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GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

UNIÃO EUROPEIA Fundo Social Europeu

N.º 46 - 2.º Trimestre de 2013

Formação de Jovens: na senda da Excelência Porque um novo ano escolar se aproxima, e em cada novo ano novos horizontes são traçados, é importante refletir sobre Formação de Jovens no nosso País. No CENFIM, a Formação de Jovens é um eixo de actuação a que nos dedicamos há mais de 25 anos, de forma sustentada, e já com alguns milhares de jovens profissionais colocados no mercado de trabalho, após a conclusão dos Cursos de Aprendizagem. A Formação no Sistema de Aprendizagem, que como fator diferenciador, assenta na tríada, EmpresaFormando-CENFIM, é dirigida a jovens com idade inferior a 25 anos e o 3º ciclo do ensino básico ou equivalente concluído. Estes Cursos, que privilegiam a inserção no mercado de trabalho, permitindo a continuidade dos estudos superiores, assentam em 4 premissas orientadoras; 1 - Intervenção junto dos jovens em transição para a vida ativa, objetivando a melhoria dos níveis de empregabilidade e de inclusão social e profissional; 2 - Organização em componentes de formação, que visam as várias dimensões do saber, integradas em estruturas curriculares predominantemente profissionalizantes, adequadas ao nível de qualificação e às diversas saídas profissionais; 3 - Reconhecimento do potencial formativo da situação de trabalho, a partir de uma maior valorização da intervenção e do contributo formativo das empresas, assumindo-as como espaços de formação, geradoras de progressão de aprendizagens; 4 - Regime de Alternância, caraterizado por períodos que alternam entre a formação no CENFIM e na Empresa, através da FPCT, formação prática em contexto de trabalho, o que permite ao jovem formando uma aplicação real das competências adquiridas ao longo do Curso. Este é sem dúvida o fator diferenciador e motivador, que distingue o CENFIM ao nível da Formação de Jovens, e que nos permite uma taxa de 95% de sucesso formativo e uma taxa de empregabilidade de 90%. Mas queremos ainda mais, na medida em que continuamos empenhados na redução da taxa de absentismo e abandono, característica deste tipo de população, promovendo um acompanhamento transversal, visando um percurso de sucesso, sustentado na Pedagogia do Êxito, que desejavelmente culminará na inserção no mercado de trabalho e no consequente incremento da taxa de empregabilidade. Considerado um objetivo ambicioso, estamos convictos que o mesmo só será alcançado, através da aplicação de estratégias de acompanhamento e envolvimento individual do formando, também aqui sustentadas numa tríade, Família-Formando-CENFIM. Desta forma, garantir-se-á um maior envolvimento e corresponsabilização do formando, no quadro do desenvolvimento do seu percurso de formação/inserção no mercado de trabalho. continua na pág. 2


Esta nova dinâmica de intervenção preconizada pela Área de Orientação Profissional do CENFIM e cujo grande enfoque reside ao nível do acompanhamento psicopedagógico, encontra-se assente em 8 vetores de atuação e que vão ao encontro do modelo dos novos CQEP - Centro para a Qualificação e Ensino Profissional, e que requerem por parte dos nossos técnicos de Acolhimento e Orientação Profissional (AOP), uma sinergia plena com todos os agentes multidisciplinares que integram o processo formativo do formando. De forma global, os técnicos de AOP terão a sua atuação centrada nos formandos intervindo nas seguintes 8 etapas:

Foi com renovado orgulho que o CENFIM, conjuntamente com a AIMMAP recebeu no passado mês de maio a notícia da aprovação de uma nova candidatura, apresentada junto do IAPMEI no âmbito do Programa de Formação - Acção para PME's, financiado pelo POPH, a qual mereceu al iás um honroso destaque com um 2º lugar de entre 74 outras candidaturas. Esta notícia enche-nos de grande satisfação, pois irá assim dar continuidade a um t ipo de actuação que tem vindo a ser empreendida junto das Empresas do Sector (já se real izaram 5 acções, envolvendo um total de 75 Empresas/Empresários) e que se tem mostrado de enorme impacto e reconhecida util idade pelas Empresas participantes. Trata-se de um programa dirigido a empresas com menos de 100 trabalhadores e um volume de facturação até 50 milhões de Euros destinando-se, prioritariamente, a Empresários. Tem por objectivo principal promover processos de melhoria/mudança nas Empresas, através de um apoio individual izado (consultoria), visando a implementação de um plano operacional de mudança, baseado em diagnóstico prévio, no sentido de resolver ou minimizar os problemas, reforçar os pontos fortes e aproveitar as oportunidades. Os participantes frequentarão oito Seminários de Formação ao

Nos passados meses de Abril e Maio o CENFIM organizou e propiciou estágios profissionais a três Jovens formandos da Finlândia. Trata-se de uma l inha de cooperação que mantemos há alguns anos com várias Entidades congéneres Europeias, normalmente integrada em programas Europeus de Mobil idade. Este tipo de colaboração tem nos também permit ido propiciar experiências idênticas aos nossos formandos - estágios em Países europeus - como al iás se dá nota em outra notícia deste número. Desta vez tivemos o prazer de proporcionar estes estágios ao Teppo, ao Lauri e ao Jesse. Estes estágios tiveram a duração de 6 a 8 semanas e foram real izados no domínio da Soldadura e da 2

1. Divulgação e recrutamento 2. Acolhimento do Cliente 3. Diagnóstico e Seleção dos candidatos 4. Encaminhamento dos candidatos para a oferta disponível 5. Acompanhamento Psico-Pedagógico 6. Reconhecimento e validação de competências 7. Certificação de competências 8. Monitorização pós-venda É por isto que no CENFIM continuamos a acreditar no grande potencial do Sistema de Aprendizagem e na sua mais-valia para a Qualificação dos Recursos Humanos da Indústria! Cristina Botas - Diretora dos Núcleos de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche

longo do projecto, em regime não residencial, com a duração de dois dias cada, e beneficiarão complementarmente do apoio individual de um Consultor na Empresa para, em conjunto com o participante, apoiar e acompanhar a implementação do Plano de Acção/Melhoria. A duração aproximada da Acção é de 9 meses. Depois de real izadas com enorme sucesso 5 Acções para Empresas no âmbito deste programa, envolvendo um total de 75 Empresários/Representantes de Empresas, temos agora oportunidade de real izar duas novas acções, no âmbito da aprovação recente. A primeira Acção rapidamente viu esgotar-se o seu número l imite de inscrições e já se iniciou no passado dia 2 de Julho. No entanto iremos ainda iniciar uma nova acção no início de Setembro, estando neste momento aberta a fase de recolha de candidaturas para a sua frequência. As Empresas interessadas poderão desde já manifestar o seu interesse para o Departamento de Gestão de Projectos - Telefone: 218610153 - E-mail: dgp@cenfim.pt , no que serão contactadas para anál ise da sua candidatura. As inscrições são gratuitas e sujeitas a selecção. Por razões de elegibil idade do programa só poderão candidatar-se ao mesmo Empresas da região Norte.

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Serralharia Civil em duas Empresas da região de Lisboa, MOLAVIDE - MOLAS DE MOSCAVIDE e ALMEIDA & SILVAS, L.DA, que desde logo se disponibil izaram para acolherem os Jovens Finlandeses e às quais prestamos os devidos agradecimentos públ icos. Estamos certos que levaram com eles uma experiência inesquecível, não apenas em termos profissionais mas também no plano pessoal. Isso al iás fizeram questão de nos dizer, em jeito de balanço, por entre as habituais palavras elogiosas sobre este nosso belo país e a ancestral simpatia com que nós portugueses os sabemos receber.


sol icitações que provêm da Indústria - e particularmente dos Moldes. O que sendo um facto tinha (e tem) algumas evidências (e razões) que não podemos ignorar, as já anteriormente indicadas e, também, a enorme dif iculdade que a Indústria tem em chamar para si e atrair Jovens. Há, de facto, historicamente essa dificuldade, mas também sabemos que a mesma tem muito a ver com algum preconceito com que a sociedade ainda observa as profissões mais tradicionais e/ou relacionadas com a Indústria.

O Núcleo do CENFIM da Marinha Grande tem vindo a real izar ao longo dos anos Formação Inicial de Jovens através do Sistema de Aprendizagem - conforme vem acontecendo com o CENFIM a nível nacional, e relembra-se aqui que a Instituição tem 13 Núcleos de Formação em Portugal, assim como projetos de cooperação em vários países africanos de língua oficial portuguesa, nomeadamente, em Angola e Moçambique. Este Sistema, que confere uma dupla certif icação (escolar, através do 12º. Ano, e profissional), ajusta-se na perfeição como resposta às necessidades das empresas do Setor Metalúrgico, Metalomecânico e Eletromecânico (Setor MME), ainda mais por ter uma relevante carga horária de Prática em Contexto de Trabalho - estágios nas empresas, tendo como missão formar e qual ificar Jovens em prof issões que são atualmente muito procuradas pelo mercado de trabalho, mesmo em tempo de forte crise económica e social com que nos debatemos. Temos promovido no Núcleo da Marinha Grande, como resposta a essas necessidades, essencialmente três cursos de áreas técnicas e que fazem parte das necessidades diagnost icadas pelo CENFIM no Levantamento de Necessidades de Formação (LNF), que realiza para o Sector MME de dois em dois anos, e diretamente pelas próprias empresas, na altura em que as visitamos ou que nos visitam. Esses cursos são: Técnico de Maquinação e Programação (CNC); Técnico de Desenho de Construções Mecânicas | Desenho de Moldes e, mais recentemente - desde Setembro de 2007, Técnico de Manutenção Industrial Mecatrónica. Todavia, nem sempre foi fácil e possível iniciar estes cursos através de ações de formação que, ou por dif iculdades de financiamento, ou por d ificuldades no recrutamento e seleção de Jovens, períodos houve na nossa atividade em que não foi exequível reunir o número suficiente de Formandos. Essa dif iculdade, recentemente minimizada com o início de algumas ações de formação no Núcleo, fazem com que nesta altura estejam em funcionamento 5 turmas, e outras 2 turmas em preparação de arranque, agora em Julho. Por essa razão - número reduzido de Jovens formados e qual ificados - as empresas têm vindo a manifestar alguma apreensão por o CENFIM não estar a responder a todas as

Assim, e por forma a se poder quebrar esse preconceito, dois fatores apresentam-se hoje como bem evidentes, e demonstrativos, que o mesmo além de não ter razão de exist ir, deve, definit ivamente, ser arredado na influência das escolhas que os Jovens e as Famílias têm de fazer para o seu futuro. O primeiro fator é a oferta de trabalho pelas empresas nestas áreas e isso em tempo de crise, como anteriormente já referi, assume um valor verdadeiramente importante e decisivo. O segundo é o desenvolvimento que as empresas industriais - e sobretudo as de Moldes - têm tido ao longo destes últ imos 10 a 15 anos, e que as colocam sem qualquer tipo de dúvida ou de exagero nesta referência, ao nível das melhores e do que de melhor se faz em termos mundiais. Veja-se, pelo exemplo concreto, e que comprova o que anteriormente foi mencionado, o caso do nosso Formando da Aprendizagem - Pedro Salgueiro - que obteve na Profissão de Fresagem CNC um brilhante terceiro lugar, e consequente medalha de bronze - a melhor classificação de sempre de Portugal nesta profissão, no Campeonato do Mundo de Profissões - WorldSkills St. Gallen 2003 (Suíça). Presentemente, também o nosso Formando da Aprendizagem Aléxis Fortes da Silva - a concluir um Curso de Especial ização Tecnológica de Mecatrónica e trabalhador no ativo numa empresa da região, prepara-se empenhadamente há alguns meses a esta parte para participar, na Profissão de Eletromecânico Industrial, no Campeonato do Mundo de Profissões - WorldSkills Leipzig 2013 (Alemanha), depois de ter sido campeão nacional e de ter participado no Campeonato da Europa, EuroSkills SpaFrancorchamps 2012 (Bélgica). O CENFIM tem um capital humano conhecedor, experiente e competente, uma boa logística ao nível de instalações e com equipamentos técnicos adequados - onde tem vindo a fazer um enorme esforço para se tentar manter atual izado e competit ivo para dar resposta às empresas do nosso setor, assim como de outros setores horizontais que partil ham connosco profissões, at ividades e produtos similares. Assim todas as entidades competentes o compreendam, apoiando o que já existe e que tem dado provas - ao longo de 28 anos de atividade - de competência, ded icação e total entrega à Indústria, às Empresas e à Região. Numa altura em que tanto se fala de racional ização de recursos, tanto físicos como financeiros, torna-se imperioso trabalhar em cooperação na tentativa de rentabil izar as estruturas existentes em centros de formação; escolas do ensino regular; escolas profissionais; e noutros agentes 3


que focam a sua atividade na educação e formação das pessoas. O que existe, no nosso entender, e concretamente aqui nesta região, é suficiente em quant idade e qual idade para dar resposta ao mercado. Seguramente que as empresas vão continuar empenhadamente a apoiar o CENFIM, e o Núcleo da Marinha Grande, pelo que me permito colocar um desafio aos Jovens e às Famíl ias para que acreditem neste t ipo de Aprendizagem e nas profissões técnicas, que são valorizadas e pretendidas pelos empregadores, apostando sem receio nos cursos promovidos pelo CENFIM, pois além de conferirem a dupla certif icação já referenciada, também possibil itam a continuação de estudos - de especial ização ou superiores - sem qualquer tipo de entrave, principalmente para as Engenharias, onde temos tido um número significat ivo de Jovens em Institutos e Universidades deste país, e que connosco cresceram, fizeram a sua aprend izagem e se qual ificaram profissionalmente. Muitos deles têm na atual idade responsabil idades e funções muito relevantes em diversas empresas da região.

Culminou com a apresentação no Parlamento Europeu, em Bruxelas, aquele que foi o Projecto de Iniciativa Comunitária com a participação mais alargada que o CENFIM integrou até hoje. Poderia com isso presumir-se que um Projecto que albergou mais de uma centena e meia de participantes d ificilmente resultaria em mais do que alguns vistosos momentos de confraternização europeia, mas a verdade é que este projecto surpreendeu não apenas pela sua vasta representação (24 parceiros provenientes de 23 países europeus), mas também pela exuberância do seu resultado final: nada mais, nada menos que um enorme comboio de 24 carruagens, cada uma concebida e simbol izando um país/parceiro. (poderá ver um vídeo do comboio no site do CENFIM, na secção “projectos de cooperação”) Ao longo de quase dois anos e respeitando o lema do comboio “What we have done to connect people ...”, várias Turmas do CENFIM, provenientes de diferentes Núcleos, com o apoio dos respetivos Formadores trabalharam af incadamente no projecto da carruagem portuguesa que simbol iza a época dos descobrimentos.

Por fim sal ientar que nos compete a todos, convictamente, e sempre nos momentos em que temos essa oportunidade - e fundamentalmente junto dos mais Jovens -, enaltecer o valor do trabalho e da empregabil idade, das profissões técnicas, do setor MME, e da indústria nacional. O setor MME é hoje justamente reconhecido, como um dos mais importantes setores da Indústria e dos que mais contribui para as exportações, para o emprego e para a riqueza nacional. A valorização do Trabalho assume nos tempos que correm uma importância vital. O Trabalho sociabil iza e valoriza o Homem. Dálhe acima de tudo, dignidade, qual idade de vida e esperança no futuro. E é essa esperança no futuro que não podemos perder … sob pena de nos perdermos a nós próprios! E isso é hipotecar o nosso futuro coletivo.

Carlos Manuel Silva - Diretor do Núcleo do CENFIM da Marinha Grande - Licenciado em Engenharia Mecânica | Pós-Graduado em Gestão eAval iação da Formação| Mestre em Ciências da Educação

Foi assim com espirito de missão cumprida e com enorme orgulho que os nossos Jovens que representaram todo o grupo de trabalho envolvido ao longo das várias etapas do projecto, apresentaram no passado dia 10 de Abril, em Bruxelas, o projecto da Caravela Portuguesa, levando a todos a mensagem da importância de Portugal no mundo e o seu papel no que hoje se designa como a “global ização”.

A toda a equipa que ao longo dos dois anos de desenvolvimento do projeto e em particular aos formandos e formadores envolvidos, muitos parabéns! Acompanhe o Projecto: http://www.cnc-network.eu/ ou http://t4eu-r.cnc-network.eu/

Projecto financiado com o apoio da Comissão Europeia. A informação contida nesta publicação vincula exclusivamente o autor, não sendo a Comissão responsável pela utilização que dela possa ser feita.

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Loide Ascenso MMEAD/ECT da Universidade de Évora, loyderaquel@hotmail.com Gonçalo Jacinto, Paulo Infante DMAT/ECT e CIMA-UE da Universidade de Évora Este trabalho resume um art igo científico publ icado pelos autores supramencionados, que surgiu no âmbito de uma dissertação de mestrado (ainda em desenvolvimento). A forma como um estudante tem conhecimento dos cursos ministrados pelo CENFIM e os motivos que o levam a ingressar num curso profissional são fatores muito importantes para o centro determinar o que pode cativar mais alunos. Neste contexto de grandes esforços para captação de novos alunos e manutenção dos já existentes, assume grande importância o estudo da satisfação discente. A aval iação dada não só a formadores como à oferta que o Centro dispõe, tanto de formação como de instalações e serviços, pode ser encarada como indicador do grau de sat isfação dos formandos que frequentam as ações do CENFIM. Com o intuito de conhecer os fatores que levam os formandos a escolher o CENFIM, quais as suas motivações e quais as razões para o seu sucesso escolar, construiu-se um inquérito por questionário que se apl icou entre Dezembro de 2011 e Abril de 2012. A sua anál ise permitiu caraterizar o aluno que frequenta o Centro, estudar algumas associações entre variáveis relacionadas com o sucesso escolar e identif icar fatores potenciadores e protetores desse mesmo sucesso. Foram considerados 11 dos 12 núcleos de formação, por serem aqueles que tinham, no período da recol ha de dados, a decorrer formação profissional para jovens, onde estão incluídos os Cursos de Educação e Formação (CEF), Cursos de Aprendizagem (APZ) e Cursos de Especial ização Tecnológica (CET). Os 11 Núcleos de Formação do CENFIM considerados foram: Amarante, Arcos de Valdevez, Caldas da Rainha, Ermesinde, Lisboa, Marinha Grande, Ol iveira de Azeméis, Porto, Santarém,Torres Vedras e Trofa. Recorrendo a algumas metodologias estatísticas, com especial relevância para os modelos de regressão logística e de regressão ordinal, estudámos a influência de alguns fatores sobre as dif iculdades em compreender os conteúdos programáticos (variável que considerámos melhor descrever o sucesso escolar de todas as consideradas no questionário). No presente estudo participaram 658 formandos pertencentes ao centro de Formação CENFIM, sendo quase todos do sexo mascul ino (96.5%). A distribuição de formandos por Núcleo de formação pode ser observada na Tabela 1. TOTALCurso (%)

NÚCLEO

Inquiridos (%)

CEF

APZ

CET

Amarante

9.0

0,0

37,3

Arcos de Valdevez

4.0

0,0

0,0

62,7 100,0

Caldas da Rainha

9.9

0,0

68,8

31,3

Ermesinde

16.3 10.9

0,0

67,3 39,4

32,7

Lisboa

18,3

42,3

Marinha Grande

6.7

0,0

100,0

0,0

Ol iveira de Azeméis Porto

0,0

100,0

0,0

0,0

Santarém

8.8 8.4 5.5

0,0

43,6 25,0

56,4 75,0

Torres Vedras

10.6

17,1

82,9

0,0

Os Núcleos de Formação com maior predominância de formandos inquiridos são os de Ermesinde e de Lisboa, seguindo-se o Núcleo de Torres Vedras. A amostra é constituída por 59.3% de formandos que frequentam Cursos de Aprendizagem, 36.9% dos quais frequentam Cursos de Especial ização Tecnológica e uma percentagem residual de 3.8% frequenta Cursos de Educação e Formação. Note-se que relativamente ao período de tempo em que foram apl icados os inquéritos, Dezembro de 2011 a Abril de 2012, foram inquiridos todos os alunos que se encontravam numa destas três modal idades de formações no CENFIM. A população de formandos adultos é consideravelmente menor que a população jovens. Verifica-se que cerca de 2/3 dos inquiridos é apenas estudante, enquanto a restante se divide em trabalhador es tudante e desempregado. A esmagadora maioria dos inquiridos (90.9%) tem nacional idade Portuguesa, seguindo-se os formandos de outros países da Europa (4.3%), África (2.4%), América (2.1%) eÁsia (0.3%). No que diz respeito ao distrito de residência dos formandos do CENFIM, existe uma predominância do distrito do Porto (38.9%), registando-se também uma representação relevante dos distritos de Lisboa (19.8%) e Leiria (15.8%) e cada um dos restantes distritos de residência (Aveiro, Santarém, Braga,Viana do Castelo, Setúbal e Viseu) tem menos de 10% dos inquiridos. A maioria dos inquiridos (54.6%) tomou conhecimento do respetivo curso através de outros formandos que já frequentavam as ações do CENFIM. Muitos foram aconselhados por professores (10.7%) ou pela famíl ia (14.5%). É ainda importante sal ientar os 11.4% de inquiridos que tiveram conhecimento através de publ icidade. Um pouco mais de 2/3 dos inquiridos que frequentam as ações de formação ministradas no CENFIM pretendem concluir o curso para integrar o mercado de trabalho, enquanto 19.4% dos formandos pretendem ingressar no ensino superior após a conclusão do curso. Dos formandos que querem novas oportunidades de trabalho, a grande maioria (85.7%) reside num meio rural e apenas 14.3% residem num meio urbano. Os meios rural e urbano também apresentam diferenças significat ivas

relativamente

aos objetivos após a conclusão do curso. Os inquiridos residentes num meio rural preferem as novas oportunidades de trabalho e integração no mundo do trabalho relat ivamente aos do meio urbano. Estes últimos preferem o ingresso no ensino superior ou aquisição de novos conhecimentos. Verificou-se uma associação significat iva entre o Núcleo de Formação e os motivos de entrada nos cursos (valores p<0.049), concluindo-se que a região geográfica onde cada Núcleo se local iza influencia as razões para a escolha de um curso de formação no 5


CENFIM. Além disso, registou-se associação entre as variáveis afetas às dificuldades escolares e o Núcleo de Formação (valores p<0.02), com exceção da variável falta de bases relativamente a anos anteriores (p=0.09). Concluiu-se, ainda, que existem Núcleos que têm alunos com maiores dif iculdades escolares: para os alunos de Arcos de Valdevez, Marinha Grande, Porto eTrofa, a escolha do curso por ser acessível/fácil é menos importante, em contraste com os alunos dos Núcleos de Oliveira de Azeméis e Torres Vedras que o escolhem por razões de facil idade/acessibil idade. Para conhecer os fatores que podem condicionar o sucesso escolar, ajustámos um modelo de regressão ordinal de chances proporcionais. Pudemos concluir que as variáveis sexo, freguesia de residência, Núcleo de Formação, dedicação às atividades de estudo, falta de bases e problemas famil iares, são importantes para expl icar o sucesso escolar. Concluímos que o meio de residência rural, a pouca dedicação ao estudo, a falta de bases relat ivamente a anos anteriores e o mau ambiente famil iar contribuem para a dif iculdade de aprendizagem, colocando em risco o sucesso escolar dos formandos. Com base no modelo ajustado podemos concluir que: +

A possibil idade de um aluno ter mais dificuldades nos Núcleos de Amarante, Arcos de Valdevez, Marinha Grande, Ermesinde, Trofa e Oliveira de Azeméis, aumenta quase para o dobro em relação aos Núcleos de Lisboa, Porto, Torres Vedras, Caldas da Rainha e Santarém;

A equipa “CENFIM OAZ” participou no Fest ival Nacional de Robótica 2013, que decorreu na cidade de Lisboa nos passados dias 25, 26, 27 e 28 de abril, numa prova designada por Robot@Factory, que procura recriar um problema inspirado nos desafios que um robô autónomo terá de enfrentar durante a sua util ização numa fábrica. Esta fábrica é constituída por um armazém de aprovisionamento, um armazém de produto final e oito máquinas de processamento. A tarefa dos robôs consiste em transportar Europaletes, à escala 1/10 entre armazéns e máquinas. Para isso, os robôs devem apresentar um mínimo de capacidades que incluem recolher, transportar e posicionar os materiais, local izar-se e navegar no ambiente fornecido, assim como evitar choques com paredes, obstáculos e outros robôs. A equipa do CENFIM de Oliveira de Azeméis, constituída pelos formandos Richard Rodrigues e Sérgio Carvalho dos Cursos CET -

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Um formando do sexo feminino tem o triplo das possibilidades de ter mais dif iculdades que um do sexo mascul ino; + Os formandos residentes em freguesias rurais têm mais dif iculdades que os que residem em freguesias urbanas (dobro das chances de estarem num patamar de dificuldade mais elevado); + Os alunos com falta de dedicação às at ividades de estudo têm aproximadamente 5 vezes mais chances de apresentarem dif iculdades em compreender os conteúdos programáticos do que os alunos que acham que a falta de estudo não tem nenhuma influência; + Os alunos que afirmam que a falta de bases tem muita influência no seu desempenho escolar têm aproximadamente 6 vezes mais chances de apresentarem dif iculdades em compreender os conteúdos programáticos do que os alunos que acham que a falta de bases não tem nenhuma influência; + Relativamente ao ambiente famil iar os alunos que afirmam que os problemas famil iares têm muita influência no seu desempenho escolar têm 4 vezes mais chances de apresentarem dif iculdades em compreender os conteúdos programáticos do que os alunos que acham que os problemas famil iares não têm nenhuma influência. +

Em síntese, podemos concluir que os alunos do sexo feminino, que residem num meio rural, com pouca dedicação ao estudo e apresentando falta de bases relativamente a anos anteriores são os que manifestam mais dif iculdades na aprendizagem. Além disso, os alunos com um mau ambiente famil iar tendem a apresentar dif iculdades que podem levar ao insucesso escolar.

Especial ização Tecnológica de Gestão da Produção eTecnologia Mecatrónica, que disputou a prova ao lado de Universidades experientes, conquistou um meritório quarto lugar, ficando a apenas 4 segundos do terceiro lugar e a uma Europalete do segundo lugar.


Vai decorrer em Leipzig na Alemanha de 2 a 7 de Julho o 42º Campeonato Mundial das Profissões.

concorrentes, mais de 55 Países/regiões em mais de 45 profissões.

Como é referido no sítio of icial http://www.worldskillsleipzig2013 .com/en/ o Campeonato Mundial das profissões é o local onde os campeões podem brilhar. Al i é onde os campeões podem brilhar. No WorldSkills Leipzig 2013, os melhores formandos e ex-formandos qualif icados de todo o mundo competem pelo título mundial. O Campeonato Mundial das Profissões, que é real izado a cada dois anos, é aberto a concorrentes até aos 22 anos de idade e é acolhido por um país diferente em cada evento. Alta performance, excitação, energia, emoção e oportunidades de intercâmbio cultural são garantidos nos 4 dias da compet ição. Integrado na selecção Nacional, o CENFIM vai estar presente com uma comitiva de 8 elementos, sendo 4 jurados e 4 concorrentes aqui apresentados:

Aléxis Fortes da Silva

Bruno Fil ipe Correia

João Pedro Sousa

Pedro Manuel Carrasco

Campeão Nacional

Vice-campeão Europeu e Campeão Nacional

Equipa Campeã Nacional

Electromecânica Industrial

Desenho Industrial CAD

Mecatrónica Industrial

Esta equipa irá competir num cenário que envolve mais de 1.000

Conforme demos nota no número anterior do CINFORMANDO, real izou-se em Março ultimo o 2º campeonato de Profissões do CENFIM. Uma das formas com que se determinou premiar os vencedores foi propiciar-lhes um estágio profissional … no estrangeiro! Serão 12 os formandos que irão beneficiar desta inesquecível experiência, com que mais uma vez iremos poder premiar alguns dos nossos Formandos. Estes estágios só são possíveis, é justo e devido dizê-lo, porque resultaram da aprovação de mais uma candidatura que o CENFIM apresentou ao Projecto Europeu de Mobil idades, no âmbito do Programa Leonardo da Vinci que os subvenciona. Presentemente estamos a ultimar a organização dos estágios com os nossos parceiros europeus dos países de acolhimento,

Foram vários os técnicos e formadores que estiveram envolvidos na preparação dos nossos campeões e serão 4 os jurados que os acompanharão durante os cerca de 8 dias em que decorre o evento, uma vez que toda a equipa se desloca para o local do evento com antecedência para preparação e acomodação aos postos de competição. Adel ino Santos em Electromecânica Industrial e Mário Silva em Mecatrónica Industrial serão os nossos jurados presentes em Leipzig. Dário Pinto e Jorge Maurício para além de jurados serão também “chief-expert” (Chefe de jurados) que têm a missão de coordenar e garantir a apl icação de todas as regras e equidade de tratamento para todos os concorrentes, neste caso nas profissões de Desenho Industrial CAD e Fresagem CNC. O CENFIM apoia a selecção Nacional e fica naturalmente a torcer de forma mais especial pela sua comitiva e em part icular pelos seus formando e ex-formandos que sabemos estão profundamente empenhados em levar o nome de Portugal ao pódio. Desejamos boa sorte à nossa equipa e que dignif iquem Portugal com a sua participação nesta Selecção Nacional.

designadamente, Espanha, Lituânia, Bélgica e Reino Unido. Tratam-se de estágios profissionais de 4 semanas, predominantemente real izados em Empresas Industriais desses Países, e que se prevê virem a ter lugar entre Setembro e Outubro deste ano. Desejamos que os nossos Jovens seleccionados retirem desta iniciativa a mais vasta experiência possível para a sua evolução profissional mas também para o seu desenvolvimento pessoal - não foi por acaso que escolhemos como designação para este projecto “Accretio”, termo que numa tradução l ivre do latim poderá significar: crescimento, por um processo gradual de assimilação. Mas esperamos também que estes Jovens sejam, nos países e nas instituições que os acol hem, nossos dignos representantes, do CENFIM e de Portugal.

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A formação prática of icinal obriga a um esforço contínuo por parte dos formadores/monitores para o devido acompanhamento do formando. Qualquer dúvida por parte do aluno obriga à presença do formador/monitor, já que o aluno dispõe somente da máquina e do desenho da peça a executar, a breve explicação inicial não é suficiente para que ele possa desempenhar com autonomia todas as tarefas inerentes ao fabrico de uma peça. O formador/monitor é obrigado a desdobrar-se para responder às múltiplas sol icitações individuais por parte dos seus formandos. É uma tarefa desgastante e ao mesmo tempo um bocado inglória já que não permite um acompanhamento personal izado e mais intenso junto dos alunos que têm mais dif iculdade nem permite que os melhores alunos possam evoluir mais rapidamente e em autonomia. Para ultrapassar este problema julgo ser necessário elaborar um conjunto de tutoriais que definam de forma correta e clara as tarefas que cada aluno tem que executar para cada uma das peças a maquinar. Com este tipo de auxíl io, os melhores alunos terão oportunidade de avançar com mais facil idade e em autonomia, não requerendo um esforço constante de acompanhamento por parte do formador/monitor e os alunos com mais dif iculdade beneficiariam de um apoio mais constante e personal izado. Com estas ferramentas pedagógicas os alunos ficariam ainda com estes instrumentos em seu poder que seriam extremamente úteis em contexto de estágio ou de trabalho efet ivo. Todo este trabalho teria como intuito uniformizar a formação prát ica e promover uma melhoria contínua, só sistemat izando é possível ir melhorando, um desenho d istribuído de forma avulsa nunca será esse instrumento de melhoria que se pretende. Com instrumentos pedagógicos deste tipo é sempre possível ir acrescentar algo ao longo do tempo fruto das experiências recolhidas. É necessário cada vez mais dar garantias da qual idade da formação e para isso é decisivo que o sucesso e garantia da formação não dependa exclusivamente da qual idade dos formadores/monitores, temos que possuir instrumentos pedagógicos suficientemente ef icazes que nos garantam uma excelente qual idade de formação independentemente da qual idade do formador/monitor. O tutorial abaixo apresentado procura exempl ificar como seria a execução de uma peça de torno de forma tutoriada.

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A operação de tornear ou modelar peças de revolução remonta aos primórdios da ant iguidade. Apesar de não haver grandes dados históricos sobre o tema, supõem-se, que o torno e a operação de tornear terão aparecido logo após a descoberta da roda e sofrido a evolução respectiva até aos d ias de hoje. O torneamento ou operação de tornear é uma operação especialmente adaptada para a obtenção de peças em forma de sól idos de revolução. Os corpos de revolução possuem secções transversais de forma circular e constituem partes importantes de máquinas, disposit ivos, mecanismos e aparelhos, quer seja como cavilhas, quer como veios, fusos, árvores, tambores, casquilhos, mangas, etc. Também muitas ferramentas, por exemplo, fresas, brocas hel icoidais, mandris e machos para abrir rosca, possuem a forma de um cil indro de revolução. Estas peças são fabricadas dos mais diferentes materiais de acordo com a f inal idade da sua apl icação. As peças fabricadas com forma de corpos de revolução podem produzir-se com diferentes qual idades de acabamento de superfície. A operação toma o nome de tornear por se real izar em máquinasferramenta designadas tornos, cuja característica fundamental é imprimirem à peça um movimento de rotação contra a ferramenta. A operação de tornear ou torneamento, é uma operação de corte com levantamento de apara em que a peça é animada de um movimento de rotação contínuo contra uma ferramenta (movimento principal ou de corte - A) de forma a permitir o arranque do material. A ferramenta por sua vez terá de assumir dois tipos de movimentos, um paralelamente ao eixo da peça (movimento de avanço - B) de modo a colocar-se em frente do novo material a cortar, o outro, perpendicular ao eixo (movimento de penetramento - C) para que possa arrancar sucessivas camadas de material.


Os movimentos de corte e de avanço, real izam-se simultaneamente, de modo que resulta um movimento relativo hel icoidal, em que a ferramenta arranca uma apara contínua. O torneamento, como todos os demais trabalhos executados com máquinas-ferramenta, acontece mediante a retirada progressiva do cavaco da peça a ser trabalhada. O cavaco é cortado por uma ferramenta de um só gume cortante, que deve ter uma dureza superior à do material a ser cortado.

4. Montar o ferro de desbaste no porta-ferramentas. Neste momento estamos preparados para dar início ao processo de maquinagem. De preferência todas as operações com aço Ck 45 devem ser refrigeradas.

No torneamento, a ferramenta penetra na peça, cujo movimento rotativo uniforme ao redor de um eixo permite o corte contínuo e regular do material. A força necessária para retirar a apara é feita sobre a peça, enquanto a ferramenta, firmemente presa ao portaferramentas, contrabalança a reação desta força. 1. Coloque o ferro de desbaste no porta-ferramentas de acordo com a figura abaixo. Tenha o cuidado de medir em relação ao eixo do ponto rotativo para que a ponta da ferramenta f ique al inhado com esse mesmo eixo.

2. O material em bruto deve ser obtido por seccionamento de um varão redondo com recurso ao serrote mecânico. O seccionamento de materiais com recurso ao serrote, constitui um processo de corte com levantamento de apara. A remoção da apara é realizada por intermédio de uma ferramenta, de forma apropriada, no caso, a serra ou disco de corte, que penetra na peça sob a ação de uma força exterior, conjugada com o movimento de rotação do disco ou alternado da serra.

5. Vamos agora facejar em 2 mm o topo da peça. A ferramenta deve ir um pouco além do centro da peça.

6. Inserir broca de ponto na bucha do contraponto. Montar no ponto rotativo a bucha e a broca de ponto de d iâmetro Ø3 mm.

3. O material da peça é Ck 45 e o bloco em bruto deve ter Ø 55x125 mm. Tenha cuidado com o aperto da peça nos grampos (deixar fora da bucha somente o estritamente necessário para um máximo equilíbrio da peça).

7. Abrir ponto com profundidade de 3 mm (obrigatório abrir cone na furação).

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8. Vamos virar a peça ao contrário e repetir as operações anteriores.

9. Facejar a face do veio de forma que a peça fique com um comprimento total de 120.6 mm.

10. Fazer ponto.

12. Vamos real izar um desbaste em que devemos deixar uma sobreespessura de 1 mm em todos os diâmetros e 0.5 mm em todos os comprimentos.

13. Desbastar Ø51x50.6 mm. No início da maquinagem deve fazer tangente com a ferramenta no topo facejado da peça.

14. Em 55.1 mm de comprimento torneamos para diâmetro de Ø36 mm.

15. Em 37 mm de comprimento torneamos para diâmetro de Ø33 mm.

11. Retirar a bucha e broca de ponto, montar o ponto rotat ivo e encostá-lo à peça.

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16. Em 18.3 mm de comprimento torneamos para diâmetro de Ø26 mm.


17. Virar a peça ao contrário para executar o desbaste do outro lado, fixando a peça pela parte maquinada, no d iâmetro de Ø36 mm, com recurso aos grampos e ao encosto do ponto rotativo.

Caval inhos Quando o trabalho é maquinado entre centros, é normalmente arrastado por um caval inho. Este sistema tem uma abertura para receber o material a maquinar, bem como um parafuso para fixar a peça ao caval inho. O cavalinho é f ixado numa abertura no prato por forma a não escorregar e transmita o movimento de rotação à peça.

18. Em 59.5 mm de comprimento torneamos para o diâmetro de Ø40 mm. Os caval inhos são fabricados em vários tamanhos e formas por forma a se adaptarem aos vários tipos de peças. 22. Tornear todos os comprimentos e diâmetros para as medidas finais tendo part icular atenção com os parâmetros de corte: velocidade de rotação e avanço. 19. Em 24.5 mm de comprimento tornear para o diâmetro de Ø27 mm.

23. Inserir uma ferramenta de pastil ha quadrangular a 45 graus para quebrar as arestas. 20. Desencostar o ponto rotativo e ret irar peça da bucha. Substituir a bucha pelo prato e o caval inho.

21. Inserir a peça maquinada no caval inho e apertar no diâmetro de Ø27 mm. Posicionar a peça com o cavalinho entre o ponto e o contra ponto.

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24. Trocar a ferramenta para uma que permita executar uma operação de ranhurar, com uma pastilha de 1 mm de espessura.

29. Vamos agora efetuar o torneamento cónico, para isso deve seguir o procedimento seguinte: Primeiro deve calcular a conicidade, usando o cálculo seguinte:

E incl inar o cone longitudinal no sent ido anti-horário a 5.711°. Deve util izar a suta universal para maior precisão.

25. Vamos agora efetuar um canal com uma largura de 1.3 mm e uma profundidade de 1.1 mm. Com a ferramenta efetuar tangente ao topo da peça e deslocar ao longo do seu eixo uma distância de 3.5 mm (2.5 mm +1 mm, distância do canal ao topo do veio, mais 1 mm de espessura da pastilha), efetuar nova tangencia desta vez ao diâmetro de Ø25 g6 e avançar 1.1 mm ao diâmetro, recuar e acrescentar 0.3 mm ao comprimento voltando a avançar 1.1 mm ao seu diâmetro.

26. Montar a ferramenta de pastilha triangular para acabamento do outro lado da peça.

A suta universal é um instrumento de medição para med ir ângulos. É um goniómetro especial, que consiste numa escala circular graduada em graus com um nónio e, duas réguas: uma fixa e outra móvel. A medição de ângulos com este instrumento, é efetuada através do encosto das réguas às superfícies cujo ângulo se pretende medir. A suta universal permite a leitura de ângulos compreendidos entre 0º e 360º.

Depois do cone incl inado efetuar uma tangente na aresta do diâmetro de Ø39 mm e retirar a d iferença do diâmetro maior para o diâmetro menor do tronco cónico, que neste caso é de 7 mm. Antes da última passagem é aconsel hável medir.

27. Trocar o aperto para o lado oposto da peça tendo o cuidado em proteger o aperto provocado pelo caval inho para não criar marca ou mossa na parte já final izada da peça.

28. Tornear todos os comprimentos e diâmetros para as dimensões f inais tendo particular atenção com os parâmetros de corte: velocidade de rotação e avanço.

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30. Efetuar a saída de rosca com tangente na face do diâmetro menor do tronco cónico e no diâmetro de Ø26 mm, avançar 2.5 mm ao diâmetro e recuar até obter um comprimento de 5 mm até ao final da incl inação da gola. Pode ser necessário baixar ligeiramente a ferramenta.


31. Montar a ferramenta de pastil ha quadrangular a 45 graus para quebrar as arestas.

34. Efetuar uma tangente no diâmetro de Ø26 mm e colocar a ferramenta no intervalo do conta-ponto com o inicio da peça a roscar. Incrementar 0.5 mm ao diâmetro por cada passagem até a uma profundidade total de 2.08mm ao diâmetro.

32. Quebrar arestas 0.3 mm e efetuar chanfro de 1.5 mm x 45° no início da rosca.

35. Retirar peça da máquina e medir.

33. Montar a ferramenta de roscar paralela juntamente com a bucha.

Altura filete = 0.6945 x Passo 0.6945x1.5 = 1.04mm, como o valor de referência que precisamos é ao diâmetro logo será 2 x 1.04 mm =2.08mm. Preparar o torno para um passo de 1.5 mm.

Américo Costa - Licenciado em Eng.ª Mecânica pela Universidade do Porto -Técnico de Formação doCENFIM - Núcleo de Trofa

No passado dia 6 de Junho real izou-se uma visita de estudo no Núcleo de Torres Vedras do CENFIM à fábrica da Renova no Almonda (Torres Novas), tendo como participantes os adultos de três ações em horário pós-laboral, sendo as mesmas dois dos Cursos de Especial ização Tecnológica - CET's de Tecnologia Mecatrónica e um EFA de Manutenção Industrial (Mecatrónica), e com o acompanhamento dos formadores. A visita de estudo decorreu em horário pós-laboral, de acordo com o horário de formação das respectivas ações e foi organizada no âmbito do módulo de Robótica, com o object ivo de estender a aprendizagem além da sala de formação e capacitar os formandos de uma visão mais alargada da robótica na real idade da indústria atual que nos rodeia. Os formandos tiveram assim a oportunidade de ver toda a l inha robotizada de transformação, começando pela matéria-prima até aos produtos finais que a marca Renova nos oferece no mercado e todo o equipamento que está por trás de toda a operação, desde os mais minuciosos (teste e inspeção) aos de grande porte (transformação, paletização ou transporte), como por exemplo, veículos automatizados de transporte de rolos até 4 toneladas a operar sem condutor e numa grande extensão da fábrica, braços

robóticos de d iferentes constituições entre outros robôs adaptáveis da l inha de transformação com diferentes t ipos de accionadores e garras, armazém robotizado de entrada e saída de produtos, para além de poderem anal isar de perto pormenores que conferem a segurança de células de trabalho robot izadas e respectivos controladores de célula e dos próprios robôs. Foi uma visita de estudo muito completa no que confere aos objectivos propostos em relação aos conteúdos do módulo sobre a robotização industrial e foi notório o envolvimento e a sat isfação de todos os formandos, que com grande autonomia e eficiência conseguiram apl icar os conhecimentos adquiridos nesta área desde a entrada até á saída da fábrica, o que deixou os formadores muito orgulhosos. 13


1 - Introdução Segundo estudos recentemente real izados, 19% dos trabalhadores europeus afirmam estar expostos a vapores tóxicos durante um quarto ou mais do seu tempo de trabalho e 15% têm de manusear diariamente substâncias perigosas no âmbito do seu trabalho. Na UE, os empregadores são obrigados, por lei, a proteger os seus trabalhadores dos riscos decorrentes da ut il ização de substâncias perigosas no local de trabalho. Os empregadores têm de real izar aval iações dos riscos e atuar em conformidade com os resultados das mesmas. Também existe legislação que regula a identif icação e rotulagem de milhares de substâncias registadas no mercado europeu. Os valores-l imite de exposição profissional (VLE) ajudam a controlar a exposição a substâncias perigosas no local de trabalho através da definição da concentração máxima de uma substância (no ar) considerada segura. Os valores-limite são def inidos ao nível europeu, mas cada Estado-Membro estabelece os seus próprios VLE ao nível nacional, indo muitas vezes além da legislação europeia. Os VLE podem ser vinculativos (o que significa que são de cumprimento obrigatório) ou indicativos (dando uma ideia dos valores a atingir), podendo ser apl icáveis tanto a produtos comercial izados como a resíduos e subprodutos resultantes dos processos de produção. Todos osVLE têm por base o pressuposto de que os trabalhadores expostos são adultos saudáveis, embora, em alguns casos, visem também proteger "subgrupos sensíveis". Normalmente, os valores-l imite de exposição não são apl icáveis, por exemplo, a mulheres grávidas e lactantes, devendo ser adoptadas medidas específicas, quando necessário, para proteger estes grupos. A legislação europeia estabelece uma hierarquia de medidas que os empregadores têm de adoptar para controlar o risco de exposição dos trabalhadores a substâncias perigosas. No topo da hierarquia das medidas de controlo, encontram-se a el iminação e a substituição. Sempre que possível, a util ização de substâncias perigosas deve ser el iminada através da alteração do processo ou do produto em que a substância é util izada. Caso a eliminação não seja possível, a substância perigosa deve ser substituída por outra que seja inócua ou menos perigosa. Para muitos produtos químicos, mas não para todos, a legislação estabelece também normas sobre classificação e rotulagem, a fim de que os util izadores possam compreender as substâncias com que l idam. A legislação europeia prevê a util ização de rótulos de segurança normal izados, de fácil compreensão, símbolos de perigo e Fichas de Dados de Segurança (que os fabricantes e fornecedores de substâncias químicas devem disponibil izar, fornecendo informações sobre as propriedades das substâncias, os perigos associados às mesmas e orientações sobre o armazenamento, manuseamento, protecção, e outros). Mesmo quando estejam disponíveis FDS, poderão ser necessárias, em certos casos, mais informações, tais como: 14

recorrer a outras fontes (documentação técnica, instruções de util ização, artigos e revistas técnicos e científ icos); + perguntar aos fabricantes e fornecedores; + consultar os serviços de prevenção; + obter aconselhamento junto de organizações profissionais (associações comerciais, câmaras de comércio, sindicatos, segurança social, entre outras); +

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contactar as autoridades competentes.

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2 - REACH - Regulamento relativo ao Registo, Aval iação, Autorização e Restrição de Produtos Químicos (Regulation for Registration, Evaluat ion, Authorisation and Restriction of Chemicals) O Regulamento (CE) n.º 1907/2006, relativo ao Registo, Aval iação, Autorização e Restrição dos produtos químicos (REACH Registration, Evaluat ion, Authorisation and Restrict ion of Chemicals), entrou em vigor em 1 de junho de 2007. Este regulamento surgiu com o objetivo de mel horar o quadro legislativo comunitário em matéria de substâncias químicas, substituindo cerca de 40 normat ivos, entre os quais o Regulamento (CE) n.º 793/93, a Diretiva 1999/45/CE e a Diretiva 76/769/CEE e alterando a Diretiva 67/548/CEE. Há que disponibil izar, ao longo de toda a cadeia de produção - e ao abrigo do sistema único de registo, aval iação, autorização e restrição de produtos químicos informação sobre os riscos gerados pelas substâncias e as formas de os combater. Adicionalmente, cria a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA - European Chemicals Agency), entidade central responsável pela gestão dos aspetos técnicos, científicos e administrativos do regulamento, a nível comunitário, sed iada em Helsínquia, na Finlândia. O referido regulamento não se apl ica:

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às substâncias e misturas radioativas; às substâncias sob controlo aduaneiro; às substâncias intermediárias não-isoladas; às substâncias e misturas destinadas a at ividades de investigação e desenvolvimento não colocadas no mercado; aos resíduos; aos medicamentos e produtos cosmét icos; a determinados disposit ivos médicos; aos al imentos;

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ao transporte de mercadorias perigosas.

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Figura 1 - www.quimica.com.br [11.03.2013]


O Regulamento REACH exige igualmente que as empresas ou os particulares que ut il izam substâncias químicas, isoladamente ou em misturas, nas suas atividades industriais ou profissionais, transmitam informação aos produtores de produtos químicos ou à

mutagénicas, bem como os sensibilizantes respiratórios, mas podem também ser propostas outras substâncias. 2.3 - Prazos

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Agência Europeia de Produtos Químicos - ECHA . Essas empresas são designadas util izadores a jusante. Os util izadores a jusante têm um papel crucial a desempenhar na promoção da util ização segura dos produtos químicos mediante a apl icação do princípio da util ização segura nas suas próprias instalações e a comunicação de informação pertinente tanto aos seus fornecedores como aos seus cl ientes. O REACH está também diretamente relacionado com o Regulamento relativo à classif icação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas (CLP ou CRE), o qual estabelece recomendações e pictogramas de perigo e de prudência que constituem uma importante fonte de informações para a proteção do local de trabalho. O REACH vai sempre acumulando dados sobre os riscos para a segurança e a saúde decorrentes da util ização das substâncias químicas. O registante (fabricante ou importador), que tem de fornecer esses dados à ECHA, tem igualmente de os comunicar aos util izadores a jusante, através da disponibil ização de uma Ficha de Dados de Segurança exaustiva, com cenários de exposição contendo condições operacionais e medidas de gestão dos riscos para uma util ização segura, com vista a facil itar a formação dos trabalhadores e o procedimento de aval iação de riscos. Simultaneamente, o registante tem o direito de ser informado pelos util izadores a jusante da pertinência das medidas propostas para a gestão dos riscos. 2.1. - Registo O Regulamento REACH impõe o registo de todas as substâncias químicas fabricadas ou importadas para a UE em quantidades superiores a uma tonelada por ano. 2.2. - Autorização e Restrição Nos termos do Regulamento REACH, podem ser proibidas as substâncias perigosas que comportem riscos impossíveis de gerir. Pode igualmente ser decidido restringir uma dada util ização ou condicioná-la a uma autorização prévia.

O Regulamento REACH entrou em vigor no dia 1 de junho de 2007 com o intuito de simpl ificar e mel horar o anterior quadro legislativo da União Europeia (UE) em matéria de produtos químicos. O REACH prevê três fases de registo, com prazos até, respetivamente, 30 de novembro de 2010, 30 de novembro de 2013 e 30 de novembro de 2018. 2.4 - Apoio O Regulamento REACH criou igualmente a Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA), que assume um papel fundamental na coordenação e apl icação de todo o processo. Os serviços nacionais de assistência dão apoio à Agência e prestam orientação e informação. Frequentemente, asseguram a coordenação com as autoridades nacionais responsáveis pela SST.

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Páginas da Agência Europeia dos Produtos Químicos sobre o REACH Serviços nacionais de assistência REACH Páginas da DG Ambiente sobre o REACH

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Páginas da DG Empresas e Indústria sobre o REACH

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3 - Regulamento CRE (Classificação, rotulagem e embalagem de substâncias e misturas) ou CLP (Classification, Labell ing and Packaging) O Regulamento CRE (classificação, rotulagem e embalagem) (Regulamento (CE) n.º 1272/2008) harmoniza a anterior legislação da UE com o GHS (Sistema Mundial Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos), um sistema das Nações Unidas destinado a ident ificar produtos químicos perigosos e a informar os util izadores sobre os perigos inerentes. O GHS foi adotado por muitos países em todo o mundo e serve agora também de base à regulamentação internacional e nacional em matéria de transporte de mercadorias perigosas.

Um Estado-Membro, ou a ECHA a pedido da Comissão Europeia, podem propor restrições. As propostas são avaliadas por dois comités científicos, após o que a ECHA transmite os seus pareceres à Comissão Europeia que, pelo seu lado, propõe a adoção de uma nova restrição ou a revisão de uma restrição existente. Um Estado-Membro, ou a ECHA (a pedido da Comissão Europeia), podem propor a identif icação de uma substância como Substância que suscita uma elevada preocupação (SVHC), a qual pode assim ser sujeita a autorização. Se uma SVHC for incluída na Lista de substâncias sujeitas a autorização, as empresas podem requerer à ECHA uma autorização para util izações específicas, mas não poderão util izá-la de outra maneira. Classificam-se como SVHC as substâncias cancerígenas, tóxicas para a reprodução e

Figura 2 - www.ingus-reiling.de [11.03.2013]

Os rótulos e Fichas de Dados de Segurança incluem frases e pictogramas normal izados que alertam para os perigos dos 15


produtos químicos.

revogadas em 1 de junho de 2015.

A terminologia antiga foi subst ituída por:

Datas importantes:

misturas em vez de preparações; + «hazardous» em vez de «dangerous» (não se apl ica à versão portuguesa); + pictogramas em vez de símbolos; + advertências de perigo em vez de frases ind icadoras de risco; + recomendações de prudência em vez de frases de segurança; + Palavras-sinal (por exemplo: Perigo, Atenção) em vez de Ind icações de Perigo.

1 de dezembro de 2010 - as substâncias já devem ter sido reclassificadas; + 1 de dezembro de 2012 - as substâncias já colocadas no mercado têm de ser rotuladas de acordo com o Regulamento CRE; + A partir de 1 de junho de 2015 - as misturas (anteriormente designadas preparações) devem ser classificadas de acordo com o Regulamento CRE; + 1 de junho de 2017 - tem de se rotular e embalar de novo os produtos já colocados no mercado.

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Os novos pictogramas contornados a vermelho substituem progressivamente os famil iares símbolos de perigo cor de laranja.

+

3.4 - Inventário de classificação e rotulagem O Inventário de classificação & rotulagem (C&L) é uma base de dados da informação básica sobre classificação e rotulagem relativa às substâncias not ificadas e registadas, recebida dos fabricantes e importadores. Contém também a l ista das classificações harmonizadas juridicamente vinculat ivas (Anexo VI do Regulamento CRE). É estabelecido e mantido pela ECHA.

Figura 3 - www.ehsportugal.com [11.03.2013]

3.1 - Classificação Na maioria dos casos, os fornecedores têm de decidir sobre a classificação de uma substância ou mistura. Trata-se do princípio da autoclassificação. Em alguns casos, a decisão sobre a classificação de um produto químico é tomada a nível da União Europeia, garantindo assim uma adequada gestão do risco. De um modo geral, são as seguintes as substâncias mais perigosas: cancerígenas, mutagénicas, tóxicas para a reprodução ou sensibil izantes respiratórios, produtos biocidas ou fitofarmacêut icos. Todas as classificações de substâncias harmonizadas ao abrigo da legislação anterior (Diretiva relat iva às Substâncias Perigosas) foram convertidas em classificações harmonizadas do Regulamento CRE. Os fornecedores são obrigados a apl icar esta classificação e rotulagem harmonizadas. 3.2 - Rotulagem Os fornecedores têm de rotular uma substância ou mistura contida na embalagem de acordo com o Regulamento CRE antes de a colocarem no mercado se: + +

A substância for classificada como perigosa; A mistura contiver uma ou mais substâncias classif icadas como perigosas acima de um determinado l imiar.

3.3 - Quando se aplicará na íntegra o regulamento? O Regulamento CRE entrou em vigor em 20 de janeiro de 2009 e irá substituir progressivamente a classif icação e rotulagem estabelecida nas Diretivas Substâncias Perigosas (67/548/CEE) e Preparações Perigosas (1999/45/CE). Ambas as diretivas serão

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Os Estados-Membros, os fabricantes, os importadores e os util izadores a jusante podem propor a harmonização da classificação e rotulagem de uma substância em toda a União Europeia. O inventário disponibil izará também informação sobre esta matéria. O Regulamento CRE tem ligações estreitas com o Regulamento REACH.

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4 - História de implementação do REACH em Portugal O REACH definiu que os Estados Membros nomeassem as autoridades competentes com funções de implementação do REACH e cooperação com a ECHA. Assim, através do Despacho 27707/2007, de 10 de Outubro (hiperl ink), foram nomeadas a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direcção-Geral das Atividades Económicas e a Direcção-Geral de Saúde como entidades competentes para a implementação do REACH em Portugal, e para a coordenação da parte de fiscal ização e controlo foi nomeada a Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT), atual Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento doTerritório (IGAMAOT). Tratando-se de um Regulamento da EU, o REACH é de implementação direta e não carece de transposição para o direito nacional de cada Estado Membro, encontrando-se pois em vigor desde 1 de Junho de 2007. No entanto, o REACH não prevê o seu regime sancionatório, pelo que, cada Estado Membro teve de adotar o respetivo regime sancionatório, que em Portugal se traduziu no Decreto-Lei n.º 293/2009, de 13 de Outubro. Com este Decreto-Lei assegura-se a execução, na ordem jurídica nacional, das obrigações decorrentes do REACH e são definidas as entidades nacionais competentes no âmbito do REACH que são a APA, a DGAE e a DGS que são também estabelecidas como as entidades of iciais nacionais que representam Portugal nas instâncias comunitárias (Comissão e ECHA), e ainda a IGAMAOT que representa o nosso País no Fórum de Intercâmbio de Informações Sobre o Controlo do Cumprimento do REACH.


Nos termos do Decreto-Lei n.º 293/2009, de 13 de Outubro, a fiscal ização do cumprimento do disposto naquele decreto-lei cabe, no âmbito das respectivas competências, à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT), à Autoridade de Segurança Alimentar e E conómica (ASAE) e à Direcção- Geral de Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo (DGAIEC). Cabe ainda à IGAOT assegurar a representação nacional no Fórum de Intercâmbio de Informações sobre o Controlo do Cumprimento.

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Para facil itar a implementação destes regulamentos foi desenvolvido um website http://www.reachhelpdesk.pt/, da iniciativa da DGAE, entidade responsável pelos helpdesks nacionais, para aconselhamento dos fabricantes, importadores, distribuidores e util izadores de produtos químicos e de outras partes interessadas sobre as respectivas responsabil idades e obrigações, em complemento aos manuais de orientação disponibil izados pela Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA).

Bibl iografia consultada: (1)

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- Agência Portuguesa para a Segurança e Saúde no Trabalho. Consultado a 11 de março de 2013 em https://osha.europa.eu/pt/topics/ds - União Europeia. Síntese da legislação da EU. Consultado a 6 de março de 2013 em http://europa.eu/legislation_summaries - Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA). Consultado a 11 de março de 2013 em http://echa.europa.eu - IGAMAOT - Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território. Consultado em 11 de março de 2013 em http://igamaot.gov.pt/informacoes/reach - DGAE - Direção-Geral das Atividades Económicas. Consultado a 11 de março de 2013 em website http://www.reachhelpdesk.pt/

Sílvia Soares - Coordenadora da Área do Desenvolvimento e Melhoria Contínua e Joaquim Armindo - Diretor do Departamento da Qualidade, Ambiente e Segurança e Saúde

Em sequência da Cimeira dos Ministros do Emprego e Assuntos Sociais da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa real izada em Maputo em Abril último, Sua Excelência o Secretário de Estado do Emprego - Pedro Roque Oliveira, visitou no dia 23 de Abril o CFPM - Centro de Formação Profissional Metalomecânica de Maputo. É neste Centro que decorre um projeto da Cooperação Portuguesa, que envolve pela parte Portuguesa o IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional, a ANEME - Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas e a UGT -União Geral dos Trabalhadores e pela parte Moçambicana o INEFP - Inst ituto Nacional do Emprego e Formação Profissional, a AIMO - Associação Industrial de Moçambique e a OTM - Organização dos Trabalhadores de Moçambique, em que o CENFIM tem tido nos úl timos 13 anos um papel determinante no sucesso deste projeto. Foram aqui implantadas 10 especial idades para a formação inicial na área da eletromecânica, como a soldadura,

maquinação, CAD e CNC, eletromecânica, energias renováveis, frio e cl imatização, canal izações e gás …, com a colaboração técnica do CENFIM na formação dos formadores, organização da formação e apoio ao fornecimento de equipamentos didáticos. Este Centro forma por ano cerca de 400 jovens, sendo que grande parte consegue um estágio e emprego imediato; também muitas empresas portuguesas a operar em Moçambique têm beneficiado de jovens qual ificados pelo CFPM. Foi pois com satisfação que o CFPM recebeu a visita do Senhor Secretário de Estado do Emprego de Portugal o qual muito se congratulou com os resultados do projeto de cooperação.

Coube ao CENFIM a organização do 2º Meeting transnacional do Projecto “Smart School”, subvencionado pelo Programa Comenius, uma parceria que para além do CENFIM integra parceiros de Itál ia - “Gobetti Marchesini Casale” com sede em Turim e da Hungria - “Petrik Lajos Bilingual Vocational School of Chemistry” de Budapeste. O CENFIM participa neste Projecto através dos seus Núcleos do Porto e Ermesinde, através do envolvimento d irecto de Formadores e Formandos. Coube por isso a estes Núcleos serem os organizadores e anfitriões deste Encontro transnacional do Projecto. Nesta iniciat iva estiveram envolvidos 23 participantes de entre Formandos e Formadores das três Inst ituições. O projecto, com evidentes preocupações ambientais, visa o uso/produção intel igente de combustíveis tais como o biod iesel e bioetanol, a compostagem e as

fontes e formas de energia renováveis, estando a cargo da equipa portuguesa o fabrico de um protót ipo de aerogerador. Este tipo de projecto, assente em parcerias e baseando as suas actividades em encontros europeus é muito enriquecedor, pois para além de proporcionar o intercâmbio social, cultural e cognitivo entre os participantes permite trocas de experiências e aprendizagens. Para os formandos representa também uma forma estimulante de os premiar. 17


É uma falta de responsabil idade esperarmos que alguém faça as coisas por nós. [John Lennon] A gestão de resíduos no CENFIM, começa pela responsabilidade / compromisso de gerir os resíduos internos produzidos pela nossa atividade. Prevenir a produção de resíduos, enquanto ideia, objetivo ou meta, é hoje tão essencial como garantir um futuro próximo viável para as próximas gerações. Esta ideia intangível há uns anos atrás, muitas vezes considerada uma utopia, ultrapassou a barreira de ser uma ideia ambiental ista radical que apenas alguns defendiam, passando a ser uma prioridade política essencial no desenvolvimento de estratégias ambientais de gestão de resíduos. O CENFIM, acredita que uma boa gestão de recursos permite otimizar invest imentos, reduzir custos, implementar boas práticas e, com bons exemplos, alterar comportamentos. Implementar comportamentos de prevenção de resíduos, é um desafio para todos os colaboradores em que todos aprendem com todos, acreditamos que esta cultura interat iva permita otimizar recursos e alcançar resultados substanciais e duradouros. A gestão de resíduos constitui uma das prioridades da polít ica ambiental da União Europeia, que com a Diretiva Quadro Resíduos (Diretiva 2008/98/EC, art igos 9º e 29º, transposta para o Direito português pelo DL 73/2011 de 17 de junho) promoveu uma coordenação melhor em vários setores de at ividade. Esta prioridade tem sido seguida por vários países que definiram os seus planos nacionais e estratégicos para permitir uma atuação progressiva sobre os produtos consumidos, de modo a reduzir: “A intensidade de recursos naturais apl icados (materiais: por via da prevenção de resíduos, reutil ização, reciclagem; energéticos: por via da conservação de recuperação de energia) com consequentes benefícios na gestão de recursos naturais, na gestão do espaço, desviando os resíduos da deposição em aterro e, por outro lado, na redução da emissão de gases com efeito de estufa GEE (CO2, CH4), associada à gestão de resíduos; A presença de substâncias perigosas (produtos, materiais e resíduos) ”. A taxa crescente de produção de resíduos per capita e diminuição dos potenciais locais para a sua el iminação, as disfunções e riscos ambientais associados aos sistemas de gestão, cujas med idas de prevenção e minimização representam elevados custos, dif iculdades numa mudança de filosof ia e de estrutura dos sistemas de gestão de resíduos, a necessidade de obtenção de consensos e envolvimento dos vários agentes nos processos de participação em planos de gestão de Resíduos Urbanos criam dif iculdades na apl icação de medidas complementares de caráter efet ivo (regulamentares, económicas e educativas). Contudo, a promoção de boas práticas, e legislação específica, permite já que cada país ou região desenvolva os programas e planos de ação necessários ao cumprimento de objetivos supra-nacionais A prevenção de resíduos é a opção que permite, na fonte, que a quantidade de resíduos a tratar seja a menor, independentemente do método de tratamento. 18

Ao nível comunitário, foi definida uma hierarquia de gestão de resíduos, criada para sensibilizar os atores -chave de todo o processo de gestão de resíduos, das potencial idades destes enquanto recursos, que estabelece como prioridades: 1. Prevenção (redução da quantidade e perigosidade dos resíduos) 2. Reutil ização; 3. Reciclagem(material e orgânica); 4. Valorização energét ica; 5. Deposição. Prevenção, Redução na Fonte e Reutil ização Prevenção pode ser definida como englobando todo o género de atividades, ou grupo de at ividades, que tenham por final idade evitar consequências nefastas, para a saúde e o ambiente, provenientes dos resíduos em si mesmos e de qualquer operação ou processo de gestão. Os consumidores mais conscientes em termos ambientais, éticos, sociais e culturais, preocupam-se em conhecer a marca, ou melhor, o que esta representa. Ao comprar determinado produto o consumidor pode estar a apoiar uma rede de pequenos produtores que usam normas mais criteriosas de produção e um maior respeito pelo ambiente. Por outro lado, pode estar a contribuir para empresas multinacionais cujos baixos preços resultam frequentemente de regimes laborais exploradores, exploração indevida dos ecossistemas locais, util ização do trabalho infant il. Os melhores produtos não são apenas aqueles que reduzem no custo da embalagem. O produto em si deve igualmente representar um esforço de baixo consumo de matérias-primas, apresentar uma percentagem elevada de materiais reciclados e recicláveis, evitar compostos tóxicos de toda a cadeia de produção, excluir quaisquer testes em animais, apresentar um longo período de vida útil, permitir um baixo consumo de energia, entre outros aspetos. A Reutil ização pode ser definida como a reintrodução em util ização análoga e sem alterações, de substâncias, objetos ou produtos nos circuitos de produção e ou consumo, por forma a evitar a produção de resíduos. Minimização da quantidade e/ou perigosidade dos resíduos: pode ser conseguida através da util ização de matérias primas sem ou com a menor quantidade possível de elementos poluentes; modif icação do processo produtivo; subst ituição ou modif icação dos produtos por outros ambientalmente mais compatíveis.


Valorização e tratamento de Resíduos: a valorização inclui qualquer das operações que permitam o reaproveitamento de resíduos e que se englobem em duas categorias: reciclagem (material ou orgânica) e valorização energética.

Bibl iografia consul tada http://www.apambiente.pt/pol iticasambiente/Residuos/preven caoresiduos/EWWR/accoes/Paginas/default.aspx [16-06-2013]

Operações de Valorização: reciclagem Material (por fileiras e fluxos), compostagem, biodegradação, incineração.

Figura1: http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTe9wIPQnDc0i8os AMJBs3xUnbKkNFGrxpLvapeTAeKMyrhh4Ci[16-06-2013]

Deposição: o aterro é a operação terminal de um sistema de gestão de Resíduos Urbanos e pode assumir várias modalidades como l ixeira, aterro sanitário, armazenagem subterrânea.

Angela Diogo - Coordenadora da Área de Controlo e Auditoria do DQASO - Departamento da Qualidade, Ambiente e Segurança e Saúde

A atual idade das empresas portuguesas, e em particular o setor metalúrgico, metalomecânico e eletromecânico, é algo paradigmát ica. O contexto económico e social em que as empresas portuguesas se situam torna a vertente exportadora, cada vez mais, como um meio de sobrevivência. Contudo, a exportação apresenta às empresas diversos passos e investimentos que introduzem uma necessidade de melhorar o seu desempenho, diminuindo os recursos util izados, para além da necessidade de mostrar uma maior transparência e envolvimento com a Sociedade e meios onde estão inseridos, em geral, e particularmente com as suas partes 1

interessadas . Assim, é necessário que a gestão empresarial seja regrada por sistemas de gestão, certif icados ou não, que sejam verdadeiramente integrados. Só com uma visão global da organização pode ser ideal izado cada processo e procedimento, de modo a torna-lo mais eficaz e benéfico para a empresa. Um dos exemplos em que a visão organizacional tende a ser mais integrada é na aval iação de aspetos e riscos associados às atividades que a organização opera. Os aspetos e riscos comumente apreciados pelas empresas são os ambientais e os da segurança e saúde. Estas considerações são, habitualmente, real izadas em diferentes procedimentos. O CENFIM, numa procura da sua própria eficiência de gestão, e

também para que possa auxil iar e servir de exemplo às empresas do setor em que opera, decidiu integrar a aval iação destes riscos e aspetos conjuntamente com os aspetos sociais. Através de uma abordagem com a Norma NP ISO 31000 - Gestão do risco Princípios e l inhas de orientação, o CENFIM integrou as matrizes de que já dispunha para a def inição dos Aspetos Ambientais Significativos e dos Riscos Associados ao Posto de Trabalho e introduziu a vertente dos Aspetos da Responsabilidade Social, numa única matriz, como mostra a figura-exemplo. Esta integração permite que para uma mesma atividade ou local, sejam revistos todos os aspetos significantes e que assim possam ser tomadas ações integradas evitando múltiplas tarefas e procedimentos, para uma mesma atividade ou espaço, associadas a diferentes temas, como o ambiente, a segurança e saúde e a responsabil idade social. 1

Segundo a Norma NP 4469 - 1 define-se como partes interessadas: Pessoas, grupos ou organizações que afetam ou são afetadas pelas atividades e produtos de uma organização. Para além do acionistas, as partes interessadas são do tipo interno (por exemplo, os trabal hadores) e de tipo externo (por exemplo, cl ientes, fornecedores e subcontratados, comunidade local, entidades reguladoras e associações patronais, sindicais e profissionais e organizações representantes do ambiente e das gerações futuras).

Daniela Alves - Colaboradora do Departamento da Qual idade, Ambiente e Segurança e Saúde doCENFIM

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O CENFIM - Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, publ ica, semestralmente, o Relatório Após-Venda das Ações de Formação com o objetivo de conhecer o grau de satisfação dos cl ientes - Formandos e Empresas - e aval iar em que medida pode inovar e melhorar nos serviços prestados, tendo como horizonte a Formação Sustentável. Este relatório procedeu, igualmente, á monitorização do percurso pós formação dos Jovens que frequentaram cursos de longa duração, sendo os resultados sobre a empregabil idade aí vertidos. As sugestões de melhoria apresentadas pelos Formandos e Empresas são também consideradas, tendo sido desenvolvido um plano de ações de melhoria a part ir da informação relevante daí retirada. No último relatório, publ icado em junho de 2013, e relativo às ações de Formação Inicial e Cursos EFA que concluíram no período de janeiro a junho de 2012 e ações de Formação Contínua que concluíram no período de abril a setembro do mesmo ano, foram conseguidos os seguintes resultados no que diz respeito aos inquéritos enviados e recebidos:

Quadro 1 - Percentagens de respostas, devoluções e não respostas aos inquéritos enviados , na Formação Inicial e Cursos EFA

Quadro 2 - Percentagens de respostas, devoluções e não respostas aos inquéritos enviados, na Formação Contínua

Relativamente à classif icação das Ações de Formação, os inquéritos recebidos mostram o exposto no quadro 3:

Quadro 3 - Classificação das ações inquiridas

Gráfico 1 - Aval iação dos nossos serviços pelos Formandos

O quadro 4 traduz a aval iação dos nossos serviços pelos Formandos nos diferentes parâmetros:

Quadro 4 - Avaliação dos nossos serviços pelos Formandos

Constatou-se, também, que as Empresas, tanto na Formação Inicial como na Formação Contínua, continuam a aval iar os serviços prestados pelo CENFIM com Bom ou Muito Bom (cerca de 97,78% das Empresas).

Gráfico 2 - Aval iação dos nossos serviços, pelas Empresas, na Formação Inicial

Gráfico 3 - Aval iação dos nossos serviços, pelas Empresas, na Formação Contínua

É, igualmente, de destacar que 97,36% dos Formandos, que frequentaram os cursos que terminaram no período em anál ise, considerou que as ações de formação ministradas pelo CENFIM são Muito Boas ou Boas, traduzindo, assim, a satisfação das suas necessidades/expectativas. Os Formandos consideram que os cursos administrados pelo CENFIM lhes proporcionam aquisição de conhecimentos, capacidades, atitudes e formas de comportamento exigidos para o exercício de uma profissão.

Com estes resultados o CENFIM contínua a ser considerado uma boa organização de formação profissional, visto que 85,43% dos seus cl ientes classificam-no no patamar de Muito Bom e Bom. É de sal ientar que 98,02% dos Formandos, que frequentaram os cursos de formação no período em anál ise neste relatório, considera que o CENFIM presta um Muito Bom ou Bom serviço, tendência que também já se verificou no período homólogo.

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Gráfico 4 - Aval iação dos cursos pelos Formandos


Vejamos os resultados obtidos na aval iação no curso pelo Formando nos seus diferentes parâmetros:

Quadro 5 - Avaliação dos cursos pelos Formandos

Relativamente aos resultados obt idos na empregabil idade, englobando os cursos da Aprendizagem, Educação e Formação de Jovens e Adultos, e cursos de Especialização Tecnológica, e apesar da conjuntura económica que vivemos, ao fim de um ano os nossos Formandos, num intervalo de 85,00% a 90,00%, estão empregados, sendo que na sua maioria encontram-se nas empresas onde real izaram os estágios ou noutra empresa a exercer a profissão do curso que frequentaram.

Podemos concluir que o CENFIM evidencia uma melhoria sustentável, ficando entre o Muito Bom e Bom, prestando um serviço de qual idade e obtendo números notáveis na empregabil idade. O CENFIM tem evidenciado esforços para satisfazer as necessidades das empresas do seu setor que investem em cursos de formação, pois necessitam de colaboradores que possuam as qual ificações necessárias para enfrentar quaisquer t ipo de desafios que possam surgir no mercado de trabal ho. O CENFIM possui pessoal e instrumentos adequados para fornecer este serviço a qualquer organização, dada a sua experiência nesta matéria. Lurdes Gomes - Técnica Especial ista do DQASO - Departamento da Qual idade, Ambiente e Segurança eSaúde

Colaboração entre o CENFIM Núcleo de Lisboa e o IST - Instituto Superior Técnico - Departamento de Física, destinada a colocação do pendulo - http://groups.ist.utl.pt/wwwelab/wiki/index.php? title=Precision_Pendulum na Escola EB2,3 - Poeta Al Berto em Sines.

Em abril do presente ano, e como já vem sendo real izado desde 2011, o CENFIM editou o Relatório de Sustentabil idade, que reflete toda a atividade do ano transato, no caso, do ano 2012. Os Relatórios de Sustentabilidade do CENFIM seguem as Diretrizes Internacionais do GRI - Global Reporting Init iative, para que esta seja uma garantia da adequada elaboração, de procura de transparência e rastreabil idade da informação aí editada. O Relatório de Sustentabilidade está d isponível no site do CENFIM em www.cenfim.pt e conta com o nível A de reporte, que significa que o CENFIM respondeu a todos os indicadores disponíveis e apl icáveis. Abrangente e com diversas fontes de informação, editadas pelos vários Núcleos e Departamentos do CENFIM ao longo do ano, o relatório divide-se em três dimensões, aquelas apontadas pelo GRI como dimensões da sustentabil idade: Económica Ambiental + Social

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Os principais números do CENFIM em 2012, e que estão refletidos neste relatório: 14.369 Formandos 85,0% de Empregabil idade + 89% Execução do Plano de Formação + 88% Saídas profissionais do Sector

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2.262.492 Volume de Formação 1,34% Absentismo (colaboradores) + 596 Formandos em Visitas de Estudo + 26,25% de Poupança de Energia. +

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Daniela Alves - Colaboradora do Departamento da Qual idade, Ambiente e Segurança e Saúde doCENFIM 21


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Tecnologia é uma palavra, de acordo com o Dicionário Houaiss , que define a “teoria geral e/ou estudo sistemát ico sobre técnicas, processos, meios e instrumentos de um ou mais ofícios ou domínios da atividade humana e um método de obtenção de energia considerado pouco ou nada agressivo para o meio ambiente”. É desta definição que const itui um paradigma, que reflet imos no sentido de a af irmar como valor sustentável, e, no caso do CENFIM, valor esse que passa pela observância de todas as dimensões de uma formação com caráter humano. Por isso mesmo é que a tecnologia não é neutra, porque se define para a at ividade humana, ao serviço desta, e, percursora de um desenvolvimento holístico, característico das suas necessidades, e não aterrador sol ipsístico da vida. As variáveis para um valor sustentável, assentam sobretudo na formação caraterizadora das expressões, que já Bloom, nos seus l ivros traça da predominância igual itária, da afetividade, dos conhecimentos e das características do saber executar. Aliás já Paulo Freire, nos seus catequéticos l ivros, dos quais destaco a 2

“Pedagogia do Oprimido” , é uma afirmação violenta para a sociedade de 1970, com as suas violentas formas de tratar as mulheres e os homens, como pessoas, iguais entre diferentes, possuidores afirmat ivos de pedagogias e andragogias, concernentes ao bem-estar. No preâmbulo da “Carta da Terra”, afirma-se que “somos cidadãos de diferentes nações e simultaneamente de um mundo em que o global e o local se interl igam”, para nesta essência estejam 3

forjadas as quatro palavras chave “Enough for everyone forever” , o que enforma a definição do desenvolvimento sustentável, de acordo com o Relatório Brundtland: “O desenvolvimento sustentável satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de as gerações futuras poderem 4

também satisfazer as suas” . De acordo com o “Guião de Educação 5

para a Sustentabilidade” , a anál ise nuclear para que “permite, no entanto, obter uma melhor compreensão do conceito: a) Respeito e Cuidado pela Comunidade da Vida, Justiça Social e Económica) 6

Integridade Ecológica e Democracia, d)não-violência e Paz” , é uma “Responsabilidade Universal”, nos dois sent idos biunívocos da Ecologia e da Polit ica, sendo aquela composta pelo Social e Cultural e esta pelo Económico e Espiritual. A Comissária da Carta da Terra, laureada com o prémio Nobel da Paz, Wangari Maathai, chega a afirmar veementemente que “Chegou o tempo de reconhecer que o desenvolvimento sustentável, a democracia e a paz são 7

indivisíveis” .

A interação e as dimensões, Figura 1, entre estes pontos fundamentais da vida humana, estão em diálogo contínuo, para a promoção de uma tecnologia que não “rebente” com as formas humanas de viver. Por isso a tecnologia não é neutra, ou está ao serviço da humanidade ou contra e a formação ou é um “valor sustentável”, um somatório de saberes, em triângulo equilátero, isto é, com o mesmo valor e rodando no mesmo sentido, ou os confl itos poderão dar a curto prazo o enriquecimento de alguns, em detrimento de outros. Eis porque não se podem isolar os aspetos sociais, económicos, ecológicos, culturais, políticos e espirituais. Eis porque aos valores do conhecimento, do ser e estar, do fazer, são os lados desse triângulo. Não existe neutral idade possível nos aspetos tecnológicos, nem nos formativos e educat ivos, porque a fiabil idade da vida transporta em si, a conivência dum universo formado pele ética e pela moral natural, advinda do direito natural. Uma frase no preâmbulo da Carta da Terra e claro: “Temos de reconhecer que, quando as necessidades básicas são satisfeitas, o desenvolvimento humano é primordialmente da ordem do ser mais do que da ordem 8

do ter mais” . Quando se afirma que a sustentabil idade é “Entendese por sustentabil idade a capacidade de financiar todos os compromissos, assumidos ou a assumir, com respeito pela regra do saldo orçamental estrutural e pelo l imite da dívida públ ica, 9

conforme previsto na presente lei e na legislação europeia.” , é neutral izar o progresso e o desenvolvimento, é ferir as próprias leis vigentes, colocar as questões financeiras aos serviço dos homens, até parece que se não existissem f inanceiros, não existiria humanidade, percebemos agora porque existimos, e só seremos seres humanos, porque ao serviço das finanças, nem sequer da economia. A Carta da Terra é óbvia: “Prover cada ser humano com a 10

educação e os recursos que assegurem uma vida sustentável…” , como objeto primeiro e último da vida, n ão l imita esta a ditames prossecutores da ignorância, mas adivinha a objet ividade de uma formação individual de sustentação e quem não perceber isto, vai para as calendas da história. Um empresário do setor da metalurgia e metalomecânica em entrevista à Revista Industria e Ambiente, Fernando Sousa, ao afirmar que “Já passamos a fase do cumprimento da legislação ambiental, portanto tudo o que diz respeito a emissões gasosas, aquosas e resíduos sólidos é 11

permanentemente equacionado” , e mais “Recentemente, introduziu-se um quarto eixo, que é a vertente cultural, e isso trouxe 12

Figura 1 - Interações e dimensões

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outros desafios” . É um empresário que fala, e que vai para além dos tropeços à vida humana, e fá-lo sem falácias, com a ambição da “tecnologia não neutra” e de “valor sustentável”. Existe uma diferença entre “valor acrescentado” e “valor sustentável”, um paradigma novo, que tem de ser confecionado no ensino e muito mais na formação profissional. Normalmente eu vou acrescentar alguma coisa, mais dinheiro, mais conhecimento, mais superavit, mas posso não acrescentar mais vida. O “valor sustentável” vai acrescentar essa vida, porque dinamiza os pilares da economia, ambienta, social e cultural, não disserta sobre fut il idades a curto


prazo, geradoras de compromissos frustradores da dignidade humana.

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Um novo paradigma aí está o do “valor sustentável”, como contraponto a uma economia já de si decadente. E isso começa nas escolas, mas suporta-se na formação profissional, como indicador indefetível de que é necessário ser, estar, saber e fazer. José Gil, no seu l ivro “Portugal Hoje: o Medo de Existir”, escreve a determinado momento “Se não afastarmos agora o nevoeiro que ameaça novamente toldar o nosso olhar, poderá ser demasiado tarde quando nos apercebermos que, sem dar por isso, nos encurralaram num beco, por um período indeterminado.”

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Joaquim Armindo - Diretor do Departamento da Qualidade, Ambiente e Segurança e Saúde doCENFIM.

No âmbito das iniciativas comemorat ivas do Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho - dia 28 de Abril, a Autoridade para as Condições do Trabalho - ACT, está a organizar, várias iniciativas de sensibil ização e informação sob o signo "A prevenção - das Escolas às Empresas", incidindo part icularmente na temática da sinistral idade laboral (acidentes de trabalho e doenças profissionais). A ANEME - Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas, associou-se a esta iniciativa, colaborando com a ACT na organização de uma sessão de sensibil ização, que

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Dicionário Houaiss, página 2233 “Pedagogia do Oprimido” Paulo Freire. Editorial Afrontamento, “O suficiente para todos e para sempre” Guião para a Sustentabilidade - Carta da Terra”, - Ministério da Educação. 2006, página 18 Guião para a Sustentabilidade - Carta da Terra”, - Ministério da Educação. 2006 Ibidem, página 18 Ibidem, página 20 Ibidem, página 17 Lei n.º 37/2013 de 14 de junho Guião para a Sustentabilidade Carta da Terra”, - Ministério da Educação. 2006, página 17 Revista Indústria e Ambiente, n.º 78. 2013. Página 7 Ibidem, página 7 “Portugal, Hoje o Medo de existir” (2005) José Gil. Página 139

decorreu no dia 29 de Abril, pelas 15h na sede da ANEME, em Lisboa, tendo como objetivo a informação e o debate sobre esta problemática e onde tiveram a oportunidade de participar os nossos formandos dos Curso de Especial ização Tecnológica.

Conscientes da importância da prevenção no âmbito da ação no que concerne à Segurança no Trabalho, o CENFIM assinalou no passado dia 28 de Abril de 2013 o dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho, desenvolvendo com a Ação Segurança e Higiene no Trabalho, em Torres Vedras e com as restantes Ações do Núcleo de Caldas da Rainha, acompanhadas pelo Engenheiro António Maltez, algumas atividades de sensibil ização e informação para todos os Formandos, Formadores e Colaboradores, corroborando a relevância do alertar de consciência para situações que mais do que atuar na sua resolução, devem ser evitadas através da implementação de boas práticas diárias. Em ambos os Núcleos, as atividades começaram logo pela manhã, contando com a sinergia entre Formandos e Formadores das diferentes áreas, envolvendo todos os presentes no visionamento de pequenos filmes do NAPO, seguido de jogos e debates críticos e reflexivos sobre os conteúdos abrangidos, alusivos a situações de perigo em contexto de trabalho. Ainda ao abrigo deste desafio, de apostar na informação como

veículo ativo de prevenção, foram elaborados cartazes, com o propósito de revelar algumas imagens capazes de ilustrar as consequências de diferentes acidentes de trabalho e de promover a celebração de uma missão que em muito tem ajudado os trabalhadores das diferentes áreas a trabal har em Segurança. E assim se passou um dia diferente, onde f icou a mensagem: A prevenção é o melhor remédio .

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Como marco de sucesso na certif icação de adultos e jovens, o CENFIM - Núcleos de Ermesinde, Caldas da Rainha e Torres Vedras entregam Diplomas.

No dia 7 de março de 2013 decorreu no Fórum de Ermesinde a entrega de ceca de 150 Diplomas aos Formandos do Núcleo do CENFIM de Ermesinde que final izaram os processos RVCC - Básico e Secundário e dos Cursos CET - Especialização Tecnológica terminados em 2012, foi num ambiente festivo e de muita alegria que decorreu esta cerimónia, na qual brilharam alguns dos homenageados com a apresentação de alguns números de humor e teatro.

mecânicos e Afins de Portugal, respetivamente José de Ol iveira Guia e Aníbal Campos, e do Presidente do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional - Octávio Oliveira, acompanhados pela Diretora dos Núcleos de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche - Cristina Botas.

A 23 de maio, no grande auditório do CCC - Centro Cultural e Congressos de Caldas da Rainha, 314 diplomas, a jovens e adultos em diferentes modal idades de qual ificação e formação, contando com a ilustre presença do Senhor Secretário de Estado do Emprego - Pedro Roque Oliveira, do Vice- Presidente da Câmara de Caldas da Rainha - Fernando Tinta Ferreira, do Presidente da ANQEP - Agência Nacional para a Qualif icação e Emprego Gonçalo Xufre, do Presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal - António Saraiva, dos Presidentes da ANEME Associação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas e AIMMAP - Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalo-

No auditório da CAERO, 182 Diplomas foram entregues no dia 30 de maio, a jovens e adultos em diferentes modal idades de qual ificação e formação, contando com a ilustre presença do Senhor Presidente da Câmara de Torres Vedras - Carlos Miguel, o Presidente da ANQEP - Agência Nacional para a Qualif icação e o Ensino Profissional - Gonçalo Xufre, e o Presidente da ANEMEAssociação Nacional das Empresas Metalúrgicas e Eletromecânicas - José de Oliveira Guia, acompanhados pela Diretora dos Núcleos de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche - Cristina Botas. 14 Formandos das modalidades CEF - Curso de Educação e Formação de Jovens, Nível 2 e 24 dos Cursos de Aprendizagem, Nível 4, aos 29 Formandos da modalidade EFA - Cursos de 24

18 Formandos da modalidade de Aprend izagem em Alternância, Nível 4, passando pelos 296 Adultos viram reconhecidas, val idadas e certif icadas as suas competências dos Níveis B2/B3 e Nível Secundário, através do RVCC, no âmbito das Novas Oportunidades. Na abertura da sessão, foi possível ouvir e conhecer, pela voz de Cristina Botas, a missão do CENFIM, nos 13 Núcleos que o compõem, de norte a sul do país, no que concerne ao trabalho feito junto à população, nas diferentes faixas etárias al i representadas, lembrando que é cada vez mais importante uma articulação d ireta e aberta entre a formação/qual ificação e as empresas, como representantes do mercado de trabalho, bem como com todas as instituições locais que part ilham do nobre objet ivo de participar no desenvolvimento das comunidades onde se encontram inseridas.

Educação e Formação de Adultos, Nível 4, passando pelos 110 Adultos que viram reconhecidas, val idadas e certif icadas as suas competências dos Níveis B2/B3 e Nível Secundário, através do PRVCC Processo de Reval idação e Validação de Competências.


Um Ex Formando de um Curso deAprendizagem de Nível 4, na área da manutenção industrial, Diogo Varges, que em primeira mão nos contou o seu percurso no CENFIM, explicando que apesar de estar a trabalhar, conseguindo com sucesso a nossa missão conjunta, todos os dias, em horário pós-laboral, ainda se senta nas

mesmas cadeiras para aprender mais e alcançar o Nível 5, através de um CET - Curso de especialização Tecnológica, na área de Tecnologia Mecatrónica, porque acredita que só assim poderá ir mais longe na sua vida profissional que ainda agora começou, garantindo esse mesmo reconhecimento.

É muito gratif icante viver estas experiências em que as Entidades Oficiais Representantes do Poder Local e Central felicitam o CENFIM e enaltecem o trabalho de uma equipa cujo trunfo recai na procura, pelas Empresas, de Formandos para assumir as diversas funções associadas ao Sector da Metalurgia e Metalomecânica, confiando o bom desempenho alcançado pelo rigor e excelência inerentes ao ensino de uma profissão, que deverá, cada vez mais, ser parte de um sistema de educação integrado que concebe e abarca diferentes caminhos para diferentes competências, numa sociedade rumo ao conhecimento. A importância que o CENFIM confere ao acompanhamento individual do Formando, em todas as modalidade, para um percurso de sucesso que desejavelmente culminará na integração no mercado de trabalho, após terminado o seu trajeto de qual ificação, nunca esquecendo porém que hoje, mais do que nunca, a aprendizagem é "sem fim", e quer-se como instrumento de desenvolvimento pessoal e social. Foi oferecido a todos os Formandos 25h de Formação gratuitas. Acreditamos que até o mais longo caminho começa no primeiro passo, e o passo acertado para um caminho de conquistas passa pela aprendizagem contínua. O nosso maior reconhecimento é sempre dirigido aos Formandos, jovens e adultos, que ousaram ser mais e melhor e que levaram consigo os seus Diplomas como símbolos vivos da sua vitória. A todos eles o nosso obrigado pela confiança, trabal ho e inexorável aposta em ser CENFIM.

O Dia Internacional da Felicidade foi comemorado pela primeira vez em 20 de março de 2013, em todo o mundo. Esta data foi estabelecida em 2012 pela ONU e pretendeu reconhecer a fel icidade e o bem-estar como objetivos universais para a vida humana. O CENFIM reforçando o compromisso para com o desenvolvimento inclusivo e sustentável do ser humano, assinalou este dia, a nível nacional, com o apoio incondicional do Inst ituto Português do Sangue e da Transplantação, IP através da Colheita de Sangue e de Potenciais Dadores de Medula Óssea, e para a qual contribuíram formandos, formadores, colaboradores internos e externos e até cidadãos que ao verem a publ icidade não quiseram deixar de contribuir para esta causa tão nobre. Os números não são o mais importante, no entanto conseguimos 409 pessoas inscritas com um total de 286 colheitas de sangue e 148 inscritos como potenciais dadores de medula óssea. O CENFIM deseja que sejam renovadas estas campanhas com o objetivo de ajudar o próximo. “Hoje eles, amanhã nós”. "Quando contribuímos para um bem comum, nós próprios enriquecemos. A compaixão promove a felicidade e vai ajudar-nos a construir o futuro que desejamos" - Ban Ki-moon (secretário-geral da ONU) 25


A iniciativa da Câmara Municipal de TorresVedras, já conta com a participação do CENFIM - Núcleo de Torres Vedras há alguns anos, e os resultados têm revelado que os nossos Formandos aceitam o desafio de uma cidadania mais at iva, mostrando à comunidade que as suas competências cívicas não são esquecidas ou desvalorizadas, num percurso de qual ificação prof issional. Com o tempo como principal inimigo, as dil igências necessárias a uma boa participação na Atividade são acatadas pelos Formandos de forma responsável e entusiasta, levando a bom porto os objetivos f inais da proposta. O Jogo do Município convida a comunidade escolar a trabalhar temas inerentes à cidadania nas suas diferentes vertentes, e este ano contou com a presença da Escola Agrícola Fernando barros Leal, da Escola Preparatória Padre Francisco Soares, a Escola Secundária Henriques Nogueira, a Escola Secundária Madeira Torres e com o CENFIM - Núcleo deTorres Vedras, tendo iniciado as suas atividades no início do ano let ivo, ainda em 2012. O envolvimento nesta atividade requereu presença assídua dos Formandos, acompanhados da Técnica de Acolhimento e Orientação Profissional, em Ações de Formações alusivas ao tema que constituiu os inúmeros trabal hos propostos: «Sou Cidadão Europeu: Que direitos e Deveres tenho?». Estas sessões, orientadas por Margarida e por Joana Galvão, da área da Juventude da CMTVD, permitiram conhecer de forma mais apro-fundada a União Europeia e a sua história, bem como compreender a importância crescente do conceito de cidadania no contexto global Europeu e principalmente no enquadramento social nacional, numa altura em que o desinteresse pela polít ica tem conduzido à ausência crescente da intervenção das pessoas num sistema que só é possível através destas, como é a Democracia. Inerente à abordagem feita às questões que envolvem a UE e que deverão estar cada vez mais presentes na vida dos nossos Jovens, foi ainda possível falar dos Direitos Humanos, ouvindo pela voz da Amnistia internacional o caminho, que ainda se af igura longo, a percorrer para que estes façam parte das múltiplas real idades que encetam cada sociedade espalhada pelo globo, apelando à sociedade civil uma participação mais ativa e incisiva na sua defesa e promoção. Ainda no âmbito da Formação ministrada a comunidade escolar envolvida teve a possibil idade de ir visitar a Assembleia da Repúbl ica, ficando a conhecer como é que tudo se processa em

Real izou-se no dia 24 de abril de 2013 no Auditório António de Macedo da Câmara Municipal de Valongo a Assembleia Municipal de Jovens, na qual participaram os formandos do CENFIM Núcleo de Ermesinde, Nuno Ventura e Rodrigo Silva do Curso de Maquinação e Programação CNC (AT2b) com a supervisão do formador de Mundo Atual - Manuel 26

Portugal, quando falamos de política, part icipação e decisão, através dos partidos presentes e das questões d iscutidas. No decorrer destas Ações, a proposta final foi ganhando forma e o objetivo assumido pelos Formandos do CENFIM ilustrava uma nova forma de fazer chegar à população, aos cidadãos europeus, informações sobre a UE através de um equipamento informático que, à luz do que já é possível encontrar no Parlementarium em Bruxelas, torna possível intervir e conhecer em tempo real as questões discut idas em Parlamento, deixando espaço para um sondagem que visa em ultima instância a aquisição de uma identidade e maior proximidade a uma cidadania que se espel ha no quotid iano da população, e concomitantemente levar à UE as opiniões e contributos dos seus cidadãos. Esta proposta, desenhada pelo grupo de Formandos do 1º ano do Curso de Refrigeração e Climat ização, contando com a presença assídua do Cláudio Costa, Alexandre Sobral, Bruno Anacleto, André Antunes, Rúben Prazeres e Marco Alves, foi levada a Assembleia, no passado dia 29 de Maio no Auditório dos Paços do Concelho, em Torres Vedras, que na sequência da eleição dos membros da Mesa da Assembleia, tendo sido nomeado o Formando Rúben Prazeres para Secretário, em ambiente de muita formalidade deixou que procedessem à sua apresentação, seguida pelas propostas das diferentes escolas presentes, concedendo, através de uma votação final, ao CENFIM, o honroso 3º Lugar! Gratos pela participação dos nossos Formandos, e pela colaboração de todos os intervenientes, esperamos por mais um desafio para o próximo ano-let ivo, levando connosco o espírito de missão cumprida.

Dias, a quem deixamos o nosso agradecimento, pela dedicação e motivação que tem impulsionado aos jovens e naturalmente por fazer chegar a voz do CENFIM a esta assembleia. O objetivo deste evento é sensibil izar os jovens para os problemas do concelho. Os temas abordados pelos formandos do CENFIM foram: + +

Tráfico de droga na cidade de Ermesinde. Colocação de um Placard eletrónico no acesso à A4, ligação Ermesinde - Porto a indicar a existência de algum acidente.


São conhecidos os benefícios inerentes á prática do Xadrez, nomeadamente no meio escolar, trata-se de um excelente exercício mental, encontrando-se comprovado que o jogo do xadrez estimula o raciocino lógico, at iva a concentração, desenvolve a tomada de decisão, aumenta a autoconfiança, e inst iga a imaginação e a versatil idade. Atentos à particularidade do jogo de xadrez, no passado dia 30 de Abril, o Núcleo de Lisboa do CENFIM promoveu no Polo Tecnológico de Lisboa, um workshop sobre a temática do Xadrez. O programa do Workshop incluiu: Expl icação das Regras do Xadrez Demonstração de situações de jogo + Partidas entre formador / formandos

+

+

Para a real ização do evento o CENFIM contou com a notável colaboração da Federação Portuguesa de Xadrez, que cedeu todo o material didát ico necessário para a real ização do evento, nomeadamente tabuleiros, relógios, peças e um mural didático.

Destacou-se ainda o formador convidado, nada mais que o mestre português de xadrez, e campeão nacional Pedro Rego, que numa sessão de 2 horas, abordou as regras do Xadrez e algumas jogadas mais relevantes. Importa realçar deste evento a elevada participação dos formandos do CENFIM, nomeadamente formandos dos Cursos EFA - Educação e Formação de Adultos e todo o entusiasmo que envolveu a iniciativa, em part icular o momento em que os formandos colocaram toda a sua “estratégia” em jogo, na real ização das partidas. Em face do sucesso obtido com este workshop, o Núcleo de Lisboa do CENFIM tem já previsto realizar uma iniciat iva semelhante, nas instalações do Núcleo sitas na Rua Amigos de Lisboa.

Dia 5 de junho, o relógio marcava 13h quando as técnicas do serviço de psicologia do Núcleo de Ermesinde do CENFIM dão sinal de partida… Começava assim o peddy paper, forma encontrada para celebrar o dia mundial do ambiente, promovendo a interação entre os formandos e o meio envolvente, na descoberta da cidade que os acolhe, Ermesinde. O ponto de partida foi o CENFIM - Núcleo de Ermesinde, e o ponto de chegada, o Parque Urbano Dr. Fernando Melo, pelo caminho as equipa tiveram de responder a várias questões e ultrapassar um conjunto de desafios. Tendo como pano de fundo a cidade de Ermesinde, nesta tarde reinou a boa disposição, o espírito de entreajuda e descoberta e o respeito pelo ambiente. Foi mais uma iniciativa que foi bem acol hida pelos formandos e que final izou com algum cansaço, mas, com muitos sorrisos.

Com o objetivo de favorecer um contacto mais d ireto com o Sector Metalúrgico e Eletromecânico, realizámos no passado d ia 18

de Abril, para os responsáveis pelos Serviços de Psicologia e Orientação e Técnicos de Diagnóstico e Encaminhamento, mais um Seminário de Divulgação sobre as ofertas formativas profissional izantes ministradas no Núcleo de Lisboa do CENFIM. Demonstrámos que o nosso sector poderá constituir uma aposta al iciante e consistente, em termos de empregabil idade, para o futuro de muitos jovens, que efetivamente possuam uma qual ificação de qual idade. No final deste evento todos realçaram a importância do mesmo para poderem apoiar os seus processos de encaminhamento e apoio à decisão dos jovens e respet ivas famíl ias.

27


Os Núcleos de Ermesinde e Porto do CENFIM participaram na “Valoriza-te” - IV Mostra de Emprego e Formação do Concelho de Valongo organizado pela Agência para a Vida Local da Câmara de Valongo. Este evento decorreu nos dias 8 e 9 de maio de 2013 no Fórum

O CENFIM - Núcleos de Ermesinde e Porto participou na IV edição da “inVista” - Feira do Emprego, Formação e Empreendedorismo e 9º ano e agora?, organizada pelo Município de Paredes em parceria com a Associação Paredes pela Inclusão Social. Esta Feira decorreu nos dias 2, 3 e 4 de maio de 2013 nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Paredes. O CENFIM deu a

O CENFIM - Núcleo de Peniche esteve uma vez mais representado na VI Feira de Ensino, Formação e Emprego ORIENTA-TE que decorreu nos dias 8 e 9 de maio no pavilhão desport ivo da Escola D. Luís de Ataíde, em Peniche. Procurando ter um espaço dinâmico e representativo da at ividade formativa do CENFIM, estiveram representadas as saídas profissionais de

Cultural de Ermesinde. Esta mostra foi muito mais uma oportunidade de fazermos chegar à comunidade a nossa oferta formativa. Tivemos a honra da visita de suas Exs.ª o Secretário de Estado do Emprego - Pedro Roque e Presidente da Câmara de Valongo João Paulo Rodrigues Baltazar, a quem mais uma vez manifestamos a nossa dificuldade em recrutar jovens para os nossos cursos de aprendizagem, conhecendo ele bem as necessidades das empresas do Setor e doConcelho.

conhecer a sua oferta formativa, tendo t ido uma boa recetividade por parte dos visitantes.

Manutenção Industrial (Mecatrónica), Eletromecânica e Desenho e Projeto de Construções Mecânicas (CAD), através da presença permanente de um grupo de formandos, que foi fazendo demonstrações ao vivo relativas aos Cursos representados. Foi um stand muito visitado, pois a sua dinâmica foi fulcral para despertar a curiosidade dos visitantes, assim como o constante pedido de informações e esclarecimentos em relação à oferta formativa do CENFIM.

Os jovens do Curso de Educação e Formação -CEF - Desenho de Construções Mecânicas do Núcleo do CENFIM do Porto, tiveram a sua estreia numa nova modal idade inserida no domínio da Educação Física o SURF. As últimas aulas deste domínio, proporcionaram uma experiencia inesquecível para estes jovens, os quais aprenderam algumas técnicas da prática desta modal idade e quem sabe não despertou algum talento escondido, mas isso… só o tempo o dirá.

No dia 22 de Junho, um grupo de Colaboradores e Formadores do CENFIM - Núcleo de Caldas da Rainha, organizou uma descida do Rio Mondego em canoa, de Penacova a Coimbra. Foi uma aventura, que permitiu bons momentos de d iversão, boa disposição e muita adrenal ina. Sal ientamos a importância deste tipo de iniciat ivas para o estreitar de laços, tanto pessoais e profissionais, tão necessários para ultrapassar os constantes desafios do d ia-a-dia! 28


O CENFIM esteve presente na Qual ifica 2013 com as saídas profissionais de Desenho de Construções Mecânicas, Mecatrónica e Eletromecânica Industrial. Esta Feira da Educação, Formação, Juventude e Emprego decorreu de 26 a 29 de Abril de 2013 na EXPONOR - Feira Internacional do Porto. Neste certame Formandos do CENFIM estiveram d isponíveis para informar outros Jovens das vantagens competit ivas destas profissões técnicas, a trabalhar e a demonstrar algumas das profissões do Setor Metalúrgico, Metalomecânico e Eletromecânico e o que se faz de melhor em Portugal, com reconhecimento internacional. Os nossos Jovens: Bruno Fil ipe Correia - Vice-campeão Europeu e Campeão Nacional em Desenho Industrial CAD - Núcleo do Porto e João Pedro Sousa e Pedro Manuel Carrasco - Equipa Campeã Nacional de Mecatrónica Industrial - Núcleo de Ermesinde. Além de prestarem informações a outros Jovens e Adultos e de incentivarem outros Jovens no ingresso em prof issões técnicas com altos níveis de empregabil idade, estiveram a efetuar provas, como

TIPO DE ACTIVIDADE

Construções Metálicas

Informática / Tecnologias de Informação e Comunicação

CÓDIGO DA ACÇÃO

treino para o 42º Campeonato Mundial das Profissões que irá decorrer de 2 a 7 de Julho, em Leipzig na Alemanha. Neste evento estiveram também presentes duas equipas, integradas num concurso para escolas secundárias e prof issionais no âmbito da sustentabil idade da água. O Núcleo de Ermesinde apresentou um projeto de recuperação e aproveitamento das águas pluviais da cobertura do tel hado para rega do jardim e o Núcleo do Porto apresentou um projeto de transformação de água salgada em doce com recurso a energia solar. A taxa de empregabil idade dos Jovens que tiraram os Cursos nas zonas de intervenção dos Núcleos do CENFIM em Amarante, Arcos de Valdevez, Caldas da Rainha, Ermesinde, Lisboa, Marinha Grande, Oliveira de Azeméis, Peniche, Porto, Santarém, Sines,TorresVedras eTrofa é de 90%.

FORMAÇÃO CONTÍNUA

CÓDIGO DO CURSO

INÍCIO

FIM

TOTAL PREÇO DE * HORAS

55282

Soldadura eam -111 – nível 2 iiw (5)

Q2FD185

04-Set-13

15-Nov-13

50

250 €

55284

Soldadura mag/ff - 135/136 - nível 2 iiw (3)

Q2FD167

01-Out-13

13-Dez-13

50

250 €

55286

Soldadura tig 141 – nível 3 iiw (3)

Q2FD159

23-Set-13

13-Dez-13

50

250 €

55311

Folha de cálculo - funcionalidades avançadas

Q2FI035

11-Set-13

04-Nov-13

25

70 €

55315

Folha de cálculo - funcionalidades avançadas

Q2FI035

12-Set-13

05-Nov-13

25

70 €

55310

Processador de texto - funcionalidades avançadas

Q2FI034

02-Set-13

28-Out-13

25

70 €

55314

Processador de texto - funcionalidades avançadas

Q2FI034

03-Set-13

29-Out-13

25

70 €

Manutenção Industrial

55279

Autómatos programáveis – caracterização e instalação

Q2FE191

23-Set-13

18-Nov-13

50

185 €

Projecto / Desenho

55290

Modelação de sólidos

Q2FA167

09-Set-13

13-Nov-13

50

185 €

Construções Mecânicas

59403

Construções metalomecânicas/CNC - fundamentos

Q2FC303

09-Set-13

31-Jan-14

125

345 €

Manutenção Industrial

59406

Automatismos industriais e manutenção de equipamentos CNC

Q2FE206

09-Set-13

30-Abr-14

75

205 €

59607

Desenho técnico - perspectiva isométrica de tubos e condutas

Q2FA207

08-Jul-13

23-Set-13

25

90 €

59404

Desenho técnico/CAD - fundamentos

Q2FA233

09-Set-13

28-Nov-13

125

345 €

69363

Certificação de soldadores

T2ED39

17-Jul-13

17-Jul-13

12

Sob consulta

69361

Preparação de soldadores para certificação

T2ED048

15-Jul-13

16-Jul-13

12

90 €

69357

Sistemas Solares Térmicos - manutenção

P2EJ103

09-Set-13

30-Set-13

30

110 €

69350

SEGURCARD - Cartão de Segurança

T2EF082

10-Set-13

19-Set-13

16

75 €

69352

SEGURCARD - Cartão de Segurança (Renovação)

P2EF158

09-Set-13

11-Set-13

8

50 €

57351

Fresagem - tecnologia e operações

Q2FC239

23-Set-13

14-Out-13

50

140 €

57340

Introdução à programação e operação cnc

Q2FC216

24-Set-13

17-Dez-13

75

275 €

57352

Torneamento - tecnologia e operações

Q2FC241

16-Out-13

06-Nov-13

50

140 €

57334

Formação Complementar aos cursos CET

P2EL025

09-Set-13

04-Jul-14

325

1.185 €

57335

Formação Complementar aos cursos CET

P2EL025

09-Set-13

09-Mai-14

325

1.185 €

63774

Execução de peças com fresadoras cnc

Q2FC231

14-Out-13

08-Nov-13

50

140 €

63772

Introdução ao comando numérico computorizado - cnc

Q2FC229

02-Set-13

13-Set-13

25

70 €

63779

Maquinação (torneamento e fresagem)

Q2FC191

17-Set-13

15-Nov-13

75

275 €

63773

Programação de fresadoras CNC

Q2FC289

16-Set-13

11-Out-13

50

140 €

NÚCLEOS

Amarante

Arcos de Valdevez Projecto / Desenho

Construções Metálicas

Energia

Caldas da Rainha

Qualidade e Ambiente

Construções Mecânicas

Ermesinde

Formação de Base

Lisboa

Construções Mecânicas

29


63852

Construções de estruturas metálicas simples

Q2FD191

01-Out-13

15-Out-13

25

63767

Estruturas metálicas em chapa fina para condutas

Q2FD203

24-Jul-13

31-Jul-13

25

70 €

Q2FD202

03-Jul-13

22-Jul-13

50

140 €

63763 63858

Montagem de acessórios e reparação em estruturas metálicas com tubos e chapas Montagem de acessórios e reparação em estruturas metálicas com tubos e chapas

70 €

Q2FD202

08-Out-13

16-Out-13

50

140 €

63853

Montagem de estruturas metálicas com tubos e chapas

Q2FD201

15-Out-13

14-Nov-13

50

140 €

63726

Soldadura eam -111 – nível 2 iiw (3)

Q2FD175

05-Jul-13

29-Jul-13

50

250 €

63860

Soldadura eam -111 – nível 2 iiw (4)

Q2FD166

07-Set-13

25-Set-13

50

250 €

63844

Soldadura tig 141 – nível 1 iiw (2)

Q2ED180

02-Set-13

23-Set-13

50

250 €

63845

Soldadura tig 141 - nível 1 iiw (3)

Q2ED168

24-Set-13

15-Out-13

50

250 €

63842

Soldadura tig 141 – nível 2 iiw (3)

Q2FD157

02-Set-13

17-Set-13

50

250 €

63843

Soldadura tig 141 – nível 3 iiw (1)

Q2FD165

18-Set-13

04-Out-13

50

250 €

63841

Soldadura tig 141–nível 2 iiw (2)

Q2ED184

12-Jul-13

29-Jul-13

50

250 €

63846

Soldadura tig 141–nível 2 iiw (2)

Q2ED184

16-Out-13

06-Nov-13

50

250 €

63850

Tecnologia da soldadura oxi-acetilénica, arco eléctrico e oxi-corte Q2FD160

03-Set-13

01-Out-13

50

140 €

63791

Circuitos electromecânicos

Q2FK167

02-Set-13

18-Set-13

50

140 €

63789

Electricidade de edificações

Q2FK166

08-Jul-13

24-Jul-13

50

140 €

63792

Máquinas eléctricas - caracterização

Q2FK156

19-Set-13

07-Out-13

50

140 €

63849

Motores eléctricos – c.c., c.a. e passo a passo

Q2FK158

08-Out-13

16-Out-13

25

70 €

63790

Quadros eléctricos de distribuição

Q2FK160

24-Jul-13

31-Jul-13

25

70 €

63799

Refrigeração I

Q2FJ070

26-Set-13

22-Out-13

75

205 €

63797

Sistemas solares fotovoltaicos

Q2FJ079

02-Set-13

25-Set-13

50

185 €

63786

Electropneumática - instalação e manutenção de circuitos e sistemas

Q2FE138

07-Out-13

25-Out-13

25

70 €

63787

Hidráulica - instalação e manutenção

Q2FE141

28-Out-13

14-Nov-13

25

70 €

63795

Cad 2d – peças e conjuntos complexos

Q2FA162

16-Set-13

11-Out-13

50

140 €

63796

Cad 3d – peças e conjuntos complexos

Q2FA163

14-Out-13

08-Nov-13

50

140 €

63856

Desenho técnico - estruturas metálicas e planificação

Q2FA165

21-Out-13

11-Nov-13

25

70 €

63851

Desenho técnico – tubagem metálica industrial (isometria) (1)

Q2EA187

02-Set-13

23-Set-13

25

70 €

63855

Desenho técnico – tubagem metálica industrial (isometria) (2)

Q2EA188

23-Set-13

16-Out-13

25

70 €

64673

Cam 2d - maquinação assistida por computador

Q2FC287

16-Set-13

18-Out-13

50

185 €

64657

Conjuntos mecânicos – operações de bancada

Q2FC336

10-Set-13

20-Dez-13

50

140 €

64709

Conjuntos mecânicos – operações de bancada

Q2FC336

16-Set-13

31-Out-13

50

140 €

64664

Conjuntos mecânicos – operações por maquinação

Q2FC296

10-Set-13

20-Dez-13

50

140 €

64695

Metrologia dimensional

Q2FC290

16-Set-13

04-Out-13

25

70 €

64666

Programação de fresadoras CNC

Q2FC289

10-Set-13

20-Dez-13

50

140 €

64653

Tecnologia de moldes, cunhos e cortantes

Q2FC333

15-Jul-13

30-Set-13

50

140 €

64706

Tecnologia de moldes, cunhos e cortantes

Q2FC333

15-Jul-13

30-Set-13

50

140 €

64684

Soldadura mag/ff -135/136 - nível 2 iiw (2)

Q2FD182

09-Set-13

04-Out-13

50

250 €

64686

Tecnologia da soldadura oxi-acetilénica, arco eléctrico e oxi-corte Q2FD160

09-Set-13

11-Out-13

50

140 €

64689

Electricidade

Q2FK152

09-Set-13

11-Out-13

50

185 €

64705

Automatismos industriais-hidráulica

Q2FE140

02-Set-13

31-Out-13

25

70 €

64691

Automatismos industriais-hidráulica

Q2FE140

16-Set-13

04-Out-13

25

70 €

64690

Automatismos industriais-pneumática

Q2FE139

08-Jul-13

26-Jul-13

25

70 €

64676

Desenho de moldes de complexidade média - materiais plásticos Q2FA184

01-Jul-13

26-Jul-13

50

185 €

64707

Desenho técnico – conjuntos mecânicos

Q2FA231

02-Set-13

31-Out-13

50

140 €

64655

Desenho técnico – conjuntos mecânicos

Q2FA231

10-Set-13

20-Dez-13

50

140 €

64698

Formação Básica em Segurança

P2EF166

19-Out-13

26-Out-13

14

50 €

56222

CAM 3D - maquinação assistida por computador - fundamentos

Q2FC288

02-Out-13

07-Nov-13

50

185 €

56219

Introdução ao comando numérico computorizado - cnc

Q2FC229

09-Set-13

26-Set-13

25

70 €

56228

Metrologia

Q2FC223

23-Set-13

18-Out-13

25

70 €

56218

Soldadura eam -111 – nível 1 iiw (2)

Q2FD170

09-Set-13

24-Out-13

50

250 €

56223

Soldadura mag/ff -135/136 – nível 1 iiw (2)

Q2FD176

28-Out-13

21-Nov-13

50

250 €

54607

Electricidade e Circuitos Electromecânicos

Q2FK155

07-Out-13

02-Dez-13

100

275 €

54609

Climatização – princípios e instalação

Q2FJ071

14-Out-13

15-Nov-13

75

275 €

54619

Instalador de redes de gás

T2EJ05

16-Set-13

25-Out-13

90

395 €

Construções Metálicas

Lisboa

Electricidade / Electrónica

Energia

Manutenção Industrial

Projecto / Desenho

Construções Mecânicas

Marinha Grande

Construções Metálicas

Electricidade / Electrónica

Manutenção Industrial

Projecto / Desenho

Qualidade e Ambiente

Construções Mecânicas

Oliveira de Azeméis

Construções Metálicas

Electricidade / Electrónica

Energia

30

Porto


54618 Energia

54613 54625

Manuseamento de gases fluorados em equipamentos de refrigeração - Preparação para exame Práticas de instalação e montagem - instalação de sistemas de ar condicionado Projecto de sistema solar fotovoltaico - selecção e dimensionamento

P2EJ123

23-Set-13

Q2FJ072 Q2FJ081

25-Out-13

50

300 €

17-Set-13

03-Out-13

25

90 €

30-Set-13

15-Nov-13

50

185 €

Informática / Tecnologias de Informação e Comunicação

54632

Informática na óptica do utilizador - fundamentos

Q2FI036

01-Jul-13

19-Jul-13

25

90 €

Projecto / Desenho

54631

Desenho técnico - conjuntos, cortes e secções

Q2FA171

16-Set-13

25-Out-13

50

140 €

Construções Mecânicas

68445

Tecnologia dos materiais - construção metalomecânica

Q2FC234

02-Set-13

09-Set-13

25

70 €

68449

Construções de estruturas metálicas simples

Q2FD191

22-Out-13

31-Out-13

25

70 €

68442

Construções soldadas de estruturas metálicas em chapa fina

Q2FD204

01-Jul-13

12-Jul-13

50

250 €

68440

Montagem de acessórios e reparação em estruturas metálicas com tubos e chapas

Q2FD202

15-Jul-13

26-Jul-13

50

140 €

68439

Montagem de estruturas metálicas com tubos e chapas

Q2FD201

16-Set-13

27-Set-13

50

140 €

68447

Processos de soldadura a eléctrodo revestido

Q2FD183

26-Set-13

11-Out-13

50

250 €

68430

Soldadura tig 141 – nível 1 iiw (2)

Q2ED180

09-Jul-13

30-Jul-13

50

250 €

68431

Soldadura tig 141 - nível 1 iiw (3)

Q2ED168

02-Set-13

23-Set-13

50

250 €

68432

Soldadura tig 141 – nível 2 iiw (3)

Q2FD157

24-Set-13

14-Out-13

50

250 €

68421

Soldadura tig 141 – nível 3 iiw (2)

Q2FD158

05-Jul-13

18-Jul-13

50

250 €

68433

Soldadura tig 141 – nível 3 iiw (2)

Q2FD158

15-Out-13

05-Nov-13

50

250 €

68448

Desenho técnico – tubagem metálica industrial (isometria) (1)

Q2EA187

14-Out-13

21-Out-13

25

70 €

68441

Desenho técnico – tubagem metálica industrial (isometria) (2)

Q2EA188

29-Jul-13

02-Ago-13

25

70 €

68459

Desenho técnico – tubagem metálica industrial (isometria) (2)

Q2EA188

16-Set-13

11-Out-13

25

70 €

66219

SEGURCARD - Cartão de Segurança (Renovação)

P2EF158

08-Jul-13

09-Jul-13

8

50 €

Q2FC314

16-Set-13

31-Out-13

50

185 €

Q2FC314

07-Out-13

29-Nov-13

50

185 €

Porto

Construções Metálicas

Sines

Projecto / Desenho

Qualidade e Ambiente

58624 58625 Construções Mecânicas

Q2FC309

09-Set-13

30-Mai-14

150

415 €

58408

Construções metalomecânicas/CNC - fundamentos

Q2FC303

09-Set-13

30-Mai-14

125

345 €

58629

FRESAGEM CNC - Introdução e programação

Q2FC312

07-Out-13

29-Nov-13

75

205 €

58602

Soldadura eam -111 – nível 2 iiw (5)

Q2FD185

16-Set-13

31-Out-13

50

250 €

58603

Soldadura eam -111 – nível 2 iiw (5)

Q2FD185

07-Out-13

29-Nov-13

50

250 €

58605

Soldadura mag/ff -135/136 - nível 2 iiw (2)

Q2FD182

16-Set-13

31-Out-13

50

250 €

58606

Soldadura mag/ff -135/136 - nível 2 iiw (2)

Q2FD182

07-Out-13

29-Nov-13

50

250 €

58612

Soldadura tig 141 – nível 3 iiw (2)

Q2FD158

07-Out-13

29-Nov-13

50

250 €

58608

Soldadura tig 141–nível 2 iiw (2)

Q2ED184

16-Set-13

31-Out-13

50

250 €

58609

Soldadura tig 141–nível 2 iiw (2)

Q2ED184

07-Out-13

29-Nov-13

50

250 €

Electricidade / Electrónica

58412

Electricidade e instalações eléctricas

Q2FK175

09-Set-13

30-Mai-14

225

820 €

Manutenção Industrial

58414

Automatismos industriais - dispositivos mecânicos

Q2FE207

09-Set-13

30-Mai-14

200

730 €

58618

Cad 2d – peças e conjuntos de média complexidade

Q2FA166

16-Set-13

31-Out-13

50

140 €

58619

Cad 2d – peças e conjuntos de média complexidade

Q2FA166

07-Out-13

29-Nov-13

50

140 €

58633

Características e componentes dos moldes de injecção de plásticos

Q2FA181

02-Jul-13

12-Set-13

50

185 €

58616

Desenho técnico - introdução à leitura e interpretação

Q2FA234

16-Set-13

31-Out-13

50

140 €

58617

Desenho técnico - introdução à leitura e interpretação

Q2FA234

07-Out-13

29-Nov-13

50

140 €

58407

Desenho técnico/CAD - fundamentos

Q2FA233

09-Set-13

30-Mai-14

125

345 €

58622

Modelação paramétrica

Q2FA154

07-Out-13

20-Dez-13

75

275 €

CÓDIGO

INÍCIO

FIM

Construções Metálicas

Projecto / Desenho

58409

CAM 3D – maquinação assistida por computador desenvolvimento CAM 3D – maquinação assistida por computador desenvolvimento Conjuntos mecânicos - práticas de execução, montagem / desmontagem e de soldadura

TIPO DE ACTIVIDADE

CÓDIGO DA ACÇÃO

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS - EFA

TOTAL DE PREÇO HORAS

Torres Vedras

Trofa

NÚCLEOS

Manutenção Industrial

55008

Electromecânico/a de manutenção industrial

Q2OE214

09-Set-13

13-Jun-14

1200

Gratuito

Amarante

Construções Mecânicas

57080

Técnico/a de maquinação e programação CNC

Q2OC323

09-Set-13

12-Set-14

1475

Gratuito

Ermesinde

Construções Mecânicas

64636

Técnico/a de maquinação e programação CNC

Q2OC323

02-Set-13

31-Jul-14

1475

Gratuito

Marinha Grande

Construções Metálicas

58004

Soldador/a

Q2OD280

02-Set-13

27-Jun-14

1275

Gratuito

Trofa

TIPO DE ACTIVIDADE

CÓDIGO DA ACÇÃO

CÓDIGO DO CURSO

INÍCIO

FIM

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE JOVENS - CEF

TOTAL DE PREÇO HORAS

NÚCLEOS

Projecto / Desenho

59002

Técnico/a de Desenho de Construções Mecânicas - CEF Tipo 7

T1NA247

08-Jul-13

31-Jul-14

1515

Gratuito

Arcos de Valdevez

Manutenção Industrial

69400

Electromecânica de equipamentos industriais

T1NE118

01-Jul-13

27-Fev-15

2228

Gratuito

Caldas da Rainha

Construções Mecânicas

64634

Técnico/a de Maquinação e Programação - CEF Tipo 7

T1NC341

01-Jul-13

30-Mai-14

1315

Gratuito

Marinha Grande

31


Cinformando n46