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Outubro de de 2008 2008 /// Plástico Sul # 91 -- Outubro

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Divulgação/PS

SUMÁRIO

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O mercado de embalagens para cosméticos e produtos para higiene e beleza ganha novos aditivos e mais espaço

/// Carta ao Leitor

06 Destaque /// Brinquedos • Vendas em alta e futuro incerto.

20 Especial /// Roscas & Cilindros • Setor em evidência.

24 Entrevista /// James Tavares • SM Resinas.

28 Mercado

04 4

Plástico Sul # 91 - Outubro de 2008

EXPEDIENTE

/// Cosméticos & Higiene • Aparência e sustentabilidade.

32 Eventos /// Feiplar & Feipur • Quase 13.000 visitantes prestigiaram a feira. • Artigo: Fibra de Carbono

44 Bloco de Notas •

Novidades variadas.

46 Agenda & Anunciantes

36 Gestão /// Sindical • Seminário do Simplás. • Reunião-Almoço do Sinplast-RS • Confraternização do Simpep-PR.

40 Artigo •

A majoração de insumos.

42 Plástikos •

Por Júlio Sortica.

Capa desta edição: foto promocional da empresa Braintoys Ltd.

Plástico Sul

Departamento Comercial:

pertinentes à área, entidades representati-

Conceitual Press

Bruna Rosa, Débora Moreira,

vas, eventos, seminários, congressos,

www.plasticosul.com.br

João Zanetti e Sandra Tesch

fóruns, exposições e imprensa em geral.

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Plástico Sul é uma publicação da editora

Júlio Sortica - DRT/RS nº 8.244

Conceitual Press, destinada às indústrias

Jornalista Responsável:

produtoras de material plástico

Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844

de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos

Departamento Financeiro:

Estados da Região Sul e no Brasil,

Claudemar da Cunha e Rosana Mandrácio

formadores de opinião, órgãos públicos

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ANATEC PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

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pwshdv

05 Editorial


EDITORIAL ///Carta ao leitor

De brinquedos, crise e ações sindicais

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Plástico Plástico Sul Sul # # 91 91 -- Outubro Outubro de de 2008 2008

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ntramos no terceiro trimestre de um ano que prometia ser magnífico do ponto de vista econômico, mas a crise internacional se espalhou de tal forma que os 6,5% no índice de crescimento nos nove primeiros meses de 2008 foi excepcional... Mas nem deu para os setores industrial, de serviços e do agronegócio comemorarem com mais ênfase. Afinal, título conquistado, novo desafio lançado, diz o dito esportivo popular. Assim, o que importa é o que virá. E o Brasil tem muito a aprender para crescer. Nossa edição dá ênfase a um setor de mercado que cresce constantemente, o de brinquedos. E essa preocupação é medida não apenas pela adequação dos brinquedos à faixa etária, mas também pela qualidade das matérias-primas básicas e, principalmente, pelos corantes, pigmentos e outros produtos adicionados para dar mais leveza, consistência, permeabilidade, transparência e outras qualidades. Pois ao mesmo tempo em que as indústrias químicas procuram aprimorar o produto, os usuários irresponsáveis compram produtos importados de procedência duvidosa e com grande risco à saúde. Além deste tema interessante, também contamos um pouco das novidades em plásticos para embalagens para produtos de beleza e higiene. Não resta dúvida sobre a preocupação em ter produtos ecologicamente corretos. Também abrimos espaço para comentar um pouco sobre o mercado de roscas e cilindros e a estratégia da SM Resinas, em uma entrevista exclusiva com o Diretor Brasil, James Tavares. Além da divulgação de ações dos sindicatos do Sul, com seminários e palestras, também temos a oportunidade de ler dois excelentes artigos e notícias variadas. Julio Sortica - Editor


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///Brinquedos

Setor vende bem, mas permanece em estado de alerta

O presidente da Abrinq, Synésio Batista da Costa, diz que o setor vai vender bem no Natal, mas para 2009 a situação é uma incógnita e pede que o governo não atrapalhe.

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Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), fundada em julho de 1985, representa um setor composto de 317 indústrias, que emprega cerca de 26mil trabalhadores e fatura anualmente R$ 2,5 bilhões. A atual situação do mercado de brinquedos no Brasil, no qual os artigos de plástico representam uma grande fatia, foi avaliada pela direção da entidade. Diante da crise financeira internacional e a alta do dólar, houve mudanças significativas no processo e segundo o presidente Synésio Batista da Costa,“neste momento o setor está sob alerta. No Dia das Crianças vendemos 6% a mais do que no ano passado. Geralmente esse percentual se repete no Natal, mas esse ano, estamos em estado de atenção”, admite o dirigente. Synésio Batista acredita que o setor possa vender bem no Natal porque brinquedos são presente de baixo custo, voltado a um público que tem a prioridade nas compras da família, as crianças. “Com o dólar na casa dos R$ 2,20 ou R$ 2,30 e até mais, os importados ficaram mais caros nas lojas, os preços dos nacionais estão mais competitivos”, ressalta. E projeta: “Para 2009 tudo que disse será muito arriscado, porque ainda é uma incógnita para todo mundo. Vamos vender bem em dezembro, capitalizar as indústrias, os lojistas e começar 2009 com atenção triplicada. É um momento delicado para a indústria e a economia brasileira como um todo”, pondera. Uma das questões é saber o que ocorre com os brinquedos importados da Ásia diante do aumento do dólar.


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///Brinquedos

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ALERTA

Synésio da Costa: subida do dólar

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aumenta competitividade nacional

De acordo com Synésio da Costa, a princípio os brinquedos chineses estão mais caros que os brasileiros. “Isso é positivo para a indústria no curto prazo, porque os lojistas terão de repassar a variação do dólar aos brinquedos. No médio prazo, de um lado será positivo pelo aumento da competitividade do brinquedo nacional, que carrega em cada carrinho, em cada boneca, em cada joguinho, cerca de 40% de impostos contra apenas 13% dos chineses. Mas com o aumento das matérias-primas importadas as dificuldades aumentam muito e nesse cenário o setor industrial do brinquedo corre sérios riscos”, compara.

Há dois anos havia uma taxa para frear um pouco a expansão dos importados, mas caiu. Hoje a indústria não clama mais por proteção como antigamente, mas dá um recado, conforme explicou o presidente da Abrinq. “O brinquedeiro é criativo, bem humorado, mas há momentos em que nos fechamos porque ao contrário de recebermos, o que acontece em outros países, aqui nos só pedimos que o governo não nos atrapalhe, o resto o industrial brasileiro tem capacidade de folga para contornar qualquer problema. [Preço dos insumos] – Um fator que poderia servir como aliado dos fabricantes, acaba se tornando algoz, pois se o câmbio, ao longo dos últimos anos foi desfavorável, os preços das matérias-primas e das máquinas não são adequados. “Estão em alta... com o dólar em alta estamos pagando mais caro para produzir e colocar no mercado pelo mesmo preço de 5 ou 10 anos atrás”, alerta Synésio da Costa. O presidente da Abiplast, Merheg Cachum, também se manifestou sobre esse processo do segmento de brinquedos, dentro de uma visão macrosetorial. “Certamente que vivemos em um novo cenário, que aponta para uma direção completamente diferente de tempos atrás”, diz. Com o novo cenário petroquímico brasileiro e a crise internacional e o aumento do dólar, houve uma diminuição nas importações, o que privilegia a indústria brasileira. Mas Cachum ainda se queixa dos aumentos das principais resinas.

Braskem: PP e PEAD têm mais espaço O polipropileno, segundo Roger Marchioni, Gerente Comercial Polipro-

pileno (PP) da Braskem, tem sido a principal resina plástica utilizada na indústria de brinquedos. “Suas vantagens são a versatilidade de design dos brinquedos injetados, configurando alto brilho e resistência mecânica, essencial para a segurança de produtos infantis, e a alta produtividade que é possível alcançar com esta resina”, ressalta. Marchioni explica que o polietileno de alta Densidade (PEAD), por sua vez, em escala menor, é utilizado em brinquedos rotomoldados, comuns em playgrounds, e soprados, em alguns modelos de motos elétricas. “O PVC, na forma emulsão, é consagrado na fabricação de bonecas”, ressalta. Do ponto de vista comercial não há o que reclamar, observa o executivo, segundo o qual as vendas de brinquedos estão sendo excelentes em 2008. “O Dia das Crianças teve vendas recordes e a expectativa para o Natal, apesar da situação econômica atual, é boa. A sensação entre os brinquedos que utilizam resina plástica têm sido as motos elétricas. Produtos com designs inovadores e com licenciamento têm se destacado e, com isso, o consumo de polipropileno e polietileno”, revela Marchioni. [Fiscalização ajuda] - Outro fato relevante para o bom momento dos fabricantes de brinquedos nacionais, diz o executivo da Braskem, é o cumprimento à risca da exigência de controle dos brinquedos importados, principalmente chineses. “As amostragens dos produtos quando chegam aos portos têm sido feitas com muita freqüência e quando há alguma amostra reprovada em testes de segurança, todo o lote importado é impedido de entrar no país. Isto tem inibido a importa-


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///Brinquedos

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ALERTA

o aumento do dólar diante do real, se ajudou ou prejudicou, Marchioni, explica: “Pelo fato de os fabricantes locais não serem grandes exportadores, o câmbio não deve ter muita influência no volume das exportações.” Mas ressalta que, ao mesmo tempo, algumas commodities, como o aço, são matérias-primas importantes na indústria de brinquedos e são precificadas em dólar, o que pode onerar o custo dos produtos, a não ser que a queda de

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A Cromex fornece produtos com função antibactericida e fragrâncias

ção de produtos de qualidade duvidosa que acabam canibalizando as vendas de produtos locais de qualidade”, explica Marchioni. No entanto, ressalta o gerente, nem tudo são rosas, “pois ao mesmo tempo em que são os produtos mais protegidos contra a importação, são os que mais correm o risco de sofrer com uma potencial perda de poder aquisitivo por parte da população devido ao alto valor agregado que possuem”, esclarece. Quanto à relação de vendas com

preços das commodities seja mais forte que a subida do dólar. “Por outro lado, os produtos importados perdem competitividade com essa desvalorização do real”, completa.

vações de especialistas em masterbatches, que buscam produzir novas cores para este segmento, em todo tipo de resina. “A empresa não só desenvolve soluções de cores, mas também cria aditivos para beneficiar os produtos, como por exemplo, função antibactericida e fragâncias para brinquedos, ressalta Maia. O executivo informa que, em relação aos produtos para brinquedos, a companhia possui a linha Dispermix® Cromex, que representa os concentrados líquidos desenvolvidos para o mercado de rotomoldagem de PVCemulsão. “Dentro desta linha de concentrados, a Cromex produz composto totalmente isento de ftalatos ou com teor mínimo aceitável pelas legislações brasileiras”, destaca. Maia informa que há também desenvolvimento de cores com efeitos especiais, como a transparência, que vem sendo muito utilizada atualmente em jogos de forma geral. Os concentrados coloridos são isentos de metais pesados. “Além disso, a Cromex também possui masterbatches líquidos para cabelos de bonecas, conseguindo chegar exatamente no tom requerido pelo cliente. Todos os nossos produtos da Cromex para o segmento de brinquedos estão de acordo com a legislação específica do setor (ABNT – NBR – NM 300-3)”,esclarece o executivo.

Basf destaca uso do Ultraform® Cromex: produtos adequados Fornecedora de expressão no mercado nacional de masterbatches, pigmentos e aditivos para a indústria do plástico, a Cromex possui, segundo Anderson Maia, Gestor de Produtos, um centro de desenvolvimento que é abastecido com idéias e ino-

A Basf é uma das indústrias químicas com um dos mais extensos portfólios de produtos para aplicação em vários setores de transformação de plásticos, como na fabricação de brinquedos. Conforme Letícia Costa Azevedo, Analista de Marketing da unidade de Plásticos de Engenharia, “a área de


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///Brinquedos

ALERTA

Sul, não fornecemos à indústria de brinquedos, tendo em vista o fato de não possuirmos plantas produtivas aqui e trabalharmos somente via importação direta da Basf SE (Alemanha) e Basf Corporation (EUA). Portanto, não temos base para comentar sobre este mercado em 2008, no qual não atuamos e não é foco para a região, diz.

Clariant tem novidades prontas

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Plásticos de Engenharia da Basf fornece hoje o material Ultraform® (POM-Poliacetal Copolímero) para aplicação em partes funcionais de brinquedos na Europa”, revela. E cita

O mercado de Consumers Goods para fabricação de produtos para o segmento de brinquedos cresce, mas nem todas as empresas podem manter um foco constante nesse setor. Segundo Liliana Rubio, Head of Marketing

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Playmobil: Ultraform, da Basf, está presente em partes funcionais

como exemplo o conhecido Playmobil, fabricado na Alemanha. Segundo Letícia Azevedo, no momento não há novidade, em termos de matéria-prima, voltada para este segmento da indústria. E quanto ao mercado em 2008, a executiva explica porque não há dados físicos nacionais. “Atualmente, na região da América do

Segment Additives Latino America da Clariant, atualmente na área de aditivos e novos desenvolvimentos não há produtos ativos. “Mas eu gostaria muito destacar as novidades que estão prontas e disponíveis e podem ser aplicadas neste mercado, tais como: antimicrobiais, antiestáticos permanentes, deslizantes permanentes, aditivos e

cores de fonte natural para brinquedos feitos de resinas de fonte natural, fragrâncias, absorvedores de odores e cores termosensíveis”, informa.

Millad NX8000 amplia presença da Milliken A Milliken já se tornou conceituada no fornecimento de resinas e aditivos para vários segmentos do setor plástico, inclusive no segmento de entretenimento infantil. Segundo Claudia Kaari Sevo, Gerente de Desenvolvimento de Mercado de Aditivos Plásticos da Milliken, o polipropileno Random que contém o clarificante Millad 3988, já é utilizado hoje na indústria de brinquedos. “Com a chegada no novo clarificante Millad NX8000 acreditamos que esta participação pode aumentar ainda mais, pois o novo aditivo permite chegar em um grau de transparência maior. O PP pode ser uma alternativa mais econômica para materiais mais caros como SAN, PC ABS”, compara. A executiva está convicta sobre a estratégia. “Acreditamos que em momentos de crise, custo seja um fator essencial no lançamento de produtos. O novo clarificante consegue reduzir pela metade a opacidade das peças produzidas com PP Random atual. Esta diferença fica cada vez mais visível em espessuras maiores”, afirma. Além disto Claudia revela que a maior transparência pode ser associada a outros recursos como cores transparentes, efeitos de acabamento de molde, design diferenciado, flexibilidade do material, maior brilho atendendo aos requisitos de diferenciação de um mercado tão exigente como o de brinquedos. [Benefícios] – Segundo Clauda Kaari Sevo, a linha de nucle-


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///Brinquedos para modelos de ioiôs com qualidade de competição. Segundo a Sabic, a palavra “Visualfx”, parte do nome do produto, refere-se à palheta de cores que esta família de resinas possui, e a Duncan escolheu 12 tipos diferentes da resina Lexan Visualfx para a nova série de ioiôs. Efeitos presentes nesta linha de policabonato Lexan, tais como o diamond e o fosforescente, que permitem preço excelente e vantagem competitiva, foram os que fizeram mais sucesso. As resinas Visualfx combinam o alto desempenho dos plásticos de engenharia da Sabic Innovative Plastics com cores e efeitos especiais.

antes da Milliken também podem trazer benefícios para o segmento de brinquedos. Neste caso, os benefícios são relacionados à qualidade da peça. “ linha de nucleantes hyperform da Milliken reduz empenamento, as perdas, elimina deformações, afundamentos e vazios e melhora a estabilidade de processo, mesmo com a utilização de diferentes pigmentos”, ressalta a executiva. “Ou seja, tanto para peças opacas como para transparentes em PP a Milliken pode trazer valor tanto para o transformador, quanto para o dono da marca de brinquedos”, destaca Claudia Sevo.

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Utilização de plásticos de engenharia da Sabic Conhecida no mercado por sua atuação ampla como fornecedora de soluções para a indústria do plástic, a Sabic Innovative Plastics também marca presença no segmento de brinquedos como nos os ioiôs feitos pela Duncan Toy Company em Lexan* Visualfx*. Este plástico de engenharia resistente e praticamente inquebrável – usado em instrumentos médicos, interiores de aeronaves e em chapas resistentes a balas – agora está ajudando os varejistas on-line a diferenciar seus produtos e a gerar demanda

Ioiôs da Duncan têm a qualidade Lexan Visualfx

Outra vantagem: as cores personalizadas podem ser incorporadas às resinas por meio do serviço ColorXpress da empresa, que oferece uma combinação precisa. O efeito e a cor desejados já estão incorporados à resina, o que elimina a adição de corantes durante o processamento, além de evitar a necessidade de pintura ou operações de revestimento. Além disso, o moldador da Duncan pode substituir os

grades de Visualfx por policarbonato convencional sem a necessidade de nenhum ajuste nos equipamentos ou no processo. Seguem exemplos de efeitos da Visualfx selecionados pela Duncan Toys: * Diamond: Partículas que imitam vidro em uma base translúcida criam um efeito brilhante, de jóia; * Enyo: Cria a aparência de movimento em um espectro de cores que muda conforme o ângulo de visão; * Luminescent: Cores pastéis suaves durante o dia – que brilham no escuro durante a noite; * Illuminate: Transforma a luz invisível para criar um efeito luminoso nas bordas brilhantes; A Duncan Toys, divisão da Flambeau, Inc., vende ioiôs e outros brinquedos para o desenvolvimento de habilidades desde 1929. A empresa fornece uma ampla gama de produtos para os lojistas de larga escala e para os varejistas especializados. Os clientes que participaram do programa da resina Visualfx se localizam no Japão, na Rússia, no Canadá e nos EUA. [Linha 2009] - A Sabic também destaca que as carcaças de brinquedos em geral, que exijam resistência mecânica e acabamento estético podem ser feitos nas resinas Visualfx, cujo objetivo da linha 2009 é despertar emoções, obter diferenciação e criar reconhecimento de marca instantâneo. Os três Centros de Inovação de Cor mundiais da Sabic e o serviço online ColorXpress facilitam a busca dos clientes por cores e efeitos ou combinações de cores e efeitos precisos para suas aplicações. A empresa investiu no programa Expression e nos centros de desenvolvimento de aplicações para fornecer aos clientes soluções de pro-


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duto inovadoras e os ajudar a ter sucesso em seu negócio. Segundo a empresa, ao todo são seis tipos, como a energia vinda da textura que lembra a arte óptica do “quem roubou meus óculos” e o apelo orgânico do “bambu achatado”, que adicionam profundidade e interesse, sem a necessidade de pintura. Combinadas com a cor ou efeito especial das resinas Visualfx* da Sabic, estas texturas podem fornecer visual e sensação exclusivos, além da redução nos custos do sistema. [Família iQ] – A Sabic também informa que as resinas da família iQ podem ser usadas em computadores e brinquedos eletro-eletrônicos em geral. Fabricadas 87% com resíduos de plástico pós-consumo (PETs), foram aprovadas para uso em vários componentes importantes de eletro-eletrônicos, como ventiladores internos de resfriamento, envoltórios de dissipadores de calor, conectores e tampas de guarnições externas. Além disso, as resinas Flexible Noryl* podem ser usadas na fiação eletrônica, aumentando a responsabilidade ecológica por meio do uso de um retardante de chamas livre de halogênio. As resinas Noryl de éter de polifenileno (PPE) modificado oferecem a

flexibilidade e o desempenho de processamento do policloreto de vinila (PVC), além das vantagens do retardante de chamas livre de halogênio, da baixa gravidade específica e de uma melhor resistência à abrasão. As resinas Flexible Noryl podem substituir o PVC em várias aplicações, como cabos de alimentação elétrica, cabos SATA e cabos DC. Além de atender às regulamentações existentes, como RoHS e WEEE, os materiais são certificados conforme as especificações UL1581 para 80 C, 90 C e 105 C e são usados comercialmente em várias configurações de cabos em todo o mundo.

Apesar da crise, Lego mantém preços A crise econômica internacional assustou milhares de companhias em todo o mundo. Com a Lego, conhecida fabricante dinamarquesa de brinquedos em blocos de montar, não podia ser diferente. A empresa, com 76 anos de existência, se viu diante de uma enorme instabilidade que acometeu os mais diversos segmentos do mercado. Mas muitos fatores contribuíram para o Grupo enfrentar o alarde mundial e driblar a crise com cautela. Uma das grandes estratégias da marca foi antecipar a distribuição dos produtos, garantindo o abastecimento de brinquedos nas lojas até o final do mês de novembro. A reação otimista dos consumidores faz com que o Grupo Lego comemore e mantenha seus valores fortemente consolidados. Sempre preocupada em criar produtos de qualidade, que garantam horas de diversão e, ao mesmo tempo, desenvolvam o raciocínio lógico e despertem a imaginação da garotada, a marca di-

namarquesa é uma garantia aos pais que procuram no varejo brinquedos 100% seguros para os seus filhos. Em todo o mundo, estima-se que 300 milhões de crianças se divertem com os produtos da Lego em mais de 130 países A Lego, que usa o ABS como a matéria-prima, por ser considerado de alta qualidade e que proporciona o encaixe perfeito das peças, tomou alguma medidas para manter os preços. Além de agir intensamente nos pontos de vendas, a líder em blocos de montar não parou com seus investimentos em telecomunicação e pôde manter todos os seus promotores temporários. Para Robério Esteves, diretor de operações da M.Cassab, distribuidora da Lego no Brasil, é muito importante manter a marca em evidência nesta época considerada a melhor do ano para o varejo e espera-se que o Natal confirme as expectativas. “Mesmo com esse momento de incerteza, a crise não afetará os pequenos consumos e sim, os grandes investimentos. A família brasileira não deixará de comprar brinquedos”, afirma Esteves. Neste semestre, a marca lança mais de 40 itens, incluindo cinco produtos que fazem parte de uma nova linha – Agents – destinada a crianças de 7 a 14 anos. Os bons resultados de 2008 foram confirmados pelas vendas do Dia das Crianças, que alcançaram um volume de 15% superior ao registrado no mesmo período de 2007. Para o Natal, é esperado um desempenho nas vendas semelhante ao índice registrado no Dia das Crianças, também chegando a 15% superior ao Natal de 2007. Seguindo essa alta, a expectativa é de que a Lego encerre 2008, pelo terceiro ano consecutivo, com bons resultados. De acordo com


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///Brinquedos Roberto Tamari. “Se não houver o selo, significa que algo está errado”. Outra recomendação é exigir a nota fiscal de compra do produto para poder reclamar caso haja qualquer defeito. A expectativa do órgão é verificar mais 300 mil brinquedos até o Natal.

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Lanxess comemora a legislação brasileira

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Qualidade, uma preocupação A qualidade e a segurança nos brinquedos, principalmente os de plástico, são detalhes que merecem atenção por parte dos órgãos de fiscalização. A ausência do selo do Inmetro é sinal de que algo está errado, avisa o Instituto de Pesos e Medidas do Paraná. Na compra dos brinquedos para presente no Dias das Crianças era fundamental não poder levar em consideração só o desejo dos pequenos e o preço. Quem alerta é o Ipem/PR, que orienta os pais que, agora, para o Natal, ao adquirir um brinquedo, a primeira questão que se deve fazer é prestar atenção à existência do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e a informações sobre a empresa fabricante e a faixa etária recomendada. “A certificação do Inmetro garante que os produtos não oferecem nenhum risco às crianças e que são adequados à idade especificada”, explica o gerente de Fiscalização de Produtos com a Conformidade Avaliada do Ipem,

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Esteves, “esse cenário é reflexo de um equilíbrio entre um bom sortimento de produtos, comunicação e, principalmente, da forte parceria da marca LEGO com os varejistas brasileiros”, afirma.

Com um conceito consolidado como fornecedora internacional de corantes, pigmentos e plastificantes para a indústria do plástico, e em especial para o segmento de brinquedos.

Alejandro Gresswein, gerente de marketing da Functional Chemicals

a preocupação da Lanxess se concentra na qualidade do mix que oferece, tendo a certeza de contribuir para que o produto final destinado ao público tenha garantias de qualidade e segurança. Alejandro Gesswein, Gerente de Marketing da Functional Chemicals, elogia a nova fase da fiscalização no Brasil, destacando trabalho da Anvisa e do Inmetro, “pois agora existe uma ação mais forte para suprimir aqueles produtos que contém metais como chumbo, mercúrio e outros”.

O executivo da Lanxess diz que se orgulha de a empresa ser fornecedora de indústrias como a Lego. “Nós damos a garantia da isenção de metais pesados na nossa linha de pigmentos. Passamos a adicionar um certificado de análise oficial e particular”, ressaltou. Gesswein diz que uma empresa não pode arriscar seu conceito utilizando produtos de origem duvidosa. E lembrou o caso da Mattel que, no ano passado, teve que retirar um produto do mercado porque continha chumbo e havia causado problemas de saúde nas crianças que manusearem o brinquedo. É que a Mattel confiou em um fornecedor terceirizado que não respeitou a especificidade das normas do país. Depois de explicar a diferença entre a finalidade do pigmento (para produto com opacidade) e corante (transparência). Gessswein destacou a evolução da legislação brasileira como um divisor de águas. “Por isso é muito delicada a situação do produtor que terceiriza uma etapa. Hoje, todas as megamarcas fazem um trabalho de conscientização para que não ocorra arranhões na imagem”. Gesswein diz que tanto o Inmetro com a Anvisa estão acompanhando mais de perto e fiscalizando os produtos massificantes e que não preservam a qualidade e a segurança. “Estamos chegando a uma visão próxima à européia, que é muito importante porque afeta também a embalagem”, comenta. O executivo finaliza emocionado, pois ao completar 10 anos de atuação no Brasil, sente-se recompensado porque, “graças à nossa qualidade, embora custe mais caro, estamos fechando novos negócios porque qualidade e segurança são fundamentais”. P S


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///Roscas & Cilindros

Apesar da crise, há quem mantenha o otimismo. As empresas nacionais de fabricação e recuperação de roscas e cilindros, em sua maioria, estão animadas com a perspectiva de crescimento de negócios nos próximos anos, tanto para equipamentos novos como para recuperação de peças. Afinal, é tempo de dinheiro curto e cautela nos investimentos. Com o aumento do dólar é preciso repensar alguns projetos. Uma avaliação do setor precisa levar em conta o novo cenário macroeconômico internacional, que se reflete nos mais diversos países. E o Brasil não foge à regra. Se a crise fosse passageira, possivelmente os transformadores estariam pesando na balança as vantagens de trabalhar com recuperação de roscas e cilindros por uma questão de economia ou investir em produtos nacionais, ou, então, valorizar um projeto específico diante da variedade de resinas e processos mais sofisticados de moldagem. Mega Steel Struder: setor se expande no Sul

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Empresa do Grupo Mega Steel, com sede em Indaiatuba (SP) que atua na fabricação e recuperação de roscas e cilindros, a Mega Steel Struder está atenta às mudanças no mercado. Se-

também os fabrica com uma geometria exclusiva com relação L/D 32:1 o que proporciona uma melhor plastificação e produtividade para as extrusoras”, ressalta. Segundo Borges, a Mega Steel Struder

se faz necessário, quando detectado uma queda no rendimento, uma retificação do conjunto de rosca e cilindro”, explica o executivo. O Brasil vinha em um ritmo forte de crescimento em vários seto-

a c o l o c o i r á Novo cen a i c n ê d i v e m e o setor gundo Carlos Borges, do departamento comercial, “a empresa conta com profissionais experientes e capacitados e uma tecnologia atualizada que além de recuperar roscas e cilindros

hoje produz e presta serviços para os grandes transformadores no Brasil e América Latina. “O desgaste de roscas e cilindros é um dos fatores que comprometem a produtividade de extrusoras, por isso

res, inclusive no de plástico até agosto, quando a crise financeira internacional se alastrou de forma impiedosa por outros países além dos Estados Unidos. Porém, Borges conta que o segmento que a empresa atua, a li-


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que nossos clientes têm tido”, ressalta. E acrescenta: “Já para 2009 podemos esperar um pouco menos de investimentos, principalmente nas exportações. E no mercado nacional as indústrias têm buscado soluções para otimizar suas linhas de produção utilizando máquinas e equipamentos que tragam reais benefícios, como produtividade e pouca manutenção”, observa o especialista da Mega Steel Struder.

Rosciltec, sempre com novidades

[Mercado] – Quanto ao desempenho no setor, Borges ressalta que o mercado em 2008 foi muito positivo: “Podemos dizer isso pelo sucesso

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nha de flexíveis, “demonstra estar em um grande momento de expansão e investimentos, principalmente na região Sul do Brasil.”

Acreditar na possibilidade é o primeiro passo para ter sucesso. Assim, a Rosciltec, uma empresa com sede em São Paulo entra no mercado formada por equipe de profissionais com media de 15 anos de know-how na fabricação e recuperação de ros-

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Alguns preferem se queixar, mas a Mega Steel Struder trata de se expandir


ESPECIAL

///Roscas & Cilindros temos que agradecer”, ressalta Lopes. Para 2009 a empresa faz projetos com muito otimismo. “O mercado já sabe que pode contar com a Rosciltec. Com muita disposição e empenho trabalhamos para atender e superar as expectativas, assim solidificando cada vez mais nosso espa��o no mercado”, completa o executivo, animado.

Crise dificulta crescimento da LGMT Piracicaba é uma cidade do interior paulista muito conhecida por seus canaviais e uma grande produtora de cachaças, mas também por ser

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cas, cilindros, ponteiras, anéis, porta-bicos, bicos, flanges, colunas, porcas e tirantes. Segundo o diretor Edivaldo Lopes, atende aos setores de transformação de plástico e borracha que trabalham com maquinas injetoras, extrusoras e sopradoras. “Sempre temos alguma novidade, aplicamos tecnologia de ponta a níveis internacionais, referência em produtos de primeira linha”, destaca. Quanto aos setores da indústria do plástico mais aquecidos e que respondem pela demanda de produtos, Edivaldo Lopes destaca que, “tratando-se de fabricação e recuperação de roscas e cilindros, os

juntos de cilindros e rosca para a indústria processadora de termoplásticos tanto para extrusoras, injetoras, sopradora e máquinas para borracha”. Confira a linha de produtos: cilindros mono e duplas roscas; roscas mono e dupla roscas, contra e co-rotantes; porta bico e bico injetor para injetoras; e ponteiras, anel de encosto e anel de bloqueio O executivo da LGMT destaca que, “até a crise, todos os setores da indústria de plástico encontravam-se aquecidos”. É difícil prever resultados sempre positivos diante da avaliação do desempenho neste ano e na projeção do futuro. “O mercado no ano de 2008 foi muito bom, para 2009 esperamos um mercado similar ao do ano passado, pois o crescimento de 2009 deve estar comprometido devido à crise”, observa.

Fourtech/Escarpa: incógnita em 2009

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Luciano Miotto comanda a enpresa LGMT, especialista no setor

setores de transformação por injeção, extrusão e sopro que a Rosciltec atua, estão equilibrados, aquecidos igualmente”, observa. A comercialização tem sido outro ponto forte da empresa. “O ano de 2008 foi ótimo, o mercado prestigiou a Rosciltec, trabalhamos sempre com a ‘carga máxima’ em ritmo acelerado, só

a sede industrial da LGMT Equipamentos Industriais. A empresa que tem Luciano Miotto no comando, fabrica e comercializa máquinas, cilindros, roscas para máquinas de transformação de plásticos e borrachas. Segundo Renan Rovina Chaves, “a LGMT oferece para a linha completa de construção e recuperação de con-

Outra empresa com atuação destacada na relação com a indústria do plástico é a Fourtech/Metalúrgica Escarpa, que oferece aos segmentos de rosca e barril para indústria de masterbach e compostos. A novidade fica por conta de máquinas corrotantes fabricadas pela Escarpa na China A Fourtech destaca que os setores de transformação do plástico mais aquecidos passam por uma pequena alteração “porque atualmente as indústrias estão efetuando apenas reparos em suas máquinas, onde estamos atuando com alguma freqüência, pois há certo desgaste nestes equipamentos”. O ano poderia ser melhor para uma série de empresas se a crise internacional não se refletisse também no Brasil. Por isso, segundo a


Fundada em 1989, em São Paulo, capital, a Roscaplas tinha a princípio o objetivo de fabricar e recuperar conjuntos de cilindros e roscas plastificadoras de máquinas injetoras, extrusoras e sopradoras de plásticos. Porém, com o passar do tempo, e o surgimento de novas tecnologias na área de plásticos de engenharia, com o auxílio de softwares para projetos especiais e pessoal qualificado, a empresa passou a desen-

to, anel de bloqueio, ponteira para máquinas injetoras e a Máquina Expremex que faz a secagem de aparas moídas, informa a diretoria. Quanto aos nichos mais promissores, a empresa queixa-se e revela que, atualmente, aparentemente todos os serviços parecem estacionados, não avançando muito em decorrência da crise. Talvez por isso, segundo a diretoria, “o mercado este ano não foi muito favorável, foi bem instável, sofrendo várias oscilações. Projetamos um aumento de vendas, mas por enquanto nada pode ser confirmado”. [Perfilpolimer] – O diretor Edson Ferreira informa que a Perfilpolimer não fabrica roscas e cilindros para venda, “mas somente para nossas máquinas”, esclarece. P S

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Roscaplas se queixa da crise

volver projetos de roscas em geometrias especiais, visando atender as crescentes necessidades de aumento de produtividade e melhoria de qualidade dos produtos. Assim, com esta tendência de melhoria de performance de equipamentos, a Roscaplas especializou-se também na reforma de equipamentos usados e na construção de máquinas extrusoras para reciclagem de plásticos, com equipamentos que dispensam a aglutinação de aparas e materiais moídos; máquinas especiais para fabricação de master batches, com sistema de alimentação forçada por pilão, e finalmente, máquinas extrusoras para filmes planos e tubulares Hoje o catálogo da empresa inclui cilindros, roscas, anel de encos-

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Fourtech/Metalúrgica Escarpa, 2008 foi um ano de razoável para bom, terminando com uma incógnita para 2009, que espera se estabilizar internacionalmente, mas como no Brasil tudo só anda após carnaval, é esperar para ver”, preconiza.


A estratégia da SM Resinas no novo contexto Divulgação/PS

ENTREVISTA

///James Tavares

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E

m julho, a Plástico Sul realizou uma megareportagem para contextualizar a estratégia das empresas de distribuição de resinas no novo Cenário Petroquímico Brasileiro, que passou por mudanças com a criação da Quattor e a redução no número de distribuidoras. Assim, ouvimos as principais empresas do setor sobre a estratégia de mercado, relacionamento entre as partes, os requisitos para desempenhar as atividades no setor, a questão da exclusividade, mercado, investimentos, pesquisas, câmbio, reforma tributária e outras ações. Porém, entre as grandes distribuidoras, por razões estruturais – a empresa passava por mudanças - a espanhola SM Resinas não pode participar. A SM Resinas é uma empresa espanhola com 50 anos de atuação no mercado, presente na Europa (Espanha, Portugal, França e Inglaterra) e América Latina (Brasil, México, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e Equador). “Durante esse período, desenvolvemos um sólido conhecimento do mercado e nos estruturamos para ser um parceiro estratégico dos nossos clientes e fornecedores” antecipa James Tavares, Diretor Brasil. Agora, com exclusividade, o executivo revela ao editor Júlio Sortica quais as principais ações para reposicionar a SM no mercado e disputar a preferência dos clientes, a importância dos relacionamentos e do mercado da Região Sul.

James Tavares, diretor Brasil, tem planos ambiciosos

Plástico Sul - A partir da reestruturação do setor petroquímico brasileiro, como passou a ser o relacionamento com a indústria que fornece a resina para distribuição? James Tavares - Nosso principal fornecedor no Brasil é a Dow Química e nosso relacionamento foi aprimorado ao longo de uma parceria de 48 anos que se iniciou na Europa. Não temos nenhuma mudança imediata na nossa forma de trabalho, mas entendemos que a reestruturação do setor petroquímico trará benefícios para o negócio de distribuição como a redução do número de distribuidores e uma maior integração com a petroquímica na definição da estratégia, dos mercados a serem atendidos e regiões em que terá atuação mais intensa, não se limitando ao mercado brasileiro.

PS - Quais os requisitos ou condições operacionais exigidos para se tornar distribuidor de uma determinada bandeira? De quais petroquímicas distribuía e para quais passou a distribuir após as mudanças? James Tavares - Na nossa visão, diante do atual cenário, a capacidade financeira será um requisito importante para um distribuidor visto que esse negócio precisará ter a capacidade de trabalhar numa escala maior que a atual. Adicionalmente, entendemos ser necessário um compromisso com o Fornecedor e suas estratégias de médio e longo prazo, transparência na gestão e capacidade logística para entregar produtos e serviços aos clientes com velocidade e flexibilidade. Entendemos que daqui para a frente todas as petroquímicas que atuam no país não olharão o negócio distribuição com base nas fronteiras do Brasil mas com base nos países e regiões que pretendem ter penetração comercial. PS - Quais os tipos de resinas que distribui? Quem são os fornecedores? James Tavares - No Brasil, nosso principal fornecedor é a Dow Química, da qual distribuímos os Polietilenos de Alta Densidade, os Polietilenos Lineares, os Polietilenos de Baixa Densidade, os Poliestirenos, Produtos para Fios e Cabos e algu-


PS - Geograficamente, quais as regiões cobertas pela empresa? Onde tem filiais? James Tavares - Hoje atendemos toda a Região Sul / Sudeste com Filiais instaladas em São Bernardo do Campo (SP), Pinhais (PR) e Novo Hamburgo (RS). PS - Quais destas regiões são as mais promissoras? James Tavares - Nosso modelo de negócio contempla um aumento expressivo na base de clientes e ampliação da nossa atuação geográfica. Nossos planos são o de ter um crescimento importante dos negócios nas regiões que já atuamos e a criação de

duas novas filiais em 2009. PS - Qual foi o faturamento em 2007? Como projeta fechar 2008 e os planos para 2009? James Tavares - No que tange o faturamento prevemos um pequeno crescimento para 2008 se comparado com 2007. Nossos planos para 2009 são ambiciosos, estamos reorganizando e aumentando o tamanho da nossa estrutura comercial para propiciar uma melhor cobertura do mercado, aprimorar o atendimento ao cliente e realizar um crescimento importante visto que o Brasil dentro da América Latina é um mercado considerado prioritário para a SM Resinas. Nossa base de crescimento será uma equipe qualificada e comprometida, razão pela qual seguimos contratan-

Plástico Plástico Sul Sul # # 91 91 -- Outubro Outubro de de 2008 2008

PS - Como funciona a questão de distribuidor exclusivo? Quais as vantagens e as desvantagens? James Tavares - Entendemos que ser um distribuidor exclusivo só traz vantagens porque pode-se estabelecer com o fornecedor uma relação de longo prazo e construir uma estratégia consistente para atender ao mercado. No que tange aos clientes, entendemos que também é muito positivo, pois nos consolidamos como um

fornecedor confiável, que tem fornecimento contínuo e de qualidade.

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mas especialidades. No próximo ano (2009), também estaremos trabalhando com Polipropileno de maneira contínua no mercado brasileiro. Dentro de nosso plano de crescimento para o Brasil também estamos desenvolvendo outros produtos para completar o portfólio.


///James Tavares do novas pessoas e temos previstos muitos treinamentos em 2009 para formar nosso pessoal. Dentro desse mesmo plano, está a abertura de duas (2) novas filiais, o investimento em mídia para reforçar a nossa imagem no mercado e a ampliação do portfólio de produtos.

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PS - Como foi 2008 para cada resina e qual a expectativa para 2009, considerando-se que os bons desempenhos dos setores automotivos e do agronegócio, além do impulso do PAC em habitação e saneamento estarem ameaçados pela crise? James Tavares - A crise internacional certamente trará reflexos à economia brasileira, como começamos a perceber no final de 2008 com redução de compras pelos clientes, dificuldades de financiamento, interrupção de produção, etc. Entendemos que o crescimento da economia será menor no Brasil, como será no restante do mundo, entretanto enxergamos para nossa empresa uma oportunidade por sermos

auto-financiados. No que se refere às vendas, tivemos um aumento pequeno em 2008 , mas nossos planos são o de compensar o cenário de 2009, com uma gestão cuidadosa de custos, com uma equipe maior e mais agressiva comercialmente, com ampliação da atuação geográfica e com um aumento do nosso portfólio de produtos para realizar um crescimento importante e posicionar a SM Brasil como um dos principais distribuidores do mercado brasileiro. PS - Quais os últimos investimentos em infra-estrutura, logística e pesquisa? James Tavares - A política da empresa prevê que no caso de logística, estaremos contratando provedores logísticos especialistas que com seu expertise nas suas respectivas áreas nos tragam ganhos importantes de custo e serviços que propiciem atender o mercado com velocidade, flexibilidade e qualidade. Nossas prioridades de investimento estarão na qualificação de nossa equipe com

destaque para a área comercial, nos nossos sistemas de informação e no dimensionamento de nossos estoques para atender prontamente às necessidades de nossos clientes. PS - De que forma o câmbio e a demora da reforma tributária interferem no desempenho da empresa? James Tavares - A demora na reforma tributária faz com que as empresas tenham mais burocracia e custos elevados, inclusive os da gestão mais complexa, que pode conduzir a erros. Vale ressaltar que dentro do cenário brasileiro, a mesma regra se aplica para todas as Empresas, o que torna a base de competição semelhante quando nos comparamos aos outros distribuidores. Na nossa visão, a valorização do dólar impactará negativamente os distribuidores sem bandeira que terão dificuldades de competitividade. Nesse cenário, os volumes consumidos pelo mercado deverão ser atendidos pelos distribuidores autorizados com atuação nacional, o que nos favorecerá. P S


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No universo das embalagens para cosméticos e higiene pessoal a beleza é extremamente importante. Para tornar o produto atraente ao consumidor é preciso ter, além do apelo visual, leveza, transparência, dispersão de cores, resistência e outras características. Mas atualmente não só a apresentação do produto é fundamental nesse universo. Dia a dia cresce por parte dos consumidores a preocupação ambiental. Isso significa que além de embalagens, potes e tampas bonitas, ele quer um produto que não cause danos ao meio ambiente ou que demonstre que a marca tem conceitos sustentáveis. Por isso, o transformador dedicado a esse nicho deve estar atento.

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MERCADO Plástico Sul # 91 - Outubro de 2008

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///Cosméticos & & Higiene Higiene ///Cosméticos

Quando a aparência é fundamental

A

Indústria Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos apresentou um crescimento médio deflacionado composto de 10,9% nos últimos 12 anos, tendo passado de um faturamento “ExFactory”, líquido de imposto sobre vendas, de R$ 4,9 bilhões em 1996 para R$ 19,6 bilhões em 2007. Vários fatores têm contribuído para o excelente crescimento desse setor, tais como: a participação crescente da mulher brasileira no mercado de trabalho; a utilização de tecnologia de ponta e o conseqüente aumento da produtividade, favorecendo preços praticados pelo se-

tor; lançamentos constantes de novos produtos atendendo cada vez mais às necessidades do mercado, e o aumento da expectativa de vida, que traz a necessidade de conservar uma impressão de juventude. No Brasil existem 1.635 empresas atuando no mercado de produtos de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, sendo que 15 empresas de grande porte, com faturamento líquido de impostos acima dos R$ 100 milhões, representam 70,0% do faturamento total. Em relação ao mercado mundial de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, conforme dados do


Braskem: no futuro, fonte renovável

crescimento das vendas de PEAD e PP deve ficar acima de 12%, em decorrência também do aquecimento do segmento de cosméticos e higiene pessoal. Esse segmento é responsável por 6,6% do consumo dessas resinas”. Santos afirma que as resinas para esse setor já estão consolidadas no mercado, mas que mesmo assim, a Braskem está sempre atenta às necessidades de alterações. Para isso, comenta que a empresa promove constantemente pequenas adaptações de algumas características, como fluidez e brilho, de acordo com a demanda. Levar mais sustentabilidade para o setor de cosméticos e higiene está nos planos da Braskem. “No futuro, o mercado também terá à disposição a alternativa das resinas de fonte renovável”.

O segmento de cosméticos na Braskem é analisado juntamente com o de higiene pessoal, que inclui, por exemplo, xampus, condicionadores e desodorantes. É atendido principalmente por duas resinas: polietileno de alta densidade (PEAD) e polipropileno (PP). O PEAD é usado basicamente nas embalagens de sopro enquanto o PP, em sopro e tampas. Conforme o líder do segmento de sopro pequeno volume, Maurício de Souza Santos, essas resinas possibilitam escolher o nível de transparência da embalagem, adicionem pigmentos em diversas cores e modelem o recipiente com diferentes formatos. Outro atributo importante, segundo o executivo, é sua maior leveza em relação ao vidro. “Em 2008, o

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sitiva a indústria petroquímica e de transformação plástica nacional. Afinal, este setor é responsável por 6,6% do consumo de polietileno de alta densidade e polipropileno, resinas muito utilizadas na produção de frascos e tampas para cosméticos e afins. Para suprir as exigências desse mercado, os fabricantes de resinas se esmeram na busca de tecnologia que oportunize todas as qualidades que esse universo dos cosméticos e higiene precisa ter.

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Euromonitor de 2007, o Brasil ocupa a terceira posição. É o segundo mercado em produtos infantis, produtos masculinos, higiene oral, produtos para cabelos, desodorantes e perfumaria; terceiro em proteção solar; quarto em cosmético cores; quinto em produtos para o banho; em oitavo em pele e nono em depilatórios. Todos esses dados de mercado do setor de higiene e cosméticos comprovam o bom desempenho de um setor que influencia de forma po-


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///Cosméticos & Higiene Basf de olho na sustentabilidade Em um mercado onde a apresentação do produto é vital e embalagens chamativas e elegantes são imprescindíveis, a Basf oferece aos clientes dois diferentes tipos de produtos para embalagens de cosméticos: O Terlux® (MABS), um copolímero de metil-metacrilato que oferece grande liberdade de design e possibilita criação de superfícies de alto brilho com excepcional intensidade de cores. Segundo a Gerente Regional de Especialidades Plásticas, Letícia Mendonça, no setor de higiene, o Terlux® também é o produto ideal. “Entre outras propriedades, também se pode citar sua alta resistência química e ao impacto”, observa. Outro produto apresentado a esse segmento é o Luran® (SAN), um copolímero de estireno-acrilonitrila, que segundo a executiva, é eficiente em uma grande quantidade de aplicações na área de embalagens de cosméticos. “Com Luran® é possível obter as mais diversas cores a partir de tingimento, mantendo a sua inconfundível transparência e brilho”, afirma. Entre as propriedades do Luran®, as de maior destaque são a sua incrível transparência, boa resistência química, alta resistência mecânica, rigidez, estabilidade dimensional e resistência ao choque térmico.

[Meio ambiente] - De olho em uma

geração de consumidores que se preocupam com o meio ambiente, a Basf introduziu uma nova tecnologia no mercado. Trata-se de uma gama de resinas biodegradáveis e compostáveis por meio das marcas Ecoflex®, Ecovio® e Ecobras™. O interessante é que o Ecovio® e o Ecobras™ , além de biodegradáveis, também são de fontes renováveis. O Ecobras™ lançado em 2007 na última Brasilplast, foi desenvolvido no Brasil em parceria com a subsidiária brasileira da Corn Products Int., especialista no processamento de matériasprimas vegetais. As três resinas têm uma proposta de valor única para os clientes de embalagens. Primeiro, revela Letícia, a inovação é baseada em matérias-primas de fontes renováveis, contribuindo para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia de plásticos ao balancear o tempo de produção do plástico ao seu consumo e decomposição. A segunda parte da proposta considera o descarte do produto final.

Dupont com novidades na Luxepack Foram vários lançamentos que a DuPont apresentou em outubro na Luxepack Mônaco, feira especializada no segmento. Uma das novidades foi o DuPont™ Surlyn®, uma resina ionomérica que possui diversas aplicações. Segundo Fabiana Wu, do departamento de marketing da empresa, o produto pode ser usado na indústria cosmética, de higiene pessoal, farmacêutica e como selante para embalagens flexíveis. Na indústria cosmética, a resina é utilizada em tampas de perfume e em potes de creme, uma vez que a resina possui a aparência do vidro com a vantagem de ser leve e resistente à

abrasão e possuir excelente brilho. As aplicações do Surlyn® para embalagens flexíveis vão desde sachets até embalagens de produtos de higiene pessoal (cremes de cabelo, xampu, sabonetes entre outros), embalagens de preservativos e embalagens para alimentos, atuando como selantes de produtos gordurosos e secos. Outra resina com destaque é o DuPont™ Elvaloy® ACST, um copolímero de acrilato. Fabiana revela que, sozinho ou combinado com outras resinas, o copolímero apresenta características como flexibilidade, podendo ser utilizado como modificador de impacto para PA, PP, ABS e outros polímeros de engenharia. Em aplicações na parte externa de embalagens, proporciona uma superfície de toque macio e aveludado (soft touch). Pode ser usado em embalagens rígidas ou em filmes flexíveis (tubos, lenços e fraldas) . A empresa possui ainda para esse segmento o DuPont™ Entira™AS, um aditivo com propriedade antistática permanente que permite o uso em diversos tipos de polímeros, tais como PEAD, PP, copolímero de acrílato (Elvaloy® ACST), entre outros. O Entira™AS possibilita que produtos expostos em prateleiras estejam sempre com uma aparência atrativa e não interfere na impressão da embalagem. Além desses produtos, a companhia tem em seu mix o DuPont™ Nucrel®, um copolímero de ácido acrílico. As propriedades de desempenho desta resina incluem resistência química a produtos agressivos e uma excelente selabilidade a produtos ácidos e oleosos. Nucrel® tem alta resistência ao stress cracking e pode ser utilizado na produção de tubos flexíveis transparentes para a indústria de cosméticos (exemplo: gel e cremes).


Anna Pegova: Glass Polymer da Eastman A marca de origem francesa Anna Pegova, criada em 1947 e há 33 anos presente no mercado cosmético brasileiro, utilizou recentemente em suas embalagens as resinas da Eastman Chemical Company. Os frascos - criados pelo designer Jacques Llorente -, foram produzidos no Brasil, pela MBF Embalagens, a partir da resina Eastman Eastar GN 046, integrante da família de produtos Eastman Glass Polymer™, por meio do processo de sopro convencional, conhecido no mercado como EBM (Extrusion Blow Molding). A criação das embalagens da marca Anna Pegova partiu de uma vontade que a direção da grife demonstrou em produzir produtos luxuosos, com detalhes que lembrassem estilhaços de vidro. No entanto, os frascos deveriam ter leveza e inércia química. Foi a partir daí que o designer optou por utilizar a família Eastman Glass Polymer™. “Ele tem um preço mais

acessível, se comparado a outros da concorrência e parece moldar-se melhor se comparado ao vidro”, diz. Llorente defende um design pragmático e recusa a idéia do esboço rápido, sem estudos técnicos adequados por parte do profissional. Os executivos da Eastman, ligados à área de plásticos especiais, não poderiam deixar de ficar satisfeitos com o reconhecimento da alta qualidade dos produtos Eastman por parte de uma marca conceituada, a exemplo da Anna Pegova. “Espero que o staff da Anna Pegova continue incluindo em seus projetos de criação, o uso das resinas da Eastman, as quais, pelo que entendemos, atenderam plenamente as necessidades e os anseios de uma grife comprometida com a alta qualidade de seus produtos”, diz Roberto Ribeiro, Gerente de Negócios da Eastman - Brasil. Pedro Fortes, diretor geral da Eastman do Brasil e de vendas da Divisão de Plásticos Especiais para o Mercosul, endossa as palavras de Ribeiro.

Plástico Plástico Sul Sul # # 91 91 -- Outubro Outubro de de 2008 2008

A DuPont apresentou várias novidades em outubro na Luxepack Mônaco

No setor de cosméticos a aparência, qualidade, dispersão de cor são detalhes importantíssimos. Para isso, as sopradoras devem dispor de boas extrusoras e cabeçotes para garantir qualidade nesses detalhes. A Pavan Zanetti, por exemplo, desenvolve equipamentos de forma a atender da melhor forma possível a esses requisitos e oferece ao mercado uma solução interessante para manter a qualidade desses frascos com o uso de pigmentos de alto custo e performance utilizando extrusão de dupla camada. Conforme o diretor da empresa, Newton Zanetti, isso torna possível o uso na camada externa desses pigmentos perolizados em menor quantidade reduzindo o custo final da embalagem e mantendo a aparência. “Nessa camada externa pigmentada que representa apenas 25% do peso total do frasco, utiliza-se também as rebarbas moídas e na camada interna usa-se somente a resina sem pigmentação”, revela. Essa solução é aplicada também em frascos em PP com camada externa de resina soft touch, aveludada, que representa também economia no custo final. Em embalagens normais de cosméticos, que não necessitam pigmentação perolizada ou de alto custo, a Pavan Zanetti oferece ao mercado máquinas sopradoras com maior número de cavidades de molde o que possibilita uma produção maior em máquina, reduzindo o custo final das embalagens. Para isso a empresa possui máquinas, como a BMT 14.0D/H, de curso extendido que pode trabalhar até 12 cavidades cada estação com produções de 7.500 frascos/hora, dependendo do peso e formato da embalagem. P S

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Divulgação/PS

A importância das sopradoras


EVENTOS

///Feiplar & Feipur

Destaque para novidades do setor Divulgação/PS

Evento sobre materiais plásticos com alta performance foi visitado por mais de 12.700 profissionais de toda a América Latina durante a quinta edição, que se destacou por expor novos conceitos.

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omposites, poliuretano e plásticos de engenharia foram as grandes estrelas de um evento que cresce a cada edição, como foi comprovado este ano, de 11 a 13 de novembro, com a realização da Feiplar Composites & Feipur 2008, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo (SP). O evento, que contou com a participação de cerca de 230 empresas expositoras e mais de 12.700 visitantes de toda a América Latina, apresentou várias novidades. As empresas mostraram o que há de mais avançado em termos de tecnologias (matérias-primas, produtos auxiliares, processos e equipamentos) para a fabricação de peças em composites e poliuretano. O balanço registra que 38% dos expositores vieram de outros países como EUA (12), China (14), Alemanha (9), França (9), Itália (8), Canadá (4), Inglaterra (2), além de Espanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Chile, Colômbia, Emirados Árabes, Holanda, Israel, Japão, Letônica, Noruega, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, México e Venezuela.

Expositores e palestrantes destacam produtos e processos Algumas empresas também demonstraram os benefícios de seus produtos e processos fabricando, ao vivo,

Os visitantes acompanharam os mais avançados processos e novos materiais

peças pelo processo de RTM Light, infusão, enrolamento filamentar (filament winding), além da apresentação, passo-a-passo, das etapas de desmoldagem de peças, da apresentação de um sistema para construção de moldes com contração zero e do poliadesivo (sistema bi-componente, formulado à base de materiais de fonte renovável, para a colagem de painéis, telhas, entre outros produtos). Foram realizadas 11 apresentações, com um público total de 300 participantes, aproximadamente. As palestras técnicas, 87 ao todo, foram outro destaque do evento: 47 abordaram os composites, 34 trataram

das inovações em poliuretano e 6 mostraram os benefícios dos plásticos de engenharia. Os temas destas palestras focaram os novos materiais para diversas indústrias como moveleira, automotiva, construção civil, ambientes agressivos, calçadista, eólica, isolamento térmico, aeroespacial e mineração. Vários temas também focaram, especificamente, a fabricação de peças em composites ou poliuretano. Paralelamente, o 1º Congresso de Plásticos de Engenharia abordou os seguintes temas: compostos plásticos reforçados com sílica obtida a partir da casca de arroz, a evolução dos plás-


Um dos destaques na Feiplar Compósites & Feipur 2008 foi a participação da Lanxess, por meio de suas unidades de negócios Rhein Chemie (RCH) e Functional Chemicals (FCC). A empresa apresentou suas linhas de produtos que possibilitam inúmeras possibilidades de trabalhar com diferentes superfícies de plásticos por meio de adesões na feira. A linha de reticulantes mostrou produtos que permitem ligações que aumentam o grau de interação das moléculas fazendo com que duas superfícies diferentes de plásticos se unam. Produto este muito utilizado no mercado automotivo, setor em expansão no país, principalmente com a utilização de plásticos de engenharia utilizados em algumas partes dos veículos que antes eram compostas de metais. Rodrigo dos Santos, representante técnico de vendas da Unidade de Negócios Rhein Chemie, explica: “Para a Lanxess, o evento foi uma grande oportunidade para estreitar e consolidar o relacionamento com

Poliuretanos: palestra e portfólio Durante o evento Roberta Maturana, representante técnica de vendas da unidade de negócios Functional Chemicals, proferiu uma palestra “Retardantes de chama base fósforo para poliuretano”, cujo objetivo foi difundir o conceito de retardação dos polímeros. Além disso, foram apresentados os mecanismos de atuação dos variados tipos de produtos retardantes de chama presentes no mercado quando são aplicados a artigos poliméricos. Enquanto isso, Alejandro Gesswein, Gerente de Marketing da Unidade de Negócios Functional Chemicals, o setor apresentou no evento as marcas Disflamoll e Levagard (retardantes) e Mesamoll (plastificante). “Esta última é muito utilizada no processo de limpeza e lubrificação de máquinas de injeção de PU. Além disso, foram apresentadas as soluções Lanxess para a retardação de chamas nas di-

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Os destaques da Lanxess na feira

os clientes e futuros prospects. Além da oportunidade de mostrar nossos produtos voltados para a indústria, realizamos excelentes negócios, uma vez que o público-alvo era formado, na sua maioria, por técnicos, especialistas e formadores de opinião do setor”, afirma Conforme a Gerente da Unidade de Negócios RheinChemie para a América Latina, Rosangela Cipriano, “por meio de eventos como este, não só divulgamos os atuais lançamentos de cada unidade de negócios, mas, principalmente, temos o cenário perfeito para criar e idealizar futuros produtos, projetos e serviços diferenciados, usando como referência o termômetro das empresas e clientes que ali estarão”.

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ticos de engenharia no mercado de transportes, membranas microfiltrantes nanocompósitas de polissulfona, desenvolvimento de novas aplicações de plásticos reforçados com fibra de carbono e ABS transparente, tendências e inovações em compostos de termoplásticos de engenharia e superando metais com o polímero peek. [Prêmio] - Este evento foi encerrado com a primeira edição do Prêmio Excelência em Plásticos de Engenharia. Também foram homenageados os melhores desenvolvimentos em composites e poliuretano.


EVENTOS Plástico Sul # 91 - Outubro de 2008

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///Feiplar & Feipur versas aplicações de resinas de poliuretano, como espumas flexíveis, rígidas, TPU, entre outras”, comentou. A Lanxess tem um portfólio muito amplo de produtos/aditivos para poliuretano, em especial a unidade de negócio RheinChemie possui toda a linha de catalisadores aminicos e metálicos, surfactantes, emulsificantes, anti-hidrólise para espumas base poliéster, agentes reticulantes, promotores de adesão, absorvedores de umidade e agentes dispersantes. Foi apresentada toda a linha da RheinChemie e especialmente a linha Addolink que são os reticuladores e promotores de adesão entre PU/metal, PU/outros tipos de plásticos e também a linha Stabaxol (agente antihidrólise) para PU/poliéster. P S

{Artigo}

FIBRA DE CARBONO Mcs. Guilherme Wolf Lebrão (*) ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

As fibras de carbono, junto com as fibras de vidro, foram os primeiros reforços utilizados para aumentar a rigidez e a resistência de materiais compósitos avançados leves, comumente utilizados em aeronaves, equipamentos de recreação e aplicações industriais. O termo fibra de carbono geralmente refere-se a uma variedade de produtos filamentares, compostos por mais de 90% de carbono e filamentos de 5 a 15 µm de diâmetro, produzidos por meio da pirólise

da poliacrilonitrila (PAN), piche ou “rayon” (Lubin,1969). Somente fibras de carbono de elevado módulo de elasticidade, com estrutura de grafite tridimensional, podem ser denominadas fibras de grafite. Em virtude das fibras de carbono possuírem elevados valores de resistência à tração, módulo de elasticidade extremamente elevado e baixa massa específica, quando comparadas com outros materiais de engenharia, são utilizadas predominantemente em aplicações críticas envolvendo redução de massa.


90% da produção de fibras de carbono comercial, incluindo o Brasil. Nas últimas décadas, o processo teve sua eficiência melhorada, visando aumentar a resistência das fibras, seu módulo, resistência à manipulação e diminuir deformações e falhas (Wiebeck, 2005). Durante os anos 1970, os esforços visavam à redução do custo das fibras através do uso do precursor piche, menos dispendioso. Infelizmente, deficiências na resistência à compressão de fibras e o alto custo na purificação do líquido cristalino do piche precursor (Lubin,1969), têm limitado a aceitação e crescimento de uso das fibras de carbono de alto módulo. Pesquisas recentes, para desenvolver fibras de carbono de baixo custo, incluem o crescimento dos filamentos ou nanotubos de carbono depositando carbono por via gasosa, tais como monóxido de carbono, metano, vapor de metanol ou benzeno sobre um metal catalisador. P S (*) Guilherme Wolf Lebrão é Professor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia (SP)

Bibliografia Callister, W. D. Materials Science and Engineering, Ed. John Wiley & Sons. Inc, 4th edition, New York, 1997. Lubin, G. Handbook of Composites. Ed. Van Nostrand Reinhold, 1969. Wiebeck H., Harada J. Plásticos de Engenharia: Tecnologia e Aplicações. Ed Artliber, 2005.

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Quando se utilizam materiais compósitos de fibras de carbono, sua resistência e módulo de elasticidade podem ser orientados de modo otimizado para minimizar a massa final. Além da resistência e rigidez, as fibras de carbono possuem excelente resistência à fadiga, características de amortecimento de vibrações, resistência térmica, e estabilidade dimensional, além de boa resistência elétrica e são quimicamente inertes, exceto quanto à oxidação (Callister,1997). Thomas Edson foi o primeiro a produzir intencionalmente filamentos de carbono pela pirólise do algodão para filamentos de lâmpadas incandescentes em 1878. Mais de 80 anos depois, o excelente desempenho de suas propriedades mecânicas foi demonstrado pelo crescimento de whiskers de grafite com resistência à tração de 2,0 GPa e módulo de rigidez de 800 GPa (Lubin,1969). A primeira fibra contínua comercial foi produzida em 1950 pela carbonização de rayon sintético para aplicações em mísseis a temperaturas elevadas. Porém, a conversão do rayon em fibra de carbono não foi eficiente por causa do baixo rendimento de carbono, além de resultar em fibras com baixas propriedades mecânicas. Em meados da década de 1960, no Japão e Inglaterra, foi desenvolvido um processo mais eficiente utilizando poli-acrilo-nitrila (PAN). Este processo é usado hoje em mais de


GESTÃO

///Sindical

Seminário reúne mais de 300 profissinais no Sul Simplás promoveu evento internacional com especialistas de diversos países para falar de WPC.

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de autoridades, como o presidente do Sindicato da Região dos Vinhedos, o Simplavi, Antonio Masignan, o presidente do Sindimadeira RS, Serafim Quissini, o Secretário Municipal do Desenvolvimento Econômico, Paulo Dahmer, e representantes da UCS, Senai e ETFal. Foram oito palestrantes representando empresas nacionais e

Júlio Soares/Objetiva Press/PS

o dia 25 de novembro, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, o Simplás, organizou um seminário de nível internacional, no Royal Personal Hotel, em Caxias do Sul, para apresentar as novas tecnologias dos compostos de madeira e plástico, o WPC. O “Seminário Internacional sobre

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Daniel Mathias, especialista em WPC, explicou as vantagens para a extrusão

Competência Global em Compostos de Madeira e Plástico” reuniu mais de 300 pessoas, entre associados do Sindicato, empresários, estudantes, professores, técnicos ligados ao setor plástico e demais interessados no assunto. Também contou com a presença

internacionais que explicaram o que é essa nova tecnologia WPC, suas aplicações, matérias-primas, equipamentos e processos. Quatro palestras foram realizadas na parte da manhã e as outras quatro na tarde, todas com tradução simultânea.

Os palestrantes apresentaram explicações do Wood Plastic Composite, apresentando o produto, as máquinas, equipamentos, processos de extrusão, matérias-primas, aplicações, vantagens, características, tipos de madeiras, como os pinos bastante usados no Rio Grande Sul, e de plásticos (PP, PE e PVC), combinações entre madeiras e plásticos. Eles mostraram que é uma maneira de não se perder na produção, já que o WPC pode ser feito com as sobras e material reciclável, além de apresentar vantagens em relação à madeira, como uma maior resistência ao tempo e temperaturas, fazendo as cores durarem mais. Houve explicações sobre como os compostos não perdem a característica da madeira, tendo uma ótima aparência e podendo ser utilizações tanto para ambientes internos, como rodapés, cadeiras, móveis, quanto em ambientes externos, como corrimão, decks, janelas, entre outros. Também ressaltaram que é um mercado que está crescendo bastante em todo o mundo, especialmente Estados Unidos, Europa e Japão, e o que se busca é uma mistura perfeita para apresentar produtos de qualidade com preços acessíveis. [Palestras] - Daniel Mathias, da Cincinnati Extrusion de Viena – Áustria, foi o primeiro palestrante e


CO Extrusion, com “Maquinário para extrusão de perfil WPC”. O Seminário foi uma realização do Simplás e teve o apoio do Simplavi, Sindimadeira e Plastech Brasil. P S

O que é o WoodPlastic Composite WPC?

tecnológica conquistada pelas indústrias de extrusão. O resultado final da mistura de madeira e plástico pode ser usado para fabricação de produtos de design externo e interno, como rodapés,cadeiras, decks, corrimão, etc. São produtos inovadores com propriedades ímpares, através de uma produção 100% isenta de perdas, já que são materiais de fontes recicláveis (plásticos) e renováveis (madeira), pensando em sustentabilidade e no meio ambiente.

Os compostos plásticos de madeira combinam fibras naturais, termoplásticas e de tecnologia de processamento plástico. Essa tecnologia resulta em um novo produto com novas propriedades,sendo hoje um dos segmentos com mais rápido crescimento dentro da indústria de plásticos. A indústria madeireira também tem a oportunidade de ingressar no segmento petroquímico através dessa inovação

Plástico Plástico Sul Sul # # 91 91 -- Outubro Outubro de de 2008 2008

Torrents, da Plasmec – Itália, apresentou “Tecnologia Avançada de mistura de WPC”. As palestras foram encerradas com Daniel Mathias, da Cincinnati, e Dr. Erwin Krumböck, do grupo Gruber &

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apresentou as “Tendências de Mercado e Produtos em WPC”. A Dra. Irmgard Bergmann, representando a Kompetenzzentrum Holz GmbH, proferiu a palestra “Matéria-prima de qualidade para extrusão em WPC: considerações básicas”. Antonio Rodolfo Jr., da Braskem de São Paulo, explanou sobre “PVC reforçado como woodfiber, aplicação e tecnologia”. O quarto palestrante da manhã, Alceu Lalli, da Pallmann – Alemanha, falou sobre “Preparação da madeira para a indústria de madeira plástica ‘Composite’”. A tarde iniciou com Martin David Clemesha, da Quattor, palestrando sobre “Compósitos reforçados com fibras naturais: propriedades e aplicações”, seguido por Felipe Medeiros, da Solvay Indupa do Brasil, com “Novos compostos de PVC grau de madeira”. David


GESTÃO

///Sindical

Sinplast: economista fala sobre reflexos da crise econômica

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Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast RS) encerrou a série de palestras em 27 de novembro, durante a Assembléia Geral. “Os reflexos no Brasil e no Rio Grande do Sul da crise financeira norte-americana” foram a tônica do encontro. Na reunião-almoço, onde os associados aprovaram o orçamento da entidade para 2009, a economista da Unidade de Estudos Econômicos da Federação, Patrícia Palermo, apresentou perspectivas negativas para o ano que vem no

que se refere à economia brasileira. Na suas previsões, “2009 vai ficar com o gostinho amargo de 2008”. “Em 2009, vamos crescer menos. Se crescermos qualquer coisa já é positivo”, disse a economista. Patrícia destacou em sua apresentação dados que refletem o recuo do ritmo de crescimento nos Estados Unidos, o que impacta diretamente no Brasil e no Rio Grande do Sul. Aquele país está entre os maiores mercados consumidores dos produtos de exportação brasileiros e gaúchos. Entre os dados negativos está o de pedidos de seguro-desemprego, que, só em novembro, ultrapassou os 480 mil, um recorde histórico. O número de desempregados nos Estados Unidos já está em 3,5 milhões, impactando no poder de consumo da população. “O consumo das famílias, que representa 70% do PIB, caiu 2,25%. Isso é preocupante porque o consumo das famílias é o motor daquele país”, alertou a economista. Sem dúvida, o arrefecimento na demanda externa e a falta de crédito para financiar exportações pode ser medida pela redução dos ACC’s, os Adiantamentos de Contrato de Câmbio. Conforme Patrícia Palermo, houve uma

redução de US$ 321,4 milhões, em junho, para US$ 136,8 milhões, em novembro. No cenário interno, os dados que preocupam são os que revelam a diminuição da oferta de dinheiro para a população. De acordo com a economista, a concessão de crédito para financiamento de automóvel caiu 59% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, assim como o crédito pessoal, que recuou 19,2% no mesmo período. Uma pesquisa da CNI com empresários revelou que 88% dos entrevistados sentiram os efeitos da crise. Desses, 60% mencionaram a redução da demanda. “Nós (o Brasil) vamos nos comportar melhor que em outras crises, mas não significa que não vamos ser atingidos”, assinalou a economista. A economista afirmou, ainda, concordar com as medidas tomadas pelos governos brasileiro, norte-americano e europeus, de injetar dinheiro nas suas economias. Porém, fez uma ressalva. “Dinheiro resolve problema de liquidez, mas não resolve problema de solvência”, disse, referindo-se ao socorro aos bancos promovido pelo governo norte-americano. Ainda que trace um panorama preocupante para 2009, a economista projeta uma retomada do crescimento para o segundo semestre, só que em ritmo menos acelerado. “Nós vínhamos de quatro anos de intenso crescimento. Agora, não quer dizer que vamos ter um colapso, mas não vamos ter o crescimento que nós tínhamos”. P S


Divulgação/PS

Setor Plástico do Paraná confraterniza

Dirceu Galléas destacou que só a união vai vencer a crise

Plástico Plástico Sul Sul # # 91 91 -- Outubro Outubro de de 2008 2008

contração. Na abertura do jantar, Galléas mostrou as dificuldades percorridas em 2008 com altas de matérias primas e a guerra fiscal que assombra a cadeia do plástico no Paraná. Galléas destacou a força e a representatividade do sindicato focando que a união do setor é indispensável para superar este momento de crise mundial. A indústria de transformação do plástico conta com 600 empresas no Paraná, gerando 18 mil empregos formais e uma receita de R$ 3,2 bilhões no ano. P S

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P

ara descontrair e esquecer as dificuldades que o setor plástico passou em 2008, o Simpep – Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná, presidida por Dirceu Galléas, realizou uma festa de confraternização no Palácio Garibaldi, um local histórico e aconchegante de Curitiba, no final de novembro, antecipando-se a outros eventos. A festa que encantou todos os presentes foi glamorosa em todos os detalhes, unindo sofisticação e des-


ARTIGOS

///Opinião

A grave ameaça da majoração de insumos

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Merheg Cachum*

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a presente conjuntura econômica mundial, é imprescindível prudência na análise das perspectivas de todos os mercados. No Brasil, é presumível uma redução, mesmo que amena, no nível

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de atividade, à medida que a dificuldade de crédito for tendo impacto nos investimentos das empresas e consumo por parte da população. Obviamente, são positivas as medidas adotadas pelo governo quanto à flexibilização dos depósitos compulsórios no Banco Central, numa ten-

tativa de irrigar o crédito e manter a economia aquecida. Lamentável, por outro lado, a demora do ingresso desses recursos no mercado. Nesse cenário, são muito inadequadas e nocivas quaisquer tentativas de aumento de preços, como se observa nas indústrias de resinas termoplásticas. Seria falta de bom senso majorar esse importante insumo em meio a uma das mais graves crises financeiras da humanidade e no contexto de uma curva cada vez mais acentuada de queda dos preços do petróleo, do qual deriva aquela matéria-prima. A hora é para que todos os agentes da economia real mobilizem-se, por exemplo, no sentido de que o dinheiro dos depósitos compulsórios liberados pelo governo chegue ao chão de fábrica, ao comércio, ao financiamento de bens de capital e produtos de consumo. Falar em aumento de preços é tão passível de crítica quanto a utilização daqueles recursos para outras finalidades que não a manutenção do crédito vivo. Mais grave ainda essa manifesta intenção das petroquímicas de majorar as resinas, se considerarmos o histórico recente do mercado. O preço do insumo já havia subido, em média, 30% em 2007 e sofreu mais reajustes este ano. Novos aumentos, além de inadequados à previsibilidade próxima da deman-


Divulgação/PS

da, não se justificam pelo aumento do valor do dólar ante o real. A queda dos preços do petróleo (em percentual muito superior ao da recente flutuação cambial) já tornaria totalmente desnecessário qualquer reajuste das resinas, mesmo se não tivesse ocorrido o desastroso crash do subprime. Com crise, então, falar em aumento de preço é uma confissão de insanidade... Um novo reajuste teria impacto muito pesado no setor de transformação do plástico, que fornece componentes para a grande maioria dos ramos industriais. Portanto, um eventual repasse dessa majoração poderia ter sensível impacto inflacionário. E isto é tudo o que o Bra-

Merheg Cachum, presidente da Abiplast: aumento é insanidade

biliárias dos Estados Unidos e disseminada pelos incontroláveis meios da globalização. O setor de transformação do plástico, que emprega mais de 300 mil trabalhadores no Brasil, já tem enfrentado desequilíbrios em decorrência dos sucessivos aumentos de preços das resinas no mercado interno, muito acima do praticado no exterior. Um novo reajuste seria um convite ao pessimismo dos brasileiros, levando-se em conta o impacto direto do material plástico em numerosos segmentos da indústria. P S ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

sil não precisa neste momento de luta para mitigar aqui os efeitos de uma crise nascida nas hipotecas imo-

(*) Merheg Cachum é presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

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PLAST MIX

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PLÁSTIKOS Divulgação/PS

Por

Ex-governador Germano Rigotto: crédito é essencial

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Rigotto no Sinplast RS I: Alerta A 4ª e última reunião-almoço de 2008 do Sinplast, realizada na Fiergs em fins de novembro contou com cerca de cem industriais da terceira geração do setor plástico gaúcho, ávidos por informações e projeções sobre a crise financeira. O evento contou com a palestra do ex-Governador Germano Rigotto, que falou sobre perspectivas políticas e econômicas para 2009. “A crise econômica é séria também no Brasil e nossas empresas devem estar preparadas”, alertou Rigotto. Segundo o ex-governador, o Br asil será impactado pelo desaquecimento da economia, principalmente a partir de fevereiro de 2009, quando poderá aumentar a turbulência, o desemprego e inadimplência. “As empresas devem se preparar. O grande oxigênio será a garantia do crédito, onde deveria haver uma maior intervenção do governo”, destaca.

Situação no Sinplast RS Na mesma reunião, o presidente do Sinplast, Jorge Cardoso, revelou que o Rio Grande do Sul reúne, atualmente, com cerca de 1,1 mil empresas no se-

tor de transformação, sendo que deste total apenas 200 contam com o regime de diferimento tributário. Em 2008 o setor deverá transformar cerca de 500 mil toneladas de resinas, não atingindo o índice de crescimento de 6% previsto para este ano se comparado aos números registrados em 2007. Para 2009, a expectativa do setor é atingir um crescimento na ordem dos 3%. “Historicamente, o crescimento médio do setor fica em torno de 2,5 vezes o PIB. Para 2009, deveremos apenas acompanhar esse índice”, ressalta Cardoso, destacando ainda a importância da concessão do diferimento do ICMS a toda a cadeia do plástico gaúcha.

Balanço da Braskem: prejuízo contábil O desempenho operacional da Braskem apresentou evolução no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, como demonstra o crescimento do Ebtida – lucro antes dos impostos, taxas, depreciação e amortização – em 31%, saltando de R$ 519 milhões para R$ 683 milhões. Mesmo com as incertezas sobre o impacto da crise financeira no crescimento da economia mundial, a demanda por resinas termoplásticas no mercado brasileiro, sustentada pelo incremento de 23% no PVC, avançou 6% em relação ao terceiro trimestre de 2007. A destacar no balanço é que, com praticamente 100% da receita vinculada, direta e indiretamente, à variação do dólar e cerca de 85% dos seus custos também atrelados à moeda norte americana, a Companhia considera um “hedge natural” a manutenção de uma parcela significativa do seu

Julio Sortica

endividamento também em dólares. Esse posicionamento está baseado no princípio que a dívida da Companhia deve estar na mesma moeda de sua geração de caixa. Por conta do endividamento em dólares, a Braskem registrou no 3T08 prejuízo de R$ 849 milhões após a participação de minoritários, levando o resultado acumulado do ano a um prejuízo de R$ 384 milhões. Vale ressaltar que a Braskem não utiliza derivativos com fins especulativos.

Solidariedade com SC A Revista Plástico Sul, a FIESP, o INP e os sindicatos do setor plástico do Rio Grande do Sul e de outros estados se uniram em um mutirão de auxílio aos desabrigados pelas nchentes e Santa Catarina. Esse esforço, no entanto, poderia se refletir diretamente na compra de produtos catarinenses, ativando a economia e abrindo novas vagas de emprego.

O foco da Dow A Dow Chemical tem no Brasil um importante parque industrial, distribuído entre o Sudeste (Guarujá, Jundiaí e Pindamonhangaba) e o Nordeste (Aratu e Camaçari) e já aumentou seus ativos, com a fusão com a Union Carbide, da qual recebeu a unidade de hidroxietilcelulose (HEC), na Bahia, e a fábrica de polietileno de baixa densidade (PEBD) convencional (alta pressão), em Cubatão-SP. A empresa mantém seu foco de crescer nas operações de maior valor agregado. “Os cenários mudam muito rápido e as companhias têm de atuar muito rápido também, para investir o dinheiro no lugar certo”, avalia o presidente da Dow, Pedro Suarez.


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PLAST MIX

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///Bloco de Notas

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Design de SC ganha prêmio internacional As embalagens da família de batidas Piratinha PET, tradicional linha de bebidas catarinense, está entre os nove brasileiros que venceram o Prêmio Mundial da Embalagem, o WorldStar 2008. O prêmio é promovido pela ONG sueca World Packaging Organization (WPO). A Multidrink investiu em design para tornar-se interessante, no pontode-venda, e competir com igualdade com marcas com maior reconhecimento. A Design Inverso foi a agência contratada para desenvolver o projeto. A idéia deu certo. As garrafas de 840 ml foram desenvolvidas em PET, são mais resistentes, recicláveis e leves, ajudando a reduzir o custo de logística. As imagens do rótulo indicam o sabor da bebida que tem versão de morango, limão, abacaxi, maracujá, coco, amendoim. No contra-rótulo das batidas há piadas. Os resultados do WorldStar foram divulgados pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre). O julgamento final foi realizado na Cidade do Cabo, África do Sul, e contou com um júri formado por representantes de diversos países. A Abre participou representando o Brasil. Para concorrer ao WorldStar é necessário que a embalagem tenha vencido um prêmio nacional em seu país de origem. Foi o que ocorreu com a Design Inverso que ganhou três prêmios Abre 2008 entre eles as embalagens da família de batidas Piratinha PET. A cerimônia de premiação da WPO acontecerá em maio de 2009 no México.

Sai o Guia da Abiquim 2009 A Abiquim disponibiliza um documento importante para quem está envolvido com o setor químico. Os dados de 769 empresas químicas que operam no Brasil estão reunidos na edição 2009 do Guia da Indústria Química Brasileira. Editado pela Abiquim desde 1980, o Guia informa o faturamento, capacidade instalada, patrimônio liquido, produção, vendas, principais aplicações e matériasprimas utilizadas na fabricação de 1.591 produtos químicos. Editado em português e inglês, a publicação é referência na busca de informações sobre a indústria química do País, possibilitando a rápida localização das fábricas por estado ou município, bem como por produto. O Guia informa também a composição acionária, nome dos acionistas e dos principais executivos.

Comitê Setorial do Plástico faz manhã de qualidade no Sul No dia 26 de novembro, o Comitê Setorial das Indústrias do Plástico, integrado ao PGQP, promoveu a Manhã da Qualidade 2008. Foi a oitava edição do evento e teve como tema “Estratégias e Planos” e contou com a participação de empresas da terceira geração do setor plástico gaúcho, dirigentes do setor petroquímicoplástico e do PGQP. Na oportunidade, 13 empresas do setor foram reconhecidas pelo trabalho desenvolvido no âmbito da gestão pela qualidade tota: Primavera, Plásticos Scórpio, Plasfilm, Lugi Plast, Hilpa, Bioplast, Sanremo, Poloplast, Plastécnica, Mantova, Bianchini e Zandei, sendo as três últimas também premiadas. Segundo o presidente do

Comitê, Gustavo Eggers, a diplomação é uma forma de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelas indústrias no âmbito da gestão pela qualidade total. “Aprimorando os processos de cada empresa, fortalecemos o setor como um todo”, destaca o presidente. O evento, que aconteceu no Anfiteatro 100 da Fiergs, teve ainda a palestra “Estratégias e Planos”, ministrada pelo empresário Marco Antonio Boa Nova Valério, presidente do Comitê de Marketing da AmchamRS. Além disso, foi lançada a terceira edição da Revista Plast-X, publicação anual do Comitê com os cases das empresas diplomadas.

Mauá: curso de Pós em Compósitos O Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia está lançando o curso de Pós-graduação em Materiais Compósitos. O programa, um de seus diferenciais, é resultado de uma ação conjunta entre a Mauá e a Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco) e prioriza a capacitação do profissional por meio de uma abordagem atual, aprofundada e prática sobre o tema. As inscrições já estão abertas e as aulas terão início em março de 2009. O curso será ministrado no campus da Mauá em São Caetano do Sul. Ex-alunos da Mauá e associados da Abmaco têm desconto de 10%. Direcionado a engenheiros, arquitetos e químicos que desejam ampliar seus conhecimentos sobre esses materiais, de forma rápida e dinâmica, o novo curso da Mauá pretende atender a demanda do mercado por profissionais com formação técnica nessa área. O programa inclui, entre outras discipli-


nas, Matrizes Poliméricas; Aditivos e Complementos; Ensaios Físicoquímicos; Caracterização Mecânica dos Compósitos; Processamento Termoplástico; Design e Projeto de Compósitos; Vida Útil dos Compósitos e Desafios e Tendência dos Processos e Mercados dos Compósitos. Contato/ Telefone: (11) 4239.3401 - Endereço eletrônico – posgraduacao@maua.br

Lanxess aumenta a previsão para 2008 A empresa de especialidades químicas Lanxess AG continua em seu caminho de crescimento e aumenta sua previsão de rendimentos para o ano completo de 2008. A empresa espera atingir Ebtida pré-excepcionais entre • 710 milhões e • 730 milhões. Graças as suas posições líderes de mercado e seu portfólio de produto regionalmente diversificado, a Lanxess confia que terá um aumento das vendas para o ano corrente como um todo. “Após um terceiro trimestre bem sucedido, aumentamos nossa previsão de rendimentos para 2008,” disse Axel C. Heitmann, CEO Mundial da Lanxess.

atuais US$ 19,5 bilhões anuais previstos pela companhia: "provavelmente o próximo plano terá um investimento acima de US$ 20 bilhões por ano". Segundo ele, os investimentos da Petrobras em 2008 somarão mais de R$ 50 bilhões, marca que deverá ser superada no próximo ano. Um dos setores que deverá ser beneficiado no novo plano estratégico da estatal será o petroquímico, no qual a Petrobras é sócia da Quattor e Braskem. "Nossos investimentos previstos hoje para o setor petroquímico são da ordem de US$ 8,6 bilhões até 2012", disse Gabrielli. O executivo afirmou que a estatal tem planos de ser mais efetiva nesse setor: "queremos ampliar nossa atuação tanto na primeira geração como na

segunda geração. Ou seja, queremos não somente ser fabricante de produtos básicos, mas queremos também ter atuação nas áreas de polipropileno (PP) e polietileno (PE), particularmente na área de polipropileno", enfatizou.

Nova embalagem para sorvete Alpino de 1 litro O verão está chegando e com o aumento na demanda por produtos especiais, a Nestlé passa a comercializar o sorvete Alpino em embalagens plásticas, douradas de 1 litro, ideal para o consumo familiar. O produto é direcionado ao mercado premium, que segundo a Nielsen consome cerca de 7,5 milhões de litros de sorvete no Brasil.

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O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse, Encontro Anual da Indústria Química em 5 de dezembro, em São Paulo,que a companhia planeja investir US$ 8,6 bilhões até 2012 na indústria química. Ele observou que "esse planejamento ainda pode ser revisado, e, se for, será para cima". Gabrielli afirmou que o novo plano estratégico da empresa, que será anunciado até o final deste ano, terá um patamar superior aos

Plástico Sul # 91 - Outubro de 2008

Petrobras deve investir US$ 8,6 bi no setor químico


AGENDA

///Programe-se para 2008/2009 BRASIL

Local: Parque de Eventos de Bento Gonçalves, RS, Brasil.

Fiema 2008

Site: http://www.fimma.com.br

Feira Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente

Outros Países

De 29 de outubro a 01 de

Emballage 2008

novembro de 2008 no Parque de

Emballage World Packagind

Eventos em Bento Gonçalves/RS

Exibition 2008.

Site: http://www.fiema.com.br

17 a 21 de novembro de 2008. Paris, na França

Feiplar Composites

Site: http://www.emballageweb.com

De 24 a 28 de março de 2009 Pavilhão Internacional

& Feiupur 2008 Plast 2009

em Milão, na Itália.

de Composites, Poliuretano

Feira da Indústria do Plástico

Site: http://www.plast09.org

e Plásticos de Engenharia 11 a 13 de novembro de 2008 Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo (SP), Brasil

Divulgação/PS

Feira e Congresso Internacional

Site: http://www.feiplar.com.br Fimma Brasil 2009 Feira Internacional de Máquinas, Matérias-primas e Acessórios para Móveis De 23 a 27 de março de 2009

Milão, na Itália

///Anunciantes da Edição Activas # Agebras #

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Plástico Sul # 91 - Outubro de 2008

Plást. Ven. Aires #

Itatex # Pág. 39

Plastech #

Pág. 27 Pág. 25

Airus #

Pág. 23

JMB Zeppellin # Pág. 29

Plenicor #

Albag #

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Mainard # Pág. 43

Previsão # Pág. 48

Mecanofar #

Resinet #

Artefatos #

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Ineal # Pág. 35

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Mega Steel #

Brasilplast #

Met. Wagner # Pág. 43

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Minematsu # Pág. 41

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Momesso #

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By Engenharia # Cermag #

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Cristal Master # Deb’Maq # Femat #

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Revista Plástico Sul Ed. 91