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Leitura de Bordo

www.taxicultura.com.br

Marcelo Mattos Araújo

O desafio de tornar a cultura acessível para todos

Sesc/SP A rede de cultura, esportes e lazer da cidade

Gastronomia com sotaque latino Um roteiro que leva sabores da Argentina, Espanha e França

Itu – A cidade do exagero Edição 13

Uma competente estrutura para receber seus visitantes


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TAXICULTURA|Novembro


EXPEDIENTE

Diretoria Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón Isabella Basto Poernbacher (editora@portodasletras.com.br) Redação Editor Waldir Martins MTB 19.069 Edição de Arte Carolina Samora da Graça Mauro Bufano Projeto Editorial Editora Porto das Letras Reportagem Arnaldo Rocha, Estela Guerreiro, Marina Schmidt e Miro Gonçalves Colaboradores Adriana Scartaris , Fernanda Monteforte, Fernando Lemos, Ivan Fornerón, Mery Hellen Jacon Pelosi e Vinnicius Balogh

Editorial

Fotografia Davi Francisco da Silva

Cultura como passaporte para a cidadania Ao assumir a Secretaria de Estado da Cultura depois de competente gestão de dez anos à frente da Pinacoteca do Estado, o advogado, museólogo e doutor em arquitetura Marcelo Mattos Araújo promete dar continuidade ao trabalho iniciado pelo seu antecessor Andrea Matarazzo de descentralizar e facilitar o acesso à cultura aos cidadãos de todas as regiões do estado. Recebido de maneira positiva por agentes e produtores culturais, Mattos Araújo tem pela frente um desafio bastante difícil de ser alcançado, se considerarmos que dos cerca de 650 municípios paulistas, apenas 125 contam com cinema. Se formos considerar teatros, bibliotecas e outros espaços de cultura, a situação fica ainda mais delicada. Profundo conhecedor do universo cultural e apontado como um administrador bastante competente, Mattos Araújo afirma que irá investir em parcerias com organizações sociais, para garantir maior eficácia na gestão dos equipamentos de cultura. O novo Secretário destaca ainda a continuidade do projeto das Fábricas de Cultura e do ProAC , como alternativas importantes e que devem ser amplia-

das nos próximos anos. Dentro do tema de ampliar o acesso à cultura e formar novos públicos, apresentamos nesta edição três exemplos de enorme sucesso: A Virada Cultural, a Virada Paulista e o Sesc/SP. Consolidadas na capital e no interior do Estado, as Viradas Culturais já entraram na agenda dos paulistas e arrebanham milhões de expectadores, que podem desfrutar de diferentes shows e eventos com os nomes mais representativos do cenário artístico nacional e internacional. Com uma rede de equipamentos de cultura capaz de fazer inveja até ao Ministério da Cultura, o SESC – Serviço Social do Comércio é hoje um dos principais, senão o principal, agente de cultura do Estado e da cidade de São Paulo. Entendendo a cultura como parte de um processo amplo de educação, o SESC investe continuamente na formação de novos públicos e leva para diferentes comunidades um trabalho da mais alta qualidade e competência. Fazer com que a cultura ocupe um lugar de destaque dentro do cotidiano das diferentes comunidades é o primeiro passo para construir uma sociedade em que a cidadania não seja um artigo de luxo.

Revisão Naira Uehara Publicidade Diretor Fábio Martucci Fornerón Assessoria jurídica Paulo Henrique Ribeiro Floriano Comercial Suporte Administrativo Ana Maria S. Araújo Silva Bruna Donaire Bissi Jayne Andrade Assinaturas e mailling (assinatura@portodasletras.com.br) Impressão Wgráfica Tiragem 25.000 exemplares Distribuição Gratuita

TAXICULTURA é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524, E-mail editora@portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação, exceto as imagens sob a licença do Creative Commons. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista. Os anúncios veiculados nessa revista são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Boa viagem e boa leitura! Os Editores

Dezembro|TAXICULTURA

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SUMÁRIO | TAXICULTURA

06 Onde fica?

08 Capa

Democracia e arte

Marcelo Mattos Araújo

18 08Um Mundo20 12 Todo

Big Apple

Tecnologia Novidades de Nova Iorque Paulistanos Cozinha com sotaque latino

28 30 32 30 34 Bandeira Livre Qualidade de Vida 22 28 30

Qualidade Bandeira Beleza de vida Livre Itu – A cidade do exagero Sensibilidade e poder Charme e Tecnologia Agenda Beleza

40 Mundo Cão 44 Higiene animal

12 Tecnologia

14 Especial

SESC - a rede de cultura de São Paulo

1422 16 16 36 38 36 São Paulo Tem 32 36

Agenda Cultural

São Paulo: um mundo todo

28 24 Beleza 18 38 Morar Bem 38

CapaA beleza das mamães Agenda

Qualidade de Vida

Bandeira LIvre

São Paulo Morar Tem Herzog Bem Instituto Vladimir Decoração simples e rápida Morar Bem Mundo&Cia Capa

42 Horizonte Vertical 48 O último cigarro

Coluna Big Apple

ESPAÇO LEITOR

Para nós, sua participação é fundamental. Para enviar suas críticas, elogios, sugestões ou comentários basta enviar um email para: leitor@taxicultura.com.br Assim que recebermos sua mensagem entraremos em contato para atender a sua solicitação.

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TAXICULTURA|Maio

Gostei muito da coluna de NYC na revista. Já tinha ouvido falar do restaurante Pitti [apresentado na última edição] e irei na próxima visita a NYC com certeza. Acho que a revista deveria ter mais espaço para colunas internacionais, afinal muita gente que vai para o aeroporto, vai de táxi! Juliana Pestana

Prezada Juliana, Trabalhamos de forma permanente na formatação de nossa linha editorial e temos como proposta dar à Revista TAXICULTURA um caráter cosmopolita, capaz de refletir o perfil da cidade e dos nossos leitores. Agradecemos a sua sugestão. Atenciosamente, A redação


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Marcelo Mattos Araújo O desafio de tornar a cultura acessível para todos

14 38 Sesc/SP A rede de cultura, esportes e lazer da cidade

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Mais Big Apple Há 25 anos fui taxista nas ruas de SP e região do aeroporto. Hoje sou um leitor frequente de sua revista TAXICULTURA, quando a encontro nos táxis da cidade. Adoro conhecer mais da minha cidade onde vivo há 52 anos. Entretanto, foi uma grata surpresa ver uma coluna sobre Nova Iorque, destino tão frequente dos paulistanos, de praticamente todas as classes sociais. Vou considerar muito as dicas desta edição para a minha próxima viagem a NY, provavelmente em julho. Parabéns pela iniciativa e pela excelente ideia. Sucesso.

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Grace Gianoukas Prezado Antonio, Ficamos muito satisfeitos com seus comentários acerca da nossa linha editorial e esperamos que continue a nos prestigiar com a sua leitura. Agradecemos a sua mensagem. Atenciosamente, A redação

Não sei se foi coincidência, mas no mesmo dia em que encontrei a matéria da Grace Gianoukas na revista TAXICULTURA, ouvi uma participação dela em uma campanha contra a corrupção veiculada pela rádio Estadão/ ESPN. Dias depois a vi novamente no Programa do Jô Soares e tive a impressão que ele usou a entrevista de vocês como guia.

Prezada Ângela, Ficamos absolutamente vaidosos com a sua mensagem, principalmente pelo fato do Jô Soares ser um dos principais e mais competentes entrevistadores da televisão brasileira. Atenciosamente, A redação

Ângela Russo

Antonio Tadeu Barros

Maio|TAXICULTURA

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ONDE

FICA?

Convivência, democracia e arte Por Miro Gonçalves

H

á uma sinergia forte que envolve essa rua. A identificação das pessoas com ela é tão intensa, que a rua tem blog e perfil nas redes sociais, prova de que a convivência, aquela que já não é tão forte nas grandes cidades, resiste ao tempo e às mudanças. Aliás, a internet, no caso dessa rua, veio para somar. Além de congregar um grupo vasto de pessoas que amam esse lugar, o blog e as páginas na rede servem, ainda, para registrar a história. Palco do confronto entre estudantes da Faculdade de Filosofia da USP e estudantes do Mackenzie, em 3 de outubro de 1968, a rua entrou para a história e a batalha carrega até hoje o seu nome. E, claro, o confronto não entrou para a história à toa. O desfecho trágico, que culminou com a morte do estudante José Carlos Guimarães, morto aos 20 anos com um tiro na cabeça, justifica a importância dada ao fato. A disputa entre os grupos das universidades começou com os alunos do Macken-zie atirando ovos nos estudantes da Filosofia da USP, que angariavam dinheiro para custear o congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), cobrando pedágio na rua. Ocorrido em plena Ditadura Militar, o confronto acabou com o prédio da USP, instalado nas proximidades do local, incendiado. Hoje, o blog da rua defende a convivência democrática e abre espaço para que cada um manifeste o seu amor ao local. E, por falar em manifestação, a arte não fica de fora. Davi Francisco

Um grande painel pintado pelo artista Eduardo Kobra, conhecido grafiteiro da cidade, chama atenção já no início da rua. A imagem prova que o local não vive concentrado apenas no seu núcleo e traz à tona a discussão sobre a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.

Você sabia?

Davi Francisco

Os primeiros 10 leitores que identificarem a localização da foto acima ganharão um par de ingressos para o teatro.

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Sua resposta deverá ser enviada para o e-mail:

leitor@taxicultura.com.br

O nome da rua homenageia uma das fundadoras do bairro Higienópolis. Ela nasceu em 5 de julho de 1815, em município que pertencia à São Paulo, mas que hoje já faz parte do Paraná, e morreu em 11 de março de 1902, aos 87 anos.

O resultado sairá na próxima edição junto com os nomes dos ganhadores. Praça Ramos de Azevedo Na edição passada, a TAXICULTURA apresentou o conjunto de esculturas que homenageiam Carlos Gomes e que estão localizadas na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Theatro Municipal.

GANHADORES Vanessa Proietti Van

João Carlos Tavares

Bruno de Oliveira

Marisa Loureiro

Laércio Ribeiro

Priscila Silva

Paula Rimes

Josué Nepomuceno Villa

Cintia Assumpção

Katia Cardoso

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Dezembro|TAXICULTURA

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CAPA Davi Francisco

Por Waldir Martins

Marcelo Mattos Araújo O

advogado, museólogo e doutor em arquitetura Marcelo Mattos Araújo, depois de passar dez anos à frente de um dos principais museus do Brasil , a Pinacoteca do Estado de São Paulo, assume a Secretaria de Estado da Cultura com o desafio de dar continuidade ao processo de descentralizar e ampliar o acesso à cultura aos cidadãos de todas as regiões do Estado, trabalho iniciado por Andrea Matarazzo, seu ante-

Dono de uma bem sucedida trajetória na área cultural e apontado como um administrador bastante competente, Mattos Araújo se diz um grande defensor das parcerias do Estado com as OSCIPs (organizações da sociedade civil de interesse público), como estratégia para garantir uma gestão competente dos equipamentos da pasta da Cultura.

cessor no comando da pasta.

Paulo concedeu à TAXICULTURA.

Acompanhe a seguir a entrevista que o novo homem da cultura do Estado de São


TAXICULTURA Quais os principais desafios a serem enfrentados por sua gestão?

Marcelo Mattos Araújo

Uma das estratégias para a inclusão social é fortalecer o processo de interiorização das ações culturais

TAXICULTURA Como recebeu a indicação do seu nome para a pasta da Cultura no Governo do Estado de São Paulo?

Marcelo Mattos Araújo Recebi o convite do Governador Geraldo Alckmin como um grande desafio. Como ele próprio me disse na ocasião, São Paulo tem vocação para a cultura. De fato o setor tem um espaço privilegiado em nosso Estado e isso, agora que assumo a Secretaria, se torna ainda mais estimulante.

TAXICULTURA Depois do excelente trabalho realizado à frente da Pinacoteca do Estado, consolidada como um dos principais museus do país, qual será a sua motivação à frente da Secretaria de Cultura?

Marcelo Mattos Araújo Sei que há uma expectativa grande com relação ao trabalho na Secretaria em função da maturidade que alcancei no setor e dos resultados da Pinacoteca – espero poder atender a todas, em alguma medida. A cultura está diretamente relacionada à criatividade e à vitalidade do pensamento, e creio que a motivação de qualquer pessoa ligada ao setor está em estimular essas características tão humanas, em permitir que todos possam exercê-las. O cargo de secretário dá meios para que se possa contribuir mais diretamente para isto.

Nosso grande desafio é fomentar as várias formas de manifestação artística, em todos os segmentos da sociedade, além de buscar maneiras de distribuir com mais equilíbrio os produtos destas manifestações. A questão principal é garantir uma inclusão cultural plena para o maior número possível de cidadãos. Não é suficiente apenas promover a ampliação do acesso aos bens culturais – aos filmes, aos museus, às exposições de arte, à música -, mas também a todas as etapas de produção desses bens, seja arte contemporânea, sejam manifestações tradicionais. O poder público deve trabalhar para que todos tenham a chance de participar ativamente do processo de criação cultural.

TAXICULTURA Dos cerca de 650 municípios do Estado de São Paulo, apenas 125 têm cinema e a situação fica ainda mais dramática se pensamos em teatros, museus e diferentes espaços de arte e cultura. Como é pensar a cultura dentro dessas condições?

Marcelo Mattos Araújo A situação ideal, claro, é que um dia todas as cidades paulistas tenham salas de cinema, teatros, museus, bibliotecas estruturadas e centros culturais. Mas, por diversas razões – históricas, sociais, econômicas, por exemplo – estes equipamentos estão muito concentrados na capital, o que evidentemente restringe o acesso. Por isso, dentro da ideia de que promover a inclusão cultural é nosso grande desafio, uma das estratégias que estabelecemos para a Secretaria é o fortalecimento do processo de interiorização das ações culturais.

A cultura está diretamente relacionada à criatividade e à vitalidade do pensamento, e creio que a motivação de qualquer pessoa ligada ao setor está em estimular essas características tão humanas

Pretendemos este ano dar continuidade aos programas de difusão e formação que já existem, como as Oficinas Culturais, Circuito Cultural Paulista, Virada Cultural Paulista, para avaliar o que pode ser melhorado ou ajustado. Os corpos estáveis mantidos pelo Estado – Orquestra Sinfônica de São Paulo, São Paulo Companhia de Dança, para citar dois – vêm cumprindo e vão continuar se apresentando no interior.

leitura de bordo dos taxis paulistanos - Maio|TAXICULTURA

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CAPA TAXICULTURA Como intensificar o processo de democratização da cultura em São Paulo?

Marcelo Mattos Araújo: A interiorização das ações da secretaria, de que acabamos de falar, é um fator importantíssimo para a democratização da cultura, pois distribui melhor, geograficamente, as possibilidades de acesso. Em outra vertente, está a atenção a quem não pode pagar por bens culturais, e aí a Secretaria precisa dar continuidade e intensificar políticas que levem isso em consideração. No ano passado, cerca de 8,5 milhões de pessoas tiveram acesso gratuito a alguma atividade, evento ou equipamento mantidos pelo Governo do Estado de São Paulo. Mesmo quando as atividades são pagas, é necessário ter uma política de preços acessíveis ou de oportunidades de gratuidade. Há ainda outro ponto na democratização do acesso à cultura que é o estímulo à produção. Como disse no começo, o acesso pleno significa dar chances a todos de participar do processo de criação cultural.

TAXICULTURA

A questão principal é garantir uma inclusão cultural plena para o maior número possível de cidadãos

Ainda nesse contexto, de que maneira a Secretaria pretende enfrentar o desafio de formar novos públicos?

Marcelo Mattos Araújo Além das ações de interiorização e democratização no acesso, a formação de público passa também pelo oferecimento de atividades que contemplem várias linguagens artísticas. Um público novo só surge se ele tem con-

tato com algo que, para ele, também é novo.

TAXICULTURA É possível dizer que São Paulo é referência quando se fala de acesso à cultura no Brasil?

Marcelo Mattos Araújo: Creio que sim, em função de vários fatores. Para começar, o Estado tem uma produção cultural muito forte e variada, o que por si só gera maiores possibilidades de contato da população com a arte. Por outro lado, o Governo estadual tem a cultura entre uma de suas prioridades e, nesse contexto, atua diretamente na facilitação do acesso à cultura – esse é o trabalho da Secretaria. Além disso, a iniciativa privada investe bastante na manutenção de equipamentos culturais gratuitos ou de baixo custo. A rede SESC-SP também tem um papel de relevância nesse processo.

TAXICULTURA O Circuito Cultural Paulista atende a essa necessidade de modo satisfatório? Qual o número de expectadores previstos para a edição 2012?

Marcelo Mattos Araújo Este ano o Circuito terá programação em 78 municípios, o maior número desde que o programa foi criado em 2006. São 616 espetáculos previstos ao longo do ano. Como em 2011 tivemos 140 mil pessoas com programação em 73 municípios, esperamos que esse número seja superado em 2012.

TAXICULTURA Atualmente a cidade conta com cinco Fábricas de Cultura. Como tem sido o processo de implantação desses equipamentos?

Marcelo Mattos Araújo Já estão funcionando as unidades de Sapopemba, Vila Curuçá, Itaim Paulista, Jardim São Luís e Vila Nova Cachoeirinha, todos bairros escolhidos com base em pesquisa da Fundação Seade que apontou os locais em que os jovens estão mais vulneráveis à violência e à falta de oportunidades. O projeto das Fábricas é transformador – alia a formação cultural dos jovens à articulação com a comunidade e

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TAXICULTURA|Maio - Seja gentil: deixe a revista a bordo para o próximo passageiro


CAPA à valorização da produção artística dos bairros.

TAXICULTURA São previstas mais quantas unidades para a cidade de São Paulo?

Marcelo Mattos Araújo Há mais quatro sendo construídas no momento, em Cidade Tiradentes, Capão Redondo, Brasilândia e Jaçanã. No começo deste ano, a Secretaria anunciou a construção de mais uma unidade no bairro do Glicério, integrada ao projeto de restauro do antigo quartel do Parque Dom Pedro II, que vai abrigar o Museu Histórico da Polícia Militar.

TAXICULTURA Como esse projeto se articula com as diferentes comunidades onde se encontra inserido e qual a sua importância para a cena cultural da cidade?

Marcelo Mattos Araújo O princípio do projeto Fábricas de Cultura tem tudo a ver com o ideal de possibilitar aos cidadãos o acesso a todas as etapas da criação cultural. Durante os dias de semana, de terça a sexta, as Fábricas funcionam como escolas de iniciação artística, com aulas de música, dança, teatro, artes visuais, especialmente para jovens. Nos fins de semana, há atividades de difusão abertas para toda a comunidade, de graça, o que é uma forma de democratizar o acesso a bens culturais diversos. E, quase sempre, a programação dos fins de semana é formada por artistas e grupos da própria comunidade – ou seja, a Fábrica também incentiva e valoriza a produção cultural de cada bairro. A importância disso para a cidade como um todo é inegável, pois além de descentralizar a produção e o acesso à cultura para bairros de periferia, favorece também a diversificação do que é produzido.

TAXICULTURA As parcerias realizadas pela Secretaria com as Organizações Sociais para a administração de espaços de cultura têm alcançado os resultados esperados?

Fábricas de Cultura: possibilita aos cidadãos o acesso às etapas da criação cultural

Marcelo Mattos Araújo Sim. Sou um grande defensor do modelo de gestão por Organizações Sociais, que deve continuar. Precisamos apenas trabalhar no aperfeiçoamento dos instrumentos de planejamento e diálogo entre as OSs e a Secretaria.

TAXICULTURA O ProAC pode ser apontado como uma alternativa para ampliar e democratizar o acesso à cultura no Estado de São Paulo?

No ano passado, cerca de 8,5 milhões de pessoas tiveram acesso gratuito a alguma atividade, evento ou equipamento mantidos pelo Governo do Estado de São Paulo

Marcelo Mattos Araújo O ProAC é um programa de incentivo que utiliza dinheiro público para possibilitar a execução de projetos que, de outra forma, talvez não tivessem espaço no mercado artístico. Este ano, teremos R$ 125 milhões para aplicar no programa, sendo R$ 100 mi-lhões em recursos de renúncia fiscal e R$ 25 milhões da própria Secretaria. O ProAC tem um foco muito nítido que é o estímulo à produção cultural, mas é claro que isso, indiretamente, favorece também a democratização do acesso a produtos culturais. Uma das modalidades do ProAC, o Editais, tem critérios que favorecem a interiorização das produções e espetáculos, por exemplo.

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TECNOLOGIA Por Fernando Lemos

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Fernando Lemos é estrategista de Tecnologia e idealizador do Projeto Tecnologia Para Todos palestras@tecnologiaparatodos.tc www.tecnologiaparatodos.tc www.facebook.com/tecnoparatodos

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séries de TV. E hoje os formatos digitais permitem que nós armazenemos esses arquivos nos nossos PCs criando uma verdadeira coleção digital. Mas o problema é que chega uma hora em que esse conteúdo pode se transformar em uma bagunça de arquivos como vídeos, legendas e controles, sendo cada vez mais difícil identificar. Um aplicativo que pode ajudar muito aqui é o DVD CHIEF. Porque permite organizar esses conteúdos pelas categorias da preferência de cada usuário. E com um diferencial. O DVD CHIEF se conecta na web para buscar informações online sobre as suas preferências. E, assim, você pode catalogar os seus filmes e séries incluindo materiais adicionais como banners, fotos e informações das produções. Passando a ter uma verdadeira coleção digital dos seus filmes e séries. É um aplicativo gratuito e pode ser encontrado nos sites de download na web.

TAXICULTURA|Maio - É leitura de bordo dos taxis paulistanos


ESPECIAL

Por Marina Schmidt Carlo Ferreri clara

Sinônimo de inovação e transformação social, o SESC oferece programações diferenciadas e acessíveis a todos

SESC - a rede de cultura de São Paulo Aliando as mais diferentes atividades, o SESC/SP se caracteriza como uma das mais democráticas redes de cultura, esporte e lazer da cidade e mesmo do Estado de São Paulo

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esultado de um sólido projeto cultural e educativo criado pelo empresariado do comércio e serviços, o SESC (Serviço Social do Comércio) é um dos maiores símbolos da inovação e da transformação social. “A cultura e a educação são as atividades mais importantes e nobres que o ser humano pode ter e são facetas de uma mesma realidade”, destaca Danilo Santos de Miranda, especialista em ação cultural e diretor regional do Sesc São Paulo.

O Sesc inovou a perspectiva em sua área de atuação ao introduzir, na década de 1980, novos modelos de ação cultural, com a educação como pressuposto para a transformação social. “Quando eu falo em educação, não penso apenas na educação formal, mas na educação como um processo permanente do ser humano. Portanto, a cultura está incluída de alguma forma”, argumenta Miranda. Cultura para todos Com 33 unidades distribuídas em todo o Estado de São Paulo, a rede Sesc contabiliza, anualmente, números crescentes que mostram o vínculo que a instituição promove em todos os âmbitos de sua

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atuação: cultura, educação, esportes, lazer, saúde e ações comunitárias. Em números aproximados, dentre as propostas culturais, as unidades somaram, em 2011, 3,6 milhões de atendimentos nas bibliotecas; 9,8 milhões de atendimentos em apresentações artísticas; 809 exposições; 3,6 mil sessões de cinema; 972 apresentações de dança; 5 mil espetáculos musicais; 7,7 mil espetáculos teatrais; e 447 mil participações em atividades de desenvolvimento artístico-cultural. Os números atestam a abrangência das ações, mas a qualidade não perde para a quantidade. “Temos uma diversidade grande de curadores e colaboradores”, explica Miranda. São pessoas que pensam e articulam as ações, reforça o diretor regional, sendo que “alguns, permanentemente, circulam pelo Brasil, Europa, Estados Unidos, enfim, vendo as coisas acontecerem”. O intercâmbio, neste contexto, amplia o

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ESPECIAL Divulgação

contato com outras redes semelhantes e traduz o espírito inovador característico da instituição. Uma agenda rica e variada Miranda reconhece a responsabilidade do Sesc ao fazer escolhas pela programação. “Nós temos uma capacidade de oferta muito maior do que a nossa capacidade em atender. Geralmente, o que acontece é termos que dizer não para alguns porque a nossa pauta está lotada”, pondera.

“Podemos fazer quase tudo”, revela Miranda. “Possuímos uma rede grande, vários teatros, mas precisamos inserir a programação numa proposta de qualidade e, naturalmente, de caráter artístico, humanístico, de proposição e discussão de temas”, assegura. 2011 em números Os números da Regional de São Paulo são avassaladores. Apenas em 2011 realizou cerca de 1,6 milhão de matrículas, das quais 1,4 milhão pertencem à categoria comerciário e mais de 157 mil à categoria usuário. A frequência nas unidades operacionais foi maior que 17,5 milhões de pessoas, totalizando mais de 100 milhões de atendimentos no ano de 2011. O Programa Educação registrou um número superior a 2,3 milhões de atendimentos. Desse total, merece um destaque especial os 18 mil alunos que frequentaram os cursos de educação complementar e de valorização social. O programa Saúde contabilizou 10 milhões de atendimentos, sendo 8,8 milhões deles em nutrição, 570 mil em assistência odontológica, 866 mil em assistência médica e 568 mil em educação em saúde, com a realização de 4.279 oficinas, campanhas, palestras e seminários. Foram registrados 14 milhões de atendimentos no programa Cultura. O programa Lazer somou outros 15 milhões de atendimentos

distribuídos da seguinte maneira: 12 milhões em recreação, 390 mil em turismo social e 3 milhões em desenvolvimento físico e esportivo. As atividades de desenvolvimento físico e esportivo registraram 611 turmas com mais de 13 mil alunos em cursos de iniciação esportiva, 1.248 turmas que reuniram cerca de 61 mil alunos em cursos de ginástica. Nos 607 torneios e campeonatos realizados, em 16 mil partidas, nada menos que 103 mil participantes.

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“Temos uma agenda riquíssima e variada, e diariamente recebemos propostas. Estabelecemos prioridades e temos muita dificuldade na hora da escolha”, reforça o diretor. “Levamos em conta vários fatores: a qualidade, a excelência, a proposta dentro de um critério nosso, de quem está olhando. Também vemos a viabilidade financeira, material, data e local”.

O programa Assistência registrou 57,6 milhões de atendimentos, notadamente no Mesa Brasil Sesc São Paulo, que complementou 28.631.068 refeições. Educação Focado em propostas que elevam o potencial educacional, o Sesc busca o desenvolvimento permanente de sua programação, consolidada em práticas que promovem a reflexão, a socialização e a formação individual além da escola. No ano passado, o Programa Educação do Sesc realizou, no Estado de São Paulo, mais de 7,5 mil palestras. Pelo Programa de Diversidade Cultural, que promove vivências relacionadas ao tema, 15 mil pessoas foram atendidas. O Projeto Curumim, desenvolvido para o atendimento de crianças entre 7 e 12 anos, recebeu mais de 4,4 mil inscrições em 2011. O Curumim promove a educação não formal por meio de atividades lúdicas e é oferecido a crianças dependentes de trabalhadores do comércio, além de crianças oriundas de famílias de baixa renda moradoras no entorno das unidades do Sesc em todo o Estado.

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ESPECIAL

Por Marina Schmidt Sylvia Masini

A Virada Cultural chega à sua 8ª edição e promete mais de 900 atrações em 114 pontos da cidade

Maio - mês das Viradas Culturais Eventos culturais fazem de maio o mês mais artístico do ano e criam um novo ditado para São Paulo: de terra da garoa, para terra da cultura

C

om uma programação de encher os olhos, o mês de maio entrou para o calendário cultural do Estado como sendo o de maior efervescência cultural do ano. Duas viradas culturais são responsáveis por isso, a Virada Cultural, que ocorre apenas na cidade de São Paulo, nesse ano nos dias 5 e 6 de maio, e a Virada Cultural Paulista, que acontece entre os dias 19 e 20 de maio, promovida simultaneamente em diversas cidades do Estado. A proposta: 24 horas de intensa programação cultural, para todos os gostos e de graça!

A Virada Paulistana A Virada Cultural chegou à 8ª edição neste ano, com números surpreendentes: mais de 900 atrações em 114 pontos da cidade, 50 deles no centro da capital. Por trás dos números está um exaustivo trabalho de seleção dos artistas que farão parte da programação, fora toda infraestrutura necessária, como limpeza e segurança públicas. “A Virada Cultura chega a sua oitava edição consolidada como o evento de rua mais popular da cidade, capaz de reunir, no mesmo local, pessoas de diferentes tribos, regiões e classes sociais”, atesta Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura.

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O crescimento da Virada foi expressivo, em pouco tempo. Na primeira edição, realizada em 2005, a programação contou com apenas 200 atrações, sendo necessário investimento de R$ 600 mil. Neste ano, o orçamento acompanha o de 2011, com R$ 8 milhões dedicados à realização do evento. Neste ano, a Virada ocorre entre 18h do dia 5 de maio (sábado) e 18h do dia seguinte. “Desde que começamos, há oito anos, o evento foi incorporado ao calendário paulistano e se tornou uma das maiores experiências do gênero que se tem notícia”, afirma José Mauro Gnaspini, diretor da Virada Cultural. A iniciativa surgiu modesta e representava um desafio, era para ser um evento semelhante às Noites Brancas parisienses (Nuit Blanche) – uma noite por ano em que Paris tem seus museus e instituições culturais abertas gratuitamente ao público, agregando apresentações musicais e performances artísticas por toda a cidade.

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ESPECIAL Diante do sucesso da proposta, e do desafio em promover um evento deste porte na capital, o evento continuou a ser realizado nos anos seguintes, sempre melhorado. A primeira edição, por exemplo, ocorreu em novembro, debaixo de muita chuva. Para fugir das intempéries, a Virada passou a ser realizada entre abril e maio. É claro que um evento desse porte não ocorre por decisão e iniciativa unilateral. A Virada é resultado, também, de um esforço coletivo e até hoje preserva a integração como principal característica. “No início, na primeira edição, nós tivemos um pouco de dificuldade, é natural”, afirma o prefeito Gilberto Kassab, que acompanhou o processo de implantação do evento, instituído na gestão de José Serra. “O segredo do sucesso da Virada Cultura tem sido as parcerias”, destaca Kassab, reforçando, sobretudo a participação fundamental do Sesc, da Secretaria de Estado da Cultura, da SP Turis e das secretarias e sub-prefeituras da cidade. “A parceria com a Prefeitura e a gratuidade da programação proporcionam o alinhamento com os principais objetivos desta realização, que passa pelo estreitamento dos laços afetivos do cidadão com a cidade e a ocupação dos espaços públicos e das unidades do Sesc localizadas na capital”, destaca o Professor Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc-SP, um dos principais parceiros do evento. A cultura democrática Como resultado da soma de esforços e investimentos, a cidade tem na Virada o seu principal evento de rua e uma das maneiras mais democráticas de viver a cultura que passa pela capital cultural do país. “Ir à Virada Cultural é apostar no bom senso coletivo, no convívio harmônico e no direto à cidade. As ruas são tomadas por pessoas que renovam o seu relacionamento com o centro da cidade e uns com os outros, e é graças à adesão maciça do cidadão a esse experimento social que o evento cresceu tanto em tão pouco tempo”, afirma Gnaspini. No ano passado, um público estimado em 4 milhões prestigiou a programação da Virada. “Mais uma vez, a Virada Cultural apresenta-se com a marca da diversidade, da integração e da sociabilidade, demonstrando o potencial

Sylvia Masini

Sylvia Masini

Uma história de sucesso

A Virada possibilita a apropriação das ruas pelos moradores e visitantes que a cultura tem para movimentar as mentes, a civilidade, a economia e a participação social”, destaca Miranda. Marcelo Rehder, presidente da SP Turis, reforça que a Virada Cultural é parte indissociável da marca São Paulo. “No Brasil, já somos a capital da cultura, referência em diversidade e criatividade, e a Virada ajudou a consolidar essa imagem”, comenta. “A Virada leva as pessoas às ruas para simplesmente aproveitar a cultura e a cidade, ganhando seus espaços e mostrando ao Brasil e ao mundo o talento, a arte e o potencial criativo paulistano”, acrescenta Rehder. Essa característica foi estendida a outras cidades paulistas graças à realização da Virada Cultural nos municípios da Região Metropolitana, interior e litoral de São Paulo. Virada Paulista A Virada Cultural Paulista foi inspirada no evento realizado na capital, tendo sido realizada pela primeira vez em 2007. Na primeira edição, a virada estadual foi realizada simultaneamente em 10 cidades, levando a um público estimado em 200 mil pessoas 200 atrações culturais. Mantida pelo Governo Estadual, por intermédio da Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com os municípios, a Virada Cultural Paulista também não parou de crescer. Em 2008, foram 476 atrações, atingindo um público de mais de 738 mil pessoas. Em 2009, a Virada contou com 560 atrações e levou 1 milhão de pessoas para as ruas. Em 2010 chegou a 1,5 milhão. E em 2011, mais

Em 2011, um público estimado de 4 milhões prestigou a programação da Virada de mil atrações contaram com um público de 1,7 milhão de pessoas. Em 2012, a Virada Cultural Paulista ocorre entre os dias 19 e 20 de maio e promoverá cerca de mil atrações em 27 cidades do Estado. “Esperamos reunir mais de 1 milhão de pessoas nas ruas com diversas atividades culturais de qualidade, como música, teatro, circo e dança de graça para cidades do interior e litoral do Estado”, afirma a coordenadora geral da Virada, Maria Thereza de Magalhães. O Sesc São Paulo também tem sido um dos principais parceiros do evento estadual, em todas as edições, provando que a estrutura cultural que mantém está alinhada aos princípios de democratização cultural. Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, reforça que a participação das suas unidades na Virada Cultural Paulista constitui “um alinhamento com os objetivos de se proporcionar o acesso da população aos bens culturais, além de ampliar o raio de ação e de experiências do Sesc, fortalecendo os vínculos com o público de diferentes regiões do Estado e as parcerias institucionais”.

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BIG APPLE Por Vinnicius Balogh

Central Park

Apaixonado por viagens e gastronomia, Vinnicius Balogh traz aos leitores da TAXICULTURA dicas e sugestões para curtir na metrópole mais badalada do mundo

A vida em NYC em muitos aspectos pode ser comparada com a vida em São Paulo: o foco no serviço e a variedade de restaurantes. Assim como a praia do paulistano é o parque do Ibirapuera, a praia de NY é o Central Park. Com a chegada da Primavera, ele fica absolutamente lindo, imperdível para quem planeja vir a Manhattan nos próximos meses. O Central Park é uma vez e meia maior que o parque do Ibirapuera. Dentro do parque é possível ir ao Zoológico (ingresso 18 dólares), jogar tênis em uma de suas 26 quadras, correr pelas 6 pistas de corrida, alugar bicicleta, pedalinho, barquinho de controle remoto, patinar no gelo, jogar baseball, futebol, tomar sol, além de uma infinidade de atrações. Dica: não deixe de visitar a fonte Bathesda; quem assistiu ao seriado Friends, se recordará desse monumento.

Katz Deli - 205 East Houston Street Este centenário restaurante de NY (inaugurado em 1888) é um ponto bastante conhecido dos novaiorquinos, porém pouco explorado pelos turistas. A sua localização é numa região pouco privilegiada, no East Side depois da 1Ave, ou seja, perto de nada, mas o restaurante por si só vale a visita. Lá é servido simplesmente o melhor sanduiche de pastrami do mundo! Vale destacar que o pastrami é produzido lá mesmo! Aí também aconteceu uma das mais famosas cenas do cinema - When Harry Met Sally - quando Meg Ryan finge um orgasmo no meio do restaurante, chamando a atenção de todos. Vale a pena conferir e sentar na mesma mesa do casal.

Vinnicius Balogh é administrador de empresas e atualmente mora em Nova York, onde está realizando um Executive MBA na Columbia University Twitter: @vibalogh

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Oyster Bar - Grand Central Terminal Em NY é muito comum os restaurantes servirem ostras frescas. Qualquer um com serviço de bar possui uma mesa com ostras, cobradas por unidade, com preço sugerido pelo market price: algo entre 2 a 3,5 dolares. Um dos lugares mais famosos para se degustar essa maravilha é o Oyster Bar da Grand Central. O restaurante fica dentro da Estação de Trem principal de NY, que merece um capitulo especial. Lá é possível encontrar todos os tipos de ostras - sim, são vários tipos! - além de um cardápio completo de frutos do mar e sopas, como o Clam Chowder. Dentro da estação também se encontra uma enorme praça de alimentação, mas nada comparada com o Oyster Bar, que vale muito ser visitado com tempo e paciência, já que o lugar é bastante disputado.

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SÃO PAULO

UM MUNDO TODO Por Estela Guerreiro Divulgação

O Conteiner de fruits de mer, leva robalo, camarões, minipolvo, lulas, vieiras e lagostas

Cozinha com sotaque latino Os chefs do argentino Bárbaro, do espanhol Maripili e do francês Monet mostram diferentes opções aos paulistanos

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ilha do restaurateur Juan Germán, que veio ao Brasil em janeiro de 1977 para comandar a filial brasileira do argentino Clark´s, restaurante localizado na Av. 9 de Julho e que fez bastante sucesso na cidade, Alejandra Seoane passou pela cozinha de diversas casas, até assumir a cozinha do restaurante Bárbaro, uma casa dedicada a cortes portenhos, bem no coração da Vila Olímpia. Especialista no preparo de carnes, Seoane destaca alguns procedimentos adotados no restaurante Bárbaro, que o diferenciam em relação às tradicionais churrascarias brasileiras. “Uma das diferenças é o uso do sal fino para temperar as carnes. E usamos pedras vulcânicas ao invés de carvão. Além de serem ecologicamente corretas e mais limpas, elas conservam melhor o sabor e não emitem a fumaça característica do churrasco feito com carvão ou lenha”. A chef destaca ainda que, no preparo da carne assada, o tipo da carne escolhida e a utilização de diferentes churrasqueiras são determinantes para que se possa chegar à textura e sabor desejados. A distância entre a carne e

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Para representar o tradicional sabor da Parrila Argentina, a chef indica o Ojo de bije, um legítimo corte alto portenho, acompanhado por papa quimérica, batata recheada com queijo cremoso. Para beber, o Clericot, refrescante ponche de vinho branco, frutas da estação e gelo. É preparado na mesa e servido em jarras. Divulgação

Desfrute um pouco da Argentina, da Espanha e da França em pratos com sabor bem latino

o fogo é outra importante diferença apontada pela chef entre o churrasco brasileiro e a parrilla argentina. “No Brasil ela é maior do que no churrasco feito na Argentina”, explica.

Pratos com frutos do mar exigem cuidados especiais

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SÃO PAULO

Divulgação

UM MUNDO TODO

Ojo de bije é um legítimo corte alto portenho. Acompanha papa quimérica: batata recheada com queijo cremoso

Clericot é um refrescante ponche de vinho branco, frutas da estação e gelo. É preparado na mesa e servido em jarras

O sabor mediterrâneo Depois de passar longos anos trabalhando na área financeira, o paulistano Luiz Macedo cedeu ao gosto pela gastronomia e, no ano de 2003, iniciou sua jornada por este universo. Atualmente à frente da cozinha do Maripili, um simpático bar-restaurante localizado na Chácara Santo Antônio, que segue à risca as tascas espanholas, o chef já trabalhou em casas importantes da gastronomia paulistana como o D.O.M. e o Charlô. Para quem deseja saborear um típico sabor da Espanha em São Paulo, Macedo indica o prato Mar e Terra, uma receita caracteristicamente mediterrânea, que, ao combinar frutos do mar e legumes, resulta uma mesa muito saudável e saborosa, mas que exige cuidados especiais. “Os mariscos são muito delicados e devem ser conservados frios, de modo a assegurar a sua qualidade máxima”, ressalta. Na hora da bebida, o chef propõe um soft drink, elaborado a partir do licor Pacharan, de origem espanhola, bastante consumido naquele país, como digestivo. O preparo da bebida inclui ainda duas rodelas de limão, refrigerante cítrico e gelo. Tradição e inovação Atento às novidades do mundo da gastronomia, Rafael Bertoncine, já no ano 2000, estava na cozinha do prestigiado chef Alex Atala. No ano seguinte seguiu para a Europa em busca de aperfeiçoar a sua arte, onde permaneceu trabalhando por cinco anos como chef du partie no Frederick´s Restaurant, em Londres.

De volta à São Paulo, passou a desenvolver o cardápio de casas como o Restaurante Sinhá e Carambolla e, entre os anos de 2008 e 2009, ingressou como souschef no Santa Gula. A partir de então tem atuado como chef consultor no treinamento de equipes de trabalho para diversas casas da cidade e, em meados de 2011, ao lado do chef Rafael Bertoncine , passou a responder pela cozinha do novo restaurante Monet, em Pinheiros. Desenvolvendo uma gastronomia contemporânea, com receitas de inspiração francesa, o Monet alia sofisticação e simplicidade. Dentro de uma filosofia que aposta na qualidade total, a casa solicita que os clientes façam reservas, de modo que seja possível garantir que os ingredientes sejam sempre frescos. Todo esse cuidado resulta em pratos realmente compensadores, como o Conteiner de fruits de mer, que no seu preparo leva robalo, camarões, minipolvo, lulas, vieiras e lagostas. Rafael Bertoncine argumenta ainda sobre a importância da apresentação do prato e certos cuidados na hora de servir: “Quando se fala em frutos do mar, todo o cuidado é necessário. As conchas devem estar fechadas e firmes. No caso do polvo é importante que a pele apresente-se acinzentada e brilhante, nunca pegajosa”. Para as lagostas, a dica do chef é verificar se a cauda está curva e se as antenas e patas estão intactas. “Enfim, cada um dos itens utilizados precisam ser frescos e de procedência confiável”, finaliza.

Suco de maçã verde é indicado para acompanhar pratos delicados

Serviços Bárbaro Rua Dr Sodré, 241 - Vila Olímpia Tel.: 11 3845-7743 www.barbarorestaurante.com.br

Maripili R. Alexandre Dumas, 1.152 - Sto. Amaro Tel.: 11 5181-4422 www.maripili.com.br

Monet Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros Tel.: 11 3032-7403 http://monetrestaurante.com.br

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AGENDA Maio EVENTOS

EVENTOS Divulgação

Festival promove show gratuito do Franz Ferdinand

Credicard Hall 10 de Maio Av. das Nações Unidas, 17.981 - Santo Amaro Bilheteria: diariamente, das 12h às 20h Vendas pela internet: www.ticketsforfun.com.br

A banda escocesa Franz Ferdinand é um dos principais nomes da “16ª Cultura Inglesa Festival”, que neste ano promove show gratuito da banda no Parque da Independência, no dia 27 de maio, ainda sem horário definido. A entrada estará condicionada à lotação do parque. O festival é promovido pela escola de idiomas Cultura Inglesa, que afirma ser esta a maior edição já realizada. Neste ano, a programação, que concetra shows, espetáculos e outros eventos gratuitos, ocorre também em Campinas, Santos, São José dos Campos e Sorocoba, entre 25 de maio e 30 de junho, sempre tendo a cultura do Reino Unido como foco.

Arte para sentir

A principal temática do fotógrafo Harald Schultz (1909-1966), que dedicou quase 30 anos às culturas indígenas brasileiras, está representada em mais de 200 imagens que a Caixa Cultural São Paulo exibe até 20 de maio. As fotografias fazem parte do acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP e foram feitas entre 1943 e 1965, retratando aspectos culturais de diversos grupos indígenas, como Javaé, Umutina, Kaxinauá, Krahô, Tapirapé e Waujá, entre outros.

A exposição “Sentir prá ver: gêneros da pintura na coleção da Pinacoteca do Estado” explora o universo artístico de uma maneira totalmente diferente da habitual e amplia o acesso à arte, abrangendo um público pouco contemplado nesse aspecto. No total, são 14 reproduções fotográficas de obras que ilustram os principais temas das artes plásticas, como arte urbana, rural, marinha, retrato, natureza morta e cenas, abrangendo a arte brasileira do final do século 19 a meados do século 20. Mas com um diferencial: todas contam com recursos de apoio multissensoriais, como reproduções em relevo, maquetes e textos com letras ampliadas e em braile.

Caixa Cultural São Paulo - Sé Até 20 de maio De terça a domingo, das 9h às 21h Praça da Sé, 111 – São Paulo/SP Informações: (11) 3321-4400

Pinacoteca do Estado de São Paulo Até 15 de julho Terça a domingo, das 10h às 18h Praça da luz, 02 – Centro Informações: (11) 3324-1000

Harald Schultz, olhar antropológico

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Parque da Independência 27 de maio Av. Nazareth, s/nº - Ipiranga Informações sobre o Festival: festival.culturainglesasp.com.br

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Responsáveis por sucessos como It Must Have Been Love, Listen To Your Heart, How Do You Do e Spending My Time, o Roxette se apresenta no Brasil entre 8 e 18 de maio. A turnê brasileira passa por Curitiba (8/5); São Paulo (10/5); Rio de Janeiro (12/5); Brasília (15/5); e Recife (18/5). Em São Paulo, o show acontece no Credicard Hall. O grupo divulga o álbum Charm School, lançado no início deste ano e que já conquistou o topo das paradas em diversos países. Em 2011, o Roxette iniciou a turnê para promover o novo disco e já tocou para mais de 800 mil fãs, em 79 shows e em 31 países diferentes. As apresentações seguem até o próximo ano e passam ainda pela Europa, Ásia, América do Sul e África do Sul.

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Roxette


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EVENTOS

Barraca Cigana no MCB

Memória paulistana

O Museu da Casa Brasileira dá continuidade ao projeto “Casas do Brasil”, criado em 2006, com a exposição “Casas do Brasil – Barraca Cigana”. A exposição apresenta o trabalho da fotógrafa e pesquisadora Luciana Sampaio, que registrou o dia a dia de acampamentos dos ciganos Calon na periferia e interior de São Paulo, por meio de fotos e vídeos. Para os visitantes, fica a sensação literal de entrar no universo cigano, já que uma barraca estará montada no jardim do museu pelo chefe cigano do grupo de Jaboticabal Darci Soares, sua mulher Diholaila Marinho Soares, o sobrinho Fabinho Soares e a filha Marimar Soares.

“Aristodemo Becherini: entre a cidade e a publicidade” é a exposição dedicada ao fotógrafo pioneiro no uso de fotografias em substituição às ilustrações publicitárias, em cartaz na Casa da Imagem até 29 de julho. Com curadoria de Henrique Siqueira, a exposição disponibiliza, ainda, no banco de dados da Casa da Imagem de São Paulo, uma seleção de imagens do fotógrafo para pesquisa na Sala de Consulta. No acervo pessoal de Becherini encontram-se ensaios sobre episódios da história de São Paulo, como as manifestações comunistas; o discurso de Luis Carlos Prestes no Estádio do Pacaembu; a visita do general Eurico Gaspar Dutra; e o funeral do secretário da Segurança Pública Estadual Alfredo Issa Ássaly, além de festividades do cotidiano (Ano Novo, Carnaval, saltos de paraquedismo e competições esportivas no Clube de Regatas Tietê).

A tradicional Festa do Imigrante, realizada há 16 anos em São Paulo, chega à 17ª edição e acontece entre 27 de maio e 3 de junho no complexo que originalmente funcionava como hospedaria para os imigrantes que chegavam à capital. O evento festeja e divulga as manifestações culturais, artísticas e gastronômicas de diversas nações que compõem a diversidade presente no Estado de São Paulo, além de resgatar a história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pela antiga Hospedaria dos Imigrantes desde final do século 19. Arsenal da Esperança (antiga Hospedaria dos Imigrantes) De 27 de maio a 3 de junho Diariamente, das 10h às 16h Rua Dr. Almeida Lima, 900 – Mooca Informações: (11) 3311-7700

Casa da Imagem (antiga Casa Um) Até 29 de julho Diariamente, das 09h às 17h Rua Roberto Simonsen, 136-B – Centro Informações: (11) 3396-6047

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Museu da Casa Brasileira Até 3 de junho De terça a domingo, das 10h às 18h Rua Brigadeiro Faria Lima, 2705 Informações: (11) 3032-3727

Festa do Imigrante

Princesa do mar Volta ao Mundo O épico de Júlio Verne, A Volta ao Mundo em 80 Dias, foi adaptado para o teatro pela Cia. Solas de Vento e permanece em cartaz até 27 de maio no Teatro Folha. A montagem agrega técnicas acrobáticas, dança e comédia. Com recursos multimídia que mostram recortes diferentes das cenas feitas pelos atores deitados no chão e projetadas em um telão, a técnica oferece ao público uma visão original do que está ocorrendo no palco. Com uso de sucata, os atores Bruno Rudolf e Ricardo Rodrigues criam objetos, meios de transporte e formas que se modificam a todo instante, em um espetáculo engraçado e repleto de técnicas circenses. Teatro Folha Até 27 de maio Sábados e domingos, às 16h Avenida Higienópolis, 618 – Terraço do Shopping Pátio Higienópolis Informações: (11) 3823-2323

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Em cartaz desde março, a peça “A Pequena Sereia” chega ao fim da temporada no Teatro Sérgio Cardoso em 13 de maio. O famoso conto de fadas do dinamarquês Hans Christian Andersen foi adaptado pelo dramaturgo Vladimir Capella, que leva aos palcos a fantasia e a poesia que cercam o mundo da jovem sereia na descoberta do amor, nas relações com os amigos, na busca pela felicidade e realização de sonhos. Quem dirige a peça é Paulo Ribeiro, de “O Poeta e as Andorinhas” e “Alladin, o Musical”. O espetáculo conta com 100 figurinos, 20 atores profissionais, projeções em vídeo, trilha sonora original e efeitos especiais. Teatro Sérgio Cardoso Até 13 de maio Sábados e domingos, às 16h Rua Rui Barbosa, 153 - Bela Vista Horário da bilheteria: quarta a domingo das 15h às 19h (vendas antecipadas) Informações: (11) 3288-0136

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Novembro|TAXICULTURA

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Caminhar para se divertir, para conhecer ou ver, de form

Caminhada em Santos/SP Realizada em 20/04/2012 A magia da cidade percorrida passo a passo A natureza mandou chuva pacas para Santos e nossa caminhada começou tímida. O almoço foi nosso “divisor de águas”: estiou e o grupo foi se enturmando, uma maravilha. Talvez tenha sido a beleza da Bolsa do Café; talvez tenha sido o Monte Serrat e sua vista de 360º da cidade, ou ainda a integração tenha sido obra e arte da fonte do Itororó. Na volta a São Paulo, com a alma literalmente lavada, o ânimo seguiu, alimentado por conversas e deliciosas risadas, que em nada lembravam o “silêncio das línguas cansadas.

Informações e inscrições


ma diferente, outros lugares, outras caras, outras tribos

Próximas Paradas Cunha/SP

São Luiz do Paraitinga/SP

Escondida entre as serras da Quebra-Cangalha, Bocaina e do Mar, a cidade de Cunha é uma deliciosa mistura, onde se complementam uma natureza exuberante e uma rica cultura regional. Com seu casario colonial e muitas igrejas, a cidade é rodeada por cachoeiras, picos, trilhas, além de uma típica e saborosa gastronomia.

Em meio à Serra do Mar, banhada pelo Rio Paraibuna, um verdadeiro museu a céu aberto, com seu preservado conjunto arquitetônico que exala história, cultura e beleza. Também abençoada pela natureza, com trilhas para caminhadas e lugares para a prática de esportes de aventura.

18 a 20 de maio

23 e 24 de junho

Novembro|TAXICULTURA

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Por Marina Schmidt

Emily Cahal

BELEZA

A beleza das mamães Cuidados com a beleza são fundamentais na gestação, mas pedem cautela

A

gestação revela a beleza da maternidade e é um período belo e encantador por si só. Não são poucas as pessoas que afirmam ser esse o momento mais lindo da mulher. Mas quem vive a gravidez na pele, literalmente, nem sempre encara com tranquilidade os cuidados com a beleza. A estética, nesse caso, necessita ser mantida com cautela, mas não precisa e nem deve ser deixada de lado. A culpa é dos hormônios

A estética não precisa ficar de lado, mas o cuidado com o feto e a saúde devem estar em primeiro lugar

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“Os hormônios da gravidez são muito ruins para as mulheres, especialmente para aquelas que sofrem com pele e cabelos oleosos”, afirma Paulo Nicolau, ginecologista membro da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo). “A progesterona, que é o principal hormônio, tem um efeito muito ruim na pele, levando a pessoa a desenvolver acne, mesmo que não tivesse antes, e a pele fica realmente oleosa”, acrescenta; contudo, “para isso existe toda uma gama de cremes, hidratantes e

loções próprios para gestante”. Portanto, não é frescura se preocupar um pouco mais com a aparência nessa fase. “A gestante precisa realmente cuidar da pele e do cabelo com xampus e cremes apropriados, por causa dos hormônios da gravidez”, reforça Nicolau. De toda maneira, vale lembrar que a preocupação estética não pode ser a prioridade, e o cuidado com a formação do feto e a própria saúde devem ser levados em conta primeiro. Assim como a mulher pode desenvolver acne, outro problema que pode surgir inesperadamente são as alergias. Por isso, é fundamental avaliar a composição de cada produto usado, seja para o corpo ou para o cabelo, já que algumas substâncias podem ser inadequadas. Mesmo os cremes usados rotineiramente antes da gravidez devem ser avaliados. “Ela tem que mostrar os produtos que já usava para o médico”, alerta Nicolau. “A maioria

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BELEZA

Atenção com a tintura Pintar o cabelo é uma das principais restrições às gestantes, mas a mulher que pesquisar na internet, ou mesmo conversar com a própria cabeleira, encontrará tinturas que não contenham amônia em sua composição. No entanto, é preciso ter uma cautela maior mesmo com esses produtos. “Existem produtos usados para tingir o cabelo que, além de amônia, contém chumbo ou mesmo formol, e não estão especificados na fórmula”, adverte Nicolau. “De maneira geral, é recomendado que a gestante não pinte o cabelo nos primeiros meses da gravidez e se ela conseguir não pintar o cabelo até o final da gravidez é melhor”, detalha. Quando a vaidade fala mais alto, é possível recorrer à coloração, mas seguindo alguns cuidados e, sempre, conversando antecipadamente com o seu médico, que deve avaliar a composição do produto usado. “Nos últimos meses é possível alguma tintura a base de hena, que é mais suave”, esclarece. Combate ao inchaço Uma reclamação frequente das gestantes é o inchaço, principalmente nos braços e pernas. Mais uma vez é importante ressaltar a necessidade de conversar com o médico antes de buscar uma solução estética. “Normalmente esse inchaço acontece da segunda metade da gravidez em diante e a drenagem linfática pode ajudar muito a diminuir esse incômodo nos membros – pernas e braços – e só deve ser evitada, mesmo, na região do abdômen”, explica Nicolau.

Embora esteja liberada, a drenagem linfática só pode ser feita com consentimento médico e nunca nos primeiros meses da gestação. “Temos muito receio de liberar qualquer coisa diferente no primeiro trimestre de gestação porque é a fase em que o bebê está sendo formado, o sistema nervoso dele está sendo formado, e nunca temos certeza exata de até onde pode haver interferência nesse processo”, explica o médico.

sem muita carga e até aeróbica, desde que não tenha pulo e não seja impactante”, acrescenta. Nicolau reforça que manter a prática de atividade física, mesmo que seja caminhada diária (por 30 minutos) é importante para evitar doenças relacionadas à gestação, como diabetes gestacional e hipertensão. Além de ser positivo para a saúde da mamãe e do bebê, os exercícios podem até facilitar a vida dos dois na hora do parto. “A gestante deve fazer um bom alongamento, isso ajuda muito, inclusive, para hora do parto”, finaliza o obstetra.

Pegue leve A prática de exercícios físicos pode ser considerada uma aliada da gestante. Por outro lado, pode ser um problema. Tudo vai depender das escolhas, que devem levar em conta o impacto da atividade e o tempo de gravidez. “A recomendação, mesmo para mulheres com um bom condicionamento físico, que são atletas, é para que interrompam os exercícios mais violentos, de impacto, como spinning, salto, vôlei, nessa fase”, especifica o médico. “Ela pode fazer caminhada, esteira, musculação para algumas áreas do corpo,

Simona Balint

deles podem continuar a ser usados, mas alguns têm substâncias muito fortes, como ácido glicólico, que é esfoliante e deve ser interrompido durante a gravidez”.

Cuidados valiosos • Cremes, xampus e outros produtos para pele e cabelo estão liberados, porém é importante que o médico verifique a composição de cada produto usado • Tinturas de cabelo, mesmo que sejam sem amônia, devem ser evitadas durante toda a gestação. Caso faça questão de usar, opte por produtos mais suaves, a base de hena, apenas a partir da segunda metade da gestação e com consentimento médico • Drenagem linfática é um tratamento estético do qual a gestante pode se beneficiar, mas que só deve ser feita depois do quarto mês de gestação e evitando a região abdominal • Pratique atividades físicas de baixo impacto Sempre converse antecipadamente com o médico a respeito de todos os itens acima e sobre outros produtos ou atividades que pretenda realizar durante a gravidez

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BANDEIRA

LIVRE PorWaldir Martins

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O seu inestimável patrimônio histórico, arquitetônico, cultural, religioso e ambiental é garantia certa para todo o tipo de visitante

Itu – A cidade do exagero Em Itu o exagero vai muito além da brincadeira e pode ser conferido em uma competente estrutura destinada a receber seus visitantes

F

oi graças ao mito criado pelo humorista Francisco Flaviano de Almeida, mais conhecido como Simplício, em programas como Praça da Alegria e a Praça é Nossa, que a Estância Turística de Itu ficou conhecida em todo o país como a cidade dos exageros. Seguindo o mote do famoso humorista, ainda hoje a cidade ostenta os seus famosos orelhão e semáforo gigantes, além de lojas de souvenires que vendem as mais inusitadas lembranças em tamanho avantajado. Mas o turismo da cidade oferece muito mais.

Localizado a 100 quilômetros de São Paulo, perto de cidades importantes como Sorocaba, Jundiaí e Campinas, servido por diversas rodovias, como a Castelo Branco, Bandeirantes e Santos Dumont, e com um imenso potencial turístico, graças a seu inestimável patrimônio histórico, arquitetônico, cultural, religioso e ambiental, o município recebe durante todo o ano os mais variados perfis de visitantes. Arquitetura colonial Dona de um rico patrimônio arquitetônico capaz de contar parte expressiva da história do Brasil e do Estado de São Paulo, a cidade de Itu nasceu a partir da construção, pelo bandeirante Domingos Fernandes, da capela em louvor a Nossa Senhora da Candelária, oficialmente concluída em 02 de fevereiro 1610. Tal capela existiu onde hoje há o marco de fundação da cidade na Praça Padre Anchieta.

Conde D’Eu. Vizinho a ela, na Praça Dom Pedro I, está localizado o Cruzeiro de São Francisco, que pertencia ao antigo Convento dos Franciscanos, destruído por um incêndio em 1907, restando apenas a cruz erguida pelo Frei Antônio de Pádua, no final do século dezoito. Ao lado do Cruzeiro, avista-se o edifício que abrigou a primeira tecelagem a vapor do Estado de São Paulo: a Fábrica São Luiz, construída em 1869. Há também o majestoso sobrado inaugurado em 1858 para ser a residência do então Barão de Itu, o Sr. Bento Dias Almeida Prado, onde hoje funciona o Espaço Cultural Almeida Júnior. Outro ponto turístico do centro é o Regimento Deodoro ou Quartel de Itu, onde o visitante encontra o Museu do Quartel, que guarda diversos tipos de materiais e artefatos, com destaque para os utensílios utilizados pelos soldados brasileiros na 2ª Guerra Mundial. A arquitetura neoclássica também está presente no conjunto arquitetônico da cidade e tem no Mercado Municipal um ponto de parada obrigatória. Projetado no início do século XX pelo escritório de Ramos de Azevedo, o mesmo que construiu o Mercado e o Teatro Municipal de São Paulo, o Mercado Municipal de Itu foi inaugurado em 14 de maio de 1905. Cultura, museus e muita história Cidade que já foi a mais rica do Brasil, com seus Barões do Café, Itu conta com diversos museus. O mais recomen-

Apesar de sua aparente pacata condição de cidade do interior, o município respira história e o próprio centro urbano, com seus prédios antigos, já se caracteriza como um roteiro a ser percorrido pelos visitantes.

dado é o Museu Republicano, instalado no prédio em que,

A Casa Imperial, construída por encomenda de Francisco de Paula Souza e Mello - Senador e PrimeiroMinistro do Império do Brasil em 1848 - ficou conhecida por ter hospedado a princesa Isabel e seu marido

do então deputado Prudente de Moraes, que, anos mais

no dia 18 de abril de 1873, se realizou a chamada Convenção Republicana, que culminou com a Proclamação da República do Brasil. Na época, o endereço era a residência tarde, viria a ser o terceiro Presidente da República do Brasil, o primeiro político civil a assumir este cargo e o primeiro a fazê-lo por força de eleição direta.

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Outros museus que merecem destaque na cidade são o Museu da Energia e o Museu da Música. Com uma elegante fachada decorada com azulejos portugueses e piso inferior onde o visitante pode acompanhar o cotidiano da sociedade ituana entre os séculos XVII e XIX, o Museu da Energia é um marco na arquitetura local. No Museu da Música, existente há mais de três séculos, um rico acervo de partituras e coleção de instrumentos musicais preserva a cultura musical ituana, produzida e praticada pelos mestres de capela, responsáveis pelas músicas sacras executadas nas igrejas da cidade. Outra igreja que chama muito a atenção dos visitantes é a Matriz Nossa Senhora da Candelária, considerada como o maior patrimônio do barroco paulista. Inaugurada em 1780, recebeu até hoje diversas reformas, entre as quais se destacam os trabalhos de Ramos de Azevedo e de Paula Souza em sua fachada. Em seu interior se encontram valiosas obras do artista Almeida Júnior e José Patrício da Silva Manso, responsável pela pintura do forro. Na sacristia estão telas da artista italiana Lavínia Cereda, datadas de 1878.

Destino certo para o turismo religioso Outro grupo de visitantes que é muito presente na Estância de Itu é aquele que busca o turismo religioso. A cidade conta com diversas igrejas de grande valor histórico e incomparável estilo arquitetônico. Os exemplos são expressivos, como a Igreja de Bom Jesus, que abriga atualmente o Santuário Nacional do Sagrado Coração de Jesus. Erguida em 1765 pelo padre Manoel da Costa Aranha, veio tomar lugar da capela de Nossa Senhora da Candelária, que havia sido levantada pela comunidade exatamente naquele local.

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Já a Igreja de Nossa Senhora do Carmo abriga uma pintura no forro da nave de autoria do Padre Jesuíno do Monte Carmelo e um belíssimo conjunto de imagens sacras, chamadas de Imagens do Triunfo, todas esculpidas em madeira no século XVIII pelo artista Pedro da Cunha. Inestimável também é a Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio, idealizada por Padre Jesuíno do Monte Carmelo, que foi também seu arquiteto, operário e artista. Inaugurada em 1820, a Igreja ganhou notoriedade em 1859, quando abrigou o primeiro colégio para meninas da província de São Paulo. Mantendo a arquitetura original desde sua inauguração em 1728, a Igreja Santa Rita abriga a imagem da Santa das Causas Impossíveis. Anualmente, a procissão e a festa de Santa Rita reúnem dezenas de milhares de fiéis, que renovam sua vene-

ração pela religiosa que já era querida pelos ituanos muito antes de sua canonização, assinada em 1900 pelo Papa Leão XIII. Além de outras importantes igrejas, a cidade abriga ainda o Mosteiro Concepcionista Nossa Senhora das Mercês, cuja atual igreja substitui a antiga construção de 1825, demolida em 1967, e é responsável pela produção e distribuição das famosas pílulas de Frei Galvão.

Contato direto com a natureza Em pleno perímetro urbano a cidade conta com um verdadeiro oásis verde: o Bosque Alceu Geribello, um lindo e bem conservado pedaço da Mata Atlântica, preservado por lei municipal desde 1964. Adaptado para ser um Centro de Educação Ambiental, é palco de várias atividades que envolvem também cultura, saúde e lazer, como por exemplo, a Feira de Orgânicos realizada aos sábados ou grupos de caminhadas. Sintonizado com as inovações tecnológicas, o bosque oferece aos visitantes um serviço de Wi-Fi gratuito em toda sua área, além de muitas mesas e cadeiras para um delicioso descanso, piquenique, leituras ou mesmo para usar o laptop. O Parque do Varvito é outra atração imperdível para os visitantes. Tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) por

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sua importância científica, o parque, instalado em uma área de 44 mil metros quadrados, é um verdadeiro e inigualável monumento geológico, que já atraiu mais de 500 mil visitantes desde sua inauguração no ano de 1995. Formado a partir de uma antiga mina que, em meados do século XVIII, abastecia a cidade com lajes utilizadas para pavimentação de edifícios e calçadas, o parque tem como principal atrativo, além da natureza exuberante, o próprio varvito: uma rocha sedimentar composta de inúmeras lâminas, que foi se depositando no solo no decorrer dos anos. Para se ter uma ideia desse tempo, os paredões de varvito do parque contêm evidências da extensa era glacial, ocorrida há mais de 280 milhões de anos.

Um lugar para ficar e desfrutar de uma cozinha saborosa Para que o turista possa conhecer e aproveitar tudo o que a região oferece, o recomendável é que possa estender a sua estadia por alguns dias. Nesse sentido, a indústria do turismo local vem trabalhando para se consolidar como referência em matéria de hospitalidade e hospedagem. São mais de 15 hotéis de boa qualidade, com serviço de restaurante e instalações bastante confortáveis, capazes de garantir uma estada agradável com toda comodidade. Além do excelente nível dos hotéis, Itu também tem se tornado um conhecido destino para aqueles que gostam de cuidar da saúde e beleza, dispondo hoje de dois Spas de alto nível, prontos para diversos procedimentos de estética, com banhos terapêuticos, tratamentos corporais, emagrecimento e diversos outros serviços. Na hora de comer, vale lembrar que um dos aspectos mais famosos do turismo em Itu é a sua variada gastronomia. Conhecida como a capital brasileira do tradicional Filé à Parmegiana, uma iguaria brasileira, oriunda do interior paulista, que leva apenas o nome italiano, a cidade oferece ainda, além da tradicional

culinária do interior, uma incrível variedade de opções, desde massas, carnes, comida oriental, alemã, mineira, petiscos, pizzas e muitas outras opções.

Os prazeres do camping e do turismo rural Como não poderia deixar de ser em uma cidade do interior, Itu se caracteriza como um roteiro espetacular para quem aprecia a vida ao ar livre, mas, ao mesmo tempo, não abre mão de certo conforto. Modernos campings garantem toda comodidade e praticidade dos chalés, junto com espaços para trailers e barracas, além de ótima infraestrutura, com restaurantes, lanchonetes, piscinas, toboáguas, quadras esportivas, arvorismo, tirolesa e muita diversão. Os pesqueiros também agradam visitantes de todas as idades e, além dos tradicionais tanques de pesca, podem ser excelentes opções para hospedagem, oferecendo aos frequentadores piscinas, playgrounds, restaurantes e acolhedores chalés. No caso de quem deseja um contato mais direto com a vida no campo, o visitante poderá hospedar-se em fazendas históricas, com excelentes instalações, muito sossego, culinária esplendorosa, arquitetura tradicional e muito ar puro. As fazendas oferecem ainda diferentes tipos de cavalgadas, trilhas na mata e esportes radicais, como rapel e caiaque, além de outros menos radicais, como o polo à cavalo. Como diz o povo da região, quem gosta de turismo, tem que gostar de Itu.

Serviço Secretaria de Turismo de Itu Endereço: Rua Barão do Itaim, 211 Centro - CEP: 13.300-160 - Itu/SP Telefone: (11) 4023-1544

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QUALIDADE

Por Fernanda Monteforte

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DE VIDA

Sensibilidade e poder No início do novo milênio as mulheres contribuem de forma decisiva na gestação de uma sociedade mais justa e igualitária

N Fernanda Monteforte é consultora de qualidade de vida e ministra aulas do Método DeRose Maiores informações: Tel.: 11 4125-6658 fernanda.monteforte@ metododerose.org

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o dia das mães quero homenagear não para estabelecer os parâmetros dos relacionamentos profisapenas as mulheres que optaram por criar sionais, afetivos e conjugais que queira vivenciar. seus filhos, mas, também, todas as mulheres que, conscientes ou não, recriam a socie- A tradição do matriarcado dade em que vivemos. Num passado distante, o poder feminino ficou bem regisQuero valorizar a doce guerreira que, diariamente, trado em civilizações matriarcais, caracterizadas por uma cultransgride os resquícios de dominação de uma cul- tura de maior sensibilidade, dotada de uma estrutura social tura predominantemente patriarcal para se posicio- na qual o poder era exercido pela mulher. nar na família, no mercado de trabalho, na comuniA mãe nutre o filho em seu ventre, amamenta, educa, cordade, na vida pública e na sociedade como um todo, rige. Paciência, imparcialidade, compreensão e compaixão saindo de uma área de conforto para reestabelecer normalmente são atributos éticos implícitos na educação, na novos parâmetros às relações humanas, em um sisteformação de um novo ser. ma que ainda é hierarquizado e opressor. As ruínas de Mohenjo-Daro e Harappa e mais de 5 mil anos Sinônimo de autossuperação, a mulher rompe com de história registram essa refinada e sutil forma de cultura. dogmas da civilização ocidental para ser respeitada Nesses sítios arqueológicos situados no Vale do Rio Indo, na muito além de um simples objeto de desejo e conregião noroeste da Índia, estudos registram a existência de sumo. Não quer ser subordinada e nem inferiorizauma civilização extremamente evoluída para a época, onde da, pois não se enquadra ao modelo de submissão conceitos arrojados de arquitetura, arte e higiene conviviam econômica ou sexual que vigeu por longo período. com uma estrutura social de pouca desigualdade e nenhum Não gosta de guerra, nem de conquista, nem de racismo. Há mais de 3.000 a.C. reinavam conceitos de qualidominação. Não quer a disputa entre os sexos, e dade de vida e humanismo que até hoje procuramos resgatar. sim, a valorização das diferenças e o respeito múE no resgate desses conceitos, capazes de apontar na tuo. Opta por não ser menos, nem mais, opta por direção de uma sociedade menos desigual, mais justa e ser igual, ser parceira e cúmplice. solidária, expresso os meus parabéns às mulheres, com o Atualmente, a mulher tem autonomia para fazer desejo sincero, de que todas nós – mães e filhas - possamos as suas escolhas e traçar seu destino. Liberdade nos felicitar por contribuir diretamente na gestação de um para decidir entre ter ou não filhos, bem como, mundo melhor.

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SP

TEM

Por Arnaldo Rocha

Ivo Herzog ao lado do prefeito Gilberto Kassab durante o lançamento do livro As capas dessa história

Instituto Vladimir Herzog Preservação da história e prática democrática para a constituição de uma sociedade livre e desigual Divulgação

um espaço capaz de oferecer uma efetiva contribuição na defesa ao direito à vida e à justiça”.

Partindo da história

Os jornalistas Alexandre Machado e Juca Kfouri durante evento do projeto Resistir é preciso...

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m um país onde a história do seu povo se perde na falta de memória cuidadosamente cultivada durante séculos, os idealizadores do Instituto Vladimir Herzog se propuseram o desafio de constituir um espaço, cuja principal missão é cultivar a ousadia de ir além da preservação da história e para promover reflexões no sentido de construir e compartilhar uma sociedade justa e democrática.

Segundo Ivo Herzog, engenheiro naval por formação e coordenador do instituto, mais do que uma homenagem ao seu pai, o jornalista Vladimir Herzog, a criação do novo espaço veio atender a uma demanda por reflexão oriunda dos mais diferentes setores da sociedade: “A ideia nunca foi fazer um museu para guardar materiais referentes ao meu pai e o seu trabalho como jornalista e defensor de uma imprensa livre e comprometida. A proposta foi constituir

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Dono de um acervo multimídia, constituído a partir de parcerias firmadas com instituições como a Fundação Padre Anchieta, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além da própria família Herzog, o instituto prioriza a realização de palestras, debates, cursos, premiações e treinamentos relacionados a temas referentes à comunicação e sua prática democrática, voltados principalmente para estudantes de comunicação e áreas correlatas. Entre as ações apontadas por Herzog como prioritárias no trabalho realizado – que já conta com o emblemático Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos - o instituto tem trabalhado com outras iniciativas, como o Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, que tem o propósito de mobilizar estudantes de jornalismo a produzirem materiais que reflitam a nossa realidade social e política. “Nosso foco é trabalhar com o público jovem; toda nossa estratégia de comunicação tem por base esse objetivo, tanto no site como nas mídias sociais, e os resultados têm sido muito satisfatórios” explica Ivo Herzog.

Dentro dessa mesma perspectiva, o gestor do instituto destaca o concurso cultural de pôsteres que serão utilizados na divulgação do 34º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog e 4º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão. “Os vencedores, além de um prêmio de R$500,00 reais, participará da divulgação dos Prêmios desse ano, que terão como tema A criança em situação de Rua ”, explica Herzog. “Quem quiser se inscrever deverá enviar seus trabalhos até o dia 11 de maio”, continua.

Resistir é preciso Outro núcleo de trabalho que Herzog destaca dentro do Instituto é o projeto Resistir é preciso, que atua no sentido de resgatar e contar a história da imprensa alternativa brasileira, entre os anos 1964 e 1979. “Parte desse trabalho já está disponível no livro As capas dessa história, lançado em outubro do ano passado, com as capas de jornais que são considerados precursores das publicações alternativas dos anos da ditadura”, relata.

Instituto Vladimir Herzog Rua Padre Carvalho, 57 - Pinheiros Acervo está aberto para consulta de estudantes e pesquisadores. Maiores informações pelo fone 11 2894-6650

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Novembro|TAXICULTURA

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MORAR

BEM Divulgação

Por Estela Guerreiro

Elegância e sofisticação podem ser alcançados em diferentes projetos de cozinha revestindo mesas e balcões

Decoração simples e rápida

Apostar em revestimento autoadesivo pode ser uma excelente alternativa para transformar ambientes de forma simples e prática

Lançamento que tem sido usado por diversos arquitetos e decoradores, o revestimento autoadesivo cumpre enorme variedade de funções na hora de reformar ou decorar

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para revestir portas, móveis usados, vidros e até personalizar os mais diversos objetos.

Além de conseguir proporcionar uma reprodução fiel de texturas em alto e baixo relevo de couros, madeiras, pedras, veludos, entre outros, os novos produtos permitem uma enorme praticidade para decorar, podendo ser utilizados como papel de parede ou mesmo

Alternativa para a umidade

esenvolvidos por designers europeus utilizando modernas tecnologias de produção, os revestimentos autoadesivos que têm chegado ao mercado brasileiro conseguem aliar diversas características muito positivas para quem pretende repaginar espaços em casa ou mesmo no ambiente de trabalho: praticidade, beleza, sustentabilidade e excelente custo-benefício.

Entusiasta das diferentes vantagens que os novos adesivos proporcionam aos usuários e responsável pela importação da marca de revestimento D-C-FIX para o mercado brasileiro, Alexandre Miranda destaca o conceito inovador do produto, que apresenta uma grande capacidade de se moldar a cantos retos, arredondados e detalhes. “Estas qualidades conferem ao D-C-FIX o status de produto único no mercado brasileiro. Ele é versátil e atende a vários usos, basta usar a criatividade”, explica. O revestimento pode ser usado para revestir as mais diferentes superfícies lisas. O modelo

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MORAR

BEM

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zinhas, lavabos e até dentro do box do banheiro.”, complementa Alexandre. Além de paredes, o material também é utilizado para renovar móveis, uma vez que é possível trabalhar a sua cola em diferentes posições, facilitando nos pequenos ajustes de colocação. Estas características permitem que o revestimento modele perfeitamente o formato de uma cômoda, um armário ou uma estante em seus diversos detalhes e cantos. Conceito sustentável

Lezard Natur, por exemplo, um dos preferido dos profissionais de decoração, esteve presente no espaço assinado pela arquiteta Adriana Scartaris na Casa Cor 2011. Além de renovar ambientes, o produto simula painéis de madeira em módulos, cabeceira de couro para cama, entre outras inúmeras possibilidades decorativas.

A grande praticidade e versatilidade do produto podem ser atestadas pela equipe de produção do programa Vida Melhor, da Rede Viva de Televisão, que, sob a coordenação da arquiteta Roberta Banqueri, em apenas um dia, realizou uma total transformação do cenário. “A aplicação do revestimento adesivo no padrão madeira foi uma intervenção magnífica, que mudou a cara do cenário. As pessoas podem mudar suas casas de forma limpa, sem muito trabalho e com um custo muito menor do que a utilização de uma marcenaria”, avalia Banqueri.

Neste quesito, o produto conta ainda com mais uma vantagem: pode ser utilizado em áreas molhadas. “O fato do D-C-FIX poder estar presente em ambientes úmidos é um grande diferencial. Os papéis de parede comuns mofam e emboloram quando em contato com a água e rapidamente começam a destacar-se da parede. Deste modo, o revestimento autoadesivo pode ser usado em co-

Outra característica do produto, apontada pelos especialistas como uma vantagem a ser considerada no momento da escolha de materiais para realizar um projeto de decoração ou reforma, é que o revestimento não possui metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio em sua composição e é livre de solventes, o que o torna bastante seguro para ser utilizado até em quartos infantis.

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Indicado para áeas molhadas o D-C-FIX pode ser utilizado como revestimentno para box de banho

Inovador e prático, o autoadesivo funciona como texturas nas paredes e revestimento de móveis

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MUNDO Por Dra. Mery Hellen Jacon Pelosi

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CÃO&CIA

Higiene animal Assim como nós, seres humanos, a higiene também faz parte dos cuidados essenciais a se ter com seu animal de estimação

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om o passar dos anos, estudos vêm demonstrando que quanto maior os padrões de higiene de uma população, menores são os problemas relacionados à saúde. Com os animais não é direfente! A boa higiene na vida de um animal, seja ele cão ou gato, contribui com a manutenção e preservação do bem-estar, boa saúde e também com a harmonia funcional do organismo.

Banhos periódicos Atualmente nas grandes cidades, devido a proximidade física com os proprietários e ao convívio dos animais no interior das residências, um procedimento comum adotado é o banho. A prática que é cada vez mais comum, apesar de parecer simples, deve ser levada a sério!

Dra. Mery Hellen Jacon Pelosi Especialista em clínica médica e cirúrgica de pequenos animais, integra a equipe da Clínica Veterinária Estação Zoo Fone: 11 5084-6912 | 5083-6495 www.estacaozoo.com.br

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Neste caso, o ideal é que o banho não seja dado em casa, mas sim em um local apropriado, como um Pet Shop. É importante lembrar que o contato com a água e produtos que não sejam apropriados podem desencadear diversos problemas de saúde no animal, como fungos e infecções bacterianas de pele, lesões ou infecções otológicas (otites) e irritações que podem ocasionar lesões oftalmológicas. Tanto cães quanto gatos, independente do tamanho, raça ou pelagem, devem tomar banho regularmante. No caso dos cães, o banho deve ser realizado no mínimo a cada 15 dias. Já no caso dos gatos, o banho pode ser realizado a cada 30 dias. Muitos acreditam que os gatos não necessitam de banho, uma vez que eles realizam sua própria higiene através de “lambidas” em seu corpo durante todo o dia,

entretanto, esta prática felina não retira completamente as impurezas contidas nos pelos e principalmente na pele. Em casos de filhotes, animais doentes ou muito idosos, nem sempre é aconselhável o banho periódico. Para estes casos, é possível encontrar outras opções que ajudem a manter seu animal limpo, como produtos que possibilitam banho a seco e lenços umidecidos que facilitam o processo de remoção de impurezas. Higiene bucal Outro ponto de atenção é a saúde bucal. Assim como nós, os animais necessitam de higienização diária para a prevenção de doenças. A orientação é manter uma escovação diária dos dentes do seu animal. A falta da escovação contribui para o acúmulo de placa bacteriana que causa mau hálito, inflamação da gengiva e perda dos dentes. Em alguns casos, as bactérias da boca podem contamirnar a corrente sanguínea e atingir órgãos vitais, podendo ocasionar a morte do animal. Como opção, existem produtos específicos para auxiliar na prevenção de doenças bucais, como rações que prometem reduzir o acúmulo de placa bacteriana, pasta de dente com sabor atrativo e soluções orais bactericidas. Vale ressaltar que, apesar da existência de produtos que visam auxiliar a higiene bucal do seu animal, nada substitui a escovação diária! Trate seu animal com carinho! Procure sempre por estabelecimentos veterinários credenciados no CRMV (Conselho Regional de Medicina Veterinária).

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Crônicas de uma São Paulo que ninguém vê

HORIZONTE

Ilustração e texto: Ivan Fornerón

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O ÚLTIMO CIGARRO

Em casos mais drásticos, o cigarro funciona como agenda, ou mesmo relógio, dividindo o dia em ‘antes’ e ‘depois’ de um cigarro

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ão incontáveis as vezes que apaguei meu ‘último cigarro’. A capacidade que um fumante tem em decretar a si mesmo o fim do vício é enorme, mas também é gigante a dificuldade que possui em cumprir tal decreto.

As tentativas acabam formando um pequeno conjunto de ideias e ações mirabolantes onde virtude e vício se digladiam em combates cheios de expectativas e decepções. Chega a ser uma farsa, digna de representação, as equações mentais elaboradas que lançam mão desde táticas radicais até palavras de otimismo que você repete pra si mesmo, mas que no fundo não leva muito a sério. Em casos mais drásticos, o cigarro funciona como agenda, ou mesmo relógio, dividindo o dia em ‘antes’ e ‘depois’ de um cigarro. Chegam a ser ridículas as desculpas inventadas para amenizar a culpa a cada cigarro aceso, e também a cada cigarro apagado. É claro que me refiro apenas às pessoas que, assim como eu, querem parar de fumar, seja porque já estão sentindo os efeitos prejudiciais do fumo, seja porque já não sentem o mesmo prazer de antes. Nos demais casos, e eu já estive entre eles, quem

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ainda não foi atingido pela vontade de parar de fumar, está imune à reflexão que aqui descrevo. A questão toda é esta: quero parar de fumar, e não é porque esteja me sentindo mal, simplesmente tenho tido cada vez menos prazer num hábito que tem feito parte da minha vida nos últimos 25 anos. Também não estou em desespero, ao contrário, sinto-me animado em parar de fumar, e pela primeira vez acho que isso é possível sem as torturas de toda ordem que normalmente acompanham as tentativas de vencer um vício arraigado por tanto tempo. Será, como já está sendo, de forma tranquila, mente e corpo sem sobressaltos ou traumas. Também não tomo nem tomarei qualquer tipo de remédio indicado pra esse fim: acho uma contradição, maléfica e irônica, trocar uma droga por outra. Droga por droga, é melhor ficar com aquela que dá prazer, ao menos isso. De todo modo, e sem saber se será nas próximas semanas ou meses, vou imaginando um colorido especial sobre a cidade e, desde já, preparo um quase carnaval pra comemorar o feito, mais uma ivan-façanha.

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