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Recorte
nº
191
 Índice
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6
de
Outubro
de
2009
 Fim
da
produção
do
Sharan
preocupa
a
Autoeuropa
 Porta‐contentores:
oferta
e
procura
ainda
estão
desequilibradas
 Augusto
Mateus
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‘Portugal
tem
condições
para
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ponto
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 encontro
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Atlântico’



Correio
da
Manhã
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6
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Outubro
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Cargo
News
Online
–
2
de
Outubro
de
2009



Porta-contentores: oferta e procura ainda estão desequilibradas O desequilíbrio entre a oferta e a procura da frota mundial de porta-contentores é tão grande que nos próximos seis meses será necessário reduzir a capacidade em 5%, por forma a que o equilíbrio seja alcançado, defendeu há dois dias um especialista da indústria na conferência Marine Asia Money. Outra constatação é a de que se torna imperativo que a indústria de transporte marítimo abandone a guerra de preços e proceda a aumentos do frete. A situação é dramática. Os números da consultora AXS-Alphaliner mostram que as principais linhas perderam uma estimativa de 6 mil milhões de dólares nos seis primeiros meses deste ano, e o segundo semestre não deverá ser muito diferente. Apesar de um previsível crescimento do comércio mundial no próximo ano, o mercado do transporte contentorizado permanecerá em níveis historicamente baixos por causa do excesso de tonelagem. Uma situação que não se inverterá antes de 2011, permitindo a recuperação do mercado. Mas isto com uma condição - que governos como o chinês (este só agora terá travado a construção de novos estaleiros…) e o coreano não continuem a subsidiar os seus estaleiros para mantê-los vivos, pois tal prática tem impedido a redução da oferta de capacidade por parte dos transportadores.


Transportes
em
Revista
Online
–
2
de
Outubro
de
2009



Augusto Mateus

«Portugal tem condições para tornar-se o ponto de encontro do Atlântico»

Portugal tem todas as condições para ser um grande centro de competências, uma enorme plataforma do Atlântico com capacidade para gerar valor, embora com um território e uma população pequena, afirma o economista e Professor Catedrático do ISEG, Augusto Mateus em entrevista à Transportes em Revista. Segundo o ex-ministro da Economia, Indústria, Comércio e Turismo, «é nisso que temos de investir. Transformar Portugal numa região de grande qualidade porque tem serviços, infra-estruturas modernas, capacidade para fazer tudo depressa e com facilidade. Se tivermos essa lucidez e essa estratégia, podemos ter um enorme sucesso». Para Augusto Mateus, actualmente o valor económico dos bens e serviços não está no processo de transformação mas no conhecimento que permite esse processo de transformação e distribuição. «Em muitas actividades, vendemos primeiro e produzimos depois. É por isso que o tempo de resposta ao mercado é cada vez mais decisivo na competitividade» adianta. Para resolver esse problema, refere que são necessárias «boas políticas públicas, com empresários mais arrojados, projectos estruturantes de dimensão adequada. Temos uma oportunidade de desenvolver o porto de Sines com Singapura; o porto de Lisboa com holandeses, dinamarqueses; fazer o novo aeroporto de Lisboa com alemães e muitos outros aliados da Lufthansa na Star Alliance. Se vamos fazer portos e aeroportos independentemente dos operadores iremos perder esta batalha porque estamos a fazer simples infra-estruturas. Os edifícios podem ser bonitos, as pistas boas, as zonas de atracagem funcionais. Se tivermos a lucidez de fazermos aqui uma espécie de Flandres do sul, como, por erro nosso, fizemos a Flandres do norte!» De acordo com o economista, Portugal tem vários desafios à sua frente para se tornar mais competitivo. Um deles prende-se com o Mar e o facto de Portugal ter de passar a ver o transporte marítimo como um mundo de oportunidades. «Mais do que uma pequena zona de passagem, o nosso país precisa de ser um ponto de amarração relevante das grandes rotas marítimas. Precisa de fazer parte do grupo dos campeões das sociedades que investem no conhecimento do mar, na preservação e gestão dos seus recursos. Precisamos de nos ligar à “Flandres do norte” pelo transporte marítimo de curta de distância. Escusamos de ter transporte rodoviário não competitivo, até porque os operadores são sempre os mesmos, assim como o “know how” da mobilidade». No entanto, considera que «para chegar mais depressa com o mais baixo custo a todos os mercados europeus será necessário articular transporte marítimo de curta distância com a ferrovia e a rodovia. Precisamos de estruturar as nossas grandes centrais de mobilidade internacional – o nosso sistema de aeroportos, com relevância para o Novo Aeroporto de Lisboa, os nossos grandes portos marítimos nas suas intermodalidades – ligar Lisboa e Sines a Madrid com ferrovia moderna – tomar as decisões a tempo e horas de renovar as bitolas na ferrovia». por: Pedro Pereira

Recortes_191_2009  

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Autoeuropa
 Porta‐contentores:
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procura
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