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Recortes nº 068 Índice – 9 de abril de 2013 • CSAV vai comprar sete navios de 9 300 TEU • Porta-contentores imobilizados ultrapassam os 700 mil TEU • Schenker suspende segundo comboio para a Alemanha • CP Carga reduz prejuízos para 19,2 milhões e fecha modelo de privatização até ao início do Verão • Fornecedores da Autoeuropa dispensam perto de 200 pessoas • Construção empurra fabrico de comerciais para mínimo histórico

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Transportes & Negócios, 8 de abril de 2013

CSAV vai comprar sete navios de 9 300 TEU A CSAV propõe-se investir 570 milhões de dólares na compra de sete navios e pagar antecipadamente de uma dívida de 258 milhões de dólares. Ambas as operações serão financiadas por um aumento de capital de 500 milhões de dólares. Os sete navios de 9 300 TEU serão construídos nos estaleiros sul-coreanos da Samsung Heavy Industries, devendo as entregas acontecer a partir de finais do próximo ano. O negócio vale 570 milhões de dólares, a pagar com capitais próprios e com dívida. As novas embarcações substituirão navios que estão fretados, o que permitirá ao operador sul-americano aumentar de 37% para 55% a proporção de navios próprios na frota que opera. No início de 2011, quando esteve à beira do abismo, a CSAV detinha apenas 8% dos navios que operava. O acordo firmado com a SHI prevê ainda a possibilidade de compra de mais sete navios semelhantes nas mesmas condições. Actualmente, a CSAV opera uma frota de 53 navios, com uma capacidade total de 248 514 TEU, o que lhe confere o 20.º lugar no ranking mundial elaborado pela Alphaliner. Desses 53 navios, apenas dez são próprios. Ao mesmo tempo, a Compañia Sud Americana de Vapores vai antecipar o pagamento de uma dívida de 258 milhões de dólares. O pagamento será feito com um desconto de 46% e permitirá, além do mais, libertar colaterais de 25 milhões de dólares. Para financiar ambas as operações, os accionistas serão chamados a votar, no próximo dia 29, um aumento de capital de 500 milhões de dólares.


Transportes & Negócios, 8 de abril de 2013

Porta-contentores imobilizados ultrapassam os 700 mil TEU Pela terceira semana consecutiva, a frota de porta-contentores imobilizados por falta de trabalho ultrapassou os 700 mil TEU, segundo a “Lloyd’s List Intelligence”. O que é pior: na última semana atingiram-se os 705 994 TEU, o que representa o maior volume desde há um ano e um crescimento de 34% face ao verificado na mesma semana de 2012. Os números de agora estão, todavia, ainda muito longe do máximo histórico registado em 2009, no auge da crise, quando ficaram vazios e parados navios com 1,5 milhões de TEU de capacidade. E no entretanto a frota mundial não parou de crescer. Agora, e ainda segundo a “LLI”, os navios de 3 000-4 999 TEU são os mais castigados: somam 192 400 TEU de capacidade desaproveitada. Seguem-se-lhes os navios de 1 0002 999 TEU, com 178 509 TEU; e os de 5 000-7 499 TEU, com 130 891. Navios de mais de 13 000 TEU parados por falta de trabalho serão apenas dois. Cerca de 44% dos navios imobilizados estão fundeados no Mar da China, acrescenta a “LLI”.


Transportes & Negócios, 8 de abril de 2013

Schenker suspende segundo comboio para a Alemanha A quebra nas importações e a fraca adesão dos carregadores são as razões invocadas pela Schenker para justificar a suspensão do segundo comboio semanal entre Portugal e a Alemanha. Lançada em Outubro do ano passado, a segunda ligação já havia sido suspensa no final do ano, então com a justificação do fecho de empresas na quadra natalícia. Foi retomada em Janeiro. Agora, de novo, a suspensão será “temporária”, mas não é certo quando e se o serviço será retomado. Pelo menos nos mesmos moldes. “Os motivos que levaram à suspensão temporária da segunda ligação prendem-se com a baixa taxa de ocupação à importação”, referiu ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS Jorge Carvalho, director de marketing e vendas da Schenker Transitários. “Associado a esta questão, e devido a hábitos enraizados, está o facto de muitas empresas não se comprometerem de forma efectiva com a segunda ligação”. Segundo aquele responsável, a taxa de ocupação do segundo comboio era “inferior a 50%”, enquanto a ocupação da primeira ligação se mantém nos “100%”. “Mantemos os clientes iniciais e temos vindo a ganhar alguns novos”, disse. O lançamento da terceira ligação semanal, que chegou a ser pré-anunciado, está, assim, muito comprometido. “Não sabemos se avançará”, comentou Jorge Carvalho. Estamos a desenvolver alterações, que podem afectar os processos ou alterar a capacidade de saída para outro formato”. Enquanto isso, perfila-se no horizonte a entrada no mercado nacional, para servir a Autoeuropa, de um novo operador, participado pela Comsa Rail, pelo grupo Sesé e pela Naviland Cargo. A Autoeuropa é um cliente-âncora do serviço da Schenker Transitários, mas “não vemos a conexão com outro operador como uma ameaça, já que estamos a falar de projectos e tipos de carga diferentes”, concluiu o director de marketing e vendas. O comboio semanal entre Portugal e a Alemanha foi lançado em Fevereiro do ano passado, por iniciativa da Schenker Transitários. A tracção é assegurada pela CP Carga em Portugal, pela Renfe Mercancias em Espanha e pela DB Schenker além-Pirinéus.


PĂşblico, 9 de abril de 2013, pĂĄg. 23


Diรกrio Econรณmico, 9 de abril de 2013, pรกgs. 24 e 25


Jornal de Neg贸cios, 9 de abril de 2013, p谩gs. 10 e 11



Recortes 068 09-04-2013