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Comunicação e Reflexão

25/04/2011 Volume 1, Edição 1

Mário Dias Miranda (19) 9626-3040 Este Boletim terá distribuição regular ao público em geral, impresso e no modo eletrônico atingindo um público de aproximadamente 15 mil pessoas • Adicione um destaque ou seu ponto de interesse aqui.

Retrato de um dia de vida.

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Destaques individuais: Artigo interno

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Artigo interno

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Artigo interno

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M

ais um dia chega ao fim. Agora já começando a escurecer, com o pôr do sol, que foi tão agradável todo o dia. Começa a desabrochar o luar com toda sua beleza sobrenatural. Sinto que a noite será ainda mais bela apesar da escuridão que invade a noite adentro, pois terá uma lua bela a iluminar. Começo a analisar o porquê de tudo: como foi o dia, seus prazeres e suas decepções; o porquê de tantas guerras, tantos conflitos; o porquê de ter mais um dia

Penso em que proveitos tirei por ter sentido mais uma vez o calor do sol; ter respirado esse ar, tão necessário, apesar de já todo poluído. Agradeço a um ser supremo, Deus, por ter me dado forças para vencer mais um dia de tantas injustiças e desajustes. A esse Deus que tanto confio e amo. Recordo de tudo que me ocorreu durante o dia: daquele que me pediu um pedaço de pão; da criança que me chamou para brincar e que me pediram tantas coisas, até mesmo um pai que não bebesse; daqueles homens fardados que injustamente maltratavam menores de dura sobrevivência e que andam a pedir( ou roubar) pelas ruas; de desavenças que existem entre tantos casais, dos drogado que escolheram o caminho do álcool e das drogas; das mulheres e dos homens que hoje fracassaram e se prostituíram; Da desumanidade dos politicos que tomam medidas que lhes enriquecem e maltratam a classe dos trabalhadores; dos bóias-frias, que são impostos a trabalhar sob a pena de capangas; do operário que morreu, por falta de segurança em seu próprio trabalho. E peço a Deus, o onipotente que ilumina a cada dia o coração dessas pessoas, e ensina-lhes a serem um pouco mais humanos.

Perder tempo é viver melhor, é ganhar S

into a necessidade de gritar, de mostrar as pessoas o que sinto e o que quero mudar em mim e nos que me rodeiam. Sinto uma falta enorme de falar coisas simples, porém tão necessárias, que não se encontra no dia-a-dia. Todos estão muito ocupados com seus afazeres e com a correria da vida, que não encontram tempo para perder tempo. Acredito que o tempo mais valioso é aquele que perdemos e que não utilizamos

para nada, para praticar nenhuma ação... Apenas, deixamo-lo passar... Levemente, como se não fizesse parte de nós... Como se ele não pertencesse a nossa vida e nem influenciasse em nossos resultados... Ah! que saudade do tempo em que encontrava pessoas que não se importavam em perder seu tempo... Apenas ouvindo-me... Silenciosamente!!!


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A Água do Mundo

“…varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil?”

Vou correndo, como se isso me fizesse escapar dos pingos da chuva que se inicia. Menos tempo na chuva, pode ser ilusório, mas tenho a impressão de que ficarei menos molhado, de que chegarei menos ensopado. Com o canto do olho observo o senhor que com a mangueira termina de limpar a calçada, mesmo sabendo que a chuva há de modificar todo o cenário nos próximos instantes. Ou vai trazer de volta toda a sujeira que ele está tirando ou vai lavar outra vez o que ele acabou de lavar. A água que cai do céu cai purinha, purinha, é o que penso enquanto corro dela. A água que cai do céu. Lembro-me do livro da Camille Paglia em que ela afirmava, ou pelo menos foi o que me recordo de ter dali subtraído, que o homem havia optado por viver em grupo por temor aos fenômenos naturais: chuvas, clima, terremotos etc. Foi preciso se unir contra as forças da natureza. As forças amorais na natureza. Quando passa um furacão levando tudo, bons ou os maus, estão todos ameaçados. Quando chove muito e tudo começa a inundar, anjos e demônios poderão estar, em breve, igualmente submersos. Quando a água falta, senhores e escravos morrem da mesma sede. Há forças mais poderosas que a maldade humana. Os destinos turísticos são, em sua maioria, lugares interessantes por causa da água. Praias, lagos, rios, cachoeiras: somos naturalmente atraídos pela água. A simples vista para o mar ou rio já torna um ambiente mais interessante. Parece óbvio o que digo mas se levarmos em conta que grande parte do planeta é tomado por água isso passa a ser, sim, digno de nota: vivemos em meio a tanta água e ainda somos tão fascinados por ela! Nosso organismo é também, em sua maior porção, água. Somos água, viemos da água, para a água voltaremos e, enquanto tivermos como aproveitar a vida, queremos

fazê-lo perto de alguma fonte de água límpida, na beira de um rio ou mar. Navegando, que seja. Queremos água. Vivemos, porém, sob o alerta de que a água pode acabar. É preciso economizar. Parece absurdo pois a água é absolutamente indestrutível! Se você toca fogo ela vira fumaça e depois volta a ser água, se congela ela derrete e volta a ser água, seja lá o que se faça com ela, a água volta a ser água depois de um tempo, pura e cristalina. E na mesma quantidade! Pois é. Mas pode voltar salgada. Sabe lá o que é morrer de sede em frente ao mar? O prejuízo maior que a água pode sofrer é a poluição. Uma vez poluída a água pode demorar muitos anos para voltar ao seu estado natural, potável, como os pingos da chuva lá do início. Volto ao início e ao senhor que tentava varrer uma folha de árvore, pequenina, da porta de seu prédio, segundos antes da chuva começar. Quantos litros de água pura ele desperdiçava naquela tarefa imbecil? Não seria mais fácil varrer a folhinha ou pegá-la com a mão? Aquela água correria para o bueiro e se juntaria ao esgoto cheio de substâncias químicas e de lá iria parar sabe-se lá onde, mas, poluída, demoraria um tempo enorme para voltar para o reservatório d'água da cidade. Este tempo é que pode ser o suficiente para uma cidade entrar em caos por não ter o que beber. A água não vai "acabar" nunca, mas talvez, um dia, não possamos usufruir dela onde e como gostaríamos. Talvez as grandes desgraças naturais não nos metam tanto medo porque o que nos vai derrotar mesmo sejam as folhinhas nas calçadas. Aguadas de estupidez.

Léo Jaime - Artista (cantor, ator, compositor e escritor). Tem trabalhos em teatro, TV, cinema, revistas e jornais.

Sabe de uma coisa Artista (cantor, ator, compositor e escritor). Tem trabalhos em teatro, TV, Todos nós somos diferentes uns

cinema, dos outrosrevistas e cada e umjornais. tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS. Não podemos exigir ou forçar para que as outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades. Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda

pior: elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito. RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO. ROSANA HERMANN - Roteirista, física nuclear e Ph.D. em ponto arroz duplo. Redatora, repórter e apresentadora de rádio e TV.


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Comunicação e Reflexão

Silêncio É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar. É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz. A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes. Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas. Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece. O coração bate ao reconhecê-lo. Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo

Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença. Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio. Podese tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio. Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. “Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio. Se não há coragem, que não se “Se não há entre. Que se espere o resto da escuridão coragem, que não diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de se entre. Que se nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. espere o resto da Um ao lado do outro, duas coisas que não se escuridão diante do vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um silêncio, só os pés terceiro elemento, a luz da aurora. molhados pela Depois nunca mais se esquece. espuma de algo que Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de se espraia de dentro repente. Ao atravessar a rua no meio das de nós. Que se buzinas dos carros. Entre uma gargalhada espere.” fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma. Clarice Lispector- "Onde estivestes de noite?" 7ª Ed. - Ed. Francisco Alves - Rio de Janeiro – 1994


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A Morte Devagar

“ Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida..”

“. Temos aprendido a ganhar a vida, porém não ganhar para a vida; Temos agregado anos à vida, não vida aos anos”.” . “Estes são tempos de homens altos, de caráter curto, De ganhos enormes e relações escassas”.

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições. Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe. Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar. Martha Medeiros Extraído de: http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/po esia.asp?poesiaid=11

Paradoxo O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios cada vez mais altos,porém a tolerância cada vez mais baixa; Estradas mais largas, porém, pontos de vista mais estreitos; Gastamos mais, porém temos menos; Compramos mais, porém desfrutamos menos; Temos casas maiores e famílias menores; Mais comodidades, porém menos tempo; Temos mais títulos, porém menos sentido; Mais conhecimento, porém menos juízo; Mais "experts", porém mais problemas; Mais medicina, porém menos bem estar; Temos multiplicado nossas posses, porém reduzido nossos valores. Falamos muito, amamos muito pouco e odiamos demais. Temos aprendido a ganhar a vida, porém não ganhar para a vida; Temos agregado anos à vida, não vida aos anos. Temos ido à lua e regressado, porém temos problemas para cruzar a rua e encontrarmos com nosso novo vizinho. Temos conquistado o espaço exterior, porém não o espaço

interior. Temos limpado o ar, porém contaminado a alma, Temos desintegrado o átomo, porém não nosso preconceito. Temos aumentado em quantidade, porém diminuído em qualidade. Estes são tempos de homens altos, de caráter curto, De ganhos enormes e relações escassas. Estes são tempos de paz mundial, porém de guerra doméstica, Mais ócio, porém menos diversão, Mais tipos de comida, porém menos nutrição Estes sao os dias de dois ingressos, porém maior divórcio, de casas mais luxuosas, porém lares mais quebrados. É um tempo em que há muito na vitrine e nada no depósito; Um tempo em que a tecnologia através do computador pode fazer chegar essa mensagem até você, E um tempo em que pode escolher mudar ou simplesmente... Apertar a tecla deletar. Autor Desconhecido


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Comunicação e Reflexão

Hora de ouvir os elefantes A tragédia do Tsunami trouxe uma lição. Perdida no meio do oceano de notícias, soube-se que no Yala National Park, Sri Lanka, bem no meio de uma regiões mais afetadas pela mega onda, nenhum animal foi encontrado morto! Repito: num parque onde havia 19 Km de praias, habitadas por centenas de elefantes, leopardos, pássaros, coelhos... ninguém morreu! Verificou-se com espanto que antes da chegada do maremoto os animais, por alguma razão ainda não esclarecida, se deslocaram da praia e das áreas mais baixas, para a parte mais alta do parque. As águas chegaram a entrar 3 Km parque a dentro. Mas ali não havia ninguém. Ou melhor, nenhum bicho foi pego de calças curtas. Surgiram alguns palpites. Na BBC e na National Geographic, cientistas afirmaram que possivelmente o fato se deu porque os animais ouvem uma freqüência de som produzida pelo terremoto, mais baixa do que as que os nossos ouvidos captam. Segundo ele, os bichos também sentem vibrações no solo e do ar, as rally waves, estas, sim,

também somos capazes de sentir em nosso próprio corpo. Ou melhor, seríamos. Nossa mente anda tão congestionada de informação, que apesar das rally waves chegarem até nossos corpos, essa informação é simplesmente deletada da nossa consciência. Entenderam a tragédia? Resumo: os bichos se salvaram porque estavam conectados. Nós, seres humanos, nos estrepamos porque estávamos também conectados, só que em outras ondas: rádio, TV, videogame, ou mesmo o sonzão do carro ou do botequim tocando no último um bate-estaca de ano novo. Nesses meus poucos dias de férias, persegui como um louco a tecla mute do controle remoto. Tentando diminuir pelo menos o volume do mundo ao meu redor. Valorizar o botão de desliga. Tá ligado? Tá na hora da gente ouvir menos o barulho e mais os elefantes. Marcelo Tas – CQC TV Bandeirantes

. “Mas ali não havia ninguém. Ou melhor, nenhum bicho foi pego de calças curtas”. .

Pedido de demissão Venho por meio deste apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos. Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos no máximo. Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas. Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem desapercebidas por mim e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo. Quero de volta uma vida simples e sem complicações. Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe. Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento. Não quero mais ser obrigada a dizer adeus ás pessoas queridas e, com elas, à uma parte da minha vida. Quero ter a certeza de que Deus está no céu e de que, por isso, tudo está direitinho nesse mundo. Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel, que vou navegar numa poça deixada pela chuva. Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam. Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda

lambuzada. Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas. Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos. Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida. Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada. Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce..." e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia. Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer. Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia. Quero estar convencida de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro! A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto. . Extraído do site: SOMOS TODOS UM Conceição Trucom

NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ!!! “ Demita-se você também dessa sua vida chata de adulto, mandando esta mensagem para todos os seus amigos,

principalmente os mais sérios e preocupados”.


A Torrada Queimada Comunicação e Reflexão Periodicidade Mensal

Sumaré-SP 13.179-245 Telefone: (19) 9626-3040 Email:

mariodiasmiranda @hotmail.com mariodiasmiranda @yahoo.com.br Tiragem : 10.000 exemplares

Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro. Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola. Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado. Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: “- Amor, eu adoro torrada queimada..." Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me

disse: "- Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro!" O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros. De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos. Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa, mas no seu próprio. Veja pelos olhos de Deus e sinta pelo coração Dele; você apreciará o calor de cada alma, incluindo a sua. As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir. (autor desconhecido)

Sobre a nossa organização… As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.

Pense no artigo e verifique se a figura escolhida irá retratar ou aperfeiçoar a mensagem que você está tentando transmitir. Evite selecionar imagens fora do contexto.

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