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FOTOS: DIVULGAÇÃO/PS

Expediente Conceitual - Publicações Segmentadas www.plasticosul.com.br Rua Cel. Fernando Machado, 21 CEP 90.010-321 - Centro Histórico Porto Alegre - RS Fone/Fax: 51 3062.4569 Fone: 51 3062.7569 plasticosul@gmail.com Direção: Sílvia Viale Silva

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Edição: Melina Gonçalves - DRT/RS nº 12.844 Coordenação Editorial: Júlio Sortica

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Redação: Gilmar Bitencourt Departamento Financeiro:

“Muitos perdem família, saúde e amigos em prol do dinheiro, e depois, gastam todo dinheiro ganho para tentar recuperá-los!” (Fábio Azevedo)

Rosana Mandrácio Departamento Comercial:

Da Redação

Débora Moreira, Lenise Mattar e Sandra Tesch Representante em Nova Iorque

Por Melina Gonçalves. >>>> Pág. 05

(EUA): Rossana Sanchez

Plast Vip

(rogu13associated@yahoo.com)

Toda a experiência de José Pires. >>>> Pág. 06

Representante em Caxias do Sul:

Especial

Nédy Conde (54 9126.9937) Design Gráfico & Criação Publicitária:

O melhor ano dos automóveis . >>>> Pág. 14

José Francisco Alves (51 9941.5777) Plástico Sul é uma publicação da editora Conceitual -

Artigo

Publicações Segmentadas, destinada às indústrias

Por Augusto Dornelles e Walter Atolino. >>>> Pág. 22

produtoras de material plástico de 3ª, 2ª e 1ª geração

Destaque Novos conceitos dos masterbatches. >>>> Pág. 24

petroquímica nos Estados da Região Sul e no Brasil,

Foco no Verde

formadores de opinião, órgãos públicos pertinentes à área, entidades representativas, eventos, seminários, congressos,

Novos investimentos . >>>> Pág. 35

fóruns, exposições e imprensa em geral.

Mercado

Opiniões expressas em artigos assinados não correspondem

Extrusoras ampliam investimentos. >>>> Pág. 36

necessariamente àquelas adotadas pela revista Plástico Sul.

Institucional

É permitida a reprodução de matérias publicadas desde que citada a fonte.

A festa do setor plástico. >>>> Pág. 42

Tiragem: 8.000 exemplares.

Bloco de Notas Novidades variadas sobre o setor. >>>> Pág. 44

Filiada à

Painel da Indústria

ANATEC

Desempenhos e projeções. >>>> Pág. 45

Anunciantes + Agenda

PUBLICAÇÕES SEGMENTADAS

ANATEC - Associação Nacional

Fique por dentro. >>>> Pág. 46

das Editoras de Publicações Técnicas, Dirigidas e Especializadas

06 Capa: Divulgação.

404 >> Plástico Plástico Sul Sul>>Dezembro Dezembro dede 2009 2009>>>> >>


Da Redação

Made in exterior “Pires toca no tendão de Aquiles do Brasil: falta pesquisa e desenvolvimento no país e somos dependentes de tecnologia direta do exterior.”

O

assunto de capa da última edição do ano é extremamente relevante para o setor plástico. Os masterbatches e compostos tem evoluído significativamente nos últimos anos, criando novas tecnologias e investindo em pesquisa e desenvolvimento de novas cores e produtos. Ponto para o Brasil, que tem empresas competentes e de primeira linha que em nada deixam a desejar para os fabricantes internacionais. Entretanto vou tomar a liberdade de dedicar essas breves linhas a nossa reportagem especial e ao entrevistado do mês na seção PlastVip, José Pires. Mestre quando o assunto é plásticos de engenharia, Pires toca no tendão de Aquiles do Brasil: falta pesquisa e desenvolvimento no país e somos dependentes de tecnologia direta do exterior. Exceções a parte, isso é fato. Importar conhecimento limita a robustez de quem trabalha com materiais como ABS, PBT, poliamidas e poliacetal, mas fica difícil desenvolver tecnologia própria em um país de pouco consumo anual se comparado com outras nacionalidades. É uma questão cultural que tende a reversão de quadro. Mesmo assim, o futuro é próspero. Setores como de informática e automobilístico impulsionam o consumo dos plásticos de engenharia e fazem dos materiais excelentes aliados na busca por uma peça mais aprimorada. Outro fator destacado por Pires entre as páginas 06 e 12 é a importância de se criar uma cultura de investimentos por parte dos transformadores em peças mais técnicas. Esse filão de mercado deve ser observado de perto. Enquanto muitos procuram fabricar peças simples e em grande escala, um outro grupo concentra-se em produzir vo-

lumes menores de peças mais complexas, com maior valor agregando e conseqüentemente com lucratividade maior, e menos concorrência. É o caso das petroquímicas e empresas transformadoras que se dedicam a indústria automobilística, que comemoram os resultados de 2009. O ano foi histórico para esse setor, como pode ser conferido na página 14. Nunca antes na história desse país (literalmente) se vendeu tanto automóvel. Os fornecedores (entre eles os fabricantes de plásticos de engenharia), portanto, pegaram carona nesse desempenho e souberam aproveitar a oportunidade. Observem que não sugiro que o transformador de copos e sacolas plásticas largue seu negócio e comece a injetar peças técnicas. Apenas tento colocar em pauta uma classe de resinas que por vezes é deixada de lado no meio de tantas commodities, de tantos assuntos envolvendo PP e PE. Cada segmento plástico tem sua importância e compõe um setor pulverizado (graças a Deus!), que está por todos os lugares, desde nosso ambiente doméstico, nossa mesa de escritório, até os nossos carros, aviões em hospitais. A importância é a mesma. E a valorização também deve ser. Boa leitura!

MELINA GONÇALVES / Editora melinagoncalves@conceitualpress.com.br <<<< <<<< Dezembro Dezembro dede 2009 2009 <<Plástico PlásticoSul Sul<<05 5


PLAST VIP José Pires

Em um mundo focado em commodities, os plásticos de engenharia buscam ganhar volume, agregar valor e mostrar para quem procura lucratividade que sair do comum é mesmo o melhor negócio.

E

m um universo onde muitas vezes volume é mais procurado do que rentabilidade, as especialidades tentam se sobressair. Mas qual será o futuro do ABS, da poliamida, do acrílico e afins? O que esperar de materiais que dia-a-dia são substituídos por commodities e compostos e como se superar diante dessa realidade? Para elucidar essas e outras questões, a Revista Plástico Sul procurou quem entende do assunto. Atualmente na Niquelfer, o engenheiro José Pires tem uma vasta experiência com plásticos de engenharia. Já atuou na Rhodia, no Grupo Unigel e na Solvay, empresas que lhe deram um grande conhecimento do assunto. Na entrevista a seguir, entramos de cabeça no mundo das especialidades e convidamos o leitor a conferir todas as oportunidades, tendências e mercados deste segmento. Revista Plástico Sul - Quem é José Pires? José Pires - Sou formado em engenharia mecânica e administração de empresas. Minha origem é da Força Aérea Brasileira, venho do Ministério da Aeronáutica. Depois ingressei na Rhodia, onde fiquei 12 anos. Lá atuei na assistência técnica e desenvolvimento de produtos, marketing e vendas. A seguir estive na Policarbonatos do Brasil e no atual Grupo Unigel

atuando na área da antiga CPB (Central de Polímeros da Bahia), com plásticos de engenharia e commodities. Depois atuei na área de PVC e Polietilenos da Solvay por quatro anos também atuando na Plavinil com laminados de PVC. Retornei ao Grupo Unigel trabalhando na antiga Metacril, hoje Unigel, com acrílico e produtos químicos. A partir de 1997 organizei minha consultoria própria, atuando até hoje como consultor. Plástico Sul - Quais os produtos que englobam os plásticos de engenharia? Pires - Temos três tipos de produtos plásticos. Um deles são os chamados “de massa”, que são conhecidas como commodities: PP, PE, PS e PVC. Em seguida vem os plásticos de engenharia que tem comportamento mecânico muito mais aprimorado, cujo destino são aplicações mais severas. Por exemplo, indústria automobilística, informática e telecomunicações. São compostos por ABS, policarbonatos, acrílicos, poliacetal, poliamida, PBT, PET e todos esses plásticos com seus compostos, como fibra de vidro, agente anti-chamas etc. E em terceiro temos os plásticos de última geração, que são plásticos com elevadíssimo comportamento de propriedades mecâ-

6 >>Plástico 06 PlásticoSul Sul>>Dezembro Dezembro dede 2009 2009 >>>> >>>>

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O Futuro dos Plásticos de Engenharia

ELLEN ZURITA/PS

Por Melina Gonçalves

Com grande experiência no segmento, José Pires recebe a Plástico Sul e abre o jogo

nicas, elétricas etc. Estamos falando em produtos para resistir a 400 graus de temperatura, para uso em aviação, no setor aeroespacial e em compartimento de motores de carros, que necessitam de elevadíssimas propriedades. Eu diria que são da terceira geração: superiores até aos plásticos de engenharia. São materiais hiper especiais que são denominados plásticos de alta performance. Os principais forncedores são Sabic, Solvay, Rhodia e Ticona.

Plástico Sul - Qual o futuro dos plásticos de engenharia? Eles caminham em qual direção? Pires - O futuro é grande ainda porque a relação de consumo de qualquer insumo entre, por exemplo, Brasil e EUA é de 1 para 10. Tudo que lá se consome 10, aqui se consome 1. O plástico de engenharia tem um grande futuro devido a sofisticação de todos os equipamentos em carros, informática e nas televisões. Essa renovação constante de todos os equipamentos e máquinas provoca a utilização de plásticos, e nesse caso plásti>>>> cos de engenharia.


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PLAST VIP José Pires modities. Quando você fala em PP e PE, fala-se em um milhão de toneladas e quando se fala em ABS são 50 mil toneladas. As escalas são muito diferentes então não há grandes interesses na divulgação. Desta forma, as empresas fazem seus próprios levantamentos. Plástico Sul - Dizem que ABS virou commodity, é verdade esta informação? Pires - É verdade em certo sentido: se você pensar em produção, sim, ela é uma commodity. Porque as novas plantas de ABS no mundo giram em torno de 500 mil toneladas/ ano. Hoje todas as plantas rentáveis no mundo têm que ter no mínimo esse volume. Isso já é número de commodity. Agora se você pensar em nível de

Os inúmeros avanços tecnológicos observados nas telecomunicações impulsionam demanda das especialidades

cido é a perda de mercado do ABS para o polipropileno. Mas normalmente não o PP como resina, mas como composto. O PP para ter propriedades para substituir alguns materiais precisa ter composto. A substituição de plásticos de engenharia por commodities se dá muito mais no ABS e em menor significância no nylon. Muitas coisas que eram feitas em nylon nos automóveis antes, hoje são feitas em PP. Mas isso é muito especifico, não é um caso geral.

Indústria de informática também ajuda a aumentar o consumo de resinas especiais

Plástico Sul - Esse mercado tem crescido em volume e aplicação ou tem perdido espaço para commodities como no setor automobilístico? Pires - Tem perdido espaço, mas são casos específicos. Um caso muito conhe-

Plástico Sul - Porque não existem dados confiáveis mercadológicos no segmento de especialidades como existem nas commodities? Pires - Isso é uma verdade. As entidades divulgam dados de mercados basicamente de PP, PE, PS, PVC e PET. Dados de plásticos de engenharia você só vai conseguir em empresas. Por exemplo, a Rhodia e Ticona falam sobre o mercado. Mas dados sobre o conjunto mesmo não existe. Porque para fazer uma pesquisa dessas é necessário que se tenha um conhecimento específico. Além disso, os volumes não são do tamanho das com-

8 >>Plástico 08 PlásticoSul Sul>>Dezembro Dezembro dede 2009 2009 >>>> >>>>

“Eu diria que hoje temos em média 7.500 empresas transformadoras de plásticos de engenharia no Brasil. Realmente é um bom número.” mercado brasileiro, por exemplo, nós estamos falando em torno 50 a 60 mil toneladas por ano e isso não é número de commodity. Plástico Sul - Qual a tendência dos plásticos de engenharia para a questão da sustentabilidade? Pires - A reciclagem dos plásticos de engenharia é bem vista porque tem maior valor agregado. É melhor reciclar Nylon ou ABS do que um poliestireno. Você consegue ter um produto final com bom valor de mercado. Você vende um PP reciclado a R$ 2,40 o quilo, enquanto o valor de quilo do ABS reciclado é de R$ 4,00. O Nylon pode chegar a R$ 15,00.

Plástico Sul - Qual sua opinião sobre o atual momento do setor petroquímico? Pires - Temos grandes grupos petroquímicos, por exemplo, de PP: de um lado a Braskem e>>>>


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PLAST VIP José Pires

Os plásticos de engenharia dividem espaço com as commodities na indústria automobilística

do outro a Quattor. Para piorar a situação juntaram-se as duas formando um certo “cartel” que monopoliza a distribuição deste produtos. Com isso essas empresas são pontas-de-lança para o mercado. Desta forma a política para o mercado para grandes distribuidores deve atuar de acordo com a política comercial da própria Braskem. Ocorre que chegaram num patamar de atuação, onde estão como os mesmos problemas da própria petroquímica. A finalidade da distribuição é capilarizar o produto no mercado. O que uma petroquímica grande não pode fazer. Os transformadores estão preocupadíssimos com essa união da Quattor com a Braskem e se sentem aprisionados numa política de uma única empresa. É um monopólio que ainda tem participação significativa do Estado. Os transformadores se sentem pressionados: de um lado as petroquímicas e de outro os grandes clientes forçando a redução de custo na transformação, como ocorre na indústria automobilística. Plástico Sul - Os distribuidores que agora são impelidos a migrarem para outras distribuições devido a redução do número de petroquímicas, também aca-

bam passando a distribuir plásticos de engenharia? Pires - Com certeza, se você observar hoje a maioria do mercado dos distribuidores de material importado trabalham muito com plástico de engenharia, principalmente ABS. E ingressaram a partir de 2008 no PP. O material importado vir ou uma opção. E virou uma avalanche de PP no mercado, que só foi observado pela Braskem tardiamente. Plástico Sul - Como funciona a distribuição dos plásticos de engenharia? Como se dá a relação distribuidor e petroquímica? Pires - A maioria dos plásticos de engenharia é importada. A grande dificuldade é o seguinte: eu me atrevo a dizer que poucos distribuidores sabem trabalhar com plásticos de engenharia, prova disso é que a Piramidal e a Entec montaram equipes diferenciadas para atuar nesta área. O diferencial do segmento de especialidades é o atendimento. Para trabalhar com plástico de engenharia primeiro você tem que ter conhecimento técnico, tem que saber vender o produto. As distribuidoras têm que entender que a transferência de responsabilidade da petroquímica para o distribuidor não é só comercial: você tem que saber dar uma assistência técnica e tem que saber ajudar o cliente a desenvolver o produto. Plástico Sul - Quais são as oportunidades dos transformadores brasileiros neste segmento? Pires - Eu diria que os transformadores têm que buscar as aplicações de per formance. Por exemplo, os equipamentos médicos de saúde hospitalar, são equipamentos de alta performance com exigências bem claras em relação a toxidade, com relação a processamento. Então quanto mais os transformadores se especializarem em aplicações mais enérgicas, mais especificas, mais ele se protege. Se você inventar um pauzinho de comida para cachorro, todo mundo pode fazer isso, agora se você fizer um componente para avião da Embraer, não é qualquer um que vai produzir esta peça para concorrer com você. Você se preparou com equipamento, com conhecimento técnico, com equipe, como homolo-

10 > Plástico Sul Sul > > Dezembro Dezembrode de2009 2009>>>> >>>>

gações, etc. Então o conselho que daria seria de se especializarem e ampliar o grau de tecnologia. Plástico Sul - As commodities no Brasil passam por um processo de evolução. E nos plásticos de engenharia, quais são as novidades, neste sentido? Pires - Na questão de evolução tecnológica na área de plásticos de engenharia, o Brasil está limitado integralmente às transferências de tecnologia do exterior. Antes tinham centros de excelência nas grandes empresas para desenvolvimento de produtos, isso agora não existe mais. Plástico Sul - Em termos de mercado, as commodities também passam por uma

“Existe euforia em distribuir commodity porque o volume encanta, só que a rentabilidade é pequena e você terá que colocar estruturas grandes.”

evolução através de aumento de escala no Brasil. Já nos plásticos de engenharia houve uma perda para PP e PS. Como virar esse jogo? Pires - Na realidade são coisas inerentes ao mercado. Enquanto a perda for entre as commodities, por exemplo, o PP substituindo o poliestireno e assim por diante, isso não é grave. Grave será quando começar a substituir o plástico de engenharia por commodity. O que preocupa é quando esta troca visa exclusivamente o custo. Só tem um jeito para virar o jogo. Melhoria de custos na parte produtiva dos polímeros técnicos, para que a diferença entre a outras resina não seja tão grande. Isso levará a pessoa que pensar em trocar desistir disso, olhando a performance. Assim que sugiram os polipropilenos compostos para substituir nylon. Via-se um diferencial de custo tão grande que valia a pena investir nisso. >>>>


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PLAST VIP José Pires a distribuição. Existe euforia em distribuir commodity porque o volume encanta, só que a rentabilidade é pequena e você terá que colocar estruturas grandes. Plástico Sul - Dentro deste contexto qual a dificuldade de produzir plástico de engenharia no Brasil, já que a maioria é importado? Pires - É exatamente a escala de produção. Veja por exemplo o caso de um acrílico, no Brasil o consumo é em torno de 20 a 25 mil ton/ano, se pegarmos este mesmo mercado nos USA, estamos falando em torno de 300 mil ton/ano. Isso paga uma planta com mais facilidade, já no Brasil é mais difícil. Não estamos num regime de escala de produção que possa

Plástico Sul - Existe a possibilidade de melhorar o custo dos plásticos de engenharia? Pires - Existe com economia de escala. Cada vez que amplia a produção o custo melhora. Para ter uma noção, o policarbonato no Brasil em 1985 e 1986 ele era vendido a $ 10 o quilo, hoje se vende o policarbonato a $ 4. Esse é um diferencial muito grande, então quem pensava em substituir o policarbonato naquela época era um negócio muito viável, hoje não. Já se tem objetos em policarbonatos que naquela época não se via, por causa do custo. Plástico Sul - Do total de transformadores plásticos brasileiros, quantos arriscarias que são de plástico de engenharia? Pires - Eu diria que hoje temos em média 7.500 empresas transformadoras de plásticos de engenharia no Brasil. Realmente é um bom número. As empresas de grande volume apostam mais nas commodities. Porém as peças de plásticos de engenharia não têm produção em grande volume, mas têm maior valor agregado. Plástico Sul - Fala-se muito em commodity, mas a lucratividade da cadeia vem das especialidades, o volume é menor e lucro é maior. Pensar só em commodity não é uma unanimidade burra?

No setor da aviação é crescente a aplicação dos plásticos de performance e o futuro é promissor

Pires - Diria que é um erro de estratégia. Se você tiver uma idéia de produto rentável mesmo com commodity vale a pena. Mas normalmente a primeira idéia de um transformador é o commodity, porque você não precisa de equipamento de transformação tão sofisticado e os números de peças vendidas iludem. Então a pessoa monta uma empresa para vender um1 milhão de peças por mês. É diferente do que vender 10 mil. Plástico Sul - Mas a lucratividade é menor? Pires - Mas a empresa pensa pelo número de vendas e se ilude com isso. E o pior disso, é que a competitividade é ferrenha . Ele esquece que se foi fácil para ele, também é para os concorrentes. Agora com peça de engenharia não. Se ele investir em tecnologia, especialização e fizer parcerias com empresas de porte na área automobilística e de informática, por exemplo, ele começa a ser visto como transformador específico e sofrerá menos com a concorrência, pois para alguém concorrer tem que investir o que ele investiu. Na commodity fica fácil, no plástico de engenharia não. E o mesmo vale para

12 > > Plástico Plástico Sul Sul > Dezembro de 2009 >>>>

“Não estamos num regime de escala de produção que possa justificar o investimento em uma planta de plástico de engenharia no país.” justificar o investimento em uma planta de plástico de engenharia no país. São fenômenos culturais, amarrados com o crescimento de mercado. Plástico Sul - No contexto mundial, onde nos inserimos em termos de especialidades? Pires - Já fomos reconhecidos como um país de bom conhecimento técnico e de boa tecnologia. Nós temos empresas de transformação no Brasil que não devem nada para o exterior. Entretanto, o grande problema ainda é a absorção de tecnologia direta do exterior, porque as empresas passaram a importar a tecnologia, então esses desenvolvimentos são todos importados. Antigamente as empresas tinham laboratórios de desenvolvimento no Brasil, hoje não mais. Este é um fator limitativo. Mesmo assim o Brasil já é visto no exterior como conhecedor deste mercado. PS


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ESPECIAL Plástico nos Automóveis

Nunca antes na história desse país Números recordes mostram que a crise passou longe do setor automobilístico, que comemora resultados históricos, ultrapassando as expectativas de especialistas. 14 > Plástico Sul > Dezembro de 2009 >>>>


Se era previsto crise em 2009, o fechamento com recorde projeta para 2010

Plásticos de engenharia a partir de garrafas PET, da SABIC, é exemplo de inovação

um novo patamar de vendas. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 2010 será o melhor ano da história do setor no país, com crescimento de 9,3% nas vendas, o que corresponde ao volume de 3,4 milhões de unidades. A dimensão do mercado é representada pelo grau dos investimentos anunciados nos últimos meses, que somam R$ 16,2 bilhões — montante que subirá com o novo ciclo de investimentos que será anunciado pela Fiat no ano que vem. Já a Fenabrave a acredita que o mercado de automóveis e comerciais leves crescerá 9% neste ano. “Se as projeções do governo é de que o Brasil crescerá 5%, o setor tem plenas condições de superar esse nível”, observa Sérgio Reze.

Os plásticos de engenharia pegam carona Os números surpreendentes da indústria direcionada ao transporte terrestre favorecem o setor plástico dedicado a desenvolver aplicações para veículos automotores. Além de ajudar a impulsionar o segmento de transformação, ainda possibilita os investimentos cada vez maiores dos fabricantes de plásticos de engenharia em pesquisa e tecnologia, já que a demanda por veículos leves e seguros cresce a passos largos. Os fornecedores de resinas petroquímicas investem pesado em pesquisas para criar materiais plásticos ecologicamente corretos que substituam desde os vidros até as carrocerias con-

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O

bom desempenho vivido pela indústria automobilística em 2009, que superou as projeções mais otimistas, merece a frase tão conhecida do Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva. Os números são verdadeiros recordes do setor e realmente nunca antes na história deste país havia se chegado a resultados tão prósperos. O melhor ano da indústria automobilística nacional fechou com o total de 3.141.226 veículos emplacados (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus). O volume, que surpreendeu até mesmo os executivos mais otimistas diante da crise que ameaçava abalar o setor no início de 2009, representa aumento de 11,35% nas vendas em relação a 2008, até então o ano recorde do setor, com 2.820.957 unidades vendidas. Os dados foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). ”Temos um novo piso de volume de vendas, que superou a média mensal de 250 mil unidades”, afirma o presidente da Fenabrave, Sérgio Reze. Segundo Reze, se não houvesse crise, que chegou a afetar o primeiro trimestre do ano, o crescimento das vendas seria de 3,5%. “O primeiro semestre de 2009 foi de recuperação e o segundo de crescimento.” Somente o resultado do mês de dezembro representa aumento de 16,4% dos emplacamentos, com 293.030 unidades emplacadas contra 238.504 unidades em novembro. O resultado representa o melhor dezembro da história da indústria no país. Ao comparar com o fraco dezembro de 2008 - quando a crise se agravou e o governo anunciou o desconto sobre o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) - a expansão de dezembro de 2009 foi de 50,6%, de 194.550 unidades para 293.030 unidades. Ao destacar o segmento de automóveis e comerciais leves (o principal beneficiado do desconto do IPI), as vendas chegaram a 3.009.482 unidades em 2009, aumento de 11,39% sobre o ano anterior. Em dezembro, foram emplacadas 277.944 unidades, volume 16,54% superior ao de novembro, com 238.504 unidades, e 51,12% maior em relação a dezembro de 2008, quando haviam saído das concessionárias 183.919 unidades.

vencionais de metal. Foi-se o tempo em que o plástico era um material secundário na vida útil de um veículo. Hoje ele ocupa papel fundamental em importantes partes dos carros e a tendência é de crescimento.

Há alguns anos, os carros eram planejados para ter a maior resistência possível. Com estruturas pesadas, o consumo de combustível crescia e, além disso, o risco de ferimento aos condutores e passageiros em caso de acidente er a ameaçador. As montadoras passaram então a deixar a robustez para o motor e construir carros mais práticos, leves e com alta capacidade de absorção de impactos. Para possibilitar isso foi necessário investir em alta tecnologia para aumentar a presença de componentes de plástico nos veículos. “Antes até o farol era todo de vidro, agora muitos itens são de plástico. Um exemplo é o para-choque. Antes uma peça pesada, agora ele é feito de plástico para absorver o impacto em batidas”, esclarece o Coordenador da Câmara Setorial de Plásticos da ABIMEI, Roberto Guarnieri. Segundo ele, soluções como esta surgem em ritmo acelerado com grandes investimentos no desenvolvimento de plásticos de alta tecnologia dos últimos anos. “Os veículos tem que cumprir diversas normas de segurança e, para isso, tem sido criado plásticos especiais”, explica.

A indústria automobilística européia, por exemplo, utiliza anualmen->>>> <<<< Dezembro de 2009 < Plástico Sul < 15


ESPECIAL Plástico nos Automóveis conectores, maçanetas externas e internas, grades frontais e coletores de admissão. A empresa prevê para 2010 uma produção de 3,4 milhões de unidades.

Com perspectivas otimistas para 2010 no setor automobilístico, a Bayer MaterialScience do Brasil – área de materiais inovadores do Grupo Bayer - trará para o mercado a nova linha de blenda PC/ ABS de alto fluxo, comercializada pelo nome de Bayblend XF “eXtreme Flow”, que já é um sucesso na Europa e conta com ampla aceitação no mercado devido aos notáveis ganhos de produtividade pela redução do ciclo de injeção, economia de energia no processo produtivo, melhor re-

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te cerca de 2 milhões de toneladas de plástico. Estudo publicado pela Associação dos Fabricantes de Plásticos da Europa, divulgado na revista British Plastics, aponta que a média de aplicação do material por veículo chega a 110 kg. Em média, cada 100kg de plástico, segundo o estudo, substituem de 200kg a 300kg de peso provenientes de outros materiais, reduzindo o consumo anual de combustível em 12 milhões de toneladas e a emissão de CO2 em 30 milhões de toneladas. No Brasil, atualmente, cada veículo utiliza entre 60 e 90 quilos de plástico, sendo 63% em equipamentos internos, 15% no corpo externo, 9% no motor, 8% no sistema elétrico e 5% no chassi. No final da década de 80, a média da aplicação de plás-

leveza, alta resistência térmica e mecânica, tornam-se a escolha perfeita para os projetos de iluminação automotiva com LED, nova tendência de iluminação mundial por sua maior vida útil e menor consumo de energia elétrica. Esses produtos são atualmente utilizados tanto na injeção de guias de luz hoje presentes nos faróis da BMW como nos difusores do colimador dos faróis do Audi.

Além disso, a tendência de produtos ecologicamente corretos estará cada vez mais presente neste ano de 2010 também no segmento automotivo, o que refletirá na busca por carros que emitam menos poluentes. “Isso é possível através da aquisição de veículos mais leves, o Aplicação da Bayer, que aprimora constantemente suas tecnologias para os automóveis

que já é uma realidade graças à substituição de materiais mais pesados, como o vidro, como os produzidos a partir de resina de policarbonato comercializadas pela Bayer MaterialScience sob a marca Makrolon®, presente no mercado brasileiro desde a década de 70”, ressaltam os executivos. O Makrolon AG 2677, por exemplo, possibilita liberdade de design, alta resistência mecânica e baixo peso - cerca de 50% mais leve que o vidro. O material foi o produto eleito pela Mercedes Benz para compor o teto do novo Smart for two, carro que desembarcou no Brasil no início de 2009. tico nos carros nacionais era de apenas 30 quilos. Pensando justamente na pujança e no crescimento deste mercado, fabricantes de resinas desenvolvem constantemente novas aplicações para facilitar a vida dos usuários de carros.

A Lanxess, por exemplo, produz materiais semi-cristalinos de alto desempenho (PA 6 e 6,6 e PBT) Ineos: materais estirênicos (ABS e ABS/PA) que atendem todas as normas automotivas e eletro-eletrônicas. Como Materiais de Engenharia, as normas que devem atender são bastante rígidas quanto ao desempenho e durabilidade da peça final. As resinas são aplicadas em conjuntos de painel, laterais de portas,

produção superficial de texturas, peças com baixa tensão residual sem perdas de propriedades mecânicas e térmicas. Conforme a representante comercial da área de Policarbonato da Bayer MaterialScience, Julia Martendal e o representante técnico da área de Policarbonato da Bayer MaterialScience, Jamil Jacob, as novidades não param por aí. No portfolio da empresa também estão as aplicações de Glazing e Colimadores para LED, que são duas novas tecnologias já existentes na Europa bem como EUA, e que provavelmente chegarão ao Brasil nos próximos anos. Essas aplicações utilizam os novos grades de Makrolon LED 2045 e 2245, produtos de altíssima pureza e propriedades ópticas especiais que aliadas a sua

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Outros destaques são as linhas

de PC+ABS Bayblend T80XG e T45PG, devido à elevada pureza que confere um perfeito acabamento superficial às partes moldadas. Segundo Júlia e Jacob, em comum, esses produtos melhoram o desempenho no processo de metalização, acabamento aplicado ao interior e exterior de veículos. Além de oferecer outras vantagens, como alto desempenho dimensional e baixos níveis de tensão residual das peças injetadas com estes produtos. “Alguns exemplos de aplicações indicadas para estes materiais são: carcaça de lanterna mascara de farol, grades de radiador, moldura de painel, maçaneta gatilho de porta, entre outros”, explicam. A Bayer tem investido fortemente em inovação, bus->>>>


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ESPECIAL Plástico nos Automóveis Diversas peças já contam com aplicações de plásticos de engenharia

cando oferecer ao mercado alternativas de produtos sustentáveis, como blendas de PC/ ABS reciclado, PC/ polímero biodegradável e PC/PET reciclado. O objetivo é continuar encontrando as melhores alternativas aos nossos clientes, sempre em linha com o desenvolvimento econômico sustentável. Para isso, mantemos à disposição nosso time de suporte técnico para manuseio e projetos com plástico de engenharia reciclado, resinas que certamente estarão cada vez mais presentes no mercado automotivo.

A SABIC Innovative Plastics também é uma das principais fabricantes de plásticos de engenharia para o setor automotivo. A empresa oferece diversas soluções para o segmento. Alguns exemplos são: - Resinas PBT Valox iQ* e PBT/PC Xenoy iQ* - ampliação do portfólio das resinas iQ*, ampliou as potenciais aplicações deste plástico de engenharia produzido a partir da despolimerização de garrafas PET pós-consumo. Vários projetos estão em andamento mostrando uma boa receptividade

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das montadoras brasileiras a este material, que comparado ao PBT convencional emite de 55-75% menos dióxido de carbono ( CO2); - Resina PC Lexan* SLX - esta resina é um copolímero de policarbonato de alto brilho e excelente resistência a intempéries. Esta solução, leve e de alta resistência, vem ganhando espaço em projetos de acabamentos externos automotivos, eliminando a necessidade de pintura. Na versão transparente, sua aplicação é indicada a lentes usadas em ambientes externos, como as luminárias de iluminação pública, que exigem altíssima resistência a intempéries, alto impacto e transparência; - Resina PC Lexan* GLX - a tecnologia do uso de policarbonato Lexan GLX na substituição de vidros e painéis transparentes automotivos está sendo avaliada por algumas montadoras no Brasil. Esta solução re- >>>>


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ESPECIAL Plástico nos Automóveis duz o peso do veículo e com isso o consumo de combustível; - Resina PPO/PP Noryl PPX - As aplicações da resina Noryl PPX termoformada teve grande crescimento em 2009. Esta resina, de baixa densidade, ótima formabilidade e bom impacto, pode ser aplicada em parachoques, saias lateriais e spoilers, tanto em automóveis de passeio como em ônibus e caminhões; - Resina PC/ABS Cycoloy HMD e PC/ PBT Xenoy HMD - Estas blendas de PC/ABS e PC/PBT oferecem alto módulo combinado com boa ductibilidade e estabilidade dimensional e são uma alternativa para painéis externos automotivos injetados ou termoformados, na cor ou pintados. Alguns exemplos de aplicações são: spoilers e acabamentos de porta; - Resina PC Lexan XHT - este copolímero de policarbonato oferece alta resistência térmica e transparência. Foi desenvolvido para aplicações em faróis e molduras de faróis sujeitos a altas temperaturas em automóveis, ônibus e caminhões; - Resina PEI Ultem AUT 200 - Resina

desenvolvida especialmente para a indústria automobilística, oferece excelente resistência térmica e mecânica, possibilita redução de peso, reciclabilidade e otimização do processo produtivo de refletores. É uma grande alternativa termoplástica para a fabricação de refletores de faróis em substituição ao BMC. A SABIC Innovative Plastics tem levado ao conhecimento das montadoras alguns materiais que não apenas possibilitam a redução de peso, visando menor consumo de combustível e diminuição na emissão de poluentes, mas também que possibilitam a execução de designs arrojados, a melhoria na qualidade das peças moldadas, com redução de custo. Como exemplo, destaca-se a resina Noryl* GTX, usada na fabricação de para-lamas. Este material recebeu um prêmio da SPE (Society of Plastics Engineers), nos EUA, como um caso de sucesso. Pode-se destacar o uso da resina Noryl* GTX no Kangoo e Twingo, da Renault, e no Ford Kuga, que não são produzidos no Brasil e em outros desenvolvimentos locais, como no Clio, no Megáne e no Scénic, Renault e nos para-lamas do Citroën 307 e Citroën C4, da Peugeot.

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Outra multinacional que faz investimentos em pesquisa e desenvolvimento para a área é a Basf. O Gerente de Departamento de Plásticos de Engenharia da BASF para a América do Sul, José Carlos Belluco é quem apresenta os plásticos de engenharia presentes no portfólio da empresa. “As linhas de material para aplicações do segmento automotivo são Ultramid® (PA6, PA66 e PA6/6T) / Ultradur® (PBT) / Ultraform® (POM) / Ultrason® (PSU/ PESU/PPSU)”, destaca. A empresa encara o mercado automotivo com otimismo, tendo em vista os resultados positivos obtidos nos últimos anos, que demonstram um crescimento sustentável. “Afirmamos que continuaremos a oferecer nossos produtos de alta performance e soluções inovadoras ao mercado local “, afirma Belluco. O executivo revela que, embora tenha havido uma rápida recuperação da indústria automobilística em 2009, a participação da Basf com os plásticos de engenharia neste segmento permaneceu conforme o planejado originalmente.PS


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ARTIGO Plástico nos Automóveis Dica de Leitura: Plásticos de Engenharia

leção do melhor plástico de engenharia para uma dada peça, já que se deverá contar com um pré-conhecimento, quanto ao comportamento mecânico-físico dos plásticos, sobre o ambiente de exposição (área de trabalho das peças), definição das funções operacionais, e desempenho a curto e longo prazos dessas peças. É necessário então, designar o propósito, o ambiente e, portanto, as funções que o componente exercerá durante sua vida útil. Em seguida, considerar as propriedades que mais se enquadram ao seu desempenho geral. A metodologia empregada é baseada no estudo das funções, trazidas da Engenharia de Valor, E a melhor maneira, de se definir uma função, é por meio da técnica do Verbo + Substantivo. Assim, expressões como Prover Rigidez, Suportar Cargas, Minimizar Ruídos, Suportar Montagem, e etc... São várias vezes usadas. Definidas as funções para os componentes, relacionam-se às mesmas, as principais propriedades necessárias ao ambiente de trabalho no veículo (por ex.: áreas exteriores, interiores, região e eletro-automotiva). Assim, para um componente na região do motor (ex: Módulo Frontal), e que o engenheiro ou projetista elege como funções principais, Suportar Cargas (ao Calor), Suportar Vibrações, Prover Rigidez, Prover Dimensional (estabilidade), Resistir a Óleos, e Reduzir Custos relacionam-se às seguintes propriedades respectivamente, Alta temperatura de Deflexão ao Calor, Alta Resistência ao Impacto Izod, Alto Módulo de Flexão, Baixa Contração na Moldagem/Coeficiente de Expansão Térmica, Alta Resistência Química, e Menor Custo Relativo. Para completar o processo, aplica-se um sistema de pesos e notas para funções e propriedades dos plásticos submetidos ao processo de seleção, e demonstra-se como se elege um Nylon reforçado com fibras de vidro para a injeção deste componente, via um processo de Simulação em Planilha de Excel (CD com simulação incluído no livro). PS

Seleção eletrônica no caso automotivo Augusto Marcelino L. Dornelles e Walter Jose Tangary Atolino* ma importante questão se coloca na escolha de um plástico de engenharia para uso em peças de automóveis populares: Como escolher qual é o melhor plástico para uma peça automotiva? Atualmente, projetistas e engenheiros da área automotiva, prontamente estão dispostos a especificar plásticos de engenharia para os vários componentes cujos desenvolvimentos estão sob sua responsabilidade,

riência prática da ‘tentativa e erro’ de moldadores (empresas transformadoras de plásticos). A proposta deste livro é desmitificar o processo de seleção de materiais plásticos para a fabricação de componentes para veículos populares, e também de alternativas para aqueles já existentes visando reduzir custos. Então a discussão se concentra nas funções operacionais desempenhadas por estes componentes na área em que se apresentam no veículo (área externa, interna, região do motor por exemplo), em relação às propriedades que os plásticos de engenharia

porque estes materiais oferecem uma combinação de propriedades não presentes em outras matérias primas, como por exemplo, leveza, resiliência, resistência à corrosão, facilidade de cores, transparência, facilidade de processamento, e, sobretudo possuem a vantagem de proporcionar a redução do custo total dos componentes, devido à flexibilidade de ‘design’ e diversidade de processos de fabricação. Mas apesar disso, têm o receio de fazê-lo, devido às limitações de conhecimento na área de plásticos, que muitas vezes está concentrada apenas na expe-

proporcionam a esses mesmos componentes. Em suma, os aspectos básicos, que servirão para se estabelecer uma seleção inicial, de um plástico de engenharia para um componente ou peça para um veículo popular, tratarão de relacionar as funções desejadas para o componente durante sua operação, às propriedades dos plásticos. Também, enfatiza-se os chamados ‘plásticos de engenharia’,como os Nylons, os Acetais, os Poliésteres, e que facilmente atingem milhares de tipos. Daí resulta a maior dificuldade na se-

U

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*Autores da obra Plásticos de Engenharia – Seleção Eletrônica no caso Automotivo


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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

Novos conceitos valorizam as resinas 24 > > Plรกstico Plรกstico Sul Sul > Dezembro de 2009 >>>>


Por Júlio Sortica A evolução de máquinas, equipamentos e processos é fundamental na indústria do plástico, as matériasprimas, masterbatches, aditivos e compostos, produtos cujas ações proporcionam novas configurações técnicas, também devem ser alvo de pesquisas e desenvolvimento. Os novos conceitos valorizam as resinas, garantindo-lhe características especiais em termos de opções de cores, resistência, flexibilidade, transparência etc. Por isso ouvimos fabricantes e distribuidores para saber se o setor de transformação está bem abastecido – e com qualidade. Confira as ações e projetos dos principais fornecedores de master e aditivos para o setor de transformação no Brasil e descubra novidades interessantes para o segmento.

Sustentabilidade e nanotecnologia no conceito da Cromex A Cromex, tradicional fabricante de masterbatches e aditivos, sempre oferece novidades. Por isso existia uma expectativa sobre o que seria apresentado depois do lançamento da linha ecológica na Brasilplast 2009 e do acordo com a Braskem para desenvolver master para o PE Verde. Enfim, quais as últimas evoluções tecnológicas no mix disponibilizado ao mercado? Conforme Enio Ferigatto, Gerente de Projetos e Produtos da Cromex, na linha da sustentabilidade, a empresa desenvolveu uma linha de masterbatches para serem usados em biopolímeros à base de PLA (poliácido láctico)

biodegradável, vindo do milho. “Este biopolímero pode ser usado em embalagens, descartáveis, embalagens de bebidas, etc. Esse material se difere do PE Verde por ser biodegradável. Trata-se de outro conceito. O PE Verde é de fonte renovável, mas não se biodegrada e as aplicações são diferenciadas”, explica. Ainda nessa percepção evolutiva, Ferigatto informa que a Cromex lançou também a linha de masterbatches com nanotecnologia aplicada. “A nanotecnologia (à base de nanoprata) confere ao produto final características bactericida (mata as bactérias) e bacterostática (não permite a criação de novas culturas de bactérias). Pode ser aplicado ao PE, PP, PS, ABS e PET.”,

diz. O produto final pode ser aplicado em cubas de máquinas de lavar, tecidos hospitalares ou não, etc.

Lançamentos - Ainda em 2009, a

Cromex lançou: 1. Retardante de chama nãohalogenado, para aplicação em fios e cabos. O produto tem a função de evitar a propagação de chamas em princípios de incêndio e a geração de fumaça tóxica ao entrar em combustão. 2. Compostos para ráfia, para melhorar o processo de fabricação da ráfia. São três concentrados com codificação especial. O PP-RF 10146 (composto antifibrilante + Dióxido de titânio); PP-RF 10149 (compos->>>>

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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

to antifibrilante); PP-RF 5453 (com propriedade anti UV e capacidade de redução no arraste de água). 3.Linha de aditivos de performance para produtos variados (cadeiras, mesas, banquetas, entre outros) que tenham como base a resina de polipropileno. 4.Linha para atuação no mercado de fibras sintéticas (PP) – cores e aditivos para multifilamentos. 5.Linha de coloridos especiais para Assentos Desportivos , com pacote de aditivos para duração de 5 e 10 anos. 6.Linha de coloridos especiais para fios e cabos em PE, EPDM, HEPR e EPR. Um produto de qualidade sempre agrega benefícios ao transformador. No caso da Cromex, Ferigatto destaca as vantagens de master e aditivos como: 1. Masters para os biopolímeros – agregam sustentabilidade por serem biodegradáveis; 2. Masters com nanotecnologia – agregam valor ao produto final. “A característica conferida não se perde com o tempo de uso”, ressalta o executivo. 3. Retardante de chamas não-halogenados – agrega segurança. “Está de acordo com as diretrizes da diretiva RoHS – ‘Restriction of Certain Hazardous Substances”, o que permite sua aplicação em materiais plásticos destinados aos setores da construção civil, por exemplo”, explica. 4. Compostos para ráfia - Os benefícios conferidos por esses produtos estão atrelados a uma maior produtividade nas linhas produtoras de ráfia, 26 > Plástico Sul > Dezembro de 2009 >>>>

Cromex trabalha em parceria com o cliente na busca pela cor ideal

o que gera economia para quem produz. São componentes que inibem a geração de pó no processo, o que evita a abrasão e o desgaste das máquinas; reduzem considerável a formação de aparas, evitando perdas de material; melhoram o desempenho mecânico, contam com propriedade anti UV e, ainda, diminui o arraste de água no composto final (arraste de água). 5. Aditivos de performance - As vantagens dos produtos da nova linha da Cromex são a redução de ciclos de injeção, o melhor aproveitamento dos recursos de fabricação, além da melhor estabilidade dimensional. Também proporcionam vantagens ao produto final, como a retardância a chamas e o desempenho nas condições de intemperismo, em atendimento a diferentes normas regulatórias. 6. Cores e aditivos para mercado de fibras sintéticas – alto poder de dispersão e boa condição de processamento.

Ferigatto lembra que a Cromex fornece a linha completa de aditivação para atender toda a demanda da transformação de plásticos e não destaca apenas os “mais procurados”. Porém, ele antecipa que para 2010 a companhia apresentará novas linhas, ainda em fase de desenvolvimento. Quanto ao melhor aproveitamento de um determi->>>>


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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos

nado produto, muitas vezes é preciso acompanhar o processo com atenção. “O PLA, quando usado em produtos que demandam transparência, requer o uso de um aditivo (Blue Turner) para neutralizar a cor amarelada que é de sua característica”, exemplifica o Gerente de Projetos e Produtos. Sobre questões de qualidade e preço na comparação com produtos importados, o executivo explica como está o estágio da indústria nacional e se existe muita diferença. “Hoje a tecnologia é dominada globalmente pelos principais players do mercado, o que aproxima muito as características do produto nacional das do importado. A indústria brasileira de masterbatches busca incremento de qualidade e desempenho de material, além do melhor custo-benefício, como diferencial competitivo. Exemplo disso são os últimos desenvolvimento da Cromex, (para o PV Verde, biopolímeros e nanotecnologia), destaca. A cor, em muitos produtos, é um quesito que faz a grande diferença. Ferigatto explica que a concepção das cores acontece de forma individual: “A Cromex busca apresentar ao cliente uma gama de cores que acompanhe tendências de mercado e que transmita ao consumidor final daquele determinado produto, a mensagem desejada pelo fabricante”, ressalta. Ele informa que a Cromex conta com uma consultoria internacional que acompanha as tendências mundiais de cores para melhor atender seus clientes. 28 > Plástico Sul > Dezembro de 2009 >>>>

As cores, em muitos produtos, consistem em um fator que faz a diferença na escolha do consumidor final

E para atender à crescente demanda por produtos do seu catálogo a Cromex recorre a um sistema especial de entrega. “A distribuição nacional é feita através da equipe de vendas + distribuidores + representantes. Internacionalmente (a Cromex atua hoje em 60 países) a distribuição se dá via representação”, completa Ferigatto.

Novos equipamentos na Cristal Master agilizam processos A Cristal Master terá mais agilidade nos processos produtivo, logístico, controle de qualidade e desenvolvimento de produtos com a instalação de novos equipamentos, segundo informação divulgada no site da empresa. Os equipamentos serão utilizados nos processos que visam à produção de pigmentos termoplásticos e aditivos. Em outubro de 2009, técnicos, colaboradores e pesquisadores da Cristal Master participaram de treinamento para a utilização e instalação dos novos equipamentos. A capacitação foi ministrada pelos engenheiros das empresas fornecedoras dos equipamentos.

O QUV - Câmara de Envelhecimento, é utilizado para simular a radiação

ultravioleta e a condensação. Com este equi->>>>


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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos Os masterbatches ajudam a agregar qualidade e beleza, portanto valorizam os produtos finais

pamento, por exemplo, pode-se medir a resistência dos materiais produzidos na Cristal Master através do efeito do sol e do sereno. Com o novo Plastômetro Melt Index, a técnica em materiais Michele Cristine Soares, adiantou que será possível, através de três métodos diferentes, medir a facilidade de vazão da massa de polímeros, ou seja, o índice de fluidez dos materiais produzidos pela Cristal Master e também dos produtos dos clientes. Outro equipamento adquirido é uma Calandra que realiza a homogeneização de materiais formando uma manta para análise da dispersão do material e desenvolvimento de novas cores. José Batista da Silva Filho, colorista, relata que melhorou muito o desenvolvimento de cores para PVC e EVA expandido, “através deste equipamento podemos simular internamente, o processo do cliente”.

O processo de logística é modernizado com a aquisição de uma máquina paletizadora que visa à diminuição do esforço físico e a economia de embalagens. Edson Zaniz, coordenador da área relata que “a aquisição deste equipamento faz parte de um projeto de reestruturação do setor de logística, além de agilizar o processo interno e melhorar a

qualidade dos produtos transportados”. David Dias do Nascimento, Diretor Técnico, revela que além dos novos equipamentos a Cristal Master adquiriu mais uma prensa, uma nova máquina de multifilamento, uma máquina de filme, uma injetora, uma mufla para laboratório, dois moinhos e uma extrusora dupla rosca Werner automatizada. “Com muito planejamento, conseguimos adquirir estes equipamentos, que beneficiará a Cristal Master, seus clientes e colaboradores”, enfatiza. “Temos certeza de que esses novos equipamentos se somam, de forma indescritível, a tudo o que estamos fazendo nestes anos de

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Cristal Master, para garantir ao mercado o melhor serviço e o melhor atendimento. Dentro de uma política de avançar sempre em direção à melhoria contínua e aos anseios dos nossos clientes, que nos honram e retribuem com a sua confiança”, destaca o diretor administrativo Luiz Carlos Reinert dos Santos.

Pro-Color: expansão com tecnologia Com pouco mais de 20 anos a Pro-Color já consolidou seu conceito no setor. Fundada em 1986 no bairro de Santo Amaro, na capital paulista, pelo proprietário, Roberto Clauss, a empesa iniciou revendendo alguns


produtos mais complexos e produzindo os coloridos e materiais mais simples. Logo o negócio tomou maior volume e foi preciso instalar mais equipamentos - até que por falta total de espaço – e se tornou necessário mudar para a nova planta em Cotia (SP), com amplas instalações e Laboratórios de Desenvolvimentos e Controle de Qualidade muito necessários para a qualidade do produto e para qualquer empresa com pretensão de continuar crescendo. O Diretor Comercial Sergio Palermo destaca que a empresa produz masters brancos, pretos, coloridos com base em todas as resinas do mercado, aditivos para filmes como deslizantes, anti-block, antiestáticos etc. também temos os aditivos especiais como: anti-ultravioleta, antioxidantes, dessecante, anti chama, agentes expansões, anti-derrapante, masters de essências variadas, e efeitos especiais. “Temos a matriz em Cotia, São Paulo, e duas filiais no interior do estado, uma em Bauru outra em Jaguariúna”, informa. São aproximadamente 52 funcionários e representantes e distribuidores em todo o Brasil.

Esse breve histórico ilustra o crescimento da Pro-Color e Palermo ressalta as últimas evoluções tecnológicas da linha de masterbatches, aditivos e compostos. “Neste último ano, além da ISO 9001 foram instaladas extrusoras dupla rosca, sistema de corte em cabeça e um espectrofotômetro no laboratório”, revela. E explica quais as vantagens dessas medidas para o transformador. “É mais qualidade, maior velocidade de atendimento dos pedidos, lotes mais uniformes, e com a melhor homogeneização e dispersão mais economia ao cliente transformador”, revela. Por mais tecnologia agregada e eficiência comprovada por testes, nem o produto mais perfeito renderá o esperado se não houver o uso correto e a manutenção necessária nos equipamentos utilizados. Por isso Sérgio Palermo recomenda algumas medidas indispensávgeis para que o master, aditivo ou composto tenha pleno efeito ou máximo rendimento. “Os equipamentos, como extrusoras, injetoras e sopradoras devem estar corretamente regulados em velocidade, temperatura para terem o maior

desempenho do m aster, no caso do dessecante empregado em resinas recicladas uma boa pré mistura e o percentual certo para cada tipo de material se faz necessária”, avisa. Ele diz também que o veículo do master sempre que possível deve ser igual à resina usada e com a fluidez correta. Sobre o nível tecnológico dos fabricantes nacionais, se ainda há muita diferença entre o produto nacional e o importado, Palermo faz uma observação. “A indústria brasileira está bastante avançada para as necessidades atuais, existe uma diferença devido à alta tecnologia empregada no exterior, tanto que vários fabricantes nacionais importam máquinas modernas para acompanhar esta evolução que é muito dinâmica”, explica. E quanto à concepção de cores, o executivo ressalta que, cada vez menos o colorista usa apenas o padrão e o visual em cabines de luz. “A informática através de espectrofotômetros e outros equipamentos esta sendo cada vez mais empregada”, diz.

Segundo o diretor comercial,

os masters e aditivos mais utilizados são os>>>>

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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos brancos, pretos, cores de linha, aditivos deslizante, anti-estático, entre outros. A Pro-Color, porém, prepara novidade para 2010, como revela o executivo. “Inicialmente sedimentaremos nossa linha de masters para PET, Copoliester e pretendemos aumentar a linha dos aromatizados e efeitos especiais”, completa.

Como empresa de porte nacional, a Pro-Color tem um cuidado extremo com a distribuição. Sérgio Palermo informa que recorre ao sistema próprio e uso de filiais e em vários estados do Brasil com depósitos locais como Manaus, Rio Grande do Sul, Fortaleza, Recife e em 2010 também no Paraná. No caso específico da Região Sul, o trabalho iniciou com as representações no Paraná e Santa Catarina, em seguida a distribuição em Santa Catarina e recentemente no Rio Grande do Sul e para meados de fevereiro/2010 a inauguração da distribuição em Curitiba.

Color um novo produto na linha de aditivos, Pro-Tech Dessecante, um sucesso de vendas, segundo a empresa. Esta versão tem como sua maior característica reduzir a umidade e melhorar a performance do produto acabado na linha dos commodites que são transformados com materiais reciclados, como saco de lixo, sacolas recuperadas, entre outros. ”Após testes industriais, verificamos a eficiência da aplicação do produto em plásticos de engenharia, onde podemos citar como exemplo Polipropileno com Talco e Poliuretano, etc”, informa a empresa.

Fazolim, Gerente Comercial. O executivo destaca a integração entre os setores como uma forma de buscar a performance máxima. “Em paralelo”, explica, “temos uma equipe comercial juntamente com profissionais da área técnica altamente qualificada que estão muito próximas dos nossos clientes e que procuram ajudá-los a otimizar o seu processo seja com reduções de ciclo ou com diminuições de peças não conforme ou com treinamentos a seus funcionários”.

Outra empresa com alto conceito no mercado de masterbatches e aditivos é a Colorfix Itamaster Ind Masterbatches Ltda., com sede em Colombo, no Paraná. A Colorfix completou 20 anos em 2009, com uma linha completa de masterbatches, compostos e aditivos em sua unidade em

Segundo Fazolim, a preocupação com a otimização é constante. “Acompanhando a necessidade de diminuir o tempo de desenvolvimento de novos produtos por parte dos nossos clientes, que esta cada vez mais apertado, estamos finalizando alguns projetos neste sentido. Assim, podemos destacar dentre outras ações a inauguração em novembro de 2009, de um Laboratório de Desenvolvimento em São Paulo

Colombo. “Neste período sempre procuramos aprimorar nossos produtos e serviços com o que de melhor no mercado mundial, tanto que temos uma equipe que está constantemente em viagens atrás de inovações e novos desenvolvimentos de produtos e melhoria de produtividade. Com isso buscamos cada vez mais produtos competitivos e que tragam a cor e o efeito desejado pelo cliente, ressalta Fábio

para diminuirmos o tempo de desenvolvimento das cores para a Região Sudeste, onde somente de logística de recebimento de padrão e entrega de amostra, ganhamos dois dias”, revela. O executivo informa também que existem estudos para em breve inaugurar, neste mesmo conceito, um laboratório no Rio Grande do Sul. A Colorfix vai além e, segundo Fazolim, na parte fabril está investindo em mais

Colorfix investe em pesquisa e novos produtos

Linhas especiais somam segurança e estética apurada nas aplicações em fios e cabos

Segundo a empresa, foi percebido nesses anos de trabalho que ainda existe uma carência por parte dos clientes em relação à qualidade de produto e atendimento, diferencial oferecido pela Pro-Color no mercado, procurando trazer soluções para os problemas que ocorrem no dia-a-dia no processo de transformação. No início do trabalho, por ainda conhecerem pouco a marca Pro-Color, os transformadores tinham algum receio em adquirir os seus produtos. Porém, com o trabalho de apresentação, aos poucos foram dando a oportunidade/credibilidade a empresa em divulgar a qualidade dos seus produtos e atualmente indicam para os demais transformadores das regiões.

O objetivo do estoque local da Pro-Color nos estados é agilizar a entrega dos produtos de acordo com a necessidade dos clientes, disponibilizando a matriz em São Paulo para desenvolvimento de novos projetos/produtos e também na fabricação de itens específicos com prazo estipulado para a entrega. No final de 2009 foi lançado pela Pro-

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três linhas de produção e alguns equipamentos auxiliares para atender às novas exigências de prazo e de quantidade do mercado. A Colorfix atende em praticamente todo o território nacional com representantes qualificados. E o Gerente Comercial informa que em agosto deste ano a empresa estará participando novamente da Interplast em Joinville.

Clariant destaca as fontes renováveis Empresa com tecnologia mundial, a Clariant disponibiliza ao setor plástico um portfólio de soluções com foco em sustentabilidade. “Apoiamos n ossos clientes com soluções práticas e efetivas para a Redução de consumo de material e energia, para a Reciclagem de plásticos, e para prolongar a vida útil dos produtos, facilitando seu Reuso”, destaca Alessandra Funcia, Gerente do Segmento de Embalagens para a América Latina. De acordo com a executiva, a Clariant oferece masterbatches de cores e de aditivos de fontes renováveis, que causam

menor impacto ambiental e são mais amigáveis ao meio ambiente, além de inovadores no mercado mundial. “Masterbatches líquidos com tecnologia mundial Clariant, já disponíveis para serem oferecidos no mercado nacional. Esses masterbatches são compatíveis com todos os tipos de polímeros e conferem menor tempo de set up de máquina e de limpeza para troca de cor, em comparação com os atuais masterbatches líquidos disponíveis no mercado”, explica Alessandra. Ao oferecer seus produtos, a Clariant destaca os benefícios agregados ao transformador. “Em geral, as vantagens para o transformador estão em poder utilizar masterbatches desenvolvidos de acordo com a especificação de cada cliente, combinando alta qualidade, desempenho adequado às necessidades do equipamento e uma boa relação custo/benefício”, explica. Uma das preocupações de todo fabricante é saber se o seu produto está sendo usado da forma correta – para que os resultados sejam os prometidos. Segundo

Alessandra Funcia, a empresa tem normas rígidas nesse quesito. “A Clariant possui uma equipe técnica comercial que pode dar total assistência ao cliente durante o processamento desses masterbatches para atingir ou ainda exceder os atuais parâmetros de qualidade necessários para a peça ser produzida. Cada cliente, processo e fórmula de masterbatches terão um comportamento distinto na máquina do cliente e nossa equipe técnica está treinada para dar o suporte necessário para o sucesso da aplicação desses materiais”, informa. E uma pergunta é feita frequentemente aos fabricantes: como a qualidade ou a adequação de uma máquina (injetora, extrusora, sopradora etc) interfere na otimização do master ou aditivo? Alessandra esclarece: “Essa resposta depende muito do tipo de processo de transformação do plástico, resina e peça a ser produzida. De maneira geral, a tecnologia das máquinas do parque industrial do cliente, bem como a disponibilidade de equipamentos do tipo dosadores, podem ser definitivos para a obtenção do máximo de aproveitamento que estes masterbatches podem oferecer”. >>>>

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DESTAQUE Masterbatches & Aditivos Quanto ao estágio em que se encontra a indústria destes produtos no Brasil, em termos de qualidade e preço, comparados aos importados, a executiva procura esclarecer. “De forma geral, podemos dizer que não existe muita diferença entre o produto nacional e o importado, porém existem algumas especialidades onde o produto importado continua sendo melhor pela tecnologia com que foi produzido. Segundo a executiva, o grande diferencial está no nível de serviço e desenvolvimento conjunto que um produtor local pode dar a seu cliente. Com relação a preço, preferimos focar no aspecto custo/benefício, que depende das características da peça a ser comercializada, do nível de aproveitamen-

to do beneficio oferecido pelo masterbatches e alcançado nas máquinas do cliente, e do mercado consumidor alvo do cliente final”, destaca Alessandra. No caso da concepção das cores existe uma metodologia especial. “A grande novidade da Clariant é o Centro de Design e Tecnologia das cores e aditivos (funcionalidade do masterbatches) nosso ColorWorks™, ampliado no ano de 2009, para melhor atender e assessorar nossos clientes na criação de novos produtos. No ambiente ColorWorks™, recebemos nossos clientes e damos total apoio para as questões relacionados com cores e aditivos. O objetivo é auxiliar na comunicação do novo produto a ser lançado para seu público-alvo por meio

de tonalidades, efeitos e funcionalidades mais adequadas e reconhecidas pelo mercado consumidor”, explica. Sobre as preferências do mercado Alessandra Funcia diz que a Clariant trabalha com soluções sob medida segundo o processo e produto de cada linha de cada cliente. “Esses produtos são comercializados sob as marcas da Clariant que identificam seu campo de ação”, revela. Os mais utilizados são: REMAFIN - MB de cores para Poliolefinas; RENOL - MB de cores para PVC, Estirênicos e Resinas de Engenharia; CESA - Linha completa e atualizada de aditivos para todo tipo de plásticos; HYDROCEROL - Linha completa de agentes de expansão para reduzir o consumo de material e energia.

Tecnologia da Itatex faz a diferença Indispensável para dar uma nova conceituação às resinas, os aditivos da Itatex cada vez ganham mais consistência no mercado do plástico. A empresa desenvolveu uma geração de produtos minerais revestidos com aminosilano, ainda, pouco conhecida pelos formuladores de compósitos termoplásticos. Segundo o assessor técnico da Itatex, Ricardo Aurélio da Costa, “estes minerais especiais permitem melhorar a rigidez, resistência aos esforços de flexão e tração de peças termoplásticas fabricadas com Nylon 6, Nylon 6,6, PET, PC, ABS e PBT e PP modificado com anidrido maléico”, informa Costa. O executivo ressalta que os altos carregamentos com particulados minerais revestidos com aminosilano são possíveis porque estes minerais especiais não deterioram a resistência ao impacto dos compósitos termoplásticos obtidos, através de sua incorporação. “No caso do Nylon 6, 6, por exemplo, recomenda que se faça a incorporação de dois produtos comerciais: ITASIL 2115B e ITASIL 2143C na proporção ótima de 3:1. Já para Nylon 6, PET, PBT e ABS, os carregamentos podem atingir até 40%, sem perda significativa da resistência ao impacto dos compósitos, incorporando o ITASIL 2115B ou ITASIL 4160.”, explica Costa. Os altos carregamentos destes termoplásticos, segundo o executivo, além de permitir a melhoria da rigidez, da resistência aos esforços de flexão e tração, resistência ao amolecimento, pode também reduzir custos. “Para evitar contração e empenamento,

comuns em compósitos termoplásticos com fibra de vidro, por exemplo, recomenda-se agregar a composição do compósito o ITASIL 4170 entre 10 e 15%.”, orienta. Ele informa que a empresa pretende atingir o mercado de peças automotivas e eletro-eletrônico com estes produtos.

O assessor técnico revela que, no caso dos elastômeros vulcanizáveis com enxofre, o produto ITASIL 4143C1 é recomendado para melhorar significativamente as propriedades dinâmicas do compósito elastomérico como, por exemplo, a resistência a fadiga, sem deteriorar suas propriedades elásticas”, diz. Consequentemente, ressalta que o ITASIL 4143C1 evita perdas expressivas da resiliência, deformação permanente e, ainda, obtém-se ganhos na resistência ao rasgo, permitindo obter um ótimo balanço entre as propriedades mecânicas, em relação aos particulados não revestidos. Os segmentos de pneumáticos, revestimento de cilindros têm utilizado estrategicamente este produto para conseguir propriedades peculiares (adesão, durabilidade). Cada produto que venha a passar por um processo de adição de outro, apresentará reações e sempre é recomendável seguir instruções para que os resultados sejam positivos. O assessor da Itatex ressalta que “no caso dos compósitos termoplásticos, a incorporação dos particulados revestidos com aminosilano deve ser realizada diretamente numa extrusora de rosca dupla. No caso do

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produto ITASIL 4143C1, recomenda-se a utilização de preferência do Banbury, porém a incorporação também pode ser realizada numa calandra”, orienta o especialista. Uma vez compostado, conforme descrito anteriormente, e recomendado seguir os procedimentos normais, como o de secagem, quando o termoplástico for higroscópico.

Segundo Ricardo da Costa, a Itatex é a única empresa instalada no Brasil que detém a tecnologia de produção industrial de minerais revestidos com organosilanos, ácidos graxos, tensoativos dentre outros. “As diferenças são no âmbito comercial e não técnico, oferecendo como benefício à facilidade logística e a assistência técnica”, explica. E para fazer o produto chegar ao seu destino, a Itatex recorre à distribuição própria, sendo o escritório comercial localizado no centro de Campinas (SP), enquanto, a fábrica está instalada no distrito industrial de Campinas. Sobre quais os aditivos mais utilizados e suas aplicações, o executivo da Itatex destaca que os mais utilizados para fabricação de compósitos termoplásticos e elastoméricos são os caulins calcinados (SAC 100ZA, SAC 200ZA ITASIL 2115, ITASIL 2115A) para revestimento de fios e cabos elétricos de PVC e de borracha. “A função destes produtos é obter compósitos com melhores propriedades elétricas tais como: alta resistência de isolamento, baixas perdas e alta rigidez dielétrica”, finaliza. PS


Foco no Verde

DIVULGAÇÃO/PS

Programa de conscientização para uso de sacola terá R$ 14 mi até 2011

O

programa de conscientização para o uso correto de sacolas plásticas terá orçamento de R$ 14 milhões para os anos de 2010 e 2011. O montante faz parte do plano de R$ 19,6 milhões a serem investidos no triênio 2009-2011 e será utilizado para ampliar a abrangência da iniciativa, que no próximo ano deve chegar a redes varejistas instaladas nas capitais do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e Pernambuco. O projeto iniciado em 2008 já envolveu até o momento mais de 50 lojas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Salvador, Goiânia e Brasília e, segundo pesquisas promovidas pelo grupo idealizador da iniciativa, encabeçado pela Plastivida, contribuiu para reduzir em pelo menos 10% o consumo nas lojas participantes do trabalho. “Esses números mostram que nossa meta de reduzir o consumo de sacolas em 30% durante um ano é perfeitamente atingível”, afirma o presidente da entidade, Francisco de Assis Esmeraldo. Os números do setor mostram que a campanha já começa a colher os primeiros resultados. Segundo dados da Plastivida, o consumo de sacolas encolheu de 17,9 bilhões de unidades em 2007 para 16,4 bilhões unidades em 2008. Para 2009, as estimativas apontam que o mercado de sacolas plásticas pode encolher para 15 bilhões de unidades. “Achamos que grande parte da queda ocorreu em decorrência da campanha”, destaca Assis, para depois assumir que o movimento de repúdio às sacolas que está sendo promovido por algumas entidades também tem impacto nos números. A menor utilização de sacolas tende a frear a ofensiva contra o consumo do produto em redes varejistas ao mesmo tempo em que deve beneficiar a produção de sacolas fabricadas de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As especificações determinam que as sacolas sejam mais resistentes, o que exige uma maior gramatura para o produto. Na prática, isso significa que uma queda de até 20% no consumo de sacolas pode ser compensada pela maior utilização de resinas por sacola, o que re-

duz o impacto da campanha para as petroquímicas. Atualmente, conforme estimativas da Plastivida, a produção de sacolas certificadas já alcança 3 bilhões de unidades por ano, quase 20% do mercado nacional, com tendência de crescimento. “Hoje temos nove fabricantes que podem atender até 80% da demanda do mercado”, ressalta Assis, descartando qualquer preocupação em relação a desabastecimento do mercado. Para 2010, a entidade prevê que outras seis fabricantes deverão ser credenciadas para a produção das sacolas adequadas às normas. Além do aumento da oferta desses produtos, Assis acredita que a demanda por sacolas continuará a cair no próximo ano, o que reduzirá ainda mais a participação de produtos impróprios ao consumo no total das vendas do setor. “Vamos intensificar o projeto no próximo ano para reduzirmos o consumo para aproximadamente 13,5 bilhões de unidades”, diz. A meta, caso atingida, representará uma queda de quase 25% em relação à demanda registrada em 2007, ano anterior ao início da campanha.PS

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Extrusoras BASF/PS

Mercado O aumento do consumo, principalmente embalagens, contribui para o desempenho do setor de extrusรฃo

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resfriamento, com o objetivo de ser mais “ousada”, segundo o diretor comercial Ricardo Rodrigues. A empresa continuou evoluindo e hoje, segundo o executivo, pode ser considerada uma das mais eficientes no segmento de máquinas extrusoras de filme tubular para PEAD, PEBD, PELBD e PP. “Graças ao nosso profissionalismo e seriedade, demonstrados no decorrer dos anos, iniciamos a fabricação de máquinas produzidas por nossa empresa com os nossos respectivos produtos e nos mais restritos padrões de tecnologia e qualidade”, ressalta o executivo no texto de apresentação no site.

Investir para progredir U

m empurrãozinho do governo no setor de máquinas em 2009 impulsionou as vendas de extrusoras plásticas e leva otimismo às empresas de que 2010 será um ano positivo. Desta forma, os empresários investem em novas tecnologias, pesquisa e desenvolvimento para incentivar o transformador a adquirir máquinas e renovar o parque industrial brasileiro.

HGR quer modernizar os transformadores De Leste a Oeste, de Sul a Norte, a HGR Extrusoras já consolidou sua marca no mercado. Desde 1993, estabelecida em Guarulhos (SP), a empresa atua tendo com o foco de suprir todas as necessidades encontradas no mercado. Por meio de sua alta tecnologia e conhecimento no segmento, inicia-se a fabricação de seu primeiro produto: o anel de

Do passado para o presente,

Rodrigues comenta sobre a evolução da linha de extrusoras. “Nossas últimas inovações tecnológicas foram direcionadas para nossos cabeçotes monocamada e multicamadas ( 3,5 e 7 ) com o particular projeto de canais duplos de homogenização para melhor homogenização do fluxo da massa polimérica.>>>>

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Extrusoras

DIVULGAÇÃO/PS

Mercado

Investimos pesado em novas tecnologias para nosso conjunto extrusor, com novas geometrias, maior desempenho e menor consumo de energia”, ressalta o empresário. Toda tecnologia agregada garante vantagens ao transformador, como ressalta Rodrigues. “No caso do cabeçote o sistema de canais duplos para o fluxo da massa, apresenta qualidades ópticas incomparáveis com os modelos mais convencionais, seu projeto permite uma excelente distribuição através de espirais proporcionando mínimo tempo de residência da massa”, destasca Rodrigues. E acrescenta: ”Tradando-se do conjunto extrusor, em termos de energia a HGR possui o menor consumo ( kw ) do mercado. Nossas roscas com geometrias de alta performance e especial tratamento de superficie possui uma durabilidade de três anos”, revela. O executivo também destaca a importância de quem vai comprar ou usar a máquina, que tenha consciência e conhecimento do seu potencial. “De uma maneira global, se os transformadores seguirem ‘’ à risca ‘’ o manual de operações, o equipamento pode ficar até 03 anos sem manutenção corretiva”, observa. Rodrigues também comentou sobre o desempenho em 2009 e as projeções para 2010. Conforme o executivo, com os atuais benefícios governamentais os fabricantes de extrusoras estão com suas fábricas abastecidas no minimo com uma carteira de 6 meses. “O mercado de 2009 foi excelente, batemos recordes de vendas e creio que 2010 terá o reflexo propulsor de 2009”. Quanto ao estímulo do Governo para ampliar o mercado, Rodrigues mostrou-se otimista. “Se o Governo estabelecer e am-

pliar, como já ampliou as taxas atrativas para financiamento bancário, creio que o pátio industrial nacional será atualizado em 60%, pois temos uma quantidade considerável de equipamentos obsoletos no mercado. Ressalto desta maneira pois a concorrência entre os transformadores está cada vez mais acirrada, por isso os mesmos devem acompanhar as inovações tecnológicas das linhas de extrusão e agregar nos seus produtos”, finaliza.

Grupo NZ destaca avanços no setor Há aproximadamente 20 anos no mercado nacional, o Grupo NZ – composto pelas empresas NZ Cooperpolymer, NZ Philpolymer, Armagedom e Zath – atua em diversas fases da cadeia produtiva de plástico; produz e comercializa resinas termoplásticas de engenharia para diversos segmentos da indústria nacional; desenvolve, projeta, fabrica e nacionaliza peças técnicas termoplásticas e recentemente iniciou a importação, representação e comercialização de novos produtos – extrusoras, granuladores, moinhos, silos, cilindros, roscas, equipamentos laboratoriais e acessórios – com a finalidade de elevar a condição fabril do setor. Uma das características do Grupo NZ é investir em marketing e mídia. Por isso a empresa divulga com ênfase sua linha de produtos e participa de inúmeras feiras em várias regiões do Brasil. Desta forma suas mensagens chegam rapidamente aos clientes. As últimas evoluções tecnológicas da extrusora são reveladas por Nelio Zaude (Diretor-Presidente); Thiago Zaude (Vice-Diretor) e José Suares da Silva (Gerente), executivos do Grupo NZ. “A máquina possui dupla troca de

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Extrusoras de filmes, fios e tecidos plásticos do Grupo NZ: benefícios ao transformador

telas com estação hidráulica; abertura no inicio do armazenamento na zona de alimentação para retirada de umidade aparente; funil / alimentação forçada, eliminação de aglutinação de materiais plásticos; sensor de pressão no cabeçote. São Linhas de Extrusoras destinadas para recuperação de filmes e tecidos plásticos”, explicam. A cada ano o setor de pesquisa e desenvolvimento aprimora os equipamentos, que garantem benefícios ao transformador. Nélio e Thiago destacam essa evolução. “Há vantagens em diminuir a perda de material durante o processo; elevação de produtividade; maior qualidade no produto com nível minimo de degradação e proporcionando maiores ganhos na comercialização do produto; estabilização de processo; eliminando o aglutinador, o equipamento alimentado com apara suja, molhada já extrusa o material diminuindo o consumo de energia”, revelam os executivos. Qualquer empresário sabe que o rendimento otimizado de uma máquina depende da adequação de todos os componentes que envolvem o processo, bem como a capacitação do operador. Por isso, o Grupo NZ faz algumas recomendações especiais: “Trabalhar com Extrusoras Mono Rosca tipo Cascata, ou seja em 2 estágios consegue-se estabilizar melhor o processo, tornando-o mais qualificado e produtivo, sem esquecer da importância da não contaminação do material antes do processo de extrusão”, avisam.


Acmack tem novidades na extrusora Ciola A empresa Acmack, com unidade industrial em Itupeva (SP), dedica-se à fabricação das tradicionais extrusoras Ciola para uma produção de Filmes Flexíveis. Segundo Altemir Costa, Gerente de Vendas para América Latina a empresa é conhecida por produzir as melhores extrusoras de polipropilenos do planeta.”Temos 50 anos de existência, nossa linha de produtos compreende extrusoras e coextrusoras planas e tubulares, estamos estrategicamente alocados no eixo São Paulo-Campinas. Oferecemos linhas de extrusão de alta qualidade para uma produção de filmes planos co-extrusados e filmes tubulares mono-capa em polipropileno”, informa Altermir Costa. O executivo informa sobre as últimas evoluções tecnológicas da linha de extrusoras que a empresa fabrica, destacando como grande novidade a coextrusão pelo sistema com resfriamento por água e não por ar (“quench system”). “Tal processo proporciona melhor transparência, brilho e outras características que tornam as embalagens mais práticas e atraentes, além de melhor eficiência nos processos de produção”, avisa. Na linha plana, a última novidade é desenvolvimento de uma HORIZON 2100/3, Coexstrusora de três camadas, largura de 2100 mm e produção de 650 kg/h”, revela o executivo.

DIVULGAÇÃO/PS

O Grupo NZ sempre trabalha com pensamento positivo e, por isso, ao comentar sobre desempenho, não faz queixas, mas trabalha. “Em 2009, levando-se em consideração o período de crise, onde algumas empresas brecaram os investimentos, foi bom. Em 2010 temos a projeção de grandes negócios devido a ótima expectativa de crescimento no Brasil”, projetam os diretores da NZ. E confiam até em programas do Governo, como a Linha de Financiamento com taxa de juros especiais ao Reciclador.

O gerente de vendas da Acmack, Altemir Costa, fala sobre o segmento de flexíveis

sobre procedimento ou recomendação especial para uso que torne o rendimento superior, Altemir Costa é objetivo: “Investimento em equipamentos de alta performance bem como consultoria de matériais”, define. Apesar da crise internacional, a Acmack não se queixa, pois o mercado para a extrusão em 2009 foi positivo. “Nossa avaliação é que foi um ano bom, com um crescimento de 7%. Nossas projeções apontam um crescimento ainda maior em 2010, podendo alcançar 20% ou mais”, destaca o executivo da Ciola. Quanto à participação do governo como um fomentador das indústrias, Altemir Costa dá uma receita simples: a manutenção dos benefícios atuais tem sido importante. Ele cita, por exemplo, isenção de IPI e financiamentos com juros diferenciados para o setor. “Entendemos que a redução dos juros, tal como no caso do Finame

4,5% deva continuar até que o setor recupere o equilíbrio de períodos anteriores”, explica o executivo. “Quanto ao mercado externo, só uma medida mais arrojada por parte do Governo poderá resolver o pro->>>>

Todo processo evolutivo oferece vantagens ao seu usuário e os clientes da Acmack ficam sabendo quais os benefícios agregados pela tecnolgia. “O transformador pode oferecer filmes diferenciados. Além de melhor barreira e transparência, maior elasticidade e soldabilidade. Com melhor resistência mecânica, também se pode trabalhar com espessuras menores, representando economia e mais competitividade.”, ressalta. E <<<< Dezembro de 2009 < Plástico Sul < 39


Mercado

Extrusoras

blema das exportações, extremamente prejudicadas pelo câmbio e aumento da concorrência externa”, destaca.

Wortex na vanguarda do processo

DIVULGAÇÃO/PS

Resultado de um ousado plano de nacionalização de tecnologia, o Centro Industrial e Tecnológico Wortex, fundado em 1976, com sede em Campinas/SP, foi resultado de um projeto conjunto da Unicamp (Universidade de Campinas), Ministério da Indústria e Comércio e do empresário Paolo Filippis. “A Wortex possui uma história marcada pelo

de extrusão, sopro e injeção. No caso da extrusão a Wortex detém algumas tecnologias especiais como para chapas, filmes e outros tipos, como matriz de multicamada. Filippis destaca que a Wortex foi pioneira no sistema de degasagem para extrusão. “Nos últimos 12 anos também apostamos em máquinas de reciclagem, com liderança de mercado, o que nos valeu até o prêmio PPR. “E estamos cada vez mais inovando. Começamos com o processo de monodegasagem, depois fomos para dupla defasagem e agora atuamos com até quatro níveis de degasagem, que é para processar materiais

ção e pontualidade, faz da Wortex uma empresa em constante inovação tecnológica e em busca de soluções sob medida para seus clientes. O Centro constitui uma área integrada de 18.000m², com maquinários, laboratórios, equipamentos de última geração e um quadro de funcionários altamente treinados, informa o executivo. ”A Wortex sempre esteve na vangarda do processamento. Com o sistema de extrusão Monorosca, tinha o know-how mais avançado do mundo, e atualmente temos na Dupla Rosca”, diz Filippis. “Mantivemos esse desafio de competitividade”, ressalta.

Wortex garante qualidade e segurança nas soluções para máquinas extrusoras

multicamadas, altalmente impressos e contendo uma certa quantidade e unidade. O executivo está otimista quanto às vendas. “Em 2009 já foi bom e será melhor ainda em 2010”, projeta.

pioneirismo, liderança de mercado e sucesso comprovado através de uma imensa gama de projetos já desenvolvidos e caracterizados pela alta qualidade nas soluções adotadas em máquinas extrusoras, roscas e cilindros”, explica o diretor-presidente Filippis. O empresário destaca que o Padrão Internacional, aliado à precisão, à participa-

O empresário explica que a forma de a Wortex contribuir para a evolução dos processos é melhorando a qualidade e a produtividade, garantindo benefícios ao transformador por meio de Projetos Especiais. “Esse sempre foi nosso diferencial”, sustenta. O executivo revela que no segmento de roscas e cilindros atende os mercados de máquinas

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A Wortex mais uma vez inova e recentemente apresentou aos clientes seu mais novo lançamento na Linha Recicladora de Plásticos ECO-CHALLENGER. “Este equipamento foi projetado em módulos que permitem o fornecimento de um sistema de simples operação e baixo custo, podendo evoluir para um sistema totalmente automatizado e multi-tarefas”, revela Filippis. A linha está capacitada para reciclagem de materais flexíveis: PEAD, PEBD, PEBDL, PP, BOPP, filme incolhível; ráfi a; Não-Tecidos; Poli Nylon; Filmes laminados e materiais expandidos. Os materiais podem ser pósconsumo ou pós-industrial; impressos ou lisos; moídos ou aglutinados.PS


Plast Mix

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Institucional

FOTOS DESTA SEÇÃO POR ELEN ZURITA/PS

Despedida de 2009 em alto estilo

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O tradicional evento de final de ano do setor plástico realizado pela Abiplast, Abief e Afipol foi marcado por clima animado e muita festa. O 26º Jantar da Indústria do Plástico ocorreu dia 04 de dezembro, na Mansão França, em São Paulo, e contou com a participação de grandes nomes do segmento. Entre os empresários e executivos, esteve presente Laércio Gonçalves, da Activas, Wilson Cataldi, da Piramidal, Armando Biguetti, da Quattor e Rui Chammas, da Braskem. A Revista Plástico Sul acompanhou de perto a festa e registrou os melhores momentos.

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1 - O anfitrião Merheg Cachum, presidente da Abiplast 2 - Presidente da ABIEF e Sinplast-RS, Alfredo Schmitt 3 - Diretor da Greenfield, Luiz Fernando Pereira 4 - Presidente do INP, Paulo Dacolina 5 - Diretor da Activas, Laércio Gonçalves 6 - Consultora internacional, Rina Quijada 7 - Diretor da Solvay Indupa, Gibran Tarantino 8 - Presidente do Simplás, Orlando Marin com Remo Boff e David Pistorello 9 - Walter Câmara, do Simpepe, com Merheg Cachum

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DIVULGAÇÃO/PS

Bloco de Notas Víqua planeja aumentar sua capacidade de produção em 2010 Com a aquisição de novos equipamentos para expansão do parque fabril a Víqua projeta aumento de 40% na capacidade de produção em 2010. As novas máquinas estarão operando até o fim do primeiro semestre do ano e serão utilizadas para aumento da produção em todas as áreas de atuação da Víqua: Irrigação, Predial e Casa e Decoração.Para atender a demanda crescente a empresa, com sede em Joinville, já contratou 150 pessoas nos últimos meses. Estatísticas da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) confirmam o aquecimento do setor. Uma pesquisa interna com o varejo de material de construção aponta crescimento de 4% em novembro, na comparação com o mesmo período de 2008. No acumulado do ano (janeiro a novembro), o aumento de vendas foi de 4,5%. Para 2009, a previsão da Anamaco é crescimento final de 6,5% e em 2010 de 10%.

Cientistas brasileiros desenvolvem estação avançada com PVC na Antártida Desde 1984, o Brasil desenvolve estudos na Antártida, mais especificamente na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetlands do Sul, a mais de 3 mil quilômetros do polo sul geográfico. É um dos pontos mais próximos da América do Sul – e está fora do continente antártico. Mas, se depender de estudos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), essa distância será reduzida. Desde 2007, um grupo do Laboratório de Planejamento e Projetos trabalha no Módulo Antártico Padrão (MAP). O Módulo está sendo projetado para enfrentar o clima desafiador da área continental, onde as temperaturas são negativas o ano todo e os ventos passam facilmente dos 100 km/h. Uma das principais diferenças entre a base em funcionamento (Estação Antártica Comandante Ferraz) e o MAP é o material usado. Em vez de contêineres metálicos, é aplicado o PVC. “Exige mínima manutenção, tem alta durabilidade, boa resistência à radiação ultravioleta e a técnica de construção é fácil”, acrescenta a arquiteta e pesquisadora da UFES, Cristina Engel. Pelo planejamento da equipe, formada por 35 pessoas, o MAP também terá fontes alternativas de energia, como solar e eólica, reuso de água e equipamentos de consumo eficiente, como temporizadores nas torneiras, vasos sanitários com duplo acionamento e duchas com aerador.

Produção de peças plásticas deve atingir recorde em 2010 A indústria brasileira de transformados plásticos deve registrar novo recorde de produção este ano. Após encolher em 2009, o setor deve retomar trajetória de expansão, conforme prevê a Abiplast. A previsão do presidente da entidade, Merheg Cachum, é de que o setor poderá crescer em linha com o desempenho do PIB, em 2010, ou seja, por volta de 6%. Caso a previsão se confirme, o setor compensará a retração estimada de 5,7% para 2009 e com isso, deverá superar a marca de 5,143 milhões de toneladas de transformados plásticos, produzidas em 2008.

Dow é certificada como uma das empresas mais inovadoras do Brasil A Dow foi reconhecida como uma das empresas mais inovadoras do Brasil pela Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI). Os investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento e tecnologia, somados ao foco na busca de soluções inovadoras, levaram a Companhia a receber o Selo ANPEI de Empresa Inovadora. Essa certificação tem como objetivo identificar e reconhecer companhias com sólidos esforços e investimentos em P&D e inovação. Os critérios para conquistar o reconhecimento da ANPEI levam em consideração informações sobre a estrutura, os negócios e investimentos realizados pelas empresas com o objetivo de promover inovação e avanço tecnológico.

Salvi Casagrande como representante exclusivo das Válvulas Solenoides A Salvi Casagrande, empresa genuinamente brasileira que atua desde 1966 no ramo de medição e instrumentação, agora é representante exclusivo das Válvulas Solenoides Jefferson. A Jefferson Sudamericana S.A. há 30 anos fabrica válvulas solenóides, controles de nível e outros equipamentos para automatização industrial. Desde o início, tem sido um exemplo de dedicação e força para responder às necessidades de seus clientes, incorporando constantemente novos produtos afins a sua especialidade. Atualmente, sua linha de produtos atinge mais de 3.000 modelos de

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válvulas e controles de nível, que atende as múltiplas necessidades da indústria para controlar líquidos e gases dos mais diversos tipos, tais como: água, ar, vapor, óleo, refrigerantes, oxigênio, nitrogênio líquido (-200°C), produtos corrosivos e muitos outros. Sua inserção internacional se vê refletida com a instalação, no Brasil, da JEFFERSON SOLENOIDBRAS LTDA., onde também se fabrica parte da linha, no México através da VALJEFF S/A de C.V. e nos E.U.A. com um escritório de representação que atende todo o país, bem como o mercado canadense e grandes distribuidores em outros países com a estratégia de atender vendas e serviços em todo o mundo.


Produção industrial cai 9,7%, mas IBGE registra expansão em químicos e plásticos A produção industrial brasileira caiu 0,2% em novembro, invertendo a direção tomada um mês antes, de alta de 2,3%, na série com ajuste sazonal. Dos 27 setores analisados pelo IBGE, 15 apresentaram redução na atividade na comparação mensal. Na ponta oposta, surgiram máquinas e equipamentos, com elevação de 3,9%, e refino de petróleo e produção de álcool, com acréscimo de 3,5%, entre outros. Ante o penúltimo mês de 2008, a produção industrial teve crescimento, de 5,1%. Foi a primeira taxa positiva em 12 meses, apontou o IBGE no levantamento. A maioria dos ramos investigados verificou ampliação na atividade fabril. Nessa situação, figuraram veículos automotores, com expansão de 22,9%, bem como outros produtos químicos (7,9%) e borracha e plástico (14,2%). De janeiro a novembro de 2009, a indústria encolheu 9,3%, com declínio na produção em 23 segmentos e todas as categorias de uso em baixa. O organismo chamou atenção para o impacto da fabricação de veículos automotores, que retrocedeu 17,1%, e para o caso dos bens de capital, que caíram 20,2%. Em 12 meses, a produção industrial recuou 9,7%.

DIVULGAÇÃO/PS

Painel da Indústria Setor de máquinas sustenta a recuperação da indústria Depois de dez meses de alta, a indústria brasileira recuou 0,2% em novembro em relação a outubro. Porém, a produção de bens de capital, que inclui máquinas e equipamentos, registrou expansão de 6,1% no período, a oitava consecutiva. Para o IBGE, responsável pela pesquisa, é um sinal de que o processo de recuperação da indústria não foi interrompido. “O resultado de novembro indica uma acomodação em razão das altas anteriores, mas não altera a trajetória de crescimento”, diz o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE. Segundo ele, o desempenho negativo no mês decorreu da queda na produção de bens de consumo duráveis, principalmente automóveis, cuja produção diminuiu 2,2% depois de crescer 107,6% entre janeiro e outubro. Mesmo com a queda, porém, a produção da indústria foi maior do que a verificada no mesmo período do ano anterior, o que não acontecia havia 12 meses. A alta, de 5,1%, é resultado da recuperação gradual verificada ao longo do ano aliada a uma base de comparação bem mais baixa do que as anteriores - em novembro de 2008 o setor já sofrera uma drástica redução devido à crise. Os efeitos da crise, no entanto, persistem. Segundo a economista Thaís Marzola Zara, da Rosenberg Consultores Associados, a produção atual está num patamar 5,9% abaixo do verificado em setembro de 2008, mês em que a indústria nacional atingiu seu recorde.

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Anunciantes Agenda Brasil FMU – Feira de Ferramentaria, Modelagem e Usinagem Data: 02 a 05 de março Local: Joinville - SC Telefone: 47 3028-0002 http://www.marktevents.com.br

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Química & Petroquímica Data: 21 a 24 Junho Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi São Paulo-SP www.quimica-petroquimica.com.br Interplast 2010 - Feira e Congresso Nacional de Integração da Tecnologia do Plástico Data: 23 a 27 de agosto Local: Expoville - Joinville - SC http://www.messebrasil.com.br

Internacionais Argenplás – XIII Exposição Internacional de Plásticos Data: 22 a 26 de março Local: La Rural, Predio Ferial de Buenos Aires - Argentina www.argenplas.com.ar Plastimagen – 16ª Exposição Internacional da Indústria do Plástico Data: 23 a 26 de março Local: Centro Banamex – Cidade de México –México www.plastimagen.com.mx Chinaplas – Feira Internacional de Plástico e Borracha Data: 19 a 22 de abril Local: Shanghai New International Expo Center - China www.chinaplasonline.com Expoplast Peru Data: 12 a 15 de maio de 2010 Local: Centro de Convenciones del Jockey Plaza - Lima – Peru www.expoplastperu.com


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Plastico Sul 105  

Edição 105 da Revista Plástico Sul

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