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Satélite será lançado em 2016

Os pilotos de satélite têm outro desafio: defender o satélite da atração da terra. O equipamento precisa se manter a 36 mil quilômetros do solo, uma zona de equilíbrio entre as forças que tentam lançar o satélite para o espaço ou fazê-lo voltar para o planeta. O trabalho dos “pilotos” é baseado em cálculos e mais cálculos para planejar e manobrar o satélite. Uma outra área de atuação da equipe é o monitoramento da “saúde” do satélite, ou seja, manter os subsistemas, como softwares e componentes físicos, operando normalmente. “Além de monitorar e corrigir alguma possível anomalia no funcionamento do satélite, temos que estar atentos a alguma situação de alarme de

uma possível colisão”, exemplifica o Tenente-Coronel Magalhães. A operação e o controle do satélite serão realizadas no centro de operações a ser construído em Brasília (DF). No local, de 11 mil m², nada poderá dar errado. Todos os sistemas terão dupla redundância. Mesmo assim, se necessário, entrará em ação o backup no Rio de Janeiro (RJ). “Tudo tem que funcionar com 99,9999% de confiabilidade”, afirma o Coronel Helcio Vieira Junior, Comandante do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NUCOPE- P). A unidade da Aeronáutica tem como missão justamente a formação de profissionais para o futuro centro de operações espaciais.

Em desenvolvimento na França pela Thales Alenia Space, sob a coordenação da Visiona Tecnologia Espacial e fiscalização das equipes da Telebras e do Ministério da Defesa, o Satélite Geoestacionário Brasileiro de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) será lançado em 2016 no foguete Ariane 5, a partir da base de Kourou, na Guiana Francesa, para atender demandas de comunicações militares e civis. A construção do satélite brasileiro, segundo o Ministério da Defesa orçado em R$ 1,7 bilhão, é estratégica para garantir a soberania das comunicações do governo e também para assegurar o fornecimento de internet banda larga aos municípios distantes e isolados, aonde não chega a rede terrestre de fibra ótica. A vida útil será de aproximadamente 15 anos. O projeto é desenvolvido em conjunto pelos ministérios das Comunicações, da Defesa e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A parte civil, gerenciada pela Telebras, ocupará cerca de 70% da capacidade do equipamento. Em relação à área militar, o SGDC vai aumentar em 2,4 vezes a capacidade da atual rede de comunicações de defesa. Um único equipamento vai trafegar mais informações do que os dois satélites em órbita atualmente. A principal ferramenta militar a ser atendida é o Sistema de Comunicações Militares (SISCOMIS), usado para dar suporte à rede operacional de defesa. “Vai mais que dobrar a capacidade de comando e controle”, analisa o Coronel Helcio Vieira Junior, Comandante do NUCOPE- P. Aerovisão

Jul/Ago/Set 2015

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AEROVISÃO nº 245 jul/ago/set - 2015  

Mais que um caça

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