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Recortes nº 117 Índice – 18 de junho de 2012 • Porto de Setúbal recebe equipamentos para Embraer em Évora • Regulação - Concorrência volta à carga no cartel das cantinas • Porto de Aveiro e Itajaí assinam “Acordo Internacional de Portos Marítimos Irmãos” • Comitiva de empresários iranianos visita porto de Leixões em busca de oportunidades de negócio • Logística para o centro da Ibéria em análise • Economia ganha com transporte intermodal • Santos Pereira refere que aposta na ferrovia em bitola europeia é ‘prioritária’ para o Governo • RC visita fundação e participa de reuniões em Portugal • Fuga dos pescadores à venda em lota é preocupação na região • Marina de Tróia regista aumento da procura desde inauguração •

APSS, SA Praça da República 2904-508 Setúbal Portugal Nº Reg. Comercial e NPC: 502256869 Tel.: +351 265 542000 Fax: +351 265 230992 Sítio Internet: www.portodesetubal.pt Email: geral@portodesetubal.pt


Público . Online – 17 de junho de 2012

A fábrica de aviões funcionará em Julho

Porto de Setúbal recebe equipamentos para Embraer em Évora 17.06.12 - 10:19 Por Paulo Vilarinho Dois navios com equipamento destinado à futura unidade de fabricação de estruturas e componentes em materiais compósitos da Embraer Aviation Europe, que está a ser construída em Évora, foram descarregados nos terminais multiusos do porto de Setúbal no início do mês. No terminal zona 1, concessionado à Tersado, operou o navio roll-on/roll-off “OTELLO”, da agência Barwil Knudsen – Agente de Navegação, Lda, que descarregou cerca de 320 toneladas em volumes. No Terminal Multiusos Zona 2, a Sadoport operou com duas gruas o navio “EILAND”, da agência L. Branco – Navegação e Trânsitos, Lda, que descarregou uma autoclave com 150 toneladas, 27 metros de comprimento e 6,4 metros de diâmetro. O transporte da peça para Évora ficou a cargo da Laso, que devido às dimensões, peso e altura total do transporte, com 7,4 metros, teve a duração de vários dias. As duas novas fábricas da Embraer no parque aeronáutico de Évora, resultado de um investimento total de 177 milhões de Euros, vão já começar a produzir “em meados de Julho”, confirmou o responsável pela empresa em Portugal, Paulo Marchioto. As fábricas em Évora têm actualmente 78 trabalhadores, estando previsto atingir os 100 até ao final do ano.


Jornal de Negócios – 18 de junho de 2012 – Pág. 8


Cargo News – 15 de junho de 2012

Portos de Aveiro e Itajaí assinam “Acordo Internacional de Portos Marítimos Irmãos” José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro (APA), e Antonio Ayres dos Santos Júnior, Superintendente do porto de Itajaí, assinaram na passada quarta-feira um “Acordo Internacional de Portos Marítimos Irmãos”, na sede da APA. O acordo une oficialmente os dois portos e prevê o intercâmbio de informações, possibilidade da criação de meios técnicos e financeiros através de parcerias ou acordos empresariais, projetos de desenvolvimento de infra-estruturas portuárias, estudos de mercado, entre outras ações que possam ser desenvolvidas conjuntamente pelos dois portos.


Cargo News – 17 de junho de 2012

Comitiva de empresários iranianos visita porto de Leixões em busca de oportunidades de negócio Uma comitiva de empresários iranianos visitou no passado sábado o porto de Leixões, no âmbito de uma missão em busca de oportunidades de negócio e parcerias em Portugal, revelou a Associação Empresarial de Portugal (AEP). Liderada pelo governador da província de Hormozgan, a comitiva iraniana conclui hoje uma visita de negócios de dois dias ao porto e a Matosinhos, tendo sido acolhida na AEP e mantido contactos com perto de nove dezenas de empresas portuguesas de diversos setores, interessadas em estabelecer parcerias ou em exportar para o Irão. Fonte da associação disse à Lusa que os materiais de construção, serviços de engenharia, pescas e aquacultura, energias renováveis, turismo e infraestruturas e gestão portuária "são as atividades económicas que mais interessam" aos representantes das 24 empresas da missão iraniana, que integra vários responsáveis institucionais e da administração regional.


Público . Online – 17 de junho de 2012 Dia 22 de Junho na Figueira da Foz

Logística para o centro da Ibéria em análise 17.06.12 - 10:59 Por Paulo Vilarinho “Estratégia Logística para a Região Centro e Castela e Leão” é o tema do seminário ibérico que se realiza dia sexta-feira, dia 22 de Junho na Figueira da Foz. O seminário é organizado pelo "Projecto de cooperação transfronteiriço Portugal-Espanha ‘Logística Cencyl”, tendo como parceiros o porto de Aveiro, as Câmaras Municipais da Figueira da Foz e da Guarda e, do lado espanhol, o Ayuntamento de Salamanca e a Associação Cylog. O objectivo global do projecto passa pela promoção do desenvolvimento logístico do corredor E-80, através de um aumento da integração das principais infraestruturas logísticas e de transportes fixadas nas regiões do Centro de Portugal e de Castela e Leão em Espanha (representadas pelas entidades parceiras do projecto). Este seminário é uma das acções promocionais do “Logística Cencyl”, iniciativa a cargo dos parceiros portugueses. Do programa do seminário que decorrerá no centro de artes e espectáculos da Figueira da Foz, consta a abertura às 9horas, a que se segue o primeiro painel: “Dinâmica e oportunidades do corredor logístico Cencyl, moderado pelo coordenador técnico do projecto, José Perla. Como oradores, serão o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro, Norberto Pires, o director geral de transportes da Junta de Castela e Leão, José Cabrejas, e na apresentação das conclusões do estudo para a “Elaboração de modelo de desenvolvimento integrado das infraestruturas logísticas e de transporte do corredor E-80”, Alfredo Irisarri e Patrícia Silva. O segundo painel, intitulado “Modelos de negócio de plataformas logísticas ibéricas – casos de sucesso”, será moderado pela directora da revista Logística Moderna, Dora Assis, e intervirão António Martins, da CP Carga, Fausto Arroyo, director da Autoridade Portuária de Sevilha,e o gerente da plataforma do porto seco de Coslada, em Madrid, Jaime Seijas.


Público . Online – 17 de junho de 2012 Ferrovia é fundamental

Economia ganha com transporte intermodal 17.06.12 - 11:19 Por Paulo Vilarinho Através de valores publicados pelo Eurosat (2008) podemos confirmar que a quota de mercado do transporte ferroviário de mercadorias em Portugal é das mais baixas da Europa. Além disso, a coordenação da ferrovia nacional com os outros modos de transporte tem vários constrangimentos que prejudicam a nossa economia. O transporte intermodal representa o movimento de mercadorias que utiliza dois ou mais modos de transporte, sem manipular a mercadoria nos intercâmbios de modo. O termo intermodalidade corresponde a um sistema em que dois ou mais modos de transporte intervêm no movimento de mercadorias de uma forma integrada. O transporte combinado é um conceito utilizado para designar o transporte intermodal de mercadorias, onde a maioria do itinerário percorrido se efectua de comboio, ou por via marítima e, o menos possível, por rodovia, sendo esta utilizada só na etapa inicial e final. As empresas procuram novas soluções que lhes reduzam os custos, combinando as possibilidades: camião-comboio, barco-comboio, avião-comboio-camião etc. O transporte combinado permite coordenar os meios de transporte por estrada, ferrovia, mar e, recentemente, aéreo, facilitando a sua intermodalidade. Os meios que utiliza são contentores, caixas móveis, camiões e semi-reboques sobre carruagens e barco. Já se utiliza, também, o transporte de camiões TIR sobre vagões. Em França, esta operação tem o nome de Ferroutage. Ver site www.youtube.com/watch? v=SXOFDZ--WXI Logística: é um termo de origem militar, que estava associado à técnica de deslocação e transporte das tropas e seu abastecimento. É uma atividade ligada ao processo de planeamento e gestão de uma cadeia de abastecimento. A logística teve um grande desenvolvimento após os anos 70, devido à globalização da economia e teve como objetivo a redução dos custos de produção, armazenamento e transporte. Plataformas logísticas: são pontos ou áreas de cadeias de transporte e logística, onde se concentram actividades de carga, descarga, armazenamento, etiquetagem, etc. É uma zona delimitada no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades relativas ao transporte, logística e distribuição de mercadorias. Porto seco: é um terminal intermodal de mercadorias, rodo-ferroviário, situado no interior de um país e que possui uma ligação directa a um porto marítimo.


A principal vantagem do transporte intermodal consiste em combinar as potencialidades dos diferentes modos de transporte. Desta combinação podem resultar importantes reduções dos custos económicos, segurança rodoviária, poluição, consumo de energia, redução do tráfego rodoviário. Permite, caso seja utilizado o modo ferroviário ou marítimo, que o transporte seja efectuado ao fim de semana ou de noite, com segurança. O transporte intermodal só poderá ser uma realidade se for competitivo perante o transporte rodoviário (uni-modal) e, para que tal aconteça, será decisivo que, no processo de mudança de modo de transporte, este seja eficaz e de baixo custo; caso contrário, este sistema poderá ser um falhanço. A quota dos comboios na UE A quota de mercado do transporte ferroviário de mercadorias em Portugal é das mais baixas da Europa. Segundo dados fornecidos pelo Eurosat de 2008, os países da União Europeia (UE) que têm os valores mais baixos são: Irlanda (0,6%), Grécia (2,7%), Espanha (4,1%), Portugal (6,1%). Curiosamente, estes países fazem parte do grupo dos PIIGS. Os países que têm os valores mais elevados são: Letónia (61,3%), Lituânia (58%), Áustria (37,4%), Suécia (35,3%), Finlândia (26,5%) Polónia (24%), República Checa e Eslováquia (23,4%), Alemanha (22,2%). Os restantes estão no intervalo de 10 a 20%. Entre a Península Ibérica e o resto da Europa, a percentagem do transporte de mercadorias é: Ferrovia 1%, Rodovia 45% e Marítimo 54%. Mais de 50% das nossas exportações são hoje efectuadas por rodovia, tendo tido o transporte de carga internacional um crescimento médio anual da ordem dos 9%. Se não apostarmos desde já em alternativas, arriscamo-nos a agravar, ainda mais, a nossa competitividade. Em 1998, o petróleo estava a 12 dólares, hoje já atinge os 100 dólares. Outro dado interessante é que, em 2001, um litro de gasóleo custava 0,65 euros. Em 2011, passados 10 anos, esse valor mais que duplicou. O salário mínimo, em 2001, era de 348 Euros e, em 2011, mal chega aos 500 Euros. Significa isto que é decisivo investir em meios de transporte de mercadorias mais competitivos e fiáveis do que a rodovia. As duas opções para o transporte de mercadorias que, no futuro, poderiam representar uma alternativa para longas distâncias seriam:


•Ferrovia •Transporte marítimo de curta distância (TMCD) Relativamente à ferrovia, será necessário construir linhas de bitola europeia, por forma a ligar as principais cidades portuguesas, os seus portos, aeroportos e plataformas logísticas entre si, para tornar possível o livre trânsito das mercadorias para a U. E., podendo efetuar-se o transporte de camiões TIR sobre vagões (Ferroutage). O TMCD representa o transporte de mercadorias de curta distância por mar e entre portos da UE e portos de países terceiros comuns à costa da Europa. Estas duas alternativas só poderão ser uma realidade desde que haja um perfeita interligação entre as diferentes redes, por forma a combinar as vantagens dos vários modos de transporte resultando, assim, em reduções nos custos, consumo de energia etc, mas que deverão funcionar como peças de um puzzle, que se encaixam harmoniosamente, sem qualquer processo de rotura. A actual rede ferroviária portuguesa, em bitola ibérica, é um constrangimento à nossa economia: não é competitiva com a rodovia e tem graves problemas de interoperabilidade com as restantes redes ferroviárias europeias, o que limita o transporte combinado de mercadorias entre os nossos portos e a Europa. Rui Rodrigues Email: rrodrigues.5@netcabo.pt Site: www.maquinistas.org


Cargo News – 15 de junho de 2012

Santos Pereira refere que aposta na ferrovia em bitola europeia é "prioritária" para o Governo O ministro da Economia referiu esta sextafeira que a aposta na ferrovia em bitola europeia é "prioritária" para o Governo, acrescentando que neste aspeto existe "perfeita sintonia com o que a Comissão Europeia tem vindo a defender a nível europeu". "O processo de avançar com a bitola europeia é prioritário", referiu Santos Pereira, acrescentando: "A posição do Governo português está em perfeita sintonia com o que a Comissão Europeia tem vindo a defender a nível europeu, que é criar grandes corredores transeuropeus para a ferrovia em bitola europeia para as nossas mercadorias". O governante acredita que o alargamento do Canal do Panamá, em 2014, "vai potenciar portos como Sines, Leixões e Aveiro" pelo que se torna necessário "ligar esses portos em bitola europeia para diminuir os custos das exportações e ajudar as empresas". Álvaro Santos Pereira pronunciou-se ainda com uma notícia avançada pelo 'Sol' de que o Governo português terá "segurado" 300 milhões de euros que o Banco Europeu de Investimento tinha garantido ao projeto do TGV, confirmando "negociações". De acordo com o 'Sol', o Governo terá garantido nas últimas semanas pelo menos 300 milhões de euros que o Banco Europeu de Investimento tinha garantido ao projeto do TGV, assegurando uma taxa de juro abaixo dos 6 por cento com maturidade média de 27 anos. Ainda de acordo com o jornal, Sérgio Silva Monteiro, secretário de Estado dos Transportes, foi a Bruxelas na semana passada confirmar ao comissário europeu dos Transportes e a um representante do Governo espanhol que Portugal vai lançar um concurso para a construção do troço entre Évora e Caia, perto de Badajoz, "que permitirá completar a ligação entre o porto de Sines e a Europa, ainda que obrigando à modernização da restante linha até Évora". Dessa forma, refere o jornal, Portugal pode manter os 192 milhões de euros de fundos para projetos de infraestruturas transeuropeias que estão presos ao TGV, ficando garantidos 492 milhões de euros para o novo projeto, que até podem chegar aos 792 milhões.


PBAgora – 13 de junho de 2012

RC visita fundação e participa de reuniões em Portugal O governador Ricardo Coutinho e a comitiva paraibana chegaram na manhã desta terça-feira (12) à capital portuguesa. Em Lisboa, o governador visitou, a convite do ex-presidente de Portugal, Mário Soares, a Fundação Mário Soares, que promove e patrocina ações de caráter cultural, científico e educativo e das áreas dos direitos humanos, ciência política e das relações internacionais. Mário Soares foi presidente de Portugal por dois mandatos sucessivos - 1986 a 1996 -, tendo iniciado as chamadas presidências abertas, quando percorreu muitas regiões do país ouvindo reivindicações e reclamações populares, dando assim início a uma nova postura presidencial. Desempenhou, posteriormente, as funções de euro-deputado no Parlamento Europeu. Atualmente coordena a fundação a qual deu o seu nome, preside o Comité Promotor do Contrato Mundial da Água e é patrono do International Ocean Institute (IOI). Depois da visita à fundação, a comitiva seguiu para o porto de Lisboa, onde o governador manteve reunião com uma operadora portuária. Ainda em Lisboa, Ricardo Coutinho se reuniu com um grupo cimenteiro português e um grupo hoteleiro. Nesta quarta-feira (13), Ricardo Coutinho e a comitiva (brasileira e portuguesa) seguem para Barcelona, onde serão recebidos pelo governador da Catalunha na sede do governo. Às 19h, o governador paraibano e secretários participam de um fórum com cerca de 40 empresários espanhóis para apresentar a Paraíba e as oportunidades para investimentos em vários setores do Estado, a exemplo da indústria, turismo e serviços. Na quinta-feira (14), serão realizadas rodadas de negócios. Ricardo destacou que as rodadas de negócios em Portugal e Espanha são frutos de dois encontros anteriores, um na Europa e outro na Paraíba, onde foram discutidas a instalação de empresas e indústrias e incentivos fiscais. "Vamos buscar fechar esses investimentos em um momento de crise na Europa em que investidores buscam outros mercados como o Brasil e a Paraíba. Estamos abrindo portas e colocando a Paraíba no campo da disputa por grandes investimentos estrangeiros”. Também integram a comitiva paraibana o secretário do Turismo e Desenvolvimento Econômico, Renato Feliciano; a presidente e a diretora da Cinep, respectivamente, Margarete Bezerra e Eriene de Sousa Suassuna, e o presidente da Companhia Docas da Paraíba, Wilbur Jácome.


Setúbal na Rede – 15 de junho de 2012 – Pág. 20

Fuga dos pescadores à venda em lota é preocupação na região Os vários problemas que afetam o setor piscatório, desde o aumento no preço dos combustíveis, à falta de apoios que os pescadores têm para exercer a atividade, às restrições de pesca em determinados locais como no Parque Marinho Luiz Saldanha na Serra da Arrábida, ou a desvalorização do pescado, fazem com que os profissionais desta arte fujam à venda do pescado em lota para evitar as obrigações fiscais e cobranças de impostos. Manuel Pinto de Abreu, secretário de Estado do Mar, admite que o cerne da questão é o “equilíbrio entre o preço justo do pescado para que seja aceitável ao bolso dos portugueses mas ao mesmo tempo favorável aos pescadores” e revela “medidas que podem melhorar o setor piscatório”, que não passam pela diminuição da carga fiscal. Manuel Pinto de Abreu frisa a intenção do Governo em trabalhar com as associações de produtores, a Docapesca, as autoridades marítimas e portuárias e a Liga para a Proteção da Natureza de forma a “encontrar soluções que vão ao encontro dos problemas que os pescadores enfrentam hoje”. “Estão a ser preparados projetos piloto para estudar se as limitações que existem hoje são mesmo válidas e merecem a atenção da administração central”, prossegue o secretário de Estado do Mar, que recusa a diminuição de impostos como solução. “Se a receita fiscal do estado diminuir, este não tem condições para atribuir os mais variados subsídios que os pescadores necessitam”, assume Manuel Pinto de Abreu, acrescentando que essa medida conduziria à “criação de um setor deficitário sem condições de subsistência”. Por outro lado, a diminuição da carga fiscal para os pescadores considerados mais pequenos é a solução apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, que critica ainda a consecutiva diminuição dos locais de venda na região. “O rendimento dos pescadores continua a ser o mesmo desde há dez anos, mas os custos de produção aumentarem abrutamente”, afirma o sindicalista Jorge Amorim, adiantando ser inevitável para os pequenos pescadores terem de fugir à lota para “evitar que o pouco dinheiro que levam para casa diminua devido aos impostos”. A valorização do pescado é assim necessária para aumentar o preço do pescado e compensar a carga tributária que os pescadores tendem a evitar, caminho onde a Docapesca assume ser peça fundamental. José Apolinário, presidente do conselho de administração da Docapesca, entende que a venda em lota “faz sentido para a valorização do pescado já que existe sempre a garantia da frescura e qualidade referenciada”. A criação de condições para a comercialização do peixe é a missão crucial da Docapesca que, tal como a administração central, questiona o valor justo a que o pescado está a ser comercializado entre os vários mediadores, desde produtor ao consumidor. Para a Liga para a Protecção da Natureza, a fuga à lota tem repercussões ambientais que devem ser combatidas para o bem, não só das espécies marinhas, mas do setor piscatório que “sem peixe, não pode exercer atividade”. “O pescado não contabilizado prejudica a gestão de recursos naturais, a limitação do stock e o equilíbrio entre a atividade piscatória e a preservação da natureza”, diz Marisa Gomes, adiantando os três pilares “onde deve assentar a noção da pesca sustentável, o social, económico e ambiental”. Rogério Matos - 15-06-2012 18:05


Setúbal na Rede – 15 de junho de 2012 – Pág. 20

Marina de Tróia regista aumento da procura desde inauguração A Marina de Tróia tem sentido desde a sua inauguração há quatro anos, um aumento da procura aos serviços prestados, ao contrário do que sucede em grande parte das marinas nacionais, que têm registado uma quebra na taxa de ocupação. Pedro Bruno, diretor de operações da Sonae Turismo, revela “o crescente interesse do turista por todo o litoral alentejano e por Tróia” mas, apesar de não adiantar qualquer projeto de maior dimensão a curto prazo no local, admite que “o facto de a marina ter começado do zero foi uma vantagem para quem explora e quem a utiliza”. “Tróia possui condições únicas em Portugal inteiro por oferecer uma marina resguardada no rio Sado a dois minutos das aventuras proporcionadas pelo mar”, prossegue Pedro Bruno que, para os seguintes meses de verão, espera uma taxa de ocupação de mais de 80 por cento “à semelhança do ano de 2011 que chegou a ter picos de 90 por cento”. Tróia hasteou esta manhã a primeira Bandeira Azul destinada a marinas que, para Fernanda Santiago, diretora da Associação Bandeira Azul da Europa significa “um reconhecimento pelo comportamento da Sonae no que diz respeito à preservação do meio ambiente e desempenho na educação e consciencialização ambiental”. Catarina Gonçalves, coordenadora do programa Bandeira Azul considera Tróia como um “exemplo a seguir nos sistemas de gestão ambiental que têm sido cumpridos” e assume que “as condições que todas as zonas balneares circundantes têm a oferecer aos utilizadores são espelho do trabalho em prol do meio ambiente”. No que diz respeito à sustentabilidade ambiental, Pedro Bruno assume a existência de pequenos investimentos que significam “não só uma poupança na fatura energética como nos recursos existentes”, e exemplifica com a ação de substituição das mangueiras para lavar os barcos que levam a uma redução de cerca de 60 por cento no consumo da água. Fernanda Santiago não quer que a bandeira azul seja apenas hasteada na marina de Tróia, mas espera que os próprios donos das embarcações possuam uma. “Se os skippers respeitarem e seguirem o código de conduta baseado nas boas práticas ambientais que a bandeira azul obriga, podem hastear uma nos seus barcos”, revela a diretora da Associação Bandeira Azul da Europa. Rogério Matos - 15-06-2012 15:58


Recortes Nº 117 de 2012