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RESENDE E ITATIAIA - AGOSTO DE 2012 Nº 196 . ANO 17 - JORNAL MENSAL DISTRIBUIÇÃO GRATUITA contato@pontevelha.com www.pontevelha.com

todo mundo sabe que a cidade nasce das montanhas e dos rios, cresce nas pausas dos largos, e morre pela pressa e pela burocracia. *

* trecho do artigo de Marcos Cotrim (pg 3); foto de Gustavo Praça (paisagem de Ouro Preto)

Entrevista com Daniel, do Rei dos Salgadinhos, onde pulsa o coração da cidade + Programação do Festival de Teatro


2 - O Ponte Velha - Agosto de 2012 1) POLÍTICOS INFLUENTES DE RESENDE, JÁ TESTADOS NAS URNAS:

Cabo Euclides e Professor Silva

POLITICÁLYA

ALUIZIO BALIEIRO DINIZ pelo PMDB, obtendo 310 votos, - Candidato a Prefeito, em 1982, insuficientes para a eleição. Em pelo PTB, ficou em 2º lugar, no 2004, mais uma vez, tentou ser partido, com 1.555 votos. Eleito vereadora, pelo PMDB. Obteve Vereador em 1988, com 409 votos, 578 votos, mas não se elegeu. pelo PTB. Reeleito Vereador, em Em 2008 alcançou 318 votos, 1992, com 485 votos. Presidente pelo DEM. Mesmo sem um da Câmara, em 1993. Médico, mandato, a simpática médica comerciante, agropecuarista e e dentista presta um relevante filósofo, Aluísio é um profundo trabalho social. A Câmara de conhecedor da política resendense e cheio de ideias para a cidade. DILMA COSTA O PT é corrupto, o PSDB também; SOARES LEMOS - A a gente não sabe se o pior escândalo é Professora Dilma, muito o mensalão ou a reeleição de FHC... querida na cidade, espeSó Cristo mesmo... cialmente na Cidade Alegria, é uma grande esperança petista da representação feminina na Câmara Municipal de Resende. Em 2004, candidata pelo PT, obteve 488 votos. JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS (ED MURPHY) - Sub-Tenente da PM, Resende precisa de mais mulheres! reformado, o popular Ed Murphy NELSON RICARDO DOS é especialista em segurança. Aqui REIS PAULINO (NELSINHO DO em Resende, foi diretor de Ordem KIKBOXING) - o famoso profesPública. Candidato a vereador em sor de lutas marciais foi candidato 2004, pelo PMN, alcançou 305 pelo PMDB em 2004, quando votos. Em 2008, pelo DEM, alcanobteve 230 votos. Em 2008, çou 330 votos. A habilidade no novamente candidato, alcançou trato com as pessoas fazem dele um 633 votos. Sua expansão política o bom político, agora com sua base destaca como influente político de eleitoral bastante ampliada. nossa cidade. MARIA DO CARMO LIMA WILTON VIEIRA DE JESUS DA FONSECA (CARMINHA) - A (SARGENTO WILTON) - o competente Professora Carminha conhecido PM Sargento Wilton, foi foi candidata a vereador, em três candidato pelo PL, em 2004, alcanoportunidades, pelo PPS, obtendo çando 325 votos. Em 2008, já pelo 168 votos em 2000; 229 votos PT do B, obteve 642 votos. Seu em 2004 e 353 votos em 2008. currículo e sua evolução de votos Verifica-se que, a cada eleição, revela sua liderança em Resende. Carminha vem melhorando o seu desempenho, substancialmente. 2) ELEIÇÕES DE 2012: MARIA TEREZA ABRÃO DOIS LARANJÕES PARA DOIS - Eleita vereadora, pelo PDC, em MERCADOS - A reforma do 1992, com 273 votos. Em 1996 não antigo Mercado dos Produtores se reelegeu, obtendo 256 votos. Em (atual Espaço Z) realçou o ponto 2000, tentou a vereança, de novo, de ônibus vizinho, popularmente

chamado de Laranjão. Altos dirigentes do Governo Rechuan acham lindo e garantem que o povo também acha bonito o ponto de ônibus, ao lado do Mercado, criando um contraste entre a arquitetura antiga e a moderna. Tanto acham lindo que repetiram a dose, ao lado do Mercado Popular (Praça do

Da igreja católica ou da evangélica?

Correio), que também ganhou, na outra lateral, dois novos banheiros, no estilo meia-água, revestidos de caquinhos. Alertamos os críticos que a obra ainda não está totalmente concluída. O notável conjunto arquitetônico ainda será complementado por uma vistosa passarela. A conferir ... SAUDAÇÕES REPUBLICANAS OU PT SAUDAÇÕES - No jogo político resendense, as peças já estão todas no tabuleiro. Analistas políticos mais apressados destacam o Rechuan como favorito, seguido de perto pelo Noel de Carvalho. Embora todos prefiram largar na frente, é prematuro abraçar uma tendência do resultado da eleição. O filósofo LGW já disse que “política é igual corrida de cavalo. O que vale é a chegada, pois na saída todos saem jogando pedriscos para trás”. Engana-se quem pensa que Noel de Carvalho, titular do

maior currículo político da cidade, está fora do páreo. Com 170 candidatos a vereador e trabalhando como nunca, Noel certamente lançará um programa de televisão capaz de balançar as estruturas de nossa política. Além de tudo, a experiência e o carisma do Noel o fazem um aliado cobiçado e um adversário indesejável. Rechuan também sabe das coisas. Como bom descendente de árabes, entende que o “jogo é jogado e o lambari é pescado”. A política se ganha (ou se perde) voto por voto. Tem feito das tripas coração para refrear o perigoso “já ganhou, já ganhou” que muitos de seus CC’s insistem em difundir. O medo de perder o emprego transforma a esperança em certeza. E a certeza coloca a soberba no lugar da humildade. Rechuan não mordeu e nem morderá essa isca do “tá tudo dominado”. Já viu esse filme e sabe que o mocinho dança, no final. Seis horas da manhã, o mascate já está de porta em porta: guer gombrar um vuturo melhor? Pastor Eleon tem um cabo eleitoral que se chama simplesmente Garotinho, um dos maiores especialistas em conquista de votos do Brasil. A hora em que o Garotinho abraça uma pessoa e diz “este é o meu candidato”, a cotação deste escolhido dispara. O Pastor é militar e, como tal, deve receber parte dos votos da comunidade acadêmica. Além disto, Pastor Eleon tem a força política de uma boa parcela dos evangélicos de Resende. Tem disposição para a disputa e o impacto do novo. Não se espantem se ele já tiver alcançado dois dígitos de preferência. Rogério Coutinho tem a militância do PT resendense, hoje amadurecida a ponto de saber que voto não se conquista balançando bandeiras vermelhas nas caras das pessoas. Voto se conquista no trabalho e na conversa. Rogério tem boa formação técnica e experiência administrativa. Tanto isto é verdade que todos o queriam para parceiro. Seus grandes

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cabos eleitorais estaduais são duas feras da política: o jovem Senador Lindberg, que sabe arregaçar as mangas e partir prá cima do voto, e a Benedita da Silva, Ex Senadora e Ex Governadora, exemplo de superação e de carreira bem sucedida. Em escala federal, seus cabos eleitorais serão simplesmente a Presidenta Dilma e o Lula. Chega, ou quer mais? A nosso ver, o Rogério Coutinho e o Pastor Eleon é que definirão a eleição em Resende, pois não serão meros coadjuvantes. Podem crescer até o ponto de um deles alcançar a vitória. Mesmo que não cresçam o suficiente para ir para as cabeças, tudo vai depender de onde sairá o crescimento de seus votos. Se os seus crescimentos acontecerem em cima dos votos do Rechuan, o atual Prefeito pode ir limpando as gavetas. Se os crescimentos desfalcarem os votos do Noel, ele poderá ir descansar mais dois anos. Faça a sua aposta!

Errata Em nossa última edição, e trevistamos o Sr. Luiz Carlos dos Santos, de quem omitimos o nome, colocando apenas o consagrado apelido de Seu Lulu. Também com relação á placa homenageando Seu Lulu, não demos o crédito correto à diretora. Foi Maria da Gloria Dias que mandou confeccioná-la, com um texto escrito por um aluno do curso da noite. Está afixada ao lado da cantina: “ Compre um salgado e ganhe uma lição de vida. Se as coisas têm alma, como dizem, a alma do C.E. Pedro Braile é Seu Lulu.”

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Agosto de 2012 - O Ponte Velha - 3

Noel de Carvalho, um clássico A cidade é uma das honras do homem. Materializa sua natureza política e sua vocação de progredir. Mas o conceito de cidade sofreu um desvio fatal com o cientificismo que impede de ver o que vem se tornando a cidade no século XXI. Máquinas de produção e consumo que abrigam mai s de 80% da população e consomem mais de 70% da energia, são também fábricas de lixo e sucateamento de pessoas. Se esquece que a cidade é um somatório de pequenas atitudes virtuosas: ações propriamente políticas de todos, começando nas famílias e continuando nos processos miúdos, anônimos e cansativos de cuidado, fiscalização e prestação de contas. Obra de longo prazo, a cidade é viva e precisa de políticos que respeitem os ritmos e sinais dos tempos. Não se vive só de financiamento e administração. A troca da política pela administração criou um perfil distorcido do governante. De fato, a política é a “arte de priorizar” em contextos de concorrência de bens. Por isso possui a dimensão da ética, do mundo das virtudes, principalmente a prudência e a justiça. Já a administração tem a dimensão da técnica, do mundo instrumental, subalterno ao político. As revoluções racionalistas que inverteram essa ordem romperam o elo entre ética e política, que virou o paraíso dos tecnocratas cujo delírio é pensar que inventam a cidade com engenharias sociais. Da crise de representatividade daí decorrente, vivem oportunistas e arrivistas. Cidades não nascem por decreto. Deveres e direitos não são criados pelas leis. As leis apenas os reconhecem e regulamentam, apesar de nosso positivismo republicano crer piamente que a ordem pública e a prosperidade nascem da filantropia politicamente correta dos governos. Ora, todo mundo sabe que a cidade nasce das montanhas e dos rios, cresce nas pausas dos largos, e morre pela pressa e pela burocracia. Vivemos uma crise do conceito de cidade. Não aguentamos mais a suburbanização do espaço e a instrumentalização do tempo,

Marcos Cotrim

Gustavo Praça

Divórcio com a Terra

idoneidade. A região está numa encruzilhada histórica, defrontada com um destino indusFazendeiros e moradores da área do novo trial e logístico que não será humanizado “Parque da Pedra Selada” estiveram reunidos com paliativos ou fórmulas batidas. em Vargem Grande e vão pedir na justiça Ora, há políticos que governam para seus o embargo definitivo do Parque - Rechuan partidos e seus grupos; há também os que já pediu um embargo provisório. Nossa governam para seu mandato e seus eleitores. modernidade cria cânceres urbanos e quer Não fazem muito estrago, se concompensar com parques. Mais saudável Resende precisa voltar a ser uma cidade, seguem ser devidamente modestos desinchar as cidades e reflorescer o campo, Itatiaia precisa começar a ser cidade, Porto ou honestamente medíocres. Mas há Real tem que parar de achar que já é cidade. políticos que governam para gerações, com a mentalidade orgânica que já viceja entre as pessoas. É o orgânico, o pequeno, têm a envergadura do estadista e o atômico, o nosso quintal que salva, como uma visão clássica da cidade e respeito pela A Região, como região, tem que se artimostra a matéria da Virgínia na pg 5. Só sua alma. Estes não são “os melhores”; são cular com os governos estadual e federal com que é preciso ter quintal. Uma cultura que únicos e raros. mais brio; descobrir-se acima e anterior aos aparta a pessoa da terra não dá chance à partidos; aprender a conversar com os parCom este perfil, Resende e a região têm ceiros industriais de modo proativo; precisa nova relação amorosa com o planeta. “Nossa a ventura de contar com Noel de Carvalho. abrir canal permanente com o mundo rural e região está numa encruzilhada histórica, dePoucos sabem, como ele, a diferença entre com os donos das áreas de expansão urbana frontada com um destino industrial e logístiservir à cidade e servir-se dela. Depois de para reintroduzir o campo na cidade; orquesco que não será humanizado com paliativos Oliveira Botelho (há cem anos!), é o único trar os serviços para melhorar a mobilidade e ou fórmulas batidas”, como diz o Marcos na político da história de Resende com marcante integrar os grandes horizontes geopolíticos ao matéria aí ao lado. Mas, meus amigos, é diatuação local e estatura nacional. artesanato social que deixa o cotidiano respirar. fícil o caminho da porta estreita da parábola Qualquer pessoa que olhe para frente Não é tanto e só fazer “planejamentos” da Biblia; se trata de ultrapassar o ciclo da e veja a complexidade dos problemas se cuja competência técnica é logo parasitada ganância sistêmica, que começa na mente, acumulando sobre a próxima geração vai pela urgência eleitoreira e desgastada pela para o quê é preciso um apuro espiritual da reconhecer isso. Não estamos em condição ansiedade mórbida. O pensamento vivo e nossa espécie. Como diz um poema do meu de escolher nem olhar só os méritos. Noel é eficaz se encontra especialmente no homem amigo Paulo Mauá, “existe algo que percorre hoje incomparável. Isso não é um elogio: é político. Acha-se mais na prudência do que a margem e atinge o oceano antes do fluxo”. um reconhecimento. Será um pecado contra a na ciência. Mais na capacidade de represenregião, negar-lhe tar o que é perene e identitário do que na a oportunidade habilidade de inventar novidades caducas ou de refundar causar impactos urbanísticos aparentemente Resende. contemporâneos. Carecemos do clássico para Unidos para bem servir Proponho a que a cidade volte a ser nossa. Seriedade, respeito e segurança para toda a família desistência de O momento exige realismo, currículo seus concorrene biografia. De fazer uma “gestão regional tes. Em nome do município” e não roubar as próximas Av. João Ferreira Pinto, 94 - Centro - Resende do mais palmar gerações. Em 7 de outubro, não se trata de (24) 3355-8639 - (24) 3355-8610 - ID: 88*960 bom senso. decidir apenas em função de competência ou que impedem de morar e demorar. Antes que aventureiros lancem mão, Resende precisa voltar a ser uma cidade, Itatiaia precisa começar a ser cidade, Porto Real tem que parar de achar que já é cidade. A Região das Agulhas Negras precisa descobrir o perfil adequado de seus governantes.

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4 - O Ponte Velha - Agosto de 2012 Nas próximas eleições não estaremos apenas escolhendo o novo prefeito e os novos vereadores de Resende. É muito mais que isso: estaremos definindo o futuro que queremos para o nosso município. O Brasil, incluindo Resende, chegou na festa na hora errada. Ao invés de acelerarmos as pesquisas e a produção do nosso etanol, e de outras fontes de energia renovável, estamos deslumbrados com o remoto sonho do pré-sal (este deslumbramento já foi maior). O que é novo para nós, emergentes, para eles, os desenvolvidos, é obsoleto. Copiamos o obsoleto para dar sobrevida a estruturas que eles já não querem mais. Enquanto sonhamos com PIB elevado e renda alta, os desenvolvidos investem na pesquisa de novas tecnologias, em cultura, em lazer, nas chamadas indústrias criativas, de baixo impacto sócioambiental. Fábricas, montadoras? Isso eles mandam para nós. Em Resende também tem gente deslumbrada com o nosso modelo de desenvolvimento do século 19, o da industrialização a qualquer custo. Em nome desse “progresso” tudo pode, até destruir nossas fontes de água, que matam a nossa sede e regulam o nosso microclima, como é o caso da Lagoa da Turfeira, destruida para dar lugar a uma montadora de autómóveis. Isso não é mais segredo para ninguém, nem mesmo para os mais distraídos e desinformados: a água será o nosso maior problema, ainda na primeira metade deste século. Estudos recentes da PricewaterhouseCoopers mostram que, até 2025, 3 bilhões de pessoas, em 48 países, sofrerão com a escassez da água. O Brasil será um deles. Não pense você, eleitor de Resende, que isso é um problema apenas do nordeste. O Rio Grande

Eliel de Assis Queiroz

VOTO NO FUTURO DE RESENDE do Sul também já sofre com a seca. São Paulo, por volta de 2015, também será uma das maiores vítimas da escassez de água. Por isso, os paulistas já estão com os estudos de transposição do Rio Paraíba do Sul em estágio avançado. Transposição, se você não sabe, significa desviar 65% do volume do Rio Paraíba para abastecer São Paulo. Vamos acrescentar a esta equação o aumento da necessidade desta água do Paraíba para os municípios paulistas que estão acima de nós. Qual será o resultado? Menos água para Resende com maior complexidade para tratamento. O volume da nossa água irá diminuir, mas o mesmo não acontecerá com o volume de esgoto, pelo menos na mesma velocidade, prejudicando ainda mais a já deplorável qualidade da água captada por Resende. Escassez de água, trânsito caótico, violência em níveis já assustadores, escolas e hospitais em número insuficiente, desemprego gerado pelas indústrias automotivas em fase crescente. É isso mesmo que queremos, uma cidade grande de problemas e pequena de soluções? Esta semana vi uma foto que me deixou perplexo: traficantes, armados de metralhadoras, em cima de uma laje de uma casa em um bairro de Resende. E isso é só o começo. Imagina quando a Nissan, Hiunday e suas empresas satélites estiverem em produção. Não vou desqualificar a administração Rechuan, mas a filosofia do atual prefeito de Resende não é empreendedora, não tem compromisso com o futuro próximo nem distante. A manutenção dos prédios públicos, com ou sem caquinhos, deveria ter sido acompanhada

de novos investimentos, de mais escolas, mais postos de saúde, mais empregos no setor das indústrias criativas, que é a nossa maior vocação. Não avançamos na governança eletrônica, não adotamos

Esta semana vi uma foto que me deixou perplexo: traficantes, armados de metralhadoras, em cima de uma laje de uma casa em um bairro de Resende. em Resende o conceito de cidade sustentável, cidade inteligente. O nível de interatividade do executivo municipal com a sociedade é mínimo, não satizfaz as necessidades de uma sociedade moderna. O município de Resende é carente em recursos da tecnologia da informação. O nível de transparência da adminmistração municipal está muito abaixo do que exige a legislação brasileira. O governo federal é mais transparente que Resende.

A gestão das cidades é o nosso maior desafio. As metrópoles estão se tornando insuportáveis. Ninguém vive impunimente em cidades como Rio e São Paulo. Vale a pena ser doente crônico em pról de um crescimento que não se justifica mais? Pela primeira vez a presidente Dilma disse que o PIB (Produto Interno Bruto), já não tem a importância que tinha até bem pouco tempo. Isso é verdade. Mais importante que as riquezas que um país e que uma cidade produzem é a qualidade de vida do seu povo. E a nossa qualidade de vida está indo embora, atrás do crescimento a qualquer preço. Resende não pode ser governada como uma associação de amigos, onde só entram os chega-

dos. Resende tem vocações naturais, como o turismo, a gastronomia, a cultura, que são segmentos da indústria criativa. Produção de software, de audiovisuais, de artesanato, também são segmentos desta grande indústria. Para você ter uma ideia, a indústria criativa é a maior indústria americana. Pensa no quanto de riqueza a indústria do cinema americano gera para aqule país. A França recebe 60 milhões de turistas/ano. O Brasil patina nos 5 milhões. Quem vai decidir o nosso futuro é você, eleitor. Prefeito não é mais aquele sujeito bom de papo, que dé emprego para os amigos e faz festa com o nosso dinheiro. Prefeito é, ou deveria ser, o condutor dos nossos anseios públicos, e não o maior beneficiário pessoal das nossas riquezas.

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Agosto de 2012 - O Ponte Velha - 5 Luis Felipe Cesar

Mensalão, eleição e meio ambiente Feliz coincidência o início da campanha eleitoral dos municípios acontecer junto com o julgamento do mensalão. A prática de esquemas e favorecimentos para a manutenção do poder certamente não é nova, mas nem por isso é aceitável. Uma vez comprovada, merecerá a mais rígida punição. Conhecer os detalhes sobre o seu funcionamento e os responsáveis certamente ajudará a refletir sobre a prática política brasileira e aprofundar o entendimento de tudo o que a sustenta. Enquanto as campanhas eleitorais puderem ser financiadas por contribuições privadas estaremos sempre imersos no círculo vicioso que requer cada vez mais (e caros) mecanismos de controle e mais relações de compromisso nefasto entre os políticos, que deveriam estar a serviço da sociedade, e os grandes capitais financiadores de campanhas, que evidentemente, por sua natureza, estão a serviço apenas de seus próprios interesses de lucro. Será difícil convergir a prática política e os verdadeiros interesses e necessidades da sociedade enquanto esse sistema perdurar, salvo naqueles casos em que a envergadura dos políticos for suficientemente sólida para sustentar os mais elevados padrões éticos e de responsabilidade social. Uma nova consciência poderia mudar tudo isso, quando empresas financiadoras de políticos forem norteadas apenas pela produção social e ambientalmente responsável, quando os eleitores tiverem pleno entendimento sobre o valor do seu voto e quando os próprios políticos forem motivados unicamente pelo interesse em serem instrumentos para o bem comum, intergeracional, diverso e sustentável. Enquanto esse tempo não chega resta exercermos nossa total atenção aos candidatos, observando o que e como falam, a forma de olhar, a capacidade de ouvir, os seus aliados, a história pessoal e profissional e as suas propostas de trabalho no cargo em disputa. Ainda que possa parecer secundário para alguns, assumir compromissos na área ambiental é cada vez mais importante. E nada de compromissos vazios que não tenham lastro em efetiva capacidade para garantir melhor ambiente, o que inclui proteção às florestas que restam, arborização urbana, saneamento, planejamento urbano, habitação, fomento à economia sustentável, transporte não poluente e muito mais. E tudo isso, se bem feito, refletirá em melhor saúde, alegria e qualidade de vida. Estamos precisando!

O Quintal e a Conferência

Ouro Preto. Década de 1950 Eu era uma menina de sete ou oito anos. Não mais que isso. Escovava meus dentes, para ir dormir. Meu pai parou na porta do banheiro entreaberta e disse: “Feche a torneira enquanto escova os dentes, minha filha”. Fiquei intrigada com a ordem que acabara de receber, mas obedeci. E fui para a cama matutando: “Por que não posso deixar a torneira aberta enquanto escovo os dentes?”... Já estava acostumada às constantes orientações de nossos pais, no sentido de sermos econômicos. Mas por que economizar água, se água não custa nada; se a gente não compra água?... Água brota da pedra ou da terra, sei lá de onde... cai das nuvens... não acaba nunca. Fui dormir ainda matutando... Só vim a entender essa ordem de meu pai, 20 anos mais tarde, quando a humanidade acordou para o fato de que a água, como qualquer recurso natural, é esgotável; pode acabar, sim, se não for usada racionalmente. Onde quero chegar com essa historinha é que meu pai, o Prof. Calaes, era um cidadão ecologicamente correto, por puro instinto, em uma época em que nem existia a palavra ecologia. Em um tempo em que não se falava em consciência ambiental, meu pai já educava sua prole numerosa com essa consciência. Nossos pais formaram em nós, desde muito cedo, o hábito e a atitude do não desperdício, do reaproveitamento de tudo o que pode ser reaproveitado. Quando não se falava ainda em reciclagem de lixo, lá em casa já reciclávamos papel, aprendendo com o exemplo de nosso pai, que resolvia seus teoremas, fazia infinidades de cálculos matemáticos em papel de embrulhar pão. Com um pai professor e oito filhos estudantes, nossa família produzia muito lixo de papel, que minha mãe ia juntando num saco grande, e mandava para o Asilo dos Velhos que, por sua vez, vendia essa papelada para o “ferro-velho”. Ah, sim, a gente juntava muitos outros materiais para mandar para o “ferro-velho” - era assim que se chamava o negócio de comprar e vender material reciclável. Jornal a gente juntava também, e levava para a quitanda do Seu Zeca, no final de nossa rua. Ele embrulhava os produtos que vendia em folha de jornal. Assim era em todas as quitandas e armazéns, naquela época. Também marcou nossa infância o episódio da geladeira que minha mãe comprou contra a vontade de meu pai – que achava, com certeza, que Ouro Preto, por ter um clima muito frio, não carecia de geladeira para conservar os alimentos. Poderíamos continuar conservando-os à moda antiga, colocando-os ao relento, na friagem das madrugadas ouropretanas. E assim economizávamos a energia que a geladeira consumiria. Imagino que essa fosse a lógica do Prof. Calaes, para não aderir ao novo eletrodoméstico. Década de 60 Dando um salto no tempo, me vejo adolescente, aprendendo outras lições ambientais

Virgínia Calaes através do exemplo de meu pai. O engenheiro Calaes, funcionário do DEER, trabalhou incansavelmente na recuperação de estradas vicinais, no interior de Minas Gerais, na região de Piranga, Porto Firme e adjacências. Tornar essas estradas transitáveis era vital para

escoar a mercadoria produzida pelos pequenos produtores rurais do local. Enquanto as obras não se concluíam, meu pai, a cada viagem ao lugarejo onde estava trabalhando, voltava para casa com o jipe do DEER abarrotado com os mais diversos produtos: ovos, cachaça, lingüiça, queijo, farinha, mel, rapadura, galinhas vivas amarradas pelo pé... Estas, coitadas, chegavam em Ouro Preto estropiadas, depois de tanto solavanco pelas estradinhas esburacadas. Coitada de minha mãe, também, que tinha uma trabalheira danada para dar destino a tanta coisa. Apesar de sermos uma família de dez pessoas, não dávamos conta de consumir tudo aquilo, tal a quantidade de coisa que ele comprava. Era sua maneira de contribuir para que os produtores rurais não tivessem uma grande perda. E nesse caso meu pai estava pensando, claro, na perda financeira, mas também no desperdício dos produtos que iam acabar jogados fora. Final dos anos 70, início dos 80 Pulando mais dez anos na linha do tempo... Prof. Calaes completa 70 anos e entra na aposentadoria compulsória. Só mesmo compulsoriamente ele deixaria o trabalho que mais o mobilizava, que era o de “professor catedrático da Escola de Minas de Ouro Preto”, como ele gostava de se identificar, orgulhosamente. Quando se aproximava a hora de se aposentar,

ele já começou a pensar em uma atividade alternativa para preencher o tempo produtivamente, depois que deixasse a Escola de Minas. E resolveu comprar um sítio na região de Santo Antônio do Leite, próximo a Ouro Preto. A partir de então, Calaes e Célia viraram um casal de sitiantes, de pequenos produtores rurais. Criavam cabra, vaca leiteira, galinha poedeira, pato, marreco... um tanto de bicho! Minha mãe virou uma fazedora de queijo de mão cheia. E até se aventuraram pela atividade agrícola: plantavam milho, café, feijão, tomate... Meu pai andava por toda a área do sítio, supervisionando os trabalhos e, na maioria das vezes, colocando “a mão na massa”, com botas de cano longo para se proteger de picada de cobra e seu indefectível jaleco azul de professor – que ele não perdeu o hábito de usar, mesmo fora da sala de aula. Nessa fase, entra em cena, novamente, o Calaes ambientalista. Instalou no sítio um biodigestor para transformar em gás o esterco gerado no capril. Minha mãe passou a cozinhar com gás natural produzido por essa engenhoca. E em uma aventura metafísico-esotérica, o engenheiro andou lendo uns livros sobre a teoria das pirâmides. Ficou convencido do poder da pirâmide de captar/canalizar energia cósmica, pela sua forma arquitetônica - qualquer coisa assim, a grosso modo, pois eu não entendo muito desse assunto. Certo é que ele construiu uma pirâmide no sítio Beira do Minho - (foi assim que batizou nosso sítio, em referência à região do rio Minho, em Portugal, terra de nossos antepassados) -, conforme manda o figurino. E dentro da pirâmide, valendo-se de algumas entre muitas das propriedades da forma piramidal, colocava gilete para recuperar o fio e pilhas e baterias para recarregar. Havia encontrado mais uma forma de dar uma sobrevida a alguns itens de consumo descartáveis. (Em tempo: às vésperas de provas, os netos do Prof. Calaes passavam o final de semana estudando dentro da pirâmide, para garantir um melhor aprendizado e boas notas). A lembrança de meu pai me veio forte na semana do encerramento da Rio + 20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, ocorrida em junho, quando toda a população encontrava-se um tanto desapontada com os resultados (ou ausência de resultados concretos) da Conferência. E eu pensei: ainda que seja primordial o estabelecimento de políticas públicas e de acordos entre nações, para se levar a bom termo qualquer ação global para a preservação do Planeta, a formação da cultura para o desenvolvimento sustentável passa também pelo universo micro, pelas ações locais, a começar pelo quintal de cada um. E em nosso quintal, na rua Tomé Afonso, nº 9, na Água Limpa, em Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil, a gente já fazia nossa parte, desde a década de 50, guiados pelo exemplo de nossos pais.


6 - O Ponte Velha - Agosto de 2012

Daniel, Rei dos Salgadinhos, Coração da Cidade O Rei dos Salgadinhos (popular “Cospe Grosso”) é o bar mais tradicional de Resende. Ainda nos anos 80 do século passado dividia tal honra com a Cantina Portuguêsa, o Caçula e o Gordo, mas agora reina só, resistindo às investidas coreanas. Prima pela qualidade e regularidade das coxinhas, risolis e cia, do chopp bem tirado e do serviço eficiente e simpático. Aos sábados, sua calçada vira uma festa - recados, pagamentos e afins são deixados ali, é local das campanha política e das articulações, das mesas do sábios aposentados, e os resendenses que moram fora não deixam de bater seu cartão quando de visita à cidade. É uma grande instituição orgânica. O Segredo: quatro irmãos - Jairo, Daniel, Paulinho e Décio - que trabalham juntos, e uma equipe de empregados que é quase a extensão da família. Em 1989 foram escolhidos pela ACIAR como empresários do ano. Nesta entrevista, Daniel nos conta como o irmão mais velho, Jairo, veio de Passa Quatro no interior de Minas, abriu uma portinha e foi trazendo os outros. E nos conta histórias desses quase 50 anos de coração da cidade. JOEL: Vocês são de Passa Quatro, a terra do José Dirceu. Você brincava com o José Dirceu? DANIEL: Mamãe era amiga da mãe dele, e ele foi colega do Jairo na escola. Eu era menor. Eu sou sete anos mais novo. GUSTAVO: O teu pai trabalhava com o quê? DANIEL: Ele era pedreiro. Ele trabalhou com um italiano que tinha 37 propriedades, 35 casas e dois hotéis, era muito poderoso em Passa Quatro. E meu pai reformava as casas. Meu pai trabalhava também com plantação de uva e fazendo vinho; o italiano tomava muito vinho. JOEL: E você veio para Resende com quantos anos? DANIEL: Quatorze anos. JOEL: Já direto aqui para o Rei dos Salgadinhos? DANIEL: Não. Em 1964 eu vim para o Tamborindeguy, em Itatiaia, onde eu fui cominho. GUSTAVO: Cominho é o quê? DANIEL: É o ajudante do garçon. O garçon anota os pedidos e o cominho traz o couvert e as bebidas. JOEL: É interessante como o Tamborindeguy foi importante na formação de tanta gente que depois teve restaurante aqui em Resende. O Zé Américo, do Caçula, trabalhou lá. DANIEL: O Armando do Peixe Boi, o Ananias lá do Manejo; o Tamborindegy era o SENAC da época. GUSTAVO: E nos anos 60 eu acho que era o único restaurante de bom nível na Dutra. Todos os ônibus paravam lá. DANIEL: Mas foi o Jairo que começou o Rei dos Salgadinhos, de sociedade com um cunhado dele. O Jairo me colocou para aprender um pouco no Tamborindeguy e em 65 me trouxe para o Rei dos Salgadinhos. Era aqui mesmo, mas era menor. Um balcãozinho só. Onde é hoje o banheiro era a cozinha, e em cima era o depósito. GUSTAVO: Já começou com salgadinhos? DANIEL: Não, começou com miudezas, tira gostos: pescoço de galinha, moela, língua, essas coisas. GUSTAVO: Teve um tempo que vocês serviam essas miudezas de molho com um pratinho de arroz e feijão, um pãozinho cortado, e aquilo era uma delícia. DANIEL: Pois é, o pessoal passou a pedir um arrozinho para acompanhar e aí saía aquele mini PF. Mas dava muito trabalho e a gente resolveu concentrar só no salgadinho.

GUSTAVO: O Jairo aprendeu com a sua mãe? DANIEL: Não, aprendeu trabalhando aqui e ali; o Jairo sempre teve muita vontade de vencer na vida, e então correu atrás para fazer uma coisa bem feita. Ele pedia orientação para o confeiteiro do Tamborindegy; chegou até a pagar a ele. JOEL: Vocês têm quantos empregados? DANIEL: Quatorze empregados, fora eu e o Jairo. O Décio e o Paulinho no momento estão afastados, por questão de saúde. E estão até tristes, porque isso aqui distrai a gente. GUSTAVO: Mas o ritmo é puxado. DANIEL: Mas à noite é mais tranquilo. Eu trabalho oito horas por dia.

JOEL: Vocês têm um jeito muito bom de tratar os empregados. Você acha que isso se reflete na qualidade? DANIEL: Claro. Aqui a gente é uma família. GUSTAVO: Ô Daniel, e nas horas de muito movimento, quando isso aqui fica com a calçada cheia que até parece o posto 9 de Ipanema, você não se atrapalham não? JOEL: Chega um cara que você nunca viu, como é que você anota a conta dele no meio daquela confusão? DANIEL: Pela côr da camisa, se tem bigode, se tem barba... Pega um traço da pessoa e anota. Ou se dá um apelido ao sujeito. Teve um freguês aqui que eu fiquei anos sem saber o nome dele, só chamava por um apelido pra gente identificar. Aí um dia, pelo jornal, eu fiquei sabendo o nome dele. JOEL: E vo cês devem conhecer muita gente, fazer muita amizade. DANIEL: Eu estava um dia passeando de carro com a minha mulher e ele me disse assim: “por que você não coloca no vidro do carro aquela mãozinha acenando para as pessoas?”. Sempre tivemos muitos amigos aqui: pessoal de banco; Banco da Lavoura, do Comércio e Indústria. Seu Hélio, Márcio, Lacerda, seu Nogueira, Virgulino, Ubirajara Cruz... Sempre tem uma mesa dos aposentados, que a gente chama de “A Mesa dos 500 anos”... JOEL: O Ubirajara Cruz foi quem deu o apelido de Cospe Grosso ao bar. Vocês vão resistir muito


Agosto de 2012 - O Ponte Velha - 7 tempo aqui ou vão virar pastelaria chinesa também? DANIEL: Não, não, já fizeram até proposta... Eles estão com sete ou oito casas em Campos Elíseos, estão tomando conta mesmo... E não é só em Resende não; eu fui em Curitiba e vi várias pastelarias chinesas. Aliás, não são chineses não, são coreanos. Eles trabalham bem. Ontem mesmo eu passei ali pelo Estação Delícia e não resisti ao cheiro do peixe, o peixe deles é muito bom. GUSTAVO: Eles são trabalhadores. DANIEL: São, porque são um pessoal sofrido. Igual ao pessoal nosso quando vem de Minas. Quando eu estava em Minas eu trabalhava com um dentista e ganhava 70 por mês. No primeiro dia meu no Tamborindeguy, trabalhando de cominho, eu ganhei 75... e ainda ganhei 23 à noite. E aí pensei: “esse negócio aqui é muito bom! Antigamente os garçons ganhavam muito dinheiro, porque a conta sempre vinha com os 10% e os 10% iam direto só para os garçons. Só que eu ganhava e gastava logo. Eu trabalhava até às duas e meia e aí ia para Itatiaia jogar sinuca. Voltava às cinco para trabalhar, saía às nove e tornava a ir para Itatiaia para ir ao cinema e namorar. E vocês vejam que eu saí do Tamborindeguy, onde ganhava uma média de 100 por mês, para vir ganhar 20 com o Jairo no Rei dos Salgadinhos. Mas valeu a pena, hoje estou bem, o Jairo é um ótimo patrão. JOEL: Você não é sócio não? DANIEL: Sou 20%. Eu e o Paulinho. GUSTAVO: Outro que também é mineiro e trabalha com os irmãos

é o Irineu, do Rei das Trutas, em Penedo. E também tem um serviço muito bom e uma comida que não perde nunca a qualidade. DANIEL: Eu e o Jairo quando vamos a Penedo só comemos no Irineu. Meus dois restaurantes são o Irineu em Penedo e o Peixe Boi aqui em Resende. GUSTAVO: Houve um tempo em que no seu dia de folga você ia sempre almoçar com o Toninho Capitão num desses dois restaurantes. DANIEL: Exato, eu era muito amigo dele. Quando ele adoeceu eu ia visitá-lo em casa, levava pudim. GUSTAVO: Pudim? DANIEL: Eu faço um pudim muito bom. O meu hobby é fazer pudim. Quando eu casei a minha mulher disse assim: “Olha, eu sei que você gosta muito de pudim, eu não vou aguentar ficar fazendo pudim para você e então eu vou te ensinar a fazer pudim”. Pois eu gostei de fazer pudim. Ontem mesmo eu fiz, estou com três pudins na geladeira. O meu pudim é diferente, ele leva creme de leite, não é igual ao tradicional. GUSTAVO: O pessoal encomenda pudim? DANIEL: Eles pedem mas eu não vendo; eu faço e dou. Eu faço um pudim em 15 minutos. Fico vendo um programa na televisão que tem na cozinha e faço o pudim. JOEL: Você ainda vai a Passa Quatro? Ou virou tão Resendense que nem vai mais lá? DANIEL: Vou, quase todo fim de semana. Ainda tenho lá a minha mãezinha, que está com 92 anos. A gente assiste junto ao programa do Boldrin, Som Brasil, e ela gosta também de ver antes aquele outro

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programa da Inezita Barroso. E depois do Boldrin, a gente ainda assiste o Mazaropi. Eu fico sentadinho lá com ela, vendo. Eu levo salgadinho e a gente fica comendo. GUSTAVO: Uma velhinha de 90 anos comendo salgadinho? E o colesterol? DANIEL: Ela come mais os

pessoal ficava brabo com ele. JOEL: O Toninho ganhou a eleição para vereador aqui. A campanha dele foi aqui. DANIEL: E na segunda vez ele disse que só não ganhou porque faltou caneta. Ele tinha mandado fazer umas canetas para dar de brinde, mas acho que fez poucas.

Uma ocasião, um comerciante, que até faliu depois, disse ao Jairo que a gente vendia o salgado muito barato, e o Jairo disse assim para ele: “o freguês precisa do salgado todo dia, e eu preciso do freguês todo dia.” O Jairo é fora de série assados. Para a saúde é melhor o assado. Eu tive problema de colesterol há algum tempo e agora só como os assados. Empada também não posso porque é feita na banha de porco. Então como só pastelzinho, uns quatro a cinco por dia, porque faço lanche no trabalho. JOEL: Por falar em saúde, quando o Dr. Jonas Varginha, pai do Varginha de hoje, se operou ele saiu do hospital e pediu para o carro parar aqui em frente, e vieram pegar um pratinho.. DANIEL: Era fígado de galinha, miúdos; ele gostava de amassar bem, fazer tipo um patê, e brincava dizendo que aquilo era para ninguém pedir. Tem muita história, tem muito personagem... o Anatole, que ganhava de todo mundo na porrinha; o Toninho Capitão que dizia aos outros militares que se ele fosse alguma coisa um dia ia fazer uns 10 canteiros grandes naquela reta de entrada da AMAN e botar um comandante tomando conta de cada um. O

GUSTAVO: Tinha o Bira, para quem era impossível contar alguma piada porque ele sabia todas... DANIEL: Tinha o Dedé Dagele, do PTB, que era o provador oficial de chopp. Porque quando você tira o chopp do barril de madeira sai muita espuma. A gente separava a espuma e o Dedé ficava ali ao lado só tomando, porque ele gostava da espuma. O Silvinho Sampaio, que todo dia tomava a caipirinha dele. O Manoel Ramos, o homem que não bebia água, só cerveja... O Adalberto, da Cooperativa...

JOEL: E o Fred Nordscock, o seu Nogueira do Banco Real... GUSTAVO: Quantos salgadinhos vocês vendem por dia em média? DANIEL: De oitocentos a mil e duzentos por dia. GUSTAVO: Mas no sábado vende mais. DANIEL: Não, no sábado vende mais é bebida. É o pessoal da cerveja. Chegam a ficar 200 pessoas aqui na calçada. GUSTAVO: E não há reclamação por vocês invadirem a calçada? DANIEL: Não porque a gente sempre mantém o direito do pedestre, a passagem para eles. GUSTAVO: Por que vocês não vendem ficha antecipadamente? DANIEL: Porque aqui com a gente é freguesia da casa, e eles não aceitariam isso. Quando tem muito movimento no sábado a gente até procura receber alguma coisa adiantado, assim num lanchinho pequeno, mas quando é uma família que senta na mesa, aí não. JOEL: Ô Daniel, e qual é o salgadinho campeão? DANIEL: É risoli de carne, coxinha e bolinha de queijo.

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8 - O Ponte Velha - Agosto de 2012 (continuação da página 7) GUSTAVO: O meu preferido é o croquete, com uma pimentinha. JOEL: O meu é o bolinho de bacalhau. Ele é feito com batata ou com mandioca. DANIEL: Com batata. Já fizemos com mandioca mas está difícil achar uma mandioca boa, é irregular, perde massa, não dá bolinho; com a batata fica sempre no padrão. JOEL: Pelo tempo que vocês já estão aqui, vocês viram muita mudança de costumes não é não? Um exemplo é a questão da mulher, que até há algum tempo não frequentava bar, tanto que não havia banheiro feminino. DANIEL: Fizemos a pedido das mulheres, principalmente da Vanda, esposa do Carlinhos Teixeira, que vinha sempre aqui com ele. Ela gostava muito de cerveja, aliás gosta até hoje, só que agora ela mora em Barra do Piraí. De vez em quando ela aparece aqui. E hoje as mulheres estão vindo mais do que os homens. Tem dia que algum freguês até observa isso e chama a nossa atenção. Quem diria, não é? Antigamente não se oferecia nem um cafezinho pra mulher em balcão de bar. GUSTAVO: Com o aumento do movimento na cidade vocês estão sentindo necessidade de ampliar? DANIEL: Nem tem como. E outra: o movimento de Resende não é rotativo, é à noite só. GUSTAVO: E quando abriu o Resenbeer aqui ao lado, caiu o movimento? DANIEL: Não, melhorou. O português, o seu Eduardo (proprietário do Resenbeer e sócio da rede Graal entre outras coisas), disse pra gente: “Não se preocupem que vai melhorar o movimento de vocês”. E melhorou mesmo. Os fregueses das duas casas se misturam, a gente vai buscar nosso copo lá. JOEL: Antigamente vocês conheciam os fregueses todos, certo? E hoje? DANIEL: Olha, hoje, princi-

palmente à noite, a gente às vezes não conhece nem 20% dos clientes. Quem observava muito isso era o falecido Waldir Mandrake. GUSTAVO: Mas mesmo com tanta gente nova vocês continuam a ser uma referência para se deixar um recado, um bilhete. DANIEL: Até o pessoal lá de Mauá, quando o cartão do freguês

suspender os pedidos, passamos a trabalhar só com a distribuidora Bevoreli, que fornecia a cerveja e o guaraná. JOEL: Você veja o que é o mau atendimento... E o Lula, da Coca Cola, era cliente aqui, continuou frequentando. DANIEL: (rindo) E tinha que tomar guaraná. JOEL: Depois ele deve ter feito um bom trabalho diplomático e vocês voltaram com a Coca Cola. Deve ser difícil ficar sem Coca Cola. DANIEL: Coca Cola vende direto. Tem um garçon do Peixe Boi, o Tico Tico, que é muito observador, e um dia me falou assim: “puxa, Daniel, vocês não vendem Coca Cola, nem cigarro e nem têm as máquinas caça níqueis, e mesmo assim fazem um sucesso danado!” GUSTAVO: Esse trabalho de vocês andando o dia inteiro não traz um problema específico de saúde? Um problema nas pernas? DANIEL: Varizes. Eu já operei uma perna e vou operar a outra. O Paulinho já operou. A gente pode tomar uns cuidados, como usar aquelas meias especiais, mas a gente acaba deixando no esquecimento. GUSTAVO: Qual é o maior segredo do sucesso de vocês? DANIEL: É muita coisa... como eu já disse, trabalhar numa grande família, trabalhar com produto bom, servir com atenção... Uma ocasião,

Não adianta mexer no trânsito para lá e para cá se não fizer a terceira ponte. dá algum problema, diz para deixarem o dinheiro com a gente aqui. JOEL: E os clientes antigos que não moram mais aqui, quando vêm a Resende gostam de assinar o ponto no Cospe Grosso. Outro dia mesmo eu passei aí e vi o Luisinho Felisbino e o Pedro Nicolini. Um mora em Aracaju e outro no Rio, mas o ponto de referência deles em Resende ainda é o Cospe Grosso. Pedinte aparece muito? DANIEL: Tem, tem os que vêm sempre, mas não perturbam, não. Ficam quietinhos ali no canto esperando. A gente já prepara um pratinho com os salgados que quebram e que não podem ser servidos ao cliente e dá para eles. GUSTAVO: E sobra salgados no fim do dia? DANIEL: Não porque depois de nove horas da noite a gente só frita o que o freguês vai levar. A gente tem um controle bom sobre isso. GUSTAVO: E o material, vocês compram aqui em Resende? DANIEL: Não, vem tudo de fora. É uma farinha especial, Bugre, não é dessa farinha que faz pão, não. Bacalhau, tudo vem de fora, do Rio e de São Paulo. JOEL: Vocês aqui durante um tempo não vendiam Coca Cola. DANIEL: Durante 20 anos nós ficamos sem vender Coca Cola. Na ocasião faltavam uns cascos de fanta laranja e aí eles não quiseram deixar as Coca Colas, e a gente precisando muito. Aí nós resolvemos

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um comerciante, que até faliu depois, disse ao Jairo que a gente vendia o salgado muito barato, e o Jairo disse assim para ele: “o freguês precisa do salgado todo dia, e eu preciso do freguês todo dia.” O Jairo é fora de série, muita gente pega orientação com ele aqui. A gente não ganha na unidade, ganha no volume. Às vezes chega um freguês à noite e leva uma caixa com 50 salgadinhos. Gasta 50 reais. Se fosse comprar uma pizza boa ia gastar mais ou menos isso, e 50 salgadinhos dá para muito mais gente do que uma pizza. GUSTAVO: Ô Daniel, uma época chegou a ter em Resende, além do Cospe Grosso, o Cospe Fino e o Cospe Médio. DANIEL: Os dois eram de irmãos nossos. O Cospe Fino era do Irineu, começou no Manejo e veio depois para perto da rodovi-

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ária; e o Cospe Médio era do Zé Roberto, no Manejo, em frente à drogaria do seu Silvio. GUSTAVO: O que você está achando da cidade? DANIEL: Estou achando ótima. Resende só precisa da terceira ponte. Não adianta mexer no trânsito para lá e para cá se não fizer a terceira ponte. JOEL: O Aluízio Balieiro tem um projeto, que a gente já colocou no jornal quando entrevistou ele, que é ali no São Sebastião, que não precisa passar por cima da Dutra e nem da linha férrea. DANIEL: Só isso que vai resolver. O governador do estado está aí... GUSTAVO: E você vai botar o retrato do Rechuan ou do Noel de Carvalho pendurado aí? DANIEL: De todo mundo.

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Agosto de 2012 - O Ponte Velha - 9

TEATRO INFANTIL 10h - Cine Vitória Dia 20 – Sobrevoar Santos Dumont criança Ele, como tantas crianças, um menino que vive numa dimensão de sonhos. Cia. do Abração – Curitiba – PR - 50 minutos - a partir 4 anos Dia 21 – Frankenstein, Medo de Quem? A Vida entre uma mistura de medo e amor. Dionisos Teatro - Joinville - 60 minutos - a partir de 07 anos Dia 22 – O Menino que Mordeu o Picasso As relações entre um adulto no auge da criação artística e uma criança na sua feliz ingenuidade. -

XII FESTIVAL DE TEATRO DE RESENDE De 17 a 27 de Agosto Charge Produções - São Paulo - 50 minutos - Livre Dia 23 – O Príncipe Peralta Num reino onde impera a injustiça, uma dupla consegue impor uma nova ordem social, regida pelo amor e pela liberdade. - Cia. Muito Franca! - RJ - 65 minutos - a partir de 5 anos Dia 24 – Polenta Com Radite História de amor que se passa na década de 40, inspirada no cinema mudo, na arte do palhaço popular e na pantomima italiana. - Cia Entreato - RJ - 45 minutos - a partir de 6 anos Dia 25 – Cabeça de Vento Uma jornada de amadurecimento, aprendizado e crescimento. - Pandorga Companhia de Teatro RJ - 55 minutos - a partir de 6 anos

TEATRO DE RUA Dia 20 – O Caboclo Zé Vigia 15h – Calçadão de C. Elíseos Casórios, enganos, pactos, paixão doentia, amor verdadeiro e muita diversão. - Tirana Cia. de Teatro - Belo Horizonte - 45 minutos - Livre

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DIA 17 – Abertura da exposição ‘Resende em Cena’ – Espaço Z, 19h – Entrada franca. DIAS 17, 18 e 19 - Apresentação dos Estudos Dramáticos com os alunos do curso livre de teatro da Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda. – Espaço Z, 20h – Entrada Franca DIAS 18 e 19 – Oficina de performance ( 14h no Teatro de Bolso) – Corpo e Espaço Público – Orientação George Sander Martins Urbano – Informações (24) 33543762 – Entrada Franca

Canalização e Purificação do Ser Encontros de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal

Durante os encontros são feitas canalizações de Seres de Luz - que vivem na Unidade - e que podem nos esclarecer sobre diversas áreas da nossa vida, nos trazendo maior paz interior. Também são feitas visualizações com o Cristal Líquido que visam purificar e regenerar os corpos físico, energético e emocional. Valor da sessão: R$ 30,00 (grupo) / R$ 60,00 (individual) Contato: (24) 3354-1779 / (24) 9991-6959 nandasai@yahoo.com.br (Fernanda) Chácara Surubi – Resende / chacarasurubi.blogspot.com

Dia 21 – Ubu Rei 15h – Parque das Águas Ubu mata o rei para se apoderar do trono. Revela-se cruel, estúpido, e o seu pensamento político é absurdo. - Cia. Teatral Boccaccione – Ribeirão Preto - 60 minutos - a partir de 12 anos Dia 22 – Folia de um Semi-Deus, sabe-se lá o que é isso 15h – Colégio Getúlio Vargas – Cidade Alegria Uma viagem atemporal pelo Brasil, com técnicas teatrais que propõe um jogo cênico. - Grupo Teatral de 4 no Ato – Rio de Janeiro - 60 minutos - Livre Dia 23 – Errar É Umano 15h - Visconde de Mauá - Campo de futebol do Lote 10 A história da humanidade, através de quadros cômicos e intervenções circenses. - Cia Sinequanon - Rio de Janeiro - 60 minutos - Livre Dia 24 – Como a Gente Gosta 15h – Parque Julieta Botelho Tobogã Um qüiproquó de amores, ciranda de paixões. - Grupo Maria Cutia Belo Horizonte - 60 minutos - Livre

expediente: Jornalista responsável: Gustavo Praça de Carvalho Reg.: 12 . 923

Arte gráfica: Afonso Praça 24 . 3351 . 1145 // 9301 . 5687 contato@pontevelha.com www.pontevelha.com

Dia 25 – Barro 15h – Engenheiro Passos Baseado na obra do poeta sul-matogrossense Manoel de Barros. - Teatro em Trâmite - Florianópolis - 35 minutos - Livre

TEATRO ADULTO 20h – Cine Vitória Dia 20 – Amor Confesso A partir de contos de Arthur Azevedo, dois atores dão vida a mais de 30 personagens com uma só questão: casar ou não casar? - Cia. Falácia - Rio de Janeiro. - Duração: 80 minutos - 10 anos Dia 21 – Quebra-Ossos Três personagens procuram respostas para o seu passado. Uma história entra na outra, se encaixa, abre portas. - Múltipla Companhia Teatral – RJ - 70 minutos - 12 anos DIA 22 – O Amante do meu Marido Mulher pensa que o marido é homossexual. - RP Produções Artísticas – São Paulo – 12 anos - 1h15 Dia 23 – Leila Baby Uma jovem do interior na capital

conhece um jovem cético que coloca em cheque seus sonhos. - Cemitério de Automóveis – SP - 80 minutos - a partir de 14 anos Dia 24 – Sinfonia do Sonho Tragédia contemporânea lança luz sobre a infância e o futuro. Teatro Inominável – RJ - 90 minutos - 16 anos Dia 25 – Bar Do Fusco Dois irmãos, contando apenas com o nome e um galpão herdado do pai, procuram o sucesso. - Cia. de Teatro Pé Direito – Resende - 70 minutos - Livre Dia 26 – A Carroça dos Desejos Em cada cidade que eles param, encenam espetáculo retratando com humor os efeitos surpreendentes de seus produtos medicinais. - A Carroça Cia. Teatral – RJ - 80 minutos - 16 anos

ESPECIAL 19h – Teatro da Aman DIA 27 – Good Morning São Paulo Mixturebá Vários esquetes e situações inusitadas, em que o tema da inclusão do deficiente está sempre presente - 60 minutos - 10 anos - Entrada Franca.


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10 - O Ponte Velha - Agosto de 2012

Mandarim será obrigatório nas escolas já a partir do ano que vem

Foi assinada ontem, pelo presidente Rogério M. Mattoso, a Lei nº 1.234.567, que estabelece a obrigatoriedade do ensino do Mandarim em toda a rede pública e privada de escolas do Brasil, do pré-escolar ao ensino médio, a partir do ano que vem. Considerada uma conquista pela classe de professores de Mandarim, essa Lei é a culminância de um processo que se iniciou há cinco anos, quando ocorreu a manifestação de dois milhões de professores do idioma chinês nas ruas da capital brasileira, Palmas. O presidente do Sindicato dos Professores de Mandarim, Ching Ling Lang Lung, esteve presente no momento da assinatura presidencial, após o que concedeu entrevista a diversos jornalistas, dizendo que se sente

muito feliz por ver atendida essa antiga reivindicação. Lang Lung não conseguia entender o porquê de tantos anos de demora nessa questão, citando que a classe de professores chineses de Educação Física esperou por um processo muito menos demorado na substituição do futebol pelo kung-fu no recreio das escolas brasileiras. Seguindo a mesma linha de leis, uma que acabou sendo vetada foi a que permitiria o uso de carne de cachorro na merenda escolar. Analistas dizem que foi devido à pressão popular e de ONGs defensoras dos direitos dos animais, porém fontes informais cogitam o veto presidencial ao fato de o presidente ser sócio de uma das maiores redes de Pet shops do Brasil, a “Meu Cãozinho Tão Fofinho”, tendo, assim, receio de perder clientes.

O ministro da Educação, Egumercindo Procópio, falou para a imprensa sobre a mudança

nos livros didáticos de todas as disciplinas, que, segundo a nova Lei, deverão vir impressos em Português e em Mandarim. A comunidade tibetana no Brasil já se pronunciou contra os livros de História e Geografia, que, no novo modelo, omitem os massacres realizados pelo governo chinês no

Tibete. Ainda segundo Procópio, que tem como livro de cabeceira “A arte da guerra”, de Sun Tzu, haverá um tempo de adaptação para os professores e comunidade escolar em geral, pois a Lei trata, por exemplo, da inscrição do nome da escola nos portões destas em ideogramas chineses, bem como do hasteamento da bandeira e do canto do hino da República Popular da China junto com a bandeira e hino brasileiros. Tocadores de guzheng (instrumento típico chinês, da família das cítaras) estão sendo contratados, em regime de urgência, para fazer o acompanhamento do hino na entrada das aulas. O economista e ex-ministro da Fazenda do Brasil, Jeferson Taimesmanei, que desenvolveu durante sua gestão o Bolsa 1,99 e

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o Bolsa Pastel, os quais facilitaram para as classes menos favorecidas, respectivamente, a aquisição de produtos importados da China e a alimentação em lanchonetes chinesas, disse que a economia brasileira terá um grande avanço no setor de edição de livros, de papel e celulose e de desenvolvimento de tecnologias para a educação. Adepto do Confucionismo, assim como cerca de um terço dos brasileiros atualmente, Taimesmanei revelou que a ideia da criação dessas bolsas surgiu após uma consulta ao I Ching, feita em uma de suas muitas viagens a Pequim, ocasião em que teve também a polêmica ideia, que acabou sendo rechaçada pela opinião pública, de substituir o círculo azul da bandeira do Brasil pelo símbolo do Yin Yang. Em sua página da web, o médico acupunturista Jacintho Doralino Rêgo, defensor dos métodos da antiga medicina chinesa, comentou sobre a Lei e sobre as críticas da presença maciça chinesa no Brasil, lembrando que de alguns anos para cá os índices de estresse dos brasileiros caíram drasticamente, fato que ele atribui à regular prática matinal e vespertina de Tai Chi Chuan em milhares de praças e por milhões de pessoas Brasil afora, todos os dias da semana.

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Agosto de 2012 - O Ponte Velha - 11 O

ira

objetivo desta coluna é homenagear pessoas que dão Jo nome a logradouros de Resende. Nesta edição, a homenageada é Anália Franco que dá nome à uma rua no Bairro Morada da Colina, CEP 27523060. Nascida aqui em Resende, em 1º de fevereiro de 1853, registrada com o nome de Anália Emília Franco, passou a se chamar Anália Franco Bastos, após seu casamento com Francisco Antônio Bastos. Tornou-se mais conhecida como Anália Franco. No entendimento de sua crença espírita, desencarnou em São Paulo, no dia 20 de janeiro de 1919. Foi professora concursada, na cidade de São Paulo, ainda com 16 anos, atuando como assistente de sua mãe, até que, aos 19 anos, diplomou-se normalista. Além de professora, foi jornalista (Revista Voz maternal, com tiragem de 6.000 exemplares, a partir de 1º de dezembro de 1903). Como escritora, teatróloga e poetisa, deixou as seguintes obras:

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Nossa História, Nossa Gente

ANÁLIA FrANCO Romances: A filha do artista. [s. l.]:Tipografia Globo, 1899; A égide materna. Publicado em fascículos na revista Álbum das Meninas; A filha adotiva. Publicado em fascículos na revista Álbum das Meninas. Contos: “O canoeiro”; “O orfãozinho”; “A cruz do arroio”; “D. Constantino”; “Inesília (caso verdadeiro)”; “Idílio agreste”; “A sempre-viva”; “Um suicida (caso verdadeiro)”; “Malvina”; “À borda do abismo”; “Uma reminiscência. História de Alcina (caso verdadeiro)”; “A cretina”; “Celina”; “As ruínas”; “As duas irmãs”; “Contos cômicos”; “Minha terra”; “O arlequim”; “O carpinteiro”; “O café”; “Contos infantis n. 1 (História de Eudóxia)”; “Contos Infantis n. 2 (História de Lídia)”; “Enéas”. Poesias: “Uma saudade”; “A mãe de ouro”; “O canoeiro” (em meio ao conto); “Miséria e fé”; “Inesília” (em meio ao conto); “A doida”; “A agonia de Jesus”; “Caridade”; “As duas irmãs” (em meio ao conto). Peças teatrais: “A escolinha”, (em um ato); “A feiticeira”, drama em três atos; “A caipirinha”, comédia em um ato; “As criançolas”, comédia em um ato; “A filha ingrata”, drama em dois atos; “A neta vaidosa”, drama em dois atos; “Quim-quim”, comédia em um ato; “Retrato de Lina”, comédia em um ato; “As duas colegiais”, dois atos. Crônicas: “As vítimas do egoísmo social”; “O Liceu Salesiano”; “A mãe virtuosa”; “A Caridade”; “Instrução obrigatória”; “13 de Maio”; “Intuição moral”; “Educação maternal”; “Educação Física”; “Os pobres”; “Às minhas patrícias”; “As creches”; “Nossa apatia

intelectual”; “Questões sociais”; “O nosso indiferentismo”; “Os filhos”; “Notas sobre Educação”; “A lei do trabalho”; “O ensino complementar e profissional da mulher”; “XV de Novembro”; “Impressões de Natal”; “Instrução popular”; “O dia de Ano bom”; “O enjeitadinho”; “Notas sobre a educação feminina”; “As filhas do mal”; “O lar feliz”; “Impressões de M’Boi (Embu)”; “Os grandes pensadores”; “A mulher e sua educação”; “As mães”; “A nossa educação”; “Educação feminina”; “Conflitos modernos”; “As mães e professoras”; “A nossa apatia mental”; “Notas de uma instituidora”. Como filantropa, fundou dezenas de escolas e de instituições para abrigar crianças órfãs. Na capital de São Paulo, fundou uma grande instituição de auxílio a mulheres, denominada Associação Feminina Beneficente e Instrutiva, onde hoje é o Bairro Jardim Anália Franco. Seu lema favorito era “A verdadeira caridade não é acolher o desprotegido, mas promover-lhe a capacidade de se libertar”. REFERÊNCIAS: www.floradearaujo.org.br; www.espirito.org.br; www.encontrofraterno.gov.br; www.amulhernaliteratura.ufsc.br

Convite Fundação logosófica em prol da superação humana, convida para palestra pública no próximo dia 30/08/2012, com o tema: Estratégia mental no jogo da vida, palestrante marco cohen, docente da fundação logosófica do rio de janeiro, filial botafogo. A palestra terá início às 19 h, no auditório da câmara de dirigentes lojistas de resende, na rua marechal castelo branco, 365, resende. Informações pelos telefones: (24) 33551212/33546516, e-mail: cdilresenderj@gmail.com ou pelo site:www.logosofia.com.br.

Esta invocação é uma Prece Mundial Expressa verdades essenciais. Não pertence a nenhuma religião, seita ou grupo em especial. Pertence a toda humanidade como forma de ajudar a trazer a Luz Amor e a Boa Vontade para a Terra. Deve ser usada frequentemente de maneira altruísta, atitude dedicada, amor puro e pensamento concentrado.

A Grande Invocação Desde o ponto de Luz na Mente de Deus, que aflua Luz às mentes dos homens. Que a Luz desça à Terra. Desde o ponto de Amor no Coração de Deus, que aflua Amor aos corações dos homens. Que aquele que vem volte à Terra. Desde o Centro, onde a Vontade de Deus é conhecida, que o propósito guie as pequenas vontades dos homens. O propósito que os Mestres conhecem e a que servem. Desde o centro a que chamamos raça humana, que se cumpra o plano de Amor e Luz. E que se feche a porta onde mora o mal. Que a Luz, o Amor e o Poder restabeleçam o Plano Divino na Terra. Unidade de Serviço para Educação Integral Av. Nova Resende, 320 – sala 204 CEP: 27542-130 – Resende RJ – Brasil Tels(0xx24) 3351 1850 / 3354 6065

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12 - O Ponte Velha - Agosto de 2012 Antes que me esqueça (ou que me esqueçam) (VI) “A vida é como uma fábula: não importa quanto seja longa, mas que seja bem narrada” (Sêneca 4AC/65DC) Vamos encerrar os anos 80 com o governo Noel de Oliveira e a volta do Noel de Carvalho. Pois bem, recém-chegado em Resende, seis meses e encaro minha primeira eleição, e num clima de quase guerra. De um lado, Noel de Carvalho, candidato a Deputado Federal, apresentando um candidato de continuação de um governo bem sucedido, que em seis anos construiu mais de 12 mil casas na Cidade Alegria, em Porto Real, Engenheiro Passos e São Caetano. Trouxe Sesi, Senac e Senai. Corpo de Bombeiros, Michelin, criou o Polo Industrial, deixou um convênio pronto com a Xerox para a construção do Hospital de Emergência e vários postos de saúde. Do outro Noel de Oliveira e seu jeito mineiro de fazer política. O sistema era de sublegendas. Cada partido poderia lançar 3 candidatos. O PMDB lançou o Oscar Sampaio, o Noel de Oliveira e o Oswaldo da Cunha Rodrigues. O PDS lançou o Edmar Guimarães, Coronel Fragoso e o Aarão Soares da Rocha. Ainda teve o PDT do Gilberto de Souza. Enfim, a legenda do PMDB deu um show e os três candidatos do PMDB somados tiveram o direito de assumir a Poder Executivo nos próximos seis anos, e por uma diferença de pouco mais de 800 votos elegia-se prefeito o Noel de Oliveira. E forma seis anos de um governo que merece um dia ser estudado antropologicamente. Era a velha política do beija mão. Para se ter uma ideia, quem hoje vê as crianças da rede pública com seu cartão eletrônico da São Miguel não imagina o que era no tempo do Noel de Oliveira andar de ônibus. Tinha o passe de ônibus. Mas não era distribuído diretamente às crianças nas escolas. As mães e os pais tinha que pegar esse passe diretamente na Prefeitura (onde hoje é a Casa da Cultura), da mão do prefeito. Eu vi, ninguém me contou, filas de adultos, no sol ou na chuva, que ia do Paço Municipal até o Cine Vitória. Isso todo o mês. Outra coisa maluca desse tempo. O Noel de Carvalho deixou um convênio pronto com a Xerox

A Fila do Beija Mão para fazer o Hospital de Emergência e vários postos. Pois bem, o Noel de Oliveira denunciou na justiça esse acordo, perdeu e ainda tomou uma multa por quebra de contrato. A prefeitura pagou uma multa pesada e o Noel de Oliveira, para satisfação pessoal, ainda tirou uma cópia ampliada do cheque, emoldurou, e quem entrasse em seu gabinete dava de cara com aquele troféu macabro. Os conjuntos habitacionais foram abandonados, ele chamava a Cidade Alegria de Cidade da Tristeza. Em Engenheiro Passos, em 1986, sob a liderança do seu Augusto Carvalho, invadimos o conjunto e ocupamos as casas. Tinha casa com árvore de cambará dentro. Pois bem, a prefeitura não tratava a água nem retirava o lixo. Seu Augusto conseguiu que o SAAE de Volta Redonda tratasse da água e a prefeitura de Queluz recolheria o lixo. O que fez o Noel de Oliveira? Ameaçou processar os dois municípios. Agora, uma coisa de bom acontecia em Rezende nesse tempo. O

Zé Leon

Brasil vivia um período inflacionário altíssimo. E o dinheiro de uma prefeitura de poucas obras estava aplicado, rendendo fortunas. Em resumo, nunca o carnaval de Rezende foi tão animado. Eram sete Escolas de Samba, bolcos de enredo, blocos de embalo, bailes populares e o dinheiro jorrando e a galera pulando até o sol raiar. Mais informações, é só procurar o Luis Fontes na rádio Resende. Ele tem histórias pra contar que varam a noite. E em 1988 se elegia pela segunda vez o Noel de Carvalho. *** Vejam meus poucos mas fieis leitores: quis o destino que no ano que faço 30 anos de Resende eu virasse vereador. Achei bem legal, ainda mais que foi um processo natural. O vereador Pedra mudou de partido e teve o mandato cassado por infidelidade partidária, a pedido do Ministério Público. Sempre tive o maior respeito e carinho pelo Pedra e sua esposa e eles sabem que, se dependesse da minha iniciativa, eu nunca pediria a sua cassação. Mas, como diria o Arnaldo César Coelho, a regra é clara.

Vendemos pelo Construcard da CAIXA e pelo CDC do Banco do Brasil

A Inveja do Poeta Whalt Whitman disse num poema que não invejava quem tivesse muito dinheiro ou fosse famoso; invejava pouca coisa, como, por exemplo, as pessoas que permaneciam juntas por toda a vida. Ele invejaria Celso e Ermelinda (Restaurante Com Água na Boca, de Penedo), que comemoraram bodas de Ouro no mês passado, reunindo seus numerosos filhos, netos e muitos amigos. O Ponte Velha, com aval de Whalt Whitman, lhes dá os parabéns.

Curtas • Morreu, no último dia 18 de julho, João Carlos de Souza Rodrigues, o Joãozinho do Hotel Leme. Bacharel em Direito pela SOBEU de Barra Mansa, era o titular da Cadeira nº 32 da Academia Resendense de História, cujo patrono é João Vilela Alves Leandro, de que tomou posse em 2006, quando foi saudado por Arisio Maciel. Joãozinho nasceu em 22/7/1943, em Niterói e morava há 50 anos em Resende. Foi presidente da OAB local de 1988 até 1991, e no ano de 2010 recebeu a Comenda Conde de Resende. • Claudionor Rosa publicou parte de sua valiosa pesquisa sobre a Municipalidade resendense. “Dois Séculos de Presidentes – Câmara Municipal de Resende, 1801-2012.” Iniciado o projeto na gestão José Leon da Câmara Cultural, a edição se consuma pelas mãos de Márcio Régis e contou com diagramação de Sérgio Ornellas e Tiago Signorini, fotos de Sandra Masseti e do Arquivo Municipal. A Mesa Diretora da edilidade, formada por Kiko, Tivo, Mirim e Timica, foi responsável pelo fato. É o povo no poder. • No último dia 13 de julho, a cidade recebeu de volta o busto de Luis Pereira Barreto, retirado da Praça da Concórdia pela atual administração. Foi reinaugurado em frente à Casa da Cultura, próximo ao monumento comemorativo da cultura do café em Resende. A boa ideia poderia ter sido publicada há mais tempo, evitando apreensões sobre o destino da herma. • O prof. Marcos Cotrim, atual presidente da Academia Resendense de História, lançou dia 4 de agosto, em Itatiaia, o livro São José do Campo Bello – Povoamento e Pecuária, parte de sua pesquisa sobre a história das ideias na região. Trata-se de etapa da publicação da Série Origens, editada pelo Instituto Campo Bello, da qual se encontram prontos mais dois volumes , com edição prevista para 2013. O evento foi promovido pela Academia Itatiaiense de História, dirigida por Alda Bernardes, e organizado pelo prof. Carlos Lima.

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Jornal Ponte Velha - Agosto de 2012  

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