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Recortes nº 098 Índice – 24 de Maio de 2011 Porto de Setúbal gera actividades no valor de 10,7 mil milhões de euros Estudo conclui que atividades do porto de Setúbal representam 10,7 mil milhões euros Actividades do Porto de Setúbal representam 10,7 mil milhões de euros Porto de Setúbal ‘vale’ 10,7 mil milhões de euros Sesimbra – Cais de embarque na Praia do Ouro já está a ser construído Unidade japonesa prevê investimento de 80 milhões em Sines Porto da Figueira da Foz bateu recordes nos primeiros quatro meses do ano Contentores crescem 16% nos portos nacionais até Março Contentores crescem 16% nos portos nacionais até Março I Fórum Atlântico saiu em defesa do Mar I Fórum Atlântico saiu em defesa do Mar Ministro das Obras Públicas inaugura molhe norte do Porto da Ericeira

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Diário Económico – 24 de Maio de 2011 – Pág. 33

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Cargo News – 23 de Maio de 2011

Estudo conclui que atividades do porto de Setúbal representam 10,7 mil milhões euros Um estudo promovido pela APSS sobre o impacto económico do porto de Setúbal na região e no país, mostra que os efeitos totais, diretos, indiretos e induzidos, das atividades do porto na economia são de 10,7 mil milhões de euros de volume de negócios, ou seja 3,3% da região da Grande Lisboa e de 2,3 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), ou seja 1,57% do VAB nacional e 5% do VAB da Grande Lisboa, correspondendo à criação de 33,3 mil postos de trabalho. Isto mostra que o porto de Setúbal tem um impacto anual total na economia que é 577 vezes a dimensão do volume de negócios da APSS – Administração dos Porto de Setúbal e Sesimbra, e um impacto anual no VAB (com efeitos no PIB) do País que é 384 vezes o investimento público médio anual realizado no porto nos últimos 10 anos. Os efeitos diretos do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 3,9 mil milhões de euros, VAB de 744 milhões de euros, emprego directo criado estimado em 8.300 postos de trabalho e remunerações brutas às famílias de 227 milhões de euros. Por outro lado, os efeitos indiretos e induzidos totais do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 6,8 mil milhões de euros, VAB de 1,6 mil milhões de euros e a criação de 25 mil postos de trabalho, a que correspondem remunerações de 492 milhões de euros. O estudo foi realizado pelo CEGE – Centro de Estudos de Gestão do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, e teve por objetivo analisar o impacto das atividades desenvolvidas no Porto de Setúbal numa perspectiva económica, sendo realizado com base numa metodologia definida pelo Bureau of Transport Economics da Austrália, uma entidade independente.

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

Actividades do Porto de Setúbal representam 10,7 mil milhões euros A APSS, SA promoveu um estudo sobre o impacto económico do Porto de Setúbal na região e no País, onde se conclui que os efeitos totais, directos, indirectos e induzidos, das actividades do porto na economia são de 10,7 mil milhões de euros de volume de negócios, ou seja 3,3% da região da Grande Lisboa e de 2,3 mil milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto (VAB), ou seja 1,57% do VAB nacional e 5% do VAB da Grande Lisboa, correspondendo à criação de 33,3 mil postos de trabalho. Ou seja, o Porto de Setúbal tem um impacto anual total na economia que é 577 vezes a dimensão do volume de negócios da APSS – Administração dos Porto de Setúbal e Sesimbra e um impacto anual no VAB (com efeitos no PIB) do País que é 384 vezes o investimento público médio anual realizado no porto nos últimos 10 anos. Os efeitos directos do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 3,9 mil milhões de euros, VAB de 744 milhões de euros, emprego directo criado estimado em 8.300 postos de trabalho e remunerações brutas às famílias de 227 milhões de euros.

Por outro lado, os efeitos indirectos e induzidos totais do Porto de Setúbal contribuíram com um volume de negócios de 6,8 mil milhões de euros, VAB de 1,6 mil milhões de euros e a criação de 25 mil postos de trabalho, a que correspondem remunerações de 492 milhões de euros. O relatório foi realizado pelo CEGE – Centro de Estudos de Gestão do Instituto Superior de Economia e Gestão, da Universidade Técnica de Lisboa, teve por objectivo analisar o impacto das actividades desenvolvidas no Porto de Setúbal numa perspectiva económica e foi realizado com base numa metodologia definida pelo Bureau of Transport Economics da Austrália, uma entidade independente.

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Transportes & Negócios – 23 de Maio de 2011

Porto de Setúbal ‘vale’ 10,7 mil milhões de euros O impacto total do porto de Setúbal na economia nacional é igual a 577 vezes o volume de negócios da administração portuária, conclui um estudo encomendado pela APSS ao Centro de Estudos de Gestão do ISEG – Lisboa.

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

SESIMBRA

Cais de embarque na Praia do Ouro já está a ser construído Já está em curso a construção do cais de acostagem na Praia do Ouro, em Sesimbra. Prevê-se que os trabalhos estejam concluídos no final do mês de Maio. O equipamento, destinado a embarcações marítimo-turísticas e de recreio, até sete metros de comprimento, ficará localizado na ponta do molhe, fronteiro ao Hotel do Mar, voltado para o porto de Abrigo, e terá uma estrutura flutuante de acostagem com 20 metros. A ligação a terra vai fazer-se por uma ponte com 15 metros de comprimento. Depois do Verão, será removido e voltará a ser instalado no início de cada época balnear. O processo para a construção desta estrutura foi dinamizado pela Câmara Municipal de Sesimbra e faz parte do Programa Integrado de Valorização da Frente Marítima de Sesimbra, apoiado pelo QREN-PORLisboa. A construção do cais de embarque vai qualificar a oferta turística do município, e representa um investimento de perto de 158 mil euros comparticipados em 50 por cento da verba elegível, que ronda os 135 mil euros.

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

Unidade japonesa prevê investimento de 80 milhões em Sines A aicep Global Parques assinou, a 16 de maio, com a Greenprod – Indústria de Reciclagem Lda, um acordo de reserva de Direito de Superfície de uma área de cerca de 2ha no loteamento da Zona 1 da ZILS Zona Industrial e Logística de Sines, para a futura instalação de uma unidade industrial de reciclagem química e mecânica de plástico. A Greenprod é uma empresa de capital 100% japonês e o projeto beneficia do estatuto PIN – Projeto de Interesse Nacional. Segundo a Greenprod, a unidade vai representar um investimento global superior a 80 milhões de euros, estando previsto o início da construção em 2012. O projeto prevê a criação de 200 postos de trabalho diretos, estimando a empresa exportar 35% da sua produção. A Greenprod é uma empresa de capital 100% japonês e o projeto beneficia do estatuto PIN – Projeto de Interesse Nacional.

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Cargo News – 23 de Maio de 2011

Porto da Figueira da Foz bateu recordes nos primeiros quatro meses do ano No período de janeiro a abril de 2011 movimentaram-se no Porto da Figueira da Foz 518.384.00 toneladas de mercadorias, naquele que foi o melhor primeiro quadrimestre de sempre no porto figueirense. No total de carga movimentada, 43,04% foi carga geral, num total de 223.119,00 toneladas, o que significa um crescimento de 37.931,92 (20,48%) em relação a 2009. Já no que diz respeito aos granéis sólidos, representaram 42,51%, num total de 220.361,00 toneladas, ou seja mais 16.803,14 toneladas que em 2010 (8,25%), e mais 67.077,54 (43,76%) do que em 2009. Já a carga contentorizada representou 12,66% do total, equivalentes a 65.609.00 toneladas, mais 23.378,70 (55,36%) do que em 2010 e mais 21.707,44 (49,45%) do que em 2009. Nos primeiros quatro meses de 2011, visitaram o porto 146 navios, com um total de arqueação bruta de 417.321,00 toneladas, o que também constitui o melhor valor de sempre no Porto da Figueira da Foz para o primeiro quadrimestre. Olhando apenas para o mês de abril, há a registar 164.774,00 toneladas de mercadorias movimentadas (segundo melhor mês de sempre no Porto da Figueira da Foz depois de agosto de 2010).

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

Contentores crescem 16% nos portos

nacionais até Março Leixões

destronou Lisboa como primeiro porto nacional no movimento de contentores. Mas Sines está cada vez mais perto. Setúbal mais do que duplicou os seus números no primeiro trimestre. Ao arrepio da quebra do movimento total de mercadorias, os portos nacionais registaram uma subida de 16,5% na movimentação de contentores, medida em TEU, no primeiro trimestre do ano. Contabilizaram-se 387 134 TEU, contra 332 349 há um ano. Leixões cresceu o dobro de Lisboa e com isso destronou o porto da capital do primeiro lugar neste ranking particular. Em Leixões foram movimentados 124 124 TEU até ao final de Março, mais 8,3% que no período homólogo de 2010, ao passo que Lisboa avançou 4,3% para os 123 326 TEU. Mais, muito mais, mesmo partindo de uma base mais pequena, cresceu Sines e o seu Terminal XXI. Foram ali movimentados 112 182 TEU no primeiro trimestre, 46,6% acima do registado entre Janeiro e Março do ano passado. Uma performance muito forte que o facto de ali serem feitos também movimentos de transhipment não chega para diminuir. A grande distância dos três grandes, o porto de Setúbal destaca-se nos resultados do primeiro trimestre por apresentar o maior crescimento homólogo. Entre Janeiro e Março passaram pelo porto do Sado 22 664 TEU, o que mais do que duplica (136,4%) os números de há um ano. Em alta esteve ainda o movimento de contentores na Figueira da Foz, com um total de 4 760 TEU, uma subida homóloga de 60,7%. Aveiro não registou movimento de contentores e em Viana do Castelo foram apenas 79 os TEU registados.

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Transportes & Negócios – 23 de Maio de 2011

Contentores crescem 16% nos portos nacionais até Março Leixões destronou Lisboa como primeiro porto nacional no movimento de contentores. Mas Sines está cada vez mais perto. Setúbal mais do que duplicou os seus números no primeiro trimestre.

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Cargo News – 23 de Maio de 2011

I Fórum Atlântico saiu em defesa do Mar A abertura do I Fórum Atlântico no âmbito do programa Aux-Navália teve como protagonistas quatro individualidades, figuras destacadas deste setor, que coincidiram nas críticas à forma despudorada como este país alegremente virou as costas ao mar. No arranque, Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo e anfitrião do evento, foi o primeiro crítico do abandono do Mar: “defendemos a criação de uma secretaria de Estado do Mar como algo fundamental para a criação de riqueza e de emprego no país”. A crítica a este óbvio desinteresse do país recente pelas coisas do mar viria a continuar com a intervenção do Prof. António Nogueira Leite, presidente da Associação Oceano XXI Cluster para o Conhecimento e Economia do Mar. Depois de defender que "o nosso modelo de desenvolvimento em sociedader fechou, se não fosse a ajuda externa estaríamos na banca rota", Nogueira Leite considerou normal que a banca tenha colocado disponibilidade financeira em investimento não produtivo como o imobiliário e as Obras Públicas (“a render 15%, qualquer banco o deseja fazer); só em crédito hipotecário as nossas famílias devem 140 mil milhões de euros. A nossa dívida total ao exterior ascende a 400 mil milhões de euros, endividamento esse que serviu essencialmente para nos sentirmos mais ricos do que o que verdadeiramente o somos". "Quanto ao abandono a que votamos o mar, esse abandono não é de agora, ele começou a materializar-se desde o governo de Cavaco Silva, já lá vão, por isso mais de duas décadas e meia", recordou Nogueira Leite. Pelo mesmo diapasão, ou seja, pela ausência de apoio à indústria produtiva (no caso em apreço, à construção naval), afinou também o presidente da AEP, Engº José António Barros, que chegou mesmo a augurar que se criasse, para esta indústria, algo à imagem do que foi feito nos anos recentes em matéria de auxílio à indústria automóvel. Esta sessão de abertura teve ainda em Tiago Pitta e Cunha, membro da casa civil do Presidente da República e destacado defensor das questões ligadas ao mar, outra intervenção de inegável oportunidade, que lhe permitiu revelar que o maior estaleiro coreano tem um volume de negócios que o conjunto dos cinco maiores estaleiros europeus. Uma competição quie será sempre desigual, desde logo porque os apoios de Estado não são autorizados na Europa, ao contrário do que sucede na Coreia.

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

I Fórum Atlântico sai em defesa do Mar A abertura do I Fórum Atlântico no âmbito do programa Aux-Navália teve como protagonistas quatro individualidades, figuras destacadas deste setor, que coincidiram nas críticas à forma despudorada como este país alegremente virou as costas ao mar. No arranque, Ribau Esteves, presidente da Câmara Municipal de Ílhavo e anfitrião do evento, foi o primeiro crítico do abandono do Mar: “Defendemos a criação de uma Secretaria de Estado do Mar como algo fundamental para a criação de riqueza e de emprego no país”. A crítica a este óbvio desinteresse do país recente pelas coisas do mar viria a continuar com a intervenção do Prof. António Nogueira Leite, presidente da Associação Oceano XXI Cluster para o Conhecimento e Economia do Mar. Depois de defender que "o nosso modelo de desenvolvimento em sociedader fechou, se não fosse a ajuda externa estaríamos na bancarrota", Nogueira Leite considerou normal que a banca tenha colocado disponibilidade financeira em investimento não produtivo como o imobiliário e as Obras Públicas (“a render 15%, qualquer banco o deseja fazer); só em crédito hipotecário as nossas famílias devem 140 mil milhões de euros. A nossa dívida total ao exterior ascende a 400 mil milhões de euros, endividamento esse que serviu essencialmente para nos sentirmos mais ricos do que o que verdadeiramente o somos". "Quanto ao abandono a que votamos o mar, esse abandono não é de agora, ele começou a materializar-se desde o governo de Cavaco Silva, já lá vão, por isso mais de duas décadas e meia", recordou Nogueira Leite. Pelo mesmo diapasão, ou seja, pela ausência de apoio à indústria produtiva (no caso em apreço, à construção naval), afinou também o presidente da AEP, Engº José António Barros, que chegou mesmo a augurar que se criasse, para esta indústria, algo à imagem do que foi feito nos anos recentes em matéria de auxílio à indústria automóvel. Esta sessão de abertura teve ainda em Tiago Pitta e Cunha, membro da casa civil do Presidente da República e destacado defensor das questões ligadas ao mar, outra intervenção de inegável oportunidade, que lhe permitiu revelar que o maior estaleiro coreano tem um volume de negócios que o conjunto dos cinco maiores estaleiros europeus. Uma competição que será sempre desigual, desde logo porque os apoios de Estado não são autorizados na Europa, ao contrário do que sucede na Coreia.

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Newsletter APP – 23 de Maio de 2011

Ministro das Obras Públicas inaugura molhe norte do Porto da Ericeira A primeira fase das obras do porto de pesca da Ericeira, concelho de Mafra, foi inaugurada pelo ministro das obras públicas na passada sexta feira. Trata-se de uma obra de 11 milhões de euros, que consistiu na construção do molhe norte, com pés de galo na parte exterior e um cais no interior, que veio substituir o velho molhe destruído pelo mau tempo em 1987, o que levou boa parte da actividade piscatória a transferir-se, desde essa data, para os portos de Peniche e de Cascais. Os pescadores da Ericeira consideram que o novo molhe “já passou a prova dos nove, ao aguentar ondas de sete e dez metros”, no passado inverno. “Está bom! O molhe está bom, tem que se dizer o que é, já não parte mais! Está espectacular, já não parte mais!”, garantiu o mestre Dário Lopes, da embarcação Flor do Mar. Ministro garante continuidade da obra O ministro da Obras Públicas, António Mendonça, salientou que a partir de agora a Ericeira tem um molhe que protege as embarcações de pesca e cria novas condições também para pesca desportiva e cria condições de segurança para quem o utiliza. Foi feito aqui um investimento de cerca de 11 milhões de euros e cabe aos agentes económicos desenvolverem a iniciativa e terem capacidade. Seguramente que esses aspectos serão objecto de análise e as obras serão feitas mas isso é uma coisa ínfima relativamente à importância que tem a obra para a Ericeira. “Já há sinais de novo desenvolvimento julgo que a actividade da lota indica que as capturas aumentaram”. Para o ministro, apesar da situação económica que o país atravessa a segunda fase da obra “não está comprometida”. “Apesar da situação as coisas não param, nós temos que continuar a ter actividade, continuar a fazer progresso, temos é que ser mais exigentes e mais selectivos relativamente à utilização dos fundos”. “As coisas serão feitas no devido tempo a nossa preocupação é avançar é desenvolver não é estagnar”, sublinhou. Para além do molhe a IPTM consolidou as arribas da vila da Ericeira com estacas de betão projectado. “Até à rampa está tudo consolidado. Falta-nos o troço final que está já em estudo de impacte ambiental, temos projecto já definido para o outro molhe sul, e a questão da rampa também já está projectada”, explicou, por sua vez, o secretário de estado dos transportes, Carlos Correia da Fonseca. “Agora é aguardar o tempo necessário para por isto a funcionar”, garantiu. O valor global da primeira e segunda fase ascende a 35 milhões de euros e prevê a construção de um molhe sul criando uma marina com capacidade para 200 embarcações, 100 em flutuação e 100 a seco, ao mesmo tempo que prevê a passagem da actual praia dos pescadores para o exterior do porto da Ericeira, junto ao molhe sul.

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Recortes Nº098 de 2011