que também o Monte das Louzeiras tenha começado a plantar vinha e comprado talhas para que esta paixão seja seguida com dois corações a bater em uníssono pelo mesmo objetivo. Tendo em conta que a produção de vinho da Talha tem por respeito a forma romana de vinificar, a tecnologia e os processos mecânicos foram reduzidos ao mínimo. O

objetivo é conseguir uma produção totalmente biológica. “Já estamos no segundo ano dos três que são necessários para que o processo de certificação da vinha para produção biológica fique completo”, revela Carlos Malveiro. O modo de produção biológica é ainda mais restritivo do que o modo de produção integrada, mas para Carlos Malveiro esse é o caminho a seguir. “Somos controlados a vários níveis, através da faturação, através dos registos que temos no IFAP, e existe ainda um caderno de campo para controlar todos os processos de produção. Além disso, as entidades certificadoras vêm frequentemente ao terreno. Será fantástico começarmos a produzir em versão biológica, mesmo sendo mais dispendioso, porque temos de controlar as coisas de uma forma mais natural, porém vale a pena, uma vez que o produto final irá ser consideravelmente melhor, e só assim se irá produzir um Vinho de Excelência”. Chegado ao produto final, falta apenas escoá-lo. “O João conheceu o Marc Kunz, o proprietário do Monte das Louzeiras, já há alguns anos e ficaram amigos. Entretanto, o João acabou por convencer o Marc a entrar no negócio do vinho, visto que o Monte das Louzeiras é conhecido pela sua produção de azeite de qualidade”, explica Carlos Malveiro. “Começámos a parceria com 8 hectares. O Marc tem muita facilidade em se mo-

vimentar no estrangeiro, pois a sua outra empresa é a Designmarkgroup (design e arquitetura), que tem representação nos quatro cantos do mundo, com projetos em todos os continentes. Além desta mais-valia de facilidade de contactos com o mercado internacional, é um bom apreciador de vinho e também de produtos que na sua produção respeitem a tradição ancestral, sendo assim mais fácil tornarmo-nos maiores e escoarmos aquilo que gostamos de fazer e o que de melhor fazemos. O Marc é uma pessoa muito dinâmica e empreendedora e acho que juntos seremos capazes de fazer algo valioso e com grande dimensão”. Neste momento, esta parceria já tem o maior número de talhas, na produção de vinhos, contando já com mais de 120 talhas. Um projeto novo, que também está tomar forma que é o da construção de uma adega conjunta entre a Quinta da Pigarça e o Monte das Louzeiras, em Vila de Frades. “A ideia de fazer uma adega conjunta justamente na capital do vinho da Talha, faz-nos pensar que estamos a seguir uma linha orientadora, que nos leva ao epicentro ancestral na produção deste vinho”, remata Carlos Malveiro. “Estamos também a trabalhar numa novidade em relação ao vinho, que passa pelo produção de um vinho espumante que promete ser um néctar dos Deuses”.

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HARMONIA DE SABORES ENTRE MODERNIDADE E A GASTRONOMIA TIPICAMENTE ALENTEJANA Às portas da cidade de Elvas, o coração raiano do Alentejo, encontra-se uma dos maiores segredos gastronómicos do Alentejo. A pacata freguesia de Terrugem, a sensivelmente 20 minutos da sede de concelho, é lar de um dos mais ilustres e requintados restaurantes alentejanos. A Bolota é um espaço nobre, com uma decoração moderna e com um toque de requinte, que visa fazer a ponte entre a gastronomia tradicional alentejana e a inovação da cozinha moderna, mantendo-se fiel aos produtos tipicamente alentejanos. RESTAURANTE BOLOTA desaparecer”. Curiosamente, os seis colaboradores que com ela hoje trabalham na Bolota têm todos mais anos de casa do que ela. E é esse um dos grandes segredos desta casa, ter uma equipa de profissionais extremamente competentes, de máxima confiança e que sentem o mesmo afecto por este espaço. Outro dos segredos é a forma como todas as magnificas iguarias desta casa são apresentadas. Seja o menu de degustação - que lhe dá a provar um leque de pratos que representam de forma perfeita a harmonia entre sabores tradicionais e modernos, com uma apresentação requintada e um toque único em cada momento da degustação; a carta da casa - que oferece uma panóplia de receitas capaz de corresponder aos desejos de todos os clientes ou o buffet de domingo – em que os clientes têm à sua disposição diversas iguarias (salgados e sobremesas), a confeção com requinte e qualidade é garantida. Tal como a forma de receber os clientes. Entre a variedade de oferta destacam-se: Entradas: espinafres gratinados com gambas; cozido de grãos no tarro; queijo gratinado com compota de três pimentos; salada de vieiras com vinagreta de maçã; foie fresco com redução de vinho licoroso; migas gatas com bacalhau e coentros; salada perdiz em escabeche; ovos mexidos com farinheira;

ANTONIETA CACHEIRINHA TAROUCA Com mais de três décadas de existência, este icónico restaurante foi fundado por Júlia Vinagre, e viria a ser bem mais do que um emprego para Antonieta Cacheirinha Tarouca. Após terminar a sua formação na área de Economia em 1999 na Universidade Lusíada em Lisboa, Antonieta foi convidada para integrar a equipa do restaurante na área financeira e assessoria comercial. Rapidamente a sua área de influência e abrangência aumentou, embrenhando-se pela área comercial e contacto com os clientes. E o amor que nutre por esta casa foi crescendo ao mesmo ritmo. Em 2005, fruto de vicissitudes da vida, Júlia Vinagre decide retirar-se de funções e Antonieta Tarouca propõe-lhe comprar a empresa. Segundo a própria, seria “uma pena uma casa com esta 54 | PORTUGAL EM DESTAQUE


Sopas: açorda alentejana; sopa de perdiz na panela; creme de tomate com ovinhos de codorniz; sopa de cação; creme de espargos verdes; Peixe: bacalhau gratinado da bolota com espargos; bacalhau confitado com legumes salteados; lombos de bacalhau com pimentos e verduras fritas; salmão confitado com puré de bróculos; linguado au meunier com batatinhas; Carne: arroz de pato à portuguesa; cozido de grãos no tarro à alentejana; assado do norte alentejano no forno; bife do lombo com pimenta verde; charlotte de aves e amêndoa; costeletas de borrego com puré de frutas e esparregado; pato estufado com framboesas; lombinhos de com cebolinhas em vinagre balsâmico; rosbife com molho de patê; migas à alentejana com carne do alguidar; assado de borrego com batatinhas; lombo de javali com puré de castanhas; Doces: sericaia com ameixas de Elvas; pudim de chila com amêndoa; queijo de ovos moles; biscuit de torrão; sorvetes de frutas frescas de frutas; biscuit de figo com molho quente de nozes; soufflé de chocolate quente com couli de frutas frescas. Fruto deste carinho e familiaridade com

os clientes, alguns amigos de longa data da casa, surgem diversos pedidos de catering e reservas de eventos. De casamentos a jantares de amigos, a Bolota tem sido ‘lar’ dos acontecimentos mais importantes da vida de diversas famílias. E é, sem dúvida, essa confiança e o agradecimento de cada um dos clientes que motiva Antonieta e a sua equipa a continuar. Um convite ao bom gosto e ao bom palato no coração do Alentejo. Venha descobrir.

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MOIRA E ALIMENTRING: DOIS PROJETOS COM SABOR A ALENTEJO Em Reguengos de Monsaraz, o Moira é paragem obrigatória para os apreciadores de peixe e marisco. Mas engane-se quem pensa que só do mar vive este restaurante: o leitão é o novo rei da casa. MOIRA/ALIMENTRING próprio chef Luís Miguel. “Nós investimos num forno novo para leitão e as pessoas já começam a vir cá de propósito para comê-lo, que é sempre crocante e estaladiço. Através de muita pesquisa, conseguimos encontrar a melhor fórmula, o melhor segredo!”.

LUÍS MIGUEL LEITÃO Num típico negócio de família, projetado pelos pais do chef Luís Miguel Leitão, o Moira foi criado com o intuito de levar o marisco àquela zona. “Não estamos muito longe do mar mas realmente havia aqui uma falha nessa área. Criámos então este restaurante e estamos aqui desde então”, remata o chef. Mas ficar apenas pelos sabores do mar era algo impensável para um alentejano de gema, que acrescentou assim à carta pratos variados como cataplana de porco preto com marisco, borrego assado, alguns pratos de caça como o arroz de pombo, sopa de cação, migas de espargos, entre outros. O leitão foi um dos mais recentes investimentos deste restaurante, que já começa a dar frutos, conforme nos garantiu o

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A importância dos vinhos na carta do Moira Os sabores do Alentejo reinam nos pratos que o Moira apresenta e, no que toca a vinhos, a história não é diferente. Com várias adegas localizadas nas proximidades do restaurante, o chef Luís Miguel Leitão faz questão de dar preferência aos vinhos alentejanos. “Temos cá vinhos muito premiados. Os vinhos portugueses estão num bom caminho. No que toca ao meu espaço, tenho que ter os vinhos aqui da terra e, depois disso, tento abranger os vinhos das outras regiões, como os do Douro, Dão e da região de Lisboa.” As parcerias com as adegas da região resultam numa admiração mútua, com o chef a ser convidado, por várias vezes, a levar os seus petiscos a eventos que decorrem no interior das próprias adegas. Um reconhecimento do valor que o Moira apresenta. Depois da crise vem a bonança: o nascimento da Alimentring A nova menina dos olhos do chef Luís Miguel Leitão é a Alimentring, uma empresa dedicada à confeção de sopas e patês alentejanos. Em plena crise de 2010, que se abateu sobre Portugal, Luís Miguel não quis baixar os braços e decidiu fazer frente à tendência que se instalou na região de

levar a marmita para o trabalho, de forma a poupar dinheiro em refeições fora de casa. “Dentro da área da restauração, queríamos fazer mais alguma coisa e em 2010, na época da crise, surgiu a ideia de que se as pessoas não vinham cá ao restaurante, tínhamos de arranjar forma de levar a confeção às pessoas. Para não irmos pela via do despedimento formamos, num espaço aqui ao lado, a Alimentring, que é uma empresa que produz pratos na base da confeção alentejana, como por exemplo, um creme alentejano com feijão e poejos, sopa de hortelã e sopa de cação à alentejana, com uma posta inteira de 150 gramas”, enumera o chef. As sopas são a base deste novo projeto mas os patês de delícias do mar e de sapateira também fazem partes do leque de opções disponíveis. O projeto foi bem sucedido e os resultados estão à vista: os produtos estão agora à venda nas lojas Continente, de Lisboa até ao Algarve, grupo Aldi e algumas lojas Intermarché. Para além do reconhecimento dos produtos, o próprio chef também foi distinguido pelo munícipio, na área do empreendedorismo, por ter conseguido criar vários postos de trabalho (neste momento a equipa conta com dez pessoas) e ter conseguido levar o nome de Reguengos de Monsaraz por todo o país.


“COMER BEM, BEBER BEM E ESTAR BEM” Paisagem deslumbrante sobre a planície alentejana banhada pelas águas da albufeira do Alqueva, um serviço de excelência que apresenta uma gastronomia variada e de altíssima qualidade, um ambiente diferente e descontraído: eis o que encontra na Taverna Os Templários, dentro do Castelo de Monsaraz. TAVERNA OS TEMPLÁRIOS

JÚLIO VALIDO Júlio Valido verificou que existia uma oportunidade para rentabilizar o imóvel de que era proprietário, transformando-o num restaurante, curiosamente, na altura em que a restauração enfrentava uma crise e outros estabelecimentos do género fechavam. O projeto está em permanente evolução e tem tido resultados muito favoráveis desde a sua abertura. Considerando a localização no Castelo de Monsaraz, um monumento nacional, a alteração da utilização do imóvel foi um processo moroso e complexo, que exigiu reestruturação da estrutura e limitação das possibilidades devido à exigência em manter a traça original do imóvel. O proprietário revela que gostaria de melhorar certos aspetos, embora não o possa fazer. Uma das caraterísticas únicas deste estabelecimento é a espaçosa esplanada com uma vista deslumbrante sobre as planícies alentejanas banhadas pelas águas da barragem do Alqueva, onde “se gosta de estar”. O proprietário tem por hábito referir que se encontra “dentro de uma aguarela natural, idílica”. Porém, Júlio Valido afirma, sem margem para dúvidas, que o ponto forte de Os Templários é a comida: “temos uma oferta muito aprazível, relação qualidade-preço acessível, integrado com o serviço competente e disciplinado. O sucesso deve-se à conjugação de vários fatores. Tentamos fazer o melhor possível para agradar a quem cá vem”. Então quais são os pratos famosos da casa? Bochechas de porco, diferentes de todas as outras no Alentejo; chambão, os quais são dos poucos (se não forem mesmo os únicos) a vender na região; bacalhau com espinafre e gambas; polvo; sopa de cação, entre outros. Também têm dis-

ponível pratos vegetarianos. Questionado qual o seu prato preferido o chef enumera vários, quase que dando a entender que não consegue escolher, de tal forma é a variedade e a qualidade da oferta que tem. Dentro das sobremesas o Manjar Real, doce conventual da região, é aquele que tem mais saída. Os produtos e fornecedores locais são uma prioridade constante neste restaurante: “apostamos na qualidade e compramos tudo fresco”. A carta muda conforme a flutuação de clientela ao longo do ano. A Taverna Os Templários considera que a cozinha tem de conseguir dar resposta aos pedidos num tempo adequado, não pode demorar demasiado, nem ser feito à pressa, uma vez que têm de garantir a qualidade do prato e tudo é confecionado na hora. Da mesma forma, a carta de vinhos é escolhida de acordo com a qualidade dos mesmos. “Esta é uma terra de vinhos que nunca nos deixa ficar mal, seja em que gama for. Todos eles regionais. Trabalhamos com quatro ou cinco adegas da região. Aqui a marca ‘Monsaraz’ é muito importante em termos de venda de vinho”, explica o nosso entrevistado. Com um público-alvo muito virado para o turismo, a equipa de quatro funcionários é bilingue e alguns “falam três línguas à vontade”. Mais do que uma equipa, são a família de Júlio Valido, que contribuem para fazer deste res-

taurante aquilo que é. O gerente mantém a equipa durante todo o ano, inclusive nos meses em que se regista fraca quantidade de clientela: “todos merecem cá ficar”, reitera. A missão deste projeto é “servir bem”, garantindo que os clientes estejam a “comer bem, a beber bem, a confraternizar e viver o momento, sem pressão do tempo. Disfrutar da paisagem, da comida, do espaço e de quem os rodeia. Penso que cumprimos o objetivo”, conclui.

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CASTELO BRANCO Também conhecida como a “Capital da Beira Baixa”, Castelo Branco é capital de distrito, caracterizada por um riquíssimo património histórico, que remonta até à Idade Média, onde se reflete pelas estreitas ruas da zona histórica, por onde se faz sentir a vida da cidade. Também são exemplos a Sé de Castelo de Branco (ou Igreja Matriz de S. Miguel), os corredores antigos cuja construção remonta à idade média, o Museu de Arte Sacra no Convento da Graça, o Castelo dos Templários e o Convento de Santo António dos Capuchos, o Museu Cargaleiro, com pintura, cerâmica, escultura, azulejaria, tapeçaria do artista português, o Solar dos Cavaleiros, entre outros pontos de visita obrigatória para quem visita a cidade. Mas, como tradição e modernidade coabitam nesta cidade beirã, também as exposições e auditórios do Centro de Cultura Contemporânea que acolhem diversos artistas moderno, o Cine Teatro Avenida, um edifício do Estado Novo inaugurado em 1954, o Centro de Interpretação Ambiental de Castelo Branco, com uma exposição interactiva sobre o património natural do Parque Natural do Tejo Internacional e as praias fluviais do Sesmo, de Almaceda e da Taberna Seca, são a sintonia perfeita para quem procura um destino com um forte carisma cultural e com oferta variada em termos de lazer. Neste sentido, também o Parque da Cidade se torna o lugar perfeito para uma pausa refrescante com as suas fontes e espelhos de água. Já o Jardim do Paço Episcopal conjuga arbustos com magníficas esculturas naquele que é um dos mais extraordinários jardins barrocos portugueses.

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SERVIÇO DE QUALIDADE Existem cada vez mais cuidados a ter quando se está a tratar de um serviço fúnebre. A Agência Funerária de Manuel Alves & Filhos, Lda. (mais conhecida como Agência Alves), fundada há 34 anos pelos proprietários Manuel e Albertina Alves, está localizada no centro da cidade de Castelo Branco e tem vindo a crescer gradualmente. Em conversa com a Portugal em Destaque, Albertina Alves e seu genro Inocêncio Garcia explicam de que forma é planeado um serviço fúnebre, quais os serviços prestados e as constantes formações que têm de fazer. AGÊNCIA FUNERÁRIA ALVES

FAMÍLIA ALVES A ideia do negócio nasceu fora das portas de Castelo Branco. Pelas palavras de Albertina Alves, tudo teve inicio com a “representação de uma agência funerária” em Minas da Panasqueira, Aldeia de São Francisco de Assis. Após alguns anos, Albertina e Manuel Alves, decidiram mudar-se para Castelo Branco em busca de novas oportunidades, de uma qualidade de vida melhor para eles e para o futuro das filhas. Depois de muito ponderar optaram por dar continuidade ao negócio da agência funerária estabelecendo-se por conta própria. Desde então que vão tendo em atenção as exigências dos clientes e do mercado, investindo sempre em constantes formações, em produtos de qualidade e nas novas tecnologias para o setor fúnebre. De norte a sul do país e além-fronteiras Sem recurso a filiais, apenas com uma agência funerária, a empresa familiar composta por sete funcionários e cinco carros fúnebres, percorre o país de norte a sul e estrangeiro. Efetuam trasladações de e para toda a Europa e não só, “basta o cliente pedir que nós estamos presentes em qualquer lugar”, afirma Albertina Alves. Os serviços fúnebres prestados pela agência não são só trasladações, inumações, exumações ou cremações. Tudo o que envolve estas componentes tem uma série de passos a seguir, como por exemplo todo o processo burocrático necessário para que seja realizado o serviço fúnebre, toda a parte de desinfeção e tratamento do cadáver para que a sua última imagem seja a

melhor e todo o protocolo e ornamentação em volta do serviço fúnebre para aligeirar este momento tão doloroso, como nos explica Inocêncio Garcia. Planear um funeral não é tarefa fácil, mas a qualidade e o empenho dos serviços da funerária de Manuel Alves & Filhos faz com que tudo o que o cliente deseje seja possível de concretizar. O acompanhamento perante os familiares é feito antes, durante e após o funeral. “O familiar contacta-nos a qualquer hora, de qualquer lugar e cabe-nos a nós começar a tratar todas as diligências necessárias como contactar com sacerdotes, reservar capelas e avisar os cemitérios. Após o termino do funeral cabe-nos a nós tratar de toda a documentação para as pensões de sobrevivência, subsídio por morte e reembolso de despesas de funeral, tanto na Caixa Geral de Aposentações como na Segurança Social”, explica. Por ser um serviço cada vez mais exigente e com mais concorrência, há que aprimora-lo. Há uma vasta escolha de produtos, com vários preços. Preços esses acessíveis a todos os clientes, uma vez que nos dias que correm a crise chega a todos os sectores. Por ano a Agência Funerária de Manuel Alves & Filhos realiza, em média, entre 300 a 400 funerais, o que fez com que expandissem o escritório e o armazém, investindo em novas e modernas instalações, e para que nada falhe as formações e informações são essenciais. Estas estão ligadas a toda a “burocracia envolvente num serviço fúnebre, horários, preparação de cadáver, desinfeção e higienização para evitar (ou controlar) os maus odores” afirma Inocêncio Garcia, não esquecendo que as “leis e as normas deste sector estão sempre a mudar”. Atualmente, um dos serviços que está a aumentar nesta região é a cremação. Com a abertura do Complexo Funerário em Castelo Branco no último ano, já foram feitas cerca de 15 cremações pela agência, quando em anos anteriores a média era cerca de três a quatro cremações por ano. Num negócio à parte da Agência Funerária, Albertina Alves dedicou-se a uma das suas paixões, que são as flores. Abriu a sua própria florista, a ‘Florista da Sé’, que se situa junto à Agência Funerária de Manuel Alves & Filhos, Lda, apesar de serem negócios separados. Sempre em ambiente familiar onde todos trabalham e ajudam, segundo Albertina Alves o lema desta casa é “a união faz a força” e “defender sempre o nosso trabalho, tratar bem o cliente e fazer sempre um trabalho de excelência sempre com honestidade e humildade”. Assim tem sido nos últimos 34 anos, com muita dificuldade, mas com vontade de continuar a desempenhar este serviço com profissionalismo e dedicação.

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COZINHA TRADICIONAL ÀS PORTAS DA CIDADE É em Castelo Branco que se situa o Restaurante Encosta da Muralha. Um espaço amplo e confortável, ideal para refeições prolongadas, com amigos ou familiares, onde sobressai, em termos decorativos, um painel de azulejos representativo da cidade. A nível gastronómico, oferece cozinha tipicamente regional, onde se destacam as especialidades de bacalhau, cabrito e o peixe de mar. Para além de vários pratos de bacalhau com receitas exclusivas, de salientar também o cabrito regional na brasa ou no forno ou os maranhos do Pinhal e a vasta garrafeira selecionada, capaz de acompanhar qualquer dos prato. Quem sugere é Nuno Salvado, proprietário e mentor deste projeto. ENCOSTA DA MURALHA

“Este espaço completou três anos no dia 2 de outubro, mas anteriormente tivemos um outro espaço nas muralhas da cidade durante 13 anos. Hoje, dedicamo-nos muito ao peixe fresco, sobretudo de mar. No entanto, trouxemos as especialidades que já tínhamos, como o bacalhau, com receitas próprias, criadas por nós, os filetes de polvo, ou o cabrito, um prato que confecionamos todos os dias. No final da refeição, recomendo uma das nossas sobremesas:

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requeijão com doce de abóbora, cheesecake de mirtilos silvestres ou tigelada da Beira, todas confecionadas por nós”, começa por nos contar o empresário. Com uma vasta experiência no setor da restauração, onde trabalha desde os 14 anos, Nuno Salvado explica que esta mudança se deveu “essencialmente pela questão do estacionamento, pois, como o restaurante se situava em plena zona histórica, condicionava o nosso trabalho. Por

vezes, não basta ter uma boa cozinha, um bom atendimento, como acredito que temos, mas sim, ter todas as condições para que os clientes cheguem a nós”. Hoje, o Encosta da Muralha está muito bem situado, perto de zonas estratégicas: muito perto da entrada principal de Castelo Branco, do hospital, das escolas, de hóteis e dos acessos às muralhas do castelo da cidade. Possui capacidade para 70 pessoas, para além da esplanada que tem capacidade para mais 30 e a sua equipa é composta por seis elementos. Apesar de não ser um polo turístico de grande atratividade, Castelo Branco começa agora a ter alguma oferta, como alguns museus, infraestruturas culturais e em termos de restauração começa agora a crescer, com forte margem de crescimento, na perspetiva de Nuno Salvado. “A restauração está bem suportada e bem servida em Castelo Branco. Mesmo assim, penso que nesta área poderia apostar-se e potenciar mais a qualidade, nos produtos regionais e sazonais, pois considero que utilizar boa matéria prima, mesmo que isso implique um maior investimento, é essencial para se confecionar um bom prato. Se formos conhecidos pela qualidade da nossa gastronomia, mais pessoas virão à cidade, dinamizando o turismo”. Com o complemento de garrafeira, que é a ‘menina dos olhos’ do nosso entrevistado, e certamente uma das melhores, (se não a melhor de Castelo Branco), possuindo quase 500 referências de vinho, de todas as regiões do país, dos Açores e da Madeira inclusive, Nuno Salvado ressalva, por fim, o seu gosto por esta área, apesar de todas as dificuldades inerentes. “Há uma carência muito grande de profissionais qualificados em todas as vertentes e dificilmente terei dois espaços ao mesmo tempo. Em 16 anos de atividade, apenas faltei a duas refeições porque considero que é importante estar presente. Esta área requer muito de nós, requer os melhores parceiros e é preciso gostarmos muito do que fazemos para nos dedicar-mos a um projeto desta forma. Não é fácil, mas é gratificante”, conclui.


UMA COMBINAÇÃO ENTRE EMPREENDEDORISMO E RESTAURAÇÃO Espalhado por vários locais de Castelo Branco, Artur Diogo criou diversas marcas na área da restauração que formam a atual empresa Artur Diogo Unipessoal Lda. Em conversa com a Portugal em Destaque, o empresário mostra todos os espaços, faz um balanço positivo da empresa e ainda fala dos novos projetos que aí virão. ARTUR DIOGO

vidado para diretor comercial de uma herdade de vinhos “durante 12 anos”, o que faz com que tenha experiência nesta área.

LUIS CORREIA (PRESIDENTE DA CÂMARA DE CASTELO BRANCO) E ARTUR DIOGO

Empreendedor é a palavra que caracteriza Artur Diogo. Foi em abril de 2004 que o empresário registou a Artur Diogo Unipessoal Lda ligada ao ramo de consultoria em marketing de vinhos para ajudar os “produtores de média dimensão a tornarem-se um pouco mais profissionais na área do marketing e na área comercial”. De seguida, foi con64 | PORTUGAL EM DESTAQUE

As churrasqueiras da Quinta Em janeiro de 2007 e com o “gosto pela cozinha”, Artur Diogo comprou uma churrasqueira no bairro da Quinta da Carapalha, em Castelo Branco, e registou a marca ‘Churrasqueira da Quinta’. Foi assim que reconverteu a empresa relacionada com consultoria para a restauração e já tem várias marcas associadas a este setor. Desde 2007, a empresa não parou de expandir. Em outubro de 2010 surge a segunda churrasqueira seguida pela terceira, “mais próxima do centro da cidade”, que deu mais visibilidade ao negócio. Entre outras churrasqueiras, Diogo apostou no mercado municipal com uma nova equipa. “Reparei que não existia mais nenhuma churrasqueira e foi uma oportunidade mesmo no coração da cidade”. Um conceito diferente marcado pelos grelhados a carvão, pela cozinha simples, “a apostar só em matérias primas de qualidade” da própria região. As especialidades dos restaurantes são,


maioritariamente, o bacalhau na brasa, a posta da vazia maturada e o típico frango. O mesmo espaço, marcas diferentes Em setembro de 2016, Artur Diogo foi convidado pela administração do centro comercial Alegro de Castelo Branco a renovar todo o espaço da restauração. “Um projeto arriscado mas muito bem ponderado ao longo de alguns meses”, revela o empresário. Quatro marcas diferentes foram colocadas no mesmo lugar. “Abrimos a sexta loja da Churrasqueira da Quinta, num conceito que ainda não tínhamos”, ligado ao centro comercial. De seguida foram inauguradas mais três marcas: Vinho ao balcão, Hamburgueria d’Aldeia e Leitão Beirão. Vinho ao balcão veio trazer um conceito de vinho a copo, “com a particularidade de ter apenas vinhos da região da Beira Interior”, aliados a petiscos da região. “Temos presuntos, enchidos e queijos para complementar o próprio espaço”. A Hamburgueria d’Aldeia promete qualidade de forma artesanal. “Temos hambúrgueres feitos com 100 por cento carne, sem misturas e com pão de hambúrguer feito por nós. Trabalhamos com 100% carne de vaca daqui da região”. Uma alternativa à carne de vaca é a carne de porco preto, o que “dá um toque e um sabor diferente”. Por último, abriu a marca Leitão Beirão, onde os leitões são confecionados no próprio espaço com opção de take away. “Todo o processo é controlado por nós”. O proprietário foi buscar a receita do leitão à cidade de Braga para lhe dar um toque especial - o segredo da carne. O espaço tem sido um sucesso, com capacidade máxima atingida e os clientes transmitem essa satisfação. “Temos vindo a agradar, a ter cada vez mais clientes. Tem sido uma aposta interessante”, afirma Artur Diogo. Não é só o conceito take away que é rei nas churrasqueiras. O papel dos clientes ajudou à ideia de entrega ao domícilio. “Muitas vezes as pessoas chegam a casa sem tempo para cozinhar” e este método acaba por ser uma alternativa para os clientes que não querem sair do conforto do lar. Relação qualidade/preço Por norma, nos restaurantes, os acompanhamentos são colocados com o prato principal, conceito que Artur Diogo veio alterar. “Cada cliente escolhe aquilo que quer comer para acompanhar a carne ou o peixe e só paga mesmo o acompanhamen-

to que pede”. E por falar em relação qualidade/preço têm “uma política de vinhos com preços interessantes. Vinhos com boa qualidade aqui da zona”. Estes conceitos deram “uma grande projeção dentro de Castelo Branco”. Novas apostas e novos desafios Com um total de 85 colaboradores, a vontade de construir mais e melhor proporciona novas oportunidades. “Queremos apostar nos hambúrgueres vegetarianos”, uma boa opção para quem não come carne. E porque não uma pastelaria? Foi o que Artur Diogo pensou quando abriu a pastelaria no mercado municipal de Castelo Branco. “Tem uma série de produtos genuínos cá da nossa região”, como as broas de mel, os borrachões e as cavacas. Este ano ingressou numa nova aventura. “Sou o acionista maioritário da Oviger, o único matadouro no distrito de Castelo Branco”. Uma empresa com uma componente social e económica “muito importante para a região” que precisa de “renovar as equipas e os procedimentos”. Uma dos objetivos a ser alcançado na Oviger é a aposta em mão de obra qualificada, um fator que o empresário considera “essencial”, porque para “ concretizar as ideias são precisas as pessoas”. A sétima loja da Churrasqueira da Quinta “é a primeira fora de Castelo Branco”. O novo restaurante, situado em Alcains, quer ser o espelho dos outros estabelecimentos com uma “imagem limpa, minimalista e mobiliário branco”. A presença da cor verde retrata a natureza e o mesmo acontece com as madeiras. É um dois em um, ou seja, take away no rés do chão com cozinha e restaurante no primeiro andar

para as pessoas estarem à vontade”. Projetos As churrasqueiras não têm fim e é por isso que o franchising faz parte dos planos do empresário. “O objetivo é ajudar outras pessoas que estejam desempregadas, que não estejam satisfeitas com o trabalho que têm ou até mesmo possíveis investidores podem investir na marca para a fazer expandir”. A Oviger, empresa de produção, transformação e comércio de carnes e derivados, pretende ser vista “como uma empresa de referência no setor”. Sendo o único matadouro têm como objetivo concentrar no mesmo espaço várias empresas “ligadas à carne que utilizem a infraestrutura que já existe aqui em Alcains. A ideia é fazermos aqui uma implantação de novas empresas”. Cada um com as suas ideias, conceitos, marcas mas com a missão de partilharem a mesma sinergia e aproveitarem o matadouro que têm. E como os projetos não acabam por aqui, a marca ‘Chibinho’ já está registada e pretende dar cartas no mercado. “Há um produto que é o cabrito estonado. Em vez de o cabrito ser esfolado, em vez de retirarem a pele, o cabrito é estonado, ou seja, é retirado o pêlo e fica a pele. A pele fica estaladiça tal e qual como o leitão. Estou a preparar a receita para poder confecionar nos restaurantes”, explica Artur Diogo. Com um enorme espírito de equipa, empenho e qualidade no trabalho que desenvolve, Artur Diogo faz um balanço positivo destes anos. “Temos feito um balanço sustentável. Para avançar para um novo patamar temos de ter o negócio anterior sustentável”.

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UMA VIDA DEDICADA AO MERCADO IMOBILIÁRIO Foi há 17 anos atrás que a ERA de Castelo Branco abriu pela primeira vez as suas portas. Localizada na Rua de Santiago, esta agência resultou da coragem de José Manuel Delgado em arriscar em algo diferente, numa época em que a ERA dava os seus primeiros passos no nosso País. “Procurei encontrar um negócio com o qual que me identificasse e resolvi procurar franchisings, uma vez que não queria começar um negócio do zero” refere. Na altura o conhecimento era pouco, existia uma estrutura ainda pequena e eram os diretores da ERA Portugal que acompanhavam as lojas, um trabalho que hoje em dia é feito por consultores. ERA CASTELO BRANCO te está a ser revertida: agora as pessoas já optam por comprar casas antigas e recuperá-las. José Manuel Delgado acrescenta que este é um novo mercado que tem tido um peso significativo no negócio e que há cada vez mais gente a investir para depois vender ou alugar. O empresário salienta, ainda, a importância da procura de imóveis por parte dos estrangeiros, principalmente britânicos, que investem nesta zona. “Começaram a aparecer mais estrangeiros que tendencialmente adquiriam casas no litoral e que hoje, derivado à subida de preços, tiveram que se afastar dessas áreas e comprar em zonas mais periféricas, nomeadamente no interior”, indica. Abertura para novos mercados Quando iniciou este ramo de atividade, o mercado da construção em Castelo Branco era bastante dinâmico. “Havia muito mercado de casas usadas, as pessoas que tinham melhorado as suas condições de vida e procuravam mudar-se para casas novas.” Com a chegada da crise, muitas pessoas desapareceram da cidade e ficaram muitas casas desabitadas. “Surgiram muitas dificuldades porque grande parte dos negócios eram efetuados através de financiamento bancário, que praticamente deixou de existir. Muita gente desapareceu do mercado”, confessa José Manuel Delgado. Ainda na crise começaram a aparecer no mercado compradores a pronto pagamento, pessoas que souberam aproveitaram as oportunidades de negócio e a partir daí as vendas aumentaram. “De um momento para o outro começou a haver uma abertura maior na banca, começaram a aparecer mais pessoas já com crédito, uma maior confiança”. O responsável pela agência nota que hoje em dia o mercado está com uma dinâmica diferente, uma vez que há cada vez mais negócios a abrir e a atrair a fixação de pessoas na cidade. “Hoje o mercado está com uma dinâmica diferente, há mais procura. Aqui não há muita construção mas há muita procura por imóveis novos”. A aposta na requalificação urbana e nos mercados estrangeiros Também o mercado de usados está mais valorizado. As cidades alargaram e as zonas centrais acabaram por ficar desertas porque as pessoas preferiam ir para casas novas, situação que atualmen-

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17 anos de trabalho e dedicação Neste momento, a ERA de Castelo Branco é formada por 14 profissionais que, segundo o proprietário da agência, têm de ser diariamente motivados e gostarem realmente do que fazem. “Embora seja uma empresa grande, no fundo acaba por ser um negócio muito pessoal”, refere. Quanto ao balanço destes anos de atividade, José Manuel Delgado assume que quer ver o seu negócio crescer no número de vendas e, para isso, pretende estabelecer objetivos mais elevados, o que implica uma enorme dedicação e o alargamento da sua equipa de trabalho. “17 anos é uma parte de uma vida. Não é fácil começar um negócio neste ramo de atividade. Trabalhar com valores elevados é traumático. Houve momentos difíceis, a meio da crise foi muito complicado, mas felizmente as coisas começaram a equilibrar-se. É preciso gostar, como em tudo na vida”, conclui o empresário.


CONTRUÍMOS SORRISOS Com uma localização central na cidade de Castelo Branco e inserida no Hospital Dr. Aprígio Meireles, em Idanha a Nova, as clínicas M Caio visam aproximar os cuidados da medicina dentária da população, sensibilizando a região para uma maior prevenção. Marta Caio, médica dentista e uma das administradoras desta clínica, falou com a Portugal em Destaque, dando-nos a conhecer os diversos serviços ali prestados. CLÍNICA DENTÁRIA M CAIO

diagnóstico digital, Ortopantomografia e Telerradiografia digitais (imagens radiológicas com menor índice de radiação), assim como meios de acesso a pacientes com incapacidades motoras. Nesta unidade a atualização e formação são constantes pois “somos apaixonados no desempenho e na vontade de honrarmos as nossas parcerias, dando à nossa terra natal tudo o que de melhor existe e poderá acontecer na medicina dentária em Portugal e no mundo”, afirmou a nossa entrevistada Marta Caio. A Clínica Médica Dentária M Caio conta com uma equipa especializada de profissionais qualificados em cada área de tratamento, nomeadamente: cirurgia oral, prótese fixa e removível, implantologia, ortodontia, assim como todas as áreas generalistas da medicina dentária, com recurso às mais modernas tecnologias e com um exigente padrão de qualidade: “A nossa experiência permite-nos sugerir aos nossos pacientes que a melhor solução é a que protege e mantém os seus dentes naturais. Apostamos os nossos serviços na excelência da qualidade, baseada na criteriosa seleção dos nossos materiais, no radiodiagnóstico digital e na formação diferenciada dos nossos médicos”, garantiu a médica dentista.

MARTA E MANUEL CAIO

A clínica Médica Dentária M Caio teve a sua origem num consultório cuja direção foi exercida por Manuel Caio. Mas, foi em 2004, aquando da integração na equipa da filha do fundador, Marta Caio, que se viu nascer um projeto inovador e necessário na região: a Clínica Médica Dentária M Caio. Este projeto motivou a renovação e ampliação ao serem criadas novas instalações que permitem à equipa de profissionais e assistentes, que se encontram em formação contínua, um desempenho de excelência em todas as áreas da medicina dentária. O mesmo processo dotou as instalações com 4 gabinetes, todos equipados com a mais recente tecnologia, nomeadamente com um sistema informático de gestão de pacientes em rede, radio-

Uma clínica para todos Como já dito anteriormente, nesta clínica os pacientes com dificuldades de locomoção, encontram fácil acesso no exterior, tendo passadeira e rampa até ao interior, onde tudo está adaptado a pensar nos mesmos: os gabinetes com acesso a cadeiras de rodas, bem como a casa de banho equipada são as provas físicas desta realidade. Por outro lado, e em parceria com a Santa Casa da Misericórdia a M Caio consegue dispor de um serviço amplo e chegar perto de quem muitas vezes não tem acesso à medicina dentária. A adesão ao Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral e as alianças estabelecidas com as diversas instituições regionais, ajudam a propagar este contacto mais humanizado. Em final de conversa, Marta Caio, como membro do Dentista do Bem, apelou ainda a uma maior união para que problemas como o da desertificação não criem maior solidão e isolamento entre as pessoas mais idosas. Relativamente ao futuro, a clínica procurará adotar técnicas cada vez mais modernas e equipamentos de última geração, sem nunca esquecer o que está por detrás disso: as pessoas e os seus sorrisos!

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CANTANHEDE Cantanhede é uma cidade portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e sub-região do Baixo Mondego, com cerca de 9 mil habitantes. Quem visita o concelho pode desfrutar de um variado leque de experiências no contacto com a diversidade paisagística que caracteriza as três regiões naturais do território, como a Gândara, a Bairrada e o Baixo Mondego. A Gândara tem como maiores referências a Vila da Tocha e a Praia da Tocha, que, além de ostentar desde há 20 anos consecutivos a Bandeira Azul, dispõe de um ambiente urbano com inúmeros espaços verdes e de um conjunto de equipamentos desportivos e de lazer de grande qualidade. Na Freguesia de Cadima, local de grande atração turística, a Praia Fluvial dos Olhos da Fervença, é quem ganha maior destaque. Sendo uma região marcadamente cultural, em Cantanhede são desenvolvidos ao longo do ano vários eventos com o intuito de divulgar os seus costumes e tradições, bem como o desenvolvimento de várias infraestruturas que apoiem este crescimento. Para isso, existem em Cantanhede importantes equipamentos coletivos, como a Biblioteca Municipal, um edifício moderno e funcional que oferece um leque variado de serviços e produtos culturais, o Museu da Pedra, a Casa Municipal da Cultura acolhe regularmente exposições de pintura e escultura de alguns dos mais proeminentes artistas nacionais e internacionais no domínio das artes plásticas. No Concelho de Cantanhede desenvolve-se também intensa atividade desportiva numa rede de equipamentos em que pontificam infraestruturas de dimensão apreciável, designadamente as Piscinas Municipais, o Pavilhão Marialvas, o Parque Municipal de Ténis e o Complexo Desportivo da Tocha, o Complexo Desportivo de Febres e o Complexo Desportivo de Cantanhede. De destacar também a rica tradição gastronómica que pode ser apreciada em restaurantes de referência. As caldeiradas, ou o robalo e a sardinha na telha, o famoso leitão à Bairrada, a chanfana, os rojões e o sarrabulho são as propostas mais conhecidas. Associada à gastronomia está a incontornável excelência do vinho de Cantanhede, integrando a Região Demarcada da Bairrada. Estes são alguns dos principais motivos para conhecer esta região e para conhecer um pouco do seu setor empresarial nos próximos artigos desta edição.


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O DIA A DIA DA SOBRAIS COM 39 ANOS DE HISTÓRIA “Até eu aprendo todos os dias”. Quem o diz é Henrique Sobral, enquanto recorda a fundação da Sobrais. A empresa, aberta desde abril de 1978, dedica-se ao fabrico e reconstrução de radiadores para fins industriais e maquinaria pesada. SOBRAIS

ANDRÉ SOBRAL E HENRIQUE SOBRAL Situada em Cantanhede, a Radiadores Sobrais requer de Henrique Sobral uma dedicação total. Apesar do processo de expansão de que foi alvo, surgiu como uma empresa familiar. É por isso que Henrique Sobral trouxe o filho para esta casa, “há cerca de

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10 anos”. Realça que “ele é uma peça fundamental, mas ainda há aspetos que ele não domina”, sendo necessária a presença de Henrique Sobral nas instalações “para estudar as soluções para problemas que aparecem no dia a dia”. A área de atuação é “muito específica e com um público limitado”, uma vez que “não é através do jornal”, como nos outros negócios, “que conseguimos conquistar os nossos clientes”. O “passa a palavra e não dizer que não quando o cliente vem ter connosco” é o principal cartão de visita da empresa que, em 2003, obteve a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade. “A maioria dos novos clientes que surgem são indicados pelos antigos pois já nos conhecem e sabem a forma como trabalhamos”, conta. O mercado alvo foi, durante muitos anos, o setor automóvel. “Já tivemos muito mais movimento quando estávamos mais dedicados ao setor automóvel. Embora que não com tanto resultado financeiro, havia muito que fazer”, afirma Henrique Sobral, destacando a forte concorrência existente nesta área de atuação. Foi esse um dos principais motivos que levou a empresa a dar enfoque ao setor industrial. Henrique Sobral realça que há “muito equipamento que a maioria das pessoas desconhece que usa radiadores ou sistemas de refrigeração” e que quando “este avaria, é necessário que faça a sua reparação e não é fácil porque este é um produto sem data de validade”. A construção de uma nova peça ou a reconstrução da mesma assumem-se como “desafios diários que nem sempre trazem grande benefício económico, mas sim realização pessoal”. Uma rápida resposta “traz satisfação ao nosso cliente”. Uma vez que “este equipamento é sempre necessário, quando avaria faz muita falta” e a rápida intervenção da Sobrais diminui “o tempo em que todo o resto dos funcionários do nosso cliente está parado”. Henrique Sobral relembra a construção do Estádio do Braga. “O construtor mandou vir uma máquina do Japão exclusivamente para aquele trabalho” e nas vésperas da visita de antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, a máquina avaria. “Além da obra estar parada, era o impacto de a única máquina desse género existente no país não estava a trabalhar” e no meio dessa complicação, “foi-nos trazida até aqui, como que de para-quedas”. Em dois dias, “a máquina esteve a ser devolvida já reparada e a trabalhar corretamente”. São desafios como estes que “nos tornam conhecidos, pela qualidade no serviço como na velocidade de resposta. A nossa matéria-prima não existe em stock no fornecedor. É fabricada única e exclusivamente por encomenda”, conta Henrique Sobral que destaca esta como uma das principais dificuldades do negócio. Todavia, “mesmo perante todas estas circunstâncias”, há já uma “tradição com a Sobrais com mais de 30 anos e por isso conseguimos conciliar o trabalho com as empresas no estrangeiro”. Realça ainda a “relação que os fornecedores têm connosco” pois “confiam em nós ao ponto de nos deixarem pagar em 90 dias”. Hoje em dia esta é uma realidade “que só existe porque somos uma empresa de confiança”.


INOVAR ESTÁ NO SEU ADN Como uma das empresas referência na transformação e comercialização de vidro, a CRISTALMAX tem-se distinguido ao longo de 23 anos no mercado nacional e internacional. A Portugal em Destaque foi conhecer a mesma pela voz de Máximo Silva, CEO e Ana Margarida Silva, diretora financeira. CRISTALMAX

A CRISTALMAX já tem alguns anos de existência no mercado. Como surgiu e se desenvolveu este empreendimento? M.S: Constituída em finais de 1994, a CRISTALMAX dedica-se à transformação e comercialização de vidro, tendo na sua génese o know-how e conhecimento do mercado por parte dos seus sócios, nomeadamente eu, que acumulo uma longa experiência no setor, decorrente da minha ligação ao mesmo desde 1978. Ao longo destes quase 23 anos de existência, conquistou uma posição de referência no mercado, assumindo sempre uma filosofia de seriedade e credibilidade, que lhe permitiu estabelecer relações de confiança e satisfação com todos os seus parceiros de negócio, tornando possível à empresa atingir rapidamente um volume de negócios considerável e uma boa carteira de clientes. De sublinhar que a CRISTALMAX colabora há vários anos com várias construtoras, tendo já uma vasta lista de obras de referência, entre as quais evidenciamos o Casino de Lisboa, Estádio da Luz, Fundação Champalimaud, Hotel Palace Vidago, Novo Museu dos Coches, Epic Sana Amoreiras Hotel, Pousada de Lisboa, CR7 Lisboa Hotel e mais recentemente Sud Lisboa Terrazza, IKEA Loulé, Leroy Merlin Loulé.

Qual a identidade da CRISTALMAX? M.S: A CRISTALMAX pretende disponibilizar e apostar na diversidade de produtos e serviços de elevada qualidade, de forma a dar resposta à constante evolução do mercado, bem como à exigência dos seus clientes. Neste sentido, investiu ao longo dos anos em equipamentos e tecnologia de forma a dar resposta às especificidades dos seus clientes. Tem também o cuidado de acompanhar as constantes mudanças e tendências do mercado, permitindo criar e desenvolver novos produtos e novas marcas, em permanência. A CRISTALMAX é detentora de várias marcas próprias, das quais se destacam ISOLMAX® - vidro isolante, CRISTALSUN® - vidro isolante com estore interior e MAXSAFE® - Serigrafia de Alarme. Em paralelo, foi pioneira na obtenção de importantes certificações dos seus produtos, tais como a MARCAÇÃO CE e a certificação do produto ‘Vidro Isolante’ pela entidade CERTIF, mantendo a mesma desde 2006. É certificada também pela entidade francesa CEKAL, para o produto Vidro Isolante duplo com 90 por cento Árgon e Vidro Isolante Triplo com 85 por cento Árgon, desde 2012. Os produtos com esta certificação têm associado um seguro de garantia de 10 anos, no mercado francês. É desta forma que a Cristalmax assume que inovar, está no seu ADN. Quais são as valências da empresa? M.S: Ao longo dos anos, a empresa soube adaptar-se às novas condicionantes de mercado e desafios com os quais se deparou, apostando e investindo recursos na inovação, eficiência e processos de melhoria contínua. Neste sentido, tem vindo a apostar em colagens – estruturais (VEC) e sistemas de calhas (Kristal, Cor-Vision, Hi-Finity, entre outras). De forma a responder a estas necessidades, a empresa realizou investimentos produtivos, nomeadamente máquina de arestas quadrilateral com a possibilidade de qualidade de aresta e exatidão nas esquadrias do vidro incluindo o Low-e com sistema automático, robot da linha de duplo a poliuretano e silicone e realização de ensaios labora-

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toriais específicos. De salientar que a CRISTALMAX é o único fornecedor autorizado, em Portugal, para colagem de vidros HI-FINITY.

A.M.S: Têm uma posição muito vincada no mercado dentro da vossa área. Como se distinguem das demais empresas do ramo? A CRISTALMAX é reconhecida no mercado como um player de referência, ágil e flexível, desenvolvendo produtos de grande qualidade, respondendo assim às crescentes exigências dos seus clientes. As vantagens competitivas da empresa, que em paralelo constituem os principais drivers de crescimento são os seguintes: • Equipa de gestão experiente e multifacetada, com ampla experiência e rede de contatos no setor; • Capacidade produtiva, fruto de grande esforço de investimento em equipamentos e tecnologia realizado ao longo dos anos e que se pretende reforçar no âmbito da atual estratégia de crescimento; • Certificações dos seus produtos que lhe garante um importante posicionamento em alguns mercados internacionais; • Adaptabilidade às necessidades do mercado e cumprimento de prazos de entrega; • Acompanhamento personalizado e apoio técnico em projetos específicos.

Apesar do mercado nacional ser ainda bastante representativo da atividade da CRISTALMAX, a empresa realizou nos últimos anos um grande esforço de diversificação geográfica, designadamente para o mercado francês, belga e suíço, que têm assumido uma importância crescente, estando associados a contínuos investimentos por parte da empresa em equipamentos e certificações que lhe garantam uma vantagem competitiva adicional, em função do maior grau de exigência requerido por estes mercados. De salientar que, ainda que de uma forma indireta, cerca de 80 por cento da nossa produção de vidro é fornecida para outros países, nomeadamente Angola, Argélia, Bélgica, Brasil, Cabo Verde, Camarões, Canadá, Estados Unidos, Moçambique, Reino Unido, São Tomé e Príncipe, Senegal, Suíça, entre outros. M.S: O cliente é cada vez mais atento e exigente. Conseguem corresponder às elevadas expectativas? A estratégia da CRISTALMAX continuará a ser de investimento e inovação com vista a superar as expectativas dos nossos clientes, disponibilizando e apostando na diversidade de produtos e serviços de elevada qualidade, com o objetivo de encontrar resposta para todas as solicitações e soluções. É importante garantir fatores de diferenciação face à nossa concorrência. As empresas têm de estar informadas relativamente às novidades do mercado, bem como as soluções existentes de forma a conseguirem proporcionar aos seus clientes um produto de valor acrescentado. A.M.S: Que projetos têm planeados para o futuro? Atualmente, a CRISTALMAX tem em curso uma estratégia de expansão da sua operação, designadamente a nível internacional, perspetivando-se um forte crescimento durante os próximos anos. No âmbito da estratégia de crescimento em curso, a CRISTALMAX irá reforçar a capacidade produtiva, de forma a incrementar as exportações, criar vantagem competitiva, aumentar a competitividade e consolidar a sua posição junto de atuais e potenciais clientes. Estes investimentos, uma certeza para a expansão e futuro da empresa, via construção de uma nova unidade industrial e equipamentos produtivos, irão permitir a autonomia em produtos específicos que responderão às exigências dos clientes e mercados onde opera e cuja perspectiva é que estejam a funcionar no início de 2018.

M.S: O mercado internacional é uma forte aposta da empresa. Em que países estão presentes? Como foi integrarem-se nesses mercados? Sempre foi um objetivo da CRISTALMAX apostar numa estratégia de desenvolvimento, crescimento e diferenciação orientada para a fidelização dos clientes, criando vantagens competitivas e oportunidades de integração no mercado internacional. A CRISTALMAX está presente em França, através da ‘CRISTALMAXFrance’, desde 2012, que iniciou a sua actividade para efeitos de comercialização de vidro isolante com certificação CEKAL, com selagem a poliuretano e a silicone, com árgon a 90 por cento no interior, utilização estrutural (aplicação VEC) e de vidros não ortogonais.

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DE ENCONTRO AO QUE O CLIENTE PROCURA A Portugal em Destaque teve o prazer de descobrir o Bricomarché Cantanhede. Em conversa com a administração, quisemos saber o que caraterizava esta marca do grupo ‘Os Mosqueteiros’. Esclareceram-nos que operam, principalmente, dentro de cinco áreas e explicaram-nos em que consistia cada uma delas. BRICOMARCHÉ CANTANHEDE

A primeira, o ADN do estabelecimento são, necessariamente, os artigos de bricolage e aquecimento. Em segundo lugar refere-se a vertente da decoração, a qual atrai cada vez um maior número de clientela, maioritariamente feminino (esta secção engloba artigos que consistam em decoração para a habitação: tinta e papel de parede, cortinados, entre muitos outros). Também de referir é a área do jardim, a qual tem muita relevância em todas as lojas Bricomarché, sobretudo em zonas rurais ou onde existam muitas vivendas (a gama de motocultura, por exemplo, é bastante alargada neste estabelecimento de Cantanhede). O segmento da construção, um pouco mais reduzido neste estabelecimento devido a falta de espaço físico, também tem a sua expressão. Por último, a parte da pet shop, que se refere a tudo o que se relacione com animais, desde ali-

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mentação, a tratamento e acessórios. Desde o ano de 2013 que o grupo ‘Os Mosqueteiros’ decidiu adotar um novo conceito e dar às suas lojas uma identidade única. Isso permitiu um crescimento a nível de confiança nos clientes, que passaram a reconhecer a marca. Porém, cada loja está feita à imagem do seu proprietário e, desta feita, tem especificidades. Uma das receitas do sucesso da marca, onde quer que se tenha estabelecido, é adequarem-se à zona onde estão inseridos e conhecer as necessidades dos seus clientes, de forma a ajustar a oferta às necessidades e à procura. Este é um conhecimento que leva certo tempo a adquirir. Dando como exemplo o próprio concelho de Cantanhede, uma zona rural, os produtos pet shop, tais como as rações de animais (gado) têm uma procura mais elevada. Outro dos ingredientes para a receita do sucesso são os colaboradores, 14 no total, a maioria dos quais desde há vários anos, alguns desde a abertura da loja e outros que foram adicionados à equipa mais recentemente. É esta diversidade de mentalidades que fortalece a equipa. A administração da loja Bricomarché admite ter sorte com a sua equipa de trabalhadores, a qual descreveu como humilde, esforçada e dedicada, da qual tentam ser próximos. O grupo providencia formação a nível in-

terno dado por uma associação externa. Entre formação em produto, merchadising e até mesmo comportamental, as muitas formações que disponibilizam aos seus colaboradores, têm o propósito de corresponder a todas as necessidades que a loja possa vir a ter e, claro está, de satisfazer as necessidades do cliente. Cantanhede é uma aldeia em ponto grande. A gerência está muito presente na loja e tem uma interação benéfica e de proximidade com os clientes, quase de cumplicidade. Já lá vão quase 11 anos de atividade, a serem celebrados já no próximo dia 15 de no-

vembro. Apesar do arranque inicial difícil, algo que não é de estranhar, rapidamente a gerência reverteu a tendência e a loja tem revelado resultados positivos desde há nove anos seguidos. O crescimento tem sido evidente, contínuo e sustentando. Para concluir, revelam que tem sido uma aventura muito positiva, a qual viveriam de novo com todo o gosto.


MATOSINHOS Matosinhos é uma das maiores cidades do distrito do Porto, localizada no norte de Portugal, no noroeste da Península Ibérica, no lado direito do rio Douro e possui uma grande área banhada pelo Oceano Atlântico. Matosinhos é uma cidade com grande desenvolvimento industrial, que procura manter ao mesmo tempo as suas tradições populares. Em termos turísticos é incontornavelmente um destino gastronómico, sendo o setor âncora a nível empresarial da cidade. O peixe e o marisco são inevitavalemente os pratos mais procurados e com maior oferta. No entanto, nos último anos, notou-se um aumento significativo de vários tipos de oferta gastronómicos alternativos, de igual qualidade. Da arquitetura contemporânea, é de máxima importância referenciar-se e falar de Álvaro Siza Vieira, cujos laços a Matosinhos são fortíssimos. Álvaro Siza nasceu em Matosinhos, sendo que a cidade foi a grande inspiração para as suas obras mais marcantes, ícones da arquitetura mundial e dos monumentos nacionais. São exemplos, a Casa de Chá da Boa Nova e a Piscina das Marés, construídas entre as rochas. Também Fernando Távora, Alcino Soutinho e Souto Moura são nomes a referenciar. A Praia de Matosinhos é igualmente um ponto de paragem obrigatória e a principal génese das muitas peregrinações e festas populares, que atrai milhares de pessoas por ano, sobretudo na época de verão. Também a Rotunda Rotunda dos Pescadores (que representa uma Anémona) é um grande monumento da cidadade. Este monumento, concebido pela escultora americana Janet Echelman, homenageia os grandes homens dos mar, os pescadores, típicos desta região. Estes são alguns dos principais motivos para visitar e conhecer a cidade de Matosinhos. Uma terra cheia de encantos e com grandes perspetivas de crescimento, em que o setor empresarial ganha cada vez mais destaque, como lhe demonstramos nos próximos artigos.


DE MÃOS DADAS COM A POPULAÇÃO Situada em Matosinhos e criada por iniciativa da Primeira Igreja Evangélica Baptista de Matosinhos, a Associação Baptista Ágape foi fundada a 14 de abril de 1997, para dar resposta às dificuldades da comunidade. Em entrevista à Portugal em Destaque, Paulo Reynal, presidente da instituição, faz-nos um balanço da evolução da Ágape ao longo dos tempos. ASSOCIAÇÃO BAPTISTA ÁGAPE

PAULO REYNAL

Orientada por ações de solidariedade social pelos princípios cristãos de amor ao próximo, a instituição pretende mostrar que a igreja não é apenas o aspeto religioso em si, mas sim que é preciso que as pessoas vejam e sintam que aquilo que se prega e anuncia não é só teoria. Com esse pensamento de caráter social, surgiu então o apoio aos idosos em Centro de Dia e Apoio Domiciliário. E, logo após seis meses de início de atividade, a Câmara Municipal de Matosinhos desafiou a associação para o lançamento de duas valências na Cruz de Pau: o centro de dia e o apoio domiciliário. Este foi um grande desafio para a instituição que tinha poucos recursos e, inicialmente, até teve que fazer o apoio nas instalações da igreja. Só com estes equipamentos sociais é que conseguiu crescer e, entretanto, mudou-se para o local atual. A partir de 1998, com o crescente nível de responsabilidade que se traduziu em mais cuidado e qualidade, a Associação começou a crescer e passou a ter Creche, Pré-Escolar, Atendimento de Tempos Livres, Centro de Dia e Apoio Domiciliário, tudo num curto espaço de tempo. Havia uma grande necessidade e abrangiam todo o concelho. Hoje, já mais localizados, não sentem tanta dificuldade. A evolução da Ágape foi notável e, como tal, em 2002 foi desafiada a fazer um novo tipo de apoio domiciliário: um apoio domiciliário integrado para 30 utentes com a componente de enfermagem médica. Ou seja, além do apoio regular prestado por este tipo de serviços, ficava também com a responsabilidade do centro de saúde ou do hospital de acompanhar o utente em casa com serviços médicos e de enfermagem. Nesse ano, mais aconteceu. Paulo Reynal conta que iniciaram os problemas que levaram a uma cisão com a igreja de Matosinhos e que cortaram o vinculo com a igreja em termos institucionais devido a conflitos. “Hoje somos entidades completamente distintas, não deixamos de ter a nossa componente, os nossos princípios evangélicos estão cá, mas não temos a

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ligação umbilical à Igreja Baptista de Matosinhos”, explica. Mas, desde então, os problemas começaram a desenvolver-se, a cisão não foi bem aceite e começaram a chegar “processos atrás de processos, com muitas aldrabices no meio, assembleias falsas, diretores falsos, pessoas à porta que nos impediam de entrar, foi muito, muito complicado ao ponto de nós hoje podermos dizer que ainda não resolvemos de forma definitiva o problema. Estamos na fase final e intentamos um processo de indeminização a quem cá esteve durante algum tempo”. Apesar das dificuldades, a atividade não deixou de existir, as pessoas continuaram a trabalhar e as necessidades dos utentes sempre foram atendidas. E, com tantas complicações em mãos, algo não deixava a instituição cair. Esta, foi ‘convidada’ pela Segurança Social para ser a instituição piloto para a emergência alimentar, o que levou ao aumento do número de apoio a famílias, que já eram 60 a beneficiar de ajuda gratuita. Paulo Reynal conta que “a instituição esteve para fechar duas ou três vezes, com penhoras pelo meio” e que, num período de quatro meses, estiveram “sem qualquer verba da Segurança Social”. Os funcionários foram solidários e mantiveram-se em função sem receber, os fornecedores também acreditaram na instituição “e com tudo isto o dinheiro foi aparecendo, pelo menos para suprir com as necessidades dos utentes. O nosso objeto de trabalho são os utentes, nunca faltou comida, nunca faltou apoio, nunca faltou nada nem às crianças nem aos idosos, faltou a nós funcionários e faltaram os meios para dar


melhores condições; mas aquilo que é fundamental sempre foi feito e até reconhecido quando esta instituição foi homenageada pelo presidente da Junta de Freguesia em abril deste ano. Nós sentimo-nos reconhecidos por aquilo que tanto lutamos e foi, de facto, muito bom, ficamos muito contentes com isso. Este é o nosso trabalho”.

de de cinema, várias atividades do dia dos avós, dos namorados, dos amigos, Natal, Páscoa, entre outras”. No apoio domiciliário (74 utentes), a higiene pessoal é dada de acordo com a dependência do utente e consoante o que o mesmo necessita. Tenta-se dar a maior autonomia possível e também a alimentação é dada de

Serviços diversificados Seja para jovens ou idosos, atividades não faltam para todos. Neste momento, a Associação Baptista Ágape apoia 120 crianças (41 na creche, 44 no pré-escolar, 35 na sala de estudo), e são acompanhadas entre as 7 e 30 e as 19 horas. “Vamos buscar as crianças, vamos levá-las à escola, fazem aqui os trabalhos e durante o período não letivo também estão cá e fazem diversas atividades”. Quanto aos idosos, são 27 que fazem parte do centro de dia e não faltam atividades para os motivar, “desde atividades com a polícia, para os ensinarem a prevenir-se de alguns riscos que correm, como burlas e vendas agressivas; a trabalhos manuais, dança, ginástica, tar-

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cuidar do próximo e, acima de tudo, da solidariedade. Nas crianças, a solidariedade é implementada logo desde o início, através de campanhas, para que elas tenham noção de como é ajudar o outro. Projetos em mente “O próximo plano passa por ver resolvidos todos estes problemas judiciais e só a partir daí, com essa decisão judicial, é que se pode referir se há condições para avançar sobretudo com o projeto de lar de idosos e a construção de um equipamento para a doença de Alzheimer”. O lar de idosos já é um sonho antigo e é de realçar que Matosinhos continua a necessitar desta sinfraestruturas porque a procura é tremenda e é difícil encontrar resposta às solicitações. Há cada vez mais pessoas com Alzheimer e demência e poucas respostas. No centro de dia, dos 27 utentes, 20 tem Alzheimer. “Em bom rigor, não teriam condições para estar cá, mas as famílias precisam de trabalhar e se o idoso fica em casa, alguém tem que ficar. Nós vamos aceitando os utentes com esta patologia até um nível que já não é possível e aí a família é que decide o que fazer. Cada vez se nota mais que esta doença é mais precoce e não há respostas, por isso este é um projeto que gostaríamos de implementar”. Ajudar os idosos que sofrem de violência doméstica é também uma luta que a Associação tem levado a cabo, tentando travar este flagelo. Para tal, lançou um desafio a uma das candidaturas à Câmara Municipal de Matosinhos: “Matosinhos tem o CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens) e, portanto, em algumas situações de violência reserva as crianças e preocupa-se com as mesmas, mas não há um CPCJ ou um IPCI para idosos e deveria haver”.

acordo com a dieta alimentar de cada um. Por fim, há a higiene da habitação onde se vai a casa dos utentes limpar a casa e buscar a roupa para fazer o tratamento. Ou seja, há um acompanhamento total na vida do utente. Para acompanhar, os utentes a associação conta com uma psicóloga a tempo inteiro e também é incutido aos funcionários a necessidade de, à medida que vão fazendo o seu trabalho, conversarem com os idosos, o que faz com que eles não se sintam sozinhos e ganhem confiança. “Faz-lhes bem desabafar e, às vezes, um desabafo é melhor que um medicamento”, afirma Paulo Reynal. Mão de obra qualificada Desde profissionais em geriatria, educadoras e psicólogas, são 44 os funcionários com capacidade para exercer a profissão da melhor forma. A formação é contínua para chegar à filosofia da instituição: “quanto mais preparado está, melhor serve”. Aliar o talento e conhecimento teórico para trabalhar com idosos com a prática é muito bom, Paulo Reynal diz-se “muito satisfeito com a equipa”. Mas também explica que falta a componente afetiva nas instituições e, como tal, esta instituição mostra ser diferenciada pois procura criar laços entre todos o que num momento de crise tem um grande peso e é um laço mais difícil de quebrar. Para a instituição, o mais importante é atender as pessoas. “Se não fossem as pessoas, esta instituição não existia. Poderíamos ser os melhores funcionários do mundo, mas se não fossem as pessoas não estávamos aqui. Essa é a nossa missão, chegar às pessoas”. Os funcionários possuem um grande peso na vida dos utentes, pois passam os valores e princípios da instituição. Princípios esses que surgem da cidadania, do respeito, do amor ao próximo, do 78 | PORTUGAL EM DESTAQUE

O futuro Após tantas lutas, a Associação Baptista Ágape nunca vergou. Através de muita persistência e resistência as batalhas foram ganhas e, uma vez já solidificada, o futuro da associação passa exatamente por crescer através dos projetos existentes dando mais respostas às necessidades da comunidade. O olhar sobre a comunidade é o ponto fulcral, é necessário perceber e analisar as dificuldades das pessoas para as conseguir ajudar a ultrapassar as dificuldades. As pessoas são a motivação desta instituição solidária.


“ESTA EMPRESA FUNCIONA COM RIGOR, TRANSPARÊNCIA, LEALDADE E CUMPRIMENTO DA PALAVRA” Especializada em comercialização e distribuição de peixe, a Pedro & Peixe Lda vai assumindo um lugar de destaque na zona de Matosinhos. Estabelecida no mercado há cerca de quatro anos, distingue-se não só pela qualidade do produto que disponibiliza, mas também pela aposta na inovação e no desenvolvimento interno. Em entrevista à Portugal em Destaque, Pedro Marques, gerente e Maria Teresa Peixe, diretora financeira, falam acerca da importância dos recursos humanos no seu crescimento e qualidade, assim como de ideias a desenvolver no futuro. PEDRO & PEIXE

PEDRO MARQUES E MARIA TERESA PEIXE 80 | PORTUGAL EM DESTAQUE


A área da pesca é, acima de tudo, incerta. Com uma forte depedência do estado do tempo, as empresas ficam muitas vezes afastadas do mar em alguns períodos do inverno. No entanto, os negócios em terra continuam. Sem serem produtores de coisa alguma, apenas dependentes do que o mar pode oferecer, na Pedro & Peixe Lda há também essa incerteza relativamente ao dia de amanhã. “Este negócio é muito incerto, nunca se sabe o dia de amanhã, nós não somos produtores. É um tiro no escuro e isso obriga-nos a lutar ainda mais, porque não há estabilidade. Só os encargos são fixos e certos ao final do mês”, afirma o gerente. As origens de uma empresa de referência A ligação ao mar está presente na vida do casal há cerca de 25 anos. Se, por um lado, Pedro nasceu em Tondela, região mais interior, Maria Teresa sempre viveu junto à costa. Para Pedro, os 18 anos marcaram a chegada a Matosinhos e o início do contacto com a área. Num momento de insatisfação profissional, anos mais tarde, acabou por surgir a oportunidade de avançar com negócio próprio. “A Pedro & Peixe surgiu de uma ideia de estabelecer um negócio por conta própria, porque eu já fazia parte deste meio há cerca de 25 anos. Em 2013 decidi avançar e optei por reunir uma equipa de pessoas que eu já conhecia e nas quais tinha total confiança. Naquela altura eu sabia que tinha de sair de onde estava, não estava bem lá. O que ia fazer não sabia! Vim de Tondela para Matosinhos com 18 anos e entrei neste mundo. Não tinha conhecimentos e tive que aprender, beber do conhecimento dos outros também”, explica Pedro Marques. Um meio difícil e de poucas relações A vida de quem trabalha com o mar não é fácil em termos de exigência. Como disse Fernando Pessoa: “ Ó Mar Salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal”, afirma Teresa Peixe. Os horários são duros, quase sempre a começar de madrugada, e a exposição ao tempo, faça chuva ou faça sol, é constante. “Em termos pessoais, este é um serviço muito exigente e que nos tira tempo para estar com os filhos. O que nos distingue é o trabalho, o empenho que colocamos nisto! E não somos só nós, todos os funcionários são assim. O mesmo com os fornecedores. Estou satisfeito e não faço intenções de trocar. Atualmente trabalham 16 pessoas. Trabalhamos todos com a mesma farda, todos por igual. Não é fácil arranjar pessoas para trabalhar nesta área. Com o crescimento da empresa até precisava, mas não encontro. Eu gosto que os meus colaboradores estejam satisfeitos aqui e prezo por isso”, afirma Pedro Marques. Para Maria Teresa Peixe, o negócio e a forma como se foi dePORTUGAL EM DESTAQUE | 81


senvolvendo não poderia estar mais de acordo com os seus princípios: “Esta empresa funciona com rigor, transparência, lealdade e cumprimento da palavra. Há muita preocupação com as pessoas, claro que também olhamos pelo negócio. A empresa prefere sair prejudicada do que prejudicar o outro”, esclarece. Para Pedro Marques, seria importante a existência de uma associação que ajudasse na união e coesão empresarial, mas não considera que isso seja um projeto viável. “Era importante haver uma associação que unisse todas as empresas.” admite. Métodos de trabalho da Pedro & Peixe Numa cidade onde o mar emprega muita gente e, por consequência, a concorrência é grande, a Pedro & Peixe Lda distingue-se pela qualidade dos produtos que comercializa, orgulhando-se dos parceiros que escolheu para o decorrer do seu percurso e também da equipa que tem, dia após dia, a trabalhar ao seu lado. “Trabalhamos com salmão vindo diretamente da Noruega e peixe que vem do Oceano Atlântico, Mar Mediterrâneo e Mar Báltico. São produtos controlados em termos de produção, há análises que são feitas, assim como todo o seu processo de rastreabilidade. Temos Número de Controlo Veterinário e como tal, estamos obrigados ao cumprimento das normas impostas tanto pela DGAV como pela União Europeia. Procurei as melhores empresas para parceiros de negócios. Depois, acho que em todos os produtos devia haver mais controle na sua captura, agora fala-se muito do caso da sardinha, por exemplo, porque tudo isso tem influência para o futuro. Se gastarmos todos os recursos de uma vez, eles vão esgotar-se mais depressa”, assegura Pedro Marques. Existe uma preocupação, por parte da empresa, de modo a que não haja uma grande oscilação de preços. “Temos a preocupação de praticar um preço estável, que se mantém independentemente da procura. Aqui os clientes podem reclamar por não ter o produto, por chegarem e já não haver, mas não por causa do preço”, explica Maria Teresa Peixe. “Sentimos a necessidade de fazer uma coisa nova, limpa, para prestar um bom serviço aos clientes. Não me recordo de nada que, olhando agora para trás, me arrependa de ter feito. Marcamos a diferença, isso é certo! ”, afirma Maria Teresa Peixe. Apesar de contar ainda com poucos anos enquanto empresa, a Pedro & Peixe Lda está nas mãos de quem desde há muito convive de perto com o mar. Com um percurso recente mas já feito de diferenciação e sucesso, é fundamental para o gestor ir olhando para o futuro, embora consciente de que a sua área é recheada de incertezas. “Espero continuar a fazer o que estou a fazer, mas com melhor serviço, com menos falhas. Pretendo sempre um trabalho de excelência. Este meio é muito incerto e como certo só posso querer melhorar o serviço. Tenho noção de que vamos crescer!”, conclui Pedro Marques.

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GONDOMAR E VALONGO Valongo e Gondomar são dois municípios que integram a Área Metropolitana do Porto (AMP), uma área composta por dezassete concelhos que tem acolhido uma série de investimentos infraestruturais determinantes para o desenvolvimento da Região. Para além das belíssimas paisagens naturais, as duas localidades vizinhas partilham entre si um passado com raízes influenciadas pela permanência do Império Romano. Proveniente do latim “Vallis Longus”, Valongo é formado por quatro freguesias, ocupando uma área total de 75,1 Km² com uma grande riqueza geológica e paleontológica. A pluralidade de espaços repartidos entre o vale e a serra, a abundância de água garantida pelos cursos dos Rios Leça e Ferreira e a riqueza do seu subsolo, terão facilitado a fixação de povos desde épocas remotas, como é disso prova a exploração de minas de ouro por parte dos Romanos. Os principais ícones desta localidade são a Serra de Santa Justa e Pias, a ancestral panificação, os leves e frescos vinhos verdes e a indústria das lousas e dos brinquedos. Gondomar, terra com ressonâncias históricas, advém do latim “Gundemaro”, nome atribuído ao Rei Visigodo que em 610 teria aqui fundado um Couto. Local de forte tradição agrícola, tem um rico Património Rural e Cultural. Prova disso são os inúmeros espigueiros e solares seculares espalhados pelo concelho. No que respeita ao Património Industrial, é de realçar o passado da Indústria de extração mineira e têxtil. Dois concelhos com um enorme potencial turístico e de lazer, geológico, biológico e botânico e empresarial, com excelentes acessibilidades e garantia de qualidade de vida.

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O FUTURO ESTÁ NO ALUGUER Quem o diz é João Almeida, proprietário da RentPiano, uma empresa com 10 anos de existência que assume cada vez mais importância no mercado português. O conceito desta empresa (que possui instalações no Porto e na Amadora), os produtos e respetivas mais-valias foram assuntos abordados numa entrevista com o empresário. RENTPIANO

JOÃO ALMEIDA O projeto teve o seu início em 2007 e, a partir de determinada altura, começou a ter uma dimensão incomportável para um único administrador. Assim, João Almeida propôs parceria a um amigo italiano (que lhe fornecia os pianos na altura) e avançou com o conceito inovador e promissor de aluguer de pianos. A ideia surgiu tendo em conta as diferentes necessidades do mercado da música e a atualidade da situação económica e financeira das famílias portuguesas que se repercutem nas formas de negócio atuais. “No início foi muito difícil porque as pessoas preferiam ter artigos próprios a alugados. Entretanto, o dinheiro foi escasseando e, a juntar a isso, estamos a falar de um instrumento que tem uma taxa de desistência de 90 por 84 | PORTUGAL EM DESTAQUE

cento porque, ao fim de 2/3 anos, é preciso estudar 1 a 2 horas por dia e as crianças não querem isso. É um instrumento que obriga a muito treino, concentração e muito tempo dedicado, daí haver muita resistência, atualmente, na compra deste instrumento, explicou o empresário, justificando assim a sua aposta neste nicho de mercado. Especializada no aluguer de pianos acústicos, verticais e de cauda, a RentPiano preenche uma lacuna no mercado musical nacional, proporcionando soluções para pianos de estudo, ensino e concertos. De facto, são as crianças e adolescentes que se encontram em processo de iniciação ao piano, o grosso de clientes de João Almeida, muito graças ao ensino articulado que proporciona a aprendizagem de qualquer instrumento musical, gratuitamente, permitindo às famílias investirem nos respetivos instrumentos musicais muito mais facilmente. Neste momento a RentPiano tem cerca de 100 alugueres ativos e pretende, nos próximos anos, alcançar o somatório de 300 e aí estabilizar o negócio. O leque de opções oferecidas por esta empresa é bastante diverso e vantajoso uma vez que permite um período de teste na aprendizagem do piano, para que possa avaliar com segurança uma futura compra do instrumento; a possibilidade imediata de aprendizagem em piano acústico, com todos os benefícios pedagógicos inerentes; a eliminação da aprendizagem em instrumentos não


adequados, altamente prejudiciais à correta evolução do aluno; uma maior motivação do aluno e do próprio professor, com evolução qualitativa muito maior a curto/médio prazo; um investimento e risco financeiro muito reduzido, possibilitando aos pais a perceção das reais capacidades do seu filho; possibilidade de parcerias e condições especiais para estabelecimentos de ensino, tais como: academias e conservatórios; uma logística completa para ações promocionais de empresas e outras instituições, de curta/média duração, envolvendo a utilização de pianos acústicos. Nesse sentido, a RentPiano tem em stock permanente diversos modelos de pianos acústicos de marcas prestigiadas, com mensalidades muito interessantes (a partir de 50 euros/ mês) e ainda com a possibilidade de reembolso (até 12 mensalidades) em caso de futura aquisição: É uma forma de fidelizarmos o cliente, aclarou João Almeida. Questionado sobre como são agilizadas as encomendas com os clientes o empresário explicou que atualmente é tudo feito por “email e por telefone” e que até os pagamentos são realizados por “débito direto”, por forma a simplificar o processo de comunicação entre os clientes e a empresa. Também algumas escolas possuem parcerias com a RentPiano num conceito um pouco diferente: “em troca da divulgação do nosso projeto, nós fornecemos pianos gratuitamente para eventos nessas escolas”, acrescentou. A tradição da música e o conceito de aluguer É sabido que a música faz parte da cultura portuguesa: “se não for o piano é qualquer outro instrumento musical, no entanto, cada vez mais a mobilidade das pessoas e a insegurança do mercado de trabalho resultam em alterações em todos os setores. O aluguer é o futuro. As pessoas já não são tão ligadas às coisas, hoje estão aqui, amanhã acolá. Tenho muitos clientes estudantes espanhóis, brasileiros e até americanos e isso prova a mobilidade existente e o potencial deste negócio, afirmou João Almeida. O respeito pelos instrumentos é uma realidade e, nesse âmbito, a RentPiano não tem tido problemas “Também estamos a falar de uma peça com 250kg. Já temos pianos alugados há quase 10 anos na mesma casa. Posso também dizer que a melhor publicidade é um cliente satisfeito porque eles recomendam-nos aos amigos e proporcionam o crescimento da nossa empresa, referiu. João Almeida gostaria de alargar o seu negócio em produtos e extensão territorial, no entanto afirma que este passo não será para já. “Gostava de fazer o mesmo com os acordeões, mas ainda não encontrei a melhor forma de o fazer porque estamos a falar de uma peça de fácil mobilidade e de maior desgaste. Também poderíamos avançar para território espanhol, temos pensado nisso, mas primeiro vamos cimentar-nos aqui e depois logo se vê., finalizou João Almeida.

TELEMÓVEL: 937 875 000 WWW.RENTPIANO.PT

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CORREÇÃO E TRANSPARÊNCIA Em Valongo, nasceu há um ano e meio uma imobiliária da rede REMAX onde se valoriza a correção e transparência. O nome – Vallis – remete para a origem de Valongo, do Latim Vallis Longus, ligação que os fundadores, Maria do Céu Bárcia e António Lopes, queriam que estivesse no nome da empresa. REMAX VALLIS

MARIA DO CÉU BÁRCIA

18 meses de atividade, 12 anos de experiência A REMAX Vallis nasceu há 18 meses quando Maria do Céu Bárcia e António Lopes decidiram abrir a sua própria imobiliária. Maria do Céu já tinha trabalhado no ramo imobiliário 12 anos, três e meio dos quais numa imobiliária tradicional e os restantes numa grande rede concorrente da REMAX. Já António Lopes, antes do início do projeto REMAX Vallis nunca tinha trabalhado no ramo imobiliário, mas o trabalho na banca e o acompanhamento que fazia, nesse âmbito, à esposa Maria do Céu deu-lhe a experiência necessária para conhecer todos os meandros do setor imobiliário. “Tenho 32 anos de atividade comercial complementados com muito estudo do mercado imobiliário que fiz depois de sair da banca”, conta António Lopes, explicando que a abertura da REMAX Vallis não foi uma decisão que tomou de ânimo leve. Em conjunto, o casal decidiu que estava na altura de criarem o próprio negócio e por isso decidiram investir na REMAX Vallis. “No fundo, decidimos investir em nós próprios”, explicam Maria do Céu Bárcia e António Lopes. Semear, semear, semear: desde o planeamento até à formação A preparação para a abertura da loja demorou mais de um ano. Os fundadores explicam que foi necessário preparar tudo minuciosamente e com muito critério para que a abertura da REMAX Vallis tivesse o maior sucesso. 86 | PORTUGAL EM DESTAQUE

“Semear, para mais tarde colher” foi o mantra que orientou Maria do Céu e António Lopes no planeamento da abertura de loja e, por isso, entenderam que deviam trabalhar faseadamente e com tempo, explicam. Os mesmos valores ainda são aplicados agora que loja está aberta e a funcionar a todo o vapor. Um bom exemplo é o investimento na formação dos comerciais. Uma verdadeira prioridade na rede REMAX. Desta forma, a marca preocupa-se em qualificar de forma completa e criteriosa os que ali trabalham para que possam “chegar o mais longe possível”, explica António Lopes. “Os comerciais que aqui chegam são pessoas motivadas e com elevada formação”, diz o nosso interlocutor, contrariando a ideia que o trabalho no ramo imobiliário é


um imóvel é uma coisa muito pessoal, seja para quem vende, seja para quem compra, por isso devemos fazer com que a pessoa que nos está a confiar o seu se sinta o mais segura possível”, acrescenta a fundadora. O futuro A REMAX Vallis tem apenas 18 meses, mas o caminho tem sido marcado pelo sucesso. Em apenas ano e meio, chegaram aos 12 colaboradores e o objetivo é continuar a crescer. No futuro, ambicionam tornar-se a imobiliária mais bem-sucedida de Valongo. “Só aqui à volta existem mais de oito imobiliárias, mas nós queremos ser os melhores. O nosso objetivo é sermos a imobiliária número um no concelho”, concordam ambos os fundadores. António Lopes explica que se distinguem de outras imobiliárias pela disponibilidade e capacidade de adaptação ao cliente. “Aqui prestamos um serviço cinco estrelas, seja ao cliente comprador ou vendedor. Acompanhamos o processo de início ao fim”, explica o fundador.

ANTÓNIO LOPES uma segunda opção. Desta forma, António Lopes explica que na REMAX só ficam a trabalhar os melhores e mais capazes, “aqueles que se esforçam”, acrescenta. Uma REMAX orientada para o cliente O casal fundador dá a cara pela REMAX Vallis e orgulha-se pelo trabalho que têm feito. “Quando o cliente chega e começa a falar com as pessoas que aqui trabalham esquece-se que está na REMAX. Na verdade, o que está em causa é a nossa imagem. E isso, nós defendemos muito bem”, explicam os fundadores. Maria do Céu Bárcia e António Lopes estão disponíveis para o negócio 24 horas por dia, sete dias por semana. “Há imobiliárias que defendem que os fins de semana são para descansar. Na REMAX Vallis estamos sempre disponíveis porque entendemos que nos cabe a nós adaptarmo-nos às necessidades do cliente”, defende o fundador. Além da completa disponibilidade, voltada para o cliente, “correção e transparência” são também prioridades na REMAX Vallis. Estes valores orientam todos os negócios feitos sob a alçada de Maria do Céu e António Lopes que lutam diariamente para manter os elevados padrões de qualidade, característicos da rede REMAX e superá-los com os conhecimentos pessoais que adquiriram ao longo dos anos. “Damos informação credível ao cliente”, diz Maria do Céu que explica que todos os que trabalham na REMAX Vallis procuram transmitir ao cliente a informação que têm disponível com a maior transparência, para que este esteja sempre a par do que está a acontecer e se sinta seguro com as pessoas que estão a tratar da venda ou compra do seu imóvel. “Hoje em dia, as pessoas chegam aqui muito mais informadas que há alguns anos atrás”, diz Maria do Céu, sublinhando a importância no rigor de transmissão de informação. “Além disso,

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BRAGA Braga encontra-se no norte de Portugal e foi fundada pelos romanos há mais de 2mil anos, sendo uma das mais antigas cidades portuguesas e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo. Considerada como a capital do Minho, Braga é a terceira maior cidade do país, depois de Lisboa e Porto. Mas, apesar de ser uma cidade marcadamente histórica, é também uma cidade bastante jovem, com muita dinâmica em várias áreas. Exemplo disso, foi a nomeação da cidade, em 2012, como Capital Europeia da Juventude. A nível de património histórico, Braga é conhecida pelas suas igrejas e monumentos, gastronomia, artesanato, tradições e festividades. Em termos históricos, uma das principais atrações da cidade é o Santuário do Bom Jesus do Monte, no alto de uma colina. Diariamente, recebe centenas de turistas, sendo o segundo ponto de turismo religioso mais visitado de Portugal, atrás apenas de Fátima. Também o Jardim Santa Bárbara, um jardim público da cidade, junto à ala Medieval do Paço Episcopal Bracarense, é um dos pontos mais visitados. No centro há uma fonte do século XVII encimada pela estátua de Santa Bárbara, daí o nome do jardim. O Santuário do Sameiro, a Fonte do Ídolo, as Termas Romanas do Alto da Cividade, a Torre de Menagem, o Arco da Porta Nova, a Arcada da Lapa, o Museu dos Biscaínhos, o Theatro Circo, o Complexo das Sete Fontes, a Sé de Braga e o Mosteiro de Tibães, são o esplendor do melhor que pode e deve conhecer na região. A par de uma forte identidade histórica, Braga é também uma cidade com um forte empreendedorismo empresarial e com uma forte dinâmica de negócios, onde se sediaram ao longo dos anos várias empresas de renome internacional. O distrito é a sede de cerca de 19 mil empresas, um dos maiores a nível nacional em termos de taxa de criação de empresas e com uma forte taxa de empregabilidade, o que atraiu várias pessoas a mudarem-se para a cidade. Neste sentido, nos próximos artigos, demonstramos a realidade desta área através da entrevista a duas imobiliárias de destaque na cidade, para além de uma realidade institucional e empresarial da mesma.


COMPRARCASA NÃO É APENAS UMA QUESTÃO DE NÚMEROS Na freguesia de São Victor, pertencente ao concelho de Braga, encontra-se a imobiliária ComprarCasa. Localizado na Rua Dr. Francisco Duarte, na zona de Santa Tecla, este é um espaço com o imóvel certo para a pessoa certa. À conversa com a proprietária, Daniela Costa, inteiramo-nos sobre quais os fatores para o sucesso desta ‘casa’ num setor bastante competitivo. COMPRARCASA um pensamento “fora da caixa”, percebendo quais as características da área abrangente ao imóvel, como segurança e acessibilidades. “Torna-se necessário ter essa sensibilidade”, conclui.

DANIELA COSTA A imobiliária ComprarCasa possui duas agências na região de Braga, uma na zona de Santa Tecla e a segunda localizada em Maximinos, e emprega cerca de 25 pessoas. Esta imobiliária oferece um serviço de qualidade, com a promessa de encontrar o imóvel que proporciona a melhor resposta às necessidades do cliente, pautando-se pela sinceridade profissionalismo e pelo acompanhamento personalizado. A imobiliária ComprarCasa disponibiliza serviços de compra e venda, arrendamento, permuta, cedência de quotas, tendo como assessoria um prestigiado gabinete de advogados e de solicitadoria para todos os serviços inerentes a esta atividades, e totalmente gratuitos para os seus clientes. Serviços esses que são disponibilizados para imóveis como apartamentos, moradias, quintas, terrenos/loteamentos, armazéns, escritórios e garagens. Crise financeira Depois da crise financeira ter atirado os preços das habitações para mínimos, o valor das habitações tem vindo a subir desde o segundo trimestre de 2013. O período da crise financeira foi bastante conturbado, durante o qual várias famílias “foram despejadas, deixando alguns pertences para trás”. Uma situação que Daniela Costa

considera como “uma das mais difíceis de presenciar”. Presentemente, a crescente disponibilidade das instituições financeiras para a concessão de crédito para compra de casa é um dos fatores que explicam esta subida e o atual frenesim que se vive no mercado imobiliário. Nomeadamente em Braga, este é um setor no qual a “procura chega a ultrapassar a oferta”. Serviço de proximidade Depois de ter vivido no estrangeiro, Daniela Costa voltou a Portugal e decidiu lançar-se no mercado imobiliário. A empresária considera fundamental conhecer o cliente para ir ao encontro dos seus desejos. O word-of-mouth é um fator importante para o aumento da carteira de clientes, já que o primeiro contacto de alguns potenciais clientes é através da referência de compradores que já usufruíram dos serviços da empresa. Nomeadamente, numa compra de casa, a abordagem será distinta se o comprador for do sexo masculino ou feminino. Enquanto, tendencialmente, o homem será um comprador mais prático, preocupando-se com as funcionalidades do imóvel, uma mulher terá

Planos futuros Relativamente aos planos para o futuro, esses passam por “continuar a vender” e aumentar o número de trabalhadores da empresa tendo em conta o previsível aumento de vendas. Para Daniela Costa, “este é o momento certo” para investir no mercado imobiliário, particularmente em Braga. Situado a apenas alguns quilómetros do Porto, o concelho de Braga desfruta de imóveis de elevada qualidade com valores bastante inferiores aos praticados na cidade Invicta. Sendo natural do concelho bracarense, a empresária afirma que Braga possui uma boa qualidade de vida a vários níveis, com uma das melhores universidades do país e um hospital de elevada competência. O turismo é um fator com crescente importância na região. Braga está cada vez mais na rota dos turistas que visitam o norte do país, inclusivamente, são bastantes os imigrantes brasileiros que escolhem a Cidade dos Arcebispos como local de residência.

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QUANDO SERVIR NÃO É APENAS PROPORCIONAR UM SERVIÇO Com mais de 500 anos de existência, a Santa Casa da Misericórdia de Braga é uma instituição que se dedica ao bem-estar dos mais desprotegidos e à promoção da qualidade de vida na região. À conversa com o Provedor da Santa Casa, Bernardo José Ferreira Reis, inteiramo-nos sobre os esforços da instituição para manter o dinamismo e abranger cada vez mais pessoas. SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE BRAGA instituição engloba as 397 misericórdias atualmente em atividade no país, sendo que cerca de oitenta estão inativas. Estas Misericórdias fazem parte da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), dividindo-se em Secretariados Regionais. A Norte, os Secretariados Regionais de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real, promovem uma reunião anual, com a presença do presidente do Secretariado Nacional da UMP, para troca de impressões, exposição e análise de problemas que, quando necessário, são apresentados aos responsáveis do governo. Há quem associe os jogos de sorte e azar ao conjunto das santas casas mas essa não é a realidade. “A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa é associada pelo público às restantes santas casas mas não faz parte da União das Misericórdias Portuguesas”. Em 1498, a Rainha D. Leonor fundou aquela que viria a ser a atual Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e que é agora propriedade do Estado, depois de ter sido intervencionada na primeira república.

BERNARDO JOSÉ FERREIRA REIS A Santa Casa da Misericórdia de Braga foi fundada em 1513 por ação do Arcebispo D. Diogo de Sousa. Numa primeira fase, a instituição dedicou-se sobretudo à área da saúde, através do Hospital de São Marcos. Entre 1559 e 1974, este hospital de referência esteve na posse da Santa Casa. Depois da “Revolução dos Cravos”, e com a passagem da administração hospitalar para o Estado, a instituição dirigiu-se para a área social. Mais tarde, em maio de 2011, o complexo hospitalar de S. Marcos foi devolvido, completamente vazio, à Misericórdia, uma vez que tinha sido construído um novo hospital na cidade. A Santa Casa da Misericórdia de Braga esforça-se para ser uma instituição aberta. “De maneira geral algumas misericórdias são ainda muito fechadas”, afirma o Provedor. A 90 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Serviços e pessoas abrangidas pela Santa Casa Esta instituição apoia pessoas de diversas faixas etárias e condições sociais. Idosos,


crianças, desempregados, entre outros, são amparados pelos vários serviços oferecidos pela Santa Casa da Misericórdia de Braga. É proprietária de três lares para a terceira idade, duas creches e ainda um centro de dia. Possuí também uma cantina social, responsável por servir uma média de 72 refeições por dia. A Santa Casa proporciona apoio domiciliário e um serviço de acompanhamento social. O gabinete de inserção social funciona em parceria com o IEFP, tendo como objetivo encontrar oportunidades de trabalho adequadas às capacidades de quem está desempregado. A instituição tem parcerias com a Universidade do Minho, Universidade Católica e outros institutos no Porto, Aveiro e Vila Real, com o objetivo de proporcionar estágios aos seus formandos. O número concreto de pessoas apoiadas não se revela fácil de contabilizar, ainda assim, entre lares, creches e apoio domiciliário, serão cerca de meio milhar de pessoas ajudadas pela Santa Casa da Misericórdia de Braga. Esse número aumenta exponencialmente quando se incluem serviços como o de atendimento e acompanhamento social (SAAS/RLIS) e o gabinete de inserção social (GIP). A partir de 28 de dezembro de 2015, a Santa Casa passou a ter o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga, inaugurado na época pelo ministro João Soares. Comparticipado parcialmente pelo ON2 - QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, este é hoje um local de referência da cidade. “Esperava-se que ao fim de cinco anos o número de visitas se cifrasse nos 45 mil visitantes, no entanto, apenas 20 meses após a sua inauguração, o centro já caminha para as 51 mil visitas”. Uma área intrínseca à Santa Casa é o culto. Todos os lares possuem capelas e a Ins-

tituição tem ainda duas igrejas com culto diário. Nomeadamente, a Igreja do Hospital de São Marcos, construída no século XVIII, e a Igreja da Misericórdia de Braga, construída em 1562. A sua construção é posterior à fundação da Misericórdia, que até aí funcionava numa das capelas da Sé de Braga. A instituição está ligada à Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, um evento cada vez mais importante no panorama religioso nacional. A Santa Casa da Misericórdia de Braga organiza a procissão do Senhor “Ecce Homo”, também chamada de “Senhor da Cana Verde”, que pode alcançar um quilómetro e meio de extensão. As procissões da Semana Santa chamam muitos turistas nacionais e internacionais à cidade para assistir a estas solenidades, “que podem atingir cerca de 120 mil em cada procissão”. A Santa Casa não esquece os seus patronos e dedica festividades a Nossa Senhora da Misericórdia, a São Bento e a São João Marcos. Ao longo do ano são organizadas exposições, colóquios e palestras com várias temáticas, participando ainda na organização do Festival de Órgão da cidade. Esta instituição possui ainda um boletim semestral distribuído a nível nacional e uma revista anual, Misericórdia de Braga, com artigos ligados à instituição e outros de caráter científico.

experiências que viriam a influenciar as suas decisões como Provedor. Foi dirigente da Associação Académica de Coimbra e fez parte da Assembleia magna da mesma universidade, revelando desde cedo o gosto pelo associativismo e solidariedade. Aquando da sua chegada ao cargo de Provedor, a Santa Casa de Braga era uma “instituição que estava em fase de reestruturação e que exigiu um esforço grande da Mesa Administrativa”. A partir desse momento, Bernardo Reis e a restante direção recuperou património degradado, como igrejas, lares, creches e património móvel. Um novo dinamismo foi implementado nesta instituição, com diversas atividades de natureza cultural e religiosa. Segundo o Provedor, as Misericórdias, IPSS´s e Mutualistas contribuíram para a resolução de muitos problemas das pessoas que precisavam de maior apoio, durante a crise que se instalou na sociedade depois de o país ter recorrido à ajuda financeira externa. Planos para o futuro O mandato de Bernardo Reis termina em 2018 mas, até lá, ainda há a projetos a concretizar. A Mesa Administrativa pretende instalar uma rede de cuidados continuados, que inclua doenças degenerativas. “O país continua a envelhecer e isso será mais visível nos próximos anos, com o aumento da esperança média de vida”. Em jeito de conclusão, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga espera que o país se esforce para corrigir as desigualdades através de uma política com sequência solidária, e que a sua instituição se foque “em servir e não servir-se”.

Provedor e as suas iniciativas Bernardo José Ferreira Reis é o atual Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, cargo que ocupa desde 2003. Com 83 anos já passou pelos quatro cantos do mundo, em virtude da sua formação em geologia, ligada às áreas diamantífera e de gestão mineira. Colômbia, Venezuela, Brasil, Estados Unidos, Angola e outros países em África, China e Austrália, são apenas alguns dos locais onde adquiriu PORTUGAL EM DESTAQUE | 91


MARCO DE CANAVESES Marco de Canaveses é uma cidade portuguesa no Distrito do Porto, região do Norte e sub-região do Tâmega e sede de um concelho, desde 1852, que engloba no seu perímetro a cidade de Marco de Canaveses e a vila de Alpendorada. Terra com fortes raízes históricas e culturais, é também onde as paisagens verdejantes se fundem com dois belos rios internacionais: o Douro e o Tâmega. As albufeiras artificiais do Carrapatelo, no Douro, e do Torrão, no Tâmega, são excelentes espelhos de água para a prática de desportos náuticos. Sendo um destino diretamente ligado à Natureza, as serras da Aboboreira e de Montedeiras, onde podem fazer longas e refrescantes caminhadas e, na Aboboreira, onde é possível encontrar importantes vestígios pré-históricos, são lugares únicos e de visita obrigatória. Numa vertente mais arqueológia, o local que merece maior destaque é a cidade romana de Tongobriga: importante povoação romana, com mais de dois mil anos de história e que ligava as cidades de Bracara Augusta (Braga) a Emerita Augusta (Mérida). A nível histórico e religioso as Igrejas de Fandinhães, Tabuado, Santo Isidoro, São Nicolau, Soalhães, Sobretâmega, Vila Boa de Quires e Vila Boa do Bispo, Ponte do Arco e Memorial de Alpendorada, são o esplendor do que se pode visitar na região. Também o artesanato local merece a maior atenção, caracterizado pelas Bonecas de Folhelho, pela cantaria, pela cestaria, pelas rendas e bordados, pela tanoaria e pela tecelagem. Em Marco de Canaveses é possível encontrar um sossego e a tranquilidade singulares, características essenciais para o acréscimo de turismo na região, a par de uma gastronomia de eleição, onde se destacam o anho assado com arroz de forno, verde e lampreia, bem como o pãode-ló, pão podre, cavacas e Fatias do Freixo e os Biscoitos de Soalhães e Favões, em termos de doçaria. Pertencendo à Região Demarcada dos Vinhos Verdes, é também em Marco de Canaveses que pode encontrar os melhores vinhos, reconhecidos a nível nacional e internacional. Nas próximas páginas, o tecido empresarial e institucional estarão em destaque. Conheça um pouco do melhor que se faz na região.


“EU NÃO VENDO UMA COZINHA, VENDO UM CONCEITO DE COZINHA” Na freguesia do Marco, no concelho de Marco de Canaveses, encontramos o showroom da Rinuma. Um edifício com dois andares, recheados do que melhor se faz a nível de mobiliário e decoração. A empresa foi criada em agosto de 1989 com uma pequena carpintaria na mesma zona. Os anos passaram, a carpintaria deu lugar a uma fábrica num local próximo e ao showroom que exibe várias peças de mobiliário únicas e feitas a pensar nos desejos dos clientes. RINUMA

uma cozinha ou uma sala, mais do que móveis, vende todo o conceito que o cliente procura.

JOAQUIM SILVA Um serviço completo para o cliente Ao longo do quase 30 anos de Rinuma, o mercado passou por várias fases diferentes, às quais a empresa teve de se adaptar. Joaquim Silva recorda o ‘boom’ da construção civil na década de 90, onde havia um ritmo acelerado das construções e o setor em constante desenvolvimento, onde era necessário maior rapidez no desenvolvimento dos produtos. Após essa fase de grande ‘pressa’ constante na construção civil, a crise veio selecionar as coisas e vivendo-se no momento um novo panorama no setor. Apesar da entrada no país de várias multinacionais de móveis, Joaquim Silva considera que isso não mudou nada, uma vez que a Rinuma não disputa o mesmo mercado que essas empresas. Grandes multinacionais têm como foco o ‘faça você mesmo’, onde o cliente tem toda a necessidade de montagem dos móveis. O mesmo não acontece na Rinuma. “O cliente que nos procura espera que sejamos nós a fazer tudo, inclusive que os ajudemos a pensar”, afirma Joaquim Silva, justificando que quando vende

Procura por designers de interiores de forma gratuita Joaquim Silva conta que a maioria dos seus clientes são jovens casais, que procuram a Rinuma numa fase muito embrionária da construção. Ainda com poucos planos e poucas decisões tomadas, os clientes esperam que a empresa preste todo o serviço de idealização dos espaços. Portugal não é um país onde haja tradição de procura de designers de interiores. Desta forma, são os próprios que tentam tratar dessa parte, procurando, de forma gratuita, alguém que entenda do assunto e que possa ajudá-los nessa tarefa. A Rinuma acompanha, assim, todo o processo de idealização, com forte contacto do cliente, planeando cada espaço de acordo com a sua vontade, para que o resultado final correnponda às suas expectativas. Este é um processo que pode demorar muitos meses, em que a Rinuma acompanha o cliente desde o primeiro momento na idealização do espaço, desenvolvimento e produção até ao momento da entrega dos móveis. Desta forma, a empresa presta um serviço ao cliente de elevada personalização e proximidade, como não acontece noutras empresas. Falta de mão de obra Uma das dificuldades do setor é a falta de mão de obra qualificada. Além da falta de possibilidade de formação na área, Joaquim Silva considera que também não existem pessoas interessadas em aprender. Conta que, após um empregado seu ir para a reforma, está há meses à procura de outra pessoa para o substituir e simplesmente não consegue encontrar alguém para o lugar. É um setor que além de não ter escolas de formação especifica, tem falta pessoas com vontade de trabalhar e aprender. Dedicação e muito trabalho Quando interrogado sobre qual o segredo para manter uma empresa há 28 anos no mercado, Joaquim Silva responde bem disposto: “o mais difícil são os primeiros 30 anos”. A dedicação e o trabalho são indispensáveis para levar o barco a bom porto: “não podemos trabalhar a olhar para o relógio”.

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O IMPOSSÍVEL É, MUITAS VEZES, O NÃO EXPERIMENTADO… HOTEL MONTE DA QUINTA RESORT

Esta é a frase que guia o comportamento da Terra Internacional, uma empresa que se dedica à gestão de empreendimentos turísticos um pouco por todo o mundo e que já possui uma unidade em Portugal. Canip Özkul é o CEO desta empresa, tem 35 anos de experiência a desenvolver, construir e gerir resorts e hotéis pelo mundo inteiro, no entanto, decidiu expandir-se, agora, apenas em Portugal. O desenvolvimento de um novo resort ou hotel de uso misto é de natureza dinâmica que combina múltiplas camadas de diferentes estruturas profissionais que devem ser desenvolvidas e integradas no quadro principal. Somente a experiência, combinada com habilidades e inovação, fornece a capacidade necessária para navegar por 96 | PORTUGAL EM DESTAQUE


tais complexidades e desafios para entregar um projeto com otimizado design e eficiência, suportando todas as demandas e antecipações dos clientes, dentro dos parâmetros de custo que permitem o sucesso operacional. E é para assumir este papel que existe a Terra Internacional, uma entidade que, até agora, já produziu inúmeros estudos de mercado e análises de viabilidade, com uma base sólida para planos estratégicos de negócios: “Estamos apaixonadamente empenhados em fornecer uma experiência de convidado desproporcional, oferecendo um retorno de investimento excecional como desenvolvedores e gerentes de resorts / hotéis”, explicou o CEO da Terra Internacional. A aposta em Portugal revelou-se mais do que evidente devido às potencialidades e beleza do nosso país O Hotel Monte da Quinta Resort (Quinta do Lago) é o primeiro empreendimento desenvolvido sob a alçada desta organização internacional, em Portugal. Trata-se de um hotel 5*, com 132 quartos, onde os clientes podem optar por um, dois ou três quartos suites, variando de 66 a 320 metros quadrados. Todos estão equipados com casa de banho privada, sala de estar, terraço e kitchenettes. O resort oferece uma cozinha internacionalmente matizada, um clube infantil, um lounge bar para relaxar, um spa, um ginásio, uma sala de jogos e uma piscina interior e exterior. Visite este espaço e explore as várias formas de aproveitar as suas férias no Monte da Quinta Resort.

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Portugal em destaque - Edição 23  
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