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Gente da Gente Ano 07 Ed.05 Abr Mai Jun de 2017

Empreender: as boas práticas de vendas

GIRO

Campanópolis: o povoado de contos de fadas

DESTAQUE

José Albano

Aos 73 anos, dos quais 50 dedicados à fotografia, ele se prepara para lançar um livro de imagens e textos sobre a gastronomia cearense.


// EDITORIAL

Editorial

N

o início do ano, a Porto Freire lançou uma campanha baseada em sua experiência de fazer diferente, de transformação do velho no novo, de buscar formas de atuação que se adaptem aos novos tempos. Assim, nasceu o “Reinventar-se”.

Expediente Estilo é uma publicação da Porto Freire Engenharia PRESIDENTE

Jorge Wilson Porto Freire

Com base na campanha, a Estilo saiu em busca de exemplos. Encontrou pessoas, lugares e objetos que mudaram seus rumos de vida a partir da necessidade ou vontade de se reinventar. Começamos por José Albano. Há 50 anos, estudante do curso de Letras, ele queria ser professor de inglês, quando teve o primeiro encontro com a fotografia e ressignificou a sua vida. Hoje, considerado um dos melhores fotógrafos do Ceará, ele vasculha lembranças e arquivos e conta um pouco de suas experiências para a Estilo.

DIRETORA TÉCNICA

Roberta Catrib DIRETORA ADMINISTRATIVA

Adriana Freire DIRETOR FINANCEIRO

Criador de ‘ícones’ que mudaram o conceito da construção cearense, como o Sistema Prevcon e o Parque del Sol, o presidente da construtora que leva o seu sobrenome, Jorge Porto Freire, fala sobre a campanha “Reinventar-se” e da importância da empresa estar sempre atenta às necessidades dos clientes e colaboradores.

Felipe Arruda COORDENADORA DE MARKETING

Valdenisia Souza REDAÇÃO

R&B Comunicação JORNALISTA RESPONSÁVEL

Já imaginou um lugar com edificações, praças e ruas construídas integralmente com material reciclado? Assim é Campanópolis, uma linda aldeia na Argentina, que lembra a Europa medieval, fruto da insistência de um homem que, ao descobrir que tinha uma doença terminal, reinventou a sua vida e decidiu realizar um sonho de infância antes de morrer.

Rozanne Quezado PRODUÇÃO E REVISÃO

Rozanne Quezado Lucílio Lessa Valdenisia Souza FOTOS

Jarbas Oliveira e banco de imagens PROJETO GRÁFICO

Raphael Lira DIREÇÃO DE ARTE E DIAGRAMAÇÃO

Promosell Comunicação Fale conosco (85) 3299 6600 gestaomkt@portofreire.com.br

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Revista Estilo Porto Freire

Pelas mãos das pessoas, os objetos também ganham nova vida. Materiais de alumínio, tecidos ou plásticos, quando deixam de cumprir a sua missão, têm dois caminhos: o lixo ou a reciclagem. Quem opta pelo segundo, sabe que não apenas está ganhando um novo produto, mas, contribuindo por um planeta melhor. Veja as dicas de reaproveitamento de itens que ainda podem ser úteis em sua vida cotidiana. Camila e Cíntia, colaboradoras da Porto Freire, usaram o tino comercial que as acompanha desde pequenas e hoje, além do trabalho na construtora, se tornaram empreendedoras de sucesso. Conheça a história do ‘reinventar-se’ delas. Abrimos a revista com a fotografia e fechamos com o mesmo tema: o Museu da Fotografia. Mais de 400 fotos que contam histórias de épocas que marcaram o mundo e a vida de muita gente. Nestas férias, é um ótimo programa para curtir com a família. Boa Leitura!


SUMÁRIO

Sumário 04|

Destaque José Albano Um fotógrafo nunca se aposenta

20|

10| Gente da Gente

Giro

Hora de Empreender

32|

26| À Mesa

O sabor do Ben

36|

Era uma vez... Campanópolis

Tijolo por Tijolo Momento de se reinventar

Estilo Indica

As imagens que contam histórias

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// Destaque

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Revista Estilo Porto Freire


“Um fotógrafo nunca se aposenta” A simplicidade do fotógrafo cearense José Albano é um convite. Bastam alguns dedos de prosa com ele, para se ter a dimensão do seu interior profundo. Alguém que encontrou no movimento hippie uma filosofia de vida que ecoa ainda hoje. Aos 73 anos de idade, ele está cheio de planos. Em sua casa, situada em um sítio distante do burburinho da cidade grande, José Albano continua se dedicando à fotografia e se prepara para lançar o livro “Além da peixada e do baião”, último trabalho que fez com o irmão, o também fotógrafo Maurício Albano, falecido há cerca de dois anos. À Estilo, ele fala sobre a carreira, o amor pela fotografia e os projetos para o futuro. Texto: Lucílio Lessa Fotos: Jarbas Oliveira

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// Destaque

Revista Estilo - Você está prestes a lançar um novo trabalho, um livro. Poderia falar um pouco sobre ele? José Albano - O projeto é da Valéria Laena (historiadora e diretora de museus do Centro Dragão do Mar). É uma investigação do que o povo cearense come. Não só a gastronomia em si, mas como ele planta, o que colhe, onde vende, quais são os ingredientes usados na serra, no sertão, no litoral, quais são as sobremesas feitas em dia de festa, enfim, tudo. O Raul Levi, antropólogo estudioso da comida do Brasil, fez pesquisas em Portugal, na África, na Índia. Ele veio e preparou as pautas e as viagens. Os fotógrafos envolvidos foram Maurício (Albano, irmão de José Albano) e eu. O Maurício morreu faz dois anos, mas o projeto terminou há quatro (anos), o que significa que ele levou até o fim. Nos envolvemos por três anos nesse projeto, visitamos mais de 100 municípios, acompanhamos mais de 500 processos culinários entre doces, salgados, sobremesas, bebidas, enfim, tudo o que é representativo. RE – Algo chamou mais a sua atenção?

A filha Emília, designer, irá diagramar o livro com o diário de viagens pela Europa realizadas pelo pai.

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JA - Existia a tentativa de determinar que comida seria representativa para o Estado, como o acarajé está para a Bahia. No início do projeto, pensávamos que era a paçoca, mas no decorrer da pesquisa, percebemos que o baião de dois é mais representativo e comum. Inclusive, há várias versões dele, tem até mesmo o baião de três (arroz, feijão e macarrão). Esse projeto contempla um banco de dados, livros com a explicação dos processos culinários e receitas, bem como um museu da tecnologia da culinária. Sempre viajava conosco um museólogo que comprava prensa de queijo, pote de barro, pilão, talheres de madeira, colher de pau, ou seja, todo tipo de tecnologia ligada à cozinha. Existem mais de 1000 itens para formar esse museu da culinária no Dragão do Mar, além de palestras, eventos culinários, encontros acadêmicos, contemplando o que come o povo cearense. Esse é o terceiro Estado do projeto nesse sentido - já teve em Minas Gerais e na Bahia. Em breve, irá sair a primeira publicação na coleção de alimentação do Sesc.


Eu penso que será neste semestre ainda, chama-se “Além da peixada e do baião”. O que mais o Ceará tem a oferecer, além da peixada e do baião? É isso que demonstraremos na publicação. RE – Então, esse foi o último trabalho com o seu irmão. Foi uma boa maneira de se despedir? JA - Para mim, foi a forma mais bonita, interessante e gostosa - porque a equipe toda comia o que foi preparado na produção. Foi a forma mais intensa de fechar e concluir a nossa carreira de fotógrafo. É um trabalho de documentação, no qual nosso instrutor, Raul Levi, dizia: “Enquanto a mulher está mexendo o doce até fazer o caldeirão, você vai fotografar a casa. Será que ela planta algo? Como é a casa? Como é a caixa d’água dela? Como é a rua onde ela mora? Quando o doce ficar pronto, você volta e fotografa o final da história, mas não fique parado enquanto o trabalho acontece”. Isso nos ensejou a ter um trabalho paralelo de fotografia do entorno da comida, da fachada da casa, da família, das ruas. Foi um trabalho muito rico, porque a gente não precisa gastar fita, já que é tudo digital. RE – Seu trabalho é uma referência para muitos fotógrafos. Como nasce um José Albano?

JA - Como antecedente tem o fato do meu pai ser um fotógrafo amador, mas, que fez um trabalho muito sério, chegou a ter um laboratório fotográfico, copiava, fotografava os filhos, os sobrinhos e filhos de amigos. Então, existia muito isso, muito álbum de fotografia na casa. Tem foto minha com 10 minutos de nascido, em 1954, ou seja, uma raridade. Mas meu pai morreu quando eu tinha 11 anos. Então, não tem uma influência direta aí. Eu não tinha nada a ver com fotografia, estudava e queria ser professor de inglês. Fiz vestibular de Letras e queria oficializar minha profissão. Quando eu estava no segundo ano da faculdade, recebi uma bolsa e fui para os Estados Unidos. Meu irmão mais velho falou para eu levar a sua câmera. Não era a câmera do nosso pai, já era outra câmera, uma de 35mm. Falei que não ia levar, porque não sabia fotografar e ele insistiu, para eu mostrar a viagem. Quando ele me levou ao aeroporto, foi com a câmera, comprou o filme e disse: “Você vai levar, sim”. A câmera era simples. Ele me explicou como colocava o filme, como fazia o foco, daí peguei o avião - gosto de ficar na janela, mas só tinha em cima da asa. Então, aquela asa, aquele brilho, levantei a câmera, fiz minha primeira foto, e fiquei completamente alucinado. Depois de 45 dias, voltei e estava com 600 fotografias. Decidi que seria fotógrafo, não fazia mais sentido eu dar aula e ser professor.

Em sua casa, um ‘paraíso perdido’ cercado de natureza, José Albano encontra inspiração para seus registros fotográficos.

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// Destaque

RE - Como foi a experiência de viver nos Estados Unidos?

Fotografando os meninos que jogam bola em seu sítio, Zé Albano criou a fototerapia.

JA - Essa viagem, que me despertou a fotografia, foi em 1966. Eu era professor de português e inglês, mas ainda não tinha concluído. Minha mãe me fez prometer que ia concluir a universidade, já que eu estava no meio. O fato de eu ter terminado Letras, me deu a oportunidade de pedir uma bolsa de estudos no nível de pós-graduação, para fazer um mestrado nos Estados Unidos em fotografia. Os americanos questionaram: “Você fez Letras e quer fazer fotografia?”. Tive que falar: “Eu fiz Letras, fui aprender profundamente inglês, para estudar fotografia depois”. Nem tinha fotografia no Brasil, nos anos 50. A partir daí, comecei a estudar, a ganhar dinheiro com isso também. Quando terminei Letras, dei minha última aula e virei fotógrafo.

RE - Foi quando você se mudou para o Rio de Janeiro e trabalhou na revista Manchete como editor de imagens. Depois disso, o que ocorreu? JA - Passou um tempo e eu não era chamado para fotografar. Daí, cansei. Caí fora e pedi uma bolsa para os Estados Unidos. Lá, fiz mestrado, de 1970 a 1972. Depois, passei um ano vagabundeando pela Europa, com uma mochila nas costas e fotografando. Fui para passar três meses, mas a passagem valia para o ano inteiro. Não tinha dinheiro, vivi como morador de rua. O pouco dinheiro que tinha era para comprar filme e fotografar. Viajava de carona e fotografava. Fiz cerca de oito mil fotos. Minha mãe esperava que eu terminasse os dois anos de mestrado e voltasse. Quando eu disse que ia para a Europa, ficar mais um ano, ela ficou preocupada, e me pediu para escrever cartas para ela e para os meus irmãos, mostrando a viagem. Comecei a fazer um diário e enviei de 50 a 80 páginas, contando quase tudo. Essas cartas não se perderam, ela guardou e foram a base para uma série de reportagens do jornal O Povo. Agora, Patrícia Veloso editou esse livro, me desafiou a digitalizar tudo e fazer outro livro só sobre essa viagem de carona. A minha filha Emília, que é designer, vai diagramar. RE – A sua casa fica afastada da cidade, em uma paisagem bucólica da Praia de Sabiaguaba. O lugar desperta a curiosidade pelos detalhes, por ter um estúdio iluminado com luz natural e por ser feita de taipa. Por quê vir para tão longe? JA - Eu morava num lugar muito apertado, em São Gerardo [bairro de Fortaleza], na casa da minha mãe. A casa ocupava o lote inteiro. Nós escutávamos o rádio da vizinha, a outra batia no filho, uma coisa infernal. A mãe da Emília (Regina, ex-mulher de Albano) morava no bairro Aldeota, numa situação semelhante. Então, tanto eu, quanto ela, pensávamos em um lugar tranquilo para viver. Para ser do tamanho que a gente queria, longe dos vizinhos, tinha que ser longe de Fortaleza, porque aqui era mais barato. Então, num voo que passei aqui de teco-teco, acompanhando um fotógrafo francês que estava fotografando o litoral, vi esse rio e disse: “É ali que quero morar”. Casamos aqui mesmo, não queríamos igreja, nem padre. A família forçou e arranjaram um frade, mas, em vez de igreja, casamos ali no altar de carnaúba debaixo da árvore (risos). RE – Aqui surgiu o projeto Albanitos (no qual José Albano fotografava crianças da região)? JA - Uma amiga do tempo da adolescência, que não via há muitos anos, casou com um carioca e foi para lá, teve um filho e, quando esse menino tinha 6 para 7 anos, o pai morreu na mesa de café da manhã, de um infarto. Ela voltou, resolveu conversar com os amigos antigos e me convidou para ser padrinho do filho dela, Áries. Eu hesitei, porque já tinha largado a religião. A Emília nem foi batizada, mas pegava mal eu não aceitar. Então, aceitei e comecei a trazer o

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Antigas fotos em P&B estão sendo restauradas, editadas e compartilhadas nas redes sociais.

RE - Como foi sua incursão no movimento alternativo?

menino aqui pra passar final de semana. O Áries – que hoje é fotógrafo da Unifor -, trazia os meninos da região para jogar bola e brincar aqui. Ele era muito tímido, tinha uns problemas de autoestima. Sempre que tentava fotografa-lo, ele corria e se escondia. Tive que fazer todo um trabalho de restauração da sua autoestima e usei a foto pra isso. Primeiro, uns exercícios de espelho, onde sentava com ele e dizia: “Olhe para esse menino, me diga como é o cabelo dele, como são os olhos”. Ele foi se aceitando e eu fui tirando as fotos. Fiz com ele o que eu chamava de fototerapia. RE - Como funciona? JA - Fotografava, levava para o laboratório de fotografia e ele foi se interessando pela própria figura e se soltando. Depois eu percebi que os colegas dele não tinham fotos. O máximo que tinham era uma fotografia 3x4, na carteirinha de estudante, que não sobrevivia de um ano paro outro. Era uma infância sem fotografia. Comecei a fotografar os meninos achando que era um reforço na autoestima. Chamei o processo de fototerapia e fotografei intensamente a meninada toda que jogava no campo. Eu convidava e fazia uma sessão com eles aqui no estúdio. Esses arquivos, eu estou restaurando, são em preto e branco, principalmente do século passado, quando o Del (filho adotivo, que fez parte dos Albanitos) tinha oito anos. Estou restaurando, colocando no Flickr e isso está rodando pelo mundo. E eles têm acesso.

JA - Foi com o fotojornalismo que me interessei pelo movimento alternativo. É um pessoal que gosta de bioconstrução, casa de taipa, cuida de plantas, cuida dos próprios filhos. Uma amiga minha (Fátima Limaverde, dona da Escola Vida), me disse que eu ia gostar. Quando o encontro foi no Piauí, em 1990, ela me convidou e eu fui com o Áries, meu afilhado. Fiquei bestificado: era uma fazenda isolada e eu encontrei minha família, era gente do Brasil inteiro, gente até de outros países. Deveria ter umas 400 pessoas, todo mundo acampado. Levei minha câmera e fotografei muito, fui até premiado. Um dos líderes do movimento me chamou e perguntou porque eu estava fazendo as fotos e eu disse que estava emocionado e maravilhado. Ele disse: “Não mostre as fotos fora de contexto”. Por exemplo, todo mundo tomava banho pelado. Aí eu disse a eles: “Olha, essas fotos que estou fazendo agora, vou mostrar para vocês no ano que vem”. O encontro do ano seguinte foi no Espírito Santo, fiz toda uma apresentação, mostrei e eles amaram. Fotografei também o segundo encontro. Levei as fotos no terceiro e fiquei indo de moto a todos os encontros que eram sempre em lugares remotos. Lá se vão mais de 20 e poucos anos. Ano passado, fotografei meu último encontro (em Cruz). Agora eu não vou mais, já foi. Tinha umas 1100 pessoas. Esse ano é no Rio Grande do Sul, um frio lascado, aí não vou mais. RE – E já tem planos para daqui para frente? JA - Sou aposentado, tenho 73 anos. O fotógrafo não se aposenta do fazer fotográfico. Não preciso fotografar para ganhar dinheiro, a aposentadoria cuida disso. Tenho 100 mil ou 120 mil imagens. Estou descobrindo coisas incríveis que, com o tempo, fui deixando de lado. Vamos dizer que estou reeditando coisas que nunca nem foram editadas. Muitas coisas ficaram só no negativo e nunca foram ampliadas. Um fotógrafo nunca se aposenta dos arquivos dele.

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// Gente da Gente

Camila e CĂ­ntia comemoram o sucesso de seus negĂłcios.

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Hora de Empreender Com a internet possibilitando um cenรกrio favorรกvel para quem tem o desejo de empreender, funcionรกrias da Porto Freire Engenharia, com o apoio da construtora, inovam e lanรงam suas prรณprias grifes.

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// Gente da Gente

“Sou assessora do setor de produtividade da Porto Freire”. É o que fala com orgulho Camila Norjosa, profissional tarimbada da construtora. Mas, basta perguntar um pouquinho mais, para constatar que o campo de potencialidades da moça é ainda mais diversificado. “Já vendi Mary Kay, Avon, Natura e Boticário. Se alguém precisar de alguma coisa, eu vou lá e vendo para a pessoa. Só não vendo meu pai e minha mãe”, diz ela, que certa vez, ao ter o brinco elogiado por uma amiga, o retirou da orelha e o vendeu na hora.

“Acho que desde que eu me entendo por gente, vendo coisas. Sempre me virei”, diz Cíntia.

A coordenadora de setor, Cíntia Sousa, tem uma história parecida. Ainda garota, começou a ajudar no mercadinho da família e não parou mais. Não escapavam nem as colegas de escola. Sua conexão com a área de vendas encontrava na criatividade e no seu potencial empreendedor, caminhos para garantir, desde cedo, uma certa independência. “Acho que desde que eu me entendo por gente, vendo coisas. Sempre me virei”, relata.

Profissionais reconhecidas no mercado da construção civil, Camila e Cíntia recentemente resolveram inovar. Para além das atividades que exercem na Porto Freire, elas decidiram, cada uma em sua área, empreender. “Eu sempre via, nas redes sociais, a quantidade de pessoas vendendo. Então, procurei fornecedores e comecei atuar nessa área”, diz Camila. Assim, ela fundou, este ano, a Pitanga Acessórios, que vende brincos, colares, anéis e pulseiras. “Hoje, compro 70% dos produtos como peça pronta e o resto eu mesma confecciono. Tenho fornecedores em Fortaleza e Curitiba, e estou vendo agora um em São Paulo. Minhas vendas são realizadas pelas redes sociais e no boca a boca. Algumas amigas minhas, que têm contato com outras pessoas, também levam para vender e recebem um percentual sobre o valor da venda”, ressalta.

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“Minhas vendas são realizadas pelas redes sociais e no boca a boca”, afirma Camila.


INSPIRAÇÃO INFANTIL Enquanto Camila optou pela venda de bijuterias, Cíntia arriscou caminhar pelo universo infantil. Está dando certo. E o estímulo veio de casa. “Essa vontade surgiu por conta da chegada da minha filha, Alice, e da minha sobrinha. Tudo o que eu visto na Alice, as pessoas gostam. ‘Ah, eu gosto tanto quando você a veste com jeitinho de criança, com esses vestidinhos rodados, esse laço na cabeça. Onde é que você compra?’, sempre dizem. Minha marca tem essas estampas infantis, para meninas. Eu gosto muito de detalhes. Os vestidinhos vêm enrolados em papeizinhos de seda, com cheirinho de algodão. Meu slogan é: “Amor em forma de roupa”, diz ela, que batizou a empresa de Maricota Lovers, uma referência à sobrinha Mariana.

Enquanto Cíntia atua com roupas infantis, Camila aposta na venda de bijuterias.

VENDAS PELA INTERNET Para a especialista em marketing digital, Luana Ximenes, a decisão das duas novas empresárias em investir no meio digital foi acertada. “É muito importante para o empresário criar a fanpage do seu produto. As redes sociais democratizaram e potencializam o acesso à informação. O cenário virtual garante flexibilidade e, sobretudo, projeção. Olhe o caso dos digitais influencers, pessoas que por meio da exposição nas redes elevam as vendas de produtos com simples postagens. É um universo novo, mas que já mostrou a que veio pelos números que alcançam. Vender produtos pela internet é um cenário que tem tudo a ver com os novos empreendedores”, diz. Ela orienta sobre a menor maneira do uso da internet como ferramenta de vendas ou outros negócios. “Existem ferramentas no Facebook, por exemplo, que garantem a você alcançar o público que vai se interessar pelo seu produto. O investimento nesses cards patrocinados (publicações com artes desenvolvidas para a venda) é pequeno e pode alcançar um número grande de visualizações. Vale a pena investir, porque as redes sociais, cada vez mais, tendem a limitar o alcance para publicações orgânicas, ou seja, aquelas que não foram patrocinadas. Só não vale inserir uma enxurrada de publicações por dia, porque isso cansa quem acompanha a página”, destaca.

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// Gente da Gente

Com a Pitanga Acessórios e a Maricota Lovers, Camila e Cíntia têm renda extra.

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ESTRATÉGIAS Para além dos cards patrocinados, Luana orienta que os novos empresários realizem também outras estratégias, como por exemplo, identificar quais os horários em que suas postagens ganham mais curtidas e comentários e ficar por dentro de como as páginas de produtos similares ao seu se comportam. “Definir seu horário nobre é primordial. A própria ferramenta te dá esse dado quantitativo. Basta analisar. Observar as estratégias do concorrente também é um excelente exercício. É super importante, por menor que a empresa seja, estabelecer estratégias e metas. Responder os comentários do seu público, por exemplo, é essencial. Caso você não possa responder com rapidez, é necessário destacar na própria página em quantas horas os pedidos, reclamações e dúvidas serão respondidos”, destaca.

A diretoria da Porto Freire incentiva e apoia o empreendedorismo dos colaboradores.

APOIO Cíntia sabe bem o que é isso. “Quando estou na Porto Freire, é só a Porto Freire. Depois, pego o meu celular e vou responder as mensagens, postar as fotos. Na minha empresa, sou marketing financeiro, suprimento, sou tudo. A entrega é com o meu marido e meu irmão. Vou pedindo ajuda a todo mundo da família. Graças a Deus existe internet. Meu escritório é o meu celular”, diz ela. Sobre o apoio da Porto Freire à sua nova atividade, Cíntia é categórica: “Fundamental, inclusive porque aqui a gente tem esse exemplo de empreendedorismo. Isso é muito importante para a gente. A diretora Adriana Freire nos incentivou bastante. Inclusive, nos proporcionando a oportunidade de, através desta matéria, falar sobre o assunto. Temos com quem contar. Ela e a Val [Valdenísia Vieira, gerente de marketing] nos deram todo o apoio, assim como os demais. Inclusive, dando dicas de fornecedores, parceiros. É um incentivo para conquistarmos nossos objetivos”, conclui.

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// Bem viver

O reinventar das

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coisas


Sabe aquela camiseta surrada que nem para dormir serve? Ela pode virar uma charmosa casinha para o seu animal de estimação. A lata de refrigerante que ia para o lixo pode se transformar em um útil porta-canetas ou um vaso de flores. E assim, com um pouco de criatividade e boa vontade, coisas velhas ou sem uso poderão ganhar vida nova. E nós ganhamos mais que novos objetos, pois, aprendendo a reutilizar as coisas, estamos reinventando nossa própria vida.

E

m tempos de consumo consciente e sustentabilidade, aumentar a vida útil de objetos que utilizamos é uma maneira fácil e prática de cuidar do planeta e do bolso. Com truques simples e criatividade, os produtos velhos ou sem uso podem ganhar cara nova, se tornar úteis novamente e, se forem comercializados, ainda ajudar no orçamento familiar. O primeiro passo é aprender a separar adequadamente o lixo que produzimos. A ideia é descartar somente o que não tem como ser reutilizado ou reciclado. Afora o lixo orgânico - restos de comida – e os dejetos comuns, como papel higiênico descartado em banheiro, cigarro, fraldas e pó de varrição, quase tudo pode ser reutilizado, desde embalagens de vidro, plástico ou papelão, latas de alumínios até pneus. Muitos deles podem virar objetos de decoração ou funcionais como porta-canetas, porta-joias, vasos e bandejas. Enquanto algumas coisas precisam ser ‘renovadas’ para voltar a ter utilidade, outras ganham uso diferenciado apenas com boa vontade. Um exemplo: a escova de dentes. Passado o período que o fabricante e os dentistas dizem que deve ser descartada, a escova ganha novas tarefas. Uma delas é a ajuda na limpeza do banheiro. Sabe aqueles lugares que a esponja não alcança, como os cantinhos das torneiras, onde se formam lodos? A escova chega lá e consegue deixar tudo limpinho. Também com ela é possível cuidar melhor das joias. Basta passar um pouco de bicarbonato ou pasta de dentes na escova e esfregar levemente no colar de prata, por exemplo, esperar uns dez minutos e ele volta a bilhar como novo. E mais, a escova é uma maravilha para limpar a sola dos sapatos.

As latas de refrigerante viram charmosos vasos de flores.

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// Bem viver

MOLDURA: MIL E UMA UTILIDADES Toda casa tem um quadro na parede. Seja com foto de familiares, cópia de uma pintura de algum famoso ou outra imagem. Com o passar do tempo, a moldura come-

ça a se desgastar. Hora de jogá-la fora? Que nada. Com uma boa pintura, ela fica nova. Para dar uma cara nova, que tal cobri-la com tecidos, lantejoulas ou barbantes. Se já não dá para usá-la como quadro, há um montão de utilidades para a velha moldura. Veja algumas:

Uns ganchinhos, cortiça e temos um prático porta-chaves.

Usando um papel estampado poderá criar uma bela bandeja.

As joias ficam à vista e bem organizadas. Pode ser usado na vertical ou horizontal.

DA CALÇADA PARA OS JARDINS Quem não lembra dos carrinhos que os meninos puxavam pelas calçadas? Eram ônibus e caminhão feitos de latas de óleo que faziam a felicidade da garotada, principalmente dos que não tinham dinheiro para comprar os carrinhos vendidos nas lojas.

As latas reinventadas nos ônibus que encantavam a meninada das pequenas cidades ou nos carros de corridas mais sofisticados.

Com imaginação, muito mais se pode fazer com as latas de alumínio. Desde vasos de plantas que, pintados ou cobertos com barbantes e tecidos, poderão dar mais beleza ao seu jardim até luminárias e porta trecos. Veja os exemplos:

Cobertas com papel de presente, latas viram porta-talheres.

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Com uma lata de atum e alguns pegadores de roupa cria-se um porta-velas ou um charmoso vaso para pequenas plantas.


O VELHO E SURRADO JEANS Sabe aqueles jeans que usamos a vida inteira e um dia, por causa de uns quilinhos a mais, descobrimos que não passa dos joelhos? Se a dieta não der jeito, a reciclagem pode fazer com que o velho e surrado companheiro continue nos servindo, mas de cara nova. Que tal como uma bolsa super prática? É simples. Basta cortar as pernas da calça a altura do fundo da virilha, ou seja, uns dois centímetros abaixo do bolso e do zíper. Vire do avesso e costure o fundo. Bem reforçado. Depois, corte uma tira de uns cinco centímetros de largura da

perna da calça para fazer a alça (ou use um cinto velho), costurando bem firme no interior da bolsa, um pouco abaixo do cós. Para fechar a bolsa, coloque um zíper ou um fecho no topo. Aí, é hora de jogar uns acessórios na parte externa para dar um toque especial à bolsa, que podem ser botões, contas brilhantes, remendos quadriculados ou faça uma pintura no tecido. Se preferir, na parte do cós pode traspassar um lenço colorido para dar um charme.

O velho jeans também pode virar uma bela almofada.

O caderno escolar pode ficar um charme com essa capa jeans e ainda tem lugar para guardar caneta e lápis ou o celular.

GATOS AMAM CAIXAS E a velha camiseta que já não serve nem para dormir? Com uma caixa de papelão, você pode fazer uma casinha que o seu gatinho vai adorar. Basta ‘vestir’ a caixa com a camiseta, deixando a abertura da cabeça na parte aberta da caixa. Depois, é só grampear ou costurar as pontas e colocar as mangas para dentro. Para o seu felino ficar mais confortável, use uma almofadinha dentro da caixa.

SAIBA MAIS Você sabia que o Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas de lixo anualmente e que 30% desse material poderia ser reaproveitado? Dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Sólidos (Abrelpe) apontam que, lamentavelmente, somente 3% de todo o material jogado fora é reutilizado ou reciclado. *** na próxima edição, abordaremos o reaproveitamento de objetos de plástico (pet) e vidro. Seu gatinho vai amar este presente.

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// Giro

Era uma vez...

Campanópolis

Texto: Rozanne Quezado Fotos: Roberto Lefkovics

Já pensou em caminhar por ruelas e visitar castelos que parecem saídos de um conto de fadas? Passear em um bosque com casinhas que lembram as habitadas por duendes e bruxas? Esta é a proposta de Campanópolis, uma intrigante aldeia, a 30 quilômetros de Buenos Aires, fruto do sonho de um empresário que ressignificou a sua vida a partir do diagnóstico de uma doença terminal. O mais interessante: a vila foi toda construída com material reciclado, proveniente, sobretudo, de demolição de casarões antigos, o que transformou o lugar em uma colcha de retalho da história arquitetônica da Argentina.


Restos de construção deram origem a belas edificações medievais.


// Giro

U

m lugar surreal. Uma aldeia que mescla diversos estilos arquitetônicos usando como matéria-prima resíduos de construção. Um vilarejo que remete às pequenas cidades medievais da Europa, mas, sem habitantes. Um sonho transformado em realidade. Assim é Campanópolis. A utopia de menino que o adulto Antonio Campana concretizou ao descobrir que a enfermidade que sofria havia avançado a tal ponto que a expectativa de vida era de dois anos.

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Pequenos castelos no entorno da praça dão magia ao lugar.

DO LIXO AO LUXO Depois de limpar o terreno, que havia servido como aterro sanitário durante cinco anos, Campana passou a buscar resíduos da construção, restos de demolição de casarios e palácios, para construir e decorar as obras que fizeram nascer a aldeia.

O vilarejo, que fica a 30 quilômetros de Buenos Aires, contrasta com a pobreza do distrito de González Catán, onde está localizado, no município de La Matanza. Ao transpor os portões da aldeia, nos deparamos com um lugar mágico, com castelos, torres e casinhas que parecem saídas de um conto de fadas. “A sensação é de estar em algum povoado da Bélgica, Hungria ou República Checa”, diz a turista Soledad Ferrera. Para o comerciante Juan Martinez, que trouxe a família para conhecer Campanópolis, “o lugar nos remete aos filmes fantásticos, como os de Tim Burton”, ressalta.

Toda a vila foi feita de materiais antigos e reciclados. Há portas que viraram tetos e sinalizadores de via férrea usados como colunas. Além das edificações que, por si mesmas já são grandes atrativos, os antigos objetos de decoração do local, adquiridos no país e no exterior, merecem atenção, como o primeiro carro de bombeiro puxado a cavalo de Buenos Aires.

Essa é a sensação dos turistas que percorrem 20 hectares entre as edificações, a mata nativa, rio e lago que compõem o lugar. Campanópolis foi erguida em um terreno de 220 hectares, adquirido pelo empresário argentino Antonio Campana, em 1977. Com problemas de saúde e ante a impossibilidade de transformar o local em um campo de atividade agrícola, ele decidiu investir em um sonho: construir, sem nenhum projeto arquitetônico prévio, edificações que povoavam as suas fantasias de menino: castelos, moinhos, pontes, torres...

No local existem museus com grandes coleções, como Museu da Madeira, com três andares repletos de toda sorte de antiguidades feitas de madeira, como rádio, imensas portas de igreja, colunas trabalhadas artesanalmente e prensa de uvas. Já no Museu do Ferro, se encontra desde as antigas máquinas de escrever até faróis de ferrovias do século XIX.

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Campanópolis do alto: aldeia de conto de fadas

foto: campanopolis.com.ar

ESPÍRITO DO CRIADOR Caminhando por entre as pequenas ruas e passagens, cruzamos com praças bem decoradas com chafariz, bancos antigos e estátuas de ferros centenárias, cercadas por edificações que lembram as histórias infantis. “Vamos esperar um pouco e, quem sabe, Rapunzel não aparece por aquela janela e solta as suas tranças”, brinca o guia Sergio Olivera, o mais antigo do local e atual coordenador da equipe de guias. Ele conta que ao abrir a aldeia para visitação pública, após a morte de Campana, os seus filhos tiveram a preocupação de encontrar

um equilíbrio entre a prática do turismo e a preservação do lugar. “Precisamos respeitar a essência e o espírito que deixou o seu criador. Buscando, assim, equilibrar o lado comercial e o sentimental”, afirma. Para tanto, as visitas à Campanólopis só acontecem aos sábados das 9h15 às 13 horas. Durante cerca de duas horas, os grupos percorrem o local acompanhados por guias que contam a história da aldeia, com detalhes sobre algumas construções. O resto de tempo é livre para tirar fotos, revisitar os locais e até fazer piquenique nas áreas livres.

AS 12 CASINHAS DO BOSQUE Saindo da área urbana, com a sua arquitetura eclética e ares medievais, o turista é convidado a entrar na magia das histórias que povoaram seus sonhos de infância, como Branca de Neve e os sete anões. Chegamos à zona rural, onde estão as 12 casinhas do bosque. É o contato mais próximo com uma natureza robusta, repleta de gigantes árvores centenárias que envolvem as pequenas construções de pedras e ladrilhos. Em meio aquele cenário de filmes de Walt Disney, não é difícil imaginar que um Dunga desajeitado vai cruzar o caminho ou da janela, uma bruxa oferecerá uma maçã a algum turista desavisado. O clima é de conto de fadas. No final do passeio, chega-se à Vila Nova, última empreitada de Antonio Campana. Nesse projeto, já nos anos 2000, Campana usou a sua veia artística para dar vida a edificações que homenageiam o arquiteto catalão Antoni Gaudi, por quem nutria grande admiração. No entorno do rio, encontramos desde casas com chaminés curvas a edificações com cúpulas que lembram os templos russos.

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// Giro foto: campanopolis.com.ar

O SONHO DE CAMPANA Descendente de italianos, Antonio Campana era um bem-sucedido empresário do setor de alimentos quando, em meados dos anos 70, comprou um terreno de 220 hectares, com mata nativa, rios e lagos. A ideia era usá-lo para agricultura e pecuária, além de um espaço para os fins de semana com a família. Mas, em 1980, quando a Argentina estava sob o jugo da mais perversa ditadura militar que o país já enfrentou, o governo desapropriou a área para transformá-la em aterro sanitário. Depois de brigar na justiça por cinco anos e com a redemocratização do país, Campana, finalmente, recuperou o terreno, que já não mais servia para os seus projetos agrícolas, pela contaminação do solo. Na época, ele enfrentava problemas de saúde que foram se agravando com o passar do tempo até que, em 1999, recebeu o diagnóstico de câncer terminal, com perspectiva de dois anos de vida. Antonio Campana enfrentou a morte realizando o sonho de infância.

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Campanópolis reúne importante acervo do patrimônio arquitetônico da Argentina.

MÃOS À OBRA Ele decidiu usar o tempo que lhe restava para tirar do papel os castelos e torres que desenhava em seu caderno nos tempos de garoto. Sem entender de engenharia ou arquitetura, contratou operários da construção e pôs em marcha o projeto. Na época, anos 90, a cidade de Buenos Aires estava se modernizando e as antigas mansões davam lugar aos edifícios. Muitas destas casas eram construídas com materiais importados da Europa, como portas, pisos, colunas e luminárias. Campana adquiriu em leilões ou vendas particulares quase tudo o que restou destas edificações demolidas. Também comprou materiais de vias férreas desativadas, inclusive uma locomotiva e um vagão, e objetos de instituições públicas. Com este robusto estoque, iniciou a construção de cada empreendimento sonhado. Não havia um projeto arquitetônico: ele desenhava a casa, marcava o lugar onde seria construída e os operários entravam em ação. Ao mesmo tempo, investiu no plantio de mais de dez mil árvores e no tratamento do rio e dos lagos.


Na Vila Nova, construções homenageiam o arquiteto catalão Antoni Gaudi.

TERAPIA Na corrida contra o tempo, ele vendeu parte das suas empresas e passou a se dedicar exclusivamente ao projeto, que foi uma terapia mais eficiente que qualquer remédio: o prognóstico de dois anos de vida se perdeu em meio à poeira das obras que ele acompanhava diariamente na esperança de ver o seu sonho concluído. Viveu até 2008, tempo suficiente para deixar uma obra valiosa, tanto do ponto de vista estético, da sustentabilidade e do turismo, como, e principalmente, por reunir, em 20 hectares, um importante acervo do patrimônio arquitetônico da Argentina de fins do século 19 e início do século 20. Assim nasceu Campanópolis. Um lugar que não foi pensado do ponto de vista comercial e não está preparado para abrigar nenhum morador. Foi, simplesmente, a melhor maneira que um homem encontrou para enfrentar a própria morte: dar vida ao seu sonho de infância.

Histórias de assombração dão clima hitchcockiano ao local

//SAIBA MAIS

ASSOMBRAÇÃO É quase impossível se estar em um lugar com ares medievais, feito de peças antigas, sem pensar em fantasmas. E Campanópolis não foge à regra. Os vigias noturnos contam sobre ruídos estranhos que lembram passos apressados, portas e janelas que se abrem a todo instante e vultos que cruzam as ruas. E mais, dizem que os cães que ali vivem se recusam a andar por determinados lugares da aldeia. Um cenário digno do mestre do suspense, Alfred Hitchcock.

//SERVIÇO Campanópolis fica a 30 km da capital Buenos Aires. Abre aos sábados das 9h15 às 13 horas. O ingresso custa $ 200,00 (equivalente a R$ 40,00) e só pode ser adquirido pela internet (campanopolis.com.ar). Além das visitas, o lugar pode ser alugado para a realização de eventos empresariais ou festas particulares, como casamento e 15 anos.

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// À Mesa

Jefferson Deywis, proprietário da Benévolo.

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O sabor do

Ben

A BenĂŠvolo CafĂŠ e Gelato traz receitas saborosas como pano de fundo para oportunizar as experiĂŞncias da vida.

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// À Mesa

A equipe do Benévolo dá as boas vindas aos clientes.

C

ada detalhe da Benévolo Café e Gelato conta uma história. O espaço poderia ser classificado como um charmoso point para saborear gelatos especiais e deliciosas receitas à base de café, mas ele vai além disso. A Benévolo busca em cada item do menu, em cada uma de suas salas, em cada atendimento realizado, traduzir o que move a casa: o prazer de receber. “Idealizamos um lugar para receber as pessoas. Queremos que elas venham nos visitar e encontrem motivos para que se alegrem e se inspirem positivamente”, reflete Jefferson Deywis, proprietário e colaborador da Benévolo. Ao percorrer os olhos pelo espaço, os detalhes chamam a atenção. Seja pelo desenho do “B” de Benévolo e as asas de anjo que compõem o símbolo da casa - utilizados em vários pontos da decoração -, seja pelos poemas escritos nas paredes ou os espaços de azulejo branco para os visitantes expressarem seus sentimentos. Tudo na Benévolo faz alusão à ideia de se sentir bem, de compartilhar. A proposta é utilizar o local, não só para vender produtos, mas, para oportunizar encontros. A propósito, em latim, Benévolo significa “fazer o bem”.

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Benévolo, em latim, significa ‘fazer o bem’.

A ideia do local é inspirar positivamente os clientes.


O imenso torrador de café integra a decoração.

Plantas criam um clima de contato com a natureza.

DECORAÇÃO A decoração utiliza tons claros, piso com aspecto de madeira e janelas de vidro em um espaço de mais de 300 metros quadrados de área, se contarmos com a fábrica de gelatos situada na parte interna. O torrador de café de alta tecnologia próximo à vitrine dos gelatos é uma curiosidade a parte. O espaço kids e a sala para eventos somam-se às áreas principais. Complementam o espaço, mesas e um jardim harmonioso, com dois ipês roxos de boas vindas. Entre outras plantas na entrada da loja, está uma jabuticabeira. O charmoso bicicletário com o símbolo da casa e uma inusitada caixa de doações dão um toque simpático. E quem quiser apreciar um bom livro ou a arte de artistas da nossa terra, também encontra na Benévolo exemplares preciosos.

O cliente tem espaço para deixar a sua mensagem.

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// À Mesa

O MELHOR SABOR A Benévolo junta duas especiarias: o Gelato e o café. Sobre o café, o blend da casa é o que vem do Maciço de Baturité, que possui inúmeras variações, cultivado pela agricultura familiar de forma orgânica, associado na Benévolo a uma torra especial e exclusiva. Ao todo, são 60 receitas, com métodos, formas de extração e preparo diferentes, portanto, experiências únicas. São drinks de café, quentes e gelados, com e sem álcool, affogatos, vários tipos de capuccino, café gelado, entre outras receitas. “Temos outros blends vindos de outros estados, mas adotamos o café do Maciço como o blend da casa porque queremos valorizar nossa região e contribuir com o seu desenvolvimento”, afirma Jefferson Deywis.

Do quente ao gelado, são várias as opções de café.

O gelato é feito como rege a Itália, tradição da Escola Carpigiani. Os conceitos filosóficos e existenciais da Benévolo são empregados na busca pelo sabor, no modo de preparo. Tudo é feito com esmero visando atingir o ponto perfeito.

Tortas e tapiocas crocantes compõem o rico cardápio.

EQUILÍBRIO E PADRONIZAÇÃO Dos 300 sabores de gelatos testados, a Benévolo escolheu 65 opções, ofertadas alternadamente. Todos os dias são 24 opções de gelatos à escolha. O destaque? Os gelatos de frutas como siriguela, murici, sapoti, graviola, manga, morango, maracujá com gengibre e cajá. “Na Itália, o gelato é considerado, de fato, um alimento. Fazemos gelatos puros, sem conservante, sem aromatizantes. Nosso gelato é desenvolvido 100% com produtos naturais, com frutas in natura. Produto saudável! Não utilizamos polpa de fruta, para garantir que estamos levando o melhor e natural. Apenas os de açaí e cupuaçu vêm da polpa, pela dificuldade de oferta aqui. Fazemos um gelato com doçura equilibrada e padronizada. É um manjar. Avaliamos o teor de doçura para chegar à regulagem correta. Por ser tudo ma-

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nual, há gente envolvida, gente de bem que faz com carinho e cuidado. E isso tem muito valor para a gente”, diz. Complementando o menu, a Benévolo conta com tapiocas crocantes, com ricota, espinafre, creme de avelã, além das tradicionais. Waffers e variações de crepes - tradicionais, lights e doces -, cuscuz, sopas, sanduíches, omeletes, saladas e bolos, também enchem os olhos de quem confere o menu. Os pedidos podem ser feitos do café da manhã ao jantar. De domingo a domingo, das 8h às 23h.

Cada dia, 24 sabores de sorvetes à escolha do cliente.


Ambiente clean convida ao relaxamento.

EXPERIÊNCIA EMOCIONAL Sobre o comportamento dos visitantes ao local, Jefferson lembra de uma situação emblemática, quando um cliente veio acompanhado de uma tia, depois de ter vindo com a namorada. “A tia estava bem resistente, pois queria ir para outro local. Ele insistiu para ela provar o gelato de leite ninho, mas ela não queria, até que cedeu e achou espetacular. Perguntei se ela queria provar o de jaca. Expliquei a ela toda a história de como ele era feito. Você não imagina a felicidade dela comendo esse gelato. Não é todo dia que se encontra jaca. Fiquei mais feliz ainda vendo a felicidade do sobrinho. ‘Tia, a senhora está gostando?’, ele perguntava. O produto da gente é um fio condutor. A experiência emocional é que conta. A tia e o sobrinho vão lembrar desse momento com felicidade e contagiar mais gente com a alegria deles. É uma corrente do bem”, considera Jefferson.

A experiência emocional é o carro chefe da casa.

Segundo Jefferson, a ideia é compartilhar o bem.

COMPARTILHANDO O BEM A ideia de compartilhar é a base de uma das receitas da Benévolo, o Compartilhar o Bem. Trata-se de um prato fundo decorado com creme de avelã ou amendoim na base, com cobertura de chantilly, calda, biscoito e até seis sabores de gelato. A proposta é que ele seja compartilhado com até seis pessoas. Um incentivo à integração, ao compartilhamento. Esse dividir o gelato e as emoções ainda ajuda no bolso, já que o valor de R$ 59,90 também será dividido pelos seis.

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// Tijolo por Tijolo

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Momento de se

reinventar

A campanha “Reinventar-se”, criada pela Porto Freire Engenharia, tem como imperativo a necessidade de sintonia com os novos tempos.

“Nós, enquanto sociedade, só vamos melhorar fazendo diferente. Ao fazer as mesmas coisas, não vamos produzir efeito produtivo dentro do contexto social. O ‘Reinventar-se’ não traz só a ideia de mudar simplesmente por mudar, mas a de a gente se autocriar, para que possamos ter melhores resultados”. A frase do empresário Jorge Porto Freire dá o tom da campanha que a empresa realiza neste ano de 2017, a “Reinventar-se”. A linha criativa busca sensibilizar e mobilizar o público, tendo como base o contraponto entre o que a pessoa faz para reinventar-se e o que a Porto Freire fez nesse mesmo sentido.

A iniciativa compõe a estratégia de comunicação da empresa, consolidando a imagem construída ao longo de 33 anos de atuação na construção civil. A temática se estenderá por todo o ano, tanto no plano institucional quanto no promocional, criando uma identidade e sendo multiplicada nos meios de comunicação. “A ideia é que tenhamos um grande tema para o ano todo. Algo para comunicar. Nossa intenção é passar essa mensagem para a população de uma forma geral”, destaca Jorge Freire.

Jorge Porto Freire, presidente da Porto Freire Engenharia

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// Tijolo por Tijolo

O objetivo da campanha é potencializar o caminho percorrido pela empresa.

“Só vamos melhorar fazendo diferente”. BUSCA PELO CRESCIMENTO Contribuir para o crescimento das pessoas e do desenvolvimento de práticas sociais embasadas na solidariedade e no compartilhamento não é uma novidade para a construtora, que tem como mote trabalhar temas de engrandecimento pessoal, inclusive levando atividades de filosofia aos funcionários. Desenvolver programas de aperfeiçoamento profissional aos seus colaboradores e, consequentemente, a fornecedores e clientes, é o objetivo.

CONTEXTO DE MUDANÇAS Para a Porto Freire, no contexto de mudanças tecnológicas e sociais rápidas, ‘reinventar-se’ se torna um imperativo não só por uma questão de sobrevivência, mas, principalmente, pela necessidade de sintonia com os novos tempos, que exigem determinação e coragem frente aos desafios de uma nova sociedade, carente de valores. “Com a campanha, temos o objetivo de potencializar o caminho que seguimos na empresa. Ultimamente, com todo esse cenário que está acontecendo no País, temos essa dificuldade de nos reinventar. Na realidade, a campanha tem uma mensagem interior, não só para dentro da organização, mas para as pessoas. Somente dessa

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forma, acreditando nessa ideia de querer seguir, é que vamos superar as dificuldades”, considera Jorge Freire. Em suma, no cenário de turbulência social, política e econômica, a campanha Reinventar-se tem o objetivo de compartilhar com a sociedade o desejo de mudança com um forte apelo à reinvenção da forma de ser e agir das pessoas, ao mesmo tempo em que reafirma os valores da empresa e sua contribuição para um mundo melhor, fazendo a diferença. Mais uma vez, a Porto Freire confirma seu pioneirismo ao incorporar, na sua comunicação, valores que contribuem para a reinvenção de uma sociedade justa e solidária.

Exemplo disso é que por meio de projetos socioambientais em parceria com órgãos públicos, a Porto Freire atua por um mundo mais verde e amigável, criando espaços de convivência e cidadania. Desde 1984, ano de sua fundação, a construtora vem se caracterizando como uma empresa voltada para o pioneirismo e a construção de valores, focada na qualidade de vida das pessoas e na melhoria da sociedade. O Sistema Prevcon, por exemplo, lançado no momento em que o então Sistema Financeiro de Habitação era a única porta de entrada para a casa própria, revolucionou o mercado imobiliário cearense e possibilitou o acesso à moradia a milhares de pessoas, constituindo-se num case de sucesso. Também com a marca do pioneirismo, o Parque del Sol, com mais de 200 mil m2, mudou o perfil da região leste, transformando-se na maior área verde urbanizada de Fortaleza, abrindo o caminho para a expansão da cidade e valorizando os investimentos implantados.


REINVENTAR-SE Para garantir que a mensagem chegasse de forma clara, foram criados sete anúncios com apelos focados em públicos diferenciados e complementares: • O que faz você reinventar o seu jeito de viver? A Porto Freire se reinventou para fazer a diferença. • O que faz você reinventar o seu jeito de morar? Com o Parque del Sol a Porto Freire reinventou um novo estilo de vida. • O que faz você reinventar o seu jeito de olhar o mundo? A porto Freire se reinventou para você curtir a vida. • O que faz você reinventar o seu jeito de ser? A Porto Freire se reinventou para mudar a realidade. • O que faz você reinventar o seu jeito de agir? A Porto Freire se reinventou para colaborar com as pessoas. • O que faz você reinventar o seu jeito de ser feliz? A Porto Freire se reinventou para fazer da amizade um grande valor. • O que faz você reinventar o seu jeito de olhar o futuro? A Porto Freire se reinventou para construir valores.

A campanha está sendo divulgada nos meios de comunicação tradicionais e redes sociais. www.portofreire.com.br

Reinventar O que faz você

o seu jeito de fazer o bem? A Porto Freire se reinventou para fazer da amizade um grande valor.

A amizade inspira as relações da Porto Freire com colaboradores, clientes e fornecedores, construindo a confiança indispensável para o sucesso. Reinventando-se sempre, a Porto Freire contribui para que milhares de famílias também reinventem o seu jeito de ser feliz, realizando o sonho da casa própria. Com amizade você também pode reinventar o seu jeito de ser e contribuir para um mundo melhor. Isso faz toda a diferença.

85 3299.6677

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// Estilo Indica

Fachada do Museu da Fotografia


As imagens que contam

histórias

As férias se aproximam. Que tal aproveitar os dias livres com programas culturais que podem ser feitos com a família, os amigos ou até sozinho. A dica da Estilo é uma visita ao Museu da Fotografia, recém-inaugurado em Fortaleza. Com um acervo de mais de 400 imagens de fotógrafos, alguns famosos mundialmente, como Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, o espaço é

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olhar da garota afegã transformou a foto do americano Steve McCurry em um ícone da história da fotografia mundial. Era 1984 quando as lentes do repórter-fotográfico da National Geographic, que cobria a guerra no Afeganistão, congelaram aquele rosto cuja expressão, como definiu McCurry, revelava a dureza da vida de uma criança frente aos horrores da guerra. A foto foi capa da revista e ganhou o mundo. Dos 25 originais desta imagem espalhados pelo planeta, um deles está no Museu da Fotografia, inaugurado em março passado, em Fortaleza. A “Menina afegã” é uma mostra do valioso acervo que o novo espaço cultural oferece ao público. São 440 fotos - cedidas pelo empresário cearense Sílvio Frota, cuja coleção particular contabiliza mais de duas mil imagens -, produzidas por grandes nomes da fotografia mundial e brasileira, como Henri Cartier-Bresson, Cindy Sherman, Pierre Verger, Sebastião Salgado e Chico Albuquerque. As imagens narram histórias que marcaram, sobretudo, o século passado, como as guerras, a Grande Depressão, o período da ditadura militar no Brasil e, na atualidade, os conflitos nos países do oriente médio.

uma oportunidade de conhecer, pelo olhar destes profissionais, os fatos que marcaram a história do Brasil e do mundo.

Os jangadeiros cearenses sob as lentes de Chico Albuquerque.

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//Estilo Indica

A Grande Depressão, nos EUA, retratada por Dorothea Lange.

EDUCAÇÃO E INTERAÇÃO O objetivo do Museu da Fotografia – segundo do gênero no País, o primeiro está em Curitiba - é aproximar as pessoas da fotografia, “mesmo aquelas que não têm intimidade com esta arte”, afirma o seu fundador Sílvio Frota. Com a curadoria de Ivo Mesquita, que já atuou na Pinacoteca de São Paulo, as obras estão organizadas por temas, contando em sequências as histórias que representam. Em um amplo e moderno espaço com 2.500 m2, o Museu oferece, além da área destinada às exposições permanente e temporária, espaços para a realização de oficinas e palestras, uma livraria temática e um café. O prédio abriga ainda um piso para a mostra de trabalhos de profissionais do Norte e Nordeste.

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Com uma proposta educacional, o museu vem atuando junto à comunidade, numa interação que objetiva despertar o interesse pela fotografia através da realização de cursos e exposição dos melhores trabalhos dos participantes, além de visitas programadas de estudantes ao museu. Em um segundo momento, será implementada a ideia de se promover exposições itinerantes pelo interior do Estado.


Sharbat e o olhar enigmático que marcou a história da fotografia.

OS OLHOS DE SHARBAT Sharbat Gula tinha 12 anos quando foi fotografada por Steve McCurry. Ela, que havia perdido seus pais durante a ocupação soviética no Afeganistão, estava em um campo de refugiados no Paquistão quando o seu rosto chamou a atenção do fotógrafo. Seu olhar, num misto de beleza e terror, que desafia e perturba, comoveu o mundo. Aquela imagem, onde se podia ler a tragédia da guerra, se tornou a fotografia mais conhecida da história da revista National Geographic e virou símbolo da situação dos refugiados em todo o mundo. Anos mais tarde, McCurry decidiu procurar por aquela garota de impactantes olhos verdes que o tornou famoso. A busca durou dez anos, até que, finalmente, ele pode fotografá-la outra vez. Através da tecnologia biométrica, especialistas confirmaram a sua identidade. Ela estava com 30 anos, casada e com três filhas. Sua vida continuava uma tragédia. Ele ajudou a família e mantém contato com eles até hoje.

// SERVIÇO O Museu da Fotografia fica na Rua Frederico Borges, 454 – Varjota. Aberto de quarta a sábado, de 12h às 17h. Ingresso: R$ 10,00 – às quartas-feiras, entrada gratuita. Menores de 18 anos e maiores de 60 anos não pagam Tel: 85 3017.3661

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Revista Estilo - Junho 2017  

José Albano. Aos 73 anos, dos quais 50 dedicados à fotografia, ele se prepara para lançar um livro de imagens e textos sobre a gastronomia c...

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