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Editorial Divulgação

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticosul.com.br Av. Ijuí, 280 CEP 90.460-200 - Bairro Petrópolis Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticosul@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Redação: Gilmar Bitencourt Júlio Sortica Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio Departamento Comercial: Débora Moreira e Magda Fernandes Design Gráfico & Criação Publicitária: José Francisco Alves (51 9941.5777) Capa: imagem promocional Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual - Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos, fóruns, exposições e imprensa em geral. Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares. Filiada à

Desde o início

E

u estava lá. Na primeira edição da Interplast, no inverno ensolarado de 2000. Éramos uma equipe enxuta, recém chegada ao mercado, mas estávamos lá. Na época já tínhamos noção da importância em participar de uma feira que acontecia pela primeira vez, em uma cidade estratégica chamada Joinville. Apostando as fichas em um evento até então desconhecido no mercado, fizemos nossas malas e colocamos na bagagem toda determinação de quem começa algo com vontade de vencer. Assim como nós, os organizadores da Interplast acreditaram no potencial de um setor e de uma região. Investiram suas cartas. Arriscaram e acertaram em cheio. Há mais de uma década mostram o diferencial competitivo da transformação de plásticos da região sul para o Brasil e América Latina. Muitas empresas estavam naquela primeira edição. Algumas não se sustentaram no mercado, outras foram absorvidas por fusões e aquisições visando uma consolidação do setor, e há as que se mantiveram sólidas e hoje estão circulando pelos corredores da Interplast pela sétima vez, apresentando seus lançamentos e portfólios. Há ainda inúmeras novas Companhias apimentando a tecnologia disponível à indústria do plástico. Estamos aqui, no inverno de 2012. Algumas rugas a mais nos rostos, algumas preocupações a mais na cabeça, e talvez muita responsabilidade a mais nos ombros, provando que experiência e consolidação têm lá seu ônus e seus bônus. Nós, da revista Plástico Sul, ainda engatinhamos em comparação a veículos já maduros no mercado. Mas chegamos, em abril de 2000, praticamente junto à 1ª edição da Interplast, com o objetivo de ser uma publicação moderna, com a cara do novo século e apresentando à cadeia produtiva do material plástico o diferencial do sul, a força da transformação dos estados gaúcho, catarinense e paranaense. Assim como a feira de Joinville, aproveitamos o potencial geográfico e provamos que a região consome muita máquina, muito equipamento e muita matéria-prima. Quem tem interesse nos três estados citados acima, precisa entender que feiras e revistas dirigidas para estes transformadores são estratégicas e têm um grande diferencial competitivo: acertam na mosca e não no ar. Nós, da revista Plástico Sul, temos imenso orgulho de fazermos parte dessa região do país recheada de empresários que investem, lutam e não esmorecem frente aos obstáculos. Talvez seja este orgulho que tenha nos levado a produzir a publicação. Temos uma grande satisfação em retratar o potencial dos três estados, em divulgar suas opiniões, suas dificuldades e suas conquistas. Não é à toa que levamos no nome da publicação, nosso sentimento. Parabéns à Interplast. Parabéns a Santa Catarina. Parabéns ao Sul. Boa leitura!

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Melina Gonçalves / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br 4 >04Plástico > Plástico Sul Sul > Julho > Julho de 2012 de 2012 >> >>


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Marco histórico na reciclagem Abiplast cria Câmara Setorial para representar e mobilizar as indústrias de reciclagem de plásticos do país.

C

om o objetivo de congregar e fortalecer o setor de reciclagem, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) criou recentemente uma Câmara Setorial direcionada para o segmento. Conforme a entidade a iniciativa visa “instituir um núcleo de discussões e desenvolvimento de ações dentro da Abiplast em defesa da indústria de reciclagem de materiais plásticos”. Alceu Lorenzon, vice-coordenador da nova Câmara, é também presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Oeste Catarinense. O dirigente afirma que este é um marco histórico para a indústria de reciclagem, composta por pequenas empresas, sendo que a maioria apresenta grandes dificuldades para se mobilizar no sentido de fortalecer o setor. Segundo Lorenzon, o órgão tem a finalidade principal de suprir esta demanda. Na entrevista a seguir o vice-coordenador também fala sobre o setor de reciclagem no país e mais especificamente sobre Santa Catarina, estado com grande representatividade no segmento. Lorenzon apresenta os obstáculos enfrentados pelos recicladores e destaca a metas da Câmara Setorial, como a desoneração e a isenção tributária para esta indústria. O dirigente observa a importância da estruturação da reciclagem no país para o efetivo cumprimento das exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que deve entrar em vigor em 2014 e que estipula a logística reversa. Neste sentido, Lorenzon salienta que é necessário exigirmos um maior comprometi6 > >Plástico 06 PlásticoSul Sul> >Julho Julhode de2012 2012>>>>

DIVULGAÇÃO

PLAST VIP Alceu Lorenzon

mento dos governantes, principalmente neste período eleitoral. Revista Plástico Sul - Recentemente foi criada a Câmara Setorial da Indústria de Reciclagem de Material Plástico da Abiplast, da qual o Sr. faz parte. Como surgiu a iniciativa e quais são os objetivos desta Câmara? Alceu Lorenzon - A Câmara surgiu da necessidade que os empresários do setor da reciclagem sentiram em se unir para buscar o fortalecimento das empresas que atuam como recicladores de Plástico, as quais encontraram abrigo e apoio na Abiplast como entidade voltada a defender os interesses das indústrias de plástico. O primeiro encontro para tratar deste assunto ocorreu em 2010, durante a Interplast, quando organizamos um amplo e importante debate que resultou no documento público denominado “Carta de Joinville”, encontro este que teve a participação de grande número de empresários do setor, bem como de presidentes dos sindicatos do setor plástico do Brasil e recebeu apoio das Federações das indústrias, INP, Sociesc, Abiplast, Abief, Braskem e Maxiquim. Plástico Sul - O que a iniciativa representa para o setor? Lorenzon - Esta iniciativa representa um marco histórico para os recicladores do plástico, como alternativa para os problemas do setor. Por ser um segmento formado quase que exclusivamente por micro e pequenas empresas, os proprietários têm dificuldades principalmente financeiras e de gestão, além do que grande parte do setor atua com informalidade elevada. Estes motivos e as grandes distâncias terrestres entre as empresas impossibilitam a união destes empresários, pois focados no dia a dia visando gerir seus negócios, têm agora na Câmara Setorial de Reciclagem do Material

Plástico da Abiplast, um espaço para mobilizar as empresas, sistemizar as demandas do setor e ter um ator que nos represente nos Fóruns Pertinentes, possibilitando uma esperança de melhorias para o segmento. Plástico Sul - Quais são as metas da Câmara Setorial? Lorenzon - A Câmara tem como finalidade atender as demandas do setor da reciclagem do plástico, buscando amenizar as dificuldades do setor, potencializar as oportunidades e principalmente valorizar no mercado os produtos fabricados com material reciclado que normalmente são depreciados e até discriminados. Temos como metas, incrementar a competitividade do setor, atuando nas seguintes áreas: desoneração tributária para o setor; criação na TIPI de um desdobramento na descrição do código de classificação para o material reciclado e para os produtos feitos a partir deste; criação de linhas de crédito diferenciadas para o setor; criação do selo de qualidade e origem; fortalecimento da imagem do plástico reciclado utilizando como argumento o crédito de carbono, a economia de energia elétrica em relação à produção do material virgem, o apelo social, a redução no uso dos materiais esgotáveis (petróleo), o apelo ambiental, etc.; qualificação técnica para mão de obra. Plástico Sul - Como o Sr. vê a reciclagem de plásticos no país atualmente? Lorenzon - É um setor muito promissor e >>>>


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PLAST VIP Alceu Lorenzon que possui uma grande potencialidade no Brasil para as próximas décadas, tanto pelo volume (o índice de reciclagem do plástico no País é um dos mais baixos do mundo), quanto pelo uso (falta de mecanismos mais adequados pelas indústrias da transformação) e também pelo mercado (pouco explorado). Outro fator positivo para o setor diz respeito à nova Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cuja Lei foi aprovada em 2010 (Lei 12.305/2010) e que esperamos que entre em vigor efetivamente em 2014. Em razão disto estamos vislumbrando medidas de apoio por parte do Governo Federal, que promete editar atos importantes para o setor através do Programa Recicla Brasil. Além disso, recentemente foi formada na Câmara dos Deputados a Bancada da Reciclagem, com adesão de quase 200 parlamentares que deverão apoiar na elaboração e acompanhamento de projetos voltados a incentivar a reciclagem no País.

Plástico Sul - A desoneração e a isenção tributária podem ser consideradas como uma das principais reivindicações do setor? Lorenzon - Sim, a desoneração ou a isenção tributária foram escolhidas por unanimidade pelos recicladores como a primeira atividade do Comitê da Reciclagem, chegando a ser considerado por alguns como discriminação o que os governos cobram do setor. Atualmente os recicladores têm um dos maiores índices de recolhimento de tributos, pois não tem crédito na compra da matéria-prima (ex: sucatas), obrigando as empresas recicladoras a arcarem sozinhas com um alto recolhimento tributário, diferentemente dos demais setores que se creditam dos tributos sobre o valor da compra. O que o setor reivindica é isenção ou crédito presumido sobre o valor da venda. O crédito presumido sobre o valor da compra não interessa ao setor porque a matéria-prima tem valor pouco representativo na composição do preço final do produto onde os maiores custos estão no processo produtivo (logística, mão de obra e energia elétrica) e os aditivos. Plástico Sul - Cresce o consumo per caDIVULGAÇÃO

Plástico Sul - Quais são os gargalos que impedem o crescimento do setor? Lorenzon - As maiores dificuldades ainda são a falta de incentivos ao setor e a alta carga tributária imposta, seguido pela pouca oferta de matéria-prima de qualidade, devido o baixo índice de coleta seletiva. Temos outros gargalos que são comuns a todos os setores como a logística pela falta de infraestrutura, a

alta oneração da folha de pagamentos, a falta de mão de obra qualificada, a pouca oferta de linhas de crédito e as altas taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras.

Política Nacional de Resíduos Sólidos

O projeto de lei nº 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, foi sancionado em 2010, durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois de mais de duas décadas tramitando no Congresso Nacional. O gerenciamento de resíduos, incluindo aí os perigosos, a responsabilidade dos geradores e do poder público e os instrumentos econômicos aplicáveis ganharam regras e metas que devem ser cumpridas por toda a sociedade. A Política Nacional de Resíduos Sólidos tem um conjunto de instrumentos que a distingue como política pública. Com a sanção da lei, que distingue resíduo de rejeito, o Brasil passou a ter um marco regulatório nesta área. Resíduo é o lixo que pode ser reaproveitado ou reciclado e rejeito é o que não é passível de aproveitamento. A lei trata de todo tipo de resíduo: doméstico, industrial, construção civil, eletroeletrônico, da área de saúde etc.

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pita de plástico no país e também a sua participação em diversos setores, em substituição de materiais como vidro e papel, por exemplo. E em contrapartida, há ainda uma carência muito grande em nível de Brasil a respeito da coleta seletiva, prejudicando a reciclagem e afetando a imagem do plástico principalmente pelo descarte incorreto. Como resolver essa equação? Lorenzon - Ao contrário do que muitos pregam, o plástico é um dos materiais que mais tem contribuído para a melhoria da qualidade de vida da humanidade, e está entre os materiais que tem a melhor e mais econômica forma de reciclagem, porém é considerado o grande vilão no meio ambiente porque leva até séculos para se decompor e por ser leve é facilmente transportado pelos ventos e pelas águas, poluindo grandes áreas do planeta, diferentemente do papel que apesar de ter maior volume se decompõe rapidamente na natureza. Desta forma a falta de coleta seletiva e o descarte inadequado do material plástico pela população é o principal causador da poluição. O grande equívoco do Governo Federal está em priorizar apoio e benefício deste setor via cooperativas de catadores, esquecendo que na maioria das regiões do País não existem estas cooperativas. Cabe destacar que na maioria dos municípios o trabalho de recolher, valorizar e comercializar os resíduos já está formalizado e acontecendo via empresas especializadas em reciclagem. Outro ponto importante é que o trabalho realizado pelos catadores é desumano, pois enfrentar diariamente sol e chuva empurrando um carrinho com até duzentos quilos num trânsito perigoso, pode ser considerado como trabalho desumano e até escravo. O ideal seria realizar a coleta seletiva e encaminhar para um local adequado onde a separação e valorização seja feita com segurança e qualidade de vida para o trabalhador. Plástico Sul - A Lei que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos deve entrar em vigor em 2014. Qual a importância efetiva da reciclagem para o cumprimento da logística reversa estabelecida pela lei? Lorenzon - O que precisa ser esclarecido é que a PNRS, que estabelece a logística reversa com responsabilidade compartilhada entre consumidores, comerciantes e fabri- >>>>


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PLAST VIP Alceu Lorenzon cantes, jamais acontecerá sem o fortalecimento do setor da reciclagem, que de modo geral esta operando de forma precária, sucateada, com alto consumo de energia e sem condições de investir em novos e modernos equipamentos. O que estamos percebendo é que os governantes ainda não perceberam a importância deste setor e dentre todas as regulamentações para ajustar a entrada em vigor da PNRS, o tema apoio ou incentivo através de benefícios fiscais, linhas de crédito facilitada e subsidiada deve ficar para o ultimo round, lembrando que a PNRS prevê ainda: VI - incentivo à indústria da reciclagem, tendo em vista fomentar o uso de matérias-primas e insumos derivados de materiais recicláveis e reciclados; VII - gestão integrada de resíduos sólidos; VIII - articulação entre as diferentes esferas do poder público, e destas com o setor empresarial, com vistas à cooperação técnica e financeira para a gestão integrada de resíduos sólidos; IX - capacitação técnica continuada na área de resíduos sólidos; Plástico Sul - Já existe uma integração entre os setores que produzem ou utilizam transformados plásticos com as empresas de reciclagem de plásticos do país? Lorenzon - De modo geral as indústrias já estão atuando de forma adequada e preocupadas em atender a PNRS, principalmente quanto ao destino adequado dos resíduos resultantes do processo produtivo, encaminhando para aterros adequados os rejeitos e para a reciclagem os resíduos recicláveis, mesmo porque os descartes passaram a ser uma importante fonte de recursos financeiros no caixa das empresas em razão da valorização destes descartes recicláveis. Plástico Sul - A Lei foi promulgada em 2010 e desde então vem se falando na Política Nacional de Resíduos Sólidos. As empresas já estão se preparando para assumirem as suas responsabilidades sustentáveis, ou como geralmente ocorre no país, deve ficar tudo para cima da hora? Lorenzon - Vimos muita utopia neste assunto quando as empresas, instituições, federações e governos tratam do tema sustentabilidade, que passou a ser constantemente utilizado, comentado e até desgastado, sem efetivamente ser praticado. As empresas, na grande maioria, fazem o destino adequado dos resíduos, porém poucas estão se preocu10 010> >Plástico PlásticoSul Sul> >Julho Julhodede2012 2012>>>>

pando com a logística reversa ou com a efetiva sustentabilidade, o que, por exemplo, pode ser alcançada através da utilização de insumos produzidos com materiais reciclados ou ainda com a fabricação de novos produtos utilizando matéria-prima reciclada, fechando-se assim o ciclo da política reversa. Plástico Sul - Como está o setor de reciclagem em SC? Lorenzon - As empresas de reciclagem de SC estão continuamente se adaptando e se modernizando na busca da competitividade e de modo geral estão conseguindo sobreviver porque o governo do estado oferece um benefício fiscal no ICMS devido pelas empresas, com crédito presumido sobre o valor da venda em até 75% do valor a ser recolhido. Plástico Sul - Quantas empresas de reciclagem têm no estado e quais são os números atualizados do segmento em SC? Lorenzon - Segundo pesquisa elaborada pela Maxiquim, Santa Catarina tem mais de cem empresas especializadas na recuperação do plástico e mais de dez no setor do papel, ficando atrás apenas de São Paulo. O estado representa apenas 1% do território e 3% da população brasileira, contudo as empresas instaladas no estado recuperam aproximadamente 15% de todo o plástico reciclado no país, sendo o primeiro colocado na região sul tanto pela produção como pelo número de empresas e empregos neste setor. Estima-se que em SC mais de dez mil trabalhadores estão trabalhando no setor da reciclagem, sendo, portanto, um dos principais segmentos da economia catarinense. Plástico Sul - Quais as regiões do estado que se destacam na reciclagem de plásticos? Lorenzon - O Oeste de SC é onde está instalado o maior número de empresas, com mais de quarenta empresas especializadas na reciclagem e recuperação do plástico. O setor da reciclagem de papel também se destaca nesta região, onde estão instaladas aproximadamente dez empresas. Plástico Sul - Ainda existe carência de matéria-prima para as empresas de Santa catarina? Qual a produção e o volume que é comprado de outros estados e quais são eles? Lorenzon - Conforme dados da pesquisa

"As maiores dificuldades ainda são a falta de incentivos ao setor e a alta carga tributária imposta, seguido pela pouca oferta de matériaprima de qualidade..." realizada em 2011 pela Maxiquim, a indústria de reciclagem do plástico de SC tem capacidade instalada de aproximadamente 200.000 ton/ano, porém esta operando com apenas 2/3 de sua capacidade, processando algo próximo de 130.000 ton/ano. A falta de matéria-prima no estado pode ser um dos fatores que leva as empresas a operar com baixo índice operacional. As empresas estão encontrando apenas 41% da matéria - prima em SC, obrigando-se a adquirir fora do estado o restante, sendo o RS o principal mercado fornecedor, com 22%, seguido do PR com 18% e 19 % nos demais estados. Plástico Sul - O que é necessário para ampliar o volume de matéria-prima local? Lorenzon - O que está faltando no estado é incentivar e incrementar a coleta seletiva urbana, o que depende exclusivamente da vontade política dos administradores municipais. Temos pouco mais de 10% dos municípios com programas de coleta seletiva, contudo, apenas 1% da população tem a coleta seletiva disponível em suas residências, o que é lamentável, pois as prefeituras gastam milhões para enterrar os resíduos urbanos, enquanto que a coleta seletiva tem a possibilidade de gerar muitos empregos, incrementar a economia e preservar o meio ambiente pela redução de consumo dos recursos naturais esgotáveis. Plástico Sul - Porque o estado recicla mais material pós-consumo do que aparas industriais, sendo que conta que conta uma forte indústria de transformação? Lorenzon - Diferentemente dos demais estados da região sul, em SC a utilização de materiais pós-consumo é alta, chegando a 79%, que ao meu ver tem duas ex- >>>>


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PLAST VIP Alceu Lorenzon plicações. A primeira é porque boa parte das indústrias de transformação vem adotando medidas de redução de desperdícios e reutilização dos desperdícios com equipamentos de reciclagem interna. E a segunda explicação é exatamente pela pouca oferta de matéria-prima de origem industrial de qualidade, o que obriga muitos recicladores a utilizar matéria-prima pós-consumo, oriunda muitas vezes dos lixões ou dos aterros controlados, que fazem a triagem em usinas instaladas na entrada dos aterros com finalidade de reduzir o volume e os custos dos aterros sanitários controlados, resultando em materiais de baixíssima qualidade, pois foram coletados após estarem misturados com os materiais orgânicos. Plástico Sul - Quais os principais fatores que inibem o crescimento da reciclagem de plásticos em SC? Lorenzon - Além da pouca oferta de matéria- prima no estado, os demais gargalos são os mesmos de todos os recicladores

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do país, como a alta carga tributária, pouca oferta de crédito para investimento e capital de giro, elevadas taxas de juros, necessidade de ser criada uma e melhoria da imagem do plástico reciclado. Neste período em que estamos conhecendo os candidatos que vão disputar as eleições municipais de 2012 é o momento que todos devem cobrar comprometimento dos futuros administradores para que a coleta seletiva seja implantada o mais rápido possível, para mudar este quadro. Plástico Sul - Em agosto será realizada a feira Interplast 2012, com foco no meio ambiente, inclusive com uma ilha de reciclagem funcionando dentro da exposição. Como o Sr. destaca a importância do evento para o setor de reciclagem catarinense e no país? Lorenzon - A Interplast é reconhecida como a segunda maior e mais importante feira do setor plástico do Brasil e ficamos muito satisfeitos com os organizadores que estão dando evidencia ao meio am-

biente e o setor da reciclagem, inclusive com várias palestras técnicas acontecendo durante o evento focadas no meio ambiente, materiais e reciclagem. A ilha será importantíssima, pois servirá para valorizar as empresas bem como para viabilizar novos contatos e negócios. Plástico Sul - O que mais gostaria de acrescentar? Lorenzon - Primeiro agradecer pela oportunidade que me foi dada e dizer a todos que aproveitem este momento político onde são disputadas as eleições municipais, para cobrar comprometimento dos futuros administradores na realização de programas que priorizem a implantação da coleta seletiva o mais rápido possível, pois precisamos mudar este quadro deplorável em que os administradores gastam fortunas com a coleta dos resíduos urbanos para encaminhar aos aterros sem priorizar a coleta seletiva que é socialmente, ecologicamente e economicamente mais viável e sustentável. PS


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O crescimento da Interplast mostra que a cadeia produtiva está unida e disposta a encarar os desafios, apostar na sustentabilidade, conhecer as novas tecnologias e, claro, abocanhar todas as oportunidades disponíveis no mercado.

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uem teve a oportunidade de participar da Interplast desde sua 1ª edição, que aconteceu no ano 2000, provavelmente percebe o quanto a feira cresceu e se consolidou como um grande evento extremamente focado em proporcionar inovação e conhecimento ao setor plástico nacional. Naquela época os mais visionários já imaginavam que a Interplast havia chegado para ficar na agenda das empresas a cada dois anos. Em 12 anos muitas foram as oscilações de mercado, os entraves e as crises econômicas nacionais e internacionais, entretanto, cada percalço transformou-se em oportunidade de crescimento para o evento catarinense que assumiu nos últimos anos um contexto latino-americano. Em sua 7ª edição, a feira de 2012 que acontece em Joinville (SC), entre os dias 20 e 24 de agosto, mostra seu impulso através do aumento do número de expositores e países presentes: serão oito países e 144 novos expositores. Os 21.000 m² dos pavilhões da Expoville estarão ocupados 14 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

FOTOS: DIVULGAÇÃO

O retrato de um setor

Albano Schmidt, presidente do Simpesc, sindicato responsável pela realização do evento

por cerca de 550 empresas, que expõem as mais recentes novidades em máquinas, equipamentos, design, matérias-primas, serviços, tecnologias e muito mais. Além das apresentações expostas nos estandes das empresas, os organizadores preparam outras formas de gerar conhecimento e informação. Os visitantes vão se surpreender com o Projeto Ilha da Reciclagem do Plástico, que vai apresentar, passo a passo, todo o processo de reciclagem de materiais plásticos. Além de explicar cada uma das etapas, o projeto, realizado em parceria com o Simpesc, INP, Instituto

Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil, empresa organizadora da Interplast

do PVC e Plastivida, vai mostrar, também, os equipamentos envolvidos e o trabalho das cooperativas. Outra novidade da Interplast será a Central de Gerenciamento de Resíduos. “O principal objetivo é dar um destino ambientalmente correto para os materiais descartados nos períodos de montagem e desmontagem e durante a feira”, explica Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil. A central é uma iniciativa da Messe Brasil, com o apoio da Elementus Engenharia Ambiental, responsável pela elaboração e execução do plano de gerenciamento de resíduos sólidos. >>>>


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Na edição de 2010, cerca de 25 mil pessoas, de 19 países e 23 estados brasileiros, visitaram o evento

Uma feira especializada como a Euromold Brasil tem muito a agregar ao setor e ao país e vem de encontro aos objetivos estratégicos da Abinfer”, afirma. Viabilizada por meio de uma parceria entre a organizadora alemã DEMAT e a Messe Brasil, a EuroMold Brasil deve atrair um público especializado, ávido pelas últimas novidades do setor. Em paralelo ao evento acontece ainda o Cintec 2012 Plásticos – Congresso de Inovação Tecnológica.

Cintec

Neste ano a Interplast será também um meio de aproximar profissionais de novas oportunidades. Através de uma parceria entre a Messe Brasil e a Associação Brasileira de Recursos Humanos - Seccional Santa Catarina (ABRH-SC), o evento contará com o Projeto Carreira. A proposta é divulgar as vagas existentes no mercado e os profissionais que estão em busca de novos desafios. “Uma das grandes dificuldades das empresas é encontrar pessoas para preencher as vagas abertas. Gente cara e rara é um chavão popular nos meandros de recursos humanos”, destaca Pedro Luiz Pereira, presidente da ABRH-SC. “Por que não usar este espaço para facilitar o encontro entre as empresas e os profissionais qualificados?”, acrescenta. O espaço será uma espécie de ‘balcão de carreiras’. Na edição de 2010, cerca de 25 mil pessoas, de 19 países e 23 estados brasileiros, visitaram o evento, com destaque para executivos e profissionais dos segmentos de embalagem, automotivo/autopeças, construção civil e linha branca. A Interplast é uma realização do Simpesc com a organização da Messe Brasil.

Euromold

Em paralelo à Interplast, outro evento importante vai atrair muitos visitantes à Expoville. Chega pela primeira vez à América do Sul uma das maiores feiras europeias de ferramentais, moldes e design, a EuroMold. Realizada anualmente 16 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

em Frankfurt/Alemanha, a edição brasileira, nomeada EuroMold Brasil – Feira Internacional de Fabricantes de Ferramentas e Construtores de Moldes, Desenho e Desenvolvimento de Produtos, acontece entre os dias 20 e 24 de agosto, nos pavilhões da Expoville, em Joinville/SC. O evento está configurado como uma grande rede para o intercâmbio de novas tecnologias e avanços mais recentes em fabricação de moldes e desenvolvimento de produtos. Em seus 3.000 m² de área, a feira vai reunir cerca de 90 expositores. Além de empresas nacionais, grupos estrangeiros, vindos de países como Alemanha, Estados Unidos, Coreia do Norte, China, Canadá, Japão, Taiwan, Argentina e Israel, também vão marcar presença no evento e promover a integração entre fornecedores e clientes. O Brasil foi escolhido como sede do evento por concentrar grandes polos industriais e por ser um mercado promissor para esse segmento. Além disso, conforme observa o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais (Abinfer), Christian Dihlmann, a cidade de Joinville também tem muito a acrescentar neste contexto: é a 3ª maior cidade da região sul do Brasil; está estrategicamente próxima a três complexos portuários do sul; é, hoje, um dos três maiores polos de ferramentarias do país, entre outros fatores. “Precisamos constantemente ampliar, e com qualidade, a base de fornecedores para o segmento.

O Cintec 2012 Plásticos – Congresso de Inovação Tecnológica, acontece junto à Interplast e é organizado pela Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc). A instituição promove anualmente o evento que se destaca pelos seus mecanismos diferenciados de transferência de tecnologia, intensificando o relacionamento entre os profissionais da indústria e da academia, de forma a responder com velocidade e flexibilidade aos anseios da sociedade. A grade temática do Cintec é desenvolvida por uma equipe formada por profissionais da indústria, professores, pesquisadores, parceiros e representantes dos sindicatos patronais. Neste ano a palestra de abertura será ministrada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. A apresentação ocorre na sede da Sociesc, no dia 20 de agosto. O dirigente falará sobre o Setor de Transformados Plásticos: Principais desafios e busca pela competitividade. Nos dias seguintes as apresentações serão realizadas na propria Expoville e a cada dia de Congresso haverá um tema específico em abordagem. Em 21 de agosto, terça-feira, o assunto das palestras será Gestão, Meio Ambiente e Reciclagem. Já no dia 22 de agosto, quarta-feira, o tema do dia será matéria-prima. Na quinta-feira (23) em pauta estarão as máquinas e processos. Por fim, no último dia (24), será a vez de discutir sobre o setor de moldes e ferramentas. PS


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O

sul é um polo de tecnologia na produção de transformados plásticos. Além da Interplast, outra feira que acontece na região e se consolida a cada edição como um grande evento que proporciona informação e inovação ao setor é a Plastech Brasil Feira de Tecnologias para Termoplásticos e Termofixos, Moldes e Equipamentos, que estará presente na Interplast 2012. Realizada pelo Simplás - Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, a Plastech Brasil 2013 participa com o objetivo de divulgar a quarta edição Feira, que acontece de 27 a 30 de agosto em Caxias do Sul - RS. Na Interplast 2012, a Plastech contará com um estande institucional, resultado de uma parceria entre com a Messe Brasil, que promove o evento catarinense. Durante a Plastech 2013, a Messe irá participar também com estande, para divulgar a Interplast 2014. Da mesma forma o Simplás também estará presente na 7ª edição da feira catarinense. Através de um estande coletivo, a entidade apresenta-se juntamente com empresas associadas com o objetivo de mostrar o potencial das empresas do nordeste gaúcho. O estande coletivo terá a presença das empresas Norb Indústria de Injetados Plásticos, BakelitSul Acessórios Industriais, Matripeças Indústria e Comércio Ltda., MTF Neumann Moldes e Injetados, Panizzon Plásticos, KAE Componentes Plásticos do Brasil Ltda. e Nova Câmara Quente. Para o diretor-executivo do Simplás, Victor Borkoski, a presença da entidade e de empresas associadas durante a realização da feira, é fundamental para divulgar a expressão do mercado plástico. "Essa é uma das ações promovidas pelo Simplás em que demonstramos a importância de participar dos eventos do segmento plástico no calendário nacional. Desta vez, a iniciativa do Simplás foi promovida sem subsídio do governo do estado, que também já demonstrou interesse no desenvolvimento do setor, 18 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

Plastech Brasil 2013 estará presente na Interplast 2012

Projeto do estande: espaço contará também com empresas associadas

incentivando nossa participação em outras feiras do segmento", avalia. O gerente de área da Nova Câmara Quente, Robert Oliveira, enfatiza as expectativas da companhia com a participação no evento. "Esperamos aumentar as vendas na região de Joinville e estado do Paraná, apresentando nosso portfólio de produtos e serviços." Entre os produtos que serão levados à feira pela Nova Câmara Quente, estará a linha micro, o controlador sequencial e a nova linha de alto desempenho para polímeros de engenharia com reforços abrasivos de engenharia, além da linha bi-componente. Com a expectativa de fortalecer a marca e prospectar novos negócios e parcerias, o diretor-comercial da Matripeças, Jeferson Sachet considera essencial o apoio do Simplás para a presença na Interplast. "O subsídio contribui muito positivamente na tomada de decisão na participação da feira já que, se fôssemos ao evento individualmente, o custo elevado poderia ser um fator decisivo contra nossa participação", observa. A Matripeças possui em seu portfólio, uma vasta linha de componentes e acessórios para moldes e matrizes. PS

Missão de empresários

Para a Interplast 2012, o Simplás também está organizando uma missão de empresários. O objetivo será facilitar a participação dos empresários no evento, através da visitação, para fomentar parcerias e novos negócios. O grupo será formado por executivos da região nordeste do Rio Grande do Sul que possuem interesse em conhecer e prospectar o mercado de Joinville - SC. Com expectativa de 40 mil visitantes, a Interplast é reconhecida no segmento plástico pela alta qualidade do público visitante e o elevado nível dos expositores. Outro fator que contribui para crescente sucesso do evento é sua localização: a Interplast ocorre em um dos maiores pólos do plástico e corredor comercial da América Latina.


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Confira novidades no evento Centenas de expositores participam da Interplast interessados em seu qualificado público visitante

ACTIVAS

Distribuidores marcam presença

A ADIRPLAST (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET) está entre os expositores da Interplast. No evento, a entidade tem como intuito reforçar a importância das empresas de distribuição de plástico no país. "Pretendemos apresentar no evento as vantagens que a distribuição pode oferecer às milhares de empresas que transformam resinas plásticas no Brasil", explica Laercio Gonçalves, presidente da entidade. Além da entidade, algumas das empresas associadas a ela também marcam presença no evento catarinense - Activas, Mais Polímeros, Piramidal, Plastimagem, Remo Plásticos e Replas. Captar novos clientes e fortalecer o relacionamento com quem já é parceiro comercial, são as principais metas dos distribuidores na feira. Para isso, eles apostam na exposição de seus portfólios, mas, principalmente, nos seus serviços e nas vantagens que oferecem ao mercado. "Nossa experiência com feiras no Brasil mostra que existe um período de maturação para cada evento, e que, no decorrer do tempo, o perfil do evento passa de captação para manutenção de relacionamento, o que é normal. A Interplast tem mostrado que ainda há espaço para crescimento deste mercado na região, que conta com transformado res nas áreas de eletroeletrônico, eletrodoméstico, automobilismo, construção civil e também de duas rodas", explica Luiz Rogério Rodrigues, sócio-proprietário e diretor da Remo Plásticos. Informações concedidas pela Adirplast enfatizam os benefícios oferecidos por esses distribuidores. A começar pela capacidade de pulverização dos produtos, já que o mercado transformador, que conta com mais de 11 mil empresas, 94,2% delas pequenas e médias e 65% com até 20 funcionários, está espalhado por todo o imenso território nacional. "Graças aos nossos centros de distribuição, conseguimos atender esse cliente mais rapidamente e a um custo menor, o que torna possível o trabalho dessas empresas", diz Gonçalves. 22 22 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >>

Para a distribuidora de resinas Activas, a Interplast é uma das principais feiras do setor de plásticos no Brasil e certamente estará entre as principais feiras do setor plástico na América do Sul. Na edição de 2012 a empresa apresentará ao mercado da região sul o Plástico Verde, produzido pela Braskem. “Com o objetivo de contribuir com a sociedade, com o meio ambiente e buscando constantemente um diferencial, iniciamos em Julho de 2012 a distribuição oficial do plástico verde, um produto mundialmente reconhecido e premiado por trazer uma proposta sustentável e ainda preservar as características de um polietileno tradicional”, afirma o diretor da Activas, Laercio Gonçalves. O empresário explica ainda que o PE verde é obtido através do etanol da cana de açúcar, que contribui para a redução dos gases que produzem o efeito estufa. Outro produto que será divulgado pela empresa é o TRITAN, um copoliéster de nova geração que oferece possibilidades revolucionárias de design e aplicações. “Trata-se de uma alternativa inovadora em relação aos tradicionais polímeros, aliando a facilidade de processamento a uma mistura de propriedades únicas, incluindo transparência, tenacidade, resistência à temperatura e superior resistência química”, ressalta Gonçalves sobre o copoliéster produzido pela Eastman. Segundo o diretor da Activas a participação na Interplast 2012 é de ex-


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trema importância para a empresa. Ele revela que um estudo contratado pela Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas e Bobinas Plásticas de BOPP e BOPET) e realizado pela

consultoria Maxiquim mostra crescimento relevante na participação da região Sul, no total do volume comercializado em todo o Brasil. Em 2010, a participação da região Sul foi de 27,4% e 2011

Laercio Gonçalves,da Activas, ressalta o início da distribuição oficial do Plástico Verde da Braskem

cresceu para 29,4%. “No mercado do Sul estão os grandes fabricantes de produtos para construção civil e peças técnicas, além de ser o maior polo de produção de moldes e ferramentas para transformação de plásticos, além de ser muito forte no segmento de injeção”, enfatiza. O empresário diz que a empresa estará presente no evento representando oficialmente as principais petroquímicas do país e do mundo. “Sinto orgulho, como diretor geral da empresa, de afirmar que está presente no DNA da Activas uma equipe altamente especializada, treinada, motivada e sempre pronta a atender todos os nossos clientes com satisfação”.

APTA

Com presença confirmada na Inter- >>>>

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plast 2012, a empresa trará alta tecnologia e inovação em resinas termoplásticas para os visitantes da feira, ocasião em que estará apresentando as novidades de materiais: PPA – VESTAMID HT PLUS – Petroquímica Evonik; e PA (6 e 66) Anti-Chama – RADIFLAM – Petroquímica RADICI. A APTA Resinas possui atuação nacional, com sua matriz em São Leopoldo/RS e filial em São Paulo/SP.

ARBURG

Durante a Interplast 2012, a Arburg apresentará a injetora Allrounder 470 C da série Golden Edition, seguindo o seu padrão de tecnologia de moldagem por injeção. Em seu stand, a Arburg expõe a tecnologia de “circuito fechado” através do conceito de célula, que irá integrar moinho, alimentador, dosador e injetora. A injetora Allrounder 470 C Golden Edition, com força de fechamento de 150 toneladas e unidade de injeção EUROMAP 800, demonstrará sua capacidade de auto-controle e regulagem, mostrando assim, sua alta precisão e repetibilidade. Durante o evento serão produzidos “Porta CDs” retirados do molde pelo robô Arburg Multilift Select, que por estar integrado ao comando Selogica da injetora tem sua programação extremamente amigável e intuitiva. Todos esses benefícios oferecidos pela tecnologia Arburg visam sempre o melhor resultado e o sucesso de seus clientes.

AWS

Pela primeira vez, a AWS Brasil vai apresentar uma central de alimentação, em uma feira e, para isso, escolheu a Interplast 2012. A atração diferenciada promete explicar para os visitantes como funciona o sistema que supervisiona e controla a alimentação de materiais em uma indústria. “Disponível em diversas configurações e de fácil instalação, a central é muito eficiente. Com um único controlador, é possível comandar todos os componentes de um sistema de transporte”, acrescenta Camila M. Sapage, Marketing da empresa. Além da central, quem passar pelo estande da empresa vai poder conferir também outros produtos, como 24 > Plástico Sul > Julho de 2012 >> 24 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

dosadores, alimentadores e multsystem para as indústrias plásticas de extrusão, injeção e sopro. Para a área de flexografia, a AWS vai apresentar o viscosímetro com tecnologia Norcross, dos Estados Unidos. Um aparelho que mede e controla automaticamente a viscosidade de tintas, vernizes e demais líquidos. As linhas BioSystem e EcoSystem, com as lavadoras de peças e recuperadoras de solventes também serão expostas na feira.

AX PLÁSTICOS

Para a edição 2012 da Interplast, a AX Plásticos vai trazer o seu mais novo lançamento para laboratórios, a extrusora-sopradora modelo AX16Blow. Equipada com rosca e cilindro de 16 mm de diâmetro e controlada por CLP por meio de IHM (touch screen), a máquina foi desenvolvida com diversos tipos de polímeros e blendas. Além desta novidade, os visitantes que passarem pelo estande da empresa também vão conhecer a extrusora AX20 Blow-Film, para filme tubular, também voltada para laboratórios. Esse modelo, mais compacto, é controlado por inversor de frequência e tem capacidade de processamento mínimo de 500 g/h.

BAERLOCHER

A Baerlocher do Brasil apresentará na Interplast 2012 novos produtos a base de Ca/Zn obtidos após intensas pesquisas e estudos de novas composições. Também apresenta novas soluções em aditivos especiais destinados a melhoria das características técnicas dos artigos em PVC, bem como otimização da performance durante seu processamento. Novos estabilizantes,lubrificantes e aditivos específicos para extrusão de PVC/Madeira , chapas compactas (telhas) tanto opacas quanto translúcidas e transparentes serão expostos. Na tradicional linha de estearatos metálicos, a empresa investiu no aumento da capacidade e diversificação de formas físicas para atender a demandas específicas de clientes de diferentes mercados.

BATTENFELD-CINCINNATI

Neste ano na Interplast, a Battenfeld-cincinnati se apresentará direta- >>>>


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mente para seus clientes pela primeira vez desde sua criação em abril de 2010. Em seu stand,na rua A-11, a empresa irá apresentar suas novas linhas de extrusoras com mono e dupla roscas com alta produtividade como soluções na produção de tubos e perfis. No passado, a battenfeld-cincinnati era representada na América Latina pela empresa Ferrostaal. Em 2011, em comum acordo, ambas as empresas decidiram encerrar a parceria. Desde o início de 2012, a battenfeld-cincinnati está presente no Brasil agora como Battenfeld-cincinnati do Brasil, com sua sede sendo instalada na cidade de Jundiaí-SP e continuará atendendo todo o mercado com o suporte de todas as outras unidades battenfeld-cincinnati “Worldwide”. Durante a feira a apresentará a série de extrusoras solEX de alta perfomance com mono-roscas para extrusão de tubos de PP e PEAD, com “outputs” até 2.200 kg/h e a série twinEX com dupla rosca paralela para a extrusão de per-

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fis de PVC com “outputs” até 1.000 kg/h e para a produção de tubos de PVC com “outputs”até 1.700 kg/h. Ambas séries de extusoras já foram testadas e aprovadas em plena produção. Recentemente, a compania também lançou a série de extrusoras uniEX com monorosca com o conceito “ an all-round “ para a larga variedade de aplicações na extrusão de tubos e perfis. A battenfeld-cincinnati também oferece o conceito “greenpipe” para a extrusão de tubos , existem 3 opções disponíveis ( EAC ou KryoS para cabeçotes e o conceito “greenpipe” para a linha de “downstream”) todos podem aumentar a produtividade em uma linha já existente ou diminuir o tamanho de toda a linha consideravelmente, com uma significante economia de material e energia.

monofásicos e trifásicos com recipientes construídos em aço inox, de diversos tamanhos e capacidades, com opcional para válvula proporcional; dosadores de pigmento volumétricos e gravimétricos; secadores de matéria-prima, com silos construídos com dupla camada de aço inox e isolante térmico; centrais de distribuição de matéria-prima, secagem e desumidificação, entre outros produtos. A Bettoni atende o mercado nacional possuindo uma rede de vendas e assistência técnica. Na Interplast 2012 a empresa apresenta a linha de produtos e novidades. Além disso, os visitantes poderão observar a qualidade dos equipamentos fornecidos em aço inox, e componentes de primeira linha no mercado.

BETTONI

A BPS já participa da Feira Interplast desde 2008 com a representada Jon Wai. Este irá participar com dois stands: Jon Wai e Tederic. No primeiro, a empresa apresentará uma injetora de ciclo rápido >>>>

A Bettoni – Sistemas para Plásticos, de Caxias do Sul (RS), desenvolve equipamentos de automação para a transformação de plásticos, como: alimentadores

BPS


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para parede fina. Conforme a gerente de marketing, Liliana Lavina, na ocasião serão injetados copos de 600 ml, buscando manter o foco no mercado de embalagens e apresentando a capacidade técnica da Companhia em projetos especiais. Já com a Tederic irá expor uma máquina da série M, monobloco no conjunto de injeção. Liliana explica que esta série se destaca em virtude da vantagem do sistema monobloco, com um único cilindro de injeção que proporciona excelente repitibilidade, LD especial de 22 em todos os modelos.”Outra vantagem das injetoras Tederic é a questão da opção de escolha do driver e servo motor”, afirma a executiva. A linha é equipada com o driver e servo motor da fabricante mundial Rexroth (Germany), porém os clientes podem optar por uma linha mais econômica, com a mesma qualidade da fabricante Techmation, conforme observa Liliana. A BPS - Brasil Plastics System iniciou suas atividades com a Representação/Distribuição das máquinas injetoras JON WAI de Taiwan. Logo em seguida, a empresa agregou o segmento de moldes em seu portfólio através de parceria com a CNN que possui acordos com ferramentarias tanto em Taiwan quanto na China. Já em 2011 a BPS espera crescimento na ordem de 50%. Parte deste expressivo número se deve à parceria fechada no começo do ano com a TEDERIC (China), possibilitando a comercialização de um número signi28 28 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >>

ficativo de injetoras da marca, além de um aumento na carteira de clientes.

BY ENGENHARIA

A By Engenharia, tradicional representante técnico comercial de periféricos e linhas de extrusão, irá participar da feira divulgando seus produtos tradicionais de representadas como Gala, Xaloy, Davis Standard, Edi, Thermofisher, Inoex, Mica e anunciando ao público em geral duas (2) novas representadas: a empresa italiana Plasmec, tradicional fabricante de Equipamentos para a Mistura de Alta Intensidade para Materiais Plásticos na Produção de PVC (rígido e flexível) Dry Bend, Wood Plastic Composite, Power Coating, Master Batch, etc; e a empresa italiana SICA, fabricante de linhas de frente para Tubos como Embolsadeiras, Puxadores, Corte, Serra, Acabamento, Bobinadores bem como Embalagem de Tubos.

CHIANG

A Chiang Máquinas e Equipamentos apresentará sua linha completa de soluções tecnológicas para a indústria de transformação do plástico: injetoras (de 60 a 2.200 toneladas), extrusoras, sopradoras e periféricos. No Brasil desde 2006, a empresa conta com duas unidades: de plástico, sediada em Caxias do Sul/RS, e alumínio, em Indaiatuba/SP. Tem como objetivo fornecer soluções mecânicas para a indústria de transfor-

Serra para tubos de até 250 mm é um dos equipamentos comercializados pela BY Engenharia

mação do plástico, alumínio e madeira (MDF, HDF, OSB), contribuindo para que seus clientes desenvolvam produtos cada vez mais competitivos frente ao mercado globalizado. Distribuidora exclusiva de importantes grupos chineses para a América Latina, a Chiang Máquinas e Equipamentos está voltada para a comercialização e importação de máquinas e equipamentos, atuando diretamente na redução dos custos operacionais, aumento dos ganhos de produtividade e, consequentemente, das margens de lucro de seus parceiros comerciais. As máquinas comercializadas possuem a melhor integração tecnológica existente com componentes reconhecidos mundialmente.

COLORFIX

A Colorfix entende que a participação em feiras é de extrema importância para agregar valor a seus negócios e uma ótima oportunidade de dividir com seu público alvo, informações sobre as novidades que a empresa apresenta constantemente em sua linha de produtos. A feira Interplast está no calendário de eventos da companhia que, junto de outras feiras nacionais e internacionais, figura como uma das mais importantes na visão da companhia. “Expor em um mercado como o de Santa Catarina também é um fator relevante, pois acaba por ser um desafio, por isso levar novidades é sempre um termômetro para os negócios”, enfatiza o Diretor Superintendente da Colorfix, Francielo Fardo. A Colorfix vai levar a feira inúmeras informações sobre os seus produtos oferecidos ao mercado, com destaque para as novas tecnologias desenvolvidas para o lançamento de três linhas de produtos: ClearFix Colorants, BactFix FDA e ProcessFix HP. O Clearfix Colorants foi desenvolvido com corantes específicos para aplicações que necessitam de alta transparência em polipropileno clarificado. Os benefícios dessa nova tecnologia desenvolvida pela Colorfix estão pautados na alta transpa- >>>>


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Produtos feitos com a linha Clearfix Colorants, um dos lançamentos da Colorfix no evento

de masterbatches desenvolvidos em PLA (plásticos biodegradáveis) os quais já atendem a diversos segmentos. A Cromex também vai apresentar seus aditivos e cores com nano partículas de prata, que conferem aos plásticos ação bactericida (elimina as bactérias) e bacteriostática (impede sua proliferação) e podem ser aplicados em PE, PP, PS, ABS e PET, em todos os processos de transformação. A empresa apresenta ainda a linha completa para BOPP que inclui brancos puros e com carga, compostos para cavitados e aditivos de performance. rência em polipropileno clarificado, cores vivas e limpas, alta resistência a migração e nucleação. Também possui uma alta processabilidade e é regulamentado nas normas para contato com alimentos além de ter rápido setup entre cores. Já a linha Bactfix FDA tem aplicação para os casos em que é necessário a proteção antimicrobiana com aprovação para contato com alimentos segundo regulamentação FDA, impedindo o ataque e a proliferação de fungos e bactérias as resinas poliméricas. Essa linha evita a formação de bolores, mau cheiro em peças plásticas e a perda de resistência mecânica por ataque de microorganismos.Outra linha de aditivo que entra como novidade é o Processfix HP (high performance), com aprovação para contato com alimentos. Quando adicionado ao polietileno ou ao polipropileno afeta o comportamento de cristalização, resultando em grande melhoria de propriedades ótica, equilíbrio entre rigidez e impacto, tempo de ciclo, otimizando assim todo o processo. “Durante a feira os visitantes terão a oportunidade de conhecer mais detalhes dessas linhas que são inovadoras no mercado. Convidamos todos a visitarem o estande para conversar com nossa equipe e conhecer detalhes da tecnologia”, ressalta o Diretor Superintendente da Colorfix, Francielo Fardo.

CROMEX

A Cromex, empresa brasileira atu-

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ante no mercado nacional de masterbatches de cores e aditivos para plásticos, levará ao evento produtos desenvolvidos com foco na performance e sustentabilidade. Entre os produtos voltados à performance, a Cromex vai mostrar a linha de masterbatches brancos com antifibrilante e aditivo UV, desenvolvida para melhorar o processo de fabricação da ráfia. Vai expor, também, os novos concentrados de cores para fabricação de multifilamentos, filamentos contínuos e não-tecidos (PP e PET). Com foco na melhoria no desempenho dos polímeros na transformação, a empresa apresentará a linha de cargas minerais, aditivos que proporcionam vantagens ao transformador, como melhoria de propriedades mecânicas, melhor estabilidade dimensional, melhor taxa de troca térmica. De olho nos eventos esportivos que o Brasil sediará nos próximos anos, a Cromex, que atua neste segmento há mais de cinco anos com masterbatches especiais e se faz presente em diversos estádios brasileiros e arenas poliesportivas cobertas, vai mostrar seus produtos específicos para este mercado. A empresa desenvolveu, em parceria com a Braskem, compostos de cores a base de PE Verde (resina de fonte renovável proveniente do etanol da cana-de-açúcar) para assentos desportivos, atendendo à normativa ABNT NBR 15925/2011. Ainda com foco na inovação e na sustentabilidade, a Cromex também conta com uma série

EXTRUSÃO BRASIL

A Extrusão Brasil, empresa especializada no desenvolvimento, fabricação e comercialização de máquinas extrusoras, é parceira da Interplast desde a primeira edição da feira. Em 2012 a empresa leva para o seu estande o modelo DR-67:22 da extrusora dupla rosca. O equipamento é destinado à produção de perfis de PVC rígido, utilizados pela construção civil, indústria moveleira, automotiva, eletroeletrônica, eletrodoméstica, entre outras. Dotado de um controle através de PLC, com IHM, para comando total de toda a linha de extrusão, o modelo é acionado através de um motor de alto rendimento. Além disso, possui inversor de frequência de 25 CV, uma potência baixa, para uma máquina que chega a produzir até 160 kg/hora. “A extrusora DR-67:22 é muito indicada para empresa que estão entrando no mercado ou, ainda, para quem está renovando suas linhas de extrusão, pois é de fácil operação e tem um excelente custo-benefício”, acrescenta Leonardo Rocha Borges, gerente comercial da Extrusão Brasil.

HAITIAN

Na Interplast a Haitian irá expor o modelo Marte (Ma). Roberto C. Melo, da gerência da empresa, afirma que a máquina é consagrada mundialmente com mais de 25.000 máquinas trabalhando em transformadores que desejam repetitibili-


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dade, precisão, baixo consumo de água e economia de energia, que pode chegar a 80%.“Essas características são o resultado do uso de componentes de alta confiabilidade e resposta rápida, como a bomba de engrenagem (japonesa) e o inversor de freqüência (alemão) que aliado com o sistema de malha fechada do servo motor garante uma resposta rápida de 0,05 do sistema de pressão e velocidade“, explica Melo. Em relação ao mercado do Sul, o executivo garante que a Haitian conseguiu um crescimento expressivo em máquinas acima de 1000 toneladas de fechamento em grandes empresas do setor automotivo.“As máquinas que estão sendo comercializadas são de nosso modelo Marte (cinco pontos) e Jupter (duas placas), nas duas séries existem o sistema de servo motor, inversor e transdutor de pressão. Também foi desenvolvido o Robô (três servos) para fornecermos um sistema completo com garantia e assistência da Haitian“, diz. Para Melo, a tendência do mundo em consumir menos recursos e otimizar ao máximo leva ao consumo de máquinas com economia energética e automatizadas.“Na atualidade cerca de 70% das máquinas são de nosso modelo Marte e para os próximos anos a tendência é aumentar, sendo que para as máquinas de ciclo rápido temos o modelo Venus (total elétrica) que garante alem da velocidade (300mm seg) precisão e economia energética.

HDB

Na edição de 2012 da feira Interplast a HDB Representações apresentará um modelo da linha de máquinas de injeção e sopro EXACTA. A injection Blow IBM300 possui força de fechamento de 30 toneldas no molde de injeção e produ-

Linha Marte da Haitian conta com máquina de 280 toneladas de força de fechamento

zirá um frasco de 30ml em PEAD / PEBD com molde de 8 cavidades totalmente automatizada. Estará equipada com os periféricos habitualmente representados no Brasil pela HDB, tais como: Termorreguladores HB-Therm ; Alimentador e Desumidificador Farragtech; Dosador de máster-batch Movacolor e Chiller GWK. Conforme informações da empresa, o destaque vai para o desumidificador de resinas fabricado pela Austríaca Farragtech e representado pela HDB desde 2009, que utilizam apenas ar comprimido para seu funcionamento e permitem secar até os materiais mais exigentes, como PA e PET, com consumo de energia muito inferior aos modelos concorrentes. Outro destaque é a mais nova representação da HDB e, portanto, estreando nesta edição da feira, as sopradoras Uniloy.

HIMACO

A fabricante de injetoras Himaco vai lançar na Interplast duas máquinas: uma injetora modelo ATIS 3000-1080 LHT, máquina com força de fechamento de 300 toneladas, com bomba variável, distância entre colunas de 720mm x 720mm e até 2 kg de injeção. Esta injetora tem design diferenciado e é bem compacta para atender a necessidade de menor espaço no chão de fábrica; o outro lançamento é a máquina modelo APTA ECO 180 específica para PVC rígido. Esta injetora tem 180 toneladas de força de fechamento, conjunto de ventoinhas de acionamento elétrico para controle da temperatura, servo >>>> << Julho de 2012 < Plástico Sul < 31


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motor, alimentador e secador. A máquina já vem configurada com extrator de macho lateral e desrosqueamento. Procurando sempre atender as necessidades do mercado, a empresa lançou outras duas injetoras em 2012: ATIS ECO 1600 (injetora nacional de 160 toneladas com servo motor) e ACTUAL MR 12 1200-740 HPC Bicolor - rotativa de 12 estações bicolor. Além disso, a Himaco projeta e produz injetoras horizontais com força de fechamento de 80 a 1000 toneladas, nas linhas ACTUAL, ATIS E APTA, Rotativas até 12 estações com 80 a 120T de fechamento, e máquinas verticais de 64 a 180 toneladas. Desde 2011, a empresa conta também com uma unidade específica para venda de peças de reposição, agilizando o atendimento de assistência técnica.

INBRA

Empresa brasileira com mais de 70 anos de mercado, a INBRA apresentará suas linhas de produtos: DRAPEX®, INBRAFLEX® , plastificantes epoxidados a base de óleo de soja destinado a formulações de compostos de PVC flexíveis usados na produção de: fios e cabos, mangueiras, calçados, brinquedos, laminados e filmes em geral; PLASTABIL®, MARKSTAB® , estabilizantes térmicos líquidos principalmente à base de Cálcio e Zinco destinados a formulações de compostos de PVC usados na produção de mangueiras, calçados, brinquedos, laminados e 32 32 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >>

filmes em geral; ESTEARATOS METÁLICOS, destinados aos segmentos plásticos, tintas e vernizes, borrachas, cerâmicos, mineração, papel, cosméticos, cimento e argamassas; PLANAGEN® , agentes expansores destinados a formulações de compostos de PVC usado na produção de laminados espalmados, compostos de EVA e injeção de poliolefinas. Em especial na Interplast 2012 a INBRA destacará sua linha PLASTABIL® , de estabilizantes térmicos sólidos a base de cálcio e zinco. Trata-se de estabilizantes desenvolvidos para aplicações em formulações de injeção de conexões, extrusão de tubos e perfis rígidos de PVC.

INCOE

A INCOE do Brasil já participa desde 2008 da Interplast. Na feira de 2012 a empresa apresenta as seguintes tecnologias INCOE®: Direct-Flo™ Gold para aplicações técnicas com pesos de ciclo de até 9000g; Micro Serie- pesos de ciclo de até 20g; seis categorias padrão de Buchas com 14 opções padrão de ponteiras; Twin Heater (resistências de duplo filamento) e Resistências Multi-Zona para buchas longas; Sistemas unitizados a prova de vazamentos e Sistemas Hot Half completos; Sistemas multi material e multi componente; Controladores de temperatura, sequencial e valvulado; Sistemas Valvulados hidráulicos e pneumáticos; Filtros e Bicos para maquina injetora Desde 1958 a INCOE® fabrica siste-

Equipamentos da Ineal, que divulga seus periféricos para a indústria de plásticos

mas de câmara quente desenvolvidos para melhorar a produtividade, tendo por base sua patente original da primeira bucha quente a ser comercializada. Hoje, uma variada gama de buchas e manifolds, sistemas pré-ligados, hot halves completas e tecnologias de controle avançadas fornecem sistemas otimizados e adaptados para aplicações nos mercados de utilidades, automotivo, eletrônico, acessórios médicos, embalagens e pecas técnicas. Uma rede de representantes em mais de 35 países são suportadas pelo INCOE® instalações localizadas nos Estados Unidos, Alemanha, Brasil, China, Hong Kong e Singapura. Conforme a empresa, onde quer que sua operação esteja localizada, a INCOE® pode dar suporte aos seus negócios com sistemas de câmara quentes completos desenvolvidos para sua aplicação.

INEAL

Especializada em equipamentos periféricos para a indústria de plásticos, a Ineal participa da Interplast expondo alguns de seus produtos, como alimentador (AI-15/2DL) com válvula de mistura (MIX 38) e dosador volumétrico (R-10), desumidificador (SDI-1) com silo de secagem de 300L, dosador gravimétrico (DPG-100/4), moinho com ciclone (MI-200 BXF3), secador ar quente SA-2A/100L , dosadores gravimétricos para extrusão de filme (Easy Batch e Easy Line) e esteira de transporte. Segundo o gerente comercial, Marcel Britto, o principal lançamento da empresa são os sistemas de controle para extrusão de filme. “Na feira divulgaremos a parceria com a empresa italiana Syncro que detém a tecnologia mais avançada em periféricos para esse segmento, formando a Ineal-Syncro com fabricação nacional e tecnologia européia. Estarão expostos os modelos de dosadores gravimétricos Easy Batch e Easy Line, além do Anel de Ar Automático“, revela o executivo. Britto explica ainda que através da parceria com a Syncro, a Ineal visa penetrar em um segmento que é pouco explorado. “Apro- >>>>


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Fresadora ferramenteira é um dos destaques da Simco na Interplast

padrões de qualidade, movimentação de cargas e armazenagem e está certificada com a norma ISO 9001:2008, referência internacional para gestão da qualidade.

Campo (SP), estará expondo extrusoras mono rosca e dupla rosca, demonstrando várias melhorias técnicas, em consonância com sua proposta de contínua evolução. Informações da empresa salientam quepara se compor uma linha de extrusão, a “locomotiva” é sempre a extrusora, de onde se pode concluir que o ideal é que esta seja a melhor máquina à disposição do mercado.“As melhorias tecnológicas apresentadas nesta edição, em sua maior parte, não são aparentes aos olhos, mas são significativas no que se refere ao desempenho e conseqüentemente aos resultados do dia-a-dia, com a produtividade e a qualidade dos produtos. E a grande responsável por isso é a geometria das roscas e cilindros“, afirma a diretoria da empresa. Também estará em exposição no stand as tradicionais roscas e cilindros bimetálicos UNIVERSALOI, para extrusão, injeção, sopro, etc., com geometria específica para cada termoplástico.

MEGGAPLÁSTICO

MORETTO

veitaremos a presença que conquistamos no mercado de extrusão de filme com dosadores volumétricos, alimentadores e secadores, para disseminar o melhor da tecnologia mundial“, comenta.

KARINA

A Karina está presente na feira apresentando sua linha de produtos formada por Compostos de PVC, Especialidades Poliolefínicas e uma infinidade de cores de Masterbatch que são produzidos de acordo com as mais rigorosas normas e legislações nacionais e internacionais. Mais recentemente, a empresa está no mercado com os produtos: KARINTOX (não halogenado), XLPE, HEPR (segmento de Fios e Cabos) e entrando atualmente com pacote para ROTOMOLDAGEM de acordo com a necessidade de cada cliente. Os produtos da Karina podem ser aplicados nos mais diversos segmentos como fios e cabos elétricos, calçados, embalagens flexíveis e rígidas, vedantes, tubos e conexões, mangueiras, perfis para construção civil, automobilístico, sacolas, materiais descartáveis, entre outros.

MAIS POLÍMEROS

Distribuidora oficial da Braskem e Unigel, a Mais Polímeros participa da Interplast 2012 expondo sua linha de resinas termoplásticas, com soluções e serviços em PP, PEAD, PEBD, PEBDL, EVA, PS Cristal e PS Alto Impacto. Baseada em Cajamar/SP e com Filiais em Pinhais/PR e Três Lagoas/MS, a empresa atua, especialmente, nas regiões sudeste, sul e centro-oeste do país. Estruturada para atender com pronto-estoque as variadas demandas de seus clientes, a Mais Polímeros possui instalações modernas, funcionais e com espaço para movimentação e armazenagem de materiais. Conforme informações da Companhia, outro diferencial é o serviço de apoio técnico e desenvolvimento de produtos, que auxilia os clientes a resolverem os problemas do dia a dia. Com uma política focada na satisfação do cliente, a empresa segue os 34 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >> 34

A Meggplástico, empresa do Grupo MEGGA, apresenta na Interplast 2012 a injetora Borchê BS 120 Plus, equipada com servo-motor, que proporciona até 80% de economia no consumo de energia.A rosca de plastificação é de ótimo desempenho, permitindo uma grande gama de aplicações o que possibilita a alta eficiência oferecida. Em relação à operação da máquina é de simples manuseio através do comando colorido KEBA com tela de 10,4”, de fácil visualização para os diferentes status de operação da maquina. Entre as principais características técnicas destacam-se: Força de fechamento 120 ton; curso do extrator de 100 mm do fechamento e 190 mm de curso de injeção. A máquina tem volume máximo de 302 cm³. O diâmetro do parafuso é de 45mm. Possui Controle das posições da mesa móvel, injeção e extrator hidráulico central através de réguas potenciométricas. A potência de aquecimento alcança 15+7,5 Kw e pressão máxima de injeção de 2120 Kg/cm².

MIOTTO

A Indústria de Máquinas Miotto Ltda, com sede em São Bernardo do

Na Interplast 2012, a Moretto vai apresentar suas soluções em sistemas de desumidificação e dosagem gravimétrica. “Nosso foco é a facilidade de uso e a economia energética que os equipamentos proporcionam no decorrer do tempo, com isso a redução no custo do investimento é uma consequência certa”, destaca Federico Bugno, gerente de projetos da Moretto do Brasil. Fundada em 1998, em São Paulo, a Moretto do Brasil fornece equipamentos auxiliares para processamento de plásticos. A sua linha de produtos compreende alimentadores monofásicos e trifásicos, dosadores volumétricos e gravimétricos, desumidificadores, secadores, granuladores, termoreguladores, chillers, silos de armazenamento, sistema de alimentação centralizado e sistema supervisório.

SIMCO

A SIMCO irá expor na na Interplast duas injetoras, sendo uma LOG-250-S8 com servomotor Rexroth/Bosch - alemão - que pode reduzir em até 70% o consumo de energia e uma LOG-160-A8 com simultaneidade na extração, indicada para ciclos mais rápidos e com parede fina. A empresa apresentará também a li-


nha de máquinas operatrizes, onde mostrará a Fresadora Ferramenteira, 'PINNACLE", modelo PK-FV3-V - ISO-40 - o Tôrno Universal, 'QUAZAR', modelo C6246ZX de 1000 x 460mm com passagem na árvore de 80mm e a Fresadora de Banco Fixo, 'PINNACLE", modelo PK-B3K - ISO-40.

SUMITOMO (SHI) DEMAG

A Sumitomo (SHI) Demag, empresa japonesa - alemã, estará presente na Interplast apresentando uma de suas máquinas de alto desempenho e precisão, totalmente elétrica. A Sumitomo (SHI) Demag do Brasil irá expor sua máquina modelo SE 180 EV, com uma força de fechamento de 1.800kN, que produzirá copos com uma ferramenta de seis cavidades do fabricante brasileiro RK Ferramentarias, que serão colocados em um transportador. A SE-EV avançada, totalmente elétrica, redefine precisão, eficiência energética e estabilidade de moldagem com uma variedade de características inovadoras que já fazem parte do modelo padrão. Uma dessas características que fazem parte do fornecimento standard da série SE-EV é sua capacidade de moldagem Z. Essa moldagem fornece precisão excepcional de desempenho com injeção de baixa pressão e com uma força de fechamento reduzida. Projetada para auxiliar na obtenção de zero defeito e oferecer um perfeito desempenho da máquina. A moldagem Z combina três sistemas únicos: Sistema de Flow Front Control (FFC); Sistema de Minimum Clamping Moulding (MCM); e Sistema Simple Process Setting (SPS), que facilita o Setup e início de operação auxiliando o operador na prevenção de erros. A SE-EV também conquistou a redução de até 20% do consumo de energia em relação aos modelos anteriores totalmente elétricos. Para garantir a flexibilidade da aplicação, a série foi projetada com maior vão entre tirantes e com sistema de apoio das placas com guias lineares para trabalhar com moldes grandes, complexos e mais pesados.

PAVAN ZANETTI

A Pavan Zanetti ( PZ ), desde 1966 atua no segmento de plásticos e esse >>>> << Julho de 2012 < Plástico Sul < 35


PINTARELLI

A Pintarelli Industrial vem se firmando como fabricante de máquinas sopradoras por extrusão contínua, com mais de 60 equipamentos das linhas Starmaq, Soprática e Versátile fornecidos ao mercado nacional. Tratam-se de células automatizadas, para os mais variados segmentos de embalagens, que destacam-se pela qualidade, produtividade e excelente relação custo x benefício. Na Interplast 2012, a Pintarelli Industrial apresentará um modelo da linha de sopradoras Starmaq totalmente automatizada com periféricos fabricados pela Blufer Tecnoplast. A nova linha foi totalmente reestilizada, está mais robusta e com força de fechamento maior. Desen36 36 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >>

DIVULGAÇÃO

ano, mudou-se para sua nova sede na mesma cidade de Americana (SP) que possui uma planta moderna de 13.000 m2 e estendeu seu negócio para toda a America Latina. Durante a Interplast, a empresa apresenta a sua linha de sopro continua de dupla estação, o modelo BMT 5.6D/H, totalmente automatizada utilizada largamente em produção de frascos até 5 litros, moderna e rápida, com excelente custo-benefício. O diretor Newton Zanetti explica que também será exposta a sopradora de pré-formas de PET, a PETMATIC 3C/2L, com capacidade volumétrica até 2 litros e com capacidade produtiva até 4.000 frascos/hora de peso até 20 gramas cilíndrico, equipada com servo motor no sistema de estiramento e sopro, possibilitando maior produção e repetibilidade de ciclo.“Também teremos no estande uma injetora modelo HXF 88 para demonstração com molde, com excelente custo-benefício a preços atraentes”, afirma Zanetti.O empresário revela ainda que a Interplast 2012 será palco de um lançamento nacional da empresa. Trata-se de um novo produto, fruto de parceria com outra Companhia asiática: a Injeção e Sopro serie IBM45, com molde de 12 frascos de 20 ml de linha farmacêutica, equipamento novo no portfólio. “Esse equipamento pode produzir 3.600 frascos/hora totalmente sem rebarbas, com aproveitamento total e automatismo completo, com excelente qualidade de bocal e rosca, além de peso reduzido”, salienta.

volvida para atender a NR-12, permite um maior número de cavidades na mesa de sopro. O sistema hidráulico foi projetado para ter o melhor desempenho em termos de velocidade de trabalho, com controle proporcional e menor geração de ruído. O comando por IHM gráfica de 10 touch screen permite o acesso rápido a todos os parâmetros operacionais. Outro grande diferencial é o baixo consumo de energia e a possibilidade de incrementar mais cavidades com maior velocidade em célula totalmente automatizada.

PIOVAN

Para a Interplast a Piovan destaca as tecnologias para secagem de materiais higroscópicos com a apresentação do Secador da Linha DPA a ar comprimido. Esta linha de secadores é indicada para desumidificação de pequenos volumes de resina, e podem ser instalados sobre a máquina injetora ou sopradora. A gama consiste em seis modelos com capacidade de desumidificação de 0,2 até 25 kg/h com ponto de orvalho até -40°C. Na Linha de Refrigeração Industrial, o destaque é o DRY COOLER, para resfriamento de água industrial em circuito fechado. Outro destaque é a linha de Mini Chillers Piovan, com capacidades de resfriamento de até 25.000 kcal/h podem atender qualquer tipo de aplicação e está disponível a água e a ar. Caracterizada principalmente pelo design

Newton Zanetti, da Pavan Zanetti: empresa apresenta na feira um lançamento nacional

extremamente compacto, o Mini Chiller Piovan ocupa apenas 0,5m² da área fabril, proporcionando grande versatilidade na instalação. Já na área de tecnologias para Dosagem, Mistura e Transporte de polímeros a Piovan apresenta um Sistema Completo que estará em funcionamento. Transportando polietileno linear de baixa densidade fornecido pela Braskem, o Sistema conta com um Dosador Gravimétrico com 4 estações de dosagem, capacidade de 500kg/hora, controle touch screen de 8,5", 4 funis alimentadores independentes com controle por microprocessador Easy² System, um desumidificador compacto da Série DS 507 e uma Unidade de vácuo para altas capacidades.

PLAST-EQUIP / RAX

A Plast-Equip / Rax estará mostrando na Interplast 2012, toda sua linha de periféricos para a indústria de Plásticos, abrangendo: Alimentação Individual; Válvula Proporcional; Dosagem Volumétrica e Gravimétrica; Secadores; Desumidificadores; Centrais de Alimentação, Dosagem, Secagem e Desumidificação; Moinhos; Silos Externos e Internos. Além destes equipamentos apresentará também o lançamento da Linha RDG remodelada de dosadores Gravimétricos para até 6 componentes e 1.000 kg/h e o novo comando CLP para os desumidificadores, com interface amigável em Português.

POLIMÁQUINAS

Líder na América Latina no segmento de máquinas de corte e solda para sacolas "camiseta" e sacos blocados, a Polimáquinas lança, na Interplast 2012, a POLISAC 700CS, para confecção de sacos plásticos. Com alto padrão em qualidade e tecnologia, o equipamento possui velocidade de até 300 ciclos ou 65 metros por minuto. Equipada com balança, fotocélula, servomotor para transporte e frenagem, a máquina conta ainda com CLP e visor LCD colorido touch-screen para visualização de controle de comprimen- >>>>


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to, velocidade, quantidade produzida e came eletrônico. Além desta novidade, a empresa conta também com diversos outros modelos em seu portfólio. As máquinas têm como características principais a alta produtividade e a baixa manutenção, garantindo alta rentabilidade e competitividade aos clientes.

RETILOX

Em Outubro de 2012, a Retilox Química comemorará 20 anos de liderança em tecnologias para Crosslinking, desenvolvendo aditivos e agentes de cura inovadores, com alto padrão de qualidade e excelente custo-benefício, que lhe permitiram consolidar durante todos esses anos, parcerias profícuas e duradouras com as mais importantes empresas transformadoras de Plastômeros e Elastômeros. Conforme informações da empresa, certificada ISO 9001:2008, Retilox Química investe continuamente em seu departamento de P&D e na capacitação profissional de seus colaboradores, possuindo não apenas produtos diferenciados, como uma equipe técnica altamente especializada em assistência em chão de fábrica e no desenvolvimento de soluções de acordo com a necessidade do mercado.Especificamente para segmento transformador de Plásticos, além de possuir know-how e aditivos já estabelecidos destinados aos Recicladores e Injetores de PP, aditivos para compostos de PVC e agentes de cura ultra-rápidos para EVA, em 2012

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a Retilox traz uma novidade aos Rotomoldadores, através do exclusivo aditivo ROTOMOLD PE MASTER. O ROTOMOLD PE MASTER é um aditivo em masterbatch (PE micronizado) que oferece como principais características uma melhor resistência à abrasão, melhor resistência ao impacto, redução de peso da peça (com economia de resina entre 10 a 30%), melhor impermeabilidade, além de melhor resistência a intempéries da peça aditivada, podendo ainda ser utilizado para aplicações atóxicas.

QUÍMICOS E PLÁSTICOS

A Químicos e Plásticos estará na Interplast pela segunda vez, expondo os polímeros de engenharia e de alto desempenho. Entre os destaques no estande da QP, estão o PGA, um polímero biodegradável com diversas aplicações no mercado internacional, e a fibra de carbono para resistência térmica, que pode ser utilizada em compounding de PTFE, PPS e outros polímeros, para melhorar a resistência térmica e fabricação de compósitos. Outra novidade será o COC (Ciclo Olefínico Copolímero), aplicado, especialmente, como barreira a umidade, torção e redução de espessura. Além destes produtos, a empresa ainda vai expor outros polímeros, como POM, PBT, PET, TPE, PA6, PA66, PA4.6, PPS, LCP, UHMW-PE, PVDC, utilizados, principalmente, pela indústria automotiva, de linha branca, hidráulica, de extrusão de

chapas e perfis, eletroeletrônica, de embalagens flexíveis,entre outras.

REFRISAT

A Refrisat irá exibir na Interplast 2012 sua unidade de água gelada, o SAT. 030AR, que alia tecnologia do produto com design e estilo sofisticado.“Com o inédito CLP, possui display de 4” programado por software com a lógica desenvolvida internamente, a Refrisat disponibiliza todos os recursos para proporcionar melhor desempenho e maior eficiência do equipamento“, informa a empresa. Pode ser aplicado em processos como injeção, sopro, extrusão, laminação e flexografia. Além disso possui circuitos de refrigeração independentes com operação por controle de capacidade seguindo as mais rígidas normas internacionais.

ROMI

A Indústrias Romi S.A apresenta ao público da Região Sul, durante a Interplast 2012, a sua mais nova máquina para o setor de sopro, a Sopradora ROMI Premium Full. O equipamento, que produz frascos em geral, oferece alta eficiência e produtividade, para fabricação de embalagens de até 5 litros. No evento, os visitantes também poderão conhecer a injetora ROMI EN 150 para PVC, máquina equipada com servobomba, que garante melhor performance do sistema hidráulico com baixo nível de ruído e consumo energético. Ela é volta- >>>>


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Gilberto Baksa, da Sandretto, destaca as máquinas expostas no evento

região, demonstrando assim nosso amplo portfólio de máquinas para processamento de plástico.”

SANDRETTO

da para a produção de peças de pequeno e médio porte, com aplicações de até 170 toneladas. O novo diretor da área de Máquinas para Plástico, William dos Reis afirma

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que a Interplast é uma feira de extrema importância para o Sul do Brasil, região que se destaca pelo grande potencial e desenvolvimento industrial. “Queremos reforçar a presença da companhia nessa

A Sandretto do Brasil apresentará nesta edição da feira Interplast a Série Nove HP FAST. Conforme informações da empresa, dentre suas qualidades o equipamento propõe soluções simples e criativas para atender todas as necessidades dos transformadores de plásticos atuais. Esta linha contempla a injeção das resinas de commodities e técnicas como PC, ASA, PBT, PA6, 6.6 aditivadas ou carregadas, blendas e PVC rígido. Apresenta ainda, de acordo com a Sanretto, grande flexibilidade em suas características técnicas e grande facilidade de adequação >>>>


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Equipamento da Shini, que apresenta sua linha de máquinas e periféricos

para opcionais atendendo os mais complexos moldes e periféricos. A máquina exposta será a 900/220 Série Nove HP FAST que possui as seguintes características técnicas: volume de injeção de 475 cm³, força de fechamento de 220 toneladas, velocidade de injeção de até 680 mm/s e capacidade de plastificação de 41 g/s de PP. Esta máquina está preparada para a injeção de embalagens alimentícias de ciclo rápido e parede fina. Utilizando toda sua experiência e conhecimento tecnológico a Sandretto continua aprimorando e fabricando seus equipamentos já consolidados no mercado de transformação de plásticos por injeção 100% no Brasil. Dentro das inovações contempla um novo comando eletrônico (Optinjet da Automata) e grande otimização nos circuitos hidráulicos que a torna incomparável à máquinas asiáticas ou similares nacionais.

SHINI

A Shini Brasil apresenta na Interplast 2012 sua linha completa de máquinas e periféricos. Um dos Sistemas de destaque é o de Dosagem e Mistura composto por Válvulas proporcionais, Dosagem volumétrica e/ou gravimétrica, Misturadores verticais, Separadores de pó e magnéticos.“Como mostramos, fica a critério do cliente a escolha do equi42 >> Plástico Plástico Sul Sul >> Julho Julho de de 2012 2012 >> >> 42

pamento que atenda melhor sua necessidade“, explica Tatti Maeda, do departamento de marketing da empresa. A Shini apresenta ainda seus Sistema de Secagem e Desumidificação de matéria- prima, incluindo Desumidificadores específicos para PET, Ópticos e Cristalização de PET. “Entre os alimentadores, o destaque vai para o Alimentador SAL 330: o único alimentador monofásico do mercado com capacidade para 200Kg/h, que pode transportar material virgem ou moído“, afirma a executiva. Entre os atributos, Tatti destaca a vida útil acima dos equipamentos da concorrência com a mesma especificação técnica.“Sendo necessária manutenção, temos peças de reposição a pronta entrega e com baixo custo“. Encerrando os destaques, a Shini Brasil® dispõe no mercado uma linha de manipuladores e robôs, 1,3 e 5 eixos servo motor. Todos os componentes utilizados são referências no mercado , um exemplo é o servo motor da marca Panasonic .“Estaremos portanto com nosso mix de produtos a todo vapor.Prontos a atender com eficiência e mostrar mais uma vez a qualidade dos produtos Shini Brasil® a nossos clientes e novos parceiros que temos como objetivo conquistar na Interplast 2012“, finaliza .

THEODOSIO RANDON

A Theodosio Randon está no mercado há mais de 45 anos, produzindo reservatórios, silos, filtros, misturadores, descarregadores, trocadores de calor, além de acessórios para reposição e outros. Especializada em materiais em aço carbono, aço inoxidável e alumínio, na Interplast 2012, a empresa vai expor os seus silos em ligas de aço inoxidável e em ligas de alumínio e os descarregadores de big bag. Fabricando com tecnologia de ponta, a Theodosio Randon utiliza um software específico em seus projetos, que

permite cálculos de vaso de pressão, tampos, tanques e sistemas de agitação. Esse software emite relatórios detalhados, indicando as características dimensionais e volumétricas, e permitindo que a empresa ofereça um serviço diferenciado para os seus clientes. E essa preocupação com a gestão da qualidade se confirma pela certificação ISO 9001:2000, que a empresa mantém desde 2004. “O nosso compromisso é atualizar constantemente os nossos processos, para continuarmos nos desenvolvendo tecnologicamente e entregando produtos de alto padrão para os nossos clientes”, afirma Gustavo Luis Scapin, da área comercial da Theodosio Randon.

TRAUSI

A Trausi Kent do Brasil participa da Interplast apresentando toda sua referência mundial em tampografia pela tecnologia avançada e por estar desenvolvendo uma linha de impressão tampográfica sustentável. Para a empresa, o conceito de sustentabilidade está intimamente relacionado com a responsabilidade social das organizações. Portanto, a Companhia oferece hoje no mercado tampográfico uma série de produtos ecológicamente corretos, como: as máquinas tampográficas com estrutura em pedra de granito, que permite a redução significativa no consumo de aço e alumínio para fazer as máquinas; o clichê de aço lâmina aquaflex, que possui um um método de revelação muito mais rápido que o convencional, pronto para produção em aproximadamente de 15 minutos e feito com químicas biodegradáveis à base de água que após usado para revelar diversos clichês, essa química já diluida em água pode ser despejada no esgoto comum, pois se dilui rapidamente sem agredir o meio ambiente; e o tinteiro selado ecológico, uma tecnologia produzida pela Trausi Kent do Brasil, que possui um sistema de troca de cartucho onde no final do turno, basta fazer a troca ao invés de limpar o tinteiro com solvente, assim evitando que o operador tenha contato direto com produtos químicos. O tinteiro ecológico também reduz o tempo de setup da máquina para agilizar e melhorar o processo de produção. PS


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Por Gilmar Bitencourt

Evento que ocorre em Santa Catarina, região de destaque quando o assunto é reciclagem, terá como tema principal o meio ambiente.

A

7ª edição da Interplast – Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico, que acontece de 20 a 24 de agosto, nos pavilhões da Expoville, em Joinville (SC), demonstra a importância da sustentabilidade para a cadeia produtiva do plástico e a grande vocação do estado catarinense para a reciclagem. Com o foco no meio ambiente, a feira terá uma ilha de reciclagem do plástico. O Projeto é coordenado pelo Sindicato da Indústria Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc) e tem como objetivo explicar o processo de reciclagem e mostrar o quanto é economicamente viável e importante para empresas e para o meio ambiente. A ilha é fruto de uma parceria entre o Simpesc, Instituto Nacional do Plástico (INP), Instituto do PVC e Plastivida. Segundo os organizadores da Interplast, os visitantes que passarem pela feira vão poder visualizar o processo de reciclagem do plástico, que será explicado passo a passo, além de conhecer os equipamentos envolvidos e o trabalho das cooperativas. “A proposta é desmistificar e ressaltar que o processo de reciclagem do plástico é um dos mais econômicos e ambientalmente corretos dentre os diversos resíduos que 46 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

Maior parte do plástico reciclado em Santa Catarina é de pós-consumo

são reciclados atualmente”, comenta Richard Spirandelli, diretor da Messe Brasil. O presidente do Simpesc, Albano Schmidt, comenta que é de extrema importância que a feira seja focada no meio ambiente e na reciclagem de plásticos. Explica que é necessário que as indústrias de plástico do país passem a visualizar o plástico reciclado como uma opção de matéria-prima, “sabemos que para isso é necessária uma melhoria na qualidade desse material e isso deve ser construído desde a coleta seletiva até o reprocessamento do resíduo nas recicladoras”. Segundo ele, os transformadores podem atuar juntamente com os recicladores a fim de desenvolver a matéria-prima que se enquadre em suas necessidades. Alceu Lorenzon, presidente do Sindiplasc (Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Oeste Catarinense), parabeniza os organizadores da feira pela iniciativa e destaca que a Interplast é uma das principais feiras do setor no Brasil. “Ficamos muito

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Vocação para reciclagem

satisfeitos com os organizadores que estão dando evidência ao meio ambiente e o setor da reciclagem, inclusive com várias palestras técnicas acontecendo durante o evento, focadas no meio ambiente, materiais e reciclagem”, acrescenta Lorenzon. Ele observa que a ilha de reciclagem será importantíssima, “pois servirá para valorizar as empresas de reciclagem bem como para viabilizar novos contatos e negócios para as empresas de re>>>> ciclagem que estarão presentes”.


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FOTOS: DIVULGAÇÃO

Segundo Lorenzon, do Sindiplasc, estado produz 13,3% do total de material plástico reciclado brasileiro

Setor forte em SC

A escolha do meio ambiente como tema principal da Interplast, demonstra o dinamismo da Exposição em abordar um assunto da atualidade e relação direta com o setor de reciclagem de plásticos no estado, que se destaca no país. De acordo com pesquisa realizada pela Maxiquim, em 2011, Santa Catarina que representa aproximada48 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

mente 1% em área do Brasil, possui uma indústria de reciclagem de plásticos que corresponde a cerca de 15% do total do setor no país, em termos de faturamento. Conforme Albano Schmidt, do Simpesc, o estado possui cerca de 100 empresas que atuam na reciclagem mecânica de plásticos. As indústrias do setor faturaram, em 2010, cerca de R$ 300 milhões. Cerca de 4 mil pessoas são empregadas por esse setor no estado, que produz aproximadamente 120 mil toneladas de plástico reciclado por ano. Ainda de acordo com o presidente, diferentemente do que ocorre em outros estados da região Sul do Brasil, as indústrias recicladoras de plástico em SC não estão concentradas principalmente na Região Metropolitana. “As cerca de 100 empresas atuantes em reciclagem de plásticos no estado localizam-se principalmente nas regiões Norte e Oeste”, informa. Segundo Lorenzon, do Sindiplasc, apesar do estado contar com apenas 3% da população do país, produz 13,3% do total de material plástico reciclado brasileiro. “Estima-se que mais de dez mil trabalhadores estão trabalhando no setor da reciclagem, em SC, sendo, portanto, um dos principais segmentos da economia catarinense”, observa Alceu Lorenzon.

Gargalos no estado

O desempenho do setor de reciclagem no estado só não é melhor por causa de alguns entraves, como a falta de material para reciclar. Conforme dados da pesquisa

Para Albano Schmidt, o Brasil está avançando em termos de reciclagem mecânica de plásticos

realizada em 2011 pela Maxiquim, a indústria de reciclagem do plástico de SC tem capacidade instalada de aproximadamente 200.000 ton/ano, mas está operando com apenas 2/3 de sua capacidade, processando em torno 120.000 toneladas anuais. “A falta de matéria-prima no estado pode ser um dos fatores que leva as empresas a operar com baixo índice operacional”, comenta Lorenzon. Ele acrescenta que as empresas estão encontrando apenas 41% da matéria-prima em SC, obrigando-se a adquirir fora do estado o restante, sendo o RS o principal mercado fornecedor, com 22%, seguido do PR com 18% e 19 % nos demais estados. Para o dirigente está faltando incentivo à coleta seletiva urbana, “o que depende exclusivamente da vontade política dos administradores municipais”. Lorenzon comenta que no estado existem pouco mais de 10% dos municípios com programas de coleta seletiva, “contudo, apenas 1% da população tem a coleta seletiva disponível em suas residências, o que é lamentável, pois as prefeituras gastam milhões para enterrar os resíduos urbanos, enquanto que a coleta seletiva tem a possibilidade de gerar muitos empregos, incrementar a economia e preservar o meio ambiente pela redução de consumo dos recursos naturais esgotáveis”. O presidente do Simpesc salienta que são diversos os fatores críticos que impedem o avanço da reciclagem de plásticos no estado, entre eles a disponibilidade de resíduos. Albano Schmidt também observa que ocorre falhas na coleta seletiva e existe falta de conhecimento da população para a separação dos resíduos da forma correta. Outros pontos destacados pelo dirigente são: a falta de incentivos de instituições de financiamento; alta tributação; informalidade de pequenas empresas recicladoras no estado; custos de produção, como a energia elétrica; falta de apoio técnico ao reciclador. “Alguns desses fatores levam a um alto preço do plástico reciclado, dificultando a competitividade frente a resina virgem”, acrescenta.

Reciclagem no país

A maioria das dificuldades enfrenta- >>>>


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das pelos recicladores catarinenses é comum para a indústria de reciclagem no país. Apesar disso, o segmento segue em crescimento no Brasil. Lorenzon salienta que é um setor muito promissor e que possui uma grande potencialidade para as próximas décadas. Outro fator positivo destacado pelo dirigente é a nova Politica Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), cuja Lei foi aprovada em 2010 (Lei 12.305/2010) “e que esperamos que entre em vigor efetivamente em 2014”. Ele comenta que em razão disso está vislumbrando medidas de apoio por parte do governo federal, “que promete editar atos importantes para o setor através do Programa Recicla Brasil”. O presidente do Sindiplasc também destaca que recente-

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mente foi formada na Câmara dos Deputados a Bancada da Reciclagem, com adesão de quase 200 parlamentares “que deverão apoiar na elaboração e acompanhamento de projetos voltados a incentivar a reciclagem no país”, acrescenta Lorenzon. Para Albano Schmidt, o Brasil está avançando em termos de reciclagem mecânica de plásticos. Salienta que, diferentemente dos países da Europa, o Brasil ainda não possui usinas de recuperação energética, que trata do processo pelo qual os resíduos são levados a combustão e a energia da combustão é novamente utilizada. “Nesse caso, o plástico, que possui alto poder calorífico, poderia ser amplamente aproveitado”, observa o presidente do Simpesc. Ele fala

Apesar dos avanços, ainda falta incentivo à coleta seletiva urbana de uma forma geral no país

que a reciclagem mecânica é o processo mais comum, onde os resíduos plásticos são separados, limpos e transformados novamente em pellets ou moído, para serem utilizados pela indústria de transformação de plásticos. O dirigente também deposita esperanças na PNRS, que segundo ele pode auxiliar no crescimento da reciclagem de plásticos, sendo que a coleta seletiva deve ser intensificada e a logística reversa deve ser implementada. “Esses fatores devem impulsionar o avanço da reciclagem de plásticos. Porém, para que o plástico reciclado seja mais aceito pela indústria de transformação, é necessário que sua qualidade apresente uma melhora e o preço seja competitivo frente a resina virgem”, salienta.

Mobilização da categoria

Os recicladores do país não estão de braços cruzados simplesmente esperando os reflexos positivos da Política de Resíduos Sólidos. No mês de julho passado, deram um grande passo para a organização do setor com a criação da Câmara Setorial da Indústria de Reciclagem de Material Plástico da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast). Em uma reunião entre representantes de entidades e empresários do segmento formaram o órgão que tem como objetivo instituir um núcleo de discussões >>>>


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e desenvolvimento de ações dentro da Abiplast em defesa da indústria de reciclagem de materiais plásticos. A nova Câmara terá como coordenador Ricardo Jamil Hajaj, do Sindiplast, e como vice-coordenador, Alceu Lorenzon, do Sindiplasc. De acordo com Lorenzon, a iniciativa tem como finalidade atender as demandas do setor da reciclagem do plástico, buscando amenizar as dificuldades do setor, potencializar as oportunidades e principalmente valorizar no mercado os produtos fabricados com material reciclado. Entre as metas da nova Câmara está a desoneração tributária para o setor.

Redução de custos

Com mais de 20 anos atuando na área de reciclagem, a Raposo Plásticos destaca o crescimento do setor, porém salienta que a maior procura pela reciclagem ainda é pela redução do custo e não simplesmente pela sustentabilide. Segundo o diretor comercial da empresa, Adriano Tanaka, apesar do grande apelo sustentável do momento, a

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resina reciclada ainda é vista apenas como uma forma de diminuir os custos. “Para 99% dos clientes seria somente para redução de custos. Algumas empresas multinacionais estão vindo atrás de reciclados pela sustentabilidade”, acrescenta. O diretor observa que entre as principais dificuldades enfrentadas pelos recicladores, está a falta de matéria-prima de boa qualidade e também a falta de parceria por parte de uma grande maioria de fornecedores. Mas Tanaka acredita que a Política de Resíduos Sólidos ampliar a procura pela reciclagem. “Para isso as empresas precisam estar estruturadas”, observa. A empresa produz 80.000 kg por dia de resinas recicladas, como PP, PE, PS, entre outras resinas e espera para este ano um crescimento nas vendas na ordem de 5%. Segundo Tanaka a companhia investe constantemente em sua estrutura, possuindo atualmente capacidade produtiva de 2.000 t/mês, laboratório próprio, amplo estoque, um sistema de entrega rápido e seguro, além de uma equipe de vendas altamente qualificada.

Mercado em crescimento

A indústria de máquinas e equipamentos está de olho neste mercado em expansão no país. O analista de exportação da Seibt, Gilson Müller, comenta que o segmento de reciclagem de plásticos, tanto do pós-consumo como do pós-industrial, está em crescimento, estimulado pelo crescente aumento no consumo dos derivados de termoplásticos e também pelas melhorias oferecidas nos processos produtivos. Ele destaca que as áreas de injeção e sopro, como os segmentos com maior desempenho na reciclagem de resíduos industriais. “Tivemos uma alta na procura por moinhos para a moagem de perdas de processos, de rebarbas, de scraps, galhos de injeção, peças falhadas, refiles, entre outros. Oportunizando retorno imediato do material moído ao processo de fabricação, livre de contaminações e com grande economia de tempo e energia”, comenta. A Carnevalli é outra empresa que destaca que o mercado de reciclagem está em expansão, principalmente na produção de sacos de lixo. De acordo com a empresa, a >>>>


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maior exigência dos recicladores na área de máquinas e equipamentos são as linhas mais completas e automatizadas.

Interplas 2012

É neste clima positivo, de aposta no crescimento do setor de reciclagem, que a 7ª edição da feira vai se tornar o palco de novidades e lançamentos de máquinas, equipamentos, matérias-primas e insumos para o segmento. Veja a seguir como será a participação de algumas empresas na exposição:

A Seibt vai apresentar na feira sua tradicional linha de moinhos de baixa rotação, representados pelos modelos MGHS 200 LR, MGHS 320 LRX e MGHS 420 LRX. De acordo com a empresa, na linha de moagem convencional, o público visitante poderá constatar a robustez e qualidade do modelo MGHS 800AY e também os inovadores MGHS 550GF e MGHS 700GF, para garrafas e filmes. Müller destaca que eficiência, economia e durabilidade, são alguns dos atributos oferecidos pelos moinhos de baixa rotação SEIBT. Indicados para a moagem de sobras e perdas do processo de injeção e soprado, trabalhando em circuito fechado, ao pé-de-máquina, com rotores de diâmetros a partir de 200 mm até 350 mm e largura entre 205 mm e 425 mm e corte tipo tesoura em X. “Estes modelos são indicados para quem busca qualidade, segurança, facilidade de limpeza e um alto rendimento aliado a um baixo consumo de energia evitando ainda a contaminação e misturas de material, que podem ocorrer em processos de moagem não contínuos”, acrescenta. Esta linha oferece a opção de descarga manual ou automatizada e isolamento acústico. O modelo MGHS 800AY é destinado para a moagem de peças de grande volume ou para pequenas peças, onde é necessária uma grande produção. Possui corte tipo tesoura, baixa formação de finos e um alto rendimento, podendo ser utilizado na moagem a seco ou com água. Já os modelos MGHS 550GF e MGHS 700GF, foram desenvolvidos para atender as necessidades do mercado de reciclagem pós-consumo, para a moagem de garrafas e filmes. De fácil manutenção para acesso as facas e peneira, sem necessidade de utilização de ferramentas. O bocal é de articulação pneumática, o que garante segurança e nenhum esforço ao operador. “Possuem as mesmas carac54 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

Moinho MGHS 700GF da Seibt é destinado para o mercado de pós-consumo

terísticas dos tradicionais moinhos Seibt, tendo o moderno sistema e também pioneiro no Brasil na moagem de filmes por rotor, sem eixo central”, informa Müller.

A Mecanofar, além de divulgar a sua linha convencional de moinhos granuladores para a indústria de transformação e reciclagem, vai aproveitar sua presença na Interplast 2012 para lançar o projeto de uma máquina afiadora de navalhas. A empresa prevê o início da comercialização do equipamento a partir de 2013. “Nossa preocupação é desenvolver equipamentos que tenham um excelente desempenho, por isso, estamos em desenvolvimento constante e sempre nos atualizando tecnologicamente”, destaca Graziela Dalsochio, gerente industrial da Mecanofar. Segundo o gerente, a Mecanofar oferece aos clientes um atendimento completo, que vai desde a definição do melhor equipamento até o pós-venda. “Além disso, ainda disponibiliza o serviço de entrega técnica”, complementa. A Carnevalli destaca na feira a série de coextrusoras Coex Polaris Plus Ø 40 e 65mm de alta produção. Segundo a empresa, a máquina oferece economia de energia de até 15%. É destinada para produção de filmes de polietileno alta, baixa e linear virgem ou reciclado. A empresa completa este >>>>


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DIVULGAÇÃO

ano o aniversário de 50 anos. Neste período, informa que produziu mais de 5 mil equipamentos para filmes soprados mono e co-extrusão, reciclagem, impressora flexográfica, entre outros. “Entregues e instalados para clientes de diversos segmentos no Brasil e no exterior”, salienta a indústria.

A Rone Moinhos vai para a Interplast com as linhas "W" e "C", ambas de baixo nível de ruido e baixo índice de pó, e próprios para trabalhos conjuntos com injetoras e sopradoras. Conforme o diretor da empresa, Ronaldo Cerri, os modelos da linha “C” possuem cabine atenuadora de ruídos para todo o moinho, fabricada com paredes duplas com revestimento interno em material de alta absorção de ruídos; possui também transporte pneumático para retirada do material moído de dentro do moinho, com ventilador ciclone e filtro manga para retirar o pó do ambiente gerado no processo produtivo. Em seu sistema de segurança possui relês instalados de forma a não permitir o funcionamento

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Linha Polaris Plus da Carnevalli para alta produção de PE virgem ou reciclado

do moinho quando o bocal de alimentação ou qualquer porta de acesso estiver aberta. Já os modelos da linha “W” são fabricados com o bocal de alimentação de paredes duplas preenchidas internamente por material de alta absorção acústica e pintados externamente com pintura emborrachada, o que, segundo Cerri, assegura baixo nível de ruídos para os mais diversos tipos materiais processados, estando dentro das normas atuais vigentes. “As duas opções de motores de baixa rotação possíveis (200 e 400 rpm) também colaboram para um baixo nível de ruído e pouca geração de pó no processo, além de baixo consumo de energia“, salienta. Utilizam normalmente três lâminas rotativas e uma fixa (patente Rone), o que permite que as operações de limpeza, manutenção e substituição da peneira sejam efetuadas em poucos minutos, pois não é necessária a remoção de um único parafuso para esta operação. Possui com sistema de segurança através de relês e podem utilizar dois tipos de rotores: triangular e helicoidal. >>>>


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O empresário afirma que será também dado destaque às linha "N" e "F" modelo convencionais com potência de 2 até 150 CV, para produções de 10 a 3000 kg/hora.Além dos modelos acima, também estarão expostos modelos da linha “T”, com bocal alongado, dispostos de volante de inércia, com três lâminas rotativas e uma fixa (patente RONE), que possibilita a limpeza, manutenção, e/ou substituição da peneira em poucos minutos, pois não necessita a remoção de um único parafuso para realizar esta operação.

A Ecomaster apresentará a sua mais

nova linha de produtos. Trata-se da linha “ECOlogica”, aditivos e compostos que contribuem para a diminuição do impacto ambiental causado pelo descarte de produtos plásticos no meio ambiente, bem como produtos de tecnologia inovadora que agregam valor e qualidade aos produtos produzidos por nosso clientes. Ao todo são 5 (cinco) produtos, Econ e Ecolex, Eco Drier , Nanox Clean® , Ecomate e o Eco Flame Retardant.

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O Econ e Ecolex são formados por compostos de carga mineral natural que reduz em até 20% a utilização de resinas novas, baixando o custo final do produto acabado, contribuindo ainda na redução de material plástico exposto no meio ambiente caso estes produtos venham ser descartados de forma incorreta. O Eco Drier é um aditivo absorvedor de umidade e gás. Ideal para transformadores que utilizam resinas pós-consumo (recicladas) ou aparas de sua própria produção, retirando a umidade e o gás da resina sem a necessidade de aquecimento por estufagem, aglutinação ou extrusão , eliminando etapas que aumentam o custo de produção. Já o Nanox Clean®: é um aditivo antimicrobiano desenvolvido a partir da nanotecnologia, tendo como seu princípio ativo a prata, capaz de deixar qualquer superfície plástica livre de contaminação e proliferação por fungos e bactérias, estando em total conformidade com a legislação sanitária e normas de não-migração e toxicidade dos materiais. Outra principal característica

do aditivo antimicrobiano Nanox Clean, é conferir as embalagens destinadas a alimentos aumento de ‘shelf life”. O produto não apresenta em sua composição nenhum material tóxico, sendo seus aditivos aprovados para uso em alimentos pelo FDA. Por fim, o Eco Flame Ratardant, é um aditivo retardante de chama não halogenado que confere ao polímero característica anti-chama, que em caso de combustão não emite gases tóxicos, atendendo assim a norma internacional UL 94.

O Grupo FCC apresentará na Interplast um elastômero termoplástico que modifica as propriedades mecânicas do plástico reciclado, deixando-o mais resistente. Com o Fortiprene TPE, podem-se produzir peças a partir de plástico recuperado com características semelhantes as do plástico virgem. A tecnologia, que restaura os atributos físicos do plástico, devolve a elasticidade e resistência típicas deste material. A matéria-prima ajuda ainda a evitar quebras tanto na conformação, >>>>


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moldagem do plástico por pressão e calor, como no desmolde, manuseio e transporte das peças produzidas com o aditivo.O diretor de termoplásticos da FCC, Julio Schmitt, lembra que “nossa matéria-prima poderá auxiliar na composição do preço final das indústrias de peças técnicas, porque elas poderão fazer uso de materiais reciclados, mantendo a segurança e a resistência do material nobre”.

A Termocolor, uma das maiores especialistas em masterbatches do país, apresentará pela primeira vez no mercado brasileiro o seu lançamento deste ano: os masterbatches biodegradáveis. Além desses, a Termolocor também leva para feira sua linha tradicional masterbatches, aditivos, compostos, resinas tingidas e de beneficiamento. E a linha de produtos aditivados com ação antimicrobiana e os masterbatches perolizados de alta performance. Fruto de pesquisas e investimentos em novas tecnologias, os masterbatches biodegradáveis são formados de aditivo

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orgânico, podendo serem utilizados em PE (baixa, alta e media densidade), Poliestireno, Polipropileno. O aditivo atrai os fungos e as bactérias que atuam na decomposição dos produtos, que se transformam em húmus e biogás. “Os masterbatches biodegradáveis são ideais para aplicação em embalagens flexíveis, descartáveis, utilizadas nos segmentos de higiene e limpeza, entre outras”, explica Laércio Boracini, gerente técnico da Termocolor. Sua maior vantagem está em ser um produto 100% orgânico, ideal para ser utilizado em embalagens alimentícias, atendendo às exigências do FDA (Food and Drug Administration) e das listas positivas da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Os masterbatches biodegradáveis podem ser utilizados em produtos reciclados, não afetando o processo. Os materiais transformados não sofrem mudanças em suas características. Não há necessidade de adequação ou investimentos na linha de produção, pois trata-se apenas da adição de uma matéria-prima.

A Wortex Máquinas marcou presença em todas as edições da Interplast e, em 2012, não será diferente. Para sua sétima participação na feira, a empresa vai apresentar seu leque completo de equipamentos, com destaque para a granuladora para materiais reciclados Challenger Recycler wex 90, com dupla degasagem. Composta de moinho, alimentador, extrusora com corte na cabeça e sistema de ensaque de materiais, o principal diferencial do equipamento é o seu baixo consumo de energia elétrica. Além desta, o equipamento oferece ainda outras vantagens, como processo de produção totalmente automatizado, redução no tempo de parada da máquina para manutenção, limpeza e troca de cores e intertravamento de segurança operacional elétrico e mecânico. “O sistema de granulação dessa máquina é adequado às matérias-primas a serem processadas, garantindo maior produtividade, uniformidade dos grãos e qualidade do produto final”, explica José Renato Saia, gerente comercial da Wortex. PS


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Balanço

Petroquímicas fazem seus balanços e apontam resultados positivos.

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DIVULGAÇÃO

Empresas confirmam perspectivas de crescimento

C

ompanhias nacionais e multinacionais de diversos setores fazem suas avaliações periódicas sobre o desempenho de mercado. Algumas corporações diretamente relacionadas ao setor plástico também realizaram seus balanços e apresentaram seus números nos últimos tempos. Um das empresas que divulgaram estas informações é a BASF. Os negócios da Companhia tiveram um sólido segundo trimestre. A empresa ampliou as vendas em 6% para € 19,5 bilhões e o resultado das operações (EBIT) antes de itens extraordinários aumentou € 253 milhões para € 2,5 bilhões. Apesar da queda nos volumes de

vendas nos negócios químicos, que compreendem os segmentos Químicos, Plásticos, Produtos de Performance e Soluções Funcionais, a principal contribuição veio do forte desempenho de Soluções para Agricultura e do segmento de Óleo & Gás. No primeiro semestre de 2012, as vendas foram de € 40,1 bilhões, 6% a mais que no mesmo período do ano anterior. Com mais de € 5 bilhões, o EBIT antes de itens extraordinários correspondeu ao mesmo nível do primeiro semestre de 2011. Na apresentação dos resultados do segundo trimestre da empresa, Dr. Kurt Bock, presidente da Junta Diretiva da BASF SE, comentou sobre os riscos crescentes da econo- >>>>


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DIVULGAÇÃO

Balanço

mia: "Nossos clientes continuam a agir com cautela e estão reduzindo seus estoques, também na expectativa de queda de preços em função da redução dos custos das matérias-primas. Além disso, a economia chinesa

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desacelerou, levando a uma diminuição nas vendas da BASF em moeda local na Ásia no segundo trimestre, como também ocorreu no primeiro trimestre deste ano”, explicou Bock. No segmento de Químicos, as ven-

As vendas no segmento de Plásticos ultrapassaram o nível do segundo trimestre de 2011 na Basf

das ficaram um pouco abaixo do nível do segundo trimestre anterior, devido principalmente ao menor volume de vendas. Junto com uma demanda mais fraca, a otimização da cadeia de abastecimento para produtos de primeira geração química, realizada no terceiro trimestre de 2011, contribuiu para esse declínio. As vendas para as empresas do Grupo Styrolution tiveram um impacto positivo na evolução de vendas para o segmento. O lucro diminuiu significativamente como resultado de margens em queda e da parada para manutenção programada em diversas fábricas. As vendas no segmento de Plásticos ultrapassaram o nível do segundo trimestre de 2011. Enquanto os volumes de vendas enfraqueceram, os efeitos positivos da moeda impulsionaram >>>>


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particularmente o crescimento das vendas. As margens menores para alguns produtos básicos levaram a um declínio significativo nos lucros. As vendas no segmento de Produtos de Performance cresceram ligeiramente em comparação ao segundo trimestre anterior, em grande parte como resultado dos efeitos positivos da moeda. O volume de vendas diminuiu. O aumento dos custos de matérias-primas não pode ser integralmente repassado com os preços de venda mais elevados. O lucro, portanto, diminuiu devido a menores margens e volumes. Outra empresa que divulgou seus resultados recentemente foi grupo de especialidades químicas LANXESS, que continuou a crescer no segundo trimestre de 2012. O EBITDA pré-excepcionais aumentou 6,8% em relação ao ano passado, para € 362 milhões. As vendas avançaram 8,1%, para € 2,42 bilhões. “Nós acreditamos que estes resultados confirmam nossa visão de desenvolvimento sazonal e estamos, por-

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DIVULGAÇÃO

Balanço

tanto, cumprindo nosso objetivo de aumentar o EBITDA pré-excepcionais entre 5% e 10% para o ano”, disse o CEO Mundial da LANXESS, Axel C. Heitmann. “Nosso foco nas megatendências e regiões em

desenvolvimento, combinado com o nosso conhecimento tecnológico, oferecem estabilidade em um ambiente cada vez mais desafiador”. As vendas melhoraram principalmente como resultado de efeitos cambiais e aumentos de preços de venda. Aumentos com custos de matérias-primas foram integralmente repassados ao mercado em todos os segmentos. A margem EBITDA pré-excepcionais, a 14,9%, ficou no mesmo nível do ano anterior. O lucro líquido caiu ligeiramente em 3%, para € 176 milhões, devido a medidas de reorganização no segmento de Performance Chemicals. As vendas subiram quase 8% em relação ao ano anterior, para € 331 milhões na América Latina, que mais uma vez representou 14% das vendas do Grupo. O Brasil continuou a ser o país mais importante da região. A The Dow Chemical Company ((NYSE: DOW) registrou vendas de US$ 14,5 bilhões no segundo trimestre de 2012, 10% a menos em relação ao mesmo período do ano passado. Esta redução deve-se principalmente à diminuição das vendas na Eu- >>>>


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Balanço ropa, impulsionada pelas condições cambiais adversas, que gerou um um impacto de mais de US$ 400 milhões. As vendas no negócio de Agricultural Sciences, no entanto, cresceram 12%, atingindo um novo recorde em um segundo trimestre. “As incertezas constantes da economia mundial continuam a apresentar um ambiente operacional desafiador e neste trimestre não foi diferente”, afirma Andrew Liveris, presidente global da The Dow Chemical Company. “Temos um conjunto de medidas de eficiência e redução de custos para gerenciar nossas operações a fim de gerar melhorias de fluxo de caixa. Continuamos focados em maximizar nossa liderança global, incrementar nosso portfólio integrado, assegurando que nossos investimentos sejam aplicados de maneira sustentável, considerando o atual cenário econômico mundial”, complementa Liveris. O volume de vendas globais teve um decréscimo de 5%. Porém, as áreas de Agricultural Sciences e Performance Plastics registraram aumento de volume, em

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10% e 3%, respectivamente. O EBITDA registrado no trimestre foi de quase US$ 2 bilhões. No 1º semestre de 2012 o negócio de Agricultural Sciences se destacou, obendo novo recorde de EBITDA, superando os US$ 750 milhões. No trimestre, a Dow apresentou ganhos de US$ 0,55 por ação, ante US$ 0,84 por ação no mesmo período do ano passado. A dívida líquida da Companhia diminuiu para 40,4% neste período, mantendo-se na meta estabelecida para o ano de 2012. A AkzoNobel, líder global no mercado de tintas e revestimentos e uma das principais fabricantes de especialidades químicas no mundo, também anunciou os resultados financeiros do segundo trimestre. A companhia registrou aumento de 8% no faturamento, fechando em 4,4 bilhões de euros, impulsionada, principalmente, por aumento de preços para compensar o custo elevado das matérias-primas e por efeitos cambiais favoráveis. Por sua vez, o Ebitda teve igualmente incremento de 8%, fechando em 593 milhões de euros.

O faturamento de Especialidades Químicas teve um aumento de 6%, principalmente devido a uma melhor gestão de margens, à aquisição da Boxing Oleochemicals e a efeitos cambiais favoráveis. O Ebitda fechou 16 % mais alto, refletindo margens melhores e uma reestruturação de custos continuada. Volumes ficaram 2% abaixo em relação ao ano anterior, refletindo uma desaceleração na maioria dos negócios no trimestre.

Indústria química desacelera

De forma geral, o segundo trimestre de 2012 foi marcado pela desaceleração nos volumes de produção e de vendas internas no segmento de produtos químicos de uso industrial, como mostra o RAC (Relatório de Acompanhamento Conjuntural) da ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química. O índice de produção caiu 6,11% em relação ao primeiro trimestre de 2012 enquanto, na mesma comparação, o de vendas internas teve decréscimo de 6,56%. Em relação aos dados >>>>


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Balanço Segundo a Abiquim...

- O índice de produção da indústria química caiu 6,11% em relação ao 1º trimestre de 2012; - Os índices do acumulado do 1º semestre do ano tiveram acréscimo de 4,61% na produção e 8,71% nas vendas internas; - A redução da demanda no mercado internacional, em razão da crise financeira mundial, tem causado impacto sobre o preço dos produtos químicos; - As medidas adotadas pelo governo para vários setores industriais não tem surtido o efeito esperado. mensais, o índice de produção caiu 3,48% em junho, enquanto o de vendas internas teve recuo de 5,04%, ambos sobre maio. Apesar disso, os índices do acumulado do primeiro semestre do ano, sobre igual período do ano passado, tiveram acréscimo de 4,61% na produção e de 8,71% nas vendas internas. De acordo com a entidade, os resultados do primeiro semestre foram influenciados positivamente pelo efeito reposição de estoques em diversas cadeias consumidoras de produtos químicos e também pela ocorrência de compras preventivas, motivadas pela expectativa de

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elevação dos preços de produtos químicos derivados do petróleo e da nafta petroquímica no mercado internacional especialmente nos primeiros três meses do ano. Além disso, houve ganho de competitividade, ainda que momentâneo, do produto nacional frente ao importado, em razão da valorização do dólar, em relação ao real. “A partir do início do segundo trimestre, alguns desses efeitos parecem ter se esgotado e tanto a produção quanto as vendas internas exibiram recuos, motivados pela diminuição do ritmo de atividade de importantes segmentos consumidores

de produtos químicos”, salienta a diretora técnica de Economia e Estatística da ABIQUIM, Fátima Giovanna. “Além disso, a redução da demanda no mercado internacional, em razão da crise financeira mundial, tem causado impacto sobre os preços dos produtos químicos, que iniciaram um período de declínio, a partir de maio. A observação dessa nova condição pelos consumidores locais pode ter adiado algumas compras no mercado interno”, explica. A economista acredita que as medidas adotadas recentemente pelo Governo para vários setores industriais, como a desoneração da folha de pagamento e também dos impostos federais que incidem sobre a produção não tem surtido o efeito esperado. “Apesar de importantes, apenas tais medidas não resolverão o problema de falta de competitividade da indústria brasileira. Há a necessidade da adoção de medidas de caráter mais estrutural, que estimulem a indústria brasileira a ocupar a capacidade ociosa e a investir em aumento de capacidade produtiva”, declara Fátima. PS


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Opinião

De grão em grão, o Brasil embala na exportação

O

Brasil está caminhando para se tornar o maior produtor mundial de grãos e um dos maiores playeres mundiais do agronegócio. Além desses títulos, estamos galgando espaço na economia mundial e dentro em breve ocuparemos a quinta posição no ranking das maiores economias do planeta. As adversidades externas e internas não estão amigáveis nestes últimos tempos. A Europa continua agonizando e sem nenhuma perspectiva de melhora no curto prazo. Por sua vez, os EUA atravessam grandes problemas com a economia que não está dando

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as esperadas respostas, além de enfrentar uma das piores secas dos últimos 50 anos. Completando o quadro, a China vem diminuindo o ritmo de seu crescimento. Pelos lados de cá, o Brasil atravessou um primeiro semestre com dificuldades, mas sustentando a dinâmica da economia com o poder do mercado interno e as sinalizações do Governo para não deixar a peteca cair. O mercado interno continua a sustentar nossa performance em relação ao resto do mundo, que em grande parte enfrenta dificuldades. O Governo sinalizou com medidas positivas para ajudar a economia a continuar

ARQUIVO PESSOAL

Por Marcio Freitas

ativa. As medidas anunciadas e as que estão por vir certamente criarão melhores condições par atividade econômica brasileira. Embora o retrato acima nos mostre que já há um esforço para fazer a economia continuar crescendo, temos muitos desafios que precisam ser superados com urgência por parte dos tomadores de decisão, pois é nossa competitividade e sobrevivência que está em jogo. Temos grandes eventos para os próximos anos em nosso país, demandas gigantescas para destravar nossa infraestrutura. Um caminho para alicerçarmos as bases >>>>


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Opinião necessárias para nosso tão esperado crescimento para esta e para as futuras gerações. O fluxo de escoamento de nossa produção, seja industrial ou agrícola, necessita urgente de uma total mudança para que nossa competitividade não seja comprometida em proporções ainda mais preocupantes. Uma provocação que todo esse cenário de oportunidades e ameaças nos mostra: ser um líder global no setor de alimentos, como é o nosso caso com o agronegócio, nos permite mais ousadia. Em vez de alimentar o mundo a granel por que não priorizar uma política de embalar o produto brasileiro para exportação? O Governo Federal é o principal acionista da Petrobras, principal fornecedora de insumos para a indústria de embalagens plásticas. Se houvesse uma ação estrutural para arregimentar essas cadeias produtivas, embalagens e agronegócios, no sentido de criar uma força industrial que direcionasse esforços para desenvolver um modelo novo de atividade econômica. Toda essa quantidade de alimentos que é exportado para

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o mundo poderia, em grande parte, ser enviada como produtos processados “Made in Brazil”, disseminando marcas brasileiras no mercado global, reforçando nossa posição de celeiro mundial, gerando empregos mais qualificados, aperfeiçoando nossa indústria de embalagens, melhorando nossa capacidade tecnológica e de inovação, ampliando o setor de serviços que acompanha esses segmentos e, acima de tudo, contribuindo de forma mais estratégica para o fortalecimento de nossa competitividade global, nossas marcas, nossa identidade no mundo. Uma política que atuasse com maior eficácia nessa direção mereceria aplausos por valorizar o setor de transformação brasileiro, grande gerador de empregos, e principalmente por mudar a rota de nossas exportações, muito baseadas em commodities. Exportar produto acabado é melhor para geração de divisas, ampliação do setor de serviços, incremento tecnológico, geração de empregos locais e melhoria de nossa competitividade. Temos alguns produtos de classe

mundial, mas certamente uma ousada ação como esta nos colocaria no mercado global com diversas marcas e sabores. O Mundo merece conhecer os sabores do Brasil. Dormir em cima desse potencial é não enxergar de forma sistêmica vocações e, atributos valores que merecem atenção diferenciada e quem tem a caneta e decide questões de ordem maior. O Brasil nunca teve tanta oportunidade de crescer o mostrar ao mundo a que veio. Entretanto, é preciso olhar para provocações como estas para tirar do óbvio possibilidades de atuação no mercado global que serão grandes oportunidades de negócios para continuarmos crescendo e liderando algumas diretrizes da economia global. Posto isso, que tal pensar que de grão em grão podemos crescer mais embalando o Brasil para exportação? PS Marcio Freitas Jornalista, especialista em comunicação empresarial, é diretor da M.Free Comunicação


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Foco no Verde

Com cases do sul, poliuretano ecológico do Brasil desperta interesse

Angola, Moçambique, Nigéria, Uruguai, Rússia e Canadá, são países que se interessaram pela tecnologia de espumas de poliuretano apresentada pela indústria brasileira Purcom na Feira de Tecnologias Alternativas promovida pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (PNUD) em Bangkok, na Tailândia, de 21 a 24/7. O processo utiliza o agente expansor Ecomate, em substituição ao gás Hidroclorofluorcarbono (HCFC), que destrói a camada de ozônio e está sendo banido do Brasil a partir do ano que vem, por determinação do Protocolo de Montreal. Duas de 40 aplicações de Ecomate desenvolvidas pela Purcom, com o apoio do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) foram exibidas na mostra: os caminhões frigoríficos da Folle-Randon e as casas populares da catarinense Fischer, homologadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A Fischer investiu R$ 50 milhões na produção de casas pré-fabricadas com painéis recheados de poliuretano à base de Ecomate, em sua fábrica de Brusque-SC, que ocupa uma área total de 3,6 km2, emprega 1.100 pessoas e tem capacidade para fabricar 500 casas/ mês. Além da resistência mecânica, fornecida por uma amarração de aço apoiada em base de concreto (radier), as casas possuem isolamento térmico e acústico, resistem ao fogo e podem ser construídas em quatro dias. O peso de cada unidade oscila de 2.500 a 3 mil quilos e a área construída varia de 40 a 70 m2. Um único caminhão pode entregar painéis para cinco casas numa única remessa. Além do baixo custo, da ordem de R$ 30 mil por unidade, em média – como convém a programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida – as casas da Fischer possuem sistema de aquecimento >>>> 80 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>


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Foco no Verde solar e de coleta e armazenagem da água da chuva. A empresa já vendeu cerca de 3 mil unidades à CDHU-SP (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo e fechou um contrato com o governo do Uruguai que prevê a montagem de quatro casas para exibição e experimentação. O outro exemplo de uso industrial da espuma de poliuretano à base de Ecomate apresentado em Bangkok foi o da fabricante de carrocerias para transporte frigorífico Folle, de Chapecó-SC, recentemente adquirida pela gaúcha Randon. O histórico da transformação, que começou em 2007, foi apresentado no painel de Espumas da Conferência pelo engenheiro da empresa, Felipe Crestani. A empresa fundada por Nilson Folle existe há 50 anos e a ideia de substituir o HCFC foi reforçada pela aspiração de grandes clientes, como a Brasil Foods.

Morumbi recebe os primeiros ‘assentos verdes’ do país

A giroflex-forma, líder no mercado mobiliário em toda a América Latina, lança os primeiros assentos do país feitos a partir de plástico de origem renovável, no camarote do Estádio do Morumbi, em São Paulo. Desenvolvidas em parceria com Cromex e Braskem, as cadeiras instaladas utilizam o polietileno oriundo do etanol de cana-de-açúcar – matéria-prima 100% renovável, de alto valor agregado e reciclabilidade. "A novidade para todos nós é a sustentabilidade envolvida na concepção do projeto. Isso porque o plástico utilizado

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nos assentos tem como matéria-prima o etanol, fonte renovável de energia, o que substitui o composto tradicional a base de petróleo", revela Linaldo Vilar, diretor de novos negócios da giroflex-forma. Nos próximos três anos, a empresa pretende investir quase R$ 6 milhões no mercado de assentos para arenas esportivas. Fabricada pela Braskem, maior produtora mundial de biopolímeros, a resina dos ‘assentos de cana’ é mundialmente reconhecida por manter os benefícios e propriedades do plástico tradicional e ser mais sustentável. O diferencial mais importante é sua capacidade de contribuir para a redução do efeito estufa: para cada tonelada produzida, são capturadas e fixadas até 2,5 toneladas de gás carbônico (CO2) da atmosfera. A Cromex, empresa líder no mercado de concentrados de cores e aditivos, desenvolveu uma nova geração de compostos com o PE Verde, que serão usados nos mesmos assentos. São aditivos de performance e processo, com formulações isentas de metais pesados e propriedades retardantes de chama livre de halogênios, que seguem os pré-requisitos das normativas FIFA e ABNT.

Greenbuilding Brasil apresenta inovações para construções verdes

Além de ter sido o primeiro país latino-americano a requerer um certificado LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) ainda em 2004, o Brasil é o quarto país que mais ergue construções sustentáveis no mundo. São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades com mais prédios verdes no país e a estimativa é de que até >>>>


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Foco no Verde 2013 o número total de edifícios ecologicamente corretos nessas capitais chegue a 37%, segundo dados da Cushman & Wakefield. O número de prédios com certificação LEED cresceu de 51 para 61 entre os meses de abril e junho deste ano, e as construções em processo de certificação passaram de 474 para 497 no mesmo período. Com o mercado de construções verdes aquecido, a 3ª edição da Greenbuilding Brasil - Conferência Internacional & Expo, evento realizado pelo Green Building Council Brasil (GBC Brasil) e promovido pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, de 11 a 13 de setembro no Transamérica Expo Center, em São Paulo, oferece aos visitantes diversos produtos e serviços inovadores, com potencial para revolucionar o mercado de construções urbanas, tanto comerciais quanto empresariais.

Primeira edição da ExpoLixo chega para impulsionar setor

A necessidade de investir e trocar conhecimento nos setores de tratamento do lixo se torna cada vez mais evidente. Ciente da importância de tais assuntos para consumidores, indústrias e prestadoras de serviço do ramo, a Ecobrasil organiza pela primeira vez a ExpoLixo - Feira Internacional de Negócios do Mercado de Limpeza Pública, Resíduos Urbanos e Industriais, novidade que surge para atender e debater os desafios geradas pela Politica Nacional de Resí-

Plast Mix

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duos Sólidos (PNRS). A nova feira acontece paralelamente à 7ª edição da ExpoSucata - Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem, à MercoApara, primeiro evento na América Latina especialmente voltado para mercado de reciclagem de papel, e a Reciclaplast, feira especializada em reciclagem de plásticos. Ao todo, serão 15 mil m² de área interna, além de 8 mil e 300 m² de área externa para demonstrações de equipamentos e 2 quilômetros de pista para test drives. Empresas processadoras, consumidoras e geradoras de materiais recicláveis em larga escala apresentarão produtos, soluções e equipamentos. Estatísticas apontam para todo o potencial que os negócios do lixo e reciclagem possuem no Brasil. Ao todo, são coletados diariamente 243 mil toneladas de resíduos, o equivalente a 45 mil caminhões de lixo. Entre 2010 e 2011 o aproveitamento de resíduos sólidos cresceu cerca de 70%, e o número de empresas que passaram a monitorar os resíduos em processos de produção subiu de 81,3% para 94,9%, já a reutilização de materiais passou de 31,3% para 69,2%. Os eventos acontecem de 11 e 13 de setembro de 2012, no Centro de Exposições Imigrantes, abrigando também o 7º Congresso Internacional de Negócios da Indústria da Reciclagem e o 1º Congresso Internacional de Negócios do Mercado de Limpeza Pública, Resíduos Urbanos e Industriais. PS


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Fornecedores Poliamida Technyl® reciclada para autopeças

Uma Análise do Ciclo de Vida (ACV) conduzida pela Rhodia (empresa do grupo Solvay), Valeo e PSA Peugeot Citroën confirmou os benefícios ambientais obtidos com o uso de poliamida reciclada em aplicações automotivas. As três empresas realizaram uma análise multi-critérios de todo o ciclo de vida do conjunto de hélice e defletor do radiador, um componente importante da refrigeração do motor do novo Peugeot 208, que está sendo lançado mundialmente em 2012 pela PSA. A Valeo fabrica esta autopeça a partir da poliamida Technyl® reciclada da Rhodia Plásticos de Engenharia. O estudo, que foi revisado por uma consultoria independente (BIO Intelligence Service), comparou o impacto ambiental no uso de poliamida Technyl® reciclada em relação ao Technyl® produzido com resina virgem, tendo em conta toda a cadeia de valor e destacando os sete principais critérios ambientais: mudança climática, esgotamento de recursos não-renováveis, o impacto sobre a redução da camada de ozônio, acidificação, eutrofização, o consumo de energia primária e oxidação fotoquímica. Os resultados mostram que utilizando-se a poliamida Technyl® reciclada o impacto ambiental do componente é significativamente reduzido ao longo de todo o seu ciclo de vida. No geral, para os sete critérios utilizados, o benefício varia de -9% para -28%. Além disso, os resultados das análises indicam que todo o benefício ambiental é obtido na fase de produção da Rhodia Plásticos de Engenharia, na qual se fabrica a poliamida reciclada. A poliamida não sofre nenhum tipo de alteração durante o processo de injeção, nem durante a instalação ou utilização do componente.

Cromex recebe prêmio do Instituto Euvaldo Lodi

Produmaster vislumbra crescimento expansivo nos próximos anos

Com 30 anos de história no fornecimento de matéria-prima para a indústria nacional, a Produmaster concretiza agora, com o projeto de atendimento ao setor automotivo no fornecimento de compostos de polipropileno, iniciado em 1999, sua joint venture com a líder mundial Prime Polymer, líder mundial do grupo Mitsui Chemicals e Idemitsu presente em países da Europa e outros como China, Índia, Tailândia, México, Estados Unidos. Em 2004, após a liderança do atual presidente Vicente de Freitas na planta de São Paulo, a Produmaster iniciou um processo de expansão e práticas estratégicas. Ao adquirir 50% das cotas de uma empresa no polo industrial de Camaçari, na Bahia, fundando a sua segunda planta, a Produmaster Nordeste passou a significar um passo estratégico nos negócios da empresa. O ano de 2011 foi um período importante que marcou grandes investimentos para Produmaster. Inicialmente instalada na cidade de São Paulo, transferiu sua planta para a região de Mauá (SP) e aumentou seu parque fabril, dobrando sua capacidade de produção. Além disso, comprou uma linha de produção na Alemanha, na ordem de 7 milhões de dólares, que também dobrou a capacidade produtiva da indústria. Nos últimos 12 anos, passou a atender o setor automotivo, o que garantiu a terceira colocação entre as maiores produtoras de compostos de polipropileno (PP) do país. 86 > Plástico Sul > Julho de 2012 >>

A Cromex recebeu o Prêmio Melhores Práticas de Estágio, entregue pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e que visa reconhecer as companhias que desenvolvem as melhores ações de inclusão estudantil. A entrega do troféu foi realizada no Auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), em Salvador (BA), e contou com a participação de Wladimir Martins, Diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO) Bahia e São Paulo; Carla Carvalho, Gerente de DHO Bahia e São Paulo; Lélian Garrido, Coordenadora de DHO na Bahia; Luciana Andrade – Analista de RH, bem como gestores, colaboradores e os estagiários da empresa que são a razão da premiação. A Cromex venceu com o Programa Desenvolvendo Talento Estagiários, criado em 2002, e que tem como base proporcionar aos estudantes um ambiente de aprendizado complementar ao acadêmico, com oportunidades de desenvolvimento profissional. “Nosso programa visa, além da formação de um banco de talentos para as mais diversas áreas da empresa, formar líderes, prepará-los para o mercado de trabalho, sendo capazes de desempenhar sua profissão de forma responsável, ética e eficaz”, analisa Carla Carvalho. E completa: “assim, investimos no desenvolvimento comportamental e profissional por meio da complementação do ensino, da aprendizagem vivencial e do aperfeiçoamento do relacionamento interpessoal, atuando de maneira a formar profissionais ao final do estágio”. Além do troféu, na mesma premiação ocorreu a escolha do Melhor Projeto do Estagiário (Média Empresa), tendo como ganhador o estagiário Leonardo Correia, com o Projeto Sistema de Ensaque de Carbonato de Cálcio.


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Tradicional feira do setor muda de nome em busca da renovação: já em maio de 2013 a Feira Internacional do Plástico utiliza sua nova marca e passa a se chamar FEIPLASTIC.

Bem vindos à Feiplastic

U

ma trajetória de mais de duas décadas na organização da Feira Internacional do Plástico brasileira está prestes a ganhar um novo capítulo. Agora renovada, a FEIPLASTIC - FEIRA INTERNACIONAL DO PLÁSTICO já nasce como a principal feira no Brasil para apresentação de tendências, demonstração de lançamentos do setor do plástico e geração de networking. Fortalecido, o evento tem a marca de qualidade da organização Reed Exhibitions Alcantara Machado e o apoio das principais entidades do setor como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e o Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas (Siresp). Durante o evento de lançamento, Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Alcantara Machado, destacou o trabalho da Abiplast, que propôs à promotora o desafio de renovar a feira. “Foram meses de trabalho e testes para definirmos o novo produto. Firmamos por mais 20 anos o contrato com a associação e agora temos o grande desafio de inovar e fazer do Brasil o melhor lugar de negócios para todos”, afirmou. Com investimentos na casa de R$ 5 milhões para ampliar a divulgação para o mercado sobre a nova marca, a Feiplastic será maior também em área física. A área de exposição dentro do Pavilhão de Exposições do Anhembi cresceu. Dos 78

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mil m² de 2011, em 2013 o evento terá 85 mil m², abordando os mais variados e importantes setores da indústria do plástico, divididos nos pilares do evento: Negócios, Sustentabilidade e Tecnologia, nos quais se incluem empresas de Produtos Básicos e Matérias-Primas; Máquinas, Equipamentos e Acessórios; Moldes e Ferramentas; Transformadores de Plástico; Resinas Sintéticas; Instrumentação, Controle e Automação; Serviços e Projetos Técnicos. “São novos conceitos e propostas. O Brasil está cada vez mais forte na América Latina, abre portas para outros mercados, e a Feiplastic vem ao encontro dessa nova realidade”, disse José Ricardo Roriz, presidente da Abiplast, ressaltando a importância da renovação. A indústria do plástico é o terceiro maior empregador industrial do Brasil. Só em São Paulo, ocupa a segunda colocação em número de empregos gerados - até o final de 2011, só no estado de São Paulo a indústria do plástico empregou cerca de 190 mil pessoas. Nacionalmente, mantém cerca de 380 mil empregos diretos e, indiretamente, cria emprego para 600 mil pessoas. Com a discussão da sustentabilidade, reciclagem e renovação cada vez mais em pauta, a FEIPLASTIC 2013 deve promover ainda mais a economia e tecnologia do setor, reunindo marcas importantes, profissionais de diversas áreas e partes do mundo e público comprador qualificado. Novidades e tendências em produtos, serviços e equipamentos estarão em um só lugar.

A expectativa para 2013 é de 1.400 marcas expositoras, entre nacionais e estrangeiras, com a presença de 70 mil visitantes/compradores. Para Renato Endres, diretor de Relações Institucionais da Abiquim, também presente à cerimônia de lançamento da Feiplastic, a cadeia do plástico é tão importante que merece uma feira como essa. Ele destacou ainda a representatividade do segmento de resinas termoplásticas e a iniciativa do governo federal em criar o Conselho de Competitividade para o setor químico, que trata de temas como o custo da matéria-prima, capacitação dos recursos humanos, ampliação dos centros de pesquisa e desenvolvimento e o aumento das energias renováveis. Pelos corredores da nova edição da feira, empresários, engenheiros, técnicos e estudantes de áreas como automóveis, construção civil, embalagens, farmácia, alimentos e bebidas, utilidades domésticas, eletroeletrônica e agronegócios estarão no melhor local para atualização profissional, efetivação de bons negócios e troca de conhecimento. "O projeto Feiplastic é muito bem-vindo”, finalizou Carlos Padovan, vice-presidente da Abimaq, também durante a cerimônia. Segundo ele, a nova feira terá um papel importante como força agregadora do setor do plástico em prol de condições mais favoráveis à indústria brasileira. A FEIPLASTIC acontece de 20 a 24 de maio, no Pavilhão de Exposições Anhembi, em SP. PS

DIVULGAÇÃO

EVENTO


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Bloco de Notas Senai e Simpep inauguram “Escola do Plástico”

Com o objetivo de suprir a necessidade de mão de obra especializada na indústria plástica, o SENAI, em parceria com o SIMPEP –Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná- inaugura a “Escola do Plástico”, no dia 13 de agosto, às 18h30, na Rua Doutor Muricy, 203, bairro Costeira, em São José dos Pinhais. Hoje, o setor de transformação do plástico conta com 940 empresas no Paraná e, mesmo empregando 24.500 pessoas, tem uma escassez de profissionais. Para a presidente do SIMPEP, Denise Dybas Dias, esta escola vai contribuir para o desenvolvimento da cadeia plástica e da economia da região. “A Escola do Plástico vai beneficiar todas as pessoas que buscam se aprimorar ou querem ingressar em uma nova profissão. Temos uma carência muito grande de mão de obra especializada e acreditamos que a implantação desta escola vai minimizar este problema”, afirma. A Escola do Plástico vai oferecer diversos cursos de qualificação e de aprendizagem. O primeiro curso que será realizado é “Operador em Processos de Transformação de Plástico e Polímeros”, com carga horária de 160 horas, que será ministrado pelo professor do SENAI, Valdir Ribeiro da Silva, que possui uma grande experiência na área de Engenharia Mecânica, com ênfase em Engenharia Mecânica de Produtos.

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Entidades reunidas em prol do desenvolvimento do setor plástico no RS

O Simplás - Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho reúne-se dia 10 de agosto, com sindicatos e petroquímicas, para discutir o desenvolvimento do setor plástico no estado do Rio Grande do Sul. O grupo de entidades, que se reúne periodicamente, desta vez agendou o encontro na Sala de Reuniões do Simplás, em Caxias d Sul - RS. Participam da reunião, o Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Vale dos Vinhedos (Simplavi), o Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Braskem, Lanxes, Inova, o Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha no Estado do RS (Sinborsul) e Maxiquim.

Workshop internacional apresenta tendências em polímeros em Santa Catarina

As tendências internacionais de pesquisa em polímeros no setor industrial serão tema da palestra de abertura do Workshop Internacional de Materiais que o SENAI/SC vai realizar em Criciúma, no sul de Santa Catarina, no dia 30 de agosto. A apresentação será feita pelo doutor Klaus Heinemann, do Instituto Turíngio de Pesquisa em Têxtil e Plásticos (Titk), da Alemanha. Mais informações sobre o evento, que é gratuito, no site www.senaimaiscompetitividade.com.br. Em Santa Catarina, o SENAI/SC integra o Sistema FIESC. O 7º Workshop internacional que o SENAI/SC organiza será focado nas tendências de pesquisa, desenvolvimento e inovação dos materiais para aplicações industriais — em especial, polímeros, aço e cerâmica. O evento terá ainda a participação de pesquisadores do Centro de Investigação em Química Aplicada (CIQA), do México, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC).


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Bloco de Notas Congresso Internacional de Composites 2012

No dia 7 de novembro de 2012, das 14h às 19h20, será realizada a sétima edição do Congresso Internacional de Composites, com o objetivo de apresentar novas tecnologias e estudos sobre a fabricação de peças em composites. Durante o evento, oito palestras (de empresas, universidades e institutos de vários países) mostrarão soluções avançadas para o setor de composites. Já estão confirmadas: ESI Group (França), Akzo Nobel (EUA), Universidade de La Frontera (Chile), Universidade de Brasília, Weide Composites (China), Institut für Textiltechnik (ITA) da Aachen University (Alemanha) e Jushi (Brasil/China). O Congresso Internacional de Composites será realizado paralelamente à FEIPLAR COMPOSITES & FEIPUR 2012 – Feira e Congresso Internacionais de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia, no Expo Center Norte, em São Paulo, SP.

Fabricantes de fios e cabos rebaixam estimativa de crescimento para 2012

Os fabricantes de fios e cabos (que utilizam plástico como matéria-prima) estimam que o setor deverá crescer apenas 3,2% em 2012, uma revisão drástica da previsão do início do ano estipulada em 5% de aumento das receitas do segmento. Com o ajuste, o faturamento da indústria do cobre no Brasil deverá atingir R$ 14,8 bilhões, cerca de meio bilhão de reais acima do exercício de 2011. Os dados são do Sindicato dos Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel). O recrudescimento da crise financeira na Europa, a lenta retomada dos Estados Unidos e a demanda fraca de setores como telecomunicações e indústria automobilística e eletroeletrônica explicam uma parte da revisão para baixo da expectativa de crescimento do setor de fios e cabos. “Outra parte é explicada pelo chamado Custo Brasil, que envolve impostos, deficiência de infraestrutura e burocracia”, afirma Valdemir Romero, diretor executivo do Sindicel. Os setores que continuam a estimular a indústria do cobre são os de energia - especialmente motivado pelas encomendas de usinas eólicas -, e de construção civil. Acredita-se também que os setores automobilístico e de telecomunicações reajam no segundo semestre de 2012. “De qualquer maneira, não será possível crescer no ritmo que esperámos no início do ano”, explica Romero. “Precisamos acelerar as reformas e as medidas de incentivo à indústria local”, complementa.

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Máquinas: Déficit continua em alta

O Faturamento em junho da indústria de máquinas e equipamentos apresentou resultado negativo em relação a maio -0,5%. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior, temos uma alta de 3,8%, demonstrando crescimento acumulado no ano de 2,1%. O resultado do faturamento no primeiro semestre de 2012 se mostrou muito divergente entre os diversos setores que compõem a indústria de máquinas e equipamentos, seguindo o comportamento verificado em 2011. Setores com destaques positivos são Válvulas e Máquinas Agrícolas, com um crescimento de 18% e 11,5%, respectivamente. Já os setores com destaque negativos são Máquinas para Plásticos e Máquinas Têxteis, com -69,2% e -30,4%, respectivamente. A balança comercial de máquinas e equipamentos fechou o primeiro semestre de 2012 com um déficit de US$ 9,2 bilhões, 5,2% superior ao observado no mesmo período do ano anterior, como resultado do aumento de 11,6% das exportações, que alcançaram o montante de US$ 5,9 bilhões, e mais fortemente das importações, que chegaram ao total de US$ 15,2 bilhões, um crescimento de 7,6% sobre o primeiro semestre de 2011. O consumo aparente fechou o mês em R$ 9,5 bilhões, caindo, assim, -8,3% em relação a maio e acumulando no ano um resultado de R$ 54,8 bilhões, +9,2% acima do mesmo período do ano anterior. A queda do faturamento interno levou a uma redução no market share da produção nacional, indo para 26,1% (jan-jun/2012). Esses números reforçam o argumento de que os resultados positivos e inexpressivos do setor são em grande parte alavancados pelas exportações, ao passo que a demanda interna passa a desacelerar e o mercado torna-se menor, sendo suprido pelas importações. Nova linha da Plasútil é apresentada na Casa Cor Em mais uma etapa de ampliação de seu portfólio, a Plasútil - Indústria e Comércio de Plásticos, líder no mercado brasileiro de utilidades domésticas, desenvolveu uma linha de cadeiras e poltronas que reúne as características de design e resistência. Denominada “Elegance”, a linha terá os primeiros produtos lançados no mercado a partir do dia 1 de agosto. O grande diferencial desses móveis é a resistência e durabilidade, já que são fabricados em policarbonato, plástico utilizado na engenharia em situações de exposição a grandes forças externas. Entre os exemplos de aplicação estão janelas de avião e até partes de naves espaciais. O design e a aparência do produto, que se assemelha ao acrílico deixando as poltronas e cadeiras transparentes, faz o contraponto à robustez dos modelos com charme e elegância. A linha foi exposta na Casa Cor São Paulo 2012, maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas, realizada entre 29 de maio e 22 de julho.


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Activas Apema AX Plásticos Basf Battenfeld Borbamec Bosch BPS Brasfixo BWT By Engenharia Cabot Chiang Cilros Colorfix Cristal Master Cromex CRW Deb’Maq Demag Detectores Brasil Digitrol Ecomaster Eletronacional Extrusão Brasil Fibrasil Foot Hills Freewall Furnax Gabiplast Gecomp Greenbuilding Haitian Incoe Ineal Innova JR Oliveira Kistler Kraton Krauss Maffei Lindner Mais Polímeros Matripeças Maxter Mecanofar Mega Steel Metalúrgica Escarpa Metalúrgica Expoente Moretto Mplast Multi União Nazkom New Imãs NZ Cooperpolymer NZ Philpolymer Olifieri Pavan Zanetti Plastech Polimáquinas Polyfast Químicos e Plásticos Radial Recicla NE Replas Retilox Rosciltec Rulli Sandretto Sasil Seibt Shini Solvay Teck Trill Termocolor Thati Theodosio Randon Trausi Wortex

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Agenda DIVULGAÇÃO

Anunciantes

Joinville, em Santa Catarina

Agende-se para 2012 Plast 2012 – Salão Internacional do Material Plástico e da Borracha De 8 a 12 de maio Fiera Milano - Milão (IT) www.plastonline.org Argenplás 2012 - XIV Exposição Internacional de Plásticos De 18 a 22 de junho Centro Costa Salguero - Prédio de Exposição de Buenos Aires(AR) Buenos Aires (AR) www.argenplas.com.ar Interplast 2012 - Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico De 20 a 24 de agosto Pavilhões da Expoville Joinville (SC) www.messebrasil.com.br Euromold Brasil – Feira Mundial de Construtores de Moldes e Ferramentas, Design e Desenvolvimento de Produtos De 20 a 24 de agosto

Pavilhões Expoville Joinville (SC) www.brasilmold.de E-mail: feiras@messebrasil.com.br Metalurgia – Feira e Congresso de Tecnologia para Fundição, Forjaria, Alumínio e Serviços 18 a 21 de setembro Pavilhões Expoville Joinville (SC) www.metalurgia.com.br Mercopar - Feira de Subcontratação e Inovação Industrial De 18 a 21 de outubro Centro de Feiras e Eventos Festa da Uva Caxias do Sul (RS) www.mercopar.com.br Powergrid Brasil – Feira e Congresso de Energia (consumo eficiente) 27 a 29 de novembro Centreventos Cau Hansen – Joinville (SC) www.powergridbrasil.com.br


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PlasticoSul #133  

PlasticoSul #133

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