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registro de movimento. Duas parecem ser as funções de uma codificação gráfica para o movimento: o registro histórico e o ensino. Permanecer e multiplicar. Vários foram os artistas de dança que pensaram diferentes formulações para uma possível notação a partir de diferentes códigos. Alguns definem apenas as trajetórias e deslocamentos espaciais. Outros procuram achar formas mais precisas que dialoguem com as técnicas que estão sendo notadas. Pensando em fazer um paralelo entre registro musical a pauta ocidental para música e um possível registro de movimento, algo que vinha sendo experimentado anteriormente, sobretudo, por praticantes do ballet, que Rudolf Laban (1879 1957) desenvolveu um sistema de notação de movimento todo baseado em seus estudos de análise do movimento. Um código muito específico organizado em uma partitura vertical (diferente da partitura horizontal da música) que posiciona lateralmente as diferentes partes do corpo e verticalmente as ações destas partes no espaço com divisões regulares de tempo em acordo com um dado ritmo. A leitura da notação acontece de baixo para cima e do centro para os lados: L = Left side C = Center line R = Right side 1 = Support column 2 = Leg gesture column 3 = Body column 4 = Arm column 5 = Head column Ilustração extraída de http://user.uni-frankfurt.de/~griesbec/LABANE.HTML Dezembro 2007

Laban não foi nem será o único a pensar esta relação entre movimento e grafia, mas é considerado o autor do sistema que melhor contempla os aspectos quantitativos e qualitativos do movimento. Justamente por isso, seu sistema é

Gipe cit 19 (tradução de artigo)  

Ciane Fernandes Tradução: Melina Scialom SEM PERDA DE MEMÓRIA: UMA EXPLORAÇÃO COREOGRÁFICA