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Baco é o deus da videira, do vinho e do delírio místico. Filho de Júpiter e Sêmele é também conhecido como Liber Pater e identificado como o deus grego Dionísio. Em latim seu nome significa “livre” e corresponde à ideia de deus “libertador” aquele “que desata”. Em sua homenagem e honra é celebrada a Liberalia ou Bacanales. Baco é representado sob a figura de um jovem coroado com folhas de hera ou cipó e tem na mão um cacho de uva e uma taça. Os antigos pretendiam com o culto a Baco que ele propiciasse uma boa colheita de uvas. O culto era mais sentido no início da primavera e no início do outono. Em ambas as oportunidades, faziam-se festas onde não faltava o vinho. As pessoas saiam de um local e iam em grupos de povoado em povoado. Foi ele quem introduziu em Tébas sua terra natal os Bacanais, era algo levado tão a sério que até os presos eram soltos para participarem dos Bacanais ou Bacanális. Como o vinho era servido em grande quantidade, logo os homens e as mulheres ficavam bastante alegres e desinibidos. As roupas acabavam sendo aos poucos deixadas de lado juntamente com as inibições dando lugar a uma completa satisfação de todos os desejos e ninguém mais era de ninguém. A orgia que era só etílica passava a ser sexual também. Por essa razão, hoje se usa a palavra Bacanal para fazer referência ao sexo grupal. Quem acompanhava as festas era chamado de Bacante. Mas, as verdadeiras Bacantes são também seres mitológicos. Estavam sempre ao lado de Baco servindo-o cegamente.

Afe, olha este deus!

Revista 5  

Quinta Edição da Revista Portal A Flor da Pele.

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