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EDITORIAL ///Carta ao leitor

Argenplás e automóveis: contrastes acentuados

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Julio Sortica - Editor

Plá stico Sul # 83 - Fevereiro de 2008

O

ano está apenas começando mas a cadeia petroquímica-plástico já está com o motor acelerado. E não se trata apenas de figuração, mas realidade. Já participamos de um evento forte em São Paulo – a 1ª Semana Internacional de Embalagem, Flexografia e Logística - e agora temos a XII Argenplás, de 25 a 29 de março em Buenos Aires. Esse fato, aliado ao bom momento da indústria automotiva nacional, com quebras sucessivas de recordes de produção e vendas em todos os segmentos (veículos de passeio, utilitários, caminhões etc), traz ao setor um otimismo justificado. E se a safra agrícola se confirmar positiva, aí então, o setor vai ficar empolgado. A Argenplás, especificamente, ocorre quando a Argentina vive um grande momento econômico. Recuperada de uma fase terrível, cresce cerca de 9% e atrai os fabricantes de máquinas e equipamentos, matérias-primas, pois precisa produzir para um povo ávido por consumir. Ocorre que a Argentina parou por alguns anos e a tecnologia ficou defasada. É aí que entra o parque brasileiro com seus avanços tecnológicos e certificações internacionais. É qualidade que a Argentina e os demais países do Mercosul querem (e precisam)? O Brasil tem. O que falta é encontrar uma forma de financiar a aquisição de máquinas diante de um câmbio desfavorável para quem vende. Esse fato contrasta com o boom da indústria automobilística. Cresce não apenas o consumo, mas a tecnologia utilizada nos veículos, especialmente na substituição de peças metálicas por outras de plástico, mais leves, resistentes e bonitas. E isso empolga o setor. Nesse ambiente de contrastes temos muitos assuntos interessantes na edição. Boa leitura.


- Fevereiro de 2008

Fotos: divulgação/PS

SUMÁRIO

/// Plástico Sul # 83

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O plástico ganha espaço entre os automóveis

Setor de máquinas para embalagens foi destaque no evento do Anhembi

06 03 Editorial /// Carta ao Leitor

06 Destaque /// Argenplás 2008 Acertando o passo no setor

20 Especial /// Indústria Automotiva

45 Gestão BDP quer crescer 100%

46 2ª Geração PP com biodiesel de glicerina

48 Tecnologia SolidWorks expande-se no Sul

50 Mercado / Medicina

Mercado cresce...

Unipac cria sala especial

Setor aquece

Aluno da Ulbra

40 Eventos /// 1ª Semana da Embalagem

cria produto inédito

54 Plástikos

Plástico Sul

Departamento Comercial:

pertinentes à área, entidades representati-

Conceitual Press

Débora Moreira, João

vas, eventos, seminários, congressos,

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fóruns, exposições e imprensa em geral.

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EXPEDIENTE

Coluna por Júlio Sortica

Capa desta edição: Casa Rosada por Bella Scena, Ltd. 7 Adler Dr., East Syracuse, NY 13057. Specialists in the restoration and preservation of natural stone and terrazzo.

Plá stico Sul # 83 - Fevereiro de 2008

Novo formato agrada

55 Bloco de Notas 58 Agenda & Anunciantes

Editor:

Plástico Sul é uma publicação da editora

Júlio Sortica - DRT/RS nº 8.244

Conceitual Press, destinada às indústrias

Jornalista Responsável:

produtoras de material plástico

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de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos

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Estados da Região Sul e no Brasil,

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formadores de opinião, órgãos públicos

Filiada à

ANATEC PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

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A Argentina cresce a uma média de 9%, aquece a economia e atrai vendedores de tecnologia de vários pontos do mundo, mas principalmente do Brasil, seu mais forte parceiro comercial e líder do Mercosul. A XII Exposição Internacional de Plásticos Argenplás 2008, de 25 a 29 de março, no La Rural (Centro de Exposições de Buenos Aires), encontra o país vizinho em um momento diferente, positivo, sem os fantasmas da recessão pela qual passou o país nos últimos anos. “A Argentina precisa comprar tecnologia para fabricar bons produtos”, destaca Emma Fiorentino, diretora de uma cadeia de revistas segmentadas na área do plástico.

No ritmo dos “hermanos”

Foto: Jenny Mealing/Divulgação/PS

DESTAQUE Plá stico Sul # 83 - Fevereiro de 2008

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///Argenplás 2008


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DESTAQUE

///Argenplás 2008 E a feira, organizada pela Ed & Events, tem esse foco: reunirá diversos setores ligados à cadeia do plástico, tais como; máquinas e equipamentos, automação e controle de qualidade, moldes e ferramentas, matérias-primas e produtos químicos, recicladores de plástico, produtos finalizados e semi-elaborados, meio ambiente e reciclagem, entidades diversas, associações, serviços e revistas técnicas. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 500 expositores e atrair mais de 50 mil visitantes da América do Sul. A Argenplás tem como seu público alvo, empresários, engenheiros, executivos técnicos, profissionais relacionados ao setor, fabricantes, recicladores e usuários de produtos de plástico, entre outros. Como patrocinadores e parceiros Aliplast (Associação Latinoamericana da Indústria do Plástico), IPA (Instituto Petroquímico Argentino), UIA (União Industrial Argentina), Apla (Associação Petroquímica e Química Argentina) e Uicba ( União Industrial da Cidade de Buenos Aires).

A Argentina quer qualidade Jornalista diz que há busca por tecnologia

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A experiente jornalista Emma Fiorentino costuma gracejar quando lhe perguntam como vai a economia da Argentina: “Va bién, hasta la próxima crise...” E sorri, mas o riso é sério. Emma, na realidade, já passou por várias situações econômicas e sabe que a Argentina superou uma fase difícil, mas precisa dar continuidade a um ciclo de recuperação. O setor plástico desempenha papel importante e tem que se atualizar tecnologicamente. De que forma o crescimento em torno de 9% e a carência podem favorecer o Brasil? “A Argentina está passando por um momento histórico, relevante, importante, especialmente para seus sócios do Mercosul, onde, obviamente, seu principal parceiro é o Brasil”. E qual seria a estratégia a ser adotada para tirar proveito deste bom momento econômico dos “hermanos”? Emma ressal-

ta que não é possível ficar limitado ao tema de como o dólar está em relação ao dólar na Argentina – que está muito mais caro. “E isso representa uma barreira para as vendas”, comenta. Mas as empresa argentinas estão comprando qualidade, observa Emma. “E da qualidade não estão restando importância: querem apostar em máquinas porque querem fabricar bons produtos. Para isso precisam máquinas com tecnologia e o Brasil está outorgando estas tecnologia porque está entre os países que deu um passo importante e também está fabricando com normas internacionais”. A jornalista destaca que para a Argentina, a tecnologia do Brasil é necessária“ainda que nesse momento seja um pouco mais cara”. Emma diz que há financiamento, e que o país tem apoiado projetos especialmente de pequenas e médias empresa. Conforme a jornalista, a Argentina tem uma classe média que está se consolidando e milhares de pessoas que estão saindo das classes mais baixas. E todos começam a consumir mais. Emma, porém, relata uma espécie de alerta do setor econômico: “O reflexo que ocorre

em um país que sofreu uma crise tão grande, tão profunda e extensa de 2000 a 2001, hoje está com um crescimento sustentado, mas que estamos freando para não cair no risco da inflação”, completa.

Máquinas: Brasil tenta ampliar mercado local A Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas (Abimaq) em parceria com a Apex, organizou o Pavilhão Brasil, uma área de 400 metros quadrados para concentrar várias empresas da delegação brasileira em Buenos Aires. O último balanço da Abimaq destaca que o desempenho setorial das exportações de máquinas para embalagens vem aumentando nos últimos três anos, saltando de US$ 86,03 milhões em 2005 para US$ 94,51 milhões em 2007, um crescimento de 9,9%. O item que puxou esse resultado foi máquinas e aparelhos para empacotar ou embalar mercadorias. E os países que mais compraram máquinas para embalagem do Brasil foram a Argentina (US$ 10,22 milhões) e Venezuela (US$ 10,03 milhões). Na América do Sul, figuram o


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Maristela Simões de Miranda:

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dificuldades nas exportações

Peru (US$ 6,34 milhões), Colômbia (US$ 5,75 milhões) e Chile (US$ 5,16 milhões). A Argentina também aparece como maior compradora de máquinas gráficas: US$ 73,89 milhões. A missão agora,é ampliar este mercado, pois segundo Maristela Simões de Miranda, presidente da Comissão Setorial de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (Csmaip) o elogiado crescimento da Argentina, em torno de 9%, ainda não se refletiu em aumento significativo de negócios para a indústria de máquinas de plástico para o Brasil. Ela cita alguns problemas. “Vou fazer referência ao contexto das máquinas para embalagens flexíveis. Nós enfrentamos alguns agravantes, não só na Argentina, mas em vários países da América Latina. Na Argentina temos um agravante a mais que são alguns fabricantes locais, que não são de primeira linha, mas para as pequenas empresas atendem ao que precisam e tem finan-

ciamento com parcelamento direto do fabricante, medida que não podemos fazer”, queixa-se. Maristela diz que o financiamento bancário é caro e inviabiliza as vendas. “Além disso, enfrentamos também as máquinas chinesas, e sei que é uma tecla batida, mas é um problema, que se agrava junto com o câmbio. Com o real valorizado fica mais difícil vender nossas máquinas. Em alguns casos nosso preços competem ou são mais caros que os europeus. E a Itália, por exemplo, financia até em oito vezes”. Enfim, o setor de máquinas para a indústria do plástico vai estar na Argenplás com o desafio de encontrar um caminho para exportar mais. Maristela, que é diretora comercial da Maqplas, diz que decidiu participar da feira porque tem

to na Argentina, para onde entregou recentemente uma máquina sofisticada por um bom valor agregado para uma empresa láctea administrada por um grupo americano com atuação mundial. “Competimos com máquinas européias e americanas. Mas para esta Argenplás a estratégia é diferente como explica Oscar Rocha Martinez, gerente de exportações da Latinoamérica. Ele informa que a Rulli decidiu participar da Argenplás com um equipamento mais modesto da Divisão de Flexíveis, uma extusora monocamada, de baixa densidade, linear e tem uma característica de ser uma máquina com produção muito boa para sua área e um custo benefício muito interessante. O executivo explicou quem em outras ocasiões a empresa expôs moDivulgação/PS

Divulgação/PS

DESTAQUE

///Argenplás 2008

A Rulli Standard esteve na Semana da Embalagem e estará em Buenos Aires

muitos clientes na Argentina e não pode deixar de dar atenção ao mercado, mesmo com baixa rentabilidade.

Rulli dá atenção ao mercado do Mercosul A Rulli Standard tem alto concei-

delos mais sofisticados e de alta tecnologia. E agora a opção foi uma máquina mais modesta “porque estamos vivendo um momento muito difícil com a exportação, relacionado com custo do dólar/real, onde nós estamos perdendo competitividade no exteri or”.


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Fotos: divulgação/PS

DESTAQUE

///Argenplás 2008 Além disso, ressaltou Martinez durante a 1ª Semana Internacional de Embalagem/Brasilpack, são muitas feiras, porque depois desta tem a Argenplás e logo a Plastimagem, no México. “Então estamos tentando não complicar com uma máquina custosa e que leva muitos dias de montagem e se tem periféricos é preciso que acompanhem”, comentou. Mas confirmou que a Argentina é o mercado mais importante para a exportação.”E gostaria de deixar essa maquia lá, vendida”.

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Foco da Romi: qualidade em injetoras e sopradoras Diante da importância do evento e do mercado potencial, a Romi estará presente no Pavilhão Brasil, - da Abimaq - junto com outras empresas nacionais. “Nosso objetivo é mostrar a qualidade das injetoras e sopradoras de plástico que produzimos e confirmar o potencial do mercado argentino, além de manter contatos com potenciais clientes de toda a América Latina”, comenta o diretor-presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos. Ele destaca que a intenção é expor os produtos da Indústrias Romi e da J.A.C. Indústria Metalúrgica Ltda, integrante do Grupo Romi, pois a feira é uma vitrine para toda as empresas da América Latina. Livaldo dos Santos explica a estratégia: Romi estará presente na feira com um escritório e pessoal técnico capaz de esclarecer dúvidas sobre as injetoras e sopradoras. Como não irá expor máquinas, colocará à disposição do público o seu

La Rural: a sede da Argenplás está localizada na cidade de Buenos Aires

portfólio de injetoras e sopradoras, por meio de catálogos e materiais de divulgação, além de vídeos, peças injetadas e sopradas. Sobre a importância do mercado e seu potencial, o dirigente revela que a Romi pretende ampliar suas exportações e o mercado de injetoras e de sopradoras faz parte da estratégia de expansão da companhia. Nestes planos, os mercados argentino e latino-americano figuram como potenciais clientes, pelo longo e positivo relacionamento da empresa com clientes destes países.

Abiplast valoriza o evento A participação do transformador brasileiro na Argenplás é de extrema importância, segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Plástico (Abiplast), Merheg Cachum, porque a Argentina é um grande cliente da industria brasileira. As principais exportações brasileiras estão focadas para a Argentina e para o resto da América do Sul, destaca o dirigente.

Cachum: Argenplás é valiosa e localizada em país importante

“Então a Argenplás é uma feira valiosa que está localizada em um país extremamente importante, onde muitas empresas latino-americanas irão visitála. Por isso a nossa participação é de fundamental importância para fazermos negócios com aqueles visitantes que estarão presentes com disposição para comprar”. [Simpesc presente] - Santa Catarina é o segundo estado trans-


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DESTAQUE

///Argenplás 2008 formador de plástico do Brasil e um dos mais importantes fornecedores de produtos de moldes e ferramentaria para a indústria do setor. Em São Paulo, onde participou da reunião da Abiplast, o presidente do Sindicato da Indústrias de Material Plástico do Estado de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt, confirmou a presença de alguma empresas catarinenses no evento em Buenos Aires. “Existe sim o interesse em fazer sondagens de oportunidade de fornecimento para a Argentina, como também para comprar algum produto de fabricação local. Por isso, várias empresas participam para ter contato com esse mercado potencial, que está crescendo e se recuperando”, completa.

Dow: produto especiais A Dow participa da XII Argenplás 2008 apresentando inovações para o segmento de tubos e conexões,

como o composto Dowtm 8818 YL-CF e o polímero Amplify IO, e dará destaque a sua linha de produtos de performance, como a resina de desempenho aprimorado Dowlex™ NG 2049B. “A Argenplás é um dos maiores eventos do setor na Argentina. Queremos mostrar ao mercado o nosso compromisso contínuo com a inovação, que pode ser traduzido em soluções de alta performance, sempre dentro de um moderno contexto de sustentabilidade do negócio, que será a principal diretriz da Dow em 2008”, declara o diretor comercial de Plásticos para a Dow na América Latina, Diego Donoso. A empresa tem metas de sustentabilidade estabelecidas até 2015, com o propósito de instaurar níveis de desempenho ainda mais altos e rigorosos, investindo na melhoria contínua do gerenciamento e de produtos, além de minimizar o impacto ambiental global da atuação da empresa. O presidente da Dow Argentina, Rolando Meninato, salienta que esta será uma oportunidade para estar perto dos clientes e celebrar os 50 anos de atua-

ção da Dow na região. A Dow oferece uma ampla linha de produtos que atendem a diferentes mercados e aplicações, como embalagens flexíveis para alimentos e especialidades, embalagens rígidas, saúde e higiene, adesivos, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, bens duráveis e de consumo, filmes industriais e de consumo, produtos industriais e materiais de construção, tubos e conexões, fios e cabos e automotiva. São mais de 24 produtos que compõem o portfólio de plásticos básicos e de performance, produzidos em quatro unidades fabris.

Solvay desenvolve foco institucional A Solvay Indupa participa da Argenplás 2008 com grande interesse. Nesta mostra, bem como na Brasilplast, a empresa tem como padrão usar o estande com objetivo institucional, apenas. A Solvay Indupa ressalta que não há a intenção de mostrar produtos propriamente ditos, mas sim reforçar o conceito de proximidade com o cliente, mostrar os serviços técnicos à

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Entusiasmado com a repercussão da primeira edição da Plastech Brasil, promovida e organizada pelo Simplás (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho), em 2007, o presidente Orlando Marin confirmou que uma delegação do sindicato e da Plastech participará da Argenplás com um estande institucional para divulgar o evento. E tem novidades: “Nós estamos mais confiantes em bons resultados, pretendemos dobrar o número de expositores e estamos fazendo uma divulgação em todos os grandes eventos, como a Semana da Embalagem, a Argenplás e estaremos também em Milão”, diz. Marin ressalta que a Plastech Brasil já tem um conceito mais dinâmico e internacional pela repercussão que teve sua primeira edição. “Então, passamos a trabalhar dia e noite para que a próxima edição seja ainda mais completa”. O presidente do sindicato destacou também que outra grande novidade, além de um número ampliado de expositores será a realização do evento nos novos pavilhões da Festa da Uva. “Realmente, o espaço ficou muito bem programado e dará melhores condições para que realizemos a feira com sucesso”, finaliza.

Divulgação/PS

Simplás divulga Plastech 2009

Marin: estande institucional para divulgar o evento na Argentina


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disposição do mercado, os investimentos e expansões, etc. Com fábrica de PVC em Bahia Blanca, sul da Argentina, e o escritório na cidade de Buenos Aires, neste evento a empresa desenvolve um projeto de reforço de relacionamento com os clientes. Quanto ao projeto PVC Verde, as informações ainda são escassas: O projeto PVC Verde foi anunciado recentemente pela direção da Solvay Indupa e se refere à produção de PVC a partir do Etanol vindo da cana-de-açúcar na planta de Santo André, em São Paulo (Brasil). As 60 mil toneladas deste tipo de PVC estarão no mercado a partir de 2010.

A Solvay vai receber os clientes para mostrar serviços e expor planos Divulgação/PS

DESTAQUE

///Argenplás 2008

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Cromex de olho no mercado A Cromex, segundo o diretor comercial Sérgio Wajsbrodt, participa da Argenplás há 20 anos, desde a primeira edição, e como a empresa tem na exportação um componente importante do seu faturamento, mantém a tradição e tem um estande na feira em Buenos Aires. “A Argentina é um mercado importante, um dos principais clientes para nossa empresa e as exportações representam 30% dos nossos negócios”, destacou. O executivo disse que a Cromex não apresenta nenhum produto novo, pois no momento sua linha tem correspondido às necessidades dos clientes. “Vamos apresentar e divulgar mais a nossa linha tradicional. Especificamente na Argentina temos tido um crescimento muito bom devido à melhoria da economia do país”, comparou.

Cromex: a empresa participa da Argenplás desde a primeira edição da feira

Rhodia lança produtos A participação da Rhodia na edição 2008 da Argenplás, segundo o diretor da Rhodia Plásticos de Engenharia e Polímeros América Latina, Francisco Weffort, “será marcada pelo lançamento de uma série de produtos e tecnologias em poliamida com aplicações em plásticos de engenharia e polímeros utilizados em peças para in-

dústria automotiva, eletroeletrônica e de bens industriais e de consumo.” Confira os produtos apresentados, suas propriedades e aplicações: [Technyl Star™ AFX] - Este produto é um dos destaques. Trata-se de uma nova geração de poliamidas 6.6 combinando uma fluidez excepcional e um nível de reforço jamais alcançado nesse segmento de produtos. Além de


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rigidez inigualável e de elevada resistência à temperatura, esta tecnologia inovadora oferece um incomparável poder de processamento. A inovação amplia o campo de aplicações da poliamida para algumas áreas até agora reservadas ao metal ou aos polímeros especiais mais caros. Graças à fluidez superior de seu polímero de base, Technyl Star™ AFX pode ser utilizado em forma de blendas (compostos) com reforço de fibra de vidro em 60% sem alteração dos níveis de processabilidade da poliamida. Este desafio foi possível graças a uma tecnologia nova e patenteada. [Technyl Star™ AFX] - é destinado a uma larga gama de aplicações no setor de automóveis, eletro eletrônico e de bens industriais e de consumo. Graças à sua elevada resistência e rigidez é recomendada para peças projetadas para suportar cargas elevadas e produzidas tradicionalmente com metal, tais como sustentação de retrovisores, componentes da engrenagem, alavancas de limpadores ou peças estruturais para componentes de assentos. Componentes de máquina que requerem rigidez elevada, estabilidade dimensional elevada e durabilidade longa no contato com óleos e graxas, assim como componentes de motores e de sistemas de limpeza e de alta pressão, entre outros, também se beneficiarão com as características e propriedades da novidade. Finalmente, devido ao seu elogiado comportamento em ambiente de

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///Argenplás 2008

Aplicação: peça de automóvel fabricada com a versátil poliamida Technyl Star

alta temperatura, Technyl Star™ AFX pode ser aplicado em grandes peças que entram contato com ar quente, tais como as carcaças elétricas de bobinas, carcaças de motores elétricos ou peças sob o capô dos motores.

[Technyl® Heat Performance] - Esta é outra novidade, uma nova família de produtos de poliamida 6.6 que oferece uma solução avançada para vencer os crescentes desafios das altas temperaturas sob o capô dos veículos. O Technyl® HP propicia maior retenção das propriedades, especificamente quando exposto a altas temperaturas constantes, em relação a soluções padrão atualmente disponíveis no mercado. Além disso, oferece maior liberdade de projeto para aplicações como circuitos de ar (coletores de admissão, dutos de ar etc). [Technyl® XCell] - A empresa também continua desenvolvendo o Technyl® XCell, poliamida de classe 6.6 e 6 otimizada para o processo MuCell® para aplicações em uma variedade de mercados importantes de

poliamidas. No mercado automotivo, por exemplo, essa combinação de material/processo traz novos níveis de valores e desempenho para aplicações não aparentes, como cobertura de assentos e entr adas de ar múltiplas. Também abre caminhos para o desenvolvimento de uma nova geração de aplicações de poliamidas em geral. [Technyl® XT] - Ao mesmo tempo, a Rhodia está colocando esta produto no mercado, uma nova família de poliamida 6, projetada para satisfazer as necessidades das indústrias de extrusão e molde de sopro por maior produtividade e economia de energia. Devido a seu comportamento reológico singular, a poliamida de alta produtividade em geral. Technyl®XT proporciona processamento com qualidade e vantajoso, sem sacrificar as propriedades do material.

[Technyl ® SI (Super-Impacto)] - Outro destaque será também o Technyl ® SI (Super-Impacto), uma nova linha de poliamida que equilibra excepcionalmente o impac-


Argenplás 2008, será apresentada também a linha de retardantes de chama de resina de poliamida Technyl® SI, isentos de halogênio e fósforo vermelho. Com aplicações direcionadas ao segmento eletro-eletrônico, esses produtos atendem às normas da Comunidade Européia quanto à presença de substâncias perigosas nos produtos finais. [Lançamento] - Outro lançamento exclusivo da empresa é o Technyl® com aspecto metalizado. A poliamida tem aparência de metal e dispensa pintura,

Braskem destaca inovação e sustentabilidade na feira A Braskem, que esteve presente em todas as edições de Argenplás, mantém sua estratégia, condizente com sua condição de líder da petroquímica na América Latina e confirma presença no evento. A empresa terá dois estandes, um com 250 m² e outro com 175 m².. A presença institucional reforçará atributos importantes da Braskem, como foco em inovação e sustentabilidade, crescimento acelerado através de novas unidades industriais, a exemplo da Petroquímica Paulínia, que deverá ser inaugurada em abril, e através de consolidações do setor, como ocorreu com a Ipiranga e Copesul, entre outras diretrizes estratégicas.

cromado, poliamida produzida no Brasil que tem propriedades específicas para receber banho de cromagem. Pode ser utilizado em maçanetas de portas, peças automotivas (cobertura do motor, tampa do comando de válvulas, coletor de admissão etc), peças sanitárias (torneiras) e eletrodomésticos (liquidificadores, batedeiras, ferros de passar roupas). [Gama de Polímeros] – Na área de produtos para o mercado de

polímeros, Weffort informa que a Rhodia apresenta neste evento a família Stabamid®, polímeros de poliamida 6.6 para plásticos de engenharia, fios têxteis, fibras e fios industriais e o copolímero de poliamida 6.6 e 6, que é uma excelente alternativa para os clientes por apresentar uma boa relação custo/benefício nas aplicações de plástico de engenharia nas quais o aspecto da peça é uma variável importante. Quanto ao negócios, Weffort ressalta que a Rhodia Plásticos de Engenharia e Polímeros tem aumentado gradativamente sua participação no mercado argentino. “O objetivo da participação da empresa nesse evento bienal é estreitar o relacionamento com o mercado local, junto com os distribuidores e clientes da empresa naquele país, visando a oferta de produtos, tecnologias e serviços que contribuam para a valorização do setor industrial argentino”, finaliza. P S

Aproximar-se e valorizar o mercado em questão se justifica porque a Argentina é o principal mercado de exportações da Braskem e um dos mais rentáveis, tendo sido responsável por cerca de US$ 500 milhões de receita líquida em 2007. O mercado argentino é tão valioso que a Braskem mantém no país uma equipe relativamente numerosa e experiente, formada por brasileiros e profissionais argentinos, que oferecem aos clientes produtos e serviços como se fosse um produtor local. A posição no mercado argentino foi reforçada após a aquisição da Ipiranga, que já tinha uma atuação muito forte na área do Mercosul e do Chile. Trata-se, conforme informações da companhia, de um evento muito im-

portante do ponto de vista de relacionamento com os clientes, pois atinge um público de toda a América Latina, uma área que é estratégica para a Braskem do ponto de vista de sua internacionalização. A empresa destaca que é de conhecimento público a existência de projetos de investimento na Venezuela, em parceria com a Pequiven, e avalia outros planos no Peru e na Bolívia, países com grandes reservas de gás natural e de petróleo. Essa produção futura será absorvida apenas em parte por esses mercados, mas se destinará principalmente ao mercado de exportações. Nesse sentido, a feira abre oportunidades de negócio e de relacionamento com clientes atuais e potenciais.

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[Technyl ® isento de halogênio e fósforo] - Durante a

o que reduz os custos de produção de peças. O produto atende a uma tendência estética em alta no mercado, que está valorizando cores com aspecto inox, grafite, prata e aço escovado. Tem aplicações no segmento de eletroeletrônicos (botões e puxadores de fogão, por exemplo), automotivo (maçanetas de veículos) e produtos diversos, como dobradiças, puxadores de armário e carcaças de furadeiras. Paralelamente, a Rhodia faz o lançamento de Technyl® com aspecto

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to e a resistência com uma boa rigidez. As altas propriedades mecânicas de poliamidas com impacto modificado trazem benefícios para aplicações diversas como ferramentas pesadas e artigos esportivos. Características como alto impacto, resistência e boa aparência na superfície são seus pontos-chave.


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ESPECIAL

///Indústria Automotiva Impulsionados pelo excelente desempenho deste setor, fornecedores de matérias-primas para plásticos utilizados nos mais diversos tipos de veículos de transportes investem e acreditam que 2008 promete resultados ainda mais positivos para consolidar o mercado.

Otimismo em alta Por

Julio Srtica e Melina Gonçalves

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É hora de aproveitar a maré a favor. Esse é o pensamento coletivo dos fabricantes de matéria-prima e das indústrias de da terceira geração sobre a importância do crescimento do setor automotivo brasileiro. Afinal, cerca de 15% do peso de um veículo é proveniente de plástico. E esse número cresce a cada ano, junto com as novas tecnologias da cadeia petroquímica e de transformação, contribuindo para impulsionar o aumento na demanda por resinas. O plástico cumpre com as exigências das maiores montadoras do mundo, que procuram constantemente melhoria de peso, consumo e aparência dos veículos. Portanto, a indústria automobilística é de extrema importância para os transformadores plásticos e seus fornecedores, pois influencia em seus resultados. A boa notícia é que o setor automotivo nunca teve números tão positivos. As vendas totais de veículos novos no varejo cresceram 33,73% em fevereiro em relação ao

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Aproveitando a maré

Bom momento: aumenta a participação do plástico na indústria automotiva

mesmo período de 2007, totalizando 346.183 unidades, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O acumulado de veículos vendidos no ano foi de 713.273 unidades, alta de 32,7% sobre o acumulado do ano passado, com 537.274 unidades. Em feverei-

ro, somente o número de automóveis vendidos alcançou 158.943 unidades, crescimento de 33,7% sobre o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 118.806. Segundo a entidade, os resultados de fevereiro e do acumulado do ano são os melhores da série histórica do setor. Os números incluem


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ESPECIAL

///Indústria Automotiva automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. [Investimentos] – Se os resultados atuais são excelentes, a expectativa é de um futuro ainda melhor. A indústria de veículos e autopeças no Brasil investirá cerca de US$ 20 bilhões em três anos até 2010, afirmou a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). “É um número incrivelmente grande. Existe uma confiança na expansão do mercado (no Brasil)”, disse Jackson Schneider, presidente da entidade. Ele acrescentou que os números são absolutos, sem levar em consideração fa-

tores como inflação e câmbio. Para 2008, a Anfavea divulgou a previsão de investimentos apenas das montadoras, no valor de US$ 4,9 bilhões. No ano passado, os investimentos somaram US$ 2,1 bilhões. Com isso, a capacidade produtiva do setor irá para 3,85 milhões de unidades este ano, ante 3,5 milhões em 2007. Para 2009, a Anfavea prevê que a indústria terá capacidade de produzir 4 milhões de veículos. “A maior parte do investimento de 2008 será para o aumento da capacidade”, disse Schneider, acrescentando que o valor de investimento deste ano é recorde e se baseia em dados apresentados até agora pelas montadoras.

[GM: nova fábrica de motores] - A General Motors do Brasil tem duas decisões a serem anunciadas. Uma é a construção da nova fábrica motores no sul do País, provavelmente em Santa Catarina, para produção anual de mais de 100 mil peças. Outra é a criação do terceiro turno de trabalho em uma das fábricas. Em janeiro, executivos da GM já haviam anunciado, durante o Salão do Automóvel de Detroit (EUA), a necessidade de uma nova fábrica de componentes no Brasil. Outra decisão será qual das três fabricas do grupo - São Caetano do Sul (SP), Gravataí (RS) ou Rosário (Argentina) - será ampliada para a produção extra de 50 mil veículos este ano.

Bons produtos voltados ao segmento

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Sempre é possível esperar mais tecnologia da Basf, uma das maiores fornecedoras de matérias primas do mundo para a indústria automobilística. Sejam poliuretanos, plásticos de engenharia ou especialidades estirênicas, elas são desenvolvidas com grande versatilidade para oferecer produtos com mais conforto, segurança e economia, entre outros. A Basf Poliuretanos, por exemplo, oferece uma vasta gama de produtos para o mercado automotivo. André Eduardo Santos, Analista de Marketing da Basf PU destaca que a linha de produtos básicos (Lupranat e Lupranol) são matérias-primas básicas a base de poliol e MDI utilizadas no estofamento do banco do automóvel, revestimento da porta e volante, dentre outros. “Os sistemas de

Divulgação/PS

Basf: mais conforto segurança e economia

A Basf oferece produtos especiais para o setor a partir de intensa pesquisa

poliuretano Elastoflex® e Elastofoam® são utilizados no estofamento de bancos, revestimento do teto e filtros de ar”, exemplifica. A Basf Poliuretanos não possui

lançamento recente, mas conta ainda segundo André Santos, com elastômeros, como o termoplástico (TPU) Elastollan® aplicado em situações com alta exposição à fadiga e Cellasto®,


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ESPECIAL

///Indústria Automotiva dade e a versatilidade das propriedades dos plásticos da Basf são vantagens vitais para um amplo número de produtores automobilísticos. “O compartimento do motor centraliza as mais altas exigências para os plásticos de engenharia neste segmento, e é exatamente onde o Ultramid®, Linha de PA – Poliamida, tem comprovado sua utilidade em numerosas aplicações nos últimos anos.”, explica. Belluco também enfatiza que o sistema elétrico completo de um veículo inclui muitas aplicações do Ultradur® (Linha de PBT – Polibutileno Tereftalato), que tem excelentes pro-

Divulgação/PS

utilizado como batente dianteiro e traseiro. “Quando comparado a aplicações de borracha, por exemplo, este material mostra-se mais leve, auxiliando na redução de consumo de gasolina”, explica. No geral, segundo o executivo, “a vantagem destes produtos é a de propiciar maior conforto no automóvel, reduzir seu peso e atender aos requisitos de resistência mecânica.” No ano passado a indústria automobilística brasileira cresceu muito e deve repetir o desempenho este ano e a Basf Poliuretanos também faz suas projeções. Conforme André Santos, “as áreas de Cellasto, TPU e Sistemas

de Plásticos de Engenharia. Confira os produtos e suas propriedades e aplicações:

[Ultramid ® Balance] – Poliamida 6.10, composta por cerca de 60% de ácido sebácico, material renovável e derivado da mamoneira (Ricinus communis). Pode ser utilizada em aplicações da Poliamida 6, porém possui menor densidade, maior resistência ao impacto em baixa temperatura e maior estabilidade dimensional devido à sua menor absorção de água.

[Ultramid® A3WG6 HXR e Ultramid® A3WG7 HXR] – Novos grades de Poliamida 66 resistentes à hidrólise, reforçados respectivamente com 30% e 35% de fibra de vidro. São mais resistentes aos testes de resistência à hidrólise especificados pelas montadoras, sendo assim, aplicáveis a: partes do circuito do líquido refrigerante do motor, capa de radiador, conectores e módulo de filtro de ar. Peças que tenham contato com água em alta temperatura e glycol, base do líquido de refrigeração.

[Ultramid® A3WG10-CR] –

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Letícia Mendonça destaca que além de novidades a Basf continua as pesquisas

Automotivos estão trabalhando em projetos de desenvolvimento com clientes e demonstram essa expansão. Espera-se um crescimento por volta de 5%”, completa.

[Plásticos de Engenharia] – A Basf também oferece outras várias opções para produção de peças automotivas. José Carlos Belluco, Gerente Regional de Plásticos de Engenharia destaca que a alta quali-

priedades elétricas, enquanto que o Ultraform® (Linha de POM - Poliacetal) é particularmente resistente a combustíveis e é especialmente empregado em componentes para o tanque. “Em contrapartida, o Ultrason® , extremamente resistente ao calor, encontra uso freqüente em lâmpadas de refletores”, ressalta. A Basf, segundo o executivo, tem importantes lançamentos para a área

Poliamida 66, reforçada com 50% de fibra de vidro, indicada para peças do sistema do motor do veículo – Ex: Coxim de motor – que sofram alta carga de tensão e que estejam expostas a temperaturas entre 30ºC e 120ºC, bem como contaminação por óleos e outros químicos.

[Basf Especialidades estirênicas] – A versatilidade que a Basf oferece aos transformadores inclui as Especialidades Estirênicas. A gerente da área, Letícia Mendonça, comenta que “os copolímeros de estireno da Basf também são amplamente utilizados na indústria automobilística, como por exemplo o Luran® S


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– material com excelente resistência aos raios UV e utilizado em aplicações externas como spoilers, carcaças de espelho retrovisor e revestimentos de coluna, o Terblend® utilizado em acabamento interno de veículos, e o Terluran-HH®, que além do acabamento interno pode ser utilizado também em grades frontais”. Letícia explica também que “a espuma de polipropileno expandido da Basf, o Neopolen® P, apresenta alta performance à deformação e é amplamente aplicada em sistemas de proteção ao impacto, como preenchimento de pára-choques, de encostos de cabeça e do pára-sol de vários modelos”, comprovando um dos objetivos da empresa. A executiva informa que a Basf tem lançamento recente, mas também muitas pesquisas para várias áreas. “Estamos trabalhando em novas aplicações para as linhas de produto já existentes – com pequenas modificações de grades. Um bom exemplo de nova aplicação é a utilização do Neopolen ® P como parte interna dos bancos. A utilização do material propicia redução do peso dos bancos, além de ser uma alternativa reciclável e inodora”, revela. E Letícia acrescenta: “Como produto totalmente novo, temos o Terluran® BX, cuja principal característica é o alto brilho, e que já está sendo utilizado na Europa no acabamento do câmbio de modelos de luxo”, finaliza.

Lanxess cresce com o setor O mercado de termoplásticos de engenharia para a industria automobilística encontra-se aquecido, comenta Andrés Fleischhauer, gerente re-

gional da América Latina da unidade de plásticos de engenharia da Lanxess. “A demanda e interesse por plásticos com características técnicas superiores esta incrementando notoriamente. Produtos com alta-resistência térmica e aditivo UV são bem mais procurados que anos anteriores”, ressalta. O executivo observa que o mercado também está procurando polímeros de superior fluidez e processabilidade em comparação aos materiais similares convencionais (caminhos de fluxo até 80% maiores com pouca perda de propriedades).

Durethan e Pocan Easy Flow / Xtreme Flow - PA 6 e PA66 pode ser aplicada em maçanetas externas, caixas de câmbio e na cobertura de motor, pois oferecem as seguintes vantagens: • possibilitam ciclos de injeção mais curtos, devido à menor temperatura de massa necessária para o processamento. • possibilitam a utilização de equipamentos de menor capacidade de injeção devido as menores pressões e velocidades exigidas. • grades com 50% e 60% de fibra de vidro para substituição de Divulgação/PS

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///Indústria Automotiva

Lanxess otimista: Andrés Fleischhauer destaca o bom momento do setor

Como parte de sua estratégia a Lanxess está lançando neste mercado as linhas de produtos Durethan e Pocan Easy Flow / Xtreme Flow - PA 6 e PA66 “para cobrir a demanda de polimeros easy flow e xtreme flow (super fluência). Produtos que por suas características técnicas cobrem perfeitamente as exigências da indústria automobilística”, explica Fleischhauer. O executivo informa que a Linha

peças metálicas com processabilidade similar a uma grade com 30% fibra de vidro. • grades com altos teores de fibra de vidro facilmente processados. Quanto a produtos recentes, Fleischhauer ressalta “as novidades apresentadas pela Lanxess nos últimos meses são poliamidas com 60% de fibra (Durethan BKV 60), que permitem obter peças com uma ótima perfor-


[Soft Touch] - Fleischhauer acrescenta: “Como distribuidores da empresa Ineos ABS, nós também apresentamos com muito sucesso um ASA soft touch (toque macio) que permite obter pecas com um excelente acabado e com um toque macio que está agradando muito os consumidores”, ressalta. Linha Soft Touch - Centrex ST 4800 e Lustran ST 4600; ASA e ABS com toque suave em aplicações coextrudadas e co-injetadas, têm as seguintes vantagens: substituição TPU, TPE e sistemas vinílicos, possibilitando a reciclagem do refugo gerado; excelente adesão no substrato ABS, PC+ABS e ASA; baixo brilho. Aplicações:

painéis e revestimentos externos e internos de ônibus, caminhões, barcos. Para aplicações exteriores, Fleischhauer destaca que a Lanxess, “tem apresentado um ABS com aditivo UV da empresa Ineos (Lustran H 606 LS) que e uma excelente alternativa ao ASA, com um beneficio de custo muito interessante para o consumidor”. Lustran ABS H606LS possui alta resistência à intempéries. Substituição do ASA em aplicações exteriores não-pintadas. O produto oferece as seguintes vantagens: menor densidade; superior processabilidade; maior resistência ao impacto; atendimento a exigentes normas automobilísticas. Aplicação: carcaça de retrovisor externo não-pintado, grade dianteira não pintada A tecnologia oferecida, aliada ao bom momento do setor levam a Lanxess a

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de energia na transformação; alta resistência térmica e brilho superficial; menor densidade e redução do peso da peça final.

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mance e rigidez”. Confira as novas linhas de poliamidas, suas propriedades e aplicações: [Linha Durethan] – produtos específicos para o processo de injeção à gás e injeção à água (PA6 e PA66 com reforço de fibra de vidro e híbrido com carga mineral) - Aplicação: tubo de resfriamento de motores; [Linha Durethan] - com estabilização térmica para uso contínuo até 160°C e resistência à hidrólise. Aplicação: vários itens de motor: sistema de óleo do motor, peças de montagem, dutos de entrada de ar, sistema elétrico, sistema de resfriamento do motor. [Durethan A 31 S] - moldura farol, substituição de outros materiais mais caros. Vantagens: melhor processabilidade e menor custo


fazer projeções otimistas para 2008, segundo Fleischhauer: “O segmento da industria automobilística e muito importante para a Lanxess, que sempre acompanhou a evolução técnica da indústria automobilística, apresentando materiais que atendem as atuais normas e, portanto, acompanhamos em 2007 o crescimento do setor. Para 2008, a expectativa é acompanhar o ritmo previsto pela Anfavea”, completa.

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Novas tecnologias da Bayer: foco na eficiência e ecologia A Bayer MaterialScience é uma das maiores produtoras de polímeros de alta performance do mundo e, graças ao constante desenvolvimento em materiais inovadores como coatings, adesivos, espumas para isolamento térmico, selantes, policarbonatos e poliuretanos, está presente em todos os setores, com destaque para a área automotiva. O engenheiro industrial Fermín Coloma, responsável de Assistência Técnica de Aplicação para América Latina, destacou algumas novidades em policarbonato apresentadas na Feira K, em 2007, na Alemanha, além de outros produtos já consagrados do catálogo do setor. “Temos duas grandes novidades que foram apresentadas na K, comprovando a liderança no desenvolvimento do policarbonato afirma o especialista. No seu desafio de cada vez mais substituir o aço por plástico nos veículos automotores, Fermín diz que a Bayer, primeira no mundo em policarbonatos, tem conseguido expressivos resultados”. O engenheiro destaca a aplicação da tecnologia glasing no Smart Fortwo: “Além da alta funcionalidade e da liberdade de criação, a manufatura de peças leves automotivas vem igualmen-

te tornando-se cada vez mais importante face aos crescentes preços da gasolina e a maior preocupação com a proteção climática”, ressalta. Com uma área de 1,2 m2, o teto do novo smart fortwo é o maior componente de policarbonato do mundo de seu tipo desenvolvido para um veículo fabricado em série. A superfície exterior de alta qualidade é feita do policarbonato transparente Makrolon® AG2677. Fermin revela o que agrada: “O peso pode ser reduzido em aproximadamente 40% em comparação a projetos similares que

to, com sua fluidez melhorada”, relata Fermin Coloma.

Bayblend® FR (anti-chama) - blendas PC/ABS. “Desenvolvemos novos grades de fluidez melhorada para a fabricação de TV’s de tela plana”, acrescenta o especialista.

Bayblend® XF (fluidez extra para a indústria automobilística) - nova geração de blendas PC/ABS com fluidez melhorada em 15% e melhor estabilidade à luz.

Bayblend® GF (fibra de vidro) - nova geração de blendas PC/ Divulgação/PS

ESPECIAL

///Indústria Automotiva

Bayer MS: faróis fabricados com o policarbonado Makrolon, líder mundial

utilizam vidro”. A Bayer MaterialScience acredita que o plástico de alta tecnologia Makrolon® possui grande potencial no projeto de tetos, tetos lamelares e outros componentes transparentes. Confira alguns dos polímeros e suas aplicações: Makrolon® - marca de policarbonato da Bayer, que é líder mundial neste segmento. APEC®: policarbonato de alta resistência térmica, exclusivo da Bayer. ”Estamos oferecendo no mercado uma nova geração deste produ-

ABS com fluidez melhorada até 50%, melhor estabilidade à luz e ao envelhecimento térmico.

Bayblen® MF (carga mineral) - nova geração de blendas PC/ ABS com elevada fluidez e rigidez, junto com a baixa expansão térmica, apropriado para peças externas.

Bayblend® DP W85 XF “Como novidade a Bayer oferece nova blenda de PCS com ASA para novas aplicações que requerem resistência ao intemperismo superior. Elas são


Divulgação/PS

oferecidas já pigmentadas, o que libera o cliente da fase de pintura”, finaliza Coloma.

Exatec: tecnologia em painéis transparentes

Os avanços tecnológicos no setor são notáveis e o plástico acompanha o ritmo

(EUA), expandiu suas instalações para oferecer desenvolvimento aprimorado do processo e realização de protóti-

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policarbonato (PC) Lexan*. Para apoiar esta medida a sede global da Exatec em Wixom, Michigan

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Como forma de ajudar a satisfazer a demanda dos clientes por veículos com maior economia de combustível, o setor automotivo está se concentrando em soluções alternativas de painéis transparentes que podem reduzir o peso do veículo e ajudar a melhorar a economia de combustível. A Exatec LLC, uma subsidiária de propriedade total da Sabic Innovative Plastics, está ampliando sua gama de tecnologias de revestimentos para oferecer aos projetistas novos recursos em painéis transparentes inovadores para veículos com a resina de


pos, especialmente para sistemas de tetos amplos e panorâmicos. Este investimento em novas tecnologias de processo permitirão à Exatec oferecer aos clientes automotivos soluções de produtos avançadas e suporte técnico excepcional. Ao comemorar seu 10º ano no mercado em 8 de março, a empresa está introduzindo suas mais recentes tecnologias e recursos, inclusive um laboratório de aplicação de verniz aprimorado, uma nova máquina de moldagem por injeção Engel e um sistema de plasma exclusivo em escala total para revestir continuamente janelas de policarbonato. [Peso] - A redução de peso é a necessidade principal dos fabricantes mundiais de veículos. A lei Café, dos Estados Unidos, e as metas de redução de CO2 em diversos mercados automotivos de todo o mundo estão impulsionando a mudança. Os painéis transparentes leves revestidos com PC, além de fornecerem uma redução de peso significativa, também garantem uma aparência diferenciada graças à maior liberdade de projeto. Sistemas de revestimento, inclusive Pecvd (deposição química a vapor aprimorada por plasma) e revestimentos úmidos que adicionam proteção e estética, são a chave para soluções de painéis transparentes de policarbonato bem-sucedidas. A relação é incrível, pois segundo o American Plastics Council (APC) relata, para cada 10 por cento de redução no peso de um carro ou caminhão, a autonomia aumenta em sete por cento. Os plásticos, que oferecem alto desempenho e durabilidade, bem como menor peso se comparado ao aço, ao alumínio e ao vidro, podem ajudar

a reduzir o consumo de combustível, de acordo com o APC. Em alguns veículos, o uso de plásticos em pára-choques, painéis da carroceria, faróis, tanques de combustível e outros componentes ajudou a reduzir em até 90 kg o peso total do veículo. “A Exatec pode fornecer a mais avançada linha de soluções de revestimento com as resinas de policarbonato Lexan para aplicações em painéis transparentes automotivos”, disse John Madej, presidente da empresa. “Esta expansão de nossas instalações em Michigan permite à Exatec concentrar em um só lugar as mais avançadas soluções em painéis transparentes automotivos disponíveis”.

[Painéis transparentes] Componentes automotivos, tais como amplos tetos panorâmicos, são bastan-

genharias compensatórias para que o veículo mantenha seu desempenho. A Exatec destaca que, quando esta mesma aplicação é construída utilizando tecnologias de painéis transparentes de PC, o peso do sistema do teto é reduzido de 40 a 60 por cento. Ao mesmo tempo, os painéis transparentes de policarbonato Lexan possibilitam a criação de projetos de teto emocionantes e incorporam funcionalidades que não podem ser obtidas com o vidro tradicional, além de criarem uma superfície com design diferenciado que pode ajudar as marcas a se destacarem na multidão. A empresa opera um centro de desenvolvimento de tecnologia global em Wixom, Michigan e as principais tecnologias de desenvolvimento incluem moldagem por injeção de multicomDivulgação/PS

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///Indústria Automotiva

Para cada 10% de redução no peso de um carro, a autonomia cresce 7%

te beneficiados com o uso de painéis transparentes de PC. A adição de um teto panorâmico normalmente dobra o peso acima da linha de cinto em relação a um teto tradicional, o que requer suspensões melhores e outras en-

ponentes, desenvolvimento de verniz de silicone e métodos de aplicação; revestimentos Pecvd para aprimorar a resistência às intempéries e à abrasão e desenvolvimento de tecnologias facilitadoras, inclusive descongelantes,


Divulgação/PS

Protetor de ar do motor: material fabricado com o DuPont Zytel®

Tradicional fabricante de produtos de vanguarda para vários seg-

mentos, a DuPont tem apresentados grades valorizados também para produção de pelas para o setor automotivo. Conforme Walter Atolino,

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DuPont: recursos renováveis e aposta no mercado nacional

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antenas fractais e eletroluminescência. As instalações de Wixom oferecem moldagem por compressão de injeção com duas cores; um laboratório de revestimentos úmidos para pesquisa e programas de protótipos em um ambiente com sala limpa; o único sistema de revestimento por plasma em escala total; uma ampla (até 52 pol. x 98 pol.) máquina de impressão em tela plana e um laboratório completo para testes de painéis transparentes de PC. A Exatec trabalha com diversos fornecedores, inclusive Engel para máquinas de moldagem por compressão de injeção de multicomponentes, InGlass para moldes adequados a aplicações em painéis transparentes de PC e Momentive Performance Materials para vernizes de silicone.


Gerente de Marketing de Polímeros de Engenharia para Indústria Automobilística da DuPont do Brasil, os principais polímeros de engenharia fornecidos pela empresa para este setor atualmente são: [DuPont Zytel®] - Resina de nylon utilizada em peças estruturais, carcaças, engrenagens, peças mecânicas em geral, componentes eletro-eletrônicos. Poliamidas termoplásticas caracterizadas pela alta resistência mecânica, tenacidade e resistência ao desgaste, à maioria dos produtos químicos e impactos repetidos. [DuPont Hytrel®] - termoplástico elastomérico que combina as características de alto desempenho dos elastômeros com a processabilidade dos termoplásticos, utilizado em componentes flexíveis em que resistência mecânica e durabilidade são necessárias: elementos de vedação, diafragmas de bombas, capas de proteção, molas, engrenagens, absorvedores de impacto e vibração, porta de air-bags, tubulações, etc. [DuPont Crastin®] - É uma resina de poliéster termoplástico (Polibutileno Tereftalato) para moldagem por injeção. Na indústria automobilística ela está presente na máscara do farol, maçaneta, bobinas de ignição, conectores, etc. Entre as muitas características de destaque estão propriedades como rigidez, tenacidade, resistência térmica, baixo coeficiente de atrito e desgaste, excelente acabamento superficial e fácil coloração.

[DuPont Zytel® HTN] Poliamida de Alta Performance utilizada em produtos onde alta resistência térmica e química, e estabilidade dimensional são necessárias: linhas de

combustível, isoladores de motores elétricos, relês, válvulas direcionais, etc. Os produtos da linha são alternativas econômicas e muito resistentes em relação aos metais e termofixos, permitindo uma ampla gama de aplicações no segmento automobilístico.

[DuPont Delrin®] - Resina de

rais que exigem baixo empenamento e bom aspecto superficial. Além das propriedades inerentes às resinas de nylon, como resistência mecânica e química, tenacidade e boa performance térmica, o Minlon® apresenta alta rigidez, baixo empenamento, estabilidade dimensional e possibilidade pintura.

acetal homopolímero, é um polímero de engenharia altamente versátil, com propriedades similares às dos metais. Peças mecânicas em geral, engrenagens, fivelas para encaixe sob pressão, correias transportadoras, etc. Oferece excepcional resistência mecânica, rigidez, dureza, estabilidade dimensional,

[Lançamentos] – Atolino ressalta que a DuPont iniciou em 2007 a produção de novos elastômeros e de resinas termoplásticas de alto desempenho produzidas a partir de duas de suas mais recentes inovações em biomateriais. “Os produtos serão destinados aos mercados automotivo, eléDivulgação/PS

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///Indústria Automotiva

Peças e engrenagens para o motor produzidas com DuPont EP-EU®

resistência à fadiga, resistência à abrasão, resistência a solventes e auto-lubrificação. Sua moldagem é simples, permitindo a fabricação de peças complexas fácil e rapidamente. [DuPont Minlon®] - Resina de Nylon com carga mineral ou carga híbrida. É utilizada em componentes automotivos de exterior (corpo de retrovisores, calotas), pequenos componentes eletrônicos, peças estrutu-

trico/ eletrônico e outros setores industriais”, conta. O executivo também comenta que “opções intermediárias do polímero DuPont™ Sorona® e do DuPont™ Hytrel® produzidos com recursos renováveis serão elaboradas a partir do açúcar do milho, no lugar do petróleo, usando um processo exclusivo e patenteado”, diz. Segundo ele, o principal componente do Sorona® é o Bio-PDO™, que


Divulgação/PS

Duto de ar para utilização em automóveis, feito com DuPont Hytrel®

para mais próximo dos metais. Segundo o executivo, os passos mais recentes da DuPont envol-

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ço dos polímeros, resultantes do trabalho da companhia para levar as propriedades dos compostos de polímeros

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substitui o 1,3-propanediol (PDO) à base de petroquímicos. “O novo DuPont™ Hytrel® é produzido a partir de um novo poliol da DuPont feito com Bio-PDO™”, revela Atolino De acordo com o Gerente de Markekting, as características de desempenho e processamento do Sorona® e do Hytrel® de fonte renovável são tão boas ou melhores do que os produtos atuais feitos totalmente a partir de petroquímicos. “Entre os plásticos de engenharia, o Sorona® apresenta características de desempenho e moldagem semelhantes ao PBT (polibutileno tereftalato)”, revela. Outra novidade que Atolino destaca é o avanço de desempenho em seus materiais por meio da nanotecnologia e de métodos mais eficientes de refor-


vem uma família superestrutural que usa uma combinação de poliamidas de alto desempenho e vidro ou reforços de fibra de carbono para fornecer novos níveis de força e rigidez. “Foi possível produzir esses materiais com forte estrutura a partir de concentrações elevadas de fibras curtas de vidro convencionais que exigem inovações em termos de tecnologias de composição”, informa. Atolino esclarece detalhes técnicos importantes. “Os termoplásticos reforçados com fibras longas de vidro se movem ainda mais para cima na curva de substituição de metais em aplicações em que o baixo peso e a alta rigidez são críticos.” E acrescenta: “mais avanços serão conquistados a partir de híbridos de metal/plásticos, compostos de termoplásticos reforçados com tecidos e reforços de fibras longas de carbono”, projeta. Quanto ao mercado, Atolino garanta que a DuPont vai continuar aproveitando o bom momento da indústria automobilística brasileira e esxpera repetir o desempenho este ano e crescer novamente. “Conforme dados da Anfavea, o ano de 2007 teve o maior resultado em unidades produzidas pelo setor automotivo brasileiro, com um crescimento em relação a 2006 de 13,9%. Os resultados de vendas realizadas pela área de Polímeros de Engenharia da DuPont para o setor automotivo acompanhou esse crescimento. Em 2008, o objetivo é manter os mesmos resultados, acompanhando os índices de crescimento do setor.”, finaliza.

DSM amplia uso do Keltan Com uma unidade no Pólo de Triunfo (RS), a DSM Elastômeros do Bra-

sil está otimista com as expectativas de crescimento da indústria automotiva brasileira e projeta expandir suas vendas locais no mesmo passo. A empresa fabrica borracha sintética EPDM sob a marca Keltan. O produto possui propriedades especiais e de extrema importância para a indústria automotiva. Segundo o executivo de marketing Luiz Thomé, o material confere excelente resistência às intempéries, ao ozônio e tanto a altas como baixas temperaturas. “Tais características, determinam o Keltan como o polímero ideal em formulações destinadas à fabricação

EP(D)Ms modificados através de processo de Extrusão Reativa. Esta nova tecnologia gera uma família de polímeros com propriedades especiais voltadas às aplicações de aditivos de óleo de alto desempenho, hot-melts, moldagem de união de perfis automotivos, entre outras. Thomé revela que ao final de 2008, de sua planta na Holanda, a DSM produzirá através de tecnologia metalocênica ACE um novo EPDM de alto VNB. “Este polímero apresenta resistência superior à temperatura e alto desempenho em curas peroxídicas”. O produto permitirá a fabricação de peDivulgação/PS

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///Indústria Automotiva

DSM: a borracha sintética EPDM, sob a marca Keltan, tem vários usos

de perfis automotivos, mangueiras de radiador, peças do sistema de freios, correias e diversas outras aplicações de tecnologia nos veículos automotores”, salienta Thomé. O executivo destaca ainda, o uso do produto como aditivo em óleos automotivos, proporcionando as propriedades multigraus que ampliam sua durabilidade e desempenho. A empresa está lançando em sua planta de Triunfo (RS) os

ças de exposição térmica de performance superior às existentes em aplicações como mangueiras de radiador, correias em V, cabos elétricos, etc.

Poliamida 12 Vestamid e o Acrylite, da Evonik Outra empresa com tradição para este segmento é a Evonik Degussa, que oferece Polímeros de Alta Performance para diversas aplicações na indústria


nas voltados para a indústria automobilística, a Reichhold aposta numa vasta linha de produtos com alta tecnologia para participar ativamente deste setor. A empresa é considerada líder mundial no fornecimento de resinas poliéster insaturada para a indústria de composites e uma das fornecedoras líderes na indústria de Coatings e Artes Gráficas para uma diversidade de mercados e aplicações. Conforme o gerente de desenvolvimento de mercado em compósites da empresa, Alexandre Nogueira, a atuação brasileira da indústria de composites para o mercado de transportes tem sido vista de forma muito positiva pelos países de âmbito global. “O Brasil é considerado hoje um dos maiores fabricantes mundiais de ônibus, microônibus e vans, sendo o setor automotivo um dos principais exportadores do ano de 2007”, acrescenta. Para sustentar a afirmação, Nogueira explica que, de acordo com pesquisas divulgadas pela Associação Bra-

sileira de Materiais Compósitos (Abmaco), a indústria de composites no Brasil teve um crescimento aproximado de 20%, onde 22% deste mercado correspondem ao segmento de transportes. Um fator de grande contribuição para esse significativo resultado, segundo o executivo, é o investimento feito pelas montadoras internacionais no Brasil, principalmente nos últimos anos, sinalizando boas expectativas para a indústria de composites para 2008. Com este mercado apresentando resultados e prospecções tão positivas, a Reichhold está preparada para atender a crescente demanda. Para isso possui em suas linhas Polylite®, Resapol®, Resacril®, Dion® e Norpol®, uma vasta gama de produtos voltados para as tecnologias em SMC, BMC, RTM, através do processo de moldagem fechada. Nogueira explica que tais compostos, formados pelas resinas e aditivos da Reichhold, proporcionam às peças da indústria automotiva e de transporte pesado, excelente resistên-

Plá Plá stico stico Sul Sul # # 83 83 -- Fevereiro Fevereiro de de 2008 2008

Com aditivos, compostos e resi-

Reichhold: considerada líder no fornecimento de compósites para o setor

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Reichhold preparada para atender a demanda

Divulgação/PS

automobilística. A Poliamida 12 (Vestamid), por exemplo, é muito utilizada em linhas de combustível e em linhas de freios. Segundo informações da empresa, sua excelente performance química e mecânica permite a produção de linhas que não são afetadas por ataque químico dos combustíveis e resistentes à alta pressão. A Vestamid também é usada em linhas de embreagem e linhas de freio a vácuo. No final de 2007, a Evonik Degussa incluiu em seu portfólio a PPA (Vestamid HT Plus), que oferece excelente propriedade mecânica em combinação com alta resistência à temperatura, acima de 180º C e é recomendada para aplicações no compartimento do motor, sistemas de embreagem e em substituição ao alumínio em diversos componentes. A empresa oferece ainda Polímeros Acrílicos para aplicações automotivas. O Acrylite® é uma resina de PMMA utilizada em lentes para painéis de automóveis e em lentes de lanternas traseiras. Sua principal propriedade é a transmissão de luz, acima de 92%, proporcionando alta transparência e excelente qualidade óptica para as peças. A Evonik Degussa desenvolveu também o Acrylite® Plus NTA, que é um acrílico não-transparente, adequado para aplicações externas como suporte de espelhos e colunas. Este material já pode ser produzido nas cores automotivas e pode reduzir custos de produção ligados à eliminação da etapa da pintura das peças. A excelente resistência aos raios UV faz do PMMA uma boa alternativa para as aplicações exteriores.


ESPECIAL

///Indústria Automotiva cia a altas temperaturas, excepcional resistência ao impacto, alta flexibilidade e elevado nível de acabamento superficial. Os produtos da Reichhold são utilizados nos mais variados veículos de transportes, como caminhões, ônibus, automóveis e inclusive em peças internas das cabines de aeronaves. Confira os detalhes:

[Compostos SMC E BMC] a empresa fabrica a Polylite® 661-00, resina poliéster insaturada com elevada reatividade, baixa viscosidade e espessamento com Óxido ou Hidróxido de Magnésio. Nogueira afirma que apresenta boas propriedades mecânicas às elevadas temperaturas e excelente aspecto de superfície às peças automotivas. Além disso, a empresa produz a Polylite® 31602-00, uma resina com excelentes características nos compostos SMC e BMC, como elevada temperatura de distorção térmica, rápido ciclo de cura, ótimas propriedades mecânicas e excepcional estabilidade dimensional.

[Aditivos para SMC E BMC]

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- compreende no Resacril 21-027, aditivo de baixa contração para compostos de poliéster para moldagem a quente, em processos como o SMC, BMC e pultrusão. “A utilização deste aditivo nos compostos permite a pigmentação dos compostos, conferindo uniformidade na coloração das peças automotivas”, afirma o gerente. Faz parte da linha também o Norpol® LPA 9880, um aditivo de baixa contração também utilizado em compostos de poliéster para moldagem a quente.

[Aditivos SMC para Classe A] - É o Norpol® LPA 9892, aditivo de baixa contração com estireno, indicado para utilização juntamente com outros aditivos em formulações

de SMC classe A.

[Processos] - RTM/ moldagem a vácuo/ prensagem a frio: Polylite® 10224 é uma resina com rápida desmoldagem e excelente estabilidade térmica e dimensional, empregada na fabricação de peças reforçadas com fibra de vidro, principalmente pelo processo RTM, prensagem a frio ou moldagem a vácuo. Existe ainda a Polylite® 10-367, tecnologia também indicada aos processos de RTM, moldagem a vácuo e prensagem a frio.

[Massas para reparo de veículos] - A Polylite® 10-321 é uma resina poliéster insaturada utilizada na fabricação de massas plásticas para reparos em veículos, moldagens e colagens em geral. Outro produto é o Polylite® 10-372, utilizado na fabricação de massas poliésteres para reparos em veículos automotivos. “Confere às peças finais excelente acabamento superficial, alto grau de flexibilidade, resistência ao impacto, além de maior tempo de vida útil, se comparado aos produtos convencionais”, avalia Nogueira.

Ara Ashland: mais resinas para tanques Com grande conceito no segmento de compósitos, a Ara Ashland está expandindo o portfólio de resinas para fabricação de tanques de combustíveis e apresenta um novo produto ao mercado. Segundo o gerente comercial Rodrigo Oliveira, “a empresa está atenta à crescente demanda do setor de tanques de combustíveis, e desenvolveu mais uma resina para a fabricação da jaqueta de compósito que envolve o tanque primário de aço”. Denominado Arazyn 4.7, o produto – de base tereftálica – também foi certificado pelo

órgão internacional Underwriters Laboratories (UL), seguindo o caminho aberto no Brasil pela Aropol* 7241T da Ara Ashland, a primeira resina fabricada no país a conquistar o aval da UL para a produção de jaqueta de compósito. “Passamos a contar com mais uma alternativa de produto para esse importante segmento de mercado”, comenta Rodrigo Oliveira.

Unipac antecipa tendências A divisão automobilística da Unipac é subdividida em três: montadoras, reposição e acessórios. Com peças produzidas por termoformagem, sopro, rotomoldagem, injeção e borracha, a divisão é responsável por produtos como os tanques de combustível, dutos de ar (rotomoldado e soprado), protetores de caçambas para pickup, trunk, corotes de água para caminhões, pára-lama para cavalo mecânico e peças de aparência para veículos das mais diferentes marcas existentes no país. Em 2005, parte destas soluções começaram a ser exportada para os Estados Unidos e países da Europa e América Latina. [Linha Pesada / Tanques de Combustível] - A Unipac já disponibiliza às montadoras e ao mercado de autopeças tanques de combustível adequados para uso de biodiesel B5, se antecipando às determinações legais, que entrarão em vigor somente em cinco anos. Em 2008, o uso de biodiesel será obrigatório no País. O novo combustível já é uma realidade e a Unipac, empresa do Grupo Jacto, reconhecida por prover soluções, se antecipou à legislação, adequando toda sua linha de tanques de combustível de plástico às características das misturas que se-


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rão exigidas daqui a cinco anos. Pioneira no desenvolvimento e fabricação de tanques plásticos para caminhões, a Unipac fornece atualmente tanques de plástico com capacidade de 100 a 600 litros, adequados para uso de biodiesel B5, para as mais renomadas montadoras de caminhões e ônibus, e também para o mercado de reposição. O produto é desenvolvido desde os conceitos iniciais do projeto, para atender à necessidade do cliente, até a conclusão dos testes homologatórios que asseguram a qualidade e o compromisso de produzir itens de segurança com confiabilidade. As principais vantagens dos tanques plásticos são: * não corroem pela utilização do óleo diesel comercializado no Brasil; * não contribuem para a danificação da bomba e do bico injetor; * podem vir originais de fábrica; * não necessitam de reposição; * dura toda a vida útil do caminhão ou ônibus (10 a 15 anos). Os tanques da Unipac possuem garantia de qualidade assegurada de um ano.

mecânicos existentes atualmente.

[Corote] - Para ser fixado em caminhões e ônibus, o Corote tem a finalidade de armazenar líquidos como água, para lavagem das mãos e outras utilizações. [Peças Técnicas] - As montadoras têm à disposição soluções em peças técnicas, entre elas, de aparência, dutos de ar (tanto para o sistema de admissão como para condução de ar pelo painel de instrumentos), tomadas de ar, cinzeiros e consoles. Todas passam por uma análise dimensional em instrumentos de precisão, o que possibilita um perfeito acabamento dos produtos.

todos os modelos de pick-ups, como S10 cabines simples e dupla, Toyota Hilux, Nissan Frontier, Montana, L200 Sport, F250, Ranger, Courier, Corsa e Strada. A peça, além de deixar o veículo mais bonito, tem como função proteger a caçamba do veículo. Produzidos em material reciclável, os protetores apresentam proteção contra raios solares (na resina é utilizado um pigmento anti UV) e possuem capacidade para suportar o peso máximo indicado pelo fabricante do veículo.

[Trunk] - Dentro da linha de acessórios para veículos, a Unipac fabrica o Trunk, um tipo de caixa acoplável à parte traseira de veícuDivulgação/PS

ESPECIAL

///Indústria Automotiva

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[Tanques de expansão] Este reservatório armazena a água do sistema de arrefecimento do motor, ou seja, é o reservatório de água do radiador. Pode ser fornecido para as montadoras de caminhões e ônibus e também como uma alternativa para quem precisa repor a peça original do motor. [Pára-lamas] - Destinados ao mercado de reposição de peças e também para ser fornecido como peça original em diversos tipos de caminhões, os pára-lamas são produzidos para atender aos modelos de cavalos

Trunk: caixa fabricada em plástico resistente, acopável à traseira de veículos

[Itens de reposição] - Dentro do propósito de oferecer soluções, a divisão automobilística da Unipac também oferece produtos para o mercado reposição, entre eles, tanques de combustível para veículos pesados, tanques de expansão, corote, acessórios para pick-ups e caminhões.

[Linha Leve / Protetores de caçamba] - A linha de protetores de caçamba da Unipac possui 17 versões, que atendem a praticamente

los tipo pick-up, que servem como um porta-malas para o transporte de objetos em geral. O Trunk facilita a vida de esportistas, profissionais liberais, vendedores, estudantes universitários, além de frotistas e cooperativas, que necessitam transportar objetos rotineiramente, como malas, ferramentas, equipamentos esportivos em geral, material profissional como produtos veterinários, jardinagem, entre outros. P S


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EVENTOS

///Semana ///Semana da da Embalagem Embalagem

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Novo formato agrada expositores e visitantes A 1ª Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, de 10 a 24 de março, atingiu seus objetivos. Organizada pela a Reed Exhibitions e a Alcantara Machado terminou com um balanço prévio bem sucedido, segundo os promotores. Seguindo uma tendência mundial foram reunidos em um único evento toda a cadeia das indústrias gráfica e de embalagem, visando atender às necessidades do mercado expositor e, ao mesmo tempo, dos visitantes/compradores. Mais de 50 mil visitantes passaram pelos estandes dos mil expositores que estiveram no Anhembi durante dos seis dias de feira. “Temos a certeza que por ser a primeira experiência, os resultados são favoráveis. O grande mérito desse encontro foi proporcionar uma união de todas as entidades envolvidas, o que fortalece o segmento. Agora é preciso avaliar os resultados finais para providenciar ajustes e melhoras para a próxima edição”, disse Merheg Cachum, presidente a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico). A Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística 2008 foi integrada pela Brasilpack (Feira Internacional da Embalagem), Fiepag (Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica), Flexo Latino América (Feira Internacional de Flexografia), Salão Embala Inovação (Convertedores e Agências de Design e Desenvolvimento de Embalagens) e a Brasil Screen & Digital Show (Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital). Evaristo Nascimento, diretor do evento, explica qual era o propósito inicial: “Lançamos um projeto extremamente competitivo, com forte imagem de marcas e apelo mercadológico. Outra vantagem é que a união da Reed Exhibitions e da Alcantara Machado, dois gigantes do setor de feiras, traz inúmeros benefícios para o evento, como maior agressividade mercadológica e melhoria dos serviços prestados aos diferentes públicos”, explica. Além da Abiplast, outras entidades que apoiaram o evento foram a Abimaq (Associação Brasileira de Indústria de Máquinas), a Abre, a Abflexo-FTA Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia) e a Abief (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis).


Polimáquinas: Luiz Gonzaga Tenuta (no detalhe) destaca a competitividade

embalagens tipo camiseta, mas também para embalagens para o agronegócio, principalmente frangos, um dos destaques na economia do Rio

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no Rio Grande do Sul, que dará atendimento à toda a região. Os principais focos dos modelos da Polimáquinas são as máquinas para fabricação de

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O movimento intenso no estande da Polimáquinas durante a 1ª Semana de Embalagem, Flexografia e Logística reflete a importância da empresa para o setor de máquinas para embalagens e o conceito conquistado ao longo de três décadas. O diretor geral Luiz Gonzaga Tenuta aposta em produtos de qualidade com certificação ISO 9001. “Nossas máquinas são destinadas àqueles fabricantes que desejam produzir qualquer tipo de embalagem com qualidade e produtividade”, reforça. Agora Tenuta tem dedicado um bom tempo de sua estratégia para avançar nos mercados do Sul, tendo avançado recentemente para Santa Catarina e nomeado um representante

Divulgação/PS

Polimáquinas reforça foco na Região Sul


Grande do Sul, um grande exportador. Pioneiro – Quem conhece as embalagens para frango usadas atualmente, com fundo redondo (Para não armazenar líquido), talvez não saiba que a “inventora” foi a Polimáquinas. “Nós tínhamos uma acessório para fundo redondo em uma máquina americana de corte e solda e fomos experimentando até chegar a este modelo que ainda hoje é usado”, lembra o empresário. “Depois passamos fabricar a máquina para fazer fundo redondo e foi um sucesso”, conta Tenuta. [Meta] - Hoje, o grande mercado são as sacolas para supermercado (tipo camiseta), e recentemente a empresa relançou o fundo redondo para frango. Essa dedicação repercute no Sul, onde a Polimáquinas trabalha forte há dois anos para conquistar mercado, mas agora nomeou representante para um mercado forte em agroindústria, principalmente carnes embaladas. Para quem forneceu a primeira máquina para sacolas de supermercado – a Parnaplast, do Paraná, em 1987, quando forneceu o primeiro modelo totalmente automatizado, o tempo passa rápido e exige novidades. A Polimáquinas não fez nenhum lançamento nesta Semana de Embalagem, mas deverá ter novidades para a Brasilplast de 2009. “Nós temos uma linha com opções suficientes para agradar qualquer cliente”, completou o diretor Tenuta.

Romi destaca sopradora JAC na Brasilpack Maior fabricante brasileira de máquinas-ferramenta (tornos e centros de usinagem) e máquinas para plástico, a Indústrias Romi produz equipa-

mentos utilizados por fabricantes dos mais variados setores industriais, como o automobilístico, energia, infra-estrutura e de bens de consumo em geral. A empresa esteve expondo na 1ª Semana Internacional de Embalagem, Impressão e Logística. O diretor-presidente, Livaldo Aguiar dos Santos, destacou a participação da Romi no encontro. “A Brasilpack é um grande evento e muito importante para a Romi. Este ano nossa participação foi ainda mais relevante porque, pela primeira vez, estivemos presentes com uma

midade de parede e peso”, ressaltou. O executivo completou: “Além de mostrar nossas máquinas e de todos os importantes contatos com a nossa clientela atual e a potencial que a feira propicia, a Brasilpack ampliou efetivamente a nossa base comercial, pois vendemos para empresas que ainda não eram nossas clientes. São estas oportunidades que mostram a importância de uma feira como esta, que ainda teve a feliz idéia de agregar no mesmo evento a 1ª Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística, traDivulgação/PS

EVENTOS Plá stico Sul # 83 - Fevereiro de 2008

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///Semana da Embalagem

Romi: apresentou a linha de sopradoras J.A.C., adquirida em janeiro

sopradora da J.A.C. Indústria Metalúrgica Ltda., empresa adquirida pela Romi em janeiro”, informou. Livaldo disse também que na feira, a Romi mostrou ao mercado uma sopradora Romi JAC, modelo Compacta de 8 toneladas. Equipada com 14 cavidades de iogurte 500 ml. “A máquina é capaz de produzir 4,2 mil frascos por hora em PEAD. É considerada uma das mais produtivas da linha, com tecnologia avançada para a fabricação de embalagens plásticas com unifor-

zendo ainda mais participantes ao Anhembi”, disse o diretor-presidente da Indústrias Romi.

Ineal vive grande momento Com produção 100% nacional, a Ineal Equipamentos Periféricos para Indústria Plástica está há 18 anos no mercado produzindo equipamentos periféricos que permitem ao cliente encontrar soluções para qualquer aplicação na indústria do plástico. Conforme o diretor Ademir Martins desta-


Divulgação/PS

Cerri, da Rone, acha que o foco mudou demais em relação à Brasilpack 2006

Moinhos Rone: Queixas Experiente em eventos, Ronaldo Cerr, diretor da Rone Moinhos, estava com o semblante mais tranqüilo na sex-

ta-feira, quando a mudança de comportamento dos visitantes havia se alterado nos últimos dias. Mas ele queixou-se que nos dos primeiros dias não houve movimento e pensou que teria prejuízo porque não fizeram negócios nem tivera pedidos. “Depois, na quarta e quinta-feira começou a melhorar, mas ainda vamos avaliar para saber se vamos participar da próxima”, alertou. Cerri queixa-se porque nas edi-

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além, em torno de 20%. Esperávamos 10% como nos anos anteriores. Agora, diante desse quadro, a idéia para esse ano é de um crescimento um pouco menor, e estamos pensando em 5%”, completa.

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ca, foi a terceira participação na Brasilpack e que o objetivo maior era entrar com o Sistema de Alimentação e oferecer a parte de PET. “Muitos recicladores, transformadores que utilizam PET-Flake na parte de Cristalização, pré-forma e até mesmo dosagem, Tanto o dosador mais simples como a mistura de 3 a 4 elementos”, explica. Martins considera a Brasilpack uma feira técnica , bem direcionada, diferente, por exemplo, da Brasilplast. Ele afirma que a Ineal possui condições de oferecer máquinas para o transporte de matérias-primas (individual ou central), sistemas de dosagem volumétrica, moinhos, desumidificadores, secadores, silos de armazenamento, carrinhos de transporte; que permitem satisfazer as exigências em todos os processos de transformação de plásticos - Injeção, Sopro, Extrusão, Préformas PET, Sistemas de Cristalização de PET-Flake. Considerando 2008 como um ano de mudanças, Martins faz suas projeções com tranqüilidade. “A Ineal vem em crescimento desde 2004 e, em 2007, foi além do que projetamos, bem


EVENTOS

///Semana da Embalagem ções anteriores o foco era mais voltado para embalagens, com grande dedicação à reciclagem com ilhas de PET e filmes. “Foi isso que me levou a participar, mas percebemos que o foco mudou, juntando cinco eventos, cresceu a impressão e tudo o mais, que não tem a ver com nosso mercado que é reciclagem. Com isso nos sentimos um pouco desfocados, pois talvez para crescer mais a feira mudou”, disse. Cerri reclama que a mudança de foco ocorreu sem comunicado prévio e isso precisa ser avalado.

HGR vende bem A HGR adota um sistema também utilizado por outros expositores: colocar cartazes anunciando os compradores de determinadas máquinas. Foi assim na 1ª Semana da Embalagem. Ricardo Rodrigues, diretor comercial, estava plenamente satisfeito com os resultados da feira. “Um dos motivos que nos levou a participar era mostrar a nova fase da HGR, pois assumi a em-

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Rodada Internacional de Negócios movimenta R$ 2,2 milhões no Anhembi O Projeto Comprador da Apex (Agência de Promoção da Exportação e Investimentos) e da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) continua atraindo investidores estrangeiros às feiras de negócios promovidas pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Desta vez, 16 expositores da 1ª Semana Internacional da Embalagem, Impressão e Logística tiveram oportunidade de negociar com oito compradores estrangeiros. Segundo a Abimaq, foram 47 reuniões que resultaram em R$ 2,2 milhões em vendas.

presa e tenho outras direções a tomar no segmentos”, explicou. Além de cumprir esta etapa, também comercializou bem a linha se extrusoras Nitrus HD. “Nos primeiros dias já vendemos quatro máquinas, duas para o Nordeste e duas para o Sul”. Rodrigues confirmou sua satisfação: “Em poucos dias a feira superou as nossas expectativas”, resumiu.

O Instituto Nacional dos Plásticos (INP) transformar seu stand na 6ª Feira Internacional da Embalagem Brasilpack 2008 - numa vitrine para as novas sacolinhas plásticas que serão distribuídas pelos supermercados de todo o país. O novo modelo é uma iniciativa conjunta do INP, da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), que lançaram em dezembro passado o Programa de

Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. Produzidas em conformidade com a Norma Técnica ABNT 14.937, as sacolinhas passarão a acondicionar mais produtos, o que evitará o desperdício e a sobreposição (uso de várias embalagens para transportar mais peso) e possibilitará uma redução de aproximadamente 30% no consumo, segundo simulações realizadas pelo INP. O programa visa a combater o consumo excessivo e o descarte indiscriminado das sacolinhas no meio ambiente e ainda a promover ações para conscientizar a população a evitar o desperdício, valorizando o consumo responsável. A Associação Brasileira dos Supermercados (Abras) se juntou à indústria para viabilizar a iniciativa, assinando com as três entidades Termo de Parceria pelo qual as partes se comprometeram a produzir e a distribuir as novas sacolas plásticas em todo o Brasil num prazo de 90 dias. P S

“As negociações concentraramse na América Latina, com compradores da Costa Rica, da Argentina, do Chile, da Colômbia, do Equador e do Peru”, explicou Mário Mugnaini Jr., diretor de Mercado Externo da Abimaq, que acompanhou os dois dias da Rodada Internacional. O momento é favorável para o Brasil. Com o crescimento de 5,4% do PIB (Produto Interno Bruto), a indústria nacional espera crescer ainda mais este ano. Isto aliado às medidas do governo brasileiro para tentar frear a desvalorização do dólar americano e incentivar as exportações, divulgadas no dia 12 de março, animam ainda mais empresas dos setores de gráficas

e embalagens que participaram da feira no Pavilhão de Exposições do Anhembi. O setor de embalagem teve faturamento de R$ 32,5 bilhões em 2007, o que representa aproximadamente 1,4% do PIB nacional, conforme divulgado pela Abre (Associação Brasileira de Embalagem). Em 2007, as exportações somaram US$ 479,3 milhões, com crescimento de 27,22% em relação ao ano anterior, enquanto as importações tiveram um aumento de 26,35% no mesmo período, atingindo a marca de US$ 368,5 milhões. O país também ocupa posição de destaque no setor gráfico, como um dos 10 maiores mercados do mundo.

INP divulga novo modelo de sacolinhas na Brasilpack 2008


E

stimulada pelo crescimento do mercado petroquímico brasileiro e pela criação de uma área de desembaraço aduaneiro, a BDP International trabalha com metas agressivas para este ano. Segundo seu diretor geral, José Roberto Croce, a companhia pretende incrementar a receita em 100%, em função dos contratos firmados no ano passado. A subsidiária brasileira da multinacional americana faturou mais de US$ 12 milhões no ano passado e obteve um ganho de receita de 35%, muito acima do crescimento da economia do País. Entre os fatores que contribuíram para o crescimento da empresa no

Brasil, estão a estabilidade da economia e um cenário de crescimento internacional para movimentação de cargas que, segundo a empresa, não será afetada pela crise americana. Croce também destaca os investimentos realizados pelo Governo Federal e pela iniciativa privada, como a modernização dos portos e a privatização das rodovias federais. Outra aposta da BDP para o mercado brasileiro é o setor de petróleo e petroquímico, nicho que a empresa é líder global na prestação de serviços. A BDP acompanha com interesse as recentes descobertas no

Campo de Tupi e os investimentos crescentes em etanol. A partir de 2005, a atuação da BDP no Brasil teve foco no setor petroquímico. Atualmente, este segmento responde por 35% do faturamento da companhia. Roberto Croce acredita que vai chegar ao final de 2008 com este setor representando 65% do seu faturamento. A BDP International opera nos modais marinhos, aéreo e rodoviário. A empresa não investe em ativos fixos, preferindo o modelo de parcerias e tirando proveito de contratos globais com grandes armadores. Cerca de 65% da movimentação da empresa é feita por via marítima, 30% no transporte de carga via aérea e 5% corresponde ao modal rodoviário. A companhia passou a oferecer ao mercado um serviço completo de gestão de logística e também uma área de projetos, pensando em atender de maneira personalizada seus clientes. Segundo Croce, “para empresas transnacionais, essa divisão permite deixar a gestão dos processos alinhados com as diretrizes da matriz”. Hoje é o produto que mais cresce na BDP, com incremento de 35% em 2007. Outra atividade que a BDP está apostando é o segmento de desembaraço aduaneiro de importação e exportação no território nacional. A expectativa é de que o serviço contribua para um aumento de 40% no faturamento da companhia já no primeiro ano (iniciado em agosto de 2007). P S

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BDP International quer crescer 100% este ano

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GESTÃO

///Logística


2a GERAÇÃO

///Novidade

Inédito: Nova Petroquímica faz plástico de PP com biodiesel

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A

empresa mudou de nome, mas manteve o foco em pesquisa e desenvolvimento. A Nova Petroquímica (ex-Suzano) é a primeira do mundo a desenvolver o polipropileno (PP) com um subproduto do biodiesel - a glicerina. A companhia detectou que, com a crescente produção de biodiesel no País, somente esse ano, haverá uma oferta extra de glicerina no mercado de 105 mil toneladas. Como o Brasil consome anualmente cerca de 40 mil toneladas de glicerina e não tem como absorver esse excedente, a Nova Petroquímica deu início a estudos da fabricação do PP de glicerina. “Futuramente, esse resíduo seria um entrave na produção do biodiesel e, com a nossa produção, conseguiremos fechar um ciclo importante”, afirma Pedro Geraldo Boscolo, gerente de Tecnologia da Nova Petroquímica (NP). E completa: “além disso, é uma fonte renovável que não compete com a agricultura (como no caso da cana-de-açúcar e do milho), o que condiz com nossos objetivos de buscar sustentabilidade”, reforça. Conforme a Lei 11.097, o diesel comum deve conter 2% de Biodíesel, taxa que aumentará após 2013 (passará a 5%). Com isso, já em 2013, o excedente da glicerina deverá chegar as 250 mil toneladas. Com base nesses dados, a companhia faz planos de investimentos para a produção do polipropileno verde. ”Serão investidos cerca de US$ 50 milhões em uma planta

industrial para a produção da resina verde até 2014”, conta Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Nova Petroquímica. [Planta piloto] - Segundo o executivo, uma planta piloto deverá operar a partir de 2009, em Mauá, Grande São Paulo, para que sejam avaliados os processos e iniciada uma produção em escala reduzida até 2011. Essa planta piloto dará as dimensões para a planta definitiva, que deverá ter uma produção inicial de 100 mil toneladas/ ano da resina verde. “Trata-se de um produto premium, que chega para compor a família BIOZ, de polímeros ‘verdes’ da Nova Petroquímica e que irá agregar valor ao produto transformado nacional, em tempos em que a sustentabilidade e as alternativas ambientalmente responsáveis são de grande interesse do mercado interno e externo”, afirma Fittipaldi. As pesquisas sobre o PP de glicerina foram iniciadas em 2006 e os trabalhos em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (Ufrj), recebendo aporte de R$ 2 milhões R$ 600 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o restante da Nova Petroquímica. Até abril, a NP a Ufrj obterão o registro da patente do polipropileno verde. [Sustentabilidade] – Os benefícios do polímero de glicerina envolvem desde os aspectos ambientais, até os de caráter social e econômico. Do ponto de vista ambiental, além de ser desenvolvida a partir de um pro-

duto de fonte renovável e que consome um passivo ambiental da produção do biodiesel, a manutenção ainda fecha o ciclo do carbono. Quanto à questão social, o novo produto fortalece e garante empregos a todos os elos da cadeia produtiva do polipropileno (PP). Ao aproveitar a glicerina, fortalece também o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) – que emprega 153 mil pessoas direta e indiretamente na cadeia produtiva do biodiesel, agregando valor à produção do campo. Finalmente, do ponto de vista econômico, o produto diferenciado agrega valor ao transformado de plástico, tanto para o mercado interno, quanto externo. Também gera valor ao mercado de polipropileno e, ainda, tem entrada no mercado de crédito de carbono. O PP obtido de fonte renovável é idêntico ao tipo petroquímico, sendo a sua única diferença a fonte do carbono que constitui suas cadeias poliméricas. No caso do PP tradicional, o carbono é fonte fóssil, enquanto que no PP verde, este provém de fontes renováveis. O percentual de carbono de fonte renovável presente em uma amostra de polímero pode ser determinado por datação do carbono 14, sendo possível determinar dessa forma se a amostra em questão é um PP verde, petroquímico ou mesmo uma mistura de ambos. Sendo assim, o produto, como todos os plásticos, é 100% reciclável. P S


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TECNOLOGIA

///Software

SolidWorks anuncia expansão no Sul Revenda certificada reforça a presença da SolidWorks no Paraná e Santa Catarina e aposta na oferta da solução de CAD 3D integrada a sistemas de gestão de negócios (ERP).

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L

íder mundial em tecnologia para CAD 3D, A SolidWorks anuncia sua expansão na região Sul do Brasil com a abertura de dois novos escritórios de sua revenda certificada, Max3D, uma em Curitiba (PR) e outra em São José (SC). A aposta nesses novos mercados é para atender a demanda de projetos dos setores mecânico, moveleiro e da indústria de transformação de materiais da região. A revenda, que está sediada em São Leopoldo (RS) e possui uma unidade em Caxias do Sul, até o momento atuava apenas no Rio Grande do Sul. A Max3D se destaca pelo nível de sua equipe de profissionais especializada no desenvolvimento de soluções que criam conectores entre o software de CAD 3D da SolidWorks e sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning, Sistemas Integrados de Gestão Empresarial), aplicações responsáveis pela gestão das informações de negócios das empresas. A SolidWorks é líder no fornecimento de tecnologia para CAD 3D, oferecendo software intuitivo de alto desempenho que auxilia as equipes de engenharia e design a projetar pro-

dutos superiores em menos tempo e com menos custo. Oscar Siqueira, country manager da SolidWorks afirma que “os novos escritórios da Max3D nos ajudarão a levar serviços de alto nível na área de projetos de CAD 3D para as companhias instaladas no Paraná e Santa Catarina”. Segundo Siqueira, a re-

gião Sul foi a que mais cresceu em 2007. Além disso, trata-se de uma área que compete globalmente com empresas de perfil exportador, muito rentáveis. “É uma região que possui uma forte cultura manufatureira, com sólido parque industrial e um contingente de mão-de-obra de alto nível, treinado em excelentes universidades e com muita experiência profissional”, comenta. A Max3D é um dos principais VARs (revendas de valor agregado) da SolidWorks no Brasil. Na região

Sul, onde atua desde 2001, a revenda conquistou diversos clientes nos últimos anos. “Pretendemos elevar o grau de qualidade dos projetos em CAD 3D do Paraná e de Santa Catarina, oferecendo suporte a todo o portfólio de soluções da SolidWorks. Nossa meta neste ano é alcançar a marca de 300 novas licenças comercializadas nos três estados da região”, revela o engenheiro Nilo Guimarães, diretor da Max3D.

[Integração dos sistemas] - A estratégia de venda consultiva da MAX3D visa oferecer soluções que podem ser integradas a qualquer sistema de ERP. Desta maneira, o sistema de gestão de negócios, que controla recursos de compras e estoque, por exemplo, será integrado à estrutura do software de design gráfico. “A soma dessas soluções promovem uma engenharia totalmente integrada aos recursos administrativos. Esse avanço causa um impacto positivo nos negócios, pois permite a exportação automática dos dados da plataforma SolidWorks 3D para o ERP, o que evita a inserção manual de dados e eventuais erros”, afirma o engenheiro. [Parcerias] - A equipe da Max3D conta com engenheiros e técnicos certificados pela SolidWorks, além de administradores especializados nos processos de aplicação do software de CAD 3D, e possui um grande histórico de atuação nas universidades do Rio Grande do Sul, como a PUC-RS , Universidade de Caxias do Sul e a Ulbra. P S


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PLAST MIX

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MERCADO

///Plástico na Medicina

Unipac inaugura Sala Limpa Construída para atender as rígidas normas internacionais, o local possibilita a fabricação de produtos de plásticos biocompatíveis e hemocompatíveis para UTIs, Centros Cirúrgicos, áreas odontológica, laboratorial, etc.. resce o uso do plástico na medicina e procedimentos hospitalares. A Área Médica da Unipac – divisão recém-implantada pela empresa, que é reconhecida por prover soluções sistêmicas, de bens e serviços, aos seus clientes - acaba de inaugurar a sua Sala Limpa, totalmente construída de acordo com a rigorosa norma internacional ISO 146441 – Classe ISO 8 (classificação feita Divulgação/PS

C

trumentos para UTI (Unidade de Terapia Intensiva), centros cirúrgicos, e áreas odontológica, farmacêutica e laboratorial. A Sala Limpa possui 1250 m2 de espaço, sendo 625 m2 Classe 100 mil (100 partículas/ pé cúbico ar), ou seja, conforme os critérios especificados na Classe ISO 8. Nela, serão fabricadas peças feitas com materiais especiais, que atendam solicitações

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Unipac construiu um local especial para produzir peças médicas com garantia

em função do número de partículas por pé cúbico de ar). O local - instalado na matriz da empresa, localizada na cidade de Pompéia, interior do Estado de São Paulo - possibilita a produção de peças de alta complexidade técnica para clientes nacionais e do exterior, principalmente aquelas utilizadas em equipamentos ou ins-

como biocompatibilidade, hemocompatibilidade, precisão e tolerância térmica por autoclavagem, entre outras. A concepção logística foi idealizada para que em toda a cadeia seja garantida a qualidade desejável e, por isso, além da injeção, neste ambiente também são feitas a montagem e embalagem dos produtos – entre eles

estão peças para respiradores e para aparelhos de anestesia. A outra parte da área total serve para acondicionamento dos dispositivos periféricos, armazenagem e preparação do material produtivo. Nos últimos quatro anos, a Unipac observou a movimentação da área de equipamentos médicos, uma das que mais tem apresentado avanços tecnológicos, tanto no campo da eletrônica como também no desenvolvimento de novos materiais com as mais variadas aplicações, tais como os plásticos biocompatíveis e hemocompatíveis. “A inovação tecnológica é um traço marcante do Grupo Jacto como um todo, do qual fazemos parte. A Unipac é uma empresa de vanguarda em termos de processos, aplicação de polímeros e outros materiais, e a Sala Limpa representa mais um importante passo neste sentido, pois podemos cumprir com o alto nível de exigências das indústrias deste setor”, enfatiza o vice-presidente da empresa, Marcos Antonio Ribeiro. [Controle rigoroso] - Injetar plásticos biocompatíveis e hemocompatíveis requer cuidados especiais, não somente pela aplicação dos produtos como também pelas características técnicas dos materiais. Por isso, antes de inaugurar a Sala Limpa, a Unipac capacitou profissionais para que eles se enquadrassem no perfil de disciplina rigorosa, que é necessária para garantir um ambiente isento de contaminação. O aces-


Classe 100 mil

Redução de custos na luta contra o câncer Muitas pessoas custam a acreditar que o plástico pode ajudar a salvar vidas, mas há quem passe muito tempo pesquisando. Porém, na maioria das vezes, o desenvolvimento de uma grande idéia deve ir além da graduação. Muitos projetos com grande potenci-

al, que poderiam ser melhor explorados, são abandonados com o término do trabalho de conclusão (TCC). Não é o caso de Luciano Pighinelli, engenheiro de plásticos formado pela Ulbra. Ele segue na Universidade, ampliando na pós-graduação o inven-

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(painéis isotérmicos) e piso (revestimento epóxi). A Unipac já possui diversas certificações, entre elas, as Normas do Sistema de Gestão de Qualidade, a ISO 9001:2004, e a Norma Internacional de Qualidade de Gestão Ambiental, ISO 14001:2004. Mas para a Sala Limpa, elaborou um Manual de Boas Práticas de Fabricação de Produtos Médicos, conforme a Resolução RDC nº 59 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que detalha todos os requisitos e procedimentos praticados e adotados no ambiente classificado. “Este manual foi concebido dentro dos padrões de exigências mundiais, pois contemplamos para breve as marcas CE (que atesta a conformidade, quanto a requisitos de saúde e segurança, de acordo com diretivas européias) e FDA (Food and Drugs Administration - organismo que fiscaliza e regulamenta a questão sanitária e de saúde dos Estados Unidos)” antecipa Ribeiro, lembrando que a Unipac fará programas de visitas para apresentar aos clientes a sua Sala Limpa e a versatilidade e diferenciais da nova divisão.

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so ao local é restrito aos funcionários treinados e todos passam por uma ante-sala, onde são feitos os procedimentos de assepsia e trocas das vestimentas. Também a higidez destes profissionais é monitorada continuamente. O rigoroso controle de procedimentos inclui não só a assepsia das pessoas e das roupas, mas também do ambiente, dos equipamentos e ferramentas, entre outros. O controle da qualidade do ar é outro pré-requisito para uma Sala Limpa classificada. Na Unipac, a monitoração conta com dispositivos especiais de detecção de contaminantes e contagem de partículas. Para evitar a entrada de ar contaminado, as portas possuem sistema autotravante. A pressão é positiva, ou seja, o ar que entra na sala é filtrado por barreiras especiais que visam reter as partículas suspensas no ar comum. Além disso, toda a estrutura arquitetônica foi concebida para atender não haver acúmulo de possíveis partículas que dificultem a limpeza. Não existem, por exemplo, cantos vivos; e a edificação recebeu materiais especiais no forro e paredes


to que deve socializar o tratamento de câncer no Brasil. O estudo de seu Imobilizador para Radioterapia e Diagnóstico por Imagem é um bom exemplo da importância da educação continuada. Quando for produzido comercialmente, seu custo cairá dos atuais US$ 4.000,00 para apenas US$ 100,00, ampliando o acesso ao tratamento da doença. Mesmo se tivesse encerrado a pesquisa no final da graduação, Pighinelli já teria dado uma contribuição para a medicina. Os imobilizadores são peças fundamentais no tratamento do câncer, visto que permitem que o feixe com alta concentração de raios-x incida somente na região a ser tratada. “Uma imperfeição no imobilizador pode causar graves lesões em áreas que não precisavam ser tratadas ou, inclusive, a morte do paciente”, comenta o engenheiro de plásticos. O invento de

Divulgação/PS

MERCADO

///Plástico na Medicina

Pighinelli, engenheiro de plásticos, desenvolveu equipamento médico

Luciano é voltado para radioterapia em tumores da região do tronco, como de mama, por exemplo. [Poliestireno] - Em seu TCC, ele propôs a utilização de poliestireno na confecção do imobilizador, em substituição à fibra de carbono. Só essa

///Artigo

Área de equipamentos médicos exige desenvolvimento industrial Marcos Antonio Ribeiro (*)

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“Com o aumento da expectativa de vida da população, o setor de transformação de plásticos se aperfeiçoa para atender com eficiência o rigoroso controle de procedimentos e processar resinas plásticas específicas que atendam as solicitações da área médica” Semanalmente, são divulgados os freqüentes e contínuos avanços das áreas médica, hospitalar e odontológica. As novas descobertas se dão não apenas no aspecto biológico e em novos processos de cura, mas também no

que se refere às tecnologias em equipamentos e em processamento de materiais, em especial, resinas plásticas utilizadas na fabricação de produtos voltados à melhoria da qualidade de vida das pessoas. Os segmentos ligados à saúde exigem investimentos em pesquisas constantes e eficiência industrial. Um dos grandes desafios dos pesquisadores e indústrias de produtos médicos é reduzir a rejeição por materiais que entram em contato com o organismo. O aperfeiçoamento e desenvolvimento de materiais biocompatíveis e hemocompatíveis fazem a

inovação reduziu drasticamente o custo do artefato. “Os imobilizadores normalmente são importados com preços em torno de US$ 4.000,00. Usando poliestireno de alto impacto ou cristal consegui reduzir seu custo de produção para US$ 100,00, obtendo o mesmo desempenho do similar estrangeiro”, afirma Pighinelli. Os protótipos desenvolvidos no final da graduação despertaram o interesse de conceituados grupos hospitalares como Moinhos de Vento e Santa Casa de Porto Alegre. Pighinelli afirma que os estudantes não devem abandonar suas pesquisas ao final do curso superior. Na pósgraduação da Ulbra ele está aperfeiçoando o imobilizador, com vistas a colocá-lo nos hospitais brasileiros o mais breve possível. O engenheiro estuda no momento o uso de polímeros mais resistentes e busca otimizar o posicionamento do artefato.

diferença na hora de salvar vidas. O aumento da expectativa de vida torna ainda maior a necessidade de se fabricar produtos mais duráveis, de melhor qualidade e de maior nível de bio e hemocompatibilidade. Estudos em todo mundo levam ao desenvolvimento de novos dispositivos, com o aprimoramento das propriedades das resinas plásticas e das tecnologias de fabricação, que melhorem a qualidade dos componentes, aumentando sua vida útil. O domínio de técnicas de processamento e transformação das resinas plásticas interfere na qualidade dos produtos, pois requerem cuidados especiais não somente pela aplicação dos componentes, como também pelas características técnicas dos materi-


ais, máquinas e dispositivos especiais. A adoção e prática destes procedimentos aliadas ao ambiente apropriado – como salas limpas isentas de qualquer tipo de contaminação – são essenciais e exigem cuidados extremos na manipulação de materiais e operação de equipamentos, com regras rígidas de assepsia e tratamentos especiais para máquinas e materiais produtivos. Não apenas por questões éticas e humanitárias, este segmento tem importância também no aspecto econômico. De acordo com dados apresentados no Fórum de Biotecnologia e Biomateriais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o setor movimen-

tou mais de US$ 40 bilhões em 2005, com crescimento de 12% ao ano. Segundo a Associação dos Fabricantes de Produtos Médicos e Odontológicos (Abimo), o faturamento do setor no Brasil atingiu R$ 6,7 bilhões em 2006. Os plásticos são utilizados em todas as áreas da medicina, com aplicações cada vez mais sofisticadas e complexas, como bolsas para sangue, luvas descartáveis, peças para respiradores ou aparelhos de anestesia, instrumentos cirúrgicos e implantes, passando por materiais absorvíveis, entre outros, as resinas estão presentes em cerca de 300 mil itens utilizados na área médica, indicados para todas as partes do corpo.

Estudos avançam também na produção de resinas desenvolvidas especialmente para o fim a que se destinam, com propriedades e aditivos específicos para determinada aplicação. Mas ainda há muitos caminhos a percorrer. O emprego de resinas plásticas é fundamental na evolução da área de componentes médicos, pois permite elevar a funcionalidade dos produtos e reduzir o custo de produção dos mesmos. E as indústrias têm um papel decisivo neste processo. Vale lembrar que muitos destes itens nem sequer poderiam ser fabricados em outros materiais. P S ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

(*) Vice-presidente da Unipac

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PLAST MIX

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PLÁSTIKOS Fantástico ataca sacolas plásticas O cerco contra as sacolas plásticas continua. Agora foi a vez do Fantástico, programa da Rede Globo. NO domingo, dia 16 de março, o apresentador Zeca Camargo chamou o assunto dizendo: “Vamos nos livrar das sacolas plásticas imediatamente...” E aí o programa fez uma grande reportagem com Vinícius Dônola no Brasil e e Pedro Bassan na China. Entrevistou pessoas, falou do comportamento em vários países, mostrou pessoas com sacolas de pano na feira e na padaria, mas em momento algum alguém embalou carne em papel e colocou na sacola de pano.

Fantástico ataca sacolas plásticas II

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No programa do Fantástico faltou fazer uma campanha pela reciclagem. O apresentador só disse que apenas 20% é reciclado. Mas não disse porque. A favor das sacolas,apenas um comentário curto de Francisco De Assis Esmerado, do Plastivida, con-

Por

testando a informação do plástico oxi-biodegradável. “É uma falácia”, disse Assis. Ah! e ouviu uma pesquisadora do IPT falando sobre o plástico biodegradável. Quando a cadeia do plástico vai se reunir para se defender e lançar uma grande campanha pela reciclagem:? Quando as sacolas forem totalmente proibidas? Aí será tarde...

Rigotto na Abimaq Descobri em São Paulo durante a cobertura da 1ª Semana Internacional de Embalagem & Afins, que o ex-governador Germano Rigotto está trabalhando na Abimaq – Associação Brasileira do Material Plástico. (Csmaip).

Sinplast e Simpás retomam reuniões Os dois principais sindicatos do setor plástico gaúcho voltam à normalidade na metade de março: no dia 17 o Simplás, da Região da Serra realizou a sua reunião noturna com jantar, enquanto o Sinplast, de Porto Alegre, realizou a reunião-almoço no dia seguinte.

Julio Sortica

Siemens PR fecha? A Siemens AG (Alemanha) está convencida de que encontrará uma solução para o futuro da fábrica da Siemens Enterprise Communications (SEN) em Curitiba, Brasil. No final de fevereiro a Siemens AG anunciou que tem intenção de reduzir os investimentos nos negócios de manufatura como parte do plano atual de transformar a Siemens Enterprise Communications de fornecedora de hardware em provedora de software e soluções.

O grupo Siemens busca uma solução, que pode ser uma parceria ou a venda, para a planta de Curitiba que conta hoje com 470 funcionários. “No momento, não temos nenhuma intenção de fechar a fábrica de Curitiba”, afirma Thomas Zimmermann, COO (Chief Operation Officer) da Siemens Enterprise Communications. Esta posição também foi reforçada pelo chefe de Recursos Humanos Corporativo da Siemens AG, Siegfried Russwurm.


///Bloco de Notas

Claus Raidl, do Grupo Böhler-Uddeholm

Uddeholm em 2007 foi a alteração societária, com a entrada, em junho, da Voestalpine AG como principal acionista. A Voestalpine é um conglomerado siderúrgico com posição de liderança na Europa em processamento de aços, com sede em Linz (Áustria). Conta com 5 divisões: Aços, Sistemas Ferroviários, Componentes Automotivos, Profilform e Aços Especiais. É nesta divisão de Aços Especiais que se insere o Grupo Böhler-Uddeholm. Em 2007, o Brasil passou a ser o segundo maior mercado para a Böhler-Uddeholm, depois da Alemanha. “Para 2008 e 2009 esperamos que as vendas e os resultados do Grupo venham a ser próximos dos níveis recordes obtidos em 2007”, completou Raidl. Informou, ainda, que novos projetos de expansão estão fluindo conforme planejado e não descartou novas aquisições de empresas, que no momento estão em fase de avaliação. Com relação à Villares Metals, subsidiária brasileira localizada em Sumaré (SP), a empresa continua

sendo uma das mais importantes unidades estratégicas do grupo, com sólida posição de mercado na América Latina. Para o Grupo BöhlerUddeholm, a Villares Metals está pronta para o crescimento através da continuidade da política de investimento para 2008, que inclui a duplicação da Aciaria Especial, uma nova prensa de 4000t e melhorias e automação na área de lingotamento convencional, além da ampliação da capacidade da Forjaria em 2008. [Villares Metals] - A empresa lidera o mercado de aços especiais de alta liga na América Latina. Em 2007, a receita líquida da Villares Metals atingiu 538 milhões de dólares. As exportações totalizaram 199 milhões de dólares. Em volume, aproximadamente 40% das vendas tiveram como destino o mercado externo. Atuando em seis segmentos de mercado, é o maior fornecedor da região de aços ferramenta, aço rápido, barras para aço inoxidável, ligas especiais, peças forjadas de grande porte e também um dos dois

Plá Plá stico stico Sul Sul # # 83 83 -- Fevereiro Fevereiro de de 2008 2008

Franz Struzl, da Villares Metals

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Líder mundial em aços ferramenta e em aços especiais de alta liga, o Grupo Böhler-Uddeholm, teve, pelo quarto ano consecutivo, o melhor balanço de sua história, com faturamento, resultados e rentabilidade ainda melhores. Suas vendas passaram de 3.090 milhões de euros em 2006 para 3.637 milhões de euros em 2007. Seu lucro líquido também subiu de 248 milhões de euros em 2006 para 325 milhões de euros em 2007. De acordo com Claus Raidl, CEO do Grupo, 2008 deve ser mais um bom ano para os negócios, com sólida demanda em todos os mercadoschave, exceto América do Norte. Os principais impulsionadores de negócios continuarão sendo a geração de energia, a prospecção de petróleo e gás, construção de aeronaves e máquinas, e a indústria química e petroquímica. Como fatores de riscos, Raidl apontou as taxas de câmbio, os custos de energia, a volatilidade dos preços das ligas e o ambiente econômico mundial. Durante a coletiva, Raidl anunciou investimentos de 300 milhões de euros, previstos, grande parte, em projetos de expansão da capacidade de forjamento de produtos em matriz aberta. As principais empresas produtoras do Grupo Böhler-Uddeholm estão na Áustria, Suécia, Alemanha e no Brasil (Villares Metals). Possui 150 unidades comerciais próprias em 50 países, em 5 continentes. Uma das principais mudanças ocorridas no Grupo Böhler-

Fotos: divulgação/PS

Grupo Böhler-Uddeholm e Villares Metals: balanço

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///Bloco de Notas principais fornecedores do mundo para aço válvula, segmentos que representam 24%, 10%, 23%, 11%, 18% e 14% de suas vendas, respectivamente. Os principais setores consumidores de seus produtos são Automotivo, Petróleo e Petroquímica, Distribuidores de Aço Ferramenta, Geração de Energia, Processamento de Metais, Distribuidores de Aço Inoxidável e Siderurgia. Em 2007, a Villares Metals, que conta atualmente com 1.552 empregados, atingiu novo recorde de produção, alcançando 84.700 toneladas de produtos acabados, um aumento de 7.4% sobre o ano anterior, o que confirma o contínuo crescimento desde 2004, ano em que a Empresa foi adquirida pelo Grupo Böhler-Uddeholm. “Esperamos terminar o ano de 2008 com uma produção próxima de 92.000 toneladas de produtos acabados”, afirmou durante a coletiva o presidente da Villares Metals, Franz Struzl. A Villares Metals também está aumentando seu portfólio de produtos/novas ligas, visando uma maior participação no fornecimento de aços inoxidáveis especiais destinados às indústrias de petróleo e gás, como a Petrobras, petroquímica, para o setor sucroalcooleiro e para a indústria aeronáutica. Estes processos tiveram início em 2006, com o início do fornecimento de aços para produção de peças para componentes de aeronaves após a certificação de nosso aço pela Embraer e teve grande impulso no ano passado com as excelentes perspectivas de negócios resultantes da expansão

da prospecção de petróleo e produção de biodiesel no país”, completa Franz Struzl.

Romi: Correção Na semana passada, enviamos um release que tinha um dado errado sobre a produção da Sopradora Romi JAC. Na verdade, ela faz 4,2 mil frascos por hora e não 4,2.

Indústria do plástico investe em exportações Com a renovação do convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), ligada ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o setor de transformação do plástico pretende incrementar em mais de 50% as exportações das empresas associadas ao programa Export Plastic. O segmento, que vem sofrendo forte concorrência dos produtos plásticos da China, receberá um aporte de R$ 9,2 milhões para desenvolver ações de marketing e inteligência competitiva internacional. Com previsão de durar dois anos, o projeto com a Apex envolve 78 empresas transformadoras, representadas no convênio pelo Instituto Nacional do Plástico (INP), e tem como meta aumentar de US$ 236 milhões para US$ 360 milhões e de 66 mil para 121 mil toneladas o valor e a quantidade de artefatos plásticos exportada pelas associadas envolvidas no desenho do projeto, respectivamente. Segundo Merheg Cachum, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abilplast), apesar da valorização do Real, o programa

aumentou em 20% as exportações dos participantes, que incrementaram de US$ 197 milhões em 2005 para US$ 236 milhões no ano passado. As exportações da indústria de transformação do plástico aumentaram de US$ 522 milhões em 2003 para US$ 1,185 bilhão no ano passado, informou o DCI.

Basf traz mercado de inovações ao Brasil A Basf apresentou no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, o Marketplace of Innovations (Mercado de Inovações). O evento para colaboradores, clientes, parceiros e imprensa trouxe as mais recentes inovações desenvolvidas pela empresa nos segmentos plásticos, construção, automotivo, papel e celulose, calçados, agronegócios, entre outros. A exposição já percorreu cinco cidades no mundo como Cingapura, Hong Kong, Ludwigshafen (Alemanha), Nova York e Xangai, e tem o objetivo de estimular e valorizar as iniciativas da empresa, consideradas algumas das contribuições da BASF para ajudar na construção de um futuro sustentável. Desta forma, a Basf alia o sucesso econômico à responsabilidade social e a proteção ambiental. Entre os destaques do Marketplace of Innovations estiveram soluções desenvolvidas no Brasil: EcobrasTM, um plástico biodegradável, compostável e de fonte renovável e o conceito Suvinil, marca de tintas imobiliárias da Basf, que facilita o processo de pintura e contribui com uma nova tendência no mercado brasileiro de decoração.


Químicos: importações crescem 50% no bimestre O Brasil importou mais de US$ 4,8 bilhões em produtos químicos nos meses de janeiro e fevereiro. Esse valor é 50,4% superior às importações realizadas no mesmo período do ano passado. Os produtos químicos mais importados pelo País no primeiro bimestre foram os fertilizantes e intermediários para fertilizantes. As compras desses produtos foram superiores a US$ 1 bilhão, com crescimento de 125% em relação a janeiro e fevereiro de 2007. Os produtos químicos responderam por

20% do total das importações realizadas pelo País. As exportações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 1,8 bilhão, apresentando incremento de 14,9% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Os principais produtos químicos exportados pelo Brasil foram as resinas termoplásticas (US$ 250 milhões) e os aditivos de uso industrial (US$ 159,5 milhões). O déficit na balança comercial brasileira de produtos químicos, no primeiro bimestre, foi superior a US$ 3 bilhões, o que representa aumento de 84% ante o mesmo período de 2007. Os produtos químicos representaram 7% do total das exportações realizadas pelo País.

Plá Plá stico stico Sul Sul # # 83 83 -- Fevereiro Fevereiro de de 2008 2008

Acontece nos dias 27 e 28 de maio, no Club Transatlântico, em São Paulo (SP), o II Simpósio Internacional sobre Tecnologia de Embalagem. Segundo informações dos organizadores do evento, o programa do Simpósio foi elaborado por grandes profissionais do país e do exterior, apresentando não somente aspectos técnicos, como matérias primas, papel/ papelão, alumínio e plástico, mas também questões relativas à reciclagem, sustentabilidade e meio ambiente, além do aspecto mercadológico da área. O evento contará com a participação de renomados especialistas e, entre

outros assuntos, trará também as últimas novidades apresentadas na Feira Interpack de Düsseldorf.

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Simpósio discute tecnologia de embalagens


AGENDA

///Programe-se para 2008

BRASIL

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Derivados de Petróleo

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Diretrizes Político-econômicas,

Internacional de Couros,

Projeção de Preços, Combustíveis Renováveis e Matérias-Primas

Químicos, Componentes e Acessórios, Equipamentos e

De 18 a 19 de março de 2008

Máquinas para Calçados e

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Hamburgo – RS

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do Setor Plástico

Internacional de Plásticos

Semana Internacional da Embalagem, Flexografia

17 de junho de 2008 Embratel Convention Center,

De 25/03 a 29/03/2008 - Buenos Aires – Argentina

e Logística

Curitiba (PR)

www.argenplas.com.br

De 10 a 14 de março de 2008 Parque do Anhembi

Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do PR (Simpep)

Interplastica 2008

São Paulo (SP) - Brasil

Informações:(41) 3224-9163 ou

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OUTROS PAÍSES

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Expoplast Peru – Feria Internacional de la

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Industria Del Plástico

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De 21/03 a 28/03/2008 Lima – Peru

exhibitions.com/messe/ details.php?id=1415

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Plá stico Sul # 83 - Fevereiro de 2008

///Anunciantes da Edição Activas # Pág. 13 Agebras # Pág. 49 Airus # Pág. 41 Allcolor # Pág. 33 Aspó # Pág. 02 Bayer # Pág. 21 Bettoni # Pág. 51 By Engenharia # Pág. 53 Cabot # Pág. 43 Centustec # Pág. 49 Deb’Maq # Pág. 07 Electra # Pág. 49 Entec / Ravago # Pág. 11

Heatcon # Pág. 57 HGR # Pág. 23 Interplast # Pág. 37 Ipiranga Química # Pág. 27 Itatex # Pág. 15 JMB Zeppelin # Pág. 45 Mainard # Pág. 53 Mapre # Pág. 09 Mecanofar # Pág. 49 Met. Wágner # Pág. 49 Milacron # Pág. 54 Momesso # Pág. 57 Moynofac # Pág. 49

Nazkon # Pág. 49 NZ Cooperpolymer # Pág. 29 NZ Philpolymer # Pág. 31 Plasmaq # Pág. 49 Plást. Vem. Aires # Pág. 53 Plastech # Pág. 25 Plastshow # Pág. 39 Previsão # Pág. 60 Rulli Standard # Pág. 59 Solvay # Pág. 05 Villares Metals # Pág. 17 Zeta # Pág. 53 Para anunciar, ligue: 51 3062.4569


Revista Plástico Sul - Edição 83  

A maior revista Revista técnica sobre plástico do sul do País. Artigos, entrevistas e as principais notícias do setor.

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