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atualização nos últimos anos e está começando a integrar o glossário de notação Laban encabeçado por Ann Hutchinson Guest, bem como a fazer parte das discussões do Conselho Internacional de Kinetografia Laban (ICKL), antes restrito aos labanotadores. O motif é também uma pauta vertical sem os desdobramentos laterais para partes do corpo. Cada um destes elementos, se for o aspecto evidenciado, será representado através de seu símbolo em uma única linha vertical cuja leitura se dá de baixo para cima, da esquerda para direita, e deve dar conta da informação em questão. O tamanho do símbolo corresponde a sua duração. Alguns trazem informações de Esforço, sobretudo quando se trata de estados e impulsos, e Forma. Alguns trazem também a identificação de tempo rítmico. Preston-Dunlop assim define: A escrita de motifs é um sistema de notação que nos dá o contorno do movimento, sua motivação, sem descrever em detalhes como as ações devem ser executadas. Os símbolos básicos de kinetografia são usados para indicar ações genéricas do corpo todo, em vez de descrever o movimento exato de uma parte especial do corpo, como o é numa kinetografia completa. A interpretação da leitura do motif é tarefa do leitor, e assim ele (motif) se torna um veículo perfeito para descrever atividades de movimento onde a invenção criativa de quem se move é de primeira importância, como no caso de um trabalho educacional. (PrestonDunlop, 1967)

Motif elaborado por Juliana Vicari em 2006

Existem também os motifs horizontais para labanálise onde se prioriza a leitura de

Gipe cit 19 (tradução de artigo)  
Gipe cit 19 (tradução de artigo)  

Ciane Fernandes Tradução: Melina Scialom SEM PERDA DE MEMÓRIA: UMA EXPLORAÇÃO COREOGRÁFICA

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