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TEN ENILTON / Agência Força Aérea

Projetos de aquisição de caças supersônicos, como o F-5 (acima), costumam chamar mais a atenção de empresas, porém, as Forças Armadas têm demandas como automóveis, armamentos portáteis, fardamentos, coletes à prova de bala, dentre outros itens. projetos de defesa e segurança, e nem estamos falando dos objetivos fins dos projetos, que se desdobram por toda a sociedade, como segurança pública, defesa da soberania nacional, etc. Aerovisão - Na avaliação do senhor, o público brasileiro apoia investimentos públicos na área de defesa? Carlos Erane - Não há grandes reações públicas aos projetos da área de defesa. Talvez esta seja a única área em que investimentos de grande porte por parte do governo não despertam desconfiança da sociedade. Isso ocorre porque a sociedade reconhece e respeita as Forças Armadas como essenciais para proteção do País e para a sua segurança. Muitos perguntam, ao ver um avião, um tanque ou um navio: “Por que não temos um mais moderno?”. Essa é a comprovação de que os investimentos em defesa e segurança não só têm o apoio como são exigidos pela sociedade.

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Jul/Ago/Set 2015

Aerovisão

Aerovisão - O Estado do Rio de Janeiro tem um grande número de unidades militares. Em que medida essa proximidade pode ajudar na participação de empresas sediadas no Rio de Janeiro em projetos para as Forças Armadas? Carlos Erane - Neste particular, vamos citar dois projetos em andamento pelas Forças Armadas: o primeiro é a Parceria Público Privada para a contratação de serviços de manutenção da FAB. O Rio de Janeiro tem dezenas de empresas que se enquadram nos critérios de mobilização logística do Comando da Aeronáutica, reúne todas as condições necessárias para ser um grande centro de MRO (Maintenance, Repair and Operations), possui importantes bases aéreas (Santa Cruz, Afonsos e Galeão), a base aeronaval de São Pedro da Aldeia, além de aeródromos como os de Nova Iguaçu, Jacarepaguá, Macaé,

Campos dos Goytacazes e Itaperuna. Considerando que temos alguns dos mais importantes centros tecnológicos e universidades do País, além do centro de controle do espaço aéreo nacional, é mais do que racional pensar que esta estrutura deva ficar no Rio de Janeiro, aproveitando as vantagens locacionais e de integração entre os serviços, a qualificação e a existência de pistas da própria Aeronáutica, o que reduz o custo dos serviços. O segundo é a expansão do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), através de um contrato de cooperação com uma universidade estrangeira. Como o Rio de Janeiro possui toda a infraestrutura citada acima, por que não construir esta nova unidade do ITA no Rio de Janeiro? É uma decisão lógica, além de promover a desconcentração do setor, hoje em São Paulo. Não se trata de retirar nada de São Paulo, mas de trazer para o Rio

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AEROVISÃO nº 245 jul/ago/set - 2015  

Mais que um caça

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