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FOTOS: DIVULGAÇÃO/PS

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticosul.com.br Rua Cel. Fernando Machado, 21 CEP 90.010-321 - Centro Histórico Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3392.3975 plasticosul@conceitualpress.com.br Direção: Sílvia Viale Silva Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844

"Embora a avareza impeça um homem de se tornar necessariamente pobre, geralmente torna-o demasiado timorato para enriquecer." (Thomas Paine)

Redação: Erik Farina Gilmar Bitencourt Júlio Sortica Departamento Financeiro: Rosana Mandrácio Departamento Comercial:

Da Redação

Débora Moreira, Magda Fernandes e Sandra Tesch Design Gráfico & Criação Publicitária:

Por Melina Gonçalves. >>>> Pág. 05

José Francisco Alves (51 9941.5777)

Plast Vip

Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual -

Maurício Groke, da ABRE. >>>> Pág. 06

Publicações Segmentadas, destinada às indústrias produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração

Especial

petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil, formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos,

Aquece-se o mercado de injeção. >>>> Pág. 12

12

Destaque

fóruns, exposições e imprensa em geral.

Brinquedos: ações e novidades. >>>> Pág. 32

Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem

Eventos

necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul. É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que

O mundo com olhos na K'2010. >>>> Pág. 38

citada a fonte. Tiragem: 8.000 exemplares.

Seminário de injeção de plásticos. >>>> Pág. 48

Foco no Verde

Filiada à

Atenção à Reciclagem energética. >>>> Pág. 50

ANATEC

Bloco de Notas

PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

Novidades variadas sobre o setor. >>>> Pág. 52

ANATEC - Associação Nacional das Editoras de Publicações Técnicas,

Anunciantes + Agenda

Dirigidas e Especializadas

Fique por dentro. >>>> Pág. 54

32 404 >> Plástico Plástico Sul Sul > Setembro > Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>

Capa: divulgação


ARQUIVO/PS

Da Redação

Olhos críticos

E

sta edição está recheada de assuntos interessantes. Além de uma entrevista exclusiva com o presidente da Associação Brasileira de Embalagens, Maurício Groke sobre, entre outros assuntos, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, também apresentamos um mapeamento do mercado de injetoras no Brasil e uma matéria sobre o desempenho do setor de brinquedos na economia nacional e de que forma o plástico pode contribuir para a diversão da garotada. Estes são apenas três dos inúmeros assuntos abordados nas próximas páginas. Mas, o que a indústria de embalagens, o mercado de injetoras e o setor de brinquedos têm em comum? Aparentemente apenas o fato de serem segmentos relacionados ao setor plástico e petroquímico. Mas vai além. A avalanche de importações permeia as três pautas e torna-se inevitável tocar neste assunto pelo menos em algum momento das matérias. Aliás, este tema está presente em quase todas as edições da revista em 2010. E ao que tudo indica a tendência é que não mude muita coisa em 2011. O fato é que acontece no país um movimento, digamos, curioso. Para competir com os concorrentes importados os transformadores precisam importar suas matérias-primas e equipamentos. Buscar fornecedores de fora passa a ser uma solução para ganhar rentabilidade. Assim ocorre com a indústria de embalagens, que salienta a falta de competitividade que gera o preço da resina nacional em comparação com o resto do mundo. Da mesma forma acontece com os fabricantes de brinquedos, que buscam saídas para ganhar espaço nas prateleiras das lo-

jas infantis. Igualmente ocorre com os fabricantes de produtos injetados que precisam ter uma opção de preços mais acessíveis no fornecimento de máquinas. A indústria nacional precisa crescer em todos os seus setores. E tornamo-nos até insistentes em reafirmar que a responsabilidade por esse fenômeno não é apenas da petroquímica nacional, que tem em suas resinas preços superior ao mercado internacional, ou da indústria de máquinas, que tem dificuldade de aproximar seus preços dos concorrentes asiáticos. A responsabilidade é sim, salientamos em mais um editorial, do Estado Brasileiro. O poder privado precisa se movimentar sim. Cada um de nós precisa fazer a sua parte. Mas cabe ao Governo Federal abrir os olhos e tomar medidas para tornar nossos produtos mais competitivos. Deixemos claro aqui que não trata-se de uma questão partidária, porque sobrecarga de impostos e juros absurdos não são características de um ou outro governo e sim uma postura política nacional que independe de quem está no comando. Não queremos barrar o que vem de fora. Muito pelo contrário. Até porque observamos que o que entrava no Brasil antigamente com qualidade inferior aos produtos nacionais, hoje entra com qualidade semelhante se não muitas vezes superior. O que pregamos aqui é o encontro de um meio termo para a sobrevivência de nossas empresas. É preciso o equilíbrio para crescer com competitividade. Fiquemos, portanto, de olhos bem abertos. O Brasil vai bem. Mas um pouco de olho crítico não faz mal a ninguém.

MELINA GONÇALVES / Editora melina.goncalves@conceitualpress.com.br <<<< <<<< Setembro Setembro de de 2010 2010 << Plástico PlásticoSulSul<<05 5


PLAST VIP Maurício Groke

DIVULGAÇÃO/PS

“Ninguém será mais igual daqui para frente”

Presidente da ABRE destaca a grande mudança do país com a Política de Resíduos Sólidos

6> > Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

A

Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) está de olho nos direitos e deveres do setor que representa. A entidade está alerta ao aumento das importações, aos preços pouco competitivos das resinas termoplásticas e da energia elétrica nacional e à questão da sustentabilidade. Mas sem dúvida o principal desafio do momento é quanto a regulamentação da Política Nacional dos Resíduos Sólidos, ação que interfere diretamente nesta indústria que estima faturar em 2010 cerca de R$ 40 bilhões. E dentro deste cenário, encontra-se o plástico, responsável por 29,7% da produção física da indústria de embalagens (dados de 2009) e considerado o maior exportador deste setor no primeiro semestre de 2010 representando 48,31% dos produtos enviados ao exterior. Para buscar um maior entendimento sobre qual a participação dos fabricantes de embalagens nesta nova Política, de que forma ela será posta em prática e os caminhos desta estrada, a revista Plástico Sul apresenta nesta edição uma entrevista com Maurício Groke, presidente da ABRE. O dirigente fala sobre os obstáculos da indústria, as batalhas por uma regulamentação justa que não posicione nenhum material como vilão do meio ambiente e sobre a responsabilidade que o setor de embalagens terá. Responsabilidade esta que deverá ser compartilhada com todos os elos da cadeia produtiva, incluindo o consumidor final. Revista Plástico Sul - Como está a o de-

sjhdfyuiodfasfsdfsdvnloiocfjcvmfdgmkvsuiodhgsuidgsi

Com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, tanto consumidores quanto indústria assumem importante papel na destinação após o descarte. O setor de embalagens, consciente disso, está atento e participativo com a intenção de contribuir para o crescimento sustentável do Brasil.


sempenho da indústria de embalagens? Maurício Groke - O segmento de embalagens teve um crescimento significativo em todas as categorias, lógico tendo uma oscilação, dependendo do material. Com o grande crescimento do mercado brasileiro, o resultado para este setor foi bastante positivo. As perspectivas de fechamento deste ano são de crescimento acentuado, mas em contrapartida, o que observamos é a grande quantidade de importação de embalagens e de produtos que já vêm embalados de fora. Como em todos os setores, devido ao nosso câmbio muito valorizado, teve uma migração para a importação, principalmente por parte das empresas que trabalham globalmente, ocasionando a chegada do produto já embalado ou da embalagem. Este foi um fenômeno que ainda persiste.

Plástico Sul - Sobre importação: o Brasil é um grande exportador de commodities, mas também é um grande importador de produtos acabados. Isso também ocorre com o universo de embalagens? Groke - Sem dúvida. Neste tema existe sinergia com outras entidades em um trabalho que começamos a pontuar de maneira forte nos Fóruns em que discutimos esse tema, também passando para todo o empresariado e para o poder público o fenômeno de exportarmos muito insumos básicos. No mês de agosto tivemos um ciclo de conhecimentos com o tema Produzindo no Brasil. Na ocasião foi apresentado que no primeiro semestre deste ano, dos 10 principais produtos exportados, oito deles são commodities de insumos básicos: minério de ferro, produtos agrícolas, entre outros. As exceções foram os aviões e automóveis. Então nós vimos a

• A produção física de embalagem cresceu 16,29%, no primeiro semestre de 2010, em relação a igual período de 2009. • Para o ano de 2010, a previsão é de crescimento superior a 10%. • A indústria de embalagem produziu no segundo trimestre de 2010 um volume 6% superior ao fabricado no segundo trimestre de 2008, período imediatamente anterior à crise. • Em valor, os fabricantes nacionais de embalagem devem produzir o equivalente a R$ 40 bilhões, em 2010.

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Plástico Sul - O setor sentiu o impacto no aumento do consumo da população? Groke - Sim, sentiu o impacto. O consumo vem forte. E o que colaborou para este aumento é o crescimento da renda destas famílias. Tem dados de migração de alguns milhões de pessoas de camadas que praticamente não consumiam, para um consumo mai or, consumindo categorias de produtos que antes não tinham acesso. Esse fenômeno também foi influenciado não só por programas de aumento de renda, mas também pelo fato do nível de emprego ter aumentado. Isso tudo vem dando um ganho para esta massa. Então esta roda está girando e o consumo tende a aumentar.

oportunidade de agregar embalagem para exportação. A ideia é o governo pensar em uma política e mecanismos para que essas commodities de algum modo sejam industrializadas no Brasil. E sabemos que para agregar valor ao produto, quando ele passa do estágio primário para o estágio seguinte, sempre se agrega embalagem. A embalagem é necessária neste processo. Plástico Sul - Quais são os entraves da indústria de embalagens que dificultam a exportação? Groke - A dificuldade é a avalanche de custos que faz com que ela fique mais cara. Se eu tenho a energia mais barata do mundo e se eu tenho a resina mais barata do mundo, eu teria que ser altamente compe-

“...a nossa resina sofre com a questão do custo, que não a deixa competitiva, enquanto outros países conseguem ter um preço extremamente mais competitivo para esta matéria-prima básica.” titivo para exportar uma embalagem plástica, por exemplo. Mas não é isso o que acontece. Então a pauta de exportação baseada na industrialização para um país em desenvolvimento é extremamente importante e não uma pauta de commodities básicas extrativistas, que além de tudo é muito volátil. Plástico Sul - Na questão de embalagem, também está se sentindo a grande entrada de produtos importados? Groke - Sim. Pontualmente este fenômeno de importação está afetando mais o setor de plásticos do que outros materiais do setor de embalagem. Plástico Sul - Isso ocorre devido a que fator? Groke - São dois fatores. Primeiro, realmente o maior volume produzido hoje de embalagem é de plástico. Então este fenômeno acontece em todo os setores, mas tem o maior reflexo nas embalagens plásticas, por ser o maior segmento. Outro fator é que a nossa resina sofre com a questão do custo, que não a deixa competitiva, enquanto outros países conseguem ter um preço extremamente mais competitivo para esta matéria-prima básica. E junto com isso a reanálise de toda a cadeia enérgica. Acredito que o plástico tenha sofrido mais por esta conjuntura e porque é um produto que em outros países está muito mais competitivo do que no Brasil.

Plástico Sul - Quais os desafios e obstáculos futuros para o setor de embalagem? Groke - O grande desafio é a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Estamos num momento em que recentemente foi assinada pelo Presidente da República essa política, aprovada e promulgada por ele. E ele solici->>>> <<<< <<<< Setembro Setembrodede2010 2010<<Plástico Plástico Sul Sul < 7


PLAST VIP Maurício Groke tou que em até 90 dias tivesse uma regulamentação. A ABRE junto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) acabou de promover um Fórum de esclarecimento para os vários setores da indústria de embalagens. A ABRE, junto com as entidades dos materiais de embalagens, tem feito reuniões regularmente para traçar algumas diretrizes para essa regulamentação. Nós apoiamos a lei que vai trazer uma regulamentação nacional, não como ocorre com algumas leis que pipocam por aí prejudicando o plástico, colocando-o como vilão deste problema dos resíduos. Com a po-

prejudicar alguns dos materiais de embalagem. Tem que ser visto o impacto de cada um, o ciclo de vida de cada um e como diz na política, o reuso, reciclagem mecânica ou energética ou ainda destinação final direta para os aterros. Nosso receio é que façam simplesmente uma regulamentação básica inicial e publiquem isso. Plástico Sul - O que constar nesta regulamentação é o que vai valer? Groke - O que estiver lá é o que vai valer. Esta lei ficou 20 anos tramitando, não dá para regulamentar em 90 dias. Nós sabemos que o que sair vai valer, mas acredi-

“Não podemos simplesmente penalizar qualquer um destes elos da cadeia, pois na Política está bem claro que todos têm responsabilidade compartilhada e encadeada.”

síduo na hora do descarte, a indústria dará isso. O consumidor, como vai ter que descartar corretamente, também vai procurar o produto mais fácil de Entenda a Política Nacional descartar e que tenha um destino mais adequado. Nessa corde Resíduos Sólidos rente, o supermercado não vai Com a sanção da lei que cria a Polítiquerer colocar na prateleira um ca, o Brasil passa a ter um marco produto que poderá gerar um regulatório na área de Resíduos Sólidos. problema para ele. Assim vai A lei faz a distinção entre resíduo (lixo indo para trás até chegar na Braskem que já lançou um plásque pode ser reaproveitado ou reciclado) tico verde, que tem fonte renoe rejeito (o que não é passível de reaprovável. Então já começa o viés veitamento). de sustentabilidade permear A Política Nacional de Resíduos Sólitoda a cadeia. E a indústria de dos reúne princípios, objetivos, instruembalagens não tem nenhum receio disso, ela só tem receio de mentos e diretrizes para a gestão dos resíduos sólidos. O projeto de lei, que que as coisas não sejam perfeitramitou por mais de 20 anos no Congresso Nacional até que fosse aprovada, tamente equilibradas. DIVULGAÇÃO/PS

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responsabiliza as empresas pelo recolhimento de produtos descartáveis (logística reversa), estabelece a integração de municípios na gestão dos resíduos e responsabiliza toda a sociedade pela geração de lixo.

lítica nacional, o nosso trabalho é na regulamentação. Como ela prevê a responsabilidade compartilhada e encadeada, quer dizer que desde o produtor da matéria-prima até o consumidor final, todos serão responsáveis. Só que isso está na Política de Resíduos Sólidos de forma geral. Quanto à regulamentação, nós estamos junto ao poder público trabalhando para que se consultem todos os setores e tratem de elaborar alguns acordos setoriais que sejam entendidos e no nível de colaboração para esta regulamentação, visto e compreendido. Há vários setores que já estão muito desenvolvidos nesse contexto devido aos processos que já existem hoje de logística reversa. O grande desafio é a regulamentaç��o: não podemos deixar que tenha viés de ajudar ou 8> >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

tamos que sairá alguma coisa um pouco mais ampla, mas que crie alguns mecanismos para que se entre na especificação mesmo, ou por produto ou por setor. Então não sabemos se vão trabalhar por setores da indústria, por materiais ou segmentos, por isso estamos ansiosos. Plástico Sul - Nesta lei de resíduos sólidos as embalagens serão as mais afetadas? Groke - As embalagens são o maior volume do resíduo, mas não é o maior peso do descarte. Na regulamentação, toda a indústria é responsável pelo produto que fabrica e vai ter que estudar meios de reduzir o material, ou seja, se a embalagem pode ser diminuída no seu volume para reduzir o re-

Plástico Sul - Qual vai ser o papel do fabricante de embalagens dentro dessa lei? Groke - Ele estará encadeado em vários movimentos. Utilizando o exemplo de uma embalagem encomendada para um convertedor: ele começa ali vendo a embalagem mais adequada para aquele produto dentro do seu próprio material, ou seja, se ele é único, se pode separar, qual vai ser o seu destino, o que pode ser feito com ele depois de ser utilizado. Isso tudo está no design, na matéria-prima e no processo de fabricação. Desta forma, o fabricante terá que estar preparado, para que no final de tudo isso, esta embalagem fique a sua disposição novamente para o reuso, reciclagem, ou se não serve para nenhum destes destinos, que o poder público determine o aterro sanitário ou a reciclagem energética. Agora, a responsabilidade não pode ser somente deste fa->>>>


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DIVULGAÇÃO/PS

PLAST VIP Maurício Groke A responsabilidade pelos resíduos será dividida entre a sociedade e a indústria

é que dará a melhor embalagem, seja de plástico, de vidro, de alumínio, de ferro ou de papel.

bricante porque fazer a coleta no consumidor final é atividade do poder público. Nós sabemos que isso tem um custo, que deve ser encadeado de acordo com a responsabilidade de cada um. Não podemos simplesmente penalizar qualquer um destes elos da cadeia, pois na Política está bem claro que todos têm responsabilidade compartilhada e encadeada. Plástico Sul - A onda de sustentabilidade que o plástico está vivendo agora ajuda a reverter este quadro sobre a imagem do produto? Groke - Não acho que é uma questão de reverter. No caso da Política de Resíduos Sólidos, lá no início alguns acharam, inclusive algumas entidades de defesa do meio ambiente, que iria enquadrar as embalagens, que iria acabar com as embalagens, pois seriam elas as grandes poluidoras. Nós pensamos o contrário, com esse esclarecimento serão colocados os pingos nos is sobre quais são os benefícios da embalagem, não só durante a sua vida útil, como sua utilidade após o descarte. Então a embalagem vai passar de vilã, para um recurso muito importante. E neste ponto nós queremos investir cada vez mais para criar novas fórmulas de reutilizar todo este material que estará disponível. O que a indústria e o usuário precisam entender é que todos os materiais têm a sua aplicação, o que não podemos fazer é aplicar errado. A aplicação correta do material na medida, no peso e no desenho adequado 10 > 10 >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

Plástico Sul - Então um dos deveres da indústria de embalagens é fazer uma produto sustentável não só a partir da matéria-prima, mas cuidando a redução de espessura, entre outros aspectos? Groke - Correto. Este é um trabalho em conjunto da ABRE com todos os parceiros, no sentido de que temos que sensibilizar todas indústrias para não olharem só para o produto ou apenas se preocuparem com a fabricação e entrega. Ela tem que olhar todo o ciclo de vida. Então uma embalagem mais pesada gasta mais matéria-prima e mais combustível quando está no caminhão para ser transportada. Gera mais volume no descarte. É preciso otimizar. Isso começa lá no desenvolvimento, analisando a matériaprima adequada, o desenvolvimento adequado, o processo de fabricação e pensando na cadeia toda, até o descarte. É o tripé da sustentabilidade, tem que observar o lado econômico, ambiental e o social que a Política deixou bem claro com a inclusão dos catadores e dos centros de triagem, onde este lixo tem que ser separado e destinado corretamente. A nossa separação atualmente nos centro de triagem ainda é muito primária. Plástico Sul - O PE verde produzido pela Braskem tem grande parte de sua comercialização destinada para a indústria de plástico do exterior. Poucas foram as empresas de embalagem nacionais que abraçaram a ideia. O que isto representa? Groke - Essa sensibilização maior talvez tenha ocorrido porque têm países que já têm uma legislação mais rígida em termos de resíduos e que por isso veem maior benefício nesse trabalho. Acredito que, se no Brasil a Política Nacional já tivesse em vigor há mais tempo, com mecanismos e regulamentação, isso não aconteceria. No país estamos vendo na própria regulamentação que nem todas as empresas entenderam corretamente o que vai se suceder. Houve uma mudança

de paradigma. Ninguém será mais igual daqui para frente. Sabemos que existe uma demanda interna para o plástico verde muito grande, a própria Braskem fala isso. Vamos dizer que o brasileiro chegou um pouquinho mais tarde dentro dessa inovação, acredito que por causa desta visão. Como eles lançaram isso mundialmente, aqueles países que já tinham esta problemática de resolver melhor a situação, porque a política de resíduos já existe, tiveram interesse maior. Plástico Sul - O consumidor está preparado para pagar um valor agregado por embalagens sustentáveis? Groke - Hoje ele não está. Vejo que o consumidor vê um produto com valor agregado, mas não sabe ainda que valor é esse, então não quer pagar por ele. O consumidor final tem que ser chamado definitivamente a participar desta cadeia. Hoje se fala muito, mas se faz pouco. A educação deste consumidor final no sentido de contribuir é importantíssima, pois a embalagem acaba na mão do consumidor, que tem o livre arbítrio de fazer o que quiser com ela. A indústria vai ser fiscalizada e regulamentada e o consumidor também terá que ser fiscalizado e regulamentado. Aí sim ele verá que será melhor comprar uma embalagem que tenha menor impacto do que a que tem maior impacto. A questão não é pagar mais caro, mas sim de valorizar aquilo que traz um resultado melhor. Plástico Sul - Como ter rentabilidade em uma indústria concorrida como a de embalagens? Groke - A primeira coisa é se reinventar. A indústria deve ter uma visão internacional. As coisas acontecem em nível mundial em um piscar de olhos. Hoje, mesmo você estando quieto aqui no Brasil no seu mercado, está sendo visto pelo mundo todo e também pode ver o mundo. O Brasil sempre teve uma economia fechada, que até nos protegeu da crise, mas esse fenômeno nos tornou alvo do mundo. Se as empresas tiverem o comodismo de ter um mercado bom aqui e só pensar nele e se não acompanharem esta evolução de que a sustentabilidade tem que estar presente em todas as ações do seu dia-a-dia, não terão como crescer e ser rentável. Temos que ser os agentes da mudança e evoluir.PS


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ESPECIAL Injetoras

Com o mercado em alta, fornecedores de máquinas devem superar as expectativas de vendas em 2010.

ESQUENTOU S

e existe unanimidade em um setor produtivo, este é um exemplo típico. Todos os entrevistados que participaram desta matéria foram unânimes em afirmar que o mercado de injetoras para plástico está aquecido. Isso mostra que o fantasma da crise econômica mundial parou de assombrar, pelo menos no mercado interno. O segmento de injeção, um dos mais expressivos do setor de termoplásticos, está para registrar índices históricos de venda de equipamentos neste ano. Com base nas comercializações realizadas no primeiro semestre do ano, produtores nacionais e importadores de máquinas de várias nacionalidades estão otimistas e

12 > 12 >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

acreditam que o fechamento de 2010 deve superar as expectativas iniciais. O mercado nacional está pujante e comprador. Outra constatação é o fortalecimento da atuação dos fornecedores de equipamentos internacionais no país. Segundo o gerente comercial da Meggaplastico, Marcelo Pruano, o mercado nacional consome mais de 2500 máquinas de injeção por ano e a soma da produção de todos os fabricantes nacionais não consegue suprir este consumo. Vale lembrar, que o preço é um fator de grande peso na hora da aquisição de uma máquina nova, mas de acordo com alguns dos entrevistados não é o determinante. Exis-

te uma evolução nas exigências por parte dos transformadores, que cada vez mais buscam novas tecnologias para ampliar a produtividade e a competitividade. Neste sentido, aqueles fornecedores que se baseiam apenas na questão do custo vão ter que rever os seus conceitos para garantir a sua fatia do mercado. A ordem do momento é a redução de custos, de energia, eliminação de refugos, aumento da produtividade, entre outros aspectos que possam tornar o transformador mais competitivo em termos de preço, agilidade e de qualidade de produto. Tudo isso aliado a um bom preço do equipamento, acompanhado de um pós-venda eficiente.


Nesta onda de euforia, a Arburg Brasil comemora o bom desempenho em 2010. O diretor da filial da empresa alemã, Kai Wender, destaca que este vai ser o ano de maior venda de injetoras na história brasileira. “O primeiro semestre 2010 foi muito bom, esperamos fechar com o mesmo nível de 2008, que foi o nosso melhor ano”, prevê. Segundo o diretor, em 2008, a Arburg teve um recorde de vendas, quase triplicando os números registrados nos três últimos anos que antecederam o período. Já em 2009, em virtude da crise internacional, a empresa sofreu um recuo na comercialização de máquinas. Mas com o aquecimento da economia nacional, Wender informa que as vendas da empresa seguem de vento em popa e inclusive faz uma previsão otimista para 2011, de crescimento na ordem de 10%. Além do aquecimento da economia na-

DIVULGAÇÃO/PS

Aquecimento da economia causa um aumento no consumo de produtos injetados

cional, o crescimento da disputa pelo mercado também tem incentivado os transformadores a adquirir novos equipamentos, no intuito de modernizar o seu parque industrial, buscando tecnologia e redução de custos, entre outros fatores que ampliem a sua competitividade. No segmento premium no qual a Arburg atua, Wender informa que os clientes estão exigindo repitibilidade, qualidade e produtividade, “quesitos que justificam o maior investimento”.

Segundo o diretor a tecnologia é importante, pois traz benefícios para a produção, como a maior a qualidade dos produtos, redução de refugo e consumo de energia, entre outras vantagens. Mas ele destaca que o principal fator que justifica o investimento em um equipamento de maior valor agregado é a produtividade, que é responsável diretamente pela redução do custo do produto final. “Com o aumento da produtividade o cliente vai>>>>

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ESPECIAL Injetoras Wender, da Arburg, destaca recente lançamento da empresa voltado para peças técnicas

ter um pay-back a curto prazo do valor investido”, diz. Ele comenta ainda que a economia de energia tem mais impacto na questão de responsabilidade ambiental do empresário, do que na redução de custos. Neste cenário de crescimento tecnológico do segmento de injeção segue a disputa entre as injetoras hidráulicas e elétricas. De acordo com o diretor, o mercado é dominado pelas máquinas hidráulicas, que representam mais de 90% dos equipamentos vendidos. “A fatia das máquinas elétricas está aumentando levemente. Hoje são segmenPiazzo salienta perfil comprador, mas exigente, dos transformadores de plástico

tos específicos que optam por estas máquinas”, observa. Neste sentido, Wender aconselha a opção por uma máquina hidráulica de alta tecnologia ou híbrida (hidráulica e elétrica), “que oferece o mesmo resultado com menor investimento e custo de manutenção”. No caso da híbrida, pode ser escolhido o tipo de acionamento dos eixos dependendo da aplicação, visando o melhor rendimento e custo/benefício. Seguindo esta tendência, a empresa apostou no conceito híbrido para o seu último lançamento. A série de máquinas Hidrive é composta por injetoras híbridas com força

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de fechamento de 60 a 320 toneladas. Elas têm fechamento e dosagem por sistema servo-elétrico diretos e a injeção é realizada por acumulador hidráulico. Todos os eixos podem trabalhar de forma independente ou simultânea. “São máquinas de alta performance, para ciclos rápidos e injeção de peças de parede fina. Devido a sua excelente repitibilidade e produtividade, são procuradas para produção de peças técnicas de alta exigência, como na área automotiva”, observa Wender. Para ele, o baixo consumo de energia é outra vantagem da linha de equipamentos, composta por dois servodrives e com motor principal da classe EFP1.

A Milacron Brasil também destaca o aquecimento do mercado de injetoras. A empresa informa que tem recebido várias consultas sobre os seus equipamentos e grande parte destes contatos está se concretizando em novas vendas. De acordo com o gerente comercial da companhia, Hercules Piazzo, as metas estabelecidas em 2009 para o primeiro semestre foram atingidas e o ano deve fechar com crescimento de 14% acima do previsto. “Temos convicção de que teremos condição de ultrapassar a meta de 2010 até dezembro, sendo que existem grandes projetos para compra de máquinas injetoras por parte de nossos clientes em andamento”, informa. A subsidiária da empresa norte-americana iniciou suas atividades no Brasil em 1997 e atualmente conta com aproximadamente 700 injetoras instaladas no País. De acordo com o gerente as vendas anuais atin>>>> gem casa de 60 máquinas.


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FOTOS: DIVULGAÇÃO/PS

ESPECIAL Injetoras

Série Lógica da Sandretto: movimentos controlados por sistema em anel fechado

Piazzo fala que o mercado está comprador, mas cada vez mais exigente. Os clientes estão procurando máquinas que ofereçam economia de energia elétrica, alta repetibilidade, ausência de refugo, alta performance (ciclos mais rápidos), baixo nível de ruído, ausência de óleo (máquinas 100% elétricas) e custo/ benefício competitivo. “Todos estes itens são fundamentais na hora da compra e contam bastante, pelo menos no nicho de mercado que participamos”, observa. O executivo destaca que a opção por máquinas totalmente elétricas é cada vez maior, “uma vez que este tipo de equipamento traz inúmeras vantagens”. Ele cita como exemplo o modelo Roboshot S2000iB produzido pela empresa, que está tendo uma grande aceitação no mercado. A Milacron fabrica injetoras totalmente elétricas desde 1984. Segundo 16 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

Piazzo, atualmente as empresas de transformação de plástico estão investindo na qualificação de seus colaboradores. Mas para que os clientes possam usufruir de todos os recursos oferecidos pela máquina, a Milacron oferece treinamento para os operadores.

O gerente comercial da divisão de plásticos da Deb’Maq, Venceslau Salmeron, faz coro ao afirmar que o mercado de injetoras este ano está bem aquecido. “Esperamos que esse percentual de acréscimo se mantenha até o final do ano, em virtude da promoção de financiamento via BNDES para equipamentos nacionais e dada a entrada de novos concorrentes com equipamentos de segunda linha, sem uma estrutura definida”, enfatiza. Inclusive destaca que houve um grande crescimento nas vendas da empresa superando as expectativas da empresa. A Deb’Maq está otimista para o encerramento de 2010, principalmente pelos resultados obtidos até o primeiro trimestre do período. Para este ano um crescimento nas

Salmeron, da Deb’maq, relata o que os empresários esperam das injetoras atuais

vendas superior a 50%, em relação a 2009. “A crise começou a se dissipar a partir do segundo semestre do ano passado e no primeiro semestre deste ano, tivemos bons resultados em quantidade de máquinas e faturamento nas vendas em razão da comercialização de máquinas de grande porte”, conta o gerente. Salmeron fala que o crescimento tecnológico dos equipamentos está tornando o mercado cada vez mais exigente. Ele comenta que as exigências dos transformadores se modificam constantemente, em virtude da velocidade com que as máquinas vão agregando novas tecnologias e têm suas características alteradas para acompanhar a demanda. “Nesse sentido, podemos citar o baixo consumo de energia, a redução de tempo de ciclo, a repetibilidade, a melhora dos componentes elétricos e a atualização dos CLP’s”, exemplifica. Segundo o executivo, para grande maioria das empresas, esses fatores são relevantes na compra, mas como em qualquer outro segmento, existem transformadores que estão à procura simplesmente de preço sem pensar em custo/benefício ou no médio e longo prazos. Nestes casos fatores como garantia, reposição de componentes e assistência técnica, e outros que se relacionam à vida útil do equipamento não fazem diferença. Quanto à disputa entre elétricas e hidráulicas, Salameron diz que aos poucos o transformador brasileiro começa a analisar as vantagens de uma máquina elétrica em comparação com as demais. Ele cita que atualmente o principal fator que impede aumento da demanda de injetoras elétricas ainda é o preço que supera em 2,5 vezes o valor das convencionais. “Acredito, porém, que isso vai mudar com o tempo, que vai haver uma redução de preços das máquinas elétricas em função de aumento na produção e da demanda”, prevê. O gerente informa que a Deb’Maq já estuda a importação destes equipamentos em um futuro próximo. O mais recente lançamento da empresa é a linha Ecologica Plantinum SE. O equipamento trabalha com servo motor e inversor de frequência, “proporcionando uma>>>>


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ESPECIAL Injetoras para atender a demanda de produtos plásticos. Segundo ele, a oferta de linhas de crédito, principalmente para aquisição de bens de consumo nacionais, também estão colaborando para este crescimento. Baksa Junior não fala em números, mas salienta o bom desempenho da Sandretto em 2010. “Durante todo este ano tivemos uma grande procura por equipamentos por diversas razões, sejam elas substituições, aquisição de máquinas para suprir demandas de produção, novos projetos, entre outros”, informa. Ele acredita que esta situação se mantenha estável, apesar do pequeno recesso gerado pelo período eleitoral, “porém ainda temos muitos clientes com compra definida até o final deste ano”. Assim como cresce as vendas, também aumenta a competitividade, neste sentido o representante da empresa comenta que é necessário ter um produto flexível, que possa atender os diversos segmentos de merca-

“As injetoras elétricas têm seu segmento de mercado definido e sua aplicação depende muito do valor agregado ao produto e ao tipo de produto e aplicação”, acrescenta. Ele fala que devido aos avanços atuais, as máquinas hidráulicas estão realizando movimentos cada vez mais racionalizados e assim permitindo menor consumo de energia, que é um dos diferenciais apresentados pelos equipamento elétricos. A Sandretto relançou a série MEGA, agora com a sua versão HP (High Performance) atendendo a demanda por máquinas de grande porte, “já que a linha inicia com 600 toneladas de força de fechamento e vai até 1500 toneladas”, informa o representante. As injetoras são destinadas para várias aplicações, como os setores automobilistico, utilidades domésticas, moveis, brinquedos, eletro-domésticos, eletro-eletrônicos, linha branca, peças técnicas, entre outros. Conforme Baksa Junior, as características técniDIVULGAÇÃO/PS

economia de cerca de 40 % de energia elétrica quando comparada a uma máquina com bomba de vazão variável e de 70% a 75% de economia em relação a uma máquina de bomba de vazão fixa, que é o caso da maioria dos equipamentos de segunda linha”, observa o gerente. Visando o melhor aproveitamento da máquina e a qualificação do operador, a Deb’Maq envia um técnico de processos à empresa do cliente, para dar o start da injetora e treinamento do pessoal que vai operá-la. Além disso, Salmeron comenta que os dois modelos de CLP’s utilizados nas máquinas são de fácil operação e muito bem aceito por todos os operadores. “Tanto o Techmation (Taiwan) quanto o B&R (Austríaco) têm ótima interface homem e máquina”, informa. A Deb’Maq está instalada em Camanducaia (MG), em uma área de 21000 e segundo o executivo opera com diversas li-

nha de máquinas além de injetoras. Como trabalha exclusivamente com máquinas importadas, não opera coma o BNDES, “priorizamos linhas de crédito como o Proger, Leasing ou financiamento próprio, analisado caso a caso”, concluí.

Para a Sandretto do Brasil a situação é semelhante. Gilberto Baksa Junior, da área de marketing da empresa, observa que o mercado está reagindo e os transformadores estão adquirindo novas máquinas 18 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

do. Entre as principais exigências do setor de transformação, ele destaca a grande velocidade de operação, alta repetibilidade e menores tempos de ciclo. Mas salienta que atualmente, na grande maioria dos casos, o valor do equipamento ainda tem ditado as vendas. Em segundo lugar vem a produtividade e na sequência a tecnologia. Segundo Baksa Junior a grande opção do mercado ainda é por máquinas hidráulicas, que na relação custo benefício comparadas com as elétricas, apresentam vantagens.

Mais de 2000 máquinas da Tsong Cherng já foram instaladas no Brasil e exterior

cas da série permitem grande volume de injeção, alta velocidade de trabalho, baixo consumo energético. “Esta série é bastante flexível e pode ser adaptada a diversas necessidades de mercado”, complementa. Em relação a mão-de-obra dos usuários de injetora no chão de fábrica o representante da área de maketing da Sandretto observa que é necessário a qualificação deste pessoal, para que possam utilizar todos os recursos disponibilizados pelas máquinas. Para suprir esta necessidade a empresa realiza treinamento para os clientes adquirem os seus equipamentos. “Há diversas características construtivas que devem ser completamente entendidas a fim de se programar corretamente os equipamentos”, informa. A Sandretto do Brasil atua no país desde 1989 e já possui mais de 4000 máquinas instaladas em todo o território nacional. Atualmente está situada na cidade de Americana (SP). De acordo com Baksa Junior é a única empresa que fabrica equipamentos no Brasil com a marca Sandretto. Por ser um fabricante nacional, suas máquinas são 100% financiáveis pelo siste-


ma de crédito Finame do Bndes, que representa a grande maioria das vendas.

O gerente industrial da taiwanesa Tsong Cherng, Newton Tien, fala que o mercado está aquecido, porém muito competitivo. Destaca principalmente a concorrência nociva de importadores de máquinas provenientes da China, que se preocupam apenas com os valores dos equipamentos. “O que ocorre hoje é que fornecedores estão sendo atraídos pelo baixo custo na importação e venda de máquinas fabricadas na China, porém não analisam que é importante oferecer ao cliente a estrutura técnica e reposição de peças necessários para garantir a segurança e satisfação dos seus clientes”, informa. Porém, ele comenta que já está havendo uma seleção por parte dos transformadores, “aqueles que sofreram com a falta de suporte de pós-venda, estão revendo os conceitos na hora de adquirir outra máquina nova”. Segundo Tien, o desempenho da empresa no primeiro semestre do ano superou as expectativas. A venda de equipamentos dobrou em relação a primeira metade de

2009. E, diante dos números registrados, a previsão para o fechamento de 2010 é otimista. “Estimamos continuar com esse ritmo crescente de vendas iniciado neste ano”, comenta. No período anterior foram comercializadas 137 máquinas, para este ano a estimativa é ampliar este número para aproximadamente 250 injetoras. Com objetivo de suprir as necessidades dos transformadores, a Tsong Cherng conta atualmente com mais de 30 marcas de equipamentos no seu portifólio. Mas de acordo com o gerente, a principal exigência é valor baixo. “Com a concorrência, que está cada vez mais acirrada, a boa qualidade praticamente se torna um requisito mínimo”, observa. Ele destaca que o baixo custo e as facilidades no financiamento ainda são os atrativos. “Porém poucos fornecedores têm estrutura para oferecer equipamentos especiais adequados para cada tipo de processo, bem como suporte técnico e peças de reposição”, acrescenta. Segundo Tien a fórmula para vencer no mercado disputado, “é oferecer um equipamento com o melhor custo-benefício, que

possua todos os requisitos de produtividade, precisão, economia de energia elétrica, água e óleo”. Ele acrescenta ainda o preço acessível e suporte técnico de pós-venda. Na disputa entre elétricas e hidráulicas, o gerente comenta as máquinas elétricas custam cerca de três vezes mais do que as hidráulicas convencionais, “por este motivo, ainda não é tão grande a procura no Brasil, a não ser que o produto a ser injetado exija tal necessidade”. Ela fala que a grande sensação do momento são as máquinas hidráulicas acionadas por servo-motor, que podem gerar uma economia de energia de até 75%, e as híbridas que possuem alguns movimentos acionados hidraulicamente e outros por servo-motor, neste caso a economia de eletricidade pode chega a 80% comparado com as convencionais. Tien conta que a tecnologia de servomotor aplicada às máquinas hidráulicas está deixando os convertedores em dúvida na hora da escolha do equipamento. “Pois, antes era certa a opção pelas máquinas hidráulicas convencionais pelo custo mais baixo, agora se deparam com a questão custo benefício,>>>>

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ESPECIAL Injetoras onde possuem a opção de investir de 15% a 30% a mais na máquina, porém conseguem o retorno rápido até 80% de economia de energia”, observa. Apostando nesta tecnologia a Tsong Cherng foi uma das pioneiras em oferecer o sistema de acionamento por servo-motor nas máquinas injetoras hidráulicas no Brasil. “E está sendo hoje o grande diferencial de nossas máquinas”, comenta Tien. Entre as principais vantagens do sistema, ele destaca a economia de energia, o sistema closed loop (malha fechada) – permitindo maior velocidade e precisão, economia de água em 60%, economia de óleo hidráulico, máquina ecologicamente correta e o aumento da vida útil da máquina em 20%. O executivo explica que ao contrário do motor elétrico convencional onde gera o pico de energia na partida e mantém a rota-

giões do país. “Nosso estoque de peças de reposição está avaliado hoje em mais de dois milhões de reais e temos mais de 2000 máquinas instaladas em todo o Brasil e no exterior”, acrescenta Tien.

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Projetando um crescimento de 50%, em relação a 2009, a Engel do Brasil destaca o bom desempenho do setor de injeção em 2010. Explica que a decolagem nas vendas de equipamentos é o reflexo do crescimento dos setores que utilizam máquinas injetoras no seus processos produtivos, como a construção civil, o automotivo, de linha branca, entre outros. Para conquistar este mercado o diretor da empresa, Udo Löhken, fala que a estratégia adotada é fornecer máquinas que ofereçam alta produtividade, grande disponibilidade de produção, alta repetibilidade, com

ção constante independente do movimento ou não da máquina, o servo-motor se mantém totalmente estático nos momentos de recalque e o resfriamento e a rotação são proporcionais ao valor programado, garantindo assim, a economia de energia elétrica. A Tsong Cherng atua há 20 anos no Brasil fornecendo injetoras de Taiwan. Oferece máquinas hidráulicas e elétricas com força de fechamento de 75 a 2300 toneladas. Está situada em São Bernardo do Campo (SP) e conta com uma equipe própria de 15 técnicos capacitados e técnicos locais espalhados para atender as várias re20 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

Löhken, da Engel, estima crescimento de 50% para a empresa no ano 2010

um baixo consumo energético. Mas só isso não basta. Segundo ele, estes aspectos técnicos são fatores decisivos para a escolha correta do equipamento, “mas o valor do equipamento entra na matriz de tomada de decisão dos nossos clientes”. O diretor comenta que a escolha entre máquinas hidráulicas e elétricas já é uma questão que vem sendo discutida há alguns anos pelos transformadores brasileiros. Conta que a Engel recebe muitas consulta e questionamentos sobre qual seria a melhor proposta. “Na nossa opinião, existem aplicações mais adequadas para cada tipo de máquinas, elétrica, hidráulico ou híbrida”, explica. Os últimos lançamentos da Engel foram no sentido da complementação de novos tamanhos de máquinas de seus modelos fabricados. Essa complementação ocorreu nos modelos DUO, E-motion, Elast e E-Victory. Além dessas novidades, a empresa oferece para toda a sua linha de injetoras hidráulicas a opção Ecodrive, que são bombas acionadas por servo-motores, “reduzindo de forma significativa o consumo de energia elétrica de suas máquinas hidráulicas”, observa. A atuação da empresa vai além da ven-

da do equipamento. Com o objetivo de qualificar os usuários das suas injetoras, a Engel oferece para seus clientes treinamento de operação e manutenção, desde cursos básicos a cursos avançados, para que possam usufruir de todos os recursos oferecidos pela máquina. A Engel do Brasil está presente no mercado nacional desde 1991 e conta com mais de 1.200 equipamentos instalados no país. No seu escritório central, em Cotia (SP), além do estoque de peças de reposição, tem um show-room, sala de treinamento e equipe de assistência técnica. “Temos duas filiais de vendas e assistência técnica, uma em Joinville (SC) e a outra em Porto Alegre (RS)”, complementa o diretor.

O engenheiro de vendas da Battenfeld, Cássio Saltori, comenta que o mercado de injetoras atualmente está muito competitivo. Observa que há uma forte concorrência por parte de equipamentos importados de baixo custo. Por outro lado ele destaca que os cliente estão cada vez mais seletivos e o conceito de produzir com qualidade está dominando o mercado, fazendo com que o transformador busque equipamentos de tecnologia superior. Apesar de sentir os impactos desta concorrência, a empresa comemora o desempenho obtido na primeira metade de 2010 e faz previsões otimistas para o encerramento do período. “O primeiro semestre foi excelente e as perspectivas para fechamento do também são excelentes, levando em consideração que ainda teremos a feira K’2010 em Düsseldorf onde muitos negócios são realizados”, comenta Saltori. Segundo o engenheiro a questão da economia de energia é um dos principais quesitos na hora da aquisição de uma nova injetora. “Em função da escassez de energia e resultando o seu custo elevado, produzir hoje com mínimo consumo de energia é busca de todos os transformadores”, afirma. Itens como confiabilidade e repetibilidade também são destacados por Saltori como fundamentais na escolha do equipamento, “com isso o cliente terá certeza que suas peças serão produzidas com menor índice de refugo possível, economia de material e processos otimizados”. Ele observa ainda, que para os convertedores que buscam equipamentos de ponta, o valor do equipamento nem sempre é o determinante. “Sem dúvida nenhuma>>>>


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Injeção de plásticos representa 19% do mercado de transformados por processo de produção

precisão, produtividade são fatores de decisão na hora da compra”, acrescenta. Na questão da escolha do tipo de equipamento, Saltori não vê uma disputa de mercado entre injetoras elétricas e hidráulicas. Fala que existe uma adequação de processo, onde há casos nos quais as máquinas elétricas são mais vantajosas e vice-versa. Explica que antes de selecionar o equipamento é necessário fazer uma análise da real necessidade do cliente e do processo em questão. “Hoje o apelo da máquina elétrica é o baixo consumo de energia, porém existem situações nas quais as máquinas hidráulicas podem até levar uma vantagem”, comenta. Durante a Interplast 2010, a Battenfeld lançou sua quarta geração de máquinas elétricas com força de fechamento de 55 até 300 toneladas, para os diversos tipos de aplicação, principalmente para peças de alta precisão e design complexo, como da indús-

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ESPECIAL Injetoras

tria eletroeletrônica e automobilística. “E na K’2010 vamos lançar mundialmente a linha de máquinas Macropower com força de fechamento de 800 até 1600 toneladas”, informa o engenheiro. Trata-se de uma máquina de duas placas com colunas retráteis e pode ser configurada de acordo com a necessidade do usuário. Há mais de 40 anos operando no Brasil, a Batenffeld tem aproximadamente 7.300

vendidas em todo o território nacional. Atualmente está localizada na cidade Osasco (SP). Após a união com a Wittmann, ampliou a sua atuação passou a fornecer, além de injetoras, vários equipamentos para a indústria de transformação de plásticos.

A Chiang, importadora de máquinas da China, também comemora a boa atuação no primeiro semestre de 2010. “Conse->>>>


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ESPECIAL Injetoras

guimos atender as necessidades e demanda de um mercado que prima por qualidade e principalmente redução de custos onde nos destacamos por disponibilizarmos ao mercado equipamentos com tecnologia reconhecida mundialmente e que proporcionam uma economia de até 75% no consumo de energia elétrica”, comenta o diretor da empresa Ivonésio da Silva. Ele destaca ainda que o foco da empresa é a busca constante pela excelência na prestação de serviços ao cli-

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ente, dando ênfase na assistência técnica “que é um dos quesitos primordiais para obter a consolidação de uma parceria”. A empresa fornece injetoras nas versões de bombas de vazão fixa, de vazão variável ou servo motor. São vinte modelos de equipamentos, com força de fechamento de 60 a 2200 toneladas, com alimentador e secador de série. De acordo com o diretor as máquinas são produzidas conforme as normas internacionais de fabricação, como

Chiang fornece injetoras nas versões de bombas de vazão fixa, vazão variável ou servo-motor

a Euromap, NBR, ISO 9001, ISO 14000, CE e IAF. Destaca ainda que são integradas tecnologicamente com componentes reconhecidos mundialmente, como as réguas eletrônicas Novotechnik (Alemanha), o motor hidráulico Intermot (Itália), o micro processador Techmation (Taiwan), o sistema de bombas e válvulas hidráulicas Yuken (Japão) e o servo motor Phase (Itália). As injetoras podem ser utilizadas em várias aplicações e em diversos segmentos da indústria de transformação de termoplásticos. Com sede em Caxias do Sul, a Chiang está no Brasil desde 2006 e há nove anos vem consolidando parcerias no mercado chinês. É distribuidora exclusiva para América Latina, do grupo Golden Eagle, que é composto por 33 empresas, possui ações na bolsa de Shangai e ocupa a 10º posição em importância econômica na China. Segundo Silva a divisão de plástico do gru->>>>


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ESPECIAL Injetoras po, Golden Plastics Machinery, é a segunda maior fabricante de injetoras do mundo, com 31 anos de experiência na fabricação de máquinas para moldagem por injeção e extrusão de termoplásticos e alumínio. “Incorporando em suas máquinas a tecnologia de ponta globalizada, oriundas de países como, Alemanha, Suécia, Itália, França e Japão”, frisa. O diretor destaca que a empresa está voltada para a importação de máquinas e equipamentos, cujo objetivo é a redução dos custos operacionais, ganhos de produtividade e conseqüentemente aumento das margens de lucro de seus parceiros comerciais. “Temos a convicção de que as nossas máquinas possuem a melhor integração tecnológica existente para a injeção de termoplásticos no que se refere a máquinas chinesas, o que nos é confirmado por empresas importantes de renome no mercado brasileiro”, afirma. Silva fala ainda, que a Chiang nunca se baseou apenas em preço, “mas sim ancorada em qualidade, e na busca incessante de soluções tecnológicas que

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venham a facilitar os processos industriais de nossos clientes”.

Na análise da Husky do Brasil, o mercado nacional de injetoras segue em um bom ritmo, mantendo a tendência positiva observada em 2009. Salienta que além da procura por novos equipamentos, visando o incremento de produção, estão surgindo novos projetos. “É possível observar também uma procura por equipamentos de maior eficiência e capacidade de produção”, diz o gerente de vendas de equipamentos para embalagens, Paulo Carmo. Para a empresa de origem canadense, 2010 está sendo um ano muito positivo, tanto na atuação nos consagrados sistemas para produção de preformas PET, quanto em sistemas para produção de embalagens em geral. “A expectativa de fechamento é de superar volume de vendas previsto para o ano”, fala o gerente. Carmo fala que o mercado além de estar aquecido, também está mais exigente. Explica que ainda existe uma grande quantidade de transformadores que busca equi-

pamentos de baixo preço visando a redução do investimento inicial, mas é inegável que a presença de transformadores de classe mundial no mercado acaba por exigir uma evolução de todos os que querem competir pelos mesmos clientes finais. “O emprego de métodos produtivos avançados, incluindo neste caso equipamentos mais eficientes e produtivos, vem se disseminando no mercado”, observa. Na visão do gerente o investimento inicial tem um peso elevado nas aquisições de equipamentos, mas é possível notar o emprego de outras ferramentas na tomada de decisão, tais como análises de retorno de investimento, produção por capital investido etc. “Entre as considerações técnicas mais tradicionais, tais como refugo, produtividade e precisão, é possível notar maior pelo aspecto ambiental (limpeza, consumo energético etc)”, acrescenta. Para a Husky os conceitos de máquinas hidráulicas, híbridas e elétricas são válidos e têm seus aspectos positivos. Cada um deles será interessante con->>>>


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ESPECIAL Injetoras forme a aplicação. O recomendável é fazer-se uma análise detalhada de cada caso e buscar a solução que melhor se aplica. Pórem o gerente destaca que existem aplicações onde a tecnologia híbrida é a mais interessante, pois permite a maximização e utilização do melhor dos drives elétricos e hidráulicos. “Por outro lado, vemos também como muito interessante a tecnologia all electric, onde hoje estamos presentes com nossas máquinas H-PET e H-MED”, aponta. De acordo com o executivo, o crescimento tecnológico e o aumento da demanda do mercado têm colocado desafios interessantes para os tranformadores, entre eles a carência de mão-de-obra. Afirma que é necessário a formação imediata de um contingente técnico e esta responsabilidade muitas vezes tem recaído sobre os ombros do transformador e muitas vezes até mesmo do fornecedor de equipamentos.

Seguindo a opinião dos demais entrevistados, o diretor da HDB Representações, Herbert Buschle, também destaca que o mercado está bastante aquecido. Prova disso foi a atuação da em-

presa na primeira metade do ano, superando as vendas de 2009. Aproveitando o bom momento do segmento de injeção, a empresa que atua no mercado brasileiro desde 1989, agora está direcionando o seu foco para a área de injection blow (injeção e sopro em um só equipamento). “Esperamos os frutos mais para 2011”, observa Buschle. De acordo com o diretor, a máquina injection blow foi lançada na feira Interplast, em Joinville (SC). É destinada para trabalhar com PET. Entre os diferenciaiss apontados pelo executivo, destaca-se a rentabilidade por hora e a qualidade do produto, “principais exigências deste segmento”. Ele Informa que o equipamento fornece um produto injetado e posteriormente soprado, “pronto, sem rebarbas, sendo que utilizando uma sopradora normal é necessário um póstrabalho, ou seja, com nossas máquinas esta fase é eliminada”. O equipamento é ideal para a produção de frascos de 2 a 500ml, com alta precisão nas dimensões de gargalo. O processo é limpo, não gera material excedente.

O gerente comercial da Megga-

plastico, Marcelo Pruano, compartilha a informação de crescimento nas vendas equipamentos de injeção em 2010. Fala que o mercado está investindo, nos mesmos níveis de 2008 (pré-crise) em máquinas em geral e principalmente no carro chefe do setor de plástico que são as injetoras. “Está havendo grande consumo de produtos em diversos setores e mudanças de produtos que acabam buscando novos equipamentos para sua produção”, salienta Pruano. Segundo ele, ”os setores que têm se destacado são o automobilístico, de utilidades domésticas, de limpeza e higiene e da construção civil”. Os números apurados no primeiro semestre confirmam o aquecimento do mercado e o bom desempenho da Meggaplastico, que atingiu um crescimento de 140%, superior ao mesmo período de 2009 e 12% a mais do que em 2008. “Demonstrando assim a recuperação do mercado, como também o ganho de mercado da empresa”, fala o gerente. Ele comenta ainda que a empresa deve fechar o ano com um crescimento na ordem de 85%, em comparação como o ano passado e de 25% acima dos resultados de 2008.

Artigo

A segurança do Trabalho no Brasil sofre grande mudança nos últimos 20 anos ○

Por Edison Bittencourt

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Sou testemunha deste cenário, assim como aqueles que como eu tem atuado nesta área e têm acompanhado de perto este instigante tema. As mudanças se tornaram evidentes a partir de 1990 e se acentuaram após o ano de 1995, empurrada pelos Movimentos da Qualidade e da Produtividade, na esteira da elevação da competitividade da empresa nacional. Após 1990, (PBQP) o tema passou a ter outra desenvoltura. Só para citar alguns dos acontecimentos que acarretaram esta mudança: 28 > 28 >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

• a nova metodologia para o cálculo do fator acidentário leva em consideração a acidentalidade total da empresa, com a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e todos os nexos técnicos sem CAT, incluído todo o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP), desde de 2007; • agora não é mais SAT - Seguro Acidentário do Trabalho - tornou-se RAT – Risco acidentário do Trabalho ( O SEGURO virou RISCO); tornando-se um “Risco assumido” baseado no CNAE a que pertence a empresa; • hoje o “ônus da prova” é da empresa e não mais do trabalhador (agora quem tem que provar que não causou danos a saú-

de do trabalhador é a empresa); • a revisão sofrida pelas normas regulamentadoras da Portaria 3214/78 do MTE (NR 5/99, NR 10/2004, NR 11, NR 12/ 2000 - item 12.6.5 relativo a máquinas injetoras). Também cabe citar a Introdução da NR 33 para Espaços Confinados; a nova ênfase para os Trabalhos em Altura que, igualmente ao choque elétrico, tem causado trabalhadores incapacitados e mortes. “A Convenção Coletiva Sobre Segurança em Máquinas Injetoras de Plástico” de 1995 ABIPLAST (CUT - Central Única dos Trabalhadores.Central Força Sindical ,Programa de Saúde do Trabalhador ,CEREST – SUS/>>>>


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ESPECIAL Injetoras SP ,Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho no Estado de São Paulo, – SINTESP, Ministério Público do Estado de São Paulo. Atualmente, a Segurança e Saúde do Trabalho não está mais regida apenas pelo Código Civil como também pertence ao Código Penal. O Acidente do Trabalho, em algumas circunstâncias, pode ser considerado “crime”, submetido ao rigor (e hierarquia jurídica sobre os demais processos) do Código Penal Brasileiro. Agora, não basta só cumprir a Legislação ou de se prover, as indústrias de transformação do SETOR PLÁSTICO, de dispositivos a prova de falha (Fool proof), de modo a impedir a exposição do operador a riscos para evitar acidentes, ou ainda de se copiar “boas práticas”.

A mudança que deve ocorrer no cenário empresarial! É chegado o momento da empresas iniciarem a caminhada em busca do Trabalho Seguro, da implementação de ações Pró-ativas de SST, que façam mais do que exige a Legislação, que busquem Métodos de Gestão de SST capazes de colocá-las nos trilhos que a conduzirão ao Trabalho Seguro (ao Zero Acidente). A criação de um “ambiente seguro de trabalho” é longo e passa inevitavelmente por três camadas: a primeira trata do Aculturamento (implementação dos EPI´S, EPC´S, procedimentos e das rotinas de segurança) sobre Segurança do Trabalho, a segunda cuida da Capacitação (Treinamentos) e a terceira permite a introdução de um ambiente de Melhorias Contínuas. A função Segurança deve sair do Plano Tático e Operacional e ser inserida no nível Estratégico das empresas, junto da sua Visão do Negócio. Tem que passar a ser o seu principal valor e a ser subordinada hierarquicamente ao Diretor Geral e não mais ao Diretor Industrial (que tem como foco do seu trabalho a Produção e o faturamento). Certamente irão surgir muitas dificuldades durante a implementação deste processo de mudança, e uma delas será relacionada aos Supervisores de Produção (que atualmente recebem ainda as denominações: coordenadores, facilitadores), para colocar em prática estas novas e boas práticas de normas e procedimentos. 30 > 30 >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

Muito se tem feito a nível de Treinamentos de Operadores de máquinas, mas são os Supervisores de Produção que deveriam ser capacitados e ter a função de treinar os seus subordinados para que possam realizar um trabalho seguro e de qualidade. Eles são “elementos chave”, pois situam-se entre os Gerentes e os Operadores de Máquinas e Sistemas Produtivos e têm contato direto com o “chão de fábrica”, com os Operadores, e são elementos essenciais para a introdução das mudanças necessárias nas nossas empresas. A antiga expressão “ quando você desejar saber alguma coisa sobre um quartel, fale com o sargento ou se você desejar saber alguma coisa de um hospital, fale com a enfermeira” se aplica perfeitamente aqui. O Supervisor de Produção está numa posição hierárquica e funcional estratégica e capaz de alavancar (ou engessar) o processo de mudanças de uma empresa. Cabe começar o trabalho de mudança com ele, tornando-o um elemento multiplicador do que se quer introduzir. Ele terá que ser parte da mudança que irá exigir dos outros! “Você não gerencia pessoas , você gerencia coisas. Pessoas você lidera!” Nestas alturas, se impõe a inevitável pergunta: será que a Segurança custa muito caro? Penso que ela custa muito barato se comparado com o altíssimo custo da falta dela (o “custo da Não- Segurança”). A “manta de tragédia” trazida de arrasto com um Acidente de Trabalho com lesões graves ou fatais (e ocorrem muitos ainda hoje em dia) causa altos danos às empresas. Danos representados por paralisação da empresa, pagamento de elevadas multas do MTE, atrasos em entregas de Produtos e Serviços, indenizações da família, colocação de outro funcionário no lugar do acidentado, tempo gasto pela chefia e administração direta envolvida com o Acidente, abalo na imagem da empresa, multas contratuais, perda de contrato e demais implicações previstas nos Códigos Civil e Penal. Eu gostaria muito de poder ouvir, em breve, de um Supervisor de Produção de uma fábrica , algo do tipo: “da Segurança da minha equipe, cuido eu!” Chegou a vez da Gestão de Segurança para obtenção de um Trabalho Seguro nas empresas brasileiras , chegou a vez de se atingir a Excelência na Segurança fazendo muito

mais do que exige a Legislação, trabalhando no Pró-ativo, fazendo com que a Segurança seja o principal valor da empresa. Temos que sair daquela fase de comprar e entregar os EPIs ; onde os Procedimentos de Segurança são tratados separadamente dos procedimentos Operacionais(quando deveriam estar juntos) , onde a Segurança é papel do SESMT ( quando deveria ser papel da Direção , da Liderança e de todos e de cada um),onde só fazem parte da CIPA quem não gosta de Segurança (quando os membros da CIPA deveriam ser “facilitadores” da Segurança) , onde a Segurança é subordinada hierarquicamente ao Gerente Industrial que tem como única preocupação de produzir e faturar.(quando deveria ser subordinada ao Diretor Geral e ter autonomia de parar a produção na presença de uma situação de alto Risco), etc., etc.! A estrada é longa , tem muito para ser feito. Muitas vezes parece que estamos parados na estrada certa! Apesar de todo o “avanço” que houve nestes últimos anos , ainda convivemos com um quadro assustador de Acidentes de Trabalho onde trabalhadores, na maioria jovens com faixa idade de 26 , 29 ,trinta e poucos anos, estão morrendo ou ficando incapacitados (não só para o Trabalho ;mas também para a Vida ,para as suas famílias , para seus amigos ; impedidos de brincar com o seu filho... de passear com a esposa e de “curtir a vida”, nas poucas horas de folga do seu trabalho. “A estrada da Segurança está sempre em construção, nela nada está acabado!” Mãos à obra! PS ○

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*Edison Bittencourt é Engenheiro de Segurança do Trabalho - UFRGS /80, com grande background nesta área. Referências do trabalho do Engº Bittencourt junto ao segmento do Plástico RS. Contatos podem ser feitos através de: edisonbittencourt@gmail.com


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DESTAQUE Brinquedos

O playground do plástico Indústria de brinquedos projeta crescimento recorde e setor plástico entra na dança mostrando todo seu potencial de visual, design, cor e segurança.

A

ssim como a maior parte da indústria, quem se dedica a fabricar plásticos para aplicação no segmento de brinquedos também enfrenta a concorrência dos importados. A avalanche do que vem de fora para concorrer com os produtos nacionais faz parte do universo da criançada entretanto os empresários deste setor estão atentos e preparados para reverter perdas e fazer de 2010 um ano para ninguém botar defeito. Neste sentido, a indústria brasileira de brinquedos, que conta atualmente com cerca de 400 fábricas e 30 mil trabalhado32 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

res, se prepara para registrar o melhor ano de sua história. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, a expectativa é fechar o ano com faturamento de R$ 5 bilhões. “Não é o maior ano desde alguma coisa. É o maior ano desde sempre. A gente acha que é a vez do brinquedo”, diz Synésio. Esse faturamento corresponde a um crescimento de 12% sobre o ano passado. Desses, pelo menos 5% a indústria pretende crescer ‘retomando’ o espaço perdido para os chineses. Hoje, as indústrias brasileiras têm 55% do mercado nacional de brinquedos, enquanto os outros 45% estão nas mãos dos orientais. “Estamos fazendo um programa de retomar parte do mercado do chinês. Nós apresentamos os gargalos que o setor tem ao governo, que está ajudando a remover. O maior deles é que nós precisamos de alíquota zero para importação de partes e peças”, diz o presidente da Abrinq.

Com o objetivo de enfrentar a concorrência chinesa, grandes empresas de brinquedos do Brasil estudam uma associação que pode dar origem a uma gigante do setor, segundo Synésio, com faturamento de R$ 250 milhões. Ele não diz quais fabricantes podem fazer parte da associação: “algumas das maiores do Brasil, nenhuma com capital aberto” – o que exclui a Estrela, única com ações negociadas em bolsa. “Não é suficiente, mas dá pra melhorar a competição. E também mostra que não estamos parados, e sim reagindo”, aponta ele. Pelos cálculos da entidade, produzir um brinquedo na China é hoje oito vezes mais barato do que no Brasil, tanto pela escala de produção quanto pelo custo da mão de obra. Por isso, os chineses não devem ficar de fora da associação: “nós estamos juntando algumas empresas e a ideia é ter um parceiro americano e um parceiro chinês”, diz o executivo. Os chineses seriam responsáveis exatamente pe-


las partes e peças – essas para as quais o setor quer zerar a alíquiota de importação. “São artigos que a gente não tem economia de escala”, diz Synésio. A estimativa da entidade é que, com essas medidas, os brinquedos possam agradar também ao bolso do consumidor: “significa preço mais barato, em torno de 3%”, afirma.

Incentivo às indústrias de brinquedos A Câmara analisa o Projeto de Lei 7681/10, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que cria o Programa de Estímulo à Produção Nacional (PEPN) destinado a incentivar empresas brasileiras fabricantes de brinquedos. A proposta foi apresentada por sugestão da Abrinq. Entre os incentivos previstos estão a possibilidade de utilizar crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI Imposto federal cobrado sobre mercadorias industrializadas, estrangeiras e nacionais. O IPI é um imposto seletivo, porque sua alíquota varia de acordo com a essencialidade do produto, e não-cu-

mulativo, ou seja, em cada fase da operação é compensado o valor devido com o montante cobrado anteriormente, para a quitação de outras contribuições e bônus de 50% do total devido a título de PIS/Cofins e isenção do IPI para a aquisição de máquinas e equipamentos, inclusive os utilizados para testes, moldes e modelos para moldes. O bônus e a isenção valerão para produtos importados ou de fabricação nacional. O programa proposto também reduz em 50% o IPI normal vigente (10%), devido nas operações de comercialização de brinquedos. A medida valerá apenas para produtos cujo percentual de conteúdo nacional seja igual ou maior a 80%. A redução não atingirá, portanto, produtos importados. No caso das importações, as empresas participantes do PEPN pagarão 2% a título de Imposto de Importação (II) sobre os produtos adquiridos no exterior (partes, peças, componentes, brinquedos acabados, máquinas, equipamentos e moldes) e ficarão dispensadas da necessidade de exame de similaridade nacional.

Pela proposta, poderão participar do PEPN os fabricantes de brinquedos certificados pelo Inmetro e que estejam estabelecidos regularmente no País há no mínimo 5 anos, sem intermediários. Segundo o autor do projeto o setor nacional de brinquedos enfrenta problemas ligados ao descaminho (contrabando), ao subfaturamento de produtos e à concorrência desleal, sobretudo com o crescimento do mercado asiático, em especial da China. “O refinamento das ações predatórias de concorrentes asiáticos contra a indústria nacional de brinquedos alcança níveis comprometedores”, afirma Arnaldo Faria de Sá. O deputado adverte que se nada for feito para compensar ou anular esse tipo de ataque, o setor voltará a funcionar abaixo do ponto de equilíbrio, sem condições de competitividade. “Os fabricantes brasileiros não estão somente competindo com fabricantes asiáticos, eles estão competindo contra o próprio sistema tributário brasileiro”, afirma. PS

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DESTAQUE Brinquedos

Atentos às exigências do mercado como o uso de plastificantes livres de ftalatos, fabricantes de resinas apresentam seus produtos e cases para a segurança e satisfação de pais e filhos.

P

ara ajudar a enfrentar a concorrência, além de medidas de incentivo é preciso materiais que proporcionem aplicações com custos acessíveis, qualidade, criatividade e características como atoxidade, leveza e segurança. O plástico torna-se, portanto um grande parceiro na produção de brinquedos. Para isso, fabricantes do segmento buscam produtores de matérias-

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Brinquedo produzido com Hexamoll, da Basf: sua composição é praticamente isenta de ftalatos

primas, aditivos e masterbatches que ofereçam boas relações custo-benefício.

Devido a Portaria 369, do INMETRO no Brasil, que obriga o uso de plastificantes livres de ftalatos em brinquedos para crianças de 0 a 3 anos, o consumo industrial de plastificantes sensíveis tornou-se maior nessa indústria. Neste sentido, o Hexamoll® DINCH fabricado pela Basf é grande aliado em aplicações PVC. Conforme o Gerente de Marketing de Químicos Industriais da BASF para a América do Sul, Fabrício Soto, a matriz da empresa na Alemanha iniciou, em 1997, pesquisas para desenvolver um plastificante isento de toxicidade. No Brasil o Hexamoll ® DINCH foi

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As aplicações no universo infantil


Também focada em produtos para a indústria de brinquedos isentos de ftalato, a Eastman desenvolveu o plastificante primário Eastman 168 que substitui o DOP, DINP e DBP, que, agora,

Bonecos da Grow são fabricados com Eastman 168, seguindo as novas exigências de consumo

são proibidos em algumas aplicações. Por mais de 30 anos a Eastman tem produzido plastificantes que são utilizados em uma variedade de aplicações e mercados. A linha versátil de plastificantes da Eastman inclui os orto-ftalatos, não-ftalatos e os plastificantes especiais. Conforme Luiz Fernando Zagolin, Gerente de Negócios do Mercosul para a área de Intermediários Químicos, a empresa reconhece que o mercado necessita de opções para formulação de produtos a base de PVC. “Comercializado e usado de forma segura por mais de 30 anos, o Eastman 168 tem uma extensiva documentação toxicológica que demostra sua versatilidade em aplicações sensíveis como brinquedos, artigos para primeira infância, material em contato com alimentos e artigos médicos”, revela. Zagolin destaca a importância da indústria de brinquedos para a empresa. Em junho, a Eastman

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lançado em 2002, como alternativa inovadora da BASF para o mercado de plastificantes nacional. “Os plastificantes são indispensáveis na fabricação de produtos de PVC, pois são eles que dão a flexibilidade ao plástico, deixando-o mais macio e dobrável”, afirma o executivo. Nesta indústria o Hexamoll® DINCH se aplica a brinquedos fabricados a partir de PVC (bonecas e figurinos, objetos infláveis e bolas, artigos para crianças e bebês). Soto afirma que o Hexamoll ® DINCH é um plastificante praticamente isento de ftalato (0,01%), sendo a alternativa perfeita na produção de brinquedos para crianças e bebês devido ao seu excelente perfil toxicológico, não causando também reações ao meio ambiente, tendo baixa volatilidade e proporcionando excelente flexibilidade ao PVC.

Chemical Company anunciou um acordo definitivo para adquirir a Genovique Specialties Corporation, produtora global e líder de mercado em plastificantes especiais, ácido benzóico e benzoato de sódio. “A aquisição posicionará a Eastman como lí->>>>

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der global em plastificantes isentos de ftalato para uso geral e mercados especiais”, ressalta.O executivo afirma que aproximadamente US$ 9 bilhões mundiais do mercado de plastificantes são nãoftalato. Isso porque as mudanças na regulamentação estão alterando as preferências dos consumidores e conduzindo o aumento da demanda por soluções através dos não-ftalato.

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DESTAQUE Brinquedos

No mesmo embalo da busca pela animação da garotada sem deixar de lado a segurança, a SABIC Innovative Plastics desenvolveu a resina Lexan* Visualfx*, utilizada pela Duncan Toy Company na criação de ioiôs de alta qualidade. Segundo informações da empresa, esse plástico resistente – utilizado em instrumentos médicos, aeronaves e em chapas resistentes à bala – é praticamente inquebrável. Além disso, essa resina possui uma oferta de cores variadas, com uma estética especializada e efeitos como diamond e o fosforescente, que tornam o produto mais competitivo. A resina Lexan* Visualfx* combina alto desempenho do plástico da SABIC Innovative Plastics com cores personalizadas e efeitos especiais. Essas cores e efeitos já estão incorporados à resina, não precisando, portanto, da adição de corantes durante o processamento, além de evitar a necessidade de pintura ou operações de revestimento. O novo produto teve tanta repercussão que a Duncan passou a considerar a expansão do uso dos materiais da SABIC Innovative Plastics para outros brinquedos como os seus peões. A SABIC Innovative Plastics também trabalha em parceria com outro importante cliente – a Karbon Kinetics Ltd. (KKL) – em uma bicicleta com peças duráveis feitas do leve e resistente composto especial LNP Verton. A Gocycle® da KKL é a mais leve bicicleta elétrica de produção em série de todo o mundo. Ela oferece energia elétrica limpa, pesa apenas 16,2 kg e é bastante durável, graças em grande parte ao 36 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

Gocycle é feita de LNP Verton, um composto de nylon reforçado com 60% de fibra de vidro longa

composto Verton de alta performance, um composto de nylon reforçado com 60% de fibra de vidro longa que confere rigidez, resistência a impacto, robustez e confiabilidade à Gocycle.

A FCC é outra empresa que fez recente lançamento. Trata-se do Fortiprene TPE 7201, evolução do elastômero termoplástico que permite a produção de peças transparentes, com o aspecto de cristal, flexível e inquebrável. Este novo material atende muitos segmentos da economia, incluindo os fabricantes de brinquedos, que poderão oferecer produtos com a transparência do cristal e mais duráveis. O diretor de termoplásticos da FCC, Júlio Schmitt, afirma que “o Fortiprene TPE 7201 é um avanço para setores de utensílios domésticos, embalagens e de peças técnicas nos mais diferentes segmentos, porque as indústrias agora podem injetar peças flexíveis e resistentes sem perder a transparência, atributo que agrega valor aos pr odutos”. PS


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iversos são os aditivos e masterbatches que conferem aos termoplásticos características e cores que qualquer outro material não oferece. A atração do momento vem acompanhada do polietileno verde, uma inovação da Braskem feita a partir do etanol de cana-deaçúcar. A Petroquímica e a Cromex firmaram uma parceria para desenvolver uma gama de cores que vai desde as opacas e transparentes até as mais elaboradas, com efeitos especiais, como o perolado e o metalizado. Além das cores, a Cromex irá fornecer aditivos especiais para otimizar o processamento da resina e o desempenho do produto final. O objetivo é atender os principais mercados que demandam o plástico verde, entre eles o segmento de brinquedos. Conforme o gerente de Projetos e Pro-

dutos Enio Ferigatto, os produtos fornecidos para o polietileno verde têm aplicação em todos os segmentos onde o mercado da resina convencional também atua. “Os masterbatches e aditivos também terão um apelo sustentável, acompanhando a política da Braskem”, revela. Além dessa inovação, a Cromex lançou em 2010 uma linha de concentrados de cores biodegradáveis com base no PLA - ácido poliláctico - derivado de plantas. A parceria da Cromex é com a Cargill, empresa internacional de produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais. O bioplástico desenvolvido pela Cargill é chamado Ingeo®, que leva de 3 a 4 meses para se decompor, desde que esteja em condições de compostagem (umidade de 80% com temperatura constante maior que 60ºC). O produto pode ser utilizado na fa-

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Brinquedos ganham cores mais sustentáveis

bricação de diversos materiais plásticos, sendo adaptado para cada tipo de aplicação (embalagens, garrafas, tapetes e carpetes, nãotecidos/ fibras, brinquedos, produtos para agricultura, entre outros). Os masterbatches desenvolvidos pela Cromex irão conferir aos produtos feitos à base de Ingeo®, além de uma vasta gama de cores, características de alta performance, respeitando as propriedades fundamentais de sustentabilidade, características que são o diferencial do produto. “Além das cores, aditivos especiais foram desenvolvidos para melhorar o processamento da resina e o desempenho do produto final”, lembra Enio Ferigatto.PS

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Eventos

Feira K mobiliza o setor plástico mundial

Edição de 2010 segue o ritmo tradicional, atraindo os olhares de todos os continentes ao apresentar as principais tendências e novidades em materiais termoplásticos.

Teck Tril - P. 38 38 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>


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uem participa do cenário plástico e petroquímico nos quatro cantos do planeta passou o ano de 2010 inteiro se planejando para a feira K, o maior evento mundial do plástico e borracha que acontece em Dusseldorf, na Alemanha, entre os dias 27 de outubro e 3 de novembro. Quem não poderá conferir de perto as novas tecnologias, seja como visitante ou como expositor, com certeza estará atento às coberturas jornalísticas via internet e nos principais veículos impressos mundiais. Desta forma, com o objetivo de trazer aos leitores todas as novidades e tendências para o futuro do material plástico, a revista Plástico Sul enviará dois integrantes ao evento alemão. Mas enquanto ainda não garimpamos todas estas informações, apresentamos uma breve prévia do muito que está para acontecer nos inúmeros pavilhões do centro de exposições da Messe Dusseldorf. A 18ª Feira mostrará os principais fornecedores de maquinário para plásticos e borracha, matérias-primas e auxiliares, bem como os produtos semi-acabados, peças técnicas e plásticos reforçados como expositores. A última edição do evento, em 2007, contou com a presença de cerca de 242 mil visitantes vindos de mais de 100 países diferentes, representando um acréscimo de mais de 10 mil visitantes relativamente à edição anterior. A principal instituição do setor no país estará na K’2010. A Associação Brasileira da

A cidade de Düsseldorf, no oeste da Alemanha, torna-se a cada três anos a capital mundial do plástico

Indústria do Plástico (Abiplast) participará com estande no bloco 11, C 74. Para a entidade, “a feira é um momento especial do setor e oferece boas perspectivas para a realização de grandes negócios”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Rircardo Roriz Coelho.

Participação do Sul O Simplás – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho realiza missão de empresários do setor plástico para visita a K’2010. A missão contará com a presença de 80 empresários do segmento, entre eles representantes de entidades da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul, SENAI Caxias do Sul, UCS – Universidade de Caxias do Sul, Plastech Brasil 2011, revistas do segmento e Rádio Caxias. Esta é a sétima edição da feira, que acontece a cada três anos, que o Simplás prestigia, levando seus associados a participar do maior evento do setor no mundo, onde são apresentados os últimos avanços tecnológicos e de materiais da cadeia produtiva plástica. Segundo Orlando Marin, presidente do Simplás, “a missão visa colocar os associados com estas novas tecnologias apresentadas para que possam atualizar suas empresas e processos”. >>>> <<<< Setembro de 2010 < Plástico S ul < 39


Eventos O Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS (Sinplast) estima que cerca de 200 empresários e representantes do setor plástico e afins do Rio Grande do Sul estarão presentes na Feira K. Parte desse grupo aproveitará o programa que o Sindicato mantém há vários anos, para empresas associadas, através do qual colabora com o custeio da passagem aérea, para essa e para outras feiras do setor, no país e no exterior. Segundo o presidente do Sinplast, Alfredo Schmitt, que também estará presente na K, o programa do Sinplast visa contribuir com o desenvolvimento e a capacitação das indústrias da terceira geração associadas ao Sindicato. “Muitas empresas talvez não tivessem oportunidade de participar de eventos do setor sem o apoio do Sindicato. A Feira K, por exemplo, será uma grande oportunidade para conhecer novas tecnologias e ver as últimas novidades do setor no mundo. Vejo que nesta edição da K, empresários de setores afins também estarão na feira para trazer oportunidades de negócios ao Bra-

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sil, o que demonstra a importância do evento”, comenta Schmitt.

Santa Catarina também faz sua mobilização para a ida na K’2010. O diferencial da missão organizada pela Fundação Empreender com apoio do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Estado de Santa Catarina - Simpesc e da Associação Empresarial de Joinville - ACIJ é ofertar ao associado das entidades uma solução completa ao empresário, de maneira que ele disponha de seu tempo integral para focar na absorção dos conhecimentos desejados. “A missão não é uma simples visita à feira. Os participantes terão dias reservados a visitas técnicas, que podem incluir institutos de pesquisa, instituições de capacitação profissional, associações de empresários e/ou fornecedores de equipamentos e processos, bem como participação na feira mundial do plástico”, esclarece Lucilena Michelutti, da ACIJ. Comporão a comitiva 3 intérpretes, que acompanham cada grupo de 10 parti-

cipantes, objetivando facilitar a comunicação durante todo o período da missão. O Simpesc tem sido grande parceiro incentivando os empresários para a visão de futuro quanto aos concorrentes, produtos, processos, produtividade e novos mercados. A comitiva está composta de 31 integrantes onde 18 são associados do Simpesc e por isso receberam 30% de subsídio financeiro do sindicato. Lucilena destaca que a globalização está trazendo aos grandes mercados mundiais concorrentes de todos os cantos do planeta. “E, em um ambiente de feira das dimensões da K2010 estarão presentes os maiores clientes do mundo, observando e especulando negócios com àqueles que estiverem “ao alcance” deles”. Portanto, diz Lucilena, a participação em eventos desse porte e importância pode fazer a diferença essencial para a alavancagem do negócio. “É altamente recomendável que a presença do empresariado brasileiro seja crescente nas feiras internacionais, como forma de consolidar o parque fabril nacional no mercado mundial”, finaliza.PS


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Eventos treou seu portal desenvolvido especialmente para a K2010: www.dowstrongertogether.com. Stronger, Together é o tema da companhia para o maior evento de plásticos do mundo, celebrando o espírito da Dow de celebração e engajamento entre seus clientes e todos os stakeholders da indústria global de plásticos. Durante a feira, a Dow, como já é tradição, apresentará suas soluções no Dow Business Center, um espaço criado pela companhia para debater o setor e estreitar relações com seus clientes e parceiros. Além do portal, a empresa criou um perfil no facebook (http://www.facebook.com/DowK2010) e no twitter (@DowK2010) para contar as novidades do evento e interagir com o público.

Expositores adiantam as novidades

A

té o mês de junho, 2973 empresas de 55 países já haviam confirmado presença como expositores. Os setores de máquinas e equipamentos continuam sendo os principais destaques. E entre os países, a liderança segue com a Alemanha, com cerca de 1.030 expositores, depois a Itália (401), China (241), Taiwan (136), Índia (119), França (118), USA e Reino Unido (103), Áustria (85) e Suíça ( 83). O Brasil tinha 13 representantes.

A The Dow Chemical Company es-

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Na K 2010 a Evonik pretende mostrar um conjunto de novos produtos e aplicações no Hall 6/B28 e, assim, dar uma indicação clara do que está por vir. A tecno-

logia solar e a construção leve, em que as aplicações inovadoras são constantemente solicitadas para plásticos que são considerados os materiais do século 21, são as duas áreas em que a Evonik está se aprofundando. O estande da Evonik contará com o carro de corrida Lotus Exige, considerado uma personificação da construção leve, que é adequada para a eficiência dos recursos. O foco, neste caso, é sobre a redução de peso, melhora na eficiência do motor e da transmissão e redução na resistência ao rolamento. Um promotor de adesão, também está contribuindo para reduzir o peso: VESTAMELT® permite que o aço e peças de plástico sejam coladas em uma nova forma de produzir materiais híbridos. Estas soluções são utilizadas na parte dianteira do veículo, por exemplo, e em portas e tetos do carro, mas outras indústrias também podem se beneficiar de reduções significativas de peso de até 25%. Além dos produtos acima mencionados, a Evonik mostrará novas soluções inovadoras de todas as suas unidades de negócios, como por exemplo, seu sistema de


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Além de ser palco de novas tecnologias, a cidade ostenta beleza arquitetônica

cor líquida POLYTREND®, que será lançado em 27 de outubro. Este sistema reduz os materiais necessários para a fabricação de plásticos coloridos e, consequentemente, a quantidade de recursos que vão para acondicionamento e transporte. Outros produtos como TEGOMER® Antiscratch 100 melhoram a resistência a riscos de plásticos que vão no interior do automóvel. A Evonik também apresentará os interessantes produtos Dynasylan® para indústrias de fios e cabos na feira.

A Cromex fará o lançamento mundial de suas linhas voltadas aos plásticos com características de sustentabilidade. A empresa, que exporta para mais de 60 países, vai mostrar na maior feira mundial da cadeia do plástico, suas novas linhas de compostos de cores e aditivos desenvolvidas para os plásticos feitos com o polietileno (PE) Verde, de fonte renovável, e com as resinas biodegradáveis à base de ácido poliláctico (PLA), derivado de plantas. O PE Verde é uma resina de fonte renovável, proveniente do etanol da canade-açúcar, desenvolvido pela fabricante brasileira de resinas Braskem. Já o PLA é um bioplástico que leva de 3 a 4 meses para se decompor, desde que esteja em condições de compostagem (umidade de 80% com tem->>>> <<<< Setembro de 2010 < Plástico S ul < 43


peratura constante maior que 60ºC). A Cromex desenvolveu linhas de cores especiais e de aditivos para serem aplicados nesses dois tipos diferentes de plásticos, condizentes com suas características específicas. O objetivo com esses lançamentos é atender os mercados, como a indústria automobilística, de brinquedos, cosméticos e higiene pessoal, embalagens, entre outras, que demandam cada vez mais produtos que reduzem impacto ambiental, tanto no processo produtivo, quanto no descarte. “Nossos desenvolvimentos estão em sintonia com o que há de mais atual em soluções que aliam inovação com sustentabilidade”, afirma Sergio Wajsbrot, presidente da Cromex. Além da linha sustentável, a Cromex também vai apresentar para os visitantes da feira K os novos aditivos e cores com nanopartículas de prata. A nanotecnologia aplicada aos masterbatches confere aos plásticos ação bactericida (elimina as bactérias) e bacteriostática (impede sua proliferação) e podem ser aplicados em PE, PP, PS, ABS e PET, em todos os processos de transformação.

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Aproximadamente 242 mil visitantes de diversos países estiveram na edição anterior do evento

A empresa também se destaca por criar soluções que otimizam processos de fabricação. Entre eles, a nova linha composta de branco com antifibrilante e aditivo UV, elaborada para melhorar o desenvolvimento da ráfia, além dos novos masterbatches para fabricação de multifilamentos, filamentos contínuos e nãotecidos (PP e PET). Com foco na melhoria no desempenho dos polímeros na transformação, a empresa vai expor a linha de cargas minerais, aditivos que proporcionam van tagens ao transformador, como melhoria de propriedades mecânicas, melhor estabilidade dimensional, melhor taxa de troca térmica. E, ainda na linha sustentável, a Cromex levará para ao evento produtos desenvolvidos para melhorarem a reciclagem, como os aditivos que eliminam a água residual, o que facilita o processo.

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Eventos

A Indústrias Romi S.A., (Bovespa: ROMI3) estará presente na Feira K 2010 para apresentar ao mercado europeu as novidades da sua linha de máquinas para plásticos da conceituada marca Sandretto. É a primeira participação da>>>>


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Eventos Mobilização mundial: transformadores de mais de 55 países enchem as ruas da cidade alemã

companhia no evento após a aquisição das operações da italiana Sandretto em 2008. “A participação conjunta nesta que é uma das maiores feiras mundiais do setor de máquinas para processamento de plástico demonstra a consolidação inter-

nacional das operações da Romi e da Sandretto, que hoje possui uma rede própria de distribuição e de serviços pronta para atender aos importantes mercados e unidades de produção da Europa e do resto do mundo”, afirma Hermes Alberto Lago Filho, diretor de Comercialização da Romi. Em seu estande de 400 m², a Romi vai expor as máquinas EL 220, da linha Técnica; a Nove HPF 200, da linha para embalagem e um lançamento exclusivo para a feira da linha para Aplicação Geral. Durante a feira, a Romi demonstrará a produção de uma peça médica sendo injetada com dois diferentes materiais, sendo que a injeção do segundo material estará acoplada diretamente no molde. Além disso, demonstrará também a injeção de um copo de 300 ml em PS (molde com 4 cavidades) integrada com uma solução de IML (In Mould Labelling) lateral.

O fabricante de sistemas de câmara quentes INCOE ® irá apresentar várias inovações na Feira. Além do SoftGate ® , controle de velocidade de pino de válvula de canais quentes, as áreas de ênfase incluirá as melhorias no programa de câmara quentes Direct-Flo ™ Gold e no “Sistema Integrado de Câmara Quente”. O último destes fornece a solução perfeita para moldes de multi cavidades como uma alternativa de baixo custo para os “ hot halves”. Isto dá o ferramenteiro um sistema de câmara quente totalmente pré montado com ligacão elétrica e hidráulica. Sistemas integrados são fixos para a placa superior do molde, permitindo livre acesso ao câmara quente “na máquina” como total liberdade na criação do conceito de molde. Um destaque dos desenvolvimentos inovadores na área da tecnologia de camaras quentes é do novo SoftGate INCOE ® ; o patenteado controle de velocidade do pino válvula do sistema de camara quente. Com abertura controlada dos bicos válvulados, o processo oferece nova confiabilidade para a qualidade da superfície na moldagem por injeção seqüencial. SoftGate INCOE ® é ideal para grandes componentes que exigem alta qualidade de superficie. Esta tecnologia pode ser aplicada em uma ampla gama de aplicações. O processo é rentável e pode tambem ser retroajustado para os sistemas de camara quente ja existentes. O Projeto Vendedor será realizado simultaneamente à Feira de Dusseldorf. Na ocasião, o Programa promoverá encontros de negócios com empresas brasileiras, compradores e agentes internacionais, além de palestra sobre particularidades do mercado alemão e aspectos comerciais europeus. As rodadas de negócios serão concentradas em um único dia, 28 de outubro, segundo dia da Feira K, para que as empresas brasileiras tenham tempo de conhecer as novidades apresentadas no evento e ainda, caso tenham interesse, na sequência, visitar a Pack Expo (EUA). Segundo Cristina Sacramento, especialista em Desenvolvimento de Mercado – Embalagens Flexíveis, a Feira K reúne todos os elos da cadeia produtiva do plástico e da borracha. “Vale a pena participar desse evento não só para comercializar produtos, como também para ficar atualizado sobre as tendências mundiais do setor”, recomenda.PS

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Eventos

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om o tema “Moldagem Científica” o especialista americano em injeção Bill Tobin está no Brasil ministrando palestras em seminário nas cidades de Caxias do Sul, Porto Alegre, São Paulo, Curitiba e Joinville entre os dias 29/ 11 e 03/12/2010. Segundo informações dos organizadores do evento, ao concluir este seminário de 1 dia, o profissional que o assistir terá ferramentas e técnicas que poderão ser imediatamente aplicadas no seu trabalho para melhorar a produtividade e aumentar a lucratividade da sua empresa. O seminário foi desenvolvido para apresentar técnicas de produção e processamento que resultam em redução de custos e que podem beneficiar mesmo aqueles profissi-

onais com muita experiência. Os profissionais que mais obterão proveito deste seminário são os Técnicos de Regulagem, Operadores líderes, Supervisores de Injeção, Engenheiros de produção, máquina e molde e Inspetores e Supervisores da área de qualidade. Cerca 88% dos profissionais que já assistiram ao seminário relataram ter podido aplicar imediatamente o que foi aprendido e 91% disseram que o seminário valeu o preço pago. Segundo Fred Wise, Presidente e CEO da Wise Plasti cs Technologi es em St. Charles, Illinois, EUA, “se um participante aproveitar somente uma única ideia deste seminário, ele pagará a sua taxa de inscrição em somente um dia, na volta a seu trabalho”. Todos os participantes do seminário receberão um CD contendo cópia do último livr o de Bill Tobin, com inúmeros procedimentos e “check-lists”, além de planilhas pré-programadas com todos os experimentos usados para otimizar um ciclo de moldagem por injeção. O seminário "Moldagem Científica" vem 48 > Plástico Sul > Setembro de 2010 >>>>

sendo apresentado periodicamente por Bill Tobin há vários anos em diferentes cidades dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, México e Israel, já tendo sido oferecido também oferecido em Dubai, Marrocos e Arábia Saudita. Bill Tobin é um conferencista, professor e autor internacionalmente reconhecido e muito solicitado para cursos e seminários na área de Injeção de Plásticos. Ele tem mais de 40 anos de experiência na área de Plásticos e é Membro Senior da Society of Plastics Engineers. Bill Tobin é autor de 23 livros técnicos e já escreveu mais de 250 artigos técnicos para diferentes revistas especializadas. Ele tem um estilo de treinamento divertido, informativo e cadenciado. O seminário está sendo organizado pela Plassoft Tecnologia Ltda, contando com patrocínio da Steelmach e apoio institucional da Abiplast, Sindiplast-SP, Simplás, Simpesc, INP, Revista Plástico Sul e Blog do Plástico. Estão sendo oferecidos descontos especiais para inscrições antecipadas (até 12/ 11) e para associados aos Sindicatos, Abiplast e INP. As inscrições no seminário poderão ser realizadas diretamente no endereço eletrônico www.plassoft.com.br/ seminario. Para informações adicionais, ligar para os números (11) 3060-9688, (11) 3596-6264 ou ainda enviar email para a caixa postal info@plassoft.com.br ou ainda susana@abiplast.org.br. PS

Confira quando Bill Tobin estará na sua região: 29/11 – Caxias do Sul 30/11 – Porto Alegre 01/12 – São Paulo 02/12 – Curitiba 03/12 – Joinville

FOTOS: DIVULGAÇÃO/PS

Especialista americano faz seminário sobre Injeção no Sul e em São Paulo


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Foco no Verde

Reciclagem energética é a pauta da vez

A

cidade de Porto Alegre (RS) recentemente foi palco 1º Fórum Gaúcho de Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos com Ênfase em Plástico. O evento, que aconteceu no mês de setembro, foi promovido pelo Comitê de Reciclagem do Sinplast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS) em parceria com o Instituto Plastivida. O objetivo do encontro foi propor alternativas para a situação da destinação dos resíduos sólidos urbanos, que hoje vão para aterros sanitários. Um dos auditórios da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) estava repleto de profissionais interessados no tema. Palestrantes de renome na área da reciclagem energética relacionada a resíduos urbanos e ao plástico estiveram reunidos durante um dia para debater a questão. Entre eles estão nomes como Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe); Regina Alice de Souza Pires, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A (EMAE) de São Paulo; Marcelo Spohr, da Braskem e Jairo Armando dos Santos, do DMLU de Porto Alegre. Além disso, o presidente do Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo e Paulo Dacolina, do Instituto Nacional do Plástico (INP) estiveram na capital para falar sobre Reciclagem Energética dos Plásticos.

Segundo Luiz Hartmann, coordenador do Comitê de Reciclagem do Sinplast, todo o resíduo sólido urbano que não passa pela reciclagem mecânica pode ser aproveitado, assim como, pode ser aditivado pelo plástico que não tenha condições de ser reciclado mecanicamente pós-triagem da coleta seletiva, para geração de energia. “A geração de lixo de 600 mil habitantes gera energia o equivalente a abastecer até 150 mil habitantes”, destaca. O evento foi voltado para instituições públicas e privadas e profissionais interessados no tema da reciclagem energética e das tecnologias já disponíveis.

Alguns mitos e fatos sobre a Reciclagem Energética Fonte: Plastivida

O que é a Reciclagem Energética? Trata-se de um processo limpo que transforma os resíduos urbanos (lixo) em energia elétrica ou térmica. Trata-se de uma das melhores soluções econômicas e ambientais para a questão do lixo urbano. Mais de 30 países, como Alemanha e Japão, já resolveram o problema do lixo urbano com a Reciclagem Energética. Quais os benefícios da reciclagem energética? Ela minimiza significativamente o problema dos lixões e aterros; É a alternativa recomendada pela ONU (IPCC 2007) para a

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destinação do lixo urbano; Reduz a emissão de gases dos aterros sanitários; Possibilita a recuperação energética dos materiais plásticos; Pode ser aplicada perto de centros urbanos, reduzindo o custo do transporte do lixo para aterros distantes; A área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro. A Reciclagem Energética substitui o trabalho de catadores ? Não. Somente depois de uma triagem, na qual são retirados os elementos que podem ser reciclados mecanicamente para se tornarem novos produtos, o lixo é encaminhado para a reciclagem energética. Nesse ponto, o papel do catador é fundamental para que não haja desperdício de nenhum tipo de produto. O que sobra desta separação (restos de alimento, materiais higiênicos descartáveis, além das próprias sacolinhas plásticas que embalam lixo) segue para a Reciclagem Energética. Qual a função dos plásticos na Reciclagem Energética? Os plásticos são fundamentais no processo da reciclagem energética. Plástico é energia. Um quilo de plástico equivale a um quilo de óleo diesel. São os produtos plásticos presentes no lixo urbano – os sacos e sacolas que embalam o lixo de sua casa, por exemplo, que irão servir de combustível para que o processo de reciclagem energética ocorra. Há emissão de gases poluentes no processo de Reciclagem Energética?

Não. Os resíduos são queimados em um forno industrial, numa temperatura de cerca de 1000º C. A tecnologia aplicada neste procedimento impede a emissão de gases poluentes durante a queima. Os gases quentes são aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor. É este vapor que aciona o gerador de energia térmica ou elétrica, dependendo da tecnologia. Quem já utiliza a Reciclagem Energética? Mais de 30 países, como Alemanha, Dinamarca, Japão, entre outros, empregam em larga escala a reciclagem energética. Atualmente, cerca de 150 milhões de ton/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850 instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. Com isso, são gerados geram mais de 10.000MW de energia elétrica e térmica. A Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. Os Estados Unidos suprem 2,3 milhões de residências com energia elétrica vinda de 98 usinas. A União Européia conta com 420 usinas; só no Japão são 249; na Suíça, 27. O Brasil já conta com essa tecnologia? O Brasil ainda não conta com nenhuma usina de reciclagem energética. Hoje, o país produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos sólidos urbano por dia, acumulando mais de 61 milhões de toneladas por ano, dos quais cerca de 83% são coletados, mas isso em apenas 40% do municípios. PS

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Bloco de Notas Artecola investe em inovação para triplicar receita Considerada uma das empresas mais internacionalizadas, a Artecola quer triplicar sua receita em 5 anos, na América Latina. E a estratégia é inovar cada vez mais. O grupo já definiu que investimentos em pesquisa e desenvolvimento serão importantes para reforçar as estruturas de inovação, criando centros de excelência nas plantas do Chile, Argentina, Peru, Colômbia e México e nas unidades no Brasil. Para viabilizar o projeto, a Artecola conta com a Finep, com investimentos de R$ 16 milhões para inovação, em um plano para os próximos 3 anos. Parcerias já realizadas pela empresa resultaram em inovações como o ecofibra, laminado que utiliza fibras vegetais como as da cana-deaçúcar em sua composição.

Sindicatos do segmento plástico do Rio Grande do Sul homenageiam Braskem pela inauguração da Planta Verde O Simplás - Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho, o Sinplast - Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul e o Simplavi - Sindicato das Indústrias de Materiais Plásticos do Vale dos Vinhedos entregaram um troféu em homenagem à inauguração da Planta Verde da Braskem. Os três presidentes dos Sindicatos prestaram homenagem ao presidente da petroquímica, Bernardo Gardin, “pela iniciativa de contribuir com o desenvolvimento, porém com sustentabilidade”. A Braskem inaugurou no dia 24 de setembro, no Pólo Petroquímico de Triunfo RS, a maior unidade industrial de eteno derivado de etanol do planeta, que vai permitir a produção de 200 mil toneladas de polietileno verde por ano. Com o início das operações, a empresa passa a fornecer ao mundo resina de origem renovável e avança em sua estratégia de tonar-se líder mundial em química sustentável, com diversificação das suas fontes de matéria-prima competitiva. Foram investidos cerca de R$ 500 milhões no projeto, concebido com tecnologia própria da companhia.

Sabic quer ser líder mundial até 2020 A gigante árabe SABIC está remodelando sua estrutura organizacional de produção, a partir de um planejamento para se tornar a líder mundial de produto petroquímicos. A previsão é colocar a empresa neste patamar até 2020. O vice-presidente industrial, Mosael Al Ohali, explica que o planejamento tem como principal foco atingir a excelência na fabricação de produtos e explorar ao máximo, a sinergia entre a empresa e os seus parceiros. “Nossa visão é atingir a liderança no custo total de fabricação, agregar valor nas operações de produção e superar nossos competidores na qualidade dos produtos”. A meta ambiciosa da Sabic está diretamente relacionada a quatro pilares: pessoas e organização, excelência global, desempenho e cultura.

Cresce importação de químicos Este ano, as importações de produtos químicos têm apresentado uma trajetória crescente. Elas saltaram de US$ 2,2 bilhões em janeiro para cerca de US$ 3,3 bilhões em setembro. No período compreendido entre janeiro a setembro, o Brasil importou em torno de US$ 24,3 bilhões em produtos químicos, apresentando um aumento de 30,4% em relação ao mesmo período de 2009. As exportações, de US$ 9,6 bilhões, cresceram 29,4%, na mesma comparação. O déficit na balança comercial de produtos químicos, até setembro, alcançou US$ 14,7 bilhões. Considerado o período de 12 meses (outubro de

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2009 a setembro de 2010), o déficit é superior a US$ 19 bilhões. Segundo a Abiquim, boa parte do crescimento da demanda interna por produtos químicos tem sido atendida por importações, o que reforça a necessidade de estimular investimentos no setor. Os produtos químicos mais importados pelo País de janeiro a setembro foram os medicamentos para uso humano (US$ 3,9 bilhões), os intermediários para fertilizantes (US$ 3,2 bilhões) e as resinas termoplásticas (US$ 2,4 bilhões). Já os mais exportados foram as resinas termoplásticas (US$ 1,3 bilhão), os produtos petroquímicos básicos (US$ 718 milhões) e os aditivos de uso industrial (US$ 600 milhões).


Plast Mix

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Anunciantes Bloco de Notas Consumo de sacolas plásticas deve encolher 6,7% em 2010

Activas # Pág. 17 Alltmann # Pág. 24 Apema # Pág. 37 Automata # Pág. 46 AX Plásticos # Pág. 52 Borbamec # Pág. 53 Chiang # Pág. 21 Cilros # Pág. 51 Clodam # Pág. 42 Cromex # Pág. 11 Deb’Maq # Pág. 15 Detectores Brasil # Pág. 46 Drawmac # Pág. 44 Engel # Pág. 22 FCS # Pág. 55 Feiplar # Pág. 47 Fibrasil # Pág. 51 Gabiplast # Pág. 50 Galemac # Pág. 40 HGR # Pág. 31 Incoe # Pág. 48 Ineal # Pág. 36 Itatex # Pág. 34 Krisoll # Pág. 44 Mainard # Pág. 53 Maxter # Pág. 24 Mecanofar # Pág. 53 Megga Steel # Págs. 02 e 03 Met. Wagner # Pág. 34 Moynofac # Pág. 53 Multi União # Pág. 40 Nazkon # Pág. 53 Nuevotec # Pág. 44 NZ Cooperpolymer # Pág. 42 Plassoft # Pág. 41 Plást. Vem. Aires # Pág. 53 Plastech # Pág. 45 Plastimagem # Pág. 39 Premiata # Pág. 53 Procolor # Pág. 35 R. Pieroni # Pág. 14 Replas # Pág. 27 Resinet # Pág. 29 Rone # Pág. 42 Rosciltec # Pág. 53 Rulli # Pág. 23 Salvi # Pág. 26 Sandretto # Pág. 25 Shini # Pág. 13 SM Resinas # Pág. 49 Solvay # Pág. 09 Teck Trill # Pág. 38 Theodósio Randon # Pág. 33 Tsong Cherng # Pág. 43 Villares Metals # Pág. 56 YJ # Pág. 19 54 > 54 >Plástico PlásticoSul Sul >> Setembro Setembro de 2010 de 2010 >>>> >>>>

As campanhas de conscientização para o uso consciente de sacolas plásticas no varejo brasileiro, associadas à decisão de municípios e estados de restringir o uso do produto, devem levar o consumo de sacolas a encolher em 2010, pelo terceiro ano consecutivo. De acordo com projeções dos organizadores do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, a demanda interna deve alcançar 14 bilhões de unidades este ano, uma retração de 6,7% em relação ao total utilizado no ano passado. Desde o início da implantação do programa, o consumo de sacolas já caiu 2,9 bilhões de toneladas no Brasil. Caso a projeção para 2010 venha a se confirmar, a retração no acumulado desde 2007 deve atingir um total de 3,9 bilhões de sacolas, o equivalente a mais de 20% do consumo reportado naquele ano (17,9 bilhões de sacolas). O Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas é uma parceria entre a indústria e o varejo, cujo objetivo é conscientizar o consumidor para que pratique o consumo responsável, além do descarte adequado das sacolas plásticas.

Garrafa é embalagem mais produzida em 2010 A garrafa é a embalagem mais produzida no Brasil em 2010. De acordo com o Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, ela lidera o ranking, representando 27% das embalagens colocadas no mercado, e seguida por flexíveis (23%). Aparecem ainda saco e caixa de cartão (8%), tubo/bisnaga (7%), frasco (6%), pote (5%), sache flexível (4%), lata (3%) e stand up pouch flexível (2%). Globalmente, a garrafa também é a mais produzida, com 20%, enquanto a embalagem flexível é responsável por 19% do mercado mundial. Em relação às categorias, no Brasil, a garrafa é a mais usada em produtos para o corpo, tratamento para cabelo, shampoo, condicionador, produtos para banho e desodorantes. Já as embalagens flexíveis são as mais utilizadas em biscoitos doces, preparados e ingredientes para padaria e sabonete em barra, enquanto tubo e bisnaga é maioria em maquiagem para os lábios.

A Plástico Sul estará lá!

Agenda Internacional K’2010 Data: 27 de outubro a 03 de novembro Local: Düsseldorf - Alemanha Website: www.k-online.de


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Revista Plástico Sul 113