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RESENDE E ITATIAIA - JUNHO DE 2012 Nº 194 . ANO 17 - JORNAL MENSAL DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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relâmpagos, vasos sanguíneos, micro-bacias e galhos de árvore

Christian Meyn

Resende + 20 Jovens empresários, suas preocupações e seus projetos com respeito à questão ambiental da região


2 - O Ponte Velha - Junho de 2012 Cabo Euclides e Professor Silva

POLITICÁLYA 1) POLÍTICOS INFLUENTES DE RESENDE, JÁ TESTADOS NAS URNAS: DENÍLSON DE PAULA SILVA- Funcionário da Michelin. Candidato a vereador, em duas oportunidades, obteve 484 votos, pelo PT do B, em 2004, e 852 votos, em 2008, pelo PRB. Foi candidato a Deputado Federal, pelo PC do B, em 2010, alcançando 1.520 votos. FABIO SAMPAIO DE PAIVA - Competente e requisitado arquiteto, Fábio foi candidato a Vereador, em 1992, pelo PSB e alcançou 245 votos. Foi Secretário de Obras no primeiro governo do Eduardo Mehoas. É um excelente quadro. LEONIR CARDOSO (LEO MONTENEGRO) - Excelente radialista, o Léo se elegeu Vereador em 15/11/82, pelo PMDB, com 768 votos. Depois, em 1988, não conseguiu se reeleger, alcançando 133 votos, pelo PTB. Sua saída da política foi ruim, pois era um reconhecido defensor das classes menos favorecidas. Atualmente, Léo recupera-se de um AVC, em Itatiaia. Torcemos pela sua recuperação. PAULINO BARBOSA DE OLIVEIRA - Candidato a vereador, obteve: 182 votos, em 1996, e 236 votos, em 2004, pelo PSC. Com grande liderança na comunidade sertaneja, o advogado e corretor Paulino é forte no PTB, partido pelo qual pretende se candidatar a Vereador, nas próximas eleições. SULIM FRENK - Funcionário aposentado da Petrobras, Sulim veio para Resende em 1992. Presidiu, por uma década, a Associação dos Aposentados de Resende,

à frente da qual realizou grande trabalho. Candidato a Vereador, pelo PMDB, em 1996, obteve 351 votos. Sulim é, também, um entusiasta do jogo de bocha e vem lutando, sem sucesso, para a Prefeitura fazer uma quadra com, pelo menos, duas canchas de bocha em Resende. Esse esporte tem capacidade de atrair turistas-jogadores de elevado padrão, dando retorno certo ao investimento. VICENTE SAMPAIO DE ANDRADE – Candidato a vereador, obteve: 150 votos pelo PTB

Sabe qual vai ser a primeira medida do Noel se ele ganhar?

em 1996; 126 votos pelo PTB, em 2000 e 238 votos, pelo PDT, em 2008. Candidato a Deputado Estadual, pelo PSDC, em 2006, obteve 579 votos. Exemplo de perseverança, Vicente passou a dedicar-se à política, com o objetivo de melhorar o seu desempenho. Integrante da Secretaria Municipal de Agricultura, até abril p.p., teve chance de demonstrar sua capacidade e ampliou seu conhecimento e sua base eleitoral. Um dos próceres do PDT resendense, é Vice Presidente do partido e pré-candidato a Vereador, presença constante na lista dos analistas políticos locais como forte candidato.

2) NOTÍCIAS ATUAIS COM REFLEXOS NAS ELEIÇÕES DE 2012: O TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL E A PROPAGANDA ANTECIPADA - Para nossa satisfação, o Tribunal Regional Eleitoral está punindo os espertinhos que fazem campanha antecipada, estampando propaganda em carros ou muros. Segundo o site do Tribunal, as denúncias podem ser feitas aos números (21) 3513-8144 e 3513-8249, que aceitam inclusive

Vai botar os postes todos no prumo...

ligações a cobrar feitas por celular. As irregularidades podem ser informadas, também, no telefone (21) 3513-8204 ou pelo e-mail “denunciapropaganda@tre-rj. jus.br”. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, entre 11h e 19h. O informante não precisa se identificar. DESTA VEZ, JULIANELLI NÃO SERÁ CANDIDATO A PREFEITO, NEM A VICE-PREFEITO - o PSB resendense preferiu permanecer com o Rechuan. Caso o Noel de Oliveira continue não podendo ser o candidato a Vice-Prefeito, a indicada do partido será a Soraya.

CÉLIO LAUREANO SANTIAGO PODERÁ VOLTAR PARA A CÂMARA- Colega de patente do Cabo Euclides, o famoso Laureano, poderá ser empossado como Vereador, na vaga deixada pela cassação do mandato do Tivo. Para prestigiar o antigo frequentador de nossa coluna, resgatamos nosso registro de fev/11: “Candidato a Vereador, em 1992, pelo PSB, Cabo Laureano obteve apenas 211 votos. Vereador eleito em 1996, com 961 votos, pelo PSB. Candidato a Prefeito em 2000, pelo PT do B, ficou em 3º lugar, com 6.403 votos. Em 2004, foi, de novo, candidato a Prefeito, pelo PT do B, obtendo 3.055 votos, ficando em quarto lugar. O vencedor em 2004 foi Silvio de Carvalho, com 27.514 votos. Em 2008, Laureano foi, de novo, candidato a vereador, pelo PT do B, obtendo 426 votos, insuficientes para se eleger. Com poucos recursos materiais, conseguiu balançar as estruturas tradicionais da política resendense. Seu partido elegeu o Vereador Tivo, em 2008, na coligação com o PV”. CIAL DESVENDA O SEGREDO DO VICE DO RECHUAN - perguntado sobre quem será o vice do sobrinho, Cial informou que o vice será ... o Vasco! NEM A PRESTIGIADA OUVIDORIA CONSEGUIU LIMPAR A BEIRA RIO - A Beira Rio (Avenidas Rita Maria Ferreira da Rocha e Kennedy) continua um lixo só. O que poderia ser um cartão postal da cidade, é um depósito de entulhos, que nem mesmo o Leão, Jocimar e equipe conseguiram vencer. Ô Prefeito, dá mais uma força prá nossa competente Ouvidoria. O serviço dessa turma dá retorno, heim?

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QUEM TEM MEDO DE ASSOMBRAÇÃO NÃO ANDA DE NOITE - Totonho Paiva (Carvalho Pinto, de batismo), deixou sua Secretaria na Prefeitura, habilitando-se a ser candidato a Vice-Prefeito, caso o Oliveira não possa mesmo se recandidatar. Uma das recentes e gratas revelações da política resendense, o carismático Presidente do PDT local está à disposição para o que der e vier. Além de advogado, é Veterinário consagrado e tem sua loja de produtos agrícolas e veterinários. Como já registramos, Totonho não depende de política para viver. Apenas se dispõe a servir. A PASSAGEM QUE LIGA NADA A LUGAR NENHUM com as mudanças no trânsito da cidade, a passagem sob a cabeceira da Ponte Miguel Couto, do lado de Campos Elíseos, virou um esconderijo de bandidos. Não precisa ser nenhum gênio para perceber que isto foi uma tremenda mancada.

Concurso da Firjan concedeu medalhas para as melhores cachaças do Estado, em três categorias: branca, armazenada e envelhecida. A Reserva do Nosco ganhou medalha de ouro na categoria branca e medalha de prata na categoria envelhecida. Marcelo Nordskog é o produtor da cachaça duplamente premiada, que é fabricada em Engenheiro Passos, na Fazenda Valparaiso.

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Lentidões

1- O ambientalista Luis Felipe César nos relembra (pág 4) que a lagoa da Turfeira motivou o embargo de uma obra em 2007 e foi objeto de um projeto de preservação em 2008. Quatro anos, então, não foram suficientes para que uma unidade de preservação fosse estabelecida. Essa lentidão no emaranhado da tecnocracia é uma das grandes parceiras da rapidez da depredação. São muitos órgãos - CODIN, INEA, AMAR, COMAR, IBAMA, SERLA; são muitos funcionários públicos batendo as cabeças. Gente eficiente como Cachoeira e Fernando Cavendish adora essas coisas. 2- Ainda no tema do emaranhado e da demora, há uma tal comissão de juristas notáveis que está estudando a descriminalização da maconha mas não cogita da legalização. Eu realmente não entendo... Em primeiro lugar, como se permite o uso de uma coisa cujo comércio é ilegal. Se pode usar, pode vender. Em segundo, se o tráfico é violento, o é justamente pela proibição, que fomenta a luta de quadrilhas por espaço no mercado, como foi com os gangsters na lei seca. O usuário então só vai poder fumar o que plantar, e se plantar mais do que certa quantidade pode ser enquadrado em tráfico. E quem vai fiscalizar as plantações caseiras desse Brasil todo? Meu Deus! As coisas estão sempre muito claras, as medidas é que não são nunca razoáveis. 3- Em certa passagem da nossa entrevista desta edição, o Joel Pereira diz que a questão ambiental precisa mais de educação do que de lei. Eu concordo. E acho que mais do que “Educação”, como nos é normalmente fornecida, precisamos é evoluir a mentalidade, ter mais sensibilidade, incorporar mais a alma feminina à forma de ver e lidar com o mundo. Mais poesia, mais deslumbramento com a jóia redonda sobre a qual habitamos, para que a lentidão possa então ser vigorosa. E saúdo a poetisa Ana Cristina César, irmã do Luis Felipe, que estaria fazendo 60 anos e que certa vez escreveu um verso assim: “as mulheres e as crianças são as primeiras a não querer afundar navios”.

Marcos Cotrim

Gustavo Praça

Junho de 2012 - O Ponte Velha - 3

Filadelfo para prefeito!

Estradas-parque devem se impor como um modo intermediário de resolver problemas de mobilidade. Parecem menos “insustentáveis” que outras. Simbolizam também a história, essa estrada comum, que atravessa a realidade precária com a lanterna dos grandes ideais na mão. Se Paulo VI estava certo na Populorum Progressio (1967), afirmando que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, temos que nos virar com o fato de que o ótimo é inimigo do bom. O Pantanal é atravessado por uma estrada-parque; São Paulo tem a sua em Itu, o Paraná quer uma, e a Bahia ganhou a “estrada da cidadania”, graças à Odebrecht. A nossa liga o vale do Paraíba ao do Rio Preto, e poderia ser primícia de outras. Quem sabe, a BR-354, a belíssima Rio-Caxambú, de tantas histórias. Seu atual guardião é o Filadelfo, dono do restaurante do Km 13. Em frente, a melhor vista das Prateleiras e do Itatiaia-Açu. A faixa de domínio poderia ser um mirante, mas como é ilegal, virou estacionamento de caminhão. Nobre uso. O trânsito na 354 é inseguro, com caminhões enormes descendo madeira e carvão noite e dia para a indústria do Vale, que seria a parceira natural de uma estrada-parque. Poderia melhorar a pista de feitio antigo, em cujas curvas quase colidimos com aqueles monstrengos apressados. Minha esperança está no Filadelfo, que sabe a história do futebol em Itamonte e faz um ótimo bolinho de mandioca. O que lhe dá visão regional das coisas e rara perspectiva tradicional. Sua crítica à expansão do Parque Nacional parece ter alguma razão. O que assim se torna “de todos” acaba sendo de ninguém. Um ninguém oculto, mas que é senhor das águas e do subsolo. “Verde” será pretexto? Tática de dominação politicamente correta? O Grande-Irmão, que invade por satélite nossa presumida desonestidade ambiental, vai justificar as expropriações? Vão-se transferir os créditos de carbono a que o proprietário poderá ter direito para os amigos do alheio, que ainda aparecerão como heróis conservacionistas? Mente ecológica, conhecedor da região e das comunidades da Mantiqueira, pergunta por que a expansão do Parque desvia-se na Casa Alpina. Só por que o Eike Batista detém os direitos de exploração da bauxita da serra do Passa-Quatro? Pensei na África retalhada pela razão de Estado, geometricamente insignificante... Pura ética igualitária! Filadelfo, como milhares de “brasileirinhos”, trabalhou com os pais desde cedo. Pensa que a “proteção” das crianças pelo Estado é conversa para tirá-las do ambiente da família, onde se aprende a viver, que as aliena no

curral da cidadania escolarizada. Há coisas que só se resolvem em família. Caso de polícia devia ser exceção, e não regra. Mas utopias éticas nunca presumem a boa-fé. Para elas, o agricultor é um devastador, o patrão é um ladrão, o pátrio-poder é escravizador... Constrói-se a opinião de que todos eles são criminosos até provarem o contrário. Submetendo-se ao Partido. Pura inclusão filantrópica! Haja inclusão! Se morrem 50.000 brasileiros no trânsito por ano... Desde 2010, 87% da nossa população (des)vivem nas cidades. Para Filadelfo, o expulso da terra vai roubar ou se sub-empregar. Em três gerações (desde 1960), a escolarização e a regulamentação da vida não conseguiram ajustar a velha cidade ao novo campo, as antigas virtudes à recente cidadania fake. Entre 1995 e 2005, nosso crescimento demográfico foi de 20% e o número de presos aumentou 143%, com as prisões superando os 150% da capacidade de ocupação. Puro respeito aos direitos humanos! Penedo fala em se emancipar. Quando 83% dos municípios dependem dos cobres barganhados pelos soviets do Partido...?! Confundir representação política com autonomia administrativa é mau aviso. Devíamos pensar é na regionalização do conceito de município. Uma indústria em Resende tem impactos ambientais, sociais e infra-estruturais, de Quatis até Engenheiro Passos, São Paulo e sul de Minas. Mas filho feio nunca tem pai. Quem responde pelo “custo”? Pensar sobre a identidade regional da cidade ajudaria a responder, esclarecendo as prioridades. Antes que a cidade vire negócio, uma perspectiva regional do desenvolvimento seria preventiva, reconectando a política ao direito histórico. Imporia algum bom-senso às ações de governo, diminuindo a distância entre o país real e o formal. Quando o município se torna um artifício perverso, é bom ver a região como o sujeito ético das políticas públicas. Argumento com os promissores acertos do Comitê da Bacia do Rio Paraíba, do Hospital Regional, do Consórcio Cercanias. Uma estrada-parque que ligue Porto Real a Engenheiro Passos encurtaria circuitos de abastecimento, fomentaria a vocação rural, diminuiria a poluição e o peso do tráfego. Mas é preciso que a participação das comunidades vá além de manipuláveis audiências públicas. Em uma região com unidades de conservação ambiental, e um potencial de turismo a se articular com a economia verde, estranho que não haja uma “Agenda da Região” ligada à Rio+20. Um fórum para pensar a cidade. Com a presença do Filadelfo, lógico.


4 - O Ponte Velha - Junho de 2012 Luis Felipe Cesar A manifestação realizada por cerca de 100 pessoas de vários setores da sociedade de Resende dia 26 de maio, no local onde se iniciam as obras na fábrica da Nissan, foi reveladora. O evento demonstrou o que seria óbvio, não fossem algumas tentativas de distorcer a realidade: A Lagoa da Turfeira, o Brejão da Kodak, o Banhado do Polo Industrial e a Lagoa Sem Nome são, na verdade, a mesma coisa. Todas são uma indivisível área úmida, brejosa, parcialmente alagada e protegida por lei. Esta área constitui um rico e raro ecossistema onde ocorrem 157 espécies de aves, inclusive endêmicas, ameaçadas e migratórias, além de outros animais não menos importantes, entre eles lontras e jacarés. A lagoa principal, as lagoas menores, os brejos, os pássaros, os animais e os seres humanos são interdependentes, mas os seres humanos nem sempre (ou nem todos) reconhecem essa relação. Esquecidos que somos... Entre os manifestantes predomina o sentimento de apoio ao empreendimento da Nissan e a certeza de que somente estudos adequados podem dar, ao Município e à Sociedade, a segurança necessária para compatibilizar a proteção do ecossistema e a instalação da montadora. Esta posição foi expressa em reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Resende – Comar, realizada no dia 17 de maio na UERJ, quando se deliberou pelo embargo da obra, a

Turfeira – a solução pode vir do Oriente realização de Estudo de Impacto Ambiental e o prosseguimento dos estudos para a criação de Unidade de Conservação na área, que venha a proteger o complexo de área úmida e alagada existente. Voltando no tempo, constata-se que o Banhado já esteve sob ameaça outras vezes. Em 2007, a reabertura sem licença ambiental

Apesar

lhou junto com a Serla (órgão estadual de recursos hídricos, atualmente integrante do Inea), que elaborou laudo técnico ambiental, estabelecendo valor de multa e medidas de recuperação por parte da empreiteira responsável, com o devido encaminhamento ao Ministério Público.

das evidências, existem tentativas de

desqualificar o movimento pela preservação do

Banhado

e reduzir a importância ecológica

daquele ambiente.

Alguns

agem como se

estivéssemos diante da última porção de terra disponível para uma fábrica de automóveis, quando, na verdade, tudo indica haver espaço para a fábrica e para o

Banhado

do canal de drenagem que liga a lagoa ao rio Paraíba resultou em autuação do infrator e embargo da obra pela Agência de Meio Ambiente de Resende – Amar. A Agência traba-

protegido.

A ocorrência evidenciou o potencial de pressão sobre a área e a comprovada relevância ecológica do complexo úmido, resultando, em 2008, no início do processo administrativo para criação de Unidade de Conservação na área, a partir de deliberação do Comar. Em 2010 a Amar retoma os estudos e propõe a criação de uma reserva particular – RPPN, que não chegou a ser efetivada. Mas em visitas ao local, realizadas dias 22 e 26 de maio de 2012, foi possível constatar que as obras de terraplenagem da Nissan prosseguem, com nítida ocorrência de aterramento de brejos e lagoas menores, e com a terraplenagem chegando bastan-

te próxima da lagoa principal. Os biólogos Luciano Lima e Bruno Rennó, estudiosos daquele ambiente, além de outros presentes, afirmam que o nível do espelho d’água se encontra bem abaixo do normal, o que pode indicar que a lagoa já esta sofrendo os efeitos da intervenção na área. Apesar das evidências, existem tentativas de desqualificar o movimento pela preservação do Banhado e reduzir a importância ecológica daquele ambiente. Alguns agem como se estivéssemos diante da última porção de terra disponível para uma fábrica de automóveis, quando, na verdade, tudo indica haver espaço para a fábrica e para o Banhado protegido. Um estudo preliminar disponível nas redes sociais já permite a visualização dessa possibilidade moderna, viável e de grande simbolismo para todos que almejamos o desenvolvimento sustentável (http://bit.ly/ KjmVk4). Todos os fatos convergem para uma solução viável. A natureza, muitas vezes silenciosa, desta vez grita pela voz dos que se manifestam a favor do Banhado. Resta apenas um gesto, ao mesmo tempo ousado e

humilde, mas que pode indicar para um futuro muito melhor: Estudar a área, ouvir os especialistas, aprimorar e redesenhar o uso do espaço. Na boa tradição oriental, parar, meditar e fazer o que é certo é garantir longevidade, sucesso e felicidade – para todos que somos interdependentes.

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Junho de 2012 - O Ponte Velha - 5

Lobo em Pele de Cordeiro Pesquisa CNI/IBOPE (Confederação Nacional das Indústrias), divulgada em maio passado, mostra que 94% da população brasileira considera o meio ambiente como o tema que mais a preocupa. Em 2010, esta mesma pesquisa apontava um percentual de 80% da população preocupada com este tema. Se não ainda pela prática cotidiana, mas pelo menos na percepção da importância do tema, meio ambiente deixou de ser coisa de “ambientalistas”. O Rechuan, prefeito de Resende, não sabia disso. Se soubesse, ele não teria chamado de “ambientalistazinhos”, em um dos seus programas de rádio, pago com o dinheiro dos nossos impostos, as pessoas que estão preocupadas e reagindo contra os vários crimes ambientais cometidos pelo seu governo. Rechuan continua mal informado e mal assessorado, além de arrogante e desrespeitoso com os cidadãos resendenses que se preocupam com o que acontece de ruim com o meio ambiente em nosso município. Não são “crimezinhos” os atos de degradação ambiental praticado pelo governo Rechuan: lançamento clandestino de toneladas de material tóxico (chorume) no Rio Paríba, aterramento ilegal do sistema lagunar para a construção da fábrica de automóveis da NISSAN, licenciamento ilegal para a extração de mineral utilizado no aterramento desta lagoa (só o estado poderia dar essa licença ambiental), obras no Rio Sesmaria sem estudos, projetos e relatórios de impacto ambiental apresentados previamente em audiência pública (quem garante que aquilo que está sendo feito é o correto, a preço justo?), licenciamento ambiental

de condomínio de grande porte, também sem estudos, relatórios e audiências públicas, intervenção no Rio Paraíba também sem licenciamento ambiental do estado, corte de árvores na zona urbana sem critérios publicamente estabelecidos, além de outros, que não caberiam neste espaço. O Rechuan poderia aproveitar suas andanças pelas igrejas evan-

Eliel de A

oz

criações de Deus não respeita mais nada. De que adianta se aproximar das igrejas e não respeitar as obras de Deus? Deus não está nas igrejas (mas os votos estão) Deus está na natureza, nos nossos corações, nas nossas mentes e nos nossos atos. Esses oportunistas se movem pautados pelas pesquisas. Se os votos estão na maçonaria, é lá que eles estão. Se os votos estão

De que adianta se aproximar das igrejas e não respeitar as obras de Deus? Deus não está nas igrejas (mas os votos estão), Deus está na natureza gélicas, “coincidentemente” às vésperas da eleição, para dar uma lida em Salmo 96,12, que também é o nome da recente operação da Polícia Federal, em Roraima, de caça a criminosos ambientais. Pelo andar da carruagem, não falta muito para essa operação chegar em Resende. Misturar política com religião é tão danoso como destruir a natureza. Oportunistas e aproveitadores habitam as escadarias e os porões das igrejas desde os vendilhões do templo, expulsos a chicotadas por Jesus. Essa tática de se aproximar das igrejas às vésperas de eleição não é novidade aqui em Resende. Um dos mentores do Rechuan fez isso com relação a uma igreja evangélica da nossa cidade. “Converteu-se” e abandonou a igreja pouco depois da eleição. O Rio Paraíba é obra de Deus; a Lagoa da Turfeira é obra de Deus; os passáros que habitavam a Lagoa da Turfeira são obras de Deus; os peixes mortos pelo chorume também são obras de Deus. Quem não respeita as

Notas

ssis Queir

na igreja católica, na batista, na metodista, no espiritismo, no candomblé, la estarão esses caçadores de voto. Meio ambiente, para esses oportunistas, não significa nada. Além de oportunistas, mentem. E como mentem. Nesses mesmo programa de rádio, o do “ambientalistazinhos”, Rechuan disse que isso era coisa da oposição, que não queria a instalação da NISSAN em Resende. Mentira! Em momento algum, o MOVIMENTO POPULAR SOS LAGOA DA TURFEIRA disse que era contra a instalação dessa empresa. Muito pelo contrário. Nosso lema é: “NISSAN SIM, LAGOA DA TURFEIRA TAMBÉM”. Queremos as duas. Já passou o tempo em que meio ambiente e desenvolvimento econômico eram excludentes. Não é mais assim. Mas o Rechuan não sabe. Se soubesse, ele já teria apurado e divulgado todas essas denúncias que se abatem sobre o seu governo. Não perdoai-os, Senhor, apesar da sua infinita bondade, porque eles sabem muito bem o que fazem.

// No dia 1º de julho o grande programa da região é a festa junina da Oficina Escola Arcanjo Gabryel, com fogueira e a participação luxuosa da Orquestra Voadora. Não só pela animação que sempre reina lá, mas ainda porque a instituição, que cuida de jovens especiais de Resende e Itatiaia, merece todo o apoio. A festa começa às 14 horas, e a Arcanjo fica na rua Peruggino, no Jardim Martinelli, Penedo. // Ainda no tema programa bom: uma ida à noite na pizzaria Empório do Alto, em Engenheiro Passos, em frente ao Hotel Fazenda Três Pinheiros, no começo da estrada para Caxambu. O local é lindo, em cima de um morrinho, com o forno a lenha esquentado o corpo e o espírito, alegrando os olhos. As massas são feitas pelo próprio dono, o Neto, que também fez portas, janelas e toda a marcenaria do estabelecimento. Junto com a Kíria, ele nos recebe como em sua casa. Funciona de quinta a domingo, a partir das 20 horas. // Otávia Sommavilla, filha do nosso querido poeta, lançou, no último dia 31 de maio, em parceria com Morena Leite, o livro de receitas “Bem Bolado”. A noite de autógrafos foi no restaurante Capim Santo, no bairro Jardins, em São Paulo. A obra é da editora Boccato e pode ser adquirida pela internet. // Nossa amiga Carla Biolchini, atriz e produtora cultural, comemorou os 40 anos com uma animada festa cigana no seu sítio, em Penedo. Deliciosos pães feitos pelo irmão Marquinhos e por dona Shirley, quitutes levados pelos amigos, e muita animação depois da meia noite, quando os músicos das casas noturnas se dirigiram para lá. Viva Carla!

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6 - O Ponte Velha - Junho de 2012

Uma Micro “Resende + 20” Projeto “Selo Verde”, do CDL, gera conversa sobre preservação Em agosto o CDL de Resende vai divulgar a lista das empresas do comércio mais atuantes na preservação ambiental, que receberão o “Selo Verde”- projeto que visa desenvolver a consciência sobre a importância da reciclagem. A avaliação foi feita pelo setor jovem do CDL em parceria com a empresa Grandiflora, de consultoria ambiental, dirigida por duas jovens irmãs. Nesta edição conversamos com eles: a agrônoma Ana Alice Gastão Seixas - da Grandiflora; Leonardo Aguiar - diretor de sustentabilidade do CDL e dono da Ecoleta, que recicla óleo de cozinha; e Vitctor Sauerbronn, presidente do CDL Jovem e diretor da farmácia Sauer, de manipulação. Entre muitos temas referentes ao meio ambiente eles destacaram a indignação do comércio de Campos Elíseos coração da cidade - com o fato de não haver coleta regular de lixo reciclável e tampouco recolhimento e tratamento de esgoto sanitário, que vai todo direto para o Paraíba. A gestora ambiental Cristiane Gastão Montemor Martins, irmã e sócia de Ana Alice na Grandiflora, acabou não participando da conversa porque teve de gerir as intensas solicitações da filha Gabriela, que falou bastante durante a conversa, certamente apoiando a preocupação com o futuro. Foi nossa micro Resende + 20... GUSTAVO: Como nasceu o projeto do Selo Verde e qual o objetivo dele? LEONARDO: Esse projeto já era uma idéia do CDL na gestão passada, e a dificuldade era alguém para tocar. Não existia uma diretoria de sustentabilidade. E quando eu estive lá apresentando o projeto Viva Óleo, da Ecoleta, para a diretoria do CDL, eles gostaram e viram ali a possibilidade de ter alguém para tocar o Selo Verde do comércio. A idéia é certificar a atitude ambiental do comércio. Precisávamos de um embasamento técnico e por isso fizemos a parceria com a Grandiflora. GUSTAVO: Todo o comércio é visitado? LEONARDO: Não, só as empresas que se inscrevem. Nesse primeiro ano foram só 22, mas nós achamos que no ano que vem esse número vai aumentar. Essas empresas recebem várias visitas e depois é feita uma avaliação que gera uma pontuação, e conforme essa pontuação elas recebem ou não o Selo Verde. JOEL: O benefício para a empresa é mais institucional. VICTOR: A princípio o ganho é mais institucional, será feita uma boa divulgação pelo CDL. Mas a gente pretende conseguir também benefícios no que toca aos impostos, pois existem linhas para isso; é um trabalho de um prazo um pouco mais longo. O interessante é a gente já ter conseguido 22 empresas que estão começando a ficar preocupadas com esse tipo de problema, e a tendência é aumentar. E conseguimos detectar muitas necessidades do comércio, como, por exemplo, onde descartar as lâmpadas fluorescentes, o lixo eletrônico, as pilhas. JOEL: E que lojas recebem esse material, é bom divulgar aqui.

LEONARDO: Várias lojas de material elétrico recebem pilhas, entre elas a Cegil, a Certa, as Lojas Leandro. A papelaria Caçula recebe cartuchos de impressora. A loja da Oi, celulares e baterias de celulares; a Sauer, farmácia de manipulação, recebe embalagens de remédios. A gente está pensando em fazer uma cartilha com essas e outras informações. VICTOR: O interessante no objetivo do Selo Verde é que ele é um processo contínuo. Hoje o lojista ganha uma certa

Cristiane com apequena Gabriela reciclável, em parceria com a Cooperativa de Catadores. LEONARDO: A idéia deles é fazer um trabalho gradativo; eles começaram por alguns bairros e o Campos Elíseos ainda não foi contemplado. ANA: Não sei por que ainda não foi contemplado, pois é um dos bairros que geram mais lixo. LEONARDO: O único material que o comércio separa é o papelão, porque tem o catador, que eles não sabem quem é, que passa e pega. ANA: E agora até o papelão tem diminuído porque os catadores têm passado menos. LEONARDO: É muito importante a regularidade porque do contrário o gerador do lixo desiste de separar. A gente teve essa experiência na coleta do óleo de cozinha usado; para o dono do restaurante separar o óleo usado ele tem que ter certeza de que você não vai deixar de passar lá.

“A falta de coleta e tratamento de esgoto no Campos Elíseos, mais que uma reclamação, é uma indignação dos comerciantes. Eu até ouvi o relato de um comerciante novo que teve a preocupação de ligar o esgoto na rede pública e foi aconselhado a jogar direto no rio porque não valia a pena fazer um investimento maior se a própria rede púbica já ia jogar no rio mesmo”. pontuação e também fica sabendo como melhorar para a etapa seguinte, porque o nosso objetivo é ampliar o número de empresas mas também ampliar a preocupação daquele comerciante com a gestão ambiental dele. O comerciante que descartava a pilha erradamente, por exemplo, no ano que vem não vai mais fazer isso. GUSTAVO: Qual o maior problema do comércio da cidade para uma postura mais ecológica? ANA: A falta de coleta do lixo reciclável. Pelo menos no Campos Elíseos não existe uma coleta por parte da prefeitura. GUSTAVO: Mas a Prefeitura tem um projeto de coleta de

JOEL: Vocês da Grandiflora concordam que o lixo é uma riqueza? ANA: Está aí o exemplo do Leonardo com a empresa dele, a Ecoleta, que fatura recolhendo o óleo usado. GUSTAVO: Na China, por exemplo, se ganha muito dinheiro com todo tipo de lixo. Onde vocês acham que é o gargalo disso aqui no Brasil? ANA: Na Educação, na separação do lixo. GUSTAVO: Mas o sujeito não separa porque não tem regularidade no recolhimento, e não tem essa regularidade porque lá na outra ponta não tem empresas suficientes fazendo a manufatura final, etc. VICTOR: O incentivo é pouco; as pessoas desconhecem a própria atividade, no sentido de valorizar aquilo. Você ser empreendedor no Brasil já é complicado, há uma série de entraves que os governos colocam. Por exemplo: a gente trabalha um produto que já foi vendido e já foi tributado, e para a gente trabalhar com ele a gente paga imposto de novo, é uma bi-tributação. Então, se simplesmente se tirasse a tributação sobre a reciclagem já seria um incentivo muito grande. Outra coisa: a gente sentiu que muitos

(continua na página 7, após o encarte)


Junho de 2012 - O Ponte Velha - 7 (continuação da página 6) estabelecimentos têm vontade de se tornarem ponto de entrega voluntária de alguns materiais, mas eles ficam preocupados com a questão de que destino dar ao material. Essa é uma das questões

na Matriz não têm a exata noção do que está acontecendo aqui, porque se não eles já teriam tomado uma providência drástica no sentido de conservar essa lagoa. VICTOR: Para o gerador do lixo é uma questão de educação mas também de que não misturem

ANA: Eles tinham até mudado a concepção de lixão para aterro controlado, que era para ser coberto regularmente. GUSTAVO: Existe uma política federal para os resíduos sólidos, e uma lei que determina um prazo para as prefeituras terem aterros

Ana, Victor e Leonardo que a gente tem como pauta para uma possível reunião com o poder público: mostrar que é preciso fazer parcerias nesse sentido. JOEL: As empresas que reciclam precisam de incentivo, mas o gerador do lixo só precisa de educação, como disse a Ana. E quando o gerador é uma empresa, ela tem que ter a consciência de que isso é uma exigência da sociedade;acho que num futuro próximo a empresa que não tiver essa atitude vai para o brejo.Esse caso agora da Nissan com a Lagoa da Turfeira, mesmo que a Nissan não tenha tido culpa aquilo está sendo péssimo para a imagem dela. Eu acho até que os japoneses lá

o lixo que ele separou no lixo geral, porque aí ele desanima. O sentido do nosso Selo Verde é justamente de informar, de educar e de incentivar quem já pensa em termos ecológicos. GUSTAVO: E o lixão de Bulhões, que há anos a gente ouve falar que vai virar um aterro sanitário, num consórcio entre vários municípios, continua lixão? LEONARDO: Continua lixão e próximo do esgotamento. Eu outro dia estava conversando com uma pessoa moradora do Vila Verde, ali perto, que me disse que o negócio está terrível, não está sendo coberto, não está sendo aterrado...

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sanitários, e também para resolverem a questão do tratamento de esgoto. ANA: O prazo, no governo do estado do Rio, é 2014. GUSTAVO: A gente pode até fazer uma aposta: o que vai conseguir ficar pronto? Os estádios da Copa ou os aterros sanitários e os tratamentos de esgoto? Seria bem melhor o segundo ponto. ANA: Inclusive, uma das maiores reclamações dos comerciantes era de que todo o esgoto do Campos Elíseos é jogado direto no Paraíba. LEONARDO: Mais que uma reclamação, isso é uma indigna-

ção deles. Eu até ouvi o relato de um comerciante novo no Campos Elíseos, contando que ao fazer sua loja teve a preocupação de ligar o esgoto na rede pública, e que foi aconselhado a jogar direto no rio porque não valia a pena fazer um investimento maior se a própria rede púbica já ia jogar no rio mesmo. GUSTAVO: O site da Resende Águas diz que eles tratam hoje cerca de 60% do esgoto e que até 2018 vão tratar 90%. Tomara que esses 10% que vão faltar não se refiram ao Campos Elíseos. JOEL: O Luis Claudio, presidente da SANEAR, me disse que 62% do esgoto é tratado, e eu faço questão de frisar que o considero um profissional da mais alta seriedade. VICTOR: Resta saber se essa projeção de 90% até 2018 está levando em conta o crescimento da cidade. GUSTAVO: Haveria um espaço bom para fazer uma estação de tratamento em Campos Elíseos? LEONARDO: Na verdade nem precisaria ser por aqui a estação. Pode-se fazer a rede de coleta na beira do rio mesmo, onde o pessoal já está jogando, e aí, por uma elevatória, joga para uma estação em

outro local. GUSTAVO: Como não há um recolhimento sistemático do lixo reciclável e nem tratamento de esgoto na principal área comercial da cidade, em que vocês se basearam para dar a pontuação do Selo Verde? LEONARDO: Avaliamos outros pontos, como o tipo de sacolas plásticas usadas, se biodegradáveis ou não. VICTOR: E os quesitos para avaliação variam de acordo com cada tipo de comércio. Não podemos comparar comércio de roupa com supermercado. Temos que pensar o que cada um pode fazer dentro do seu ambiente próprio. LEONARDO: Um bom exemplo disso foi o de uma loja de móveis. O plástico bolha que envolve os produtos era deixado nas casas onde se fazia a entrega. O comerciante então combinou com os funcionários que venderia aquele plástico para a reciclagem e todo o dinheiro arrecadado iria para a caixa de natal deles. E deu super certo. ANA: Houve outro empresário que fez esse mesmo tipo de prática

(continua na página 8)

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8 - O Ponte Velha - Junho de 2012 (continuação da página 7) com o papelão. Outro ainda que não trabalha com embalagem de plástico, só de tecido. JOEL: Eu gostaria de ouvir a opinião de vocês sobre a questão de se proibir a construção em terrenos vazios de áreas urbanas já consolidadas. Vocês não acham errado não se deixar construir por exemplo num terreno vazio da Av. Beira Rio, onde já tem fórum velho, INSS, prefeitura, delegacia, etc? Na minha opinião, deveria se deixar que a pessoa construísse e que ela fizesse uma grande compensação ambiental, fornecendo mudas para as margens do Sesmaria, por exemplo. ANA: O que já está construído não tem jeito, mas acho que é importante não construir mais nessas áreas. Será que essas tantas mudas vão realmente compensar o impacto a mais na beira do rio? Pode ser que a gente não veja diferença, mas para o ambiente vai ter. Então eu acho importante preservar o que ainda é possível, mesmo no meio da grande cidade. VICTOR: Na pior das hipóteses você coloca ali um pequeno parque. ANA: Sim, eu sinto falta de parques, de áreas verdes. Não pode é deixar abandonado; tem que dar um uso a essas áreas. GUSTAVO: Como você vê essa questão do pequeno produtor diante do novo código florestal? E vamos frisar que hoje, quando nós conversamos aqui, a Dilma ainda não divulgou seus vetos. ANA: Olha, o pequeno produtor aqui na zona da mata de Minas, que é só morro e nascente, ele está, coitado, fadado mesmo a não produzir. Topo de morro é APP, beira de rio está sendo discutida a metragem. Então, o pequeno produtor tem que ter mesmo um incentivo para produzir; é preciso encontrar um meio termo para ele, principalmente para a agricultura

familiar. E outra coisa, com respeito ao pequeno produtor: deveria ter um plano para cada bioma, porque preservar a caatinga é uma coisa; o cerrado, outra; o pantanal, que alaga, outra ainda. GUSTAVO: Será que se deveria descentralizar as decisões para as esferas estaduais? ANA: Não, não... VICTOR: Aí você abre a porteira...

o catador. Você acha que o CDL compraria essa idéia, Victor? VICTOR: Eu acho interessante. A gente tem que avaliar, ver o custo desses carrinhos, ver como consegue os patrocínios. Mas é uma boa idéia. Você poderia ir ao CDL e expor isso lá, vamos marcar. ANA: A profissão de catador já está inclusive regularizada. GUSTAVO: Ana, como você está vendo a questão do projetado

A gente sentiu que muitos estabelecimentos têm vontade de se tornarem ponto de entrega voluntária de alguns materiais, mas eles ficam preocupados com o problema do destino seguinte. Essa é uma das questões para uma possível reunião com o poder público: mostrar que é preciso fazer parcerias nesse sentido. ANA: Santa Catarina fez o seu código florestal. Não preservava nada. LEONARDO: Quanto mais perto fica a decisão mais se abre a porteira. Tem os interesses locais. JOEL: Que avaliação você faz do episódio do chorume? ANA: Eu sei o que li nos jornais, e se foi mesmo chorume industrial, foi crime ambiental; mesmo que o chorume não tenha sido industrial também foi crime, porque a estação estava desativada. JOEL: Voltando à questão do lixo, eu vi em Curitiba um carrinho para catador de lixo muito leve, estreito e comprido, com roda de bicicleta, e a cerca em volta de tela. Muito melhor do que esses carros de catadores que a gente vê por aí, que são muito pesados e ainda atrapalham o trânsito. Na época eu levei o projeto ao Silvinho, ele gostou mas acabou não implementando. Minha idéia é que o comércio bancasse os carrinhos, com a propaganda de cada um, em parceria com a prefeitura, de forma que sairia a custo zero para

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Parque da Pedra Selada, que engloba parte de Resende e de outros municípios do sul de Minas, sobre o qual já está havendo polêmica? ANA: A polêmica é por conta das desapropriações. Houve uma primeira audiência pública sobre o Parque, todo mundo gostou, mas depois vieram os produtores dizendo que não estão bem esclarecidos, que alguns estão um pouco confusos sobre essa questão. GUSTAVO: Você acha possível que essa produção rural prossiga e ao mesmo tempo seja fator de preservação? ANA: Sim, tem muitos métodos de cultivo que causam menos impactos, como o plantio direto, a rotação de culturas. Outra

coisa que dá muito certo é agrofloresta: cultivar espécies arbóreas junto com culturas como a do palmito; até laranja, frutas. Poderia se incentivar isso, existem muitas possibilidades. O problema é que a assistência técnica que chega até ao pequeno produtor é muito baixa. A questão é principalmente de incentivo. Levar ao produtor esse conhecimento novo. VICTOR: E mesmo antes de se conseguir mudar a atividade é preciso respeitar as famílias que estão ali produzindo como fazem hoje, pois eles foram os primeiros a valorizar aquela terra. Eles lá já estavam, lá já escolheram para produzir, têm uma tradição. GUSTAVO: Não pode simplesmente chegar para ele e dizer: você está desapropriado porque o governo do estado resolveu ontem, por decreto, fazer um parque. VICTOR: É a maior falta de respeito com aquele que primeiro acreditou e investiu naquele lugar. Eu acho que é preciso chegar num consenso que fique bom para os dois lados. O caminho do meio, nem oito e nem oitenta. JOEL: O maior problema do produtor rural é que ele é muito imediatista. Eu trabalhei em área onde tem plantação de tomate e o cara mete agrotóxico naquilo para ser viável econômicamente. Você não vê um passarinho no meio da plantação. E o cara só sabe fazer daquele jeito. ANA: Não aceita o novo. JOEL: Ele quer é colher o tomate dele sem praga e o resto que se dane. E ele nem acredita que o agrotóxico possa fazer tanto mal.

Eu já vi, ali em Pati do Alferes, o produtor deixar a criança dele ficar mexendo nos produtos químicos. ANA: Eu já vi produtor rural aproveitar a embalagem do agrotóxico para colocar leite, ou água para levar para o campo. Eu trabalhei com extensão rural, lá em Minas e também aqui em Barra Mansa, com a comunidade dos sem terra. E eu conversava muito com eles, por exemplo, sobre a tríplice lavagem das embalagens dos agrotóxicos; dava o exemplo daquele cantor que morreu de câncer, o Leandro, mas não é fácil mudar os costumes. VICTOR: O sujeito não vê o impacto imediato, mas dali a 10, 15 anos vai ter problema. JOEL: Eu queria confirmar com vocês uma coisa sobre areia. Parece que há uma tendência nos grandes centros do mundo para não se usar mais areia nas construções, porque a areia traz microorganismos que acabam prejudicando a obra e também para se deixar de extrair areia. Usa-se restos de obra que são processados, moídos. ANA: É verdade, muitas construtoras fazem isso. Nós mesmo já licenciamos algumas empresas que não geram nenhum resíduo, reaproveitam tudo; transformam todo o resto de material em agregado, ali mesmo, no local da obra, e reaproveitam. Isso está dentro do conceito de arquitetura orgânica. Lá para os lados da Bocaina tem um pessoal que trabalha com bioconstrução, eu estou até para ir lá conhecer. JOEL: Aqui em Resende tem também o Raimundo, que foi


Junho de 2012 - O Ponte Velha - 9 dentro da fábrica, outra na Alegria e outra em Itatiaia. GUSTAVO: E quem faz as medições são eles mesmos? LEONARDO: Eles mesmos. GUSTAVO: E o INEA? LEONARDO: Bem, acredito que o INEA deva ter o seu controle também, porque compete ao órgão do estado esse controle. Depende muito da atividade. Na nossa empresa, que coleta óleo de cozinha usado, o controle é municipal; já na Votorantim o controle é estadual. ANA: Mas o município pode e deve também fiscalizar, porque tem o direito do uso do solo, e, se for o caso, cobrar ao INEA, que ainda está se reformularizando, foi recém criado. GUSTAVO: Os dados desse controle sobre as emissões de fábricas maiores deveriam estar mensalmente disponíves para a população. Ainda mais agora com a lei da transparência. JOEL: E essas poluições no solo que ficam aí 20, 30, 50 anos e não se consegue anular, como dizem que tem ali na Cyanamid? É verdade isso? ANA: É impossível você descontaminar um solo. No caso da área da Cyanamid eu acho até que a Ovomaltine saiu dali por conta disso.

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curador do patrimônio histórico e trabalha com bioconstrução. GUSTAVO: Há muita procura por parte das empresas da região por assessoria ambiental? ANA: A consultoria ambiental ainda é vista como novidade, apesar de já existirem empresas mais antigas fazendo isso na região. O que a gente percebe é que a empresa em geral se contenta em conseguir a licença por parte dos órgãos ambientais e acha que com isso não precisa mais manter contato com a empresa que orientou o licenciamento. Nós estamos tentando mudar isso, porque a avaliação do cuidado ambiental tem que se dar sempre. GUSTAVO: Que empresas precisam dessa licença? ANA: As que lidam com atividades potencialmente poluidoras. Tem atividade agrícola que não precisa. GUSTAVO: As nossas indústrias aqui da região são bem monitoradas com respeito à poluição? ANA: Sim, o INEA, órgão estadual, faz esse controle. Não posso afirmar o quanto é efetivo, mas tem fiscalização. LEONARDO: Quanto à Votorantim eu sei porque meu irmão faz estágio lá, na área de meio-ambiente. A Votorantim tem três estações de monitoramento: uma

JOEL: E quanto tempo ficaram produzindo ali, numa área totalmente contaminada. Vocês vejam quanto coisa a gente consome por aí sem noção das condições em que foram produzidas. Sem falar na

para quem não se enquadrar nisso, cos. É difícil lutar contra o poder como o Joel disse no começo. econômico. Mas eu acredito que GUSTAVO: E tomara que ainda assim a chamada economia não sobre espaço também para o verde é positiva, como fator de corrupto; que o corrupto seja visto conscientização e de redução dos como um sujeito feio, uma imagem danos. É claro que tem muita gente que ninguém queira para si. Que o que vai fazer disso sujeito tenha vergonha. marketing. É importante preservar as áreas VICTOR: Um retrato disso é a VICTOR: Tem verdes que ainda existem nas imagem do Cachoeira ao lado do gente que vai se ex-ministro Thomas Bastos. Ali não aproveitar, como beiras do rio, mesmo no meio da está um choque de valores? tem gente que vai cidade. Criar ali pequenos parques. fazer um trabalho JOEL: O Thomas Bastos foi quem blindou o Lula. Está arriscado sério. Não pode é deixar no abandono a esse Carlinhos Cachoeira ainda LEONARDO: receber uma indenização do Estado. Eu acho que a VICTOR: Mas eu sou otimista, água que se bebe. Esse venenos que questão ecológica é uma tendência esperançoso. Acho que vão vir dias se colocam para tratar a água são que vai aumentando e chega uma melhores. brutais. A gente não sabe o que faz hora em que não vai sobrar espaço mais mal, se os coliformes ou esses sulfatos disso e daquilo, o cloro... VICTOR: De vez em quanto a gente sente um cheiro diferente. Por conta da Conferência Rio + 20 e da Semana do Meio Ambiente, o ANA: Eu sinto diferença quando vou para outra cidade, no Centro Cultural Visconde de Mauá realizou, de 4 a 10 de junho, a III Semana cheiro e no gosto da água. Porque da APA da Mantiqueira- Arte e Educação Ambiental. A programação incluiu no dia a dia a gente acaba se acosmesa-redonda, debate, exibição de filmes e fotos, palestra, e a parceria com tumando. o Colégio Estadual, que apresentou o tema comércio justo e solidário. Por GUSTAVO: Nós estamos falar no Centro Cultural de Mauá, a Márcia Patrocínio tem sempre ressaltado chegando aí na Rio + 20 e uma o importante apôio da Casa de Cultura Macedo Miranda das principais questões é sobre a chamada “Economia Verde”, que sofre a crítica de poder se tornar Entrega e apenas um capitalismo selvagem m domicili o com cara verde. Vocês acham que nós estamos fadados a apenas Pão integral com linhaça, Granola caseira, Arroz integral cateto, minorar os efeitos nocivos do capiAçúcar demerara, mascavo e outros. talismo selvagem? ANA: Eu acho que o poder 24 . 3351-1881 / 9253-7925 donafarinhapenedo@gmail.com econômico não vai dar essa moleza pra gente, não. Eu vi outro dia um documentário que mostrava que os países ricos não vão deixar de consumir.Você veja a própria questão do Código Florestal: como pesaram os interesses de fabricantes de grandes máquinas agrícolas, dos fertilizantes, dos agrotóxi-

Mauá Tem Semana Ambiental

Canalização e Purificação do Ser Encontros de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal

Durante os encontros são feitas canalizações de Seres de Luz - que vivem na Unidade - e que podem nos esclarecer sobre diversas áreas da nossa vida, nos trazendo maior paz interior. Também são feitas visualizações com o Cristal Líquido que visam purificar e regenerar os corpos físico, energético e emocional.

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Krishna Simpson

10 - O Ponte Velha - Junho de 2012

O homem que derrubou a Monsanto

No último 1º de maio, Krishna Simpson comemorou 90 anos, e toda a equipe do Ponte foi convidada para o encontro festivo que ocorreu em seu sítio de produção agroecológica na costa da Bahia. Aproveitando a ocasião, o jornalista Brás Neto organizou uma rápida entrevista, cujo resumo vai em seguida, com aquele que é considerado um dos principais responsáveis pela falência da empresa Monsanto. Krishna, casado com sete mulheres de diferentes nacionalidades, se alimenta há muitos anos somente das frutas e do mel produzidos agroecologicamente no local onde mora. Ele iniciou sua fala lembrando que

tudo começou com sua tese de doutorado, defendida na Universidade de Salamanca, que provou definitivamente os malefícios ao meio das perigosas combinações de sementes transgênicas e herbicidas produzidas pela Monsanto. No dia seguinte da defesa, as ações da empresa despencaram vertiginosamente, o que causou a tentativa de suicídio de seu presidente e do diretor de marketing. Meses depois, a ONU, baseada nos documentos apresentados na tese de Krishna, declarou a Monsanto “Inimiga do Planeta”, o que foi a gota d’água para sua falência. A partir de então, Krishna passou a ser perseguido por agentes contratados pela ex-

Joel Pereira Advogado - OAB.RJ - 141147 joelpereiraadvogado@joelpereira.adv.br Av. Ten. Cel. Adalberto Mendes, 21/201 CEP: 27520-300 - Resende - RJ Fones: (24) 3360.3156 / 3354.6379

-direção da empresa. Precisou escapar para diversos locais, tendo se isolado na Mongólia por seis anos, morando com camponeses nômades, conhecendo na ocasião sua segunda mulher, Sühbaataryn Yanjmaa, com quem teve que fugir às pressas do país, perseguido pelos agentes da Monsanto. Atravessou o caminho trilhado por Gengis Khan, chegando até a Arábia Saudita, aí permanecendo no deserto de Rub al Khali, vivendo junto com os beduínos por No flagrante, umas das muitas esposas de Krishna tira sementes mais longos cinco anos. orgânicas de uma mala para boicotar uma monocultura transgênica Apaixonou-se pela filha de um rico mercador redor do mundo com comunidavoltar ao Brasil com suas novas kwaitiano que sempre fazia a des que plantam há centenas de três mulheres após a confirmatravessia do deserto, tendo sido gerações sem uso de agrotóxicos. ção das condenações por crimes por ele obrigado a se casar após a Faz parte, atualmente, do grupo contra a humanidade de todos os descoberta do que acontecera en- ex-diretores vivos da Monsanto. Universo Sempre Verde, que tre Krishna e sua filha nos jardins envolve diversos pesquisadores da Os agentes contratados contra do oásis Al-Ralah. área de permacultura, alimentaKrishna também foram presos, Em uma nova fuga, foi parar ção viva e de uso sustentável dos em uma brilhante atuação da na Suécia, onde conheceu Erik recursos naturais. Junto à jamaipolícia neozelandesa (Krishna Andersson, o fundador do grupo cana Portia Miller, com quem passou alguns meses disfarçado ecoterrorista För Konungar, restambém se casou, idealizou o entre os maoris da Nova Zelânponsável por milhares de sabotamovimento mundial “Desenvoldia). gens em empresas como a Shell, vimento Zero, Sustentabilidade Após um retorno seguro o McDonald’s e a Coca-Cola, e Cem”, que ainda não emplacou ao Brasil, voltou a divulgar os que em 2053 também precisou totalmente por uma clara falta de benefícios da produção agroecofugir pelo mundo. Enamorado vontade política dos principais lógica de alimentos, bem como pela prima de Erik, terminou por líderes mundiais, notadamente os suas experiências aprendidas ao chineses e os argentinos. Krishna Simpson, eleito recentemente “Coroa da Década” pela revista geriátrica portuguesa O Bom Vovô, está aberto a um novo casamento, mas concentra agora a busca de sua oitava esposa na Oceania, continente que ainda não lhe forneceu nenhuma noiva. Apesar de receber centenas de propostas diárias de mulheres da região, ele está inclinado a conhecer uma bela jovem universitária da Polinésia Francesa que todos os dias lhe envia fotos de si própria e das plantações orgânicas das ilhas do arquipélago.

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Rememorando 2065 Essa coluna trará as principais reportagens do ano em que se comemorou os 70 anos do Ponte


Junho de 2012 - O Ponte Velha - 11

Nossa História, Nossa Gente

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LUIZA DOS SANTOS LOPES

Jo

O objetivo desta coluna é homenagear pessoas que dão nome a logradouros de Resende. Nesta edição, a homenageada é Luiza dos Santos Lopes, que batiza a Passarela sobre a Rodovia Presidente Dutra, ligando o Bairro Alambary ao Bairro Campos Elíseos, conforme Lei Municipal 2074, de 18 de maio de 1998. Nasceu em Resende, em 25 de março de 1917, filha do ferroviário mineiro Joaquim dos Santos e de Nicolina Alexandre Cardone dos Santos, italiana que chegou ao Brasil, aos 15 anos, acompanhada de sua mãe, e se estabeleceu em Resende. Luizinha, assim chamada para diferençar da avó Luiza, passou a infância em Resende. Aos 15 anos, foi em férias para Belo Horizonte, onde conheceu Manoel Lopes, funcionário da Central do Brasil, com quem se casou um ano depois. Vieram morar em Resende, onde seu marido, veio trabalhar, na Estação de Bulhões. Ali, Luizinha começou, como professora voluntária, a alfabetizar crianças. Cinco anos depois,

Manoel foi promovido e voltaram para Belo Horizonte. O casal teve três filhos: Maria do Carmo (Professora e Artista Plástica); Maria de Lourdes (formada em letras) e Magno Sebastião, Engenheiro. Em 1944, Manoel contraiu “Doença de Parkinson” e parou de trabalhar, ficando quatro anos no aguardo de sua aposentadoria. Naquele difícil período, Luizinha começou a trabalhar para sustentar a família. Foi aprovada em concurso para a Central, sendo classificada para Belo Horizonte, onde permaneceu até 1947,

quando conseguiu se transferir para Resende. Aqui em Resende, com o apoio do Chefe da Estação, o saudoso Amadeu Guimarães, instalou e lecionou, gratuitamente, na Escolinha Noturna da Central, onde foram alfabetizadas inúmeros alunos. Além de ensinar, Luizinha ajudava as pessoas a tirar documentos, pedidos de aposentadoria e licenças, internações hospitalares, até mesmo ajudava em partos. Como reconhecimento, foi convidada a batizar dezenas de crianças. Tudo isto, conjugado com seu trabalho, seus cuidados com seu querido Manoel e dedicação ao seu time de coração, o Alambari Futebol Clube. A política foi um desaguar natural de sua prestação de serviços. Em 1970, elegeu-se Vereadora, pela Arena, com 470 votos, e em 1972, conquistou seu segundo mandato, pela Arena, com 552 votos, em uma época na qual vereadores não eram remunerados. Sua conquista mais marcante na vereança foi a Passarela sobre a Rodovia Presidente Dutra, ligando as Ruas Luiz de Camões, no Bairro Alambary, com a Rua Luiz Pistarini, no Campos Elíseos. Por justiça, a passarela leva seu nome. Depois de uma luta digna, Luizinha partiu na madrugada de 2 de março de 1980, um belo domingo de sol, como registrou sua biógrafa e filha.

REFERÊNCIAS: Anotações de Maria de Lourdes Lopes Ceni - filha e biógrafa; Indice Geral da Legislação do Município de Resende, obra inédita de Elisa Abrahão.

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A Grande Invocação Desde o ponto de Luz na Mente de Deus, que aflua Luz às mentes dos homens. Que a Luz desça à Terra. Desde o ponto de Amor no Coração de Deus, que aflua Amor aos corações dos homens. Que aquele que vem volte à Terra. Desde o Centro, onde a Vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas vontades dos homens. O propósito que os Mestres conhecem e a que servem. Desde o centro a que chamamos raça humana, que se cumpra o plano de Amor e Luz. E que se feche a porta onde mora o mal. Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino na Terra. Unidade de Serviço para Educação Integral Av. Nova Resende, 320 – sala 204 CEP: 27542-130 – Resende RJ – Brasil Tels(0xx24) 3351 1850 / 3354 6065

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12 - O Ponte Velha - Junho de 2012 eon

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Antes que me esqueça (ou que me esqueçam) (IV)

Caçula e companhia na terra da Academia

O Vermelho 17 e o Das Café contrafilé que mal cabia no prato. Nos tempos atuais dos restauHaus eram bares tradicionais com O Boca de cena, normalmente, rantes de comida por peso, nada boa comida e boa música. Mas o ensaiava 3 vezes por semana até melhor do que recordar como era Sávio’s era uma cantina que servia depois de uma da manhã. Com a gastronomia e a vida noturna de uma massa tão boa que a gente o estomago nas costas, era pro Rezende nos anos 80. tinha até uma piadinha quando, Caçula que a gente corria. Acho Em Campos Elísios tínhamos o depois de algum programa, escoque a melhor lasanha à bolonhesa “triângulo das bermudas” formado lhia para onde ir: “Alguém Sávio’s que já comi na minha vida foi no pelo Cospe Grosso, Cantina onde a gente vai?” Caçula. Portuguesa e o Bar Caçula. Tinha Uma coisa curiosa que a também o Restaurante do Gordo, o A The Time era uma boate geografia do Caçula provocava: Irineu e o Oba Sucos, pai do Bella que, graças ao seu dono, o Daniel era um enorme balcão duplo, com Itália, e o Peixe Boi. E, do outro Fortes, não era somente um lugar os funcionários circulando por lado da cidade, o Bar da Dodô. para se dançar. Shows de altíssimo dentro dele. Enfim, naturalmente Para curtir a noite tinha o nível aconteciam por lá, com desas correntes políticas da cidade se Vermelho 17 e o Das Café Haus. taque para um com a Nara Leão e o sentavam à direita ou à esquerda do E a melhor massa da cidade ficava Roberto Menescal. balcão, e os debates eram acarono Sávio’s. E tinha a The Time, E a Parada do Milho? Era lados. Para as novas e gerações no Resende Shopping. Cinema? A uma portinha de nada na Gustavo futuras, o Caçula ficava onde hoje é única programação assistível era Jardim, com um balcão que vendia a Drogaria Pacheco. na AMAN. O Vitória e o Odeon salgados naturais, milho, curau, No Irineu a gente podia comer ainda resistiam com filmes eróticos caldo de cana e suco de milho. muitos caldos e sopas, também ou de lutas marciais. E as peças ficava aberto até tarde, e no inverno teatrais trazidas ao auditório do **** não tinha nada mais acolhedor. Senac pelos produtores bissextos Chegou junho, e com ele as No Gordo, a comida era variada Michel Arbex e Mário Gonçalves. convenções partidárias que definem e tudo de primeira, num ambiente Feitas as devidas apresentações, as coligações para as eleições mais fino que lembrava os restauvamos por partes, como diria Jack, municipais. Que falta vão fazer rantes mais antigos que você ainda o estripador: as análises políticas do Toninho encontra no Rio de Janeiro, prinResende tinha nome e sobreCapitão. E seu reino chamado cipalmente no centro da Cidade. nome naquele tempo. No Cospe Trairópolis. E tinha uma pizza de camarão de Grosso era certeza encontrar o comer cantando o hino nacional. Toninho Capitão, o Manoel Ramos, o Zé Vidão, o Chico Junior; no Caçula tinha aquela turma que inspirou inclusive um apelido quando o Noel de Carvalho fez o calçadão: Vai se chamar o brochódromo. Ali ficavam as “Trem Parador”, e a crônica figuras carimbadas do Martinho, do Coronel Guia, e dessa página faz parte da turma “etílica” da terceira idade. O Zé Leon vai adorar O Caçula era a o novo livro do Gustavo referência número um da cidade. Pessoas que vinham da roça marcavam ali como ponto de encontro. O banco fechou? O Aílton ou o Zé Américo quebravam o galho. Estava com fome mas estava duro? Lá se almoçava bem e barato. Estava com fome mas já passava da meia noite? O Caçula estava aberto pra comer uma canja ou um bife de

Gustavo Praça

Máquina do Tempo A praça da Matriz é mesmo um local adequado para aquele tipo de fenômeno que me ocorreu aí pelo meio da década de 90; acho que hoje ainda se prestaria, mas depois que for construído o prédio novo da Câmara talvez haja ali uma mudança que inviabilize a sobreposição de tempos. O caso é que minha filha mais velha, então com cerca de 10 anos, estava entusiasmada com um livro chamado O Jardim Secreto. E eu, andando pelos Campos Eliseos, vi um cartaz, daqueles que se colocavam em armações de madeira na calçada, anunciando o filme O Jardim Secreto, naquele dia, no Cine Vitória. Anotei o horário, voltei rápido para casa, no Alto Penedo, e já cheguei avisando a todo mundo que se a gente corresse ainda pegava a sessão das seis horas. Fizemos uns sanduiches e descemos comendo no carro. E quando íamos entrando no cinema veio a decepção: era outro o filme que estava passando. Chamei o gerente. Será que eu estava maluco? Pois se eu tinha acabado de ver um cartaz em Campos Elíseos anunciando o filme O Jardim Secreto para aquele dia? O gerente coçou a cabeça. Meu Deus...Tinham esquecido de tirar o tal cartaz lá da calçada de Campos Elíseos... Pediu muitas desculpas, etc. Pois bem: quando eu já ia dando marcha a ré na minha bonita Variant azul claro para voltar pra casa com minha mulher e meus filhos, ele nos grita lá da porta do cinema, fazendo gestos para voltarmos . Tinha verificado que ainda não haviam devolvido o rolo de filme do Jardim Secreto e resolvera exibi-lo para a gente. Já tinha até ordenado que se tirasse o filme que estava no projetor, se não me engano um filme de Kung Fu. - Mas e quem vier ver o filme que está anunciado aí na frente? - Eu aviso que só vai poder ver na sessão das oito; podem ir entrando... E eu e minha família assistimos àquela sessão projetada só para nós, comendo o resto dos nossos sanduiches. Resende naquele momento já tinha inaugurado os cinemas do shopping, onde seria impensável uma atitude daquelas, e eu voltei para casa com o sentimento de ter sido agraciado com um gesto de outro tempo, e de que o tempo é um pintor surrealista, capaz de sobrepor estilos na mesma tela, não fosse verdade, por exemplo, que o encontro entre a chamada civilização ocidental e a cultura aborígene se dá até hoje em cantos remotos da Amazônia, jardins ainda secretos. Minha filha gostou mais do livro.

Dr. Maurício Diogo

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Jornal Ponte Velha - Junho de 2012