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Editorial

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OBRAS Reformas e construção da nova sede da APAPS e ruas asfaltadas NEGÓCIOS Explosão imobiliária atrai cada vez mais compradores para a nossa região ECO-DICAS A casa sustentável é funcional no momento em que todos os moradores estão focados nas alterações de atitudes BICHO DA GENTE Ratão do banhado: o solitário do lago CAPA A realização de um sonho. Um novo estilo: trabalho somado à qualidade de vida SEGURANÇA Riscos de incêndio ameaçam o equilíbrio ambiental CLUBE E SOCIAL Festa da Primavera trouxe boa música, arte e cultura CONVÊNIO Diretoria da Porta do Sol oficializou o convênio entre nosso Viveiro e o Departamento de Meio Ambiente de Mairinque NOSSAS RUAS Martins Fontes: É considerado um dos melhores trovadores de sua geração

Primeira vitória O

mês de agosto foi gratificante para todos nós, da Porta do Sol: conseguimos embargar as obras do Empreendimento Catarina, forçando os empreendedores ao cumprimento de todas as exigências legais. Obter o embargo da construção do aeroporto não é apenas uma vitória ambiental ou uma vitória individual isso vai garantir os nossos direitos! E mais, esta vitória é a oportunidade que temos para mostrar a todos os descrentes que o Judiciário existe e está presente. A luta não acabou, mas temos um bom começo! Fizemos uma audiência pública com a presença significativa de 160 pessoas. Todas estavam interessadas em discutir, entender e opinar sobre o tema. Uma coisa que ouvi de uma vizinha nossa do Residencial me sensibilizou muito: com palavras mais bonitas do que as que escrevo agora, ela comentou que a sua presença e a presença de todos ali era fundamental, pois cada pessoa naquela sala fazia a diferença. Eu creio que nós devemos lutar para que os nossos direitos sejam respeitados; juntos teremos muito mais possibilidades de alcançarmos a vitória! Além disso, esta edição da Revista Porta do Sol destaca as vantagens e motivações que levaram muitos de nós a sair de uma grande metrópole para estabelecer moradia numa área tranquila e estritamente residencial, como a nossa. São muitos os casos e espero fortemente que inspirem outros associados a seguirem este caminho. Boa Leitura!

Renzo Bernacchi Presidente da Diretoria Executiva da APAPS Associação dos Proprietários Amigos da Porta do Sol

EXPEDIENTE: A Revista Porta do Sol é uma publicação bimensal da APAPS - Associação dos Proprietários Amigos da Porta do Sol. É enviada gratuitamente pelos Correios para os proprietários do Residencial Porta do Sol. A versão eletrônica da Revista está disponível no site da APAPS: www.portasol.com.br • APAPS - Rodovia Castelo Branco, Km 63,5 - Porta do Sol - 18120-000 - Mairinque (SP) - sap@portasol.com.br - Fone: 11 4246-6464. Direção editorial: Diretoria de Marketing APAPS • Diretor responsável: Renzo Bernacchi Coordenação e produção editorial: Newww.comm Comunicação Integrada - 15 3011.4599 - www.newww.com.br Jornalista responsável: Andréa Cambuim • Edição: Glauciane Castro (Mtb 34.491) Editoração eletrônica: Daniel Guedes (Mtb 33.657) • Foto capa: Rita Valente Publicidade: Alan Carvalho (15) 3011.4599 / 9115.2126 • email: publicidade@portasol.com.br

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Obras POR ANDRÉA CAMBUIM

Reformas e construção da

nova sede da APAPS As obras trarão melhores condições para atendimento ao público

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Ele também informa que será possível aproveitar as instalações onde está atualmente locada a administração. “Decidiremos posteriormente, através de uma reunião com o conselho, como será usada a atual sede quando a nova estiver pronta”, finaliza Bernacchi. Todas as obras serão realizadas pela empresa P&S Engenharia e fiscalizadas pelo departamento de obras e manutenção da Porta do Sol.

PAVIMENTAÇÃO trouxe melhoria para a rua Júlio Ribeiro

As obras de asfalto As pavimentações das ruas estão dentro do planejamento e trazem melhorias para a Porta do Sol

A

s obras previstas dentro do Residencial estão a todo vapor e devem estar prontas até o início do ano. O cronograma de pavimentação está sendo cumprido e as melhorias podem ser facilmente observadas. Segundo Thiago Botti, engenheiro e responsável pelas obras e manutenções da Porta do Sol, antes de aplicarem o asfalto foram realizados procedimentos para que não ocorram problemas como no escoamento. “Executamos serviços de infraestrutura antes e a drenagem pluvial foi essencial”, explica. Foram minimizados desníveis e ondulações em algumas ruas e, em outras, se fez necessário refazer as entradas de carros. “A incompatibilidade de nível com o novo leito da rua nos obrigou a restaurar algumas entradas de automóveis para que ficassem corretas”, afirma Botti. A pavimentação contemplou as seguintes ruas: Carlos Laet, Júlio Ribeiro, Catulo Cearense, Faisão, Antônio Salles, Ozório Duque DOIS Estrada, Luís Guimarães pontos da Júnior, Pintassilgo e Alvarua Carlos Laet renga Peixoto.

Fotos: Rita Valente

empresa contratada”, relata o gerente. Por fim, e na sequência, será construída a nova sede administrativa da APAPS, que deve estar pronta até o início de 2014. “Com a nova sede, teremos melhores condições para atender ao público e, além disso, a conclusão da obra proporcionará melhor qualidade de trabalho para os funcionários”, acrescenta Renzo Bernacchi, presidente da APAPS.

Fotos: Rita Valente

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epois de cumpridas as obras de pavimentação, o departamento de manutenção do Residencial terá mais desafios: ampliação da sede administrativa da APAPS, construção do banheiro social e salão do conselho. As obras foram divididas em três etapas, segundo o gerente geral da Porta do Sol, Eduardo Messias. A primeira está concentrada na construção de banheiros mais espaçosos e também para pessoas com necessidades especiais. “As conclusões estão previstas para este mês de setembro, pois é importante que fiquem prontos o mais breve possível”, informa Messias. Assim que os banheiros estiverem finalizados, será dada a largada na A PRIMEIRA etapa da obra obra do salão social. “Como este serviço estánaconcentrada construção será tratado de forde banheiros mais espaçosos ma independente, e também para demos um prazo pessoas com de 60 dias para que necessidades seja concluído pela especiais

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Negócios POR ANDRÉA CAMBUIM

Cuidados na hora da compra Para garantir que não haja problema no futuro, um importante passo antes de realizar a compra de uma casa ou terreno é consultar o cartório de imóveis. “O comprador também deve buscar, junto à Prefeitura da cidade, uma certidão negativa de débito”, recomenda Ana Regina Guimarães. “Isso evita que o novo proprietário perca o direito sobre o imóvel caso a propriedade esteja em litígio judicial”, completa a diretora jurídica. No final do ano passado, a Fundação Procon-SP lançou uma cartilha que ensina a fazer uma compra segura. O material pode ser consultado por meio do site da entidade (www. procon.sp.gov.br) e traz recomendações para a aquisição de imóveis novos e usados. Para adquirir propriedades novas ou na planta, o órgão

Explosão imobiliária O boom dos negócios atrai cada vez mais compradores para a nossa região

O

s ânimos estão aquecidos quando o assunto é a compra de um imóvel. O setor vem crescendo com os incentivos, auxílio do governo e a estabilidade econômica. Ao longo dos anos, a renda mínima necessária para se adquirir um financiamento imobiliário foi reduzida, proporcionando facilidades na hora da compra.

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Há cinco anos, o salário mínimo era metade do que é hoje e não havia qualquer incentivo ou condição macroeconômica para uma política de crédito imobiliário: era necessária uma renda familiar de, pelo menos, 15 salários mínimos para aquisição de um imóvel. Hoje, as condições estão bem mais favoráveis para a classe média brasileira. Com uma renda familiar de apenas cinco salários mínimos é possível realizar um financiamento imobiliário. “O mercado está aquecido, crescente e a tendência é que continue assim nos próximos anos”, descreve a diretora Jurídica da Prefeitura de Mairinque, Ana Regina Guimarães. A redução das taxas de juros dos últimos anos fez com que uma gran-

de parcela da população tivesse acesso ao crédito e isso vem proporcionando um forte crescimento e maior poder de compra para a área imobiliária. Existem, porém, vários cuidados que devem ser tomados quando o assunto é a compra de um imóvel para não transformar o sonho em pesadelo. “Antes de fechar um negócio desta dimensão, é necessário que o comprador faça algumas pesquisas para não concluir um mau negócio”, alerta Ana Regina. Quando a compra é decidida, a localização e a qualidade de vida são fatores a se considerar antes de bater o martelo. Com isso, os loteamentos e as casas à beira da Rodovia Castelo Branco têm levado vantagem. “A Porta do Sol foi um dos primeiros

residenciais, e muitos sem fiscalização alguma, as pessoas começam a construir acreditando que podem fazer qualquer coisa dentro do terreno adquirido. “Antes da construção, o dono do lote deve consultar a Prefeitura para ter conhecimento das restrições que existem e também as limitações que o terreno possui”, explica Ana Regina. Segundo ela, uma das questões que a Prefeitura de Mairinque está engajada em solucionar é o uso desordenado de terras. A diretora conta que estão sendo realizadas ações coordenadas com a ajuda de alguns departamentos para fiscalizar os novos empreendimentos e regulamentar os mais antigos. “Estão ocorrendo muitos desmatamentos na nossa região e, preocupada com isso, a Prefeitura está trabalhando para dar um basta nas irregularidades”, comenta. Por esse e outros motivos é preciso muita atenção antes de fechar negócio. Ana Regina ainda endossa que o único Residencial que procura estar sempre por dentro do que é necessário para ser politicamente correto é a Porta do Sol.

É preciso muito mais do que uma aprovação do banco para um financiamento ou as economias de uma vida para concretizar este sonho. “Todo cuidado é pouco quando falamos sobre um passo tão importante como é a compra de uma casa ou terreno”, finaliza Ana Regina.

O MERCADO ESTÁ AQUECIDO, CRESCENTE E A TENDÊNCIA É QUE CONTINUE ASSIM NOS PRÓXIMOS ANOS Ana Regina M. Guimarães, diretora Jurídica da Prefeitura de Mairinque

NO INÍCIO da Porta do Sol os lotes eram bem baratos, mas nos últimos cinco anos ocorreu uma valorização de, aproximadamente, 25%

Foto: Rita Valente

loteamentos desse tipo: no início os lotes eram bem baratos, mas nos últimos cinco anos podemos dizer que ocorreu uma valorização de, aproximadamente, 25%”, comenta Renzo Bernacchi, presidente da APAPS.

recomenda que antes seja feito um bom planejamento financeiro e que se analise cada parágrafo do contrato. Já para a compra de um imóvel usado, a cartilha reforça a atenção com a documentação e quitação dos débitos. No caso da Porta do Sol, o futuro proprietário ainda pode fazer uma consulta junto ao setor administrativo do Residencial para tomar ciência de débitos de condomínio sob o imóvel. “A administração tem plenas condições de oferecer essas informações, auxiliando para uma compra transparente”, informa o presidente da APAPS. Escolher morar em uma área com mata densa ao redor implica em uma série de restrições para o comprador. Com o crescimento desordenado de

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Bicho da Gente

Eco-dicas

POR ANDRÉA CAMBUIM

Construções

sustentáveis

A casa sustentável é funcional no momento em que todos os moradores estão focados nas mudanças de atitudes rência para materiais que não agridem a natureza são algumas coisas que podem amenizar os danos à natureza. Quando se pensa em construir uma casa sustentável, é preciso lembrar da necessidade de elaboração de um projeto feito por um profissional especializado em tecnologias verdes e plantas arquitetônicas ecologicamente corretas. Deve-se ter muita cautela com esse tipo de obra, pois ela precisa ser acompanhada pelos responsáveis e auxiliada pelo futuro proprietário desde a criação até a execução.

CORES CLARAS NA PAREDE AMPLIAM A REFLEXÃO SOLAR E DIMINUI A IRRADIAÇÃO DE CALOR TORNANDO A CASA MAIS AREJADA

Arquitetar uma casa deste nível não tem muito segredo. Para que dê certo, o primeiro passo é escolher um terreno que não possua prédios próximos, avenidas e ruas com grandes movimentos. Durante a elaboração do projeto, é interessante explorar ao máximo os benefícios que a natureza oferece como, por exemplo, a luz e a ventilação natural. Para isso, é necessário que o projeto adeque as aberturas para a entrada máxima dessas duas coisas no interior da residência. Para a execução da obra, podem-se

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Como planejar

adotar sistemas construtivos como o tijolo ecológico, light steel framing (construção com aço galvanizado) e alvenaria estrutural, pois são produtos que reduzem a emissão de CO2. Usar madeira que possui certificação ambiental de empresas que têm áreas de reflorestamento também faz parte de uma construção sustentável. Na hora do acabamento, também dá para ser ecologicamente correto. As cores claras na parede, por exemplo, ampliam a reflexão solar e diminuem a irradiação de calor, tornando o ambiente mais arejado. Até na hora de equipar a casa podemos ajudar o meio ambiente, optando por eletroeletrônicos com baixo consumo de energia ou de água e procurando comprar produtos com o “Selo Procel Eletrobrás de Economia de Energia”, que têm o baixo consumo confirmado. Ter uma casa sustentável é só o primeiro passo para a mudança de hábitos. Os moradores também devem ser sustentáveis e politicamente corretos. Ações como cultivar uma horta, criar um jardim e fazer coleta seletiva devem fazer parte do dia a dia da família que tem esta preocupação.

Ratão do banhado O solitário do lago C

aminhar pela beira do lago da Porta do Sol é permitir-se apreciar o que a natureza tem de melhor. Além da agradável paisagem, da tranquilidade e do ar puro, é possível presenciar um curioso animal chamado Ratão do Banhado. Mesmo com esse nome, o bichinho não assusta como um rato comum. Os Ratões do Banhado pertencem à família de castores, mas não são bons mergulhadores como seus parentes. Quem anda pelas margens do lago do Residencial, com tempo e um pouco de paciência pode facilmente encontrar um exemplar desse roedor. “Ele é pouco visto, exceto na hora da alimentação dos patos e gansos”, explica Gabriel Bitencourt, diretor de Meio Ambiente da APAPS. Ultimamente, o nosso amigo roedor anda solitário. Há um tempo, era possível avistar dois exemplares do Ratão do Banhado, mas hoje só resta um. “Ouvi dizer que um deles foi morto por algum predador; uma pena, mas faz parte do ciclo natural”, lamenta o diretor. Os predadores desses roedores não costumam dar trégua: geralmente, são felinos como a onça pintada e também jacarés. Já eles, na

maior parte do tempo se alimentam de plantas aquáticas, capim, grãos e, de vez em quando, os peixes entram no cardápio. A estimativa de vida é de 15 anos. Quando a fêmea dá a luz, os filhotes recebem os cuidados do pai até que a mãe se recupere do parto. O cuidado e a vaidade desses roedores são marcas registradas. Muito asseado, o Ratão do Banhado passa

um bom tempo lavando o seu pelo e, com a ajuda de suas garras, penteando a pelagem. Para finalizar o ritual de beleza, esfregam as patas nos cantos da boca - por onde glândulas especiais segregam uma substância gordurosa - e, cuidadosamente, friccionam esse óleo no pelo, que se torna bastante lustroso. Vivendo em tocas construídas ao longo das margens dos rios, lagoas e banhados, esses animais têm sido bastante ameaçados pelo homem e um dos motivos para se tornarem presa fácil é porque costumam caminhar muito devagar. A vida no Residencial é deliciosamente surpreendente por proporcionar a convivência com animais como o nosso “bicho da gente” desta edição: o Ratão do Banhado. Fotos: Rita Valente

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roteger a natureza depende da postura e do comportamento das pessoas que estão engajadas nesse propósito. Uma forma de reduzir o impacto ao meio ambiente é a construção de uma casa ecologicamente correta. Hoje em dia, as organizações ambientais recomendam que sejam implementadas políticas para diminuição da emissão de dióxido de carbono (CO2), do desmatamento e da degradação ambiental. Reutilizar a água da chuva, optar pela utilização de sistemas de tratamento de esgoto e também dar prefe-

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Capa POR ANDRÉA CAMBUIM / FOTOS: RITA VALENTE

A realização de um sonho C Um novo estilo: trabalho somado à qualidade de vida ombinar trabalho com qualidade de vida é o sonho de consumo para muita gente. Hoje, a correria do dia a dia, estresse no trânsito, dificuldades para respirar por culpa da poluição, etc., são problemas que fazem as pessoas pensarem em uma vida com mais qualidade e saúde. Muitos adiam a ideia de viver em um local mais tranquilo, pois acreditam que isso não é possível e que fazer essa escolha significa abrir mão das facilidades de uma “cidade grande”. Acredite, isto já é mito! A mineira e empresária Vera Guedes e seu esposo, Carlos Alberto Donate, moraram por muito tempo no

centro de São Paulo. Ela foi secretária em uma empresa de engenharia na cidade. Logo que chegou à capital, instalou-se no agitado bairro do Bexiga. Com o tempo, sua família decidiu voltar às raízes e ela, por um curto período, foi morar sozinha. “A minha estadia solitária durou pouco, logo conheci o Carlos e fomos morar juntos”, comenta Vera. As diversas viagens, o cansaço e a ausência do marido de Vera fez o casal decidir montar um negócio próprio. Abriram uma escola de informática, já que o curso estava em alta naquela época e Carlos gostava de lecionar. Na década de 1990, os negócios não caminhavam bem e isso levou os dois a pensarem em outro tipo de ativida-

de. Começaram a investir em uma invenção de Carlos, uma estufa vertical para papel, a Good Paper. “A ideia da estufa nasceu das dificuldades que tí-

PARA Vera Guedes e seu marido Carlos Alberto Donate (página ao lado) conseguir conciliar tranquilidade e trabalho foi uma conquista

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nhamos na escola de informática, pois as opções de estufas que o mercado tinha não supriam totalmente a nossa necessidade e não resolviam o problema”, conta Carlos. A invenção deu tão certo que foi até patenteada. Com o sucesso dos negócios, o casal conseguiu, em 2005, comprar um imóvel na Porta do Sol. “No início a gente ia e voltava para São Paulo de segunda a sábado. Quando percebemos que teríamos mais qualidade de vida trabalhando em casa, encerramos as atividades da escola e nos instalamos por aqui”, completa Vera. Um pouco antes desta mudança, Vera começou a engatilhar mais uma atividade: abriu um site e passou a vender roupas e utensílios pela internet. Ela revendia alguns catálogos quando tinha a escola de informática e foi por meio de um desses fornecedores que surgiu a ideia de trabalhar via web. “Quando comecei, não imaginava que ia dar tão certo”, avalia. “Hoje, compro e vendo pela internet e, além disso, existe dentro do site um espaço para a divulgação e venda dos trabalhos de marcenaria do Carlos”, explica Vera. O estilo home-office está cada vez mais integrado ao cotidiano das pessoas - um tipo de trabalho que antes só pertencia aos países desenvolvidos e que caiu no gosto e confiança dos brasileiros. Na opinião do casal, só é preciso estar atento às ciladas que podem surgir. “Muitas pessoas acham que não existem regras quando o assunto é trabalho em casa, mas estão muito enganadas, como ao pensar que é possível

A QUALIDADE e a facilidade de ir e vir são diferenciais que Geruza Silva vê na vida de quem trabalha e mora no Residencial

acordar a hora que quiserem”, explica Vera. “O home-office requer muito mais disciplina do que um trabalho normal”, pondera. Para o casal, conseguir conciliar tranquilidade e trabalho foi uma conquista. “Sentimos muita paz e segurança dentro do Residencial e conseguimos passar isso através do atendimento aos nossos clientes”, comenta Vera. Sua maior satisfação, segundo relata, é abrir a janela do quarto e dar de cara com o Morro do Saboó, em São Roque. “Eu sinto alegria de viver

aqui, a Porta do Sol me traz tranquilidade”, conclui. Mudança e recomeço Outra história sobre junção de qualidade de vida e trabalho é a da empresária Geruza Silva. O Residencial sempre foi uma “válvula de escape” para ela e o marido, Luiz Fontes. Eles moravam no bairro Campos Elíseos, região central de São Paulo. “Quando chegava o fim de semana nós corríamos para a chácara para relaxar, até que chegou um dia que o Luiz me fez uma proposta indecente (risos): vir morar definitivamente na Porta do Sol”, confidencia Geruza. Realmente, na época a proposta pareceu bem indecorosa. Geruza estava com o cargo de gerente de uma rede de lojas de roupas na rua José Paulino - polo de vendas no atacado e varejo localizado no centro de São Paulo. O estresse no trabalho estava no ponto máximo e foi por isso que ela entrou de cabeça na ideia de colocar um pé no freio. “Andava muito estressada e infeliz e estava trabalhando muito nos últimos anos. Fora que também não aguentava mais abrir a janela de casa e em vez de verde, pássaros e ar puro, deparar-me com um emaranhado de fios quase ao alcance das mãos”, comenta Geruza. Assim que eles mudaram definitivamente para o Residencial, Geru-

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Capa

Segurança POR ANDRÉA CAMBUIM

za ficou um tempo aproveitando suas caminhadas diárias pelos quarteirões. Depois de um período, por sugestão do esposo Luiz, ela aceitou o desafio de vender anúncios para a Revista Porta do Sol. “Saí por duas horas para vender os anúncios e quando voltei com duas páginas fechadas, o Luiz ficou de boca aberta. Ele me disse que quando eu saí, pensou: ‘Coitada, vai voltar sem nada’ (risos)”, confidencia a lojista. Mas os anos de experiência em confecção e o bom faro para as vendas não abandonaram Geruza. Em suas andanças em busca de anúncios, ela percebeu, nas imediações do Residencial, um ponto estratégico para venda de roupas, situado próximo ao mercadinho que fica do lado de fora da Portaria 2. Conversou com o proprietário, fe-

ESPECIAL MESMO É QUANDO ENTRO PELA PORTARIA DEPOIS DE UM DIA DE TRABALHO E VEJO QUE CHEGUEI AO MEU PORTO SEGURO PARA REPOR AS ENERGIAS Cássia Rebello, dona da Livraria Nobel em São Roque e moradora do Residencial

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chou o espaço e deu o pontapé inicial em uma ideia que, mais para frente, se multiplicaria. A loja chamava cada vez mais atenção pelo bom gosto de Geruza e pelas escolhas das peças. “Muitas clientes deixaram de comprar suas roupas fora da Porta do Sol para comprar comigo e me perguntavam sempre onde eu conseguia encontrar tantas peças diferentes, boas e bonitas. Eu dizia que era segredo (risos)”. A qualidade e a facilidade de ir e vir ao trabalho são diferenciais que Geruza vê na vida de quem mora no Residencial. “Eu tenho prazer de andar todos os dias pelas ruas bem devagar, assim aproveito toda a paisagem desse local. Sair para trabalhar de manhã é uma realização, ando com o sorriso no rosto o tempo todo”, afirma a empresária. O sucesso profissional da empreendedora não parou em uma só loja: orgulhosa, ela fala da outra unidade, no centro de Mairinque. “A minha loja chama atenção de longe, logo na fachada tem um fuxico enorme de tecido que eu mesma fiz para reforçar o seu nome. Quando as clientes entram na Fuxico e olham a decoração toda feita com material reciclável não acreditam que foi eu mesma que decorei o local”, conta Geruza. Novos rumos Estar no meio da agitação e próximo das facilidades de uma grande cidade não é “só flores”. A falta de segurança fez a família de Cássia Rebello, dona da Livraria Nobel, em São Roque,

e moradora do Residencial há sete anos, pensar em um “plano B” para fugir da violência. “Morávamos no Morumbi, bairro nobre de São Paulo, e o alerta de que ali não estava seguro surgiu quando começaram os sequestros dentro do condomínio em que morávamos”, desabafa a empresária. Nesta época, a família de Cássia tinha um terreno em um residencial na cidade de Itu, interior de São Paulo, mas o lote não era, ainda, o que queria, pois pensava em um local com uma casa pronta. Foi então que ela estruturou um plano para convencer o marido a comprar uma casa na Porta do Sol. “Eu já tinha maquinado tudo, estava com os endereços que queria visitar e ele topou. Só que eu tinha separado umas oito casas para visitar e ele não iria querer ver as oito, como não viu mesmo!”, relembra aos risos. “Vimos somente três e escolhemos a nossa primeira casa aqui no Residencial”. A decisão de morar definitivamente na Porta do Sol chegou somente três anos depois da compra. “Viemos passar as festas de fim de ano aqui e quando voltamos para São Paulo, na semana seguinte a mudança já estava pronta com tudo encaixotado. Louco, não?”, comenta Cássia. O casal ficou um ano pensando nas opções de investimento que seriam viáveis. A sugestão de abrir uma livraria na cidade de São Roque veio do marido de Cássia e ela se animou na mesma hora. “Por que não uma livraria, já que toda a família sempre adorou ler?”, explica. A mudança de ares só tem feito bem à família da empresária, tanto pessoal, como profissionalmente. Depois que o casal mudou para o Residencial com o filho caçula, a sogra e seus animais de estimação, a vida ganhou uma qualidade que ela afirma ter esquecido que existia. “Especial mesmo é quando entro pela portaria depois de um dia de trabalho e vejo que cheguei ao meu porto seguro para repor as energias. Isso não tem preço!”, confessa Cássia. Está comprovado que combinar trabalho com uma vida saudável e livre do estresse de uma grande capital já é viável. O mercado profissional tem se diversificado de maneira positiva e isso vem dando espaço para que as pessoas possam optar por este estilo de vida. “Considero que o fato de termos vindo morar aqui, com essa qualidade toda, abriu diferentes segmentos profissionais e tem sido um sucesso”, finaliza Cássia.

Riscos de incêndio ameaçam o equilíbrio ambiental Conscientização e prevenção são essenciais para que esses incidentes não ocorram

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nfelizmente, têm sido frequentes os casos de incêndios dentro da Porta do Sol. A situação pede atenção absoluta dos moradores e proprietários. “Somos uma área de reserva natural, com ampla vegetação e fauna diversificada, por isso devemos garantir a execução e o cumprimento das leis federais e municipais dentro do Residencial”, explica Renzo Bernacchi, presidente da APAPS. Nos últimos anos, alguns incidentes com fogos de artifício e queimadas têm sido registrados na área que abrange a Porta do Sol. O mais recente ocorreu no local onde serão realizadas as obras do aeroporto. “Recentemente, também houve um incêndio na região da rua Portinari e foi criminoso”, informa Renzo. “A segurança avistou o incendiário, mas não pôde identificá-lo”, relata. A existência de um depósito de fogos na Porta do Sol requer atenção. Mesmo estando em uma área mista – onde é autorizado o uso de terrenos e casas para indústria e comércio –, a situação é preocupante. “Mais grave do que isto é o fato de que este depósito é abastecido por

caminhões carregados de fogos que passam pela portaria, atravessando uma área estritamente residencial”, alerta o presidente. Algumas medidas judiciais já foram tomadas pela APAPS e a ação se arrasta há um ano. Como ocorreram, dentro do processo, afirmações que não condizem com a rea-

A ORIENTAÇÃO CONTRA O USO DE FOGOS CONTINUA, POIS ELA ESTÁ INSERIDA NA CAMPANHA DE CONVIVÊNCIA COM SEU VIZINHO E COM O MEIO AMBIENTE Renzo Bernacchi, presidente da APAPS

lidade, a Associação está estudando medidas cabíveis para tratar esta questão mesmo sabendo da decisão contrária da promotoria. “Nossa área jurídica está preparando um recurso contestando a decisão do promotor de Mairinque, que estaremos entregando na promotoria de São Paulo”, diz Renzo. Para reforçar o novo pedido, a APAPS conseguiu reunir cerca de 200 assinaturas, por meio de um abaixo assinado. “Este é apenas mais um recurso, pois estamos deixando todas as instâncias cientes do problema para que, caso ocorra um acidente – o que esperamos que não aconteça – não venham nos dizer que o problema era desconhecido”, comenta o presidente. Com a sanção da nova lei, que torna a Porta do Sol uma Área de Especial Interesse Ambiental, haverá um controle maior sob o uso de fogos de artifício em festejos, mantendo as características do local. “A orientação contra o uso de fogos continua, pois ela está inserida na campanha de convivência com seu vizinho e com o meio ambiente”, finaliza Renzo Bernacchi.

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Clube e Social POR ANDRÉA CAMBUIM / FOTOS: RITA VALENTE

Mais um ano comemorado com estilo Festa da Primavera trouxe boa música, arte e cultura

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om a chegada do mês de setembro, além das flores, há muita comemoração no Residencial. A Festa da Primavera deste ano reservou um dia inteiro de diversão e aprendizado para toda a família. Visando promover o bem-estar e boa convivência entre as pessoas, a festa ganhou este nome depois de sucessivos eventos que estimulavam a prática de plantio de mudas. Foi em 2011 que ela foi inserida no calendário oficial da Porta do Sol, dentro do programa da diretoria para valorizar o contato com a natureza e o relacionamento com a vizinhança. O evento também trabalha temas como o meio ambiente, saúde e cultura, assim como atividades para crianças, expo-

sições de fotografias, concursos literários e fotográficos, exposições de artistas plásticos e workshops. A ideia foi acertada e faz mais sucesso a cada edição. Realizada sempre na primeira semana de setembro, este ano aconteceu no feriado de Independência do Brasil, 7 de setembro, baseado na comemoração de 40 anos do Residencial. Durante todo o dia, ocorreram várias atividades simultâneas, como orientação para horta e pomar, ginástica ao ar livre, brincadeiras e atividades infantis, massagem, palestra sobre alimentação saudável e cuidados com a beleza. O destaque ficou para a parte musical, que teve de tudo um pouco nas apresentações. A abertura foi dada pelo grupo Shinkyodaiko, com os mile-

nares tambores japoneses. Na sequência, os participantes puderam apreciar um bom chorinho brasileiro, com o grupo Choro das Três. Encerrando o evento, o público presente prestigiou, ao ar livre, a Banda Sinfônica Conselheiro Mayrink, que é hexacampeã no Estado de São Paulo e tem como regente o maestro Alexandre Piccirillo. A noite ainda foi uma “criança” para quem escolheu comer uma pizza no Caffé Coretto. O estabelecimento proporcionou um ambiente bem colorido para dar boas-vindas à primavera. Com um repertório cheio de ritmos dançantes como a salsa, bolero, lambada, samba e uma pitada de rock, o grupo Kebra Galho alegrou os coloridos convidados com cada um destes estilos musicais.

Quebrando galho e se profissionalizando A banda Kebra Galho nasceu do nome propriamente dito

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dinheiro está curto, mas queremos música para a nossa festa. O que fazer? Foi assim que o grupo musical Kebra Galho nasceu. Sem pretensões de viver exclusivamente da música e com o gosto musi-

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cal apurado, os integrantes da banda sempre foram de encantar e alegrar as pessoas. Foi na casa de amigos que o som começou a ecoar: ali reuniam-se Dagoberto Gazelli, profissional de consultoria; Márcia Cruz, administradora de empresas; Elcem Cristiane Gazelli, advogada; Hitoshi Reid, projetista e Luiz Carlos Cruz, conhecido como “Nenê”, profissional de Educação Física, especializado em tênis. Também

participam do Kebra Galho o Guilherme, Fernando e Igor. Hoje, o grupo tem até uma pequena agenda de shows, além dos “quebra galhos” dos amigos. Quem perdeu a oportunidade de ouvi-los tocar e cantar no dia da Festa da Primavera, pode prestigiá-los em 21 de setembro, numa boa roda de samba que será realizada no restaurante do Clube.

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Meio Ambiente

Clube e Social

POR ANDRÉA CAMBUIM

Parceria do bem A As atividades deste convênio tornarão possíveis um intercâmbio de sementes e mudas de plantas da região, além da inserção do Residencial em programas de educação ambiental desenvolvidos pela Prefeitura. “É importante que todos os associados saibam que fazemos parte de um município e que essa parceria

trará muitas vantagens”, explica Renzo Bernachi, presidente da APAPS. “O convênio é um grande passo para que duas significantes áreas de preservação - Horto Florestal Mairinque e Porta do Sol - façam o intercâmbio de mudas e sementes que ainda não possuímos dentro do Residencial”, conclui.

Energia Elétrica ■ Cerim - 0800-7706280 ■ Cerim/SOS Energia - 0800-7708220 ■ CPFL - 800-102570

Diversos ■ Prefeitura de Mairinque (11) 4718-8644 Telefones da APAPS ■ APAPS - (11) 4246-6464 Atendimento da Administração: Segunda a sábado: 8h às 17h Atendimento da Recepção: Domingo e Segunda - 8h às 17h Terça à Sexta - 7h às 21h Sábado - 8h às 21h

Fotos: Rita Valente

Festa da Primavera não só trouxe um dia repleto de atividades para todos, como também uma importante parceria com a Prefeitura de Mairinque. Foi durante o evento que a diretoria da Porta do Sol oficializou o convênio entre nosso Viveiro e o Departamento de Meio Ambiente.

Telefones úteis ■ Polícia Florestal de Sorocaba (15) 3228-2525 ■ Posto da Polícia Rodoviária km 25 (11) 4136-4425 ■ Posto da Polícia Rodoviária km 46 (11) 4163-7221/4163-7224 ■ Posto da Polícia Rodoviária km 74 (11) 4026-9010 ■ Posto da Polícia Rodoviária Raposo Tavares km 45 (11) 4158-3910 ■ Posto da Polícia Rodoviária Raposo tavares km 77 (11) 4715-1161 ■ Posto da Polícia Rodoviária Raposo Tavares km 110 (15) 3221-1609/3221-1590 ■ Delegacia de Mairinque (11) 4708-2011 ■ Polícia Militar de São Roque (11) 4712-3322 ■ DEPRN (Proteção de Recursos Naturais) - (15) 3244-2778 ■ CET - 194

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Emergências ■ Bombeiros de São Roque (11) 4712-3386 ■ Hospital de Mairinque (11) 4718-1500 ■ Hospital de Sorocaba (15) 3332-9100 ■ Santa Casa São Roque (11) 47123-5400 ■ Unimed São Roque (11) 4784-8484

SAP - Serviços de Atendimento ao Proprietário sap@portasol.com.br (11) 4246-6464 Central de Segurança 24 horas central@portasol.com.br (11) 4708-1364/4246-6463 ■ Clube de Campo - (11) 4246-6461 ■ Escola - (11) 4708-1556 ■ Hípica - (11) 4708-1831 ■ Restaurante - (11) 4246-1255

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Nossas Ruas

Martins Fontes: de médico a poeta É considerado um dos melhores trovadores de sua geração e um dos dez melhores na língua portuguesa

do-se sanitarista. Mais tarde, teve a oportunidade de conviver com poetas como Olavo Bilac, Coelho Neto, Emílio de Meneses e outros. Entre o estetoscópio e versos

A

Vista panorâmica Foi pensando em homenagear este personagem da literatura brasileira - e médico renomado - que uma das ruas do Residencial foi batizada com o seu nome. Carlos Belli, 59 anos, proprietário de uma casa na via, afirma que a vista panorâmica que teve desde

TU, QUE VÊS TUDO PELO CORAÇÃO, QUE PERDOAS E ESQUECES FACILMENTE, E ÉS PARA TODOS SEMPRE COMPLACENTE BENDITO SEJAS, VENTUROSO IRMÃO...

TRECHO DA POESIA “COMO É BOM SER BOM” – FAMOSA OBRA DE MARTINS FONTES (1984-1927)

a primeira vez que a conheceu foi o que mais chamou sua atenção. “Todos os amigos que recebo se sentem em Campos do Jordão”, relata. “Além disto, a vizinhança é tranquila e amistosa”, define o administrador, que passa seus fins de semana no Residencial há mais de dez anos. A tranquilidade da via, somada ao valor histórico que ela carrega, traduz o que há de melhor em estar na rua José Martins Fontes, na Porta do Sol.

Fotos: Rita Valente

os oito anos de idade, Martins Fontes publicou os primeiros versos num jornalzinho denominado “A Metralha”. Foi aos domingos, durante nove edições, que surgiu o grande poeta. Nascido em Santos, em 23 de junho de 1884 e criado em uma família de classe média, Fontes teve o privilégio de frequentar bons colégios, o que colaborou na sua formação intelectual. Era filho de médico e, por herança, seguiu a carreira do pai, o Dr. Silvério Martins Fontes. Sua estreia de verdade nas artes aconteceu em 1892, quando recitou um hino a Castro Alves, no Centro Socialista - organização marxista-leninista criada pelo pai. O moço não parou por aí: o acervo foi tão rico até o fim de sua vida, que gerou quase 60 títulos. Fontes ficou entre os dez melhores na língua portuguesa, junto com Camões, Fernando Pessoa e Castro Alves. O médico defendeu sua tese de doutorado em 1908, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tornan-

Durante toda a vida, Fontes dividiu-se entre a arte de prosear e a de salvar vidas. No seu currículo clínico, acumulou vários cargos, como médico da Comissão de Obras do Alto Acre, auxiliar de Oswaldo Cruz na profilaxia urbana etc. Durante a epidemia de gripe de 1918, se desdobrou para socorrer pacientes do Rio de Janeiro, tornando-se, por meio deste ato, um dos beneméritos da cidade. Martins Fontes gostava de ajudar pessoas que não tinham condições financeiras. Em seu consultório particular, tratava pacientes sem poder aquisitivo e não cobrava pelas consultas. O médico-poeta morreu novo, com pouco mais de 50 anos, e pobre. Rodou o Brasil e o mundo e acabou voltando para sua cidade de origem, onde trabalhou e escreveu até a morte.

CARLOS BELLI, 59 anos, proprietário de uma casa na via

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HOMENAGEAR Martins Fontes, eternizando seu nome neste paraíso particular, é uma honra

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