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PORTFÓLIO


Índice

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currículo_vitae

8_27 trabalhos_académicos 28_29

concurso

30_33 trabalho_extra_curricular


curriculo_vitae

“O mais importante não é a arquitetura, mas a vida, os amigos e este mundo injusto que devemos modificar” Oscar Niemeyer

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dados gerais: Malwa Teixeira Pires 11 .08. 1988 Angolana/Portuguesa malwatp@gmail.com

educação e formação: 09.2007 - 09.2011 Arquitectura| Licenciatura UTL - Faculdade de Arquitectura de Lisboa 09.2010 - 08.2011 Programa de Intercâmbio América Latina UNB - Universidade de Brasília 09. 2011 - Presente Arquitectura de Planeamento Urbano e Territorial | Mestrado UTL - Faculdade de Arquitectura de Lisboa

experiência profissional 05.2012 - 07.2012 ARKHETYPOS, Atelier de Arquitectura

concursos 10.2010 Concurso Internacional | Trienal de Arquitectura de Lisboa House in Luanda - Pátio and Pavillion

conhecimento informático Microsoft Office : Word, Excel, Power-Point Adobe: Photoshop, InDesign, Illustrator Autodesk: Autocad (2D e 3D), Archicad (2D e 3D) Vectorworks Artlantis Sketchup

outras_actividades 11. 2013 - Presente Projecto Sementes de Sonho | Co-fundadora Praia do Bispo - Luanda | INTASA

interesses Arquitectura Culinária Literatura Dança Escultura Teatro Música Fotografia Viagens Europa (Londres, Amsterdão, Roterdão,Roma, Milão, Barcelona, Madrid) América do Sul (Brasil - Recife, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitibá, Foz do Iguaçu, Florianopolis - Argentina, Paraguai) África (Namíbia e África do Sul)

conferências e workshops 04. 2010 | UTL - Faculdade de Arquitectura de Lisboa - Lisboa Conferência “Uma Utopia Sustentável: Arquitectura e Urbanismo no Espaço Lusófono, que futuro?” 09.2010 | Universidade Makensie - São Paulo Workshop - Viver a Metropóle 03. 2013 | Arq.º Paulo Moreira - Luanda Workshop - Mapeamento colectivo da Chicala

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planta_estacionamento

planta_piso_térreo

planta_piso_1

habitação_unifamiliar ARRAIOLOS | ALENTEJO A visão das duas ruas (Rua de Olivença e Travessa Carneiro) que limitam o lote e a diferença de cotas entre ambas foi o fio condutor do projecto; este factor resultou em dois corpos que delimitam uma rua que dará acesso ao espaço público, localizado na Travessa Carneiro, e também com o conceito de “variação de cotas” presente. Estes corpos resultado de uma “brincadeira de cotas” , tanto no plano horizonal como no vertival, têm em comum o estacionamento, com acesso pela Travessa Carneiro.

planta_implantação

O edifício localizado à nascente é uma habitação T2 de dois pisos: a sala, a cozinha e uma varanda no piso 0 e os quartos e instalação sanitária no piso 1. O edifício à poente, também com dois pisos, temos duas habitações T2; em ambos a cozinha e a sala estão no piso 0 e a no piso 1 temos os quartos, instalação sanitária e o escritório (no caso da habitação orientada a Norte). A ligação dos edifícios às garagens é feito no seu interior através de escadas. Com a variação de cotas surgem asgos na cobertura que permitem a entrada de luz no espaço. O espaço público surge de uma continuidade das linhas dos edifícios e da rua que eles delimitam, e seguindo o conceito, é um espaço desenhado de modo a existir uma zona de passagem e uma zona de lazer/estar. O facto de existir uma rua estreita que possibilita a ligação da Rua de Olivença com a Travessa Carneiro é uma das caracteristica da vila de Arraiolos que o projecto absorveu, visto ser uma vila com declives acentuados e onde existem varias ruas estreitas onde o acesso entre elas é feito através de escadarias.

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eco_box O modelo da EcoBox tem como finalidade a promoção da ecologia e sensibilização, a venda de produtos reciclados e a divulgação de energias renováveis. Esta promoção é feita através de painéis inerentes à própria estrutura e através de suporte digital e projecções. O objecto está pensado para qualquer espaço, seja ele, na cidade, no campo, no jardim ou noutro local. A sua disposição no espaço pode ser feita de várias maneiras dependendo do local. A sua forma é de fácil circulação e está integrada na paisagem, uma vez que na sua estrutura principal é possível através de paineis amovíveis de acordo com a temática, como já tinha sido sugerido. Baseia-se numa forma orgânica e a própria construção é feita de material reciclável . A sua estrutura em alumínio é revestidas a vidro, de dentro dessa mesma estrutura é adicionado uma forma sólida com a mesma volumetria do objecto exterior. O revestimento formado por uma carapaça de vidro é unido através de aranhas que agarram não só as placas de vidro como também estão aparafusados a estrutura de aco que suporta a carapaça de vidro. Com um conjunto de capacidade (mobilidade, versatilidade, sustentabilidade), este projecto é adaptavél a diferentes cenários e a diferentes tipos de uso.

MIOLO

+ ESTRUTURA

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planta_piso_térreo

planta_piso_1

construir_em_bambu Actualmente a sustentabilidade associa técnicas e filosofias dos nossos antepassados com os conhecimentos adequiridos hoje; a utilização de materiais tradicionais, de génese regional e as técnicas ancestrais adaptadas e melhoradas com o conhecimento científico e técnico actual podem mudar o modo de vida da sociedade. Através desta “filosofia”, o bambu é requisitado como material natural principal para o projecto devido as suas características: abundante, resistente e de fácil aplicação. Sendo uma planta de rápido crescimento e com caracteristicas únicas em termos estruturais, com uma longa tradição na construção de edifícios em algumas regiões do planeta (China, Japão). Utilizando técnicas ancestrais associadas a materias recentes (gesso cartonado e placas de aglomerado de madeira) é possível construir uma habitação com as exigiências da sociedade. Partindo da exigência de ser uma habitação com capacidade para ser auto construída, o uso de matérias leves e de fácil aplicação foi a solução para esta demanda. Com o uso do bambu para matéria principal, exclui-se a necessidade de transformação do material, sendo este utilizado na sua forma original como pilar e figa estrutural.

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Todo o esqueleto estruturado é desenhado com o bambu da especíe Phylostachis Bambusoides, que cresce até aos doze/treze metros de altura e necessita apenas de três anos para estar pronto para a utilização em construção. Após o esqueleto, com outra especie de bambu - Phyllostachys Flexuosa, com uma espessura que pode atingir os dois cm e com uma altura de três m - é feito o revestimento exterior. Existe uma estrutura interna de suporte, uma parede em bambu que permite a circulação do ar que é importante para a longevidade da construção e ainda uma parede interior em gesso cartonado - caixa de ar. O pavimento interno da casa está revestido com palacas de aglomerado de madeira (OSB3) que são muito resistentes e de fácil aplicação.

detalhes_construtivos_fundações_e_pilares

As janelas e as portas são fixadas dentro da caixa de ar criada pelo espaçamento entre a parede interior e exterior; as estruturas que suportam as janelas do primeiro piso equilibram o peso que estas exercem sub a estrutura principal. A cobertura é feita através de paíneis de chapa zincada sanduíche que possuem ua camada de isolamento térmico no interior. embora este material seja importado e de fábrico industrial é um material com baixo custo e de fácil aplicação na construção. corte_longitudinal

detalhes_construtivos_sistemas_de_encaixe

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plano_urbano_vale_de_santo_antónio PENHA DE FRANÇA | LISBOA

Desde a Baixa Pombalina até a Penha de França, verica-se uma grande diferença no tecido e mesmo na esssência desses espaços, tendo em conta que a região mais para este da cidade desenvolveu-se segundo os limites das antigas quintas que existiam e que foram desaparecendo, deixando mesmo assim os seus limites.

Lisboa é uma cidade rica em elementos topográficos (cidade das 7 colinas) e hidrográficos, que acabam por influenciar a construção do edificado e dos espaços envolventes. Não obstante, as suas atracções também são caracterizadas pela sua história, como uma cidade já invadida por vários povos (romanos e mouros) que deixaram marcas da sua passagem.

Esta região da cidade, um pouco esquecida, devido a proximidade com outros pontos de interesse mais conhecidos (Rosssio, Bairro Alto, Chiado, alfama), mas apesar disso existem outras capacidades que podem ser exploradas em regiiões onde o envelhecimento da população é cada vez mais evidente e que existe escacez de serviços e equipamentos para a população.

O Castelo de São Jorge, rodeado pela cerca Moura e posteriormente pela Muralha Fernandina, acaba por ser um dos impulsionadores da expansão na cidade, pelo que se concentravam dentro da muralha os elementos marcantes de referência na altura, tais como a Catedral da Sé, o Convento Nossa Senhora da Graça, o Mosteiro de São Vicente de Fora e entre outros. Os acessos para Lisboa estão directamente relacionados com as portas que davam acesso a “cidade antiga”, limitada pela muralha fernandina; estes acessos, até o dia de hoje prevalecem no traçado da cidade. Após o terramoto de 1755, um traçado mais ortogonal, invade a cidade e novas avenidas, espaços abertos/verdes ganham destaque na nova malha e novas vias determinam novos limites da cidade.

1750

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3R planta_de_localização

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equalificar ejuvenescer egenerar

plano_urbano

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O vale de Santo António, na freguesia Penha de França, foi esquecido no tempo, talvez devido as suas caracteristicas e a sua localização, visto que se envontra afastado da área “interessante” da cidade. O vale oferece uma paisagem verde diversificada e rica, que não é aproveitada nem explorada e está região adjacente ao vale tem uma excassez e degradação de equipamentos (escola primária, creche, centro de saúde, ect). Tendo como base o PU do Vale de Santo António, o projecto surge partindo do principio da implanração de dois equipamentos - o centro de saúde e um jardim de infância/creche/centro de dia - e a partir daí criar uma estrutura de espaços que se comuniquem entre si. Através de um percurso que surge do centro de saúde e que termina no outro equipamento e que ainda vai criando diversos espaços de lazer (miradouros, praças, parques) e que ainda se encontra com habitações que nascem do monte que existe no terreno. As caracteristicas naturais do local foram preservadas ao máximo, de modo a preservar a essência do vale, portanto o projecto abraça as necessidades do local mas também as sua essência, de maneira a dar mais “valor” a esta região esquecida de Lisboa.

planta_piso_térreo

planta_implantação

planta_estacionamento

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planta_estacionamento

alçado_nascente

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planta_piso_tĂŠrreo

planta_piso_1

alçado_poente

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densificação_Vs_retração OLIVAIS | LISBOA

planta_piso_térreo

adaptar

correlacionar

requalificar

planta_de_coberturas

corte_longitudinal

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planta_piso_-1

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planta_piso_0

planta_piso_2

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a_house_in_luanda: patio_and_pavillion LUANDA | ANGOLA

+ SUSTENTABILIDADE + VERSATILIDADE projecto O projeto consiste na criação de um espaço onde habita uma única família, num lote com 25x10 m, com capacidade de albergar 7-9 indivíduos em um contexto de desenvolvimento acelerado da cidade de Luanda. A casa terá a capacidade para ser autoconstruída e o seu custo não ultrapassa 25.000 euros . Este lote com três volumes , estruturado por meio de uma “gaiola “ de perfis de 2,5 milímetros em aço galvanizado e revestido com painéis VIROC, com um percurso que os separa e cria um conjunto de espaços ao longo do mesmo. Estes espaços versáteis (jardim, quintal para animais, horta) estão adjacentes ao percurso que conecta os vários espaços e As moradias são paralelepípedos (8x4 m) com uma altura de 4 m, elevados a partir do solo e tem um rasgo ao longo da cobertura que proporciona a circulação do ar (sucção do ar quente que se ergue e se instala na parte superior da caixa). A cobertura inclinada permite a reutilização da água da chuva para uso doméstico (pomar, jardim, casa). planta_térreo

A organização do espaço interno dos volumes : a sala de estar e cozinha no mesmo volume e os dois volumes restantes são dois quartos duplos e dois quartos de crianças e cada volume tem associada uma instalação sanitária. Todos estão visivelmente ligados, pois é possível criar uma visão de todos os volumes através das portas de correr (paíneis em VIROC), que dão acesso aos mesmos. Os paíneis de VIROC (placas de cimento e resto de madeira prensado ) podem ser produzidos no local e têm uma fácil aplicação (parafusos) na estrutura leve de aço (ligth steel framing). O projecto foca as vivências e necessidades do povo angolano, juntamente com preocupações de sustentabilidade e versatilidade.

sistema de ventilação

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corte

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casa_sangueve LUANDA | ANGOLA

planta_cobertura

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“Há um gosto de victória e encanto na condição de ser simples. Não é preciso muito para ser muito” Lina Bo Bardi


Arq | Urb Malwa Pires