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do, o operador de sistemas acústicos a bordo desses aviões conta com o auxílio de um computador. “Houve um tempo em que o ouvido do operador acústico era o único sensor. Hoje nós temos a capacidade de ter um processamento desse som em imagens”, lembra o militar. Cada P-3AM conta ainda com outros equipamentos, como um radar e um sistema ótico capazes de localizar, identificar e acompanhar embarcações na superfície. Também há antenas para captar emissões eletromagnéticas, como sinais de rádio. E, utilizado quando é necessário determinar com precisão a localização de um submarino, há um detector de anomalias magnéticas, um “ferrão” localizado na parte de trás da aeronave que é capaz de identificar objetos metálicos submersos. A paciência é outra característica da missão. Com autonomia para até 16 horas de voo, um P-3AM pode permanecer longos períodos na caça a submarinos.

SGT REZENDE / Agência Força Aérea

Treinamento Antes de cumprir suas primeiras missões a bordo do P-3AM, o Suboficial Coelho fez cursos com a Marinha do Brasil e até embarcou em submarinos. Depois, ele e os demais operadores acústicos treinaram na Espanha, onde as aeronaves foram modernizadas, e em Portugal, onde voaram em aeronaves P-3. Sua maior realização aconteceu no exterior, nas gélidas águas da Escócia. A FAB participou do exercício Joint Warrior, em 2013, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Durante o treinamento, o Suboficial Coelho conseguiu, mais de uma vez, identificar submarinos nucleares de potências internacionais. “É uma realização profissional porque a missão é realmente difícil”, afirma.

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Jul/Ago/Set 2015

Aerovisão

AEROVISÃO nº 245 jul/ago/set - 2015  

Mais que um caça

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