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O melhor caminho da informação

Edição 02 Fevereiro/Março 2008

A SÃO PAULO DE

NIEMEYER

As marcas que o maior arquiteto do Brasil deixou na capital paulista

GNV Saiba tudo sobre o gás que está mudando a sua vida

CIGARRO Por que você deve parar com ele

E MAIS

> Fusca mirim, gasogênio e outras manias do passado > Conheça Seu Waldemar, o taxista mais antigo da cidade TÁXI! FEV/MAR 08

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O melhor caminho da informação

EXPEDIENTE

Diretoria

Fevereiro/Março de 2008 Edição 02

ADILSON SOUZA DE ARAÚJO DAVI FRANCISCO DA SILVA FÁBIO MARTUCCI FORNERÓN ISABELLA BASTO POERNBACHER (editora@portodasletras.com.br)

Redação Edição CLAUDIA CARMELLO E XAVIER BARTABURU

Um mundo todo

Edição de Arte DMTC DESIGNERS Projeto Editorial XAVIER BARTABURU

V

ocê nem precisa ir a Brasília. Se quiser conhecer alguns dos mais importantes edifícios do maior arquiteto do Brasil, eles estão aqui mesmo, em São Paulo. Para celebrar os 100 anos de vida de Oscar Niemeyer, preparamos um roteiro pela cidade, do Parque do Ibirapuera ao Sambódromo, para você descobrir porque é que ele figura entre os grandes da arquitetura mundial. São Paulo é uma dessas cidades em que cabe o mundo, uma dessas metrópoles que se bastam a si mesmas. Assim como é possível conhecer a obra de Niemeyer sem sair daqui, pode-se também mergulhar na cultura de outros países do resto do mundo. Como você verá na reportagem sobre o bairro do Bom Retiro, há um pedaço da Itália, da Grécia, da Coréia, de Israel e até da Bolívia em apenas um punhado de ruas. Quer conhecer a história do táxi? Em São Paulo você também encontra. Vá à Rua Frei Caneca e sente para prosear com Seu Waldemar Rosa: 88 anos de idade, dos quais 68 trabalhando no táxi. É o taxista mais antigo em atividade na cidade, número 5 no registro do sindicato. Mas, como sabemos que conhecer a cidade sem enfrentar o trânsito é impossível, não poderíamos deixar de incluir assuntos que dizem respeito ao seu veículo. Nesta edição, trazemos uma grande reportagem sobre o GNV, o gás que está mudando a sua vida. Se você tem dúvidas sobre ele, esta é a hora de tirá-las. Seu carro é flex? Algumas páginas adiante, você encontra dicas valiosas para não cair nas armadilhas ocultas dos carros bi-combustíveis. Boa leitura!

Projeto Gráfico ELI SUMIDA Reportagem BRUNA PELLEGRINI, FERNANDA MENEGUETTI, IVAN FORNERÓN Fotografia GUILHERME ANDRADE Revisão IVAN FORNERÓN

Publicidade Diretor FÁBIO MARTUCCI FORNERÓN Executivos de Negócios RENATA ALARCON, ROBERTO BURATTI (publicidade@portodasletras.com.br) Designer VANESSA PEREIRA DO NASCIMENTO

Comercial Gerência Administrativa ANA PAULA SOUZA ARAÚJO

Impressão PROL GRÁFICA

Tiragem 20.000 exemplares DISTRIBUIÇÃO GRATUITA , edição 2, fev/mar2008, é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000. Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524, Fax (11) 3392-5208. E-mail revistataxi@portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista.

Os editores 4

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Tテ々I! FEV/MAR 08

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sumário Nesta edição: Oscar Niemeyer, GNV e dicas sobre carros flex

10 Qualidade de vida 12 São Paulo: um mundo todo 14 Ontem e hoje 16 Fique ligado 18 Lá fora 22 Marcha a ré 24 Agenda 25 Paulistanos 29 GNV 30 100 ANOS DE NIEMEYER 36 Volante seguro 44 De olho na manutenção 46 Horizonte vertical 50 Onde fica?

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Um desafio para testar os seus conhecimentos

Dicas sobre como melhorar o estresse no trânsito A diversidade de opções que a cidade oferece. Este mês: Bom Retiro

Imagens de uma cidade que já não existe mais

Notas e notícias sobre o mundo do táxi

O transporte urbano ao redor do mundo

Uma viagem ao passado. Este mês: a frota de táxis em São Paulo

O que vai agitar a metrópole nas próximas semanas

Retrato de um cidadão cheio de histórias para contar

Saiba tudo sobre o combustível que está mudando a sua vida

Uma viagem pelas obras-primas do arquiteto carioca sem sair de São Paulo O A a Z da direção defensiva. Este mês: cansaço, condições adversas, drogas Dicas sobre como manter o seu veículo sempre saudável. Este mês: carros flex Histórias de uma São Paulo que ninguém vê


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utilidade pública Os telefones que você sempre deve ter na sua agenda. EMERGÊNCIA •Farmácias de Plantão: 150 •AA - Alcoólicos Anônimos: 3315-9333 •AACD - Associação de Assistência a Criança: 0800 14 45 77, www.aacd.org.br •Ambulância: 192 •Auxílio à lista: 102 •Bombeiros: 193 •Centro de Referência da Criança e do Adolescente: 3104-4850, cerca@oabsp.org.br •Cetesb: 3030-6000, www.cetesb.sp.gov.br •CVV - Centro de Valorização da Vida: 3151-4109, www.cvv.org.br •Correios: 0800 570 01 00 •Centro de Controle de Zoonoses / Profilaxia da Raiva: 6221-9755 •Defesa Civil: 199 •Delegacia do Idoso: 3237-0666 •Delegacia de Defesa da Mulher: 3976-2908 •Disque-denúncia: 0800 156 315 •Disque saúde: 150 •Hora certa: 130 •Ibama: 3066-2633, www.ibama.gov.br •IPEM - Instituto de Pesos e Medidas: 5069-0300 •Informações de trânsito: 156 •Polícia Militar: 190 •Polícia Rodoviária Estadual: 3327-2727

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•Polícia Rodoviária Federal: 6954-2049 •Prefeitura: 156 •Previsão do tempo: 132 •Procon - Informações ao Consumidor: 151 •Receita Federal: 3315-2211 •Serasa: 3258-4003 •SOS Telecheque (cheques roubados): 0800 11 15 22 •Vigilância Sanitária: 3065-4600

AEROPORTOS

TERMINAIS RODOVIÁRIOS

ESTRADAS

•Inforamações gerais: www.socicam.com.br •Centro de Vigilância Sanitária: 3104-0601 •Barra Funda: 3235-0322, Rua Mário de Andrade, 664 •Jabaquara: 3235-0322, Rua Jequitibás, s/nº •Tietê: 3235-0322, Av. Cruzeiro do Sul, 1800

•Autoban - Anhanguera/Bandeirantes: 0800 55 55 50, www.autoban.com.br •Disque Dersa - Estradas e Balsas: 0800 55 55 10, www.der.sp.gov.br •Ecovias - Anchieta/Imigrantes: 0800 19 78 78, www.ecovias.com.br

* No Terminal Tietê, está instalada uma das Centrais de Informações Turísticas (CIT), no setor de desembarque, diariamente das 7h às 22h.

ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS

TRANSPORTE URBANO •Itinerários de ônibus: 156 •Metrô: 3286-0111

•Aeroporto de Congonhas: 5090-9000 •Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica): 6445-2945 •Aeroporto do Campo de Marte: 6221-2699 •Infraero: 6445-2945 •Ministério da Agricultura: 6445-2800 •Saúde dos Portos (vacinação): 6445-3557

•Cia. de Trens Metropolitanos – CPTM: 0800 55 01 21, www.cptm.sp.gov.br Barra Funda: 3689-9224 •Júlio Prestes: 3689-9223


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onde ? fica? seus conhecimentos

Guilherme Andrade

Um desafio para testar os

Se você está familiarizado com o trabalho de Oscar Niemeyer, já deve ter sacado que esta é uma obra dele. Pelas curvas, pelas rampas, pelas paredes brancas. De fato, o arquiteto carioca concebeu este edifício em 1951. Mas esperou pelo menos cinco décadas para vê-lo construído. No interior, a decoração ficou a cargo de outro grande nome das artes brasileiras, a artista plástica Tomie Ohtake. Ao mesmo tempo em que contrasta com a brancura das paredes, sua enorme escultura vermelha em gesso não deixa de conversar com a beleza cheia de curvas da obra de Niemeyer. Afinal, você sabe dentro de qual prédio está situada esta sala? Os 20 primeiros taxistas que enviarem a resposta correta ganharão um par de ingressos de teatro. Somente serão aceitas as respostas enviadas através do site www.portodasletras.com.br. O resultado será publicado na próxima edição, junto com o nome dos ganhadores. 10

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Qualidade

de vida POR DAVI FRANCISCO*

VAMOS PARAR DE FUMAR? O cigarro mata 5 milhões de pessoas por ano. Se você não quer ser uma delas, conheça o caminho das pedras

N

a passagem de ano, a gente se enche de boas intenções e de bons discursos. Promete, como político em campanha, investir na qualidade de vida e, principalmente, abandonar certos vícios. Manoel, meu colega de trabalho, vive criando metas e projetos para o ano seguinte. E ele decidiu que a meta para 2008 seria largar de fumar depois de sentir que a sua carreira como jogador no time da vila corria perigo. Ao mesmo tempo, a marcação de Dona Maria, sua esposa, estava cada vez mais cerrada: fumar, só na varanda de casa, mesmo em dias de chuva. Para piorar, Manoel ainda viu no jornal uma notícia sobre a proposta de multar o motorista que fosse pego fumando enquanto dirigia. Diante de tantas ofensivas, Manoel, no fim do ano, resolveu deixar o vício do cigarro. Entusiasmado, falou alto e em bom som: “Este será o meu último maço!” É uma decisão importante. Afinal de contas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, um terço da população mundial adulta (ou 1,2 bilhão de pessoas) é fumante. Dessas, quase 5 milhões morrem todo ano por causa do cigarro. Trocando em miúdos: o tabaco mata 10 mil pessoas por dia. No mundo do táxi, o tabagismo é assunto sério: um quarto dos taxistas são fumantes ativos. O restante são fumantes passivos, uma vez que é difícil não ouvir: “Moço, posso fumar?” Se você deixa, é bonzinho, legal. Se não deixa que fume, você é considerado chato, intransigente, não sabe cativar o cliente, é questionado pelos colegas de trabalho e perde o passageiro, jóia rara hoje em dia. Sabemos que a culpada de tudo isso é uma senhora de nome “nicotina”. Esta é uma droga sedutora, pois, sem que você se dê conta, ela causa forte dependência. Ao fumar, a nicotina é absorvida pela corrente sangüínea 12

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e rapidamente chega ao sistema nervoso central, provocando a sensação de prazer. Se você deixar de fumar, o corpo vai precisar da droga para voltar a se sentir bem. Aí, ele reclama: é a tal da síndrome de abstinência. Quem consumia um maço por dia, por exemplo, enfrenta umas vinte crises de estresse diariamente, por causa da falta de nicotina. Não é à toa que pouquíssimos fumantes conseguem se livrar do vício na primeira tentativa. Cerca de 80% dos que param pra valer só são bemsucedidos depois de tentar cinco vezes. A decisão de Manoel é bem-vinda, mas um projeto tão radical é difícil de pôr em prática. O mais sensato seria elaborar um plano que te afaste aos poucos do tabaco. Por exemplo: tente reduzir em 20% o número de cigarros

fumados a cada semana até chegar a uma data pré-definida, aquela que você estipulou para zerar o hábito de vez. Quando bater aquela vontade de dar umas baforadas, é sempre bom ter alguma alternativa. Exercício físico, por exemplo, é ótimo para espantar o desejo de fumar. Também é essencial evitar situações que provocam a recaída, como tédio, estresse, companhia de outros fumantes, bebidas alcóolicas e café. Para fechar o cerco à síndrome de abstinência, peça sempre a ajuda (e a paciência) da família e dos amigos. Pode ter certeza: você vai precisar dela. Como disse o escritor americano Mark Twain: “Parar de fumar é fácil! Eu mesmo já consegui, mais de mil vezes...”.

Como seu corpo reage quando você para de fumar

20

minutos depois do último cigarro: seu batimento cardíaco fica menos acelerado

ano depois: seu risco de morrer de ataque cardíaco já é metade do que era quando você fumava

12

5 10

horas depois: os níveis de monóxido de carbono voltam ao normal na corrente sangüínea

2 1

semanas a 3 meses depois: suas funções pulmonares começam a melhorar a 9 meses depois: a tosse e a falta de ar diminuem

1

anos depois: seu risco de derrame é reduzido para o de um não-fumante

anos depois: a chance de morrer por câncer de pulmão é metade do que a de um fumante

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anos depois: o risco de ter problemas no coração é o mesmo que o de alguém que nunca fumou na vida

*Davi Francisco é taxista e professor de Educação Física da PUC-SP


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São Paulo: um mundo todo POR FERNANDA MENEGUETTI

BOM RETIRO: BOM APETITE! Falou em São Paulo multicultural? Muita gente pensa no Bom Retiro. Esse bairro central é dos mais concorridos eixos de comércio de moda do país. Só a famosa rua José Paulino tem quase 350 lojas de roupas. O bairro já foi mais elegante, no início do século 20, quando as estações Luz e Júlio Prestes eram pontos de chegada e partida de viajantes. E teve mais potência industrial, nos anos 50. Mas um achado do Bom Retiro é a variedade gastronômica: lá, São Paulo é, mais uma vez, um mundo todo. Confira: A Itália e suas pizzas Até os anos 1920, a maior parte da população do Bom Retiro vinha da Itália. Em 50 anos já eram cerca de 1 milhão de italianos que chegavam para o trabalho nas fábricas. Hoje o bairro é mais marcado por judeus e coreanos, mas a pizzaria Monte Verde, uma das mais tradicionais de São Paulo, deixa um gostinho de Itália onde ninguém mais o procura. Pizzaria Monte Verde: Rua Barra do Tibaji, 406. Tel. (11) 3331-0658. O legado dos judeus Dizem que vem do sangue judeu a veia comercial do Bom Retiro. No começo do século passado, eles instalaram confecções na área e dominavam as vendas da região. Hoje, a concorrência com os coreanos é dura, mas ainda são dos judeus 40% dos imóveis. Há ainda nove sinagogas. Inspire-se na cultura judaica comendo no tradicional restaurante kosher Goody. Tudo o que é feito na cozinha é aprovado por um rabino e segue rigorosamente os preceitos da Torá, livro sagrado do judaísmo. Restaurante Goody: Rua Correa de Melo, 123. Tel. (11) 3331-1288. A Grécia e os moussakas Os gregos começaram a chegar ao bairro, fugindo da guerra civil, entre 1946 e 49. Nos anos 60, havia mais de uma centena de famílias. Hoje, não passam de duas dezenas as que mantêm negócios na região. O suficiente para preservar um dos restaurantes gregos mais fa14

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mosos do Brasil, aberto em 1959, o Acrópoles. O chef Thrassyvolos Georgios Petrakis, nascido há quase 90 anos na ilha de Chios, é quem prepara o famosos moussaka, uma espécie de torta de carne de carneiro, berinjela e tomate. Restaurante Acrópoles: Rua da Graça, 364. Tel: (11) 3223-4386. Churrasco coreano Hoje são os coreanos os grandes mandachuvas do Bom Retiro. Os primeiros emigrantes da Coréia começaram a chegar a São Paulo nos anos 1960. Hoje são mais de 50 mil. Um

dos pratos mais apetitosos de sua comida é o bul go gui, o churrasco coreano, de carne meio agridoce, cheio de acompanhamentos como o queijo tofu. Prove-o no típico Gui Go Re. Restaurante Gui Go Re: Rua Prates, 452. Tel (11) 3229-0469. Festa dos bolivianos Os bolivianos ainda não têm restaurante típico no Bom Retiro, bairro onde muitos dos que estão no Brasil ilegalmente são superexplorados em oficinas de costura. Mas sua feira dominical é uma festa: vende-se comida, bebida, roupa, tecido, artesanato e até palestras culturais. A patasca (milho branco e carne de porco cozidos) e o silpancho (assado de carne bovina, arroz, batatas fritas, ovo e salada) são boas pedidas. Feira boliviana da praça Kantuta: Rua Pedro Vicente s/n. Domingos das 10:30 às 18:00h.


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ONTEM E HOJE

POR FERNANDA MENEGUETTI

Construção da Catedral da Sé vista a partir da Rua Quintino Bocaiúva fotografado por JB Duarte

1862

Prefeitura de São Paulo. Departamento do Patrimônio Histórico. Divisão de Iconografia e Museus. Seção de Arquivos e Negativos

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Guilherme Andrade

2008

Um século depois: saem as lavadeiras, entram as barracas. Até o rio sumiu

F

oi numa colina sobre a Várzea do Carmo que São Paulo nasceu. A várzea nada mais era do que um pedaço do vale do Rio Tamanduateí que volta e meia se via tomado pelas cheias. E por causa delas o vilarejo que nascia levou quase três séculos para ultrapassar os limites daquele colina. Ainda assim, o Tamanduateí (“rio de muitas voltas”, em tupi) beneficiava o povoado com o transporte de mercadorias e servia também às lavadeiras, que disputavam um espacinho nas margens para lavar a roupa de seus senhores. A situação começou a piorar em 1870, quando a prefeitura decidiu transformar a Várzea do Carmo num grande depósito de lixo. Como a cidade não parava de crescer, o lixo não parava de aumentar. A tal ponto que começou a virar caso de saúde pública. Foi assim que, em 1875, surgiu a Ilha dos Amores. A idéia era criar um espaço onde as pessoas pudessem passear. Mas as inundações eram tantas que a ilha acabou sumindo vinte anos depois. O problema das enchentes só foi resolvido no começo do século 20, quando o Tamanduateí foi finalmente canalizado. Em 1921, a Várzea do Carmo transformou-se no Parque D. Pedro II. E as margens antes freqüentadas por lavadeiras passaram a abrigar um enorme terminal de ônibus. Na colina, a única lembrança que sobrou da velha cidade é a igreja do Pátio do Colégio. TÁXI! FEV/MAR 08

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Notas e notícias sobre o

Fique ligado

O taxista mais rápido do mundo

mundo do táxi, aqui e lá fora

A

semelhança entre as pistas de Fórmula 1 e uma corrida de táxi nunca esteve tão próxima. No último mês de dezembro, ninguém menos do que o heptacampeão alemão Michael Schumacher resolveu pilotar um táxi em alta velocidade pelas estradas da Bavária, no sul da Alemanha. Ele ia com a família para o aeroporto da cidade de Coburg e, atrasado, pediu ao motorista Tuncer Yilmaz para assumir o volante. Segundo o taxista, Schumi teria pisado fundo em todas as curvas e feito ultrapassagens inacreditáveis nos 30 quilômetros do percurso a bordo da minivan Opel Vivaro. A polícia alemã, entretanto, resolveu investigar os dois: o piloto, suspeito de ter infringido leis de trânsito no percurso, e o taxista, por ter autorizado um condutor sem a permissão adequada a dirigir seu carro. Tuncer Yilmaz parece não ter dado muita bola. Ganhou uma gorjeta de 100 Euros do campeão (além dos 60 Euros da corrida) e espera capitalizar ainda mais com a nova celebridade de seu possante: colocou a van à venda, como relíquia.

TRÂNSITO

Novos radares para conversão proibida

E

vem mais multa pela frente. No início do ano, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) decidiu instalar na avenida Sumaré os primeiros quatro radares da cidade que flagram a conversão proibida à esquerda. A medida terá um caráter experimental e a CET ainda não decidiu se implantará esse tipo de fiscalização em outras vias. O código de trânsito prevê que a conversão à direita ou à esquerda em lugares proibidos é infração grave, sob pena de multa de R$ 210,68. Fora os 5 pontos na carteira.

INOVAÇÃO

Táxi movido a pedaladas no Rio

A

Prefeitura do Rio de Janeiro está testando, desde o f im de 2007, uma nova modalidade de transpor te urbano: os ecotáxis. São triciclos acoplados a uma carroça estofada, com dois lugares e cober tura para proteção contra chuva e sol. O ser viço funciona somente no bairro da Barra da Tijuca, e o ponto f ica em frente ao shopping Barra Square. Por enquanto são apenas quatro “carros”, que estão fazendo sucesso pela simpatia dos condutores – que dão duro no pedal – e pelo preço f ixo: R$ 3 para uma pessoa e R$ 5 para duas. Por mais 1 real, o motorista pode buscar o cliente em casa. Inspirado nos táxis-bicicleta da China, o ser viço pode ser ampliado: a Secretaria de Transpor te da cidade está estudando uma forma de regulamentá-lo e levá-lo para outros bairros. 18

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Fique ligado NÚMEROS

São Paulo tem: 1 641 quilômetros de sistema viário PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

32 733 vagas de estacionamento com zona azul

Qual é a rua com maior número de CEPs de São Paulo?

A

rua mais comprida da cidade (a Avenida Sapopemba, com 45 quilômetros) é também a que tem mais CEPs (Códigos de Endereçamentos Postais), cer to? Errado. Em São Paulo, esse título vai para a Avenida Santo Amaro, que tem 24 códigos diferentes para apenas 7,7 quilômetros de extensão. Como? É que o critério principal para a criação de novos CEPs, segundo os Correios e a Prefeitura, é o volume de correspondências movimentadas na via. Como até os anos 30 a via era uma estrada que ligava a capital ao município de Santo Amaro (hoje rebaixado a bairro), os Correios têm uma justif icativa histórica para esse f luxo maluco de correspondências. No início do século 19, Santo Amaro recebeu uma grande massa de imigrantes alemães, e virou o celeiro da cidade. Lá se cultivava mandioca, milho, feijão e arroz. O movimento de pessoas e produtos era intenso, e o de car tas e encomendas postais, idem. No século 20, a Santo Amaro seguiu cada vez mais concorrida, agora com estabelecimentos comerciais e residências. O resultado? Um recorde de CEPs para facilitar a vida dos car teiros.

5 753 cruzamentos com semáforos 84 radares fotográficos para fiscalizar ultrapassagem de farol vermelho 100 lombadas eletrônicas

PESQUISA DE PREÇOS

Táxi no Rio aumenta, mas segue econômico

O

SÃO PAULO

RECIFE

BRASÍLIA

RIO DE JANEIRO

BANDEIRADA

R$ 3,50

R$ 3,00

R$ 3,30

R$ 4,30

TARIFA QUILOMÉTRICA (BANDEIRA 1)

R$ 2,10

R$ 1,55

R$ 1,40

R$ 1,25

TARIFA QUILOMÉTRICA (BANDEIRA 2)

R$ 2,73

R$ 1,86

R$ 2,10

R$ 1,50

TARIFA HORÁRIA

R$ 28,00

R$ 11,50

R$ 18,00

R$ 15,75

Rio de Janeiro, metrópole famosa por manter um serviço de táxi econômico,

reajustou no último 30 de janeiro as tarifas quilométrica e horária para o táxi comum, mas manteve a bandeirada estável. Ainda assim, continua sendo uma opção barata de transporte urbano. Acompanhe o preço atualizado do táxi comum em outras capitais brasileiras:

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TÁXI! FEV/MAR 08

700 guinchamentos mensais 400 mil multas aplicadas por mês (55% por radares eletrônicos, 34% por fiscais da CET, 11% pela Polícia Militar)


TÚNEL DO TEMPO

Cadê o “fofão”?

L

embra dos “fofões”, aqueles ônibus de dois andares inspirados nos de Londres? Em São Paulo, eles desfilaram seu ar londrino por quase seis anos. Começou em 1987, quando o prefeito Jânio Quadros mandou que a extinta CMTC (Cia. Municipal de Transporte Coletivo) desenvolvesse a versão local desses coletivos. E ele fazia questão de que fossem vermelhos. Sem a técnica necessária para isso nas oficinas da CMTC, a incumbência passou às mãos da encarroçadora Thamco, que fabricou algumas dezenas de unidades. O povo apelidou o novo transporte de dosedupla, em alusão ao apreço de Jânio pelas biritas e ao slogan da Thamco: “qualidade em dose-dupla para você se sentir lá em cima”. Só que um dos problemas estava exatamente no “lá em cima”. Freqüentemente, o doisandares paulistano tirava finas, derrubava cabos elétricos e esbarrava em árvores. Assim, eles foram desaparecendo um a um.

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

Por que nas calçadas ao redor de uma praça nunca há sinalização com o nome das ruas que passam ali?

I

magine a cena: um motorista está dirigindo por um bairro desconhecido e acompanhando as placas das ruas em cada esquina, mas acaba perdendo o caminho porque exatamente na rua procurada havia uma praça. Como os nomes das praças sempre substituem o nome da via na sinalização de um cruzamento, às vezes fica difícil se localizar. Por que isso acontece? O tema é nebuloso. Segundo Regina Monteiro, diretora de meio ambiente e paisagem urbana da Emurb (a autarquia municipal responsável pela denominação de vias), essa sinalização está prevista em lei. “Na calçada da praça não podemos colocar o nome da rua que passa no seu entorno. Só é permitido denominar a via na calçada oposta à praça”, ela justifica,

apontando a lei municipal nº 14.454, de junho de 2007. Só que o referido texto não versa sobre esse tema, apenas sobre mudanças de logradouros. Indagada sobre a incongruência, a Emurb não quis se pronunciar. Para o arquiteto Carlos Dränger, especialista em comunicação visual, “até hoje não existe uma política pública que se preocupe com essa questão das placas de praça”, ainda que a população reclame com freqüência da falta de sinalização inteligente na cidade. Para ele, as placas com o nome das ruas deveriam ser mantidas em todos os cruzamentos e, quando houvesse uma praça, deveriam existir placas no centro delas, não apenas com seu nome, mas com um texto que conte a história de quem deu nome ao local. TÁXI! FEV/MAR 08

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Lá fora

O transporte urbano ao redor do mundo

POR FERNANDA MENEGUETTI

SUÍÇA

Movido a sol REPÚBLICA DOMINICANA

1001 acenos para o lotação Santo Domingo, a capital da República Dominicana, é uma cidade de avenidas largas e trânsito caótico. Além dos ônibus de linha, complementam o transporte público as guaguas (vans de lotação) e o que eles chamam de “carros públicos”: táxis compartilhados por vários passageiros. A idéia é simples e até comum em diversos países do mundo: as pessoas dizem para onde querem ir e vão, mesmo se houver passageiros lá dentro. Até duas pessoas, mesmo que desconhecidas, chegam a dividir o banco da frente! O curioso na capital deste país caribenho é a maneira pela qual os passageiros chamam os ônibus. Como ninguém sabe direito qual é o trajeto de cada linha, a população inventou um sistema de comunicação à distância com o motorista. Com as mãos, as pessoas fazem sinais que deixam claro para onde querem ir. Por exemplo: quem vai até o quilômetro 40 de uma avenida, faz um sinal de número 4 no ar. Se o ônibus for seguir naquela direção, ele pára. Se não, passa reto. Simples, não?

Começou na Suíça, em julho do ano passado. O ambientalista e professor suíço Louis Palmer está rodando o mundo a bordo de um carro movido a energia solar, o solartaxi. Tudo para ajudar a combater o aquecimento global. Serão 50 mil quilômetros de viagem, em 5 continentes e durante 15 meses. O objetivo de Palmer é mostrar que as tecnologias para um transporte sustentável já existem, e fazer campanha para que elas atinjam o mercado. O solartaxi parece um carro comum, mas arrasta atrás de si uma enorme placa de captação de energia solar. A eletricidade que o move permite uma velocidade de 90 km/h e é armazenada numa bateria – assim ele pode rodar à noite sem uma gota de gasolina. Palmer torrou 9 milhões de dólares para desenvolvê-lo. Mas ele garante que, se produzido em série, o preço do carro não ultrapassaria os 10 mil dólares.

Claudia Carmello

CUBA

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Sempre cabe mais um Cuba tem táxi para vários tipos de passageiros e bolsos. Mas a maior parte da população de Havana depende mesmo do “camelo”. Criado nos anos 90, ele é uma espécie de caminhão que recebe esse nome pela aparência de duas corcovas em sua lataria. Tem, no mínimo, o dobro da extensão dos ônibus brasileiros e, dentro dele, reza a lenda, cabem quantas pessoas chegarem. Quando um camelo encosta numa parada, é um deus-nos-acuda. Uma pequena multidão se acotovela na disputa por qualquer espaço. Que não deve ser muito fácil de achar: os números oficiais falam em 300 passageiros por viagem!


Tテ々I! FEV/MAR 08

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Marcha Uma viagem ao passado do

a ré transporte urbano

POR FERNANDA MENEGUETTI

Que saudades do DKW... Lembra do Fusca Mirim? Do gasogênio? Em menos de meio século, tudo mudou nos táxis de São Paulo

N

ossa história dos táxis em São Paulo começa no ponto da Igreja de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas, no bairro da Luz. Na década de 50, era ali que se concentrava o maior movimento de táxis na cidade. À noite, o burburinho deslocava-se para a Vila Buarque, o bairro da boemia. Lá, desfilavam pelos pontos DKWs, Aerowillys e até Cadillacs, os preferidos para os casamentos. “Eu tinha um DKW, levava muita gente à Vila Buarque e fazia uns 3 mil-réis por dia. Tirando a gasolina, sobrava quase uns 3 mil-réis”, conta o italo-brasileiro Gelson de Mathias, 75 anos, taxista há 40. Além da pompa dos modelos que rondavam as ruas da capital, a diversidade se dava pelo fato de cada um ter a cor que bem entendesse. Naquela época, era também mais simples conseguir a licença para ser motorista. Fazia-se um pedido à Prefeitura e, uma vez aceito, era só comprar o carro. Na década de 60, surgiu uma das primeiras revoluções na categoria:

a chegada do Fusca Mirim da Volkswagen. Bem mais econômico e prático do que os modelos grandes, tornou-se uma febre. O fusquinha não tinha banco de passageiro na frente, era ligeiramente apertado, mas tinha o preço mais camarada e consumia menos gasolina. É bom lembrar que naquele tempo havia bandeiras de 1 a 4. Um carro mais luxuoso e espaçoso saía com bandeira 3 e 4; um menor, com 2; e o Volks, comumente, com 1. “Eu troquei meu DKW por um Fusca Mirim em 1971. Era vantajoso e barato”, lembra Seu Mathias. Outra inovação veio em 1985: a entrada do álcool no mercado de combustíveis. Depois dos choques do petróleo que deixaram em pânico motoristas do mundo todo, o Brasil parecia ter achado a grande saída: uma forma de energia barata e n ã o - p ol u e nte . “Na época, custava

Anúncio de um carro movido a gasogênio nos anos 50

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TÁXI! FEV/MAR 08

DKW: um clássico entre os antigos táxis de São Paulo

30% do valor da gasolina”, explica Seu Mathias, “mas só deu problema. Os carros não se adaptaram ao álcool e foi muito éter no carburador pra fazer o carro pegar em dias de frio”. Já que estamos falando de barateamento, vale recordar uma invenção anterior, também incrível, também frustrada. Alguém se lembra do gasogênio? No Brasil ele chegou com o final da Segunda Guerra Mundial, nos anos 40, e durou pouquíssimo, de tanto trabalho que dava. O gasogênio era uma engenhoca instalada na traseira do carro que queimava carvão vegetal e produzia um gás energético. Ou nem tanto: ele fazia o carro funcionar com bem menos potência. Surgiram até kits para adaptação nos carros, como existem hoje os de gás natural. Uma das últimas mudanças de impacto para os táxis de São Paulo aconteceu na virada dos anos 80 para os 90: a frota da capital passou a ser branca. Seu Mathias fala também de outras transformações, mais subjetivas. Segundo ele, “o pessoal era mais amigo, gostava da profissão e respeitava todo o mundo”. Nostalgia dos velhos tempos? Talvez. Mas ele lembra que, há cerca de 20 anos, devolveu uma mala cheia de dinheiro esquecida no banco de trás do seu carro. Será assim ainda hoje?


eventos em abril Bem-vindos a São Paulo. Bem-vindos os que vêm a passeio e os que vêm a trabalho. O São Paulo Convention & Visitors Bureau e os seus 450 associados que fazem parte desta publicação estão de portas e braços abertos para receber quem está chegando. São Paulo tem gastronomia para todos os paladares e todos os apetites. Tem espetáculos para todas as platéias. Museus para todos os olhares. Vida noturna para todas as tribos. Música para todos os ouvidos. São Paulo também tem shopping centers e ruas de compras para todos os gostos e todos os desejos. Estrutura e logística para todos os negócios, feiras, congressos e eventos. Hotéis para todos os hóspedes. Parques e passeios para todo mundo. Não é sem razão o vertiginoso crescimento de São Paulo como destino turístico de passeio e negócios. Simplesmente porque São Paulo é tudo de bom. A cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas vêm à cidade em busca de arte, cultura, lazer e novas oportunidades. Todas as línguas e todos os sotaques marcando encontro fantástico com a riqueza e a diversidade da grande metrópole da América Latina. Durante décadas, São Paulo se aparelhou para receber seus visitantes e, ao mesmo tempo, aprimorou a sua vocação para a hospitalidade e o acolhimento. Hoje, estamos mais do que nunca à vontade para dizer: Bem-vindos.

03/04 a 05/04 VIII CONGRESSO DE CIRURGIA ESPINHAL DE SÃO PAULO Local: Maksoud Plaza Hotel Website: www.cirurgiadacolunavertebral.com.br

04/04 a 05/04 HORMOGIN 2008 - 13ª JORNADA DE HORMONIOTERAPIA EM GINECOLOGIA Local: Centro de Convenções Rebouças Website: www.hormogin.com.br/spaulo.htm

04/04 a 05/04 VI ENCONTRO SÃO PAULO DE CIRURGIA VASCULAR E ENDOVASCULAR Local: Centro Fecomercio de Eventos Website: www.sbacvsp.org.br/index2.htm

04/04 a 05/04 XVI SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN Local: WTC Hotel São Paulo Website: ensino.einstein.br

07/04 a 09/04 RESTAUBAR SHOW 2008 - FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS, EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS PARA DONOS DE BARES E RESTAURANTES Local: Transamerica Expo Center Website: www.restaubar.com.br

08/04 a 12/04 EXPOLUX 2008 - 11ª FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA DA ILUMINAÇÃO / SIMPOLUX - SIMPÓSIO BRASILEIRO DE ILUMINAÇÃO EFICIENTE Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Website: www.expolux.com.br

Em São Paulo encontra-se de tudo, do que se busca intencionalmente até coisas inusitadas que nem passavam pela nossa cabeça. Basta querer e procurar... ou apenas se deixar levar pelas curiosidades que a cidade apresenta. Pessoas de toda parte se encontram e se reconhecem em São Paulo. Nossa cidade mostrase como uma infinidade de opções de encontros e expressões de toda ordem: há espaço para os negócios e também para o lazer, a cultura, a boa comida, o esporte e saúde; para o moderno e para o antigo; para a grande produção industrial e para a mais singela produção artesanal. O calendário de eventos da cidade, que a Revista Táxi! apresenta em parceria com o São Paulo Convention & Visitors Bureau, é um bom começo para termos idéia da variedade de atividades que por aqui acontecem. E tudo isso vai se relacionando ao universo do táxi, para profissionais e passageiros, num ambiente de descobertas e trocas de informação. Tão importante quanto a realização destas atividades é que as pessoas as descubram e que encontrem meios adequados para chegarem a elas. E esse é um dos principais objetivos da Revista Táxi!: oferecer informação e, ao mesmo tempo, contribuir com a formação cidadã para que todos, visitantes e moradores, possam VIVER A CIDADE.

08/04 a 11/04 II FEIRA BRASIL PATCHWORK SHOW Local: Centro de Eventos São Luis Website: www.brazilpatchworkshow.com.br

08/04 a 10/04 AUTOCOM 2008 - 10ª EXPOSIÇÃO E CONGRESSO DE AUTOMAÇÃO COMERCIAL, SERVIÇOS E SOLUÇÕES PARA O COMÉRCIO / I CONGRESSO LATINO AMERICANO DE AUTOMAÇÃO COMERCIAL Local: Centro de Convenções Frei Caneca Website: www.autocom2008.com.br/autocom2008

08/04 a 12/04 FEICON BATIMAT 2008 - 16ª FEIRA INTERNACIONAL DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO / FEICON BATIMAT COZINHAS E BANHEIROS 2008 - 5ª FEIRA INTERNACIONAL DE COZINHAS E BANHEIROS / FEICON CERÂMICAS VERMELHAS - 3ª FEIRA INTERNACIONAL DE CERÂMICA VERMELHA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Website: www.feicon.com.br

10/04 a 11/04 VII CONFERÊNCIA ANUAL DE INTEGRAÇÃO EMPRESARIAL Local: WTC Hotel São Paulo Website: www.gartner.com/br/appint

10/04 a 13/04 EXPO CIEE 2008 - 11ª FEIRA DO ESTUDANTE Local: Bienal do Ibirapuera Website: www.feiradoestudante.ciee.com.br

11/04 a 12/04 FUTURA - 3º CONGRESSO DE LASER E NOVOS RECURSOS Local: APCD - Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas Website: www.apcd.org.br/futura2008 TÁXI! FEV/MAR 08

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14/04 a 18/04 22ª SEMANA INTERNACIONAL DA CRIAÇÃO PUBLICITÁRIA Local: Centro Fecomercio de Eventos Website: www.semana.com.br

15/04 a 17/04 14ª INTERMODAL SOUTH AMERICA 2008 Local: Transamerica Expo Center Website: www.intermodal.com.br

16/04 a 18/04 16º SEMINÁRIO INTERNACIONAL EM BUSCA DA EXCELÊNCIA Local: Hotel Transamérica São Paulo Website: www.fnq.org.br/sebe2008/sebe.aspx

16/04 a 18/04 III FEIRA BRASIL CERTIFICADO Local: Centro de Eventos São Luis Website: www.brasilcertificado.com.br

18/04 a 20/04 35º CONGRESSO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA CARDIOVASCULAR Local: WTC Hotel São Paulo Website: www.sbccv.org.br

23/04 a 26/04 CICE 2008 - V CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIRURGIA ENDOVASCULAR Local: WTC Hotel São Paulo Website: www.icve.com.br/cice2008

23/04 a 25/04 CONAC - XXX CONGRESSO NACIONAL DE ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIOS XXII CONGRESSO NACIONAL DE ADVOGADOS DE EMPRESAS DE CONSÓRCIO XV EXPOCONAC Local: Hotel Transamérica São Paulo Website: www.abac.org.br/conac

22/04 a 25/04 ABRIN 2008 - 25ª FEIRA DE BRINQUEDOS Local: Expo Center Norte - Pavilhões Azul e Branco Website: www.feiraabrin.com.br

23/04 a 25/04 INOVA COMM LATIN AMERICA Local: Transamerica Expo Center Website: www.inovacomm.com.br/sobre.html

24/04 a 27/04 REATECH 2008 - VII FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIAS EM REABILITAÇÃO, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE Local: Centro de Exposições Imigrantes Website: www.cipanet.com.br

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24/04 a 26/04 X CONGRESSO INTERNACIONAL DE CIDADES EDUCADORAS Local: Palácio das Convenções do Anhembi Website: www.aice2008sp.com.br

24/04 a 25/04 6º CONGRESSO BRASILEIRO NURSING / 1º CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SAÚDE Local: Universidade Anhembi Morumbi - Campus Brás Website: www.nursing.com.br/congresso

25/04 a 26/04 II JORNADA DE ATUALIZAÇÃO EM NUTRIÇÃO PEDIÁTRICA Local: Matsubara Hotel Website: www.spsp.org.br

26/04 a 27/04 VIRADA CULTURAL 2008 Local: Diversos locais da cidade Website: www.viradacultural.com.br

26/04 a 27/04 SÃO PAULO WEDDING WEEK 2008 Local: Hilton São Paulo Morumbi Website: www.spww.com.br

27/04 a 29/04 MS TROPHYS 2008 - 2º CONGRESSO INTERNACIONAL DE CONFEITARIA ARTÍSTICA Local: Holiday Inn Parque Anhembi São Paulo Hotel Website: www.mstrophy.com.br/pagina1.htm

28/04 a 30/04 5º FÓRUM - AS GRANDES SACADAS DE MARKETING 2008 Local: Grand Hotel Ca’d’Oro Website: www.cenam.org/sacadas_1.htm

28/04 a 30/04 BRASIL CACHAÇA 2008 - 5ª FEIRA INTERNACIONAL DA CACHAÇA / EPICURE 2008 8ª FEIRA SUL-AMERICANA DO TABACO E PRESENTE FINO / EXPOVINIS BRASIL 2008 12º SALÃO INTERNACIONAL DO VINHO Local: Transamerica Expo Center Website: www.exponor.com.br

29/04 a 29/04 2ª EXPO RENT A CAR Local: Centro de Eventos São Luis Website: www.exporentacar.com.br


eventos em maio 02/05 a 03/05 INTERNATIONAL CARTILAGE REPAIR SOCIETY WORLD SERIES Local: Sofitel São Paulo Website: www.cartilage.org

01/05 a 04/05 JPR 2008 - 38ª JORNADA PAULISTA DE RADIOLOGIA Local: Transamerica Expo Center Website: www.spr.org.br

01/05 a 11/05 4ª FEIRA DO CIRCUITO DAS MALHAS 2008 Local: Centro de Exposições Imigrantes Website: www.feiradocircuitodasmalhas.com.br/feira.html

01/05 a 04/05 EXPO NOIVAS & FESTAS Local: Expo Center Norte - Pavilhão Amarelo Website: www.exponoivasefestas.com.br

01/05 a 04/05 NATURAL TECH 2008 - 4ª FEIRA INTERNACIONAL DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, PRODUTOS NATURAIS E SAÚDE / BIO BRAZIL FAIR - 4ª FEIRA INTERNACIONAL DE PRODUTOS ORGÂNICOS E AGROECOLOGIA Local: Bienal do Ibirapuera Website: www.naturaltech.com.br

01/05 a 03/05 SOCESP - XXIV CONGRESSO DA SOCIEDADE DE CARDIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO Local: Expo Center Norte Website: www.socesp.org.br

05/05 a 07/05 CITISEG - I CONGRESSO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM SEGUROS / EXPO TI - I EXPOSIÇÃO DE PRODUTOS E SERVIÇOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO EM SEGUROS Local: Centro de Eventos São Luis Website: www.segs.com.br

06/05 a 08/05 FEIRA E CONGRESSO PLAST SHOW 2008 - 4ª FEIRA E CONGRESSO PLAST SHOW 2008 - SOLUÇÕES PARA A INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DE PLÁSTICO Local: Expo Center Norte - Pavilhão Azul Website: www.arandanet.com.br

08/05 a 10/05 GLASS SOUTH AMERICA - 8ª FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA E DESIGN PARA A INDÚSTRIA VIDREIRA Local: Transamerica Expo Center Website: www.glassexpo.com.br

12/05 a 17/05 MECÂNICA - 27ª FEIRA INTERNACIONAL DA MECÂNICA Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi Website: www.mecanica.com.br

13/05 a 14/05 SENATRANS - 5º SEMINÁRIO NACIONAL DE TRANSPORTES DAS UTILITIES Local: Bourbon Convention Ibirapuera Website: www.abes-sp.org.br/senatrans

05/05 a 07/05 6º CONGRESSO DE ENGENHARIA DE ÁUDIO DA AES BRASIL / 12ª CONVENÇÃO NACIONAL DA AES BRASIL Local: Centro de Convenções Rebouças Website: www.aesbrasil.org

13/05 a 16/05 FEMETRAN - 7ª FEIRA DOS MEIOS DE TRANSPORTE, MOVIMENTAÇÃO E LOGÍSTICA DE PRODUTOS HORTIFRUTÍCOLAS Local: CEAGESP - Entreposto São Paulo Website: www.femetran.com.br

05/05 a 07/05 HOTEL TEC 2008 - FEIRA DE PRODUTOS TECNOLÓGICOS PARA A HOTELARIA IV EPCOS - HR Local: Centro de Convenções Frei Caneca Website: www.hoteltec.com.br/a-feira/a-feira.html

13/05 a 15/05 EXPO TI LOG - FEIRA DE PRODUTOS E SERVIÇOS DE TI PARA LOGÍSTICA E SUPPLY CHAIN / III FÓRUM INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO APLICADA À LOGÍSTICA & SUPPLY CHAIN Local: Centro Universitário SENAC Website: www.expotilog.com.br

05/05 a 08/05 EXPOBOR 2008 - 8° FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA, MÁQUINAS E ARTEFATOS DE BORRACHA / FEIRA E CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE PNEUS E EQUIPAMENTOS / RECAUFAIR PNEUSHOW 2008 - 8ª FEIRA E CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE PNEUS E EQUIPAMENTOS Local: Expo Center Norte - Pavilhão Vermelho Website: www.feiraexpobor.com.br

14/05 a 18/05 4º SALÃO DE ACESSÓRIOS Local: Expo Center Norte - Pavilhão Verde e Vermelho Website: www.salaodeacessorios.com.br

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14/05 a 16/05 11º CONGRESSO BRASILEIRO DE COMUNICAÇÃO Local: Centro de Convenções Rebouças Website: www.megabrasil.com

22/05 a 25/05 AVISTAR 2008 - III ENCONTRO BRASILEIRO DE OBSERVAÇÃO DE AVES Local: Parque Villa Lobos São Paulo Website: www.avistarbrasil.com.br

25/05 a 25/05 12ª PARADA DO ORGULHO GLBT DE SÃO PAULO Local: Avenida Paulista Website: www.paradasp.org.br

15/05 a 17/05 EDUCADOR - 15º CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO / EDUCAR - 15ª FEIRA INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO Local: Expo Center Norte - Pavilhões Branco I e Branco II Website: www.educador.com.br

26/05 a 29/05 APAS 2008 - 24º CONGRESSO DE GESTÃO E FEIRA INTERNACIONAL DE NEGÓCIOS EM SUPERMERCADOS Local: Expo Center Norte Website: www.feira-apas.com.br

15/05 a 17/05 TOOLS & HARDWARE FAIR - 1º FEIRA DE FERRAMENTAS E FERRAGENS Local: Transamerica Expo Center Website: www.grafitefeiras.com.br

27/05 a 29/05 EXPOSEC 2008 - XI FEIRA INTERNACIONAL DE SEGURANÇA ELETRÔNICA, EMPRESARIAL E PATRIMONIAL Local: Centro de Exposições Imigrantes Website: www.cipanet.com.br

17/05 VI JORNADA DE REUMATOLOGIA PEDIÁTRICA Local: Matsubara Hotel Website: www.meetingeventos.com.br

27/05 a 29/05 FCE PHARMA - 13ª EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA PARA A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA / FCE COSMETIQUE 2008 - 13ª EXPOSIÇÃO INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA PARA A INDÚSTRIA COSMÉTICA Local: Transamerica Expo Center Website: www.fcepharma.com.br

17/05 a 20/05 13ª TOYS, PARTIES & CHRISTMAS FAIR SOUTH AMERICA 2008 Local: Transamerica Expo Center Website: www.grafitefeiras.com.br

27/05 a 29/05 22º CONGRESSO BRASILEIRO DE COSMETOLOGIA Local: Transamerica Expo Center Website: www.abc-cosmetologia.org.br/congresso

21/05 a 24/05 XXVIII JORNADA PAULISTA DE CIRURGIA PLÁSTICA Local: Maksoud Plaza Hotel Website: www.sbcp-sp.org.br

21/05 a 09/07 22ª - CASA COR SÃO PAULO 2008 Local: WTC Hotel São Paulo Website: www.casacor.com.br

28/05 a 29/05 EBS - 6ª EVENTO BUSINESS SHOW E FEIRA DE DESTINOS, ESPAÇOS E FORNECEDORES PARA EVENTOS Local: Centro Fecomercio de Eventos Website: www.feiraebs.com.br

22/05 a 24/05 III WORLD CONGRESS OF THE ENDOSCOPIC SURGERY OF THE BRAIN, SKULL BASE AND SPINE / IV RHINOLOGY Local: Grand Hyatt São Paulo Website: www.rhinology-skullbase2008.com

29/05 a 31/05 SPRC - IX SÃO PAULO RESEARCH CONFERENCE - DROGAS: UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR Local: USP - Universidade de São Paulo Website: www.eventus.com.br/ bioconferences

Agenda de eventos:

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Paulistanos Waldemar Rosa

Ele é o mais antigo taxista em atividade de São Paulo. E já teve 30 carros diferentes

Idade: 88 anos Onde mora: Mirandópolis Profissão: taxista

POR IVAN FORNERÓN seis meses, “um passageiro muito bonito, bem arrumado, me pediu pra levá-lo até o Ceasa; quando cheguei lá ele me disse: ‘passa tudo, passa tudo’, e eu dei os 200 cruzeiros que tinha no bolso”. Um azar que seu Waldemar nunca tinha experimentado, diferente do que conhece com os bilhetes de loteria que sempre compra. “Esse bilheteiro vem todo sábado”, e aponta o vendedor ao nosso lado. “Eu tenho 88 anos e nunca ganhei nada! Nem do Silvio Santos, nem da loteria, nada! Só ganhei agora uma cesta de natal da Vai-Vai.” A escola de samba, aliás, é um dos grandes amores de seu Waldemar: “Eu sou louco pela Vai-Vai! Pela Vai-Vai e pelo Corinthians. O Corinthians pode estar em último (referindo-se ao rebaixamento), que pra mim ele vai ser sempre o primeiro!” Mais um truque de números do taxista número 5 da cidade.

om c i e c e “Com evrolet um Ch 5” 3

TÁXI! FEV/MAR 08

Guilherme Andrade

N

a Vai-Vai ele é conselheiro, no sindicato ele é diretor, no ponto da Frei Caneca ele já está há 20 anos, e nesse mesmo ponto já concedeu um semnúmero de entrevistas para jornais e até televisão. Seu Waldemar Rosa é o taxista número 5 nos registros do sindicato e o mais antigo motorista em atividade na cidade de São Paulo. Com 88 anos, animado e disposto, ele aparenta ter apenas 60. É pai de três filhos, avô de sete netos e bisavô de três crianças. O segredo da longevidade? Seu Waldemar revela: “não ser mau pra ninguém, trabalhar direito, na praça e em qualquer lugar, e respeitar as pessoas”. Na vida de seu Waldemar tudo é duradouro e de longa data: hoje ele é viúvo, mas ultrapassou as bodas de diamante. “Fui casado por 65 anos”, diz esse paulistano nascido na maternidade do Brás, no dia 1 de junho de 1919. Foi no Brás, também, que começou na profissão de taxista, aos 20 anos de idade: “um dos meus primeiros trabalhos. Antes eu trabalhei no escritório da empresa Pássaro Marrom, que na época fazia o trajeto São Paulo-Guaratinguetá e São PauloRio de Janeiro,” conta. Falar sobre carros com seu Waldemar é outra viagem no tempo. Afinal, ele teve mais de 30 veículos. “Comecei com um Chevrolet 35. Era velho, mas era bom. Landau eu tive três, quando meu ponto era no aeroporto de

Congonhas. Tive também um Ford 37... Ah, com esse eu ganhei muito dinheiro!”, pondera. Hoje tem um Vectra 2007: “Meu táxi é de luxo, por isso é mais caro”. Seu Waldemar Rosa leva e traz passageiros “desde quando era tudo mato” no trajeto que fazia do Brás a Congonhas. Esbanjando uma memória que dá gosto, ele esclarece: “no mesmo dia que entrei no sindicato, comprei meu primeiro carro de praça: era 3 de outubro de 1948”. De lá para cá, afora as mudanças evidentes que a cidade sofreu, seu Waldemar acredita que, para os taxistas, as mudanças maiores estão na facilidade que se tem hoje para comprar o carro de praça. “Mas a segurança piorou”. Em todos esses anos, seu Waldemar nunca tinha sido assaltado. Mas ele conta que, há

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GNV POR BRUNA PELLEGRINI*

Saiba tudo sobre o gás que está mudando a sua vida

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e uns anos pra cá, converter o carro para gás natural veicular, o GNV, virou quase uma moda. Todo mundo tem um amigo que fez ou até já cogitou fazer o mesmo. O que atrai é o preço: todos

dizem que, pra quem roda muito, é a opção mais econômica. E o que se sabe sobre este combustível normalmente pára por aí. Mas não se engane: há muito mais a se descobrir sobre o tema antes de embarcar nessa. Você conhece os cuidados básicos para a hora da conversão? Sabe como o kit funciona? E se quiser viajar o país todo movido a gás, é possível? Essas e outras respostas, nas páginas a seguir. *COLABOROU DENILSON JOSÉ DE OLIVEIRA/VIPGÁS TÁXI! FEV/MAR 08 TÁXIMAR08/ABR08

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1. O QUE É O GÁS NATURAL VEICULAR? O GNV é uma mistura de compostos químicos chamados de “hidrocarbonetos leves”. Para achá-lo, é preciso perfurar o solo, mais ou menos nos mesmos lugares onde também tem petróleo. Assim como o petróleo, o gás natural é um combustível fóssil, formado por milhões de anos de decomposição de plantas e animais. Isto significa que, quando as reservas se esgotarem, acabou. É importante não confundi-lo com o GLP (gás liquefeito de petróleo), o nosso gás de cozinha. Eles são diferentes na composição e na origem (o de cozinha pode ser produzido pelo homem, a partir de petróleo ou até do GNV). Foi na década de 1940 que o gás natural começou a ser usado pela indústria brasileira, mas só em 2002 ele emplacou como combustível automotivo. Três anos depois que o gasoduto Gasbol, que traz ao Brasil o gás boliviano, foi inaugurado. Segundo dados da Associação Internacional de Gás Natural Veicular, o Brasil tinha, em maio de 2007, cerca de 1,4 milhão de carros movidos a GNV.

2. COMO O GNV CHEGA ATÉ MEU CARRO? São 27 distribuidoras de gás no Brasil, que atuam em todo o território nacional, exceto no Acre e em Roraima. Mas nem todos os es-

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tados comercializam GNV ao consumidor final. Algumas empresas só promovem a geração de energia elétrica a partir do gás, por exemplo. É o governo federal quem detém o monopólio legal para decidir quem explora e quem comercializa tanto o petróleo quanto o gás natural no Brasil. As concessionárias de gás natural só podem atuar em territórios pré-determinados pela União. Em toda a região metropolitana de São Paulo, por exemplo, quem distribui o GNV é a Companhia de Gás de São Paulo, a Comgás, que recebe o combustível do gasoduto da Bolívia, da Bacia de Campos e, em uma menor parte, da Bacia de Santos.

3. PORQUE O GNV VALE A PENA? Primeiro, porque rodar com gás natural sai mais barato do que usar gasolina ou álcool. Se a pessoa usar muito o carro, como no caso dos taxistas, a economia é muito expressiva. Para um taxista que rode 4 mil km por mês, o investimento da instalação do kit GNV se paga em 6 meses. Segundo, porque pesquisas mostram que ele é menos poluente. Enquanto um carro à gasolina, com motor 1.0, libera cerca de 140 kg de gás carbônico para rodar mil quilômetros, o mesmo carro, movido a GNV, despejaria 30 quilos a menos dessa poluição. Tem mais. O GNV é um combustível seguro: por ser menos denso que o ar, em caso de vazamento, ele se dissipa rapidamente, ao contrário dos combustíveis líquidos. O risco de uma explosão é bem menor. Por fim, uma

garantia: ele não pode ser “batizado” pelos postos de revenda. O gás que chega no cilindro do carro é exatamente o mesmo saído da usina que o extraiu e tratou.

4. HÁ DESVANTAGENS PARA O MOTORISTA? A reclamação mais comum entre quem adere ao GNV é a perda de potência. Segundo a Comgás, 80% dos veículos nacionais movidos a gás possuem o kit de adaptação para GNV chamado de 3ª geração. Em média, esse sistema diminui de 10% a 15% a potência do veículo, dependendo de motor, tamanho do cilindro de gás e combustível original. A solução seria o modelo mais aperfeiçoado do kit GNV, o de 5ª geração, que tem perda de potência quase nula. O que assusta é o preço: R$ 6 mil, o dobro do modelo mais usado. A segunda desvantagem é a perda de espaço no porta-malas, onde o cilindro de gás (que seria o “tanque” do combustível) se localiza. Em carros pequenos, e na hora de fazer uma viagem, a falta de espaço para a bagagem pode incomodar bastante. E cuidado: escolher o menor tamanho para o reservatório de gás – existem de 7,5 a 25 metros cúbicos – significa ter que abastecê-lo com maior freqüência. Ainda é preciso se acostumar com novos cálculos de consumo mensal de combustível.

Se você usa bastante o seu carro, o GNV pode ser um ótimo negócio. Rodando 4 mil km por mês, o investimento que você fez para instalar o gás se paga em apenas 6 meses


É que a quantidade de gás no cilindro, mesmo se estiver cheio, varia de acordo com a temperatura. Em dias mais quentes, o gás se expande e ocupa um espaço maior – caberá menos no cilindro, e você vai rodar menos também.

5. QUAL É O PASSO-APASSO DA CONVERSÃO PARA GNV? A primeira etapa é solicitar uma carta de autorização para conversão ao órgão de trânsito local ou estadual (Detran ou Ciretran). Só então o carro pode ir para uma oficina credenciada pelo Inmetro, que vende o kit GNV e

a mão-de-obra para instalação. É aí que mora o perigo: as oficinas irregulares. Elas são mais econômicas, mas às custas de uma instalação menos rigorosa ou de peças duvidosas. Nelas, há risco de vazamento, sobrecarga do motor, perda maior de potência e mais poluição (um carro com kit irregular pode poluir até três vezes mais que o original a gasolina). Para não cair em cilada, fique de olho na procedência da nota fiscal emitida pela oficina. Muitas conversoras ilegais “compram” notas de empresas certificadas pelo Inmentro para que o proprietário faça a regularização do veículo sem problemas. Ou seja, emitem uma certificação falsa. O mais seguro é consultar as páginas do Inmetro e da Comgás na internet (veja no final da reportagem) para conhecer a lista das oficinas legalizadas.

Outra precaução válida é comprar todo o kit GNV do mesmo fabricante. Não há restrições legais aos kits montados com mistura de marcas, mas existe o risco de uma peça de uma marca não ser precisamente compatível com outra, e o carro pode sofrer perda de potência ou desgaste. Tomados os cuidados necessários e depois de instalado o kit, é preciso levar a nota fiscal da oficina a um posto de inspeção do Inmetro, que emitirá um Certificado de Segurança Veicular. O processo termina no Detran (Departamento de Trânsito), que regulariza o veículo depois de conferir esse certificado e vistoriar o chassi. Todas as etapas levam, em média, uma semana, e a regularização dos documentos sai por cerca de 350 reais (fora o preço do kit e do serviço da oficina).

6. COMO FUNCIONA O GNV NO MOTOR? Veja abaixo o que acontece dentro do carro enquanto ele roda movido a gás natural num sistema de 3ª geração:

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Cilindro e Válvulas: o gás sai do cilindro, onde fica armazenado depois do abastecimento no posto, através de válvulas.

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Chave comutadora: é acionada na hora de optar pelo funcionamento a gás ou a outro combustível.

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Misturador: com a pressão reduzida, o gás passa ao misturador, que dosa seu fluxo de acordo com a necessidade do motor. É o gerenciador (ou módulo) eletrônico quem controla isso.

03 Redutor: antes de alimentar o motor, o redutor diminui a pressão do GNV de 220 bar (medida pelo manômetro na saída do reservatório) para 1 bar, o valor da pressão do motor.

02 Tubulação de alta pressão: ela é quem transporta o GNV pelo corpo do carro até a válvula de abastecimento.

08 07 Variador de Avanço: é o dispositivo responsável por corrigir a redução de potência quando a mudança do combustível é acionada na chave comutadora.

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Simulador de bicos injetores: para que tudo aconteça, é fundamental a atuação desta peça, que desliga o bico de injeção enquanto o veículo estiver rodando a GNV.

Válvula de corte de combustível: ela bloqueia a passagem de combustível líquido quando o motor estiver trabalhando a GNV.

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7. A MANUTENÇÃO DO CARRO A GNV É DIFERENTE? Uma advertência especial é alternar a alimentação do seu carro ao menos uma vez por dia. Usar o combustível líquido – gasolina ou álcool –, por pelo menos 7 quilômetros diários, é fundamental para lubrificar o motor e fazer trabalhar a injeção eletrônica original. A dica é esquentar o veículo com gasolina ou álcool e continuar nesse sistema ao sair de casa, e só depois passá-lo à alimentação a GNV. Além disso, o ideal é fazer revisões periódicas do kit GNV na mesma oficina que o instalou. Quem roda mais de mil quilômetros por semana deve visitá-la pelo menos a cada dois anos. Já o Certificado de Segurança Veicular emitido pelo Inmetro na instalação só é válido por um ano. Depois disso, o veículo deve ser reavaliado para renovação do certificado.

8. O KIT GNV PODE COMPROMETER A MINHA SEGURANÇA NO CARRO? Não, desde que a instalação tenha sido feita de acordo com as normas do Inmetro e em oficinas credenciadas. A pulga atrás da orelha de muita gente é o cilindro que contém o GNV: será que ele pode explodir? Saiba que o cilindro tem uma parede bem espessa (8 mm), projetada para que, em colisões graves, você não corra risco de morte com explosões. E mais: não só o GNV não é mais explosivo do que os combustíveis líquidos, como ele se dissipa mais facilmente em caso de vazamento. As exceções são para casos de incêndio, quando o cilindro perde suas qualidades físicas. Daí, é recomendável sair do local do acidente sem tentar apagar o fogo. Sobre o abastecimento no posto, não é preciso se preocupar. A capacidade total de pressurização do cilindro é três vezes maior do que a pressão que os postos usam. De novo: os riscos ficam para instalações mal feitas e o manuseio inapropriado. Então, nada de transferir gás de um cilindro para outro. É bom evitar também a exposição do reservatório a produtos corrosivos, fontes de calor e de solda. 34

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9. QUALQUER POSTO DE COMBUSTÍVEL TEM GNV NO BRASIL? A rede de abastecimento de GNV tem se tornado cada vez mais extensa, mas não é possível encontrar o combustível em todo o território nacional. Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Pará, Maranhão e Tocantins ainda não têm gás natural nos postos. O Rio de Janeiro é a cidade com a maior oferta de pontos de abastecimento do país: 339 postos. Em São Paulo, a frota a gás também está bem amparada: são 288 postos, 159 deles na capital, de acordo com dados do Centro de Tecnologias do Gás.

Se você tem medo que o cilindro de GNV exploda, fique tranqüilo: sua parede é bem espessa. Ainda assim, é bom ficar atento com a instalação e a manutenção. Procure sempre oficinas credenciadas pelo Inmetro

Calculadora na mão: Álcool, Gasolina ou GNV? Comparamos os custos de rodar com cada um deles

10. O PREÇO DO GNV PODE SUBIR MUITO? HÁ RISCO DE UMA CRISE DE ABASTECIMENTO? Depende. O Brasil produz 40,4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, pouco mais da metade do que consome. O resto vem da Bolívia. Ou seja, para manter os preços estáveis, o Brasil precisa manter um acordo de longo prazo com o país vizinho, ou produzir em dobro, o que não é tão simples ou rápido. Um alerta de crise ocorreu em fim de outubro do ano passado, quando a Petrobras diminuiu o fornecimento de Gás Natural Veicular em 17%. Deixou 89 postos de gasolina e oito grandes indústrias do Rio de Janeiro sem gás por mais de 48 horas. As incertezas começaram depois que o governo boliviano resolveu, em 2006, assumir o controle de todas as instalações petrolíferas do país. As empresas que exploravam as reservas bolivianas, como a Petrobras, tiveram que mudar as regras. O resultado: a quantidade de GNV disponível no Brasil não atende mais a todos os consumidores (usinas, indústria, automóveis e casas) ao mesmo tempo. A esperança é a recente descoberta de novas reservas de combustível mineral na Bacia de Santos. E a retomada de conversações entre os governos brasileiros e boliviano sobre novos investimentos na produção de gás na Bolívia. Ainda assim, o que se vê em vários postos é um reajuste de mais de 12% do preço do GNV nos últimos 4 meses.

MAIS INFORMAÇÕES: Inmetro

(Instituto Nacional de Metrologia,

Normalização e Qualidade Industrial): 0800 285-1818 (8h às 18h), www.inmetro.gov.br/infotec/oficinas Comgás (Companhia de Gás de São Paulo): 08000 110 197 (24hs), www.comgas.com.br/sou_gnv/rede/rede.asp CTGÁS (Centro de Tecnologias do Gás): www.ctgas.com.br

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São Paulo segundo

Niemeyer POR FERNANDA MENEGUETTI

FOTOS GUILHERME ANDRADE

Não foi só Brasília: o maior arquiteto do Brasil também deixou suas marcas na capital paulistana. Aproveitando as comemorações do centenário do artista, preparamos um roteiro para você conhecer as obras que viraram cartões-postais da cidade

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le completou 100 anos de vida no último dia 15 de dezembro. E não pensa em parar: vai assinar agora o projeto de um estádio em Salvador, na Bahia, a ser inaugurado na Copa do Mundo de 2014. Como se já não bastassem os mais de 450 projetos de arquitetura que já saíram da ponta de sua caneta, Oscar Niemeyer continua criando. Quase 200 desses projetos foram concluídos. Estão aí, espalhados pelas cidades do mundo. Em comum, o estilo inconfundível e inusitado que fez deste carioca o mais famoso e mais revolucionário dos arquitetos brasileiros. A marca de Niemeyer é a beleza. Seus edifícios cheios de curvas, formas orgânicas e experiências ousadas, normalmente esculpidos em concreto armado, não passam despercebidos em nenhuma paisagem. Seus críticos argumentam que, em nome da beleza, ele deixa em segundo plano outros valores da arquitetura, como a praticidade, por exemplo. Para eles, alguns de seus prédios teriam mais formosura do que utilidade. Só que essas vozes dissidentes fazem pouco barulho. Um dos historiadores mais influentes da atualidade, o inglês Eric Hobsbawm, afirmou ser “impossível imaginar o Brasil do século 20 sem Oscar Niemeyer, ou a arquitetura do século 20 sem ele”. Já numa pesquisa conduzida pela empresa de consultoria britânica Synectics, o brasileiro aparece em 9º lugar entre os 100 maiores gênios vivos da humanidade, ao lado de gente como Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, e Osama bin Laden. Irreverente, ao ser informado pela imprensa sobre esse resultado, Niemeyer respondeu com um sonoro “é mentira”.

Trajetória de sucesso

Edifício Copan

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A carreira desse carioca do bairro de Laranjeiras, nascido em 1907, começou nos anos 30. Depois de se formar na Escola de Belas Artes do Rio de Janeiro, Niemeyer foi fazer estágio com um antigo professor, o já famoso urbanista Lúcio Costa. Com ele, começou a trabalhar no projeto do pavilhão brasileiro da Feira Mundial de Nova York, em 1939. Um ano depois, a pedido do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, o arquiteto concebeu as formas arredondadas da Igreja de São Francisco, parte do Conjunto da Pampulha, na capital mineira. Foi o começo de tudo. Em mais de sessenta anos trabalhando como arquiteto, nada se compara à marca que Niemeyer deixou em Brasília no final dos anos 50. Lúcio Costa deu a idéia: a nova capital do Brasil deveria ter a forma de um avião. Daí, era natural que os prédios também fossem


arrojados. Niemeyer botou para quebrar. Projetou o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, a Praça dos Três Poderes, a Catedral, um mais ousado que o outro. E seu nome finalmente se consagrou entre os grandes da arquitetura moderna mundial.

Ao redor do globo Quando imaginou Brasília, o arquiteto – comunista de carteirinha – sonhava com prédios onde pudessem morar ministros e operários e onde ao mesmo tempo o povo pudesse circular livremente pelos seus vãos. Em 1964, porém, Niemeyer teve uma amarga surpresa: viu sua grande obra cair nas mãos dos militares de direita. E, apesar da celebridade, Niemeyer começou a perder clientes dentro do país, que temiam represálias, e a ser perseguido por suas crenças políticas. O exílio aconteceu em Paris, onde o artista – seria uma provocação? – traçou a sede do Partido Comunista Francês. A partir daí, suas idéias voaram para os cinco continentes e sua carreira internacional ganhou corpo. Até hoje, Niemeyer já assinou universidades, residências, museus, sedes de embaixadas e até mesquitas mundo afora, em países como Líbano, Israel, Itália, França, Cuba, Argélia e Portugal.

Niemeyer em Sampa São Paulo, felizmente, nunca ficou de fora no mapa de Oscar Niemeyer. O arquiteto projetou

quase 20 obras na cidade, fruto de uma relação que começou quase 70 anos atrás, quando fez o esboço de uma casa encomendada para o poeta Oswald de Andrade. O projeto acabou nunca saindo do papel. Suas primeiras obras na metrópole paulistana nasceriam durante o boom imobiliário da década de 50, quando Niemeyer chegou a manter um escritório na rua 24 de maio, no centro. A mais antiga delas é de 1950, e se trata do quase esquecido conjunto de escritórios Montreal, cuja fachada arredondada aproveita a esquina entre as avenidas Ipiranga e Cásper Líbero. Hoje o prédio está ocupado por mais de 200 quitinetes. No ano seguinte, veio o Califórnia, na Barão de Itapetininga, com quatro torres e uma galeria térrea. Não muito longe dali, o condomínio Triângulo, na rua José Bonifácio, está passando por reformas que incluem a restauração de painéis do artista plástico Di Cavalcanti. E, na Praça da República, está o lendário Eiffel. Erguido em 1955, ele tem 54 apartamentos dúplex de dois, três ou quatro dormitórios, e já foi a menina dos olhos da elite paulistana. Se Niemeyer tivesse parado por aí, São Paulo já teria edifícios de sobra para ser uma bela vitrine da obra do arquiteto carioca. Mas ele foi além. E suas obras mais monumentais tornaram-se, nada menos, do que alguns dos mais célebres cartões-postais da cidade. Conheça quais são eles nas páginas seguintes.

”Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país”

Memorial da América Latina

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O PARQUE QUE VIROU MUSEU Nenhum lugar em São Paulo concentra tantas obras de Oscar Niemeyer quanto o Parque do Ibirapuera No início dos anos 1950, o terreno de 1,6 milhões de m2 onde hoje fica o Parque do Ibirapuera (palavra tupi para “árvore apodrecida”) foi escolhido como local propício para a criação de uma área verde que festejaria os 400 anos da capital paulista em 1954. O planejamento arquitetônico ficou a cargo de Oscar Niemeyer. Seu projeto de prédios interligados por uma marquise daria um toque urbano e arrojado à placidez dos lagos, alamedas e jardins desenhados pelo paisagista Roberto Burle Marx.

Pavilhão da Bienal Nascido como Palácio das Indústrias, suas largas rampas internas foram idealizadas para facilitar o transporte de maquinário, já que a idéia inicial era expor as maravilhas da indústria paulista. Hoje leva o nome oficial de Pavilhão Ciccillo Matarazzo, em homenagem ao industrial que foi um dos idealizadores do Ibirapuera. Mas o nome que pegou mesmo foi Pavilhão da Bienal. A cada dois anos (e 2008 será um deles), o espaço recebe o evento que o tornou célebre no mundo: a Bienal de Arte de São Paulo. Outros eventos e exposições movimentam a agenda do lugar o ano todo. Um dos mais concorridos é a São Paulo Fashion Week. Portão 3. Tel. (11) 5574-5922.

Oca O antigo Palácio das Artes do Ibirapuera já sediou o Museu da Aeronáutica e o Museu do Folclore. Para alguns estudiosos da obra de Niemeyer, ele antecipa as idéias que o arquiteto aplicaria logo depois em Brasília. Conhecido como Oca e até “calota”, ele parece um óvni pousado no gramado. Ficou fechado durante 14 anos e só foi reinaugurado em

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2000, nas comemorações dos 500 anos do descobrimento do Brasil. Depois, recebeu exposições de peso, como a de Pablo Picasso em 2004. Uma curiosidade: na reinaguração, os 10 mil m2 da Oca ganharam um sistema de ar condicionado que tornou o lugar o maior museu climatizado do mundo. Portão 2. Tel. (11) 5574-5177.

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Auditório Ibirapuera O projeto nasceu nos anos 50, junto aos outros prédios que Niemeyer concebeu para o 4º centenário de São Paulo. Mas só saiu do papel em 2003, durante as movimentações para o 450º aniversário da cidade. Ficou pronto em outubro de 2005. E ainda cheira a tinta. A acústica é uma das melhores da cidade e o palco é imenso: tem 28 metros de boca de cena por 50 metros de comprimento. Além disso, a obra segue à risca as convicções do arquiteto: possui uma abertura traseira no palco para que, quando aberta, mais de 15 mil pessoas possam assistir ao show de graça. O auditório abriga também uma escola de música. Mais informações no site www.auditorioibirapuera. com.br. Portão 2. Tel. (11) 5908-4290.

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da Prodam (Companhia de Processamento de Dados do Município). Foi desocupado em 2006, e agora prepara-se para receber parte do acervo do vizinho Museu de Arte Moderna e do Museu de Arte Contemporânea da USP.

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Palácio das Nações Hoje chamado de Pavilhão Manoel da Nóbrega, o prédio abrigou as primeiras edições da Bienal, mas ficou marcado por sediar a prefeitura de 1961 até 1992. Recebeu várias exposições de arte até 2004, quando tornou-se o lar do Museu Afro-Brasil, dedicado à cultura negra. Portão 10. Tel. (11) 5579-8542.

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Marquise 27 mil metros quadrados de curvas e formas sinuosas servem de teto a skatistas, patinadores e uma infinidade de pessoas que freqüentam o Ibirapuera. Não são poucos os arquitetos que sustentam a tese de que a marquise é a obra mais significativa do parque. O próprio Niemeyer garante que concebeu o conjunto de edifícios em função desta grande passarela. É ela quem conecta os espaços e confere equilíbrio ao conjunto, de modo que nenhum dos prédios tenha mais importância que os outros. Em 1968, uma área sob a marquise foi transformada no Museu de Arte Moderna.

“Quando me encomendam um edifício público, tento fazê-lo lindo, diferente, que gere surpresa”

Detran O projeto original previa que o edifício abrigasse a Secretaria de Agricultura do estado, mas logo em 1959 passou a ser a sede do Detran (Departamento Estadual de Trânsito). Este ano devem começar as obras que transformarão o prédio de nove andares no Museu de Arte Contemporânea da USP. O próprio Niemeyer assina o projeto que adapta o lugar ao novo museu. A idéia é também tornar a área que circunda o atual Detran numa extensão do próprio Parque do Ibirapuera.

Palácio dos Estados O nome oficial é Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira e por três décadas foi sede TÁXI! FEV/MAR 08

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MAIS NIEMEYER Veja quais são outras das principais obras do arquiteto espalhadas pela cidade Sambódromo do Anhembi

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Num terreno de quase 85 mil m no coração da Barra Funda, Niemeyer ergueu um complexo arquitetônico que buscava estreitar os laços culturais e políticos entre o Brasil e os outros países latino-americanos. Hoje, o grande símbolo do Memorial é a escultura em concreto de sete metros de altura, desenhada pelo próprio arquiteto; a mão que jorra sangue representando esses países: “ É um protesto contra esta América Latina tão sacrificada, tão invadida, até hoje”. O Memorial, uma fundação aberta à visitação pública, abriga a sede do Parlamento Latino-Americano, um pavilhão de exposições artísticas, uma biblioteca e um auditório de 1600 lugares, com uma ótima programação de shows. Informações: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, Barra Funda. Tel. (11) 3823-4600. www.memorial.sp.gov.br

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O prédio foi projetado em 1951 para se tornar um complexo hoteleiro, com quartos luxuosos, teatro, cinemas, restaurantes, jardins, lojas e garagens subterrâneas. Quando foi concluído em 1966, revelou-se outra vocação: servir de lar a 5 mil moradores, divididos em 1160 apartamentos (com tamanho entre 26 m2 e 350 m2). É tanta gente que o Copan tem um CEP só dele: 01066-900. Afinal, os 32 andares em forma de S constituem a maior estrutura de concreto armado do país. Além de moradores, há restaurantes, padaria, lojas de roupas, salões de beleza, brechó e um dos mais tradicionais cafés de São Paulo, o Floresta. Numa época houve até cinema no térreo, no lugar onde hoje se encontra um templo da Renascer. Avenida Ipiranga, 200, Centro. Tel. (11) 3259-5917.

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Edifício Copan

ao ar livre da capital paulista. No Carnaval 2008, segundo a Prefeitura, cerca de 30 mil foliões passaram pelas arquibancadas e pela passarela de 530 metros de extensão. No fim de 2007, toda a estrutura foi turbinada com uma cobertura antiderrapante e uma reforma nos equipamentos de som e iluminação. Informações: Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana. www.ligasp.com.br

Esta é a prova de que São Paulo não é o túmulo do samba (a frase ficou famosa depois de proferida pelo poeta Vinícius de Moraes). Inaugurado em 1991, sete anos depois do sambódromo carioca (a Marquês de Sapucaí), o Sambódromo do Anhembi, Pólo Cultural e Esportivo Grande Otelo é um dos maiores espaços para grandes eventos


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Volante

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Tempo ruim, ofuscamento, falta de luz: se as condições forem adversas, triplique a atenção CANSAÇO Esta é uma das maiores causas de acidente, especialmente quando o motorista está próximo de chegar em casa. Ele acha que agüenta mais um pouco e, no entanto, é traído pelo próprio corpo.

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Procure dormir no mínimo 8 horas por dia. Não basta tomar café. É preciso descansar.

Evite fazer refeições muito pesadas, que dão mais sonolência Procure estar atento aos primeiros sinais de fadiga: bocejos, vista pesada

CONDIÇÕES ADVERSAS São situações que limitam as condições de dirigir, e é importante lembrar que nem sempre elas aparecem de maneira isolada, o que torna o perigo ainda maior.

1

Ofuscamento: a luz alta em sentido contrário causa cegueira momentânea e dificulta o controle do veículo. O condutor deve dar sinal de pisca, direcionar o foco da sua visão para a direita e para baixo, orientando-se se pelas linhas do solo.

2

Penumbra: tome cuidado com os horários entre o final de tarde e o início da noite, assim como entre o final da noite e o início da manhã. As formas não são claras, as cores não são nítidas e os faróis não clareiam.

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Noite: a visão torna-se muito limitada. Triplique a atenção.

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Tempo ruim: chuva, vento, neblina, fumaça fogo, frio e até mesmo o calor excessivo podem prejudicar o pista e a visibilidade. Portanto, reduza a marcha, acenda as luzes e fique de olho. Se o tempo estiver muito ruim, procure um lugar seguro para esperar que melhore. Postos de gasolina são ideais.

DROGAS Substâncias tóxicas, álcool ou remédios afetam nosso raciocínio, nossa percepção e

nossos reflexos. E, por conseqüência, nosso modo de conduzir veículos.

1

Não subestime os medicamentos. Remédios para emagrecer, calmantes, antialérgicos, drogas para manter-se acordado (“rebites”), relaxantes musculares e remédios contra enjôo, todos eles afetam nosso desempenho na hora de dirigir.

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Se você bebeu, tomou remédios ou fez uso de qualquer tipo de droga, não dirija. Espere passar o efeito.


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De olho na

manutenção

A farra dos flex Quase dois milhões de veículos flex foram vendidos no Brasil no ano passado. Isso corresponde a mais de 85% das vendas registradas pelas montadoras nacionais em 2007. Ou seja, é bem provável que você já tenha um carro movido a álcool e gasolina. Se ainda não tem, certamente seu próximo veículo será flex. Portanto, fique atento às seguintes dicas, para não ser pego de surpresa.

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1 - Manter o reservatório de partida sempre abastecido e, de preferência, com gasolina aditivada Fazer o carro a álcool pegar quando está frio é difícil. Isso acontece porque o álcool não evapora facilmente em baixas temperaturas, ao contrário da gasolina. Por isso, os carros flex têm um reservatório de gasolina que permite que o carro com o tanque cheio de álcool dê a partida até nos dias em que a temperatura é inferior a 14º C. Agora, mesmo se você só usar gasolina, é preciso deixar o reservatório cheio. Isso evita o ressecamento das peças e a formação de depósitos. Prefira gasolina aditivada: ela dissolve os depósitos acumulados e não deixa que a goma formada pela oxidação do combustível se deposite. De qualquer forma, se o modelo do seu flex só consome combustível do reservatório se estiver rodando a álcool, recomenda-se trocar a gasolina a cada seis meses. Verifique as especificações técnicas do manual do veículo para saber se ele usa ou não automaticamente o reservatório. 2 - Trocar o filtro de combustível a cada 10 mil km rodados Em alguns modelos e dependendo do motor, a rodagem-limite antes da troca se estende para 15 mil km. Mas não mais do que isso: a mistura de álcool-gasolina tende a formar uma goma, que entope o filtro de combustível a longo prazo. A sujeira também pode grudar nos bicos injetores, reduzindo sua eficiência. 3 - Abastecer em postos com combustível não adulterado A medida é importante para qualquer tipo de veículo, mas, no caso dos carros flex, o combustível batizado pode comprometer ainda mais rapidamente as peças do motor, dependendo dos solventes usados para aumentar o volume de combustível. Alguns, por exemplo, chegam a corroer peças e mangueiras do mo-

tor e entupir o bico injetor. Para prevenir esses estragos, faça uso de combustível aditivado, ou adicione um tubo de aditivo específico para flex a cada três tanques cheios. 4 – Rodar com o carro por mais 5 km depois de trocar o combustível O sistema eletrônico que reconhece a mistura de combustível precisa de um tempo para processar essas informações. Se o carro for desligado logo após o abastecimento, o reconhecimento não acontece. Aí, quando for dada a partida, o condutor notará uma defasagem no rendimento do carro por uns minutos, até o gerenciador completar o aprendizado sobre a nova ‘receita’ do combustível. 5 – Fazer a manutenção geral do carro Fazendo a revisão determinada pela montadora, o carro já passa por uma inspeção periódica, em que podem ser detectados even-

tuais problemas decorrentes dos resíduos de combustível, como sujeira no bico injetor. O uso de lubrificantes específicos para carros flex também previne desgastes e ajustes precoces no motor. E a boa qualidade do combustível continua fundamental para que você não tenha que pagar “aquela conta” com trocas de peças na mecânica. 6- Usar qualquer um dos combustíveis, a qualquer hora Existe uma série de mitos sobre a mistura de combustíveis sem fundamento científico. O que é importante registrar é que o sistema de gerenciamento eletrônico é inteligente. O flex não fica ‘viciado’: a qualquer momento, ele pode ser abastecido em qualquer outra proporção de álcool e gasolina, sem que o gerenciador e o motor sofram com a mudança brusca. Isso vale inclusive para o primeiro abastecimento do tanque.

Álcool ou gasolina? Essa resposta depende de dois fatores: o preço de cada combustível e quantos quilômetros o carro percorre com 1 litro de cada. Então, o primeiro passo é abastecer o tanque com cada um dos combustíveis sem misturá-los e marcar as quilometragens. Com esses números, você calcula um número de referência que servirá para decidir entre álcool e gasolina. O cálculo é simples: divida os quilômetros rodados só com álcool pelos quilômetros rodados com gasolina. Por exemplo, um carro que faz 340 quilômetros com o tanque cheio de álcool e 480 quilômetros com o tanque de gasolina tem o valor próximo de 70%. Então, para esse carro, o álcool só vale a pena se custar menos que 70% do valor da gasolina. Em posto em que o litro da gasolina custa R$ 2,50 e o do álcool R$ 1,35, pedir para encher de álcool é uma boa poupança. Afinal, o preço do álcool é pouco mais da metade do preço do outro, o que dá uma taxa bem menor do que os 70%.

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Horizonte vertical POR IVAN FORNERÓN

Como posso esquecer daqueles câmbios de acrílico com caranguejos e escorpiões?

O táxi alegórico

S

emana passada, ao entrar num táxi com um amigo, notei três cornetas estranhas que pendiam do retrovisor. Não fiz nenhum comentário, ainda que as cornetas chamassem muita atenção. Curioso que não sossego, não tirei os olhos das cornetas até descobrir o que estava escrito na lateral de uma delas: “Trombeta de Jericó”. Imediatamente lembrei-me de quando era garoto, no começo dos anos 80, e de como ficava fascinado ao entrar num táxi naquela época, tamanha era a quantidade de penduricalhos e adereços que os motoristas usavam para decorar o interior dos carros. Tinha de tudo, desde os tradicionais escudos dos times de futebol até a galeria infindável de santos e santas. Perguntei ao meu colega se ele se lembrava. “Como posso esquecer daqueles câmbios de acrílico com caranguejos, Iemanjás e escorpiões?!” Aí a lembrança não parou mais: “e aquelas redes todas, aquelas franjas mouriscas?” “Mouriscas? Eram tirolesas!” “Que seja!” E as fofoletes, aquelas bonequinhas, então? E os chaveiros de borracha com as letras dos nomes de cada um? Figas, então, eram de vários 50

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tamanhos e materiais. Alho, crucifixo, pé de coelho e uma infinidade de patuás que enfeitavam o interior dos táxis naquele tempo: uma moda que veio dos anos 70 e perdurou até meados dos 80. E, como toda moda, do jeito que veio, desapareceu. Aquela corrida foi longa: do Cambuci ao Butantã. Tivemos tempo de sobra para lembrar, detalhe por detalhe, quase toda a indumentária que constituía o interior dos táxis quando éramos pré-adolescentes, e justamente comparar com os táxis nos dias de hoje: todos da mesma cor, sem nenhum acessório que atente contra a sobriedade, com pouquíssimos detalhes

que falem alguma coisa do motorista. Não há mais crustáceos, Nossa Senhora de Fátima, futebol, nem as franjas tirolesas e bordados coloridos. Por fim, chegando ao nosso destino, o taxista que nos conduzia, e que até aquele momento não havia se manifestado, resolveu entrar na conversa. Num ímpeto, entre o orgulho e a nostalgia, confessou: “O meu Jesus com a camisa do Vasco eu tinha até há pouco tempo!” “E não tem mais?”, eu perguntei. “Por quê?” “Ah, santo de casa não faz milagre!”. Já havíamos descido quando me lembrei de perguntar sobre a tal trombeta, a de Jericó.


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