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Divinópolis | Julho de 2013 | Número 28 | Gestão biênio 2012/2013

Força do comércio Varejo e atacado movimentam R$ 71 milhões em ICMS

MG-050

Acid participa de reivindicações para pista dupla

Arranjos produtivos Metalurgia, confecção, calçado e construção civil

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(37) 3229-8000

matiz


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SUGESTÃO DE JÚLIO CÉSAR PEREIRA

U

m dos mais atuantes presidentes da Acid, Júlio César Pereira, participava diretamente desta publicação bimestral. Antes do trágico acidente em maio que tirou sua vida, ele já tinha sugerido as abordagens para esta edição especial dos 61 anos da entidade. Júlio Pereira sugeriu que a nossa equipe

Carlos Moacyr Duarte Meira de Aguiar

buscasse destacar os arranjos produtivos de Divinópolis. Aqueles já famosos, como a confecção e a metalurgia básica, que faz o município ser reconhecido em todo país pela qualidade de seus produtos, e outros arranjos que iniciam sua trajetória. Nosso polo confeccionista é o maior de Minas Gerais em produção, emprego e número de estabele-

cimentos formais. Já a metalurgia, apesar da crise, continua sendo o carro-chefe da nossa economia. Não menos importante, a construção civil é um setor com forte dinamismo desde 1912, quando foi incentivada pela prefeitura as primeiras construções. Outro arranjo que começou a se destacar no município é o setor

Nossa família cresceu

calçadista. Na cidade existem quase 40 empresas calçadistas com geração de 650 empregos, que já é um montante considerável. Esta edição é duplamente especial: comemora os 61 anos da Acid e presta uma homenagem ao Júlio César Pereira acatando suas sugestões, que sempre valorizavam o dinamismo da economia divinopolitana.

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Presidente: Carlos Moacyr Duarte Meira de Aguiar Redação e edição: Pablo Santos (MG-10.311 JP) REVISÃO: Denise Coronado Projeto Gráfico: SalaVip Studio de Comunicação Diagramação: Jakis Douglas Tiragem: 2.000 exemplares CONTATO: informativo@portalacid.com.br


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Acid participa das reivindicações para duplicação da MG-050 A Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid) atuou de forma decisiva para o anúncio da duplicação da MG-050 confirmado pelo Governo de Minas Gerais no final de junho. Além da exigência de pista dupla para o desenvolvimento da região e atração de novos negócios, a entidade se preocupa com a segurança dos usuários da rodovia, que liga a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) ao Sul de Minas passando por Divinópolis. Desde quando assumiu a Acid, o presidente Carlos Moacyr se dedica às viagens a Belo Horizonte reivindicando junto ao governo estadual a duplicação da MG050. “Inicialmente não estava

previsto em edital a duplicação até Divinópolis. A pista dupla seria até Juatuba, mas nós fizemos pressão e mostramos a necessidade de duplicar até Divinópolis. Fomos atrás dos deputados e do governo de Minas e mostramos as vantagens de se duplicar o trecho. Foi uma luta importante que a Acid abraçou para o desenvolvimento da cidade”, afirmou Carlos, lembrando que também reivindicou o sinal de trânsito na MG-050 na entrada do Centro Industrial, no bairro Icaraí, melhorando o fluxo de veículos naquela região, que antes ficava congestionado. “Foi um momento marcante. Fizemos uma mobilização e protestamos para que o sinal fosse implantado e o trânsito saindo do Centro Industrial fluísse melhor.

Porque do jeito que estava, ficava impossível os caminhões carregados entrarem na MG-050. Às vezes, ficam filas de até 5 km esperando para entrar na rodovia”, explicou. Na opinião de Carlos Moacyr, o sinal na rodovia melhorou o trânsito e a duplicação vai colocar Divinópolis na rota de desenvolvimento. “A duplicação é requisito básico para atrair investimentos para a cidade. Muitas empresas condicionam sua instalação à pista dupla e do jeito que está é um gargalo enorme e atrapalha a logística das empresas. Acreditamos que vamos atrair mais empreendimentos com a nova pista”, afirmou Moacyr, destacando que a segurança será maior com a duplicação.

“Quem utiliza a rodovia para ir a Belo Horizonte terá um acesso mais seguro e rápido”, afirmou. 524 milhões A duplicação da MG-050 de Juatuba a Divinópolis consumirá R$ 524 milhões. O Governo de Minas Gerais já assinou o termo aditivo ao contrato de parceria público -privada (PPP). O projeto de duplicação do trecho da rodovia está sendo elaborado. As obras estão previstas para começar no início do ano que vem e terão investimentos da ordem de R$ 200 milhões por parte do Governo de Minas. A Concessionária Nascentes das Gerais, que administra a rodovia em regime de parceria público-privada, investirá R$ 255 milhões em obras.


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Conhecendo a ACR por dentro O Grupo ACR, parceiro da ACID, compõe-se de várias empresas prestadoras de serviços especializados nas mais diversas áreas do ambiente empresa-

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Fotos: Pablo Santos

Câmara de Vereadores homenageia ex e vice-presidente da Acid Presidente da Acasp também recebe reconhecimento A Câmara de Vereadores de Divinópolis realizou no final de junho a solenidade de entrega do Título Cidadão Honorário 2013. Três personalidades reconhecidas pelos parlamentares têm seus nomes ligados à Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid). Foi uma noite de valorização e reconhecimento que lotou o plenário da Câmara com familiares, amigos e autoridades que prestigiaram a solenidade e puderam conhecer um pouco da trajetória dos homenageados e os motivos que levaram os vereadores à escolha. O vereador Anderson Saleme homenageou Sr. Amnys Rachid, que foi um dos fundadores da Acid, onde também foi presidente. Amnys foi o fundador da Casa Orion e da Siderúrgica Orion, além de um dos fundadores do Ginásio Frei Orlando. O vereador Adair Otaviano entregou o Título de Cidadão Honorário a Felipe Nejm Carvalho, atual vice-presidente de serviços da Acid.

Felipe Carvalho nasceu em Belo Horizonte e é engenheiro mecânico pela PUC e tem no currículo o curso de Competências Interpessoais e Negociação, do Instituto Internacional de Dale Carnegie. Hoje, Felipe Carvalho ocupa o cargo de diretor da empresa Trancid, do Consórcio Divpass e do Consórcio Transoeste, dirigindo as áreas administrativa, de manutenção e executiva dessas empresas. Acasp O presidente da Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp) que funciona no prédio da Acid, José Vítor Batista de Freitas, também foi homenageado. O vereador Adílson Quadros homenageou José Vitor, que é natural do distrito de São José dos Salgados, município de Carmo do Cajuru. Tem formação técnica em eletrônica e telecomunicações e é graduado em Ciências Sociais, pela Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).


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Ativos intangíveis, o grande valor da nova economia Paulo Afonso Pereira* É sabido que muitas empresas possuem valor de mercado muito superior a seu valor contábil. A razão desta grande diferença pode estar em seus ativos intangíveis – representados por marcas, patentes, capacidade de inovação, modelo de negócios, capital humano, etc. Entretanto, apesar dos ativos intangíveis serem responsáveis diretos pelo desempenho de empresas de alta tecnologia, como Microsoft e Apple ou Coca-Cola e Nestlé, com forte participação no mercado de consumo, muito lentamente a maioria das empresas começa a entender que estabelecer seus valores consolida o patrimônio da empresa. Ainda são poucas as empresas brasileiras que sabem o real valor de suas marcas, as quais em alguns casos podem valer centenas de vezes mais do que o patrimônio tangível

da mesma. Quando ocorre, por exemplo, a compra, venda, fusão ou cisão, conhecer o valor da marca é fundamental para estabelecer o real valor da empresa. Nem sempre a empresa vende sua existência pelo seu real valor, normalmente elege-se a auditoria física e contábil para se chegar a um valor de negociação; ocorre que nem sempre as marcas estão devidamente avaliadas, assim como as tecnologias, que são na realidade as grandes molas propulsoras de qualquer empreendimento. Há mais de 15 anos, a Lei da Propriedade Industrial Brasileira, Lei 9.279, de 1996, dispõe em seu artigo 5º que “são considerados bens móveis, para efeitos legais, os direitos de propriedade industrial”. Levando-se em conta que os direitos de Propriedade Industrial são representados por registros concedidos de marcas e patentes, podemos assegurar que esses bens, como patri-

mônio que são das empresas, possuem valor e assim podem servir de suporte garantidor de operações financeiras. No Brasil, desde 2009 o BNDES passou a considerar os ativos intangíveis das empresas – aqueles bens que não têm representação física – como garantias de financiamentos, ao lado do exame do desempenho financeiro das empresas que buscam serviços do banco. Os elementos tangíveis sempre foram e sempre serão de grande valia para uma organização. Entretanto, para criar diferencial competitivo e acima de tudo alavancar receitas é de fundamental importância o foco nos itens intangíveis, pois eles trazem um crescimento acima da média e garantem sustentabilidade no mercado. A crescente importância das marcas, patentes e softwares, entre outros intangíveis, traz um novo desafio para as

empresas: saber qual o valor dos mesmos e seu papel dentro das organizações. Saber com precisão valores de propriedade da empresa, como suas marcas, patentes, tecnologia de gestão de conhecimento, rede de relações, reputação, governança, inovação, design, parcerias tecnológicas e comerciais, criatividade é fundamental. Tudo isso vale, e muito, especialmente porque são importantes fontes de vantagem competitiva. Por isso, torna-se essencial gerenciá-los adequadamente. Pena que essa cultura da proteção e valoração ainda não está definitivamente entre as prioridades de muitas organizações. Artigo publicado na Revista Empresa Brasil n° 95, de junho de 2013. *Especialista em Propriedade Intelectual, ex-presidente do INPI, vice-presidente da Federasul, coordenador da Câmara da Propriedade Intelectual.


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Exemplo de empreendedorismo Júlio César Pereira era admirado pelo bom trânsito no meio empresarial e político

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jovem empreendedor e líder político, Júlio César Pereira, deixou um legado de avanços por onde passou. Presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid) por três mandatos e atual vice-presidente executivo, era admirado pelo bom trânsito no meio empresarial e político. Vítima de acidente automobilístico em 22 de maio deste ano, Júlio César foi lembrando pelas autoridades como um marco para a entidade que ajudou a solidificar-se. Aos 61 anos, a Acid ganhou duas sedes com o esforço de Júlio,

que mostrou com clareza um exemplo de empreendedorismo. Autoridades e ex-presidentes destacam a trajetória de sucesso de Júlio Pereira. Liderança política A militância no meio empresarial é uma das suas características marcantes. Estudante de Direito da Fadom, assumiu a presidência do Diretório Acadêmico e iniciou a trajetória de sucesso. Através do Departamento de Assistência Jurídica (DAJ) da instituição se projetou politicamente e, aos 26 anos, foi eleito presidente da Acid Jovem. Em apenas

três anos, Júlio tornou-se presidente da entidade. Comandando a entidade, Júlio instalou 11 comissões setoriais visando a modernização e a construção da sede própria, no Centro Industrial, em funcionamento desde 2004. Na presidência, o número de associados saltou de 160 para 500. Uma das suas grandes realizações à frente da entidade foi a construção da sede própria, após conseguir um terreno em 2005, por meio de doação da prefeitura. Depois da conquista do espaço, Júlio Pereira arregaçou as mangas e foi atrás de recursos para construir a sede.


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Frases

Quem foi Júlio César Pereira

“Um jovem empreendedor e dedicado. Trabalhou pela consolidação da Acid e em prol do desenvolvimento da cidade”.

Márcio Mourão

Comemoração dos 60 anos da Acid, em 2012

Histórico Profissional • Presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Antônio Valadares - período de 1989 a 1990. • Bacharel em Direito pelas Faculdades Integradas do Oeste de Minas. • Presidente do Diretório Acadêmico Francisco Campos das Faculdades Integradas do Oeste de Minas - período de 1997 a 2000. • Presidente da UED (União Estudantil de Divinópolis) - período de 1991 a 1992. • Presidente da Acid Jovem - período de 2001 a 2003. • Presidente da Federaminas Jovem - início dos trabalhos em novembro de 2005. • Membro-diretor do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste Mineiro (Prodescom), que congrega 77 municípios da região, sob coordenação da Acid. • Presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid) no período de 2003 a 2005 e reeleito para o biênio 2005-2007. • Vice-Presidente Executivo da Acid, gestão 2012-2013.

• Sócio-Diretor da Chopp House Cervejaria Ltda - de 1990 a 1999. • Sócio-Diretor da AD Vitta Sacola Cheia - de 1994 a 1997. • Gerente Comercial da Telemig Celular - de 1998 a 2001. • Diretor Comercial e Coordenador de Dyller - Oeste / Sul / Triângulo 2001 a 2002. • Sócio-diretor da Uai Telecom - lojas Divinópolis, Itaúna, Formiga, Santo Antônio do Monte - de 2002 a 2004. Escritório de Negócio Belo Horizonte, Divinópolis-Grupo Oi/Telemar. • Diretor-Proprietário da Divconsult Consultoria e Treinamento Ltda.

- início em 2005. • Coordenação, Montagem e Treinamento da equipe de vendas da Mineradora Rochas de Minas Granitos, terceira maior exportadora de granito nacional. Revenda de chapas de granito para marmorarias do Estado. • Dias e Bebiano/ Mastermaq (única revenda Mastermaq do Brasil). • Grupo Santa Mônica - maior conglomerado de saúde da região Centro -Oeste/MG. • Gerente Comercial do Plano São João de Deus Saúde. • Sócio-Diretor da Inteligência Fiscal, em Divinópolis, com Nelson Lopes e Valter Lima.

Carlos Moacyr, Fernando e Júlio

“Júlio César foi responsável por grandes projetos para Divinópolis. A construção da sede da Acid foi um deles. Também teve outros voltados para o comércio e a indústria”,

Carlos Moacyr “Empreendedor com enorme garra e determinação. Lutou bravamente para o desenvolvimento de Divinópolis próspera e cheia de oportunidades”.

Francisco Resende “Seu espírito de liderança e disponibilidade para servir eram estímulo contagiante a todos que com ele conviviam”.

Antônio Carlos Pereira de Oliveira, o Pulinho. “Sentimos muito a sua falta. Lembramo-nos dele pelo trabalho sério e compenetrado. A Acid e Divinópolis devem muito ao Júlio Pereira pelo grande trabalho desenvolvido”.

Amnys Rachid

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O setor calçadista ganhou espaço em Divinópolis. Somente nos últimos 5 anos, 200 vagas formais de empregos foram criadas no município, de acordo com o Ministério do Trabalho. O potencial da fabricação é um dos pontos fortes do segmento no município. Influenciado por Nova Serrana, o setor calçadista em Divinópolis cresceu e, atualmente, 38 empresas compõem o arranjo produtivo da cidade. No mercado de trabalho, 90 vagas de emprego foram abertas no município de janeiro a maio deste ano, aponta o Ministério do Trabalho. Há registro de 650 funcionários empregados na cidade. O desempenho do emprego formal no setor, em Divinópolis, superou os dados do ano passado. De janeiro a maio, as 90 vagas criadas na cidade foram quase três ve-

Pablo Santos

Potencial calçadista crescendo

Primeiro Ato produz calçados femininos há 17 anos zes mais do que o registrado nos primeiros cinco meses de 2012, quando 32 oportunidades foram abertas. Para o proprietário da Calçado Haster, Carlos Alves de Araújo, o setor calçadista cresce e está empregando centenas de trabalhadores. “Muitas empresas estão

contratando e isso movimenta a economia da cidade. Hoje, Divinópolis tem grandes empresas que estão produzindo muito para atender a demanda crescente do mercado”, afirmou Araújo. O empresário da Primeiro Ato, Edmar Teixeira, está há 17 anos no mercado e

acompanha o crescimento do setor. “Percebemos esse crescimento das empresas de calçados na cidade. São poucas, mas com grande potencial”, afirmou Teixeira, que produz seis mil pares de calçados por mês com destino ao estados do Sudeste.


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Força econômica da metalurgia Jakis Douglas

São 220 empresas registradas com 4 mil funcionários

Siderúrgica Valinho produz um ferro-gusa de alto padrão de qualidade Metalurgia básica é a força econômica do município. Desde a década de 1960, Divinópolis é referência na produção de ferro-gusa para o país, sendo o segundo maior polo produtor de Minas Gerais. A “Capital do Ferro”, como era conhecida a cidade nos anos 60, movimenta R$ 67 milhões com o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços (ICMS) em Divinópolis. Os números do setor são pomposos. Quatro mil funcionários trabalham nas 220 empresas no setor de metalurgia

básica no município, de acordo com o Ministério do Trabalho. A capacidade instalada dos altosfornos é de produzir 286 mil toneladas por mês na região de Divinópolis, segundo o Sindicato das Indústrias de Ferrogusa do Oeste de Minas (Sindigusa). No entanto, as siderúrgicas conseguem produzir 40% da capacidade instalada após as turbulências do mercado externo desde 2008. Apesar da crise, a metalurgia básica ainda é o setor com maior volume de arrecadação pelo ICMS. Segundo dados da Secretaria Estadual da Fazenda, no ano

passado o segmento foi responsável por recolher R$ 67,8 milhões. “A metalurgia mantém um processo de vendas no mercado interno de destaque. Por isso, continua sendo o carro-chefe da economia de Divinópolis e região, mesmo com a crise do setor desde 2008. Não tanto em empregabilidade que a metalurgia é destaque, mas é fundamental para o desenvolvimento do município”, afirmou o presidente regional da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) Afonso Gonzaga, que também é presidente do Sindicato

das Indústrias de Fundição de Minas Gerais (Sifumg). O diretor-presidente da Siderúrgica Valinho, Ronan Eustáquio, ressalta que o setor perdeu espaço economicamente, mas ainda consegue ser destaque. “O s e t o r c o m e ç o u por volta de 1955 e ganhou destaque. Com a crise perdemos espaço, mas mesmo com as dificuldades e empresas que fechara m a s p o r t a s , o s e g mento de gusa e sua cadeia produtiva têm papel de destaque na e c o n o m i a m u n i c i p a l ”, afirmou.

Não importa como seu pai leva a vida. O que importa é como ele faz parte da sua vida.

11 de agosto, Dia dos Pais.


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Construção civil mantém economia aquecida Desde 1912, o setor ganhou incentivos para crescer no município

Construção emprega quase 3 mil funcionários formais

A construção civil em Divinópolis teve o primeiro impulso em 1912 com a emancipação do município. Atualmente, é um dos setores que não sofre com crise e nem influência de mercado externo. A economia divinopolitana é marcada por ciclos: ferrovia, siderurgia e serviços (educação e saúde). No entanto, a construção civil participou com vigor nas fases de crescimento de Divinópolis. Para impulsionar a construção, em 1912 os vereadores concederam incentivos para os divinopolitanos construírem. “A Câmara Municipal concede lotes gratuitos a quem construir cinco prédios sob planta”, afirmou Pedro X. Gontijo em seu livro a “História de Divinópolis”. Desde esse período, a construção ganhou novos rumos e, na década de 1980, o município foi considerado uma das

cidades que mais se investiu em construções verticais. “A história da construção civil em Divinópolis sempre foi forte. Participou de todos os ciclos de desenvolvimento do município e continua sendo um dos grandes geradores de emprego da cidade”, afirmou o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico de Divinópolis, José Elísio Batista. Atualmente, são 800 empresas no segmento, empregando 2,8 mil funcionários formais em Divinópolis. Para o diretor técnico da Construtora Oliveira Souki, Sérgio Reis Barnabé, a construção alimenta a economia do município. “Pode ser a crise que for a construção continua. Uma obra fica meses para ser concluída e esse dinamismo alimenta vários setores e não deixa a economia parada”, afirmou Sérgio, lembrando que os cursos de engenharia da cidade contribuem profissionalmente para o setor avançar.


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Divinópolis dita os números da moda em MG Desde os anos 80, as roupas produzidas em Divinópolis são reconhecidas nos quatro cantos do Brasil. Mas, o reconhecimento oficial chegou neste ano. O vigor da produção colocou o município como o primeiro polo confeccionista em produção, emprego e indústria, de acordo com uma pesquisa inédita do Instituto Estratégia de Marketing (IEMI) da Federação das Indústrias de Minas Gerais. No final dos anos 70, o município começou a registrar as primeiras empresas do vestuário com a crise das siderúrgicas, carro-chefe da economia divinopolitana. Com a crise na área da metalurgia devido à turbulência na produção de ferro-gusa, as mulheres dos operários buscaram alternativa para manter as despesas de casa. Uma forma encontrada foi a produção de roupas com maior intensidade no começo dos anos 80. Atualmente, para se ter uma ideia, das 4.290 empresas confeccionistas de Minas, 18% ou 786 funcionam em Divinópolis colocando o município como o primeiro da lista no número de empreendimentos dedicados à produção de roupas. Depois da “Cidade do Divino”, aparece Monte Sião com 782 empresas, acompanhado de Belo Horizonte (614) e Juiz de Fora (392). O volume de pessoal ocu-

Jakis Douglas

Município é líder da confecção, aponta pesquisa inédita

Cactus atua no mercado há 27 anos e produz 10 mil peças por mês pado com no setor da confecção em Divinópolis é de 26.501. Das 149 mil pessoas na área em Minas Gerais, o município emprega 17,7%, de acordo com IEMI. Já em Belo Horizonte, existem 15.917 pessoas ocupadas. Ainda segundo os dados do estudo inédito, 21,6% do volume de peças produzidas em Minas Gerais saíram das empresas de Divinópolis, acompanhado de Belo Horizonte com 17,9%. Surpresa A pesquisa pegou de surpresa a presidência do

Sindicato das Indústrias de Divinópolis (Sinvesd) que reconhecia a força do setor dentro do Estado, mas ser o primeiro não era o esperado. “Sabíamos da força da confecção na cidade. Tínhamos conhecimento que seríamos o maior do interior de Minas Gerais, mas acreditávamos que a região de Belo Horizonte seria maior. Para nós foi uma surpresa enorme ser o primeiro polo do Estado. O resultado mostra a força do setor confeccionista de Divinópolis”, analisou o presidente do Sinvesd Antônio Rodrigues.

Uma das forças das 786 empresas da cidade é a Cactus com 27 anos no setor. Especializada em moda feminina, a empresa produz 10 mil por mês e distribui para quase todos os estados brasileiros. “Nosso produto tem alta qualidade e peças diferenciadas que fazem o sucesso em vários estados do Brasil. Temos roupas com estampas exclusivas que oferecem ao consumidor um design de destaque”, afirmou a diretora da empresa, Maria Célia Lara Calixto. Atualmente a empresa tem 40 funcionários.


14 Pablo Santos

Atacado e varejo definem movimento econômico Segmentos movimentaram R$ 71 mi em ICMS e contrataram nos últimos anos 3,5 mil funcionários

Varejo movimentou R$ 14 milhões com ICMS

Os comércios atacadistas e varejistas ditam o movimento econômico de Divinópolis. Em 2012, os dois segmentos foram responsáveis por R$ 71,3 milhões dos R$ 192 milhões arrecadados com o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços (ICMS) em Divinópolis. Somente nos últimos seis anos, 3,5 mil empregos foram gerados

no município pelos 4,4 mil estabelecimentos cadastrados. O movimento econômico do atacado e do varejo representa 37% de tudo que Divinópolis arrecadou com o ICMS. No ano passado, foram recolhidos somente com o comércio atacadista R$ 56,7 milhões, apontou os dados da Secretaria Estadual da Fazenda (SEF). Numa proporção menor, o varejo movimentou R$

14,6 milhões com ICMS. Os dois segmentos do comércio quando separados só perdem em arrecadação do imposto para a metalurgia com recolhimento de R$ 67 milhões no ano passado. Emprego O comércio é o terceiro setor com maior volume de emprego em Divinópolis. Dados do Ministério do Trabalho revelam que 14,6


Jakis Douglas

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Comércio é um dos pontos fortes da economia de Divinópolis

mil funcionários estão empregados no setor. Desses, 11,5 mil estão registrados no varejo e o restante no atacado, apontou as estatísticas do órgão federal. Nos últimos seis anos, o segmento manteve um forte de ritmo de contratações, de acordo com o Ministério do Trabalho. De 2007 a 2012, foram abertas 3,5 mil oportunidades de trabalho no comércio divinopolitano. Somente em 2011, foram geradas com carteira assinada 964 vagas no varejo e atacado, segundo o Ministério do Trabalho. “O comércio tem uma

parcela importantíssima no movimento econômico de Divinópolis. Desde o início do município, o setor contribuiu e continua sendo primordial para o desenvolvimento da cidade. Tanto na geração de empregos como na arrecadação, o comércio divinopolitano se fortalece a cada ano”, analisou o presidente da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Divinópolis (Acid), Carlos Moacyr Duarte Meira de Aguiar. O gerente geral da loja de material de construção Cimcal, Rogério Azevedo, confirma que

atende 80 cidades do Centro-Oeste e emprega 170 funcionários na unidade de Divinópolis. Ele destaca que a empresa pretende montar um Centro de Distribuição para atender a demanda. “Chegamos a um volume de pedidos que é necessário um Centro de Distribuição. Atualmente realizamos 180 entregas por dia para facilitar as entregas”, afirmou o gerente de uma das maiores lojas de material de construção do Centro-Oeste. Atualmente, a Cimcal tem cinco unidades, além de Divinópolis a empre-

sa tem lojas em Arcos, Nova Serrana, Itaúna e Para de Minas. Na área de confecção, a Marron Café é uma das centenas de lojas de roupas de Divinópolis. Com três lojas localizadas na área dos shoppings na região do Bom Pastor, a gerente da empresa, Regina Dias, aposta no verão para alavancar as vendas. “Vendemos muito camisetes, blusas e acessórios e esperamos bons negócios no verão”, afirmou a gerente, confirmando que uma das lojas abre na madrugada para atender compradoras de outras cidades.


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Informacid-julho  
Informacid-julho  

Informativo do mês de agosto e setembro de 2013 da Acid.

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