Page 168

167

em direção a atrás alto (no caso, em direção ao teto) e de volta ao centro. Depois repito a seqüência com maior intenção espacial, indo mais na direção daqueles vetores espaciais. O controle da pélvis representa meu padrão postural (em pé) de mantê-la para frente embaixo, provocando uma divisão entre parte de baixo e parte de cima do corpo na altura da coluna lombar. O levantar do peito (que ocorre ao levantar a cabeça com maior intenção espacial) é uma tentativa de abrir minha área torácica, normalmente fechada e côncava. A respiração neste movimento intensifica as qualidades entregues (leve, desacelerado e livre). A alternância entre movimentos da cabeça (levada pelo centro de leveza) e a cauda (levada pelo centro de peso) exercita sua conexão. Depois disto, estou pronta para voltar para o chão, sentindo-o com toda a face frontal de meu corpo, incluindo a boca. Em estado onírico (peso e fluxo), alternado pelo fluxo livre e impulso apaixonado, deslizo em movimentos contralaterais (empurrar-alcançar). Aqui tenho a imagem de um réptil molhado, deslocando-se enquanto desliza toda sua superfície frontal pelo chão. Isto me lembra de outro sonho que tive repetidas vezes na adolescência, onde serpentes estavam esticadas na dimensão vertical, com forte ênfase para cima, e eu achava estranho, pois deviam estar deslizando pelo chão. Esta seqüência C é relacionada aos padrões de desenvolvimento: levantamento gradual da cabeça, peso das mãos (conexão mãosescápula), movimento da coluna (conexão cabeça-cauda), sensação da boca, movimentos homólogos, deslizamento contralateral (empurrado pelos pés e alcançado pelas mãos). Podemos fazer a Descrição Vertical de Motivo desta locomoção contralateral da seguinte forma:

Gipe cit 19 (tradução de artigo)  

Ciane Fernandes Tradução: Melina Scialom SEM PERDA DE MEMÓRIA: UMA EXPLORAÇÃO COREOGRÁFICA