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CULTURA

Casa das Artes: de portas abertas para o mundo Já lá vão 20 anos desde que a Casa das Artes se apresentou como “um espaço de libertação, facilitador da comunicação e do reconhecimento social da pessoa na sua diversidade”. Uma forma de estar pioneira no contexto da intervenção pela arte que desde cedo deu frutos no desenvolvimento do potencial artístico dos clientes do Centro de Atividades Ocupacionais e da Escola de Produção e Formação Profissional da Fundação Liga e não só. “Existem alguns casos de clientes externos, que apenas frequentam as atividades artísticas”, refere Cristina Passos. Mas há um senão “que condiciona esta participação” e está relacionado com “o facto desta resposta não ser comparticipada” e, por isso, os custos têm que ser “suportados na totalidade pelos próprios clientes” externos. “Seria decisivo para alargar a intervenção a mais pessoas, o apoio regular de mecenas nesta área”, confessa a coordenadora da Casa das Artes. Aliás o mecenato é uma das parcerias estratégicas mais importantes desta valência da Fundação Liga e o tecido empresarial tem sido fundamental para patrocinar e coproduzir os projetos desenvolvidos pela Casa das Artes e mostrá-los ao mundo. Em Lisboa, as exposições saem frequentemente das quatro paredes da galeria “O Corredor”, onde regularmente os artistas do LIGARTE expõem e vendem as suas obras, para abrilhantar outras paredes e assim chegar mais perto da comunidade em geral. “Na área da dança, os diferentes espetáculos do PLURAL produzidos pela CASA DAS ARTES também são apresentados, desde 1995, em diversos teatros, festivais e mostras a nível nacional”, revela Cristina Passos. Lisboa, Coimbra, Porto e Santa Maria da Feira são algumas cidades onde os bailarinos profissionais e não-profissionais, com e sem deficiência foram aplaudidos e reconhecidos pelo seu desempenho. “Normalmente o feedback do público é muito positivo”, confirma a coordenadora da Casa das Artes. “Numa perspetiva mais global, os resultados atingidos, permitem-nos concluir, que contribuímos para o reconhecimento das pessoas com deficiência pela sociedade como titulares de direitos, potenciando a valorização da diversidade como valor acrescentado de uma sociedade plural”, conclui Cristina Passos.

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Em relação à intervenção na área das artes visuais, desde 1994 que existe o LIGARTE, que, utilizando metodologias e estratégias específicas de adequação às funcionalidades individuais de cada cliente, promove a criação e divulgação de projetos desenvolvidos no domínio das artes plásticas.

5.ª edição da Plural&Singular  

A Plural & Singular é um projeto editorial dedicado à temática da deficiência que lançou a 1.ª edição no início de dezembro de 2012. A revis...

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