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Órgão impresso do Portal Cidade Araraquara • www.portalcidadeararaquara.com.br • Ano 1 • Número 1 • Março de 2020

Oposição já tem 7 nomes para enfrentar Edinho em outubro

Edna Martins, Cel. Adalberto, Coca, Nino ou Pedro Baptistini e Padre Fernando Fraga já foram anunciados. Rodrigo Ribeiro e Barbieri são citados nos bastidores


2 Foi dada a largada

Fortalecido

A largada da corrida eleitoral em Araraquara já foi dada, e pelo que se vê, a briga por espaço político será acirrada. Afinal já são 7 os nomes aventados para a disputa da cadeira de Edinho Silva, alguns deles tradicionais na política araraquarense e outros que desembarcam agora no processo eleitoral, caso do jovem bolsonarista Rodrigo Ribeiro (Sem partido), citado nos bastidores como nome do PRTB. Se os murmúrios de confirmarem, Rodrigo levará o bolsonarismo para debate da sucessão local e haverá, aí sim, um verdadeiro representante da direita nas eleições locais.

O Republicanos, de João Farias era uma incógnita até há poucos dias, especialmente porque seu líder maior responde pela Secretaria Municipal de Habitação da Prefeitura de São Paulo. Sem ele por aqui, o partido sofria com a ideia de ir para o pleito sem uma candidatura à Prefeitura para puxar sua chapa de vereadores, o que poderia custar caro para a agremiação, já que para este ano não existe mais a coligações entre partidos nas eleições proporcionais (para a Câmara). Neste contexto, a filiação do Cel. Adalberto, um nome novo, com passado limpo e uma carreira sólida na Polícia Militar, é uma notícia que recoloca o partido na briga, e com um discurso forte de mudança e renovação. O Republicanos, agora, já fala fazer pelo menos duas cadeiras na Câmara Municipal em outubro próximo.

Bolsonarismo no pleito Rodrigo é ligado ao Movimento Conservador e era o responsável na cidade por recolher assinaturas para viabilizar o novo partido do presidente, o Aliança Nacional. O trabalho, porém, foi suspenso por algum tempo e sabe-se que a orientação de Bolsonaro aos seus seguidores é para que eles se envolvam nos pleitos municipais e levem o ideário bolsonarista para o debate das sucessões municipais. O problema seria o partido: em São Paulo, parece, a preferência seria por uma aliança com o Patriotas, que em Araraquara já tem Lapena como nome para puxar a chapa. Não sobraria espaço para o jovem tentar decolar.

Cel. Adalberto é a novidade O novo nome surgido front eleitoral para disputa do 6º andar do Paço, certamente é o do Cel. Adalberto Ferreira, comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar até há poucos dias. A filiação do coronel no Republicanos surpreendeu a muita gente nas redes sociais, especialmente porque muito se especulou em cima do seu nome nos últimos meses. Assediado há tempos por diversos partidos, o militar ouviu a todos, participou de reuniões e agiu com cautela até o último instante, quando decidiu aceitar o convite de João Farias para a disputa da sucessão de Edinho Silva.

Edna Martins Pelos lados do PSDB, Edna Martins foi apresentada em um representativo evento realizado há poucos dias na Câmara Municipal como sendo o nome do governador João Dória para a disputa eleitoral na cidade. Quem falou pelo partido, endossando o nome da ex-vereadora no encontro foram três respeitáveis nomes: o ex-deputado, e histórico chefe político dos tucanos locais, Roberto Massafera, o secretário de Desenvolvimento Regional do governo do Estado, Marco Vinholi e o advogado, Jorge Bedran, atual presidente do PSDB em Araraquara.

Barbieri foi, mas ficou pouco 1 Um detalhe importante a ser considerado do encontro tucano: todos falaram na necessidade de unir a oposição em Araraquara para ter alguma chance contra Edinho. Bedran chegou a falar “em erro estratégico” da oposição no pleito de 2016, quando Edinho enfrentou Edna, Nino, Boi e João Farias, e a candidata do PSDB perdeu a eleição por uma diferença de

10 mil votos. “Se todos estivessem juntos a prefeita hoje seria ela. Mas este ano não vai ter racha, não é Edna”, perguntou Bedran. Edna sinalizou positivamente. Quem também compareceu ao encontro foi o ex-prefeito Marcelo Barbieri, que tomou a palavra, posou para fotos, mas ficou pouco tempo.

Barbieri foi, mas ficou pouco 2 Acompanhado do presidente municipal do MDB, Aluizio Brás, o Boi, Barbieri adentrou ao Plenarinho na Câmara, onde aconteceu a reunião, exatamente no instante em que Edna Martins fazia uso da palavra. Muito cumprimentado pelos presentes, o exprefeito tomou assento na primeira fileira, mas foi logo convidado a falar. E ele falou!

“Um projeto maior” Respeitoso, cumprimentou a todos os presentes, parabenizou Edna e Massafera pelo trabalho em Araraquara, e elogiou bastante Marco Vinholi. Em seguida, afirmou estar ao lado do governador João Dória em seu projeto político, e colocou a eleição de Araraquara como parte do processo. “Nós temos que caminhar juntos. Outubro deve ser parte de um grande projeto nacional. Não podemos pensar em egos e deixar dividir. Araraquara não tem segundo turno. Se nós estivermos juntos não vamos perder a eleição”, falou, defendendo a ideia da candidatura única das oposições em Araraquara, mas em momento algum endossando explicitamente o nome de Edna.

Briga de gente grande 1 A fala de Barbieri ilustra bem o tamanho da eleição municipal de Araraquara neste momento da política nacional. O pleito aqui tem um significado muito maior do que normalmente teria: aqui a briga não é apenas para vencer o prefeito


3

Araraquara, março de 2020

de plantão. Aqui, a briga é para desalojar Edinho Silva, um dos maiores nomes do PT em nível nacional, e um dos únicos grandes nomes do governo Dilma ainda com mandato. .

Comparar os projetos e fazer o enfrentamento Outro fato novo a ser registrado na política local é a posição do líder maior dos republicanos na cidade, João Farias: João defendeu recentemente público a necessidade de ser promover o enfrentamento, a comparação, entre os projetos de governo consolidados na cidade. Segundo ele, a obra do ex-prefeito Marcelo Barbieri é maior que a do atual chefe do Executivo, Edinho Silva. “Nós devemos comparar” Devemos provocar esse debate”, falou.

20 anos sob Edinho e Barbieri Fica aqui um registro: de 2000 até os dias atuais, Araraquara teve apenas dois prefeitos: Edinho (2000/2004 – 2005/2008 – 2017/2020) e Barbieri (2009/2012 – 2013/2016). Se essa comparação for colocada em pauta, e todos comprarem a ideia, cria-se a polarização entre os dois chefes políticos. E se acontecer a polarização, não sobra espaço pra ninguém.....

Briga de gente grande 2 Outro dado: se a simbologia da eleição local é grande, todo mundo na oposição quer ter a primazia de derrotar o atual prefeito local. João Dória quer vencer Edinho, mas em tempos de renovação dos quadros do PSDB, quer fazê-lo com um nome do partido, levar o mérito e até mesmo usar o feito como uma bandeira da nova fase tucana. Barbieri, por sua vez, e até por ter história no executivo araraquarense, parece ter mais trânsito e aceitação entre os partidos de oposição. O cenário em Araraquara, portanto, parece ainda estar longe de uma definição.

Coca surpreende Quem surpreendeu aos bastidores ainda recentemente foi PSL, de Marcos Custódio. Detentor de um dos maiores tempos de TV entre os partidos atuais, o PSL conta com muito dinheiro do fundo partidário, e foi bastante assediado nos últimos meses pelo Patriotas, de Lapena. Uma aliança entre os dois partidos poderia dar condições de visibilidade política para o médico brigar pelo 6º andar. Mas a Nau deu água, e o PSL fechou com Coca Ferraz, que já posa como candidato e se apresenta como alguém capaz de mudar os rumos da política local.

Edinho e Magal

A união que não estava prevista

Edinho, por outro lado, segue tocando seu governo e fechando acordos para viabilizar uma ampla frente de apoio. Um dos novos nomes a compor seus quadros é o do vereador Cabo Magal, que deixou o MDB, de Barbieri, e de acordo com os bastidores está ingressando no PP, do vice-prefeito Damiano Barbiero Neto. A chamada janela eleitoral, período em que vereadores podem mudar de partido para concorrer à eleição (majoritária ou proporcional) de outubro sem incorrer em infidelidade partidária, ficou fixada de 5 de março a 3 de abril. Ou seja: sabe-se nos bastidores que tem gente ainda pensando em desembarcar de onde estão...

Por fim, a última “bomba” a explodir na cidade foi a notícia da união entre o PDT, de Pedro Baptistini e o PSB, de Nino Mengatti. A união entre as legendas foi fechada em nível nacional. É um projeto político maior, que envolve a disputas maiores, inclusive de governos de estado. A orientação para o acordo, portanto, veio de cima, e isso pode mudar tudo o que vinha sendo desenhado pelos dois partidos em Araraquara. Com postura de agremiações de esquerda, PDT e PSB se apresentam como opção ao que está aí, mas parecem em situação complicada para compor com os demais partidos de oposição a Edinho. É esperar pra ver....


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