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O melhor caminho da informação

Edição 01 Dezembro 2007/ Janeiro 2008

EStrESSE

Como enfrentar o trânsito de alma lavada

PNEuS

Saiba tudo sobre eles

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> Praça Da SÉ a nossa mais completa tradução >2 roTEIroS para redescobrir a história de São Paulo

E MAiS >Transporte urbano > Memória da cidade > Direção defensiva tÁxidez07/jan08

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OSASCO (PEÇAS) SANTOS tÁxidez07/jan08 3 PRAIA GRANDE RIO DE JANEIRO 11/22/07 12:55:52 PM


EXPEDIENTE

Diretoria

Dezembro de 2007 / Janeiro 2008 Edição 01

Adilson Souza de Araújo Davi Francisco da Silva Fábio Martucci Fornerón Isabella Basto Poernbacher

Redação

Marco Zero

Projeto Editorial e Edição Xavier Bartaburu

J

á deve ter dado para notar: esta é uma revista cujo tema principal é, evidentemente, o táxi. Ou, melhor dizendo, o mundo do táxi. Um mundo onde há dois lugares possíveis: o do motorista e o do passageiro. Esta é uma revista para você, taxista, um dos 32 mil profissionais do volante que hoje trabalham em São Paulo. Mas esta é uma revista também para você, passageiro, que faz do táxi uma importante maneira de locomover-se nesta cidade.

Projeto Gráfico e Edição de Arte Eli Sumida Reportagem Fernanda Meneguetti, Ivan Fornerón Fotografia Érico Hiller

Érico Hiller

Fotografia da capa Mauricio Simonetti/Sambaphoto Ilustração Marco Azevedo e Tina Vieira Revisão Rodrigo Pinto

Publicidade

Diretor Fábio Martucci Fornerón publicidade@portodasletras.com.br

O que há em comum entre os dois? Ora, um dos trânsitos mais tensos do planeta, que esgota as energias de qualquer um que ouse enfrentá-lo, esteja no banco da frente ou no banco de trás. Cúmplices do engarrafamento, motorista e passageiro terão nesta revista um mundo de informações para encarar o dia-a-dia nesta cidade com mais tranqüilidade e segurança. Mais do que apenas uma revista sobre táxis, esta é uma revista sobre São Paulo. É ela quem realmente une motorista e passageiro, não o trânsito. Afinal, ambos são cidadãos desta metrópole, terceira maior cidade do mundo. Esta é uma revista para todos aqueles que querem descobrir uma São Paulo além do engarrafamento, sejam eles moradores, sejam visitantes. Uma cidade que está aí, na sua cara, mas que nem sempre você vê, de tão preocupado que está com o tráfego. Nas próximas páginas, você encontrará um pouco de tudo: notícias, história da cidade, informações sobre transporte urbano aqui e lá fora, dicas de turismo, agenda de eventos, recomendações sobre qualidade de vida, direção defensiva e cuidados com o carro. Neste primeiro número, escolhemos logo o marco zero de São Paulo para a reportagem principal. A Praça da Sé será o ponto de partida de uma viagem por uma cidade que, com certeza, vai surpreender você. Boa leitura!

Os editores 4

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Colaboradores M7 Design Bum Design Idéia Digital

Comercial

Gerência Administrativa Ana Paula Souza Araújo

Impressão Prol Gráfica

TÁXI, Edição 1, dez2007/jan2008, é uma publicação da Editora Porto das Letras Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Rua do Bosque, 896, casa 24, CEP 01136-000, Barra Funda, São Paulo (SP). Telefone (11) 3392-1524, Fax (11) 3392-5208. E-mail revistataxi@portodasletras.com.br. Proibida a reprodução parcial ou total dos textos e das imagens desta publicação. As opiniões dos entrevistados publicadas nesta edição não expressam a opinião da revista.

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sumário Nesta edição: taxímetros, pneus e um pouco da história de uma cidade que merece ser mais bem conhecida

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onde ? fica? seus conhecimentos

Xavier Bartaburu

Um desafio para testar os

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A escultura acima enfeita a fachada de um dos edifícios mais bonitos da cidade. Foi construído em 1930 para ser a sede da Bolsa de Mercadorias de São Paulo, mas já mudou duas vezes de função. O estilo arquitetônico – bolado por dois ex-sócios de Ramos de Azevedo – é uma combinação excêntrica de motivos art déco, elementos clássicos e detalhes inspirados na arte dos maias. Há dois anos, a fachada estava num estado tão precário que pedaços de reboco viviam caindo. Uma grande reforma, no entanto, lhe devolveu o viço de antigamente. Afinal, você sabe que prédio é este e onde ele está situado? Resposta no rodapé da última página.

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Fique ligado

mundo do táxi, aqui e lá fora Érico Hiller

Notas e notícias sobre o

COMÉRCIO

a cidade mais florida vem aí o Mercado de flores de São Paulo

A

próxima primavera em São Paulo promete ser mais florida. Vem aí um Mercado de Flores, que a prefeitura pretende inaugurar em setembro. Serão 76 mil metros quadrados e mais de 300 pontos comerciais, incluindo centenas de lojas de flores e plantas e um mezanino com restaurantes, bares e lanchonetes (inspirado no modelo do Mercado Municipal). O Mercado de Flores será construído ao lado da ponte do Jaguaré, entre a Ceagesp e a marginal do Rio Pinheiros, e funcionará de terça a domingo. Segundo a prefeitura, será o primeiro passo para a revitalização da área. Para saber mais: www.floresdesaopaulo.com.br.

Reprodução: www.floresdesaopaulo.com.br

o mercado, localizado na Vila leopoldina, terá 76 mil metros quadrados de área

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Érico Hiller

Aumenta o cerco sobre os motoristas que gostam de avançar no sinal vermelho

TRÂnSITO

Preço Imbatível

a invasão dos caetanos

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á notícia para os motoristas apressados: em julho, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) resolveu ampliar o número de câmeras nos cruzamentos da cidade, que flagram o exato momento em que o motorista avança o sinal vermelho. O nome oficial dos equipamentos é Registradores Fotográficos de Infrações em Semáforos, mas já ganharam o apelido de “caetanos” – homenagem a Caetano Veloso, que diversas vezes criticou os que gostam de desrespeitar o sinal fechado. Os “caetanos” existem em São Paulo desde 1995, e foram os primeiros desse tipo no país. Em julho deste ano, havia 60 deles espalhados pela cidade. Desde então, a CET vem instalando ao menos oito câmeras por mês. Já são 84, e a expectiva é que cheguem a mais de 120 até março. Quem ganha, é claro, são os pedestres. Para eles, a notícia não poderia ser melhor.

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Eficiência

o primeiro ônibus movido a etanol já está rodando na cidade

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Ônibus a álcool

divulgação

POLUIÇÃO

GPS Airis por 10 X R$99,00 (cartão de crédito) Sindicato dos Taxistas

C

R. Estado de Israel, 833

omeça a circular em dezembro o primeiro ônibus do Brasil movido a etanol. Ficará um ano rodando no corredor que liga o Jabaquara a São Mateus, numa tentativa de reduzir os níveis de poluição emitidos pelo transporte público na cidade. O projeto é idéia da prefeitura de Estocolmo, capital da Suécia, e está sendo executado simultaneamente em dez metrópoles do mundo. São Paulo é a única das Américas na lista, e a responsável pelo programa aqui é a Universidade de São Paulo. Estocolmo começou a implantar ônibus movidos a álcool há quase 20 anos, e hoje já tem 600 deles circulando pela cidade. Número suficiente para os suecos constatarem que esses veículos poluem 90% menos que os ônibus tradicionais, movidos a diesel. tÁxiOUTUBRO2007

5083-1466

Perdizes

R. Ministro Godoi, 478

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Reprodução: Google earth

Fique ligado nÚMEROS

São Paulo tem: 5,6 milhões de veículos 33 mil táxis

Qual é a rua mais comprida de São Paulo?

é

a Avenida Sapopemba, com 45 quilômetros de extensão. Começa na Avenida Salim Farah Maluf, no bairro da Água Rasa, e atravessa a Zona Leste até o município de Ribeirão Pires. Só dentro do município de São Paulo, são 26 quilômetros: quando chega na altura do número 30.000, no distrito de São Rafael, o nome muda dela para Estrada de Sapopemba e então segue na direção de Mauá. Além de mais comprida, é também uma das mais perigosas, campeã de crimes na cidade. O traçado já existia no século 19, quando era conhecida como Estrada de Sapopemba e conectava as fazendas e sítios da região ao centro da cidade. O nome, dizem, foi inspirado numa árvore muito comum na região, semelhante à figueira. Começou a receber os primeiros moradores no início do século 20, na maioria italianos e portugueses. Foram estes que mandaram trazer de Portugal uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, hoje alojada no belo santuário que fica na altura do número 8.000.

TRÂnSITO

Para fugir do engarrafamento

J

á dá para checar a quantas anda o trânsito em São Paulo antes mesmo de enfrentar as ruas. Basta entrar no site da Companhia de Engenharia de Tráfego (www.cetsp.com.br) e conferir o mapa do congestionamento. Pode-se saber quantos quilômetros de lentidão há na cidade em determinado momento e quais são as vias com maior engarrafamento. A CET hoje monitora o trânsito em 800 quilômetros de ruas e avenidas. No site, você pode fica a par da lentidão nas marginais Pinheiros e Tietê, no eixo Francisco Matarazzo-Minhocão-Radial Leste e no eixo Rubem Berta-23 de Maio-Tiradentes. As informações são atualizadas a cada 30 minutos, das 7 da manhã às 8 da noite. A CET tem também um telefone de atendimento ao público: 156.

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15 mil ônibus 300 mil pessoas por dia pegando táxi 9 milhões de passageiros de ônibus por dia 3 milhões de pessoas andando de metrô por dia

Fonte: Secretaria Municipal de Transportes

PERGUnTaS QUE nÃO QUEREM CaLaR


divulgação

Robert de Niro e seu táxi: um clássico

EnTRETEnIMEnTO

“are you talking to me?”

A

caba de sair, em DVD duplo, a edição definitiva de Taxi Driver, clássico dirigido por Martin Scorsese em 1976. Numa Nova York barra pesada, pré-Tolerância Zero, Robert de Niro é um taxista solitário que se propõe a salvar das ruas uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster, em começo de carreira). As toneladas de extras que acompanham o filme incluem entrevistas com Scorsese, comentários do roteirista, roteiro original na íntegra, entrevistas com taxistas nova-iorquinos e até um documentário sobre como a cidade melhorou desde então. tÁxiOUTUBRO2007

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Fique ligado MUnDO

Corrida de riquixá

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Tudo pronto para a largada

o dia 1º de janeiro, será dada a largada para mais uma edição da Rickshaw Run, uma excêntrica corrida de riquixás motorizados que percorrerá a Ìndia inteira, de norte a sul. Esses veículos de três rodas, chamados tuk-tuk, são a mais popular forma de táxi na Índia. Não prezam pela força ou pela agilidade, da mesma forma como as estradas indianas também não estão entre as melhores do mundo. Para complicar ainda mais a vida dos participantes, a organização escolhe sempre o pior caminho possível, repleto de estradas enlameadas, montanhas nevadas e selvas tropicais. E aí é que está a graça: quanto maior a aventura, melhor. Nesta edição competirão 70 equipes do mundo inteiro, e a vencedora será galardeada com uma estimulante partida de críquete em Katmandu, no Nepal, ponto final da corrida. Para saber mais: www.rickshawrun.com

PERGUnTaS QUE nÃO QUEREM CaLaR

Quem decide o nome das ruas de São Paulo?

N

o começo, era o próprio povo quem apelidava as vias da cidade. Era a rua de tal santo, a da casa de fulano ou a que tinha algum comércio. Com o tempo e o crescimento da cidade, porém, esses nomes não faziam mais sentido. Então, no fim do século 19, a Câmara Municipal assumiu a regulamentação dos logradouros de São Paulo. E quem seria responsável pelas escolhas? Até os anos 70, a população ainda tinha voz ativa, mas a metrópole se expandia tão rápido que a prefeitura tratou de organizar a bagunça. Em 1975, baixou um decreto que listava os critérios para batizar as vias públicas. Nessa época, das 45 mil das ruas paulistanas, só 25 mil tinham nome, e muitos se repetiam. Então, uma equipe fez uma lista de 25 mil sugestões. Os assuntos eram os mais variados: astronomia, zoologia, música, botânica, mitologia. Ainda assim, as idéias foram se esgotando como o tempo. Só sobravam nomes impronunciáveis. Na década de 80, a prefeita Luiza Erundina lançou o projeto Participação Popular, convidando os cidadãos a darem novos palpites. Das centenas de propostas que chegaram, mais de 500 entraram em vigor. Se você quiser ver o nome do seu bisavô numa placa de rua, saiba que para isso é preciso provar que ele merece ser lembrado numa via pública. Além de já ter falecido, a pessoa homenageada precisa ter tido prestígio na região, seja como líder comunitário, padre ou médico. Se a rua a ser batizada não tinha nome, quem aprova é o gabinete do prefeito. Se é uma substituição, passa pelos vereadores. Quer saber a origem do nome das ruas de São Paulo? Entre no site www.dicionarioderuas.com.br.

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a cidade da grana

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Você sabia que São Paulo está entre as 20 cidades mais ricas do mundo? No ranking feito este ano pela empresa de consultoria americana PricewaterhouseCoopers, a capital paulista aparece em 19º lugar, levando-se em conta o cálculo do Produto Internto Bruto (PIB). É a terceira da América Latina, atrás da Cidade do México (8º lugar) e Buenos Aires (13º lugar). O topo da lista não é de estranhar: Tóquio, Nova York, Los Angeles, Chicago e Paris são as cinco metrópoles mais ricas do planeta.

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o que vai agitar a metrópole nas próximas semanas

Agenda de janeiro 31 de dezembro MOTI TSUKI MATSURI FESTIVAl Do BolINho DA PRoSPERIDADE Festa tradicional japonesa de purificação, com distribuição de bolinhos abençoados com votos de fartura para o novo ano. Onde: bairro da Liberdade. Quando: pela manhã.

14 a 17 de janeiro CoURoMoDA 2008 Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1209, tel. 6226-0500. Quando: 14 a 16, das 10h às 20h; 17, das 10h às 17h. Saiba mais: www.couromoda.com. De 16 a 21 de janeiro SÃo PAUlo FAShIoN WEEK (Inverno 2008) Onde: Bienal de São Paulo. Parque do Ibirapuera, Portão 3, tel. 5576-7600.

25 a 29 de janeiro 11a FEIRA INTERNACIoNAl DE oDoNToloGIA Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi. Av. Olavo Fontoura, 1209, tel. 6226-0500. Quando: das 10h às 20h.

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fevereiro 2008

domingo 31 de dezembro 83ª CoRRIDA DE SÃo SIlVESTRE Onde: Avenida Paulista, em frente ao MASP. Quando: às 16h30. Saiba mais: www.saosilvestre.com.br.

segunda terça quarta quinta sexta sábado domingo segunda terça quarta quinta sexta

16 de janeiro ShoW DA BANDA AUSTRAlIANA AIR SUPPlY Onde: Tom Brasil Nações Unidas. R. Bragança Paulista, 1281 (Chácara Santo Antônio), tel. 2163-2000. Quando: às 21h. Quanto: de R$ 120 a R$ 200.

sábado domingo segunda terça quarta quinta sexta sábado domingo segunda terça quarta

24 a 27 de janeiro EXPo NoIVAS & FESTAS Onde: Centro de Exposições Imigrantes. Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, tel. 5067-6767. Quando: das 14h às 22h. Saiba mais: www.exponoivas.com.br.

quinta sexta sábado domingo segunda terça quarta quinta sexta sábado

1 a 8 de fevereiro CARNAVAl 2008 Onde: Arena Skol Anhembi (Pólo Cultural). Av. Olavo Fontoura, 1209, tel. 6226-0500.

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14 a 17 de fevereiro ABIMAD 2008 (Feira Brasileira de Móveis e Acessórios de Alta Decoração) Onde: Centro de Exposições Imigrantes. Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, tel. 5067-6767. Saiba mais: feira.abimad.com.br.


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Lá fora

O transporte urbano ao redor do mundo

ESTaDOS UnIDOS

ÁFRICa

a babel de Manhattan Segundo dados da prefeitura local, 90% dos cerca de 40 mil taxistas de Nova York são estrangeiros. Eles vêm de nada menos que 85 países diferentes. Veja quais são as nacionalidades campeãs entre os taxistas nova-iorquinos (em porcentagem):

Paquistão Bangladesh índia haiti Egito Países da ex-União Soviética Gana República Dominicana Marrocos China

Por Fernanda Meneguetti

14,4 13,6 10,2 9,6 4,6 4,4 3,0 2,0 1,8 1,6

VIETnÃ

abraçando o motorista

Táxi das selvas Muitas vilas na África Ocidental oferecem um meio de locomoção chamado brousse, uma espécie de “táxi dos matagais”, que em geral não passa de uma perua bem velha transformada em lotação. Os brousses não costumam fazer paradas no meio do trajeto. Vão de um ponto a outro da cidade ou de uma cidade a outra. E também não trabalham com taxímetro, mas com tarifas fixas. Além disso, o serviço não tem horário certo. Só sai quando houver no mínimo sete passageiros pagantes. Acredite: este é o jeito mais rápido de se locomover em lugares remotos como a Costa do Marfim ou o Senegal.

TaILÂnDIa

Carona no elefante

Não é qualquer elefante que pode servir de táxi na Tailândia, já que por lá se acredita que, dependendo de sua vida passada, o bicho pode não ser muito gentil com os passageiros. Felizmente, os animais costumam ser conduzidos por “taxistas” experientes. O elefante é um dos meios de transporte mais antigos do Sudeste Asiático. E mais: nada poluidor. Mas, como os bichos não vêm com taxímetro, recomenda-se combinar o preço antes da partida.

No Vietnã, um dos táxis mais comuns é o xe om, uma bicicleta motorizada em que o passageiro senta no banco de trás. O nome esquisito significa, em vietnamita, “veículo de abraçar”, o que explica a necessidade eventual de agarrar o motorista para não voar da bicicleta. Outra opção nas ruas do país, igualmente emocionante, é o cyclo (foto acima), uma espécie de riquixá em que o passageiro vai sentado na frente, enquanto o motorista pedala atrás. Aqui, é o pagante quem fica cara a cara com o trânsito caótico das ciadades vietnamitas. 18

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TÁXI DE FROTA

Bom para o motorista...

... bom para o passageiro.

Na cidade do desenvolvimento, os táxis de frota ocupam importante papel social e econômico. Em São Paulo, são mais de 4 mil carros que transportam mensalmente 2 milhões de passageiros e rodam 20 milhões de quilômetros, consolidando essa modalidade de transporte e proporcionando inúmeras vantagens para motoristas e passageiros.

Vantagens para o passageiro

Vantagens para o motorista • Frota nova, com modelos variados • Frotas pagam impostos e taxas municipais • Táxis ficam 24 horas com o motorista • Taxistas podem utilizar o táxi quando e como quiserem • Manutenção gratuita e equipe de socorro • Seguro de vida para o motorista e filiação ao Sindicato dos Motoristas de Frotas, permitindo ao motorista e à sua família contar com médicos, dentistas e colônia de férias • Inicia-se na profissão sem investir na compra de um táxi

• Motoristas qualificados por escolas autorizadas pela Prefeitura • Carros novos, com idade média de 2 anos • Manutenção preventiva, revisão e vistoria constantes • Táxis submetem-se à Inspeção Técnica Veicular em empresas credenciadas pela Prefeitura • Frota verde – 95% da frota constituída por veículos movidos a álcool ou gás natural, menos poluentes • Taxímetros aferidos pelo IPEM (Instituto de Pesos e Medidas) • Segurança. Os carros são facilmente identificados por adesivos • Recuperação de bagagens e objetos esquecidos Mais qualidade no seu direito de ir e vir.

Iniciativa

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“No trânsito, a mulher é a melhor”

Paulistanos

Karin Poernbacher Munhoz Couto Idade: 37 anos Onde mora: Consolação Profissão: taxista

Ela não conhecia a cidade nem sabia dirigir. Mas pegou firme no volante Por Ivan Fornerón

K

arin nasceu em Porto Alegre, formou-se em Salvador e foi comerciante em Fortaleza. Chegou a São Paulo há dois anos, como quase todo o mundo que chega aqui: atrás de trabalho. No caso dela, uma vaga como secretária numa empresa. Mas, como nenhuma entrevista de emprego se mostrou promissora, resolveu dar ouvidos à estranha sugestão do cunhado, motorista de táxi: “Por que você não vira taxista?”. Pois virou. “Gostei da idéia e pronto”, diz, sem meias palavras. Tomou a decisão sem ter carteira de motorista, sem saber dirigir e, pior, sem conhecer uma rua sequer da cidade. Meros detalhes, que Karin tratou logo de acrescentar em seu currículo. Em menos de seis meses, aprendeu a dirigir, tirou a carta e fez um curso de formação para taxistas (de 4 a 6 horas diárias, durante mais de um mês). Só

ficou faltando o mais importante: tornar-se íntima da cidade de São Paulo. “No meu primeiro dia na rua, eu estava completamente perdida. Nem sabia para onde ir.” Hoje, de segunda a sexta, Karin percorre as ruas paulistanas o com a habilidade no volante que só um morador antigo da metrópole consegue demonstrar. Enquanto isso, coleciona histórias do banco de trás: maridos que se queixam das esposas, avós que brigam com as Fotos: Érico Hiller

Karyn em ação: melhor que muito homem

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netas, executivos que exercitam sua tensão pendurados ao celular. “O melhor da profissão é que os passageiros e os itinerários mudam o tempo todo. É sempre imprevisível”, afirma. Sem falar na satisfação de ouvir de seus clientes que se sentem mais seguros sendo conduzidos por um taxista do sexo feminino. Preconceito? Se houve, Karin nunca notou. Diz que sempre teve o apoio de seus colegas mais experientes e que jamais se sentiu discriminada por ser mulher numa atividade em que os homens somam mais de 95%. E até acha certa graça nas cantadas que freqüentemente recebe dos passageiros, encantados com seu belo sorriso e seus olhos azuis. Entende como elogio, não dá bola e afirma que nunca precisou “descer do salto” para se fazer notar como profissional. Como se não bastasse o batente de 10 horas diárias, Karin ainda é mãe de uma menina de 10 anos, com quem mora sozinha. Jornada dupla de trabalho, portanto. Enquanto a mãe trabalha, a garota passa o dia na escola e nas aulas de balé e natação. As duas só se vêem às oito da noite, quando Karin chega em casa. A taxista ainda tem tempo para brincar com a filha, cuidar do lar e navegar pela internet, para manter-se sempre bem informada. Paciência, segundo ela, é o elemento principal para encarar o dia-a-dia. E afirma: “No trânsito, a mulher é a melhor”.


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Marcha

a ré

Uma viagem ao passado do

transporte urbano

breve história

Por Fernanda Meneguetti

do taxímetro 1920

um táxi não seria um táxi se não fosse esta engenhoca

É

este aparelhinho que define que um táxi é um táxi, e não um carro qualquer. Tão importante que os próprios romanos já teriam inventado algo parecido há milhares de anos. Acredita-se que, no tempo dos césares, algumas charretes tinham uma espécie de contador que liberava bolinhas periodicamente. Assim, ao final do trajeto, o passageiro pagava de acordo com o número de bolinhas liberadas. Mais de mil anos depois, na China, carroças puxadas por animais ou mesmo por homens também possuíam uma espécie de medidor. A invenção chinesa contava com um tambor que ressoava a cada vez que o motorista percorresse 1600 metros, quase uma milha. Mas nada foi tão genial quanto a geringonça inventada pelo engenheiro alemão Wilhelm Bruhn em 1891: acoplado à roda dianteira, o aparelho conseguia registrar a distância percorrida com precisão inédita. Assim, era possível calcular o preço exato da corrida e evitar que os cocheiros abusassem do valor cobrado do passageiro (eles, obviamente, odiaram a idéia). Combinando palavras em grego e latim, Bruhn batizou sua descoberta de taxímetro, ou “medidor de taxas”. Se hoje você grita “Táxi!” na rua, é por causa do alemão. O nome do veículo nada mais é do que a abreviação de “taxímetro”.

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1940

1960

1970

os taxímetros de hoje são quase um minicomputador

O aparelho começou a ser usado no ano seguinte em Berlim, e de lá espalhou-se pela Europa. Em 1907, já era obrigatório nas ruas de Londres. O modelo, inclusive, era mais avançado: calculava as tarifas combinando tempo e distância. Ou seja, quando o táxi se locomovia, o taxímetro gravava a quilometragem percorrida; quando estava parado, calculava o tempo gasto. Nesses primeiros modelos, o relógio que marcava o tempo de espera precisava ser ajustado à mão toda vez que o veículo parava. No Brasil, os primeiros taxímetros começaram a ser usados na década de 20 no Rio de Janeiro. Eram importados da Alemanha. Nosso país só começou a fabricálos três décadas depois, na mesma época em que a Europa começava a desenvolver um taxímetro com relógio elétrico, semelhante ao que se usa hoje. Desde então, a engenhoca começou a desfrutar cada vez mais dos avanços da tecnologia. O taxímetro que você conhece hoje possui microprocessadores que diferenciam os movimentos do carro e atribuem um valor inicial, como os R$ 3,50 cobrados em São Paulo. Eles estão acoplados ao odômetro, uma peça presa ao eixo do carro que envia pulsos elétricos conforme o carro roda. E, a cada quilômetro percorrido, a conta aumenta. Vale lembrar que, quando o táxi está parado, o taxímetro não recebe os pulsos elétricos, mas nem por isso a corrida fica mais barata. Em São Paulo, um minuto parado significa R$ 0,41 a menos no bolso do passageiro. Os modelos mais modernos já vêm com uma mini-impressora (que solta um tíquete com todos os dados da corrida), GPS e até leitor de cartão de crédito.

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OS DEUSES ESTÃO NO MASP. OFEREÇA SEU TEMPO A ELES. “A ARTE DO MITO” VENHA VER O ACERVO PERMANENTE DO MASP EM UMA MONTAGEM SURPREENDENTE: OBRAS DO SÉCULO XIV AOS DIAS DE HOJE QUE RETRATAM OS MITOS DE HÉRCULES, AFRODITE E MUITOS OUTROS. GRANDES NOMES COMO RENOIR, PICASSO, DELACROIX E NICOLAS POUSSIN.

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oNtEM E HoJE 1903

Por Fernanda Meneguetti

Construção da Catedral da Sé vista a partir da Rua Quintino Bocaiúva fotografado por JB Duarte

Prefeitura de São Paulo. Departamento do Patrimônio Histórico. Divisão de Iconografia e Museus. Seção de Arquivos e Negativos.

Prefeitura de São Paulo. departamento do Patrimônio Histórico. divisão de Iconografia e Museus. Seção de Arquivos e Negativos

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Érico Hiller

2007

Em 100 anos, o Viaduto do Chá foi quase engolido pela paisagem da cidade

N

a época em que o Viaduto do Chá foi construído, o centro de São Paulo era praticamente um sítio: havia vacas e plantações de legumes, de verduras e de chá. A idéia de um elevado facilitava em muito a travessia do vale do Anhangabaú, principal ligação entre o norte e o sul da capital. Foi assim que, em 1879, o arquiteto francês Jules Martin apresentou o projeto do primeiro e mais célebre viaduto paulistano, unindo a rua Direita à Barão de Itapetininga, sobre o Morro do Chá. Os trabalhos começaram com quase 10 anos de atraso e, depois de um mês, foram interrompidos pela resistência dos moradores da região. Há quem diga que as obras só foram reiniciadas porque a população empunhou suas próprias picaretas e saiu dando marretadas nos sobrados da região, como o do Barão de Tatuí (que mais tarde veio a nomear uma das ruas da área). A estrutura de mais de 240 metros de comprimento foi inaugurada pelo presidente Bernardino de Campos no dia 6 de novembro de 1892. No começo, a Companhia Ferrocarril cobrava um pedágio de três vinténs para quem quisesse atravessar. Na maioria das vezes, passavam os ricos atrás de lojas, restaurantes e, mais tarde, do Teatro Municipal, erguido em 1911. Mas a cidade cresceu tanto que a estrutura de metal alemão e assoalho de madeira já não suportava o número de pedestres. Agüentaria ainda menos os bondes elétricos que chegavam a São Paulo. Em 1938, o viaduto foi demolido e reerguido em concreto com o dobro de largura. Está lá até hoje. tÁxidez07/jan08

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o PNEu NoSSo dE CAdA diA Por Ivan Fornerテウn

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10 respostas para todas as perguntas que você tinha sobre pneus

S

e você é do tipo que só se lembra dos pneus na hora em que precisa tirar o macaco do porta-malas, saiba que eles são muito mais importantes do que você imagina. Sem pneus, não há carro, certo? Pois então por

que a maioria das pessoas não dá a mínima para eles? Uma resposta possível: os pneus existem para que você não se preocupe com eles. Quando você tem a sua segurança e o seu conforto garantidos, é natural não perder tempo pensando nas rodas. Isto, porém, não quer dizer que você não tenha que fazer a sua parte: cuidar bem dos pneus do seu carro significa não só proteger a sua vida, como também o seu dinheiro. Nas próximas páginas, você vai conhecer um pouco mais deste órgão vital do seu carro e descobrir algumas dicas sobre como aumentar a vida útil dele. tÁxidez07/jan08

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1. Quem inventou o pneu? O primeiro passo foi dado por ninguém menos que o americano Charles Goodyear (sim, aquele da marca) em 1839. Ao submeter uma mistura de látex e enxofre a altas temperaturas, ele acabou descobrindo a borracha vulcanizada, de consistência bem firme. A indústria logo percebeu o quanto este novo material poderia ser útil, e em pouco tempo já se estavam fazendo rodas revestidas de borracha maciça. Dirigir com elas, porém, não era nada confortável. Cansado de ver o trabalho danado que seu filho tinha ao conduzir seu triciclo, o veterinário escocês John Boyd Dunlop teve então a brilhante idéia de revestir a roda com tubos de borracha e enchê-los de ar. Estava criado o pneumático (derivado do grego pneuma, “sopro”). Dunlop patenteou a invenção em 1888, mas descobriu que não tinha sido o único a reinventar a roda. Outro escocês, Robert William Thompson, já o tinha feito em 1846, com patente e tudo. Em 1891, mais um nome famoso veio a se juntar à lista dos inventores: o francês Édouard Michelin. Foi sua a idéia de criar um pneumático que pudesse ser trocado a qualquer momento (os anteriores eram colados à roda). Três anos depois, o mesmo Michelin desenvolveu o pneu para automóvel, já praticamente no formato com que o conhecemos hoje.

2. Por que os pneus são pretos? Por causa de uma substância chamada pó-de-sapato, ou negro-de-fumo. Semelhante à fuligem, ela se forma a partir da combustão de produtos ricos em carbono. Pode ser encontrada em tintas de impressora, em mangueiras e no papel-carbono. As primeiras rodas de borracha eram brancas, cor do látex. O pó-de-sapato só foi incoporado em 1885, pela companhia BF Goodrich, para que a sujeira das ruas não fosse notada. Pois acabaram descobrindo que a tal substância não só tingia a borracha de preto como fazia a roda durar cinco vezes mais. Hoje o negro-de-fumo é usado para aumentar a resistência do pneu. 28

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3. Quais são as partes DE um pneu? A lateral do pneu costuma ser chamada flanco ou costado. Deve ser bem flexível, pois acompanha todo o movimento do pneu

Os sulcos são as ranhuras feitas na banda de rodagem. São desenhados para melhorar a tração, controlar a direção, fazer o ar circular e escoar a água

O ombro é a parte do pneu entre os flancos e a banda de rodagem. Serve de apoio nas curvas

A área com que o pneu toca o chão é denominada banda de rodagem

As cintas de aço ficam entre a carcaça e a banda de rodagem, e ajudam a estabilizar o pneu

Os talões são arames de aço altamente resistentes que prendem o pneu à roda A carcaça é o esqueleto do pneu, feita com uma trama de fios de náilon ou poliéster conhecidos por cordonéis. Cada camada de cordonéis forma a lona. Quanto maior a quantidade de lonas sobrepostas, maior a resistência do pneu


4. Como posso saber as características dos pneus do meu carro? Todo pneu traz em sua lateral um código repleto de informações, uma espécie de RG que identifica o tipo, o tamanho e até a velocidade e o peso que ele pode suportar. Confira:

175

70

R

A primeira informação é a largura do pneu, expressa em milímetros

Este número indica a relação entre a altura da lateral e a largura do pneu. Neste caso, o comprimento da lateral equivale a 70% da largura. Quanto maior o número, mais distante o aro do chão

Se a letra for R, é sinal de o que o pneu é radial (cujas lonas são dispostas de forma perpendicular à banda de rodagem). Se for D, o pneu é diagonal (cujas lonas são dispostas na diagonal, cruzadas)

13 Este é o diâmetro do aro, medido em polegadas, em que o pneu deve ser colocado 0 R 13 175/7

Um pneu tem só 25% de borracha. O resto é cobre, poliéster, náilon, aço, enxofre e uma substância chamada pó-de-sapato. É ela quem faz os pneus serem pretos

82 T

5. Como eles são feitos?

82

T

Aqui você pode saber o quanto de peso o pneu suporta. Cada número é um índice que equivale ao peso real. O número 82, por exemplo, indica que o pneu agüenta 475 quilos. Se o número for 80, o peso será de 450 quilos. Se for 85, será 515 quilos. E assim por diante

A letra final significa a velocidade máxima à qual o pneu pode chegar. Alguns exemplos: R são 170 km/h; S são 180 km/h; T, 190 km/h

Se você acha que a borracha é o principal componente de um pneu, saiba que ela responde por apenas 25% de sua estrutura. O resto é uma combinação de poliéster, náilon, arames de aço, cobre, enxofre, pó-de-sapato e pigmentos químicos. Um pneu não poderia ser tão resistente se fosse feito apenas com a matéria-prima que jorra das seringueiras. As diversas partes do pneu – banda de rodagem, talões, lonas – são produzidas em máquinas diferentes. Uma vez montados, todos os componentes formarão o chamado “pneu verde”, que será submetido à vulcanização. Nesta etapa, o pneu é posto dentro de um molde e prensado a 300º C; depois de 15 minutos, sairá com as raias e os sulcos impressos na banda de rodagem. A alta temperatura ajuda a curar a borracha e a ligar firmemente todos os componentes. E o pneu já está pronto para rodar. tÁxidez07/jan08

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6. Que cuidados eu devo tomar para não encurtar a vida útil do pneu? Adote como hábito quatro medidas essencias: calibragem, alinhamento, balanceamento e rodízio. A mais importante sem dúvida é a calibragem, ou seja, a regulagem da pressão do ar. Pode parecer exagero, mas os fabricantes recomendam que os pneus sejam calibrados pelo menos uma vez por semana, e sempre quando estiverem “frios”, ou seja, quando tenham rodado no máximo 2 quilômetros (para evitar que o ar quente altere a calibragem do pneu). E quais são os riscos se a pressão estiver muito baixa? Bem, a falta de ar pode diminuir a estabilidade nas curvas, desgastar os “ombros”, produzir rachaduras na carcaça e ainda aumentar o consumo de combustível. Aumentar a pressão além do recomendado também não é uma boa: o excesso de ar pode desgastar a banda de rodagem (e fazer com que o pneu dure menos), provocar rachaduras nos sulcos e deixar o pneu mais propenso a estourar.

Pressão baixa

Pressão normal

Pressão alta

Se, ao dirigir, o carro estiver puxando para um dos lados, é sinal de que as rodas estão desalinhadas. Isto pode acontecer quando a suspensão sofre algum tipo de impacto, como o provocado por buracos ou meio-fio. Se você não fizer o alinhamento, o carro permanecerá instável e os pneus podem se desgastar de forma mais rápida. Com o balanceamento, o peso sobre as rodas é uniformizado, o que evita que o pneu se desgaste de maneira desigual. A recomendação é que seja feito a cada 10 mil quilômetros, a cada troca de pneu ou a cada rodízio. O chamado “rodízio” de pneus é uma ótima maneira de compensar a diferença de desgaste entre as rodas dianteiras e traseiras. Fazê-lo a cada 5 mil quilômetros significa estabilidade 30

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e desempenho renovados. Se os pneus forem radiais, a forma correta de fazer o rodízio é em linha reta: os de trás trocam de lugar com os da frente, mas sem inverter o lado (os da esquerda continuam na esquerda, por exemplo). Já os pneus diagonais devem fazer o rodízio em cruz: os de trás vão para a frente, no lado oposto (o pneu traseiro da esquerda vai para a dianteira direita), enquanto os da frente vão para trás sem trocar de lado (o que estava na dianteira direita vai para a traseira direita). Confuso? Veja a imagem abaixo: Pneus radiais

pneus nesse nível de desgaste, e o carro pode ser apreendido. A maioria dos fabricantes traz a sigla TWI (Tread Wear Indicator) como indicador de desgaste, mas o alerta também pode aparecer na forma de triângulos ou de pontos vermelhos.

TWI

TWI

Pneus diagonais

Enquanto você estiver dirigindo, os cuidados com a manutenção do pneu não diminuem. Fique de olho, por exemplo, em buracos e poças d´água, grandes inimigos. O excesso de velocidade também desgasta mais rapidamente os seus pneus. Além disso, sempre é bom moderar nas curvas e nas freadas, assim como evitar subir em guias de calçada ou raspar o pneu no meio-fio. Não custa nada também verificar se não há objetos que às vezes ficam cravados nos sulcos, como pedrinhas, cacos de vidro, grampos, tachinhas e pregos. Eles podem causar cortes e agilizar o desgaste.

7. Como eu sei quando é a hora certa de trocar o pneu? Olhando para o “ombro” do pneu, logo acima da lateral. Por determinação legal, todos os pneus trazem uma marca, na verdade um alerta, que só se pode ver quando os sulcos atingem a profundida de 1,6 milímetros. É sinal de que o pneu já está careca e pode causar sérios acidentes. Além disso, é ilegal dirigir com

8. Qual é a diferença entre pneu recapado, recauchutado e remoldado? Todos eles fazem parte dos chamados pneus reformados, ou seja, pneus usados que passaram por algum tipo de renovação. No pneu recapado, a banda de rodagem (a parte que toca o chão, aquela das riscas) é substituída por uma nova. Este tipo de reforma é usada só em ônibus e caminhões. No pneu recauchutado, a troca se estende até os “ombros”, enquanto no pneu remoldado (ou “remold”, como dizem), a banda de rodagem, os ombros e toda a lateral recebem uma nova camada. Como uma reforma maior, o pneu remoldado é o mais caro de todos.

9. Devo comprar sempre pneu novo? Os especialistas no assunto são categóricos: pneu bom é pneu novo. Mas como competir com um produto que pode chegar a custar a metade do preço? Ana Carolina Matragrano Guimarães, comerciante que há 14 anos trabalha no comércio de pneus, reconhece: “Com a situação financeira em que vive o país, hoje


muitos motoristas optam por pneus de segunda linha, ou mesmo remoldados ou recauchutados. Isto aumenta o risco de acidentes.” Ela se refere ao fato de que, nos pneus reaproveitados, os reparos costumam comprometer o desempenho do veículo, a tal ponto que podem comprometer inclusive a sua segurança. É verdade que a qualidade dos pneus remoldados vem melhorando a cada dia, mas não há nada como a tradição centenária que está por trás das grandes marcas. Pneus novos custam mais caro, mas certamente trazem menos dor de cabeça. Há uma opção intermediária, que é a de comprar pneus novos de segunda linha, também vendidos pelos principais fabricantes. A garantia é a mesma, de 5 anos, mas são produtos feitos com materiais de qualidade inferior. Os próprios fabricantes alertam que o preço está diretamente relacionado à qualidade. Custam em geral 40% mais baratos, mas também são 40% piores.

Ainda assim, nosso país continua com o incrível número de 1 milhão de toneladas em pneus velhos para se desfazer. Diante disso, a questão central é: como garantir uma utilidade econômica para o pneu usado sem agredir o meio ambiente? Esta é uma pergunta que vem sendo feita em todo o mundo. Algumas respostas já surgiram, e elas vieram cheias de criatividade: de arrimo para muros a solado de sapatos, de uso para pavimentação a brinquedos, de objetos de decoração a ferramentas, e até como material para escultores e artistas plásticos. No Brasil, empresas, ONGs, escolas e prefeituras têm se mobilizado para coletar pneus velhos junto à população e mandá-los para a reciclagem. Para quem tem interesse, algumas prefeituras mantêm postos de coleta (em São Paulo, ligue 156 para saber onde fica o posto mais perto da sua casa). Algumas empresas também possuem esse serviço, mas só fazem a retirada em grande quantidade. Veja que interessante: você pode ampliar a vida dos seus pneus mesmo quando já não lhe servem mais.

No Brasil, são 100 milhões de carcaças de pneus velhos abandonadas a céu aberto. Qual a solução? Investir em reciclagem e fazer o seu pneu durar mais

10. Para onde vai um pneu usado? O destino dos pneus é uma questão que preocupa não apenas os ambientalistas, mas também os fabricantes. Todo ano, o número de pneus jogados fora no Brasil chega a 35 milhões. Uma parte vai para aterros sanitários, mas o custo é muito alto, pois o pneu precisa ser desintegrado para não ocupar tanto espaço. Outra parte, ainda pequena, é destinada à reciclagem. O resto, porém, fica abandonado a céu aberto. Estima-se que haja mais de 100 milhões de carcaças espalhadas pelo Brasil. Cada uma delas levará 50 anos para se decompor. Enquanto isso, será criadouro de mosquitos transmissores da dengue e, quando queimada, liberará uma fumaça tóxica que acelera o efeito-estufa e contamina os rios. Parte do problema começou a ser resolvida em julho deste ano, quanto o governo brasileiro obteve uma grande vitória numa disputa travada na Organização Mundial do Comércio: a lei que obrigava o país a importar pneus remoldados vindos da Europa foi derrubada. Para fabricantes e governos europeus, o modelo era uma excelente solução; além de lucrarem com isso, ainda exportavam o lixo deles para os países em desenvolvimento, especialmente o Brasil. Nós chegávamos a comprar em torno de 10 milhões de pneus europeus usados por ano. tÁxidez07/jan08

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A nossa mais completa

tradução Por Ivan Fornerón

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Fotos Érico Hiller


Nada explica melhor a loucura de Sテ」o Paulo do que a Praテァa da Sテゥ tテ』idez07/jan08

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E

m qual recanto de São Paulo você se depara com mendigos, padres, taxistas, freiras, ambulantes, policiais, profetas, estudantes, índios, advogados, prostitutas, estagiários, donas de casa, turistas (nacionais e internacionais), cachorros... quer mais? Pipoqueiros, pamonheiros, lixeiros, sindicalistas, artistas, batedores de carteiras... mais ainda? Ciganas, livreiros, office-boys, carteiros, professores, equipes de tevê, crianças, fanáticos religiosos, religiosos menos fanáticos, ateus, um cabeleireiro, plaqueiros (“compro ouro, tiro foto e atestado de saúde”), bêbados, médicos, panfleteiros, tudo ao mesmo tempo, já, agora, no mesmo instante, em meio a palmeiras imperiais margeando uma enorme rosa-dos-ventos e uma imponente Catedral? É claro que só pode ser a Praça da Sé! Onde mais? Engana-se quem pensa que esse cenário seja um pandemônio. Aliás, está muito longe disso. Todos esses cidadãos, ainda que pareçam personagens, são reais. E eles encontram na praça mais importante de São Paulo um convívio que parece ser impossível em qualquer outro canto da cidade. Trata-se de uma harmonia muito

Que outro lugar, em São Paulo, reúne mendigos, pastores, índios, artistas e turistas? particular, onde cada grupo de pessoas foi conquistando seu espaço ao mesmo tempo em que aprendia a lidar com a eterna bagunça do lugar. E todo o mundo se respeita. A Praça da Sé existe há pelo menos 400 anos, e nesse tempo todo nunca se viu livre das inquietações que tanto marcaram esta cidade. Chegou mesmo a ser palco de grandes manifestações populares, como a passeata contra Getúlo Vargas em 1932 (que levaria à Revolução Constitucionalista), a marcha de apoio ao golpe militar em 1964 e, principalmente, o comício das Diretas Já em 1984, que reuniu 1 milhão e meio de pessoas – a maior manifestação da história do país. A agitação da cidade também se traduziu na infinidade de transformações que a Praça da Sé sofreu. O lugar que conhecemos hoje nada mais é do que o resultado de um interminável

Tem sempre alguém na praça fazendo pregação. E tem sempre um monte de gente em volta

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ciclo de construções, demolições e reconstruções que começaram no distante século 16, quando o lugar ainda se chamava Largo da Sé. A primeira Igreja Matriz foi construída em 1598, no lugar onde antes havia uma pequena capela. Só foi transformada em catedral em 1745, na mesma época em que se erguia outra igreja no Largo, a de São Pedro dos Clérigos. Ambas ficavam de frente para o que hoje é o prédio da Caixa Econômica Federal, vizinhas do Solar da Marquesa de Santos (que ainda está de pé). Mas logo se descobriu que essa primeira catedral já estava pequena para cidade que crescia. Vinte anos depois, foi demolida para dar lugar a uma nova. Mas São Paulo, como se sabe, não parou de crescer. Na virada para o século 20, o aumento da população e a riqueza do café começavam a exigir espaços cada vez mais amplos para


Praça da Sé no final do século 19: esta é a antiga Catedral, demolida em 1911. A casa do fundo é o Solar da Marquesa de Santos

dar conta desses tempos prósperos. Foi assim que a Sé, a partir de 1911, começou a viver sua transformação mais radical. A antiga Catedral e a igreja de São Pedro dos Clérigos vieram abaixo. No lugar do célebre Teatro São José (que ficava onde hoje é a praça João Mendes), uma nova Catedral começou a ser erguida. Levou nada menos que 90 anos para ficar pronta: embora tenha sido inaugurada em 1954, suas obras só foram oficialmente concluídas em 2002. Nos anos 70, a Sé passou por sua última grande reforma. Impulsionada pela construção do metrô, concluído em 1978, a prefeitura ti-rou do papel um amplo projeto de ampliação da praça, incorporando o traçado geométrico, as fontes e os espelhos d´água que estão lá até hoje. A reurbanização, a cargo do arquiteto José Eduardo de Assis Lefèvre, pressupunha, no entanto, o sacrifício de dois velhos conhecidos da cidade: o edifício Mendes Caldeira e o Palacete Santa Helena. A praça ganhou um quarteirão inteiro, e tamanho espaço não teve o menor problema para ser ocupado por uma multidão de pedestres e vendedores ambulantes. Mas é na década de 80 que o lugar atinge o insuportável, e nem mesmo o Marco Zero escapa de virar suporte para barracas que, àquela altura, vendiam até cobra em conserva. A Sé se transformara

A NÚMERO 1 Além de ser a primeira e a mais importante praça de São Paulo, a Sé também coleciona recordes imbatíveis. Veja: • É a praça com a maior concentração de obras de arte e de palmeiras imperiais na cidade; • Nenhuma praça paulistana tem maior volume de água em seus chafarizes e espelhos d´água; • É a praça com o maior número de pastores evangélicos por metro quadrado; • A estação de metrô Sé é a mais movimentada da metrópole; • Apesar do que se diz e pensa, nenhuma praça em São Paulo recebe tantos turistas; • Em 1975, a Sé testemunhou a primeira implosão feita no Brasil, a do edifício Mendes Caldeira;

numa imensa e intransitável feira, e os camelôs eram os reis da praça. Trombadinhas não perdoavam, e cruzar o local ou era penitência ou inexperiência de desavisado. Nos anos 90, a prefeitura promoveu uma faxina geral: todos os camelôs foram final-

mente retirados. E, pela primeira vez em mais de 15 anos, foi possível avistar o chão, a rosados-ventos e o Marco Zero. A nova reforma, porém, veio só em 2006: passarelas foram colocadas, jardins foram revitalizados e os antigos bancos foram substituídos por assentos antimendigos. Deu na mesma: um papelão aqui, uma trouxa acolá, e o novo banco continua acolhendo seus eternos moradores. Quem trabalha na praça garante que essas últimas reformas não mexeram tanto assim no ecossistema local. A Sé continua sendo, de certa forma, um lugar onde o governo não dá as caras. “Se eu ficar dentro do meu carro com um máquina, é o dia todo só fotografando assalto”, diz Laurípio, um dos 35 motoristas de táxi que fazem ponto aqui. Mas e a polícia? “Eles dizem que tem que ter flagrante”, afirma David, outro taxista. “Mas se a polícia tivesse vontade mesmo de pegar ladrão, faria um policiamento à paisana, como tinha antigamente.” Para ressaltar a ausência de policiamento, David também aponta os chamados “roleiros”: “Isso aqui é uma pouca-vergonha!”, diz, refe rindo-se a um comércio informal que surgiu há uns cinco anos na Sé. Dezenas de pessoas fazem rodas em plena praça para vender e trocar de tudo, como num leilão. São relógios, cetÁxidez07/jan08

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lulares, tintas de impressora e até cesta básica. A maioria, dizem, produto roubado. A relação com a Sé, por parte das sucessivas administrações municipais, sempre foi extremada: ou cuidados especiais ou completo abandono. Algumas organizações civis, como a Viva o Centro, felizmente têm desenvolvido um trabalho sério e competente para ajudar na recuperação da praça. Mas nada fará diferença se a preocupação não vier dos próprios paulistanos. A Sé tem tudo para ser linda como antigamente, mas para isso cabe a nós cobrar do poder público sua preservação e a segurança. Se ela é o exato centro de São Paulo, não é difícil deduzir que a cidade toda só têm a ganhar cuidando dela.

A Praça da Sé existe há 400 anos, mas já passou por duas grandes reformas MUSEU AO AR LIVRE

Você conhece o Espaço Cósmico ou a Nuvem Sobre a Cidade? E a Garatuja ou o Satélite, também não? E o Marco Zero? Ah, esse sim: se não conhece pelo menos já ouviu falar. Pois saiba que esse monumento que indica o ponto central da cidade é apenas uma das 21 obras de arte que fazem da Praça da Sé um verdadeiro museu ao ar livre. E o melhor: sem fila e sem ingresso! Cinco delas estão embaixo da terra, na estação de metrô, enquanto o resto amarga o anonimato, praticamente despercebido pela multidão.

GENTE DA SÉ

“Olha pra isso, vê se tem condição: só tem mendigo, pô! Essa praça é uma vergonha, tem muita coisa pra mudar. Eu tô aqui há 15 anos e conheço o dia-a-dia. Se não fosse o pessoal que sai do metrô, metade dos taxistas que estão aqui não tinha passageiro. Os turistas vêm conhecer a praça, saem da catedral e dão de cara com esse lixo todo. Querem é ir embora logo e não voltam mais. Fora a segurança. Você chega no guarda e fala: ´olha lá o senhor de idade sendo assaltado!’. Aí ele olha pra você e responde: ´você acha que eu não sei a minha obrigação?´ Aqui você tem que ser cego, surdo e mudo pra essas coisas.” José Carlos , 46, motorista de táxi

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“Noutro dia eu tava aqui lavando roupa e o policial já veio gritando: ‘Da próxima vez eu te dou com o cacetete nas costas, entendeu?’ E eu fiquei quieta, eu sei como é que é: se eu tivesse falado alguma coisa, ele tinha metido o cacetete em mim. Eu acho que a gente que é morador de rua tinha que ser tratado com mais respeito. Eu tinha uma carroça, retirava entulho dos prédios do centro, mas a prefeitura levou com tudo em cima. Hoje eu pego latinha de alumínio, mas quase tudo que eu ganho deposito numa conta que eu abri pras minhas duas filhas, que moram num abrigo. Enquanto eu não arrumar trabalho, não posso tirar elas de lá. Mas eu tenho muita fé em Deus, sabe, irmão? Eu vou arrumar um canto pra mim e sair da rua.” Denise, 32 anos, moradora de rua

“Trabalhei 28 anos como linotipista e tipógrafo, mas perdi a profissão para a evolução das máquinas. Com essas máquinas novas você tem que fazer curso, e eu não tive como fazer, então... Vim vender sorvete na Praça da Sé, mas é um trabalho muito penoso, viu? Então eu larguei e virei plaqueiro. A placa é mais leve de carregar. E tem sempre gente procurando alguma coisa. A procura maior é mesmo por atestado, mas às vezes até parece um casal em dificuldade vendendo as alianças de ouro. Fiscal não acha ruim, não. O perigo é o pessoal da rua, tem uns caras que são sangue ruim mesmo. Sai muita briga e até morte. Nossa salvação é a polícia. Se deixar, esse pessoal invade a praça toda.” Anselmo, 53 anos, plaqueiro


Interior da Catedral da Sテゥ: 90 anos para ficar pronta tテ』idez07/jan08

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UMA VOLTA PELO CENTRO de dia

Fotos: Érico Hiller

A Praça da Sé é uma atração em si, mas também pode ser um belo ponto de partida para se desvendar o centro antigo de São Paulo e descobrir um pouco da história da cidade – que, aliás, muitos paulistanos não conhecem. A decadência de anos passados está dando lugar a um novo bairro, cheio de projetos de revitalização. Esta é a hora de conhecer o centro. Por isso, preparamos aqui dois circuitos: um para se fazer de dia e visitar as principais atrações históricas; outro para se fazer de noite, freqüentando bares, restaurantes e casas de espetáculo.

O lugar onde nasceu a cidade de São Paulo já foi centro de catequese de índios, escola de jesuítas, sede do governo estadual e residência de bispo. Nos anos 50, chegou até a ser usado como estacionamento. A construção que vemos hoje no Pátio do Colégio é recente: começou a ser erguida em 1954 e só foi concluída em 1979. Reproduz o antigo colégio de jesuítas que havia aqui no século 17. Hoje é sede do Museu Anchieta, onde é possível ver uma parede de taipa do século 16, objetos indígenas, e ainda, um estranho pedaço do fêmur do padre José de Anchieta, fundador da cidade. Ao lado, o delicioso café merece uma pausa demorada. Praça Pátio do Colégio, nº 2, tel. 3105-6898 e 3105-6899. Aberto de ter. a dom., das 9h às 17h. Entrada: R$ 5,00.

A Praça do Patriarca é relativamente nova: foi aberta em 1922 para melhorar a circulação do trânsito no centro. O nome é uma homenagem a José Bonifácio. Entre seus vários atrativos, o mais importante é a Igreja de Santo Antônio, a mais antiga do centro de São Paulo. Construída em 1590, ainda preserva o altar rococó dos século 18, um dos mais bonitos da cidade (aberta de seg. a sex., das 7h às 18h; sáb. Até 9h30, dom. Até 10h40). Na praça fica também o Palácio Anhangabaú (também conhecido como Banespinha), construído nos anos 30 em estilo fascista para ser a sede da indústria Matarazzo. Hoje é a sede da prefeitura. No Edifício Lutécia, projetado por Ramos de Azevedo na década de 20, fica o Museu de Arte Brasileira, que pertence à Faap, um agradável centro de exposições (aberto de seg. a sex., das 10h às 18h; sáb., das 10h às 14h. Tel. 3662-7200). Quer mais? Ainda tem a Galeria Prestes Maia, um museu subterrâneo aberto para exposições temporárias.

Em 1647, nascia no Largo São Francisco um dos maiores conventos do Brasil. O Convento de São Francisco existiu até 1827, quando suas dependências passaram a fazer parte da Faculdade de Direito. O relógio que se vê hoje na fachada é de 1884, e o primeiro a decorar um edifício na cidade. No anos 30, o convento foi demolido para dar lugar ao prédio que hoje pertence à USP. Do antigo convento restam a Igreja de São Francisco, uma das mais bonitas da cidade, e a Capela da Ordem Terceira, cuja estrutura do século 18 ainda preserva paredes em taipa de pilão e pau-a-pique. Largo São Francisco, 133, tel. 3106-0081. Aberto diariamente, das 7h30 às 20h.

A Catedral Metropolitana foi erguida no estilo neogótico (uma recriação da arquitetura medieval), e é um das cinco maiores igrejas do mundo desse tipo. Levou 90 anos para ficar pronta. Pudera: tem 111 metros de comprimento, suas torres chegam a 92 metros de altura e foram usadas 800 toneladas de mármore na sua construção. Cabem nela até 8 mil pessoas. Foi reaberta em 2002, depois de uma longa reforma, mas ainda faltam alguns reparos, como o do maior órgão da América Latina, que não é tocado há 20 anos. Há missa todo dia, e, no domingo, visitas guiadas às 12h.

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O Palácio da Justiça existe desde o início do século 20, mas suas atividades como Tribunal do Júri foram desativadas em 1988. Hoje é um museu que preserva a memória do Poder Judiciário paulista, com dezenas de móveis, livros e fotografias. O interior é todo decorado com ouro e marfim. Aqui foram realizados alguns julgamentos famosos, como o do cantor Lindomar Castilho, o do cirurgião plástico Osmani Ramos e o do justiceiro mais famoso dos anos 80, o cabo Bruno. Praça Clóvis Bevilácqua, s/nº, 2º andar, tel. 3105-7533 e 3107-6687. Aberto de seg. a sex., das 13h às 17h. Entrada franca.

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O Solar da Marquesa de Santos é um dos edifícios mais antigos da cidade. Foi construído no século 18, mas entrou para a história da cidade por ter sido a casa de Maria Domitila de Castro, amante de Dom Pedro I. Quem passava pela rua às vezes podia ver a marquesa fumando na janela. Hoje abriga o Museu da Cidade de São Paulo, e entre os objetos expostos está a banheira da marquesa. Rua Roberto Simonsen, 136, tel. 3241-4238. Aberto de ter. a dom., das 9h às 17h. Entrada franca.

No lugar onde antes era a casa do cacique Tibiriçá, os monges beneditinos ergueram, em 1600, o Mosteiro de São Bento. O edifício já mudou de cara cinco vezes, e a versão atual é de 1922. O relógio e os vitrais vieram da Alemanha. Entre as relíquias que há lá dentro, estão a tumba do bandeirante Fernão Dias, uma réplica da Pietà de Michelangelo e a imagem de uma santa russa cravejada de rubis e pérolas. Na padaria do mosteiro, os monges vendem deliciosos bolos e pães depois da missa de domingo, às 10h. A missa é bem concorrida: trata-se da única na cidade acompanhada por cantos gregorianos. Largo São Bento, s/n, tel. 3328-8799. Aberto de seg. a sex., das 7h às 18; sáb., das 7h30 às 12h.

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Uma das igrejas mais antigas de São Paulo ainda de pé, a Igreja de São Gonçalo foi construída em 1756. Sofreu diversas reformas ao longos dos anos, mas o interior barroco e as paredes de taipa de pilão ainda estão lá. É freqüentada pela comunidade japonesa, e tem missa em japonês todo domingo de manhã. Praça João Mendes, 108, tel. 31068119. Aberto de seg. a sáb., das 7h às 19h; dom., das 7h às 12h.

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UMA VOLTA PELO CENTRO de NOITE

Fotos: Érico Hiller

Pode acreditar: o centro de São Paulo é ainda mais bonito de noite, quando as ruas estão vazias e os postes antigos banham os prédios e as praças com uma luz amarelada. Um passeio noturno pelo bairro (ainda que de carro) é a oportunidade de conhecer uma cidade que muitos paulistanos nunca viram. Como as atrações turísticas estão todas fechadas nesse horário, o circuito noturno do centro se concentra em espetáculos e restaurantes. A revitalização da área trouxe de volta também o vigor de alguns clássicos da noite paulistana.

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165 metros de altura: você nunca tomou um café tão alto assim, não é? Os 46 andares do Edifício Itália, inaugurado em 1965, fazem dele uma das construçõs mais altas de São Paulo. No 41ª andar fica o Terraço Itália, onde você pode desfrutar de um de seus quatro ambientes, incluindo um piano bar e um restaurante que oferece jantar dançante. Além de, é claro, admirar a vista mais impressionante da cidade. Avenida Ipiranga, 344, tel. 2189-2929. Jantar dançante: de ter. a sáb., das 21h às 2h.

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Foi nos anos 50 que a combinação entre artistas, admiradores de arte e um papo prolongado selou a tradição do Bar do Museu, criado pela Associação dos Amigos do Museu de Arte Moderna (MAM). Originalmente situado na Rua 7 de Abril, desde 1978 ocupa uma sobreloja ao lado do Copan, repleta de quadros de pintores como Volpi e Aldemir Martins. O clima boêmio, porém, continua inabalável. Rua José Paulo Mantovani Freire, bloco C (altura do nº 324 da Avenida Ipiranga), tel. 3259-0157. Aberto todos os dias das 17h30 até o último cliente, mas a entrada só é permitida até as 21h.

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Desde que foi fundado em 1948, o Bar Brahma logo firmou-se como um agitado ponto de encontro de músicos, poetas e líderes políticos. Em seus anos de glória, ouviu Vicente Celestino, Adoniran Barbosa, Cauby Peixoto e Ângela Maria. Entrou em plena decadência na década de 70, chegou a fechar e reabriu em 2001, novo em folha. Hoje vive lotado, especialmente de turistas. Há shows todas as noites, regados a bom chope e petiscos. Na quinta, é dia de Demônios da Garoa. Convém reservar. Avenida São João, 677, tel. 3333-0855. Aberto de seg. a dom. Confira a programação no site www.barbrahmasp.com

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ANOTE HOTÉIS Novotel Jaraguá Rua Martins Fontes, 71, tel. 2130-8000, www.accorhotels.com.br Braston Rua Martins Fontes, 330, tel. 31562400, www.braston.com.br São Paulo Othon Classic Rua Líbero Badaró, 190, tel. 2173-5000 e 2106-0200, www. othonhotels.com.br

RESTAURANTES Divulgação

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Parada obrigatória, com ou sem fome, o Café Girondino leva o mesmo nome do afamado restaurante que, no século 19, era reduto da boemia paulistana. Nas suas paredes, fotos de uma São Paulo que lembrava a Europa. No térreo, o restaurante serve um pouco de tudo, até feijoada. No andar de cima, chope e porções. Rua São Bento, esquina com a Rua Boa Vista, tel. 229-4574 e 2291287. Aberto de seg. a qui., das 7h30 às 23h; às sex. até as 0h; aos sáb. até as 19h. Fecha aos dom.

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O Teatro Municipal surgiu em 1911, para substituir o Teatro São José (na praça João Mendes), vítima de um incêndio. O projeto, tido como arrojado para a época, é de Ramos de Azevedo, a grande estrela da arquitetura paulistana na virada do século. Desde então, já subiram em seu palco nomes como Maria Callas, Enrico Caruso, Arthur Rubinstein e Duke Ellington. A programação inclui óperas, concertos sinfônicos, balés, corais e recitais de música de câmara. Os preços variam de R$ 2 a R$ 40. Bilheteria: tel. 3222-8698. Para conhecer mais da história do teatro, é possível visitar de dia o Museu do Teatro Municipal. Fica embaixo do Viaduto do Chá e expõe figurinos, fotos e programas de concerto (aberto de ter. a dom., das 9h às 17h, tel. 3241-3815).

Famiglia Mancini A cantina italiana mais concorrida da cidade tem bufê de antepastos e massas variadas. Rua Avanhandava, 81, tel. 3256-4320. Aberto todos os dias para almoço e jantar. Le Casserole Retrato do tempo em que o Arouche era reduto de elegância, o restaurante serve há 50 anos comida francesa em ambiente refinado. Largo do Arouche, 346, tel. 3331-6283. Aberto de ter. a dom. (aos sáb., só para o jantar). Padaria Santa Tereza A padaria mais antiga de São Paulo, aberta em 1872, fica atrás da Catedral. Praça João Mendes, 150, tel. 3241-1735. Aberto todos os dias para o almoço. Pátio do Colégio Cozinha internacional num agradável ambiente ao ar livre, vizinho ao museu. Rua Roberto Simonsen, 122, tel. 3107-4205.

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O prédio em si, sede da primeira agência do Banco do Brasil em São Paulo, já é uma obraprima da arquitetura paulistana. Mas o melhor é que ele abriga o Centro Cultural Banco do Brasil, inaugurado em 2001 no coração do centro histórico. Conta com cinema, sala de concertos, teatro, salas de exposição, livraria e café. Programação de altíssima qualidade. Rua Álvares Penteado, 112, tel. 3113-3651. Aberto de ter. a dom., das 9h às 20h.

Na rua ou em galerias, as lojas da Barão de Itapetininga oferecem enorme variadade de produtos, principalmente roupas e calçados. Ferramentas de todo tipo podem ser encontradas há mais de 100 anos na rua Florêncio de Abreu. A loja mais famosa é a Casa da Bóia, aberta em 1898. Se você procura câmeras e equipamento fotográfico, então o endereço centro é a rua Conselheiro Crispiano, vizinha ao Teatro Municipal. A rua Barão de Paranapiacaba é o maior centro de compra e venda de jóias e objetos em ouro e prata no Brasil. tÁxidez07/jan08

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São Paulo : um mundo todo Com sua infinidade de culturas, comidas, serviços e produtos, São Paulo é mesmo um mundo todo. Porta de entrada para o Brasil e de saída para o planeta, a cidade reúne um grande número de consulados e representações de diversos países. Tanto quanto oferecer vistos de entrada e resolver trâmites legais, estes espaços podem ser ótimas fontes de pesquisa e informações sobre países e povos, do comércio ao turismo, da cultura à educação. Abaixo, alguns endereços de consulados em São Paulo. Alemanha Av. Brig. Faria Lima, 2092, 12° and Tel: 3097 6644 Argentina Av. Paulista 2313, sobreloja Tel: 3897-9522 Austrália Al. Min. Rocha Azevedo, 456, 2º and Tel: 3085-6247 Bolívia R. Oscar Freire, 379, 13.° and Tel: 3289-0443 Canadá Av. Nações Unidas, 12901, 16º and Tel: 5509-4343 Chile Av. Paulista, 1009, 10º and Tel: 3284-2044 China R. Estados Unidos, 1071 Tel: 3082-9877 Colômbia R. Ten. Negrão, 140, cj 92 Tel: 3078-0322 Coréia Av. Paulista, 37, cj 91 Tel: 3141-1278 Costa Rica R. Itapicuru 613, cj 13 Tel: 3875-3430 Cuba R. Cardoso de Almeida, 1991 Tel: 3873-4537 Dinamarca R. Oscar Freire, 379 Tel: 3061-3625 Equador R. Diogo Moreira, 132, cj 1308 Tel: 3032-9909 Espanha Av. Bernardino de Campos 98 Tel: 3059-1800

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Estados Unidos R. Henri Dunant, 500 Tel: 5186-7000 França Av. Paulista, 1842 ,14º and Tel: 3371-5400 Inglaterra R. Ferreira de Araújo, 741 Tel: 3094-2700 Grécia Av. Paulista, 2073, 23º and Tel: 251-0675 Holanda Av. Brig. Faria Lima, 1779, 3° and Tel: 3811-3300 Índia Av. Paulista, 925, 7º and Tel: 3171-0340 Itália Av. Higienópolis, 436 Tel: 3663-7800 Japão Av. Paulista, 854, 3º and Tel: 3254-0100 México R. Holanda 274 Tel: 3081-4144 Nicarágua R. Antonio de Mariz, 51 Tel: 3645-1868 Panamá R. Augusta, 1642, cj 6A Tel: 3266-2923 Paraguai R. Bandeira Paulista 600, cj 153 Tel: 3167-7793 Peru R. Venezuela, 36 Tel: 3063-5952 Portugal R. Canadá, 324 Tel: 3084-1800 Russia R. Groenlândia, 808 Tel: 3062-6268 Suíça Av. Paulista, 1754 Tel: 3372-8200 Uruguai R. Estados Unidos 1284 Tel: 3085-6492 Venezuela R. Gal. Fonseca Teles, 564 Tel: 3887-2318


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fique de olho nos buracos e nas pistas molhadas: podem ser armadilhas perigosas

aQuaPlaNaGEM Taí um grande perigo: ao passar sobre uma lâmina de água, o carro pode perder o contato com o chão e deslizar segundo a própria vontade. E você, o motorista, perde totalmente o controle sobre o veículo.

1

Na chuva, mantenha distância do carro à sua frente e procure dirigir sobre o rastro deixado por ele. Alta velocidade, jamais.

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Mesmo sem chuva, diminua a velocidade antes de passar sobre poças d´água.

4

Nunca ande com pneus carecas. Eles diminuem o atrito com o chão.

Se o seu carro estiver aquaplanando, evite movimentos bruscos. Tire o pé do acelerador e vá freando devagar.

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1

Verifique sempre o estado de conservação dos amortecedores. Veja no manual do seu carro quando deve ser feita a substituição.

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2

Numa cidade cheia de ruas esburacadas, é preciso estar de olho. o excesso de solavancos provocados por buracos pode comprometer seriamente os pneus e a suspensão.

Evite usar pneus de modelos ou dimensões diferentes do que o fabricante recomenda, para não desgastar demais a suspensão. 44

Marco Azevedo

Eles são essenciais na hora de aliviar o impacto dos pneus com o chão. Amortecedores gastos comprometem a estabilidade do veículo e podem levá-lo a capotar numa curva ou numa freada.

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1

Procure diminuir a velocidade antes de passar sobre o buraco. Nunca faça isso em cima dele, para não perder o equilíbro. Em ruas muito esburacadas, atenção redobrada.

2

Fique atento às poças d´água. Elas podem esconder um buraco maior do que você imagina.


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Edição 01 Dezembro 2007/ Janeiro 2008

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qualidade

de vida

por Davi Francisco*

MEXa-SE!

O trânsito da cidade está acabando com você? Está na hora de dar a volta por cima

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anoel é taxista há 40 anos. Trabalha desde os 18 no trânsito de São Paulo. São doze horas por dia dirigindo. Dorme apenas seis. Almoça rapidamente em algum bar perto do ponto. A comida é sempre pesada, cheia de gordura. Quando chega em casa, às nove da noite, parte da família já está dormindo. Janta sozinho, e despenca na cama, exausto. Lazer? Só no sábado, quando joga bola com os amigos. Como Manoel não tem preparo físico, fica mancando até terça-feira, sentindo as dores na canela e nas pernas. A dor às vezes é ruim, mas neste caso é boa: significa que o corpo de Manoel está acordado, está vivo. É dor de exercício físico. Para quem passa metade da semana sentado no assento do carro, enfrentando um dos trânsitos mais estressantes do planeta, botar o corpo para se mexer é mais do que fundamental para a própria sobrevivênvia. Manoel, no fundo, é um cara de sorte. Por causa da pelada no sabadão, ele está bem melhor do que muitos companheiros de trabalho cuja única atividade física é lavar o carro no fim de semana. Os motoristas de táxi estão entre os que mais sofrem nas ruas de São Paulo. Mas dirigir na metrópole dá tanto trabalho que isso acaba afetando todos os cidadãos que se dispõem a sair de casa sobre quatro rodas. Você já percebeu como aquele caminho que antes levava 20 minutos para ser percorrido agora leva 40? Pois é, tem carro demais em São Paulo. E não há nada que você possa fazer nesse sentido. Mas você pode, isso sim, tratar de melhorar a qualidade de vida dentro do seu carro. Em vez de reclamar do congestionamento, ligue o rádio. Ponha uma música, aproveite para relaxar tudo que você não relaxa em casa (de tão cansado que você chega do trânsito). Respirar fundo ajuda um bocado também. Se houver

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outro passageiro no carro, busque uma conversa construtiva, que ajude vocês a se conhecerem melhor. Dentro do carro, pode surgir uma amizade. Algo que, quem sabe, ajude a diminuir um pouco a solidão desta cidade. Quando chegar em casa, lembre-se de sua família. Ok, ela depende do seu trabalho. Mas também depende do seu afeto. Trabalhar demais pode trazer dinheiro para casa, mas não trará a felicidade dos filhos ou do cônjuge. Há outras formas de dizer que você gosta deles que não seja trabalhando: é dando atenção, brincando, abraçando, conversando. E pode acreditar: receber o carinho de quem você gosta fará você encarar o trânsito da cidade com a tranqüilidade de um monge tibetano. De resto, medidas para reduzir o estresse são sempre bem-vindas. Dormir bem é uma delas. Oito horas por dia é o recomendado. Fazer alongamento também é fundamental. Espreguiçar-se é uma delícia, não é? Pois é, estica todos os músculos do corpo e te deixa preparado até para a guerra. Comer de maneira saudável é obrigatório. Tente cortar a gordura, deixar de comer um torresminho de vez em quando e substituí-lo por uma salada, uma fruta. É tudo questão de acostumar-se. Manoel ainda tem muito que aprender. Mas já está no caminho certo. Num outro dia ele me disse que estava pensando em chegar mais cedo em casa e ficar mais tempo com a família. É isso aí. As pequenas decisões podem trazer um enorme benefício no futuro. É como depositar moedas no cofrinho. Uma a cada dia. Tempos depois, sem que você perceba, ele já estará com a pança cheia. Com a vida, é a mesma coisa. *Davi Francisco é taxista e professor de Educação Física da PUC-SP


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O melhor caminho da informação

Edição 01 Dezembro 2007/ Janeiro 2008

ESTRESSE

Como enfrentar o trânsito de alma lavada

PNEUS

Saiba tudo sobre eles

 

VOCÊ CONHECE O

CENTRO?

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Horizonte vertical Por Ivan Fornerón

O ódio que trazia nos olhos dava medo, e uma gritaria aumentava ainda mais a tensão daquele teatro urbano

Pesadelo na Paulista

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para aqueles que estavam no ponto. A moça saiu correndo, em desespero, e não sabia se atravessava a avenida ou se corria pela calçada. E a pequena multidão, alvoroçada, parecia tão perdida quanto ela. Só tiveram tempo de levar as mãos à cabeça, impotentes, quando um motorista apressado, provavelmente tentando sair do tumulto, acabou atirando a moça, com a força do impacto, a uns três metros de distância. Uma cena grotesca e inacreditável! E o rapaz, cadê? Já tinha se desvencilhado e corria em direção ao corpo... Toda situação ruim pode ficar pior; essa

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Resposta da página 8: é o edifício do Primeiro Tribunal da Alçada Civil, que fica em frente ao Pátio do Colégio.

Marco Azevedo

iver é muito perigoso, e disso ninguém duvida, principalmente as pessoas que estavam na Avenida Paulista, assim como eu, no dia 9 de novembro, e puderam constatar, de fato, como nasce um pesadelo. Por volta das 12h30, naquele movimento intenso do almoço e num calor que acaba com a paciência, eu estava no ponto de ônibus, em frente ao Conjunto Nacional, e entre os tantos que ali estavam, um jovem casal à minha esquerda conversava em voz alta. Parecia brincadeira. Percebi que não era quando a moça caiu, e o rapaz aos gritos de ‘vagabunda!’ a ameaçava com pontapés. Não sei quem agarrou o cara, acho que foram uns dois ou três, mas o tumulto já tinha tomado conta. O curioso é que a moça só foi acudida quando estava na sarjeta, e uma senhora e outras duas meninas tentavam levantála. O rapaz não era muito forte, mas o ódio que trazia nos olhos dava medo mesmo, e uma gritaria aumentava, ainda mais, a tensão daquele teatro urbano. Enquanto a confusão não se resolvia, o trânsito ficava lento, pois os motoristas, tanto de carro como de ônibus, reduziam a velocidade, curiosos, e também para se divertir com aquilo que parecia um circo, mas foi noticiário de violência e tragédia

não foi diferente: ouvi um estouro bem forte, ensurdecedor. Logo pensei no absurdo: um tiro. E foi mesmo. Contrário aos gritos e ao pânico inevitável, fiquei parado olhando um braço erguido, bem perto de mim, com uma arma em punho, sem que eu pudesse ver a cara do infeliz. Apenas o braço que ia abaixando, e por desgraça, vinha na minha direção. Parado feito um idiota, eu suava de tanto calor e de nervoso, mas suava tanto, que ao passar a mão pelo rosto, assustado e aflito, acordei e descobri que meu cachorro me lambia a cara.


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Revista TÁXI! - Edição 1  

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