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ÍNDICE

AZAMBUJA PAG 18

ROTA DO DÃO PAG 52

FAFE

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EDITORIAL Excelência em Destaque Uma vez mais, encontramos de norte a sul um país de excelência, disposto a contrariar crises económicas e outras dificuldades com que se vai deparando diariamente. É uma luta afincada e, não raras vezes, desigual, é certo. Mas também é certo que os empresários portugueses têm a capacidade de vencer, de ‘dar a volta por cima’ e continuarem a primar pela sua competitividade, inovação e excelência. Alguns chegam mesmo a ‘carregar’ esse galardão, com o orgulho que lhes é devido, e merecido. Somos conhecidos e reconhecidos em todo o mundo pelo nosso brio profissional, pela nossa capacidade de adaptação e, sobretudo, por sermos bons naquilo que fazemos. E é por isso que a cada edição que passa, temos ainda mais orgulho por trazer às nossas páginas um Portugal em Destaque. Boas leituras.

A direção editorial Diana Silva

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CONDEIXA E V.N. DE POIARES Situado na região centro, próximo do litoral e a cerca de 10Km de Coimbra, o concelho de Condeixa-A-Nova esconde um passado rico, que nos faz viajar até tempos em que a presença romana era notória em Portugal. A herança deixada por este povo pode ainda hoje ser admirada nas Ruínas e no Museu Monográfico de Conímbriga. Condeixa-A-Nova nasce da fusão de várias civilizações, sendo que as primeiras eram habitantes da cidade luso-romana de Conímbriga, durante o século II a.C.. O local conheceu novos desenvolvimentos com a concessão de um foral, em 1517, atribuído por D. Manuel I e a formação da freguesia de Condeixa-A-Nova, em 1541. Durante a época quinhentista Condeixa é ocupada pela nobreza, que faz edificar ostentosos palacetes e solares. Com uma história e localização privilegiada, Condeixa não se afastou das suas raízes, património, natureza e tradições. Uma das paragens obrigatórias para quem visita o concelho e quer saber mais sobre a sua história são as Ruínas Romanas de Conímbriga. O Museu Monográfico e, mais recentemente, o Museu Portugal Romano em Sicó são dois espaços que se dedicam ao passado de Condeixa. Nasceram em Condeixa algumas figuras ilustres de Portugal, de entre as quais destacamos o Dr. Simão da Cunha, o Dr. João Antunes e Fernando Namora. Relativamente a este último foi aberta ao público, a Casa Museu Fernando Namora, habitação onde o médico, escritor e pintor viveu até aos 10 anos de idade e onde descobriu o seu talento para a escrita e pintura. Condeixa é um concelho digno de visita, com arte que marca o seu passado e figuras ilustres que se transportam para o presente, por intermédio das suas obras. Importa referir que os seus usos e costumes, como a lenda dos Ferreiros e as festividades durante a Quaresma se mantêm até aos dias de hoje. A sua gastronomia é também um dos pontos fortes de Condeixa com o tradicional cabrito assado e, na doçaria, a escarpiada. Se ainda não conhece este concelho, acabamos de lhe dar bons motivos para o fazer!


CONDEIXA NO CENTRO DA HISTÓRIA “Condeixa, há mais de dois mil anos perto de tudo” é um dos vários slogans de promoção a Condeixa e encaixa na perfeição. Se em tempos foram as antigas estradas romanas que colocaram a vila condeixense no mapa de Portugal e do mundo, hoje são os estratégicos acessos à autoestrada, como a A1 e a A13-1, que trazem o mundo a este belo território nacional, bem no centro do país. Um verdadeiro orgulho para Nuno Moita, presidente do município e condeixense de gema, ainda mais quando tem como objetivo primordial para o fim deste primeiro mandato e início do seguinte afirmar e promover, novamente, as ruínas de Conimbriga como “uma referência nacional”, tal como o foram nas décadas de 60 e 70. Pois, “a marca de Condeixa é Conimbriga”, declara o autarca, confiante na história e no património do seu concelho.

MUNICÍPIO DE CONDEIXA

NUNO MOITA Conimbriga: marca da civilização romana Classificada como monumento nacional, Conimbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em território nacional. É a mais estudada no país, embora seja conhecido apenas um sexto da sua dimensão, e está, apenas, a 16 quilómetros de distância de Coimbra, a capital do distrito.

Por ano, cerca de 100 mil pessoas visitam as ruínas de Conimbriga. Uma prova da importância que esta belíssima herança romana tem para Portugal e do porquê de serem consideradas o ‘ex-libris’ da vila de Condeixa. Abertas ao público desde 1930, diariamente dão a conhecer a história do património romano. Da Idade do Ferro à Época Medieval, com especial relevo para

o tempo dos romanos, em Conimbriga está retratado um vastíssimo período da humanidade. Os vestígios lá encontrados e que hoje podem ser observados por todos os admiradores e curiosos deixam transparecer, através dos ornamentados mosaicos, as casas e os jardins da altura; as termas e o Fórum (centro político e administrativo), bem como, as imponentes e robustas muralhas, que confirmam a importância do lugar ali bem preservado. Por muitos considerada a ‘jóia do património do concelho de Condeixa’, quem visita Conimbriga viaja ao império romano e à memória física do que em Portugal ficou e foi cuidado. Mas, não menos importante do que descobrir os vestígios da cidade romana é ficar a conhecer o seu Museu Monográfico. No interior, os visitantes podem ver vários objetos relacionados com a vida quotidiana deste povo, como a olaria, os jogos e passatempos, os pesos e medidas, assim como a religião e as superstições. Já no exterior podem assistir ao ‘Vislumbre do Império’, que se realiza no terceiro fim-de-semana de Junho. Uma majestosa recriação histórica da vida romana, que conta com cerca de 500 figurantes e mais de duas dezenas de grupos de animação, incluindo lutas de gladiadores, cortejo imperial, danças exóticas, artífices ao vivo, entre muitos outros espetáculos, que transportam quem visita o Museu para os tempos áureos da romanização. Motivos mais do que suficientes para CoPORTUGAL EM DESTAQUE | 5


nimbriga, na perspetiva de Nuno Moita, ter “um potencial de atração de investimento importantíssimo” e que tem de ser promovido. Contudo não é a única. Esta associa-se ao Museu PO.RO.S, uma valência complementar à cidade romana e ao município condeixense. PO.RO.S, a simbiose perfeita da interatividade com a modernidade Março é a data traçada para o novo espaço cultural de Condeixa, o PO.RO.S - Museu Portugal Romano em Sicó, abrir as portas ao público e ao mundo. Lá dentro, na antiga casa senhorial da Quinta de São Tomé, recuperada pelo município e que se interliga com o Parque Verde da vila, quem visitar vai ter a oportunidade de conhecer a epopeia de Roma, em específico nas Terras de Sicó, desde a ocupação da Península Ibérica até aos tempos contemporâneos. Vestir uma armadura, manejar uma espada ou tocar em vários objetos típicos da época são algumas das experiências sensoriais que vão estar ao dispor e que, através de salas multimédia, vão dar a conhecer o modo de vida do povo romano, da religiosidade

até à intimidade. O PO.RO.S – Museu Portugal Romano em Sicó é uma verdadeira ode à romanização, com o uso de tecnologia de ponta, que pretende ser “essencial”, para o concelho e para o país, na captação e atração de mais turistas e de mais movimento. Esta é a intenção do presidente do município, Nuno Moita, que não tem dúvidas: “o PO.RO.S vai complementar os achados arqueológicos e o Museu de Conimbriga, assim como aumentar o potencial turístico de Condeixa e da Região”. Atrair é a palavra-chave O economista de profissão é perentório: “O paradigma principal das Câmaras Municipais alterou-se. Ao contrário de antigamente, que se apostava na construção de património edificado, agora a aposta centra-se na captação de investimento, de pes6 | PORTUGAL EM DESTAQUE

soas e de empresas”, assegura o edil. Este é o desafio do executivo de Nuno Moita e a sua maior prioridade. Para tal, é imperativo haver “um aumento da área visitável de Conimbriga” e, consequentemente, do número de visitantes à vila condeixense. Numa fase inicial, o plano delineado passa por captar os turistas particulares que visitam Conimbriga. À porta das ruínas romanas encontrar-se-á um meio de transporte que levará os visitantes até à vila onde terão a oportunidade de conhecer o Museu PO.RO.S. Já no futuro - que Nuno Moita ambiciona que seja breve -, o objetivo será introduzir o destino ‘Condeixa’, nos programas das agências de viagem e, assim, tornar-se num ponto de referência atrativo e competitivo, em comparação com os grandes centros turísticos. Mas as ideias não ficam por aqui. Até ao fim deste ano vão arrancar as obras de construção de uma ecovia, que ligará as ruínas romanas à vila e ao PO.RO.S e que permitirá aos visitantes desfrutarem, a pé ou de bicicleta, da beleza paisagística do concelho e ficarem a conhecer os seus re-

almeja criar uma associação do romano. Uma ideia que ainda está a ser estudada, mas que, na opinião do autarca, apoiará e incentivará o eixo da romanização da região e no qual se incluem os municípios de Alvaiázere, Ansião, Penela, Pombal, Soure e Tomar. Inclusive, sem pudores, o edil condeixense critica a falta de um Programa de Valorização Económica de Recursos Endógenos específico para este eixo, porque, na sua opinião, “é mau para a região não haver um apoio claro neste sentido”, que estimule e contribua para que territórios com baixa densidade sejam atrativos, competitivos e aumentem o seu valor económico, no que diz respeito aos recursos endógenos.

cantos naturais. E porque os prazeres gastronómicos não podiam ser esquecidos, ao longo do trajeto, os caminhantes também terão a oportunidade de saborear os produtos endógenos da região, que vão estar à venda em pequenos estabelecimentos comerciais dispersos pelo percurso. E, ainda, a cerâmica. Se, a longo prazo, a ideia passa pela criação de um centro de desenvolvimento da cerâmica de Conimbriga, que valorize e potencie o seu fabrico - e até já há um espaço pensado para tal -, para já, no recinto do Museu PO.RO.S estarão em exposição alguns trabalhos cerâmicos e artistas locais a demonstrarem, ao vivo, os seus dotes artísticos e a vender as suas obras.

vos moradores ao concelho é necessário transmitir-lhes confiança e estabilidade, a CMC assegurou a manutenção da taxa mínima de IMI. Quanto à educação, o executivo ofereceu manuais escolares a todos os alunos do 1º ciclo e aulas gratuitas de inglês às crianças do pré-escolar; contratou uma terapeuta da fala e uma psicóloga da educação para o 1º ciclo; e aos jovens mais carenciados que frequentam o ensino superior atribuiu bolsas de 1.000 euros para auxiliar nas despesas inerentes. Em relação ao investimento empresarial, a Autarquia garantiu a isenção da derrama, assegurando a estabilidade fiscal às grandes empresas nacionais, como a FarmaLabor, a Domino e a Incarpo, que escolheram a Zona Industrial de Condeixa como a sua sede e, a partir daí, levam o nome do concelho além-fronteiras.

A associação do romano A Câmara Municipal de Condeixa (CMC) vai mais longe, na temática cultural, e

“Por Condeixa. Hoje e Sempre” Os limites de Condeixa extravasam a cultura da romanização. A ação social é outra das grandes máximas deste executivo. Um exemplo disso foi a criação de um pelouro dedicado ao emprego, empreendedorismo e inovação, que tem contribuído para ser um dos municípios com menor taxa de desemprego. Além disso, e porque para fixar mais e no-


A UNIÃO IDEAL: TURISMO, DESPORTO E PATRIMÓNIO A União de Freguesias de Condeixa-A-Velha e Condeixa-A-Nova foi criada em conformidade com a Lei nº 11ª/2013 de 28 de janeiro. O trabalho do atual executivo tem recaído, essencialmente, no melhoramento da condição de vida dos seus eleitores, pondo em prática ações de carácter cultural, social e de lazer. Em entrevista ao presidente Paulo Simões, damos-lhe a conhecer o que de melhor se faz nesta União de Freguesias. UNIÃO DE FREGUESIAS DE CONDEIXA-A-VELHA E CONDEIXA-A-NOVA

O que tem para oferecer Condeixa-A-Velha e Condeixa-A-Nova têm, segundo o seu presidente, “muitos pontos de interesse turístico, espaços de lazer e um riquíssimo património cultural edificado, o que faz com que haja bastante oferta para a população residente, assim como para os todos os seus visitantes”. Condeixa, vila do distrito de Coimbra fica situada entre os vales férteis do rio Mondego, possuindo um vasto património natural e histórico, que a União de Freguesias em destaque enaltece através da organização de vários eventos de cariz cultural e desportivo. O grande atrativo de Condeixa são as ruínas romanas de Conímbriga (em Condeixa-A-Velha), ocupadas entre o século IX a.C. e o sec. VIII, por uma das maiores povoações romanas de que há vestígio em Portugal. Em torno do Monumento Nacional, a União de Freguesias desenvolve uma panóplia de atividades culturais e desportivas, por forma a promover e dar a conhecer a antiga cidade romana.

PAULO SIMÕES

Trail de Conímbriga Terras de Sicó O Trail apoiado pela União de Freguesias passa por 14 freguesias distintas e é já, segundo o nosso interlocutor, uma “imagem de marca de Condeixa”. Nos passados dias 25 e 26 de fevereiro, do ano corrente, realizou-se a VIII edição que juntou mais de 4 mil participantes, numa prova que apresenta vários percursos, com distâncias que vão de 15Km a 111Km. “A nossa freguesia é a que acolhe mais atletas. Para além de ter excelentes condições de segurança e um percurso com paisagens privilegiadas, oferecemos aos atletas produtos regionais, como o mel, o queijo e a escarpeada (doce tradicional de Condeixa)”. Paulo Simões acredita que “o bom tratamento de atletas e caminheiros faz com que o número de participantes aumente”,

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de ano para ano. Para além do Trail de Conímbriga, a União de Freguesias apoia inúmeras atividades ligadas ao desporto, estabelecendo várias parcerias com associações do concelho. “No geral apoiamos todos os eventos de interesse para a nossa freguesia”, remata. A pensar nos seniores Os seniores residentes em Condeixa-A-Velha e Condeixa-A-Nova são um dos focos principais desta União de Freguesias. Foi a pensar neles, que o executivo pôs em prática uma panóplia de atividades em parceria com o município, que fomentam a atividade ao ar livre, o lazer e o convívio. Condeixa tem tradição agrícola e vinícola e é sob este mote que desde 2016 se realiza a Festa das Vindimas. A animação da festa fica a cargo de vários artistas musicais e inclui, desde há dois anos, as Jornadas de Valorização do Património Cultural Material. Foi precisamente no decorrer desta festividade, que a União de Freguesias deu início à realização dos passeios para seniores. O resultado foi tão positivo, que atualmente organizam, gratuitamente dois passeios por ano fora das linhas fronteiriças de Condeixa. O objetivo basilar deste projeto passa por aumentar a qualidade de vida e evitar a solidão dos idosos residentes em Condeixa. Apoios à população Uma das medidas de ação social desta União de Freguesias é dedicada aos mais novos e seu agregado familiar, com o objetivo de melhorar as condições de vida e ajudar os jovens a fixarem-se no concelho. “Todos os anos oferecemos cerca de 500 kits escolares às crianças e jovens da freguesia. Os Kits incluem uma mochila, estojo, cader-


nos e restante material escolar”, explica o nosso entrevistado. O apoio é prestado durante todo o período de escolaridade obrigatória, ou seja, até ao 12º ano, ou até o jovem atingir a idade adulta. Terminado o Ensino Secundário prestam, ainda, apoio aos alunos que optam por ingressar no Ensino Superior. Para toda a população o executivo disponibiliza uma Unidade Local de Proteção Civil desde 2015 e ainda um Gabinete de Apoio Jurídico. De referir que as unidades locais de proteção civil são obrigatórias desde 2017 mas já se encontra em funcionamento na freguesia há dois anos. Um presidente de proximidade O balanço que Paulo Simões faz destes últimos anos de mandato, em parceria com o restante executivo é positivo. “O nosso objetivo continua a ser cumprir senão todas, grande parte das promessas feitas à nossa população. E eu acredito que ainda temos capacidade de concretizar aquilo a que nos comprometemos”, diz. As obras e projetos realizados foram numerosos e, apesar de nem todos estarem terminados, o Presidente garante que “nenhum deles ficou esquecido”. O projeto aprovado mais recentemente foi o alargamento do cemitério, obra que “gostaria de ver iniciada, ainda no decorrer deste mandato”, adianta. Para o presidente Paulo Simões “não existe calendário ou relógio”, pois todos os dias são dedicados à causa pública”, vividos num ambiente de proximidade com os cidadãos.

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O SABOR DA QUALIDADE E DA INOVAÇÃO Seguindo as passadas do pai, Luís Silva aventurou-se na criação, abate e comercialização de leitões. Fazendo da aposta nas melhores espécies e do lançamento de novos produtos a sua grande filosofia, a Matisilva conta já com um crescente mercado conquistado, aqui e além-fronteiras.

MATISILVA

ELISABETE E LUÍS SILVA

De portas abertas desde 2013, a Matisilva – Carnes, Lda. é uma empresa jovem, com sede em Sebal, Condeixa-a-Nova, que nasceu – tal como refere o seu administrador – com o assumido propósito de “atender à necessidade de servir melhor os nossos clientes”. Dedicando-se à produção e comercialização de leitão, esta é, todavia, uma firma cujo contexto histórico nos obriga a regressar à juventude do nosso interlocutor. De facto, e tal como nos recorda Luís Silva, “aprendi com o meu pai a produzir leitões e, até aos 25 anos, estive com ele a trabalhar na zona de Leiria”. A história da Matisilva – que conseguiu já conquistar a fidelidade de um amplo público, surgiu por forças das circunstâncias e com o trabalho da Suinimoura. Ficando esta com a produção e comércio de leitões vivos e a Matisilva com a comercialização e transformação em carcaças.

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Uma referência na qualidade “A Matisilva adquiriu as instalações (em Condeixa-a-Nova) e começámos a laborar aqui, vendendo as carcaças por nós abatidas”, contextualiza Luís Silva. “E, como havia condições para fazermos o assamento, começámos também a apostar no negócio do leitão assado”, prossegue o administrador. Foi através deste processo, paulatino embora firme, que a Matisilva encabeçou uma interessante rota de crescimento, à medida que aos clientes particulares da casa se foram acrescentando as grandes superfícies comerciais, de norte a sul do país. Empregando atualmente cerca de 40 colaboradores, esta é uma empresa especialmente comprometida com o fator qualidade. “Neste momento, acompanhamos todo o ciclo do leitão”, assegura o porta-voz, numa alusão aos processos que decorrem desde a criação dos animais até ao seu abate e posterior comercialização (em carcaça, congelado, embalado a vácuo ou assado). São, efetivamente, abordagens como esta que ajudam a diferenciar a marca Matisilva. Mas qual o segredo por detrás deste desempenho de excelência? “Para se ter um bom produto final, é preciso – em primeiro lugar – ter um bom leitão”, introduz Luís Silva, em alusão a um processo que pressupõe a existência “de um bom conhecimento relativamente à genética” das próprias espécies. Posto isto, é durante o processo de produção que a empresa escolhe quais os animais mais adequados para assar. A título de exemplo, o nosso entrevistado refere tipologias como “o leitão cruzado de bísaro, o duroc, ou o malhado de Alcobaça”. Claro está, todavia, que o primor do produto final também se reflete através do característico molho que o acompanha, sendo


o fator qualidade uma vez mais apontado – a par do amplo know-how – como o critério essencial para a diferenciação, garantindo desse modo um paladar irrepetível. Encarando o futuro Prestes a chegar ao mercado, a Matisilva prepara-se para marcar a diferença com um produto inovador em Portugal, assente na comercialização de leitão desmanchado, oferecendo uma variante nacional para um tipo de produto que já existe, embora oriundo de outros países da Europa. Já no diz respeito à exportação, importa salientar o papel já assumido pela Matisilva num considerável número de mercados. “Já temos presença em países como Alemanha, Luxemburgo, Espanha, França, Suíça e Angola”, enumera o administrador. Planeada para o futuro está, por seu turno, a tentativa de abraçar outras geografias, nomeadamente no continente asiático. Ainda neste âmbito, e paralelamente às eminentes “parcerias com algumas superfícies comerciais”, subsiste a garantia de que a jovem empresa continuará a trilhar o curso que lhe permitiu atingir um já inegável estatuto de referência. Sempre com muito sabor à mistura.

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AO SERVIÇO DA COMUNIDADE O Centro Social Polivalente de Ega foi fundado em 1989, derivando da Associação Desportiva Recreativa e Cultural de Ega. Apesar de, já nessa altura contar com o serviço de apoio domiciliário, foi nesse ano inaugurada a sede e acrescentada a valência social, onde foi possível a partir de então funcionar o centro de dia e atividades de tempos livres para crianças. CENTRO SOCIAL POLIVALENTE DE EGA

MANUEL BRANCO “Nesse momento a valência social acumulou com as valências da área desportiva e cultural que tinham sido a razão de ser da associação”, explica o presidente Manuel Branco. No entanto, foi em 2008 que a própria assembleia geral da instituição decidiu separar a área social da cultural e desportiva, criando assim uma nova associação, conhecida por ‘Os Ugas. Segundo Manuel Branco, “foi uma decisão muito importante que potencializou tudo isto que se conseguiu. Até esse momento a atividade da associação e dos próprios colaboradores era muito exaustiva“. A separação também libertou a direção do centro social para que passasse a agir com um maior foco e concentração de energias em toda a parte social. Já a associação cultural e desportiva permaneceu com a gestão dos vários equipamentos, como a piscina, o campo de futebol ou o salão polivalente da sede. “A partir daí notou-se que a juventude começou a participar mais nos Ugas, e que as direções que se sucederam são formadas principalmente por jovens. Foram também surgindo atividades novas”, onde o presidente destaca os trails, sendo que a 7ª edição do trail de S. Martinho prevê envolver entre 1500 a 2000 participantes. Nesta instituição a proximidade é uma característica inegável. “É um centro pequeno e as pessoas são nossas conhecidas, então, por vezes, fazemos um pouco além do nosso papel. É suposto que o centro de dia seja frequentado por pessoas com alguma autonomia, que fazem as suas refeições e convivem. Mas aqui não, temos pessoas muito cansadas, dependentes e sem condições. E precisam desse apoio. Também era suposto que o centro de dia encerrasse após o lanche, mas há muitos anos que passámos a dar também jantar devido à maioria não ter família que lhes dê essa refeição. É precisamente por isso que também funcionamos ao sábado. Ao domingo não funcionamos mas fazemos na mesma a distribuição para aqueles que não têm condições em casa”, explica Manuel Banco. O objetivo do Centro Social Polivalente de Ega é dar resposta à comunidade dentro das suas principais necessidades, quer às pessoas idosas, quer às suas famílias. Desde o apoio àqueles idosos que por variadas razões estão afastados da sua família, até àqueles 12 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que tendo família, esta não lhes pode dar assistência por motivos profissionais. Com idades bastante diferentes, o envolvimento e participação nesta instituição conta tanto com jovens como com pessoas com mais de 80 anos, conferindo uma diversidade bastante enriquecedora. A mudança de instalações O projeto para a mudança de instalações começou em 2009, data em que foi feita a primeira candidatura, a qual não foi aceite. Só em 2012 viria a ter um resultado diferente, ano em que obteve a autorização da Câmara Municipal. O financiamento desta obra foi feito pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, comparticipando com cerca 1.300.000€, a par dos cerca de 840.000€ da Câmara. Este é um valor que cobre praticamente a construção e o equipamento de todo o edifício. “É um grande esforço da Câmara Municipal. Em termos de apoio a uma IPSS é um grande investimento do Município. No entanto, este esforço é entendido como uma obra, que é para o próprio concelho. Diria que foi uma decisão da Câmara com muita


visão de futuro”, afirma o presidente. A nova obra terá capacidade para 60 utentes em residencial, mais 40 no centro de dia, que atualmente tem capacidade apenas para 30, e o serviço de apoio domiciliário passará de 35 para 50 utentes, isto pelas dimensões da cozinha deixarem de ser tão limitadoras, já que a arquitetura permitiu que ficasse com mais espaço e mais capacitada. Prevendo-se que os acabamentos desta obra terminem já em junho, e ficando apenas a faltar as licenças de utilização, o objetivo é que a abertura do novo espaço aconteça no dia 1 de setembro de 2017. Esta mudança trará também a criação de novos postos de trabalho, e a previsão é que as vagas para novos colaboradores rondem as 25.

Quanto ao apoio a idosos, Manuel Branco considera que irá melhorar significativamente. “A qualidade dos serviços vai melhorar muito e estamos abertos a todos. No entanto há zonas do concelho em que será mais difícil chegar com o apoio domiciliário”. O trabalho é desenvolvido acima de tudo na freguesia de Ega e no concelho de Condeixa, no entanto também engloba algumas pessoas do concelho de Soure, quer utentes, quer trabalhadores. “A mensagem que nós deixamos à comunidade é que os nossos serviços alargarão a partir do terceiro trimestre deste ano, e que nas novas instalações procuraremos proporcionar serviços de grande qualidade dentro dos mecanismos de ação social”, finaliza Manuel Branco.

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AO SERVIÇO DA COMUNIDADE DESDE 1897 SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE POIARES

MANUEL LOBO DOS SANTOS

A instituição liderada pelo provedor Manuel Lobo dos Santos foi fundada em 1897. Como surgiu e como foi a evolução da misericórdia? Esta Santa Casa embora centenária, não deixa de ser jovem quando comparada com os mais de 500 anos das misericórdias, pois iniciou a sua história apenas em 1897 por iniciativa de cinco ilustres poiarenses emigrados na cidade brasileira de Santos, que embuídos de espírito solidário, se reuniram para dar os primeiros passos na construção do que viria a ser o Hospital Beneficência Poiarense, concluído e posto ao serviço da população, com prioridade para os mais pobres em 1908. Em 1909, foi feita a entrega por um grupo de crentes benfeitores, a capela de Nossa Senhora das Necessidades à sua irmandade. Em 4 de maio de 1913 foi entregue o pavilhão de doenças infectocontagiosas por José Maria Dias Ferrão, que assim deu cumprimento ao desejo do seu sogro, o benemérito António Maria Coimbra, que veio a falecer antes de terminar a sua construção. Em 1919, foi entregue o pavilhão para banco, bloco operatório e consultas externas, mandado construir e doado pela benemérita Elisa Henriques Nogueira. Estes foram os principais impulsionadores, mas muitos outros colaboraram generosamente para que esta obra pudesse ser o que é, e ao longo dos anos ter apoiado milhares de pessoas, muitas das quais não teriam outra alternativa. Em conclusão, pode dizer-se que foi uma obra construída pelo povo e para o povo. Em 1962, deu-se início à área social com a construção de um pequeno lar para dez idosos e apenas dois funcionários, que com espírito de missão, davam o melhor de si para tornar mais felizes os dias dos seus utentes. Em 1974, com a nacionalização do hospital, esta instituição fica sem saúde e reduzida ao pequeno lar, antes citado. Mas, em 1977 adquire o antigo seminário da Quinta das Camélias, que após requalificação e adaptação, em 1982, entrou ao serviço da população, sendo considerado à época como um dos melhores lares da região. Em 1994, é 14 | PORTUGAL EM DESTAQUE

criado o Centro de Fisioterapia e Recuperação para os idosos do lar, que em 1999, se transformou em clínica de fisioterapia aberta a todo o público, beneficiando para isso de um acordo com a Administração Regional de Saúde. Em 2001, procedeu-se à reconstrução do antigo hospital com a finalidade de apoiar os grandes dependentes e que veio a ser integrado em 2005 no projeto piloto da rede de cuidados integrados de saúde, tipologia de longa duração e manutenção, hoje com 55 camas. Depois de revelar os pontos que considera mais significativos da história desta instituição e, quando questionado como chegou a provedor, referiu ter sido quase por acaso e provavelmente por sempre ter tido uma participação cívica bastante ativa, em várias áreas, que “tenha estado na origem do convite que a anterior mesa administrativa me fez, para fazer parte da mesma, hesitei pois, preparava-me para me dedicar mais à família, contudo acabei por aceitar, primeiro como vogal, mais tarde passei a vice-provedor e, em 2015, quase por imposição concorri a provedor, tendo tomado posse em janeiro de 2016”. Quais as valências da instituição? Atualmente, possuímos a estrutura residencial para idosos (ERPI), centro de dia, apoio domiciliário, cantina social, medicina física e de reabilitação e ainda o hospital com a unidade de cuidados continuados, sendo que diariamente apoiamos mais de 300 utentes. Para isso, contamos com 130 colaboradores, tal como, utentes não só do nosso concelho, como dos concelhos vizinhos. Para além destas atividades, a misericórdia ainda tem a responsabilidade estatutária de realizar as festas do concelho, que tinham por finalidade angariar receitas para a sustentabilidade do hospital o que não acontece, pois apesar de contarmos com algum apoio da câmara elas hoje dão prejuízo, contudo continuam a servir para reunir a comunidade poiarense, especialmente a que se encontra dispersa pelo país e, não só, que aqui vêm em agosto manifestar a sua fé à padroeira e matar saudades da sua terra natal.


tiva e colaboradores se tornou possível. Neste momento, temos já aprovado um projeto para as novas instalações da unidade de medicina física e de reabilitação, que é de absoluta urgência dado o estado das atuais. Temos ainda outros projetos em mente como a requalificação da ERPI e ampliação da atual estrutura do edifício do lar com vista à criação de melhores acessibilidades e condições dos utentes, respondendo simultaneamente à criação da ala em vista à resposta social na área das demências. No entanto temos de ser rigorosos, pois as receitas não têm acompanhado os custos e apesar de financeiramente estáveis graças à dedicação e à boa gestão que tem sido feita pelos seus dirigentes, que de forma voluntária e gratuita tem dado o melhor de si ao longo dos anos e assim tornado possível dar continuidade a esta obra e ir concretizando o sonho dos seus fundadores.

Quais os projetos de futuro? Antes não posso deixar de salientar que conseguimos que a câmara nos permitisse a ligação de esgotos à rede de saneamento, situação que se arrastava contra a nossa vontade há dezenas de anos e que veio demonstrar que quando há boa vontade tudo se resolve. Concluímos recentemente a certificação de qualidade pelo ISO 9001:2008, das várias valências pela APCER, processo moroso e difícil, que só com empenho de todos, mesa administra-

Como vê o futuro? Vejo com preocupação, pois parece estar a assistir-se ao regresso dos egoísmos, tanto a nível individual como coletivo, já que um leva ao outro e assim ao crescimento das desigualdades sociais. E o Estado, ao contrário do que alguns pensam e seria desejável, não vai ter meios para acudir a todos, por isso, infelizmente, prevejo que a sociedade cada vez mais vai precisar destas instituições, para dar comer a quem tem fome, cuidar dos enfermos, enfim, dar cumprimento às obras de caridade ou de solidariedade, como lhe queiram chamar. Por tudo isto e apesar das dificuldades e da preocupação com a sustentabilidade não vamos desistir, e com o apoio dos ógãos sociais, particularmente da mesa administrativa, tudo faremos para dar aos nossos colaboradores todos os meios para continuarem a prestar aos nossos utentes, razão de ser da nossa existência, um serviço de qualidade de que nos orgulhamos e deste modo honrar o passado e todos aqueles que nos precederam e preparar o futuro.

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UMA RELAÇÃO DE QUALIDADE E CONFIANÇA Na Farmácia São Tomé, em Condeixa-a-Nova, encontrará uma equipa moderna de profissionais que, para além de um atendimento exemplar, tratarão de o aconselhar sobre as melhores práticas para a sua saúde. FARMÁCIA SÃO TOMÉ

EQUIPA Aberta ao público desde 2009, a Farmácia São Tomé é um espaço moderno e dinâmico, que alcançou já um estatuto de inquestionável referência. Propriedade de Lígia Silva Couto, e inserido na empresa Salrifarma – Produtos Farmacêuticos, Lda., este é um projeto que encontra na qualidade do serviço, no cuidado do atendimento ou na capacidade de obter a maior gama possível de medicamentos do mercado os argumentos para uma superior diferenciação. Claro está que um sucesso desta natureza apenas se torna possível através de uma atenta capacidade de analisar e se moldar a um setor que, nos últimos tempos, sofreu radicais oscilações. De facto, se outrora a principal preocupação das empresas farmacêuticas se centrava na comercialização de medicamentos, hoje essa é uma função complementada pela obrigação de proporcionar um verdadeiro acompanhamento ao utente, escutando e aconselhando, numa alusão a um processo que apenas se torna real através da continuada formação profissional dos técnicos que compõem a equipa. Importa salientar, ainda neste âmbito, o cariz inovador com que a Farmácia São Tomé proporciona à população serviços de consultas em áreas como a podologia, a nutrição ou a acupuntura. Mas, se é na arte do bom atendimento que encontramos uma das chaves para a popularidade desta casa, é também constatável a continuada aposta no fator tecnológico. De instalação recente, o estabelecimento conta ainda com os préstimos de um robô que – pese embora a dureza do investimento inicial – já se afigura como uma autêntica mais-valia. Este corresponde, afinal, a um progresso tecnológico que, para além de acelerar o fornecimento dos medicamentos no balcão (evitando compassos de espera), permite que a interação entre o farmacêutico e o consumidor não seja interrompida até que todas as necessidades tenham sido correspondidas.

Apostamos na sua Saúde!

Atendendo a tudo o que já mencionámos, não constituirá surpresa que a Farmácia São Tomé se afirme – não apenas a nível regional, como também nacional – enquanto importante exemplo de sustentabilidade, ousadia e inovação. Fazendo jus a esta mesma filosofia, é igualmente reconhecido o mérito organizacional da empresa Salrifarma, Lda. que, desde 2013, tem vindo a conquistar de forma sucessiva o estatuto de PME Excelência. Constituída ainda pela Farmácia Anobra (em Condeixa-a-Nova) e pela Farmácia São Martinho (sediada em Coimbra), a firma goza já de uma forte quota de mercado e – mais importante ainda – de um público bastante fidelizado. A solidez empresarial atribuída a estas três farmácias é encarada como o reflexo de um sucesso que, por seu turno, parece encontrar eco no bom serviço prestado, ao longo dos anos, à comunidade. E será, efetivamente, sempre com esta consciência social no horizonte que a Farmácia São Tomé promete continuar nos próximos anos, não esquecendo, todavia, uma característica integral ao seu ADN: a vontade de arriscar e, desse modo, garantir a diferença. Tudo isto em nome dos utentes.

SALRIFARMA Produtos Farmacêuticos, Lda

Farmácia S. Tomé

Urb. Quinta de S. Tomé , 32 R/C | 3150-109 Condeixa-a-Nova | Telefone: 239948608 | farmaciasaotome@gmail.com

Segunda-feira a Sábado das 8h30 às 20h.

Farmácia S. Martinho Rua da Escola Agrícola, 9 | São Martinho do Bispo | 3045-195 Coimbra | Telefone: 239802420 | f.saomartinhocoimbra@gmail.com

Segunda-feira a Sábado das 8h30 às 20h.

Farmácia Anobra

Rua da república, 7 | Anobra | 3150-120 Condeixa-a-Nova | Telefone: 239943320 | farmaciaanobra@hotmail.com 4

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Segunda a Sexta-feira das 9h às 20h. Sábado das 9h às 13h.

COMPETÊNCIA, EFICÁCIA E MODERNIDADE AO SERVIÇO DA SUA SAÚDE!

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AZAMBUJA Situada no distrito de Lisboa, a Azambuja é uma vila portuguesa com cerca de 6 300 habitantes. Sede de um concelho composto por sete freguesias e com cerca de 21 800 habitantes, situa-se entre a grande área metropolitana de Lisboa e a ruralidade da Lezíria do Tejo, contando com uma localização privilegiada. A excelente acessibilidade rodo-ferroviária contribui para que este, seja um destino atrativo para visitar, isto a par de todas as suas atrações naturais e do património edificado. Este último é extenso e de interesse histórico-cultural. Da grandiosa beleza e rigor geométrico da Praça dos Imperadores, dedicada aos imperadores romanos, às linhas neoclássicas que compõem a fachada da Casa da Câmara, datada do século XVIII, a riqueza dos monumentos é inegável. Palácio Conselheiro Frederico Arouca, Pelourinhos da Azambuja e de Manique do Intendente, Marco da Légua ou Estalagem das Obras Novas e Vala Real de Azambuja, são pontos incontornáveis para quem tem o privilégio de visitar esta região. Outro ponto de grande interesse arquelógico é Castro de Vila Nova de São Pedro que, datado do ano 3500 a.C. nos remete ao final do neolítico, testemunhando a mais antiga presença humana neste concelho. Já o património natural divide-se por vários pontos. A Vala Real, que é um extenso canal que liga a vila de Azambuja ao rio Tejo, é um canal que é navegável por 17 km, desde a Foz do Canal até à Ponte da Asseca. Também os Mouchões da Azambuja trazem até à nossa vista pequenas ilhas repletas de vegetação que emergem das águas do Tejo. A Aldeia Avieira e o Pinhal das Virtudes completam a magia deste concelho. Convidamo-lo a vir connosco nesta viagem.


TERRA DE TRADIÇÕES Vale do Paraíso é a freguesia mais pequena do concelho de Azambuja, mas a sua grandiosidade vê-se na hospitalidade das suas gentes, nas tradições e na sua importância histórica. Numa visita a Vale do Paraíso, não pode deixar de conhecer o Centro de Interpretação que evoca o histórico encontro secreto entre o rei português D. João II e Cristóvão Colombo, em Vale do Paraíso, que terá acontecido a 9 ou 10 de março de 1493.

FREGUESIA DE VALE DO PARAÍSO

ARMANDO CALIXTO

Deixe-se encantar pela beleza da Igreja Matriz, do Coreto ou do Forno Comunitário. Conheça ainda a Mostra Gastronómica do Vale do Paraíso que acontece no 1º fim de semana de outubro. Neste certame o torricado é rei, com o bacalhau assado, febras grelhadas e os vinhos da região. A festa

tem ainda artesanato e animação musical. “O evento constitui ainda uma oportunidade para as coletividades angariarem receitas”, revela o presidente da Junta, destacando ainda os festejos em honra de N. Sra, do Paraíso, com a procissão solene e a tradição do leilão dos andores que acontece no dia 18 de dezembro. A cumprir o primeiro mandato à frente dos destinos de Vale do Paraíso, Armando Calixto faz um balanço muito positivo, salientando as boas relações com a Câmara Municipal de Azambuja e a concretização de muitas obras nestes últimos dois anos. “Conseguimos concretizar as obras a que nos propusemos e, algumas mais, como o monumento do centenário da freguesia e a fixação de um médico para consultas de clinica geral a toda a população”, adianta o autarca. A terminar Armando Calixto deixa uma mensagem de otimismo e confiança no futuro, desvendando a pretensão de, até ao final do mandato, construir um parque de merendas e continuar os projetos com as coletividades que dão vida à freguesia.

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PODER DE PROXIMIDADE: JUNTAS DE FREGUESIA COMO ‘PORTO DE ABRIGO’ António Torrão assumiu a gestão da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima com espírito de missão e uma vontade positiva de servir a freguesia e a sua população, tendo em conta que é um homem de convicções, de causas e de trabalho. Em entrevista à Portugal em Destaque, falou das prioridades estabelecidas para este primeiro mandato e das estratégias a seguir, deixando ainda um apelo para uma visita a Aveiras de Cima. JUNTA DE FREGUESIA DE AVEIRAS DE CIMA

ANTÓNIO TORRÃO A cumprir o primeiro mandato como presidente da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, António Torrão traçou um balanço positivo do trabalho que tem sido levado a cabo pelo executivo, clarificando que este tem sido desenvolvido no sentido de uma grande atenção perante a freguesia, nas suas mais variadas vertentes, nomeadamente, cultural, educacional, desportivo, social e recreativo. “Há dois tipos de autarca, os que vêm para servir a causa e os que vêm para se servir a si próprios. A minha motivação são as pessoas e a defesa dos interesses de Aveiras de Cima”, referiu o presidente, sublinhando a sua filosofia de proximidade para com a população, uma vez que considera crucial ouvir as pessoas. E na verdade as populações reconhecem que as juntas de freguesia são o poder de proximidade. De acordo com António Torrão, na pirâmide do poder democrático, as juntas são um porto de abrigo que preconizam o acompanhamento social e têm o conhecimento da realidade das suas freguesias. Com uma localização privilegiada, no coração das grandes acessibilidades, Aveiras de Cima é, segundo o autarca, a freguesia que concentra grande parte da indústria do concelho e a que tem maior capacidade para se desenvolver nos próximos anos.

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No entanto, António Torrão reivindica uma estratégica concertada e coesa de desenvolvimento do concelho que permita a fixação de pessoas. “Se houver uma estratégia que permita cativar investimento e empresas, conseguimos criar postos de trabalho e, consequentemente, fixar pessoas. É preciso uma vontade muito grande em termos políticos e estratégicos dos responsáveis do concelho e esquecer as rivalidades. Fazemos parte de um todo, por isso se a freguesia crescer, o concelho no seu todo também beneficia”, realça o presidente. Contudo salienta alguns entraves ao desenvolvimento, nomeadamente, a denominada zona industrial de Aveiras de Cima/ Alcoentre, dominada quase em exclusivo pela Companhia Logística de Combustíveis (CLC). Um espaço que poderia significar algo mais na captação de empresas, devido à proximidade com a autoestrada, mas tal acabou por não se concretizar. “Outra das condicionantes é a falta de uma variante entre as duas zonas industriais para minimizar o impacto do tráfego viário. É um projeto que tem que avançar”, adianta o autarca. António Torrão mostra-se satisfeito com o trabalho desenvolvido, mas não esconde que gostaria de fazer mais. “Tenho orgulho das pessoas desta vila e desta equipa que comigo trabalha diariamente. Considero que desde que haja empenho e gosto naquilo que se faz tudo corre pelo melhor”, sublinha o presidente que todos os dias tenta dar o melhor de si em prol da freguesia. Quando questionado sobre o futuro, An-


tónio Torrão pretende levar a efeito a construção de um parque urbano com mini-campo de jogos e um jardim infantil, bem como transformar Aveiras de Cima numa vila mais diversificada com mais movimento.

cessárias medidas que deem maior dimensão ao projeto e à festa da Ávinho, tentando congregar todos os vitivinicultores do concelho e não apenas da freguesia, dando assim uma escala concelhia à festa”, advoga.

A festa do vinho Ávinho é uma das mais castiças festas do vinho realizadas em Portugal. A festa acontece de 7 a 9 de abril, em Aveiras de Cima, esperando atrair milhares de visitantes. A gastronomia está sempre presente, ao longo das ruas é possível provar os petiscos locais, em pequenas tasquinhas e à noite a animação musical está garantida. Para António Torrão, a Ávinho é já um dos grandes eventos de animação do concelho e uma aposta ganha na recuperação das tradições locais, mas há ainda um caminho a percorrer. O autarca gostaria que “a festa tivesse já outra dinâmica e dimensão, mas estes projetos levam anos a consolidar”. Por outro lado, o autarca continua a acreditar no projeto ‘Aveiras de Cima – Vila Museu do Vinho’, mas considera que “é preciso um maior desenvolvimento do projeto”. De acordo com o presidente, “são ne-

Um arco-íris de potencialidades A simpática e afável freguesia de Aveiras de Cima é detentora de um interessante património, quer natural, quer arquitetónico. Aqui destacamos como pontos de interesse a Escola Primária Dr. Francisco Maria de Almeida Grandella, a Igreja de Nossa Senhora da Purificação, a Fonte das Bicas, o Parque de Merendas das Malhadinhas, ou o Miradouro do Moinho do Miranda, são vários os locais que não deixar de visitar. Para além disso, Aveiras de Cima tem ainda as festividades em honra da Nossa Senhora da Purificação, a Festa de São Martinho, a Caminhada da Quinta-Feira da Ascensão, ou a Exporainha, uma exposição de columbofilia. Aveiras de Cima encerra um verdadeiro arco-íris de potencialidades que lhe permitirá usufruir de um conjunto de vivências e emoções inolvidáveis.

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FUTURO PASSA PELO TURISMO Em 2013, no âmbito da reforma administrativa, foi formada uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de São Pedro e Maçussa. Freguesia esta que teve o atual formato até 1924, tendo nessa altura Vila Nova de São Pedro passado a freguesia e posteriormente em 1985 a Maçussa. UNIÃO DAS FREGUESIAS DE MANIQUE DO INTENDENTE, VILA NOVA DE S. PEDRO E MAÇUSSA

verno pretende recuperar através do programa Revive”, sublinha o presidente. O Castro de Vila Nova de S. Pedro (povoado com cerca de 3000 a. C.), o Paúl, zona de aves migratórias, Praça dos Imperadores, a Casa da Câmara, Capela de Santo António e os vários moinhos, são outros locais que merecem uma visita, a par das magníficas paisagens e as potencialidades em termos geográficos que permitem acolher vários tipos de atividades, desde trilhos, trails, BTT, entre outras atividades ao ar livre. Na verdade, José Correia, presidente da União das Freguesias, entende que o desenvolvimento do concelho e, concretamente, das freguesias que lidera, passa por uma aposta forte e concertada no turismo, de forma a atrair pessoas para esta belíssima zona do nosso país. Festa das Tasquinhas A União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de S. Pedro e Maçussa, no concelho de Azambuja, está a organizar mais uma edição da Festa das Tasquinhas para os próximos dias 21, 22, 23 e 24 de abril. O evento celebra a riqueza da gastronomia típica local e promove a atividade e o convívio das coletividades da freguesia.

JOSÉ CORREIA Durante a Idade Média e Moderna, Manique do Intendente denominava-se S. Pedro de Arrifana e posteriormente Alcoentrinho. Em 11 de Julho de 1791, a rainha D. Maria I concede ao seu Intendente Geral da Polícia, Diogo Inácio de Pina Manique este lugar, o qual se passa a chamar, em sua honra, de Manique do Intendente. Diogo Inácio de Pina Manique foi uma figura emblemática, que assumiu a pretensão de fazer de Manique do Intendente uma grandiosa cidade planificada de cunho neoclássico. Segundo o plano urbano estabelecido, o centro da povoação seria uma imponente praça de formato hexagonal, batizada de Praça dos Imperadores, de onde irradiariam seis extensos arruamentos com a nomenclatura de imperadores Romanos. O plano estabelecia a construção de um palácio para residência do próprio Intendente Pina Manique. Contudo, a concretização do plano foi interrompida, ficando-se assim por uma vila que surpreende qualquer visitante que por ali passe. Num território que pode oferecer um património cultural integral, ou seja, património rural, natural e paisagístico, das tradições, festividades e cultura popular existente neste território estão reunidos os elementos da promoção e do desenvolvimento futuro. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, o autarca José Correia destaca alguns dos pontos de interesse para uma visita a esta região, nomeadamente o Palácio de Pina Manique, um edifício portentoso “que está no lote dos 30 edifícios que o Go22 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Festas e romarias Na vila de Manique do Intendente, a tradicional animação da festa anual em honra de São Pedro assume-se como mais uma razão para visitar e conhecer a região. Este ano, a festa vai decorrer entre os dias 11 e 15 de agosto com diversas atividades e animação musical, que promovem o convívio e ‘iluminam’ a vila. Em Vila Nova de S Pedro, Festa de S. Antão com o tradicional leilão de Chouriços (17 de Janeiro) e festa anual em honra de São Pedro (junho). Na Maçussa com a festa anual no fim de semana do Natal.


QUINTA DA LAPA, UM DESTINO A DESCOBRIR… Aqui respira-se uma história de 300 anos, e uma simples visita tornar-se-á inesquecível. A Quinta N. Sra. da Conceição da Lapa foi comprada ao Capitão Bartolomeu Lobo da Gama por D. Lourenço de Almeida, em 1706, por 11.500 cruzados. Numa localização única, nas melhores terras escolhidas, entre as férteis colinas a leste da Serra de Montejunto, um território que faz hoje parte da região vitivinícola do Tejo, a Quinta da Lapa conta com cerca de 100 hectares.

JORGE VENTURA E SÍLVIA CANAS COSTA Esta reforma data de 1733, e quase três séculos passados, construiu-se uma nova adega, as vinhas foram replantadas com castas tradicionais autóctones e uma seleção das castas internacionais que melhor convivem com “o nosso terroir”. Anos mais tarde, restaurou-se a casa datada de 1756, adaptando-a para receber hóspedes num ambiente confortável e luxuoso, preservando a traça antiga e a riqueza patrimonial, nomeadamente a capela e o rico painel de azulejos alusivo a N.S. da Conceição da Lapa. Como corolário de todo este aturado trabalho, os vinhos da Quinta da Lapa vêm ganhando destaque e reconhecimento nos últimos anos conquistando prémios nacionais e internacionais. Em 2010, no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados, o ‘Quinta da Lapa Reserva 2008’, conquistou a grande medalha de ouro e o 1º lugar no Concurso, com 97 pontos. Em 2016, conquistaram cinco medalhas no Concurso Mundial de Bruxelas, um dos concursos mais importante do mundo, que inscreveu 8.750 rótulos oriundos de 51 países e provados por 320 conceituados jurados internacionais. Ao arrecadar três medalhas de ouro e duas de prata neste concurso, a Quinta da Lapa destaca-se no plano nacional pelo maior número de medalhas conquistadas entre produtores de pequena e média dimensão. “A excelente localização e o seu ‘terroir’ único confere aos vinhos

Quinta da Lapa um carácter que os diferencia pela sua grande frescura e potencial de envelhecimento”, sublinha a nossa anfitriã. As instalações de vinificação permitem a manipulação total das uvas e massas vínicas desde a vindima até ao engarrafamento. “Todo o processo, desde a vinha até à expedição é feito na Quinta da Lapa, contamos com 48 hectares de vinha, uma adega, linha de engarrafamento e rotulagem, estágio em barricas e em garrafas”, revela Sílvia Canas Costa, salientando a importância de todo o trabalho da equipa, desde a poda ao trabalho enológico de Jaime Quendera e do enólogo residente Jorge Ventura. A Quinta da Lapa conta com uma vasta gama que vai desde a linha Selection até aos Reservas topos da gama, com destaque para um vinho de Homenagem a Santa Teresa de Ávila, lançado pela ocasião do seu 500º aniversário. No meio ficam os monocastas tintos e brancos e as suas recentes novidades como o Alvarinho e o Sauvignon Blanc a serem lançados no mercado este mês. A acrescentar às novidades, o branco e o rosé da gama “Nana”, também uma homenagem à matriarca da família. Elaborados pelo método ‘champenoise’, os Espumantes Brutos Naturais da Quinta da Lapa têm vindo a ganhar fama. Não obstante a forte presença no mercado nacional, a Quinta da Lapa também exporta uma grande parte da sua produção para muitos países do mundo, fruto da sua dinâmica e da presença nas grandes provas e feiras internacionais. Um arco-íris de potencialidades No Wine Hotel os hóspedes são convidados a fruir de distintas experiências e estímulos sensoriais, desfrutando de uma estadia ímpar. Numa visita, descubra as elegantes suites, onde as noites são abraçadas pela natureza, são 11 opções de bom gosto e requinte, cada uma com o nome de uma casta. A Quinta da Lapa está também vocacionada para eventos vínicos e reuniões de grupos enófilos que visem procurem a emoção e ‘group gathering’ que só o vinho consegue proporcionar. Assumindo um conceito inovador na organização de eventos, a Quinta da Lapa apresenta-se igualmente como o espaço ideal para a realização dos eventos da sua vida como casamentos, batizados, ou eventos de empresa nos quais a exclusividade e o requinte são indispensáveis.

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PADARIA DA ARRIFANA, TRADICIONALMENTE BOM A Tradifana Confeitaria é uma empresa que se dedica ao fabrico de biscoitos, bolachas, bolos folhados e bolos confeitados, que prima pela excelência, distinguindo-se no mercado com a sua marca Padaria da Arrifana na produção de bolos secos e folhados tradicionais. Com uma forte aposta na qualidade dos seus produtos, ao longo do seu percurso tem registado um crescimento progressivo e sustentável, motivo de orgulho dos seus fundadores, Fernando Aires e Tânia Braz. TRADIFANA CONFEITARIA

TÂNIA BRAZ E FERNANDO AIRES Situada na aldeia da Arrifana, na freguesia de Manique do Intendente, esta marca, que aos poucos tem granjeado quota de mercado e a preferência dos consumidores, tem como preocupação firme e constante os pressupostos de qualidade. Qualidade que resulta da utilização das melhores matérias-primas, sem adição de conservantes nem aromas, utilizando um processo de fabrico tradicional, que se traduz num produto final de excelência, que tem vindo a conquistar cada vez mais apreciadores. Estas características singulares e deliciosas conferem-lhe um perfil diferenciador e têm sido a alavanca para o crescimento da marca. Fernando Aires e Tânia Braz são os rostos da Tradifana Confeitaria, empresa que conseguiu alcançar um patamar de excelência, posicionando-se nas grandes cadeias de supermercados de norte a sul do nosso país. “Neste momento, comercializamos os nossos produtos desde as grandes superfícies comerciais às lojas gourmet, hotelaria e pequenas lojas de comércio tradicional. A empresa cresceu de forma sustentada, apostando em novos equipamentos e tecnologias”, o que permitiu abrir portas à exportação e reforçar a qualidade dos produtos, como nos contam Fernando Aires e Tânia Braz. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, este jovem casal empreendedor dá a conhecer a história de um sonho tornado realidade, sempre com muito trabalho, dinâmica e atitude. O negócio que cresce há 11 anos consecutivos surgiu de um grande sentido de empreendedorismo e espírito de iniciativa. A ideia de apostar nos bolos começou a delinear-se e, mais concretamente,

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nos bolos secos, pelo potencial de negócio, uma vez que se trata de um produto com mais durabilidade “para vender nas lojas e supermercados”. Mas dos bolos secos, rapidamente se passou, na Padaria da Arrifana, para os “folhados”, também muito procurados pelos portugueses, “que cada vez mais compram este tipo de pastelaria, não só pela durabilidade e gosto, como também pelo preço que apresenta”. No universo da Tradifana, o consumidor poderá deliciar-se com mais de 30 referências, cada uma com a sua história e cada uma feita com muito amor e dedicação, dos quais destacamos os biscoitos de manteiga, canela e limão, bolos de noivo, broas de noz, broas de amêndoa, biscoitos de laranja, suspiros, beijinho das caldas, folhados de chila, palmiers, ou folhados de chocolate – um verdadeiro desfile de sabores. Da Arrifana para o mundo Com a bagagem adquirida na venda para a grande distribuição e nas feiras onde marca presença, como a SISAB, a empresa conquistou a confiança para dar o passo decisivo para a exportação. Uma nova fábrica e exportar o produto feito na Arrifana e mostrá-lo ao mundo são os grandes desideratos deste casal, que trabalha diariamente para valorizar e afirmar cada vez mais os produtos Padaria da Arrifana, inovando nos sabores, nas técnicas, sem nunca perder a sua verdadeira essência, isto o fabrico tradicional, onde o amor, a entrega e a dedicação são os principais ingredientes.


QUALIDADE, INOVAÇÃO E EXCELÊNCIA A JODEL é hoje reconhecida internacionalmente como fornecedor e como parceiro de referência. Ao longo de 43 anos, foram muitos os momentos marcantes que levaram a JODEL a assumir-se como uma empresa de referência a atuar em diversos mercados com reconhecido valor, mantendo intacto o espírito familiar e a ambição de melhoria contínua, que a caracterizam desde a sua fundação. Mais uma vez, sob a égide da inovação e da vanguarda prepara-se agora para abraçar uma nova área de negócio: a cosmética geral.

Com 43 anos de percurso, história e atividade, a JODEL dedica-se ao fabrico e distribuição de detergentes líquidos e sólidos, com marca própria e marcas da distribuição, com uma estratégia comercial orientada para duas áreas distintas, doméstica e industrial, nas quais assume a liderança do mercado. Valorizando o passado, vivendo o presente e pensando sempre no futuro, a JODEL adopta uma filosofia vanguardista, estando sempre um passo à frente do seu tempo, tendo como linhas orientadoras para a prossecução dos seus objectivos, a simplificação da criação de conhecimento e a criação e disponibilização de soluções de qualidade. Estes ideais expressam a sua determinação em oferecer as soluções 26 | PORTUGAL EM DESTAQUE

mais avançadas que vão ao encontro das necessidades de uma sociedade em constante mudança e evolução. Estes valores basilares encontram-se ainda representados na manifestação do seu empenho em continuar este percurso de contínua inovação. A área da cosmética geral é a próxima grande aposta da empresa, para tal está a construir uma nova fábrica, que Paulo e Filipa Ferreira, administradores da JODEL, esperam que possa começar a laborar depois do verão. E porquê a aposta na cosmética geral? A resposta é simples. “O meu pai sempre acalentou o sonho de avançar com um projeto na área da cosmética. O processo foi acelerado com a aquisição de uma antiga unidade que tinha a área da cosmética”, esclarece Paulo Ferreira.

O objetivo é categórico, ou seja, vincar a nossa marca – FIPADEL – à semelhança do que tem vindo a acontecer com a JODEL, potenciando e expandindo a sua marca, “para além de tentar entrar no mercado das marcas próprias, que na prática é o que nos dá volume e capacidade para afirmar as nossas marcas”, avançam Paulo e Filipa Ferreira, não escondendo que, naturalmente, o desiderato passa por assumir uma posição de liderança como a que a empresa detém na área dos detergentes. De acordo com a administradora, a nova unidade foi pensada ao pormenor para ser mais rentável, por isso esta é claramente uma oportunidade de negócio, e a empresa tem sentido igualmente essa necessidade por parte dos seus clientes,


sublinhando a criação de sinergias que se conseguirá obter com as unidades a funcionar. “Mais uma vez, estaremos a dar ao nosso cliente a oportunidade de num só transporte ter acesso aos dois produtos, por exemplo, o que constituirá uma vantagem competitiva”, refere. “Dos nossos clientes que sabem que estamos a arrancar com este projeto sentimos um grande interesse e recetividade, porque conhecem a JODEL e sabem o nível de serviço e gostam da nossa forma de trabalhar, reconhecem o valor acrescentado”, consubstancia Paulo Ferreira. A qualidade e a visão estratégica são a chave da liderança, bem como as parcerias as relações de confiança, o que permite que a empresa e os seus parceiros possam crescer juntos. Uma história de sucesso Assumindo-se hoje como uma empresa de referência, não só do concelho da Azambuja, mas também a nível nacional, a JODEL tem um percurso de sucesso e crescimento assinaláveis, que os seus administradores, Paulo e Filipa Ferreira deram a conhecer em entrevista à revista Portugal em Destaque. Fundada em 1974 por José Ferreira e sua mulher, Maria Manuela Ferreira, a JODEL dedicou-se desde a sua génese, ao fabrico de detergentes, iniciando a sua ação com a produção de detergentes sólidos e líquidos de marca própria. Com um cunho marcadamente familiar e com grande foco no cliente, a JODEL começou por vocacionar a sua atividade para as grandes entidades empresariais, como hospitais e unidades hoteleiras, o que na altura constituiu uma

alavanca para o seu crescimento. Sempre com uma filosofia de melhorar o presente e construir o futuro, a empresa começou a produção das marcas próprias para a grande distribuição, que assegura há mais de 30 anos, fruto da relação de confiança e credibilidade que conseguiu criar juntos dos seus clientes. Com o aumento significativo de vendas no mercado da grande distribuição, nos anos 90, tornou-se impreterível uma maior capacidade de instalação, por isso em 1997, tiveram início as obras de construção da atual fábrica e, dois anos mais tarde, a JODEL iniciou a produção nas atuais instalações, na Zona Industrial de Aveiras de Cima. A partir de 2000, as exigências do mercado impulsionaram a necessidade de aumento da capacidade e otimização de processos, um desafio que a JODEL abraçou dada a sua natureza de inovação contínua e prossecução da qua-

lidade. Assim em 2006, a JODEL iniciou o fabrico de detergentes sólidos atomizados pelo processo de fabrico NTD e, em 2011, a construção de um armazém automático de excelência, acrescentando, assim, uma nova tecnologia do processo, rapidamente afirmando-se no mercado. Este armazém inteligente, totalmente automático, gere e organiza todo o fluxo de produto acabado, permitindo assim uma capacidade de produção de 1600 toneladas/dia. Grande parte da produção da JODEL está orientada para marcas da distribuição das mais conceituadas empresas nacionais e internacionais, reconhecendo-lhe inovação e eficácia de todo o seu processo. “A empresa tem tempos de resposta entre as 24 e as 48 horas. Para a grande distribuição o tempo conta muito, mas também conta o serviço de 20 anos, há uma parceria muito forte e consolidada com o grupo Sonae, Jerónimo Martins ou com a Lidl,

e o serviço de excelência prestado faz a diferença”, reconhecem os nossos entrevistados, evidenciando ainda a versatilidade e a flexibilidade da empresa. Em toda a ação da JODEL, o departamento de Investigação e Desenvolvimento assume um papel de grande importância. Com infraestruturas próprias para o desenvolvimento de novas formulações e embalagens, a empresa tem vindo a assegurar um controlo de qualidade de todas as matérias-primas que vão ao encontro das necessidades dos seus clientes. Atualmente, a empresa está com uma presença forte no mercado espanhol e angolano, não só a sua marca, mas também com as marcas de terceiros, ainda que de forma menos expressiva marca presença na França, Bélgica, Itália, Argélia, e agora está a emergir o mercado chinês, no qual a JODEL tem boas perspetivas de continuidade. A qualidade como opção estratégica Os responsáveis da JODEL consideram a qualidade como um princípio basilar. Desta feita, é de uma forma natural que a adoção do Sistema de Gestão de Qualidade sob a norma NP EN ISO 9001: 2008 e, consequente actualização, por parte desta empresa se assume como uma opção estratégica, no sentido de consolidar todos os processos e a estrutura organizacional, funcionando como catalisador para que a JODEL continue a evoluir e a proporcionar satisfação a todos os seus parceiros. Por outro lado, a empresa investiu ainda na certificação IFS HPC, na certificação ambiental e utilização de energias renováveis nas suas instalações. PORTUGAL EM DESTAQUE | 27


EXPERIÊNCIA E TRADIÇÃO AO SERVIÇO DA QUALIDADE Fundada em 1974, a Sivac- Sociedade Ideal de Vinhos de Aveiras de Cima, traduz-se na experiência e a tradição ao serviço da qualidade dos seus vinhos. Hoje, o sucesso deve-se em muito aos investimentos feitos nas mais modernas tecnologias produtivas, que elevam a Sivac a um patamar de excelência, tanto a nível nacional, como internacional.

SIVAC

LUÍS CAETANO Com 43 anos de existência e de crescimento contínuo, a Sivac assume-se como um projeto empresarial que nasceu de um ideal de qualidade e de bem servir, numa área de atividade onde estes não eram fatores primordiais. Toda a evolução da empresa reflete estes ideais, investindo em novas tecnologias e equipamentos sem nunca esquecer o valor da experiência e da tradição no fabrico de bons vinhos. A fim de conhecer e dar a conhecer ao nosso leitor esta sociedade, a revista Portugal em Destaque foi, desta feita, ao encontro de Luís Caetano, presidente do conselho de administração, que em entrevista relembrou algumas das páginas da história de uma empresa de referência e prestígio. A Sivac nasceu em 1974, a partir do encontro de vontades dos sócios fundadores, começando por produzir e comercia28 | PORTUGAL EM DESTAQUE

lizar vinhos a granel e em barris. O ponto de viragem na história da empresa dá-se em 1980, com a entrada de um novo sócio. Luís Caetano, de seu nome, com a colaboração de todos os trabalhadores que, ao longo do tempo, foram reforçando a equipa, haveria de fazer da Sivac aquilo que é hoje, em termos de dimensão e solidez. Com a sua chegada à empresa, Luís Caetano trouxe consigo nova dinâmica comercial e começa a aprofundar os contactos e a alargar a rede de clientes da Sivac, o que permitiu um crescimento e um desenvolvimento assinaláveis. Baseando a sua performance em pressupostos de inovação, pioneirismo e com equipa renovada, em 1995, “a Sivac torna-se no primeiro operador a apostar num sistema de bag in box com cartão de primeira qualidade, uma bolsa interior que cumpre

todos os requisitos de certificação, utilizando-a para a comercialização de vinhos de qualidade”, contrariando a lógica dos restantes operadores no mercado que colocavam em bag in box vinhos de qualidade inferior. Luís Caetano salienta ainda, que os sistemas bag in box são uma solução de embalagem inovadora e muito fiável, assim como económica e amiga do ambiente. Por outro lado, o bag in box é ideal para exportação no médio longo curso. “Somos o maior embalador de bag in box em litros”, revela o nosso entrevistado, sublinhando que a Sivac acabou por se tornar modelo de muitos outros operadores. “As coisas foram evoluindo positivamente e a empresa foi crescendo. Até que o espaço começou a faltar para crescer mais e ir ao encontro das solicitações dos clientes. Implantada em pleno coração da vila de Aveiras de Cima, com a venda de cerca de 800 mil litros por mês, atingiu-se o limite”, avança Luís Caetano, acrescentando que em abril de 2005, a Sivac inaugura as suas novas instalações, tornando-se uma empresa apetrechada com recursos humanos qualificados e tecnologia de ponta para atingir os seus objetivos. Este novo passo trouxe também a capacidade de vinificação. Além de oito linhas de enchimento totalmente automatizadas – um de garrafões, três de garrafas, três de embalagens bag in box e um de embalagens tetra-pack – a Sivac dispõe ainda de adega própria onde consegue processar uvas para produzir cerca de cinco milhões de litros. Entretanto, continua a adquirir a produtores de várias regiões do país vinho que depois adequa à procura do mercado. Internacionalização Com um grande foco no cliente assumindo como pilares de atuação a confiança, a transparência e o respeito, a Sivac apostou nos trilhos da internacionalização. Hoje, marca presença num mercado cada vez mais global privilegiando, desde há muito, o relacionamento com os países


da Europa, destacando-se a Espanha, França, Suíça, Alemanha, Bélgica e Holanda. Guiné, Cabo Verde, Senegal e Canadá são outros mercados onde a Sivac está presente. “A Sivac tem uma pequena presença no Brasil e estamos a começar agora a nossa interação com o mercado chinês, mas queremos reforçar esta relação comercial”, refere Luís Caetano, sublinhando que metade da produção direciona-se ao mercado de exportação. Orientada para os fatores qualitativos, a Sivac investe sempre no binómio qualidade/ preço, um pressuposto que a tem diferenciado ao longo da sua existência. “É também permanente o nosso esforço, na procura de melhorar a qualidade dos nossos produtos e serviços”, consubstancia, recordando um crescimento que ronda os 20 por cento, nos últimos dois anos e a comercialização de cerca de 30 milhões de litros por ano. Marcas de qualidade No universo das marcas e referências da Sivac, há uma que realmente faz a diferença no mercado – Capataz. Sousete, Curriola, Brejeiro e Canto da Vinha são outros nomes próprios de bons vinhos que têm um apelido comum: Sivac. E têm uma característica que marca o posicionamento da empresa no mercado, são vinhos populares, porque são acessíveis em todos os sentidos. Uma empresa de excelência A solidez empresarial do projeto, o crescimento sustentado ao longo do tempo, a saúde financeira e as opções de investimento privilegiando o património e a modernização tecnológica são princípios de gestão praticados pelos responsáveis da Sivac que têm merecido apreciação muito positiva pelos exigentes e rigorosos critérios de análise do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas, por isso mesmo já recebeu a distinção de PME Líder durante oito anos consecutivos, bem como a distinção de PME Excelência em cinco anos consecutivos e de PME de Mérito em 2014. Em 2016 e, recentemente, foi novamente distinguida como PME Excelência.

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VALORIZANDO O PRESENTE E CONSTRUINDO O FUTURO CONSTRUAZA - CONSTRUÇÕES E PROJECTOS LDA.

Há vinte e seis anos no mercado, a Construaza - Construções e Projectos Lda, tem vindo a afirmar-se como uma empresa de referência na construção no âmbito da habitação, serviços, indústria e social, assumindo-se como um parceiro de qualidade e excelência.

ORLANDO E FERNANDA MONTEIRO Para que todas as páginas da história da empresa fossem valorizadas e relembradas, Fernanda Monteiro evocou o passado e contou-nos o vasto e rico percurso da empresa que lidera. A Construaza foi fundada em 1991, pela mão de Orlando Monteiro, que após concluir a sua formação académica e trabalhar durante 11 anos numa empresa de construção civil, onde reforçou as suas competências, decidiu lançar-se na aventura de criar a sua própria empresa, começando com empreitadas e construção para venda. Entretanto, a equipa cresceu com a chegada de Guilherme Monteiro, filho mais velho do casal, após a conclusão da sua licenciatura e mestrado no Instituto Superior Técnico. A construção é a atividade principal da empresa dividindo a sua ação entre o âmbito habitacional, social, serviços e industrial, trabalhando paralelamente, também na elaboração de projetos de arquitetura e engenharia. De acordo com Fernanda Monteiro, a Construaza é parceira de diversas outras empresas ligadas à construção nas áreas da aplicação de estuque, execução de tetos falsos, instalações elé30 | PORTUGAL EM DESTAQUE

tricas e de comunicações, pintura, AVAC (ar condicionado), rede de águas e esgotos, caixilharias (alumínio e ou PVC), energias renováveis e metalomecânica. “Os parceiros são seleccionados mediante as garantias que possam dar, tanto ao nível da qualidade, como na resolução de problemas futuros”, esclarece a nossa entrevistada, salientando a importância vital destas parcerias. Qualidade, durabilidade e funcionalidade são os principais pressupostos que norteiam a atuação desta empresa e que têm permitido um crescimento e desenvolvimento assinaláveis. Valorizando o presente e construindo o futuro, a Construaza procura, desde a sua génese, aplicar nas suas obras medidas que promovam a sustentabilidade ambiental. O grande exemplo é o uso de soluções de isolamento térmico cada vez mais eficientes que permitam aos utilizadores dos edifícios despenderem o mínimo possível em energia para climatização. Por outro lado e, não raras vezes, “promovemos junto dos nossos clientes a utilização de energias renováveis e já aplicámos sistemas solares térmicos para aquecimento de águas, piso radiante hidráulico para climatização” estando também envolvida na conceção de um parque fotovoltaico para autoconsumo, como nos conta Fernanda Monteiro, sublinhando a recente criação de um departamento de segurança com a inclusão de uma técnica superior de higiene, segurança e saúde no trabalho na estrutura da empresa. Uma empresa dinâmica Desde a década de 2000 que a Construaza tem estado ligada às instituições de cariz social do concelho com a realização de várias obras, nomeadamente, a reabilitação da Casa do Abrigo de Protecção à Criança Dr. Jaime Abreu da Mota, a ampliação da Creche/Jardim de Infância

e Lar para Idosos para a Misericórdia de Azambuja, construção do CAO e Lar Residencial para Cerci – Flor da Vida, ampliação do Lar de Idosos para a Associação Nossa Senhora do Paraiso, na freguesia de Vale do Paraiso. Em termos de indústrias, a Construaza também tem mantido boas relações com empresas como a Jodel, a Campil e a Toul. Destas obras destacam-se a construção de vários pavilhões industriais, estações de tratamento, redes de drenagem, fundações, cais para descarga e reservatórios de grandes dimensões. No âmbito habitacional, a Construaza temse destacado na construção de moradias unifamiliares e de edifícios de habitação coletiva, no distrito de Lisboa. Fernanda Monteiro realça ainda a emblemática obra do Edifício ‘Atrium-Azambuja’ no centro histórico de Azambuja. Concluído em 2004 com uma área de 12.000 metros quadrados de construção, caracteriza-se por ter uma zona comercial com 30 lojas, ginásio, sala de cinema com 104 lugares, vários tipos de serviços, estacionamento nas caves e três blocos de apartamentos nos pisos superiores com 44 fogos. Para 2017, a Construaza tem a seu cargo a construção do Centro de Escolar de Pontével para o Município do Cartaxo, as Piscinas Municipais de Azambuja e a Casa da Juventude para o Município de Azambuja, para além disso, Fernanda Monteiro desvenda o objetivo de continuar a construir edifícios para venda.

GUILHERME MONTEIRO


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A PAIXÃO PELO VINHO: UMA HERANÇA FAMILIAR CASAL DA FONTE

OLGA CARVALHO Assumindo-se como uma verdadeira apaixonada pela terra e pelos valores que lhe foram transmitidos pelas anteriores gerações, Olga Carvalho lembra que o Casal da Fonte é uma empresa familiar, nasceu como forma de homenagear as suas raízes e do seu marido José Carvalho, o mentor do Casal da Fonte, “Para nós o vinho é sinónimo de alegria, união e felicidade. Pensamos imediatamente nas vindimas que era o reencontro da família. Tentamos colocar no que fazemos o que foi vivido, o que nos foi transmitido”, salienta a empresária. Com sete hectares em plena produção e instalado numa adega centenária, o Casal

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Situado na pequena e histórica aldeia de Vale do Paraíso, o Casal da Fonte nasce de um sonho de tradição e da paixão pela terra, onde as memórias se entrecruzam com as emoções das histórias contadas pelos antepassados. Em entrevista à revista Portugal em Destaque, Olga Carvalho, administradora da empresa, fala-nos dos vinhos desta terra de encontros e paixões, onde El-rei D. João II se encontrava com uma Dama do Reino por quem se apaixonou, e onde Cristovão Colombo se encontrou com D. João II para lhe contar que tinha descoberto a América. da Fonte alia a tradição à modernidade e ao saber das novas gerações, apostando em castas nacionais e tradicionais, principalmente pelas suas características e potencial: Trincadeira, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Castelão, como nos conta Olga Carvalho, sublinhando que o produto final traduz-se em vinhos com carácter, encorpados, plenos de sabor e aroma. “O enólogo que trabalha connosco tem liberdade para criar, nunca descurando a identidade singular de Vale do Paraíso, isto porque não queremos ser conhecidos como produtores de vinhos, mas sim por produzirmos o Abaladiço”, realça a nossa entrevistada, ao mesmo tempo que nos mostra a evolução de rótulos e a inscrição ‘Abalar não é partir nem ir embora é despegar-nos daquilo que nos é mais precioso’. Para além da referência Abaladiço, o Casal da Fonte produz ainda o Vale do Abaladiço e a Dama do Reino, que complementam este universo vínico. Apesar do sucesso obtido, Olga Carvalho acredita que ainda está numa fase de aprendizagem, no entanto mostra-se bastante satisfeita com o percurso, inclusivamente com os primeiros passos na

internacionalização, isto porque o Casal da Fonte já marca presença no mercado internacional, essencialmente na Polónia, Bélgica e França. “Fazemos vinhos para quem aprecia vinho, e é isso que nos dá prazer”, sublinha a nossa anfitriã, evidenciando a sua ligação emocional a este projeto e a este sonho tornado realidade, onde toda a família participa. Aposta no azeite e no mel Os vinhos são a grande alavanca do crescimento do Casal da Fonte, no entanto Olga Carvalho dá-nos a conhecer uma aposta em menor escala, quer no azeite quer no mel, ambos com a referência Casal da Fonte. “O azeite é de qualidade superior obtido exclusivamente a partir de azeitonas e unicamente por processos mecânicos”, salienta, recordando que dos olivais tradicionais da região, nasce um azeite de cor dourada com um perfil suave e harmonioso, aroma frutado e persistente. O mel é outro dos produtos comercializados onde as notas de rosmaninho e orégão resultam num produto de excelência, de cor clara a lembrar o ouro, com aroma e sabor doces e suaves.


BARCELOS Inserido no distrito de Braga, em plena região do Minho, Barcelos é um concelho amplo, constituído por 61 freguesias onde habitam 120.391 habitantes (de acordo com os dados de 2011). Embora descrito como uma cidade jovem e dinâmica, este corresponde também a um território que, ao longo dos anos, soube preservar – nomeadamente através do seu centro histórico – um conjunto de medievais heranças que transportam cada visitante para um universo muito próprio, onde a ancestralidade portuguesa convive, em perfeita harmonia, com o gentil saudar e hospitalidade da população local. Economicamente falando, Barcelos afirma-se como um dos mais importantes empregadores da região, nomeadamente através do fulgor da sua indústria de transformação. De facto, o setor têxtil, a cerâmica, o calçado ou a agricultura afirmam-se no dia-a-dia da comunidade barcelense, cimentando um crescente dinamismo social. Saliente-se, todavia, que também no que aos legados tradicionais e ao artesanato diz respeito, este se afirma como um concelho diferenciador. Quem não conhece, afinal de contas, o Galo de Barcelos? Ou o contributo que Rosa Ramalho (natural destas terras) deu à arte da cerâmica? Mas, e porque esta é uma cidade em constante movimento, a cultura e o património de outrora coabitam, numa interessante complementaridade, com as novas propostas artísticas e turísticas, como só uma cidade consciente do futuro saber fazer. E porque de turismo falamos, convém referir a ancestral gastronomia que aqui também poderemos degustar, marcada pela intensidade e apuro dos seus sabores. A título de exemplo, poderão ser aqui saboreadas iguarias que vão do bacalhau ao pato, sem esquecer as papas de sarrabulho ou os rojões. Também digna de nota é a doçaria regional, algo que os maiores apreciadores da arte de bem comer poderão comprovar.


“QUEREMOS DAR O MÁXIMO DE CONFORTO E QUALIDADE DE VIDA A ESTAS PESSOAS” A União das Freguesias de Barcelos, Vila Boa e Vila Frescaínha (São Martinho e São Pedro), estende-se por uma área de 9,3 km², e surge no âmbito de uma reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Barcelos, Vila Boa, Vila Frescainha (São Martinho) e Vila Frescainha (São Pedro). UNIÃO DAS FREGUESIAS DE BARCELOS, VILA BOA E VILA FRESCAÍNHA (SÃO MARTINHO E SÃO PEDRO)

JOSÉ PAULO TEIXEIRA

Com cerca de 11.208 habitantes e 10.085 eleitores, a União é cada vez mais “um espaço de bem-estar, solidariedade e desenvolvimento”. Numa visão generalizada sobre as freguesias e sobre o contexto político e social em que se inserem, o presidente José Paulo Teixeira, faz o balanço das atividades da autarquia e aborda os mais diversos temas que se vivem atualmente na região. Uma União em desenvolvimento Prestes a terminar o seu primeiro manda-

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to como presidente da União, José Paulo Teixeira começa por contar que desde cedo se envolveu na política. Empresário, deputado da Assembleia Municipal e antigo secretário da Junta de Freguesia de Barcelos, o agora presidente da União, explica que toda a experiência e competências adquiridas, lhe deram a confiança necessária para aceitar este cargo que atualmente ocupa. “Como já tinha algum currículo político e uma boa relação com a população, fui convidado para assumir a candidatura do Partido Socialista, partido

que eu represento na União das Freguesias de Barcelos. Candidatei-me e ganhei as eleições nas quatro freguesias por maioria absoluta. Passados mais de três anos, faço agora um balanço muito positivo de todo o trabalho desenvolvido até aqui, seja na área da ação social, seja na área de investimentos de infraestruturas. Temos uma preocupação enorme em manter as quatro freguesias organizadas”, confessa. Melhorar a qualidade de vida da União é uma das principais prioridades de todos aqueles que já fazem parte desta grande


equipa. Ao longo deste mandato, foram muitas as obras realizadas com sucesso, nomeadamente um melhoramento notável na acessibilidade regional. “Pavimentámos, alargámos e melhorámos ruas estruturantes para o reforço da mobilidade de todos. Atualmente viver nesta União, ou até mesmo no concelho, é uma mais valia, dado que o concelho se está a desenvolver bastante”. Aposta na indústria e no turismo No que diz respeito ao comércio e à indústria, destacam-se duas grandes áreas. A cerâmica desempenha ainda um papel de relevo na economia local, mas é a indústria têxtil que mais tem contribuído para o desenvolvimento económico da região. O turismo tem propiciado também o crescimento económico desta União das Freguesias que, ao longo dos anos, se tem mostrado capaz de criar infraestruturas para atender à expansão desta atividade. A dinâmica associativa em diversas áreas, que vão desde a cultura à ação social, do turismo rural ao lazer, da atividade física ao desporto fazem destas freguesias locais que merecem ser inquestionavelmente visitados. No que diz respeito ao património, existem muitos locais a visitar, desde as Casas Senhoriais ao Castelo

dos Alcaides. Sem esquecer a Festa das Cruzes, um evento dedicado ao Senhor da Cruz, considerado o ex-libris da cidade. “São 12 dias de festa que atraem anualmente população de norte a sul do país”. Porém, falar nesta União das Freguesias é falar também nos vinhos e na gastronomia que fazem as delícias de quem por lá passa. “A nossa gastronomia é muito forte. Temos produtores de vinho com um grande peso na região, bem como algumas casas de turismo rural que proporcionam aos turistas inúmeras visitas pelas adegas, pela vinha e pela cidade em si, que é muito bonita e com um património histórico muito grande”. Ação social, saúde e educação No campo da ação social, destaca-se a postura de proximidade e solidariedade desta União perante as populações, especialmente aos mais carenciados, entre eles a população sénior, agregados monoparentais, agregados com indivíduos portadores de deficiência e agregados com indivíduos portadores de doenças graves e incapacitantes. “Apoiamos mensalmente cerca de 60 famílias, atribuindo senhas para bens alimentares a cada uma delas, que podem ser usadas no comércio tradicional, assim como, temos um apoio para aquisição de medicação. Desta forma, ajudamos estas

pessoas a ter melhor qualidade de vida e, ao mesmo tempo, colaboramos para o desenvolvimento económico local”. Em parceria com o município, apoiamos crianças portadoras de deficiência e com necessidades acrescidas, apostando numa área que utiliza os andamentos do cavalo, com o objetivo de desenvolver psicossocialmente recursos para crianças com necessidades educativas especiais, a hipoterapia. “Queremos dar o máximo de conforto e qualidade de vida a estas pessoas. A hipoterapia tem sido um enorme sucesso. Os miúdos adoram e dá-me uma enorme satisfação saber que estou a contribuir para que estas crianças sejam mais felizes”, assume. Construir o futuro É com este espírito e determinação que a União das Freguesias tem vindo a criar condições para que esta região “se mantenha viva”, trabalhando com honestidade em prol de um objetivo comum: “assegurar o bem-estar e promover a qualidade de vida da população”. Em jeito de despedida, o presidente aproveitou para deixar uma mensagem aos habitantes das freguesias. “Se as pessoas entenderem que eu estou a fazer um bom trabalho, ficarei a representar estas freguesias com todo o gosto”, conclui.

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FREGUESIAS FELIZES A Portugal em Destaque chegou a Barcelos. Neste concelho visitou a União de Freguesias de Alvito (S. Pedro e S. Martinho) e Couto e esteve à conversa com a presidente desta União, Paula Belchior, para, com ela, descobrir e poder transmitir os encantos destas freguesias do distrito de Braga.

UNIÃO DE FREGUESIAS DE ALVITO (S. PEDRO E S. MARTINHO) E COUTO

PAULA BELCHIOR “Esta é uma União alegre”, começou por nos dizer a autarca, aguçando-nos o apetite e a curiosidade. A visitar por estas localidades temos diversos ícones e atividades, nomeadamente: na freguesia de Alvito S. Pedro, o Museu Regional e Etnográfico, fundado em 1990, que surgiu com o objetivo de preservar o património cultural do meio. Atualmente, este museu, já conta com mais de um milhar de peças. Uma das grandes atrações desta localidade é a festa em honra de S. Pedro, orago da freguesia, no dia 29 de Junho. A freguesia de Couto, onde S. Tiago é padroeiro, é “pequena, mas muito bonita”, revelou-nos a nossa entrevistada, que é natural desta localidade. Nela existe uma igreja, do estilo manuelino, que está prestes a celebrar 500 anos. Com casas em pedra, caminhos em paralelo e muros a condizer, a beleza de Couto não passa despercebida a quem por lá passa. Em Alvito S. Martinho encontra-se a Igreja, que está num espaço lindíssimo, envolvido pela residência da paróquia e pela sede da Junta de Freguesia. Nesta localidade a festa realiza-se em honra do padroeiro, S. Martinho. 36 | PORTUGAL EM DESTAQUE

No seguimento desta informação, Paula Belchior foi questionada sobre a sua opinião acerca da nova estruturação das freguesias: “Julgo que será difícil conseguirmos funcionar como uma União, a nível espacial, uma vez que os idosos estão habituados a dirigir-se à junta de freguesia na sua própria localidade. Devido a isso, continuamos a manter o atendimento nas três juntas de freguesia para assegurar uma maior proximidade com a população”. Educação, Desporto e Ação social No que concerne à educação: “aquilo que nos compete nós já o fizemos, trabalhamos


em conjunto com a escola primária devido à delegação de competências a que somos obrigados. Aproveito para mostrar o meu descontentamento com o facto de as verbas atribuídas não cobrirem os custos das competências”, disse a presidente. “Nós requalificamos a ex-escola de Alvito S. Martinho para colocarmos as crianças do jardim-de-infância, que se encontravam num edifício sem condições. Graças a este trabalho houve um aumento no número de crianças nesta instituição”, contou-nos acerca da intervenção do seu executivo nesta localidade. A nível social: “Ajudamos os mais necessitados, já fizemos intervenções nesse sentido. Estamos a trabalhar para resolver mais casos”, disse-nos. Ainda sobre este assunto, a presidente fez questão de salientar: “As pessoas são a minha principal preocupação, as estradas estão sempre depois”, dando-nos conta da postura que tem sido levada a cabo pelo seu executivo. Na sede da União de Freguesias de Alvito (S. Martinho e S. Pedro) e Couto são tratadas burocracias inerentes ao trabalho desta instituição, mas, também, é prestado apoio à população no preenchimento de papéis e não só: “aqui somos conselheiros, psicólogos e amigos dos nossos fregueses”, afirmou. Relembre-se que estamos a falar de cerca de 1600 habitantes no conjunto das três localidades. A União apoia ainda o desporto e existe a Casa do Povo de Alvito que presta apoio às crianças e idosos de Alvito S. Pedro, Alvito S. Martinho e de Couto e ainda o Colégio Didalvi. O futuro passa por… Encontra-se em fase de conclusão o cemitério de Alvito S. Pedro e uma rua em Alvito S. Martinho. Obras que se impõem pela necessidade que se verificam à população. Conta-se também, o projeto do Espaço do Cidadão que irá ter lugar na antiga extensão de saúde. A instalação do espaço está em fase terminal e, por isso, espera-se que em abril este espaço já esteja em funcionamento: “Será uma mais-valia para nós e para a população pois teremos vários serviços públicos à disposição dos nossos fregueses”, confidenciou-nos Paula Belchior. PORTUGAL EM DESTAQUE | 37


“O MAIS IMPORTANTE SÃO AS PESSOAS” É de coração aberto que Sameiro Serra, Presidente da Junta de Freguesia de Carvalhal, desde 2005, nos dá o verdadeiro testemunho do que é ser uma autarca que prima pela diferença e que coloca sempre “as pessoas em primeiro lugar”.

JUNTA DE FREGUESIA DE CARVALHAL

Não gosto de estar na bancada, detesto bancadas, pois não tenho legitimidade para criticar, se não tentar fazer melhor. Entretanto, também por estar farta de estar na bancada e revoltada com certas políticas que se praticavam, um dia decidi tentar e candidatei-me.

SAMEIRO SERRA Na sua perspetiva, o que Carvalhal tem de melhor? O que de melhor temos em Carvalhal é realmente a nossa escola, que representa o pulmão da freguesia, a EB1 e Jardim de Infância de Carvalhal. É uma escola com excelentes condições, em que 50 por cento dos alunos não são residentes na freguesia. Considero que é uma das melhores escolas do concelho de Barcelos, bastante referenciada. Em termos de dimensão, somos uma freguesia pequena, à semelhança de outras freguesias do concelho e na minha perspetiva são este tipo de projetos que dinamizam a nossa terra e que realmente são pontos de interesse e uma mais-valia para as nossas crianças. De salientar também a passagem para o Monte da Franqueira, através da estrada nacional 555, que apesar das alternativas, consiste na principal estrada. Quais foram as principais motivações para se candidatar à Presidência da Junta de Freguesia de Carvalhal? Sendo eu mulher, não foi de todo fácil fazer uma lista que para além de ser encabeçada por mim, ainda por cima tinha a dificuldade de o CDS não ser um partido com implantação na freguesia. Mas para mim difícil não quer dizer impossível, ao fim de várias tentativas, quando já estava prestes a desistir, consegui constituir a lista possível sem qualquer estratégia eleitoral, todas as pessoas dessa lista eram cidadãos comuns, que nunca antes tinham tido qualquer ligação à política, éramos todos pessoas movidas pela enorme vontade de fazer o melhor por Carvalhal, decididos a deixar a nossa zona de conforto e provar que era possível fazer mais. Julgo que, aquando das eleições, não fui eu que venci, mas os políticos que estavam na junta, que perderam. Quando me candidatei menosprezaram-me por nunca ter estado na política e, por essa razão, considero que foram eles que perderam. 38 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Considera que conseguiu atingir os seus objetivos? Consegui provar que é possível fazer diferente, através de métodos diferentes e assim, atingir melhores objetivos, dando uma melhor imagem da política em geral. Esse era um dos meus principais objetivos e cumpri. Todos os livros que me deram a ler sobre política não me seduziam, porque eu queria escrever com o meu cunho pessoal e o meu próprio conceito da mesma. Muitas vezes fui criticada e prejudicada por dizer sempre a verdade, ainda hoje fico triste quando me dizem que sou uma mulher de coragem por dizer a verdade, porque di-


zem que em política nem sempre se pode dizer toda a verdade, mas para eu dizer a verdade é e sempre será, não um ato de coragem, mas antes uma questão de princípio, para não dizer uma obrigação, e acreditem que foi sempre com essa honestidade comigo e com os outros que consegui os resultados eleitorais a que me propus, mas mais do que isso a credibilidade política. Fui a única autarca que publicamente assumiu ser a favor da reorganização administrativa das freguesias, por isso mesmo, porque juntos somos mais fortes. Na altura em que a reforma administrativa das freguesias foi discutida na Assembleia Municipal de Barcelos, fui a única a discordar, considero que Barcelos não ganha nada com 89 freguesias, há pouca união entre elas e muito egoísmo da parte de quem as dirige. Qual o balanço do trabalho desenvolvido ao longo destes 12 anos? Tenho a sensação de dever cumprido. Abracei de alma e coração, a missão de fazer o melhor que podia e sabia pela minha terra. Nunca em momento algum perguntei o que poderia ganhar com o meu cargo, mas tinha a certeza que iria fazer

os impossíveis para que os carvalhenses ganhassem com a minha eleição. Mesmo sem ter ganho nada a nível pessoal ou de ser remunerada por ocupar este cargo, sinto que dentro da minha linha de pensamento e de prioridades, trabalhei muito em prol das pessoas. Considero o meu trabalho muito útil, trabalhei para os carvalhenses e no dia que tiver que sair da junta, vai custar-me muito. Criámos uma nova dinâmica com os idosos da freguesia, desde aulas de natação, de boccia pois não promovemos as atividades ditas tradicionais. A nível de associativismo, ajudamos também no que foi possível na divulgação e promoção de várias associações que temos na freguesia como a Associação Desportiva de Carvalhal, o Grupo Sociocaritativo, a Associação de Jovens Sem Fronteiras, a Associação de Pais da Escola EB1 e o Grupo Coral da Paróquia de Carvalhal. Sempre primamos pela diferença e se há algo que merece real destaque, é isso mesmo.

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“É BOM VIVER AQUI” Terra dos cruzeiros e capelas, da força das associações e da generosidade de um povo laborioso, Lijó é uma freguesia semi-urbana do concelho de Barcelos, que se estende por uma área de 4,42 quilómetros quadrados. Em entrevista à Portugal em Destaque, o presidente Joaquim Dantas, faz o balanço das atividades que a autarquia tem vindo a desenvolver nos últimos anos e fala sobre os projetos delineados para o futuro da freguesia.

JUNTA DE FREGUESIA DE LIJÓ

JOAQUIM DANTAS 40 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Atenta à evolução e necessidades dos tempos, a Junta de Freguesia de Lijó, pauta o seu desempenho, por um futuro melhor, em prol de uma população e de uma terra, com o objetivo de aumentar a qualidade de vida de quem lá reside e de quem os visita. Com cerca de 2350 habitantes, Lijó é uma freguesia em constante evolução, onde o passado e o presente se cruzam, com o intuito de fomentar uma maior proximidade entre a autarquia e as pessoas: “É uma freguesia semi-urbana pela proximidade à cidade de Barcelos e que, felizmente, tem evoluído bastante nos últimos anos. Hoje é servida por uma escola secundária e um agrupamento de escolas que abrange uma grande parte do norte do concelho e uma boa unidade de saúde familiar. Posso dizer que neste momento as condições básicas da população têm resposta na nossa freguesia”. ‘É bom viver aqui’, começa por contar o presidente, que, quando questionado sobre os pontos de interesse e de destaque na freguesia, é perentório em enumerar vários locais de paragem obrigatória para quem visita a região: “No que diz respeito ao património temos muitos locais a visitar. No âmbito religioso destaca-se a nossa Igreja Paroquial, a maior do concelho, inaugurada em 1983, depois da anterior igreja ter sido destruída por um violento incêndio. Sem esquecer as nossas capelas, cruzeiros, alminhas e os marcos S.I.P. que delimitam toda a área geográfica da nossa freguesia. Para além disso temos os caminhos de Santiago por onde passam centenas, ou mesmo, milhares de caminheiros por ano”. Porém, falar em Lijó é também falar nas diversas iniciativas, festas e romarias, que são anualmente motivo de entretenimento às gentes da terra e aos turistas que ali se deslocam, revivendo, ano após ano, tradições, hábitos e costumes populares. “No dia 15 de agosto realizamos uma festa em homenagem à nossa santa padroeira, a Nossa Senhora da Abadia. É a maior festa da nossa freguesia e atrai muita gente de norte a sul do país. Para além disso temos outras comemo-


rações como a festa de S. Sebastião e, mais no âmbito civil, o Dia da Freguesia, realizado no dia 10 de junho. Neste dia, celebramos o dia das associações, onde todos os grupos organizados montam as suas barracas e expõem os seus trabalhos e algum do seu espólio. Sem esquecer a música e os ranchos populares que fazem a festa durante a tarde. É um dia bem passado”, confessa. O artesanato desempenha desde sempre um papel de relevo na vida local, sendo também uma freguesia com alguma indústria direcionada ao setor têxtil. Em matéria de ação social e atuando numa lógica de proximidade, destaca-se a postura de confinidade desta freguesia perante as populações, especialmente aos mais carenciados. Com uma população maioritariamente envelhecida, esta constitui uma das maiores preocupações deste executivo que tem como objetivo criar melhores condições para a população sénior: “Impulsionei esta proximidade entre as pessoas quando cheguei à Junta de Freguesia. Privilegio as pessoas. Embora não haja ainda uma instituição de caráter social na freguesia, é nossa intenção criar uma instituição de solidariedade, que englobe valências direcionadas para a terceira idade como centro dia e apoio domiciliário. Começará por aí, sem descurar a infância nem os mais jovens, que, futuramente, representarão a nossa freguesia. É nesse sentido que trabalhámos afincadamente para incentivar estes jovens a estudar e a obter bons resultados escolares. Estabelecemos um prémio de mérito escolar no valor de 100 euros para o melhor aluno do quinto ao nono ano, do décimo ao 11º no valor de 150 euros, e o melhor aluno do 12º é compensado com um prémio de 300 euros”. Dotado de um espírito interventivo, o presidente reconhece o valor do movimento associativo popular e outras formas de associações de natureza social, tais como as associações de pais, associações direcionadas para a parte recreativa e desportiva da freguesia, a associação equestre, a associação de escuteiros, de ciclismo, de futebol e algumas de carácter religioso ou paroquial, como o grupo de Jovens ‘GAUDIUM’, o grupo bíblico e o grupo coral: “Temos bastantes associações, umas mais institucionalizadas do que outras mas que, de uma forma geral, são todas muito organizadas e com o seu valor e o seu espaço na freguesia”. É com este espírito que a Junta de Freguesia de Lijó tem vindo a trabalhar em algumas obras de recuperação, bem como na construção de infra-estruturas, em prol de um objetivo comum, assegurar o bem estar da população. “Recentemente foi construído um novo cemitério, um investimento de mais de 200 mil euros, que só foi possível com o apoio da Câmara Municipal. Recuperámos ainda parte do património, como duas fontes que estavam totalmente submersas e temos mantido a conservação de outro”. Ainda assim, há aspetos a melhorar: “A freguesia não está totalmente bem servida no que diz respeito à pavimentação de ruas e estradas. Temos ainda cerca de três quilómetros de estrada sem pavimentação e um espaço envolvente da igreja sem condições. No futuro essa é a minha prioridade”. Em jeito de despedida, o presidente deixou uma mensagem para os habitantes da sua freguesia: “Quando deixar de ser presidente vou de consciência tranquila porque sei que fiz tudo o que estava ao meu alcance por esta terra”, concluiu.

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“O IMPORTANTE SÃO AS PESSOAS” A freguesia conta com um executivo dinâmico que tem trabalhado em prol do desenvolvimento e sustentabilidade do território, tendo sempre em conta a qualidade de vida da população. Em entrevista a Luís Vilas Boas, presidente, e Liliana Rêgo, tesoureira, revelamos as potencialidades da União de Freguesias de Creixomil e Mariz. UNIÃO DE FREGUESIAS DE CREIXOMIL E MARIZ

LUÍS VILAS BOAS O presidente Luís Vilas Boas começa por revelar que a grande motivação que o levou a candidatar-se foi porque “acreditava que podia fazer algo pela minha freguesia”. Sobre os trabalhos e desafios do mandato, os entrevistados afirmam que “este executivo visa sempre rentabilizar o melhor possível os dinheiros disponíveis. Uma das prioridades está relacionada com o bem-estar do dia-a-dia das pessoas, como é o caso da rede viária. Tratando-se Creixomil de uma área com bastantes acessos a habitações em terra batida. Três dias após a tomada de posse deste executivo aconteceu uma grande

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cheia que danificou várias ruas e derrubou a ponte sobre o ribeiro que divide Creixomil ao meio, encetamos desde logo todas diligências para a sua reconstrução, ficando concluída em junho de 2014. Executámos várias obras, aquelas que achámos que eram mais necessárias, e outras estão ainda em curso. Entre os vários trabalhos, destaque para a obra de pavimentação e rede de água pública na rua das Fontaínhas de Cima, bem como, a drenagem de águas pluviais e pavimentação de várias ruas. No total o capital investido em obras na freguesia ronda os 400 mil euros. As contas da freguesia estão saudáveis, todos os investimentos são direcionados e não pode haver desperdício”. Sobre as obras que gostaria de ver concretizadas, o presidente destaca que apesar de não ser da responsabilidade da junta, há que reforçar a ausência de algo que sempre é tomado como indispensável, “a inexistência de saneamento, são duas freguesias que estão na periferia da área urbana de Barcelos e que não têm um metro de saneamento, uma infraestrutura que não depende da junta. Pavimentámos ruas sem saneamento, mas tomámos essa opção porque não íamos esperar por algo que não sabemos sequer se acontecerá no nosso tempo e refiro-me ao nosso tempo de vida e não da duração do executivo. Não temos meios técnicos nem financeiros para resolver a situação. Um projeto de saneamento tem de ser um projeto global, em rede. O facto da rede de águas estar concessionada a privados, é um impedimento já que a própria câmara está limitada na sua atuação, o município não pode fazer nada e nós temos uma excelente relação com a Câmara”, destacam os entrevistados. No que concerne ao apoio à população, Luís Vilas Boas acredita que “os centros de apoio a idosos existentes em duas freguesias vizinhas, de maior dimensão, são suficientes e que não há necessidade de fazer nenhum investimento desse género, porque não tem sentido encaminhar muitos recursos para duplicar equipamentos que neste momento não são necessários. Apoiamos estas instituições com a cedência de carrinhas para passeios e visitas, prestamos a nossa colaboração, desde a cedência de transportes, a todo tipo de logística que seja solicitada e que possamos colaborar. No entanto, todos os anos realizamos vários eventos quer com a população mais idosa, quer com a população em geral. Na educação, só temos uma escola a funcionar, em Creixomil e está nos limites a junta colabora com transportes diários, bem como com as visitas de estudo”. O balanço e o futuro Apesar de fazer um balanço positivo, o presidente confessa que gostaria de ter feito um pouco mais, “considero que fizémos o que é prioritário que é a rede viária, um trabalho que se nota no terreno. Gostava de fazer mais porque sei que há mais para fazer. Contudo, não nos centrámos exclusivamente nisso, fizémos a aquisição de um terreno para um futuro polidesportivo, também procurámos apoiar as pessoas e não só nas infraestruturas. Procurámos aqui conciliar o investimento com a qualidade de vida das pessoas para que se sintam bem a viver neste terriório”. Para finalizar, o presidente deixa a mensagem: “acreditem que o desenvolvimento vai continuar e aquilo que ainda falta fazer, há-de ser feito. Eu acredito”, conclui Luís Vilas Boas.


ALGARVE ESPECIAL PME LÍDER PME EXCELÊNCIA Internacionalmente elogiado pela sua vocação e argumentos turísticos, o Algarve corresponde a uma região que se entrecruza com a totalidade do distrito de Faro. Se há, no entanto, algo que a revista Portugal em Destaque pôde aferir ao longo do périplo por este território é que são cada vez mais os casos de autêntico sucesso, inovação e boa gestão empresarial nesta zona do país. De facto, e pese embora os inegáveis colossos no setor hoteleiro e na restauração – que também nesta edição ocupam um importante lugar de destaque – a região algarvia tem vindo a surpreender o resto de Portugal pela força e ousadia do seu tecido empresarial, que é bem mais amplo do que as ideias pré-concebidas nos poderiam levar a crer. Neste âmbito – e aproveitando a recente revelação pelo IAPMEI da lista das PME Excelência de 2016 – as próximas páginas darão a conhecer ao leitor muitos dos bons exemplos que o Algarve tem para mostrar. Recorde-se que o estatuto de PME Excelência corresponde a uma distinção anual, que tem por objetivo sinalizar o mérito das pequenas e médias empresas que assumem perfis de desempenho superiores à média nacional, funcionando como inquestionável argumento de reputação e confiança junto de clientes, instituições bancárias e demais parceiros de negócio.

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QUALIDADE GARANTIDA NAS ANÁLISES CLÍNICAS Numa área tão importante como a saúde, a qualidade nunca pode ser descurada. O AQUALAB, em Albufeira, é a garantia de excelência nas análises clínicas e ambientais, com um serviço de proximidade que garante o sucesso há mais de 20 anos.

AQUALAB

JORGE QUEIROZ O AQUALAB – Laboratório Clínico e de Saúde Pública, nasceu em 1993 e possui dois departamentos distintos: um dedicado às análises clínicas e outro destinado ao ramo ambiental, no qual se executam análises de águas, alimentos e outras de igual interesse sanitário e de salvaguarda da saúde pública. À conversa com o diretor técnico do laboratório, Jorge Queiroz, licenciado em Ciências Farmacêuticas e especialista em análises clínicas pela Ordem dos Farmacêuticos, conhecemos as potencialidades de um laboratório que se tem vindo a afirmar na região algarvia pela excelência do serviço que presta. Situado em Albufeira, é hoje PME Excelência, e o segredo, revela-nos, passa pela equipa de 38 de profissionais que constitui o AQUALAB: “A nossa riqueza são os recursos humanos. Ao longo dos anos conseguimos formar uma equipa dedicada, competente e com uma relação de proximidade com o utente, o que é fundamental num setor tão importante como a saúde”, refere. No que diz respeito ao departamento de análise de águas e alimentos, o laboratório está direcionado para dar assistência aos serviços municipalizados, isto é, “análises de águas para consumo humano junto dos municípios e de algumas empresas privadas”, explica Jorge Queiroz. Para além disso, está também ligado às principais unidades hoteleiras do Algarve, nomeadamente em análises às águas das piscinas e pesquisa de bactérias como, por exemplo, a legionella. Já na área do controlo alimentar, a empresa presta apoio na análise de alimentos para a indústria alimentar, como em refeitórios, pastelarias ou restaurantes. Falamos, portanto, de um laboratório certificado pelo ISSO 9001 e acreditado no departamento de águas e alimentos pela norma ISO/ EN IEC 17025. AQUALAB em desenvolvimento O que começou por ser um laboratório em Albufeira é hoje 44 | PORTUGAL EM DESTAQUE

um grupo laboratorial que integra três estruturas diferentes: o AQUALAB – Laboratório Clínico e de Saúde Pública em Albufeira, o Laboratório Dr. João Josino da Costa em Portimão e o Laboratório MODUSLAB em Faro. Nos três espaços estão reunidas tecnologias de ponta e equipamentos de última geração. O administrador destaca, no entanto, que aquilo que realmente diferencia o AQUALAB das outras clínicas de análises é o profissionalismo da equipa: “eles têm conhecimento, simpatia e, acima de tudo, vestem a camisola pela empresa e é isso que enriquece o nosso trabalho”, sublinha. Com unidades de colheita por todo o Algarve, Jorge Queiroz explica que a equipa do AQUALAB se desloca para fazer as colheitas, que são transportadas pelos técnicos em viaturas próprias da empresa adequadas para o efeito e processadas assim que chegam ao laboratório, sendo que, um dos aspetos que distingue a empresa é o de não utilizar pessoal externo ao laboratório, o que permite ter um controlo muito mais rigoroso de todo o processo. Questionado sobre o futuro, Jorge Queiroz perspetiva-o bastante positivo, avançando com a hipótese de expansão, caso surja oportunidade. Até lá, o AQUALAB continuará com a qualidade, a competência e a simpatia que lhe são característicos há 23 anos.


HONESTIDADE E RESPONSABILIDADE COMO FATORES DE SUCESSO Com uma herança familiar de mais de um século na comercialização de tabaco, a António Raiado, Lda. dá seguimento a um negócio com história, não descurando, contudo, os desafios atuais que levam a empresa a expandir a sua área de negócio e a apostar em áreas como o vending e o marketing sensorial. ANTÓNIO RAIADO, LDA.

ANTÓNIO RAIADO A missão da António Raiado, Lda. é clara, diz-nos António Raiado, gerente da empresa, em entrevista: “Comercialização honesta e responsável de tabaco e afins na região do Algarve”. A tradição familiar do negócio no setor tabaqueiro remonta a 1985, com o avô do padrinho de António Raiado, primeiro depositário oficial da Companhia Portuguesa de Tabaco no Algarve. O negócio passou, posteriormente, de geração em geração, tendo, em 1992, chegado às mãos do empresário: “É um negócio de família e eu, que sou engenheiro, pensei em mudar de vida de um dia para o outro e estudar para tentar fazer melhor e dar continuidade ao legado”, explica-nos o responsável. E a aposta não poderia ter sido mais certeira. Em quase 25 anos, a empresa passou de dois funcionários para 60 (70 no verão) e de uma venda real de um milhão de euros para 29.5 milhões em 2016, prevendo-se atingir os 32 milhões de euros este ano. A área de atuação da empresa de António Raiado cobre todo o Algarve. Para tal, possui uma antena operacional em Tavira que serve todo o sotavento e uma antena operacional em Messines que cobre todo o barlavento. Além disso, possui a sede central em Loulé, de forma a cobrir a zona central e alimentar as duas antenas. A maior dificuldade do empresário prende-se com a sazonalidade característica da região algarvia. “No inverno em média vendemos cerca de metade do que vendemos no mês de agosto, por exemplo. Estamos habituados a trabalhar a um ritmo e, de repente, temos que duplicar esse ritmo, o que obriga a uma logística complexa e um enorme esforço”, confessa, acrescentando que a chave do sucesso passa por manter e motivar os seus colaboradores: “É muito difícil arranjar bons colaboradores. O Algarve tem pouca população e tem a atividade sazonal do turismo que absorve muita gente na época do verão e que depois se permite a seis meses de subsídio de desemprego”. Por esta razão, António Raiado faz por manter pessoas honestas e responsáveis, “com a vocação para trabalhar um pouco desalmadamente quando é preciso e não virar as costas, compensando os períodos em que efetivamente estamos mais à vontade no inverno”, refere. 46 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Diversificação de atividades António Raiado sente que nos últimos tempos tem havido uma enorme consciencialização das pessoas para a saúde e para os problemas advenientes do consumo de tabaco. Por essa razão, expandiu as áreas de negócio da empresa e prevê que o tabaco, em breve, passe a ser um produto secundário na sua carteira de negócios: “Temos feito uma série de diversificações, nomeadamente na área do vending. Estamos também a iniciar uma consultadoria em marketing sensorial, fazemos aromatização de espaços, marketing olfativo e temos uma série de tabacarias em Quarteira, Tavira, Portimão e Albufeira”, refere. Com 750 máquinas de tabaco e 200 de vending espalhadas por todo o Algarve, António Raiado prevê um futuro de crescimento: “Obter o estatuto de PME Líder deixa-nos muito orgulhosos e faz-nos continuar motivados para crescer”, conclui.

Escritório Central Rua Eng. Duarte Pacheco, nº60 1ºesq 9100-571 Loulé Tel. 289 416 139 | 289 411 017 Fax. 289 411 439 Tabacaria António Raiado, Lda Rua Gago Coutinho - Messines Tel. 282 321 038 Tabacaria Papelaria Neto Praceta Baltazar Lobato - Tavira Tel. 281 321 038 Tabacaria Loja da Sorte Largo do mercado - Quarteira Tel. 289 314 281


PORQUE A POPULAÇÃO SÉNIOR MERECE TODO O NOSSO CUIDADO A Residência Sol & Mar é uma residência sénior, construída de raiz, com infraestruturas de elevada qualidade e totalmente acessível. Oferece soluções residenciais inovadoras e adaptadas às necessidades específicas da população sénior, revolucionando o antigo conceito de lar de idosos. RESIDÊNCIA SOL & MAR

CAROLINA LOPES E ADELINA NABAIS Situada a 10 quilómetros do centro de Tavira e a 17 de Vila Real de Santo António, a Residência Sénior Sol & Mar permite beneficiar da proximidade de praias acessíveis, tais como Monte Gordo e Manta Rota, oferecendo um ambiente calmo, seguro e agradável. “O segredo para um envelhecimento bem sucedido passa pela criação de um espaço acolhedor e familiar, em que os cuidados de saúde e bem-estar contribuem para a continuidade dos projetos de vida dos nossos residentes”, explica Adelina Nabais, proprietária da Residência Sol & Mar, em entrevista à Portugal em Destaque. A ideia para a realização deste projeto remonta a 2009, quando Adelina Nabais, na altura a residir no estrangeiro, procurava uma residência sénior para familiares. Como não encontrou uma solução que fosse ao encontro das suas expectativas e como possuía o terreno onde hoje se localiza a Residência Sol & Mar, decidiu avançar com um projeto que, segundo a própria, “trouxe algo de inovador” a este setor, cada vez mais procurado. Assim, depois de visitar inúmeros lares e residências séniores em Portugal e na Europa, de forma a tomar conhecimento do que melhor existe na área, Adelina Nabais inaugurou a Residência Sénior Sol & Mar em 2013. Com 4800 m2 de construção, dispõe de 56 quartos adaptados com casa de banho, coluna de hidromassagem, televisão, telefone, internet e vista para o jardim, espaços de fisioterapia e hidroterapia, piscina e jacuzzi, gabinetes médico e de enfermagem, gabinetes de estética, massagem e cabeleireiro, sala de restauração com música ambiente, salas de convívio e animação, biblioteca, ginásio, terraços, jardim, garagem e parqueamento exterior. “Queremos que aqui as pessoas se sintam em casa, usufruindo do apoio humanizado de técnicos especializados. Queremos, sobretudo, 48 | PORTUGAL EM DESTAQUE

que aqui haja alegria e conforto”, indica Adelina Nabais. A Residência Sénior Sol & Mar disponibiliza as modalidades de residência temporária ou de residência permanente. Na primeira, estão incluídos os séniores ou pessoas com necessidades especiais que estejam temporariamente de férias no Algarve – visto que muitos hotéis não estão adaptados a estas necessidades –, em período de reabilitação / recuperação ou ainda para descanso do cuidador. Na segunda modalidade, inserem-se os residentes que vivem permanentemente na instituição e que beneficiam dos serviços de uma unidade hoteleira de luxo, em quartos individuais ou duplos, “onde o amor, a felicidade e a partilha fazem parte do seu dia a dia”, refere Adelina Nabais. O objetivo é proporcionar uma vida ativa aos residentes. Com uma equipa de 33 colaboradores constituída por psicóloga, enfermeiros, médico, fisioterapeuta, psicomotricista, nutricionistas e gerontólogos. O balanço destes últimos quatro anos não poderia deixar de ser positivo: “Aqui ajudamos as pessoas a lutar contra o isolamento, tentamos que todos participem com vontade nas atividades propostas. Também temos bastantes exemplos de idosos que chegaram acamados e que passado pouco tempo vivenciaram uma melhoria muito notória. E isso deixa-nos muito orgulhosos e felizes”, refere Carolina Lopes, diretora técnica da instituição. O futuro perspetiva-se, portanto, de crescimento para a Residência Sénior Sol & Mar: “Temos qualidade e vontade em continuar a prestar o melhor serviço aos nossos residentes. Poderão sempre contar com o nosso profissionalismo e amor. Somos, na verdade, uma família”, conclui Adelina Nabais.

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À CONQUISTA DO MERCADO NACIONAL A operar há 22 anos em Portugal, a empresa espanhola Azulejos del Vado especializa-se na comercialização de materiais de construção, fazendo da diversidade dos seus produtos um dos grandes argumentos de diferenciação.

AZULEJOS DEL VADO

mais-valia a aposta feita com os fornecedores nacionais, pois simplifica bastante este processo. O setor da construção foi um dos mais afetados pela crise que atingiu o país. Estando a Azulejos del Vado tão ligada a este setor, que dificuldades enfrentaram e como as ultrapassaram? Foi um período difícil que nos forçou a reduzir custos e racionalizar investimentos. Felizmente, parece ter passado. Temos notado que embora a nova construção tenha diminuído de importância, a área da remodelação de edifícios já existentes, tem crescido. É de notar que estarmos inseridos numa região turística com forte implantação de estrangeiros permitiu-nos também amenizar o impacto da crise. Teria sido mais complicado numa região mais fechada e sem estes clientes com poder de compra.

A Azulejos del Vado tem as suas origens em Espanha. Porquê a aposta em Portugal, mais concretamente no Algarve? A aposta em Portugal seguiu uma lógica de expansão da empresa-mãe de Espanha, primeiro como uma sucursal, depois constituída como uma empresa portuguesa. A construção da Via do Infante e da ponte internacional sobre o rio Guadiana foram muito importantes na decisão de investir no mercado português, primeiro com a abertura em 1995 de uma loja perto de Faro, no Rio-Seco, depois com uma aposta mais forte no Barlavento, com a abertura de uma segunda loja em Lagoa, em 1997. As duas lojas permitem uma cobertura adequada do Algarve. Que balanço fazem destes 22 anos em Portugal? O balanço é muito positivo. Estar presente e a laborar desde os anos 90 permitiu à Azulejos del Vado crescer e prosperar durante a expansão do setor da construção, do final da década de 90 e princípio do século XXI. O que vos distingue das demais empresas de materiais de construção que operam na região? O que mais nos distingue dos concorrentes regionais é a ampla seleção de azulejos e pavimentos, tanto de fornecedores espanhóis como, cada vez mais, de fornecedores portugueses. Oferecemos também uma vasta gama de sanitários, móveis de casa de banho, torneiras, etc. Como é óbvio, estando implantados há bastante tempo em Portugal, temos desenvolvido cada vez mais relações com fornecedores nacionais. Dão assistência pós-venda? Prestamos assistência aos problemas mais simples que possam ocorrer e, para os problemas mas complicados, encaminhamos e acompanhamos os nossos clientes para a assistência direta dos serviços técnicos dos nossos fornecedores. Tem sido uma

Que perspetivas tem a Azulejos del Vado para o futuro? Consolidar a posição no mercado algarvio, manter e, se possível, aumentar a quota de mercado, mantendo o nível de satisfação dos nossos clientes.


FRANGO ASSADO ‘À GUERREIRO’ CONQUISTA TODOS EM PORTIMÃO Há 20 anos que a Churrasqueira Guerreiro, em Portimão, é uma referência no concelho, com gerência de Paula Mendonça. Em conversa com a empresária, ficámos a conhecer o famoso frango assado, que faz as delícias de clientes de várias gerações de todo o mundo.

CHURRASQUEIRA GUERREIRO

PAULA MENDONÇA Falar de carnes na brasa em Portimão é falar automaticamente da Churrasqueira Guerreiro. Com o vigésimo aniversário comemorado no passado dia 19 de fevereiro, a Churrasqueira Guerreiro tem no frango assado o seu expoente máximo. O sucesso, conta-nos Paula Mendonça, gerente, deve-se à qualidade dos produtos e do serviço e à proximidade com os clientes e colaboradores. “Somos uma empresa familiar que tem por base a confiança e a qualidade. Temos um serviço que é bom e isso deve-se também à minha relação com os meus funcionários. Considero-me um deles quando estamos a trabalhar, não sou apenas a patroa. Não se pode pedir para que façam algo quando nós próprios não somos capazes de o fazer”, refere. Na Churrasqueira Guerreiro, o frango assado é rei, sendo servido 99% das vezes. Trata-se de um frango fresco, que obedece a todas as certificações e cujo segredo reside no tempero: “O nosso frango é temperado por nós, com uma base diferente de todas as outras. No verão chegamos a servir muitos…muitos frangos, por dia!”, revela Paula Mendonça. No entanto, para além do frango assado, também é possível saborear na Churrasqueira Guerreiro uma série de outros pratos confecionados na brasa, como o bacalhau, picanha, febra, entremeada ou costeletas. Esta afirmação no setor da restauração portimonense foi fruto de muito trabalho e dedicação por parte de Paula Mendonça, do marido e filhos, e da sua equipa. A empresária não se cansa de agradecer às pessoas que com ela colaboram diariamente, que apelida como família. Alcançar o estatuto de PME Líder deixa a gerente com muito orgulho, sendo o resultado natural de um trabalho intensivo nos últimos 20 anos: “Crescemos muito, penso que devemos ser a maior 50 | PORTUGAL EM DESTAQUE

churrasqueira de Portimão. Temos clientes de todo o país e de toda a parte do mundo, que nos acompanham desde sempre. São já várias as gerações de famílias que passam pela Churrasqueira Guerreiro, daí carinhosamente me apelidarem de avó das galinhas”, confessa com orgulho. Questionada sobre o futuro do negócio, Paula Mendonça mostra-se positiva, prometendo continuar a prestar o serviço de qualidade que a caracteriza. Atualmente com 13 colaboradores, irá aumentar a equipa com mais um elemento e deixa o convite para que venham provar a especialidade da casa, o “frango à Guerreiro”. A Churrasqueira Guerreiro está aberta todos os dias, ao almoço até às 15h e ao jantar até às 21h30, exceto às segundas-feiras. Estará ainda encerrada para férias de 17 de abril a 10 de maio e de 23 de outubro a 14 de novembro de 2017.


MAIS DE CINCO DÉCADAS NO COMÉRCIO DE PEIXE A António Viegas Guerreiro, S.A. é uma empresa de estrutura sólida que assenta numa política de eficiência e rapidez, apostando na qualidade dos seus produtos e serviços. A atuar na área do comércio por grosso de pescado fresco e congelado há mais de 50 anos, estreou-se, recentemente, na pesca marítima, através de duas embarcações próprias que têm já um papel importante no porto de Olhão.

ANTÓNIO VIEGAS GUERREIRO S.A.

Recentemente, a empresa estreou-se na pesca marítima, por meio da frota de embarcações adquiridas, não apenas para benefício próprio, mas também como forma de incentivar esta atividade típica da região que se encontra em franco decréscimo. Neste âmbito, é praticada pesca costeira (pesca de cerco), sendo o peixe capturado vendido em lota. A frota da António Viegas Guerreiro tem um papel significativo no porto de Olhão e é composta por duas embarcações: Flor da Beira e Peixe Azul. Atendendo à difícil conjuntura económico-social que o país enfrenta, existe um esforço acrescido no sentido de manter o investimento em manutenção e melhoramento de instalações, frota, equipamento e formação, de forma a permitir a constante adaptação às exigências do mercado. “Os barcos têm desaparecido todos do Algarve, nos últimos anos. Não há mestres de pesca, não há formação de mestres. É um conhecimento empírico que passa de pais para filhos e é muito difícil conseguir chegar até esse conhecimento”, explica António Guerreiro. Questionado sobre o futuro, o empresário é claro: “Neste setor não se podem fazer estimativas nem a longo nem a médio prazo. Podemos ganhar o ano nos primeiros três meses desse ano, como podemos trabalhar doze meses sem ganhar”, indica. No entanto, o responsável promete continuar a prestar os diferentes serviços com a qualidade que caracteriza a António Guerreiro há mais de cinco décadas.

ANTÓNIO GUERREIRO O início da empresa remonta à década de sessenta, então sob a forma individual, pela mão do empresário António Viegas Guerreiro. Deu-se, em 1982, uma transição para sociedade por quotas, surgindo assim a denominação António Viegas Guerreiro, Lda., vulgarmente conhecida por Avigel. Há alguns anos foi registada a marca comercial ‘Peixe Azul’ e, recentemente, alterada a forma jurídica para Sociedade Anónima, passando então para António Viegas Guerreiro, S.A. António Guerreiro, sócio-gerente e filho do fundador da empresa, explica em entrevista que a atividade da empresa assenta, na sua maioria, no comércio por grosso de pescado – fresco e congelado –, com uma breve incursão na venda de bivalves. O processo tem início na compra do pescado, diretamente nas lotas ou a fornecedores, que é transportado para as instalações da António Viegas Guerreiro, S.A. Então na fábrica, procede-se à congelação (em salmoura ou em túnel/ar forçado) ou acondicionamento do peixe fresco, precedidos de calibragem e/ou separação por espécies quando necessário. Posteriormente é feita a expedição, geralmente por meio da frota de pesados da empresa ou, em raras situações, pelos próprios compradores. Em paralelo existe a possibilidade de prestar apenas o serviço de congelação. Exportação como destino principal Primordialmente de dimensão modesta, a empresa foi crescendo exponencialmente até atingir o lugar de destaque que ocupa, nos dias de hoje, no seu mercado de atuação. A maior parte da produção tem como destino países estrageiros, sendo que a taxa de exportação se situa nos 90 por cento, principalmente para Espanha. PORTUGAL EM DESTAQUE | 51


ROTA DO DÃO Situada na Beira Alta, é na zona do Dão que se produzem alguns dos melhores vinhos em Portugal. Beneficiada pelas condições climatéricas e pelas características do solo, esta região conta com vinhos de aroma delicado, sabor aveludado e uma nobre e harmoniosa forma de envelhecer. A própria escolha das castas contribui para esse prestígio. Já a Rota dos Vinhos do Dão oferece três itinerários através das quintas dos vinicultores disponíveis. Várias são as casas e quintas que merecem ser visitadas, proporcionando visitas guiadas e organizando provas de vinhos. Quanto às condições geográficas, estas também favorecem a produção das vinhas, uma vez que as serras do Buçaco, da Estrela, do Caramulo e de Montemuro protegem da influência dos ventos. Além das condições antes mencionadas, há outros pormenores que tornam esta zona no que ela é: os métodos de produção, o grande engenho e sabedoria vitivinícola, mas também a escolha das castas mais apropriadas. Tudo isto contribui para as características particulares dos vinhos do Dão. Por exemplo, a Touriga Nacional, que é a casta mais nobre entre as tintas; a casta Alfrocheiro, com excelente equilíbrio entre ácidos, açúcar e boa cor; Aragonez – Tinta Roriz, que intensifica os aromas de fruta madura com boas graduações alcoólicas; Jaen – dá origem a vinhos elegantes, intensos de cor e muito macios; Encruzado, que é primazia entre as castas brancas, com grande elegância e delicadeza; Malvasia Fina, que apresenta aromas simples mas intensos. Desde os tintos, de sabor complexo e delicado, elegantes e encorpados, aos brancos de aroma frutado com acidez equilibrada, passando pelos espumantes persistentes e de bolha fina, terminando com os rosés leves e frescos de misto floral e frutado, muitas são as viagens que a Rota do Dão oferece. Resta convidar o leitor a acompanhar-nos e a desfrutar desta viagem.


UM SERVIÇO PARA TODOS Localizada no centro de Mangualde, mas servindo também os arredores, a Loja D’Enfermeiro tem vindo a ajudar grande parte da população. Dos mais novos, com lesões provocadas pelo desporto, aos mais velhos que por questões naturais se vêm com dificuldades, passando pelos profissionais de saúde, todos procuram esta loja que fornece equipamentos ortopédicos, geriátricos, e profissionais para uma melhor qualidade de vida e de trabalho. Sónia Rua, proprietária e gerente da loja esclarece os propósitos da loja.

LOJA D’ENFERMEIRO

SÓNIA RUA Fundada pelo enfermeiro Celestino Tomás, onde Sónia era funcionária, a loja passou por um trespasse, assim a actual gerente e proprietária, já com anos de experiência adquiriu a loja. De sorriso aberto Sónia não só fornece os produtos como aconselha sobre cada um. A loja D’Enfermeiro distingue-se principalmente pelos seus vastos produtos, o seu serviço personalizado e pelo aluguer de equipamentos. Aqui o cliente chega, apresenta o problema e é mesmo Sónia que aconselha sobre o melhor produto para o problema. Como a própria gerente diz, muitas vezes o erro passa por comprarem, meias terapêuticas, por exemplo, não próprias para o efeito. Para quem não pode ou não necessita de comprar o aluguer de materiais, como a cadeira de rodas, as camas articuladas e certos equipamentos para profissionais, pode alugar esses equipamentos aqui. Como Sónia afirma, este é de facto uma “mais-valia”. As camas articuladas são procuradas por doentes oncológicos ou em fase terminal, onde de facto “comprar uma cama não se justifica”. Refere ainda, que as cadeiras de rodas são muito procuradas por doentes que vêm de férias com a família. Outros dos casos, são consultas ao médico, onde o doente não necessita de ter em casa uma cadeira de rodas mas necessita dela para ir a consultas externas. Esta é das únicas casas na região que fornece este tipo de serviço.

Há enfermeiros que também procuram equipamentos que são usados esporadicamente e equipamentos normalmente caros, assim os profissionais de saúde podem adquiri-los aqui também, como, por exemplo, o aspirador de secreções. Assim, a loja faz-se de dois tipos de clientes: Filhos de idosos, onde os “filhos vêm comprar para os pais” e enfermeiros, ou outros profissionais de saúde, que procuram vários produtos. A loja não serve só Mangualde, serve também os arredores, levando também o seu serviço ao domicílio, o que facilita a deslocação de idosos, que têm pouca mobilidade. A proprietária afirma, que abrange cada vez mais população e que possivelmente no futuro se poderá justificar a abertura de outra loja numa outra localidade. A empresa já possuiu loja online, que se encontra de momento em manutenção, mas que Sónia espera poder retomar. Neste espaço estão disponíveis para além de equipamentos e produtos de saúde, massagens terapêuticas, uma aposta recente, que tem vindo a crescer. Para qualquer esclarecimento de dúvi-

das, o espaço encontra-se sempre atualizado através do seu Facebook, onde Sónia contacta também com os clientes. A população de Mangualde tem, neste espaço, uma ajuda bastante precisa, do deslocamento à loja e ao contacto telefónico, todos, sem exceção, são preciosas ajudas para encontrar o produto, ou serviço mais indicado para a solução do seu problema.

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UM PATRIMÓNIO PARA (RE)CONHECER Em entrevista à Portugal em Destaque, o presidente da Junta de Freguesia de Alcafache falou-nos de um território caracterizado por uma identidade muito própria e dos esforços assumidos para a sua dinamização.

FREGUESIA DE ALCAFACHE

NÉLSON ALMEIDA Constituída por 920 habitantes, propagados por uma extensão de 12.94 km2, Alcafache é uma freguesia caracterizada “por uma localização geográfica excelente”, inserida “num triângulo citadino entre Mangualde, Viseu e Nelas”. De natureza eminentemente rural, este é um território que transpira histórias, tradições e encanto, conquistando todos quanto o visitam através de uma série de argumentos, que vão do saudável apelo das famosas Termas de Alcafache, continuando (embora não terminando) na beleza do seu património natural. De facto, a qualidade de vida que aqui se saboreia – cortesia dos “espaços verdes onde é possível passear, junto ao rio Dão” – é um dos motivos que, no entender de Nelson Almeida, mais justifica a inclusão de Alcafache no mapa turístico. Há, todavia, outros imperativos, como a gastronomia e esse verdadeiro ‘ex-líbris’ que corresponde ao queijo da Serra da Estrela. “Temos produtores nessa área e existe uma alavanca que poderá reforçar a criação de novas explorações agrícolas”, refere o nosso entrevistado, numa alusão à Queijaria Vale da Estrela, empresa que não subestima a qualidade garantida pelos produtores de Alcafache. Já no que ao património edificado diz respeito, importa ressalvar não apenas o vigor arquitetónico das capelas propagadas pelas aldeias da freguesia (devidamente requalificadas com a colaboração do atual executivo), mas também os “aglomerados graníticos fantásticos”, que Nelson Almeida espera ver cada vez mais utilizados, “seja como habitação ou fator turístico”. Mas igualmente digna de destaque é a crescente oferta que o território proporciona em termos de turismo rural. Dinamizar, valorizando Atualmente, no primeiro mandato enquanto presidente da Junta de Freguesia de Alcafache, Nelson Almeida tem-se debelado, em articulação com a Câmara Municipal de

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Mangualde, pela constante valorização de um território repleto de legados. Entre as principais vitórias dessa missão, poderemos sublinhar a entrada dos bordados de Tibaldinho no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas. De facto, e também num esforço partilhado entre a autarquia e o executivo deste território, têm vindo a ser ministrados cursos dedicados à partilha desta arte que remonta ao século XIX. Paralelamente, a Junta de Freguesia tem procurado apoiar as coletividades existentes em Alcafache. Nesse âmbito, o presidente orgulha-se do sucesso obtido pela Alcatuna, “que tem feito um trabalho fantástico a nível de atuações e já conseguiu sair de Portugal”. Já igualmente dignas de mérito são as Tricanas de Tibaldinho, grupo que se dedica a “recriar um rancho que existiu na região e se perdeu no tempo”, estando deste modo “a cumprir bem o seu papel”. Mais, todavia, do que promover o trabalho alheio, este é um executivo que não se furta à organização de iniciativas culturais. Assim, e no âmbito dos 500 anos da atribuição do foral manuelino, a freguesia foi alvo, em 2014, de uma revisitação quinhentista “para que os jovens soubessem a importância do nome de Alcafache e vivessem a História”, à medida que se promoveram os produtos endógenos e o artesanato. Já este ano, a freguesia presenciará a terceira edição deste evento. Aposta na população Outra grande preocupação assumida pelo executivo tem sido a tentativa de “travar a desertificação”. Para esse efeito, e tal como salienta Nelson Almeida, “temos vindo a criar infraestruturas básicas que não existiam, como parques infantis e espaços verdes”, à medida que alguns dos principais acessos foram requalificados, num processo focado não apenas na fixação das atuais populações, como também na atração de potenciais investidores. Por outro lado, e fiel ao objetivo de apoiar as coletividades presentes no território, foi com grande júbilo que o atual executivo assistiu ao renascimento da Casa do Povo de Alcafache. Esta corresponde a uma associação que permitiu “colmatar uma falha que havia na saúde”, financiando o trabalho de um médico que proporciona consultas à população local. Mais recentemente, o organismo tem contribuído para dinamizar a freguesia, organizando eventos desportivos – do BTT às caminhadas – que reúnem participantes vindos de todo o país. Já em estreita colaboração com o Centro Paroquial de Alcafache, a Junta de Freguesia constatou a necessidade de desenvolver um Centro de Atividades de Tempos Livres, de modo a garantir um espaço de convívio e aprendizagem a pensar nos mais jovens. Neste âmbito, Nelson Almeida afirma que ainda não perdeu a esperança de ver a Sociedade Filarmónica de Tibaldinho e a Associação Cultural e Recreativa de Tibaldinho voltarem à ribalta. Olhar no futuro A meses de terminar o seu mandato, Nelson Almeida não esconde a intenção de se recandidatar à Junta de Freguesia e “dar continuidade ao projeto”, deixando um agradecimento muito especial a toda a sua equipa, às coletividades e a toda a população pelo esforço e dedicação a Alcafache. É, efetivamente, desejo do atual presidente prosseguir o combate à desertificação, nomeadamente através da requalificação das vias de comunicação que unem as diferentes aldeias do território. Por fim, e acima de tudo, persiste a noção de que Alcafache conquistará ainda mais dinamismo turístico, cultural e social preservando tudo o que hoje a define: a sua natureza, a sua história e a sua qualidade de vida.

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PROVAR O VINHO, EXPERIENCIAR A TRADIÇÃO Entre os 41 participantes da Rota dos Vinhos do Dão destaca-se a Lusovini, no concelho de Nelas. Fundada em 2009, a empresa tem hoje uma representação significativa no enoturismo que, por sua vez, contribui para o desenvolvimento do local onde estão inseridos. LUSOVINI

SÓNIA MARTINS

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Visitamos o que outrora constituía a Adega de Nelas, atualmente é a sede da Lusovini. Fomos recebidos por Sónia Martins,responsável da empresa, para conversarmos acerca do envolvimento da Lusovini no turismo vitivinícola, o qual traz vantagens para todas as entidades envolvidas, desde a própria empresa, à população local e inclusive à economia da região. “O enoturismo, para nós, é uma das melhores formas de comunicar as nossas marcas”, revelou-nos a nossa entrevistada, “as pessoas que nos visitam podem, um dia, estar indecisos entre que vinho escolher num restaurante, repararem numa marca nossa e escolherem-na, uma vez que já a conhecem”. Porque o enoturismo é uma experiência completa, a Lusovini abre as suas portas aos visitantes que a desejem conhecer. “O vinho é muito mais do que o líquido, é todas as sensações que temos à volta do mesmo”. Assim, os visitantes são recebidos com um para iniciar o seu percurso, seja uma visita livre ou guiada, à escolha, através da adega. Lá os espera um ambiente que combina a tradição com a modernidade e o conforto: desde o chão de cortiça, elemento ligado ao vinho, aos painéis perto do teto, com representações da produção e do tratamento da vinha, passado por antigas cubas, reaproveitadas para estágio de vinhos já engarrafado e cubas de cimento recuperadas para atual utilização. Avançamos à segunda vertente, a gastronómica, potenciada pela Taberna da Adega, espaço gastronómico em parceria com o grupo Dux. Afirmou-nos Sónia Martins que consideraram “que todos os vinhos ganham se tiverem comida para os acompanhar”, desta forma, pretendemos que “a comida acompanhe e valorize” os mesmos. A principal marca da Lusovini é o Pedra Cancela na região do Dão, mas também comercializam outras marcas suas e dos seus parceiros de negócios, tanto na taberna como na loja. Têm sempre vinho à prova, ao almoço e ao jantar. As opções variam de dia para dia, ou não tivessem “uma diversidade muito grande”. Há que lhe dar bom uso. Entre exportações, comunica-se os vinhos portugueses para o resto do mundo. Continuando os esforços até agora realizados tudo aponta para um futuro (ainda mais) favorável. Se duvida, pode comprovar por si mesmo, na Avenida da Liberdade em Nelas, Viseu: a Lusovini espera por si.


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SEGURADORA DE PROXIMIDADE Encontramos a Ribeiro Seguros em Carregal do Sal, Viseu, uma seguradora de eficácia comprovada pela sua notória carteira de clientes. O cliente pode confiar numa equipa sempre presente. RIBEIRO SEGUROS

pa de seis profissionais. Questionado acerca de como reuniu os seus colaboradores, Nuno Ribeiro explica que foi através de recomendações: “Nem é pelo currículo, o elemento fundamental é o caráter. Nas terras do Interior são, no máximo, duas pessoas, nós temos uma equipa de seis, só aí há uma diferença em relação ao resto do mercado”, orgulha-se. Disponibilidade e proximidade são as palavras de ordem: “Encontramos aqui uma equipa sempre presente, com vontade de apoiar e de ajudar a resolver as situações que não correm bem. Aqui estamos sempre disponíveis para o cliente”. Nuno Ribeiro confia por completo nas pessoas com quem trabalha e pretende que os clientes sintam o mesmo. Sábados, domingos e feriados, de dia ou de noite: se existe alguém a precisar de ajuda, a Ribeiro Seguros está acessível, basta uma chamada. Uma das valências que distingue esta seguradora é o facto de terem um funcionário que trata só de sinistros, “não há mais nenhuma empresa de seguros aqui próxima que o faça”, faz denotar o gerente.

O ano de 1980 viu nascer a empresa em nome individual José Francisco Ribeiro da Fonseca, que viria a tornar-se a Ribeiro Seguros, empresa que passou de mão de pai para filho, um pouco a contragosto. Esta é uma história curiosa: Nuno Ribeiro não fazia questão de seguir a profissão do pai, mas a vida levou-o nessa direção. Hoje adora o que faz, “não trocaria por nada”, admite o próprio, que exerce o cargo de gerente desde há 10 anos. Posteriormente, fez licenciatura em Ação Social, mais por uma questão de provar que podia do que por vocação, área na qual nunca exerceu. O seu destino profissional estava traçado.

Todo o tipo de seguros A Ribeiro Seguros está preparada para todo e qualquer tipo de seguro que pretenda realizar, de qualquer área. Contam com a parceria da Fidelidade, uma marca forte. Costumavam trabalhar com outras seguradoras, mas atualmente apostaram na exclusividade com esta parceira. O nosso entrevistado reconhece que esta escolha se relaciona com uma ligação pessoal: “O meu pai já era da Fidelidade e são as pessoas com quem eu próprio tive mais ligação, às vezes não é só a marca em si, são as pessoas que lidam diariamente connosco. Isso cria uma empatia, é por serem pessoas da nossa relação”. Sabemos que o futuro está intrinsecamente ligado a negócios feitos via telefone ou internet, principalmente na área dos seguros. Porém, o contacto pessoal não deve ser subvalorizado. Nuno Ribeiro gosta de negociar com pessoas que conhece e que são da sua confiança, o que acaba por fazer a diferença.

Equipa dedicada Ao longo do tempo, a Ribeiro Seguros foi constituindo uma equi-

Carteira de clientes vasta A carteira de clientes, base operacional de qualquer segurado-

NUNO RIBEIRO

Rua S.João de Deus, 13 | 3430-055 Carregal do Sal | Tel. 232 969 002 Fax. 232 961 111 Telm. 965 247 320 | geral@ribeiroseguros.pt 58 | PORTUGAL EM DESTAQUE


ra, rondava os 250 mil euros há 10 anos. Hoje são um milhão e meio de euros. Resultados oriundos de esforço e dedicação: “Aqui optamos por servir bem o cliente, às vezes em prejuízo próprio. Tentamos ser os melhores na nossa atividade e na área onde estamos inseridos”, assegura o nosso entrevistado. “Por acaso”, alvitra Nuno Ribeiro, “o maior cliente é daqui, mas o segundo maior é de Lisboa”, o que revela a versatilidade e transversalidade espacial desta seguradora, que tem presença inclusive nos Açores e na Madeira. Quando se faz um bom trabalho, “os clientes vão recomendando de uns para os outros, é boca-a-boca, até temos clientes de longa data que nunca os vimos, mas cujas situações se resolvem sempre”. A Ribeiro Seguros é uma das maiores do país neste mercado, facto impressionante em si mesmo, contudo revela-se ainda mais meritório quando se considera a terra onde está inserida, Carregal do Sal, uma pequena vila, que em nada se pode comparar a Lisboa ou Porto. Concorrência? “Até sou amigo deles”, afirma bem-disposto, “cada um faz o seu trabalho da melhor maneira possível, acho que há mercado disponível para todos”.

forma de análise que não acho que seja a mais correta, por exemplo, uma pessoa que tenha dez sinistros num carro muda de carro e o registo é apagado, quando o registo devia ser na carta de condução de cada um”. O pior, revela, são os emigrantes, que quando abandonam Portugal anulam seguros do carro, da habitação principal, da segunda casa, etc., fenómeno particularmente ocorrente nas terras do Interior, tal como Carregal do Sal. O amanhã Dentro dos planos para o futuro está abrir outra loja, o que implicará a compra de carteira de clientes de outros mediadores, ato necessário para a prosperidade do negócio. A Ribeiro Seguros continuará a crescer e a fazer um trabalho cada vez melhor.

Balanço “O balanço que faço destes anos é muito positivo, até porque é uma atividade não mal remunerada”, esclarece, “mas trabalhamos muito para isso”. Assim sendo, o gerente tenta sempre fomentar um bom ambiente no local de trabalho e providenciar compensação remuneratória aos seus esforçados colaboradores. A sabedoria que acumulou ao longo destes anos de atividade permite a Nuno Ribeiro comentar acerca da legislação que cobre a sua área: “A atividade dos seguros tem sido sempre defendida, todavia continuam a existir muitas imperfeições. Nós temos uma Rua do Colégio, 41 3400-105 Oliveira do Hospital | Tel. 238 692 381 Fax. 238 691 077 | geral@ohpseguros.pt PORTUGAL EM DESTAQUE | 59


A GASTRONOMIA AO SABOR DA TRADIÇÃO Localizado no centro da vila de Canas de Senhorim, nas proximidades de Viseu, o restaurante Zé Pataco é conhecido como o local ideal para saborear o melhor da gastronomia regional beirã, através de pratos típicos como o arroz de tamboril, o bacalhau ou o cabrito assado. Com uma equipa de profissionais com uma longa experiência, dedica-se ainda à organização dos mais diversos eventos festivos como casamentos e batizados, ocupando-se de todos os pormenores que estejam relacionados com o serviço solicitado, tornando-o único, como o cliente o idealizou. Em entrevista à Portugal em Destaque, José Costa Santos, proprietário do restaurante, dá-nos a conhecer a vasta oferta de serviços que disponibilizam e as estratégias que têm vindo a utilizar para vingar no mercado.

RESTAURANTE ZÉ PATACO

José Costa Santos “Zé Pataco”, estreou-se no mundo da restauração com apenas 11 anos e, desde aí, o gosto adquirido pela cozinha ditou o seu futuro. Depois de trabalhar como ajudante de cozinha de um hotel da região, assumiu o cargo de assistente do chefe principal onde aprendeu diversas técnicas de confeção e empratamento de vários pratos. Alguns anos mais tarde, deu, com a esposa, um novo passo e decidiu abrir um espaço que rapidamente ficou conhecido pelos seus deliciosos petiscos. A casa era pequena e a grande afluência de clientes obrigou, cerca de vinte anos depois, a uma mudança de instalações, nascendo as-

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sim o novo Zé Pataco, construído de raíz, e assente em fortes pilares familiares. O ar rústico e amplo do espaço não faz jus aos verdadeiros anos que contam a história do Zé Pataco. Há mais de quatro décadas que a Rua do Comércio, na freguesia de Canas de Senhorim, acolhe o estabelecimento onde são servidos pratos de excelência da gastronomia regional. À quinta-feira é dia de cozido à portuguesa e à sexta pode saborear uma típica feijoada. Mas, comecemos pelas entradas. Para além das ofertas clássicas, o restaurante deixa à sua disposição alguns pitéus de bacalhau ou de polvo mas a sugestão vai para a orelha de porco assada na brasa, a chouriça assada, as ameijoas à Bulhão Pato ou o camarão grelhado. No que diz respeito à refeição principal, a escolha é diversificada mas alguns pratos, graças à sua fama, têm mais saída. É o caso do bacalhau à Pataco, o arroz de tamboril com gambas, a Chora Do Mar ou o polvo à lagareiro. Nas carnes, não podemos deixar de sugerir o cabrito assado à Padeiro, a sola à Zé Pataco, o naco de vitela grelhado com camarão ou o arroz de pato no forno. Para terminar, experimente o leite creme da casa, o requeijão com doce de abóbora, o panacotta com frutos vermelhos ou o típico pão de ló com queijo da serra. Mas a grande novidade está no pastel, O Senhor’in, uma iguaria de massa folhada com recheio de touriga nacional (a casta rainha do dão), criada pelos próprios que está a dar que falar. Os vinhos fazem também as delícias da casa. Com a vasta gama de quintas vinícolas de qualidade na região, não esquecendo as outras regiões, é difícil não ser servido um bom vinho no Zé Pataco. O sucesso, esse, deve-se, em muito, aos segredos de cozedura e às receitas tradicionais da cozinha mas, o Zé Pataco, vai muito além disso: “Aqui conversamos com as pessoas, não basta pôr o prato na mesa”, explica José, realçando a importância de toda a equipa na hora de servir. Num futuro próximo, o objetivo do proprietário e da esposa, passa por continuar a acompanhar as novas tendências e exigências do mercado, primando pela diversidade e qualidade no atendimento, ficando o desejo de, um dia mais tarde, deixar o negócio sob a alçada dos seus quatro filhos: “O futuro do Zé Pataco está nas mãos deles”, concluem.


SINTA A NATUREZA No coração de Carregal do Sal, Viseu, encontramos uma casa que comunga com a natureza, ao mesmo tempo que mantém o conforto e a modernidade que os hóspedes possam exigir. A Casa do Zagão é uma referência no panorama do turismo rural.

CASA DO ZAGÃO

Estar no centro do concelho garante-lhes facilidade de acesso a tudo. Entre a Serra da Estrela, a 50 minutos de viagem, e a Serra do Caramulo, a apenas 20 minutos, a Casa do Zagão é uma quinta com mais de um hectare de área, sem contar com a vasta parte florestal. Um setor cada vez mais em crescimento, o turismo rural convida os visitantes a despedirem-se da rotina da cidade e das já corriqueiras férias passadas na praia, oferecendo, em vez disso, o contacto com a natureza e o sossego inerente à vida no campo. Jorge Frias, disponibilizou-se para nos mostrar todas as partes que compõem esta organização. São nove casas, um total de 27 camas. Cada casa divide-se em sala de estar, casa de banho e o quarto, exceção feita à suite, que conta com dois quartos e uma cozinha comunitária, ideal para famílias com filhos pequenos. Há quartos com camas de casal e outros com camas individuais, para abranger todas as possibilidades e preferências dos hóspedes. Os visitantes vêm com maior afluência no verão, são de todas as idades, das mais diversas nacionalidades e vêm pelas mais variadas razões, desde a procura de um ambiente sossegado que contacta com a natureza, até por motivos de trabalho. Turismo rural é um conceito diferente. O gerente frisou a liberdade que os hóspedes têm: “Há várias opiniões sobre a nossa casa, mas aquela que perdura acima de tudo é acolhedor, sossegado, bom ambiente, libertador. Podem apanhar tangerinas, laranjas e limões

das árvores, por exemplo”. Em que outro alojamento pode correr descalço pela relva? Para além disso, é possível usufruir de todas as comodidades, desde a internet (wi-fi) à televisão, até estacionamento dentro da própria quinta. Mais: piscina, court de ténis, passeios de moto 4x4, de segway ou de bicicleta. O que não encontra dentro dos limites da propriedade da Casa do Zagão, facilmente encontra nos arredores: restaurante de qualidade assegurada a 100 metros de distância e uma pastelaria a metade desse distanciamento. Para complementar a estadia, sugere-se, no âmbito cultural, os passeios arqueológicos. Quando regressar, relaxe no bar da quinta, onde pode ver televisão e jogar bilhar acompanhado de uma bebida. Eventos A Casa do Zagão realiza eventos nas alturas em que não têm visitas hospedadas, caso contrário todos os hóspedes são avisados antecipadamente. Todos os eventos têm o limite das 22 horas, afinal o turismo rural é, por definição, relaxante e sossegado. Até um máximo de 80 pessoas, é possível fazer batizados, casamentos, aniversários, entre outros. História Erguida desde 1930, a quinta desde cedo foi alvo de investimentos dirigidos ao turismo rural. Porém, a sua história teve um percalço e a quinta esteve abandonada durante alguns anos. Há cerca de quatro anos Pedro Castanheira e a esposa deram uma nova vida ao espaço: “Nunca se pensou que chegasse a este patamar”, denotou Jorge Frias, uma vez que o estabelecimento registou um significativo sucesso no ano anterior e tudo indica que este ano se vá pelo mesmo caminho. O nome Casa do Zagão tem origem incerta, uns afirmam que se deve à pedra alta que rodeava a quinta para proteger os animais dos predadores noturnos, outros asseguram que se tratava de uma pedra baixa, onde era malhado o trigo. Qual será a versão verdadeira?

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FAFE Situada na região norte, no distrito de Braga, Fafe é uma cidade com muito para oferecer. Situada entre as margens do Rio Ferro e Rio Vizela, possui uma população de cerca de 50 633 habitantes e é composta por 25 freguesias. Destaca-se de Fafe o seu rico património, a sua vasta gastronomia e arquitectura. A cidade é vincadamente marcada pelo século XIX e pela emigração para o Brasil. Muitos emigrantes trouxeram, mais tarde, para a cidade traços da arquitectura brasileira. A chamada “Arquitectura dos Brasileiros” é visível no urbanismo da cidade de Fafe. Enormes palacetes, compostos por azulejos multicolores, bem como jardins tropicais onde se impõe as árvores de fruto e as tão conhecidas palmeiras. O Arquivo Municipal e o Jardim do Calvário são exemplos desta arquitectura. Certamente que a expressão “Com Fafe ninguém fanfe” é reconhecida pelo país inteiro, tal deve-se à rica história de Fafe e a uma das suas mais prestigiadas lendas, o duelo entre o Visconde Moreira de Rei e, como o próprio descreveu o seu rival, “um tal Marquês”. Este duelo está representado no monumento “Justiça de Fafe”, da autoria de Eduardo Tavares. Fafe faz-se rodear de uma natureza pura e viva desde a Barragem de Queimada ao Parque da Cidade, às suas praias fluviais e os percursos pedestres. Para ainda mais diversão pode-se mesmo usufruir do parque aquático ou visitar o Museu das Migrações e das Comunidades, ou maravilhar-se pelo património imenso e artesanato. De destacar os entrançados de palha e artefactos de madeira e arame. Nunca deixando de fora a imensa gastronomia, onde quem serve está sempre de sorriso aberto. Fafe é, sem dúvida, uma cidade a agendar para uma próxima visita. Nesta edição, convidamo-lo a conhecer Fafe, bem como as empresas que se destacam desta terra cheia de vida.

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“TRABALHO PARA O SORRISO DOS NOIVOS” Casamentos, batizados, bodas de prata ou de ouro, festas de aniversário, ou qualquer outro evento: se pretende celebrar em Fafe faça-o na Casa do Gandião, onde tem um serviço de excelência e ao seu gosto. Vânia Oliveira, proprietária deste empreendimento, trabal- Casa do Gandião ha com paixão para que tenha o dia com que “Em oito meses renovámos e reconstruimos tudo, o pavilhão que existia em nada tem a ver com o espaço atual. A casa foi aproveitada como projeto de turismo sempre sonhou. CASA DO GANDIÃO A alma por detrás do projeto “A alma deste projeto começa com a história da minha família. Desde os seis anos que tenho ligação com a área do comércio. Os meus pais abriram um café porque a minha mãe era muito habilidosa na pastelaria e os filhos cresceram nesse mundo. Mais tarde, uns amigos, que também eram clientes assíduos do nosso café, disseram à minha mãe que tinha de ser ela a confecionar a comida e os doces para o casamento deles. Ela aceitou e o casamento foi um sucesso! A partir daí, os clientes jovens começaram a pedir à minha mãe que também confecionasse para o casamento deles. Fafe é uma terra pequena, rapidamente a fama se espalhou. Acontece que o bichinho deste negócio também estava em mim”. Catering:: Antes da Casa do Gandião “Iniciei a minha vida profissional nesta área como empresa de catering, através da qual íamos ao local alugado pelos noivos para servir a comida. Trabalhámos 20 anos assim, sempre a transportar o material de um lado para o outro, até que nos começamos a cansar. Por essa altura também começaram a surgir as quintas de eventos. Ao mesmo tempo, o mercado começava a exigir algo diferente do que oferecíamos: tornou-se habitual o uso de quintas com tudo incluído. Sentimos, assim, a necessidade de fazer um investimento para termos local próprio. Procurámos, procurámos e procurámos, até que nos decidimos por este espaço e compramo-lo, corria o ano de 2012”.

rural: é constituída por quatro apartamentos e funciona como apoio para os eventos. Oferecemos a estadia de uma noite aos noivos. Só quem realiza aqui eventos é que pode pernoitar. Desde 2013 tem sido sempre a crescer. Somos nós que fazemos tudo, desde as entradas, ao bolo passando pela decoração, para a qual temos uma parceria com a Fernanda Rodrigues. O trabalho dela valoriza e complementa o meu, e vice-versa”.

Versatilidade “Todos os casamentos são diferentes. Tudo é escolhido pelos noivos e feito por nós. Eles apreciam a exclusividade e isso dá-nos outra vontade de trabalhar. Os eventos são personalizados ao máximo, desde a comida, à decoração, passando pelos acontecimentos dentro do evento. Temos alguns menus elaborados, mas é sempre possível fazer alterações e até os preços são muito adaptáveis, de forma a podermos satisfazer orçamentos um pouco mais baixos, médios e altos. Neste mercado é difícil encontrar a nossa versatilidade. O que eu noto é que o público mais jovem não quer o casamento típico. Nós temos um protocolo para cumprir, o qual não é nada rígido, às vezes no dia acontece tudo de forma diferente do planeado. Temos que adaptar. Quando terminamos os casamentos e vemos os noivos felizes, depois de um ano intenso de planeamento, fico muito feliz. O sorriso dos noivos no final da festa é o motivo pelo qual eu trabalho”. O que falta fazer “Apetece-me sempre alterar o espaço, estou sempre a investir. O futuro irá consistir, sem dúvida, em trabalhar, trabalhar e trabalhar”.

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UMA JUNTA INOVADORA SEMPRE AO DISPOR DE TODOS Conhecida por “sala de visitas do Minho”, Fafe cativa pelo bem receber, pela gastronomia de excelência e pelo património paisagístico. Paulo Soares, presidente da Junta de Freguesia com maior densidade populacional do concelho, apresenta-nos a riqueza desta localidade que se tem vindo a afirmar em várias vertentes: desde a cultura ao desporto, passando pela ação social.

JUNTA DE FREGUESIA DE FAFE

PAULO SOARES Já Camilo Castelo Branco, de passagem pelos territórios de Fafe, descrevia nas suas cartas esta localidade minhota: “Olhe, meu caro, esta boa terra de Fafe é assim: pão pão, queijo queijo – portuguesa de lei, hospitaleira, franca até à rudeza (…) É de simpatizar, não é verdade?”. A freguesia de Fafe, pertencente ao concelho com o mesmo nome, situa-se na parte sul do mesmo, ocupando uma área de 625 hectares, com uma população de cerca de 16.000 habitantes. Os rios Vizela e o Ferro correm aqui, fazendo, em parte dos seus trajetos, fronteira com as freguesias circunvizinhas. A gastronomia, representada pela famosa “vitela assada à moda de Fafe”, pelos bons vinhos e pela doçaria típica, é uma das principais atrações deste território. Ao 64 | PORTUGAL EM DESTAQUE

mesmo tempo, são as paisagens verdejantes e a hospitalidade genuinamente minhota que saltam à vista, numa simbiose perfeita entre Homem e natureza. Freguesia dinâmica Paulo Soares, presidente da Junta de Freguesia de Fafe, fala-nos dos desafios e das oportunidades que enfrenta estando à frente da freguesia mais urbana do concelho. Tendo integrado como número dois o movimento “Independentes por Fafe”, vencedor das últimas eleições, em 2013, Paulo Soares tornou-se presidente em agosto de 2015, depois de o anterior presidente, António Abreu, ter abdicado do cargo por motivos de saúde. Rodeado por uma equipa jovem e dinâmica, Paulo Soares - com uma vida dedicada, enquan-

to treinador, ao futebol - rege o seu mandato com três focos em mente: apoio social, dinamização cultural e manutenção de equipamentos. “Queremos conhecer os fafenses e as suas necessidades. As pessoas quando têm algum problema recorrem sempre à Junta de Freguesia, em primeira instância. É um trabalho de muita responsabilidade que fazemos por cumprir com a maior dedicação”, refere em entrevista. Aposta na cultura Fazendo um balanço deste último ano e meio enquanto presidente, Paulo Soares destaca o esforço constante em dinamizar a freguesia, com atividades para todos os fafenses, dos mais novos aos mais velhos. Exemplo disso é o evento “Noites da Varanda” que, em seis semanas consecutivas dos meses de agosto e setembro, presenteou os fafenses com vários concertos, de diferentes estilos musicais, ao ar livre, todos eles em varandas emblemáticas de edifícios históricos da cidade. A transmissão dos jogos do Campeonato Europeu de Futebol 2016 no Parque da Cidade de Fafe foi também um dos momentos mais marcantes que juntou centenas de apoiantes da seleção nacional. Ainda o evento “Fafe em Festa”, decorrido em pleno centro da cidade, proporcionou ao público duas noites de música, teatro e desfile de moda. Numa outra vertente, a Junta de Freguesia leva a cabo uma série de sessões de informação e sensibilização sobre temas relacionados com saúde, no âmbito da execução de um dos projetos vencedores da II Edição do Orçamento Participativo, intitulado “Saúde com motivação”. Assim, foi celebrado o Dia Mundial da Saúde Mental, 10 de outubro, com a sessão “Dignidade na Saúde Mental:


Testemunhos de recuperação”. A iniciativa contou com a parceria das Irmãs Hospitaleiras – Casa de Saúde do Bom Jesus e do Gabinete Integrado de Serviços de Saúde Mental. Mais recentemente, em dezembro, a Junta de Freguesia de Fafe organizou, pelo segundo ano consecutivo, a Corrida de São Silvestre. Sara Catarina Ribeiro, que em novembro se classificou para a Maratona do Campeonato do Mundo de Atletismo, que se realizará em Londres em agosto de 2017, foi a madrinha desta segunda edição. A pensar nos mais velhos, a Junta de Freguesia promove, em abril, a “Festa do Idoso”, com um programa diversificado de atividades que pretendem promover o convívio entre gerações, dinamizar o intercâmbio entre as instituições e proporcionar um dia diferente aos mais idosos. No que diz respeito a obras e manutenção de espaços, Paulo Soares afirma que a Junta de Freguesia não descura nunca essa área, realizando importantes trabalhos de pavimentação, arranjos em ruas e conservação de equipamentos, sempre que necessário. O Parque de Lazer de Pardelhas, propriedade da Junta de Freguesia, é um dos espaços ao ar livre mais procurados, principalmente nos meses de verão, dispondo de um parque de merendas, parque infantil e equipamentos geriátricos. Questionado sobre o aproximar de novas eleições, Paulo Soares confessa ainda não ter tomado a decisão de uma recandidatura. “Ainda temos muito a fazer durante este mandato”, refere. Os projetos futuros passam pela criação de hortas comunitárias, pavimentação e melhoramento de algumas ruas da freguesia, ações de informação e sensibilização em várias áreas da saúde, gestão doméstica, entre outras. Ao mesmo tempo, continuam as diligências para a construção da nova sede da Junta, “obra de extrema importância que queremos levar a cabo, mesmo que não seja para nós continuarmos”, conclui.

Praça Mártires do Fascismo, 26 4820-146 Fafe Telefone: 253 495 134 e 253 590 399 Fax: 253 495 135 www.jf-fafe.pt

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EM PROL DO BEM-ESTAR DA COMUNIDADE Esta Instituição centenária reúne respostas sociais nas áreas da educação, saúde e assistência aos séniores, sendo das principais organizações ao nível do desenvolvimento da economia social. Em entrevista ao provedor, Vítor Ferreira Leite, damos a conhecer as mais-valias desta entidade.

VÍTOR FERREIRA LEITE A Santa Casa da Misericórdia de Fafe conta com 155 anos de história, tendo sido instituída a 23 de março de 1862, com o objetivo de dar resposta à comunidade na área da saúde, designadamente através do Hospital. A iniciativa partiu do fafense José Florêncio Soares, que na altura tinha conhecimentos e negócios no Rio de Janeiro e conseguiu através da angariação de fundos, junto dos seus compatriotas, construir o Hospital. O provedor da instituição, Vítor Ferreira Leite, revela “que a abertura do hospital ocorreu em 1863, no dia do pai e, por isso, a designação de Hospital de São José”. Após a revolução de abril de 1974, a gestão da unidade de saúde passou para a alçada do Estado, tendo, 40 anos depois, a 1 de janeiro de 2015, a gestão do Hospital de São José regressado à alçada da Santa Casa da Misercórdia de Fafe. Atualmente, o Hospital está integrado no Serviço Nacional de Saúde e assegura “o serviço de urgência durante 24 horas, através de uma equipa constituída por dois médicos e dois enfermeiros permanentes. Presta também consultas externas e cirurgias em regime de ambulatório nas especialidades de cirurgia geral, oftalmologia e ortopedia e 66 | PORTUGAL EM DESTAQUE

ainda meios complementares de diagnóstico e terapêutica. Futuramente, gostaríamos de alargar a atuação a novas especialidades e valências, criar algumas convenções com a Administraçao Regional de Saúde, acordos com a ADSE e com algumas companhias de seguros. Pretendemos também acrescentar mais especialidades de âmbito privado de forma a garantir a sustentabilidade do Hospital”, explica o entrevistado. O processo de integração da unidade de saúde na instituição foi realizado tendo sempre em conta a garantia dos empregos existentes e a sustentabilidade da Instituição no conjunto das suas valências. Na resposta social relativa ao apoio à terceira idade, a Santa Casa da Misericórdia de Fafe presta apoio a 250 utentes no âmbito de centro de dia, apoio domiciliáro e nas cinco estruturas residenciais para idosos distribuídas pelo concelho, são elas: Lar de Santo António, Lar Cónego Araújo, Lar Alzira Oliveira Sampaio, Lar Dr. António Marques Mendes e Lar D. Joaquina Leite Lage. A instituição tem ainda a valência de cantina social para apoio a famílias em situação de maior vulnerabilidade. No setor educativo, a Santa Casa abrange 200 utentes, distribuídos por “três tipos de respostas sociais: creche, pré-escolar e centro de atividades de tempos livres. No concelho, julgo que somos a maior instituição da rede social solidária, no que respeita à creche e educação pré-escolar. O futuro será melhorar a oferta educativa, investindo ao nível das instalações e do equipamento, acrescentando qualidade a todo o setor, prevendo-se novidades a curto prazo, afirma o interlocutor”. Questionado sobre como chegou ao cargo de provedor, Vítor Ferreira Leite revela que “foi professor e dirigente escolar. Quando me aposentei fui contactado para colaborar na Santa Casa da Misericórdia. Aceitei de bom grado, tendo-me a antiga provedora, Maria das Dores Ribeiro João, lançado o desafio de colaborar na tesouraria,

quando perspetivava a concessão de apoio no setor educativo. Mais recentemente fui eleito provedor, um cargo muito exigente, que implica uma dedicação em permanência, de pelo menos seis horas diárias. Em termos de desafios, o maior está a ser, sem dúvida, a reintegração do Hospital na Santa Casa, dotando-o de mais especialidades médicas, de modo a aumentar a oferta de cuidados de saúde à comunidade onde esta unidade de saúde está inserida”. O futuro é requalificar Sobre os projetos a concretizar, o provedor destaca a “requalificação do Lar Alzira Oliveira Sampaio, que está subaproveitado, criando-se mais vagas e camas para o setor sénior. Paralelamente, não esqueceremos a necessidade imperiosa de intervir na reabilitação das infraestruturas, atuando ao nível da sua conservação e promoveremos a rendibilização do património urbano e rústico”, finaliza Vítor Ferreira Leite.


SHS E HOSPITAL DE SÃO JOSÉ: UNIDOS NA PREVENÇÃO DO CANCRO A SHS afirma-se como uma referência nacional no setor da saúde com unidades de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva de norte a sul do país, propondo ao público em geral um serviço de saúde de qualidade, cientificamente evoluído, personalizado e focado nos pacientes/utentes, com acesso em tempo útil e prestado por profissionais altamente qualificados.

HOSPITAL S. JOSÉ

Desde 2015 que o Hospital de São José passou a estar na alçada da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, firmando uma parceria com a SHS com vista à instalação de uma Unidade dedicada em exclusivo à Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva.

A novíssima Unidade de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva oferece aos fafenses, e à população em geral, a possibilidade de realizar exames endoscópicos e consultas de especialidade na vertente privada e através do recurso a protocolos com o SNS – Serviço Nacional de Saúde (P1), ADSE em regime livre e Seguradoras. Esta unidade vem acrescentar mais serviços e mais qualidade ao Hospital de São José, conferindo uma resposta mais abrangente aos seus utentes. A parceria que une estas duas entidades veio colmatar as lacunas existentes ao nível de exames de gastrenterologia, nomeadamente colonoscopias e endoscopias altas com e sem sedação. O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Fafe, Prof. Vitor Ferreira Leite, e o Administrador da SHS, Dr. Joaquim Oliveira, afirmam que “esta parceria veio acrescentar mais valor à saúde e às pessoas. Com a nova Unidade de Gastrenterologia e Endoscopia Digestiva dedicada exclusivamente a exames de Gastrenterologia e consultas de especialidade vamos poder servir os nossos pacientes num local que oferece as melhores condições e munido dos equipamentos tecnologicamente mais avançados. Com isto vamos conseguir maior eficácia no exame, maior precisão no resultado final com o objetivo de ajudar ativamente na prevenção e diminuição da incidência do cancro”. Referem ainda que, na SHS, “estamos continuamente a trabalhar e a inovar para oferecer mais valências aos nossos utentes, dentro da gastrenterologia e endoscopia digestiva. Pretendemos firmar esta Unidade de Fafe, como a referencia da região”.

Importa ainda referir que a unidade funciona inclusivamente aos Sábados e é coordenada pelo médico especialista em Gastrenterologia e Doenças do Aparelho Digestivo, Dr. Ricardo Veloso, que explica a importância de efetuar este tipo de exames com a regularidade necessária: “O cancro colorectal é atualmente a terceira causa de morte por cancro em todo o mundo. O rastreio neste tipo de cancro, em particular, é de especial importância uma vez que o cancro colorectal não é apenas um cancro rastreável, mas prevenível. A remoção atempada das lesões pré-malignas (pólipos) previne a sua progressão para cancro. Na maioria da população o rastreio deve ser efetuado por toda a população aos 50 anos de idade, caso não haja sintomas sugestivos de problemas gastrointestinais ou fatores de risco associados ao cancro colorectal”. A equipa de médicos especialistas estará sempre acompanhado por uma equipa de profissionais responsáveis e certificados que ajudarão os utentes a realizar os exames de forma eficaz e cuidada.

Praça José Florêncio Soares, 31 Apartado 47 4821-909 Fafe Geral. 253 700 300 Gastrenterologia. 253 137 724 E-mail. geral.hsj@scmfafe.pt PORTUGAL EM DESTAQUE | 67


CONSTRUIR A EDUCAÇÃO A PENSAR NO FUTURO Fundada em 1990, a Associação Cultural e Recreativa de Fornelos é uma referência no concelho de Fafe e arredores, pelo contributo dado na melhoria da qualidade de vida da população local e freguesias vizinhas.

ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DE FORNELOS

A aposta no crescimento continuado das instalações e o aperfeiçoamento do trabalho e meios para chegar às populações deram à A.C.R. de Fornelos as ferramentas necessárias para assegurar um serviço de qualidade a quem por lá passa. Hoje, a instituição dispõe de vários equipamentos sociais, com várias valências, nomeadamente, Creche, Pré-escolar, 1º, 2º e 3º Ciclos, Ensino Secundário e Lar de Idosos. Em entrevista à Portugal em Destaque, Ana Pinheiro, diretora pedagógica da instituição, dá-nos a conhecer as estratégias que têm vindo a ser utilizadas ao longo dos anos para garantir o bom funcionamento daquela que é considerada para muitos “uma família”. A instituição iniciou a sua atividade como Creche em setembro de 1990, com a cooperação de uma pequena equipa, num prédio provisório, destinado à habitação. Com o tempo, as carências aumentavam e era importante dar um novo passo, construir novas instalações que pudessem dar resposta às constantes solicitações dos 68 | PORTUGAL EM DESTAQUE


ANA PINHEIRO

encarregados de educação. Com o apoio do Fundo de Socorro Social, a instituição disponibilizava já as suas próprias instalações para as valências de Creche e Pré-Escola, e mais tarde, com o objetivo de atender às necessidades de uma população cada vez mais envelhecida e a necessitar de apoio e acompanhamentos permanentes, foi fundado o Lar de Idosos. Com um âmbito de ação cada vez mais abrangente, a instituição foi alargando as suas respostas sociais e educativas ao longo dos anos. Com o intuito de proporcionar aos alunos a continuidade do seu percurso escolar na mesma instituição, construíram novos edifícios destinados ao 1º ciclo do Ensino Básico, 2º e 3º ciclos. Em 2013, principiou-se o Ensino Secundário e é desta forma que, ano após ano, vão expandindo as suas áreas de atuação. Atenta ao desenvolvimento da comunidade escolar, Ana Pinheiro assume a importância que os diferentes espaços e as diferentes valências integram e, a partir daí, procura pensá-los à medida das necessidades de cada aluno. “As crianças são diferentes umas das outras. Temos crianças muito inteligentes, crianças com algumas dificulda-

ROSA MARIA PINHEIRO

des de aprendizagem, crianças com muitas posses, outras sem posses absolutamente nenhumas, e por isso temos que conhecer a realidade de cada uma delas para podermos agir em conformidade”, começa por contar, revelando pormenores que fazem a diferença na hora de aprender. “Fazemos um trabalho muito interessante porque passamos muito tempo com estes jovens e por isso estamos atentos a todos os pormenores da vida deles. Aqui os professores não desistem dos alunos. Quando eles terminam as aulas, os professores estão disponíveis para prestar todo o apoio individualizado necessário a cada um dos alunos. É o próprio professor da disciplina que lhes dá este acompanhamento, o que é muito importante, uma vez que sabe quais são as dificuldades e capacidades do aluno”, assume, realçando que “os pais não devem ficar de fora deste processo”. Aqui, valoriza-se o “brincar” como uma atividade importante na infância, desenvolvem-se as habilidades cognitivas como a linguagem, a leitura, a matemática, assim como as competências sociais e a regulação emocional, através das mais variadas atividades lúdicas e culturais que, mais tarde, se traduzirão em compe-

tências essenciais na vida destas crianças. “Eles conseguem conciliar o estudo com a brincadeira. É muito importante saber brincar e através da brincadeira eles aprendem a partilhar, a conviver e a aceitar as regras. Promovemos a brincadeira apesar de gostarmos muito de regras e de educação”, sublinha, admitindo que todo o sucesso é fruto de “uma exigência que foi incutida desde o início a docentes e alunos. Trabalhamos sempre de uma forma ponderada para haver uma sustentabilidade considerável. Nesta altura já temos tudo planeado para o próximo ano letivo e é desta forma que vamos passando estes valores aos mais novos”. É com este espírito e com os olhos postos no futuro, que a diretora pedagógica revela que é importante manter a estratégia delineada até então, com vista a atingir o sucesso escolar, a educação para a cidadania e a qualidade educativa, sem esquecer o papel dos encarregados de educação no processo educativo dos educandos. “Queremos chegar cada vez a mais pais para que eles percebam a importância que têm na educação dos filhos. É nesse sentido que vamos continuar a trabalhar”, conclui.

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A QUALIDADE NA ARTE DA ESTAMPAGEM A Qualistamp é uma empresa de Medelo dedicada à estampagem posicional de artigos têxteis. Fundada em 2006, surgiu da fusão do conhecimento académico em engenharia e gestão industrial de Romeu Vieira com os 29 anos de experiência que Artur Marinho acumulou nesta área de atividade. QUALISTAMP

ROMEU VIEIRA E ARTUR MARINHO Confessando que a empresa foi criada numa fase complicada do mercado nacional, Romeu Vieira afirma que “é necessário ter coragem e acreditar quando sentimos que é o momento certo. Naquela altura havia empresas com muita capacidade de resposta, mas a verdade é que muitas delas faziam mais do mesmo”. E foi aí que encontraram a sua principal característica: trabalhar na diferenciação. Fazer diferente, mantendo como base a qualidade. Quando se fala em diferenciação fala-se também em alteração de processos de fabrico. O know-how de Artur Marinho é várias vezes utilizado na alteração das máquinas de forma a conciliar técnicas que à partida seriam incompatíveis. Ambos os empresários concordam que os fornecedores das próprias máquinas não apostam em certos métodos, sendo que as alterações que o empresário faz acabam por tornar a empresa única em determinados processos. E alguns clientes que não encontram respostas para o que procuram acabam, muitas vezes, por recorrer à Qualistamp. Já o sucesso, além de passar em grande parte por essa diferenciação, deve-se também à exigência. Romeu Vieira afirma que “consiste em estar bem rodeado, quer de prestadores de serviços, quer de fornecedores, assim como de recursos humanos. Este é um processo de gestão que no final faz a diferença.” Ao longo do tempo a Qualistamp sempre se concentrou na atualização, investindo em equipamento produtivo que permitisse rentabilidades superiores, assim como na adaptação às tendências do mercado e acompanhamento dos clientes. Estes acabam por se tornar procedimentos irrenunciáveis quando se trata de uma casa que trabalha com produtos de moda em que o grupo Inditex é o cliente mais representativo. “No fundo já são dez anos a investir em tecnologia, na qualificação dos colaboradores e a inovar nos produtos”, confirmam os empresários. No sentido de se manterem atualizados, os fundadores desta empresa acompanham as feiras internacionais daquele setor, como a ITMA, a Fespa, entre outras. “Acompanhamos também o processo de desenvolvimento com os clientes, porque têm gabinetes com designers a desenvolver diariamente modelos e a conjugar técnicas, e nós depois tornamos possível essa mesma conjugação de acordo com as tendências que nos são comunicadas.” Para se compreender a tendência, verificam que diferentes clientes procu70 | PORTUGAL EM DESTAQUE

ram um mesmo produto. “Neste momento a procura é de cores fluorescentes, vão voltar. Depois, de acordo com uma tendência, nós desenvolvemos estampados adequados às necessidades dos clientes”. Desde a idealização até à entrega ao cliente, o processo dentro desta empresa passa por vários passos: tudo começa com a receção do desenho, desenvolvido pelo cliente, onde é “efetuado um tratamento específico de acordo com o objetivo final do mesmo”. Desta forma, é realizada a separação de cores e identificação das técnicas de estampagem a utilizar. Procede-se à gravação dos quadros. Após serem elaboradas as cores e as respetivas amostras, as mesmas são submetidas a aprovação. No caso de ser aprovado, há um momento de negociação onde são acordados os timings de produção”. Com uma capacidade de produção bastante considerável, atualmente a empresa conta com 32 colaboradores e com intenção de crescer. Quanto à equipa, é jovem e proativa e conta com profissionais qualificados e com experiência no setor. Já a formação é dada dentro da própria empresa, englobando uma formação geral de higiene e segurança no trabalho e uma outra mais técnica e específica, direciona-


da para cada linha de produção permitindo assim exemplificar os cuidados a ter e de que forma é suposto realizar a tarefa. Quanto ao balanço, “é extremamente positivo”, diz Romeu Vieira, quando reflete que em dez anos esta empresa já chegou ao patamar de estar a competir com empresas de nível internacional. A competência e capacidade, o empenho e dedicação, tornam a Qualistamp numa empresa sólida e de referência, com uma notoriedade mundial. No que diz respeito ao futuro, os empresários perspetivam aumentar a capacidade produtiva. Para isso estão já a construir uma nova unidade industrial, tencionando fazer a transição ainda durante este ano. O objetivo é ter um espaço que permita crescer e organizar a empresa de uma forma mais eficiente. A

organização num novo espaço e otimização do sistema de produção permitirão, com os mesmos recursos materiais e humanos, aumentar a rentabilidade. Para além disso está previsto um aumento da capacidade de produção com a implementação de mais uma linha produtiva, implicando o recrutamento de novos colaboradores. Deste modo terão capacidade para aumentar o leque de clientes e arrancar com novos mercados, “porque entendemos que há essa necessidade.” A nova unidade industrial localiza-se na zona industrial Monte da Pena, na freguesia de Golães, continuando no concelho de Fafe. “Iremos sempre apostar na diferenciação, baseados em três variáveis muito importantes: qualidade, preço e prazo. É o cumprimento destas três que define a sustentabilidade deste modelo de negócio”, finaliza Romeu Vieira.

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ERA UMA VEZ UMA CASA… A Casa está na família há várias gerações. Usada apenas para uma ou outra festa, o seu estado de conservação não permitia que fosse habitada conforme era intenção dos proprietários. Para Maria Salomé, a proprietária, sempre existiu a vontade de a reabilitar, voltar a ter “uma vida”, uma casa cheia. A ideia era permitir a recuperação integral da casa, ser sustentável e ser usufruida por todos os que apreciação o tão aclamado e cada vez mais procurado, turismo rural.

CASA DE DOCIM

MARIA SALOMÉ MELO Assim foi e a nova unidade de turismo inaugurou a 14 de junho de 2014, com o nome de sempre, Casa de Docim. Uma Casa de família que permanece um projeto também de família. É composta por cinco suites: quatro com quarto e casa de banho e uma outra, um pouco maior, com dois quartos, casa de banho e uma sala. A Casa de Docim pode ser alugada integralmente ou por quarto. Quando os hóspedes optam pela primeira opção podem usufruir da cozinha para fazer refeições. O pequeno almoço é sempre oferecido, algo que os diferencia de outros estabelecimentos turísticos. Pequeno almoço esse que é constituído por produtos tradicionais e oriundos da própria Casa. Tudo é confecionado dentro do alojamento, desde as compotas aos bolos. Pretendiam turismo rural mas dentro desse formato fazer um empreendimento com alma e identidade. Conseguiram-no: todo o mobiliário é recuperado (exceto as camas, que são novas), peças

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que já habitavam casa. Os hóspedes compreendem que estão rodeados de mobiliário com histórias para contar. Toda a arquitetura (projeto de Miguel Melo Arquitetura) é pensada nesse sentido, para preservar o que já existia. É autenticidade. É um museu vivo que pode ser tocado, usado e experienciado. O contacto com a natureza faz parte do ambiente integrante, transmite uma calma e tranquilidade difíceis de encontrar no dia-a-dia agitado. Quem aqui pernoita acorda com o som dos pássaros ou com o cão a ladrar. Um staff permanente ajuda os hóspedes com tudo o possam precisar e confecionam refeições com os legumes plantados e colhidos na própria Casa do Docim. Algumas comodidade de hotel, mas acima de tudo, um ambiente familiar e bucólico. Portugueses, espanhóis, ingleses, franceses, japoneses, todas estas nacionalidades já lá estiveram e são sempre bem-vindas, de todas as faixas etárias, casais, famílias ou grupos de amigos. Uma das vantagens desta modalidade de turismo é a possibilidade de fazer quase um retiro no campo, ao mesmo tempo que está perto da cidade e de todas as possibilidades da mesma. Sem nunca parar, a quinta está sempre a ser recuperada, alargada e dinamizada. Apesar de a prioridade ser consolidar e aumentar a visibilidade, principalmente para melhor aproveitamento da mesma fora da época alta do turismo, é sempre possível fazer mais e melhor. Venha ver por si mesmo e comprove.


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CELORICO DE BASTO Integrado em pleno distrito de Braga, Celorico de Basto é um município que se expande por uma área total de 181,07 km2, constituído por 15 freguesias onde se fixa uma população de aproximadamente 20 mil habitantes (dados de 2011). Gozando de excelentes acessos, esta é uma vila com um património histórico e religioso invejável, aspeto que poderemos constatar através da miríade de igrejas que se propagam pelo território. Celorico de Basto é também terra de vinho verde. De facto, são já nacionalmente reconhecidas a qualidade, a frescura e a leveza dos néctares aqui produzidos. Através do grande afinco dos produtores locais, as castas azal, arinto e trajadura são anualmente transformadas em vinhos frutados e de reduzido nível alcoólico, proporcionando o acompanhamento ideal para diferentes tipos de refeições e público. Aliar esta vocação natural do território ao turismo parece ser um dos grandes argumentos de que a vila se pode orgulhar. Não é, neste âmbito, por acaso que a oferta de turismo rural – e do próprio enoturismo – tenha vindo a crescer, não apenas em qualidade, como também em diversidade. Mas que não dizer das bonitas paisagens que este meio, de encantadores traços rurais, proporciona a todos quanto o visitam? É o clássico caso de ver para crer. Dignos de visita serão sempre marcos históricos e patrimoniais como a Casa e os Jardins da Quinta do Prado, os parques lúdicos de Boques e Freixieiro, ou a estátua do Cardeal D. António Ribeiro. Já ao longo do mês de março, Celorico de Basto será palco da Festa Internacional das Camélias, num evento de grande prestígio e orgulho que reúne um culto de seguidores cada vez mais forte e diferenciado.


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A CAPITAL DAS CAMÉLIAS O concelho de Celorico de Basto encontra-se em constante crescimento mas sem nunca esquecer a tradição. Com locais de visita obrigatória pela sua beleza paisagística ou pelos elementos históricos, são as camélias o ex-libris natural do concelho. Neste mês de março, Celorico de Basto recebe a 14ª edição da Festa Internacional das Camélias que atrai milhares de visitantes e envolve ativamente a população local. MUNICÍPIO DE CELORICO DE BASTO

JOAQUIM MOTA E SILVA 76 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Com cerca de 20 mil habitantes, 15 freguesias e marcas de civilizações antigas, Celorico de Basto é um concelho tradicionalmente rural com traços históricos e paisagens elogiadas por todos. Contudo, ao longo dos anos, a evolução e o crescimento têm sido palavras de ordem neste concelho. Joaquim Mota e Silva é Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto há 7 anos e em entrevista à Portugal em Destaque destacou as principais apostas. “A primeira foi a economia, com a criação de emprego e riqueza no concelho. A educação, com a melhoria das condições para a comunidade educativa e ainda ao nível dos esquipamentos e respostas sociais na ação social, um vetor muito importante”, afirma o autarca. A dinamização da economia é uma preocupação constante em qualquer município e o de Celorico de Basto não é exceção. O crescimento tem-se revelado positivo e sólido, tal como a criação de postos de tra-


balho. “Algumas pessoas que trabalhavam em concelhos vizinhos, perderam os seus empregos e aqui criou-se uma dinâmica de emprego bastante forte, centrada no crescimento industrial. O sector do calçado, do têxtil e de outras tecnologias são exemplos de indústrias que se instalaram no concelho nos últimos anos”, frisa Joaquim Mota e Silva. Criar as melhores condições no sentido de atrair investidores é um objetivo essencial para o desenvolvimento. “Ao simplificar processos e criar medidas de apoio para aqueles que se instalam em Celorico com investimentos significativos, estamos a

criar emprego. A economia acaba por ter um efeito positivo, no sentido em que o comércio e os serviços se estimulam. O nosso concelho nunca teve tanto emprego como atualmente”. A área social tem também uma importância considerável. Ao todo, o concelho possui 10 instituições a funcionar de forma permanente e a apoiar pessoas mais desfavorecidas. As respostas sociais e os padrões estabelecidos comparativamente aos concelhos da região tem-se revelado elevados e “num concelho com 20 mil habitantes termos mais de 350 pessoas a trabalhar na área social, nestas instituições sociais é bastante significativo”. Turismo Celorico de Basto é definido como um concelho com vários pontos de interesse. Para além da beleza das suas paisagens e amplos jardins com camélias, os equipamentos são também reconhecidos. Um

exemplo evidente é a Biblioteca Municipal Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, ou não fosse esta a terra do atual Presidente da República Portuguesa. Dignos de visita e uma procura crescente por parte dos visitantes, destacam-se ainda os Moinhos de Argontim, o Planalto da Lameira, com um vasto património arqueológico e a zona envolvente à Nossa Senhora do Viso, o ponto mais alto de Celorico de Basto. Questionado sobre os locais a visitar no concelho, Joaquim Mota e Silva não esqueceu os mais conhecidos. “O Mosteiro de Arnoia, com uma história rica, tal como o Castelo de Arnoia e Villa de Basto que é o nosso ex-libris. Temos pontos junto ao Rio Tâmega com um enquadramento paisagístico e ambiental fantástico, por isso destaco a Ecopista do Tâmega. Tem uma extensão de mais de 40km e é cada vez mais utilizada para atividades de lazer e desportivas. Não é só procurada pelos habitantes, mas também pelos turistas que elogiam e consideram um ponto de passagem obrigatório”. Com o turismo a crescer de forma intensa, o presidente confidenciou que a realidade é agora bem diferente. Se há poucos anos, Celorico de Basto tinha cerca de 30 a 40 quartos para hospedagem, atualmente detém mais de 300 quartos disponíveis,

existam mais de 700 quartos disponíveis”.

entre hotelaria, turismo de habitação e turismo rural. De forma a receber mais visitantes, está já em curso um plano de construção de um hotel de 5 estrelas, com uma elevada capacidade de alojamento. “Com o atual crescimento do turismo na região, prevê-se que no espaço de três anos,

o concelho. Manter os padrões elevados ao nível da educação, ação social, segurança e respeito ambiental. Resumindo, queremos que aqui as pessoas sintam que têm qualidade de vida e tudo o que há de melhor no nosso país”, conclui.

Mês das Camélias A passagem do Inverno para a Primavera não passa despercebida em Celorico de Basto. Reconhecido como a Capital das Camélias, durante o mês de Março, o concelho recebe a Festa Internacional das Camélias. O evento vai já na 14ª edição e envolve todos os celoricenses que participam ativamente nesta referência festiva. “Quem faz a Festa é a população que tem um enorme brio em torná-la uma festa bonita, dignificando a planta. Desde as montras, as varandas, os murais e arranjos florais até à participação em concursos e desfiles”, revela o autarca. 17, 18 e 19 de Março são os dias principais mas estão programadas diversas atividades culturais e desportivas para todo o mês. Num concelho onde se mantém a tradição, a qualidade gastronómica e o património histórico e paisagístico, cabe também a inovação e o desenvolvimento. “Para o futuro, queremos continuar a apostar no crescimento do emprego, criando melhores oportunidades para os licenciados da região e de fora. Atrair mais empresas, com inovação e tecnologia e até aumentar a população através daqueles que visitam

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A ARTE DE APROXIMAR AS PESSOAS Com os afetos da terra e a dedicação de uma missão, fomos conhecer o trabalho que se encontra por detrás da Junta de Freguesia de Basto São Clemente. O seu presidente, Daniel Meireles une-se em recíprocos elos de proximidade, promovendo para a freguesia, e suas zonas limítrofes, áreas tão importantes como a cultura, o associativismo e sua consequente economia local. JUNTA DE FREGUESIA DE BASTO SÃO CLEMENTE

DANIEL MEIRELES Embora o seu caminho como presidente tenha iniciado apenas há três anos, Daniel Meireles sentira, desde muito novo, o apelo da região: “Sempre vivi nesta freguesia e o passo para a política deu-se de forma natural. Estou aqui de corpo e alma”. Uma tradição que não se esgota vive a possibilidade de criar novos projetos e ambições. Os conhecimentos colhidos através das diferentes experiências - com a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), as formações complementares, a responsabilidade de gerar acordos com a Câmara Municipal - conferiu-lhe mais-valias para o cargo que agora ocupa e é, por isso, que afirma “é importante estarmos sempre a aprender”. Porém, esta componente social é versátil e polivalente. Pertencente ao concelho de Celorico de Basto, a região é pensada numa visão alargada: “O que eu pretendo é fazer crescer a freguesia e fazer evoluir a vila de Gandarela, trabalhando com afinco”. Estas vizinhanças facilmente dinamizam com amplitude e movem as pessoas para uma ideia em comum. Numa primeira aborda-

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gem, Basto São Clemente, apresenta-nos um projeto que passará pela criação de uma casa, ao qual a resposta terá como objetivo servir de instalações para os serviços de apoio à terceira idade e à infância. As obras já estão quase a terminar e aguarda-se a possibilidade da sua inauguração entre o mês de maio e abril: “Pensamos neste projeto ‘Casa da Partilha, Encontro de Gerações’ com o objetivo de juntar duas gerações, trocando conhecimentos e partilhando experiências”, explica. Mas sabendo de antemão a falta de investimento e serviços nalgumas áreas mais rurais, o presidente assume uma responsabilidade social muito maior. O associativismo não pode ser gerado por uma pessoa só e os diálogos entre as instituições acabam por influenciar. “Temos de saber estar perto dos outros”, sublinha o nosso entrevistado. Numa cultura inclusiva não poderíamos deixar de lado as mais valias que o desporto produz. Nesse sentido o concelho lançou ainda a rede Basto Interact como um meio de estimular maior qualidade de vida, aproveitando instalações e recursos humanos. “A junta por si só não tem capacidade para tudo e por isso temos de desenvolver bons parceiros e agentes de comunidade”, acredita. O OMNI’s BTT, fazendo parte do Grupo Cultural e Recreativo de Gandarela de Basto, realiza todos os anos no mês de Dezembro, um passeio ciclo turismo, com a participação na ordem dos 220 ciclistas, vindos de todo o país. O Grupo acaba por desenvolver assim a prática regular de diversas atividades - ligadas à cultura, desporto e lazer - com o seu grupo coral, o rancho folclórico, o teatro, e festa de verão (com a evocação em honra de Nossa Senhora da Oliveira). Paralelamente a este ânimo da comunidade local existem ainda as atividades com as crianças, adolescentes e jovens nos campos de férias e outras atividades extracurriculares. A freguesia cresce todos os dias numa filosofia de proximidade e, atendendo a importância de novas estruturas, o presidente começa a pensar em criar um espaço de cuidados a pessoas com menor mobilidade e capacidades de autonomia. “Temos de trabalhar em conjunto e apresentar projetos. O ponto de partida é sempre a região e para isso várias parcerias têm de ser desenvolvidas”, conclui.


OUTRAS REGIÕES EM DESTAQUE

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“O CRESCIMENTO DEVE-SE MUITO AO ESFORÇO E DEDICAÇÃO DOS NOSSOS COLABORADORES” A atuar na área do comércio de produtos de higiene e limpeza, servindo as necessidades de empresas e instituições, a Higiex conta com 16 anos de experiência, e espera continuar a crescer de forma sustentada. Em entrevista à Portugal em Destaque, Vítor Rodrigues explica quais as bases do êxito da empresa, assim como as principais caraterísticas que definem o mercado. HIGIEX

VÍTOR RODRIGUES Principais áreas de atuação da Higiex Sediada no concelho de Mafra, a Higiex tem duas empresas principais representadas. A SCA uma multinacional sueca que produz artigos de papel, “comercializando nós a gama de papéis tissue, como papéis higiénicos e de limpeza”, e a Diversey que produz produtos químicos. Estamos presentes num campo que, segundo o seu gerente, “abrange muita gente”. Apostando na comercialização de produtos ligados às áreas de higiene e limpeza, fornece não só materiais consumíveis, mas também equipamentos. “Temos uma série de complementos ligados a essa área, que vão desde as embalagens, aos tapetes, passando por equipamentos de proteção e de uma vasta gama de acessórios de apoio à limpeza propriamente dita”, explica Vítor Rodrigues. Contando com dez colaboradores, quatro comerciais e os restantes nas áreas administrativas e de distribuição, a Higiex marca presença em setores distintos, de cariz público e privado, como a restauração, a hotelaria, servindo instituições como escolas ou lares. Atua ainda no setor agro-alimentar, distribuindo os produtos da Diversey, empresa de químicos americana e “um dos principais parceiros e fornecedores” que, como explica Vítor Rodrigues, “tem um peso muito interessante”. Para além disso, a Higiex tem ainda uma área de negócio em franco crescimento, a revenda de artigos de papel, “a nossa representada é o líder mundial do sector, e oferece-nos condições para distribuir o produto para diversos pontos do país”.

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A distinção como PME, o presente e o futuro da empresa Considerada pelo primeiro ano como PME Líder, a Higiex vê nos colaboradores o seu principal ativo, e a base do seu crescimento. De acordo com Vítor Rodrigues, “a empresa tem crescido devagar, e tem procurado que as pessoas se desenvolvam em áreas onde anteriormente nunca lhes tinham sido dadas oportunidades. O nosso crescimento deve-se muito ao esforço e à dedicação dos colaboradores.”. Tendo como objectivo “continuar a crescer de forma sustentada”, Vítor Rodrigues vê a concorrência como algo oscilante. “As empresas tentam implementar-se, no entanto, os mercados ditam um conjunto de regras e, ao fim de algum tempo, vai-se notando o equilíbrio das coisas. Há uma ânsia muito grande de as novas empresas fixarem terreno, inicialmente, sentem que há muitas lacunas, mas depois quando chegam ao ativo apercebem-se de que não há tantas assim, pois o mercado está relativamente completo, surgindo aí a necessidade de baixar preços. Nós, como estamos há muitos anos no mercado, fomos caminhando passo a passo”, procurando melhorar e introduzindo novas soluções de encontro à satisfação dos nossos Clientes, afirma Vítor Rodrigues. A pensar no futuro e nos desafios que estão para vir, Vítor Rodrigues conclui explicando que o principal objetivo da Higiex é continuar a crescer “de forma sustentada”, melhorando as condições para colaboradores e clientes.


FORMAÇÃO, PROFISSIONALISMO E RIGOR EM TODO O PAÍS A Per Laser é uma empresa portuguesa de referência, dedicada à estética avançada, saúde e equipamentos estéticos. A qualidade no serviço prestado, a formação e valorização dos seus profissionais são características que esta empresa não dispensa. Em entrevista à Portugal em Destaque, a administradora Maria José Pinto, explica o modo de atuação e serviços da Per Laser. PER LASER

GORETI OLIVEIRA E MARIA JOSÉ PINTO Como descreve a Per Laser? O que a distingue das demais empresas deste setor de atividade? A Per Laser é hoje uma empresa de referência no mercado da depilação a laser, quer pelas dezenas de parcerias no norte e centro do país, em centros de estética e clínicas, quer pelo protocolo de trabalho de alta qualidade e excelência. Orgulhamo-nos de ter profissionais experientes, sempre atentos e preparados para conseguir os melhores resultados e satisfação dos clientes. E é aqui que nos diferenciamos das demais empresas, fazendo um trabalho personalizado adaptado às necessidades de cada paciente. Não nos revemos em políticas de baixos preços, pensamos que o futuro passa pela qualidade dos serviços e da valorização dos profissionais. Quais os serviços disponibilizados? A Per Laser atua em três áreas de negócio, prestação de serviços no âmbito da estética avançada, saúde e comercialização e aluguer de equipamentos estéticos. Quantos funcionários tem a Per Laser? Qual a importância da formação neste ramo de atividade? A equipa Per Laser, neste momento é composta por 15 elementos. A formação neste ramo de atividade é essencial para manter a equipa atualizada e apta a trabalhar com toda a inovação e tecnologia, que vai surgindo na atualidade. Formação, profissionalismo e rigor são as palavras de ordem no dia-a-dia da Per Laser.

aconselhamento personalizado, englobando o Mesolifting, Peeling Quimico e PRGF, aliando a tecnologia e a Dermatocosmestologia. Realizamos, ainda, Testes de Intolerância Alimentar para complementar e otimizar os nossos resultados. A Self Clinic é um centro clínico e Estético da Per Laser em Vila Nova de Famalicão, que tem vindo a crescer ao longo dos últimos cinco anos, onde se realizam todos os serviços da Per Laser. Este também é a nossa sede, que serve de apoio à formação e demonstração dos nossos equipamentos. Por sua vez, a I-Temp dedica-se à comercialização e aluguer de equipamentos estéticos. Os nossos alugueres têm preços muito competitivos no mercado, pois damos formação certificada e protocolo de trabalho. Quais as máquinas que têm disponíveis para venda? Quais as condições e características? Hoje o equipamento mais solicitado é o Laser Diodo, mas o IPL continua muito forte devido ao facto de ser ótimo para a eliminação de pêlos claros e mais finos e dar à pele um toque rejuvenescido e aveludado. Temos o HIFU, que é um aparelho ultrassom de alta intensidade, que trabalha a redefinição do corpo e rosto, e a Cavitação, que é um ultrassom de baixa frequência indicado para eliminar gordura localizada. Para reafirmar rosto e corpo temos disponível a Radiofrequência Monopolar e Tripolar, que também ajuda a combater a celulite e flacidez. Na sua opinião, a cultura do corpo e da mente, com recurso a serviços estéticos, está a ser mais procurada? Considera um sinal positivo a crescente preocupação por parte da população? Cada vez a esperança média de vida aumenta e, como não podia deixar de ser, a nossa aparência torna-se a cada dia mais importante. Podemos admitir que o nosso sucesso pessoal está ligado à nossa autoestima, por este motivo, o papel da estética, quer na prevenção quer na resolução de pequenas ou grandes imperfeições, tem um papel fundamental. Por onde passa o futuro da Per Laser? A Per Laser continuará a valorizar a inovação, a formação e o respeito pelos seus clientes. Continuando a ter como projeto futuro a internacionalização na área da comercialização de equipamentos e na formação.

Atuam em três vertentes distintas: Per Laser, Self Clinic e iTemp. A que se dedicam e como se complementam? A Per Laser, predominantemente, realiza depilação a laser e estamos a ganhar terreno com os nossos programas: Face Care e Barriga Lisa Pernas Perfeitas. Os programas consistem num PORTUGAL EM DESTAQUE | 81


“GOSTO DE VER A FREGUESIA A BULIR” Oliveira de Santa Maria é um freguesia dinâmica, com um executivo que trabalha constantemente em prol do bem-estar da população e desenvolvimento do território. Revelamos mais um bom exemplo do poder local, em entrevista ao presidente da Junta de Freguesia, Delfim Abreu.

JUNTA DE FREGUESIA DE OLIVEIRA DE SANTA MARIA

DELFIM ABREU

O entrevistado começa por revelar que lidera uma equipa coesa e dinâmica que contribui para o sucesso do trabalho realizado, já que Delfim Abreu trabalha na sede do concelho a cerca de 13 quilómetros da freguesia, afirmando que “é fundamental o apoio do secretário e tesoureira”. Sobre a motivação que o levou a abraçar este desafio, o interlocutor, que completa este ano oito anos de mandato, esclarece que “a motivação para ser presidente vem de outras ocupações que desempenhava na freguesia desde a juventude, é um bichinho que me move há muitos anos”. No que concerne ao trabalho realizado pelo executivo, o interlocutor destaca a vertente da ação social, “a zona do Vale do Ave é complicada, hoje felizmente está melhor, existem muitas famílias em Oliveira que precisam de apoio. No início fazíamos um trabalho inglório e, por isso, lançámos um desafio às instituições, trabalhamos em conjunto com a instituição Sócio-Caritativa”. Em termos de obra, Delfim Abreu afirma que “edificámos o centro escolar, uma prioridade na freguesia, já que estávamos a perder a nossa capacidade de cativar e reter os alunos, agora as crianças voltaram a ficar na terra. Concluímos também o novo edifício sede da junta, uma obra que nunca considerei prioritária, mas quando fui eleito, a obra estava parada há 12 anos, decidimos concluir a obra. Agora, temos uma nova sede moderna e dinâmica, apropriada para as nossas atividades”. Em termos da rede viária, o entrevistado revela “que gostaria de ter ido mais além, mas efetuou as obras de requalificação possíveis. Para este mandato, tínhamos previsto a construção de uma casa mortuária, uma necessidade urgente, já que as condições atuais não são as mais adequadas. Neste momento, o projeto está numa fase intermédia e será ainda apresentado a curto prazo. O município de Famalicão adquiriu o terreno, para o efeito, que foi oferecido à freguesia e julgamos que no início do 82 | PORTUGAL EM DESTAQUE

próximo mandato, o executivo eleito pode começar a construção”. Sobre as infraestruturas de apoio aos mais idosos, Delfim Abreu explica que “é uma pretensão muito antiga da freguesia construir uma infraestrutura de apoio. O Município de Famalicão disponibilizou um terreno para a construção de um edfício de raiz, apresentámos um projeto juntamente com a IPSS do Centro Paroquial, aprovado pela Segurança Social, mas estamos à espera da abertura de programas de candidaturas comunitários. A autarquia de Famalicão tem esse problema sinalizado e Oliveira de Santa Maria está na linha da frente nessa prioridade.” Freguesia dinâmica Na freguesia há a destacar a nível de património edificado a Igreja Matriz, um edifício de 1714 que está em vias de ser qualificado como Mosteiro, onde pode ser apreciada a riqueza da sua talha dourada. Do ponto de vista do turismo religioso, há ainda a destacar o Monte de Santa Tecla, “com uma vista fantástica sobre o Vale do Ave, Guimarães e Santo Tirso. A romaria de Santa Tecla é celebrada no dia do Corpo de Deus e de dois em dois anos, temos a tradicional Procissão de Paços que começa e termina no Monte de Santa Tecla. No que diz respeito às festividades religiosas, celebramos em maio a Festa de São Sebastião e a Festa de Nossa Senhora do Rosário e Santíssimo Sacramento”, evidencia o presidente. O executivo liderado por Delfim Abreu instituiu na freguesia três eventos que hoje são fundamentais para a dinâmica da freguesia, são eles: o Bulir em Terras de Santa Maria, que este ano irá ter a sua quinta edição, o Dia do Passeio/Convívio da Freguesia, na sua sétima edição, e o segundo aniversário do “Dia da Freguesia”. O interlocutor explica “o Bulir em Terras de Santa Maria surgiu de uma ideia do executivo em conjunto com outras pessoas. O evento consiste numa mostra de artesanato, música, moda, realizando-se sempre no primeiro fim de semana de agosto. A Câmara de Famalicão agarrou este exemplo e criou as Mostras Associativas em outras freguesias. Instituímos no segundo ano do primeiro mandato, o Dia do Passeio/Convívio da Freguesia, que se realiza entre meados de junho e meados de julho, destinado a todos que queiram participar, um momento de convívio, passeio e lazer. No primeiro participaram logo 400 pessoas, agora em média precisamos de 11 autocarros, temos uma participação média de 600 pessoas, o que implica uma grande logística”, refere o entrevistado, destacando ainda “o Dia da Freguesia que foi instituído o ano passado, uma freguesia com mais de 900 anos de história, merecia ter um dia próprio. Após a auscul-


tação de várias pessoas, estipulámos um dia relacionado com Nossa Senhora, chegou-se a um consenso e o dia 8 de setembro, dia da Natividade de Nossa Senhora foi a data escolhida. A primeira cerimónia correu bem, convidámos artistas musicais da terra, tivémos uma noite de fados e uma prova automobilística, homenageámos pessoas que se distinguiram na freguesia. Estamos a preparar a edição deste ano, onde vamos incluir, novamente, a homenagem a diversas individualidades”. Em jeito de mensagem final, Delfim Abreu revela que “a freguesia está entregue a pessoas que se preocupam e que vão continuar a trabalhar em prol do bem-estar das pessoas”, finaliza.

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“O PILAR ESSENCIAL NA POLÍTICA SÃO AS PESSOAS” No rescaldo de quatro anos de mandato, Jorge Amaral, presidente da União de Freguesias de Arnoso de Santa Maria, Santa Eulália e Sezures, no concelho de Famalicão, fala à Portugal em Destaque dos principais desafios que enfrentou e projeta novos objetivos que ainda pretende alcançar, deixando em aberto uma nova candidatura nas próximas eleições autárquicas. UNIÃO DE FREGUESIAS DE ARNOSO DE SANTA MARIA, SANTA EULÁLIA E SEZURES por ter que trabalhar mais o aspeto da união da população porque, parecendo que não, isso também é necessário. Em Santa Eulália e Sezures, que são mais pequenas, nota-se que há mais união. Em Santa Eulália, por exemplo, é onde o movimento associativo mais se nota, onde se encontram aquelas raízes mais profundas da freguesia e onde esta questão da união teve mais dificuldade em se impor”.

JORGE AMARAL A realidade da união das freguesias marcou o primeiro mandato de Jorge Amaral. Numa altura em que muitos contestavam esta decisão, sobretudo as populações visadas, foi preciso assumir a liderança e colocar mãos à obra. “Há aquele primeiro impacto, uma situação que ninguém gosta, muito conturbada, e aparecer alguém de fora a dirigir os destinos das outras freguesias deixou as pessoas um pouco cépticas. Da parte de um presidente de junta isso implica um esforço pessoal, nomeadamente na presença e participação em todas as festas e movimentos associativos, basicamente, em tudo o que se faça em qualquer uma das freguesias. Isso obrigou a muita disponibilidade”, explica Jorge Amaral. No entanto, e fazendo um balanço deste período, considera que teve, sobretudo, aspetos positivos, até porque acaba por haver mais capital para gerir, que permite fazer investimentos que de outra forma, com orçamentos mais limitados, não seriam possíveis. Diferentes características e especificidades De modo a manter a harmonia entre as recém-unidas freguesias, foi preciso respeitar as características e especificidades de cada uma. Para Jorge Amaral, esta questão é fundamental. “As freguesias são tratadas como se fossem individuais, respeitando as suas diferenças. Podemos dizer que temos uma freguesia com três paróquias e cada uma delas trata as suas coisas à sua maneira”, esclarece, aproveitando para enunciar o que de mais notório as distingue: “Arnoso de Santa Maria, que é a maior, é uma freguesia com alguma indústria e que acaba por exigir muito mais do que as outras, dado o seu tamanho e população. É também aquela onde existe menos bairrismo, as pessoas vão-se dispersando e acabamos 84 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Infraestruturas e património Orgulhoso do percurso que tem feito e consciente do que ainda é preciso fazer, Jorge Amaral enumera à Portugal em Destaque as principais infraestruturas desta União de Freguesias. “Em Arnoso temos uma associação que surgiu a nível social, a ‘Engenho’, que tem centro de dia, lar, jardim de infância e pré escolar. Temos também em Arnoso uma escola básica, um jardim de infância e o mesmo em Santa Eulália. A nível do que perdemos pelo facto de sermos uma freguesia de periferia, e dados os novos moldes do nosso sistema de saúde, foi um centro de saúde que deixamos de ter devido à nova filosofia das Uniões de Saúde Familiares”. Também no que diz respeito ao património, Jorge Amaral tem aspetos a destacar: “Temos um património muito rico, com o mosteiro de Santo Amaro, em Santa Eulália, o Cruzeiro da Quinta em Arnoso e um dos pontos mais bonitos do concelho, que é o Monte de São Vicente, em Sezures, com uma vista fenomenal e que é um espaço que ao longo destes quatro anos nós mudamos completamente, junto com uma comissão de festas”, remata o presidente.


Balanço e novos objetivos Olhando para este percurso de quatro anos, é fácil apontar mudanças que foram conseguidas, sobretudo no que diz respeito a infraestruturas básicas para a população, como o saneamento, água e acessos. Para Jorge Amaral, o “pilar essencial na política são as pessoas” e tudo o que lhes permite melhores condições de vida, pelo que apresenta com satisfação os resultados que atingiu: “a cobertura de saneamento na zona de Sezures era zero por cento e irá ficar com cerca de 70 por cento. Arnoso tinha à volta dos 35 por cento e iremos deixar com cerca de 80 por cento de água e saneamento. Em Santa Eulália, onde tínhamos cerca de 40 por cento de água, deixaremos à volta de 70 por cento e quanto ao saneamento, que tínhamos a rondar os 20 por cento, deixaremos também com cerca de 70 por cento”. Quanto a novos desafios e objetivos, Jorge Amaral aponta três pontos diversos. “Primeiro, deixar de ver caminhos e estradas em terra batida. Depois, a melhoria de espaços verdes e de espaços centrais, dando importância às igrejas e ao seu espaço envolvente. Por fim, aumentar o nível de cultura das pessoas, tendo um local onde haja espaço para eventos culturais, um espaço onde as associações pudessem aí fazer e ensaiar espetáculos”. Todos estes projetos culminam num outro ponto: a recandidatura. “É um trabalho que eu quero continuar. Foi o primeiro mandato e estou ainda com muita força e vontade para continuar, pelo menos nos próximos quatro anos, enquanto me sentir útil e capaz”, termina Jorge Amaral.

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SERVIÇOS DE ENGENHARIA INTEGRADOS A DCRS - Engenharia, Lda., - é uma empresa que se dedica prioritariamente à execução de projetos de Engenharia e avaliações imobiliárias. A Portugal em Destaque esteve à conversa com o David Silva, engenheiro e administrador da empresa, que nos atualizou sobre a realidade do setor ao mesmo tempo que tecia uma apresentação sobre a DCRS – Engenharia.

DCRS - ENGENHARIA

DAVID SILVA A empresa surgiu em 2010, como forma de potenciar o Knowhow adquirido pela sua equipa com diversos trabalhos anteriores, ao nível de projetista e direção de obra. É seu objetivo estratégico assumir a coordenação de todas as especialidades inerentes à realização dos projetos, garantindo a sua exequibilidade e otimização dentro do Budget pré-definido. A empresa possui um vasto currículo no domínio dos projetos de engenharia e serviços complementares, atestados pelas muitas realizações dispersas por todo o país bem como no exterior. E possui, igualmente, uma secção dedicada exclusivamente a avaliações imobiliárias com uma experiência acumulada ao longo dos últimos 15 anos. Novo projeto Começaram, agora, a fazer a preparação de estruturas metáli-

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cas, com software específico, que permite fazer o transporte do que é projetado para ficheiros que permitem às metalomecânicas produzir o que se faz por esta empresa, com muito rigor: “Sem derrapagens em termos de custos, o que é muito importante para o cliente porque o que é projetado é exatamente aquilo que é produzido”, explicou o nosso entrevistado. Tendo iniciado atividade no auge da crise que abalou o tecido empresarial da construção civil, a DCRS – Engenharia, Lda., viuse obrigada a fazer, também, uma grande aposta no mercado externo: “Se contássemos apenas com o mercado nacional já tínhamos fechado. O mercado internacional implica, sempre, um período de aprendizagem. Inevitavelmente, esses países, trabalham de forma diferente de nós e nós temos que nos adaptar”, confidenciou. Contam-se assim, no mercado estrangeiro países como: Angola, Moçambique, Dubai e França. Já no que diz respeito ao mercado nacional, esta empresa realiza trabalhos desde o Algarve até ao Norte. A DCRS – Engenharia, Lda., trabalha diretamente com arquitetos, empreiteiros, Câmaras Municipais e outros clientes institucionais e garante que o seu principal trunfo e característica diferenciadora das demais empresas do setor é a atenção e proximidade que mantem com os seus clientes a par da panóplia diferenciadora e completa de serviços que tem ao dispor dos mesmos, nunca esquecendo o cumprimento de prazos e do caderno de encargos transmitido pelos clientes, que é respeitado na íntegra. Formação e futuro “Nunca conseguimos contratar alguém especificamente para aquilo que queremos porque ninguém vem especializado precisamente no que pretendemos. Por isso, temos que ser nós a direcionar a formação dessas pessoas”, revelou-nos David Silva. E, é como prova da vasta qualidade e formação dos colaboradores da DCRS – Engenharia, Lda., que, atualmente, esta empresa se encontra a realizar um projeto com a Universidade do Minho, respeitante ao desenvolvimento de um novo material.


O UTENTE EM PRIMEIRO LUGAR De portas abertas desde 1996, a Fisiolousã é um centro de reabilitação física que nasceu da vontade de “desenvolver uma mais-valia para a Lousã”, numa filosofia que – segundo as palavras da gerente, Lurdes Oliveira – se mantém volvidos 20 anos.

FISIOLOUSÃ

LURDES OLIVEIRA

EQUIPA

Proporcionando um leque de serviços particularmente amplo, que vai da fisioterapia e da fisiatria à ortopedia – sem esquecer especialidades como a psicologia, a terapia da fala, a otorrinolaringologia ou a medicina geral – a Fisiolousã desenvolve “um trabalho que é direcionado para o utente”, partindo sempre à procura “das suas necessidades”. O aliar de diferentes conhecimentos e especialidades corresponde, de resto, a um dos elementos que melhor diferencia o profissionalismo aqui exercido a cada dia. Efetivamente, “os fisioterapeutas são credenciados, mas vão adquirindo várias formações ao longo do tempo”, constata Lurdes Oliveira, até porque “a pessoa é um todo” e, por vezes, “para além da fisioterapia, precisa de uma palavra, daí a iniciativa dos próprios utentes, em conjunto com a equipa, realizarem jantares convívios e atividades”. Neste âmbito, a Fisiolousã terá sido das primeiras entidades a valorizar o papel do auxiliar de fisioterapia (Luísa Henriques), responsável por “conhecer o utente, recebê-lo, acarinhá-lo, deslocá-lo e falar com ele”, antes de ser efetuado o tratamento. Claro está que a prestação de um serviço tão cuidado e sensível apenas se torna possível com o auxílio de uma equipa de excelentes profissionais, cimentada ao longo dos anos. Nesse contexto, a nossa entrevistada partilha o seu apreço pelo trabalho realizado pela diretora clínica, Celeste Gonçalves, bem como pelo restante grupo de especialistas, constituído por António Neri (ortopedista), Francisco Alves (medicina geral e familiar), Tiago Domingues (fisioterapia), João Malho (fisioterapeuta) e Vera Correia (secretária clinica). Também a colaborar com a Fisiolousã está um conjunto de médicos que assume funções

nos hospitais da Universidade de Coimbra, reforçando-se, deste modo, a qualidade do atendimento e do serviço diferenciador e sensível que aqui se desenvolve. “A nossa filosofia sempre foi tratar as pessoas com a dignidade que elas merecem”, atesta Lurdes Oliveira. Não se coibindo de desenvolver parcerias com o maior leque de entidades quanto possível, a nossa entrevistada cita o Decreto-Lei 139/2013 para reivindicar uma necessidade, em nome dos utentes. “Acho que deve haver direito a uma segunda escolha – o que está explícito na Lei de Bases da Saúde –, mas ela não existe na Lousã”, denuncia. Posto isto – e lembrando que, no seu espaço, os utentes podem optar por qual profissional desejam ser atendidos – a porta-voz salienta a importância de as Administrações Regionais de Saúde emitirem convenções, em territórios com menos de 30 mil cidadãos eleitores residentes, de modo a garantir essa mesma liberdade de escolha à população. Seguindo este raciocínio, Lurdes Oliveira questiona o motivo pelo qual apenas a ARCIL – “uma instituição que eu respeito imenso” – usufrui do Serviço Nacional de Saúde na Lousã. Apontando, inclusivamente, para o problema das elevadas listas de espera que assim se proporcionam, a nossa entrevistada relembra que também nos concelhos limítrofes não existe um verdadeiro direito de opção. “Não entendo por que isto acontece”, finaliza a gerente, antes de sublinhar que continuará a lutar por um direito de livre escolha que se assume como de particular importância em qualquer contexto democrático.

Av. Dr. José Maria Cardoso, nº14 r/c Esq. Blo. 3 Lj. 5 3200-202 Lousã Telf. 239 995 428 fisiolousa96@sapo.pt facebook.com/fisiolousa

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“A NOSSA PROVA DE QUALIDADE SÃO OS NOSSOS ALUNOS” A Portugal em Destaque passou uma edição no concelho da Maia e foi conhecer um colégio com referência e com qualidade, que tem como objetivo ser conhecido pelo seu diferente trabalho.

COLÉGIO CCG

ELISA ALMEIDA O Colégio Central de Gueifães localizado na cidade da Maia, atualmente designado como Colégio CCG, desenvolve o seu projeto com crianças desde o berçário até ao 2.º ciclo do Ensino Básico, pretendendo criar uma marca identitária diferenciadora no âmbito da educação. Define-se como uma escola especializada nos primeiros doze anos de vida, “os anos que antecedem a adolescência são cruciais para aquilo que cada um será no futuro e é nessa fase que podemos marcar a diferença” explica-nos Elisa Almeida, diretora do Colégio CCG. História e Instalações Este ambicioso projeto abriu portas no ano de 2008 e a oferta educativa deste colégio contempla crianças e alunos na faixa etária dos zero aos doze anos. Ao nível das instalações é percetível a existência de um conjunto de dois blocos com ótimas condições, cuja construção, embora tenha ocorrido em momentos diferenciados, apela a uma estreita interligação entre os dois, de tal forma que o edifício se assume com uno, quase como se de uma caixa se tratasse. A construção do bloco destinado à creche, pré-escolar e 1º ciclo deu lugar seis anos depois a novo bloco que acolheu o 2º ciclo e várias infraestruturas de apoio que possibilitaram dar continuidade ao trabalho de qualidade realizado. Embora existam salas específicas e especializadas para as particularidades e exigências das faixas etárias que frequentam o colégio, não deixa de ser interessante verificar que as crianças, atendendo, claro, às suas naturais limitações e maturidade, circulam pelo CCG e se vão apropriando de novos espaços à medida que crescem. -“O que se pretende, em traços muito genéricos, é que todas as nossas crianças e alunos saibam e sintam que no CCG estão em segurança, protegidas, acompanhadas e supervisionadas e que a todo o momento e em qualquer situação do seu dia-a-dia existe sempre alguém adulto por perto pronto para intervir”. 88 | PORTUGAL EM DESTAQUE

Missão e Competências O CCG é descrito como uma escola onde cada pormenor faz a diferença. É uma escola onde existe uma perfeita simbiose entre a afeição, a proximidade, o rigor e a exigência, “nós importamo-nos e preocupamo-nos com o bem estar de todos”, comenta a diretora. “Assumimos, junto dos pais das nossas crianças, o compromisso de cumprir a nossa missão que consiste em desenvolver um trabalho de qualidade acrescida através do qual daremos resposta às necessidades básicas da criança e, simultaneamente, proporcionar-lhes situações e contextos de aprendizagem diversificados e ecléticos de modo a potenciar o melhor que há em cada uma, tornando-a num ser humano realizado e feliz. A nossa prática diária assenta em três princípios basilares e, para nós, fundamentais que são a segurança, a afetividade e a responsabilidade. Estes princípios aplicam-se a todos quantos frequentam e fazem parte do CCG, crianças, pais e colaboradores. São, aliás, princípios indispensáveis para quem quer fazer do CCG seu”.

Admissões As admissões ao colégio são encaradas com grande rigor e minúcia. O processo de admissão assume-se como um compromisso estabelecido, de forma muito transparente, com as famílias, no que diz respeito aos procedimentos e valores que devem nortear a educação e formação das crianças e no cumprimento de algumas etapas que têm de ser observadas até que a entrada no colégio se concretize. Numa primeira fase, os pais manifestam o seu interesse pelo colégio, por exemplo através do preenchimento de um formulário de intenção de matrícula, seguindo-se o agendamento de uma reunião onde é feito o enquadramento pedagógico do projeto, abordando-se igualmente questões de funcionamento genéricas e apresentando-se as instalações. Uma terceira etapa, derradeira, mas essencial consiste na visita da criança ao local onde irá passar grande parte do seu dia. A presença da criança neste momento e a sua partici-


pação ativa neste processo de admissão é o primeiro passo para a criação de vínculos consistentes e como garante para o sucesso da sua integração. “É fundamental que os pais percebam com que linhas se traça o nosso projeto e que saibam se esta é, de facto, a escola que querem para si e para os seus filhos.” Depois de satisfeitos todos estes pré-requisitos, há ainda que respeita a ordem de inscrição e a respetiva lista de espera. Da Creche ao 2º Ciclo “A creche é a valência base, onde todos os pormenores contam e um local onde cada criança recebe literalmente um tratamento à medida das suas necessidades. Assumindo-se esta parceria com os pais, criase uma relação de confiança que se alicerça não no que diz, mas antes no que se faz”, começa por nos explicar a diretora do CCG. Nesta fase, a qualidade do serviço tem uma leitura muito direta não só com a qualidade dos agentes educativos, mas também com a quantidade de pessoas envolvidas nos cuidados e acompanhamento que cada bebé necessita. Quando se refere ao 2º ciclo, término da oferta educativa deste colégio, Elisa Almeida diz que “estes dois anos constituem uma experiência única na vida de um pré-adolescente. No CCG preparamos nestes dois anos de transição - 5º e 6º anos, a entrada no mundo massificado da adolescência, através da adoção de rotinas próprias de uma grande escola num ambiente ainda de grande proximidade e individualidade.” O rigor e a exigência ao nível das aprendizagens atinge nesta valência o seu expoente máximo, tendo o Colégio CCG aceite o convite da Escola Superior de Educação do Porto para ser um centro de estágio para formação de professores de Matemática e Ciências Naturais. “Qualquer aluno termina aqui o 2º ciclo, preparado a todos os níveis, para frequentar qualquer tipo de escola, seja ela pública ou privada”, garante a diretora do CCG. Funcionários Neste momento, o colégio conta com 273 utentes e 63 colaboradores, dos quais 35 desempenham funções a tempo inteiro e os restantes a tempo parcial, garantindo assim a complementaridade e o reforço educativo que se deseja nos diferentes serviços que se prestam.

Apesar da enorme diversidade de tarefas que cada um dos funcionários desempenha no CCG, existem características comuns a todos e imprescindíveis para que se possa fazer parte da equipa CCG. Profissionalismo/competência, resiliência e afetividade serão, talvez, as palavras mais acertadas para descrever um colaborador deste colégio. As pessoas que trabalham no CCG trabalham sob um esquema de avaliação permanente, no sentido em que existe uma monitorização muito próxima de tudo o que se faz, procedendo-se a reflexões e retificando-se procedimentos sempre que tal se revele uma mais-valia para o trabalho de todos. “Aqui não existem cargos mais ou menos importantes, um erro cometido por qualquer um de nós acarreta consequências para os restantes, pois o CCG é um todo muito maior do que a soma das partes”, explica Elisa Almeida. O Futuro Para o CCG que em breve irá completar uma década de existência, o colégio carece de visibilidade, pois almeja serem conhecidos e reconhecidos como uma escola de referência e de qualidade, assumindo uma especialização na faixa etária com quem trabalham, não só a nível do concelho, como também nacional e quem sabe até internacional. Apesar de nos primeiros rankings de há quatro anos relativos ao 1º ciclo, o CCG ter sido imediatamente catapultado para os lugares cimeiros e de por várias vezes ter sido alvo de interesse pelo desempenho das suas crianças, tendo ainda no início do ano recebido quatro GraMMis de música pela Foco Musical, o colégio tem consciência que a sua dimensão e as idades com que trabalham não são particularmente atrativas. Ainda assim, não pretendem afastar-se da sua linha de atuação. “Nós não temos perspetivas de crescimento em termos de número de alunos, nem em termos de alargamento de oferta eduvativa, pois as nossas valências são as que nós optamos ter e por outro lado, já atingimos o número de alunos que desejávamos. O nosso objetivo passa pela adoção de procedimentos que garantam cada vez um maior grau de satisfação das famílias que nos escolheram para parceiros na educação dos seus filhos e por conseguirmos marcar positivamente a vida das crianças que cresceram connosco – são elas hoje e no futuro a prova da qualidade do trabalho que realizamos”.

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Portugal em Destaque - Edição 16  
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