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Puruña-Sukta Åg Veda 10.7.90.1-16 Verso Primeiro oà sahasra çérñä puruñaù sahasräkñaù sahasra-pät sa bhümià viçvato våtväty atiñöhad däçäìgulam A forma universal do Senhor Supremo possui mil cabeças, mil olhos e mil pés, pois Ele contém todas as entidades vivas. Ele permeia todo este mundo dando existência ao mesmo, e (inclusive) transcende-o em dez angulas (ou dois metros e meio). Verso Segundo puruña evedaà sarvaà yad bhütaà yac ca bhavyam utämåtatvasyeçäno yad annenätirohati Tudo isto é o próprio Puruña. Tudo o que existiu ou virá a existir (também é o Puruña). Conquanto seja o Senhor da imortalidade, manifestou-Se como o Puruña no universo de modo que as jévas pudesse desfrutar frutos materiais. Verso Terceiro etävän asya mahimä ato jyäyaàç ca puruñaù pädo ‘sya viçvä bhütäni tri-pädasyämåtaà dévé Os universos passados, presentes e futuros são manifestações da grandeza do Senhor, mas o Senhor é muito mais grandioso do que isso. Todos os seres vivos do universo nada são além de um quarto dEle. Os demais três quartos dEle, que são a natureza eterna, existem no mundo espiritual. Verso Quarto tri-päd ürdhva udait püruñaù pädo ‘syehäbhavät punaù tato viçvaì vyakrämat säçanänaçane abhi O Puruña, com os três quartos (de Sua energia) situa-Se acima (na energia espiritual). Seu um quarto de energia material se torna esta criação repetidamente. Ele então permeia este universo, que consiste em uma imensa variedade de seres sencientes e objetos inanimados.


Verso Quinto tasmäd viräd ajäyata viräjo adhi püruñaù sa jäto atyaricyata paçcad bhümim atho puraù A partir do Senhor, o universo nasceu, e, nesse universo, nasceu o véräö-puruña, a Superalma do universo. Então, o véräö-puruña cresceu e produziu a Terra e os corpos das jévas. Verso Sexto yat puruñeëa haviñä devä yajïam atanvata vasanto ‘syäséd äjyaà gréñma idhmaù çarad dhäviù Quando os semideuses, os primeiros seres manifestos, realizaram um sacrifício mental a fim de completar a criação, valeram-se eles do Puruña como o material sacrificatório para o ritual (havis), a primavera como o ghé, o verão como os pedaços de madeira, e o outono como a oferenda. Verso Sétimo saptäsyäsan paridhayaù triù sapta samidhaù kåtäù devä yad yajïaà tanvänä abadhnan puruñaà paçum Nesse sacrifício, as folhas de grama kuça espalhadas ao redor do fogo (para proteção contra räkñasas) eram sete (as sete métricas poéticas dos Vedas), e os gravetos combustíveis eram vinte e um (doze meses, cinco estações, três mundos e o sol). Os semideuses que executaram o sacrifício mental amarraram o próprio véräö-puruña a fim de oferecê-lO como o animal sacrificial. Verso Oitavo taà yajïaà barhiñi praukñän puruñaà jätam agrataù tena devä ayajanta sädhyä åñayaç ca ye Os semideuses, os sädhyas e os åñis realizaram o sacrifício usando o Puruña como o meio para o yajña, o Puruña que havia nascido no começo, após gotejarem o mesmo com a água da grama sacrificial. Verso Nono tasmäd yajïät sarva-hütaù sambhåtaà påñad-äjyam paçun täàç cakre väyavyän araëyän grämyaç ca ye


A partir do sacrifício, no qual o próprio Ser Cósmico foi a oblação (no qual tudo no universo foi sacrificado), iogurte e ghi – e todos os alimentos nutritivos – foram produzidos. Animais do ar, da floresta e domésticos também foram produzidos. Verso Décimo tasmäd yajïät sarva-hüta åcaù sämäni jajïére chandaàsi jajïére tasmäd yajus tasmäd ajäyata A partir do sacrifício, no qual o próprio Ser Cósmico foi a oblação (no qual tudo no universo foi sacrificado), nasceram as porções åk (os hinos), säma (a música) e yajus (a prosa) dos Vedas, juntamente com as sete métricas Védicas. Verso Décimo Primeiro tasmäd açvä ajäyanta ye ke cobhayädataù gavo ha jajïére tasmät tasmäj jätä ajävayaù Cavalos nasceram do sacrifício, bem como animais possuidores de duas fileiras de dentes, como macacos e mulas. O gado também nasceu do sacrifício, juntamente com cabras e ovelhas. Verso Décimo Segundo yat puruñaà vyädadhuù katidhä vyakalpayan mukhaà kim asya kau bähü käv ürü päda ucyete No sacrifício mental, quando dividiram o véräö-puruña, em quantas partes eles o fizeram? O que se declara acerca de Seu rosto, de Seus braços, de Suas coxas e de Seus pés? Verso Décimo Terceiro brähmaëo ‘sya mukham äséd bähü räjanyaù kåtaù üru tad asya yad vaiçyaù padbhyäà çudro ajäyata A partir de Seu rosto, surgiram os brähmaëas; de Seus dois braços, os kñatriyas; de Suas duas coxas, os vaiçyas; de Seus dois pés, os çüdras.


Verso Décimo Quarto candramä manaso jätaç cakñoù süryo ajäyata mukhäd indraç cägniç ca präëäd väyur ajäyata A partir de Sua mente, nasceu a lua; de Seus dois olhos, o sol; de Sua boca, Indra e Agni; de Sua respiração, Väyu. Verso Décimo Quinto näbhyä äséd antarikñaà çérñëo dyauù sämavartata padbhyäà bhümir diçaù çroträt tathä lokän akalpayan A partir de Seu umbigo, produziu-se o espaço entre os céus e a Terra; de Sua cabeça, os céus; de Seus pés, a Terra; de Seus ouvidos, as direções. Também deste modo, os semideuses produziram os mundos. Verso Décimo Sexto vedäham etaà puruñaà mahäntam äditya varëaà tämasas tu päre sarväëi rüpäëi vicintya dhéro nämäni kåtväbhivadän yad äste Conheço (mediante a experiência intuitiva) esse grande Puruña, o sábio, aquele que, tendo criado as várias formas e nomeado-as, lida com elas por esses nomes, aquele que é transcendental à escuridão e brilhante como o sol. Tradução de Bhagavan dasa (DvS) – Outras traduções em www.devocionais.xpg.com.br


Purusa Sukta