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jornal regional

Triângulo Amadora Loures Mafra Odivelas Vila Franca de Xira DISTRIBUIÇÃO GRATUITA • ANO VIII • QUINZENÁRIO • Nº 183 • 30 SETEMBRO 2010 • DIRECTOR: CARLOS CARDOSO

QUINTA DA FONTE (APELAÇÃO) E CASAL DA MINA (BRANDOA) UMA APOSTA DO TURISMO LOCAL

Escola Agrícola da Paiã vai produzir marmelos para a marmelada branca de Odivelas Pág.15

PARA MANTEREM A CAIXA DO CORREIO

População População de Montachique Montachique de escreve escreve cartas cartas “à força” força” “à Pág.17

AMADORA

ALVERCA

MAFRA

Único núcleo de BTT no concelho dá primeiras pedaladas

Avultadas obras no rio Crós-Cós para suportar grandes cheias

Romance de Maximino Costa realça a história do Gradil

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ACONTECEU...

2 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

Quarta-feira, 15 de Setembro PÓVOA DE STª IRIA - Foi inaugurada a Biblioteca e Centro de Recursos Educativos da EB1 e JI do Casal da Serra, culminando a visita que o Executivo Municipal fez à freguesia da Póvoa de Santa Iria.

Sábado, 18 de Setembro VILA FRANCA DE XIRA - Mais de 100 obras nas mais variadas formas de artes plásticas compõem a Exposição Colectiva da Associação de Artistas Plásticos do Concelho de Vila Franca de Xira patente no Celeiro da Patriarcal, em Vila Franca de Xira. Na exposição estão representados mais de 20 artistas, que apresentam peças na áreas de Cerâmica, Pintura, Gravura, Escultura, Técnica Mista, Fotografia, Serigrafia ou Medalhística. A mostra está patente até 17 de Outubro.

Domingo, 19 de Setembro ODIVELAS -, Teve início os «Encontros com a Música, uma iniciativa da Câmara Municipal de Odivelas em parceria com a Sociedade Musical Odivelense. O Centro de Exposições de Odivelas e o Jardim da Música, estão a receber, durante o período da tarde, apresentações de apontamentos musicais apresentados por jovens das várias classes instrumentais, oriundos da Escola de Música da Sociedade Musical Odivelense. A 14 de Outubro, às 21h30, tem lugar o «Ensaio da Banda» que pretende dar a conhecer o quotidiano da Banda, antes de se realizar um concerto, a forma como as melodias dos vários instrumentos musicais conseguem alcançar a consonância para se obter o resultado final. No dia 30 de Outubro, às 17h é a vez dos «Cânticos Espirituais Negros», iniciativa promovida pelo Grupo Coral Maria Gomes. APELAÇÃO – Realizou.se a festa anual da Urbanização da Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, Loures. Com o propósito de continuar a “Dinamizar para Integrar”, a Câmara Municipal de Loures apostou num programa que envolveu as comunidades e as instituições presentes no bairro em actividades tão diversas como uma mostra gastronómica dos pratos tradicionais das cozinhas africanas, cigana, brasileira e portuguesa, rastreios de saúde, manhã desportiva, acções de sensibilização para a segurança pela PSP e animação musical com danças ciganas e africanas, capoeira e tambores de água.

Quinta-feira, 23 de Setembro VILA FRANCA DE XIRA- Entre as 9h e as 13h decorreu uma acção de recolha de sangue numa Unidade Móvel junto ao edifício da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. A acção visou a reposição dos stocks de sangue após o período de Verão, e foi organizada pelo Instituto Português do Sangue, em colaboração com a Associação de Dadores Benévolos de Sangue da Póvoa de Stª. Iria e com o apoio do Município de Vila Franca de Xira.

Sábado, 25 de Setembro LOURES – Decorreu o II Torneio de Futebol Cidade de Loures, para o escalão de veteranos, numa organização do Clube de Veteranos Leões de Camarate com o apoio da Câmara Municipal de Loures. A prova disputou-se, no Parque Desportivo Municipal do Tojal e

contou com a participação dos veteranos do Clube de Futebol Os Belenenses, do Sport Lisboa e Benfica, Sporting Clube de Portugal e do clube organizador. BOBADELA – A CDU realizou uma visita ao Bairro da Petrogal na freguesia da Bobadela. Contactou com a Associação de Moradores e com os moradores do bairro. Para além de eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia, participou o vereador na Câmara Municipal de Loures, António Pombinho. SACAVÉM – Teve lugar a festa anual da Urbanização Terraços da Ponte, em Sacavém. Com o propósito de continuar a “Dinamizar para Integrar”, a Câmara de Loures apostou num programa que envolve as comunidades e as instituições presentes no antigo bairro da Quinta do Mocho em actividades tão diversas como uma mostra gastronómica dos pratos tradicionais das cozinhas africanas, cigana, brasileira e portuguesa, uma feira da saúde, manhã desportiva, acções de sensibilização pela PSP um desfile de moda africana e muita animação musical.

Segunda-feira, 27 de Setembro RAMADA - Junta de Freguesia da Ramada inaugurou a exposição de pintura em tela “Retrospectiva: de 1998 a 2010” de Jorge Nogueira, membro da Associação de Artesãos D. Dinis, no Centro de Atendimento e Exposições da freguesia. A exposição estará patente até ao dia 8 de Outubro.

Quarta-feira, 29 de Setembro ODIVELAS – Teve lugar na EB1/JI Nº 7 de Odivelas, na Arroja, a Assembleia de Freguesia de Odivelas que discutiu os seguintes pontos da ordem de trabalhos: 1ª Revisão Orçamental ; Contratos Leasing; Gestão Autárquica e Informação Financeira e Apresentação do Plano Municipal de Emergência de Odivelas. VILA FRANCA DE XIRA - Inserido na jornada de luta promovida pela CGTP, estrutura de Vila Franca de Xira, os trabalhadores da Lisprene, Miralmáquinas e Branco e Carvalho, que se encontram com salários em atraso concentraram-se porta da empresa no Carregado.

Quinta-feira, 30 de Setembro ODIVELAS - Realizou-se no Auditório dos Paços do Concelho, em Odivelas, o I Encontro sobre Sexualidade Saudável. Dirigido essencialmente a técnicos de educação, saúde e intervenção social, mas também a pais, jovens e à população em geral, este encontro pretendeu sensibilizar os participantes para a importância da vivência de uma sexualidade saudável, bem como para uma actuação preventiva nesta temática.

VAI ACONTECER...

Sábado, 2 de Outubro PÓVOA DE SANTA IRIA - O Grémio Dramático Povoense vai realizar nos próximos dias 2, 3, 4 e 5 de Outubro o I Workshop de Sopros e Percussão. As aulas irão decorrer na Escola EB2,3 Aristides Sousa Mendes, Póvoa de Santa iria, que se associa ao Grémio nesta iniciativa. No último dia, irá haver dois concertos distintos, a realizar no Palácio Municipal da Quinta da Piedade, um dos professores e outro dos alunos do Workshop. O workshop confere aos alunos um diploma de participação. ODIVELAS – Tem lugar a iniciativa “Marchar por Todos” – uma caminhada que se realiza a partir das 10h, na cidade de Odivelas, e que conta com a presença do atleta olímpico Nelson Évora. A iniciativa, organizada pelo Grupo 11 – Escoteiros de Odivelas, conta com o apoio da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência. O objectivo é consciencializar a população para os benefícios da prática de actividade física, assim como promover a integração social das pessoas com deficiência através do desporto. A caminhada, com a duração de duas horas, começa às 10h, junto à Escola Avelar Brotero e Jardim do Rio da Costa, em Odivelas. ODIVELAS - Para comemorar o Dia Mundial do Turismo, a Junta de Freguesia de Odivelas em colaboração com o Clube Português de Automóveis Antigos, realiza um desfile de automóveis pelas ruas da freguesia, que se irá iniciar pelas 12h, na R. Comandante Augusto Alexandre Jorge (Urb. Quinta da Memória, junto ao Rio da Costa) e culminará com a exposição destas antiguidades no Largo D. Dinis a partir das 13h. Durante a tarde a exposição será acompanhada de momentos culturais.

Domingo, 3 de Outubro CANEÇAS - Entre as 09h e as 13h, no Campo da Lapa, tem lugar o «Jogo do Centenário da República em Odivelas», integrado nas comemorações do Centenário da República. O “Jogo do Centenário da República em Odivelas” realiza-se em parceria com a Sociedade Musical e Desportiva de Caneças e o Centro Escolar Republicano Tenente Valdez, clubes centenários do concelho de Odivelas, que disputam um jogo de futebol na categoria de Juniores. A este jogo, precede um Torneio de Escolas entre o Clube Atlético e Cultural da Pontinha, CER Tenente Valdez, o Odivelas Futebol Clube, a SMD Caneças e a União Desportiva e Recreativa de Santa Maria.

Sexta-feira, 8 de Outubro AMADORA – Nos dias 8, 9 e 10 de Outubro decorre a Feira de Arte Contemporânea da Amadora/2010, junto à estação da CP. Serão apresentadas peças de escultura, pintura e fotografia. Haverá workshops, debates, colóquios, música e declamação de poesia. Trata-se de uma iniciativa organizada pela Câmara da Amadora e pelo Círculo Artístico e Cultural Artur Bual.

Sábado, 16 de Outubro Sexta-feira, 1 de Outubro VILA FRANCA DO ROSÁRIO – De 1 a 3 de Outubro decorre a 1ª Feiras das Tasquinhas, na localidade de Vila Franca do Rosário, no concelho de Mafra. Os lucros das vendas destinam-se à compra de novas fardas para a banda da Sociedade Musical de Vila Franca do Rosário.

ODIVELAS - A Junta de Freguesia de Odivelas está a organizar mais um Passeio Sénior que terá como destino a Ericeira, Cabo Carvoeiro e Torres Vedras e que irá decorrer no dia 16 de Outubro de 2010 Este passeio é destinado à população com mais de 65 anos da freguesia de Odivelas e tem um valor de inscrição de dez euros. As inscrições estão disponíveis de 1 a 8 de Outubro, na sede da Junta de Freguesia, das 9h às 12h e das 14h às 17h30.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 3

ABERTURA

O MELGA

Comentário Carlos Cardoso

5 milhões?

Estamos em pré-guerra civil? Existem atentados pelos quatro cantos deste País? Há manifestações todos os dias, ocupações, carros a arder pelos bairros da periferia, confrontos com a polícia? Não, mas para o Governo parece que é isso que está a acontecer... O Governo Civil de Lisboa vai desembolsar cinco milhões de euros para a compra de uns carros anti-motim. O mesmo Governo Civil que há não muito tempo cortara em apoios concedidos aos bombeiros e que cada vez com mais dificuldades liquida as ajudas prometidas a esta ou aquela instituição. Há poucos dias, em nota de imprensa, o Governo Civil de Lisboa dava conta, com um ridículo orgulho, da entrega de gás pimenta, usado para pôr na ordem “os desordeiros”, à GNR, em Vialonga. Não cabe na cabeça de ninguém dotar uma força de segurança de um elemento que é, para todos os efeitos, agressivo, e vir anunciá-lo, publicamente. Mas, pelos vistos, andam todos doidos. E isto num momento em que há marinheiros, em serviço fora de Portugal que viram, sem qualquer explicação, parte dos subsídios que têm a receber adiados, sem garantia temporal de pagamento... A justificação que se tem avançado, tem a ver com a cimeira da Nato e com a necessidade de garantir a segurança. Como será de esperar, pois a presença de Portugal na Nato não é consensual, pese embora, nos últimos anos, não se tenha feito qualquer discussão séria sobre este assunto, haverá protestos, manifestações, tomadas de posição aquando da cimeira. Não existe, porém, ao contrário de outros países, como a Alemanha, Grécia ou até a Espanha, uma tradição de choques radicais com as forças do poder. Não se entende muito bem, por isso, este esbanjar à tripa forra de dinheiro. Ou talvez se compreenda. A Cimeira da Nato está a ser apresentada como a razão, mas ela será outra. O Governo, que anda como uma barata tonta a tentar apagar os fogos da crise – as medidas recentes em nada valorizam a actividade económica, mas atacam a fundo no bolso das pessoas - desdizendo hoje o que disse ontem, numa atitude de falsa sobranceria que mete dó, tem consciência de que os tempos que se avizinham serão muito complicados. Que a almofada do apoio social tende a esmorecer e a paciência das pessoas pode esgotar-se. E quando assim é nada há, que controle as “massas desgovernadas”. Por isso, vai de preparar os cacetes. A história já mostrou que este é um caminho perigoso. Nomeadamente facilitando o aparecimento de algum “D. Sebastião”, tipo salvador da Pátria, vivendo de um povo desiludido e de barriga vazia. Nos 100 anos de comemoração da República, esta é também uma das lições a tirar da sua derrota.

Ficha Técnica

Galamba “apimenta” a polícia

Mereceu destaque para a assessoria de imprensa do Governo Civil de Lisboa, mais uma meritória e estruturante actividade de António Galamba, o seu cabeça-mor. Então não é que o homem, de peito cheio, entregou à equipa do Destacamento de Intervenção do Comando Territorial de Lisboa e à Patrulha do Posto Territorial de Vialonga... Gás Pimenta Não, não se trata de preparar os efectivos para nenhum curso de culinária, mas sim disponibilizar este Gás porque possibilita que o uso da força aconteça de forma gradual. Mas o que é que deu ao Galamba para dar tanto destaque à entrega de Gás Pinmenta? Será que alguma coisa o preocupa? Ou terá uma visão de futuro, como diz Cavaco, e está a ver a rapaziada na rua a protestar contra as medidas do governo e, por isso, o melhor é preparar, desde já, os bastões? É por estas e por outras que fica a dúvida para que serve o Governo Civil de Lisboa.....

Foram cinco longos minutos de elogios e mais elogios, na apresentação das linhas do turismo para Odivelas. Susana Amador, a presidente da Câmara local, ainda não percebeu como é cansativo o rol de salamaleques que faz de cada vez que começa uma intervenção. Um porque foi um “gestor admirável”, outro por quem “tem grande admiração e agora está no lugar certo”, o seguinte porque “tem grande dinamismo e é poeta ainda por cima”, a outra “porque é excepcionalmente competente” e soma, soma, soma...numa banalidade de adjectivos que acabam por tornar corriqueiro, banal, boçal mesmo as competência de cada um. Susana Amador ainda não percebeu o quanto é maravilhoso descobrirmos as competências de cada um sem que ninguém, lá do alto da sua cátedra, tenha necessidade de as impingir.

Cuidado com os bonecos

Rui Rei, o vereador social-democrata de Vila Franca de Xira não perde uma oportunidade para tirar uma foto com o povo. Neste caso em Vialonga, entre as mulheres. Alguém, mais avisado, disse logo, “cuidado que ainda aparecem num cartaz do PSD...”, a que se seguiu a resposta imediata, “ora essa, a foto também pode ir para um cartaz do PCP”. Ainda vamos ver um “outdoor” com Rui Rei a apelar ao voto em Francisco Lopes, o candidato comunista à Presidência da República que, por acaso, até vive...em Vialonga.

Um novo dicionário em Odivelas

“Estamos a turisfricar o concelho” ou a “turistrar” ou ainda a desenvolver um processo de “turisfricação” ou porque não “turistramos em Odivelas”.... À apresentação do plano de turismo em Odivelas, faltou algo essen cial, a criação de um novo dicionário, pois foi tal a dose de novos palavrões que os jovens alunos do secundário ali presentes se remexiam nas cadeiras, arrependidos por terem escolhido a opção do turismo como via profissional. É que para além de saberem, e bem, o português, o inglês ou o chinês, convêm que aprendam uma outra língua o “Turisfrisquês” ou qualquer coisa assim.

Cinco monótonos minutos

Junta-te aos vencedores!

Cavaco Silva vai a Loures, às comemorações da República. No actual feudo socialista, o candidato anti-Alegre, vai ganhar mais uns pontos. Também, é neste momento um dos principais apoiantes das medidas do Governo. Enfim, nas hostes rosas andam uma grande confusão com as presidenciais que até já há quem reze para que as eleições passem o mais despercebidas possíveis, tal vai ser a banhada. Carlos Teixeira é que é esperto: deixa-me estar junto de quem ganha, porque dos perdedores não reza a história. E para reforçar o grupo, foi convidar o Jaime Gama, tal dos chorosos elogios ao...Alberto João Jardim. Depois do terreno ficar tão enlameado, falta saber se Manuel Alegre ainda virá a Loures!

Mexer nas peças do tabuleiro

Joaquim Raposo, presidente da Câmara da Amadora, Presidente e candidato à FAUL, a estrutura mais forte do PS, faltou a um porco no espeto, em Sacavém. Ao seu lado estaria o rival Marcos Perestrello. A verdade é que correm explicações sobre esta recandidatura de Raposo. Já só pode estar mais dois anos a dirigir a FAUL, já não se pode recandidatar a um novo mandato à Câmara da Amadora, enfim, parecia que o seu tempo se estava a esgotar. Mas há quem diga que se recandidatou para começar a mexer nos futuros candidatos às Câmaras e ter assim um exército de apaniguados para outros voos. E sabe-se a força que têm os autarcas. Porque isto de quem vive no poder tem dificuldades em sair de lá.

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AMADORA 4 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

AMADORA

BREVES Obesidade

.............................................................................................................................. PROGRAMA MUNICIPAL “AMADORA EMPREENDE”

Combater o desemprego através do empreendedorismo No próximo dia 7 de Outubro, os projectos empresariais implementados no âmbito da 2.ª Edição do Programa Municipal “Amadora EMPREENDE” serão apresentados publicamente no Centro da Juventude Multigeracional da Amadora, pelas 14.30 horas. Na ocasião, terá ainda lugar a apresentação dos candidatos seleccionados para a 3.ª edição deste Programa Municipal. Na 2.ª Edição do Programa Municipal “Amadora EMPREENDE” foram apresentados 174 projectos, dos quais 37 correspondentes ao Projecto “Quick” e 137 ao “Quem não Arrisca não Petisca”. Projectos que são para concretizar e que, para isso, contam com apoios aos nível do investimento. Os negócios que estão prestes a arrancar dedicam-se a áreas

tão distintas como design de moda, energias renováveis, vitralismo, arquitectura, construção civil, reabilitação e inserção social, pequeno retalho, entre outros. Amas Sénior A atenção às questões de índole social, não se restringem aos projectos direccionados para os jovens. No dia 1 de Outubro, a autarquia amadorense lançou, a Linha AMASÉNIOR saúde e apoio social, um serviço vocacionado para o apoio uma população idosa, com 65 ou mais anos, com vulnerabilidades associadas aos baixos rendimentos, ao isolamento social e em alguns casos à reduzida mobilidade que dificulta o acesso a bens e serviços. Nesse sentido a Câmara Municipal decidiu criar a Linha AMASÉNIOR – Saúde (214 930 010) e a Linha AMASÉNIOR – Apoio Social (800 207 632).

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Prevenir a obesidade junto dos alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo é o grande objectivo do POPE – Programa da Obesidade Pediátrica na Escola a ser colocado em marcha já neste ano lectivo. Nesse sentido, a Câmara Municipal da Amadora assinou um protocolo com o Hospital Fernando da Fonseca e a Nestlé Portugal, que visa a implementação de um plano de prevenção nos agrupamentos de escola Cardoso Lopes, José Cardoso Pires e Pedro D’Orey da Cunha, abrangendo um total de 2608 alunos. O programa, com a duração de seis anos, surge como conse­ quência da detecção de um grande índice de excesso de peso nesta faixa etária. Entre Novembro de 2006 e Abril de 2007, foi realizado um estudo na Amadora junto dos alunos do Agrupamento de Escolas Roque Gameiro, e dos 1875 alunos com idades entre os 5 e os 7 anos, constatou-se que 9,5% apresentava obesidade e 21% excesso de peso.

Cova da Moura

A LINHA AMASÉNIOR – Saúde tem como objectivo facilitar o acesso aos serviços de saúde por parte desta população, em especial nos períodos nocturnos, fins-de-semana e feriados em que os Serviços de Atendimento Complementar do Agrupamento dos Centros de Saúde da Amadora encerram ás 20 horas. Aos sábados encontram-se concentrados no Centro de Saúde da Venda Nova no horário das 10- 18 horas e ao domingo encontram-se mesmo encerrados. Em parceria com a com a Associação “O Vigilante”, a Câmaral criou a linha AMASÉNIOR – Saúde que funciona de 2ª a 6ª feira das 21 às 6 horas, fins-de-semana e feriados 24 horas por dia. Esta linha destina-se a munícipes com 65 ou mais anos que sejam portadores do Cartão Amadora 65 +, ou seja munícipes com rendimentos iguais ou inferiores ao salário mínimo nacional. O munícipe contacta a LINHA, deslocando-se gratuitamente um médico ao domicílio. Quando à LINHA AMASÉNIOR – Apoio Social, que funciona de 2ª a 6ª feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 17 e está centralizada na Divisão de Intervenção Social, pretende-se dar

resposta a situações sociais nomeadamente no âmbito dos projectos em curso. Bombeiros Ainda no âmbito da acção de apoio social, a autarquia aprovou um aumento significativo no apoio monetário à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Amadora. Ao longo dos últimos anos, a autarquia contribuiu com um subsídio que, no presente ano, apresenta um valor superior a 613 mil euros, e que passaou agora a ser de 757.493,50 euros. Para além deste valor, a Câmara Municipal da Amadora

tem contribuído para um conjunto de outras subvenções, como a aquisição de parte dos fardamentos e a promoção de obras no quartel. “De entre os agentes de protecção civil, os Bombeiros Voluntários da Amadora têm uma importância determinante na estrutura fundamental de socorro às populações, nas variadas situações de emergência e no quadro das competências que lhes cabem no âmbito da protecção civil, mas também no apoio continuado e diversificado às populações”, refere em nota de imprensa a Câmara da Amadora.

Espaço comercial nos Moinhos da Funcheira Perante a degradação do edifício do Mercado dos Moinhos da Funcheira e a sua fraca ocupação ao nível comercial, a Câmara da Amadora lançou, em Março último, um concurso público para constituição de direito de superfície sobre o terreno onde se situa o mercado, cujas condições gerais de negócio foram aprovadas em reunião de câmara. No sentido de dotar aquela zona residencial do concelho de um espaço comercial condigno, a autarquia vai assinar um contrato de direito de superfície com a duração máxima de 30 anos com um consórcio externo. As empresas adjudicatárias têm a seu cargo a construção de um edifício que incorporará um supermercado tradicional, uma sala polivalente, uma área comercial e estacionamento interior, bem como a construção e manutenção da área envolvente a intervir, nomeadamente estacionamento exterior e zonas verdes.

A Câmara Municipal da Amadora aprovou a adjudicação da elaboração do Plano de Pormenor da Cova da Moura, tendo em vista a requalificação do bairro, inserido no programa governamental “Bairros Crí­ ticos”. O Plano de Pormenor, vai ser elaborado pelo consórcio Vasco da Cunha – Estudos e Pro­ jectos S.A e TIS.pt – Con­sul­ tores em Transportes, Inovação e Sistemas Lda., que foi o ven­ cedor do concurso inter­nacio­ nal lançado pela Câmara. O Plano envolve a elaboração de um estudo sócio-económico da população residente, a caracte­rização do perfil das ini­ ciativas locais de emprego, o diagnóstico sobre as opções das famílias quanto à questão do realojamento para as situações em que essa é a alternativa pos­ sível e o desenvolvimento da solução de ordenamento urba­ nístico.

Água No dia 1 de Outubro comemorase o Dia Nacional da Água e, mais uma vez, os SMAS de Oeiras e Amadora vão celebrar junto dos seus munícipes. O evento realiza-se no Parque Urbano de Miraflores, em Oeiras e no parque Central da Amadora, entre as 10h e as 17h30. À semelhança de outros anos, foram convidadas as escolas dos dois concelhos. O Clube da Água não faltou, sensibilizando os mais novos para a importância do uso racional da água. Pinturas, magia, uma piscina para os mais novos, que a brincar vão apanhar o lixo do “oceano” e depois fazem a sua reciclagem, são alguns dos motivos de animação.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 5

AMADORA

GRUPO DE CICLOTURISMO ESTRELA DA AMADORA

Núcleo de BTT dá as primeiras pedaladas Carlos Cardoso

É o primeiro núcleo de BTT do concelho da Amadora e, apesar de na prática já funcionar há algum tempo, participando e organizando pequenas provas, terá todo o seu processo de formalização concluído em Janeiro de 2011. Entre os seus principais mentores e dinamizadores está Luís Martins, alguém ligado ao mundo das bicicletas há muito tempo e que, em união de esforços com o Grupo de Cicloturismo Estrela da Amadora, uma singela colectividade do concelho, trata de implantar uma modalidade que tem um crescente apoio. “O clube existe há mais de 20 anos e esteve sempre, ao que sei, ligado a prática do cicloturismo, uma modalidade de lazer, onde o convívio é, sem dúvida, a sua componente essencial”, conta Luís Martins enquanto, na sua “Oficina de Bicicletas”, dá voltas a peças e mais peças. A verdade é que a dada altura, e na sequência de conversas com os responsáveis da colectividade, surgiu a ideia, porque não dizer mesmo, o desafio, de criar um núcleo de BTT. O clube daria o suporte legal, essencial para participar em provas, por exemplo, proporciona, também o apoio em termos de transportes, nomeadamente para deslocações um pouco mais longínquas, para além de outros aspectos logísticos, e o núcleo trataria de garantir, também, alguns apoios de patrocinadores, um trabalho nada fácil nos tempos que correm.

voluntario, e à Virclar, em Lousa, ao nível do cicloturismo até que, por razoes da sua vida profissional, acabou por instalar a oficina na Amadora, onde trata as bicicletas por “tu”. Em boa hora o fez, pois foi isso que permitiu estabelecer contactos com o Grupo de Cicloturismo Estrela da

Amadora que resultaram no nascimento de uma nova modalidade no concelho, o BTT. Para o qual conta com o apoio não só dos atletas, mas também das autarquias e do mundo empresarial local. Até porque os seus praticantes acabam por divulgar o nome do concelho, um pouco por todo o pais…

GINÁSTICA MENTAL Nº 3

Preencha a grelha com os algarismos de 1 a 9 sem que nenhum deles se repita em cada linha, coluna ou quadrado 3 “Começámos a juntar algumas pessoas, a participar em provas de BTT e, neste momento, já temos uns 15 praticantes. Conseguimos ter um equipamento próprio, e arranjar alguns patrocinadores. Com calma, tratamos de consolidar e expandir este trabalho. Naturalmente quem faz parte do núcleo de BTT tem de ser sócio da colectividade”. O interesse pela prática do BTT tem sido crescente. Enquanto o cicloturismo se desenvolve, grosso modo, na estrada e tem um carácter predominantemente lúdico, no BTT a ligação com a natureza é mais intensa, não se limitando a percursos mais

ou menos consolidados por entre montes e serras, mas levando mesmo a incursões por áreas menos conhecidas, numa lógica de descoberta bastante gratificante. “Neste momento, nas provas de BTT, já existe mesmo uma componente de competição muito forte e que é do agrado de muitos dos praticantes”, reforça Luís Martins. No caso do núcleo de BTT do Grupo de Cicloturismo Estrela da Amadora não existe ainda essa preocupação, pois dão-se ainda os primeiros passos. A média de idades dos elementos que constituem o núcleo anda pelos 45 anos. Ainda não tem mulheres mas

tal pouco significa, pois a nível nacional já são muitas as mulheres que praticam BTT. É uma questão do núcleo começar a tornar-se mais conhecido e desenvolver mais actividades. Luís Martins vive com paixão mais esta experiência com as bicicletas, um meio de locomoção que é tudo menos desconhecido. Correu pelo Carnide, pela Filarmónica da Amadora e pouco faltou para assinar um contrato com o Sporting, para fazer parte da sua equipa de ciclismo. Um acidente matou essa possibilidade, pois acabou três anos imobilizado. Ainda esteve ligado à equipa da Sicasal, em termos de ciclismo

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conseguido sem toda esta comunidade, sem os professores que, para mim, são os melhores do país”. Por sua vez, Isabel Alçada, ministra da Educação, que vincou o empenho da sua equipa em dotar todo o país de melhores condições de ensino, lembrou a evolução existente ao nível da Amadora, concelho que conhece bem e cujo percurso tem acompanhado. “ Conheci as escolas e as bibliotecas antes da entrada desta equipa para a câmara e, ano após ano, assisti a todo este crescimento. Só posso saudar o excelente trabalho feito”. CC

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aposentaram este ano. Cristina Madaleno, Presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento de Escolas manifestou o orgulho pela 2,3 José Cardoso Pires ter sido escolhida para a recepção aos professores, entendendo isso como um sinal de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido. Joaquim Raposo, Presidente da Câmara Municipal da Amadora, nas breves palavra proferidas manifestou a sua satisfação pelo trabalho desenvolvido e que contribuiu para que a Amadora seja “uma referência na área educativa. Não o teríamos

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educativa aposentada, pessoas que dedicaram muitos anos da sua vida profissional ao ensino para que as crianças e jovens da Amadora cresçam e se desenvolvam ao nível físico, social e intelectual”, são os objectivos desta iniciativa. Este ano, no decorrer da cerimónia, foram distinguidos os melhores alunos do ensino básico (9.º ano) e do ensino secundário (12.º ano) no ano lectivo 2009/2010. No prémio caso 14 alunos e no segundo seis alunas, de diferentes escolas e que receberam computadores. Foram também homenageados os professores que se

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O pavilhão desportivo da Escola 2,3 José Cardoso Pires, em Casal de S. Brás, ficou repleto, no passado dia 23 de Setembro, principalmente de professores das escolas do concelho da Amadora que participaram na já usual recepção à comunidade educativa das escolas do município para o ano lectivo 2010/2011, cerimónia que contou com a presença da Ministra da Educação, Isabel Alçada. Receber “todos aqueles que em cada ano trabalham com os alunos do município e contribuem para um melhor ensino” e igualmente “homenagear a comunidade

Nº 3

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Professores prontos para mais um ano de ensino

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Jorge Barata dos Santos (Amadora)


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AMADORA

MetroBus deve entrar em funcionamento em 2013

MetroBus em Istambul

O MetroBus deve entrar em funcionamento em 2013. Trata-se de uma alternativa de transporte de massas, e que já é muito utilizada e diversos países da Europa, onde os cidadãos se habitua­ ram a conviver com a passa­ gem das carruagens. De facto, o MetroBus asse­ melha-se bastante ao metro de superfície clássico, no entanto, em vez de circular sobre carris tem pneus, constituindo um meio de transporte silencioso e ecológico, que facilmente se adapta à topografia do concelho. Numa pr imeira fase, o MetroBus fará a ligação entre o futuro interface da CP/Metropolitano da Reboleira e o Dolce Vita Tejo,

atravessando as freguesias da Venda Nova, Falagueira - estação de metro AmadoraEste, Mina, São Brás e Brandoa. Numa segunda fase, prevê-se a extensão da linha a Odivelas. A obra, conforme foi refe­­r en­c iado no acto de apre­­s entação pública do projecto, que decorreu no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, com a presença de representantes da CP, do Metropolitano de Lisboa, da Autoridade Metropolitana de Transportes, do Dolce Vita Tejo, da Câmara Municipal de Odivelas e ainda do Secretário de Estado dos Transportes, Dr. Carlos Correia da Fonseca, terá uma extensão de cerca de sete quilómetros e ascenderá

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a cerca de 8 milhões de euros. “Um investimento suportado pelo Dolce Vita Tejo, que disponibilizará cerca de 4.450.000 de euros, para as infra-estruturas d o Me t r o Bu s. A v e r b a destinada à aquisição do material circulante será comparticipada, em 50%, por fundos comunitários, ficando o remanescente a cargo da autarquia”, refere a Câmara da Amadora. Neste momento decorre o concurso público interna­ cional para a aquisição do material circulante, encontrando-se reunidas as condições necessárias para a elaboração do projecto de execução, iniciando-se, de seguida, a obra. CC

REGRESSA A REALIZAÇÃO DE CONCURSO GASTRONÓMICO

“Coelho à solta” na Amadora De 1 a 10 de Outubro diversos restaurantes do concelho da Amadora participam no Concurso Gastronómico da Amadora, sendo desafiados a confeccionarem o “Coelho à Pedro dos Coelhos”, uma receita dos finais do século XIX. Com o retomar desta ini­ c i a ­ti v a , d e p o i s d e u m interregno de alguns anos, a Câmara Municipal da Ama­ dora pretende “retomar uma tradição e fazer dela um cartaz turístico”. À iniciativa, podem concorrer todos os estabelecimentos de restauração do Município que, para além da confecção obrigatória do “Coelho à Pedro dos Coelhos”, podem ainda apresentar um prato livre facultativo, cuja receita terá de ser original, inédita e da autoria do inscrito, denominado “Prato Cidade da Amadora, bem como uma sobremesa. As normas do concurso pre­ vêem um prémio monetário de mil euros para o vencedor

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Receita original do “Coelho à Pedro dos Coelhos” Depois de morto o animal, esfola-se, recolhendo o sangue para uma tigelinha com vinagre, por forma a não coalhar, tendo, no entanto, o cuidado de o não sangrar totalmente. Deste modo a carne do coelho não fica branca e sem gosto. Parte-se em seguida em pedacinhos, aproveitando os miúdos e a cabeça, da qual se retiram os olhos. Em seguida deita-se num tacho de barro um pouco de banha, e vários dentes de alho picados. Junta-se também cebola picada a alourar. Adiciona-se, então, os pedaços de coelho e muito tomate, salsa picada, sal e pimenta, e por fim um fio de azeite. Em lume brando coze-se o coelho. Depois de cozido, junta-se, nesta altura, o sangue e o vinagre que no princípio foi guardado na tigelinha, e um pouco de água, levando a lume brando por pouco tempo. Num outro tacho de barro, com a água da cozedura fazse o arroz. Serve-se separado.

A Junta de Freguesia da Venteira realiza um conjunto de actividades, por ocasião das comemorações do 5 de Outubro, dia da implantação da República, em 1910, actividades igualmente integradas nas comemorações do XXXI aniversário do Município da Amadora: Pelas 15 horas terá lugar uma homenagem a Vitorino Gonçalves dos Santos, no âmbito do 1º centenário da República e do Programa de Valorização do Património e Memória Histórica da Venteira. A homenagem tem lugar na Rua Diogo Bernardes, nº 24, na Venteira. Momentos mais tarde, pelas 15h30, decorre um colóquio subordinado ao tema “ A Venteira e a I República”, na Casa Roque Gameiro, e onde se abordará traços de ligação, de participação e as implicações locais da implantação da República. De seguida, pelas 16h30, decorre uma visita à exposição “A Amadora, a I República e a Banda Desenhada – Um Olhar do Séc. XXI”, patente no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (CNBDI), na Amadora. bem. Tel.: 21 432 50 01 Tlm.: 96 249 46 58

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des­ta zona e dos arredores. A sua fama era tal que Eça de Queiroz, no seu livro “Os Maias”, faz referência a este pitéu: “Felizmente estavam chegando à Porcalhota. O seu vivo desejo seria comer o famoso coelho guisado (…) “escreveu, a dado passo, Eça de Queiroz.

Venteira comemora 100 anos de República

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do prémio “Pedro dos Coel­ hos”, 500 euros para o melhor Prato “Cidade da Amadora” e 250 euros para a sobremesa. Cele­brizado pelas mãos de Pedro Franco, figura popular da Porcalhota, este apetitoso gui­sado de coelho era servido no seu estabelecimento, atrain­d o muitas pessoas

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V. F. XIRA

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 7

VILA FRANCA DE XIRA

BREVES Música

.............................................................................................................................. SELO PERSONALIZADO LEMBRA OS 25 ANOS DE ELEVAÇÃO A VILA

Obras na via principal de Vialonga só em 2011 Carlos Cardoso

O concurso para o arranjo da rua principal de Vialonga vai ser lançado ainda este ano e a obra começa em 2011. A via principal está num estado lastimável, com imensos buracos, uma situa­ç ão tal que leva José Gomes, presidente da Junta de Freguesia de Vialonga, a recordar a história de um amigo seu que vem sempre a dormir quando regressa do trabalho e sabe que chegou a Vialonga pelo trepidar da camioneta... Foi no encerramento das co­me­­morações do 25º ani­ versário de elevação de Vialonga a vila, que teve lugar no Jardim dos Socalcos, do futuro Parque Urbano da Flamenga que o vereador Rui Rei aproveitou para dar a novidade, respondendo de alguma forma ao presidente da Junta de Freguesia que fez um levantamento de um conjunto de situações que a Câmara Municipal tem de resolver. Como é, também, a conclusão do Parque Urbano da Flamenga. “A terceira fase do Parque Urbano já foi adjudicada e as obras come­ çam em Outubro. Já quanto aos arruamentos ficarão para uma nova oportunidade. Por outro lado, já começaram as obras na estrada municipal 501.5 e na rua da Verdelha do Ruivo terão lugar em breve”, esclareceu Rui Rei. José Gomes, lembrou igual­ mente a necessidade do

ensino secundário na fre­ guesia, para mais tendo em conta que Vialonga tende a crescer e a atrair casais jovens. Vale Antunes, em repre­sentação da Presidente da Câmara Municipal, lem­ brou o esforço que está a ser feito para dotar a freguesia de novos equipamentos de índole social e educa­ tivo. “Inaugurámos recente­ mente uma creche e o prées­colar também já está em funcionamento. EmVialonga o global de investimentos no parque escolar rondará os 15 milhões de euros”. Os 25 anos de Vialonga a vila ficam perpetuados num selo personalizado, feito em parceria com os CTT, que tem a figura de um dragoeiro centenário, robusto, existente no Jardim dos Socalcos e que José Gomes entende ser um símbolo da freguesia, uma terra que permanece no tempo, firme nas suas raízes, mas atenta ao evoluir do mundo. De referir ainda que, este ano, e pela primeira vez, será

De 1 a 29 de Outubro realizam­ -se, as comemorações do “Dia Mundial da Música” - 1 de Outu­ bro, através de várias inicia­tivas que culminam com a entrega do Prémio “Car­los Paredes”. No dia 1, na Sociedade Euterpe Alhan­ drense, há um concerto pelo Grupo Coral da Sociedade Euter­ pe Alhandrense, a 2 de Outubro, no Parque Urbano do Cevadeiro, em Vila Franca de Xira, uma Ar­ ruada pela Banda Filarmónica da Sociedade Eu­ter­pe Alhandrense e no dia 3, na Quinta Municipal da Pie­da­de, um concerto pe­ lo Grupo Co­ral “Stravaganzza”. Dois dias de­pois, a 5 de Outubro, na Quinta Municipal da Pie­dade, um concerto pelos par­ti­ci­pantes no workshop de sopro e percus­ são e a 9 de Ou­tu­bro, no mesmo local, decor­re o atelier de música pela Academia de Dança “Pro­ fessora Paula Man­so”. A 23 de Outubro, no Palácio Quinta da Piedade, é a vez de Música pe­ la Classe de Guitarras e Coro do Ateneu Artístico Vilafranquense e no dia 29 no Museu do Neo­ -Realismo, tem lugar a cerimó­ nia de entrega do prémio “Car­ los Paredes 2010”.

Alhandra

comemorado o dia do idoso. A iniciativa tem lugar a 9 de Outubro, nas instalações da ARPIV, onde se realiza um almoço-convívio. Nesse dia será, também, descerrada uma placa em azulejo com pintura de um artista local muito conhecido, Monteiro. Abaixo-assinado Entretanto, a Junta de Fre­ guesia lançou uma abaixo-

assinado onde “manifesta o seu desacordo com a alte­r ação do horário da Unidade de Saúde Familiar em Vialonga que a partir de Março passou a fechar às 20 horas. Mais recentemente, as consultas de urgência que após este horário eram feitas no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria, foram também encerradas e transferidas para a freguesia de Alverca.

Com esta medida, foram c o n­c e n­t r a d o s n u m a única Unidade de Saúde, os serviços de urgência a uten­t es de 8 freguesias, abrangendo milhares de pessoas, encarecendo e dificultando o acesso das famílias aos Cuidados de Saúde Primários”. Segundo José Gomes, o documento já recolheu centenas de adesões.

A 5 de Outubro, na Sociedade Euterpe Alhandrense, realiza­ -se a cerimónia de entrega dos Galardões de Mérito referente ao ano de 2009, uma iniciativa da responsabilidade da Junta de Freguesia de Alhandra.


8 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VILA FRANCA DE XIRA

DEPUTADOS DO PSD REUNEM COM RESPONSÁVEL DO AGRUPAMENTO

Atendimento Complementar pode voltar à Póvoa de Stª Iria Uma delegação parla­mentar do PSD reuniu com responsáveis do Agru­pamento de Centros de Saúde de Vila Franca de Vira (ACES XII) no âmbito do encerramento do Ser­viço de Atendimento Com­plementar no Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria que teve lugar a 1 de Setembro. Os Serviços de Atendimento Complementar do Centro de Saúde da Póvoa de Santa Iria, funcionavam durante a semana, entre as 17h e as 22h, e passaram a encerrar às 20h, e aos fins-desemana e feriados funcionam, entre as 9h e as 13h, encerram por completo com os utentes a serem remetidos para o Centro de Saúde de Alverca do Ribatejo. Esta decisão, segundo a responsável do serviço, Dr.ª Marília Alves “deveu-se ao número anormal de pedidos de escusa de serviço nocturno por parte dos clínicos com mais de cinquenta

anos de idade, ao abrigo de uma convenção laboral que entrou em vigor em Setembro de 2009”. A responsável realçou que a maior parte dos clínicos que prestam serviço no Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente nos seus cuidados primários, tem essa idade Perante a escassez de meios, a responsável do ACES XII, optou por juntar os serviços numa única unidade de saúde, a funcionar em Alverca, por “este centro ter melhores condições para albergar uma unidade com esta dimensão”. Neste momento existe a possibilidade de os Ser­ viços de Atendimento Com­ plementar regressarem de novo á Póvoa, provavel­ mente desde 1 de Outubro, pese embora só aos dias de semana. Segundo decla­ra­ ções da responsável aos deputados social-de­mo­­cratas “estamos em contactos com as empresas de prestação

de serviços para algumas alterações de horários, por forma, man­t endo a carga horária prestada, se possa assegurar os Serviços de Atendimento Complementar na Póvoa de Santa Iria. Vamos ver se temos uma resposta positiva”. A medida assumida a 1 de Setembro não afectou apenas os cerca de 59 mil utentes de 3 freguesias - Póvoa de Santa Iria, Vialonga e Forte da Casa -, mas igualmente as freguesias de Alhandra, Al­verca, Calhandriz, S. João dos Montes e Sobralinho,

servidas em Atendimento Complementar no Centro de Saúde de Alverca, contri­ buindo para agravar as condições de funcionamento do Centro de Saúde de Alverca. “Já há algum tempo que os utentes do Centro de Saúde de Alverca sentem a falta de condições na sala de espera, ficando horas de pé aguardando ser atendidos. Dos cerca de 30 mil inscritos neste Centro de Saúde, perto de 10 mil, em 2009, estariam sem médico de família”, lembra o PSD. CC

Vai ser inaugurado quartel dos bombeiros de Castanheira No próximo dia 9 de Outubro, sábado, pelas 10h, é inaugurado o novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Castanheira do Ribatejo, situado na Rua da Cevadeira, n.º 18, numa cerimónia presidida pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira. O projecto e construção do equipamento tiveram uma comparticipação municipal de perto de 763 mil euros, dos quais 650 mil decorrem do Plano Estratégico de Responsabilidade Social celebrado com a empresa ABERTIS, que desta forma deu um importante contributo.O novo quartel vem dotar a corporação com as condições adequadas de funcionamento, permitindo prestar um serviço de assistência e socorro de acrescida qualidade à população da freguesia. Parque Desportivo Sénior Entretanto, no Forte da Casa, entrou em funcionamento, a 1 de Outubro, o Parque Desportivo Sénior, situado a tardoz dos CTT e da Rua Padre Américo e no prolongamento do Largo Luís de Camões. O novo espaço implicou um investimento da ordem dos 34 mil euros, sendo o resultado da requalificação de um anterior polidesportivo descoberto. Tem um conjunto de equipamentos que permitem que a população sénior faça exercícios físicos.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 9

VILA FRANCA DE XIRA

ALVERCA ENTREVISTA AO VEREADOR RUI REI, SOBRE AS OBRAS NO RIO CRÓS-CÓS

“O projecto está previsto para comportar a cheia dos 100 anos” O crescimento da cidade de Alverca do Ribatejo, com a ausência de regras de cons­ trução ao longo dos últimos anos, foram os principais motivos apon­ta­dos por Rui Rei pelos problemas causados, des­de sempre, pelo Rio Crós-Cós, que sofre, neste mo­mento, uma importante inter­venção regularizadora, de mui­tos milhares de euros, mas com implicações no dia a dia das pessoas. Segun­do o vereador da Câmara Mu­­n­ icipal de Vila Fran­ca de Xira, responsável pe­las obras municipais, os atra­sos da obra não são nem graves nem signi­fica­­tivos e o projecto, que demo­rou algum tempo a ser aprovado, avança a um ritmo considerável. Esta é uma obra que há diversos anos se encontra em planeamento. Porquê só agora a concretização deste projecto? O planeamento da obra teve o seu início em 2006 mas, verdadeiramente, a obra só começou três anos depois. Demorámos algum tempo a arranjar financiamento, que provém de fundos comunitários, pois a Câmara Municipal por si só não tinha meios financeiros suficientes para realizar toda a obra, que está actualmente avaliada em cerca de sete milhões de euros. O principal objectivo desta intervenção prende-se apenas com a necessidade de evitar as cheias que todos os anos ocorrem em Alverca? Essencialmente é livrar Alverca do flagelo da plu­ viosidade extrema levar ao transbordo do rio. Com esta intervenção tentaremos que se resolva essa situação, que

A obra está atrasada rela­ tivamente ao projecto inicial? Tivemos ao longo deste tempo alguns atrasos, por força da necessidade de compatibilizar com as infra-estruturas que temos no local. Houve uma série de constrangimentos com as redes de operadores que atravessam a Praça de S. Pedro e, como tal, não foi possível cortar a Estrada Nacional 10 (EN10) logo em meados de Agosto, como estava inicialmente previsto. já não é a primeira vez que acontece, e que a cidade obtenha alguma paz no que diz respeito às situações de pluviosidade mais elevada. Acredita, face a diversas insatisfações, a obra tem sido conduzida de forma a evitar implicações directas na população? Uma obra como esta, que é feita em ambiente marca­ damente urbano, tem sempre consequências e traz sempre constrangimentos e, como tal, há sempre pessoas que se vêm prejudicadas. Ha­verá sempre impactos, no entanto, a Câmara tem que pedir compreensão aos cida­dãos e aos comerciantes para que a obra se possa fazer. À Câmara Municipal de Vila Franca de Xira ca­be a responsabilidade de tentar minimizar os impactos causados. Umas vezes demoramos mais tempo, outras vezes fomos mais rápidos mas, depois de várias conversas com os comerciantes, o grupo mais descontente, onde nos transmitiram as suas insatisfações, temos procurado resolver os embates da obra. Como é lógico, estes

nunca serão reduzidos a zero. Haverá sempre o impacto do ruído, o constrangimento do trân­sito ou as ruas fechadas que se traduziram em efei­tos directos no próprio comercio. Acha que a população tem tendência para não compreender estas impli­cações? Eu penso que a população per­cebe a necessidade desta obra. O problema é que, por vezes, nós próprios não damos a informação ne­ces­sária para que as pessoas possam formar uma opinião sensata. Por isto mesmo, é perfei­ tamente normal haver cidadãos que compreendem e outros que não compre­ endem. O que ninguém pode ter dúvidas é que, se sentir de alguma forma prejudicado, pode, e deve, falar com a Câmara Municipal ou com a Junta de Freguesia para que possa­mos actuar de maneira a resol­ver esses impactos. Tem que ser a população a vir ter con­nosco, até para nos ajud­arem a resolver pe­quenos problemas do dia-a-dia dos cidadãos que, muitas vezes, em projecto e em obra nós nem nos aper­cebemos.

Mas essa seria a altura mais favorável ao corte da EN10? Sim, sem dúvida que seria. No entanto, não conseguimos ultrapassar em tempo útil os problemas que foram surgindo à medida que a

obra avançava na Praça de S. Pedro. Nós não podíamos chegar ao local e limitar-nos a cortar os cabos da Portugal Telecom que fazem a ligação Lisboa-Porto ou cortar o gás! Mas isso é não é uma questão de planeamento? Sim, eventualmente pode­ mos dizer que seriam pro­ blemas resolvidos com um melhor planeamento. A verdade é que a determinada altura destas obras, existem uma série de factores que são de difícil projecção. Es­ ta­mos a aprender com eles para podermos ganhar este tempo no futuro. Se é verdade que houve alguns atrasos, também é fácil de ver que estamos a avançar o mais rápido que podemos para fugir aos maiores constran­

gimentos. No tér­mino desta intervenção, vamos todos perceber que estamos melhores do que estávamos. Depois de concluída esta intervenção na EN10, para onde vão continuar os trabalhos da obra? Neste momento a inter­ venção que vai desde a EN10 até à zona do caminho de ferro está concluída. Para a parte de cima da Estrada Nacional, a obra vai até à auto-estrada A1. O plano é terminar até ao fim do mês de Outubro a intervenção na EN10, al­tura em que a obra será inter­rompida. A regula­rização da Estrada Nacional para cima será feita apenas no próximo ano. Sara Cabral

AMBIENTE ANIMADO EM V.F. XIRA

Centenária Feira de Outubro decorre até ao dia 10 A centenária Feira de Outubro está de volta a Vila Franca, decorrendo até ao dia 10 de Outubro, ani­mando a cidade com um ma­nancial de actividades onde se destaca a aficion pela Festa Brava e o artesanato.No Parque Urbano do Ceva­deiro feirantes, tas­quinhas e muita animação aguardam os visitantes. No Pavilhão do Parque é possível apreciar e adquirir peç as do melhor do artesanato concelhio e nacional. Da cerâmica, ao têxtil, passando pelas madeiras e metal, o “Salão de Artesanato” conta, este ano, com 115 stands. Na rua, cumpre-se a tradição popular da festa brava, com largadas e esperas de touros. Na praça de toiros “Palha Blanco” a feira taurina é recheada de boas propostas, com a realização de quatro espectáculos. Destaque, no dia 2, para a Corrida à Portuguesa, com os cavaleiros, Ana Batista, Pedro Salvador, Manuel Telles Bastos, os forcados do Ribatejo; Aposento do Barrete Verde e do Clube Taurino Vilafranquense, e os seis toiros da ganadaria “Veiga Teixeira”. No dia 3 tem lugar a I Corrida de Toiros das Tertúlias (Mista), a 5 de Outubro a Corrida à Portuguesa – Concurso de Ganadarias e no dia 6 o I Espectáculo de Variedade Taurinas da União Desportiva Vilafranquense. Como é habitual, no Parque Urbano do Cevadeiro não falta a animação que tanto é do agrado dos mais novos (e não só...), como os carrocéis, os carrinhos de choque, enfim os elementos de diversão tão característicos do ambiente de feira e que levam sempre milhares de pessoas ao Parque Urbano do Cevadeiro. A que se devem associar as bancas onde se vendem os petiscos e as doçarias.


10 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

VILA FRANCA DE XIRA

V.FXIRA AUTOCARROS HUMANOS PARA IR A PÉ PARA A ESCOLA

Primeira tentativa do Pedibus falhou.... O projecto, dizia-se, tinha “pernas para andar!”. Mas teve der ser suspenso “por falta de adesão” que é como quem diz, por falta de pernas... Falamos do Pedibus, na freguesia de Vila Franca de Xira, uma iniciativa da Junta de Freguesia local que devia ter arrancado a 22 de Setembro, Dia Europeu sem Carros, com a participação de alunos, e pais, da escola Álvaro Guerra. “Por falta de adesão e disponibilidade dos pais, a iniciativa foi cancelada” nesse dia, esclareceu, em nota de imprensa, o executivo da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Ao fim e ao cabo o que é o Pedibus? Trata-se de um

“projecto que pretende tirar os carros das portas das escolas e incentivar as crianças a fazerem os percursos “casa-escola-casa” a pé, com as vantagens que daí advêm para a saúde física, psicológica e social de todos”. Porque direccionado para alunos do primeiro e segundo ciclos, “a principal preocupação foi, desde logo, a segurança das crianças e a organização de toda a logística que uma iniciativa deste género implica. A Junta de Freguesia desenvolveu contactos com os pais, alunos, escolas e várias entidades, como companhias de seguros, com o objectivo destas virem

a patrocinar a iniciativa. Houve várias reuniões e foram conseguidos apoios para a segurança das crianças, nomeadamente, para a aquisição de coletes e capas reflectoras”. Tudo parecia estar encaminhado, de tal forma que técnicos da Divisão da Administração do Território e da Divisão Social e Comunitária da Junta de Freguesia trabalharam no sentido de ter as crianças a ir a pé para a escola no início do ano lectivo 2010/2011. A primeira acção estava marcada para o dia 22 de Setembro mas teve de ser suspensa por falta de adesão. “O Pedibus fica, desta forma,

temporariamente suspenso. A Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira vai continuar a trabalhar na melhor forma de organizar este projecto que já foi posto em prática noutras localidades do país” uma ideia que surgiu, lembra a autarquia “das próprias crianças, numa simulação de Assembleia de Freguesia realizada em Abril deste ano, e onde os mais pequenos expressaram vontade em ir a pé para a escola”. A experiência dos “autocarros humanos”, em que os alunos são conduzidos por adultos, os pais ou outros encarregados de educação previamente definidos, que orientam as crianças através

dos percursos elaborados, já existe em outras freguesias, como é o caso da Pontinha, em Odivelas. Tal implica a organização de percursos e horários para a recolha e entrega das crianças em segurança. Entre as vantagens que este sistema apresenta, a autarquia realça a “prática de exercício físico por parte das crianças, que chegarão à escola mais “acordadas”; Redução do número de carros e dos níveis de poluição na área das escolas e na cidade em geral; Incentivo e promoção da autonomização das crianças, que vão ganhando confiança e responsabilidade, desenvolvendo o seu

sentido de independência para o futuro, quando passarem a ir sozinhas para a escola; Dar possibilidade às crianças de conhecerem a sua cidade, de olharem para as ruas, para as casas, para os jardins; Promoção da sociabilização entre crianças e pais ou outros encarregados de educação, ou seja, entre as famílias em geral e também a comunidade escolar que ficará mais fortalecida”. Para aderir, os pais devem solicitar inscrição nas instalações da Junta de Freguesia ou através do site www.vfxira.pt. ou ainda consultar o www.xira-pedibus.blogspot. com. CC


MAFRA

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 11

MAFRA

BREVES República

.............................................................................................................................. MAXIMINO COSTA LANÇA O LIVRO “A SOMBRA DA PROFECIA”

Entre a ficção e a realidade fala-se da história do Gradil Carlos Cardoso

O Instituto de Cultura Europeia e Atlântica e a editora Mar de Letras, apresentam o livro “On­ de a monarquia acaba e a re­ pública começa. Ericeira, 5 de Outubro de 1910 - Actas do XII curso Verão da Ericeira”, no dia 5 de Outubro, pelas 15h horas, na Praia dos Pescadores da Eri­ ceira, dia, hora e local dos acon­ tecimentos ocorridos há 100 anos. A apresentação estará a cargo de João Abel da Fonseca. Es­ tá prevista uma reconstituição histórica.

Bandas No dia 5 de Outubro, no antigo edifício da Casa Mãe do Gradil, é lançado o livro “A Sombra da Profecia”, de Maximino Costa, cuja receita reverte a favor da obra daquela instituição, uma IPSS que dá apoio a raparigas oriundas de famílias e de contextos familiares desestruturados. Não é por acaso que a apresentação do livro, uma trama ficcional com cerca de 400 páginas, tem lugar naquelas instalações. Decorrendo num período histórico caracterizado pela intensa luta entre os absolutistas, partidários de D. Miguel, e os liberais, apoiantes de D. Pedro, o central da acção da “A Sombra da Profecia” desenrola-se no Gradil, com referência especial ao antigo edifício da Casa Mãe. “O rei D. Miguel, quando andou fugido, vinha acolher-se nesta zona. Quem construiu esta casa era partidário de D. Miguel, edificou o edifício de propósito para o monarca. O dono da casa acabou por morrer assassinado, exactamente por ser partidário dos absolutistas”, explica Maximino Costa. Este é um dos factos reais, presentes no livro. “A história tem por base de três ou quatro factos, comprovados, e em tornos dos quais estabeleci a profecia. A trama começa em 1820, com uns fidalgos que fogem de Lis-

boa, por altura da revolução liberal e vêm ter a esta terra...”, e pouco mais adianta o autor que quer manter a expectativa. Não se trata de um livro de história, embora tenha referências históricas, algumas delas verídicas. Sendo uma obra de ficção, assenta, em muitos aspectos, num trabalho feito ao longo do tempo, de recolha de elementos orais ou fruto de investigação própria. Algo a que Maximino Costa está habituado, pois já escreveu dois livros sobre a história do Gradil, para além de ter participado no rancho de folclore local, motivando algum trabalho de cariz etnográfico. “Tive muitos contactos com as pessoas da terra, que me transmitiam coisas de tempos mais antigos. Muitos desses elementos, a maneira de viver, de vestir, de trabalhar, estão presentes no livro. Provavelmente algumas pessoas mais idosas, depois de lerem o livro, vão-se recordar dos seus tempos e até é provável que esta ou aquela personagem lhe faça lembrar fulano ou sicrano”. As pessoas do Gradil estiveram sempre no seu pensamento, durante os cerca de onze meses de escrita de “A Sombra da Profecia”. “Escrevo para pessoas simples, pessoas que entendam o que estou a dizer. Pensei

Realiza-se no dia 10 de Outubro o XVIII Festival de Bandas do Concelho de Mafra. Os concer­ tos têm lugar no Largo de Santa Marta, na Ericeira, a partir das 14h30. Participam as bandas da Associação Musical Nossa Se­ nhora do Livramento, Socieda­ de Recreativa e Musical de Vi­ la Franca do Rosário, Socieda­ de Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação, Escola de Mú­ sica da Casa do Povo da Enxara do Bispo, Escola de Música Ju­ ventude de Mafra e Filarmónica Cultural da Ericeira.

Milharado A 5 de Outubro é inaugurada a escola básica de S. Miguel do Milharado, um complexo edu­ cativo de grande qualidade e que, associado à escola da Pó­ voa da Galega, em funções há algum tempo, melhora signifi­ cativamente a oferta educativa na freguesia e no concelho de Mafra.

BTT

essencialmente nas pessoas do Gradil, mas se o livro se expandir ainda bem”. Uma escrita de alguma forma solitária, aproveitando em especial a noite, período de calma e de repouso. “Só partilhei o livro com a minha mulher e, mais tarde, com Dr. Joaquim Cruz, professor em Torres Vedras, que fará a apresentação da obra e uma neta, que é uma autêntica devoradora de livros, a quem dei a ler e pedi a sua opinião” Foi o primeiro romance que escreveu no que classifica de “uma aventura extraordinária. Há alturas em que os personagens me causavam

tal embaraço que não sabia como resolver os dilemas. Mas nunca perdi o controle e consegui encadear todos os elementos”, confessa. Maximino Costa espera que a obra contribua, também, para que os habitantes do Gradil, onde vive há 35 anos, tenham “pela sua terra um determinado orgulho”, um orgulho feito do conhecimento da história de uma freguesia que, em tempos que já lá vão, até foi concelho.”Quando escrevi a monografia, sei que muitas pessoas ficaram sensibilizadas. Espero que este livro contribua para influenciar

mentalidade das pessoas, para que olhem de forma diferente para o Gradil e defendam as características da sua terra”. O autor recusa fazer promessas, mas vê-se que esta apetência pela escrita, que só conseguiu desenvolver desde que veio para o Gradil, após a sua aposentação como funcionário da EDP, se aguça o que já o faz pensar em novas propostas. “Tenho muita coisa sobre a guerra colonial, em especial a Guiné, onde fiz o serviço militar. Gostaria de escrever sobre este período da nossa história”. Vamos esperar, então.

No dia 31 de Outubro, por ini­ ciativa dos bombeiros de Mafra e o apoio do Moto Clube de Ma­ fra, realiza-se um passeio Todo o Terreno (BTT), aberto a mo­ tos de 2 rodas e Moto 4 e UTVS. A concentração e inscrições têm lugar às 8.30h na Socieda­ de Desportiva e Recreativa da Achada e a partida para o pas­ seio tem lugar uma hora depois.

Ericeira No dia 4 de Outubro, esco­ la EB 2,3 da Ericeira comemo­ ra o Dia Mundial do Animal. Durante toda a semana decorre uma angariação de alimentos, desparasitantes, coleiras, de­ tergentes, mantas, vassouras. A iniciativa conta com o apoio de diversas associações, nome­ adamente, a Associação de Pro­ tecção aos Cães Abandonados de Sintra; Núcleo de Apoio aos Animais Abandonados de Sin­ tra; Animais de Rua; CREA; Pa­ tas Errantes; Gatos Livres e a Li­ ga Portuguesa dos Direitos dos Animais. Venda de produtos diversos, adopção ou apadrinhamento de animais, angariação de vo­ luntários ou sócios são algumas das acções que terão lugar.


12 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

MAFRA

TAPADA NACIONAL DE MAFRA ESPERA REDUÇÃO DE VISITAS

Novos serviços para cativar as crianças Carlos Cardoso

A Tapada Nacional de Mafra espera uma redução do número de crianças que, anualmente, se deslocam àquela belo espaço natural e, com isso, uma redução das receitas, já que parte signi­ ficativa dessas deslocações era pagas. Um cenário que tende a complicar as sempre débeis contas da Tapada que se viu obrigada a encontrar novos serviços que cativem o público mais jovem e, ao mesmo tempo, minimizem a redução de verbas. “Nu m a a l t u r a e m q u e algumas famílias assumem estratégias de poupança e outras passam mesmo por dificuldades financeiras, a Tapada de Mafra, antevendo uma diminuição do número de crianças que anualmente aqui participam em diversas actividades de educação e sensibilização ambiental, criou uma nova modalidade para prestação deste tipo

de serviços a custos mais comportáveis”, refere o Engº Ricardo Paiva, presidente da direcção da Tapada Nacional de Mafra. Contribuir para a formação da comunidade escolar e contribuir para que todas as crianças tenham direito à educação, nomeadamente através da sensibilização da problemática ambiental, é a preocupação que está subjacente ao projecto “A Tapada vai à escola”, divi­dido em três programas ade­ qua­­­dos aos diversos ciclos escolares. Um desses programas as­ sen­ta na realização de ses­ sões de esclarecimento, dirigidas para o 2º e 3º ciclos, num formato “dinâmico que permite a interacção entre o biólogo da Tapada e os alunos, despertando a curiosidade científica e o conhecimento aplicado so­ bre as diversas temáticas”. Um segundo programa

consiste na realização de palestras, com o mesmo objectivo e temas das ses­ sões de esclarecimento, mas “menos interactivas, na me­­dida em que são feitas para a capacidade de um auditório, sendo por isso mais adequadas ao ensino secundário”. Finalmente, o terceiro pro­ grama que é mais dirigido ao público infantil. Com o atrante nome de o “Bolota vai à escola com aves de ra­p ina”, trata-se de uma actividade desenvolvida en­ tre a Tapada e a Ambifalco, em­presa protocolada com a Tapada para a exploração de aves de rapina, e onde se pretende dar a conhecer a Tapada Nacinal de Mafra atra­vés da história, contada pela mascote “O Bolota” e sensibilizar os mais novos para a protecção das aves de rapina e a importância da con­s er­v ação destas espécies.

Bandeira de Ouro da mobilidade para a Câmara de Mafra No Salão Nobre da Autarquia Mafrense teve lugar, no fim da manhã de 21 de Setembro, a cerimónia da entrega da Bandeira de Ouro da Mobilidade ao Município de Mafra. Estiveram presentes Fernando Nogueira, Vice – Presidente da APPL A -Asso­cia­ção Portuguesa de Planeadores do Território, Minis­ tro dos Santos, Presi­d ente da Edilidade, vereadores, funcionários da Câmara e outros convidados. José Ministro dos Santos, lem­brou que «a adesão do Município à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos ocorreu em 4 de Agosto de 2006. A autarquia assumiu o compromisso de intervir na área proposta para resolver, durante três anos, pelo menos 70% dos problemas. O objectivo do protocolo com a APPLA visava abolir ou minimizar barreiras arqui­ tectónicas que dificultam a movimentação de pessoas diminuídas fisicamente». O autarca acrescentou ain­ da que «a atribuição da Ban­­deira de Ouro da Mo­ bili­d ade confirma a im­ plem ­ entação de 70%

das medidas propostas». Satisfeito com os resultados obtidos esclareceu que «a área de intervenção incidiu nos arruamentos na vila de Mafra que concentram os principais serviços e equi­p amentos públicos: Travessa da Quinta Nova, Rua do Mercado, Terreiro D. João V (lado poente); Rua Serpa Pinto; Rua 1º de Dezembro; Rua do Poço; Rua José Maria da Costa; Largo da Boavista e Rua Elias Garcia. O município mafrense aplicou grelhas nas árvores; implementação de postes de iluminação

em fachadas de edifícios; eliminação de obstáculos à mobilidade, tais como sinais de trânsito, floreiras, postes de iluminação e prumos, bem como adopção de ruas pedonais com marcação do centro do percurso acessível com uma guia em pavimento diferenciado». A seguir discursou Fernan­do Nogueira que se congra­tulou com a activi­dade desenvol­ vida pela autarquia, no que diz respeito à mobilidade, procedendo à entrega da Bandeira de Ouro a Ministro dos Santos. Rogério Batalha

ATLETA DA APERCIM EM CAMPEONATO MUNDIAL

Milene Patrocínio conquista diversas medalhas A Selecção Nacional de Atletismo Síndrome de Down terminou no dia 11 de Setembro de 2010, a sua participação no 1º Campeonato do Mundo da IAADS, que decorreu no Méxi­co, em Puerto Vallarta, Jalisco. A Selecção contou com a atleta da APERCIM, Milene Patrocínio, que trouxe pa­ ra Mafra duas medalhas: uma de prata nos 400m Marcha e uma de Bronze no Lançamento do Dardo. De destacar também a pres­ ta­ção desta atleta no Lan­

çamento do Disco onde apesar do 6º Lugar no concurso conseguiu bater o Recorde da Europa. A atleta mafrense participou ainda no Lançamento do Peso. O balanço final da partici­ pação desta Selecção só pode ser considerado de “exce­lente”, dado que nesta primeira participação em eventos desta envergadura para atletas com Trissomia 21 e Mosaicismo, Portugal traz do México seis me­ dalhas de ouro, nove de prata e quatro de bronze. A Selecção Nacional foi

vice-­campeã mundial por equi­pas, ficando atrás dos anfitriões do México que contava com uma enorme delegação e ficando à frente da África do Sul que ultrapassou a Itália “na recta final” do Campeonato. No próximo ano será  Por­tu­ gal o anfitrião do Cam­peo­ nato da Europa de Atletis­mo da IAADS, estando igual­ mente prevista para o nos­ so país a realização do 2º  Campeonato do Mundo da IAADS, onde esperamos que os resultados sejam ainda melhores.  Hugo Silva 


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 13

MAFRA

EM SETEMBRO DE 2011 SEGUE PARA SANTA ISIDORO

Mafra recebeu a imagem peregrina de Nossa Senhora da Nazaré Rogério Batalha

A vila de Mafra esteve esteve em festa de 18 a 26 de Setembro, com os festejos em honra de Nossa Senhora da Nazaré. Na noite de 18 de Setembro a imagem peregrina de Nos­sa Senhora da Nazaré deixou a paróquia da Igreja No­va, a caminho de Mafra, tendo feito uma paragem na po­ voa­ç ão da Carapinheira onde os anjos cantaram, co­mo é da tradição. No Círio da Prata Grande iam à frente cerca de 150 cavalos, 20 char­ retes, 150 automóveis, tudo numa extensão de dois mil metros. Milhares de forasteiros receberam a entrada do Círio, no Terreiro D. João V, na Vila de Mafra. À frente seguia a charanga a cavalo da G.N.R., escuteiros, juízes, anjos e a charrete com o pároco padre LuÍs de Barros e o diácono Pedro Oliveira. A vila de Mafra estava toda

ornamentada com arcos simples, mas com efeitos surpreendentes. A fachada

principal da Basílica também tinha uma iluminação especial. No f i m d a c e l e b r a ç ã o litúrgica cantaram os anjos as loas da autoria de Zulmira Guerra, do Zambujal. Na Praça da República houve um concerto pelas Bandas de Música da Abrunheira e Juventude de Mafra. Cerca da uma da madrugada co­ me­ç ou o fogo-de-artifí­ cio com destaque para o lançamento de foguetes nos terraços do Real Edifício No domingo, dia 19, foi celebrada missa Solene, às 15 horas, pelo pároco Luis de Barros e com a homília a cargo do padre Ricardo Jacinto, que é natural de Mafra. No fim da Eucaristia teve lugar a procissão com os andores dos padroeiros das capelas de toda a paróquia. A procissão percorreu as Avenidas 25 de Abril e 1º

de Maio, a Rua Serpa Pinto e, novamente, o Terreiro D. João V até à Basílica. De 18 a 26 de Setembro Mafra esteve em festa, com vários artistas, mas sempre com muito público. Nos palcos actuaram, durante a semana, Marco Paulo, Irmãos Verdade, a Banda Maxgirls, Grupo Sons da Terra e Patrícia Cruz com suas bailarinas, Grupo Chave d’Ouro, Sabrina, Banda Big Gang, Grupo Quinta do Bill, fadista Joana Amendoeira, José Cid e Roberto Leal. Os bailes foram abrilhantados pelos conjuntos «Os Baca­ nos» e « Kuaze Banda». Participaram também os Ranchos Folclóricos da Murgeira e Cantarinhas de Barro, da Achada – Sobreiro. Em Setembro, do próximo ano, a imagem de Nossa Senhora da Nazaré deixará Mafra e será recebida pela paróquia de Santo Isidoro.

SOFREU AUMENTOS SUPERIORES A 300 POR CENTO

BE apresenta na AR projecto sobre tarifário das portagens na A21 O grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda entregou na Mesa da Assembleia da República uma proposta de recomendação para que o “Governo corrija com urgência o tarifário das portagens na A21, auto estrada que liga a Ericeira à Malveira cujos preços chegam a ser o dobro aos de outras vias similares, nomeadamente da vizinha A8”. A discrepância dos preços resultou de um “aumento brutal das tarifas de portagem praticadas naquela infra-estrutura rodoviária, ocorrido no início de Setembro de 2009, na sequência de uma alegada transferência da A8 da Câmara de Mafra para as Estradas de Portugal., levando a aumentos de mais de 350 por cento na classe 1, mais de 375 por cento na classe 2, 365 por cento na classe 3 e 368 por cento na classe 4”. Este aumento, originou inúmeras reacções e protestos “a que a Câmara Municipal de Mafra e as Estradas de Portugal têm respondido, procurando furtar-se às suas responsabilidades, com o “argumento” de que todo este processo tem uma responsabilidade, e ela compete ao Governo”. Nesse sentido Bloco de Esquerda pretende, através do projecto de resolução, que o Governo “dê instruções imediatas à Estradas de Portugal, para corrigir o nível das tarifas de portagem praticadas na A21”. O projecto de resolução surge no dia em que foi discutido no Parlamento a petição popular contra os aumentos das portagens, subscrita por mais de cinco mil utentes da A21, iniciativa que deu entrada na Assembleia da República no passado mês de Janeiro. CC

Marília Susana Luzio Rodrigues NOTÁRIA

Certifico, para efeitos de publicação, que por escritura de catorze de Setembro de dois mil e dez, lavrada com início a folhas sessenta e quatro do livro de notas para escrituras diversas número trinta e sete, neste Cartório, a cargo da referida notária, compareceu: a) MARIA DE LOURDES CARMO CARRAPITO PLÁCIDO, viúva, contribuinte número 132 678 780, natural da freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures, onde reside na Rua Soeiro Pereira Gomes, número cinco, segundo andar, Pirescoxe; e b) SÍLVIA CLÁUDIA DO CARMO PLÁCIDO, divorciada, contribuinte número 198 582 137, natural da República Federal da Alemanha, residente na Rua José Ferreira Cleto, número nove, primeiro direito, Quinta do Castelo, Pirescoxe, freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures. E DISSERAM: Que, são donas e legítimas possuidoras, com exclusão de outrem, do prédio urbano sito na Rua dos Açores, lugar de Pirescoxe, freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures, não descrito na competente Conservatória do Registo Predial, inscrito na matriz predial urbana sob o artigo 5408, freguesia de Santa Iria de Azóia, em nome da herança de Jerónimo Vitorino Ferreira Plácido, composto de terrenos situados dentro de aglomerados urbanos onde não é permitido construir e sem afectação agrícola, com a área de duzentos e setenta e nove vírgula seis metros quadrados, confrontando a Norte com Júlio da Silva Oliveira, a Sul com Vítor José Batista, a Nascente com Rua dos Açores e a Poente com auto-estrada. Que, este prédio tem o valor patrimonial de mil trezentos e sessenta e nove euros e cinquenta cêntimos, ao qual, para efeitos do acto, atribuíram igual valor. Que, o referido prédio foi adquirido pela identificada na alínea a) e seu então marido, JERÓNIMO VITORINO FERREIRA PLÁCIDO, NIF de herança 704 136 996, falecido no dia treze de Junho de dois mil e seis, na freguesia de Coração de Jesus, concelho de Lisboa, natural da freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures, onde teve última residência habitual na Rua Soeiro Pereira Gomes, número cinco, segundo andar, em Piriscoxe, no estado de casado sob o regime de comunhão geral com ela identificada na alínea a) e em primeiras núpcias de ambos. Que, o referido imóvel foi por eles, autor da herança e identificada na alínea a), adquirido já no estado de casados um com o outro sob o indicado regime de bens, por compra verbal feita em treze de Julho de mil novecentos e oitenta e nove, a António Alves Milheiro e mulher, Maria Isabel Costa Rosário, casados sob o regime de comunhão de adquiridos, com última residência conhecida na freguesia de Santa Iria de Azóia, concelho de Loures, desconhecendo o seu paradeiro, compra não reduzida a Escritura Pública, pelo que não têm título bastante que legitime o direito adquirido. Que, efectivamente, os vendedores venderam ao autor da herança e à identificada na alínea a) uma parcela de terreno rústica, à data sem inscrição matricial própria, que actualmente tem a natureza de prédio urbano, venda que nunca foi reduzida a escritura pública. Que, eles, autor da herança e identificada na alínea a), desde essa data em que se operou a tradição material do prédio, possuíram o mesmo como se donos fossem, usufruindo de todos os seus frutos e rendimentos, cuidando da sua conservação e limpeza, ocupando-o à vista de todos e pagando pontualmente os respectivos impostos e contribuições, suportando todos os seus encargos, agindo com plena convicção de serem proprietários daquele imóvel. Que, esta posse foi exercida sem interrupção, de forma pública, pacífica, contínua, de boa fé, ostensiva, à vista de toda a gente e sem oposição de quem quer que seja, de forma correspondente ao direito de propriedade. Que, após a morte do autor da herança, o referido imóvel continuou a ser usufruído nas condições acima referidas pelas identificadas nas alíneas a) e b), suas herdeiras, as quais continuaram, em conjunto, a posse que aqueles vinham exercendo, praticando da mesma forma os actos acima descritos, pelo que invocam expressamente essa posse, iniciada em treze de Julho de mil novecentos e oitenta e nove, posse na qual sucederam a partir do falecimento de Jerónimo Vitorino Ferreira Plácido, do qual se encontram habilitadas por escritura de habilitação de herdeiras outorgada em oito de Agosto de dois mil e seis no Cartório Notarial a cargo da Notária Maria Cristina Castro de Vilhena Fragoso, sito em Sacavém, Loures, com início a folhas cento e trinta e uma do livro de notas para escrituras diversas número trinta e um A, que me foi exibida, pelo que adquiriram o identificado prédio por usucapião, que invocam para justificar o seu direito de propriedade para fins de registo. Está conforme o original. Cartório Notarial a cargo da Notária Marília Susana Luzio Rodrigues, em Póvoa de Santa Iria, ao catorze de Setembro de dois mil e dez. Conta registada sob o número PA01258/2010. A Notária, Marília Susana Luzio Rodrigues


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14 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

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BREVES Ambiente

.............................................................................................................................. NOVA EB1/JI DOS APRÉSTIMOS RECEBE 363 ALUNOS

Ramada já não tem regime duplo nas escolas Luís Garcia Até 2013, a Câmara de Odivelas pretende acabar com o regime duplo em todas as escolas do primeiro ciclo. O objectivo já foi atingido na freguesia da Ramada, onde foi inaugurada uma escola para 363 alunos, incluindo jardim-de-infância. A EB1/JI dos Apréstimos, na Ramada, vai permitir que todas as escolas do agrupamento local passem do horário duplo (uma turma de manhã e outra à tarde na mesma sala) para o regime normal (uma única turma por sala, com aulas de manhã e de tarde). A diminuição do número de alunos por escola devido à transferência de estudantes para o novo equipamento possibilita também que todas as escolas da Ramada – uma freguesia de população jovem onde residem cerca de 20 mil habitantes – tenham espaço para três actividades de enriquecimento curricular (AEC): Inglês, Música e Educação Física. “Neste momento, podemos

oferecer a todas as crianças uma escola a tempo inteiro”, disse a directora do Agrupamento de Escolas Vasco Santana, Angélica Lourenço. Com capacidade para 288 alunos do primeiro ciclo, distribuídos por 12 salas, e 75 crianças em três salas de jardim-de-infância, a nova escola resulta de uma parceria público-privada. Ao longo de 25 anos, a Câmara de Odivelas pagará uma mensalidade à empresa que construiu o equipamento, totalizando um investimento de 6,3 milhões de euros. Em troca, o privado responsabiliza-se pela conservação do espaço durante esse período, desde intervenções rotineiras como a substituição de vidros ou de aparelhos de ar condicionado até à grande manutenção do equipamento. A parceria público-privada, que também inclui a construção do novo pavilhão municipal, foi criticada pela oposição do PS na Câmara, nomeadamente pela CDU.

Ambiente em Contacto é uma iniciativa da Junta de Fregue­ sia de Odivelas para a sensibili­ zação e implementação de bo­ as práticas ambientais. A autar­ quia tem ao dispor dos muníci­ pes a Linha Telefónica de Apoio ao Ambiente – 21 931 90 55 – acessível 24 horas por dia, 365 dias por ano, para que possam colaborar, sugestionar e/ou si­ nalizar situações de reci­clagem, limpeza das ri­bei­ras, animais abandonados, sina­­li­zação, con­ tentores, eco­pon­tos e limpeza das ruas da Freguesia de Odi­ velas. Na pro­moção de gerações Eco­ -Renováveis, esta campanha de sensibilização será também efectuada junto das escolas, com o intuito de que dos 8 aos 80 todos possam intervir para melhorar Odivelas.

Braille Estão abertas as inscrições pa­ ra o Curso de Iniciação ao Brail­ le que a Câmara Municipal de Odivelas promove na Biblio­te­ ca Municipal D. Dinis, a partir do próximo dia 19 de Outubro.

Trânsito

Os comunistas entendem que o negócio faz com que a construção dos dois equipamentos saia muito mais cara ao município do que se fosse a própria autarquia a assumi-la. A presidente da Câmara de

Odivelas, Susana Amador, desvaloriza as críticas, garantindo que esta foi a forma encontrada pelo executivo para que a obra pudesse avançar de imediato. “Não tínhamos a liquidez necessária e não queríamos esperar mais dois ou três anos por esta escola nem cinco ou dez pelo pavilhão multiusos”, diz a autarca, explicando ser normal que a obra saia mais cara através de uma parceria público-privada, à semelhança do que se passa quando alguém pede um empréstimo para

comprar uma casa. De acordo com Susana Amador, todas as escolas de duas das sete freguesias de Odivelas – Ramada e Famões – já funcionam em regime normal e o mesmo se deverá passar com as restantes até ao final do mandato. Entretanto, foi também inaugurado o jardim-de-infância do Vale Grande, na freguesia da Pontinha. Com capacidade para 50 crianças, o equipamento custou à autarquia cerca de 970 mil euros.

Até ao próximo dia 31 de Dezembro de 2010, o acesso ao Bairro Sol Nascente – freguesia de Famões, pela Avenida das Acácias, sofrerá desvios de trânsito devidamente assina­ lados no local, devendo por isso os automobilistas ter os necessários cuidados.

Assalto Assaltaram, durante o passa­ do fim de semana de 25 e 26 de Setembro, os gabinetes dos ve­ readores eleitos pela coligação «Em Odivelas Primeiro as Pes­ soas», Hernâni Carvalho e Pau­ lo Aido, tendo os seus computa­ dores sido levados. A ocorrência foi comunicada às autoridades.  

Olival Basto A Assembleia de Freguesia de Olival Basto aprovou uma mo­ ção onde se congratula com la inauguração do novo Jardim­ -de-Infância de Olival Basto, si­ tuado nas instalações da EB 1, cuja ampliação passa a ter mais três novas salas com capacida­ de para acolher 75 crianças dos 3 aos 5 anos. .


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 15

ODIVELAS

TURISMO DE ODIVELAS APOSTA FORTE NA MARMELADA BRANCA

Escola Agrícola da Paiã quer garantir os marmelos Carlos Cardoso

A Escola Agrícola da Paiã, na Pontinha, vai garantir a plantação de um pomar de marmeleiros para que den­tro de dois ou três anos, seja possível fazer a conhecida marmelada bran­ ca com frutos criados no concelho. A novidade saiu do encontro que teve lugar a 27 de Setembro, no Centro de Exposições de Odivelas e onde foram apresentadas as Linhas Orientadores para o Turismo de Odivelas. Existe, como é evidente, uma relação muito intima entre a marmelada branca de Odivelas e o turismo, já que a autarquia pretende que o primeiro produto seja um símbolo do concelho, contribuindo para potenciar aquele que é um dos pontos fortes de Odivelas, a sua doçaria conventual, muito ligada a um património classificado, o Mosteiro de Odivelas. Mário Máximo, que tem o pelouro do turismo em Odi­v elas, disse, a pro­ pó­s ito, que foram dados passos significativos na estru­turação de toda uma dinâmica que poderá projectar a marmelada bran­ ca de Odivelas para além das fronteiras do concelho. Desde logo a certificação, em 13 de Setembro, do nome e produto Marmelada Branca de Odivelas, a criação de um grupo de produtores, no âmbito da Associação Comercial de Loures e Odivelas e até a criação de embalagens específicas, com uma estética própria. E entre os projectos e acções a desenvolver está a realização da Festa da Marmelada Branca, enquadrada numa mostra gastronómica que divulgue o que de bom, ao nível da restauração, o concelho de Odivelas tem para oferecer.

Mário Máximo

O concelho de Odivelas tem, para além da tradição da doçaria conventual, mais pontos fortes. Susana Ama­ dor, presidente da autarquia, lembrou esses aspectos, tais como a boa centralidade geográfica do concelho, perto da capital, excelentes acessibilidades, crescente notoriedade na Área Metropolitana de Lisboa, um património histó­r ico relevante, uma restauração forte, um multiculturalidade que faz com que dos seus 155 mil habitantes, 15 por cento sejam oriundos de outros países. Nem tudo são rosas. A autarca lembrou debilidades, como a escassa identificação da população com o território onde vive e trabalha, a grande densidade de construção ou a imagem de um concelho pouco associada à prática do turismo. A verdade é que o turismo se assume, cada vez mais, como um sector de grande importância económica, susceptível de dinamizar a própria economia local, de que a criação da marca M a r ­m e l a d a B r a n c a d e Odivelas, feita envolvendo comerciantes locais, é um bom exemplo. Daí a necessidade de se traça­ rem grandes objectivos para que as Linhas Orientadoras para o Turismo tenham fins

Protocolo com o TLVT A apresentação das Linhas Orientadoras para o Turismo em Odivelas teve lugar a 27 de Setembro, Dia Mundial do Turismo. Foi antecedida da assinatura de um protocolo entre a autarquia e ao Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, um protocolo de actividade comuns nas áreas da informação, estudos, formação, promoção de actividades turísticas, etc. Joaquim Rosa do Céu, presidente do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, que engloba 38 municípios diferentes, “com o seu mundo muito particular”, vincou a necessidade de se valorizar as diferenças mas trabalhando em conjunto. Nesse sentido está a ser elaborado um Plano de Marketing Estratégico onde os contributos das diversas autarquias são essenciais,

Mosteiro S. Dinis

palpáveis e não se esfumem num conjunto de análises e de ideias já ditas e repetidas. Nesse sentido, apontouse para a necessidade de definir grandes zonas de investimento turístico, destacando-se Caneças, Odivelas com o seu centro histórico e a Póvoa de Santo Adr ião. Par ticular izouse o conceito do Parque Municipal da Paiã e o parque desportivo na Ramada, nas Amoreiras, apontou-se para a necessidade de se potenciar a identificação cultural e afectiva, para se impulsionar a imagem da marca de Odivelas, para o reforço de sinergias através da criação de parcerias com entidades públicas e pr ivadas, merecendo algum destaque o Centro de Formação do Sector Alimentar da Pontinha ou o ISCE, na Ramada, e para o reforço da promoção interna e externa do património cultural existente e da oferta turística. Acções a desenvolver Diga-se que em termos das acções concretas para atingir os objectivos definidos, ainda parece haver muito a trabalhar. Recupera-se a ideia da criação de mapas turísticos por freguesias, aposta-se nos meios de comunicação baseados nas novas tecnologias, com o portal de turismo no site da autarquia, contendo

informação interessante em português, inglês e castelhano, promete-se maior apoio ao artesanato, com a realização da Mostra de Ar tesanato Urbano, bem como um maior envolvimento no Festival da Sopa, em Caneças “comum forte investimento nesta área”, segundo Mário Máximo. A realização das Jornadas

Senhor Roubado

de Turismo, pela secção de turismo do ISCE, a 3 e 4 de Novembro, a realização em 2011 de mais uma Bienal de Cultura Lusófona, iniciativa que teve a sua origem na Malaposta ou as comemorações que se pre­­tendem dignas e com di­m ensão dos 750 anos do nascimento do rei D. Dinis, também em 2011, são algumas das propostas

avançadas. Porém, para além da ideia da criação do pomar de marmeleiros, na Paiã, houve uma proposta que recolheu especial agrado, a criação de um grupo de trabalho que vai tentar resolver a situação das fontes de Caneças, parte delas privadas, parte delas a degradarem-se e que são um património histórico de grande importância.


16 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

MAFRA

ASSINADO PROTOCOLO COM O BENFICA E A C.M.ODIVELAS

Odivelas Futebol Clube ganha uns “euros” para respirar Entre a Massa Insolvente do Odivelas Futebol Clube (OFC), o Sport Lisboa e Benfica SAD e o Município de Odivelas foi assinado um protocolo de parceria tripartida, com o objectivo de juntar “os vários recursos e interesses que proporcionem o fomento do desporto e da projecção da imagem do concelho de Odivelas” e “rentabilizar e dinamizar o Estádio Arnaldo Dias, garantindo a viabilização do OFC”.. Segundo o protocolo o Benfica passa a utilizar o campo relvado principal, aos domingos de manhã, para a realização dos jogos da equipa de juvenis na 1ª fase,

o campo sintético ao longo das semana, ao final do dia, para treinos das equipas de escolas e infantis e diversos equipamento de apoio. Para além disso, fica em pleno com o atleta Roderick Miranda, do OFC, que fora transferido para o Benfica. O OFC do Benfica recebe mil e duzentos euros, como renda pela utilização dos equipamentos, e compromete-se a privilegiar o clube lisboeta em eventuais jogadores seus ou a comunicar atletas de outras equipas, com quem joguem, e que vejam que são alvos potenciais para o SLB. Quanto à transferência definitiva do jogador Roderick Miranda o OFC ainda vai

receber 228 mil euros. O Benfica ainda vai ter hipótese, após a conclusão da construção do Pavilhão Multiuso, de estabelecer um protocolo com a Câmara Municipal de Odivelas, tendo em vista a futura utilização deste equipamento Na cerimónia de assinatura do protocolo estiveram presentes em representação do Município de Odivelas a Presidente Susana Amador, do Benfica SAD o Presidente Luís Filipe Vieira e em representação do Odivelas Futebol Clube, o Administrador da Insolvência Florentino Luís. CC

Teatro para idosos na Malaposta O Grupo Teatro Sénior de Odivelas (GTSO) apresenta, no auditório principal do Centro Cultural Malaposta, no Olival Basto, a peça “Duplos”. A estreia tem lugar a 1 de Outubro, no âm­bi­to das comemorações do Dia Internacional da Pes­soa Idosa e resulta de uma par­­ceria entre a Câmara Mu­­ni­­cipal de Odivelas e a Municipália /Centro Cultural Malaposta . A pe­ça é dirigida essen­cial­ mente para os utentes das Ins­tituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho de Odivelas, com valência de apoio a idosos. Para que possam ver a peça, a autarquia odive­ lense disponibilizou quatro autocarros para transporte dos seniores para a iniciativa. Salienta-se que, na se­ quência do Projecto Muni­ cipal de Teatro Sénior – Grupo de Teatro Sénior de Odivelas, foi proposto aos seus participantes que for­­massem pares com os alu­n os da licenciatura de

Ani­mação Sociocultural do Instituto Superior de Ciências Educativas (ISCE) e que, através da exploração da sua relação intergeracional, ambos partilhassem as suas histórias e as trabalhassem criativamente. Durante dois meses, os alunos do ISCE desenvolveram personagens, enquanto os membros do GTSO criaram situações e escreveram tex­

tos. “Duplos” nasceu deste encontro, entre os alunos do ISCE e os actores do Grupo de Teatro Sénior. As personagens, sempre em duplicado, revivem pedaços de memórias que, embora sejam expressões íntimas de uma vida, pertencem a um imaginário colectivo português, com fortes raízes na vida quotidiana dos habitantes de Odivelas.

Direcção Artistica: Eunice Duarte Direcção Musical: Jan Gomes Interpretação e Co-criação: Alípio Gonçalves, Ana Filipa Pinto, Carla Franco, Carlos Carvalhal, Conceição Machado, Conceição Pinto, Dora Horta, Ester Pissarra, Fátima Ribeiro, Fernando Gama, Hélder Jerónimo, Isabel Silva, Joana Rei, Maria de Lurdes Narciso, Mário Sousa, Miguel Barrocas, Mónica Cardoso, Natália Alves, Nina Augusto, Nuno Gonçalves, Otília Pereira, Rosaria Cunha, Rosário Romão, Tiago Baptista, Vasco Cabral, Vitória Lageira, Texto: Criação colectiva Figurinos: Manuel Monteiro Classificação Etária: M/12 Fotos: Fábio Teixeira Duração: 90 minutos (aprox.)

3 mil assinaturas exigem melhor saúde para Odivelas Uma delegação do Movimento+Saúde de Odivelas entregou no Ministério da Saúde um abaixo assinado, com 3.000 assinaturas, exigindo melhores condições de acesso à saúde no Concelho de Odivelas.  “A reabertura, até às 24h, do único serviço de urgência existente no Concelho e que serve mais de 160 000 uten-

tes, a construção dos novos centros de saúde, que há décadas vêm sendo prometidos mas sempre adiados, mais médicos, enfermeiros e outros recurso humanos”, são as principais exigências dos subscritores.  No concelho de Odivelas mais de 57.000 utentes não têm médico de família, não existem especialidades nem

meios complementares de diagnóstico e os poucos equipamentos de saúde  existentes  funcionam em condições absolutamente indignas. Esta iniciativa enquadra-se num conjunto de acções que, desde Abril passado têm vindo a ser levadas a efeito pelo Movimento+Saúde. (Correspondência)

OPINIÃO

Separar águas Oliveira Dias

Nunca como agora teve tanto sentido, a frase que titula este texto, no contexto político actual, e, entendamo-nos, refiro-me á  dicotomia “Es­ querda”  versus “Direita”, em Portugal. Recordo que esta terminologia (esquerda e direita) foi criada após a Revolução francesa, no século XIX, através da qual se pretendeu revogar o “status quo” anterior, medievo e, como tal, considerado desadequado, pela revolução. No lugar das Cortes surge em sua substituição a Assembleia da República Francesa, cuja disposição física era muito semelhante á da nossa actual Assembleia da República – as bancadas dispostas em forma de meia lua, com a Mesa Presidente ao centro. À ESQUERDA da Mesa senta­ vam-se os que pugnavam por novas ideias, novos valores, republicanos, laicos, enfim os que aboliram o regime anterior, e faziam a apologia da universalidade do acesso aos bens e serviços do Estado, etc. Á DIREITA da mesa sentavamse os saudosistas, os que viam receosos os exageros da novo regime, que temiam o agravamento da perda de direitos, os que entendiam que nem todos podiam ter acesso a determinadas regalias, em razão da sua condição social, religiosos e até rácico, etc. Esta dicotomia estabeleceu-se, não como complemento uma da outra, mas em oposição uma á outra, tão divergentes, nas respectivas apologias, se encontravam. Hoje, e de um modo bastante simplista, porque o espaço não permite diferente escrutínio, pode-se dizer que se consolidou: - a Esquerda é onde se posicio­ nam as politicas sociais, universalistas, solidárias, e onde prevalece o colectivo sobre o singular, onde o Estado intervém na economia, seja como protagonista no mercado, em especial para assegurar os sectores essenciais do País, seja como regulador das actividades privadas passíveis de gerarem monopólios, evitando que se desvirtue a sã liberdade dos mercados. - a Direita é onde encontram lugar as apologias restritivas,

onde o acesso aos bens e serviços é marcado pela carteira de cada um, exigindo-se ao Es­ta­d o que se remeta a um pa­p el bastante residual, na economia, etc. Adam Smith, inaugurou a tese de “menor Estado, melhor Estado” dissertando sobre a célebre “mão invisível” que regularia o mercado, autoregulando-se este através daquela, ficando o Estado com a responsabilidade de acudir apenas ás estradas, jardins e pouco mais. Com a eleição do novo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, este vem claramente introduzir uma separação das águas, no espectro político português - o PSD será a direita portuguesa e o PS a esquerda. Esta é  uma má  notícia para o Bloco de Esquerda, e para o Partido Comunista, que habi­t ualmente reclamam a exclusividade da condição de esquerda, mas sobretudo má  notícia para o CDS, desde há  muito tempo, até  esta eleição, o arauto solitário da Direita em Portugal. Por oposição é uma boa noticia para o Partido Socialista. Deixará de ser glosada a frase “ PS e PSD são tudo farinha do mesmo saco”, isto porque o PSD tinha alguma dificuldade em consolidar uma matriz ideológica que o distanciasse do PS . De resto quer o bloco quer o PCP até já tinham lançado mão de um eufemismo, ao clamarem aos sete ventos que o PS tinha “politicas” de Direita. Com Pedro Passos Coelho (PPC) temos claramente definidas as diferenças. O PSD é agora, por via da sua liderança, um partido de Direita. O seu líder não tem papas na língua quando apregoa que a iniciativa privada deve estar sozinha no mercado, e o Estado remetido a funções residuais, a fim de deixar os empresários trabalharem, mas aceitando (ao menos isso) a função reguladora do Estado. Até lhe chamam (impropriamente) Liberal, sendo certo que o liberalismo, é uma Direita mais apurada, mas que para o caso pouco importa. Com a eleição de PPC a expec­ tativa de como se iria dar a conhecer a Direita de novo PSD, isto é, que propostas, que

ideias estratégicas, que missão preconiza para um Portugal do Século XXI, rapidamente foi respondida – Revisão Constitucional, Código do trabalho, Serviço Nacional de Saúde, enfim uma torrente avassaladora de reformas, em “marcha atrás”. E isso é bom para o PS. É que o grande centrão não é de modo nenhum salutar para a política. Ser-se de esquerda ou serse de direita, tem a ver com valores e ideologias. Todos nós precisamos de um mundo assim, bipolar. E dentro de cada polaridade existem, então várias matizes, o PS, PCP e Bloco são de esquerda, mas bem distintos entre si, uns são elitistas, outros dinossáuricos, outros sociais democratas. Quando Sá  Carneiro disse a Mário Soares, em 1975, que ia criar um Partido que fizesse a apologia da Social Democracia, este respondeu-lhe que já existia e que era o Partido Socialista. A Direita tem como protagonistas o radical CDS e o hesitante e ideologicamente órfão PSD, que só agora, com Pedro Passos Coelho assume a sua condição de Direita. E desiludam-se aqueles que pensam que a coisa é  de somenos. O PS terá  de estar alerta, pois se com as anteriores lideranças, foi fácil, com Pedro Passos Coelho será árduo. A crise do Orçamento é só um pequeno passo para o que aí  vem. Senão vejamos: todos sabemos que o governo ainda que se demita tem de continuar em funções até ser substituído. A Constituição não define quanto tempo um governo pode estar em gestão, pelo que Sócrates pode bem ficar em gestão durante 4 meses (Outubro Novembro Dezembro e Janeiro). Depois o Presidente eleito em Janeiro pode dissolver o Parlamento e convocar novas eleições. Isto implica que o orçamento por duodécimos apenas dure 1 a 4 meses (para dar margem ao novo governo de elaborar um orçamento para 2011). No limite com isso consegue-se uma contenção apreciável da despesa. Não  é  isso que PPC quer ?  (Politólogo – Famões)

Exposição em Caneças No próximo dia 8 de Outu­ bro, na Casa da Cultura, no Jardim de Caneças, pelas 21 horas, é inaugurada a Exposição de Arte do Atelier Christina Eusébio

e do Atelier Fernando Silva. Vão estar patentes trabalhos de pintura em Pintura em Porcelana; Faiança; Vidro; Azulejo; Te c i d o ; M a r­f í n i t e s ;

M a d e i r a s e a Ó l e o, Estanho, Pirogravura e Tridimensional, Arte Floral e Bijutária. (Correspondência)


LOURES

JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 17

LOURES

BREVES Moções ( I)

.............................................................................................................................. LOUSA INSÓLITO ACONTECE NA LOCALIDADE DE MONTACHIQUE

População enche o marco do correio para não ficar sem ele Luís Garcia Para não ficarem sem caixa de correio da localidade, os habitantes de Montachique, em Lousa, têm de mandar o máximo de cartas possível nas próximas semanas. O insólito apelo ao envio de correspondência veio da própria junta de freguesia local. “A Junta de Freguesia de Lousa solicita a toda a população que tenham atenção, e que coloquem o máximo de cartas na caixa da localidade, para assim os CTT não voltarem a retirar a caixa de correspondência da localidade”. Assinada pelo executivo da Junta, a informação foi colocada no site da autarquia, distribuída pelos quatro ou cinco estabelecimentos comerciais da pequena povoação de Montachique e afixada num ou noutro local. É o caso da parede da mercearia de José Ferreira, bem no centro da localidade, a apenas três ou quatro metros da caixa de correio no centro da discórdia. No início do mês, sem qualquer aviso à população, os CTT retiraram o pequeno marco vermelho onde os cerca de 200 habitantes de Montachique colocam, há vários anos, a sua correspondência. “No mesmo dia em que tiraram a caixa, as pessoas vieram aqui perguntar-me se a tinham roubado”, explica José Ferreira, 62 anos. Também o presidente da Junta de Freguesia de Lousa, Nelson Batista, foi abordado por várias pessoas que reclamavam a reposição

do marco. “Contactei logo os CTT e o chefe da estação de correios de Loures disse-me que iam repor a caixa temporariamente e que, passado um ou dois meses, iam fazer uma contagem para ver se se justificava manter a caixa”, explica Nelson Batista ao Triângulo. Como “diversas pessoas” lhe garantiram que costumavam utilizar o marco de cor-

reio, Nelson Batista resolveu lançar o apelo à população

para que o demonstrasse, enviando o maior número de cartas possível. “Espero que a caixa se mantenha, mas se os CTT tiverem razão e as pessoas não a utilizarem, aceito a decisão”, diz o autarca. José Ferreira, que sempre se vai apercebendo das visitas dos CTT, admite que o carteiro sai muitas vezes de Montachique com as mãos a abanar mas garante que o marco “dá muito jeito”. “O movimento é pouco porque o sítio é pequeno, mas só hoje enviei seis cartas”, diz o comerciante. Numa povoação com muitos idosos, está fora de questão ir a pé até aos correios mais próximos, seja no Cabeço de Montachique, a quilómetro e meio de distância ao longo de uma subida íngreme, ou no centro de Lousa, ainda mais longe. “As pessoas com mais idade e sem carro teriam de esperar pelo autocarro e pagar um euro e tal por cada viagem só para mandar uma carta”, diz Cândida Duarte, 46 anos, proprietária de um café. Carlos Simplício, 38 anos, não compreende a razão para tirarem a caixa da localidade. “Isto faz falta aos velhotes, que às vezes até

metem um saquinho com moedas junto às cartas porque não tinham selos. E os CTT não vão poupar nada: o carteiro já cá tem de vir fazer as entregas e, de passagem, vê se a caixa tem cartas. Quando muito perde cinco minutos”. Opinião semelhante tem João Reis, outro habitante de Montachique. “Não compreendo por que é que querem tirar a caixa. O carteiro já passa por ali todos os dias quando vem trazer o correio, por isso não há mais despesa”, defende. Para o mecânico, no entanto, o apelo do executivo da Junta de Freguesia de Lousa faz pouco sentido. “Também não acho bem que mandemos agora mais cartas só para não tirarem a caixa. Deviam deixá-la lá e pronto”, conclui.

A Assembleia Municipal de Lou­ res, aprovou por maioria, com os votos favoráveis do BE, CDU e PS, uma moção do BE para elimina­ ção das barreiras arquitectóni­ cas em todo o concelho. O mes­ mo aconteceu em relação a uma outra moção sobre “Direitos Hu­ manos” on­de se afirma que é “le­ viana e primária a associação en­ tre criminalidade e migração, no que concerne à expulsão da co­ munidade cigana de França. Por­ que esta é uma questão de todos nós, homens e mulheres, que in­ dividualmente, já dizia Mia Cou­ to, encerramos cada um, uma ra­ ça única”. Esta moção foi aprova­ da por maioria com os votos favo­ ráveis do BE e CDU e a abstenção das restantes bancadas, tendo a bancada do PS argumentado que a sua abstenção se devia ao fac­ to de este não ser um assunto da autarquia...

Moções (II) Também a CDU apresentou uma moção sobre o alargamento da rede de metropolitano ao conce­ lho de Loures. Depois de lembrar que a apresentação desse desíg­ nio foi feita em vésperas de elei­ ções legislativas e autárquicas, a CDU manifesta a sua increduali­ dade pelo facto da proposta de PROTAML não incluir o alarga­ mento do metropolitano a Lou­ res. A moção, rejeitada com os votos contra do PS, pretendia mostrar o “repúdio pela forma pouco sé­ ria como este processo foi trata­ do, assegurar que ( os autarcas) tudo farão para que a promessa do alargamento do metropoli­ tano ao concelho de Loures seja efectivamente cumprida “ e “so­ lidarizar-se com as populações das Freguesias envolvidas, na exi­ gência da rápida concretização da vinda do metropolitano para o concelho de Loures.


18 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

LOURES

MARCOS PERESTRELLO , CANDIDATO À FAUL

“A FAUL influenciou pouco o discurso nacional do PS” Carlos Cardoso

A secção do PS de Sacavém organizou, na Quinta de S. José, um convívio que tinha como aliciante a presença dos dois candidatos à presidência da FAUL- Federação da Área Urbana de Lisboa, Joaquim Raposo e Marcos Perestrello, a estrutura com maior peso interno no PS. Ambos tinham confirmado a presença no que seria o primeiro debate conjunto dos candidatos desta campanha eleitoral interna que culmina a 8 de Outubro. À última da hora, segundo os responsáveis da secção, Joaquim Raposo disse que não podia estar presente. O Jornal Triângulo colocou a Marcos Perestrello diversas questões, que publicamos nesta edição, as mesmas que colocaria a Joaquim Raposo. Apesar de não ter comparecido, enviámos as perguntas ao candidato mas, ao até ao fecho deste jornal, não chegaram as resposta.

O que diferencia a candidatura do Marcos Perestrello da candidatura do Joaquim Raposo? O PS precisa de se preparar para os combates eleitorais que vai ter em 2013. Combates de grande responsabilidade, no plano nacional e no plano local. No plano nacional chegaremos a 2013 após oito anos de governo, os primeiros quatro marcados por uma governação muito reformista, tão reformista que nos levaram a perder a maioria absoluta e os segundo quatro marcados por uma crise no plano económico, financeiro, social,

que é mundial, europeia e portuguesa também e, internamente, uma crise também politica, porque assistimos à facilidade com que se criam no Parlamento uma maioria absoluta da oposição para inviabilizar a acção governativa do Governo. Assistimos neste momento ao esforço do Governo para viabilizar o Orçamento de Estado, procurar um parceiro que viabiliza um Orçamento do Estado e assistimos do lado do PSD, do maior partido da oposição, a uma postura irresponsável e imatura, pondo os interesses do partido à

IMPLANTADA A 4 DE OUTUBRO DE 1910

Cavaco Silva no centenário da República em Loures A implantação da República no concelho de Loures teve lugar um dia antes do todo nacional, a 4 de Outubro. Este ano, o centenário desta efeméride histórica vai contar com a presença do Presidente da República. Cavaco Silva, pelas 9h00, inaugura na Galeria Municipal Vieira da Silva, no Pavilhão de Macau, a exposição “Loures no despertar da República”. Ainda no Pavilhão de Macau, decorrerá uma sessão solene para entrega de medalhas comemorativas aos familiares dos membros da Junta Revolucionária de Loures. Porém, as comemorações, promovidas pela Câmara Municipal, começam logo de manhã, pelas 9h, com a cerimónia do hastear das bandeiras no edifício dos Paços do Concelho, seguindo-se a romagem ao cemitério de Loures para homenagear os membros

da Junta Revolucionária. No Largo 4 de Outubro e Rua da República, às 11h, terá lugar uma recriação histórica sobre o 4 de Outubro em Loures, com a participação de mais de uma centena de figurantes, trajando o guarda-roupa da época, iniciativa que se repetirá à tarde, por volta das 15h00, e à noite, às 21h30. ÀS 17h45, no Palácio dos Marqueses da Praia e de Monforte, tem lugar uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal, com a presença de Jaime Gama, Presidente da Assembleia da República. Ao início da noite tem lugar um desfile, desde o Pavilhão de Macau ao Largo 4 de Outubro, com a Grandiosa Banda do Centenário, constituída por músicos das oito bandas do concelho. Às 22h00 começa a Caminhada “Ruas com História em Loures”. CC

frente dos interesses do pais, recusando-se a negociar um Orçamento, não pensando nos efeitos que isso está a ter no plano internacional, nomeadamente nos custos da nossa divida e nas repercussões que isso tem para a vida das pessoas. Vamos chegar a 2013 numa situação complexa. No plano autárquico, vamos ter de nos preparar na organização das eleições autárquicas, porque em 9 dos 11 concelhos que com-

põem hoje a Federação da Area Urbana do Partido Socialista, os presidentes de Câmara e muitos presidentes de Junta de Freguesia vão obrigatoriamente mudar. O processo de preparação dessas eleições é um processo de grande responsabilidade que precisa de ser feito a partir de agora, de 2010. Não podemos esperar por 2012, ano em que o Raposo não se poderia candidatar por força de limitação de mandatos que existe no PS, para inter-

Não há quem ponha cobro à lixeira em Bucelas Em Bucelas, na estrada que liga a via à Malveira, bem antes do Freixial, é normal, muito provavelmente pela calada da noite, alguém despejar monos, aparelhos domésticos, peças de carros, sofás, etc, junto à estrada, num terreno um pouco mais ermo, criando a lixeira que a foto mostra. Ciclicamente, a Junta de Freguesia ou a Câmara lá vai recolher o lixo, que não deve ser despejado ali mas que pessoas sem o mínimo de respeito pela higiene pública e pelo ambiente insistem em prevaricar. Exige-se mais fiscalização, pois hoje em dia não existe razão alguma para comportamentos destes. CC

romper ou recomeçar um processo de eleições. Um segundo aspecto, prende-se com a necessidade de conseguirmos construir na Federação um projecto politico para a Área Metropolitana de Lisboa, cumprir a missão da FAUL que é ter uma missão de transformação da sua área de responsabilidade, defendendo uma área metropolitana com um órgão que tenha capacidade de gestão dos problemas metropolitanos, que não são meramente municipais mas também não necessitam de uma intervenção a nível nacional, órgão esse que deve ter legitimidade democrática e que seja capaz de responder aos problemas que hoje se colocam às pessoas, como o dos transportes, acessibilidades, habitação social, do planeamento de equipamentos de saúde, etc. Em 1989 o PS conquistou a Câmara de Lisboa, com Jorge Sampaio. Nessa altura apenas dirigia a Câmara da Azambuja. Esse processo iniciado em 1989, a que se seguiu um mandato na Federação da Área Metropolitana de Lisboa, que estudou e debateu os problemas da área metropolitana, foi capaz de encontrar soluções para muitas questões que hoje estão resolvidas. Foi no âmbito desses estudos que se pensou na expansão do metro para fora de Lisboa e está hoje em Odivelas, na Amadora e dentro de pouco tempo em Moscavide, se pensarmos que nesses

estudos se procurou um problemas para as áreas urbanas de génese ilegal e que foi encontrada, etc, pensamos que a FAUL pode ter uma missão transformadora e é isso que procuro atingir. Nesse percurso Raposo teve um papel fundamental... Todos os militantes do PS tiveram e Joaquim Raposo teve um papel importante na história do Partido e continuamos a contar com ele. Foi um bom presidente de Câmara, mas estou convencido que a FAUL agora precisa de um reinício. Precisa de reconstruir uma proposta politica global, envolvendo todos os seus militantes e todas as suas secções. A Faul é uma das mais importantes a nível nacional. Reflecte-se esse peso no todo nacional? Deveria ser. Infelizmente acho que a FAUL tem influenciado pouco o discurso nacional do PS. Não tem tido a influência suficiente para participar mais activamente na construção da proposta global do PS. Faz sentido, face à dimensão da FAUL, que o seu principal dirigente tenha outros cargos, seja nas autarquias, seja no Governo? Não deveria estar concentrado a tempo inteiro? A actividade partidária tem de ser conjugada com outras actividades da vida das pessoas. O exercício de funções públicas em muitos casos decorre do exercício das actividades partidárias. Penso que temos de as compaginar.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 19

LOURES

BUCELAS AJUDA A INVISUAIS NOS TRANSPORTES PÚBLICOS

RL e TST lançam tecnologia pioneira No âmbito do projecto de informação ao cliente em tempo real (ICTR), a Rodoviária de Lisboa e a Transportes Sul do Tejo disponibilizaram um sistema tecnológico que, entre outras utilidades, apresenta um sistema auditivo para invisuais que permite a leitura de cartões e títulos nas paragens e funciona a energia solar Trata-se de uma tecnologia pioneira em Portugal, elaborada no âmbito do projecto de informação ao cliente em tempo real (ICTR), iniciado em 1997, e que agora apresenta características inovadores que facilitam a vida aos utilizadores tanto da RL como da TST. “A adopção deste sistema tecnológico, pioneiro em Portugal, é um exemplo da aposta da Rodoviária de Lisboa numa melhoria constante dos seus serviços, que tem como objectivo facilitar a vida aos seus utilizadores”, afirmou António Corrêa de Sampaio, Presidente da RL e Administrador da TST, em Bucelas, no decorrer da apresentação das novas soluções. “O sistema auditivo para invisuais, dentro e fora das viaturas, e o uso de energia solar vêm reforçar a nossa aposta no desenvolvimento social e ambiental”. De acordo com informação fornecida pela ACAPO, na área de actuação da RL (Odivelas, Loures e Vila Franca de Xira) existem 7.000 in-

divíduos invisuais ou com capacidades reduzidas de visão. Por isso, as duas transportadoras criaram um dispositivo portátil que, ao ser accionado junto de um Painel Informativo Multifunções accionará um aviso sonoro, dando a informação contida no Painel, ou seja as previsões de chegada e respectivos destinos. No interior das viaturas será instalado um sistema sonoro, permitindo a informação de aproximação de uma determinada paragem e, futuramente, horas previstas de chegada ao destino. Será, ainda, implementado um sistema sonoro para o exterior que permite prestar informações aos passageiros na paragem, indicando o destino da viatura. Fora das viaturas, a RL e a TST disponibilizam uma nova geração de painéis que permitem a leitura de cartões Lisboa Viva. Estes painéis

são alimentados por energia solar, contribuindo para a racionalização do consumo energético no sector dos transportes. Este novo sistema tecnológico da Rodoviária de Lisboa e da Transportes Sul do Tejo, está disponível para todos os utilizadores desde o passado

dia 16 de Setembro. A RL assegura o transporte público rodoviário de passageiros nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, servindo cerca de 400 mil habitantes. Dispõe de mais de 350 viaturas e de 560 motoristas que percorrem diariamente cerca de 50 mil quilómetros, ao longo de 1300 quilómetros de rede concessionada e de 1500 pontos de paragem. Já a Transportes Sul do Tejo desenvolve a sua actividade na Península de Setúbal, servindo uma população de cerca de 1 milhão de habitantes. A área de actuação, com 1600 km2, abrange os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal.

Painéis RL

Painéis TST

GRUPO LOCAL “LEMBROU” A APANHA DA AZEITONA

Festa de Folclore na Bemposta O Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bem­ posta” organizou, a 4 de Setem­bro, a sua 43ª Festa de Fol­­clore e da Cultura Popular e teve como convidados o Rancho Regional de Argon­cilhe  (Santa Maria da Feira), o Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros (Porto de Mós) e Grupo Folclórico “Os Fogueteiros de Arada” (Ovar). Grupos de  grande qualidade, que conquistaram o público presente com os seus trabalhos, tendo os grupos apresentados alguns quadros etnográficos  para além da dança. “Os Ceifeiros da Bem­pos­ta” recriaram a apanha da azeitona, um tra­bal­ho agrícola iniciado no mês de Novembro, por grupos de homens e mulhe­res.   Em primeiro lugar colheram a melhor azeitona para “pôr na água”, isto  é, para em casa retalhar, curar e mais tarde comer.  Na apanha,  estenderam gran­des panos de serapilheira por debaixo das oliveiras  para que nenhuma azeitona caís­ se fora. Ao mesmo tempo as mulheres iam apanhando a azeitona à mão usando esca­das enquanto os homens iam  varejando para fazer soltar a azeitona das trancas. Durante este  trabalho as mulheres cantaram ao desafio, uma forma de passar o  tempo sem estar sempre a pensar no trabalho. Ainda no olival, a  azeitona foi cirandada para limpar a folha que entre­tanto caiu  misturada. Depois juntaram as pontas dos panos e vazaram as azeitonas  para dentro das sacas. No final do trabalho dançaram uma moda de forma  espontânea, como por vezes acontecia no fim de um dia de apanha da  azeitona. Depois das demonstrações de todos os grupos, teve lugar a actuação da  Escola de Concertinas do Grupo Musical e Recreativo da Bemposta. (Correspondência)


20 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

POPULAÇÃO ANIMA DESFILE SETECENTISTA

Dia Mundial do Turismo em Santo Antão do Tojal

Em Santo Antão do Tojal, a realização da Feira Setecentista, que teve lugar a 26 de Setembro, para comemorar o Dia Mundial do Turismo, levou milhares de pessoas à freguesia, onde a arquitectura “barroca” é

preponderante. A feira e a festa são dominantes, como as fotos mostram, e contam com o empenho da população, da Junta de Freguesia e da

Câmara. Mas também se realizaram visitas ao Palácio dos Arcebispos, passeios de cadeirinha. danças palacianas e declamação de poesia, duelos de

espadachim, teatro de marionetas e muita animação popular. Para terminar o dia nada como um churrasco popular e fogo de artifício.


JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 | 21 JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO | 30 SETEMBRO 2010 |

Guerra Junqueiro, poeta inconformado, poeta revoltado Carlos Cardoso

A 5 de Outubro de 2010 passam 100 anos de im­ plantação da República. Po­dem-se encontrar muitos nomes, na área da cultura, asso­ciados aos movimentos republicanos, mas muito provavelmente será o de Abílio Manuel Guerra Jun­ queiro, mais conhecido por Guerra Junqueiro, o que concitará maior con­ senso, como sendo aquele que através dos seus es­ critos, em especial da sua poesia, melhor reflectiu os conturbados tempos que levariam ao fim da mo­ narquia. O interessante é que a vida de Guerra Junqueiro é, em si mesmo, contraditória, como que reflectindo as nuances sociais que levaram muitos apoiantes da monarquia a virar-se contra esse regi­ me decrépito, apoiando a Republica para depois, muitos deles, se renderem a desilusão. O poeta, autor de Os Sim­ ples, considerada a sua obra-prima, nasceu em Freixo de Espada à Cinta, a 17 de Setembro de 1850 e faleceu em Lisboa, a 7 de Julho de 1923. Formou-se em Direito pela Uni­v er­ sidade de Coimbra, pese embora, inicialmente, se tenha matriculado no curso

de Teologia da mesma universidade. Foi um alto funcionário administrativo, político, deputado, eleito pelo círculo de Macedo de Cavaleiros, jornalista, escritor. Foi o poeta mais popular da sua época e o mais típico representante da chamada “ E s c o l a N o v a”. P o e t a panfletário, a sua poesia ajudou criar o ambiente revolucionário que conduziu à implantação da República. Os primeiros escritos de Guerra Junqueiro remontam a Coimbra, onde colaborou no jornal literário “A Folha”. Desde cedo que despertou a atenção, em especial a sua poesia e, em 1868, já era considerado uma esperança da nova geração de poetas portugueses. As suas principais obras são A Morte de D. João (1874); A Musa em Férias (1879); A Velhice do Padre Eterno (1885); Os Simples (1892) Poesias Dispersas ( 1 9 2 0 ) ; Ho r a s d e Lu t a (1924). O poeta Fidelino de Figueiredo, considerou Guerra Junqueiro “o mais fiel, o mais talentoso repre­ sentante da  poesia revo­ lucionária do seu tempo e de toda a ideologia do século”. Guerra Junqueiro viveu atentamente o seu tempo,

q u e p r ov o c o u g r a n d e polémica, com respostas acintosas por parte do clérigo e que era, de alguma forma, a expressão de repúdio de Guerra Junqueiro em relação a uma igreja que vivia à sombra das migalhas da monarquia.Aquando do conflito com a Inglaterra sobre o “mapa cor-de-rosa”, Guer­ra Junqueiro escreveu Finis Patriae, e a Canção d o Ó d i o, c o m p o s i ç õ e s que contribuíram para o descrédito das instituições monárquicas.

ele que chegou a militar num partido monárquico. Em 1873, aquando da pro­ clamação da República em Espanha, teve a ousadia de escrever um acutilante poe­meto “À Espanha livre”, como que antecipando o tempo e dando força e dina­mismo os partidários da República em Portugal. O percurso da sua criação artística (ver lista de obras em caixa) permite entender

uma capacidade imensa, onde está presente a influência de autores ligados à Geração de 70, como Eça de Queiroz, de vozes francesas, como Vítor Hugo, mas também, por vezes, uma visão algo “passiva” e de “mera compaixão” dos mais carentes, segundo a lúcida análise de António Saraiva e Óscar Lopes em “História da Literatura Portuguesa”. Em 1885, publicou A Velhice do Padre Eterno, uma obra

Ligação a Galiza Uma faceta menos conhecida, se é que Guerra Junqueiro é, actualmente, conhecido, tem a ver com a sua ligação a Galiza. «Guerra Junqueiro aparece na Galiza praticamente desde que a sua obra se im­p õe como ícone, na década de 1870. Por 1880, é já conhecido e divul­ga­do, na Galiza e em Es­panha. Calculo que um inter­­mediário e divulgador importante da sua obra foi Teófilo Braga, conhecido e admi­rado nessa altura pelos galeguistas e colaborador em vários projectos cul­turais, já desde os anos se­tenta», salienta um dos grandes estudiosos do poeta português, Torres Feijó

que, acrescenta “na Galiza, muito particularmente nos meios nacionalistas, Guerra Junqueiro continuará a ser reconhecido na sua poesia durante a década de vinte e até de trinta. Na verdade, tanto do ponto de vista es­p anhol como galego ou catalão, Guerra Junqueiro tinhas boas razões para se sentir apreciado. Penso que ele seria, de facto, um símbolo in praesentia para o republicanismo, bem como para os sectores políticos progressistas, c o m o, a l i á s , j á o e r a literariamente para muitos».

Obra literária Viagem À Roda Da Parvónia A Morte De D. João (1874) Contos para a Infância (1875) A Musa Em Férias (1879) A velhice do padre eterno (1885) Finis Patriae (1890) Os Simples (1892) Pátria (1915) Oração Ao Pão (1903) Oração À Luz (1904) Poesias Dispersas (1920) Duas Paginas Dos Quatorze Annos O Melro


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SUPLEMENTO CULTURAL Nº 80

ESPAÇO POESIA

HISTÓRIAS AOS QUADRADINHOS

Astérix au Musée de Cluny

Navegar pelo mundo, através do portentoso acelerador que é a internet, leva-nos por vezes a descobrir achados interessantes e que nos passavam ao lado, como esta preciosidade que é simultaneamente um livro sobre Uderzo e Astérix, um catálogo de uma exposição que decorreu no Museu de Cluny, em Paris e um pequeno tratado de arquitectura. Três assuntos que considero t ra n s v e r s a i s a t o d a s a s sociedades e nações. O sumário propõe-nos para leitura e interpretação três grandes temas: a arte gráfica de Uderzo, a banda desenhada e a história da arte e a arquitectura nos álbuns de Astérix. Apesar de algumas criticas feitas aos dois últimos álbuns de Astérix, A arte gráfica de Uderzo continua incólume.

Faltar-lhe-á o génio cúmplice de Goscinny, notável argumentista de inúmeros álbuns deste e de outros heróis? Talvez… Embora Uderzo confesse que «sinto ciúmes do talento de Franquin…», criador de Spirou, Fantasio e Gaston Lagaffe, sobra-lhe e de que maneira, o reconhecido talento na criação de figuras axiais da banda desenhada universal: Astérix, Óbelix, Panoramix, Tanguy et Laverdure, Benjamin et Benjamine, Oumpah Pah…. «Os meus personagens assemelham-se a gnomos, com narizes enormes e pés desmesurados» diz o autor, que considera este estilo como o seu verdadeiro trabalho, muito próximo do desenho de humor e do cinema de animação clássico. Apesar da modéstia que costuma acompanhar as suas palavras, Uderzo é considerado pelos pares como um desenhador natural e justo, conceitos caros à banda desenhada. Artesão? Artista? Sim, para ambas as qualificações. Artesão porque a sua obra revela trabalho apurado e paciente, pura filigrana e muito de saberfazer. Artista, porque a qualidade e talento são o reconhecimento conferido pelos milhões de leitores e apreciadores das suas obras, em todo o mundo.

HÁ MAIS VIDA PARA ALÉM DA VIDA Muitas e boas coisas devemos à Democracia instaurada em 25 de Abril de 74. Desde logo os sistemas públicos de Educação e de Saúde (recentemente projec­ tados para a discussão política por Pedro Passos Coelho com pressupostos erra­d os, con­ sidero eu, mas perfei­tamente legítimos e coerentes com a ideologia do PSD. Disso falarei em próxima crónica). O Desporto e a Cultura nestas 3 décadas de regime, tiveram também um desenvolvimento considerável, tendo contribuído para esse desenvolvimento de forma decisiva as autarquias. Hoje, tanto as escolas como as juntas e as câmaras dão a toda a população condições de grande qualidade para a fruição dos bens artísticos e desportivos. A arte pública tem uma ex­ pres­s ão considerável e fre­ quen­t e no quotidiano de muitas localidades, através do apoio que aos artistas das mais diversas áreas, as autar­ quias e algumas empresas pro­ porcionam. Hoje vou considerar sobre uma forma de arte plástica, que na maioria da sua produção, deliberadamente se subtrai a esses apoios; O Graffiti. E a primeira coisa que quero

desde logo deixar clara é que não me refiro à diarreia estética, ao vómito narcísico que por todo o lado vai cons­purcando e d e g ra d a n d o d e fo r m a criminosa, edifícios e monu­ mentos. Relativamente a essas mani­f estações pato­l ógicas, caracte­rísticas de uma fase anal Freudiana não ultrapassada e que são perpetradas por crimi­n osos com problemas pro­fundos de enquadramento civilizacional, estranho a complacência das autoridades e o laxismo dos responsáveis pela conservação do ambiente das localidades. Em muitas cidades europeias, a sanção da conspurcação por spray cromático de edifícios priva­d os e públicos é uma prática eficaz levada muito a sério, estabelecendo a rigo­ rosa lei que os seus imbecis

O capítulo A banda desenhada e a história da arte deve ser analisado mais profundamente noutro contexto, não nesta peça. É matéria demasiado i m p o r ta nte m a s p a ra o s historiadores de arte. No entanto, não deixo de aconselhar uma observação/interpretação atenta da página 18, como uma excelente proposta de abordagem comparativa entre o quadro datado de 1899, pintado por Lionel Noël Royer, (1852-1926), denominado Vercingétorix jette ses armes aux pieds de Jules César (acervo do Musée Crozatier, em Le Puy-en-Velay, a SE de Lyon) e a prancha 1, da página 5 de Astérix, o Gaulês com o Ouap! de Júlio César perante a deposição enérgica das armas do resistente chefe gaulês, Vercingétorix. Esta vinheta é muito justamente considerada como despoletadora de riso e marcante para o primeiro álbum e subsequentemente para toda a série. A finalizar, A arquitectura nos álbuns de Astérix é a essência da exposição que esteve patente em Paris, até final de 2009, e da qual se publicou este livro/ catálogo/pequeno tratado. «Avec leurs constructions modernes, les Romains gâchent le paysage» é a célebre frase de

Astérix no álbum A Foice de Oiro. Frase que pode ter despoletado a magnífica exposição a que nos reportamos. Exposição constituída por 30 pranchas de outros tantos álbuns do herói gaulês, onde se sucedem belos exemplos da arquitectura romana e da arquitectura contemporânea. Como em A Foice de Oiro, em O Combate dos Chefes, em O Filho de Astérix. Em O Domínio dos Deuses…

A si, leitor, fica o desafio: (re) ler Astérix e conceber uma exposição muito própria. De arquitectura ou de outra qualquer das férteis matérias d a s é r i e . U m exe rc í c i o / entretenimento familiar para final de férias. Miguel Ferreira

 

Diferentes...Iguais Ninguém é superior a ninguém: Cada Homem, como ser inteligente, Encerra em si um manancial de potencialidades; Mas, sendo a origem de cada um diferente, Diferentes serão também as oportunidades.   Se a civilização humana Criou para cada pessoa (De uma forma desumana, Em nome da harmonia) Um degrau na hierarquia Que caracteriza a sociedade, Já no domínio da espiritualidade (A mais pura essência do ser humano), À luz da Lei Divina Que a todos nós irmana No Amor e na Verdade, Todos e cada um Estamos no mesmo plano De justiça e de igualdade: Uns são de cor, outros brancos; Uns servos, outros senhores; Uns crentes, outros ateus; Uns iletrados, outros doutores; Uns diabos, outros Santos, Mas todos criaturas de Deus.   Marieta Antunes ( Amadora)

Graffitis autores possam recompensar a edilidade com trabalho comunitário de limpeza e restauro, em alternativa à indemnização pecuniária. Mas não percamos por agora mais tempo com essas manifestações psicológicas e sociais doentias e vejamos como poderemos distinguir dessa prática abjecta o graffiti artístico. Primeiro critério; o local da intervenção. Os bons artistas de Grafiti fazemno sobretudo em edifícios e equipamentos aban­donados. (Nem todos, é certo, mas quando tal acontece poderemos aplicar os outros critérios de distinção artística, a seguir referidos) Segundo critério; a valorização do bem sujeito à intervenção. Um prédio abandonado inter­ ven­cionado por Banksy, uma parede por Above ou uma carruagem de mercadorias por Labrona dão, sem dúvida, aos seus proprietários uma maisvalia. (É claro que nestes dois casos se trata de artistas já referenciados e considerados, mas mesmo quando se trate de um artista desconhecido, se o graffiti tem valor artístico, ele tem também um valor económico)

Terceiro critério; O manifesto do artista. A compreensão e a valorização de uma obra não dispensa a revelação do enquadramento e a intenção que o seu autor lhe quis dar. A explicação da intenção por parte do artista é na arte contemporânea um factor indispensável para a conferência de valor artístico a um objecto. Quarto critério: A manifestação pela forma estética de uma concepção de política e de sociedade. Este é, quanto a mim, o critério mais importante a verificar, para estabelecer se estamos ou não perante uma produção artística. Veja o leitor os dois exemplos de Graffiti que em fotografia anexo ao artigo O primeiro é de Banksy. De tão intencional que é, nem necessito de fazer a minha leitura política e ecológica da intervenção (fazê-lo seria uma desconsideração à inteligência do leitor.) Do segundo; Não sei o nome do autor. Apresenta-se num dos pilares da ponte Vasco da Gama, junto da pista de skate, perto da foz do Trancão. O que eu encontro de subtil humor e fina ironia neste graffiti, é que essa área é um local de prática desportiva espontânea, onde

muita gente caminha, pedala e corre. É muito interessante o modo como o artista incorporou o meio envolvente na obra e sobre ele ironizou. Repare ainda o leitor como a sua qualidade como que apaga o vandalismo dos gatafunhos sobre o qual se inscreve Considero que se deve valorizar a arte pública, de que o graffiti artístico é uma das mais importantes expressões, pela democratização da fruição que

essa expressão possui, mas duas coisas há que fazer nessa valorização: A primeira é sermos criteriosos e exigentes na apreciação e a segunda, consequente e paralela, exigir e apoiar o trabalho de eliminação das spraiadas que as instituições governamentais e autárquicas têm que começar rapidamente a executar. Joaquim Marques


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SUPLEMENTO CULTURAL Nº 80

“OS PAPÉIS DO INGLÊS”, UM LIVRO DELICIOSO

Ruy Duarte de Carvalho: há autores que gostam de passar despercebidos Carlos Cardoso

Há escritores que, por razões nem sempre entendiveis, p a s s a m re l a t i v a m e n t e despercebidos, ou melhor, cuja obra não assume o peso que devia assumir no mundo literário. Não significa tal que não tenha um conjunto razoável de apreciadores, que não obtenha mesmo uma aceitação consensual no meio crítico, que não seja a sua vida e a sua obra glorificada, até, num ou outro espaço geográfico. Não se trata disso, trata-se de escritores que fazem como que parte de um núcleo relativamente marginal e, principalmente, bastante desconhecidos do grande público. E assim é com Ruy Duarte de Carvalho, nascido em Santarém, em 1941e recentemente falecido, em Swakopmund, na Namíbia, mais exactamente a 12 de Agosto de 2010. Escritor, cineasta, escultor e antro­ pólogo, naturalizou-se ango­ lano, em 1983, país onde exerceu um papel activo após a independência e onde era, aí sim, apreciado. Pelo menos até certa altura. Esta introdução vem a respeito de uma sua obra “Os Papéis do Inglês”, uma pequena delícia, que mostra a capacidade inventiva do autor que, partindo de um pequeno facto, a pro­c ura de uns velhos pa­péis de um inglês que, a determinada altura da sua vida, se refugiara em An­gola, engendra uma história, ou um conjunto de “estórias” como autor refere, num novelo aparen­ temente confuso, em que factos se acumulam sobre factos, numa primeira fase desconexos mas, no final, d a n d o c o m p re e n s ã o a muitas atitudes e compor­ tamentos. Isto apesar de, ficar em aberto o que realmente diziam a totalidade dos papéis do inglês como que remetendo para posteriores abordagens que é como quem diz, para posteriores livros, outras revelações. Não se trata de algum ingénuo. Em “Os Papéis do Inglês”, o narrador, por vezes, faz referencias a obra já escritas, da sua autoria, como acontece com “Vou lá visitar pastores”. Uma dos aspectos mais interessantes do livro, e muito comum na sua obra, é a marca do próprio autor,

a sua marca como profis­ sional, se assim se pode dizer. É bom lembrar que Ruy Duarte de Carvalho era formado em Antropologia, p e l a É c o l e d e s Ha u t e s Études en Sciences Sociales, em Paris. Foi professor universitário, leccionou na Universidade de Luanda, foi professor Convidado na Universidade de Coimbra e na Universidade de São Paulo. Esta disciplina, que lhe permitiu ter um olhar novo sobre os povos e culturas, em especial de África, e em particular de Angola e de Moçambique é até abordada de forma muito peculiar. O inglês que se suicidou, com uma encenação que remetia ou para a loucura ou para um aparente ritual tribal, era Archibald, um proeminente antropólogo, em ascenso nos acesos debates das universidades inglesas. É muito interessante a forma como Ruy Duarte de Carvalho aproveita esta per­so­nagem, para falar das correntes existentes em torno de uma disciplina – a antropologia social – que tentava marcar o seu espaço no universo das ciências. A grande clivagem, no fundo, seria entre os que, no terreno, através da acumulação sucessiva de dados e elementos, percebiam a dinâmica muito própria das diversas culturas e como elas tinham coerência e sentido, mesmo que causando muitos arrepios à visão do mundo que os ocidentais tinham, e aqueles que, numa lógica quase imperialista ou imperial, o que muito jeito dava aos países que entravam por África dentro, queriam compreender mas para com o objectivo de fazer “evoluir” essas comu­nidades

aos padrões ditos mais desenvolvidos da Europa. Esta faceta de antropólogo está patente em outras obras do autor, como Vou lá visitar pastores (1999), sobre os Kuvale, sociedade pastoril do sudoeste de Angola. Como se o mundo não tivesse Leste (1977) e Paisagens Propícias e Desmedida, são outros tótulos da sua autoria. Ruy Duarte de Carvalho aliou a prosa à poesia, destacandose Chão de Oferta (1972), A Decisão da Idade (1976), Observação Directa (2000), entre outros, tendo reunido em Lavra poemas de 1970 a 2000. De 2003 é o livro Actas da Maianga – Dizer da(s) guerra(s) em Angola. Para além da actividade literária, realizou as longas-metragens Nelisita: narrativas nyaneka (1982) e Moia: o recado das ilhas (1989). Em 1989 recebeu o Prémio Nacional de Literatura e o seu Desmedida Luanda, São Paulo, São Francisco e Volta, Crónicas do Brasil (Livros Cotovia), recebeu também o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do encontro Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, em 2008. Ruy Duarte Carvalho morreu na sua casa na cidade de

Swakopmund, na Namíbia, aos 69 anos. Ficou sepultado no deserto, em terras amplas e quentes que o levaram, um dia, a colocar-se ao lado daqueles que lutaram pela independência de Angola e dar a sua participação mes­m o que mais tarde, como reflecte em “os Papéis do Inglês”, se insurgisse contra os se esqueceram as promessas feitas. “O país agora está partido, a situação geral é um perfeito escândalo, a determinação que nos mobilizava e justificava, não resultou de maneira nenhuma, pelo menos no imediato e ao al­ cance das nossas hipótese de via, as “diferenças” não se verificaram no sentido que perseguíamos, nem segundo a ideologia do “toca a dividir” que por pudor calávamos ou por oportunismo apre­ goávamos., já que dela, na prática, nunca vigorou senão uma caricatura institucional e burocrática, nem segundo um programa aferido ao país que afinal haveria de ser o que fizés­semos deles...”. Um cenário que justifica, de alguma forma, o isolamento a que se remetera nos últimos tempos.

CARTÓRIO NOTARIAL DE TOMAR A CARGO DO NOTÁRIO LICENCIADO JOSÉ ALBERTO SÁ MARQUES DE CARVALHO EXTRACTO CARLOS ALBERTO SIMÕES DE CARVALHO RODRIGUES, Colaborador do Notário do referido Cartório, por competência delegada CERTIFICO, que, para efeitos de publicação, por escritura de hoje lavrada a folhas 29 e seguintes, do livro de notas número 244-L deste Cartório: CELSO DE ALMEIDA PINTO e mulher IDALINA DE JESUS DE ALMEIDA, naturais da freguesia de Panchorra, concelho de Resende, casados sob o regime da comunhão de adquiridos, residentes na Rua Nossa Senhora da Visitação, lote 12, Santa Iria de Azóia, Loures, contribuintes fiscais nºs 153 815 159 e 112 978 525. DECLARARAM Que são, com exclusão de outrem, donos e legítimos possuidores, do seguinte prédio urbano: Lote de terreno para construção urbana, com a área de trezentos e setenta e sete, vírgula, sete mil setecentos e setenta e sete metros quadrados, designado por lote vinte e dois, sito na RUA BERNARDIM RIBEIRO, PORTELA DA AZÓIA, freguesia de SANTA IRIA DE AZÓIA, concelho de LOURES, a confrontar do norte com o lote dezasseis-A, sul com a Rua Bernardim Ribeiro, do nascente com o lote vinte e três-A e do poente zona verde, inscrito na matriz sob o artigo provisório 7.256, pendente de avaliação matricial, a que atribuem o valor de dez mil euros, a desanexar do prédio rústico denominado Vale do Mastro, situado em Serra, descrito na Segunda Conservatória do Registo Predial de Loures sob o número mil quatrocentos e quarenta e três, inscrito na matriz sob o artigo 15, Secção B, registado de aquisição a favor de António Xavier de Lima, solteiro, maior, residente na Estrada Nacional 10, porta 6, 1º Cova da Piedade, Almada, nos termos da APRESENTAÇÃO DEZ, DE TRINTA E UM DE JANEIRO DE MIL NOVECENTOS E SETENTA E DOIS. Que eles justificantes compraram verbalmente o predito lote de terreno ao indicado António Xavier de Lima, em Março de mil novecentos e setenta e dois, não tendo nunca assinado a respectiva escritura de compra e venda, não possuindo, por isso, eles justificantes, título aquisitivo para registar o lote de terreno, que lhes pertence de facto e de direito. Para o efeito seria necessário a assinatura e presença do indicado António Xavier de Lima e/ou dos seus herdeiros, desconhecendo eles justificantes quem são e onde moram. Já tentando por vários meios entrar em contacto com eles, mas sem qualquer sucesso. Que, assim, eles justificantes possuem o indicado prédio, já dividido e demarcado anteriormente ao Dec.Lei 289/73, de 6 de Junho, em nome próprio, há mais de vinte anos, sem a menor oposição de quem quer que seja, desde o seu início, posse que sempre exerceram, sem interrupção e ostensivamente, com o conhecimento de toda a gente da freguesia de Santa Iria de Azóia, lugares e freguesias vizinhas, traduzida em actos materiais de fruição, conservação e defesa, nomeadamente suportando os encargos da sua conservação e delimitação, com a colocação de marcos no terreno, pagando os respectivos impostos e contribuições, agindo sempre pela forma correspondente ao exercício do direito de propriedade, sendo, por isso, uma posse pública, pacífica, contínua e de boa fé, pelo que adquiriram o dito prédio por USUCAPIÃO, título que invocam para estabelecer o novo trato sucessivo. Tomar, 16 de Setembro de 2010. O COLABORADOR DO NOTÁRIO, Carlos Alberto Simões de Carvalho Rodrigues.

NA ESTANTE Linhas das mãos dos famosos

As Publicações Europa-América acabam de lançar o livro Linhas das Mãos dos Famosos, da autoria de Zila, a quiromante e cartomante dos famosos. A leitura das mãos revela os principais traços de personalidade e mostra os acontecimentos passados e futuros mais marcantes na vida de uma pessoa, sejam eles bons ou maus. Num livro que responde a perguntas frequentes sobre o amor, a sorte, a riqueza e a saúde, Zila ensina a arte da quiromancia: as linhas principais, os formatos, a cor, os sinais mais frequentes, entre outros aspectos. Fascinada pelo lado espiritual da vida e com um dom para ajudar as outras pessoas, Zila lançou um  desafio aos seus clientes mais famosos e interessantes (Sofia Aparício, Manuel Luís Goucha, Merche Romero, Marina Mota, Toy, Fernando Alvim e o Dr. Fernando Póvoas, entre outros): revelar neste livro os segredos das palmas das suas mãos. Título: Linhas das Mãos dos Famosos Autor: Zila Editor: Publicações Europa-América

Paulo Nozolino devolve prémio AICA/MC Paulo Nozolino, uma dos mais prestigiados e galardoados fotógrafos portu­gueses da actualidade, numa atitude rara, devolveu o prémio AICA/MC. E ex­pli­ca porquê, numa car­ta aberta onde repudia o comportamento do Minis­tério da Cultura. “Recuso na sua totalidade o Prémio AICA/MC 2009 em repúdio pelo compor­tamento obsceno e de má fé que caracteriza a actuação do Estado português na efectiva atribuição do valor monetário do mesmo. O Estado, representado na figura do Ministério da Cultura (DGARTES), em vez de premiar um artista reconhecido por um júri idóneo pune-o! Ao abrigo de “um parecer” obscuro do Ministério das Finanças, todos os prémios de teor literário, artístico e científico não sujeitos a concurso são taxados em 10% em sede de IRS, ao contrário do que acontece com todos os prémios do mesmo cariz abertos a candidaturas. A saber: Quem concorre para ganhar um prémio está isento de impostos pelo Código de IRS. Quem, sem pedir, é pre­miado tem que dividir o seu valor com o Estado! Na cerimónia de atribuição do Prémio foi-me entregue um envelope não com o esperado cheque de dez mil euros, como anunciado publicamente, mas sim com uma promessa de transferência bancária dessa mesma soma, assinada por Jorge Barreto Xavier, Director Geral das Artes. No dia seguinte, depois do espectáculo, das luzes e do social, recebo um e-mail exigindo-me que fornecesse, para que essa transferência fosse efectuada, certidões actualizadas da minha situação contributiva e tributária, bem como o preenchimento de uma nota de honorários, onde me aplicam a mencionada taxa de 10%, cuja existência é justificada pelo Director Geral das Artes como decorrendo de um pedido efectuado por aquela entidade à Direcção-Geral dos Impostos para emitir “um parecer no sentido de que, regra geral, o valor destes prémios fosse sujeito a IRS”. Tomo o pedido de apresentação das certidões como uma acusação da parte do Estado de que não tenho a minha situação fiscal em dia e considero esse pedido uma atitude de má fé. A nota de honorários implica que prestei serviços à DGARTES. Não é verdade. Nunca poderia assinar tal documento. Se tivesse sido informado do presente envenenado em que tudo isto consiste não teria aceite passar por esta charada. Nunca, em todos os prémios que recebi, privados ou públicos, no país ou no estrangeiro, senti esta desconfiança e mesquinhez. É a primeira vez que sinto a burocracia e a avidez da parte de quem pretende premiar Arte. Não vou permitir ser aproveitado por um Ministério da Cultura ao qual nunca pedi nada. Recuso a penhora do meu nome e obra com estas perversas condições. Devolvo o diploma à AICA, rejeito o dinheiro do Estado e exijo não constar do historial deste prémio”.


24 | 30 SETEMBRO 2010 | JORNAL REGIONAL TRIÂNGULO

“A Ilha Encantada“ Depois dos sucessos de “Capuchinho Vermelho”, “João e o Pé de Feijão” e “O Gato das Botas”, a próxima peça de teatro a subir à cena no palco do Teatro da Malaposta e destinada às crianças de todas as idades é “A Ilha Encantada”, com texto e encenação de Fernando Gomes, com estreia marcada para dia 14 de Outubro e que estará em cena até Junho do próximo ano. A proposta é um novo espectáculo onde, tal como nos anteriores, não vai faltar a magia, o divertimento, o estímulo e a imaginação; uma fonte de prazer e aprendizagem. Para escrever “A Ilha Encantada”, Fernando Gomes inspirou-se nos contos maravilhosos que escutou em criança – há muitos... muitos anos atrás! – Mas que o tempo não apagou da sua memória. Através do prazer ou das emoções que as histórias proporcionam, o “maravilhoso” sempre foi e continua a ser um dos elementos mais importantes na literatura destinada aos mais novos. “A Ilha Encantada” é contada em forma de lenda, uma tradição oral que passando de geração em geração narra acontecimentos fantásticos; contada... e cantada, uma vez que a música é uma presença constante neste espectáculo, uma maravilhosa “Fantasia Musical”. O público é convidado a entrar numa ilha, uma ilha misteriosa onde se destaca um castelo, um barco, e o seu mais velho habitante, um simpático contador de histórias, que além de receber os visitantes, os convida a participar no jogo teatral do “faz de conta”. aAssim, Actores e Público vão “desembarcar” no mundo das lendas, no mundo do teatro, no mundo dos sonhos, no mundo da Ilha Encantada! “E conta a lenda... que há muitos, muitos anos atrás, na torre daquele castelo vivia uma linda princesa... Mas quem por ali passava e para a princesa olhava...

Também via com estranheza a imagem da tristeza. Sendo princesa, o mais certo era não lhe faltar nada! ... donde vinha tal tristeza? ... estaria ela encantada?! ...” Talvez sim... ou talvez não!... Mas também consta da lenda a existência de um Dragão! “Dizem que nasceu no mar, onde o rei o foi buscar ... para a princesa guardar! ... Mas também, por outro lado, há quem pense que o Dragão ... é um príncipe encantado!” Estará encantado o Dragão?! ... Talvez sim... ou talvez não! “No castelo, a realeza... ao lado, num velho barco, o retrato da pobreza! É onde vive a viúva Matilde, com o seu filhote, o Toino. Do barco fez o seu lar... e para o filho, a quem dedica todo o amor Matilde sonha e espera um futuro bem melhor... Mas de tanto esperar, começa a desesperar! O filho, o Toino, esse não! Sempre alegre, divertido! ... .... com um pequeno “senão”: é trapalhão e distraído! Mas também um sonhador, não parava de sonhar... E acreditava no sonho... Tinha a certeza que um dia tudo havia de mudar...” Mas ... terá o Toino razão? ... Talvez sim, ou talvez não! Tudo isto conta a lenda... Mas o mais que a lenda conta... não posso agora contar! ... Deixo isso para os Actores que no palco vão entrar... e com amor, com magia ... A história do jovem Toino, da Princesa e do Dragão... a todos vão revelar! Preparem-se pois para uma viagem ao maravilhoso mundo das lendas... no mundo do teatro... no mundo dos sonhos...

no mundo da Ilha Encantada!

5ª FESTA DE TEATRO AMADOR DA MALAPOSTA Teatro de Areia – Associação Cultural “O Mundo do Espectáculo” OUT 8 | 21H30 | CAFÉ-TEATRO | M/12 “MULHERES VICENTINAS” - de Paula Ângelo Instituto de Odivelas OUT 9 | 21H30 | AUDITÓRIO | M/13 “AS VOZES DA MONTANHA“ (teatro infanto-juvenil) - de Henrique Madeira Teatro Som das Letras OUT 9 | 16H00 | CAFÉ-TEATRO | M/3 “DUPLOS” - Criação colectiva Grupo de Teatro Sénior de Odivelas/ ISCE – Instituto Superior de Ciências da Educação OUT 7 | 21H30 | AUDITÓRIO | M/12

“REPÚBLICA PORTUGUESA: O SONHO DE UM MONARCA” - de Jorge Geraldo Loucomotiva – Grupo de Teatro de Taveiro OUT 10 | 16H00 | AUDITÓRIO | M/12

“ISTO NÃO TEM NADA A VER COM MORANGOS COM AÇUCAR” - de Paula Ângelo e Sandra Monteiro Instituto de Odivelas OUT 8 | 21H30 | AUDITÓRIO | M/13

“A VIDA TORMENTOSA DE BOCAGE” - de João Coelho Santos Grupo de Teatro da ULTI – Universidade de Lisboa para a Terceira Idade OUT 10 | 16H00 | CAFÉ-TEATRO | M/6

“A FALTA DE UM ABRAÇO FAZ DE MIM UM PALHAÇO” Textos e Poesias de Adília Lopes e Clarice Lispector

“MARGENS DA RUA AUGUSTA” - DIMENSÃO POÉTICA DA VIDA URBANA - de Fernando Lobo - Teatro Som das

Letras OUT 15 | 21H30 | AUDITÓRIO | M/12 “O ANO DA MORTE” - a partir de “O Ano da Morte de Ricardo Reis” de José Saramago e “Efeitos Secundários, para acabar de vez com a Cultura” de Woody Allen GTPWA – Grupo de Teatro das Três Peças de Woddy Allen OUT 15 | 21H30 | CAFÉ-TEATRO | M/12 “MÃOS DE FUMO E LAMA” Uma adaptação de João Santos Lopes dos romances Esteiros e Engrenagem de Soeiro Pereira Gomes, no âmbito da comemoração do centenário do nascimento do autor - Teatro Esteiros OUT 16 | 21H30 | AUDITÓRIO | M/12 “CULPA” - a partir de contos de Edgar Allan - Teatro Artéria OUT 16 | 21H30 | CAFÉ-TEATRO | M/16 “ROAD” - de Miguel Mestre - Teatro Contra-Senso OUT 17 | 16H00 | AUDITÓRIO | M/12 “O ENSAIO GERAL” - de Paulo Costa - Artecanes OUT 17 | 16H00 | CAFÉ-TEATRO | M/12


Jornal "O Triângulo" - Edição Nº 183