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CENTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS EM ECOLOGIA DE ESTRADAS | ANO 0 | N. 2

Linearidades

Entrevista  

Professor  Dr.  Andreas  Kindel  -­‐  UFRGS

Atropelamentos  de  Morcegos Projeto  realizado  na  UFRJ

Concurso  fotográfico

Ecologia  de  Estradas:  um  novo  olhar  sobre  os  caminhos

Planos  de  Ação  (PAN) 1

O  CBEE  contribui  para  o  estabelecimento  de  políIcas   públicas  em  relação  a  espécies  ameaçadas


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RIO + 20 CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE

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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL A Rio + 20 objetiva renovar políticos relacionados ao sustentável. Os principais serão: “A economia verde desenvolvimento sustentável

os compromissos desenvolvimento temas debatidos no contexto do e da erradicação

da pobreza”; e “A estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.” Data: 13 a 22 de Junho de 2012 Loca: Rio de Janeiro (RJ) Site: http://www.rio20.gov.br/

CONCURSO FOTOGRÁFICO O Linearidades está lançando o concurso fotográfico Ecologia de Estradas: um novo olhar sobre os caminhos.

O prêmio para a melhor fotografia do ano será a inscrição para o Road Ecology Brazil (REB 2013) e uma cópia do livro Ecologia de Estradas (Bager, A. 2012).

O objetivo do concurso é divulgar por meio de fotografias as diferentes nuances envolvidas na nossa área de atuação. As fotos devem englobar a biodiversidade e/ou sua interação com os empreendimentos lineares (rodovias, hidrovias, ferrovias, etc.).

Cada participante poderá enviar uma foto por mês (até o dia 25 de cada mês), podendo concorrer em mais de um mês com fotos diferentes.

Fotografias enviadas até o dia 20 de cada mês concorreram para a próxima edição do Linearidades. Mensalmente será selecionada a foto do mês, e na edição 1 do Ano 1 do Linearidades, concorrerá à melhor foto do ano.

As fotos devem ser encaminhadas para o endereço eletrônico linearidades.cbee@gmail.com, com o assunto “Concurso fotográfico”. O email deve conter o nome completo do participante e a cidade ou local onde foi capturada a fotografia, o título da foto e uma frase (até 30 palavras) que descreva a foto.

A melhor fotografia do ano será premiada! Serão considerados os seguintes critérios de avaliação:

‣ Coerência com o tema ‣ Emoção captada pela foto ‣ Beleza plástica da imagem O participante deve estar ciente de que as fotos enviadas para o concurso irão compor o acervo da revista Linearidades, podendo ser usadas para eventuais publicações na revista (citando o autor). Dúvidas e mais informações pelo email : linearidades.cbee@gmail.com

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MONITORANDO ATROPELAMENTOS DE MORCEGOS

Roberto Leonan Morim Novaes Rafael de Souza Laurindo

¹ Núcleo de Pesquisas Integradas, Instituto Sul Mineiro de Estudos e Conservação da Natureza. ² Laboratório de Mastozoologia, Departamento de Zoologia, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Embora as linhas de pesquisa com Ecologia de Estradas estejam crescendo em todo Brasil, os resultados para alguns grupos, como morcegos, ainda são bastante incipientes e dificultam a avaliação dos reais efeitos de autoestradas sobre populações e comunidades. Entretanto, em uma primeira observação é possível considerar que morcegos estejam susceptíveis a atropelamentos em larga escala no Brasil. Primeiramente por ser um grupo de mamíferos extremamente abundante e com ocorrência em praticamente todos os tipos de paisagem. Secundariamente, é notável que determinadas construções humanas servem como atrativo para morcegos, tanto pela implantação de iluminação artificial, atraindo insetos, que por sua vez atraem morcegos animalívoros, quanto pela supressão de vegetação natural, criando um aumento na densidade de plantas pioneiras durante o processo de sucessão ecológica e consecutivamente a atração de espécies frugívoras generalistas. Contudo, a maioria das publicações que abordam atropelamentos de fauna silvestre no Brasil não relatam morcegos, o que poderia indicar que estradas não oferecem grandes riscos para este grupo.

A fim de subsidiar estudos sobre o real efeito das estradas sobre a quiropterofauna brasileira, o Núcleo de Pesquisas

NOVA LISTA DE ESPÉCIES AMEAÇADAS O ICMBio fará uma lista atualizada da fauna brasileira que está em risco. A nova lista é a primeira avaliação global do estado de conservação dos animais brasileiros, e deve estar pronta ao final de 2014. Alguns dados preliminares indicam que o Brasil em dez anos adquiriu mais 250 novas espécies ameaçadas de extinção, e até agora só foram avaliadas 28% das 10 mil espécies a serem estudadas até a conclusão da pesquisa.

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Integradas do Instituto Sul Mineiro de Estudos e Conservação da Natureza (NUPEI – ISMECN), juntamente com a colaboração de pesquisadores e instituições de todo o país vem conduzindo um projeto de levantamento e compilação de dados de morcegos atropelados no Brasil. Num primeiro estágio os esforços estam concentrados em determinar as espécies que relatados atropelamentos e em qual frequência. O projeto almeja criar subsídios para o direcionamento de novas pesquisas sobre o efeito de estradas sobre a comunidade de morcegos através da criação de metodologias mais eficientes e planos para a conservação das espécies que por ventura sejam mais susceptíveis. Para isso, o projeto necessita da colaboração de pesquisadores que tenham informações sobre atropelamentos de morcegos dentro do território brasileiro.

Muitos morcegos são projetados para fora da pista, dificultando sua contabilização. Os resultados preliminares vêm mostrando informações diferentes do esperado. Um dos principais entraves para o monitoramento de quirópteros pode estar na detecção dos atropelamentos, diferente dos mamíferos terrestres os morcegos normalmente colidem durante o voo, com as partes superiores dos veículos, com isso muitas vezes eles


podem ser projetados para as margens da estrada, dificultando a contabilização, especialmente em estradas que contenham vegetação marginal densa. Outro problema para estimar as taxas de atropelamento de morcegos pode estar relacionado ao pequeno porte desses animais, que são facilmente esmagados pelos veículos ou rapidamente retirados por animais necrófagos ou carnívoros oportunistas, e assim a carcaça permanece um curto período de tempo na estrada. Devido a esses fatores o número de atropelamentos de morcegos pode estar sendo subestimado nos recentes trabalhos que tratam sobre o tema, e devido a essas dificuldades na detecção dos atropelamentos, seja necessário o desenvolvimento de novos métodos para avaliar o real impacto das estradas sobre a comunidade de morcegos.

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Para que o projeto possa alcançar resultados que permitam avaliações mais precisas, nós convidamos os pesquisadores a colaborar compartilhando dados de atropelamentos de quirópteros em qualquer parte do Brasil. O pesquisador que necessitar de identificações dos indivíduos atropelados poderá nos enviar fotografias com escalas via e-mail ou mesmo o próprio exemplar, em caso de coleta. Os dados enviados serão creditados ao pesquisador que os doou e todos os colaboradores serão notificados e poderão ser convidados a participar das produções científicas que ocorrerem. Para colaborar com o projeto clique aqui.


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ENTREVISTA RS 389 pra monitorar a mortalidade nessas rodovias. Em virtude do envolvimento dele e de outros alunos que foram se agregando hoje é minha principal linha de atuação em pesquisa.

Linearidades: Dr. Andreas, partindo do princípio de que o Brasil é um país rico em biodiversidade qual seria a importância dos estudos em Ecologia de Estradas para sua conservação?

Prof. Dr. Andreas Kindel Universidade Federal do Rio Grande do Sul Departamento de Ecologia Laboratório de Ecologia de Populações e Comunidades Biólogo, professor associado do Depto. de Ecologia da UFRGS e tem interesse na avaliação dos efeitos de rodovias na mortalidade, isolamento de vertebrados e no planejamento de sua mitigação. Sobretudo, se dedica à formação de uma equipe de trabalho voltada para o desenvolvimento de procedimentos amostrais e analíticos para aplicação no licenciamento e monitoramento de empreendimentos rodoviários e sua difusão entre os setores atuantes no tema.

Linearidades: O Sr. pode nos contar como ocorreu o início das suas pesquisas em ecologia de estradas? Foi por insistência, muita insistência, do Igor Coelho que em 2003 queria fazer IC no laboratório. Concentrava minhas pesquisas com ecologia de comunidades no Parque Estadual de Itapeva e resolvemos aproveitar as idas e vindas para o campo pela BR101 e

ENERGIA: RESÍDUOS DA CANA X ITAIPU Os resíduos secos do cultivo de cana-de-açúcar no Brasil poderiam gerar mais energia do que a potência instalada da Usina de Itaipu. De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos: Diagnóstico dos Resíduos Urbanos, Agrosilvopastoris e a Questão dos Catadores, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o uso desses resíduos poderiam gerar 16.464 megawatts por ano. Além do potencial energético, a queima do bagaço também soluciona o problema de destinação desse resíduo, que é muito volumoso e de difícil transporte.

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As rodovias permitem acessar essa biodiversidade e também a ameaçam. O propósito da ecologia de rodovias é amenizar essa dualidade conflitante gerando argumentos que serão usados para todo tipo de decisão, inclusive a eventual não implantação de um empreendimento. Onde, como e quando mitigar e compensar também são decisões que se não forem suportadas por informações geradas por uma abordagem observacional/ experimental apropriada poderão representar desperdício de recursos e não trazer o benefício esperado: a proteção da biodiversidade. Algumas dessas decisões não podem ser tomadas simplesmente replicando as abordagens/soluções desenvolvidas nos países mais avançados nessas pesquisas, precisamos de soluções desenvolvidas e testadas aqui também. Por exemplo: as passagens de fauna, por serem estáticas no espaço, podem não ser funcionais em paisagens extremamente dinâmicas como nas regiões brasileiras de expansão da agricultura.

A rodovia permite acessar a biodiversidade, mas também a ameaça. O propósito da ecologia de estradas seria amenizar essa dualidade conflitante.


Linearidades: Como o Sr. consideraria a produção dos projetos e pesquisas sobre E.E. (Ecologia de Estradas) desenvolvidos no âmbito nacional? Seria esta uma área ainda carente em profissionais e pesquisas? Com certeza estamos apenas engatinhando, ainda que já se perceba um considerável aumento no número de pesquisas e sobretudo uma diversificação dos temas abordados e a incorporação de procedimentos amostrais e analíticos mais complexos. Boa parte do que é produzido ainda é oportunístico, gerado durante projetos de licenciamento e não é fruto de pesquisas com um planejamento detalhado das perguntas e desenho amostral a ser adotado. Ainda contam-se nos dedos os pesquisadores que realmente se dedicam ao tema, mas não tenho dúvidas de que essa é uma realidade que mudará rápido no Brasil. A demanda por boa ciência é grande e urgente, as oportunidades de formação estão aumentando e existem várias iniciativas, e o CBEE é uma das principais, que poderão catalisar este campo de pesquisa.

Linearidades: Atualmente, dentro do segmento de E.E., quais os principais projetos que o Sr. vem desenvolvendo ? Nosso propósito no laboratório é desenvolver e difundir abordagens amostrais e analíticas que qualifiquem a tomada de decisão em processos de licenciamento. Estamos testando e desenvolvendo métodos para avaliação da magnitude da mortalidade, identificação de hotspots e os fatores que determinam a sua localização. Todos os procedimentos que adotamos ou desenvolvemos são incorporados ao software que criamos para reunir as rotinas analíticas de interesse para quem trabalha com estes temas, o SIRIEMA. Além disso, pretendemos a partir deste ano oferecer cursos de formação para profissionais que atuam na área (consultores e gestores ambientais) com o objetivo de difundir abordagens que qualifiquem a tomada de decisão.

Linearidades: Sabemos que pesquisas demandam recursos. Os incentivos para o desenvolvimento dos estudos em E.E têm sido satisfatórios? Existem duas formas de direcionar e usar melhor os recursos disponíveis. Cada licenciamento de rodovia deveria ser um experimento, cuidadosamente desenhado para gerar informações d e re l e v â n c i a p a r a t o m a d a d e d e c i s ã o n e s t e e e m empreendimentos futuros. Esse é um desafio para cooperação entre academia e órgãos gestores, os proponentes dos termos de referência, que em última análise são o instrumento que regulamenta os estudos a serem feitos durante o licenciamento. A outra é criando instrumentos/editais específicos. Nada impede que a ANTT adote uma política de incentivo a P&D similar a adotada pela ANEEL que obriga as concessionárias a investirem 1% da receita ordinária liquida anual nesta área. Essa é uma boa plataforma para atuação do CBEE em políticas públicas e garantirá recursos contínuos para o financiamento dos inúmeros temas de relevância a serem investigados.

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Linearidades: O Sr. como biólogo e ecólogo acredita ser possível conciliar o atual desenvolvimento dos empreendimentos lineares à preservação da biodiversidade? Como tornar esta uma realidade plausível? Não existe opção, esse é um imperativo. Contudo qual a melhor estratégia para alcançar isso sempre vai ser tema de debate... Eu não abro mão da necessidade de qualificar-se a fase de planejamento estratégico, anterior ao licenciamento, na qual as diferentes alternativas de transporte são confrontadas em seus aspectos econômicos, ambientais e sociais. Para que isso ocorra devemos discutir e desenvolver métricas que permitam a comparação das diversas alternativas. E obviamente exigir a apresentação de justificativas (dados) sólidas que justifiquem os empreendimentos. Atualmente as decisões são geralmente estritamente políticas porque tanto os argumentos favoráveis quanto os contrários são ruins, contudo os favoráveis são de mais fácil digestão pela população...

Conciliar o desenvolvimento e a preservação da biodiversidade: “Não existe opção, esse é um imperativo.”

Linearidades: Qual a importância do Brasil no cenário mundial da Ecologia de Estradas nos dias atuais, e quais as perspectivas futuras? Por enquanto é pequena ou irrelevante, mas a participação de brasileiros nos principais eventos internacionais, a vinda de expoentes deste tema para o REB e as primeiras publicações e cooperações internacionais indicam um cenário futuro diferente. Mas isso tudo não terá relevância se as nossas pesquisas não resultarem em redução das pressões geradas por rodovias sobre a biodiversidade. Por isso mais do que voltar o olhar para fora, é necessário fortalecer as ações articuladas entre academia, gestores e consultores ambientais e empreendedores.

Linearidades: Qual sua sugestão para estudantes de graduação e pós-graduação que desejam iniciar os estudos nesta área? E pesquisadores? Procurem as perguntas e só depois as respostas... Para uma introdução leiam o trabalho excepcional de Roedenbeck et al. 2007. Mas não se atenham àquelas perguntas, embora elas sejam muito boas, mas encontrem as que motivam vocês... As curvas e retas que virão daí por diante certamente levarão vocês a algum lugar inesperado. Foi assim que eu cai na estrada lá em 2003 e dela não quero mais sair.


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AMAZÔNIA ANDINA ESTÁ AMEAÇADA POR 150 HIDRELÉTRICAS Construção de barragens na região da Amazônia Andina pode causar danos ambientais nas cabeceiras dos rios, trazendo prejuízos para a biodiversidade que compõem as bacias hidrográficas da região. A região fornece a grande maioria dos sedimentos, nutrientes e matéria orgânica para a várzea amazônica. Muitas espécies de peixes viajam longas distâncias para locais próximos à cordilheira dos Andes, onde desovam e se reproduzem. Os a u t o re s a fi r m a r a m q u e m a i s d e 8 0 % d o s empreendimentos contribuíram para a redução da cobertura vegetal devido à construção de estradas, linhas de transmissão ou mesmo por áreas inundadas.

PAN E CBEE PAN (Planos de Ação Nacionais para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção ou do Patrimônio Espeleológico) são políticas públicas pactuadas com a sociedade, que identificam e orientam as ações prioritárias para combater as ameaças que colocam em risco populações de espécies e os ambientes naturais, com objetivo de assim protegêlos. Atualmente 33% das espécies ameaçadas de extinção têm PAN. Cada PAN possui inúmeras instituições colaboradoras e um Grupo Assessor, responsável por monitorar e acompanhar a implementação do Plano de Ação.

Plano de Ação Nacional para Conservação da Onça-parda

O Plano de Ação Nacional para a Conservação da Onça-parda tem como objetivo reduzir a vulnerabilidade da onçaparda, ampliando a proteção dos habitats adequados, o conhecimento aplicado a sua conservação e reduzindo conflitos com atividades antrópicas, especialmente nos biomas Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal e Caatinga. O PAN é composto por um objetivo geral, 7 metas e 40 ações, cuja coordenação caberá ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros - CENAP, com supervisão da

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Coordenação Geral de Manejo para Conservação. O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas faz parte do grupo assessor do PAN onça-parda (Diário Oficial da União - 30/03/2012, Seção 2, pg. 61) e está responsável pela execução de inúmeras a t i v i d a d e s d o P l a n o , e n t re e l a s a implementação do banco de dados de animais atropelados, estabelecer um protocolo de estudos para empreendimentos lineares, entre outros. O sumário executivo, onde estão descritas as ações deste PAN, pode ser obtido clicando aqui.

espécie em sua área de distribuição, reduzindo a categoria de ameaça. Os biomas em destaque são: Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. O PAN é composto por um objetivo geral, 19 metas e 52 ações, cujo coordenação cabe ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros CENAP, com supervisão da Coordenação Geral de Manejo para Conservação. Nesta reunião deverão ser discutidas novas ações e o CBEE estará propondo que o Centro também seja responsável pelos estudos relacionados a empreendimentos lineares. O sumário executivo, onde estão descritas as ações deste PAN, pode ser obtido clicando aqui.

O CBEE já participa de dois PANs, focando em desenvolvimento de políticas públicas

Plano de Ação Nacional para Conservação do Lobo- Guará Entre os dias 2 e 4 de maio o CBEE estará participando da reavaliação do Plano de Ação Nacional para Conservação do LoboGuará, estabelecido em 2009. O projeto visa reverter o declínio populacional da


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“PALAVRA PUXA PALAVRA, UMA IDÉIA TRAZ OUTRA, E ASSIM SE FAZ UM LIVRO, UM GOVERNO, OU UMA REVOLUÇÃO, ALGUNS DIZEM MESMO QUE ASSIM É QUE A NATUREZA COMPÔS AS SUAS ESPÉCIES.”  MACHADO DE ASSIS

CBEE EM SALTA - ARGENTINA O Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas estará participando do X Congreso Internacional de Manejo de Fauna Silvestre en la Amazonía y Latinoamérica, que se realizará de 14 a 18 de maio, na cidade de Salta, Argentina. A participação do Centro se dará no simpósio “IMPACTO DE LAS R U TA S S O B R E L A C O N S E R VA C I Ó N D E L A FA U N A ¿CONOCIENDO SUS EFECTOS Y PROPONIENDO MITIGACIONES?”, coordenado pelo Dr. Carlos Borghi. O principal objetivo do simpósio será apresentar os agentes causadores dos impactos, as abordagens e técnicas a serem desenvolvidas para mitigar tais problemas.

Palestrantes: Coordenador do Simpósio, Dr. Carlos E. Borghi - Ecologia de Estradas, ameaças e soluções. Coordenador do CBEE, Dr. Alex Bager – Retrospectiva e tendências da Ecologia de Estradas no Brasil. Sr. Diego Varela - Ecologia de Estradas no “Bosque Atlântico de Misiones”. Dra. Simone Freitas – Efeito de estradas em florestas tropicais: desmatamento e fragmentação. Dra. Stella M. Giannoni – Situação na Argentina: estudo do Parque Ischigualasto. MSc Giordano Ciocceti – Previsão de atropelamentos de fauna: coleta de dados e modelagem.

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Dr. Gustavo Zuleta - Passagem de fauna: necessidades e oportunidades.


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CONTRIBUIÇÕES A LINEARIDADES aceita contribuições nos seguintes segmentos: Resenhas de projetos em desenvolvimento ou finalizados (não encaminhar propostas de projetos); Resenhas de artigos científicos e monografias (graduação, mestrado, doutorado e especialização) (Encaminhar cópia em PDF junto com a resenha); Notícias nacionais e internacionais; Eventos; Oportunidades de estágios, bolsas, empregos em Ecologia de Estradas; Fontes de financiamento de projetos.

Resenhas devem ter, no máximo, 500 palavras e incluir uma fotografia que esteja associada ao material enviado. Incluir nome e contatos do responsável pela informação.

EQUIPE Coordenação Alex Bager

Responsável Lívia Villela Email: linearidades.cbee@gmail.com Tel.: 35 3829 1928 Equipe de apoio • Clara Maia • Clarissa Alves da Rosa

Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas Universidade Federal de Lavras - Departamento de Biologia Campus Universitário, s/n - Lavras - MG - 37200 000 Email: cbee@dbi.ufla.br Web: www.dbi.ufla.br/cbee (em construção) Telefone: 35 3829 1928


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