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O Parque Ambiental

O Parque Ambiental do Colégio do Castanheiro teve início no ano letivo de 2010/ 2011 e tem vindo a crescer todos os anos com o auxílio dos alunos que por lá passam. Neste espaço encontramos um lugar privilegiado de Educação Ambiental que pretende promover a interdisciplinaridade, envolvendo as diversas áreas do Ensino Básico e do Ensino Secundário, através de atividades diversas que instituem o elo de ligação entre o Colégio e o mundo real, numa perspetiva de contextualização das aprendizagens desenvolvidas em sala de aula. As propostas educativas para este espaço prendem-se com a conservação da Biodiversidade e com a valorização da fauna e da flora, fomentando uma transformação progressiva nos valores, atitudes e comportamentos dos nossos alunos. Para melhor otimizar este espaço, foi criado um programa vasto de atividades que são palco de diversos cenários, donde se deverão explorar temáticas diversas como a horta, a Natureza, a compostagem, a nutrição, a agricultura biológica, o jardim, os resíduos orgânicos e a água. Semanalmente é frequentado por alunos que ajudam na instalação e manutenção da quinta e das hortas e no cuidar dos nossos animais, permitindo assim o envolvimento de todos os participantes na conservação da natureza e promovendo a educação para a cidadania e uma consciência ambiental sustentável. De salientar o trabalho realizado na caracterização das espécies de fauna e flora presentes neste espaço, que irão ajudar a dar a conhecer melhor estes seres vivos.

- Professora Andreia Medeiros, prof. Ciências da Natureza e Coordenadora do Dep Ciências Experimentais e Exatas .

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O Desenho Científico

O desenho científico é um desenho que nos fornece uma rica e precisa imagem visual, utilizado, principalmente, em trabalhos científicos. Pode ser um desenho simples mas também pode ser um desenho rigoroso ou complicado. O desenho científico é um desenho que exige um elevado rigor técnico e é necessário um elevado teor de conhecimento sobre o que estamos a desenhar. Muitas vezes um desenho científico pode ser mais preciso que uma fotografia. Durante as aulas de Educação Visual e de Educação Tecnológica, com a professora Lídia Meneses, estivemos a trabalhar em desenhos científicos de animais e plantas do nosso colégio. Com esses desenhos construímos um livro que tem as informações e os respetivos desenhos científicos dos animais ou das plantas existentes no nosso colégio. Cada um desenhou o seu favorito. Foi um trabalho demorado de levantamento e registo da Fauna e Flora, de desenhos mal conseguidos e outros bem conseguidos, de digitalização e tratamento de imagem e finalmente da organização do texto e imagem, isto é, paginação. Um trabalho demorado, paciente e persistente que, tendo começado no ano letivo de 2011, termina em 2013. Porém, não deixa de ser um livro para sempre aberto!

- Texto elaborado pelos alunos do 7º1, ano letivo 2012/ 13

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A Cidadania

No exercício da educação para a cidadania, o Colégio do Castanheiro proporciona aos alunos aprendizagens que evidenciem não só atitudes solidárias, que revelem companheirismo e educação, como também atitudes de defesa do ambiente. Para o efeito, os alunos concretizam projetos. No âmbito da disciplina de Cidadania, os alunos do 7º1 do Colégio do Castanheiro comprometeram-se a realizar um projeto, em sala de aula, sobre a fauna e a flora do Colégio. Este projeto foi iniciado quando os alunos encontravam-se matriculados no 6º ano. No presente ano letivo, o 7º 1 compilou, organizou a informação e concretizou o livro que reúne a vasta manta de plantas e animais, no nosso Colégio. Este projeto passou por diversas etapas. Numa fase inicial, os alunos fizeram o levantamento das plantas e dos animais. Esta tarefa foi muito complexa, pois uma grande maioria de plantas encontrava-se sem folhas, e, portanto, de difícil identificação. Tivemos a colaboração do senhor Dinis, responsável pela plantação das mesmas. Os animais, por seu turno, foram de fácil identificação. Posteriormente, os alunos procederam à pesquisa e seleção de informação. Orientado pela docente Andreia Medeiros, responsável pela disciplina de Ciências da Natureza, os alunos organizaram a informação atendendo a alguns aspetos. Sobre as plantas, centraram-se no nome comum, no nome científico, na origem e na descrição; sobre os animais, destacaram o nome comum, o nome científico, a descrição, o habitat e a alimentação. Na disciplina de Educação Visual e Educação Tecnológica, orientada pela docente Lídia Meneses, os alunos ilustraram o seu trabalho e procederam à paginação. Para além disso, também foi feita o decalque e a pintura do nosso castanheiro num azulejo. Este trabalho reflete, em suma, o esforço e a dedicação dos nossos alunos para um projeto de turma.

- Tutora da turma 1, 7ºano: Delfina Miranda

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Índice Codorniz

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Camélia

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Galinha

8

Hortênsia

38

Faisão 10

Laranjeira

39

Cão 14

Yucca

40

Pato 16

Bambu

42

Coelho 18

Viburnos Japónica

44

Pitósporo 20

Eucalipto Fissifólia

45

Abélias 21

Faia do Mato

46

Tipuana 23

Podocarpos

47

Estrelícia 24

Amoreira

49

Azália 26

Tulipeiro

50

Prunus 27

Magnólia

51

Casuarina 28

Tília

52

Camélia Japónica 29

Caneleiras, Cinamomo

53

Acácia 31

Pau Branco

54

Jacarandá 32

Pata-de-Vaca

55

Hibisco 33

Árvore Chama

56

Castanheiro 35

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Codorniz

Nome Comum: Codorniz Comum Nome Científico: Coturnix coturnix

Descrição Física: As Codornizes têm um aspeto de uma perdiz, têm a região da zona dorsal cor de areia, com riscas pardas e pretas. Nos flancos apresentam franjas escuras e claras e na parte inferior do corpo a sua cor é clara. Os machos têm manchas negras no pescoço. As fêmeas são de cor parda e uniformes e apresentam barras no peito. Voam baixo e muito lentamente. Os tamanhos das codornizes são de cerca de 18 centímetros. Os juvenis têm a cabeça avermelhada, com uma risca central marginada de negro e duas manchas sobre o ouvido, sendo uma negra e uma avermelhada. Os juvenis são idênticos à fêmea adulta mas com o peito menos malhado. As codornizes acasalam a partir de maio e no chão constroem um ninho numa cova pouco profunda, modelada por pressão do próprio corpo. A postura é de sete a doze ovos que têm uma incubação de 21 dias. Existe outra espécie dentro do género Coturnix, a Codorniz Japonesa (Coturnix japonica) que em termos visuais é muito parecida com a Codorniz-comum (Coturnix Coturnix) e isso leva a confundirem-nas. A forma mais fácil de identificar é através dos chamamentos que são bastante diferentes.

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Habitat: As codornizes-comuns costumam habitar em grandes campos abertos de milho, erva e partes de trevo, e lá mantêm-se escondidas.

Alimentação: A Codorniz quando é domesticada come ração de codorniz, concentrada em trigo e farelo de milho e quando está em estado selvagem alimenta-se de sementes, folhas e insetos.

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Galinhas

Nome Comum: Galinha Nome Cientifico: Gallus gallus domesticus

Descrição Física: Ambos os sexos têm uma coloração castanha, apesar de esta espécie apresentar dimorfismo sexual. O macho apresenta uma crista vermelha, provavelmente serve para o acasalamento. Relativamente às suas patas têm três garras e têm um esporão (vestígio de uma pequena garra na parte traseira da pata). Normalmente estas são aves pesadas devido à sua carne, tendo a capacidade de voar.

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Habitat: Como estas são aves domesticadas estão difundidas por todo o planeta. Alimentação: A galinha é omnívora, ou seja, consome alimentos tanto de origem vegetal quanto animal.

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Faisões

Nome Comum: Faisão Nome Científico: Phasianus colchicus

Descrição Física: Os faisões são aves que apresentam dimorfismo sexual pelo qual é muito fácil identificar o seu género. Os machos têm uma coloração azulada e as fêmeas uma coloração acastanhada. É uma ave galiforme de corpo robusto e pernas e asas curtas. Essas aves também são um alvo muito apreciado pelos caçadores tanto ovos como adultos.

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Habitat: Esta espécie prefere o território brasileiro para a reprodução, as fêmeas incubam os ovos e tratam das crias sozinhas. O faisão torna-se maduro sexualmente ao primeiro ou ao segundo ano de vida. Esta espécie habita maioritariamente na América do Norte e Sul, Asia e Tasmânia.

Alimentação: Estas alimentam-se de frutas, insetos, raízes e outras partes de plantas.

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Caturras Nome Comum: Caturra Nome Científico: Nymphicus hollandiscus.

Descrição Física: A caturra ou calopsita é uma ave dócil que pode ser conservada como animal de estimação. A plumagem pode ser de várias cores: amarelo, branco, cinza, etc. Normalmente a caturra tem em cada face uma pinta laranja que protege os ouvidos da ave, porém as albinas não possuem nenhuma pinta. No macho adulto a face é amarela com a pinta laranja, na fêmea a face é cinzenta com infiltrações de amarelo e a pinta laranja não se destaca tanto. A crista no topo da cabeça também varia de cores. O comprimento médio é de 30 cm. É uma ave muito inquieta, que pode estar horas a emitir gritos, mas pode assobiar e algumas chegam até a falar (Ex.: o seu nome, ou alguma outra palavra que ouve com grande frequência). Apenas os machos conseguem falar, mas há algumas exceções em que as fêmeas também conseguem falar. São aves resistentes e suportam bem o clima em Portugal desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses durante todo o ano, tirar apenas duas ninhadas por ano.

Alimentação: Com uma alimentação equilibrada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos, a questão da alimentação é uma das mais importantes para o bem-estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício mas também em

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função do clima. A maçã, banana, milho cozido, verduras verdes escuras são indicadas para a alimentação.

Habitat: Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.Atualmente abunda nas zonas do Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina.

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Cão

Nome Comum: Cão Nome Científico: Canis lupus familiaris

Descrição Física: Anda sobre quadro patas e é forte. O cão ou cadela é um mamífero e talvez o mais antigo animal domesticado pelo ser humano. Com expetativa de vida que varia entre dez e vinte anos, o cão é um animal social que, na maioria das vezes, aceita o seu dono como o "chefe da matilha" e possui várias características que o tornam de grande utilidade para o homem. Possui excelente olfato e audição, é bom caçador e corredor vigoroso, relativamente dócil e leal, inteligente e com boa capacidade de aprendizagem. Deste modo, o cão pode ser adestrado para executar um grande número de tarefas úteis, como um cão de caça, de guarda ou pastor de rebanhos, por exemplo. A afeição e a companhia deste animal são alguns dos motivos da famosa frase: "O cão é o melhor amigo do homem". Alimentação: Proteínas, cálcio, lipídios, minerais e vitaminas. Habitat: Nas cidades, nas ruas, nas casas, nos apartamentos nos pastos nos canis.

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Pato

Nome comum: Patos Nome científico: Dendrocygna autumnalis

Descrição física: Bico achatado, são normalmente castanhos ou brancos, com membranas interdigitais entre os dedos dos membros posteriores, também apresentam asas que lhes dão a capacidade de voar e uma cauda que por razões comportamentais indica a direção do pato enquanto ele está a nadar.

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Alimentação: Os patos alimentam-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espécies são aves migradoras.

Habitat: Os patos podem viver em diversos tipos de ambientes aquáticos (de água salgada ou doce).

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Coelho

Nome comum: Coelho

Nome científico: Oryctolagus cuniculus

Descrição física: Os coelhos possuem orelhas e pernas compridas embora menores do que as das lebres verdadeiras têm a cauda curta e não sobressai como corredor. Os dois géneros de coelhos mais representativos são o Oryctolagus, a que pertence o coelho europeu comum, e o Sylvilagus, com muitas espécies norte-americanas e o tapiti ou coelho-do-mato brasileiro. A maior parte de suas espécies costuma abrir galerias subterrâneas, onde diversas gerações se sucedem nos ninhos. O seu corpo também é sempre menor que o das lebres.

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Alimentação: O coelho come muitas espécies de plantas. Na primavera e no verão, alimentase de folhas verdes incluindo trevos, capins e outras ervas. No inverno, come galhinhos, cascas e frutos de arbustos e árvores. Os coelhos às vezes causam prejuízo à lavoura porque mordiscam os brotos tenros de feijão, alface, ervilha e outras plantas. Também danificam árvores frutíferas porque roem sua casca. É de realçar que os coelhos têm a cenoura como a base de sua alimentação. Não devem comer alface, pois pode causar diarreia.

Habitat: Originário da Península Ibérica no extremo sudoeste da Europa, o coelho-europeu (Oryctolagus cuniculus) espalhou-se por todo o continente e, nos últimos séculos, por todo o mundo.

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Pitósporo

Nome comum: Pitósporo-japonês, pitósporo, pau-de-incenso, lágrima-sabéia

Nome Científico: Pittosporum tobira

Origem: China e Japão

Descrição: Arbusto resistente, de aroma marcante, com folhas arredondadas de coloração verde ou verde-acinzentada com bordas claras. Excelente para a formação de cercas vivas altas (2 metros), o pitósporo ainda produz eventualmente florezinhas brancas muito perfumadas. De crescimento lento, pode ser cultivado isolado, ou em grupos. Ocorre uma variedade anã, mais apreciado para o cultivo em vasos.

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Abélias Nome comum: Abélia, Abélia-da-china Nome Científico: Abélia grandiflora Origem: China

Descrição: A abélia é um arbusto muito florífero, bastante ramificado excelente para a formação de cercas vivas e renques junto a muros, além de ser facilmente conduzido como trepadeira sobre caramanchões, podendo alcançar 2 a 3 metros de altura. Originou-se da hibridização de Abélia chinensis e Abélia uniflora. Produz numerosas flores brancas e rosadas durante todo verão e outono. As podas não prejudicam a floração. Ocorre uma cultivar de folhas variadas.

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Tipuana Nome comum: Tipuana

Nome Científico: Tipuana tipu (benth) kuntze

Origem: Mato Argentina.

Grosso

do

Sul,

Bolívia,

Descrição: Pode ter até 5 metros de altura, com um tronco grande, a sua casca é cinzenta escura fissural com uma copa densa , folhas que podem chegar a 25 cm de comprimento com cor verde escura. As flores são de cor laranja amareladas em cachos terminais. É uma espécie parcialmente caducifólia (no clima de tipo mediterrânico). A tipuana é uma árvore resistente e possui um crescimento rápido, suportando as podas radicais tão comuns entre nós. Este motivo não deverá ser alheio à sua escolha como árvore ornamental.

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Estrelícia

Nome comum: Estrelícia;

Nome Científico: Strelitzia reginae;

Origem: África do Sul

Descrição: É uma planta herbácea, é plantada em regiões tropicais e subtropicais. As suas flores são de tom alaranjado e azul. As flores terminam em bico, com forma de quilha. É uma flor de corte . É uma planta muito rústica, sendo adequada para o plantio isolado ou em grupos, como maciços, renques ou bordaduras. Exige pouca manutenção, apenas semestrais para estimular a floração. É indicada para jardins tropicais e para o litoral por tolerar os ventos e a salinidade do solo. Devem ser cultivadas em pleno sol ou meia sombra, em solo fértil, bem drenado, enriquecido com matéria orgânica, e regados regularmente. Tolera geadas fracas e aprecia o clima ameno dos subtrópicos. Multiplica-se por sementes. Altura: 1,5 m, Diâmetro: 1,5 m, Ambiente: Pleno Sol, Clima: Subtropical, Tropical, Tropical de altitude, Tropical húmido.

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Azália

Nome comum: Azália, azália-belga

Nome Científico: Rhododendron simsii

Origem: China, Japão e Sudoeste Asiático

Descrição: Os rododendros desenvolvem inflorescências, enquanto a maioria das azáleas têm florações terminais – uma para cada talo. Apesar disso, nascem tantas flores que, durante as estações em que florescem, formam uma sólida massa colorida cujas flores variam entre magenta, vermelho, laranja, cor de rosa, amarelo, lilás e branco. São criadas várias variedades desta planta por ano.

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Prunus

Nome Comum: Ginja, Ginjeira, Ginja-do-mato

Nome Científico: Prunus azorica

Origem: Endémica dos Açores

Descrição: É uma das espécies mais raras dos Açores, encontrando-se ameaçada e em perigo de extinção. É uma pequena árvore ou arbusto cuja madeira foi, noutros tempos, muito utilizada em obras de entalhamento e a sua casca serviu para corar redes de pesca. Não existe em Santa Maria, Graciosa e Corvo.

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Casuarina

Nome comum: Casuarina, pinho australiano

Nome Científico: Casuarina equisetifolia

Origem: Pacífico Sul.

Descrição: Árvore grande de porte ereto de folhagem pequena verde escura, as folhas e caules filiformes. As flores unissexuados, as masculinas em espigas largas e as femininas em inflorescências. Floresce de outubro a dezembro, embora ocasionalmente possa florir na primavera. As pinhas são pequenas e lenhosas (1/1cm).

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Camélia Japónica

Nome comum: Camélia

Nome científico: Camellia japónica

Origem: Asiática, principalmente das regiões do Japão e Coreia

Ilustração digital realizada por Diogo Ribeiro

Descrição: A Camélia apresenta inúmeras variedades e híbridos. Versátil, pode ser utilizada como arbusto. É muito popular, sendo cultivada no mundo todo, tanto em climas tropicais, como temperados. O seu tronco é lenhoso e as suas folhas são elípticas, cerosas e coriáceas, serrilhadas ou denteadas. As flores solitárias, podem ser de diversos tipos, podendo ser grandes ou pequenas, simples ou dobradas, de diversas cores, sendo que as mais comuns são as brancas, as róseas e as vermelhas, e não são raras as bicolores. A sua utilização paisagística é ampla, adequando-se a jardins europeus, orientais e contemporâneos. A época da sua floração varia de acordo com o clima em que está inserida, podendo ocorrer desde o outono/inverno até durante o ano todo em regiões mais quentes. As flores podem ser colhidas e são bastante duráveis, desde que não sejam manipuladas, pois podem ficar com manchas escuras As camélias podem ser cultivadas em solos ácidos, férteis e bem irrigados, à meia-sombra ou sob sol pleno. Não se adaptam a climas demasiado quentes e toleram geadas e neves. A camélia é uma planta bonita por várias razões: é um arbusto formado por uma folhagem brilhante que se mantém firme o ano todo e, nos meses que correspondem ao outono e inverno, cobre-se de uma floração espetacular.

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Melaleuca Nome comum: Melaleuca

Nome científico: Melaleuca alternifólia

Origem: Florida

Descrição: Planta da família das Myrtaceae. Também conhecida como árvore de chá e mirto de mel. Trata-se de uma árvore não muito grande. O tronco tem casca esbranquiçada, semelhante ao papel. Brotos jovens tomentosos, ramos adultos glabros. Folhas são simples, de 1 a 2,5 centímetros de comprimento, agudas lanceoladas, falciformes, com glândulas de óleo; A espiga apresenta 3 a 5 centímetros de comprimento. As pétalas das flores são livres com muitos estames, ovário inferior com 3 partes. O fruto é uma cápsula lenhosa com 3 a 4 milímetros de diâmetro

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Acácia

Nome comum: Cassia

Nome científico: Cassia corymbosa

Origem: Chile

Descrição: Árvore de copa, em forma de domo, de altura entre 6 a 8 m. As folhas são compostas de 2 pares de folíolos opostos. As flores amarelam reunidas em grande panícula, seguidas de frutos em forma de vagem cilíndricas e longas. O florescimento no verão é por longo tempo. É também espinhosa da família das leguminosas-mimosas, Acácia Dialbata. É dela que se extrai a goma arábica.

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Jacarandá Nome comum: jacarandá-de-minas, jacarandá, caroba, caiuá, jacarandá-branco, caroba-branca, pau-de-colher, pau-santo, carobeira, jacarandápreto, mulher-pobre, jacarandá-mimoso.

Nome científico: Jacarandá cuspidifolia

Descrição: Árvore de porte médio, que atinge cerca de 15 metros. De copa rala, arredondada a irregular, folhagem delicada, é uma árvore decídua a semi-decídua. O seu caule é de 30 a 40 cm de diâmetro, é um pouco retorcido, com casca clara e lisa quando jovem, que gradativamente vai se tornando áspera e escura com a idade . As folhas são compostas, bipinadas com folíolos bem pequenos, ovais de cor verdes intensos. As flores são tubulares, azul-violeta, reunidas em grandes inflorescências tipo panícula. O florescimento ocorre no verão, com a árvore sem folhas. O fruto produzido é uma cápsula lenhosa, de cor cinza escuro com sementes pequenas, achatadas provido de aletas membranosas, facilitando a dispersão das sementes pelo vento. Pode ser cultivada em todo o país.

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Hibisco Nome comum: Hibisco, hibisco-da-china, mimo-de-vênus, graxa-de-estudante, hibiscotropical

Nome Científico: Hibiscus rosa-sinensis Origem: Ásia Tropical

Descrição: Da família das Malvaceae, O hibisco é a flor símbolo do Havai. Além disso é umas das plantas mais cultivadas nos jardins brasileiros, devido ao seu rápido crescimento, beleza e rusticidade para além de possuir um forte aroma. Há um grande número de variedades, que podem apresentar folhas estreitas ou largas e flores das mais diversas formas, tamanhos e cores. Versátil, adapta-se às mais diversas funções paisagísticas, servindo como excelente cerca-viva, arbusto, renques, composições ou simplesmente como planta isolada em vasos. De característica tropical, o hibisco deve ser cultivado a pleno sol, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica com adubações periódicas para uma floração exuberante. Não tolera geadas. Suporta a salinidade e o sombreamento parcial.

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Castanheiro Nome comum: Castanheiro Nome científico: Castanea sativa

Origem: Península Ibérica

Descrição: Árvore de folha caduca, de grande porte, pode atingir 20 a 30 metros de altura, de copa semiesférica, ligeiramente alongada. O tronco é espesso, liso nos primeiros 10 a15 anos, fendilhando de seguida, criando linhas que, com o envelhecimento, fazem o tronco parecer torcido. As folhas são lanceoladas (em forma de bico de lanças) e dentadas (margem com pequenos dentes), verdes e brilhantes, estando dispostas nos ramos de forma alternada. O seu fruto é a castanha que está protegido pelo ouriço, que têm muitos picos e têm uma cor verde. A castanha é o seu fruto. As flores são branco-amareladas e apresentam-se com sexo separado – flores masculinas e flores femininas na mesma planta, sendo, porém, incompatíveis para a reprodução. Os frutos agrupam-se em dois ou três, dentro de uma carapaça espinhosa. Os frutos são secos, monospérmicos e com uma só semente. Depois da maturação completa, o ouriço (flor feminina) abre-se em quatro partes e desprende até três castanhas .

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Camélia Nome comum: Camélia Nome científico: Camellia reticulata Origem: Japão, China e Coreia

Descrição: Planta arbustiva ou árvore de lento crescimento pode atingir até 6 metros de altura, de folhagem perene, com folhas ovais brilhantes e coriáceas de bordas denteadas, da família das Theaceae e popularmente conhecida como camélia (não é a única a ser tratada assim mas é a mais popular). É nativa das florestas do sul do Japão e estima-se que existam cerca de 3000 variedades desta espécie e outros tantos híbridos entre esta e outras espécies do mesmo género. As flores são solitárias ou agrupadas nas axilas das folhas, as flores são grandes, com 6 ou mais pétalas com cores que variam do branco ao vermelho, podendo incluir manchas, matizes e pintas, com estames agrupados numa coluna que permanece unida até certa altura e um pistilo

com

três

estigmas. Os frutos são cápsulas

secas

e

esféricas do tamanho de ameixas, com três sementes globosas.

Ilustração realizada por Miguel Videira

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Hortênsia

Nome comum: Hortênsia, rosa-do-japão, hidrângea Nome científico: Hydrangea macrophylla Origem: China e Japão

Descrição: Arbusto de grande diâmetro, pode atingir cerca de 2,5 metros de altura e igual medida em largura. As folhas são grandes, brilhantes, verde-escuras, serrilhadas na borda, de consistência coriácea e de inserção oposta no ramo. É compostas de muitas flores, numa profusão de cores dependendo muito do pH do solo, uma mesma planta pode dar flores azuis, rosas ou brancas. Solos ácidos produzem flores azuis, solos alcalinos dão origem a variedades rosa. No outono, as folhas caem. As hortênsias prestam-se a diversas utilizações na decoração dos jardins. Pode ser plantada em vasos ou diretamente no solo

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Laranjeira

Nome comum: laranjeira Nome científico: Citrus sinensis Origem: Índia e o Sudeste.

Descrição: É uma árvore da família Rutaceae. Possui folhas verdes, largas e bicudas. A laranja, o seu fruto, varia do doce ao ácido e é comida ao natural. Foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas "portuguesas" em vários países.

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Yucca

Nome comum: Yucca Nome científico: Yucca filamentosa Origem: Oeste dos EUA

Descrição: É uma planta arbustiva, de textura semi-lenhosa, desprovida de caule e largamente utilizada no paisagismo, devido à sua beleza e rusticidade. É alta, cónica e apresenta folhas verde-azuladas, longas, em forma de espadas. As flores são pendulares, numerosas, de coloração branca-creme ou esverdeadas, perfumadas à noite. O florescimento ocorre no verão, nas plantas mais velhas e que recebem a luz direta do sol.

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Bambu

Nome comum: Bambu comum, Bambu Dourado, ou Bamboo Buda barriga

Nome científico: Bambusa vulgaris

Origem: Ásia, Madagáscar

Descrição: As opiniões variam muito e novas espécies e variedades são acrescentadas ano a ano. Bambusa vulgaris forma touceiras moderadamente frouxa e não tem espinhos. Habitam numa alta gama de condições climáticas, zonas tropicais e temperadas. É utilizado na fabricação de diversos objetos como instrumentos musicais, móveis, cestos e outros.

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Viburnos Japónica

Nome comum: Viburno

Nome científico : Viburnos japónica

Origem: Nativos em todo o temperado do Hemisfério Norte

Descrição: É um arbusto lenhoso de cerca 4 a 5 m de altura, muito ramificado de caule escuro, compacto e de folhagem perene. As folhas são escuras com nervuras muito

marcadas e as flores são brancas. A floração ocorre na primavera e verão. Esta planta destacase pela tolerância às condições climatéricas adversas.

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Eucalipto Fissiifólia

Nome comum: Goma de floração vermelha

Nome científico: Eucalipto fissifólia

Origem: Austrália

Descrição: Esta é uma árvore, de folha persistente, que não ultrapassa os 10-15 metros de altura. A sua espetacular floração faz-se destacar das outras árvores. As flores são vistosamente coloridas variando desde o vermelho, cor-de-rosa e laranja. As folhas são rígidas e têm duas cores, sendo verde escuro na face superior e verde pálido na face inferior. Os frutos têm a forma de pequenos figos, de coloração castanha com reflexos de cinzento.

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Faia do Mato

Nome comum: Faia do Mato Nome cientifico: Morella faya

Origem: Macaronésia

Descrição: É um arbusto de 16 a18 metros. As folhas são de cor verde escuro, simples e persistentes. As flores são abundantes e surgem em amentilhos ramificados instalados entre a folhagem do ano. As flores masculinas são um amarelo esverdeado, com 4 estames cada, chegando a dar um aspeto amarelado aos ramos devido à abundância de pólen. As flores femininas são rosadas. O período de floração vai de março a abril, por vezes prolongando-se pelos meses de maio e junho em áreas de maior altitude. É nativa dos arquipélagos da Madeira, Canárias e Açores.

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Podocarpos

Nome comum: Podocarpos Nome científico: Pinophita

Origem: Grécia

Descrição: Podocarpus macrophyllus (Kusamaki ou Inumaki) é uma conífera do género Podocarpus, da família Podocarpaceae. Kusamaki e Inumaki são nomes japoneses para esta árvore, e Kusamaki está cada vez mais sendo usado como o nome em Inglês. Na China, ele é conhecido como 罗汉松, que significa literalmente "arhat pinheiro". É um tamanho pequeno a médio árvore perene, atingindo 20 m de altura. As folhas são em forma de cinta, de 6 a 12 cm de comprimento, e cerca de 1 cm de largura, com uma nervura central. Os cones são suportados porum tronco curto, e têm 2 a 4 escalas, geralmente, apenas um (às vezes dois) fértil, cada escala fértil tem uma única semente apical 10-15 mm. Quando maduro, as escalas incham e tornam-se num roxo avermelhado, com 10 a 20 mm de comprimento.

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Amoreira

Nome comum: Amoreira; amora-preta

Nome Científico: Morus nigra/Alba

Origens: China (introduzido na Europa no séc. XV)

Descrição: Com o tronco revestido de casca fina, com altura entre 7 e 12 m, tem ramos mais ou menos horizontais, formando uma copa achatada. Folhas simples e profundamente lobadas em indivíduos jovens com nervação saliente e superfície superior brilhante, de 6 a 12 cm de comprimento. Os frutos são inicialmente vermelhos e pretos quando maduros com 1 a 2 cm de comprimento, de polpa carnosa e agridoce.

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Tulipeiro

Nome comum: Tulipeiro

Nome científico: Liriodendron tulipifera

Origens: Sudeste dos Estados Unidos da América

Descrição: A folhagem fica amarela no Outono. As flores, branco creme, salpicadas de verde e laranja na base das pétalas, são muito aromatizadas e lembram as túlipas. Florescem de junho a agosto. É uma bela árvore de parque que se pode plantar em isolado ou em alinhamento. A sua madeira é muito requisitada; é uma espécie muito florestal nos Estados Unidos onde cresce quase tão rapidamente como o choupo.

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Magnólia

Nome comum: Magnólia

Nome científico: Magnolia grandiflora

Origem: Sudeste dos Estados Unidos da América

Descrição: É uma planta arbórea que pode atingir cerca de 20 metros de altura e que apresenta-se verde apenas no verão. As flores são, geralmente, de cor branca e podem atingir os 12 centímetros de largura. A floração ocorre entre os meses de abril e junho.

LIVRO DA FAUNA E FLORA DO C.C 51


Tília

Nome comum: Tília

Nome científico: Tilia cordata mill

Origem: Ásia Ocidental e Europa

Descrição: É uma árvore robusta e alta, até 46 metros. A copa é ampla e ramosa, irregularmente arredondada. As folhas são grandes, alternas, amplamente ovadas ou arredondadas, de margem finamente serrada. As flores são pequenas de cor branca, creme ou amareladas, muito aromáticas que surgem em maio. O fruto é seco e ovoide .

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Caneleira, Cinamomo

Nome comum: caneleira, cinamomo, canforeira

Nome científico: Cinnamomum camphora

Origem: India, China, América tropical

Descrição: As folhas possuem um formato oval-longo com 7 a 18 cm de comprimento. As flores, que florescem em pequenos maços, são esverdeadas e possuem um odor distinto. A fruta, arroxeada, com aproximadamente 1 centímetro, produz uma única semente. A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada na culinária e na medicina.

LIVRO DA FAUNA E FLORA DO C.C 53


Pau Branco

Nome comum: Pau Branco Nome científico: Picconia azorica Origem: Açores

Descrição: É uma árvore de casca lisa e esbranquiçada; folhas perenes e glabras, com cerca de 6 cm de comprimento, lanceoladas ou obovadas, características por terem a nervura central proeminente e as laterais pouco salientes; flores brancas, pequenas, em cachos axilares.

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Pata-de-vaca

Nome comum: Pata-de-vaca/Unha-de-vaca; Bauínia-dehong-kong; Hong Kong árvore de orquídea

Nome científico: Bauhinia blakeana

Origem: Hong-Kong

Descrição: A pata de vaca é uma pequena árvore que pode ter entre 5 e 9m de altura. As folhas, de 7 a 10 centímetros de comprimento, lembram a forma que lhe dá o nome, produz grandes flores brancas pendentes e uma vagem castanha parecida com a da mimosa. Esta é encontrada nas florestas tropicais do Peru e do Brasil, assim como no Paraguai oriental e noroeste da Argentina e em algumas zonas tropicais da Ásia mas também é bastante comum no Estado do Rio de Janeiro e na floresta tropical Atlântica do sul do Brasil. O género Bauhinia reúne, nos trópicos, em torno de 500 espécies de arbustos, pequenas árvores e lianas e a forma de suas folhas é uma característica da espécie.

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Árvore chama

Nome comum: Árvore chama; Flame Trees Nome científico: acerifolius

Brachichiton

Origem: Austrália

Descrição: Esta árvore cresce até 35 m e perde suas folhas na estação seca. As flores vibrantes são em forma de sino e vermelho coral brilhante. Eles aparecem na primavera em galhos sem folhas. A vagem da semente escura contém numerosas sementes incorporadas nos cabelos entrelaçados em uma casca de favo de mel.

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Fauna & Flora Colégio do Castanheiro  
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