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Recortes nº 64 Índice – 29 de março de 2012 • • • • • • • • • • • • • • • •

Setúbal perde 9% das cargas em Fevereiro Iberian Link – Porto de Setúbal ligado a Madrid 3 vezes por semana Secil foi o maior carregador do Porto de Setúbal em 2011 Cerimónia no porto de Setúbal – Cimpor inaugurou navio graneleiro Temara Porto de Sines aumenta atividade em 20 por cento face a 2011 Porto de Sines – PSA inaugura nova fase do Terminal XXI Em Sines – Inaugurada expansão do Terminal XXI Ferrovia entre Sines e norte de Espanha é prioridade do Governo Ligação ferroviária entre Sines e Espanha é prioritária Liscont não paga rendas pela ‘expansão’ de Alcântara Navaltagus entrega três lanchas à Portrac Navaltagus constrói três novas lanchas para o porto de Lisboa Naval Tagus fornece três novas lanchas à Portrac Porto de Lisboa tem lanchas novas pela primeira vez APLOG tem novo presidente Vitor Caldeirinha – O distrito de Setúbal precisa de estratégia que conte com as suas vantagens competitivas

APSS, SA Praça da República 2904-508 Setúbal Portugal Nº Reg. Comercial e NPC: 502256869 Tel.: +351 265 542000 Fax: +351 265 230992 Sítio Internet: www.portodesetubal.pt Email: geral@portodesetubal.pt


Transportes & Negócios – 28 de março de 2012

Setúbal perde 9% das cargas em Fevereiro Nos dois primeiros meses do ano, o porto de Setúbal movimentou perto de 1,1 milhões de toneladas de mercadorias, mais 1,7% que no período homólogo de 2011. A informação foi avançada pela administração portuárias, que não divulgou os números relativos a Fevereiro. Todavia, o crescimento acumulado de apenas 1,7% contrasta com a forte subida de 13,6%, registada em Janeiro, de acordo com os dados então divulgados pela APSS. No arranque do novo ano, Setúbal movimentou 583 mil toneladas, contra as 513 mil verificadas em Janeiro de 2011. Agora, em Fevereiro, o resultado terá sido de cerca de 506 mil toneladas, abaixo das 557 mil toneladas reportadas há um ano. Facto é que o saldo acumulado mantém-se positivo. A APSS salientou, a propósito, os crescimentos de 22,4% nas cargas movimentadas no Terminal Sapec-Líquidos, de 16,6% no Terminal Sapec-Sólidos, de 10,2% no Terminal Multiusos 2, de 28,1% no Terminal Tanquisado/Eco-Oil, e de 17,3% no Terminal Secil. No ano passado, sublinhou hoje a APSS, a Secil foi o principal carregador do porto de Setúbal, com um total de 1,6 milhões de toneladas movimentadas, seguida da Portucel (702 mil toneladas), da Cimpor (504 mil toneladas) e da Somincor (330 mil toneladas).


Transporte em Revista . Online – 27 de março de 2012 – Pág. 7 Iberian Link

Porto de Setúbal ligado a Madrid 3 vezes por semana

O serviço Iberian Link, promovido pela CP Carga e Renfe Mercancias, vai passar a ligar o porto de Setúbal a Madrid, anunciou a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra. A oferta engloba desde o transporte de contentores isolados até à contratação de comboios completos, com a capacidade de 48 TEU. Os pontos de embarque no Porto de Setúbal são os terminais da Sadoport e Rodofer/SPC/Sapec. O tempo de viagem até Madrid Abroñigal ronda as 15 horas e até 24 horas para cidades como Zaragoza, Tarragona, Bilbao, Barcelona ou Valência. Com este serviço, que passará a ser realizado três vezes por semana, “estão criadas condições excecionais para o alargamento do hinterland do Porto de Setúbal até Espanha e para o ganho de massa crítica que promova a competitividade e eficiência do porto através de economias de escala, quer na ferrovia, quer ao nível do frete marítimo”, refere a APSS. por: Pedro Pereira


Cargo News – 28 de março de 2012

Secil foi o maior carregador do Porto de Setúbal em 2011 A Secil foi o maior carregador do Porto de Setúbal em 2011, com um total de 1,643 milhões de toneladas movimentadas. A lista dos quatro maiores carregadores do porto é completada, por ordem decrescente, pela Portucel, com 702 mil toneladas; pela Cimpor, com 504 mil toneladas e pela Somincor, com 330 mil toneladas. O porto de Carlos Gouveia Lopes informa que a movimentação de carga da Secil foi distribuída entre o embarque de cimento ensacado e a granel no Terminal de Uso Privativo Secil, com 917 mil toneladas e a receção de clínquer e petcoke no Terminal de Uso Privativo Termitrena, com 726 mil toneladas.


Transportes em Revista – 23 de março de 2012

Cerimónia no porto de Setúbal

Cimpor inaugurou navio graneleiro Temara

O Terminal Termitrena do porto de Setúbal acolheu a cerimónia de inauguração do novo navio Temara da Cimpor, que contou com a presença do secretário de Estado dos Transportes, Obras Públicas e Comunicações, Sérgio Monteiro. O Temara é um navio graneleiro com 190 metros de comprimento e com 32,5 mil toneladas de arqueação bruta que, segundo a Cimpor, visa renovar a frota e adaptá-la melhor às cargas e características dos terminais que escala mais frequentemente, para além de contribuir para uma melhor gestão da capacidade produtiva da empresa e para a estabilização dos custos de transporte de clínquer e petcoke. por: Carlos Moura


Setúbal na Rede – 28 de março de 2012 – Pág. 22/23

Porto de Sines aumenta atividade em 20 por cento face a 2011 O movimento de contentores no porto de Sines aumentou em 20 por cento desde o início do ano face a igual período de 2011, mostrando assim sinal de crescimento económico numa altura em que o país atravessa uma frágil conjuntura económica. Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do Porto de Sines (APS) valoriza “as parceiras entre as várias entidades que atuam no terreno para o crescimento da atividade no porto de Sines”, enquanto Passos Coelho vê o resultado positivo como “muito encorajador e importante que deve ser assimilado por todos como exemplo a seguir”. “O crescimento da atividade económica no porto de Sines é um sinal da recuperação económica que o país deve ter em conta”, afirma o primeiro ministro, que considera “o comportamento excelente das empresas exportadoras como o caminho que deve ser tomado pelo país inteiro para o equilíbrio das contas públicas”. Passos Coelho realça o “facto de Sines ser um exemplo demonstrador da capacidade portuguesa em captar investimento estrangeiro com sucesso”. O primeiro ministro admite mesmo que “as empresas que estão sedeadas em Sines e aproveitam as condições excecionais que o porto apresenta são impulsionadoras de emprego e acrescentam valor à economia portuguesa”. Para Lídia Sequeira, o reconhecimento das condições de Sines por empresas como a PSA, entidade portuária de Singapura que explora atualmente o porto de Sines, é “o que permite ao local ter um desenvolvimento extraordinário e que pode colocar o porto de Sines num patamar de excelência relativamente a outros portos na fachada atlântica”. “A PSA assumiu o risco e a responsabilidade de desenvolver o porto de Sines e a zona envolvente que tinha essencialmente um cariz energético no início”, afirma a presidente da APS, acrescentando que o exemplo do investimento estrangeiro em Sines só tem o sucesso e o retorno que se verifica graças ao “envolvimento de todos os envolvidos no projeto”. Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines vê um “papel muito ativo da autarquia nos processos que desenvolvam não só a cidade como a região”. “A cidade tem de acompanhar o crescimento e desenvolvimento das empresas que apostam no território para exercer a sua atividade”, afirma Manuel Coelho, que assume a responsabilidade de “dar todas as condições residenciais e de lazer para os trabalhadores sineenses”. Passos Coelho vê em Sines “uma grande centralidade económica e comercial que deve ser aproveitada através duma aposta bem sucedida internacionalização da economia portuguesa”. Rogério Matos - 28-03-2012 13:09


Transportes em Revista . Online – 28 de março de 2012 Porto de Sines

PSA inaugura nova fase do Terminal XXI As declarações de Passos Coelho foram realizadas durante a inauguração da expansão do Terminal de XXI, em Sines, e que para além da presença do primeiro-ministro, contou ainda com o CEO da PSA para a Europa e Mediterrâneo, David Yang. A obra agora inaugurada, denominada por Fase 1B, compreende a ampliação do cais em 350 metros, para um total de 730 metros e a ampliação da área de armazenagem de contentores de 20 há para 25 há. O terminal está equipado com cinco pórticos de cais de última geração e 12 gruas de parque, sendo o sexto pórtico de cais e mais três gruas de parque esperados até ao final deste ano. Este investimento vem aumentar a capacidade do Terminal XXI para 1 milhão de TEUs por ano. Em 2014, quando a Fase 2 for concluída o investimento total neste terminal atingirá mais de 200 milhões de Euros. De acordo com Lídia Sequeira, presidente do Conselho de Administração do Porto de Sines, “a parceria com a PSA, o maior operador do Mundo de carga contentorizada, constituiu uma garantia de sucesso associando as condições naturais do Porto de Sines e da sua envolvente e o know how de uma entidade que acreditou no projecto e assumiu integralmente o risco de construção e da operação.” David Yang, CEO da PSA para a Europa e Mediterrâneo, afirmou por seu lado que “com este novo investimento a PSA Sines terá capacidade para operar simultaneamente dois megacarriers. E graças às dragagens dos acessos marítimos e da zona de manobra do Terminal XXI efectuados pela APS, o terminal está agora pronto para receber os futuros grandes porta-contentores de 18.000 TEUs.” por: Pedro Pereira


Logística Moderna – 29 de março de 2012 – Pág. 22 Em Sines

Inaugurada expansão do Terminal XXI

A fase 1B de expansão do Terminal de Contentores de Sines (Terminal XXI), concessionado à PSA, foi inaugurada esta terça-feira. Desde o início das operações em 2004, a PSA tem vindo a investir continuamente em infra-estruturas e equipamentos no Terminal XXI de Sines. A fase 1B compreende a ampliação do cais em 350m, para um total de 730m e a ampliação da área de armazenagem de contentores de 20ha para 25ha.O terminal está equipado com cinco pórticos de cais de última geração e 12 gruas de parque, sendo o sexto pórtico de cais e mais três gruas de parque esperados até ao final deste ano. Este investimento vem aumentar a capacidade do Terminal XXI para um milhão de TEUs por ano. Em 2014, quando a fase 2 for concluída o investimento total neste terminal atingirá mais de 200 milhões de Euros. De acordo com Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do porto de Sines, “a parceria com a PSA, o maior operador do mundo de carga contentorizada, constituiu uma garantia de sucesso associando as condições naturais do porto de Sines e da sua envolvente e o knowhow de uma entidade que acreditou no projecto e assumiu integralmente o risco de construção e da operação”. David Yang, CEO da PSA para a Europa e Mediterrâneo, afirmou por seu lado que “com este novo investimento a PSA Sines terá capacidade para operar simultaneamente dois megacarriers. E graças às dragagens dos acessos marítimos e da zona de manobra do Terminal XXI efectuados pela APS, o terminal está agora pronto para receber os futuros grandes porta-contentores de 18.000 TEUs”


Setúbal na Rede – 28 de março de 2012 – Pág. 22/23

Ferrovia entre Sines e norte de Espanha é prioridade do Governo A construção de uma linha ferroviária com bitola europeia entre o porto de Sines e o norte de Espanha, para combater o tempo extra de mudança de comboio à entrada de França e permitir a circulação de carruagens de maior composição pela Península Ibérica é a prioridade assumida por Passos Coelho, que considera assim o assunto do transporte de alta velocidade “arrumado”. “O ministério da economia não vai descansar até às negociações com Espanha e França progridam para que as obras possam avançar”, afirma o primeiro ministro, adiantando que “o transporte ferroviário associado ao marítimo traz grandes vantagens para uma economia mais verde”. “É preciso reforçar as vantagens competitivas que Sines possui através de uma linha ferroviária que poderá trazer para o país negócios mais intensos”, prossegue Passos Coelho, para quem o investimento nos restantes portos portugueses não pode ser ofuscado pelo que vai ser efetuado na cidade alentejana. Manuel Coelho, presidente da Câmara Municipal de Sines considera a prioridade do Governo em construir a ferrovia até ao norte de Espanha como “aquilo que faltava para dinamizar em grande escala o porto de Sines e consequentemente a cidade e a região”. Manuel Coelho entende que “a nova linha vai poder comportar carruagens com 750 metros de comprimento e não vai apenas ligar Portugal à Europa Central mas também grande parte da Península Ibérica”. Relativamente ao desenvolvimento económico e social do território nacional, o autarca sineense afirma que “vários pólos vão sofrer grande desenvolvimento com a construção da ferrovia, como o Poceirão, Vendas Novas e Évora”, mas realça o facto de “a linha ferroviária ter de estar pronta antes de 2014”, altura em que os navios “mega carriers” vão poder circular no canal do Panamá. A abertura do canal do Panamá para os “navios de sexta e sétima geração” é visto por Passos Coelho como “uma estratégia de desenvolvimento nacional que deve ser explorada pelo Governo através das condições que o porto de Sines apresenta”. “Se o país não estiver capacitado para exportar e acompanhar o ritmo da economia estrangeira, vai ter muitas dificuldades para acrescentar valor à economia nacional” , prossegue o primeiro ministro português. Lídia Sequeira, presidente do conselho de administração do Porto de Sines, faz um “apelo à inovação e à mudança” que tem como exemplo aquilo que se passa na cidade do litoral alentejano. “As caraterísticas geofísicas e a zona adjacente ao porto, onde as empresas tornam a cidade num pólo de desenvolvimento estratégico, fazem com que o porto de Sines tenha todas as condições para ocupar o primeiro lugar nos portos da fachada atlântica”, assume Lídia Sequeira. Rogério Matos - 28-03-2012 11:30


Transportes em Revista . Online – 28 de março de 2012 Em bitola europeia

Ligação ferroviária entre Sines e Espanha é prioritária O primeiro-ministro defendeu que a ligação ferroviária entre o porto de Sines e Espanha, em bitola europeia, é prioritária para o país. Em declarações aos jornalistas, Pedro Passos Coelho revelou que gostaria que esta ligação decidida este ano e estivesse "a ser executada até 2014”, altura em que se concretizará o alargamento do Canal do Panamá. O primeiro-ministro pretende que a infraestrutura tenha o apoio da União Europeia através dos eixos prioritários de ligações transeuropeias de transportes e afirmou que o Governo já começou a estabelecer contactos com os executivos de Espanha e França e com a Comissão Europeia. Passos Coelho alertou, no entanto, que esta não é uma questão que “se consiga decidir e fechar de um dia para o outro”, sublinhando ainda que a aposta mo porto de Sines, com “condições excepcionais”, não significa que o Governo vá cortar o investimento nos outros portos. "Não estamos simplesmente parados à espera que as medidas produzam resultados. Estamos também a captar investimento e a produzir resultados evidentes desse investimento”, afirmou o primeiro-ministro. por: Andreia Amaral


Transportes & Negócios – 28 de março de 2012

Liscont não paga rendas pela “expansão” de Alcântara A Liscont não está a pagar rendas à APL pelas áreas ganhas com as demolições feitas no terminal de contentores de Alcântara, avança o “Sol”. As obras, avaliadas em 15 milhões de euros pelo administrador da Mota-Engil, citado pelo semanário, foram feitas já ao abrigo do contrato que previa a expansão do terminal e a prorrogação da concessão até 2042. A Administração do Porto de Lisboa (APL), também citada pelo “Sol”, refere estar a “executar as isenções previstas no acordado firmado com a Liscont. Na prática, ao que tudo indica, o contrato continua a ser observado por ambas as partes. Apesar de a Assembleia da República ter entretanto revogado o decreto-lei que lhe dava base legal. Tal como o TRANSPORTES & NEGÓCIOS noticiou em “primeira mão”, o Tribunal Arbitral constituído pela APL e a pela Liscont para dirimir o conflito considerou nula a dita revogação parlamentar, estando agora o processo a aguardar uma decisão final do Tribunal Constitucional. Entretanto, ao que o TRANSPORTES & NEGÓCIOS conseguiu apurar, a APL e a Liscont continuam a trabalhar na busca de uma solução alternativa para a expansão do terminal de Alcântara que permita ultrapassar o chumbo que o projecto inicial recebeu do Ambiente. Certo é que a própria Direcção-Geral do Tesouro e das Finanças (DGTF) continua a considerar o prazo de 2042 para a concessão do terminal de Alcântara, como consta no último relatório sobre as PPP e as concessões.


Jornal de Negócios – 29 de março de 2012 – Pág. 27


Cargo News – 28 de março de 2012

Navaltagus constrói três novas lanchas para o porto de Lisboa Três novas lanchas, inteiramente concebidas e construídas em Portugal pelos Estaleiros Navaltagus, do Grupo ETE, irão entrar em atividade já a partir do início do próximo mês de abril, assegurando um inovador serviço de amarração no porto de Lisboa. Esta terça-feira batizadas, numa em cerimónia que decorreu nos estaleiros situados no Seixal, as três lanchas prestarão um serviço que irá ser desenvolvido pela Portrac, especificamente criada para este efeito. Na cerimónia de batismo e apresentação destas novas lanchas estiveram presentes largas dezenas de convidados assim como membros das entidades envolvidas no negócio. João Carvalho, presidente do IPTM, referiu que fica assim mostrado que "vale a pena continuar a apostar na construção e reparação naval no nosso país". Em representação da Administração do Porto de Lisboa (APL) esteve Andreia Ventura, que lembrou que "grande parte das atividades do porto da capital estão concessionadas" e que por tal "o porto de Lisboa não vive sem estas entidades privadas". Já o Cte. Cruz Pinto, da Reborsado, destacou que neste tipo de investimentos não se pode falar apenas em amortizações financeiras mas também na "qualidade e na segurança". Quem também esteve presente na cerimónia foi a presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, que realçou o "trabalho exemplar da Rebosado que uma vez mais mostra que o momento difícil atual não os fará baixar os braços". A Portrac é constituída pela Pioneiro do Rio, empresa de serviços marítimos no porto de Lisboa com um grupo de profissionais com mais de 25 anos de experiência no sector, associados à Svitzer (Grupo AP Moller Maersk); completa o quadro acionista a Rebosado, empresa prestadora de serviços no porto de Setúbal há mais de 35 anos, detentora de uma frota de rebocadores e lanchas, que realiza serviços de transporte fluvial e reboque-auxiliar nas manobras de navios que escalam o porto de Setúbal, estando também preparada para serviços de reboque costeiro e operações de resgate. Realce para o facto destas três novas lanchas terem orçado em €800.000 (investimento inicial), para um volume de vendas expectável, logo no primeiro ano de atividade, de €1.700.000. Merece destaque igualmente a particularidade das três lanchas serem de fabrico nacional, constituindo uma boa notícia numa altura de maiores dificuldades que os estaleiros navais atravessam no nosso País. Trata-se de uma encomenda, enfatiza o construtor, que vem atestar a qualidade da construção nacional, já que serão entregues à Svitzer, reconhecida mundialmente pela sua exigência de respeito pela qualidade e padrões de segurança das embarcações, bem como pela formação dos tripulantes.


Transportes em Revista . Online – 28 de março de 2012

Porto de Lisboa

Naval Tagus fornece três novas lanchas à Portrac A Naval Tagus, empresa do Grupo ETE, vai entregar à Portrac, empresa que presta serviços marítimos no porto de Lisboa e que está associada à multinacional Svitzer, três novas lanchas que irão assegurar serviços de amarração no porto de Lisboa. O batismo das novas lanchas terá lugar nos estaleiros da Naval Tagus, localizado no Seixal, onde as embarcações foram construídas. Segundo a Naval Tagus, esta é “a primeira vez que o porto de Lisboa recebe embarcações novas para operações portuárias”. O investimento nas novas lanchas foi de cerca de 800 mil euros. por: Pedro Pereira


Diário de Notícias – 28 de março de 2012 – Pág. 22


Logística Moderna – 29 de março de 2012 2012-2014

APLOG tem novo presidente

Alcíbiades Paulo Guedes é o novo presidente da Associação Portuguesa de Logística (APLOG). A eleição dos novos corpos sociais para o triénio 2012-2014 decorreu esta terça-feira durante a Assembleia Geral anual daquela associação. De salientar a nomeação de José Luís Simões, em representação da Luís Simões Logística Integrada, para o cargo de presidente de mesa da Assembleia Geral e de Vítor Carvalho e Luís Pereira para os cargos de primeiro e segundo secretário. Na direcção da APLOG está também Raúl Magalhães, em representação do Modelo Continente Hipermercados, Gonçalo Vieira, da Soporcel, Nuno Rangel, da Rangel – Distribuição e Logística, e de José Bravo, da Unilever Jerónimo Martins. Carlos Santos e António Cameirão Jorge ocupam o cargo de tesoureiro e secretário, respectivamente. Para o conselho fiscal foi eleito José Aldir Pinho, como presidente, e José Costa Faria, da DHL Exel Supply Chain, e de Rui Rufino, da Accenture, como primeiro e segundo secretários.


Setúbal na Rede – 26 de março de 2012 Pensar a Região por Vitor Caldeirinha (Professor Universitário)

O distrito de Setúbal precisa de estratégia que conte com as suas vantagens competitivas Qualquer pessoa, qualquer empresa, qualquer cidade, qualquer região ou país apenas podem ter sucesso sustentável se a sua atividade assentar nas suas vantagens competitivas naturais ou criadas sustentáveis. Ou seja, o sucesso apenas pode assentar em características próprias que confiram à sua atividade vantagens decisivas e duradouras relativamente aos seus concorrentes. Assim é com as regiões e claro com o distrito de Setúbal. Para pensar a sua estratégia há que perceber quais são as suas vantagens competitivas sustentáveis que o distinguem dos outros e lhe conferem competitividade acrescida em aspetos críticos em determinadas atividades. O que distingue então Setúbal dos outros distritos concorrentes? Como principais vantagens competitivas considero, do meu ponto de vista: Três portos com elevado potencial e áreas de expansão, um para o tráfego intercontinental de grandes navios (Sines), um especializado em graneis alimentares e petrolíferos (margem Sul do porto de Lisboa) e outro para o tráfego com a Europa e África com navios de média dimensão. Este último, o porto de Setúbal, desconsiderado mesmo pelos residentes no distrito, mas que é fundamental às exportações nacionais das grandes empresas empregadoras como a Secil, Cimpor, Siderurgia Nacional, Lusosider, Somincor, Autoeuropa, Portucel, entre muitas outras, pode vir a substituir o porto de Lisboa no futuro, no mercado da carga contentorizada e autoestradas do mar, face ao reduzido investimento que carece e às vastas áreas de expansão disponíveis; Apesar de a cidade de Setúbal estar feia e degrada (embora ainda me lembre quando era bonita), do meu ponto de vista (e dos estrangeiros que tenho oportunidade de trazer à cidade), o distrito possui elementos naturais de beleza das suas paisagens, estuários, serras, planícies com elevado potencial turístico por explorar que o diferenciam das restantes regiões. Mas é preciso valorizar o serviço para valer a pena. Os clientes têm que pagar salários elevados, sentindo que é um justo valor pelo que têm em troca; Proximidade de Lisboa que confere ao distrito um enorme fator de atração, já que consegue congregar a rapidez no acesso aos serviços urbanos da capital e a existência de recursos humanos em quantidade e qualificados, financeiros e de equipamentos públicos, com a disponibilidade de espaço a baixo preço, a beleza natural e elementos de sossego, relaxamento e lazer; Localização entre Lisboa, os portos do Sul e Espanha, que lhe confere um elemento de centralidade logística associada a mercadorias e passageiros que tornam a localização indicada para servir como polo industrial, logístico e dos fluxos entre Lisboa, Espanha e outros continentes, seja por via marítima, terrestre, ou aérea (bitola europeia, plataforma logística do Poceirão, novo aeroporto para lowcost); Localização de unidades industriais muito competitivas em clusters de elevado valor, do papel, siderurgia, automóvel, cimento, entre muitos outros, conjugada com centros de conhecimento técnico e superior intrinsecamente ligados à atividade destes clusters, que poderiam ser desenvolvidos para atividades de elevada tecnologia orientadas para as necessidades dos mercados externos europeus e emergentes (Software? Eletrónica? Biotecnologia?) .


Como principais desvantagens a melhorar: Falta de um lobby forte de pessoas proeminentes da região a nível nacional, em diversos sectores. Isto sem desprimor para as pessoas de elevado relevo que apoiam a região dentro e fora dela, mas falta mais gente e que funcione em rede com uma estratégia comum junto do poder central. Falta uma estratégia comum aceite por todos, dos vários partidos, universidades, empresas, sector público. A região não sabe intra-cooperar como outras, não sabe comunicar a sua estratégia de forma clara, não tem tido peso na distribuição de recursos nacionais em meu entender. Devia ter mais. Alguém tem que organizar este lobby de forma eficaz, coordenada e abrangente, focalizada em objetivos concretos. Por exemplo, o desenvolvimento do porto de Setúbal como vantagem competitiva sustentável da região não tem qualquer apoio do distrito que se veja; Inserção de parte do distrito (a Península de Setúbal), com reduzido PIB per capita, na região de Lisboa e Vale do Tejo, o que impede o acesso aos fundos comunitários básicos, uma vez que Lisboa possui um dos maiores PIB per capita da Europa, em média. Tal tem sido um forte impedimento ao desenvolvimento da região e ninguém fala nisto ou tenta alterar; Imagem muito negativa que o distrito possui junto das pessoas das restantes regiões portuguesas que o tornam pouco atrativo, quer em termos de pontos de interesse, equipamentos públicos, culturais, ordenamento, arquitetura, pobreza, crime e violência, produtividade dos trabalhadores. Pode não corresponder à verdade, mas a imagem existe e tem que ser alterada em definitivo e em força; Reduzida importância que as pessoas do distrito conferem ao seu tecido produtivo. É recorrente no distrito que a população esteja mais disposta a defender fortemente as suas zonas naturais, as suas zonas de lazer e os seus direitos como trabalhadores, do que as suas empresas, o seu tecido produtivo, os seus portos, os negócios, a produtividade e o trabalho, tudo o que acrescenta valor ao que produzimos para podermos exportar e criar riqueza para todos. O pêndulo parece desequilibrado, quando devia haver um equilíbrio entre os direitos das pessoas, da natureza, do lazer e a necessidade que todos temos de criar valor, produzir, criar emprego e criar riqueza para os nossos filhos. Este talvez seja um mal do país que nos trouxe à situação atual. Mas as pessoas começam a ver que afinal temos que produzir alguma coisa para podermos usufruir e gastar. Penso que uma estratégia para o distrito passa por transformar os pontos fracos referidos em pontos fortes, atuando com determinação e de forma conjugada em cada um. Depois passa por aproveitar os pontos fortes que conferem vantagens competitivas sustentáveis do distrito face aos restantes distritos concorrentes, apostando mais em promover investimento público e privado no apoio a atividades que explorem estes pontos fortes e vantagens competitivas, levando à com criação de postos de trabalho de elevado valor vendável ao exterior. Como fazer isto? Vitor Caldeirinha - 26-03-2012 13:01


Recortes Nº 64 de 2012