__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

Quinta-feira • 17 de junho 2021 • 1.00€

PESSOAS

Vítor do Carmo gostava de ter mais fado no concelho P10-11

Quinzenário • Ano 2 • Nº26 Diretor: Rui Pires Santos

Edição de aniversário AMBIENTE Águas do Algarve promove concurso de fotografia P16

Nova rua vai nascer na baixa da cidade Autarquia prepara cerca de 700 mil euros para comprar conjunto de edifícios ao lado da antiga ‘Tralha’, em frente ao Largo 1º Dezembro. Objetivo é ligar o Largo do Dique à Rua Júdice Biker. P5

Luís Costa vice-campeão europeu P12

'Marafada Quarentena’ no Boa Esperança P16

10 anos de Teia D’Impulsos Associação surgiu em 2011 e tem promovido um conjunto de atividades de âmbito recreativo, cultural, desportivo e social. Dinamização do centro da cidade é um dos próximos projetos. P8-9

JUVENTUDE Férias Desportivas começam a 12 de julho P15

SAÚDE CHUA abriu valência de hospitalização domiciliária P4 PUB

Fábrica de Janelas e Portas PVC e ALUMÍNIO Área de Exposição 200m2

Centro Industrial Vale da Arrancada, Lt.49 Coca Maravilhas - Portimão Tel.: 282 475 065 Email: geral@silvestre-e-sousa.pt PUB


P2

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

ATUALIDADE

Portimão Jornal faz um ano Um ano ao serviço dos portimonenses, da valorização dos cidadãos e do concelho, e um ano de acompanhamento da atualidade local, sempre perto das pessoas. Este tem sido o percurso do Portimão Jornal. Ninguém imaginaria, em junho de 2020, quando iniciámos o projeto, que em tão pouco tempo conseguiríamos chegar aos nossos leitores e passar a fazer parte, quinzenalmente, da sua vida. Foi um ano intenso, desgastante, mas com um sentimento de dever cumprido. Conseguimos construir o jornal a que nos propusemos, conquistámos os leitores e apresentámos uma publicação diferente, apelativa, diversa e focada na proximidade. Demos palco a muitos portimonenses, mostrámos e recordámos inúmeras histórias e figuras deste concelho e, apesar da periodicidade quinzenal, a notícia em exclusivo foi também um dos aspetos que nos distinguiu. Se houvesse dúvidas quanto à implantação deste projeto, as mesmas ficaram rapidamente dissipadas. Portimão precisava de um jornal assim e em cerca de três ou quatro meses tínhamos a nossa publicação já consolidada junto dos leitores. É com agrado e enorme satisfação que vemos a forma como os portimonenses procuram o jornal e o carinho que têm por ele. Essa é a maior motivação que dão a esta equipa para continuar. Com humildade, sem nos colocarmos ‘em bicos de pé’, continuaremos o nosso percurso.

ISILDA GOMES • Presidente da Câmara Municipal

A distribuição do Jornal gera grande interesse nas pessoas

Os empresários recebem sempre com carinho a nossa publicação

Este não é, nem será, um jornal à antiga, da negatividade, da crítica fácil e invejosa. Deixamos estas qualidades para aqueles que, com interesses, procuram algo... Por aqui, somos meros jornalistas a fazer um jornal de acordo com as nossas qualidades profissionais e pessoais, dando o melhor de nós, segundo princípios e valores positivos. Não temos sempre razão, nem somos os melhores do mundo. Somos apenas persistentes, humildes, dedicados e focados em fazer um jornal que nos orgulhe e que seja o espelho de um concelho solidário, dinâmico e moderno.

O Portimão Jornal é uma presença assídua nas esplanadas

A terminar, deixamos um agradecimento especial aos empresários e proprietários dos estabelecimentos comerciais que recebem o nosso jornal e o tratam com carinho e atenção, disponibilizando espaços específicos para que possa estar visível para os leitores. Um obrigado também aos nossos anunciantes por terem acreditado em nós e neste projeto desde o início. O nosso esforço, acredito, correspondeu às vossas expetativas. Rui Pires Santos Um leitor solicita um exemplar aos nossos distribuidores

Já não temos jornais que deem muitas notícias desta zona do Barlavento e muito menos de Portimão, portanto, é bom que haja um jornal dedicado à cidade, às pessoas do concelho, e dedicado sobretudo ao movimento associativo, o que é extremamente importante. Mas também dedicado à classe política, uma vez que os diversos elementos dos partidos têm tido alguma visibilidade. Os temas vão exatamente ao encontro daquilo que os cidadãos querem saber da sua terra. Querem saber das suas gentes. Tem dado a conhecer pessoas que, provavelmente, para muitas outras eram desconhecidas, ainda que tenham um papel importantíssimo na vida do nosso município. Esse processo de poder dar a conhecer os cidadãos é muito importante para saber quem faz o quê. Passariam despercebidas se não fosse o jornal. Não tenho a menor dúvida que teve impacto no concelho, pois começámos a ouvir falar de instituições e de papéis desempenhados por determinadas pessoas que eram completamente desconhecidos da sociedade portimonense. Ou melhor, eram conhecidos por um grupo muito restrito. É bom que, de facto, sejamos capazes de dar a conhecer esse trabalho desenvolvido por esses cidadãos que fazem a diferença no nosso município.


P3

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

ATUALIDADE

ano de histórias e pessoas Hélio Nascimento

O Portimão Jornal falou com muitas personalidades do concelho nos últimos 12 meses, relatando histórias de vida, dando a conhecer figuras que trabalham na 'sombra', promovendo ideias de gente jovem e mais madura, e ajudando, também, à divulgação de iniciativas que contribuem para o bem comum. Hoje, 26 números depois, algumas dessas personalidades, através do seu testemunho, dão-nos a força e o alento suficientes para continuar.

AMÍLCAR FONSECA • Ex-treinador

JOÃO AMADO • Médico

WALTER GOMES • Empresário

JOSÉ VIEGAS • Empresário

JOSÉ AUGUSTO • Diretor-Geral de Futebol

Um jornal novo, normalmente, leva algum tempo a impor-se, mas, no caso do Portimão Jornal, foi num ápice que passou a ser uma referência obrigatória de leitura das pessoas da cidade e do concelho. Total mérito de quem o faz! Estão de parabéns! Os portimonenses estão sempre à espera de ter mais notícias nas mãos e é com natural expetativa que aguardam pelas quintas-feiras e pela distribuição quinzenal. É uma autêntica mais-valia e um motivo de satisfação.

A Comunicação Social é sempre melhor quanto mais diversificada for e quantas mais pessoas atingir. Foi uma excelente iniciativa, nomeadamente porque as ideias só se debatem se forem expostas, como é o caso. Tem havido várias propostas jornalísticas que vão desaparecendo, pelo que as novas, se vingarem, deve-se ao gosto e interesse das pessoas, que preferem a credibilidade no papel às meras suposições das redes sociais. Há necessidade disso e o Portimão Jornal assumiu essa responsabilidade.

Fazia muita falta à cidade e é um jornal bastante procurado, o que logo aí serve para confirmar a sua importância junto de quem o lê e tem interesse nas notícias que, ao fim e ao cabo, dizem respeito a todos nós. Considero que é mesmo um bem comum podermos dispor de uma informação desta natureza. Até me atrevo a dizer, muito sinceramente, que de 1 a 10 sou capaz de dar… 11. Os meus parabéns a quem o faz e que continuem assim por muitos mais e bons anos.

A maior das virtudes do jornal é dar a conhecer figuras do nosso concelho que são relevantes e que de alguma forma se têm destacado, mas que, ao mesmo tempo, continuam, ou continuavam a ser desconhecidas para muito boa gente. São pessoas que passavam despercebidas, mas que têm imenso valor. Os casos são tantos… não é só o mundo do nadador salvador, nem o do paraciclista que é um campeão, por exemplo, mas de tantos e tantos indivíduos que dão vida e cor a Portimão.

O jornal veio colmatar uma necessidade importante no espaço de informação local. Considero que foi fundamental avançar com o projeto, porque a este nível escasseavam as notícias e sentia-se um certo vazio. As coisas, de resto, têm corrido muito bem. Sei que há jornais regionais, mas nenhum da cidade. Em minha opinião, tem ainda a enorme vantagem de abranger todas as áreas, da política ao desporto, da economia à sociedade, o que é totalmente do agrado geral.  

TERESA MENDES • Vereadora da Câmara Municipal

ÁLVARO BILA • Presidente da Junta de Portimão

JOSÉ CERCAS • Escuteiro

PADRE DOMINGOS • Pároco

ILÍDIO POUCOCHINHO • Adjunto de Notário

O Portimão Jornal veio colmatar uma falha de comunicação com os cidadãos. É aquilo que tem sido feito, e bem feito. É um órgão de comunicação isento, que não vincula só quem está no poder, o que é, também, extremamente benéfico. Trata-se de um lançamento positivo a todos os níveis e de uma aposta ganha, como se pode comprovar pela aceitação das pessoas, que estão sempre à espera que o jornal saia para o lerem e consultarem. É mesmo uma batalha ganha!

É importantíssimo para divulgar o que se passa na freguesia de Portimão, e é, garantidamente, um projeto que faz todo o sentido, ou não falasse na nossa terra e na nossa gente. Acresce que a reação das pessoas tem sido bastante positiva, como se constata pela facilidade e rapidez com que os jornais desaparecem das bancas e dos respetivos locais de distribuição. Um ou dois depois e parece que esgota. Insisto na ideia de que esta informação é um retrato relevante para todos os cidadãos.

Trata-se de uma publicação de bastante importância, veiculando informação sobre a cidade e o concelho e realçando o que merece ser noticiado e que, às vezes, nem tínhamos conhecimento. Foi uma excelente ideia! Os portimonenses têm aderido, não restam dúvidas, procurando o Portimão Jornal nos vários locais onde pode ser levantado. O facto de ser espalhado e distribuído gratuitamente é outro sinal positivo, já que as pessoas ganharam esse hábito e levam-no para casa.  

Conheci o jornal através de uma entrevista que me foi feita, com um devido destaque para a Aldeia de S. José de Alcalar, o que nem sempre é frequente. Ficámos sensibilizados e contentes. O jornal é bem-vindo para o concelho e eu até tinha lamentado o desaparecimento do antigo boletim. Uma publicação deste género faz falta, porque aborda os problemas das freguesias, tantas vezes esquecidas. É muito bom. E o bom tem sempre mais força do que o mal para melhorar a nossa sociedade.

Tudo o que seja para melhorar a nossa vida em comunidade é sempre positivo. Uma das caraterísticas que mais valorizo no Portimão Jornal é o sentido de proximidade, através de notícias que permitem aumentar o conhecimento sobre a realidade e a diversidade da cidade. A facilidade com que desaparece dos pontos de distribuição é reveladora do interesse dos portimonenses.  O concelho valorizou-se, face ao divulgar de notícias que não se encontram nos outros jornais nacionais e regionais. 


P4

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

SOCIEDADE Primeira fase acompanha cinco doentes

CHUA já tem Hospitalização Domiciliária no Barlavento ANA SOFIA VARELA

Telemonitorização será outro dos objetivos. Ana Sofia Varela

A

nova Unidade de Hospitalização Domiciliária do CHUA, em Portimão, já entrou em funcionamento em maio, tendo a sessão de apresentação decorrido a 1 de junho. Na prática este serviço de cuidados de saúde de proximidade, assume-se como um modelo alternativo ao convencional, pois o utente é acompanhado em casa. Na primeira fase deste projeto estarão integrados cinco doentes em simultâneo, num raio de ação de 30 quilómetros do CHUA. “A hospitalização domiciliária tem sido uma das grandes re-

Autarcas Rosa Palma e Isilda Gomes participaram na apresentação voluções a que temos assistido no SNS, muito na sequência de aumentar a medicina e os cuidados de proximidade. Valoriza o

papel ativo do doente, com outra capacidade do ponto de vista de acompanhamento em ambiente familiar e proporciona maiores

ganhos a nível de autonomia”, explicou o médico Nuno Vieira, um dos elementos que coordena esta equipa. A garantia dada é a de que os cuidados são muito semelhantes ao já realizados no internamento convencional, com um serviço que funciona 24 horas por dia. Os doentes escolhidos têm de se enquadrar em alguns critérios que garantam a segurança enquanto estão em casa, sejam fatores clínicos, sociais ou geográficos. A equipa é constituída por médicos, enfermeiros, assistente social, farmacêutica, nutricionista, assistente técnica, tendo o suporte de diversos serviços de toda a unidade hospitalar. Outra mais valia para o doente é a redução do risco de infeções. O CHUA está a trabalhar para, em pouco tempo, aumentar a verten-

te assistencial e de segurança dos doentes em Hospitalização Domiciliária através da introdução da telemonitorização, conceito inovador no país e que permitirá uma vigilância mais pormenorizada. Por todas estas razões, Ana Castro, presidente do Conselho de Administração do CHUA, considera que este é “um marco para o Barlavento que começará a ter uma oferta, até aqui inexistente”. A apresentação contou com a participação de Paulo Morgado, presidente da ARS do Algarve, José Pacheco, vice-presidente da CCDR do Algarve, da Diretora do Núcleo de Respostas Sociais do Centro Distrital da Segurança Social e das presidentes das Câmaras Municipais de Portimão, Isilda Gomes, e de Silves, Rosa Palma, além do Conselho de Administração do CHUA. PUB


P5

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

SOCIEDADE Imóveis adquiridos por 700 mil euros

Câmara compra casas devolutas para abrir nova rua na baixa

FOTOS: ANA SOFIA VARELA

Demolição do edificado permitirá criar uma nova saída da cidade para os veículos entre o Largo do Dique e o Jardim 1º de Dezembro. Rua Júdice Biker voltará a ser entrada em Portimão. Ana Sofia Varela

A

Câmara Municipal concretizará em breve um projeto que está no papel há vários anos de forma a agilizar o escoamento de trânsito na zona baixa da cidade. A autarquia já aprovou a compra do conjunto de imóveis devolutos, situados em frente ao Jardim 1º de Dezembro, entre a antiga ‘Tralha’ e o alojamento 'Villa Rio', para os demolir e abrir uma nova passagem viária nesse local. Esta é uma intervenção que permitirá que seja criada uma saída da cidade entre a Rua Júdice Biker e o Largo do Dique, até porque o conjunto de imóveis tem duas frentes. Por sua vez, com esta alteração, quem entrar em Portimão pode continuar a circular pela Rua Direita, como acontece na atualidade, ou poderá utilizar a Rua Júdice Biker, que voltará a ser uma artéria de entrada, como era há vários anos. Ao Portimão Jornal, Isilda Gomes, presidente da Câmara Municipal de Portimão, revelou que a autarquia conseguiu “negociar a compra dos imóveis em função das avaliações que tinha. Ou seja, os prédios foram avaliados, foram dados a conhecer esses valores ao proprietário que acabou por aceitá-los. Estavam muito abaixo do que pedia no início”. Proposta será votada na AM “Essa proposta de compra foi apresentada em reunião de Câmara, no dia 2 de junho, foi aprovada e agora será levada à Assembleia Municipal, no próximo dia 22”, afirma a presidente. Após adquirir este imóveis, muito pouco tempo depois, estes serão demolidos. “Já estamos a trabalhar, a elaborar o concurso para demolir as casas”, adianta ainda. A primeira etapa será esta aquisição e a demolição, sendo a alteração de trânsito executada a seu tempo. “Esse é um projeto

maior que implica mudanças também no Largo do Dique”, explica Isilda Gomes, que vê começar a tomar forma um projeto que abraça há vários anos. “Desde que fui vereadora, no executivo de Manuel da Luz, que se falava nesta possibilidade. Cheguei, na altura, a reunir com o proprietário para saber qual era o preço pelo qual queria vender, mas o valor era exagerado e, portanto, incomportável para nós”, recorda. Era, porém, uma medida ambicionada pela população, que sempre exigiu a reabertura de uma via de passagem para veículos motorizados na zona da Casa Inglesa, como antes. É essencial também porque o trânsito, que se intensificou com o passar dos anos, afunila naquela zona baixa da cidade. Não são raras as vezes, sobretudo no Verão, em que há longas filas quer para sair, quer para entrar em Portimão, por não existirem alternativas naquela parte da cidade. Nova vista para o rio “Aquela passagem substituirá a que existia antigamente em frente à Casa Inglesa, portanto já temos uma resposta para aquilo que todos pediam e reclamavam, que é uma outra saída da cidade. É esta nova rua que vai nascer”, confirma a presidente.

Edifícios serão comprados e demolidos para abrir uma nova passagem A Rua Júdice Biker passa a ser de entrada, voltando ao original, mas passam a existir duas entradas, o que dividirá o trânsito para que flua de forma mais eficaz. “Além de permitir criar esta nova artéria e voltarmos à entrada inicial que tínhamos, abrimos a vista do rio ao Jardim 1º de Dezembro”, acrescenta a autarca Isilda Gomes. Uma requalificação que se cruzará também com o facto de a autarquia ter comprado a antiga loja ‘Tralha’, que fazia parte do edificado original onde nasceu Manuel Teixeira Gomes, para aumentar a Casa deste patrono, hoje um equipamento cultural. O projeto, que avançará depois da ‘luz verde’ da Assembleia Municipal, é considerado por Isilda Gomes “muito importante”. “É uma obra que há muito

tempo desejava colocar em prática e, finalmente, conseguimos acertar o negócio. Para mim, é a realização de um objetivo antigo e creio que não é só meu, mas de muitos portimonenses, que sem-

pre nos pediram para deixar passar outra vez o trânsito em frente à Casa Inglesa. Claro que, neste momento, isso não é possível, mas arranjamos uma alternativa”, justifica Isilda Gomes. PUB

EDITAL

5ª Sessão Extraordinária de 2021 22 de junho de 2021 João Carlos Branco Vieira, Presidente da Assembleia Municipal de Portimão, faz saber que nos termos do disposto na alínea a) do nº 1 do art.º 28º da Lei nº 75/2013 de 12 de setembro, e da alínea a) do nº 1 do art.º 30º do Regimento da Assembleia Municipal de Portimão, que no próximo dia 22 de junho de 2021 (terça-feira) pelas 21:00 horas, se realizará no Auditório do Museu Municipal de Portimão, a 5ª sessão extraordinária de 2021 desta Assembleia Municipal, com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. PERÍODO DE INTERVENÇÃO DOS CIDADÃOS1 2. PERÍODO DA ORDEM DO DIA 2-a) Discussão e votação da proposta de aquisição do prédio urbano, sito no Largo do Dique/Largo 1º de Dezembro, descrito na Conservatória do Registo Predial de Portimão sob o nº 11757 e inscrito na matriz predial com o artigo 11757 da freguesia de Portimão, pelo valor de 700.000,00€ (setecentos mil euros) - Deliberação de Câmara nº417/21. 2-b) Discussão e votação da proposta do pedido de prorrogação do período de isenção de IMI, do imóvel sito na Rua Alexandre Herculano nº 90, 8500-552 Portimão, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo nº 2453, inserido na área de reabilitação urbana ARU - centro histórico de Portimão, nos termos da informação prestada pela Unidade de Regeneração Urbana e respetivos despachos - Deliberação de Câmara nº 367/21. 2-c) Discussão e votação da proposta de lista de candidatos ao cargo de Juiz Social - biénio 2021/2022 - Deliberação de Câmara nº 350/21. Para constar se publica este e outros de igual teor, que vão ser afixados nos lugares de estilo do Município. Portimão, 14 de junho de 2021. O Presidente da Assembleia Municipal de Portimão (João Carlos Branco Vieira) 1

Informação COVID 19 - Por razões de segurança e de saúde pública, a assistência presencial dos cidadãos à sessão será condicionada à lotação da sala (8 lugares disponíveis).

Largo do Dique também sofrerá alterações

Portimão Jornal | Edição Nº 26 - 17.06.2021


PUB


P7

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

A foto

CM PORTIMÃO

RAIO-X Política em Off As conversas, os rumores e as tricas da política portimonense que não são notícia

Já começou a Rota do Petisco… político Apesar de ser autarca há séculos, Rui André assume-se como um político moderno e já fez saber ao PSD de Portimão que pretende desenvolver uma campanha eleitoral diferente do habitual. O candidato ‘laranja’ não quer saber de cartazes, panfletos, comícios e de outras técnicas antigas de pedir votos aos eleitores. A estratégia audaz que definiu passa por investir todo o orçamento disponível numa autêntica rota do petisco… político. E já iniciou o percurso que, até às eleições, o vai levar a visitar todos os restaurantes, pastelarias e tascas do concelho. Depois de cada refeição, coloca as respetivas fotografias na sua página de facebook e assim mostra ao eleitorado que se já está a contribuir ativamente para a retoma da economia local antes de ser eleito, imagine-se o que será quando se sentar na cadeira de Isilda Gomes. Se, ainda assim, a brilhante estratégia não der certo, Rui André ganha na mesma: com a experiência adquirida tem todas as condições para se tornar no melhor crítico gastronómico do país.

PRÉMIO • O Museu de Portimão recebeu a menção honrosa ‘Criatividade e Inovação’, pela Associação Portuguesa de Museologia, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a 10 de junho. A distinção nacional foi concedida pela recriação histórica da descarga da sardinha promovida no dia 6 de agosto de 2019. 

A frase

Oposição deliciada com obras na cidade

CLUBE DE BICROSS

CÂMARA MUNICIPAL

QUINTA PEDAGÓGICA

Durante vários anos, a Câmara praticamente não fez obras. Primeiro, por falta de dinheiro e depois porque, devido à falta de prática, os autarcas e os técnicos se esqueceram como é que se elaborava projetos e lançava concursos. Felizmente, recuperaram a memória a tempo e agora lançaram as obras todas. Por um lado, isso é bom, sobretudo em ano eleitoral, porque os eleitores notam que a autarquia está a fazer alguma coisa. Mas, por outro, provocam constrangimentos, incómodos, muitas queixas e acusações de eleitoralismo, o que é música – e da boa – para os ouvidos da oposição. Alguns desses autarcas já fizeram saber à maioria socialista que podem contar com eles para facilitar na aprovação de novas empreitadas. Garantiram até que, inclusivamente, estão totalmente disponíveis para participar em todas as reuniões extraordinárias que forem necessárias para agilizar os procedimentos e concursos. E, para provar a sua boa fé, só colocam duas pequenas condições: que as novas obras sejam levadas a cabo em zonas de muito trânsito e que estejam no terreno o mais rapidamente possível, de preferência ainda durante o Verão.

O Parque da Juventude de Portimão recebeu, no dia 6 de junho, a primeira e a segunda rondas da Taça de Portugal de BMX. Em grande destaque esteve a equipa da casa, o Clube Bicross de Portimão, que foi o vencedor da competição, tendo alcançado o primeiro lugar por equipas em cada uma das rondas.

A autarquia portimonense lançou a terceira fase do Fundo Municipal de Apoio Empresarial. Esta é mais uma oportunidade para os empresários do concelho que cumprem os critérios exigíveis e não concorreram nas fases anteriores beneficiarem de um apoio financeiro que compense uma parte das perdas provocadas pela pandemia. O período de apresentação de candidaturas decorre até ao próximo dia 25.

Está a circular uma petição a pedir que o horário da Quinta Pedagógica seja mais ‘amigo’ das famílias. O autor do documento alerta a Câmara para o facto do horário em vigor (até às 16h30, de segunda a sexta-feira), impedir que muitas crianças e jovens usufruam daquele espaço natural por estarem nas aulas ou por os pais se encontrarem a trabalhar.

Já não voltamos para trás. Não é o problema de saber se pode ser, deve ser, ou não. Naquilo que depender do Presidente da República não se volta atrás” Marcelo Rebelo de Sousa


P8

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

CENTRAIS Associação prepara mais uma Rota do Petisco

Uma teia de impulsos e projetos que nasceu há 10 anos Foi em 2011 que surgiu, em Portimão, a Teia D’Impulsos, uma associação que, atualmente, se encontra ligada a um vasto conjunto de atividades de âmbito recreativo, cultural, desportivo, social e até ambiental. JORGE EUSÉBIO

É neste espaço que a equipa prepara um vasto conjunto de iniciativas, sendo a Rota do Petisco a mais conhecida Jorge Eusébio

A

iniciativa de criar a Teia D'Impulsos partiu de “um grupo de amigos, que queria colocar em prática algumas ideias e projetos, numa altura em que não havia muita coisa interessante no concelho”, diz o seu presidente, Luís Gonçalves. E foi logo no primeiro ano de atividade que se avançou com uma iniciativa que haveria de tornar-se uma das suas imagens de marca mais fortes, graças ao sucesso que teve: a Rota do Petisco. Curiosamente, recorda, foi uma ideia que resultou de uma deslocação a Espanha, por parte de um dos elementos da associação, Nuno Vieira. Aí participou na Rota das Tapas e achou que seria um bom conceito para ‘importar’. Uma vez aprovada a sugestão, a equipa saiu para a rua, com a missão de convencer o maior número possível de empresários da restauração a ‘embarcar’ no projeto. Talvez por na altura se estar a atravessar uma fase de grande crise económica, a adesão foi relativamente fácil e na edição inau-

gural já participaram 31 estabelecimentos. Entre as dúvidas e a ‘invasão’ Contudo, nem todos estavam convictos de que o evento ia ser um sucesso. Luís Gonçalves lembra-se de, na véspera do arranque, uma empresária da cidade se mostrar muito cética em relação à possibilidade de um número relevante de pessoas aderir à iniciativa. Mas, no dia seguinte, “ligou-nos, muito aflita, a dizer que tinha uma autêntica ‘invasão’ de clientes à porta do seu restaurante para participar na Rota e que não estava preparada para receber tanta gente”. O que acontece é que “como ainda não conheciam o conceito da Rota, as pessoas acharam que tinham de começar pelo estabelecimento que estava referenciado como o número 1, que era o dessa empresária. Deslocámo-nos lá e explicámos que não havia uma ordem pré-definida e que podiam ir a qualquer um dos estabelecimentos que constavam da lista”. O sucesso inicial continuou ao longo dos anos, ao ponto de, a

partir de certa altura, “começarmos a receber pedidos para alargar a Rota a outros concelhos”. Isso acabou por ser feito, contra a vontade de alguns participantes de Portimão que “receavam perder clientela por passar a haver mais oferta”. Um receio que acabou por se revelar infundado, pois “embora algumas pessoas do concelho também começassem a dar um saltinho a restaurantes de outros

concelhos, houve muito mais gente de fora de Portimão que aqui veio”. Impacto económico superior a 4 milhões de euros No final de cada Rota do Petisco, diz o diretor-executivo da Teia D’Impulsos, Luís Brito, “fazemos inquéritos e pedimos às pessoas para nos darem a sua opinião sobre como a edição correu e sugestões para, eventualmente, serem

incorporadas nos anos seguintes”. Esse feedback tem contribuído para a evolução do evento e a integração de outras Rotas paralelas e complementares, de que se destaca a Solidária, que consiste na entrega do valor da compra do Passaporte a instituições de apoio social. Ao longo dos últimos seis anos, dizem os dois dirigentes da Teia, com visível orgulho, “conseguimos, por esta via, angariar 126.000 euros e apoiar um total de 63 projetos sociais”. Também muito positivo é o balanço que fazem relativamente a dois dos principais objetivos iniciais: trazer as pessoas para a rua e apoiar a economia local. Ao longo de uma década foram servidos mais de milhão e meio de petiscos, o que teve um impacto económico direto superior a 4 milhões de euros. Nesta altura já se prepara a 11ª edição da Rota do Petisco que deverá abranger 11 concelhos. Até ao final do mês estão abertas as inscrições dos estabelecimentos e o evento decorrerá entre os dias 10 de setembro e 10 de outubro. A falar é que a gente se entende Outra das iniciativas que contribuiu para que a associação se tornasse conhecida foi a Teia D’Ideias. Trata-se de um conjunto de tertúlias temáticas que teve como base a Casa Manuel Teixeira Gomes, mas que passou, também, CM PORTIMÃO

Há uma década que desenvolve eventos de âmbito cultural, recreativo e desportivo


P9

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

CENTRAIS D.R.

por outros espaços da cidade, até que a pandemia obrigou a que se tornassem virtuais. O turismo de cruzeiros, a segurança em Portimão, o empreendedorismo e a revitalização de Portimão foram alguns dos temas tratados. No que diz respeito a debates e espaço de troca de ideias, há também a destacar, entre 2016 e 2019, a realização das Jornadas do Arade. Foi uma iniciativa em que se promoveu o encontro e o diálogo entre responsáveis políticos, sociais, económicos e culturais dos concelhos da Bacia do Arade. Diálogo é, de resto, uma das palavras que, segundo estes dois dirigentes, melhor define a filosofia da Teia D’Impulsos. Desde logo, a nível interno, pois são realizadas, de forma regular, reuniões entre toda a equipa, quer para debater e tomar decisões sobre novos projetos, quer para operacionalizar os que já fazem parte do ‘calendário’ anual. O diálogo envolve também entidades e pessoas externas, de forma a, diz Luís Brito, “ser possível obter sinergias e fazermos autênticos milagres que não seriam possíveis se apenas utilizássemos os nossos próprios meios”. Organização de Campeonato Mundial é objetivo Só dessa forma foi possível, por exemplo, desenvolver o projeto

Vela Solidária. A ideia surgiu em 2010, ainda antes da formação da associação. Nesse Verão “colaborei com a Câmara nas férias desportivas que possibilitaram que crianças de instituições de apoio social da cidade andassem, pela primeira vez, num barco à vela e todas adoraram”. No final, “embora satisfeito com a experiência, fiquei com um amargo de boca, pois sabia que, em condições normais, aqueles miúdos muito dificilmente voltariam a ter uma experiência do género”. Com a constituição da Teia e o apoio do Iate Clube da Marina de Portimão e de diversas empresas e entidades foi, então, possível avançar com a Vela Solidária que tem como uma das suas vertentes mais importantes a Escola de Vela Adaptada que “possibilita a prática da modalidade a pessoas portadoras de deficiência”. Na vertente da competição, foram realizados dois Campeonatos Nacionais da modalidade, que correram muito bem e que permitiram à Teia ir mais longe e organizar, em 2019, o Campeonato da Europa de Vela Adaptada. No próximo ano será responsável pelo 1º Campeonato Ibérico de Vela Adaptada e o objetivo seguinte será organizar um Campeonato Mundial. A vertente solidária da Teia passa por diversas outras iniciati-

vas, como o FICA – Férias Inclusivas para a Comunidade Algarvia, DAFA – Desporto e Atividade Física Acessível; À Bola para Ajudar ou HOPE. E na calha estão mais iniciativas, especialmente ao nível do apoio às pessoas com deficiência e aos cuidadores informais. Dinamização da cidade A Teia D’Impulsos está instalada, desde 2016, no Espaço Raiz, que funciona na antiga Escola Primária da Pedra Mourinha. Para além de ser a sua sede e base logística, “também recebe iniciativas e eventos de entidades parceiras, ao nível do teatro, ballet, yoga, pilates, capoeira, bem como diversas ações de formação e de aconselhamento”, adianta Luís Gonçalves. É a partir desse espaço que estão a ser preparados novos projetos, como um de dinamização do centro da cidade, que vai ser levado a cabo com a Câmara e diversas outras entidades parceiras. A associação parece estar em constante ‘desassossego’ e como se não bastassem as muitas áreas a que já está ligada, recentemente também decidiu acrescer uma outra, a ambiental. Nesse âmbito já foi iniciado um conjunto de ações de limpeza da orla costeira à volta do rio Arade, a que se vão juntar sessões de sensibilização nas escolas e junto de empresas. JORGE EUSÉBIO

A Teia D'Impulsos festejou dez anos de existência ANDRÉ MOTA

FICA é um projeto de férias inclusivas D.R.

Luís Gonçalves e Luís Brito, dois dos responsáveis da associação

A Vela Solidária é uma das vertentes da Teia

TEMA

o s r u c n o c grafia foto

Integração da Família +info .pt rve com o Ambiente aguasdoalga

PUB


P10

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

PESSOAS

Um autodidata com mais de meio século totalmente dedicado à música, à arte e até ao ensino

O fado e a guitarra portuguesa enchem a vida de Vítor do Carmo  O artista considera que a aposta da cidade devia ser maior, numa história em que evoca as muitas figuras com as quais teve o prazer de tocar e os jovens portimonenses que lhe passaram pelas mãos. FOTOS: KÁTIA VIOLA

Hélio Nascimento

V

ítor do Carmo nasceu em Lagos, mas vive há muitos anos em Portimão, onde tem o seu nome associado, sobretudo, ao mundo artístico. Aos 70 anos continua a ser feliz de guitarra na mão e não vê mais nada no horizonte que o leve a trocar de paixão. Reformado da Polícia Marítima, passou a dedicar-se ainda mais ao fado e à música. Já deu aulas, acompanhou artistas pelo país e pelo mundo, criou a fanfarra dos Bombeiros de Portimão, gravou quatro cd’s e fundou o Duo Trovadores. “Como é que isto começou? Andava na Escola Industrial e a dada altura houve um recital de finalistas. Não havia ninguém para tocar ou cantar fado. Eu até nem gostava muito, mas cheguei-me à frente e fui para o palco. E não é que comecei a gostar!”. Já na Marinha, com o bichinho do fado bem vivo, aprendeu uns acordes com um colega, pediu a viola a outro e passou à prática estes parcos conhecimentos. “Acompanhava fado com a viola. O curso era em Lisboa, mas quando vinha de fim de semana ia tocar à Primitiva, à Caravela e à Cabaça, em Lagos. Refinei o gosto pela música, inclusive pela sul-americana, daquele tipo que era a imagem de marca do Trio

Vítor do Carmo e a guitarra portuguesa, uma dupla inseparável que faz do fado a sua bandeira Odemira”. Vítor do Carmo começou a participar em espetáculos, tocando viola, sempre com mais gosto em aprender. “No intervalo dos espetáculos, pedia a guitarra ao Fernando Anoia, que acompanha-

Gravação dos cd’s foi “imposição” familiar Toda a família de Vítor aprecia muito o fado. Aliás, a gravação do primeiro dos seus quatro cd’s deve-se à insistência “de uma tia e da minha esposa”. Foram elas que o impulsionaram. “Tratou-se quase de uma imposição. E gravei mesmo. Depois desse, gravei mais três”, diz o guitarrista, que, quando é necessário, também canta. Aliás, Vítor do Carmo é um verdadeiro rei do entretenimento, capaz de captar toda a atenção de uma qualquer sala através dos seus sons e da sua sempre animada presença de espírito. “Profissional? É complicado viver só da música, salvo, claro, as exceções que conhecemos. Para mim, foi um complemento. Um hobby que se tornou muito mais do que isso. Desde que me reformei da Marinha, se calhar, passei a ser um semi-profissional”, argumenta, com um sorriso cúmplice. Se calhar, cúmplice do fado. 

va o Fernando Farinha. Gostava daquele som, do timbre da guitarra portuguesa, que até me impressionava, embora não percebesse ainda muito do assunto. O Zé Gregório, pioneiro da guitarra portuguesa no Algarve, que vive no Parchal, começou a dar umas dicas. Ia a casa dele e tocávamos. Comecei a gostar cada vez mais”.    Umas dicas de António Chainho  Vítor é um bom conversador e sabe de cor e salteado todos os seus primeiros passos. “Aos 29 anos, o meu pai ofereceu-me uma guitarra e mais desenvolvi a prática. Pelo meio, estive em Lourenço Marques, levei a viola, lá toquei e ainda acompanhei o Carlos Macedo. Estive 11 meses em Moçambique, mas não me ambientei. Depois de nascer a minha filha, voltei ao Algarve”.  A guitarra, entretanto, já não o largava e a dedicação aumentava a cada acorde. “Lembro-me que por volta de 1975 havia várias

casas de fado em Lagos, a Caravela, Muralha, Jota 13, Cabaça, Janelas Verdes… e até às seis da manhã

ta da tal paixão, em especial pela guitarra. “Uma certa vez veio cá o António Chainho, que esteve

“Temos muitos jovens com imenso talento, tanto fadistas como guitarristas, casos da Luana, Ana Marques, Adriana Marques, Teresa Viola, Cremilde, Inês Graça, todos algarvios, e tantos outros” a música não parava”. Mais tarde, como na Marinha tinha a especialidade eletricista, esteve na manutenção do Hotel Golfinho, e, claro, sempre em ação. “Acompanhava muito a música sul-americana, que ainda hoje adoro”. Como já deu para perceber, Vítor do Carmo é um verdadeiro autodidata, que se ‘formou’ à con-

no Vila Vita, para o lançamento de um Mercedes. Vinha com ele o Pedro Nóbrega, mais um saxofonista da Ópera do São Carlos, e, durante o dia, confraternizávamos imenso. E lá vinha a guitarra. O Chainho ensinou-me a entrada do Mouraria. A minha formação foi esta. Umas dicas, via e observava e fui aprendendo. Se forem a


P11

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

PESSOAS “A minha formação? Umas dicas, via, observava e fui aprendendo. Se forem a Lisboa, nas casas do meio do fado, perguntam pelo Vítor do Carmo e todos me conhecem” Lisboa, nas casas do meio do fado, perguntam pelo Vítor do Carmo e todos me conhecem”.   Um sheik na primeira fila  Durante largos anos, o artista algarvio integrou o Duo Trovadores, que ele próprio fundou, “primeiro com o Emanuel de Lagos, depois com o meu cunhado Júlio Toscano e por fim, mais a sério, com o António Alfarrobinha”. A dupla tocava, cantava e tinha sempre muitos espetáculos em agenda, sobretudo nos hotéis. “Éramos muito requisitados e íamos diversas vezes a Lisboa. Até a congressos de médicos”, prossegue Vítor do Carmo.  Ao mesmo tempo que subia a sua cotação, mais vezes era convidado a acompanhar grandes nomes do fado, agora praticamente sempre com a guitarra, “um instrumento de eleição, para o qual, creio, é preciso um dote especial e imensa dedicação”. Assim, acompanhou Beatriz Conceição, Teresa Tapadas, João Chora, Ada de Castro, Fernando Maurício, esporadicamente,

e, mais recentemente, Camané e Pedro Moutinho, que, quando vinham de férias ao Algarve, ‘exigiam’ a companhia de Vítor.   Em digressão por muitos países, esteve na Alemanha, Itália, Luxemburgo, Espanha e até nas Bermudas e no Dubai, “sempre com vários fadistas que me contratavam para o efeito”. Nas Bermudas, curiosamente, com Raquel Peters e Paulo Feiteira, “um grande homem da viola”, até tocaram num clube português denominado Vasco da Gama. “No Dubai, com a fadista Inês Gonçalves, atuámos num hotel, durante uma semana, e até tivemos o sheik na primeira fila. Eles adoram o timbre da guitarra portuguesa. E conhecem o fado”.     Espetáculos em restaurantes e coletividades  Os portimonenses gostam de fado, garante Vítor do Carmo, embora não existam casas típicas no concelho nem tão-pouco na região. “Que eu saiba, só a casa da Alexandra, em Almancil. De resto, são coisas esporádicas,

Criador da Fanfarra dos Bombeiros Vítor mete mãos a muitas obras quando o tema é a música e o espetáculo, o fado e a guitarra. E não só. Vai daí, há um largo número de anos, criou a Fanfarra dos Bombeiros de Portimão, de cuja instituição, aliás, tem um título honorário. Na sala da garagem, qual local de culto de todas as suas recordações, mostra-nos a fotografia que confirma a história. Lá está ele, mais as filhas Teresa e Mónica, que nesta ocasião “tocaram clarinete e trompete”, rodeados de outros elementos do grupo. Por falar em família, a esposa Maria José é a primeira a acompanhá-lo, sempre e para todo o lado, a dar-lhe força e, claro, a ovacionar.

PUB

AULAS PARTICULARES DE

MÚSICA em PORTIMÃO GUITARRA - PIANO - ACORDEÃO Também com opção online

PARA TODAS AS IDADES Prof. LUÍS FONSECA - 938859761 luisfonseca@sapo.pt

sobretudo em restaurantes ou coletividades que promovem um espetáculo de fado de vez em quando. Porquê? Acho que não está ao alcance de todas as bolsas. Há locais que têm fado quase todas as semanas, por altura do Verão, como, por exemplo, em Chão das Donas. Ouvimos muito fado, mas com estas caraterísticas, não com a tradição das verdadeiras casas de fado”. Vítor também deu aulas – agora já não sucede com tanta frequência – e sente orgulho, hoje em dia, quando vê Filipe Batista, Gonçalo Rosa, Cecílio Martins, João Cardoso, Rafael Pacheco, João Rocha e muitos outros em atuação. Chama-lhes “os meus meninos”. “Queriam aprender, vinham ter comigo e eu tinha pachorra e prazer. Dava as aulas mesmo aqui, em minha casa”, conta à reportagem do Portimão Jornal, sem se esquecer que o Boa Esperança chegou a ter uma escola, que, entretanto, já passou à história. Sobre a geração nova, que tanto nos impressiona, Vítor sublinha que “cada vez há mais gente a adorar este instrumento de eleição, que, naturalmente, nem todos tocam”, seja por uma questão de talento ou de entrega total. “É necessário ter um grande coração e muita sensibilidade para tocar guitarra portuguesa. O Ângelo Freire, que acompanha a Ana Moura, chegou a vir cá e tocava connosco. E olha, a Marina Mota tinha 11 anos, vinha passar férias e cantava, comigo a acompanhá-la. Felizmente, ainda hoje surge muita coisa e este Verão, quero acreditar nisso, vai ser muito bom”, remata o guitarrista, que de momento toca todas as segundas-feiras em Faro e é presença assídua no Caseiro, o restaurante de Arão da freguesia da Mexilhoeira Grande, no concelho portimonense.      “Devia apostar mais no fado”  Vítor anda há mais de meio século com a guitarra nas mãos. Uma pai-

O guitarrista sente orgulho em todo o seu percurso xão incontornável. “O fado nunca vai acabar, claro que não. Temos agora muitos jovens com imenso talento, tanto fadistas como guitarristas. Vejam a Luana, a Ana Marques, Adriana Marques, Teresa Viola, Cremilde, Inês Graça, todos algarvios, mais a Estrela Maria, Hélder Coelho, Mário Saraiva… um leque de enormes artistas”. No caso dos estrangeiros, como bem sabemos, a aceitação não podia ser melhor, assegura Vítor do Carmo, com a sua longa experiência. “Reagem de forma calorosa. E às vezes até choram com os sons que nós tiramos”. Depois, com um lamento, reconhece PUB

que Portimão “devia apostar mais no fado”. E, prosseguindo, fala da ausência de projetos, citando como exemplo os “espetáculos de rua, o que se vê muito lá fora, inclusive para promover os artistas da terra”. À despedida, um ponto assente: o fado vai sempre acompanhar o nosso artista! “É até morrer, como se costuma dizer. E estou cá para ajudar. Sou sensível a esta arte e sempre pronto para ajudar e transmitir aquilo que sei, de forma espontânea e sincera. Sei que às vezes há um certo cinismo e hipocrisia, mas temos de superar tudo isso. Há tanta coisa boa no fado e na guitarra portuguesa!...”. PUB


P12

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

DESPORTO

PORTIMONENSE

Atleta portimonense sagrou-se vice-campeão europeu

Luís Costa “mais motivado” para os Jogos Paralímpicos

Futsal em tempo de entradas e saídas  

Wolverine e Renan Fuzo são reforços

Depois da prata e do bronze na Áustria, 'arrancou' um 8º e um 9º lugares no Mundial, que se realizou no Estoril. D.R.

Depois de ter assegurado a contratação de Gian Wolverine, guarda-redes internacional brasileiro que alinhava no Pato Futsal, o Portimonense reforçou-se com Renan Fuzo, um fixo que representava o Elétrico de Ponte de Sor desde 2018. Fuzo também é brasileiro, realizou 74 jogos pelos alentejanos e tem bastante experiência do futsal português. A turma de Portimão, que continuará sob o comando técnico de Pedro Moreira, renovou com Gutta, Júnior, Miranda, Wendell, Deivão, André Rochato, Filipinho e Paulinho Rocha. Deixaram de fazer parte do plantel Bruno Moreira, Caio Ruiz, Divanei, Vigário e Paulinho. No caso deste último, internacional português de 38 anos, vale a pena ver o que deixou escrito, em jeito de despedida, após duas épocas de ligação à equipa alvinegra: “Foram dois anos difíceis, mas conseguimos alcançar praticamente todos os objetivos propostos pelo clube. Quero agradecer a todos os que trabalharam comigo durante este tempo, agradecer o apoio dos adeptos e de todos os portimonenses pelo carinho. Desejo o maior sucesso a toda a estrutura no futuro”, vincou Paulinho.

Surfista do Clube Naval de Portimão em ‘grande’

Yolanda assegura bilhete para Tóquio

Luís Costa voltou a dignificar as cores nacionais em competições de topo Hélio Nascimento

L

uís Costa concluiu com distinção a sua presença no Mundial de Paraciclismo, que decorreu no Circuito do Estoril, averbando um 8º lugar na prova de contrarrelógio e um 9º na de fundo, na classe H5, tendo sido o melhor elemento da Seleção Nacional. Para trás, recorde-se, o portimonense brilhou no Europeu, arrancando uma medalha de prata (contrarrelógio) e uma de bronze (fundo). “Fico satisfeito, porque estou a evoluir bem e sinto-me muito motivado para o período que me separa de Tóquio”, afirmou Luís Costa, que assim marcou pontos para a desejada presença nos Jogos Paralímpicos, marcados para o período entre 24 de agosto a 5 de setembro.   No Estoril, no Mundial que terminou no domingo, 13 de ju-

nho, o corredor português, na prova de fundo, colocou em prática a tática idealizada: não ir ao choque com os adversários mais fortes da classe, procurando seguir num segundo grupo que lhe permitisse tentar ultrapassar alguns concorrentes que descolassem da frente da corrida. A prova de 67,2 quilómetros foi animada, inicialmente, por uma fuga do italiano Diego Colombari e do holandês Johan Reekers. Os dois acabaram por não conseguir resistir à perseguição movida pelos quatro mais fortes do pelotão, os holandeses Mitch Valize e Tim de Vries, o francês Loic Vergnaud e o irlandês Gary O’Reilly.   A medalha de ouro foi discutida por este quarteto, com Valize e Vergnaud a destacarem-se dos demais para um emocionante sprint, no qual se impôs o representante dos Países Baixos, que repetiu no

Mundial o que conseguira no Europeu da semana anterior, a dobradinha contrarrelógio e prova de fundo. Na luta pelo bronze levou a melhor Tim de Vries, que se despediu do estatuto de campeão do mundo. Mais atrás, o grupo de Luís Costa acabou por não conseguir chegar aos fugitivos iniciais. O português terminaria na nona posição, a 5m12s. “Sei que ainda não estou em condições de arriscar ir ao choque. Vi-me num grupo com mais dois atletas e, como não estávamos a perder muito para a frente, colaborámos para tentar apanhar alguns dos outros atletas”, explicou.   Acrescente-se que no Europeu, que decorreu na Áustria, Portugal conquistou seis pódios, os dois de Luís Costa, mais as duas medalhas de pratas de Telmo Pinão na classe C2 e outras duas para Bernardo Vieira (ambas de bronze) em C1.  

Yolanda Hopkins Sequeira, atleta do Clube Naval de Portimão, na especialidade de surf, escreveu uma bonita página do desporto algarvio e nacional, qualificando-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio, onde Portugal vai estar representado com três atletas na modalidade, um masculino, Frederico Morais, e dois femininos, Yolanda Sequeira e Teresa Bonvalot. “O CNP não poderia estar mais orgulhoso da sua atleta, a quem dá os parabéns pelo apuramento e deseja grande sucesso nos Jogos Olímpicos”, escreveu o clube sobre Yolanda, uma algarvia, filha de mãe britânica e pai português, que nasceu em Faro e sempre viveu em Portugal. Era conhecida no mundo do surf por Hopkins e apenas começou a usar o nome Sequeira há dois anos, porque toda a gente pensava que ela era estrangeira. Por norma, treina na zona de Sines, onde o seu treinador inglês tem um 'surf camp' e onde “há todo o tipo de ondas que posso encontrar em qualquer campeonato: ondas em rochas, ondas tubulares, ondas moles, ondas duras, beach-breaks, reef-breaks, enfim, um pouco de tudo”.

Vitória sobre o Basket Almada Clube por 69-67

Portimonense avança para a fase final A equipa de basquetebol do Portimonense bateu o Basket Almada Clube, por 69-67, garantindo assim a desejada presença na fase final, onde vai disputar o acesso à ProLiga. Tratou-se do apuramento da Zona Sul do Campeonato Nacional, I Divisão, decidido num único jogo, que se realizou no Pavilhão da Boavista, ao mesmo tempo que o Santo André media forças com o AC Moscavide. Os dois vencedores ficaram apurados para disputar a Final-Four de subida à ProLiga, onde vão ainda encontrar os vencedores dos Play-Off da Zona Centro/Sul a sair dos confrontos entre Estoril e Angra e Paço de Arcos e União Sportiva. A equipa que vencer a Final-Four, além de garantir a subida à Proliga, vai ainda disputar o título de campeão da CN1 com o vencedor das Zonas Norte e Norte/Centro.


PUB


P14

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

OPINIÃO

Vias de comunicação do Algarve Factor de atrofiamento económico

Pedro Manuel Pereira Historiador Desde a Revolução Industrial que é do conhecimento das nações que se desenvolveram e continuam a desenvolver em todos os aspectos da vivência colectiva, que a construção e agilização dos meios de comunicação terrestres como caminhos-de-ferro, vias camarárias, estradas nacionais, vias urbanas, vias rápidas, autoestradas e por aí fora, constituem para as sociedades como as artérias de um corpo humano. Ou seja, devem de funcionar bem, de forma eficiente, fluida, servindo o corpo de forma harmoniosa e saudável. Assim deve de suceder numa nação que se quer desenvolvida, economicamente saudável e competitiva. Este breve enunciado que todos os governantes em Portugal deviam de ter sempre presente como o principal objectivo para a boa saúde da nação, assim que assolapam os quartos traseiros nos cadeirões do poder, ou dele se lembram vagamente ou a ele recorrem em tempos de campanhas eleitorais. Vem esta questão a propósito do território que é o Algarve, região com uma economia fundamentalmente assente na actividade turística, contribuindo esta com a maior fatia do PIB nesta área económica no todo nacional. Refira-se a propósito que o Turismo em Portugal em 2019, contribuiu com 15,4% do produto interno bruto nacional. Com o despoletar da pandemia em 2020, que continua este ano de 2021, a principal

Delegação Regional do Algarve

A DECO INFORMA… E foram felizes para sempre… Na realidade muitas vezes este desfecho só acontece nos filmes. O que sucede às dívidas perante um divórcio? E os bens do casal? Face ao divórcio ambos responderão pelas dívidas contraídas em sede de casamento, exceto no regime de separação de bens. Gostaríamos, contudo, de referir alguns tipos de dívidas que, pela sua especificidade e/ou montantes envolvidos, deverão ter um tratamento e atenção especial por parte dos titulares. Crédito à habitação: Perante uma situação de divórcio e mesmo que um dos ex-cônjuges se responsabilize pela dívida, perante o

actividade económica do Algarve, encontra-se condicionada, portanto, a braços com uma grave crise que se reflecte nas restantes actividades da região. Entrementes, o governo da nação, tem andado tão ‘preocupado’ com a miragem do arremesso sobre os cofres do Estado, de uma ‘bazucada’ de dinheiro provindo da UE, que continua sem acautelar a boa saúde das tais veias e artérias de comunicação regional e inter-regional do Algarve, fundamentais quer para a principal actividade económica da região, quer como factor de atratividade de potenciais investidores em outras áreas geradoras de desenvolvimento económico e consequente criação de mão-de-obra e de riqueza da região. O impacto da crise pandémica sobre a fatia maioritária da economia da região (o turismo), deveria constituir um alerta para a procura de investimentos alternativos na região, não descurando o turismo, é evidente. As três principais vias de comunicação regional do Algarve são os caminhos-de-ferro, a rua 125 (também conhecida como estrada) e a via do Infante. A linha ferroviária que vai de Lagos até Vila Real de Stº António, é servida por umas composições puxadas por umas locomotivas a diesel, que nos levam aos anos cinquenta e sessenta do século passado. Fazer um percurso neste meio de transporte, é como viajar no tempo. Comboios ronceiros, tremelicantes, desconfortáveis e inva-

Quem tiver a coragem de encetar a viagem desde Lagos até Vila Real de Stº António, mudando obrigatoriamente de comboio em Faro, deve ir munido de farnel, porque mais de meio-dia é passado numa longa e trepidante viagem.

com a agravante desta se encontrar em estado pré-comatoso. Circular nesta Via rápida, torna-se em cada dia que passa uma aventura de alto risco para os veículos e respectivos utentes, dada a grave degradação do piso. É como andar num carrossel mágico. Trechos com surpresas desagradáveis a que se seguem outras desagradáveis surpresas.

A chamada estrada 125 é outra aventura para quem tem de percorrer parte dela, porque se for no seu todo, levará com sorte um dia a percorrê-la. Com limites de velocidade ex-

Manutenção da mesma é evidente que não se vê, por isso pergunta-se: - Que destino tem o dinheiro arrecadado com as verbas das portagens? A empresa que detém o

riavelmente encardidos.

“Quem tiver a coragem de encetar a viagem desde Lagos até Vila Real de Stº António, mudando de comboio em Faro, deve ir munido de farnel, porque mais de meio-dia é passado numa longa e trepidante viagem” tremamente baixos, próprios para uma rua urbana, não é aconselhável a circulação de meios de transporte de mercadorias na maior parte do seu percurso, por redundar em prejuízo para os transportadores e destinatários. Em economia aprende-se que ‘tempo é dinheiro’. A via do Infante, que passou a ter portagens nos tempos da/e por imposição da troika, importada pelo segundo governo Sócrates de má memória, continua a ser zelosamente mantida pelo actual governo,

contrato de exploração destas não é obrigada a fazer a manutenção da via, ou este aspecto é omisso no mesmo? Já agora e a talhe de foice, qual é a posição da CCDR-Algarve quanto ao estado de degradação das principais vias de comunicação atrás referidas, que redunda em atrofiamento do desenvolvimento económico da região? * artigo escrito sem a aplicação do novo acordo ortográfico

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

Dividir as contas lá de casa. Com o divórcio, como será? credor os dois serão responsáveis e podem vir a ser interpelados a pagar. Para evitar mais problemas e salvaguardar ambas as partes, a venda do imóvel ou a exoneração de um dos titulares poderá ser a solução. Qualquer decisão em processo de divórcio não se poderá sobrepor ao estipulado no contrato de crédito à habitação, pelo que este vigorará no futuro, nos mesmos termos. Face a eventual incumprimento das prestações de crédito, os dois titulares responderão pela dívida. Seria aconselhável tentar

encontrar solução alternativa que permita o cumprimento por parte de quem fica com o imóvel uma vez efetuadas as partilhas, mas carecerá de aceitação por parte do banco.

cia e assinatura de todos os titulares. Seria desejável encerrar contas conjuntas antes do divórcio. Contudo, quando houver crédito associado tal não se apresentará viável.

O banco em caso de reestruturação do crédito à habitação, por força de separação judicial de pessoas e bens, não poderá agravar os encargos com o mesmo, nomeadamente proceder à alteração de spread.

Depois do divórcio refaça o seu orçamento familiar e procure encontrar soluções que viabilizem a sua nova situação financeira. Contacte os credores e peça ajuda na renegociação de créditos/dívidas. Não se deixe conduzir pelos acontecimentos: deve agir antecipadamente e não arrastar situações de risco de incumprimento.

Contas à ordem: O encerramento destas contas só poderá ser feito com a concordân-

FICHA TÉCNICA DIRETOR Rui Pires Santos • REDAÇÃO Ana Sofia Varela, Hélio Nascimento e Jorge Eusébio DESIGN E PAGINAÇÃO Vanessa Correia • FOTOGRAFIA Eduardo Jacinto e Kátia Viola DEPART. COMERCIAL Hélder Marques, 914 935 351 • PROPRIEDADE E EDITOR PressRoma, Edição de Publicações Periódicas, Unip. Lda., Rua Dr. João António Silva Vieira, Lote 3, 3º Dto, 8400-417 Lagoa CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Rui Pires Santos • DETENTOR DO CAPITAL 100% Rui Pires Santos NIF 508 134 595 • Nº REGISTO ERC 127433 • DEPÓSITO LEGAL Nº 470747/20 • SEDE DE REDAÇÃO Rua Dr. João António Silva Vieira, Lote 3, 3º Dto., 8400-417 Lagoa • EMAIL portimaojornal@gmail.com • TELEFONE 282 381 546 | 967 823 648 IMPRESSÃO LUSOIBÉRIA, Av. da República, nº 6, 1.º Esq. 1050-191 Lisboa • TIRAGEM 3.750 exemplares PERIODICIDADE Quinzenal • ESTATUTO EDITORIAL: https://algarvevivo.pt/sobre-nos/

FARMÁCIAS COM SERVIÇO NOTURNO JUNHO 17 Central • 18 Pedra Mourinha • 19 Moderna 20 Carvalho • 21 Rosa Nunes • 22 Amparo • 23 Arade 24 Rio • 25 Central • 26 Pedra Mourinha • 27 Moderna 28 Carvalho • 29 Rosa Nunes • 30 Amparo


P15

Portimão Jornal • 17 JUN 2021 • Nº26

ÚLTIMAS

CM PORTIMÃO

Atividades entre 12 de julho e 20 de agosto

Férias de Verão oferecem desporto, cultura e educação Iniciativas de ocupação de tempos livres destinam-se a crianças entre os 6 e os 12 anos.

A

s crianças e jovens residentes em Portimão, com idades entre os 6 e os 12 anos, podem ocupar os seus tempos livres nas Férias de Verão 2021, projeto da Câmara Municipal que decorre entre 12 de julho e 20 de agosto. O programa inclui atividades desportivas, culturais, lúdicas, educativas, aquáticas, de rio e de mar, e terá a participação de

2500 crianças e jovens, distribuídas ao longo de seis semanas. As Férias de Verão decorrem nas três freguesias do concelho, sendo as atividades desenvolvidas em 11 núcleos, como o Museu, a Biblioteca, a Quinta Pedagógica, o Teatro, a Área Desportiva da Praia da Rocha, o Clube Naval de Portimão, o Complexo Municipal de Ténis e Padel, a Piscina Municipal, bem como os pavilhões gimnodesportivo e o desportivo da Boavista e os complexos desportivos de Alvor da Mexilhoeira Grande. O projeto municipal tem importância do “ponto de vista educacional, social, cultural e desportivo, pois cada ação é pensada

dentro de  uma ocupação salutar dos tempos livres das crianças e visa proporcionar-lhes uma experiência pedagógica e lúdica enriquecedora, durante a qual os monitores, com formação adequada, garantirão a qualidade do serviço prestado”, explica a autarquia. Devido à evolução favorável da situação pandémica resultante da covid-19, o programa prevê uma oferta desportiva mais diversificada este ano. As crianças poderão experimentar modalidades como ténis, natação, surf, body-board, vela, canoagem, dança, ginástica, hip-hop, futsal, basquetebol, andebol, futebol americano, jogos de água, além de jogos de desenvolvimen-

Iniciativa contará com 2500 crianças ao longo de seis semanas to das capacidades física e motora. Todas as atividades seguem as recomendações da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Português do Desporto e da Juventude,

com vista a garantir as condições de  higiene e segurança dos participantes. A autarquia disponibiliza mais informações online (www.cm-portimao.pt). PUB


A FECHAR

Quinta-feira • 17 junho 2021

CM PORTIMÃO

Candidaturas abertas até 25 de junho

Fundo de Apoio Empresarial entra na terceira fase

‘Marafada Quarentena’ regressa aos palcos do Boa Esperança

Principal novidade é a inclusão das empresas que iniciaram atividade em 2020 e que se podem candidatar a um apoio de 1500 euros. CM PORTIMÃO

A

Câmara Municipal de Portimão abriu candidaturas à terceira fase do Fundo Municipal de Apoio Empresarial, até dia 25 de junho. Uma das novidades em relação às duas etapas anteriores é que a esta podem concorrer empresas que iniciaram atividade em 2020 e que sofreram uma quebra mínima de faturação na ordem dos 25 por cento, tendo a autarquia alocado uma verba de 562 mil euros. No entanto, a esta terceira fase já não podem concorrer empresas que tenham sido beneficiadas nas anteriores. Os interessados podem aceder ao formulário online (www.cm-portimao.pt/coronavirus/portimao-da-a-mao-a-economia-local/ fundo-de-apoio-empresarial) e concorrer, sendo que para o cálculo da quebra de faturação será “considerada a média mensal, contabilizando apenas os meses civis completos e com movimento de caixa, sendo de 1500 euros o valor do apoio por empresa”, explica a autarquia. A proposta, apresentada por Isilda Gomes, presidente da Câmara, integra um pacote excecional de medidas de auxílio social e económico, criado em março de 2020 para mitigar os efeitos da

A comédia ‘Marafada Quarentena’ regressa a 19 de junho à sua casa original, a sala do Boa Esperança, para uma série de espetáculos a levar a cena nos próximos sábados, a partir das 21h00. A peça estreou em agosto de 2020, no Teatro Municipal, tendo textos e letras originais de Carlos Pacheco. A comédia acompanha as peripécias de uma família tão hilariante quanto disfuncional, durante o período de confinamento, estando desde logo garantida uma generosa dose de gargalhadas, porque ‘rir é o melhor remédio’. O espetáculo respeita o plano de contingência determinado pela Direção-Geral da Saúde e tem lotação limitada a 100 pessoas. As entradas podem ser reservadas nos dias de espetáculo, entre as 15h00 e as 21h00, por telefone (967 188 290 e 964 389 752) ou por email (boaesperanca.a.c@hotmail.com).

Grupo de Amigos do Museu promove ‘Conversas com o mar ao fundo’

Fundo volta a disponibilizar verbas para ajudar empresários pandemia da covid-19, que levou a dificuldades económicas, com grave incidência na saúde financeira das empresas, sobretudo as micro e de média dimensão, muitas delas a entrar em situação de insolvência, com o consequente aumento do desemprego. Segundo os dados da autarquia, foram concedidos 719 apoios a empresas e trabalhadores independentes nas outras duas fases, no valor global de 1,4 milhões de euros. “Na primeira fase deste Fundo

foram apresentadas 630 candidaturas, 534 das quais aprovadas”, numa taxa de concretização de “84,76 por cento e um montante de apoios concedidos às empresas no valor global de 1,068 milhões de euros”. Já na segunda fase, destinada aos trabalhadores independentes, a Câmara recebeu 242 candidaturas, das quais 185 tiveram 'luz verde', o que significou uma taxa de aprovação de 76,76 por cento e 370 mil euros de apoios concedidos.

O Grupo de Amigos do Museu de Portimão (GAMP) retoma as suas iniciativas após um longo período de interrupção, devido à covid-19, com a organização da tertúlia ‘Conversas com o Mar ao Fundo’, cujo orador será Helder Mendes, esta sexta-feira, 18 de junho, às 17h00. O tema da sessão agendada para o auditório do Museu de Portimão é ‘Almadrava – A Pesca do Atum’. Para o GAMP, esta será uma oportunidade para recordar “um dos últimos momentos da pesca” desta espécie na costa algarvia, protagonizado pelo Arraial Ferreira Neto, de Tavira, e filmado pelo orador da tertúlia em 1968 para a Rádio Televisão Portuguesa.

Águas do Algarve premeia as melhores imagens da família A Águas do Algarve promove, até 1 de outubro, um concurso de fotografia com o tema ‘Integração da família com o ambiente’. O regulamento está disponível para consulta online (www.aguasdoalgarve.pt/ content/concurso-de-fotografia-integracao-da-familia-com-o-ambiente). O vencedor do primeiro prémio receberá mil euros em cheque prenda a usar num estabelecimento de artigos fotográficos e dinamização de campanha comunicação com base na foto vencedora. O segundo será um cheque de 750 euros e o terceiro de 250 euros. PUB

CENTRO DE JARDINAGEM Garden Center Parchal - Lagoa Construção e Manutenção de Jardins Garden Maintenance & Landscaping

282 094 787 +351 916 846 990 paulo@pgs-gardens.com www.pgs-gardens.com

Profile for Portimão Jornal

Portimão Jornal nº 26 | 17.06.2021  

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded