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Recortes nº 5 Índice – 6 de janeiro de 2012 • Porto de Setúbal integra projecto Cassandra • Estudo de consultora propôs rescisões e cortes de regalias no porto de Aveiro • Grandes exportadoras preparadas para greve nos portos • Greve geral durante uma semana – Portos perdem 1 milhão/dia • Leixões poderá ser o único porto em atividade na próxima semana • Só Leixões escapará à greve dos portos • TCL atinge 512 mil TEU em Leixões • MSC com novo serviço direto entre Sines e costa Este da América do Sul • MSC anuncia o nono serviço para o Terminal XXI • Há grupos privados interessados em gerir o Porto de Cruzeiros de Portimão • Ministérios esperam mais 60 dias por reorganização • Aguiar-Branco espera ‘parecer final’ sobre Polícia Marítima

APSS, SA Praça da República 2904-508 Setúbal Portugal Nº Reg. Comercial e NPC: 502256869 Tel.: +351 265 542000 Fax: +351 265 230992 Sítio Internet: www.portodesetubal.pt Email: geral@portodesetubal.pt


O Setubalense – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 5


Jornal de Negócios – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 28

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Público – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 13


Correio da Manhã – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 24


Cargo News – 5 de janeiro de 2012

Leixões poderá ser o único porto em atividade na próxima semana Os principais portos nacionais iniciarão uma semana de greve geral a partir da próxima segunda-feira, numa ação que ameaça ter consequências bastante sérias para a economia nacional. De entre as principais infraestruturas portuárias portuguesas, o único que para já garante atividade nesse período é o porto de Leixões. Empresas de estiva da ETP Aveiro apontam o dedo ao sindicato Na origem desta greve está o pedido de insolvência da Empresa de Trabalho Portuário (ETP) de Aveiro com os restantes portos a aderirem à paralisação por uma questão de solidariedade entre o setor. Em comunicado, as empresas de estiva constituintes da ETP Aveiro voltaram a mostrar-se corrosivas em relação ao sindicato, divulgando resultados comerciais preocupantes relativos aos últimos anos do porto de Aveiro e lembrando o "insustentável rácio de produtividade tonelagem/homem de apenas 33, contra 83 em Leixões ou 85 na Figueira da Foz". No comunicado, as empresas de estiva recordam ainda o estudo económico que aconselhava a "rescisão por mútuo acordo de cerca de 18 trabalhadores", algo que a ETP tentou, sem sucesso, lamentando que o sindicato não só não tenha apresentado "qualquer solução estruturada" como ainda tentou "obter novos benefícios e o aumento do montante salarial fixo", pelo que foi "inevitável" o pedido de insolvência da ETP. "Para agravar a situação, as sucessivas Assembleias Gerais e plenários de trabalhadores, convocados em tempo normal de laboração, causaram sérios agravamentos dos custos operacionais e problemas logísticos relevantes aos clientes do porto", acrescenta o comuncado, vincando que a "irresponsabilidade do sindicato" culminou com a "declaração de greve setorial e por tempo indeterminado a 5 empresas, 4 delas 100% exportadoras, que representam mais de 20% da movimentação de cargas no porto de Aveiro". O comunicado conclui que "será nulo o efeito imediato pretendido pelo sindicato com a nova greve" anunciada para a próxima semana, "dado que os utilizadores do porto não se apresentam mais dispostos a tolerar estas atitudes que apenas visam o perpetuar de direitos e o bem de poucos".


Vítor Dias: "Pedimos à tutela que intervenha como mediadora" O vice-presidente da FESMARPOR, Vítor Dias, revelou à CARGO o desejo de haver, por parte das entidades oficiais, e a exemplo do sucedido recentemente com a TAP e com a Ordem dos Médicos, aqui por causa das horas extraordinárias, uma intervenção que permita sanar o conflito: “Já pedimos por três vezes para a tutela nos ouvir, e hoje mesmo (quinta-feira) a secretaria da tutela contactou-nos e aguardamos que o processo de insolvência da ETP de Aveiro – que mandará para o desemprego 61 trabalhadores - possa ser anulado para que a greve seja parada”, referiu, acrescentando que tal pode ser feito “até ao momento do início da greve”, início esse marcado para a próxima segunda-feira. As queixas de Vítor Dias vão igualmente para o IPTM, por esta entidade não estar, alegadamente, “a cumprir a fiscalização do trabalho portuário nos portos de Viana do Castelo, Aveiro, Setúbal e Algarve”, neste último caso com a agravante de não ter um único trabalhador portuário ao seu serviço. Belmar da Costa: "Greve trará prejuízos diretos de dezenas de milhões de euros" A Revista CARGO também falou com Belmar da Costa, diretor-executivo da Agepor, que se mostrou “bastante preocupado” com a situação. “Estamos a falar de navios que deveriam vir aos nossos portos mas que não o poderão fazer e, como é óbvio, a nossa vida ganha-se tendo navios”. Belmar da Costa realçou a importância do setor marítimo-portuário para a economia nacional, considerando-o como “um dos poucos setores do país que não pode mesmo parar. É um dos poucos motores da economia que continua a funcionar – está a funcionar até bastante bem – e tudo o que sirva para o prejudicar é péssimo para as exportações do país”. Sobre as consequências, diretas e indiretas, da greve de segunda-feira, o diretor-executivo da Agepor destacou “o cancelamento das escalas dos navios nos portos” assim como as “consequências para a economia, nomeadamente no campo das exportações que só conseguirão ser feitas através de outros modos de transporte e que acabarão por sair mais caras, ao que se juntam os problemas com a importação”. “Aqueles armadores aos quais costumamos bater à porta tentando convencêlos para vir trabalhar nos nossos portos começarão a pensar que em Portugal é complicado porque há um clima de greves. Recordo que só no porto de Lisboa houve um constante clima de greve durante o último semestre”, acrescentou Belmar da Costa. O diretor-executivo da Agepor considerou “extraordinariamente difícil fazer a previsão do número de escalas que poderão estar em causa, até porque não sabemos quais são os portos que pararão totalmente”, antecipando “prejuízos diretos de dezenas de milhões de euros”.


Transportes & Negócios – 5 de janeiro de 2012

Só Leixões escapará à greve dos portos Os principais portos nacionais deverão paralisar a partir da próxima segunda-feira, em protesto contra a situação do sector e as medidas acordadas com a “troika”.

Em princípio, só o porto de Leixões ficará de fora da paralisação, de acordo com a informação avançada pela própria federação dos trabalhadores portuários, uma vez que o sindicato respectivo não aderiu ao protesto. Recorde-se que os trabalhadores portuários de Leixões já não aderiram à última greve geral. Mas na manhã do dia pararam para realizar um plenário para discutir questões do novo contrato colectivo de trabalho. A última greve geral foi também a primeira em que o Terminal XXI de Sines parou, fruto da recente adesão do sindicato local à Fesmarpor. A paralisação convocada para se iniciar na próxima segunda-feira tem como causa directa a situação que se vive no porto de Aveiro, com o avanço do pedido de insolvência da ETP. Mas como pano de fundo tem as medidas acordadas com a “troika” e que prevêem mexidas substantivas no ordenamento do trabalho portuário e no modo de governação dos portos. Em declarações à “Lusa”, António Belmar da Costa, director executivo da Associação dos Agentes de Navegação, sustentou que a greve anunciada “não faz sentido e não é justa” e alertou para os prejuízos “na ordem das dezenas de milhões de euros” que decorrerão da paralisação. Perdas directas para os operadores do sector marítimo-portuário; perdas também para a competitividade das exportações – “o único motor que a economia tem neste momento para tirar Portugal da situação em que está”, e prejuízos mesmo no caso das importações (que ficarão mais caras). Se não haver alterações de última hora, só no próximo dia 18, depois da semana de greve, portanto, é que o secretário de Estado dos Transportes receberá os sindicatos dos trabalhadores portuários.


Transportes & Negócios – 5 de janeiro de 2012

TCL atinge os 512 mil TEU em Leixões No ano passado, o Terminal de Contentores de Leixões movimentou 512 282 TEU, o que representa um crescimento homólogo de 6,2%.

Só em Dezembro, e de acordo com dados da concessionária, o movimento de contentores no porto nortenho atingiu os 44 064 TEU. Mais 7% que no ano transacto e, de longe, o melhor registo de sempre no último mês do ano. Num ano difícil, o TCL movimentou mais 30 mil TEU, fruto do aumento das exportações nacionais, da captação de cargas com origem/destino na vizinha Galiza e do incremento das actividades de transhipment. Desde que a TCL assumiu a concessão do terminal de contentores de Leixões, em meados de 2010, o movimento de contentores no porto mais do que duplicou. Um sucesso que está agora a pressionar a concessionária e a APDL a encontrarem uma solução para garantirem a expansão do terminal e, logo, a manutenção das condições para a continuação do crescimento. A capacidade teórica do terminal de contentores de Leixões (Norte e Sul), com o actual layout, é de 650 mil TEU/ano.


Cargo News – 5 de janeiro de 2012

MSC com novo serviço direto entre Sines e costa Este da América do Sul No seguimento da sua expansão em Portugal e no porto de Sines em particular, a MSC – Mediterranean Shipping Company irá iniciar, a partir de 26 de janeiro, um novo serviço direto em Sines com destino aos portos da América do Sul, costa Este. O primeiro navio a realizar esta viagem será o MSC Crystal. Este novo serviço terá a seguinte rotação: Sines, Rio de Janeiro, Santos, Montevideo, Buenos Aires, Rio Grande, Navegantes e Itaguaí. Com a introdução deste novo serviço a MSC passa a abranger a quase totalidade dos portos da América do Sul Costa Este.


Transportes & Negócios – 5 de janeiro de 2012

MSC anuncia o nono serviço para o Terminal XXI

A partir do próximo dia 26, Sines terá um segundo serviço directo para a costa atlântica da América do Sul, a juntar ao SAEC. O novo serviço será assegurado por sete navios de 5 800 TEU cada, apurou o TRANSPORTES & NEGÓCIOS. Tocará portos no Brasil (alguns já escalados pelo SAEC), Uruguai e Argentina, com extensão a enclaves do vizinho Paraguai. A rotação completa será a seguinte: Sines, Rio de Janeiro, Santos, Montevideu, Buenos Aires, Rio Grande, Navegantes e Itaguai. Segundo informações avançadas ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS pela MSC Portugal, os tempos de trânsito variarão entre os 10-11 dias (para Rio de Janeiro e Santos), os 14-15 (para Montevideu e Buenos Aires) e os 25 dias para Itaguai. O serviço aceitará “todo o tipo de carga contentorizada, em equipamento standard, reefer e equipamento especial”. De novo, o objectivo é servir as exportações nacionais para a América Latina, captando também carga da Extremadura espanhola. Com mais este serviço, eleva-se para nove o número de linhas que a MSC já opera no Terminal XXI de Sines. Entre elas, destacam-se o já citado SAEC, o Lion Service (à importação do Extremo Oriente) e os serviços para o Canadá, EUA, México e Golfo dos EUA e Turquia. Recorde-se que o arranque – ainda recente - do serviço SAEC permitiu a Sines e ao Terminal XXI reforçarem o seu papel de hub transcontinental, favorecendo a triangulação de mercadorias entre a América do Norte, a América Latina e o Extremo Oriente. A primeira escala do novo serviço está prevista para o próximo dia 26 e será realizada pelo MSC Crystal.


Newsletter APP – 6 de janeiro de 2012

Há grupos privados interessados em gerir o

Porto de Cruzeiros de Portimão Há dois grupos privados nacionais, ligados à hotelaria e turismo, que já manifestaram à Câmara Municipal de Portimão o seu interesse em «participar na gestão do Porto de Cruzeiros» da cidade, revelou o presidente da autarquia Manuel da Luz em entrevista ao Sul Informação. O autarca adiantou que já foi «contactado por privados» interessados na gestão do Porto de Cruzeiros, mas lamentou que não haja, da parte do Governo, uma «iniciativa e definição clara» do sector. OUÇA MANUEL DA LUZ NA ANTENA 1 O problema é que, salienta Manuel da Luz, «não sabemos onde está, neste momento, o centro de decisão da gestão da atividade portuária», depois da extinção do IPTM. «O mais provável é que esteja em Lisboa, mas até já se fala em centralizar em Sines», sublinhou. «Os privados que me contactaram até me disseram: quando o senhor presidente souber a quem devemos dirigir-nos, diga-nos, porque nós não sabemos!», acrescentou. Ora, salientou o autarca, «aparecer alguém que, em contraciclo, quer fazer coisas, quer investir, devia ser acarinhado por todos, a começar pela administração central». Não admira que o Porto de Cruzeiros de Portimão atraia a atenção de grandes grupos privados. É que o seu movimento subiu 673 por cento em quatro anos. No entanto, segundo disse Manuel da Luz na sua entrevista ao Sul Informação, o porto «precisa de investimentos com urgência». «Para que o Porto de Portimão possa atingir a sua plenitude, precisamos de quatro investimentos, que são da responsabilidade da administração central: o prolongamento do cais de acostagem, de modo a poder receber dois navios de grandes dimensões ao mesmo tempo, a dragagem de estabelecimento de fundos a dez metros na barra, canal de navegação e bacia de manobra, a compra de um rebocador de apoio às operações em porto e navegação na costa e a construção de um moderno terminal de passageiros», salientou Manuel da Luz. O autarca acrescentou que «há especialistas que dizem que faltaria ainda uma quinta obra, que seria o alargamento da entrada do porto, mexendo num dos molhes». Apesar da «urgência» das obras, para este ano de 2012 o Plano de Investimentos da Administração Central apenas prevê um total de 985 mil euros a ser investidos no porto de Portimão. É um montante que dará para «pouco mais que o lançamento do concurso», considera Manuel da Luz. «Dadas as dificuldades de investimento da administração central, seria bom que se identificasse aqueles projetos que são, efetivamente, estruturantes, e que se canalizasse o pouco dinheiro disponível para eles. O Porto de Portimão é claramente um desses projetos», acrescentou o presidente da Câmara. Dados revelados ontem pela autarquia, indicam que, pelo quarto ano consecutivo, o Porto de Portimão tornou a crescer no número de navios de cruzeiros e de visitantes, estando já agendadas para este ano um total de 48 escalas. Com efeito, no ano passado verificou-se o aumento de 13,5% no número de escalas, passando das 52 de 2010 para as 59, enquanto no que toca aos passageiros o porto de Portimão registou um crescimento de 32,5%, subindo das 33.843 pessoas em 2010, para as 44.841 no ano passado. No período entre 2007 e 2011, os dados apontam para um crescimento de 673% no número de passageiros, passando dos 5.798 para os 44.841 visitantes, o que constitui um aumento muito significativo, considerando que neste período o investimento no porto foi bastante reduzido. A estes excelentes resultados, acrescem os passageiros e veículos transportados pelos


navios da Naviera Armas, na ligação semanal regular entre Portimão, a Madeira e as Canárias, tendo sido transportados em 2011 mais de 22 mil passageiros, cerca de nove mil veículos ligeiros e 4.500 veículos pesados (carga rodada).

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Correio da Manhã – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 13


Correio da Manhã – 6 de janeiro de 2012 – Pág. 13


Recortes Nº005 de 2011