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Leitura de Bordo

www.taxicultura.com.br

Duofel A música como profissão de fé

São Bento do Sapucaí

As delícias de uma cidade em plena Serra da Mantiqueira

Cookin’Nanta A incrível combinação de culinária, ritmo e acrobacia

Edição 16

Museu Afro Brasil

Um marco democrático na afirmação da raça negra


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TAXICULTURA|Novembro


Por Nelson Kon

EXPEDIENTE

Diretoria Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón Isabella Basto Poernbacher (editora@portodasletras.com.br) Redação Editor Waldir Martins MTB 19.069 Edição de Arte Carolina Samora da Graça Mauro Bufano Projeto Editorial Editora Porto das Letras Reportagem Arnaldo Rocha, Cida Nogueira e Miro Gonçalves

Editorial

Colaboradores Adriana Scartaris , Elisângela Soares, Fernanda Monteforte, Fernando Lemos, Ivan Fornerón, Mery Hellen Jacon Pelosi, Vinnícius Balogh e Walkyria Ferraz Fotografia de Capa Nelson Kon

Afirmação

Nenhuma forma de afirmação pode ser mais plena e efetiva do que a preservação e a celebração da cultura de um povo e suas diferentes raças. E é isso que o Museu Afro Brasil realiza, ao recontar a nossa história sob a perspectiva da raça negra. Um trabalho difícil, que implica na desconstrução de paradigmas e preconceitos, inclusive naqueles que são vítimas dentro do processo de dominação, conforme mesmo afirma seu idealizador e atual diretor curador Emanoel Araújo. Dentro desse trabalho pluralista e democrático, trazemos nesta edição essa importante casa de cultura paulistana, que, neste mês de novembro, quando se comemora o Dia da Consciência Negra, apresenta duas importantes mostras que traduzem de forma perfeita o trabalho do Museu: Coleção Ruy Souza e Silva: Tornar-se escravo no Brasil do século XIX e Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil. Vale muito a pena conferir. Também focados no processo de reconstruir paradigmas dentro da cultura brasileira, os músicos Luiz Bueno e Fernando Melo – o Duofel – reconhecidos nacional e internacio-

nalmente como uma das mais criativas e inventivas duplas da música popular brasileira, conversaram com a Revista TAXICULTURA sobre a trajetória e o novo trabalho que está em processo de gravação e produção. Essa mesma vocação em desafiar o que está estabelecido em busca de liberdade e realização é a síntese de grupo de dança que realiza um trabalho absolutamente diferenciado e retratamos: a Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini. O trabalho que teve início há 17 anos conta hoje com um corpo de baile formado por 92 bailarinos e já participou de eventos como a festa de encerramento da Paraolimpíada de Londres. Se a correria do dia a dia está cobrando seu preço e você está pensando em relaxar, não deixe de ler a matéria sobre a cidade de São Bento do Sapucaí. Pertinho de São Paulo, a cidade oferece um receptivo excelente e atrações para diferentes tipos de público. Que o diga o compositor Lamartine Babo, que nos anos 40 e 50 era contumaz visitante da cidade a quem compôs uma de suas mais famosas canções: No Rancho Fundo.

Revisão Naira Uehara Publicidade Diretor Fábio Martucci Fornerón Assessoria jurídica Paulo Henrique Ribeiro Floriano Comercial Suporte Administrativo Ana Maria S. Araújo Silva Bruna Donaire Bissi Assinaturas e mailling (assinatura@portodasletras.com.br) Impressão Wgráfica Tiragem 25.000 exemplares Distribuição Gratuita

TAXICULTURA é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524, E-mail editora@portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação, exceto as imagens sob a licença do Creative Commons. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista. Os anúncios veiculados nessa revista são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Boa viagem e boa leitura! Os Editores

Dezembro|TAXICULTURA

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SUMÁRIO | TAXICULTURA

06 Onde fica?

08 Paulistanos

Verde na metrópole

Duofel – A música como profissão de fé

20 18 08 São Paulo 12 Tem

Um Mundo Todo

Associação BaléTecnologia de Cegos Cookin’Nanta Paulistanos Fernanda Bianchini

2830 30 Bandeira32 32 Livre 22 28 30

Qualidade de Vida Beleza

O prazeroso risco de viver Agenda

40 Mundo Cão 44

Coleiras especiais

Qualidade Bandeira São Bento do Sapucaí de vida Livre Charme e Tecnologia Beleza

42 Horizonte Vertical 48 O gosto pelo delírio

ESPAÇO LEITOR

Para nós, sua participação é fundamental. Para enviar suas críticas, elogios, sugestões ou comentários basta enviar um email para: leitor@taxicultura.com.br Assim que recebermos sua mensagem entraremos em contato para atender a sua solicitação.

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TAXICULTURA|Novembro

12 Big Apple

Novidades da capital do mundo

14 22 16 Capa 16 3638 36 Agenda Cultural 32 36

São Paulo:Museu um Afro Brasil Capa mundo todo Qualidade de Vida São Paulo Morar O melhor da cidade Tem Bem

Morar Bem

Mundo&Cia

13 Tecnologia

Dicas e sugestões

28 24 Beleza 18 38 Morar Bem 38 Agenda Beleza 24 horas Bandeira LIvre

Casa FOA Capa


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Museu Afro Brasil

Um marco democrático na afirmação da raça negra

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Duofel

A música como profissão de fé

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Cookin’Nanta

A incrível combinação de culinária, ritmo e acrobacia

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São Bento do Sapucaí

As delícias de uma cidade em plena Serra da Mantiqueira

José Silvério

Esplendores do Vaticano

Casa sustentável

Na época em que era criança, a minha família, meio como uma coisa de tradição, só ouvia a Rádio Bandeirantes e na hora do futebol não dava outra: todo domingo ouvia o Fiori Gigliote. Com o passar do tempo, deixei de acompanhar futebol, estava na universidade e as preocupações eram outras. Até que casei e a minha esposa, também por uma tradição familiar, só ouvia a Joven Pan. Foi então que tomei contato com o José Silvério, que resgatou toda minha paixão pelo futebol. Sem dúvidas, o melhor locutor esportivo do Brasil de todos os tempos.

Sou frequentador assíduo do Parque do Ibirapuera e não tinha ideia do tamanho e importância da mostra Esplendores do Vaticano, que está acontecendo na OCA. Incrível poder ter uma ideia do poder que a igreja desempenhava no favorecimento da cultura desde praticamente a sua consolidação em Roma.

Muito interessante a ideia que o Gustavo Calazans apresenta acerca do que é realmente uma casa sustentável: uma casa que de fato seja acessível agora e com o menor impacto para o maior número de pessoas. Tira a sustentabilidade desse patamar, como se fosse um artigo de luxo e ostentação. Na verdade é necessidade.

Magda Carvalhal

Célia Ribeiro

Moacir Andretta

Novembro|TAXICULTURA

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ONDE

FICA?

Por Miro Gonçalves

Verde na metrópole Charmoso, elegante e com obras de arte permanentemente expostas, esse foi um dos primeiros parques da cidade de São Paulo

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Davi Francisco

Inaugurado em 3 de abril de 1892, dentro de um ambiente cultural determinado pela aristocracia cafeeira, onde predominavam as influências do romantismo europeu, o parque acabou ganhando ares de um jardim inglês, apesar de sua exuberante vegetação tropical, remanescente da Mata Atlântica, nessa região conhecida na época como alto do Caaguaçu. O responsável pelo projeto paisagístico foi o francês Paul Villon, motivo pelo qual o parque às vezes ser citado, nos textos antigos, como Parque Villon. Por muitos anos ainda foi conhecido como parque da Avenida e era explorado pela iniciativa privada, juntamente com o clube, tendo servido de palco para muitas festas, bailes e eventos culturais da alta sociedade paulistana. A partir de 1968, na gestão do prefeito Faria Lima, o parque passou por várias mudanças que tiveram a assinatura do paisagista Burle Marx e do arquiteto Clóvis Olga. Recentemente, o parque foi tombado pelo CONDEPHAAT e pelo CONPRESP e possui em seu interior atrativos como a estátua do Fauno, de Victor Brecheret, um viveiro de aves, fontes, chafarizes, locais de recreação infantil, sanitários públicos e centro administrativo, tornando-se um refúgio de lazer e descanso no meio da agitada metrópole paulista.

Você sabia?

Retrovisor do Taxista

Os primeiros 10 leitores que identificarem a localização da foto acima ganharão um par de ingressos para o teatro.

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Sua resposta deverá ser enviada para o e-mail:

leitor@TAXICULTURA.com.br

O resultado sairá na próxima edição junto com os nomes dos ganhadores.

O prédio da luz Na edição passada apresentamos uma foto do atual Shopping Light, cujo prédio, inaugurado no ano de 1929 e tombado como patrimônio histórico , foi batizado com o nome de um advogado canadense que até o ano de 1928 havia presidido a Brasília Traction, empresa controladora da Companhia Light do Brasil.

A rua que hoje separa o parque já era um caminho utilizado pelos moradores da Vila de Piratininga no ano de 1545

GANHADORES Débora Geleson

Ednaldo Andrade

Rita Vieira

Gilmar Silva

Marcos Pereira

Marina Rubia

Daniel Carvalho Nascimento

Carla Souza

Cícero Martins

Regina Prado

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PAULISTANOS

Divulgação

Por Waldir Martins

Fernando Melo e Luiz Bueno, o Duofel, preparam disco para marcar 35 anos de carreira

Duofel A música livre de Luiz Bueno e Fernando Melo

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S

e você nunca ouviu o Duofel não sabe o que está perdendo. A Tetê Espíndola ouviu. O Hermeto Pascoal ouviu. O Egberto Gismonti ouviu. O Paulinho Nogueira ouviu. Até o Ornette Colleman, criador do Free Jazz, também já ouviu. E ainda o Belchior, o José Geraldo e o Almir Sater, também eles ouviram a incrível música da dupla. Se eu fosse você iria ouvir. Aproveite

para ver também, porque, neste mês de novembro, eles irão realizar dois shows na cidade e são imperdíveis. Em processo de gravação do novo trabalho ‘Revisando a MPB’, em comemoração aos seus 35 anos de carreira, o paulistano Luiz Bueno e o alagoano Fernando Melo conversaram com a TAXICULTURA e nos proporcionaram uma verdadeira reflexão, falando da trajetória da dupla e da opção pela música como um ato de fé e renovação permanente.

TAXICULTURA|Novembro- Seja gentil: deixe a revista a bordo para o próximo passageiro


Fotos de Divulgação

Taxicultura Como a música chegou na vida de vocês?

Luiz Bueno Eu tive um avô que era boêmio, mas que tinha uma fachada de alfaiate. Às sete horas da noite ele fechava a alfaiataria, botava aquela beca de casimira inglesa, chapéu, óculos escuros e saía de casa com o violão embaixo do braço e chegava às sete da manhã. Morreu de cirrose. Às vezes a família dizia que ele só tinha alfaiataria para se vestir bem (risos). Mas eu não sabia disso, minha lembrança dele quando morreu, na época eu tinha uns seis anos de idade, era como um alfaiate. Acontece que, um dia, tive um problema de nota na escola, aí pelos nove anos, e o professor de química disse que a escola estava montando um laboratório de química, e quem tivesse algum equipamento ou aparelho para doar ganharia um ponto na nota. E eu precisava desse ponto. Meu pai havia sido químico, então cheguei para o papai e, sem dizer que eu precisava de um ponto na nota, disse: ‘pai, eu queria tanto doar uma coisa lá para o laboratório de química que estão montando lá na escola’. Então ele me disse que subisse ao sótão de casa e pegasse uma proveta graduada que estava guardada lá. Quando eu cheguei lá em cima, logo de cara estava a proveta, mas lá no fundo do sótão tinha um violão, que era o violão do meu avô. Fui lá e peguei o violão. Costumo dizer que desci do sótão de casa com um ponto a mais na média na minha mão direita e a minha vida na mão esquerda.

Fernando Melo Antes de tocar eu gostava muito de cantar e dançar e ver os filmes de Elvis Presley. Nessa época eu tinha meus nove anos de idade e, na realidade, minha ideia era ser um Elvis (risos). Eu ia à sorveteria, cantava e dançava, tomava sorvete de graça... na porta do cinema, a mesma coisa porque entrava de graça. Já era conhecido na cidade, fazia um showzinho e ganhava as entradas de graça. Quando chegava em casa, eu ficava de castigo, porque a família era caseira e não gostava mesmo; fazer essas coisas do portão para a calçada era complicado. O violão aconteceu quando um irmão, que foi morar em Brasília, trouxe um para mim e, então, comecei a tocar. Aos 14, entrei em um conjunto de baile, que foi a minha grande escola. Nessa década de sessenta, principalmente em Alagoas, não tinha escola de música, todos os músicos eram autodidatas. A gente aprendia na rua. No ano de 1967 a família toda foi para Maceió e quando, em 1975, vim para São Paulo junto com um amigo, que era contrabaixista, a ideia já era viver de música.

E como foi isso? Ele dizia que conhecia todo mundo, era amigo do Paulo Autran, que a gente ia ter tudo aqui. Quando batemos na Estação da Luz, ele disse: ‘olha, eu preciso te falar uma coisa, que era para te falar nesses dois dias que a gente tava no ônibus: rapaz, eu não conheço ninguém aqui’ (risos). Foi uma roubada. Mas tivemos muita sorte. Chegando aqui fui morar em uma pensão no Bairro do Brás. Quando descemos do ônibus, fomos pegar informações e disseram: ‘pegue essa rua que você vai encontrar um lugar. Aqui é o reduto dos nordestinos’. E era uma rua que saía defronte à Estação da Luz e ia até o Brás. Então chegamos a uma pensão, a gente tinha pouco dinheiro, que não dava a metade do aluguel. O dono da pensão, muito gente fina, nordestino também, vendo a gente com aqueles sacos, com violão e tudo, sem dinheiro, disse: ‘não vou nem pegar o dinheiro de vocês; vou deixar vocês ficarem um mês. Se não conseguirem nada, vocês vão embora’.

Decidimos então escolher um nome que simbolizasse a nossa música e tivesse significado, criamos então o Duofel, que é uma síntese de dueto de Fernando e Luiz

Luiz Bueno Estão devendo até hoje... (gargalhadas)

leitura de bordo dos taxis paulistanos - Novembro|TAXICULTURA

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Fernando Melo

Quando você trabalha a sua música, as pessoas vão aparecendo na sua vida e vão te ensinando

Meses depois, encontramos com o Luiz, que tinha um grupo de rock progressivo chamado Boiçucanga, e precisava de um baixista e eu e esse meu amigo fomos fazer um teste. Depois do teste o Luiz disse: ‘você tudo bem, mas esse cara não dá!’. Ele terminou voltando para Maceió e eu passei a tocar na banda. Isso foi no final de 1975.

Taxicultura Qual foi o caminho musical até chegar ao Duofel? Na banda tocávamos rock progressivo, ouvíamos Pink Floyd, Led Zepplin , Jethro Tull. Um dia falei: chega de guitarra! É violão! Só que era um instrumento que a gente não sabia tocar, a gente achava que ia tocar e a coisa foi crescendo, evoluindo, começamos a ouvir Paco de Lucia, Índios Tabajara, uma dupla muito louca dos anos 50. Eles eram tão maravilhosos que transpunham para o violão peças do Chopin. Isso despertou na gente que tínhamos que estudar e colocar conteúdo brasileiro na nossa música. E aí nós fizemos uma coisa muito linda, que é a base da nossa música e da nossa amizade até hoje. Eu tinha meu trabalho, comprei uma Brasília, dois violões, dois microfones, um amplificador tremendão, que dava pra plugar os microfones, dois banquinhos e uma barraca, e fomos viajar o nordeste de cidade em cidade, durante um ano. E no meio do caminho encontramos o Cacá Diegues filmando o Bye Bye Bra-

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sil! E isso foi um negócio muito forte, porque, nessa viagem, aprendemos a descobrir a nossa música e um ao outro. Nós começamos a fazer uma música diferente, nossa música não tem similar, nós não somos improvisadores, tudo o que está gravado nós apresentamos no show. E as pessoas se espantam ‘mas e aquela loucura?’...eu respondo que a loucura também está incluída. E aí nasce Duofel em 1982, em uma estreia no MIS [Museu da Imagem e do Som], com Paulinho Nogueira e Almir Sater. Decidimos então escolher um nome que simbolizasse a nossa música e tivesse significado, criamos então o Duofel, que é uma síntese de dueto de Fernando e Luiz.

Taxicultura O que mudou na trajetória de vocês?

Tudo muda. Na verdade, é um caminho a ser percorrido. Quando você trabalha sua música, as pessoas vão aparecendo na sua vida e vão te ensinando. A nossa escola foi a escola da rua e essa rua nos trouxe, por exemplo, o universo do Hermeto Pascoal. Com ele nós aprendemos tudo o que a gente poderia aprender. E isso faz parte desse universo da música. Hoje estamos colhendo os frutos desses 34 anos de trabalho. Temos reconhecimento, fazemos shows pelo Brasil inteiro com teatros lotados. Hoje temos a nossa empresa que é a Fine Music, somos nós quem administramos todo nosso catálogo e a nossa carreira.

TAXICULTURA|Novembro- Seja gentil: deixe a revista a bordo para o próximo passageiro


Luiz Bueno Sempre achamos que, como instrumentistas, a gente tinha que ralar muito. Depois, vieram pessoas pontuais, que na hora H - quando você chega em um lugar e pensa ‘cara, não vou conseguir subir aí!’ – chegam. Como a Tetê Espíndola e diz: ‘vem cá’ e com ela a gente vai lá e ganha o Festival da Globo com arranjos nossos. Depois vem o Hermeto e diz: ‘vem aqui, vocês fazem uma música diferente e eu vou ajudar vocês’. Depois vem o Egberto Gismonte e fala: ‘vocês têm uma música inusitada’, depois vem o Ornette Colleman, criador do Free Jazz e fala ‘quando vocês quiserem gravar um disco no meu estúdio em Nova Iorque, no Harlem, vocês não vão pagar nada’. Essas coisas vão levando a gente adiante. Mas existe um momento que é crucial, que é quando decidimos parar de acompanhar os cantores. Nós já tínhamos acompanhado todo mundo: Belchior, José Geraldo, Almir Sater, Tetê Espíndola, para fazer dinheiro, para sobreviver, mas percebemos que para emplacar como som, para ser o nosso som no palco, era preciso eliminar a figura do cantor. Isso foi fundamental porque nos deu força para ir buscar, ir atrás.

Taxicultura Porque a indústria cultural não abre mais espaço para vocês?

Luiz Bueno O rádio, a televisão e todas essas coisas estão inseridas dentro do mundo capitalista, onde o que importa é o capital. Tudo o que está dentro desses veículos é para ganhar dinheiro, as pessoas estão interessadas em fazer grana. Hoje a gente sabe que

a nossa música, que esse tipo de música, que sempre houve e sempre haverá, não foi feita e não é feita para tocar no rádio e na televisão, é feita para tocar a alma e o coração... é aí que ela vai tocar. Nós não temos essa ilusão de tocar no rádio e TV; já tivemos, mas agora não temos mais.

Fernando Melo Nós temos grandes instrumentistas no Brasil, mas boa parte deles migrou e está acompanhando sertanejo. De certa forma, isso até ajuda a tornar essa música mais palatável. Eu vejo esses novos sertanejos falando com orgulho, como se eles estivessem fazendo uma música sertaneja, mas é aquela história, que de tanto se falar uma mentira, ela se torna verdade, não é assim?

Luiz Bueno O fato de, no começo da nossa carreira, termos feito uma viagem de um ano e termos sobrevivido da nossa música, uma música diferente, que não toca em lugar nenhum, só toca ali, naquele momento, isso faz a força dela. Nós já tocamos para treze pessoas em teatro com oitocentos lugares. Mas tocamos e essas treze pessoas levantaram e aplaudiram de pé. Tocávamos na rua e víamos que as pessoas mais simples adoravam a nossa música, se emocionavam e isso nos foi dando muita força. Hoje entendi que nós temos que compartilhar o nosso dom e que quando você compartilha o seu dom as coisas acontecem.

Taxicultura E o novo trabalho que vocês estão desenvolvendo?

Fernando Melo A gente já flertou com tudo, com música eletrônica, com música erudita, com pop. Cada disco é uma história diferente, porque são ideias que vão surgindo e vamos trabalhando sem medo, porque é essa liberdade que traz a criatividade. Quando você bloqueia e não arrisca, você fica dentro daquele quadrado. Se você não põe a cara para bater, não tem nada de novo. O novo é exatamente isso, você mostrar o que ainda não fez antes. E as pessoas vão dizer se acham legal ou não. Nós não temos freio, o nosso atual lema é ‘o violão livre de Duofel’. Estamos completando 35 anos de carreira e iremos realizar uma série de atividades para comemorar a data e esse novo disco é uma delas. Para esse novo trabalho as músicas já estão prontas e arranjadas, a capa está sendo produzida e a ideia é fazer o lançamento no próximo mês de março. Vamos começar gravar agora em novembro e vai ser a nossa visão da MPB, que vai se chamar “Revisando a MPB”, onde vamos passar por músicas que a gente ouve por aí, essa música que chega pela janela, que ouve na rua. Vamos tocar Geraldo Vandré, Caetano, Chico, Gil, Ary Barroso, Caymmi. A música que nesse período todo passou pela gente.

Show Duofel SESC Ipiranga

Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga - São Paulo Dia 18 de novembro - às 18h Fone: 11 3340-2000

Centro Cultural Barco

Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, n°426 Pinheiros - São Paulo Dia 29 de novembro - às 21h Fone: 11 3081-6986

leitura de bordo dos taxis paulistanos - Novembro|TAXICULTURA

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BIG APPLE Por Vinnicius Balogh

Passeio pelo Brooklyn e pela Brooklyn Bridge Divulgação

A grande maioria dos turistas que vem a NY passeia somente por Manhattam e se esquece ou não considera os outros quatros distritos que constituem a cidade. O Brooklyn seguramente é o segundo distrito mais “importante” para o turismo, seguido por Queens, Bronx e Staten Island. O Brooklyn foi cidade de 1664 a 1898, quando se tornou distrito. Apesar de fazer parte de Nova York, possui sua própria personalidade e até seu próprio time de basquete na NBA, além de ampla diversidade cultural, com uma cena artística independente. Abriga uma das maiores comunidades judaicas do mundo e também a sede mundial das Testemunhas de Jeová. Reserve um dia para conhecer a cultura da comunidade local; vale muito a pena tomar um café da manhã e almoçar pelo bairro de Williamsburg e voltar a Manhattan caminhando pela Brooklyn Bridge. O cenário é perfeito para ótimas fotografias. Chegar no Brooklyn é bem fácil, basta pegar a linha L do metrô.

Apaixonado por viagens e gastronomia, Vinnicius Balogh traz aos leitores da TAXICULTURA dicas e sugestões para curtir na metrópole mais badalada do mundo

Vinnicius Balogh é administrador de empresas e atualmente mora em Nova York, onde está realizando um Executive MBA na Columbia University Twitter: @vibalogh

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Neste ano, o tradicional Black Friday (ou sexta feira negra) será dia 23 de novembro. Trata-se da sexta-feira pós-feriado de Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), quando se dá a largada para as compras de Natal. Quem estiver nos Estados Unidos nesse dia irá entender o real sentido da palavra liquidação! As lojas em geral, principalmente os grandes magazines, têm como meta literalmente liquidar todo seu estoque; para isso, caso o produto não seja adquirido por algum voraz consumidor, os preços seguem baixando ao longo do dia. No passado, as lojas abriam nesse dia por volta das 6h da manhã, depois anteciparam para as 5h, e, às 4h, devido às filas que se formavam em suas portas. Hoje, esses magazines começam a liquidar os produtos à meia noite e um, deixando suas portas abertas por toda a madrugada. Se vier a NY nessa data e tiver paciência para enfrentar o tumulto, seguramente fará excelente negócio. Destaque para a Macy’s, Forever 21 e Sears, que patrocinam grande parte dessa festa do consumo.

Hamburguer Não é surpresa para ninguém que o hamburguer é a maior contribuição americana para a gastronomia. Embora São Paulo hoje também ofereça excelentes hamburgueres, degustar um belo hamburguer em NY tem, no mínimo, um charme a mais. O que no passado foi algo desprezado pelos grandes chefs da culinária mundial, hoje é um desafio para muito deles “criar” algo novo e delicioso. Em muitos restaurantes renomados encontram-se hamburgueres em seu cardápio. A dica que passo não são esses restaurantes, mas sim os tradicionais que têm no hamburguer a sua atração principal. • Five Napkings: 630 9th Avenue + 2 endereços • Burguer Join: 119 West 56th Street (lobby do hotel Meridien) • Shake Shack: 691 8th Avenue + 2 endereços Pode visitar qualquer um deles que seguramente não irá se arrepender, mas, se der tempo, visite os três!

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Black Fryday

TAXICULTURA|Novembro - É leitura de bordo dos taxis paulistanos


Neste caderno você encontrará dicas, artigos, entrevistas e novidades sobre o mundo da tecnologia para facilitar o seu dia a dia

Aplicativos e ferramentas Atube Catcher

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As senhas são muito importantes no mundo digital. E usar “senha forte” é uma dica importante. Quanto mais se puder misturar letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais, melhor. Mas com tantas senhas no nosso universo digital, é complicado guardar todas. Redes Sociais, foruns, webmails e tantas outras. Por isso esse aplicativo pode ajudar muito aqui. Uma forma de guardar as suas senhas, de maneira segura, no seu próprio computador.

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Ultimate Password Saver

Uma excelente opção para download de vídeos do Youtube. Bem completo e relativamente rápido, traz a vantagem de poder fazer a conversão dos vídeos para vários formatos diferentes e ainda tem um recurso para permitir edições simples dos vídeos que voce baixar, como a união de vários videos em um só. Compatível também com os principais serviços de distribuição de vídeos na web como MEGAVIDEO, VIMEO e DAILYMOTION.

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Uma opção muito interessante como navegador da web. Simples mas com várias opções. Principalmente o fato de ser portátil. Você o leva em um pendrive, por exemplo, e pode usar em qualquer computador de maneira segura, sem deixar rastros sobre os sites que você visitar. E ainda é possivel fazer posts direto no Facebook sem precisar inicializar a sua conta. Excelente para visualização rápida das páginas na web. Gratuito e disponível nos sites de download na web.

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Immersive Explorer

As Redes Sociais estão cada vez mais presentes nas nossas vidas, mas participar de várias demanda muito tempo. Especialmente na hora de postar mensagens em todas. Mas existe essa alternativa interessante para usuários do navegador Google Chrome. Uma extensão que permite gerenciar as Redes nas quais você participa, em um único ponto de controle. A partir daí você pode publicar uma única vez e a sua mensagem aparece em todas as suas Redes. E se for usuário do Google Plus, pode ver todas elas na mesma timeline.

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Slimbrowser Portable

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Streamfield

O Windows 8 acaba de ser lançado mas é natural que a sua adoção pela maioria das pessoas ainda demore. Então, se você preferir manter a versão anterior mas gostaria de ter uma experiência do novo sistema, uma dica é o aplicativo IMMERSIVE EXPLORER. Voce passa a navegar nos seus diretórios de arquivos com as características do novo sistema. Com um modo diferente de visualização de arquivos, executando músicas e visualizando imagens automaticamente, sem precisar instalar softwares adicionais.

Fernando Lemos é especialista em Soluções de Tecnologia, palestrante, colunista em rádios e TV. Autor de artigos em jornais, revistas e sites na web, e idealizador do Projeto Tecnologia Para Todos® Web: www.fernandolemos.com.br | Palestras: palestras@fernandolemos.com.br

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TECNOLOGIA

Oscar Nusbaum

Entrevista

A Virtualização está transformando os processos de negócio nas corporações

P

rofissional reconhecido com mais de 30 anos de experiência na área de TI, Oscar Nus-

baum é consultor e especialistra em tecnologias de infraestrutura e falou sobre a crescente adoção das Tecnologias de Virtualização.

Fernando Lemos

ON

Quais as principais vantagens que a virtualização pode trazer para as empresas?

Mesmo para este usuário as tecnologias de virtualização já estão se tornando realidade. Claro que de maneira mais simples, mas com um pouco de informação já disponível na web, a virtualização é uma ferramenta interessante.

Oscar Nusbaum Acredito que ela tenha vindo preencher as lacunas na área de TI que se tornaram um grande problema no planejamento anual ou mesmo de longo prazo. Com a virtualização, conseguimos crescer efetivamente o poder de processamento, atendendo às necessidades das áreas de negócio, com menos investimento e de maneira programada. Operacionalmente, essas tecnologias permitem diminuir a ociosidade de equipamentos e reduzir significativamente os custos com a infraestrutura da TI, além da economia de energia e espaço físico.

FL A virtualização já é realidade para pequenas e médias empresas?

ON Com certeza. Existem hoje soluções de virtualização com vários níveis de complexidade. Dependendo das características de cada ambiente e do nível de maturidade da TI. Mas sempre trazendo um enorme benefício para o gestor de Tecnologia: a melhora no gerenciamento dos recursos.

Por exemplo, usar uma única máquina mas executando diversos sistemas operacionais diferentes. Sem a necessidade de formatações e instalações.

FL Qual a tendência para essa área?

ON Eu acredito que seja mesmo um caminho sem volta. Eu mesmo, como consultor autônomo, consigo dentro do meu notebook simular pelo menos 4 tipos de sistemas operacionais, fazê-los interagir entre si e às vezes até simular processamentos colaborativos entre eles, o que muitas empresas com grandes estruturas não podem fazer. Em muito pouco tempo, todas as empresas, sem exceção, estarão de alguma forma usufruindo da virtualização.

FL A virtualização pode ser utilizada pelo usuário final corporativo?

ON Sim. Ela está nas mãos do usuário final hoje, mas de uma forma transparente e com todas as vantagens inerentes, uma vez que faz parte de toda infraestrutura dos datacenters atuais. Aliás, esse é o melhor da nossa área, não é Fernando? A tecnologia corporativa ser implantada, de maneira transparente. Eu costumo dizer que as migrações para ambiente virtualizados se assemelham a uma troca de avião, em pleno voo. Mas a própria tecnologia permite processos de migração estáveis e bem controlados.

FL E para o usuário final em sua casa, aquele que não conhece tecnologia a fundo? Apoio:

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Em um encontro semanal na TV, Fernando Lemos tra

TAXICULTURA|Setembro - é leitura de bordoNETdos taxis paulistanos TV - CANAL 13 - NET CIDADE | 2as feiras – 09:30


Fernando Lemos apresenta o que há de mais moderno e o que vem por aí no universo da tecnologia

TECNOLOGIA

Direto da ficção

Conheça o que há de mais moderno e o que vem por aí no universo da Tecnologia

EXOHAND

Uma tecnologia que traz novas possibilidades de interação entre máquinas e seres humanos. Funcionando como um exoesqueleto, com um formato próximo de uma luva, é possivel movimentar os dedos de forma ativa. O operador tem os movimentos das suas mãos naturais registrados e tansmitidos em tempo real à mão eletrônica, potencializando a sua força. Dessa forma, as mãos humanas passam a trabalhar em situações que requeiram muita força. Interessante em várias áreas, desde ambientes fabris em linhas de montagem, terapias médicas como a reabilitação de pacientes com AVC, ou ainda a manipulação remota em ambientes de risco. Uma vez agregada à tecnologia de force-feedback, é possível também sentir o que o robô toca e agarra, sem tocar de fato os objetos.

Uma universidade americana desenvolveu uma tecnologia que permite substituir fones receptores de bluetooth por um tipo de antena embutida nos tecidos das roupas. Com essa antena, por exemplo, o usuário não precisa mais segurar um celular próximo ao ouvido. A comunicação acontece através de viva-voz, como se o dispositivo fizesse parte do vestuário. A ideia é poder integrar pequenos gadgets eletrônicos às peças de roupa, criando os tecidos inteligentes. E assim, coletar e armazenar informações nos dispositivos. Uma nova tecnologia importante especialmente nas áreas de saúde e militar, integrando formas de comunicação a uniformes. Possivelmente chegando às roupas civis em 2013.

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Tecidos Inteligentes

Uma alternativa muito boa para se enviar uma mensagem confidencial. Você cria a mensagem e recebe um link para enviar por email, por exemplo, a uma pessoa especifica. E a mensagem se autodestruirá no primeiro acesso que tiver.

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Alguns sites interessantes na web. Vale a pena visitar...

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www.PRIVNOTE.com

Ideal para quem gosta de jogar online na web, porque permite acompanhar partidas online entre jogadores, com a visão que cada jogador tem na sua máquina. E assim entender as estratégias e táticas de cada um. Uma boa dica também para conhecer um game antes de comprá-lo.

www.TWITCH.TV

Se você sempre recorre a um amigo para tirar as suas dúvidas sobre informática, eis aqui um site interessante. Faz o papel do Geek ou especialista. Nele você encontra várias ferramentas para o seu PC ou MAC sem precisar recorrer a ninguém. De aplicativos mais comuns a itens mais técnicos como, por exemplo, drivers para o seu sistema reconhecer equipamentos, etc. O seu Geek de plantão.

Um excelente passatempo. Na linha dos sites com curiosidades, esse traz as listas das 10 mais em várias áreas. Recordes, esquisitices e tudo de mais estranho que o ser humano pode produzir. E ainda sugere mais assuntos dentro dos temas que você preferir.

www.ODDEE.com

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www.MAJORGEEKS.com Uma alternativa ao YOUTUBE para quem procura clipes de músicas e busca qualidade. Você encontra clipes de vários grandes artistas. Sempre com excelente qualidade de imagem e de áudio.

www.VEVO.com Nós apoiamos:

az as novidades do universo da Tecnologia®, entrevistas com muita gente bacana e muitas dicas interessantes! Visite e indique: facebook TAXICULTURA - Setembro|TAXICULTURA 0 | 3as feiras – 00:30 | 4as feiras - 13:30h | 5as feiras – 01:30h e 13:00h

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TECNOLOGIA Artigo

Controle o seu PC remotamente

Por Fernando Lemos

Tecnologia permite que você possa acessar seus dados de qualquer lugar Divulgação

cia de arquivos entre máquinas é possivel também a comunicação com quem estiver assistindo a máquina do outro lado. Chat, vídeos e até conference calls abrem um universo de comunicação que permite um controle remoto total. Mesmo com máquinas que estejam desassistidas. Hoje, com todo aparato de segurança disponível tanto na web, como em equipamentos que podemos ter em casa, isso tudo ficou mais fácil. Ferramentas Existem várias ferramentas na web que permitem o controle remoto de PCs. Vários

A

té pouco tempo atrás, para escrever artigos como esse ou acessar qualquer informação gravada em

um computador pessoal, era necessário estar na frente dele. Trabalhar nele. Mas, se considerarmos a vida atribulada que levamos hoje, nem sempre isso é possível. Por isso, é importante se familiarizar com algumas tecnologias que nos permitem acessar nossos computadores remotamente: as tecnologias de acesso e controle remoto. Muito úteis porque com elas, não há mais a necessidade de carregar as máquinas conosco. O que, além de desconfortável, é muito perigoso. Também não é mais necessário estar em um lugar específico para se ter acesso às informações. Conceito O controle remoto na verdade não é uma técnica nova. Mas hoje, com a evolução constante que estamos vivendo, essa tecnologia está cada vez mais acessível e para todos. Poder acessar as suas informações in-

são pagos e alguns têm versões gratuitas, dependente de equipamento e estando em qualquer lugar não tem preço.

com restrições. Mas são mais que suficiente

A ideia é usar um Software que esteja instalado em ambas as máquinas. Simples assim. O software do lado de lá “conversa” com o software do lado de cá. E dessa forma, é possível, a partir de uma máquina, comandar o armazenamento de arquivos ou mesmo executar uma aplicação em outra máquina.

Um exemplo de software bem completo

para os objetivos da maioria das pessoas. para esse fim é o TEAM VIEWER. Com uma versão gratuita bem robusta, disponível em www.TEAMVIEWER.com. E, nesse caso, há também a possibilidade de se controlar computadores através do site na web, sem a necessidade da instalação de software, para

Essas tecnologias evoluiram muito e nem mesmo há a necessidade de se instalar software. Alguns serviços na web permitem o acesso remoto através dos seus sites.

quem preferir.

Controle remoto no trabalho

ações a serem executadas remotamente, como

Pequenas e médias empresas que oferecem serviço de suporte técnico podem ter nessas funcionalidades técnicas uma ferramenta importante, não necessitando estar presentes no local do cliente para atender a um chamado. Com isso, ganha-se rapidez e é possível um atendimento com maior efetividade.

um pequeno robô, o que ajuda muito em al-

Isso porque além da manipulação da máquina remota ou a simples transferên-

da empresa ou mesmo em servidores em

E existem tantas outras possibilidades disponíveis na web tmbém. Algumas ferramentas, inclusive, permitem que se programem as

guns processos mais simples nas empresas. O controle remoto é um exemplo de tecnologia útil, capaz de permitir ações que até pouco tempo eram restritas aos profissionais de tecnologia. Hoje, você pode estar presente em outros departamentos, filiais localidades remotas. Tudo em tempo real.

PROGRAMA TECNOLOGIA PARA TODOS Em um encontro semanal na TV, Fernando Lemos traz as novidades do universo da Tecnologia, entrevistas com muita gente bacana e muitas dicas interessantes! NET TV - CANAL 13 - NET CIDADE 2as feirasSeja – 09:30 | 3as feiras – 00:30a| revista 4as feiras - a 13:30h | 5as feiraso – 01:30h e 13:00h 16 TAXICULTURA|Setembrogentil: deixe bordo para próximo passageiro


SÃO PAULO

Por Cida Nogueira

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UM MUNDO TODO

Elenco interage com plateia neste divertido espetáculo que fará parte da programação do Festival da Coreia

Cookin’Nanta Espetáculo sul-coreano faz uma combinação perfeita de culinária, ritmo e acrobacia

E

nquanto organizam vegetais e utensílios domésticos em sua cozinha, três cozinheiros são surpreendidos pela chegada de um mal humorado chef, que traz ordens sumárias: eles precisam preparar a comida para um casamento que se dará às seis horas da tarde do mesmo dia. Antes de deixá-los, o chef ainda revela mais uma missão: seu sobrinho, inexperiente na cozinha, ficará na companhia dos cozinheiros e deverá aprender todos os truques da preparação do cardápio. Apesar do estranhamento inicial, o quarteto acaba se entendendo bem. No frenesi de descascar, cortar e fritar os alimentos em ritmo frenético, os cozinheiros movimentam-se com notável destreza, criando as soluções mais improváveis para terminar tudo em tempo para a grande celebração.

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SÃO PAULO

UM MUNDO TODO Festival da Coreia Essa inusitada combinação entre ritmo, acrobacias e culinária faz parte do espetáculo Cookin’ Nanta, que se tornou o maior sucesso da história do entretenimento na Coreia do Sul. Em cartaz há 15 anos em Seul, a montagem também ganhou o mundo: já percorreu 41 países e 273 cidades, atingindo um público total de mais de 7 milhões de pessoas em mais de 10 mil apresentações. O espetáculo é parte da programação do Festival da Coreia, que trará ao país eventos culturais, musicais, exposições e filmes, além de palestras e seminários acadêmicos para festejar os 50 anos da imigração coreana no Brasil. Com direção de Suhyun Park, Cookin’ Nanta é uma celebração de ritmos em que a tradicional percussão coreana transforma-se num show arrebatador, agregando aos seus singulares andamentos coreanos um estilo ocidental. Originário do samulnori, performance folclórica muito popular na Coreia, o espetáculo tem a cozinha como seu pano de fundo. Assim, facas, colheres, panelas e outros utensílios se transformam em instrumentos musicais nas mãos dos artistas.

A gastronomia no palco Acrobacias culinárias, uma cerimônia de casamento surpresa e uma eletrizante disputa de tortas são alguns dos pontos altos da montagem, além da sequência de tambores de água, quando o elenco “toca” cinco utensílios de cozinha utilizando água e luzes em LED.

do no New Victoria Theatre, em Nova York, tornando-se o primeiro espetáculo asiático encenado na Broadway. Seis meses depois, tornou-se atração fixa no circuito off-Broadway, no Minetta Lane Theatre, por onde permaneceu em cartaz por 18 meses.

Ao contrário da grande maioria das performances não verbais, Cookin’ Nanta não se limita somente a ritmos e batidas sequenciais, mas faz uso de um roteiro, com personagens de características definidas e doses generosas de comicidade. Além disso, o elenco interage com a plateia, que em determinados momentos passa a fazer parte da encenação e, literalmente, põe a mão na massa. “Todos ao redor do mundo têm se divertido ao assistir o espetáculo. Nunca estive no Brasil antes e estou bastante motivado por visitar o país como ator de Cookin’ Nanta, o que me deixa muito orgulhoso. Espero que possamos trazer esta mesma alegria aos espectadores brasileiros”, afirma Soohee Han, um dos integrantes do elenco. O espetáculo fez sua estreia internacional em 1999 no Festival Fringe de Edimburgo, onde foi premiado como melhor performance. Desde então, já passou pelo Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália, Japão, Taiwan, Cingapura e Austrália, entre outros países. Em setembro de 2003 foi apresenta-

Cookin´Nanta 14 e 15 de novembro, às 21h, em São Paulo Local: Teatro Geo Av. Faria Lima, 201 - acesso pela Rua Coropés, 88 - Pinheiros – São Paulo Preço: R$ 60 (com meia-entrada) Ingressos à venda na bilheteria do teatro Por telefone: (11) 4003-9949 Ou pelo site ShowCard www.showcard.com.br.

leitura de bordo dos taxis paulistanos - Abril|TAXICULTURA

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SP

TEM

Por Arnaldo Rocha

Dançar para a vida Única companhia profissional de balé para cegos do mundo existe há 17 anos e a sua sede está aqui na cidade de São Paulo

F

oi no Instituto Padre Chico, no ano de 1995, que a fisioterapeuta Fernanda Bianchinni deu início a um projeto aparentemente irrealizável: promover a integração social de deficientes visuais de baixa renda, utilizando como ferramenta o balé clássico.

Com a força desse sonho fez nascer a Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini, cujo corpo de baile conta hoje com 92 alunos, a maioria cega, mas também fazem parte do grupo outros portadores dos mais diferentes tipos de deficiências. Para Bianchinni, o sucesso do trabalho está diretamente relacionado à técnica muito particular que utiliza durantes as aulas: “É um método pioneiro que permite ao deficiente visual aprender dançar balé de forma graciosa como qualquer outro bailarino. O aprendizado se inicia no toque; o passo é ensinado a cada aluno pelo contato”. Os exercícios são ditados e as correções na barra são feitas individualmente. A professora faz a posição e o aluno, através do toque no corpo da professora, vai se apropriando da posição e começa a reproduzi-la com o seu próprio corpo. “Se elas conseguem ter autoconfiança para fazer um belo espetáculo para uma plateia, o ato de andar na rua, que é uma grande dificuldade para um deficiente visual, fica muito mais simples”, enfatiza Fernanda Bianchini.

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Inclusão às avessas Os poucos bailarinos que não portam nenhuma deficiência estão inseridos naquilo que Bianchini chama de inclusão às avessas, um processo que intensifica a interação entre os dois grupos de alunos – portadores e não portadores de deficiência - e que termina por ampliar a consciência acerca desse universo. Atualmente com 60 alunos cegos, o grupo já formou mais de 300 bailarinos, conquistou centenas de prêmios em festivais e apresentou-se em diferentes cidades do Brasil e do exterior. Na Paraolimpíada de Londres 2012, quatro bailarinas cegas, que atuam profissionalmente e que integram o corpo de baile da Associação, foram convidadas a participar do show de encerramento das competições, dançando para um público de 80 mil pessoas no estádio e mais de dezenas de milhões em todo o mundo pela televisão.

Trabalho voluntário Além da magnitude do projeto, também chama atenção a presença de deficientes visuais também entre os professores do projeto. “É uma prova de que não há limites para quem se dedica e acredita”, afirma Bianchini. “É maravilhoso ver a alegria de nossos bailarinos ao sentirem que podem fazer algo único e especial, superando

todos os limites que a sociedade normalmente impõe aos deficientes”, completa. As aulas são gratuitas para deficientes visuais de todas as idades, que podem participar dos cursos de balé clássico, sapateado, dança de salão, danças para terceira idade, balé para adultos e música. Para manter toda essa estrutura, a associação conta com alguns parceiros que contribuem através de doações. Participe também.

Serviço Maiores informações sobre os cursos e formas de contribuir com o projeto Av. Domingos de Moraes, 1765 Vila Mariana - São Paulo Fone: 11 5084-8542

TAXICULTURA|Novembro - é leitura de bordo dos taxis paulistanos


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CAPA PorWaldir Martins

Por Nelson Kon

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Com mais de cinco mil obras de autores brasileiros e estrangeiros, produzidas entre o século XV e os dias de hoje, o acervo abarca diversas facetas dos universos culturais africanos e afro-brasileiros

Museu Afro Brasil Instalado no Parque do Ibirapuera, o Museu Afro Brasil é um marco democrático na afirmação da raça negra na história brasileira

I

naugurado no dia 23 de outubro de 2004, o Museu Afro Brasil - Organização Social de Cultura se caracteriza como um espaço que trabalha para preservar e celebrar a cultura, memória e história do Brasil, dentro da perspectiva da raça que mais emprestou seu trabalho e suor na construção da nossa sociedade: os negros.

Nascido da iniciativa e empenho pessoal do seu idealizador, o atual diretor curador, Emanoel Araújo, um dos mais representativos artistas do cenário nacional, o Museu Afro Brasil desenvolve uma linha de trabalho pluralista e democrática, com um grande número de ações voltadas para a difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais. Formação de novos públicos Sintonizado com uma proposta que não concebe cultura sem educação, Emanoel Araújo enfatiza que um dos pilares do Afro Brasil é o trabalho de formação de novos públicos que o museu realiza. Para isso, a instituição mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece. Além disso, um Núcleo de Educação, formado por profissionais capacitados, é responsável por receber grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. O Núcleo de Educação também mantém o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas. “O que explica o fato de a arte e a cultura sejam tão pouco vistas pelas pessoas em geral no Brasil é a falta de educação. Não se cria o hábito, principalmente nos jovens, de frequentar espaços de cultura” explica Emanoel Araújo. “Nos esforçamos para que o museu seja gratuito, porque, de outra forma, boa parte do público que hoje nos visitas não teria como vir, não teria como pagar”, continua. Recontar a história A importância do museu se reveste de maior expressividade, pela radicalidade de sua proposta de recontar a história do Bra-

sil, com o objetivo explícito de desconstruir no imaginário de toda sociedade, particularmente dentro da população negra, aquela imagem de submissão, inferioridade e subserviência, que não corresponde à real participação da raça negra na formação da nossa brasilidade. Nesse trabalho, a Biblioteca Carolina Maria de Jesus - cujo nome presta uma homenagem à autora do clássico romance “Quarto de despejo” - desempenha um papel fundamental, facultando a estudantes e pesquisadores o acesso a um acervo formado por mais de 6.800 publicações relativas ao tema da escravidão no mundo, contando com importantes documentos, como coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. Vale ressaltar ainda um grande número de obras que revelam a presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade e nas instituições sociais de forma geral. Mais que um museu: uma obra de arte Com mais de cinco mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidas entre o século XV e os dias de hoje, o acervo abarca diversas facetas dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, em um trabalho sem paralelo em toda a América Latina. “Acho que minha grande obra é esse museu. Verdadeiramente, porque ele corresponde a um lado político e um lado de reverência aos meus antepassados, que contribuíram de alguma forma com o país através do seu trabalho. Esse museu para mim é uma obra importante, por isso, eu gostaria que todas as pessoas afrodescendentes ou não, mas sobretudo para os afrodescendentes, pudessem ver aqui dentro a sua trajetória de vida, a sua mudança, o seu espelho de autoestima”, afirma Araújo. Atualmente, o museu está divido em 06 núcleos: África: Diversidade e Permanência; Trabalho e Escravidão; As Religiões Afro-Brasileiras; O Sagrado e o Profano; História e Memória e Artes Plásticas: a Mão Afro-Brasileira.

Uma excelente leitura para você e para o próximo passageiro - Novembro|TAXICULTURA

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CAPA Algumas exposições Aproveitando o mês de novembro, quando no dia 20 é comemorado o Dia da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil está com duas mostras que, de modo bastante peculiar, tratam de temas presentes na formação da identidade brasileira sob o ponto de vista da raça negra: Coleção Ruy Souza e Silva: tornar-se escravo no Brasil do século XIX e Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil. Escravo no Brasil do século XIX Uma das coleções privadas mais importantes do País, a exposição “Coleção Ruy Souza e Silva: tornar-se escravo no Brasil do século XIX” reúne documentos, gravuras e fotografias, raridades que relevam a vida dos negros e as faces da escravidão no país. Entre os artistas e fotógrafos selecionados, destacam-se Debret, Rugendas, Christiano Jr., Johann Baptist von Spix & Karl Friedrich Philip von Martius, Alberto Henschel, Revert Henrique Klumb, Charles Fredericks, Marc Ferrez, August Stahl, Augusto Malta, Guilherme Gaensly, Lopes, Luis Ferreira, entre outros. Organizada pelo Museu Afro Brasil para o Colóquio 2012 da Association Internationale de Bibliophilie, a exposição é agora aberta ao público, que vai conferir cenas urbanas, gravuras, documentos do Império e retratos reveladores da escravidão e do Rio de Janeiro. Colaborador habitual de exposições do Museu Afro Brasil, Ruy Souza e Silva possui uma vasta coleção sobre a história brasileira.

A exposição reúne documentos, gravuras e fotografias e raridades que revelam a vida dos negros e as faces da escravidão

“Muito poderia se dizer dessas obras expostas da coleção Ruy Souza e Silva, do seu significado antropológico e etnológico para entender esse tempo perverso do Brasil construído pela infâmia da escravidão africana, com as marcas impiedosas deixadas num povo que soube se integrar e entregar na nossa vida social e econômica, doando-se por inteiro nos muitos ofícios nobres e outros nem tão nobres assim, muitas vezes acorrentados, com gargalheiras no pescoço, com os fardos das lavouras de cana e café, com as bateias minerando ouro ou diamantes”, afirma Emanoel Araujo.

Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil Dedicada à Nossa Senhora Aparecida, a exposição Aparecida - A Virgem Mãe do Brasil traz objetos devocionais, iconografia popular e representações de artistas contemporâneos como Nelson Leirner, Fernando Ribeiro, Quénum, Osmundo Teixeira, Antonio Miranda e Moisés Patrício, que apresentam obras onde realizam uma interpretação contemporânea e pessoal da Padroeira. Segundo o curador Emanoel Araújo, a exposição aborda diferentes aspectos que a Santa Padroeira do Brasil ocupa no imaginário popular, com particular atenção à imensa iconografia, as obras contemporâneas e uma introdução ao século XVII, onde provavelmente a imagem surgiu feita por algum santeiro próximo a Frei Agostinho de Jesus. Imagens da Virgen de Regla e da Virgen de Luján, assemelhadas a Aparecida, foram incorporadas à exposição.

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Imagens que integram a exposição sobre a Padroeira do Brasil

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Visite e indique: facebook TAXICULTURA - Novembro Novembro|TAXICULTURA |TAXICULTURA

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Por Cida Nogueira

Por Miroslav Sárička

BELEZA

Maquiagem 24 horas Na hora de sair de casa, escolha itens corretos para garantir uma maquiagem perfeita para diferentes situações a qualquer hora do dia ou da noite

P

Monte seu kit de sobrevivência e esteja pronta para transformar o seu melhor visual do dia a dia em um perfeito make de balada quando necessário.

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TAXICULTURA|Novembro - é leitura de bordo dos taxis paulistanos

Por Ingrid Müller

A maquiagem ideal é aquela com acabamento natural, que corrige pequenas imprefeições e protege a pele

ara você que sai cedo de casa e só volta altas horas da noite e não quer carregar um volume excessivo de itens de beleza na bolsa, a maquiadora Cibele Sartori, da Dailus Color, empresa especializada de maquiagem, deu uma série de dicas e indicou produtos que literalmente podem salvar a sua pele durante os desafios do dia a dia.


Por Martin Walls

Por Svilen Milev

BELEZA Lápis preto O lápis para delinear ou esfumar também pode ser um elemento importante para sua maquiagem do dia a dia. Utilizado geralmente para finalizar a maquiagem, aplicado na raiz dos cílios e na linha d´água, proporcionando definição aos olhos e a maquiagem, ele permite colorir pontualmente com uma camada uniforme e densa, dando destaque ao olhar.

Por Matthew Bowden

do sempre que sentir necessidade. Deve ser aplicado suavemente após a limpeza de pele. Não é necessário retirar antes da aplicação do batom ou gloss. Máscara para cílios A máscara para cílios tem uma presença muito marcante na maquiagem, pois ela define o olhar ao dar mais volume, alongar, curvar e definir os cílios. Fundamental no momento de finalizar a maquiagem, além de definir e fixas os cílios, proporciona mais brilho e também pode ser utilizado na sobrancelha, para manter os pelos penteados e organizados.

Utilizado para selar bases líquidas, cremosas ou em bastão, o pó proporciona maior durabilidade à maquiagem. Além disso, garante um aspecto natural com efeito aveludado e sem brilho. Base Base é um produto cosmético que tem como função deixar a pele com aspecto uniforme, cobrindo imperfeições como manchas, olheiras, diferenças de cor. A base líquida geralmente apresenta um grau leve de cobertura, ou seja, não cobre completamente as imperfeições, deixando-a com aspecto mais natural. A maquiagem ideal para o dia a dia é aquela com acabamento natural, que cobre pequenas imperfeições e protege a pele.

Corretivo

Blush

Lápis bege

O corretivo é uma etapa importante da uniformização da pele, pois pode ser utilizado pontualmente sobre imperfeições muito evidentes como olheiras, manchas ou espinhas. Portanto, deve ser aplicado somente sobre a região que necessita de correção, conferindo um resultado mais natural e leve.

O blush é um produto cosmético utilizado para devolver ao rosto a cor que geralmente é uniformizada com a cobertura da base e do pó. Aplicado sobre as maçãs do rosto, arremata a maquiagem com aspecto saudável de pele corada.

O lápis bege tem como missão aumentar as possibilidades de acabamento da maquiagem dos olhos, oferecendo cores mais vibrantes e intensas. Fundamental para finalizar a maquiagem dos olhos, delineando-os com cores de longa duração. Pode ser aplicado na raiz dos cílios e na linha d’água, proporcionando definição aos olhos e um look diferenciado. Também pode ser utilizado como base para sombra, colorindo uniformemente a pálpebra, potencializando a durabilidade da sombra.

No Brasil, muitas mulheres utilizam diariamente o blush no rosto, por ser um produto de fácil aplicação e com belo resultado, além de conferir um aspecto saudável e dar qualidade ao acabamento da maquiagem.

Hidratante labial

Batom vermelho

A função do hidratante labial é manter a boca sempre hidratada e protegida, assegurando que o processo de maquiagem será bem sucedido e com um resultado esteticamente agradável. É uma etapa essencial da maquiagem, responsável pela preparação da pele.

Desde a época dos faraós, no antigo Egito, que o batom, particularmente aquele de cor vermelha, é utilizado como item para aumentar a beleza da mulher. E termina por funcionar como uma marca registrada, além de ser apropriado a qualquer situação, dando um up no seu visual, seja no escritório ou na balada. Se ele será vermelho, cereja, queimado ou vibrante, fica a seu critério. Além disso, funciona como uma ótima opção de proteção e hidratação contra os efeitos nocivos do sol.

No entanto, essa preparação não ocorre apenas imediatamente antes da maquiagem, mas também no dia a dia. Por isso, é importante utilizar nos lábios todos os dias, retocan-

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Por Flavio Takemoto

Combinado com uma base líquida tonalizante e com um pó compacto Dailus Color, é possível obter uma pele leve, saudável, sem brilho ou imperfeições, que durará o dia todo.

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QUALIDADE

DE VIDA

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Por Fernanda Monteforte

O prazeroso risco de viver Aceitar os riscos e desafios que a vida oferece pode ser uma fonte quase inesgotável de prazer e realização pessoal

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ocê está satisfeito com sua vida? Esta pergunta pode parecer mordaz, mas sob ela está encerrado um grande dilema: sob o pretexto de preservar a vida, muitas pessoas deixam de desfrutá-la.

Que tal fazer da sua existência uma prazerosa jornada repleta de desafios ao aprimoramento? Nela, os riscos e obstáculos servirão para nutrir sua vontade de realização. Sorrir ou chorar, acertar ou errar, cair e depois levantar... é desfrutar a dualidade como se fosse uma bela dança!

Ouse ser quem você é. Desfrute da liberdade de esgarçar os Como reflexo de uma tradição cultural antolhos dos condicionamentos e assuma a responsabilidade por pautada na culpa e no pecado, tantos foram educados a aceitar, cabisbaixos, a pro- suas escolhas. Deixe-se arrebatar pelos seus sonhos e ideais e experimente de posta de padecer no paraíso, de amargar forma mais plena a sensação de existir. frustrações e infelicidades sem nada fazer.

Fernanda Monteforte é consultora de qualidade de vida e ministra aulas do Método DeRose Maiores informações: Tel.: 11 4125-6658 fernanda.monteforte@ metododerose.org

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Bem capacitados para uma biografia depressiva e estéril, presenteiam seus descendentes com condicionamentos profundos para que repitam o mesmo calvário com um comportamento digno de rebanho que, longe de ser um caminho para a realização e felicidade, interessa apenas aos detentores de poder. O poder de agir Estagnados pelo medo de agir, jamais se arriscam ou se expõem. Protegidos suas casas, trabalhos ou carros blindados, deterioram seu corpo e psiquismo com as frustrações e arrependimentos de histórias não vividas. A vida é um grande risco e temê-la não é a melhor solução.

Dicas: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8.

Identifique e priorize aquilo que é importante para você. Faça o que é importante e não apenas o que é necessário Assuma riscos e também suas consequências Não se deixe influenciar pelas opiniões alheias, mas tente se conhecer através delas. Torne-se aberto para aprender as pessoas e situações que estão ao seu redor Extraia prazer das pequenas ações do dia a dia Surpreenda a si próprio e aos seus com experiências inesquecíveis Respeite suas necessidades fisiológicas, emocionais e intelectuais Faça da vida uma jornada de prazer e não de sacrifício Invista em tudo que lhe traga bem-estar, autoconhecimento e realização pessoal

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Clínica de Reabilitação São Francisco Av Paulista nº 807 | 5º Andar | Sala 512 Bela Vista | São Paulo Fones: 11 4324-5595 | 11 4324 -5596 www.reabilitacaosaofrancisco.com.br

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BANDEIRA

LIVRE

Por Walkyria Ferraz

São Bento do Sapucaí O contato com a natureza e o convívio com uma população acolhedora serviram de inspiração para o grande compositor Lamartine Babo

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a divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, São Bento do Sapucaí tem seu nome advindo do santo padroeiro e do rio Sapucaí, que corta o município. Com pouco mais de 11 mil habitantes, a charmosa estância turística está a apenas 185 km de São Paulo e integra o circuito turístico da Serra da Mantiqueira. Com uma altitude média de 1.500 m acima do nível do mar e clima temperado, a estância apresenta importantes reservas de matas praticamente virgens, formadas de araucárias e outras árvores nativas, além de abrigar uma enorme variedade de animais silvestres como tucanos, papagaios, maritacas, beija-flores, saguis, esquilos, lobos guará, entre outros. Um cenário de montanhas e cachoeiras A Pedra do Baú, cuja imponência pode ser contemplada a partir de diferentes pontos da região, é considerada como um dos principais cartões postais da cidade e tem a origem do seu nome na palavra Embau, do idioma Tupi-Guarani, que significa ponto de vigia. Para se chegar ao seu cume, é necessário escalar nada menos que seiscentos degraus feitos de grampos cravados na pedra. Mesmo para quem já é experimentado na prática de montanhismo, não é recomendado aventurar-se na subida sem um guia turístico e equipamentos específicos. Completam ainda o Complexo da Pedra do Baú as pedras adjacentes Ana Chata e Bauzinho, que possibilitam uma vista excepcional de todo o Vale do Paraíba. Desde dezembro de 2010, esse complexo rochoso passou a ser classificado como Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú, sendo o segundo monumento natural do Estado de São Paulo. Além do Complexo da Pedra, é possível encontrar no município cachoeiras, como a Cachoeira do Toldi, com uma queda de 70 m de altura em meio à mata fechada; a Cachoeira dos Amores, muito frequentada devido aos conjuntos de quedas e poções que permitem um banho refrescante em dias de calor e a Cachoeira do Serrano ou “tobogã”, que possui uma queda amena e um poço raso, sendo recomendada para crianças.

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A força da cultura na Mantiqueira Além de muita natureza, São Bento do Sapucaí também exibe na cultura e no folclore uma tradição, que vem sendo preservada desde os tempos dos escravos e que até hoje estão presentes no bairro do Quilombo. Dono de reconhecimento internacional, o mestre escultor Benedito da Silva Santos, o Ditinho Joana, reforça essa vocação pela arte e cultura na região, criando incríveis e verdadeiras obras de artes, ao retratar em suas esculturas em madeira, o dia a dia do homem do campo que sai todas as manhãs para trabalhar na lavoura e lidar com o gado. A riqueza de detalhes das obras e o tradicional sapatão desgastado utilizado por grande parte de seus personagens terminaram por se transformar na marca registrada do trabalho do escultor. Arte no Quilombo A vocação artesanal dos moradores do bairro do Quilombo não para por aí. O visitante que percorrer as ruas irá encontrar uma grande variedade de peças de artesanato, criados a partir do que é oferecido pela terra, como palha de bananeira, palha de milho, madeira, argila, diferentes fibras e sementes, que são utilizados em uma gama de produtos como esteiras, cadeiras, redes, quadros, vasos, bordados, pinturas e crochês. Outro local onde se encontra o melhor artesanato da região é a Associação Arte & Artesanato- São Bento do Sapucai, situada bem no centro da cidade, no Pavilhão de Exposições. Arquitetura do século XIX De tradição católica, São Bento do Sapucaí herdou a arquitetura antiga, com casarões espalhados por todo o centro da cidade e uma infinidade de igrejas datadas do século XIX. Integrada ao circuito religioso, a cidade hoje contribui de modo expressivo para a preservação de um precioso acervo histórico, formado por prédios construídos ainda com tijolos de adobe e terra vermelha, além de muitas imagens e pinturas, que retratam a história dos primeiros habitantes locais, índios, escravos e bandeirantes que percorriam a região.

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Incrustada na Serra da Mantiqueira, São Bento do Sapucaí oferece natureza exuberante e muita história

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BANDEIRA

LIVRE

A boa comida caipira Para os amantes de uma boa gastronomia, a cidade paulista exala no ar o cheiro das deliciosas comidas preparadas ao estilo caipira, com direito a fogão a lenha e temperos e produtos fresquinhos de plantio da região. Os restaurantes, que atendem a todos os paladares, dividem-se entre os mais rústicos, com o preparo de comidas caipiras, até os mais sofisticados, com serviços e cardápios similares a grandes centros turísticos. Quando o assunto é se hospedar, a cidade conta um grande número de pousadas aconchegantes, que vão do estilo rústico ao moderno. De maneira geral, as estadias oferecem café da manhã com uma mesa farta, e o melhor, com iguarias preparadas pelos próprios proprietários. A infraestrutura disponível é bastante diversificada, com opções para todos os gostos e pessoas. Uma cidade repleta de frutas Esse pequeno município da Serra da Mantiqueira possui também grande vocação para a agricultura, mais particularmente para a fruticultura, uma vez que, além de verduras e hortaliças, as frutas têm conquistado um espaço diferenciado, por sua grande variedade e qualidade, terminando por se constituir em mais uma atração para os visitantes. A framboesa-dourada é um exemplo deste sucesso, uma fruta fina e exótica, que, além do consumo local, tem sido comercializada para todo o Brasil. Realizados durante o mês de novembro, o Festival Gastronômico Sabores e Aromas da Banana e a Festa da Banana são outros eventos que comprovam a força da fruticultura na região e atraem milhares de visitantes para o município, que é classificado como um dos principais produtores de bananas do Estado de São Paulo. Na cidade, o visitante ainda pode encontrar plantações de muitas outras variedades de frutas, como atemoia, morango, amora, pêssego, ameixas, mirtilo, maçã e diferentes tipos de uvas. Turismo comunitário O município implantou a pouco um projeto turístico nomeado Turismo de Base Comunitária, no bairro do Cantagalo, com o objetivo de beneficiar diretamente as famílias com geração e distribuição de renda. Trata-se de um espaço ocupado pela agricultura familiar onde natureza, história e cultura são valorizadas, agregando valores como a solidariedade e troca de saberes. Os passeios oferecidos permitem tanto o contato direto com a natureza e uma paisagem exuberante, como também vivenciar a simplicidade da vida na roça, permitindo ao visitante saborear refeições preparadas no fogão a lenha com produtos locais, ouvindo causos contados pelos moradores mais velhos e experientes. O slogan Aqui a vida passa sem pressa convida o turista a se deliciar na calmaria do campo.

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Receptivo turístico Para conhecer os atrativos turísticos, culturais, meios de hospedagem e alimentação, a cidade mantém um receptivo que fica no portal de entrada da cidade, na Av. Ver. Sebastião José Galdino, s/nº, telefone (12) 3971 2453, ativo diariamente entre 08h00 às 17h00, com equipe preparada para o atendimento aos visitantes. Por oferecer contato com a natureza e convívio com uma população acolhedora, São Bento do Sapucaí foi inspiração para que o grande compositor Lamartine Babo, assíduo frequentador da cidade a sua época, compusesse a conhecida canção No Rancho Fundo, que traduz o sossego e as belezas desta terra localizada no alto da Serra da Mantiqueira. Geraldo Francisco da Silva

Alanderson Pantuffa

Na programação, além de curtir as duas pousadas e café instalados no local, os visitantes podem realizar trilhas, andar a cavalo, conhecer a cachoeira, colher verduras e legumes na horta, participar de uma oficina de preparação de compotas, tirar leite da vaca, fazer roda de fogueira e contar histórias. É um mundo a parte, de bem-estar e alegria.

Como chegar São Bento do Sapucaí faz fronteira com as cidades de Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal, no Estado de São Paulo e Gonçalves, Sapucaí Mirim e Paraisópolis no Estado de Minas Gerais. São muitos acessos que levam a São Bento do Sapucaí - confira abaixo as opções. BR 116 - Rodovia Presidente Dutra SP 123 - Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro SP 046 - Rodovia Osvaldo Barbosa Guisard SP 050 - Rodovia Monteiro Guisard SP 042 - Rodovia Vereador Júlio da Silva MG 173 - Rodovia que passa pelo município de Sapucaí Mirim

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AGENDA Novembro EVENTOS

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EVENTOS

Festival Contemporâneo de Dança Leituras dramáticas

Galeria Olido Até 02 de dezembro Avenida São João, 473 De quinta a sábado às 20h – Domingo às 19h Entrada franca Fones: (11) 3331-8399 ou 3397-0171 www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/galeria_olido

Flávio Venturini

Baile dos Orixás com a Orquestra HB E em comemoração ao dia da Consciência Negra, a Orquestra HB, Aloísio Menezes e Carol Bezerra apresentam o Baile dos Orixás. O Baile obedece a uma sequência de canções devocionais que é praticada nos terreiros de candomblés. Para este show, foram acrescidos instrumentos de sopro, contrabaixo, piano, vibrafone e recursos eletrônicos sintonizando esses cantos ancestrais com as sonoridades da música pop contemporânea. Galeria Olido Dia 17 de Novembro – Sábado – às 18h Avenida São João, 473 Entrada franca Fones: (11) 3331-8399 ou 3397-0171 www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/galeria_olido

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O Projeto Adoniran recebe Flávio Venturini, compositor, cantor e instrumentista brasileiro, um dos fundadores da lendária banda 14 Bis, em 1979. O repertório traz hits do artista para alegria de sua legião de fãs. Entre as canções, destaque para “Noites do Sol”, “Nascente”, “Princesa”, “Espanhola”, “Todo Azul do Mar”, “Céu de Santo Amaro”, “Mais Uma vez”, “Linda Juventude”, “Quando Você Chegou”, “Recomeçar” e “Beija Flor”, entre outros sucessos que marcaram época e diferentes gerações como “Clube da Esquina 2” (de Milton Nascimento, Lô e Márcio Borges). Memorial da América Latina - Auditório Simón Bolívar Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 - Barra Funda Dia 8 de novembro - quinta-feira – 21h Ingressos R$15,00 Fone: (11) 3823 4600 www.memorial.org.br

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Centro Cultural Banco do Brasil 22 e 29 de novembro – quintas – 20h Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Entrada franca | Senhas retiradas a partir de 1h antes do início da atividade Fones: (11) 3113-3651/52 www.bb.com.br Divulgação

Leituras dramáticas dos seis textos curtos selecionados no Concurso de Dramaturgia, que teve o tema “Brasil, um país de estrangeiros”. Três textos serão lidos no dia 22 e os outros três no dia 29. Após as leituras, será realizado debate com as presenças da diretora das leituras, Cláudia Schapira e do elenco do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos.

A 5ª edição do Festival Contemporâneo de Dança reúne em São Paulo artistas de diversos países que incorporam a crítica e a reflexão em suas práticas. São artistas que questionam modelos estanques de existência, testam dramaturgias, desajustam padrões de representação, escancaram a potência de seus corpos e, sem “espetacularização”, compartilham suas incertezas com o público. A cada ano o FCD procura também fomentar a formação e a investigação artística através das oficinas de criação destinadas à partilha dos procedimentos e das questões que orientam as práticas dos artistas convidados.


Bobines Mélodies jetivo de dar ao grupo de músicos que irá tocar ao vivo, total liberdade para tecer uma trilha sonora espontânea. MIS – Museu da Imagem e do Som Avenida Europa, 158 - Jardim Europa Dia 11 de novembro Ingresso: R$ 4,00 (inteira) R$ 2,00 (meia) Fone: (11) 2117 4777 www.mis-sp.org.br

Mensalmente, o Sesc Pinheiros promove, sempre às terças e quintas-feiras, atrações musicais no horário do almoço, a partir das 12h30, com entrada franca. Em novembro, se revezam nas apresentações do projeto “Música de Bandeja” os grupos: Duo Gaio da Rosêra, Choro de Bolso, Roberta Valente Trio e Okazu.

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Música de Bandeja

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No dia 11 de novembro o Museu da Imagem e do Som de São Paulo recebe a seleção de curtas-metragens de animação produzidos pelo estúdio Folimage acompanhada pelo trio musical L’Effet Vapeur, que resgata um dos elementos da atmosfera das primeiras sessões de cinema: a independência entre a película e o áudio. Os curtas já foram desenvolvidos pelo Folimage sem qualquer tipo de som, com o ob-

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EVENTOS

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SESC Pinheiros Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros Novembro - terças e quintas – às 12h30 Entrada franca Fone: (11) 3095-9400 www.sescsp.org.br

Tem Figura?

O monólogo de Aberdeen Com o ator Nicolas Trevijano, direção de José Roberto Jardim e escrito pelo jornalista e dramaturgo Sérgio Roveri, o espetáculo desmistifica a figura do astro do rock Kurt Cobain e mostra o homem avesso à fama e à fortuna, nascido na cidade de Aberdeen, no estado norte-americano de Washington. O monólogo se passa ao longo dos três dias em que o músico foi dado como desaparecido, até seu corpo ser encontrado na estufa da mansão de Seattle, onde vivia. A peça retrata, de maneira ficcional, um provável diálogo que o músico teria mantido com Boddah, o amigo imaginário de infância a quem ele costumava recorrer nos momentos de solidão e mesmo culpar pelos seus erros de criança.

Três jovens “autoras-ilustradoras” - Laura Teixeira, Renata Bueno e Veridiana Scarpelli – aventuram-se no universo literário com a criação de livros infantis e descobrem novas formas de expressão que divertem e educam. Palavras e imagens compõem, de forma lúdica, um ambiente para brincar, aprender, ler e contar histórias, em um processo compartilhado autor-público. Nesse espaço de atividades os visitantes poderão realizar atividades de leitura, contação de histórias, assistir a intervenções artísticas e participar de oficinas. SESC Ipiranga Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga Até 16 de dezembro - Terça a sexta, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; domingos e feriado, das 10h às 18h30 Entrada franca Fone: (11)3340-2000

SESC Ipiranga Até 15 de dezembro - sábados - 19h30 Ingressos: R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes), R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 12,00 (inteira) Fone: (11) 3340-200

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MORAR

BEM

Por Adriana Scartaris

Velha fábrica têxtil foi palco da edição 2012 da Casa FOA de Buenos Aires

Carlos Torres

Exposição Casa FOA Um dos mais importantes eventos de design da América Latina, a Casa FOA apostou na reciclagem e apresentou mais de 40 projetos inovadores

M

Adriana Scartaris Designer desenvolve projetos de design de interiores aplicando técnicas acadêmicas e de terapias espaciais www.adrianascartaris.com.br

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aior mostra de arquitetura e

A escolha do antigo centro fabril - construído

desenho realizada na cidade

no ano de 1930 e durante muito tempo sede de

de Buenos Aires, a Casa FOA

uma das maiores indústrias da Argentina - foi

acaba de apresentar sua edição 2012. Ins-

emblemática e se constituiu em um cenário privi-

talada em um edifício tradicional ao sul da

legiado para a montagem da mostra, que teve no

capital argentina, uma velha fábrica têxtil

movimento de reciclagem um dos norteamentos

da Alpargatas, o evento, que a cada ano se

para organizar suas instalações, com as melho-

realiza em um espaço diferente, teve como

res criações de arquitetos e designers do país. A

proposta contribuir com o processo de re-

Casa FOA levou ao público quarenta diferentes

nascimento e qualificação no entorno do

projetos espalhados em uma área de cinco mil

tradicional bairro La Boca.

metros quadrados.

TAXICULTURA|Novembro- Uma excelente leitura para você e para o próximo passageiro


MORAR

BEM

Em sua 27ª edição, a Casa FOA, principalmente no que se refere à criação para espaços urbanos, é reconhecida como uma das mostras mais importantes da

LIVING Elegante, sóbrio e luxuoso, o espaço traz referências de várias épocas nas peças de antiquário que compõe um ambiente acolhedor e confortável. Destaque para as belas coleções de baús, fragmentos e bustos. Divulgação

Filantropia e preservação do patrimônio

América Latina. O maior e mais prestigiado evento de design de interiores da Argentina, tradicionalmente, apresenta um viés sustentável ao combinar ações de filantropia com conservação do patrimônio. Criada em 1985 para arrecadar fundos para a Fundação Oftalmológica Jorge Malbran, a mostra tem valorizado edifícios singulares e mal conservados de Buenos Aires, convidando arquitetos e designers a recuperá-los mediante a criação de espaços em seu interior. Em seus 27 anos de existência, o evento se transformou em um ponto de convergência de ideias, incorporando tendências verdes nas últimas edições: apartamentos

STUDIO

cias ecológicas.

O espaço muito aconchegante traz referências do campo em materiais e peças que mais parecem terem sido coletadas durante toda uma vida. Um espaço deve contar a história dos seus ocupantes; neste, podemos sentir a presença do morador que conta por onde passou, conta o que gosta de fazer e recebe todos os que chegam de braços abertos. Personalidade em todos os detalhes. Divulgação

Divulgação

pequenos, casas em containers reciclados e até residên-

Ambientes Casa FOA O espaço apresenta uma bela instalação produzida com referências da época como um grande empório. Peças em madeira fossilizada, materiais naturais, mantas de puro algodão e lã convivem delicadamente com o peso das grandes ferramentas em ferro fundido.

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MUNDO Por Dra. Mery Hellen Jacon Pelosi

por Jessica Karelia

CÃO&CIA

Coleiras preventivas para animais Normalmente utilizadas para garantir o controle sobre o animal, as coleiras podem ter outras utilidades, contribuindo para a segurança e saúde do seu animal

C

Dra. Mery Hellen Jacon Pelosi Especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais, integra a equipe da Clínica Veterinária Estação Zoo Fone: 11 5084-6912 | 5083-6495 www.estacaozoo.com.br

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omo é de conhecimento geral, o acessório comumente chamado de “coleira” é uma espécie de colar que envolve o pescoço de animais e podem ser feitas de couro ou materiais sintéticos, como nylon, entre outros. Contudo, aqui vamos falar de um outro tipo de coleira, bem específica, e que pode oferecer uma proteção especial ao seu animal de estimação e também para as pessoas que vivem ao seu redor: as coleiras medicamentosas. A principal função deste tipo de coleira é ajudar a prevenir, eliminar o contato e controlar a infestação de alguns pequenos insetos, como mosquitos e parasitas como as pulgas e os carrapatos, que tanto transtorno provocam nos animais. Investir na saúde e higiene Manter o seu animal livre de insetos e parasitas é extremamente importante. As picadas de pulgas, além de provocar irritação, podem provocar alergias, coceiras e eczemas (inflamações). Já os carrapatos e os mosquitos são responsáveis pela transmissão de diversas doenças. Alguns fabricantes destas coleiras prometem até mesmo a proteção do animal contra o flebótomo, um mosquito que transmite o parasita chamado Leishmania, que é responsável por uma doença grave e fatal, que acomete não apenas os cães, mas também os humanos, chamada Leishmaniose. Cuidados com o animal e com a família Na maioria dos casos, coleiras que oferecem proteção para cães e gatos possuem inseticidas e pesticidas em sua formulação. Contudo, esses produtos não farão mal ao animal, desde que seja utilizada de forma correta, pois o uso excessivo e sem o aconselhamento de um médico veterinário pode trazer problemas, e aí, novamente, tanto para o animal quanto para sua família.

No caso de gatos, evite adquirir coleiras que contenham hidrocarbonetos clorados (Lindane e Clordane) e carbaril (Carbamato e Propoxur). Estes produtos são comuns em algumas formulações e são altamente tóxicos. Alguns estudos apontam que outro componente tóxico, a permetrina, também está relacionada ao desenvolvimento de doenças. Fique atento! Escolha bem o tipo da coleira que você irá adquirir. Nem todas as coleiras desenvolvidas para cães podem ser utilizadas em gatos, e vice-versa. Também não é aconselhável utilizar este tipo de coleira em animais com menos de seis meses de idade e nem mesmo em fêmeas em fase de amamentação. Outra dica é manter a coleira sempre bem ajustada ao pescoço do animal, para evitar que entre em contato com regiões sensíveis, como olhos e boca. Alternativas naturais Como opção, estão disponíveis no mercado coleiras que contêm apenas produtos naturais em sua formulação, como a citronela, que é inofensiva aos animais e também aos seres humanos. De modo geral, as coleiras oferecem aos animais proteção por cerca de três meses, devendo ser substituídas ao término do período de eficácia por outra nova. Vale lembrar que a utilização de coleiras é uma forma complementar de prevenir ou controlar insetos e parasitas. É aconselhável também a dedetização periódica do ambiente onde o animal vive. Apesar de parecer simples, o controle de parasitas é uma assunto sério. Uma única pulga pode colocar mais de dois mil ovos, dos quais surgem larvas que podem se esconder em tapetes, frestas, carpetes e estofados. Fique atento e garanta o bem-estar do seu animal e da sua família!

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Crônicas de uma São Paulo que ninguém vê

HORIZONTE

Ilustração e texto: Ivan Fornerón

VERTICAL

O GOSTO PELO DELÍRIO

A

Somos sempre do tamanho do nosso desejo. E desejar, com constância, apenas o dinheiro, nos confere o fedor próprio do vil metal

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procura por imóveis em São Paulo, seja pra alugar ou comprar, acaba revelando aspectos mórbidos que estão além do mercado imobiliário, além de mostrar, também, o inconsciente financeiro de um país que enriqueceu muito rápido. Toda mudança econômica significativa que melhore o padrão de vida da população é sempre bem-vinda e deve ser estimulada com justiça e bom senso, mas quando o seu ritmo acelerado indica um compromisso apenas com o lucro, parece que um encosto toma conta do sujeito e ele sai por aí cuspindo zeros e cifras de telescópio. É tudo 500 mil, 1 milhão, 1 milhão e meio. Uma casinha no Jardim da Glória, com dois quartos, sala, cozinha, 1 banheiro, sem quintal e com um recuo na frente da casa que eles chamam de garagem... alguém chuta? R$ 530 mil. Um apartamento na Vila Mariana, 3 quartos, 80m2... 950 mil. Até agora eu não sei se liguei pra imobiliária ou pro Juqueri. Delirar faz bem, né? Aluguel? 2 mil e quinhentos por um quarto, sala, minicozinha e banheiro, fora o condomínio, e sem garagem. Isso é alguma síndrome? Divertidas, porque completamente sem noção, são algumas justificativas. Uma das minhas preferidas é aquela que põe toda a culpa na Copa de 2014. É a Copa, dizem. E eu me pergunto: o Neymar ou o Messi fazem parte do pacote? Alugar apartamento em São Paulo nos torna acionistas do iate do Neymar ou da fazenda nos pampas argentinos do Messi? É a procura que eleva os preços, acrescentam. “Os imóveis em São Paulo valorizaram mais de 180%!” Quem valorizou? O que essas pessoas andam bebendo? É muito delírio, minha gente, muito delírio! E o que dizer do tanto de olhos arregalados, quase saltantes, como

os dos antigos bonecos antigos dos ventríloquos, repetindo, em completo transe, 3 mil e 500, fora o condomínio...! E esse preço tá assim porque eu nem reajustei! Como é que São Paulo faz da riqueza sua pobreza absoluta? Alguém explica? Eu mesmo tenho os meus delírios: a imortalidade da alma, a esperança que passa da noite ao dia, publicar um livro, etc. Delirar é importante. E quanto mais nobre a questão ou o motivo do delírio (sexo, amor, êxtases místicos) maior grau de satisfação e realização ele trará à alma e ao espírito; mas na ausência das coisas grandes, as medianas nos alcançam e, na ausência destas, sobram-nos as pequenas. Somos sempre do tamanho do nosso desejo. E desejar, com constância, apenas o dinheiro, nos confere o fedor próprio do vil metal. Devo confessar que, em muitas ocasiões, era esse o motivo que me afastava do meu interlocutor, mais do que o preço exorbitante que era pedido. Pois bem, em contraposição a tudo isso temos os salários. Altamente céticos e incrédulos porque têm os pés no chão como exigência da sua realidade limitadora, eles se transformam em entes um tanto melancólicos e ficam a observar esse Carnaval de delírios dessa carestia que dança pra si mesma, alienada de tudo o que não seja delirante e com suas enormes bocas ávidas pelo dinheiro sem trabalho. Os salários contemplam esse hospício e veem com curiosidade como esses delirantes internaram a si próprios no manicômio do lucro fácil, tremulando suas bandeirinhas de cifrões fictícios, conduzidos pela vontade doentia de escravizar o suor alheio. Vocês lembram do Simão Bacamarte, o Alienista do Machadão? Ah, me deu uma vontade...!

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Revista TAXICULTURA 16  

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