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vendas, a partir de “a fragilidade da distinção espacial entre nossas partes interna e externa”, Kristeva, e “interface porosa”, Gil. 6. Esvaziar o movimento: Observar o corpo e tomar consciência dele, observar a consciência e deixar o corpo reagir a seus estímulos, a partir de “a consciência do corpo é o corpo da consciência”, Gil. 7. Isolamento e autonomia das partes do corpo: em cada parte isolada, o resto do corpo responde passivamente, a partir de “decomposição/ quebra (shattering) em pedaços, corpo e alma” de Poe. 8. Tremer: “eu tremi da cabeça aos pés como se eu tivesse um ataque violento da febre malária” (Poe). Não foi usado no trabalho final. 9. Reproduzir fisicamente o espasmo/ susto em sonhos em que se escorrega para um fundo sem fim. Não foi usado no trabalho final. 10. O exercício do olhar (gaze) para o espaço circundante. Imagem lisa do redemoinho de Poe. Obras de Cindy Sherman. 11. A respiração “yin-yang”: os dois abraçados, unidos pelo abdome, cruzados, intercalam as inspirações e expirações. 12. Preencher espaços de vácuo no espaço do corpo do outro a partir dos “vacúolos” de Gil. 13. Preencher espaços de vácuo no próprio corpo - idem. 14. Paralisar a ação do outro. 15. Explorar conexões e movimentações a partir de partes isoladas. Coletamos bastante material e fomos compondo, sentindo como a “porosidade” poderia configurar-se na estrutura.. Em sua estréia 30/12/06, Teatro Cacilda Becker, Rio vários espectadores comentavam sobre a plasticidade do trabalho e o papel do corpo no trabalho, sobre tudo acontecer nele, a pesquisa, a plasticidade, relações.

Gipe cit 19 (tradução de artigo)  

Ciane Fernandes Tradução: Melina Scialom SEM PERDA DE MEMÓRIA: UMA EXPLORAÇÃO COREOGRÁFICA

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