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Revista Mista - Feita para você!

gratuita

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Feita para você! nº 06 | 2010

Na Mira

www.revistamista.com.br

Conheça o empresário Marcos Almada que explica detalhes da Garantia dos Vales

Planejar é preciso Planejar o setor financeiro da sua vida pessoal é indispensável para manter o equilíbrio

Ano-novo, crendices de sempre

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O tempo passa, mas as simpatias para entrar com o pé direito no ano-novo são as mesmas

Ano novo, vida nova Todo fim de ano temos a certeza de que os dias voaram, alguns objetivos traçados foram alcançados e outros terão que ser adiados para o próximo ano


06 | www.revistamista.com | junho 2010


Amadurecimento

editorial Durante este ano a Revista Mista passou por diversas modificações decorrentes do seu amadurecimento editorial. Isso fez com que a publicação deixasse de lado o amadorismo inicial e assumisse definitivamente o caráter sério de um veículo de comunicação. Em sua 6ª edição, nossa publicação é tida como um diferencial na imprensa de Governador Valadares e Região. O que só foi possível em função do conteúdo informativo, dinâmico e contextualizado, que vai de encontro com as expectativas dos nossos leitores. Ao contrário das outras edições, esta é especial, pois vem com a temática de fim de ano e natal. Desta forma, escolhemos pautas e matérias que estivessem interligadas. Na matéria principal intitulada “Ano novo, vida nova”, abordamos a mudança de ano e sua influência direta nos nossos sonhos e objetivos. Durante a leitura da Revista, nosso leitor poderá conferir matérias que oferecem desde dicas de decoração a como se planejar bem financeiramente para o novo ano que se aproxima. Visando contribuir para a comunidade local, a Editora Publicar e a Revista Mista promoveram junto à 3s agência corporativa, uma palestra que contemplou os empresários e os profissionais da área de comunicação da cidade. O intuito foi apresentar a importância da publicidade no mercado e como ela pode ser um ponto relevante a favor da imagem de uma empresa. Esse foi o primeiro evento desta escala promovido pela Editora Publicar, possivelmente virá novos encontros, a fim de gerar discussões positivas, informação e atualização para a Região. Destaca-se ainda a interação que a Revista Mista tem com seus leitores, se fazendo presente nas principais redes sociais, entre elas orkut, twitter e facebook. Mantendo-se conectada ao mundo virtual e criando vínculos com os leitores 2.0, vale lembrar que o portal da Revista Mista possui além de conteúdo impresso, conteúdo inédito, gerando debates, opiniões e informação local na rede. É com muito orgulho que a cada edição nossa Revista conquista novos públicos em cidades vizinhas, entre elas: Itamarandiba, Peçanha, Engenheiro Caldas, Itanhomi, Tarumirim, Santa Maria do Suassuí e Conselheiro Pena. É muito gratificante ver nosso trabalho se expandir, daí nossa preocupação em sempre publicar matérias que acrescentem aos nossos leitores. Boa leitura! Feliz Natal e um Ano-novo repleto de realizações!

do Leitor @glahfranca @RevistaMista Parabéns, que vcs tenham outros aniversários. Nós Valadarenses nos orgulhamos de ter uma revista só nossa e de qualidade! @litah @RevistaMista Parabéns pelo aniversário! Muito sucesso a todos e que venham mais aniversários da melhor revista de Valadares! #RevistaMista @3s_ac @RevistaMista Parabéns pelo Aniversário da Revista! Conteúdo ótimo que vale a pena conferir em todas as edições! Um abraço @may_alanna Parabéns @RevistaMista por dois anos de conteúdo de qualidade! =) @BrianStormm @RevistaMista Uma revista literalmente MISTA, para todos os publicos e gostos! Parabéns ;) @gabriellaclima @RevistaMista A revista Mista é a nova tendência Valadarense!

Para falar conosco mande seu e-mail para publicar@editorapublicar.com.br ou redacao@editorapublicar.com.br Visite também o nosso site: www.revistamista.com.br, que traz notícias atualizadas, de uma forma descontraída e perspicaz.

expediente COORDENADORA Gracilete Cassimiro Ferraz DIREÇÃO EXECUTIVA Pollyana Cassimiro Ferraz FALE CONOSCO: www.revistamista.com.br Fixo: (33) 3275-3524 publicar@editorapublicar.com.br TIRAGEM 6.000 exemplares PERIODICIDADE Bimestral ABRANGÊNCIA Governador Valadares Ipatinga, Mantena, Itabirinha Itamarandiba, Peçanha, Engenheiro Caldas, Itanhomi, Tarumirim, Santa Maria do Suassuí e Conselheiro Pena

JORNALISTA RESPONSÁVEL Ana Eliza Oliveira Graduanda em Jornalismo redação@editorapublicar.com.br

JORNALISTAS DA REDAÇÃO Mariana Muller Tatiana Silva COLUNISTAS Bianca Stucky Brunno Barbosa Cássia Emanuely Joana Ferreira Mattos Lucas Del Peloso Marco Antônio Astolfi Nilton Porcaro Priscilla Radd

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Comportamento Os mitos de final de ano para dar sorte

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Fone de ouvido

Fique por dentro da história da banda Vitrolas

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Preserve

No mundo empresarial a produção limpa deve ser uma prioridade

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Dica de Viagem Use o nosso check-list e não se esqueça de nada

Capa

Ano Novo, vida nova

13 Solidariedade

16 Atualidade

19 Saúde

20 Cultura popular

22 Direito

26 Profissão

30 Infantil

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46 Esporte

Conheça e saiba como ajudar o SOMIREHU

A decoração natalina ainda é tradição em muitas famílias

que fazer com os filhos nas férias?

Afinal, para onde vão as cartas endereçadas ao Papai Noel?

Natal é considerado o Dia Internacional da Troca de Presentes

História Até mesmo a “Grande Guerra” passou por uma trégua em função do Natal

Cuide do seu fígado para que ele não pare de funcionar no final de ano

Conheça os mistérios de ser um Papai Noel

A Trilha OFF Road envolve adrenalina e superação


Gastronomia Aprenda a cozinhar deliciosos pratos para o fim de ano

48 Turismo Curitiba, a capital do Natal brasileiro

60 Narrativas vivas O mercado de ontem, o mercado de hoje

50 Nutrição

52 Transporte

63 Leitor escritor

67 Casa, lar e urbanismo Contabilidade

Aproveite as delícias natalinas sem exagero

A nostaugia do natal

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Na mira

Conheça a trajetória de Marcos Almada no mundo dos negócios

Conheça as vantagens das bicicletas ecológicas

58 Bichos

Gatos: companheiros ou traiçoeiros?

sumário

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64

A decoração das casas simboliza vida, beleza, luz e felicidade

Saiba os impostos que vencem no começo do mês

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76 Tendências

Em foco Planeje-se e não fique no vermelho em 2011

Fique por dentro dos CDs, livros e filmes que são lançamentos

A Revista Mista agradece a todos os colaboradores desde a equipe de edição, aos anunciantes e aos leitores que com sua colaboração, tornaram esta publicação possível. A Revista Mista não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos ou matérias assinadas, que expressam apenas o pensamento dos autores, não representando necessariamente a opinião da direção da Revista. A publicação se reserva o direito, por motivos de espaço e clareza, de resumir cartas, artigos e ensaios. A Revista não possui assinatura e venda unitária. A distribuição é gratuita! É proibida a comercialização ou reprodução, sem autorização da empresa. Todos os direitos reservados.


capa

por Ana Eliza Oliveira

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odo fim de ano o sentimento é o mesmo: como os meses passaram tão rápido?! Sim, primeiro tivemos o carnaval, a Páscoa, festas juninas, logo já era dia da independência, dia das crianças, finados e proclamação da República. Voou! Daí chega novamente o momento de refletir sobre o que foi feito no ano que se passou, e em quais são as metas e prioridades para o próximo ano. Antes de traçar novas metas, é bom pensar em quais foram os projetos cumpridos ao longo deste ano que chega ao fim. Acontece com todo mundo. Provavelmente não há ninguém, em qualquer país do globo, que não trace metas. Para o ser humano é importante estabelecer objetivos, pois é necessário ter uma direção a seguir. A diferença entre sonhar e estabelecer metas claras é que, estabelecer objetivos exige um planejamento, uma formulação e principalmente disciplina para que sejam concretizados. Já sonhar, não segue essas mesmas regras. Assim, pode-se viver sonhando sem chegar a lugar algum. Planejar bem como alcançar metas e concretizá-las contribui para evitar o estresse e obter qualidade de vida. Traçar metas e cumpri-las é extremamente recompensador, gera autoconfiança, sentimento de capacidade, fortalece a autoestima. Os comportamentos são valorizados por aqueles que o rodeiam, e tende-se a repeti-los, com o objetivo de cumprir novas metas. A jornalista Maria Júlia sabe bem o que é estabelecer objetivos. Há cerca de oito anos ela tem uma espécie de superstição. “No dia 31, tiro algumas horas para sentar e colocar no papel tudo o que conquistei durante o ano que se finda e tudo o que não consegui conquistar ou cumprir. É como fazer um balanço geral da minha

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vida, destacando as coisas positivas e negativas que aconteceram. Escrevo em forma de carta e guardo. No dia seguinte, geralmente no meio da tarde, volto a sentar por algumas horas, leio tudo que escrevi no dia anterior e na carta do ano anterior. Assim, traço as novas metas para o ano que se inicia”, conta. Ela acredita que dá sorte e cria esperanças de um ano novo melhor. Muitos se comprometem com objetivos mais simples como perder peso, visitar aquela cidade histórica, passar mais tempo com os filhos. Outros sonham mais alto. Querem comprar aquele carro tão sonhado, sair do aluguel, encontrar um amor pra toda vida. Mantendo os pés no chão, a jornalista afirma que gosta de traçar objetivos que ajudam a manter a felicidade e que estão ao seu alcance. Será que os brasileiros conseguem dar conta de tudo que se comprometem a fazer? A resposta é simples: não. Ano após ano planejam cumprir metas e planos para o ano que se inicia. Mas, na maioria das vezes, isso não é possível. Os motivos para que as metas não sejam cumpridas variam de acordo com cada indivíduo. Uma das grandes dificuldades enfrentadas é sair da “zona de conforto”, pois cumprir metas muitas vezes requer mudanças de comportamento. “Mudanças de comportamento implicam em deixar hábitos e padrões comportamentais há muito tempo praticados. Sem esquecer de que todos nós estamos sujeitos a enfrentar pequenos ou grandes obstáculos no dia a dia, que podem mudar a direção a que nos propomos. Contudo, o maior problema quando as metas não são cumpridas é que a maioria de nós não está preparada para lidar com as frustrações”, explica a psicóloga clínica e mestre em psicologia, Maria Auxiliadora Coelho Lopes.

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Frustração. Talvez seja essa a palavra certa para definir o sentimento de quem não consegue cumprir os objetivos traçados. É verdade que muitas vezes o fracasso de uma situação não está relacionado diretamente a algum erro de quem a praticou. A todo tempo as pessoas interagem, cada um pensa e se comporta de formas diferentes, que nem sempre correspondem às suas expectativas. Não há como ter controle total sobre muitas situações em que se está envolvido. Assim, quando não se consegue alcançar as metas, é necessário fazer uma avaliação adequada da situação. É importante considerar os seus limites, os imprevistos que surgirão e servirão de obstáculos para que as metas sejam cumpridas. Alguns problemas dependem de você para solucioná-los, outros ultrapassam a sua capacidade. “Precisamos aprender a distinguir entre o que esperamos que aconteça, o que provavelmente vai acontecer, e o que realmente aconteceu. A vida, inevitavelmente, tem seus altos e baixos. Quando aprendemos realmente a aceitar esta realidade, chega-se ao passo de tornar-se capaz de lidar com a frustração de uma forma saudável”, esclarece a psicóloga.

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> No momento de traçar metas lembre-se que: Um passo fundamental ao planejar e organizar uma meta é definir o que é mais importante para cada um. Um bom caminho para alcançar o sucesso, é iniciá-lo com pequenas metas. Confira algumas dicas que não falham! * Verifique se suas metas são realistas, ou seja, se são possíveis. *Escolha poucas metas, pois quando você se enche de planos, a tendência é tentar fazer um pouco aqui e um pouco ali e ter dificuldades de concentrar os esforços naquilo que realmente se deseja alcançar. *Tenha sempre flexibilidade para refazer as suas metas diante dos imprevistos. *Diante dos fracassos, não se esqueça de que toda situação tem seu lado positivo e negativo. É necessário buscar o lado positivo dos fatos para tirar dele o melhor proveito. Com o lado negativo aprenda, corrija a rota, mude comportamentos. *Não se deixe levar por pensamentos de incapacidade quando você se deparar com um fracasso. Procure reconhecer o que você está sentindo, e use as suas emoções de forma positiva. Reconhecer os próprios sentimentos é algo que precisa ser desenvolvido, pois contribui para que você possa buscar as causas corretas dos fracassos.

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Partindo dessa pergunta principal, a equipe da Revista Mista foi às ruas para saber o que diferentes pessoas traçaram como objetivos para 2011!

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sa a empre e a minh . Para isso, u q ro e “Qu mais gestão ada vez cresça c orando a minha elh nto estou m morame ndo apri e busca l”. na profissio

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“Pretendo terminar o ensino médio e me aprimor ar mais na área de programação de interfaces”.

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Quero que m eus filhos continue m estudando, e pretendo alca nçar maior sucess o profissional”.

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passar num concurso público

para garantir estabilidade financeira e ajudar minha família”. “Pretendo conseguir um documen to para trab alhar legalmen te na minha áre a”

Marcio Zappula, administrador, 45 anos /

“Em 2011 quero casar e oficializar a minha união com meu companheiro, estamos juntos há seis anos”

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Elza Rodrigues, comerciante, 47 anos

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Jean Carlos Silva, estudante, 16 anos

“Quero arranjar uma namorada e ingressar na faculdade”.

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ter muita saúde, trabalho e sucesso profissional”.

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Elson Fernandes, aposentado, 58 anos

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Pretendo começar minha faculdade de administração e conseguir um emprego melhor”

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Ano Novo,

comportamento

crendices de sempre!

por Mariana Muller

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ano está acabando... E, além da sensação de alívio, vem também a expectativa de que as coisas no próximo ano sejam ainda melhores. Já dizia Mário Quintana: “Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano / Vive uma louca chamada Esperança”. É esse sentimento e a ansiedade provocada pelas palavras fim e começo, que fazem com que a administradora Karla Silame coma 12 uvas fazendo um pedido a cada fruta ingerida, dando 12 pulinhos e cantando Feliz Ano-novo, Adeus Ano Velho bem alto! Tudo junto?! Paula Werneck, assistente de RH, vira o ano com uma calcinha nova, mesmo que não acredite, mas quem sabe foi a calcinha amarela que não deixou faltar dindim no ano que passou?! “A gente não ‘acredita’, mas, por via das dúvidas, faz! Se bem não faz, mal também não fará!”, diz Karla. Não se sabe ao certo de onde surgiram todas essas crendices e simpatias, talvez da diversidade cultural do país. O fato é que elas passaram a ser um costume social.

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Milhares de pessoas lotam as praias na noite do dia 31. Traje branco e flores ao mar. O que deveria ser um ritual da Umbanda virou badalação social. Todos querem sorte! Enquanto alguns saúdam Iemanjá com suas oferendas, outros se banham acreditando que o ir e vir das ondas possa carregar as energias ruins. Cabe a Iemanjá separar depois os seus presentes das mazelas do povo! Uma mistura de crenças com o mesmo intuito, o de atrair boas energias. Se é para o bem, tudo é válido. Diz um ensinamento cristão: “A fé remove montanhas”. Não importa se você acredita que é melhor deixar o frango, que cisca para trás, para comer no Natal e optar pelo porco, que fuça para frente, para comer no Reveillon. Tanto faz se você distribui folhas de louro a todos que estiverem na ceia para que traga dinheiro, que acredite que vestir roupa nova da cor do desejo para o próximo ano é o que vale! O importante é manter a fé do fim ao começo! Energia boa para todos os leitores! Um ano de 2011 com o pé direito!


solidariedade

Somirehu, por Tatiana Silva

zelando pelo presente e futuro dos adolescentes

A

Sociedade Missionária de Recuperação Humana é uma instituição de acolhimento de adolescentes do sexo masculino, que funciona na modalidade abrigo. Sua fundação data de 03 de janeiro de 1972. Lina Martelli, que era membro da Primeira Igreja Presbiteriana de Governador Valadares, começou a recolher e cuidar de crianças que ficavam pelas ruas. No início, ela os levava para o pátio da Igreja. Assim, a Somirehu deu seus primeiros passos, 38 anos atrás. Logo, foi doado por particulares, um terreno no bairro Santa Rita, onde foi construído o abrigo. A instituição atende atualmente 30 adolescentes na faixa etária de 12 a 18 anos. O abrigo funciona a portas abertas. Os adolescentes saem normalmente, frequentando escolas e tendo contato com pessoas da comunidade. Conta com uma equipe de funcionários, sendo três monitores homens, educadores que acompanham os menores; uma cozinheira, uma auxiliar de serviços gerais e uma lavadeira; equipe técnica, assistente social, psicólogo e pedagogo, para acompanhar os menores e as famílias; e superintendência administrativa. Recebe apoio de toda a rede de proteção ao adolescente fornecida pelo município. Muitas vezes, os reflexos da pobreza impõem limites de acesso a serviços, até mesmo aos mais básicos. A pobreza em si não é o fator que determina a retirada do adolescente do seio familiar, e sim esses reflexos que podem comprometer a formação dele. Quando o menor é retirado da família, cabe a quem obtém a guarda zelar e suprir todas as suas necessidades, como desenvolvimento, escola, saúde, alimentação, vestuário, e a Somirehu atua nesse sentido. As crianças e adolescentes são encaminhados ao abrigo pela Vara da Infância e Juventude ou pelo Conselho Tutelar, para cumprirem medida protetiva, não sócio-educativa. “Eles não estão cumprindo pena por terem cometido algum ato infracional. Ao contrário, alguém o fez contra eles. Estão aqui por razões como negligência, abandono, abuso ou orfandade. Não estão presos”, frisa a Assistente Social, Francielle Karla Fabri, que trabalha na instituição há dois anos.

PARA AJUDAR: SOCIEDADE MISSIONÁRIA DE RECUPERAÇÃO HUMANA- SOMIREHU ENDERÇO: AVENIDA WHASINGTON LUIZ, 2941, BAIRRO SANTA RITA CEP: 35.040-560 – GOVERNADOR VALADARES TELEFONE: (33) 3277-1180 DEPÓSITO EM CONTA BANCÁRIA : BANCO DO BRASIL AGÊNCIA: 0166-X --- CONTA: 47593-9

O objetivo não é que o adolescente fique por muito tempo. De acordo com a nova Lei de Adoção, o período de acolhimento em abrigo é de no máximo dois anos. Mas não é possível estipular o tempo, como ressalta a Assistente Social. “Pode ser que a reintegração familiar demore pouco tempo, se a família tiver superado as situações que levaram a retirada do menor. Mas, pode ser que ele não volte para casa. A gente entende que o melhor lugar é na família, mas, em nem todos os casos podem ou devem estar com ela. Não se trata apenas de convencer a família, mas de promover uma mudança de estrutura.” Na Somirehu o trabalho é feito junto à família, para que sempre que possível, o adolescente possa voltar ao lar com segurança. Há casos, porém, em que pode ser destituído do poder familiar, e entregue para adoção. De acordo com Francielle, é mais difícil nesse caso. “No Brasil não existe a cultura de adoção tardia. Então, é feito um trabalho no sentido de investir na autonomia do adolescente. Para que se a família não puder acolhê-lo, ele possa prover a própria subsistência, superar a situação de vulnerabilidade e conseguir manter-se ao sair do abrigo, inserindo-se no mercado de trabalho. Esse é um grande salto na promoção do adolescente.” Fato comum em diversas instituições sociais sem fins lucrativos, a Somirehu passa por dificuldades financeiras. De acordo com a Assistente Social, muitas vezes falta ajuda em espécie para fazer pagamentos, reparos. O abrigo é um tipo de prestação de serviço à comunidade, sendo seus funcionários remunerados, e não se trata de serviço voluntário. Existem parcerias que fazem doações esporádicas. Segundo Francielle, alguns períodos são mais difíceis, mas, em geral, durante todo o ano é complicado. “O período de maior dificuldade de arrecadação de alimentos é no início do ano e, de arrecadação de dinheiro, no fim do ano. As doações são sempre bem-vindas e podem ser em espécie, comida, roupas, materiais de limpeza etc.”

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QUANDO A GENTE INVESTE EM MINAS, A GENTE ESTÁ INVESTINDO NO CORAÇÃO DOS NOSSOS NEGÓCIOS.

RESPEITE A SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO. 16

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R$ 7 BILHÕES EM QUATRO ANOS. A FIAT INAUGURA O MAIOR CICLO DE INVESTIMENTOS JÁ FEITOS POR ELA EM MINAS. DESDE QUE CHEGOU A MINAS GERAIS, HÁ QUASE 35 ANOS, A FIAT SE CONSOLIDOU COMO UM DOS MAIS AVANÇADOS POLOS DE ENGENHARIA AUTOMOTIVA DO BRASIL E UM DOS MAIS PRODUTIVOS DO MUNDO. HOJE, A FIAT É LÍDER NACIONAL EM VENDAS DE VEÍCULOS. AGORA, UM NOVO CICLO DE INVESTIMENTOS SE INICIA. NOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS, A FIAT INVESTIRÁ 10 BILHÕES DE REAIS NO BRASIL, DOS QUAIS 7 BILHÕES FICARÃO EM MINAS. ISSO REPRESENTA 150 MIL VEÍCULOS A MAIS POR ANO SÓ EM MINAS, O EQUIVALENTE À PRODUÇÃO DE UMA NOVA FÁBRICA. COM OS NOVOS INVESTIMENTOS, O GRUPO FIAT IRÁ EXPANDIR OS SEUS NEGÓCIOS, ALÉM DE DESENVOLVER NOVOS PRODUTOS E TECNOLOGIAS E FORTALECER AINDA MAIS A SUA MARCA. PORQUE AQUI ESTÁ O CORAÇÃO DA FIAT NO BRASIL. E FOI COM O CORAÇÃO, A FORÇA E A CAPACIDADE DOS MINEIROS QUE CONSTRUÍMOS A NOSSA HISTÓRIA.

www.fiat.com.br

FIAT. MOVIDOS PELA PAIXÃO.

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atualidade atualidades

por Ana Eliza Oliveira

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urante a infância você já deve ter escrito uma carta para o Papai Noel. Em muitos lares brasileiros, a prática acontece da seguinte forma: no começo de dezembro, as crianças escrevem ao bom velhinho pedindo os tão esperados presentes de Natal. Após escritas, as cartinhas são colocadas na árvore à espera de serem recolhidas. Já em lares de famílias carentes, onde não existe sequer uma árvore natalina, a saída encontrada pelas crianças foi encaminhar a correspondência diretamente para o bom velhinho. O destino: Pólo Norte. Os pedidos das cartas são os mais variados: brinquedos, roupas, materiais escolares e até casas, carros e empregos para os pais. A estudante Janice Ferreira Rodrigues, de 11 anos, está acostumada a enviar cartas para o bom velhinho. Já escreveu para ele três vezes. Assim como nas outras vezes, pediu roupas, calçados e materiais escolares. “Minha família é muito carente e não tem condições para me dar o que preciso. Por isso escrevo ao Papai Noel. Nos anos anteriores fui atendida, neste ano, também espero que isso aconteça.” Assim como Janice, milhares de crianças tiveram a ideia de recorrer ao bom velhinho. Foi dessa forma que os Correios começaram a receber as primeiras cartinhas endereçadas ao Papai Noel. Logo veio a pergunta: o que fazer com tantas cartas? Os funcionários, informalmente, começaram a se juntar para comprar alguns presentes. Logo, a empresa percebeu que podia apoiar o grupo, dessa forma foi criada a campanha Papai Noel dos Correios. Realizada há mais de 20 anos, a ação se transformou em uma das maiores campanhas sociais natalinas do Brasil. À medida que os Correios recebem as cartas, as mesmas são digitadas e colocadas nas árvores de Natal das agências. A partir daí,

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os desejos e os sonhos das crianças que escrevem, dependem dos padrinhos, pessoas que vão às agências e apadrinham as cartas. Até o dia da apuração de informações junto à empresa, haviam sido recebidas cerca de três mil cartas do Vale do Rio Doce e Aço. No ano passado, a região recebeu cerca de sete mil cartas, das quais 100% foram apadrinhadas. Distribuir presentes não é meta institucional da campanha, a principal preocupação é responder aos remetentes das cartinhas endereçadas ao Papai Noel e promover a mobilização dos Correios e da sociedade em torno dos sonhos das crianças brasileiras. A disseminação, em todo país, de valores natalinos como amor ao próximo, solidariedade e felicidade é o principal benefício conquistado graças à vontade dos mais de 108 mil empregados e à solidariedade da sociedade brasileira.

Se você ainda não apadrinhou nenhuma cartinha, vá até a agência central dos Correios da sua cidade e escolha a sua! Ainda dá tempo de fazer uma criança feliz! Janice e seu irmão Pedro

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saúde

Tudo passa pelo Fígado Por Tatiana Silva

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tire a primeira pedra quem nunca exagerou um pouquinho com as delícias gastronômicas nas festas de fim de ano. Nesse período, comida e bebida rimam com os famosos excessos. É o fígado que acaba levando a culpa por todos os exageros cometidos. A ressaca ou a dificuldade de digestão, comuns quando se come ou bebe demais, em geral, são atribuídas ao mau funcionamento do fígado e não aos excessos praticados. É preciso cuidado, pois esse órgão é uma glândula que exerce importante função no sistema digestivo. Ele funciona como uma “usina”, metabolizando as substâncias ingeridas, desdobrando-as e aproveitando-as na formação de glicose, gorduras, colesterol, enzimas e proteínas que atuam no equilíbrio do organismo. “Fazendo uma comparação, o fígado é o “CPU” do corpo humano, processa todas as substâncias ingeridas, assim como o CPU processa as informações no computador”, destaca o médico especialista em doenças do fígado e aparelho digestivo, Altair de Carvalho. O principal vilão do fígado é o álcool, depois dele, a gordura. Consumo excessivo de álcool pode acarretar inflamação do órgão e destruição das células, causando hepatite alcoólica e aumentando as células gordurosas, o que os especialistas chamam de fígado gorduroso. O uso prolongado do álcool pode ocasionar complicações ainda maiores à saúde. “Consumo de álcool de maneira progressiva pode evoluir de um quadro de hepatite alcoólica para uma fibrose. Esta é a substituição do tecido comum por um tecido fibroso. O que gera a diminuição da capaci-

dade de trabalho do fígado e leva a uma cirrose, que, por sua vez, é um quadro irreversível.” No caso da cirrose, a única solução é o transplante de fígado. Pessoas com histórico familiar, questões genéticas, ou que foram acometidas por alterações hepáticas, doenças como hepatites A, B e C, devem redobrar os cuidados, pois estão predispostas a sofrerem algum problema no fígado e terem seu funcionamento comprometido. Além dos cuidados habituais, durante as festividades de final de ano é preciso estar atento não só ao abuso do álcool, mas ao consumo de alguns alimentos, alerta o especialista. “Nesse período festivo os cuidados devem ser ainda maiores com os alimentos que contêm excesso de gordura, como castanhas, nozes, chocolates, carne de porco, frituras.” Exagerou, não teve jeito, o que fazer? O médico recomenda repouso, hidratação e uma dieta pastosa, rica em carboidratos. “O ideal é dar um descanso ao fígado. Repousar e ter uma dieta leve. A vantagem, no caso dos exageros de fim de ano, é que o fígado é um órgão que tem grande facilidade para se recuperar. Basta deixá-lo descansar que logo fica bom.” Mas fique esperto, não é porque ele se recupera logo que é permitido abusar de sua boa vontade. Em época de festas, o importante é se divertir sem se descuidar da saúde.

Altair de Carvalho, Médico especialista em doenças do fígado e aparelho digestivo

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cultura popular

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ma guirlanda na porta de entrada da casa é o primeiro sinal da paixão da moradora por decoração natalina. A cirurgiã-dentista, Edna Eustáquio de Azevedo, 55 anos, conta que a vida inteira gostou de decoração. Afirma que “não saberia viver sem comemorar alguma coisa”. Em ocasiões como Páscoa, copa do mundo, sempre enfeita a residência. Mas, a época mais esperada por ela, é o Natal. “Eu gosto de festas, de decorar tudo. Adoro comemorar meu aniversário. Como não iria gostar de comemorar o aniversário de Jesus? Por isso, todo ano preparo a minha casa e o meu coração para festejar essa data tão especial.”

A cirurgiã dentista, Edna Eustáquio de Azevedo

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Em todo o canto que se olha, tem um adereço natalino. Dos pratos à geladeira, toalha de mesa, mesinha do computador, até os quartos e banheiro. São detalhes e mais detalhes por todos os lados. Edna conta que quando seus filhos eram pequenos, fez um Papai Noel para cada um e eles dormiam com o brinquedo. Conforme foram crescendo, acabaram deixando-o de lado. “Quando eles eram pequenos gostavam disso, hoje eles aturam. Ainda tenho o Papai Noel que fiz, guardo de recordação.” Todo ano é uma decoração diferente. Sempre pensando em algo que não atrapalhe a rotina da casa. Começa em novembro e só é desmontada em janeiro. Parte dos enfeites é comprada, mas a maioria é feita por ela, que adora artesanato. O investimento é pequeno perto da satisfação de seguir a tradição de decorar a casa, diz a cirurgiã. Para gastar pouco, vale abusar da criatividade. Edna conta que já fez decoração com materiais reciclados, como uma árvore utilizando garrafas pet, entre outros. Este ano, a ideia foi aproveitar CDs velhos e arranha-

dos. Ao invés de irem para o lixo, foram parar direto no lugar das bolinhas coloridas da árvore de natal. Enfeitados com fotos de toda a família, que deram um toque todo especial e pessoal à decoração. São 40 CDs que, junto aos laços de fita, enfeitam a árvore na sala de estar. Na casa de Edna a comemoração do Natal conta também com a tradicional ceia e com o amigo oculto. Para completar o clima natalino, um ato de solidariedade. Há cerca de cinco anos, ela presenteia crianças que enviam cartinhas para o Papai Noel aos Correios. “Decoro a casa, e, mais que isso, eu preparo o meu lar e o meu coração. Estar bem com a família e consigo mesma é a parte mais importante, junto à ajuda ao próximo. Seria bacana se muitas pessoas fizessem isso. Dentro das minhas possibilidades sempre gosto de ajudar. Faz bem.” Com a casa toda decorada para o Natal, Edna já está pensando no ano que vem. Muito bem humorada, ela brinca, comparando-se a uma escola de samba. “Mal acabou o carnaval e os carnavalescos já pensam no desfile do próximo ano, juntando o que sobrou, assim sou eu com a decoração de Natal”, diz, sorrindo.

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direito

Data Internacional

da troca de presentes por Ricardo Costa Advogado especialista em Direito do Consumidor e professor da disciplina “Direito de Empresas” na Fadivale

É

poca de Natal é tempo de dar e receber presentes. Já a semana depois do Natal, é muito conhecida como a “Data Internacional de Trocar Presentes”. Aí começa a dor de cabeça para muita gente. Muitos consumidores não sabem quais são os seus direitos na hora da troca de mercadorias. O principal dever do consumidor é o da compra consciente, momento em que ele não deverá deixarse levar pelas promessas fantasiosas dos lojistas. Cores, decoração caprichada, promoções e parcelamento são tentações difíceis de resistir. Todavia, mesmo os consumidores conscientes estão sujeitos à compra infeliz. Tem-se ainda o caso dos presentes, mercadorias adquiridas por um parente ou amigo e que, por não serem do agrado de quem os recebeu, obriga o presenteado a procurar a loja para uma troca. Esse momento é de extrema tensão e requer muita sensibilidade por parte do comerciante, que deverá tratá-lo como um cliente em potencial.

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Alguns maus comerciantes até hoje insistem em dizer que a troca de presentes só é obrigatória nos casos de vícios, popularmente conhecidos como defeitos. Não é bem assim. Em alguns setores do comércio, a troca é um costume, e que por ser um costume e, por assim sê-lo, acaba virando lei. O ramo de vestuário é um desses setores em que a troca é um costume. É assim que a lei determina sobre o assunto, dizendo que o costume incorporase ao direito do consumidor, nos termos do art. 7º do Código de Defesa do Consumidor. Se no ramo do vestuário a troca de mercadorias recebidas em presente é uma prática costumeira, passa então a ser obrigatória para o direito do consumidor. A regra é a de que se a loja silenciar a respeito da troca prevalece o costume. O consumidor que compra ou recebe de presente uma roupa tem legítima expectativa de sua troca, caso venha a não gostar. Essa troca, diferentemente do que acontece nos casos de defeitos, é feita sem-


pre por outro produto de valor idêntico ou de valor superior, complementado o preço neste caso. As regras para a troca de presentes não são definidas pela lei, ficando ao encargo do próprio comerciante estabelecê-las. O que deve ser observado pelo comerciante é que essas regras devem ser impostas anteriormente ao ato da compra, sendo que o consumidor deve ser avisado antes de adquirir o produto sobre quais são as condições para a troca, ou até mesmo se a loja aceita que o presenteado troque o produto. O comerciante poderá estabelecer que a troca seja feita sob a apresentação da nota fiscal, sob a condição do produto estar acompanhado da etiqueta de marcação, ou até mesmo restringir a troca de alguns itens. O que o comerciante não pode fazer é impor regras que diminuam o consumidor que pretende trocar o presente que ganhou como, por exemplo, impedir tal prática nos fins de semana, feriados ou em determinados horários, o que configuraria prática comercial abusiva. Se o consumidor tem o direito de comprar nesses dias e horários, obviamente tem o direito de efetuar trocas. Se o lojista joga no time dos bons comerciantes, que aceita a troca de pre-

sentes, ele não pode impor regras discriminadoras. Já no caso em que o produto apresenta defeito, o consumidor tem a alternativa de trocá-lo, de receber um abatimento proporcional no preço ou mesmo de desfazer o negócio, recebendo o dinheiro de volta e devolvendo o produto. No caso de produtos importados valem as mesmas regras de troca e garantia. Produto importado só com nota fiscal, devendo ser verificado ainda se o manual e a garantia estão em português. Antes de comprar, o consumidor deve checar se a marca oferece assistência técnica no Brasil. Cuidado com o local da compra, ele é primordial para não levar produtos falsificados ou contrabandeados. Em relação à compra à distância, pelos Correios ou Internet, as regras são um pouco diferentes. Quando o consumidor faz uma compra à distância, ele tem o direito de devolver o produto num prazo de sete dias. Como o consumidor, nesse caso, não foi à loja, não manuseou o produto, não viu se ele atende à sua necessidade, a lei prevê um prazo de sete dias para o arrependimento e a devolução do produto.

Dicas paras as compras de Natal e para a Data Internacional da Troca: • Decida por comprar nas lojas que aceitam as trocas sem restrições. • Guarde a nota fiscal de compra e não retire as etiquetas de identificação do produto. • Anote o nome do vendedor da loja, e, em caso de troca pelo presenteado, informe a ele quem procurar.

• Não se deixe levar pelas ofertas mirabolantes dos comerciantes, para livrar-se da compra supérflua, e, acima de tudo, pesquise os preços. • Evite adquirir produto de péssima qualidade só porque o preço está bom, para evitar o desgosto de comprar uma mercadoria defeituosa.

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fone de ouvido

VITROLAS

Uma história além da rosa por Ana Eliza Oliveira

U

m grupo de amigos, uma banda... O que veio primeiro, a banda ou a amizade? No caso dos Vitrolas foi a amizade, que surgiu ainda na infância. Na época, eles nem sabiam tocar instrumentos. Hoje, com 10 anos de carreira, a banda alcançou a maturidade musical esperada, desde o começo, de um grupo que se destacou no cenário mineiro graças à ousadia de criar um som original, com composições próprias. Na época do colégio, os músicos que hoje formam o Vitrolas tiveram a ideia de criar uma banda de rock. O objetivo inicial era tocar rock dos anos 50 a 80, nas festas da escola. O nome do grupo era Brick Heads e eles se apresentavam nas tradicionais festas de Governador Valadares: Festa da Fantasia, Fest Rock e Exposição Agropecuária. Até então, a banda era uma atividade de lazer. Foi só no ano de 2000, que Paulo, Fernando, Berna, Léo e Loro resolveram engatar de vez no mundo da música. Assim, o nome da banda foi trocado para Vitrolas, que segundo o baterista Loro, tinha mais a ver com a identidade da banda. Neste mesmo ano, cheios de composições próprias, o grupo lançou o CD “Vitrolas”. Visando alçar voos maiores, em 2001 a banda saiu do interior para tocar na capital. Assim, ficou mais conhecida em Belo Horizonte e na região. Durante esse tempo, tocou em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e também no Sul do Brasil. É importante lembrar que, ainda hoje, a banda continua fazendo shows em vários estados. Depois dessa maratona de shows e da grande aceitação do público, em 2005 chegou a hora de a banda lançar o álbum “Somos um Só”. Logo em seguida, os músicos saíram em turnê de divulgação do novo trabalho. Deste segundo disco saíram canções como “A Rosa” e “VelhaVitrola”, que marcaram a carreira da banda. No ano em que completam 10 anos, os Vitrolas não poderiam deixar os fãs com saudade. Eles se preparam para lançar mais um álbum de músicas inéditas. De

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acordo com o perfil da banda no Facebook, o CD terá quinze faixas, que provavelmente virão divididas em três capítulos de cinco músicas. “Se ouvidas em sequência, é possível perceber a ligação e observar o sentimento em pleno movimento, deslizando de uma canção pra outra, às vezes leve, às vezes pesado”. Para os fãs mais afoitos, no myspace da banda, já podem ser ouvidas as músicas “Ela” e “Corram”. Para quem acompanha os meninos desde o início, é impossível não perceber o amadurecimento musical. “Houve no Vitrolas uma mudança natural, espontânea, um amadurecimento musical que se fez com o passar do tempo e com as experiências adquiridas durante a nossa trajetória. Nós nos desprendemos de certos preconceitos e pudores, e passamos a tratar a música de maneira mais abrangente, tentando entender que cada uma tem seu propósito. Até mesmo na linguagem é percebido que o Vitrolas hoje tem um vocabulário mais rico, uma bagagem maior”, explica o vocalista Paulinho. Um ponto forte da banda é acreditar na internet e no seu poder de difusão, por isso utilizam-se e muito desta ferramenta. Numa pesquisa rápida na rede é possível encontrar a banda nos principais sites de relacionamento. “É fato que a internet veio para ajudar. É o meio mais poderoso de divulgação e circulação, tudo isso de forma gratuita. É possível comercializar ou disponibilizar músicas, divulgar e massificar seu nome, sua marca, seu show, enfim, muitas bandas ganharam força e até se despontaram no cenário exclusivamente por causa da internet. Temos tentado aproveitar ao máximo essa ferramenta e a cada dia descobrimos novas maneiras e possibilidades de mostrar nossa cara”, conta o vocalista. Sobre o andamento do novo CD, os músicos contam que no momento estão finalizando a fase de pré-produção. O lançamento do álbum está previsto para o início de 2011. Os planos para o futuro não param por aí. “Estamos viabilizando, por meio de alguns editais de cul-


tura, extensa turnê de lançamento do disco por todo o estado. Pretendemos oferecer, também nessas viagens, workshops de gravação de áudio, história da música brasileira e algo voltado aos guitarristas em geral, o que ainda está sendo elaborado. Minas Gerais é o estado brasileiro onde a nova música independente tem atingido seu maior pico, em termos de estrutura e de artistas. Estamos bastante ansiosos com o futuro”, afirma Paulinho. E o relacionamento entre os músicos? Dez anos de estrada não fica cansativo? “O nosso relacionamento é o melhor possível. Vivemos juntos há 10 anos e o Vitrolas é mesmo uma família. Discussões raramente acontecem, e quando rola é em prol da banda. O que se deve realmente destacar é a harmonia, o respeito, a admiração que temos uns pelos outros”, finaliza.

O que é o VITROLAS para cada integrante...em poucas palavras! por Paulo: Sentimento em movimento!!! por Fernando: Olhos nos Olhos. por Berna: Muitos começam, poucos persistem. por Leo: Liberdade, verdade, renascimento e esperança. por Loro: Verde, laranja, gris e azul. Acesse também os endereços: www.vitrolas.com.br | myspace.com/vitrolasrock twitter.com/vitrolasrock vitrolasrock.blogspot.com

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profissão

Identidade SECRETA por Tatiana Silva

E

le é fofo, carinhoso, querido, carismático, tem estilo próprio, é popular e principalmente nesta época do ano, aparece em todos os lugares. Já sabe quem é? Ele é o cara, e a cara do Natal. Uma pista: “Ho ho ho!”. Estrelando, São Nicolau, ou, como é mais conhecido no Brasil, Papai Noel. A vedete da estação está nas lojas, shoppings, casas, ruas e decorações. Nesta época do ano, acontece o verdadeiro milagre da multiplicação. Por trás de cada roupa vermelha, gorrinho e barba branca, existe uma pessoa comum, encarando a responsabilidade de representar o personagem mais famoso do Natal. Como diz a célebre frase do químico francês Lavoisier “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Nesse caso, é exatamente isso que acontece. Ninguém nasce Papai Noel, muitas pessoas se transformam nele. Como isso acontece? Há sete anos, a fotógrafa Suely Cândida Gomes Cardoso tem a tarefa nada simples de escolher alguém, que por cerca de doze horas diárias, durante dois meses, ao sair de casa, deixará para trás sua verdadeira identida-

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de para assumir a de Papai Noel. Funciona como no serviço secreto da CIA, com identidade secreta guardada a sete chaves. Apenas aqueles que estão envolvidos sabem quem está por trás do disfarce. Todo esse cuidado é para que não se quebre o encanto natalino. Segundo Suely, escolher alguém para ser Papai Noel não é fácil. Não é só a caracterização, embora este seja um detalhe importante, há muito mais por trás disso. “Tenho alguns critérios na escolha, como a questão da idade, se a pessoa tem filhos, a paciência e o carisma. Tem que ter um perfil que se encaixe. Tem que saber lidar com as crianças”, conta. A busca de Suely começa muito antes do Natal. Em março inicia-se a pesquisa. Em épocas passadas, chegou a procurar o candidato para encarar o personagem por meio de anúncios em jornais. Não deu muito certo. “Vieram até pessoas bem jovens, interessadas no dinheiro. Se pensou primeiro no dinheiro, não serve. Esse é um trabalho que exige muita dedicação e paciência. A pessoa tem que deixar os problemas em casa e saber


Foto: Suely Cândida Cardoso

que ao vestir aquela roupa, ela realmente se torna Papai Noel.” Suely afirma que analisa cada candidato como mãe e como fotógrafa, é muito importante escolher a pessoa certa para o cargo. Este ano, o escolhido tem 32 anos e trabalha normalmente como pedreiro. É a primeira vez que assume o papel de Papai Noel, e diz estar muito satisfeito. “É um trabalho alegre, divertido, distrai. O que eu tenho sentido é inexplicável ao ver a alegria das crianças, o sorriso no rosto e a satisfação pelo Papai Noel estar ali com elas”, fala entusiasmado. A emoção saltando aos olhos do “bom velhinho” é visível em todo momento. Mas, nem tudo é um mar de rosas, segundo ele, a parte mais difícil é a roupa, pois esquenta muito. Tá pensando que ser Papai Noel é moleza? Não é não. São cerca de doze horas diárias, ultrajado com a caracterização, sendo o centro das atenções. Os flashes não param e as crianças adoram ficar perto dele. O Papai Noel de primeira viagem, parece já ter se acostumado com tudo isso. Ninguém da família, nem amigos, sabe quem é ele. Conta que seus filhos ainda não foram ao local. Um amigo quase descobriu sua identidade secreta, por pouco ela não estava ameaçada. “Ele passou, olhou, olhou, mas, pelo visto, não me reconheceu. Disfarcei bastante, pois se alguém descobrir perde a magia, acaba a graça.” Nosso “amigo secreto” acredita que o Papai Noel está ali para tirar coisas ruins e colocar coisas boas na cabeça das crianças. “Nesse mundo cheio de violência é importante resgatar a magia do Natal. Fazer com que as crianças saibam que os dias podem ser melhores.” Para incorporar o personagem, conta que seu segredo é fazer uma oração para esquecer tudo lá fora, e ali ser apenas Papai Noel. “Sinto que volto a ser criança para poder lidar com elas. Esqueço tudo e me transformo em São Nicolau, o Papai Noel, um velhinho de 102 anos que veio do Pólo Norte”, sorri ao contar que os pequenos querem saber se ele é mesmo o “bom velhinho”, de onde veio, quem faz os brinquedos, mexem na barba, na barriga, e o enchem de perguntas. Segundo a fotógrafa Suely, ele tem tirado de letra a tarefa. Ele disse já ter trabalhado em diversas áreas, parece mesmo encantado com sua mais nova atividade. “Ser Papai Noel tem sido uma experiência muita boa. Se escrevesse um livro sobre minha vida, esta seria sem dúvida a melhor parte”. Como até pode ser esperado por alguém, sua verdadeira identidade ééé... São Nicolau, ou, Papai Noel, um velhinho simpático de 102 anos que veio do Pólo Norte. Caro leitor, se você pensou que ao fim da matéria seria revelada a identidade secreta está muito enganado. É segredo confidencial entre fonte e jornalista. Ninguém aqui quer estragar a beleza do disfarce. Viva a magia do Natal!

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infantil

FĂŠrias ee filhos, filhos, FĂŠrias

que fazer? fazer? oo que por Ana Eliza Oliveira

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S

eja em julho ou dezembro, com a chegada das férias escolares, o dilema dos pais é sempre o mesmo: como ocupar o tempo dos filhos no período de recesso. A maioria trabalha o dia inteiro e não tem tempo para ficar com eles. Dessa forma, as crianças acabam passando grande parte do dia em frente à televisão ou aos computadores e vídeo games, o que em excesso é prejudicial. Especialistas afirmam que para reverter essa situação, basta um pouco de criatividade por parte dos pais. Geralmente quando entra de férias, a maioria das crianças fica ociosa. Poucos são os pais que conseguem passar grande parte do tempo com os filhos ou fazer uma viagem em família. Sem muita opção, a solução que muitos encontram é colocá-los em colônias de férias. É uma boa idéia. Mas é muito importante que antes de matriculá-los nessa atividade, os responsáveis chequem as referências e quais são os profissionais que trabalham no local. Os pais ocupados durante o dia ainda contam com a opção de ficarem com os filhos na parte da noite e aos fins de semana. Momentos oportunos para que a família saia da rotina e se envolva em atividades diferentes. “As crianças não esperam grandes programas da família, apenas atenção. Por isso, para aproveitar o tempo com os filhos, basta ser criativo e usufruir do momento de lazer”, explica a psicóloga clínica infantil, Ana Paula Machado dos Santos. Uma maneira bem legal para passar as férias, sugerida pela psicóloga, é o revezamento na casa de amigos. “O que indicamos é que cada dia um amigo receba os outros em sua casa. Com esse revezamento não fica cansativo para nenhum dos pais. O importante é sempre ter um adulto por perto acompanhando as atividades.” A estudante Paola Leite Tavares, de 26 anos, conta que nas férias a filha Letícia usa o tempo para se divertir. “Nas férias as crianças devem ficar por conta das brincadeiras. A minha filha usa esse tempo para andar de bicicleta, skate e fazer palavras cruzadas”, conta. O momento de interação entre pais e filhos deve ser utilizado também para resgatar as brincadeiras de criança. Brincar de amarelinha, de pular corda, de casinha. De todas aquelas brincadeiras que hoje em dia são esquecidas pelas crianças. “As férias existem para que a criança descanse e relaxe. Por isso, é importante que nesse período elas se ocupem somente disso”, afirma Ana Paula.


infantil

SerĂĄ que toda mĂŁe

sabe

amamentar? por Ana Eliza Oliveira

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T

oda mulher que está se preparando para ser mãe tem consciência da importância da amamentação para o bebê. Trata-se de uma poderosa fonte de comunicação que fortalece o vínculo materno por meio do aconchego, do contato físico, do calor e da troca de olhares entre mãe e bebê. Para que esse momento aconteça de forma correta e saudável para ambos é importante bastante atenção! Estudo feito pelo Centro de Referência Estadual em Bancos de Leite Humano do Piauí revelou que, uma a cada quatro mulheres, não sabe amamentar. As principais dificuldades notificadas no momento da amamentação pelas mães se referem ao correto posicionamento da criança, à dor causada pelas rachaduras nos bicos e, também, à baixa produção de leite. Estes são os principais motivos que levam as mães a desistirem da amamentação. Quando começou a amamentar o pequeno Lucas, a auxiliar administrativa Luna Castro Cruz confessa que teve algumas complicações. “Nos primeiros dias, a maior dificuldade foi a insegurança, o medo de não ter leite suficiente e não saber se bebê estava amamentando na posição certa”. Os pesquisadores constataram que a falta de orientação, antes e depois do nascimento do bebê, é a principal causa para que as mães não obtenham sucesso nesta tarefa. O que acontece é que boa parte das mulheres que será mãe não recebe nenhum tipo de instrução sobre como massagear e estimular as mamas ou mesmo posicionar o recém-nascido. No caso de Luna, o que trouxe maior desconforto foram as rachaduras nos mamilos. “Nos primeiros 15 dias, meus mamilos ficaram bem doloridos e o bico do peito rachou. O mais interessante é que enquanto eu tratava dos mamilos, pesquisei muito a respeito, e a orientação que tive de amigos foi a de passar bucha vegetal nos seios, esfregar limão, fubá etc. No fim percebi que tudo não passava de mito, pois não surtiu efeito algum”, conta.

Para a mestre em enfermagem e especialista em amamentação, Yara Maria Diniz Figueiredo, o principal motivo que faz com que as mães sintam dificuldade em amamentar é o desconhecimento das técnicas e o excesso de informações equivocadas. “As mulheres, muitas vezes, agem de acordo com o senso comum. Por isso, quando começam a ter problemas com o aleitamento, não procuram orientação adequada. Cada caso é um caso que exige cuidados diferentes”, explica. Só mais tarde, quando foi procurar explicação médica para o problema, é que a auxiliar administrativa obteve respostas satisfatórias. “O médico explicou que as rachaduras eram sinal de que o bebê ainda estava aprendendo a sugar e que isso era passível de acontecer nos primeiros dias. Fiquei sabendo também que existem pomadas eficientes que podem ser utilizadas para nos ajudar quando for necessário”.

Dúvidas, muitas dúvidas... Devido à falta de informação, muitas mães se vêem em meio a muitas dúvidas sobre o que fazer na hora de amamentar. Qual é a melhor posição para colocar o bebê para arrotar? A especialista responde. “Quando a criança termina de mamar, o ideal é que a mãe posicione o bebê de forma que ela consiga visualizar o seu comportamento. Uma posição que eu recomendo, é a de aconchegar o recém nascido junto ao braço”. A mitologia que gira em torno da amamentação do bebê também é grande. Cada um dá seus pitacos. Mas o que, afinal, a mulher que amamenta não pode comer? Não existe um cardápio pré-determinado. O ideal é que a mãe se alimente da forma mais saudável possível, dedicando especial atenção aos líquidos. Para ter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes, é indicado que a mulher procure também o acompanhamento de uma nutricionista. Dúvidas quanto ao espaçamento das amamentações e quanto ao grau de satisfação do bebê também são constantes. “O espaçamento de cada refeição depende muito da capacidade de sucção de cada bebê. No que diz respeito a satisfação, é importante a mãe deve ficar atenta ao momento que o bebê pára de mamar”. Hoje, com quatro meses, o filho de Luna já decidi quando quer mamar. “Eu o amamento sempre que ele me requisita. É até engraçado pois nos primeiros dias a impressão que eu tinha era que o meu corpo avisava quando o bebê precisava mamar, sentia uma fisgada e começava a sair muito leite no meu peito. Agora, ele mama bem, e fica boas horas sem se alimentar. Em dias quentes ele mama mais, o peito é o único alimento dele até hoje”.

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história

A incrível trégua de NATAL por Brunno Barbosa

Professor de História no Colégio Ibituruna e Genoma Sistema de Ensino

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o mês de julho de 1914 estourava na Europa a I Guerra Mundial, chamada pelos contemporâneos de a “Grande Guerra”, cuja barbárie contrariou uma época de progressos e otimismos vividos pelo velho continente, a Belle Époque. A sensação de paz não escondia a movimentação estratégica das peças sobre o tabuleiro geopolítico e os conchavos militares. Era uma paz desconfiada. Era uma paz armada. Tão logo despontou o século XX e o alvorecer da modernidade, as tensões entre as grandes potências conferiram à Europa um clima nebuloso onde as sombras de um conflito iminente encontraram seu estopim no assassinato do arquiduque austríaco Francisco Ferdinando, herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro, desencadeando uma política de alianças beligerantes que opôs de um lado a Tríplice Entente, formada por Inglaterra, França e Rússia, e, do outro, a Tríplice Aliança, formada por Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália, sendo que este último passaria para o lado da Entente ainda nos primórdios da guerra. As razões da guerra estão muito além do pretexto que a originou, relacionadas diretamente a interesses políticos, econômicos e territoriais típicos da voracidade imperialista e da onda nacionalista desde o século XIX. A guerra se estendeu de 1914 a 1918, tendo inaugurado pela primeira vez na história uma guerra em esca-

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la e ritmo industrial, utilizando equipamentos modernos como metralhadoras, tanques, submarinos e aviões e contribuindo para que o conflito se tornasse uma das maiores carnificinas da história contemporânea, cujo rastro de morte está estimado em 10 milhões de baixas entre civis e militares, deixando o continente europeu debaixo de escombros materiais e humanos. Os primeiros meses do conflito foram marcados pela intensa movimentação das engrenagens de guerra, destacando a rápida ofensiva alemã sobre o território francês e o esforço destes para deter o avanço alemão. Passados os primeiros meses, a guerra caminhou para o equilíbrio de forças, travando o movimento das tropas e levando os combatentes à exaustão e crueza de uma guerra de trincheiras. Entrincheirados, os soldados tinham seus inimigos a poucos metros de distância, lutando para garantir suas posições e tomar do inimigo suas guarnições. É uma guerra cuja vitória se dá palmo a palmo, que exige do combatente sangue frio e paciência. A vida nas trincheiras suscita o inimigo psicológico e a constante sensação de proximidade da morte. Nas trincheiras se convive com corpos putrefatos, frio intenso, chuva e lamaçais, fome, doenças e pragas como ratos e piolhos. Uma carta encontrada no bolso de um soldado alemão atesta a veracidade trágica de um combatente


entrincheirado, em que escreveu “Ninguém se importa conosco. Não somos revezados. Os aviões lançam projéteis sobre nós. Ninguém mais consegue pensar. As rações estão esgotadas – pão, conservas, biscoitos, tudo terminou! Não há uma única gota de água. É o próprio inferno!”. Foi em um desses momentos da I Guerra Mundial que ocorreu um dos fatos mais curiosos da história das guerras. Era o mês de dezembro de 1914, mais precisamente o dia de Natal. De um lado as trincheiras germânicas e, do outro, as trincheiras inglesas. Estranhamente, soldados alemães começaram a montar árvores de Natal e acender velas à frente das trincheiras. A delicadeza dos ornamentos se contrapunha ao aspecto animalesco do ambiente de sangue, terror e morte. Soldados britânicos observavam com desconfiança e surpresa a ação dos inimigos. Não atiraram naquele momento. Preferiram aguardar o próximo passo. Os inimigos começaram a entoar hinos natalinos em alemão. Os ingleses responderam cantando hinos na língua pátria. Aos poucos as diferenças foram cedendo lugar a uma linguagem universal. Os alemães começaram a gritar votos de feliz Natal em inglês e os ingleses retribuíram em alemão. Os alemães iniciaram então um convite para que os ingleses avançassem pela terra de ninguém. Estava dado o sinal para um armistício natalino. Timidamente o encontro foi acontecendo, aos poucos, com direito a troca de presentes como garrafas de uísque e cigarros. As mãos se estendiam e o contato face a face era estabelecido. Fez-se o silêncio das armas. O ambiente foi tomado por risos. Muitos conversavam como se conhecessem há anos. Improvisavam a conversação, usavam tradutores, gestos e olhares, de tal maneira que se entendiam. A adversidade da guerra cedeu lugar naquela trégua de natal à paz cosmopolita. Por um momento a trégua natalina aproximou homens que se desnudaram de suas roupagens patrióticas e permitiram a si mesmos a contemplação da humanidade alheia. Nas palavras do combatente inglês John Ferguson, “(...) Nós estávamos rindo e conversando com homens que só umas poucas horas antes estávamos tentando matar”. Talvez tenha tomado conta daqueles soldados as memórias familiares, quando em épocas natalinas se reuniam com seus entes queridos ao redor de uma ceia farta, trocando presentes e brindando o momento de confraternização cristã. Na ansiedade, desespero e angústia fizeram dos próprios inimigos uma família, evocando uma mensagem de paz e conforto entre a incerteza da vida e a proximidade da morte. A trégua de Natal de 1914 tornou-se ainda mais surpreendente quando as tropas em armistício disputaram entre si uma partida de futebol, em que alemães alegam terem vencido pelo placar de 03 a 02. A partida não chegou ao fim pelo fato da bola ter furado ao atingir um emaranhado de arame farpado que cercava as trincheiras. Os superiores das duas forças inimigas não ficaram satisfeitos quando souberam da trégua. Deram ordens para que nos próximos anos os ataques fossem intensificados em época natalina. A trégua de 1914 foi espontânea e ímpar, demonstrando que mesmo em meio ao caos sanguinolento da I Guerra Mundial, existiram momentos em que prevaleceu a linguagem da paz onde menos se esperava.


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evento empresarial

Publicar

é acrescentar! Com o intuito de estimular os empresários a refletir e acreditar no efeito que a publicidade pode acrescentar positivamente para o crescimento de uma empresa, a Editora Publicar promoveu em setembro a palestra Propaganda: Vale mais quem investe. Leandro Subtil Andréia Carreiro, Bruno Scofield e Tico Ribeiro

Leonardo Oliveira, Alan de Paula e Rafaela Bravim

Lucas Marques e Andrey Lima

Andrey Lima, Thiago Scofield e Lucas Marques

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Andrea Lanna e Rinara Mendes

Michelle Porcaro e Clarissa Vieira Leandro Subtil e Rozani Azevedo

Lauro Cassini, Patrícia Soares e João Paulo

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Editora Publicar e a Revista Mista promoveram no dia 28 de setembro, na Associação Comercial de Governador Valadares (ACGV), uma palestra intitulada “Propaganda: Vale mais quem investe”, ministrada pelo publicitário Leandro Subtil, da 3s Agência Corporativa. O intuito do evento foi mostrar um pouco mais sobre o fabuloso mundo da publicidade, e mostrar o quanto ações de marketing podem alavancar os lucros da empresa, fazendo com que a mesma se destaque no mercado. O evento contou com a presença de vários empresários locais e profissionais da área de comunicação. Esta foi a primeira ação promovida pela Editora Publicar e pela Revista Mista. Em breve acontecerão mais eventos que visam levar conhecimento e acrescentar informações aos empresários valadarenses.

Giovane Gomes e JW

Pollyana Ferraz e Leandro Vieira


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Sustentabilidade

EMPRESARIAL

Apoio:

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Sustentabilidade

EMPRESARIAL Por Marco Antônio Astolfi Marco Antonio é bacharel em Ciências Econômica pela PUC/MG. Possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e é graduando em Direito pela Univale

A

sustentabilidade empresarial se sustenta em um tripé formado pelas sustentabilidades Econômica, Social e Ambiental. Sendo que a Sustentabilidade Econômica busca: qualidade e custo; foco; mercado; resultado; estratégias de negócios. A Social: assumir responsabilidade social; suporte no crescimento da comunidade; compromisso com o desenvolvimento do RH; promoção e participação em projetos de cunho social. A Ambiental: tecnologias limpas; reciclagem; utilização sustentável de recursos naturais; atendimento à legislação; tratamento de efluentes e resíduos; produtos ecologicamente corretos; impactos ambientais. Nesta edição será abordado um desses temas, as tecnologias limpas. Será dada ênfase ao sistema de “Produção mais Limpa”, que engloba diversas etapas dos outros itens citados acima e que, ao final de sua implantação, acaba contemplando a parte econômica e social, como será lido a seguir. Reduzir a poluição com o uso racional de matéria-prima, água e energia significa uma opção ambiental e econômica definitiva. Diminuir os desperdícios implica em maior eficiência no processo industrial e menores investimentos para soluções de problemas ambientais. A transformação de matérias-primas, água, energia em produtos, não em resíduos, torna uma empresa mais competitiva e dissemina uma consciência sócio-ambiental aos seus gestores e funcionários.

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O tema “Produção mais Limpa” não é apenas um tema ambiental e econômico, a geração de resíduos em um processo produtivo, muitas vezes está diretamente relacionada a problemas de saúde ocupacional e de segurança dos trabalhadores. Desenvolver a “Produção mais Limpa” minimiza estes riscos na medida em que são identificadas matérias primas e auxiliares menos tóxicas, contribuindo para a melhor qualidade do ambiente de trabalho. Uma consequência positiva, muitas vezes difícil de mensurar, é o fortalecimento da imagem da empresa frente à comunidade e autoridades ambientais. Como justificativa, apresenta-se o fato de que os consumidores de hoje exigem cada vez mais produtos “ambientalmente corretos”, assumindo previamente que as empresas sejam tão responsáveis em relação à qualidade de seus produtos, quanto o são em relação ao meio ambiente e em suas práticas produtivas. Definições de desenvolvimento sustentável mencionam responsabilidades quanto ao emprego mais eficiente possível de recursos naturais, de maneira que seu emprego não prejudique as gerações futuras. A mudança nos paradigmas ambientais induz as empresas a se voltarem à origem da geração de seus resíduos sólidos, emissões atmosféricas e efluentes líquidos, buscando soluções nos seus próprios processos produtivos, minimizando o emprego de tratamentos convencionais de fim-de-tubo, muitas vezes onerosos e de resultados não-definitivos para os resíduos. Minimizar resíduos e emissões significa, também, aumentar o grau de emprego de insumos e energia usados na produção, garantindo processos mais eficientes. Para a empresa, a minimização de resíduos não é somente meta ambiental, mas principalmente um programa orientado para aumentar o grau de utilização dos materiais, com vantagens técnicas e econômicas. Devido a uma intensa avaliação do processo de produção, a minimização de resíduos e emissões geralmente induz a um processo de inovação dentro da empresa. A aplicação da metodologia de implantação de técnicas de “Produção mais Limpa” a processos produtivos permitirá a obtenção de soluções que contribuam mais para a solução definitiva dos problemas ambientais, já que a prioridade da metodologia está baseada na identificação de opções de não-geração dos resíduos produzidos nestes processos produtivos. A diferença essencial está no fato de que a “Produção mais Limpa” não trata simplesmente da identificação, quantificação, tratamento e disposição final de resíduos, mas sim da promoção da economia de matéria-prima e recursos naturais, levando à economia do sistema de produção e a um ambiente de trabalho saudável. Este processo pode ser inserido em qualquer tipo de empreendimento, de uma prestadora de serviço a uma grande indústria.

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Atenção empresários dos mais diversos setores existentes, para trabalharem com ética, profissionalismo, respeito ao meio ambiente, ao meio social e ao ser humano. Estes pontos são hoje um diferencial no mercado globalizado onde você está inserido. Os consumidores estão atentos às empresas que respeitam todos estes pontos, para assim terem um mundo social e ecologicamente correto.

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esporte

Off Road uma vida de aventuras por Ana Eliza Oliveira “Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.” (Amyr Klink)

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trecho do livro “Mar sem fim”, de Amyr Klink, descreve muito bem o principal motivo que fez com que os irmãos Joisson Gomes, 27 anos, Marcone Gomes de Oliveira, 25, e o amigo Mackristofer Miranda, 25, começassem a se aventurar pelas estradas do Brasil. Amantes de motocicletas e do esporte Trilha Off Road, modalidade em que o motoqueiro pilota fora de estradas principais passando por caminhos alternativos, o grupo realiza diversas expedições em busca dos lugares mais bonitos do país. Adrenalina, desafio e superação. Esses são os sentimentos dos que buscam em cima de duas rodas enfrentar vários obstáculos. A história dos três começa há cinco anos. Na época, os amigos já praticavam trilha. Então pensaram: por que não começar a viajar? Os primeiros destinos foram para cidades mais próximas como Ibitipoca, Milho Verde, Diamantina, Conceição da Barra, São Tomé das Letras e Conceição do Mato Dentro. Os amigos afirmam que “as cidades foram escolhidas devido à sua relevância e importância história, além, é claro, das belas paisagens”.

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Após pegar o gosto pela estrada, ficou difícil parar. Assim, eles planejaram uma grande viagem que entraria para a história dos aventureiros: percorrer a Estrada Real que se inicia em Diamantina/MG e termina em Paraty/RJ. O percurso de ida e volta teve aproximadamente três mil quilômetros e se estendeu por 11 dias. Durante a viagem, o grupo ganhou um apelido que se tornaria o nome de que hoje se utilizam: Viajantes da Real. “O nosso nome surgiu de um senhor, que nos deparamos durante a viagem. Estávamos tentando um desconto com ele numa pousada, e falamos que estávamos viajando de moto. Daí ele disse que estávamos com cara de viajantes da real. Achamos legal”, relembra Joisson. Para o sucesso da viagem foi essencial um bom planejamento. “Havia vários obstáculos na estrada. Em alguns locais não existia praticamente nenhum posto de gasolina ou restaurante. Por isso tivemos que planejar e calcular bem quanto gastaríamos de gasolina e o que era extremamente necessário levar, uma vez que nossa bagagem era restrita”, conta Marcone.


No blog mantido pelo grupo, os integrantes descreveram a experiência como única. “Ao avistar o Pico do Ibituruna, o marco de Valadares, sentimos a sensação de estar em casa novamente. Aquela sensação que nos acompanhou pelos últimos quilômetros, um sonho realizado e a missão cumprida com sucesso, uma viagem eterna. O vento foi, mais uma vez, testemunha de tudo o que vivemos e do quanto vale a pena viver.” Novos destinos em 2011 Os planos dos aventureiros não param por aí. Em 2011 pretendem alcançar muitos outros destinos. Em março, por exemplo, viajarão para o sul do país. O trajeto será Curitiba, Torres e a famosa Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina. Neste último destino, eles pretendem alcançar alto nível de adrenalina inesperado, uma vez que a serra possui curvas de até 90 graus. O grande desafio acontecerá na expedição do mês de julho, que promete entrar para história. O trajeto será feito pelo Deserto do Jalapão no estado de Tocantins, a Rodovia Transamazônica, a BR-319, mais conhecida como Rodovia Fantasma, Manaus e Alter de Chão. Este último, conhecido como o Caribe brasileiro. Durante o trajeto, os motoqueiros passarão por seis estados e percorrerão cerca de nove mil quilômetros. Tudo isso, com um super planejamento. “A rodovia fantasma está abandonada há mais de 30 anos. Entre as pessoas que praticam trilha, existe uma grande mitologia sobre essa estrada. Estamos curiosos, queremos desvendar o que de fato é verdade”, comenta Marcone. Na Garupa Empolgada com a ideia de viajar com os meninos, pergunto como funcionam as expedições. Qualquer um pode pegar uma motocicleta e acompanhar os Viajantes da Real? A resposta é não! Uma viagem de motocicleta pode parecer inofensiva à primeira vista, mas não é. Além de ter cuidados com a pilotagem, o uso de acessórios como capacete de trilha, roupas impermeáveis e botas é indispensável.

Acesse o www.viajantesdareal.com.br

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turismo de A Ă Z

A capital do Natal brasileiro Por Joanna Ferreira Mattos Silva

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uritiba, capital do estado do Paraná, se destaca por diversos motivos no cenário nacional. Seus 1.851.215 habitantes (IBGE/2009) são conhecidos por valorizarem a qualidade de vida e por serem os que mais se preocupam com a sustentabilidade ecológica. A cidade é um famoso destino turístico brasileiro por diversos motivos. Quem viaja para Curitiba encontra uma cidade notoriamente diferenciada das demais cidades brasileiras. A infraestrutura ultrapassa o limite do básico e facilita a vida dos moradores, tornando a estadia de turistas muito mais agradável. É o caso, por exemplo, do sistema de transporte integrado e dos diversos pontos de receptivos turísticos espalhados pela cidade. Os principais atrativos para aqueles que estão viajando em busca de lazer são os belos parques da cidade, teatros, o famoso Jardim Botânico, a Ópera de Arame, o bairro Santa Felicidade, entre outros. A melhor maneira de conhecer todos esses lugares rapidamente é por um city-tour. Na cidade existe uma linha especial de ônibus voltada para o turismo. Este percurso pode ser completado em duas horas e meia, aproximadamente, sem descer do ônibus, mas o melhor mesmo é descer no máximo de atrativos possível. Ao adquirir o bilhete da Linha Turismo, o passageiro recebe cinco tíquetes. O primeiro é usado no embarque e os demais podem ser utilizados para descer nos atrativos da preferência do turista. Entretanto, se você está planejando viajar para Curitiba nos meses de novembro e dezembro, prepare-se para encontrar a cidade mergulhada no melhor do espírito natalino. Não é à toa que a cidade é reconhecida como a “Capital do Natal”. Estão programadas diversas apresentações, feiras, espaços decorados, exposições, atos e manifestações religiosas, mostras de presépios e ações de responsabilidade social. À noite é quando a cidade se transforma literalmente, são luzes para todos os lados! Entre os momentos mágicos, o melhor é a apresentação do coral de crianças e do Natal HSBC, realizado no Palácio Avenida. Todos já devem ter visto em algum cartão postal centenas de crianças nas janelas do Palácio cantando e coreografando cantigas natalinas. Assistir a este espetáculo por vídeos, seja pela internet ou televisão, é extremamente emocionante, imagine ao vivo! Vale a pena conhecer a Casa do Papai Noel e a Oficina do Papai Noel, em São José dos Pinhais. Lá você encontra o bom velhinho e seus ajudantes em plena atividade, vê um presépio em tamanho natural, pode comprar produtos natalinos e ainda assistir a algumas apresentações folclóricas. Tudo isso envolto a um espetáculo de luzes. Para os mais tradicionais, no dia 24 de dezembro é realizada a Missa do Galo, na Catedral Basílica de Curitiba, cuja construção em estilo neogótico encanta os aficcionados por arquitetura. Como não poderia faltar solidariedade numa época tão especial, principalmente numa cidade que preza tanto pela qualidade de vida, o Instituto Pró-Cidadania de Curitiba (IPCC) realiza eventos que beneficiam crianças carentes e permitem que meninos e meninas tenham um Natal mais alegre e inesquecível. Um dos eventos realizados pelo IPCC ocorre num importante atrativo turístico paranaense, é o Natal no Trem. Cerca de 300 crianças carentes percorrem de trem o percurso que vai de Curitiba a Morretes, com direito a camisas personalizadas, lanche e city-tour em Morretes. O Serra Verde Express é um trem de passageiros com fins turísticos que desce a serra em direção ao litoral paranaense. Para aquelas pessoas que voltam a ser crianças, ou àquelas famílias que pretendem passar um Natal inesquecível, fica a dica: vá correndo fazer suas malas. Programe-se, conheça Curitiba no seu melhor momento, quando a cidade inspira amor, compaixão e solidariedade. São diversas atrações para toda família, a maior parte gratuitas, e acontecem durante todo o mês de novembro e dezembro. Apesar de estar no hemisfério sul, onde a estação em vigor é a primavera, e não é possível que se encontre a tradicional neve alojada no imaginário de todos, Curitiba é merecida e definitivamente, a Capital Nacional do Natal.

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APROVEITE AS DELÍCIAS NATALINAS,

“ EXAGEROS! SEM nutrição

Por Cássia Emanuelly Nutricionista CRN 9718/P

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uando você ouve a palavra Natal o que lhe vem à cabeça? Panetone, peru de natal, rabanada, pernil, tortas, vinhos e doces? Se esta foi sua resposta é melhor ter mais cautela, afinal, mesmo com o Natal chegando com todas essas delícias, você não vai querer ganhar de presente alguns quilinhos extras, não é mesmo?! A dica é comer com moderação, mas sem deixar de aproveitar essas gostosuras que só aparecem nessa data tão especial. O primeiro passo é aprender a reconhecer a diferença entre fome e vontade de comer. Uma maneira fácil de diferenciar esses sintomas é: a fome aparece quando seu organismo realmente necessita se alimentar, ou seja, quando suas reservas energéticas estão baixas. Quando a fome aparece, o que vier está bom, o importante é saná-la. No caso da vontade de comer, geralmente ela é definida por um tipo de comida específica, por exemplo: doce, comida de sal, pão etc. Nesse caso, seu organismo ainda tem substrato suficiente para se manter bem, mas você acaba comendo

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por impulso, pelo simples prazer de saciar seus desejos. É aí que mora o perigo. Quando esses desejos aparecem com muita frequência, geralmente come-se bem além do que o nosso organismo realmente precisa e, se não houver atividade física suficiente para queimar as calorias extras, elas se acumularão, gerando ganho de peso. Como no Natal as vontades aparecem com mais frequência, é necessário ficar em alerta para não se deixar levar somente pelos desejos. O que não significa estar proibidos de saborear um delicioso peru de Natal ou aquela rabanada que só a vovó sabe fazer. Tudo lhe é permitido, basta equilibrar. Outra dica importante é se alimentar bem, não pular nenhuma refeição, isto é, nada de ficar o dia 24 todo sem comer para se esbaldar na ceia de Natal. Com uma alimentação balanceada ao longo do dia, você não terá tanta fome quando chegar a ceia e com certeza as vontades serão saciadas com menores quantidades, do que se você estivesse morrendo de fome. É importante que você tire da cabeça pensamentos


do tipo: “Vou comer muito no Natal e no início do ano começo a minha dieta.’’ Esse tipo de atitude só atrapalha e dificulta ainda mais a perda de peso para o próximo ano. O bom é começar a preparar seu organismo desde já com as restrições que ele terá. À medida que você aprende que a alimentação não deve apenas promover prazer, mas bem-estar e saúde, perceberá o quanto é importante manter o equilíbrio e o quanto uma alimentação adequada pode lhe proporcionar benefícios. Se ainda assim você não conseguir conter-se diante das gostosuras natalinas, mantenha a calma e nada de se culpar, comece outra vez, nada de jogar tudo pro alto e continuar “enfiando o pé na jacá” o resto do ano. Não permita que um dia de exagero seja motivo para se descontrolar o ano todo. Exageros existem há mais tempo que o próprio Natal. Comer possui significados que vão além da simples necessidade de se alimentar para manter-se vivo. Este ato muitas vezes está embutido em diversos valores, tornando-se verdadeiros rituais. Come-se exageradamente para comemorar ou quando se está triste ou, ainda, quando se está ansioso. Tem aqueles que exageram para esquecer algo ou alguém, como se a comida fosse válvula de escape para tudo o que momentaneamente parece não ter solução. É interessante pensar que cada data específica tem um tipo de comida própria. Peru tornou-se sinônimo de Natal, ovo de chocolate lembra Páscoa e canjicão Festa Junina. Pensando assim, não se pode deixar de aproveitar, desde que com moderação, estas delícias tão tradicionais que demoram um ano inteiro para aparecer. Mais importante que comer panetone com rabanada na noite de Natal, é não esquecer o verdadeiro significado dessa data que representa o nascimento do menino Jesus, salvador do mundo. Sendo assim, deixo aqui os meus sinceros votos de que a paz divina reine em seu lar neste Natal. Que 2011 venha repleto de saúde, harmonia e felicidade, mas sem exageros!

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transporte

ANDE NO VEÍCULO DA MODA

e não polua!

por Ana Eliza Oliveira

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uando o assunto é transporte, a febre do momento é ser sustentável. Todos querem estar motorizados sendo ambientalmente corretos. Com o objetivo de não poluir, surgem novos meios de transporte e, mesmo os já existentes, passam por transformações. É o caso das bicicletas, que evoluem e se tornam um veículo cicloelétrico, que nada mais é que um mix de moto e bicicleta. Por possuir um motor elétrico que poupa o ciclista das cansativas pedaladas, o meio de transporte é ecologicamente correto e não polui. As bicicletas ecológicas são parceiras ideais para ir ao trabalho, à escola, fazer compras ou simplesmente dar um passeio por aí. Parte de uma nova categoria de meio de transporte que tem como principal característica o uso de energia alternativa ao combustível, as bicicletas elétricas são as melhores opções na luta para preservar o meio ambiente. São indicadas para trajetos curtos, em torno de 15 km em vias asfaltadas. Você está curioso para saber como estas bicicletas funcionam? O motor tem 250 watts de potência e é carregado diretamente na eletricidade. As baterias, que demoram cerca de oito horas para serem completamente carregadas, têm duração de 40 km e devem ser trocadas a cada dois anos. Além disso, as bicicletas pesam algo em torno de 38 quilos, peso superior ao de uma bicicleta comum, e sua carga máxima pode chegar a 100 quilos. Geralmente são equipadas com: dois espelhos laterais, farol dianteiro, pisca, pisca, cesta frontal, guarda-volumes traseiro, sinalização refletiva e buzina. Quando cansado do motor, o ciclista também tem a opção de pedalar. O diretor comercial de uma importadora de

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bicicletas elétricas, Braz Antônio Fonseca, afirma que as bicicletas ecológicas são a melhor pedida quando o assunto é transporte. Desde quando começaram o negócio, há quatro anos, estima-se que mais de 10 mil bicicletas já entraram em circulação. “Elas não poluem o meio ambiente, são rápidas e o proprietário não precisa ter nenhum gasto com combustível”. Foram exatamente estas vantagens que fizeram com que o entregador de um restaurante investisse neste meio de transporte. “Antigamente usava a bicicleta comum, mas me cansava muito, pois precisava pedalar. Por isso resolvi comprar a bicicleta. Para conduzi-la, eu não preciso de carteira nem de colocar gasolina, o que representa uma economia muito grande. Existem também os benefícios para o meio ambiente, que são incalculáveis. Estou muito satisfeito com a minha escolha”, afirma o entregador, Josmar Barcelles de Almeida Júnior, de 38 anos. Seria, então, o fim das pedalas? Muitos temem que as bicicletas elétricas sejam o fim do ciclismo tradicional. A problemática, no entanto, divide opiniões. Os amantes do ciclismo tradicional preferem pedalar realmente e veem este esforço como um ótimo exercício para a saúde. Outros, mais acomodados, preferem o conforto das ecobikes. Na verdade, o surgimento da bike elétrica não decretou a morte do exercício físico, pedalar continua sendo necessário. Porém, enfrentar o trânsito das grandes cidades com ela fica bem mais fácil que uma bicicleta comum, além de bem mais seguro que com uma motocicleta.


Natal repleto gastronomia

de guloseimas por Lucas Del Peloso Lucas Del Peloso é graduado em gastronomia e já esteve à frente de algumas das melhores cozinhas do Brasil como a do Grupo Porcão. Atualmente é chefe do La Isla Ecoresort na costa das Baleias (BA)

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fim do ano está chegando e é hora de celebrarmos a maior festa gastronômica do calendário brasileiro. A ceia de Natal. Poucas datas comemorativas possuem simbologia gastronômica tão rica como o Natal. É só fecharmos os olhos e pensarmos nessa data que logo vem na mente: peru de natal, chester, tortas, frutas desidratadas, nozes, panetone, espumante e muitos doces. A ceia também envolve muitas tradições familiares. Algumas famílias têm suas próprias receitas “secretas” para essa comemoração. A grande variedade de pratos e de ingredientes, geralmente encontrados nessa ocasião, reflete não só um momento de abundância e felicidade, mas o desejo de que as mesmas se repitam em todo o ano que está por vir. Toda a fartura do Natal é historicamente assimilada à Saturnália, festa pré-cristã da Roma Antiga, quando as pessoas se esbaldavam em banquetes. Como a festa terminava em 25 de dezembro, a mesa farta foi incorporada ao Natal. Já a presença de frutas secas e cristalizadas no cardápio da ceia deve-se ao inverno rigoroso da região. Outra curiosidade interessante sobre a comemoração natalina é o uso de ingredientes supersticiosos na montagem e degustação dos pratos. A Revista Mista separou seis alimentos que despertam muita superstição e mexem com o imaginário e a crença das pessoas.

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01. Lentilhas: uma colher de sopa é suficiente para assegurar um ano inteiro de muita fatura à mesa. A origem dessa superstição é italiana e foi trazida para o Brasil pelos imigrantes. 02. Romãs: para atrair dinheiro, coma sete partes, guardando as sementes na carteira. 03. Uvas: à meia-noite em ponto, coma 12 uvas. Ao comer cada uma delas, mentalize saúde, paz, amor, união e prosperidade, para você e sua família. Cada uva representa um mês do ano. Dessa forma você estará mentalizando todos esses desejos positivos para o ano todo. Depois, para garantir também dinheiro, guarde as sementes na carteira ou na bolsa, até a troca do próximo Ano-novo. 04. Carne de porco: deve ser o prato principal da ceia, servido à meia-noite. Como o porco fuça pra frente, garante armários cheios o ano todo. 05. Nozes, avelãs, castanhas e tâmaras: estas, trazidas para cá pelos imigrantes de origem árabe, são recomendadas para garantir fartura. 06. Merengue ou suspiro: devem ser consumidos logo após à meia-noite, para garantir um ano doce.


Supertições à parte, ao longo dos mais de 2000 anos de ceia, um ingrediente merece destaque, posto que foi introduzido à ceia bem mais tarde. Estamos falando do peru de Natal. Sua inserção às comemorações natalinas devese ao ano de 1.518, quando se iniciou o contato entre os índios e espanhóis no processo colonizador do México. O conquistador espanhol Hernán Cortez, tomou conhecimento do peru como ave para alimentação exposta no mercado de Tenochtitlán, capital asteca, levando, após, alguns exemplares para a Europa. Foi ao longo do século XVI que a Europa descobriu essa ave, um pouco estranha, que foi chamada de “galinha da Índia”, pois muita gente ainda confundia a América com as Índias Ocidentais. Os

jesuítas a introduziram como prato em seus colégios religiosos. A Inglaterra tomou conhecimento da ave em 1.525, sendo que rapidamente constituiu-se ao prato principal da ceia de Natal entre alguns países europeus e, somente após, na América do Norte. Em meados do século XIX, o peru praticamente substituiu o cisne como ave de Natal na Inglaterra, popularizando-se definitivamente. Na busca por agradar historiadores e supersticiosos separamos duas receitas fantásticas. Uma supersticiosa, que leva nozes em seu preparo e uma receita clássica de peru de Natal. Independente das crenças e dos paladares, o mais importante na ceia é não perder o espírito de fraternidade, felicidade e união.

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Peru à California

Ingredientes 1 peru 50 gramas de alho Sal à gosto Pimenta do Reino à gosto 500 ml de Vinho branco 200 g de fios de ovos 300g figo em calda 300g pêssego em calda 200g ameixa em calda

Modo de Preparo:

Brownie de Nozes

Tempere o peru com alho, sal, pimenta do reino e vinho branco. Deixe marinar por 12 horas na geladeira. Cubra com papel alumínio e leve ao forno Pre-Aquecido

Ingredientes 140g de chocolate amargo 120g de farinha de trigo 120g de nozes 240g de manteiga 250g de açúcar 4 ovos

Modo de preparo: Primeiro pré aqueça o forno à 170 graus. Enquanto o forno aquece, pique o chocolate com uma faca serrilhada e coloque em uma panela para derreter em banho-maria. Peneire a farinha e pique grosseiramente 2/3 das nozes. Feito isso, bata 220 gramas da manteiga na batedeira até ficar homogênea. Adicione o chocolate derretido e, em seguida, o açúcar e os ovos. sem parar de bater incor-

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à 180 graus por 1 hora e 30 minutos. Retire o Papel Alumínio e asse por mais 30 minutos ou até que a pele da Ave fique dourada. Depois de assado corte o peru em pedaços e sirva em um travessa intercalando as frutas e as partes da ave.

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pore rapidamente a farinha e as nozes. Unte uma forma refratária com as 20 gramas de manteiga restante e forre-a com papel manteiga. Despeje a massa na forma, leve ao forno e deixe assar por 20 a 25 minutos. Retire do forno e deixe esfriar em temperatura ambiente. Em seguida, leve à geladeira. Corte o Brownie em quadrados coloque uma bola de sorvete e regue calda de chocolate por cima. Salpique o restante das nozes sobre o caldo decorando o prato.


bichos

Gato,

charmoso gato! por Tatiana Silva

“Não atire o pau no gato. Porque isso não se faz. O gatinho é nosso amigo. Não devemos maltratar os animais”. Como diz a canção infantil, um pouco modificada, nada disso de atirar o pau no gatinho.

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ímbolo da beleza e da sedução, de certo, há quem o considere interesseiro, por fazer uso de todo o seu charme para conseguir o que quer. E, por isso, adoraria atirar o pau no gato. Por outro lado, há aqueles que são fascinados por ele. O físico, os olhos e as atitudes são atrativos ímpares observados por quem resolve adotá-lo como animal de estimação. Além disso, essa espécie tem características naturais, como tamanho pequeno, autonomia, higiene, atributos que o tornam um companheiro ideal, principalmente para pessoas que trabalham e moram em apartamentos. O gato geralmente é um bichinho manhoso, dócil, mas, quando fica arisco, sai da frente. Malvado ou bonzinho. Afinal, qual é a do bichano? As opiniões podem até divergir, mas, uma coisa é certa, para muitos ele é uma excelente opção como animal de estimação. Há cerca de um ano, o aposentado Godoy Dutra Soares, 73 anos, levou para casa um gato, que atende pelo simpático nome “Bocó”. Pelo branquinho, olhos azuis vivos e tão manso que chega a ser até meio bobo. É justamente por isso, que escolheram esse nome ao animal, relata Godoy. “Aqui também tem um cachorro, os dois combinam bem. Mas, na hora da refeição, eles brigam e o gato sempre sai na pior, porque é bobão. Por isso o chamamos Bocó.” Bocó também é o xodó da filha do aposentado. Segundo Godoy, basta ela chegar para o bichano correr para o colo dela. O gato tem espaço reservado, com casinha e lugar para brincar. Os donos não descuidam dos cuidados com o animal. “A gente o leva para tomar vacina e banho. Para não ter pulga e carrapato. Ele não sai de casa, tem bastante espaço para brincar à vontade aqui”. Fotos: Tatiana Silva

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Como qualquer animal de estimação, ter um gato em casa exige certos cuidados especiais, explica o veterinário João Ephraim Ferreira. Segundo o especialista, é preciso muito cuidado com o manejo da areia onde depositam as fezes e urina, para evitar a contaminação pelas chamadas “doenças de gato”, como a toxoplasmose, por exemplo, que é transmitida pelas fezes do filhote contaminado. “Por isso, os pais devem redobrar a atenção com crianças que brincam onde tem areia. Os gatos fazem suas fezes no local e podem estar con-

João Ephraim Ferreira, Médico veterinário

taminados com alguma doença.” É preciso também ter atenção com o pelo, para evitar alergia. Outros cuidados importantes são a vacinação do animal, que deve iniciar aos 60 dias de idade e a vermifugação, que deve iniciar aos 25 dias, ambas com reforço anual. O ideal, é que seja feito um acompanhamento com o veterinário para melhor orientação sobre os cuidados necessários para proteger animal e dono. Ah, e sem essa de atirar o pau no gato, coitadinho do bichinho.

gato Snobel

Conhecendo o GATO • O gato surgiu há 50 milhões de anos, ou seja, no início da era ternária, onde se encontram seus mais antigos ancestrais, os Miacídeos. • O gato teria entrado na casa do homem há cerca de três ou 4000 anos a. C., para expulsar os roedores que estragavam as colheitas. • O gato sempre se apoia nas patas. É um reflexo natural que demonstra extraordinária flexibilidade e grande robustez de seu esqueleto. Mas, se a queda for de um lugar muito baixo, o gato pode não ter tempo para virar, e se for muito alto, ele poderá ferir-se gravemente. • Gato preto traz azar? Após ter sido adorado por milênios, o gato tornou-se objeto de superstição a partir do século IV a.C., especialmente o gato preto, suposto agente das forças do mal e da união com feiticeiros. Só no século XVIII, o gato voltou a ser companheiro do homem. • O gato é dorminhoco. Como todos os felinos, ele pode dormir até 16 horas por dia, divididas em vários períodos. Geralmente ativo à noite, o gato terá tendência a dormir durante o dia. • O gato ronca desde as primeiras semanas de idade, mamando em sua mãe. Mais tarde, quando lhe é oferecido alimento de seu gosto ou quando lhe fazem carinho. Este roncado é um sinal de contentamento e bem-estar.

Godoy Dutra Soares e o gato Bocó

Correspondência de idade do GATO E DO HOMEM Gato 01 ano: Entre 8 e 10 meses, o gato atinge sua maturidade sexual. Homem 15 anos Gato 02 anos: Grande número de gatos que tem livre acesso ao exterior morre antes de atingir essa idade (briga, acidente, maldade). Homem 20 anos Gato 05 anos: Plena maturidade. Homem 20 anos Gato 10 anos: Início da terceira idade. Homem 60 anos Gato 15 anos: Duração média de vida de um gato caseiro. Homem 75/80 anos Gato 20 anos: Centenário. Homem 100 anos

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Narrativas Vivas

O MERCADO

de antes, O MERCADO

de hoje por Ana Eliza Oliveira FotograďŹ a: BĂĄrbara Millen

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isto de cores, olfatos e sons. É assim que pode ser definido o Mercado de Governador Valadares. Toda vez que apareço por lá fico maravilhada, tamanha é a diversidade. Imediatamente me remeto aos dias de infância, quando andava pelos corredores, maravilhada, diante de tantas coisas legais. É possível encontrar de tudo. Roupas para todos os gostos, calçados de cores variadas, acessórios, carnes, grãos, frutas, verduras, lanches, queijos, rações, vasilhas plásticas, panelas. E como em todo mercado que se preze, não pode faltar também o famoso boteco, com aquela pinga “marvada” e tira-gostos apetitosos. Por aqui, o Mercado ocupa um espaço grande. Localizado no centro da cidade se estende por um quarteirão inteiro. Quando foi criado, em dezembro de 1948, o Mercado de Valadares era referência regional. Com muitos comerciantes e mercadorias de altíssima qualidade, os moradores das proximidades davam preferência ao local. Os comerciantes mais antigos recordam que as galerias viviam lotadas. O clima não importava, sol oAndando pelos corredores, bem mais escuros que da última vez em que estive no local, encontro um senhor sentado próximo a uma loja que, pelo que parece, revende sapatos. O dono é o comerciante Luiz Cláudio Pereira. Dos 73 anos de idade, 45 foram passados em dias e mais dias de trabalho no Mercado. Assim como os comerciantes mais antigos, ele guarda na memória os tempos áureos do comércio. “Sempre vendi calçados. Este Mercado vivia lotado. Eram muitos comerciantes e muita freguesia. De um tempo pra cá, não sei explicar o que aconteceu, mas a freguesia caiu 80%”. Sem dúvida, após um breve passeio, isso pôde ser constatado. Recordo-me que, na infância, era difícil andar pelos corredores sem esbarrar em gente. Hoje, sobra espaço pelos corredores. Desde sempre, o que mais me chamava atenção no mercado, é o jeito peculiar que os vendedores se utilizavam para convencê-lo a entrar na loja e conferir a mercadoria. Além da polidez e da simpatia fáceis de encontrar em qualquer vendedor, os comerciantes do mercado se valiam também de outros artifícios. Deixavam o interior das lojas e iam para os corredores conquistar. “Vamos entrar cliente amigo, conhecer um pouquinho da loja. O preço é baratinho”. Muitas pessoas achavam um saco, chamavam os vendedores de insistentes. Outros aprovavam este tipo de venda, desprovido de formalidade e repleto de simpatia. Eu pertenço ao segundo grupo. Embora hoje, até isso é meio difícil de encontrar. Só os comerciantes mais antigos ainda investem na tática. Não é só nesse ponto que o Mercado da minha infância se difere do atual. A estrutura física do espaço também mudou. Durante dois anos o local passou por uma reforma que prometia mundos e fundos. Na verdade, a reforma era a grande esperança dos comerciantes para que o comércio do Mercado alavancasse novamente. Na opinião da maioria dos lojistas, não deu certo.

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Talvez devido a alguns erros no projeto ou em sua execução, o Mercado foi carinhosamente apelidado de “caixote” ou “sauna”. Porque a cobertura deixou o local com pouca ventilação. Para tentar solucionar o problema, o teto possui um sistema elétrico que possibilita uma abertura. Mas numa cidade quente como Valadares, não funcionou. O primeiro piso é abafado. Após a reforma, o Mercado ganhou um segundo piso. O objetivo era que as lojas fossem alugadas ou que abrigasse os lojistas e camelôs remanejados. Confesso que, quando subi as escadas que me levavam ao segundo piso fiquei estarrecida. Das 21 lojas disponíveis, apenas duas funcionam. Um bar e uma loja de

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confecção. Além de ser muito quente e abafado, o fedor de urina no segundo piso estava insuportável. O local também conta com o Espaço Cultural Luiz Damasceno do Reis. Assim como lojistas, qualquer demonstração de cultura se ausenta do local. Mas existem também alguns pontos positivos da reforma. Para melhor comodismo dos clientes, foi construída uma praça de alimentação. O local é rodeado por lanchonetes e mesas e é possível ver maior número de frequentadores. Ainda assim, não se compara com a maré de gente de antigamente. O sentimento que fica é o de nostalgia e, é claro, como boa valadarense, fico à espera de dias melhores.


leitor escritor

Nostalgia e

esperança

Por Bianca Stucky

Os fins de ano são sempre semelhantes, uma atmosfera de nostalgia nos envolve, levando-nos a fazer um balanço geral não apenas do ano que passou, mas de toda uma vida. Assim fazemos nós, assim faz a mídia. Trata-se de um momento em que paramos para refletir sobre nossos erros e acertos, paramos para questionar porquês sem respostas e, quando as encontramos, percebemos, como diz o ditado, que o que mudou foram as perguntas. O Natal me remete à infância, a uma época em que a família era completa e a casa repleta de crianças, correndo para todos os lados. A chegada do Papai Noel me entretinha o dia inteiro, chegava à noite com torcicolo de tanto ficar com a cabecinha virada para o céu, para pegar o Papai Noel no pulo, em seu trenó. Como boa brasileira, acreditava que ele só podia chegar pela churrasqueira, já que no Brasil lareiras só na serra. Impressionantemente ele sempre, sempre chegava pelos fundos e quando eu, finalmente, resolvi aguardá-lo nos fundos... Ele chegou pela churrasqueira. Tudo bem, o importante era aquele som do sino que adentrava meus ouvidos e fazia com que minhas pernas corressem com tamanha velocidade, que eu mais parecia uma atleta. Embora minha pressa e velocidade nunca fossem suficientes para chegar a tempo de encontrar o Papai Noel, a decepção de, mais uma vez, não vê-lo logo era substituída pela ansiedade de abrir os presentes. Família toda reunida ao redor da ceia. Até hoje Natal é data sagrada na minha família, é a certeza de que todos vão se reencontrar, se abraçar, se respeitar e perdoar um aos outros pelas brigas não resolvidas, pelas desavenças, pelas diferenças. Tanta fraternidade só pode ser concentrada e comemorada em um local: a casa da mãe. Aí chega um novo ano, fazendo com que a nostalgia dê lugar à esperança. Faznos virar a página e iniciar um novo capítulo, com novo título, novas temáticas, novos personagens e, mais importante, novo foco. Exatamente. Chega dessa mania de fazer uma lista com mil coisas que você deseja fazer, para perdê-la ao longo do ano ou, pior ainda, chegar ao fim do mesmo, encontrá-la e se sentir frustrado por não ter concretizado um propósito sequer. Faça o seguinte, escreva nesse papel onde você faria a lista, apenas uma coisa, somente um propósito. Mentalize-o e foque-o com tal força, que a dúvida sobre a possibilidade de concretizá-lo, aquela que o tomou ao escrevê-lo, transforme-se em certeza e, em seguida, em realidade. Então você escreve um novo propósito e repete a sequência até o findar do ano. Quando ficará tão impressionado com o poder da sua força mental positiva, que a exercitará mais inúmeras vezes ao longo dos próximos anos. A isso se dá o nome de exercício da força mental positiva. Assim como você exercita o corpo, o cérebro, a capacidade de amar, pode exercitar também seus pensamentos positivos. Claro que junto a isso você pode, e deve, usar e abusar de todas as superstições que tornam essa data tão mais divertida. Para isso vale seguir todas as dicas dadas pela Revista Mista nesta edição Especial e até aquelas que ficaram para a edição do ano que vem. Comemore. Brinde. Saúde. Divirta-se. Cuide-se. Ame. Sorria.

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Natal: simbolismo vivo!!! Por Priscilla Radd Arquiteta e Urbanista- Universidade Federal de Juiz de Fora- UFJF. Especialista em Arquitetura de Sistemas de Saúde- Universidade Federal da Bahia- UFBA MBA em Gestão Empresarial- FGV.

casa, lar

e urbanismo

O

Natal se aproxima e, para celebrá-lo em grande estilo, é momento de começar a pensar na decoração, em algo que simbolize vida, beleza, luz e felicidade. Para a decoração natalina da casa, use a criatividade e o bom gosto na hora de escolher os enfeites, sem se esquecer do verdadeiro sentido espiritual, que é o motivo principal da comemoração: o nascimento de Jesus Cristo. A decoração da casa para o Natal não necessariamente deve ser baseada apenas nos tons clássicos de vermelho, verde e dourado. A diversidade é tendência para este ano e as cores em alta são o azul, o violeta, o marinho e o branco. Excelente aposta é, sem dúvida, o uso do branco, opção pelo estilo White Winter Wonderland. Modernidade, sutileza, elegância e transparência são traços marcantes, de fácil combinação e variedade. Utilize, para compor esse estilo, o pó de prata, luz de tons dourados, copo-de-leite branco, miçangas, pérolas e espelhos. Materiais como madeira, algodão e vidros dão um toque bem original à decoração, assim como o uso de materiais recicláveis. Para trazer identidade à decoração, uma dica é confeccionar artesanalmente os símbolos e agregar enfeites que trazem memória. Das decorações tradicionais às arrojadas, das clássicas às inusitadas, o importante mesmo é compreender o significado especial de cada símbolo utilizado na composição deste momento que é o Natal.

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• O presépio simboliza o nascimento de Cristo e representa o fortalecimento da fé. • O Papai Noel é inspirado no bispo São Nicolau. É a representação da generosidade e do acolhimento às crianças. • A árvore de Natal representa a fertilidade e a vida, a criação do universo. É a conexão entre o céu e a terra. Os enfeites indicam fartura e bons frutos. • Os sinos indicam a chegada de Jesus Cristo. Suas badaladas sinalizam o respeito a Jesus. • A guirlanda pendurada na porta anuncia a chegada da temporada de festas e é a forma de primeiro se receber os visitantes com bons votos. • Por fim, capriche no cardápio da ceia, na montagem da mesa, na escolha da música a embalar a data e na essência a ser exalada no ambiente. • O momento mágico está pronto, o local receptivo e envolvente. Não se esqueça de registrar esse momento com fotos e vídeos e, da forma mais importante, em seu coração: renasça. Reabra-se. Renove-se. Feliz Natal!


dica de viagem

CHECK-LIST por Rafaela Bravim

“Bacharel em publicidade e propaganda no ano de 2009 e intercambista em 2010. Metida à turismologa, herdou o pé na estrada dos pais e hoje se divide entre a publicidade e algumas viagens. Objetivo: Colocar uma mochila nas costas e conhecer o mundo!”

F

ormaturas, Natal, reveillon, férias de verão e carnaval. Talvez essa seja uma das épocas mais deliciosas e animadas do ano. No quesito viagem, são tantos compromissos, muitos convites e vários destinos, vale a pena olhar com carinho cada detalhe para aproveitar ao máximo esse momento de lazer. Nas edições anteriores, um fator bastante comentado foi o CHECK-LIST, que nada mais é do que selecionar anteriormente alguns itens básicos que fazem sua mala se tornar mais funcional e objetiva. Carregar menos peso é poupar energia. Se o seu destino for internacional, observe a validade do passaporte e as vacinas obrigatórias no local da viagem, manter o seu cartão de vacinação em dia, além de diminuir a dor de cabeça com problemas no país de destino, evita perrengues com possíveis doenças, e sua saúde agradece. Pensando nisso, faça também seu seguro viagem. Se você for estudante, não se esqueça da carteira

do curso, leve a última boleta paga ou um comprovante de matrícula assinado pela instituição, quem não quer economizar nas férias? Caso o meio de transporte escolhido for avião, seja viagem internacional ou nacional, verifique a quantidade de quilos com que a sua bagagem pode ser embarcada, para evitar o pagamento do famoso e desagradável excesso de bagagem. Em tempos de cartões de crédito e débito é mais seguro viajar com pouco dinheiro em espécie. Separe-o entre os bolsos da roupa e a mala de mão. Quanto às viagens internacionais, vale lembrar que existe alternativas como o cartão de viagem, com que você deposita em dólar e não paga taxa de saque, como é o caso do cartão normal. Caso prefira levar o cartão do seu país, não se esqueça de verificar se o mesmo faz saques internacionais, e desbloqueie-o antes de viajar. Selecione o que você precisa e utilize a lista nas próximas viagens.

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Check list do vestuário:

Check list dos acessórios:

Vestidos

Secador de cabelos

Óculos de sol

Maiôs

Creme de barbear

Óculos

Saias

Loção pós barba

Máquina Fotográfica

Calças

Ap. de barbear

Carregador de celular

Camisas

Shampoo

Filmadora

Camisetas

Condicionador

Pilhas

Roupas intímas

Filtro solar

Adaptador de tomada

Cintos

Creme dental

Kit Costura

Tênis

Escova dental

Relógio

Sandálias

Escova de cabelo

Mapas

Chinelos

Maquiagem

Sapatos

Remédios básicos

Bonés

Toalha

Bermudas

Desodorante

Luvas

Absorventes

Meias

Bermudas

Meias de l ã

Perfume

Cachecol

Cremes

Gorros

Fio dental

No dia anteriorà viagem faça o check-list da sua documentação: RG / Documento com foto Passaporte com visto Carteira de habilitação Passagem a érea Dólares / Euros (ou moeda local) Carteira Mapas Cópia do passaporte Atestado de vacina Cartões de crédito Lista com telefones de contato Relação de compras Telefone do seu agente de viagem Telefone da operadora local Roteiro detalhado

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Check list da higiene:

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Disciplina e contabilidade

controle por Nilton Porcaro

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odo começo de ano é igual para muitas famílias brasileiras: grande número de dívidas acumuladas no decorrer do ano anterior, festas de Natal e Ano-novo somado às contas e despesas típicas dos primeiros meses do ano, que variam entre material escolar, IPVA e IPTU, tornam-se as principais dores de cabeça do brasileiro nessa época. Muito se fala na mídia sobre como sobreviver e passar por esse furacão nas finanças pessoais. As perguntas mais frequentes são as que seguem abaixo: É mais vantagoso pagar as dívidas do fim de ano ou as contas do começo? É melhor pagar o IPVA à vista ou a prazo? É melhor pagar o IPTU à vista ou a prazo? Devo pagar o material escolar dos filhos à vista? Não tenho dinheiro para pagar, o que faço? Se sobrar dinheiro no começo do ano, o que faço?

Realmente deve-se priorizar o pagamento das dívidas antigas, isso porque elas têm mais juros. As dicas são preferir sempre pagar as contas à vista e solicitar descontos, parcelar aquelas com menores juros e que o orçamento não suporta, adiar gastos para ajudar na flexibilização das contas e negociações como, por exemplo, negociar as compras em etapas para o material escolar e assim por diante. Se as atitudes não forem mudadas nossa atitude antes do temporal de problemas e contas, todo ano será a mesma coisa. Duas questões devem ser levantadas: a primeira é que em dezembro não tem mais como fazer reservas para janeiro com intuito de quitar as contas. O caldo já entornou. A não ser que algo fantástico aconteça, como o Papai Noel trazer-lhe de presente um saco de dinheiro. Caso isso ocorra, dê a ele o meu endereço! Por favor, não se esqueça de mim. A segunda questão é como fazer para que no próximo ano não ocorra o mesmo problema. Aí que vem o cerne da questão. Normalmente, após o aperto do início de ano o brasileiro, que tem memória curta, esquece que se inicia um novo ciclo de gastos concentrados e com data marcada. E, já

que as últimas contas já foram ou serão pagas, a hora certa para pensar no assunto novamente é agora, antecipadamente, e não em dezembro ou janeiro próximo. Que tal planejar hoje a sua viagem de férias, a compra dos presentes de Natal, o material escolar dos filhos e o pagamento à vista, com descontos, dos impostos para o próximo ano? Para isso, dois pontos são fundamentais: disciplina e controle. Disciplina para sempre se monitorar quanto aos gastos e, sobretudo para fazer o seu controle pessoal. O brasileiro, de modo geral, não anota seus gastos diários. Essa anotação é de fundamental importância para que no fim do mês se tenha a noção dos gastos por item. São “todos” os gastos que devemos anotar desde a ida ao cinema à lavagem do carro, os gastos nos bares, o picolé etc. O mais importante é analisar o mês, comparar com os outros meses e assim por diante. Não há a necessidade de recorrer a planilhas eletrônicas, agendas, livro caixa etc., não existe uma receita de bolo pronta. O que você tem que fazer é ter disciplina e anotar sempre, mesmo em um pequeno pedaço de papel que carrega na bolsa ou na carteira, sempre ao seu alcance, e não esquecer dos gastos compará-los e planejar as economias. É difícil, sei que é, mas não impossível. Basta, repito, ter disciplina e controle. Com essa ferramenta em mãos, faça as provisões para o futuro, deixando alguma sobra no mês. Comece planejando quanto e quando você vai gastar com cada item das despesas previstas no fim ou início do ano, depois divida o valor planejado pelo número de meses que faltam até a sua ocorrência, o resultado será o valor que você, mensalmente, necessitará incluir em seu orçamento até o momento de executar o gasto. Some todos os valores encontrados para cada item e terá o valor total a ser guardado. E se não estiver sobrando nada do orçamento? Reveja se não existem “gorduras” nos gastos que possam ser cortadas, sempre tem. Há prioridades e prioridades. Feliz Natal e adeus ano-velho sem disciplina e controle. Feliz Ano Novo!

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Evento empresarial

Conexão moda por Rafaela Bravim Fotos: Barbara Millen

P

ara apresentar sua nova coleção Primavera-Verão, a loja Rinara Modas realizou um desfile no Arena Diversão Clube em Governador Valadares. O desfile contou com as peças da marca Chouchou por Patachou e Dzarm. Durante o desfile foram apresentadas peças que serão conceito nessa nova estação, vestidos, shorts, blusas, tudo regado com muita cor, temas florais. A verdadeira cara do verão, alegre e com energia.

Av. Rio Doce, 1730 - Lj. 04 - Ilha dos Araújos

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Rinara Mendes


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Evento empresarial

Conexão moda

Reflexxo por Rafaela Bravim Fotos: Barbara Millen

A

inauguração da Reflexxo, nova loja de roupas sociais de Governador Valadares foi um sucesso. Em uma noite típica da primavera valadarense, o desfile mostrou em várias trocas de peças as novas tendências para as festas de fim de ano. Para prestigiar o evento, estavam presentes a imprensa da região e convidados. O diferencial da Reflexxo é contar com marcas exclusivas como: Tutta, MSP considerada a marca conceito da Jornalista Fátima Bernardes, e ainda trabalhar com a marca de calçados Via Uno e a venda de alguns acessórios.

Irian Pinheiro, Michelle Pinheiro e Hudson Faustino

Rua Israel Pinheiro, nº 1910

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na mira

Marcos Almada

Um empresário de visão e de bem com a vida por Ana Eliza Oliveira

“Quero continuar vivendo bem, curtindo a vida, minha família, ter equilíbrio.” Marcos Almada

N

esta edição da Revista Mista vamos conhecer um pouco mais da trajetória do empresário Marcos Almada. Apesar de ter se formado em São Paulo, ainda muito novo Almada se mudou para Governador Valadares e “adotou” a cidade como sua terra natal. Desde então, o empresário não poupou investimentos e tem contribuído arduamente para o desenvolvimento da cidade. Atualmente, além de ser sócio da Mil Motos, Marcos Almada é presidente da Garantia dos Vales. Revista Mista – Qual sua formação acadêmica e como foi o seu início de carreira? Marcos Almada – Formei-me em 1985 em Engenharia Mecânica na Universidade Federal de Engenharia de Itajubá. Meu primeiro emprego foi na Volkswagen do Brasil. Sempre gostei da área administrativa, então para me capacitar melhor fiz pós-graduação em administração de empresas com ênfase em marketing. Também me especializei na área financeira e contábil e em direito empresarial. Creio que para ser um bom profissional e um bom empresário, é preciso conhecer de tudo um pouco. R.M – Quando surgiu a oportunidade de se mudar para Governador Valadares? Almada – Vim para Valadares em 1993. Na época trabalhava numa multinacional da área de construção civil pesada. Surgiu uma obra em Valadares e eles queriam um engenheiro novo para trabalhar, vim para ser o gerente da obra. R.M – Como se iniciou sua história com a Mil Motos? Almada – Após um tempo em Valadares, reencontrei o Gabriel Milbratz, hoje meu sócio na Mil Motos. Ele se formou em engenharia elétrica na mesma universidade que eu. Tínhamos vínculos pessoais e de amizade muito grandes. Quando nos reencontramos em meados de 2001, ele me explicou sobre o mercado de motocicletas que estava

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em plena expansão, e me convidou para ser sócio dele. Então costumo dizer aos amigos que a Mil Motos tem 18 anos, sendo nove anos comigo e nove anos sem migo. Foi assim que eu entrei para a Mil Motos, na época nossa loja era somente em Governador Valadares. R.M – Quais foram os frutos colhidos do seu trabalho e do trabalho do seu sócio, na Mil Motos? Almada – Após fazer uma profissionalização no modelo de gestão da empresa, participamos do “Termo de Excelência Empresarial do Sebrae”. Em cerca de 10 anos do prêmio, só 37 empresas ganharam por modelo de gestão e responsabilidade social. A Mil Motos ganhou esse prêmio por ser uma empresa modelo nesse segmento de comércio no ano de 2003. Foi uma honra muito grande pra nós recebê-lo. Dizem que um homem tem que plantar uma árvore, ter filhos e escrever um livro. Árvores eu já plantei algumas, filhos eu tenho dois, e livro, bom, a história da Mil Motos está registrada nos 10 anos do prêmio de excelência. O prêmio é um reconhecimento do nosso trabalho em equipe e isso fez com que a gente realmente se tornasse destaque no mercado. Em 2005 criamos também o Consórcio Brisa que é uma administradora de consórcios que já realizou o sonho de muita gente. A Mil Motos realmente é uma empresa diferenciada nesse sentido, procuramos fazer uma gestão diversa e participativa na sociedade. R.M - No meio empresarial, o assunto do momento é a Garantia dos Vales. Explique um pouco sobre essa iniciativa. Almada – A Garantia dos Vales é uma sociedade de garantia de crédito focada no micro e pequeno empresário. Tanto na América Latina quanto na Europa, as características do micro e pequeno empresário são praticamente idênticas. Ele é empreendedor, audacioso, inovador e tem bons projetos. No mercado financeiro acontece a mesma coisa, o dinheiro para emprestar existe. O que falta para juntar esse empresário com as instituições financeiras são garantias reais. Na Europa e na Itália existem muitas sociedades de garantia de crédito. Então, nossa ideia de trazer esse modelo de negócio para Valadares, surgiu após uma delegação ter a oportunidade de ir para a Europa conhecer essa experiência. O Sebrae Nacional fez uma


chamada pública e 17 cartas consultas foram aceitas, só 10 ainda estão no negócio. Nós somos umas das pioneiras. Estamos atendendo todos os pré-requisitos, nosso planejamento estratégico já está pronto. O negócio funciona basicamente assim: os empresários dos Vales do Aço, Rio Doce e Mucuri se associam na sociedade de garantia de crédito. Daí, os associados que possuem algum projeto apresentam para uma comissão e os mesmos são avaliados para a concessão do crédito. O fundo de crédito vem do governo e instituições de fomento que identificam a iniciativa como interessante para o desenvolvimento. Governador Valadares não precisa de emprego, a cidade precisa de empregabilidade. De abrir negócios, criar. R.M – E quanto a vida familiar? Quais os planos para o futuro? Almada - Sou um worker holic, a vida inteira trabalhei muito e acumulei muitas funções. Nesse sentido concilio bem a minha vida familiar. Eu e minha esposa temos uma vida social muito agitada, participamos de muitos eventos e festas. Sou católico de religião e de visão espiritualista. Acho que a vida é eterna e não acaba por aqui. Temos a oportunidade de evoluir e de crescer como pessoa e espírito. O que eu penso e quero dessa vida é criar bem os meus filhos, ser uma pessoa ativa na sociedade e ter coisas bem realizadas para poder contar para os meus netos. R.M – Ouvi dizer por aí que você gostaria de ser prefeito, é verdade? Almada - Eu tenho a política no sangue, eu gosto de política. Queria ser prefeito, mas entre querer e ser é há um abismo. Queria ser prefeito porque eu gosto de realizar, de ver pessoas felizes, sou motivador, sou entusiasta, gosto de ver mudanças e quebrar paradigmas. Fazer diferente e fazer a diferença.


em foco

Planejamento financeiro é

ESSENCIAL por Marco Antonio Astolfi

Marco Antonio é bacharel em Ciências Econômica pela PUC/MG. Possui MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas e é graduando em Direito pela Univale

“Mais um ano termina e com ele vem a ideia de tudo novo para o ano que bate a porta”

T

odo ano novo a história é a mesma. Somos tomados por dúvidas em relação ao setor financeiro de nossa vida pessoal. Como será o novo ano? Os planos e promessas são vários. Neste momento uma pergunta é essencial: terei condições de arcar com os meus planos, sonhos e promessas? E os compromissos fixos? O que ganho hoje é suficiente? O que eu, leigo em assuntos financeiros, devo fazer? Se verificarmos, a mudança acontece somente no mês. As contas são as mesmas que já estamos acostumados. O que temos que fazer é nos preparar para um número maior de compromissos que acompanham o início do ano. Quem possui um emprego fixo e goza do beneficio do 13º salário, pode utilizar desse dinheiro para cobrir esses gastos. Para quem não tem renda fixa, o melhor é fazer uma poupança durante o ano para arcar com essas despesas. Muitas pessoas acham que fazer um planejamento financeiro é algo muito difícil e complicado, na realidade não exige cálculos complexos nem muito conhecimento matemático. O grande segredo é estabelecer objetivos claros para que você não desvie sua atenção, deixar um pouco de lado as “urgências pro-

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fissionais” para se dedicar a acompanhá-lo com frequência, fazendo os ajustes e mudanças necessários de acordo com as metas estipuladas. Um bom planejamento começa com o controle preciso dos gastos mensais, fazendo uma planilha, seja ela eletrônica ou no papel, é possível acompanhar todas as receitas e despesas. Feito isso, fica mais fácil saber exatamente quanto nos sobra e o quanto devemos poupar para atingir nossos objetivos, sejam de curto, médio ou longo prazo. O planejamento é sem dúvida uma tarefa indispensável em nossas vidas, sem ele as dificuldades serão muito maiores e as chances de realizar nossos sonhos ficarão cada vez menores. É bem verdade que a maioria das famílias tem dificuldade para planejar. Então, por um instante, pensamos que só vale a pena se a renda familiar for elevada. É importante ressaltar que independentemente da renda familiar, nunca se deve descartar um planejamento. Seja para uma renda de dois salários mínimos ou de dez, o orçamento é de igual importância. A sábia decisão de dar os primeiros passos para uma recupera-


ção financeira é identificar o problema. Ao notar que algo está errado com a conta bancária ou ao perceber que o lazer com a família está diminuindo sensivelmente, faça uma análise superficial das receitas e despesas. Se o saldo for negativo, aprofunde-se nessa análise, porque com certeza algo está errado! Podem ser gastos eventuais que propiciam essa situação. Antes de iniciar esse processo que poderá prejudicar alguém da família, uma importante atitude para enfrentar o problema financeiro deverá ser tomada. Uma reunião com todos os membros da família deve ser realizada e todos os gastos devem ser elencados. Serão tratados todos os compromissos e todos os participantes devem saber que alguns gastos devem ser cortados ou, na melhor das hipóteses, atenuados. Galgado esse primeiro

degrau, deve-se levar em consideração que a burocrática rotina de fazer planejamento e controlar gastos não é tão prazerosa quanto comer, dormir e se exercitar. Todavia, o que a princípio pode ser uma medida obrigatória indesejável, tende a tornarse uma prática excitante, sobretudo quando os projetos traçados têm como meta grandes conquistas. Olhando por esse ângulo parece ser fácil realizar um planejamento financeiro. O que na verdade é! Difícil é ter disciplina para controlá-lo. No entanto, as primeiras anotações são um pouco mais complicadas, já que a prática leva à disciplina. De imediato é necessário apenas lápis e papel. Anote todos os gastos mensais, separando-os em fixos e variáveis. Veja exemplo:

GASTOS MENSAIS FIXOS: aluguel, prestação da casa, faculdade, plano de saúde, internet, água, energia elétrica, academia, IPTU, IPVA.

GASTOS MENSAIS VARIÁVEIS: supermercado, combustível, farmácia, restaurante, padaria, recarga de telefone, vestuário, diversão e lazer.

Como o próprio nome já diz, os gastos fixos são aqueles pagamentos efetuados praticamente todos os meses, podendo ser isentos um mês ou outro, como é o caso do IPTU/IPVA, que geralmente se iniciam no mês de janeiro/fevereiro. Há alguns compromissos que apesar de serem fixos apresentam valores variáveis, como é o caso da água e da energia elétrica. Daí, a importância de anotar os valores previstos para pagamento e os valores realizados. Por outro lado, os gastos mensais variáveis são oscilantes mês a mês. Estes, porém, apresentam itens que podem ser agrupados, como é o caso do mercado, combustível e lazer. Esses gastos, apesar de variáveis, podem ser controlados. Fazendo uma média dos últimos meses de quanto se gasta com cada um deles, dá para ter noção do quanto vão representar no orçamento do mês seguinte.

Não haverá um histórico desses gastos específicos. As previsões serão mais precisas após três ou quatro meses. No mês posterior ao início das anotações já é possível prever o valor com menor margem de erro. Feita todas as anotações, é hora de controlá-lo. Todos os responsáveis pelos gastos precisam discutir o que está em excesso e cortá-los. Se, aparentemente, não há o que cortar, o ideal é estabelecer metas para a redução de gastos. Alguns não podem ser cortados, mas certamente há as chamadas “gordurinhas” nos gastos com supermercados, energia ou água. Imponha limites a cada categoria de gastos e siga-os com precisão. As despesas com as economias não serão grandes, mas a soma delas pode ajudar a concretizar o plano de recuperação financeira. Você já fez seu planejamento? Ainda não? Não perca mais tempo, comece hoje mesmo, quanto mais cedo começar, mais rápido atingirá seus objetivos.

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Música, livros e cinema

tendências

Música OUTRAS ALEGRIAS”

A cantora colombiana Shakira lançou em Outubro, seu novo álbum Sale el Sol, incluindo 12 faixas em inglês e espanhol, entre elas, o sucesso Waka Waka, tema da Copa do Mundo da África do Sul. O disco inclui tanto temas românticos, quanto misturas de ritmos como o merengue e o regaetton, o álbum conta com grandes convidados como Calle 13.

Cinema

“AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA”

DIRETOR: MICHAEL APTED Como nos últimos dois filmes, o terceiro episódio promete uma viagem com aventura e fantasia. O filme chegou às telonas no último dia 10, dessa vez os irmãos Lúcia e Edmundo e seu primo Eustáquio, são engolidos por uma pintura e vão parar em um mundo fantástico, onde terão que descobrir o que aconteceu com os sete fidalgos, enviados pelo tio do príncipe Caspian ao Oceano Oriental.

“SENNA” DIRETOR: ASIF KAPADIA O documentário “Senna”, tem como diretor Asif Kapadia, e está sendo distribuído no país pela Paramount Pictures. O filme será lançado para homenagear o aniversário de 50 anos do nascimento do brasileiro. Conta a trajetória do piloto Ayrton Senna, passando por sua estreia na Fórmula 1, em 1984, até sua morte, em 1994. Os produtores prometem entrevistas inéditas, além de imagens de TV e arquivos de família. Não foi produzido material exclusivo para o filme, mas a maioria das imagens usadas é inédita. A narração será em inglês, e a versão brasileira terá legendas em português. O título em inglês é “Senna - Beyond the Speed of Sound” (Além da Velocidade do Som).

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VANESSA DA MATA “BICICLETAS, BOLOS E

SHAKIRA “SALE EL SOL”

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Bicicletas, Bolos e Outras alegrias é o nome que dá título ao quarto álbum em estúdio da carreira da cantora. O novo trabalho inclui 12 faixas e conta com a participação especial do cantor Gilberto Gil, na faixa “Quando Amanhecer”, e com belíssimas canções de autoria da cantora. O primeiro Single, “O Tal Casal”, que estreou nas rádios em início de setembro, já mostrou a essência especial que tem este novo disco.

Livros

STIEG LARSSON “OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES” A história do autor sueco apresenta diversos elementos autobiográficos, é o primeiro título de uma série que o autor deixou inconclusa. Larsson entregou os três primeiros volumes à sua editora pouco antes de sua morte súbita, aos 50 anos, em 2004. O primeiro volume da trilogia cult de mistério policial, tornou-se fenômeno de vendas na Europa e nos EUA. A história traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives, que desconstroem uma trama intensa envolvendo a elite sueca. O autor consegue prender o leitor do início ao fim.

CLARICE LISPECTOR “CLARICE NA CABECEIRA” A obra “Clarice na cabeceira” é uma coletânea organizada por Tereza Montero. O livro é uma seleção afetiva de contos de Clarice Lispector apresentados por 22 pessoas do cenário cultural, entre eles estão escritores como: Luís Fernando Veríssimo e Rubem Fonseca, o crítico José Castelo, a cantora Maria Bethânia, as atrizes Fernanda Torres e Malu Mader, e o diretor Luiz Fernando Carvalho.


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nÂş 06 | 2010

Revista Mista - Feita para vocĂŞ!

Edição 6  

Revista Mista sexta edição