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Ela vê benefícios na plataforma, sem se esquecer de problemas que pode desencadear: “Atendo clientes, mesmo quando estou com outros passageiros, sem falar ao telefone; tenho mensagens rápidas e notícias de quem está distante. Mas há muita mensagem inútil, que não param de tocar. Eu perdi corridas de aplicativos ou mesmo do Whatsapp. Tem quem perde até corrida na rua, preocupado com o Whatsapp”. Para ela, os problemas acontecem mais nos grupos. “Cheguei a estar em 32. Hoje, só estou no do Sopão e com ele a gente pede doação, faz agradecimentos. Começamos com 5 taxistas com uma ideia minha: um final de semana sem balada e usar o dinheiro para dar alimento ao pessoal na rua. Saíamos todo fim de semana, gastando 500, 600 reais. Hoje, servimos sopão a cada 2 semanas e a turma se encontra pra falar e pra dar ideias”.

Para quem, eventualmente, não tem como escrever, há o recurso de ditar para a plataforma e ela se encarrega de escrever a mensagem.

Mensagens de áudio, por exemplo, são muito rápidas para quem fala, para quem as envia, mas podem tomar muito tempo de quem vai ouvi-las e, quase sempre, tem que ir até o final para saber se o conteúdo é mesmo pertinente.

Conhecer os recursos do aplicativo e um pouco de etiqueta e boas normas de comportamento valem a pena e, certamente, pode evitar embaraços.

Divulgação

Fabiana Aparecida Sala Silva é taxista da Chame Táxi e promove uma ação social, o Sopão aos moradores de rua, com um grupo de amigos taxistas.

Há claros benefícios em usar o Whatsapp, mas o bom senso deve prevalecer em benefício da comunicação e da produtividade da maioria.

Fabiana Aparecida Sala Silva: grupo Whatsapp apenas se for focado, sem de tempo ou corridas Divulgação

sageiros, como quando os filhos de um deles, que estava numa reunião importante, tiveram problemas a caminho da escola e, através de mensagens, conseguiram acertar tudo.

Fabiana reconhece que, mesmo num grupo focado como o do Sopão, há problemas com excesso e adequação das mensagens: “Tem muitos ‘bom dia’, ‘boa tarde’, mas 80% são mensagens focadas: a doação de um passageiro; o contato com alguém importante que vai nos ajudar; uma agenda com o vereador Adilson Amadeu ou com o CEAGESP. Há quem reclame que ‘no grupo não se fala bom dia...’, mas 100 ‘bom dia’ atrapalham. Se quer mandar cumprimento, mande via Face e quem quiser vai ver. Não pode ter dez vezes o mesmo filme, reenviados à toa.” A reflexão de Fabiana não veio de graça: “Eu ia levar uma cliente pra Campos do Jordão, corrida boa, mas não vi a mensagem dela. Perdi uns 500 paus... Foi quando saí dos 32 grupos que eu fazia parte”.

Alexandre Soares da Fonseca: linha de comunicação via Whatsapp para manter os clientes em contato. TÁXI! EDIÇÃO 91

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Revista TÁXI! Ed. 91  
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